– A Primeira Empresa Brasileira Patrocinadora da FIFA

Ser gigante no mundo dos negócios não é para qualquer um. Depois da megafusão Itaú-Unibanco, o conglomerado financeiro anuncia uma ação mercadológica inédita: será, pela primeira vez, uma empresa legitimamente brasileira a patrocinar uma Copa do Mundo. A parceria coma FIFA visa a tornar o banco uma instituição mundial!

Extraído de: http://portalexame.abril.com.br/negocios/itau-fecha-patrocinio-oficial-copa-mundo-2014-450202.html

Itaú fecha patrocínio oficial da Copa do Mundo de 2014

 

Banco é o primeiro grupo nacional a assinar contrato com a Fifa para a Copa no Brasil

O banco Itaú assinou o contrato com a Fifa (Federação Internacional de Futebol) para patrocinar oficialmente a Copa do Mundo de 2014, que será realizada no Brasil. Este é o primeiro grupo nacional a formalizar seu apoio ao evento. O valor do contrato não foi divulgado.

Em comunicado, o Itaú destacou o potencial de investimentos que o torneio trará para o país. Para que o evento se realize, serão necessários importantes investimentos em infraestrutura. Participamos dessa parceria porque entendemos que somos parte desse compromisso com o país, afirmou Fernando Chacon, diretor executivo de Marketing do Itaú.

O acordo pemitirá ao banco ações promocionais específicas durante a competição, inclusive dentro dos estádios. Além disso, a instituição vai poder vincular todos os seus serviços ao mascote, logomarca e emblemas oficiais do torneio.

O Itaú já havia assinado contrato com a CBF (Confederação Brasileira de Futebol), em setembro de 2007, de apoio à candidatura do Brasil como sede da Copa. Entre os eventos que já patrocina, estão a Copa de 2010 juntamente com a Visa, e as transmissões televisivas dos jogos do Campeonato Brasileiro, Libertadores, e das Eliminatórias da Copa.

A seleção canarinho conta com o patrocínio do banco desde outubro do ano passado, cuja marca é estampada em todas as categorias masculinas e femininas da seleção. Esse contrato tem duração de seis anos, incluindo o período da Copa do Mundo no Brasil.

Para o presidente da Fifa, Ricardo Teixeira, a parceria confirma a importância da participação privada num evento deste porte, impulsionada, ainda mais, por ser realizada entre um dos maiores bancos do mundo e pela seleção que mais venceu a Copa na história.

– Assembleia Legislativa de MT dá exemplo ao futebol nacional

Uma crítica comum ao mundo do futebol é a alienação de alguns atletas. Claro, a justificativa virá por parte de muitos, pelo fato de que os atletas de ponta ficam milionários sem ter estrutura emocional, familiar nem educacional (embora, segundo a própria CBF, em dissertação de Mestrado desse autor que vos escreve, 92% dos atletas de futebol profissional ganham até 3 Salários Mínimos). Mas o problema é maior: como estudar e treinar?

Algumas iniciativas esporádicas acontecem por aí: em Jundiaí, até o ano passado (permita-me a ignorância em desconhecer a situação atual), o Paulista FC obrigava seus atletas da categoria de base a estudarem. O Vasco da Gama, segundo matéria de Heitor Mário Freddo no Blog “Imprensa Marrom & Cia” (clique no link para ir à matéria), era um exemplo típico de responsabilidade social no esporte. Também o São Paulo FC o faz no seu CCT de Cotia.

Digo isso pois ouvi na Rádio Globo, no programa “Globo Esportivo”, a promessa santista Neymar dizendo ‘Tive que parar de estudar para tentar o sonho de ser jogador de futebol’. Ora, “teve” que parar? Será que o Santos FC não permitira conciliação? Ou, de repente, a desistência dos estudos seja uma acomodação de jovens talentos espalhados pelo Brasil afora?

Assim, através de um projeto de lei do deputado matogrossense Sérgio Ricardo, o estado do MT obrigará, através da Federação Local, a apresentação da matrícula escolar para que esses menores possam jogar por suas equipes.

Atenção: existe êxodo de menores para a Europa, e isso é sabido. Será que o vínculo estudantil não seria um caminho para evitar o fenômeno “bate-e-volta” de muitos jovens jogadores de futebol brasileiros, além de “iluminá-los” contra a ação de aproveitadores?

Texto abaixo extraído de: http://www.circuitomt.com.br/home/materia/18840

Em Mato Grosso Clubes de futebol terão de exigir matrícula escolar de menores

O 1º secretário da Assembleia Legislativa, deputado Sérgio Ricardo (PR), apresentou projeto de lei que obriga os clubes de futebol que tenham jogadores menores de 18 anos vinculados ao time, a assegurar suas matrículas na rede oficial de ensino pública ou privada, zelando pela sua freqüência e aproveitamento escolar. É considerado como clubes oficiais, as associações devidamente registradas e reconhecidas pela Federação Mato-grossense de Futebol (FMF). O descumprimento à obrigação do artigo anterior acarretará a aplicação das penalidades de multa e de impedimento de participação em torneios e competições oficiais.

Os clubes de futebol que, uma vez penalizados com multa, não regularizarem a situação de matrícula escolar dos jogadores de futebol menores de 18 anos, ficarão impedidos de participar de jogos e campeonatos oficiais no Estado de Mato Grosso.

“A importância do projeto é buscar e assegurar a capacitação educacional do jovem atleta em formação para que, além do auxílio financeiro recebido, tenha assegurado seu desenvolvimento intelectual e a conclusão do ensino regular”, complementa o deputado.

Sérgio Ricardo entende que é dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação e opressão.

É evidente que nem todas as instituições de formação de jogadores são sérias e respeitam os direitos desses menores. Muitos, afastados da família, acabam se tornando verdadeira moeda de troca entre clubes, com a única atenção ao desenvolvimento físico e esportivo, deixando de lado a frequência escolar e o aprimoramento decorrente dos estudos tradicionais”, explicou ele.
 

– Um treino de Árbitros: o que acontece nesse evento?

Como é importante compartilhar conhecimento, divido com os amigos o treino dos árbitros da FPF, suas orientações e curiosidades, ocorridos neste 14/04, que foi já realizado igualmente na última terça-feira aos árbitros das finais do Campeoanto Paulista:

Nesta terça-feira, tive a oportunidade de participar do treino (ou como o nome oficial consta: aprimoramento) dos árbitros da FPF. Foram 6 trios de arbitragem, que ainda participarão de outros encontros destes, visando acertar algumas dificuldades observadas. Na última semana, os árbitros pré-selecionados para as finais da série A1 fizeram essa mesma atividade; agora, fomos nós, árbitros que trabalharão na próxima rodada da segunda divisão de profissionais. Mas o mote do treino foi o mesmo: uniformização de critérios e procedimentos.

E o que se falou e trabalhou? Veja que bacana: costumamos reclamar em demasia sobre alguns aspectos da nossa carreira, mas é importante ressaltar e reconhecer que este trabalho de aprimoramento é muito bom. Então vamos lá:

Num primeiro momento, foi abordado sobre os relatos e a formação dos observadores de arbitragem. Um problema comum no nosso meio, é o fato de que um árbitro pode ser escalado em 30 jogos, e de repente só é observado em 5 ! Quer dizer que em apenas 1/6 dos seus jogos ele teve nota oficial… mas… e os demais? Além, é claro, do fato da qualidade desses observadores. Um talento pode ser desperdiçado e injustamente sacado de escalas por uma falsa impressão, já que a atuação durante o ano é muito inconstante. Houve a feliz promessa de um trabalho, via Coafesp, de que os árbitros serão avaliados em todos os jogos, por pessoas independentes e mais presentes.

Na segunda etapa, discutimos vídeos do Paulistão 2009, com um elenco de lances de arrepiar! Por exemplo, trabalhamos nesta tarde com lances de situação manifesta de gol, onde popularmente se diz: “é último homem, fez a falta tem que expulsar”. Alto lá, não é bem assim… Não existe “último homem”, existem lances claros de gol, onde impedir o atacante de tentar concretizá-lo é motivo para cartão vermelho. No vídeo, alguns jogos interessantes: Paulista X Bragantino (lance no atacante Enilton, onde ele fica de frente para o gol, mas o zagueiro faz o pênalty, e o árbitro dá cartão amarelo – motivo: não havia domínio pleno do centroavante jundiaiense), Mirassol X Palmeiras (onde duas expulsões foram acertadas – dois lances em que os jogadores se preparavam para chutar ao gol, estavam de frente para a meta e em posição privilegiada e foram interceptados no corpo), Guaratinguetá X Corinthians (onde o jogador do Corinthians domina uma bola má recuada pelo zagueiro adversário e este é tocado pelo goleiro – que recebe o cartão amarelo pois o corinthiano não estava tão de frente ao gol- a tentativa ou não do gol era uma incógnita), e Paulista X Noroeste, onde o jogador Alex Oliveira cruza uma bola ao centroavante Zé Carlos, que entrava sozinho na área, mas a mesma é interceptada pela mão do zagueiro do Norusca – e o árbitro aplica o cartão amarelo, pois não se tem a certeza de que o centroavante do Paulista a dominaria ou não), entre outros jogos discutidos.

Terceira etapa: treino prático, coletivo mesmo! Estávamos nas dependências do estádio Nicolau Alayon, e as categorias de base do Nacional serviram de teste para os árbitros treinarem posicionamento, visão, leitura do jogo e trabalho em equipe.

Por fim, após os trabalhos, correção dos lances e postura em campo.

É claro que outros assuntos foram abordados, e dentre eles, os lances de Corinthians X São Paulo, que me reservo a não comentá-los pois óbvios motivos me impedem… rsrsrs. Assim, se lances dessa natureza e com tais magnitudes de discussão ocorrerem neste final de semana pelas semifinais do Paulistão ou na rodada da Segunda Divisão, não há desculpas para nós, árbitros, não acertarmos…

Mas o fato é de que uma maior frequência dessas atividades ajudaria ainda mais. O grande problema é que tais ações profissionais se direcionam àqueles são os únicos não-profissionais no futebol profissional: os árbitros. Ou será que ninguém “perdeu dia de serviço”? É claro que nós o fizemos com gosto. Mas vale a reflexão: até onde pode se exigir o profissionalismo daqueles que de fato não são, mas devem agir como tais?

– Cadê o Beijoqueiro?

Se você faz tudo para alcançar sua auto-realização, pessoal ou profissional, cuidado… Veja esse exemplo:

Lembra do beijoqueiro (José Alves de Moura)? Um taxista português, radicado no Rio de Janeiro, que invadia eventos para beijar personalidades? O mesmo ganhou notoriedade quando beijou atores, atletas, e principalmente, seu maior desafio, o Papa João Paulo II. E como falamos nos últimos posts sobre sacrifícios para a realização de um sonho, esse português maníaco é um exemplo vivo disso. Recentemente, foi internado em um sanatório pois começou a transgredir socialmente (eufemismo para dizer que cometia insanidades), buscando beijar indiscriminadamente a todo e qualquer cidadão. De maneira lamentável, perdeu a noção das regras e da sociedade. Enlouqueceu-se na busca da sua realização: beijar personalidades!

É uma pena, pois de folclórico personagem passou a exemplo de má administração do seu marketing pessoal.

Abaixo, a história do Beijoqueiro retirada do site:

 http://prosaico20mg.blogspot.com/2006_02_01_archive.html

(…) Mas uma figura enigmática está esquecida no mundo da Internet: José Alves de Moura, o Beijoqueiro. Nascido em Portugal, ele foi para o Brasil com 17 anos para fugir do serviço militar e tentar a vida no Rio de Janeiro. Tentou a vida como taxista, como figurante e comerciante e tudo ia bem até, de acordo com seu irmão, ter sido golpeado na cabeça num assalto. A partir daí – e isso aconteceu em 1966 – sempre esteve em hospitais psiquiátricos por períodos variáveis. O Beijoqueiro começou a merecer a fama e o apelido em 1980, quando, desafiado por amigos, conseguiu ultrapassar a segurança pesada e beijar Frank Sinatra num show no Maracanã. Tenho muitas lembranças da década de 80, e o Beijoqueiro é com certeza uma das que ficaram. Em qualquer evento importante, por trás da poderosa barreira de segurança(ainda antes da febre terrorista), sempre aparecia o Beijoqueiro, quebrando o gelo das cerimônias e, às vezes, provocando risos nos “beijados”. José Alves de Moura teve frequentemente costelas quebradas e outros problemas em confrontos com policiais. Quando a Irmã Dulce morreu, apareceu no velório e beijou o caixão.
O ídolo dos anos 80 teve até um documentário baseado na sua “personagem”, denominado “O Beijoqueiro – Portrait of a Serial Kisser”, de Carlos Nader, feito em 1991. Umas das últimas notícias de José Alves de Moura são de 1999, quando foi visto na Avenida Presidente Vargas, no Rio de Janeiro, beijando o asfalto. No entanto, já foi visto depois disso no Rock in Rio 3, em 2001(foto). Dizem ainda que o Beijoqueiro, que deve ter 65 anos, está internado em Brasília, com problemas mentais.
Zico, Figueiredo, Roberto Carlos, o papa João Paulo II, Desmond Tutu, Nelson Mandela e Marta Suplicy, são algumas das mais de 20 mil personalidades já beijadas por ele. Aliás, Moura tinha uma birra com o ex-prefeito de São Paulo, Paulo Maluf. “Há cinco anos, quando ele era prefeito de São Paulo, fui até sua residência para dar um beijo nele. Ele fugiu de mim, e desde então espero que ele nunca mais vença nenhuma eleição”, declarou o Beijoqueiro em jeito de praga, em meados do ano 2000.
Seja como for, só fico triste em imaginar que, caso o Beijoqueiro “atacasse” hoje em dia, nessa época tão confusa em termos de segurança em que não sabemos quem é “mocinho” e quem é “vilão”, ele poderia estar preso em Guantanamo por intenções terroristas. E ele só queria aparecer. E beijar. Viva o Beijoqueiro.

– O Veto, a Reação e a Lembrança do Caju

Leio que após reclamações da equipe do Gama-DF, os árbitros locais se recusam a apitar partidas por lá. Também no Ceará, a equipe do Ceará-CE fez a mesma coisa e os árbitros cearenses, num primeiro momento, também protestaram.

Mas… e se o movimento ganhasse repercussão nacional? Se a cada reclamação de equipes os árbitros estaduais resolvessem boicotar as escalas das agremiações? É claro que é exagero e a idéia é anarquista e utópica, pois provavelmente surgiriam árbitros, de mesma ou outra praça, dispostos a trabalhar em tais jogos. E no exercício da futurologia e do “achismo’, a proposta não vingaria…

A questão é: torna-se fácil criticar a atuação dos apitadores, e menos lógico aceitar os defeitos de cada equipe. É fácil observar tais indicadores: a cada rodada, verifique os discursos de cada equipe e tabule os resultados:

– Quantos dirigentes, atletas ou treinadores justificaram que:

a) o time perdeu porque o árbitro foi mal;

b) o time perdeu porque o presidente planejou mal a temporada e colhe os frutos agora;

c) o time perdeu pois o treinador armou mal o esquema tático;

d) o time perdeu porque os atletas não se esforçaram o suficiente;

e) o time perdeu pois o gramado não estava em boas condições;

f) outras justificativas.

Por isso, compartilho um comentário, do final do ano passado, já publicado anteriormente, do ex-atleta PC Cajú, que beira a perfeição neste relato;

Abaixo, extraído de: http://professorrafaelporcari.blog.terra.com.br/?s=caju

A Culpa é da Bola. Será mesmo?

 

Àqueles que gostam de futebol, é inegável dizer que Paulo Cézar Caju foi uma figura ímpar na história do futebol brasileiro. É público o seu depoimento que, depois do término da sua carreira, afundou-se nas drogas lícitas e ilícitas. Há pouco tempo, amparado por amigos, recuperou-se e hoje presta relevante serviço como palestrante inveterado contra o uso de drogas. Louvável iniciativa. Tão louvável é a sua última coluna escrita no “Jornal da Tarde” (a propósito, eu que não sou contemporâneo do jogador PC Caju, estou me deliciando pelos ótimos artigos escritos pelo culto atleta).

Nesta quarta, ele procurou abordar as desculpas dos treinadores frente as derrotas.  Eis um pequeno trecho para uma grande reflexão:

 “Em gerações passadas, jogávamos com uma bola chamada G18, que significa 18 gomos. Era de couro duro e dava um trabalho danado para os roupeiros durante a semana de treinos e após os jogos. Passar sebo, reforçar costuras e colocar no sol era a rotina diária. Talvez seja por isso que fazíamos questão de tratá-la com tanto carinho. E hoje ainda tenho que escutar treinadores reclamando da bola! Depois de reclamar do plantel, das arbitragens e dos gramados, agora sobrou para a bola, que hoje é desenvolvida com a melhor das tecnologias do planeta (…) Os “professores” deveriam, isso sim, ir pra campo, sem descanso, e aprimorar fundamentos e corrigir os defeitos de seus jogadores. Só assim eles vão aprender a passar, dominar e finalizar, e aí, deixar a bola feliz!

Pois bem, rápidas considerações sobre esse trecho:

Quando o time perde, segundo Caju na íntegra do seu texto, ele retrata que as desculpas comuns são:

– O plantel é reduzido e limitado;

– A arbitragem prejudicou;

– O gramado é ruim;

– A bola não é boa.

Poderia, caro Caju, lembrar de outros aspectos citados pelos treineiros nas derrotas, como:

– A maratona de jogos atrapalhou o time;

– Não havia boas condições no estádio, atirou-se de tudo no campo;

– A comida do hotel trouxe indisposição alimentar;

– O frio demasiado;

– O forte calor;

– A tabela que prejudicou a seqüência de jogos;

– Os desfalques por cartões;

– Ou desfalques por convocações à Seleção.

Ufa! Cansou tanta desculpa. Mas certamente você NÃO OUVIRÁ as seguintes colocações:

– Meu time perdeu porque escalei mal;

– Meu esquema de jogo foi mal elaborado;

– Jogamos na retranca porque não queria deixar os alas avançarem;

– Errei redondamente na preleção;

– Substimei o adversário;

– Desmontei o time nas substituições.

É claro que há muita ironia neste texto. E nem podemos generalizar as reclamações dos treinadores, pois, afinal das contas, eles querem ganhar os jogos para sua sobrevivência no cargo. E estão “fazendo a parte deles”. Os jogadores, idem. Os árbitros idem, a imprensa idem. O problema é a irresponsabilidade de acusar os outros para salvar a própria pele. Se pegar os jornais de segunda-feira, qual seja ele, haverá muitas dessas reclamações em diversas páginas de diversos jogos. O grande exemplo disso (e não estou julgando-o mas apenas relatando o fato), foi o atacante Kléber do Palmeiras, que após receber bisonhamente um cartão, foi instigado por um repórter se era perseguição, e de pronto comprou a idéia. E, claro, a polêmica se formou.

Dessa vez, caro Caju, a culpa não foi da bola (apesar de ela ser redonda demais para alguns), mas sim do árbitro. Cumpriu a regra, o juizão está condenado. Pelo menos, em casos como esse em que ninguém assume a irresponsabilidade das decisões!

Gostaria de saber sua opinião: de quem é a culpa, afinal das contas?

 

– Fair Play do atacante que salvou o juizão!

Nesta semana, no Campeonato Romeno da Primeira Divisão, um lance inusitado na partida: o árbitro marcou pênalty, e o atacante que houvera sofrido a falta foi em direção ao apitador e disse: “não foi não…”. O árbitro voltou atrás, e reiniciou a partida com bola ao chão!

Detalhe: era um clássico local! A título de comparação (desproporcional devido ao nipe das equipes), imagine aqui no Brasil, Corinthians X São Paulo, onde o zagueiro Chicão divide com o centroavante Washington; este cai e o juiz marca pênalty. O centroavante são-paulino vai até o árbitro e diz que caiu sozinho. O juiz muda sua decisão e o SPFC, na volta com um bola ao chão, devolve com um tiro de meta aos corinthianos.

Consciente e realísticamente, inimaginável.

Textualmente, de acordo coma regra, discutível. E discutível por quê?

Simplesmente pelo fato de quê, sabemos, se o árbitro tem dúvida no lance, deve marcar a favor da equipe que ataca. Entretanto, se ele marcou o pênalty (indubitavelmente para ele), como acreditar na palavra do jogador? Não há recurso eletrônico para dirimir a dúvida… Mais: o jogador entende perfeitamente de regra?

Pelas imagens abaixo, o árbitro acertou em reconsiderar sua decisão (já que não reiniciou o jogo), o atleta deu um exemplo ímpar de fair play, e tudo bem! Mas repito: e se fosse conosco?

Melhor não desejar tal lance, embora devamos estar preparados!

Olha o lance nesse link:

http://www.youtube.com/watch?v=vu-3m51qdLs&eurl=http%3A%2F%2Fcolunas%2Eepoca%2Eglobo%2Ecom%2Fbombounaweb%2F&feature=player_embedded

 No jogo entre Rapid Bucareste e Otelul Galati, na Romênia, o atacante Costin Lazar, do Rapid, deu uma demonstração extrema de fair play. Ele se chocou com um zagueiro do Otelul na área. O árbitro deu pênalti. Lazar avisou que a queda fora acidental, e o juiz voltou atrás. O vídeo foi visto 215 mil vezes.

– As “mentiras mais mentirosas” do futebol

Amigos, apesar de ser polêmico, o jornalista Milton Neves, em seu blog, (Blog do Milton Neves)publicou uma interessante relação das maiores mentiras e “barrigas” divulgadas pela imprensa nestes últimos anos . Algumas surpreendem. Segue:

01) O estádio do Corinthians.

02) A reforma e a cobertura do Palestra Itália.

03) O Campeonato Mundial do Verdão em 1951.

03) Vai surgir outro Pelé no Santos.

04) Ronaldo no Flamengo.

05) O Palmeiras não é o “Mogi Mirim das Américas”.

06) Rogério Ceni no Arsenal.

07) O Botafogo campeão legítimo do Brasileirão de 1995.

08) O Corinthians campeão legítimo do Brasileirão de 2005.

09) A maior torcida de Minas Gerais é a do Cruzeiro.

10) Vágner Love no Corinthians.

11) Sávio, Romário e Edmundo, melhor ataque do mundo.

12) O São Paulo não caiu no Paulistão de 1990.

13) O goleiro belga Preud’ Home no Fluminense em 1999.

14) O pentacampeonato brasileiro do Flamengo em 1987.

15) A torcida do São Paulo passar a do Corinthians em dez anos.

16) O título “roubado” da Argentina na Copa de 1978.

17) A tese de que o Brasil entregou a Copa de 98 para a França.

18) Maradona é melhor que Pelé.

19) Os mil gols de Romário.

20) O sangramento de Hugo De León na final da Libertadores de 83 contra o Peñarol.

21) A torcida do Flamengo é a maior do mundo.

22) O título mundial de 2000 do Corinthians.

23) A Lei Pelé é uma boa para o futebol.

25) O Grêmio não é “chorão”.

26) Valdívia no São Paulo a partir de 2007. A “barriga” do ano.

27) Política no jornalismo esportivo não dá “traço” de audiência.

28) Zidane no Corinthians (Por Marcelo Peres).

29) Considerar a “super mega suprema Batalha dos Aflitos” como um clássico.

– Para alguns, muitos. Para outros, poucos! A polêmica sobre a aplicação de cartões no futebol brasileiro

O jornalista Décio Lopes, da Sportv, escreveu um belíssimo texto em sua coluna no GloboEsporte.com, onde defende os critérios de aplicação de cartões amarelos e vermelhos dos árbitros de futebol brasileiros. E argumenta teses interessantes contra os críticos que costumam querer comparar Europa com América Latina. Compartilho o interessante material com os amigos:

(extraído de: http://colunas.sportv.com.br/expressodabola/2009/03/26/a-sindrome-dos-cartoes-contra-o-dragao-do-anti-jogo/)

A síndrome dos cartões contra o dragão do anti-jogo

O futebol brasileiro vem sendo assolado por um mar de cartões amarelos e vermelhos. Muitos protestam, acham exagero, mas quer saber? Danem-se aqueles que usam a falta como esquema tático. 

 

Tudo começou com as péssimas arbitragens e erros ridículos que infelizmente desacreditaram os “homens de preto” no futebol brasileiro. A partir daí, dentro da anti-lógica estúpida de que um erro justifica o outro, os maus jogadores cresceram, ganharam razão, começaram a protestar como se fossem ativistas lutando pelas mais nobres causas. Hoje vemos nos nossos gramados um monte de botinudos e especialistas em faltas reclamando de braços abertos, abrindo bocas gigantescas, indignados. 

O fato é que há uma enxurrada de cartões amarelos e vermelhos nos estaduais. Quase sempre acompanhados por chiliques de protesto. Nesta onda (e também baseados na constância de erros dos árbitros) parte da torcida e da imprensa embarca no teatro dos brucutus “indignados” e também joga toneladas de xingamentos nos juízes das partidas de futebol.

Pois eu digo: na minha opinião os árbitros têm acertado ao distribuirem grande quantidade de cartões. Não digo todos, mas muitos.

Está claro que diversos times fazem rodízios de faltas, praticam a feiúra e a violência, em nome de um pretenso futebol pragmático. Mentira. Isso não é futebol nem pragmático. É anti-jogo. É o oposto do esporte e do espetáculo.

Os caras fazem faltas sem parar e não querem receber cartões? Param todas as jogadas do adversário e acham normal? Aí, na décima falta seguida – mesmo sem fraturas ou caratês – aparece o cartão. Eles reclamam aos berros. O treinador, lá de longe, grita mais forte ainda- quase sempre xingando mas, até para isso, com um discurso empolado, digno de “professor”.

Mais jogo e mais faltas chegam por todos os lados. Na vigésima, aparece outro amarelo e o jogador é expulso. Aí, ele soca a grama, leva as mãos às têmporas, sacode de indignação como se fosse um mártir cristão perseguido por romanos, como se fosse um ativista perseguido na luta pelos direitos civis.

O pior é que tem gente que cai nessa. Defende os agressores, diz que a falta que ocasionou o segundo cartão e a consequente expulsão não foi grave, que o jogador não merecia, que os pequenos (normalmente os que mais praticam o rodízio de faltas) são perseguidos…

Discordo em quase todos os casos que temos visto nos gramados do país.

Rodízio de falta é gravíssimo. É feio. Mata o futebol. É um perigoso inimigo a longo prazo. Deve ser combatido. Cartão neles! Enquanto não há novidades – como, por exemplo, tirar pontos na tabela dos times mais faltosos (o que seria o ideal) – fiquemos apenas com os cartões. Melhor ter um jogo com 4 ou 5 expulsos do que vermos 22 jogadores em campo mas sem conseguirem jogar, travados por faltas, pela “malandragem”, pela picaretagem de quem quer levar vantagem a qualquer custo.

Futebol, por favor. Jogo limpo, sim.

– As 10 Maiores dores de cabeça de um Árbitro

Muitos amigos perguntam: qual a maior dificuldade em um jogo de futebol? Digo que cada jogo tem um conjunto de detalhes diferentes do que outro, embora possam ser comuns em determinados lances. Assim, dependendo da concentração, jogo fácil fica difícil e vice-versa. 

Uma pesquisa revelou: quais as 10 maiores dificuldades de um juiz? (Em: http://tribunadonorte.com.br/noticias/100257.html)

 

As dez maiores dores de cabeça de um árbitro
08/02/2009 – Tribuna do Norte , por Everaldo Lopes – Repórter e Pesquisador 
  

Quais as reclamações mais comuns entre torcedores, dirigentes e os próprios jogadores após os 90 minutos de uma partida? É evidente que as mais corriqueiras têm sido os impedimentos, os agarra-agarra na área, e a dúvida permanente sobre ser bola na mão ou mão na bola. (…). Ao todo, são 10 os maiores problemas para o trio atuando no gramado. Nessa enquete, o quarto árbitro não participou porque não interfere diretamente da movimentação no gramado.

A pesquisa também indagou dos árbitros o que eles temem mais durante seu trabalho no gramado mas, que, infelizmente, independem da sua atuação. Citaram as penalidades máximas duvidosas (de difícil interpretação), um gol assinalado mas que ficou a dúvida se a bola efetivamente transpôs a linha fatal, e a simulação. Esse tipo de lance aconteceu recentemente envolvendo o veterano Carlos Simon, quando deixou de dar penalidade máxima a favor do Flamengo, mas que uma câmera comprovou que o jogador rubro negro não foi tocado pelo adversário, tendo simulado justamente o contrário. A sorte de Carlos Simon foi justamente a câmera que flagrou o momento capital da jogada. E livrou o árbitro de críticas injustas.

1- A bola entrou?

Com base no que aconteceu na decisão do Mundial de 66, na Inglaterra, quando o “English Team” ficou com a taça graças, em parte, a um gol cuja bola não transpôs a linha fatal mas o árbitro suíço Gottfried Dienst validou. O jogo foi concluído com empate de 2×2, forçando uma prorrogação de 30 minutos. Mais tarde, com a “desgraça” já feita, as câmeras mostraram que a bola, efetivamente, não cruzou toda a linha abaixo do travessão, os ingleses fizeram ainda mais um gol na prorrogação, terminando 4×2. A gaffe valeu o título (único, até agora) dos ingleses. O lance gera pressões até hoje para que a Fifa para que admita a utilização da eletrônica para evitar erro igual em outra Copa.

2- Paradinha

O lance é relativamente novo, ao que consta, lançado por Pelé ao cobrar uma penalidade máxima, antes de chutar deu um rápida paradinha, na tentativa de enganar o goleiro. Deu certo e, até hoje muitos cobradores a adotam. Para muitos, é uma tremenda desigualdade no duelo cobrador x goleiro. Ao tentar a sorte saltando para a esquerda ou para a direita, o goleiro pode dar-se ao ridículo de cair para um lado e a bola ser dirigida para o outro. Apesar do árbitro não ter interferência, já que a Fifa nada vê de errado na paradinha, às vezes o cobrador exagera na freada, e o árbitro, rápido, manda repetir. Não deixa de ser um problema a mais.

3- O fim do jogo

É sempre complicado para o árbitro o jogo que tem muitas paralisações. Existem nos anais do futebol muitas partidas que tiveram gols “em cima da hora”, deixando o árbitro sob suspeita, pelo fato de ter deixado a bola rolar mais alguns segundos. O ideal, mesmo, evitar essas pequenas compensações, encaminhando-se sem mais delongas para o centro do gramado, pondo fim na expectativa do público e da imprensa.

4- Estava impedido?

Quem está pagando pela modernidade da televisão são os assistentes. Antigamente, havia no máximo duas ou quatro câmeras no estádio, sendo raros os impedimentos duvidosos que livravam a cara dos auxiliares do árbitro. Hoje, só a Globo coloca 18 a 20 câmeras no estádio, preferencialmente “de olho” nas pequena e grande áreas, locais comuns para flagrar o jogador impedido. Recentemente, jogo Flamengo x Volta Redonda foi anulado gol absolutamente correto da equipe interiorana, devido um erro monumental de um dos assistentes. Fosse anos atrás, ele podia ir dormir tranquilo pois nenhuma câmera havia flagrado nada.

5- O goleiro avançou

A posição de goleiro, por si só, já é ingrata e – segundo alguns, até amaldiçoada. E acrescentam que a maior prova é que nem grama nasce naquele lugar. O fato é que goleiro sofre, é o único que não pode falhar. Na hora da penalidade máxima, o único benefício que tem é poder se mexer para os lados. Pra frente, nada! Mas, apesar disso, há árbitro um tanto liberal que permite um pequeno avanço do pobre goleiro. De qualquer forma,. É mais um problema para o árbitro.

6- Os temíveis acréscimos

Nem mesmo os moderníssimos cronômetros resolvem o eterno problema dos acréscimos. Na maioria das partidas, o pessoal da imprensa fica de olho na sinalização do árbitro para o quarto árbitro, de quanto será o tempo a acrescentar. Numa partida dramática, 10 segundos podem decidir um jogo e/ou um título. Apesar disso, é um dos poucos instantes em que o árbitro só erra se quiser, já que o tempo de jogo está rigorosamente sob seu controle.

7- Houve mesmo impedimento?

Sem dúvida alguma, depois da penalidade máxima, nenhuma outra dor de ca- beça pode infernizar o trabalho de um árbitro do que a dúvida do impedimento. É bem verdade que a carga maior é do assistente que corre daquele lado. Se é um lance crítico, o árbitro tem de decidir em fração de segundo se confirma ou não o aceno do assistente. Às vezes, o árbitro acha que é impedimento, porém o assistente nada assinalou. E aí? Mais uma dor de cabeça.

8- A barreira andou

O problema da barreira andar foi parcialmente resolvido com o uso do spray, mas de tempos em tempos os jogadores descobrem algum macete para enganar o árbitro. É evidente que, dos problemas de uma arbitragem, é o mais “light” de todos. Muito mais cuidado exige o empurra empurra, principalmente se a bola parte das laterais. Não está no rol dos problemas insolúveis.

9- Simulação

Este é o entrave criado peloss jogadores considerados “bandidos”. Cada time tem seu “bandido”. Após um encontrão, uma falta um pouco mais forte, joga-se ao gramado, gritando e levando as duas mãos ao local “hipoteticamente atingido”. São perigosos porque jogam o árbitro contra o torcedor, chegando até a inibir a atuação do mediador. A simulação complica o brilhantismo de qualquer clássico, estimulando o cai cai, irritando o árbitro e o torcedor. O craque da simulação é nocivo à equipe, pois é capaz de tudo pra não perder.

10- Agarra agarra

O agarra agarra é uma das situações que evoluíram com o aprimoramento dos fundamentos. Claro, os treinadores que trabalham com as bases, logo cedo ensinam os macetes, a maneira de cruzar sobre a pequena área, como escapar da marcação homem a homem dos zagueiros, as melhores posições para aguardar a bola que vem pelo alto. Com isso, os zagueiros têm de apelar para os “abraços”, gerando lances que, mostrados no câmera lenta, chegam a ser cômicos. Os árbitros mais maceteados, preferem resolver o assunto apitando falta. Não precisa nem apontar de quem foi. É só apitar e correr para o centro de campo.

Carisma que se Compra, que se Vende e se Conquista

 Há séculos, a expressão carisma era utilizada para designar um dom extraordinário, algo que Deus dá às pessoas especiais. Ao longo do tempo, o uso do vocábulo modificou-se para “pessoa que traz empatia e influencia”. O termo religioso veio do apóstolo Paulo (São Paulo, falando sobre o termo em uma de suas cartas). O termo do jeito que o tratamos, atualmente, foi designado por Max Weber na “Sociologia da Burocracia”.

Na sociedade, tivemos exemplos magníficos de Carismáticos: tanto para o bem, como para o mal.. Madre Teresa de Calcutá, John Kennedy, Getúlio Vargas, Adolph Hittler, João Paulo II, entre tantos, são exemplos vivos de líderes carismáticos.

No futebol, outros empáticos se destacaram: talvez Pelé seja o expoente disso, pelo carisma e capacidade técnica.

Atualmente, três manifestações me fazem lembrar do termo Carisma no esporte: a contratação do jogador Ronaldo pelo Corinthians, as declarações do treinador Vanderley Luxemburgo, e as manifestações pouco simpáticas à arbitragem no prêmio Brasileirão 2008.

Pois bem: Vejamos um Carismático autêntico, que se vende (positivamente) como produto de marketing, agrega, polemiza e se torna salutar: Ronaldo Nazário. O atleta jogará em 2008 pelo Corinthians, quase a “Custo Zero” pelos benefícios que trará ao clube. Que Ronaldo está entre os maiores de todos os tempos, não há dúvida. Se rendará o mesmo que antes como jogador, também não há dúvida: é claro que não. Seu judiado joelho, bem como o histórico de recuperação, mostram claramente que não dá para jogar como fizera no Barcelona, por exemplo. Mas a luta pela recuperação, a volta por cima, as ações solidárias que ele pratica, acabam sobrepondo os erros que envolvem sua vida efetiva e conturbações sociais particulares. É um ídolo para as crianças, sejam elas de qualquer nacionalidade. Venderá muitos produtos com a grife Ronaldo-Corinthians, sem precisar entrar em campo. “Baleado”, ainda é melhor que muito jogador em condições saudáveis. É um Carisma Real, autêntico, e que se Vende.

O segundo modelo de Carisma, é aquele que se compra. Aglutina-se por planejamento, por aparência e necessidade. Vejamos o caso do campeoníssimo Vanderley Luxemburgo. Alguém duvida que seu carisma e competência fazem com que os jogadores sejam ávidos em trabalhar com o treineiro? O homem influencia, e assim como o caso Ronaldo, cria polêmica, traz mídia, e encanta. Mas, diferentemente, através de investimentos, onde o parceiro gasta para obtê-lo. O custo-benefício é caro, como o próprio Luxemburgo declarou ontem (leia abaixo sua declaração). É o Carisma Temporal, montado, e que se Compra.

 

Finalmente, as vaias levadas pelo gaúcho Simon na última segunda-feira, durante a premiação do Campeonato Brasileiro, onde as mesmas não foram direcionadas exclusivamente à pessoa dele. Ali se representava a categoria e aos erros dela, independente se voluntários ou não. Seria isso um anti-carisma? E aos que vivem da arbitragem, sabem e sentem que é o inverso em relação aos amigos e familiares: o Carisma intra-relacional existirá, enquanto que o extra-corporis estará na busca contínua da atividade, da própria figura do árbitro de futebol. Isso explica porque Vuaden e Gaciba, também premiados, foram, de certo modo, “poupados na premiação”. – É claro que o fator Obina-Flamengo também deve ser levado em conta – devida ou indevidamente. Mas é o Carisma Utópico, que se batalha para a Conquista, difícil mas não impossível.

 

Encerrando, o Carisma e suas variações + observações foram presentes no futebol nos últimos dias. Dele, se trouxe até mesmo um pouco de compaixão pelo Wagner Tardelli, por meio da imprensa, através do episódio da possível ou não manipulação. O sentimento de piedade trouxe um carisma inesperado, fruto até de um misto de desentendimento de causas reais. E aí surge um jargão tradicional e batido: não precisa ser honesto, tem que parecer ser honesto. A falta ou sobra de Carisma regularão essa necessidade, a que muitos chamam, daqui do interior, de “PANCA”.

 

A seguir, os links de matérias que retratam os 3 carismas abordados:

 

 A Chegada de Ronaldo ao Corinthians, sob o título: “Farei parte de um bando de loucos”: Cilque em:

http://esportes.terra.com.br/interna/0,,OI3382932-EI2011,00-Vou+fazer+parte+de+um+bando+de+loucos+diz+Ronaldo.html

 

As declarações de Luxemburgo, sob o título: “Luxa deixa a modéstia de lado: ‘sou barato pelo retorno que trago ao clube’.”. Clique em:

http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Futebol/0,,MUL917199-9825,00-LUXA+DEIXA+A+MODESTIA+DE+LADO+SOU+BARATO+PELO+RETORNO+QUE+DOU+AO+CLUBE.html

 

Material referente à premiação do Brasileirão com vaias à arbitragem, com  declarações do presidente da CA, Sérgio Corrêa, e vídeo de Carlos E. Simon, clique em:

http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Futebol/0,,MUL915874-9825,00.html

 

Critério para Árbitro, Critério para técnico

A coerência deve ser uma das grandes virtudes do ser humano. E não é isso que se vê por parte de muitos. Cobrar coerência, todos cobrarm. Praticar essa coerência, aí é difícil…

Mano Menezes, se sentindo “prejudicado” no último jogo do Corinthinas no Campeoanto Brasileiro da Série B, ironizou a atuação do árbitro gaúcho Carlos Eugênio Simon, dizendo que, como ele (Mano) achava que o Simon errara contra o Corinthians, por coerência, deveria ser rebaixado para a série C.

Ora, nesse tolo nível de discussão, a coerência cobra o mesmo do treinador mosqueteiro: sua queda para as categorias de base. Afinal, quantos erros de substituições ele cometeu ao longo da temporada? A escalação de um time mesclado de reservas e juniores não levou o time à derrota?

Lamentavelmente, não ouviremos a coerência perfeita dos treineiros. É inútil e utópico acreditar nisso.

Já imaginaram o dia em que o treinador disser: “Perdemos pois errei na escalação”? Ou: “Substitui mal, e aí o time não rendeu”?. Por fim: “meu esquema tático foi péssimo, matei o time colocando todo mundo na retranca”…

Cenas de um futebol onde ninguém quer perder, e a culpa sempre cai sobre aqueles que não tem um microfone amigo.

 

 Extraído do Terra Esporte:

 

Mano sugere novo “rebaixamento” para Simon

O técnico Mano Menezes ironizou a “punição” imposta ao árbitro Carlos Eugênio Simon, escalado para apitar na segunda divisão após a polêmica de um suposto erro no jogo entre Cruzeiro e Flamengo. O juiz gaúcho trabalhou na derrota por 2 a 0 do Corinthians para o América-RN, neste sábado, no Estádio Machadão.

“Ele apitou bem o jogo, mas cometeu um erro. Se o comandante dele for seguir o mesmo critério de antes, vai ter que colocá-lo na Série C”, sugeriu Mano, referindo-se ao segundo gol do América-RN, marcado em penalidade convertida por Aloísio.

Apesar das críticas a Simon durante a semana, uma imagem de outro ângulo, veiculada pela ESPN Brasil mostraria que Tardelli não sofreu pênalti contra o Cruzeiro.

“Agora, espero que as pessoas de boa índole retifiquem suas opiniões”, desabafou o experiente árbitro. Ele é um dos três indicados ao prêmio de melhor árbitro da Série A do Campeonato Brasileiro.

A Câmera Reveladora de Flamengo X Cruzeiro

 Lembram que, na Copa de 98 na França, em uma transmissão com 20 câmeras de TV, no jogo Brasil X Noruega, um árbitro americano marcou um suposto pênalti cometido pelo Júnior Baiano, e o mundo o criticou? Após dois dias, uma imagem de uma câmera suiça “perdida” no estádio tinha o exato momento em que o zagueiro brasileiro praticava infantilmente a infração dentro da área. Ninguém pediu desculpa ao juizão, que acertara na ocasião.

No último domingo, o Flamengo reclamou veementemente contra Carlos Eugênio Simon, em um lance que pelas imagens da Globo e Bandeirantes era claríssimo pênalti a favor do Mengão (o atacante era Tardelli). Como um árbitro do nível do Simon deixara de marcar? O Flamengo reclamou, esperneou, brigou e disse ter mandado uma fita à FIFA para vetá-lo na Copa de 2010 na África do Sul !

E não é que o Simon acertou o lance? Ontem, no Sportscenter da ESPN Brasil, uma despretenciosa câmera flagrou perfeitamente que o atacante Diego Tardeli PISA BISONHAMENTE NA BOLA, e não é tocado por ninguém do Cruzeiro!

Àqueles que acompanharam a polêmica vão rir do lance. É uma verdaderia trapalhada do Diego Tardelli.

E como fica o Flamengo? Vai mandar uma outra fita à FIFA recomendando o Simon para a Copa? E os “comentaristas de arbitragem” que detonaram o árbitro gaúcho?

O lance já está no You Tube. Veja:

http://br.youtube.com/watch?v=FC3nomUzmZI

 

De onde virão os Homens de Preto?

A coisa tá ficando difícil. Nesta última rodada do Brasileirão, todos puderam acompanhar como os treinadores – e alguns “pseudo jornalistas”  – apelaram contra a arbitragem. A equipe do Palmeiras-SP reclamou nas rádios da arbitragem do Gaciba (que foi bem no jogo) alegando o fato de ser gaúcho e o Grêmio-RS estar envolvido na briga pelo título (nos jogos que o Vuaden apitou não houve reclamação dos palmeirenses – ops: ele também não é Gaúcho?). Já o Santos reclamou de Marcelo de Lima Henrique (não assisti o jogo), através do discurso de que ele é carioca e o Vasco-RJ e Fluminense-RJ estão na briga contra o rebaixamento!

Em suma, dirigentes reclamam que árbitros que são de estados da federação que tenham equipes envolvidas tanto no acesso ou no rebaixamento estariam de caso pensado prejudicando os adversários em prol dos interesses das equipes compatriotas.

Não é extremamente ofensivo, a nós, árbitros? Coloca-se em xeque a nossa honestidade, a LISURA do campeonato e toda a sua seriedade com um mero (e por que não, preconceituoso) fator geográfico!

Infelizmente, quando tais questionamentos passam para a imprensa, o estrago pode ser maior. No último sábado, voltava de uma partida que apitei em Franca-SP, e coincidiu do retorno ser próximo do horário da partida entre Flamengo-RJ X Atlético-MG. Naquela região e pelo horário, as ondas de rádio AM cariocas pegavam muito bem, e ouvia a narração pela Globo AM 1220 (RJ). Na escalação, o repórter de campo da emissora (que não sei o nome – mas cobria o Flamengo na ocasião), quando foi anunciar a arbitragem da partida, disse : “Ah, a arbitragem para esse jogo é suspeita, já que esse jogo interessa ao Palmeiras e São Paulo que brigam pelo título contra o Mengão. Apita o paulista Paulo César de Oliveira; os assistentes Ednilson Corona e Carlos Augusto Nogueira; todos de SP (…)”.

Virou adjetivo pejorativo ser paulista para o “repórter desconfiado”?

Quem conhece o trio paulista que apitou o jogo, sabe da barbaridade que o péssimo jornalista falou.

A propósito, na volta, ouvia os comentários da partida na Rádio Tupi AM 1280 (RJ), e o comentarista Jorge Nunes disse: “ninguém pode reclamar nada do juiz, o Atlético poderia ter enfiado 7 ou 8 a zero; o Flamengo não jogou nada, o Ibson acha que é dono do time e o Caio Júnior teve uma pane na cabeça dele, deu um curto-circuito e saiu tudo errado“.

Amigos, o que podemos fazer contra as injúrias pré-dispostas?

Seguindo essa lógica, já que o Campeonato Brasileiro está empolgante, com todas as equipes brigando por algo, só poderão apitar jogos os árbitros de estados que não tenham clubes na série A. Respeitosamente, esses “donos-da-verdade” devem estar querendo (sem demérito dos colegas) árbitros do AP, RO, RR, AC… E depois vão reclamar da distância e dos custos da arbitragem!

O melhor dos R’s

Independente se calçamos chuterias ou sopramos um apito, todos nós gostamos de futebol-arte. Até mesmo àqueles que defendem o futebol pragmático, de resultado (jogar feio e ganhar) ou ainda os que praticam o anti-jogo com constância (e dão trabalho aos árbitros), é inegável que dá prazer assistir jogos com verdadeiras exibições. É só lembrar das Seleções Canarinhos de 70 e 82, a Holanda de 74, o São Paulo da era Telê, o Palmeiras do início da era Parmalat, o Flamengo de Zico, entre outros esquadrões. O futebol-arte é a essência do brasileiro, faça o que ele fizer no mundo futebolístico, seja ele árbitro, torcedor, jogador, jornalista…

Poucos são os boleiros que conseguem encantar com jogadas de efeito. Um desses expoentes, num passado recente, foi o Ronaldinho Gaúcho no Barcelona de 2004/2005, época que foi eleito por duas vezes seguidas o Melhor do Mundo pela FIFA. Craque, sem dúvida. Aliás, penso que é difícil apitar jogos de craques, mas é justamente nisso que reside a graça do jogo. Uma definição batida mas verdadeira de craque é aquela de que ele “antevê a jogada“. Para o adversário, às vezes, só se pára o craque com pancada ou intimidação. E novamente entra a história da importância do árbitro, que deve coibir isso. Aliás, o árbitro também deve ser craque para apitar jogos de fora-de-séries. Assim como o bom jogador engana seu adversário, pode também o fazê-lo com o árbitro. Olhar para um lado e tocar para o outro, fintar, simular, acabam fazendo com que o apitador mais desatento perca um lance, se posicione mal, ou, claramente, “seja driblado” pelo jogador. Nesse momento, entra a atenção extrema, a boa malícia, a experiência, enfim, a rodagem do árbitro, a fim de que tudo transcorra bem. Portanto, nós, árbitros, precisamos também ser craques, ou pelo menos ter lampejos de tal!

Voltando ao craque, ontem muito se falou da transferência do Ronaldinho Gaúcho ao Milan. Ele, que estava fora dos planos do novo treineiro Pepe Guardiola, acertou sua transferência. E, elegantemente, o Barcelona, através de seu sítio, o homenageou com vários links, desde sua história à imagens de lances brilhantes.

Mas o que chamou a atenção, foi o fato da equipe catalã divulgar que o Ronaldinho Gaúcho foi o melhor de todos os “R” que passaram por sua equipe.

E aí fiquei a pensar. Ali passaram Rivaldo, Ronaldo Fenômeno, Romário. Ronaldinho Gaúcho foi melhor que eles?

Tô em cima do muro. Para a equipe do Barcelona, talvez Ronaldinho Gaúcho foi mais midiático, Rivaldo mais vitorioso, Ronaldo mais jogador e Romário mais apagado. Ou falei bobagem? Não sei. Só sei que se pudesse, dividiria o título com os 4 R’s. E já que falamos de craques, é unânime que sem dúvida os 4 se encaixam no quesito.

 

Assim, peço aos amigos que aproveitem e deixe no comentário do post (abaixo da matéria) qual sua opinião sobre:

 

 – quem é o melhor dos R?

 

– o que é mais difícil de se fazer quando apitamos uma partida com craques?

 

Abaixo, o texto em inglês do site do Barcelona:

 

 http://www.fcbarcelona.com/web/english/noticies/futbol/temporada08-09/07/n080716104939.html

 

The Brazilian magician, por Marc Guillén

Ronaldinho has been the best example of Brazilian magic ever seen at FC Barcelona. With his eternal smile, creative ability and his idol status among the fans allied with his skill will ensure that his five years at the club will never be forgotten.

Anyone that saw him play at his best for the Blaugrana cannot help but mirror the player’s smile when recalling the memory. Leaving aside any down sides, Ronaldinho has been a complete, magical, spell-binding, high-scoring, fantastical player for the club.

The recent history of Barça has seen various Brazilian players appear, with the many of their names beginning with the letter R, but it is Ronaldinho that had the best characteristics from them all. Starting with a little magic of Romario, he had the power of Ronaldo, the effectiveness of Rivaldo and, on top of that, he was a player that brought out the best in his team-mates.

Technique and elasticity

Ronaldinho’s technique was one of his most precious assets. The superstar was able to use any part of his body to play the game, with the best example being his trick of knocking the ball on with his back.

But the main thing that will be remembered about him at Barça will be his elasticity. If Michael Laudrup had his step over and Romario had his in-step turn, Ronaldinho delighted everybody with his hip swivel that left opponents in his wake.

Power and speed

During his time at FC Barcelona, Ronaldinho became one of the most complete players the club has ever had as he combined his vision with individual technique and power that made him rise above other players.

The power in his shots from distance and his speed and power when running made him unstoppable. Even the strongest defenders could not stop him when he was in full flow and could only watch him pass or foul him.

In the 2005-05 campaign, Chelsea’s John Terry tried to stop him by kicking him down, but it was the Brazilian that won the day with a marvellous goal that helped Barça towards the Champions League final.

Enjoying the game

One key to Ronaldinho’s connection with the Barça fans was his ability to smile at all times and appear to be thoroughly enjoying life. In a world of globalisation where players are less and less individual, the Brazilian ensured that everyone knew exactly how he was feeling and when he was happy with the game then so was everybody else.

A Paradinha da Discórdia

Quanta coisa se tem falado a respeito das cobranças de pênaltis com a chamada “paradinha”. Ouve-se de tudo! Que é uma covardia para com o goleiro, que a FIFA proibiu tal estilo de cobrança, que no exterior ninguém faz isso, entre outros choramingos.

Se o batedor utilizar tal jogada, realmente o goleiro estará em maus lençóis. Mas não acho que seja uma covardia. O mais importante:  a regra valida tal lance (contrariando aos “experts” que estão dizendo aos quatro cantos que a regra não diz nada). Se o atacante pode ludibriar o goleiro, este pode fazer a mesma coisa com o atacante. Opa! Paradinha do goleiro? Não, é evidente; mas ele pode correr sobre a linha do gol. Não podemos nos esquecer que o goleiro pode andar lateralmente, bastando que ele se mantenha com os pés sobre a linha de meta. Imagine o lance: o atacante vai cobrar o tiro livre, e o goleiro está parado do lado de um dos postes; o gol escancaradamente aberto, sendo que o batedor terá uma pressão psicológica para chutar no canto aberto. Se ele chutar ali, o goleiro pode correr até este canto antes da cobrança se consumir, pois ele pode realizar tal movimentação (ao contrário da paradinha do chutador, essa tática é uma corridinha do defensor). Tal jogada não deixará os cobradores numa sinuca de bico? E tudo perfeitamente dentro da regra.

Por fim, durante entrevista ao Jornal Nacional da última segunda-feira, o goleiro Clemer do SC Internacional disse: “quero ver quando o cara der a paradinha e o goleiro conseguir se recuperar, cair adiantado e pegar o pênalti“. Pois é, goleirão, vai ter que voltar a cobrança sim, pois com ou sem paradinha você só pode sair da linha de meta depois da bola chutada, mesmo sendo enganado ou não… ossos do ofício!