– Título Evitável e Não Concedido com Louvor

O estado de Amazonas quís homenagear, ano passado, Ricardo Teixeira, presidente da CBF, com o título de CIDADÃO AMAZONENSE. Na oportunidade, o deputado estadual Marcelo Ramos declarou que:

Já temos nossos gângsters aqui, não precisamos importar mais”.

Matou a pau…

– O time perdeu. A Culpa é de Quem?

São 12 desculpas que você ouvirá de treinadores. E 6 que nunca ouvirá.

Àqueles que gostam de futebol, é inegável dizer que Paulo Cézar Caju foi uma figura ímpar na história do futebol brasileiro. É público o seu depoimento que, depois do término da sua carreira, afundou-se nas drogas lícitas e ilícitas. Há pouco tempo, amparado por amigos, recuperou-se e hoje presta relevante serviço como palestrante inveterado contra o uso de drogas. Louvável iniciativa. Tão louvável são suas colunas escritas no “Jornal da Tarde”.

Em uma delas, ele procurou abordar as desculpas dos treinadores frente as derrotas.  Eis um pequeno trecho para uma grande reflexão:

Em gerações passadas, jogávamos com uma bola chamada G18, que significa 18 gomos. Era de couro duro e dava um trabalho danado para os roupeiros durante a semana de treinos e após os jogos. Passar sebo, reforçar costuras e colocar no sol era a rotina diária. Talvez seja por isso que fazíamos questão de tratá-la com tanto carinho. E hoje ainda tenho que escutar treinadores reclamando da bola! Depois de reclamar do plantel, das arbitragens e dos gramados, agora sobrou para a bola, que hoje é desenvolvida com a melhor das tecnologias do planeta (…) Os “professores” deveriam, isso sim, ir pra campo, sem descanso, e aprimorar fundamentos e corrigir os defeitos de seus jogadores. Só assim eles vão aprender a passar, dominar e finalizar, e aí, deixar a bola feliz!

Pois bem, rápidas considerações sobre esse trecho:

Quando o time perde, segundo Caju, é porque:

– O plantel é reduzido e limitado;

– A arbitragem prejudicou;

– O gramado é ruim;

– A bola não é boa.

Poderia, caro Caju, lembrar de outros aspectos citados pelos treineiros nas derrotas, como:

– A maratona de jogos atrapalhou o time;

– Não havia boas condições no estádio, atirou-se de tudo no campo;

– A comida do hotel trouxe indisposição alimentar;

– O frio demasiado;

– O forte calor;

– A tabela que prejudicou a seqüência de jogos;

– Os desfalques por cartões;

– Ou desfalques por convocações à Seleção.

Ufa! Cansou tanta desculpa. Mas certamente você NÃO OUVIRÁ as seguintes colocações:

– Meu time perdeu porque escalei mal;

– Meu esquema de jogo foi mal elaborado;

– Jogamos na retranca porque não queria deixar os alas avançarem;

– Errei redondamente na preleção;

– Substimei o adversário;

– Desmontei o time nas substituições.

É claro que há muita ironia neste texto. E nem podemos generalizar as reclamações dos treinadores, pois, afinal das contas, eles querem ganhar os jogos para sua sobrevivência no cargo. E estão “fazendo a parte deles”. Os jogadores, idem. Os árbitros idem, a imprensa idem. O problema é a irresponsabilidade de acusar os outros para salvar a própria pele. Se pegar os jornais de segunda-feira, qual seja ele, haverá muitas dessas reclamações em diversas páginas de diversos jogos.

Gostaria de saber sua opinião: de quem é a culpa, afinal das contas? De certo, nunca dos treinadores, segundo eles próprios.

– Pré-Análise da arbitragem de Paulista X Palmeiras

Após tantas reclamações da arbitragem nos jogos do Galo no Paulistão, foi sorteado para o confronto contra o Palmeiras o árbitro Demétrius Pinto Candançan!

Conheço-o do tempo em que ele fazia jogos como quarto-árbitro. Está com 39 anos, trabalha como professor de Educação Física. É boa pessoa, tem bom porte físico e é razoável tecnicamente. Não costuma correr muito, mas se posiciona bem em campo. Marca muitas faltas e costuma segurar o jogo.

No Paulistão 2012, estreou apenas na última rodada (São Caetano 0 X 1 Catanduvense).

Um detalhe: nesta partida, o árbitro adicional será novamente Flávio Rodrigues Guerra, que esteve na partida contra o XV de Piracicaba e que não auxiliou Rodrigo Braguetto no polêmico pênalti daquela tarde/noite (já que o lance foi em sua frente).

Sobre o fato do árbitro ser um ilustre desconhecido para a grande mídia: aos mais otimistas, dirão que o árbitro pode sentir pressão em Jayme Cintra, supondo que pela inexperiência sinta a pressão do time em casa. Já os mais pessimistas dirão que justamente pelo noviciado em jogos de maior dificuldade tenderá a aceitar pressão do time grande e de seu treinador, Scolari.

Que tenhamos uma boa partida nessa quarta à noite, e que a arbitragem não influencie no placar.

– O que Acontece na Relação “Galo X Arbitragem”?

O Paulista FC está vivendo um claro litígio com a Arbitragem no Paulistão. Acompanhando as partidas, fica nítido que a causa se deve a 3 fatores:

1)- Atuações ruins dos árbitros escalados: o experiente Rodrigo Braguetto equivocou-se num absurdo pênalti na semana passada, onde o atleta do XV de Piracicaba tropeçou nas próprias pernas. Ontem, em Itápolis, visivelmente o árbitro Edson Reis Pavani sentiu a pressão no Estádio dos Amaros, em especial no pênalti a favor do Oeste.

2)- Falta de zelo por parte da Comissão de Árbitros na confecção das escalas: No Jayme Cintra, árbitros mais rigorosos e experientes são escolhidos (e que não aceitam pressão). Na condição de visitante, árbitros jovens e mais suscetíveis à pressão acabam apitando. A desculpa dos nomes escalados será a do sorteio; mas já que o sorteio também pode ser direcionado (vide escala de clássicos), por que não ter um pouco mais de carinho com o Galo e colocar no “globinho da sorte” árbitros mais renomados também em jogos fora de Jundiaí? Afinal, vale vaga para a série D do Brasileirão!

3)- Vacilos dos jogadores do próprio Paulista. Perceberam que alguns cartões “bobos” são recebidos por falta de equilíbrio emocional? Muitas faltas são evitáveis, além de reclamações abusivas dos atletas. Carece-se de que nossos jogadores aprendam um pouquinho mais de Regra do Jogo para evitar Cartões Amarelos/Vermelhos desnecessários, bem como tirar proveito de detalhes a seu favor.

Estamos a quatro rodadas do final da 1ª fase. Cada ponto perdido, cartão recebido ou pênalti indevido podem custar muito caro.

– Análise da Arbitragem de Corinthians X Palmeiras, Paulistão, 25/02/2012

Antes de falar sobre o jogo, uma breve análise sobre a guerra dos torcedores organizados: De que adianta o Corinthians promover campanha contra motoristas embriagados e o Palmeiras homenagear Chico Anísio, se lá fora do estádio as suas torcidas se matam e os dirigentes dessas equipes nada fazem? Vestir a camisa por uma causa é fácil. Praticar a verdadeira ação de responsabilidade social é outra história.

Vamos ao jogo:

Jogo cansativo para a arbitragem. Desgastante, e explico: a atenção exigida e a tensão a ser disfarçada é grande.

Atenção pelas dificuldades que um importante jogo como esse ocasionam. Tensão pelo cansaço emocional e pela preocupação para que todos vejam nele o mais centrado, tranquilo e equilibrado do jogo.

A partida de hoje contrariou o que um torcedor apreciador de futebol-arte gostaria de ver: não tivemos lances de beleza, tampouco de “jogo limpo”. Digo isso pelo excessivo número de faltas na partida: no 1º tempo, equilíbrio de faltas cometidas e absurdas 24 infrações em 45 minutos. No segundo tempo, o número de infrações praticadas pelo Palmeiras disparou! Certamente, tivemos muito mais tempo de bola parada do que de bola rolando. Em 3 faltas do jogo, demorou-se praticamente 2 minutos para a cobrança de cada uma delas! Numa delas, aos 43m, Valdívia recebeu uma falta boba e o jogo foi retomado aos 45m15s. Muita demora… Em outra situação, aos 63m, ocorreram 3 faltas no mesmo minuto de jogo!

No lance polêmico de Liedson aos 23 minutos, impedido, ele prossegue a jogada, o bandeira atrasa um pouco a marcação, e o corinthiano, com o pé erguido, atinge o goleiro palmeirense Deola. Eu entendi como lance imprudente (onde não se quer fazer a falta mas acaba fazendo, sem aplicação de cartão amarelo), apesar de plasticamente a imagem ser violenta. O árbitro entendeu como ação temerária (quando o atleta sabe que pode fazer a falta e corre o risco, com aplicação de cartão amarelo), e tal interpretação não seria um exagero. O que não poderia era expulsar, como reclamado pelo Corinthians, pois aí seria força excessiva (quis atingir o adversário propositalmente, levando a uma possível lesão). E vale o lembrete: ali, não foi falta, pois o jogo já estava parado (falta só existe com a bola rolando). Reiniciou-se com o tiro livre indireto pelo motivo de Liedson estar impedido. Nestas situações, vale a sanção disciplinar, mas não se pune tecnicamente.

No tumulto citado acima, Cicinho e Jorge Henrique se empurraram, fora da visão da arbitragem, e deveriam ter recebido o Amarelo.

Em suma: Marcelo Rogério esteve muito bem tecnicamente, e pelo número absurdamente alto de faltas, deve ter quebrado o recorde de infrações corretamente marcadas. Disciplinarmente, aplicou bem os cartões amarelos nas faltas cometidas, e soube adverter verbalmente quando necessário porém, a desejar em 3 situações de indisciplina: A intimidação de Ralph após faltas cometidas (reclamou em excesso, além de faltas reincidentes); simulação de Valdívia (em determinado lance, abdicou do jogo para cavar faltas a Assunção) e uso das mãos de Emerson em disputa de bola empurrando Cicinho (onde Cicinho simulou ter recebido um golpe de MMA, talvez o motivo de Emerson não ter sido punido)- ali, deveriam ter levado o amarelo. Fisicamente, esteve muito bem no jogo.

Àqueles que gostam de aprender sobre arbitragem, uma observação bacana: aos 63 minutos, num dos raros lances de boa qualidade técnica da partida, o Corinthians fez uma rápida troca de passes no campo de defesa do Palmeiras, virando o jogo com muita constância. O árbitro, posicionando-se bem, esquivou-se perfeitamente de possíveis trombadas e se recolocava muito bem! Uma aula aos jovens árbitros sobre noção de espaço em campo.

E você, o que achou do jogo? Deixe seu comentário:

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Abaixo, os comentários lance-a-lance realizados durante a partida no Twitter (twitter.com/rafaelporcari):

4segundos – primeira falta. O que esperaremos desse jogo? Muita pegada, é claro.

2minutos – pelas demoras, não tivemos 30 seg de bola rolando. As broncas nos agarra-agarra mostra que os AAA estão atentos.

2m30s – segunda falta. A média é boa: 1 falta por minuto.

5m – jogo amarradíssimo, quando começarão a jogar?

6m – escanteio para o Corinthians, mas nem AAA, nem bandeira e nem árbitro viram o resvaçlão em Barcos.

7m- nova falta, bem marcada. Nada de violência, mas de marcação anti-jogo.

8m – lance difícil do ataque palmeirense, corinthianos pedem impedimento de Barcos, mas a bandeira Tatiane Sacilotti acerta.

10m- Castan empurra Valdívia. Nova falta. Jogo chato pra jogador e árbitro.

11m – Depois de quase 1 minuto para se cobrar a falta, a barreira anda e o atento Marcelo Rogério chama a atenção. Acertou.

12m – falta no meio campo para o Corinthians. O jogo não rende! A bola rola um pouquinho, fazem falta e fica meia hora parado.

13m – enésima falta. Se eu sou torcedor, devolvo o ingresso.

14m – idem ao 13º, idem ao 12º, idem ao 10º… nova falta!

15m – adivinha? Nova falta, agora me Emerson. Se reincidência é amarelo, o que vemos é anti-jogo puro.

16m- falta de novo. Ficou repetitivo.

17m – no primeiro lance de futebol mesmo, Marcos Assunção chuta e a bola desvia. Gol legal, matou o goleiro.

Marcos Assunção imitando o Prof Raimundo (e o salário, ó…) tudo bem. Mas e o Fred ontem? Ganha 700 mil por mês e reclama do salário? rsrs

18m20s – voltamos à normalidade. Falta. Só é cobrada aos 19m20s. De novo Marcelo Rogério chama a atenção na área. Trauma de SCCP X Linense?

19m50s – outra falta!

22m – Estamos quebrando um recorde. Quase 2 minutos sem falta!

23m – Liedson impedido, tenta o domínio da bola, ela escapa e a sola atinge no alto o peito do goleiro Deola. Lance plasticamente feio, mas nada de violência explícita. Falta por imprudência. Tumulto, e na sequência, Jorge Henrique e Cicinho se estranham e a arbitragem não vê.

Cartão amarelo para Jorge Henrique (eu não aplicaria), e nada para Jorge Henrique e Cicinho (mereciam amarelo).

25m- jogo recomeça com falta (pra variar)

26m – é rotina: falta.

28m – falta normal de ataque do Barcos, Castán fica bravo mas não é pra tanto.

30m – estou cansando de escrever: foi falta. E foi cobrada somente aos 30m41seg…

33m – falta para o Corinthians, mas o árbitro observa ótima vantagem e manda seguir.

35m – falta dura de Chicão em Barcos. Cartão amarelo bem aplicado. Nem visou a bola, era para parar o lance.

Lembra da falta aos 35m? Foi cobrada aos 37m05seg! incrível, não tem jogo.

39m – no ataque, Emerson empurra o peito de Cicinho, que põe a mão no rosto simulando ter recebido um golpe de MMA. Cara-de-pau…

40m – nova falta, agora em Jorge Henrique. No chão, JH tenta devolver. Árbitro não vê o primeiro lance e corrige corretamente a marcação.

41m – falta de Márcio Araújo em Danilo. Jogo horrível.

42m – replay: idêntica falta de Márcio Araújo em Danilo. Acertou ao aplicar amarelo.

43m – falta de Paulinho em Valdívia. O chileno poderia continuar o lance, mas abdicou para ter o direito de bater falta. Acertou o árbitro.

Lembra da falta aos 43m? Foi cobrada aos 45m15s!

47m – Emerson cai na área, ameaça reclamar e se segura. Se pede pênalti, tem que dar amarelo por simulação.

48m – Ufa! A tortura acabou, jogo feio, faltoso, onde a bola não rolou.

Se não errei nenhuma marcação: 24 faltas em 45 minutos. Muita demora, a bola não rola. Várias faltas tiveram quase 2 minutos de demora para serem cobradas! Isso é futebol?

Árbitro está bem na partida: não demonstra nervosismo, é senhor do jogo. Corre e se posiciona bem. E, espertamente, não faz questão de acelerar as cobranças de falta. Prefere que os ânimos esfriem.

O problema agora é: ter que assistir ao segundo tempo… Sofrível. Não se tem fair play, é a tática do anti-jogo. Sem violência, mas não tem bola rolando.

Começa o segundo tempo. Com 46m, falta de Barcos em Edenilson. Repetiremos o primeiro tempo faltoso?

48m- falta pró-Corinthians, que resulta no gol de Paulinho.

50m – Outra falta, Marcelo Rogério adverte o faltoso verbalmente. E nessa nova falta, nasce o segundo gol do Corinthians, de desvio palmeirense. Gol contra de Márcio Araújo.

Bom, já que o Palmeiras está inferiorizado no placar, é de se esperar que o Felipão comece a cornetar o árbitro.

54m – nova falta para o Corinthians. Perceberam que o Palmeiras é líder absoluto em faltas nesse 2º tempo?

55m – leitura labial: Marcos Assunção nitidamente encarou Chicão, chamou-o por nomes deselegantes e chamou pra briga na rua! Ô louco… O que será que ele fez?

57m – Palmeiras comete outra falta normal, de jogo. Mas pela enésima reincidência em falta, só tem 1 amarelo. Incrível, né? 

59m – Amadorismo do futebol brasileiro: gandula (que é do Corinthians) retarda propositalmente o jogo. Isso ainda existe…

Lembram de um gol olímpico do Roberto Carlos contra a Portuguesa? A favor, os gandulas são rapidíssimos na reposição.

61m: falta pró-Palmeiras 2 X no mesmo minuto. Na cobrança, João Vitor fez outra. Foram 3 faltas num mesmo minuto.

Só pra lembrar: cadê a bombinha do Felipão, prometida no último sábado? Ele disse que denunciaria algo contra a arbitragem.

Aos 63m, numa troca rápida de passes do SCCP, fica claro o ótimo posicionamento do Marcelo Rogério. Ele se esquiva muito bem! Parabéns.

65m – Henrique deu um pontapé (com gosto) em Jorge Henrique. Árbitro deu a vantagem e posteriormente o Amarelo. Acertou de novo.

66m: falta pró-Palmeiras na frente do Scolari. Adivinha se não pediu cartão?

69m: Palmeiras no ataque, Valdívia cai no lance, dentro da área. Segue o jogo.

71m: Marcos Assunção desceu o sarrafo em Danilo e levou amarelo. Acertou.

73m: Falta de Henrique em Paulinho. Jogadores pedem novo amarelo (claro, querem vermelho). Nada, acertou o árbitro.

77m: jogador do Palmeiras recua de peito a Deola, e a torcida pede recuo de bola. De peito, vale.

77m: outra falta no jogo. Apesar de tantas, Marcelo Rogério acertou todas. Deve ser o maior número de faltas corretas marcadas numa partida.

80m: Ricardo Bueno faz falta dura e recebe Amarelo. Acertou.

82m: nova falta do Palmeiras. Caramba!

87m: falta ao Palmeiras, bem marcada. Momentos decisivos.

89m: falta dura em Douglas, bem marcada. Partida sem polêmicas, não?

92 e 93m: adivinha o que vou escrever? Falta, lógico!

93m: última falta do jogo? Saiu um amarelinho, não consegui visualizar. Na sequencia, fim de jogo.

– Flamengo Ajudará humanitariamente Adriano?

A volta do Adriano tem caráter humanitário

Justificativa de Walter Oaquim, diretor flamenguista, sobre a possível contratação de Adriano Imperador.

E depois os dirigentes reclamam que não tem dinheiro… Eles gastam bem, não? E justificam os gastos ainda melhor!

– Hoje é dia de Corinthians X Palmeiras. O que esperar?

No Derby de hoje a tarde, com os dois rivais bem pontuados, é de se esperar um grande jogo. Muitas emoções, e penso que a partida acabará com expulsões.

Motivo?

Jogadores que provocam muito (Valdívia e Jorge Henrique), técnico com grande desequilíbrio emocional (Felipão) e árbitro de boa qualidade em campo (Marcelo Rogério).

Para quem gosta de jogo disputado, vale a pena assistir. Destaque para o ótimo assistente FIFA Marcelo Van Gassen (que vem atuando muito bem), e para a assistente Tatiane Sacilotti (talvez o maior jogo da competente moça em sua carreira).

Boa sorte a todos!

– Democracia do Apito! Participe!

Na próxima segunda-feira à tarde (26/03), os árbitros de futebol de São Paulo terão a oportunidade de discutir uma importante pauta da sede da Cooperativa dos Árbitros, onde se deseja que o encontro de relevantes assuntos termine em produtivos resultados.

Espera-se que a Assembleia seja de 544 cooperados (que corresponde aos árbitros filiados), mas com apenas 10 cooperados, de acordo com a terceira chamada, já será possível debater e manifestar a vontade da categoria.

E é isso que vale em ambientes democráticos: ampla discussão sobre temas notórios. Por isso que a representatividade é algo importante. Pró-labore dos executivos, taxas a serem descontadas dos árbitros e outros tantos temas (como novos árbitros / conselheiros fiscais) serão colocados na pauta.

Participe! O princípio do Cooperativismo é esse: lutar pela categoria.

A pauta (disponível em: http://www.coafesp.org.br/documentos/edital100312.htm) será:

a) Leitura e Aprovação da Ata da AGO anterior;

b) Prestação de contas do órgão de administração, compreendendo Balanço Geral do exercício de 2011;

c) Deliberação sobre plano de trabalho formulado pela Diretoria Executiva para o próximo exercício.

d) Pró-labore da diretoria executiva e reembolso dos membros do Conselho Fiscal

e) Reajuste de mensalidades e quota-parte

f) Incidência tributária do PIS e CONFINS na Cooperativa

g) Eleição dos membros do Conselho Fiscal

Após, serão deliberados os assuntos da Assembléia Geral Extraordinária para tratar das seguintes ordens do dia:

a) Leitura e Aprovação da Ata da Assembléia anterior;

b) Ratificação das admissões, exclusões e demissões de cooperados.

Poucas categorias tem a oportunidade de gozar de duas entidades de defesa- Tanto RJ e SP possuem esse privilégio: Cooperativa e Sindicato. É por isso que são estados fortes no apito.

E viva La Revolución! Com Marin na CBF e Marco Polo na FIFA, certamente os ares do sangue novo dessas entidades será percebido.

Ou não?

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– Quando “Pular” pode Valer uma Falta a favor?

Ontem, na partida realizada no Pacaembu entre Santos X Juan Aurich, pela Libertadores da América, Neymar declarou, em relação às faltas violentas do adversário:

Se não pulo, estaria no hospital.”

É nesse ponto que devemos ter atenção quanto às marcações das faltas: Quando é que o fato do atleta “Pular” invalida ou não uma infração?

A Regra 12 (Infrações e indisciplinas) diz que todo ato faltoso (dar um pontapé, agredir, cuspir) independe se atingiu ou não o atleta. O jogador que DAR ou TENTAR praticar a infração deve ser punido.

Se na disputa de bola, um zagueiro pratica um carrinho e, na iminência de atingir as pernas do seu adversário, este atacante pula para não se machucar, deve-se considerar falta (a mesma marcação de como se tivesse atingido), por essa condição da regra. A Regra do Jogo permite isso, pois, logicamente, se o atleta permanecesse esperando as travas de uma chuteira, fatalmente se lesionaria gravemente.

Portanto, pular para não ser atingido pode; e ainda ganha a falta ao seu favor.

O que não pode:

– Pular depois de perder uma disputa de bola, simulando a infração, tentando ludibriar a arbitragem/torcedores.

– Pular antes da disputa de bola se efetivar, abdicando da tentativa de domínio, deixando de jogar para tentar cavar uma falta.

A primeira situação, a da simulação, é um problema cultural brasileiro, onde os jogadores preferem enganar a arbitragem do que disputar lealmente o jogo, fato que não ocorre em torneios como a europeia Champions League

A segunda situação, a da abdicação do jogo, é outro problema tupiniquim, o de achar que “tudo é falta”, onde “encostou tem que parar o jogo”. Remete até mesmo a uma certa frouxidão, não obervada em torneios como a sulamericana Libertadores da América.

Portanto, pular para se preservar no momento de ser atingido, pode. Antes ou depois, não.

Claro, os jogadores agem aqui no Brasil dessa forma, e nas partidas internacionais, mudam de comportamento. É visível. Também os árbitros procedem da mesma forma, diferenciando o comportamento em partidas domésticas e internacionais. Um dia, Leandro Pedro Vuaden ousou mudar esse mesmo comportamento. Parece que não deu certo…

– Ah se Fosse no Brasil…

O que você acha de um campinho de futebol custando US$ 744,000.00?

Será construído em Guantánamo, base militar dos EUA, aos detentos acusados de terrorismo.

Calma, nada de superfaturamento. É que como Guantánamo é em Cuba, e existe embargo econômico na ilha, tudo tem que vir dos States; aí entra o custo do frete…

Mas que parece ser um desperdício, parece!

– 4 considerações sobre Marco Polo Del Nero na FIFA

1-Considerando que Ricardo Teixeira era membro do comitê da FIFA, e em especial, o executivo chefe de Massimo Busaca, o responsável pela arbitragem,

2-Considerando que Marco Polo sempre teve ótimo trânsito na Sulamericana,

3-Considerando que o filho de Nicolas Leóz, presidente da Conmebol, já veio até participar da pré-temporada dos árbitros de futebol da FPF,

4-Considerando que a Conmebol indicaria um sucessor de Ricardo Teixeira ao cargo já dito acima,

Qual a surpresa no nome do mandatário da FPF na indicação de hoje à FIFA?

Marco Polo, José Maria Marín… sangue novo no futebol!

– Heleno de Freitas? Só em Sampa!

Se elogiei a temporada de teatro em Jundiaí no post anterior, agora, vale a crítica ao circuito de filmes. Cadê “Heleno”? Aqui em Jundiaí, não está no cinema!

Para os amantes do futebol como eu, a história dramática do botafoguense Heleno de Freitas é imperdível! Bem definiu o biógrafo de Heleno, Marcos Eduardo Neves:

Ele era temperamental como Edmundo, bonito como Raí, mulherengo como Renato Gaúcho, artilheiro como Romário, boêmio como Ronaldinho Gaúcho, inteligente como Tostão, de boa família como Kaká, elegante como Falcão e problemático como Adriano.”

GALÃ, LOUCO E GÊNIO DO FUTEBOL (Época, ed 21/03/2012, pg62-63)

Quem foi Heleno de Freitas, craque dos anos 1940 que virou filme

por Humberto Maia Junior

Heleno de Freitas foi um dos maiores artilheiros do Botafogo: fez 209 gols em 235 jogos. Tinha tanta vontade de vencer que, além de brigar com adversários, xingava os próprios companheiros de equipe, cujos erros não tolerava. Colecionou expulsões dentro de campo. Fora, chamava a atenção pela elegância, pelo sucesso com as mulheres e por um tipo de comportamento que faz Ronaldinho Gaúcho – um conhecido farrista – parecer aluno de colégio de freira. Integrante do Clube dos Cafajestes, grupo de playboys cariocas da década de 1940, era presença constante nas festas no Copacabana Palace e nos cassinos da elite do Rio de Janeiro, onde bebia, fumava, cheirava éter e raramente saía sem estar de braços dados com uma cantora ou beldade da alta sociedade. “Foi a personalidade mais dramática que conheci nos estádios”, dizia o cronista esportivo Armando Nogueira, botafoguense como Heleno.

É essa personalidade exuberante, misto de galã e badboy, que o diretor José Henrique Fonseca apresenta aos brasileiros no filme Heleno, que estreia dia 30 de março nos cinemas e tem Rodrigo Santoro no papel principal. Ele está há cinco anos envolvido no projeto do filme, que consumiu R$ 8,5 milhões.“Heleno é um dos personagens mais marcantes do futebol”, diz Santoro. “Ele foi um mito, mas hoje poucos conhecem sua história.”

Na década de 1940, jogadores de futebol formavam uma subclasse de homens pouco instruí­dos, malvista pela elite. Heleno era exceção. Filho de um industrial rico de São João Nepomuceno, Minas Gerais, era advogado formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O escritor colombiano Gabriel García Márquez, que o viu jogando na Colômbia, se referia a Heleno em suas crônicas como “Dr. de Freitas”. Vaidoso, só andava de carro conversível e vestia ternos cortados por Di Cicco, o mesmo alfaiate de Getulio Vargas. Na concentração, enquanto os outros apostavam dinheiro no carteado, Heleno passava o tempo jogando xadrez ou discutindo política com os dirigentes dos clubes, a quem dava carona em seus carrões. “Os dirigentes se sentiam inferiorizados perto dele”, diz o jornalista Marcos Eduardo Neves, autor de Nunca houve um homem como Heleno (Zahar, 328 páginas, R$ 44), relançado na semana passada. Neves conta uma cena de 1943, quando o presidente do Botafogo, Augusto Schmidt, passou instruções para Heleno à beira do campo. O craque, que jamais aceitava críticas, jogou a camisa na direção do cartola e disse: “Venha aqui correr no meu lugar, seu filho da p…”. Schmidt abaixou a cabeça e Heleno saiu impune.

Heleno foi punido pelos seus excessos. Contraiu sífilis. Por causa da doença, que jamais foi tratada, o comportamento errático evoluiu para atos de loucura que levaram ao declínio dentro e fora dos campos. Uma vez, ele deu um tiro no pé ao tentar acender um cigarro à bala, como faziam os personagens dos filmes de John Wayne. Devastado pela doença, Heleno passou os últimos anos de vida num sanatório em Barbacena, Minas Gerais. Lá, morreu em novembro de 1959, aos 39 anos. Como diz Neves, seu biógrafo, Heleno é um dos personagens mais complexos da história do futebol. Não pode ser comparado a um, mas a vários jogadores. “Ele era temperamental como Edmundo, bonito como Raí, mulherengo como Renato Gaúcho, artilheiro como Romário, boêmio como Ronaldinho Gaúcho, inteligente como Tostão, de boa família como Kaká, elegante como Falcão e problemático como Adriano”, diz ele. “Heleno foi tudo isso.” 

– Jogo contra o Racismo. Quem será Protagonista?

Hoje, Vasco X Libertad promete ser o “jogo contra o racismo“.

Na partida de ida, muita manifestação de  discriminação racial, segundo atletas vascaínos.

Curiosamente, o árbitro será Wilmar Roldán, acusado por Richarlysson de preconceito, há 2 anos numa partida do SPFC no torneio.

Irônico, no mínimo…

– Árbitro de Futebol só viaja de…

avião, quando o jogo é longe!

Ora, qual a surpresa?

Aliás, nada de surpreendente sobre a matéria de Rodrigo Mattos na Folha de São Paulo dessa 3ª feira, 20/03/2012, pg D2. Nela, vemos que a agência de turismo recomendada pela CBF, a Pallas, é denunciada por esquemas suspeitos com Ricardo Teixeira.

Que os árbitros só poderiam viajar de avião pela Pallas, nenhuma novidade. A novidade é que a verba de viagem do brasileiro da Série B foi empenhada como garantia em contrato vantajoso para a Copa!

Aliás… da construção de estádios à venda de passagens, ouve-se falar de corrupção. Para que se quer a Copa então, se não for para desfalcar os bolsos dos cidadãos?

EMPRESA LEVA SÉRIE B PARA LEVAR A COPA

Verba de viagem da Segundona foi dada como garantia em contrato

por Rodrigo Matos
Carente de recursos, o Brasileiro da Série B serviu para viabilizar um contrato milionário da Copa-14 para agência de viagens de empresário ligado a Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF e do COL (Comitê Organizador Local).

O dinheiro das viagens da Segundona foi usado como garantia para o acordo.

Como a Folha revelou, Claudio Abrahão é dono da Top Service, que obteve os direitos de comercializar os pacotes VIP do Mundial. Antes de ganhar esse contrato, ele havia vendido um apartamento por um terço do preço de mercado para Teixeira.

Sob a gestão do ex-cartola, a CBF deu ajuda para que a Top Service ganhasse, juntamente com a Traffic, esse contrato de hospitalidade do Mundial, que inclui serviços de turismo e ingressos.

Fez isso usando o contrato da Série B como garantia.

Explica-se: para ganhar esse direito, era preciso que as duas empresas apresentassem garantias financeiras de US$ 40 milhões (R$ 72 milhões) à Match Hospitality, parceira comercial da Fifa.

A Top Service tem capital social de apenas R$ 100 mil, 0,14% desse valor.

Então, a empresa fez um empréstimo de valor não revelado com o Banco Safra, como mostra documento da empresa de maio de 2011.

Era o período em que ocorria a concorrência da Match.

A garantia do empréstimo foi dada pela Pallas Operadora Turística, que, como a Top Service, faz parte do Grupo Águia, cujo dono é Wagner Abrahão, amigo de Teixeira.

Documento da Pallas diz que a garantia são “direitos creditórios […] relativos à logística do transporte dos jogadores do Campeonato Brasileiro da segunda divisão”.

A Série B é organizada pela CBF. A confederação negocia, diretamente ou indiretamente, os direitos comerciais do torneio. Depois, paga clubes e despesas. As rendas são de direitos de transmissão de TV e placas publicitárias.

Boa parte do dinheiro é usada para pagar passagens e diárias em hotéis para os times. Quem presta os serviços na competição é a Pallas.

“Recebemos 28 passagens e acomodações que são feitas diretamente pela Pallas. Não pagamos nem participamos de nada”, contou o presidente do Vitória, Alexei Portela, que disputa a Série B.

Ou seja, os clubes não têm nenhum domínio sobre quanto é pago por suas viagens. Quem pode controlar isso é a Pallas e a CBF.

Após o pagamento das despesas de viagens, o dinheiro que sobra é distribuído para os clubes. Assim, cada um deles recebe R$ 180 mil de cota mensal -cerca de R$ 1,8 milhão por toda a competição.

“Acho que é pouco. A Série B tem crescido muito”, reclamou o presidente do Sport, Gustavo Dubeux. “Essa cota mensal não dá nem para pagar três jogadores.”

Clubes da Série A, como Flamengo e Corinthians, ganham até R$ 100 milhões.

– Derby Campineiro fora de Campinas por culpa da Violência?

Que a rivalidade entre as torcidas de Guarani e Ponte Preta é alta, não há dúvida. E que sempre sai briga, idem. Mas agora extrapolou: numa briga entre torcidas numa partida Sub-15 (isso mesmo, entre garotos), um torcedor campineiro morreu.

Se fazem isso em jogo da categoria infantil, imagine a multidão reunida no profissional?

Quantos foram presos?

Quem se responsabilizará pela morte?

Claro que entre os briguentos não há ninguém bem educado. É evidente que o sujeito que vai arranjar briga 1 hora e meia depois de uma partida, bom caráter não é. Mas nada justifica a morte de outrem.

Os dirigentes querem tirar o Derby de Campinas e levá-lo a outro estádio. Ou ainda fazer jogo com uma torcida só. A FPF, até agora, quer manter o jogo conforme a tabela. Nada disso é solução; apenas paliativos.

Para resolver o problema, cadeia aos brigões, povo mais educado e responsabilidade criminal às equipes, que são os grandes incentivadores das torcidas organizadas, que infelizmente acabam com a paz nos arredores dos estádios.

– Qual seria a Bombinha do Felipão?

Responda rápido: quem foi o culpado da última derrota do seu clube?

1) O técnico que escalou mal o time,

2) Os jogadores que não foram bem, ou,

3) O árbitro que ‘roubou’?

Digo isso pois nessa última semana tivemos episódios fantásticos de lamúrias no futebol. Em Ribeirão Preto, jogadores do Comercial culparam o árbitro Alessandro Darcie pelo empate nos acréscimos contra o Corinthians; Felipão, após vitória do Palmeiras, fez campanha para que Valdívia tivesse o mesmo “critério de preservação dos árbitros” destinado a Neymar. O Santos reclamou de pênalti sobre Luís Fabiano, e o São Paulo, adversário do time praiano que venceu, reclamou da expulsão de Rodrigo Caio.

Ganhando, empatando ou perdendo, sempre é mais fácil colocar a culpa no árbitro. E chama a atenção um alerta de Luís Felipe Scolari no último sábado: disse que revelaria à imprensa uma bombinha sobre a arbitragem.

Sinceramente, Felipão deve ter apelado quando sugestiona corrupção e justamente ele (que tanto reclama, maltrata e critica os árbitros) quer ser o denunciante, e de algo que ficou no ar sem explicação!

Terá credibilidade?

Dirigentes, treinadores e jogadores precisam ser mais cautelosos em acusar a arbitragem de tudo. Que a arbitragem erra, isso é lógico! Mas não é a culpada de todos os males do futebol brasileiro. Os reclamantes precisam ter consciência de que, se esse discurso anti-arbitragem é insistentemente martelado na cabeça de um torcedor mais fanático, desastres podem acontecer. E isso é real! Vide o exemplo do próprio Palmeiras nesse final de semana: o time B deve ter levado a sério as acusações de Felipão de que o time é perseguido e o jogo acabou na delegacia. Motivo: chiadeira com a arbitragem. Um time inteiro na Polícia e o árbitro acusado pelos atletas palmeirenses de dizer que era corinthiano (partida União Barbarense X Palmeiras B)!

Esse é o profissionalismo que tanto desejamos?

A matéria ganhou destaque no próprio site do Palmeiras, onde, parece, as reclamações do time A e do time B trabalham em sinergia!

Veja o artigo da página oficial da S.E. Palmeiras (extraído de: http://is.gd/WkoZvX), e diga: Felipão ameaçar “bombinha” e não dizer; site reclamar amadoristicamente; e chororô preventivo toda rodada, não são elementos vexatórios para uma equipe tão importante como o Palmeiras?

ARBITRAGEM PREJUDICA PALMEIRAS B E JOGO TERMINA NA DELEGACIA

O jogo entre Palmeiras B e União Barbarense, realizado na manhã de domingo (18), na cidade de Santa Barbára D’Oeste, válido pela décima sexta rodada do Campeonato Paulista foi marcado pela péssima e danosa atuação do trio de arbitragem que comandou a partida.

Leomar Oliveira Neves, árbitro do jogo, e seus auxiliares, Marcelo Zamian de Barros e Luiz Alberto Andrini Nogueira, tiveram um comportamento, no mínimo, tendencioso e conduziram a partida para que a mesma terminasse numa grande confusão.

Com intimidação constante aos atletas e comissão técnica palmeirense, o trio anotou a marcação de uma penalidade máxima inexistente e uma falta nos acréscimos indicada em local irregular em relação aonde a infração havia sido cometida. Ambas as jogadas foram capitais e originaram os gols da Barbarense. Além disso, o juiz da partida expulsou 5 atletas do Palmeiras B (Pegorari, Luiz Gustavo, Marcos Paulo, Marcos Vinícius e Thalles).

“O próprio juiz da partida disse que era torcedor do Corinthians para os nossos atletas e que estaríamos ferrados. Foi isso durante o jogo todo, segundo o relato dos atletas. Fomos claramente lesados nos nossos interesses pelo desequilíbrio de um árbitro despreparado e que agiu de má fé. Vamos protestar contra ele junto a Federação Paulista de Futebol”, disse Jair Jussio, diretor de futebol de base do Palmeiras. 

Para justificar o seu descontrole, o juiz da partida, Leomar Oliveira Neves, alegou que os atletas do Palmeiras B haviam lhe agredido e se dirigiu à delegacia de polícia da cidade para registrar um Boletim de Ocorrência. Após o exame de corpo de delito ao qual passou Leomar, a delegação palmeirense foi liberada e retornou para São Paulo.

– Análise da Arbitragem de São Paulo X Santos, Paulistão 2012, Morumbi

Um Sansão com lances discutíveis nesta tarde. O árbitro Marcelo Aparecido Ribeiro correu bastante, esteve sempre próximo aos lances e se posicionou bem. Manteve ótima interação com seus bandeiras e assistentes de meta. Em lances de interpretações/marcações, tecnicamente foi bem; Disciplinarmente, razoável.

Em especial, três situações polêmicas:

1 – Comecemos com o embate entre Rodrigo Caio X Neymar. No começo do jogo, o marcador fez falta boba em Neymar, que não era para advertência com cartão amarelo, mas sim verbal. No final do primeiro tempo, novamente Rodrigo Caio atinge Neymar, agora com muita força e por trás: lance típico para cartão amarelo, não aplicado! Aqui, o árbitro pecou no critério: se deu no primeiro lance, menos viril, por que não deu no seguinte? Na 3ª disputa de bola entre eles, Neymar busca receber a falta e consegue. Novo cartão amarelo para Rodrigo Caio, que consequentemente é expulso.

2- O pênalti marcado em Luís Fabiano: o atacante recebe a bola e dispara para o gol. Entra na área, adianta a bola em uma distância ainda possível de domínio e Rafael sai aplicando um carrinho, que não atinge o adversário nas pernas, mas onde o pé do Luís Fabiano, desequilibrado, bate em seu peito. O camisa 9 do São Paulo pula para não ser atingido. E este é o pênalti por “infração devido a ação temerária”, ou seja, cometer uma ação onde pode lesionar um adversário. Como a regra faculta “atingir ou não o adversário”, portanto, é pênalti. Imagine a situação: onde os pés de Rafael atingiriam caso o atacante não pulasse? Se o goleiro acerta as pernas, dependendo da força, poderia até ser vermelho (configurando infração por força excessiva). Faz-se necessário entender que os carrinhos devem exclusivamente atingir a bola, sem levar riscos ao adversário. E a Regra exige a punição, independente se o atleta receber o pontapé, pular, simular ou continuar. Não importa a consequência do lance, se marca o risco que um carrinho provoca, dentro ou fora da área.

3- O 3º Gol do São Paulo FC. Na minha opinião, em lance extremamente difícil: gol irregular. Veja o vídeo do gol aos 41m do 2º tempo e repare quando der 7,5 segundos da gravação (em: http://is.gd/sansao). Perceba o seguinte: Lucas recebe a bola em boa condição (Arouca dá condição no meio do campo, quando a bola é lançada ao sãopaulino que está na lateral). Ele avança e cruza para Cortês, em condição legal. A bola bate na trave e sobra para Lucas. É justamente nesse momento que surge o questionamento: Lucas estava à frente da linha da bola quando Cortês chuta. Portanto, só poderia jogar, caso pegasse um rebote, se existisse dois atletas adversários entre ele e a linha da bola nesse momento (para evitar a condição de impedimento classificada como “tirar proveito de estar em posição de impedimento”). E Lucas pega o rebote e ainda faz o gol! Responda: além do goleiro, o último zagueiro está na mesma linha do Lucas, atrás ou a frente? Considere que você não deve avaliar apenas os pés, mas a cabeça e o tronco, desconsiderando as mãos, já que não se pode jogar com elas sendo jogador de linha. Na imagem, fico na dúvida: Lucas não está, minimamente, à frente do último zagueiro?

Para mim, sim. Mas respeito outras considerações, já que não há uma câmera na linha da jogada.

Tire suas conclusões. Caso a equipe de arbitragem tenha errado, este é um erro aceitável pela velocidade da jogada, dificuldade do lance e tempo de jogo (já que todos estão mais cansados e suscetíveis a erro).

E você, o que achou do jogo? Deixe seu comentário:

 

 

– Sobre o Árbitro “Bêbado” em Batatais

As aspas são propositais. Sem querer defender ou acusar o árbitro José Roberto Marques, que ganhou notoriedade pelo episódio de que estaria bêbado às vésperas de um jogo no Paulistão A3 e que suas peripécias teriam afetado seu desempenho em campo, mas ficam algumas dúvidas:

1- O árbitro foi ouvido? Muitos o ironizaram, mas não ouvi nenhuma entrevista dele. Só do acusador.

2- Palavra de dirigente vale mais do que a do árbitro?

3- O que o relatório do observador da partida relatou sobre o árbitro?

4- Qual a palavra da entidade de classe (sindicato e cooperativa) que devem defender o árbitro até o fim?

Tomara que os dirigentes sindicais/cooperados lutem pelo árbitro, pois a FPF o puniu. Mas será que terá defesa? Quem são os que o pune, e quem são os que o defendem?

Hum… vale a pesquisa. Coitado do árbitro. Sem corporativismo, pois se errou, tem que haver punição e paciência. Mas as pessoas envolvidas no seu julgamento dentro das Federações / Entidades de Classe são quem?

– Santos FC e a Grama Sintética Peruana

Há coisas inexplicáveis na América do Sul. Na partida Cruz Azul X Corinthians, exemplos de selvageria com a ridícula cena de policiais com escudos para proteger um jogador que queria apenas cobrar um mero escanteio… e nada da Conmebol punir, como se tal fato fosse normal e aceitável.

Mas há outras aberrações. Ontem, na partida entre Juan Aurich X Santos, no estádio Elias Aguirre, a partida válida pela Libertadores da América foi disputada em um estádio de grama sintética NÃO AUTORIZADA PELA FIFA, mas que, por motivo desconhecido, houve permissão da Conmebol para a realização.

O jornal Lance esteve horas antes do jogo no estádio e verificou tal irregularidade, veja o link em: http://is.gd/VRErSV

Aquela arena foi certificada até o Mundial sub 17 em 2005, mas perdeu o selo FIFA por falta de manutenção/ adequação às novas normas. E, simplesmente, continuou a receber partidas de futebol. Hoje, a FIFA reconhece apenas 14 estádios na América do Sul para jogar na Grama Sintética. A regulação e os estádios estão no link da própria entidade, no seguinte endereço: http://is.gd/qLONcr

Cá entre nós: visivelmente a bola parecia uma bexiga! Voava, pulava, batia e não parava. Tipicamente um esporte que não era o futebol, algo como o Showball. Só faltava a mudança de regra… Na grama sintética autorizada, a bola não salta tanto e a grama não é tão rala, tampouco o piso duro. O gramado do estádio Juan Aurich, pela TV, lembrava os carpetes sintéticos de quadras de society, nada parecido como os gramados autorizados.

Àqueles que já tiveram a oportunidade de trabalhar em gramados sintéticos FIFA, perceberão que o futebol praticado se assemelha ao que conhecemos. Mas ainda há uma observação: tido por muitos como o “piso do futuro” nos estádios de futebol, ainda não vemos grandes estádios, como Wembley, San Ciro, Allianz Arena, Maracanã, Azteca, Monumental de Nunes ou outros importantes locais desejosos por tal grama. Será mesmo uma tendência ou apenas um lobby?

E você, o que pensa sobre os pisos sintéticos no futebol? Deixe seu comentário:

– Hulk cala a boca dos Racistas!

No último dia 03/03/2012, Hulk, atacante do Porto, sofreu com o racismo, no clássico luso Benfica 2 X 3 Porto.

Neste vídeo que rodou o mundo, um senhor calvo, de vermelho, torcedor do Benfica, imita um macaco quando o brasileiro domina a bola (dá para escutar o som provocativo). Mas não é que no mesmo instante o centroavante marca um golaço?

Olha só o lance: http://www.youtube.com/watch?v=czxBnU-7WcY

Que ironia do destino…

– A Mercantilização do Apito e o desprestígio aos árbitros locais

Algo novo, que ao mesmo tempo não deixa de ser velho: árbitros trocando de estado e levando seus escudos FIFA para as novas praças.

Calma, não estamos falando de fidelidade partidária, onde você perde o cargo por mudar de legenda. Então, vamos trocar algumas ideias sobre o tema?

Sandro Meira Ricci apitará por Pernambuco. Se no ano passado a luta era para um escudo FIFA ao Nordeste em 2012, situação prioritária para muitos, agora teremos 2 árbitros internacionais: Francisco Carlos do Nascimento (o Chicão de Alagoas) e Sandro Meira Ricci, que sai da Federação Brasiliense e vai para a Federação Pernambucana.

Antes de debatermos, algo importante: sem preconceito ao NE ou coisa que o valha, mas aqui o assunto será COMPETÊNCIA.

Em 2011, Francisco C do Nascimento não teve um bom ano na arbitragem. Está fresca na memória a recordação de atuações ruins (nada contra a pessoa do árbitro). Mesmo assim, galgou o objetivo maior, que era virar FIFA. Já a Federação de Pernambuco, costumeiramente recebe (e aceita) críticas dos clubes grandes. É público que lá a geladeira (o ato de tirar de escala o árbitro) é costumeira. Para resolver a situação, trouxeram Sandro Meira Ricci.

Tudo bem, o árbitro troca de estado sem problemas, pois, teoricamente, o escudo FIFA é dele, não do seu estado de origem. Mas fica uma dúvida: a troco de quê?

Sandro Meira Ricci deixou o DF pelos problemas políticos que ocorrem por lá, ou por convite para contribuir com o crescimento do futebol de PE? Se a resposta é a contribuição, surge outra pergunta: o fará por simpatia, por remuneração ou por compartilhar competência?

E, se for por remuneração, que mal haverá? Vivemos um período de mercantilização, negócios ou neoliberalismo das relações (lembrei os mais auspiciosos tempos de FHC), não importa o nome que você deseje chamar. O que não vale é negociata, ou seja, negociação suja, irregular, criminosa.

Se eu sou FIFA, e um estado me oferecer melhores condições de trabalho, qual é o problema? Ao menos, o estado contratante reconhece o árbitro como uma figura competente. Márcio Rezende de Freitas, Carlos Elias Pimentel, Oscar Roberto Godoy fizeram essa transferência para SC, anos atrás.

O problema passa a ser outro: e o prestígio aos árbitros locais?

Imagino que os árbitros pernambucanos devem estar chateados com tal situação; afinal, ao invés de investir nos árbitros natos de lá, “importa-se” um nome gabaritado. Quando alguma empresa não tem competência, contrata-se no mercado um executivo competente! Mas não seria melhor formar os competentes?

Fazer intercâmbios, trazer gente de fora para orientar ou reciclar, é algo saudável! Não desenvolver competências locais torna-se problemático.

Lembro-me do episódio em que o então presidente da Federação Paulista de Futebol, Eduardo José Farah, começou a trazer árbitros estrangeiros para o Paulistão. Na época, a seção “cartas à redação” do jornal “A Gazeta Esportiva” trazia um email de Edilson Pereira de Carvalho, fazendo inúmeras críticas a tal fato, dizendo que

enquanto descascamos o abacaxi, nas finais vem gente de fora para comer o filet mignón”.

Edilson, para não ser punido, jurou de pé junto que um gaiato usou o seu nome (eram tempos primórdios da Internet…). Anos mais tarde, durante uma pré-temporada da FPF, perguntei a ele sobre o episódio e ele me confirmou:

claro que fui eu; não é uma vergonha um estado como SP importar árbitro?

E aí fica a questão: tal prática (a de importar árbitros de nome de outros estados) é salutar ou não para a arbitragem local?

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– Fim de linha (ou de carreira?) para Adriano!

Escreveria sobre o Imperador e sua saída do Corinthians. Afinal, um atleta que recebeu mais de 4 milhões, dá de retorno 2 gols, poucas partidas disputadas e muita confusão, não poderia passar batido! Mas Luís Carlos Quartarollo, da Jovem Pan, me economizou tempo e escreveu exatamente o que eu queria dizer. Por isso, reproduzo abaixo, extraído do blog dele (http://is.gd/eS6Lox)

CORINTHIANS RESOLVE O PROBLEMA. ADRIANO ESTÁ FORA.

Deu a lógica. Numa segunda-feira cheia de notícias, eis que Adriano de novo é manchete negativa.

Foi demitido do Corinthians. Agora está liberado para farrear à vontade, para visitar a Comunidade que é o nome pomposo das favelas, poderá ficar na noite até a hora que quiser com quem bem quiser, poderá beber à vontade e ninguém mais vai cobrar nada.

Pode viver a sua vida e gasta-la como bem quiser.

Liberou geral. Boa sorte, Adriano. É a vida que você pediu a Deus.

E Ele que te ajude porque você vai precisar, e muito.

Isso é o que eu chamo de desperdício de talento.

Era para ser um dos melhores centro-avantes do futebol mundial e não quer ser.

Problema dele. Seja feita a sua vontade.

– Um Novo Modelo de Negócio entre Clubes Grandes e Pequenos de Futebol

No último sábado, o jornal Marca, em matéria de Sergio Fonti (10/03/2012, pg 23), trouxe uma matéria sobre o novo destaque da equipe do Barcelona: Cristian Tello.

O atleta foi para o Barça ainda criança, e o seu antigo clube, o nanico Can Rull Rómulo Tronchoni (já ouviram falar desse clube?) fez um contrato com cláusula inusitada: o valor a ser pago seria de 5.000 euro por gol marcado pela equipe catalã.

Na última 4ª feira, na vitória do Barcelona por 7X1 contra o Bayern Leverkusen, Messi marcou 5 gols; Tello marcou os outros 2 tentos e engordou em 10.000 euro a conta bancária do Can Rull Rómulo Tronchoni.

Para atacante, o negócio é bom. Mas como faz para acertar tal contrato no caso de um zagueiro?

– Habemus Fox Sports!

Já era tempo, não? A Oi TV, TVA e uma ou outra empresa que detinha o canal atingiam 20% dos assinantes brasileiros. Com o acordo com a Sky, o número aumenta para quase 60%!

O motivo pelo desejo é claro: a Libertadores da América, que só conseguíamos assistir “adaptadamente” no 47 – o canal FX, que é do mesmo grupo.

Extraído de: http://is.gd/5Xw6Mh

FOX ACERTA COM A SKY!

De acordo com a coluna Outro Canal, em breve a Sky deve anunciar a entrada do canal Fox Sports em seu line-up.

As negociações já se arrastam há três meses e inclusive chegou a ser cogitada a possibilidade de boicote. Mas parece que os dois grupos se acertaram e as conversas devem ser encerradas nos próximos dias.

O contrato ainda não foi assinado, mas executivos já comemoram o acordo. Operadora e programadora pretendem anunciar a novidade na feira internacional de esportes “Sportel Rio”, que acontece entre os dias 12 e 14 de março, no Rio de Janeiro.

Desde seu lançamento, no início de fevereiro, o Fox Sports vinha sofrendo para inserir o canal nas operadoras de TV por assinatura. Por enquanto, a emissora esportiva só consta em empresas menores, atingindo cerca de 20% dos mais de 13 milhões de assinantes.

Vale lembrar que o Fox Sports detém os direitos exclusivos da Copa Libertadores da América, e faz com que torcedores dos clubes brasileiros não possam acompanhar as partidas.

Agora com a entrada do canal na Sky, seu sinal passa a atingir cerca de 60% do mercado de TV paga no Brasil.

As negociações também abrangeram a renovação de contratos de vários canais da Fox com a Sky. O Fox Sports deve entrar no line-up da operadora já nos próximos dias.

Enquanto isso, a Net segue negociando a Fox.

– Ricardo Teixeira renunciou. Sentiu a pressão ou é tudo planejado?

O que parecia impossível há alguns anos aconteceu: Ricardo Teixeira, presidente há décadas da CBF, caiu! Ou melhor, renunciou ao mandato para, segundo sua nota, cuidar da saúde.

Faz tempo que a pressão governamental sobre ele acontecia. Sobre a pressão popular, nitidamente, se lixava. A questão é: ficou preocupado com a pressão governamental ou é um golpe muito bem planejado?

Aos mais otimistas, sem querer ser chato: não muda nada. Ou aquele que vive no meio do futebol acha que José Maria Marin é sangue novo?

Me recordo o que Teixeira à Revista Piauí: que ninguém faria nada com ele e que depois da Copa ‘curtiria’ a boa via (em outras palavras). E também me lembro o que disse Andrés Sanches: que o mandatário só cairia quando o Sargento Garcia prendesse o Zorro.

Simbolicamente, a saída de Ricardo Teixeira é ótima. Mas na prática, continua a mesma coisa. 

– Domingos e o “Tô de Olho em Você”. Pode?

No último sábado, o jogador do Guarani, Domingos, zagueiro com passagens por Santos e Portuguesa, reclamou de uma possível perseguição do árbitro José Cláudio Rocha na partida Corinthians X Guarani. Disse mais: que gostaria de sair do Brasil pois os árbitros não o deixam jogar!

Precisamos tomar cuidado em duas coisas para analisar se as reclamações procedem ou não:

1- o excesso de força de alguns lances de Domingos,

2- a preocupação dos árbitros em não deixar de puni-lo.

Domingos joga duro; não amolece em divididas; mostra virilidade ao extremo. Vez ou outra, faz por merecer expulsões. Mas precisamos tomar cuidado para, sabedores do histórico do zagueiro, não marcar infrações ou aplicar cartões injustos pré-condicionados pelo histórico e fama criada pelo atleta.

Imagine a seguinte situação: em lance duvidoso de pênalti, numa disputa de bola onde o atacante cai – se for Neymar, por tudo o que já simulou, o árbitro tende, na dúvida, a acreditar que se jogou. Mas se for Messi, que quase nunca cai, acreditará que o atleta sofreu a falta. Idem se fizermos a analogia a zagueiros com históricos diferentes> Miranda, extremamente técnico X Domingos, extremamente faltoso!

Assim é a interpretação do árbitro sobre Domingos: inconscientemente, o juiz já o vê como o “cara que é violento”. Problemas de excesso de rigor, de fato, podem acontecer, justamente pelos inúmeros lances já protagonizados pelo atleta – inclusive em treino!

Sobre a queixa de que o árbitro o perseguira quando supostamente disse: “estou de olho em você”: nada de anormal! Coisa comum no futebol. Quando um atleta faz por merecer uma advertência, entretanto a aplicação do rigor do cartão é questionada, o árbitro deve adverti-lo verbalmente para que mude o seu comportamento, a fim de não receber um cartão que poderia ser evitado. Quando o árbitro diz ao atleta que está atento (‘de olho’), serve de alerta para ele se cuidar e se preservar mais em campo. O jogador deveria agradecer ao árbitro de ser informado que na próxima será punido com cartão e de ter a oportunidade de evitar uma admoestação maior.

E você, o que pensa sobre Domingos? Um incompreendido ou chororô?

– Tatu-Bola 2014!

E o mascote da Copa, segundo a Veja (informação de Lauro Jardim), está definido: será o tatu-bola, animal fruto do lobby da Associação Caatinga, que venceu o Saci Pererê (que era a preferência do ministro Aldo Rebello), além da Onça Pintada e da Arara, que estavam concorrendo.

Sabe de uma coisa?

Gostei!

O tatuzinho que se disfarça como uma bola e está em extinção, pode trazer uma mensagem politicamente correta em tempos de preservação ambiental. Além de que o tatu-bola só existe na fauna brasileira.

Agora, a expectativa será para o nome da bola sucessora da Jabulani: Samba, Gorduchinha, ou qual outro?

– As Novas Denúncias de Entradas Irregulares na CBF

Novas denúncias de árbitros que entraram irregularmente no quadro da CBF. Agora, o site Apitonacional traz uma relação de árbitros cariocas que teriam entrado sem as condições exigidas no quadro nacional. Nomes e matéria podem ser acessados em:

http://www.apitonacional.com.br/noticias/formairregular.htm

Já escrevi sobre tal tema em outra oportunidade e repito: se passarmos um pente-fino, de repente, encontraremos um número absurdo de indicações indevidas.

Mas fica a questão debatida outrora no Blog do Bom Dia / Diário de São Paulo: As federações devem satisfação sobre a escolha de seus árbitros? Não são entidades de direito privado?

Dirigentes se merecem, pessoal…

O texto irônico, para quem não leu e que pode ser repetido neste episódio, está em:

http://www.redebomdia.com.br/blog/lista/109

Publico-o novamente abaixo, pois serve para essa oportunidade:

PATHRICE MAIA DENUNCIADO. SOMADO A SANDRO RICCI, QUE LIÇÕES TEMOS?

Dias atrás, o site Voz do Apito denunciou a entrada irregular de Sandro Meira Ricci ao quadro da CBF, pelo DF (comentamos em: http://is.gd/ricci). Agora, o site Apito Nacional traz outra suposta entrada irregular, dessa vez de Pathrice Maia, árbitro do RJ.

Se fizermos uma devassa nos processos de indicação das federações estaduais, provavelmente encontraremos outras! E se todos os casos forem confirmados, veremos que tal prática é um vício desassociado da meritocracia mas preso aos interesses de quem indicou e/ou quem aceita.

E o que a sociedade tem a ver com isso?

Vou ser bem sincero: nada.

Estranhou tal posição minha?

Claro, levemos em conta os seguintes fatores:

1-as federações de futebol são instituições privadas. Coronel Marinho, Jorge Rabelo, Sérgio Correa ou qualquer outro dirigente dessa categoria de organização, nada mais são do que empregados do “patrão”, que nesse caso, é o presidente, CEO, executivo-mor ou título que o valha. Por quê dar satisfação à população (ou aos próprios árbitros, já que nem empregados das federações eles são)?

2-em qualquer empresa comercial, o objetivo maior será a sua sobrevivência. E no mundo dos negócios, todas as agências de veículos vendem o melhor carro; todos os bancos têm o melhor atendimento; todas as lojas de móveis têm o sofá mais barato; e, nas federações, todos os árbitros indicados são os melhores. Na teoria, é isso, mesmo que na prática não seja.

3-os rankings de arbitragem procuram ser instrumentos de regulação, mas obscuros e ininteligíveis, acabam sendo subjetivos na sua pontuação (e alguns, pasmem, nem pontos têm!).

4-na era do futebol-business, mais vale o atacante nascido no society do empresário viajado, do que o ponta-de-lança banguela oriundo da várzea. Ambos podem fazer gol, mas a repercussão deles difere. Por quê na arbitragem seria diferente?

5-assim, como todos esperam que os escudos não sejam devolvidos e os árbitros que lá chegaram (por mérito ou não) sabem que precisam apitar muito bem para não serem questionados e lembrados sobre isso (embora, escudo se ganhe em campo e não na politicagem), por que a empresa privada não pode galgar alguém pela simpatia a outro, tempo de experiência, perspectiva ou simplesmente por querer arriscar um novo nome? Ela não deve satisfação aos outros, é privada!

Amigos, claro que tal artigo está carregado de ironias, embora em muitos momentos deixo nas entrelinhas reflexões que são duras realidades: as federações, se quiserem, acabam indicando quem elas desejarem. Se há meritocracia ou não, privilégio desregrado ou até mesmo desonestidade, fica a cargos das instituições representativas interessadas: as cooperativas, sindicatos e associações de defesa dos árbitros.

Tonto é o torcedor que vai ao estádio achando que os atletas do seu clube jogam por amor e não pelo salário. Tão tonto é o jovem árbitro que acredita que única e exclusivamente na carreira subirá pelos seus méritos, sem nunca ter recebido pressão. Tontos somos nós, que aqui escrevemos e acreditamos em mudar algo. Somos pequeninas pedrinhas, que momentaneamente irritam os dirigentes em suas sandálias; mas estes, suportados pelos donos de federações e confederações, logo se ajeitam.

Sandros, Pathrices, Ciclanos, Fulanos ou Beltranos (as). Não importa. Se competentes, fiquem com seus escudos. Se incompetentes, que saiam. E sobre como entraram? Os descontentes, reclamem aos seus representantes de classe. Ou eles não são independentes?

Que bom seria se as pedras diminutas citadas acima resolvessem se juntar… Formariam um pedregulho e tanto!

Aceitemos: as federações são empresas privadas, endinheiradas, movidas pela vaidade do poder e sem romantismo. Gostemos ou não, é o futebol de hoje. E o árbitro, diante de tudo isso, é apenas um elemento a margem nelas.

Não gostou? Então que tal, em caso de atual mesmice, virar uma pedrinha? Se muitas se juntarem…

– O Mico Adriano!

Adriano Imperador sempre esteve envolvido em escândalos e casos de indisciplina. O Corinthians insistiu na aposta. E, agora, nem treinador nem dirigentes sabem o que fazer com ele! Ganha muito, não entra em forma e não colabora nos treinos.

O que fazer?

Dizem que ele pode ir para o Flamengo. Já imaginaram um time com Ronaldinho Gaúcho, Vagner Love e Adriano Imperador?

Com respeito, mas a noite carioca será uma criança. Coitado do treinador Joel Santana!

– Chivas critica Simulação de pênalti do seu Atleta. Mudaremos o conceito?

Jorge Vergara é presidente e dono do Chivas Guadalajara, equipe tradicional e rica do futebol mexicano. E o executivo surpreendeu aos futebolistas locais por criticar a atitude do seu próprio atleta, Erick Torres, que simulou ter sofrido uma infração que resultou no pênalti decisivo à sua equipe (Chivas 2X1 Puebla). Disse Vergara:

Sou totalmente contra esse tipo de atitude, isso não é fair-play, não é correto. Não se deve ganhar um jogo de futebol fazendo trapaças, nem muito menos na vida nem no futebol

Na última semana, o 3º vídeo do Youtube mais assistido no mundo foi o de Lionel Messi, intitulado: Messi never dives (Messi nunca mergulha), mostrando lances em que o argentino apanha, sofre faltas, mas insiste em continuar a jogada e não cair.

Fico pensando se um dia nós, brasileiros, abandonaremos a estúpida ideia de levar vantagem em tudo, parando de promover a falta do espírito esportivo, onde lamentavelmente exaltamos culturalmente o malandro que prejudica alguém.

Seria utopia encarnar em Vergara os dirigentes tupiniquins? Andrés Sanches, ex-presidente do Corinthians; Eurico Miranda, do Vasco; ou qualquer outro cartola daqui: falariam e pregariam contra tais atitudes se cometidas por seus atletas?

Cabe ao árbitro a hercúlea missão em definir o que é realmente falta ou não. Infelizmente, os jogadores dificilmente colaboram, e quando saem do país, precisam mudar o comportamento, pois sucumbem às culturas locais para sobreviverem.

Mudança de comportamento dos jogadores? Utopia a ser esperada pelos árbitros de futebol?

– Pênalti de calcanhar: aconteceu, e o jogador foi punido!

Em um amistoso no Líbano, envolvendo a equipe local contra os Emirados Árabes, o atacante emir Awana Diab foi cobrar um pênalti para sua equipe: correu, virou e… cobrou de calcanhar! E fez o gol! (pelas regras do jogo, tudo bem; o lance é válido).

Porém, a ousadia custou caro: o executivo da Federação de Futebol dos EAU, Esmaeel Rashed, disse que o atleta será punido por desrespeitar o goleiro adversário.

Veja o curioso lance:

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=zzarGNw4Q0g

E para você: é desrespeito ou não? Deixe seu comentário:

– Palmeiras pode ter patrocínio de Bandana de site de Infidelidade. Pode jogar com ela?

Não há dúvidas que as bandanas (aquela fita de tecido para segurar o cabelo, que pode ser um mero enfeite) são permitidas no futebol. Desde, claro, não levem perigo a outros atletas e nem a si próprio (e se enquadrem na questão de não fazer publicidade comercial, mensagem religiosa ou política).

Abordamos isso pois a canadense Ashley Madison.com ofereceu um curioso patrocínio: 4 milhões de reais para que os atletas usem bandanas para a sua empresa, que é um site de infidelidade!

Talvez a empresa não tenha ciência de que só poderão fazer uso de tais bandanas em treino, pois durante a partida, não pode usar marca comercial.

O site prega “escapadinhas” entre seus usuários, e na bandana palmeirense estaria escrito:

A vida é curta. Curta um caso! Ashleymadison.com

E aí, inusitado ou não?

– A “Comovente” Declaração de Marco Polo Del Nero sobre Ricardo Teixeira

Em entrevista à ESPN Estadão, o presidente da FPF, Marco Polo Del Nero, declarou que José Maria Marin, que agora assume a vaga do licenciado Ricardo Teixeira, irá continuar a “administração vitoriosa” do dirigente. Veja:

A notícia da licença é natural. Já se tinha falado sobre isso muitas vezes. Não é nada de anormal. Não estipularam para mim o tempo de ausência

Lembremo-nos que Ricardo Teixeira, em julho/2011, à jornalista Daniela Pinheiro da Revista Piauí, disse ousadamente:

Em 2014, posso fazer a maldade que for. A maldade mais elástica, mais impensável, mais maquiavélica. Não dar credencial, proibir acesso, mudar horário de jogo. E sabe o que vai acontecer? Nada. Sabe por quê? Porque eu saio em 2015. E aí, acabou.

E aí, nesse momento em que possivelmente Ricardo Teixeira pode estar saindo de fato da CBF, você concorda com a avaliação de Marco Polo: a gestão de Teixeira foi vitoriosa? Ainda: deixará saudades?

Deixe seu comentário:

– E se Balotelli morasse no Brasil?

Que o jogador Mario Balotelli é meio doido, todos nós sabemos. Entretanto, as coisas estapafúrdias que faz se tornaram rotina; tanto que até uma “simples ida aos pubs” na véspera de jogo não chama tanto a atenção.

Agora, novamente uma multa: justamente por ir a uma casa de striptease na véspera de um jogo.

(Em tempo: de nada adiantou Balotelli jogar nessa 5ª feira, contra o Sporting de Lisboa, pois seu time perdeu na partida de ida pela Liga Europa por 1 X 0, com gol de Xandão, ex-SPFC, de calcanhar!)

Extraído de: http://esporte.uol.com.br/ultimas-noticias/efe/2012/03/07/manchester-city-multa-balotelli-por-ida-a-boate-de-striptease-antes-de-jogo.htm

MANCHESTER CITY MULTA BALOTELLI POR IDA A BOATE DE STRIPTEASE ANTES DE JOGO

O Manchester City multou nesta quarta-feira o atacante italiano Mario Balotelli com o salário de uma semana, cerca de 144 mil euros, por estar em um clube de striptease antes de uma partida, segundo o treinador do clube, Roberto Mancini.

Balotelli, que se envolveu em vários escândalos desde que chegou ao clube inglês em 2010, foi visto na madrugada de sexta-feira, deixando um clube noturno em Liverpool, sendo que no dia seguinte sua equipe receberia o Bolton pelo Campeonato Inglês.

Apesar do incidente, o jogador italiano foi titular no lugar do argentino Sergio Agüero e contribuiu para a vitória por 2 a 0 de sua equipe, marcando o segundo gol dos ‘Citizens’.

“Falei com Mario e lhe dei uma multa de uma semana de salário pelo que fez. É uma medida normal porque qualquer jogador deve ter um bom comportamento antes de um jogo”, declarou Mancini.

O atacante, que na terça-feira reconheceu seu erro e se desculpou publicamente por seu comportamento, aceitou a punição, disse Mancini.

Balotelli, que soma dez gols em 24 jogos nesta temporada, protagonizou polêmicas tanto por suas aventuras fora dos gramados, como dentro das quatro linhas atuando pelo City, que o contratou por 28 milhões de euros.

Esta é a segunda vez ao longo desta temporada que Balotelli é punido por uma saída noturna antes de uma partida, embora sua carreira esteja marcada por outras ações controversas, como incendiar acidentalmente sua própria casa após lançar fogos de artifício no banheiro e pisar na cabeça de um rival.

Além disso, na última terça-feira, o atacante italiano foi expulso de um shopping por não querer tirar o capuz que cobria sua cabeça, como haviam pedido os agentes de segurança do estabelecimento.

– Messi: o Craque Incontestável

Messi está dando show nesse momento na Liga dos Campeões. Será que ele vai passar Maradona?

Quando ele tiver 30 anos, dá para comparar… E será que ao fim da carreira, Messi poderá ultrapassar Pelé?

Comparações com atletas de outras épocas é complicado. Eles não tiveram a mídia que existe hoje para divulgar suas jogadas maravilhosas.

Claro, isso não tira o mérito de Lionel Messi.

(lembremo-nos: Ronaldo Fenômeno foi comparado ao Pelé com 23 anos; Ronaldinho Gaúcho idem, com 25 anos. Mas ao final da carreira inteira, ambos ficaram atrás de Maradona).