– A Ilusão do Regulamento Paulista da Arbitragem de Futebol divulgado nesta semana!

A FPF divulgou nesta semana o Regulamento da Arbitragem 2012. E, novamente, desagrada.

Quando você quer complicar algo, você normatiza em excesso, engessa, burocratiza e cria inúmeros artigos e parágrafos cheios de detalhes e escapes. Claro, feitos para que qualquer tipo de ação seja justificada por algum ponto ali citado no emaranhado de detalhes. E esse novo regulamento (como gostam de alterar regulamentos!) justamente parece isso: um composto de pontos de discussão que não leva ao árbitro mais otimista a ter crédito no cumprimento dele.

Desde que surgiu o Ranking da Arbitragem, com categoria Ouro, Prata e Bronze, a descrença sobre o ideal funcionamento dele foi ano a ano aumentando, até se tornar motivo de chacota entre os próprios árbitros. Agora, surgem as novas subcategorias: Especial, 1,2,3,4 e 5. E todas com subjetividade: a Especial terá de “10 a 20 árbitros”. Ué, por quê não determinar a quantidade exata? Assim, virará coração de mãe: sempre vai dar para encaixar mais um na lista quando precisar…

A categoria 1 será a de árbitros da primeira divisão, mas que não apitará clássicos e jogos de maior apelo (estes, só para os Especiais). São os árbitros de times pequenos?

Como ex-árbitro e apreciador do assunto, não tenho dúvidas em emitir a minha opinião democrática e respeitosa: não gostei do novo regulamento, e entendo que mais uma vez toda a patavina dita pelos dirigentes dos árbitros é demagógica, pois, no fundo, nem os próprios árbitros acreditam na subjetividade travestida de objetividade do conjunto de normas. E, se tudo fosse claro, porquê não divulgar a pontuação semanal dos árbitros no ranking, já que esses pontos existem e nunca ninguém sabe e ninguém viu?

Se transparente fosse, teríamos as categorias e posicionamento do ranking divulgados antes do início do Paulistão. Ora, estamos em fevereiro, o regulamento foi divulgado dia 06 e POR MAIS INCRÍVEL QUE POSSA SER, não tem ranking 2012, apenas regulamento com validade retroativa!

Bagunça total…

Para o sorteio de logo mais a tarde, para o clássico entre São Paulo X Corinthians, escolha-se um dos 10 ou 20 árbitros especiais cujos nomes não foram divulgados (quer mais subjetivo que isso? Quantos árbitros estão habilitados, hoje, como especiais? Oficialmente, de 10 a 20, não revelados). O problema é que os árbitros categoria 1, da A1, não poderão ir para o sorteio. Então, como antes se dizia que “nem todo Ouro é Ouro”, nem todo “categoria 1 é categoria 1…”

Onde está Sindicato ou Cooperativa dos Árbitros para defendê-los? Só falta manifestarem-se a favor de tal regulamento!

– A Ilusão dos Estaduais que nada valem como parâmetro aos grandes

O Vasco da Gama tem 100% de aproveitamento no Campeonato Carioca. Mas na primeira partida da Libertadores da América, perdeu em casa para o Nacional do Uruguai.

Os grandes paulistas São Paulo, Palmeiras e Corinthians se revezam na ponta do Estadual, definitiva ou provisoriamente. Doce ilusão?

Cada vez mais, vemos que os regionais não servem para parâmetro. A cada ano, o Brasileirão fica mais empolgante e os Campeonatos Estaduais servem apenas para os times pequenos. É inegável que a fórmula de disputa de 3 meses é ruim para clubes de grande torcida, que poderiam se dedicar a excursões ou campeonatos continentais, e péssima para os clubes menores, pois, para alguns, o ano só tem a disputa do Regional.

Profissionalismo?

A quem interessa realizar uma partida profissional as 17h em plena quinta-feira? Paulista X São Caetano jogarão hoje no Jayme Cintra nesse inusitado horário e dia, a R$ 30,00 o ingresso mais barato, num estádio de difícil acesso para quem conhece o trânsito da cidade de Jundiaí no horário de pico. Chegar ao Jardim Pacaembu nesse horário é uma aventura!

Por quê insistirmos em método deficitário de campeonato?

– Por que o árbitro tem que ser Mudo?

Aqui em São Paulo, nos dois últimos jogos envolvendo o Corinthians, dois lances polêmicos, onde os árbitros foram espancados moralmente num primeiro momento à exaustão e tiveram que se calar por força das autoridades da arbitragem! Mas os árbitros estavam corretos, e ainda assim são impedidos de falar.

A CBF e as Federações Estaduais orientam por suas comissões que seus árbitros não falem sobre lances técnicos. Marcelo Rogério apitou Corinthians X Linense, anulando um gol do visitante em lance preciso e detalhado, quase invisível aos olhos da TV mas certeiro à vista do árbitro (em: http://is.gd/qP2lWd). Leonardo Ferreira Lima apitou Corinthians X Bragantino, com o assistente Fábio Luiz Freire, e confirmaram um gol da equipe visitante de dificílima mas correta interpretação de impedimento passivo (em: http://is.gd/pS8h7J ).

Ambos acertaram seus lances.

Ambos lances eram de difícil interpretação das regras pelo torcedor comum e por alguns jornalistas.

Ambos foram taxados de desonestos.

Ambos tiveram que se calar.

Não deveríamos ter a permissão para que o árbitro, CASO QUEIRA, vir a público explicar a sua marcação? O silêncio imposto aos árbitros leva ao mais desavisado a crer que o apitador seja arrogante e antipático. E nada disso é verdade! O coitado do árbitro, até quando está certo e prima pela virtude de cumprir a obrigação em lance difícil, ao invés do elogio, acaba sendo crucificado. Tudo por culpa do medo das Comissões de Árbitros de que os homens de preto falem coisas que elas não queiram.

está na hora de mudarmos esse conceito. De pensarmos numa mini-coletiva, ou pronunciamento para explicações técnicas pós-jogos, caso o árbitro tenha desejo de fazê-lo. Isso se chama Transparência e Direito de Resposta, valores imprescindíveis à democracia.

Pena que os dirigentes do apito não comunguem de tal idéia. Mas os árbitros estão se manifestando a favor dela?

Vale a reflexão!

– Entendendo o Polêmico Impedimento Passivo de Corinthians X Bragantino

Leonardo Ferreira Lima teve trabalho no jogo do Pacaembú nesta tarde. Difícil arbitragem com excepcional participação do assistente Fábio Luís Freire no gol do Bragantino.

Um lance típico de Escola de Arbitragem: Romarinho cobra falta para o Massa Bruta, André Astorga tenta interceptá-la e não consegue; tenta utilizar a mão e não tem sucesso; e ainda por cima está em posição de impedimento! Na sequência, o goleiro do Timão faz a defesa e no rebote o Bragantino faz o seu gol.

A equipe de arbitragem errou ou acertou?

Entendam como funciona a avaliação de tal lance:

A mais difícil das Regras do Jogo para o torcedor é a Regra 11- o Impedimento. Muitos a conhecem superficialmente, mas poucos conhecem os detalhes (e muitas vezes, o próprio árbitro se inclui aqui). Ela se resume em:

“O jogador estará impedido se estiver mais próximo da linha da meta adversária exceto se tiver 2 ou mais atletas entre eles ou em mesma linha- não valendo impedimento para lances de escanteio, arremesso lateral, tiro de meta ou quando o jogador é lançado de seu próprio campo.”

Ele estará em impedimento ativo quando:

1-    Interferir ativamente no lance (tocando na bola);

2-    Interferir contra um adversário (obstruindo um goleiro ou um zagueiro);

3-    Interferir por tirar proveito da sua posição (aproveitando um rebote, por exemplo).”

Em qualquer outra situação, ele estará em posição de impedimento passivo, ou seja, quando não interfere no jogo ativo, e a partida não deve ser paralisada.

Neste domingo, André Astorga estava em impedimento passivo, pois não toca a bola (situação 1), mesmo correndo em direção a ela; não interfere contra ninguém (situação 2), pois não atrapalha nem zagueiro, nem goleiro do Corinthians; além de não tirar proveito da sua posição (situação 3), já que seu posicionamento é irrelevante na conclusão do gol. Acertou a arbitragem.

Importante- Sobre os dois pênaltis reclamados pelo Corinthians:

No primeiro tempo, Castán invade a área, a bola é dividida e por força da jogada há contato físico, desequilibrando. Em seguida, há o toque, e nesse momento o atleta reclama pênalti. Não foi, acertou o árbitro, pois ele já estava em queda, apesar de ser calçado.

No segundo tempo, Paulinho faz bela jogada e ao bater para o gol, o atleta do Bragantino Guilherme leva a mão à bola. Jogada rápida, mão deliberada e pênalti. Errou o árbitro.

Nota:

Parabéns aos jogadores do Vasco da Gama, líder do Campeonato Carioca mesmo com os salários atrasados.

Parabéns à diretoria, comissão técnica e jogadores do Paulista de Jundiaí, líder do Campeonato Paulista mesmo com recursos minguados e de disparates valores se comparados com os grandes clubes da capital, os quais teoricamente tem mais recursos técnicos e financeiros.

– Senador quer Exclusividade em Termos Referenciais à Seleção Brasileira

O senador Valdir Raupp (PMDB) deve achar que não temos problemas no país. Ele quer propor uma lei de exclusividade para a CBF no uso dos termos “Seleção Canarinho”, “Seleção”, entre outras!

Assim, só a CBF de Ricardo Teixeira poderia usá-los sem custo. Até nisso querem ganhar dinheiro… Vergonhoso. Em Brasília, não há o que fazer?

A quem interessa tal Lei?

– Um Constrangido que disse a Verdade, e um Jornalista que Constrange

Uma verdade dita pelo demitido Luxemburgo:

A regalia que um atleta de alto nível tem que ter é o salário que ele ganha. As obrigações são as mesmas que qualquer profissional tem que ter.”

Gostei, disse o correto. Melhorou seu conceito como filósofo e analista. Se usar isso como treinador, somado a sua habilidade estrategista, terá mais sucesso do que já teve, pois, afinal, parece que as atividades paralelas que exercia atualmente o atrapalhavam ética e desportivamente.

Outra coisa: como a demissão de Wanderley Luxemburgo repercutiu para alguns! O Neto, da Band, hoje atingiu seu ápice! Teve chilique, babou, espumou… O que ele tem de tão precioso íntimo com o Luxa para esbravejar tanto?

Será que se o Mário Gobbi perder as eleições no Corinthians agirá assim também?

Parece que bem provável…

Dessas coisas tenho nojo. Jornalismo tem quer sério, sem sensacionalismo ou rabo preso. Neto não parece jornalista. Como camisa 10, foi craque. Na imprensa, verdadeiro cabeça de bagre.

– R$ 230,00 / Camisa. E é Popular?

Hoje, a Nike lançou a nova camisa da Seleção Brasileira. Preço: Módicos 230,00 reais, e é chamada de popular!

Nem a Seleção é popular, nem a camisa e nem o carisma. Faz tempo que o Escrete Canarinho deixou de ser do povo e representa-lo!

– O caso Braguetto & Corinthians: árbitro pode ou não ter relação comercial com clube?

Ontem, na matéria de Daniel Lian, o árbitro da FPF e da CBF Rodrigo Braguetto declarou que sua empresa de arbitragem prestou serviços ao Corinthians no último final de semana. Sua entrevista está disponível no link http://is.gd/arbitro.

A questão discutida ficou sendo: o árbitro de futebol pode ter relação comercial com um clube, cujo time pode estar envolvido nas competições que apita? É legal? É moral? Há alguma consideração contrária?

Vamos lá: no exercício da arbitragem de futebol, o indivíduo se torna um verdadeiro sacerdote na função- tem regramentos exclusivos, necessidade de se policiar e cuidados extremados que talvez nenhum outro elemento envolvido no futebol tenha que ter.

O árbitro não deve apenas ser honesto; deve parecer ser honesto! Como ficarão as explicações para os demais envolvidos no futebol sobre a relação comercial entre árbitro e clube (aqui, independe se é Braguetto e Corinthians, mas poderia ser qualquer outro árbitro e qualquer outro clube)? Torcedor enfurecido não quer saber se a ação comercial foi profissional e independente, ele mistura a coisa. E não adianta fazer vistas grossas, pois a repercussão sempre é grande. Sendo assim, para quê o desgaste?

Imaginem 2 jogos envolvendo Corinthians X Palmeiras:

1) na semifinal do último campeonato paulista, Paulo César de Oliveira foi criticado por sua atuação, mesmo fazendo uma grande arbitragem em jogo difícil. A expulsão de Scolari é lembrada até hoje. E se o árbitro fosse Braguetto? Infelizmente, alegariam que o vínculo da sua empresa de arbitragem teria influência na sua atuação.

2) no último jogo entre ambos, pelo Campeonato Brasileiro: Seneme expulsou Valdívia em lance sobre Jorge Henrique. E se tivesse sido Braguetto?

Diante de tudo isso, não há como negar que é um desgaste impreciso. Concordo que o árbitro é um prestador de serviços autônomo, que não tem sua atividade reconhecida profissionalmente, que não é considerado funcionário da Federação Paulista de Futebol, e, por isso, todo trabalho honesto realizado fora dos campeonatos oficiais não deva ser contestado. Mas dentro da sua atividade, moral e eticamente, muitos cuidados devem ser tomados. E se manter longe de vínculos mais próximos com os clubes se faz necessário.

Lembro fato semelhante ocorrido anos anteriores, já na gestão da atual Comissão de Árbitros: o árbitro Anselmo da Costa foi contratado pelo Instituto Wanderley Luxemburgo para lecionar aulas de arbitragem em seus cursos. O Cel Marinho, presidente da CEAF-SP, não escalou mais o árbitro em partidas nas quais o treinador estivesse envolvido, como que se rotulasse Anselmo a um subordinado de Luxemburgo, mesmo como árbitro.

E agora, nesse episódio?

Se escalar Braguetto em jogos do Corinthians, terá sido uma decisão contraditória à tomada no episódio Anselmo.

Se não escalar, acaba aceitando o argumento que o árbitro está envolvido com o clube e impedido de atuar em jogos da equipe.

Um problema a mais para a Comissão de Árbitros. Nessa próxima rodada, na qual alguns árbitros TOPs enfim estrearão (terá sido pelo excesso de reclamações das primeiras rodadas?), mais um assunto para ser discutido…

Um detalhe: Braguetto afirmou na entrevista que se isso for um problema, se aposentará.

E você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

– E o Luxa caiu!

Futebol é inconfiável.

Ontem, Patrícia Amorim disse que Luxemburgo não seria demitido de jeito algum.

Hoje demitiu.

Luxemburgo receberá 4 milhões de reais da multa rescisória! Michel Levy, diretor do clube, disse que isso não é problema, pois “já estão levantando fundos”.

Parece gozação… Rasga-se dinheiro de todo jeito!

– Arbitragem & Homossexualismo: a Crítica do Dirigente

(…) um dos primeiros requisitos que se tem para chegar às altas esferas da arbitragem colombiana é ser homossexual, e isso sim me parece muito grave”.

Veja que maluquice: Álvaro Gonzales Alzate, presidente da Liga que congrega as equipes fora da primeira divisão colombiana (Difútbol), declarou que a arbitragem colombiana pratica um péssimo exemplo ao país: além da promoção / preferência de árbitros gays na 1ª Divisão, incentiva o comportamento homossexual dos jovens na Colômbia!

À Rádio Caracol, o dirigente lembrou ainda que não só no futebol, mas em toda a sociedade, as pessoas fazem o que for para conseguir ascensão na carreira, e, em particular na arbitragem, tal evento vem acontecendo.

Extraído de: http://www.vozdoapito.com.br/homofobia_na_colombia.php

HOMOFOBIA COLOMBIANA

O presidente da Divisão Amadora do Futebol Colombiano (Difútbol), Álvaro González Alzate, insinuou nesta terça-feira que, para ser árbitro na primeira divisão do país, é requisito ser homossexual, numa alusão ao processo por assédio sexual contra Óscar Ruiz.

Para ele, o problema maior de restringir o quadro de árbitros a homossexuais não é fechar as portas para heterossexuais, e sim influenciar os mais jovens a adotarem a mesma opção sexual, algo que o dirigente considerou ser uma doença.

‘Há um mal-estar muito grande entre um bom número de árbitros do país por conta desse tema, porque ninguém apresenta provas e tampouco se atrevem a falar. Mas se comenta que um dos primeiros requisitos que se tem para chegar às altas esferas da arbitragem colombiana é ser homossexual, e isso sim me parece muito grave’, declarou Alzate à emissora de rádio local ‘RCN’.

‘A mim, pessoalmente, o assunto tem preocupado muito, porque estamos há muitos anos administrando seres humanos e aprendemos mais ou menos a conhecer um pouco o que é a essência da vida humana. Por isso, posso dizer que não há nada com maior possibilidade de se contagiar, não há doença, se é que podemos chamar assim, com todo o respeito a quem a sofra, que a homossexualidade’, acrescentou.

O presidente da Difútbol disse que muitas pessoas fazem o que for necessário para fazer parte de uma equipe ou para ter uma camisa.

‘Infelizmente, muitas pessoas, jovens e inclusive menores de idade, fazem o que quer que for para terem uma oportunidade, terem uma bola, uma carteira de um clube profissional ou para estarem em divisões de base. E na arbitragem há algum tempo está acontecendo algo parecido, pois, segundo os rumores que escutamos diariamente, quem não atender as preferências de personagens da arbitragem colombiana, não chega longe’, disparou.

Alzate acredita que o assunto merece maior atenção da Federação Colombiana de Futebol (Colfútbol).

‘No meio esportivo, os dirigentes não remedeiam isso. Se não prestarmos atenção, não revisarmos a situação e promovermos uma reestruturação total do manejo logístico da arbitragem nacional, vamos terminar muito mal’, comentou o presidente da Difútbol.

‘Acho que existe uma anarquia total na arbitragem colombiana, porque foram criados muitos colégios arbitrais os quais a federação leva em conta para partidas em nível profissional, sem nenhum controle’, completou.

O dirigente opinou ainda que a Colômbia há alguns anos estava em terceiro lugar em arbitragem na América do Sul, atrás apenas de Argentina e Brasil, mas que isso mudou nos últimos tempos.

‘Hoje não estamos nem sequer no décimo lugar, resultado da distração da federação em relação à arbitragem’, finalizou. EFE

– O Globalizado e líder Paulista de Jundiaí!

O nosso glorioso Galo da Terra da Uva, o Paulista, está com tudo nesse começo de ano. Com 3 vitórias e um empate no Paulistão (sendo 100% de aproveitamento fora de casa), está nos noticiários estaduais como a grata surpresa do campeonato.

Um dos fatores para o bom começo? Sem dúvida, o envolvimento das forças vivas da cidade!

Sempre que a sociedade jundiaiense se uniu, o clube teve bons e significativos resultados. Parabéns ao presidente Djair Boccanela, por, mesmo em meio as dificuldades financeiras (não é fácil assumir o time num falido futebol do interior paulista em fase de recesso), conseguir fazer o time vencer a Copa Paulista, classificando-se para a Copa do Brasil e adquirir gordura nas rodadas iniciais do Estadual.

Claro que as dificuldades são muitas: marcar uma partida no Jaime Cintra no domingo à noite, é algo ingrato para o Tricolor Jundiaiense. Se às 17h, evidentemente o público seria maior (e se o time do Santos fosse o titular, idem). O que falar então da rodada em que a FPF marcou, em dia útil de trabalho, jogos à tarde? Como ter renda, se a Federação não colabora?

Dentro de campo, o Galo vem fazendo jus à política dos últimos anos: dar oportunidade a técnicos emergentes- Giba (Campeão da Copa SP e de acessos no time profissional), Zetti (vice-campeão paulista de 2004), Vágner Mancini (campeão da Copa do Brasil 2005), Wagner Alves (Para quem não lembra, o nipo-brasileiro que disputou uma Copa do Mundo com a Seleção Japonesa), e agora, Sérgio Baresi.

O time é composto de atletas das categorias de base do próprio clube, além de jovens que estouraram a idade nos grandes clubes e jogadores baratos repatriados do exterior.

Mas uma curiosidade: depois de testar o chinês Bing Chang Bao (aliás, e o chinês ZiZou, do Corinthians, quando jogará?) continua aguardando o visto de trabalho do iraniano Salar Tehrani, jovem atleta estrangeiro que rendeu uma matéria na TV Lance: http://www.youtube.com/watch?v=dyVZImjc3eU

A pergunta é: teremos fôlego para mais rodadas? Difícil responder. A torcida é para que sim; ao menos, por enquanto, tudo está dando certo. E que a Prefeitura Municipal possa ajudar na logística dos torcedores para os próximos jogos, principalmente para o deprimente horário das 22h durante a semana.

– Idiotas das Arquibancadas

Mais de 70 mortos no Egito por briga entre torcedores numa partida de Futebol.

Mais de 200 feridos.

Mais de 1500 envolvidos.

Fanático não é mesmo um grande imbecil? Brigar por… futebol? TIRAR A VIDA POR TAMANHA ASNEIRA?

Como o dom da vida vale muito pouco para alguns… uma pena.

– Uma Imagem e Uma Análise: o Gol Anulado de Corinthians X Linense visto por um Ângulo Alternativo.

Sempre procuramos tomar cuidados com os pontos de vista diversos nas análises de futebol. Quando da análise do lance polêmico (gol anulado) em Corinthians X Linense, ponderamos várias hipóteses do acontecido (em: http://is.gd/juizpudessefalar), procurando entender motivos de erro e de acerto. E parece que uma delas (imagem não flagrada de lance faltoso antes da cabeçada, mas durante a trajetória da bola), se embasa na foto abaixo:

 

A imagem é clara. Um clic foi mais certeiro no flagra do que uma imagem mal dirigida da emissora de TV. Por mais que costumemos contestar que a imagem é fria e não dá para retratar a dinâmica do jogo, o braço do atleta Fabão se apoiando no ombro de Danilo, deste ângulo fotografado, é claríssimo! Além, do que, não há um vídeo por detrás do gol para analisarmos.

Essa foto é preciosíssima para entendermos como as críticas curtas, grossas e incisivas são proporcionalmente injustas, incoerentes e radicais! Há sempre de se analisar, e, claro, se entender como erro, não misturar equívoco com a honestidade do árbitro. Mas isso é tarefa cumprida por poucos jornalistas… Infelizmente!

Confesso que não tenho o nome do fotógrafo. Alguém sabe de quem é o crédito?

Abaixo, compartilho um caso igual de “ilusão de ótica coletiva”. Lembram-se quando Carlos Eugênio Simon não deu um suposto pênalti claro para o Flamengo e foi condenado, ficando até na geladeira? Naquela oportunidade, uma câmera da ESPN mostrou que o único quem estava certo era o árbitro…

Extraído de 27/08/2008, do Blog do Professor Rafael Porcari (http://is.gd/INJUSTICA)

A CÂMERA REVELADORA DE CRUZEIRO x FLAMENGO

Lembram que, na Copa de 98 na França, em uma transmissão com 20 câmeras de TV, no jogo Brasil X Noruega, um árbitro americano marcou um suposto pênalti cometido pelo Júnior Baiano, e o mundo o criticou? Após dois dias, uma imagem de uma câmera suiça “perdida” no estádio tinha o exato momento em que o zagueiro brasileiro praticava infantilmente a infração dentro da área. Ninguém pediu desculpa ao juizão, que acertara na ocasião.

No último domingo, o Flamengo reclamou veementemente contra Carlos Eugênio Simon, em um lance que pelas imagens da Globo e Bandeirantes era claríssimo pênalti a favor do Mengão (o atacante era Tardelli). Como um árbitro do nível do Simon deixara de marcar? O Flamengo reclamou, esperneou, brigou e disse ter mandado uma fita à FIFA para vetá-lo na Copa de 2010 na África do Sul !

E não é que o Simon acertou o lance? Ontem, no Sportscenter da ESPN Brasil, uma despretenciosa câmera flagrou perfeitamente que o atacante Diego Tardeli PISA BISONHAMENTE NA BOLA, e não é tocado por ninguém do Cruzeiro!

Àqueles que acompanharam a polêmica vão rir do lance. É uma verdaderia trapalhada do Diego Tardelli.

E como fica o Flamengo? Vai mandar uma outra fita à FIFA recomendando o Simon para a Copa? E os “comentaristas de arbitragem” que detonaram o árbitro gaúcho?

O lance já está no YouTube. Veja: http://br.youtube.com/watch?v=FC3nomUzmZI

O ACERTO DE MARCELO ROGÉRIO EM CORINTHIANS x LINENSE

Primeiro, execra-se um árbitro em horário nobre.

Depois, cria-se a teoria da conspiração.

Trata-o, absurdamente, como bandido!

E ensurdecem-se à voz dos mais ponderados, que entendem as dificuldades existentes em apitar um jogo de futebol.

Poucos respeitam o erro humano do árbitro.

Muito poucos sabem criticar respeitosamente.

Pouquíssimos sabem pedir desculpas.

Afinal, alguns programas televisivos criam verdadeiras redes de compartilhamento sobre histórias de “apito amigo” e desonestidade dos árbitros, que faz com que a audiência aumente.

Na Copa do Mundo da França, Galvão Bueno bradava contra um árbitro americano que marcou um pênalti inexistente na partida Brasil X Noruega. Uma câmera da TV da Suíça, dois dias depois, do outro lado do estádio, mostrou que o árbitro havia acertado.

Tempos atrás, o mundo flamenguista sentenciou o árbitro Simon por não dar pênalti sobre Diego Tardelli, contra o Cruzeiro. Três dias depois, a ESPN achava uma imagem onde Tardelli, literalmente, pisava sozinho na bola e caía (Simon houvera inclusive sido colocado na temida “geladeira”).

No último domingo, Marcelo Rogério foi pivô de mais um “causo” destes: quantas câmeras da Sportv flagravam Fabão e Danilo durante a trajetória da bola, após a cobrança do escanteio?

Nem precisa responder: a imagem atrás do gol de Júlio César diz tudo. Um detalhe que muda o julgamento de muitos!

Em: http://pergunteaoarbitro.blog.terra.com.br/2012/02/01/torcedores-pedem-desculpas/

– Inadimplência e Descaso no Pagamento de Taxas de Arbitragem na CBF

Se um árbitro for caloteiro, não apita por estar com o nome negativo no SPC ou Serasa (em campeonatos estaduais ou nacional). Mas e se o árbitro levar calote?

As associações de defesa do árbitro devem dar a vida pelos seus associados. Na luta pelos direitos de quem pertence a um sindicato, cooperativa ou associação, sempre a mesma deve se esforçar contra aqueles que prejudicam um árbitro, seja ele qual for.

Me custa a crer que árbitros que deixam o quadro nacional ou a carreira, SEM RECEBER TAXAS, deixam de ter apoio destas! Ué, não trabalharam vinculados a ela?

Um caso que me assombra justamente pelo… descaso: Em 31 de Julho de 2010 (1 ano e meio atrás), Brasília X Araguaína jogaram pela Série D do Campeonato Brasileiro. Um trio paulista apitou o jogo, formado por Robério Pereira Pires (bom árbitro que apitou as duas primeiras rodadas iniciais do Paulistão, mas sacado do quadro nacional), Dante Mesquita Júnior (outro caso curioso: número 13 do ranking paulista, de muitíssimos jogos da série A do Campeonato Brasileiro, e que curiosamente não figurou na lista da Renaf – tendo encerrado prematuramente a carreira aos 39 anos) e Giovani Canzian (que também parou).

Quanta gente boa fora da lista nacional, não?

Imagine os árbitros de pontos diversos do estado de São Paulo se encontrando no aeroporto, bancando deslocamento até o embarque, custeando passagem de avião, hospedagem, alimentação, além dos dias fora de casa e a ausência do lar. E na hora de receber…

Onde está a Associação Nacional dos Árbitros para brigar com o time do Brasília, equipe que não pagou as despesas?

Onde está a Comissão de Árbitros da CBF para agilizar o processo, defendendo seus árbitros?

Onde está o respeito às pessoas que tiram o minguado dinheiro do bolso para trabalhar e não recebem o que é justo?

Perceberam que aqui os árbitros pagaram para apitar?

Absurdo.

Por mais que elas estejam trabalhando, estamos em 2012. Demora tanto para executar um calote de Julho/2010?

Ao menos, o Sindicato Paulista poderia tentar fazer um contato com a Associação Nacional para ajudar. Será que é tão difícil (quase 18 meses) para cobrar o time da Capital Federal? Talvez o próprio Arthur Alves Júnior, secretário da ANAF e presidente do SAFESP, fosse o canal ideal de intercessão para o recebimento dessas taxas atrasadas. Acredito que deve estar trabalhando para isso.

Importante: tentado o contato por email com Robério, e nada obtido. Tentado o contato telefônico com Dante, e o mesmo tudo confirmou. Tentado contato telefônico com Canzian, e nada obtido.

Será que a culpa muitas vezes não é dos próprios árbitros, que não exigem com toda a sua força o direito que têm? Afinal, as entidades estão lá, independentes, para servi-los.

Ou não funciona bem assim, não só no futebol como na sociedade?

Tomara que os árbitros consigam receber logo suas taxas. São gente honesta, trabalhadora, cujo soldo é justo e necessário.

– Súmulas-Tchê com Wilsinho Ferreira

Você já ouviu falar do blog Súmulas-Tchê?

A página é um espaço bacana de recordação aos amantes do futebol-arte dos anos passados. Lá, botinudo não entra!

Nele, além de lembrança de jogadores que deixaram saudades no gramado, há fichas técnicas, escalações e tudo o mais.

Para ilustrar ainda mais a página, um amigo está sendo destacado pela sua entrevista: Wilsinho Ferreira, ex-Palmeiras e Paulista de Jundiaí!

Como é bom ver gente boa mostrando que tem o que falar. Parabéns Wilsinho!

Aproveito, e envio o link para compartilhar esse gostoso bate-papo. Acesse em:  http://sumulastche.wordpress.com/2011/12/26/wilsinho/

– Corinthians X Linense: Ah, se o Árbitro Pudesse Falar…

Há situações no futebol as quais o tempo mostra que precisam ser modificadas. Uma delas, indubitavelmente, é o comportamento do árbitro por imposição das Comissões de Árbitros, referente a entrevistas.

Sempre fui a favor de que o árbitro pudesse dar uma mini-coletiva após o jogo, para elucidar situações polêmicas. Na Itália, após a partida, os árbitros ficam a disposição para explicar algumas decisões. Nada de sabatina, apenas uma satisfação de poucos minutos e poucas palavras para esclarecer dúvidas.

Ontem, tal medida seria importante para o sexteto de arbitragem capitaneado por Marcelo Rogério na partida entre Corinthians X Linense, válido pela Rodada 03 do Paulistão 2012.

Marcelo tem um dos melhores preparos físicos (se não o melhor) de todo o quadro. Firme em suas decisões, posiciona-se bem em campo; não faz parte do quadro nacional da CBF unicamente pela burra política da idade.

Porém, um lance “esquisito” fez com que as críticas à sua arbitragem fossem ressonantes. Após a equipe do Linense cobrar um escanteio, o jogador Fabão, com 2,04 m pula e cabeceia para o gol, abrindo o placar. Entretanto, o gol é anulado por suposta falta no jogador do Corinthians (Danilo).

Veja o lance: http://is.gd/ANULADO

Marcelo Rogério está bem posicionado. Fabão pula sem se apoiar em Danilo, permitindo que ele participe normalmente da disputa de bola. O árbitro adicional (AAA) está olhando para o lance também. Tudo parece legítimo, mas o gol é anulado.

Mas… Alguém ouviu o árbitro para afirmar que o gol foi anulado por suposta infração contra Danilo? Claro que não. É por isso que as mini-coletivas pós-jogo seriam fantásticas para evitar as teorias da conspiração que hoje predominam sobre a partida. Se pudéssemos ouvi-lo, talvez a repercussão seria menor.

Repare no lance que além da boa colocação, há algo importante: somente dois jogadores comemoram o gol do Linense. Os demais, já estão voltando para a sua posição. Será que a jogada não estava parada antes? E dessa situação, surge a hipótese 1:

– Por ventura, quando da cobrança do escanteio, não houvera acontecido uma falta fora do lance de bola entre Fabão e Danilo, e quando a bola é cabeceada, o árbitro já teria apitado? Se sim, justificaria a passividade da maioria dos atletas.

Outro detalhe, de onde pode vir a hipótese 2:

– O AAA2 Adriano de Assis Miranda está olhando para o lance frontalmente; já o árbitro Marcelo Rogério está um pouco mais longe, os enxergando de lado. Quem se encarrega de observar a cobrança do escanteio é o árbitro, bem como a trajetória da bola até a grande área. Com os AAA, é possível dividir aquela zona de disputa entre AAA e árbitro assistente, que no caso, era a bandeira 2 Tatiane Sacilotti, que os vê de outro ângulo ainda. Teriam árbitra assistente ou AAA visto algo e informado ao árbitro? Se sim, há a explicação da rápida reposição de bola, pois o árbitro nem foi ao local da infração e Julio Cesar cobrou o tiro livre a seu favor imediatamente.

Se formos ainda mais detalhistas, podemos perceber que Danilo não alcança a bola e Fabão o faz com facilidade. E dela nasce a hipótese 3:

– Teria entendido o árbitro que Fabão usou de força desproporcional ao disputar a bola com Danilo, e nessa diferença de força marcou falta? Se sim, considerou a desigual diferença de tamanho do atleta do Linense, usada para se sobrepor ao “baixinho” Danilo.

São 3 hipóteses de defesa do árbitro, e, aparentemente, a mais popular e elementar seria a hipótese 4 (ao qual, num primeiro momento, comungo):

Por um equívoco, o árbitro entendeu que Danilo sofrera infração de Fabão pelo fato do mesmo não dividir a jogada com boa disposição. Árbitros buscam muitas vezes entenderem reações de atletas para decidirem, e ao ver Danilo totalmente passivo, pode ter se iludido de que ele recebeu a falta. E falta não foi… Danilo bobeou, e o zagueiro Fabão aproveitou-se da altura e pulou legalmente em busca dela, sem impedir que o corinthiano a disputasse.

Pode ser que uma imagem diferente apareça hoje ou alguém manifeste uma 5ª situação. Mas o certo é que o silêncio forçado ao qual os árbitros são submetidos impede o esclarecimento, força a imagem de antipatia e nem permite o mea culpa caso quisesse assumir um erro, coisa natural aos seres humanos que não são dotados de replay nas suas decisões.

Diante de tudo isso, fico imaginando; ontem, escrevi sobre a importância dos adicionais e a sugestão de AAA mais experientes (http://is.gd/gYMvwb). Respeitando os AAAs de ontem, mas já imaginaram se tivéssemos Cleber Abade, agora com 46 anos, ou qualquer outro mais rodado naquela posição? Se Marcelo se equivocou, este poderia ter sido corrigido pelo ex-árbitro central e agora AAA de elite.

E você, o que achou do lance? Deixe seu comentário:

– Paulista X Santos: a Pendenga dos Uniformes

Na partida deste último domingo, o árbitro Vinícius Dias Gonçalves Araújo e seu Quarto Árbitro Junior César da Silva cometeram um grande erro ao forçar a mudança de uniformes do Paulista FC na tarde/noite em Jundiaí, na partida contra o Santos.

Funciona assim: o time visitante OBRIGATORIAMENTE deve vestir uniformes de cores diferentes da equipe mandante. Quem joga em casa escolhe a sua roupa, e sendo assim, o Paulista poderia vestir seu uniforme no. 1.

Normalmente, quando as equipes chegam ao estádio, o Quarto Árbitro vai aos vestiários e confere os uniformes das equipes. Todas as peças do uniforme devem ser diferentes entre os times (Camisa, calção e meias). Os goleiros devem vestir cores que os diferenciem dos jogadores de linha da sua equipe e da adversária, lembrando que, em dificuldade de encontrar cores tão diferentes, ao menos a camisa deve ser diferente, podendo o calção e a meia serem iguais ao da sua equipe.

Se o Paulista quisesse jogar (pela ordem Camisa-calção-meia) com as cores: listrada tricolor-branco-branco, o Santos deveria evitar a camisa listrada bicolor (pois seria escura como a do Paulista), bem como calções  e meias brancos. Assim, a equipe da Vila Belmiro deveria jogar de branco-preto-preto. Tanto o goleiro santista quanto o jundiaiense deveriam usar cores diferentes de todas acima citadas, e na impossibilidade, poderiam jogar com calções e meias das cores dos seus companheiros de linha.

Em havendo dúvidas sobre os uniformes, o Quarto Árbitro informa ao Árbitro que decidirá a situação. O procedimento padrão será o de alertar a equipe visitante para providenciar o uso de cores distintas a do mandante, à pena de não iniciar a partida. Na impossibilidade de uso do uniforme ideal por motivos inusitados (roubaram o fardamento, tamanho que não entra, ou qualquer outra coisa), a decisão do árbitro deve ser flexibilizada pelo problema ser pontual.

No Jaime Cintra, o Santos se negou a trocar de uniforme por questões estéticas. Se o Paulista mudou o seu uniforme por gentileza entre os dirigentes, que chegaram nesse acordo, tudo bem. Mas se o time de Jundiaí foi obrigado pela arbitragem, tal ação foi equivocada. Errou o árbitro, sucumbiu ao time grande.

Caso insistisse, o Paulista poderia ter entrado em campo com o seu uniforme número 1, o Santos teria que voltar ao vestiário para a troca e o árbitro deveria relatar o atraso da partida a fim de que a equipe santista fosse multada.

– Sugestão às Federações sobre os Árbitros Assistentes Adicionais (AAA)

Debatendo com amigos, consegui formar uma opinião sobre os árbitros adicionais. A boa experiência, testada a algum tempo na Europa e também no Brasil, deveria sempre se utilizar de árbitros mais experientes e calejados do que o árbitro principal.

Explico: percebam que nos jogos em que há mais participação dos árbitros assistentes adicionais (AAA), estes são geralmente do mesmo nível ou mais rodados que o árbitro central? E se fizermos uma discussão sobre o tema, levantamos as seguintes reais hipóteses:

um árbitro adicional jovem, em um lance duvidoso, se sentiria mais intimidado a dirimir uma dúvida de um árbitro experiente. E, por lógica, dificilmente um árbitro experiente, em dúvida, acataria uma opinião duvidosa de um novato.

em dúvida, o árbitro central experiente, entre a sua própria opinião e a do novato, ficará com a dele mesmo.

um AAA experiente poderia ser mais contundente, incisivo e preciso na hora de informar a um árbitro central do que um novato, e justamente a contundência adquirida pelos anos de carreira faz com que a decisão seja mais precisa e melhor tomada.

imaginaram o lance em que um AAA jovem informe o árbitro experiente e ele não tome a decisão baseada na informação? O time que se sentir prejudicado irá infernizar a atuação daquele AAA pelo resto da partida.

uma decisão do árbitro central tomada por ajuda do AAA experiente, claramente será acatada com maior aceite.

imaginaram a segurança de um árbitro novato em seu primeiro clássico, tendo como AAA os veteranos Seneme e Paulo César de Oliveira? Para uns, exagero na escala. Para o árbitro, respaldo para o seu debute. Para o jogo, segurança garantida.

Vou além. Penso na autorização da FIFA para árbitros que deixem o quadro por idade-limite de 45 anos, possam trabalhar por mais tempo na função de AAA. Já imaginaram um clássico nacional de grande apelo (Fla-Flu, por exemplo), com os AAA como Cléber Abade e Carlos Eugênio Simon?

Utopia para você? Talvez para mim também. Mas é inegável que esses árbitros, com experiência maior do que os demais, salvariam o árbitro central e o jogo de muitas situações de erro. A propósito, quando o árbitro tem maior experiência, já viveu de tudo no campo e sabe dos atalhos para não precisar correr tanto, tem que parar de apitar por culpa da idade… Não é curioso?

Quem sabe o tema não seja interessante para ser discutido pelas instituições que cuidam dos árbitros? Já que o uso dos AAA é em caráter experimental, as Federações, Sindicatos e Associações poderiam solicitar a permissão do uso de árbitros com até 50 anos de idade para essa função.

E você, o que acha disso? Deixe seu comentário:

– Paulista X Santos: é vantagem ou desvantagem jogar contra Reservas?

Hoje teremos Paulista X Santos pela 3ª rodada do Paulistão. O Santos virá aqui para Jundiaí sem a sua força máxima. E isso é bom ou ruim?

Depende. Teoricamente é mais complicado jogar contra os atletas que venceram a Libertadores, como Neymar e Ganso. No papel, é melhor jogar contra a equipe reserva.

Mas…

Leve em conta: como os ‘medalhões’ ainda não tinham estreado, se jogassem em Jundiaí, ainda estariam sem ritmo, pensando em não se machucar devido a Libertadores…

Mais: os reservas de hoje a noite vão querer mostrar serviço. Muricy Ramalho está fazendo um “vestibular” para saber quem fica e quem sai.

Por fim: a renda poderia ser maior se o time titular viesse, não?

Depois dessas considerações, chego à conclusão: eu preferia o Santos Titular contra o Galo… mas o que valerá será a vitória! O Paulista vai conseguir mais 3 pontos, 100% de aproveitamento?

– 10 Coisas que um Árbitro de Futebol não deve fazer

Já publiquei anteriormente, em 2009, mas vale o resgate: compartilho vídeo engraçadíssimo do “Midiagol”, enviado pelo colega árbitro Daniel Destro do Carmo, sobre 10 coisas que devemos evitar em campo, quando árbitros:

1-Agir como Cheeleader;

2-Comemorar um Gol;

3-Se empolgar com a trave, achando que é “bastão de dança”;

4-Usar o apito como flauta;

5-Usar o gramado como horta;

6-Desejar aparar a grama durante a partida;

7-Andar no carrinho da maca;

8-Ajudar o goleiro a defender o gol;

9-Apitar sentado confortavelmente na sombra;

10-Chutar o atleta machucado caído no chão!

Veja um exemplo prático do árbitro fazendo tais coisas nesse vídeo. É de morrer de rir!

Em: http://www.youtube.com/watch?v=NGC-Kj3DlZo

– Vale Pênalti Cobrado com o Calcanhar?

Já respondi esta questão algumas vezes no Blog “Pergunte ao Árbitro” (http://is.gd/kZWxzb), mas novamente ela aparece. Claro, é inusitada e gera curiosidade. Vamos lá, repetindo a resposta anterior…

Sim!

Vale pênalti de calcanhar, de cabeça, de barriga, de joelho… e até de pé! Com qualquer parte do corpo que seja permitido jogar.

A regra diz que a bola tem que ser chutada para frente (aqui, o termo “chutada” se estende a “cobrada”, e cobrar é fazê-la se mexer, rolar). Também exige que o jogador que irá cobrar o tiro penal seja identificado.

Qual o problema então?

O problema é: haja coragem do cobrador… será achincalhado por todos!

Detalhe: chutar pra frente quer dizer que ela pode ser passada para um companheiro; ou seja, pênalti em dois lances! Me recordo que o jogador Euller, o “filho-do-vento”, no final de sua carreira, tocava a bola para um companheiro que vinha na corrida a fim de fazer o gol.

Bobagem, não?

– R$ 4 milhões e Luxemburgo vai embora!

Ora essa: ouço que a multa rescisória de Vanderlei Luxemburgo é de 4 milhões de reais. O ambiente insuportável criado por ele e por Ronaldinho Gaúcho, segundo as informações da imprensa, é notório.

Aí fica a dúvida: ele está preocupado em permanecer no cargo ou não? Lucraria mais em atividade ou parado?

Se continuar vencendo no Cariocão, tudo bem. Mas se for eliminado da Libertadores pelo Potosí… aí sim é vergonhoso!

Você, no lugar da Patrícia Amorim, ciente dos valores rescisórios de Ronaldinho Gaúcho e Luxemburgo, analisando o custo-benefício, faria o quê? Mandaria os dois embora, ficaria com eles ou demitia um ou o outro?

Deixe seu comentário:

– Você acredita em Listas no Futebol?

Comparar é um desafio ímpar. Uma tarefa árdua, e ao mesmo tempo, tola.

Sim, tola, pois em alguns casos, há situações incomparáveis, pois as bases de comparação são mutáveis e diferentes no tempo.

Imagine o universo do futebol. Como alguém pode querer comparar Di Stéfano com Maradona? Jogaram com chuteiras de outras tecnologias, regras com algumas modificações, qualidade dos gramados, outros esquemas de jogo e companheiros diferentes (se levarmos em conta os 50 anos que distam suas atuações).

Quer outro problema? Poucos puderam ver Leônidas da Silva e Ronaldo, por exemplo. Quem seria melhor? O Diamante Negro, inventor do gol de bicicleta (que o fez ao receber a bola descalço – seu gol seria invalidado pelas regras hoje), ou o Fenômeno, recordista de gols em Copas do Mundo? Quantas pessoas assistiram os dois em campos? Não se esqueça: leve em conta os fatores acima (gramado, chuteira, esquemas).

A mídia também tinha outros recursos. Quantas pessoas assistiram em suas casas a transmissão “Ao Vivo” da Final da Copa do Mundo de 58 e quantas assistiram Barcelona X Santos no mês de dezembro?

Um grande viés: o evento contemporâneo encanta! Os jovens de hoje tem na retina Messi; os de 30 anos têm Ronaldo e Zidane; os quarentões têm Maradona; o pessoal de 50 anos lembra de Cruyff e Beckenbauer; os sexagenários têm Pelé.

Portanto, é bobagem querer comparar. Só dá para fazer qualquer tipo de análise aqueles que possuem mais de 80 anos. E com várias considerações!

Tudo isso foi dito pois a Sport Illustred, conhecida revista americana, fez um ranking mundial de todos os tempos e o maior jogador da história é… Messi (que ainda não terminou a carreira, mas é comparado). Pelé ficou em quarto lugar. Veja a lista:

1 – Lionel Messi (ARG)
2 – Diego Maradona (ARG)
3 – Johann Cruyff (HOL)
4 – Pelé (BRA)
5 – Franz Beckenbauer (ALE)
6 – Lev Yashin (URSS)
7 – Michel Platini (FRA)
8 – Bobby Moore (ING)
9 – Zinedine Zidane (FRA)
10 – Ferenc Puskas (HUN)
18 – Zico (BRA)
19 – Ronaldo (BRA)
22 – Roberto Carlos (BRA)
24 – Ronaldinho (BRA)
28 – Garrincha (BRA)
29 – Carlos Alberto(BRA)
34 – Falcão (BRA)
40 – Romário (BRA)
45 – Nilton Santos (BRA)
57 – Cafu (BRA)

Ainda sobre listas: o que dizer da IFFHS (Federação Internacional de História e Estatísticas do Futebol), que fez a eleição do melhor árbitro do Quarto de Século? Eis a lista:

1.º – Pierluigi Collina (Itália).

2.º – Markus Merk (Alemanha).

3.º – Kim Milton Nielsen (Dinamarca).

4.º – Peter Mikkelsen (Dinamarca).

5.º – Oscar Ruiz (Colômbia).

6.º – Sandor Puhl (Hungria).

7.º – Urs Meier (Suíça).

8.º – Anders Frisk (Suíça).

9.º – Pier-Luigi Pairetto (Itália).

10.º – Helmut Krug (Alemanha).

Para nossa tristeza, os árbitros brasileiros desse período foram classificados bem atrás:

45.º – Marcio Rezende de Freitas.

50.º – José Roberto Wright.

58.º – Romualdo Arppi Filho.

72.º – Arnaldo David César Coelho.

93.º – Carlos Eugenio Simon.

98.º – Sálvio Spínola Fagundes Filho

100º- Renato Marsiglia.

E você, gosta da ideia de listas? Deixe seu comentário:

– Os Árbitros Adicionais: Uma diferença observada entre o Paulistão e o Cariocão

Nada de bairrismo, mas sim uma observação importante: o comportamento dos árbitros adicionais atrás da linha de meta no RJ e em SP.

Nesses jogos iniciais, percebi que no Campeonato Paulista os árbitros adicionais não estão gesticulando, mas conversando via rádio com os árbitros principais. Se há um pênalti duvidoso, primeiro ocorre a discreta conversa, para, logicamente, não atrapalhar a decisão final do árbitro. Ou seja: o adicional é um auxiliar, que informa com cuidado, mas não toma decisão.

Em alguns poucos jogos que vi do Campeonato Carioca, vejo o inverso: árbitros adicionais gesticulando bastante e até entrando em campo! Confesso que não sei se é uma orientação diferente da FERJ em relação a FPF, mas a curiosidade me atiçou. Tal comportamento seria por orientação das Comissões de Árbitros de cada estado? A CEAF-SP trabalha diferente da CEAF-RJ?

Insisto nesta questão pelo simples fato de que essas federações estão podendo utilizar tais árbitros de acordo com a permissão da FIFA, na chamada FASE 2 da experiência com adicionais. A FASE 1 tinha abandonado a tradicional diagonal do árbitro com árbitros adicionais à direita dos goleiros. Agora, estão à esquerda das metas, mais próximos dos árbitros assistentes.

E aí fica a dúvida: quem está trabalhando de acordo com o ideário da FIFA?

Outra questão: o que é melhor para os árbitros?

Penso que toda marcação do árbitro deve ser bem sinalizada para que os envolvidos no jogo entendam o que foi marcado (isso evita os “perigos de gols” tão nefastos no futebol). Entretanto, não gosto da idéia da sinalização explícita do árbitro adicional, justamente pelo fato de que se ele entender que ocorreu um pênalti, entrar em campo e sinalizar que é tiro penal, mas o árbitro entender que não foi, os jogadores irão reclamar muito, muito mesmo!

Aqui, fico com a discreta comunicação dos adicionais de São Paulo, que, respeitosamente, entendo ser muito mais adequada do que a extravagância de forçar uma sinalização inadequada.

E você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

– Barcelona 2 X 2 Real Madrid. Nada a ver com Paulistão…

Depois de assistir a Barcelona X Real Madrid pela Copa do Rei, ontem, dá desgosto assistir qualquer outra partida. Seja o jogo que for, vira pelada!

Partida gostosa de se ver, jogada, brigada, disputada e com altíssima qualidade.

O Real Madrid dominou o começo do jogo. Na verdade, abafou o adversário até 26m. Incrivelmente, o Barcelona levou um sufoco dos merengues que impressionou a qualquer um. Depois, o jogo se equilibrou e no primeiro ataque do Barça aos 42m, saiu o gol. Destaques para os golaços de Daniel Alves e Benzema.

Isso sim é jogo de futebol! Tudo ajuda. E como jogam bola Cristiano Ronaldo e Messi… Eles chamam a responsabilidade para eles. Pena que não façam o mesmo em suas seleções.

Quem não assistiu a esse jogo, perdeu uma partidaça. Vale o VT!

– O Lema de Andrés Sanches?

Toda a imprensa repercutiu a entrevista do ex-presidente corinthiano e atual diretor da CBF, Andrés Sanches, à Revista GQ que chega às bancas.. O mea culpa em perder dinheiro com o atacante Adriano foi colocado pra fora. Mas a grande imoralidade das suas palavras é por uma afirmação que, tomara, não seja regra (mas infelizmente parece ser) entre os dirigentes:

Você pode roubar, fazer tudo errado, só cagada, mas, se for campeão, vira herói

Gosta disso? Deixe seu comentário:

– Pra quem você torce na África?

Está ocorrendo a Copa Africana de Nações. Mas justo em Janeiro/Fevereiro? Arrebenta com os clubes europeus, que são os maiores empregadores. E mais: cada joguinho… E os campos? Puxa, cada pasto…

Uma pena. A querida Mãe África está longe do ideal. Torço para a Líbia, por causa do treinador Marcos Paquetá. Acho que nem se classifica…

E você, tem simpatia por qual equipe na África?

– Há Vida Fora da Arbitragem!

Conversei com um grande amigo e ótimo árbitro assistente (ou melhor, ex-árbitro assistente), Dante Mesquita Júnior.

Fiquei triste por saber que não está mais no quadro de árbitros da CBF, tampouco da FPF. Com excepcionais notas nas provas escritas, ótimo desempenho nos testes físicos e altas notas nas avaliações de jogos, com larga experiência na 1ª divisão, muito bem ranqueado no ranking da Federação Paulista de Futebol, aos 39 anos não está mais na ativa. Uma pena.

Fico pensando: Sálvio, Gutemberg, Dante, Davi, Marcos Joel, José Maria, Jeimes… conheçam, gostem ou não desses nomes, ambos tem algo em comum: foram descartados em um certo momento da carreira. Nada de incompetência, de relaxo ou relapso… Você pode até julgar ser abandono dos dirigentes, má condução dos presidentes de comissões de árbitros ou qualquer outra coisa (em alguns casos, isso é latente). Mas considere também outro fator: vontade divina! Para muitos, ser retirado ou tolhido de um meio impróprio pode redirecioná-los a coisas maiores, que independente da crença, levem à busca das coisas do Alto!

Após essa divagação, queria compartilhar alguns pensamentos que surgiram desse bate-papo produtivo: estar dentro ou estar fora da arbitragem.

Confidenciei que ainda sonho que estou em campo, vestindo o uniforme ou em viagem. Mas nunca sonho com as enfadonhas e burocráticas reuniões (aí seria pesadelo…). E isso passa na cabeça de muitos árbitros: quando e como parar; se preparar para parar ou ser parado!

Citei nomes acima de árbitros desde a FIFA até iniciantes no meio, só para mostrar que esse sentimento, um misto de temor e de repugnância, assombra a qualquer um. Será que o fim da carreira de árbitro é o fim do mundo? Paulo Roberto Falcão disse, certa vez, que “o atleta de futebol morre duas vezes: quando morre de verdade e antes, quando encerra a carreira de jogador”. O que difere isso do árbitro? Nada.

Mas estando de fora, a depressão, a tristeza ou a saudade importunam. Carece-se de apoio familiar, preparo e tudo mais. Nos EUA, é comum a existência de profissionais que preparam atletas para o encerramento paulatino das carreiras esportivas. Aqui, isso inexiste.

Uma constatação em nossa conversa, lembrada sabiamente por Dante:

Arbitragem é um vício, e a droga que a sustenta são as escalas (…) Quando seu nome não está na escala, na quarta ou quinta-feira, como você se sente? E quando, na semana seguinte, você vê que foi escalado, aquilo passa…

Perfeito! A analogia da arbitragem com vício resume plenamente uma dura realidade: vivemos de escalas de jogos, e morremos semanalmente quando não somos escalados! Administrar, ou melhor, lidar com isso, é um problema não só para o árbitro, mas para a família dele. E principalmente, para as Comissões de Árbitros!

– Vantagem ou Posse de Bola?

A pergunta vem de Ruben: quais as semelhanças / diferenças entre vantagem e posse de bola?

Vamos lá: Nem sempre a situação em que um atleta sofrer uma falta e seu companheiro permanecer com a bola dominada será vantagem. Ou seja, nem toda a posse de bola é uma vantagem.

Quanto a isso, outro dia escrevi que precisamos desmistificar a idéia de que vantagem é posse de bola. Se um jogador do São Paulo ou Palmeiras está na entrada da área tentando lançar uma bola para o atacante e sofre uma falta, a vantagem seria deixar seu companheiro ficar com a posse da bola e terminar o lançamento ou marcar a falta para o Rogério Ceni ou o Marcos Assunção cobrar?

Percebeu como “dar vantagem” é subjetivo? A Regra diz que você deve avaliar as seguintes condições para deixar de marcar uma falta e deixar o jogo seguir:

O local da falta (se a bola está na defesa, o zagueiro sofre uma falta e seu companheiro, rodeado por muitos atacantes, fica com a posse de bola, não deve dar vantagem).

O local onde se encontrava a bola no momento da falta (nem sempre a bola está na jogada em que ocorre a falta. Por exemplo: a bola está pingando, pingando, pingando na pequena área, não tem goleiro, ela está pedindo para ser chutada e um jogador da equipe que ataca sofre falta no bico da grande área. Entretanto, havia um atacante próximo da bola com chance de chutá-la. Tem que dar a vantagem!)

A intensidade da falta (A bola sobrou livre para o companheiro do jogador que sofreu a falta, mas ele levou um chute tão forte que precisa de atendimento médico urgente; não é prudente parar o lance?)

O clima do Jogo no momento da falta (tá todo mundo batendo em todo mundo? Cuidado ao não marcar faltas…)

Mas não se esqueça: se você der uma vantagem, na primeira paralisação tem que aplicar o cartão caso o infrator mereça. Você pode deixar de marcar a falta, mas não pode deixar de puní-la.

– Capacidade de Incapaz?

Hoje, teremos Oeste X São Paulo. O time de Itápolis não jogará na sua casa, no Estádio dos Amaros. Mandará a partida no Estádio Eduardo José Farah (Presidente Prudente).

Ué, a partida não poderia ser jogada num estádio mais próximo, como na Arena Fonte Luminosa (Araraquara), totalmente reformada, com ótimo gramado e excelentes condições para a imprensa? Além, claro, da proximidade entre Itápolis e Araraquara. Ou, por mais Caxias que se possa ser quanto à capacidade do estádio, no Teixeirão (São José do Rio Preto), que são praças muito mais próximas do que Presidente Prudente?

Uma curiosidade: Oeste tem população de 40.000 habitantes. A capacidade do Farahzão é de 44.414 torcedores…

Não é uma nítida inversão de mando? Será que teremos mais torcedores de Itápolis em Presidente Prudente do que sãopaulinos?

Lembro-me que um dia Oeste X Santos mandou seu jogo no Pacaembú… Como a FPF permite isso?

Gostaria que meu Paulista FC pudesse ter esse privilégio de pegar times como o Oeste em P. Prudente também. Claro, quem jogou ou apitou em Itápolis sabe como é difícil trabalhar lá. O Oeste faz valer os benefícios de estar em casa (quando lá está).

Ainda: imagine o torcedor de Itápolis que esperou para ver Luís Fabiano, Lucas… terá que o fazer em outro ano. Provavelmente, em 2014, já que os remanescentes deste ano tem inversão de mando em 2013.

E você, o que acha dessa inversão de mando? Deixe seu comentário:

Em tempo:

– em pleno feriado na capital paulista, e ninguém pensou em marcar alguma partida as 16h? Jogos às 22h, no final do feriado?

– quando sai o ranking dos árbitros da Federação Paulista de Futebol?

– Até a Copa do Catar pode estar à frente do Brasil!

Com o ritmo das obras da Copa do Mundo do Brasil, 2014 não acontecerá como devia e vai custar caro.

Joseph Blatter, presidente da FIFA, disse que a Rússia estaria mais adiantada em obras para 2018 do que o Brasil para 2014.

Agora, leio no Estadão de hoje, na coluna de Sônia Racy, para 2022, o Catar trabalha a todo o vapor. O primeiro estádio novo será inaugurado 8 anos antes, e o principal, Lusail Stadium, para 2019 (3 anos antes)! Tudo custará 4 bilhões de dólares.

No Catar, tudo sairá do zero e será faraônico. Aqui, gastaremos quase isso só em obras emergenciais… sem contar o tempo das obras!

– Redes Sociais e Arbitragem: o Uso e Desfruto das Ferramentas Eletrônicas

Dias atrás, a FIFA determinou que seus árbitros encerrassem as contas em Redes Sociais Eletrônicas, como Twitter e Facebook (informações disso em: http://is.gd/0x921a). E isso é bom ou ruim?

Ninguém melhor que os árbitros para falarem sobre o assunto. No meu Facebook, tenho cerca de 230 árbitros e ex-árbitros. Sabe como a notícia repercutiu entre os árbitros atuantes? Péssima, de mau gosto, e com muita chiadeira. Já os árbitros aposentados, nenhuma objeção.

Os motivos de quem critica a medida são de que o árbitro é um ser comum e elemento do futebol que deve ser visto sem diferenciação na sociedade. Conversei com muitos sobre o assunto, e a maior parte deles alega o seguinte: nas redes sociais, os árbitros não comentam assuntos de jogo e nem temas polêmicos.

Já os ex-árbitros alegam que o árbitro é um ser diferenciado, mais visado e que todos os cuidados para se preservar a imagem são necessários. Os desabafos indesejados pelas entidades desportivas seriam evitados.

E o que eles escrevem atualmente nessas redes sociais? No Orkut, não tão usado pelos árbitros hoje (puxa, parece até que a rede caiu em desuso –e caiu mesmo), os árbitros atuantes ali escreviam nomes disfarçados e se escondiam para opinarem sobre lances de jogo e situações de desagrado da carreira; algumas comunidades foram criadas em defesa da categoria, mas poucas prosperavam. No Facebook, há a divulgação das escalas e torcida entre os árbitros entre si; como exemplo, o jogo Corinthians X Palmeiras, onde os clubes ficaram de lado e fotos de Seneme e louvores à sua arbitragem foram destacados. Por fim, no Twitter, há muito menos árbitros do que se possa imaginar, e ali não há muita polêmica no Brasil. Mas vale o lembrete: Carlos Eugênio Simon, na África do Sul, divulgou via microblog a escala do japonês que apitaria Brasil X Holanda antes da divulgação da FIFA; no Paraguai e na Colômbia outros problemas ocorreram. Seriam essas situações determinantes para a entidade decretar a proibição?

Há exemplos de árbitros que se utilizam da ferramenta para sua promoção fora do futebol, buscando destacar seus trabalhos. O paulista Guilherme Ceretta de Lima e o baiano Diego Pombo, bons árbitros, são modelos profissionais, e estão não só nas redes sociais mas também na TV e em outras mídias. A recomendação os proibiria de tais ações, mesmo que não misturassem as atividades? Se sim, oficializaríamos a questão de ofícios indesejados pela FIFA na conciliação com a arbitragem?

Muitos criticam o uso de tais ferramentas como escada para outros interesses: ou seja, do uso da atividade e da imagem do árbitro para promoção particular. Ué, é só profissionalizar os árbitros e promover plano de carreira, que as atividades paralelas minimizariam. Portanto, a proibição das Redes Sociais tem dois objetivos não claros, mas perceptíveis, aos olhos da FIFA: evitar polêmicas geradas pelos próprios árbitros na Web e a não promoção particular dos árbitros em outras atividades utilizando a imagem da FIFA.

O que penso? Que a proibição oficial é uma atitude antipática, além de grande bobagem. Claro, bobagem, afinal o árbitro sabe que se polemizar, não apitará. E aquele que não tiver inteligência para saber do seu limite nas redes, cá entre nós, deve estar fora da atividade.

E você, o que pensa sobre tudo isso? Deixe seu comentário:

– UFC quer resolver os Erros de Arbitragem. E no futebol?

As lutas de MMA, o esporte que outrora chamávamos de “Vale Tudo”, está em alta. E o circuito de lutas mais valorizado tem sido o UFC, instituição que congrega os melhores lutadores de MMA.

O americano Dana White, presidente do UFC, diz que seu sonho é que o MMA seja mais popular que o futebol. Se será ou não, só o tempo dirá (no começo do século XX, Monteiro Lobato duvidou publicamente que o futebol seria um dia mais popular que a Capoeira).

Mas algo do MMA já superou o futebol: o aceite da tecnologia!

A organização do UFC declarou que, em breve, os árbitros poderão ter direito de rever suas decisões numa espécie de “replay instantâneo, a fim de facilitar as tomadas de decisões e minimizar erros de arbitragem no UFC.

É como se a FIFA avisasse que na Copa do Mundo tivéssemos o uso da tecnologia. O árbitro Jorge Larrionda (que encerrou a carreira no final de ano), naquele fatídico Inglaterra X Alemanha da Copa 2010, certamente o usaria…

E você, gostaria do uso da tecnologia no futebol também?

– Boateng: Craque contundido por… Excesso de Sexo

O ganês do Milan, Boateng, não se consegue firmar na equipe rossonera. Sempre se contunde nas mais diversas localidades do corpo, desfalcando seu time no Campeonato Italiano de Futebol.

Os motivos de tantas lesões foram explicados pela namorada do atleta, Melissa Satta (ex-namorada de Vieri e de Totti, ambos jogadores do cálcio), ao site Sport Total:

Acredito que a razão para ele estar sempre machucado é que fazemos sexo de sete a dez vezes por semana

A moça se valorizou, não?

Repararam que o jogador realmente anda meio acabadão, cabisbaixo… Gemada é bom para essas ocasiões!

Brincadeiras a parte, Boateng certamente está tendo um grande prejuízo na carreira, já que só tem 24 anos e perde uma grande chance de se firmar no time.

– Diferença Técnica dos Clubes nos Regionais

Os Principais campeonatos estaduais de futebol começaram ontem. E sem dúvida não há como não abordar:

A diferença técnica entre as equipes. No RJ, os times-reservas de Fla e Flu ganharam dos seus adversários. Aqui em SP, o Santos empatou em Piracicaba e o Coringão ganhou no Pacaembu.  Nenhuma surpresa. Há quem diga que a vitória do Paulista de Jundiaí sobre a Portuguesa tenha sido surpreendente, pela fase “Barcelusa”. Esses, certamente ignoraram a árdua rotina de treinos do Galo.

– A questão de cotas aos grandes: as cotas ao quarteto de times grandes são altas, e lhes permite colocar time reserva?

– No interior do estado, praticamente o jogo da vida dos times pequenos é a visita dos grandes. E como fica quando estes vão com o “segundinho” / time misto?

– Não é muito termos 20 clubes no Paulistão?

Sinceramente, sou defensor dos regionais, desde que bem melhor elaborados. O que não pode é durarem 3 meses e os times pequenos deixarem de existir. Algo deve ser mudado, a fim de ajudar esses clubes tradicionais do interior e não prejudicar os grandes, que dividem seu tempo com Copa do Brasil e Libertadores, sem contar com a Pré-temporada adequada e necessária.

entrosamento dos árbitros adicionais: na partida entre XV de Piracicaba X Santos, pra mim, ficou nítido que o adicional atrás do gol (nome a disponibilizar aqui) ajudou o árbitro Thiago Duarte Peixoto, na marcação do pênalti a favor do XV. Foram bem!

Jogos aos sábados no horário das 19:30h? Sem transmissão de partidas em TV aberta no sábado a tarde?