– Resolvendo o Problema da Pobreza Próximo às Sedes da Copa

 

As agências internacionais informam: em Março, haverá a Copa do Mundo de Críquete em Bangladesh.

 

Tradicional e popular esporte no Sudeste Asiático, o Críquete visitará um dos locais mais pobres do mundo, com aproximadamente 700 mil pessoas esmolando nas redondezas de Chittagong, a região metropolitana que será sede do evento (lembremo-nos que Bangladesh é um país extremamente pobre e populoso).

 

Para resolver o problema da mendicância durante a competição, a Prefeitura local encontrou uma saída: doará US$ 2.00 para que cada mendigo circule por outras praças… (lembrando que 2 dólares aos bengaleses tem um poder aquisitivo diferente do que a nós).

 

É ou não “tapar o sol com a peneira”?

 

Talvez algum dirigente faça isso também em alguma cidade-sede para a Copa do Mundo de 2014…

E você, o que acha de tal inusitada resolução de problema? Deixe seu comentário:

– São Paulo X Palmeiras: de 8 a 80!

 

Como é difícil avaliar arbitragem. Em partidas normais, já é complicado dar uma nota ao árbitro. Imagine em jogo atípico?

 

Quer um exemplo prático disso: No Marca Brasil de hoje, o árbitro foi o destaque negativo da partida (pg 02). No Lance, o árbitro foi aquele quem tirou a melhor nota do jogo (pg 04). Ou um dos avaliadores se equivocou profundamente, ou podemos afirmar que a subjetividade é maior do que pensamos.

 

Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza é um bom árbitro. Se fosse jogador de futebol, não seria nenhum Zico, mas também não seria nenhum Jatobá. Tem rodagem (rodagem nem sempre é sinônimo de experiência adquirida, atenção! Você pode trabalhar anos numa micro-empresa e ter dificuldade em exercer o mesmo ofício numa multinacional…) e ótimo porte físico. Mas a pressão que sofreu foi muito grande, somando-se a necessidade de grande equilíbrio emocional e, por que não, boa colaboração esportiva dos atletas (que nitidamente não ocorreu).

 

Os problemas começaram antes do jogo. Duvido-e-oh-dó que a decisão de iniciar ou não a partida foi “exclusivamente dele”, conforme disse em entrevista o presidente da FPF Marco Polo Del Nero. Teria que ser, mas… leve em conta o seguinte: ninguém gosta de remarcar jogo prestes a iniciar. Motivo: dificuldades em logística e bilheteria (ressarcir torcedor é trabalhoso), arranjar datas, boa vontade das equipes, entre outras coisas. A ordem é: FAÇA O JOGO E SÓ SUSPENDA EM ÚLTIMO CASO. Essa ordenação não está no papel, mas nas reuniões a portas fechadas.

 

Considere: se chovia muito antes da partida, o árbitro tem que entrar em campo (mesmo com seu paletó de viagem) e fazer o teste com a bola, rolando-a pelos diversos espaços do gramado e principalmente nos pontos críticos. Se julgar que a quantidade de água é muito grande e a drenagem não funcionará a contento até o horário da partida ou próximo dele, ADIE A PARTIDA IMEDIATAMENTE. Assim, evita-se a criação de expectativa entre torcedores (comprar ou não o ingresso), e, principalmente, trabalhos de aquecimento e re-aquecimento de atletas.

 

Se por ventura a tempestade ocorrer num tempo muito próximo do início da partida, aguarde NO MÍNIMO 30 MINUTOS. O motivo é que, se todos estão prontos e não dá para jogar, espere esse tempo para verificar a possibilidade de melhora climática e escoamento da água. Claro, bom senso é importante, mas também intangível. Esperar 1 hora seria exagero? Talvez sim, talvez não.

 

Se é perceptível que os clubes não querem jogar, e o motivo é logicamente as condições do campo, por que não levar em conta tal importante manifestação? O peso dessa negativa deve ser relevante na hora do árbitro decidir! E, cá entre nós, será que somente o árbitro decidiu? O jogo é pela TV Globo, e por muito menos a FPF já adiou jogo. Não me esqueço que um dia ocorria jogos na Javari e no Nicolau Alayon num sábado de manhã chuvosa, e que neste mesmo dia, as 9h da matina, suspendeu-se Palmeiras X Sertãozinho á tarde. Aliás, o Corinthians e a Portuguesa se lembram bem de quase tirarem seus atletas do banho, após o árbitro Flávio Rodrigues Guerra ter suspendido uma partida chuvosa no Pacaembu e terem que retornar ao gramado.

 

Nesses casos, a partida é remarcada para o dia seguinte, às 15:00h. Imagino o desconforto do Palmeiras jogando na segunda-feira contra o São Paulo e entrando em campo na quarta-feira pela Copa do Brasil…

 

Se falamos tudo isso dos problemas iniciais do jogo, é melhor não falar da partida em si. O jogo foi difícil e deixamos a avaliação técnica para outra ocasião. Mas lembre-se: não foi Zico e nem Jatobá quem entrou em campo. Fica a subjetividade no ar, principalmente nos critérios da aplicações de cartões e interpretação de possíveis agressões ou não.

 

Felizmente, nenhum atleta se lesionou por conta do gramado. Não falo de poças d’água, mas do fato de estar excessivamente liso e pesado, onde possíveis contusões podem ocorrer frente as condições e pelo excesso de carrinhos e escorregões.

 

E você, o que achou do clássico? Deixe seu comentário

– Estudar a Arbitragem para São Paulo X Palmeiras?

 

Hoje teremos mais um Choque-Rei (com arbitragem de Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza, assistência dos amigos Márcio Luís Augusto e Marcos Gonzaga, auxílio de Claus – que apitou o clássico de domingo passado – e Leonardo Ferreira Lima, além do trabalho do quarto árbitro Bizzio) e sobre isso vale a fala na visão de um árbitro: como se preparar para apitar esse jogo?

 

Primeiro vamos a uma questão pertinente: há duas correntes no mundo da arbitragem – uma, mais antiga, de que o árbitro deve ser alheio de tudo o que envolve as equipes para apitar sem influência alguma; a outra, mais européia, de que você deve estar atento a tudo o que influenciará o jogo.

 

Confesso que gosto da segunda corrente. Estudar os times, estar informado de situações possíveis ajudará a conduzir a partida com mais sabedoria. Certa vez, disse que gostava de estudar não só a arbitragem mas também os esquemas táticos das equipes. Fui advertido de que isso era irrelevante, pois você deve cumprir a regra. Ora, é essa mentalidade retrógrada (a mesma que pune quem dá entrevistas ou quer obscuridade nas comissões de arbitragem) que faz o árbitro ser tão antipático e odiado.

 

Cito o jogo de hoje: se eu souber como o São Paulo ou o Palmeiras jogarem, posso me preparar para mais contra-ataques ou não, para mais marcações de faltas ou não. Se um time joga no 4-4-2 ou no 3-5-2 posso mudar meu posicionamento em campo. Se há em campo jogador que aceita ou não provocação preciso ficar atento para o unfair-play do adversário. Isso só ajuda o árbitro e ao espetáculo.

 

Por exemplo: estudando o jogo, lembro dos incidentes de um Palmeiras X São Paulo recente, onde Kléber acertou uma cotovelada em André Dias e Alex Silva tomou as dores. O palmeirense mandou o sãopaulino dançar balé, literalmente! Ora, não é o caso de eu avisar ao árbitro de meta de que, na primeira discussão entre ambos, adverti-los para o bem do clássico? Ou, ainda, estar atento às possíveis simulações de Valdívia, que, diga-se de passagem, parou com o costumeiro cai-cai. Mas, num clássico como esse, encostou na área…

 

Por que não estudar as características dos atletas?

 

O jogo entre essas equipes tem sido há muito tempo polêmico, desde o episódio do gás no vestiário, onde a  FPF se calou e não puniu ninguém. A equipe de arbitragem estar atenta a todos esses lances e acontecimentos é vital para um bom jogo.

 

Boa sorte aos amigos!

 

E você, acha que é importante para o árbitro estudar os atletas antes de um jogo? Deixe seu comentário:

– Envolvidos no caso “Máfia do Apito” terão que pagar R$ 160 mi!

 

Árbitros, FPF, CBF e apostador: os envolvidos no escândalo “Máfia do Apito”, segundo a Justiça Brasileira, terão que pagar R$ 160 milhões ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos.

 

Trabalhei algumas vezes com os árbitros Edilson Pereira de Carvalho e Paulo José Danelon. Felizmente, em nenhum dos ditos jogos suspeitos e posteriormente suspensos. Eram personalidades opostas, e ninguém os via junto na pré-temporada da FPF e nem em conversas informais nas reuniões. Edilson era introvertido, estúpido e antipático. Danelon era piadista, alegre, sorridente. O primeiro amigo íntimo do pessoal da FPF ligado ao Vale do Paraíba. O segundo, ajudava a CEAF.

 

A decisão é de primeira instância. Mas… opinião pessoal: ninguém vai pagar nada, e a impunidade vingará! Infelizmente…

 

Tomara que minha sensibilidade tenha me enganado.

 

Extraído de IG: http://bit.ly/hY3sPm

 

RÉUS DA MÁFIA DO APITO SÃO CONDENADOS A PAGAR 160 MILHÕES DE REAIS

 

A 17ª Vara Cível da Justiça de São Paulo condenou os réus no processo da “Máfia do Apito”, como ficou conhecido o caso de manipulação de resultados no futebol brasileiro e sul-americano que aconteceu em 2005. O ex-árbitro Edilson Pereira de Carvalho e a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) terão que dividir uma multa de R$ 160 milhões, enquanto o empresário Nagib Fayad, o ex-árbitro Paulo José Danelon e a FPF (Federação Paulista de Futebol) foram condenados a pagar o equivalente R$ 20 milhões.

 

A divisão dos valores será conhecida na sentença do juiz, que será publicada na próxima segunda-feira. A decisão foi em primeira instância e, por isso, cabe recurso. Inicialmente, a promotoria havia pedido indenização de R$ 34 milhões, mas a Justiça entendeu que esse valor deveria chegar a R$ 180 milhões.

 

A CBF afirmou ao iG, por meio de sua assessoria de imprensa, que irá recorrer. “A CBF ainda não foi notificada, mas informa que essa é a primeira instância e vai recorrer. Temos certeza que a Justiça irá analisar o caso corretamente”, afirmou o diretor de comunicação da entidade, Rodrigo Paiva. Os outros condenados não foram encontrados para comentar a decisão.

 

O procedimento aponta que em casos como esse, uma ação coletiva na qual não há um beneficiário específico, o dinheiro da sentença é enviado ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos, que é controlado pelo Ministério da Justiça.

 

O Fundo recebe indenizações provenientes de processos que envolvem danos morais e patrimoniais causados ao meio-ambiente, ao consumidor, a bens e direitos de valor artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico. O caso da “Máfia do Apito” se encaixa no direito do consumidor. Se o réu não tem dinheiro para pagar, bens são penhorados. Nenhum dos envolvidos foi preso.

 

O processo criminal sobre a “Máfia do Apito” foi arquivado em agosto de 2009. Os desembargadores Christiano Kuntz, Fernando Miranda e Francisco Menin entederam que não havia na legislação um artigo que enquadrasse o caso. Com a decisão, nenhum dos envolvidos no esquema de apostas colocou sob supeita o Campeonato Brasileiro de 2005 foi punido criminalmente.


A decisão na esfera Cível foi comemorada pelo promotor José Reinaldo Carneiro Bastos, que comandou as investigações no Gaeco (Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado) e acusou os envolvidos na esfera criminal.

 

“Muitas pessoas falam que a investigação não deu em nada, e não é verdade. Foi a maior investigação da história do futebol brasileiro, se não foi do futebol mundial, e teve consequências na esfera desportiva e agora na cível. E na criminal ainda estamos tentando reverter no STJ (Superior Tribunal de Justiça)”, disse Bastos ao iG. Os envolvidos no escânda-lo foram banidos do futebol (os árbitros Carvalho e Danelon). Bastos também se referiu aos 11 jogos anulados pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (leia mais abaixo).

A “Máfia do Apito”

 

Em outubro de 2005, a revista “Veja” revelou investigação conjunta entre Ministério Público e Polícia Federal sobre esquema de manipulação de resultados de jogos de futebol, encabeçado por empresários que apostavam pela internet. Jogos do Paulista, da Libertadores, da Copa Sul-Americana e Brasileiro estavam sob suspeita. Os acusados eram os árbitros Edilson Pereira de Carvalho e Paulo José Danelon, ambos filiados à FPF.

 

Outro acusado era o empresário Nagib Fayad, que com outros três empresários combinava com os árbitros resultados de algumas partidas que apostariam em sites clandestinos na internet. Pela acusação, Carvalho e Danelon recebiam de R$ 10 mil a R$ 15 mil para que o time certo vencesse.

 

No sábado, dia 25 de setembro de 2005, a PF prendeu Edilson Pereira de Carvalho e Fayad. Carvalho trabalhou em 25 partidas em 2005, sendo 11 do Campeonato Brasileiro, que já estava no segundo turno. O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) decidiu em 2 de outubro anular as 11 partidas comandadas por Carvalho, que foram repetidas. O fato beneficiou o Corinthians, que venceu jogos que havia perdido e acabou na frente do Internacional como campeão brasileiro.

– Morre-Morre e Jogos da Quarta-Feira

 

É incrível como o excelente treinador Muricy Ramalho tem se tornado ícone recente de sucesso em torneios de pontos corridos e fracasso nos eliminatórios. O Fluminense sobrou no Campeonato Carioca, mas na primeira semi-final foi eliminado pelo modestíssimo Boa Vista. Na Libertadores, dois empates no Rio de Janeiro!

 

E o Vasco? Ricardo Gomes, novo treinador, tem 7,5 gols por jogo na sua atual passagem! Claro que há viés nesse número… kkk

 

Felipão ficou bravo com a magra vitória de 2X1 em cima do Comercial do Piauí. Pudera, é nítido de que se o time jundiaiense amador do Estrelinha da Ponte São João, agora sob o comando do treinador José Augusto, disputasse esse jogo lá no Piauí, teria eliminado a partida de volta.

– Quem Vai Transmitir o Quê?

 

Uma grande confusão vem sendo observada na negociação dos direitos de transmissão dos jogos de TV para o Campeonato Brasileiro no próximo triênio.

 

Aparentemente, de um lado: Globo, CBF, Corinthians e Clubes Cariocas. Do outro: Demais Emissoras de TV, Clube dos 13, e desafetos de Ricardo Teixeira.

 

O imbróglio se resume a um simples fato: a Globo não quer concorrer com as outras Redes e sim fazer a prevalência da parceria de até então, tendo como aliados a CBF e o Corinthians. Mas o Clube dos 13 quer dinheiro, e vê numa licitação com envelopes fechados a possibilidade de ganhar mais receitas. Corinthians e Flamengo querem privilégios financeiros nos novos contratos. E assim a disputa segue.

 

Dentro de um mercado competitivo, democrático e capitalista (e sendo a CBF e os Clubes de Futebol entidades de direito privado), nem haveria necessidade de licitação. É simples e pura negociação com quem quer que seja. Mas num ambiente complexo como o da Política do Futebol, tratar de dinheiro em grupo é muito difícil. Há vaidades, interesses particulares e muita desunião, que são ingredientes perfeitos para sobrepor objetivos coletivos e desagregar parceiros.

 

Teoricamente, todos podem negociar juntos. Ou em separado, se assim desejarem. Mas, claro, fica a suposição: se os grandes conseguirem contratos vantajosos individualmente, o que poderá ocorrer com os pequenos?

 

Digo isso apegado por um debate realizado há muito tempo, no meu saudoso período de mestrando: na época, discutíamos a diferença em “mandar jogos” e “fazer o jogo”. A lei Pelé diz que em uma partida de futebol, quem realiza o espetáculo são os clubes. Alguns entendem (e aqui cito Ataíde Gil Guerreiro, do Clube dos 13, em entrevista a Wanderley Nogueira no Programa Pique da Pan, na noite de quarta) de que se os clubes realizam o espetáculo, seria razoável pensar que, se os clubes venderam seus direitos a emissoras diferentes, ambas redes de TV podem transmitir a partida. Outros entendem que o termo “realizar o espetáculo” cabe ao desenrolar de uma partida de futebol, ou seja, aos atores envolvidos num jogo de futebol, à partida em si no gramado. Assim, o mandante se responsabilizaria pela realização do evento em sua praça, tendo direitos e deveres. E dos direitos, a exploração de suas imagens na arena que realiza o evento.

 

Imaginem o seguinte jogo: Corinthians X Atlético-GO. Um vendeu os direitos à TV Globo, o outro só conseguiu vender à modesta Rede CNT. A pequena emissora poderia transmitir para todo o Brasil este jogo, já que o clube é visitante?

 

Certamente o grande clube faturará mais, enquanto os pequenos terão que se esforçarem mais para obterem contratos vantajosos. Por esse prisma, negociar em grupo ajuda os pequenos. Por outro lado, pode limitar o grande clube em obter recursos mais vantajosos.

 

Até agora, falamos sobre Negócios. Perceberam que não falamos sobre Ética?

 

E talvez esse ponto seja a concordância maior daqueles que acompanham esse capítulo importante do futebol brasileiro: a Ética dos Negócios ficou de escanteio em nome da ganância das negociatas. Uma pena.

 

Inegável a curiosidade de um possível fato inusitado: Já pensaram a Globo tendo os direitos exclusivos do Corinthians, a Record com os do São Paulo, a RedeTV com os do Palmeiras e a Bandeirantes com os do Santos?

 

E você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

– Choque-Rei de Domingo

 

Boa sorte ao amigo Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza, bem como à toda equipe de arbitragem para o clássico São Paulo X Palmeiras, no próximo domingo.

 

Caprichá lá, Marcelão!

– Episódio Taça das Bolinhas me deu Surto de Riso!

 

Por volta das 23:00 de ontem, voltava das minhas atividades docentes e quase bati o carro por culpa da CBF!

 

Sim, pois ouvia a Rádio Tupi (1280 AM – RJ), e durante o seu programa de esportes, foi ao ar uma entrevista de Carlos Eugênio Lopes, diretor do Departamento Jurídico da CBF, que falava sobre a Taça das Bolinhas. E ele disse ipsis litteris:

 

“Quando vai tomar café da manhã, Ricardo Teixeira já sofre pressão dos seus filhos flamenguistas para que ele reconheça o título de 87. Mas o Ricardo é um homem correto, ele não praticaria uma ilegalidade qualquer. A CBF só fez o reconhecimento após o Flamengo apresentar um complexo estudo”.

 

Quando rarararará ouvi o Carlos Eugênio Lopes kkkkkkkkkkkkkkk falando que o Ricardo Teixeira é quaquaquaquá correto e não cometeria (uahuahuah nem consigo terminar) ILEGALIDADE, tive uma crise de riso e quase perdi o controle do veículo.

 

Temos que rir, lógico, pois me parece que a CBF virou definitivamente um grande circo!

 

E você, o que pensa disso? O São Paulo, que tem a posse da Taça das Bolinhas desde a semana passada, deveria fazer o quê?

 

Eu, particularmente, faria uma dessas duas ações, dependendo do meu estado de espírito:

1– Devolveria a Taça à Caixa Econômica Federal, entidade que promoveu a honraria, ou

2- Derreteria a mesma imediatamente, transformando-a em medalhas aos jogadores que participaram das conquistas.

 

E você, o que faria? Deixe seu comentário:

– O Bunga-Bunga do Samba Boy Futeboleiro!

 

Há certas coisas incríveis e polêmicas no futebol. E quando futebol, sexo e política se misturam… a combinação é explosiva!

 

Todos devem estar acompanhando os inúmeros casos que envolvem o primeiro ministro Sílvio Berlusconi e prostitutas (aliás, das mais diversas origens e das mais belas aparências).

 

Entretanto, me surpreendi com o envolvimento de Ronaldinho Gaúcho em uma dessas histórias. A “operazzioni Bunga Bunga” – nome em referência as festas e orgias promovidas por Berlusconi, chamadas de “Bunga Bunga” – escutou em uma das suas ações um recado da garota de programa Sara Tommasi, onde dizia:

 

“Traga Ron (Ronaldinho Gaúcho) de volta para seu time de m… ou vou te excluir de Obama, do mundo e da política internacional)”.

 

Detalhe: a moça era tida como namorada de Ronaldinho Gaúcho desde outubro/2010, segundo Julia Carvalho, na Revista Veja da última semana (pg 85, Ed 16/02/2011). O problema é que a investigação policial já comprova que a moça era uma das garotas de programa preferida de Berlusconi.

 

Mas, flamenguistas, se acalmem: o Gaúcho terminou o romance, segundo a mesma jornalista, assim que assinou com o Flamengo. Sem ressentimentos, é claro.

 

E você, o que pensa sobre o assunto: a vida pessoal de um atleta envolvido em escândalo sexual pode interferir nos eu rendimento em campo? Deixe seu comentário:

– Paulistão no Último Domingo e outras Notas

 

1) – Segundo Eduardo Ohata e Bernardo Itri, na Coluna Painel da Folha de São Paulo (21/02, D8), Luis Paulo Rosemberg, diretor de marketing do Corinthians, diz que só em 2012 o clube negociará o “naming right” do novo estádio.

Ué, mas não foi o presidente André Sanches quem disse que só com o valor da venda dos direitos do nome do novo estádio, o custo se pagaria? Na época, ele sugeriu absurdos 20 milhões anuais por 15 anos.

Se (por ventura, talvez, quem sabe, quiçá), o Corinthians alcançasse esse valor utópico, como é que faz para pagar os fornecedores se a data limite para o início da obra é abril de 2011 (e a negociação começaria em 2012)?

 

2) – Corinthians X Santos: o amigo Raphael Claus foi bem no clássico de ontem, embora, única ressalva, algum exagero de rigor nos cartões amarelos. Mas reparou que o Edu Dracena grudou no Liedson, e que após receber o Cartão Amarelo, desgrudou? E quando isso ocorreu, o “Levezinho” deixou o dele! O trocadilho é infame mas não se perde a piada: boa troca do Gordo camisa 9 para o Magro 9 (dentro de campo, lógico).

 

3) – Ainda no clássico: sei que os Quarto-Árbitros é quem controlam a contagem do número de faltas nas partidas, e sei também da dificuldade em marcá-las até pela correria do jogo. Mas consta na súmula apenas 15 faltas do Santos na partida toda???

 

4) – E o Adilson Baptista, treinador do Santos, exorcizando seus fantasmas contra os jornalistas? Ao ser questionado sobre o fato de Maikon Leite ter ficado no banco, reclamou dizendo que a imprensa instigava esse tipo de polêmica. Quando ganha o mérito é do time, e quando perde é dos outros?

 

5) – Alguém já reparou que, se o Campeonato Paulista acabasse hoje, o Paulista de Jundiaí seria o campeão do Interior? Mas o regulamento é tão gozado que, numa improvável situação, se os grandes não ficassem entre os 8 primeiros, fora a Portuguesa, o 14º. Colocado do campeonato, seja quem for, seria automaticamente Campeão Paulista do Interior? Ainda, pelo regulamento, a única forma antecipada de não termos 2 grandes clubes na final seria a também improvável classificação eqüidistante dos mesmos (Primeiro e Segundo contra Último e Penúltimo)? Capricharam, hein?

 

6) – Ontem o Milan ganhou do Chievo, pelo Campeonato Italiano, e um gol ocorreu após ajeitada de mão do atacante brasileiro Robinho e que não foi anulado. Um diretor italiano do clube de Verona disse: “o problema é que aqui na Itália os grandes jogam com uma regra e os pequenos com outra, e os árbitros nunca se esquecem disso”. Só na Itália, amigo?

 

7) – Por fim: a Seleção da Palestina fará sua primeira partida oficial de futebol em seu território, na história! Será contra a Tailândia. Nem antes da criação do Estado de Israel a seleção palestina havia disputado um jogo na região das Cisjordânia. Já que a Palestina é reconhecida pela FIFA, a entidade máxima do futebol não deveria seguir o mesmo princípio com a Seleção da Catalunha, Caxemira, Nepal ou Taiwan?

– Torcedores X Árbitros: Processo contra o Juizão?

 

Se a moda pega…

 

Leio, até mesmo com certa surpresa, que a Justiça Brasileira ainda dá respaldo a chororô de torcedores. A mesma Justiça que nada faz em relação a torcedores armados nas arquibancadas na Paraíba (no jogo Treze X são Paulo), que fecha os olhos para os atos violentos de torcedores corinthianos contra a sua própria equipe, e por fim, que deve estar sem processos judiciais mais importantes para analisar.

 

Digo isso pois, segundo o site mineiro “Superesportes” (citação abaixo), o árbitro Sandro Meira Ricci está sendo processado por torcedor cruzeirense devido a sua atuação na partida Corinthians X Cruzeiro, pelo Brasileirão 2010.

 

João Carlos Fonseca, torcedor de Belo Horizonte, viajou à SP a fim de acompanhar a partida. Descontente com a atuação do árbitro, o processou baseado no Estatuto do Torcedor e Código de Defesa do Consumidor. Pede reembolso das passagens aéreas e do ingresso, além de um valor a ser estipulado por danos morais.

 

Márcio Rezende de Freitas passou por este mesmo perrengue, respondendo a processos de vários pontos do país em referência à partida Corinthians X Internacional, no fatídico lance que envolveu a expulsão de Tinga. Todos, logicamente, deram em nada.

 

Sugestão utópica ao amigo Sandro Meira Ricci: que tal um processo a todos os torcedores que o ofenderam, aos dirigentes que o caluniaram e aos comentaristas que o criticaram?

 

Claro que sugiro de brincadeira, apenas para mostrar o seguinte: se a lei permite que um torcedor processe um árbitro por discordar da sua marcação, faz ele sair de casa, arranjar advogado, viajar, perder dia de trabalho, por que não o árbitro fazer o torcedor mal-educado passar pela mesma situação, se sentir ofendido pelo xingamento da arquibancada?

 

E você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

 

Abaixo, a matéria do Superesportes (http://www.mg.superesportes.com.br/app/noticias/futebol/cruzeiro/2011/02/18/noticia_cruzeiro,177438/arbitro-sandro-meira-ricci-comparece-a-audiencia-em-bh-e-apresenta-sua-defesa.shtml)

 

ÁRBITRO SANDRO MEIRA RICCI COMPARECE A AUDIÊNCIA E APRESENTA SUA DEFESA

 

O árbitro Sandro Meira Ricci, do quadro da Fifa, compareceu nesta sexta-feira ao Juizado Especial das Relações de Consumo, em Belo Horizonte, e participou de audiência de conciliação marcada pelo juiz Paulo Barone Rosa relativa à ação movida pelo torcedor do Cruzeiro João Carlos Fonseca.


O cruzeirense se sentiu lesado pela atuação de Sandro Meira Ricci na partida realizada em 13 de novembro do ano passado, no Pacaembu, em São Paulo, pelo Campeonato Brasileiro, em que o Cruzeiro saiu derrotado pelo Corinthians por 1 a 0, com gol de pênalti de Ronaldo. Naquele dia, o árbitro e seus auxiliares tiveram uma atuação muito contestada pelo clube mineiro e pela imprensa.


Para mover a ação, João Carlos Fonseca se baseou no artigo 30 do Estatuto do Torcedor e no artigo sexto do Código de Defesa do Consumidor. Por ter se deslocado de Belo Horizonte a São Paulo para assistir à partida, ele exige indenização por danos materiais de R$ 110 (passagens e ingressos) e morais, cujo valor seria arbitrado.


Sandro Meira Ricci compareceu à audiência de conciliação com o seu advogado e permaneceu calado. Por escrito, ele apresentou uma defesa, em que considera o torcedor parte ilegítima para questionar a sua arbitragem na partida em questão. Além disso, o árbitro entende que não poderia ser incluído como réu no processo, com base no Estatuto do Torcedor e no Código de Defesa do Consumidor.


Como não houve acordo na audiência, o juiz Paulo Barone Rosa deu prazo de cinco dias úteis para o autor da ação se manifestar. O advogado Fabrício Reis, que representa o torcedor João Carlos Fonseca, vai apresentar prova testemunhal para reforçar sua tese.


A princípio, nova audiência foi marcada para 26 de abril, às 16h10.


”Eu pedi um prazo de cinco dias para apreciar essa preliminar. Se o juiz entender que, de fato, o Sandro  não pode ser acionado, ele extingue o processo e cai a audiência. Se o juiz entender que procede, a audiência será mantida”, disse o advogado Fabrício Reis ao Superesportes.


Na saída da audiência, Sandro Meira Ricci se recusou a dar entrevista.


Em dezembro, o árbitro se dizia tranquilo em relação ao trabalho feito na polêmica partida entre Corinthians e Cruzeiro, pelo Brasileiro. “A gente está com a consciência bem tranquila, principalmente quando a gente viu depois as imagens na televisão”, comentou Sandro Meira Ricci. (UAI)

– Desbravadores de Roraima

Quer uma boa dica de ilusão e aventura no futebol?

 

Aos que acham que a vida futebolística é um mar de rosas, veja só: a Revista ESPN de fev/2011, pg 16, traz uma bela matéria de Marcus Alves sobre os Desbravadores de Roraima. Nela, mostra o fiasco do GAS, equipe que foi goleada por todos na Copa São Paulo Jr, além da venda de vagas na Copinha.

 

Lamentável…

– Repita a Frase como Um Mantra…

 

… para que ela não seja esquecida!

 

Quando o Brasil foi escolhido como sede para a Copa do Mundo de 2014, ouvimos claramente do presidente da CBF, Ricardo Teixeira, a seguinte frase afirmativa:

 

“Não haverá dinheiro público na Copa do Mundo”

 

Tudo bem. Alguns acreditaram. Mas estamos em 2011, e que tal algumas constatações:

 

Algumas sedes da Copa nem tem licitação realizada: Natal, por exemplo. Quanto tempo levará para definir quem vai construir a Arena das Dunas e quanto tempo levará para começar a construção do estádio?

 

– Quando se permitirá, na prática (pois na teoria temos diversas datas) a construção do estádio do Corinthians, que deverá ser a sede paulista do torneio (segundo a vontade dos políticos locais)?

 

Em que data começaremos a mexer nos nossos aeroportos? Eu moro próximo a uma das rotas de Viracopos, e à tarde, os Boeings e Airbus passam sobre nossas chácaras de 3 em 3 minutos exatamente. E assim ocorre em Cumbica e em Congonhas. Ninguém vai se mexer?

 

As estações de metrô e hospitais prometidos em boa parte das localidades próximas às sedes já iniciaram sua construção? Os cronogramas estão em ordem?

 

Custa-me a crer que para resolver esses imbróglios e pendências a simples ação da iniciativa privada poderá ser providencial. Acreditar na viabilidade de alguns estádios parece ser o grande problema, já que se fossem lucrativos, haveria briga judicial para ganhar os contratos de tantos candidatos a operacionalizarem as obras.

 

É claro, lógico, evidente e cristalino de que o governo, em qualquer esfera (federal, estadual, municipal), colocará dinheiro na Copa do Mundo. Aliás, terá que colocar: para a mobilidade urbana, infraestrutura logística e saúde, é saudável e necessária a intervenção pública, pois, afinal, são obras que ficarão para a população e beneficiará a sociedade. Mas… e para os estádios? Colocar dinheiro do nosso bolso para elefantes brancos?

 

Ok, o “Itaquerão” não será uma obra ociosa porque, afinal, o Corinthians será o dono do estádio. Mas por que nós, contribuintes, temos que arcar com a conta? E o governo do RJ com o Maracanã? E os demais?

 

Há uma lei (que parece ter sido descoberta depois de estar empoeirada) que traz benefícios fiscais generosíssimos para a região de Itaquera. Tudo bem, a idéia é desenvolver a região. Mas os benefícios são voltados para quem? Para empresas associadas a FIFA? Para parceiros comerciais de grandes construtoras e lobbystas? Ora, é claro que a lei é anterior à decisão do estádio. Mas vai beneficiá-lo. Não deveria ser uma lei (para dizer que há moralidade na administração pública paulistana) exclusiva aos pequenos e médios empresários que desejem estabelecer-se por lá, ou para os já estabelecidos?

 

Dar dinheiro para quem já tem, facilitando pagar suas contas, é fácil. Boa lei é aquela que ajuda quem realmente precisa. Leciono as disciplinas “Administração de Pequenos e Médios Negócios” e “Empreendedorismo”, além de ter uma PME. Sei das dificuldades em se obter crédito barato. Crédito caro sobra na praça!

 

Será que o dono da pequena confecção, do comércio popular, do bar da esquina ou o borracheiro da quadra (todos de Itaquera) foram informados de que poderiam pagar metade do IPTU e aliviar em 60% o INSS? As Pequenas e Médias Empresas, segundo qualquer instituto de pesquisa ou ONG do setor, mostram que os grandes empregadores do Brasil são os pequenos e micro-empresários. Assim, fica a pergunta: o BNDES é tão generoso à eles quanto aos parceiros da FIFA?

 

Portanto, é demagogia dizer que não há dinheiro público na Copa do Mundo. Seja por linhas de crédito a juros baratos (que poderiam atender a outras significativas parcelas da sociedade), seja por renúncia fiscal (abatam os impostos da população em geral, já que sobra dinheiro) ou ainda por obras de infraestrutura que atendam a uma parcela pequena da população mas alguém em específico (a Arena de Recife é um ótimo exemplo dessa imbecil conta).

 

Deixar de dar linha de crédito com subsídios e carências aos sofredores microempresários e as dar para times de futebol e parceiros da FIFA: é esse o cenário. Tenha dó…

 

Aguardemos 2013, quando a coisa apertar. Aí a farra será mais absurda.

 

E você: sempre foi a favor de Copa do Mundo no Brasil ou está mudando sua opinião? Deixe seu comentário:

– O Regular Desequilíbrio Emocional das Equipes Brasileiras

 

Há muito tempo percebo tal fato e talvez os últimos dias tenham permitido abordar tal tema: As equipes brasileiras de futebol, cada vez mais, estão emocionalmente desequilibradas!

Quer exemplos?

A derrota do Corinthians para o Tolima é só o primeiro mais recente, há 10 dias. Jogador brasileiro (ou melhor, equipe brasileira) parece não saber suportar mais a pressão. Se sai em desvantagem no marcador, perde logo a cabeça e se desestrutura. Ou ainda: começa a dar pontapés, fazendo a terrível confusão entre GARRA e PANCADA. Ter “raça” virou ter “raiva”, e demonstrar VIGOR virou ser VIOLENTO. 

Na última quarta-feira, Zinidine Zidane disse após o amistoso França X Brasil:

“É muito difícil vencer o Brasil, mas se você conseguir irritá-los, poderá ter sucesso”.

Tal frase pode realmente representar uma grande verdade. Agora, claro que outros fatores como o esquema de jogo adotado por ambas seleções, as convocações estranhas de Mano Meneses (que reputo como ótimo treinador de equipes limitadas, mas tenho lá minhas ressalvas quanto ao trabalho dele na Seleção), além da falta de treino, podem ter influenciado muito.

Diante disso, penso: será que a categoria dos holandeses na Copa de 2010, somada a tranquilidade, teriam conseguido desestruturar Felipe Mello e desencadear o nervosismo entre os demais? Quais os motivos que irritam jogadores brasileiros e os fazem render menos?

No Sub20, o Brasil jogou com um homem a menos mas foi melhor do que a Argentina, mesmo perdendo. O zagueirão brasileiro expulso precocemente na ocasião sentiu a pressão?

Que tal, ao invés de gastos com tantas comissões a empresários, custos elevados em algumas benesses e elencos inflados, as equipes brasileiras começassem a trabalhar mais a condição psicológica dos atletas?

Estamos diante de uma geração muito mais precoce: não se nasce Jair da Rosa Pinto, Pelé, Tostão, Didi ou Vavá; craques que além de ótimos boleiros eram cidadãos de respeitabilidade muito grande. Hoje, qualquer garoto Sub17 de clube grande já é assediado, acha-se craque e desestrutura-se na mesma proporção frente a dificuldades.

Portanto, vale a “chamada de atenção” de Zidane: “quer ganhar de brasileiros? IRRITE-OS”. E isso tem lá sua razão: há quanto tempo uma equipe brasileira não vence uma estrangeira, por exemplo, em torneios eliminatórios entre clubes (Libertadores ou Sulamericanas)? Repare que na última década há sempre derrotas e com jogador expulso (exceto nas finais domésticas…)

Ao invés de rótulos de “amarelão” ou “pipoqueiros”, evitemos o desequilíbrio emocional com um sério trabalho de profissionais da psicologia esportiva nos clubes, especialmente nas categorias de base, onde a ascensão financeira dos garotos e o assédio internacional fazem com que eles tenham uma desestruturação muito grande.

E você, o que acha disso? Os clubes de futebol precisam investir em psicólogos? Deixe seu comentário:

– Uma Visão Fria na Despedida do Ronaldo Nazário

 

E o Ronaldo?

 

Carreira talentosa, fama e conquistas. Mas nos últimos anos, seu profissionalismo ficou a desejar.

 

Boa sorte, parar é difícil!

 

Exalto sua luta contra as contusões e genialidade. Mas não o seu sucesso não foi nenhum ato heróico; afinal, ele sempre foi bem remunerado no futebol. E, cá entre nós: ídolo tem que ser exemplo dentro e fora de campo…

– Roberto Carlos no… Anzhi Makhachkala?

 

O lateral esquerdo pentacampeão Roberto Carlos, após os últimos episódios de tumulto no Corinthians, jogará no Anzhi Makhachkala. O clube é jovem, disputará seu primeiro ano no campeonato russo e foi comprado há pouco tempo por mais um desses novos-ricos da Rússia (mais um milionário que se aproveitou da privatização de empresas soviéticas…).

Uma das queixas de Roberto Carlos era a violência social sofrida aqui. Mas o seu novo time se situa no Daguestão, uma província separatista da Rússia, formada por radicais islâmicos e marcada por atos de terroristas. Na última semana, um carro bomba explodiu numa praça central da capital, matando 3 pessoas e ferindo outras tantas. Lá, rebeldes da Chechênia costumam se esconder!

Será que essa violência é menor do que a encontrada aqui? Será que foi úncia e exclusivamente um certeiro contrato irrecusável? 

Craques como Roberto Carlos não precisam se esconder nesse canto do mundo. Já fez um belo pé-de-meia para garantir sua estabilidade financeira. Não é o melhor local para envelhecer com dignidade e tranqüilidade. A não ser, claro, que esteja mal finaceiramente e precise desse clube.

Boa sorte a ele!

Olha só que loucura é o Daguestão, onde Roberto Carlos jogará (extraído de: http://focosdetensoesinternacionais.blogspot.com/2008/09/foco-15-as-questes-russas-do-cucaso.html ):

A maior república do Cáucaso russo, de maioria muçulmana, foi cenário, a partir de 1999, de incursões de rebeldes chechenos que causaram centenas de mortos.
Milicianos muçulmanos lutam pela autonomia desta pequena república do Cáucaso. Esses levantes colocam em xeque a capacidade da Rússia, tanto do ponto de vista político, como do ponto de vista militar, de resolver os seus próprios assuntos internos. A repressão do exército russo é intensa.

O segundo conflito bélico russo-checheno, em outubro de 1999, começou depois da incursão no Daguestão de um grupo de combatentes chechenos liderado pelo chefe de guerra Shamil Basayev. Moscou respondeu então com uma vasta ofensiva militar.

Os atentados contra os representantes das autoridades, principalmente policiais, continuam sendo freqüentes nesta região.

Maior república do Cáucaso russo, onde convivem mais de 30 etnias, cada uma com língua própria. Distante, atrasada e de maioria muçulmana, foi alvo de incursões de rebeldes chechenos a partir de 1999, com centenas de mortos. O segundo conflito bélico entre Rússia e Chechênia, em 1999, teve início com a incursão de um grupo de chechenos no Daguestão. Os atentados contra autoridades, especialmente policiais, são freqüentes na região.

NOTÍCIAS SOBRE O TEMA
Operação no Daguestão termina com cinco guerrilheiros e um civil
Cinco guerrilheiros e um morador de Khasaviurt morreram hoje durante uma operação especial nesta cidade, informaram as forças de segurança da república russa do Daguestão, que faz fronteira com a Chechênia. Agentes do Ministério do Interior e o Serviço Federal de Segurança isolaram uma casa na qual estava um grupo de guerrilheiros. “Três guerrilheiros morreram ao tentarem passagem através de um cordão” policial, afirmou um porta-voz citado pela agência oficial russa “RIA Novosti”. Outros dois, que continuavam na casa, foram mortos posteriormente. Segundo o Ministério do Interior do Daguestão, vários cúmplices dos guerrilheiros tentaram atacar as forças de segurança para desviarem a atenção da região na qual estava sendo realizada a operação especial. “Acionaram alguns explosivos de fabricação caseira perto do carro da Polícia, mas ninguém saiu ferido”, declarou o porta-voz. Durante a operação especial, morreu um morador da cidade que estava no local do tiroteio, enquanto dois policiais e outros moradores ficaram feridos. Uma das sete repúblicas russas no Cáucaso Norte, se transformou em palco de freqüentes ataques contra policiais e militares que as autoridades atribuem a extremistas islâmicos que apóiam a guerrilha da vizinha Chechênia e as máfias locais.

– Negón Pelé ou Dios Maradona?

 

Ainda há questionamentos sobre quem é melhor: Pelé ou Maradona. Para uma molecada “geração TV”, que nunca viu Pelé jogar, pode ficar em cima do mundo e dizer que foi Maradona. Mas na era da Globalização e da Internet, Messi poderia destroná-lo?

Reproduzo uma frase de Ramos Delgado, famoso zagueiro argentino falecido recentemente, sobre o que ele achava de Diego Armando Maradona e Edson Arantes do Nascimento:

“Já falei para o Maradona: ‘com o Negón, não dá, Diego. Não tem comparação”.

Então fiquemos apenas com comparações de Maradona com Di Stéfano e Messi…

Ops: recomendo o artigo de Mauro Betting da FUTLance! No. 27, pg 17, que inspirou esse post: “Messi em 2031”.

– Quem paga a Conta: CBF ou Clubes?

 

Recentemente, a FIFA recomendou que as Confederações / Federações de futebol pagassem os salários proporcionais dos dias não trabalhados dos atletas nos clubes, quando servissem as suas seleções. Claro, a pressão veio da Europa, de onde saem atletas sulamericanos a peso de ouro para muitos amistosos caça-níqueis.

 

Taí uma curiosidade: será que a paupérrima Federação da Costa do Marfim paga o astronômico salário de Drogba, que recebe uma verdadeira fortuna do Chelsea? E a bem mais abastada CBF, será que paga os dias trabalhados ao Kaká, quando ele deixa o Real Madrid e serve a Seleção?

 

Digo isso pois os clubes ficam sem seus atletas, sentem os desfalques técnicos, e, muitas vezes, recebem o seu jogador machucado.

 

O zagueiro Bruno Uvini do SPFC, servindo a seleção SUB20, quebrou a perna durante o torneio. Uma fatalidade, claro. Mas veja que ironia: o clube cede o jogador (que, sinceramente, tenho dúvidas se é reembolsado ou não pela CBF), fica sem o atleta à disposição do seu elenco, e o recebe inválido por alguns jogos? Sai tinindo! Mas volta avariado…

 

A contrapartida é lógica: uma convocação valoriza o atleta, e isso é bom para o clube. Mas Milan, Real Madrid ou Barcelona desejam isso? Claro que não, pois tais constantes convocações só fazem os representantes dos atletas pedirem aumento salarial. Para a Ponte Preta, Paulista, Guarani ou qualquer time mediano do interior, ter um atleta convocado é sinal de dinheiro futuro em caixa. Para Santos, São Paulo, Palmeiras ou Corinthians, nem sempre é assim…

 

E você, o que acha disso: a CBF deveria bancar o atleta até a recuperação (e os custos do clube, claro), como no caso do zagueiro Bruno Uvini? Deixe seu comentário:

– A Incompatibilidade de Cargos na FPF

 

Há tempos se faz necessária essa discussão, e talvez o momento adequado seja este.

 

Atualmente, os árbitros de futebol da FPF são acuados por um sistema covarde, de submissão à entidades ditas representativas e que na prática, nada os representa.

 

Converso regularmente com muitos amigos que continuam no quadro de arbitragem da FPF, e sempre ouço da maior parte deles a reclamação da relação “oficiosa” das entidades representativas.

 

Cito dois exemplos inacreditáveis:

 

Primeiro- A Ouvidoria da Arbitragem da FPF declarou que no jogo Corinthians X Noroeste, no Pacaembu, pela série A1, o árbitro prejudicou o time de Bauru não marcando dois pênaltis, e afirmando ainda que tal fato “pode ter interferido no resultado”. O ofício está disponível em:

http://www.futebolpaulista.com.br/arbitragem.php?sec=52&sub=117&cod=45374

 

Pois bem: apitou a partida o árbitro Flávio Rodrigues Guerra, que, por constrangimento ou por outros motivos, poderia discordar do ouvidor (Flávio Rodrigues Guerra continua apitando normalmente pelo Campeonato Paulista, apesar da situação vexatória de ‘incriminá-lo’ indiretamente pelos erros involuntários que poderiam ter favorecido o Corinthians). Se Guerra for à Cooperativa dos Árbitros, que é uma das entidades representativas da categoria, pedir ou reclamar do fato, ele acionará o presidente da Coafesp, Sr Silas Santana. Normal, caso o ouvidor que o acusa é… Sr Silas Santana, Ouvidor da Arbitragem da FPF!

 

Ué, quem acusa pode ser o mesmo que teoricamente deveria defender? A quem o árbitro reclamará?

 

Essa mesma Ouvidoria reconheceu um absurdo erro do árbitro Magno de Sousa Alves, na partida entre Paulista X São Bernardo. O time jundiaiense protestou e o ouvidor Silas Santana reconheceu o erro e pediu providências à CEAF, que o afastou. A quem Magno deverá reclamar? Ao presidente da Coafesp… Silas Santana!

 

Perceberam a incompatibilidade?

 

Há outra entidade representativa, o Safesp (Sindicato dos Árbitros). Seria representativa, caso o presidente da entidade, Sr Arthur Alves Jr, não fosse o mesmo integrante da Comissão de Árbitros da FPF, Sr Arthur Alves Jr.

 

Se um árbitro se sentir acuado pela CEAF ou desprestigiado, poderá reclamar ao seu Sindicato? Imagine a “cena-pastelão”, de um árbitro chegando na sala da presidência do Sindicato:: – Sr Arthur, presidente do Safesp, gostaria de reclamar do Sr Arthur, membro da FPF…

 

Desde janeiro/2011, a FPF passou a descontar 6% das taxas dos árbitros para a Cooperativa, sendo que 2% das mesmas são repassadas ao Sindicato. Ora, quer dizer que para apitar o árbitro precisa bancar a Cooperativa e o Sindicato, que de maneira anti-ética é dirigida pelos próprios membros da CEAF?

 

Assim, como muitos árbitros fazem para continuar apitando, são obrigados a se calarem e aceitar tal prostituição financeiro-esportiva. E muitos acabam escrevendo nos diversos fóruns com pseudônimos. Seja nesse humilde blog, no Blog do Fernando Sampaio ou nos outros que defendem a moral no esporte e que simplesmente são chacoteados pelos dirigentes, que incrivelmente ainda nos lêem.

 

Me recordo das reações pós-sorteios de árbitros feitos pela Rádio Jovem Pan (AM 620 SP), sempre irônicas de alguns dirigentes do apito, que viam com escracho a cobrança de sorteios não-dirigidos. Lembro-me da repercussão de um artigo escrito no blog do Wanderley Nogueira sobre as eleições do Safesp, onde árbitros gravaram depoimentos de apoio à candidatura única na entidade (A propósito, um dos garotos-propaganda é um iluminado ganhador de sorteios!). Lembro, ainda, das notas da Coluna De Prima, do jornalista Marcelo Damato no diário Lance!, expondo um encontro do mesmo com o Arthur onde disse que não acumularia funções. Por fim, recordo-me de uma matéria-denúncia da Folha de São Paulo sobre a obrigatoriedade da dupla sindicalização, imposta pela FPF, em brilhante trabalho do jornalista Ricardo Perrone, na qual o Ministério Público proibiu tal irregularidade.

 

Passado tanto tempo, os nomes continuam lá, e os árbitros continuam financiando duas instituições. E, acreditem, o aumento do valor das taxas, segundo essa mesma entidades, seu deu por “clamor dos árbitros”!

 

Alguém acredita que os árbitros pediram para ganhar menos por querem financiar Cooperativa do Ouvidor-FPF Silas e Sindicato do membro da CEAF-FPF Arthur?

 

O pior é que essas entidades são ditas “dos árbitros”. Pergunte o que cada árbitro pensa sobre isso e as respostas serão unânimes no aceite da situação. Preserve-o da identidade, e verá que ninguém concorda com isso.

 

Uma pena não termos árbitros para representar os próprios árbitros e que deixemos funcionários da FPF fazê-los por eles…

 

E você, o que pensa sobre isso: “patrões da FPF” podem representar os árbitros como sindicalistas dos mesmos? Deixe seu comentário:

 

Abaixo, o parecer final (último parágrafo) da carta do Ouvidor da FPF ao presidente do Noroeste, Damião Garcia:

 

O equivoco do árbitro na não marcação destes pênaltis pode ter interferido no resultado final do jogo.

Lamentando os equívocos cometidos pelo árbitro aproveito a oportunidade para renovar os votos da mais elevada estima e respeito.

Cópia será remetida à Comissão de Arbitragem para avaliação da conduta do árbitro.

Cordialmente,

Silas Santana

OUVIDOR DA ARBITRAGEM

 

Gostaria de saber se o árbitro Flávio Guerra acionou a Coafesp, do presidente Silas Santana, para defendê-lo do posicionamento tomado pelo Ouvidor da FPF, Silas Santana.

– A ordem é: ACUSAR!

 

Parece que está virando moda. Em Pernambuco, a Comissão de Árbitros local está colocando árbitros na geladeira após chiadeira dos clubes. Em diversos campeonatos, ao menor sinal de reclamação, aceita-se o veto. Mas o pior é que os árbitros ficam desprotegidos e os acusadores, impunes!

 

Zezé Perrela, presidente cruzeirense, acusou Sandro Meira Ricci no final do ano passado e chamou Sérgio Correa da Silva, presidente da CA-CBF, de “ladrão, safado”. Aconteceu alguma coisa ao dirigente Perrela?

 

Nada. E sobre a penumbra da impunidade os dirigentes persistem.

 

No RS, nesta última semana, houve o jogo Juventude X Internacional, arbitrado pelo árbitro Luís Teixeira Rocha. Descontente com a marcação de um tiro penal contra a sua equipe, o presidente do Juventude, Milton Scola, acusou o apitador de má fé e que o mesmo dissera ao seu zagueiro que “precisava dar o pênalti para o Inter, não interessava de quem”, na entrevista coletiva pós-jogo.

 

Uma acusação assim é muito grave. Mas seria verídica?

 

E aí, ninguém toma providências? Cadê sindicato, associação, cooperativa, ou o qualquer entidade que seja?

 

Torcedor xingar da arquibancada é uma coisa. Mas presidente de clube acusar de esquema de favorecimento, é algo inadmissível! Ou se averigue o árbitro e prove algo contra ele (se culpado), ou as mais severas punições ao presidente do Juventude por irresponsabilidade.

 

Como é que fica a imagem do árbitro, se se provar que é apenas choro do dirigente e uma idiota acusação para tirar a culpa da incompetência do seu time e da sua gestão?

 

E você, o que pensa dessas leviandades no futebol? Deixe seu comentário:

– Barcelona Sobra no Campeonato Espanhol

Na liga espanhola de futebol, o Barcelona tem 60 pontos em 22 jogos, com o resultado positivo de hoje.

Que aproveitamento excepcional é esse, talvez inatingível em qualquer outro Campeonato Nacional?

Costuma-se dizer que na Espanha só há 2 clubes de bom nível: Real Madrid e Barcelona. É lá uma certa verdade. Mas mesmo assim, decorrido quase 60% do torneio, uma equipe deter 91% dos pontos creio que é algo inédito. 

Vai ser campeão com muita sobra. Talvez seja a melhor equipe do mundo atualmente. Tenho curiosidade no que aconteceria de jogasse hipoteticamente Barcelona X Seleção do Resto do Mundo. Em jogo único, qualquer resultado é valido. Mas de fizessem uma melhor de 5 jogos?

Acho que daria Barça.

– Libertadores: Vexame do Coringão, Conhecimento de Regra e o Marketing de Emboscada

 

E a derrota do Corinthians para os colombianos do Tolima?

 

Parecia tragédia anunciada. Antes do jogo, a diretoria do Corinthians anunciou que o time iria desembarcar em Viracopos. Ué, mas o time é campineiro para descer lá? Então desembarque em São Paulo, nos braços da torcida após uma brilhante vitória (sic…). Pode falar que a marcação do retorno para o Aeroporto de Viracopos era meramente preventiva; mas é nítido que a própria diretoria desconfiava do time.

 

E para quem vai sobrar? Bom, já sobrou para as dependências do Parque São Jorge, pichadas e depredadas durante a madrugada. Mas o treinador Tite, com seu tom professoral, deve “pagar o pato” (aliás, ouvi uma bela entrevista do professor Pasquale C. Neto, a respeito do termo ‘treinabilidade’ criado pelo técnico corinthiano – vocábulo inexistente na língua portuguesa e muito usado por ele).

 

O presidente do Corinthians, André Sanches, confirmou Tite no cargo. E quando cartola confirma treinador… xi… Dinamite confirmou PC Gusmão no domingo, e na segunda, o técnico vascaíno ficou desempregado. Leio que o lateral-esquerdo Roberto Carlos disse que não foram as dores que o tiraram do jogo decisivo, mas sim foi Tite que optou por poupá-lo do jogo, a fim de não agravar as dores para o Derby de domingo. A torcida sempre fez vista grossa à ele, brincadeiras com seu nome surgiam na rede (como EmpaTITE), e, claro, será difícil mantê-lo.

 

Ronaldo, no ‘auge’ da sua forma física, reclamou do gramado. Tá bom, então… O estádio de Ibagué foi culpado?

 

Pior foi a estupidez do peruano Ramirez: ficou 1 minuto em campo, deu uma cotovelada e foi justamente expulso. Aliás, o uruguaio Roberto Silveira foi muito bem na partida; exceto em um ou outro lance de divididas, onde, na dúvida, deu a favor do Coringão (nada de má intenção, ok? Lances de meio campo e irrelevantes). Os bandeiras foram melhor ainda: quanto lance difícil! Uma tática do Tolima (é evidente que isso foi jogada treinada) era de deixar dois jogadores nitidamente em posição de impedimento; assim, os zagueiros corinthianos relaxavam e iam a frente, forçados por uma linha-burra. Com a posse de bola, os colombianos sempre lançavam a bola para um elemento surpresa, vindo de trás; ato reflexo, ao ver alguém com a bola dominada e vários jogadores adversários à frente, a zaga corinthiana parava e pedia impedimento. Jogada de quem estuda a Regra do Jogo! Parabéns para quem pensou nisso, e fica a dica: por quê não as equipes se utilizarem dessa inovação? Deixe atacantes parados sem condição de jogo lá na frente, de propósito, e iluda o adversário.

 

Já que falamos de ações inteligentes, deve-se falar sobre a ação também inteligente, mas antiética, bancada por duas marcas de roupas brasileira no jogo de ontem. Ao invés de pagarem aos organizadores para estamparem suas marcas nas placas publicitárias, PANICO e LEMIER amarram faixas com suas logomarcas nos alambrados. É o chamado “marketing de emboscada”. Eles não patrocinam a Libertadores nem são anunciantes da Rede Globo, mas apareceram durante o jogo com muita intensidade. E o interessante: para as autoridades locais não desconfiarem de que é propaganda, suas faixas têm a cor da equipe local e até o escudo do Deportivo Tolima! Quem não conhece, pensa que é de torcedores. Mas quem é do mercado, fica revoltado com esse oportunismo…

 

E você, o que achou do jogo de ontem e dessas considerações? Deixe seu comentário:

– Brasileiros no Patrocínio do Futebol Argentino

 

Você sabia que dos 20 clubes argentinos da Primeira Divisão, 8 são patrocinados por  empresas brasileiras?

 

E quantos clubes brasileiros são patrocinados por empresas argentinas?

 

Nenhum.

 

Porém, vale a ressalva: não dá para comparar as economias de Brasil e Argentina, por diversos motivos. E ainda sim vale o questionamento: se estamos mais a frente no Patrocínio Esportivo, fica a pergunta: e na prática do futebol, como estamos? Aí, a discussão é outra… se falarmos em Seleção, 5 x 2 para nós ao longo da história (talvez empate num passado não tão distante).

 

Mas e se falarmos em clubes?

 

Particularmente, acho o Boca Juniors o maior da América, ao menos nos últimos anos.

 

E você, o que pensa sobre as comparações dentro e fora de campo do futebol sulamericano? Deixe seu comentário:

 

Abaixo, a matéria sobre o patrocínio brasileiro aos clubes argentinos (extraído da FSP, 31/01/2011, Caderno Negócios, pg B4 – por Gustavo Hennemann):

 

MARCA BRASILEIRA USA FUTEBOL COMO VITRINE

 

Além de estimular o crescimento econômico e gerar empregos no país vizinho, o capital exportado pelo Brasil passou a integrar o cotidiano dos argentinos.

O campeonato de futebol, por exemplo, considerado uma das maiores paixões locais, se transformou em um desfile de marcas brasileiras, que patrocinam oito das 20 equipes da primeira divisão.

Os jogadores do River Plate, segundo clube mais popular da Argentina, levam estampada na camisa a marca da Petrobras, que é a principal patrocinadora da equipe desde 2006.

Instalada no país desde 2002, a petroleira é o maior investidor do Brasil no país vizinho, apesar de ter reduzido, nos últimos cinco anos, sua produção de petróleo e sua participação na distribuição de óleo diesel, principal combustível automotor na Argentina.

Já a fabricante de calçados Vulcabras, dona da marca Olympikus, fornece material esportivo para as equipe do Lanús, do Racing e do Argentino Juniors.

Instalada desde 2007 no interior da província de Buenos Aires, em Coronel Suárez, onde produz 17 mil pares de calçados por dia, a empresa mantém uma política de marketing agressiva.

No ano passado, tentou fechar contrato de US$ 33 milhões por quatro anos com o Boca Juniors, principal clube do país.

A oferta, no entanto, foi superada pela Nike, que já patrocinava o time.

Os jogadores do Estudiantes e do Newell’s Old Boys jogam com uniformes e chuteiras da Topper, uma das marcas produzidas pela Alpargatas Argentina.

A empresa, que produz calçados e artigos têxteis em nove fábricas do país, passou a ser controlada pelo grupo Camargo Corrêa em 2007.

As equipes do Vélez Sarsfield e do Gimnasia y Esgrima utilizam material esportivo da Penalty, marca da empresa paulista Cambuci, que produz na Argentina por meio de parceiros locais.

– Luiz Flávio de Oliveira é o Destaque até agora!

Após 6 rodadas do Paulistão, estou vendo um ótimo Luiz Flávio de Oliveira em campo. O paulista aspirante à FIFA tem sido o destaque regular das rodadas que apita, principalmente pelo cumprimento da regra e discrição em campo.

 

Ontem, no jogo Ponte X Preta X Santos, ótima atuação! Expulsou muito bem o goleiro Rafael e esteve atento a uma esperta cobrança de falta de Elano.

 

Autorizado a cobrar uma falta, Elano erguia os braços como se reclamasse, aproximou-se da bola calmamente, e os atletas pontepretanos, imaginado que ele não cobraria, ficaram surpresos com a cobrança rápida.

 

Árbitro bom também tem sorte. A cobrança resultou em gol num bom jogo com boa arbitragem.

– O Exemplo do Futebol vem do Beisebol

 

Você conhece Gil Meche?

 

Ele é arremessador da equipe do Kansas City Royals, da Major League Beiseball (MLB). Craque do time, chegou contratado por 5 anos recebendo, só em salário, US$ 12 mi por ano (ou 1 milhão de dólares por mês).

 

A curiosidade é o fato de Gil Meche pedir REDUÇÃO SALARIAL. Ele alegou ao clube que já não rende a mesma coisa de quando foi contratado (está no 3º. ano do seu contrato), e que sua consciência diz que não é justo para o clube pagar tanto por um atleta que ele não é mais! Disse ainda que se preocupa com a imagem negativa que passará, ganhando tanto sem jogar o que outrora jogou, como mercenário ou acomodado com a situação contratual.

 

Que tapa na cara de muitos boleiros, não? Quanto jogador que ganha milhões por ano e não está jogando nada!

 

E você, o que acha da atitude do astro do beisebol? Deixe seu comentário:

– FPF, Coafesp e Safesp: Uma Imoralidade na Surdina

 

Antes, no meu tempo de árbitro, a FPF obrigava aos árbitros a se sindicalizarem para poder apitar. Quem não era do SAFESP, não apitava jogos de futebol profissional. “Morriam” 5% das taxas, além da anuidade.

 

Há alguns anos, criou-se um grande imbróglio político entre os grupos de dirigentes do apito. O ex-dirigente do SAFESP e integrante da Comissão de Árbitros da FPF, Arthur Alves Jr,  juntamente com Silas Santana, Ouvidor da Arbitragem da FPF, “atendendo ao clamor dos árbitros” – de quais eu não sei dizer  criaram a Cooperativa dos Árbitros. Esta passou a ser a entidade oficial entre a Federação Paulista e os árbitros. Desde então, quem não é cooperado não apita os jogos da FPF. E o discurso era de que a Cooperativa viria a substituir o deficitário trabalho do Sindicato.

 

Pois bem: agora o sindicato será administrado por Arthur Alves Jr, eleito por unanimidade no final do ano passado. O dirigente da Coafesp e da FPF, agora como representante do SAFESP, negociou com o presidente da Federação Paulista, Marco Polo Del Nero, o aumento do desconto de 6% nas taxas dos árbitros, sendo que 2% irão para o Safesp.

 

Nesse país, é proibido obrigar-se à dupla filiação sindical. Claro, nem todo mundo que é Cooperado (que é obrigado pela FPF) é Sindicalizado; mas todo árbitro obrigatoriamente estará financiando as duas entidades, do mesmo dirigente.

 

Dois anos atrás o Ministério Público, após denúncias do jornalista Ricardo Perrone, então na Folha de São Paulo, proibiu o fato de se exigir dupla filiação (os árbitros chegaram a ser, num primeiro momento, obrigados a se filiarem na Cooperativa e no Sindicato). Agora, descobriram uma burla: você não se filia as duas, mas tem que pagar.

 

E com quem os árbitros poderão reclamar? Se a entidade que os representa é a mesma que as golpeia? Ou alguém vai dizer que é um “clamor dos árbitros cooperados em querer pagar o sindicato?

 

Se eu estiver errado, e alguém souber que foram os árbitros que pediram para que se desconte mais dinheiro das suas taxas, por favor, me corrijam!

– Itaú na Manga ou no Ombro?

 

Vi ontem um “quase-mico”.

 

Ney Franco, técnico da Seleção Sub20, dava entrevista às emissoras de TV sobre o torneio do Peru. A logomarca do seu blusão, com a mensagem publicitária do Itaú, quase não aparecia. E durante a sua fala, aparecia uma mão puxando a blusa para que a TV filmasse a marca. Só que o Ney balançava e a marca não se ajeitava. E o cara puxava! E Ney falava e se virava. E nada da câmera focalizar.

 

Hilário! Quase caiu na coletiva. Na próxima vez, coloquem a logo em outro lugar.

– Mineirão-2011 mais importante torneio da América?

 

É claro que eu não acho isso. Mas Dorival Jr e Cuca, técnicos respectivamente do Atlético e Cruzeiro, no discurso, acham (só no discurso, claro).

 

Dorival disse em entrevista que o “Campeonato Mineiro é mais difícil do que o Brasileiro porque é mais disputado. O torneio nacional é mais jogado, e no regional já tem que ter bunda no chão”.

 

Entendi o que ele quis dizer. Mas é claro que o discurso é politicamente correto para exaltar o Estadual.

 

Já o Cuca disse que “o Cruzeiro não priorizará a Libertadores’. Tá bom! Cuca vai por todos os titulares para jogar contra o Funorte pelo Mineirão-2010 e poupar os caras contra o Estudiantes de La Plata?

 

Conversa mole, não?

– Sorte, apenas?

 

Gosto muito de ler um especialista em arbitragem (ou árbitro, ou ex-árbitro, ou ainda dirigente), que utiliza o nome de “Rubão”. Essa personagem frequentemente aparece no blog do jornalista Fernando Sampaio, sempre denunciando situações que envolvam a arbitragem de futebol ou analisando jogos de futebol. Já li e vi tudo sobre especulações sobre quem poderia ser o “Rubão” (até eu entrei na lista de candidatos à Rubão… kkk, mas sou café pequeno, perto dos outros tantos especulados).

 

Seja lá quem for, ele levantou um assunto muito interessante: como certos árbitros têm tanta sorte nos sorteios de escalas e como, às vezes, caem sempre nos mesmos times.

 

Não tecerei minha opinião, pois, TODOS OS CITADOS, são/foram colegas meus de arbitragem e alguns se tornaram até amigos. Mas reproduzo mesmo assim até pela coerência do texto e curiosidade:

 

O texto foi extraído do Blog do Fernando Sampaio (tão conhecido entre os árbitros e até mesmo ironizado por alguns dirigentes…). Em: http://blog.jovempan.uol.com.br/fernandosampaio/geral/sao-paulo-tera-primeiro-teste-no-classico/#comments

Rubão Diz:
27/janeiro/2011 às 18:23

Sálvio no SanSão?

Justo ele que é vetado pelo SPFC?

Da boca do cel Marinho, em julho de 2009: “só por que o Marco Aurélio pediu para vetar o Sálvio, aí eu o escalei” – em referências às semifinais onde só deu Seneme e Sálvio naquele ano. (há árbitros testemunhas sobre isso…; aliás, foi uma de nossas conversas há muito tempo…)

Nada contra o Sálvio, mas êta bolinha danada. E olha que a FPF diz que atende ao MP (seria Ministério Público ou Marco Polo?).

Com tanto nome (25 para jogo comum e 12 para clássico), dá Sálvio mesmo assim? O SPFC precisa se benzer urgente. Afinal, sorteio é “lance de sorte”…

Mas a indignação de boa parte dos árbitros se deve ao sortudo do texto abaixo. Fernando, como você bem sabe, os árbitros lêem atentamente ao seu blog. E estão bravos com esse fato:

GRATIDÃO DA FPF

Quem disse que a FPF não é grata?

Há um fenômeno no globinho da FPF. Toda rodada cai Vinícius Furlan! Ele não perde um jogo.

No domingo, apita São Bernardo X Corinthians. Mas veja que maravilha: em 19 dias, 8 jogos!

11/01 – Copa São Paulo
12/01 – Amistoso Palmeiras X XV Piracicaba (como AAA)
15/01 – A1 – Rodada 01 – São Bernardo X Prudente
19/01 – A1 – Rodada 02 – Bragantino X Corinthians (como AAA)
23/01 – A1 – Rodada 03 – Prudente X Santos (como AAA)
25/01 – Final da Copa São Paulo
27/01 – A1 – Rodada 04 – Palmeiras X Paulista
30/01 – A1 – Rodada 05 – São Bernardo X Corinthians

Repare que a sequência foi boa: domingo, terça, quinta, domingo.

Sabe o que é curioso? No ano passado, em seu blog, há o seguinte comentário:> “vale ver o futuro desses árbitros que gravaram vídeos no paulistão 2011 para a Campanha do Arthur” (está em : http://blog.jovempan.uol.com.br/fernandosampaio/geral/vergonha-na-arbitragem-paulista/ ) Vinícius Furlan gravou um belo vídeo dizendo que apoiava Arthur. Esse vídeo estava no site da Campanha, foi visto por muitos árbitros, e sempre convidados a participar da Srta (ou sra?) Renata Ruel (árbitra asssitente que trabalhou na A1 neste ano, veja só que coincidência…)

A rodada para o próximo domingo:

Santo André x Ituano – Leandro Bizzio Marinho
Ponte Preta x São Caetano – Paulo Roberto de Sousa Jr.
Oeste x Mirassol – Cleber Wellington Abade
Noroeste x Americana – Robério Pereira Pires
Santos x São Paulo – Sálvio Spinola
Portuguesa x Palmeiras – Raphael Claus
Linense x Paulista – Welton Orlando Wohnrath
São Bernardo x Corinthians – Vinicius Furlan
Botafogo x Bragantino – Rodrigo Guarizo do Amaral
Mogi Mirim x Grêmio Prudente – Aurélio Sant’anna Martins

Ops: semana passada, no jogo do Santos, o Guerra tb deu pênaltis polêmicos. Lembre-se que ele se notabilizou por ter dado 3 pênaltis num Choque-Rei. Agora, dar um monte de pênalti QUE FOI, tudo bem. O problema é PROCURAR PÊNALTI. Aí é outra história…

E o pior que parece ser tudo verdade…

– Ronaldo X Datena + Neto

 

E a confusão entre os twittes de Ronaldo em referência ao Datena e ao Neto, ambos da Band?

 

Pura vaidade, não há o que se discutir… Juntou “a fome e a vontade de comer”, ou seja, o desabafo e a vontade de dar bronca ao vivo!

 

Desinteligência de todos, pois, afinal, ninguém soube sair com elegância do episódio.

– Preconceito & Futebol: Árbitro Travesti é Sucesso no Ceará!

 

O homossexualismo no futebol é um grande tabu. E, talvez, por muito tempo ainda será.

 

Mas uma matéria da Folha de São Paulo do último sábado (FSP, 22/01/2011, pg D6, por Adriano Fernandes) me chamou a atenção: um árbitro de futebol do Ceará, Valério Gama, além de exercer o ofício do apito, se transforma á noite como travesti Laleska. E faz sucesso dentro e fora de campo!

 

O árbitro-travesti, assumido e bem resolvido, diz que nunca sofreu preconceito (curioso, já que o nosso país – e o futebol em particular – é taxado de machista e preconceituoso). Antigamente, tínhamos o assumido Jorge Emiliano (imortalizado como Margarida) e seus trejeitos (aliás, recentemente apareceu um Margarida 2, catarinense, que é casado e pai de 3 filhos). Hoje, fico curioso o que aconteceria se na FPF ou CBF um árbitro de ponta se declarasse homossexual.

 

E você, o que pensa sobre o assunto: quanto a homossexualidade no futebol – existe ou não preconceito? Deixe seu comentário.

 

Abaixo, a história do árbitro Valério Gama, ou, se preferir, da travesti Laleska:

 

AUTORIDADE – árbitro cearense que se traveste à noite já apitou mais de cem partidas

 

Por Adriano Fernandes

 

Eu descobri que era gay aos dez anos. Fui percebendo que não gostava de mulher. Brincava com meninos e sentia interesse por eles. Nunca contei para a minha família. Minha mãe já percebeu, meu pai até hoje é contra.


Comecei a me interessar por futebol assistindo aos jogos da Copa de 1994, nos EUA. Eu tinha 15 anos. Entrei no futebol pra ser goleiro. Eu era o terceiro goleiro de um time aqui da minha cidade.


Na época, faltou juiz e o meu treinador pediu pra eu apitar. Eu apitei e gostei. Não sabia as regras, aprendi dentro do futebol, na marra. Não sou formado [em arbitragem], mas já marquei o curso com o Dacildo Mourão, um juiz daqui. Ele me chamou.


Já apitei mais de cem jogos: campeonatos e amistosos entre times locais. Mas não estou no quadro de árbitros da federação cearense.


SEM PRECONCEITO


Toda a equipe de árbitro só tem homem, e eu sou o único homossexual. Nunca me envolvi com eles, eles nunca me cantaram, me respeitam como se eu fosse uma mulher mesmo. Porque o que eles sabem fazer eu também sei.


Eu bandeiro e tudo. Gosto mais de apitar, mas eu bandeiro quando é feito sorteio.
No futebol, eu não sofro preconceito, nunca sofri.


Quando eu chego ao campo, as pessoas acham que eu sou mulher. Vêm conversar comigo e perguntam: “E aí, mulher?”. Eu digo: “Gente, eu não sou o que vocês estão pensando. Eu ainda não sou mulher. Sou homem”.


Aí, quando descobrem, ficam passados, caem pra trás, se assustam. Mas nunca fizeram nada que me ofendesse. Pelo contrário, sou um dos mais chamados para apitar os jogos, todo sábado e domingo eu apito uma partida.


Eles chamam os héteros de veado, de baitola, mas a mim só chamam de ladrão, dizem que estou roubando. De veado ninguém chama porque todos já me conhecem.


LALESKA

Meu nome de mulher é Laleska. Quando eu estou de Laleska, gosto de ser chamado assim. Mas só à noite, quando eu saio para baladas.


O time do Ferroviário [clube cearense] me reconheceu uma vez. Eu fui pra praça de vestido, de salto, de bolsa.


Eles me olharam e falaram: “Olha a juíza!”. Só que eles não sabiam que eu era homem. Uma amiga deles conversou [com eles] e contou. Aí eles me chamaram e disseram: “Você me desculpa por eu chamar você de moça no campo”.


No campo, achavam que eu era mulher. Quando eu falava [durante o jogo], eles estranhavam por causa da voz, mas não descobriram. Se os jogadores acham que sou mulher, são mais educados.


Nós conversamos. Eles disseram que me viram de biquíni na praia, mas não acreditavam que eu era homem.


Eu falei que me transformava à noite em mulher. Eles gostaram, disseram que era muita coragem minha apitar um jogo profissional. Me deram parabéns. Fiquei feliz.


Vou te contar uma coisa que vai te deixar de queixo caído. Você está sentado?
Na minha casa somos oito irmãos e quatro homossexuais, dois em forma de homem e dois travestis.


“BICHA-HOMEM”

Só metade de nós são “normais” [héteros], como diz o povo daqui. Estou acostumado a não ser aceito. Meu pai disse que vai morrer e não vai aceitar. Não admite o filho ter peito, querer ser mulher.


Meus amigos travestis dizem que eu quero ser homem por gostar de futebol. Eles me chamam de “bicha-homem”. Dizem: “Olha essa bicha que quer ser homem”, “Essa bicha fala de futebol como se fosse homem”. Eles não entendem nada de futebol. Eu sou totalmente diferente deles. Eles ficam passados.


Tem muito homossexual no futebol, mas são incubados, não se assumem. Eu não. Eu rasguei logo. De que adianta eu viver a vida dos outros? Tenho que viver a minha, não vou mostrar para as pessoas uma coisa que não sou. Se perguntam, assumo.


“O” ERRO, “O” JOGO


O maior erro da minha carreira foi uma falta fora da área que eu marquei pênalti.
Logo depois, eu percebi que tinha sido fora, mas não dava para voltar atrás. Os jogadores puxaram meu cabelo. Já levei tapas, empurrão.


Meu jogo mais importante foi Ferroviário contra a seleção de Beberibe [no último dia 8]. O Ferroviário joga a primeira divisão daqui. Me chamaram e fiquei empolgado. Encarei da forma que encaro qualquer briga na vida.


Quando entrei no jogo, parece que incorporou um espírito na minha pessoa, um espírito de homem. Eu não tenho aqueles trejeitos do [ex-árbitro] Margarida, por exemplo. Faço os gestos todos direitinho, mas, depois que eu saio de campo, ninguém mais me segura.


RESUMO

Valério Fernandes Gama tem 32 anos e é juiz de futebol desde os 23.


Homossexual, à noite vira Laleska. Como travesti, sai para as boates de Beberibe, sua cidade natal, no interior do Ceará. Nunca sofreu preconceito nos gramados. Seus amigos travestis estranham seu interesse por futebol. Dizem que Valério é um gay “que quer ser homem”.

– O Lance Polêmico de Paulista X São Bernardo

 

Hoje a tarde, pela 3ª. Rodada do Paulistão 2011, aconteceu o primeiro lance polêmico desde a adoção dos Árbitros Assistentes Auxiliares (ou Adicionais, como a FPF tem chamado, cuja sigla é AAA).

Vamos lá: bola no pé do atacante do Tigre do ABC, que chuta ao gol. O goleiro do Paulista, Cristiano, não consegue a defesa, e ela vai em direção à meta. Rodrigo Sabiá, zagueiro do Galo Jundiaiense, tenta desviá-la de cabeça e pula com os braços abertos. A bola bate no poste e sai pela linha de fundo. O árbitro Magno de Souza Lima Neto imediatamente marca pênalti e expulsa o zagueiro. Confusão armada!

Visualize o posicionamento dos envolvidos no lance:

– Rodrigo Sabiá era o último homem da defesa do Paulista e estava à frente do gol.

– O árbitro estava bem de frente à jogada.

– O árbitro assistente no. 2 (bandeira) estava na linha lateral mais próxima do lance (portanto, com a visão aberta da jogada).

– O árbitro ‘aaa’ Aurélio Sant’Anna (que quarta-feira apitou muito bem Bragantino X Corinthians) estava na linha de meta contrária ao lance (portanto, num posicionamento não privilegiado para esse lance).

Quando da marcação do pênalti, o lance foi entendido da seguinte forma pela arbitragem: o zagueiro do Paulista deliberadamente evitou o gol do adversário tirando a bola fazendo o uso da mão. Assim, tiro penal e cartão vermelho.

Mas foi isso o que aconteceu?

Pela câmera da Sportv (sei como o jogo ‘do sofá’ é muito mais fácil do que lá no gramado, então sempre tomo cuidado em analisar lances sem o calor do jogo e após muita repetição), a imagem é de que o zagueiro pula de maneira estabanada e a bola passa próximo da mão dele.

Digamos que ela tenha batido na mão do zagueiro. Ele teve intenção de desviá-la? Quando você avalia se um lance foi de infração ou não, você analisa IMPRUDÊNCIA, AÇÃO TEMERÁRIA ou FORÇA EXCESSIVA. Mas no caso de lances de uso indevido das mãos na bola, você obrigatoriamente só avalia a INTENÇÃO. É regra!

O jornalista Heitor Mário, da Rádio Cidade 730 AM, no difícil lance entendeu que a bola poderia ter sido desviada pela cabeça do zagueiro e resvalado nas mãos. Se essa leitura foi a real situação de jogo, não é pênalti, pois resvalão, desvio, toque sem intenção, enfim,  não é pênalti.

Esqueça se a bola teve a trajetória desviada, se a mão estava grudada no corpo ou não, se o zagueiro era último homem ou não. Você só pode marcar o pênalti se a bola foi tocada intencionalmente. Em todos os outros casos, não se marca nada (e agüente chiadeira…). Se a mão foi intencional, avalie: se a bola estava indo ao gol e se o evitou, é cartão vermelho. Se não há a certeza de que o lance era uma situação clara e manifesta de gol, cartão amarelo.

Vi cansativamente essa imagem e entendo que a bola não bate na mão do Rodrigo Sabiá. Mas lembro: a imagem da TV não ajuda muito e o árbitro estava próximo (muito próximo mesmo da jogada). E, durante a transmissão, surgiu a dúvida: o AAA disse ao árbitro que foi pênalti ou não (afinal, o atleta Rodrigo Sabiá correu em direção ao AAA Aurélio Sant’anna)? Mas, pela Sportv, o Árbitro houvera dito que a marcação foi decisão única dele, sem participação do AAA.

Sinceramente, pela dinâmica do jogo e pela introdução dos novos assistentes, entendo que o AAA poderia avisar o árbitro do equívoco, ou ainda o próprio Bandeira (afinal, eles podem exercer essa função consultiva).

E você, o que achou do lance? Deixe seu comentário:

– Arbitragem: O Desempenho dos AAA e as Mulheres do Paulistão

 

Amigos, estamos no meio da Rodada 03 do Campeonato Paulista. E a experiência com os AAA (os dois novos integrantes da equipe de arbitragem, localizados atrás do gol) tem sido proveitosa.

 

Vamos para algumas considerações:

 

Nenhuma reclamação desses árbitros até agora; aliás, escrevo no domingo de manhã,  portanto antes dos jogos da tarde e depois dos de sábado; e as queixas contra a arbitragem são praticamente inexistentes;

 

– Efeito da implantação dos AAA: acabou o agarra-agarra dentro da grande área. Lógico, com mais olhos para fiscalizar o comportamento dos atletas, zagueiros e centroavantes ficam intimidados em cometer infrações e se policiam mais.

 

Concordância total entre árbitro e os árbitros atrás do gol: não sei se isso é bom; afinal, poderia-se levar a crer que estes estariam intimidados a falar com o árbitro principal, cuja decisão prevalece. Aguardemos um jogo mais polêmico para saber se haverá poder de correção de uma decisão ou não.

 

– Cá entre nós: o Paulistão ainda está morno e os jogos têm sido fáceis de se apitar…

 

A não-uniformidade dos AAA: assisti in loco PAU X ITU: praticamente, esses AAA criaram raízes no chão, já que não foram exigidos e nem se movimentaram. Assisti pela TV SÃO X PON: um dos AAA correu que nem um maluco da intersecção da linha de meta com a pequena área até a grande área! E ia pra frente e pra trás! Não precisa fazer isso para mostrar que está atento… Cuidado não só com a pasmaceira, mas com o excesso de vibração também!

 

Uma sugestão interessante: que tal se esses AAA fossem árbitros que estouraram o limite de idade? Eles não precisam do mesmo condicionamento físico do árbitro principal (poderiam ser senhores barrigudos… rsrs) e, devido a experiência de tanto tempo de carreira, agregariam muito à partida. Sempre questionei isso: com 45 anos, onde o árbitro transborda vivência e discerne muito melhor os lances de dúvida de uma partida, ele é obrigado a parar. Que tal aproveitá-los nessa função?

 

Aproveito esse post para falar sobre a matéria da Folha de São Paulo de hoje sobre as Mulheres no Campeonato Paulista. Bela abordagem da carreira das moças, falando ‘com e sobre’ as colegas e amigas Maria Elisa Correia e Regildênia de Holanda e suas trajetórias na primeira divisão. A matéria abordou ainda a árbitra Graziele Criisol (que, curiosamente, apesar de competente, bonita, inteligente e bem condicionada fisicamente, não tem tido oportunidades na A1 – o que acontece?). Pena que não destacaram as árbitras assistentes Renata Ruel e Maísa Teles, que estrearam nesse ano, nem abordaram as árbitras-ícones dessa geração: Sílvia Regina e Ana Paula de Oliveira.

– Racismo de Novo nos Campos de Futebol?

 

Lembram-se do Desabato, argentino que supostamente ofendeu Grafite num jogo no Morumbi e fora preso?

 

Na época, criou-se uma grande discussão sobre o que seria racismo ou não (importante – toda forma de racismo e discriminação devem ser veemente combatidas, em minha opinião particular). Há meses, numa partida do Grêmio-RS, outro jogador passou a noite na delegacia por ofender seu adversário.

 

Mas agora vemos uma situação diferente: ao invés dos torcedores ofenderem os jogadores, como infelizmente se tornou comum na Europa, ontem, em Uberlândia, um jogador ofendeu ao torcedor e foi preso, na Partida entre Uberaba X Defensor-URU.

 

Pelas boas regras da educação, ninguém deve ofender ninguém. Mas o futebol é um mundo a parte e a cultura futebolística não tende a mudar: o torcedor xinga o árbitro, o torcedor de outra equipe e, claro, o jogador adversário.

 

Agora, cá entre nós: se o torcedor xingou o jogador, e o jogador revida a ofensa (como ocorrido ontem), por quê somente ele deve ser preso por injúria?

 

Sinceramente, acho que nestes casos, ninguém deveria ser preso. São xingamentos de natureza específica em ambiente diferente do resto da sociedade. Ou é muita frescura, ou tem autoridade querendo aparecer…

 

Respeito a opinião de todos os amigos, mas, pense no seguinte princípio: se fosse caso de prisão, PRENDAM TODOS OS TORCEDORES QUE XINGAREM O ÁRBITRO DE SAFADO, LADRÃO OU FIZEREM MÁ MENÇÃO DA MAMÃE DE CADA APITADOR…

 

No futebol, essa regra não vale.

 

Em: http://esporte.ig.com.br/futebol/jogador+uruguaio+e+acusado+de+racismo+em+minas+gerais/n1237963284906.html

 

JOGADOR URUGUAIO É ACUSADO DE RACISMO EM MINAS GERAIS

 

Atacante do Defensor, que disputou amistoso contra o Uberaba no interior do estado, passou a noite na delegacia

Após o empate por 2 a 2 em partida amistosa realizada na noite desta quarta-feira (19), contra o Uberaba, o atacante Brahian Aleman, do Defensor-URU, foi conduzido por policiais à Aisp (Área Integrada de Segurança Pública), do bairro de Olinda, em Uberaba-MG, sob acusação de racismo.

Durante a partida, o jogador teria se envolvido em uma discussão com um torcedor do Uberaba e o teria ofendido com palavras e gestos de cunho racista. O torcedor ofendido, acompanhado por testemunhas, procurou os policiais e fez a acusação.

Logo após o término do amistoso, Aleman e Carlos Henrique Teixeira, o torcedor ofendido, foram encaminhados à delegacia para que fosse feito o boletim de ocorrência. Depois, eles prestaram depoimento ao delegado de plantão. O jogador do Uruguai passou a noite na delegacia e depois foi liberado.

– Neymar tem o Futebol parecido com o de Quem?

 

Dando um “zapping” nos canais a noite, na última sexta-feira, assisti a discussão de uma enquete promovida pela ESPN, através do Twitter: Neymar tem o futebol mais parecido com o do Pelé ou o do Garrincha?

 

Levei um susto! Já estão comparando o menino a esses monstros sagrados do futebol???

 

Neymar está ainda para Denílson, ex-São Paulo FC, Bétis-ESP e Seleção Brasileira (e que depois rodou por inúmeros clubes).

 

E você, o que opinaria: Neymar tem o futebol mais parecido com o de qual jogador? Deixe seu comentário: