– O Lance da Piadinha “Chuteira do Atacante” e “Luva do Goleiro”

 

Existe uma piadinha manjada sobre futebol, mas que por ser inusitada virou dúvida de regra.

 

A brincadeira é a seguinte:

 

“O jogo acontecia, jogador dividiu na área, a bola ficou pingando, pingando, pingando… em frente ao gol. O atacante pegou a chuteira e a acertou na bola, para tentar marcar o gol”

 

O amigo pergunta: “E o que aconteceu?”

 

“Nada. Pois o goleiro estava caído, pegou sua luva e a jogou na bola, evitando o gol”.

 

Saiba que desta piadinha surgiram questões de regras de jogo! E se isso acontecesse de verdade?

 

Vamos lá: se um jogador arrancar sua chuteira e arremessá-la na bola, a chuteira é considerada extensão do seu braço. Portanto, se a brincadeira se tornar realidade, tem que se marcar tiro livre direto para a defesa, no local onde a bola foi atingida dentro da grande área (e se foi na pequena área, pode cobrar em qualquer local).

 

E, digamos, que só tenha acontecido a parte da “luva do goleiro arremessada”? Aí se marca tiro livre indireto à equipe que ataca, a ser cobrado no local onde a bola foi atingida (e se foi na pequena área, no ponto mais próximo da infração em cima da linha da pequena área paralela á área de meta).

 

E se fosse um zagueiro que salvasse o gol?

Aí você marca pênalti. No caso do goleiro, ele pode usar as mãos, mas fez de um artifício para tirar vantagem. O zagueiro não pode usar as mãos, e como a chuteira é uma extensão da mão, nesse caso faz-se valer tiro penal.

 

Nos 2 primeiros casos, aplica-se o cartão amarelo. No zagueiro que evita o gol, vermelho. E aí você pode chamar de atitude inconveniente, antidesportiva…

– A Insensível Manifestação de Benjamin Back em relação ao término da carreira de Gaciba. Manteria hoje?

 

Leonardo Gaciba encerrou a carreira como árbitro de futebol em Outubro de 2010. Hoje é comentarista da Sportv, e está se saindo muito bem.

 

Ótimo árbitro, acabou se vitimando pelo exagerado, rigorosíssimo e desnecessário FIFA TEST, onde o fator psicológico fala mais alto do que o fôlego. Seria irônico duvidar da sua condição física.

 

Entretanto, não me esqueço da inoportuna declaração do jornalista Benjamim Back, no Jornal Lance da época:

 

“BOA IDEIA

 

Leonardo Gaciba resolveu abandonar prematuramente a carreira de árbitro para ser comentarista de arbitragem. Excelente ideia! Que outros ainda em atividade, hoje no Brasil, façam o mesmo…”

 

Respeito a opinião do jornalista, mas achei infeliz, insensível, insensata e preconceituosa a declaração. Poderia ficar quieto e respeitar aquele momento que é de dor a um árbitro. E Gaciba hoje se destaca pela excepcional competência como comentarista (tanto quanto a que possuía como árbitro).

 

Parabéns, Gaciba.

– E se o Fábio Costa fosse o goleiro do Santos FC na Libertadores?

 

Pergunta do amigo santista Alcídes em meio a um bate-papo informal:

 

“E se o Fábio Costa fosse o goleiro do Santos na Libertadores, seria campeão?”

 

Minha resposta:

 

Sinceramente? Acho que não! Seria muita pernada e clima ruim… Ficaria mais fora de jogo suspenso do que com condição”.

 

Opinião pessoal. O goleiro Rafael não arranja confusão, é uma promessa, e o custo-benefício é muito maior… Além da disciplina, é claro.

– A Briga ‘Tostão X Carlos Alberto Torres’: Hipocrisia, Ganância, Demagogia ou Sinceridade?

 

Dois tricampeões mundiais batem boca em público. Ou melhor, divergem em público, pois, afinal, Tostão se recusou a fazer baixaria ou usar palavras fortes.

 

A pendenga é a seguinte: existe em votação um Projeto de Lei nº 7.377/2010, que visa ajudar 51 ex-jogadores de futebol com R$ 100 mil pagos imediatamente, além de uma verba mensal de até R$ 3.400,00 para jogadores com recursos limitados que lutaram no passado pela Seleção Brasileira.

 

Essa ajuda contempla os jogadores das Seleções de 58, 62 e 70. Tostão estava na lista e disse que recusaria tal dinheiro, criticando o projeto. Carlos Alberto Torres se irritou com tal declaração, e disse em entrevista à alguns órgãos de imprensa:

 

“É um demagogo. Ele teve mais sorte que os outros, é médico, não sei nem se é ele quem escreve aquela coluna lá no jornal. Mas tem gente que não foi preparada. Esse filho da p… deveria falar algum tipo de verdade”.

 

A resposta de Tostão foi pronta:

 

“Não sou demagogo nem sou bilionário. Só entendo que o governo não pode pegar dinheiro e distribuir assim. E os campeões de outros esportes? Um artista que elevou o nome do Brasil também poderia pedir esse benefício?”

 

E aí: quem tem razão? Carlos Alberto Torres ou Tostão? Deixe seu comentário:

– O treinador que mais reclama no Brasileirão-2011 é…

 

Mauro Fernandes, do América-MG.

 

Você já reparou como ele gesticula, reclama, manda jogador reclamar e tumultua?

 

Contra o Cruzeiro, em clássico doméstico, ele fez um fuzuê à beira do gramado! Típico daqueles que ele fazia no interior paulista. Mas não foi exclusividade dessa partida. É costumeiro em todo o jogo e não tem sido diferente no Campeonato Brasileiro de 2011.

 

Agora, na última rodada, jogou a culpa pela derrota ao Flamengo no árbitro matogrossense Wagner Reway. E assim, lançou o primeiro DVD da série “erros de arbitragem” dessa temporada. É só fazer uma busca rápida na Internet que se acha as declarações culpando o árbitro, além de dizer que o América-MG é sistematicamente prejudicado.

 

Por que a CBF perseguiria o Coelho mineiro?

 

Em tempo: o DVD do América de Mauro Fernandes é apenas o primeiro de 2011. Quantos surgirão até a última rodada? Deixe seu comentário:

 

(Imagine se o Neymar estivesse em campo, hoje, no jogo do América contra o Santos? Aí que as reclamações seriam ainda maiores…)

 

No link, mais uma matéria de reclamações do treinador: http://www.mg.superesportes.com.br/app/noticias/futebol/america-mg/2011/06/29/noticia_america_mg,188350/mauro-fernandes-critica-arbitragem-houve-dois-pesos-e-duas-medidas.shtml

– Copa América: Argentina 1 X 1 Bolívia. Bolívia mantém Invencibilidade. É mole?

 

Números são frios e gostosos de manusear.

 

Há 3 anos a Argentina não ganha da Bolívia. Faz mais de 1000 dias que a Bolívia está em vantagem, com uma média de 3,5 gols por jogo a favor e 0,5 gol por jogo contra.

 

Também há 100% de aproveitamento contra os hermanos em casa e 50% nos domínios do adversário.

 

Mas vale lembrar: esse universo é de apenas 2 jogos: – aquele 6X0 pelas Eliminatórias e o 1×1 de ontem.

 

Falando sério: imaginei que a Argentina desforra-se ontem, em casa, em jogo festivo da abertura, o placar dilatado do último encontro entre ambos. Que nada! Messi continua a dever na Seleção. O que será que acontece com ele? Boicote dos companheiros, falta de adaptação ao esquema de jogo ou o quê?

 

Você consegue explicar a má-fase de Lionel Messi na Seleção Argentina? Deixe seu comentário:

– UEFA contra Cartões Amarelos Forçados!

 

A luta contra o unfair-play no futebol ganha um novo capítulo na Europa.

 

Em 2010, Milos Krasic, meia da Juventus-ITA, foi punido por 2 jogos de suspensão pela Federação Italiana (FIGC) por simular ter sofrido um pênalti contra o Bologna (imagine tal jurisprudência por aqui…) Outras federações declararam gostar da medida.

 

Por volta de 15 dias atrás, uma declaração que não repercutiu tanto como deveria aconteceu na UEFA. Gianni Infantino, secretário-geral da entidade declarou (no site da UEFA, 16/06/2011) que coibirão os cartões “forçados” dos jogadores:

 

“Normalmente, este tipo de comportamento é punido com uma multa, mas agora passará a ser sancionado com um jogo de suspensão a mais do que o aplicado automaticamente no caso de acumulação de cartões amarelos”.

 

Ou seja, jogador forçou o 3º cartão amarelo para “limpar seus cartões” para uma nova fase, ou simplesmente para folgar num próximo jogo mais fácil, será punido, além da suspensão automática, com mais 1 partida! Claro que a aplicação será muito subjetiva, pois uma comissão avaliará se o cartão foi forçado ou não.

 

Nesta luta pelo jogo limpo, fico pensando: e se o Brasil adotasse medidas como essa?

– Simulou pênalti e o juizão entrou: 2 jogos de suspensão.

– Cavou o 3º amarelo, mais 1 jogo extra de punição.

 

O que você pensa sobre isso? Teríamos mais disciplina e menos cai-cai? Você gosta da idéia? Deixe seu comentário:

– Alex Fergunson dos Pampas?

 

Um diretor do Grêmio (não me recordo o nome) disse publicamente que o técnico Renato Gaúcho estava mantido no cargo, mesmo em meio à péssima campanha no Brasileirão, e que teria vida longa como sir Alex Fergunson no Manchester United. Isso foi dito na terça-feira.

 

Na quarta à noite, depois do empate contra o Avaí, Renato Gaúcho não é mais treinador gremista…

 

Palavra de dirigente é segura, não?

– Racismo no Futebol: Lugares onde o Brasil acha “Normal”

 

Todas as pessoas de bem ficaram revoltadas com o triste episódio de racismo contra o lateral-esquerdo Roberto Carlos, ocorrido na semana passada. Infelizmente, é mais um episódio visto comumente na Europa.

 

Entretanto, ao mesmo tempo em que a Sociedade condena, contraditoriamente, permite bolsões de intolerância racial.

 

Por exemplo: Sérgio Xavier, na edição da Placar de Julho/2011, pg 55 a 57, trouxe na matéria “Ah, eu sou macaco” um interessante levantamento de como as torcidas de Grêmio e Internacional, em seus jogos caseiros, aceitam passivamente a ofensa de “macaco”!

 

Sem qualquer constrangimento, segundo Xavier, os gremistas chamam os colorados de macacos; e estes entendem que se referir à parcela negra da sua própria torcida com esse substantivo (ou adjetivo, dependendo da intenção) é algo normal!

 

O atacante colorado Zé Roberto, negro, quando ouviu o primeiro xingamento de macaco se assustou e se revoltou, mas foi demovido da idéia de protestar porque tal ofensa seria, segundo seus companheiros, algo cultural entre os torcedores locais.

 

Lamentável. Tempos atrás, o Internacional, querendo ser politicamente correto, tirou o Saci do posto de mascote, por causa do… cachimbo (fazendo alusão, segundo a diretoria, ao uso do crack, que é ingerido por queima de pedras em cachimbos). Monteiro Lobato, que tanto popularizou o Saci Pererê, deve estar chateado. Meu amigo João Batista, um dos criadores do grupo da “Associação Nacional dos Criadores de Saci”, localizada em Boituva”, garante que isso é uma grande bobagem.

 

Na troca, o substituto do Saci ficou sendo um macaquinho chamado de Escurinho (em homenagem ao jogador dos anos 70, escolhido em votação popular).

 

Sendo assim, fica o incômodo: o que fazer àqueles que se sentem perturbados com a ofensa de “macaco”, sendo que coincidentemente (ou não) o novo mascote do Internacional é o próprio, além de uma passiva aceitação das torcidas? Deixe seu comentário:

Análise da Arbitragem: Corinthians X São Paulo, 26 de Junho, Pacaembu

 

Quando o placar é 5 X 0, o perdedor não pode reclamar muito. Incontestável. Mas é importante fazer algumas considerações sobre a arbitragem da partida.

 

O jogo começou 4 minutos atrasado. Será que houve relato disso na súmula? Tudo bem, esqueçamos esse desrespeito ao público e vamos ao jogo em si.

 

Com 20 segundos, já tínhamos falta. E nos minutos iniciais, mais faltinhas de “matar jogo”. Nada desleal. Rodrigo Braguetto as deu, não sendo muito o seu estilo, pois costuma deixar o jogo correr e aplicar poucos cartões.

 

Aos 10 minutos, o jogo ficou fácil, se soltou mais; foi bom ao público e para a arbitragem. Tudo ía bem, comentei aos 15 minutos que o jogo estava tranqüilo (fiz o lance-a-lance pelo Twitter).

 

Mas, aos 17m50s, uma falta de Castán onde os ânimos se animaram. Ele parou o ataque sãopaulino com falta em Dagoberto (e o árbitro perdeu uma vantagem). Lance para cartão amarelo, não pela violência, mas pelo fato de evitar um importante ataque. O atleta tricolor reclamou bastante, mas como parecia que Braguetto voltava ao seu estilo de poucos cartões, é entendível a não aplicação da advertência.

 

Aos 22m, um bate-boca entre Carlinhos Paraíba e Paulinho. Disputa de bola onde o atleta de maneira imprudente deixou a mão bater no rosto. Nada de cartão amarelo ou agressão, simplesmente falta. Na discussão, valeria uma boa advertência verbal para intimidar os atletas. Mas Braguetto não deu, pois afinal, os atletas resolveram logo.

 

Na sequência (23m), Jorge Henrique deu uma rasteira em Marlos. Falta para amarelo. Braguetto novamente não deu o cartão e, Dagoberto foi lá reclamar com o árbitro e “jantou” o apitador. O jogo começou a ficar difícil.

 

Aos 32m, Marlos tenta disputar uma bola no ataque. Castán abre os braços, impede a disputa da bola com o braço esticado e Braguetto inverte a falta. Novamente Dagoberto reclamou. Ânimos do São Paulo começam a se exaltar. O Corinthians, naquele momento, era mais faltoso (nada de anti-jogo explícito), e soube aproveitar o critério estabelecido naquele momento.

 

32m50s – 1o lance capital. Carlinhos Paraíba e Paulinho discutem. Se na primeira situação o bate-boca morreu ali, rapidamente, e nem advertência verbal deu, por que dar amarelo aos dois atletas agora? Agora é a hora da bronca, de se impor! Preferiu amarelar os dois. Tudo bem, se fosse esse o critério estabelecido no começo.

 

Willian pediu um pênalti, na disputa de bola com Uvini, aos 34m. Nada, bem como a tentativa de cavar pênalti do Fábio Santos aos 24m. Acertou Braguetto nas duas oportunidades. Mas Willian esbravejou contra a arbitragem, novamente sem uma advertência verbal.

 

Aos 40m, o 2o lance capital. Carlinhos Paraíba fez falta em Weldinho. Tão forte (ou mais) quanto a de Jorge Henrique no Marlos citada aos 23m, onde não houve o amarelo. Mas agora houve… consequentemente, por ser o segundo amarelo, veio a expulsão com o vermelho. Aí Braguetto se perdeu por inteiro disciplinarmente. Carlinhos Paraíba foi ingênuo em cometer tal falta, pois ela poderia ter sido punida com amarelo ou não (é a interpretação da intensidade: foi no meio campo, Weldinho caiu e pôs a mão na canela, levantando-se sorrindo…) Foi descriterioso.

 

Se você analisar os lances com a proposta de jogo apresentada pelo árbitro nos outros lances da partida, os dois cartões do Carlinhos Paraíba são discutíveis. Não são absurdos se analisados isoladamente do jogo; mas equivocados dentro do critério demonstrado pelo árbitro, no contexto da partida.

 

No segundo tempo, nada de relevante sobre a arbitragem. Braguetto foi bem tecnicamente (acertou nas tentativas de cavar pênaltis), mas disciplinarmente foi ruim no critério adotado.

 

E você, o que achou do jogo? Deixe seu comentário:

 

Abaixo, os comentários sobre a partida no lance-a-lance (com opiniões sobre outros lances do jogo) feitos no Twitter on-line.

 

Amigos, estou no Twitter para falarmos e discutirmos sobre o clássico. Comentários on-line da arbitragem de Corinthians X São Paulo.

 

Começou com 4 minutos de atraso e com 20 segundos já tínhamos uma falta sobre Carlinhos Paraíba. Prenúncio?

 

1m45s: nada de mão intencional, e na sequência, 1m53s, nova falta do Corinthians. Aos 2m39s, falta do SPFC.

 

Aos 03m59, Marlos ‘teria sofrido falta leve’. Teria; pois a bola estava fora de campo, ele adiantou-a na jogada. Bola fora de campo não é falta.

 

Aos 10 minutos, nervosismo das equipes passou e jogou ficou fácil ao árbitro.

 

10m36s, Jorge Henrique cai na área em disputa de bola. Torcida pede pênalti. Tudo normal.

 

13m53s: Braguetto se posiciona mal, quase na meia lua entre atacantes e zagueiros, atrapalhando lançamento de Xandão.

 

15m: Braguetto está bem. Jogo ajuda.

 

17m50s: Castán faz falta em Dagoberto. Árbitro matou um contra-ataque. Poderia dar vantagem e depois amarelo, mas não é um absurdo não dá-lo, pelo critério que adota. Ao pé-da-regra, cartão amarelo.

 

22m33s: Carlinhos Paraíba pula com Paulinho em disputa de bola e a mão bate no rosto, com empurrão no ar. Falta simples.

 

23m: Jorge Henrique dá uma rasteira em Marlos, falta clara para cartão amarelo. Braguetto não dá e Dagoberto dá bronca no árbitro.

 

24m: Fábio Santos cai na área. Nada, tudo normal. Segue o jogo.

 

27m: falta em Paulinho. Acertou.

 

29m – Marlos pede falta e fica caído fora do gramado. Lance viril, mas legal. Não foi falta.

 

30m46s – Falta de Wellington em Danilo. Correto.

 

32m14s: zagueiro do Corinthians estica a mão impedindo que Marlos dispute a bola. Braguetto não dá. Errou, isso não pode. Na sequência, Marlos segura a mão e Braguetto dá falta ao SCCP. Árbitro errou.

 

32m50s – Paulinho e Carlinhos Paraíba de novo! Bate-boca que mereceu cartão amarelo para ambos. Não valeria a adv verbal?

 

34m19s – Zagueiro sãopaulino disputa bola com Willian. Corinthiano entra na área e dobra as pernas. Nada de reclamar de empurrão, ele cai antes ao sentir a aproximação. Merecia advertência verbal, que Braguetto preferiu não dar. Acertou em não dar pênalti, mas era bom se impor.

 

39m – falta sobre Marlos, bem marcada.

 

40m – Carlinhos Paraíba faz falta em Weldinho e Braguetto dá amarelo. Acertou no segundo amarelo e vermelho. Weldinho fantasiou um pouco, é verdade. Mas árbitro acertou. EMBORA FUGIU DO SEU CRITÉRIO.

 

Na reclamação de Rogério Ceni sobre a expulsão do Paraíba, goleiro quase bateu no Braguetto. Corretamente, levou o amarelo.

 

Se eu fosse o Tite, tirava o Paulinho. Todo mundo vai forçar lances nele.

 

43m- Liedson erra na dose e acerta uma “piuvada” no sãopaulino. Amarelo correto.

 

44m – falta de Castán. Mas eu não daria o amarelo… “Efeito Rogério Ceni”?

 

Fim de 1º tempo. Os sãopaulinos poderiam reclamar de uma falta aos 17m do Castán no Dagoberto, onde não houve aplicação de amarelo. (lembre-se de que Castán só tomou o amarelo no final do 1º tempo, e se já tivesse, seria o vermelho).

 

Enfim: Braguetto vinha bem, nada desastroso, jogador Carlinhos Paraíba foi imprudente e bem expulso. Mas era bom o árbitro tomar cuidado no critério, pois esse detalhe de “não-cartão no começo” e “cartões em todo lance no final” é decisivo.

 

45m40s: gol do Corinthians legal. Zagueirão caiu duro no chão…

 

53m: Gol legal, Liedson, depois do toque de cabeça do companheiro, parte por detrás da linha de um zagueiro sãopaulino, ficando cara-a-cara com Rogério.

 

54m: falta em Wellington no meio campo, Braguetto não dá. Cuidado…

 

59m: solada de Willian Durant eo ataque, tiro livre indireto bem marcado.

 

60m: gol de Liedson, o 3º do Corinthians. Repararam que o centroavante passa na frente do Xandão, que tem a cara-de-pau de pedir impedimento?

 

65m: falta de Chicão em Fernandinho. Marcado corretamente.

 

70m: Falta bem marcada em Jorge Henrique.

 

Jogo praticamente inexiste, não? Os 2 times não querem mais nada.

 

80m: Gostaria de ver e repetição do lance sobre o Henrique. Não foi pênalti não? A Sportv não mostrou.

 

81m: Amarelo bem aplicado no Wellington, entrou duro!

 

82m: Após o frango do Ceni, o @mafcelotricolPW está gritando: “Rogério Ceni, pede pra sair”. Torcedor é passional, não? Há dias festejavam o 100º…

 

87m: o Emerson reclamou uma falta que não foi, depois fez uma graça e sofreu uma falta normal. Depois criou caso…

 

Fim de jogo, logo após escrevo sobre a arbitragem do jogo no Blog. Até mais!

– WO da Arbitragem no Amador de Jundiaí?

 

Neste domingo, houve um “WO dos árbitros” no Campeonato Amador de Jundiaí.

 

E como funciona se quem falta na partida é o próprio árbitro?

 

Vamos lá: árbitro e bandeira são elementos da Regra do Jogo (regra 5: árbitro e regra 6: árbitro assistente). Eles são como a bola: sem eles, não há jogo.

 

E o que acontece se um deles faltar?

 

Funciona assim: obrigatoriamente, você tem que começar uma partida com árbitro e dois bandeiras. A FIFA orienta que os campeonatos possuam um quarto árbitro (não obriga; apenas sugere!), a fim de substituir um dos integrantes, caso ocorra algum imprevisto (dentre outras funções que realiza).

 

Se quem faltar no jogo for o árbitro, o regulamento da competição é quem dirá se o quarto árbitro substitui o árbitro, ou se o bandeira 1 o substituirá e o quarto árbitro virá bandeira.

 

E se não tiver quarto árbitro e faltar bandeira ou árbitro?

 

Aí, qualquer um dos integrantes da equipe de arbitragem que estiver no campo deve apitar o jogo e tomar as providências para substituir os demais. Ele escolhe (veja que curioso) qualquer pessoa presente (da comissão técnica dos próprios times, jornalistas ou até torcedores!) e a entrevista, a fim de saber se ela tem competência de atuar na partida.

 

Parece estranho, mas uma partida não pode começar sem o árbitro e os dois bandeiras, seja eles quem forem!

 

Escolhido o novo bandeira, ele nem precisa estar uniformizado para ir a campo (tem que estar apenas diferenciado dos atletas). Nestas circunstâncias, acontecem duas situações:

 

1) Se o substituto for alguém que entenda de regra de futebol, você permite que ele trabalhe e oriente o que deseja dele dentro de campo (o que marcar; como se portar; passa o plano de jogo).

 

2) Se não for encontrado substituto competente, você coloca alguém representando o bandeira, inicia a partida e dispensa o mesmo. Pois é, manda ele embora, e o árbitro assume as marcações de laterais e impedimentos naquela metade de campo. Isso evita que o bandeira-substituto atrapalhe o jogo com marcações erradas ou até mesmo tende a fazer marcações equivocadas propositalmente.

 

O árbitro é obrigado a começar o jogo com bandeiras, mas não é obrigado a teminar a partida com eles. Se um elemento da equipe de arbitragem estiver no campo de jogo, deve tomar essas providências (encontrar substitutos para iniciar a partida, mesmo que os dispense no primeiro tempo), a fim de que a partida se realizar. O que não pode é deixar de fazer a partida por falta de árbitros!

 

E você, o que pensa sobre tal situação? Deixe seu comentário:

– A Exclusiva do presidente do Corinthians à Globo!

 

Na semana em que a TV Record levou ao ar reportagens sobre suspeitas de dirigentes esportivos, em especial ao presidente corinthiano Andrés Sanches, o mesmo contra-atacou.

 

Em entrevista exclusiva e polêmica à Globo, reproduzida na Revista Época São Paulo desta semana (Ed 39, Julho/2011, pg 66 – 72 por Eduardo Duarte Zanelato), várias declarações de efeito e que certamente repercutirão. São 6 páginas de material, além de um áudio com a íntegra da entrevista com mais detalhes (o áudio pode ser acessado no link: http://glo.bo/AndresItaquerao).

 

Destaque para as afirmações:

 

“Isso (o estádio) é uma coisa privada. O poder público não tem que acompanhar nada do estádio”.

 

Ué, a Prefeitura de São Paulo, através do Kassab, quer dar 420 milhões de isenção fiscal. As obras precisam de licenças. A fiscalização de tudo isso, segundo a visão do mandatário, deve ser inexistente?

 

“Os dutos estão lá desde 1976. Para fazer a obra (de remoção), não custa R$ 5 milhões. Aí vira R$ 30 milhões. Bom, não posso falar.

 

Não foi Andrés que um dia disse que o valor era de R$ 2 milhões? E quem pagará a conta que é muito maior? Se for a Transpetro (Petrobras), quer dizer que será nós…

 

“O que tem de ficar em cima é se vão roubar na ponte, nas obras da Copa. O resto é balela”

 

Então tá. Nas obras públicas haverá corrupção. Nos estádios, tudo será feito honestamente…

 

Amigos, isso me dá nojo pelo tamanho da demagogia e hipocrisia… Ao acessarem o áudio, estejam com o estômago preparado.

 

E você, o que pensa sobre as obras do Itaquerão? Deixe seu comentário:

– Neymar nas Capas!

 

Só dá ele!

 

Neymar é capa da Placar, Veja, IstoÉ, Capricho, e por aí vai.

 

Tem matéria sobre ele em todas as publicações e para todos os públicos.

 

Ainda o acho um menino mimado, que busca amadurecimento. Precisa ser bem orientado, afinal, convive com a fama desde os 14. E, além disso, é muito dinheiro que já entrou em sua conta corrente, além do assédio que agora é mundial.

 

Sobre o tema, escrevi em: http://is.gd/QN62WD , http://is.gd/zQF7mm e http://is.gd/tmepn0

 

Agora, uma coisa é certa: joga muito (quando quer). Muitas vezes, se preocupa com firulas e caras e bocas não-objetivas. Aí mudo de opinião…

– Rússia mais adiantada do que Brasil para a Copa do Mundo?

 

O secretário-geral da FIFA Jérôme Valcke declarou que a Rússia está mais adiantada para 2018 do que o Brasil para 2014.

 

Apesar da declaração ser de alguém suspeito (vide escândalos da entidade), ele tem razão.

 

Para quem viaja de avião, é nítido que nossos aeroportos viraram rodoviárias! Sempre lotados. A verdade é que com o aumento do poder aquisitivo da classe C, muita gente que viajava de ônibus passa a ir de avião. E as empresas estão oferecendo tarifas cada vez mais baixas. Tudo isso em meio à mesma capacidade da infraestrutura aeroportuária.

 

O aeroporto internacional Franco Montoro (Guarulhos) irá adaptar um galpão como terminal de passageiros! Isso é uma vergonha. Puxadinho da Infraero? Como iremos receber tantos estrangeiros se nem damos conta da capacidade interna?

 

Sem falar, claro, dos estádios. Ricardo Teixeira, semana passada, esteve em um seminário da Copa em Natal. Numa de suas falas, afirmou:

 

“Estarei presente em um dos jogos da Copa do Mundo aqui em Natal”

 

Será que se referiu a Natal em 2014? Estamos entrando em Julho de 2011. Vai dar tempo para fazer coisa boa? Não tem nada pronto lá na capital potiguar. E se diga o mesmo para o Itaquerão. Quer maior “engana-Mané” do que a terraplanagem do estádio do Corinthians? Quem é do ramo sabe que, pelo ritmo dos tratores e números de funcionários, a limpeza do terreno vai estar pronta só em 2012! Não existe terraplanagem de grande obra com 20 funcionários e 3 tratores. É gozação! Ou melhor, satisfação para dizer que a obra começou (sem contar com o problema da remoção dos dutos da Transpetro).

 

As incoerências da Copa são grandes. O que faz Ricardo Teixeira afirmar que o Serra Dourada, em Goiás, estará na Copa América, sendo que teremos teoricamente estádios sobrando devido a Copa de 2014 e este está excluído do Mundial? Ou é apenas falácia do administrador da CBF?

 

Lamentável que isso esteja acontecendo, mas já era esperado. Faço parte dos 70% de paulistas que não querem dinheiro público na Copa do Mundo. E talvez pertenço a uma parcela menor que deseja a devolução utópica da Copa do Mundo à Fifa.

 

Uma pena que a Inglaterra esteja brigada com a FIFA. Ela seria a sede ideal para substituir o  Brasil em 2014; está tudo pronto por lá – não em virtude da Copa, mas para o usufruto confortável e rentável do dia-a-dia de suas competições.

 

E você, o que pensa sobre a Copa do Mundo no Brasil? Ainda a quer ou não? Deixe seu comentário:

– Andrés Sanches: o Criador de fatos!

 

Corinthians “abre mão” da Libertadores?

 

Andrés Sanches, presidente do Corinthians, disse que com os valores pagos pela Conmebol não disputaria a Libertadores da América, caso se classificasse.

 

Tal declaração seria uma desqualificação da importância da conquista do Santos? E, ao mesmo tempo, diminuir a repercussão da conquista?

 

Perceberam que sempre quando algum co-irmão está em boa situação, Andrés surge com uma polêmica? Quando o São Paulo foi campeão brasileiro, apresentou no dia seguinte Ronaldo, diminuindo a repercussão da conquista do título. Quando o mesmo São Paulo apresentou Luís Fabiano, Andrés Sanches quís fazer uma festa para Adriano Imperador. Agora, quando todos falam do Tri da Libertadores Santista, vem esse polêmico menosprezo do torneio.

 

Essa estratégia é típica de inveja e arrogância. Ciúme! É só os adversários se darem bem, que a mostra de autosuficiência se faz presente. Lamentável.

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem de Corinthians X São Paulo

 

O que você diria se para goleiro da Seleção Brasileira fosse escalado Bosco, reserva do São Paulo FC? Certamente concordaria que é bom goleiro, mas está sem ritmo de jogo e não era um nome esperado. Poderia ser Júlio César (Internazionale) ou Rogério Ceni (SPFC) pela experiência, ou Victor (Grêmio) ou Rafael (Santos) pela renovação.

 

Agora substitua os nomes de Bosco por Rodrigo Braguetto, Júlio César e Rogério Ceni por Seneme e PC Oliveira, além de Victor e Rafael por Guilherme Ceretta e Raphael Claus. Faz sentido, se considerarmos os nomes como árbitros possíveis para o Majestoso do próximo domingo?

 

Braguetto foi sorteado na última terça para o clássico entre Corinthians X São Paulo. É bom árbitro, mas não a melhor indicação (e não venha com a história que a culpa foi do sorteio – para as demais partidas, os outros nomes foram colocados no globinho a exaustão até cair o escolhido; para o Majestoso, Braguetto foi em sorteio único – vide site da CBF).

 

–1o.: sua escolha foi uma grande surpresa! Apesar de veterano e com grande experiência, Braguetto pouco trabalhou em jogos da Série A do Campeonato Brasileiro. Você conta nos dedos as partidas em que foi escalado. Faça uma breve pesquisa e se surpreenderá ainda mais com os jogos (ou a falta de jogos) desse árbitro na 1ª divisão nacional.

 

A não-imposição de vetos a esse nome seria a justificativa?

 

–2o.: a falta de ritmo de jogo é preocupante. Sua escala na última terça-feira pela série B (Bragantino X Guarani) mostrou um pouco disso: tentou levar a partida ao máximo sem aplicação de cartões (que é uma característica dele) mas quase se perdeu em determinado momento. A má interpretação de alguns lances de falta também.

 

Teria sido sorteado para a série B no meio de semana para treinar?

–3o.: A linha da Comissão de Árbitros da CBF é clara: ou são apitadores extremamente experientes ou muitos jovens árbitros para a renovação (mesmo que com nomes contestados – já viram como tem pouco paulista e muito árbitro de centros futebolísticos mais distantes e sem tradição? É a “integração nacional”, que pode ser entendida como “política da compensação”). Árbitros como Braguetto, que já estouraram a idade para almejar a FIFA e não se firmaram como TOPs nacionais, foram descartados.

 

Seria algum critério não manifestado?

 

Mas como foi sorteio, levemos a crer que o universo conspirou ao seu favor. Sobre as características do árbitro: Corre bastante e se posiciona bem. Magrelão, está sempre próximo da jogada. Não dá falta cavada, e, às vezes, quando há simulação, vira as costas e não dá bola para o infrator (mas costuma se omitir na aplicação de cartões nessas jogadas). Evita ao máximo aplicar advertências durante o jogo. Tem razoável qualidade em discernir e avaliar divididas. Como todo árbitro, erra dentro da média aceitável. O ritmo de jogo preocupa, apesar de ter apitado na 3ª feira.

 

Como pessoa, é gente da melhor qualidade. Mas isso muitas vezes não se leva ao campo…

 

Boa sorte ao Rodrigo Braguetto, aos bandeiras Vicente Romano Neto e Marcelo van Gassen, além do quarto árbitro Guarizzo e ao amigo observador (esse é dos bons – enfim um do ramo!) Nilson Monção.

 

IMPORTANTE – Mas em particular, gostei demais da escala de Van Gassen. Explico: em meados dos anos 2000, ele estava literalmente voando como bandeira, a caminho do escudo FIFA. E, na época, as escalas da Copa do Brasil tinham bandeiras locais. Jogava Corinthians X Cianorte, com Roger e outras estrelas da MSI de Kia Jorabichian, cujo presidente era Alberto Dualib e o diretor de futebol Andrés Sanches.

Durante o jogo, Van Gassen, que era o bandeira, não pipocou e fez uma ótima atuação. Mesmo pressionado por Andrés, ele não foi caseiro e o dirigente corinthiano não gostou. Invadiu vestiário, ameaçou e cumpriu a promessa: ligou ao Armando Marques que afastou por um bom tempo Van Gassen das escalas, retardando e muito a carreira do bandeira, QUE CAIU NO OSTRACISMO. Com competência, continuou e conseguiu POR MÉRITOS PRÓPRIOS o escudo FIFA.

Domingo, Andrés e Van Gassen se reencontrarão, o primeiro como Presidente do clube; o segundo, como assistente FIFA. É claro que Andrés nem deve se lembrar disso, pois é useiro desses pedidos de veto contra a arbitragem, e, cá entre nós, ninguém lembra de bandeira. Mas quem ‘apanha’ se lembra bem…

– Pezotta, Santos X Peñarol: Considerações sobre a Atuação do Árbitro.

 

Sabe quando um craque perde um gol feito e todos dizem: “equivocou-se”, e quando o mesmo gol é perdido por um cabeça de bagre e dizemos “perdeu porque ele é ruim”?

 

Diante dessa analogia, trago ao mundo da arbitragem uma constatação: Sérgio Pezzota cometeu equívocos ou foi ruim de fato? Sim, pois algumas considerações devem ser feitas sobre sua atuação ontem na decisão da Libertadores da América.

 

Sempre tive o argentino como um bom árbitro. A verdade é que Pezzota surgiu na carreira internacional com destaque há pouco tempo. Lembro-me de em 2009, até então não tão conhecido, ter apitado a partida São Paulo X Cruzeiro e ter visto uma excepcional atuação. Porém, não o vi apitando no Campeonato Argentino (até mesmo pela visibilidade do torneio em nosso país). Até o final de 2010, tinha-o como: “bom árbitro, disciplinador, deixava o jogo correr, não se intimidava com jogador e regular tecnicamente”.

 

Em 2011, confesso que não o vi como grande árbitro. Ouvi, por exemplo, Sálvio Spínola Fagundes Filho, após o jogo de despedida de Ronaldo Fenômeno (apitado por Pezzota, com vários erros bobos na partida – irrelevantes, por ser amistoso, mas incluindo um pênalti não marcado no começo do jogo) dizer ao jornalista da Rádio Jovem Pan Wanderley Nogueira que “Pezzota era o número 1 da Argentina e houvera apitado um importante jogo envolvendo o líder contra o vice-líder do campeonato local”. Tudo bem, está gabaritado por lá, mas mesmo assim fica a dever na Libertadores neste ano, nas diversas partidas que apitou.

 

Vamos a análise da atuação?

 

Antes da partida, Pezzota atrasou o jogo se preocupando com os jornalistas que estavam de colete amarelo a beira do gramado, pois tal roupa poderia atrapalhar o bandeira 2 na marcação de impedimentos; afinal, as cores seriam parecidas com a do Penãrol. Fez certo, mas a crítica é: com tal experiência do árbitro, não era para ter visto isso antes de entrar em campo, durante a vistoria?

 

Iniciado o jogo, vimos algumas inversões de falta e não aplicações de cartões. Ganso foi atropelado logo no começo, e o adversário uruguaio não recebeu amarelo. Arouca, na sequência, matou um contra-ataque e não recebeu nada também. Pensei: “está querendo apitar uma final de Libertadores sem aplicar cartão; é um risco altíssimo”. E assim prosseguiu pelo primeiro tempo. Se posicionou mal (repare que ele corria de área-a-área, sem diagonal – e sem velocidade!) e interpretou equivocadamente alguns lances de falta ou não falta (que era o seu ponto forte até o ano passado).

 

Vejam como apitar jogo do Neymar é difícil: aos 23m, ele sofreu uma falta normal. Mas a queda dele é típica de quem simula! Explico: ao perceber que será atingido, ele já começa a fazer caretas de dor. Há uma imagem perfeita da Sportv nesse lance: ele vai ser tocado, mas se antecipa à queda. Por quê isso? Só traz animosidade a quem gosta do seu bom futebol. Dois ou três minutos depois, Neymar sofre uma faltinha boba e o juizão não dá. Logo após (34m), meteu a sola do pé na canela de um uruguaio e foi advertido corretamente (chamamos aquele lance típico de cartão amarelo de ‘ação temerária’). Nesse momento, Zé Love cansava de perder gol (desculpem-me, mas como é grosso esse cara… se for titular no Gênova será gozação) e Ganso tocava a bola como jogador de sinuca: milimetricamente ao companheiro. Dá gosto vê-lo jogar.

 

No segundo tempo, Arouca foi atingido ‘na correntinha num contra-ataque’. Cartão Vermelho para o adversário, que não recebeu! Na sequência, Neymar divide a bola com o goleiro Sousa, e “quase deixa o pé”. Se ele atinge o goleiro, teria que receber o segundo amarelo (não atingiu porque o goleiro tirou a mão a tempo). É dessas irresponsabilidades que Neymar deve tomar cuidado, pois, se expulso, o Santos jogaria com 10 atletas boa parte do jogo.

 

Aos 57m, Zé Love não fez nada e foi advertido com cartão amarelo por suposta falta não cometida. Pagou o preço por jogar excessivamente pilhado e reclamar o jogo todo?

 

Por fim, festa santista em atuação fraquinha do árbitro, que não comprometeu pois não foi tão exigido.

 

Algumas observações:

 

– Quanto teríamos de renda se o jogo fosse no Morumbi?

 

– Camarote com Kassab, Marco Polo, Serra e outros políticos de diversos partidos e interesses… não queria estar por lá. Devia estar cheirando mal.

 

– Leroy Merlin deve estar vibrando com a exposição na roupa do Muricy. O que os santistas deixaram de expor as marcas dos patrocinadores na comemoração, Muricy o fez na sua.

 

– Ridículas brigas envolvendo as equipes após o apito final. Não merece comentários.

 

– Quantos bicos durante a festa do Santos, não? Era ‘Robert’ para todo lado!

 

– Como é sem graça a premiação ao vice. Poderia ter sido dispensada tal formalidade. Não tinha clima para isso.

 

E você, quer comentar? Deixe sua mensagem:

 

Ops: assisti pedaços da derrota do River Plate contra o Belgrano, na repescagem argentina para a permanência na primeirona. Teve 20 minutos de paralisação por invasão de torcedores do River, lances polêmicos e um baile sofrido pelo tradicional time. Mas detesto dizer o que escreverei: mesmo com 2X0 para o Belgrano, GARFARAM o time da casa. A arbitragem fez de tudo para ajudar o River. O juizão dava tudo a favor do River Plate e nada ao Belgrano, descaradamente. Um bandeira com cabelo “a lá Xororó” via o time do Belgrano no ataque e dava impedimento em todo lance! Pavoroso. Sem contar que o treinador tirou o melhor do time, um camisa 7 que era o craque do jogo, e pôs um cabeça de bagre… Suspeito.

 

Ops2: alguém sabe o público de São Caetano 4 x 2 Duque de Caxias? Remarcar simultaneamente à final da Libertadores é gozação…

– Parabéns ao Roberto Carlos pela atitude Pós-Banana!

 

Enfim um atleta tomou uma atitude digna. O lateral penta-campeão Roberto Carlos reagiu com veemência no Campeonato Russo, abandonando a partida após um torcedor jogar uma banana contra ele.

 

Seu time, o adversário e a Federação Russa se manifestaram contra a imbecil ação racista. Veja o vídeo de Roberto Carlos após a banana, em: http://ow.ly/5obDI

 

Não nos esqueçamos: a cor da pele não quer dizer nada. Existe apenas uma raça: a raça humana!

 

E você, o que sugeriria de punição por tal ato constrangedor? Deixe seu comentário:

– A Sorte Sorrirá a Muricy hoje?

 

Muricy é ‘n’ vezes campeão brasileiro + estadual. Falta um título importante internacional, como a Libertadores.

 

Competente ele é! Mas em algumas vezes lhe faltou sorte, principalmente em torneios mata-mata. Será que será dessa vez?

 

De quase eliminado na mesma competição pelo Fluminense, a possível Campeão da América pelo Santos?

 

Torço por ele. Trabalhei algumas vezes em jogos com Muricy. É honesto, sincero e trabalhador. Aguardemos.

– Nicolas Leoz ou Romário: Quem está com a razão?

 

Pelo fato da Libertadores da América ser decidida nesta quarta, o presidente da Confederação Sulamericana de Futebol (Conmebol), Nicolas Leoz, esteve nesta terça-feira fazendo vistorias e contatos com os envolvidos da decisão. E, aproveitando a sua estada, foi homenageado pela Polícia Militar do Estado de São Paulo.

 

Pois é, a alta cúpula da Polícia Paulista concedeu a ele a maior honraria da Corporação, a medalha Brigadeiro Tobias, que é destinada àqueles que realizam grandes serviços à sociedade!

 

Inevitável questionamento: que grande serviço à sociedade paulista foi prestado pelo Sr Leoz, a fim de receber tal congratulação? Sinceramente, não sei de nenhum!

 

E durante a homenagem, duas frases do presidente da Conmebol me chamaram a atenção. Ele disse que:

 

Torço para que ‘San Pablo’ seja sede da Copa, é a maior potência da América Latina e não pode ficar de fora.”

 

Tudo bem. À todos é inadmissível Copa do Mundo sem a nossa Capital, visto a pujança do Estado. Mas a outra fase de efeito desta terça-feira foi:

 

Tenho certeza de que o Brasil fará a melhor Copa de todos os tempos”.

 

Quando ouvi, lembrei-me de pronto do deputado federal Romário de Souza Farias (PSB-RJ). O baixinho tetracampeão, em entrevista à Folha de São Paulo na última segunda-feira, disse:

 

Disse sim que tinha certeza que o Brasil faria a melhor Copa de todos os tempos (…), mas com o andamento das coisas, só se Jesus Cristo voltar e fazer milagre”.

 

E você, com quem concorda? Com “a melhor Copa de todos os tempos” de Nicolas Leoz ou com o “realismo da necessidade de milagres” de Romário? Deixe seu comentário:

– Messi ou Neymar? Que tal… Marta!

 

Amanhã acontecerá o jogo de volta da Libertadores da América, partida final. E, se der Santos, agüentaremos por 6 meses os mais entusiastas alardeando: “o confronto entre os melhores”, ou “o tira-teima do século”: todos se referindo a Messi ou Neymar.

 

Messi já se consagrou; Neymar, com todos os percalços da falta de juízo, tenta a consagração.

 

Mas digo isso pois nesta semana teremos o advento da Copa do Mundo feminina, e veremos o verdadeiro talento brasileiro em campo: Marta.

 

Alguém se lembra de alguma confusão da Estrela Marta? Não tem rejeição das mulheres, é admirada pelos homens e tem carisma com as crianças. Garota propaganda de sucesso nos EUA e o grande nome da Copa do Mundo Feminina.

 

Aí fico com a dúvida: quem seria melhor, dentro do seu gênero: Messi ou Marta?

(não os compare num confronto direto, mas pelo que fazem em campo dentro de suas categorias).

Deixe seu comentário:

– Amador de Jundiaí: os Lances Inusitados

 

Este ano a bruxa está solta no Campeonato Amador de Jundiaí. Jogos realizados sem regulamento, alambrado destruído por torcidas e paralisações. E, se não bastasse tudo isso, duas situações atípicas: jogador expulso antes da partida e substituto que “faz que sai e não sai” (na partida Vila Marlene X Cruzeiro). Que tal aprender com esses fatos atípicos?

 

Até para quem gosta do assunto, vale entender:

 

SOBRE JOGADOR EXPULSO ANTES DO APITO INICIAL:

 

– Se um jogador titular for expulso antes do início da partida, pode-se fazer uma substituição para a equipe não jogar inicialmente com 10. O atleta que recebeu cartão vermelho abandona o campo, e um dos reservas entra em seu lugar (e se conta como substituição efetuada). É um detalhe da regra.

 

– Se o jogador expulso for um reserva, simplesmente ele sai de campo e nenhum outro atleta pode figurar como reserva. O banco fica desfalcado.

 

Nas duas situações, obrigatoriamente o atleta tem que cumprir a suspensão automática na próxima partida.

 

SOBRE ATLETA QUE É SUBSTITUÍDO E PERMANECE EM CAMPO:

 

É solicitada uma substituição. O atleta que é substituído disfarça e permanece em campo, enganando o árbitro (como ocorrido no último domingo). O que fazer?

 

– Se o árbitro perceber que o jogador substituído está em campo, deve parar o jogo, aplicar o cartão amarelo (eu, particularmente, acho que por tal unfair-play valeria o vermelho, mas  a regra manda amarelo…) e ordenar a sua saída do campo de jogo. A partida se reinicia com um tiro livre indireto a favor da equipe adversária, no local onde a bola se encontrava.

 

E se saísse um gol?

 

Se o gol foi marcado pelo time que tinha o jogador irregular, vale o gol, desde que não tenha sido marcado por ele. Se ele marcou o gol e o árbitro reiniciou a partida, vale o gol também! Só não vale se o gol for marcado pelo jogador irregular e o árbitro, antes de reiniciar a partida, perceber.

 

Já imaginaram se saísse um gol desse atleta? As equipes do Vila Marlene e do Cruzeiro estariam lá no Centro Esportivo até agora… com o árbitro e seus assistentes, claro.

 

Para se evitar tal desagradável situação, vale lembrar: uma substituição só é consumada quando o atleta substituído atravessa toda a linha do campo e, a partir desse momento, o substituído pode entrar em campo. SEMPRE SUPERVISIONADO PELO ÁRBITRO RESERVA, OU, QUANDO NÃO EXISTIR UM ÁRBITRO RESERVA (4º.ÁRBITRO), PELO BANDEIRA No.1.

 

E você, o que achou dessas situações? Deixe seu comentário:

– Gastos com a Copa do Mundo: o Céu é o Limite!

 

Uso a mesma expressão do jornalista Ricardo Perrone em seu blog do UOL para expressar o que penso sobre os limites de gastos e possíveis desvios de dinheiro para a Copa do Mundo (citação em: http://blogdoperrone.blogosfera.uol.com.br/sem-categoria/governo-agiu-em-dose-dupla-pelo-direito-de-estourar-orcamentos-da-copa/).

 

O que podemos falar da ridícula medida provisória 527, criada pelo Governo Federal para a Copa do Mundo?

 

Nela, cai o limite para os órgãos ‘estourarem seu orçamento’. Para reforma de estádios, as contas não poderiam passar de 50% e para a construção de novas arenas, 25%. Agora, não há mais teto, segundo as  novas regras.

 

Ora, cá entre nós: o Maracanã, por exemplo, terá a reforma orçada no mínimo em 931 milhões de reais. Quase 1 bi, segundo o Portal 2014 (citação em: http://www.copa2014.org.br/noticias/7294/ORCAMENTO+DO+MARACANA+CAI+26+DIZ+GOVERNO.html). E tinha-se permissão em estourar em até 50% esse valor! Imagina agora que o estouro de verba é ilimitado? Na mesma fonte, se recorda que o orçamento inicial era de R$ 400 milhões. Quer dizer que o estádio nem está pronto e já orça 150% a mais que o previsto?

 

Porém, na Folha de São Paulo de hoje, Dimmi Amora (citação em: http://www1.folha.uol.com.br/poder/931228-prestacao-de-contas-da-copa-exclui-novas-obras-e-servicos.shtml) traz que o Ministério dos Esportes diz que a prestação de contas (ou não) da Copa do Mundo será feita por conveniência do Executivo, já que essa mesma MP 527 permite sigilo nos gastos. Quer dizer então que não precisa ser revelado o valor investido nas obras!

 

Segundo Maurício Savarese no UOL (http://esporte.uol.com.br/futebol/copa-2014/ultimas-noticias/2011/06/16/sigilo-em-licitacoes-da-copa-do-mundo-evita-formacao-de-carteis-diz-governo.jhtm), o líder do governo, o deputado federal Cândido Vacarezza afirmou que tal medida é importante pois evita a criação de “redes de corrupção”, já que as empresas não saberão quanto o Governo está disposto a gastar.

 

Incrível a cara-de-pau do parlamentar!

 

Então, as regras de gastos para a Copa do Mundo são as seguintes (oficialmente):

 

o Regime Diferenciado de Licitações permite que as empresas vencedoras nas concorrências sejam escolhidas pela rapidez na obra, não pelo preço mais baixo;

 

os gastos não precisam ser revelados publicamente, devido a lei do sigilo;

 

isenção de impostos aos parceiros da FIFA;

 

não há limite para gastos.

 

Não se esqueça: quando o Brasil ganhou a organização da Copa do Mundo, Ricardo Teixeira disse:

Não haverá dinheiro público nas obras da Copa”.

 

Meu círculo de relacionamento não quer a Copa do Mundo. Nas minhas atividades acadêmicas, dos alunos calouros aos veteranos, incluindo meus colegas docentes, ninguém defende uma Copa aqui. Nas minhas atividades comerciais, idem. Com as pessoas que relaciono no meu convívio social, também.

 

Seria eu um alienado?

 

Reflita: quantas pessoas que você conhece que quer a Copa do Mundo no Brasil? Deixe seu comentário:

– O Golaço de uma Marca

Amigos, quem teve o prazer de ler uma belíssima matéria do competente jornalista Fernando Valeika de Barros, na Revista Época Negócios (Maio/2010), pode comprovar a potência que o clube espanhol Real Madrid é algo totalmente diferente dos demais (falando administrativamente): A receita do time é “gastar para lucrar”, 40 pessoas trabalham no departamento de Marketing do time, o estádio tem 700 mil visitantes anuais em dias que não jogos e arrecada (sem jogos) US$ 10,7 milhões pela visitação.

 

Abaixo, extraído de: http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,EMI137045-16642,00-O+GOLACO+DE+UMA+MARCA.html

 

O GOLAÇO DE UMA MARCA

 

Clube de futebol mais popular da Espanha, o Real Madrid não foi bem nesta temporada. Deu vexame na edição 2010 da Copa do Rei, ao ser eliminado pelo Alcorcón, um modesto time da Terceira Divisão. Atuando em casa, também caiu fora da Liga dos Campeões da Europa logo nas oitavas de final, pela sexta vez consecutiva (este ano, diante dos franceses do Lyon, considerados azarões). E, como se isso fosse pouco, cambaleou no campeonato espanhol. Mas quando o assunto é faturar, não tem para o Barcelona, nem para o inglês Manchester United, nem para o Milan ou para a Juventus, da Itália. O Real Madrid é o campeão absoluto entre os times milionários. Segundo um levantamento da consultoria inglesa Deloitte, sua receita anual é de US$ 563 milhões, uma marca que apenas 330 empresas conseguem no Brasil. O total é ainda cinco vezes e meia maior do que a receita do São Paulo, o mais rico clube do Brasil.

O mais incrível é o modo como os madridistas chegaram lá: gastando dinheiro aos tubos. Para bancar suas extravagâncias, eles não têm um mecenas árabe, como o xeique Mansour Al Nahyan, dono do Manchester City, ou um bilionário da ex-União Soviética como Rinat Akhmetov, o ricaço ucraniano que colocou o Shakhtar Donetsk no mundo do futebol. O Real Madrid não economiza nas contratações. Segundo cálculos do economista espanhol José Maria Gay, desde 2003, o time investiu impressionantes US$ 998 milhões na compra de jogadores. Alguns deles são superestrelas. No ano passado, para recrutar o português Cristiano Ronaldo (o melhor jogador do planeta em 2008) e o brasileiro Kaká (o melhor de 2007), o Real Madrid gastou US$ 216 milhões. Somados a estrelas emergentes, como o francês Benzema e os espanhóis Xabi Alonso, Albiol e Negredo, o clube desembolsou US$ 350 milhões. Isso fora os salários de US$ 36,6 milhões anuais apenas para os três não espanhóis do sexteto. Só Kaká ganha US$ 1,1 milhão mensais (11% a mais do que recebia no Milan). No total, a massa salarial do clube espanhol ultrapassará, neste ano, os US$ 258 milhões. A fábula paga nos contracheques galácticos representa quase o mesmo que o faturamento de um clube como o Lyon, o 13º mais endinheirado do planeta, segundo levantamento da consultoria Deloitte.

Essa opulência faz parte de uma filosofia de gestão que transformou o futebol em uma máquina milionária. Em vez de gasto, o Real Madrid considera a aquisição de supercraques como uma alavanca para arrebanhar mais recursos com direitos de transmissão, novos contratos de publicidade, merchandising e licenciamento de produtos. “Com a renegociação de alguns de nossos contratos com patrocinadores, a previsão para o ano que vem é alcançarmos um faturamento de US$ 590 milhões”, diz Eduardo Fernandez de Blas, vice-presidente do Real Madrid. É muito? Pois em 2011 Blas estima que o clube ultrapasse os US$ 700 milhões em receitas.

Atingir essa meta será mesmo necessário para não causar um rombo na contabilidade. Para bancar Cristiano Ronaldo, Kaká e Benzema, o clube teve de recorrer a empréstimos bancários de US$ 207 milhões, que vencem em junho de 2015. Com eles, sua dívida subiu para US$ 440 milhões, mas os espanhóis não parecem preocupados. “Um clube de futebol de ponta deve ser gerenciado tal como uma grande companhia, em que o investimento em equipamentos de última geração faz parte do negócio”, afirma o presidente, Florentino Perez, reeleito em 2009 pelos 93.587 sócios do clube. A filosofia de Perez é simples: só com grandes jogadores dá para aumentar as receitas. Em se tratando de Real Madrid, a mágica vai dando certo, com um ritmo de faturamento que cresceu 26% nos últimos dez anos. “Cada um desses jogadores famosos ajudou o Real a solidificar sua imagem em um mercado diferente”, diz José Luis Nueno, professor da escola de negócios Iese, em Madri.

Para ter o privilégio de exibir os jogos das estrelas do Real Madrid, o grupo catalão Mediapro desembolsa US$ 225 milhões, o maior contrato do gênero no mundo. O inglês Manchester United ganha quase um terço a menos pela transmissão de suas partidas.

Florentino Perez, o rei Midas por trás do Real Madrid, é uma raposa na arte de fazer negócios. Aos 63 anos, casado, três filhos, com o rosto sempre adornado por óculos metálicos grandes e vestido com ternos de corte impecável, Perez é dono da maior construtora espanhola, a Actividades de Construcción y Servicios (ACS), que faturou US$ 21 bilhões em 2009 e tem 107 mil funcionários. Há uma década, Perez assumiu a presidência do clube e, pela primeira vez, colocou seu sistema de gestão para andar. Rico (sua fortuna pessoal é estimada em US$ 2,2 bilhões) e fanático pelo Real Madrid (assistiu pela primeira vez a um jogo em 1951, aos 4 anos, acompanhado do pai, então influente no clube), Perez acredita que um grande clube de futebol deve ser tratado como uma empresa de entretenimento com projeção global. Do mesmo jeito que um grande estúdio de Hollywood paga caro para ter estrelas como Sandra Bullock ou Tom Hanks, ele não regateia para atrair famosos do mundo da bola.

Mal sentou-se pela primeira vez na cadeira de presidente, em 1999, Perez foi logo fazendo barulho. Por US$ 105 milhões, em dinheiro de hoje, arrancou o português Luís Figo do arquirrival Barcelona. Foi a primeira contratação de uma série que transformou o Real Madrid numa versão real de time digno de esquadrão de videogame. Na sequência vieram o francês Zinedine Zidane, os brasileiros Ronaldo e Roberto Carlos e o inglês David Beckham. Apelidados de Galácticos, os craques de Perez demoraram a engrenar, mas deram retorno. Ganharam títulos importantes, como a Liga dos Campeões, em 2002, e, principalmente, iniciaram a impressionante e milionária disparada no faturamento do clube. “Não criei nada novo. Foi investindo nos maiores craques do planeta que Santiago Bernabéu transformou o Real Madrid na maior equipe de todos os tempos”, disse Perez em seu discurso de posse. Presidente do clube entre 1943 e 1978, Bernabéu comprou alguns dos melhores jogadores do mundo, como o argentino naturalizado espanhol Di Stéfano, o húngaro Puskás, o espanhol Gento, o francês Kopa e os brasileiros Didi e Canário. Montou um esquadrão imbatível, que se tornou o melhor time da Europa por cinco vezes seguidas, entre 1956 e 1960. “Em uma Espanha onde não havia cimento, Bernabéu ergueu um estádio para 120 mil espectadores que vivia cheio”, afirma o argentino Jorge Valdano, hoje dirigente do Real Madrid. Segundo ele, a sacada de Perez foi transformar o clube em marca global. Limitado a 13,2 milhões de torcedores na Espanha, sua estratégia foi buscar fãs nos quatro cantos do planeta. “Perez percebeu que o futebol atual precisava de uma visão ampla, em que o estádio é virtual e tem o tamanho do mundo inteiro”, diz Valdano.

Um exemplo do estilo Florentino Perez foi a contratação de David Beckham, em 2003, por US$ 61,4 milhões, em dinheiro de hoje. Do ponto de vista racional, dentro de campo, o inglês seria apenas mais uma estrela. Só que fora da cancha deu uma tremenda visibilidade ao clube em mercados onde mal tinha torcedores, como no Extremo Oriente, e catapultou a marca Real Madrid a limites interplanetários. Só nos primeiros seis meses de Beckham, foram vendidas 1 milhão de camisetas (US$ 93,7 milhões). No mundo inteiro, a procura de produtos com o emblema do clube cresceu 137% em semanas. Graças aos tempos de Beckham, Ronaldo, Zidane, Roberto Carlos e companhia, ainda hoje o Real Madrid mantém parcerias com empresas como a Saudi Telecom, operadora saudita de telefonia.

Como parte do modelo de negócio, um pedaço de tudo o que se arrecada fica com o Real Madrid. Assim que chegam ao clube, os jogadores assinam um contrato em que topam rachar seus direitos de imagem, em um sistema de cogestão. “Todos no elenco são nossos parceiros na gestão de negócios que geram mais recursos para todos”, diz Begoña Orea, vice-diretora comercial do Real Madrid. Um exemplo de como as coisas funcionam foi o contrato que uniu a imagem do goleiro do time (e da seleção espanhola), Iker Casillas, com a cervejaria Mahou, que patrocina o clube. Com a intermediação da equipe da qual Begoña faz parte, Casillas foi contratado para ser embaixador da marca. O lucro é repartido em partes iguais entre ele e o Real Madrid. Mais: para associar sua marca ao clube, a Audi cede 60 de seus carros e mais uma bolada milionária. Em troca, tem modelos dirigidos pelos craques. Kaká anda com uma perua R6, com motor V10. Cristiano Ronaldo, com um esportivo R8 com 525 cavalos. O zagueiro Pepe, brasileiro naturalizado português, roda com um utilitário esportivo Q7. “Vestir esta camisa é a certeza de estar no melhor time do mundo e ganhar um bom dinheiro”, diz Pepe. Idem para a Hugo Boss, que veste Pepe e seus companheiros.

 

ESTÁDIO-MODELO

 

Ter jogadores desejados também proporcionou ao clube um belo contrato com sua fornecedora de material esportivo, a alemã Adidas. A cada ano, a marca desembolsa cerca de US$ 63 milhões para fornecer uniformes ao clube. Sem contar a receita de cada camiseta vendida. Se for adquirida na loja do Santiago Bernabéu, US$ 39 de cada peça vão para o Real Madrid. As camisetas compradas em pontos de venda em Madri geram US$ 20 para o clube. Em outras partes da Espanha e do mundo, ele embolsa 10% do valor unitário, o equivalente a US$ 7. Para qualquer time é um ótimo acordo. Mas Florentino Perez quer mais. Já fez saber ao presidente da Adidas que uma renegociação seria bem-vinda. O que quer? Quase o dobro do que ganha atualmente: US$ 70 milhões por ano. Considerando que o contrato com os alemães vence daqui a dois anos e que hoje Cristiano Ronaldo é um dos maiores garotos-propaganda da Nike, já dá para perceber qual será a próxima jogada do cartola.

Ao menos no volume de negócios, a matemática prova que Perez está certo ao investir em aquisições. Há 11 anos, metade dos recursos do clube madrilenho vinha da bilheteria, que gerava US$ 2,1 milhões por jogo. Hoje, cada partida no Bernabéu movimenta quase três vezes mais, entre entradas e mercadorias que os fãs adquirem na loja. O estádio é um modelo. Tudo começa com uma localização fabulosa, com as entradas a poucos passos de uma estação de metrô. Continua com os telões gigantes que, durante os intervalos, passam comerciais dos patrocinadores. Há calefação, dois restaurantes e bares, locais para convenções e oito elevadores panorâmicos. Quando o clube joga uma partida importante fora, os jogos são transmitidos em tempo real em telas de cinema, com o pagamento de ingresso (e, claro, com comerciais nos intervalos).

O milagre da multiplicação também aconteceu com outras receitas. No ano 2000, para transmitir os jogos do Real Madrid, a TV desembolsava pouco mais de US$ 43 milhões, quatro vezes menos que atualmente. Hoje, o clube recebe US$ 1,5 bilhão por sete temporadas com o grupo catalão Mediapro. À frente de um time com mais craques, os cartolas do clube puderam aumentar em 15% o valor que cobram pelo patrocínio da camisa com a austríaca Bwin, líder no segmento de apostas pela internet (agora em US$ 29,1 milhões por ano). No Brasil, o Corinthians, dono do maior patrocínio na camisa, recebe a metade disso para ostentar os logotipos de empresas do grupo Hypermarcas. “Graças à renegociação de contratos de forma mais vantajosa, só com TV e marketing a nossa arrecadação cresceu para US$ 353,5 milhões”, diz Begoña.

Claro que tudo ficaria ainda melhor se dentro de campo o time jogasse tanto quanto joga nas planilhas. Pela eliminação precoce na Liga dos Campeões, em março, o Real Madrid desperdiçou US$ 30 milhões. Com a derrota para o Barcelona do argentino Messi, a esperança de ganhar o campeonato espanhol deste ano transformou-se num sonho quase impossível. E neste caso, como na maioria dos times de futebol de massa, deve sobrar para o técnico, o chileno Manuel Pellegrini. Engenheiro civil de formação e bem-educado, Pellegrini parece ter os dias contados, como em qualquer grande empresa em que o resultado é o que conta. Perez está de olho em um técnico galáctico, e os candidatos são o português José Mourinho (na Inter de Milão) e o francês Arsène Wenger (à frente do Arsenal).

Quando, há 11 anos, precisou levantar recursos para comprar seus craques, Perez começou fazendo o que mais entende: negócios. Em troca de US$ 670 milhões, tomou uma decisão que causou polêmica entre os associados. Decidiu vender a Cidade Esportiva, o antigo centro de treinamento do clube. Fundado em 1963 por Bernabéu, tinha 11 hectares em Chamartín, uma das mais valorizadas regiões de Madri. O negócio ficou ainda melhor depois que Florentino Perez conseguiu uma mudança de zoneamento junto à prefeitura. No seu lugar foram erguidos, pela ACS, quatro prédios residenciais. Com parte do dinheiro, Perez pagou dívidas de curto prazo, saiu contratando e construiu um moderno centro em Valdebebas, na Zona Norte da cidade, com uma dezena de campos de treinamento. Há também um estádio para 6 mil pessoas. Tudo custou US$ 154 milhões. Já o estádio Santiago Bernabéu transformou-se em atração turística da capital espanhola. Recebe 700 mil visitantes por ano e gera, só em ingressos, US$ 10,7 milhões anuais. Não estão nessa conta o dinheiro que vem das fotografias que colocam os fãs em um cenário virtual ao lado de ídolos como Kaká nem as dezenas de artigos ofertados na loja do clube, um paraíso para o consumo.

 

COMPRAS

 

Sob a batuta de Begoña Orea trabalham 40 profissionais do marketing. O que eles fazem? Prospectam oportunidades para ganhar dinheiro com o nome e a marca do Real Madrid e seus astros. É uma teia complexa que começa com o licencimento de produtos (cerca de 800 diferentes, de ursinhos de pelúcia a móveis) e termina com conteúdo gerado para computador e celular. Um desses aplicativos, o My Madrid, foi lançado em agosto do ano passado e já gerou 130 mil usuários, que pagam US$ 5,6 para baixar fotos, partidas comentadas e resumos (leia-se US$ 2,6 milhões em 12 meses). “É uma maneira de criar e fidelizar uma comunidade que mais tarde consumirá produtos do clube”, diz Begoña.

São milhares de torcedores que colecionam esses artigos: camisetas, aparelhos de MP3, computador, mascotes, um cartão que dá desconto na compra de ingressos. Para fidelizar mais fãs, o clube tem não apenas uma, mas cinco revistas, um canal de TV que gera seus próprios programas (foram 2,5 mil entrevistas em 2009) e um portal na internet com notícias até em mandarim. A programação da TV, com conteúdo em espanhol e inglês, é vista em 20 milhões de casas nos Estados Unidos, Europa, Extremo Oriente e Oriente Médio. Aproveitando cada oportunidade, apenas as receitas do clube com atividades comerciais geraram um total de US$ 186 milhões em 2009. No Brasil, são minguadíssimas as ações desse tipo. O Corinthians, com a contratação de Ronaldo, surge como uma incipiente exceção. O time paulista fez uma grande jogada, sem sequer ter recursos. “Não podíamos pagar o que um clube árabe ofereceria, e a solução foi transformá-lo em parceiro”, diz Luís Paulo Rosenberg, diretor de marketing.

Mas nada se compara à sede de Florentino Perez por novos craques. E os resultados decepcionantes com a bola indicam que ele vai às compras novamente. Os nomes do atacante inglês Rooney e de Neymar, o prodígio do Santos, já circulam entre os espanhóis. E a Copa do Mundo de 2010 está aí, para revelar novas estrelas que poderão gerar mais dinheiro ao clube mais rico do mundo.

– Neymar: Culpado ou Vítima?

 

Na noite de ontem, mais uma partida onde Neymar ganhou as páginas de destaque. Cada vez mais ele é amado ou odiado; meio-termo não há. E os motivos são as supostas simulações e/ou supostas faltas marcadas, dependendo do ponto de vista, da análise fria ou até mesmo da simpatia de quem o vê.

 

No começo da carreira, a “Jóia Santista” abusava das simulações de faltas. Por ser franzino, cada dividida era uma queda. Mais ou menos o estilo “a lá Bebeto”, porém, este tentava as jogadas mesmo apanhando, e quando caia, ninguém duvidava da falta.

 

Mas aqui a situação é diferente. Pelo carisma conquistado por parte da imprensa, pelo apelo dos torcedores e pelo seu inegável potencial (ter potencial não é afirmar que já é craque), aproveita-se do rótulo de “queridinho” e cava faltas.

 

Me recordo perfeitamente que quando se firmou como titular, Neymar desabava em campo; fazia firulas e caia; driblava, partia para o gol mas não finalizava. Trocava tentativas de gols por faltas.

 

Os árbitros ficavam em dúvida. Os adversários, com bronca.

 

Porém, como toda a novidade passa a deixar de sê-la após algum tempo, os adversários aprenderam a marcar Neymar e explorar seus pontos fracos. Lembram-se de um jogo no Ceará, onde o zagueiro João Henrique anulou o santista? E por ser bem marcado irritou-se e teve chilique? E aí as faltas começaram a ocorrer de verdade, pois, afinal, as intimidações naturais do futebol aconteceram.

 

Surge um novo problema: como distinguir falta e simulação de Neymar? Ele costumava misturar faltas sofridas com quedas simuladas. Apitar jogos do Neymar passou a ser um verdadeiro inferno para a arbitragem. E, faça-se justiça, também os árbitros foram culpados por pouco punirem o atacante com cartões amarelos pós-simulação. No Campeonato Paulista, nenhum. Em amistoso internacional, a punição se deu por vaias da torcida. Na Libertadores, ontem, Amarilla cumpriu o riscado (e foi criticado por muitos).

 

Neymar alega ser perseguido pelos árbitros. Ora, ele não está reclamando a toa?

 

Considere o seguinte: em lances de jogadas divididas, costumeiramente há quedas. Mas…

 

se num lance de dificuldade na interpretação (falta ou não), o atleta cai na dividida, segue o jogo. Cair é natural para quem disputa;

 

se no mesmo lance cair e pedir pênalti, o árbitro deve mandar levantar, sinalizar que o lance foi normal e não marcar nada;

 

se a reclamação for acintosa e o árbitro entender que está jogando a torcida contra ele (ter o famoso ‘chilique’), deve punir o atleta com cartão amarelo pela atitude inconveniente ou reclamação contra a arbitragem;

 

se o atleta forçar a queda se atirando contra o adversário ou ao chão, é nítida simulação e se deve apitar o lance, além de aplicar o cartão amarelo.

 

Neymar, infelizmente, costuma forçar as duas últimas situações. O excesso de lances em que cai sem ser falta e que reclama desnecessariamente é absurdo. Tanto que, quando é falta realmente, o árbitro é levado a desconfiar.

 

O atleta – é necessário lembrar – havia melhorado o seu comportamento desde a chegada de Muricy Ramalho. Mantinha-se mais de pé no jogo, fazia jogadas mais objetivas e diminuiu os lances de infantilidade em campo. Evoluiu. Mostrou que estava a caminho da consolidação de ser chamado de craque.

 

Porém, há 10 dias, no amistoso em Goiás contra a Holanda, ele teve uma recaída. Cavou uma falta tão grotesca, que deu dó do zagueiro holandês. Mais pena deu do árbitro, que aplicou o cartão amarelo por acreditar que Neymar tinha realmente sofrido a falta. Na mesma partida, Neymar caiu de novo e o árbitro fez vista grossa. O menino reclamou (pra variar…). No final do jogo, Neymar desabou pela 3ª vez em campo após uma lance nornal e o árbitro marcou simulação de jogo, aplicando o amarelo. Neymar gesticulou, reclamou, fez que não gostou…

 

O nome do árbitro? Carlos Amarilla. O mesmo que apitou ontem Peñarol X Santos.

 

Será que Neymar não teve inteligência suficiente para pensar que o árbitro deve ter assistido o VT da sua atuação e visto que foi enganado por ele? E que não deveria praticar novamente tal atitude antidesportiva?

 

Não é que Neymar voltou a simular ontem? E, mesmo recebendo corretamente o cartão amarelo, resolveu justificar seu erro em cima da arbitragem, dizendo que é perseguido?

 

Ora, os árbitros que assistiram a partida e que conheço (todos os que conversei) dariam o cartão amarelo a ele. Só ele que não se puniria?

 

Se fosse um jogador comum, tal discurso seria choro que passaria batido. Mas como Neymar tornou-se “intocável”, a confusão foi criada.

 

Na semifinal São Paulo X Santos, Neymar invadiu a área, passou por Xandão, sofreu o pênalti do zagueiro sãopaulino e continuou de pé, conseguindo cruzar a bola para Ganso finalizar. Na Liga dos Campeões da Europa, Messi passou por 3 adversários no gol que fez na partida final contra o Manchester United, sendo que no primeiro foi empurrado e no último levou um pontapé; preferiu fazer o gol do que cair.

 

Se nas jogadas em que há falta se continuasse no lance, certamente se tiraria mais proveito das vantagens. Então por que tentar cavar a todo instante, se há habilidade?

 

Parece mais burrice do que estratégia. Aliás, a desinteligência foi tão grande em Montevidéu que, se Amarilla fosse rigoroso (ou, para alguns, caso prefiram, ‘perseguisse verdadeiramente Neymar’), teria aplicado o segundo amarelo nas outras oportunidades em que simulou durante a partida. Sua irresponsabilidade poderia custar a participação no jogo final aqui no Pacaembu.

 

Alguns dizem que os árbitros são corporativos e que há “perseguição”. Com jogador desconhecido nas 3as 4as divisões, não nesse patamar de visibilidade, acontece o seguinte: O árbitro fraquinho comenta com seu colega: “lá em Xiririca da Serra o camisa 5 é mala, me encheu o saco, fique atento se apitar lá”. E o seu colega encherá o peito e dirá: “Deixa comigo que eu não entro na dele” (isso seria persiguição?)

 

Nas divisões de cima, o que vale é o cuidado com as características dos atletas. Se algum árbitro amigo meu me diz que em tal time alguém se joga, ou bate, ou joga limpo, ou faz linha de impedimento… ou qualquer outra coisa, É INFORMAÇÃO para uma boa arbitragem.

 

Mas, cá entre nós… Alguém vai falar para árbitros conceituados: cuidado com o Neymar do Santos FC? Todos o assistem, ninguém precisa falar. Ronaldo, Romário, Zico, Ronaldinho Gaúcho… todos sabem quem eles são e quais são suas características.

 

O bom árbitro assiste campeonato. Sabe, por exemplo, que fora de forma Ronaldinho Gaúcho está muito chorão, já que como não ganha na velocidade, tenta ganhar no grito. Sabe que o time do Palmeiras tenta cavar faltas na área para o Marcos Assunção tentar fazer gol. Sabe que o garoto Lucas prefere a vantagem do que a falta e que tem que ter bom preparo físico em jogos do São Paulo. E sabe, claro, que Neymar é cai-cai. DEVE SE PREPARAR PARA ESTAS SITUAÇÕES.

 

Claro que estar preparado não é estar predisposto. Essa é outra história…

 

E você, o que pensa sobre isso? Neymar fez por merecer a sua fama de simulador de faltas ou não? Deixe seu comentário:

 

(Fico pensando: se Neymar jogasse no Campeonato Argentino, 3 situações prováveis: ou não seria titular, ou ficaria de pé, ou já teriam lesionado ele seriamente).

 

Ops: faltou falar: desde quando advertência verbal é perseguição? Dizer ao jogador: “se você pular de novo eu te expulso” é bronca, não é nada contra a Regra do Jogo.]

 

Daqui a pouco, dirão que os árbitros estão praticando assédio moral ou bulling sobre o Neymar… Se ele amadurecer, o futebol brasileiro será grato. Se continuar assim, teremos mais uma promessa que virou jogador comum.

– Começou a Copa do Mundo 2014!

 

Você sabia que quem disputa Eliminatórias pode ser chamado de “Mundialista”?

 

Hoje, 2 mundialistas entraram em campo, realizando o primeiro jogo oficial das Eliminatórias tentando a Classificação para a World Cup’ Brasil: Montserrat 2 X 5 Belize.

 

Apesar do jogo ter pouco apelo, começou a festa!

– Quantas Palavras um Treinador de Futebol Precisa Conhecer?

 

Recentemente, Fábio Capello, treinador da Inglaterra, retrucou as críticas de um jornalista que alegou que, por ser italiano, deveria aprender a se expressar melhor na língua inglesa.

 

Capello não titubeou e respondeu:

 

“Se tivesse que discutir economia, poderia ter problemas. Mas, quando se fala de futebol, 100 palavras são suficientes para me comunicar”.

 

E não é que ele tinha razão?

 

Um estudo da Universidade Cambridge, utilizando-se de pesquisas, detectou que 96 palavras são necessárias para um treinador se fazer entender em campo. Destas, 44 são essenciais (como gol, trave, atacante, adversário), e as demais complementares (como árbitro, escanteio, regra). Ao todo, costuma-se usar 935 vocábulos!

 

Abaixo, extraído do próprio blog da Universidade de Cambridge:

(http://dictionaryblog.cambridge.org/2011/03/31/fabio-capellos-100-words-of-football/)

 

FABIO CAPELLO’S 100 WORDS OF FOOTBALL

 

England football manager Fabio Capello has recently come under criticism for his poor grasp of English despite being in the job for over 3 years, but this week he has hit back, claiming he requires “maximum 100 words” to communicate tactics to the England footballers. This comment has been seized on by the English media, keen to criticise the error-prone manager, but also amused at what this tells us about the size of the average English footballer’s vocabulary.

But is Capello’s statement so absurd? Well, as many have pointed out, you need to know far more than 100 words to communicate effectively in English – just the most basic words such as the, to, be, of, in etc amount to far more than that. But let’s be generous to Capello: let’s assume he was not including these words, sometimes referred to as function words, in his putative 100. Let’s assume that in fact he was referring only to the content words, those nouns, verbs and adjectives that provide the meat on the bones of communication. Would it really be possible to talk football with only 100 of these?

At Cambridge University Press, to ensure that our English teaching materials always reflect the real, authentic language, we maintain a vast database of English texts, the Cambridge International Corpus, which now contains over 1 billion words of English in any form in which it occurs – newspaper articles, emails, transcribed conversations, websites, books…furthermore, every such document is coded for the subject area it deals with, allowing us to automatically pull out all the documents relating to football – that’s over 8.5 million words’ worth of football-talk. What’s more, using our smart corpus analysis software we can then compare these documents with the rest of the corpus to pull out those words which are most significantly over-used within the domain of football. Note, this is not the same as just pulling out the most commonly used words – these will be that same set of basic words – the, a, of, be, in etc – mentioned above, which are the most commonly used words in any area of language. Rather, this is identifying those words that are used much more frequently within football English than they are in normal, everyday English.

The resulting list makes for interesting reading; but as many of these come more from non-footballers writing about football rather than footballers themselves writing or speaking, let’s consider which you would really need to coach footballers. There’s the absolute basics, for starters: ball, cup, player, game, match, win, lose, play, team. You’d need to refer to their various positions, of course: so that’s goalkeeper, defender, fullback, midfielder, winger, striker, forward as well as groups – defence, midfield and attack. You wouldn’t be able to get very far without knowing what to call different areas of the pitch – the goal, made up of the goalposts and the crossbar (collectively the woodwork), the box, the touchlines, and of course left and right. Then there are the actions players do in the game – kick, pass, tackle, cross, dribble, shoot, strike, score, equalise, foul, defend, attack, header, touch, mark and of course dive (although we would not wish to suggest England players are ever instructed to do that). That makes 44 words so far.

Then there are words referring to the laws of the game and their enforcement: referee, linesman (these days referred to as the assistant referee), offside, handball, free-kick, penalty, corner, goal-kick, caution, suspension, plus the yellow and red cards (though you could probably get by without knowing any other colours). As international football is all about tournaments, he would need to refer to the various stages of the competition: the friendlies, the qualifiers, the group stage, quarter-finals, semi-finals and, in the unlikely event that England should ever progress that far, the final itself – probably by means of a penalty shootout somewhere along the way. That gets us up to 70.

Then there are the words relating specifically to tactics and training: formation, possession, pressure, defensive, attacking, patience, fitness; the different parts of the game, first-half, second-half, half-time, injury-time, extra-time. Words describing footballers’ qualities: physical, technical, clever, pace, skill, talented. Then those elusive qualities that the viewing public, the fans or supporters, always demand: passion, spirit, pride, excitement. Which leaves just 4 more, and since we’re talking about England, no list of essential vocabulary would be complete without the inevitable defeat, disappointment, humiliation, and the one word England managers live in fear of: sack.

So there you have it, international football in 100 words. And if you need any help with them, Fabio, you know where to come.

 

A lista dos 935 vocábulos em: http://dictionaryblog.cambridge.org/corpus-football-words/

– E viva Santo Antonio!

 

E hoje é dia de Santo Antonio, chamado de Pádua ou de Lisboa.

 

Você sabia que a história de santo casamenteiro só existe entre nós? Santo Antonio é conhecido lá fora como pai dos pobres.

 

Pobre, humilde, desprovido de alta intelectualidade mas magnífico nas questões de fé. Esse era o perfil deste santíssimo homem.

 

Santo Antonio, rogai por nós!

– Quando um Desvio Anula um Gol

 

Não pude assistir, por motivos pessoais, a nenhum jogo do Campeonato Brasileiro. Mas ouvi alguma coisa com meu bom e velho radinho e li nas mídias disponíveis.

 

Gostaria de chamar a atenção para um lance polêmico na partida Cruzeiro X Santos. Borges teve um gol anulado pelo impedimento assinalado de Roberto Braatz. Pelo que li e ouvi (não vi), uma bola foi lançada ao atacante santista, que não estava em posição de impedimento e que marcou o gol. Porém, o lance foi invalidado por, supostamente, um desvio de jogador santista durante o lançamento para Borges.

 

Se isso realmente ocorreu, acertou o bandeira. E vamos cair num detalhe da regra: torcedor, povão, massa em geral, tem o conceito dúbio de “bola que bate em barreira tira ou não impedimento”. Claro que não tira. E talvez seja por isso que o comentarista da única rádio em que eu conseguia sintonizar tenha sido levado à confusão ao dizer “desviou no próprio santista mas ele não tinha intenção”. Nem sei se desviou; alguns disseram que sim e outros nem citaram. Mas acreditando que desviou…

 

São situações de desvios diferentes, que nada tem a ver uma com a outra. Vamos ilustrar:

 

– Se você lança seu companheiro que está em posição de impedimento e a bola bate num adversário, e cai para o próprio companheiro ou para outro que também estava impedido, marca-se o impedimento.

 

– Se você lança seu companheiro que está em posição de impedimento e a bola bate num adversário, e cai para outro companheiro que não estava em impedimento, segue a jogada.

 

– Se você lança seu companheiro que está em posição de impedimento e a bola bate num companheiro, e cai para o que estava em impedido originalmente, marca-se o impedimento (o desvio não mudou nada, pois continua impedido).

 

– Se você lança seu companheiro que está em posição de impedimento e a bola bate num companheiro, e antes/durante desse desvio ele sai da posição de impedimento e acaba recebendo a bola, segue a jogada (criou-se, com o desvio, um segundo lance).

 

– Se você lança seu companheiro que está em posição legal e a bola desvia num companheiro, e nesse momento quem receberia a bola está a frente da linha da bola antes de dois adversário (portanto, impedido), deverá marcar-se o impedimento, pois, afinal, criou-se também um segundo lance.

 

Bola desviada em companheiro pode ter situação diferente da que desviada em adversário, nesse caso específico. Vale a atenção.

 

Pelo que li nos jornais, Borges não estava impedido, mas quando a bola toca no seu companheiro (independe se voluntaria ou involuntariamente), passa a ser um novo momento e assim o atleta se torna impedido de participar do lance.

 

Apaixonante os detalhes da Regra do Jogo, não?

 

Quer dizer algo sobre esse lance? Deixe seu comentário:

– As Mulheres de Véu, segundo Blater (Futebol, Sexo e Religião, por Ruth de Aquino)

 

Uma máscara protetora é permitida para se jogar futebol, de acordo com as regras?

– Sim, se o árbitro considerar que não trará perigo para os adversários e para o próprio atleta que a usa. Tudo bem. Estamos falando da Regra 4 – Equipamento dos Jogadores. E o exemplo acima foi sobre questões médicas e de segurança.

 

Mas e uma bandana para segurar o rabo de cavalo de atleta cabeludo, pode?

Também. Você não verá nenhum árbitro mandando o Ronaldinho Gaúcho tirá-la de sua cabeça.

 

Entretanto, algo polêmico: a FIFA proibiu as atletas da Seleção Iraniana de jogarem com véu. Motivo: questões de segurança, integridade física e desconformidade com a Regra 4.

 

O problema foi resolvido: criou-se uma touca de tecido para substituir o véu (aqui não tem nada de imposição política do seu premier Ahmadinejad, mas questão religiosa). A Seleção do Irã jogou com essas vestimentas nas Olimpíadas da Juventude em Cingapura.

 

Porém, a entidade voltou atrás e por “novos motivos de segurança” proibiu que a equipe, já concentrada para jogar contra Omã pelo pré-olímpico de Londres 2012, entrasse em campo.

 

Proibição por motivo de segurança, política ou de fé?

 

Sou contra proselitismo religioso. Não concordo com as manifestações de ‘guerra santa’ em campo protagonizadas pelos atletas após as partidas, como as excessivas louvações de atletas evangélicos ou árabes (nada contra a fé – apenas contra a manifestação contraditória de que “Deus me ajudou a ganhar e fez você que tem fé também perder”)dá a impressão de que é uma batalha espiritual ao invés de esporte.

 

Mas que mal as jogadoras estão cometendo neste episódio? Estarão tirando vantagem em campo? Burlando a regra? Paralisando a partida por Alá?

 

MAIS: a Fifa, com tantos escândalos recentes, tem condição moral para tal medida?

 

Compartilho artigo de extrema sensibilidade da jornalista Ruth de Aquino, extraído da Revista Época desta semana (Coluna Nossa Antena, ed 13/06/2011, pg138), que vem bem ao encontro dessa nefasta decisão:

 

FUTEBOL, SEXO E RELIGIÃO

 

Como a Fifa não tem nada com que se preocupar, decidiu banir da Olimpíada de Londres de 2012 a seleção feminina iraniana de futebol por cobrir os cabelos. As meninas choraram em campo, impedidas de jogar contra a Jordânia. A entidade que dirige o futebol mundial fatura bilhões e enfrenta denúncias de corrupção e subornos. Mas essas suspeitas incomodam menos que a ousadia das iranianas. Afinal, quem são elas para imitar a bandana de Ronaldinho Gaúcho?

Vestida de branco dos pés à cabeça, a equipe do Irã posou em Amã, crente que tentaria se classificar para os Jogos de Londres, mas foi banida antes de dar o primeiro chute. No ano passado, elas conseguiram jogar contra a Turquia pelas Olimpíadas da Juventude, em Cingapura. Tinham adaptado o uniforme para seguir as regras da Fifa: as calças compridas foram substituídas por bermudas, que cobriam o início do meião. Na cabeça, toucas de tecido. Assim se apresentaram para jogar na semana passada, mas foram desclassificadas por “razões de segurança”. A Fifa explicou o veto: “A decisão (de março de 2010) permitia que as jogadoras usassem algo que cobrisse a cabeça, mas não que tapasse as orelhas e o pescoço”.

Essa polêmica é de um ridículo atroz. O uniforme das iranianas, feio, desconfortável e calorento, não dá vantagem alguma a elas – correr embrulhada deve ser penoso. Quanto ao “problema de segurança” em cobrir o corpo, nossos craques brasileiros em países frios apelam para luva, manga comprida, gola alta, meião e gorro. Ronaldinho Gaúcho nem no verão dispensa a bandana que esconde suas melenas. É estilo. Se a questão for estética, não há nada mais hediondo que o corte de cabelo de Neymar e seus imitadores moicanos. Então é o quê? O uniforme iraniano é perigoso por seu simbolismo religioso subversivo? Será que fazer o sinal da cruz, ajoelhar e agradecer a Jesus ao entrar em campo ou ao comemorar um gol pode?

No final das contas, a Fifa do suíço Joseph Blatter, reeleito para seu quarto mandato consecutivo, age de maneira tão reacionária quanto o Irã islâmico, que proíbe mulheres de exibir pernas e cabelos. Onde já se viu vetar uma seleção em Olimpíadas porque o uniforme tapa orelhas e pescoço? Se a roupa deixasse entrever bundinha e peitinho, como acontece entre as jogadoras de vôlei e tênis, será que Blatter se incomodaria?

 

A Fifa age de maneira tão reacionária quanto o Irã ao vetar suas jogadoras por causa do uniforme

 

Quem não está nem aí para códigos de vestir ou despir são as jogadoras de futebol alemãs que posaram quase nuas para a Playboy de seu país. Cinco atletas das equipes sub-23 estão na capa da revista. Embora nenhuma delas tenha sido convocada para o Mundial feminino que começa na Alemanha no dia 26 de junho, as cinco batem um bolão como modelos no ensaio sensual, com decotes, transparências e toques (de mão) entre elas. Elas não disputariam nenhum jogo assim, é verdade, mas a desenvoltura extracampo das atacantes alemãs choca os ocidentais? Elas poderiam ser acusadas de tentar impor um padrão libertino a mulheres atletas?

Bobagem. Umas são bonitas, gostosas, soltas e exibidas. As outras se submetem aos severos códigos islâmicos. Todas amam futebol. Não só como torcedoras de arquibancada. Querem jogar bola, disputar campeonatos. Já imaginou o esforço de uma menina iraniana para vencer os preconceitos familiares e sociais e chegar à seleção de seu país? Contra tudo e todos. E agora contra Blatter.

Tudo porque a Fifa determinou que touca feminina não pode. A entidade representa 208 países, mas sempre deu o poder máximo a 24 membros do Comitê Executivo. Faturou US$ 4 bilhões nos quatro anos anteriores à Copa de 2010, mas jamais deu satisfações públicas sobre suas decisões heterodoxas, como a escolha da Rússia e do Catar como sedes da Copa em 2018 e 2022. A principal denúncia é a seguinte: o Catar – um país sem história de futebol, sem times, sem estádios, onde faz 40 graus à sombra – teria comprado a Copa por US$ 20 milhões. Nada se prova, mas o comportamento histórico da Fifa parece esconder mais do que os uniformes das iranianas.

– Four-Four-Two “Enterra” o Futebol no Brasil!

 

Ora essa! A revista Four-Four-Two, respeitadíssima publicação inglesa, trouxe em sua última edição de capa uma matéria sobre o Futebol Brasileiro. Na montagem, atletas desolados e o escudo da CBF com as letras trocadas por RIP (descanse em paz).

 

O conteúdo questiona o que acontece com o futebol brasileiro, e…

 

se a arte morreu?

se conseguiremos organizar a Copa-2014?

se nossos craques são só zagueiros?

se abandonamos a ofensividade?

 

E, por mais que achemos exagerada a forma em que se coloca a reportagem, cá entre nós… NÃO SÃO QUESTIONAMENTOS PERTINENTES?

 

O conteúdo está disponível apenas para assinantes, mas a revista disponibiliza o material do Fórum sobre a matéria, que pode ser acessado neste link:

http://fourfourtwo.com/blogs/fourfourtwoview/archive/2011/06/01/from-brazil-to-stockport-via-scotland-pace-and-1993.aspx

(Não é a matéria, mas blog e fórum sobre o assunto)

 

E você, o que pensa sobre as críticas: válidas ou não? Deixe seu comentário:

 

Abaixo, a capa:

– Campeonato Italiano da 4ª Divisão assiste a lance inusitado!

 

No jogo de acesso à Série C do Campeonato Italiano, as equipes do Termono X DRO Calcio decidiam a última vaga na disputa de tiros penais.

 

Eis que um lance extremamente raro (e confuso para alguns) ocorreu: o atleta chuta muito forte a bola, ela bate no travessão e sobe. O goleiro sai comemorando o chute desperdiçado do adversário… e pula, e comemora, e vibra…

 

Mas…

 

Já que tudo que sobe teoricamente tem que descer, a bola cai ainda na grande área, pula, pinga, pinga mais um pouco e… entra no gol, para incredulidade de todos, aos olhos de um goleiro desesperado.

 

Tal decisivo lance custou o acesso à equipe, que promete recorrer.

 

Veja o incrível lance neste site encurtado do GloboEsporte.com, com as devidas citações: http://is.gd/la3Hlx

 

Vale lembrar: desde a Copa de 1986, devido ao lance em que a bola bate na trave e nas costas do goleiro Carlos, a FIFA deixou bem claro: na decisão de tiros penais, o efeito da cobrança só cessa quando a bola parar.

 

Aqui, o goleiro italiano deu azar. Mas dá para dizer que foi precipitado ao comemorar? Deixe seu comentário:

– Homenagem Sem Graça ao Ronaldo

 

Ronaldo foi craque. Se não tivesse se contundindo tanto, não pagaria vexame como os ocorridos no final da carreira, onde o peso e a desclassificação da Libertadores atrapalharam a relação e o respeito popular.

 

Ontem o jogo foi de festa. Mas só de 15 minutos, pois a entrada de Ronaldo foi melhor do que o restante da partida. Nós ganhamos de 1X0 da Romênia B! O que Fred fez nos últimos tempos para merecer a convocação? Jadson com a 10?

 

De certo, Mano terá trabalho. Aliás, não tem um time ainda.

 

Estaríamos tão atrasados com a Seleção quanto aos preparativos para a Copa do Mundo? Deixe seu comentário:

– Mais Bilhões Não-Programados para a Copa do Mundo?

 

Todos nós estamos assustados com os custos dos estádios para a Copa do Mundo.

 

Mas algo, ou melhor, um custo não-discutido: o Exército está abrindo licitação para a compra de mísseis e canhões anti-aéreos para proteger os estádios durante a Copa do Mundo.

 

Expectativa de gastos? De 1,5 a 4,5 bi de reais! (A África do Sul optou por contratar o Exército Israelense em 2010, pagando US$ 1bi pelo serviço)

 

Uau… Extraído de: Revista Época, Ed 06/06/2011, pg 68-70

 

O EXÉRCITO SE ARMA PARA A COPA DO MUNDO

 

Por Pedro Paulo Rezende

 

O rúgbi é o principal esporte da África do Sul. Em 1995, o país foi sede da Copa do Mundo de Rúgbi. O torneio foi cercado de grande simbolismo. Era o primeiro grande evento esportivo realizado no país, que pouco antes se libertara do regime do apartheid. O jogo final entre África do Sul e Nova Zelândia foi realizado no Ellis Park, em Johannesburgo, com a presença do então presidente, Nelson Mandela. De repente, um jato Boeing 747 fez um voo rasante, não autorizado, sobre o estádio. O avião tinha a mensagem “Para frente, Springboks!” (um tipo de antílope, símbolo da seleção sul-africana) pintada nas asas. Quem assistiu ao filme Invictus, do diretor Clint Eastwood, conhece essa cena. Em 2014, o Brasil vai sediar uma Copa do Mundo de Futebol, o maior evento esportivo no país em décadas. Em sigilo, o Exército se prepara para tornar impossíveis surpresas como a da África do Sul.

O Exército iniciou uma licitação internacional para a compra de equipamentos de defesa antiaérea. A previsão é gastar de US$ 1,5 bilhão a US$ 4,5 bilhões em mísseis, canhões antiaéreos e radares para proteger contra atentados os estádios durante a Copa das Confederações, em 2013, os 64 jogos da Copa do Mundo de 2014 e as competições das Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro. ÉPOCA teve acesso a um documento de 15 páginas de 26 de janeiro, com o selo “confidencial”, no qual o Comando Logístico do Exército detalha a fornecedores internacionais o Projeto do Sistema Integrado de Artilharia Antiaérea do Exército Brasileiro (Projeto Siaaeb). “(O projeto é) destinado à atualização do sistema existente, já bastante defasado, com vistas a atender às exigências da Estratégia Nacional de Defesa e às do Sistema de Defesa Aeroespacial Brasileiro, particularmente em face das obrigações decorrentes da realização no Brasil da Copa das Confederações, em 2013, da Copa do Mundo de Futebol, em 2014, e dos Jogos Olímpicos de 2016”, diz o texto.

Desde que terroristas da al-Qaeda sequestraram e jogaram dois aviões contra as torres do World Trade Center, e outro contra o prédio do Pentágono, nos Estados Unidos, em 11 de setembro de 2001, os organizadores de grandes eventos esportivos internacionais adicionaram a exigência de proteção antiaérea ao planejamento s de segurança. Nas Olimpíadas de Pequim, em 2008, o Exército chinês cercou os principais centros de competição, inclusive o Estádio Ninho de Pássaro, com seus mais avançados equipamentos. A intenção dos militares brasileiros é aproveitar a oportunidade aberta pela Copa para modernizar a obsoleta força antiaérea nacional. O Exército pretende comprar cinco baterias de mísseis de médio alcance, mísseis de curto alcance, que podem ser lançados do ombro por um soldado, novos radares de detecção e centros de comunicação. O investimento inclui a modernização de cinco grupos de artilharia antiaérea, equipados com canhões de 35 mm e 40 mm, adquiridos ainda nas décadas de 1970 e 1980. O Exército também vai comprar canhões antiaéreos de calibre 30 mm e complexos de mísseis de curto raio de ação para os novos veículos blindados Guarani e os velhos blindados M-113, usados na ocupação do Morro do Alemão, no Rio de Janeiro. Os velhos canhões antiaéreos ganharão novos motores elétricos, geradores e sistemas de comunicação em rede de última geração.

É notório que os equipamentos das Forças Armadas brasileiras estão superados. Nas últimas duas décadas, os governos gastaram pouco em armamentos, o que obriga os militares a reciclar e consertar velharias. Hoje, quatro dos cinco grupos vinculados à 1ª Brigada de Artilharia Antiaérea, espalhados pelo país, estão equipados com canhões de 40 mm de calibre e centrais que comandam os sistemas de radar e tiro. Eles foram construídos pela Avibras na década de 1980. O 1º Grupo de Artilharia Antiaérea, no Rio, usa canhões de 35 mm recebidos em 1977. Uma comparação serve também para mostrar a dimensão do despreparo do Brasil, tanto em qualidade quanto em quantidade. Enquanto o Exército e a Força Aérea Brasileira (FAB) são obrigados a compartilhar cerca de 160 mísseis russos Igla (que podem ser lançados dos ombros por um soldado), o Exército da antiga Iugoslávia disparou mais de 1.000 mísseis desses apenas no primeiro dia das operações da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) em Kosovo, em 1999. Na América Latina, os especialistas avaliam que apenas a Venezuela possui uma defesa antiaérea adequada, comprada da Rússia.

O sistema que o Exército quer estabelecer na Copa e nas Olimpíadas empregará cerca de 4 mil homens. A cada jogo, o espaço aéreo perto do estádio será fechado pela Aeronáutica. Cerca de 200 homens estarão envolvidos diretamente na defesa aérea e outros 400 darão apoio. Canhões, baterias antiaéreas e homens armados com lançadores de mísseis serão colocados em posições estratégicas (leia o quadro abaixo) do lado de fora dos estádios. Em um ponto mais alto, será instalado um radar para detectar qualquer movimento nos céus. Em caso de ataque, os primeiros a entrar em ação serão mísseis antiaéreos de médio alcance, que podem derrubar intrusos a até 12 quilômetros. Se um eventual invasor conseguir passar incólume, os canhões ficarão encarregados do alvo. A última linha de defesa será feita por soldados equipados com mísseis que podem ser lançados do ombro, capazes de atingir alvos a até 5 quilômetros de distância. O tempo de destruição de um alvo não poderá ultrapassar 12 segundos.

Há dois anos o Exército estuda o assunto. Trinta e sete fornecedores foram consultados e 27 empresas da China, da França, dos Estados Unidos, da Suécia e da Rússia responderam. Uma comissão analisa o material recebido das empresas. A assinatura dos contratos está marcada para 16 de novembro. O Exército exige que as empresas concorrentes se comprometam a nacionalizar a produção das armas em oito anos.

Para cumprir o cronograma imposto pela Fifa, todo o sistema precisa estar pronto para operar em janeiro de 2014. Por se tratar de uma despesa para a Copa, a despesa com os equipamentos está livre dos cortes de R$ 50 bilhões do orçamento da União, estabelecidos pelo governo federal. Esse freio segurou, por exemplo, a compra de novos caças para a Aeronáutica e de fragatas e barcos patrulheiros para a Marinha. Caso não consiga reequipar sua defesa aérea dentro do prazo, o governo terá de contratar um país que preste o serviço. Em 2010, a África do Sul preferiu essa alternativa: pagou cerca de US$ 1 bilhão para as forças armadas de Israel protegerem seus estádios na Copa do Mundo. Mas, por enquanto, essa alternativa ainda não está na mesa.

– CBF: Doação Com Chapéu Alheio é Moleza!

 

Ontem, no evento que homenageou Ronaldo, solicitou-se que os torcedores brasileiros que fossem ao Pacaembu colaborassem com cobertores, afinal, a CBF incentiva a solidariedade e a Campanha do Agasalho.

 

Toda ação de Responsabilidade Social é louvável. Mas… torcedor que pagou R$ 140,00 tem que levar cobertor?

 

Se a CBF quer ajudar de verdade, transforme o valor do ingresso em obrigatoriamente 5, 6, 7 cobertores. Ou doe a renda a algum Fundo Assistencial ou à Entidades que cuidam de Carentes.

 

Fazer caridade com a boa vontade dos outros é ser demagogo e piegas.

 

E você, o que pensa disso: a CBF faz isso de coração ou não? Deixe seu comentário: