– O Povo da Copa sem Esgoto, mas com Estádio de Futebol bem caro…

O que podemos dizer? Enquanto em Manaus o Vivaldão custará pelo menos 500 milhões de reais, arcado pelo governo, já que não há participação da iniciativa privada, apenas 11% da população da região tem esgoto. E o curioso é que não há verba para o saneamento básico, embora exista para a edificação da praça esportiva.

 

Coisas de uma Copa do Mundo no Brasil…

 

MAIS UMA LENDA DA AMAZÔNIA

 

No Amazonas, onde só 11% da população tem serviço de esgoto, o governo quer gastar 500 milhões de reais num estádio para a Copa.

 

Por Nicholas Vital, Revista Exame, edição de 08 de setembro de 2010, pg 59-61.

 

Matéria no link em PDF: http://www.copa2014.org.br/midia/namidia/1-292010152826-exame_0809_mais.pdf

– Jogo Corinthians X Goiás mostra que uma virtude está em extinção na Arbitragem. Qual é ela?

Amigos, um fato interessante no jogo Corinthians X Goiás mostrou claramente o problema que as Comissões de Arbitragem, Árbitros e Entidades Esportivas enfrentam: a falta de uma específica virtude.

 

Antes de falarmos dela, é importante pontuar o caso: Corinthians no ataque, zagueiro do Goiás dá um carrinho na bola e sai jogando; o árbitro entende como infração e dá tiro penal. Erro claro, nada a discutir.

 

Lances como os de ontem mostram a existência de dois tipos de erros comuns de arbitragem (tanto em jogos nacionais como em campeonatos de todo mundo):

 

Os erros ACEITÁVEIS- por exemplo: lances em que o jogador está impedindo por poucos centímetros; jogadas duvidosas aonde após exaustivas repetições se chega à conclusão do erro, ou ainda lances que dividem a opinião publica (entre tantos lances difíceis de se decidir).

 

Os erros CONDENÁVEIS- por exemplo: atleta impedido com 2 metros à frente do penúltimo ontem; bola que bate na mão e se marca tiro penal; lances claros de jogadas não-faltosas onde se assinala infração, entre outros.

 

Sobre “erros aceitáveis não dá para discutir; fazem parte do jogo e pela própria natureza do esporte, acontecerão sempre, pela falibilidade humana – estes devem ser relevados. Agora, erros condenáveis poderiam ser evitados. E por que ocorrem? Por três motivos:

 

1) Dificuldade técnico-disciplinar (árbitro fraco, que interpreta mal as jogadas ou que apita sem critério na distribuição dos cartões);

 

2) Despreparo emocional (árbitro que aceita pressão de jogadores famosos ou que apita ao barulho da torcida);

 

3) Infelicidade no dia da partida (o popular “dia em que nada dá certo”; azar; urucubaca).

 

Especificamente, no dia de ontem, o lance estava na frente do bandeira. Sei das dificuldades de se apitar uma partida de futebol, militei dentro dos gramados por 14 anos! Não seria ingênuo de desprezar as nuances de uma tomada de decisão na partida. Se o árbitro deu uma bobeada na marcação do pênalti, por que o seu assistente não corrigiu a tempo? Será que ele interpretou a mesma coisa do que o árbitro?

 

Claro que os árbitros são limitados pela não-permissão da tecnologia. Mas dentro do que se pode utilizar, por que não se aproveitar, como, por exemplo, o uso do rádio-comunicador? Aliás, não estou vendo o rádio nas partidas do Brasileirão; ele é um eficiente instrumento de auxílio à arbitragem. E aí vem a falta da virtude tão carente que citamos acima: a CORAGEM. Com 3 X 1 no placar, um jogador a mais e a torcida motivando o time, tal pênalti mal assinalado não influenciou significativamente na partida. Mas o erro não poderia ser evitado? Na rapidez do lance, o bandeira não poderia ter comunicado o árbitro (com ou sem rádio) de que estava equivocado, já que ele estava na frente da jogada?

 

Finalizando, me relembro perfeitamente: Fui escalado com certo árbitro importante que hoje não apita mais para um jogo no interior. Eu seria quarto-árbitro e conosco estava um dos árbitros assistentes da partida. Acabávamos de sair de uma reunião da FPF, onde se pregava que a arbitragem deveria ser em equipe, e que o bandeira não era mais auxiliar, mas sim assistente, com responsabilidades em arbitrar a partida conjuntamente, dentro das suas limitações. Durante nossa viagem ao estádio, o assistente perguntou ao árbitro: ‘Quer falar alguma coisa do nosso plano de trabalho agora?’ E ele: ‘Sim. Esquece tudo o que você ouviu na reunião. No meu jogo você é só bandeirinha, marque lateral e impedimento. Se marcar falta, eu mando baixar a p. da bandeira. Entendido?’

 

Precisamos dizer mais alguma coisa? Ainda há muitos árbitros que determinam esse plano de trabalho. E por que os assistentes não ‘se rebelam’ em campo? Pela falta da virtude… Coragem!

 

E você, concorda que falta essa virtude ou há outras observações?

– Dá para escolher um novo presidente para a FPF?

Amigos, o Ministério Público anunciou que pode colocar um interventor na Federação Paulista de Futebol, devido ao problema dos laudos de estádios do começo do ano. Em suma, os estádios interditados por falta de segurança para o Campeonato Paulista foram, segundo o MP, “misteriosamente” liberados rapidamente com laudos que os aprovariam.

Imaginemos que o presidente Marco Polo Del Nero tenha que deixar o cargo e um interventor seja nomeado. Quem seria ele? Teria capacidade moral, intelectual e administrativa para o cargo?

 

Já que estamos em época eleitoral, que tal transpormos o problema num fictício exercício democrático-esportivo e escolher: se você pudesse, quem escolheria para o cargo de Presidente da Federação Paulista de Futebol?

 

Quero ver qual nome você escolherá. Um nome só, não precisa mais do que isso. Qual agulha você achará no palheiro?

– João Mendonça Falcão Vive!

 

Calma, esse post nada tem a ver com vida pós-morte. Mas falamos de ideários, principalmente no esporte. E, como nunca, a figura de um ex-dirigente esportivo, mesmo pouco lembrado atualmente, é atualíssima: João Mendonça Falcão, deputado e ex-presidente da FPF.

 

Poucos sabem dessa história, mas convivi semanalmente com o “Dr Falcão”. Ganhei chaveirinhos dele na sua última campanha a Deputado Federal pelo PTB no início da década de 80.

 

João Mendonça Falcão se recolhia aqui em Jundiaí, no nosso Bairro Medeiros (onde minha família se instalou e permanece até hoje), em sua aprazível chácara. Hoje, coincidentemente, moro bem em frente a ela, que se transformou no saboroso e aprazível restaurante campestre Noz Mostarda.

 

Falcão pontualmente chegava na loja de materiais de construção do meu pai às 9:00h, trazido pelos folclóricos motoristas Ivan ou Toco (este, figura carimbada do futebol paulista, corinthiano doente). Lembro-me sempre do Del Rey azul estacionando no pátio, ou em situações estratégicas, da Brasília bege! Quando o então ex-dirigente entrava na loja, fazia questão de sentar na cadeira do escritório, encostar sua bengala (já era bem idoso), e ficava lá contando suas histórias. Hoje tenho como certeza que, alijado dos holofotes, ele buscava simplesmente companhia para contar suas experiências (ele sempre se queixava da família e outros problemas particulares; enfim, um homem solitário no final da vida).

 

Imagine uma criança fanática por futebol (sem noção do que era a Federação Paulista de Futebol ou a política no esporte), ganhando bolas oficiais do Campeonato Paulista, ouvindo contos e passagens daquele senhor de idade sobre nomes famosos do futebol, além de perceber que era uma figura importante? Me deliciava com as histórias, mesmo que não as entendesse.

 

Naquele tempo, não havia telefone no bairro todo, e a linha só chegava até a nossa loja. Falcão ia lá, ligava para Deus e o mundo, e ficava até à hora do almoço. Cansei de vê-lo esbravejar com seus pares políticos, sem ter noção do que era importante ou não. E quase toda semana, ele dizia algo que de tanto contar, gravei na mente até as mesmas palavras: “se o Santos ganhou do Milan, tem que me agradecer para o resto da vida…” , em referência ao jogo-desempate do Mundial de 63, onde ele não permitiu o jogo em campo neutro e sim no domínio santista.

 

Digo tudo isso para lembrar do fato que torna Falcão atual: ele repetia sempre, mais ou menos com essas palavras, que “Futebol é muito mais do que um jogo jogado no campo, é vencido fora dele”.

 

Hoje, adulto e tarimbado, entendo perfeitamente o que ele queria dizer. Ex-árbitros daquele período, que tive o grande prazer de conhecer e que hoje são octagenários, diziam que quando o João Mendonça Falcão chamava alguém em sua sala, lá na sede da FPF na Brigadeiro… xi… lá vinha confusão. Muitos deixaram de apitar por não concordar com determinadas ordens.

 

Cada vez mais a política está presente no futebol. Não há manipulação de resultados oficial, pois seria perceptível àqueles que entendem e militam na área. Mas há entraves dificultosos políticos, que deturpam o espírito esportivo. Nesta semana, por exemplo, o ex-piloto finlandês Kimi Raikkonen declarou que “Na F-1, há muitos fatores mais importantes do que a corrida. É muita política e ninguém diz o que pensa”.

Traga essa frase da F-1 para o mundo futebolístico e compare com a frase de efeito do ex-presidente da FPF, citada acima. Falcão não é atual?

 

E você, o que pensa disso: há muitos mais fatores políticos no futebol do que o próprio jogo? Deixe sua opinião:

– O Naming Rights do Corinthians, se os valores forem verdadeiros, será superior aos do resto do mundo!

 

Veja os seguintes números:

– Emirates Stadium: 90 milhões de dólares por 15 anos (Estádio do Arsenal – Inglaterra)

– Allianz Arena: 90 milhões de euro por 15 anos (Estádio do Bayern e do Munich 1860 – Alemanha – valores divididos entre as equipes)

– American Airlines Center: 195 milhões de dólares por 30 anos

– Gillete Stadium: 90 milhões de dólares por 15 anos.

 

Esses são os valores dos naming rights de algumas praças mundiais (em tradução simplória: direito de uma empresa comprar o nome de uma arena de eventos e usá-lo com o nome que bem entender).

 

Aqui no Brasil, causou surpresa o anúncio do Corinthians sobre a decisão de construir seu estádio através de uma parceria com a Construtora Odebrecht. A empreiteira dá um estádio de aproximadamente 300 milhões de reais, e o Corinthians paga esse valor permitindo que a Odebrecht use o naming rights do estádio por 15 anos.

 

Compare com os valores acima. Enquanto que o Allianz Arena arrecada 6 milhões de dólares anuais, o Corinthians arrecadará 20 milhões de reais. Maior do que qualquer outra arena do mundo!

 

Segundo o site da Abril Esportes, em colaboração com a Gazeta Press (citação e link em: http://www.abril.com.br/noticias/esportes/futebol/corinthians/estadio-corinthians-sera-financiado-pelo-bndes-1247057.shtml ), a negociação envolve totalmente o BNDES. Como o Corinthians tem dívidas atrasadas e impostos não recolhidos, não pode contrair empréstimos governamentais. Assim, a Odebrecht solicitaria esse dinheiro do banco, sendo uma espécie de “barriga de aluguel” da grana. Uma espécie de “laranja” do negócio, com participação mais ativa do que os costumeiros intermediários.

 

Sobre naming rights, é válido lembrar que na Liga dos Campeões nunca é citado o nome “Emirates Stadium”, mas sim Arsenal Stadium, devido a acordos do organizador. Entre os torcedores dos Gunners, o estádio ainda é chamado carinhosamente pelo nome antigo, Highbury.

 

É claro que a Odebrecht não usaria o nome de Odebrecht Arena; afinal, empresas utilizam produtos destinados a consumidores físicos ou as próprias marcas nos estádios. Qual o retorno que a Odebrecht teria com o naming right do novo estádio? Nenhum! A não ser que o revenda, por um valor mais alto ainda (o que é improvável de se obter). Sem contar que o brasileiro adora apelidos: Canindé, Vila Belmiro, Morumbi, Pacaembu, Vivaldão, Castelão, Maracanã, Mineirão, Barradão, Teixeirão… (que mania de grandeza, não?)

 

O estádio servirá a Copa do Mundo em SP. E algumas coisas assustam: foram tantos laudos que o São Paulo FC enviou à FIFA, através da CBF, e nenhum satisfez. Problemas técnicos barraram o Morumbi. O Palmeiras não consegue nenhuma licença para o início das suas obras. E o Corinthians já teve o estádio aprovado e as licenças permitidas?

 

Coisas assim foram cantadas e contadas no prenúncio da Copa do Mundo no Brasil. E não deu outra… Tomara que nossos bolsos banquem tanta gastança…

 

E você, depois desse imbrólho: ainda é a favor de uma Copa no Brasil? Eu nunca fui…

Deixe seu comentário!

– Felipão & Árbitros: Perseguido, Incompreendido ou Desrespeitoso?

Neste último domingo, o treinador Luiz Felipe Scolari, em tom de denúncia, reclamou que estava sendo perseguido pelos árbitros, sendo tal fato uma suposta retaliação à posição da sua equipe nas eleições do Clube dos 13 (o Palmeiras votou contra o candidato apoiado pela CBF). Na segunda-feira, durante o jantar festivo da S.E.P., o presidente Luiz Gonzaga Beluzzo minimizou a acusação, alegando que a perseguição ao Felipão com  expulsões e broncas não tinham correlação política, mas sim pelo fato da importância que os árbitros vêem de se destacarem sobre um nome prestigiado (em outras palavras, quís dizer que os árbitros querem se aparecer às custas da fama de Scolari).

 

 

Argumentar, levantar hipótese e até contestar as atuações dos árbitros, fora de campo e de maneira respeitosa e educada, são válidas. O que não pode é acusar sem provas, como tem sido feito. Passa-se a idéia de que a CBF e a C.A. conspiram contra o Palmeiras! Cuidado, o torcedor menos informado e mais fanático pode crer nessa história. De tanto falar sobre o assunto, uma hora começa-se a acreditar. Assim, o fracasso da equipe passa a ter como responsável não o técnico, jogadores e diretoria, mas sim o árbitro. O juiz de futebol vira bode expiratório, ganha destaque e ofusca outros assuntos como a má-escalação da equipe, plantel reduzido ou fragilidade do esquema tático.

 

 

Dentro desse ideário filipônico/beluzziano que está sendo criado, se acreditarmos nele, temos o seguinte cenário:

 

 

1) Na partida de estréia do Felipão, o Palmeiras não venceu pela ansiedade do árbitro em estar atento a possíveis deslizes de Scolari na área técnica (afinal, houve reclamação ao final da partida).

2) Wilton Sampaio, premeditamente, esperava uma grosseria do treinador para expulsá-lo, e justo na primeira vitória do time, só para desmoralizá-lo.

3) Sálvio Spínola Fagundes Filho injustamente repreendeu Felipão a beira do campo para querer aparecer mais do que o treinador. O árbitro queria evitar que Scolari trabalhasse com tranqüilidade.

4) O Palmeiras teve alguns insucessos devido as entrevistas concedidas pelos atletas; afinal, deturpam a fala dos jogadores.

5) A culpa da má campanha é da imprensa e da arbitragem.

 

Ora, tal discurso pode até funcionar para os mais desavisados, mas não cola para pessoas esclarecidas. A cada desculpa, há sempre uma contrapartida e a elucidação da verdade:

 

1) Felipão não estaria enferrujado por ter trabalhado em outros centros futebolísticos sem ter tido sucesso (ironizado no comando do Chelsea e sem competitividade no futebol do Uzbequistão)? Leva tempo para voltar a ter ritmo de competição, e muitas vezes a pressão contra a arbitragem é uma forma de se tentar ganhar o jogo na marra, quando não se tem poderio. Time bom ganha do adversário e da arbitragem, caso seja necessário.

2) Wilton Sampaio o expulsou por ter sido, segundo a súmula, chamado de “safado”. O árbitro vai querer expulsar Felipão a toa, dentro da casa do Palmeiras, a troco de notoriedade? Claro que não. Sua equipe vencia, era necessário tal descontrole emocional? Xinga o cara e quer ficar em campo? Aí não dá… (Scolari alegou que não foi expulso nem na Inglaterra e nem no Uzbequistão. Claro, ele não xinga em inglês e nem em uzbeque… e os árbitros de lá, claramente, não falam português)

3) Em Campinas, numa partida de fraco nível técnico, após insistentes e infundadas reclamações contra a arbitragem, Scolari foi advertido verbalmente por Sálvio Spínola. Vai me convencer de que o Sálvio, árbitro da FIFA e com muita experiência, ia querer aparecer em cima do Felipão num jogo contra o Guarani? Tenha dó…

4) Promover a censura a lá Dunga na África do Sul para buscar resultados dentro de campo não parece ser a melhor estratégia.

5) Jogar a culpa dos maus resultados sobre a imprensa e sobre a arbitragem é desculpa mais do que conhecida. Há treinadores experts nisso. Quando perdeu para Honduras na Copa América, Felipão reclamava do árbitro guatemalteco e foi expulso. Luxemburgo, certa feita, pressionado no Santos, criou uma idiota polêmica sobre o árbitro Rodrigo Martins Cintra e a camisa cor-de-rosa, tirando o foco do time. Dunga usou o mau relacionamento com a imprensa e promoveu uma auto-reclusão na África, como fato motivador para os atletas.

Tirar o foco da dificuldade do seu trabalho e alimentar polêmicas paralelas está cada vez mais usual no futebol brasileiro. Uma pena. Com o rótulo de perseguido, Scolari abafa possíveis reclamações quanto ao seu esquema de jogo e capacidade de desenvolver novos esquemas táticos.

Luiz Felipe é vencedor. Respeito ele. Ganhou títulos importantes nos clubes e a maior honraria que um treinador pode almejar, que é a Copa do Mundo. De certo, não precisa ser desrespeitoso e se expor tanto. Ou será que é justamente pela sua má fase que ele precisa se expor, para diminuir as críticas?

E você, acredita que Felipão está sendo perseguido pelos motivos citados por ele ou é tudo cascata? Deixe seu comentário:

– Reeducadores Sociais para Boleiros

“Juiz Ladrão, vai sair de camburão”

 

Ontem, após o jogo Vitória 4 X 2 Santos, o atleta santista Neymar colocou no micro-blog de relacionamento social twitter essa mensagem, em referência ao árbitro Sandro Meira Ricci, que houvera apitado a partida.

 

Se um atleta ofende o árbitro após a partida, ainda dentro do campo, pode receber o cartão vermelho. Se for na escadaria que dá acesso ao vestiário, o árbitro pode relatar o ocorrido, sem a aplicação do cartão (e terá o mesmo peso).

 

Claro que Neymar nem jogou ontem. Claro que estamos em uma democracia. Claro que a liberdade de expressão deve ser inquestionável. Mas… fico pensando: ninguém fala ao menino Neymar, cujo futebol vale 35 milhões de euro, que é prudente não falar isso?

 

Parece piegas ou discurso politicamente correto em excesso, mas cá entre nós: imaginem o clima na próxima partida em que se encontrarem (se se encontrarem…). Os árbitros são profissionais (embora não sejam reconhecidos como tais na lei), não devem ter espírito de vingança ou guardar mágoa. Entretanto, são humanos. Vai que…

 

Entenderam?

 

Custa muito o departamento de futebol do Santos contratar um profissional para orientar esses garotos? Valem tanto, e custaria tão pouco. Não uma babá, mas, digamos, um “reeducador social”?

 

A grande preocupação, não só válida para o futebol, é de que quando se ganha muito dinheiro sem preparo para tal, a pessoa perde a noção da responsabilidade e respeito ao próximo. Não tem limites sociais, e vale tudo! O deslumbramento é inevitável para despreparados.

 

Me parece que o Jorge Henrique também reclamou da arbitragem via Twitter. A moda está pegando?

 

O que você acha disso: Jogador pode ou não falar pelo Twitter o que ele queria falar pessoalmente ao árbitro? Deixe sua opinião!

 

Ops: sobre os lances de pênaltis a favor do Corinthians e contra o Santos:

 

– AVA X COR: Jorge Henrique caiu por força do toque do seu adversário? Se sim, é pênalti. Mas se ele sente o toque e abandona a jogada a fim de cavar o pênalti, mesmo podendo continuar o lance, não se marca nada. Lance chato para o Péricles Bassols Cortês (é verdade que o histórico do Jorge Henrique não ajuda muito, embora ninguém pode apitar fazendo mal julgamento do atleta).

 

– VIT X SAN: Edu Dracena tinha tempo de tirar a mão da bola na hora em que ela foi chutada? Ele pôs a mão na bola ou a bola bateu nele? Tinha distância suficiente para se esquivar da bola? Respeito o excelente Sandro Meira Ricci, mas em casa, do sofá, eu não daria. Mas como ele estava em campo, suado, sentindo o calor da partida e próximo do lance, não critico a sua decisão, embora não concorde.

– Árbitro Maradona em Paris

Passada a Copa do Mundo, ainda vejo a engraçada propaganda da grife francesa Louis Vuitton. Aproveitando a época de entusiasmo futebolístico, a empresa lançou na ocasião um vídeo onde Maradona é juiz de uma partida de pebolim. Os times? Um jogado por Pelé, outro por Zinidine Zidane.

O cachê deve ter sido fraco, não?

Assista ao vídeo: http://www1.folha.uol.com.br/folha/videocasts/ult10038u724939.shtml

– A Polêmica do Fim dos Replays em Lances Duvidosos no Futebol

Abolir o Replay ajudará o Árbitro de Futebol?

 

No final de julho, a RAI, emissora de TV de sinal aberto da Itália, anunciou que não mostrará o replay de lances polêmicos que envolvam arbitragem nas partidas de futebol que transmitirá no Campeonato Italiano. De imediato a Associação Italiana de Árbitros aplaudiu a decisão. Na última segunda-feira, a emissora ratificou a decisão.

 

A idéia é de que o jogo seja muito mais discutido e menos reclamado. Sem a repetição da imagem, os torcedores discutiriam mais os lances, polemizariam, já que estariam em dúvidas, e não ficariam sempre reclamando de que foram prejudicados. A dúvida do prejuízo ficaria no ar.

 

Sabem o que penso disso? Sinceramente, uma idiotice. Querem blindar erros de arbitragem como que se assim eles deixassem de existir.

 

Alguns motivos para discordar dessa decisão devem ser explicados através dos erros e sua tolerância:

 

1) Existe um mito de que os árbitros de hoje são ruins. Ora, existem fases e ciclos no futebol, de bom e de ruim desempenho. Acontecem com os clubes, com os jogadores e com os árbitros também. Mas será que os árbitros de hoje (que correm muito mais do que os de antigamente, que apitam mais jogos que os de antes, que tem mais concorrentes no apito do que anteriormente, que tem melhor material esportivo e mais recursos para os auxiliarem, sem falar na própria subjetividade da interpretação de algumas regras) são piores do que os de ontem? Não tenho dúvida alguma que os de hoje são tão bons (ou melhores) dos de antigamente, pelo simples fato de que os de ontem (não estou tirando o mérito de árbitros como Dulcídio, Goycocheia e outros) tinham menos câmeras para flagrar seus erros. Todo árbitro erra; com 1 ou 2 câmeras de 30 anos atrás flagra-se muito menos do que com 20 câmeras atualmente.

 

2) Como o futebol tem maior visibilidade, um arremesso lateral marcado para o time errado já ganha status de erro grave ao fanático torcedor. O mundo vê e os erros se tornam imperdoáveis.

 

3) Pelas altas cifras, é claro que os dirigentes esportivos justificam nos erros de arbitragem suas derrotas.

 

4) Por fim: se durante o jogo não houve replay, pós-jogo eles serão discutidos e reclamados da mesma forma. As emissoras mostrarão o lance exaustivamente como já fazem hoje.

 

Essa medida, portanto, é uma grande bobagem. O que me parece é que a RAI quer evitar a seguinte situação: num lance de suposto pênalti não marcado, o replay é mostrado e imediatamente um cartola que assiste o jogo da sua casa ou no seu camarote liga no celular do treinador e diz: o Arnaldo falou que foi, esse f… está roubando nosso time!” – essa é uma frase padrão e posso garantir que ela é constante nos gramados.

 

A verdade é uma só: a informação de erros e acertos dos árbitros divulgada instantaneamente pela TV chega para dentro de campo. É ilusão acreditar que os atores da partida – árbitros, jogadores e treinadores – fiquem imunes a ela. Sem o replay, ela demorará um pouco mais a chegar. E para ser preciso, será o tempo de 30 segundos de uma fita rebobinada (fita é bom, hein? DVD, professor…).

 

Leve em conta ainda outro fator: quem garante o acerto do “comentário do comentarista”? Canso de ver erros de avaliação de comentaristas. Lances faltosos como dito normais e vice-versa. Não por má-fé ou por incompetência, mas pela própria natureza do futebol.

 

É o que costumamos dizer quando avaliamos um jogo que apitamos e discordamos do comentário do analista de arbitragem: “Ele está brigando com a imagem…”

 

E você, o que pensa disso? No que vai mudar no futebol (dentro e fora de campo) se tirar o replay das transmissões televisivas?

 

(Obs.: se realmente for o caso de evitar tumultos intra-campo, proíbam jornalistas atrás do gol de soprar informação aos goleiros, tirem os celulares das comissões técnicas (idéia essa já levantada há algum tempo no Brasil) e obriguem o uso de protetores auriculares.

 

Me parece mais uma daquelas absurdas medidas da FIGC, como a da proibição de palavrões durante o jogo.

 

Alguns detalhes sobre a medida, extraídos do jornal La Stampa:

http://www.lastampa.it/sport/cmsSezioni/calcio/201007articoli/28286girata.asp

 

RAI, ADDIO MOVIOLA NEI PROGRAMMI SPORTIVI

 

La Rai dice basta alla moviola nelle trasmissioni sul campionato di calcio. La consueta rubrica che analizzava i casi controversi di serie A e serie B sarà sostituita da approfondimenti tecnici, a scopo didattico, affidati non più ai noti ex arbitri.


La notizia è riportata da un quotidiano e confermata dal presidente della Rai, Paolo Galimberti, che ha già espresso la sua approvazione per la decisione presa dal direttore di Rai Sport Eugenio De Paoli.


Le immagini televisive serviranno solo a chiarire la norma applicata in quel determinato episodio, ma senza dare spazio al solito dibattito per «pensare ad un calcio meno urlato e più ragionato» spiega Galimberti. Il commento sarà affidato ad esperti dei regolamenti, che potrebbero anche essere suggeriti dall’Associazione italiana arbitri. Ogni domenica, verranno mostrate le immagini di tre-quattro casi e non di più.


Spiegare il calcio attraverso la tecnica e la tattica e non con polemiche buone solo a tirare fuori al tifoso il peggio di sè. È questa la filosofia che ha portato il direttore di Rai Sport, Eugenio De Paoli, a dire basta alla moviola come annunciato dal presidente della Rai, Paolo Garimberti. «Ma noi – spiega De Paoli – non ignoreremo i fatti: tanto che è in arrivo un accordo in esclusiva con l’associazione italiana arbitri per istituire la Cassazione, un organismo che analizzerà e spiegherà, regolamento alla mano, tre casi controversi per turno di campionato individuati da noi della Rai».


Il primo a mandare i complimenti al direttore della svolta, Eugenio De Paoli, è stato Pierluigi Collina. Una vita sotto la lente d’ingrandimento del ralenty, l’attuale commissario arbitrale Uefa ha mandato in mattinata un sms di complimenti a De Paoli, felicitandosi perchè per la gente questo può significare «il ritorno al piacere di sentire parlare di calcio». «È fondamentale che uno strumento come la tv contribuisca a fare cultura calcistica. Il concetto della “Cassazione” mista Aia-Rai, ovvero una chiarificazione sulle interpretazioni regolamentari, è importante per quello che può significare non solo in serie A ma anche tra i ragazzini», ha spiegato l’ex designatore arbitrale. «Lo scopo non deve essere – ha continuato – quello di evitare di parlare di arbitri, ma di evitare la ricerca spasmodica dell’episodio da rilevare per fare polemica. In ogni gara si cercano 4-5 episodi, questo non avviene in nessun altro paese oltre all’Italia. E da responsabile della commissione arbitrale dell’Uefa mi fa piacere che anche nel nostro Paese ci si sia resi conto della stortura di questo stato di cose».


Anche Marcello Nicchi ha apprezzato la svolta della Rai. Il presidente dell’Associazione italiana arbitri (Aia) «plaude alla iniziativa oggi comunicata dalla Rai. Lascerà spazio alla visione di gesti tecnici e atletici, abbandonando così le polemiche che scaturivano da commenti e dibattiti da Bar Sport attorno alla moviola, deleteri per la crescita dei nostri arbitri e dei giovani calciatori. L’Aia si rende disponibile a dare il proprio contributo alla rivoluzionaria iniziativa culturale».

– Corinthians Perde na Justiça no Processo da UniSant’anna

Uma das minhas atividades é lecionar na UniSant’Anna, na área de Ciências Gerenciais. Nossa instituição possui algumas parceiras, e uma delas era o acordo com o Sport Club Corinthians Paulista, com aulas em um Campus criado dentro do Parque São Jorge. Infelizmente, houve um rompimento unilateral de contrato, pois o SCCP arrendaria o espaço para outra instituição (uma igreja). O assunto foi parar na Justiça, já que o clube não pagou a multa pela quebra de contrato. Soube há dias informalmente que a Universidade venceu, mas não li sobre isso em lugar algum, embora dentro da instituição se confirme.

Leio hoje uma nota bem esclarecedora sobre o assunto no Blog do Paulinho, que particularmente respeito muito, embora vejo que alguns do meio do futebol queiram o desmoralizar.

Reproduzo abaixo, extraído de: http://www.midiasemmedia.com.br/paulinho/?p=20143

 

Falta de palavra faz Corinthians perder quase R$ 3 milhões

 

O Corinthians foi condenado, na última semana, a pagar cerca de R$ 2,7 milhões para a Faculdade UNISANTANA por ter descumprido acordo firmado entre as partes.

A entidade pedia a reintegração de posse, ou seja, que voltasse a utilizar as dependências do clube para ministrar suas aulas de Educação Física.

Por decisão unilateral, os dirigentes alvinegros expulsaram a UNISANTANA do Parque São Jorge, rasgando o contrato existente, para que empresas “parceiras” de alguns conselheiros ocupassem seu lugar, entre elas uma daquelas igrejas praticantes de estelionato religioso.

Como prêmio pela irresponsabilidade, o Timão foi condenado a pagar R$ 775.734,83 por danos emergentes, R$ 1.677.720,39 a titulo de lucros cessantes, 100 salários mínimos por danos morais, todos estes valores acrescidos de 1% ao mês de juros de mora desde a citação, em 2008, além de 10 % sobre o valor total como custas advocatícias.

O processo é o de nº 008.08.102985-0

– São Paulo X Internacional: uma análise e alguns pitacos

Boa partida para se assistir nesta Libertadores. Mas vamos deixar de papo-furado e fazer algumas considerações?

No gol do SPFC, 3 observações:

– Como um goleiro experiente se torna um verdadeiro treinador dentro de campo (Ceni mandou Alex para a área e saiu o gol);

– como a saída do Pato Abondazzieri (que jogou bem a Libertadores inteira e foi sacado pelo Roth) foi um erro. Se o Inter fosse eliminado, o treinador seria questionado, além do próprio goleiro, é claro;

– e como é legal o marcador do gol comemorar sem buscar câmeras ou soltar palavrões (comemorou mandando beijos e com o grupo; nada de ofensas, coreografias com frescuras ou camisas com mensagens).

Sobre o árbitro: Amarilla picou bastante o jogo no começo, querendo mostrar pulso. Aos poucos, se soltou e soltou também o jogo, com maestria. A partida, convenhamos, não teve tanta dificuldade nem lances polêmicos. Não gostei da aplicação dos cartões amarelos de forma agressiva! Isso é feio e desrespeita o atleta. Erga-se o cartão com elegância e a autoridade não se perde.

Tecnicamente, o árbitro foi muito bem no jogo. Achei que a falta de ataque do Dagoberto sobre o Nei, no começpo da partida, não deveria ser marcada, afinal, aquela mão nunca faria o jogador se projetar como ele pulou. Um erro mais significativo foi na não marcação de falta aos 27m do segundo tempo do Guinazu sobre o Hernanes. Aquilo é ser atropelado na linguagem do futebol. Infração clara, poderia ter sido auxiliado pelo bandeira.

Um lance discutível foi a expulsão do Tinga. Ao ver o jogador do Internacional levar um primeiro amarelo infantil e depois um segundo amarelo duvidoso (aquele cartão na linha lateral e ainda por cima no meio-de-campo é complicado, já que nem sempre empurrar é lance para cartão – eis o risco de se vulgarizar o cartão – embora o árbitro tenha o direito de interpretar que ali ele matou o contra-ataque e daí vale o cartão, ou usar o critério de excesso de faltas). A propósito, lembrei-me na hora do Márcio Rezende de Freitas e do próprio Tinga no Brasileirão de 2005, no Corinthians X Internacional. Dois meses depois daquele jogo, Márcio Rezende respondeu a uma pergunta minha sobre esse lance (estávamos em uma platéia de 40 pessoas num Congresso) e o ex-árbitro disse crer que era pênalti, e ao se aproximar do Tinga, ele teve mais certeza ainda porque o atleta desesperadamente fazia sinal de “não” com os dedos (igual o jogo de ontem) e dizia: “não foi pênalti mas eu também não me joguei professor, cai sozinho, não me dá cartão não”… E aí todos sabem o que aconteceu!

Aos 47m do segundo tempo, um erro que me deixou chateado, justamente por ter acontecido por um árbitro tão experiente: Rogério Ceni vai à área e é empurrado por Kleber, e se desvencilha dele com um safanão. Aquilo não é cotovelada! Mas o atleta colorado cai e “consome” 40 segundos do acréscimo de 3 minutos (que deveria ser novamente acrescido e que logicamente não foi). Por fim, quando da cobrança do escanteio, o árbitro marca falta do goleiro sãopaulino no goleiro Renan. Nada. Ali foi “perigo de gol”, não houve obstrução alguma. Detestei a atitude do Amarilla nesse minuto final, me pareceu árbitro de campeonato amador que tem medo de responsabilidade. Foi árbitro durante todo o jogo e mediador na hora derradeira.

Fica uma discussão futura: no placar agregado deu 2×2. A FIFA permite que as Confederações escolham 3 formas de decisão em partidas eliminatórias: número maior de gols marcado fora de casa; prorrogação de 15×15 minutos e disputa de tiros penais (antes existia a possibilidade de sorteio por moeda para se decidir um vencedor!). Estão na regra essas possibilidades, você pode escolher uma, duas ou três das opções. Mas confesso não gostar da primeira. Empate, não importando quem marcou mais ou menos gols como mandante ou visitante, é sempre empate!

 

Parabéns ao Internacional. Sem esquecer: a sina de Celso Roth acabou!

 

Será que teremos em dezembro Internazionale X Internacional no último jogo profissional e decisivo do ano? Há 3 anos, também nos EAU, eles jogaram amistosamente e vitória dos brasileiros. Repetição possível?

– Sobre Twitteiros, Boleiros e Maloqueiros

Ter 18 anos é motivo para se esquivar de certas responsabilidades?

 

A pergunta acima é bem direta. Nosso exemplo provém da vexatória e constrangedora situação em que se meteram alguns jogadores do Santos FC através do microblog Twitter. O fato se tornou público e levou os dirigentes a punirem os atletas, bem como o pedido de retratação.

 

Qualidades futebolísticas a parte, já que o Santos venceu ontem a Copa do Brasil, nós vemos a questão comportamental cada vez mais degrada e tendo como subterfúgio a “pouca idade”.

 

Ora, o problema maior não é a idade dos atletas, mas sim a Educação dos mesmos. E Educação no sentido mais amplo: educação familiar, social, moral e cívica, financeira…

 

Será que os jovens estão preparados para ganhar tanto dinheiro? A fama, o sucesso e o alto poder aquisitivo deturpam os valores de mentes menos preparadas. Há tempos leio que esses jogadores se metem em confusões, e a justificativa é a de sempre: são jovens… Jovens que dirigem carrões de meio milhão de reais? Alguns desses já tem filhos e esposas. Podem fazer o que quiserem, sem ter comprometimento com a imagem do clube?

 

O atleta Madson, no infeliz vídeo do Twitter, exibe seu peito e simula cheirar cocaína. Será que ninguém orientou o rapaz para cuidar da sua própria imagem? E o pior é que o exibicionismo tem sido a marca dessa geração. Craques santistas de outrora (que jogaram muito mais bola do que os atuais) também tinham seus excessos, mas não descabidos como estes. Alguém imaginaria Zito “mostrando os peitinhos”, Pelé com 17 anos “fazendo gracinha” ou Clodoaldo “comparando o que gasta com a ração dos seus cachorros com salário de torcedor”, como fez o goleiro-reserva Felipe?

 

Aliás, isso me chama a atenção: como é que jogador profissional ainda discute com torcedor e se importa com críticas de fanáticos? Eu, enquanto árbitro, sempre fui surdo à chiadeira passional e todo ouvidos a aconselhamentos. Aliás, todos têm que ser. Boleiro também! Jogador profissional não pode “dar pilha” a torcida (como usualmente falam).

 

O Twitter, tão usado por esses mesmos atletas, é uma ferramenta de certo egocentrismo pessoal. Para relacionamento entre amigos, negócios profissionais ou até mesmo auto-promoção, a brincadeira virtual da moda ganhou muitas dimensões. Seu mau uso leva a desastres! Será que os atletas twitteiros não sabem que suas ações podem ser lidas e agora vistas (pela twitcam) pelo mundo inteiro?

 

Um amigo meu certa vez disse: “Nunca dê dinheiro a desmiolados. Eles querem ganhar o mundo e perdem a noção dos limites”. Concordo. Há gente que não sabe se conter nem usar os talentos que Deus dá a elas com parcimônia e inteligência.

 

Pergunto-me: será que o Santos FC ainda não percebeu que precisa regrar os garotos, contratar um psicólogo e um gestor de carreira aos seus atletas?

O que você pensa desse episódio? Deixe sua opinião!

– Competência de Azarados ou Sorte de Incompetentes?

Nada disso. Citarei bons profissionais neste post. Afinal, futebol é algo incrível! Veja esses 3 treinadores:

Telê Santana era marcado como pé frio. Montou uma Seleção fantástica que não ganhou nada.

– Abel Braga tinha como mérito ter tirado a Ponte Preta do rebaixamento. Nenhum título significativo.

Celso Roth sempre monta grandes times e nunca conseguiu vencer nada.

Particularidades comuns aos três: tinham fama de azarados. Entretanto, a conquista da Libertadores e do Mundial de Clubes mudou a vida e o conceito dos 2 primeiros.

 

Será que chegou a vez de Celso Roth mudar o seu rótulo?

– Para que serve a Libertadores?

Responda rápido sem vacilar: qual campeonato de futebol é mais importante para seu time: ganhar a Libertadores ou o Paulistão?

Agora, mais racionalmente. Respire fundo e pense: você respondeu a questão acima pensando no seu clube grande do coração ou pelo seu time local?

Vamos ser claros: você é, por exemplo, jundiaiense “da gema”. Se gostar de futebol, você torcerá pelo Paulista e por um dos quatro grandes de São Paulo (há excessões, lógico). E o que vale mais para você? Se for corinthiano, a vitória do timão na Libertadores ou o Galo de Jundiaí erguendo o caneco de um Paulistão?

Hum… tá difícil a resposta. Que tal mudar de agremiação: aos palmeirenses ou santistas de Jundiaí, mais uma pergunta: vocês preferem o título da Copa do Brasil ou o Paulista se salvando para o rebaixamento da série A2?

Vou dar um tempo para você responder. Vamos falar de outra coisa: se levarmos em conta só aqueles que tem um grande time, a conquista da competição continental é o sonho de consumo. Levar a Taça Libertadores da América parece ter se tornado uma obsessão aos clubes brasileiros. Fico imaginando como os dirigentes de Botafogo e Santos dos anos 60, se ainda vivos, se remoem de remorso por não darem a atenção devida. O Independiente-ARG, grande detentor de títulos da competição nesse período, aproveitou-se desta época e faturou o caneco. Mas talvez viva só desse passado, pois no presente, sua realidade é outra. Não importa; assim como a Celeste Olímpica Uruguaia (30 e 50) está historicamente na frente da Inglaterra (66) em Copas do Mundo (mesmo sendo no começo da competição), os argentinos são mais vitoriosos do que quaisquer brasileiros. O que entra para a história é a conquista do título, e ponto final.

Mas vamos ao que interessa: o que os clubes buscam ao disputar a Libertadores? Dinheiro? Prestígio? O Título simplesmente?

Lendo hoje o Jornal Lance, numa bela matéria do jornalista Marcelo Damato (coluna De Prima, 23/04/2010, pg 14), me impressionei com os valores citados. Por exemplo: os prêmios acumulados pela conquista da Taça Libertadores totalizam US$ 5,39 milhões. Desconte os custos de viagens e hospedagens, anti-dopings, elenco e outras taxas, e do que sobrar, compare com o prêmio pago, por exemplo, pelo Campeonato Paulista: R$ 7,5 milhões. O Campeão carioca, R$ 6,3 mi e o Mineiro R$ 5 mi.

O prêmio continental está desvalorizado, não?

Compare com a Europa: a Champions League paga para um clube que seja eliminado na primeira fase (qualquer equipe cipriota, polaca, albanesa, eslovaca…) cerca de 8,7 milhões de euro. Mais que o campeão sulamericano! Na prática, a desclassificação do modestíssimo Hapel ainda assim traria mais receita do que uma conquista do Corinthians, Flamengo ou São Paulo.

Pensando cá com meus botões… O Brasileirão com 20 clubes é muito mais difícil de se competir do que a Libertadores com 32! Não imagino equipes como Deportivo Itália (VEN), Blooming (BOL) ou Juan Aurich (PER) conseguindo disputar competitivamente nem na nossa série B do Brasileiro. Como na segunda fase da competição sobra metade das equipes, aí sim começa a valer de fato! Mas se há questionamentos da viabilidade financeira da competição ou questionamentos sobre a qualidade técnica da equipe, por que se diz que ela é muito difícil de se disputar?

A resposta é direta: pelas condições e instalações dos estádios, pelo fanatismo de algumas equipes estrangeiras adversárias que impressionam as equipes brasileiras, o excesso de supervalorização da competição, o estilo de arbitragem da escola sulamericana porção espanhola, e, por fim, pelos esquemas táticos pragmáticos. Esqueça a eficiência, busca-se apenas a eficácia. Trocando em miúdos, ninguém vai jogar o futebol-bailarino um dia propagado por um certo treinador quando assumiu a seleção, mas sim o futebol-brucutú, feio, botinudo e de resultado.

Talvez o ímpeto de possuir a Taça Libertadores seja meramente o da conquista de título e internacionalização da marca, o acesso a um status que aí sim pode trazer resultados financeiros mais concretos: a busca do Mundial de Clubes, agora regido pela FIFA e muito mais organizado e valorizado que outrora, justamente pela chancela da entidade. Embora, cá entre nós, o nível técnico só pode ser considerado quando se chega na fase final, quando se joga a decisão entre Sulamericanos X Europeus (como de praxe, as outras equipes só estão pelo caráter universalista de uma competição dita ‘mundial’).

Por curiosidade e por pertencer a nossa seara:

– um árbitro que apite Boca Juniors X Corinthians numa Libertadores receberá 800.00 dólares.

– um árbitro que apite Bayern X Lion pela Champions League receberá 8,000.00 euro.

O futebol daqui pode fazer frente ao de lá dentro de campo, mas no bolso…

Ei leitor-torcedor, estava me esquecendo de cobrar a pergunta lá de cima: o que você prefere? SPFC, SEP, SCCP ou SFC campeões, ou o Paulista vencer uma competição estadual? Não vale muro, hein!

 

 

– Análises Passionais e Profissionais sobre Palmeiras X Corinthians

Após uma partida de futebol com muitas polêmicas, é interessante ver como os torcedores sempre reagem acreditando que foram prejudicados. Teorias da conspiração, má-fé e premeditação dos erros. Chega a ser hilário.

Vamos fazer um exercício de análise olhando como torcedores? Ontem jogaram Palmeiras X Corinthians, e com muita polêmica. Vamos entrar na onda do torcedor apaixonado?

Abaixo, uma visão corinthiana e outra palmeirense:

 

VISÃO DO CORINTHIANO FANÁTICO:

 

Na partida de ontem o árbitro foi muito mal no jogo. Aos 4 minutos o juizão não marcou um pênalti claríssimo para o Timão. O lateral Armero praticamente agarrou a bola com as mãos. Começava a roubalheira! Sem contar que o Chicão recebeu uma cotovelada do Danilo naquela jogada. Logo depois, Elias apanha de Danilo e o PC só dá amarelo! Precisa quebrar o Elias para dar Vermelho? Danilo carniceiro… Aos 21m, gol do Timão em jogada rápida. Só tira-teima para saber se estava impedido ou não, não dá para cornetar o juiz nesse lance. Na sequência, o Chicão disputa a bola com o Kleber e toma Amarelo? Tá de sacanagem, ele foi na bola e o Kleber é cai-cai. E o Ewerthon? Faz falta no Jucilei e ainda pede pênalti? Não pode dar cartão para o Palmeiras por reclamação? Cartão pelo jeito só pro Timão.

Mas aí vem o gol do Palmeiras. Pô, o Edinho tá sozinho pra pegar o rebote. O bandeira tá cego? Não viu o impedimento? Acho que são dois impedidos num lance só! A arbitragem definitivamente é pró-Palmeiras.

No segundo tempo, o capitão William funga no cangote do Kleber e a mocinha cai de novo. Cadê o Amarelo pra ele, juizão? Vai ser difícil ganhar de 12, cartão só para o Coringão. O Kleber deve ser amigo do juiz. Cai, reclama, dá um pontapé no Ralf e o PC não faz nada… Sem contar o pênalti que o Defederico sofreu.

Resumindo: o Derby teve influência direta do árbitro, que prejudicou descaradamente o Corinthians.

 

VISÃO DO PALMEIRENSE FANÁTICO:

 

Na partida de ontem o árbitro foi muito mal no jogo. Aos 4 minutos, Armero é atropelado e ninguém marca falta de ataque do Corinthians. No mesmo lance, o Chicão quer tumultuar e fazer a cabeça do juiz. Xi, já sentia que o Palmeiras ía sofrer. Logo depois, o Danilo encosta no Elias e já toma o amarelo. Que isso? PC costuma ferrar o Palmeiras mesmo.

Pronto. Gol do Corinthians. Se o juiz é o PC, tá na cara que o gol ia ser roubado, o cara tá 2 metros a frente e o bandeira cego não viu nada. Vai ser difícil ganhar de 14. Sem contar que depois o Chicão tenta aleijar o Gladiador e só toma amarelo. Aí não dá.

Aos 27m, Jucilei segura o Ewerthon com as duas mãos e o cegueta do PC não viu. O bandeira tá fazendo o que ali? Na minha conta já era para estar 1X0 pro Verdão. Sorte que o Palmeiras é persistente e numa jogada bonita empata. Só faltava o árbitro não dar também.

No final do Primeiro Tempo, cada vez que o Kleber tocava na bola ele levava uma sarrafada. E o juiz dá falta de ataque. Cadê a diretoria do Palmeiras para tomar providências? Absurdo!

No segundo tempo, o Willian agarra, abraça, segura, dá por baixo e por cima no Kleber. Só nesse lance foram 2 pênaltis em 1 lance, e o Mr Magoo do apito não marcou nada! Era por trás, Cartão Vermelho e pênalti. Cansei, não dá para assistir esse assalto à mão armada.

Resumindo: o Derby teve influência direta do árbitro, que prejudicou descaradamente o Palmeiras.

 

Amigos, percebem como na arbitragem dá para crucificar o árbitro dependendo da visão? Paulo César de Oliveira trabalhou em uma partida de alto grau de dificuldade, com os jogadores demonstrando total falta de Fair Play, seus dirigentes dispostos à reclamação (pré e pós-jogo), além de lances de difícil análise. O pênalti reclamado do Armero (a favor do Corinthians) e o gol em impedimento (contra o Palmeiras), seria o erro que poderiam questionar. Mas, cá entre nós: se você for árbitro, sabe que aquele pênalti é de difícil marcação e de interpretação complicada. Só no sofá e com algumas câmeras auxiliando para acertar. E sabe também que o impedimento não assinalado é lance muito rápido, de dúvida (e se há dúvida, deve decidir pró-ataque). Ali é no tira-teima mesmo.

Assim, PC foi muito bem no jogo. Teve que apitar contra tudo e contra todos e os erros reclamados (os coerentemente reclamados, a chiadeira de torcedor não vale) são os chamados “erros aceitáveis” no mundo da arbitragem. Nada escandaloso a contestar!

Nas duas análises, o torcedor vê o que quer. É paixão, e é normal. Aceitável, desde que não leve a violência. O que não pode é jornalista, dirigente e atleta entrando nessa onda, pois, afinal, são profissionais do esporte.

– Fim do Sonho (ou da Ilusão) da África

A Copa do Mundo muda mesmo um país?

Será???

Compartilho uma interessante matéria do Estadão do último domingo (citações abaixo), onde, aparentemente, a ilusão acabou!

Extraído de: http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,fim-da-copa-devolve-africa-do-sul-a-sua-realidade-de-pobreza-e-violencia,582593,0.htm

 

FIM DA COPA DEVOLVE ÁFRICA DO SUL À SUA REALIDADE DE POBREZA E VIOLÊNCIA

 

Governo sul-africano volta a se preocupar com ataques xenófobos, desemprego e desigualdade social crescente

 

Poucas horas depois de Iker Casillas levantar a taça de campeão do mundo, há exatos sete dias em Johannesburgo, o governo sul-africano ordenava que tropas ocupassem algumas das regiões mais miseráveis da cidade para frear uma tensão latente de ataques xenófobos contra imigrantes estrangeiros. No dia seguinte, funcionários de empresas de energia confirmavam a intenção de entrar em greve.

Passada a euforia, milhões de cidadãos continuavam desempregados e a África do Sul voltava à sua dura realidade. Depois que o circo da Copa do Mundo deixou o país, ficaram a pobreza, a aids, a violência, a desigualdade social e, principalmente, uma divisão profunda entre os líderes sobre qual deve ser o projeto de país para a África do Sul.

Para o mundo exterior, o presidente Jacob Zuma usou a Copa para mostrar uma nova imagem da África do Sul, capaz de realizar grandes eventos. Seu governo não esconde que quer receber os Jogos Olímpicos de 2020 e, principalmente, um lugar no Conselho de Segurança da ONU. Sem poder calcular os ganhos reais do Mundial, Zuma optou por um discurso ambíguo. “Não há preço para o que ganhamos ao abrigar essa Copa.”

Para ativistas sociais e parte da população, o que Zuma fez foi usar a Copa para criar uma espécie de cortina de fumaça sobre a real situação sul-africana. Analistas acreditam que a falta de serviços públicos, corrupção e discórdia entre os líderes está em seu ponto mais alto nos 16 anos de democracia do país.

Segundo o Conselho de Pesquisas de Ciências Humanas da África do Sul, “a proporção de pessoas vivendo na pobreza na África do Sul não mudou de forma significativa desde 1994”. “Na realidade, a camada mais pobre está mais pobre e a diferença social entre pobres e ricos aumentou”, diz a entidade num relatório que pretende “evitar o ufanismo na Copa” e “mostrar as coisas como são”.

A tensão entre as classes não desapareceu. A primeira euforia que tende a sumir é o sentimento pan-africano que Zuma tentou estabelecer com a Copa. Com a África do Sul eliminada, televisões, governo e rádios insistiam que a população local deveria torcer para Gana. Mas, com 25% de taxa de desemprego e atraindo imigrantes de países vizinhos, os sul-africanos vivem em conflito com os estrangeiros, lutando por espaço nas favelas e nos trabalhos. Explosões de violência contra estrangeiros foram registrados em 2008 e 2009. Agora, a “nação arco-íris” já teme o pior de novo.

Para grupos de direitos humanos, o fim da Copa deve intensificar os confrontos. Pelo menos 130 mil empregos temporários criados para o Mundial deixaram de existir. Tanto a Fundação Nelson Mandela como a ONG Pulse, da África do Sul, admitiram em declarações nesta semana que o risco de violência aumentou com o fim do evento.

“As ameaças de violência maciça relacionada como xenofobia voltaram”, admitiu Duncan Breen, do Consórcio para Refugiados e Migrantes na África do Sul. “Está na hora de o governo parar com o discurso de que a Copa nos uniu e passar a agir para evitar mortes”, disse.

Para a Anistia Internacional, o governo “limpou” as cidades de seus problemas, transferindo desabrigados e impedindo a entrada de estrangeiros.

Se não bastassem os problemas com estrangeiros, a insatisfação de trabalhadores de vários setores aumenta. Antes e durante a Copa, sindicatos ameaçaram entrar em greve como forma de pressionar por melhores salários. A gigante de energia Eskom evitou o pior, mas não descarta a hipótese de haver apagões ainda este ano.

Lilian, uma moradora do Soweto, ironizou o evento e o discurso do governo. “Nem percebi que a Copa era aqui”, disse. “As promessas eram que nossa vida mudaria. Agora, a Copa acabou e continuo desempregada. Se o governo teve dinheiro para gastar com estádios, por que não abriu um hospital para sua própria população”.

Dados oficiais mostram que o custo da Copa foi multiplicado por 11 entre 2004 e 2010. Segundo um grupo de ONGs locais, o dinheiro usado para o Mundial pelo governo seria suficiente para construir casas para 12 milhões de sul-africanos que vivem em favelas. Do outro lado, a Fifa arrecadou US$ 3,2 bilhões em renda com o evento e sem pagar um centavo sequer em impostos ao país sede. Para o CEO da Copa, Danny Jordaan, ver o Mundial dessa maneira é uma “prova de miopia”. “No longo prazo, todos vão ganhar”, garantiu.

O escritor sul-africano Rian Malan é de outra opinião. “A Fifa encorajou o governo a gastar bilhões que não tínhamos em estádios que não precisamos. Agora, infelizmente, ficaremos com dívidas por anos”, disse.

– O Sábio Zico

Nota 10 para a entrevista do Zico na Revista Veja desta semana. Para quem não leu, nela há com perfeição o que deve ser a conduta de um atleta e de um homem público.

Parabéns ao Galinho de Quintino!

– Treinador que Treina ou que Não Treina?

Mano Menezes é o novo técnico da Seleção Brasileira e já fez até a primeira convocação. Mas algo que passou um pouco desapercebido: Ricardo Teixeira, presidente da CBF, fez questão de afirmar que o técnico da Seleção deve ser exclusivo, ou seja, não pode atura concomitantemente em clube.

E isso é bom?

Sinceramente, penso que é péssimo!

Assim como um árbitro que não apita perde reflexo e demora para achar seu posicionamento em campo, como um jogador que não joga precisa voltar aos poucos, ou um goleiro que não atua perde o reflexo, um treinador que não treina perde competitividade.

Sim, estar em atividade é fundamental para qualquer área profissional. Quanto mais jogo, mais tato, mais experiência, melhor para todos. Estar atuando mantém o ritmo, o embalo, o progresso de um trabalho. Muitas vezes parar não é bom. A parada da Copa do Mundo para Santos e São Paulo, nitidamente, foi péssima. Quebrou-se o ritmo bom do primeiro semestre e foi prejudicial. Ao contrário, o Internacional-RS aproveitou a parada para um recomeço e se deu bem.

Dessa forma, como Seleção não é clube, espero que Mano Menezes possa ter muito trabalho, pois além de não ter uma sequência boa de jogos (muitos amistosos caça-níqueis hão de vir, é fato), o Brasil não disputará as Eliminatórias de 2014. Perder-se-á a competitividade.

Não sei se o exemplo é bom, mas… Felipão ficou muito tempo no Uzbequistão; não estaria ele, com toda experiência e conquistas inegáveis, recomeçando a carreira (afinal, ser técnico no Uzbequistão é muito diferente do que treinar no Brasil)? A mesma situação para um atleta que joga no Catar, no Japão… perde-se o alto nível.

Apesar de crer ter sido uma boa escolha, preferiria um técnico atuante. É perfeitamente conciliável exercer as duas atividades. Quem poderia reclamar não seria a CBF, mas o clube do treinador, já que na primeira sequência de derrota teria que se questionar em demitir o treinador da Seleção ou não. Inusitado!

 

E você, prefere um técnico para a Seleção atuante ou exclusivo?

 

Obs: Parabéns ao nosso amigo Rever. Confesso que aqui no Paulista de Jundiaí ele era mais fraquinho do que o Danilo Laranjeira (ex-Atlético e hoje no Palmeiras) e do que o Thiago Martineli (ex-Cruzeiro e hoje no Vasco). Mas sua competência o levou até a Seleção. Isso mostra uma outra situação: será que os atletas do Sub20 da Seleção necessariamente serão os devidos titulares na Principal? Ás vezes jogar na categoria de base não credencia ninguém e não ter jogado pode não representar nada. Mas fica para outro post… (sem esquecer – parabéns, lógico, aos treinadores das categorias de base do Paulista F.C., pois o centroavante Nenê, ex-Paulista , Santos e Palmeiras, ganhou o prêmio de melhor atleta do Campeonato Francês… e Mano levou Éderson, do Lyon.)

– Quem estaria na lista?

Depois da trapalhada na contratação do técnico da seleção Brassileira, a imaginação fica a mil: Quem estaria na lista de Muricy? Rogério Ceni seria seu homem de confiança e Fred o centroavante? E quem será chamado por Mano? Ops: será mesmo o Mano?

 

O Vila Xurupita FC deve estar com inveja dos dirigentes brasileiros… Que várzea foi o processo de escolha!

– Quem será o novo árbitro FIFA do Brasil?

Em meio ao alvoroço pós-Copa do Mundo, algumas notícias sobre bastidores do futebol acabam encobrindo um debate necessário sobre quais os motivos que levaram a Seleção Brasileira a uma eliminação indesejada. O anúncio do novo treinador da Seleção Canarinho, a queda ou não de treinadores de grandes equipes (como o caso do Ricardo Gomes no São Paulo Futebol Clube) e as reuniões sobre estádios da Copa auxiliam para esse “esquecimento”.

Entretanto, um assunto dito marginal pela relevância, mas importantíssimo para quem milita na arbitragem de futebol: A ESCOLHA DO NOVO ÁRBITRO FIFA BRASILEIRO.

Carlos Eugênio Simon pendurará o apito no final do ano, devido a idade-limite. E nesta quinta-feira, a CA-CBF divulgou os 10 candidatos à certeira vaga do árbitro gaúcho. Eis os nomes:

 

1

SANDRO MEIRA RICCI

DF

19/11/74

2

ARILSON BISPO DA ANUNCIAÇÃO

BA

08/02/73

3

CÉLIO AMORIM

SC

08/02/79

4

CLÁUDIO LUCIANO MERCANTE JÚNIOR

PE

19/02/76

5

GUTEMBERG DE PAULA FONSECA

RJ

10/07/73

6

WILTON PEREIRA SAMPAIO

DF

21/12/81

7

ANDRÉ LUIZ DE FREITAS CASTRO

GO

08/06/74

8

LUIZ FLÁVIO DE OLIVEIRA

SP

13/06/77

9

NIELSON NOGUEIRA DIAS

PE

14/09/74

10

FRANCISCO CARLOS DO NASCIMENTO

AL

09/10/77

 

Pela perspectiva, observa-se que o RS ficará somente com a atual vaga de Leandro Pedro Vuaden. O DF concorre com 2 nomes; a região NE com 4 aspirantes; e SP com 1 postulante.

 

Quem será o novo FIFA?

 

No ano passado, apesar do Campeonato Brasileiro irrepreensível, Sandro Meira Ricci-DF não levou o escudo, perdeu-o para Péricles Bassols-RJ (na minha modesta opinião, Sandro foi o destaque de 2010, atrás apenas de Herbert Roberto Lopes-PR  e Wilson Luís Seneme-SP em número de atuações e desempenho nos jogos de grande dificuldade).

 

Para 2011, mantendo o ritmo, penso que dará Sandro. Mas apesar disso, confesso torcer para que o amigo Luiz Flávio de Oliveira leve a honraria. Pelas boas atuações (estou escrevendo isso antes do clássico do próximo domingo, não me decepcione LF! rsrs), pela amizade e por conhecer o seu esforço.

 

Na primeira vez que trabalhamos juntos, Luiz Flávio foi meu bandeirinha num jogo da antiga B1B (5ª. Divisão do campeonato Paulista), no jogo Itaquaquecetuba X Osasco (faz tempo…). Uma cadeira quase voou nas costas dele na ocasião! Depois disso, trabalhamos muitas vezes juntos e até ficamos 10 dias no mesmo quarto em pré-temporada da FPF. Hoje, beira a FIFA.

 

Algo que já tive a oportunidade de lhe dizer: pesa sempre a comparação com o seu irmão Paulo César de Oliveira. Embora irmãos, apitam com estilos diferentes, mantendo a boa qualidade. Ser irmão de gente competente às vezes é um fardo.

 

Boa sorte ao amigo.

 

E você, dos 10 nomes, quem escolheria para novo árbitro FIFA?

 

Obs: meus lamentos ao também amigo José Henrique de Carvalho, que vejo não figurar mais na relação. É vida que segue..

– A Lei da Calamidade Pública no Futebol

Os Jogos Panamericanos do Rio de Janeiro, realizados há pouco tempo, deixaram um legado de dívidas e complicações: o Engenhão, estádio de futebol com uma das mais modernas pistas de atletismo do país, sucumbiu ao pré-abandono. O Complexo de Natação Maria Lenk, idem. Mas a pior parte deste desastre moral-organizacional do Pan-RJ foi o custo: dos R$ 520 milhões orçados, ele chegou ao final no valor de R$ 4 bilhões!

Agora, 6 anos precedendo as Olimpíadas do RJ e 4 da Copa do Mundo, o Governo Federal está usando uma brecha na lei: a possibilidade de contratação de funcionários sem concurso público, por motivo de calamidade pública!

Funciona assim: quando há algum desastre natural (alagamentos, deslizes de terra), há a possibilidade de contratar emergencialmente qualquer pessoa, a fim de agilizar o uso da mão de obra e o serviço. Salários e tarefas são definidos pelo contratante, sem burocracia.

Atraso em “obras da Copa do Mundo” é motivo para enquadrar como “calamidade pública”?

Evidente que não. Simplesmente estão adiantando o abominável “contrato emergencial”, sempre usado em atraso de obras e que não requer licitações. Vai que as obras não atrasem…

 

Imaginem o que vai rolar até 2014 e 2016! Haja dinheiro para impostos a fim de custear tudo isso…

 

Informações baseadas em: (matéria da FSP com citações abaixo): http://www1.folha.uol.com.br/esporte/766549-cabide-de-emprego-ronda-os-jogos-olimpicos-do-rio-2016.shtml

 

CABIDE DE EMPREGO RONDA RIO-16

 

Por Filipe Coutinho

 

O governo federal usou a lei de calamidade pública para abrir uma brecha que pode tornar a Rio-2016 um cabide de emprego olímpico, sem concurso público ou quantidade de cargos definida.

A seis anos dos Jogos, o governo já usa o expediente de evitar atrasos para nomear quantas pessoas quiser, com o critério que julgar mais apropriado, pelo tempo que achar necessário e com o salário que considerar justo.

A possibilidade de contratação temporária foi inserida em projeto de lei enviado à Câmara dos Deputados. A proposta cria a APO (Autoridade Pública Olímpica), órgão responsável pelo acompanhamento dos Jogos.

Pelo texto, a contratação será baseada na lei de calamidade pública, de 1993, que permite fazer nomeações temporárias em casos como crises no sistema de saúde e outras situações de emergência –o governo agora quer enquadrar atrasos nas obras.

Apesar de provisórios, os contratados poderão trabalhar por até três anos “excepcionalmente”. E mais: os contratos podem ter “sucessivas prorrogações”.

Os salários serão baseados em valores da administração pública ou de mercado.

O projeto de lei afirma que o custo com pessoal não pode passar do limite orçamentário da APO. A contratação deve ser feita por “processo seletivo simplificado”, com critérios a serem definidos.

Os deputados da Comissão de Administração Pública tiveram quase um mês para enviar emendas à proposta do governo. Só uma alteração foi sugerida, mas sem relação com os temporários.

A emenda, elaborada pelo deputado Walter Feldman (PSDB-SP), pede um integrante da Câmara e outro do Senado no conselho que comandará a APO.

 

COMISSIONADOS

 

A APO servirá ainda para criar 484 cargos comissionados, sendo 84 exclusivos do órgão, e outras 300 pessoas do serviço público serão convocadas, com remuneração extra de até R$ 5.000.

Os cargos poderão custar R$ 369 milhões até 2018, quando a APO será extinta.

A média salarial dos comissionados contratados pela APO é de R$ 16 mil. O chefe do órgão será nomeado pelo presidente da República e ganhará R$ 22 mil por mês. O mandato é de quatro anos, permitida a recondução.

Só para a APO começar a funcionar, o governo prevê gastar R$ 94 milhões.

Os 484 servidores terão como função fiscalizar obras e selecionar projetos.

A APO é um consórcio formado pelos governos federal, do Rio e prefeitura carioca. O projeto deve ser aprovado no Legislativo dos três governos. A criação do órgão foi uma garantia dada pelo Brasil ao Comitê Olímpico Internacional para a candidatura do Rio. A sede será na cidade.

 

MINISTÉRIO DO ESPORTE

 

O Ministério do Esporte nega que a APO (Autoridade Pública Olímpica) terá gastos excessivos com pessoal em razão da contratação de funcionários temporários. Para o ministério, esse expediente evita inchaço da máquina.

“A contratação ocorrerá apenas pelo período necessário. Com isso, evita-se inchaço no quadro com profissionais que terão função somente por determinado período de tempo”, diz a nota.

O ministério avalia que o salário dos cargos comissionados foi baseado em pesquisas de mercado e defende ainda que contratações temporárias serão necessárias.

“A APO terá necessidade de especializações em diversas áreas, e elas serão supridas por profissionais a serem contratados por períodos determinados, para o trabalho em certas fases do projeto.”

Segundo a assessoria do Ministério do Esporte, o modelo para o funcionamento da APO foi inspirado em outras edições dos Jogos.

“A quantidade de cargos está referenciada em experiências de outras cidades que organizaram os Jogos Olímpicos.”

O comitê Rio-2016 diz que não responde sobre a APO, já que o órgão é de responsabilidade dos governos federal, estadual e municipal.

– Ufanismo Esportivo X Patriotismo

Amigos, compartilho ótimo artigo de Vinícius Braccini, do blog Futebol – Paixão e Profissão, a respeito do ufanismo esportivo versus ação política. Para quem gosta da temática, ótima leitura para reflexão!

 

Extraído de: http://vbraccini.blogspot.com/2010/07/patriotismo-temporao.html

 

PATRIOTISMO TEMPORÃO

 

Depois de uma calorosa e desgastante, porém interessante discussão com meu filho adolescente sobre a paixão do brasileiro durante a Copa do Mundo, resolvi exteriorizar minha opinião sobre o assunto.

Durante a Copa 2010, muita discussão surgi, ou melhor, ressurgi em torno da hipocrisia patriótica. Isto é normal num País apaixonado por futebol. Paixão esta que chega ao ponto de parar a nação inteira, gostando ou não de futebol, cada brasileiro pára (por opção ou obrigação) para assistir aos jogos.

Defensores do patriotismo saem de seus esconderijos cobrando uma postura ética em relação ao verdadeiro sentido da palavra Patriotismo, como se exteriorizar uma paixão fosse uma afronta à nação. E bradam: “Porque não colocam a bandeirinha no carro o ano inteiro? Porque não colocam a bandeira na janela de casa sempre?”

Mas o que é Patriotismo? Segundo o Dicionário Aurélio, Patriotismo significa (s.m.) Amor à pátria.

Só como citação, Samuel Johnson (escritor, crítico e jornalista inglês) cita: “O patriotismo é o último refúgio de um canalha”.

Não vejo o futebol como patriotismo temporão, apenas como um esporte cativante, apaixonante e que faz seus fãs torcerem e acompanharem seus clubes e seleção com uma entrega superior aos outros esportes ou demais assuntos. Mal acabou esta Copa para nós, já se fala em 2014, no novo treinador, nas possibilidades, no conforto de não precisarmos de enfrentar as Eliminatórias, pois somos País sede. Apenas não faz sentido, sair pela rua afora, gritando de cara pintada, bandeirinha a tira colo, vuvuzela na mão.

É apenas futebol, acalmem-se! Nada que ferirá nosso senso patriótico, pois quando precisa, estamos à disposição! E não venham com papo de eleições, pois o falta de cultura, memória, ou caráter do brasileiro se vendendo para corruptos não nos faz menos patrióticos, apenas não sabemos votar! E quem sabe?

Torcemos para a seleção como torcemos para nossos clubes. Existem aqueles que viajam para assistir aos jogos de seus clubes para outras cidades, estados e país, existem aqueles que se pintam, fantasiam e fazem de tudo para torcer a incentivar seus clubes. Cantam o hino, gritos de incentivo, quando ganham tiram sarro com os amigos adversários, quando perdem sofrem com os rivais, enfim, este é o futebol, que alucina os brasileiros (uns mais outros menos), sejam com seus ídolos, clubes ou seleção. Analisando com calma, vemos que não é questão de patriotismo temporão, ou falso patriotismo, é questão de paixão, amor, entrega.

Aliás, vendo as imagens da Copa, nota-se que uma multidão de pessoas apaixonadas de todos os cantos do mundo acompanham e defendem as cores de sua bandeira, se pintam e pagam mico com uma naturalidade espantosa. E mais, um torcedor do Brasil, é torcedor sempre, seja na Copa, seja nas Eliminatórias, seja em amistoso, seja no vôlei, basquete, automobilismo, natação, ginástica, Olimpíadas, enfim, aonde tiver uma competição envolvendo um brasileiro, estão torcendo para o êxito de nossos representantes. Obviamente, guardando o que culturalmente cada um aprendeu, suas preferências, seu entendimento e sua paixão.

Brasil na Copa é a pátria de chuteiras, demonstramos nosso amor à pátria sim, mas quando precisamos ir às ruas de cara pintada lutar contra a repressão no final da década de 60, a favor das eleições diretas no fim da década de 80, estamos lá, presentes. Defendemos nossas riquezas, nossas divisas, nossas reservas, sempre. Apenas não agimos com a mesma paixão que sentimos pelo futebol, afinal, é paixão. Torcemos pelos atletas que jogam ou jogaram em nosso clube de coração, e torcemos o nariz para aqueles que vestem (ou vestiram) a camisa do rival. É natural, não se pode cobrar uma postura diferente, Copa do Mundo transcende barreiras, é um momento mágico. Há de se respeitar quem goste e quem não goste e ponto final!

Lembrem-se: Patriotismo, s.m. Amor à pátria.

Abraços e fiquem com Deus!

– Mais bem-sucedida da história, Copa da África tem efeito limitado na economia

Uma Copa do Mundo dá lucro mesmo? Para o país que a realiza, a geração de riquezas nem sempre é significativa. Mas para a FIFA, certamente! Segundo Vinicius Konchinski, da Agência Brasil, o lucro da entidade foi de (sente-se na cadeira) US$ 3,2 bilhões, antes mesmo da bola rolar (50% mais do que a Copa da Alemanha-06)!

 

E quem pagará a conta dos estádios construídos?…

 

Extraído de: http://portalexame.abril.com.br/economia/noticias/mais-bem-sucedida-historia-copa-africa-tem-efeito-limitado-economia-577584.html

 

Mais bem-sucedida da história, Copa da África tem efeito limitado na economia

 

Joanesburgo – A Copa do Mundo da África do Sul é a mais bem-sucedida da história: de acordo com a Federação Internacional de Futebol (Fifa), US$ 3,2 bilhões (R$ 5,6 bilhões) haviam sido arrecadados pelo Mundial antes mesmo do primeiro jogo.

O valor recorde superou em 50% o montante arrecadado quatro anos antes, na Copa realizada na Alemanha em 2006. É referente ao pagamento de direitos de transmissão dos jogos e de uso de marca e a contratos de propaganda e publicidade.

Todo esse dinheiro foi direto para a Fifa, entidade organizadora do Mundial. Apesar de a África do Sul ser a sede de um dos eventos mais lucrativos do mundo, o efeito da Copa na economia do país é limitado, de acordo economistas e empresários.

Segundo o professor e membro do Conselho de Pesquisas de Ciências Humanas da África do Sul Udesh Pillay, a realização do Mundial deve contribuir com um aumento de, no máximo, 0,2% no Produto Interno Bruto (PIB) sul-africano. Coautor de um livro sobre os efeitos da Copa, ele chegou a prever um crescimento de 0,5% do PIB em 2010. Disse, entretanto, que essa estimativa não deve ser cumprida por dois motivos principais.

Segundo o professor, o primeiro é que um evento como a Copa do Mundo, via de regra, não traz muitos benefícios ao país que o sedia no que se refere à geração de riquezas. Outra razão, de acordo com Pillay, é que a África do Sul não se planejou como deveria para tirar o melhor proveito do que o Mundial pôde oferecer ao país.

“O governo caiu na ilusão da realização de uma Copa do Mundo”, afirmou. “Assumiu todas as responsabilidade e obrigações para sediar o Mundial. Já o lucro foi todo para a Fifa.”

Para ele, o ponto positivo do Mundial foi a aceleração de investimentos necessários, principalmente, na área de infraestrutura. Ele ressalta, porém, que tudo isso poderia ter sido feito independentemente do torneio e teria os mesmos efeitos.

“A Copa é, na verdade, uma catalizador de investimentos, disse. Faz que com o governo realmente aplique dinheiro em obras. Porém, o torneio em si faz muito pouco para a geração de riquezas.” O presidente da Câmara de Comércio e Indústria da África do Sul, Nereu Rau, concorda com Pillay. Também para ele, o maior beneficiado da Copa é mesmo a Fifa.

Rau afirmou que a África do Sul conseguiu melhorias. Registrou uma elevação repentina nos índices de transações comerciais durante os meses do Mundial. Esse aumento, porém, vai se transformar em retração logo após o torneio, colocando a África do Sul novamente no seu ritmo normal de crescimento. Isso porque, segundo ele, o país não fez da Copa uma oportunidade para os negócios sul-africanos. “Tínhamos que ter garantido que pequenas empresas também se beneficiassem”, disse. “Até os produtos licenciados vieram de fora do país. Foi um erro.”

Mesmo assim, Rau afirma que a Copa ajudou a melhorar a imagem da África do Sul no cenário global, o que pode trazer mais investimentos para o país. Pode também ajudar na recepção de outros grandes eventos esportivos, como as Olimpíadas. “O governo tem que trabalhar para usar a estrutura construída para a Copa em outras oportunidades, sugeriu Rau. “E quem sabe, na próxima vez, evitaremos os erros cometidos nessa Copa.”

– Jovialidade Contra Experiência na Arbitragem

Compartilho artigo de minha autoria, publicado aqui no blog e republicado pela Universidade do Futebol. Clique em: Universidade do Futebol

 

JOVIALIDADE CONTRA EXPERIÊNCIA NA ARBITRAGEM

 

Poderia até soar demagogo o título deste artigo. Ao contrário, ele vem dar o tom para um debate que certamente ocorrerá ao longo do ano: a renovação do quadro de árbitros do futebol brasileiro.

A Comissão de Árbitros da CBF anunciou que os árbitros a ingressarem no Quadro Nacional em 2010 deverão ter até 30 anos de idade. Tal medida servirá de subsídio para aplausos e vaias, de acordo com o enfoque desejado.

Uma renovação com nomes jovens e desconhecidos, a fim de realizar um trabalho de base, com treinamento técnico e teórico, é uma medida sensacional. Porém, dificultosa por alguns motivos: terão os clubes paciência para o amadurecimento desses árbitros? O trabalho de preparação dos nomes em treinamentos seria feito como? A estrutura financeira do futebol permitiria tal trabalho? Os jovens teriam a garantia de escalas?

Um grande ponto a favor seria o condicionamento físico, num momento em que o futebol é muito mais corrido do que jogado. O ponto negativo, claro, a inexperiência.

Já a renovação com nomes alternativos (não necessariamente tão jovens), a fim de oxigenar a atual relação, dando oportunidades a talentos das federações estaduais que até então, por número de vagas escassas, não apareceram no cenário nacional, se adotada para 2010 será contestada: de onde viriam esses nomes jovens a serem indicados? Quem os garantiriam ou os respaldariam em caso de pressão de dirigentes? Como não queimar jovens talentos e lançá-los em jogos adequados?

Um grande ponto a favor de nomes “alternativos” seria a experiência adquirida em campo em contrapartida dos novatos. O ponto negativo, claro, é o vício que poderão carregar pelos anos de apito (e entenda-se na linguagem do árbitro de futebol como “vício” os costumes e hábitos adquiridos na maneira de apitar e no estilo de arbitragem, difíceis de serem eliminados ao longo do tempo).

E aí virá a discussão. O que é mais necessário hoje: jovialidade ou experiência?

Para responder tal questão, leve em conta os fatores:

– Condicionamento físico;
– Capacidade de fazer a leitura do jogo durante a partida;
– Conhecimento de artimanhas e características de atletas já trabalhados em outras partidas;
– Histórico de arbitragem;
– Rodagem em campeonatos e clubes diversos;
– Respeitabilidade adquirida ao longo dos anos;
– Idade madura do árbitro (qual é a maturidade do jogador e a do árbitro?)

Tal tema é de dificílimo trato. E a implantação de tal projeto carece de força e apoio. Desejo boa sorte a Sérgio Correa nesta ousada empreitada. E que os clubes tenham paciência em entender o processo de renovação proposto.

Vale lembrar que tal assunto não se restringe apenas ao mundo do futebol. No dia-a-dia, em qualquer seara, se discute sobre a renovação profissional, o momento dela, e o costumeiro debate: jovens ou seniors? No mundo da administração, isso é cotidianamente questionado.

– Pão e Circo

Quando ganhamos a Copa de 70, o Brasil vivia o auge do período militar e de repressão.

Em 78, a Argentina festeja em meio a ditadura.

Na Copa de 2006, a Itália amargurava uma crise econômica violenta devido ao Euro.

Hoje, sofrendo com 20% da população desempregada, a Espanha comemora a conquista Taça do Mundo.

 

Festejar espanta os males, não? É rir para não chorar…

– História de uma Véspera de Copa do Mundo

A Copa do Mundo se encerra amanhã. Assim, independente de quem seja o vencedor no jogo do próximo domingo, vale tentar entender que tipo de paixão arrebatadora é o futebol. Compartilho a curiosa história reproduzida pelo Estadão de dias atrás:

 

Extraído de: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100629/not_imp573442,0.php

 

AMERICANA REALIZA SONHO DE CRIANÇA

 

POR Christian Carvalho Cruz

 

Fã de Pelé, Stacey, de 50 anos, contraria a família e economiza US$ 8 mil em 4 anos para assistir ao Mundial

 

Uma torcida multicolorida, engrossada por seguidores de seleções já desclassificadas, ajudou a empurrar o Brasil ontem no Ellis Park. Além do nosso verde-amarelo, havia também o dos sul-africanos (em grande número) e australianos, o azul japonês, o verde camaronês e até o azul e branco argentino ? para provocar. Um grupo de hermanos destacou-se nas arquibancadas brandindo um cartaz: “Diego está esperando.”

Logo abaixo deles, a professora americana Stacey Nickson, vestindo camiseta, blusa, casaco, gorro, cachecol e tênis da seleção brasileira, contava sua saga particular. Ela economizou US$ 8 mil nos últimos quatro anos para estar na Copa da África. “Só para ver o Brasil. Tenho ingressos para os sete jogos. Se vocês forem desclassificados dou meus tíquetes e vou embora.”

Stacey vive em Auburn, sul dos EUA. Conta que se apaixonou pelo futebol brasileiro quando era criança, por causa de Pelé. “Menos pela maneira que ele jogava e mais pelo que representava. Pelé fez as crianças negras de todas as partes acreditarem que há lugar no mundo para elas. Isso foi fundamental na minha formação.”

Assistindo ao penta pela TV em 2002, ela decidiu se dar o maior presente de aniversário quando completasse 50 anos: seguir a seleção na Copa. E aqui está. Segundo Stacey, sua família a chamou de maluca quando anunciou que realizaria o sonho. “E se o Brasil perde? Você vai desperdiçar seu dinheiro à toa”, lhe disseram. Ela respondeu: “Não se preocupem. Sou torcedora do Chicago Cubs (time de beisebol), que não ganha nada desde 1909. É uma questão de amor.”

– Custou caro a Teimosia!

Dunga aceitou pagar o risco de comprar briga contra a boa educação. Seu jeito odioso de dar entrevistas, o excesso do pseudo-patriotismo do seu auxiliar Jorginho, além da má convocação, ocasionaram essa má-fama que encobriu o bom trabalho tático (descartando-se o jogo da Holanda, claro).

O preço de Dunga já foi avaliado dias atrás. Leia só: O RISCO DO ANTICARISMA

– As 4 Potências do Apito nas Copas do Mundo

Enviado pelo Professor, Jornalista e amigo Robson Marcelo via Twitter.

 

Extraído de: http://super.abril.com.br/blogs/superlistas/as-4-potencias-do-apito-em-copas-do-mundo/

AS 4 POTÊNCIAS DO APITO EM COPAS DO MUNDO

Por Bráulio Lorentz (Revista Superinteressante, citação acima)

O time da Inglaterra foi campeão da Copa do Mundo uma só vez, mas os inventores do futebol são tetra quando o assunto é arbitragem, graças à escalação do inglês Howard Webb para a final do próximo domingo (dia 11). É ele quem comanda Holanda e Espanha, partida que decide o Mundial. Juízes de 13 países diferentes já foram escalados para finais de Copa, sendo que em quatro delas o escolhido foi um da terra da Rainha. França, Itália e Brasil – na segunda posição entre as potências do apito – só tiveram dois juízes em finais.

Bélgica (Jean Langenus, em 1930), Suécia (Ivan Eklind, em 1934), a então União Soviética (Nikolaj Latychev, em 1962), Suíça (Gottfried Dienst, em 1966), Alemanha (Rudolf Gloeckner, em 1970), México (Edgardo Codesal Mendez, em 1990), Hungria (Sandor Puhl, em 1994), Marrocos (Said Belqola, em 1998) e Argentina (Horacio Elizondo, em 2006) têm uma indicação apenas.

É com uma mãozinha das confederações de cada continente que a Fifa elege os árbitros para cada Copa do Mundo. Por isso, todas as confederações são representadas, o que explica a presença de juízes de países nada relevantes no mapa do futebol. Nas quartas de final deste ano, estavam lá árbitros da Guatemala (Carlos Batres comandou Paraguai e Espanha) e Uzbequistão (Ravshan Irmatov apitou Argentina X Alemanha).

Veja quais são as potências do apito:

Inglaterra –

 quatro finais

Além de Webb, que apita a final deste ano, outros três foram agraciados. Em 1950, George Reader apitou Brasil e Uruguai. O triunfo britânico é completado por William Ling (1954) e John Taylor (1974).

 

Brasil –

duas finais

Ninguém conseguiu repetir a dose como o Brasil, único bicampeão na sequência. Em 1982, o escalado foi Arnaldo Cézar Coelho (hoje comentarista da Rede Globo). Na competição seguinte, em 1986, foi a vez de Romulado Arppi Filho.

 

França –

duas finais

As escalações de juízes franceses em disputas de títulos são separadas por 20 anos. Em 1938, o homem de preto da final foi George Capdeville. Já em 1958, o primeiro título do Brasil teve a presença de Maurice Guigue.

 

Itália –

duas finais
Foi com a assoprada de Sergio Gonella que os argentinos comemoraram sua primeira conquista de Copa do Mundo, em 1978. O carequinha Pierluigi Collina fechou a dobradinha italiana em 2002, na final entre Brasil e Alemanha.

Obs: Convido a clicar no post anterior (Politicagem na Final da Copa do Mundo) sobre minhas considerações em relação à escala de Webb.

– Politicagem na Final da Copa do Mundo

Que tal: um inglês apitará a Final da Copa do Mundo; um mexicano apitará a decisão do terceiro e quarto lugares.

 

Curiosamente, a FIFA abandona o critério de árbitro de continente neutro utilizado na Copa até agora.

 

Mais curioso é o fato que Blatter pediu desculpas à Inglaterra e ao México pela eliminação de suas equipes em jogos com erros de arbitragem.

 

Seria… prêmio de consolação?

– Novas Mudanças na Regra do Futebol

Reproduzo e compartilho as modificações da Regra de Jogo, válidas a partir de 1 de julho, extraídas do site da Federação Paulista de Futebol (http://www.futebolpaulista.com.br/arbitragem.php?sec=41&sub=&cod=39358)

 

AOS MEMBROS DA FIFA

 

Circular nº 1224 (traduzida do espanhol)

 

Zurique, 19 de maio de 2010

SG/jot-est

 

Emendas às Regras de Jogo 2010-2011

 

Senhoras e Senhores:

 

A 124ª Reunião Geral Anual do International Football Association Board ocorreu em 6 de março de 2010, em Zurique. Em continuação, comunicamos as emendas às Regras de Jogo aprovadas na reunião, bem como as diversas instruções e diretrizes promulgadas.

 

EMENDAS ÀS REGRAS DE JOGO E DECISÕES DO BOARD

 

1. Regra 1 – O Campo de Jogo

(apresentada pela FIFA)

 

Metas

 

Texto Atual

 

Novo Texto

Os postes de meta e o travessão serão de madeira, metal ou outro material apropriado.

Poderão ter forma quadrada, retangular, redonda ou elíptica e não deverão constituir nenhum perigo para os jogadores.

 

Os postes de meta e o travessão serão de madeira, metal ou outro material apropriado.

Deverão ter forma quadrada, retangular, redonda ou elíptica e não deverão constituir nenhum perigo para os jogadores.

 

Motivo

Esclareceu a definição atual, a fim de indicar que não são permitidos postes de qualquer outra forma.

 

2. Regra 5 – O Árbitro

(apresentada pela Associação de Futebol da Escócia)

 

Interpretação das Regras do Jogo e Diretrizes para Árbitros

 

Jogadores lesionados

 

Texto Atual

 

Novo Texto

As exceções a esse procedimento serão feitas somente quando:

·        um goleiro estiver lesionado

·        um goleiro e um jogador de linha se chocarem e necessitarem de atendimento imediato

·        ocorrer uma lesão grave, por exemplo, engolir a língua, choque violento entre jogadores, que atinja a cabeça, fratura de perna etc.

 

As exceções a esse procedimento serão feitas somente quando:

·        um goleiro estiver lesionado

·        um goleiro e um jogador de linha se chocarem e necessitarem de atendimento imediato

·        jogadores da mesma equipe se chocarem e necessitarem de atendimento imediato

·        ocorrer uma lesão grave, por exemplo, engolir a língua, choque violento entre jogadores, que atinja a cabeça, fratura de perna etc.

 

Motivo

Considera-se injusto que jogadores da mesma equipe que se choquem entre si tenham de sair do campo de jogo para receber atendimento, deixando assim sua equipe com inferioridade numérica.

 

3. Regra 5 – O Árbitro

(apresentada pela Associação de Futebol da Escócia)

 

Interpretação das Regras do Jogo e Diretrizes para Árbitros

 

Jogadores lesionados

 

Texto Atual

 

Novo Texto

·        os maqueiros entrarão no campo de jogo ao mesmo tempo dos médicos, a fim de acelerar o transporte do jogador.

 

·        os maqueiros entrarão no campo de jogo com uma maca depois do sinal do árbitro.

 

Motivo

O ingresso obrigatório dos maqueiros no campo de jogo para qualquer tipo de lesão quando se solicitava um médico atrasava o reinício do jogo desnecessariamente.

 

Outras Decisões do IFAB

 

1. Regra 1 – O Campo de Jogo

 

Interpretação das Regras do Jogo e Diretrizes para Árbitros

 

Logotipos e Emblemas

 

O IFAB reiterou que está proibida a reprodução real ou virtual de logotipos ou emblemas representativos da FIFA, Confederações, Associações-Membro, Ligas, Clubes ou outros órgãos no campo de jogo e em seus arredores, nas redes e áreas por elas abrangidas, nas metas, nos postes de bandeirinha e nas bandeirinhas durante o tempo de jogo.

 

Salientou-se que tais logotipos não podem ser reproduzidos nos postes de bandeirinha de canto.

 

2. Tecnologia da linha de meta

(continuação do debate iniciado na 122ª Reunião Geral Anual)

 

O uso da tecnologia da linha de meta e da tecnologia em geral nas partidas foi rejeitada por decisão majoritária.

 

3. Idioma Oficial das Regras do Jogo

 

Foi ratificado que, no caso de divergências entre as traduções das Regras do Jogo, o texto em inglês prevalecerá.

 

4. Instruções Adicionais aos Árbitros e Assistentes

 

Constatou-se que algumas Confederações e Associações Nacionais emitem em seus respectivos territórios suas próprias instruções e recomendações aos árbitros em relação à aplicação das Regras do Jogo, fazendo com que aumentem as possibilidades de que haja diferentes interpretações ao redor do mundo. Por isso, reiteramos que o IFAB é o único órgão autorizado a emitir instruções adicionais concernentes às Regras do Jogo, de modo a assegurar sua aplicação uniforme no mundo inteiro.

 

Além disso, foi celebrada uma reunião extraordinária do IFAB em 18 de maio de 2010, em Zurique. Em continuação, comunicamos as emendas às Regras do Jogo aprovadas na reunião.

 

EMENDAS ÀS REGRAS DE JOGO E DECISÕES DO BOARD

 

1. Regra 14 – O Tiro Penal

(apresentada pela FIFA)

 

Interpretação das Regras do Jogo e Diretrizes para Árbitros

 

Procedimento

 

Texto Atual

 

Novo Texto

O ato de utilizar fintas na execução de um tiro penal para confundir os adversários faz parte do futebol e está permitido. Todavia, o árbitro deverá advertir o jogador se considerar que tal finta representa uma conduta antidesportiva.

 

O ato de utilizar fintas durante a corrida até o ponto penal para confundir os adversários faz parte do futebol e está permitido. Todavia, utilizar fintas ao chutar a bola uma vez que o jogador tenha concluído sua corrida até o ponto penal é considerado uma infração à Regra 14 e uma conduta antidesportiva, pelo que o árbitro deverá advertir o jogador.

 

Motivo

Considerando a crescente tendência dos jogadores de fintar na hora de executar o tiro penal para enganar o goleiro, é necessário esclarecer o que está permitido e que ação deve tomar o árbitro no caso de infração.

 

2. O Quarto Árbitro

(apresentada pela Associação de Futebol da Escócia)

 

O Quarto Árbitro e o Árbitro Assistente reserva (ponto 7)

 

Texto Atual

 

Novo Texto

Indicará ao árbitro se este adverte o jogador errado por uma confusão de identidade, se não expulsa o jogador que tenha recebido o segundo cartão amarelo, ou se ocorre uma conduta violenta fora do campo visual do árbitro e dos árbitros

assistentes. Entretanto, o árbitro mantém sua autoridade para decidir sobre qualquer fato relacionado ao jogo.

 

Ajudará o árbitro a dirigir o jogo conforme as Regras do Jogo. Entretanto, o árbitro mantém sua autoridade para decidir sobre qualquer fato relacionado ao jogo.

 


Motivo

Considera-se que deva ser ampliada a competência do quarto árbitro de auxiliar o árbitro, a fim de permitir que o quarto árbitro lhe ofereça ajuda e informação não apenas em um número liimitado de situações, atualmente estabelecidas nas Regras do Jogo.

 

Entrada em vigor das Regras do Jogo 2010/2011

 

O IFAB decide por unanimidade que as decisões da 124ª Reunião Geral Anual e da reunião extraordinária de 18 de maio de 2010 entrarão em vigor a partir de 1º de junho de 2010 e, portanto, são válidas para a Copa do Mundo da FIFA na África do Sul.

 

Atenciosamente,

 

FEDERATION INTERNATIONALE DE FOOTBALL ASSOCIATION

Jérôme Valcke

Secretário-Geral

– Torcedores-Gandulas de Sucesso

O Palmeiras fará um jogo de despedida do Palestra Itália, antes do seu fechamento para reformas, na próxima sexta-feira contra o Boca Jrs. Mas só o pessoal do Marketing do clube foi esperto: Vendeu 12 ingressos a R$ 1.000,00 para torcedores-gandulas. Quem pagar “milão”, poderá ser o gandula do jogo.

Sabe o que aconteceu? Ingressos esgotados. Parabéns.

– 30 motivos para não ter Felipe Mello em seu time!

Brasileiro gosta de sacanear mesmo na própria derrota. Aqui, mais de 30 motivos do desastroso volante chamado Felipe Mello (email enviado anonimamente, destes que circulam na Internet):

 

ALGUMAS VERDADES SOBRE O EX-VOLANTE DA SELEÇÃO FELIPE MELLO:
 
. Milhares de pessoas no mundo deram entrada no hospital após assistir o Felipe Melo em transmissão 3D.· Se você jogar com o Felipe Melo no Playstation, todos os botões dão carrinho.

· Felipe Melo é primo de 2º grau do Chuck Norris

· Jogo de xadrez: Cristiano Ronaldo é a Dama, Kaká é o Bispo, Julio Baptista é a Torre, Felipe Melo o Cavalo.

· Todas as seleções tem Volante… Nós temos Pára-Choque!!

· Felipe Melo dividiu as duas Coreias com um carrinho.

· No doce do Felipe Melo não pode faltar canela.

· Felipe Melo não estará no próximo Winning Eleven, porque ele vai participar do Mortal Kombat.

· Felipe Melo foi reprovado na escola por excesso de faltas.

 · O Bin Laden abandonou seus planos de ataques terroristas na Copa do Mundo depois que soube que Felipe Melo estaria lá.

· Na infância quando Felipe Melo fazia algo errado era sua mãe quem ficava de castigo.

· Felipe Melo não nasceu. Ele foi expulso do útero.

· O Felipe Melo foi expulso do UFC por ser considerado violento demais.

· Os carrinhos de Felipe Melo têm registro no Detran.

· Deus disse:”Faça-se a luz”. Chuck Norris disse:”Peça por favor”. E o Felipe Melo disse: “Calem a boca vocês dois!”

· Felipe Melo quando criança não ganhava carrinhos, ele dava

· Felipe Melo depois de ver a cotovelada do Kaka: “Amadores…”

· Felipe Melo ligou para o SAC do seu cartão de crédito reclamando da cor. Ele queria o vermelho.

· Misturei Activia com Felipe Melo e saiu uma cagada violenta.

 

· Depois das minas terrestres o maior causador de amputações de perna é o Felipe Melo.

· Após os treinos, alguns jogadores treinam cobranças de faltas, já Felipe Melo treina como cometê-las.

· Felipe Melo aprendeu futebol na escolinha da família Gracie.

· Uma vez Felipe Melo foi jogar JoKenPo com o presidente Lula. Ele tinha uma tesoura, e o Lula, 5 dedos.

· Vai começar a parte preferida do Felipe Melo na Copa do Mundo: o mata-mata.

· Quando Felipe Melo entra no treino os cones saem correndo.

· O cartão de visitas do Felipe Melo é vermelho.

· O Saci tinha duas pernas, isso antes de jogar futebol com Felipe Melo.

· Felipe Melo joga o futebol arte…ARTE MARCIAL!

· Apesar de não gostar de matemática, Felipe Melo adorava dividir sem deixar restos

· Felipe Melo ganhou a primeira chuteira aos 4 anos. Aos 6 conheceu a bola.

· Jack Bauer resolve tudo em 24 horas. Felipe Melo em 24 faltas…

· Quando Felipe Melo derruba os adverssarios não é falta… é IPPON.

· Felipe Melo não é um “Dunga Jr.”. É um “Dunga Jr. Baiano”.

· O Brasil fez 7 pontos na primeira fase. O Felipe Melo fez 14 só na canela do Cristiano Ronaldo.

 

– A Tecnologia para o Árbitro de Futebol: a Demagogia e a Realidade

Nesta Copa do Mundo, muitos erros de arbitragem têm sido observados. É verdade que as super-câmeras podem mostrar lances mais detalhados, e até ludibriar o telespectador (uma mão nas costas pode dar a impressão de falta em slow-motion, o que na dinâmica do jogo pode não ter ocorrido, por não se ter a noção de força exercida no lance). Mas a observação de erros provindos de flagrantes da câmera lenta e de erros grotescos que dispensariam qualquer câmera mostra que a preparação para a Copa do Mundo foi falha e que, acima, disso, chegamos no exato momento em que a tecnologia deve entrar em auxílio da arbitragem.

Muitos têm medo da introdução de recursos tecnológicos. Se ela chegar de maneira radical, mudará o esporte, é claro! Mas ninguém quer mudanças abruptas. A tecnologia vem chegando de mansinho, e veja os exemplos: bandeiras eletrônicas e rádios-comunicadores para o quarteto de arbitragem. Desafio qualquer árbitro que negue a ajuda sensível que esses equipamentos nos trazem!

Por que não permitir que o capitão de uma equipe peça a revisão de uma decisão do árbitro em algum momento capital? Dê a cada equipe o direito de um pedido revisional, isso não diminui a autoridade do árbitro.

Tomemos como exemplo o jogo Argentina X México: Após o lance do gol argentino (em claríssimo impedimento e erroneamente confirmado), e antes do reinício do jogo (essa deve ser uma condição sine qua non), o capitão mexicano Rafa Marques poderia pedir ao árbitro que avaliasse com seus bandeiras e o quarto árbitro a decisão tomada, através do replay no telão ali mesmo já instalado.

Pensou que emoção adicional à partida? Ao público? À audiência da TV?

A sugestão seria essa: um pedido por equipe, em situações de gol confirmado ou não, antes do reinício do jogo. Em impedimentos paralisados sem a conclusão da jogada, interpretações de pênaltis ou avaliação de aplicação de cartões, não caberia o pedido (pelo fato de serem situações interpretativas e mais subjetivas).

 

Avalie o que a simples medida teria evitado:

1)      Salvaríamos a Irlanda da desclassificação da Copa do Mundo,

2)      anularíamos o gol do Luis Fabiano na segunda rodada,

3)      não anularíamos o gol norte-americano pelo árbitro de Mali,

4)      confirmaríamos o gol da Inglaterra contra a Alemanha, e

5)      não daríamos o gol irregular da Argentina.

 

Quanta coisa ‘consertada’ em uma única Copa!

 

Na minha carreira como árbitro, sempre ouvi falar que o empecilho é a universalização da regra. Ora, bandeira eletrônica e rádio não estão na regra, mas são usados em campeonatos de maior prestígio. A Copa do Mundo é o torneio de maior prestígio existente, e lá se incluem o quarto e o quinto árbitro em alguns jogos, devido à sua importância. Assim sendo, por que não permitir o recurso televisivo? O custo financeiro seria zero, justamente pelos estádios já terem telões, e o ganho moral seria altíssimo!

 

Tecnologia já, dona FIFA. Por favor.

 

E você, o que pensa sobre isso? Gostaria da sua opinião!

 

Você pode ler esse post e outros em meu blog no Portal da Rede Bom Dia: http://blog.redebomdia.com.br/blog/rafaelporcari/comentarios.php?codpost=3173&blog=6&nome_colunista=963

– Sorteiam-se Maridos durante a Copa!

Você já ouviu falar sobre o Second Sexe?

 

É um site francês, dedicado a mulheres e seu universo, como qualquer outro site voltado ao mundo feminino. Mas uma curiosidade: o Second Sexe promoverá o sorteio de 100 modelos masculinos para trocarem “inocentes beijos e carícias” com as esposas que se sintam abandonadas pelos seus maridos durante os jogos da Copa do Mundo. Com o patrocínio de um fabricante de desodorantes, a campanha foi lançada com o slogan: “tenho outras intenções para passar os 90 minutos”.

 

Para sorte dos franceses, a França foi eliminada. E para sorte dos brasileiros, a promoção só vale para eles!

– Com o Rival no Peito!

Já imaginaram o Corinthians com o escudo do Palmeiras no peito?

Impensável.

 

E o da Coréia do Norte com a do Sul?

 

Também não dá. E vice-versa nem pensar também.

Pois é: passou batido, mas a Nike, patrocinadora de diversas seleções na Copa do Mundo, propôs uma ação de marketing controversa. Na partida entre Holanda X Camarões, pôde-se observar, abaixo do escudo da Federação Holandesa, uma bandeira de Camarões ao lado da holandesa. Ou seja, a camisa é personalizada para o jogo.

Já vi tal ação na bola do jogo (que é neutra). Mas uma seleção estampando a bandeira do adversário é novidade!

Imagine se na final da Copa do Mundo tivermos Brasil X Argentina. Os brasileiros gostariam da bandeirinha dos hermanos no peito? Já os argentinos devem ficar despreocupados. Afinal, a Adidas não tentou nenhuma ousadia como essa.

E você? O que pensa do escudo do seu time rival na camisa do seu clube de coração? Imaginaram o escudo da Ponte Preta na camisa do Guarani ou na do Paulista de Jundiaí?