– Brasil na 3a. Divisão no Faturamento do Futebol!

Veja só: Henrique Ribeiro, da revista Superinteressante, trouxe um matéria bacana sobre o “faturamento dos clubes de futebol brasileiros X clubes mundiais”. Intitulada NA TERCEIRA DIVISÃO, a reportagem diz que o país não é o país do futebol, apesar do esporte ser o mais popular do Brasil. Mais: diz que o futebol é um péssimo negócio!

Abaixo os números que o jornalista trouxe:

R$ 1,4 bilhão é a receita dos 21 principais times do Brasil (série A de 2009 + Vasco). Se fossem uma empresa, seria apenas a 130a. do Ranking Nacional. O Estado de São Paulo representa 40,2% dessas receitas.

Todos os times profissionais juntos representam 0,048% do Pib Brasileiro.

Somente Real Madrid e FC Barcelona representam 0,062% do Pib Espanhol.

Exatos 1.176 jogadores saíram do país para jogar no exterior.

R$ 40.000,00 custa em média para se manter anualmente um jogador de categorias de base no Brasil.

26 milhões de chineses jogam futebol, contra 13 milhões de brasileiros (mas esse número não vale. Tinha que ser número relativo, percentual; não absoluto!)

A pedidos: números relativos, ao invés de absolutos: 19% dos alemães jogam futebol, contra 7% de brasileiros.

A Inglaterra possui 40 mil clubes, contra 29 mil no Brasil.

Números para se pensar, não?

– Palavras Ditas sem Razão, no Calor da Emoção, poderão dar Punição

Nesse ano, pudemos observar alguns excessos quanto à conduta de alguns dirigentes de futebol. Da prática esportiva ao sentimento de ódio, perdeu-se totalmente a razão em nome da competitividade, desprezando-se o espírito desportivo. Já pudemos, outrora, falar da covardia em se comparar rendimento entre atletas e árbitros (clique aqui para a matéria). Entretanto, algumas ações para o Paulistão-2010 serão adotadas: declarações contra árbitros ou questionamentos sobre a moral, darão possibilidade para envio do declarante ao TJD-SP.

Extraído de: http://www.safesp.org/Noticias/novosbelluzzos.htm

ÁRBITROS SE ORGANIZAM CONTRA NOVOS BELUZZOS

Ofensas de cartolas contra arbitragem serão levadas a TJD e Ministério Público. FPF e sindicato da categoria, que temem por casos de agressões contra juízes, irão monitorar declarações de dirigentes no Paulista-2010.

Para evitar novos “casos Belluzzo” em 2010, a Federação Paulista de Futebol e o sindicato dos árbitros vão monitorar declarações de dirigentes, técnicos e jogadores de futebol.

Autores de discursos mais exaltados contra juízes e assistentes, antes ou após as partidas, serão denunciados ao TJD (Tribunal de Justiça Desportiva) paulista e até mesmo ao Ministério Público Estadual.

O objetivo é evitar que episódios como o protagonizado pelo presidente do Palmeiras no Nacional. Luiz Gonzaga Belluzzo criticou e ameaçou publicamente o árbitro Carlos Eugênio Simon após a anulação de um gol palmeirense em jogo contra o Fluminense no Brasileiro.

“Declarações precisam ser dadas com cuidado, principalmente quando envolvem torcedores”, afirmou ontem o coronel Marcos Marinho, chefe da arbitragem paulista, durante evento em que foram anunciadas novas medidas para o setor no Campeonato Paulista.

Para o presidente da FPF, Marco Polo Del Nero, os árbitros paulistas precisam usar o Estatuto do Torcedor para coibir declarações ofensivas.

“O sindicato [dos árbitros] tem sido bastante atuante nisso. Toda vez que algum dirigente infringir o Estatuto do Torcedor, pressionando o árbitro antes da partida, haverá uma representação no STJD e no Ministério Público”, afirmou.

Declarações contra árbitros devem ser encaradas com mais firmeza, afirmou o presidente do Safesp (Sindicato dos Árbitros de Futebol do Estado de São Paulo), Dárcio Pereira. Ele explica que não haverá radicalismo -nem toda crítica aos juízes será denunciada ao STJD ou Ministério Público. Mas diz que ofensas não podem ser vistas com naturalidade.

“Há certas declarações de técnicos e dirigentes contra árbitros que o sindicato deveria ter uma posição mais firme”, disse. “Sempre que houver algo polêmico, que possa atingir a moral, a dignidade e o respeito do árbitro, e o árbitro nos permitir, vamos contestar”, disse.

O sindicalista também cita casos de agressões. No jogo entre Coritiba e Fluminense, o trio de arbitragem foi agredido por torcedores. Uma semana antes, em Campinas, um torcedor chegou a trocar socos com um assistente na derrota do Corinthians para o Flamengo.

“Temos um departamento jurídico e prestamos assessoria gratuita aos árbitros sindicalizados. Neste campeonato [Brasileiro], tivemos até agressões contra árbitros. Isso é inadmissível”, declarou Pereira.

Belluzzo, suspenso por nove meses pelo STJD, não foi o único a disparar contra árbitros no Campeonato Brasileiro-09. O vice de futebol do Flamengo, Marcos Braz, chamou de “canalha” a arbitragem de Nielson Dias na vitória sobre o Santos -Dias marcou dois pênaltis a favor do Santos. O dirigente foi absolvido por falta de provas.

– Reinserção de Presos no Mercado de Trabalho pelo Futebol

CBF, Clube dos 13, Ministério dos Esportes e Conselho Nacional de Justiça celebram um acordo para conseguir emprego a ex-detentos: Projeto “Começar de Novo” irá colocá-los para trabalharem nas obras visando a Copa do Mundo de 2014.

Ótima iniciativa. Também seria louvável se eles trabalhassem enquanto presos, a fim de pagarem pela sua estadia nos presidios, e reinserir os desempregados honestos do Brasil.

Extraído de: http://www.gazetaesportiva.net/nota/2009/12/08/613402.html

CLUBE DOS 13 E CNJ FIRMAM PARCERIA

por Paulo Amaral e Valter Amaral

Idealizado pelo Conselho Nacional de Justiça – CNJ -, o projeto “Começar de Novo” tem como principal objetivo incentivar a população a adotar a reinserção de ex-detentos no mercado de trabalho. Nesta terça-feira, graças ao ministro Gilmar Mendes, presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal, o projeto ganhou um forte aliado: o Clube dos 13.

A entidade, através de seu presidente, Fábio Koff, mostrou apoio incondicional ao projeto social e acompanhou a Confederação Brasileira de Futebol, que também havia mostrado seu apoio ao “Começar de Novo” no final do mês de outubro.

“Esse é um projeto de alto alcance, pois a reinserção dos presos ao mercado de trabalho pode ser muito facilitada com a ajuda do Clube dos 13 e o apoio da CBF”, simplificou Fábio Koff, avalizando a possibilidade dos ex-detentos trabalharem nas obras de reforma do Maracanã e outras visando a Copa de 2014.

“Recolocar no mercado é a forma mais clara de evitar que os ex-detentos voltem à criminalidade. Isso é uma obrigação não só da CBF ou do Clube dos 13, mas de todos os cidadãos brasileiros”, opinou o presidente da entidade que comanda o futebol no país, Ricardo Teixeira.

Depois de assinar o contrato de parceria com o Clube dos 13 durante o Footecon no Rio de Janeiro, o ministro Gilmar Mendes, presidente do CNJ, celebrou o que considerou um ‘gol de placa’ para o sucesso do projeto.

“Vimos na rodada do final de semana todos os clubes entrando em campo com faixas do CNJ mostrando compromisso com esse projeto que dá nova chance aos apenados. Hoje (terça) reforçamos essa parceria com a CBF e com a Fifa e isso foi importante na perspectiva dos direitos humanos”, ressaltou.

– Fair Play que levou a uma Punição

Há pouco mais de 3 anos, numa partida em que jogavam Ajax X SMVC, na Holanda, um fato inusitado marcou o futebol: um atleta vai devolver uma bola para o adversário, em atitude de fair play, e acaba marcando um gol sem querer. O Ajax, com tremendo espírito desportivo, permite que seu adversário marque um gol como pedido de desculpas pelo erro. A imagem correu o mundo, e se você não se lembra, pode clicar AQUI para recordá-la.

Pois bem: nesse final de semana, na partida que envolveu Reggina X Ascoli (equipe que o Casagrande jogou), um fato inusitado: um jogador da Reggina se contunde, a equipe pede para colocar a bola para fora, o adversário continua na jogada e sai o gol. Os jogadores batem-boca, e quem soluciona o problema é o treinador do Ascoli: ele manda seus atletas permitirem que a Reggina marque um gol, como pedido de desculpas pelo unfair-play.

Entretanto, seus torcedores detestaram o fato. A diretoria, mais ainda! Resultado: o treinador do Ascoli foi demitido pelo “excesso de espírito desportivo”, segundo a cartolagem italiana.

Veja o lance, clicando aqui: ASCOLI X REGGINA

Abaixo, extraído do Blog “Tempo Extra”

Em: http://colunas.cbn.globoradio.globo.com/tempoextra/

AULA DE FAIR PLAY?

por Paulo Passos

Aconteceu na série B do campeonato Italiano, no último domingo. Um jogador do Reggina se machucou no primeiro tempo e tentou colocar a bola para fora. Ela não saiu e um atacante do Ascoli pegou a bola e foi em direção o gol, sob protesto dos adversários, parados. Ele tocou para um companheiro, que marcou o gol.

Indignados, os atletas do Reggina, entre eles o brasileiro Gleison Santos, foram para cima dos adversários. Em meio à indiferença dos rivais, resolveram reclamar com o técnico do Ascoli, o italiano Bepi Pillon, que não teve dúvida: mandou seus comandados deixarem o adversário empatar a partida.

O jogo terminou 3 a 1 para o Reginna e o técnico “fair play” teve que ouvir as reclamações do torcedores do Ascoli, que jogava em casa.

– Portugal crê em exclusão do Brasil na Copa-10, graças ao Guarani

Em tempos natalinos, vale acreditar em tudo, de Papai Noel até ao noticiário da respeitada televisão portuguesa SIC.

A emissora sediada em Lisboa (retransmitida no Brasil pela Sky) informa que devido ao pedido da Portuguesa de Desportos na FIFA para que o Guarani de Campinas perca a vaga na série A por ter escalado um jogador irregular, e o não pronunciamento da CBF sobre o caso até então, pode fazer com que a FIFA puna o Brasil cortando-o da Copa.

Sabe quais são as chances práticas disso?

ZEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEERRRRRRRRRRRRRROOOOOOOOOOOO.

Mas não deixa de ser uma manchete curiosa:

Extraído de: http://esportes.terra.com.br/futebol/copa/2010/noticias/0,,OI4144558-EI14416,00.html

PORTUGUESES COGITAM EXCLUSÃO DO BRASIL DA COPA DO MUNDO

O imbróglio jurídico envolvendo a Portuguesa e o Guarani na Série B pode acabar custando a vaga do Brasil na Copa do Mundo de 2010 – pelo menos, é o que se cogita em Portugal. De acordo com o jornalista Rui Santos, da rede de TV portuguesa SIC, a Fifa poderia excluir a seleção de Dunga da competição caso não sejam atendidas suas determinações no caso do atacante Bruno Cazarine.

Cazarine atuou pelo Guarani na Série B, após ter disputado o Campeonato Catarinense pela Chapecoense e ter atuado pelo Gyengnam, da Coreia do Sul, entre junho e agosto. No entanto, segundo lembraram os portugueses, o Estatuto de Transferência de Jogadores da Fifa prega que “os jogadores podem estar inscritos no máximo em três clubes na mesma temporada, mas durante esse período, o jogador somente poderá atuar em jogos oficiais por dois clubes”.

Defensores uma punição ao clube campineiro, os portugueses apontaram o caso como “uma bomba nas mãos” da CBF. Se a entidade não cumprir a exigência de uma sanção possivelmente exigida pela Fifa ao Guarani, poderia ser punida – neste caso, com a “exclusão de uma competição” futura, segundo o Código Disciplinar da Fifa. “Algo tem de acontecer nos próximos dias”, pediu o jornalista português.

A CBF já admitiu sua falha no caso, mas não se pronunciou oficialmente a respeito de uma punição ao Guarani. Na Copa do Mundo de 2010, o Brasil está no mesmo grupo de Coreia do Norte, Costa do Marfim e Portugal.

– O otimista Kim Jong II

Sabemos que a Coréia do Norte é uma das (se não for a) maiores ditaduras do mundo. Lá, 22% da população trabalha no exército. Não há internet para a população e celulares são permitidos apenas para membros do governo.

Kim Jong II, o ditador, declarou que a Coréia do Norte vencerá a Copa do Mundo da África do Sul (lembre-se: na chave dela há Brasil, Portugal e Costa do Marfim).

Alguém acredita nisso?

Surpreenda-se: sim, o povo norte-coreano acredita! Tudo o que Kim Jong II, idolatrado no país, fala, acontece!

Sabe como será a transmissão? A única TV (que é estatal) transmitirá apenas os melhores momentos da sua equipe e os gols marcados na competição, após algumas horas do encerramento dos jogos, em compacto. Derrotas e gols sofridos estão descartados da grade.

Assim, qualquer um pode acreditar…

– A Grana é alta até para o perdedor!

Ontem a FIFA divulgou a premiação para as equipes na Copa do Mundo da África do Sul: o Campeão do Mundo levará US$ 31 mi, somadas todas as premiações.

Muito dinheiro, não?

O perdedor, o último, o 32o. colocado, levará “só” US$ 9 mi.

De fato, é um grande negócio ir à copa.

Mas um detalhe importante: quantos “pedaços” do passe do Kaká, por exemplo, tal premiação permitiria?

– Sobre Boleiros e Apitadores, Tolerância e Vocação

Cada vez mais vivemos situações de disparates no futebol brasileiro. Nesse ano, tivemos de tudo em todos os campeonatos: partidas arranjadas do Maranhão em esquemas de mala preta à máfia de apostadores na Europa, confusões e polêmicas com árbitros desde os regionais até a definição de Seleções nas Eliminatórias da Copa do Mundo – Zona Europeia.

Não há local, temporalidade ou sazonalidade para a discussão que envolva arbitragem de futebol. Tudo é, sem dúvida, paixão. Paixão em algo profissional, onde os próprios dirigentes se tornam apaixonados torcedores e urram difamando contra adversários e até mesmo partem para o incentivo a agressão.

Esse sentimentalismo misturado ao profissionalismo levam a certos conformismos no imaginário popular e na literatura do futebol. Nesse ano, por diversas vezes, ouvi o ótimo jornalista Wanderley Nogueira, da Rádio Jovem Pan, massificar que “dizer que o juiz roubou, no futebol, tem outra conotação“. Sim, é verdade, embora seja incômoda tal afirmação. Os “roubos” popularmente conhecidos, que nada mais são do que os erros de uma partida de futebol, sem intenção ou previa disposição de prejuízo a outrém, acontecem. Assim como um goleiro falha e acaba tomando os “frangos”, usando da mesma literatura futebolísitca popular. Idem para o centroavante que na cara do gol erra o chute e desperdiça o gol da vitória. E também para o treinador que escala mal ou realiza uma substituição equivocada.

De fato, o futebol é um esporte de erros e acertos, onde a sua condição de “esporte” tem sido substituída por “jogo”. É a relação distinta entre o jogar e o disputar, o “play” x “game”. E isso tem trazido a intolerância em muitos casos.

Voltemos aos erros dos árbitros e jogadores. Quem erra mais? Um  atacante erra mas o torcedor tem esperança que na próxima jogada ele acerte. O árbitro erra e o torcedor eterniza o erro como determinante para a derrota da sua equipe.

Já imaginaram quantas vezes um árbitro e um jogador erram ou acertam numa partida?

Talvez esse seja um desafio interessante: quantas decisões um árbitro toma numa partida de futebol? Foi falta ou não? Foi escanteio ou tiro de meta? É lateral? Para quem? Cartão Amarelo ou Vermelho? Quanto de acréscimos?

Leve em conta o número de decisões a serem tomadas em segundos, sem o auxílio de uma TV, suado, cansado, desconfortavelmente em muitos casos, que um árbitro toma, por exemplo, num lance de falta próximo à área penal:

1- Foi falta; ou o jogador caiu sozinho por força da jogada; ou simulou?

2- Se foi falta, haverá vantagem ou não?

3- Se não vantagem, o lance foi dentro da área ou fora? Se dentro é pênalty, se fora é tiro direto.

4- Se foi falta mesmo, foi por imprudência, ação temerária ou uso de força excessiva?

5- Simplesmente marco a falta, aplico uma advertência verbal, aplico o cartão amarelo ou o cartão vermelho?

6- Ôpa: permito a rápida cobrança ou é prudente mandar esperar o apito para uma eventual formação de barreira?

Cronometre o tempo que você leu essas possibilidades de tomadas de decisões e tente cronometrar numa partida de futebol o tempo real que o árbitro tem para pensar e decidir sobre tudo isso.

Vamos ao comparativo com os jogadores: a preparação física, mental / motivacional e a questão sobre remuneração.

Jogadores de grandes equipes têm à sua disposição: preparador físico, fisiologista, fisioterapeuta, médico, podólogo, nutricionista, psicólogo e palestras motivacionais. Treinam em horários e dias específicos. Hospedam-se em bons hotéis e sempre que possível (de SP a P.Prudente, por exemplo) viajam de avião. Recebem, se time grande, entre R$ 200.000,00 a R$ 300.000,00/ mês. Milhões de brasileiros torcem por eles.

Árbitros que apitam jogos de grandes equipes: preparam-se por conta própria; esforçam-se na contratação de personal trainer e plano de saúde bancado do próprio bolso. Treinam ou de dia, de noite ou no almoço; ou quando puderem! Viajam de carro ou ônibus normalmente na madrugada ou no mesmo dia dos jogos. Recebem, se FIFA, R$ 2.800,00. A família e amigos são sua torcida.

Leve em conta que o árbitro tem sua vida profissional no dia-a-dia paralela ao futebol; para o jogador, a vida profissional e o dia-a-dia são o futebol. Considere ainda a não frequência em escalas, pressões e torcida contrária que o árbitro sofre. Antes dele entrar em campo já é questionado, mesmo se ilustre desconhecido.

Confidencio uma experiência própria: meu pai, apaixonado por futebol, tempos atrás resolveu ir assistir a uma partida da série A2 em que eu estava escalado. Foi por conta própria, comprou seu ingresso na bilheteria, misturou-se na torcida e ali permaneceu, aguardando o início do jogo, como único e legítimo torcedor do árbitro. Imediatamente a entrada do quarteto de arbitragem em campo, um senhor idoso que sentava ao seu lado, acompanhado do netinho, gritava: juiz ladrão, safado, vai morrer… o garotinho, sem papas na língua, emendava: seu fdp, não vai roubar aqui, sem vergonha… e o vovô todo orgulhoso! Meu pai cutucou o velhote e perguntou: o senhor conhece o juiz? E ele: nunca vi na vida… Após o jogo, e depois de muitos xingamentos, novamente meu pai o abordou: o que senhor achou do juiz? E o vovô: apesar de todo juiz ser safado, até que esse foi bem. Com confiança, meu pai disse: ele é meu filho, e tenho certeza que não é ladrão. E a sabedoria do velho: Parabéns ao seu filho, suportar um velho chato como eu que até ensinei meu netinho a xingar o juiz, é para vocacionados.

É esse o termo: vocacionado! O árbitro que ganha 1% do salário de um atacante que divide na área com o zagueiro e que deve em segundos analisar inúmeras hipóteses e marcar ou não o pênalty que decide o campeonato, é, de fato, um abnegado! Apesar de todos os contras, sabe e gosta do que faz. Com a TV contrária a ele, com a torcida e os jogadores o tendo como inimigo (logo ele, que é responsável por defender as regras e o fair play), mesmo assim ama apitar futebol (e tal narrativa acontece à maioria dos árbitros)

Senhores dirigentes, um pouquinho mais de compaixão e tolerânica com os árbitros em 2010. Os papais e as mamães, filhos e filhas dos árbitros agradecerão!

– Violência e Preconceito no Futebol Feminino

Foram 5 oportunidades para expulsar o “becão”, mas nenhum vermelho…

Imagine como seria esse truculento zagueiro: um jogador que na mesma partida dá um soco no lombo do adversário; depois, em outro lance, puxa o cabelo do centroavante pelo rabo de cavalo e o derruba; ainda no primeiro tempo divide a bola e chuta o peito. No segundo tempo, carrinho nas pernas e dá tapa na cara!

Pois é, esse jogador não é zagueiro, mas zagueira: Lisa Lambert, que protagonizou uma das piores e mais violentas partidas do futebol. Entretanto, ela reclamou ser vítima de preconceito: “Eu definitivamente acho que porque sou mulher isso atraiu muito mais atenção do que se fosse um homem”, disse Lambert. “É mais comum que um homem seja bruto. A mulher ainda é vista como se apenas chutasse a bola de um lado para o outro para marcar um gol. Mas não é assim. Nós treinamos muito para chegar ao nível mais alto possível. O aspecto físico aumentou com os anos. Eu não quero dizer que isso é ruim. É um jogo. Esportes são práticas físicas”.

Veja os lances violentos dessa atleta, uma verdadeira seleção de botinadas. Clique em: LISA LAMBERT AND SOCCER

Obs; o juizão não a expulsou… geladeira nele!

– Cadê nossos Wigan’s?

Na Inglaterra, o Tottenham derrotou o Wigan por 9 X 1. Placar elástico para um jogo da primeira divisão. Tão diverso do normal que os jogadores irão devolver o dinheiro aos torcedores!

Do jeito que muitos times estão fazendo lambanças (incluindo, às vezes, nós, árbitros), tem muita gente que acabará reembolsando o torcedor sobre danos morais! Tem cada jogo que se torna verdadeiramente um atentado contra o esporte.

– Novas Cobranças, Provas da Federação Paulista de Futebol e Aprendizado do Jogo do Corinthians

Amigos, não está fácil a vida de árbitro de futebol. Que pressão sobre os apitadores nesta reta final de campeonato! E temos que estar preparados, lógico. Somos cobrados, até por coisas indevidas, mas sabemos que é do ofício…

Fora de campo, também estamos em reta final para a chegada de mais provas, já visando o Paulistão-2010. No próximo sábado, teremos mais uma avaliação teórica; na segunda, dia 30, é a vez da escrita.

Para quem não sabe, somos avaliados ao logo do ano por:

– 2 testes físicos oficias da FIFA,
– 2 testes escritos,
– 1 Avaliação de gordura X massa (pesagem ou COFES)
– Média das notas de jogos apitados.

Fisicamente tudo bem, mas a minha carga de trabalho me obriga que daqui há pouco (às 04:30h) levante nesse domingão (talvez) chuvoso e vá treinar. É o custo do gosto pelo que se faz!

Mas vamos falar de coisas bacanas. Como sou impedido por questões éticas  de fazer comentários sobre lances das partidas profissionais de meus colegas, então compartilho uma explicação didática da jogada à luz das regras de jogo. E, claro, o assunto predominante foi sobre o jogo há pouco, no  Corinthians X Náutico, num lance que resultou em pênalti à equipe do “Timbu”. A polêmica foi a seguinte: Escudeiro segurou o atacante adversário. Se marca a falta onde ela começa ou onde ela termina? Nessa noite, alguns programas pós-jogo divergiam do lance.

Sem querer julgar acerto ou erro da marcação do árbitro, a regra de jogo diz o seguinte:

– Você tem que marcar a falta no local de origem da infração. Exemplo: se um atacante avança para dentro da área (corpo, cabeça e um pé dentro da área) e o outro pé ainda está fora, e o zagueiro o toca justamente neste pé, tem que marcar fora da área, ou seja, na origem (ou com um termo melhor: no local do ato).
 
– Se a falta é estendida, ou seja, o local é prolongado, você tem que marcar onde o ato infracional se consome de fato. Exemplo: se um atacante avança em direção a área, é puxado pela camisa estando fora da área, mas consegue entrar dentro da mesma ainda puxado, entretanto o agarrão o desequilibra ali dentro, é pênalti, pois tem que se marcar onde ocorreu o ato infracional. Isto foi orientado mais objetivamente em 2002, e passou a se chamar “falta continuada”. Assim, nestes lances se marca onde se consome a falta.
 
Portanto, você tem que marcar a falta na origem do lance; mas se for um ato prolongado (uma falta continuada), deve se marcar onde termina. Vide o lance do centroavante Luizão naquele polêmico Brasil X Turquia. Muitos, na oportunidade, disseram que o árbitro errou; mas só quem estava bem atualizado na regra sabia que ele acertou.

Outro lance: a cobrança de pênalti do atacante Aílton. Não julgarei se o árbitro errou ou acertou; mas a regra diz que é permitido ao batedor realizar fintas, desde que não sejam excessivas. Como estamos relembrando o milésimo gol de Pelé nesta semana, será fácil exemplificar: aquela paradinha na cobrança do pênalti é o limite aceito. Acima disso, vira “paradona”, o que não é válido.

Apenas para avaliar ponderadamente as situações polêmicas, se alguém perguntar sobre o erro ou acerto do árbitro na jogada que resultou na expulsão do atleta do Náutico, Bruno Mineiro, no segundo tempo, leve em conta a seguinte consideração para marcar uma falta: Você deve analisar a imprudência, temeridade, ou uso de força excessiva.

Jogar de maneira imprudente é quando o atleta não se dá conta das consequências da sua ação; desatento. Por exemplo, se você corre mais do que pode, o campo está molhado e você escorrega e atinge um atleta, é lance imprudente! Marca-se tiro livre direto e não se aplica cartão.

Jogar de maneira temerária é quando o atleta não leva em conta o risco de lesão ao adversário. Por exemplo, se você dá um carrinho (que sempre é um lance onde há temor de machucar). Marca-se tiro livre direto e se dá cartão amarelo.

Jogar de maneira com força excessiva é quando o atleta emprega uma ação completamente desproprocional na disputa de bola, tornando os lances violentos. Por exemplo, um carrinho certeiro por trás nas pernas de um adversário, que se encontra parado e não tem como “se defender” (entenda como “se defender” o ato de fugir da falta). Aqui, independe se o atleta atingiu ou não o adversário. Marca-se tiro livre direto e cartão vermelho.

Viu como não é fácil apitar?

– Máfia do Apito na Europa envolve 200 jogos!

É pra lá de assustador: na Europa, há dias, cogitou-se um mega-escândalo envolvendo partidas de futebol com suspeita de armações de resultados. As autoridades não confirmaram e nem desmentiram. Hoje, na Alemanha, divulgou-se um esquema violentíssimo, envolvendo campeonatos nacionais, Liga Europa e até Champions League!

Que passe longe daqui!

Extraído de: Ig Esporte

Novo escândalo envolve partidas até da Liga dos Campeões, principal torneio continental da Europa

BOCHUM (Alemanha) – Cerca de 200 partidas disputadas em 2009, entre elas 12 da Liga Europa e três da Liga dos Campeões, estão envolvidas em um novo escândalo de manipulação por parte de máfias de apostadores do futebol europeu.

Assim diz nesta sexta a Promotoria de Bochum (Alemanha) e a Polícia da mesma cidade, onde se informou sobre uma batida que levou a 15 detenções na Alemanha e duas na Suíça, além de 50 revistas nesses dois países, na Áustria e no Reino Unido.Os países envolvidos no escândalo são Alemanha – de onde teria operado a máfia de manipuladores -, Bélgica, Suíça, Croácia, Eslováquia, Turquia, Bósnia e Áustria.

As investigações, comandadas pela Promotoria de Bochum, foram apoiadas pela Uefa, que desde junho passado esteve em contato permanente com os investigadores.

Para Peter Limacher, chefe de serviços disciplinares da Uefa, é o maior escândalo de manipulação de resultados do futebol europeu.

A Promotoria não especificou quais partidas estão sob suspeita de manipulação, nem deu informações sobre a identidade dos suspeitos e dos detidos, para não prejudicar as investigações ainda em curso.

No entanto, a imprensa alemã assegura que entre os detidos estão os irmãos croatas Ante e Milan Sapina, figuras-chave em outro escândalo de manipulação, em 2005, que terminou com a prisão do agora ex-árbitro Robert Hoyzer.

Na Alemanha, estão sob suspeita de manipulação 32 partidas e a série mais envolvida é a segunda divisão, com quatro jogos sendo investigados.

Na Croácia, Eslovênia, Turquia, Hungria, Bósnia e Áustria, por outro lado, há também partidas da primeira divisão sob suspeita.

Todas as partidas envolvidas na investigação foram disputadas em 2009. A Promotoria acredita que o grupo de apostadores buscou manipular o resultado de partidas através de subornos a jogadores, treinadores, árbitros e funcionários.

Andras Bachmann, da Promotoria de Bochum, explicou que os detidos estão sob suspeita de formar quadrilha e cometer fraudes sistematicamente.

 

– Da Arte de Linchar

Nesta semana, o jornalista Leonardo Attuch, em sua coluna semanal na Revista IstoÉ (edição 2088, 18/11/2009, pg 47), fez uma analogia perfeita da tradicional composição de Chico Buarque “Joga Pedra na Geni“, com os 2 fatos marcantes: a agressão verbal ao árbitro Carlos Eugênio Simon e à estudante Geisy Arruda.

Sem o julgamento moralista contra Simon e Geisy, nem acusações infundadas, Attuch destaca as semelhanças dos dois episódios: um professor universitário e um corpo discente de universitários, 2 idênticos desequilíbrios emocionais!

Compartilho a seguir:

DA ARTE DA LINCHAR

por Leonardo Attuch

Valentão, Belluzzo tentou incitar um linchamento, assim como os trogloditas da Uniban

Joga pedra na Geisy, joga bosta na Geisy, ela é feita pra apanhar, ela é boa de cuspir, ela dá pra qualquer um, maldita Geisy! Nos milhares de vídeos colocados no YouTube sobre o cerco à estudante Geisy Arruda, a trilha sonora é composta por urros, berros e agressões verbais. Mas se todo esse barulho pudesse ser substituído por uma única canção, ela seria “Geni e o Zepelim”, do compositor Chico Buarque. Aquela em que a vítima apanha porque pediu para apanhar. Ou porque, à primeira vista, na superfície, parece ser diferente dos outros.

Em todos os linchamentos, a lógica é idêntica. Sempre há uma fagulha, um líder que espalha a chama da violência e uma multidão ensandecida que carrega as tochas da intolerância. No caso de Geisy, a faísca que a fez “merecedora” das agressões foi um vestido curto, como se uma simples minissaia pudesse abalar a moral e os bons costumes de São Bernardo do Campo, em pleno país do fio dental. Mas os agressores da sociedade brasileira não são apenas os trogloditas da Uniban. Eles estão por toda parte – e, em alguns casos, são tidos até como pessoas cultas, esclarecidas e refinadas.

Na mesma semana em que Geisy foi cercada pela turba, o presidente do Palmeiras, Luiz Gonzaga Belluzzo, que se apresenta como um intelectual do futebol, sugeriu que “enchessem de porrada” o juiz Carlos Eugênio Simon. Depois, ao ser questionado sobre a incitação à violência, ele foi além. “Espero que o torcedor decida de acordo com sua consciência e com as circunstâncias.” Foi como se soprasse nos ouvidos da Mancha Verde, a torcida organizada do seu time, a mesma canção: Joga pedra no juiz, joga bosta no juiz, ele é feito pra apanhar, ele é bom de cuspir…

O curioso é que, em geral, os promotores de linchamentos são valentes apenas quando estão em grupo. Individualmente, costumam ser covardes, misóginos, homófobos e até medrosos – incapazes de encarar uma simples formiga. Mas a multidão os protege. No livro Massa e Poder, o italiano Elias Canetti decifrou o fenômeno.

Na agressão, “todos os braços saem como de uma e da mesma criatura”. E não há perigo porque a superioridade ao lado da massa é total. Por fim, consuma-se a execução. “Um assassinato sem risco, permitido, recomendado e compartilhado com muitos outros.” Na semana passada, Belluzzo, que além de presidente do Palmeiras é também dono de uma faculdade privada, demonstrou ter todos os atributos para ser reitor da Uniban. Mas no jogo seguinte, quando seu time foi favorecido pela arbitragem, o valentão se calou.

– O Bandeira “Refrigerado”

A falta de respeito com a qual os árbitros de futebol tem convivido ganha contornos alarmantes. No Pará, num jogo do Paysandu, neste final de semana, o bandeira assinalou tiro de meta ao invés de escanteio. O zagueiro, disfarçadamente, vem por trás do assistente e joga água na cabeça dele, justificando que: “Está sol, é para refrescar a cuca do ‘professor’, já que tá marcando tudo errado…

Se a moda pega… Durma-se com um barulho desse!

Enfurecido, o bandeira tentou agredir o zagueiro, que simplesmente nem se preocupou…

Cômico, se não fôsse trágico. Veja o vídeo clicando AQUI.

– A Irresponsabilidade dos Pseudos-Dirigentes

Há muito dirigente esportivo que se intitula profissional, mas que no fundo age como o mais fanático torcedor. Sem razão e pleno em emoção, distribui acusações e levanta suspeitas para todos os lados.

Um coerente e fiel retrato da atual situação dos clubes e seus cartolas na reta final do Campeonato Brasileiro deste ano, foi elaborado pelo jornalista Fernando Sampaio, o qual reproduzo (extraído do seu blog, em: http://blogs.jovempan.uol.com.br/fernandosampaio/geral/cartola-torcedor-e-prejudicial/comment-page-1/#comment-4606)

CARTOLA TORCEDOR É PREJUDICIAL AO FUTEBOL

As declarações de cartolas torcedores só prejudicam o futebol. Acusam árbitros de ladrões, mas não apresentam provas. Fazem declarações passionais e levianas. Ninguém apresenta uma denúncia concreta. Insinuam, mas não dão os nomes. A única intenção é pressionar a arbitragem. Esta tática infantil tira a credibilidade do próprio futebol. Não é profissional. Prejudica o próprio negócio.

O torcedor fanático acredita e fica revoltado.

Outro dia, um dirigente disse que todos os cinco primeiros colocados pagam mala branca. E quando seu time está disputando o título será que paga também? Ah, não o meu clube não paga. Cara de pau. Palhaçada.

Nos últimos jogos do Verdão, existiram erros grosseiros da arbitragem. Ok, é preciso discutir isso, mas e o futebol? E a superação de Ronaldo no clássico, debaixo de 40 graus? E a recuperação do Fluminense, não só no Brasileirão? Sport x Palmeiras foi espetacular. A audiência bombou. Ora, se é tudo armado, porque assistir na TV? Vai ver novela e pára de chororô.

Se o campeonato é armado, porque o cartola não pede para o torcedor ficar em casa?

Quando o cartola vai vender o patrocínio do clube, ele não avisa o cliente que seu time será roubado e que existe um esquema para o rival ser campeão. Ele vai lá vender o sonho de títulos. Depois, quando o sonho não se realiza, vira um bebê chorão. Denegrir a imagem do produto futebol é uma burrice monumental. Isso cabe à todos os clubes.

É preciso ter espírito esportivo e saber reconhecer os méritos dos vencedores.

No Palestra, torcedores queriam bater nos jogadores e na imprensa. O sujeito sai do estádio revoltado, querendo achar um culpado. Ridículo. Futebol tem que ser diversão. O cara tem que sair do estádio e ir namorar, jantar, ler, dormir, fazer qualquer coisa, menos brigar. O resultado de uma partida não pode ser tão importante na vida. Senão, é melhor gastar o dinheiro no psicólogo. O futebol não pode fazer tão mal á saúde.

Futebol tem que gerar alegria ou tristeza, não raiva e ódio.

– O árbitro… de novo!

Amigos, compartilho um interessante texto de Eduardo Fantato, da Universidade do Futebol (fontato@universidadedofutebol), onde o autor explora a tecnologia a favor do apito. Há dias, abordamos neste blog o fato de não entender, como alguns, que o uso da tecnologia fosse um “pecado no futebol” (clique aqui para ler o artigo – Mudanças na Regra, pela óptica do árbitro). Parece que o autor corrobora da mesma forma; o que é bom, afinal o debate deve ser entendido e extensivo a muitos.

Extraído de: Universidade do Futebol

O árbitro… de novo

A introdução da tecnologia para auxiliar a arbitragem seria boa para um futebol limpo, transparente e ético. Pensando bem, talvez, seja esse o problema…

Olá amigos! Depois de um breve período ausente, retornaria hoje com um assunto diferente, falaria do basquete. Isso mesmo, mas apenas para discutir os momentos em que vivem ambas modalidades (o futebol, logicamente, é a outra) no quesito de tecnologia de scout e do processo de gerenciamento.Mas confesso que deixarei para as próximas semanas, afinal, um assunto neste fim de semana ganha novamente as manchetes.

O tema é recorrente. A cada rodada, ainda mais em fase decisiva, virou um hábito, após um resultado negativo, alguém sair disparando contra a arbitragem, uns com razão, outros com muita razão e alguns com nenhuma razão. De despreparo a má fé, os árbitros são alcunhados pelos diversos profissionais do meio.

Então, pergunto (desculpe-me o amigo leitor pela repetição): por que o futebol rechaça a tecnologia como auxiliar da arbitragem?

O que é difícil de compreender é que não são apenas alguns grupos que são contrários às ideias, mas quase todos eles. Todos! Inclusive aqueles que só se beneficiariam com essa questão. Seria bom para um futebol limpo, transparente e ético. Pensando bem, talvez, seja esse o problema…

Para os dirigentes, que investem, planejam (sic), a garantia de que os resultados sejam fiéis ao jogo, sem interferências injustas, serviria como atrativo para investidores e projetos que, às vezes, ficam ressabiados com os equívocos do futebol.

Para as federações, a certeza de que seu produto (os campeonatos) são sérios, coerentes e justos, agrega muito valor, embora muitos ainda acreditem no adjetivo “sem fins lucrativos” que fundamenta muitas federações.

Para os torcedores, a certeza de que seu time não será injustiçado, que derrota ou vitória podem ser cobradas e creditadas a elementos do jogo, desde o imprevisto até a capacidade técnica e de decisão de seus atletas e técnicos.

Para os técnicos e jogadores, a mesma coisa, a sensação de justiça, de reconhecimento de que os resultados são frutos de seu trabalho, seja ele bem ou mal executado.

E para os árbitros, que estão entres os maiores críticos da adoção da tecnologia com o receio de perder sua tão imponente autoridade em campo, seria uma ferramenta para manter a coerência, para ajudá-los a cumprir, com consciência limpa, a sua tarefa. E, para aqueles que acham que um dia a tecnologia poderia substituí-los, basta lembrar que a tecnologia é feita pelos homens. Então, cabe a nós, dentro de cada área do conhecimento, transmitir nossas carências para que a tecnologia seja nosso instrumento e não nosso substituto.

Vai uma dica de um interessante artigo que li apresentado no 1º Encontro da ALESDE “Esporte na América Latina: atualidade e perspectivas”, em 2008, no Paraná[i] intitulado “As regras do futebol e o uso de tecnologias de monitoramento”.

Lá, foram apresentados alguns olhares sobre a aceitação ou não da tecnologia auxiliando a arbitragem no futebol. Uma, em especial, chamou a atenção, o relato de Julian Carosi, da Federação Inglesa de Futebol:

Apesar de eu poder entender as razões comerciais pela defesa do uso de tecnologia, pessoalmente não sou favorável ao uso de [toda e] QUALQUER tecnologia. Tem-se falado particularmente do uso de câmaras para se decidir se a bola cruzou a linha do gol ou não […] Mas, e com relação à maioria dos árbitros que apitam nos estádios comuns onde a tecnologia jamais será usada? Eu sou um grande defensor de que os erros genuínos cometidos pelos árbitros e pelos jogadores são parte fundamental do próprio jogo ? esta é a razão pela qual o futebol atrai tanta gente em todo o mundo. Tire os erros e você pode muito bem ficar em casa sem fazer nada! […] Eu acho que vamos descer uma ladeira muito perigosa com a utilização de tecnologia ?especialmente se nossas decisões forem constantemente mudadas pela opinião de alguma máquina glorificada ou de um grupo que se reunirá dois dias após o jogo ter acabado. Eu acho que essa discussão acerca do uso de tecnologia no futebol bate fundo nos meus nervos, pois pessoalmente sou completa e totalmente contrário pelo seguinte: ?o uso de tecnologia é inversamente proporcional ao desaparecimento do jogo?. Em outras palavras, a grande coisa do futebol é sua imprevisibilidade e os erros cometidos pelos jogadores, técnicos e árbitros. Sobre o que falaríamos se robôs mandassem no jogo?“.

Observando e tentando realmente entender o ponto de vista, a única coisa que me vem à mente é: se errar é humano e, diz o ditado, persistir no erro é burrice, defender o erro seria o que?

Por outro lado, prefiro ficar com a manifestação de um técnico, hoje, referência mundial, ainda que alguns insistam em diminuí-lo (apenas pelo fato de ele aumentar-se exacerbadamente), mas que já provou a importância das ciências humanas e, com essa afirmação, comprova sua preocupação com o desenvolvimento justo e coerente do futebol
Com a palavra José Mourinho, em entrevista ao jornal Expresso de Portugal:

Eu acho que a história dos árbitros é uma história interminável e só a tecnologia poderá melhorar as coisas. Não entendo como numa indústria tão forte como é o futebol, a tecnologia na arbitragem não existe. Ela reduz os erros e ao reduzir os erros, reduz a crítica e a suspeição. E reduz a responsabilidade dos árbitros. Uma coisa é um fiscal de linha decidir um jogo por um fora de jogo mal assinalado, outra coisa é a tecnologia substituir o fiscal de linha numa decisão crucial. A tecnologia no futebol é o fim de todos os problemas que possam existir”.

Talvez esteja pensando de forma equivocada, afinal, como diriam alguns, o que seria do futebol sem polêmica?

O que me incomoda é ouvir isso de quem “defende” um futebol moderno e profissional. Será que polêmica é sinônimo de injustiça…?

 

 

[i] http://www.alesde.ufpr.br/encontro/trabalhos/21.pdf

Para interagir com o autor: fantato@universidadedofutebol.com.br

– Flamengo, Olimpikus e Esoterismo

Em tempos de profissionalismo, assusta tal medida da Olimpikus, fabricante de material esportivo: segundo a coluna “De Prima”, do Jornal Lance de 06/11/2009, a empresa abriria uma nova loja temática com artigos do Flamengo, mas não o fez, pois a “lua não estava na melhor conjunção”. A diretoria do Mengão ficou magoada… Crendices & Negócios de mãos dadas!

Em: http://www.lancenet.com.br/flamengo/noticias/09-11-06/648687.stm?fla-ficou-contrariado-com-decisao-da-olympikus-mas

– Tanto lá como cá, a associação é nefasta

No futebol, alguns folclores surgem e permanecem por muito tempo. Jogar com camisa de tal cor dá azar, não repetir rituais de partidas vitoriosas causa derrota, e ter seu time apitado por determinado juiz é perder o jogo.

Notadamente, existe a história (segundo muitos, verídica) de que o técnico Cuca se recusa a entrar no estacionamento dos estádios com o ônibus da delegação dando ré. E ainda o famoso apito do trem próximo ao Moisés Lucarelli, que faz a Ponte Preta perder.

Há clubes que insistem que se o árbitro Fulano apita a sua partida, é impossível vencer. Mas veja só que artigo interessante publicado no Jornal “Correio da Manhã”, de Portugal: troquem-se os nomes e pareceremos estar no Brasil.

Olha que curioso:

Extraído de: http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?contentid=1EC226A9-FED1-424A-8707-38337A265C7A&channelid=00000012-0000-0000-0000-000000000012

Árbitros: Os nomes que assustam os clubes grandes – Apitos de estimação

Os benfiquistas são assaltados pelos piores temores quando ouvem anunciar o nome de Jorge Sousa para dirigir o próximo jogo. A pouco e pouco, nos últimos três anos, o mito cresceu e quase se transformou em ciência matemática: o juiz do Porto, considerado o melhor da Liga nos últimos dois anos, esteve na primeira derrota benfiquista de cada uma das últimas três temporadas (Porto em 2007, Trofa em 2008, Braga em 2009).

Independentemente dos erros graves cometidos em Braga, não passa de uma coincidência, que desejariam ver transformada em menos pressão – menos jogos com este árbitro que, de facto, tem dirigido mais vezes o Benfica do que os seus rivais directos.

O relacionamento entre os maus resultados de cada clube e os árbitros produz leituras sempre diferentes, do ponto de vista regional. O árbitro que mais penaliza o Benfica é portuense, o que mais castiga o FC Porto é lisboeta, enquanto o Sporting sofre mais com os oriundos de distritos neutrais como Leiria ou Setúbal. Mas de uma forma geral, o FC Porto é o que tem uma relação mais fácil – traduzida em número quase residual de derrotas – com árbitros da sua área de influência, em contraste com a insatisfação do Sporting com os lisboetas, como Duarte Gomes.

Nos protestos dos grandes clubes não existe, contudo, qualquer tipo de preconceito qualitativo, pois a maior competência dos internacionais nem sequer serve de atenuante quando alguma coisa corre mal. Lucílio Baptista, Olegário Benquerença e Jorge Sousa estão na linha da frente, enquanto dois não internacionais como Pedro Henriques e Paulo Baptista, com muitas derrotas de grandes nos respectivos cacifos, têm beneficiado de enorme indulgência.

Lendo o rodapé destas páginas confirma-se que a maioria das derrotas sofridas pelos clubes grandes são testemunhadas pelos melhores árbitros e existe enorme discrepância entre os mais cotados e os outros. Apesar de os não internacionais aparecerem em quase 50 por cento dos jogos dos três grandes, o rácio de derrotas é ínfimo. Por exemplo, um dos árbitros que poderá ser promovido em breve, Artur Soares Dias, soma 16 vitórias e um empate em todas as partidas que disputou envolvendo os principais emblemas! O próprio Jorge Sousa só começou a ver o Benfica perder depois de ter, ele próprio, ascendido na carreira: os primeiros sete encontros com o árbitro portuense, ainda sem insígnias FIFA, terminaram com triunfos dos encarnados!

O Sporting, mais exigente nesta matéria, praticamente só perde com árbitros internacionais, desde um célebre jogo com o Alverca em Alvalade, precisamente a primeira derrota do longo ciclo do treinador Paulo Bento. Daí para cá, o Sporting só foi derrotado em partidas dirigidas pelos nove internacionais da actualidade.

JORGE SOUSA EM METADE

Jorge Sousa foi o árbitro em cinco das dez últimas derrotas do Benfica na Liga. O ciclo começou no jogo com o FC Porto no final de 2007, com os encarnados a contarem somente duas vitórias e um empate em oito partidas com o juiz portuense, em período coincidente com as duas épocas em que ele foi considerado o melhor árbitro da Liga. 

PEDRO HENRIQUES

O lisboeta Pedro Henriques, por muitos considerado o melhor árbitro português, está para o FC Porto como Jorge Sousa para o Benfica. Com ele, os dragões perderam (muito) mais vezes do que com qualquer outro em idêntico número de jogos.

AS MÁS MEMÓRIAS DOS LEÕES

A nomeação de Duarte Gomes para o Porto-Sporting gerou enorme contestação leonina, perante a indiferença dos portistas. Não obstante tratar-se de um lisboeta, o FC Porto não tem razões para desconfiar: é o único internacional com quem os dragões nunca perderam, num total de 16 partidas (11 vitórias e cinco empates). Já o Sporting, apresenta um registo bem diverso, com cinco derrotas em 19 jogos. Para lá das razões directas do caso do treinador de guarda-redes, os sportinguistas não conseguem apagar memórias negativas de árbitros, por mais antigas que sejam, e facilmente seleccionam um jogo com Duarte Gomes que não correu bem.

MAL-ESTAR POR FALTA DE VITÓRIAS

Pedro Proença levanta sempre reservas aos benfiquistas por causa de algumas derrotas marcantes, nomeadamente num célebre dérbi com o Sporting, não obstante o longo período que se seguiu à última derrota na Liga. Ele é, a par de Carlos Xistra, o internacional que há mais tempo não vê o Benfica perder, mas talvez a desconfiança advenha da percentagem baixa de vitórias (8 em 16 partidas). Em paralelo com os últimos tempos de Jorge Sousa, também com Proença o Benfica ganhou apenas quatro dos últimos dez jogos e as más experiências vão-se somando no subconsciente dos adeptos, como um mal-estar oculto, mas muito presente.

– Sultão faz Aniversário e se presenteia com a Seleção Brasileira

Segundo Ancelmo Góis, famoso colunista de “O Globo”, o amistoso da Seleção Brasileira de Futebol no dia 18 de novembro, em Omã, é o ponto alto da festa de aniversário do sultão Qaboos bin Said. O sultão faz 69 anos, e se auto-presenteou com a compra do amistoso por módicos 2 milhões de dólares (aproximadamente).

Se você tivesse disponível, a fim de torrar 2 milhões de dólares em presentes, o que faria?

Eu ainda não me decidi… estou tentando deixar sobrar o primeiro milhão…

– Juca X Luxa: um duelo narrado

Juca Kfouri e Vanderelei Luxemburgo, grandiosíssimos profissionais em suas áreas, digamos… duelaram pela Folha de São Paulo. Em entrevista a FSP do último domingo, 2 frases polêmicas de Luxemburgo contra uma resposta certeira de Juca;

VL (sobre ser senador por Tocantins): – É o Estado de TO que precisa!

VL (sobre desafetos): – Não gosto do Juca Kfouri

JK (sobre a frase de VL): – Foi o maior presente que a FSP poderia me dar, o grande prêmio que este jornalista recebeu.

Irônias e devolução afiada!

– O Gandula Atrevido

Experiência, Paciência e Cultura: esses 3 fatores fizeram o goleiro Lehmann, do Stuttgart (ex-Arsenal e Seleção da Alemanha) a não dar uns tapas no gandula atrevido. O garoto iria devolver a bola ao goleiro, e simplesmente a jogou por cima, pingando nas costas. Lehmann não reagiu, e o gandula permaneceu no seu trabalho.

Narrando, parece tudo controlável. Mas imagino o lance aqui no Brasil: metade do time partiria para cima do gandula, o jogo ficaria alguns minutos parados; gandula expulso e jogador advertido. Certamente, esse panorama se configuraria.

Veja a cena e a imagine num Fla-Flu, num Grenal ou num Derby:

Clique em: http://www.youtube.com/watch?v=NUw9uThftjw&feature=player_embedded

– Gays X Mulçumanos entre 4 Linhas

Amigos, a matéria é bem escrita pelo jornalista Juliano Machado e a compartilho:

EM CAMPO, O PRECONCEITO

O choque entre religião e homossexualidade entrou em campo na França. O clube de futebol Créteil Bébel, formado por jogadores muçulmanos, recusou-se a enfrentar o Paris FootGay, que reúne homossexuais e simpatizantes da causa gay. O Créteil Bébel alegou “uma questão de princípios” para não jogar. O clube foi excluído da liga local.

(Extraído da Revista Época, ed596 de 19/10/2009)

A FIFA levanta a bandeira contra o preconceito racial através da campanha SAY NO RACISM. Será que os preconceitos religiosos e sexuais poderão aflorar em breve?

– Gol com tabela entre… as Bolas!

O que é pior? Duas bolas em campo na hora que sai o gol ou o árbitro que não conhece regras e valida uma suposta “tabelinha” entre as redondas?

Por incrível que possa parecer, isso aconteceu duplamente na partida Sunderland X Liverpool, pela Premier League, neste final de semana! Na oportunidade, na hora em que o goleiro do Liverpool defenderia um chute a gol, uma segunda bola foi jogada em campo; esta bateu na bola que iria ser defendida, desviou-a e entrou na meta! Detalhe: o árbitro, erroneamente, não considerou a bola como um corpo estranho mas como um corpo neutro, e validou o gol. Erro grosseiro…

Veja o lance, clicando em: http://videos.sapo.pt/ZMR90G6sOSljv5FV9jFH

(Na imagem da primeira câmera, você nem percebe a segunda bola; mas nos outros dois ângulos, você se assusta com o desconhecimento da Regra do Jogo por parte do quarteto de arbitragem!

– A Paradinha e a Paradona

Nesta semana, a Revista Veja trouxe mais uma vez o assunto “paradinha” no futebol. O assunto já foi cansativamente debatido aqui. Não vejo nada contra, pois a regra de jogo permite várias saídas ao goleiro. Basta aprendê-las…

Abaixo, matéria da Revista Veja e minha carta à Redação com opinião pessoal:

Extraído de: http://veja.abril.com.br/141009/goleiros-estao-maior-torcida-p-118.shtml

Pênalti: Fifa quer o fim da Paradinha

O pênalti é um momento decisivo do futebol. “Coisa tão séria que deveria ser batido pelo presidente do clube”, na frase atribuída ao lendário Neném Prancha, “filósofo da bola” e roupeiro do Botafogo. Em meio segundo – tempo médio que a bola leva para percorrer os 11 metros que a separam da linha do gol -, pode-se definir o resultado de uma disputa de 90 minutos. Para o cobrador do pênalti, as chances de gol são, em teoria, de 50%. Ou ele acerta, ou o goleiro pega. A tensão sobre o jogador é enorme. Tudo pode influir: o cansaço, o nervosismo, o vento, as irregularidades do campo, o modo como o pé bate na bola. Se chutar para fora, o jogador pode sair do campo sob vaia. “No momento de cobrar o pênalti, as pernas tremem, o gol diminui e o goleiro cresce”, disse Pelé em 1989, já na sua fase de comentarista esportivo. Na prática, mostram as estatísticas, o goleiro está em nítida desvantagem. O gol é grande demais para ser inteiramente defendido. O goleiro deve permanecer na linha do gol, entre as traves, olhando para o batedor até que a bola seja chutada. Ele só tem tempo para uma manobra. Se pular para um lado e o atacante chutar do outro, não tem como impedir o gol. O resultado: quatro de cada cinco cobranças de pênalti terminam sacudindo as redes (veja os estudos e estatísticas sobre pênaltis nos quadros destas páginas).

Por causa das chances escassas dadas ao goleiro, a regra da penalidade máxima pode ser revista. Na semana que vem, o International Board, o colegiado responsável pelas regras do futebol, se reúne em Zurique, na Suíça. Na pauta está o destino da paradinha, tática de cobrança cuja invenção é creditada a Pelé. Em termos gerais, trata-se do seguinte: o jogador corre para a bola, mas não a chuta de imediato. Espera o goleiro jogar-se para um lado e, só então, mira no lado oposto. A chance de defesa é zero. Por isso, Joseph Blatter, presidente da Fifa, quer que esse recurso seja banido. Na opinião dele, “a paradinha é irregular. É uma forma de o jogador ludibriar o goleiro. Isso tem de ter punição”. O cartola suíço propõe que a paradinha seja punida com o cartão amarelo e, no caso de reincidência, com o vermelho. Se depender de Blatter, a nova regra começará a vigorar nas competições do ano que vem.

A rejeição à paradinha é quase unânime entre goleiros e juízes. Atacantes costumam ficar em cima do muro, mas até entre eles há insatisfeitos. “A bola está parada. É só ficar tranquilo que a possibilidade de errar um pênalti é mínima”, disse a VEJA o atacante Djalma Feitosa Dias, o Djalminha, que só errou dois pênaltis em quinze anos de carreira no Brasil, na Espanha e em outros países. “Se, além de todas as vantagens, o batedor usar a paradinha, aí já é covardia”, completa. Pelé não pode ser responsabilizado pela farra atual. Em seu tempo de jogador, ao ouvir o apito do juiz autorizando a cobrança, o rei corria com velocidade, mas desacelerava ao se aproximar da bola, para só então chutá-la. Um curto-circuito de confusão atingia a mente do goleiro, fazendo que pulasse com atraso. O que se está vendo atualmente nos campos de futebol de todo o mundo é uma versão em que o jogador para inteiramente. Um exemplo do excesso foi dado pelo atacante Maicosuel num jogo entre Botafogo e Fluminense, em março. O pé do então botafoguense passou por cima da bola, voltou e chutou. “A meta do jogador não deve ser eliminar qualquer chance do adversário, e sim superá-lo, assim como fazia Pelé”, diz o físico Ronald Ranvaud, do Laboratório de Fisiologia do Comportamento da Universidade de São Paulo (USP). O trabalho árduo, caso a proibição vingue, será encontrar uma fórmula efetiva para distinguir a paradinha leal da desleal. Os goleiros estão na maior torcida.

A/C Diretor de Redação
Seção: LeitorA respeito da matéria “Os goleiros estão na maior torcida”, pg 118 (Copa), em relação a “Paradinha no Pênalty”

Interessante matéria publicada pela Veja sobre a paradinha nas cobranças de pênalty. Mas a estimada revista esquece-se de algo relevante: a permissão da regra para efetuar a chamada “paradinha”. Em Diretrizes das Regras do Jogo 2009/2010 FIFA, há o texto em que diz: “é permitido aos batedores realizarem fintas na hora da execução do tiro penal“. A dita paradinha é um dessas fintas, aceitas pela regra. Desde o ano passado, a CA-CBF procurou alertar aos árbitros de que o mesmo texto fala sobre “cuidados com a finta excessiva“, que é o que chamamos de “paradona”: ou seja, quando o jogador corre, pára, e depois chuta a bola (vide a cobrança de tiro penal do atleta Fred no jogo do último sábado entre Santo André X Fluminense). Esta sim é proibida!
Se os goleiros acham a paradinha excessiva, que busquem recursos dentro da regra do jogo para dificultar a vida dos cobradores! Por exemplo: a mesma regra permite que o goleiro possa ficar se mexendo lateralmente embaixo das traves, atrapalhando a cobrança, desde que não avance ou recue sobre a linha de meta. Já imaginou se na hora de bater o pênalty o goleiro resolve ficar encostado em uma das traves? O que faria o batedor? Chutava no canto aberto, mesmo sabendo que o goleiro acertaria o canto, ou arriscaria no contrapé do goleiro, já que ali ele poderia ficar?
Para isso, faltam 2 coisas: coragem para arriscar tal posicionamento e estudar a regra do jogo.
Atenciosamente,
Rafael Porcari
Jundiaí-SP
Árbitro de Futebol
rafaelporcari@terra.com.br
professorrafaelporcari.blog.terra.com.br

 

– Futebol da Seleção só pela Web

Imagine se a CBF não renovasse o contrato das transmissões dos jogos da Seleção com a Globo.

Imagine ainda que os valores pagos por outras emissoras, tanto abertas e fechadas, não alcançasse o valor desejado.

Imagine por fim que os valores pedidos por transmissões de emissoras de rádio fossem tão altos que as emissoras em protesto boicotassem!

Isso já aconteceu, não no Brasil, mas na Inglaterra. Pelas Eliminatórias da Copa, o “English Team” só pôde ser assistido pela Internet e pelos cinemas (Ucrânia 1 X 0 Inglaterra, neste último final de semana). A Federação da Inglaterra vendeu o jogo por 4,99 libras (15,00 reais) para liberar o conteúdo por computador. Devido a acordos comerciais, liberou a transmissão em salas de cinema, a custos de 1 ingresso de filme. A audiência calculada foi de 500 mil ingleses.

E se fôsse aqui? Como seria?

– Vice da FIFA quer alterações na Regra

O Vice-Presidente da FIFA Jack Warner quer suspensão temporária para atletas que simulem ter recebido faltas! Também deseja ver campos menores e futebol com 10, ao invés de 11 jogadores, além da proximidade do soccer com rúgbi.

Extraído de: http://www.maisfutebol.iol.pt/internacional—outros/jack-warner-fifa-simulacoes-teto-salarial/1094311-1490.html

JACK WARNER QUER MUDAR REGRAS

E se um jogador fosse expulso temporariamente por dez minutos nos casos de simulação na área? É esta a proposta que Jack Warner, vice-presidente da FIFA, quer ver implementada no futebol para acabar com as simulações. «É desonesto. As pessoas pagam para ver um jogo, não uma récita de actores», defende o dirigente que também é presidente da Confederação da América do Norte, Central e Caraíbas (Concacaf).

 

Warner defende que o futebol deve inspirar-se no râguebi, que já prevê a expulsão temporária por jogo violento, para combater as simulações. «A FIFA tem de ser mais severa. Um jogador que simula deve ficar dez minutos fora de jogo», destaca o dirigente.

O vice-presidente da FIFA não faz apenas esta proposta. Warner também gostava de ver implementado um teto salarial no futebol, tal como existe na NBA, de forma a equilibrar os campeonatos e dar a todos os clubes as mesmas possibilidades de vitória, além de ser a favor da implementação das novas tecnologias na modalidade.

O dirigente originário de Trindade e Tobago vai mesmo mais longe e avança com uma proposta de reduzir as equipas a dez jogadores. «Não há nenhuma razão para que o futebol fique estático por quinhentos anos. Pelo contrário, devemos desenvolvê-lo e evoluir com ele», defendeu no decorrer de um encontro com jornalistas em Londres.

Mas é o teto salarial que motiva mais Jack Warner que se manifesta preocupado com o acentuado domínio dos clubes ingleses e espanhóis. «O teto salarial deve ser introduzido para aumentar a concorrência entre os clubes, caso contrário, os clubes mais pequenos nunca poderão lutar com os mais ricos. Na Liga Premier são apenas quatro os clubes que dominaram nos últimos dez anos e vai continuar a ser assim», lamentou.

– Sobre Shortinhos Agarrados e Camisetas Emagrecedoras

Calma, este post não fala sobre modelos ou garotas, embora o título seja enganoso. Falaremos sobre “Moda Futebol”.

Leio hoje que a Cambuci, fabricante da marca Penalty, irá fornecer ao Vasco da Gama, no próximo jogo da série B, um uniforme com tamanhos personalizados para cada jogador. Antes de tamanhos únicos ou no máximo P, M, G, a reviravolta da moda esportiva permitirá a cada atleta ter calção e camisa feitos sobre medida.

Lembro-me da década de 80: os shorts eram extremamente agarrados, feios e ao mesmo tempo “charmosos” por serem tradicionais (veja o Sócrates em 82 na foto abaixo, por exemplo). Não tão masculinos, lógico… Na década de 90, os shorts viraram calções ao pé da letra! Recordo de um jogo em que o Juninho Paulista, ainda no São Paulo FC, parecia uma criança com roupa de adulto! Passava dos joelhos…

A personalização dos uniformes só é possível graças a numeração fixa. Senão, seria inviável. Mas como roupa pode enganar, tenho observado em algumas partidas algo interessante: atletas tem jogado com uma “camisa emagrecedora” por debaixo do uniforme. Uma espécie de “baby-look”, que afina a barriga, enganando as pessoas, tornado o gordo um falso-magro.

Já apitei pelo menos 3 partidas de equipes diferentes onde usam essa vestimenta. Preparadores físicos que se cuidem… Não é melhor o jogador estar em forma?

– Os Abusadores da Área Técnica

Muito interessante a matéria escrita pelo Jornalista Fernando Sampaio em seu blog, a respeito dos “Estilos de Reclamações dos Técnicos de Futebol“. Por impedimento ético, não dá para eu comentar; mas avalie você: não é isso mesmo que acontece?

Extraído de: http://blogs.jovempan.uol.com.br/fernandosampaio/geral/mano-corneta/

MANO CORNETA

Mano Menezes está reivindicando o direito de falar com o quarto árbitro. Nem precisa. O diálogo educado é permitido. O que não pode é abusar. Neste caso, o técnico deve ser punido. Os árbitros já suportam críticas de cartolas, torcedores e comentaristas, imagine se liberarem técnicos cornetando na orelha. Vira bagunça.

A propósito, conversei com alguns árbitros sobre o comportamento dos técnicos a beira do gramado. Veja a característica de cada um na hora de chorar com o quarto árbitro:

  • Mano é firme, educado, mas extremamente questionador. Pressiona de maneira inteligente, argumenta, mas não ofende.
  • Luxa vem “doidão”, “mandão”, se achando a rainha da cocada preta! Ele irrita e quer te engolir. Se o quarto árbitro fraquejar, ele “janta”!
  • Muricy é na dele. Se acha que o árbitro errou, vira falando um monte de palavrão, a Lá Dulcídio!
  • Leão é o pior de todos. Sempre irônico, fala o que quer, acha que ninguém sabe nada, quer humilhar, é arrogante e detestado pela arbitragem!
  • Sabe quem reclama educadamente e nenhum árbitro contesta?

NELSINHO BAPTISTA

Nelsinho não fica todo espalhafatoso, mantém a educação, não fala nenhuma besteira ou reclama de absurdos. É o modo ideal de conversar ou reclamar com a arbitragem.

Mano só não falou das informações que recebe via rádio. A primeira coisa que os técnicos falam para o quarto-árbitro é: “Fulano errou, a televisão mostrou que foi pênalti claríssimo!”

– A Bola está com elas!

Pessoal, começou a Libertadores da América, versão feminina. Com ela, mais um upgrade na prática do futebol entre as mulheres. Mas veja que diferença salarial grande:

Extraído de: http://www.terra.com.br/istoe/edicoes/2082/a-bola-esta-com-elaso-futebol-feminino-comeca-a-ganhar-153141-1.htm

A BOLA ESTÁ COM ELAS

por Suzane Frutuoso

O futebol feminino começa a ganhar espaço com salários melhores e campeonatos importantes, como a Libertadores

O Santos Futebol Clube, time do litoral paulista, está sendo reverenciado como nos tempos de Pelé. A diferença é que dessa vez são as mulheres que estão honrando a camisa alvinegra. A presença no clube de Marta e Cristiane, dois dos maiores talentos do futebol feminino da atualidade, trouxe brilho e visibilidade. Elas deixaram seus times nos Estados Unidos e ficam até o fim do ano no Brasil para apoiar a profissionalização do esporte no País, que atravessa sua melhor fase em termos financeiros e de estrutura.

Prova disso é que, no domingo 4, começa, no estádio Urbano Caldeira (a Vila Belmiro), em Santos, a primeira Copa Libertadores de Futebol Feminino. A partida de estreia é entre o dono da casa e o peruano White Star. A Copa do Brasil, em sua terceira edição, também está em andamento, com 32 times. Sinais de que o preconceito perde espaço – e as garotas começam a ganhar coragem para pedir aos pais o primeiro par de chuteiras.

Com expectativas positivas de público, a Libertadores reúne dez times da América Latina, campeões nas ligas nacionais de seus respectivos países, e será um divisor de águas para o esporte. Era, também, o que faltava para tornar possível um mundial interclubes. “Todos os continentes já organizavam competições regionais, menos o nosso”, diz Marcelo Teixeira, presidente do Santos e conselheiro da Fifa, a federação internacional de futebol. Foi dele a sugestão, junto à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e à Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol), de criar a competição.

A disputa só é possível hoje porque a categoria evoluiu em seis anos o que não evoluiu em três décadas. Títulos da Seleção Brasileira como o bicampeonato nos Jogos Pan-Americanos (a final do Pan no Rio de Janeiro, em 2007, levou ao Maracanã 60 mil pessoas) e a prata na Olimpíada de Pequim no ano passado empolgaram as meninas e os patrocinadores. Em países como Estados Unidos, Suécia e Austrália o futebol sempre teve forte presença feminina. “A discriminação não deixou o esporte engrenar aqui”, diz Kleiton Lima, técnico da equipe Sereias da Vila (nome que batiza a equipe santista) e da seleção feminina.

É de 1921 o primeiro registro de jogo feminino entre as senhoritas tremembenses e as senhoritas catarinenses. Mas uma lei de 1941, vigente até 1975, estabelecia que “às mulheres não se permitirá a prática de desportos incompatíveis com as condições de sua natureza”. A desculpa era comprometer a fertilidade devido às jogadas de impacto. Há duas diferenças físicas entre os sexos que influenciam o desempenho: “os homens têm mais glóbulos vermelhos, que aumentam a resistência, e mais testosterona, que melhora a velocidade”, diz o fisiologista Turíbio Leite de Barros Neto, médico do São Paulo Futebol Clube e coordenador do Centro de Medicina da Atividade Física e do Esporte (Cemafe), da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). As partidas femininas podem ser mais lentas, com menos explosão, mas nada tem a ver com determinação e técnica.

É preciso, agora, investimentos. Nos anos 80, a modalidade existiu nos grandes clubes. A falta de divulgação, porém, impediu a conquista de patrocínios. E ninguém queria ficar no vermelho para sustentar o que não dava retorno financeiro. Estrutura para treinos e remuneração eram precários. O Santos foi um dos poucos a acreditar nas mulheres. “Durante dez anos tiramos dinheiro de outros departamentos para manter o feminino”, diz Teixeira. A decisão parece ter sido acertada. Os jogos com as Sereias já dão lucro. Nas categorias de base e nas escolinhas, o time prepara 800 meninas a partir dos 9 anos. Entre outros times que investem no esporte para as garotas estão o Juventus, de São Paulo, o Atlético Mineiro, de Minas Gerais, e o Sport, de Pernambuco.

Atualmente, os contratos permitem às jogadoras viverem da modalidade. Não é o salário recebido pelas americanas e nem chega perto dos R$ 24 milhões por temporada que o jogador Kaká recebe no Real Madrid, da Espanha. Mas há benefícios como o bolsa-atleta em universidades e os planos de saúde. Mais do que isso: elas se sentem motivadas a competir graças a um calendário em estruturação com campeonatos de padrão elevado. Ainda é pouco. Marta avisou que no final de 2009 deixa o País para se dedicar à liga americana, mais competitiva.

O mesmo fará a jogadora Cristiane. “No momento, jogo no meu país para ajudar a divulgar o esporte”, diz a atleta. “Mas como profissional ainda cresço lá fora, concorrendo contra equipes de ponta.” O torcedor também precisa de rivalidade. É um incentivo para ele acompanhar os jogos e ir ao estádio. Mas ainda é necessário dar mais condições para as atletas desenvolverem toda sua capacidade de rendimento. Com estrutura, novos talentos despontam – e as estrelas voltarão para ficar.

– Time Ruim mas com Dirigente Sincero!

Talvez ela tenha nos visto e pensado: “Tem gente em situação pior”

Frase do treinador Phil Brown, do Hull City, lanterninha do Campeonato Inglês de Futebol, após convencer uma mulher que queria se matar a não pular de uma ponte!

Tem muito torcedor que vai ao estádio e pensa em se matar justamente pela ruindade do seu time… kkkkk Desculpe, mas não podia deixar essa passar em branco…

– Números que Coincidem mas não batem!

– Campeonato Brasileiro:

  • Pacaembú no sábado: renda de 1 milhão para 26.000 pagantes (Corinthians X Atlético-PR).
  • Maracanã domigo: renda de 1 milhão para 80.000 pagantes (Flamengo X Fluminense).

Interessante… o Corinthians supervalorizou o ingresso; o Flamengo o subsideou. Se invertessem os preços dos ingressos com os mesmos públicos, um estaria falido e outro teria resolvido todos os atrasos salariais!

– Cientificamente, Futebol mostra lógica em apenas 28% dos Jogos!

Amigos, costumo brincar que a única lógica do futebol é que ele é “ilógico”. Claro, opinião pessoal e discutível.

Entretanto, segundo o Caderno “Ciência” da Folha de São Paulo (clique aqui para link), na matéria intitulada “72% DO FUTEBOL É CAIXINHA DE SURPRESA”, um estudo mostrou que a probabilidade da Copa do Mundo premiar a melhor seleção é de apenas 28%. Assim, há 72% de chances do campeão não ter o melhor time. A reportagem de Rafael Garcia traz como base um estudo científico realizado pelo astrofísico inglês Gerald Skinner, do Centro Goddard de Washington. Após uma engenhosa fórmula, o cientista chegou a um modelo de resultados estatísticos resultante nesse número.

Assim, fica a discussão: em campeonatos eliminatórios (mata-mata), nem sempre há justiça, pois o melhor pode ser eliminado. Nos campeonatos de pontos corridos, pela regularidade, o melhor costuma ser campeão. Embora, ressalte-se, a comprovação mesmo científica pode levar a debates intermináveis.

Agora, dentro dessa tese, se uma equipe teoricamente “pior que outra” vencer o considerado “melhor de todos”, não seria ela a melhor?

Talvez não. Vide Once Caldas campeão da Libertadores ou Grécia campeã da Eurocopa. Campeões de torneios, mas não melhores do que os adversários, caso o torneio fôsse em pontos corridos.

Matéria em: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ciencia/fe0310200901.htm

– Comportamentos Distraídos e Diversos

Por que tanto os comentaristas de arbitragem Arnaldo César Coelho, José Roberto Wright e Oscar Roberto de Godoy estão, atualmente, brigando com a imagem?

Foram grandes árbitros, são excelentes comentaristas, mas não dá para iludir a todos.

Domingo, no jogo Santo André X São Paulo, o zagueiro sãopaulino Miranda dá um carrinho legal (na bola) e posteriormente o adversário Fernando tropeça na mesma. Segue o jogo. Mas o Arnaldo diz: pênalty claríssimo, tesoura irresponsável, cartão vermelho ! ! !  Pô, assustei! Será que estava distraído? Revendo o lance, Arnaldo manteve sua opinião e mantive a minha, igual a do árbitro, que foi certeira.

Ontem, no jogo do Cruzeiro X Palmeiras, o atacante Kléber escorrega no campo e Wright de pronto: pênalty, o zagueiro puxa o braço. Por todas as câmeras, não era nada disso! Na Band, Godoy queria invadir o campo para dar o pênalty! A IMAGEM ERA REPETIDA E ELES INSISTIAM…

O problema é que os árbitros que estão assistindo sabem que o comentário foi errado, mas o povão acaba crendo piamente neles. E isso é um perigo!!!

Agora, já que o assunto é arbitragem, e o cartão vermelho redondo que o árbitro inglês Petter Walton inventou? Quem teve a honra de recebê-lo pela primeira vez foi o brasileiro Fábio, do Manchester United (quase nunca joga, e quando joga, é expulso no primeiro tempo…):

Frescura, não?

Outra loucura do mundo da bola: na Suécia, um goleiro diminuia o tamanho das traves para tomar menos gols! E a malandragem funcionava!

Veja só, extraído de: http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Futebol/0,,MUL1316028-9842,00-NA+SUECIA+GOLEIRO+DIMINUI+LARGURA+DO+GOL+AO+EMPURRAR+TRAVES+PARA+DENTRO.html

Na Suécia, goleiro diminui largura do gol ao empurrar traves para dentro

Kim Christensen, do IFK Gotemburgo, admite ter usado o expediente em diversos jogos do campeonato local até ser descoberto por um árbitro

Líder do Campeonato Sueco e finalista da Copa da Suécia, o IFK Gotemburgo saiu de campo sem levar gols em metade das 28 partidas que disputou na temporada. A explicação pode estar com o goleiro dinamarquês Kim Christensen. Não por defesas milagrosas, mas por um truque que foi descoberto no empate em 0 a 0 fora de casa com o Örebro, na noite desta quarta-feira. Antes de a bola rolar, Christensen diminuiu a largura do gol chutando e empurrando com os pés a base das traves para o lado de dentro. Ele fez diminuir a largura em 10 cm de cada lado na base do gol.

CLIQUE AQUI PARA VER A ARTIMANHA

Alertado sobre a malandragem do goleiro, o árbitro Stefan Johannesson interrompeu a partida aos 20 minutos do primeiro tempo e ele mesmo chutou a base das traves de volta para o lugar. O goleiro, no entanto, não foi punido. No intervalo do jogo, em entrevista a uma TV sueca, Christensen admitiu não ter sido a primeira vez em que ele diminuiu o tamanho da baliza.

 – Eu já fiz antes e até agora nunca tinha sido descoberto.

Perguntado se esse seria o motivo de tantos jogos sem levar gols, o dinamarquês sorriu e disse: 

– Talvez, sim.

Para não atrapalhar os atacantes do IFK no segundo tempo, o goleiro botava as traves no lugar certo ao fim da etapa inicial. Companheiro de equipe de Christensen, o atacante da seleção sueca Tobias Hysén afirmou que já sabia do truque.

– Nós não só sabemos disso como também tentamos aproveitar alguns momentos de descuido para fazer o oposto e alargar o gol adversário. Isso pode fazer a diferença entre uma bola que bate na trave e sai e outra que bate na trave e entra.

A seis rodadas do fim do Campeonato Sueco, o IFK lidera com os mesmos 47 pontos do AIK mas leva vantagem exatamente no saldo de gols. 

– O Gesto Obsceno de Bussaca 2

Que maluquice! Mal coloco o link do árbitro Massimo Bussaca sobre o fato dele fazer gesto obsceno na Suiça (aqui), vejo que o mesmo apronta novamente!

Convidado a apitar no Catar, durante a cobrança de escanteio, ele “arriou o calção” e começou a fazer xixi na Grande Área! Ao vivo, sem constragimento! E os atletas ali, esperando…

Alguém sabe o que está acontecendo com esse árbitro?

Clique e Veja o vídeo, nítido e claro:

http://www.jp.com.br/media/online/index.php?view=35321&categoria=4

– O Gesto Obsceno de Bussaca

Para quem milita no futebol, sabe quem é Mássimo Bussaca. O árbitro ítalo-suiço que apitou a final da última Champions League, nome forte para a próxima Copa do Mundo e um dos mais respeitados apitadores do mundo, cuja frieza e seriedade são marcantes.

Entretanto, nosso amigo esqueceu-se do equilíbrio emocional e “perdeu a linha”… Após ser ofendido por torcedores durante um jogo, virou-se para a torcida e fez, digamos, um gesto muito feio…

Creio que as vezes temos vontade de fazer isso para alguns torcedores chatos, mas não devemos… Estamos acima de provocações!

Veja só:  

Globoesporte.com

Globoesporte.com

Extraído de: http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Futebol/0,,MUL1312155-9842,00-JUIZ+SUICO+PEGA+TRES+JOGOS+DE+SUSPENSAO+POR+GESTO+OBSCENO+PARA+A+TORCIDA.html

Juiz suíço pega três jogos de suspensão por gesto obsceno para a torcida

Massimo Busacca reconhece que ‘perdeu a linha’ ao reagir às provocações durante jogo da Copa da Suíça

Árbitro da final da última Liga dos Campeões, o suíço Massimo Busacca foi suspenso por três partidas por ter feito gestos obscenos para a torcida durante a partida entre Baden e Young Boys, sábado, pela Copa da Suíça.

A federação de futebol do país decidiu suspender Massimo por três jogos do campeonato local. O árbitro “perdeu a linha” depois que alguns torcedores do modesto Baden, da Terceira Divisão, invadiram o campo quando o time fez 1 a 0 sobre o Young Boys.

– Eu me deixei provocar pelos insultos verbais dos torcedores e fiz um gesto nada esportivo. Isso não deveria ter acontecido – disse o árbitro.

Massimo apitou a vitória do Barcelona sobre o Manchester United na final da Liga dos Campeões da última temporada. O suíço também participou da Copa do Mundo de 2006, quando trabalhou na partida entre Ucrânia e Espanha.

 

Que coisa feia…  Imaginou fazer um gesto desse no Maracanã lotado?