O craque argentino ex-Corinthians declarou:
“Estaria morto ou drogado, se não fosse o futebol”.
Da vila de onde veio, de uma favela argentina, infelizmente seria essa a realidade.
O craque argentino ex-Corinthians declarou:
“Estaria morto ou drogado, se não fosse o futebol”.
Da vila de onde veio, de uma favela argentina, infelizmente seria essa a realidade.
Sei que a exposição deste post é ruim. Mas confesso que DETESTEI a indicação de Cléber Wellington Abade para o jogo do próximo domingo entre São Paulo X Palmeiras.
É claro que não ganharei amigos por tal afirmação. Mas gosto muito do amigo Abade, considero ele um dos melhores da minha geração (somos da mesma turma e de algumas pré-temporadas em comum). Sou suspeito em falar do Cléber, pois sou torcedor dele.
Mas os amigos árbitros, jornalistas de respeito e torcedores lúcidos entenderão: há certos times que são ‘zicas’ na carreira de um árbitro, num linguajar bem popular. Não dá liga! É como o ótimo Paulo César de Oliveira em jogo do Palmeiras – pode fazer chover dentro de campo que receberá críticas. Assim é Abade para com o São Paulo.
Na melhor arbitragem do Campeonato Paulista de 2011, Cléber Abade foi excepcional e encerrou com chave de ouro sua passagem pela FPF, no seu último ano de apito (e faça-se justiça: Raphael Claus, segunda melhor arbitragem do ano, fez 2 joguinhos pela série B e… cadê ele?). Na CBF, tem feito um tour de despedida: Na série D, em Manaus; na C, em Rio Branco no AC; na A, em várias capitais (em Florianópolis na quarta-feira).
Numa carreira gloriosa onde faltou apenas o escudo FIFA (que merecia), para quê expor Abade em jogo do São Paulo? Ainda na mais num clássico de tal importância.
Sou de Jundiaí, e me recordo o sufoco que Abade sofreu numa partida entre Paulista X São Paulo no Jayme Cintra, jogo o qual o Cel Marinho o afastou. Na oportunidade, Abade deu 4 de acréscimos, ergueu o braço, e… aos 49min e alguns segundos o atleta jundiaiense Gláucio chutou para o gol. Com o braço erguido e sem ter apitado, o gol saiu e o “pau comeu”. O São Paulo vencia por 2×1 e sofreu o empate nessas circunstâncias (em 2007). Depois disso, Abade fez jogos do São Paulo por duas oportunidades em 2009.
Com tanto jogo bom, por que levá-lo justo nesse clássico? Há outros! Logo-logo teremos Palmeiras X Corinthians, coloca ele lá! Mesmo que Abade arrebente (e espero que o faça), se o São Paulo perder Abade pode ser o bode expiatório.
Junto com Abade foi Seneme para o sorteio. Na mesma medida de sorteio, teria sido Abade e Paulo César. Pensaram? Se não existe veto, ótima pedida, pois, afinal, são ótimos árbitros e o aceite de reclamações e choros de dirigentes seria desprezado por qual parte reclamasse à CA-CBF.
Ou não?
Outra sugestão: Seneme, Luiz Flávio, Ceretta, Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza (que fez aquele Choque-Rei no jogo do temporal no Morumbi), Bragueto (por que só foi escalado uma única vez no clássico São Paulo X Corinthians do começo do ano?).
Se foi para homenagear Abade, erraram no jogo escolhido. Não precisava correr risco.
Sobre o jogo da discórdia, uma matéria do UOL Esporte: http://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas/2007/01/26/ult59u111721.jhtm
Jogador de time grande tem nutricionista, fisiologista, fisioterapeuta, preparador físico, podólogo, médico, psicólogo, hospital São Luís ou Albert Einstein à disposição, além da torcida ao seu favor e salário que pode ultrapassar uma centena de milhares de reais.
Árbitro de jogo com time grande não tem nada disso, conta só com a família, sofre com torcedores, dirigentes de clubes e quando apita ganha R$ 2.500,00.
Por tudo isso, matéria do BOM DIA traz: Árbitros tem mais chances de sofrer Infarto do que jogador!
ÁRBITROS PODEM TER CHANCE DE DOENÇAS CAUSADAS POR PROBLEMAS CARDÍACOS
Por Antonio Kurazumi, Agência Bom Dia
O árbitro de futebol é tão exigido em um campo de futebol quanto os laterais e jogadores de meio campo, os que mais correm durante os 90 minutos. A diferença é a vida “útil” de cada um. É exatamente isso que deveria deixar os homens do apito em alerta.
“As doenças coronárias costumam atingir pessoas acima dos 35 anos. Não podemos esquecer que os árbitros se aposentam mais tarde que os atletas”, lembrou o cardiologista Marcelo Ferreira, do Núcleo de Saúde no Esporte da Faculdade de Medicina do ABC, aprovado pelo trabalho “Risco de doença cardiovascular em árbitros de futebol de campo”.
Em 2009, 50 nomes da elite do futebol paulista foram testados pelo doutor. E o resultado foi satisfatório. “Nenhum deles apresentou problemas. Todos têm coração de atleta”, elogiou Ferreira. “Eles têm um preparo físico e condicionamento diferenciados”.
Se pegarmos as estatísticas, porém, o relato de jogadores que morrem por causas cardíacas é superior. “É uma questão de quantidade. Quantos times estão inscritos nos campeonatos e qual o número de árbitros?”, questionou.
Segundo o médico, um árbitro corre de nove a 13 kms por partida, sendo que 60% da distância depende do fôlego. Aí entra outro risco que é o mesmo de um jogador. Se estudos comprovam que o esporte dá mais tempo de vida para o ser humano, fazer uma atividade física é mais perigoso do que ser sedentário.
“Uma pessoa que pratica esporte tem 2,8 vezes mais chances de ter morte súbita (que acontece durante ou imediatamente depois da prática)”, alerta Ferreira.
E como evitar isso? “A melhor prevenção é a avaliação pré-participativa, onde o paciente deve responder um questionário e fazer os exames de rotina”, explica o doutor, que recentemente atendeu Sálvio Spínola Fagundes e a auxiliar Maria Eliza. O estudo de Ferreira virou referência na área e parou nas mãos da Fifa e da CBF, já que foi considerado inovador.
Mas vale lembrar: nenhum exame anula o risco de morte, sendo ou não feito por um praticante assíduo.
Relativas distorções e acertos em geral.
A CBF divulgou a Relação Nacional dos Árbitros para 2011/2012, datada em 15 de agosto de 2011.
Para quem entende de arbitragem, se admirará: Sandro Meira Ricci é quase o ‘rabeirinha’ dos FIFAs! Um dos melhores do Brasil nas 2 últimas temporadas, só ganhou na lista para o carioca Gutemberg de Paula, ficando atrás de Ricardo Marques Ribeiro e Evandro Roman!
Será que o erro pontual do pênalti em Neymar teve peso? Todo o crédito acumulado nas últimas temporadas se perdeu? Por quê Roman (que tem reprovado em testes físicos e há tempos vai mal nos jogos– quando apita) ou Ricardo Marques Ribeiro, hiper-mega contestado e ironizado pelos próprios colegas de arbitragem nos bastidores, estariam a frente de Ricci?
A CA-CBF, na verdade, divulgou 2 listas. Uma com o desempenho internacional dos árbitros brasileiros, e nela, o melhor é Heber Roberto Lopes, seguido por Sálvio Spínola Fagundes, Paulo César de Oliveira e Leandro Pedro Vuaden. A outra contém o desepenho deles dentro de competições nacionais, e nessa o ponteiro é Sálvio, seguido por Heber, Paulo Cesar e Seneme.
Abaixo, a lista oficial e a pergunta que a acompanha: há coerência nela?
Antes da sua resposta, dou a minha: em partes! Sandro Meira Ricci ser pior do que Marcelo de Lima Henrique, Evandro Roman, Ricardo Marques… é brincadeira! Repare que Rodrigo Martins Cintra, árbitro paulista, alocado na Federação Bahiana e que está trabalhando no Comitê Organizador da Copa do RN está bem cotado na relação (alguém lembra da sua última escala?). Veja também que o bom José Henrique de Carvalho, que tem sofrido com lesões, está a frente de Ceretta, que está na ativa.
E você, concorda ou não com os nomes? Deixe seu comentário: (clique na figura para aumentar a imagem)
Você concorda com essa afirmação abaixo?
“É o fim de uma era. O que eu tinha dúvidas em 2006, agora se confirma”
David Beckham, reproduzida pela FSP, 13/08/2011, Caderno Esporte, pg E3, após o jogo Alemanha X Brasil, sobre o atual momento da Seleção Brasileira.
Tudo é cíclico. O mundo tem idas e vindas. O que é impensável para nós pode ter sido comum a outras gerações. Na geopolítica econômica é assim: Os gregos foram hegemônicos durante um determinado período da Antiguidade; hoje, estão falidos! A Roma Antiga foi o maior império da humanidade, e hoje a Itália está numa pindaíba. Vemos atualmente esse fenômeno ocorrendo na economia americana. Por que não no esporte também?
Já tivemos o Basquetebol como segunda grande paixão do Brasileiro. Monteiro Lobato ousou questionar se um dia o Futebol superaria a Capoeira! E hoje, a capacidade técnica da Seleção Brasileira é questionada. Nossos craques são, de fato, craques? Nossos treinadores são grandes estrategistas? Nossas ações de marketing esportivo são eficazes?
Será que não estamos nos enganando e vivendo um grande engodo? O da crença que somos e sempre seremos os melhores do mundo?
O futebol foi criado pelos ingleses. O Brasil se destacou pela criação do drible, oriundo de lances de dança africana onde os jogadores negros utilizavam tal tática para fugir das faltas dos seus adversários brancos não aceitas pelos árbitros da época (embora, na Grã-Bretanha, os ingleses mais superiores aos escoceses jogavam o passing game X dribling game – mas é uma outra história).
O Uruguai com população diminuta ganhou 2 Copas. A Argentina no período da 2ª Grande Guerra tinha a melhor Seleção do Mundo, mas não tivemos Copa. A Hungria quase levou em 54. Holanda idem em 74. Levamos na Era Pelé 3 Copas, mas onde Pelé nunca jogou sozinho, pois tínhamos maravilhosos Nilton Santos, Garrincha, Carlos Alberto Torres, Tostão, Rivelino… Hoje temos André Santos, Jadson, Fred… Nossos amistosos eram contra os times de 1ª linha e/ou médios fortes. Hoje, preterimos a Espanha por Gabão. Nosso querido Paulista de Jundiaí, com o time comum que disputa a Copa Paulista, faz frente tranquilamente ao pobre país africano, caso desafia-se tal adversário.
Onde está o erro:
1- Valorizamos demais jogadores comuns (um drible a mais e o cara virou craque);
2- A safra é fraca; ou
3- O treinador é ruim?
A única unanimidade: nossos dirigentes esportivos são péssimos! Não existe planejamento sério, prestação de contas nem responsabilidade social. O trabalho psicológico se resume a fazer os jogadores acreditarem que são os melhores do mundo, mesmo não sendo mais…
Nosso ciclo acabou realmente? Beckham tem razão? Deixe seu comentário:
Apoio integralmente a campanha popular contra a ditadura e permanência dos dirigentes eternos Ricardo Teixeira e Marco Polo Del Nero à frente da CBF e FPF.
Porém…
Manifestação na Avenida Paulista não dá, né? Preciso ser coerente: se eu critico qualquer segmento de se manifestar ali, por mais digna que seja a reinvinvidação, não dá para abrir excessão ao Futebol.
Como é que ficam as pessoas que precisam do corredor hospitalar da Paulista, bem como os que não gostam de futebol?
Força no movimento, pessoal. Mas em, local adequado.
Obs: o que tem de nêgo se aproveitando disso! Tem cara que sempre foi pau-mandado de emissário deles, chapa-branca mesmo e agora que virou a casaca se diz bonzinho. Hum… Ele sabe que é dele que estou falando.
Para os mais íntimos, mataram a charada!
Depende do que se entende como “perseguir”.
“Choveu” e-mails de amigos que perguntaram, ainda antes do final do jogo, sobre o lance de Neymar ter sofrido um pênalti e o árbitro não ter marcado.
Não pude assistir o jogo (estava numa tarefa sensacional: comendo merengues com minha filha na Festa do Morango de Jundiaí – boa pedida nesse final de semana), mas não é sobre o lance que a maior parte das perguntas se referiam, mas à perseguição ao atleta Neymar.
Primeiro: jogador que dá trabalho, sempre é mais visado. Madson, domingo, forçou um pênalti contra o Corinthians e se jogou por diversas vezes. Será que ele não imagina que os árbitros assistem futebol e estarão atentos com sua indisciplina numa possível futura escala?
Imaginem então Neymar. Nos últimos dois Campeonatos Paulistas, cansou de se jogar. Simulava descaradamente. E de tanto cair perdeu credibilidade. Árbitros mais novos entravam na dele. Os mais experientes, ignoravam (mas se omitiam na aplicação do cartão amarelo). Por ser jovem, bom de bola e uma atração em campo, parece que recebeu blindagem contra críticas à ele. Pode tudo e se passa a mão na cabeça.
Na fase mais aguda do cai-cai, na inauguração da Red Bull Arena, Neymar se jogou e o árbitro mexicano ignorou. A leitura labial foi perfeita: “You? You no”, tentando se fazer entender ao atleta. Contra a Holanda, Carlos Amarilla acreditou numa queda onde ele simulou tão bem e que custou o amarelo ao adversário. Dias depois Amarilla estava escalado na Libertadores, em jogo do Santos… Depois quer reclamar de perseguição?
Árbitros marcam jogadores. Perseguir é usar de má fé em campo. Marcar é ter atenção maior para não se passar de bobo. Pense como um juiz de futebol e sinta o drama: o árbitro luta numa carreira inglória, com apoio mínimo, e o jogador que ganha milhões o quer enganar descaradamente. Na segunda-feira, a gozação é geral por ter caído em uma simulação. Árbitro odeia ser enganado em simulação, é uma das piores infrações, pois ele se sente como um trouxa.
Aqui, o jogador que simula é aplaudido. Na Inglaterra, é vaiado pelo unfair-play. Diferença cultural…
Não sei se o árbitro errou ou acertou, pois não vi o lance. Mas uma coisa tenho certeza: Neymar, Kléber Gladiador, Felipão, Fábio Costa, entre tantos outros, são pessoas do meio esportivo marcadas, visadas, que pelo histórico que tem de indisciplina recebem (e devem receber) atenção especial. Perseguidos seriam se os árbitros usassem de má fé.
Segundo: Sandro Meira Ricci possui um processo na Justiça contra Neymar por ofensas (quem sabe isso faz o menino repensar atitudes irresponsáveis). Por que escalá-lo? Não era previsível que Neymar poderia simular (como faz com frequência) e um bom árbitro como Sandro Meira Ricci, que costuma não pipocar em campo, cumprir a regra e aplicar o cartão? Se errou ou acertou, independe. O risco existia e o árbitro não deveria ser escalado em jogos do Santos até a resolução da pendenga. Principalmente porque justo quando a notícia do processo foi “descoberta” pela mídia, Sandro é escalado… Ou melhor, “sorteado”. Ingrata a bolinha, não?
Terceiro: Neymar construiu esse histórico de irresponsabilidade travestida de irreverência. É o preço.
Insisto: árbitro não persegue jogador, mas tem atenção maior com alguns. A sacanagem, quando existir, é perceptível. Quer exemplo? Um dia, Léo, na primeira passagem pleo Santos, ofendeu Edilson Pereira de Carvalho. Depois disso, em todas as outras partidas em que Edilson apitou, Léo apanhava pra valer e nunca era marcada a falta. Em alguns confrontos, tomava amarelo por reclamar de tanta pancada recebida. Isso sim é perseguição.
André Garfield substituirá Tobby Maguire e será Peter Parker, o Homem-Aranha, na refilmagem do super-herói.
O ator, em coletiva sobre as filmagens, disse que se inspirou no jogador de futebol Ronaldo Fenômeno para compor a personagem.
???
Por quê?
Sei lá! O ator também não explicou…
Alguém saberia dizer?
Pergunta interessante, abaixo:
“Um jogador número 8 sai de campo sendo levado pela maca, e não percebe que foi substituído no mesmo instante pelo seu companheiro número 18 com a autorização do árbitro. Minutos depois, quando está recuperado, pede ao árbitro se pode voltar sem usar de má fé. O árbitro e seus companheiros se esquecem da substituição, e deixam esse jogador numero 8 entrar em campo. Exato um minuto depois ele percebe seu erro , e paralisa o jogo. (a bola neste momento esta sendo disputada no circulo central)
O que fazer?
-Pedir para o jogador sair de campo e reiniciar com bola ao chão.
-Pedir para o jogador sair de campo e reiniciar com tiro livre indireto contra sua equipe.
-Ou qual é outra maneira de corrigir esse erro?”
Nunca vi tal lance. Já vi algumas vezes quando o jogador volta ao campo, mas sempre tentando ludibriar o árbitro, e nesses casos, a postura é: adverte o 12º jogador, ordena a sua saída de campo e se reinicia com bola ao chão no local onde ela se encontrava.
Porém, aqui houve consentimento do árbitro, e essa distração é grave. O jogador não pode ser punido por um erro do árbitro que percebe e tenta consertá-lo.
Penso que o árbitro deverá ordenar a saída do atleta, não adverti-lo e reiniciar o jogo com o bola ao chão (bem diferente da situação de quando há tentativa de burla). Além disso, deve relatar a situação o caso na súmula às autoridades competentes.
Mas confesso que a situação é inusitada. Aceita-se discussões.
Mano Menezes faz 1 ano como técnico da Seleção Brasileira. Vários amistosos e a Copa América nesse período. Já não era tempo para termos uma boa base? Hoje, mais uma derrota com um time pífio em campo.
O Brasil joga como time pequeno, se porta como time pequeno e apresenta um futebol pequeno. De quem é a culpa maior: do treinador ou dos jogadores? Deixe seu comentário:
No futebol, é recorrente o termo “Maria-Chuteira” à moça que luta de todas as formas para arranjar um jogador de futebol como namorado. O título se popularizou pelo fato da maioria, às vezes, nem se importar com a pessoa ou o comportamento do atleta, mas sim pelo status (há várias situações assim na sociedade: Maria-breteira, Maria-gasolina…).
Mas a Revista Época desta semana, Ed 690 (pg 90-91), trouxe um novo perfil nesse meio: as madames-chuteiras, que teriam mais classe do que as primeiras.
Tenho certeza que as moças citadas na matéria abaixo não se sentiram lisonjeadas com o título de madame…
MADAME CHUTEIRA
Finas, educadas e donas de prestígio e traquejo social, beldades como Bia Antoni e Deborah Seco representam o novo perfil da mulher de craque.
Por Bruno Segadilha
É um roteiro manjado. Mulher bonita e sensual se insinua para um jogador famoso em meio a uma balada qualquer. Eles ficam, fazem farra, saem em todas as capas de revista. Se não conseguir engatar um namoro, a bela, normalmente nascida em berço popular, aproveita os 15 minutos de fama para emplacar algum ensaio sensual e faturar uns trocados. Caso emplaque um romance ou engravide, o Olimpo: dinheiro, mordomia, fama. Ricas e alçadas à condição de celebridades, aproveitam para desfilar na imprensa a cabeleira loira e alisada, calças de cintura baixíssima e tops justos.
Esse foi o caminho da ascensão social seguido por muitos anos pelas “marias chuteiras”, apelido das garotas que fazem de tudo para descolar um polpudo casamento com os atletas dos campos. Mas, a julgar pelo comportamento de consortes como Bia Antoni, senhora Ronaldo Fenômeno, e Deborah Secco, senhora Roger Flores, o perfil das antigas marias chuteiras mudou. Finas, bem-educadas e donas de sua própria posição social, elas têm seguido um caminho iniciado pela ex-spice girl Victoria Beckham. Em vez de pegarem carona na fama do marido, são elas que, de certa forma, emprestam seu prestígio a atletas que costumam ter fama de inconsequentes. “Elas são fundamentais na construção da imagem pública de seus maridos, seja pelo traquejo social que esbanjam ou simplesmente pelo talento para se manter longe de confusões”, diz o pesquisador esportivo Celso Unzelte. “Essa fluência social é essencial para os jogadores, porque hoje em dia eles não vivem só do futebol, mas de contratos publicitários.”
Descolada e dona de uma agenda privilegiada, Bia é uma figura festejada na alta sociedade paulistana e carioca. Formada em engenharia e com pós-graduação na França, ela costuma causar alvoroço com seus eventos, como o almoço organizado por ela, em fevereiro, em homenagem ao badalado Yehuda Berg, mestre de Madonna na cabala. Os convidados dividiram a mesa com Ashton Kutcher e Demi Moore, que estavam de passagem por aqui por causa da São Paulo Fashion Week. Ao contrário das marias chuteiras, Bia tem a capacidade essencial de manter a fleuma diante do vexame. O melhor exemplo aconteceu em 2008, quando Ronaldo foi flagrado com travestis em um motel do Rio de Janeiro. Ela arrumou as malas e saiu de casa. Mas não soltou uma só palavra. No ano passado, deu nova demonstração de nobreza ao apoiar que o marido assumisse a paternidade de Alex, filho concebido durante a Copa do Mundo do Japão, em 2002.
Caroline Celico, de 24 anos, também vive em sintonia com o marido, Kaká. Mãe e dona de casa por vocação, como ela costuma dizer, Caroline só deixa a rotina de cuidados com os filhos Luca, de 3 anos, e Isabella, de 3 meses, pelos estúdios musicais. Há um mês, Caroline lançou um DVD só com músicas religiosas. Shows e turnês, nem pensar. A prioridade são os filhos e a família, como sempre pregou o comportado Kaká, craque que afirma ter casado virgem. Filha de Rosângela Lyra, diretora da grife Dior no Brasil, e do empresário Celso Celico, Caroline vem de uma família de posses. “Os jogadores estão mais espertos em relação à fortuna deles e são bem assessorados pelos seus empresários”, diz o comentarista esportivo Mauro Betting. Casar com uma mulher bem-nascida diminui substancialmente as chances de golpe do baú. Roger Flores, atualmente no Cruzeiro, que o diga. Antes de conhecer a atriz Deborah Secco, com quem está casado desde 2009, o jogador namorou por dois anos a apresentadora Adriane Galisteu. Tanto Deborah quanto Adriane são exemplos de mulheres independentes e bem-sucedidas. Galisteu teria declarado, inclusive, que Roger seria sovina.
Casar com jogador famoso já foi sinônimo de vergonha no Brasil. Nas décadas de 1950 e 1960, os atletas eram associados à boemia. Estavam na mesma categoria dos sambistas. Iniciar um romance com um tipo desses era motivo de desespero para a família, como foi para a de Rachel Izar Neves. Filha de libaneses ricos, Rachel conheceu o ex-goleiro Gylmar dos Santos Neves em 1958, quando ele era o titular da Seleção. Ela se apaixonou, mas esbarrou na resistência do pai, que deixou a filha trancada em casa por seis meses. A solução – fugir – custou-lhe a exclusão do testamento do pai e um exílio familiar de dez anos. “Era muito difícil um pai aceitar que a filha casasse com um jogador”, diz o empresário Marcelo Izar Neves, filho do casal. “Hoje em dia, talvez a história fosse diferente.”
Hoje, o que era vergonha se transformou em orgulho. O exemplo mais notório é Barbara Berlusconi. Filha do primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, ela (aparentemente) não teve problemas em casa por assumir seu romance com Alexandre Pato, atacante do Milan, o time do pai. O político tem mandado recado pelos filhos de que Pato “já é da família”. Pelo visto, em breve veremos um casamento com um pacto pré-nupcial daqueles. Difícil saber quem vai se proteger mais.
Não, mas se adverte com o Cartão Amarelo.
A pergunta vem do árbitro da FCF, Marcelo Rottoli Pereira:
“Um jogador recua a bola (que está em jogo) para seu goleiro que está dentro de sua área de meta e o mesmo, para evitar que a bola entre em sua meta, segura a mesma com a mão.
Sei que o mesmo tem a prerrogativa de pegar a bola com a mão dentro se sua área, e se fizer isso conforme relatei nas linhas acima, sua equipe será penalizada com um tiro livre indireto.
A dúvida é: ele (goleiro) pode ser advertido por impedir o gol?”
Caro Marcelo, o goleiro não deve ser expulso pelo fato de usar as mãos num momento proibido. Poderíamos discutir: qual é a infração maior? Impedir uma situação clara de gol ou o uso indevido das mãos de alguém que poderia usá-la mas não naquele momento?
O goleiro não está impedindo um gol na bola chutada por um adversário, mas está defendendo um recuo de bola. É essa a leitura, já que o companheiro do goleiro não tentou fazer um gol na sua própria meta. Portanto, tiro livre indireto e cartão amarelo pelo uso indevido das mãos, conforme o espírito da regra.
*ATENÇÃO: VEJA A DATA DA POSTAGEM, POIS AS REGRAS MUDAM.
De um tremendo jogão para um jogo comum. É essa a expectativa para o clássico envolvendo Santos X Corinthians, nesta quarta-feira à noite.
Numa quarta-feira de data FIFA, por que remarcar este jogo adiado num dia de jogo da Seleção Brasileira, desfalcando o Santos com Neymar e Ganso e o Corinthians com Ralf?
Teóricos da conspiração diriam que é ato pensado pela CBF para ajudar o Corinthians, devido a amizade entre Andrés Sanches e Ricardo Teixeira, facilitando as coisas para o Timão ao desfalcar o Santos dos seus 2 principais atletas. Bobagem. A relação de Luís Alvaro, presidente santista, com a CBF é tão boa quanto ao do seu rival.
O respeito com o torcedor brasileiro é nulo. Aliás, também não deveria ter rodada da Sulamericana neste meio de semana; afinal, temos jogos envolvendo seleções.
E você, o que pensa sobre isso: Falta respeito ou não ao torcedor? Deixe seu comentário:
Uma interessante pergunta sobre Impedimento e Bola ao Chão. Vamos lá:
“Estivemos em uma roda de debate sobre regras de jogo e chegamos em uma pergunta que não obtivemos um consenso na resposta, peço a sua opinião sobre o lance e se possível uma explicação pois não encontramos nada no livro. Aliás, onde encontramos está na página 27 regra 11 impedimento item infração, mas nos deixou sem entendimento no fato que relato agora:
A pergunta foi feita neste modo:O jogo foi reiniciado através de um bola ao chão. A bola entra em jogo e é tocada pela primeira vez por atacante que se encontrava em posição de impedimento. Qual deverá ser a decisão do árbitro?
A) paralisar a partida e reiniciá-la com um tiro livre indireto (impedimento).
B) paralisar a partida e repetir a execução do bola ao chão.
C) deixará a partida prosseguir.
D) nenhuma das alternativas está correta.Att
Marcelo Rottoli”
Olá Marcelo, bela pergunta. Mas aqui ocorre nitidamente uma “pegadinha”. A resposta é alternativa C, pois, lembre-se: “estar em posição de impedimento” não é necessariamente “estar impedido”. O jogador pode estar lá na frente, sozinho, à frente dos adversários e mais próximo da linha de fundo do que a bola. Qual o problema, se a bola não for lançada por um companheiro?
O Bola ao Chão é um reinício do jogo, onde acontece quando a bola cai ao solo por iniciativa do árbitro. Se o jogador que “está em posição de impedimento” disputá-la ou for o primeiro a tocá-la, “não há confirmação do impedimento”, pois ele não a recebe de nenhum jogador da sua equipe. Ela não é passada por ninguém! Portanto, não existe infração.
Qualquer interpretação diferente, vale deixá-la em “Comentários”, a fim de crescer o debate e reafirmar o entendimento.
Mário Jorge Lobo Zagallo é o cara. Currículo como o dele no futebol, não há! E os críticos devem dar a mão à palmatória, pois afinal, ele é um vencedor.
Nessa semana, muitas matérias relembram o ex-jogador e ex-treinador da Seleção Brasileira, pelos seus 80 anos. Observei algumas, e confesso que a matéria de Zagallo no Estadão de domingo me impressionou: lúcido, o vitorioso “velhinho” falou abertamente sobre alguns temas interessantes. Por exemplo, uma certa arrogância e desdém sobre os adversários.
Para tanto, Zagallo disse o seguinte:
“A Holanda de 74 era o time da moda, e eu só poderia minimizar suas qualidades para tentar a vitória (…) foi tudo proposital”!
Sobre os melhores jogadores do mundo, disse:
“A diferença entre Pelé e Maradona, Messi e Neymar é brutal, não dá para comparar”.
E, por fim, sobre o melhor escrete de todos os tempos, não elegeu unicamente a Seleção de 70:
“A nossa seleção de 58 era tão boa quanto a de 70; era genial! A diferença é que em 70 o mundo assistiu, enquanto que em 58 só os felizardos de Estocolmo viram Pelé e Garrincha”.
E você, concorda com Zagallo? Deixe sue comentário:
Um dos papas da Administração Estratégica é Michael Porter. Para os professores de Administração de Empresas e também pelos grandes executivos, ele é o cara!
Professor Dr Marcos Morita, docente renomado, utilizou as forças competitivas de Michael Porter em análises estratégicas para explicar o futebol de maneira científica. Trabalho muito bom, que compartilho com os amigos:
FUTEBOL SOB A ÓTICA DA ADMINISTRAÇÃO
Consultor analisa o interesse comercial por este tipo de evento sob o modelo das cinco forças de Michael Porter. Confira!
Dizer que a Copa do Mundo é um dos maiores eventos mundiais, talvez não seja nenhuma novidade, a não ser que você esteja na Coréia do Norte. Em nosso país, jogo da seleção é dia de festa, celebração com amigos, folga no trabalho, ruas vazias, camisas amarelas e cerveja gelada. Entre a paixão brasileira e o desconhecimento coreano, existem cinco continentes nos quais centenas de países e milhões de pessoas acompanham de perto o desenrolar dos jogos.
É patente o crescente interesse comercial e político na competição, dirigida e controlada pela FIFA (Federação Internacional de Futebol). Para analisá-lo sob o ponto de vista estratégico, utilizarei o modelo das cinco forças de Michael Porter, o qual avalia a atratividade de uma indústria com base no poder de barganha dos seus integrantes. Começarei pelos fornecedores, literalmente os donos da bola.
Fornecedores – É de supor que nos idos dos anos trinta, quando o futebol era ainda um esporte amador, as próprias seleções eram responsáveis por seus uniformes. Hoje muita coisa mudou. As cifras para patrocinar uma equipe, ultrapassam com facilidade a casa das dezenas de milhões de dólares. Nesta briga de gigantes, tem destaque a americana Nike e a alemã Adidas. Inglaterra, Brasil, Portugal e Holanda são parceiros da primeira, enquanto Alemanha, Espanha, Argentina e a anfitriã África do Sul, vestem os uniformes das três listras. Vinte e duas seleções utilizando uma ou outra marca e trinta e duas com a controversa Jabulani, reverenciada no início de cada partida. Devido à concentração, é uma força que deve ser monitorada para que não aumente ainda mais sua influência e poder de barganha.
Concorrentes – Ainda que trinta e duas seleções estejam na disputa do tão famigerado título, poucas na verdade tem condições reais de levá-lo para casa. A menos que uma grande zebra ocorra, a final deverá ser disputada entre uma das sete seleções que já levantaram o caneco. Brasil, Itália, Alemanha, Argentina, Uruguai, França e Inglaterra. Estas últimas já desclassificadas ou com sérias dificuldades de seguirem adiante. A despeito da hegemonia brasileira, a alternância é bastante grande. Esperamos vinte e quatro anos na fila, período semelhante ao grupo dirigido por Maradona. A possibilidade de uma ou mais seleções concentrarem os títulos é bastante baixa. Mercados monopolistas ou oligopolistas tendem a diminuir a competitividade num determinado setor.
Clientes – Conforme levantamento da FIFA, a última edição da Copa na Alemanha foi transmitida para 214 países e territórios por um contingente de 376 canais. A audiência acumulada durante o evento ultrapassou a casa dos 26 bilhões de telespectadores, com 700 milhões durante a final entre Itália e França. Basta olhar ao redor em dia de jogo para verificar a heterogeneidade da audiência. Brancos, negros, pardos, amarelos, ricos, pobres, homens, mulheres, adultos e crianças. Fanáticos, apreciadores e simpatizantes, os quais muitas vezes não sabem a relação entre bandeirinha e impedimento. Poucos os negócios que podem contar com um público tão cativo e fiel. Cabe aos dirigentes mantê-la longe de interesses políticos, antiesportivos ou excessivamente comerciais, tais como realizá-la a cada dois anos.
Novos entrantes – O interesse em participar da competição pode ser medido pela popularidade das eliminatórias. Nada menos que duzentas seleções disputaram o torneio de qualificação, envolvendo 5.622 jogadores e 275 técnicos das mais diversas nacionalidades. Quase meia centena de franceses, holandeses, brasileiros e alemães, repassando os conhecimentos de escolas consagradas. Dinamarca, Coréia do Sul, Japão e Estados Unidos são alguns exemplos de equipes em ascensão. Alguns riscos para a competição estariam no desbalanceamento das vagas por continente ou no inchaço do torneio, como já vimos em terras tupiniquins.
Produtos substitutos – Apesar da paixão dos sul-africanos pelo rúgbi, franceses pelo ciclismo, indianos pelo críquete e ianques pelas ligas de basquete e beisebol – o futebol ou soccer é o único produto com apelo global, capaz de competir com marcas locais fortes. Em uma sociedade cada vez mais sem fronteiras, não tardará o dia em que o mundo usará chuteiras. Sob este aspecto, a Copa do Mundo não terá produtos substitutos a médio ou longo prazo.
A análise demonstrou um relativo equilíbrio entre as cinco forças, necessário e imprescindível para a manutenção do torneio que tanto nos seduz. Em diversas indústrias, o poder de decisão está nas mãos dos governos e governantes, os quais com suas leis e medidas podem auxiliar ou até mesmo atrapalhar seu desenvolvimento. No país da bola, este poder está com a FIFA e seus dirigentes. Desta maneira, sugiro que os brasileiros apaixonados por futebol acendam duas velas a partir de hoje. Uma para o hexa e outro para a lucidez de Joseph Blatter, presidente da entidade.
Marcos Morita (Mestre em Administração de Empresas e professor da Universidade Mackenzie. Especialista em estratégias empresariais, é colunista, palestrante e consultor de negócios. Há mais de quinze anos atua como executivo em empresas multinacionais – professor@marcosmorita.com.br / www.marcosmorita.com.br)
Claro que sim. Mas aplicá-la é complicado…
Hoje, na partida Atlético Paranaense X Corinthians, Paulinho, em cima da marca penal, é empurrado pelo zagueiro adversário (não foi calçado, afinal, por baixo o atleta foi legalmente na bola; ele foi empurrado pelas costas). O goleiro estava caído e a bola morreria no gol.
O árbitro imediatamente marca pênalti. Mas ele poderia retardar a sua marcação para esperar a concretização da jogada (verificar se a bola entraria no gol ou não, mesmo após a infração)? Claro que sim, seria a aplicação da Lei da Vantagem.
Porém, costumeiramente não se aplica vantagem em lances de pênalti, simplesmente pelo risco da vantagem não se efetivar como tal. Ou seja: se o atacante sofre pênalti e a bola sobra para seu companheiro que está na cara do gol; e se ele desperdiçar? POSSE DE BOLA não deve ser entendida como vantagem. Assim, na maciça maioria das vezes, a grande vantagem é ter o pênalti a ser cobrado do que continuar a jogada. Embora, tenhamos a atenção que nem todo pênalti é sinônimo de gol…
Na partida de hoje, 2 erros:
1) se o árbitro marcou pênalti, era para cartão vermelho. A infração foi por trás e impediu uma situação clara de gol.
2) na cobrança, jogador corinthiano invade a área. Deveria se repetir a cobrança. Se a bola fosse chutada para fora, segue o jogo. Se o invasor for do time infrator, confirme o gol. Se o invasor é infrator e a cobrança desperdiçada, volta o lance. E se ambos invadem, independe de gol ou não, cobra-se novamente.
Ops: caso fosse confirmado o gol de Paulinho sem a marcação do pênalti, o jogador do Atlético Paranaense deveria receber CARTÃO AMARELO, por tentar impedir uma oportunidade clara de gol e não conseguir.
Pênalti ou Falta, dependendo de qual pé é atingido.
Ontem, no jogo Flamengo X Coritiba, um lance complicado: atacante do Coxa Branco é tocado pelo flamenguista Willian e ficou a dúvida: dentro ou fora da área? Pênalti ou falta?
Vi o lance à noitinha. Estava na estrada e ouvia a Rádio Globo carioca. Na hora, o repórter de campo disse: “Um pé estava dentro e outro fora, portanto, acertou o árbitro, foi falta, tem que estar dentro da área por inteiro.”
Ôpa, errou feio o amigo jornalista! Trocou ‘alhos por bugalhos’, deve ter confundido a questão de bola entrar por inteiro dentro do gol para confirmar um tento.
Vamos lá: se um jogador está com um pé dentro e outro fora da área, vale o pé em que ele é tocado. Tem que ser no local do ato, onde atingiu. Se estiver em cima da linha, não esqueça, ela faz parte da grande área, portanto é pênalti.
Uma curiosidade da regra: todas as infrações devem ser marcadas no local da infração, em especial as “faltas continuadas”. Ou seja: se o jogador tem a camisa puxada fora da área mas consegue entrar na grande área, e lá é desequilibrado, deve se dar o pênalti. O ato começou fora mas terminou dentro. É a consumação da infração que deve ser levada em conta.
É como cusparadas: se um zagueiro está na grande área e cospe no adversário que está fora, é falta. Se está fora e cospe dentro, é pênalti.
Tal ponto, esquecido por muitos está nas “Diretrizes da Regra de Jogo 2009-2010, Regra 12 – Faltas e Infrações, pg 92, e o texto é claríssimo, redigido da seguinte forma:
“Se um defensor começar a segurar um atacante fora da área penal e continuar segurando dentro dessa área, o árbitro deverá conceder um tiro penal”.
Ontem, no jogo Flamengo X Coritiba, o jogador estava dentro da área, com os dois pés. Errou o árbitro, que deu falta, e o jornalista, que deve ter achado que pé sobre a linha fosse fora da área.
Alguém sabia que Andrés Sanches tem o sigilo telefônico quebrado? Confesso minha ignorância… mas o certo é que Andrés, presidente do Corinthians, se tornou um dos homens mais procurados pela Receita Federal de Jundiaí por empresas que supostamente são de fachada e evasão fiscal!
Repercutiu tal divulgação nos jornais aqui da nossa Terra da Uva, principalmente após a matéria da IstoÉ, que denuncia uma série de irregularidades e até mesmo suposta comissão por negociação de jogadores!
Extraído da Revista IstoÉ que chega às bancas nesse sábado: http://www.istoe.com.br/reportagens/150325_O+POLEMICO+HOMEM+CHAVE+DA+COPA?pathImagens=&path=&actualArea=internalPage
O POLÊMICO HOMEM-CHAVE DA COPA
Por Flávio Costa
Como o presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, responsável pelo Arena Itaquerão, construiu uma vertiginosa trajetória de sucesso no futebol brasileiro, ancorado por amizades poderosas, enquanto progredia como dono de negócios nebulosos
O dia 12 de junho de 2014 é a data. Mais de 60 mil pessoas saudarão a entrada da Seleção Brasileira de futebol no campo em que se disputará o jogo de abertura da Copa do Mundo do Brasil. Não importa o adversário ou o resultado. De algum ponto das tribunas de um estádio recém-inaugurado no distante bairro de Itaquera, na zona leste de São Paulo, um homem celebrará uma grande vitória. Andrés Navarro Sanchez provavelmente deixará escapar um palavrão em meio a frases efusivas. E não fará concessões aos que duvidaram dele. Faltam pouco menos de três anos para esse momento de glória. Mas quem conhece Sanchez pode imaginar a cena desde já. Nas próximas semanas a Fifa deve confirmar o Itaquerão como sede da partida inaugural do evento. E então o atual presidente do Corinthians terá marcado mais um gol surpreendente em uma das trajetórias mais impressionantes e improváveis da cartolagem brasileira. Em apenas 17 anos, Sanchez passou de chefe de torcida organizada a homem-chave nas decisões que envolvem o Mundial de 2014.
No comando do segundo clube mais popular do País, com seu jeito direto e falastrão, em pouco tempo conseguiu dinamitar a musculatura política do Clube dos 13, instituição que reúne as principais equipes brasileiras, ao decidir negociar sem intermediários os direitos de transmissão dos jogos de seu time pelas tevês. É um dos nomes mais cotados para substituir Ricardo Teixeira na presidência da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Tem uma constelação de amigos poderosos, encabeçada por nomes como o ex-jogador Ronaldo Fenômeno e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Aos 47 anos, coleciona admiradores e desafetos na mesma proporção em que fortalece seu clube e se envolve em transações comerciais nebulosas.
A gestão Sanchez no Corinthians tem o carimbo da ousadia. A maior até o momento foi a contratação de Ronaldo Fenômeno, em 2009, fundamental para o clube aumentar sobremaneira sua receita. Hoje, o time do Parque São Jorge é o que mais fatura com patrocínio e publicidade no Brasil – R$ 47 milhões só no ano passado. A construção do Itaquerão, por sua vez, retrata como tem sido profícua sua proximidade com a CBF. O antigo sonho corintiano foi viabilizado com a reprovação, por parte do comitê organizador da Copa, comandado por Ricardo Teixeira, do favorito Estádio do Morumbi, do rival São Paulo, forçando a maior cidade do País a buscar uma alternativa, ainda que mais cara, para não ficar de fora do evento. A partir daí, Sanchez mobilizou toda a sua rede de contatos políticos até encontrar uma fórmula que permitisse bancar a construção de um estádio novo para o clube. Foi uma costura difícil, cercada de interesses milionários. Não por acaso, Sanchez chorou copiosamente no dia 20 de julho, na cerimônia em que o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o prefeito Gilberto Kassab assinaram, no terreno do futuro estádio, os contratos que davam sinal verde para o empreendimento.
Dos R$ 820 milhões garantidos para a obra, R$ 420 milhões são de incentivos fiscais aprovados pela Câmara de Vereadores e R$ 400 milhões serão financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES). Especialistas apontam que a conta final da obra, realizada pela Odebrecht, deve bater R$ 1 bilhão. Críticos da empreitada alegam ser um absurdo construir um estádio com dinheiro do governo. “O Corinthians não recebe dinheiro público”, rebate Sanchez. “A prefeitura abriu mão de parte do que recebeu para ter a abertura do evento.”
Ao mesmo tempo que imprime uma imagem de dirigente vencedor, Sanchez também gosta de lembrar sua origem humilde, de descendente de espanhóis que atravessou a adolescência trabalhando como feirante. Esse é o capítulo de sua biografia que ele lança aos holofotes. Há outros bem menos luminosos. Sob sigilo, por exemplo, correria na Polícia Federal uma investigação contra ele pelos crimes de lavagem de dinheiro e sonegação fiscal. Duas pessoas ligadas ao Corinthians confirmaram à ISTOÉ que estão arroladas como testemunhas nesse inquérito. ISTOÉ apurou ainda que pelo menos 40 pessoas deverão ser ouvidas a partir deste mês. Sanchez já teve o seu sigilo telefônico quebrado, desde outubro do ano passado. Um pedido de prisão teria sido negado há dois meses pela Justiça Federal, que requereu mais provas. “Não sei da existência dessa investigação”, declarou Sanchez.
No site oficial do clube, o presidente da agremiação é classificado como um “próspero empresário”. De fato, Sanchez leva uma vida confortável. Divorciado e pai de um casal de jovens de 19 e 18 anos, mora sozinho há 12 anos num apartamento de 198 metros quadrados no Alto da Lapa, bairro de classe média alta de São Paulo. E é dono de um posto de gasolina na capital, o único negócio regular registrado em seu nome, o que garantiria o “próspero” em sua nota biográfica oficial. Em consulta a juntas comerciais de São Paulo, a reportagem de ISTOÉ localizou pelo menos outras sete empresas registradas em nome do dirigente. Depois, visitou quatro endereços paulistanos onde estariam sediadas sete firmas em nome de Sanchez e seus familiares.
A Sol Brasil Promoções e Eventos Ltda. deveria ser encontrada na mesma rua do bairro de Vila Olímpia onde está localizada a Santa Aldeia, casa noturna frequentada por pessoas ligadas ao futebol. “A empresa não está mais aqui desde o início do ano”, atestou um funcionário do edifício. Em um prédio comercial na avenida Ibirapuera, em Moema, deveria estar a Biosfera Promoções e Eventos Ltda., mas funciona um escritório de advocacia. “Essa empresa nunca esteve sediada aqui”, afirmou uma das recepcionistas. Quem trabalha no número 143 da rua Alvarenga Peixoto, na cidade de Caieiras, região metropolitana de São Paulo, também nunca ouviu falar na Usina de Negócios Comércio de Encartes e Eventos Culturais Ltda. E no centro comercial de Alphaville não há representante da ASN Participações. Uma funcionária do escritório de advocacia que fica no local afirma que o lugar serve apenas para receber correspondência. Essa última empresa e outras duas estão bloqueadas parcialmente por ordem da Delegacia da Receita Federal em Jundiaí, desde maio de 2009. Questionado por ISTOÉ, Sanchez limitou-se a dizer que seus negócios particulares não têm relação com o Corinthians. “Mas desconheço a empresa Biosfera, e a Sol Brasil Promoções e Eventos está inativa há seis meses e sendo transferida pelo meu contador”, afirmou.
Também paira sobre o atual presidente a acusação de cobrar propina de empresários em venda de jogadores. O sócio do clube Rolando Wohlers fez uma denúncia formal ao Conselho Deliberativo na qual afirma que Sanchez, por meio de auxiliares, pediu uma taxa de R$ 300 mil a um agente, metade a que ele teria direito, na venda de um jogador corintiano. “Não é à toa que o presidente é conhecido como Taxinha no meio do futebol”, acusa Wohlers. O conselheiro Alexandre Husne afirma não ter visto nenhuma irregularidade contábil nessa negociação. Outra transação polêmica foi a transferência do volante Jucilei para o Anzhi Makhachkala, da Rússia, neste ano. O atleta pertenceria metade ao Corinthians, metade ao Corinthians Paranaense. Após a venda do jogador por 10 milhões de euros, descobriu-se que o time paulista tinha apenas 15% do valor do passe – os outros 35% que lhe eram de direito haviam sido repassados a um empresário de Jundiaí (SP). “O clube perdeu o dinheiro”, diz o administrador de empresas Marcos Caldeirinha, integrante do Conselho Deliberativo, que pediu explicação oficial à direção. A reportagem ouviu ainda empresários de jogadores que afirmaram ter deixado de negociar atletas com o clube após a chegada de Sanchez à presidência. O dirigente diz que as acusações são mentirosas. “Todas as contratações são feitas com o aval do departamento jurídico e analisadas pelo órgão de controle”, afirma.
Fundador de uma das maiores torcidas organizadas do Corinthians, a Pavilhão 9, em 1990, Sanchez trabalhou como coordenador nas divisões de base do clube por muitos anos, graças a sua proximidade com Alberto Dualib, que presidiu o clube de 1993 a 2007. Sua ascensão começou em 2004, com o início da parceria entre a MSI, do milionário russo Boris Abramovich Berezovsky, e o time do Parque São Jorge. Ele se aproximou do representante da MSI no Brasil, o iraniano Kia Joorabchian, um apreciador da noite, assim como Sanchez. Por indicação de Joorabchian, foi nomeado diretor de futebol, o segundo cargo mais importante do clube. E o time, que tinha como estrela o argentino Tévez, ganhou o Brasileirão de 2005.
A parceria MSI/Corinthians trouxe vários jogadores de renome. E problemas de igual envergadura. Primeiro, Joorabchian e Dualib começaram a travar uma disputa renhida pelo poder no Corinthians. Segundo, a Polícia Federal descobriu que a parceria funcionava como um véu para um esquema de lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. O escândalo tragou toda a diretoria do clube, menos Sanchez, que, em um lance planejado com Joorabchian, havia pulado para o barco da oposição, com um discurso de renovação e transparência. Em depoimento à Polícia Federal durante a investigação, Sanchez admitiu que os atletas contratados pela MSI acertavam contratos fora do Brasil. Escutas telefônicas mostraram que ele combinou o conteúdo do depoimento com o próprio Dualib. Até hoje pairam dúvidas sobre o seu não indiciamento. Procurado por ISTOÉ, o deputado federal Protógenes Queiroz (PCdoB-SP), encarregado da investigação à época, não quis se pronunciar. Dualib foi condenado em primeira instância, em outro processo por estelionato, e afastado da presidência.
Sanchez venceu as eleições para presidente em 2007. Mas para isso fez um acordo, na reta final de campanha, com o próprio Dualib. “Todo mundo sabe que foi graças aos votos controlados por Dualib que ele conseguiu vencer o Paulo Garcia (empresário que deve disputar novamente o cargo)”, afirma o advogado Rubens Gomes, conselheiro do clube. Na noite da vitória, Sanchez teria ligado para o amigo iraniano: “Kia! Ganhamos, c…” “Quem manda no Corinthians ainda é o Kia”, afirma o blogueiro Paulo César Prado, que acusa o dirigente de tê-lo grampeado e com quem trava batalhas judiciais. Sua página tem 30 mil visitas diárias e reúne denúncias contra a atual administração. Entre elas a de que o Corinthians pegou dinheiro emprestado da empresa Salamandra Investimentos, cujo representante é Wagner Martins Ramos, sócio de Andrés Sanchez em outras empresas. A Salamandra é propriedade última da Newbut Investiments, sediada no Uruguai.
Se a relação com o iraniano Joorabchian cacifou a ascensão de Sanchez no Corinthians, a proximidade com Ricardo Teixeira o alçou à categoria de protagonista do futebol nacional. O namoro começou em abril de 2010, quando o corintiano apoiou a candidatura derrotada de Kleber Leite, aliado de Teixeira e ex-presidente do Flamengo, na disputa pela presidência do Clube dos 13. Ganhou Fábio Koff, ex-presidente do Grêmio (RS), mas Sanchez foi recompensado com o cargo de chefe da delegação brasileira na Copa do Mundo da África do Sul. E no início deste ano foi o principal artífice do desmoronamento da entidade. Alegando não concordar com a maneira como Koff conduzia as negociações dos direitos de transmissão das próximas temporadas, ele desfiliou o Corinthians. Um a um, os clubes decidiram negociar individualmente com a Rede Globo. A parte que coube ao Corinthians foi da ordem de R$ 114 milhões “Sanchez jogou limpo”, diz Alexandre Kalil, presidente do Atlético Mineiro. “De todos os presidentes de clubes que tiveram postura contrária à minha, ele foi o mais correto.”
Sobre sua proximidade com a CBF e a Globo, Sanchez não se faz de rogado. “Sou amigo do Ricardo Teixeira mesmo, sou amigo da Globo, apesar de ela ser gângster”, chegou a dizer. Esta é uma declaração típica do dirigente, boquirroto por natureza. Em um jantar de arrecadação para a campanha de Protógenes a deputado federal, no ano passado, Sanchez comentou dessa maneira uma vitória do seu time sobre o São Paulo: “O Corinthians vai ser condenado pela Lei Maria da Penha. Batemos nas meninas ontem.” O vocabulário rústico, adornado por modos pouco apurados, parece fazer parte do marketing pessoal dele, que gosta de lembrar que não fez faculdade, estudou apenas até o ensino médio e sofre preconceito por isso. Com o esvaziamento do Clube dos 13, já se fala numa nova agremiação, a Liga dos Clubes, subordinada à CBF, que teria Sanchez no comando. Mas ele diz que não é candidato a nada. Nem à Liga, nem à reeleição no Corinthians, nem à presidência da CBF. “Em dezembro, saio do Corinthians e vou para a minha casa”, garante.
Sim, nos dois lances polêmicos de pedidos de pênalti no 1º tempo o árbitro acertou.
Rogério Ceni cobra a falta, e algo muito comum no futebol ocorre: o zagueiro adversário que está na barreira leva a mão ao rosto para proteção. Não há problema que a bola bata na mão de qualquer atleta desde que ela esteja sendo usada para proteção: partes íntimas e rosto são as regiões mais freqüentes. Porém, o zagueiro bahiano ergue o braço não para que sua mão proteja o rosto, mas para desviar a trajetória da bola. Nenhuma dúvida: pênalti. Ele se aproveita do pulo na hora da cobrança de falta e a mão no rosto para deliberadamente tocar a bola. Confesso que vi um cartão amarelo para Fael, supostamente por reclamação, mas não vi se foi ele quem colocou a mão na bola. O infrator deveria ter recebido o amarelo no lance.
Durante a cobrança de pênalti, uma curiosidade: na hora que Rogério Ceni chuta a bola, dois adversários estão a pelo menos 1 metro dentro da grande área, e isso é invasão. Se o pênalti vai para fora ou o goleiro defende, deve-se repetir a cobrança.
Pouco depois, o time do Bahia vai ao ataque, cruza e a bola bate na mão de Rodrigo Caio. Perceba: bater é tocar involuntariamente. O atleta iria chutar a bola, espanando-a da área, e fura bisonhamente. Todo desengonçado, a bola bate no dorso de sua mão, pois, afinal, está desequilibrado. Alguém ousaria dizer que tal lance foi propositalmente pensado para cortar o cruzamento com a mão?
Pontos positivos do árbitro Márcio Chagas: discerniu muito bem tranco legal e carga (isso é típico da escola gaúcha), interpretou bem os lances capitais, expulsou corretamente Piris, deu vantagem nos momentos corretos e, principalmente, vibrou. É o que falta para muitos árbitros: vibração! No pênalti pró-São Paulo, sinalizou claramente o lance mostrando com o próprio braço a infração (coisa que muitos instrutores de arbitragem abominam: alegam que árbitro não deve “justificar marcação nem dar satisfação”, o que discordo). No lance do pênalti pró-Bahia, advertiu os atletas que tentaram o cercar.
Apenas dois detalhes:
1-Dagoberto sofreu uma falta de jogo um pouco mais forte, mas exagerou na queda, simulando um verdadeiro atropelamento e seu adversário foi punido com cartão amarelo. Jobson, no final do primeiro tempo, também sofreu uma falta de intensidade igual e exagerou na queda identicamente, mas seu adversário não levou cartão.
2-Lucas fez 3 faltas no 1º tempo: uma no ataque, outra no meio de campo e outra na defesa (polivalente o garoto, não?). No início do 2º tempo, fez outra! Caberia o cartão pelas reincidências (nada de violência, apenas repetição de faltas).
E você, o que achou dos lances polêmicos da partida? Deixe seu comentário:
Quando reclamam da possível corrupção na CBF, um subterfúgio é dizer que ela é uma entidade privada.
Juca Kfouri, em seu blog (http://blogdojuca.uol.com.br/2011/08/chega-de-fazer-papel-de-bobo/) lembrou bem:
“Segundo o filósofo Nenê Beiçola, criação do cronista do cotidiano Marco Bianchi, a CBD (assim mesmo) não é uma entidade nem pública nem privada: é uma privada pública.”
Sábio Juca… Alguém discorda?
Talvez. Depende da câmera… Para mim, estava impedido.
Faço essa brincadeira para falar sobre a polêmica criada após o comentário do analista da Sportv, após dizer que não havia dúvidas para o gol de Paulinho, o segundo do Corinthians na vitória contra o América Mineiro (falou mesmo, após ver o replay).
Quando ele justifica que “o atleta está na mesma linha, não há dúvida de que o gol de Paulinho foi legal”, respirei fundo. Peraí, com todo respeito, mas… a câmera não ajudava ali! Ou confia demais no taco, ou deu uma bobeada com um detalhe da regra. Explico:
No momento em que a bola foi chutada ao gol, Paulinho é o atacante corinthiano mais avançado. O goleiro está embaixo da trave e alguns jogadores do time americano “mais ou menos em linha” com Paulinho. Pairou a dúvida: estaria ou não em impedimento? Paulinho estava na EXATA mesma linha?
No lance rápido, tive sensação de impedimento, como o comentarista da TV também teve dúvida inicial. Depois de algum tempo, no replay (slow), ele mudou de opinião. A imagem que ele foi convencido não está exatamente numa paralela que permita ver o zagueiro e o atacante, ela está em diagonal! Tentando trazê-la para um “enquadramento retilíneo” continuo com a impressão de impedimento, pois a cabeça de Paulinho está a frente do zagueiro.
Eis o detalhe: o que é estar em mesma linha? Anatomicamente, o homem não é reto e simétrico. E no esporte, ele está em movimento, há dinâmica!
Paulinho não estaria em impedimento se as partes do corpo permitidas para o jogo de futebol de um atleta na linha (portanto: não vale mão, braço e antebraço) estivessem em perfeita linha ou antes da linha do seu penúltimo adversário (lembrando que o ‘último homem’ não é o zagueiro, mas o goleiro).
Para mim, Paulinho estava com a cabeça à frente dessa linha imaginária. Se alguém julgou impedimento a análise “tronco-a-tronco”, errou.
Agora, cá entre nós: o lance é difícil, rápido. Se a equipe de arbitragem errou ou acertou, não dá para condenar.
E você, o que achou do lance? Deixe seu comentário:
(mesmo que apareça uma câmera perfeita na linha, vale a observação da polêmica até a descoberta dessa imagem maravilhosa…)
Claro que o clima competitivo é menor em amistosos. Assisti partes do jogo entre Guangzhou X Real Madrid. Algumas coisas me chamaram a atenção:
1) No meio do gramado, inscrição em chinês. Não sei se é propaganda, anúncio, promoção ou saudação (afinal, estava em mandarim). Mas você não pode escrever nada no campo de jogo (e nem usar a desculpa de recortar a grama em formatos de letra). Errou a organização do evento em não deixar o campo limpo, conforme a Regra 1.
2) Por 3 vezes, Özil cobrou escanteio “a lá várzea”. Ops, desculpem os amantes do futebol amador… lá isso não ocorreria. A bola foi colocada por 3 vezes fora do quarto de círculo que delimita a área de cobrança permitida para o tiro de canto. E se fez vista grossa! Pôxa, 3 vezes? Numa delas, a bola estava quase a 1 palmo de distância.
3) O time se chama Guangzhou, mas o locutor e a geração o chamava de Evergrande. Deve ser mais ou menos como o caso do vôlei. Ao invés de Rexona, se chamava de Osasco…
4) Os craques estrangeiros titulares do time chinês: Muriqui, Conca e Paulão (no banco, Renato Cajá). E Kaká no banco merengue, com Higuain, Di Maria e Fábio Coentrão. A propósito, Neymar jogaria no lugar de quem? Do Cristiano Ronaldo?
5) Treinador Loo do Guangzhou passou o jogo fumando. Tenha dó… Cigarro deve ser aboido no esporte.
Até 5X0 a TV ficou ligada. Que me desculpe a grande torcida chinesa, mas o time deles é muiiiiito ruim.
A Rádio Jovem Pan coloca em 4 edições diárias um quadro chamado “Dois Diretores em Cena, com seu Tuta e Nilton Travessos”. Cultura transborda ali. E hoje eles abordam Osmar Santos.
Ah, imperdível para quem gosta de futebol. Vale a pena conferir durante a rádio. Entre 11:00h e 12:00, certamente teremos o quadro.
Claro que não. Mas Felipão não se importa…
O treinador Luiz Felipe Scolari foi expulso na última rodada (tratamos da conduta rotineira de Felipão no ‘Blog do Professor Rafael Porcari’ no post “Enésima Expulsão…”, clique aqui para acessá-lo, caso tenha interesse do histórico). Sandro Meira Ricci, árbitro da partida envolvendo Palmeiras X Atlético Mineiro, relatou que:
“Expulsei o técnico do Palmeiras (…) por, após já ter sido advertido por mim de forma verbal anteriormente, ter se manifestado, em razão da discordância da decisão da arbitragem, com as seguintes palavras: ‘Isso não foi falta? Isso não foi falta’ (…) Então gritou para seus jogadores, batendo o dorso de uma mão contra a palma da outra mão: ‘Podem chegar o pau! Cheguem o pau! Eles não dão nada mesmo’”.
E depois de expulso, veja o que o árbitro escreveu sobre o treinador:
“Após a expulsão, enquanto se dirigia ao vestiário, parou atrás do árbitro assistente nº01 Roberto Braatz e disse a ele: ‘Além de ser gaúcho, você é safado!’. Todas essas palavras foram ouvidas em alto e bom tom pelo árbitro assistente nº01 e o 4º árbitro”.
São 3 momentos:
1- reclamar da arbitragem,
2- incitar a conduta antidesportiva com ironia e
3- ofender o bandeira.
Sinceramente, parece que Scolari faz tudo isso com a certeza da impunidade e garantia de que tudo acabará em cestas básicas…
E você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:
O que é reunir 70.000 espectadores num campo de beisebol para assistir futebol? Ou rodar o mundo atraindo torcedores locais a seu favor? Ou ainda ter as maiores estrelas na sua agremiação?
Não, não é o espanhol Barcelona. Foi o Cosmos, time que contou com o Pelé.
A equipe norte-americana que foi uma sensação mundial no final dos anos 70 está de volta. Poderá jogar o Campeonato dos EUA (a MLS) daqui a 3 anos, mas já se prepara com diversas ações de marketing, causando expectativa (por exemplo, a camisa 10 retrô de 1976 com o nome PELÉ está esgotada na loja virtual da Umbro).
A previsão da volta é nesse período, pois nos EUA cada cidade tem prazo de franquias a serem cumpridas. Por exemplo, em Nova Iorque, só há a permissão de uma equipe, o Red Bulls. Em 2015, o New York Cosmos poderá atuar por lá.
Vale assistir uma entrevista bacana do Carlos Alberto Torres (o Capita) ao Estadão, que passou pela equipe norte-americana e que faz parte do projeto de volta do Cosmos- http://estadao.com.br/e/nycosmos
E você, tem alguma boa lembrança do Cosmos? Deixe seu comentário:
Vermelho, claro.
Ontem, jogaram pela série B Vitória X BOA no Barradão. E não é que temos uma situação inusitada: jogador atira a bola com as mãos contra o árbitro!
Vejam só: Rildo, do Vitória, avança para o ataque com a bola. Um adversário o tranca e ganha a jogada. Rildo cai pedindo falta; árbitro quase dá a falta mas manda seguir. Bandeira confirma que não foi nada, levanta o instrumento como se alertasse o árbitro que ele realmente não sofreu falta e simulou. Árbitro para o lance. Rildo joga a bola contra o árbitro, reclamando. O árbitro Cláudio Francisco Lima dá cartão amarelo ao jogador, que o ofende e aí recebe o Vermelho. Na sequência, atleta tenta um chute contra o árbitro.
Ora, já não se deveria expulsar o atleta no primeiro lance (quando atira a bola)? Arremessar a bola contra o árbitro em sinal de protesto, atingindo-o ou não, é para expulsão. Parece exagerado, mas é uma atitude grave, indigna de atleta profissional.
Ele reclama de uma falta que não houve, atira a bola contra o árbitro, xinga e tenta agredi-lo com um chute. Quantos jogos pegará de suspensão?
O lance está em: http://www.youtube.com/watch?v=A6j-FUOvCCA
A propósito, Rildo gosta de provocações e fortes emoções… veja o jogador do Vitória provocando a torcida do Bahia neste outro vídeo (que perigo incitar descaradamente a torcida organizada adversária…). Em: http://www.youtube.com/watch?v=Rt8pn4R4i8s&feature=related
Várias vezes abordamos o tema: “Felipão e seu relacionamento com os outros setores do futebol”, em especial à jornalistas e arbitragem.
Ontem, mais uma expulsão de Luiz Felipe Scolari. E ele certamente tem seus motivos para justificar a “injustiça cometida por mais um árbitro”. Sim, pois já que ele está acima do bem e do mal, achando que pode apitar a partida do banco de reservas e pressionar acima de qualquer limite a arbitragem, sempre o culpado é o árbitro (seria por não ceder às suas queixas?)
Me lembro da primeira oportunidade em que vi Luiz Felipe Scolari. Estava iniciando a carreira como árbitro e trabalhava numa partida Sub15 do Campeonato Paulista da categoria, onde o Palmeiras jogava num dos campos da Academia de Futebol. Salvo engano, o árbitro da partida seguinte (Sub17) era Robério Pereira Pires. Deve ter sido em 97 ou 98. O treino da equipe profissional havia se encerrado, e num jogo de garotos apitado por um trio também de “garotos”, lá estava Felipão, à beira do gramado, gritando, esbravejando e xingando. Numa partida comum, sem nenhuma polêmica. Será que era para “educar” os garotos do Sub15 e sub 17?
Minha segunda vez: em 1999 ou 2000, bem mais experiente, apitei uma preliminar de Palmeiras X União Barbarense. Equipe profissional se aquecia ao fundo do gol e o jogo entre Aspirantes transcorria normalmente. Depois de um lance duvidoso… não é que o professor Felipão, atrás de uma placa publicitária, xingando? (quantas vezes você vê treinador acompanhando aquecimento?).
Fico com a pergunta: Para quê tanta antipatia? Scolari é competente, não precisa disso…
É. A antidesportividade deve ser coibida. Às vezes, o árbitro falha e não dá cartão para simulação.
Mas veja esse canastrão, hoje à tarde, na Supercopa da Holanda: depois da dividida, ele anda e resolve pular para cima para cavar a falta. Juizão nem deu cartão… ficou com dó!
É bem intencionada a festa do sorteio das Eliminatórias da Copa-14. Mas, cá entre nós… é de uma chatice ímpar! Longo sorteio para o chaveamento… Cansativo mesmo, além de que os políticos que lá aparecem enojam.
O otimismo de Zagallo, a simpatia de Cafu e a timidez do menino Lucas contrastam com Blatter e Ricardo Teixeira (para ficar por aqui, sem revirar o estômago dos leitores).
Ponto alto da cerimônia (que custou mais de 30 milhões, pra variar…)?
O belíssimo clipe de Tom Jobim & Frank Sinatra, além da Orquestra dos pobres de Heliópolis. Aliás, a estes últimos, o verdadeiro aplauso por vencerem na vida.
Agora: nada a ver a Ivete Sangalo estragando a sinfonia de Aquarela do Brasil, cortando-a com aquele “Acelera Brasil”. Deveria ficar para outro momento.
Mais uma do STJD: agora, um promotor quer denunciar Kleber por ter forçado um terceiro cartão amarelo contra o Figueirense.
Ora, no último julgamento do Tribunal, Ronaldinho Gaúcho e Thiago Neves estavam lá denunciados pelo mesmo motivo. Ambos absolvidos. Uma desembargadora chegou a dizer: “queria punir vocês, mas não posso perante a lei”.
Ué, então por que denunciar? E, a propósito, isso não é uma grande bobagem?
Creio que estão gastando muito tempo com tamanha idiotice…
Milton Leite foi o primeiro. Renato Marsiglia se tornou o segundo.
Sobre o quê?
Sobre serem jornalistas da Globo a criticarem o presidente da CBF Ricardo Teixeira. A Globo praticamente ignorou as denúncias gravíssimas de corrupção que envolvem a entidade máxima do futebol. Parece que é “assunto proibido”. Claro que críticas na Rede Globo tem peso maior do que as outras emissoras. E agora, será que haverá algum puxão de orelha nos 2 ótimos profissionais da emissora que criticaram Ricardo Teixeira?
O texto de Renato Marsiglia (na sua coluna que sai semanalmente em diversos jornais), abaixo:
“O que leva um cidadão a ficar por mais de vinte anos na presidência da CBF? Paixão pelo esporte ou pelos negócios oportunizados pelo futebol para assuntos particulares? E o pior, com a cumplicidade das mais altas esferas desta República. Fala sério!”
Alguém discorda dele? Deixe seu comentário:
Brasil empatando com o Egito no Mundial sub20. Pode?
A coisa está feia em todas as divisões mesmo… lamentável!
E o pior é que nos achamos imbatíveis.
O jogador Elano perdeu um pênalti na Copa América e ontem outro, mas de forma bisonha.
Ele vem de uma separação do casamento, o pai ameaçado de seqüestro… Poxa, calma lá: criticam os atletas porque ganham muito. Mas os caras são humanos também! Tem sofrimento, família, emoções afloradas…
Tomo muito cuidado nessas horas. Será que o Santos está dando apoio psicológico à ele?
Uma campanha chamada #foraricardoteixeira, promovida por twiteiros no microblog e que alcançou os TT durante a madrugada, sofreu um baque! O movimento de protesto contra o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, alcançou o objetivo de ter sua hastag no topo da lista, mas o Twitter retirou o termo por acreditar que era Spam, já que muitos tuites não tinham texto.
Ué, esse critério sempre foi assim?
Se já descobriu que não é Spam, por que não o liberou?
Àqueles que participaram do movimento, que tal retuitar com algum texto?