– Pisada de Bola do LAOR?

Uma “pisada de bola” do presidente santista Luís Álvaro Oliveira Ribeiro. Ele reclamou hoje a tarde que a CBF privilegia o Corinthians, não escalando atletas do time adversário, cansando os do Santos FC em amistosos da Seleção.

Ora, deveria reclamar antes do jogo. Não parece mais um chororô?

Infelizmente, é difícil dirigente de clube de futebol não arranjar desculpas responsabilizando outrem pós-derrota…

Análise da Arbitragem de Santos X Corinthians, Urbano Caldeira, 13/06/2012. Como foi o árbitro de ontem?

O árbitro Marcelo de Lima Henrique apitou um jogo de dificuldade mediana/grande, por culpa do comportamento dos atletas, tensão do jogo e características da partida. Vamos para a análise dos 4 fatores de rendimento do árbitro (físico, disciplinar, emocional e técnico):

1- FÍSICO: o árbitro esteve muito bem durante o jogo. Correu bastante e se posicionou bem na maior parte dos lances. Prova disso foi aos 9 minutos de jogo, após Jorge Henrique perder uma bola no ataque e armar o contra-ataque santista: em jogada rápida, o árbitro acompanhou os jogadores do Santos na mesma velocidade, podendo estar do lado da jogada na conclusão da mesma.

Apenas dois lances em que o posicionamento do árbitro não ajudou, prejudicando sua decisão: aos 44 minutos, em lance faltoso sobre Emerson na linha de fundo (se possuísse um árbitro assistente adicional da linha de meta – o AAA – poderia ter lhe ajudado) e a agressão de Durval em Jorge Henrique aos 63 minutos (na frente do assistente no. 1, que não o ajudou). Eram lances de ponto cego para a visão do árbitro, frutos do local da jogada ou de congestionamento de atletas à sua frente.

2- DISCIPLINAR: procurando evitar a vulgarização dos cartões, o árbitro utilizou muito bem as advertências verbais aos atletas, não desperdiçando (ou queimando) cartões. Nas infrações, policiou-se para não exagerar em aplicar cartões amarelos em lances normais por ilusão, como a infração de Danilo sobre Neymar aos 29 minutos, onde o santista fantasiou a queda e fez ‘caras-e-bocas’ de dor no lance. Falta comum, onde há exagero da “representação da queda”. Ou ainda o lance em que Emerson Sheik, aos 56 minutos, abandona a bola e vai no corpo de Adriano, onde acertou em aplicar o Cartão Amarelo.

Outros acertos? Aos 70m: Alessandro calça Neymar, recebendo o amarelo, bem aplicado. E aos 75m, quando Neymar calça Castán, corretamente, recebe amarelo.

Aos 76m, novamente Emerson, que dá um carrinho certeiro em Neymar. Como recebeu o 2º amarelo, foi expulso com correção.

O pecado disciplinar foi a não coibição das atitudes inconvenientes. Foram duas situações pontuais e duas constantes ao longo do jogo:

-a primeira pontual: 12 minutos, quando Paulinho simula pênalti, dobrando os joelhos ao entrar na área santista. Não é queda de casualidade de uma disputa de bola, é tentar sacanear o árbitro (atitude antidesportiva). Marcelo acertou em mandar seguir, mas poderia ter dado o cartão amarelo. Jogadores do Santos provavelmente não tiveram tempo de reclamar pelo bom histórico do adversário, pelo ritmo frenético do jogo naquele momento e por um contra-ataque armado.

-a segunda pontual: 57 minutos, quando Emerson se joga descaradamente para cavar pênalti, após disputa de bola com Durval. Deveria ser marcado o tiro livre indireto por simulação e aplicar o cartão amarelo ao Sheik. Seria o 2º no jogo, e consequentemente sua expulsão. Nada de alegar que Durval cometeu infração, pois não há braço que desequilibra o corinthiano, tampouco toque nas pernas. Tentou cavar, abdicou do jogo.

-os dois lances constantes do jogo: as inúmeras condutas antidesportistas de Emerson, seguidas por inúmeras faltas em rodízio. É a lei da ação-reação: o atacante do Corinthians disputa o jogo sempre com virilidade excessiva, deixando braço/mão para atingir seu adversário, fazendo faltinhas desnecessárias e irritando os adversários santistas. Estes, reagem com faltas durante o jogo, sempre usando um pouco mais de “vontade” para acertar o Sheik, como nítido revide. Tal fato poderia ser advertido com mais vigor pelo árbitro, que tão bem fez isso na partida mas se omitiu nesse particular.

3- EMOCIONAL: Em partida nervosa, o árbitro manteve o equilíbrio emocional para que os fatores de pressão não o influenciasse nas decisões. Os apitos distribuídos para a torcida, com efeito ensurdecedor, irritam o árbitro. O volume do som, quando em desaprovação à uma ação, poderiam influenciar o apitador em decisão futura. Isso não aconteceu. Também nas perturbações do jogo: muita calma no episódio de copo de água arremessado contra o goleiro corinthiano aos 15m, laser contra os atletas aos 16m, e, por mais incrível que possa parecer, um capacete da Polícia Militar aos 80 minutos arremessado contra o mesmo goleiro (que pessoal mal educado… lamentável). Procedeu corretamente quando da falta de energia elétrica aos 81 minutos e em situações de desentendimento dos atletas. Muito bem nesse aspecto.

4- TÉCNICO: alguma dificuldade no jogo, devido à proporcional malícia dos atletas. Quer demonstração mais clara do que os segundos iniciais de ontem? Aos 8 segundos, os ‘comportados’ Neymar e Jorge Henrique vão disputar uma bola e se jogam um contra o outro, resultando numa trombada. Repare que ambos não buscam a bola, mas sim o corpo, nitidamente para cavar uma infração! Emblemático… E aí o árbitro deve ter cuidados para acertar a marcação. Emerson, por exemplo, sofre falta aos 59s, aos 3 minutos e cai sozinho aos 4 m. Difícil acertar tudo, não?

Outro lance que foi constante: Jogadores que se jogam no adversário, buscando cavar a falta: aos 10 minutos, Juan dribla e vai pra cima de Jorge Henrique, querendo ser trombado e iludindo a todos que sofreu falta. Idem a Neymar, que aos 52 minutos, após ganhar de Alessandro na corrida, busca trombar em Chicão. Vale lembrar: o adversário parar na frente do atleta para obstruí-lo é falta; mas quem ataca pular no corpo do jogador para cavar, não é.

Claro, somemos o lance de Emerson aos 44 minutos, fora da área, citado anteriormente, como erro técnico, junto a uma cama-de-gato cavada por Neymar: aos 34 minutos, A bola vem alta, Castan e Neymar na disputa dela, Neymar abdica de pular e pratica uma cama-de-gato. O árbitro entende que Castan comete carga em Neymar ao pular e dá a falta. Por reclamação da falta inexistente, Castán leva amarelo. Errou tecnicamente ao interpretar dessa forma, pois Castán pulou e foi desequilibrado por Neymar que abaixa, não existindo a carga.

Um lance reclamado por Ganso, ao final do primeiro tempo, foi um suposto pênalti de Castán, numa bola que teria sido desviada. Acertou o árbitro ao não marcar, pois ali Neymar cruza que bate no cotovelo do Castán. Não é pênalti, pois não existiu intenção alguma de colocar a mão na bola.

Uma polêmica mal resolvida aconteceu aos 68 minutos, com erro técnico e interpretativo: Jorge Henrique faz falta em Juan e o árbitro não dá; na sequência, Durval se enrosca com Jorge Henrique, que cai. Durval pisa em Jorge Henrique, ao meu ver, intencionalmente. O árbitro entende que não. Eu expulsaria, pois penso que poderia ter evitado o pisão.

Vale ressaltar o ótimo desempenho técnico do assistente Roberto Braatz. Acertou tudo, em especial, os impedimentos difíceis. No gol corinthiano, aos 26m, acertou em dar condição de jogo ao Emerson. Quando recebe a bola, ele está atrás do zagueiro, mas no lançamento se encontrava exatamente na mesma linha, num lance rápido. Parabéns!

POR FIM, jogadores maliciosos como Jorge Henrique, Emerson e Neymar sempre trazem dificuldade ao árbitro. Dentro das dificuldades apresentadas, o árbitro foi bem, sem influenciar no resultado. Neymar, que costuma dar trabalho ao cavar / simular / sofrer muitas faltas na partida, não conseguiu fazer isso, nem entrar com frequência na área, minimizando o trabalho do árbitro naquela área.

E eu que achava que o Tite montaria um ferrolho… ledo engano! Esquema ofensivo, inteligente e com time coeso…

– Neymar foi “Inventado”?

Carlos Billardo, ex-técnico da Argentina, declarou ontem:

Neymar é uma invenção dos brasileiros, não dá para comparar com Messi“.

O treinador também elogiou-o como um bom jogador. Nada além disso.

E aí, concorda ou discorda?

– Qual o maior Santos X Corinthians da história?

Hoje a noite teremos Santos X Corinthians pela Libertadores da América.

Seria esse confronto o mais importante da história desse clássico de 99 anos de existência?

Ouvi um historiador (não sei o nome, pois estava no meio da entrevista), ligado ao Santos, dizendo que o principal jogo deste clássico foi no título santista do Campeonato Brasileiro de 2002, pelo fato de quebrar um longo jejum e rejuvenescer o time com Robinho e Diego.

E para você: qual o jogo mais importante entre eles? Deixe seu comentário:

– Os Rojões na Praia; Arbitragem da Libertadores para Santos X Corinthians

Hoje teremos uma partida que promete muita emoção: Santos X Corinthians, válida pela semifinal da Libertadores da América.

Talvez as duas partidas que disputarão sejam as maiores da história desse clássico, devido a importância do torneio. E, para isso, vale tudo (até coisas que não concordo): chororôs, acusações, provocações e… rojões!

As notícias dão conta que inúmeros rojões foram soltos nessa noite no lado de fora do hotel em que a delegação corinthiana se hospeda. Pura bobagem… O jogo se ganha, acima de tudo, no campo.

Sobre a arbitragem: reproduzo minha pré-análise publicada no Portal do Diário de São Paulo / Rede Bom Dia, falando sobre o que esperar de Marcelo de Lima Henrique hoje e de Leandro Pedro Vuaden na semana que vem. Abaixo, extraído de 06/06/2012, em: http://www.redebomdia.com.br/blog/detalhe/8544/Analisando+as+escalas+para+a+Libertadores

Ops: meu palpite? Vitória minguada do Santos, por culpa do “ferrolho” a la Once Caldas que Tite deve montar. Penso que o Corinthians jogará todas as suas fichas no jogo de volta, no Pacaembu.

ANALISANDO AS ESCALAS DA LIBERTADORES

A Conmebol divulgou que para o jogo Santos X Corinthians, na Vila Belmiro (13/06), teremos arbitragem do carioca Marcelo de Lima Henrique. Para Corinthians X Santos, no Pacaembu (20/06), teremos o gaúcho Leandro Pedro Vuaden (neste jogo, teremos a repetição da escala de Corinthians X Vasco).

Claro que torcedores das duas equipes perguntarão: boa ou má indicação?

Sem dúvida, boa para os dois nos seus respectivos mandos!

Nos bastidores, é sabido que tanto Corinthians e Santos não queriam arbitragem estrangeira.

Para o time do Parque São Jorge, um árbitro local é bom por “respeitar a grandeza do time”. Sabe aquele discurso intramuros de que um árbitro brasileiro poderia sentir a pressão do Corinthians? A uns, esse pensamento funciona; a outros, pura bobagem…

Para o time praiano, um árbitro local é bom por ser “mais técnico nas marcações de faltas cometidas sobre Neymar”. Aqui, o discurso intramuros é de que um árbitro brasileiro preservaria mais o craque.

Na verdade, os dois times estão satisfeitos. Vamos a cada jogo:

1)No jogo de ida, em Santos, teremos Marcelo de Lima Henrique que está em boa fase, mas que se equivocou em lance de pênalti na partida Grêmio/RS X Palmeiras/SP, dias atrás. Hoje ele apita Atlético-MG X Bahia/BA. O FIFA-RJ costuma não tolerar muito o contato físico; seus jogos costumam ter muitas faltas marcadas por não aceitar o rodízio de infrações e jogadas mais ríspidas. Bom para o Santos FC, se considerarmos que Neymar sofre muitas faltas e procura receber outras tantas (aqui o velho dilema: interpretar quando o garoto recebe, busca ou simula faltas).

2)No jogo de volta, em São Paulo, teremos Leandro Pedro Vuaden. O FIFA-RS está numa eloquente sequência de escalas, sendo que apitará no próximo domingo Uruguai X Peru. Apitou Corinthians/SP X Vasco/RJ pela Libertadores e apita hoje Sport/PE X Palmeiras/SP. O árbitro com estilo mais argentino do futebol brasileiro costuma deixar o jogo correr, não marca muitas faltas e nem tolera artimanhas. Tem pecado no aspecto disciplinar: às vezes, vulgariza o cartão amarelo; em outras, vira algo sagrado! Bom para o Corinthians, pelos mesmos inversos motivos do jogo de ida. Embora, Jorge Henrique, que é extremamente polêmico para o apito, possa ser inibido com o estilo Vuaden.

Apesar de serem bons nomes para os jogos, fico surpreso pela ausência de Wilson Seneme para um dos confrontos. Junto com Carlos Amarilla, são os dois melhores árbitros sulamericanos da temporada. Seneme apitará Equador X Colômbia no próximo domingo.

Vuaden vem sendo nome constante nas escalas, sempre com os bandeiras Altemir Hausmann e Alessandro Matos (entrosamento não faltará para o trio). Já Marcelo de Lima Henrique tem sido deixado de lado pela Sulamericana (vide baixíssimo número de escalas como árbitro principal em torneios da Conmebol). Foram preferidos deixando de lado nomes como Heber, Roman, Ricci, PC e o próprio Seneme. Além do que, mostra o desprestígio de outros nomes como Péricles, Chicão de Alagoas e Ricardo Marques Ribeiro (estes últimos, nunca utilizados como árbitros centrais – e nunca ao pé-da-letra mesmo).

Se o árbitro é FIFA, teoricamente, pode apitar em qualquer lugar do mundo. Então, porque não escalá-los?

Infelizmente, banalizaram o escudo…

Tudo isso ainda mostra algo problemático: a universalização de critérios, sempre defendida, é algo utópico.

– Oásis Chinês para o Futebol?

O famoso treinador Marcelo Lippi está trabalhando no clube 6º colocado do campeonato de futebol chinês. Ganha mais do que José Mourinho!

Conca, argentino do Fluminense, quando se transferiu para lá, aceitou o convite por ser o 3º maior salário do mundo na ocasião.

Drogba tem proposta da China, com valores irreais.

Detalhe: a China já está eliminada nas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2014 no Brasil.

Com o número de manchetes de apostas irregulares na China, a corrupção latente dos árbitros de lá e outros escândalos que vazam (e olha que são muitos, mesmo o regime de ditadura evitando a divulgação), alguém acredita que todas essas transações venham de negociações e torneios honestos?

Não tenho provas, é claro. Mas tenho o direito de duvidar. E você?

– Análise da Arbitragem de Brasil X Argentina. Foi bem o Juizão?

Na partida amistosa entre Brasil 3 X 4 Argentina, o mexicano Jair Marrufo ficou devendo à boa safra dos árbitros do México, bem aproveitados pela Concacaf nos últimos tempos. Quando o jogo foi fácil de se apitar, ele foi bem. Bastou os ânimos se animarem um pouco mais, e ele sentiu a pressão, tecnicamente falando.

Vamos lá: a partida começou com um erro primário logo aos 30 segundos. Gago pula para dividir uma bola que vem pelo alto com Neymar. Ambos caem e Neymar pede a falta inexistente. Mas o árbitro interpreta “cama-de-gato” do argentino. Falta pró-Brasil que não existiu. Cartão de apresentação ruim do juizão… Neymar cavou e o juizão entrou.

Quer outro lance entre Neymar X Gago? No 10º minuto, o argentino dá um tranco legal no brasileiro, que cai. Se o Tranco é legal, nada a marcar. Acertou o árbitro. Mas Neymar pediu a falta.

Aos 11 minutos, Novamente Gago X Neymar (3º confronto): o argentino abandona a jogada e vai no corpo do brasileiro. Falta temerária, que valeu o primeiro cartão amarelo. Acertou o árbitro.

Depois do cartão, trocou-se o marcador de Neymar. Será que se Gago permanecesse na marcação, terminaria o jogo?

Com 12 minutos, Neymar infernizava: após uma sequência de dribles, procurou o corpo do zagueiro adevrsário. Foi nítido que no momento derradeiro da finta, tentou cavar a falta, driblando em cima do adversário, ao invés de evitá-lo. Não precisava fazer isso.

Até esse primeiro terço do primeiro tempo, Neymar infernizou. Mas se procurasse ficar em pé não seria melhor?

Um erro grosseiro ocorreu aos 16 minutos: Hulk ganha a disputa de bola do adversário com um tranco legal, o árbitro deixa o jogo seguir, mas o bandeira assinala a infração. Errou.

Aos 22 minutos, no gol brasileiro de Rômulo, tudo legal. A Argentina faz linha burra, mas apesar do tronco de Rômulo estar à frente dos troncos dos zagueiros argentinos, há um pé portenho que dá condição. Como o conceito de “mesma linha” se refere às partes jogáveis dos atacantes em relação aos defensores, o gol é válido. O erro foi da Argentina ao fazer a linha de impedimento de maneira mal feita.

Tivemos dois lances de pênaltis reclamados: aos 26 minutos, um zagueiro argentino dá um tranco em Neymar de maneira legal. Embora Neymar tenha caído, não foi nada, acertou o árbitro. Mas aos 29 minutos, o mesmo zagueiro empurra Neymar com o braço esquerdo, que se desequilibra e tropeça sozinho. O empurrão é pênalti, não marcado. Errou o árbitro.

No segundo tempo, a catimba apareceu e o árbitro tratou de segurar o jogo. Nos lances de disputa de bola mais ríspidos, começou a marcar faltinhas, a fim de “picar o jogo”. Isso não agrada aos amantes da boa arbitragem, acaba demonstrando uma certa insegurança do árbitro. Mesmo com essa deficiência técnica, disciplinarmente o árbitro se manteve bem criterioso no segundo tempo, em especial ao lance mais forte de Mascherano em Neymar.

Aos 81 minutos, um lance curioso, irregular e que o árbitro não viu: Messi, quando iria cobrar uma falta, mudou o local da cobrança para trás. E isso não pode! Não importa se trouxe a bola para trás, a bola deve ser colocada no local da infração. Portanto, não pode nem pra frente, nem pra trás (e não vale alegar que isso não beneficia ou prejudica; importa é que a falta foi cobrada em local errado – é regra!).

No final da partida, Marcelo tenta agredir Lavezzi, que revida. Ambos expulsos. Correto.

Me chamou a atenção um detalhe: Neymar chamou a atenção pelas faltas sofridas e as que ele “tentou sofrer”. Messi chamou a atenção pelos gols. Os dois são craques, mas o hermano é mais decisivo, discreto e menos firulento que o brazuca. E não cai, nem reclama de falta. Só joga bola (e muito!).

Enfim, árbitro regular para uma partida bacana de se assistir. Pena, para os brasileiros, que o resultado foi adverso.

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Abaixo, o lance-a-lance da partida:

·          35 segundos: dividida normal entre o 5 da argentina, Gago e Neymar. Nada. O juizão dá a falta… (cavou na inteligência)

·          3 minutos: Neymar chama o jogo e Messi não pegou na bola. Pegará na hora certa?

·          10 minutos: brasileiro perde a bola para argentino através de um tranco. Jogada normal.

·          11 minutos: Neymar sofre falta de Gago, que vai no corpo dele. Cartão Amarelo bem aplicado. (apanhou no lance)

·          12 minutos: após bela sequência de dribles, Neymar tenta se enfiar “por dentro do corpo” do zagueiro. Aí não dá. Perdeu a bola e caiu (tentou simular).

·          16 minutos: tranco de Hulk, que domina a bola, mas bandeira levanta o instrumento. Errou, é tranco legal.

·          20 minutos: Neymar faz bela jogada, toca-recebe, mas fica em posição de impedimento. Se fosse o Luís Fabiano, já tinha reclamado e cavado um amarelo.

·          22 minutos: Brasil cobra falta, Argentina faz linha burra e erra; Rômulo, que estava em posição legal na hora da cobrança, recebe sozinho e faz 1X0.

·          26 minutos: zagueiro argentino dá tranco legal em Neymar na disputa de bola, que cai. Não foi pênalti.

·          29 minutos: zagueiro argentino empurra Neymar com o braço esquerdo na corrida. Mesmo se mantendo de pé com a bola, não há vantagem percebida. Errou (na sequência, Neymar tropeça sozinho).

·          34 minutos: eu disse aos 3 minutos- “Neymar chama o jogo e Messi não pegou na bola. Pegará na hora certa”. RESPOSTA: Pegou…

·          37 minutos: Rafael não consegue segurar adversário e o segura, evitando contra-ataque. Amarelo bem aplicado.

·          38 minutos: algum zagueiro brasileiro agarrou sem bola um argentino. Galvão deixou passar batido e não houve replay. Era para amarelo.

·          48 minutos: Higuain, infantilmente, reclama da marcação do árbitro. Amarelo bem aplicado.

·          50 minutos: Higuain disputa a bola com Juan. Normal. Mas o árbitro marca falta de ataque. Não foi nada. Errou.

·          58 minutos: Mascherano faz falta dura em Neymar. Cartão Amarelo bem aplicado.

·          61 minutos: Sandro pega a bola e argentino cai. Não foi nada. Juizão sentiu a pressão…  

·          70 minutos: no primeiro lance, Pato empurra o adversário com as duas mãos. Apelou. Falta bem marcada.

·          71 minutos: Gol de Hulk, tudo ok, legal.

·          73 minutos: Gol da argentina. Tb legal.

·          81 minutos: falta de Danilo em Messi, na entrada da área. Amarelo bem aplicado.

·          Na cobrança de falta, Messi muda a bola para um local mais para trás, distanciando da barreira. Não pode mudar nem pra frente, nem pra trás.

·          84 minutos: Messi faz um golaço. Caramba.

·          90 minutos: Marcelo agride Lavezzi, que chuta, bate e puxa o cabelo de Marcelo. Expulsos, corretamente.

– O Código de Conduta do MetLife Stadium

O palco de Brasil X Argentina, em Nova Jersey, neste sábado a tarde, é um convite à civilidade no futebol.

Lá, é proibido fumar (não por questões de saúde, mas por conforto de quem sentar ao lado do fumante). Atitudes anti-sociais contra os torcedores adversários rendem a retirada do tumultuador do estádio. Xingar o árbitro ou falar palavrão rende punição.

Quer mais?

Camisas com mensagens ofensivas, religiosas ou políticas não são permitidas. Vuvuzelas? Nem pensar.

Na entrada, os torcedores recebem uma cartilha comportamental e a recomendação para enviar SMS para a administração do estádio, em caso de observação de algum transgressor.

imaginaram tais regras nos estádios brasileiros? Nenhuma torcida organizada iria aceitar.

Ou iria?

Claro que não. Mas… seria delírio ao menos tentar testá-las por aqui?

– Sansão Sem Emoção?

No domingo teremos São Paulo X Santos. Com os craques dos times escalados pela Seleção, o clássico diminui. Com ingresso caro, chuva e frio, piorou. Num feriado prolongado, xi…

Capricham na confecção de tabela. O que poderia ser um tremendo jogão, esvazia-se.

– Os Cartões de Luís Fabiano e a Faixa de Capitão

Luís Fabiano é costumeiro recebedor de cartões amarelos. O assunto que veio à tona após o 3º cartão amarelo em 3 jogos seguidos, é na verdade, mais antigo do que parece.

Para aqueles que buscarem o histórico do atleta antes da sua ida ao Porto (Portugal), ele costumeiramente era advertido por 2 motivos: reclamação à arbitragem e atitude inconveniente, que são situações específicas de indisciplina para o meio da arbitragem. A diferença do histórico do Fabuloso, como ele é chamado, é que agora ele não está recebendo cartões vermelhos, como antes recebia.

Uma observação importante: Luís Fabuloso faz parte daqueles atletas que, quando coloca a faixa de capitão, acredita ter maior liberdade para conversar com o árbitro. E aí vem uma curiosidade: muitos pensam que o capitão pode conversar ou reclamar com o juiz. Nada disso!

Sabe para que serve o capitão, diante da Regra do Jogo e para a Arbitragem? Para simplesmente ser o representante da equipe para o sorteio que decide o lado do campo e quem fica com a bola no chute inicial, além de ser o elemento que será informado de alguma excepcionalidade na partida.

Embora muitos pensem o contrário, o capitão não tem direito extra ou privilégio dentro do jogo. Ele está submetido ao mesmo comportamento que os demais atletas.

Porém, analise o seguinte: se o jogador já recebe cartões amarelos por reclamar com a arbitragem, imagine se ele usar a braçadeira de capitão (acreditando poder falar com o árbitro)?

Vai receber cartão amarelo todo jogo mesmo…

– Eurocopa: Qual o seu palpite?

A Eurocopa começa hoje. E aí, qual o seu palpite?

A lógica seria apostar na Espanha, atual campeã mundial, com sua constelação de estrelas. Mas vale as situações folclóricas, como a da Itália!

Sempre que os italianos saem desacreditados, criticados ou envolvidos em escândalos, acabam dando a volta por cima. Lembram-se dos escândalos da loteria (82) e da compra de resultados da Juventus (06)? Nas duas oportunidades o calcio estava manchado por corrupção e a Azzura em baixa. Curiosamente, a Itália foi campeã. As vésperas da Euro-12, o cenário se repete.

– Duas Coisas Evitáveis no Futebol

A Ponte Preta decepciona em campo e quem paga o pato é a equipe da ESPN?

Lamentável… torcedores destruíram o carro da emissora, insatisfeitos com o rendimento do time. O que a imprensa tem a ver com isso?

O Luís Paulo Rosemberg, vice do Corinthians, diz que o seu time é medíocre. Para os mais intelectualizados, o termo MEDÍOCRE significa: “mediano, dentro da média, comum”. Mas esses mesmos intelectualizados sabem que a palavra é pejorativa para alguns. Agora, o elenco está p. da vida.

Não são duas “desinteligências”?

– Cuidados com o Profissionalismo: o caso Romarinho

Segundo o UOL (citação em: http://is.gd/MAnBp2), Romarinho, jogador contratado pelo Corinthians e que atuava pelo Bragantino, declarou à TV FPF que seu time de coração é o Santos, em entrevista de tempos atrás.

Para qualquer mortal, isso é irrelevante. Mas num mundo fanático e que leva a distorções como no futebol, tal declaração não passa batido.

Já imaginaram um gol perdido num clássico entre ambas equipes?

Com o profissionalismo exigido pelo futebol nos dias atuais, o resguardo de algumas declarações públicas de jogadores de futebol se faz necessário. Parece bobagem, mas para alguns torcedores, isso tem muita importância…

– Analisando a Escala da Libertadores da América: Jogos das Semifinais Brasileiras

A Conmebol divulgou que para o jogo Santos X Corinthians, na Vila Belmiro (13/06), teremos arbitragem do carioca Marcelo de Lima Henrique. Para Corinthians X Santos, no Pacaembu (20/06), teremos o gaúcho Leandro Pedro Vuaden (neste jogo, teremos a repetição da escala de Corinthians X Vasco).

Claro que torcedores das duas equipes perguntarão: boa ou má indicação?

Sem dúvida, boa para os dois nos seus respectivos mandos!

Nos bastidores, é sabido que tanto Corinthians e Santos não queriam arbitragem estrangeira.

Para o time do Parque São Jorge, um árbitro local é bom por “respeitar a grandeza do time”. Sabe aquele discurso intramuros de que um árbitro brasileiro poderia sentir a pressão do Corinthians? A uns, esse pensamento funciona; a outros, pura bobagem…

Para o time praiano, um árbitro local é bom por ser “mais técnico nas marcações de faltas cometidas sobre Neymar”. Aqui, o discurso intramuros é de que um árbitro brasileiro preservaria mais o craque.

Na verdade, os dois times estão satisfeitos. Vamos a cada jogo:

1)No jogo de ida, em Santos, teremos Marcelo de Lima Henrique que está em boa fase, mas que se equivocou em lance de pênalti na partida Grêmio/RS X Palmeiras/SP, dias atrás. Hoje ele apita Atlético-MG X Bahia/BA. O FIFA-RJ costuma não tolerar muito o contato físico; seus jogos costumam ter muitas faltas marcadas por não aceitar o rodízio de infrações e jogadas mais ríspidas. Bom para o Santos FC, se considerarmos que Neymar sofre muitas faltas e procura receber outras tantas (aqui o velho dilema: interpretar quando o garoto recebe, busca ou simula faltas).

2)No jogo de volta, em São Paulo, teremos Leandro Pedro Vuaden. O FIFA-RS está numa eloquente sequência de escalas, sendo que apitará no próximo domingo Uruguai X Peru. Apitou Corinthians/SP X Vasco/RJ pela Libertadores e apita hoje Sport/PE X Palmeiras/SP. O árbitro com estilo mais argentino do futebol brasileiro costuma deixar o jogo correr, não marca muitas faltas e nem tolera artimanhas. Tem pecado no aspecto disciplinar: às vezes, vulgariza o cartão amarelo; em outras, vira algo sagrado! Bom para o Corinthians, pelos mesmos inversos motivos do jogo de ida. Embora, Jorge Henrique, que é extremamente polêmico para o apito, possa ser inibido com o estilo Vuaden.

Apesar de serem bons nomes para os jogos, fico surpreso pela ausência de Wilson Seneme para um dos confrontos. Junto com Carlos Amarilla, são os dois melhores árbitros sulamericanos da temporada. Seneme apitará Equador X Colômbia no próximo domingo.

Vuaden vem sendo nome constante nas escalas, sempre com os bandeiras Altemir Hausmann e Alessandro Matos (entrosamento não faltará para o trio). Já Marcelo de Lima Henrique tem sido deixado de lado pela Sulamericana (vide baixíssimo número de escalas como árbitro principal em torneios da Conmebol). Foram preferidos deixando de lado nomes como Heber, Roman, Ricci, PC e o próprio Seneme. Além do que, mostra o desprestígio de outros nomes como Péricles, Chicão de Alagoas e Ricardo Marques Ribeiro (estes últimos, nunca utilizados como árbitros centrais – e nunca ao pé-da-letra mesmo).

Se o árbitro é FIFA, teoricamente, pode apitar em qualquer lugar do mundo. Então, porque não escalá-los?

Infelizmente, banalizaram o escudo…

Tudo isso ainda mostra algo problemático: a universalização de critérios, sempre defendida, é algo utópico.

– Por que não te Calas?

por José Renato Santiago Sátiro

Novamente a famosa frase proferida pelo Rei da Espanha, Juan Carlos, cabe perfeitamente em determinada situação, agora no futebol, no caso Flamengo x Ronaldinho Gaúcho.

Sem querer julgar quem está certo ou errado em toda situação, é fácil notar a forma totalmente equivocada com a qual a direção do Flamengo está tratando toda esta situação.

Vamos a alguns fatos:

I

O dirigente rubro negro, Paulo César Coutinho, pronuncia a imprensa que o jogador está afastado, sem que a presidente do clube tenha decidido por isso, tão pouco o próprio jogador.

Flamengo 0x1 Ronaldo

Gol contra do Rubro Negro que deu a Ronaldinho o argumento de ter passado o constrangimento por ter sido, supostamente, afastado, da equipe através da imprensa.

A justiça trabalhista dará a razão ao dentuço gaúcho.

II

O atual dirigente Zinho faz pronunciamento, insinuando que o jogador pediu o afastamento pelo fato dele, Zinho, ter informado que “agora, a bagunça acabou!”.

Flamengo 0x2 Ronaldo

Mais um gol contra Rubro Negro, uma vez que mostra uma clara confissão que a bagunça reinava no clube, sendo que ele, Zinho, sequer estava presente para saber disso a fundo.

Além de fazer uma interpretação muito particular sobre uma decisão que coube ao Ronaldinho, pelo que sei Zinho ainda não desenvolveu o poder de ler a mente das pessoas, e indicar a motivação do pedido de afastamento de um jogador que estava com pagamentos atrasados, é, na melhor das hipóteses, um completo despreparo.

III

Dirigentes rubro negros divulgam imagens que mostram Ronaldinho indo ao quarto de uma moça, durante a madrugada, quando a equipe rubro negra fazia pré temporada em Londrina.

Flamengo 0x3 Ronaldo

Caberiam dois gols contras, uma vez que a própria moça, que aparece na imagem, certamente processará o clube. As imagens gravadas no circuito interno não podem ser utilizadas e publicadas sem que haja autorização das pessoas presentes ou solicitação formal de autoridades.

Além disso, é um claro exemplo de assédio moral ao jogador, que por mais que, eventualmente estivesse fazendo algo indevido, não pode ficar sob vigilância eletrônica, em situação profissional, no caso a concentração, fato diferente se ele estivesse em campo.

Aliás, neste caso, todos os jogadores poderão processar o clube rubro negro.

IV

Diretoria flamenguista divulga na imprensa que possui exames de sangue de Ronaldinho que indicam a presença de álcool.

Flamengo 0x4 Ronaldo

Nenhuma empresa pode publicar os exames médicos de qualquer profissional.

Os exames pertencem aos profissionais e só podem ser divulgados com a devida autorização do mesmo.

Mais um fato que indica assédio moral.

V

Diretoria do Flamengo informa oficialmente o Palmeiras sobre possível assédio ao jogador, sem que houvesse qualquer fato de conhecimento público sobre o assunto.

Flamengo 0x5 Ronaldo

Atitude amadora, motivada simplesmente por “raiva”, e que, potencializada pelo fato de Ronaldo não ter se acertado com o alviverde, mostra claro despreparo e desgaste da imagem da instituição.

VI

Rapidamente Ronaldo acerta contrato com o Atlético Mineiro, treina e tem sua escalação prévia, para o próximo jogo da equipe. Golaço de Ronaldo e Assis.

Flamengo 0x6 Ronaldo

Enfim o primeiro gol marcado pelo próprio Ronaldo, uma vez que tira do Flamengo a argumentação que o jogador não está a fim de jogar.

Não sou flamenguista, mas respeito e admiro muito a equipe mais popular do Brasil.

Por isso, como admirador de futebol, peço aos dirigentes rubro negros: Por favor, calem a boca!!!

– O Racismo a Negros na Ucrânia

Leio uma declaração do Betão, ex-zagueiro do Corinthians e do Santos, hoje no Dínamo de Kiev (Ucrânia), sobre racismo.

Triste constatação que o absurdo de discriminar alguém pela cor pode ser eterno para algumas culturas. Betão disse que estava fazendo compras em um mercado, quando a moça do caixa lhe perguntou algo e ele respondeu na língua russa. Uma criança extremamente assustada, atrás dele, disse a avó que estava na fila:

Vó, o negro fala russo!!!

Lamentável, não? Uma inocente criança acostumada com tal “deseducação”.

– Ronaldinho Gaúcho: O erro foi de quem?

Dirigentes do Palmeiras e do Grêmio devem estar felizes por não terem conseguido contratar Ronaldinho Gaúcho. Custo-benefício inviável, problemas extra-campo e mau exemplo aos mais jovens.

Além de tudo isso, o Flamengo pecou na relação com a Traffic, tendo que arcar com o altíssimo salário.

A aposta sempre foi de risco. Ninguém percebia que Ronaldinho demonstrava ser um ex-atleta em atividade?

Uma pena. Para quem viu os momentos gloriosos do R10 no Barcelona, entristece-se ao vê-lo nesse fim de carreira. Tudo bem que continua ganhando dinheiro, mas dando mostra de falta de profissionalismo.

O pior é que o Mengão está teimando em cair no mesmo erro: Adriano está perto de ser contratado.

Infelizmente, parece que a irresponsabilidade financeira é marca de alguns clubes. Não dá para acreditar que queiram, honesta e conscientemente, perder tanto dinheiro!

– Irresponsabilidades Financeiras dos Clubes de Futebol: as Dívidas Brasileiras

Nesta semana, 3 times turcos foram proibidos de disputarem competições continentais pela UEFA, por dívidas não pagas. Entre eles, o Besikitas, que estava classificado para a Liga Europa.

Coincidentemente, a Universidade do Futebol (http://is.gd/DIVIDAS), através de Fernando Pinto Ferreira, divulgou um levantamento da PLURI Consultoria, com os dados oficiais extraídos dos balanços dos clubes de futebol brasileiros, mostrando seus débitos fiscais.

Se fizermos uma reflexão, considerando as receitas, custa a crer, por exemplo, que oBotafogo-RJ, maior endividado da lista, deve mais de 10 vezes o total das receitas! Isso significa que se ele acumular todas as receitas até 2021, sem gastar nenhum centavo (situação hipotética e impraticável), o clube conseguiria pagar as dívidas, desde que zerassem seus juros.

 

Insustentável. Como fazer futebol profissional desse jeito?

Se os clubes brasileiros estivessem subordinados à UEFA, estariam em maus lençóis.

– Juízes com Ciúmes dos Árbitros Modelos?

A mídia divulgou hoje que o Programa “A Fazenda 5”, da TV Record, terá o árbitro de futebol baiano Diego Pombo, da CBF.

Muitos criticam o moço por dividir a sua carreira de arbitragem com a de modelo. Ora, a atividade é profissional, digna como qualquer outra. Além do que, o árbitro não consegue viver exclusivamente das suas taxas de arbitragem.

Os críticos dirão que a atividade de “modelo” atrai holofotes e expõe demais o árbitro. Guilherme Ceretta de Lima, aspirante a FIFA por São Paulo, é outro que costuma ser criticado por também ser modelo.

Se o árbitro desempenhar bem sua função em seus jogos, que mal há? Não vale dizer que a carreira de modelo é incompatível, pois tal justificativa parece ser mais ciúme do que preocupação alheia.

Caso Diego Pombo esteja no programa, surgirão os defensores da ética da arbitragem, querendo crucificar o moço. Bobagem.

Boa sorte ao árbitro na Record, mas não contará com minha audiência, por um motivo bem simples: DETESTO Big Brothers e Fazendas da vida…

– Árbitros 100% Nada Consta

Leio no site Voz do Apito (www.vozdoapito.com.br) que o Dr Edson Rezende, Corregedor de Arbitragem da CBF, pede aos árbitros para que assinem um documento liberando a investigação da vida pessoal deles, além dos tradicionais documentos de nada consta na Justiça e nos órgão comerciais (Serasa / SPC), entre outros.

Claro que o assunto é delicado. Os árbitros devem ter uma vida imaculada para não serem questionados. Se o árbitro estiver com dívidas, por exemplo, os mais críticos poderão dizer que está mais suscetível a propostas indecorosas. Se sofre ou move algum processo, questionará se uma escala contra determinado clube implicará em interesse pessoal ou não. O que fazer?

Por mais antipática que seja, entendo que a decisão seja acertada. Se o árbitro não tem nada a esconder, não há problemas. O único inconveniente (e aí será algo de foro pessoal) é o questionamento da perda de privacidade.

Até onde o árbitro aceita ter sua vida pessoal invadida por um dirigente? Isso é muito particular para cada um.

Para quem nada deve, sem dificuldade para a aceitação. Lamentavelmente, o árbitro além de ser honesto “tem que parecer ser honesto”!

E você? Concorda ou discorda de tal medida?

Caso tenha curiosidade, os documentos exigidos pela CBF aos árbitros poderão ser acessados no seguinte PDF: http://www.vozdoapito.com.br/noticias/img/cbf_3.pdf

– Felipão e Luxa bem recebidos como visitantes?

Luiz Felipe Scolari foi bem recebido no Estádio Olímpico, no jogo do Grêmio X Palmeiras. Foi aplaudido de pé pelos torcedores gaúchos! Claro, Felipão é ídolo lá, nunca trabalhou por um rival e conquistou muitos títulos. Após o jogo, ele disse que Luxemburgo será recebido da mesma maneira em SP, pela torcida palmeirense.

Luxemburgo é ídolo palmeirense na mesma proporção que Scolari gremista? Conta outra… Ele saiu de lá demitido e questionado!

Nada de questionar a competência, mas sim a simpatia que suas respectivas ex-torcidas têm deles.

– Brasileirão até Agora: o que Vi da Arbitragem?

Duas rodadas do Brasileirão da Série A e já podemos observar algumas coisas em relação ao apito. Vamos lá:

1- Alguns árbitros estão tendo dificuldade de se posicionar com a implantação dos árbitros adicionais. Apenas uma questão de costume, mesmo não existindo necessidade de mudança radical na sua corrida dentro de campo.

2- Arbitragens com jogos sem dificuldades, com equívocos pontuais. Talvez, devido ao início do torneio, as partidas estão fáceis para se apitar. Momento propício para se renovar o quadro, lançando jovens a campo.

3- Erros de entrosamento: devido à miscigenação de estados e estilos, muitos erros por falta de entrosamento entre os árbitros, assistentes e adicionais. Alguns mais significativos, outros não.

4 – Ponto forte: a questão disciplinar. Os árbitros estão bem criteriosos na aplicação dos cartões (claro que um ou outro erro aconteceu, em proporção menor do que em outras oportunidades). Mas algo que preocupa: muitos cartões por indisciplina, já que o número de reclamações e atitudes inconvenientes tem sido alto, e punidos corretamente. Os exemplos da semana: André (Atlético Mineiro), Fábio Santos (Corinthians) e Luís Fabiano (São Paulo). Será que os clubes aceitam cartões tão bobos recebidos por seus atletas e não os orientam corretamente?

Muitas suspensões por cartões poderiam ser evitadas com instruções de arbitragem aos jogadores. Mas, infelizmente, os clubes nada investem nesse tipo de orientação.

– O “Tudo bem” do Ministro Aldo Rebello

Quer dizer que o Ministro Aldo Rebello, ao ser questionado sobre o fato de 40% das obras prometidas para a Copa do Mundo ainda não terem sido iniciadas, retrucou que tudo está bem e que isso é “coisa de crítico”?

De duas, uma: ou ele confia nos terríveis e nefastos contratos emergenciais, ou o seu otimismo está verdadeiramente mesmo desregulado…

A propósito: 97% das obras dos estádios são financiadas pelo Governo… A Copa está estatizada ou não?

E Ricardo Teixeira disse que a iniciativa privada bancaria o evento. Tem gente que acreditou…

– Jamil Chade, Andrés Sanches ou Kia: em quem você confia?

Há pouco, durante o jogo entre Brasil X Dinamarca, o consagrado e respeitado jornalista Jamil Chade (Estadão e outras mídias) flagrou Andrés Sanches, diretor de seleções e ex-presidente corinthiano assistindo o jogo com Kia Joorabichian (aquele mesmo, da MSI…)

Quando notado, Andrés Sanches alertou Kia sobre a “perigosa” presença do jornalista, dizendo:

Ele é mais bandido que você”.

Irônico, não?

De Jamil Chade, nunca ouvi nada. Mas de Kia…

Veja o que o jornalista tuitou sobre o fato:

DIRETO DE HAMBURGO: ANDRES SANCHES ALERTA KIA SOBRE ESTE REPORTER.

“Ele é mais bandido que voce”.

Quem você considera o mocinho e quem o bandido?

– Porque não me Ufano… Guardiola, Mano e Muricy

Fim de primeiro tempo em Hamburgo, o Brasil vai ganhando de 3 X 0 da Dinamarca.

Como o maior sucesso de bilheteria do ano é o filme “Vingadores”, o centroavante Hulk está fazendo jus a fama, com seus 3 gols.

Brincadeiras a parte, futebol tem dessas coisas: o time é um catado de jogadores, sem treinar e sem padrão. Mas com vontade de serem novamente chamados e contra um adversário fraco (lembremo-nos do frango do goleiro), o esforço parece funcionar.

Mano Menezes não me convence. Ainda o acho ótimo treinador de clube. Mas, para a Seleção Brasileira, prefiro Pepe Guardiola!

O ex-treinador do Barcelona tem a cara do estilo brasileiro. E, certamente, toparia treinar o Brasil.

Muricy na Seleção não me agrada. Prefiro ele em clube.

E você?

– Paulistas de Fim e de Meio de Semana

No último final de semana, critiquei o fato de nenhum paulista ter vencido no Brasileirão. Porém, o que dizermos do desempenho deles no meio de semana?

Dos quatro grandes, dois estão nas semifinais da Libertadores da América e dois estão nas semifinais da Copa do Brasil.

Melhor? Impossível.

– Para que Comissionar a Apresentação de Ibson?

Coisas inexplicáveis e irresponsáveis do futebol: Ibson, ex-jogador do Flamengo e que estava no Santos, voltou à Gávea. E o seu empresário Eduardo Uram levou do Mengão uma Comissão de R$ 1,9 milhão!

Por que os clubes precisam de intermediários? Patrícia Amorim não poderia ter negociado diretamente com Luís Álvaro?

São situações como essa que levam a desconfiar na lisura das transações. Nada de acusar que houve corrupção, claro. Mas tudo para se criticar pela irresponsabilidade administrativa dos diretores que aceitaram tal negócio.

– Antidoping para Árbitros?

O jornalista Wanderley Nogueira, da Rádio Jovem Pan e da TV Gazeta, informa em seu blog que a FIFA cogita realizar o exame antidoping em árbitros de futebol. O texto pode ser acessado no link abaixo, e repare que ele questiona o leitor com a indagação: você aprova ou não?

Pois bem, aqui vai uma resposta ao questionamento e alguns dados interessantes.

O árbitro, hoje, é um dos elementos do jogo que mais corre em uma partida de futebol: cerca de 9,5 a 13 km/h, segundo os dados da Federação Paulista de Futebol. Tal número mostra que ele corre mais que muitos atletas em campo. O Prof Sérgio Cunha, do Departamento de Biomecânica da Unicamp, em recente estudo mostrou que os atletas correm até 11 km por jogo, dependendo da posição (vide: http://www.youtube.com/watch?v=htUVsmzy-B0)

Sendo assim, vale refletir: como o árbitro, com sua preparação amadora, sem os profissionais que os grandes clubes de futebol possuem, podem ser mais exigidos em campo do que os atletas?

São alguns fatores motivacionais que o ajudam: a carreira em si (necessidade de desempenhar o máximo para o sucesso profissional) e o doping psicológico (a busca em vencer desafios de grande monta). Fora o motivacional, vem o físico (cuidados com o corpo, nutricionista e treino a exaustão).

Em 15 anos de carreira (em jogos, mais de 700), nunca vi doping explícito ou ouvi relatos de árbitros que usavam substâncias ilegais para melhorar a performance; tudo que observei era dentro da normalidade, como vitaminas ou outros suplementos. Mas vi alguns colegas fazerem uso de drogas ilícitas e alguns de drogas lícitas, no pré-jogo e no jogo. Explico os momentos de uso:

Muitos árbitros, quando lesionados, relutam em pedir dispensa de escalas, preocupados com o prejuízo na carreira ou com o desgosto da Comissão que o escalou. Estes costumam fazer infiltrações, usarem drogas farmacológicas via oral ou até mesmo apelarem para uma arbitragem “menos corrida”, posicionando-se no meio do campo, apitando todas as faltas, a fim de não sentirem dor. Poucos ousam abrir mão dos jogos em que estão escalados.

O problema em si, durante o jogo, é o doping contra a dor de uma lesão, pela automedicação. Mas há algo mais grave: o doping pré-jogo, que não tem ligação alguma à preocupação em maior rendimento no gramado, mas que se constitui em descuido do corpo, falta de profissionalismo e um pouco de descomprometimento. E, claro, uma realidade social: o alcoolismo e o uso de narcóticos. Estes árbitros que usam são minoria, mas existem e estão nos gramados, conduzindo jogos.

Em jogos em que há pernoite, esses árbitros (normalmente mais jovens ou deslumbrados com um início financeiro rentável), abdicam do descanso e aproveitam a noite. E, longe de casa, muitas vezes no rico interior do estado, excedem nas bebidas alcoólicas. E, na “curtição”, como qualquer outro profissional/cidadão descuidado, pode cair nas drogas das mais leves como a maconha às mais pesadas como êcstasi. Já vi situações delicadas de colegas que quase perdem uma carreira por uso de tais substâncias, ao invés de se concentrarem para a partida.

Evidentemente que aqui o consumo é para o chamado “uso social”, não para o aumento de rendimento, pois os efeitos indesejáveis: cansaço, ressaca, larica e desconcentração o atrapalham nos jogos.

Importante: ambos os árbitros (que fazem uso do doping para o jogo com medicamentos e os que sofrem com o doping pré-jogo) entram em campo, de uma maneira ou de outra, fora das condições normais. Não são logicamente a maioria, mas existem e devem ter a atenção.

Àqueles que nada devem, em nome da responsabilidade, nada devem temer. Portanto, eu aprovo o doping surpresa nos árbitros.

Abaixo, o artigo de Wanderley Nogueira, extraído de: http://wanderleynogueira.blog.terra.com.br/2012/05/24/o-arbitro-e-o-doping/

O ÁRBITRO E O DOPING

O Congresso Médico da Fifa cogita fazer exames antidoping em árbitros.

Os responsáveis pelo setor afirmam que o “juiz é um atleta no campo e diante disso deveria ser submetido às mesmas regras”.

O assunto já começou a provocar opiniões favoráveis e contrárias.

Sou favorável.

E aqui, no Brasil, onde a profissão de árbitros vai passar a ser reconhecida como “profissional”, é o momento oportuno para sua implantação.

É de se esperar que todos os árbitros aplaudam a iniciativa.

Também considero árbitro de futebol um atleta.

E para evitar a suspeição de que alguns apitam “turbinados”, o controle virá em boa hora.

E você, aprova ou não ?

– Análise da Arbitragem de Corinthians X Vasco da Gama. O árbitro foi bem?

Boa arbitragem de Leandro Pedro Vuaden no Pacaembu, ontem a noite, na partida válida pelo jogo de volta da Libertadores da América, entre Corinthians X Vasco.

O jogo começou com um cartão de visitas mostrado pelo árbitro: aos 2 minutos, forte (mas legal) tranco em Jorge Henrique, que cai e fica pedindo falta; Vuaden manda seguir. No minuto seguinte, lance idêntico em atleta do Vasco, com mesma decisão da arbitragem. Claro sinal de que não toleraria quedas quaisquer.

Na parte disciplinar, Vuaden foi coerente na aplicação dos cartões. Tecnicamente, acertou na marcação das faltas e na não marcação de faltas forçadas. Se todas as faltas pedidas pelos atletas fossem marcadas, não teríamos bola rolando. Arbitragem típica de Libertadores da América, com o jogo fluindo, sendo que a exceção foi observada na volta do segundo tempo. No recomeço do jogo, Vuaden começou a picar o jogo, fazendo uma leitura diferente do que foi o seu primeiro tempo. Quando retomou o critério adotado, após escorregão de Paulinho, aos 56m, Tite reclamou excessivamente e foi expulso. Ali, uma dura advertência verbal do 4º árbitro resolveria a situação.

Fisicamente, Vuaden esteve bem. Ele, que não é reconhecidamente um velocista, prima por se posicionar melhor do que correr excessivamente. Porém, uma falha repetida ao longo da partida: nas retomadas de bola das equipes na defesa, costumava estar no meio de campo e ficar de costas para a jogada, aguardando um ataque. Por 2 vezes, houve a roubada de bola do adversário e o árbitro ficou atrasado nos lances de contra-ataque, pois não esperava tal situação. Felizmente, nada de polêmico nessas situações.

Agora, em caso de classificação do Santos nesta quinta-feira, esperaremos a provável escala de Seneme e Heber no confronto brasileiro, duas lógicas pelo momento que vivem e pelos critérios da Conmebol.

Caso o Velez se classifique, um desses brasileiros deve aguardar a oportunidade de eliminação do Corinthians para uma possível final, juntando-se a Carlos Amarilla (crendo que o Libertad sai da competição).

– Neymar supera Messi no Potencial de Marketing

Se alguns questionam se Neymar poderá superar Lionel Messi como melhor jogador do mundo, alguém já conseguiu provar que, em números, Neymar vale mais do que Messi: a Revista Britânica SportsPro.

No estudo, grandes atletas foram discutidos, e Neymar aparece na frente de futebolistas como Messi e Cristiano Ronaldo, do atual campeão da F1 Vettel e do tenista Djokovic.

Abaixo, extraído de: http://is.gd/iT5erT

NEYMAR SUPERA MESSI COMO POTENCIAL DE MARKETING

O atacante Neymar, 20, astro do Santos e do futebol brasileiro atualmente, é o atleta com maior potencial de marketing, segundo avaliação da revista britânica “SportsPro” nesta sexta-feira.

A publicação apresenta uma lista com 50 atletas e o brasileiro superou o golfista norte-irlandês Rory McIlroy, 23, e o atacante argentino Lionel Messi, 24, do Barcelona, segundo e terceiro da relação respectivamente.

“Neymar uma verdadeira tempestade: jovem, talentoso e com uma Olimpíada e uma Copa do Mundo pela frente. Ele já é um astro no Brasil, país que tem uma das econômicas mais robustas do mundo. Neymar é o cartaz da década esportiva no Brasil”, afirma David Cushnan, editor da revista.

Os critérios utilizados pela publicação levam em conta valor de mercado, idade, mercado de origem, carisma, disposição e popularidade.

É a terceira vez que a revista faz a lista. A diferença neste ano é que a relação não analisou apenas atletas que podem estar nos Jogos Olímpicos de Londres (a partir de 27 de julho), mas considerou outros eventos, como os Jogos de Inverno e a Copa do Mundo (ambos em 2014).

Neymar tem hoje contrato de patrocínio com dez empresas (Nike, Volkswagen, Panasonic, Red Bull, Tenys Pé Baruel, Lupo, Ambev, Claro, Unilever e Santander) e contrato com o Santos até o final da Copa-2014. Há um pacto entre as partes para que o atleta seja poupado da carreira de garoto-propaganda antes das partidas.

O rendimento mensal do atacante se aproxima dos R$ 2,3 milhões, mas o Santos arca com aproximadamente R$ 350 mil.

  • CONFIRA OS DEZ PRIMEIROS DA LISTA:
    1. Neymar, atacante do Santos
    2. Rory McIlroy, golfista norte-irlandês
    3. Lionel Messi, atacante argentino do Barcelona
    4. Usain Bolt, velocista jamaicano
    5. Cristiano Ronaldo, atacante português do Real Madrid
    6. Blake Griffin, pivô dos Los Angeles Clippers
    7. Novak Djokovic, tenista sérvio
    8. Sebastian Vettel, piloto alemão da Red Bull
    9. Tim Tebow, quarterback do New Yotk Jets
    10. Yani Tseng, golfista taiwanesa

– Fiasco da Paulistada!

Futebol tem dessas coisas: nenhum paulista da Série A venceu. E na serie B, apenas o Bragantino conquistou a vitória, na sexta-feira, num dia em que poucos sabiam do início da competição.

Não está meio chocho esse Brasileirão? Começou sem graça, em meio a outras competições em fase decisiva, como a Copa do Brasil e a Libertadores.

Vale a pena repensar tudo isso…

– A Geopolítica do Apito no BR-12

Presidente novo, vida nova! Ao menos, é o que parece estar acontecendo na CBF em relação à arbitragem.

Mesmo já dito declaradamente que não apoia a implantação de árbitros adicionais atrás da meta, pelo motivo de não acreditar em resultados significativos para a melhora da arbitragem, o presidente da Comissão de Árbitros da CBF, Sérgio Correia da Silva, a pedido do presidente da CBF, José Maria Marin, teve que implantá-los nesse ano.

Vale a máxima: manda quem pode, obedece quem tem juízo…

Mas um dado curioso: antes, muitas críticas se referiam às escalas de estados fracos futebolisticamente no cenário nacional em jogos do Brasileirão da Série A. Por diversas rodadas, só tínhamos 1 único árbitro paulista sendo escalado, gerando críticas em SP. Mas havia uma justificativa: a preocupação em integrar os estados da federação com árbitros de todas as localidades, permitindo intercâmbio e, segundo a Comissão, gerando desenvolvimento local.

Claro que é uma política discutível, pois, na teoria, sacrificavam-se os melhores árbitros. Agora, parece que a gestão de Marin mudou a filosofia.

Para os 10 jogos da Rodada 01 do Brasileirão, o estado de São Paulo terá o maior número de oficiais escalados: 10 árbitros (16,6%, somando-se árbitros centrais, bandeiras, adicionais e 4os árbitros), seguido do Rio de Janeiro (10%) e Rio Grande do Sul (10%).

Curiosamente, Minas Gerais terá apenas um único quarto-árbitro escalado na rodada (0,01%). E se avaliarmos apenas o critério “árbitro central”, veremos que SP tem 2 árbitros na escala, RJ 1, RS 1, PE 1, ES 1, PR 1, BA 1, SC 1 e AL 1.

O que esses números representam?

Que os estados mais fortes no apito (tecnica e politicamente) estão tendo oportunidade em número de escalas, além do fato do sorteio privilegiar possíveis reclamantes de outras federações, agradando a todos.

Isso é bom! Ganha a competência e ao mesmo tempo se amarra as arestas da administração política, principalmente a da vaidade.

O que não pode é dirigente declarar publicamente que há suspeitas na escala, como fez o dr Rubens Lopes, da FERJ, demagogicamente criticando o árbitro Sandro Meira Ricci e deixando no ar a dúvida das escalas entre paulistas e cariocas. Parece mais uma queixa com interesse terceiro do que uma séria reclamação.

Vale o chororô preventivo. Dirigentes adoram fazer isso! O certo é que o esforço conciliatório de José Maria Marin com essa influência nas escalas é notória.

– Chelsea Campeão e o Debute Londrino

O novo-rico do futebol mundial Chelsea se tornou campeão europeu, e esperará no final de ano um sulamericano para o Mundial da FIFA.

Claro que reclamarão da retranca, do pragmatismo, antijogo e da competência financeira do time. Mas para seus torcedores o que importa é o título e nada mais.

A minha surpresa foi que é a primeira vez na história que um time de Londres vence a Champions League! Nunca uma equipe da Capital da Inglaterra havia vencido o Campeonato Europeu!

Qual será a extravagância que o bilionário Roman Abramovitch (o mecenas do clube) fará para comemorar o caneco?

– Brasileirão 2012 começa. Com ou sem emoção? O que esperar da Arbitragem?

O Campeonato Brasileiro começa nesse final de semana. Ao invés de poucos clássicos como nos regionais, em toda rodada sempre teremos ao menos um grande jogo!

Nesta 10ª edição desde a fórmula dos pontos corridos, alguns ainda vacilam na disputa, jogando as rodadas iniciais sem sua força máxima. Três pontos na Rodada 01 valem a mesma coisa do que três pontos da Rodada 38. Aí, veremos clubes chorando a perda do título por 1 ou 2 pontos. Não levaram todas as rodadas a sério…

Obs: Ao contrário da Série A, a série B começa sem glamour. O que dizer de São Caetano X ASA de Arapiraca num sábado às 21h? A diferença de condição técnica entre as divisões é muito grande…

Sobre a arbitragem do torneio: a Comissão de Árbitros da CBF adotará a experiência dos Árbitros Adicionais (aqueles que se posicionam na linha de meta). Isso é bom para o espetáculo, pois a presença deles diminui bastante as situações de agarra-agarra dentro da grande área, além de auxiliar ao árbitro em situações de dúvidas.

Algumas importantes orientações aos árbitros foram passadas pela CA-CBF: evitar marcar a “faltinha boba” (aquela falta leve, duvidosa e que pára constantemente o jogo); coibir simulações (jogadores cai-cai que se cuidem!) e maior cuidado com jogadas violentas (coibir carrinhos desnecessários).

Claro que as medidas são boas. Mas teremos algumas situações novas: o desentrosamento e a falta de treino dos sextetos de arbitragem, pois muitas vezes o árbitro, bandeiras e demais membros são de estados diferentes e nunca trabalharam juntos!

Outro problema: a dificuldade de renovação do quadro de árbitros, pois fatalmente nem todas as equipes têm tolerância para erros de novatos que precisam ser colocados à prova.

Torçamos para um bom campeonato sem polêmicas dentro e fora de campo.

– Europa Champions League X Libertadores da América

Assistindo hoje a final da Copa dos Campeões da Europa, é nítido que:

– Os estádios, em sua maioria, são bem melhores que os que vemos na América do Sul. Lá, o torcedor nitidamente é tratado como consumidor;

– Os gramados, mesmo com as condições meteorológicas severas, sempre estão bons; diferente do São Januário (vide VAS X COR), por exemplo;

– A organização do evento é impecável, sem atrasos, diferente do que vemos aqui (Boca Jrs e Santos invariavelmente entram em campo além do horário inicial do jogo);

nada de pedras atiradas em campo, papel picado, policiais com escudo ou qualquer ato de selvageria (exceto o racismo, não visto hoje mas presente em muitas praças);

– e a qualidade do jogo. Aqui, fica a observação: tanto lá como cá há joguinhos e jogões. Tirando Real, Barça e Bayern, as demais equipes nada fazem de diferente.

Sinceramente, a graça da Champions seria Barcelona X Real Madrid, como aqui também será desejada uma final entre Santos X Boca Jrs, revivendo uma final continental 40 anos depois do primeiro embate entre ambos.