– Aprendendo com os Aprendizes

Então está ocorrendo a Copa das Confederações, na África do Sul, para testes visando a Copa do Mundo, ok?

Certo. E a questão da SEGURANÇA tem sido o ponto crítico. A Seleção Brasileira e a Egípcia tiveram pertences furtados em seus hotéis.

Mas o que mais chama atenção é a notícia sobre o programa de colaboração entre as policias. Há na África do Sul uma comitiva de policiais do Brasil, que estão recebendo orientações dos seus colegas sulafricanos, a fim de conhecer a sua experiência. Resumidamente: os africanos estão ensinando os brasileiros, para nós nos prepararmos para a Copa de 2014.

Entretanto, bandidos invadiram o hotel dos policiais brasileiros, que tiveram que prendê-los e entregar aos sulafricanos. E não era pegadinha ou simulação. Era sério mesmo!

Nessa, os aprendizes ensinaram àqueles que eram os professores…

Extraído de: http://www.sowetan.co.za/News/Article.aspx?id=1023093

BRAZILIAN COPS ARREST PRETORIA THIEVES 

GOTCHA! Two Brazilian police officials arrested thieves who tried to break in to their hotel rooms.

“Two guys got caught with their hands in the cookie jar,” said South African police spokesman Vish Naidoo.

He said the two men were trying to steal from the Brazilian police officers’ hotel rooms in Pretoria at 3am on Tuesday.

The Brazilians, guests of the SA Police Service, are on an observer mission for preparations for the 2010 soccer world cup.

Brazil are the hosts for the 2014 event.

Naidoo said the two men appeared to gain access to the hotel from the outside.

The men appeared in the Pretoria Magistrate’s Court on Wednesday on charges of housebreaking with the intent to steal.

Sapa 

 

– As 2 Coréias Juntas na África do Sul

Nesse tempo em que a Coréia do Norte assusta o mundo com ameaça nuclear, um fato positivo: no esporte, os norte-coreanos conseguiram se classificar para a Copa da África do Sul, juntamente com seus irmãos sul-coreanos.

Pode-se repetir o que aconteceu em 74, onde Alemanha Ocidental jogou contra a Alemanha Oriental. Já imaginou Coréia do Sul X Coréia do Norte?

– Os Boçais do Futebol

Se você também se preocupa com a paz no futebol e lamenta a presença de gangues travestidas de “torcedores” nos estádios, aqui vai um Raio X das Torcidas Organizadas, publicada na Revista Veja, em seu suplemento “Veja SP” desta semana. É assustador!

Extraído de: http://vejasaopaulo.abril.com.br/revista/vejasp/2117.html

MARGINAIS DA ARQUIBANCADA

Por Fábio Soares, Filipe Vilicic e Sara Duarte

O clima nos estádios paulistanos costuma ser de tensão. Muitas vezes sem darem a mínima ao que acontece no gramado, hordas de torcedores organizados trocam xingamentos e ameaças. É uma violência que afugenta das partidas as pessoas que simplesmente gostam de futebol e hoje têm medo – totalmente justificado – de se aproximar do Morumbi, do Pacaembu ou do Parque Antártica em dias de jogo. Quando as quadrilhas uniformizadas se encontram na rua, é grande o risco de uma batalha com consequências imprevisíveis. Foi o caso das arruaças entre vascaínos e corintianos no último dia 3. Por volta das 21h30, um comboio de quinze ônibus com seguidores do Vasco encontrou, na Marginal Tietê, um ônibus e ao menos quatro carros com cerca de sessenta membros do Movimento Rua São Jorge, dissidência da corintiana Gaviões da Fiel. A escolta policial que acompanhava o grupo carioca, com vinte motos e duas viaturas, não foi suficiente para conter os ânimos. Durante quinze minutos, os dois bandos se digladiaram, armados de paus, pedras e barras de ferro, além de ao menos uma espingarda calibre 12 e uma pistola automática. O corintiano Clayton de Souza, de 27 anos, foi espancado até a morte. 

“Há fortes indícios de que a São Jorge tentou armar uma emboscada”, afirma a delegada Margarette Barreto, titular da Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi). De acordo com a Polícia Militar, 450 pessoas se envolveram no tumulto. O Ministério Público Estadual fala em 700. “Não armamos a briga”, defende-se o empreiteiro Douglas Deungaro, conhecido como Metaleiro, ex-presidente da Gaviões e o principal líder da São Jorge. “Se quiséssemos fazer algo do tipo, teríamos reunido mais torcedores, em vez de mandar só um pequeno grupo para apanhar.” Em represália à morte de Souza, dois rapazes incendiaram com um coquetel molotov um ônibus vazio da torcida vascaína que estava estacionado no entorno do Estádio do Pacaembu. A polícia deteve 27 corintianos. Desses, dezenove foram indiciados. Todos acabaram liberados e estão livres para aterrorizar as próximas partidas do Timão. “A falta de punição encoraja esses indivíduos”, afirma o promotor Paulo Castilho, idealizador de um projeto de lei que tem como objetivo criminalizar atos de violência dos torcedores.

Investigações do Decradi mostram que os líderes das torcidas usam olheiros para monitorar onde estão os veículos rivais e então planejar ataques. “O criminoso se sente protegido em meio ao seu bando, pela sensação de anonimato”, explica o coronel da reserva Marcos Marinho de Moura, que desde 2006 tenta organizar um cadastro com os nomes e fotos de todos os membros das torcidas organizadas para a Federação Paulista de Futebol. Não tratar os marginais como tais é o principal estopim das brigas. Restringir o consumo de álcool nas redondezas dos estádios e criar uma polícia específica para agir em eventos esportivos, além de manter preso e banido dos estádios quem se mete em confusão, são algumas das soluções apontadas por especialistas ouvidos por VEJA SÃO PAULO (confira no quadro).

Nem sempre as torcidas foram sinônimo de baderna. De acordo com a pesquisadora Tarcyanie Cajueiro, autora de uma dissertação de mestrado sobre o assunto, as primeiras torcidas organizadas do estado, com sedes fixas e grande número de integrantes, foram a Gaviões da Fiel e a Torcida Jovem do Santos, ambas fundadas em 1969. Em 1971, surgiu a Camisa 12, também do Corinthians. No ano seguinte vieram a Torcida Tricolor Independente, do São Paulo, e a Leões da Fabulosa, da Portuguesa. “Muitos iam ao estádio torcer, mas os líderes, só para brigar mesmo”, conta o coronel da reserva Silvio Villar Dias, autor do estudo “Atos violentos derivados de praças desportivas”. Um dos confrontos mais marcantes ocorreu em um jogo entre Santos e Portuguesa, no Canindé, em 1978. “O estádio estava em reforma e os torcedores pegaram paus e pedras para se enfrentar”, lembra o jornalista esportivo Paulo Vinicius Coelho, o PVC. Atualmente, existem treze organizadas de expressão dos quatro principais times da capital (Corinthians, Palmeiras, Portuguesa e São Paulo), que reúnem mais de 200 000 membros.

Nos anos 80, a violência aumentou, em grande parte devido à inspiração nos hooligans ingleses. Foi a época em que as torcidas começaram a armar confusão a caminho dos estádios. O primeiro confronto com morte data de outubro de 1988. Cleo Sóstenes, então presidente da palmeirense Mancha Verde, foi assassinado a tiros próximo à sede de sua torcida. Quatro anos depois, uma bomba de fabricação caseira matou o corintiano Rodrigo de Gásperi, de 13 anos, no Estádio Nicolau Alayon, do Nacional Atlético Clube, durante uma partida entre São Paulo e Corinthians. Em agosto de 1995, outro adolescente, o são-paulino Márcio Gasparin da Silva, de 16 anos, foi morto a pauladas em um confronto entre as torcidas do Palmeiras e do São Paulo na final da Supercopa de Juniores. Após esse incidente, o Ministério Público Estadual pediu a extinção da Mancha Verde e da Independente. “Tentamos inúmeras vezes fechar as organizadas, mas elas sempre deram um jeito de voltar à ativa”, afirma o deputado estadual Fernando Capez, procurador de Justiça licenciado. Em 1997, ex-integrantes da Mancha Verde formaram a Mancha Alviverde. A Independente, na prática, só mudou sua estrutura.

Hoje, dissidências das organizadas protagonizam a maior parte dos confrontos. O tal Movimento Rua São Jorge, que se envolveu na encrenca com os vascaínos, é um exemplo. Fundado em 2007, o bando surgiu depois de discussões internas na Gaviões da Fiel. De acordo com a Decradi, reúne 800 integrantes. Mas, segundo os líderes do agrupamento, esse número é superior a 2 000. “Nós nos separamos porque achamos que a torcida deve ter foco no time e no clube, sem desviar a atenção para outros assuntos, como o Carnaval”, diz o presidente Metaleiro. Membros do grupo costumam travar discussões nas arquibancadas até com outros corintianos. “Os mais jovens têm o hábito de brigar para mostrar força e se afirmar. Já fui assim.”

Dissidências dão dor de cabeça em outras grandes torcidas paulistanas. “Sempre expulsamos maus elementos”, diz o diretor da são-paulina Independente, Valter Luiz Costa, o Magrão. “No ano passado, alguns excluídos tentaram montar um grupo violento, mas o desmantelamos.” No Palmeiras, a rixa é entre duas organizadas, a Mancha Alviverde e a TUP, que costumam se enfrentar na Rua Turiaçu antes e depois dos jogos. “As brigas eram encabeçadas por uma galera do ABC que foi excluída da Mancha”, afirma o presidente da torcida, André Guerra. Apesar do discurso, o Ministério Público Estadual não considera esses líderes tão inocentes assim. “Sempre que surge algum problema, eles culpam os outros para que sua organização saia ilesa”, acredita o promotor Castilho. “Mas muitas vezes propagam a violência com falas ofensivas.” Um dos cantos da Independente, por exemplo, prega o seguinte: “Bonde do mal, eu sou da Independente, o terror da capital/ Levanta a galera, faz tremer a arquibancada e dá porrada na galinhada.” É ingenuidade achar que gritos assim não incentivam os confrontos. Ou imaginar que esses bandidos fantasiados de torcedores são apenas fanáticos que de vez em quando se excedem. Eles são criminosos – e o lugar deles é na cadeia. 

PROPOSTAS PARA COMBATER A VIOLÊNCIA

1- Prender e manter presos os vândalos
A grande maioria dos torcedores envolvidos em brigas, mesmo quando vai parar nas delegacias, não fica presa. Deve ir a votação no Senado nos próximos dias o relatório final do projeto de revisão do Estatuto do Torcedor. O documento prevê prisão e banimento dos estádios dos responsáveis por tumultos e venda ilegal de ingressos. “Temos de acelerar a criação de mecanismos de punição”, diz o senador Sérgio Zambiasi (PTB-RS), relator do projeto. 

 

2- Monitorar efetivamente os estádios
Os três principais estádios da capital (Morumbi, Pacaembu e Parque Antártica) têm, juntos, 196 câmeras de vigilância. “Mas não há pessoal treinado para interpretar as imagens e assim identificar os arruaceiros”, conta Marco Aurélio Klein, presidente da comissão de ingressos da Federação Paulista de Futebol. Na Inglaterra, agentes da Scotland Yard, a polícia londrina, fazem esse serviço.

3- Criar uma polícia exclusiva para o futebol
Garantir a segurança dentro e no entorno dos estádios em dias de jogo é apenas mais uma entre as muitas funções da Polícia Militar. Com efetivo exclusivo para eventos esportivos, seria possível melhorar a preparação desses profissionais. O 23º Batalhão, por exemplo, responsável pelos arredores do Pacaembu e do Parque Antártica, tem 1 000 policiais. “Em dia de jogos importantes, precisamos deslocar 450 PMs para os estádios”, afirma o major Walmir Martini, subcomandante da área. 

4- Fazer jogos com torcida única
Nas partidas entre os quatro principais clubes do estado (Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo), a torcida da equipe visitante já recebe, no máximo, 10% do total de ingressos. Mas há uma proposta mais radical: a torcida única. “O ideal seria não ter nenhum torcedor do time visitante em clássicos”, diz o promotor Paulo Castilho. “Assim, não haveria confusão.”

5- Identificar os torcedores
O cadastramento dos membros das organizadas na Federação Paulista de Futebol ainda não funcionou como esperado. Desde 2006, foram identificadas 29 900 pessoas. Calcula-se que seria preciso cadastrar pelo menos 200 000. O Ministério Público defende que todo espectador tenha de fazer um cadastro para comprar ingresso. Além de garantir a identificação, acabaria com a evasão de renda.

6- Proibir a venda de bebidas alcoólicas
Dentro dos estádios de São Paulo não é permitido o consumo de álcool. O Ministério Público propõe ampliar a restrição às redondezas das praças esportivas. Outro desafio é tornar mais rigorosa a revista, para evitar a entrada de drogas.

A INGLATERRA COMO MODELO

A origem de leis específicas de combate à violência em eventos esportivos está ligada ao episódio conhecido como “tragédia de Heysel”. No dia 29 de maio de 1985, um tumulto causado por hooligans, como são chamados os torcedores ingleses que vão aos estádios para provocar, entrar em confronto com os adversários e praticar vandalismo, causou 39 mortes no Heysel Park, na Bélgica, pouco antes do início da partida final da Copa dos Campeões da Europa, entre Liverpool, da Inglaterra, e Juventus, da Itália. Como punição, a própria federação inglesa baniu seus clubes das competições europeias por cinco anos. A partir daquela data, seis leis foram implantadas para tentar conter os hooligans. A mais recente, de 2000, prevê, além de prisão, banimento dos estádios por até dez anos, inclusive fora do Reino Unido, para quem se envolver em alguma confusão. Só no ano passado foram emitidas 1 072 ordens de expulsão. Atualmente, 3 172 estão em vigor. Em caso de reincidência, há previsão de afastamento perpétuo dos campos. Torcedores ingleses podem ser punidos até por um xingamento ou tatuagem considerada ofensiva. Vigilância por câmeras é obrigatória nos estádios. “A polícia inglesa prefere banir a prender por pouco tempo”, explica Marco Aurélio Klein, presidente da comissão de ingressos da Federação Paulista de Futebol. “O fato de ter sido preso vira um troféu entre esses fanáticos. Longe dos estádios, eles perdem força.” Klein coordenou em 2005 a Comissão Paz no Esporte, criada pelo governo federal para estudar ações de combate à violência no futebol. Na Espanha também há um modelo eficaz de controle. Multas de até 650 000 euros por infrações consideradas muito graves inibem o vandalismo. Uma invasão de campo, ocorrência rotineira nos campos de futebol paulistas, custa 60 000 euros. Além disso, o país tem penas de prisão de até quatro anos por delitos cometidos em praças esportivas. 

– Iraque, Confederation Cup e World Club Cup

Apesar de florir com termos em inglês, quís apenar dizer o seguinte: a Copa das Confederações (onde jogam as seleções dos campeões continentais), nada mais é do que a versão-seleção da Copa do Mundo de Clubes da Fifa. Ou seja, nenhuma dessas competições tem o poder de representar verdadeiramente o campeão mundial.

Veja só: como é que um Mundial de Clubes pode contar ou com um brasileiro ou um argentino, nunca os dois? E, para ser exato, no ano passado era um equatoriano – campeão da Libertadores, o LDU. Como não entram Real Madrid, Inter de Milão, Manchester United na mesma versão do torneio? Se na Copa do Mundo de Seleções entram os melhores do continente, porque não na versão clubes?

Ok, aceito a tese de que é devido ao calendário. Copa é de 4 em 4 anos, Mundial de Clubes todo ano. Não tem data no calendário para tudo isso, tá bom… Mas, deveria ser mais explícito que o clube campeão mundial representa, na verdade, o campeão intercontinental. Ou já nos esquecemos que por essa lógica, o Manchester United é o melhor do mundo, o LDU o segundo melhor, e o Urawa Red Diamonds é o terceiro melhor time do planeta. Ainda: nesse ranking, o 7º melhor do mundo é o time neozelandes do… (xiiii… esqueci o nome!) Onde ficam Barcelona, Bayern, Liverpool, Boca Jrs, São Paulo?

Mundial de verdade tem que ter 2 brasileiros, dois argentinos e uma seletiva para escolher um quinto time sulamericano. Faça a mesma proporção para os europeus e assim vai. Dessa forma atual, é tudo Copa das Confederações, nas versões clubes e seleções. Mundial tem que ter no mínimo 8 times de grande expressão, e nenhuma “zebra” entre eles. Que tal os 5 melhores da UEFA Champions League versus os 3 melhores da Libertadores?

Voltemos às seleções: A propósito, o Campeão Sulamericano Brasil jogará contra o Campeão Africano Egito na estréia da Copa das Confederações. E, quem sabe, num repente de sucesso, o Campeão Asiático Iraque não faz um “auezinho” no torneio?

Falando dele, o Iraque não consegue treinar em seu território, devido ao ambiente no seu país (eles treinam e jogam na Jordânia). Mesmo assim, foi armada uma festança na África do Sul para recebê-los. Por serem os mais sofridos no torneio, é claro que contarão com a simpatia de muitos.

Olha só a recepção calorosa deles no aeroporto, clicando em:

http://video.globo.com/Videos/Player/Esportes/0,,GIM1053425-7824-DELEGACAO+DO+IRAQUE+DESEMBARCA+NA+AFRICA+DO+SUL+PARA+A+COPA+DAS+CONFEDERACOES,00.html

– Felipão no Uzbequistão

Sem dúvida alguma, Luiz Felipe Scolari aceitou treinar o Bunyodkor do Uzbequistão pelos petrodólares. Está na dele! Garantirá a aposentadoria para os trinetos. Mas mais legal foi o que a imprensa local publicou sobre o contrato. Abaixo, extraído da página oficial do clube: http://www.fcbunyodkor.com/uz/news/club/1657  

Сколари “Бунёдкор”да

Ўзбекистоннинг етакчи футбол клубини эндиликда Бразилия ва Португалия миллий терма жамоаларининг собиқ мураббийи шуғуллантиради
2009 йил 9 июнь, Тошкент: “Бунёдкор” ФК Луис Фелипе Сколари билан 18 ойга мўлжалланган шартнома имзолади. Жаноб Сколари клуб ҳамда болалар футбол академияси фаолиятларига йўриқчилик қилади.
Ушбу воқеа юзасидан Луис Фелипе Сколари шундай дейди: «Ҳозир ўзбек футболи ўзининг муваффақиятли тарихини яратаётган пайт. Бу борада айниқса сўнгги 4 йил ичида ўзининг қойилмақом порлаши ва салоҳиятини кўрсатиб келаётган “Бунёдкор” алоҳида ажралиб турибди. 2010 йилнинг март ойига режалаштирилган, “Тошкент” футбол шаҳарчасидаги янги стадион барпо этилгач, клуб тарихида янги аср очилади. Мен керакли жойда, керакли вақтда ва керакли жамоада эканлигимга аминман”.
Болалар футбол академиясига йўриқчилик қилишига шарҳ берар экан, жаноб Сколари қуйидаги фикрни билдирди: “Мени Ўзбекистонда спортга мамлакат Президенти Ислом Каримов ва республика ҳукумати, Ўзбекистон футбол федерацияси томонидан жалб этилаётган ижтимоий сармоялар даражаси юқорилиги жудаям ром этди. Ва шу боис мен болаларга таълим бериш борасидаги янги изланишларга имкони қадар тезроқ киришиб кетишимни кутиб турибман. Келиб чиқишлари ва яшаш ҳудудлари бошқа-бошқалигидан қатъи-назар, футбол Ўзбекистондаги барча болалар ва ўсмирларга ўз салоҳиятларини ривожлантириш ва амалда кўрсатишга имконият яратиши лозим”. Академияда 400та ўқувчига ўрин мавжуд бўлиб, улар бу даргоҳда ўрта таълимга эга бўлишдан ташқари, бир вақтнинг ўзида, футбол тайёргарлиги бўйича чуқурлаштирилган курсни ҳам тамомлашади. Шунингдек, ёш футболчиларни тайёрлаш учун хориждан яна еттита мутахассиснинг таклиф этилиши режалаштирилган.
Жаноб Сколарига клуб билан ишлашда ҳамда футбол академияси фаолиятини олиб боришда унга у ўзи танлаган ва “Бунёдкор”га бирга олиб келган мутахассислар гуруҳи ёрдам беради. Булар иккинчи мураббий – Флавио Да Кунья Тейшейра (Муртоза), жисмоний тайёргарлик бўйича мураббий – Дарлан Жозе Шнейдер, дарвозабонлар мураббийи – Антонио Карлос Прачиделли.
“Бунёдкор” клубининг ижрочи директори Таваккал Исмоилов эса бу борада мана шу гапларни изҳор этди: “Жаноб Сколари “Бунёдкор” билан ишлашга қарор қилганидан биз жуда ҳам хурсандмиз. Бу ушбу машҳур мутахассис клубимизнинг келажагига ва умуман бутун ўзбек футболининг тараққиётига қаттиқ ишонаётганини кўрсатади. Энди унинг олдидаги вазифа – клубимиз ва шу билан бирга, юртимиздаги бошқа жамоалар ўйинлари савиясини кўтариш бўлади. У буни шу даражада амалга ошириши керакки, кейинчалик биз саралаш мусобақасини омадли ўтказиб, 2014 йили Бразилияда бўлиб ўтадиган жаҳон чемпионатига боришимиз даркор”.
Жаноб Т.Исмоилов клуб номидан яна қуйидагиларни қўшимча қилди: “Бугунда барчага ойдек аёнки, баъзи миш-мишларга зид равишда, “Бунёдкор” таъсисчилари хорижий клубларни сотиб олишни кўзлашмаган, балки ўзбек футболининг порлоқ келажаги учун сармоялар сарф этишмоқда. Биз вақти келиб “Бунёдкор”ни очиқ турдаги акционерлик жамиятига айлантирмоқчимиз. Шунда акциялар эгаси бўлиш имкони клуб ишқибозларида ҳам пайдо бўлади”.
“Бунёдкор” ФК айни дамда Ўзбекистон чемпионати ва кубоги ҳамда Осиё Чемпионлар лигаси баҳсларида иштирок этмоқда.

МАЪЛУМОТ:
Луис Фелипе Сколари
(1948 йил 9 ноябрда туғилган) — бразилиялик футбол мураббийи
Мураббий сифатида ютуқлари
Клублар
• Алагоас штати чемпиони: 1982 («ССА»)
• Риу-Гранди-ду-Сул штати чемпиони (3): 1987, 1995, 1996 («Гремио»)
• Бразилия чемпиони: 1996 («Гремио»)
• Бразилия кубоги соҳиби (3): 1991 («Крисиума»), 1994 («Гремио»), 1998 («Палмейрас»)
• Либертадорес кубоги соҳиби (2): 1995 («Гремио»), 1999 («Палмейрас»)
• Жанубий Америка Рекопаси (Суперкубоги) соҳиби: 1996 («Гремио»)
• Меркосур кубоги соҳиби: 1998 («Палмейрас»)
Терма жамоалар
• Жаҳон чемпиони: 2002 (Бразилия)
• Европа чемпионати финалчиси: 2004 (Португалия)
Шахсий
• Жанубий Америкада йил мураббийи (2): 1999, 2002
• ФИФА сўрови бўйича жаҳонда йилнинг энг яхши мураббийи: 2002

Interessante, não?

Gostei mesmo quando eles escrevem sobre a trajetória de Mr Scolari.!

– A Vantagem Concebida na Não-Marcação dos Tiros Penais

Na carreira de um árbitro, muitas dificuldades são postas à prova. Desde a desconfiança de torcedores e dirigentes até às próprias limitações e capacitações do indivíduo enquanto árbitro.

Por ser tão polêmico (e talvez por isso tão popular, segundo a retórica do ex-presidente da FIFA João Havelange), o futebol permite que paixões sejam discutidas com fervor muitas vezes inimagináveis.

Nesta última rodada do Campeonato Brasileiro, ao ouvir o programa Esporte em Discussão da Rádio Jovem Pan AM 620 (SP), percebo que uma discussão ganhou corpo, e que ela interessa a nós que militamos na arbitragem, como ponto de estudo e discussão: a aplicação da lei da vantagem ao invés da marcação do Tiro Penal, além do uso da tecnologia nos lances de polêmica (este último tema discutiremos em outra oportunidade).

Pesquisando a opinião de pessoas do mundo futebolístico na blogosfera, deparo-me com o Blog do Fernando Sampaio, bom e respeitado jornalista da já citada Rádio JP, cuja opinião incisiva e interessante foi, digamos, “bombardeada” em sua página, desde os elogios corretos às mais fervorosas críticas. (aproveite e acesse à direita deste blog o link de Fernando Sampaio em Favoritos).

E é esse assunto que gostaria de debater: a Vantagem no Tiro Penal. É claro que não citarei nomes de árbitros ou lances recentes, até mesmo para não fugir da ética. Entretanto, parece que um dos conceitos mais massificados é de que em pênalti, não existe vantagem”.

Quem disse isso, e onde esta recomendação está no livro de regras?

Claro, antes de ser criticado por você que me lê, vamos separar em dois pontos esse assunto: o texto da regra que permite a aplicação da lei da vantagem e a praticabilidade da mesma.

Precisamos sempre lembrar que a Regra 5 – o Árbitro, em Poderes e Deveres, no seu 11º parágrafo, diz que o árbitro “permitirá que o jogo continue, se a equipe que sofreu uma infração se beneficiar de uma vantagem, e punirá a infração cometida inicialmente se a vantagem prevista não se concretizar naquele momento”. No mesmo livro, adiante, em Interpretação das Regras do Jogo e Diretrizes para Árbitros, no subtópico Aplicação da Vantagem, diz que “o árbitro poderá aplicar a vantagem sempre que se cometer uma infração. Para tanto, deverão considerar as seguintes circunstâncias na hora de aplicar a vantagem ou paralisar o jogo:

1)     A gravidade da infração; se a infração merecer uma expulsão, o árbitro deverá paralisar o jogo e expulsar o jogador, a menos que haja uma oportunidade imediata de marcar um gol.

2)    A posição onde a infração foi cometida: quando mais próxima a meta adversária, mais efetiva será a vantagem;

3)     A oportunidade de um ataque imediato e perigoso contra a meta adversária;

4)     O clima da partida.”

 

Assim, deixar de marcar tires livres (indiretos, diretos ou até mesmo penais) é permitido. Porém, para que isso ocorra, deve-se levar em conta a regra. E interpretando-a, somos convidados a pensar: vale a pena, se na área penal o atacante sofrer uma infração, permitir a conclusão da jogada pelo motivo do seu companheiro ter a posse de bola? Sinceramente, entendo (juntamente com 99% dos árbitros) que a vantagem é marcar o pênalti, a não ser que a bola sobre sozinha para o atacante, com o gol aberto, “pedindo para ser chutada”. Tal consideração atende às 3 primeiras recomendações da interpretação da regra, que na sua essência diz: privilegiar a marcação do gol. E na maioria das “possíveis vantagens de infrações dentro da área”, a iminência do gol está na marcação do pênalti.

Uma ressalva: como já alardeado, a posse de bola não significa necessariamente vantagem. Vide lances em que os clubes possuem bons batedores de faltas! Uma tabela entre os atacantes na entrada da área pode não ser tão vantajosa quanto à marcação de uma falta. E aí lembramo-nos de que nós, árbitros, podemos inconsciente confundir a agilização do jogo e a dinamização da partida deixando o jogo correr (como devemos fazer), mas no momento errado, caindo até mesmo no erro de beneficiar o infrator.

Resumidamente, existe, à luz da regra do jogo, vantagem no pênalti. Mas a praticabilidade da mesma é quase nula pelas circunstâncias defendidas pela própria regra.

Por fim, dizer que “não há vantagem no pênalti”, insere tal frase naqueles já combalidos e errôneos mitos, como que “bateu na barreira tirou o impedimento”, “bola prensada é da zaga”, na “dúvida a bola é da defesa” e “apareceu, levanta a bandeira”.

Finalizando, confesso que acertar um lance de vantagem e na seqüência ver um gol saindo pela correta interpretação da regra, dá vontade de comemorar efusivamente por dentro. Mas esse desejo de “dar vantagem” deve ser tolhido pela racionalidade e frieza na análise da jogada. Detalhe: sempre na fração de segundos…

Obs: sei que tais trocas de experiências podem ser batidas à alguns amigos, mas árbitros iniciantes e interessados têm na nossa discussão um espelho alternativo e educativo. Claro, desde que nossa conversa não saia do ambiente respeitoso e das orientações das Comissões de Arbitragem as quais nós nos subordinamos, sempre com a fidelidade da Regra e Espírito do Jogo.

– Imagens Arranhadas Publicamente

Excesso e falta de sinceridade que mancham uma imagem de respeitabilidade. Duas personagens publicamente conhecidas e distintas nos dão esses exemplos: o premier italiano Silvio Berlusconi e o jogador de futebol Carlos Alberto.

O político italiano, recentemente, teve fotos dele divulgadas em jornais onde estava em verdadeiras orgias, com jovens seminuas e até mesmo outras pessoas peladas. Há dias, sua mulher já houvera pedido o divórcio e Berlusconi, às vésperas de eleição na Itália, disse que aquilo tudo “não era nada de mais”. Ao ver as fotos, a quantidade, a “mostra de suas virtudes” e a beleza dessas garotas, nitidamente se vê que não é bem assim…

Já o boleiro Carlos Alberto, numa interessante entrevista à última edição de Placar (que aliás trás uma importante matéria sobre critérios de arbitragem, a ser postada em breve nesse espaço), relatou as dificuldades que teve nos diversos clubes que já jogou: Fluminense, Seleção Brasileira, Porto, Corinthians, Werder Bremem, São Paulo, Botafogo, Fuminense de novo e agora Vasco. Nestes, teve contusões, síndrome do Pânico, hipertireoidismo, insônia e até encosto espiritual! Na matéria, sinceramente diz que já trocou cusparada e socos com Teves, ficou pelado xingando o treinador Leão no vestiário, socou um alemão no Werder, desmaiou por coma alcoólico em treino e tudo mais. Detalhe: apenas 24 anos…

Dois exemplos de que uma imagem pode ser manchada facilmente, e que o profissionalismo e seriedade hão de ser uma meta a ser conquista com árdua mudança comportamental.

– O Homossexualismo no Futebol: Jogadores e Árbitros Gays

Há pouco, leio que na Inglaterra, desde o começo do ano, os dirigentes da Premier League lançaram uma campanha contra a homofobia nos estádios. Para a temporada 2009/2010, ações publicitárias e depoimento de atletas pedirão a tolerância ao público gay tanto dentro como fora de campo.

É claro que o assunto é polêmico. Tanto o homossexualismo masculino quanto o feminino traz à tona o velho discurso de ser politicamente correto. De fato, é uma árdua missão fazer com que torcedores respeitem a opção sexual manifestada publicamente quando a mesma é diferente da sua. No Rio de Janeiro, já é conhecida a Fla-gay, braço organizado flamenguista de torcedores homossexuais. Tudo isso é um tabú social, não exclusivamente esportivo.

Mas o destaque da matéria, retirada do GloboEsporte.com, é um link para outra manchete, de um mês atrás: Árbitro gay é impedido de apitar.

Como o assunto se diz respeito a uma atividade que exercemos (arbitragem), e o futebol é uma paixão nacional, compartilho com os amigos.

(Apenas por curiosidade: e se um árbitro ou um jogador de time grande assumisse a sua homossexualidade no Brasil, o que aconteceria com o mesmo?)

(Extraído de: http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Futebol/0,,MUL1125725-9842,00-APOS+ASSUMIR+SER+GAY+JUIZ+E+PROIBIDO+DE+APITAR+NO+FUTEBOL+DA+TURQUIA.html)

Após assumir ser gay, juiz é proibido de apitar no futebol da Turquia

Um árbitro turco, cujo nome não foi divulgado, foi proibido de apitar jogos no futebol da Turquia após assumir ser gay. A informação é do diário turco “Hurriyet”.De acordo com as leis do país, homossexuais não podem prestar serviço militar. Usando dessa prerrogativa, a Federação Turca de Futebol excluiu o juiz das competições oficiais organizadas pela entidade.

 

 

– O artigo 25 da lei arbitral da Federação indica que as pessoas que estão isentos do serviço militar não podem trabalhar como árbitros – disse Osman Avci, secretário geral da Junta Central de Árbitros.

Indignado, o juiz homossexual pensou em entrar na justiça, no entanto, como a Federação está baseada em uma lei, ele pensar tomar outra atitude.

 – Tive a ideia de levar a questão ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos. Mas agora estou confuso. Inclusive, penso me mudar do país e viver noutro lugar – observou.

No Brasil, dois ex-árbitros de futebol assumiram ser homossexuais no passado: Valter Senra e Clésio Moreira dos Santos, o popular Margarida, que faleceu em 1995.

– Corinthians X Flamengo na Palestina; Palmeiras X Corinthians em Miami!

É a globalização do futebol brasileiro, definitivamente. Segundo o portal Terra, negociações com CBF, Rede Globo e Governo Federal pretendem levar jogos do Campeonato Brasileiro para fora do Brasil. Assim, um jogo no Oriente Médio seria interessante para as relações diplomáticas com o mundo árabe, e outro clássico nos EUA puramente por fins comerciais.

Extraído de: http://esportes.terra.com.br/futebol/brasileiro/2009/interna/0,,OI3805553-EI13759,00-Corinthians+x+Fla+pode+ser+na+Palestina.html

Corinthians x Fla pode ser na Palestina

O Governo Federal estuda a possibilidade de levar o jogo entre Corinthians e Flamengo para ser disputado na Palestina, no Oriente Médio, segundo o jornal Folha de S. Paulo. A iniciativa seria do Ministério das Relações exteriores, que pretende utilizar o futebol como uma forma de diplomacia com outros países. Os clubes pretendem se reunir na próxima segunda-feira para discutir o assunto.

A partida está marcada para o dia 29 de novembro, pela penúltima rodada do Campeonato Brasileiro. Para que a iniciativa se concretize seria necessário um acordo entre os clubes, a CBF e TV Globo, detentora do direito de transmissão de imagens. O governo arcaria com todos os custos.

O Flamengo gostou da possibilidade. Além de ganhar visibilidade em todo o mundo em função do clássico poder ser disputado em uma área de conflito, o time rubro-negro vê com bons olhos poder participar de uma campanha pela paz.

“A reunião deve ser nesta segunda, no Rio. O presidente licenciado Marcio Braga que está organizando. Vamos ver essa possibilidade, quando e como podemos fazer. O esporte tem que trabalhar pela paz, se pudermos servir como este elo será importante. Todo mundo tem de ter cidadania e uma instituição como o Flamengo tem a obrigação. Queremos colaborar”, afirmou o presidente em exercício do Flamengo, Delair Dumbrosck.

Delair ainda lembrou de outro clube que ajudou na luta pela paz. “O Santos, na Era Pelé, fazia isso e parou até guerra!”, disse.

Além de Flamengo e Corinthians serem os clubes mais populares do Brasil, os dois contam com dois dos principais atacantes do País na atualidade: Ronaldo e Adriano. E nunca um jogo do Campeonato Brasileiro foi disputado fora do País.

Outro grande clássico que pode acontecer fora do Brasil é entre o próprio Corinthians e o Palmeiras, que seria disputado em Miami, nos Estados Unidos, pela 14ª rodada do Brasileiro, dia 26 de julho. Originalmente o duelo está marcado para o Pacaembu.

Em entrevista exclusiva ao Terra, o presidente do Palmeiras, Luiz Gonzaga Belluzzo, gostou da idéia, mas acredita que a CBF não permitiria.

“O Andrés (Sanchez, presidente do Corinthians) brincou comigo uma vez e eu achei engraçado, mas a CBF não vai permitir. Seria uma coisa ousada. Acho interessante isso. Podemos conversar de marcar em uma outra capital do Brasil. Tem gente que fica nervosa. Os clubes são de São Paulo, mas são dois clubes nacionais. Temos que prestar uma homenagem à torcida em outros lugares”, afirmou o mandatário palmeirense.

– 200 milhões por Kaká?

É assustador o mundo dos negócios no futebol. No Real Madrid, o “fanfarrão” Florentino Perez praticamente tem selado a contratação do milanista brasileiro Kaká, pela bagatela de quase 200 milhões de reais. Está superando Abramovitch, o magnata russo do Chelsea que esbanja dinheiro nas contratações.

Tal contratação só perde para a de Zinidine Zidane, quando saiu da Juventus-IT e foi para o próprio Madrid. E me recordo bem: naquela oportunidade sua contratação foi bancada pela venda de camisas ao redor do mundo.

Alguém duvida que isso se repetirá? Apesar que, o próprio Perez houvera dito que “essa crise é o melhor momento para contratar craques como Kaká, Cristiano Ronaldo e quem tiver talento”.

Em tempo: Kaká deve usar a mesma camisa 5 de Zidane. No começo do século XX, craque que era o “dono do time” usava a 5. Vide o craque brasileiro Zizinho. Porém, após o advento de Pelé, craque passou a usar a 10. Talvez o Real Madrid queira mudar a lógica atual para a mística anterior.

Por fim: o salário do atleta será de R$ 71.000,00 por dia. Dinheiro respeitável, não? Se merece ou não, é outra história, mas tal cifra nos faz promover um debate: não está na hora de se pensar em teto salarial para jogadores de futebol?

– O Marketing Viral da Adidas

A empresa de material esportivo Adidas, fazendo valer das novas estratégias de comunicação, divulga uma propaganda interessante via internet. Chamada de “segunda pele“, a peça publicitária mostra os jogadores do Palmeiras substituindo o uniforme por pinturas no próprio corpo. Pasmem: 300 mil visitas em uma semana. É o chamado marketing viral…

Para assistir o vídeo, clique em:

http://www.youtube.com/watch?v=epP6lC9oXPE&NR=1

– Profissionalismo e Independência aos Atores do Futebol

Estamos ainda no início do Campeonato Brasileiro. Mas a polêmica já foi decretada por aqueles que atuam no torneio.

Em algumas áreas, principalmente na Sociologia, vemos o uso do termo “atores sociais” frequentemente sendo utilizado. No futebol, sem dúvida, os elementos que compõe o espetáculo (jogadores, comissões técnicas, árbitros, dirigentes) são esses atores, ou seja, agentes que atuam na sociedade. E por atuarem em um meio que influencia pessoas de toda classe social e nível intelectual, o cuidado desses atores deve ser grande. Digo isso pela irresponsabilidade de algumas ações que têm sido observadas nas últimas rodadas.

Lembro-me de uma partida de futebol em que atuei na série A2 (nomes ocultos por ética), onde o técnico da equipe que outrora havia sido hostilizado pelos torcedores pelo fato da sua equipe estar em desvantagem no placar, logo na sequência da marcação do gol da virada no score, virou-se contra as arquibancadas e ofendeu a torcida que lhe xingara! Aiaiai: alambrado entortando, chinelo voando e polícia trabalhando… Tudo pelo mau comportamento do treineiro, que não soube assimilar as críticas, além do seu desequilíbrio emocional.

Guardada as devidas proporções, na Série A do Brasileirão acontece similaridades. Me impressiona o fato de técnicos experientes e vitoriosos, que trabalham em grandes clubes de massa, acusarem determinados jornalistas e citarem seus nomes como corinthianos (apenas por fazerem profissionalmente seu trabalho jornalístico), dirigentes isentos do torneio de sãopaulino ou ainda criticar a torcida.

É claro que não posso citar nomes, até mesmo pelo conflito da atividade que exerço, mas… não seria hora de cada um assumir seus atos e responder, por que não, criminalmente? Que irresponsabilidade jogar a torcida contra uma equipe de jornalistas, ou de acusar falsamente árbitro de futebol de ser orientado por outrém? Mais cabeludo ainda: acusar a causa de todos os males aos torcedores!

O interessante é observar que nisso, para estes, todos são culpados: a imprensa, a arbitragem, a torcida… Nunca o treinador! Perceba, e insisto nesta tecla, de que não observo técnico de futebol, ao ser eliminado de uma competição, citar que: “Perdemos porque escalei mal“, ou: “Fracassamos porque meu esquema tático, minha estratégia e planejamento falharam”. Sempre a culpa é dos outros!

Não demorará, infelizmente, para vermos árbitro sendo agredido nas ruas, dirigente sendo ameaçado de morte, e, como um tiro no próprio pé, treinador sendo acuado pela torcida do seu time.

Já não estamos vendo isso?

Diria um importante jornalista polêmico que o “Futebol é a coisa mais importante das coisas menos importantes”. Dentro dessa filosofia e provérbio de parachoque de caminhão, há muita sabedoria. Até onde acusações se farão ao bel-prazer? Pode-se tudo no futebol e ninguém toma providências? Essas pessoas influenciam e povoam a cabeça de alguns (ou de muitos) das teorias conspiratórias mais assustadoras e perversas, e saem ilesos?

Senhores, o futebol está ficando chato com tanta choradeira. Os rádios e as televisões não aguentam mais tanta lenga-lenga nas entrevistas pós-jogo e intimidações aos jornalistas.

Taí a grande semelhança para alguns treinadores que se esquecem que o futebol é esporte: para estes, árbitros de futebol e jornalistas são inimigos do esporte.

Quem diria…

Importante: claro que não generalizo os treinadores de futebol, que assim como os árbitros e jornalistas são abnegados e entusiastas do futebol: futebol-esporte, é claro, pois muitas vezes ele se transforma em futebol-business, futebol-guerra, e outras derivações.

Aos de bem no esporte, irmanemo-nos num futebol mais leal. E vamos dar um fim à lembrança dos predicados clubísticos aos profissionais do futebol. Dentro de campo (e fora também, porque não?) todos – árbitros, jogadores, jornalistas e técnicos – são independentes e lutam pelo seu bom trabalho.

– Mulheres Proibidas de Jogarem Futebol

Calma, não é nenhuma lei atual. Foi no tempo do presidente Getúlio Vargas, onde o governante decretou que o futebol “não era condizente para senhoras que seriam futuras mães”. As que insistiam, eram rotuladas de “grosseiras e mal-cheirosas”.Abaixo, material da Folha de São Paulo:
Folha de São Paulo – 25/05/2003 – 12h06 

Futebol feminino chegou a ser proibido no Brasil na ditadura Vargas
por JOÃO CARLOS ASSUMPÇÃO 
Futebol no Brasil não é como nos Estados Unidos, na China ou na Noruega. No país pentacampeão do mundo, o espaço reservado à mulher tem sido a beira do gramado, onde pode trabalhar como animadora de espetáculo.
No campo, com a bola nos pés, é difícil cavar um lugar. A modalidade, afinal, não pegou como em outros países. Os obstáculos para a prática do futebol feminino no Brasil continuam muito grandes.
Foi para detectar essas barreiras que o pesquisador Eriberto Lessa Moura, 37, mestrando em estudos do lazer pela Faculdade de Educação Física da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), resolveu debruçar-se sobre as origens do esporte no país.
“Desde o início, as dificuldades para a mulher [jogar futebol] foram grandes, mas elas se tornaram ainda maiores durante o Estado Novo [período do governo Vargas entre 1937 e 1945]”, disse Moura à Folha, por telefone.

Em 1937, Getúlio Vargas se antecipou à eleição que aconteceria no ano seguinte e desencadeou um golpe de Estado, implantando uma nova Constituição e uma ditadura, que duraria até 1945.

No período, aprofundou o vetor centralizador do Estado, criando o Departamento de Administração do Serviço Público, o Dops, espécie de polícia política, e o Departamento de Imprensa e Propaganda, dedicado à censura e à exaltação dos feitos do governo.

Na área esportiva, a história não foi diferente. Criou leis para o setor e passou a controlá-lo com mão-de-ferro. “Foi aí que a pressão para as mulheres se afastarem do futebol aumentou muito. Elas deveriam se limitar a praticar esportes que o governo considerasse condizentes com suas funções de mães ou futuras mães.”

Leonardo Pereira, autor de “Footballmania”, livro sobre as origens do futebol no Rio, concorda com o colega. “A visão que temos, que faz do futebol um jogo essencialmente masculino, foi construída historicamente, fruto de um amplo movimento que, desde o final dos anos 30, tratou de atacar a participação feminina e construiu a idéia de que o jogo não seria adequado às mulheres.”

O Estado Novo criou o decreto 3.199, que proibia às mulheres a prática de esportes considerados incompatíveis com as condições femininas. Segundo Moura, o futebol estava incluso entre eles, ao lado de halterofilismo, beisebol e de lutas de qualquer natureza.

Quando o decreto foi regulamentado pelo regime militar (1964-1985), em 1965, o futebol feminino foi proibido no Brasil. Só 16 anos depois foi revogado pelo Conselho Nacional do Desporto.

Mas, muito antes disso, o futebol no Brasil já era um esporte eminentemente masculino. A mulher que o praticasse era vista com preconceito, já que a trajetória da modalidade no país foi diferente da vivida pelos homens.

De acordo com a pesquisadora Heloísa Bruhns, autora de “Futebol, Carnaval e Capoeira – Entre as gingas do corpo brasileiro”, enquanto os homens da elite começaram a praticá-lo no final do século 19 em São Paulo e no Rio, o grupo feminino que aderiu à prática do futebol era pertencente às classes menos favorecidas.

Do preconceito social ao esportivo teria sido um passo. Segundo Bruhns, mulheres que jogavam eram consideradas “grosseiras, sem classe e malcheirosas”.

Às mulheres da elite cabia o papel de torcedoras. “As partidas de futebol [masculino] eram um evento da alta sociedade e as mulheres se arrumavam para ir assistir aos jogos”, afirmou Moura.

Mas, com o passar dos anos, o preconceito chegou às arquibancadas -e a violência também- e até lá a mulher perdeu espaço.

Como disse a professora Heloísa Reis, estudiosa do comportamento das torcidas em estádios de futebol, “quando as mulheres participam das organizadas, elas tendem a adotar o comportamento agressivo masculino, o que talvez seja uma tática para ser aceita mais facilmente pelo grupo”. E, no final, só serve para aumentar o estereótipo e o preconceito contra a mulher no futebol.

 

 

 

 

 

– Patrocinando até as Axilas

Logo, o uniforme do Corinhtians estará com mais patrocínios do que macacão de piloto de Fórmula 1. Numa sacada inteligente, venderam o suvaco, ou melhor, as axilas da camisa para patrocínio do desodorante Avanço.

Extraído de: http://portalexame.abril.com.br/marketing/desodorante-avanco-novo-patrocinador-corinthians-473021.html

Desodorante Avanço é o novo patrocinador do Corinthians

Tradicional marca de desodorantes masculinos tem contrato até 2010 para anunciar na camisa do time
A camiseta do Corinthians ganhou mais um logotipo. A marca de desodorantes masculinos Avanço passou a estampar a camisa dos jogadores no dia 23, quando o Corinthians venceu por 2 a 1 o Barueri, no Pacaembu, em São Paulo. O local da camisa escolhido para o anúncio não poderia ser mais adequado: as axilas dos jogadores. O acordo é mais uma prova que as dificuldades enfrentadas pelo time no início do ano para conseguir patrocinadores já acabaram. Hoje o Corinthians conta com patrocínios da Batavo, do Banco Panamericano e da Bozzano, que, assim como o desodorante Avanço, faz parte do portfólio da Hypermarcas.

“A novidade é um desdobramento do patrocínio que começou com a marca Bozzano. O sucesso foi tão grande que decidimos estampar na camisa do time outra linha de produtos que tem tudo a ver com o universo masculino”, afirmou em nota Mel Girão, diretora da unidade de Beleza e Higiene Pessoal da Hypermarcas. Assim como a Bozzano, o desodorante Avanço permanece no uniforme corintiano até meados de 2010. “Mais uma vez, estamos confiantes e empolgados com a parceria Hypermarcas/Corinthians”, conclui a diretora. O patrocínio também reforça o relançamento de toda linha de desodorantes Avanço, previsto para o segundo semestre de 2009.

A Hypermarcas é dona do mais completo portfólio de marcas do Brasil, como Doril, Zero Cal, Risqué, Benegrip, Assolan, Salsaretti, Monange, Cenoura & Bronze, Gelol, Engov, entre outras. Num ranking elaborado recentemente publicação anual Agências & Anunciantes, a empresa pulou da 32ª posição no total de investimentos em 2007 para a sétima no ano passado, com mais de 200 milhões de reais aplicados em propaganda.

– Os Novos Treinadores

O efeito “Guardiola” parece estar contagiando a Europa. O Milan deve anunciar o ex-jogador Leonardo como seu treinador. Atualmente, o brasileiro atua como gerente de futebol no clube, e substituiria Carlo Ancelloti, que assumirá o Chelsea.

Muitos questionaram a inabilidade de Leonardo para o cargo, já que nunca treinou clube algum. Ser bom jogador não quer dizer ser bom treinador. E os críticos usarão vários exemplos: Dunga, por exemplo, será um desses modelos.

Porém, há o outro lado da moeda: Pepe Guardiola, que nunca foi técnico, chega à final da Champions League nessa temporada, tendo sido seu trabalho ao longo do ano no Barcelona, no mínimo, excepcional.

A verdade é que me parece ser um problema cultural. O brasileiro tem receio de ver um ídolo se tornando treinador e depois sendo vaiado nas arquibancadas. Por que será que Zico, que vem fazendo ótimos trabalhos mundo afora, nunca dirigiu uma equipe brasileira? É claro que ele escolhe o exterior justamente para preservar sua ótima imagem de jogador.

Normalmente os ex-boleiros do Brasil que se tornam treinadores começam por clubes pequenos. Foi assim com Felipão, Muricy, Leão e Luxemburgo. Está sendo assim com a nova geração: Mancini, por exemplo.

O certo é que se Leonardo realmente assumir o Milan, poderemos ver uma squadra italiana legitimamente brasileira, visto os jogadores que lá se encontram e os possíveis contratáveis.

Abaixo, extraído de: http://www.abril.com.br/noticias/esportes/leonardo-sera-novo-tecnico-milan-diz-jornal-396107.shtml

 

Leonardo será o novo técnico do Milan, diz jornal

Apesar de Carlo Ancelotti negar, esta deverá ser sua última temporada no comando do Milan. Com o interesse do Chelsea, que irá perder Guus Hiddink no meio do ano, o técnico italiano pode ir para Londres deixando o cargo no time de Kaká vago.

E segundo o jornal Gazzetta dello Sport, o brasileiro Leonardo irá assumir o comando do Milan na próxima temporada. Atuando nos bastidores do clube desde que encerrou a carreira, o ex-jogador nunca teve uma experiência como treinador.

A confirmação da notícia deverá acontecer nesta segunda-feira, segundo o periódico italiano, pois o campeonato nacional acaba neste domingo, iniciando assim o planejamento para a próxima temporada.

Especula-se que Alex Silva, atualmente no Hamburgo, será o primeiro alvo de Leonardo depois de assumir o comando do time. Emmanuel Adebayor, atacante do Arsenal e que há algumas temporadas aparece como o sonho dos dirigentes milaneses, também será um dos alvos principais dos italianos.

Ancelotti, também ex-jogador, está no comando do Milan desde 2001. As duas últimas temporadas sem títulos pressionaram o treinador, que começou a ser questionado pela torcida e imprensa italiana.

Ops: não quer dizer que grandes jogadores não podem ser grandes treinadores: vide Beckenbauer, Rickard, Trapattoni e Cruyf. No Brasil, sinceramente, não me recordo. Alguém me ajuda a lembrar?

– O Dono da Bola; ou melhor, do Jogador

Falamos tanto de clube-empresa, lei Pelé, ética nas transações, time autossustentável, passe…

Mas tal nota me impressionou: segundo Eduardo Arruda, na sua coluna Painel FC desta sexta-feira, no confronto entre Vasco da Gama X Corinthians, válido pela semifinal da Copa do Brasil, haverá em campo 17 jogadores agenciados pelo empresário Carlos Leite (6 do SCCP e 11 do CRVG), além dos 2 treinadores (Mano Menezes e Dorival Júnior).

Para quem esse agente torcerá?

Acho um perigo as equipes possuirem “controladores de carreira” agindo em seus times. A preocupação em valorizar seus atletas deve ser grande, mesmo que os treinadores sejam profissionais e não escalem atletas do seu par (já que é comum entre si).

– Brasileiros Sobrando na Copa da Uefa

Estou postando essa mensagem exatamente no intervalo da partida final da última edição da Taça da UEFA (no ano que vem, teremos a Taça Europa), envolvendo as equipes do Shaktar Donetsk (Ucrânia) X Werder Bremem (Alemanha).

A equipe do Leste Europeu é de um magnata do setor de siderurgia da Ucrânia. Inaugurará, dentro em breve, o estádio mais suntuoso daquela localidade. É conhecido pelas extravagâncias financeiras, e adora o futebol brasileiro. Tanto que há mais brazucas no time do que jogadores locais!

A partida está 1×1, e há 6 brasileiros em campo. Pelo Shaktar: Fernandinho (ex-Atlético Paranaense), Jadson (idem), Willian (ex-Corinthians), Luis Adriano (ex-Internacional/RS) e Ilsinho (ex-Palmeiras e SPFC). Pelo Bremem, Naldo (ex-Juventude). Diego (ex-Santos), que seria o sétimo brasileiro, está suspenso.

Curiosidades:

– o número de brasileiros em campo é maior do que o de alemães e de ucranianos;

– a final é em Istambul (Turquia), e o presidente Lula, que está em visita àquele país, está no estádio, ao lado do premier turco, do representante alemão e do ucraniano.

– o ingresso mais barato custou 200 euro.

– A Decadência do Grau de Civilidade, por Cláudio Lembo, citando o “Filósofo Ronaldo Fenômeno”

Para este post, não é preciso comentário. Apenas leia:

(foi escrito pelo ex-governador Cláudio Lembo, especial para o Terra Magazine):

Extraído de: http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI3770320-EI8421,00-Gol+de+placa.html

GOL DE PLACA

por Cláudio Lembo

(a respeito da cidadadia – por quê a opinião de um boleiro repercute mais do que a de um educador?)

Vai mal. Muitos já perceberam a decadência de nosso grau de civilidade. Falam. Pregam no deserto. Ninguém quer escutar. É bom viver o dia que passa. O futuro a Deus pertence. É o pensamento hegemônico.

Caíram por terra os nossos mais sadios traços de convivência. Ninguém respeita ninguém. Os professores são desconsiderados em salas de aulas. Os pais não se relacionam com seus filhos.

Uma confusão geral. Esta se desdobra em todos os setores da sociedade. Nas relações de trabalho, os conflitos são comuns. No interior das religiões, atos impensáveis. Nada de bom exemplo.

Uma onda de deboche. Uma malícia disseminada em todas as conversas. Avança para a política. Todos se “lixam” de todos. As relações sociais se deturpam. As condutas ferem o sentimento médio acumulado por séculos.

A que se deve tão ampla onda de rompimento da convivência entre as pessoas? As causas podem ser muitas. A urbanização desenfreada que trouxe, para um único local, culturas diversas.

Ou então os meios de comunicação eletrônica que lançaram uma avalanche de costumes desconhecidos de amplos setores da sociedade. Os hábitos de determinados setores urbanos transferiram-se para todo o país.

Deu no que deu. Ninguém respeita ninguém. Uma entropia invade todos os segmentos da sociedade. Há campanhas publicitárias sobre tudo. Não há campanhas informativas sobre como proceder.

Inexiste preocupação sobre aspectos mínimos da razoável forma de se conduzir por parte das pessoas. Elas não são incentivadas a praticarem formas civis de convívio.

Tudo se tornou uma luta de todos contra todos. A agressividade invadiu o contexto social. Viver em sociedade, apesar do ensinamento em contrário, dos antigos filósofos, tornou-se oneroso.

Daí a fuga para um individualismo perverso. A retirada para o interior das moradias. O não conhecer o vizinho. A ausência da boa troca de idéias. Tudo recuou para o individual.

Quando se busca o convívio surge, comumente, o desafio do diálogo pobre. Entrecortado por frases desconexas e tratamento desprimoroso. Perdeu-se o traço singular do ser humano: a capacidade de convívio.

Isto acontece em todas as sociedades. Atingiu grau superior por aqui. Deformaram-se nos costumes. O melhor da brasilidade perdeu-se na mediocridade.

Nada foge a esta realidade. Da universidade à várzea, proliferam as formas incivilizadas de agir. As escolas são depredadas pelos alunos. Os templos violados. As cidades agredidas pelo mau uso.

Perderam-se os núcleos básicos de aprendizado da boa educação. As crianças e os jovens estão soltos. Já não contam com os pais para ensinar as regras mínimas de conduta. Estão ao Deus dará.

Este amargor alcança muitas pessoas, particularmente os que tiveram a felicidade de viver outros tempos. Não se trata de pessimismo ou saudosismo.

É mais. Trata-se de simples constatação de uma realidade envolvente. Ela surgiu com mais vigor nesta semana. O jornal Folha de São Paulo sabatinou Ronaldo, o jogador do momento.

Quando um educador fala, ninguém dá importância no atual contexto. É mais um chato a oferecer opiniões desagradáveis. Um pernóstico recheado de doutrinas e preconceitos.

Agora, quem pôs o dedo na ferida foi ele, Ronaldo, a figura mais exposta pelos meios de comunicação nos últimos tempos. Foi duro. Salutar, porém. Ronaldo foi enfático, mais do que enfático, marcou um gol à distância.

Ao ser indagado como e onde educará seu filho, respondeu o jogador do momento, na Europa. As crianças brasileiras são maliciosas. Possuem palavreado de adolescentes. Proferem palavrões.

E ao ser provocado por grito da platéia, Ronaldo foi além. Afirmou ser seu filho brasileiro, mas que prefere que ele conte com amiguinhos europeus, sem malandragem dos amiguinhos brasileiros.

Concluiu o fenômeno: “A gente quer sempre o melhor pros filhos, e eu, podendo escolher, prefiro que ele tenha educação européia”. Acertou na ferida. Não deixou saídas.

Lamentável. Lição, porém, legítima porque retrata a realidade social de degenerência dos costumes. É bom tomar atenção, se ainda houver tempo. Um pouco de boa educação não faz mal a ninguém.

É Ronaldo quem diz. Não um pedagogo qualquer.

– O Árbitro Justificador

De outros esportes surgem idéias compatíveis ou não com o futebol; e vice-versa. Nesta última quinta-feira, o vôlei ganhou sua “bola inteligente”, com chip, para identificar se ela está dentro ou fora da quadra.

Mas uma polêmica a parte foi levada à discussão: o presidente da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), Ary Graça, defendeu que os árbitros de vôlei deveriam ter um microfone para justificar suas marcações, a fim de que os torcedores e jogadores ouçam e entendam o que foi marcado, consequentemente mostrando sua atenção no jogo e entendimento das regras.

A óbvia pergunta é inevitável: e se fôsse no futebol?

Nesse espaço, a busca do debate inteligente e produtivo no futebol se faz presente. Mas confesso que muitas opiniões diversas e divergentes podem ter um rico valor. Portanto, convido ao amigo blogueiro a responder:

– Como árbitro ou como torcedor, o que você pensa disso?

Claro que a viabilidade de tal implantação seria utópica. O futebol possue regras que devem ser universais, e os custos seriam altíssimos. Mais: imaginou um Maracanã abarrotado tentando ouvir a voz do juiz logo após ele expulsar um jogador?

Particularmente, penso que toda e qualquer ação que obrigue a transparência no futebol é válida. Imagino um número menor de “perigos de gol” e “regra 18” sendo marcados. Mas é importante lembrar: a própria regra do jogo sugere algumas sinalizações (ou melhor, obriga) por parte dos árbitros. E comunicação não é apenas por sonoridade, mas por linguagem gestual.

Aguardo sua opinião!

– A Cocaína Abreviando a Carreira de Esportistas

Como o nefasto uso de drogas pode acabar com a vida de profissionais de sucesso! O centroavante Jardel, detentor da incrível marca de 1 gol por jogo nas suas temporadas na Europa, eleito Chuteira de Ouro e melhor estrangeiro de todos os tempos a jogar em Portugal, fala como a Cocaína acabou com sua carreira. Depois de perder tudo o que ganhou, de passar 8 dias acordado sobre efeitos da droga, de torrar sua grana com mulheres e cocaína, de perder a família, ele tenta voltar a campo, pela Segundona Carioca, defendendo o Olaria!

Extraído de: http://www.terra.com.br/istoe/edicoes/2061/artigo133567-2.htm

“A cocaína destruiu o meu lar”
Um dos maiores artilheiros da história do futebol europeu, o brasileiro Jardel conta como superou o vício em álcool e drogas.

Por Rodrigo Cardoso

Neste ano, o jornal A Bola, tradicional diário esportivo de Portugal, quis saber da imprensa especializada e dos leitores quem foi o melhor estrangeiro de todos os tempos a pisar nos campos lusos. O vencedor foi o centroavante Mário Jardel Almeida Ribeiro, o brasileiro Jardel, conhecido lá como Super Mário. Não pela estatura (1,88 metro), mas por ter anotado 186 gols em 186 jogos naquele país. Jardel despontou para o futebol no Vasco da Gama, conquistou títulos no Grêmio e fez fama em Portugal, no Porto e no Sporting, principalmente. Lá, ganhou cinco troféus Bola de Prata de maior artilheiro do campeonato português e duas Chuteiras de Ouro (maior artilheiro da Europa). Era um fenômeno dentro da área, especialista em gols de cabeça. A Copa do Mundo parecia ser um caminho natural, mas ele foi preterido por Felipão, em 2002, quando o Brasil conquistou o penta. Ele, que na época já não conseguia vencer a dependência de álcool e cocaína, afundou de vez.

Terminou o casamento, se afastou dos filhos e passava noites em claro cercado de mulheres, bebida e drogas. Hoje, aos 35 anos, deitado em uma rede na sua casa em Fortaleza, Jardel contou à ISTOÉ por que se considera recuperado do vício há cerca de um ano e meio. Como Ronaldo, que acaba de conquistar um título no retorno ao futebol brasileiro, procura um clube que lhe dê a chance de se superar dentro de campo – como fez na vida pessoal.

ISTOÉ – A história de superação do Ronaldo tem semelhança com a sua perseverança para continuar jogando depois de se livrar da dependência de cocaína?
Jardel – Sim, no sentido que, se a gente tiver fé e for atrás, vence qualquer adversário. Estou feliz por Ronaldo ter voltado a jogar e, principalmente, estar se sentindo bem nessa nova fase. É exatamente o que está acontecendo comigo. Os altos e baixos são comuns, principalmente na carreira de um jogador. Comigo, a tristeza e a depressão fizeram com que eu me deixasse levar por gente com energia negativa. E acabei fazendo coisas que não deveria. Mas o mais importante é perceber o que você fez de errado e demonstrar que pode dar a volta por cima. Por isso, o Ronaldo está de parabéns e estou feliz por ele.

ISTOÉ – O que você procurava no álcool e na cocaína?
Jardel – Eu me tornava um cara confiante. Fico pensando por quê. Mas não sei, não sabia… Por que eu fiz isso? Por que buscava isso? Eu sentia um vazio. E algumas amizades o levam para o mau caminho. Também, depois de dez, 12 anos jogando futebol no auge, como titular, não aceitava ficar no banco. Aí, ficava chateado e usava drogas e bebia. E depois que passava o efeito delas, batia aquela angústia, solidão, tristeza, tudo junto. E consumia mais para sair desse estado. E continuava e continuava. Era uma bola de neve.

ISTOÉ – Quando você experimentou cocaína pela primeira vez?
Jardel – Foi em 1999. Eu jogava no Futebol Clube do Porto, de Portugal, mas experimentei por curiosidade em uma festa no Brasil. A cocaína destruiu o meu lar, a minha família. A rotina em casa passou a ser de brigas.

Ficava alterado, não cumpria as obrigações como pai. Meus filhos (Jardel Filho, 12 anos, e Victoria, 10, do casamento com a ex-mulher Karen Ribeiro Matzenbacher) sentiam falta do pai. Eu errei com eles. Meus filhos ficaram sabendo no colégio que as pessoas falavam que o pai deles era drogado. Às vezes, eu acordava bom e pensava: “O que estou fazendo na minha vida?” Eu tinha consciência de que eu saía dos trilhos, saía com outras mulheres. Hoje, não tenho muito contato com a Karen.

ISTOÉ – E seus filhos com a Karen, você mantém contato?
Jardel – Eles moram em Portugal com ela. Logo, logo vou para lá, vou vê-los. Não os vejo há oito meses e estou com saudades. Falamos por telefone, dizem que sentem saudade, eu pergunto como andam no colégio. Enfim, conversa de pai babão. Acabei de ser pai novamente (com a atual mulher, Tatiana Bezerra, 23 anos). A Tainá tem dois meses. A gente tem babá, mas, às vezes, ajudo também.

ISTOÉ – Você já consumiu drogas antes de alguma partida?
Jardel – Nunca usei cocaína em competição. Nunca! Nunca joguei dopado por ter cheirado. Nunca! Sempre consumia nas férias, para curtir, em Fortaleza.

ISTOÉ – Você fez terapia?
Jardel – Passei por um psiquiatra. Durante um mês eu conversei com o médico. Tirava algumas dúvidas sobre o porquê de acontecer isso comigo, mas quem ajuda mesmo é a própria pessoa. Não tem esse negócio de ajuda de clínica ou de médico. É a pessoa que tem de bater o pé e pronto.

ISTOÉ – O Adriano, ex-jogador da Inter, de Milão, recusou um tratamento psicológico. Ele largou o futebol na Itália para ficar mais perto da favela onde nasceu, no Rio de Janeiro. Como vê essa decisão dele?
Jardel – Só o Adriano deve saber o que estava sentindo quando tomou a decisão. Foi carência de alguma coisa. Vejo como uma fuga.

ISTOÉ – A atitude mais correta é parar e colocar a cabeça em ordem?
Jardel – Treinar e ir para o jogo é também uma terapia. Procurar um terapeuta ou não, depende de como a pessoa acha que pode resolver o seu problema fora do campo. Estou torcendo para que o Adriano dê a volta por cima, faça como o Ronaldo.

ISTOÉ – Alguém da sua família teve histórico de consumo de álcool ou alguma outra droga?
Jardel – A bebida era um mal de família. Meu pai e minha mãe bebiam.

ISTOÉ – Seu corpo dava sinais de que você deveria parar de vez?
Jardel – Claro! Quando acordava mal, com depressão, era meu organismo que estava destruído. Eu pedi muito a Deus para ele me dar forças, luz, para eu conseguir reagir. Pegava a Bíblia, ajoelhava, orava e chorava. Não virei evangélico. Vou à igreja uma vez ou outra. Tenho minha fé pessoal.

ISTOÉ – Como adquiria a cocaína?
Jardel – Tinha gente que levava até mim. O cara tinha o meu telefone, eu tinha um ou dois dele. Em Portugal, eu consumia em casa noturna.

ISTOÉ – Gastou muito com farra?
Jardel – Sim. Com festas, noite, mulheres. Cheguei a gastar R$ 2 mil por noite. Com drogas, não, porque ou usava pouco ou me davam.

ISTOÉ – Qual foi sua maior extravagância?
Jardel – Certa vez, fiquei oito dias acordado depois de uma farra com mulheres, bebidas, cocaína, em Fortaleza. Já estava separado e, nessa época, todo dia era uma mulher diferente.

ISTOÉ – Há quanto tempo você se considera um ex-viciado em cocaína?
Jardel – Há mais ou menos um ano e meio decidi que não queria mais. Foi força de vontade. Fui me afastando dos diabinhos na minha vida.

ISTOÉ – O Casagrande internou-se para tratar do vício em drogas e está voltando a ser comentarista esportivo.
Jardel – Não dá para pensar que se livra facilmente da cocaína. É uma luta diária, que não acaba nunca. Eu conheço o Casagrande. Ele é uma boa pessoa.

ISTOÉ – A tentação ainda o cerca?
Jardel – Sim. O diabo manda seus mensageiros para me atiçar. Você tem de ser forte. Ainda tem gente que aparece e diz: “Quer um pozinho? Dar uma cheiradinha?” Já solto logo um palavrão, o bicho pega para quem se atreve. E só bebo socialmente.

ISTOÉ – Em 2002, você tinha muita chance de ser convocado para a Copa do Mundo. Não ter sido o deixou mais deprimido?
Jardel – Eu fiquei péssimo, péssimo por não ter sido convocado pelo Felipão para a Copa de 2002. Mesmo assim, torci por ele e pelo Brasil.

ISTOÉ – Mas esse fato contribuiu para o seu vício? Jardel – Sim, com certeza contribuiu. Porque fiquei mais deprimido, triste.

ISTOÉ – Como nasceu essa depressão?
Jardel – Foi um pacote de coisas ruins. O meu processo de separação, a minha não convocação para a Copa e o fato de eu jogar pouco no Bolton (time inglês que ele defendeu em 2003).

ISTOÉ – Há vaga para o Ronaldo na Seleção?
Jardel – Tenho quase certeza de que o Ronaldo vai para a Copa no ano que vem. Eu era reserva dele. Por isso não jogava: ele era o fenômeno.

ISTOÉ – Quem é melhor: você ou ele?
Jardel – Eu sou tipo bananeira, paradinho dentro da área. Dentro dela eu sou melhor do que o Ronaldo. Não tenho dúvida nenhuma, não!

ISTOÉ – Se, hoje, você estivesse jogando como na época da Copa de 2002, você teria vaga na Seleção do Dunga?
Jardel – Sem dúvida nenhuma, sim!

ISTOÉ – Por que o Felipão não o convocou?
Jardel – Não sei. Nunca perguntei a ele. Acho que seria antiético da minha parte. Mas falta de gol não foi.

ISTOÉ – Você guarda mágoa dele?
Jardel – Não. As pessoas fazem opções na vida. Apesar de eu ficar de fora sendo o artilheiro da Europa, torci por ele. E o Felipão mereceu.

ISTOÉ – Você vai jogar no Olaria, da segunda divisão do Rio de Janeiro?
Jardel – Um dirigente me procurou. Um grupo de empresários comprou o clube e ficamos de conversar.

ISTOÉ – O mal dos atacante brasileiros, hoje, parece ser o peso. Você tem feito algum tipo de preparação física?
Jardel – O Jardel aqui está comendo buchada, essas coisas bem leves, sabe? Estou em forma… de bola! Estou brincando: tô no peso. Tenho treinado, estou jogando bola no meu campo quase todos os dias. Perdi sete quilos, estou com 88 quilos. Não estou 100% fisicamente, mas…

ISTOÉ – Não precisa correr muito para fazer gol. Veja o Romário.
Jardel – Preciso correr não, cara! Resolvo dentro da área! Dentro dela, sou um matador, um leão. Fora da área, sou um gatinho.

ISTOÉ – Está perto da aposentadoria?
Jardel – Penso em jogar mais dois ou três anos e depois talvez fazer um curso para treinador ou empresário. Não tenho histórico de lesões. Preciso que o treinador confie em mim e me coloque para jogar.

– Chuteiras que valem Ouro… mas para quem?

Nesta última semana, a Revista Veja trouxe uma interessante matéria sobre “jogadores tipo exportação”. Nela, se fala muito sobre como o jovem atleta é preparado para ser vendido ao exterior, e mostra que tal investimento pode dar até 2300% de retorno.

Entretanto, em muitos momentos, a reportagem faz uma apologia a esses investidores. Mas, aparentemente, o que pode parecer bom, nem sempre é. Abaixo há a matéria completa, mas convido à seguinte reflexão:

– Os grandes clubes de futebol estão reféns das exportações dos atletas. Isso faz com que os jovens talentos saiam logo. A busca de títulos se tornou secundária devido ao primeiro objetivo: sanear dívidas.

– Os jovens atletas estão nas mãos dos empresários. Hoje, não é mais o “clube dono do atleta”, mas, numa burra lógica, o “empresário patrão do jogador”. Não deveria ser esse agente o empregado dos talentosos atletas?

– Essa exportação dá a oportunidade de jovens carentes realizarem a independência financeira e ajudar suas famílias. Ótimo. Mas… se o “filé” das transações ( o dinheiro grosso da negociação ) ficar com o jogador, tudo bem. Se o clube formador se beneficiar, ok. Mas infelizmente os empresários inescrupulosos ficam com a maior parte.

– Insisto num termo: há um neocolonialismo europeu sobre nossos talentos. Temos que buscar a sustentabilidade esportivo/futebolística, não a dependência desses recursos financeiros externos.

A seguir, extraído de: http://veja.abril.com.br/130509/p_076.shtml

 

Chuteiras que valem ouro

O futebol é um negócio rentável não apenas para
os clubes e jogadores. Empresários e investidores
estão ganhando muito dinheiro com a venda de atletas

Em dezembro de 1962, o escritor e cronista Nelson Rodrigues, o primeiro a traduzir o lirismo do futebol brasileiro, escreveu o seguinte sobre a proposta do Juventus, clube da cidade italiana de Turim, para comprar o craque Amarildo, que brilhara na Copa do Chile, vencida meses antes pela seleção nacional:

Amigos, o Juventus da Itália reiterou o lance nababesco: 250 milhões (de cruzeiros) por Amarildo. Para um futebol pobre como o nosso e, repito, para um futebol barnabé, a oferta soa como um escândalo: 250 milhões! Aí está uma quantia que muitos só farejam ou apalpam nalgum delírio furioso. Há reis, impérios, cidades, nações que não valem tanto. E esse dinheiro todo por um rapaz, ali, de Vila Isabel, que faz a barba num salão do Boulevard e que apanha o lotação no Ponto de 100 réis.

Nelson Rodrigues se estende, na crônica publicada na revista Manchete, sobre a negativa do Botafogo de vender Amarildo – “Tratou os 250 milhões com o nojo de quem afasta com o lado do pé uma barata seca” – e a penúria dos nossos times, “que boiam num lago de dívidas como vitórias-régias”. Era um baita dinheiro – dezesseis vezes o maior prêmio pago pela Loteria Federal no mesmo ano. Quase 47 anos depois, os clubes nacionais continuam paupérrimos, mas, associados a investidores, já não se recusam a vender – nem por um minuto – suas estrelas por quantias nababescas. Muito pelo contrário. O futebol brasileiro tornou-se o grande celeiro que abastece os gramados da Europa e da Ásia. Só nos clubes europeus, há 551 atletas nacionais, o suficiente para formar trinta equipes completas, com sete reservas cada uma. Se um jogador de futebol brasileiro pudesse ser negociado na Bolsa Mercantil de Chicago, seria um investimento dos mais concorridos: a “mercadoria” está rendendo mais que o ouro. A venda de atletas para o exterior vem crescendo há três anos consecutivos e, em 2008, totalizou 1 176 transferências – 46% a mais do que em 2005. Só a transferência de Breno, ex-zagueiro do São Paulo, para o Bayern de Munique rendeu ao grupo investidor um lucro de 2 300% em menos de cinco meses.

Na corrida aos craques nacionais, a pressa de chegar antes do concorrente vem fazendo com que a idade dos contratados caia na mesma proporção com que dispara a cotação dos atletas no mercado: os gêmeos Rafael e Fabio da Silva, ex-Fluminense, foram comprados aos 15 anos pelo Manchester United, da Inglaterra. Philippe Coutinho, de 16 anos, joga no Vasco, mas já pertence ao Internazionale de Milão (que só poderá levá-lo quando ele completar 18 anos). Há ainda o incrível caso de Caio Werneck, “craque-bebê” brasileiro de apenas 10 anos e já selecionado pelo Roma. “Jogador de futebol virou commodity e o Brasil, seu maior exportador”, diz o italiano Raffaele Poli, pesquisador do Centro Internacional de Estudos do Esporte, na Suíça.

 
Um negócio só é bom mesmo quando é bom para os dois lados. Por tal critério, esse de selecionar, treinar e vender para o exterior jovens craques brasileiros é um excelente negócio. Para o jogador, a diferença entre os salários pagos por um clube brasileiro e por um time europeu de porte equivalente quase sempre é de um dígito, ou perto disso. Um atacante de um time médio, de primeira divisão, que ganhe 15 000 reais por mês no Brasil facilmente conseguirá emplacar um salário equivalente a 100 000 reais em um time de igual tamanho na Itália. Diante disso, os pobres clubes nacionais, as vitórias-régias de Nelson Rodrigues, fazem malabarismos para tentar segurar um pouco seus craques – pelo menos até o momento de conseguir vendê-los ao melhor preço. Os dirigentes do Santos, por exemplo, além de pagar salários expressivos a suas estrelas mirins – o promissor Jean Chera, de 14 anos, ganha 18 000 reais mensais, incluindo patrocínios –, esmeram-se em agradar àqueles a quem cabe a palavra final diante de um convite vindo do exterior: os pais dos meninos. Telefonemas simpáticos de integrantes da diretoria e visitas ocasionais para um cafezinho são as formas mais comuns de, digamos, “fidelizar” a família do pequeno jogador. A família do craque Neymar, de 17 anos, é íntima da diretoria do clube. O potencial de valorização do passe de Neymar atrai investidores como abelhas ao mel. Certamente, para a tristeza das arquibancadas da Vila Belmiro mas para a alegria do jogador, da sua família, da diretoria do clube e dos investidores, Neymar logo será vendido por uma fortuna. Quanto? Bem, o grupo Sonda comprou 40% do valor de uma venda futura quando o atleta ainda nem tinha entrado em campo pela primeira vez por 6,5 milhões de reais. Hoje, a multa rescisória do contrato dele com o Santos é de 90,5 milhões.

O sonho de fama e fortuna de milhares de jovens candidatos a craque materializa-se nas peneiras – testes que os grandes clubes fazem para identificar novos talentos. As peneiras são de trama apertada. As organizadas pelo Flamengo fora do Rio de Janeiro atraem 800 meninos a cada vez. Desses, apenas quatro são selecionados para um período de testes. No Santos, segundo Guto Assumpção, diretor de futebol de base do clube, de cada 100 garotos que entram nas categorias de base, apenas dez acabam vestindo a camisa profissionalmente. Outros cinquenta poderão até se tornar profissionais, mas em equipes de segundo ou terceiro escalões. Só três de cada cinquenta jogadores convocados para uma seleção de base chegam a vestir a camisa canarinho da seleção principal.

Se a peneira é apertada, as recompensas são também desproporcionalmente milionárias para quem chega lá. Por essa razão, o garimpo de novos talentos tem se revelado um ótimo negócio. Atraídos pelo baixo custo e pelo potencial de lucro fantástico, investidores dos mais variados setores têm feito suas apostas. É o caso do grupo de supermercados Sonda e da empresa EMS Sigma Pharma. Juntos, eles detêm direitos sobre futuras vendas de mais de uma centena de jogadores. Esse modelo de negócio surgiu quando o passe (título de propriedade de um jogador que, na maioria das vezes, pertencia ao seu clube) foi abolido pela Lei Pelé, em 2001. A partir daí, os times, eternamente endividados, começaram a vender aos interessados porcentuais do valor da venda futura de seus atletas, numa operação similar à divisão de capital entre os acionistas de uma empresa – com a diferença de que, nesse caso, o lucro só aparece quando o jogador é negociado. A Sigma Pharma, que detinha 42,5% dos direitos sobre a venda do ex-atacante do Cruzeiro Guilherme Gusmão, de 20 anos, embolsou em torno de 6 milhões de reais com a ida do atleta para o Dínamo de Kiev. O grupo Sonda tem participação na cota de venda de trinta jogadores profissionais, entre eles o argentino Andrés D’Alessandro, do Internacional, e de mais de setenta jogadores de base. “Nossa expectativa é duplicar o capital investido em até dois anos”, diz Thiago Ferro, um dos sócios do grupo. Para não falar de empresas dedicadas exclusivamente ao negócio esportivo – como a Traffic, que, além de ter um plantel de setenta jogadores, acaba de inaugurar uma verdadeira incubadora de talentos (veja o quadro).

 O assédio de clubes e investidores às chamadas “promessas do futebol” vem criando miniestrelas – jovens sem fama, mas já familiarizados com a pose de um David Beckham e a bajulação que cerca um Ronaldinho Gaúcho. Tome-se o caso de Luiz Henrique Muniz Batista, o Esquerdinha. Aos 16 anos, ele assinou com o Santos seu primeiro contrato como profissional. Dias depois, foi levado a um passeio na Oscar Freire, rua que abriga as lojas mais elegantes de São Paulo. Acompanhado por três empresários, o adolescente – de regata branca e chinelo de dedo – lotou sacolas de chuteiras, camisetas e bermudas de marcas caras. No momento em que a reportagem de VEJA o encontrou, Esquerdinha estava sendo levado para escolher seu próximo presente: um celular novo. O jogador contou que seus novos empresários reservaram um preparador físico para ajudá-lo a desenvolver a musculatura e contrataram um professor para lhe dar aulas de inglês. Como em Santos o idioma é português, está claro o objetivo final dos investidores.

Os brasileiros formam de longe o maior grupo de jogadores estrangeiros na Europa. Em geral, eles chegam lá por meio de uma negociação entre clubes. Mas podem também ser levados diretamente por um dos muitos olheiros que os times estrangeiros mantêm espalhados pelo Brasil. Essa rede de caça-talentos – em geral, constituída de ex-jogadores – acompanha desde os principais campeonatos regionais até as mais obscuras partidas de várzea. O inglês John Calvert-Toulmin, observador do Manchester United na América do Sul, assiste a cerca de cinquenta partidas por mês: “A minha função não é procurar o melhor jogador, mas o jogador que melhor se adapte às necessidades do meu clube”.

Ao contrário de barras de ouro, jogadores de futebol podem ter saudade de casa ou detestar o clima do novo país – isso quando não se metem em boates de reputação suspeita, com frequentadoras idem, ou dão chá de sumiço nos treinos para visitar os amigos no Brasil. VEJA acompanhou a rotina de três jogadores que estão vivendo na Europa: Willian Borges da Silva e Guilherme Gusmão, na Ucrânia, e Breno Borges, na Alemanha. Em comum, os três ganham pelo menos dez vezes mais do que recebiam no Brasil, mantêm-se sintonizados nos canais brasileiros de TV a cabo e mostram um notável desinteresse pela cultura local. O atacante Guilherme chegou à Ucrânia há três meses como a mais cara contratação do Dínamo de Kiev. Ele reclama do frio e do fato de que ninguém lá “parece fazer questão alguma” de entendê-lo, ainda que o atleta não fale outra língua. O ex-corintiano Willian, um dos seis brasileiros do Shakhtar, é um dos poucos a estudar um idioma, mas não com vistas à adaptação na Ucrânia. Ele está aprendendo inglês porque não pretende renovar o contrato com o clube de Donestk.

Com pouca idade e, em geral, baixa escolaridade, os jogadores brasileiros raramente tiram proveito pessoal da experiência de viver no exterior. Nesse sentido, ex-jogadores como Leonardo Nascimento de Araújo e Dunga são exceções. Ambos se beneficiaram com os anos passados na Europa. Dunga aprendeu italiano e alemão e se orgulha de ter podido visitar locais históricos fechados ao público (veja o depoimento). Leonardo diz que sempre teve curiosidade de conhecer outras culturas. “Procurei passar apenas dois anos em cada país e me esforcei para aprender a língua e conhecer o modo de vida de cada um deles”, diz. Na Itália, pouco antes de abandonar os campos, fez um curso de gestão esportiva. Hoje, aos 39 anos, é diretor técnico do Milan.

Leonardo deixou o Brasil para jogar na Espanha quando tinha 22 anos de idade. Dunga foi para a Itália pouco mais velho: aos 23. Coisas do século passado. Hoje, apesar de a Fifa proibir transferências internacionais de menores de 18 anos, uma série de subterfúgios permite que se drible a regra: uma das formas mais frequentes é a contratação fictícia do pai do atleta para um cargo em uma das empresas patrocinadoras do clube. Dessa maneira, a família se transfere para o exterior e o pai recebe o salário que seria do filho, mas que a lei impede que seja pago. A história do mineiro Caio Werneck, de apenas 10 anos, seria diferente também nesse aspecto. Em julho do ano passado, em Petrópolis, no Rio, o menino participou de um acampamento promovido pelo Roma. Assim como o Milan, o time da capital italiana realiza periodicamente esse tipo de evento com o objetivo oficial de “fortalecer a marca do clube” fora da Itália e a intenção inconfessada de detectar talentos precoces, também fora das fronteiras do seu país. Caio, segundo o técnico Ricardo Perlingiero, responsável pelas categorias de base do Roma, sobressaiu tanto nas partidas disputadas no acampamento que foi chamado para fazer um estágio de uma semana no clube romano. Lá, acabou sendo convidado a ficar. O fato de seu pai, Israel Werneck, ter conexões com o clube italiano ajudou.

A família se mudou para Roma e Caio passou a integrar a categoria de base do clube. “Ele tem um passe muito acima da média”, diz Perlingiero. O técnico, que é brasileiro, afirma que nem o menino nem sua família recebem nenhum tipo de remuneração. Israel Werneck revela que colocou o filho numa escola de futebol assim que ele completou 5 anos. Caio é um caso especial. Mas já se contam nos dedos das duas mãos os jogadores brasileiros que brilham no futebol no exterior e às vezes chegam à seleção canarinho sem nunca ter brilhado com a camisa profissional de um clube brasileiro. Ah, sim, quanto a Amarildo, o da crônica de Nelson Rodrigues, ele foi vendido para o Milan e jogou muitos anos na Itália antes de voltar ao Brasil para encerrar a carreira no Vasco.

1-“Não renovo por valor nenhum” – “Eu nunca quis jogar na Ucrânia. Vim para cá em 2007 porque insistiram muito. O presidente do clube fez de tudo para me convencer: cheguei da Alemanha no jatinho particular dele – até a torneira do banheiro era banhada a ouro. Fiquei impressionado com a proposta que me fizeram e assinei na hora. Ganho por volta de 200 000 dólares por mês. Com o passar do tempo, comecei a ficar infeliz. Jogando na Ucrânia não tenho visibilidade. Não quero ser um milionário desconhecido no resto do mundo. Depois, os treinos parecem de atletismo. Nos fins de semana, fico em casa, entediado. No inverno chega a fazer 25 graus negativos! Mas o que mais odeio aqui é a polícia, que sempre me para. Como eles sabem que sou jogador, fazem isso para tentar me tomar dinheiro. O Shakhtar pode me dar um caminhão de dólares, mas eu não renovo por valor nenhum.”

Willian Borges da Silva, 20 anos, jogador do Shakhtar Donetsk, da Ucrânia

 

2- Tradução até na hora do parto – “Tudo é muito diferente na Alemanha: o povo e o clima são mais frios, os vizinhos cuidam mais da sua vida e nos treinamentos não tem ‘rachões’ (partidas disputadas entre reservas e titulares). No começo, senti dificuldade para me adaptar, mas tive a ajuda dos meus empresários, que moraram comigo durante quase cinco meses. Eles fizeram de tudo. Até colaram etiquetas na máquina de secar com as palavras em português, já que não falo inglês e não entendia nada de alemão. Também arrumamos uma ajudante ótima. Ela chegou a fazer a tradução do parto do Pietro, meu filho, já que minha mulher não entendia nada do que o médico falava. Hoje estou totalmente adaptado e, apesar de ter estudado apenas um mês, consigo até entender o alemão. A vizinhança é o que mais me atormenta aqui. Eles vasculham nosso lixo para ver se estamos fazendo corretamente a separação e já até ameaçaram chamar a polícia porque acharam que estávamos maltratando os cachorros por deixá-los na garagem no inverno. No geral, sou feliz aqui, mas queria poder jogar mais do que estou jogando. No tempo livre, geralmente fico em casa assistindo a partidas de futebol. Quando saio em Munique, costumo ir ao shopping, ao centro ou a lojas e restaurantes legais. Não me interesso por museus. Quando estou em São Paulo, não sou tão caseiro assim. No Brasil tem muito mais coisa para fazer.”

Breno Vinicius Borges, 19 anos, jogador do Bayern de Munique, da Alemanha, desde janeiro de 2008

 

3- Na Itália, como um italiano –  “Meu pai foi jogador de futebol e vendedor de bilhetes de loteria. Não tive berço de ouro. Quando fui jogar no Pisa, em 1987, não falava língua nenhuma. Se via alguma coisa e não sabia o nome, pedia para os colegas escreverem num papel. Um jogador estrangeiro não pode ser um corpo estranho na equipe. Quem vai para fora tem de se desvencilhar do Brasil, e não ficar procurando o Brasil lá fora.É por isso que, quando morei na Itália, tentei viver como um italiano, na Alemanha como um alemão, e no Japão como um japonês. Em Florença, por exemplo, ia sempre aos mercados tradicionais e a museus. Cheguei a entrar em lugares históricos reservados apenas para secretários de governo. No Japão, visitei vários templos budistas. Na Alemanha, tinha aulas com uma professora que me levava a festas típicas. Além disso, em todos os países, fiz amizade com famílias que me mostraram o modo de vida local. Isso foi bom não só pelo aspecto cultural. De certa forma, essas experiências me deixaram com a cabeça mais aberta e me ajudam a lidar com os jogadores como treinador.”

Carlos Caetano Bledorn Verri, o Dunga, 45 anos, treinador da seleção brasileira 

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O misterioso dono da bola

Um dos homens mais ricos da Ucrânia, o deputado e empresário Rinat Akhmetov, de 42 anos, tem uma fortuna estimada em 1,8 bilhão de dólares e duas paixões: é louco por futebol e fanático pelo estilo brasileiro de jogar. Nos últimos quatro anos, importou nove atletas do Brasil para atuar no seu time, o Shakhtar Donetsk, um dos mais populares da Ucrânia. Além de dono do clube, Akhmetov é seu presidente. Foi o bilionário quem o elevou à categoria dos grandes de seu país. Ele sucedeu no cargo a Akhat Bragin, assassinado num misterioso atentado no estádio do Shakhtar, em 1995. Bragin era acusado de ser um dos chefes da máfia ucraniana.

O passado de Akhmetov também é um tanto obscuro. Segundo seus funcionários, ele “ganhou muito dinheiro jogando pôquer” nos anos que precederam o colapso da União Soviética. Já o jornalista Serhiy Kuzin, autor do livro Donetsk Mafia, afirma que o bilionário teria trabalhado como capanga da organização mafiosa, a mando da qual executara várias pessoas. Akhmetov só se desloca acompanhado de pelo menos cinco seguranças, em um comboio de três Mercedes-Benz S550 pretos e blindados. Quando seu time vence, costuma dar prodigiosas demonstrações de generosidade – distribui até 200 000 dólares para cada jogador.

Dono de um conglomerado de setenta empresas dos ramos de metalurgia, extração mineral e telecomunicações, ele mora em uma casa que ocupa praticamente três quarteirões, quase na divisa de Donetsk com Makeevka. Só na cozinha da mansão trabalham onze empregados, sem contar os treze garçons que se revezam para servir o empresário e sua família – a mulher e os dois filhos raramente são vistos em público. Vaidoso, Akhmetov tem personal stylist e maquiador.

Até o fim deste ano, ele deverá concluir mais um grande investimento: vai inaugurar um portentoso estádio em Donetsk, o Donbass Arena, orçado em 450 milhões de dólares (apenas 50 milhões de dólares mais barato que o Ninho de Pássaro, o célebre estádio que a China construiu para sediar a Olimpíada do ano passado). Não se trata do único investimento previsto para 2009: rumores na cidade dão conta de que a contratação de mais um brasileiro, o atacante Ciro Ferreira e Silva, do Sport Recife, é só uma questão de tempo.

– Orientações aos Árbitros do Brasileirão – séries A, B, C e D

Foi realizado no Rio de Janeiro, pela CBF, o Seminário de Abertura do Campeonato Brasileiro. Através da CA, Sérgio Corrêa da Silva passou orientações importantes aos árbitros que trabalharão nas quatro divisões. Não são novidades, mas pontos de atenção em concordância com as regras do jogo, que devem ser priorizados.

Abaixo, extraído do email distribuído pela própria CA:

Orientações passadas no Seminario de Abertura do Brasileiro 

Primeira
Pontualidade – Ingressar com 10 minutos antes do início programado
para a partida e dinamizar o máximo para que a partida inicie dentro
do horário determinado.
Segunda
Análise apurada dos denominados “carrinhos”, considerando a força
empregada, a velocidade, a posição do corpo do adversário e, acima de
tudo, o objetivo único que deve ser o de alcançar apenas a bola.
Atenção nestas jogadas.

Terceira
Atentar para a os infratores persistentes (um atleta de uma equipe usa
o sistema de parar o jogo com faltas táticas)e para o Rodízio de
faltas. O quarto árbitro tem participação fundamental e deve auxiliar
a arbitragem na marcação das faltas durantes a partida.

Quarta
Observar o denominado “agarra-agarra”, por meio de atitude preventiva
e firme, sem ameaça quanto à marcação dessa ou daquela falta.

Quinta
Observar na cobrança de pênalti: a “invasão da área”. No Seminário de
abertura enfatizamos que os árbitros estariam atentos. Considerando
que a “finta” é permitida, não deixem de observar os excessos
cometidos na invasão.

Sexta
Observação acerca da perda de tempo, que deve ser evitada com atitudes
firmes e dinâmicas, bem como sobre acréscimos “padronizados” (ex:
2min. no 1º e 3min. no 2º tempo).

 

– A Carteirinha que Morreu antes de Nascer

E a Carteirinha do Torcedor, instrumento idealizado meses atrás para acabar com a violência do futebol, morreu de vez, sem nunca ter oficialmente nascido. Entretanto, as novas medidas a serem votadas para implantação serão a caça aos cambistas (2 anos de cadeia), prisão de quem fizer baderna em arquibancada (1 ano) e suspensão de torcidas organizadas que praticarem violência (3 anos).

Agora vai…

Extraído de: http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Futebol/0,,MUL1111844-9825,00.html

Câmara dos Deputados não aprova carteira para torcedor de futebol

Texto, porém, é aprovado com pena de reclusão de um a dois anos para quem cometer atos de violência em estádios

A ideia do ministro dos Esportes, Orlando Silva Júnior, de obrigar todas as pessoas que frequentem estádios de futebol a apresentar uma carteira de torcedor não passou pela Câmara dos Deputados na quarta-feira. Os deputados aprovaram o texto que criminaliza atos de violência nos estádios, mas rejeitou a proposta do Executivo de implantar o cadastramento de torcedores.

O texto que segue para o Senado inclui, porém, o cadastramento de torcidas organizadas com exigência de ficha completa de todos os seus membros. Segundo o projeto, informa o jornal “O Globo” desta quinta-feira, a pena para quem cometer atos de violência em estádios é de um a dois anos de prisão e multa. Já as torcidas organizadas que participarem desses atos serão proibidas de frequentarem eventos esportivos por três anos.

Outra pena prevista no projeto é contra os cambistas, muito comuns em volta de estádios de todo país, especialmente em grandes eventos. A pena de reclusão neste caso é também de um a dois anos mais multa.

– O Sigiloso Contrato da Gillete com a CBF

Segundo o Portal Exame, a Gillete será um dos grandes patrocinadores da CBF para a p´roxima Copa do Mundo. Extraído de Portal Exame (clique para link):

A Gillette, marca da multinacional americana Procter&Gamble, será um dos patrocinadores da Seleção Brasileira de Futebol na Copa de 2010.
O acordo de patrocínio será anunciado amanhã em São Paulo e é o maior investimento de marketing da marca no Brasil no ano fiscal que começa em julho e vai até junho de 2010. Os valores do contrato são mantidos em sigilo.

 

O patrocínio da seleção se alinha com a estratégia de marketing global da Gillette focada em futebol. Em 2005, a marca adotou David Beckham como garoto propaganda em todo o mundo. No ano seguinte foi a vez de Kaká, que até hoje estampa as campanhas do barbeador Mach3. Na última campanha (video abaixo) o jogador brasileiro forma um quarteto com  Tiger Woods, Thierry Henry e Roger Federer batizado como Gillette Champions. 

– Absolutamente, perdeu-se o respeito!

O que falar de tal lance? Hector Reynoso, capitão do Chivas Gadalajara (México), durante a partida contra o Everton (Chile), válida pela Libertadores da América, na última quarta-feira, assoou o nariz contra o adversário Sebastián Penco. O lance foi visto pelo mundo todo, e está reproduzido neste link do You Tube: (Clique abaixo)

http://www.youtube.com/watch?v=RNv84WrDA4o

Tudo aconteceu pois o jogador chileno houvera, após uma trombada com o mexicano, o ofendido com os dizeres: “sai daqui, seu doente, contaminado” (fazendo alusão à gripe suína que assola o México). O mexicano então respondeu a provocação tossindo sobre o mesmo, cuspindo e, acredite, assoando o nariz sobre o seu adversário!

O que fazer com esses dois atletas?

Ambos estão errados; o primeiro, pela insensibilidade em meio ao pânico gerado por essa gripe mexicana, e o outro, pelos óbvios motivos de como reagiu!

Se árbitro, o que você faria no lance? (confesso que não sei se o árbitro viu e os puniu).

Se dirigente esportivo chileno ou mexicano, o que fazer com o seu jogador?

E se você estivesse no “TJD da Conmebol”? O que faria?

Talvez não deva publicamente dar minha resposta. Fato lamentável. Não seria educado…

– 13 anos de apito

Há exatos 13 anos, apitei minha primeira partida de futebol oficialmente. Conto meus jogos a partir desta data, onde, me lembro, estreiei meu uniforme da “nr” (nem existe mais esta marca esportiva), e fiquei todo pimpão! Afinal, era a primeira vez que entrava em campo devidamente uniformizado e para algo que valesse.

A partida foi um jogo Sub 15, válido pela Copa do Trabalhador Campineiro, entre Grêmio Sanasa 2 X 0 Expresso Taquaral. Recebi R$ 25,00, devo ter errado muitos impedimentos (pois nesses jogos não costumam ter bandeiras, para economia, e o árbitro se encarrega de marcar esses lances também), e o jogo foi no tradicional Estádio da Mogiana, hoje Cerecamp, em Campinas-SP.

O que começou como um inocente aprimoramento de regras para aprofundar os conhecimentos de futebol, numa desejável carreira no jornalismo esportivo, despertou a talvez sempre vontade de exercer tal sacerdócio (mas isso é outra história…).

Passado tanto tempo, de lá para cá trabalhei seja como quarto árbitro ou como árbitro principal em todo o tipo de jogo: Amador de Campinas, Itu, Jundiaí; Amador da FPF; Campeonatos Inusitados: de clubes, de ligas, de veteranos, de circo (pois é, apitei campeonato de circo; neste, o juizão é o palhaço… rsrs). Profissionalmente, cheguei à B1B e B1A, que depois viraram B3, B2 e B1 (B3 era a sexta divisão!), daí para A3, A2 e A1 (na A1, como quarto árbitro – por enquanto!). Já tive a oportunidade de trabalhar muitas vezes no Canindé, Morumbi e Palestra Itália; também de conhecer, creio eu, todos os estádios profissionais de todas as divisões profissionais de SP. “Tomei conta” do Emerson Leão, do Muricy Ramalho e do Vanderelei Luxemburgo. Contracenei em Reality Show futebolístico no papel de “Juiz ladrão“. Fiz parte da história positiva e negativa: presenciei ao vivo o “Gol de Gândula” que nunca existiu (a propósito, uma injustiça à árbitra Sílvia Regina). Sai de camburão 2 vezes (é pouco) e escoltado outras. Apitei partidas com jogadores famosos quando ilustres anônimos – do Kaká nas categorias de base ao Robinho. Presenciei profissionalmente grandes nomes do futebol brasileiro trabalhando na arbitragem – Rogério Ceni, Marcos, Ronaldo, Edmundo, entre outros tantos.

Em suma, nem adianta perguntar se valeu. A resposta é: VALE A PENA ! Entre tantas cobranças, alegrias e decepções, irei até o fim da carreira! São quase 700 partidas oficiais em campo (sem nunca ter contado jogos em society), dos quase 350 profissionais.

Neste interim, devo agradecer aos que confiaram na minha carreira desde o começo: o Marcão da Liga Campineira (primeiro professor de arbitragem); ao Luis Antonio de Oliveira/Cobrinha (que sempre me arranjou jogos para apitar); ao Adilson Freddo (que deu uma força danada e praticamente me trouxe para apitar em Jundiaí, intermediando uma conversa entre mim e o Daniel P. Nielsen, da Liga Jundiaiense); à todos os dirigentes de arbitragem da FPF (seria injusto citar nomes pois poderia esquecer de alguém); ao amigo José Mauro Leite (que me inspirou, mesmo sempre apitando mal e roubando para o time do Barroca), e, é claro, aos meus pais – Meu pai que sempre esteve comigo em diversas aventuras no mundo da bola (aventuras mesmo, pois temos histórias engraçadíssimas que um dia contaremos!) e à minha mãe, que veja só, assistiu a uma única vez um jogo meu (o pior de todos), mas que do Céu assiste a todos e torce e ora por mim)

Obrigado Senhor, pela possibilidade de me deixar viver tudo isso! É tudo muito bom!

Obrigado Nossa Senhora Aparecida, patrona dos Árbitros de Futebol, por essa graça!

– A Gripe a a Bola

Uma inocente pergunta: se as equipes mexicanas que disputam a Taça Libertadores da América passarem para as Oitavas de Final, onde elas jogarão, já que a recomendação é para não viajar ao México?

O mais simplista poderá dizer que é fácil: muda-se o mando, e os times jogam na Costa Rica ou Guatemala.

O problema não é tão simples. E o isolamento dos residentes em área de contagio, como fica? Daqui a pouco, os jogadores terão que jogar de máscara e não poderão encostar nos adversários, já que o contato físico é uma das formas de transmissão dessa gripe mexicana que assusta o mundo.

Creio que nesse momento os dirigentes da Conmebol estão torcendo para a não-classificação de mexicanos… Seria um problema a menos para se discutir!

Extraído de: http://www.estadao.com.br/noticias/esportes,gripe-suina-cancela-partidas-de-futebol-no-mexico,361398,0.htm

Gripe suína cancela partidas de futebol no México

CIDADE DO MÉXICO – Os temores sobre a gripe suína no México atingiram o futebol. Nesta segunda-feira, a Confederação de Futebol da América Central, América do Norte e Caribe (Concacaf) anunciou o cancelamento de seu campeonato sub-17 de seleções.
A competição, disputada na cidade de Tijuana, estava na semifinal. Os confrontos entre Costa Rica, Honduras, México e Estados Unidos estavam marcados para quarta-feira.
A Concacaf também anunciou que a partida de volta da final de sua Liga dos Campeões, entre os mexicanos Cruz Azul e Atlante, foi adiada por duas semanas, para o dia 12 de maio.
Segundo a entidade, as atitudes visam a assegurar a saúde de jogadores, funcionários e torcedores. O governo mexicano já anunciou o fechamento de escolas em todo o país.

– Quando a Arbitragem é a atração na Rodada (mesmo não sendo)

O Futebol é o esporte mais popular do planeta devido, talvez, ao fator POLÊMICA. A boa e a má fase de equipes dá audiência, e se diga ao mesmo para a arbitragem. Assim como um jogador praticamente ganha um jogo sozinho em alguma atuação memorável, na rodada seguinte ele pode ser eleito o “pereba” do jogo. Árbitro também! Pode arrebentar em um jogo e na partida seguinte “ser arrebentado”. A questão é: justa ou injustamente.

Na final entre Ceará X Fortaleza, Carlos Eugênio Simon deu um pênalty reclamado por todos como inexistente. O zagueiro depois diz que “tocou sim no jogador, mas que foi sem intenção”… Ora, então foi imprudência, cara-pálida, aprenda a regra!

Entre Santos X Corinthians, houve reclamações de impedimentos inexistentes do lado do amigo e bom assistente Everson Luchessi, contra o Santos. Ora, o Kleber Pereira ficou o jogo inteiro impedido, e nos lances duvidosos, em distâncias de poucos centímetros, em lances de extrema dificuldade, os comentaristas dizem: “Errou! Estava em condição e o bandeira errou!” E afirmam estufando o peito… Ora, lá dentro de campo é outra coisa…

No Cruzeiro X Atlético, ouvindo um programa esportivo, houve o comentário de que Paulo César de Oliveira errou ao não advertir o atacante Kléber Gladiador, pois o cruzeirense houvera provocado o Atlético comemorando o seu gol imitando um galo… Tenha dó! Criticar a arbitragem por esse fato é covardia ou má vontade!

No fundo, quando está tudo sobre controle, haverá um espírito de porco querendo polemizar. Arranjar “pêlo em ovo”, ou motivos para contrariar o trabalho de outrém. Dos pontos positivos ninguém se lembra. Dos acertos do jogo, esqueça-se. Afinal, tudo isso é obrigação. Mas ter tolerância com os erros (quando eles existem), é importante. Não é só respeito, mas profissionalismo por parte de quem está na mídia.

E já que este post é “arbitragem como atração”, nesta quarta e quinta-feira o futebol terá muitas: destaque para o interessantíssimo Colo-Colo X Palmeiras com Carlo Torres, que está em ótima fase, e o nosso amigo Seneme na Bombonera, no Boca Jrs X Tachira. Além do Paulo césar, ostentando a boa arbitragem brasileira na Libertadores.

A torcida para a boa arbitragem é constante e sincera. Boa sorte aos amigos que atuarão nesta rodada, pois divulgam nossa nobre e difícil carreira.

– A dificuldade em se mensurar craque e talento

Há dias, Bruna Marin, do Blog “Imprensa Marrom & Cia” (clique aqui para o link), escreveu sobre, de repente, um jogador ídolo de um time se tornar maior que a própria equipe. Baseado nisso, despertou o interesse em tentar descobrir qual “ídolo” poderia ser ídolo maior de sua equipe, em todos os tempos.

Para se ter idéia, faça um simples exercício: quem foi o maior jogador de todos os tempos do seu time? ESPERE: você assistiu a todos jogarem, desde que ele foi fundado? Soube das batalhas da década de 30, os sufocos da década de 50 ou outras histórias de um passado talvez longíquo?

Vou dar um exemplo: conversei aqui em uma das minhas searas com um garoto de 15 anos, e perguntei qual seu time: – Corinthians, disse ele. E perguntei qual o grande ídolo de todos os tempos: – Ronaldo, é claro.

15 anos não vale, é muito novo para entender essas coisas, e não teria experiência suficiente para falar do assunto. Mas é justamente esse ponto: dá para eleger o craque de um time de todos os tempos?

Pegando o mesmo Corinthians: Os que beiram 80 anos, dirão que Cláudio Cristovão de Pinho e Luizinho Pequeno Polegar foram excepcionais; àqueles que tem 50 a 60 anos, Sócrates e Rivelino são indiscutíveis. Os de 30 anos, lembrarão de Neto e Marcelinho Carioca. Os mais novos, como esse garotinho, dirão Teves ou Ronaldo.

E já que o assunto é dificuldade em escolher “o melhor de um time”, o que se pode dizer em escolher, pela ordem de importância, os 100 melhores do Brasil de todos os tempos

A ESPN está elegendo, através da Internet, uma pesquisa onde pretende elencar os 100 maiores jogadores brasileiros da história. E a relação é ótima, pois cita o jogador e seu “apelido” conquistado pela fama. Lá se encontram Ademir de Menezes, Didi, Jair da Rosa Pinto, Lêonidas da Silva (você assistiu eles jogarem?), entre outros. É claro que todos nós achamos que Pelé encabecerá a lista, mas para sua informação, com uma semana de votação, hoje, domingo, 12:23h, a lista dos 10 mais é de:

1. Garrincha

2. Zico

3. Júnior

4. Leônidas

5. Carlos Alberto Torres

6. Romário

7. Paulo César Caju

8. Pelé

9. Ronaldo

10. Gérson

Surpreendente, não? É claro que a Internet prega essas peças. Mas mesmo assim vale visitar a relação (e votar!).

O link da lista dos candidatos está em:

http://espnbrasil1.terra.com.br/100maiores//default.asp

– A Irresponsabilidade de quem está na Mídia

Quando há certos descuidos no gerenciamento da carreira de um atleta, e outras “permissões” e “banalizações”, pode-se perder o controle do que seria educação e bom senso. Grandes atletas e demais jogadores na mídia são exemplos para as crianças. Vide os campinhos de várzea: os meninos são todos Kakás, Ronaldinhos, Ronaldo e outros craques globais.

Qualquer jogo às 16:00h pela Globo é Ibope alto na certa. Assim, o zêlo pela imagem é fundamental. Digo isso pois leio alguns comentários de que o gesto mal-educado do bom atleta Christian (que fora dos campos é uma boa pessoa, já tive a oportunidade de apitá-lo algumas vezes), com o dedo em riste e braços cruzados,  é algo “permitido” dentro da cultura futebolística.

Ora, se nesse horário as famílias estão reunidas para se entreterem ou torcerem com o futebol, não haveria crianças também ávidas em assistir seus craques? Não é um mau exemplo? Jogadores de grandes equipes não tem a noção de que são artistas e modelos para milhões de ilustres anônimos que sonham com o seu sucesso?

Longe de qualquer julgamento ao jogador, mas explorando a questão educacional, compartilho o depoimento do ex-jogador do Palmeiras e Paulista de Jundiaí, hoje treinador de futebol (inclusive com passagem pela Europa e outras equipes nacionais), Wilsinho Ferreira, enviado para mim neste domingo:

Rafael, sábado passado dando treino para meninos de 11 anos, um com a camisa do Corintinhas, marcou um gol e saiu com o DEDO do meio comemorando o GOL. Parei o treino e disse pra ele que nao podia e que ele nao iria mais treinar de continuasse fazendo estes gestos. Terminando o treino chamei o Pai dele e disse o ocorrido. o PAI o repreendeu e disse pra ele o Jogador do Corintinhas vai ser punido pelos gestos quando fez o GOL contra o SP e que o seu filho nao mais iria fazer isto.
São os exemplos desses jogadores que estão hoje no mercado com os exemplos que dao para as crianças.
infelizmente é o que esta acontecendo.
Mas estamos ainda tentando mudar isto .
Outro exemplo negativo é o Adriano, fazer o que?
abraços
Wilsinho

Há algo para discordar desse depoimento? A cada atitude positiva nos gramados, enchemos a cabecinha das crianças de sonhos; a cada ação negativa (e pior: por muitos defendida), estamos contaminando a inocência e a falta de malícia delas, que são o futuro do Brasil.

– Sobre Caborés e Francileudos

Cada vez mais me impressiono com a capacidade produtiva do futebol brasileiro e o potencial de exportação do seu principal produto: o jovem atleta.
O atual homem-gol da Europa vem da Croácia, joga na Inglaterra e se chama Eduardo da Silva. Croata chamado “Da Silva”? Sim, o jovem Da Silva foi “importado” pelos croatas após ser observado durante o 1º Campeonato Brasileiro de Futebol de Favelas, quando tinha 16 anos. De um morro carioca para a artilharia da Premier League, pelo londrino Arsenal.
Mas não é um caso isolado. O centroavante titular absoluto da Tunísia é o maranhense Francileudo. No alemão Sttutgar, temos o carioca Kevin Kurany, que também é centroavante da Alemanha. Tivemos a pouco tempo, pela Seleção Japonesa, o centroavante Wagner Santos. Ou o camisa 10 belga Oliveira, que nasceu em São Luís-MA mas se notabilizou com o nome de Oliverrá. Ou o volante Marcos Senna, pela Fúria Espanhola. E paremos por aqui, pois a lista é grande e o tempo curto.
Nossos craques vão cedo ao exterior. Fazem bem, pois pode ser uma oportunidade ímpar para tentarem a estabilidade financeira. Mas se para o pobre boleiro a situação é sensacional, para os clubes isso pode ser terrível. E para a seleção? Na próxima Copa, teremos quase um time de brasileiros espalhados por outras nações com a condição de naturalizados.
Se a FIFA não tomar providências, logo veremos a mesma situação do Futsal no Futebol, onde a seleção espanhola e a seleção italiana não falam suas línguas nativas, mas jogam sobre a fala do português com sotaque brasileiro.
Por fim, não falei do Caboré. O jovem atleta nascido na Rondônia foi naturalizado coreano e é o artilheiro da K-League, e pode ser transferido por US$ 3 mi para o Japão! Já imaginaram? Descendente indígena coreano Caboré marcando gols contra a seleção canarinho?

– Schincariol derruba Ronaldo e Bhrama

Em tempos de propaganda politicamente correta, a Schincariol alegou que o jogador Ronaldo (garoto propaganda da Ambev) é um ídolo das crianças, e ao fazer publicidade para sua cervejaria concorrente, a Bhrama, estava prestando um desserviço a sociedade, associando álcool com o sucesso. Conclusão: Ronaldo não poderá mais ostentar um copo de cerveja nas telas da TV.

Extraído de: http://br.invertia.com/noticias/noticia.aspx?idNoticia=200904231335_RED_78014935

 

 

O Conselho Nacional de Auto-regulamentação Publicitária (Conar) aceitou na última segunda-feira uma denúncia feita pela cervejaria Schincariol contra propaganda veiculada pela rival Brahma com o atacante Ronaldo, que iria contra o código de ética do mercado publicitário brasileiro.

De acordo com a denúncia, a campanha vincularia o sucesso do jogador ao consumo de cerveja e o forte apelo de Ronaldo com o público infantil impossibilitaria sua aparição em anúncios deste tipo. Além disso, o código do Conar veta associação de atletas com uniforme de esportes olímpicos em propagandas de bebidas alcoólicas.

Segundo informações do órgão regulador, os representantes do conselho de ética devem julgar o caso em 20 ou 30 dias. O criador da campanha, Eduardo Martins, da agência África, é membro do conselho, mas não poderá votar neste caso, por ser uma das partes interessadas.

A assessoria da Ambev, grupo da marca Brahma, afirmou nesta quinta-feira que ainda não foi notificada da denúncia. No entanto, alguns ajustes já foram feitos no comercial, como a substituição da fala de Ronaldo “eu sou brahmeiro” por “eu sou guerreiro”. A nova peça é veiculada desde o último domingo. 

– Liquidação de Clubes de Futebol no Brasil

Deu no Jornal “O Globo” de ontem: o ex-lateral esquerdo Leonardo, do SPFC, Flamengo e  Seleção Brasileira, disse ao jornalista Fabio Juppa: Vendam o Flamengo !

Durante a entrevista, Juppa questionava como resolver a dívida do Flamengo e as administrações amadoras. E o ex-jogador, que agora é manager no Milan, não titubeou na solução: disse que os dirigentes têm que vender o Flamengo.

É claro que não estamos acostumados a clubes-empresa no Brasil. Só pequenos clubes de empresários conseguem sobreviver, e clubes-empresa médios precisam de parceria sustentável. Na Itália, os clubes são todos propriedade privada: A Fiorentina era da produtora de Cinema Miramar, o Milan é do primeiro ministro Silvio Berlusconi, a Juventus de Turim da Fiat, e assim por diante.

Confesso que estamos a anos-luz de imaginar, por exemplo, o Corinthians ou o Flamengo nas mãos da iniciativa privada. A torcida não deixaria. Sinceramente, acho que isso não seria bom. O modelo de clubes de futebol, como é hoje, se for administrado com competência pode ter mais sucesso do que outros. Vide Internacional-RS e SPFC.

– A Ressureição de uma Marca

A Topper mudou sua logomarca e estratégia. Assim, a Revista Exame montou um case interessantíssimo sobre as novas ações da marca, e a felicidade do seu executivo Fernando Beer, ao ver o centroavante Kléber Pereira, do Santos FC, agarrado a bola na primeira página de todos os jornais, na segunda-feira após a vitória histórica da equipe contra a Ponte Preta. A publicidade nessas mídias foi sensacional

Extraído de: http://portalexame.abril.com.br/revista/exame/edicoes/0941/marketing/ressurreicao-marca-449169.html

A ressurreição de uma marca

Uma das marcas mais conhecidas de artigos esportivos do país, a Topper envelheceu frente à agressividade dos concorrentes. Agora tenta se reinventar para recuperar o terreno perdido

 

Por Daniel Hessel Teich

 

Apaixonado por futebol, o executivo Fernando Beer, diretor da área de artigos esportivos da São Paulo Alpargatas, é um corintiano fanático. Mas no último dia 6 de abril, uma segunda-feira, Beer acordou santista. A súbita mudança se deveu às espetaculares fotos do jogo Santos e Ponte Preta que estamparam as primeiras páginas dos principais jornais de São Paulo. Nelas, o artilheiro santista Kleber Pereira aparecia comemorando seu primeiro gol na sofrida partida, marcado aos 39 minutos do primeiro tempo, levantando a bola para o céu. A bola em questão, da Topper, é uma das peças-chave na estratégia de marketing que Beer está desenvolvendo para trazer de volta o brilho da marca. “Eu literalmente estou me sentindo o dono da bola”, diz Beer. Pertencente à Alpargatas e antiga patrocinadora da Seleção Brasileira de Futebol em duas copas do mundo, a Topper nos últimos anos se transformou numa marca de pouca expressão, ofuscada pelas grandes grifes esportivas globais e mesmo pelas rivais brasileiras mais agressivas. De janeiro para cá, a Topper tem passado pelo mais radical processo de reformulação de sua história, desde que foi lançada no país, em 1975. A marca foi redesenhada e novos produtos foram lançados – entre eles a bola de futebol exibida pelo jogador do Santos. E, no início de maio, a empresa se prepara para lançar uma campanha publicitária – a maior desde 2003, quando a marca contratou Pelé como garoto-propaganda.

Apesar de o futebol continuar sendo um pilar essencial dos negócios da Topper – líder na venda de tênis e chuteiras para o esporte, com 20% de participação de mercado -, o objetivo é expandir a marca para outros segmentos. O motivo é simples: os tênis para futebol significam apenas 5% das vendas do mercado de calçados esportivos no Brasil, que movimentou 2,2 bilhões de reais em 2008. Ao mesmo tempo, o segmento de corrida, o que mais cresce no país, responde por 35%. “Não podíamos ficar restritos a um nicho de mercado, precisávamos crescer em direção a outros esportes”, diz Beer. Para avançar, era necessário desconstruir a velha marca, calcada num logotipo com um T estilizado, desenhado na década de 80. “A Topper era uma marca antiga, com pé no passado e que não passava a ideia de inovação, atributo fundamental para o esporte”, diz Ana Couto, designer responsável pelo novo desenho do logo e pela tipologia do nome. A marca passou a investir também em produtos mais tecnológicos, como a chuteira One Professional, feita de couro de canguru, usada pelo goleiro Marcos, do Palmeiras, e o tênis Royal, do tenista Thomaz Belucci, primeiro colocado no ranking brasileiro. Em sua primeira loja em São Paulo, inaugurada recentemente, a Topper vende também roupas para ginástica e tênis femininos.

Reformular uma marca com décadas de tradição é um movimento que exige certos cuidados – um dos maiores riscos, por exemplo, é perder os antigos consumidores sem conquistar os novos. Na década de 90, a marca alemã Puma, espremida por uma dívida de 100 milhões de dólares, quase dez anos de prejuízos e contínuas perdas de participação de mercado, estabeleceu uma espécie de modelo para outras empresas que tentavam se aventurar nesse caminho. A marca adotou uma estratégia que misturava esporte com moda. Ao mesmo tempo que encomendava suas coleções a estilistas de vanguarda, como os britânicos Alexander McQueen e Hussei Chalayan, a Puma estreitou laços com equipes de futebol, atletismo e outros esportes, como automobilismo, desenvolvendo produtos exclusivos e de alto desempenho – entre os patrocinados pela Puma estão a Seleção Italiana de Futebol e a equipe Ferrari de Fórmula 1. A bem-sucedida fórmula rendeu à Puma a terceira colocação entre as maiores marcas globais de artigos esportivos, atrás apenas de Nike e Adidas. “Uma mudança de posicionamento radical leva tempo e inclui variações de percepção e imagem, que devem ser acompanhadas de uma série de ações muito coerentes”, diz Alejandro Pinedo, diretor do escritório brasileiro da consultoria internacional de avaliação de marcas Interbrand.

Assim como a Puma fez no passado, a Topper tenta realizar as mudanças sem, no entanto, abrir mão de suas qualidades e dos consumidores tradicionais. O que não significa que o novo posicionamento da marca esteja sendo bem-aceito por todos. Logo que foi anunciada, no início do ano, a mudança de seu logotipo provocou uma chuva de protestos na internet – um deles, postado em um blog de colecionadores de camisas de times de futebol, diz que a nova marca “é boa para uma loja de sungas”. Especialistas em reestruturação de marcas, porém, alegam que esse tipo de reação é natural e que mudanças como as adotadas pela Alpargatas demoram pelo menos cinco anos para se consolidar e render resultados. No caso da Topper, a experiência faz parte de um movimento abrangente, que tem como objetivo criar uma marca internacional com atuação na América Latina, gerida a partir do Brasil. O projeto de reformulação da marca surgiu em meio ao processo de fusão entre as operações da Alpargatas no Brasil e na Argentina, em 2007. As duas empresas, que tiveram um passado remoto comum, cresceram e se desenvolveram isoladamente em seus mercados e, ao atuar juntas, apresentavam perfis distintos. Ambas tinham, por exemplo, a marca Topper. No entanto, enquanto no Brasil a marca era focada basicamente em futebol, na Argentina tinha uma vasta linha de calçados destinados a vários esportes (há até modelos para rúgbi, por exemplo). Líder em seu país, a Topper argentina tem hoje 32% de participação de mercado e forte presença no Chile. “Decidimos aproveitar essa vantagem e unificar as operações em torno de uma única marca, modernizada e com apelo regional para a América Latina”, diz Beer.

Em sua nova encarnação no mercado brasileiro, a Topper enfrentará um duplo confronto. Por um lado, terá de crescer em segmentos dominados por grandes marcas globais. Por outro, precisará enfrentar um concorrente nacional robusto, a Olympikus, que tem contrato de patrocínio com o Comitê Olímpico Brasileiro. A estratégia da Alpargatas – dona também das marcas esportivas Mizuno, Timberland e Rainha – é posicionar a marca um degrau abaixo das marcas de alta performance, com preços agressivos. Com isso, sua chuteira mais sofisticada, a de couro de canguru, custa 299 reais, de 200 a 300 reais menos do que as concorrentes. Os tênis de corrida, por sua vez, estão numa faixa de 150 a 170 reais, cerca de 100 reais menos do que os similares de outras marcas. Para atrair novos consumidores, a empresa está investindo numa agressiva campanha viral com blogueiros na internet e nas academias de ginástica das principais capitais brasileiras. “Mais do que apostar em patrocínios caros e contratação de celebridades, queremos atrair a atenção dos consumidores nos lugares onde eles estão”, diz José Eustachio, sócio da agência Talent, responsável pela campanha. A sorte também tem dado sua contribuição – basta conferir a foto de Kleber Pereira com a bola. 

– Time reembolsa torcida por derrota em campo

Se a moda pega, muitas equipes vão falir no nosso Brasil. No Campeonato Alemão, o tradicional Energie Cottbus sofreu uma goleada do Shalke 04. Envergonhada, a diretoria do time anunciou que vai reembolsar os torcedores, devido ao mau futebol apresentado pelo time:

E não é mentira, leia abaixo:

Extraído de: http://www.estadao.com.br/noticias/esportes,time-alemao-devolvera-valor-do-ingresso-para-torcida,357402,0.htm

Time alemão devolverá valor do ingresso para torcida

Diretoria do Energie Cottbus ainda pede desculpas após equipe ser goleada pelo Schalke, do brasileiro Rafinha

COTTBUS – A diretoria do Energie Cottbus adotou uma medida pouco comum para reconhecer o desempenho ruim da equipe na derrota por 4 a 0 para o Schalke, sexta-feira, pelo Campeonato Alemão. O clube pediu desculpas e ofereceu reembolso aos seus torcedores que viajaram para Gelsenkirchen, local da goleada.

O Energie Cottbus colocou uma mensagem de desculpas em seu site oficial: “Lamentamos!”. E também indicou que os 600 torcedores que assistiram a partida podem solicitar a devolução do dinheiro.

“Podia perder para o Schalke, mas oferecemos muita pouca resistência”, declarou o diretor esportivo Steffen Heidrich. Faltando seis rodadas, o Energie Cottbus luta contra o rebaixamento no Campeonato Alemão. O time está em penúltimo lugar e enfrentará na próxima rodada o líder Wolfsburg.