– Cruzeiro pagará mesmo 10X mais do que vendeu?

E o Cruzeiro não está economizando no mercado. Está trazendo Fabrício Bruno de volta ao clube (por 10 vezes mais do que vendeu).

A pergunta é: A SAF terá lucro a partir de quando? Ou não é para ter?

Falamos anteriormente em: https://professorrafaelporcari.com/2025/01/08/e-o-fabricio-bruno-2/

– O Botafogo ainda sem técnico? Mas o campeonato está começando…

No próximo sábado, dia 11, o Botafogo FR iniciará sua temporada 2025 contra o Maricá. E ainda… sem treinador!

No ano em que tem Libertadores da América e Supermundial de Clubes, parece que a gestão Textor não se preparou adequadamente. Com premiações atrasadas a serem pagas, um desmanche enorme do elenco e, pior, a falta de um diretor técnico para comandar a equipe, parece estar atrasado em relação aos seus co-irmãos cariocas.

Alguém poderá alegar que no ano passado, também ficou de fora da disputa do título do Estadual, mas conquistou o Nacional e o Continental. Fica a questão: será que em todo ano, começar a posterior um planejamento e a preparação, dará certo?

Talvez a questão da saída de tantos nomes do elenco, e ainda não tendo reposição (sem treinador para validar a chegada de novos atletas), pode ser uma pedra no sapato do Fogão

Ser SAF, insisto, não quer dizer ser eficiente. Abordamos isso no texto em: https://professorrafaelporcari.com/2025/01/08/o-modelo-saf-nao-e-sinonimo-de-excelencia-em-gestao-principalmente-no-brasil/

– O modelo SAF não é sinônimo de excelência em gestão (principalmente no Brasil).

Responda rápido: qual SAF deu certo no Brasil (ganhando títulos e gerando lucros)?

Eu leciono na área de Administração (Gestão e Empreendedorismo). E me assusto quando vejo que os modelos não estão frutificando para ninguém…

Ouça até o fim sobre Grandes e Pequenas SAFs no Futebol Brasileiro, em: https://youtu.be/6zWSslAxWnY?si=07To65sel22UrVNS

– E o Fabrício Bruno?

Coisas que não entenderei: o Cruzeiro vendeu Fabrício Bruno ao Red Bull Bragantino por 4 milhões de reais. O Flamengo o tirou do clube de Bragança Paulista pagando a multa rescisória de 15 milhões em 2022. Agora, leio que o clube mineiro quer o recontratar, oferecendo acima de 40 milhões de reais!

Uma recompra por 10 vezes do que vendeu?

Algo não está certo no futebol brasileiro… é muito dinheiro!

Aliás, a SAF do Cruzeiro, aparentemente, não tem a finalidade de ter lucro, mas de tentar títulos. Seria isso?

E como se bancará para se auto sustentar? Ou viverá de mecenato do seu proprietário?

Cada SAF tem o seu propósito… no mundo ideal, dariam lucro e viveriam com as próprias pernas, sem tais recursos… Utopia?

– Vini Jr suspenso por duas partidas.

E Vinicius Jr pegou dois jogos de suspensão, pela expulsão contra o Valência.

Insisto: o Cartão Vermelho foi injusto e explico aqui, em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2025/01/06/a-injusta-expulsao-de-vini-jr-no-valencia-x-real-madrid/

– A loucura do Calendário do Futebol Brasileiro.

Conforme se pode observar no levantamento da Sofascore (figura abaixo), dos 20 clubes de futebol que mais entraram em campo no planeta, 19 são brasileiros!

Avalie: o Botafogo FR, por ter ido bem nas competições, teve um maior número de partidas (e se ele tivesse jogado bem o regional, jogaria ainda mais, devido às finais). Ou seja: quanto melhor o time, mais ele tem o calendário apertado pelas inúmeras competições.

Poupar atletas?

Ninguém quer. Se for eliminado das Copas (Libertadores, Sulamericana ou a do Brasil), a cornetagem é enorme. E quando poupa no Brasileirão acaba abrindo mão desse tão importante torneio e aí se desespera.

Consequências?

Vide como os jogadores chegam exaustos no final do ano. A vida útil de um atleta diminui. As lesões aumentam. A saúde mental adoece. E por aí vai.

Me preocupo que, se considerarmos 2025, temos mais uma competição: o SuperMundial da FIFA! Quem aguentará entrar em campo tantos jogos?

Sendo assim, pense: equipes mais fracas podem superar as mais fortes, por um diferencial: o preparo físico! Lógico, descansado, rende-se mais. 

O grande problema passa a ser: ninguém discute mudar o calendário nacional

Screenshot

– Serelepe, da FPF:

Quem lembra do Serelepe, o mascote do Paulistão dos anos 90?

Naquela época, os Estaduais eram fortíssimos (e muito bem organizados).

 

– Cautela no julgamento de Garro.

O jogador argentino do Corinthians Rodrigo Garro se envolveu em um acidente em sua Terra Natal, vitimando um motociclista.

Garro estava alcoolizado (passou um pouco do limite aceito do teor na Argentina). A vítima estava sem capacete e portando drogas.

Já li gente condenando e outros “passando pano” para o atleta. Parece que eram testemunhas oculares do ocorrido…

Calma lá! Deixe que as autoridades cuidem do caso, evitando situações precoces ou mal resolvidas. Em tese, não se discute com está dirigindo embriagado. Mas esperemos os peritos.

Rodrigo Garro

Foto: Roberto Casimiro/FotoArena / Estadão

– Para que tanto LE, São Paulo?

O SPFC tem Patrick, jovem promissor lateral-esquerdo, em seu elenco. Leio que agora traz Wendell (do Porto) e Enzo Diaz (do River Plate), ambos da mesma posição.

Não é muito lateral de uma vez só? Ou o time vai “torto”, ou a estratégia do treinador Zubeldía não está tão clara?

Ou ainda: as contratações nada têm do dedo do técnico?

– Há dois anos, falecia Zagallo.

Relembrando há 1 ano:

Faleceu Zagallo.

Se fosse de outro país, teria uma estátua ainda em vida. Quem mais ganhou pela Seleção Brasileira? Ele amava a Amarelinha!

Um nome de respeito, de personalidade forte e de algumas polêmicas. Mas inegavelmente, um apaixonado pelo Escrete Canarinho.

Descanse em Paz.

Foto: Lucas Figueiredo / CBF.

– A injusta expulsão de Vini Jr no Valência x Real Madrid.

Antes da confusão no Estádio Mestalla, no último jogo entre Valência x Real Madrid, uma importante introdução: nos anos 90, a referência na Europa para “boa arbitragem” era a italiana, e o inverso, era a espanhola. Salvava-se na virada do milênio Garcia Aranda e olha lá. Hoje, os ingleses e os alemães são os melhores da Europa.
Mesmo com o crescimento da La Liga, a arbitragem não evoluiu a contento, e ainda vemos algumas lambanças por lá (além das polêmicas de que Barcelona e Real Madrid, em dúvida contra os pequenos, tem lances a seu favor).

Voltemos a Valência x Real Madrid, onde o componente técnico é sucumbido pelas pressões sociais e, até mesmo, má vontade pessoal do árbitro. O espanhol Soto Grado é um importante juiz lá, mas não tão referencial para o restante da Europa.

Sobre o lance:

O goleiro Dimitrievski fez uma provocação a Vinícius Jr, que havia pedido um pênalti no lance (que não foi). O atleta do Valência o cutucou pelas costas e aparentemente fez uma graça com o cabelo dele. Vini revidou com um empurrão. Esperto, o goleiro desabou na grande área, simulando uma agressão.

Ali, é o clássico lance de advertência a ambos por atitude inconveniente, ou seja, cartão amarelo para os dois. Entretanto, o árbitro, após o VAR, entendeu que Vinícius praticou conduta violenta (agressão), que pode resultar em até 12 jogos de suspensão.

Em câmera lenta (ou avançada), você deturpa a realidade e perde a impressão real do lance. Se fosse um Pierluigi Colina, talvez até mesmo com uma boa advertência verbal teríamos resolvido a situação. O cartão vermelho foi totalmente fora de contexto.

Importante: abomino qualquer manifestação racista, mas Vinicius Jr tem cometido reclamações desnecessárias contra a arbitragem em lances de disputa de bola (não estou falando das ofensas, isso é outra coisa). Sua luta justa contra o preconceito acaba sendo contestada por adversários que o observam pedindo faltas “a là Brasileirão” em muitos momentos. Claro, a torcida responder com cantos racistas é obviamente desproporcional.

Que não vire (se é que já não virou) perseguição pessoal da arbitragem contra ele.

– Cautela no julgamento de Garro.

O jogador argentino do Corinthians Rodrigo Garro se envolveu em um acidente em sua Terra Natal, vitimando um motociclista.

Garro estava alcoolizado (passou um pouco do limite aceito do teor na Argentina). A vítima estava sem capacete e portando drogas.

Já li gente condenando e outros “passando pano” para o atleta. Parece que eram testemunhas oculares do ocorrido…

Calma lá! Deixe que as autoridades cuidem do caso, evitando situações precoces ou mal resolvidas. Em tese, não se discute com está dirigindo embriagado. Mas esperemos os peritos.

Rodrigo Garro

Foto: Roberto Casimiro/FotoArena / Estadão

– E o Fabrício Bruno?

Coisas que não entenderei: o Cruzeiro vendeu Fabrício Bruno ao Red Bull Bragantino por 4 milhões de reais. O Flamengo o tirou do clube de Bragança Paulista pagando a multa rescisória de 15 milhões em 2022. Agora, leio que o clube mineiro quer o recontratar, oferecendo acima de 40 milhões de reais!

Uma recompra por 10 vezes do que vendeu?

Algo não está certo no futebol brasileiro… é muito dinheiro!

Aliás, a SAF do Cruzeiro, aparentemente, não tem a finalidade de ter lucro, mas de tentar títulos. Seria isso?

E como se bancará para se auto sustentar? Ou viverá de mecenato do seu proprietário?

Cada SAF tem o seu propósito… no mundo ideal, dariam lucro e viveriam com as próprias pernas, sem tais recursos… Utopia?

– De onde vem a diferença do futebol europeu em relação ao sul-americano?

Todos nós estamos acompanhando como o futebol brasileiro regrediu nos últimos anos. Seja em relação aos clubes europeus, seja em relação às Seleções de fora, o fato é: a nata do esporte bretão está espalhada na Europa, especialmente na Inglaterra. E a América do Sul ficou muito para trás, vendo até mesmo Ásia, África e América Central e do Norte crescerem.

Mas como isso foi acontecer?

Até o final dos anos 90, os grandes clubes sul-americanos se equivaliam em condição técnica aos grandes clubes europeus. Em questão econômica, não, pois as agremiações já se tornavam empresas.

No início dos anos 2000, com o advento da Globalização (da forma como ela é hoje), o mundo foi se descobrindo cada vez mais. As distâncias diminuíram e os jogos de toda a parte do planeta passaram a ser vistos. Os melhores jogadores de cada clube fora do eixo europeu passaram a ser contratados. Com isso, ingleses, espanhóis, alemães, franceses e italianos dividiam espaços com outras nacionalidades.

Nesse período, bem ou mal, vimos os últimos títulos do Mundial de Clubes ficarem na mão de brasileiros: o São Paulo contra o Liverpool, o Internacional contra o Barcelona e o Corinthians contra o Chelsea (e isso ainda ocorreu graças à atuação espetacular dos goleiros Rogério Ceni, Clemer e Cássio).

Quando foi a “virada de chave” definitiva?

Com a Internet e a captação de jovens talentos estrangeiros.

A Web permitiu que todas as categorias de base também fossem vistas, bem como os clubes do Interior mais escondidos. Os garotos passaram a ser levados de maneira mais barata, moldados aos treinos táticos europeus, permitindo que os clubes ricos comprassem o “pé-de-obra direto da fonte”.

Veja a Seleção da Alemanha: há atletas de vários continentes! A França de 1986 era um time branco-cristão e hoje se tornou multi-étnico árabe. Tudo mudou lá fora, e nós paramos (sem os jovens vendidos precocemente e muito menos com os euros do Velho Continente).

Com essa miscigenação, atletas africanos e asiáticos começaram a levar conhecimento aos seus selecionados, e o intercâmbio se tornou frutífero: isso explica a evolução dos outros continentes. E, sendo assim, o que restou aos clubes de futebol brasileiros? A “sobra” do que os europeus não querem.

Vejam só quantos venezuelanos, argentinos, uruguaios e demais atletas vizinhos, que não vingaram na Europa, mas que servem aos times daqui. Eles não tiveram espaço pela falta de qualidade no futebol em alto nível, mas acabam sendo usados no Brasil, tirando vagas de jovens brasileiros que aqui permanecem (pois os bons são vendidos cedo).

Vide a partida Manchester City 4×0 Fluminense: o time inglês nem se esforçou (e estava desfalcado de Haaland e de De Bruyne), enquanto o time brasileiro, completo, deu o máximo que pode. Será que os estrangeiros do Flu jogariam na Premiere League? Óbvio que não.

Mas o que fazer?

Fortalecer financeiramente os clubes, segurar os atletas de base, evitar (em existindo mesma condição técnica) trazer estrangeiro, dar oportunidade a jovens, mas o principal: promover intercâmbio! Jogar no Exterior e reciclar nossos técnicos ajudaria muito

– Há dois anos, falecia Zagallo

Relembrando há 1 ano:

Faleceu Zagallo.

Se fosse de outro país, teria uma estátua ainda em vida. Quem mais ganhou pela Seleção Brasileira? Ele amava a Amarelinha!

Um nome de respeito, de personalidade forte e de algumas polêmicas. Mas inegavelmente, um apaixonado pelo Escrete Canarinho.

Descanse em Paz.

Foto: Lucas Figueiredo / CBF.

– André Jardine faria um bom ou um mau negócio se aceitasse voltar ao Brasil?

Arthur Jorge não é mais técnico do Botafogo, e se especula André Jardine em seu lugar.

Jardine era especialista em categorias de base. No São Paulo, não teve paz quando lhe foi dada a chance no time profissional. No América-MEX (um time rico e popular, e propriedade da Televisa), virou ídolo, ganhando tudo o que disputa.

Se o técnico trocar o México (onde ganha muitíssimo bem) por um salário igualmente alto no Botafogo, terá feito um bom negócio, ou não?

Deixe a sua opinião:

– Os 10 árbitros masculinos da FIFA do Brasil para 2025.

Uma relativa surpresa: saiu a relação dos árbitros indicados pela CBF para o quadro internacional. O Brasil tem a cota máxima da FIFA (10 árbitros masculinos).30

Deixa o famoso “escudo branco” Bráulio da Silva Machado-SC (supostamente pela idade: 45 anos). Mas aí, a justificativa não cola, já que Raphael Claus-SP também tem 45 anos e é apenas 4 meses mais novo do que ele.

Entra: Matheus Delgado Candançan-SP, com apenas 26 anos. Não foi surpresa alguma, já que ele estava fazendo os cursos para jovens árbitros visando a FIFA. É o perfil desejado pela entidade: novato, com potencial para 3 Copas do Mundo. E aqui, vale a análise fria:

Reinaldo Carneiro Bastos, sabidamente, tem enorme força na CBF. Alguns dizem que Edinaldo Pereira apenas “pede a benção” ao grupo político de Reinaldo. Tanto que o grupo político de Ricardo Teixeira (adversário dele) tenta tirá-lo do cargo, emplacando… Ronaldo Fenômeno. Por isso o paulista Wilson Luís Seneme permaneceu firme em seu cargo durante as turbulências da arbitragem nesse ano.

A FPF contará, portanto, com 3 árbitros internacionais masculinos devido a entrada do jovem Candançan (lembrando que no quadro feminino, temos Edina Batista Alves, a única mulher que tem regularidade na série A do Brasileirão). Isso demonstra a força política de SP. E não é que Candançan não tenha méritos, ele ainda é bem jovem e precisa amadurecer. Lembremo-nos que ele foi jogado “na cova dos leões” para apitar um Derby Paulista e o jogo terminou com muita confusão. Depois disso, recomeçou a carreira (quase o queimaram). Assim sendo, já que será FIFA, estará pronto para um novo Corinthians x Palmeiras? Um Grenal ou um FlaFlu? Afinal, o FIFA é o árbitro, em tese, pronto para apitar qualquer partida.

A supresa, sem dúvida, é a saída de Bráulio. Depois da morte do Delfim Peixoto no acidente da Chapecoense (vice-presidente da CBF, presidente da FCF e membro do grupo de Teixeira), Santa Catarina perdeu força. E a permanência de Paulo Zanovelli-MG (aquele do erro de direito no Fluminense x São Paulo, de várias ruins atuações) acaba por ter explicação: no “jogo político”, não se pode deixar a FMF sem um árbitro FIFA! Há de se recordar que tivemos Márcio Rezende de Freitas, depois Ricardo Marques Ribeiro e agora, intocável, Zanovelli. Se aparecer um mineiro bom de apito em 2025, aí poderia ter a saída de PC Zanovelli.

Fica a pergunta: a meritocracia entra em campo, quando o assunto é arbitragem, ou simplesmente o interesse de apoio entre a cartolagem?

A relação completa, abaixo:

  • Anderson Daronco (RS)
  • Bruno Arleu (RJ)
  • Flávio Rodrigues de Souza (SP)
  • Matheus Delgado Candançan (SP)
  • Paulo César Zanovelli (MG)
  • Rafael Rodrigo Klein (RS)
  • Ramon Abel Abatti (SC)
  • Raphael Claus (SP)
  • Rodrigo José Pereira de Lima (PE)
  • Wilton Pereira Sampaio (GO)

– Casemiro e Antony fora do Manchester United. Quem levará?

Leio que Casemiro e Antony estão à disposição do mercado. O Manchester United não tem mais interesse neles.

Alguém do Brasil teria “cascalho” para trazer os dois ex-sãopaulinos?

– A Manipulação de Resultados na Série D traz conhecidos como indiciados…

Lamento muito!

Meses atrás, escrevemos sobre a manipulação de resultados na série D, e uma das partidas monitoradas pela Polícia Federal era Internacional de Limeira x Patrocinense. O time visitante era acusado de “vender” o resultado para apostadores (levou 3×0 ainda no primeiro tempo).

Depois de muitas investigações, indiciou-se 6 pessoas, incluindo… Estevam Soares!

O experiente treinador sempre foi uma figura simpática e respeitosa. Nunca tive problemas quando apitei jogos dele, e torcerei para que seja um equívoco. E se não for, que a Justiça seja feita.

Que chaga é essa questão de manipulação, não?

Informações de GloboEsporte, em: https://ge.globo.com/google/amp/mg/triangulo-mineiro/futebol/noticia/2025/01/02/manipulacao-na-serie-d-relatorio-do-stjd-responsabiliza-ex-tecnico-do-palmeiras-e-mais-cinco-pessoas.ghtml

Aqui, insisto: já tivemos muitos jogadores, treinadores e cartolas envolvidos em situações como essas. Mas não apareceu um elo muito frágil até agora: os árbitros! Tenho medo disso…

– André Jardine faria um bom ou um mau negócio se aceitasse voltar ao Brasil?

Arthur Jorge não é mais técnico do Botafogo, e se especula André Jardine em seu lugar.

Jardine era especialista em categorias de base. No São Paulo, não teve paz quando lhe foi dada a chance no time profissional. No América-MEX (um time rico e popular, e propriedade da Televisa), virou ídolo, ganhando tudo o que disputa.

Se o técnico trocar o México (onde ganha muitíssimo bem) por um salário igualmente alto no Botafogo, terá feito um bom negócio, ou não?

Deixe a sua opinião:

– A Copinha serve para…

Com o início da Copa SP de Futebol Jr 2025, observa-se que:

  • Para os clubes grandes, ela não revela mais jogador. Quem vai “estourar”, já aparece na equipe profissional (Vide Ronaldo, Kaká, Neymar ou Estevão). 
  • Para os clubes médios e pequenos, é a hora de ganhar dinheiro! São “pé-de-obra” que estão expostos na ótima vitrine.

Trabalhamos esse conceito em: https://youtu.be/VMoh_LqP5XU?si=UFe_Orn4pV76etzT

– A Copa São Paulo é para revelar ou não?

O texto é de 7 anos, mas se faz atual para 2025: o CRAQUE precisa da Copinha para ser revelado? E o árbitro? 

Abaixo, deste mesmo blog:

Começará a Copa São Paulo de Futebol Júnior 2018. A competição é apaixonante para quem gosta de esportes, e abre o calendário futebolístico do Brasil.

Porém, a “Copinha”, como é conhecida carinhosamente a competição, há tempos deixou de ter o propósito inicial: apresentar os craques do futuro e revelar atletas.

No começo, craques surgiam em grandes jogos de equipes de ponta. Clubes de expressão conseguiam mostrar o trabalho realizado nas categorias de base, enfrentando co-irmãos da mesma grandeza.

Hoje, equipes de todo o país, até mesmo as que não se sustentam durante o ano, disputam a Copa SP. Esquadrões formados às pressas, seleções regionais e combinados de atletas de empresários influentes acabam se envolvendo com clubes grandes. E como no futebol nem sempre o melhor vence, pode ocorrer de um grupo qualquer, por ser jogo único, eliminar um time sério que trabalha o ano inteiro. E isso não é bom para o futebol… Já tivemos o Roma de Barueri (de onde veio e para onde foi?) vencendo o torneio em cima do São Paulo FC.

Quem continua fazendo trabalho sério no esporte: o Roma ou o SPFC? O primeiro vende (ou vendia) atletas como mercadoria bruta, o outro forma jogadores (incluindo trabalho escolar e social). E, com frequência, esses mesmos combinados que por acaso vencem a competição, passam vexame: ou alguém não se lembra de times do Tocantins e Roraima levando goleadas com placares de mais de 10 X 0?

Em suma: perdeu-se o espírito esportivo e privilegiou-se o mérito financeiro. A Copinha deveria ser um torneio com os 12 grandes do Brasil (os 4 paulistas, os 4 cariocas, os 2 gaúchos e os 2 mineiros), somando os convites a um ou outro do Centro-Oeste e Nordeste (simplesmente privilegiando o mérito técnico), além dos tradicionais times paulistas que são reconhecidamente fortes nas categorias de base (incluo aqui os campineiros Guarani e Ponte Preta, a Lusa do Canindé, o Nacional da Capital, e, claro, o sempre forte Paulista de Jundiaí, de ótimas campanhas no Sub 19/Sub20). 

Além disso, não poderia deixar de tocar no assunto: e para a arbitragem, a Copinha vale o quê?

Vale muito! Para o árbitro iniciante, é a oportunidade de grandes jogos (para a sua carreira até aquele momento) e com casa cheia. É um debute em competição de importância. Serve para ele aspirar às séries mais altas no Estadual, como A3 e A2, além de ganhar ritmo de jogo para a temporada.

Há um problema nesse ponto: antes, a Copa SP era arbitrada por jovens árbitros durante todo o torneio, e quem se destacasse mais, chegaria à final. Hoje mudou: árbitros conhecidos nacionalmente apitam alguns jogos a fim de se prepararem ao Paulistão, tirando a oportunidade de revelar jovens talentos do apito. Na década de 90, quem apitava a final da Copinha conseguia chegar a série A1! Nos últimos anos, até FIFA atuou na Copa SP.

Fica a preocupação: qual o mote principal da Copinha aos árbitros, pela visão da Comissão de Árbitros da FPF: revelar gente nova ou treinar juiz da primeira divisão?

Quanto ao mote dos clubes, aqui a Federação Paulista não deixa dúvidas: é o de fazer negócios! Claro, quais talentos das últimas edições da Copa SP disputaram o Campeonato Brasileiro?

O craque, hoje, não precisa de Copinha para se revelar. Lembre que Neymar era reserva na edição em que disputou…

Tabela da Copinha 2024 - Copa São Paulo de Juniores

Foto: Divulgação FPF.

– Os 10 árbitros masculinos da FIFA do Brasil para 2025.

Uma relativa surpresa: saiu a relação dos árbitros indicados pela CBF para o quadro internacional. O Brasil tem a cota máxima da FIFA (10 árbitros masculinos).30

Deixa o famoso “escudo branco” Bráulio da Silva Machado-SC (supostamente pela idade: 45 anos). Mas aí, a justificativa não cola, já que Raphael Claus-SP também tem 45 anos e é apenas 4 meses mais novo do que ele.

Entra: Matheus Delgado Candançan-SP, com apenas 26 anos. Não foi surpresa alguma, já que ele estava fazendo os cursos para jovens árbitros visando a FIFA. É o perfil desejado pela entidade: novato, com potencial para 3 Copas do Mundo. E aqui, vale a análise fria:

Reinaldo Carneiro Bastos, sabidamente, tem enorme força na CBF. Alguns dizem que Edinaldo Pereira apenas “pede a benção” ao grupo político de Reinaldo. Tanto que o grupo político de Ricardo Teixeira (adversário dele) tenta tirá-lo do cargo, emplacando… Ronaldo Fenômeno. Por isso o paulista Wilson Luís Seneme permaneceu firme em seu cargo durante as turbulências da arbitragem nesse ano.

A FPF contará, portanto, com 3 árbitros internacionais masculinos devido a entrada do jovem Candançan (lembrando que no quadro feminino, temos Edina Batista Alves, a única mulher que tem regularidade na série A do Brasileirão). Isso demonstra a força política de SP. E não é que Candançan não tenha méritos, ele ainda é bem jovem e precisa amadurecer. Lembremo-nos que ele foi jogado “na cova dos leões” para apitar um Derby Paulista e o jogo terminou com muita confusão. Depois disso, recomeçou a carreira (quase o queimaram). Assim sendo, já que será FIFA, estará pronto para um novo Corinthians x Palmeiras? Um Grenal ou um FlaFlu? Afinal, o FIFA é o árbitro, em tese, pronto para apitar qualquer partida.

A supresa, sem dúvida, é a saída de Bráulio. Depois da morte do Delfim Peixoto no acidente da Chapecoense (vice-presidente da CBF, presidente da FCF e membro do grupo de Teixeira), Santa Catarina perdeu força. E a permanência de Paulo Zanovelli-MG (aquele do erro de direito no Fluminense x São Paulo, de várias ruins atuações) acaba por ter explicação: no “jogo político”, não se pode deixar a FMF sem um árbitro FIFA! Há de se recordar que tivemos Márcio Rezende de Freitas, depois Ricardo Marques Ribeiro e agora, intocável, Zanovelli. Se aparecer um mineiro bom de apito em 2025, aí poderia ter a saída de PC Zanovelli.

Fica a pergunta: a meritocracia entra em campo, quando o assunto é arbitragem, ou simplesmente o interesse de apoio entre a cartolagem?

A relação completa, abaixo:

  • Anderson Daronco (RS)
  • Bruno Arleu (RJ)
  • Flávio Rodrigues de Souza (SP)
  • Matheus Delgado Candançan (SP)
  • Paulo César Zanovelli (MG)
  • Rafael Rodrigo Klein (RS)
  • Ramon Abel Abatti (SC)
  • Raphael Claus (SP)
  • Rodrigo José Pereira de Lima (PE)
  • Wilton Pereira Sampaio (GO)

– O maluco “tiro livre indireto no Japão”.

Do ano passado… mas curioso:

No popular, é um lance de “falta em dois toques” dentro de área: repare que os defensores estão em cima da linha da meta (isso é permitido), e que os cobradores não são identificados (somente em pênalti devem ser).

Os japoneses são fantásticos, não?

Assista em: https://colombia.as.com/videos/locura-en-japon-con-esta-jugada-que-parece-de-supercampeones-v/?omnil=vtop-home&pbsvideo=top?id_externo_rsoc=CM_CO_TW

– Cuca no Galo Mineiro. E…

… e de novo a história do lamentável episódio na Suíça.

Ele não é condenado, nem (como dizem alguns) inocentado. O que fazer?

De novo, se discutirá isso… Há de se resolver!

– 24 anos da Tragédia de São Januário…

Em 30 de dezembro de 2000 jogaram Vasco da Gama x São Caetano, decidindo a Copa João Havelange que foi o Brasileirão adaptado com “virada de mesa” daquele ano.

Depois de tanto tempo, o que mudou?

Veja o elenco do Vasco, que era forte em 2000 e que hoje tenta se firmar:

Helton; Clebson, Odvan, Júnior Baiano e Jorginho Paulista; Juninho Paulista, Nasa, Jorginho e Juninho Pernambucano; Euller e Romário. DT: Joel Santana.

Que timaço, hein? Para deixar o torcedor cruz-maltino com os olhos marejados.

E o elenco do São Caetano, sensação que hoje amarga estar fora até da série D?

Silvio Luiz; Japinha, Daniel, Serginho e César; Adãozinho, Claudecir, Esquerdinha e Aílton; Wágner e Adhemar. DT: Jair Picerni.

Era, ao pé da letra, o bom e barato. A torcida folclórica do “Bengala Azul” também deve estar chorando por aquele time.

Vejam que interessante: na época, o São Caetano pulou da 2a para a 1a divisão, o Fluminense foi promovido da 3a para a 1a, os dirigentes esportivos não falavam a mesma língua e eram desunidos, quem mandava no Vasco era Eurico Miranda e o presidente da CBF era Ricardo Teixeira. Ah – o São Januário “comportava 40.000 lugares”. Comportava entre aspas, pois o alambrado desabou e feriu 150 pessoas.

Alguém foi punido de verdade?

Imagem extraída de: https://www.ocuriosodofutebol.com.br/2016/12/vasco-x-sao-caetano-em-2000-o-jogo-que.html

– 2 anos sem Pelé!

Há 2 anos, o Rei do Futebol nos deixava! Um post daquele dia:

O MAIOR JOGADOR DE TODOS OS TEMPOS DEIXOU O PLANETA BOLA E FOI PARA O CÉU!

O Rei Pelé pelas frases dos súditos:

“Filho, Deus lhe deu o dom de jogar futebol. Então, você tem a obrigação de treinar mais do que os outros.”
Dondinho aconselhando o pequeno Pelé

“A perfeição não existe, mas quem chegou mais perto dela foi o Pelé.”
Zito

“Pelé é um dos poucos craques que contrariaram minha tese. Em vez de 15 minutos de fama, terá 15 séculos.”
Andy Warhol, artista americano criador da Pop Art

“Na cabeça de muito jogador não passa nada no momento de fazer uma jogada. Na cabeça de Pelé passa um longa metragem.”
Nilton Santos

“Pelé é a figura suprema do futebol. Como Garbo e Picasso, basta-lhe um só nome.”
Daily Express, jornal de Londres

“Pelé entrava em campo com corpo, genialidade, alma e coração. Ele desequilibrou o mundo.”
Gylmar

“Pelé nunca será superado, porque é impossível haver algo melhor que a perfeição. Ele teve tudo: físico, habilidade, controle de bola, velocidade, poder, espírito, inteligência, instinto, sagacidade…”
Sunday Mirror, de Londres

“Pelé não é um rei por hereditariedade. Seu reinado não é de força nem de leis. Não foi eleito nem designado, mas reconhecido como Monarca dessa democracia ideal e universal que constitui o futebol.”
France Football

“Qual a diferença entre mim e Pelé? É simples. Eu fui craque e ele, gênio.”
Leônidas da Silva

“No momento que a bola chega aos pés de Pelé, o futebol se transforma em poesia.”
Pier Paolo Pasolini, cineasta italiano

“Posso ser um novo Di Stéfano, mas não posso ser um novo Pelé. Ele é o único que ultrapassa os limites da lógica.”
Johan Cruyff

“Após o quinto gol, eu queria era aplaudi-lo.”
Sigge Parling, zagueiro sueco encarregado de marcar Pelé na final da Copa de 58

“Eu pensei: ‘Ele é feito de carne e osso, como eu.’ Eu me enganei.”
Tarciso Burnigch, zagueiro italiano que marcou Pelé na final da Copa de 70.

“Muito prazer, sou o presidente dos Estados Unidos. Você não precisa se apresentar, porque Pelé todo mundo sabe quem é.”
Ronald Reagan, presidente dos Estados Unidos, ao receber Pelé na Casa Branca

“O maior jogador de futebol do mundo foi Di Stefano. Eu me recuso a classificar Pelé como jogador. Ele está acima de tudo.”
Ferenc Puskas

“Subimos juntos, fora do tempo, para cabecear uma bola. Eu era mais alto e tinha mais impulsão. Quando desci ao chão, olhei pra cima, perplexo. Pelé ainda estava lá, no alto, cabeceando a bola. Parecia que podia ficar no ar o tempo que quisesse.”
Fachetti, zagueiro italiano na Copa do México, em 1970

“Jogava com grande objetividade. Seu futebol não admitia excessos, enfeites nem faltas. Ele quase não fazia embaixadas, não driblava para os lados, mas sempre em direção ao gol. Quando tentavam derrubá-lo, não caía, devido à sua estupenda massa muscular e equilíbrio.”
Tostão

“Dir-se-ia um rei, não sei se Lear, se imperador Jones, se etíope. Racionalmente perfeito, do seu peito parecem pender mantos invisíveis. Em suma: Ponham-no em qualquer rancho e sua majestade dinástica há de ofuscar toda a corte em derredor.”
Nélson Rodrigues, dramaturgo e cronista esportivo

“Senti medo, um terrível medo quando vi aqueles olhos. Pareciam olhos de um animal selvagem, olhos que soltavam fogo.”
Overath, jogador alemão nas Copas de 1966 a 74

“Maradona só será um novo Pelé quando ele ganhar três Copas do Mundo e marcar mais de mil gols.”
Cesar Luis Menotti, técnico campeão mundial pela Argentina em 1978

“O difícil, o extraordinário não é fazer mil gols, como Pelé. É fazer um gol como Pelé.”
Carlos Drummond de Andrade, poeta brasileiro

“Em alguns países as pessoas queriam tocá-lo, em outros queriam beijá-lo. Em outros até beijaram o chão que ele pisava. Eu achava tudo isso maravilhoso, simplesmente maravilhoso.”
Clodoaldo

“Cheguei com a esperança de parar um grande jogador, mas fui embora convencido de que havia sido atropelado por alguém que não nasceu no mesmo planeta que nós.”
Costa Pereira, goleiro do Benfica, sobre a derrota por 5 a 2 para o Santos na final do Mundial de 1962

“Quando vi o Pelé jogar, fiquei com a sensação de que eu deveria pendurar as chuteiras.”
Just Fontaine

“Você pode estar certo, mas não sabe nada de futebol e eu vi o Pelé jogar.”
Vicente Feola, técnico da Seleção Brasileira, ao psicólogo que afirmou que Pelé era jovem demais para jogar na Copa de 1958

“O Pelé estava muito determinado a levantar a taça Jules Rimet pela terceira vez. Era como se ele soubesse que esse era o seu destino. Ele parecia uma criança esperando pelo Natal.”
Mário Américo, massagista da Seleção Brasileira, sobre o Mundial de 1970

“O grande segredo dele era o improviso, aquelas coisas que ele fazia do nada. Ele tinha uma percepção extraordinária do futebol.”
Carlos Alberto Torres

“Às vezes fico com a sensação de que o futebol foi inventado para esse jogador fantástico.”
Sir Bobby Charlton

“Pelé jogou futebol por 22 anos e, durante aquele tempo, fez mais para promover a amizade e a fraternidade mundial do que qualquer outro embaixador.”
J.B. Pinheiro, embaixador do Brasil na Organização das Nações Unidas

“Força e beleza. Rapidez e precisão. A elasticidade e a firmeza no gesto que poderia ser de bailarino.”
Oldemário Touguinhó, jornalista esportivo

”Pelé é um jogador especial, com ele começou uma nova era no futebol.”
José Luis Garci, cineasta espanhol

“Pelé é um mito. Todo jogador que ama o futebol tem que se informar sobre ele.”
Zvonimir Boban, ex-jogador croata

“Pelé chegou.”
Jornal chileno anunciando a chegada da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 1962

“Passam os anos, aparecem jogadores excelentes, mas todos sempre se lembram de Pelé.”
Fernando Torres

“Comparar o Pelé com qualquer jogador é impossível. Pelé é Pelé. Ele está em um nível completamente diferente.”
Rivellino

“Pelé foi um jogador excepcional, estupendo. Nós, brasileiros, devemos dar graças a Deus por ele ter nascido aqui.”
Zico

“Quando o Pelé chegou ao Santos, falaram que seria o melhor jogador do Brasil. Erraram, foi do mundo.”
Pepe

“Pelé é onipresente. É a referência do Brasil. Em qualquer parte do mundo em que eu esteja, ao constatarem que sou brasileiro, dizem: Pelé!”
Antônio Carlos de Almeida Braga, banqueiro brasileiro

“Como se soletra Pelé? D-E-U-S.”
The Sunday Times, jornal inglês

Foto: Foto: Pelé/Mídia Social/ND, extraída de: https://ndmais.com.br/futebol-brasileiro/cronica-pele-80-anos-parabens-e-obrigado-rei-do-futebol/

– Cuca no Galo Mineiro. E…

… e de novo a história do lamentável episódio na Suíça.

Ele não é condenado, nem (como dizem alguns) inocentado. O que fazer?

De novo, se discutirá isso… Há de se resolver!

– Cigarro Continental, a Preferência Nacional… dos Boleiros?

Coisas raras e hoje equivocadas: vejo uma antiga edição da Revista Placar, de 1982, falando sobre a Seleção de Zico, Falcão, Sócrates… e , ao lado, a propaganda do “Cigarro Continental, a Preferência Nacional”, um dos patrocinadores do escrete canarinho.

Hoje, nem pensar em cigarro patrocinar futebol. Aliás, o Continental era o famoso “Arrebenta Pulmão”. Chega a ser bizarro pensar na associação esporte X fumo.

Porém, leio no blog do jornalista Lelé Arantes (citação abaixo) um texto pertinente sobre o assunto: condenamos o cigarro + esporte, mas aceitamos cerveja + futebol?

Extraído de: http://bdnovo.lecom.com.br/blog/detalhe/966/Sobre+cigarros+e+cervejas

SOBRE CIGARROS E CERVEJAS

Na Copa de 1970 eu estava completando dez anos. Duas horas antes do primeiro jogo do Brasil, contra a Tchecoslováquia, do temível goleiro Viktor, eu queimei o pé direito numa montanha de casca de arroz que havia pegado fogo nos fundos da máquina do Hermínio Féboli. Mas na hora do jogo, com o pé empastado de pomada, lá estava eu sentado no chão da loja do Edgard Matiel com os olhos grudados no aparelho de tevê.

Naquela copa aprendi que fumar Continental king size filtro era uma preferência nacional para quem quisesse torcer pela vitória do Brasil, animado pela musiquinha de Miguel Gustavo dos “90 milhões em ação/Pra frente Brasil/Do meu coração”.

Vinha a música e com ela o maço azul de cigarros. O tempo correu, o Brasil foi tri, tetra, penta e hoje aprendemos que bom mesmo é ser brameiro porque todos os nossos heróis do futebol são tomadores de cerveja Brahma. E mais, tomar cerveja é sinônimo de vencedor, de batalhador, de sucesso conquistado a duras penas.

Não sou moralista, longe de mim. Eu gosto de uma cervejinha estupidamente gelada e de um bom chope, seja ele Brahma, Antárctica, Sol, Heineken, Germânia ou da Riopretana, que é tão bom quanto o Batuta, de Manaus. Agora, vincular os jogadores da seleção brasileira ao consumo de cerveja é nocivo para as nossas crianças e nossos jovens. E depois não adianta a imprensa criticar os jogadores baladeiros!

Além do mais, é uma tremenda mentira que beber cerveja significa sucesso e todos nós sabemos disso.

Eu fumei por longos 17 anos e confesso que sofri influência da propaganda que vinculava o cigarro Continental à conquista do tricampeonato. Tanto que meu primeiro maço foi um Continental. Mais tarde eu mudei para Albany, Shelton, Chanceller, Galaxy até jogar fora meu último Free quando passei a fumar 40 cigarros por dia.

Os mais liberais dirão que a propaganda não influencia. A verdade é: se não influenciasse as empresas não gastariam milhões de reais para patrocinar o futebol, as festas de rodeio e todos os eventos que arrastam multidões. Passou da hora de o Congresso Nacional banir a propaganda de bebidas alcoólicas. Por mais que a indústria cervejeira se esforce para dizer o contrário, a cerveja é bebida alcoólica e vicia. Ponto final. Portanto, ela é tão nociva à sociedade quando o crack, a maconha, a cocaína, o cigarro e outras drogas.

A propaganda de cigarro foi banida e hoje é proibido fumar em lugares públicos. O tabaco virou o vilão social. Mas eu pergunto: você já viu alguém provocar acidente ou matar alguém porque fumou demais? Há algo de muito errado em tudo isso. Cigarro não embriaga nem faz a pessoa perder a noção das coisas.

Do outro lado, a bebida alcoólica está ligada direta e indiretamente à maioria dos crimes contra vida dentro e fora dos lares. Mas a bebida não está banida, ao contrário, ela é apresentada como sinônimo de sucesso, de gente que se dá bem. Beba isso e ganhe essa morenaça ou saia com essa loiraça…! Beber cerveja é chique, é delicioso, é a senha para ser aceito no grupo.

Estou com saudade do velho cigarro Continental. Com certeza era menos maléfico e não tão vergonhoso quanto os “brameiros” da nossa seleção. Convenhamos, é bastante sugestivo aquele gesto do goleiro Julio Cesar e o grito de guerra dos jogadores no vestiário; só faltou cada um beber uma lata de Brahma antes de entrar em campo.

Gerson ficou estigmatizado por causa do cigarro Vila Rica. Dunga e seus jogadores ficarão estigmatizados como bêbados? Ave, acho que estou ficando velho!

Lelé Arantes, jornalista e escritor,   escreve aos domingos / e-mail lele@prp.org.br

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Imagem extraída da Web, autoria desconhecida.

– 2 anos sem Pelé!

29/12 – Há 2 anos, o Rei do Futebol nos deixava! Um post daquele dia:

O MAIOR JOGADOR DE TODOS OS TEMPOS DEIXOU O PLANETA BOLA E FOI PARA O CÉU!

O Rei Pelé pelas frases dos súditos:

“Filho, Deus lhe deu o dom de jogar futebol. Então, você tem a obrigação de treinar mais do que os outros.”
Dondinho aconselhando o pequeno Pelé

“A perfeição não existe, mas quem chegou mais perto dela foi o Pelé.”
Zito

“Pelé é um dos poucos craques que contrariaram minha tese. Em vez de 15 minutos de fama, terá 15 séculos.”
Andy Warhol, artista americano criador da Pop Art

“Na cabeça de muito jogador não passa nada no momento de fazer uma jogada. Na cabeça de Pelé passa um longa metragem.”
Nilton Santos

“Pelé é a figura suprema do futebol. Como Garbo e Picasso, basta-lhe um só nome.”
Daily Express, jornal de Londres

“Pelé entrava em campo com corpo, genialidade, alma e coração. Ele desequilibrou o mundo.”
Gylmar

“Pelé nunca será superado, porque é impossível haver algo melhor que a perfeição. Ele teve tudo: físico, habilidade, controle de bola, velocidade, poder, espírito, inteligência, instinto, sagacidade…”
Sunday Mirror, de Londres

“Pelé não é um rei por hereditariedade. Seu reinado não é de força nem de leis. Não foi eleito nem designado, mas reconhecido como Monarca dessa democracia ideal e universal que constitui o futebol.”
France Football

“Qual a diferença entre mim e Pelé? É simples. Eu fui craque e ele, gênio.”
Leônidas da Silva

“No momento que a bola chega aos pés de Pelé, o futebol se transforma em poesia.”
Pier Paolo Pasolini, cineasta italiano

“Posso ser um novo Di Stéfano, mas não posso ser um novo Pelé. Ele é o único que ultrapassa os limites da lógica.”
Johan Cruyff

“Após o quinto gol, eu queria era aplaudi-lo.”
Sigge Parling, zagueiro sueco encarregado de marcar Pelé na final da Copa de 58

“Eu pensei: ‘Ele é feito de carne e osso, como eu.’ Eu me enganei.”
Tarciso Burnigch, zagueiro italiano que marcou Pelé na final da Copa de 70.

“Muito prazer, sou o presidente dos Estados Unidos. Você não precisa se apresentar, porque Pelé todo mundo sabe quem é.”
Ronald Reagan, presidente dos Estados Unidos, ao receber Pelé na Casa Branca

“O maior jogador de futebol do mundo foi Di Stefano. Eu me recuso a classificar Pelé como jogador. Ele está acima de tudo.”
Ferenc Puskas

“Subimos juntos, fora do tempo, para cabecear uma bola. Eu era mais alto e tinha mais impulsão. Quando desci ao chão, olhei pra cima, perplexo. Pelé ainda estava lá, no alto, cabeceando a bola. Parecia que podia ficar no ar o tempo que quisesse.”
Fachetti, zagueiro italiano na Copa do México, em 1970

“Jogava com grande objetividade. Seu futebol não admitia excessos, enfeites nem faltas. Ele quase não fazia embaixadas, não driblava para os lados, mas sempre em direção ao gol. Quando tentavam derrubá-lo, não caía, devido à sua estupenda massa muscular e equilíbrio.”
Tostão

“Dir-se-ia um rei, não sei se Lear, se imperador Jones, se etíope. Racionalmente perfeito, do seu peito parecem pender mantos invisíveis. Em suma: Ponham-no em qualquer rancho e sua majestade dinástica há de ofuscar toda a corte em derredor.”
Nélson Rodrigues, dramaturgo e cronista esportivo

“Senti medo, um terrível medo quando vi aqueles olhos. Pareciam olhos de um animal selvagem, olhos que soltavam fogo.”
Overath, jogador alemão nas Copas de 1966 a 74

“Maradona só será um novo Pelé quando ele ganhar três Copas do Mundo e marcar mais de mil gols.”
Cesar Luis Menotti, técnico campeão mundial pela Argentina em 1978

“O difícil, o extraordinário não é fazer mil gols, como Pelé. É fazer um gol como Pelé.”
Carlos Drummond de Andrade, poeta brasileiro

“Em alguns países as pessoas queriam tocá-lo, em outros queriam beijá-lo. Em outros até beijaram o chão que ele pisava. Eu achava tudo isso maravilhoso, simplesmente maravilhoso.”
Clodoaldo

“Cheguei com a esperança de parar um grande jogador, mas fui embora convencido de que havia sido atropelado por alguém que não nasceu no mesmo planeta que nós.”
Costa Pereira, goleiro do Benfica, sobre a derrota por 5 a 2 para o Santos na final do Mundial de 1962

“Quando vi o Pelé jogar, fiquei com a sensação de que eu deveria pendurar as chuteiras.”
Just Fontaine

“Você pode estar certo, mas não sabe nada de futebol e eu vi o Pelé jogar.”
Vicente Feola, técnico da Seleção Brasileira, ao psicólogo que afirmou que Pelé era jovem demais para jogar na Copa de 1958

“O Pelé estava muito determinado a levantar a taça Jules Rimet pela terceira vez. Era como se ele soubesse que esse era o seu destino. Ele parecia uma criança esperando pelo Natal.”
Mário Américo, massagista da Seleção Brasileira, sobre o Mundial de 1970

“O grande segredo dele era o improviso, aquelas coisas que ele fazia do nada. Ele tinha uma percepção extraordinária do futebol.”
Carlos Alberto Torres

“Às vezes fico com a sensação de que o futebol foi inventado para esse jogador fantástico.”
Sir Bobby Charlton

“Pelé jogou futebol por 22 anos e, durante aquele tempo, fez mais para promover a amizade e a fraternidade mundial do que qualquer outro embaixador.”
J.B. Pinheiro, embaixador do Brasil na Organização das Nações Unidas

“Força e beleza. Rapidez e precisão. A elasticidade e a firmeza no gesto que poderia ser de bailarino.”
Oldemário Touguinhó, jornalista esportivo

”Pelé é um jogador especial, com ele começou uma nova era no futebol.”
José Luis Garci, cineasta espanhol

“Pelé é um mito. Todo jogador que ama o futebol tem que se informar sobre ele.”
Zvonimir Boban, ex-jogador croata

“Pelé chegou.”
Jornal chileno anunciando a chegada da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 1962

“Passam os anos, aparecem jogadores excelentes, mas todos sempre se lembram de Pelé.”
Fernando Torres

“Comparar o Pelé com qualquer jogador é impossível. Pelé é Pelé. Ele está em um nível completamente diferente.”
Rivellino

“Pelé foi um jogador excepcional, estupendo. Nós, brasileiros, devemos dar graças a Deus por ele ter nascido aqui.”
Zico

“Quando o Pelé chegou ao Santos, falaram que seria o melhor jogador do Brasil. Erraram, foi do mundo.”
Pepe

“Pelé é onipresente. É a referência do Brasil. Em qualquer parte do mundo em que eu esteja, ao constatarem que sou brasileiro, dizem: Pelé!”
Antônio Carlos de Almeida Braga, banqueiro brasileiro

“Como se soletra Pelé? D-E-U-S.”
The Sunday Times, jornal inglês

Foto: Foto: Pelé/Mídia Social/ND, extraída de: https://ndmais.com.br/futebol-brasileiro/cronica-pele-80-anos-parabens-e-obrigado-rei-do-futebol/

– O Comentarista de Arbitragem e a sua função.

Um repost desse artigo, que já tem algum tempo, mas é atual: comentarista de arbitragem não pode ser protagonista em uma transmissão de futebol; entretanto, não é alguém irrelevante – especialmente quando ocorrem situações inusitadas.

A receita certa é: definir os momentos-chaves da sua participação, não comentar o que é óbvio e respeitar a opinião alheia, mesmo divergente.

Abaixo, desse mesmo blog, em: professorrafaelporcari.com/2021/07/12/a-des-importancia-de-um-comentarista-de-arbitragem-durante-a-partida/

A (DES) IMPORTÂNCIA DE UM COMENTARISTA DE ARBITRAGEM

Se dentro de campo a cultura apaixonada do torcedor é xingar o juizão, e quando ele sai dos gramados e vai para a TV?

Não muda muito, dependendo do comentário. O mais fanático dirá: “O ‘Arnaldo’ [César Coelho] falou na Globo que foi pênalti mesmo, vai lá na televisão brigar com o cara. Ele apitou final de Copa do Mundo e você quer discutir com ele?” (se for a favor do seu clube). Ou: “O ‘Paulo César’ [Oliveira] não apitava nada dentro de campo e na televisão continua ruim” (se o comentário for desfavorável ao seu interesse).

A verdade é: o torcedor lúcido, que gosta do esporte em si, ou o jornalista estudioso de futebol, sabe quando o cara é bom ou não é. Ex-árbitro “de nome” tem mais credibilidade quando vai para a telinha pois é mais conhecido; se ele trabalhar bem a imagem, ganha carisma e a simpatia do público o torna mais “humanizado”.

Porém, quando o cara troca o apito pelo microfone e quer manter o tom autoritário da análise, com a fala firme em voz professoral-ditatorial, aí a antipatia só aumentará. Pior: e quando faz uma análise de lance duvidoso e não permite ao torcedor ter a dúvida, cravando sua opinião e desmerecendo a do outro?

“Nem ao Céu e nem ao Inferno”, diria o sensato. Se você comenta futebol na TV ou no rádio, mesmo que você saiba muito da teoria (não precisa ter sido um árbitro da FIFA), se faz imprescindível usar um vocabulário mais didático, humilde, acessível às pessoas. E dentro da sua análise, permitir o respeito à opinião de outras pessoas (que não apitaram futebol, mas podem entender de outras nuances mais do que você).

O grande problema dos comentaristas de arbitragem (não estou me isentando, faço sempre o mea culpa e procuro entender o ponto de vista contrário, sem ferir o direito do outro pensar diferente): achar que é a autoridade máxima FORA de campo…

Resumindo com um exemplo: “brigar com a imagem”, onde você sustenta um erro mesmo o torcedor vendo que não era bem aquilo. Pô, voltar atrás é demonstrar inteligência e humildade, não há problema. É ser honesto! Diferente de, a cada ângulo, você não ter competência e dizer: “foi pênalti, pegou a perna do Fulano” e, depois do árbitro em campo mudar a decisão, você se “solidarizar com ele” pois o VAR nada mostrou e criar longas histórias para dizer que não estava errado inicialmente…

A verdade é: precisa-se de comentarista de arbitragem numa transmissão?

SIM, se for para enriquecer a transmissão. Para participar a todo instante, sem ser em momentos de irreverência para cativar o telespectador num jogo meia-boca ou nos lances capitais, não precisa. Para falar que “foi lateral” ou “acertou no impedimento claríssimo”, não acrescenta em nada.

Boa parte das minhas atividades em comentários, quando estou na Rádio Difusora AM 810, por exemplo, é na cabine e sem VT. Aqui, uma confidência: se você ficar nas Redes Sociais durante a transmissão, “dançou”. O jogo é rápido, você poderá errar e ludibriar o torcedoro que não é correto. Me policio demais para tentar não ser “o dono da verdade”, opinar com correção e entender a interpretação diferente da minha, que pode me fazer enxergar o jogo diferente.

Enfim, pensemos: o comentarista de arbitragem não pode ser o PROTAGONISTA do jogo; ele tem certa relevância na transmissão, mas não deve ser “o cara”, respeitando as opiniões em contrário (mesmo que não concorde com elas). Talvez mais importante seja destinado ao ex-árbitro à função de “orientador de equipes”, tendo cargo nas Comissões Técnicas dos clubes, dando aulas de Regras do Jogo às categorias de base e orientando os atletas profissionais a não serem punidos e tirarem proveito dos detalhes da Regra.

E você: o que pensa sobre os comentaristas de arbitragem na televisão ou no rádio?

Imagem extraída da Web, autoria desconhecida.

– Beto Hora em entrevista a Milton Neves e Mauro Beting.

Não há nada melhor do que assistir essa deliciosa entrevista do grande imitador Beto Hora com Milton Neves e Mauro Beting, no Podcast “Milton Neves 100 Mi Mi MI”.

Divertida, você não vê passar a hora. Poderia ter o dobro de duração que ainda assim seria curta. Vale a pena dar risada com eles.

No dia em que você estiver de mau humor, isso se resolve aqui: https://youtu.be/0I96VmAjDX8?si=l0YJM5I34wT5p5Ln

– Paulistão terá todos os seus times grandes com treinadores estrangeiros. Sobre isso e a arbitragem “de fora”.

O ano de 2025 começará com 100% dos clubes “ditos grandes” com técnicos de outros países. O Palmeiras e o Santos irão de portugueses (Abel Ferreira e Pedro Caixinha), e o São Paulo e o Corinthians de argentinos (Luis Zubeldía e Ramon Díaz).

Todos foram ex-jogadores (Abel, lateral direito e meio campista; Caixinha era goleiro, Zubeldía era meio campista e Ramon Díaz atacante). Ambos relativamente jovens (Abel 46, Caixinha 54, Zubeldía 43 e Días 65 – embora, muitos digam que seu filho, Emiliano, 42, é quem dirige de verdade o Timão).

No Brasil, existe muito modismo! Ora temos treinadores experientes / veteranos sendo contratados, depois temos muito jovens. Aí vivemos a fase dos auxiliares técnicos que viram efetivos. Hoje, a moda é trazer estrangeiros. Fica então a pergunta:

– Em certos momentos do Brasileirão 2024, tivemos mais da metade dos treinadores vindo de outros países. Isso aconteceu…

    1. A) Porque se deu certo com alguns (Jorge Jesus no Flamengo e Abel Ferreira no Palmeiras), os demais co-irmãos “vão na onda” e trazem na esperança de “vingarem também’?
    2. B) Porque não temos nomes nacionais tão competentes quanto eles?

Talvez um pouco das duas situações. Da primeira leva que aqui chegou, é justo dizer que Sampaoli (no Santos FC) incomodou muita gente, ao jogar mais incisivamente no ataque, buscando “ganhar com bastante gols” (mas correndo o risco de “perder de bastante”). Aí, com as Libertadores conquistadas pelos portugueses Jorge Jesus, Abel Ferreira e agora Arthur Jorge, o debate voltou à tona.

Temos muitos treinadores brasileiros iguais ou melhores que os estrangeiros vindo aqui. Talvez, o custo-benefício seja a resposta: Gustavo Quinteros, por exemplo, saiu do Velez Sarsfield, onde disputaria Libertadores, e foi para o Grêmio (logicamente, por um salário bem maior – que tem sido um dos grandes atrativos aos sul-americanos).

A verdade é: não temos Guardiola, Klopp, Ancelotti ou alguém diferenciado mundialmente. Os que aqui estão, buscam mercado internacional, igualmente a muitos jogadores.

Ao longo dos anos, tivemos alguns estrangeiros nos ensinando. O húngaro Béla Guttmann, considerado um dos grandes treinadores da história, foi importantíssimo para o São Paulo FC (Zizinho, o craque da época, já veterano com 34 anos, declarou que “só a partir de conhecer Béla Gutmann aprendeu a jogar futebol de verdade”).

Sendo assim, pensemos novamente: os estrangeiros são numerosos aqui por motivo de uma nova revolução e aprendizado, ou por falta de opção?

A mesma situação precisa ser discutida para a arbitragem. Na história, conta-se que o argentino Roberto Goicochea foi importantíssimo para o desenvolvimento da arbitragem nos anos 60, sendo marcado pela honestidade (algo problemático naquela época). Por motivo de atração, nos anos 90, Eduardo José Farah importou árbitros para o Paulistão: Julio Matto, Oscar Ruiz, Epifanio Gonzales, Sándor Puhl (e um inglês que não consigo recordar o nome). Hoje, precisamos desse intercâmbio para melhorarmos nosso nível! Como exemplo: deixar o jogo correr não marcando as faltinhas forçadas e otimizando o uso do VAR. Mas aqui vem o “porém”: precisamos trazer os juízes “de ponta”, não os mais comuns ou de nações não tão relevantes na arbitragem. Ou seja: aprender e aprimorar com os bons, não com os idênticos a nós.

Enfim: no caso do apito, a vaidade dos dirigentes fala mais alto. É preferível para os cartolas dos times os árbitros nacionais (pois aí podem pressioná-los pré-jogo) do que os estrangeiros (que chegam ao nosso país, apitam, pegam o avião e não se preocupam com veto futuro).

Fica a reflexão: o excesso de treinadores estrangeiros e a falta de árbitros de fora estão fazendo bem ou mal ao futebol brasileiro?

– Boxing Day é um dia de festa!

Muita gente falando sobre o inglês “Boxing Day“. Afinal, é dia de compras ou de futebol?

Das duas coisas! A tradição dos países do Reino Unido reza que no dia 26 (sempre no dia seguinte ao Natal, exceto quando cai aos finais de semana, quando é postergado para a segunda-feira), o comércio coloca suas sobras de mercadorias em liquidações atrativas, provocando filas nas lojas. Além disso, no mesmo dia (que é feriado), se tem jogos de futebol de TODAS as divisões do campeonato. Assim, é mais do que Black Friday e mais do que evento esportivo, pois, afinal, é um dia de descanso com vida própria!

E aí, funcionaria um “Boxing Day” no Brasil, com lojas cheias e futebol da 4a até a 1a divisão?

Reading Practice – Boxing Day – Practice Languages Online

Imagem extraída de: https://practicelanguagesonline.com/2016/12/11/reading-practice-boxing-day/

– Os Rankings da IFFHS são absurdos! Sobre os melhores árbitros, jogadores e treinadores.

Muitas vezes ouvimos listas sobre “Maior Clube”, “Melhor Treinador”, ou “Craque do ano”. A Federação Internacional de História e Estatística do Futebol, conhecida como IFFHS, é uma dessas entidades que frequentemente divulga diversos (e sempre polêmicos) rankings.

Essa instituição é uma pequena entidade particular, localizada em Bonn, na Alemanha, tendo como seu presidente o próprio fundador: Alfredo Poge.

Muitos criticam ela pelos critérios utilizados em seus rankings. Outros, “nem bola dão para ela”, justamente por ser mais uma entidade qualquer. Por exemplo, eu poderia criar o IMEF, o “Instituto Mundial de Estatística do Futebol”, fazer minhas pesquisas e divulgar meus rankings.

Nesse ano, por exemplo, o The Best Vinícius Jr e o Bola de Ouro Rodri não estão nem entre os 10 melhores do mundo. Veja abaixo a sua relação:

Essa mesma entidade mostrou: entre os 10 melhores árbitros do mundo, estão Raphael Claus e Wilton Pereira Sampaio. Vide:

E dos treinadores? Ali, nem Anceloti, nem Guardiola estão entre os 10! Luis De La Fuente, da Espanha, é o Top! Confira:

A questão é: que credibilidade a IFFHS tem? Os melhores do mundo nem são elencados!