– Falar de Arbitragem? Cansou! Ou não cansou? Que tipo de “fala” já saturou?

Um pequeno desabafo:

Gosto e amo a arbitragem de futebol. Mas confesso que estou saturado vendo tamanha politicagem no meio. Não me refiro aos erros em jogos, mas à vaidade que norteia os interesses da categoria e dos dirigentes.

Dualibs e Mustafás do apito que se perpetualizam no poder, com o diferencial que não há oposição. E, paralelo à eles, uma briga muito grande por bastidores do meio.

Dia desses, alguém me escreveu: “o que acha do site X ? E do site Y ? É chapa-branca ou não? E a fofoca sobre isso ou aquilo?”

Sinceramente?

– Rugas de preocupação…

Dou de ombros. É gente que não pensa no crescimento da categoria, mas que busca viver da polêmica criada sobre os outros. Trolls de plantão! Não se discute o que realmente deve ser discutido. São politiqueiros, no sentido famigerado da palavra, ao invés de políticos, no sentido cidadão do termo.

E os sites das entidades de defesa dos árbitros? Uma foto a cada pixel promovendo dirigentes, gente sempre antipática ao respeito aos árbitros e que posa de santo. Pára com isso…

Ufa! Sem cuspir no prato que comi, mas o alívio é grande por estar fora. Chega de enfadonhas reuniões.

Tenho pena dos que lá estão: assediados moralmente e que nada podem fazer…

Ops: não me refiro a esta ou aquela federação. Não cito um nome sequer. A quem servir a carapuça, bom proveito!

– Superclássico das Américas?

Argentina X Brasil: Veron X Ronaldinho Gaúcho? Não parece clássico dos anos 2000, ao invés de 2011?

Pela escalação das duas seleções, não é uma seleção, mas um catado. Não é o melhor que temos, tampouco a renovação desejada.

Já que a Seleção é uma convocação local, sem atletas que atuam no exterior, por que não se homenageia Marcos ou Rogério Ceni como goleiros? Afinal, aparentemente os nomes que foram chamados não dão a dimensão da melhor seleção atual.

O que dói é o ufanista discurso de “Superclássico das Américas” em torneio chamado de Copa “Nicolas Leóz”… Nossa, capricharam!

E aí, o que você espera da Seleção Canarinho hoje? Deixe seu comentário:

– A FIFA deveria imitar a FIBA? O Replay nos jogos!

Frase marcante de um árbitro ao utilizar a tecnologia para corrigir uma decisão durante o jogo:

Não queremos ver equipes comemorando a vitória por erro humano

Calma, não é no futebol, mas no basquetebol. A frase foi de Guilherme Locatelli, árbitro brasileiro no Pré-Olímpico de Basquete, que ocorre em Mar Del Plata. O replay possibilitou que alguns pontos fossem invalidados ou que decisões polêmicas fossem revistas.

A FIBA ousou. Mas e no futebol? E a FIFA? E o que você acha sobre isso? A FIFA deveria imitar a FIBA? Deixe seu comentário:

– Aprendendo com os Detalhes: o Polêmico cartão de Heber sobre Casemiro.

Adilson Baptista, treinador sãopaulino, ficou bravo com a arbitragem de Heber Roberto Lopez no último domingo, na partida Grêmio X São Paulo, válida pelo Brasileirão. Rogério Ceni, goleiro e capitão da equipe, irritado, ironizou a atuação do juizão. Dois motivos motivaram as queixas: um cartão amarelo ao jogador Casemiro por simulação e a anulação de um gol também pelo próprio Casemiro.

Vamos primeiro ao cartão amarelo numa situação incomum no futebol: Casemiro entra na área, tenta passar pelo seu adversário e cai. Não foi derrubado pelo gremista, então, não foi pênalti (tempo de jogo: 31m). Portanto, você deve analisar o seguinte:

A- caiu por força da jogada, ou seja, ao perder a bola se desequilibrou durante a disputa? Se sim, segue o jogo sem paralisação nem advertência verbal ou por cartão. Lance normal.

B- caiu propositalmente, tentando enganar o árbitro e iludindo a torcida, criando indisposição da torcida contra o árbitro? Se sim, o jogo deve ser paralisado, marca-se tiro livre indireto contra a equipe do jogador e aplica o cartão amarelo.

Ontem, Herber mandou o jogo seguir ao ver Casemiro cair. Pode ter interpretado lance normal. Porém, os jogadores do Grêmio pediram cartão amarelo alegando simulação e pressionaram muito o árbitro. O jogo prosseguiu. Porém, aos 34m, Heber resolve advertir Casemiro com o cartão amarelo em relação a este lance.

Se Heber considerou que Casemiro simulou um pênalti, por quê não paralisou o lance e aplicou prontamente o cartão? (lembrete importante: aos 29m, o gremista Marquinhos simulou ter recebido uma infração, jogando-se na área e Heber, acertadamente, paralisou a partida e deu o cartão).

Aparentemente, dois foram os erros observados:

1 – Se foi simulação, ao invés dele proceder como feito contra o Grêmio, errou em dar uma suposta vantagem ao time gaúcho, já que ali a posse de bola não queria dizer nada. Na beira da linha de meta, era prudente parar o jogo e marcar o lance, até mesmo para mostrar o tratamento equitativo a ambas equipes. O erro foi: mandar seguir o lance com a posse de bola supostamente se tornando uma vantagem, para a posterior punição disciplinar.

2 – Se não deu o cartão amarelo naquele instante, após quase 3 minutos de bola rolando o fazer, e depois do aceite de tanta reclamação dos gremistas, possibilitou a impressão de que aceitou passivamente a pressão dentro do Estádio Olímpico. Se Heber quisesse mostrar que não deixou que os gremistas “ganhassem o cartão” para Casemiro, por que não aplicou cartão amarelo a um dos atletas que reclamaram excessivamente? Demonstraria que o amarelo ao sãopaulino era por decisão do árbitro, não pela pressão, e puniria àquele que o pressionou (poderia escolher, tamanho o número de reclamantes).

Tal situação permitiu que o árbitro fosse taxado de caseiro. Ou não?

*Importante: o cartão só pode ser aplicado na primeira paralisação da partida quando um árbitro dá vantagem ao adversário. Se entre o lance e a primeira paralisação a bola rolasse por 10 minutos, paciência. Porém, nesse caso, o erro foi a não paralisação e o ambiente criado pelo Grêmio, aceito pelo árbitro (crendo que o árbitro entendeu ter sido simulação).

Por fim, sobre o gol de cabeça anulado de Casemiro: o atleta divide com um adversário que cai no chão, durante sua corrida em direção à área; avança e sobe de cabeça junto com outro adversário, conseguindo fazer o gol que vem de uma bola cruzada. Herber anula o gol.

No lance do primeiro adversário, a imagem não mostra empurrão, agarrão, pontapé… lance limpo. No lance do segundo adversário, quando Casemiro está cabeceando a bola, o lance é paralisado. Heber aponta o local onde o primeiro adversário caiu, numa suposta marcação de falta de ataque.

Eu não marcaria esta falta. Pareceu-me lance onde o árbitro quer “estar de bem” com o time da casa em seu lotado estádio. Uma pena. Herber fez em 2009 e 2010 uma boa temporada. Neste Brasileirão não está bem.

*Uma dica: em TVs convencionais, o lance está no canto da tela, é rápido e deixa dúvidas. Numa TV digital, onde a imagem é mais “larga” aparece um emaranhado e a queda do atleta. Nesta, me convenço de ter sido uma disputa normal, não-faltosa.

– Análise da Arbitragem de Fluminense X Corinthians, 11/09, Engenhão. Como foi o árbitro?

Fraco. Leandro Pedro Vuaden apitou FLU X SCCP. Jogo chato, com bom árbitro em má fase (ou tentando se reencontrar em novo estilo).

Àqueles que um dia viram surgiu um árbitro com estilo mais europeizado, esqueçam. Este jaz. Vuaden apitou quase tudo que viu e o que não viu. Na dúvida se era ou não falta, optava por marcar. O jogo por si só foi truncado, e a opção em picar o jogo fez com que o espetáculo não fosse bom. Claramente o árbitro mudou o estilo que lhe marcou nacionalmente, de deixar o jogo correr e marcar as faltas relevantes, ao invés das duvidosas. 

Nada que pudesse alterar ou influir decisivamente no jogo, mas a quantidade de equívocos foi muito acima da média deste bom árbitro. Nunca se sabia quando os carrinhos iriam ser punidos com amarelo ou não. Um pecado aos jovens árbitros que querem se espelhar nele.

Vamos aos lances: 

3m – Liedson e Gum disputam a bola, Liedson cai e Vuaden dá falta. Não foi nada, errou.

5m – Ramon é atingido no peito, após disputa da bola. Ação temerária ou Força excessiva? Wright, na Globo, expulsaria. Respeitosamente, não vi maldade. Daria amarelo. Vuaden nada deu.  

16m- Mariano dá carrinho em Jorge Henrique, carrinho perigoso. Deu amarelo, acertou.

19m- Ainda no campo de defesa, Lanzini recebeu o amarelo por puxar seu adversário. Foi rigoroso… Entendeu que era um contraataque. Critério duvidoso. 

27m- Alex se joga no corpo de Diogo, deixando se cair sobre o adversário para ganhar uma falta. E ganhou. Errou Vuaden.

Aos 27m, o Corinthians matou um contraataque no meio de campo. Ali sim era para amarelo! Mas marcou a falta sem cartão. Errou. 

Obs: Hoje, Vuaden apita tudo, com lampejos do antigo “estilo Vuaden” de deixar o jogo correr. Tornou-se um árbitro sem critério. O que fizeram com ele, hein?

José Roberto Wright, ex-árbitro e comentarista da Globo, em sua penúltima coluna pelo Diário lance assegurou que Sérgio Correia da Silva, presidente da CA-CBF, ordenou que se deve apitar todas as faltas duvidosas e não deixar o jogo correr solto. Talvez seja isso mesmo…

Aos 29m, carrinho do atleta do Fluminense marcado contra Alex, atingiu o atleta e era amarelo. Errou novamente… 

Aos 39m, Fred reclama de puxão de Ramon. Não foi nada e Vuaden deu. Que primeiro tempo horrível do árbitro!

55m: Diogo segura Alex no meio do campo, em contraataque. Aplicou bem o amarelo (veja lances idênticos acima cuja decisão foi diferente). 

60m: Paulo André faz falta no meio de campo, Vuaden dá vantagem ao Flu e na primeira paralisação dá amarelo.

61m: Carlinhos dá carrinho e vai para acertar Willian (no primeiro tempo, 2 lances fortes de Willian em Carlinhos e Vuaden não deu – o último valia o amarelo pela persistência da falta). Nitidamente, era uma desforra. Willian pula para não ser atingido. Ali, pela situação de jogo, valia o tiro livre indireto por jogo perigoso (ou, se entendesse ação temerária, amarelo para o lateral – mesmo que não tenha atingido – não nos esqueçamos do lembrete da regra de “dar ou tentar dar um pontapé” será punido…blablablá). 

Jogo muitíssimo faltoso.

Dos 65m aos 70m, a bola não rolou. Falta aqui, falta acolá… 

76m: Digão e Liedson disputam a bola, Digão por trás, chega forte, atinge só a bola e dá uma verdadeira encoxada no Levezinho. Vuaden dá falta e Amarelo. Eu não marcaria nem falta (fugiu por completo do seu estilo…).

Ao longo do jogo, muitos impedimentos difíceis. Mas aos 74m, errou o bandeira num lance fácil. Lanzini recebeu sozinho um primoroso passe, não estava impedido. 

Jogo chato, nada significativo mas com inúmeros erros. Pouco vi de Santos X Cruzeiro, mas certamente, do pouco que vi, sei que na Vila a coisa foi feia.

Sobre os gandulas: demoraram para o visitante e aceleram quando precisavam. Normal, em TODOS os estádios eles fazem isso. Não estava na hora de serem neutros, levados pela Federação Organizadora e/ou Confederação?

– Treinador Estrangeiro na Seleção Tupiniquim? Xi…

Após muito tempo, a Seleção Brasileira de Basquetebol Masculino se classificou novamente para os Jogos Olímpicos. O escrete canarinho foi capitaneado pelo treinador argentino Rubén Magnano.

Fico pensando… E se tivéssemos a opção de escolher um treinador estrangeiro para a Seleção Brasileira de Futebol? Teria aceitação popular?

Claro que temos bons nomes no Brasil. Mas… de repente… caso algum bom nome estivesse sobrando na praça e o cargo vago… por que não?

E você, o que pensa sobre isso? Treinador forasteiro teria futuro? Deixe seu comentário:

Ops: socorrido pelo amigo professor e jornalista José Renato S. Santiago, a lembrança de que tivemos um estrangeiro no comando: Filpo Nunes já dirigiu a Seleção  Btrasileira(representada pelo time do Palmeiras, no memorável jogo contra o Uruguai no Mineirão, em 1965).

– O que os Italianos pensam sobre o Futebol Brasileiro Atual

Alguns primos italianos estão aqui no Brasil. A família Porcari de Jundiaí recebe, hospeda e festeja as duas semanas que nossos cogini Alfredo, Maurizio, Vicenzo, Patrizia e Federica (legítimos Porcari de Roma) aqui permanecerão.

Claro, em meio aos festejos, o futebol é um assunto que tem relevância. Divididos em romanistas e torcedores da Lazio, os primos revelaram uma visão interessante da Itália sobre nosso atual momento: Não temos líderes, segundo eles! Alfredo assistiu lá da Europa muitas partidas da Copa América, e me disse que:

nella squadra brasiliana non aveva nessuno capo” (na equipe brasileira não havia nenhum chefe/líder)

Dentre outras coisas, os italianos não observam grandes jogadores atualmente. Adriano foi considerado um fiasco na Roma. Robinho, no Milan, não é visto como craque, mas como um bom jogador. Pato, um centroavante comum. Lúcio, Júlio César e Maicon, muitos bons. A excessão seria Hernanes, o melhor brasileiro por lá. E só! A dúvida deles: por quê tantos jogadores do Leste Europeu?

Neymar? A reação de Alfredo foi: “è um pazzo” (louco). E explica: na Itália, os grandes se afastaram do jogador do Santos por falta de dinheiro (não querem entrar num leilão entre Barcelona e Madrid), além de que é visto como um garoto-problema. Uma visão de badboy, associada à ginga. Ele é visto como um novo Ronaldinho Gaúcho: malabarista, mas irresponsável. Tal fama foi criada por ter desrespeitado seu treinador e adversários (visão dos italianos).

Sobre a Copa do Mundo: é vista como um problema. As notícias que recebem são a de que há muita corrupção e atraso na Copa de 2014, além de não entenderem o por quê dos eleitores de Ricardo Teixeira não o questionarem.

E a Azzurra? Os italianos reclamam de que não há grandes jogadores nos grandes clubes. O excesso de estrangeiros faz com que a seleção italiana seja montada por jogadores de times pequenos, o que não traz simpatia à eles.

Por fim, 2 outros assuntos: Berlusconi e F1! O premier é visto como competente, porém folclórico e mulherengo (o que não é novidade para nós…). Na F1, Massa é tido como um fraco segundo piloto atualmente…

E você, o que acha dessa visão italiana dos brasileiros atualmente? Deixe seu comentário:

– Cariocas do Apito decepcionaram no Brasileirão ontem?

Nos confrontos de times paulistas apitados por cariocas, sim.

Há coisas que impressionam. Em 10 jogos do Brasileirão ontem, 4 partidas envolviam cariocas (portanto, excluam-se árbitros do RJ nessas partidas). Dos 6 jogos que sobraram para árbitros do resto do Brasil, mais da metade foram sorteados para os fluminenses. E dos 4 cariocas escalados por sorteio, 3 foram nos 3 jogos paulistas de ontem.

Coincidências da conspiração dos astros na sorte do globinho deixadas de lado (e não queiramos fazer associação com a curiosa relação do fato ocorrer após as denúncias da TV Record sobre manipulação da arbitragem do RJ), vamos a alguns detalhes: 

– No jogo Avaí X Santos, Gutemberg de Paula enxergou demais. Jogador avaiano desabou sozinho e ganhou um tiro penal ao seu favor, mostrando que tais erros são costumeiros do árbitro. Me recordo que pela Copa do Brasil, em Santa Cruz X São Paulo, achou uma cotovelada de Lucas que custou o cartão vermelho ao sãopaulino. E só ele viu. Ontem, a imagem marcante foi a de Edu Dracena, parado, incrédulo, não acreditando no erro. Revejam o pênalti e o rosto do zagueiro santista. É surreal!

– Na partida Atlético Paranaense X Palmeiras, um claro exemplo de plano de trabalho mal feito. Normalmente, no vestiário, os árbitros costumam orientar seus bandeiras sobre procedimentos que devem ou não estar mais atentos. Quando um assistente vê uma agressão fora do lance de jogo e julga que o árbitro não viu, deve chamá-lo. Lances de discussão são desnecessários, o próprio bandeira deve resolver o problema chamando a atenção dos atletas. Ontem, palmeirense e atleticano trocaram cotoveladas (e nem importa se atingiram ou não), o árbitro assistente viu, parou o jogo, chamou Marcelo de Lima Henrique, que ao invés de expulsar… bateu papo. De duas, uma: ou o árbitro vacilou (não teve coragem), ou o bandeira não contou direito o que viu.

Recordo aos leitores: normalmente um plano de trabalho bem feito tem como premissa: “se você, bandeira, parar o jogo para chamar o árbitro, é para lance de expulsão. Se for para dar bronca, dê você!”

Se faltou rigor ou coragem no lance das cotoveladas, sobrou no campo disciplinar. Cleber Santana esbravejou após receber o cartão amarelo e aplaudiu ironicamente o juizão. Protestar ou reclamar com a arbitragem é amarelo… como já tinha, cumpriu-se a regra. Mas o excesso disciplinar contrasta com a tolerância na pancada, é a situação perfeita para o dirigente reclamar: falar não pode, mas bater está liberado!

Aí que mora o perigo: no segundo tempo, Kleber Gladiador levou cartão por reclamação. Também o reserva João Vitor, no banco, levou! Estaria querendo compensar? Creio que não… afinal, ele é FIFA (ou isso não quer dizer mais nada?) 

– Por fim, no Morumbi, Péricles Bassols teve a oportunidade de apitar o jogo 1000 de Rogério Ceni. Esse cara é iluminado! Foi um dia da FIFA e acabou sorteado para um jogo histórico como esse. Agradeça a Deus!

Perceberam que esses 3 cariocas foram ou são da FIFA? Parece que o quadro FIFA está como a Seleção Brasileira Doméstica convocada por Mano Menezes: estamos cheios de jogadores que levaram um susto ao saberem que vestiriam a Amarelinha… Joga qualquer um. Ou melhor, apita qualquer um.

Será que eles representam o que de melhor existe no RJ? Não creio. Há árbitros melhores por lá. Uma pena o momento político conturbado que vivem.

E você, o que achou da rodada? Deixe seu comentário:

– R$ 1,8 milhão por mês para Emerson Sheik. Se não for, é maluco!

O Futebol possui situações inusitadas. Emerson Sheik, aquele que passou por Flamengo e Fluminense, dispensado pelo São Paulo quando jovem e que fez fama no mundo árabe, hoje no Corinthians, tem uma proposta de R$ 1.800.000,00 mensais! Ops: seria mais do que Ganso e Neymar juntos?

Dá para entender?

– Flatulências Futebolísticas

Uma grande polêmica ocorreu no Flamengo devido a uma flatulência (o popular PUM) que escapou de um jogador durante a palestra do treinador Wanderley Luxemburgo. Luxa não gostou e o ambiente azedou no vestiário. Broncas para todos os lados!

Mas vocês viram quantos PUMs foram soltos nos últimos dias no futebol?

PUM DO TREINADOR: Joel Santana, demitido pelo Cruzeiro, chegou a afirmar que “não pensava em sardinha, mas só em peixe grande”, quando indagado se recebeu o convite para o Bahia. Para onde ele foi?

PUM DO EDITOR DE IMAGENS: durante o amistoso contra Gana, quem gerou as imagens de TV não mostrou nenhuma manifestação do movimento #foraricardoteixeira. Mas os sites independentes mostraram! Nem a câmera exclusiva da Globo, que estava por lá filmando cenas exclusivas, focalizou. Curioso… Não é notícia?

PUM DO JOGADOR: Gilberto acusou os árbitros de perseguição e ameaçou parar a carreira. Reconsiderou. Será que reviu o pênalti cometido domingo?

PUM DO PRESIDENTE CORINTHIANO: sobre os fortes efeitos emocionais dos festejos do Itaquerão, ao falar da união das forças para a construção do estádio e do relacionamento interno do time, Andrés Sanches disse: “Um jogador sozinho não faz andorinha…” Ué, mudaram o ditado popular?

PUM DO DIRETOR DE ÁRBITROS (ou AUTOPUM): Segundo a Coluna De Prima, do jornalista Marcelo Damato, publicada hoje, o presidente da CA-RJ, Jorge Rabello, fez uma lista em nome dos árbitros por conta própria como apoio a ele próprio (será que encabeçada pelo Sindicato, onde o presidente é o próprio?) em defesa da moral… dele própria! Mas era uma lista democrática: o árbitro que não aceitasse seu nome na lista, era só levantar a mão… (pior é que foi bem assim!)

PUM DO DESAVISADO: Felipão ficou em contato com seus atletas quando estava suspenso, mas disse que cumpriu a suspensão, entendendo que estar suspenso era não sentar no banco. Ninguém avisou que não podia participar ativamente no comando da equipe durante a partida?

PUM DO DONO DO FUTEBOL BRASILEIRO (RICARDO TEIXEIRA): Me desculpem, esse não solta PUM. Como ele próprio disse, prefere ficar c. para tudo isso…

E você, o que pensa sobre isso? Quem deu a declaração ou cometeu o ato falho que possa ser considerado o grande PUM da rodada? Deixe seu comentário:

– Brasil X Gana: Pitacos. Ah! E a Argentina em… Bangladesh?

Se eu achava que esse amistoso contra o time B ganês era um despropósito, agora tenho certeza.

Se era para ver Ganso e Ronaldinho juntos, não deu certo. Agora a CBF devolverá o Ganso machucado para o Santos FC (aliás, antes do sucesso, quantas vezes ele já se machucou? E depois? Que azar do rapaz…).

Elias entra e em poucos segundos (é: segundos mesmo), dá uma “piuvada” no adversário totalmente desnecessária. Ridículo. Apesar que, depois de receber cartão amarelo, resolveu jogar bola.

Apito amigo do Mr Juizão? Yes.

Eu não daria o segundo amarelo ao ganês na jogada com o Lúcio, que resultou na expulsão. Na Europa, especificamente na Premier League, árbitros ingleses, como o de hoje, não costumam dar. Lúcio e o adversário vêm forte para dividir a bola, mas de maneira leal. Aquilo foi dividida, não ação temerária. O pé do jogador de Gana não poderia sumir de uma hora para a outra instantaneamente. E não me venha dizer que foi imprudência, pois sendo imprudência, deveria aplicar cartão aos 2. Expulsão injusta.

Treinar amistosamente com um adversário mais fraco e com 10 jogadores não é treino. É covardia. E conseguimos fazer apenas 1 gol.

Sinceramente? Acho que Mano Menezes está perdidinho…

Não posso deixar de comentar: essa sede de vender direitos dos jogos a qualquer grupo empresarial acaba com o futebol. O que podemos falar da Argentina de Messi jogando em Bangladesh, um dos povos mais pobres do mundo e onde o futebol nem popular é? O bengalês não agüenta com o custo do próprio sustento, vive na pindaíba, não gosta de futebol e vai pagar com o quê para ir ao estádio?

O que você achou do Brasil? Deixe seu comentário:

– CA/CBF não se pronunciou. Mas agiu?

Sobre os escândalos supostamente atribuídos por dirigentes da Federação Carioca, que envolvem aceite de favorecimento de clubes em troca de ascensão na carreira por parte dos árbitros, denunciados pela TV Record, parece ter sido dado de ombros pela Comissão de Árbitros da CBF. E também pela ANAF (como se não existissem árbitros locados na FERJ em suas fileiras). Aqui, a estratégia é clara e comum: não foi comigo, não sei, fico de longe, e saio assobiando…

Mas um detalhe curioso para a próxima rodada: dos 10 jogos do Brasileirão, 4 envolvem jogos com equipes cariocas. Portanto, são 6 jogos onde pode ser sorteado árbitro do Rio de Janeiro. E não é que em 6 jogos envolvendo não-cariocas, teremos 4 árbitros? E 3 deles em jogos de paulistas.

Claro, coincidência, afinal foi sorteio. Mas é curiosa a conspiração do universo onde em 3 jogos envolvendo paulistas saem árbitros cariocas, de 6 possíveis caem 4 para o jogo, justo nesse momento delicado.

Nada a cornetar. Só a observar. Não foi comigo, não sei, fico de longe, e saio assobiando…

– Se perder para Gana B/C, cai?

Mano Menezes está numa sinuca de bico. Não consegue fazer a Seleção Brasileira jogar. E, clara e evidentemente, a CBF desmarcou o amistoso contra a Itália para que o jogo contra a equipe reserva de Gana (que está empenhada em competição do seu continente) seja para que o resultado seja positivo e a vitória certeira.

Doce ilusão.

Hoje, após a partida, Mano convocará uma Seleção composta por atletas que disputam o Brasileirão para os jogos contra a Argentina pela Copa Rocca – Nicola Leoz (Copa Nicola Leoz é dose para elefante!).

A pergunta é simples: se perder (o que provavelmente não acontecerá) Mano cai?

– Corrupção na Arbitragem: se SIM/NÃO, vale a reflexão: estaríamos na hora de um choque de Gestão?

Há certos momentos na história política do país que “termos fortes” foram utilizados para marcar um novo momento: Certo dia, o ex-presidente FHC, a fim de referendar a política neoliberal, criou o termo “desenvolvimento sustentável”, o qual a ONU começou a usá-lo com certa freqüência. O também ex-presidente Lula enfatizava suas ações para destacar o ineditismo dizendo “nunca antes nesse país”. O atual Governador Geraldo Alckmin pregou, quando candidato à presidência, a necessidade de um “choque de gestão”. Dilma, em meio à corrupção assustadora, defende a “faxina geral”.

Todos esses termos foram usados como marco. Não seria o momento adequado para desenvolvermos sustentavelmente o futebol, praticar um choque de gestão nas estruturas arcaicas e ditatoriais, para uma faxina geral nunca antes vista nesse país?

Digo isso pelas graves acusações que assolaram o futebol carioca nessa semana, e que não espantaria a maciça opinião pública se ocorressem em outros estados: Árbitros de futebol dizem negociar resultados em troca de ascensão na carreira (artigo em: http://bit.ly/nXU8au).

O dito escândalo, a ser ainda provado e comprovado (afinal são denúncias, e não provas) não espanta mais. Será que nos acostumamos tanto com a corrupção, a ação desmedida e antiética dos favorecimentos escusos e com a picaretagem, que não nos escandalizamos mais?

Árbitros de futebol submetidos aos mandos e desmandos de dirigentes de conduta duvidosa, segundo a matéria da TV Record. Pior: entidades com ar de chapa-branquismo, pois afinal, os dirigentes da Federação local são aqueles que representam os árbitros em forma de Sindicato e Cooperativa! Não é inconcebível que o patrão represente a entidade que defende os empregados contra os interesses dele próprio?

Só resta parabenizar os árbitros cariocas por tais iniciativas. Não é fácil ter essa coragem, pois, afinal, o risco de tiro no pé é grande. Estar de fora é mais fácil, pois quem está atuando sabe que as represálias são prováveis. Não dá para ser ingênuo em acreditar que o árbitro critique o dirigente e tenha respaldo do seu sindicato ou cooperativa, já que lá está o mesmo dirigente que terá que o defender. Haverá auto-acusações da cartolagem? Impossível.

Não sou mais árbitro atuante, portanto escrevo como cidadão e observador desta categoria que pertenci e tanto amei por 16 anos. Os árbitros e dirigentes que estão atuando são os mesmos de quando eu atuava. Conheço-os, relacionava com eles, sei das virtudes e os critiquei sobre os defeitos (defeitos, a propósito, que todos temos). Mas claro que a luta solitária é inglória.

Em 2005, participei da minha primeira pré-temporada com os árbitros da 1ª divisão de SP. O então presidente da CEAF, José Evaristo Manuel, socava a mesa do hotel Della Volpe, na Frei Caneca, e dizia: “Não quero ouvir falar de favorecimento ao Corinthians, ao Palmeiras ou a qualquer time grande”. Ele era de Taubaté, e os árbitros morriam de medo de estarem escalados lá. Mas…o Taubaté conseguiu algum acesso nas divisões de baixo nesse período?

Costuma-se falar muita bobagem sobre favorecimento ou não a determinados clubes. Real ou irreal é outra história. A pressão não é o pedido escancarado ao árbitro, pois isso seria facilmente perceptível. Mas você já levantou a hipótese (atenção: HIPÓTESE não é afirmação, é apenas suposição de um fenômeno a ser discutido) de que:

a simpatia percebida pelos árbitros por determinados clubes na relação com a Federação poderia fazer com que se errasse, na dúvida, contra esse ou aquele time? (a antipatia teria o mesmo valor…)

árbitro que erra contra time grande some do mapa. Mas errou contra pequeno…

árbitro caseiro em time amigo que precisa ganhar e joga em casa? Na mesma proporção, “sorteia-se” árbitro disciplinador quando a situação é inversa.

árbitro sente o assédio moral?

Levantei suposições. Nada de cartola querer pegar telefone para ameaçar processo. Afinal, isso não acontece comprovadamente, como disse anteriormente.

Já perceberam que quando se fala contra a entidade o cara vira inimigo? Conversei com uma dúzia de árbitros nessa semana. Alguns evitam o bate-papo, pois por dizer que acho incompatível dirigente de Federação controlar o Sindicato dos árbitros e a Cooperativa passo a ser “persona non grata”, pela minha tese. Normal. Quando elogia, vira “amigão”. É o mesmo sentimento que talvez o jornalista Paulinho sinta quando denúncia mazelas no Corinthians em seu blog, ou Juca Kfouri sente quando critica a CBF. Falar que ouviu a Rádio Jovem Pan então? Esqueça, isso é profanar a casa. Como disse um amigo árbitro via telefone (que não importa o nome): “comentar que é amigo do Fernando Sampaio ou do Rogério Assis? Pede pra sair do quadro” – e o pior é que não foi apenas 1 árbitro, foram alguns… (detalhe: esses jornalistas defendem os árbitros. Irônico, não?)

Nesse país, defender a democracia é satanizar àquele que manifesta tal vontade. Claro, afinal, estar à frente de federações, sindicatos, clubes, é sentir o gosto duvidoso do poder vitalício e a influência exercida sobre aqueles que aceitam a troca deliberada.

Uma pena. Com toda a confusão no Rio de Janeiro, o tema poderia ser amplamente debatido. Mas não será.

E deixo uma reflexão aos amigos, de uma humilde opinião: Para que os árbitros precisam de Cooperativa e Sindicato administrados por dirigentes das Federações? Tal situação acontece em muitos estados desse país, e ninguém faz nada. Pra quê tê-las, se moralmente a independência não é explícita?

Novamente: Parabéns aos colegas do Rio de Janeiro. Os rebeldes egípcios derrubaram Mubarak e contaminaram o espírito revolucionário na África árabe e parte da Ásia: vide Iêmen, Bahrein, Síria, e, recentemente, Líbia.

Que os Kadafis do futebol que impedem a democracia (e que são aclamados por dirigentes políticos e puxa-sacos de plantão) também caiam de seus pedestais até então inabaláveis.

Ops: sei que as rádio-escutas e os trolls invadiram a minha caixa de comentários. Tudo bem. O que vale é olhar para os filhos e orgulhar-se do que fez, falou ou deixou. Muitos não podem fazer isso…

E aí: Concorda com esse artigo? Deixe seu comentário:

– A Moça Apaixonada por Tevez…

Que o amor é cego, tudo bem. Mas uma musa argentina diz que Tevez é “quase um símbolo sexual”…

Será? Olha só, retirado do Uol (http://uolesporte.blogosfera.uol.com.br/2011/09/03/musa-argentina-diz-tevez-me-encanta-e-quase-um-simbolo-sexual/ )

TEVEZ ME ENCANTA, É QUASE UM SÍMBOLO SEXUAL

Podemos dizer que acontece uma verdadeira inversão de valores quando a musa argentina Vanina Escudero diz que o atacante Carlitos Tevez é “quase um símbolo sexual”, não? Pois é a mais pura verdade.


Foto: Reprodução

Em entrevista ao jornal “Olé”, a modelo e atriz, também formada em arquitetura, e casada com o humorista uruguaio Alvaro Navia, o Waldo, afirmou qual é o tipo de homem que ela gosta, dando um indicativo dos motivos pelos quais ela tem uma quedinha por Tevez.

“Não gosto de homem que faz uma superprodução e que olha no espelho mais do que eu. Se fosse meu marido, eu me preocuparia. O homem tem que ser macho, e ser macho não tem nada a ver com depilação. Hoje você vê um jogo e parece um salão de cabeleireiro.”


Vanina, a loira, em ensaio sensual com sua irma, Silvina – Foto: Divulgação

Talvez o jeitão “macho” seja um chamariz para Vanina. “Tevez me encanta, ele melhorou sua imagem e quase se tornou um símbolo sexual, mas transcendeu a sua imagem porque tem coisas que vão além. Ele é um doce.”

Ela ainda deu uma dica para o atacante no assunto “idioma inglês”, no qual ele ainda dá muitas derrapadas mesmo depois de cinco anos na Inglaterra. “Ele vai acabar ensinando inglês para as filhas! Carlitos gosta de cantar, então eu pediria para traduzir as letras, que seria uma boa técnica.”


Vanina e sua irmã Silvina no “Bailando por un Sueño” – Foto: Divulgação

Vanina foi semifinalista do “Bailando por un Sueño”, o “Dança dos Famosos” argentino, em 2010. Durante a disputa, em dezembro, ela sofreu uma queda e bateu com a cabeça violentamente no chão. Foi parar no hospital, mas não teve nenhuma lesão. Neste ano, ela voltou ao programa ao lado de sua irmã, Silvina, protagonizando o primeiro casal apenas de mulheres na história da competição. Antes, as duas já haviam feito um ensaio sensual. Será que Tevez aprova o desempenho da moça?

– Bancos e Futebol em Sinergia Publicitária

Responda rápido: quando você ouvir a palavra FUTEBOL, de qual empresa você lembrará?

Pesquisa realizada no Brasil mostra que entre as 10 lembradas, 5 serão BANCOS.

O mercado tem muito que aprender… Veja que interessante:

Extraído de Revista Exame, Ed 977, 06/10/2010, Coluna Primeiro Lugar, página 20

NA BOCA DO POVO

Uma pesquisa realizada pela alemã Sport+Market, maior empresa de consultoria estratégica de marketing esportivo do mundo que acaba de chegar ao Brasil, mostra os patrocinadores que têm suas marcas mais associadas ao futebol. Entre os 10 primeiros aparecem cinco bancos e três marcas de bebidas. Apenas duas empresas que atuam diretamente no mercado esportivo fazem parte da lista.

Os mais lembrados, em %:

ITAÚ – 22

BANCO DO BRASIL – 14

BRADESCO – 13

NIKE – 10

COCA-COLA – 9

SANTANDER – 8

BRHAMA – 8

SKOL – 7

BMG – 7

ADIDAS – 6

– Manipulação de Resultados por parte da FERJ?

Ontem, o Jornal da Record denunciou um suposto esquema de manipulação de resultados promovido pela Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro. A troca seria a mais simples e lógica possível: árbitros garantiam resultados que interessassem à política da casa, e em troca conquistavam o escudo da CBF. Estavam sendo negociados jogos pelas divisões de acesso, rebaixamento e classificação para os grandes clubes na decisão da série A.

Tais situações sempre foram imaginadas pelas crendices populares: como certos nomes de árbitros, com qualidade duvidosa, conseguiam se destacar? Ou ainda: por que só se erra contra time pequeno? Ou ainda mais: por que tal time forte politicamente sempre tem erro de arbitragem a favor?

Claro que tudo isso é um prato cheio para os adeptos das teorias conspiratórias. É também evidente que àqueles que questionavam certos nomes promovidos ao quadro da CBF e que faziam o embate entre “meritocracia” e “apadrinhamento” terão mais argumentos.

Contra tudo isso, ficará a ressalva sobre a credibilidade dos denunciantes. Além do que, não se pode crer em repercussão instantânea e queda de nomes imediata. Afinal, há certos dirigentes do futebol que só tem medo de alguns segundos na Vênus Platinada (e outros nem isso, pois ficam “c…” como propriamente já foi dito um dia).

Importante: no Rio de Janeiro, o Sindicato dos árbitros e a Cooperativa dos árbitros são administrados por membro da CEAF-RJ, o presidente Jorge Rabello, que deverá (assim se espera), fazer um pronunciamento.

De tudo isso fica uma grande indagação: por quê se precisa ter Sindicato e Cooperativa? E por que um membro da Comissão de Árbitros (que teoricamente é o ‘patrão’) precisa administrar as duas entidades dos árbitros (que teoricamente cada uma é ‘dos empregados’)? Lógica incompatibilidade de cargos.

Será que isso acontece apenas no RJ? Deixe seu comentário:

Abaixo, extraído do Portal R7: http://noticias.r7.com/blogs/reporteres-da-record/2011/09/01/ex-arbitros-denunciam-esquema-de-manipulacao-de-resultados-do-futebol-do-rio/

EX-ÁRBITROS DENUNCIAM ESQUEMA DE MANIPULAÇÃO DE RESULTADOS NO RJ

Por Carlos Moreira

Dois ex-árbitros, que aceitaram falar com a condição de que não apareceriam, revelaram que receberam ordens da FERJ (Federação de Futebol do Estado de Rio de Janeiro) para favorecer ou prejudicar alguns times de 2006 a 2010. Os clubes beneficiados seriam aqueles que têm boas relações com a entidade. Os ex-juízes disseram que só chegaram ao quadro da CBF porque fizeram parte do esquema. Eles contam ainda que o rebaixamento do América e o acesso da Friburguense, neste ano, foram fruto das interferências nas partidas.

Vídeo do portal R7, com matéria do Jornal da Record, clique em: http://is.gd/H7Y1Sd

– Rodada do Brasileirão desta 4ª feira: Análise de Corinthians X Grêmio e de São Paulo X Fluminense. Como foram os jogos?

Ontem, o árbitro André Luiz de Castro (GO) teve uma atuação polêmica em Corinthians X Grêmio. Vamos lá: 

Sabem aquele lance maroto, ‘a lá Sandro Meira Ricci’ em Corinthians X Cruzeiro do final de 2010 (pênalti marcado em Ronaldo) e que ainda hoje se polemiza? Pois é: o pênalti em Emerson Sheik teve o mesmo grau de dificuldade de erro/acerto e, para desgosto dos incrédulos, na mesma grande área do Pacaembú, com um árbitro também da região Centro-Oeste! Tem ou não urucuabaca ali?

Brincadeiras à parte, na primeira impressão, pênalti equivocadíssimo. Errou. Mas…

Que tal uma segunda impressão? A forma na qual Emerson cai e a posição dos atletas não diz nada?

Claro que na dinâmica do jogo a decisão deve ser rápida. E estando onde o árbitro estava só posso concluir que: ou errou absurdamente, daquelas marcações infantis que se vê vez ou outra, ou ele viu algo que da arquibancada não vemos.

Explico: a imagem que temos é da cabine de TV. Nela, não se vê o braço de Adilson empurrando Emerson, nem um pontapé o deslocando. Se vê um zagueiro que perdeu a marcação no atacante tentando pular numa disputa de bola (que, sejamos justos, não dava para ser disputada por ambos pois viajava bem alta) e que não permite entender se ele o trancou por trás ou não (o que é falta).

Vi o lance exaustivamente e penso o seguinte: um árbitro de meta atrás do gol, ou árbitro assistente no 2, ou até mesmo o árbitro da partida estando de lado da jogada (que na imagem que vi na TV não aparece no lance) poderiam ter uma análise mais fidedigna e ver algo que não vimos. A grosso modo, não foi pênalti apitando da arquibancada. Mas vendo e revendo, calmamente, com os recursos da TV e sem o calor do jogo, questiono o seguinte: Adilson não o desloca com o ombro sobre as costas? Me parece que sim, e se isso ocorre no meio de campo, é obstrução com falta e tiro livre direto, sem cartão. Na área, é pênalti. Desse outro modo, do sofá e no dia seguinte, daria o pênalti e aplaudiria o árbitro.

Perceberam como o lance é difícil e maroto? Ombro a ombro vale derrubar, ombro nas costas, levemente que seja, desequilibra e é infração. Mas quero reforçar: o único absurdo é dizer radicalmente que não foi ou que foi: aqui há a necessidade de ponderação. A afirmação indubitável só pode ocorrer se aparecer uma imagem que venha da linha de fundo e que mostre nenhum contato físico. Portanto, lance que vale a sadia discussão sem a presunção do erro definitivo ou não.

Entretanto, não se pode creditar dolo deliberado ao Grêmio, pois se isso ocorresse, Liedson e Edenílson não seriam expulsos…

Ainda sobre Emerson Sheik: se comprovado o erro no pênalti, deveria ser aplicado o cartão amarelo por simulação ao atacante (pois, se não houve toque e aparentemente não houve escorregão, tentou jogar um estádio todo contra o árbitro numa atitude antidesportiva). No final do primeiro tempo, reclamou de novo pênalti, que não foi. E no início do 2º tempo, terceiro lance de área polêmico, que também não foi. Tais lances somados às inúmeras faltinhas cavadas por Emerson (das tentadas e obtidas e as não marcadas), valeria o cartão amarelo. 

Nos demais cartões amarelos do 1º tempo, o árbitro acertou.

No segundo tempo, a pressão e a catimba das duas equipes, percebendo que o árbitro estava sentindo as reclamações de ambos, foi maior do que o espírito esportivo. Por exemplo: aos 57m, o gremista Saimon está no ataque, entra na área agarrando Paulinho, arrasta ele com os dois braços e ambos caem. Na cara-de-pau, sai esbravejando e reclamando pênalti. Caramba…

Sobre a expulsão de Liedson: Tite fez questão de afirmar que ele perdeu o “timing” da bola (diga “tempo”, professor…). Ora, ele perdeu a noção da força na dividida! No primeiro cartão amarelo, indiscutível, clássica advertência. Mas no segundo cartão, ele foi com o pé erguido na perna do Edi Carlos. Não existe desculpa de “perder tempo da jogada” ou “readaptação de estilo de jogo no Brasil, tirando o chip programado para divididas na Europa”. Perna erguida é perigoso no Brasil, em Portugal, no Japão, na Lua ou em Júpiter. Era Cartão Vermelho direto. Se o zagueiro do Grêmio estivesse coma perna presa no chão, a teria quebrado.

Quer outro lance polêmico? Saimon e Jorge Henrique, aos 71 minutos, buscam uma bola se jogando nela. Ambos se atiram, a imagem parece de violência mas ninguém faz falta. O pé de Saimon (que não disputa a bola) bate involuntariamente e sem força em Jorge Henrique, que… sai de maca? Não foi nada, mas com 3 X 1 no placar…

E está aí a diferença de Jorge Henrique e Edenílson: a qualidade em fazer cera! Enquanto JH sabe ensebar bem, Edenílson demorou demais, perdeu a noção do exagero e ali sabiamente pelo árbitro foi advertido, recebendo o segundo amarelo e sendo expulso. O clube deveria punir o atleta que toma um cartão tão bobo, e fica novamente a sugestão: cadê o ‘professor de regras’ no clube?

O futebol anda muito pilhado e nervoso. Exemplo disso foi o atacante Leandro: recebeu a bola em impedimento aos 84 minutos e imediatamente a arbitragem parou o jogo, e o gremista ainda assim chutou para o gol, recebendo acertadamente o cartão amarelo conforme a regra. Mas aí vem a surpresa: Celso Roth, treinador do Grêmio, ao invés de chamar a atenção do seu atleta por tal indisciplina e cartão bobo, se vira ao árbitro e é flagrado pela Sportv dizendo:

Que várzea professor, isso virou uma várzea.

Ué, várzea é o jogador tomar o amarelo dessa forma (que é o terceiro dele e que desfalcará sua equipe no próximo jogo). 

Em geral, se desconsiderar o lance do pênalti em Emerson (explicado à exaustão acima), o árbitro acertou nas expulsões e errou em lances fáceis: Jorge Henrique, por exemplo, aos 85m tropeça na bola e ele dá falta. A verdade é que o jogo era maior que o árbitro.

Agora, algo hilário: o Grêmio reclamou de poucos minutos de acréscimos. A regra do jogo diz que se deve acrescentar minutos adicionais para recuperar o tempo perdido em paralisações por substituições, atendimento médico e retirada de lesionados, saída de atletas expulsos, além de outras perdas de tempo. Cera não se acrescenta tempo, mas se adverte a quem faz cera com cartão amarelo. Mesmo a desprezando, o acréscimo realmente foi pouco e o Grêmio reclamou. Mas não é que o Roberto Andrade, dirigente corinthiano entendeu. Ele disse o seguinte:

“No primeiro tempo, ele apitou um pênalti a nosso favor e não vou discutir. Se ele apitou, não vou dizer se foi, deve ter sido. Mas no intervalo, ele deve ter ouvido comentários e voltou querendo corrigir a suposta bobagem que fez (…) Ele expulsou um jogador no chão (Edenílson) e não é médico para saber se tinha lesão ou não. O Grêmio também ficou (com cera) e não teve a mesma atitude. O Liedson (expulso também) não vou discutir (…) “ele foi péssimo, para não dizer mal intencionado. O jogo ficou parado por mais de cinco minutos (na expulsão de Edenílson) e ele nem teve coragem para dar cinco minutos. Peço a CBF: nosso futebol não merece uma arbitragem dessa. Vamos manifestar contra ele na CBF”. 

Ué, então ele concorda com o Grêmio? Se errou nos acréscimos, beneficiou sua equipe, não o contrário!

Às vezes, o discurso de auto-defesa para encobrir um erro à favor é tão confuso que dá nessa bobagem…

E você, o que achou do jogo? Deixe seu comentário:

Ops: amigos, não poderia deixar de citar: Se alguém pode reclamar na rodada, mesmo vencendo, foi o Fluminense! Elmo Rezende (GO) não deu um pênalti claríssimo de Wellington num empurrão no argentino Lanzini, provavelmente por estar mal colocado na jogada. O seu bandeira número1 poderia ter salvado o lance, mas se omitiu. No mesmo jogo, o zagueiro do Flu (teria sido o Gum?) salva com um carrinho na bola um contra-ataque de Dagoberto, que está na área e cai, e, para surpresa do próprio sãopaulino, marca-se pênalti! 

Parece que a noite não foi boa para os árbitros goianos…

– Profissionalizar ou Regulamentar a Arbitragem?

Um debate levantado por pertinente reportagem do Bom Dia: Profissionalizar ou Regulamentar a Arbitragem? (reportagem em: http://www.redebomdia.com.br/noticias/Esporte/65843/o+pedido+agora+e+regulamentar+os+arbitros+de+futebol/comentario+enviado+com+sucesso)

Leio na matéria do jornalista Gustavo Longo com Arthur Alves Júnior, presidente do Sindicato dos Árbitros de Futebol do Estado de São Paulo (Safesp), que a entidade defenderá a Regulamentação da profissão de árbitro de futebol, ao invés da profissionalização.

Estamos remando contra a maré?

Apesar da intenção do Sindicato, seria a verdadeira vontade dos árbitros?

Regulamentar não trará os benefícios desejados pela categoria. Imagine que apesar da proposta em reconhecer a atividade da Arbitragem de Futebol, os árbitros não teriam os benefícios que sempre sonharam, que se resumem a: se tornarem funcionários da Federação Paulista de Futebol.

O árbitro quer ter direito a Férias, Abono Salarial, 13º Salário, FGTS, suporte médico com plano de saúde bancado pela entidade, garantias e estabilidade no emprego, além da certeza de que não haverá veto sobre eles.

Mas a quem interessaria regulamentar a atividade de árbitro e não profissionalizá-la? Por incrível que possa parecer, interessa à Federação Paulista e ao Sindicato, menos aos próprios árbitros!

Explico: com a atividade regulamentada, os árbitros continuariam vinculados ao Sindicato, pagando suas taxas e anuidades ao mesmo, recebendo os valores como autônomos através da Cooperativa dos Árbitros, e nunca tendo compromisso empregatício a quem realmente deveriam: ao organizador do evento, que é a Federação Paulista de Futebol.

Pergunte a qualquer árbitro se ele quer continuar recebendo via Cooperativa e pagando taxas ao Sindicato (bancando os seus custos de treinos e cuidados da atividade com dinheiro do seu próprio bolso, sem férias e 13º, vivendo das escalas e da ‘sorte do sorteio’), ou quer ser funcionário da FPF (com todos os benefícios e garantias aos quais os empregadores são obrigados pela legislação trabalhista, além da certeza do salário mensal)? A resposta será óbvia…

Acrescente a tudo isso um elemento perturbador: Arthur Alves Júnior é o presidente do Sindicato dos Árbitros, dirigente da Cooperativa e secretário-geral da Associação Nacional dos Árbitros (3 entidades que arrecadam dos árbitros). Incompativelmente, exerce a função de membro da Comissão de Árbitros da própria FPF!

Custa a crer que o presidente do Sindicato Arthur Alves compraria uma briga com a FPF. Lá, reclamaria a quem? A ele próprio?

Profissionalizar é o caminho. A questão é: qual modelo de profissionalização deve ser adotado?

Uma pena que os árbitros não manifestem publicamente o seu desejo. Afinal, regulamentar a atividade apenas encheria os cofres das entidades da categoria e faria com que o árbitro de futebol permanecesse desprotegido da mesma forma. Infelizmente, não interessa a muitos a profissionalização, pois, afinal, ninguém quer assumir os custos dela.

Rafael Porcari foi árbitro de futebol por 16 anos pela FPF, é professor universitário, consultor em arbitragem e blogueiro do Bom Dia Jundiaí: http://blog.redebomdia.com.br/blog/rafaelporcari/

– Estádios da Copa Prontos em 2012?

Dona Dilma prometeu: os estádios da Copa do Mundo estarão prontos a tempo, e 9 deles serão entregues em Dezembro de 2012.

Daqui 15 meses serão entregues? Duvido-e-o-dó!

– Conhecer a Regra acima de todos os outros faz diferença dentro de campo?

Faz e ajuda; mas não é tudo para ser um bom árbitro.

Há ex-jogadores de futebol e comentaristas esportivos que entendem muito de futebol, mas na prática como treinador… Lembro-me de ex-craques como Júnior e Falcão, que embora excepcionais como jogadores, não conseguiram resultados como técnico. E vice-versa: jogadores medianos como Luxemburgo e Joel Santana que conquistaram muitos títulos como ‘professores’ à beira do gramado.

Assim também é com o árbitro: grandes teóricos podem se dar mal, e, às vezes, o inverso também. Dulcídio Wanderley Boschilla, segundo amigos contemporâneos a ele, não conseguiria ter sucesso numa prova escrita.

Digo isso em razão das provas elaboradas pela FPF nos últimos dias. Nessa feita, a entidade cobrou dos árbitros conhecimentos sobre punições e advertências dos códigos disciplinares, que nada tem a ver com a Regra do Jogo.

Elaborar uma prova é difícil. Trabalho árduo. Me recordo que numa das primeiras provas do Cel Marcos Marinho na FPF, resolveu aplicá-la toda dissertativa. As notas foram um fiasco. Precisou refazer uma prova com testes de múltipla escolha bem mais fácil para que não se manchasse a imagem dos árbitros.

Tirar 7 em prova difícil pode ter mais valor do que um 10 em prova fácil. Mas tudo isso fica em segundo plano, se na prática da arbitragem, lá dentro de campo, o árbitro não conduzir corretamente o jogo.

Todos sabem que no futebol há 17 regras. Mas quer sacanear um amigo? Pergunte a queima-roupa: “Qual é a regra 8? E qual é a 9?” Na bucha! Levará um tempinho para ele responder…

Àqueles que militam no meio e gostam de brincar com colegas que dizem saber de regra, uma boa pegadinha!

– Análise da Arbitragem de Palmeiras X Corinthians e Pitaco sobre Lance Polêmico de Santos X São Paulo. Como foram os árbitros?

Jogo chato para se arbitrar em Presidente Prudente. Neste domingo, Luiz Flávio de Oliveira sofreu com a rivalidade das equipes, mas tirou de letra.

Em jogo muito faltoso (foram incríveis 7 em 8 minutos!), percebeu-se que a grande maioria delas era proposital para matar jogo. Felipão é expert em travar o jogo com faltinha em meio de campo, e Tite parece que seguiu seu compatriota gaúcho na estratégia.

Não tivemos lances de grande polêmica. Algumas observações pontuais: Kleber realmente sofre muitas faltas, ao mesmo tempo em que busca as faltas. Sabem a semelhança dele com Neymar? Ambos driblam para dentro, pulando no adversário e cavando uma pseudo-obstrução. Em muitos lances, a falta não existe, mas é marcada pois dá a impressão que o adversário que ficou parado impedindo o lance, quando, muitas vezes, ele não tinha para onde sair e o driblador é quem pulou nele. Hoje, Kleber sofreu e cavou.

Os cartões amarelos foram bem aplicados. Mas algumas situações ruins, como, por exemplo: Chicão soltando o braço desnecessariamente em cima do Kleber no final do primeiro tempo. Merecia Cartão Amarelo. Luiz Flávio não marcou nada e na sequência Kleber devolveu.

No segundo tempo, destaque para a desinteligência de Chico e Paulinho. Discussão boba e mereceram o cartão. Acertou bem Luiz Flávio, segurou os ânimos.

Aos 75 minutos, um lance complicado: Luan rouba a bola de Emerson, e sai jogando. Emerson tenta roubar novamente próximo a linha lateral, se enrola todo e cai em cima de Luan. Na queda, claramente tenta acertar com os seus pés o palmeirense. Deveria ser expulso. Incontinente, Luan tenta o revide. Deveria expulsá-lo também, afinal, agredir ou tentar agredir é Vermelho.

Destaque negativo: a catimba de alguns atletas. Visivelmente Valdívia não colabora. Sofreu uma falta de Castán aos 80 minutos e caiu como se tivesse quebrado a perna. No final do jogo, Chicão e ele protagonizaram um exemplo de falta de desportividade. Nos acréscimos eles batem boca, fazem-de-conta que se desculpam com tapinhas no rosto (3 de cada um), mas Chicão no último vira um tapa mais forte, visivelmente antidesportivo. Nada para Vermelho, mas para amarelo. Valdívia desaba, como se tivesse recebido um golpe do também corinthiano Anderson Silva do Vale-Tudo. Deveria receber amarelo também…

Já imaginaram? Esse dois atletas que já tinham amarelo receberem o segundo amarelo (e consequentemente o Vermelho) prejudicando suas equipes por unfair-plays? Seria correto e exemplar! Mas…

No frigir dos ovos, boa arbitragem de Luiz Flávio.

Pela genial idéia da CBF em marcar clássicos no 1º turno todos simultâneos, não deu para acompanhar Santos X São Paulo. Só vi os lances de cartões do Carlinhos Paraíba. No primeiro, acertou o Seneme aplicando o Amarelo (não era para Vermelho). No segundo, idem. Na verdade, o 1º lance era para um AMAREEELO, e o segundo para um amarelinho. Como Seneme é o melhor árbitro do Brasil hoje, não pipocou e acertou no lance.

Abaixo, os tuites lance-a-lance de Palmeiras X Corinthians:

Começa o jogo. E começou com 2 minutos de atraso.Vai estar na súmula?

10 seg + 37 seg = 2 faltas em Emerson. Precisa dar uma advertência verbal no Thiago Heleno. Foi forte demais.

3m00s + 3m22s = 2 faltas no Kleber. Promete, hein?

5m03s: 3ª falta em Emerson. Acertou em dar o Cartão Amarelo ao Gabriel Silva.

06m12s: 3ª falta para o Palmeiras, agora em Valdívia. Está dando uma por minuto.

08:20s: nova falta para o Palmeiras, carga do adversário (7ª do jogo)

Pôxa, como é difícil querer assistir aos clássicos. Todos no mesmo horário. É um desrespeito.

11m: corinthiano cai na dividida d

o meio de campo, LF acerta em não marcar nada e Tite fica berrando pedindo falta. Quem é que “fala muito”?

Tentando fazer gambiarra para assistir os dois clássicos. Tá bravo. Aliás, quer queira ou não, a transmissão da Globo é inegualável.

15m: faltinha boba do Valdívia. Fiquei na dúvida, tamanha a infantilidade.

15m30s: Luan vai de maneira temerária em Ramon. Ei, chame a atenção dele, LF!

17m: Malandragem é isso aí: Tite mexendo nos microfones das emissoras para n inguém ouvir as instruções. Ou as reclamações e pressão?

18m: gol legal do Corinthians. O Palmeiras viveu uma novela para contratar o Henrique e ele caiu em marcha lenta para tentar salvar a bola…

21m exatos> LF pára o jogo para a reidratação. Tem que parar o cronômetro. O PPW parará?

Parou sim. Boa.

21m40s: Gabriel Silva estava impedido. Mas se não estivesse, era simulação, pois ele pulou. Se jogou descaradamente.

22m51s: 3ª falta em Kleber, bem marcada.

Felipão está suspenso flagrado com o celular. Se fosse na Champions League, pelo menos 2 jogos de gancho! Ó: http://pergunteaoarbitro.blog.terra.com.br/2011/08/23/treinador-suspenso-pode-ficar-na-geral/

24m20m: 4ª falta em Kleber, agora em Castán, que recebe Amarelo. LF está matando a pau.

25m57s: Liedson dá um tostãozinho em Marcos Asssunção. Árbitro acertou de novo.

28m: Amarelo para Jorge Henrique bem aplicado. Uma “piuvada”.

34m: Gol de Luan, nada irregular. Há quem defenda falta de ataque em Júlio César. Bobagem, goleirão saiu mole para o lance.

39m: Chicão mete o braço em Kléber: não é agressão, mas lance para Amarelo. Nada deu LF, primeiro erro no jogo.

40m: falta bem marcada no meio campo para o Corinthians. Bem assinalado.

42m: falta de Kleber em Chicão? Não foi. Segundo erro do PC, nos mesmos atletas.

45m+1m30s: falta bem marcada para o Palmeiras.

Fim de primeiro tempo, bem arbitrado e com muitas faltas.

Começa o segundo tempo!

46m: Kleber nem disputa a bola e acerta Jorge Henrique, LF acerta na aplicação da vantagem.

50m22s: falta de Fernandão. O segundo tempo promete continuar a ser faltoso.

51m: gol do estreante Fernandão, não estava impedido. Tudo bem.

Esse Fernandão é a cara do Finazzi! Fiz alguns jogos dele, a semelhança é impressionante.

55m: falta de ataque do Fernandão. Aos 56m, falta com cartão bem aplicado ao Valdívia. Ainda aos 56m, Jorge Henrique sofre falta Tb. Ehhh…

57m: Valdívia domina com a mão e corinthianos querem o 2º amarelo à ele. Nem, todo lance de mão é para amarelo. Acertou LF.

58m: falta em Wallace. 58m de novo e falta em Willian.

Das partidas que fez depois do Mundial Sub20, Gabriel Silva voltou mais faltoso. Perceberam?

64m: Luan vai nas costas de Castán, faz falta de ataque e reclama? Que cara-de-pau.

66m: Luan não estava impedido… errou o Van Gassen.

69m: Corinthians rouba a bola limpamente com um carrinho, nada de falta.

71m: lance do Valdívia com Paulinho: o chileno não sofreu a bola e LF marcou. Mas errou duas vezes, pois se fosse falta, teria que dar vantagem.

72m: Chico faz falta normal em Paulinho. Ambos discutem asperamente e se ameaçam. Desinteligência. LF matou a pau ao dar Amarelo aos 2.

75m: Luan rouba a bola de Emerson limpamente, corre, Emerson faz a falta e cai em cima dele, tentando acertar c/os pés. Era p/exp (cont…)

(cont) Expulsar o Emerson pela tentativa de agressão, pois tentou acertar o adversário e de Luan Tb por tentar golpeá-lo no revide.

Errou o árbitro em não expulsar os dois, conforme tuites anteriores.

80m: Castán tentou cavar uma falta, Valdívia partia para o contra-ataque e Ralf o pára. Deveria receber o Amarelo, errou o árbitro.

82m: nova falta em Kleber… ele apanha, mas parece que gosta! Busca a falta mesmo.

87m: falta de ataque do Corinthinas com pé alto de Liedson. Mandou bem LF.

88m: após bela defesa de Marcos ele sofre falta. Vai valorizar, claro. É experiente. E nada de arranjar confusão. Claro, esportista.

90m: falta bem marcada de Chicão, que só não levou amarelo pois Valdívia fantasiou demais a queda.

91m: falta em Fernandão. Correto.

92m: falta de Luan no ataque e no mesmo minuto falta em Willian.

93m: Chicão-Valdívia fazem de conta q se desculpam c/tapinhas e se tapeiam mesmo. Mas Valdívia, que recebe o mais forte, desmorona. Ridículo, fingiu agressão.

Fim de jogo. Alguns erros daqui e dali, mas grande e maciça maioria de acertos. Boa arbitragem de LF em jogo difícil.

Destaque negativo para o comportamento dos jogadores. Muita catimba. Bola que é bom, neca.

Importante: Scolari orientando o time de dentro do estádio, mesmo suspenso? Hummm…
Olha esse tuíte, comparando com a mesma situação na Europa:

“Felipão está suspenso flagrado com o celular. Se fosse na Champions League, pelo menos 2 jogos de gancho! Ó: http://pergunteaoarbitro.blog.terra.com.br/2011/08/23/treinador-suspenso-pode-ficar-na-geral/

– Se Mistério Ganhasse Jogo…

Os treinadores de futebol ficam escondendo as escalações. Mistério, charme, frescura…

Celso Roth (Grêmio) mandou até fechar as frestas da janela com fita de embalar. Brincadeira, hein?

Deveria se obrigar a divulgar a escala 1 hora antes. A ordem é de 45 minutos, mas o público só fica sabendo poucos minutos antes. É uma lei desrespeitada.

– Blatter sugere a Abertura da Copa no Rio de Janeiro. E os investimentos absurdos do Itaquerão?

Muita verba pública (tanto do Governo Municipal, Estadual ou da União) está sendo utilizada no estádio a ser construído em Itaquera, seja em obras no entorno, benefícios/ isenções fiscais ou ainda financiamentos oficiais. A intervenção governamental e os políticos que se aproveitam dessas benesses para a busca de votos das camadas mais populares é a mais clara evidência da demagogia barata e do uso da Máquina Governamental.

Mas Jamil Chade, do Estadão (clique aqui para a citação: ENTREVISTA COM BLATTER) conseguiu entrevistar o presidente da FIFA Joseph Blatter e ‘arrancar’ depoimentos importantes.

Segundo ele, sobre a Abertura da Copa do Mundo no Brasil, Blatter sugere abertamente e indica o Rio de Janeiro, dizendo que:

Há definitivamente uma competição entre Rio e São Paulo para obter a abertura. Mas já demos o centro de Mídia para o Rio e a sede da organização da Fifa será no Rio. Portanto, a cidade mais adequada para receber a abertura é mesmo o Rio de Janeiro. O futebol brasileiro é o Rio. E para o mundo, o Rio é a cidade mais atraente para abrir uma Copa, sem dúvida.

Ué, por que tanta intervenção pública para estádio de 65.000 pessoas na capital paulista se praticamente a sede da abertura está escolhida? Por que a FIFA fomenta a discussão entre Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Brasília e Belo Horizonte, se deu a entender nas entrelinhas que já se decidiu pelo Maracanã? Não poderiam poupar gastos com o anúncio direto e objetivo? A quem interessa encher os cofres dos Comites Organizadores?

Por fim, Blatter comenta sobre o futuro do futebol brasileiro em campo, questionando o sumiço dos dribles da Seleção Sub20 e o modelo de futebol forte, além de afirmar: com Lula e Ricardo Teixeira, a relação era mais amigável”.

Aiaiai… nossos bolsos vão doer muito até 2014 chegar, não?

Quer comentar sobre o assunto? Deixe sua mensagem:

– Quando o árbitro não pode “opinar” em faltas?

Esta pergunta vem do treinador e professor de futebol, Ari Grecco (da conceituada Capacitando Talentos – www.arigrecco.com):

São 7 faltas da regra 12 que permitem a opinião do árbitro. Mas quantas faltas da regra 12 não permitem a opinião do árbitro? Pode me explicar quais seriam?

Uma boa pergunta formulada originalmente pelo Sindicato dos Árbitros de Futebol do RS e retransmitida pelo Ari, que pode trazer um pouco de confusão. Mas vamos lá para a resposta:

 

Olá Ari, ao todo, são catalogadas 10 tipos de infrações/faltas pela Regra 12 para lances em Tiro Livre Direto (e 8 para Tiro Livre Indireto). Destas, são 3 faltas (para tiro livre direto) que o árbitro não pode interpretá-las, pois não são consideradas subjetivas.
São elas:
1) Segurar um adversário;
2) cuspir em um adversário;
3) uso intencional das mãos na bola (exceto o goleiro na área penal).
Nessas 3 acima, o árbitro não pode opinar/interpretar/discutir, pois a International Board entende que são situações sumárias (uma cusparada não seria interpretativa, são lances de intenção).

Para ilustrar bem a permissão ou não da interpretação/opinião do árbitro, elenco as outras 7 abaixo para tiro livre direto, onde o árbitro pode interpretar se foram: “imprudente”, “temerária” ou uso de “força excessiva” ( reforçando – nas 3 acima, só são consideradas intencional, pois o árbitro não as pode entender como imprudente ou temerária).
São elas (a avaliar):
1) Dar ou tentar dar um pontapé no adversário (calçar um  atleta);
2) Passar ou tentar uma rasteira;
3) Saltar sobre um adversário (carga);
4) Dar um tranco em um adversário;
5) Agredir ou tentar agredir um adversário;
6) Empurrar um adversário;
7) Dar uma entrada contra um adversário.

Em suma:
– nas 3 primeiras você apenas avalia: houve intenção ou não? Se não houve, segue o jogo. Se houve, avalie a intensidade, momento e situação para a aplicação ou não de cartões.
– nas 7 seguintes você considera: não quís praticar tal ato mas praticou (imprudência), praticou sem desejo de machucar (ação temerária) ou praticou com grande chance de machucar/machucou (força excessiva). Respectivamente, não aplica cartão para imprudência, aplica Amarelo para temerária e Vermelho para força excessiva).

– Platini estava brincando ou falou sério sobre Messi ser “queridinho” dos árbitros?

Michel Platini, presidente da UEFA, declarou à mídia:

Messi é craque, mas protegido pelos árbitros”.

O francês está de brincadeira, né? Messi não cai em campo, não simula e se comporta bem. É da linhagem de Romário, Ronaldo… já viram eles enchendo o saco do juizão? Nunca. Tinham bola para resolverem sozinhos.

E você, o que acha da afirmação de Michel Platini? Deixe seu comentário:

– Escala do Derby, Futebol Antidemocrático e País da Vantagem Antiética. Há liberdade nos bastidores do Esporte?

No futebol, não. Vamos lá:

Luiz Flávio de Oliveira apitará o Derby de domingo. Não há veto. Ufa, e ótimo! Luiz Flávio, em jogos do Corinthians, apitou a final contra o Santos e foi bem. Há 15 dias repetiu o jogo entre Corinthians X Santos e foi bem de novo. Agora, no outro clássico, contra o Palmeiras, apitará o Timão de novo.

Sorte na bolinha ou comodidade no sorteio?

Ótimo árbitro, não há dúvida, mas…

E a história de oportunidade aos outros árbitros intermediários? Braguetto, no clássico entre Corinthians X São Paulo, foi escalado com esse argumento. Não gosto de 3 clássicos do mesmo time apitados pelo mesmo árbitro (08/05, 10/08 e 28/08). Democracia do apito?

Raphael Claus foi eleito o melhor árbitro do Paulistão e não apitou nenhum jogo da série A. Braguetto, citado acima, fez um solitário jogo… (voltará num jogo só no final do mês).

Ainda sobre o clássico, Roberto Frizo disse que Luiz Flávio é um árbitro que leva nota 9 e que o Palmeiras ficou contente com sua escala. Xi… já vi o Toninho Cecílio falando a mesma coisa antes de um Fluminense X Palmeiras sobre o Simon e que deu muita discórida…(em: http://www.gazetaesportiva.net/noticia/2011/08/palmeiras/verdao-aprova-irmao-de-pc-oliveira-no-classico-contra-corinthians.html) . Depois da atuação, vale lembrar a declaração, pois são todas pré-jogo, formais e politicamente corretas.

Ontem, Felipão assistiu o jogo contra o Vasco das arquibancadas, em protesto ao bandeira Roberto Braatz, que foi ofendido por Scolari contra o Atlético Mineiro e causou a sua suspensão (no Brasileirão) por 2 partidas. Será que o protesto não foi um tiro contra o próprio pé? Se Felipão estivesse à beira do campo, poderia motivar o time para tentar o quarto gol, ou montar um esquema melhor para evitar o gol vascaíno, garantindo a classificação alviverde? Abriu mão da permanência por birra, protesto ou burrice?

Felipão alega que não pode falar no banco. Claro que pode, existe permissão, desde que para a sua equipe. Mas xingar e pressionar o árbitro é democracia? Só se for de interesse próprio. Ele não pode querer apitar jogo.

Ainda sobre Roberto Braatz: que sequência de escalas, não? Domingo passado, esteve no Beira-Rio em Internacional X Flamengo; na quarta, na Vila Belmiro em Santos X Fluminense e na quinta no Pacaembú no Palmeiras X Vasco. Domingo, Coritiba X Atlético. Na próxima quarta, no Morumbi no São Paulo X Fluminense. Uau. O cara é bom; só jogão, mas… assim escancara a falta de democracia e oportunidade aos outros bons nomes.

Importante: ontem, quem escalou ele neste jogo pela Sulamericana foi a Conmebol, sabedora do entrevero entre ambos. Aí Felipão tem razão em reclamar. Lá está Armando Marques, aquele mesmo do caso Edilson, que bancou o árbitro na CBF quando membro da CA-CBF. Faltou bom senso de quem escalou, mas Felipão foi infeliz na forma do protesto.

Quer outro exemplo de democracia às avessas? Rogério Ceni falou da expectativa da Copa do Mundo no Brasil e criticou, dizendo sabiamente:

 O Brasil só pensa em levar vantagem. Então se constroem estádios e mais estádios […] As pessoas não têm escrúpulos: elas governam e lideram por interesses pessoais e não por interesse do povo

Rogério Ceni, à agência RádioWeb, em: http://esporte.uol.com.br/futebol/copa-2014/ultimas-noticias/2011/08/25/por-corrupcao-ceni-ataca-copa-no-brasil-e-decisao-de-construir-itaquerao.htm

Claro que se tivesse com 30 anos e no auge da carreira, Ceni não seria convocado, unicamente por expressar a verdade. E é esse um grande problema no futebol: falar a verdade não pode em muitos casos; o medo da retaliação por exercer a Democracia e a Cidadania!

Para fechar com chave de ouro: a Federação Catarinense de Futebol proíbe as manifestações contra Ricardo Teixeira no estado de SC. Falou mal do Presidente da CBF resultará em expulsão do torcedor no estádio! (Em: http://virgula.uol.com.br/ver/noticia/esporte/2011/08/25/282899-federacao-catarinense-pode-expulsar-do-estadio-torcedores-que-protestarem-contra-cbf) Expulsar torcedor do estádio por não concordar com os valores propostos na Administração Ricardo Teixeira é o cúmulo! Só podemos levar faixas dizendo: “Obrigado, querido Ricardo Teixeira”, ou “Ricardo Teixeira é o cara!”. Ditadura ou democracia?

Por fim, a piadinha imperdível: “Filho do Neymar caiu do berço e pediu pênalti”. Sensacional, nem precisa fazer o Exame de DNA.

E você, o que pensa sobre tudo isso? Existe Democracia no futebol? Deixe seu comentário:

– Um Estádio Corinthiano para 210 mil Pessoas (há 22 anos)

Há coisas incríveis no futebol brasileiro. Essa é uma delas: a Rádio Jovem Pan de SP descobriu uma entrevista de 22 anos atrás, com o ex-presidente do Corinthians Vicente Mateus.

Na matéria, ele promete que em 3 anos o Timão teria um estádio para 210 mil torcedores (recorde interplanetário) e que seria construído com a colaboração dos torcedores. Fala, ainda, que num primeiro momento teria um anel inferior para 90.000 espectadores, para jogos contra pequenos…

Em 2011, o estádio começou a sair; com outros nomes, outros sonhos, outros motivos e outras características. Mas uma coisa mudou mais: antes, a idéia era a de usar dinheiro do torcedor; hoje, é com isenção fiscal do povo e sérias intervenções públicas.

O áudio está disponível em:

http://jovempan.uol.com.br/esportes/futebolnacional/2011/08/o-corinthians-e-a-lendaria-construcao-do-estadio.html

Vale a pena ouvir!

– As lições do Caso Wenger aos Treinadores Brasileiros

Aqui, quando treinador é suspenso, vai à um camarote e acaba, indiretamente, dirigindo o time de lá por rádio ou qualquer outro meio de comunicação. Não pode estar no banco como técnico, mas sua vontade e opinião chegam ao seu substituto.

Na Europa, tivemos nessa semana um caso interessante. O francês Arsene Wenger, técnico do inglês Arsenal, foi expulso por mau comportamento na partida entre Arsenal X Barcelona nas Oitavas de Final da Champions League (gesticulou contra as marcações do árbitro Massimo Bussaca, acirrando os ânimos dos seus atletas contra ele – jogo ocorrido no primeiro semestre deste ano). Julgado, recebeu 2 jogos de suspensão (assim como Scolari).

No cumprimento da primeira partida de suspensão, na última semana, contra a Udinese, Wenger estava na arquibancada, e foi flagrado conversando num telefone celular no mesmo momento em que seu substituto no banco também conversava em outro aparelho. A Comissão Disciplinar da UEFA entendeu, reunida ontem, que Wenger cometeu outras duas infrações por tal ato:

1)por estar suspenso, não poderia conversar por rádio, celular, bilhete, recado ou qualquer outra forma com o banco.

2)mesmo se estivesse calado na arquibancada, não poderia estar ali, já que a suspensão implica em estar proibido em estar dentro do estádio.

Segundo Brian Howowood, jornalista da Ag Reuters (citação em: www.reuters.com/176593), a defesa do treinador será a de que a punição foi confusa: Wenger imaginava que poderia pagar um ingresso e assistir ao jogo no meio da multidão, anonimamente, e não imaginava que comunicadores estavam proibidos. Alegará ainda que conversava ao telefone com sua esposa, não com o treinador substituto.

Por este ato, a pena a Arsene Wenger foi aumentada em mais 2 partidas; ou seja, dobrou-se  a pena).

E você, entende que o técnico não pode entrar no estádio quando está suspenso do banco? Deixe seu comentário:

– As lições do Caso Wenger aos Treinadores Brasileiros

Aqui, quando treinador é suspenso, vai à um camarote e acaba, indiretamente, dirigindo o time de lá por rádio ou qualquer outro meio de comunicação. Não pode estar no banco como técnico, mas sua vontade e opinião chegam ao seu substituto.

Na Europa, tivemos nessa semana um caso interessante. O francês Arsene Wenger, técnico do inglês Arsenal, foi expulso por mau comportamento na partida entre Arsenal X Barcelona nas Oitavas de Final da Champions League (gesticulou contra as marcações do árbitro Massimo Bussaca, acirrando os ânimos dos seus atletas contra ele – jogo ocorrido no primeiro semestre deste ano). Julgado, recebeu 2 jogos de suspensão (assim como Scolari).

No cumprimento da primeira partida de suspensão, na última semana, contra a Udinese, Wenger estava na arquibancada, e foi flagrado conversando num telefone celular no mesmo momento em que seu substituto no banco também conversava em outro aparelho. A Comissão Disciplinar da UEFA entendeu, reunida ontem, que Wenger cometeu outras duas infrações por tal ato:

1)por estar suspenso, não poderia conversar por rádio, celular, bilhete, recado ou qualquer outra forma com o banco.

2)mesmo se estivesse calado na arquibancada, não poderia estar ali, já que a suspensão implica em estar proibido em estar dentro do estádio.

Segundo Brian Howowood, jornalista da Ag Reuters (citação em: www.reuters.com/176593), a defesa do treinador será a de que a punição foi confusa: Wenger imaginava que poderia pagar um ingresso e assistir ao jogo no meio da multidão, anonimamente, e não imaginava que comunicadores estavam proibidos. Alegará ainda que conversava ao telefone com sua esposa, não com o treinador substituto.

Por este ato, a pena a Arsene Wenger foi aumentada em mais 2 partidas; ou seja, dobrou-se  a pena).

E você, entende que o técnico não pode entrar no estádio quando está suspenso do banco? Deixe seu comentário:

– O Golpe: Felipão e a Indiscutível Inteligência. Protesto dos Árbitros ou medo?

Há gênios em todas as modalidades. Observá-los é aprender e se curvar à sabedoria aliada à humildade.

Nem sempre o conhecimento brota de boas coisas, mas vale ser observador às estratégias curiosas, mesmo deselegantes. Inteligência para desestabilizar outrem é isso aqui:

“- Não vou mais a banco. Vou ficar fora. Na única vez que olhei para o árbitro por estarem segurando meu jogador, só faltou ele me morder. Se for possível, não vou mais a campo, fico lá fora. Não dá mais (…) Murtosa vai para o banco (…) E no primeiro ou segundo jogo, o Murtosa também vai ser expulso. O prazer deles (árbitros) é olhar para mim e botar para fora. Estou pior que cachorro na chuva. Não adianta nada, vai o Murtosa.”

Luiz Felipe Scolari, dizendo que não vai estar no banco como treinador em jogos do Palmeiras, por se sentir perseguido (extraído do GloboEsporte.com: http://is.gd/I9JtmX) .

Há treinadores que sabem mandar recados pelos microfones e que usam da imprensa para criar estratégias favoráveis à si próprio. São inteligentes e estrategistas. Quando é para atender e ser solícito aos jornalistas, neca! Mas quando é por causa própria…

Destes, 2 se destacam: Luxemburgo e Scolari.

Primeiro, vamos ao caso Flamengo/Luxemburgo: O árbitro goiano Elmo Rezende errou ao não marcar um pênalti contra o Flamengo e que virou falta ao Coritiba, e Luxa se calou. Já o mineiro Ricardo Marques Ribeiro inverteu sem má intenção diversas faltas contra o Atlético Paranaense e Luxemburgo manteve o silêncio. Quando o paranaense Heber Roberto Lopez advertiu verbalmente Ronaldinho Gaúcho, Wanderley surtou, usou todos os microfones possíveis e quase conseguiu criar a falsa ilusão de esquema anti-Mengão. Ontem, no Beira-Rio, o alagoano Francisco Carlos Nascimento gastou a sua cota de erros do ano inteiro, em equívocos que beneficiaram o Flamengo (Amarelo indevido por simulação ao D’Alessandro, falta na barreira na hora do gol do Ronaldinho, e diversos outros lances). Luxemburgo calou-se. Não se manifestou. Conseguiu a pressão desejada sobre o árbitro do jogo seguinte? Claro.

Agora, o caso Palmeiras/Scolari: Felipão é costumeiro em maltratar árbitros e jornalistas. É fato e tem grande histórico. Adora mandar recados por microfone. Agora, quer que creiamos na existência de um “Tratado Conspiratório anti-Scolari” (à mesma maneira de Luxemburgo), e ameaça não ficar mais no banco de reservas para não prejudicar sua equipe, já que se sente perseguido pelos árbitros!

Hipóteses? Algumas:

1-Não está na cara que, com tanto problema interno em seu clube, há a necessidade de desafogar esses desencontros e criar uma situação externa?

2-Não parece que Felipão já está pressionando o árbitro antes mesmo do sorteio? É a chamada “preventiva”, chiadeira pré-jogo.

3-Mesmo querendo jogar no Morumbi e tendo que ir à Prudente, às vésperas de uma possível eliminação na Sulamericana, já está caçando desculpas?

4-Com seu julgamento hoje na CBF, indiciado em até 720 dias por ofensas à arbitragem e expulsão, prepara o terreno para a sua defesa, a fim de se fazer de vítima ao invés de ser culpado?

5-Domingo teremos Palmeiras X Corinthians. O treinador que for derrotado, por pressão, pode perder também o emprego. Chiar do árbitro uma semana antes é salvaguarda?

Temos que dar o braço a torcer. São pessoas inteligentíssimas. Se usam de ética, respeito, afeto, desportividade, é outra história!

Mas o mais importante: a sugestão-

Seneme ou Sálvio apitarão o Derby. Quer uma idéia bacana ao árbitro a ser escolhido nessa semana? Façam como em Portugal: BOICOTEM!

Nessa semana, João Ferreira, escalado para apitar Beira-Mar X Sporting pelo Campeonato Português, se recusou a atender a escala em protesto às constantes chiadeiras do Sporting (tanto de dirigentes quanto do treinador). E em solidariedade, os demais árbitros da 1ª e 2ª divisões profissionais avisaram que não iriam trabalhar em jogos deste clube. Como em Portugal a competição é organizada pela Liga de Futebol e os árbitros contratados pela Federação Portuguesa, não tinham árbitro para a partida!

A solução, às vésperas do jogo, foi a contratação de um árbitro de uma liga regional, com 43 anos de idade e 19 de experiência, nome forte da “Primeira B de Aveiro” (compare como sendo o equivalente à um árbitro respeitado nas divisões inferiores de algum campeonato regional brasileiro).

Será que os árbitros brasileiros terão coragem de não acatar uma escala em jogo do Palmeiras, em protesto às ridículas reclamações e críticas de Scolari?

Duvido. Sem alguma entidade interessada que queira agir por trás dos árbitros, obrigando a mobilização deles, não há protesto, mesmo que esse seja um locaute.

E você, o que pensa sobre tudo isso? Deixe seu comentário:

– Bahia X Santos: Jogador Percebe a fragilidade do Árbitro?

Sim, claro!

Quer um exemplo? Assista o VT de Bahia X Santos, 21/08/2011, pelo Campeonato Brasileiro.

Muitas vezes, no futebol, a primeira impressão é a que fica aos jogadores.

Existe pênalti cometido no início da partida e era situação clara de gol? Expulse o infrator. Pipocou? Xi, os times perceberam.

Goleiro sai mal do gol, esbarra no próprio companheiro e juizão marca falta de ataque? Hum… Jogador vai deitar e rolar em cima da arbitragem.

Boleiro malandro perde a bola no carrinho por baixo? Vai cair mesmo, fingir que está com a perna quase quebrada, e ao ver o adversário receber cartão injustamente, levanta e já cobra ele mesmo a falta!

É ou não é fazer o árbitro de bobo?

1-Ganso sofreu pênalti quando partia para o gol. Seu adversário teria que ser expulso. Não foi.

2-Carlos Alberto cavou um cartão no meio de campo para o adversário. Impressionante, juizão entrou, nem tocou no jogador.

3-Wladimir, goleiro que substituiu Rafael, deu uma tremenda trombada no seu próprio zagueiro. Ricardo Marques Ribeiro deu falta de ataque. Será que o zagueiro queria fazer gol contra? Não entendi!

Jogador sente a debilidade do árbitro. É fato. Pierluigi Colina não era ótimo tecnicamente. Ele era muito bom no conjunto da obra, com virtudes e defeitos. Mas ele, acima de tudo, transmitia segurança aos atletas. Neste domingo, no Pituaçu, jogadores logo de cara sentiram que o árbitro não gostava de se comprometer e não chamava o jogo para ele. Aí pintaram e bordaram se aproveitando dos defeitos técnicos e disciplinares do apitador. Lamentável.

Ops: mas há uma virtude: o Bahia reclama de um pênalti que não aconteceu. O santista Adriano tocou em seu adversário bahiano, que se jogou de imediato. A mão do atleta não o derrubaria daquele jeito o adversário, que, aliás, cai de maneira não convincente e canastrã. Poderia tranquilamente tentar a conclusão da jogada. Faltou o Amarelo para simulação.

– As Ridículas Punições do STJD

 

Guarani e Ponte Preta perderam 10 mandos de jogos. Depois o STJD reduziu para 5.

 

Já perceberam que todas as penas sérias e que merecem aplauso, na surdina, são revertidas?

 

Este é um mal não só do futebol, mas das sociedade brasileira.

– Como a CBF é Incoerente…

 

O que se pode dizer da mudança da data do jogo Corinthians X Flamengo? Se é para permitir que os selecionáveis joguem, por que não se muda a rodada de todos ou, pelo menos, quem tem jogador convocado?

 

Incoerência… E ainda muda o jogo que era ideal para a Globo para quinta-feira?

 

Xi…

– Dá para perceber Jogador que faz Média com a Torcida?

 

Evidentemente. Na última rodada do Campeonato Brasileiro, sim.

 

Lucas, do São Paulo FC, costuma ser um polivalente. Na partida contra o Bahia, há 15 dias no Morumbi, sua atuação não foi boa e fez falta em todos os espaços do campo (em: http://is.gd/wwi5zY). Ontem, contra o América-MG, novamente cometeu uma falta de ataque de maneira temerária. Levou o Cartão Amarelo que lhe custará a não participação no clássico de domingo contra o Palmeiras (Lucas faz parte do sem-número de bons atletas que, após passagem pela Seleção Brasileira, não rendem a mesma coisa de outrora nos clubes). Muitas vezes, para mostrar serviço ou disposição, o atleta substitui a deficiência técnica momentânea correndo mais e acaba confundindo a necessidade de mostrar garra ou gana com pancada. O que explica um jogador técnico como o sãopaulino cometer uma falta dessa em seu momento ruim?

 

Por outro lado, no Canindé, Valdívia, cujo custo-benefício é discutido no Palestra Itália (Roberto Frizzo, diretor do Palmeiras, lembrou que ainda resta cerca de 20 milhões de reais a pagar sobre a contratação do atleta; quanto custou ao todo???), reclamou com o árbitro, pentelhou, grudou, forçou a barra, enchouriçou… até receber seu 3º Cartão Amarelo, que resultará no desfalque contra o São Paulo. Irresponsabilidade do atleta ou simplesmente quis fazer média com a torcida querendo mostrar serviço ao reclamar desnecessariamente com a arbitragem? Há quanto tempo está Valdívia, na sua segunda passagem pelo Palmeiras, jogando e decidindo efetivamente? Ausente por lesões e por convocações, em jogo importante fica de fora por cartão de reclamação?

 

Dentinho, ex-Corinthians, simboliza esse tipo de atleta que faz média com a torcida. Em bola perdida na lateral, mesmo sabendo que não a alcançaria, dava um carrinho próximo às arquibancadas para ouvir os torcedores aplaudirem seu esforço. A diferença, aqui, é que ele não levava cartão ao fazer a sua demagogia…

 

Sem esquecer: o que tem de treinador que, após marcação de faltas contra sua equipe e em situação delicada no jogo, se vira para a torcida, ergue os braços ao Céu e simbolicamente joga a massa contra o árbitro… Renato Gaúcho, Felipão…