– O Gesto Obsceno de Bussaca

Para quem milita no futebol, sabe quem é Mássimo Bussaca. O árbitro ítalo-suiço que apitou a final da última Champions League, nome forte para a próxima Copa do Mundo e um dos mais respeitados apitadores do mundo, cuja frieza e seriedade são marcantes.

Entretanto, nosso amigo esqueceu-se do equilíbrio emocional e “perdeu a linha”… Após ser ofendido por torcedores durante um jogo, virou-se para a torcida e fez, digamos, um gesto muito feio…

Creio que as vezes temos vontade de fazer isso para alguns torcedores chatos, mas não devemos… Estamos acima de provocações!

Veja só:  

Globoesporte.com

Globoesporte.com

Extraído de: http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Futebol/0,,MUL1312155-9842,00-JUIZ+SUICO+PEGA+TRES+JOGOS+DE+SUSPENSAO+POR+GESTO+OBSCENO+PARA+A+TORCIDA.html

Juiz suíço pega três jogos de suspensão por gesto obsceno para a torcida

Massimo Busacca reconhece que ‘perdeu a linha’ ao reagir às provocações durante jogo da Copa da Suíça

Árbitro da final da última Liga dos Campeões, o suíço Massimo Busacca foi suspenso por três partidas por ter feito gestos obscenos para a torcida durante a partida entre Baden e Young Boys, sábado, pela Copa da Suíça.

A federação de futebol do país decidiu suspender Massimo por três jogos do campeonato local. O árbitro “perdeu a linha” depois que alguns torcedores do modesto Baden, da Terceira Divisão, invadiram o campo quando o time fez 1 a 0 sobre o Young Boys.

– Eu me deixei provocar pelos insultos verbais dos torcedores e fiz um gesto nada esportivo. Isso não deveria ter acontecido – disse o árbitro.

Massimo apitou a vitória do Barcelona sobre o Manchester United na final da Liga dos Campeões da última temporada. O suíço também participou da Copa do Mundo de 2006, quando trabalhou na partida entre Ucrânia e Espanha.

 

Que coisa feia…  Imaginou fazer um gesto desse no Maracanã lotado?

– A Fidedignidade dos Rankings de Futebol

Qual foi a melhor equipe das Américas no século XX? Acredito que de pronto a maioria responderia: Santos FC, devido a Era Pelé. Também foi essa a escolha da FIFA, quando dos festejos do seu centenário.

Porém, a Federação Internacional de História e Estatística do Futebol (uma instituição sempre polêmcia e contestada pelos amantes do futebol), escolheu o time do século nas Américas. E deu Peñarol! Mas essa não é a surpresa. O melhor time brasileiro da lista é só o 7o. colocado: o Cruzeiro. Analisando a lista, o Olímpia do Paraguai, no século passado, foi melhor do que todos os outros brasileiros! Tem até o Sampaio Correia na lista e o CSA-AL…

Talvez, pela relação, um dos critérios teria sido a conquista da Libertadores da América e de torneios nacionais. Mas talvez esse seja “um critério”, não “o critério”. Que peso teria a conquista do Campeonato Paraguaio, disputado quase sempre por Cerro Porteño e Olímpia, frente ao Brasileirão, onde sempre temos inúmeros clubes buscando o título. O São Paulo ou o Flamengo ter 6 ou 5 títulos de campeão brasileiro deve ser mais representativo do que o Olímpia ter 20 títulos paraguaios!

O índice que complica os clubes brasileiros deve ainda ser o número de Libertadores da América. Em tempos em que os brasileiros não davam atenção para a competição (o Botafogo de Garrincha resolveu certa vez não disputá-la, por não dar valor!), nossos hermanos a levaram a sério e agora podem contabilizar. E não vale chororô: As primeiras Copas do Mundo de Seleções também não eram valorizadas (a Índia se recusou a disputar a Copa de 50 pela obrigação de jogar de chuteiras, contrariando seu costume de jogar descalço), e os títulos também tem mesmo peso até hoje, mega-contabilizados.

Olha a relação completa, extraído de JB On Line: (http://jbonline.terra.com.br/pextra/2009/09/18/e18096156.asp)

CRUZEIRO É O MELHOR BRASILEIRO DO SÉCULO XX NAS AMÉRICAS

O Cruzeiro foi eleito pela Federação Internacional de História e Estatísticas do Futebol (IFFHS) o melhor time brasileiro do século XX. O levantamento divulgado nesta sexta-feira no site da entidade qualifica em ranking os clubes da América do Sul que disputaram competições internacionais no século passado. O mesmo procedimento já foi realizado com os clubes europeus.

Vencedor de sete competições sul-americanas no século passado, o Cruzeiro tem 295,5 pontos e ocupa o sétimo lugar na lista, liderada pelo Peñarol, com 531. O segundo melhor brasileiro é o São Paulo, oitavo colocado com 242 pontos somados. O Palmeiras tem 213 e fecha a relação dos dez primeiros.

O ranking considera o desempenho dos clubes nas partidas internacionais disputadas por clubes da América do Sul ao longo do Século XX. São oito pontos por vitória sobre time estrangeiro em jogos da Copa Libertadores e quatro por empate. Um triunfo na Supercopa da Libertadores e da Recopa Sul-Americana vale seis e um empate, quatro.

As extintas Copas Mercosul e Merconorte também foram consideradas, com cinco pontos por vitória e 2,5 por empate. Competições como Copa Ricardo Aldao, Copa do Atlântico, Copa Master da Libertadores, Copa Ouro, Copa Master da Conmebol e Copa Conmebol são quatro pontos por cada triunfo e dois por empate.

Por fim, entrou na relação a Copa dos Campeões de 1948, vencida pelo Vasco, que confere 6,5 pontos por vitória e 3,25 a cada empate.

No século passado, o Cruzeiro conquistou a Copa Libertadores da América em 1976 e 1997, a Supercopa dos Campeões da Libertadores em 1991 e 1992, a Recopa Sul-Americana em 1998, além da Copa Ouro e da Copa Master da Supercopa, em 1995.

Para ver o ranking internacional completo acesse o site da IFFHS, através do link http://www.iffhs.de.

Confira a relação dos dez primeiros e os brasileiros

Times / Pontos

1 – Peñarol / 531,00

2 – Independiente / 426,50

3 – Nacional-URU / 414,00

4 – River Plate / 404,25

5 – Olimpia / 337,00

6 – Boca Juniors / 312,00

7 – Cruzeiro / 295,50

8 – São Paulo / 242,00

9 – América Cali / 220,00

10 – Palmeiras / 213,00

11 – Flamengo / 200,00

14 – Grêmio / 157,00

16 – Santos / 140,00

19 – Vasco / 109,50

22 – Atlético-MG / 95,50

31 – Corinthians / 60,00

Internacional / 60,00

37 – Botafogo / 44,00

52 – CSA-AL / 14,00

54 – Bahia / 12,00

56 – Sampaio Corrêa-MA / 10,00

São Raimundo-AM / 10,00

72 – Vitória-BA / 4,00

Paraná Clube / 4,00

Criciúma / 4,00

89 – Bragantino / 2,00

– O Inconformismo dos Argentinos desforrando em Coadjuvantes

Nesta semana, um verdadeiro show de horrores no jogo entre Lanus X River Plate pela Copa Sulamericana. A todo instante, jogadores se empurravam e se socavam, às costas do árbitro Federico Beligoy. Mas o detalhe não foi esse: o Lanus se classificou, eliminado consequentemente o River Plate, e o goleiro classificado (Mauricio Caranta, do Lanus) creditou o fato da classificação a não-marcação de 2 pênaltys que ele cometera sobre o atacante Ortega, do River! E ainda fez o desserviço de recomendar que o adversário derrotado cobrasse o árbitro.

Conclusão: vestiário invadido, a polícia tendo muito trabalho para intervir contra os jogadores do River Plate, que ao ouvirem a entrevista saíram de seu reservado e foram (em equipe) tirar satisfação com o árbitro no seu próprio vestiário. Cenas de amadorismo, pela inconsequente declaração do adversário vencedor.

(Ops: infelizmente, para nossa categoria, os pênaltys existiram sim…)

Mas como o calvário argentino continua, também o Boca Jrs está fora da Sulamericana. E tanto River Plate como Boca Jrs, neste momento, estariam fora da zona de classificação para a Libertadores 2010.

Enquanto isso, don Diego Armando Maradona está lá na Itália, num Spa, onde pretendia “refrescar a cabeça e afinar a cintura”. Mas parece que a polícia italiana não deixou! Devido aos seus débitos fiscais com o fisco italiano, desde seus tempos de Nápoles, teve que penhorar os brincos e correntes que usava no hotel, a fim de não ser preso… A coisa está feia mesmo.

Extraído de:

http://www.ole.clarin.com/notas/2009/09/18/futbolinternacional/02001248.html

http://www.ole.clarin.com/notas/2009/09/18/futbollocal/02001338.html

Terra Esportes

http://www.futebolportenho.com.br/2009/09/17/lanus-river-sulamericana/

– Mudanças na Regra, pela óptica do Árbitro de Futebol

Nesta semana, a UEFA determinou a inclusão de 2 novos oficiais em jogos da “nova Copa da UEFA”, a Liga Europa, a fim de testar a funcionalidade da experiência. Serão árbitros que estarão atrás de cada gol, avaliando lances polêmicos de pênaltys ou simulações de faltas, além das chamadas situações de “gol-não-gol”.

 

Ora, tais ações são obviamente tentativas de se evitar a entrada de novos meios tecnológicos para o uso do árbitro dentro de campo. E isso é bom ou ruim?

Avalie duas situações, mas de maneira técnica, à luz da experiência futebolística que você adquiriu, e se imagine um árbitro de futebol:

 

SITUAÇÃO 1: Numa partida envolvendo o inglês Arsenal, dias atrás, o atacante brasileiro (naturalizado croata) Eduardo da Silva invadiu a área, o goleiro tentou tirar a bola dos seus pés, e quase que imediatamente ele deixou-se cair, cavando magnificamente o pênalty (digo magnificamente pois me convenci após assistir o lance algumas vezes).

Como árbitro, percebi que o nosso colega que apitou o jogo estava correndo atrás do Eduardo, tentando alcançá-lo, como se fosse um zagueiro que houvera perdido a bola. Sua visão era das costas do Eduardo e frontal do goleiro. Pela sua colocação, impossível ter certeza do que marcou. Se estivesse a esquerda do lance (um lance muito rápido de jogo, diga-se de passagem), a uma distância razoável (o excesso de proximidade atrapalha o senso de profundidade da jogada – sabemos disso), teria percebido de imediato a simulação.

Mas se estivesse um outro árbitro atrás do gol, na linha de meta, observando a jogada? Se já valesse a experiência da UEFA, o que aconteceria? Provavelmente, a mesma marcação de pênalty. Sim, porque apenas se inverteria a frontalidade do atacante e a visão das costas do goleiro. Seria um elemento a mais para errar em campo.

Tal lance só seria resolvido pela lateralidade do posicionamento do árbitro, ou uma câmera bem posicionada. Se o recurso televisivo fosse permitido, tal erro capital poderia ser evitado.

SITUAÇÃO2: Copa de 1998, França, jogo Brasil X Noruega. O zagueiro Júnior Baiano divide pelo alto uma bola com o centroavante adversário, e para surpresa geral da nação tupiniquim… Pênalty. Mas como pênalty? Recordo-me que imprensa, torcedores e jogadores não conseguiam entender a marcação, as imagens eram claras e contundentes. O árbitro da partida, Esfandiar Baharsmast (EUA) estaria louco, mal intencionado ou despreparado?

Após o jogo, surge uma imagem reveladora: uma câmera despretensiosa de uma TV suiça flagrara a mão do zagueiro puxando a camisa do atacante. Foram 23 câmeras contra a visão do árbitro. Nessa, o recurso tecnológico errou.

 

Citei 2 lances extremados para fazer algumas considerações. A inclusão dos “árbitros assistentes 3 e 4”, ou “assistentes de meta 1 e 2”, não importa a nomenclatura, poderão ajudar ou atrapalhar o jogo. Isso é do futebol. Trabalhei em muitos jogos do Campeonato Paulista de Aspirantes, competição que servia de preparação e teste para a implantação de 2 árbitros em campo no Paulistão do ano seguinte, onde se percebia que quando tudo ocorria bem, as reclamações diminuiam em “regressão aritmética”. Quando ocorria alguma polêmica, cresciam em “progressão geométrica”.

Lá dentro de campo, quando um árbitro deixava o jogo correr e o outro parava mais a partida, já começavam as comparações. Quando uma bola era tocada ou resvalada na mão, mesmo não sendo lances idênticos, os atletas queriam mesmas decisões. Aí caiu-se no problema persistente até hoje: UNIFORMIZAÇÃO DE CRITÉRIOS. Mas justiça seja feita: no fiel da balança, foi extremamente válida a utilização de 2 árbitros. Corria-se menos, maior proximidade das jogadas, menos desgastes com reclamações; entretanto, quando o jogo era de um time muito superior contra um “fraquinho”, o árbitro do outro campo “esfriava-se” como um goleiro que se sente espectador. Coisas do futebol.

 

Não é pecado algum defender o uso da tecnologia. Argumentos prós e contras existirão aos milhares. Alguns dirão que a regra é universal, e que uma mudança, se acontecer, deve ser plena a todos os campeonatos, sejam ricos e pobres. E isso tem custo. Mas existe contra-argumento: no Campeonato Paulista Sub 20 da 2a. Divisão (que é uma competição amadora, mas oficial e regrada pelas Leis do Jogo), há árbitro e 2 bandeiras. É trio de arbitragem. Na Copa do Mundo, que é o torneio máximo do futebol, há quinteto: árbitro, 2 bandeiras, 4o. árbitro e 5o. árbitro. Ou seja, inclua-se ou faça-se valer o “poderão ser utilizados mais árbitros em torneios de maior importância, ou recursos tecnológicos para tais eventos de proporção maior”.

Que mal há?

A regra muda. E muito! Embora alguns não percebam, anualmente detalhes são alterados. É que a repercussão, evidentemente, só acontece nas grandes “revoluções da regra”. Alteração sempre há! Revolução, por exemplo, é a mudança das regras do impedimento (3 zagueiros, depois 2 zagueiros, depois mesma linha). Desde a criação da International Board, inúmeras revoluções aconteceram; antes silenciosas, hoje mais alardeadas.

 

Quer um exemplo de tecnologia que ajuda o árbitro? O uso de bandeiras eletrônicas!

Há quanto tempo não se vê lances em que o assistente fica lá, com o braço erguido, gritando para ser notado, e o juizão bobeando na confirmação do impedimento? Isso não acontece mais.

 

O que vier de tecnologia, só ajudará o árbitro e o esporte. Mas o grande desafio é: Como, quando e onde implantá-la?

O discurso de que os erros de arbitragem trazem polêmica, e consequentemente audiência e paixão ao esporte, é quase que um desejo e incentivo ao próprio erro; é um não-querer melhorar! Erros sempre existirão. Minimizá-los é o desafio… E, acima de tudo, lembrar que a verdadeira prática esportiva deve ocorrer com o espírito desportivo, constituído de Fair Play, e logicamente, senso de justiça. Desejar o erro é injusto, é contraditório, antidesportivo e burrice.

Por fim, numa consulta informal que se faça aos árbitros de futebol, a maioria é a favor do uso de tecnologia. Mas há de se respeitar opiniões e argumentos contrários.

 

Entretanto, aproveitando o espaço, enquanto se discute a qualidade técnica dos árbitros, um esquecimento importante: AS CONDIÇÕES DA CARREIRA E PREPARAÇÃO.

Recordo e chamo a atenção disso devido a seguinte notícia curiosa: os árbitros da NBA (a Liga Americana de Basquetebol) estão planejando greve! Reclamam das condições de trabalho, da remuneração e dos fundos de aposentadoria. Os dirigentes sindicais negociam com o departamento de árbitros as modificações e vencimentos da atividade.

 

Já imaginou “greve de árbitros no Brasil?” Claro, impossível, pela desunião da categoria.

 

Extraído de: http://www.nba.com/2009/news/09/10/refs.talks.ap/index.html?rss=true

 

NBA referees preparing to be locked out for start of season

NBA referees are prepared to be locked out for the start of the season after negotiations with the league on a new contract broke down this week when David Stern ended the latest bargaining session.

No further talks are scheduled — and when they do resume, it’ll be without the commissioner.

Referees spokesman Lamell McMorris accused Stern of acting childish and not negotiating in good faith, so Stern removed himself from the process.

Stern said Thursday he told McMorris that, “In fact if it was going to get personal — which apparently he’s decided to make it by calling news media and leveling a series of inaccurate allegations — that I would absent myself from the negotiations, which I have.”

“Hopefully we’ll make a deal with the referees, or we won’t, but it won’t be on the basis of personality, it’ll be on the basis of economics,” Stern added.

The league’s contract with its referees expired on Sept. 1, and McMorris said the sides have basically agreed on salary issues for a new two-year deal. He said the league wanted to freeze salaries for the first year with a 1 percent increase in year two.

The officials were willing to go along with that, McMorris said, because of the economic difficulties the league is facing, but the NBA was still asking for significant reductions in the referees’ budget.

“We’ve laid $2.5 million back on the table,” McMorris said. “Some things we have to be able to go back to our group and to say that we collectively bargained in good faith. Our goal is not to take all the hits, we can’t do that.”

ESPN.com first reported that talks ended after Stern abruptly halted Tuesday’s session at league headquarters. Stern said the officials reneged on something previously agreed upon, but McMorris was critical of the way the commissioner handled things.

Stern said the league would be well represented even without him, but didn’t leave much hope that a resolution would come soon.

“On the basis of the last series of proposals, it doesn’t appear that there’s any point at this time to further negotiations, but obviously it still remains our goal to start this season with our existing referees working,” Stern said.

The NBA released a statement later Thursday criticizing the referees union for its attacks through the media, and said the referees backed out of previously agreed upon proposals involving retirement benefits at Tuesday’s meeting.

“Then, after we offered additional economic movement in order to progress toward a deal, the NBRA refused to make any additional concessions,” NBA general counsel and lead negotiator Rick Buchanan said. “At this point, and after several months of negotiations, all the union has offered to us is minimal concessions that are neither consistent with economic reality nor with the information it is currently distributing to the media.”

Referees are due to open their training camp on Sept. 20, and the league’s first preseason game is scheduled for Oct. 1 at Utah. Without a deal soon, the NBA will begin the season with replacement officials for the first time since 1995.

The league is seeking cuts in areas such as the referees’ benefits, travel budget and their per diems, which Stern said would “bring their numbers in line with other league employees.”

McMorris feels there is more to it, with the league possibly trying to rid itself of older referees or perhaps send a strong message to the players, whose collective bargaining agreement with the NBA expires after the 2011 season.

He also said the NBA gave a combined $100,000 in raises, which Stern could not confirm, to the three men who were hired to oversee the referees operations department in the league office following the betting scandal involving former official Tim Donaghy.

Already, the referees will miss next week’s two-day seminar with league coaches, and McMorris said the officials will meet again sometime after that.

Officials from the NBA Development League could end up calling NBA games as the league scrambles for replacements. Stern denied McMorris’ charge that backup refs were being called even before Tuesday’s meeting ended, while McMorris said the league had even called a referee it fired three years ago to see if he would be available.

Even with Stern not involved, McMorris said his side won’t come to New York for further talks.

“If the league wants to start up talks again, our door is open, so we’d gladly look forward to meeting them in Washington D.C. for the next meeting,” McMorris said. “You can’t be disrespectful and childlike and ask us, when you’re already cutting our wages and expenses, to use our hard-earned money to come and you’re kicking us out of meetings.”

– Fair Play Financeiro

Uma medida talvez tardia, mas necessária: a UEFA, entidade máxima do futebol europeu, impõe novas regras para a saúde financeira dos clubes de futebol. Preocupada com os altos gastos no futebol do continente (vide Chelsea e Real Madrid), as orientações têm como objetivo maior: EVITAR QUE OS CLUBES GASTEM MAIS DO QUE ARRECADAM, e consequentemente atrasem salários de atletas. Quem ferir as normas, será proibido de disputar os campeonatos da UEFA.

Algo parecido aqui no Brasil? Creio que teríamos, infelizmente, muitos clubes impedidos de jogar, caso existisse lei semelhante.

Extraído do site da UEFA, da última segunda-feira: http://pt.uefa.com/uefa/keytopics/kind=64/newsid=886972.html

FAIR PLAY FINANCEIRO APROVADO

O Comité Executivo da UEFA aprovou o conceito de Fair Play Financeiro para o bem-estar do futebol europeu de clubes. O comité deu luz verde na sua reunião de Nyon, na sequência das recomendações feitas em Agosto pelo Conselho Estratégico para o Futebol Profissional (PFSC) e após ter recebido o apoio unânime do Comité das Competições de Clubes da UEFA e o aval da Associação Europeia de Clubes (ECA).

Melhorar a justiça financeira
O principal objectivo do conceito de Fair Play Financeiro é o melhoramento da justiça financeira nas competições europeias, assim como a estabilidade a longo prazo do futebol europeu de clubes. De forma a atingir esta meta, foi estabelecida uma série de medidas. Entre elas está a obrigação dos clubes cujos lucros sejam superiores a certo patamar, ao longo de um determinado período de tempo, de equilibrarem as respectivas contas ou atingirem o limite. Isto significa que os clubes não poderão gastar repetidamente mais do que as receitas geradas. Existirão directivas sobre os gastos em salários e transferências, indicadores da sustentabilidade dos níveis de dívida e os clubes serão obrigados a honrarem sempre os seus compromissos.

Estimular investimento a longo prazo
Estas medidas irão para além do actual sistema de licenciamento de clubes da UEFA e serão implementadas durante um período de três anos. Será estimulado o investimento a longo prazo (aposta na formação e no melhoramento das infra-estruturas desportivas), em oposição a gastos especulativos a curto prazo, sendo o cumprimento das regras avaliado pelo recém-formado Painel de Controlo Financeiro dos Clubes. O antigo primeiro-ministro da Bélgica, Jean-Luc Dehaene, foi nomeado presidente do painel, composto por especialistas de leis e financeiros, que levarão a cabo auditorias para garantir que o sistema de licenciamento de clubes da UEFA é aplicado correctamente.

Ajudar os clubes
O Presidente da UEFA, Michel Platini, afirmou: “A ideia não é prejudicar os clubes, é ajudá-los. A premissa de base é que os clubes não devem gastar mais do que ganham. Os proprietários dos clubes pediram a introdução de regras e isto será uma aventura para o futebol europeu e para a UEFA”. Michel Platini afirmou também que estas medidas eram essenciais para a saúde do futebol europeu a longo prazo.

Nomeação de Dehaene
O Painel de Controlo Financeiro dos Clubes será independente e o seu presidente constitui um símbolo de respeitabilidade e experiência. Jean-Luc Dehaene foi primeiro-ministro belga entre 1992 e 1999 e adjunto do primeiro-ministro nos quatro anos anteriores. Ocupou vários cargos ministeriais dentro do governo belga. Cumpriu ainda uma série de mandatos na Europa, incluindo a vice-presidência da Convenção Europeia, tendo sido membro da Convenção para a Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia e feito parte do conselho de administração de várias empresas europeias de relevo. “Jean-Luc Dehaene é muito experiente em matérias financeiras, e é um grande adepto de futebol”, afirmou Michel Platini. “Ele é a pessoa ideal para liderar os destinos económicos do futebol europeu”.

Fazer história
“Estou, portanto, particularmente satisfeito por termos conseguido atrair para este projecto uma pessoa com a qualidade e o currículo de Jean-Luc Dehaene”, acrescentou o Presidente da UEFA. “Enquanto presidente do Painel de Controlo Financeiro dos Clubes, ele irá definir os padrões desta área e, como tal, irá fazer história. Era crucial a criação deste novo papel desempenhado por um homem da sua capacidade e estatura”.

Objectivo ambicioso
Sobre a sua nomeação, Dehaene afirmou: “O papel do ‘fair play’ financeiro é garantir a viabilidade dos clubes de forma saudável e a longo prazo. Ao impor este regulamento a todos os clubes, a UEFA enveredou pelo caminho que tanto a Comissão Europeia como Parlamento Europeu esperavam. Ao aceitar presidir ao Painel de Controlo Financeiro dos Clubes, espero alcançar este ambicioso objectivo, que é vital para o futuro do futebol europeu”.

Nova empresa
Noutro tema, o Comité Executivo da UEFA reviu a estrutura das operações de marketing e comerciais da UEFA, tendo aprovado a criação de uma nova empresa detida na totalidade pelo órgão governante do futebol europeu. Essa nova empresa será responsável pelas operações comerciais da UEFA. David Taylor foi nomeado presidente da nova entidade a partir de 1 de Outubro de 2009. Como tal, o secretário-geral adjunto da UEFA, Gianni Infantino, passará a ocupar o cargo de Secretário-Geral da UEFA a partir da mesma data.

– Profissionais Precisam de Cartilha de Boa Conduta?

Vejo que o CF Real Madrid, poderosíssimo negociante de jogadores e maior campeão europeu de futebol, distribuiu uma cartilha para nortear a conduta dos seus atletas. Entre as orientações, se proíbe a frequência de lugares não condizentes à vida regrada de um jogador; a vestimenta dos mesmos, o horário de descanso e outras proibições e advertências.

É claro que muitas coisas são necessárias. Um atleta profissional de futebol não deve ficar até altas horas da noite em boates, sendo que deve treinar cedo no outro dia; nem estar em prostíbulos ou lugares de que possam associar sua imagem a escândalos.

Mas o que instiga é o seguinte: alguém precisa dizer isso aos jogadores? Profissionais como Cristiano Ronaldo, Kaká, e outros tantos, que ganham mais de 1 milhão de dólares por mês, precisam ser alertados? Não tem noção de ‘conduta profissional’?

Em qualquer empresa, sabe-se que o mínimo de profissionalismo é exigido. Quanto mais importante para a organização, mais responsabilidade. No que difere o meio esportivo do restante empresarial?

Extraído de: http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Futebol/espanhol/0,,MUL1295924-9845,00-REAL+MADRID+ELABORA+CARTILHA+PARA+JOGADORES+E+PROIBE+SAIDAS+NOTURNAS.html

REAL MADRID PROIBE SAÍDAS NOTURNAS

De acordo com o diário “Marca”, o presidente Florentino Pérez e a direção do Real Madrid lançaram uma cartilha para o elenco. Entre os oito “mandamentos”, o mais curioso é o que proíbe as “saídas noturnas” dos jogadores.  

Os outros pontos do manual de boas maneiras são os que apelam à pontualidade, ao esforço, à educação e aos cuidados com a saúde e com a imagem.

Na última janela de transferências, o Real Madrid acertou com várias estrelas do futebol mundial, entre elas nomes como os de Cristiano Ronaldo, Kaká, Benzema e Xabi Alonso.

– Inusitado da Silva

Com o velho e batido jargão de que o “futebol é uma caixinha de surpresas“, ficam 2 perguntas:

Seguindo a tendência da tabela do Brasileirão (claro que isso é mutável), em 2010:

– O trio de ferro paulista disputará a Libertadores da América (isso já aconteceu alguma vez? Confesso que não sei).

– Só teríamos 2 cariocas na série A do Brasileirão (creio que isso também nunca aconteceu).

Inusitado para uns, planejado por alguns ou desejado para outros!

– Pitacos do Argentina X Brasil

Apesar de atrasado, apenas algumas rápidas considerações:

– Diego Armando Maradona (o maior jogador de futebol que já vi jogando, embora que por estudos – não vi mas sei – superado por Pelé e quem sabe por Di Stéfano) está longe de ser técnico de futebol. Inventar Sebá de zagueiro (nunca antes tinha defendido a albi-celeste) e convocar, treinar e apostar em Palermo como centroavante, e na hora do jogo não deixá-lo nem no banco, é impensável e burrice.

– A propósito, Maradona estava completamente maquiado! Botox, pó-de-arroz e outros cosméticos para uma partida de futebol? Que é isso, pibe! Estava um misto de Dedé Santana e Cauby Peixoto.

– Falando de “beleza exterior”, o que era aquele bronzeado do Galvão Bueno em Rosário?

– Dunga, inquestionavelmente, é o melhor técnico da seleção brasileria de todos os tempos. Os números comprovam isso. E sua antipatia e o ódio trnasmitido em suas entrevistas, proporcionais. Por que alguns treinadores elegem a imprensa e a arbitragem como inimigos? Com esses números e um pouco de carisma, Dunga seria inquestionável.

– Por que dois times tão técnicos como Brasil e Argentina insistem em dar botinbas e mirar as canelas adversárias? Não seria muito mais belo e seguro o futebol-arte mostrado por ambas equipes, que sabem fazê-lo bem?

– Alguém em sã consciência acredita que a Argentina ficará fora da Copa da África? Quatro vagas diretas mais a da repescagem são suficientes para sempre as seleções do Brasil e Argentina se classificarem. Alguém duvida?

– Formas Íntimas Futebol Clube

Calma, não se assuste com o título deste post, que foi erroneamente escrito só para chamar a atenção. O nome correto da equipe é “Deportivo Formas Intimas” (faz alusão aos contornos das mulheres), e é a equipe colombiana classificada para a Taça Libertadores da América – Categoria Feminina – a ser disputada em Santos/SP daqui há alguns dias.

Os investimentos no futebol feminino na América Latina, em geral, são quase inexistentes.  Como não dão retorno financeiro, os tradicionais clubes de futebol só investem na categoria masculina. Assim, poucas grandes equipes montam elencos femininos e os perpetualizam. São equipes “de torneio”. Surgem e se desmancham. Como não dá lucro, é apenas para cumprimento protocolar ou para privilegiar alguma competição.

No Brasil, o Santos tem-se mostrado na vanguarda, contratando a jogadora número 1 do mundo, a selecionável Marta (quem sabe poderia jogar até no masculino, tamanha habilidade – claro, isso é uma brincadeira). E como legítimo campeão brasileiro da categoria, o time praiano é o representante local para a competição. Como jogará em casa, favoritíssimo à conquista da Libertadores.

Mas o problema é que essa Libertadores terá glamour apenas com o Santos FC. As outras equipes (como o Desp Formas Intimas) são semi-profissionais. Jogarão o Universitário do Paraguai, o White Star do Perú… Já imaginaram se tivéssemos Boca ou Peñarol na competição? Campeonato com duração de 15 dias com cidade-sede não é legal… (a não ser mundiais representativos, como Copa do Mundo ou Interclubes). Seria interessantíssimo ver as tradicionais equipes!

Uma dúvida: caso o Santos vença a competição, colocará uma estrela a mais na camisa, já que as outras duas fazem alusão ao Mundial? Como marketing, penso que deveria!

– Cartão Vermelho para… Deus?

Pois é… há algum tempo, debatemos nesse espaço as excessivas manifestações religiosas no futebol. Agradecer a Deus (independente da crença) não seria problema no esporte, mas sim o proselitismo e uma possível guerra santa (CLIQUE AQUI PARA VER O POST SOBRE O ASSUNTO).

Agora, a Revista Época desta semana traz um interessante material a respeito das ações da FIFA para coibir tais manifestações. A ideia não é cercear, mas proteger a liberdade de culto.

Extraído de: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI90418-15228,00.html

CARTÃO VERMELHO PARA DEUS

Deus, como se sabe, é brasileiro, e ainda que a contribuição de Pelé, Garrincha, Romário e Ronaldo não tenha sido desprezível, Ele talvez tenha tido sua parte nos cinco triunfos nacionais em Copas do Mundo. De alguns anos para cá, sobretudo com a ascensão do grupo conhecido como Atletas de Cristo, os jogadores da Seleção passaram a expressar sua gratidão pela intercessão divina de forma cada vez mais ostensiva.

O ponto culminante foi a final da Copa das Confederações, em junho, na África do Sul. Vencido o jogo contra os Estados Unidos, jogadores e membros da comissão técnica transformaram o gramado do Ellis Park, em Johannesburgo, em altar. Evangélicos, católicos e adeptos de outras confissões fizeram um círculo de oração e exibiram camisetas com dizeres como “Eu amo Jesus” e “Eu pertenço a Jesus”, em inglês.

Em geral tolerantes, ecumênicos e sincretistas, os brasileiros já se acostumaram à mistura entre futebol e religião em campo. Jogadores erguem as mãos ao céu antes do pontapé inicial, depois de fazer um gol ou até para bater uma falta. Desta vez, porém, por ter ocorrido num palco internacional – no mesmo país onde dentro de um ano será disputada a Copa do Mundo – e pelos ares de pregação, a comemoração da Seleção incomodou a muitos.

Um dirigente da federação da Dinamarca – país que tem igreja oficial, a Luterana, mas é tradicionalmente laico – pediu à Fifa (a federação internacional) que proíba manifestações do gênero. Na verdade, a Fifa já as proibira. A regra 4 do futebol (uniforme) veda a exposição de mensagens de conteúdo político ou religioso escondidas. Mas não prevê claramente qual a punição – diz apenas que o time ou o jogador será “sancionado pelo organizador da competição ou pela Fifa”.

O Brasil escapou só com uma reprimenda. “Não há lugar para a religião no futebol”, disse o presidente da Fifa, Sepp Blatter. Ao não aplicar uma punição mais concreta (uma multa, por exemplo), Blatter pode ter aberto um precedente perigoso. Se na Copa do Mundo do ano que vem a seleção da casa homenagear uma divindade da mitologia zulu antes de um jogo ou se os jogadores de um país muçulmano se ajoelharem na direção de Meca dentro do campo, a impunidade brasileira será inevitavelmente invocada, e a Fifa será acusada de adotar dois pesos e duas medidas. A igualdade de tratamento é a primeira razão para banir toda e qualquer imiscuição da religião no esporte.

A outra razão é a preservação da liberdade religiosa dos próprios jogadores. É razoável supor que entre os 23 atletas e outros tantos membros da delegação brasileira ajoelhados no campo de Johannesburgo não houvesse apenas católicos e evangélicos. Por mais que se diga que todos são livres para expressar ou não sua fé, um jogador discordante – ateu, por exemplo – pode se sentir coagido a participar para não ser discriminado.

Os cartolas brasileiros têm feito vista grossa para a intromissão da religião. Isso só tem feito aumentar a influência do grupo protestante, do qual os maiores expoentes são Kaká (da igreja Renascer) e Lúcio (batista). Na última Copa do Mundo, dois batistas, o pastor Anselmo Reichardt e o ex-piloto de Fórmula 1 Alex Dias Ribeiro (um Atleta de Cristo), frequentavam o hotel da Seleção para levar a palavra de Cristo ao time. O técnico Carlos Alberto Parreira dizia não se incomodar com isso. Agora, há um líder dos Atletas de Cristo na cúpula da Seleção – o auxiliar de Dunga, o ex-jogador Jorginho. Três anos atrás, quando dirigiu o América Futebol Clube, Jorginho baniu o símbolo do clube (o Diabo, alusão à cor vermelha da camisa), atribuindo a sua influência negativa o jejum de títulos de quase meio século do time carioca.

No passado, a presença da religião no futebol era discreta e raramente motivo de polêmica. Na Copa do Mundo de 1970, o eslovaco Ladislav Petras ajoelhou-se e fez o sinal da cruz depois de marcar um gol contra o Brasil – ato cheio de simbolismo numa época em que o governo de seu país, a hoje dividida Tchecoslováquia, era comunista e perseguia a Igreja. Um jogador brasileiro, Jairzinho, copiou o gesto, esvaziando sua carga política.

No Brasil, são conhecidas histórias como a de Santana, o massagista pai de santo do Vasco da Gama que fazia trabalhos para “amarrar” os adversários. O Corinthians tem um santo padroeiro (São Jorge) e o Flamengo outro (São Judas Tadeu), a que apelam sempre que os resultados em campo não andam bons. Não há nenhum problema quando torcedores e jogadores exercem sua religiosidade dessa maneira, do lado de fora de campo. Quando se tenta promover uma religião dentro dele, porém, um limite é claramente ultrapassado.

– Calcio X Pallacanestro, Brasile X Italia

Amigos, é irresistível falar sobre esse assunto e não fazer analogia entre basquetebol e futebol. Na Itália, a Federação Italiana de Basquetebol (Federazione Italiana de Pallacanestro) determinou um manual de conduta aos árbitros locais. Nessa cartilha, estão proibidos a manifestação pública dos oficiais em programas televisivos ou radiofônicos sobre basquetebol, além da expressa ordem de retirada do ar de páginas em sites de relacionamento (como o Orkut), blogs, e-mails, fóruns de discussão ou quaisquer outros meios de comunicação virtuais e similares.

O jornalista Guido Guida, do respeitadíssimo ‘La Gazzeta dello Sport’, classifica tal medida como absurda, alegando que “é abissal a diferença entre os árbitros terem um site que dê receitas de peixe e  outros que critiquem seus colegas (…) sendo que a discussão para o aprimoramento da categoria é inevitável”.

Ao contrário, a Federação Italiana de Futebol (Federazione Italiana de Gioco di Calcio), promove e incentiva as entrevistas coletivas pós-jogos, visando a transparência de seus árbitros.

Nesta última rodada, particularmente, acompanhei bons trechos dos jogos Milan 0 X 4 Internazionale e Roma 1 X 3 Juventus. No derby de Milão, o árbitro Rizzoli não anotou um pênalty claríssimo, digno de exemplo didático a ser usado em escola de árbitros, contra o brasileiro Ronaldinho. Na mesma partida, Ronaldinho cometeu uma falta violenta no segundo tempo, e não foi expulso (detalhe a parte: o milanista Seedorf, que estava no banco como reserva, encontrava-se sem caneleiras, descalço, com as pernas cruzadas – nem parecendo estar pronto para entrar em campo, caso o treinador Leonardo o chamasse a participar da partida). Já em Roma, o brasileiro Fellipe Melo da Juventus recebeu a bola, errou o domínio da mesma, se enrolou todo e ao perder a redonda, deu um pontapé por trás violentíssimo contra o adversário. Falta marcada, Fellipe Melo com o dedo em riste vai contra o árbitro Rocchi, fala “alhos e bugalhos” e nem cartolino giallo recebe.

Devido aos placares dessas duas partidas, não houve tanta repercussão dos erros dos árbitros italianos. Mas após os jogos, ninguém se interessou em ouvir os árbitros em ambas as partidas, mesmo eles se dirigindo às salas de imprensa para falar aos jornalistas.

Culturas e comportamentos diferentes: entre árbitros, jornalistas e jogadores. Mas seriam culturas ou comportamentos forçosos que se repetem?

Fica à livre interpretação.

Extraído de: http://www.gazzetta.it/Sport_Vari/Basket/Italia/31-08-2009/b-501178698097.shtml

Facebook vietato ai fischietti Fip

Una direttiva del Cia (Comitato Italiano Arbitri) minaccia sanzioni a carico dei tesserati iscritti a social network o mailing list. E scoppia la polemica.

MILANO, 31 agosto 2009 – Sembra uno scherzo di Carnevale o un pesce d”aprile e invece non lo è. Eppure si fatica credere che quanto apparso sabato sul sito della Fip (Federazione italiana pallacanestro), nella pagina del Comitato Italiano Arbitri, possa essere frutto di seria meditazione e non di una goliardata fuori luogo oppure dell’intervento malandrino di qualche hacker.

disposizioni — L’antefatto risale al 25 agosto quando sono state diramate, a firma del presidente Cia Luciano Tola, le norme di comportamento per la stagione 2009-10 destinate ad arbitri, ufficiali, di campo, commissari e istruttori Tra i numerosi punti del regolamento ce n’era uno in cui si faceva assoluto divieto alle categorie citate di “rilasciare dichiarazioni in luogo pubblico, anche a mezzo e-mail o propri siti Internet, di partecipare a gruppi di discussione come quelli di ultima generazione (FACEBOOK, ecc.), di prendere parte a mailing list, forum, blog o simili, e tantomeno di esprimere giudizi sull’operato dei colleghi e di qualsiasi altro tesserato della Federazione Italiana Pallacanestro, salvo espressa autorizzazione del Presidente del CIA”.

di male in peggio — Tra il buon senso di lavare i panni sporchi in casa e il divieto di azioni come avere una pagina Facebook o abbonarsi a una mailing list di cucina giapponese la differenza è abissale, così in molti hanno chiesto lumi e il Cia, anziché correggere come previsto il tiro e circoscrivere i divieti all’attività cestistica, ha sceso il carico e il 29 agosto ha specificato: “Si rappresenta, pertanto, che i tesserati appartenenti alle categorie sopraindicate, già registrati/iscritti a FACEBOOK e/o altri social network, blog, mailing-list e simili dovranno disattivare il proprio account, cancellandosi in maniera definitiva; i tesserati non ancora registrati/iscritti non dovranno procedere all’attivazione di alcun account personale sui predetti siti, blog e simili. Si invitano pertanto tutti gli interessati, ad ottemperare a quanto previsto, dalla data odierna e comunque entro e non oltre il 5 settembre p.v., rammentando loro che il mancato rispetto delle Norme di Comportamento comporta provvedimenti in base alla gravità e alla ripetitività della mancanza”.

L’imbarazzo tra le molte migliaia di arbitri e ufficiali di campo, nessuno dei quali è professionista e la stragrande maggioranza agisce per passione in cambio di rimborsi che a stento coprono le spese, è forte. Per evitare sanzioni in teoria tutti dovrebbero limitare il proprio modo di socializzare in maniera ben superiore a quella del buon senso, con imposizioni che arrivano a sfiorare la limitazione della libertà personale. Chiamato in causa, Luciano Tola minimizza: “Negli ultimi mesi è accaduto di tutto e si sono lette cose incredibili anche a proposito di baskettopoli, persino sulle pagine dei forum dei Comitati Regionali della Fip. E’ una cosa che non possiamo accettare, così come non vogliamo che ci sia amicizia tra tesserati Cia e dirigenti di società o che i nostri tesserati ricevano le mail dei club. Vogliamo evitare che siano divulgate le valutazioni dei commissari o che ci siano commenti in merito, su ciò che non è basket i tesserati sono liberi di fare quello che vogliono. Rileggendo la disposizione mi rendo conto che non è chiara e che andrà corretta immediatamente perché non possiamo vietare determinate cose”. Già, la disposizione non è chiara: o meglio, è chiarissima come è chiarissimo che si sia trattato di un imbarazzante autogol. Per fortuna emendarsi non è peccato.

– Copa dos Campeões da Europa: e que Copa!

A Champions League teve seus grupos sorteados. O torneio estará recheadíssimo de clássicos logo na primeira fase: por exemplo, Barcelona X Internazionale e Real Madrid X Milan. Os dois arqui-rivais espanhóis enfrentando seus irmãos italianos! E brasileiros em todas as posições e para todos os gostos!

Essa temporada 09/10 promete ser a mais empolgante de todos os tempos. Craques não faltarão, dinheiro também não; e repercussão na mídia, idem.

Detalhe: cada árbitro ganhará 8.000 euros por partida; aqui, a Libertadores da América que é equivalente a este torneio europeu, pagou 800 dólares por jogo.

Quase igual…

– O Silêncio dos Apitadores

Amigos, abordarei um tema de difícil trato, principalmente para minha área de atuação, mas proporcional à polêmica criada: a chamada “lei do silêncio” aos árbitros de futebol.

 

Por estar envolvido nessa seara, e sem querer desrespeitar a orientação dada a nós pelas Comissões de Arbitragem, sei que terei algumas limitações por impedimentos éticos; mas amparado pelo espírito democrático de livre expressão, ousarei aqui opinar.

 

Tenho ouvido muitas discussões entre imprensa e aficcionados pelo futebol sobre o tema. Mas… e a opinião dos atingidos por tal medida (nós, os árbitros), como fica? Fica silenciada, é claro, por uma espécie de censura determinada por níveis de comando superior.

 

É nesse limiar (dificultoso, é verdade) que quero tratar: até onde somos proibidos de falar e até onde deveríamos falar. Não quero infringir a norma, mas me sinto omisso como cidadão em não expressar minha opinião.

 

O fato relevante é que a CBF, amparada oficialmente pela Conmebol, determinou que os árbitros de futebol estão proibidos de dar entrevistas sobre partidas das competições de jurisdição das respectivas entidades.

 

Sinceramente e sem deboche, pergunto: qual a novidade?

– Sempre foi assim…

 

Talvez o fato novo seja a amplitude da medida: proibição pré e pós-jogos; partidas de categorias diferentes e até mesmo uma indevida instauração de espírito de animosidade entre árbitros e jornalistas.

 

Explicito minha opinião pessoal, respeitosa, e que procura fomentar o debate sadio e democrático: tal medida é desnecessária e até mesmo violenta o senso comum e a inteligência das pessoas; claro, desde que exista a ética na categoria.

 

Alguém precisa avisar um árbitro que é indelicado criticar um colega seu que apita jogos do mesmo torneio que você tem atuado? É claro que não!

 

Tal medida cerceia a possibilidade de crescimento e didática dos próprios árbitros de futebol. Qual a implicação indevida de um árbitro que apita série D do Campeonato Brasileiro em explicar um lance ocorrido em jogo das Eliminatórias da Copa? A respeitosa discussão com fins de aprendizado deve ser incentivada, não extirpada! Tais embates são verdadeiras alfabetizações contínuas aos profissionais do futebol.

 

As recomendações e determinações sobre censura sempre existiram e infelizmente sempre existirão, mas por determinados e diversos motivos. A clareza fica em segundo plano, já que os argumentos que justificam o silêncio são impostos; nunca discutidos nem bem elaborados. E tudo isso incomoda o árbitro de futebol sério e comprometido.

 

Me lembro que no início da carreira, meados dos anos 90, não se podia dar entrevista porque árbitro “não sabia falar”. A instrução do quadro de árbitros era outra, a desenvoltura ainda tímida frente as câmeras. Àqueles que se expressavam bem, silêncio! Afinal, a ordem era para todos.

 

Passado algum tempo, virada de milênio, nova comissão, nova determinação: quem falar em microfone, qualquer que seja o assunto, não apita! A quem possa interessar, era ordem da CBF ou da FPF (das respectivas comissões). O motivo era não polemizar o meio da arbitragem.

 

Meados de nossa década, novas mudanças: pode falar, mas desde que não seja de futebol. Aos poucos, os árbitros foram se soltando, e algumas novidades surgindo: o programa do jornalista Milton Neves, por exemplo, então na Rede Record, começou a remunerar os árbitros que fossem à TV e falassem. Podia ir, desde que comunicando às entidades e comissões, mas com o máximo de cuidado.

 

Agosto de 2009: apenas um reforço ao que sempre ocorrera: árbitro não pode falar. E isso estendeu-se a uma prática dentro de campo: a discrição das sinalizações em campo. Cada vez mais o árbitro deve marcar o lance e não procurar justificá-lo com gestuais. Àqueles que estão atentos ao lance e entendem de regra, tudo bem. Mas aos que não compreendem as 17 regras, isso provoca a criação de inúmeras dúvidas a quem assiste, taxando muitas situações como “perigo de gol”.

 

Cá entre nós: a clareza não é algo importante e necessário em todas as atividades da sociedade? Mostrar explicitamente sua marcação em campo ou explicar taxativamente sua decisão numa entrevista pós-jogo poderia tornar a imagem atual tão sisuda do árbitro em outra mais transparente. Ainda: mostra que o mesmo entende do que faz e não quer ludibriar ninguém.

A orientação atual contradiz esse pensamento: acredita-se que quanto mais se fala, mais se polemiza.

 

Novamente reforço minha observação sobre tal medida: como cidadão discordo, mas como árbitro devo respeitar e cumpri-la.

Veja a diferença abissal entre a Conmebol e UEFA: na Europa, os árbitros dão entrevistas pós-jogo, tiram dúvidas e tem a imagem de respeito em alta perante a sociedade futebolística. É claro que é outra cultura, mas o modo tratado também é outro. O respeito à figura do árbitro é trabalhada, não censurada.

 

Particularmente, prefiro o modo europeu. Mas ordem superior não se discute, cumpre-se…

– Quando o Futebol vira caso de Polícia

Há certas situações que tornam o futebol um ambiente hostil e repugnante. Uma dessa situações são as brigas generalizadas, onde chuteiras viram armas, disputas de bola viram tesouras e sobram pernadas para todos os lados.

No Campeonato Boliviano, no clássico local entre Oriente Petrolero X Blooming, uma verdadeira guerra após a expulsão de dois adversários, ocasionando a internação de um uruguaio, após ser atingido por uma voadora. Com isso, autoridades da justiça boliviana entraram no âmbito esportivo e podem até prender o jogador agressor.

Veja abaixo a matéria e o vídeo com o lance. A voadora foi chamada de “Patada Atômica”:

Extraído de: http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Futebol/0,,MUL1278620-9842,00-JOGADOR+BOLIVIANO+SERA+ACIONADO+CRIMINALMENTE+POR+VOADORA+DADA+EM+RIVAL.html

Jogador boliviano será acionado criminalmente por voadora dada em rival

Promotoria de Santa Cruz, na Bolívia, anunciou nesta segunda-feira que vai acionar criminalmente o zagueiro Sergio Jáuregui, do Blooming e da seleção boliviana. Jáuregui acertou uma brutal voadora no atacante uruguaio Leonardo Medina, do Oriente Petrolero, durante o clássico boliviano deste fim de semana (empate por 2 a 2).

                 Jáuregui acerta voadora em Medina

Por conta da agressão, Medina precisou ser internado numa clínica local. O golpe, na região do pescoço, fez com que o atacante tivesse de fazer uso de um colar cervical. O estado do uruguaio não é grave, mas ainda não há previsão sobre tempo de afastamento dos campos. 

                 Medina usa colar cervical em clÃnica

Após saber a gravidade do problema causado por sua agressão, Jáuregui se desculpou publicamente por sua atitude. Nada que sensibilizasse as autoridades locais. 

– O caso passou do âmbito desportivo ao criminal – disse o promotor Joadel Bravo, que já requisitou exame de corpo de delito em Medina.

Aos 42 minutos do segundo tempo, com o placar em 2 a 1 para o Oriente, Medina e Jáuregui trocaram empurrões e foram expulsos. Na saída de campo, a caminho dos vestiários Jáuregui acertou a voadora em Medina, o que iniciou uma confusão generalizada.

Depois disso, a bola ainda voltou a rolar e o Blooming conseguiu chegar ao empate.

O vídeo está em: http://www.youtube.com/watch?v=YRlCcn6QZQI&eurl=http%3A%2F%2Fcolunas%2Egloboesporte%2Ecom%2Fbrasilmundialfc%2F2009%2F08%2F24%2Fbarbarie%2Dna%2Dbolivia%2F&feature=player_embedded

– Gol em Impedimento e Atacante Agradece o Árbitro

A vida de árbitro não é fácil. Se competente, é criticado. Quando vai mal, piorou…

Mas nesse lance deu dó! Ontem, no clássico russo entre CSKA (com o treinador Zico, centroavante Vágner Love e muitos outros brasileiros) e Lokomotiv (na estreia do ex-cruzeirense Wagner e também com outros tantos brasileiros), quando a partida estava empatada em 1 X 1, o atacante do Lokomotiv partiu em impedimento e marcou o gol. Consciente de que o gol fora válido erroneamente, o atleta foi comemorar o gol com o… árbitro!

Imagina se num Fla X Flu, Inter X Grêmio, Ponte Preta X Guarani, o centroavante marca o gol decisivo e comemora abraçando o juizão? Estaria no vestiário até agora…

Veja o lance e leia a matéria abaixo:

Lance do gol e do abraço em: http://colunas.globoesporte.com/brasilmundialfc/2009/08/16/abraco-no-juiz/

Matéria do jogo abaixo, extraída de: http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Futebol/0,,MUL1268814-9842,00-JOGADOR+DO+LOKOMOTIV+ABRACA+JUIZ+APOS+GOL+DA+VITORIA+SOBRE+O+CSKA+DE+ZICO.html

Jogador do Lokomotiv abraça juiz após gol da vitória sobre o CSKA de Zico

Ex-cruzeirense Wagner faz sua estreia no clássico moscovita. Eterno ídolo rubro-negro reclama bastante do nível da arbitragem russa

Na estreia do ex-cruzeirense Wagner, o Lokomotiv levou a melhor no clássico de Moscou e derrotou o CSKA por 2 a 1, neste domingo, em duelo válido pela 18ª rodada do Campeonato Russo. No entanto, o triunfo só foi alcançado graças a uma ajudinha do juiz que não deu impedimento claro de Sychev, autor do gol salvador aos 44 minutos do segundo tempo. O detalhe é que, na comemoração, Gatagov, jogador do Lokomotiv, abraçou o árbitro Layushkinym.

No site oficial do técnico Zico, a nota sobre a partida mostrava revolta com a atuação do juiz, dizendo que a derrota no dérbi foi única e exclusivamente por culpa do árbitro. Já o eterno ídolo do Flamengo foi um pouco mais comedido, mas não deixou de reclamar.

 – Mais um daqueles jogos em que tivemos as chances para vencer e acabamos sendo castigados. E no final da partida, o que é pior. Nosso time fez um bom segundo tempo. Já sei que o segundo gol aconteceu em impedimento e não vi o abraço do atacante ao árbitro. Mas temos sido constantemente prejudicados com erros de arbitragem. Os critérios por aqui são complicados de se entender. Mas só nos resta trabalhar – afirmou o treinador.

Bilyaletdinov, aos 43 do primeiro tempo, abriu o placar para o Lokomotiv, que também teve em campo o brasileiro Rodolfo (ex-Fluminense). Dzagoev, aos 16 minutos da etapa final, empatou para o CSKA após receber assistência do chileno Mark Gonzalez, recém-contratado junto ao Bétis-ESP.

No entanto, aos 44, Sychev recebeu pelo lado direito e, impedido, anotou o gol do triunfo do ‘Loko’. Com o resultado, o CSKA segue com 30 pontos, na terceira colocação do Campeonato Russo. O algoz deste domingo aparece em quinto, com 28.

– A Falência dos Clubes de Futebol

Há dias, comentamos o fato da suspensão do início do Torneo Clausura (o Campeonato Argentino de Segundo Semestre), por determinação governamental, a fim de que os clubes de futebol locais sanem suas dívidas.

Pois bem: neste domingo, a Folha de São Paulo, caderno Esportes, pg D1, em matéria de Rodrigo Matos, revelou os maiores devedores do Brasil: Vasco da Gama, Flamengo e Corinthians. Pior: se somássemos os clubes da Série A + Vasco, as dívidas dos times de futebol brasileiro somariam R$ 3,2 Bilhões! O destaque é que quanto mais devem, mais gastam. E se comparássemos o retorno de cada um frente as dívidas por investimentos, tudo isso não valeria a pena.

É uma falência pré-anunciada ou não?

CLUBES RELEVAM DÍVIDA DE R4 3,2 BI

Análise dos elencos dos clubes brasileiros indica um futebol em ascensão. Foi em 2009 que astros voltaram ao país. Ronaldo virou ídolo no Corinthians. Adriano é o artilheiro do Brasileiro pelo Flamengo. E Fred fez festa no Fluminense. Análise dos balanços dos times nacionais indica um futebol cada vez mais falido. Levantamento da Casual Auditores nos balanços mostra que as dívidas dos 21 clubes mais ricos do país cresceram 26,2% em 2008. É o quádruplo da inflação no mesmo período.

Isso tudo um ano depois da Timemania, em que o governo federal pretendia resolver os débitos fiscais dos times.

Agora, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, estuda um acordo para criar um pacto de responsabilidade fiscal nos clubes. E os cartolas pedem dinheiro em troca. 

A realidade é um débito total de R$ 3,248 bilhões para os 21 times de futebol com maior receita no país. Esse valor era de R$ 2,574 bilhões em 2007. “Empréstimos, alguns ajustes da Timemania e a folha salarial do futebol são os principais responsáveis pelo crescimento”, explicou o sócio da Casual Auditores Carlos Aragaki.O Corinthians, por exemplo, viu seu valor devido por empréstimos saltar para R$ 52,5 milhões ao final de 2008, o quádruplo do exercício anterior.

“Tivemos de recorrer a empréstimos bancários no último trimestre para quitar obrigações”, contou o vice de finanças corintiano, Raul Corrêa da Silva, que pagou R$ 14 milhões desse total até o meio do ano.

Excluído o item de receitas a realizar -dinheiro a ser recebido-, o passivo do Corinthians era de R$ 134,6 milhões ao final do ano, com aumento pouco acima da inflação. Mas o clube contratou o astro Ronaldo, com salário de R$ 400 mil/mês, fora ganhos de marketing.

A situação do Flamengo é mais emblemática: o clube é o segundo maior devedor do futebol brasileiro. Sua dívida somava R$ 333,3 milhões em 2008, crescimento de 11,55%.

Mas o clube paga quase R$ 200 mil a Adriano, fora ganhos com patrocinadores. De 2008, já tinha sobrado R$ 25 milhões em contas a pagar do futebol.

Crescimento salarial parecido é visto no Santos, que dobrou gasto com direitos de imagem em 2008. O passivo (R$ 148 milhões) subiu acima da inflação. Ainda assim, trouxe de volta o caro técnico Vanderlei Luxemburgo no meio do ano.

Ex-clube do treinador, o Palmeiras tem dívida de quase R$ 200 milhões. Só que distribuiu aumentos de salários no meio do ano para segurar atletas.O São Paulo manteve seus débitos estáveis, mas investiu bastante na temporada.

No Rio, o Vasco dobrou seu passivo: chegou a R$ 380 milhões e virou líder do ranking.

“O que vemos é cada clube vender percentuais de direitos de atletas, antecipar receitas de TV, patrocínios e até bilheteria agora. O que vão fazer depois?”, questiona Aragaki.

Milionários quando contratam, os clubes brasileiros estão mais pobres para pagar a conta.

– Comemoração Exótica, Extravagante ou Imprópria

Para aqueles que patrulham nossos hermanos argentinos, no futebol, a comemoração do terceiro gol da equipe no amistoso contra os russos (Rússia 1 x 3 Argentina), por Dátolo, jogador do Boca Júniors, é “açúcar no mel”. O atleta correu em direção do treinador Diego Armando Maradona, derrubou-o e insinuou uma relação sexual.

Para mim, extremo mau gosto. Dois homens em uma cena ridícula vista mundo afora. Se você não viu, CLIQUE AQUI.

– O Difícil Conciliamento Extra e Intra-Gramado no Futebol

Como é difícil regular as relações entre alguns jogadores, treinadores, árbitros, e por que não, imprensa?

Cada vez mais existe um melindre muito grande. Nada pode, tudo se condena. Mas em determinados momentos, isso muda: tudo pode, nada se proibe

Os exemplos são inúmeros e constantes. Na década de 70, por exemplo, quando lendas vivas do futebol apitavam, se falava de tudo em campo. Ou alguém imagina um árbitro como Dulcídio Wanderley Boschilla, solicitando gentilmente para um jogador se levantar e não tentar simular penalidades? Era palavrão e xingamento em alta frequência… Mas com um detalhe: respeitosamente! Jogadores e Árbitros se ofendiam sim (e alguns até hoje), mas dentro de limites informais impostos pelas próprias categorias e até mesmo pela sociedade da época. Digo mais: se errava e acertava do mesmo jeito; tanto os jogadores como os árbitros. A parte física talvez seja a responsável, já que o futebol está competindo com o atletismo em muitos casos. O número de câmeras aumentou, além da tecnologia delas.

Hoje o futebol se tornou um negócio caro, e com isso a lealdade e respeito se modificaram. Os padrões são outros! Há 20 anos, o Flamengo terminava de jogar e o Zico falava com cada repórter em campo, pacientemente, um a um. É claro que o número de jornalistas aumentou, mas qualquer cabeça-de-bagre, hoje, só fala em “coletiva”. E esse mesmo Zico ou Sócrates ou Cerezo gozavam de carisma e talento inigualáveis graças ao respeito transmitido. As polêmicas se iniciavam e morriam nos gramados. Treinador era um figurante. Meramente figurante. Ou alguém acha que o vitorioso Lula, técnico do Santos, foi o responsável pelas grandes conquistas? Ele fazia parte de um grupo vencedor.

Digo isso pois vejo muitos treinadores protagonistas no futebol. Para esses, jogador é só um detalhe. Luzes e foco para a beira do gramado; pelo gestual, pelas broncas, caras e caretas; pelos protestos contra a arbitragem e pelas entrevistas polêmicas. Lá está o treineiro moderno, pautando muitas vezes a imprensa e rotulando irresponsavelmente pessoas.

Lembra do início do texto? Antes, se xingava e resolvia tudo em campo. Hoje, isso ocorre muito antes: quando do sorteio dos árbitros (a insatisfação é manifesta antes do apitador ser designado). Mas também principalmente no pós-jogo, onde treinador tem elenco de desculpas para a derrota, que vão do gramado ruim, da bola redonda ao árbitro suspeito.

Por fim: por 5 dias uma imoralidade se torna aceita por estouro no prazo. E pessoas honestas são rotuladas e fica por isso mesmo… Já diria (se não me engano o sociólogo Roberto da Matta – corrijam-me se estiver errado) de que o “futebol é um microuniverso da sociedade”. Pelo jeito, é mesmo! A Impunidade que o diga…

Na Inglaterra, haverá punição para contestações pré e pós-jogo, oficializadas desde a semana passada. Veja só, extraído de: http://www.cidadedofutebol.com.br/2009/08/2,11660,ARBITRAGEM+E+POUPADA+EM+MEDIDA+DA+FEDERACAO+INGLESA+.aspx

ARBITRAGEM É POUPADA EM MEDIDA DA FEDERAÇÃO INGLESA
Os árbitros ingleses terão momentos de paz, especialmente antes das partidas em que atuarão. Pelo menos é essa a garantia que a federação de futebol local (FA) busca conferir com o anúncio de um veto a jogadores, treinadores e dirigentes das principais agremiações do país.
 
Esses representantes não poderão fazer comentários sobre a arbitragem antes dos jogos. Durante, o cerco também estará mais fechado. As argumentações posteriores seguem permitidas, contanto que exista o mínimo respeito.
 
“Quaisquer comentários à imprensa em relação à escolha dos árbitros para as partidas não serão mais permitidos. Tais comentários antes dos jogos serão considerados impróprios e julgados de acordo”, diz comunicado da FA.
 
Durante os 90 minutos, presente no texto do regulamento, a orientação ao trio contestado pelos atletas era que houvesse um relato específico quando o mesmo sofresse de “assédio ou intimidação” de três ou mais jogadores. A partir de agora, os atletas estão impedidos de abordem os árbitros de “maneira confrontativa”.
 
“Declarações pós-jogo sobre árbitros e lances das partidas ainda são permitidos, desde que não sejam de natureza pessoal ou ataquem a integridade dos árbitros”, completa a nota da federação.
 
Um caso recente teria mobilizado tal postura da FA. Na temporada 2008/9, David Moyes, no comando do Everton, questionou a escalação do árbitro Mike Riley para a semifinal da Copa da Inglaterra no duelo diante do Manchester United: acusou-o de ser torcedor do clube do Old Trafford.
 
Os londrinos acabaram se classificando para a final ao vencer o confronto nos pênaltis, e Alex Ferguson, técnico do Manchester United, condicionou a não marcação de um pênalti a favor de sua equipe no tempo normal aos comentários de Moyes.

– Máfia do Apito: Mal Entendindo ou Impunidade?

Em 2005, houve o já conhecido e discutido escândalo no futebol brasileiro marcado pelo nome de “Máfia do Apito”.

As esferas da Justiça Desportiva puniram os responsáveis (ao menos, alguns dos citados). Entretanto, na Justiça Comum, ontem, um dos desembargadores pediu mais prazo para dar prosseguimento ou arquivar o processo. Outro desembargador chegou a declarar, em outras palavras que manipular resultados de uma partida de futebol não é crime, muito menos fomação de quadrilha.

Ora, se os acontecimentos não se configuram em crime, os resultados anulados no Campeonato Brasileiro foram indevidos. As partidas que tiveram que ser jogadas novamente, inválidas. Mais: Edilson Pereira de Carvalho e Paulo José Danelon foram vítimas do escracho social e deveriam retomar suas carreiras na arbitragem! Quem sabe pedir indenização ao STJD!

É o samba do crioulo doido. Lamentavelmente. Alguém disse e é verdade: estamos a um voto da impunidade… não só da impunidade, mas da desmoralização das instituições da Justiça Brasileira.

DECISÃO DA MÁFIA DO APITO É ADIADA,

por Bruno Dieiro (OESP, Cadero Esportes, pg 04, 07/08/09.

SÃO PAULO – O escândalo de arbitragem que abalou o futebol brasileiro há quatro anos está a um voto da impunidade. Após decisões favoráveis de dois desembargadores, o arquivamento do caso que ficou conhecido como Máfia do Apito só não foi concluído nesta quinta-feira, no Tribunal de Justiça de São Paulo, porque o terceiro magistrado, Christiano Kuntz, pediu um prazo maior para análise.Até terça-feira, Christiano Kuntz decidirá se vai revelar seu voto ou se pedirá que o processo seja retirado da pauta por tempo indeterminado. Caso o desembargador opte por mais uma votação, a questão será definida na sessão da próxima quinta no Tribunal de Justiça de São Paulo.

Para que processo prossiga, é necessário que Christiano Kuntz vote contra o trancamento da ação e que ao menos um dos outros dois desembargadores, Fernando Miranda e Francisco Menin, mude de ideia. Ao justificarem seus votos favoráveis ao arquivamento, Fernando Miranda e Francisco Menin alegaram que o caso não possui legislação específica e não pode ser tratado como estelionato e formação de quadrilha.

Revelada em outubro de 2005, a Máfia do Apito foi um esquema que envolveu árbitros de futebol e golpistas de sites de aposta durante o Campeonato Brasileiro daquele ano. Após confirmar a manipulação de resultados, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD, sob a presidência de Luiz Sveiter, remarcou 11 partidas da competição e puniu os árbitros Edílson Pereira de Carvalho e Paulo José Danelon com o afastamento definitivo do quadro da CBF.

– 60 anos de Osmar Santos

Talvez o maior narrador de todos os tempos (se não o for, certamente o mais criativo), Osmar Santos completa 60 anos de idade hoje! Pena que um gravíssimo acidente o impeça de continuar narrando. A luta, hoje, é para sobreviver! E vem vencendo, gloriosamente!

Os bordões “ripa na chulipa e pimba na gorduchinha“, ou “tiruriluli-tirurilulá… e que gooooooool” o imortalizaram.

Compartilho um belo texto do “Blog do Milton Neves”, com alguns gols de arrepiar do Osmar Santos!

Para ler e ouvir, clique em: http://blog.miltonneves.ig.com.br/2009/07/29/osmar-santos-completou-60-anos/

– Campeonato Argentino Parado por Dívidas

Que feio… O Campeonato Argentino, previsto para começar dentro de poucos dias, está adiado até que os clubes paguem suas dívidas com os jogadores. Os calotes são tantos, que os atletas ameaçaram fazer greve!

Se os clubes brasileiros só pudessem jogar depois de pagar o que devem, acabou o futebol no Brasil!

Extraído de: http://www.estadao.com.br/noticias/esportes,inicio-do-campeonato-argentino-e-adiado-por-dividas-de-clubes,410383,0.htm

Início do campeonato argentino é adiado por dívidas de clubes

BUENOS AIRES – A primeira rodada do Torneio Apertura do Campeonato Argentino, prevista para 14 de agosto, foi adiada em razão das dívidas de muitas equipes com jogadores. 

“Todos os torneios estão adiados”, afirmou o diretor de comunicações da Federação Argentina de Futebol (AFA, em espanhol), Ernesto Cherquis Bialo, após uma reunião do Comitê Executivo da entidade na terça-feira.

A federação determinou que os torneios das categorias profissionais começarão quando todos os clubes tiverem regularizado sua situação com o sindicato local de jogadores. O sindicato informará à federação a situação dos clubes em 11 de agosto.

Segundo o presidente da AFA, Julio Grondona, seis das 20 equipes da primeira divisão têm dívidas com jogadores atualmente no elenco e com outros que já saíram.

“Não há dívidas grandes ou pequenas”, comentou o dirigente ao indicar que todas as obrigações devem ser pagas antes do dia 11 para que as competições comecem.

O secretário-geral do sindicato de jogadores, Sergio Marchi, avisou aos dirigentes que, se as dívidas não forem pagas, o Apertura não poderia começar. “A maioria dos clubes não pode saldar seus compromissos e será muito difícil que isto seja resolvido em menos de um mês”, completou.

Segundo Marchi, muitos clubes “esperam a venda de algum jogador para cumprir suas obrigações”, e ainda acusou os dirigentes de dar um jeito de evitar os pagamentos. A imprensa calcula que 30 clubes das três principais divisões devem aproximadamente US$ 10,5 milhões.

– O Inimigo do Futebol

Há muitas relações informais no futebol. Quem vive no meio, sabe disso. Há coisas que nunca são abertas ao grande público, outras que a imprensa sabe e acaba segurando; outras ainda que nunca ninguém sabe ou saberá. E nelas, estão os partícipes do futebol: jogadores, dirigentes, empresários, árbitros, jornalistas, entre tantos outros!

E nada disso é por força de atitude corruptiva ou corruptora, mas pelo “habituè”. Ou seja, normas costumeiras estabelecidas pelo convívio que não tem nada demais; bobas, simples, mas que preferem se manter na surdina.

Um dos casos mais clássicos disso pode ser o momento de diálogo entre árbitro e jogador. Quem não teve curiosidade de saber o que o juiz está falando com o centroavante no intervalo? Ou ainda, o que se passa nas conversas e reclamações durante o jogo?

Normalmente, são tolices: comentários sobre lances (de qualquer jogo ou dele próprio), lembranças de outras partidas e até brincadeiras e/ou piadas!

Recordo-me de que certa feita, um jogador “sacaneava” o juizão durante o intervalo pois em determinado jogo “cavou” uma falta e o juiz entrou. Claro, as palavras eram medidas e o clima cortês. Tudo bem, tudo tranquilo.

Mas algo me chamou a atenção nessa última rodada: o jogador Chicão, zagueiro do Corinthians, disse que o árbitro Leonardo Gaciba o recordou de uma suposta infração não-marcada no seu jogo contra o Vasco, e para ele, jogador, era motivo de perseguição!

Quanta bobagem acreditar que um árbitro erraria na frente das câmeras de todo o Brasil, num jogo dessa magnitude e sendo o Gaciba o apitador, justamente para prejudicar intencionalmente alguém!

Maior bobagem ainda: externar essa fala à imprensa. Até a mãe do jogador marcaria o pênalty que ele cometeu no Derby, que a propósito, foi muito bem arbitrado pelo gaúcho Gaciba e seus colegas paulistas Corona, Van Gassen e Guarizzo!

Novamente chororô na rodada. Até quando? Parece que tais manifestações viraram moda. Tudo é culpa do árbitro! Daqui a pouco, a Crise Econômica, a Gripe Suína e o acidente do Massa também serão creditados aos árbitros!

Faço minhas as palavras do jornalista Fernando Sampaio, proferidas há pouco durante o programa “Esporte em Discussão” da Rádio Jovem Pan: Tem jogador que pensa que o árbitro é inimigo dele…

– Insensatez e Incoerência Esportiva

Há certas manifestações no futebol que poderiam ser evitadas. Quer ver algumas bobagens nesses últimos dias?

 

– O centroavante Keirrisson se apresentou ao Barcelona, beijou o escudo, fez juras de amor eterno ao clube catalão, e disse que sempre torceu para o clube espanhol, pois nunca teve time brasileiro de coração. Será que se fôsse vendido ao Real Madrid, faria mesma coisa? Elementar, meu caro Watsom…

 

– Nilmar fez, na última quarta, para o repórter da Sportv, uma jura de amor ao Internacional-RS, dizendo que não sairia do clube gaúcho de jeito nenhum para a Alemanha, e que por isso recusou a proposta do Wolfsburg. Realmente, não foi para a Bavária, mas sim para a Espanha, e j[á está fora do time nessa rodada do Brasileirão. Se apresentará ao Villareal.

 

 

– Sport-PE, através do seu diretor Gulherme Beltrão, “arrebentou com a arbitragem paulista, brasileira, internacional ou universal. Alegava piamente que seu clube era prejudicado, e que não adiantava ter uma administração exemplar já que lutava contra os juízes. Segundo o jornal Lance, Coluna de Prima, o clube pernambucano está perdendo seus jogadores da categoria de base, pois sonega FGTS. No discurso o homem é o “bom”, mas na prática…

 

 

– Muricy diz estar feliz por enfim voltar ao clube onde começou, pois jogou futsal no Palmeiras e só quando cresceu foi para o SPFC. Seus filhos, segundo ele, são Inter, Náutico, Figueirense. Parece discurso do falecido Tancredo Neves, lá em MG: Sou atleticano, tenho uma pontinha de América no coração e no fundo um pouco de Cruzeiro… Assim se garante com todos! Foi bem…

 

– Baldivieso, ex-jogador da seleção boliviana e atual técnico do Aurora, da 1ª. Divisão da Bolívia, escalou numa partida válida pelo campeonato local o seu próprio filho, Maurício. Foi demitido, afinal o garoto havia completado 12 anos! Nepotismo precoce não é exclusividade do Senado Brasileiro… Mas o pai disse que não o escalou por questão de parentesco! Então tá bom…

 

– Flávio Briatore, manager da Renault (que recebe 20% de todos os vencimentos dos pilotos que agencia na F1), disse que Nelsinho Piquet foi uma decepção, que ele poderia correr muito mais, e uma série de broncas sobre o brasileiro, que respondeu à altura: “Briatore não sabe p… nenhuma”. Deve não saber mesmo; afinal, comportamentos à parte, Schumacher começou graças à ele…

– Contentar Descontentando no Futebol

Como é difícil “ contentar” os elementos presentes na estrutura do futebol brasileiro. Harmonizar as relações entre árbitros, dirigentes, jogadores e clubes, sem dúvida é uma tarefa hercúlea. Não que se deva procurar o contentamento, pois isso é impossível, mas sim a boa relação entre todas as partes.

É como um grande quebra-cabeça: às vezes, se encaixa de um lado, desencaixa do outro. E cada vez mais este grande jogo de relacionamentos acaba influindo no propriamente dito jogo de futebol.

Quer exemplo mais claro de tudo isso? Sem dúvida, o episódio mais discutido nos últimos dias: “o caso Beltrão X Simon”!

Cá entre nós: a coerência não parece ser o forte do dirigente pernambucano. No começo do Campeonato Brasileiro, “exigiu” que árbitros experientes, ao invés de nomes emergentes, apitassem os jogos de sua equipe, o Sport. Agora, reclama dos próprios experientes “exigidos”. Clama por justiça, chia pela suposta perseguição. Segundo ele, está sendo prejudicado por solicitar a Conmebol árbitros estrangeiros para apitar seus jogos na Libertadores, em confrontos contra equipes nacionais. Ora, será que o dirigente acredita piamente que a Conmebol atendeu seu apelo e que teve força política? É praxe, nos últimos anos, a escalação de árbitros estrangeiros em confrontos domésticos. Vide as escalas da Sulamericana, em confronto envolvendo outros países. Sendo assim, parece no mínimo demagogo seu discurso.

Pior: suas atitudes extrapolam o senso esportivo e passaram por lamentável discurso preconceituoso. De onde pode vir a acusação de “discriminação nordestina?”. O Campeonato Brasileiro é nacional, e bem sabe o dirigente que os clubes nordestinos e nortistas lotam os estádios. Se houvesse interesse, não seria o do prejuízo financeiro ao próprio campeonato!

Por fim, inadmissíveis foram suas declarações pesadas contra a pessoa do árbitro Carlos Eugênio Simon. Chamá-lo de bandido e safado publicamente, questionar a honestidade dele e a lisura do próprio campeonato, são coisas sérias. Tal gravidade nas suas palavras precisam ser comprovadas: se correto, anula-se todo o campeonato e entregue-se a ele um busto em louvor à sua coragem e espírito denunciativo pela defesa do campeonato e coragem em desmascarar um esquema muito bem montado. Como essa alternativa não parece ser comprobatória, puna-se a irresponsabilidade em acusar pessoas honestas e pais de famílias, além da “molecagem” em criar tanta confusão em prol da incompetência de sua direção esportiva.

Se a moda pega, mudar-se-á toda a metodologia de sorteio: para a próxima rodada, convida-se dirigentes de cada equipe e ambos escolhem 2 nomes em comum para apitar seu jogos. O que for sorteado, contentará a todos.

Alguém acredita nisso como solução? O perdedor sempre encontrará uma desculpa, um subterfúgio, um bode expiatório. É assim no Campeonato Brasileiro; foi assim no Campeonato Paulista; será assim na Libertadores, na Copa do  Mundo ou até em torneios amistosos. O espírito desportivo está em baixa… O futebol-business deixou de lado o futebol-esporte. O jogar perdeu espaço para o disputar. É um novo momento do futebol, onde as altas cifras que envolvem o esporte bretão tornam-o um negócio que extrapola a racionalidade. Mas algo passou batido em meio a tudo isso: uma declaração, no último sábado, do treinador Emerson Leão à Rádio Jovem Pan, ao jornalista Flávio Prado: em outras palavras, disse “ter medo do que pode acontecer aos árbitros que forem à Ilha do Retiro”… Tal discurso parece ser tão infeliz como o do treinador Paulo Autuori, dito logo após a derrota da sua equipe para o Cruzeiro e o imbróglio do suposto “racismo”: “Temo pelo que pode acontecer no Olímpico…Não seria incitação à violência?

Assim, convido aos amigos a um questionamento: O que você pensa das excessivas discussões e acusações pós-jogo? As justificativas para uma seqüência de derrotas a fatores extra-campo são válidas, ou é apenas “chororô”?

 

Obs: nesse espaço, abstenho-me de analisar os lances das partidas referidas, justamente pelo impedimento ético da minha atividade como árbitro. Não coloco em questão boa ou má atuação deste ou daquele árbitro, a fim de evitar o corporativismo tão alardeado por muitos. Apenas uma sadia, democrática e necessária exposição de opiniões que podem contribuir para o entendimento do funcionamento do futebol e suas relações.

– Romário e o Papel Higiênico do Zagallo

Já não bastassem as dificuldades enfrentadas na última semana com o problema da pensão alimentícia, o baixinho Romário levou outro golpe: segundo OESP, edição desta sexta, o centroavante tetracampeão de 94 terá que pagar 600 mil pela caricatura do Zagallo sentado numa privada, e Zico segurando o papel higiêncio para ele, feita em seu bar!

Para quem não se lembra, olha o desenho na porta do WC:

Que fase do baixinho!

– Várias Críticas e Punições de Ordens Culturais

Sair pela tangente nas derrotas é algum comum no futebol. Criticar o árbitro, o gramado, o tempo e até a bola são desculpas corriqueiras.

Mas veja estes dois casos ocorridos ontem: Brian Ching e Emerson Leão!

Brian Ching, atacante da MLS e maior goleador do campeonato de futebol dos Estados Unidos, criticou o árbitro da partida de sua equipe via Twitter, chamando-o de “Ladrão”. Minutos após a postagem da mensagem no seu miniblog, pediu desculpas. Foi punido imediatamente (detalhe, ele não havia nem jogado a partida!)

Emerson Leão, conhecido treineiro, após a derrota da sua equipe (Sport) para o Corinthians, pela enésima vez criticou a arbitragem, dizendo que “Simon administrou em favor do time da casa”. Guilherme Beltrão, diretor pernambucano, em entrevista às rádios, disse que Simon é “bandido”.

Só para tirar a dúvida: ladrão e bandido são sinônimos, não?

Para tirar mais uma dúvida: Ching e Beltrão também não entraram em campo, não?

Por fim: os times que reclamaram perderam os jogos, não?

Abaixo, as referidas citações das matérias:

Atacante é multado por criticar árbitro no Twitter

(extraído de: http://www.trivela.com/Noticias.aspx?view=FqdC1nihoDQ=&id=28718)

O atacante Brian Ching, do Houston Dynamo, foi multado em US$ 500 pela Major League Soccer (MLS) por criticar o árbitro de uma partida através de sua página no Twitter.

Ching não jogou na derrota por 2 a 1 para o Seattle Sounders, no último sábado, porque está na Copa Ouro com a seleção norte-americana. Ele assistiu à partida pela televisão e reclamou do gol de Fredy Montero aos 32 minutos do primeiro tempo. O defensor Mike Chabala tirou a bola em cima da linha, mas a arbitragem marcou gol para o Seattle, que naquele momento perdia por 1 a 0.

“O árbitro em Seattle acaba de roubar o Dynamo”, disse Ching em seu perfil. “Que piada. Não chegou nem perto. O árbitro é um ladrão”. Na manhã seguinte, o atacante se desculpou, também no Twitter, culpando “o calor do momento”.

Ching, de 31 anos, é o maior artilheiro da história do clube, campeão da MLS em 2006 e 2007.

Sport se revolta com arbitragem de Carlos Eugênio Simon

As derrotas do Sport fora de casa continuam. As reclamações contra a arbitragem também. O técnico Émerson Leão, o presidente Sílvio Guimarães e o vice-presidente de futebol, Guilherme Beltrão, apontaram a atuação de Carlos Eugênio Simon como preponderante para a derrota diante do Corinthians, por 4 a 3, na noite desta quinta-feira.Os rubro-negros reclamaram da expulsão do atacante Guto, minutos depois que o Sport havia empatado a partida e perdido uma chance clara, justamente com o camisa 9. Na seqüência, Moradei marcou o gol da vitória do time paulista. Mas, para Leão, o que mais pesou na atuação de Simon foi o fato de o árbitro ter utilizado de dois pesos e duas medidas, pois deveria ter expulsado Ronaldo, por uma falta de Durval, e Douglas, que teria ofendido o árbitro e sido apenas advertido verbalmente.

Ao ser perguntado se o Sport teria perdido por causa da atuação de Simn ou se pelos gols marcados por Ronaldo, o técnico Leão foi direto. “Pelas duas coisas. No segundo tempo marcamos direito e ele [Ronaldo] não apareceu. Você viu o Ronaldo botar a sola por cima do nosso jogador? Tinha que ser expulso. O Douglas falou um palavrão para ele. Seriam dois expulsos. O quarto árbitro disse que ele [Simon] é o melhor árbitro do mundo. Eu não vivo no mesmo mundo que ele vive”, disparou Leão.

O treinador do Sport procurou medir as palavras, por temer uma possível suspensão, mas foi incisivo nas críticas a Carlos Eugênio Simon. O curioso foi que Leão revelou para os jornalistas um suposto diálogo que teria travado com Mano Menezes, ao término da partida. De acordo com o treinador do Sport, o comandante do Corinthians teria admitido que o árbitro ‘administrou’ o jogo em favor da equipe da casa.

“Eu não estava nos anos anteriores no Sport, mas o clube está traumatizado com o Simon. Ele vem do Sul e seu auxiliar vem de Roraima. Perto, não? Eu não aguento mais. Quem se manifestar, vai fazer isso de forma ofensiva. Eu não vou e pedi aos meus jogadores para não fazerem isso. Nosso diretor tem esse direito de manifestar a sua ira. Nós não, pois podemos ser suspensos. Estou repetindo essas palavras já há algum tempo. O Mano tem bom senso. Disse que foi um excelente jogo e falou’: ‘sabe que quando eles querem administrar, eles administram’. É só o que posso falar”, declarou.

Os dirigentes do Sport utilizaram um tom um pouco mais forte para comentar a arbitragem. O presidente Sílvio Guimarães bateu forte no diretor da Comissão de Arbitragem, Sérgio Corrêa. Já o vice-presidente de futebol, Guilherme Beltrão, chamou Carlos Eugênio Simon de “bandido”.

“Está provado porque eu pedi árbitro de fora na Libertadores. Se fosse com esses árbitros que são manipulados pelo Sérgio Corrêa, nós não tínhamos chegados na segunda fase. Com Carlos Eugênio Simon, os times de Pernambuco não ganham jogo. A arbitragem brasileira é boa, existem muitos árbitros bons, mas alguns só fazem o que o ‘Serginho Raivoso’ quer”, detonou Sílvio Guimarães.

– A Dura Realidade dos Árbitros (Especial do Sportv Repórter)

Os sofrimentos e dificuldades daquele que é a “unanimidade negativa” no futebol: o árbitro. Malquisto, renegado pela fama, o menos remunerado do meio e o mais criticado. Assim foi o especial exibido no último sábado pela Sportv, no programa “Sportv Repórter“, intitulado “COMO SÃO TRATADOS OS ÁRBITROS DE FUTEBOL DO BRASIL“.

A seguir, o link do interessante programa, com cenas e fatos curiosos (dos gozados aos tristes) da carreira de árbitro de futebol (clique abaixo): http://sportv.globo.com/Sportv/2009/sportvreporter/0,,17065,00.html

– A Dança da Copa da África da Sul

Em clima total de Copa do Mundo, a África do Sul lançou um vídeo-clip empolgante sobre o evento. E, de quebra, emplacou uma nova dança que tem sido febre entre os sulafricanos: a Dança da Bola, que imita coreografias e lances de dribles.

Clique aqui para assistir o clipe, e a citação da matéria abaixo:

http://esportes.terra.com.br/futebol/copadasconfederacoes/2009/interna/0,,OI3792293-EI13810,00-Saiba+por+que+na+Africa+do+Sul+o+Brasil+vai+jogar+em+casa.html

por Tatiana Ferraz, Direto de Johannesburgo

Enquanto o mundo questiona se a África do Sul será capaz de sediar uma Copa do Mundo e fica relativamente alarmado diante das imagens de estádios que ainda são canteiros de obra, a grande preocupação dos sul-africanos é outra: fazer o melhor Mundial de todos os tempos.

Os sul-africanos de fato acreditam que a Copa da África pode ser diferente de tudo o que já se fez antes – e não no mau sentido. Querem, por exemplo, que seja possível fazer um safári pela manhã e à tarde ir ao estádio para ver a seleção de seu país jogar.

Para isso, o país investiu mais de R$ 33 bilhões na organização da Copa (O Brasil, segundo a FGV, quer investir R$ 35,9 bilhões para a de 2014) e espera começar a recuperar isso com os 450 mil turistas aguardados para as quatro semanas de jogos. O número otimista chama a atenção se considerarmos que os sul-africanos receberam nove milhões de turistas durante os 12 meses de 2008. E mais ainda quando juntamos a ele a expectativa de movimentação financeira que o governo local espera obter com o turismo durante a Copa: R$ 4 bilhões.

E, como a maior parte dos investimentos foram gastos em transportes públicos, aeroportos e em melhorias das vias de acesso, o sul-africano espera que o barulho da Copa dure por muitos anos depois dela.

Para mexer com os sentidos

E se o luxo das instalações e da organização deve ficar devendo para o exibido pela Alemanha em 2006, os sul-africanos estão apostando que tudo será compensando com o jeito acolhedor do público, com a riqueza cultural, com o ritmo, com a diversidade de etnias e com o exotismo do país.

Os slogans da Copa são: “rhythm like you never seem before”; “celebration like you never seen before”; “A welcome like you’ve never had before”; e “come and feel it”. Ou seja: “um ritmo que você nunca viu antes”; “comemoração como jamais vista”; “boas-vindas como você nunca recebeu e venha viver esta experiência”. A idéia é usar os sentidos para tentar mostrar o que será a primeira copa africana.

Brasil joga em casa

A maioria negra sul-africana vai torcer para o Brasil assim que a seleção nacional for eliminada. Andando pelas ruas de Johannesburgo ou da Cidade do Cabo todos os cidadãos sul-africanos abordados foram unânimes na escolha do Brasil como segunda pátria durante a Copa. Como nem eles acreditam que a seleção nacional chegará à etapa eliminatória, o Brasil deve, a partir dessa fase, jogar em casa.

Além da torcida local, cerca de 40 mil brasileiros são esperados por lá – contra os 37 mil que foram à África do Sul entre janeiro e dezembro de 2008.

– Até o Papa está assustado com o Real Madrid

O “L’Osservatore Romano”, publicação ofical do Vaticano, nessa última semana, criticou os valores absurdos gastos pela equipe espanhola do Real Madrid na contratação de jogadores.

E, cá entre nós, concordo com toda essa crítica. É inadimissível tal gasto, num mundo em crise e com valores desrespeitosos à moral, dando margem a crer que seja lavagem de dinheiro ou pura irresponsabilidade.

Para a curiosidade, extraído de: http://www.abril.com.br/noticias/esportes/jornal-vaticano-questiona-gasto-excessivo-real-madrid-454701.shtml

Jornal do Vaticano questiona gasto excessivo do Real Madrid

ROMA (Reuters) – Os valores exorbitantes gastos pelo Real Madrid na contratação de novos jogadores aumenta o risco de inflacionar os preços do mercado e pode levar os clubes de futebol à falência ou ao controle do crime organizado, disse neste sábado o Osservatore Romano, jornal oficial do Vaticano.

O retorno de Florentino Pérez à presidência do clube madrilenho foi a mola propulsora de uma febre de gastos em contratações que até agora já somam 215 milhões de euros.

O clube espanhol usou este dinheiro para contratar o atacante português Cristiano Ronaldo, o meiocampista brasileiro Kaká, o centroavante francês Karim Benzema e o defensor Raúl Albiol.

“É bom perguntar-se de os valores pagos pelo presidente do Real Madrid em um período de crise econômica e financeira são justificáveis a partir do ponto de vista estritamente econônico ou se são inexplicáveis, mesmo aos olhos da lei do mercado,” apontou o editorial escrito por Gaetano Vallini.

“Também é necessário ver se esses (valores) são compatíveis ou desestabilizadores para o futebol,” acrescentou.

O editorial cita um relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico que adverte para o risco que o esporte tem de cair nas mãos do crime organizado.

“O risco passa por dar vida a uma espiral de preços em alta em meio a uma situação global que pede maior sobriedade devido aos déficits nos balanços dos clubes, o gera uma possibilidade crescente de resultar em falência ou sob o comando do crime organizado, que usaria o futebol para lavar dinheiro ganho em atividades ilegais.”

– Lula Enganou o Obama!

Que coisa! Furaram o olho do Obama!!! Olhe bem na camisa que o presidente Lula deu ao seu colega americano. Tente ler as assinaturas:

Conseguiu? Veja que nela estão:

Daniel Carvalho,

Vágner Love, e,

Edmilson!

Há quanto tempo esses caras não são chamados para a Seleção? E o presente foi a camisa “campeã da Copa das Confederações, no jogo final contra os EUA…”

MENTIRA !

– Zezinhos Carrapatos e Jorginhos Dedos-Leves

Amigos, à todos nós que militamos e gostamos do futebol, um sensacional artigo do Blog “Olhar Crônico Esportivo”, por Emerson Gonçalves, que retrata perfeitamente quem podem ser os verdadeiros protagonistas do futebol e ao mesmo tempo os principais adversários dos árbitros: os EDITORES DE IMAGEM.

Deixando um pouco de lado a discussão “tecnologia ou não no futebol“, mas sutilmente a imbutindo nesta crônica, compartilho inteligentíssimo e propício texto, abaixo.

Extraído de: http://colunas.globoesporte.com/olharcronicoesportivo/2009/07/01/as-novas-feras-do-futebol/

AS NOVAS FERAS DO FUTEBOL

À guisa de explicação: Ultimamente, a chiadeira com arbitragens tem atingido um nível que começo a achar doentio. Reclamam torcedores, reclamam jornalistas e reclamam dirigentes. Estes, é bom que se diga, sempre reclamaram, sempre reclamarão. Reclamam, também, técnicos e jogadores, preparadores físicos e massagistas, gandulas e Cia. Bela.

Na base para tanto tititi, as imagens da TV. Puxadas na zoom, editadas em slow motion, dramatizadas, cortadas, separadas de seu contexto. Juízes dos tribunais diversos valem-se delas, deletando a autoridade de quem esteve em campo, ao lado da jogada.

E de volta aos dirigentes: está virando moda as imagens gravadas e editadas servirem de base para dossiês, cartas, memorandos, entrevistas, conversas ao pé de ouvidos privilegiados, etc.

O futebol começa a perder sentido. Na nova disputa que se instala, “meu time foi mais prejudicado”, vale tudo, até mesmo imagens de outras eras. Se bobearmos, logo logo veremos imagens exumadas de arquivos mortos das cinematecas.

Diante de tudo isso, claro fica que as imagens das TVs já não serão suficientes e todo time que se preza vai querer gravar e editar suas próprias imagens para acusar a arbitragem – claro que só em caso de derrota. Porque estamos chegando ao ponto de nem mesmo as imagens das emissoras serem suficientes. Cada um vai querer as próprias imagens para comprovar o quão roubado foi.

Essas, portanto, são as novas feras do futebol: o pessoal das imagens. Serão eles que definirão os resultados considerados reais por cada cartola desse Brasil varonil. Serão eles as próximas grandes estrelas do show business futebolístico no Brasil.

E haja dossiês…

Kaká?

Cristiano Ronaldo?

Ronaldo?

Ramires?

Nilmar?

 

Bobagem.

O futebol tem novas feras, novas estrelas, novos astros. Não são ainda conhecidos do grande público, embora suas jogadas encantem e desencantem e sejam decisivas. Esses caras são os novos caras. Um joga pra frente, exposto, correndo atrás de tudo e de todos, chegando junto e às vezes até antes. Outro fica na retaguarda, arruma aqui, arruma ali, remonta, reconstroi, aprimora e apresenta. Raramente vê a luz do sol ou dos refletores, mas suas ações são decisivas.

Um é o “Zezinho Carrapato”, cinegrafista de mão-cheia, que segundo a legislação deve ser chamado de repórter cinematográfico. Carrapato porque ele gruda e não desgruda das cenas do jogo. Aciona a zoom de sua lente poderosa e aproxima a imagem até nos sentirmos dentro dela. Se os jogadores não usassem chuteira e meião, muitas imagens permitir-nos-iam a visualização em detalhe das veias e calos dos jogadores. Zezinho tem noção perfeita de perspectiva e enquadramento. Enquadramento é tudo, não importa o quão fechada ou aberta esteja a zoom.

O outro é o “Jorginho Dedos Leves”, editor de dedos tão ágeis quanto sua mente. Tudo que o Zezinho captou, implacavelmente, ele transforma, dramatiza, aumenta às raias do infinito. Para ele, o tempo é apenas uma mera referência de trabalho, pois um mísero segundo pode ser transformado em 30 segundos. Ou eternizado num frame frizado – quero dizer, uma cena, uma imagem congelada, parada. Se nós contamos nosso tempo em horas e montes de minutos, ele conta seu tempo em frames – um frame é 1 trigésimo de segundo, ou um trinta avos. O slow motion valoriza e dramatiza qualquer cena. Na ilha de edição é a salvação do diretor, que diante de uma cena que ficou mais pobre que o previsto e visto na gravação, vira-se para o editor e comanda:

“Põe um “islouzinho” aí, dá uma valorizada, dramatiza um pouco.”

Essas são as feras do momento.

Time nenhum pode ir a campo sem que os dois, no mínimo, estejam concentrados, de preferência escalados como titulares.

Depois, caso o esquadrão perca, basta recorrer às imagens e detonar a arbitragem. Nenhum time mais será derrotado pelo adversário, todas as derrotas terão o árbitro como responsável. Teremos um futebol só de vencedores: metade favorecida, metade garfada.

Todavia, estimadíssima leitora, estimadíssimo leitor, não ouse mudar de lado da mesa, pois você terá a mesma situação com sinal invertido.

Espantoso, não?

Todo cartola esperto – epa, isso é uma redundância; todo cartola é esperto, mesmo porque ele teve que ser mais esperto que enorme bando de pretendentes ao mesmo cargo; quem conhece um clube, qualquer clube, sabe bem a que humilhações e absurdos se submetem provectos e respeitáveis senhores, em troca do cargo de vice-diretor de pebolim e da carteirinha correspondente, que vai dar-lhe o direito de diferenciar-se dos mortais comuns e ganhar uma vaguinha pro possante lá no fundão do estacionamento – dos dias de hoje, vale dizer, todo cartola, já tem em seu planejamento de contratações imediatas uma boa dupla de cinegrafista e editor.

Sua planilha de custos prevê atrasos de salários, mas não comporta, nem por brincadeira, um atrasinho sequer no pagamento do equipamento de vídeo e edição.

Porque este é o futuro próximo, abrir mão das imagens das emissoras e gerar e editar as próprias imagens.

Finalizando, repetirei uma frase que deve ser lida e pensada com mais cuidado e vagar do que da primeira vez:

Estimadíssima leitora, estimadíssimo leitor, não ouse mudar de lado da mesa, pois você terá a mesma situação com sinal invertido.

Observação: “Zezinho Carrapato” e “Jorginho Dedos Leves” são nomes fictícios e uma pequena homenagem aos excepcionais profissionais com quem tive e tenho a honra e o prazer em trabalhar.

– Na Sombra da Bananeira…

Ontem, o centroavante português Cristiano Ronaldo se apresentou ao seu novo clube Real Madrid. Ovacionado pelos 85 mil torcedores que acompanharam sua chegada, quando indagado sobre “curtir ou não a noite madrilenha”, respondeu sem titubear:

“Ora, depois do que já ganhei, não posso deixar tudo à sombra da bananeira, há de se viver.”

É isso gajo. Mas não torre tudo, pois banana demais dá dor-de-barriga…

– A FIFA e a Manifestação Religiosa no Futebol Brasileiro

No livro das “Regras do Jogo de Futebol”, há uma observação de que estão vetadas manifestações políticas e religiosas em campo, e que o organizador deverá tomar as providências, caso isso aconteça.

 

Basicamente, elas ocorriam nas comemorações de gol, cujo momento de atenção ao marcador era maior, e sua imagem atrelada. Na própria Regra 12 (Infrações…), em “Diretrizes aos Árbitros”,  há um alerta para excessos em comemorações de gol e descaracterização do uniforme. Ora, o fato de tirar a camisa e mostrar “I Love Jesus” é fato para cartão amarelo.

É claro que o espírito da regra não é “caçar” pregadores, mas nortear a ordem. Imagine o patrocinador que paga milhões para aparecer em campo, e na hora do gol, o centroavante artilheiro arranca a camisa e ninguém vê sua publicidade?

 

Considerações a parte, reproduzo 2 textos que ajudam nesse debate: O primeiro, uma matéria da BBC falando sobre o fanatismo religioso dos jogadores de futebol brasileiro, onde ele mostra uma grande indignação aos créditos da vitória a Deus. O segundo, uma matéria informando que a FIFA solicita ao Brasil cautela nessas comemorações, pois a Federação Dinamarquesa não gostou do proselitismo proporcionado pelos brazucas em campo.

Claro, dentro de uma democracia, temos que respeitar a convicção religiosa de todos. Mas o amigo leitor há de concordar com algo indiscutível: se os dois times rezam pela vitória, como Deus atenderá as preces de ambos?

Já lembraria a sabedoria popular de um velho pensamento já batido: “se macumba ganhasse jogo (Macumbaria também é prática religiosa), o Ba-Vi na Bahia sempre terminaria empatado.”

Abaixo, os dois links:

1-(texto em vermelho) -BBC (campo como templo religioso): TÍTULO: DIVINO FUTEBOL: http://www.bbc.co.uk/blogs/portuguese/2009/06/religiao.shtml

2- (texto em azul) -IG/FIFA (Dinamarca reclama e FIFA pede atenção): TÍTULO : FIFA REPREENDE COMEMORAÇÃO RELIGIOSA DO BRASIL: http://esporte.ig.com.br/futebol/2009/07/01/fifa+repreende+comemoracao+religiosa+do+brasil+na+africa+7068924.html

1- DIVINO FUTEBOL

A conquista da terceira Copa das Confederações pela seleção brasileira foi intensamente comemorada pelos jogadores e comissão técnica. Afinal, o título veio com uma vitória de virada, conquistada com muita determinação por um time que se por um lado não tem o brilhantismo de outras seleções brasileiras, por outro mostra espírito coletivo e grande união.

A vitória do Brasil sobre o esforçado time dos Estados Unidos era esperada e portanto não chegou a surpreender.  

Os comentaristas da BBC que acompanharam a final também não estavam preparados para a reza coletiva, com todos ajoelhados, de mãos dadas, num círculo feito em pleno gramado que incluiu até a comissão técnica. 

Num lugar como a Grã-Bretanha, onde o povo está acostumado a conviver respeitosamente com diferentes religiões, surpreende o fato de atletas usarem a combinação entre um veículo de grande penetração como a televisão e a enorme capacidade de marketing da seleção brasileira, para divulgar mensagens ligadas a crenças, seitas ou religiões.

Se arriscam a serem confundidos com emissários de pregadores dispostos a aumentar o número de ovelhas de seus rebanhos às custas do escrete canarinho, como emissários evangélicos em missão.

Para os críticos deste tipo de atitude, isso soa oportunismo inadequado e surpreende ver que a Fifa não se opõe a que jogadores se descubram do “manto sagrado” que os consagrou para exibir suas preferências religiosas.

Será que a tolerância da entidade teria sido a mesma se ao final do jogo algum jogador mostrasse uma camiseta dizendo “Eu não acredito em Deus” ? Ou se outro fosse um pouco além e gravasse no peito algo como “Essa vitória foi obtida graças ao esforço dos jogadores sem nenhuma interferência divina ou sobrenatural”?

É comum ver atletas fazendo sinal da cruz ao entrar em campo, beijando anéis, medalhas de santos, cruzes e patuás que trazem pendurados em cordões e apontando aos céus como a agradecer pelo gol marcado. Ninguém tem nada a ver com manifestações individuais. Mas uma manifestação coletiva, explícita e organizada como um ritual religioso pode dar margem a críticas ao ser associada a um bem público, a uma instituição tão democrática como a seleção brasileira.

A religiosidade de cada um seja ela qual for merece respeito, da mesma forma como merece ser respeitada a falta de religiosidade daqueles que assim optaram a seguir a vida.
Se a moda pega, a Fifa corre o risco de ter a Copa do Mundo do ano que vem cheia de manifestações religiosas, com missas, cultos e pregações diversas após cada partida.

O povo merece continuar torcendo pelo futebol de sua seleção, independente da reza, sessão espírita, ponto, ritual de sacrifício, sermão ou pregação.

Afinal, futebol é bola na rede, o resto é conversa.

2- FIFA REPREENDE COMEMORAÇÃO RELIGIOSA DO BRASIL NA ÁFRICA

Queixa é de que a seleção brasileira estaria usando o futebol como palco para a religião; entidade pede moderação aos jogadores

RIO DE JANEIRO – A comemoração do Brasil pelo título da Copa das Confederações, na África do Sul, e o comportamento dos jogadores após a vitória sobre os Estados Unidos causaram polêmica na Europa. A queixa é de que a seleção estaria usando o futebol como palco para a religião.

A Fifa confirmou à Agência Estado que mandou um alerta à CBF pedindo moderação na atitude dos jogadores mais religiosos, mas indicou que por enquanto não puniria os atletas, já que a manifestação ocorreu após o apito final.

Ao final do jogo contra os EUA, os jogadores da seleção brasileira fizeram uma roda no centro do campo e rezaram. A Associação Dinamarquesa de Futebol é uma das que não estão satisfeitas com a Fifa e quer posição mais firme. Pede punições para evitar que isso volte a ocorrer.

Com centenas de jogadores africanos, vários países europeus temem que a falta de uma punição por parte da Fifa abra caminho para extremismos religiosos e que o comportamento dos brasileiros seja repetido por muçulmanos que estão em vários clubes da Europa. Tanto a Fifa quanto os europeus concordam que não querem que o futebol se transforme em um palco para disputas religiosas, um tema sensível em várias partes do mundo. Mas, por enquanto, a Fifa não ousa punir o Brasil.

A religião não tem lugar no futebol“, afirmou Jim Stjerne Hansen, diretor da Associação Dinamarquesa. Para ele, a oração promovida pelos brasileiros em campo foi “exagerada”. “Misturar religião e esporte daquela maneira foi quase criar um evento religioso em si. Da mesma forma que não podemos deixar a política entrar no futebol, a religião também precisa ficar fora“, disse o dirigente ao jornal Politiken, da Dinamarca. À Agência Estado, a entidade confirmou que espera que a Fifa tome “providências” e que busca apoio de outras associações.

As regras da Fifa de fato impedem mensagens políticas ou religiosas em campo. A entidade prevê punições em casos de descumprimento. Por enquanto, a Fifa não tomou nenhuma decisão e insiste que a manifestação religiosa apenas ocorreu após a partida. Essa não é a primeira vez que o tema causa polêmica. Ao fim da Copa do Mundo de 2002, a comemoração do pentacampeonato brasileiro foi repleta de mensagens religiosas.

A Fifa mostrou seu desagrado na época. Mas disse que não teria como impedir a equipe que acabara de se sagrar campeã do mundo de comemorar à sua maneira. A entidade diz que está “monitorando” a situação. E confirma que “alertou a CBF sobre os procedimentos relevantes sobre o assunto”. A Fifa alega que, no caso da final da Copa das Confederações, o ato dos brasileiros de se reunir para rezar ocorreu só após o apito final. E as leis apenas falam da situação em jogo. 

 

 

Após tantas considerações, gostaria da sua argumentação sobre o difícil tema: O que você pensa da mistura “Religião X Futebol”?

 

– Fox Films apresenta: Erros de Arbitragem, Volume1: Corinthians

E se a moda pega, cada equipe fará o seu volume 2, 3, 4, 5… com o time que quiser!

Ora, os erros (quando realmente são erros, pois quem perde vê tudo errado) se compensam com os acertos. Ou seja, no fiel da balança, involuntariamente, quem é prejudicado hoje é ajudado amanhã. Nada de caso pensado, mas pela natureza do esporte e falibilidade humana.

Essa história de DVD de erros às véspera de uma final é brincadeira de mau gosto. A poderíamos chamá-la de FRESCURA!

Para quem não viu o famoso DVD do Colorado gaúcho, o link é: (extraído da TV Inter:)

http://www.hotmedia.com.br/tvinter/420-4253

Boa sorte ao quarteto de arbitragem nessa quarta-feira (Ricardo, Alessandro, Roberto e Vuaden). É o mínimo que possamos desejar!

– Carisma, Empatia, e…? O que falta para a Seleção?

A Seleção ganhou a Copa das Confederações. Vitória bacana, muita garra, futebol razoável, mas… há algo que não completa a satisfação! A não identificação com a pátria, a falta de carisma, a antipatia resplandecente acabam por tirar o brilho.

O que parece é que Dunga está com o mesmo mal de alguns outros treinadores: o ar odioso nas entrevistas. Já perceberam que alguns treineiros dão entrevistas com bronca dos jornalistas, sempre mal-humorados e com duas pedras na mão?

Dentro de campo, com a arbitragem… Mudemos de assunto!