– A Pressão de Muricy sobre a Arbitragem desta 4ª feira

Para vencer a Libertadores da América, vale tudo. Até declarações pré-jogo de pressão contra a arbitragem.

Muricy Ramalho, técnico do Santos (que enfrenta o Internacional-RS pelo torneio continental), criticou ontem a escolha de Evandro Rogério Roman, árbitro FIFA da Federação Paranaense de Futebol, já que o apitador nasceu no Rio Grande do Sul. Disse o treinador:

Não tenho nada contra o Roman, que já apitou vários jogos nossos. Só que tem coisas no futebol que podem ser evitadas. Essa é uma delas (…) Existem outros duzentos mil árbitros para apitar”.

Ora, Evandro Roman nasceu em Erval Grande, interior do RS, e cresceu no Paraná (foi goleiro em Céu Azul-PR na adolescência). Mais tarde, fez Mestrado e Doutorado em Campinas-SP, vivendo um período na Unicamp.

Sendo assim, Roman que nasceu gaúcho, cresceu paranaense e estudou como paulista, é o que, de fato?

Pela lógica de Muricy, ele próprio estaria sob suspeita num confronto entre São Paulo X Santos por ter nascido futebolisticamente no Morumbi.

A verdade é: árbitro se preocupa só com sua carreira. Principalmente no nível FIFA alcançado, ele nem se lembra do time que torcia na infância.

Em 2009, Evandro Roman foi desastroso nos jogos que apitou pelo Brasileirão. No segundo semestre de 2011, a má fase passou (más atuações e reprovação nos testes físicos cessaram) e fez arbitragens excepcionais no Campeonato Brasileiro. Está em ótimo momento!

Assim como o descabido argumento de Muricy (por quê não o fez em outra oportunidade?), o Internacional poderia questionar: E se Roman fosse gremista?

E você, o que pensa sobre isso: Muricy tem razão ou é apenas mais uma das formas de pressão sobre a arbitragem? Deixe seu comentário:

 

– Racismo: Idiotices de um Mundo Contemporâneo

No último domingo, idiotas da Lazio manifestaram cânticos racistas contra jogadores negros do adversário, a equipe da Roma. Em especial, chamaram durante a partida o jogador brasileiro Juan de ‘macaco’.

Desde quando a cor da pele fala sobre a dignidade da pessoa?

Até quando o futebol terá que suportar isso? A Lazio foi multada em 45.000 euros e acabou. Isso resolve?

– Pathrice Maia denunciado. Somado a Sandro Ricci, que lições temos?

Dias atrás, o site Voz do Apito denunciou a entrada irregular de Sandro Meira Ricci ao quadro da CBF, pelo DF (comentamos em: http://is.gd/ricci). Agora, o site Apito Nacional traz outra suposta entrada irregular, dessa vez de Pathrice Maia, árbitro do RJ.

Se fizermos uma devassa nos processos de indicação das federações estaduais, provavelmente encontraremos outras! E se todos os casos forem confirmados, veremos que tal prática é um vício desassociado da meritocracia mas preso aos interesses de quem indicou e/ou quem aceita.

E o que a sociedade tem a ver com isso?

Vou ser bem sincero: nada.

Estranhou tal posição minha?

Claro, levemos em conta os seguintes fatores:

1-as federações de futebol são instituições privadas. Coronel Marinho, Jorge Rabelo, Sérgio Correa ou qualquer outro dirigente dessa categoria de organização, nada mais são do que empregados do “patrão”, que nesse caso, é o presidente, CEO, executivo-mor ou título que o valha. Por quê dar satisfação à população (ou aos próprios árbitros, já que nem empregados das federações eles são)?

2-em qualquer empresa comercial, o objetivo maior será a sua sobrevivência. E no mundo dos negócios, todas as agências de veículos vendem o melhor carro; todos os bancos têm o melhor atendimento; todas as lojas de móveis têm o sofá mais barato; e, nas federações, todos os árbitros indicados são os melhores. Na teoria, é isso, mesmo que na prática não seja.

3-os rankings de arbitragem procuram ser instrumentos de regulação, mas obscuros e ininteligíveis, acabam sendo subjetivos na sua pontuação (e alguns, pasmem, nem pontos têm!).

4-na era do futebol-business, mais vale o atacante nascido no society do empresário viajado, do que o ponta-de-lança banguela oriundo da várzea. Ambos podem fazer gol, mas a repercussão deles difere. Por quê na arbitragem seria diferente?

5-assim, como todos esperam que os escudos não sejam devolvidos e os árbitros que lá chegaram (por mérito ou não) sabem que precisam apitar muito bem para não serem questionados e lembrados sobre isso (embora, escudo se ganhe em campo e não na politicagem), por que a empresa privada não pode galgar alguém pela simpatia a outro, tempo de experiência, perspectiva ou simplesmente por querer arriscar um novo nome? Ela não deve satisfação aos outros, é privada!

Amigos, claro que tal artigo está carregado de ironias, embora em muitos momentos deixo nas entrelinhas reflexões que são duras realidades: as federações, se quiserem, acabam indicando quem elas desejarem. Se há meritocracia ou não, privilégio desregrado ou até mesmo desonestidade, fica a cargos das instituições representativas interessadas: as cooperativas, sindicatos e associações de defesa dos árbitros.

Tonto é o torcedor que vai ao estádio achando que os atletas do seu clube jogam por amor e não pelo salário. Tão tonto é o jovem árbitro que acredita que única e exclusivamente na carreira subirá pelos seus méritos, sem nunca ter recebido pressão. Tontos somos nós, que aqui escrevemos e acreditamos em mudar algo. Somos pequeninas pedrinhas, que momentaneamente irritam os dirigentes em suas sandálias; mas estes, suportados pelos donos de federações e confederações, logo se ajeitam.

Sandros, Pathrices, Ciclanos, Fulanos ou Beltranos (as). Não importa. Se competentes, fiquem com seus escudos. Se incompetentes, que saiam. E sobre como entraram? Os descontentes, reclamem aos seus representantes de classe. Ou eles não são independentes?

Que bom seria se as pedras diminutas citadas acima resolvessem se juntar… Formariam um pedregulho e tanto!

Aceitemos: as federações são empresas privadas, endinheiradas, movidas pela vaidade do poder e sem romantismo. Gostemos ou não, é o futebol de hoje. E o árbitro, diante de tudo isso, é apenas um elemento a margem nelas.

Não gostou? Então que tal, em caso de atual mesmice, virar uma pedrinha? Se muitas se juntarem…

– O “Ui-ui-ui” de Aldo Rebello

Quer dizer que o Ministro dos Esportes Aldo Rebello ficou bravo com Jerome Valckie?

Ontem, conforme relatamos (em: http://is.gd/r5GEvO ), o representante da FIFA criticou as obras para a Copa do Mundo; não só os estádios, mas as de infraestrutura. E reclamou com razão!

Hoje, em entrevista coletiva, Aldo Rebello ‘resolveu’ o problema da Copa: disse que o Governo Brasileiro não reconhecerá mais Valckie como interlocutor da FIFA junto à Brasília.

Quais as mentiras ditas? Os aeroportos estão horríveis, a cobertura da Internet é sofrível, não tem leitos…

Ouvir algumas verdades dói. Ao invés de otimizarmos o andamento das obras, ficamos nos doendo.

Aliás, reitero: sempre fui contra a Copa do Mundo no Brasil. Temos outras prioridades!

– O Chute no Traseiro Pedido pela FIFA

E o Jérôme Valcke, secretário-geral da FIFA? Sugeriu um “Chute do Traseiro do Brasil”, para o país se mexer em relação as obras das Copas.

Tudo bem, Valcke não é uma pessoa considerada “de moral imaculada”. Mas tem razão…

A preocupação de uns são os estádios. Mas e os aeroportos, as rodovias, os hotéis, os hospitais? E outras tantas coisas?

Que mico essa Copa do Mundo. A cada dia tenho mais certeza que os interesses escusos suplantaram a noção do ridículo.

Evidentemente, autoridades e picaretas só querem faturar com a Copa do Mundo. O atraso é bom para muitos, pois aí há a possibilidade de contratar as obras emergenciais, sempre sem licitação!

– Tite falou o que não devia…

E o treinador Tite? Inteligente, ponderado, líder do Paulistão, mas…

Aquele que institucionalizou o bordão “Fala Muito” àqueles que reclamam demais, teve sua noite de chororô. Calma, nenhum pecado capital, mas uma infeliz reclamação da regra.

No pênalti a favor ao Corinthians, ontem, houve invasão de área. O árbitro Rodrigo Braguetto, atendendo a marcação do árbitro assistente, anulou o gol e ordenou nova cobrança. Na nova cobrança, também houve invasão de área, e não houve ordem para que se cobrasse de novo (pois, afinal, o gol não aconteceu).

Diante disso, Tite disse ao repórter Fábio Seródio da Rádio Jovem Pan:

Pau que bate em Chico deveria bater também em Francisco”,

Tal frase do treinador era em alusão a não-repetição da segunda cobrança, já que estava inconformado com a decisão do árbitro, que mandou voltar o pênalti que houvera sido concluído em gol e não ordenou a volta do pênalti desperdiçado. Mas um inconformismo desnecessário, já que a reclamação é improcedente. Puro desconhecimento da regra.

Quando o batedor cobra o pênalti e conclui em gol, se há invasão do companheiro do batedor, repete-se a cobrança;

Quando o batedor cobra o pênalti e não conclui em gol, se há invasão do companheiro do batedor, não repete a cobrança (já que você não pode beneficiar o infrator); e o maior detalhe: marca-se Tiro Livre Indireto ao Adversário no Local da Infração.

Quando o batedor cobra o pênalti e conclui em gol, se há invasão do companheiro do defensor, não repete a cobrança (já que o infrator é quem sofreu o gol);

Quando o batedor cobra o pênalti e não conclui em gol, se há invasão do companheiro do defensor, repete a cobrança;

Quando há invasão de área de jogadores das duas equipes, independente de gol ou não, repete-se a cobrança.

Portanto, tanto Tite e Rodrigo Braguetto erraram. Tite, por querer repetir a cobrança; Braguetto, por não ter marcado o tiro livre indireto a favor do Catanduvense, embora tal erro seja insignificante, pois o reinício do jogo se deu por meio de tiro de meta à equipe de Catanduva.

– Bola e Mascote da Copa: vai dar o quê?

Li em algum lugar que oficialmente, o número de mascotes candidatos a “mascote oficial da Copa do Mundo” foi reduzido de 20 para 5, e que os remanescentes são animais da fauna. Portanto, Pelezinho, Saci Pererê e outros estão fora.

Quanto ao nome da bola, a Adidas não se pronunciou. Mas fica a sugestão da Revista Placar: ao invés de Samba, Gorduchinha ou outros nomes simpáticos, a substituta da Jabulani poderia ser… Teixeirinha!

Ué, Ricardo Teixeira não é um dos donos da Copa? Aí, fica fácil escolher o mascote. Qual animal combina? Na hora pensei em um roedor… adivinha qual?

– Quando a Diretoria rema contra a Maré e o Barco não ajuda…

A diretoria do Paulista FC fez o que não se costuma fazer: após a 5ª derrota consecutiva do time jundiaiense no Paulistão 2012, ao invés de demitir o treinador Baresi, prestigiou-o! Demitiu alguns jogadores e reforçou a Comissão Técnica (com um profissional polêmico, é verdade: um hipnólogo).

Mas aí vem a surpresa (não do placar, mas da atitude): ontem, diante de 588 torcedores, o Galo de Jundiaí perdeu para o Galo Ituano por 3×2 no Novelli Júnior. E após a derrota, Sérgio Baresi pediu demissão. Alegou que após a 6ª derrota não conseguiria mais tirar nada do elenco, e que um novo treinador faria bem à equipe.

Ué, a equipe mandou embora os jogadores considerados rebeldes, apoia o treinador e ele, após ser prestigiado, pede demissão?

Uma curiosidade: sobre seu futuro, ele alegou que continua sendo empregado do São Paulo, pois é funcionário licenciado do Tricolor Paulista. Estaria voltando para trabalhar com Renê Simões na base?

– R$ 17 mi e uma escolha: Drogba ou Ronaldinho Gaúcho?

Droga pediu o equivalente a R$ 17 milhões de reais para renovar com o Chelsea, valor próximo do que Ronaldinho Gaúcho recebe no Flamengo.

Com todo esse dinheiro, quem você escolheria? O Gaúcho dentuço ou o Costa-marfinense?

Para o atleta, 17 milhões de reais jogando no Brasil valem mais do que na Inglaterra: coloque na balança a carga de impostos por lá e o alto custo de vida na terra da Rainha. Desconsidere a violência urbana do RJ e considere a beleza da capital fluminense, mais aprazível do que o fog londrino.

Quem você levaria para o seu time?

 

– Gol de Vento Vale?

E aí, o que o goleiro vai justificar?

Em pré-temporada, o Dínamo de Kiev jogou amistosamente em Israel contra o Maccabi Haifa. O goleiro do Maccabi vai repor a bola, chuta a frente… e aquilo que todo árbitro diz que nunca vai acontecer, enfim acontece: o vento é tão forte que faz a bola retornar e entrar no próprio gol.

Gol contra de goleiro válido, pois a bola estava em jogo. Se fosse de tiro de meta – atenção – não valeria!

A prova do lance está em: http://mais.uol.com.br/view/dkjtur21ntam/goleiro-repoe-a-bola-vento-ajuda-e-faz-gol-contra-espirita-04028D9B3766D4A92326?types=A&

Obs: Se uma bola entrar direto no próprio gol a partir de um tiro de meta, marca-se escanteio para o adversário; se ela bater num companheiro do goleiro (e ele estiver dentro da área), repete-se a cobrança de tiro de meta; se ela bater no companheiro do goleiro fora da área, valida o gol.

– FIFA consegue passar por cima da Constituição Brasileira

Pois é… e a Fifa está conseguindo, aos poucos, impor sua vontade inclusive sobre pontos constitucionais da legislação brasileira!

Nos vendemos de verdade a eles, não? Inclusive nosso respeito! Doce ilusão de uma Copa do Mundo… A Lei Geral da Copa, que está sendo aprovada em Brasília, é uma das grandes vergonhas do nosso país dos últimos tempos! Jogamos fora nossa própria soberania.

– Hipnólogo ajudará o Paulista de Jundiaí

As comissões técnicas das equipe de futebol possuem os mais diversos profissionais: fisiologistas, estatísticos, psicólogos, entre outros. Mas o Paulista de Jundiaí resolveu inovar: contratou um hipnólogo!

Após um início de campeonato com vitórias seguidas, o clube amargurou derrotas consecutivas. A diretoria resolveu prestigiar o treinador Sérgio Baresi, estuda a dispensa de diversos jogadores e reforçou a comissão técnica com Olimar Tesser, profissional de Hipnose.

Segundo Olimar, seu objetivo junto aos atletas é:

Não vou ensiná-los a jogar bola, mas vou mudar o comportamento deles”.

Em 2010, com a equipe correndo risco de rebaixamento, Olimar Tesser foi contratado para as últimas rodadas, e adaptou a hipnose ao futebol envolvendo o trabalho técnico, físico e emocional. Resultado: conseguiu uma arrancada fundamental nas últimas rodadas, escapando da degola à A2.

Agora, o hipnólogo volta ao clube não mais como um profissional a parte, mas integrante fixo da Comissão Técnica.

E você, o que pensa sobre isso? A hipnose é válida na busca de bons resultados no futebol? Deixe seu comentário:

– Análise de Arbitragem: Palmeiras X São Paulo, 26/02/2012. Como foi a Arbitragem?

Antes do Choque-Rei de hoje, muita coisa extra-campo: por exemplo, as reclamações do São Paulo de que a viagem de avião para Presidente Prudente houvera custado R$ 75.000,00, despesas de R$ 25.000,00 com hotel e outros custos que totalizaram R$ 120.000,00. O Palmeiras não teve esse custo, já que foi bancado pela Prefeitura Local. De fato, a questão de ‘venda de mando’ é complicada. O time da capital paulista mandar seu jogo a quase 600 km não está errado? Sua sede não é Prudente!

Imagine as dificuldades do árbitro Wilson Luís Seneme, que passou dias na Granja Comary realizando uma série de treinamentos da FIFA, e desgastado após tal encontro, ter que viajar de Teresópolis, na Serra Fluminense, para quase a divisa do estado de SP?

Sugestão: já que a Federação Paulista de Futebol permite tais situações, por que não otimizar a logística e promover um só voo, com as duas equipes, arbitragem e fiscais da Federação? Economia e inteligência para todos.

Outra questão: uma lista de “erros de arbitragem contra o Palmeiras” divulgada pela equipe alviverde, contendo pênaltis contra e a favor, foi divulgada na véspera. Irrelevante se considerarmos que foi feita pelos estudos de Luís Felipe Scolari, que, evidentemente, não falaria sobre números contra sua equipe. Além, claro, do fato do próprio Felipão colocar sua equipe no vestiário de visitante, mesmo estando na condição de mandante, nitidamente para efeito motivacional.

Vamos ao jogo dentro de campo:

– 4 minutos, falta que originou o gol do Palmeiras: Força desproporcional no tranco de Casemiro no João Vitor; aquilo é o tranco que não pode, pois, na regra, tranco tem que ser uma disputa de força leal. Se o atleta que tem a posse não poder disputá-la para a continuidade do domínio, vira infração.

– Lance aos 16m entre Willian José e Henrique dentro da área: não foi nada, jogador sãopaulino se desequilibra e cai.

– Aos 33minutos, um ato coletivo de desinteligência, que passou desapercebido por muitos. Seneme estava durante a partida sinalizando o local correto de todas as saídas de bola para a correta cobrança de lateral. O jogador palmeirense cobrou o arremesso lateral num local incorreto, antes do ponto que a bola saiu (mais na sua defesa). Não importa se ele cobra mais a frente ou mais atrás, o erro é cobrar no local errado. Seneme parou o jogo e deu reversão. Mas como jogador não conhece detalhes da regra, novamente o palmeirense pega a bola e aí cobra no local correto – o que está errado, pois a bola passa a ser do São Paulo. Na “re-cobrança”, Seneme novamente pára o jogo, dá uma bronca e manda o São Paulo cobrar a falta. E o lateral do São Paulo, sem entender direito, vai cobrar o lateral e fica vacilando. Não é que o adversário, vendo a bobeada, pega a bola das mãos dele e cobra o lance? Situação de várzea, que levou quase 1 minuto do jogo, e que Seneme, cansado da incompreensão dos atletas, relevou.

– Gol do São Paulo: Legal, embora um ou outro conteste a posição de Willian José na hora do cruzamento: ele está na linha da bola (esqueça linha de zagueiro ou qualquer outra bobagem), portanto, não está em posição de impedimento. E mesmo se estivesse, estaria como passivo, pois, afinal, seu companheiro Cícero veio de trás.

– No minuto 39, Daniel Carvalho se projeta tentando a área, e quando vai entrar, Piris tenta parar o adversário obstruindo-o. O jogador poderia manter o equilíbrio, mas visivelmente ele aproveita o contato e cai. É essa a chamada falta infantil do marcador. Quase não faz a falta; quase ela não tem força suficiente para derrubar; quase o adversário pode continuar a jogada. Mas com inteligência, o atacante prefere a queda ao sentir o toque do que continuar a jogada. Claro, sua equipe tem bons cobradores de falta.

– Segundo tempo: Infantilíssimo pênalti de Cicinho sobre Cortês. O atleta do São Paulo tenta driblar com um chapéu seu adversário, e por força da jogada, o sãopaulino esbarraria em Cicinho (afinal, não dá para um corpo transpor fisicamente outro). O lance seguiria normalmente, sem infração. Mas Cicinho não permite que Cortês avance, e barra o adversário com um empurrão no peito! E empurrar o adversário é infração; sendo na área, naquelas condições, pênalti sem aplicação de cartão. Acertou Seneme, e uma ressalva: o palmeirense Cicinho certamente, ao assistir o lance, se autointitulará: BURRRROOOO.

– 61m: Lucas avança para ao ataque, dribla dois e João Vitor vai com o corpo contra o sãopaulino. A falta poderia ser acompanhada de cartão amarelo, não pela violência da jogada, mas pela posição do lance, momento da partida e intenção do atleta. Como PODERIA não é DEVERIA, tudo bem, já que Seneme deve ter levado em conta o ambiente tranquilo do jogo até aquele momento.

– 66m: Marcos Assunção atinge Lucas, falta para Cartão Amarelo por ação temerária, bem aplicada pelo árbitro. A imagem de Lucas com a mão na perna, se lamentando de dor, é forte, mas o lance nem tanto.

– Falta de Rodrigo Caio em Barcos: bem marcada, atleta deixa a perna para que o adversário se atrapalhe. Sem contestação alguma.

– 71m: Cartão Amarelo ao Paulo Miranda por agarrar Barcos: bem aplicado, pelo agarrão e pela quantidade de faltas no argentino seguidamente realizadas (rodízio de faltas). Na sequência, o lance é cobrado e Barcos, sozinho na área, faz o gol. Leandro Amaro e Rodolpho se enrolam no lance, mas nenhuma infração.

– 77m: Leandro Amaro calça Fernandinho, que estava no ataque e após ter driblado dois adversários. Deveria ter recebido cartão amarelo. Errou o árbitro (Leandro Amaro acabara de fazer falta em Lucas poucos minutos antes).

– 79m: Falta pró-Palmeiras com mesma intensidade, e que Seneme usou o mesmo critério. Deveria também dar amarelo. Errou de novo.

– 81 m: Fernandinho tenta passar sobre Cicinho, que estabanado, não alcança a bola, nem o atleta. Mas Fernandinho não sofre falta e cai, por força da própria velocidade/disputa de bola. Seneme marca falta erroneamente. Três erros seguidos da arbitragem, não relevantes pelo que aconteceu na conclusão das jogadas.

– Aos 82m, Paulo Miranda faz falta em Henrique, acertou o árbitro.

– Henrique obstrui Fernandinho no ataque, que pela jogada em velocidade, merece amarelo, bem aplicado pelo árbitro, aos 85 minutos.

– 90 minutos: atacante palmeirense cai num bololô, e Rodrigo Caio leva um amarelo. Não foi nada, errou o árbitro, que deu a falta e ainda o cartão. Imaginem se Marcos Assunção marca, o que faríamos?

EM SUMA:

Primeiro tempo de calmaria para a arbitragem; segundo tempo mais movimentado, com Seneme se colocando muito bem em campo, mostrando autoridade e cometendo alguns poucos erros técnicos aceitáveis, com questionável distribuição de cartões no final da partida. Razoável arbitragem no contexto da partida (pela capacidade dele, poderia ter errado menos).

Detalhes negativos:

1) A REDE das metas não existe obrigatoriamente no futebol. Se o gol estiver sem redes, tem que fazer o jogo. Mas se elas existirem (como existem em 100% dos jogos profissionais), não podem ter publicidade ou qualquer outra coisa apoiada nelas (é por esse motivo que há insistência para que toalhas de goleiros não sejam penduradas nelas). Infelizmente, se faz vista grossa no Brasil a algumas situações, e muitas vezes a emissora que transmite o jogo tem a permissão de fixar microcâmeras nelas (mesmo sendo irregulares). Mas nesse domingo, a coisa foi absurda! Houve nítida propaganda nas redes, totalmente irregular.

2) Parada para hidratação é diferente de parada técnica. Os treinadores não podem passar instrução, nem os atletas saírem de campo. E foi uma bagunça, principalmente no primeiro tempo! Membros da comissão técnica do Palmeiras estavam dentro de campo, Leão e Felipão passaram orientação a vontade nesse momento, o que não é permitido.

A parada é para os atletas irem à beira do campo e se hidratarem, sem receber instrução ou qualquer outra intervenção.

Na prática, durante a partida, eles podem receber copos d’água durante o jogo, desde que se aproximem da lateral e os copos sejam colocados à margem externa da linha lateral. Assim, eles podem se hidratar normalmente, sem sair de campo. O problema é que o goleiro ou os atletas que jogam do outro lado do campo não conseguem ir à lateral dos seus bancos (embora os copos possam ser distribuídos perto das linhas lateral / meta que atuam).

– Lucas e Dedé: a Confusão da CBF!

Essa foi demais: Dedé e Lucas foram convocados para jogar pela Seleção Brasileira contra a Bósnia na próxima semana. Porém, a CBF liberou Dedé para jogar o clássico carioca de domingo; mas não liberou Lucas para o clássico paulista! André Sanches, novo diretor da Seleção, disse que não liberaria de jeito nenhum!

Aí o treinador sãopaulino Leão rugiu… falou alhos e bugalhos, e irritou a todos. Disse até que a CBF mandou Lucas forçar um amarelo para evitar confusão!

Conclusão: CBF liberou Lucas e disse que processará Leão, por calúnia!

Fica a pergunta: por quê não liberou antes? Dois pesos e duas medidas? Precisou de chiadeira pública?

– O Escudo da Discórdia: O caso Ricci

E a confusão ‘em tempo de retardo’ envolvendo o árbitro FIFA do DF, Sandro Meira Ricci?

O site especializado em arbitragem Voz do Apito divulgou uma matéria contendo documentos mostrando que, em 2006, Ricci entrou para a CBF de maneira irregular, não atendendo a solicitação de número de partidas e tempo de atuação em jogos profissionais de sua federação para tal indicação (vide documentos e matéria no original, em: http://is.gd/RICCI). Na prática, foi como se um jovem árbitro amador fosse galgado repentinamente para o quadro nacional.

Agora, estamos em 2012, e Sandro Meira Ricci pertence ao quadro internacional e é considerado um dos melhores do país!

O que fazer?

Punir com efeito retroativo? Desconsiderar a burla anterior e fazer vista grossa? Multá-lo ou multar os dirigentes? Cassar a insígnia FIFA?

Curiosamente, nessa mesma semana, o jornalista Juca Kfouri divulgou documentos sobre uma combinação de placares de 1968, onde o Palmeiras aceitava ceder atletas para o Guarani de Campinas, desde que o Bugre jogasse com o time reserva e garantisse o não-rebaixamento do time alviverde para a segunda divisão do Paulistão. Pior que a picaretagem, foi o fato de registrarem em cartório tal falcatrua, com assinatura com firma reconhecida! Veja em: http://is.gd/SEPeGFC

O que Palmeiras, Guarani e Sandro Meira Ricci têm em comum?

Ambos estão atuando na elite dos campeonatos que atuam. Retirar hoje o escudo FIFA do árbitro teria o mesmo peso de rebaixar o Palmeiras e o Guarani nesse atual Paulistão.

O árbitro é o menos culpado de tudo isso. Culpa sim tem os dirigentes que o indicaram / aceitaram seu nome, por culpa de terem desobedecido as normas da época.

Entretanto… cada regra esdrúxula temos para indicar árbitros para postos mais altos! Sandro Ricci foi o melhor árbitro do Brasileirão anos atrás, mas ficou de fora da FIFA pois Péricles Bassols houvera sido indicado. Como explicar a meritocracia nesse caso?

Nesse ano, Wilton Sampaio foi de excepcional regularidade, mas o instável Chicão de Alagoas, de tantos erros cometidos, alcançou a FIFA! De que forma se justifica tal indicação? Com qual regra?

Creio que o excesso de regras e normas obscuras, levando a incríveis subjetividades, faz com que tudo isso aconteça. A ascensão de Sandro, ocorrida através da maneira exposta pela matéria acima citada, é de fato irregular. Quiseram os deuses do apito que por vias tortas tivéssemos um grande árbitro se destacando (é inegável a qualidade de Ricci). Mas não podemos nos esquecer: a dúvida é- consertar o erro de que jeito, se é que o erro deva ser reparado hoje?

Lembro-me de 1998: na época, um árbitro estagiário estava se destacando na arbitragem de SP! Antes da própria formatura, já mostrava qualidades APITANDO NA A1. Hoje, ele, Seneme, é um dos nomes para a Copa do Mundo de 2014, por sua imensa competência. E não precisou de critérios de CBF ou Ranking da FPF para aparecer… Necessitou sim das suas próprias qualidades e do olhar clínico do Prof Gustavo Caetano Rogério, que o lançou.

Perceberam como os grandes árbitros de hoje surgem à margem de rankings burocráticos e engessados, que trazem mais dúvidas e desconfianças do que credibilidade? Aí ficamos com a reflexão: as regras criadas promovem o sucesso dos bons árbitros, ou a falta de dirigentes com feeling para novos talentos atravanca a revelação de outros Riccis e Senemes?

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– Os Membros da Sociedade da Intimidação: a Iraquiana e o Sambista!

Cada vez mais a intolerância, a força bruta e a intimidação extravazam nas festas populares. Dois patrimônios culturais do nosso país, o Futebol e o Carnaval, sofrem com esse modelo odioso de violência e assédio moral.

Se muitas famílias abandonaram os gramados por culpa das torcidas organizadas e seus embates entre si, o que dizer da próxima fronteira: o samba?

Lamentável que os mesmos violentos torcedores organizados de futebol tenham se infiltrado nas agremiações de samba a fim de se travestirem de carnavalescos. Juntaram-se a outras tropas organizadas, as dos pseudos-sambistas profissionais, que se usam das Escolas de Samba para desfrutarem do poder – correlacionando com bicheiros, traficantes e máfias diversas (no Rio de Janeiro, 11 escolas estão sendo investigadas por associação com entidades criminosas).

O que dizer de um dirigente de escola invadir a apuração e rasgar as notas, promovendo que outros fizessem arruaça e incitando atos de vandalismo? Sua ficha criminal era extensa, e o criminoso estava a solta!

Cenas de pessoas que nem de longe demonstravam espírito de folião, nem representavam o congraçamento da corte do Carnaval foram vistas na Marginal Tietê! Bandidos (não há outro termo) chutavam grades, quebravam instalações públicas e ateavam fogo em carro alegórico, além, claro, de assustar a população.

Imagine o motorista que não gosta de Carnaval ao se deparar com esses elementos na saída do Sambódromo, o susto que não levou com sua família?

Escrevo isso após ler a entrevista de Chris Kyle à jornalista Mariana Barbosa, na Revista Isto É dessa semana. Kyle é considerado “A Lenda” pelos Seal’s (a elite das forças armadas americana). Recentemente, escreveu sua biografia contando sobre as 255 pessoas que matou e que se tornou best-seller nos EUA, alegando que nunca teve remorso pois matou aqueles que matariam um número maior de inocentes.

O que isso tem a ver com o Carnaval?

Tal frase, abaixo, se fizermos uma analogia:

[Os que matei] chamo de selvagens terroristas e insurgentes, e alguns deles são iraquianos. A 1ª pessoa que matei foi uma mulher, em março de 2003, em Nasiriya. Ela carregava uma criança na mão e uma granada em outra, e andava na direção de um pelotão da Marinha. Ela estava tão cega pelo demônio que só queria matar americanos, não se importava se a explosão da granada mataria seu filho ou outras crianças que estavam por ali. Não acho que isso seja civilizado, é coisa de selvagem”.

Qual a diferença de um sambista que joga uma cerca no meio da Marginal contra os carros que estão na via e da iraquiana citada? Talvez apenas a geopolítica. São terroristas urbanos que tiram a paz do cidadão de bem, sem pensar nas consequências.

Nada contra carnavalescos ou torcedores de futebol, mas tudo contra os “alguns iraquianos” de SP, para parafrasear Kyle. E provavelmente muitos estarão hoje a noite no Pacaembu, contando com alegria seus feitos na tarde de ontem…

– Por que Lamentar?

Ronaldo não quer a saída de Ricardo Teixeira. Lamentou publicamente uma possível saída.

Lembram de uma entrevista de Ricardo Teixeira ao Estado, informalmente concedida, detonando o Fenômeno? E depois Ronaldo devolvendo com má resposta?

Hoje, Teixeira usa do carisma do R9 para se blindar, e o Ronaldo tira proveito da parceria também.

Infelizmente, o craque dos gramados se mostra um expert em politicagem…

– Zorro & Tonto; Ricardo Teixeira & Andrés Sanches

A bola pingou e a comparação é inevitável.

Andrés Sanches, fiel escudeiro na CBF, indagado sobre quando será a possível saída de Ricardo Teixeira da presidência da entidade, disse, segundo Mônica Bérgamo da Folha de São Paulo (em: http://is.gd/ZZw2We)

Quando? Quando o sargento Garcia prender o Zorro

Se Ricardo Teixeira está para Zorro, André Sanches, como fiel escudeiro, está para ele como… Tonto!

De Tonto aqui somente vale o nome do índio que acompanha o lendário herói do Novo México; pois,manter-se no poder, supervalorizar a marca Corinthians (independente dos métodos), mostra que de tonto não há nada em suas ações…

– Quem Vai Administrar a CBF e a que Custo?

Boatos dizem que Ricardo Teixeira sairá, após anos, do comando da CBF. Alguns dão conta que o fará em breve; outros, que sairá quando definir um sucessor.

Aí fica a questão: quem vai mandar na entidade?

Infelizmente, não ouvimos personalidades do esporte como Zico, Parreira ou Brunoro sendo ventilados como gestores. Mas temos na disputa Marco Polo Del Nero, Rubem Lopes, José Maria Marin, Fernando Sarney ou Reinaldo Carneiro Bastos, em nomes tirados dos jornais de hoje.

Meu Deus… Trocaremos Seis por Meia Dúzia!

Além da triste perspectiva de que não teremos novidade positiva na direção da entidade, fica a constatação: Ricardo Teixeira, por tudo o que fez e ouvimos falar, não saiu. Mas sairá agora, PORQUE QUER. Ou alguém duvida que se batesse o pé, se sustentaria até 2014?

Outro ponto polêmico: a que custo será a negociação dos candidatos dirigentes? Politicamente, o que esses players oferecerão? Algo que me assustou: o ótimo Ricardo Perrone, no seu blog pelo UOL, relatou que até a troca de árbitros entre Federações faz parte dos acordos!

Justamente nessa virada de ano, onde as vagas FIFAS foram tão discutidas (a troca do árbitro Gutemberg de Paula / Péricles Bassols e a ascensão de Francisco Carlos do Nascimento – AL, mesmo tendo realizado péssima temporada), novas negociatas políticas com a tão fraca categoria dos árbitros?

Aí fica a questão: recentemente Goiás importou árbitros de destaque; Pernambuco terá assessoria de SP; Matogrossense trocando de estado…

Xiii… tudo coincidência com o que o bem informado Perrone escreveu?

Será?

É como na Política, e em específico, no Congresso Nacional: mudam os nomes, mas os costumes se mantém…

DISPUTA POR PODER DA CBF TEM AMEAÇADA DE CORTE DE MESADA E LOBBY DE ÁRBITROS

Por Ricardo Perrone (extraído de: http://is.gd/MFF5cK )

A guerra pela cadeira de Ricardo Teixeira, que ainda nem está vaga, já tem golpes baixos. O blog ouviu relatos de pressões e ameaças veladas nos bastidores do conflito entre dirigentes em volta da presidência da CBF.

Presidente de uma das federações rebeldes afirmou, sob a condição de anonimato, que um recado sutil chegou aos ouvidos dos descontentes. Se um grupo se delcarar contrário à presidência, não fará sentido a confederação continuar repassando dinheiro às federações amotinadas. A “ajuda de custo” seria cortada.

Como já escrevi aqui, há uma ala que ameaça romper definitivamente com Ricardo Teixeira por achar que foi abandonada pelo presidente ao mesmo tempo em que o cartola adotou a Federação Paulista.

Publicamente, ninguém mostrou ainda os dentes para o chefe, mas o blog apurou que Rio Grande do Sul, Santa Catarina e algumas federações do Nordeste fazem parte do grupo entrincheirado.

A pressão por apoio na sucessão de Teixeira, caso ele peça licença ou renuncie, envolve até os homens do apito. Teve federação grande oferecendo jogos de seu campeonato para árbitros de Estados menores apitarem em troca de aliança política. Um exemplo claro de como a guerra nos gabinetes pode rapidamente ter reflexos em campo.

– Se Renê é Bom, por que outros em mesma condição não podem ser?

Há certas ilusões no mundo profissional. Mitos e conceitos a serem rediscutidos.

Vanderley Luxemburgo como atleta foi um simples jogador. Como treinador, no auge, um dos melhores que vi.

Pelé, o maior atleta de todos os tempos, nunca se arriscou a ser treinador de fato. Diego Maradona, o segundo maior, o fez e foi criticado.

Quem disse que no futebol para ser bom em uma atividade, necessariamente deve-se ser vitorioso em outra?

Renê Simões é professor literalmente. Boa pessoa, didático, ótimo papo. Nunca ganhou títulos de relevância, mas tem experiência profissional ímpar (ou vamos nos esquecer da Jamaica ou do Feminino Nacional?). Um estudioso do futebol. Será coordenador das categorias de base do São Paulo Futebol Clube.

Vai dar certo. O futebol precisa disso: pessoas estudiosas, abertas à inovação e ao aprendizado.

Tomara que mais um mito do futebol caia: o de que pessoas inteligentes e que dominam a teoria não tem competência para certas atividades, seja de campo ou de análise.

– Dois Conceitos sobre o Barcelona

A Revista ESPN (ed Jan/2012, pg 14 e 15), traz uma interessante matéria sobre o Barcelona, e duas opiniões bem distintas de treinadores da antiga e da atualidade.

Pela visão do conservador Antonio Lopes, o “delegado”, jogar como o Barça é simples:

Pega o Bonsucesso e põe 10 jogadores que não erram passes. Vai fazer a mesma coisa que o Barcelona”.

Mas o inovador e observador Guardiola, atual técnico dos catalães, diz que:

Tentamos tocar a bola o mais rápido possível. É o que o Brasil sempre fez, segundo me contavam meus pais e avós”.

Duas simples definições sobre o Barcelona… escolha a sua! A do Lopes ou a do Guardiola?

– Sorteios e Mais Sorteios: a Corrupção era o alvo, mas…

Cada vez mais começo a repensar sobre a importância do sorteio de árbitros.

Quando a imposição começou, perdi 13 rodadas seguidas, e depois venci 6. Poderia reclamar da sorte, da oportunidade, disso, daquilo…

Mas, quando criado, a ideia do legislador é de que o sorteio evitasse esquemas de corrupção, pois, escalado pela sorte, não existiria possibilidade de que o árbitro fosse previamente “vendido”.

Crendo-se que 100% dos árbitros de futebol sejam honestos, tal sorteio é uma rotulação desnecessária de preocupação com corrupção. E, enfim, o sorteio limitaria a capacidade de desenvolvimento das carreiras de jovens árbitros.

Duas observações:

1) De nada impedirá um dirigente corrupto em escalar árbitros passíveis de pressão. Ou as formas e modalidades de sorteio espalhadas pelo Brasil afora não permitem isso? A criatividade para elaborar o sorteio é assustadora!

2) Dirigente ADORA SORTEIO! É uma forma de justificar a má escala. Se o árbitro vai mal: “Pois é, é culpa do sorteio” Já viu treinador de futebol dizer: “Perdemos por minha culpa porque montei errado o time?” Não, é claro. Tampouco cartola do apito dizer: “Escalei mal ou elaborei mal o sorteio da rodada”.

A não-normatização padrão de sorteios permite tudo isso. Se a CBF, a FPF, a FERJ e outras tantas são entidades de direito privado, não deveriam dar satisfação de como escolhem seus árbitros. Mas ao mesmo tempo em que elas recebem tantos benefícios governamentais, geram tantos recursos financeiros e estão envolvidas até em Loterias, deixam de ter tanta liberdade.

A frouxidão do sistema permite que o árbitro seja passivo e aceite tudo isso. Ele não é empregado das Federações, é um prestador autônomo de serviço. Quanto mais escala, melhor para ele!

Um amigo (que não importa o nome) comentou sabiamente sobre os escândalos de arbitragem mundo afora, onde propinas milionárias são gastas (mais ou menos com essas palavras):

Aqui, a gente não vê isso; quem sabe no Brasil a corrupção é mais barata, pois ao invés de dinheiro se contentem com mais jogos nas escalas”.

Não acredito em corrupção (até, claro, se prove o contrário). Mas acontece que também não acredito em categoria 100% idônea. Certa vez, ouvi do excepcional Cláudio Carsughi:

Se Deus não poupou nem a própria Igreja, por que houvera de poupar justamente a categoria dos árbitros de futebol [e seus dirigentes]”.

Enfim: com ou sem sorteio, se o dirigente quiser, pelas inúmeras metodologias, escala quem quer e dentro da lei! O problema é: se tivéssemos bem definidos e gabaritados igualmente árbitros de 1ª, 2ª, 3as divisões, e por aí em diante, nada disso aconteceria.

Qual o problema em se sortear, se teoricamente Ouro é Ouro, 1 é 1, A é A?

Ou não é bem assim?

Se não existe árbitro de nível suficiente para atender as divisões de elite, aí é outro problema… ou isso também não é problema?

É muito cômodo atacar sorteio do que defender a meritocracia em rankings que, ao invés de serem objetivos, são subjetivos e com fórmulas confusas.

Na Administração de Empresas, utilizamos o termo “Destruição Criativa” para repensarmos novos métodos. Entretanto, de nada adianta novas práticas gerenciais se os que atuam não abandonam costumes/hábitos anteriores.

Aliás… tal assunto é tão cansativo que se torna repetitivo, não? O futebol, infelizmente, está tão mal dirigido; os clubes em nível técnico tão baixo; a alegria das arquibancadas tão ameaçada pela violência e intolerância, que, falar de futebol, cansa. E de dirigente, mais ainda!

– Mais um Árbitro Banido por Corrupção

Há pouco tempo, o árbitro equatoriano Byron Moreno foi preso por porte de drogas nos EUA. Ele houvera sido banido do quadro da FIFA e da Federação Equatoriana por corrupção. Moreno se notabilizou por “desastrosas” arbitragens na Copa de 2002.

Agora, Lu Jun, maior nome da arbitragem chinesa e que também apitou em 2002 (eleito 2 vezes “o Melhor da Ásia”), foi preso por “fabricar resultados”.

Curiosidade: ele alega que o Shanghai Shenhua (time que contratou recentemente Anelka e que supostamente fez proposta por Kaká) já gastou quase 1 milhão de dólares com subornos no futebol chinês.

Na Grécia e na Turquia, também se questiona sobre esquemas de manipulação de resultados. Mas… será que só nesses lugares há problemas?

Extraído de: “O GLOBO” (http://oglobo.globo.com/blogs/planetaquerola/posts/2012/02/16/juiz-que-apitou-na-copa-de-2002-condenado-432032.asp)

JUIZ QUE APITOU A COPA DE 2002 É PRESO

Por Marcelo Alves

Primeiro chinês a apitar um jogo de Copa do Mundo, o árbitro Lu Jun foi condenado a cinco anos e meio de prisão por aceitar suborno e manipulação de jogos. O juiz é uma das nove pessoas acusadas de corrupção no futebol do país.

Apelidado de apito de ouro, Lu Jun apitou na Copa de 2002 e foi duas vezes eleito o árbitro do ano da Confederação Asiática de Futebol. Ele foi preso acusado de ter aceitado US$ 128 mil (cerca de R$ 220 mil) para manipular sete partidas da liga em 2003.

Entre os clubes beneficiados está o Shanghai Shenhua. Em depoimento no tribunal de Dandong, no nordeste chinês, Lu Jun disse que o clube de Xangai gastou quase US$ 1 milhão subornando dirigentes e juízes.

Outros três árbitros e cinco dirigentes da Associação de Futebol do país receberam multas e sentenças de até sete anos de prisão.

– O que é Ganhar Vantagem quando em Posição de Impedimento?

Ontem, um gol anulado na partida do Corinthians na Libertadores da América contra o Táchira levou a discussão: acertou ou errou o árbitro ao anular o gol venezuelano aos 19 minutos?

A resposta é: Errou.

No momento em que a bola é lançada à direita, há um jogador em posição de impedimento (que naquele momento NÃO TOCA NA BOLA, NÃO INTERFERE NA JOGADA e nem GANHA VANTAGEM DA SUA POSIÇÃO – portanto, está em impedimento passivo). A bola vai ao seu companheiro, em posição legal, junto a linha lateral. Ambos correm, e o atleta que domina a bola cruza para o atleta que anteriormente estava em posição de impedimento, mas que agora se encontra em mesma linha. Na sequência, sai o gol que é anulado.

No primeiro lance, o atleta está em posição de impedimento (lembre-se: POSIÇÃO DE IMPEDIMENTO NÃO É INFRAÇÃO). No segundo lance, de acordo com essa câmera (vide: http://www.youtube.com/watch?v=C39RN9aKnrM ) , o atleta está em mesma linha.

Portanto, o gol não poderia ser anulado pelo segundo lance, pois mesma linha não é impedimento. Tampouco pelo primeiro lance, pois, segundo a Regra do Jogo, deve-se avaliar se o atleta em posição de impedimento está:

1- Interferindo no jogo (tocar a bola de fato),

2- Interferindo num adversário (atrapalhar ou obstruir),

3- Ganhando vantagem por estar naquela posição, que significa “jogar a bola que rebate em um poste, no travessão ou em um adversário, depois de haver estado em uma posição de impedimento”.

Portanto, no primeiro lance, em impedimento passivo, ele não realiza nenhuma das ações acima.

Uma corrente defende que ele ganhou vantagem da posição. GANHAR VANTAGEM DA POSIÇÃO é sempre em referência a lances imediatos. Sempre que houver um segundo lance, uma segunda jogada e o atleta sair da posição de impedimento, deixa de existir esse conceito.

Veja o gráfico da situação 13 do Livro de Regras da própria FIFA: um atleta outrora em posição de impedimento, mas que na sequência da jogada sai dessa condição, deve ser considerado LEGAL NO JOGO.

Portanto, o árbitro errou ao anular o gol. Mas, ali, o lance é difícil para o árbitro, pois nitidamente o responsável é o bandeira.

Veja no link oficial das Reghras do Jogo 2011/2012, pg 79-81, as situações referentes a “Ganhar Vantagem da Posição”, nas ilustrações 10,11,12 e 13.

Em: http://www.cbf.com.br/media/58890/regras%20de%20futebol%202012-internet-ok.pdf

– Para não esquecer a frase de Ricardo Teixeira

Dizem que Ricardo Teixeira cairá. Será?

Temos, como cidadãos, que lembrar constantemente o que Ricardo Teixeira, presidente da CBF, disse à Revista Piauí de Julho/2011:

Em 2014, posso fazer a maldade que for. A maldade mais elástica, mais impensável, mais maquiavélica. Não dar credencial, proibir acesso, mudar horário de jogo. E sabe o que vai acontecer? Nada. Porque eu saio da presidência da CBF em 2015. E aí, acabou.

Por que um cara desses permanece no poder e ninguém toma providências? É o mesmo que disse, em relação as denúncias de corrupção:

Estou cagando de medo”.

 Triste, não? O que você pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

– Libertadores com Transmissão Limitada

Hoje temos a estréia do Santos (atual campeão da competição) e do Corinthians (atual campeão brasileiro) na Libertadores da América. Ótimo. Mas para assistir os dois, só com Fox Sports.

E quem tem Sky como eu… fica a ver navios!

Ô briga boba entre as operadoras. Com a Sportv, conseguia-se encaixar todas as partidas, até as “inassistíveis”, no Sportv 1 e 2. Agora, vários jogos já deixaram de ser transmitidos por falta de canal!

Não poderiam repartir jogos no FX ou no Speed, ambos canais da Fox na Sky e na Net?

– Futebol de Primeiro Mundo onde 1/3 dos árbitros já foram agredidos!

O que dizer sobre tal número: 35% dos árbitros da Federação Paulista já foram agredidos, sendo que neste universo, 1% de premiados árbitros já passou essa experiência por mais de 10 vezes!

É o que a Folha de São Paulo traz na matéria de Lucas Reis (aliás, como assinante da Folha, parabenizo pelas oportunas matérias em seu caderno de esportes que recentemente tem sido publicadas, fugindo da discussão comum dos jogos).

Na matéria, apenas uma curiosidade: clubes e dirigentes estariam sendo responsáveis pela diminuição da violência, bem como as punições mais severas. Ok. Mas e o trabalho concreto dos sindicatos e das cooperativas de árbitros nesta história, onde é que fica?

Não vale dizer que encaminha a queixa ao Tribunal, pois isso é obrigação…

Extraído de: Folha de São Paulo, 14/02/2012, pg E5-6.

AGRESSÕES ATINGEM 1/3 DOS JUÍZES

Pesquisa de psicólogo da federação diz que 35% dos árbitros do Estado foram vítimas de violência

Pedro Santilli, técnico do Comercial em 2009, via seu time ser rebaixado à terceira divisão do Paulista, deu um encontrão em um jogador do Catanduvense e foi expulso. Entrou no gramado e deu um soco no queixo do árbitro Flávio Rodrigues de Souza.

Nenhuma ocupação no futebol parece ser tão insalubre quanto a de juiz: 35% dos árbitros e assistentes de todas as divisões do Campeonato Paulista já foram agredidos.

É o que revela pesquisa com mais de 500 profissionais feita em 2010 pelo psicólogo Gustavo Korte, que trabalha para a FPF (Federação Paulista de Futebol).

O total representa quase 180 juízes e/ou bandeirinhas que sofreram algum tipo de agressão em estádios ou suas imediações. Segundo a pesquisa, 2,5% já foram agredidos de três a cinco vezes, e 0,98%, acima de dez vezes.

“Deixei ele chegar muito perto de mim, e aconteceu. Foi a única vez na minha carreira. Agora, com mais experiência, não deixo ninguém chegar tão próximo”, contou Flávio Rodrigues, o árbitro agredido em Ribeirão Preto. O técnico Santilli acabou suspenso por seis meses.

Agressões e ameaças são mais comuns em campeonatos de divisões inferiores, afirmam árbitros e ex-árbitros ouvidos pela Folha.

De acordo com o sindicato paulista, punições mais rigorosas e o reforço da segurança diminuíram as queixas.

“As condições nos estádios estão melhores. Também houve uma evolução dos clubes e dos dirigentes. Até bem pouco tempo [atrás], era difícil até para entrar no estádio”, disse Arthur Alves Júnior, presidente do sindicato. “É aquela antiga máxima: se você nunca saiu de camburão do estádio, não é árbitro.”

Segundo a Anaf (Associação Nacional dos Árbitros de Futebol), casos de agressão ainda são comuns pelo país. As ausências de televisionamento e imprensa aumentam a violência, disse o sindicato.

“Isso infelizmente ainda existe, principalmente em jogos de clubes menores e que não têm mídia, campeonatos de categorias de base, amadores”, disse José Pessi, vice-presidente da associação.

Na última quarta-feira, um árbitro foi agredido em Manaus, em partida pelo Estadual do Amazonas.

Jogadores do Fast Club se irritaram com Djalma Silva de Souza reclamando de pênalti não marcado em jogo contra o Nacional. O goleiro Naílson o empurrou, Djalma foi ao chão e acabou cercado pelos jogadores, que tiveram de ser contidos por policiais.

Não são apenas agressões que ameaçam os árbitros. A maioria deles, 84,2%, declarou que já teve ao menos uma lesão considerava grave em toda a sua carreira, segundo a pesquisa feita com os árbitros de São Paulo.

Korte levantou esses dados para utilizá-los na preparação dos árbitros do Estado.

“O trabalho envolve controle emocional, concentração, controle de distrações e melhoria na comunicação verbal. São várias as habilidades psicológicas”, disse.

– Fluminense X Arbitragem: todos estão corretos!

E o mundo do futebol pega fogo no Rio de Janeiro! De um lado, Peter Siemsen presidente do Fluminense. Do outro, Jorge Rabello, pela Comissão de Árbitros.

O pivô de tudo isso foi a péssima atuação do árbitro Antônio Schneider na partida Fluminense 1 X 2 Vasco da Gama. Nela, a equipe tricolor carioca reclama de 2 pênaltis não marcados (um claríssimo, outro duvidoso).

Em qualquer clássico, qualquer erro de arbitragem tem proporções maiores. E se eles forem claros, mais ainda. Se numerosos, será o assunto da semana! O Fluminense reclamou da arbitragem veementemente, e, o presidente da Comissão de Árbitros Jorge Rabello respondeu as críticas dizendo:

Eles reclamam de arbitragem porque é melhor falar sobre isso. Por que não explicam que o Fluminense não vem jogando nada? Por que com uma folha salarial de R$ 7 milhões empata com o Duque de Caxias, que tem uma folha de R$ 100 mil? Por que o Fluminense é sempre dominado no segundo tempo? Foi assim contra Duque de Caxias, Boavista, Vasco. Por que o centroavante (Fred) cai mais do que chuta? Mas isso não vale a pena eles questionarem. Como o time não vem jogando nada desde o começo do campeonato, rezam para ter erro de arbitragem e terem o que falar

Imediatamente, a fala de Rabello apareceu em todos os sites. Pelo comportamento ousado na resposta (cá entre nós, não é costume ouvirmos dirigentes da arbitragem retrucando com tal ímpeto), o Fluminense divulgou uma carta pedindo exoneração imediata de Jorge Rabello, ameaçando ir à Justiça Desportiva, e caso necessário, à Justiça Comum.

Uma reflexão: claro que as palavras de Rabello foram impróprias, pois o erro da arbitragem foi nítido e grave. Poderia defender seu subordinado de maneira mais polida, sem comprar briga com um clube, afinal, a cada próxima escala de arbitragem nos jogos do Fluminense, o árbitro estará extremamente pressionado: se errar contra, dirão que foi perseguição; se errar a favor, o adversário alegará que a pressão do tricolor surtiu efeito.

Mas, no fundo, lá no fundo…

Jorge Rabello não tem razão?

Claro que o dirigente dos árbitros não poderia dizer isso, mas o torcedor comum, certamente, comunga dessa opinião: é cômodo desviar a péssima produtividade de um time milionário a erros de arbitragem.

A conta é simples: a equipe de arbitragem recebe, ao todo, por volta de R$ 8.000,00 e não marca um pênalti que poderia ou não se converter em gol. Mas Thiago Neves, Fred ou Deco, que recebem mais de R$ 700.000,00 podem perder um gol na cara do gol, que poderia ou não decidir a mesma partida.

E aí, o que acha dessa questão: o erro é da equipe que muito investiu e pouco produziu, ou ela é vítima exclusiva das más atuações da arbitragem? Deixe seu comentário:

– FIFA e Brasil, por Frei Betto

Por Frei Betto

A COPA DO MUNDO NÃO SERÁ NOSSA!

Para bem funcionar, um país precisa de regras. Se carece de leis e de quem zele por elas, vale a anarquia. O Brasil possui mais leis que população. Em princípio, nenhuma delas pode contrariar a lei maior – a Constituição. Só em princípio. Na prática, e na Copa, a teoria é outra.

Diante do megaevento da bola, tudo se enrola. A legislação corre o risco de ser escanteada e, se acontecer, empresas associadas à Fifa ficarão isentas de pagar impostos.

A lei da responsabilidade fiscal, que limita o endividamento, será flexibilizada para facilitar as obras destinadas à Copa e às Olimpíadas. Como enfatiza o professor Carlos Vainer, especialista em planejamento urbano, um município poderá se endividar para construir um estádio. Não para efetuar obras de saneamento…

A Fifa é um cassino. Num cassino, muitos jogam, poucos ganham. Quem jamais perde é o dono do cassino. Assim funciona a Fifa, que se interessa mais por lucro que por esporte. Por isso desembarcou no Brasil com a sua tropa de choque para obrigar o governo a esquecer leis e costumes.

A Fifa quer proibir, durante a Copa, a comercialização de qualquer produto num raio de 2 km em torno dos estádios. Excetos mercadorias vendidas pelas empresas associadas a ela. Fica entendido: comércio local, portas fechadas. Camelôs e ambulantes, polícia neles!

Abram alas á Fifa! Cerca de 170 mil pessoas serão removidas de suas moradias para que se construam os estádios. E quem garante que serão devidamente indenizadas?

A Fifa quer o povão longe da Copa. Ele que se contente em acompanhá-la pela TV. Entrar nos estádios será privilégio da elite, dos estrangeiros e dos que tiverem cacife para comprar ingressos em mãos de cambistas. Aliás, boa parte dos ingressos será vendida antecipadamente na Europa.

A Fifa quer impedir o direito à meia-entrada. Estudantes e idosos, fora! E nada de entrar nos estádios com as empadas da vovó ou a merenda dietética recomendada por seu médico. Até água será proibido.

Todos serão revistados na entrada. Só uma empresa de fast food poderá vender seus produtos nos estádios. E a proibição de bebidas alcoólicas nos estádios, que vigora hoje no Brasil, será quebrada em prol da marca de uma cerveja made in usa.

Comenta o prestigioso jornal Le Monde Diplomatique: “A recepção de um megaevento esportivo como esse autoriza também megaviolação de direitos, megaendividamento público e megairregularidades.”

A Fifa quer, simplesmente, suspender, durante a Copa, a vigência do Estatuto do Torcedor, do Estatuto do Idoso e do Código de Defesa do Consumidor. Todas essas propostas ilegais estão contidas no Projeto de lei 2.330/2011, que se encontra no Congresso. Caso não seja aprovado, o Planalto poderá efetivá-las via medidas provisórias. 

Se você fizer uma camiseta com os dizeres “Copa 2014”, cuidado. A Fifa já solicitou ao Inpi (Instituto Nacional de Propriedade Industrial) o registro de mais de mil itens, entre os quais o numeral “2014”.

(Não) durmam com um barulho deste: a Fifa quer instituir tribunais de exceção durante a Copa. Sanções relacionadas à venda de produtos, uso de ingressos e publicidade. No projeto de lei acima citado, o artigo 37 permite criar juizados especiais, varas, turmas e câmaras especializadas para causas vinculadas aos eventos. Uma Justiça paralela!

Na África do Sul, foram criados 56 Tribunais Especiais da Copa. O furto de uma máquina fotográfica mereceu 15 anos de prisão! E mais: se houver danos ou prejuízo à Fifa, a culpa e o ônus são da União. Ou seja, o Estado brasileiro passa a ser o fiador da FIFA em seus negócios particulares.

É hora de as torcidas organizadas e os movimentos sociais porem a bola no chão e chutar em gol. Pressionar o Congresso e impedir a aprovação da lei que deixa a legislação brasileira no banco de reservas. Caso contrário, o torcedor brasileiro vai ter que se resignar a torcer pela TV.

(Frei Betto é escritor, autor de “A arte de semear estrelas”. Visite a http://www.freibetto.org/>)

– Paulistão de Competentes Pontuais ou de Excessivos Incompetentes?

O time do Red Bull, na A2, tem 100% de aproveitamento até agora: 6 jogos e 18 pontos.

Na A3, o Capivariano também faz bonito: 5 jogos e 15 pontos.

Na A1, o Corinthians invicto dá-se o luxo de vencer clássicos com Alex, Emerson Sheik e Liedson sem jogar, com folga programada.

Esses times estão acima da média, não há dúvida. Mas por exclusiva competência ou devido a incompetência dos adversários?

Talvez as duas coisas. Mas o que não gera dúvidas é o público do campeonato: um fiasco total! Ingresso caro, burocracia na entrada, jogos não-atrativos. Uma pena.

– Domingo 21:00 e…

… ainda temos futebol rolando nos gramados!

Não me importa se na Espanha há jogos no Domingo à noite. O costume brasileiro é futebol aos domingos à tarde. Uma partida na noite dominical que comece as 19:30h precisa ser muito boa para atrair público. Nem na TV a audiência deve ser satisfatória…

– Análise da Arbitragem de Corinthians X São Paulo, Paulistão 2012

Ótima atuação do árbitro Raphael Claus no Majestoso desta tarde. Em um jogo que começou com os atletas se excedendo em número de faltas, sendo todas as mais fortes marcadas com aplicação correta de cartão amarelo, o árbitro conseguiu conter os ânimos e conduzir com correção a partida. Esteve bem posicionado, correu bastante mesmo com o campo pesado devido as chuvas, e, sua principal virtude hoje: vibrou com a partida. Acertou em todos os cartões e na penalidade ao São Paulo.

A grande dificuldade do jogo é o cuidado redobrado em Jorge Henrique. O atleta costuma exagerar nas faltas recebidas (que são muitas), fazendo caras e bocas de dor desproporcional às infrações. Em outros lances, simula faltas e agressões. Nesta tarde, em lances específicos de Jorge Henrique, o São Paulo recebeu diversos amarelos, além do cartão vermelho. Sobre este, correto, pois foi um nítido pontapé após o jogador ter tocado a bola. Não se entende tal lance como “Jogo Brusco Grave”, pois se classifica nas Regras do Jogo como “Conduta Violenta, punível com Expulsão” (quando não tem como o atleta se defender em lance sem bola).

Parabéns ao árbitro Raphael Claus. No ano passado, fez a melhor arbitragem do campeonato de 2011, na semifinal do Paulistão entre São Paulo x Santos no Morumbi. Agora em 2012, até a rodada atual, pegou um jogo difícil e fez a melhor arbitragem desse início de campeonato.

Curioso: por que ele não foi aproveitado pela CBF no último ano? Enquanto que algumas péssimas arbitragens até credenciaram árbitro para a FIFA, Claus ficou a ver navios. O que será que aconteceu? Desculpas de que nunca apitou grandes jogos, certamente, não pode ser.

Para quem quiser, aqui vai a análise em tempo real via Twitter durante a partida. Confira:

LANCE A LANCE VIA WWW.TWITTER.COM/RAFAELPORCARI

Começa o jogo! Boa sorte ao sexteto de arbitragem.

Aos 5m, cartão bem aplicado ao Wellington. Mas no lance da falta, não deveria ter dado vantagem, pois o jogo estava pegado e nem sempre ter posse de bola é vantagem. Atenção, é no Jorge Henrique… lembram-se quantos cartões Jorge Henrique conseguiu para os adversários no último Palmeiras X Corinthians?

7m: o árbitro Raphael Claus ignora falta de Cortês sobre Alessandro, sendo avisado pelo bandeira Vicente Romano Neto.

8m: na cobrança de falta pró-Corinthians, o AAA Leandro Bizzio Marinho mostrou boa participação: atento, chamava a atenção preventivamente do agarra-agarra na área.

9m: Cícero temerariamente dá um carrinho em… JH de novo! Cartão Amarelo bem aplicado. E a chuva aumenta!

14m: Paulinho faz falta em Willian José. Claus acertadamente pára o jogo. Jogadores extremamente imprudentes.

16m: falta de ataque do Corinthians bem marcada.

19m: carrinho imprudente do jogador do Corinthians. Torcida sãopaulina pede cartão, mas não é para tanto.

21m: Gol do Corinthians, de Danilo. Tudo limpo.

23m: 1º carrinho de Casemiro legal, e o 2º foi falta. Claus está muitíssimo seguro na partida neste momento.

26m: marcada falta do atleta corinthiano por mão na bola. Errou, foi involuntário.

28m: depois dos ânimos exaltados, parece que os atletas colocaram a cabeça no lugar.

29m: na marcação de uma falta boba, jogadores se estranham e o árbitro se impõe.

30m: falta da Fábio Santos, bem marcada.

31m: falta de Alessandro em cima do Lucas. Obstrução com contato físico. Tranqüilo, sem cartão.

34m: Willian José reclama de cama-de-gato. Não foi. Na sequência, Corinthians arma o contraataque e Paulo Miranda faz falta.

38m: falta bem marcada para o SPFC. O sexteto de arbitragem domina o jogo. Muito bom!

40m: atacante corinthiano escorrega no campo molhado e pede falta. Nada, acertou juizão.

A TV mostra uma imagem recuperada de Paulo Miranda segurando “braço-a-braço” o adversário. Ou falta dupla ou nada. Foi nada, acertou.

42m: Fabio Santos faz falta sobre Lucas que estava no ataque, agarrando. Falta bem marcada com aplicação de Amarelo.

43m: Pênalti bem marcado de Alessandro em Cortês. Bem posicionado e convicto marcou o árbitro.

45m: Casemiro domina a bola com a mão. Bem marcado pelo árbitro, não necessitava de cartão Amarelo. Acertou.

46m: Fim de 1º tempo: MELHOR EM CAMPO: ÁRBITRO RAPHAEL CLAUS. Foi senhor da partida até agora. Parabéns.

Começa o segundo tempo. Vamos juntos!

45m07s : Casemiro caiu e Claus entrou. Não foi falta. Mas Claus está com crédito.

46m: falta de ataque em Júlio César . Correto.

47m: Elton se enrola com Paulo Miranda. Também não foi nada. Cavou Paulo Miranda – 2 minutos, duas falta sinexistentes cavadas por sãopaulinos.

48m: Cícero tenta cavar a 3ª, não consegue e árbitro manda seguir. Acertou.

49m: falta em Willian José. 4 faltas pró-SPFC em 4 minutos. Treinador inteligente orientou a busca de faltas, evidente.

53m: apesar da imagem pressionar, Rodolpho pratica carrinho legal. A queda é conseqüência da jogada. Tudo tranqüilo.

55m: Jorge Henrique cai sozinho, simula que recebe falta mas ele é quem faz a falta agarrando Paulo Miranda. Marcação correta do árbitro.

58m: João Felipe atinge com um pontapé por trás Jorge Henrique, depois do atleta ter tocado a boal para seu adversário. Expulsão correta…

… Não se classifica tal expulsão como “jogo brusco grave”, pois tal lance é com disputa de bola. A bola já não estava em disputa. Portanto, é agressão.

O problema é um só: JH é odiado por adversários. E, qdo podem, descem o sarrafo nele. Motivo: em faltas bobas, ele simula demais!

Lembrem-se que tuitamos no começo do jogo: será que JH conseguirá cartões para o adversário em grande número como em PAL X COR no ano passado?

65m: Leão reclama do gandula, é contido pelo 4º árbitro Robério Pereira Pires. Treinador tem razão, gandula da casa tem que acabar. Tão caro que é o futebol, e deixar o mandante responsável por gandulas é bobagem. Sou a favor de que estagiários da Escola de Árbitros sejam gandulas. É importante para sentirem grandes jogos e na sua formação.

68m: Corinthiano avança no ataque e a bola corre pela linha lateral. SPFC pede saída de bola. Tem que sair inteira. Ali está o FIFA Emerson Augusto. O que ele der, eu acompanho.

72m: outra falta em jogador do Corinthians. Em quem? SIMMM… Jorge Henrique. Foi falta, mas a cara é de atropelamento. Quem é árbitro sabe o que quero dizer.

77m: no contra ataque do Ralph, uma imagem desapercebida me chamou a atenção: Raphael Claus, na imagem aberta, é quem mais corre no lance. Está bem.

79m: Chicão faz falta em Cortês. Clássico cartão amarelo.

84m: Osvaldo fez uma falta imprudente no adversário, que reclama, mas Claus acerta na vantagem.

85m: Alessandro pede falta. Nada, segue o jogo.

89m: Falta de ataque de Elton em Cortê,s marcada pelo bandeira Emerson. Acertou. Na sequencia, falta de Lucas: acertou de novo.

91m: falta de Gilsinho no ataque, acertou o árbitro, que marca tudo no finalzinho. Correto.

92m: Cortês disputa bola com Jorge Henrique que cai. Não foi nada, mas JH conseguiu cvar e o árbitro marcou. Depois não quer que peguemos no pé dele…

Fim de jogo! Daqui a pouco preparo e coloco o relatório da arbitragem. Parabéns ao sexteto.

– Inovar é Preciso. Mas e o Aceite da Inovação e a Paciência para Testá-la?

Na última sexta-feira, nosso companheiro de Bom Dia / Diário de SP, Jorge Nicola, reproduziu uma conversa com o Cel Marcos Marinho, presidente da CEAF-SP (FPF), onde ele diz que pediu à FIFA o fim da experiência com os árbitros adicionais (AAA), pois ela, segundo o dirigente, não deu certo.

Dias atrás, emiti minhas sugestões sobre o uso dos AAA (leia o texto em: http://is.gd/v6EcMu). Em suma, me referi a necessidade de que estes sejam árbitros mais experientes, que já estouraram a idade-limite para apitar e que poderiam contribuir muito com o árbitro central, não só com o know-how de uma carreira inteira, mas também com decisões seguras e corretas.

Me surpreende tal opinião da CEAF-SP. Há quanto tempo os AAA estão sendo testados por aqui? Sou a favor do uso da tecnologia no futebol, seja ela eletrônica, áudio-visual ou humana. E, claro, para que elas dêem certo, devem ser usadas, testadas e criticadas após os resultados ao longo de um certo período. Aqui no Paulistão, temos apenas 3 meses de teste do ano passado (duração do Campeonato) + as rodadas de 2012. Não seria precipitado?

No Rio de Janeiro, a CEAF-RJ foi pioneira no uso dos adicionais com a adoção dos mesmos na gestão de Jorge Rabello, há um tempo maior do que SP, num mesmo período aproximado da UEFA com o trabalho da Liga Europa. E no Cariocão, vemos que não está se utilizando os AAA na fase 2 do teste, onde muda-se o lado deles atrás da meta (agora, mais próximo dos gols).

Tal persistência não mostraria que algum resultado positivo esteja ocorrendo?

Me recordo que assisti algumas partidas da experiência com os árbitros adicionais na fase 1 envolvendo equipes europeias. E por lá, os resultados foram excepcionais! Por que aqui não são satisfatórios, em particular, para a Federação Paulista?

Talvez não seja a fórmula dos AAA, mas sim a qualidade dos AAA escalados, ou ainda o treinamento deles! E aqui um assunto importante: não temos árbitros que foram adicionais que treinem adicionais nas comissões de árbitros. Como a função é nova, são professores ex-árbitros e bandeiras que dividem seus conhecimentos. Também para eles isso é novidade!

Para você lecionar arbitragem, tem que ter passado pela experiência dela. Diferente de um comentarista de futebol, que aprende e conhece do esporte sem nunca ter jogado profissionalmente (e ainda assim pode se arriscar nos gramados como treinador, por exemplo), na arbitragem você precisa que os especialistas que estão ensinando e regrando os árbitros tenham estado lá dentro do campo de jogo. Você pode comentar a atuação de um árbitro, sem ter estado lá; mas formar árbitros é diferente. Precisa-se de especialistas! Se já é difícil treinar os AAA tendo sido árbitros, imagine não sendo…

Mas já que ao assunto é inovação, e a figura do AAA é uma delas, por que tanta resistência em inovar no futebol?

Perto dos seus 150 anos de idade, o futebol do século XXI é muito diferente do final do século XIX, dos uniformes, passando pelos esquemas táticos às Regras do Jogo. É uma tolice afirmar que o futebol não mudou ao longo da história! É claro que mudou, e muito! Mas parece existir um conservadorismo ímpar atualmente. Não tínhamos nem árbitro em campo, por muitos e muitos anos de profissionalismo. E hoje, com tantos recursos disponíveis, por que não usá-los?

Parabéns aos que têm coragem de inovar, que aceitam e têm disposição em experimentar ou tentar possíveis benefícios aos futebol.

Um adentro: apesar de todos os defeitos, Eduardo José Farah, ex-presidente da FPF, foi o que mais ousou em inovar: dois árbitros em campo, tempo técnico, spray para a marcação das faltas, cartão azul e limite de faltas em campeonato de aspirantes…

Custa tentar?

– Deu Mário Gobbi, o Novo Presidente do Corinthians

Os Sábios sabem disso: em qualquer eleição, quem está no poder pode facilmente fazer seu sucessor. Só não consegue se fizer uma gestão muito ruim… E o motivo é claro: o uso da máquina administrativa!

Mário Gobbi não ganhou pelo seu carisma, virtudes ou esperanças demonstradas. Mas sim pelo apoio de Andrés Sanches e sua máquina. Não há dúvida.

O que será que aconteceria se Paulo Garcia vencesse? Hum… será que muitas coisas ruins apareceriam?

Sinceramente? Não sinto firmeza no delegado Mario Gobbi. Digo isso pela visão como administrador, pois, afinal, nem torço para time grande ou sou sócio do clube…

Que os eleitores se sintam felizes!

– “Polão” é a Meca do Futebol?

Talvez seja porque o morador de Presidente Prudente seja o mais fanático torcedor de futebol do país. Ou porque o estádio Eduardo José Farah reúna as melhores condições de São Paulo. Ou ainda porque o retorno financeiro dos clubes compensem o desgaste técnico dos atletas.

Outra explicação no Paulistão não há: o recorde do número de jogos na aprazível Prudente surpreende! Tudo bem que a cidade é bela e rica, mas… Palmeiras X XV de Piracicaba se joga no Pacaembú, Corinthians X Linense idem. E quando o torcedor paulistano tem a oportunidade de assistir a um clássico… o clássico é remarcado para Presidente Prudente!

Ora, São Paulo não tem estádio? O Farahzão não recebeu tantos jogos importantes nem na época da gestão do próprio Farah. Mas agora…

Gozado – todos os clássicos, exceto quando o mandante é o São Paulo FC – vão para lá. Coincidência?