– Promotoria denuncia Kleber por… falta de Fair Play?

 

Há certas coisas que irritam no futebol. Não é que o promotor do STJD, Paulo Schmidit, denunciou Kleber por incitar confusão devido a uma bola não devolvida por Fair Play?

 

Na partida da semana passada entre Palmeiras X Flamengo, Junior Cesar se contundiu e o jogo foi paralisado. Para reinício, tem que ser com bola ao chão. Jogadores do Flamengo achavam que o Palmeiras deveria permitir que a bola ficasse de posse do time carioca, já que o jogador machucado era rubro-negro. Mas quando a bola caiu ao solo, Kleber Gladiador a dominou e partiu para o ataque. Jogadores flamenguistas não gostaram e houve discussão.

 

A gentileza, aqui, é relativa. Se você for educado, devolve a bola permitindo a posse ao adversário. Se for pragmático, disputa-a normalmente. No “bola ao chão”, a única condição exigida é que a bola toque ao solo para entrar no jogo, não precisa ter nenhum jogador próximo da bola. Ali faltou diálogo, fair play ou mesmo orientação?

 

Não existe na Regra do Jogo nada que obrigue uma bola a ser devolvida. É pura disposição em ser sensível, justo ou até mesmo honesto no jogo limpo. Esperar que a bola seja devolvida pelo adversário e isso não concretizar não infringe as regras; apenas o espírito esportivo.

 

Sendo assim, por quê o promotor tem que se manifestar? A promotoria não se manifesta pelo presidente da CBF, que organiza o Campeonato, em dizer que está “cagando” para nós, mas se preocupa com relativo unfair-play que nem está nas Leis do Jogo?

 

E você, o que pensa sobre isso? O Promotor quer aparecer ou o indiciamento de Kleber é justo? Deixe seu comentário:

– O Negócio-Jogador-Pereba da China que o Corinthians Contratou!

 

Luís Paulo Rosemberg declarou, nesta semana, que o Corinthians está contratando um jogador chinês.

 

Será um novo talento no futebol?

 

Não. É apenas um jovem atleta da Seleção Chinesa, contratado para segundo o próprio Rosemberg, entrar com o jogo decidido. O nome? Segundo o dirigente: “Ching, Ling, Ching…” não sabe. E ainda alertou que ele é ruim de bola!

 

Na entrevista em tom de brincadeira, fica o mote financeiro: o jogador realmente tem as qualidades acima, mas a aposta é conquistar torcedores chineses pela simpatia e ganhar dinheiro vendendo camisas no mercado de lá.

 

Alguns clubes asiáticos pagam para seus atletas treinarem em países de futebol desenvolvido e ganharem melhor condição técnica. Também empresários/ governos compram vagas em clubes (na Inglaterra isso tem sido mais comum – na Fórmula 1, idem). Mas, nesse molde, onde o clube é quem busca o atleta, o Corinthians é inovador no Brasil.

E você, o que pensa disso? Dará certo tal investida? Deixe seu comentário:

– Árbitro de Futebol pode tecer comentários sobre atletas como um simples mortal?

 

Claro que não.

 

Infelizmente, a cultura futebolística não permite que o árbitro possa agir como qualquer cidadão. Se ele criticar a postura de Neymar ou Kleber Gladiador, torcedores mais exaltados dirão que os árbitros perseguem esses atletas. E se elogiar a conduta de qualquer jogador, alegarão favorecimento.

 

É triste, mas é assim que funciona.

 

Bem diferente do tênis. Por exemplo: o árbitro brasileiro Carlos Bernardes foi escalado para a final do torneio de Wimbledon, dias atrás (compare com a Copa do Mundo de futebol). Além de ter competência, Carlos Bernardes esbanja simpatia. Lá, ele falou sobre a conduta dos atletas sem nenhum constrangimento ou problema. E com esse jeito, conquistou tenistas, conviveu com eles e é aplaudido e respeitado por onde passa por torcedores!

 

Aqui, se o árbitro erra um lance, no outro dia não pode sair à rua…

 

Compartilho bela matéria do OESP sobre a vida do árbitro de tênis Carlos Bernardes, bem diferente da dos árbitros de futebol. Abaixo, extraído de: http://www.estadao.com.br/noticias/suplementos,o-juizo-da-final,742894,0.htm

 

O JUÍZO DA FINAL

 

Da cadeira de 2 metros de altura, Carlos Bernardes foi o árbitro da decisão de Wimbledon entre Nadal e Djokovic

 

Por Flávia Tavares

 

A 9.530 quilômetros da quadra onde Björn Borg e John McEnroe disputavam a final – que ganhou a fama de ter sido a melhor de todos os tempos – do torneio de Wimbledon, em 5 de julho de 1980, Carlinhos assistia ao espetáculo embasbacado. Ali, na nem tão glamourosa São Caetano do Sul, o rapazote, filho de pai bombeiro e mãe nutricionista, se encantava irremediavelmente com o tênis. Mas hoje é incapaz de lembrar quem era o árbitro da partida.

Pois quase exatos 31 anos mais tarde, o juiz da final de Wimbledon, em seu uniforme de R$ 6 mil, imponente em sua cadeira a dois metros de altura, era Carlinhos, agora Carlos Bernardes. No domingo passado ele arbitrou a decisão entre Rafael Nadal e Novak Djokovic, com vitória do sérvio por 3 sets a 1. Recebeu uma moeda comemorativa, foi convidado para o baile de gala pós-jogo e, desde então, não para de dar autógrafos, acomodar os tapinhas nas costas e sorrir.

Foi longo, mas até natural, o caminho até a grama inglesa. Ainda nos anos 80, um vizinho tinha umas raquetes encostadas e os dois decidiram aprender por conta a técnica dos voleios, saques, backhands, forehands, etc. Pulavam o muro do que hoje é o ginásio Milton Feijão para treinar e acabaram convidados a jogar de fato. Com a morte do pai, um dos heróis do incêndio do Joelma, num ataque cardíaco fulminante, Carlinhos teve de se tornar Carlos Alberto Bernardes Júnior e, aos 15 anos, passou a dar aulas. “Eu era muito quieto, tímido. O tênis mudou isso e minha vida”, diz, serenamente, na sala do departamento de tênis do São Caetano Esporte Clube.

Num torneio internacional no Clube Pinheiros, em 1985 ou 1986, não se lembra bem, foi convocado a atuar como juiz de linha e recebeu um treinamento vapt-vupt para isso. Aos poucos, deixou a raquete e passou a arbitrar cada vez mais, até chegar ao posto de juiz de cadeira, o senhor das regras nas quadras de tênis. O fato de ser negro num ambiente predominantemente branco nunca atrapalhou. E hoje ele é um dos 12 golden badge da Associação dos Tenistas Profissionais (ATP), mais alto posto da categoria, com um salário que pode variar de US$ 50 mil a US$ 100 mil – sem direito a “bicho” por chegar à final.

Entre suas atribuições está o controle da plateia, que não pode se exceder para não desconcentrar os jogadores. Aquela voz que pede silêncio com um “thank you” durante a disputa é dele. “Uma vez tive de dar um pito no Maradona, num jogo entre Potito Starace e David Nalbandian, na Argentina, porque ele torcia como se estivesse num estádio de futebol”, conta Bernardes. “Depois da partida, ficamos amigos.” Ele também fez amizade, por outros motivos, com personalidades como o golfista Tiger Woods.

Mas o que torna um juiz de cadeira realmente bom é a capacidade de aplicar as regras sem tirar os tenistas do sério. Quando aquela bola esbarra na linha por milímetros e o jogador recorre ao desafio (um replay do lance no telão) e está errado, é comum que se frustre. “Há estatísticas que provam que o árbitro está certo em 70% dos casos de desafio”, garante. “Minha tarefa é conversar com o jogador de forma que ele se conforme e consiga voltar sem que isso afete o resultado final da partida.” Por isso, muitas vezes a comunicação se restringe a um aceno com a cabeça, para conter os ânimos. Bernardes não se incomoda com o recurso tecnológico que pode desmentir suas decisões. Apenas acha injusto que ele não esteja disponível para todos. Em Wimbledon, das 19 quadras, apenas 4 dispunham do recurso. “É como se os demais jogadores participassem de outra competição na prática.”

Nem só de contestações se compõem as relações entre o juiz e os tenistas. Depois de uma jogada espetacular, é comum que ele troque um olhar de espanto e admiração com um deles ou com os juízes de linha, discreto o suficiente para que não seja captado pelas câmeras de TV. A partida mais sensacional que “apitou” não foi a primeira final de um juiz um sul-americano no US Open, de 2006, mas o jogo entre Andre Agassi e James Blake naquele mesmo ano. “Era noite e foi um jogo inesquecível, muito bem jogado.”

Bernardes se sente confortável para contar que gosta de arbitrar jogos do suíço Roger Federer. “Ele é pura técnica, impecável. Nadal é mais força. E Djokovic vem numa evolução surpreendente.” A final do último domingo foi tranquila, sem grandes pressões: apenas dois desafios e uma correção, que é quando o juiz tem de rever uma decisão de um juiz de linha. Na definição do brasileiro, “um jogo bonito”.

O que o abalou mesmo foram as manifestações de carinho que recebeu depois que seu nome foi selecionado para ser o primeiro brasileiro a comandar uma final do tradicional torneio, em sua 125ª edição. Como a do tenista sueco Jonas Björkman, que gritou “Brasil! Brasil!” nos corredores entre as quadras de Wimbledon. Ou da namorada Francesca, também juíza, com quem mora em Bérgamo, na Itália. Ou da filha Anna Luiza, de 12 anos, diretamente de São Caetano. “Não esperava repercussão tão grande. Recebi e-mails de pessoas que não via há anos.” Na salinha de tênis do São Caetano Esporte Clube, autografou bolinhas felpudas como se fosse o campeão. E quem dirá que não é?

– Corinthians X Cruzeiro: Pular com a Mão Estendida- Se bater na mão é Pênalti?

 

Calma. Vamos entender o lance para uma boa resposta.

 

Ontem, na partida entre Corinthians X Cruzeiro, apitada por Leandro Pedro Vuaden (no mesmo Pacaembu onde ele apitou na última 5ª feira Palmeiras X Flamengo), um lance polêmico: jogador cruzeirense cruza uma bola à pequena área e é interceptada pela mão do defensor corinthiano. Bola na mão (lance normal) ou mão na bola (pênalti)?

 

Para marcar uma falta ou pênalti por uso indevido das mãos na bola, o árbitro deverá levar em consideração as seguintes circunstâncias (extraídas da Regra 12):

 

o movimento da mão em direção à bola, e não da bola em direção à mão (intenção ou não de usar a mão para pegar ou parar a bola);

 

a distância entre o adversário (dá tempo da mão “desaparecer” da jogada para que ela não bata);

e a bola que chega de forma inesperada (bateu no susto?).

 

Portanto, esqueça alguns ditos de que é necessário verificar a posição das mãos ou braços: a posição da mão não pressupõe necessariamente uma infração (braço colado, braço aberto, mão em punho ou riste… tudo bobagem e folclore!). Esqueça também ditos populares de que a bola ía para o gol, impediu um cruzamento, entre outras crendices (Importante – é a única infração em que você exclusivamente avalia INTENÇÃO, pois não há a possibilidade de avaliar as outras nuânces da regra, que são a imprudência ou uso de força excessiva).

 

No lance de ontem: o jogador do Corinthians pula com o braço aberto, e há tempo hábil para tentar evitar que a bola batesse em seu braço. Ele nem fez menção de evitar o toque ou de retirar o braço. Deixou o braço para que a bola esbarrasse nele e a jogada não fosse concluída. Portanto: pênalti, e errou o árbitro.

 

Depois do polêmico jogo de 2010, onde Zezé Perrela falou poucas e boas do árbitro Sandro Meira Ricci e ofendeu publicamente Sérgio Corrêa da Silva, presidente da CA-CBF, questionando sua honra e honestidade, fico imaginando o fuzuê que o dirigente do Cruzeiro faria caso o jogo tivesse terminado 0X0. Sorte do árbitro.

 

A propósito, Vuaden acertou em não marcar falta no lance reclamado pelo treinador Tite, onde uma bola foi disputada no ar e que precedeu o gol cruzeirense. Não foi falta, foi lance normal. Talvez algum árbitro mais caseiro marcasse, mas teria errado.

 

Aproveitando:

 

1) lance difícil com visão encoberta no pênalti cometido por Ortigoza, do Paraguai, onde ele evitou um gol tirando a bola com a mão. Lance chato, muita gente na área e o árbitro Sávio Spínola ficou vendido no lance. Nada a fazer, quem ali poderia ajudar era o árbitro assistente no. 02 (Paraguai com 5 empates, 1 derrota e levou o título de Vice-Campeão da América!).

 

2) Fluminense X Palmeiras: gol mal anulado, Marquinhos estava em condição de jogo, e, se você observar, o árbitro assistente estava atrasado no lance. Errou pelo mau posicionamento (aliás: ‘grama nada cidadã’ no estádio da Cidadania).

– Alguém Acredita na TAC com as Torcidas Organizadas?

 

As Torcidas Organizadas poderão voltar com tudo nos estádios. É que o Governo propõe o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) à elas.

 

Quantos acordos pré-jogo são realizados coma Polícia e eles nunca cumprem? Quantas vezes a FPF tentou cadastrá-los e não dá nada? Quantos casos vemos em todos os jogos?

 

O que o Governo faz crer para que aceitemos como boa idéia a TAC? Bobagem. Novamente uma ação demagógica. A verdade é que não interessa às autoridades resolver efetivamente o problema da violência das torcidas.

 

E você, tem alguma sugestão? Deixe seu comentário:

– O Gol Anulado da Venezuela: o Bandeira Errou ou Acertou? (Venezuela X Paraguai, Copa América, 20/07/2011)

 

O bandeira errou!

 

A dúvida não veio a mim, mas a extrai pela didática e importância do lance (a retirei do Blog do Fernando Sampaio, questão do internauta Marcelo e vi que há resposta do também nosso leitor e professor “Rubão”).

 

O internauta Marcelo diz:

 

“Sobre o gol da Venezuela: pra mim foi gol legal mal anulado. No momento do lançamento o jogador recebe a bola em posição legal, ele parte depois do lançamento, cabeceia pra trás e o jogador que toca pra rede de cabeça está em posição legal”.

(Link: http://www.youtube.com/watch?v=WKPXpxfqV6g)

 

A resposta do Rubão é:

 

“Olá Marcelo, valeu pelo link. Veja só: tenho certeza de que ele anulou o gol pelo fato do atacante venezuelano estar na frente do goleiro paraguaio.
O lance aconteceu como você narrou. Mas veja à frente: repare que o bandeira está na linha do penúltimo homem do time que defende (que é o último zagueiro). Entre ele e o goleiro, há um jogador da equipe que ataca. Portanto, ele está em posição de impedto.
Ele não está em impedimento ativo, pois não participa da jogada. Entretanto, se o bandeira entendeu que ele atrapalhou a visão do goleiro, impedindo-o de tentar a defesa, o venezuelano passa a estar em impdto ativo (é como se fosse um jogador que puxa a marcação do adversário para abrir espaço, só que ao contrário-> ele elimina espaço do adversário).
Eu daria o gol (e lamento que o árbitro nem faz menção de ir ao bandeira confirmar o que marcou). Mas respeito quem interprete que ali estava impedido.
Analise: se o jogador sumisse instantaneamente, o goleiro teria + chance de defesa?”

 

Confesso que ao ver o lance, pensei que se tratava do fato do jogador venezuelano no. 4 estar numa possível posição de impedimento (vi assim durante o jogo). Procurei alguma falta de ataque que pudesse justificar a marcação e não encontrei. Mas, ao ler essa resposta do Rubão, entendo claramente que foi erro do árbitro assistente.

 

Para se marcar um impedimento, há 3 condições necessárias para o árbitro e o árbitro assistente analisarem no lance. São elas (impostas pela Regra 11 – Impedimento aqui resumidamente):

 

O jogador estará impedido se estiver mais próximo da linha de fundo do que a bola exceto se tiver 2 ou mais atletas entre eles ou em mesma linha- não valendo impedimento para lances de escanteio, arremesso lateral ou tiro de meta (quando lançada por companheiro).

Ele estará em impedimento ativo quando:

 

1-    Interferir ativamente no lance, tocando-a;

2-    Interferir contra um adversário;

3-    Interferir por tirar proveito da sua posição.”

 

No lance de quarta-feira pela semifinal da Copa América, a bola é lançada e o atacante que a recebe (em posição legal) a cabeceia para um companheiro (e aqui nem importa se ele está em mesma linha ou a bola foi para trás/frente, já que há outros atletas que dão condição à ele) que finaliza ao gol. Jogadores comemoram. O bandeira está no lugar que realmente ele deveria estar (na linha do penúltimo defensor). Na hora do gol, a imagem mostra que ele até desvia a cabeça para ver melhor a bola entrar, e imediatamente marca o impedimento.

 

No momento do arremate, havia um atleta da Venezuela à frente do goleiro paraguaio. E este atleta, que nem toca a bola, estava em posição de impedimento.

Se ele atrapalhou o goleiro encobrindo a sua visão, então está em impedimento ativo; o lance é irregular e deve se anular o gol.

Se ele em nada atrapalhou o goleiro paraguaio, então está em impedimento passivo e o gol deve ser validado.

 

Vendo e revendo o lance, entendo que o gol deva ser válido. Mas sabe o que ajudaria ali? O árbitro assistente adicional. É, aquele que ficava atrás do gol. Ele poderia ajudar (pela proximidade) a dizer se o venezuelano atrapalhou ou não o goleiro.

– Descubra de que Esporte estamos falando…

 

Leia o depoimento desse atleta, e tente descobrir o esporte e país aos quais ele se refere:

 

Vou contar um segredo do nosso esporte: nossos técnicos são horríveis. Eles se acomodaram tanto com nossas habilidades atléticas e malabarismos que ficaram preguiçosos (…) Nosso esporte é quase que um esporte de rua. Nós não sabemos mais driblar, passar, guardar posição tão bem quantos os estrangeiros de hoje [e ainda nos achamos os melhores]. Com isso, os jogadores estão começando a perceber que se forem para o exterior, mesmo que só para uma temporada, voltarão com mais [conhecimento tático] e isso se reflete em melhores contratos (…).Assim, daqui a 10 anos o nosso Campeonato vai afundar (…). Nosso torneio terá pelo menos metade de estrangeiros em cada time, e nossos melhores atletas estarão na Europa ou na China.”

 

Descobriu o esporte e país?

 

É o basquetebol americano! Pensou que era sobre o futebol brasileiro, né?

 

A revista americana “ESPN The Magazine” sempre convida um atleta de ponta para, anonimamente, falar do seu esporte e de suas tendências. Esse trecho retirado da publicação americana é assinado pelo “Jogador X”, onde falou sobre as dificuldades atuais na NBA, o sentimento de auto-suficiência, além da evasão dos seus atletas e invasão de estrangeiros. Aqui, há o relato com adaptações da reprodução brasileira (Ed Julho/2011, pg 16).

 

O relato do atleta do basquete não serve perfeitamente aos nossos? Estamos cheios de “professores” à beira do gramado, atletas indo embora para ganhar dinheiro lá fora, nos achamos os melhores sem sermos mais, e, por fim, trazemos muitos jogadores dos países vizinhos por falta de bons atletas aqui.

 

E você, concorda com tudo isso? Deixe seu comentário:

– Vale Pênalti cobrado com o Calcanhar?

 

Essa pergunta eu extraí de um quiz do site Refnews (www.refnews.com.br)

 

E a resposta é…Sim! Vale pênalti de calcanhar, de cabeça, de barriga, de joelho… e até de pé! Com qualquer parte do corpo que seja permitido jogar.

 

A regra diz que a bola tem que ser chutada para frente (aqui, o termo “chutada” se estende a “cobrada”, e cobrar é fazê-la se mexer, rolar). Também exige que o jogador que irá cobrar o tiro penal seja identificado.

 

Qual o problema então?

 

O problema é: haja coragem do cobrador… será achincalhado por todos!

 

Detalhe: chutar pra frente quer dizer que ela pode ser passada para um companheiro; ou seja, pênalti em dois lances! Me recordo que o jogador Euller, o “filho-do-vento”, no final de sua carreira, tocava a bola para um companheiro que vinha na corrida a fim de fazer o gol. Bobagem, não?

– Viajando pela CBF!

 

Economizar não é com a CBF.

 

Na semana em que se divulgou que a entidade lucrou mais do que todos os clubes da série A somados em 2010, e que ocorreram denúncias de que se gastou mais de 30 milhões com passagens aéreas, eis que os clubes devem estar contentes com os árbitros sorteados e seus custos de transportes (bancados pelos custos):

 

Pela série B,

Antonio Frutuoso, do Amazonas, apitou ontem em Americana/SP.

Carlos Ronne, do Acre, apitou em Macaé/RJ.

 

Pela série D,

Cleber Wellington Abade, de São Paulo, apitou domingo Peñarol/AM X Cuiabá/MT.

 

Todos viajando com passagens adquiridas pela Pallas Transporte Esportivo.

 

Pela série A,

Leandro Vuaden, do Rio Grande do Sul apita hoje Palmeiras/SP X Flamengo/RJ.

viaja de Pallas para a casa… e sábado volta de Pallas para o mesmo estádio!

Domingo, apita Corinthians/SP X Cruzeiro/MG.

 

Viagens e passagens sensacionais. A operadora da CBF ri à toa!

 

Cadê regionalização de escalas, redução de custos… Curioso, não?

 

E você, o que acha desses sorteios de árbitros distantes? Deixe seu comentário:

 

(por que não se pode viajar por outra operadora?)

– Aposta Certeira! Sálvio na Final da Copa América

 

Quem disse que os brasileiros estão fora da Copa América?

 

Com a eliminação do Brasil na competição, as portas estão abertas para nosso compatriota Sálvio Spínola apitar a finalíssima.

 

Caso Brasil X Argentina fizessem a final, apostaria de olhos fechados em Carlos Amarilla. Mas como saíram, vai dar Sálvio. Não creio que Pezzota será escalado.

 

Analise-> a Conmebol quer diversidade e audiência: o torneio é na Argentina (então Pezzota está sem chances), o Brasil fora da competição (boas chances para Sálvio), Paraguai nas semi (Amarilla sai), demais países não tem árbitros à altura.

 

Aposto que Sálvio será escalado. E torço por ele!

 

(nunca ganhei nem rifa, talvez acerte essa…)

– Quer reclamar dos Campeonatos da CBF? Eis um canal:

 

Quer, oficialmente, reclamar à própria CBF dos seus torneios?

 

Ela disponibiliza dois ouvidores, dependendo da competição, para receber dos torcedores as queixas.

 

Ronald de Almeida Silva é um deles. O conhece? Ele é responsável pelos Brasileirões da Série A e D. Seu currículo que o gabaritou para tal função é:

Arquiteto; Diploma britânico de planejador urbano e regional, Membro do Conselho de Esportes do Maranhão; ex-secretário de Urbanismo de São Luís; ex-diretor do Sampaio Corrêa FC e da Federação Maranhense de Futebol.

E-mail: ronald.ouvidor@cbf.com.br

 

Mas se sua queixa é na Série B, C ou na Copa do Brasil Feminina? Então o responsável é o Sr Antonio Alvares Miranda. Sua experiência que o tornou ouvidor é:

Engenheiro civil, empresário, ex-diretor da Federação Bahiana de Futebol

E-mail: miranda.ouvidor@cbf.com.br

 

E aí, tem algo a reclamar com a CBF? Fale com eles! Mas vejo uma falha: só há ouvidores para competições, pois é exigido por lei. E para reclamações ao departamento de Seleções, não há ninguém?

 

E você, se tiver algo a reclamar à CBF, compartilhe seu comentário:

– O Fiasco e o Futuro da Seleção!

 

Escreveria um post abordando o vexame da Seleção Brasileira na Copa América (sim, pois não dá para classificar uma eliminação com 100% dos pênaltis desperdiçados a não ser de vexatória); porém, duas questões do querido professor Ferrari, enviadas por email, me fizeram ampliar o tema: de fiasco… ao futuro!

 

Compartilho com os amigos a impressão sobre a Seleção Brasileira, acrescentando alguns bons questionamentos.

 

Abaixo:

 

“Prof Porcari,

Será que a imprensa não está endeusando quem não merece? 
Mano Menezes tem condições de continuar ou já está ‘queimado’?
Abraços, boas férias .
AOFerrari” .

 

Professor Ferrari,

 

Muitas vezes houve endeusamento de alguns atletas, como Paulo Henrique Ganso e Neymar. Se nessa primeira competição que disputaram eles foram mal, imagine a 1 ano atrás, quando estavam menos experientes? Dunga não os levou e foi crucificado. Talvez estivesse com a razão…

 

Não podemos nos esquecer que há 2 anos, Ganso era reserva e Neymar o 12º jogador. Viveram, é verdade, ótimos momentos no Santos FC nos últimos tempos (1 ano e meio). Mas falta muito feijão e muita experiência para serem rotulados como “insubstituíveis”. Sim, esse é o termo que deve ser usado para craque – insubstituível. Neymar e Ganso, até então, não são insubstituíveis.

 

Sinto falta de uma referência na Seleção. Ronaldo em 2002 era o “Salvador da Pátria”, e que ao lado do então insubstituível Rivaldo jogou muito na conquista do Penta. Na busca ao Tetra, em 1994, tivemos Romário como essa referência, que ajudou o Brasil a se classificar no derradeiro jogo das Eliminatórias contra o Uruguai (marcando os gols e chamando a responsabilidade para si).

 

Hoje, quem é o insubstituível da Seleção?

 

Talvez, pela falta de jogadores excepcionais nos campeonatos tupiniquins, estejamos realmente endeusando demais alguns atletas. Quem melhor se sobressai, já recebe o título de craque. Nivelamos o conceito ‘craque’ por baixo.

 

E nessa onda de deuses de barros, temos ainda aqueles que nunca foram endeusados mas que, por ‘sensibilidade’ de Mano Menezes, chegaram à Seleção Brasileira. O que dizer de Jadson, que no último amistoso antes da Copa América, vestiu a sagrada camisa 10? Ironicamente, ele não é titular absoluto do seu clube, o ucraniano Shaktar.

 

Jogador de Seleção de ponta, como a Brasileira, Argentina, Alemã, Italiana, deve ser titular absoluto de Milan, Real Madrid, Barcelos, Manchester United. Jogador reserva em clube não pode vestir a amarelinha. E aí fica o questionamento: Lucas Leiva, Jadson, Elias, Jucilei – todos empresariados pelo mesmo agente empresarial de Mano Menezes, o Sr Carlos Leite – estão ou estiveram na Seleção, mesmo contestados.

 

Agora vem a deixa: qual atleta é uma unanimidade nacional e ficou de fora da lista do Mano? Não existe!

Será que a safra de atletas é tão boa assim? E somada ao trabalho do atual treinador, com a consideração ética feita acima, sejam os responsáveis pelo fiasco?

 

Mano foi ótimo técnico com os limitados elencos do Grêmio vice-campeão da Copa Libertadores da América e do Corinthians vice-campeão da Copa do Brasil. Mas com a opção de escolher seus atletas, que é a que Seleção Brasileira dá, não mostrou serviço ainda.

 

E quem poderia substituir Mano? Abel Braga, com o trabalho ruim (embora no início) no Fluminense? Tite, ora questionado ora respeitado no seu clube, apesar da fabulosa campanha? Luxemburgo, com todas as ressalvas que sua contratação requer? Felipão, que um dia já esteve lá e supostamente recusou um convite pós-Dunga? Muricy, que foi impedido pelo seu patrão Horcades de assumir?

 

Talvez o Brasil não esteja sofrendo gravíssimos problemas apenas para organizar a infraestrutura da Copa em 2014. Mas também para ter um time!

 

E aqui vale dois questionamentos finais:

Quem disse que disputa por pênaltis é loteria? É competência!

Cadê o psicólogo da Seleção Brasileira?

 

Abraços,

Prof Porcari

 

Quer comentar a Seleção Brasileira? Deixe seu comentário:

– Pênaltis e Não Pênaltis em um Mundo Justo. Existe?

 

Talvez. Utopia ou o sonho, esse post surge da pergunta de Dênis Garcia. Abaixo:

 

“Caro, Prof. Porcari.
Vamos imaginar um mundo onde só exista honestidade..rss  E nesse mundo, graças a Deus também tenha futebol.
Vamos ao lance…
O Árbitro apita penalidade máxima porque viu o jogador da defesa colocar o braço na bola. Mas viu por engano. Não foi mão nem braço. Foi ombro! As imagens são claras. E lá nesse mundo honesto, o atacante que terá direito a bater o pênalti diz ao árbitro: ‘putz juizão, eu vi. O defensor está certo em reclamar. Não foi mesmo braço. Nem tenho vontade de marcar o gol porque seria uma injustiça’. A pergunta é: o árbitro pode voltar atrás? Eu imagino que sim. O que você me diz? Grande abraço e bom domingão!”

 

Dênis, o lance que você citou já ocorreu de maneira parecida! E, pasme, o ‘atacante justo’ se deu mal…

Na Premier League (não me recordo do ano nem dos clubes, mas sim do lance), em uma disputa legal na grande área, o zagueiro colocou a bola para escanteio. O árbitro entendeu que o zagueiro pegou o pé do atacante e marcou pênalti. Reclamações à parte da defesa, na hora da cobrança, o atacante fez questão de dizer ao árbitro que não foi atingido e que ele poderia desmarcar o tiro penal! Incrível, não? E, ato contínuo, o árbitro disse que ele, atleta, estava equivocado e que fora pênalti sim! Na insistência do justo atacante, recebeu cartão amarelo por reclamar da arbitragem. Houve a cobrança, com bola “cantada” para o goleiro defender.

 

Tanto no lance em que você pergunta como no acontecido na Inglaterra, ficam as observações:

O árbitro pode voltar atrás na marcação se sentir convencido de que errou e não ter reiniciado a partida. Isso pode ocorrer se um árbitro assistente disser a ele que o lance foi legal e houve equívoco. Quando jogador atacante diz não ter sido pênalti, fica a ressalva: “ele é confiável ao árbitro; afinal, é uma situação raríssima e inusitada?”; ou, ainda uma outra ressalva: “ele sabe interpretar tão bem o lance que o árbitro?”. Dificilmente o árbitro vai acreditar no atleta (e pela regra, nem deve, pois ele tem assistentes e quarto árbitro para isso).

No lance em que cito, o amarelo foi um exagero; uma forma do árbitro dizer: “eu sou do ramo e já marquei; quem manda aqui sou eu”.

 

Detalhe: se a bola saiu para escanteio e o árbitro marcou o pênalti e voltou atrás, reinicia-se o jogo com o escanteio. No lance em que você cita, se o árbitro voltou atrás se reinicia com bola ao chão, no local onde a bola se encontrava na grande área na hora do apito. Se estava na pequena área, o bola ao chão deverá ocorrer sobre a linha da pequena área paralela à linha de meta (ou seja, 5,50 metros do gol).

 

Abraços, é sempre um prazer responder!

– Neymar por 111 milhões de reais?

 

O jornal AS da Espanha diz nesse domingo: o Barcelona, para travar a negociação milionária do Real Madrid com o Santos por Neymar, poderia pagar 111 milhões de reais pelo garoto!

 

Uau. Vale tudo isso? Deixe seu comentário:

– Zebra Galopa pela Copa América, ou nada disso?

 

O Peru desclassificou a Colômbia, e o Uruguai a Argentina (com 1 jogador a menos) ontem pela Copa América. Zebra?

 

Em parte. Peru, com elenco fraco, desclassificando a Colômbia, é um pouco surpreendente. Mas Uruguai X Argentina, na Loteria Esportiva, era triplo palpite.

 

Nossos hermanos jogavam em casa. Têm o melhor do mundo, Messi. O favorito era a Argentina, mas com possibilidade plena do favoritismo não se confirmar. O Uruguai tem uma seleção bem treinada, com jogadores que possuem um bom entrosamento desde a Copa 2010. Possuem Diego Furlan como um excepcional jogador, a raça de Lugano e os “coices” de Perez. Aliás, Perez foi expulso ainda no primeiro tempo. E foi uma expulsão injusta, pois aos 2 minutos já poderia ter recebido o cartão vermelho e ficou até os 30 minutos!

 

A raça falou acima da técnica. O Uruguai, jogando com 10, levou o jogo até a prorrogação e depois aos pênaltis. Foram 30 minutos jogando 11X11 e mais 90+30 minutos 10X11. Parabéns à Celeste Olímpica.

 

Será que a semifinal entre Colômbia X Argentina, descartada por Peru X Uruguai, é um prenúncio para esse domingo?

 

Tomara que não. Mas se o Paraguai classificar, não será surpresa. O Brasil não está jogando nada, e 4 gols no Equador, cá entre nós, foi enganoso…

 

E aí, qual o seu palpite? Deixe seu comentário:

Ops: não posso deixar passar batido: Sabe o que Messi parece? Recoba, craque uruguaio que fez sucesso na Internazionale de Milão, mas que nunca jogou nada na sua seleção. Ontem, Messi foi razoavelmente bem (embora caçado em campo). Mas na soma das atuações ao longo da competição, ficou devendo…

– Como justificar Adilson Baptista no SPFC?

 

Trabalhei apenas uma vez como árbitro em jogos do Adilson Baptista. Foi no começo da carreira, quando ele era treinador do Mogi Mirim. Nada de anormal.

 

De lá em diante, Adilson trabalhou em grandes equipes. E sempre saiu delas contestado.

 

CRUZEIRO – foi inúmeras vezes colocado à prêmio, mantido, tomava fôlego, e balançava constantemente mesmo assim. Fez um bom trabalho, nada de excepcional, mas não se sustentou.

 

CORINTHIANS – caiu após uma sequência de derrotas. Jogadores o teriam derrubado?

 

SANTOS – foi demitido após um jogo contra o São Bernardo, na Vila. O time emperrou com ele.

 

ATLÉTICO PARANAENSE – tudo bem que o Furacão está numa draga danada nesse Brasileirão, mas a sua passagem por lá foi para se esquecer.

 

E agora foi contratado pelo São Paulo FC. Na internet, torcedores detestaram. Como não tenho nada a ver com isso, fico na curiosidade como observador: o que a diretoria do São Paulo FC dirá como argumento a favor da sua contratação? Quais as virtudes recentes que pesaram na escolha?

– Árbitro Campineiro pode apitar Derby Campineiro?

 

Claro que pode. O que não pode é gente sem credibilidade atiçar os ânimos de gente inculta a respeito da honestidade do árbitro.

 

Digo isso em respeito a Antonio Rogério Batista do Prado, árbitro escalado pela CBF para o clássico dessa próxima rodada da série B envolvendo Ponte Preta X Guarani. Torcedores apaixonados colocaram em dúvida o árbitro, alegando que nosso amigo Pradinho (seu nome simpático entre os conhecidos) fosse bugrino.

 

Bobagem pura. Árbitro não tem camisa.

 

Digo isso por conhecimento de causa. Árbitro pouco se lixa para o time que torceu quando criança. Quando se torna árbitro, a racionalidade fala mais alto. Quando chega ao futebol profissional, nem lembra que um dia torceu para o Vila Xurupita ou Xiririca FC. O árbitro pensa na sua carreira. Um árbitro pode ter os mais diversos defeitos que se possa imaginar, mas o menos provável é: ser torcedor.

 

Sei que o amigo Antonio Rogério é leitor do blog. E talvez se lembre de uma das várias conversas que tivemos em viagens de jogos que trabalhamos juntos – e em especial uma a Guaratinguetá – onde falamos sobre o fato de não sermos escalados na cidade de origem. Por exemplo, eu, como jundiaiense, dificilmente seria escalado para jogos profissionais do Paulista FC. Não que eu entrasse de má fé, mas única e exclusivamente como prevenção à reclamações do adversário. Ele, como campineiro, dificilmente seria escalado para jogos do Guarani ou da Ponte Preta, por ser de Campinas. A excessão, lógica, seria o Derby.

 

É uma grande tolice creditar camisa de time a árbitro. Sua preocupação com a carreira é infinitamente maior do que a (inexistente) torcida para alguém.

 

Sobre o time do Antonio Rogério? É claro que eu sei! Um dia ele foi… Assim como um dia o Simon foi… o Seneme foi… o Heber Roberto Lopes foi… o Sandro Ricci foi… E hoje todos torcem para o mesmo time: o do jogo limpo!

 

Boa sorte ao amigo amanhã. Lamento que pessoas pobres de espírito queiram tumultuar o belo jogo antes do apito inicial. Temo apenas por uma coisa: se errar gravemente (involuntariamente, claro) a favor do Guarani, dirão que é essa uma prova da má intenção; se errar para a Ponte, dirão que cedeu a pressão…

– Picaretagem Sem-Fim: CBF ilude internautas com manchete mentirosa no seu Twitter

 

Dá para acreditar na CBF?

 

Ela tuitou hoje que a BBC pediu desculpas pelas matérias do repórter investigativo Andrew Jennings, onde havia sérias acusações de corrupção de Ricardo Teixeira.

 

Entretanto, quando você clicava no link, aparecia uma matéria de desculpas da BBC sobre… indústria têxtil na Índia!

 

Vejam que picaretagem, no link da ESPN: http://is.gd/FrOkff

– Em pleno século XXI, vale lembrar: que saudade do Zagallo!

 

Só agora consigo escrever algo sobre a vitória da Seleção Brasileira de ontem.

 

2 pontos fundamentais:

 

– Júlio César está falhando há tempos! Ou já esquecemos as atuações dele na Internazionale-ITA pela Champions League?

 

– Mano é bom para elenco limitado. Sinto falta de um entusiasta como o Zagallo, com espírito de vencedor e que entende do ramo. O Velho Lobo sabia mexer com elencos de estrelas.

 

Agora… e o Galvão Bueno? No primeiro tempo narrava com o temor de que a Seleção era um timeco que levaria goleada; no segundo tempo virou a melhor esquadra do mundo!

Talvez por isso ele é o sucesso que é…

 

Para mim, a Seleção não me convenceu e Mano faz fraco trabalho. Respeito as opiniões em contrário.

– Vereador Mineiro quer mudar as Regras do Futebol

 

José Tarcísio Furtado é um revolucionário. Ele é vereador pelo PTC de Juiz de Fora, e sem noção alguma do exercício das suas funções e da inconstitucionalidade da sua proposta, está tentando legislar em cima da Regra de Jogo de Futebol!

 

Querendo passar por cima da Internacional Board e FIFA (que são as únicas que podem mudar as regras de jogo), ele quer mudar a questão das expulsões de jogadores, pois entende que o consumidor paga para assistir uma partida com 22 jogadores!

 

Além do argumento esdrúxulo, declarou que:

 

Muitas vezes o árbitro é injusto. O jogo começa com 22 jogadores [11 em cada time] e acaba com 19. Uma falta grave tudo bem, o jogador deve ser expulso, mas um segundo cartão amarelo bobo deveria fazer o jogador ser substituído (…) Os árbitros sempre arranjam um jeito de favorecer o Cruzeiro ou o Atlético-MG contra o Tupi. Toda partida inventam de expulsar um jogador. Fica difícil.” (declaração à Folha de São Paulo – citação em: http://is.gd/eOl1Ij)

 

Entrando no espírito folclórico do vereador, por que ele não propõe a proibição de que atletas machuquem seus adversários para que eles não saiam de campo; número ilimitado de substituições; proibição de atleta se cansarem em campo... Assim, sempre teremos 22 jogadores ao término dos jogos.

 

Com salário acima de R$ 10.000,00 por mês para jornada de 5 horas semanais, talvez o nobre vereador deva ser mais produtivo… Já ganhou seus minutinhos de notoriedade!

 

E você, o que pensa sobre isso? O vereador tem boa intenção com a proposta ou é uma grande brincadeira de mau gosto para com os seus eleitores e a população em geral? Deixe seu comentário:

– Quem dá mais trabalho para o árbitro? Teves ou Neymar?

 

Neymar. Sem dúvida.

 

Carlitos Teves em campo parece um tourinho Miúra. Ele abaixa a cabeça; corre; não cai no tranco; agüenta a pancada e continua a jogada. Quando faz bobagem, faz de maneira explícita. Ou já se esqueceram das ofensas à senhora mãe do árbitro Anselmo da Costa? Para azar do argentino, Anselmo era um dos mais cultos do quadro e falava muito bem espanhol…

 

Neymar simula demais, joga a torcida (e as vezes a imprensa) contra o árbitro. Molecão, com potencial mas muito irresponsável com as regras (já levou cartão amarelo por diversas atitudes antidesportivas).

 

Ambos são ótimos atletas. Mas Teves dá muito menos trabalho em campo. Entretanto, se eu fosse cartola, compraria Neymar. Renderia bem tecnicamente e financeiramente seria um belo negócio…

– Comprar Teves ou Neymar? Qual o melhor Negócio?

 

Para construir seu estádio, o Corinthians passa o chapéu pedindo dinheiro a juros barato e/ou isenções fiscais. Mas R$ 90 milhões para o Teves ele tem em caixa?

 

Aproveitando-> o que vale mais: US$ 45 mi pelo jovem Neymar ou US$ 50 mi pelo maduro Teves?

Um é promessa; outro é realidade.

Um pode melhorar ainda mais; outro já está no seu limite.

 

Qual é melhor negócio tecnicamente e financeiramente? Comprar Teves ou Neymar? Deixe seu comentário:´

 

(Apenas uma dúvida: não foi o Teves que em certo dia se recusou a falar com Andrés Sanches, alegando que reclamaria [sobre Leão] para quem mandava de verdade [no caso, Kia]?

Estou enganado ou esse episódio realmente aconteceu?

– Copa do Mundo: Dilma a tem como um “Abacaxi”?

 

Vejam só. Segundo o jornalista Ricardo Boechat (Revista IstoÉ, Ed 2173, 06/07/2011, pg33), a presidente do Brasil Dilma Roussef tem uma pesquisa em que a maioria dos brasileiros se manifestou ser a favor da Copa do Mundo.

 

Uma outra pesquisa, um pouco diferente, divulgada dias atrás pela jornalista Mônica Bérgamo (Folha de São Paulo), foi encomendada pelo governador Geraldo Alckmin que analisou com preocupação o fato de 70% dos paulistas não quererem dinheiro público na Copa do Mundo.

 

Segundo Boechat, sobre a pesquisa nacional, um ministro contou a ele que:

 

“o Mundial está sendo uma dor de cabeça tão grande, com seus gastos descomunais e obras irrealizáveis que, a presidente, muito provavelmente, adoraria livrar-se desse abacaxi!”

 

E você, o que acha sobre isso: a Copa do Mundo é de fato um ‘abacaxi’ a ser descascado pelo Governo ou deveria ser ‘descascado’ pela CBF e iniciativa privada? Deixe seu comentário:

– “Tô c. de medo”, disse Ricardo Teixeira

 

“Tô cagando de medo”

 

Como o nível dos internautas que freqüenta o blog é alto, me recuso a comentar a frase acima dita pelo presidente da CBF, Ricardo Teixeira, sobre a sua preocupação com as acusações que são feitas contra ele.

– Quando uma Decisão Demonstra a Incerteza de um Árbitro?

 

Quando falha no complemento de uma decisão duvidosa, esteja errada ou certa!

 

Por falta de tempo, não deu para comentar muita coisa sobre a última rodada do Brasileirão. Aliás, vi pouca coisa de futebol, mas pude observar a boa atuação do Luiz Flávio de Oliveira no clássico, a vacilada do árbitro de Brasil X Venezuela ao não expulsar Jadson e o brilhante acerto do árbitro assistente no jogo Atlético-GO X Corinthians.

 

Um lance me chamou a atenção: a não-marcação de um pênalti do goleiro Fábio em cima do atacante Dagoberto, em São Paulo X Cruzeiro. O lance foi claro, mas o árbitro não entendeu assim. Dagoberto esbravejou e reclamou, mas nada mudou.

 

Se o árbitro entendeu que não foi pênalti mas sim simulação, por que não deu cartão amarelo ao jogador, como fez minutos antes com o cruzeirense Everton?

 

Não vale dizer que entendeu simplesmente ser uma jogada normal, queda acidental sem simulação, pois, afinal, a reclamação foi geral. Ou dá o pênalti (que foi), com cartão amarelo ao goleiro, ou marca simulação com cartão amarelo ao atacante. O que não podia era mandar o jogo seguir sem dar nada.

– Kleber Gladiador faz Corpo Mole?

 

O atacante Kleber do Palmeiras treinou a semana inteira. Não sentiu dores, estava bem, e ao saber que não teria aumento de salário (pois confrontou seu salário com uma proposta recebida do Flamengo) sentiu dor e não foi para o clássico;

 

Quer sair do time? Pague a multa contratual e vá embora. Os contratos não servem para serem respeitados? Ora bolas, o fio do bigode há tempos não vale mais; e agora nem o que está no papel?

 

E você, o que acha disso? Deixe seu comentário:

– A Culpa é do Mano ou dos Atletas?

 

Das vezes que tive oportunidade de ver o trabalho do Mano Menezes de perto, me impressionou pela seriedade. Mas nunca o tive como treinador audacioso, mas sim um profissional a todo instante montando sempre esquemas retrancados.

 

Ele fez o Grêmio-RS, com elenco limitado, disputar o título da Libertadores com o Boca Jrs. É um feito. Trouxe com tranqüilidade o Corinthians de volta à série A. Outro feito.

 

Já perceberam que em esquema cauteloso com jogadores limitados ele vai bem? Salvo engano, a Seleção é o primeiro lugar onde trabalha que jogar defensivamente é um pecado e que tem-se a disposição qualquer jogador.

 

Acho que Mano não chegará à 2014 como treinador da Seleção Brasileira.

– Existe ou não Vantagem em Pênalti?

 

A pergunta vem do internauta Dênis Garcia, mas poderia ser de qualquer torcedor, jogador ou árbitro. Vale a pena por ser interessante:

 

No jogo da Argentina aconteceu um lance difícil. O jogador Colombiano iria fazer o gol e foi derrubado (pênalti), mas a bola sobrou livre-livre para o outro atacante da Colômbia marcar. Pergunto: tem ou não tem vantagem neste caso a penalidade?

E pra não causar confusão, não importa se alguém achou que foi ou não falta. Vamos supor que a falta foi ABSURDA, dentro da área. Um lance onde ninguém tivesse dúvida. E a bola teria sobrado livre, pingando dentro da pequena área. O árbitro tem que marcar neste caso ou vale a ética de “gol feito”? Vamos aproveitar esse lance da Argentina, inclusive imaginando um gol mais feito ainda..rss…até pq o atacante errou!!!!!!..rss Queria muito te ouvir a esse respeito.”

 

Dênis, bela pergunta e vamos lá:

 

Derrubar um adversário é cometer infração. Seja no meio do campo, na lateral ou na frente do gol, é falta. E se estiver dentro da grande área, logicamente é pênalti. E toda infração PODE DEIXAR DE SER MARCADA caso exista alguma vantagem para quem sofra a infração.

 

Se o jogador colombiano fosse bater no gol, sofresse o pênalti e a bola pingasse sozinha na cara do gol para ser chutada por um companheiro, deve-se dar a vantagem.

 

O árbitro, para tomar a decisão, deve pensar (claro que em fração de segundos): o que dará maior vantagem à equipe que sofre a infração: bater um pênalti (onde há o risco de chutar para fora ou o goleiro defender; mas com maior chance de marcar um gol), ou deixar o jogo seguir, já que o gol está aberto e haverá maior possibilidade de gol?

 

Você já deve ter ouvido a máxima: “Pênalti não tem vantagem”. Mentira. Tem sim. Mas é que normalmente, na maioria dos lances, a grande vantagem para o atleta é abdicar da posse de bola e cobrar um tiro penal, pois haverá mais chances de um gol acontecer.

 

Isso vale para qualquer falta. Precisamos desmistificar a idéia de que vantagem é posse de bola. Se um jogador do São Paulo ou Palmeiras está na entrada da área tentando lançar uma bola para o atacante e sofre uma falta, a vantagem seria deixar seu companheiro ficar com a posse da bola e terminar o lançamento ou marcar a falta para o Rogério Ceni ou o Marcos Assunção cobrar?

 

Percebeu como “dar vantagem” é subjetivo? A Regra diz que você deve avaliar as seguintes condições para deixar de marcar uma falta e deixar o jogo seguir:

 

O local da falta (se a bola está na defesa, o zagueiro sofre uma falta e seu companheiro, rodeado por muitos atacantes, fica com a posse de bola, não deve dar vantagem).

O local onde se encontrava a bola no momento da falta (nem sempre a bola está na jogada em que ocorre a falta. Por exemplo: a bola está pingando, pingando, pingando na pequena área, não tem goleiro, ela está pedindo para ser chutada e um jogador da equipe que ataca sofre falta no bico da grande área. Entretanto, havia um atacante próximo da bola com chance de chutá-la. Tem que dar a vantagem!)

A intensidade da falta (A bola sobrou livre para o companheiro do jogador que sofreu a falta, mas ele levou um chute tão forte que precisa de atendimento médico urgente; não é prudente parar o lance?)

O clima do Jogo no momento da falta (tá todo mundo batendo em todo mundo? Cuidado ao não marcar faltas…)

 

Mas não se esqueça: se você der uma vantagem, na primeira paralisação tem que aplicar o cartão caso o infrator mereça. Você pode deixar de marcar a falta, mas não pode deixar de puní-la.

 

Abraços, e qualquer dúvida, escreva novamente.

– Zagueiro Thiago Heleno recebe Cartão Amarelo no Intervalo. Exagero ou Correção?

 

Correção!

 

Ontem, no intervalo da partida América X Palmeiras, válida pelo Brasileirão 2011, um lance pouco comum. O camisa 4 palmeirense Thiago Heleno recebeu cartão amarelo por excesso de reclamações contra a arbitragem no intervalo.

 

Tal situação é rara, e, convenhamos, um jogador precisa ‘caprichar’ para ser advertido com o cartão no intervalo. Para quem não viu o lance, o vídeo está disponível em: http://is.gd/j9jjRn

 

Há alguns anos, a Regra de Jogo estendeu o poder de aplicação dos Cartões Amarelos e Vermelhos para todo instante em que o árbitro se encontrar dentro do campo, seja antes do jogo, no intervalo ou depois da partida. Apenas não pode fazer uso dos cartões no vestiário / túneis (FIFA Trívia, pg 67, q 277 – ali, ele deve comunicar verbalmente o atleta). Tal medida surgiu, principalmente, para evitar que atletas se aglomerassem no intervalo ou final de jogo, pressionando o árbitro.

 

Perceba que na partida ocorrida em Sete Lagoas-MG (para apenas 1500 pagantes; brincadeira, hein?) vários jogadores vão reclamar ao árbitro Pablo dos Santos Alves-ES (filho do competente ex-bandeira da Copa de 94 Paulo Jorge Alves-RJ), e Thiago se exalta. Em determinado momento, ele é até retirado por um dos seus companheiros por exceder nas reclamações. O árbitro reage a algum insulto e corretamente lhe aplica o cartão.

 

Claro que tal lance inusitado geraria polêmica para quem gosta de disparar contra a arbitragem ou buscar subterfúgios. O treinador Luiz Felipe Scolari, após a partida, reclamou que:

 

Houve exagero [no cartão para Heleno]. Ele estava dizendo ao árbitro que cinco vezes ele foi na área e foi seguro, mas o árbitro nesse momento mostra grande autoridade, mostra amarelo para quem tem dois e não fez falta, e tira do jogo contra o Santos”,

 

Uau. Quer dizer que o árbitro esperava o momento adequado para tirar Thiago Heleno da próxima partida contra o Santos e ainda por cima não deu 5 pênaltis no 1º tempo para o Palmeiras (Cinco vezes agarrado na área durante o jogo resulta em 5 pênaltis…)?

 

Talvez exagerada foi a reclamação de Felipão e ingênua (ou desinteligente) a atitude do jogador em reclamar acintosamente no intervalo. Desconhecia ele a regra?

 

Por fim: Thiago Heleno reclamou aidna que o árbitro o ameaçou de expulsão. Isso é bobagem, é a prática da advertência verbal, a fim do atleta se comportar melhor em campo, evitando um possível cartão vermelho. Quem pratica futebol e /ou apita sabe disso.

 

E você, o que achou do cartão amarelo recebido pelo palmeirense? Correção ou exagero? Deixe seu comentário:

– Gol de Lateral Vale? Na série B, com sorte (ou azar) valeu.

 

Claro que não vale. Mas esse valeu por não ter sido bem “de lateral”.

 

O lance foi visto e comentado a exaustão há dias, está no YouTube em:

http://www.youtube.com/watch?v=2Ksmq4NRwe4

 

Mas uma curiosidade: o (bom) árbitro potiguar Ítalo Medeiros (que validou corretamente o gol) participou comigo de um curso para novos árbitros promovido pela CBF, na Granja do Comary. Na época, o dr Edson Rezende estava à frente da CA, e muito se discutiu sobre lances de cobrança de arremessos laterais. Coincidências, mas daquelas que são providenciais!

 

O lance de arremesso lateral que vai para dentro da meta é fácil: se um arremesso lateral entrar direto num gol, se tiver partido do próprio time que defende, é escanteio; se for de quem ataca, será tiro de meta.

 

Mas o do gol de Salgueiro X Ponte Preta foi confirmado pelo fato de bater no goleiro. Se entrar direto não vale (vide acima), mas tocando em alguém pode. No encontro na G. Comary citado, discutimos sobre arremessos lançados contra alguém propositalmente! Isso pode?

 

Se o jogador cobrar um arremesso lateral no próprio adversário para “tabelar” com ele, vale! É esperteza, a boa malandragem. Não pode usar a bola como instrumento de agressão, mas para tirar essa vantagem, pode!

 

Não foi o caso do lateral do Salgueiro, ali foi tudo involuntário. Mas se ele jogasse a bola com força contra o goleiro, para de propósito ele se atrapalhar? O gol é válido?

 

Sim. Apenas vale conhecer a regra de jogo.

 

(Acesse esse post também no Blog “Pergunte ao Árbitro” – CLIQUE AQUI)

– E o que acontece com a Argentina?

 

O que está acontecendo com o Messi? E, por tabela, com a Argentina?

 

Futebol feio e sem a tradicional garra. Salvo engano, nem o hino argentino o Messi cantou (aliás, a moça que o cantou na partida de ontem caprichou!).

 

Nas arquibancadas, a torcida vaiava e pedia a volta de Maradona como técnico.

 

Sinceramente, deveriam voltar com o Maradona. Mas a campo, não a banco!

 

Já perceberam que os latinos que ganharam a Bola de Ouro/ Melhor do Mundo somem depois? Veja Rivaldo, Kaká, Ronaldinho Gaúcho, Messi…

– Mesmo Peso e Mesma Medida a todos?

 

Li agora esse comentário, copiei e colei pela perfeição:

 

“Carlinhos Paraíba pegou 2 jogos de suspensão devido ao cartão contra o Corinthians. TJD decidiu agora. Se jogasse pelo Flamengo, teria a mesma pena?”

 

Tem razão o autor dessa indignação ou não?

– Pergunte ao Árbitro

Caros Amigos,

 

Há tempos venho sendo convidado a escrever em um espaço exclusivo sobre a Arbitragem de Futebol. Já surgiram idéias para tudo: falar sobre bastidores, análises, comentários, coluna sobre regras e outras coisas mais; de parceiros confiáveis e até de pares ‘suspeitos’.

 

Entretanto, não tenho a ambição de envolver política e bastidores nesse novo espaço. Então, sugerido por grandes amigos, criei de maneira independente um espaço didático para a discussão das Regras de Jogo, interpretação e análises de jogos. Um blog tira-dúvidas sobre assuntos pertinentes à Arbitragem.

 

Esse sítio será simples, sem recursos tecnológicos avançados nem patrocinado. Mas com a busca da boa elucidação de questões de interesse da Regra de Jogo e da intenção de aprendizado.

 

Assim, é com prazer que apresento o blog

Pergunte ao Árbitro” – http://pergunteaoarbitro.blog.terra.com.br/ ,

o qual terei satisfação em receber uma visita de vocês.

 

Fiquem a vontade para enviar dúvidas e interagir! E, claro, se puderem divulgar aos amigos, de antemão agradeço!

 

Att

 

Rafael Porcari

 

PERGUNTE AO ÁRBITRO – http://pergunteaoarbitro.blog.terra.com.br

Email- pergunteaoarbitro@terra.com.br

 

(obs: outros artigos continuarão ser desenvolvidos no blog pessoal (http://professorrafaelporcari.blog.terra.com.br/) e no blog da Rede Bom Dia (http://blog.redebomdia.com.br/blog/rafaelporcari/index.php)

– CBF dá aos Árbitros Nota Alta a mais de 98% dos Jogos. Estamos Beirando a Perfeição na Arbitragem Nacional?

 

Estamos a frente do resto do mundo e beirando a excelência na arbitragem brasileira? Claro que não!

 

Mas para a CBF, a arbitragem nacional está em momento excepcional. Clubes não reclamam dos árbitros; os juízes dão conta do recado; torcida os aplaudem na mais perfeita harmonia.

 

Utopia?

 

Não. É o Relatório Nacional de Notas dos Árbitros da CBF.

 

Vejam que números interessantes: segundo a entidade, na Copa do Brasil deste ano, vencida pelo Vasco da Gama, as notas em todos os jogos trouxe o seguinte resultado:

 

Ruim – 0,00%

Regular – 3,60%

Boa – 25,23%

Ótima – 54,05%

Excelente – 17,12%

 

Será critério não-rigoroso ou árbitros acima (e bota acima) da média? Será que nenhum jogo do torneio inteiro teve ao menos uma única arbitragem ruim?

 

Mas se você acha que a Copa do Brasil deste ano já faz parte do passado, leve em conta os números do Brasileirão-2011 até a última rodada:

 

Ruim – 1,56%

Regular – 0,00%

Boa – 26,56%

Ótima – 60,94%

Excelente – 10,94%

 

Quer dizer que em quase 70 jogos, temos 98,44% de partidas bem apitadas e apenas 1,56% ruins?

 

Uau. Estamos acima de qualquer bom campeonato do planeta!

 

E a sua sensação sobre esses números? Batem com o que você percebe nos jogos ou não?

 

Obs: Artigo escrito após pergunta via Twitter de @arbitXXXXX (endereço preservado e com a mesma grafia do twitteiro): Porcari viu as notas malucas dos árbitros da CBF. oLowco daki a poco daum 10 pra todo mudno. (Na sequência, um link encurtado redirecionando ao Blog do Marçal, do site Apito Nacional – www.apitonacional.com.br). Todos esses dados são do próprio site sugerido, pois não foi possível localizá-los no site da CBF. O link ao site é: http://is.gd/fHcyuq

– Análise da Arbitragem: Brasil X Venezuela. Como foi o juizão?

 

Raul Orosco apitou a estréia do Brasil na Copa América contra a Venezuela. Apenas regular. Se o jogo apertasse…

 

Nada de influência na partida, jogo fácil de apitar. Mas tenho a sensação de que se o jogo fosse difícil (um Brasil X Argentina, por exemplo), o árbitro espanava. Dentro de suas limitações e da qualidade do jogo, deu conta do recado. Ficou com 6, na média de 0 a 10 e com nota de corte 6.

 

O árbitro acertou em lances que eram simples. Apitou o feijão com arroz. No lance mais exigido, acertou num chute do ataque brasileiro onde o zagueiro salvou a bola caindo com o ombro (quase que com o antebraço). Não foi espalhafatoso na marcação e foi discreto.

 

Observações sobre erros:

 

– No final do primeiro tempo, Neymar recebeu uma bola lançada após roubada de bola do Ganso na defesa. Dominou, chutou para o gol e… fora. Mas Neymar estava impedido, e o bandeira não deu. Acrescente o fato do adversário venezuelano ter ficado caído na área e o adversário ter pedido para chutar a bola para fora, como fair play. Pensaram se sai o gol?

 

Deixou jogadores falarem a vontade. Robinho gesticulou duas vezes da sua marcação ironizando o apitador. Nem uma advertência verbal.

 

– Houve um contra-ataque precioso à Venezuela, onde o meio campista sofreu falta mas mesmo assim lançou uma bola que deixou o centroavante sozinho na cara do gol. Ao invés de dar a vantagem, marcou a falta e deu amarelo ao atleta brasileiro. Ora, dê a vantagem e depois aplique o cartão, na primeira saída de bola que ocorrer.

 

O pior defeito: se posiciona mal. Atrapalhou algumas jogadas por estar em cima delas. Num ataque da Seleção Brasileira, por estar próximo demais, marcou uma falta de ataque em cima do zagueiro venezuelano que nada foi. Nitidamente, a excessiva proximidade trouxe uma sensação enganosa. Errou feio nesse lance.

 

– Por fim… 3 minutos de acréscimo com tantas paralisações? Pára com isso…

 

E você, o que achou do árbitro e da estréia da Seleção Brasileira? Deixe seu comentário:

 

Ops:

 

1- A observação é inevitável: Neymar tem que parar de ‘jogar para ele’ e sim ‘jogar para o time’. É sempre uma firula a mais que atrapalha os companheiros. Ao mesmo tempo que é o craque do time, acaba sendo aquele que tem necessidade de se exibir.

 

2- Marta, pelo bolão que jogou nesta tarde (Brasil 3 x 0 Venezuela, sendo 2 gols de Marta e 1 assistência preciosa), caberia bem no time do Mano, não?

 

3- A Conmebol é generosa com Brasil e Argentina. Foram 2 fracos adversários para os dois gigantes vencerem bem. E negaram fogo. Ninguém pode dizer que a Argentina de Messi é melhor do que o Brasil de Neymar. Aliás, nessa rodada inaugural, os craques se nivelaram por baixo.

4- Presidente do Barcelona no ônibus da Seleção Brasileira? Ê Ricardo Teixeira… você é bom mesmo, hein?