– Neymar na Seleção de 70?

Na semana passada, Roberto Rivelino, tricampeão mundial, estreou na TV Cultura no Programa “Cartão Verde”. E um de seus comentários me marcou. O Patada Atômica disse na ocasião:

A safra de jogadores hoje é ruim, só temos um ou outro se diferenciando dos demais. Mas o Neymar é craque; ele teria lugar na Seleção de 70!

Rivelino estava lá naquele timaço e arranjou uma vaguinha para o Neymar. Mas… você concorda com ele? Neymar teria vaga na Seleção de 1970?

Deixe seu comentário:

– O Melhor Time dos Campeonatos Europeus é…

o Shaktar Donetsk! O time que é um verdadeiro esquadrão brasileiro completou em 15 rodadas do campeonato ucraniano, 15 vitórias.

Tudo bem que falamos de um time da Ucrânia, mas o aproveitamento de 100% é relevante.

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– Fluzão Campeão num Campeonato Fraco.

O Fluminense, merecidamente, é Campeão Brasileiro. Mas algumas coisas devem ser ditas sobre o torneio:

O Campeão da América, Corinthians, disputou o torneio sem a equipe principal em diversas rodadas. Claro, isso faz diferença e não é problema do Tricolor Carioca.

O melhor jogador do Brasil, Neymar, jogou menos da metade da competição por estar servindo a Seleção, enquanto o Flu não tinha desfalques. Também não é problema dos cariocas, mas deve se pensar nisso…

Uma final esvaziada: o palco do título foi num estádio com menos de 25% de lotação, sendo que o público do jogo que entra na história como “do título” com apenas 8.000 testemunhas!

Erros de arbitragens se fizeram presentes no torneio, mas não tiveram influência no título: àqueles que creditam aos árbitros a pontuação expressiva, lembrem-se que a equipe só perdeu 3 jogos e que também foi prejudicada (vide o gol mal anulado de ontem ou o jogo Fluminense X Atlético no primeiro turno…) Erros se compensam durante o torneio. O Atlético Mineiro, que talvez tenha sido o clube que mais reclamou, ontem foi beneficiado em São Januário contra o Vasco e não fez alarde sobre os erros-pró.

Enfim, particularmente acho que o torneio foi nivelado por baixo. Escolheria os 3 craques, pela ordem de boas atuações: Neymar, Fred e Ronaldinho Gaúcho. Revelação? Bernard. E no apito? Xi…

Seneme mais sofreu com contusões do que apitou. Vuaden foi bem, apesar que, na partida de ontem em Presidente Prudente, andou em campo e acabou o jogo visivelmente cansado. Talvez o nome seja Heber, embora me pareça estar com a barriga saliente.

Revelação do apito?

Fica vago. Sinto que nesse ano não revelamos nenhum bom nome novo. Triste.

E você? Quem escolheria como craque do Brasileirão, a revelação e o melhor árbitro?

– A Arbitragem do Paulistão para 2013

A Federação Paulista de Futebol divulgou os detalhes do Paulistão 2013, sem modificações no regulamento ou alterações significativas.

Vejo que a maior novidade estará na arbitragem. O presidente da Comissão de Árbitros, Cel Marcos Marinho, anunciou que teremos 25 árbitros apitando na série A1, quintetos fixos e que os Adicionais poderão falar.

Vamos entender, na prática, o que isso significa?

  • 1) Os 25 árbitros: o número de juízes da série A1 era 30, sendo que os nomes eram baseados no ranking da FPF – com colocação e pontuação nunca abertos ao público, nem aos próprios árbitros! Aqui, não importa o número, mas sim a qualidade dos árbitros. Antes, São Paulo possuía muitos nomes de árbitros para serem escalados em clássicos, incontestavelmente. Hoje, rarearam-se! Desprezou-se a experiência, valorizou-se a beleza e o condicionamento físico. Este é o cerne do problema, onde os árbitros foram abandonados pelas entidades de defesa da categoria e aceitam tudo passivamente.
  • 2) Quintetos fixos: há duas situações- ao longo do torneio, o entrosamento é natural e consequentemente melhora o rendimento. Mas como foram montados os quintetos? Imaginaram um árbitro trabalhar com dois bandeiras e dois adicionais de meta que não dão liga? O trabalho não flui! Infelizmente, não há consenso entre os integrantes do quadro de árbitros para a escolha de suas equipes, sendo que ela é determinada pela Comissão de Árbitros.
  • 3) Adicionais que falarão: ora, mas quem disse que eles não podiam falar? Aqui, na verdade, é que os AAA (adicionais de meta) serão cobrados para que sejam mais participativos do que foram no ano passado. Talvez por ter sido o primeiro ano de experiência em SP, muitos se intimidaram e foram meros expectadores, abdicando de participação mais efetiva.

A grande preocupação será: os árbitros escolhidos são realmente os merecedores? Serão eles fruto de escolha política ou meritocrática, ressuscitando o assunto já tratado em relação aos bandeiras, cuja polêmica foi (e está sendo) enorme?

Para quem não viu, a pendenga dos bandeiras pode ser acessada no link:

http://www.redebomdia.com.br/blog/detalhe/13892/A+Polemica+Lista+dos+Bandeiras+da+FPF

Enfim, esperemos que o trabalho de preparação dos árbitros seja melhor realizado, e que durante o campeonato tenhamos escalas sem vetos ou de resultados de sorteios antecipados pela imprensa. Aliás, nesse item, uma calmaria à FPF, já que o Jornal da Tarde não existe mais (lembrando a divulgação antecipada de que Paulo César de Oliveira seria sorteado para Corinthians X Palmeiras)…

– STJD: Vergonha Nacional

Se a safra de jogadores é ruim, a dos membros do Superior Tribunal de Justiça Desportiva é pior!

Ontem, os membros do STJD nem deram bola para o recurso do Palmeiras pedindo a  anulação do jogo contra o Internacional e recusaram a queixa por 9 X 0.

Sou a favor da tecnologia do futebol, sou a favor da Justiça nos placares, mas sou contra o descumprimento da Regra. O que houve na partida polêmica é que o gol de mão foi anulado com procedimentos proibidos: ou seja, com ajuda externa!

Reafirmo uma opinião por conhecimento de causa, já que exerci a função de quarto-árbitro em muitas partidas da Série A: em um campo tão grande como o Beira-Rio, com muitos jogadores encobrindo a visão, no bololô, com seus afazeres, o quarto-árbitro não viu a mão de Barcos!

Certamente, na confusão, ao ouvir a reclamação de mão, houve a consulta externa. E como não poderia ter tomado a decisão baseada em informação de fora, o discurso foi afinado para que se diga que foi a atenção do quarto-árbitro quem decidiu.

Ninguém espera 7 minutos para reiniciar o jogo da maneira que foi.

Recordando: esse mesmo Tribunal, que nem deu atenção a esse provável erro de direito, um dia anulou São Paulo 5 X 1 Botafogo, transferindo os 3 pontos ao time carioca e o salvando do rebaixamento… Lembram-se?

O STJD não é uma casa séria, mas nociva ao futebol. Lamentável.

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– Estádios da Copa: de 1,9 bilhão para 6,7 bilhões!

Os números são da Revista Veja (Coluna Panorama, ed 07/11/2012, pg 66): segundo o jornalista Vitor Caputo, a previsão de gastos com reforma e construção de estádios para a Copa do Mundo 2014 era de R$ 1,9 bi. Hoje, ela já está em 6,7 bi.

Quer outro número assustador?

Ricardo Teixeira, mentor da Copa por aqui, em declaração conjunta com o Ministro dos Esportes da época, Orlando Silva, proclamou em 2007 que não haveria dinheiro público em estádios. Hoje, 91% das obras do 12 estádios saíram do governo federal / estadual ou municipal.

Eu nunca quis Copa do Mundo por aqui. E você?

– Qual o Esporte Preferido do Jovem Brasileiro?

Para os esportistas, números interessantes: Datafolha e ONG “O Brasil que vive o Esporterealizaram uma pesquisa junto a população jovem brasileira fazendo a seguinte pergunta:

-“Quais as atividades esportivas que você mais gosta, independente de praticá-las ou não?

Para mim, que sou do tempo em que o esporte no 1 do país era o futebol, seguido pelo basquetebol, não me surpreende que o voleibol seja dono hoje da 2a colocação. Mas me surpreende ver que o “Bola ao Cesto” está em 9o lugar na preferência nacional!

A pesquisa pode ser conferida no link original:

https://desolate-sea-3351.herokuapp.com/downloads/o_brasil_que_vive_o_esporte.pdf

Os resultados são os seguintes:

  1. Futebol: 57%
  2. Voleibol: 42%
  3. Natação: 39%
  4. Academia/Musculação: 37%
  5. Dança: 35%
  6. Caminhada: 27%
  7. Futsal: 26%
  8. Ciclismo: 18%
  9. Basquetebol: 16%
  10. Capoeira: 15%
  11. Ginástica Olímpica: 13%
  12. Motociclismo: 12%
  13. Corrida / Running: 11%
  14. Vôlei de Praia: 11%
  15. MMA: 11%
  16. Boxe: 10%
  17. Automobilismo: 9%
  18. Handebol: 9%
  19. Karatê: 8%
  20. Skate: 7%
  21. Judô: 7%
  22. Tênis: 6%
  23. Tênis de Mesa: 5%
  24. Futvolei: 4%
  25. Surf: 3%
  26. Vela: 1%
  27. Rugbi: 1%
  28. Jiu Jitsu: 1%

Se compararmos os dados entre Homens e Mulheres, temos muitas diferenças. Veja:

O sexo Masculino prefere-

  • Futebol: 77%
  • Futsal: 40%
  • Natação: 36%
  • Voleibol: 35%.

Entre o sexo Feminino-

  • Dança: 54%
  • Voleibol: 49%
  • Natação: 41%
  • Futebol: 36%

E você, concorda com esses dados? Quais os seus esportes preferidos?

– Elenco de Série B ou de Libertadores?

O Palmeiras está próximo de amargurar o segundo rebaixamento da sua história. Triste. E, curiosamente, no mesmo ano em que conquistou a Copa do Brasil e por conseguinte a vaga para a Libertadores da América.

Fica a dúvida: como planejar o elenco de 2013?

Se fosse um time rico e bem administrado, formaria uma equipe com jogadores rodados em torneios de acesso para subir da Série B para a A, e outro de estrelas experientes em torneios sulamericanos para reconquistar a América.

Claro que não será assim…

Certamente, no ano em que o trio de ferro paulista jogará a Libertadores, o São Paulo buscará o tetra, o Corinthians o bi, e o Palmeiras cumprirá tabela…

Alguma dúvida?

– Qual o Futuro do Adriano Imperador?

Imperador de Milão, da Gávea, da Vila Cruzeiro e do Boteco da esquina…

Adriano faltou pela enésima vez a um treino, pós-balada com Mc Ticão! De craque de bola, decisivo na Copa América em que Parreira o convocou, a um mero e visível alcoólatra.

Alguém tem dúvida de que ele está doente? Sim, alcoolismo é doença e precisa ser tratado. E com urgência, pois a grande quantidade de dinheiro que já ganhou, aparentemente inesgotável, vai acabar. Vai beber todo o dinheiro que faturou na Itália, no Flamengo e no Corinthians.

Qual a solução? Jogar num dos países árabes abstêmicos, já que lá não se permite bebida alcoólica, sob a custódia de algum sheik muito poderoso. Ou internação.

E aí? O que é melhor?

Aliás, ele anunciou que só voltar a a jogar em 2013… Perdeu a noção ou a fonte de renda é inesgotável.

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– Guarani, vice campeão paulista, e quase caindo para a 3a divisão…

Paulista de Jundiaí e Santo André foram vice-campeões paulistas e campeões da Copa do Brasil. Hoje, um está fora de qualquer série do Brasileirão, o outro caiu para a 4a divisão.

Lembrei disso pois o atual vice-campeão paulista, o Guarani, luta contra o rebaixamento para a C.

Qual a interpretação desses números? De que Campeonato Estadual não é parâmetro confiável. Infelizmente… É a prova da debilidade dos nossos regionais.

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– Caiu no Conto do Churrasco?

Quando treinador do Palmeiras, Luís Felipe Scolari prometeu ao centroavante Barcos que, caso alcançasse a meta de 27 gols na Temporada 2012, pagaria churrasco a ele até o fim do ano.

Barcos cumpriu a promessa. E agora, como faz para receber, já que Felipão é mais seu treinador?

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– SPFC X FLU: Recuo involuntário pode?

Neste domingo, Luís Fabiano mostrou que “craque também tem seus dias de cabeça de bagre”.

Após um ataque do São Paulo, a bola foi desviada por Edinho, e acabou virando um recuo de bola involuntário ao arqueiro Diego Cavaglieri. O árbitro não tem que marcar nada, segue o jogo, pois um recuo deve ser um lance deliberado de um atleta da equipe para seu próprio goleiro.

E não é que o Luís Fabiano conseguiu receber um cartão amarelo por reclamação nesse lance? Cobrar que ele entenda de regra parece ser impossível e não dá; portanto, que se cobre equilíbrio emocional.

Ainda bem que ele é artilheiro, pois se não fosse, as críticas seriam enormes.

– A Burla que Pode Revolucionar o Futebol

Qualquer árbitro de futebol que se atentou às declarações do Procurador da Justiça Desportiva Paulo Schmidt, percebeu que ele simplesmente disse algo que revolucionaria o mundo do futebol. Para ele:

Não há elemento na regra ou no código da Fifa em que se proíba o quarto-árbitro de ter auxílio externo. Procurei e não encontrei nenhuma referência.”

Sua fala se refere a Regra 5 e remete à confusão entre Internacional X Palmeiras, ocorrida no último sábado e que ganhou grande repercussão. Pela interpretação pessoal de Schmidt, a Regra do Jogo veta o uso de auxílio externo ao árbitro do jogo, mas não ao quarto-árbitro!

Ora, por essa lógica, as partidas de futebol disputadas até agora deixaram de usar a tecnologia por ignorância mundial dos árbitros, de suas comissões de arbitragem, dos jogadores de futebol e da própria FIFA, já que a Internacional Board (a entidade que é a gestora das Regras) já permitia influência de fora, como a televisiva.

É de se espantar que uma autoridade como ele defenda que, na teoria, o árbitro não pode ver uma imagem e tomar uma decisão durante o jogo; mas se a imagem for vista pelo quarto-árbitro e este lhe informar, aí pode!

Mas o que diz a Regra?

A regra diz que se o árbitro tomou uma decisão, ele só poderá modifica-la (desde que não tenha reiniciado o jogo), se for avisado por um dos bandeiras ou quarto-árbitro (e dos árbitros adicionais de meta, quando eles existirem, pois estão em testes oficiais da FIFA).

Portanto, o árbitro só pode tomar a decisão com as imagens do que viu no momento do lance ou com o auxílio de alguém do sexteto de arbitragem. Não vale informação de delegado, observador, assessor, membro de Comissão de Arbitragem, nem de qualquer meio eletrônico, já que a Regra não cita a permissão do uso desses elementos/ meios tecnológicos. A Regra apenas diz “o que pode”! Portanto, qualquer outra forma de influenciar a decisão do árbitro, “não pode”!

Tal texto está no original do Livro de Regras do Jogo FIFA, pg 25:

The referee may only change a decision on realising that it is incorrect or, at his discretion, on the advice of an assistant referee or the fourth official, provided that he has not restarted play or terminated the match”.

Se preferir, a tradução oficial do Livro fornecido pela CBF, pg 32:

O árbitro somente poderá modificar uma decisão se perceber que a mesma é incorreta ou, a seu critério, conforme uma indicação de um árbitro assistente ou do quarto árbitro, sempre que ainda não tiver reiniciado o jogo ou terminado a partida”.

Ora, se o árbitro, que é autoridade principal, só pode marcar o que viu sem ajuda externa, por quê o quarto-árbitro poderia ter um facilitador a mais? Ele também não pode ter acesso a consulta externa, como ao delegado do jogo ou do uso de TV, assim como o árbitro. E caso pudesse fazer uso de imagem de TV, seria da emissora A, da B ou da C? E se a partida não tivesse transmissão televisiva?

Por todos esse motivos, a equipe de arbitragem não pode usar as imagens de TV. Caso pudesse, ela seria normatizada nas regras do jogo e seria citada. Dr Paulo Schmidt, infelizmente, derrapou com os seus conhecimentos de regras de futebol nesse item.

Mas há uma irregularidade no pós-partida, importante para ser debatida: na Regra 5, temos que o árbitro:

provides the appropriate authorities with a match report, which includes 
information on any disciplinary action taken against players and/or team officials and any other incidents that occurred before, during or after the match” (pg 25)

Se preferir, do livro da CBF:

remeterá às autoridades competentes um relatório da partida, com informação sobre todas as medidas disciplinares tomadas contra jogadores e/ou funcionários oficiais das equipes e sobre qualquer outro incidente que tiver ocorrido antes, durante e depois da partida” (pg 32).

Aí vem a questão: 7 minutos de paralisação não é um incidente? Está relatado tal situação que ocorreu durante a partida Internacional X Palmeiras?

Como é de conhecimento público, não foi informado nada sobre o incidente nos documentos do jogo.

Se realmente foi o quarto-árbitro quem informou o árbitro sobre a irregularidade do gol de Barcos, obrigatoriamente ele deveria relatar o fato. Está no Livro de Regras, na Regra 5 em um capítulo especial chamado: “O Quarto-Árbitro e o Árbitro Assistente Reserva”. Lá está escrito que o quarto-árbitro:

He assists the referee to control the match in accordance with the Laws of the Game. The referee, however, retains the authority to decide on all points connected with play (pg 57) (…) After the match, the fourth official must submit a report to the appropriate authorities on any misconduct or other incident that occurred out of the view of the referee and the assistant referees. The fourth official must advise the referee and his assistants of any report being made (pg 119)”.

Se preferir, na tradução oficial da CBF, o quarto-árbitro:

Ajudará o árbitro a controlar a partida de acordo com as regras do jogo. O árbitro, todavia, continua com a autoridade para decidir sobre todas as ocorrências do jogo (pg 118) (…) Depois da partida, o quarto árbitro deverá apresentar um relatório às autoridades competentes sobre qualquer falta ou outro incidente que tenha ocorrido fora do campo visual do árbitro e dos árbitros assistentes. O quarto árbitro informará ao árbitro e a seus assistentes sobre a elaboração de qualquer relatório. (pg 119)”.

Se foi o quarto-árbitro quem viu a mão de Barcos, fora do campo visual do árbitro, por que não informou em documento (se foi ele quem realmente viu)?

Sobre o confuso lance de Internacional X Palmeiras, outros textos anteriores podem ser acessados em:

-Seis minutos são demais:

http://www.redebomdia.com.br/blog/detalhe/13868/Seis+minutos+sao+demais%21

-O Polêmico gol anulado em Inter-RS X Palmeiras:

http://www.redebomdia.com.br/blog/detalhe/13835/O+Polemico+Gol+anulado+em+Inter-RS+X+Palmeiras

– Uma dúzia de questionamentos: Meritocracia Abandonada na Arbitragem Paulista

A coisa está feia no mundo do apito. Se já não bastassem as confusões nas quais alguns árbitros vêm protagonizando, ora culpados por erros cometidos em jogos, ora vítimas de culpas impostas injustamente pelo STJD, temos agora outra situação vexatória protagonizada pela cartolagem do apito. E dessa vez, com antecedência: a escolha dos árbitros assistentes para o Paulistão 2013!

Entenda: o Sindicato dos Árbitros de Futebol do Estado de São Paulo divulgou uma lista de 48 nomes de bandeiras que trabalharão no Campeonato Paulista da série A1 do ano que vem. Doze observações:

CONSIDERAÇÃO 1: Não deveria ser a Federação Paulista de Futebol quem deveria divulgar a relação? Quem promove o evento é ela, o Sindicato deve lutar pelos direitos dos seus associados!

CONSIDERAÇÃO 2: Por quê é que os bandeiras foram selecionados agora, e os árbitros ainda não foram divulgados? Qual o motivo para tanto suspense? Qual a pendenga que impede a exposição pública dos nomes?

CONSIDERAÇÃO 3: Em São Paulo, existe o ranking da arbitragem, onde não há pontuação, tampouco colocação. Os grupos são divulgados em relação nominal por ordem alfabética, e ao invés de serem divulgados ao final da temporada (se é ranking, deveria funcionar como um campeonato: os melhores, depois dos torneios, liderariam a classificação), tem os nomes divulgados no site da FPF em épocas diferentes: um ano em janeiro, outro dezembro, neste em março… Ou seja, ranking nebuloso e ao mesmo tempo nefasto, pois impede de que o árbitro saiba quanto ele dista do seu companheiro para chegar à elite.

CONSIDERAÇÃO 4: na lista divulgada, temos os seguintes nomes:

  • Alberto Poletto Masseira
  • Alex Alexandrino
  • Alex Ang Ribeiro
  • Alexandre Basilio Vasconcellos
  • Anderson J. Moraes Coelho
  • Bruno Salgado Rizo
  • Carlos Augusto Nogueira Junior
  • Claudenir Donizeti Gonçalves
  • Daniel Luis Marques
  • Daniel Paulo Ziolli
  • Danilo Ricardo Simon Manis
  • David Botelho Barbosa
  • Edson Rodrigues dos Santos
  • Eduardo Vequi Marciano
  • Emerson Augusto de Carvalho
  • Everson Luiz Luquesi Soares
  • Fabio Rogerio Baesteiro
  • Fabricio Porfirio de Moura
  • Fausto Augusto Viana Moretti
  • Giuliano Neri Colisse
  • Gustavo Chacon Moreno
  • Gustavo Rodrigues de Oliveira
  • Herman Brumel Vani
  • Humberto Lellis T. Leite
  • João Edilson de Andrade
  • Junivan Rodrigues de Souza
  • Leandro Matos Feitosa
  • Leonardo Schiavo Pedaline
  • Maiza Teles Paiva
  • Marcelo Carvalho Van Gasse
  • Marcelo Ferreira da Silva
  • Marcio Luis Augusto
  • Marco Antonio de A. Motta Jr
  • Marco Antonio Gonzaga da Silva
  • Maria Eliza Correa Barboza
  • Maria Nubia Ferreira Leite
  • Mauro André de Freitas
  • Miguel Cataneo R. da Costa
  • Patricia Carla de Oliveira
  • Paulo de Souza Amaral
  • Renata Ruel Xavier de Brito
  • Ricardo Pavanelli Lanutto
  • Risser Jarussi Correa
  • Rogerio Pablos Zanardo
  • Sergio Cardoso dos Santos
  • Tatiane Sacillotti S. Camargo
  • Vicente Romano Neto
  • Vitor Carmona Metestaine

Nela, vejo a importante ausência de alguns nomes que trabalharam em clássicos, que estão há um certo tempo na CBF e  e que costumam atuar com ótimo desempenho. E, num exaustivo trabalho de tabulação de dados, percebe-se que os bandeiras que foram preteridos são:

  • Claudson Begiatto – Trabalhou em mais de 5 Campeonatos Paulistas e tem mais de 35 anos
  • Reinaldo Rodrigues – Trabalhou em mais de 5 Campeonatos Paulistas e tem mais de 40 anos
  • Willian Turola – Trabalhou em 2 Campeonatos Paulistas e tem menos de 35 anos
  • Luis Nilsen – Trabalhou em mais de 5 Campeonatos Paulistas e tem mais de 40 anos
  • Ricardo Busette – Trabalhou em 2 Campeonatos Paulistas e tem menos de 35 anos
  • Servio Buciolli – Trabalhou em mais de 5 Campeonatos Paulistas e tem mais de 35 anos
  • Carlos Funari – Trabalhou em mais de 5 Campeonatos Paulistas e tem mais de 35 anos
  • Celso Barbosa – Trabalhou em mais de 5 Campeonatos Paulistas e tem mais de 35 anos
  • Fabio Freire – Trabalhou em mais de 5 Campeonatos Paulistas e tem mais de 35 anos
  • Jumar Nunes – Trabalhou em mais de 5 Campeonatos Paulistas e tem mais de 35 anos
  • Marcio Jacob – Trabalhou em 2 Campeonatos Paulistas e tem mais de 35 anos
  • Mauricio Alexandrino – Trabalhou em menos de 5 Campeonatos Paulistas e tem mais de 35 anos
  • João Bourgalber – Aposentado por idade
  • Rafael Ferreira – Trabalhou em mais de 5 Campeonatos Paulistas e tem mais de 35 anos
  • Leandro Santos – Trabalhou em 2 Campeonatos Paulistas e tem mais de 35 anos
  • Osny Silveira – Trabalhou em mais de 5 Campeonatos Paulistas e tem mais de 35 anos
  • Rodrigo Aragão – Trabalhou em 1 Campeonato Paulista e tem mais de 35 anos de idade
  • Caio Mesquita – Trabalhou em mais de 5 Campeonatos Paulistas e tem menos de 35 anos
  • Matheus Camolesi – Trabalhou em mais de 5 Campeonatos Paulistas e tem mais de 35 anos
  • Maurício Ferronato – Trabalhou em mais de 5 Campeonatos Paulistas e tem mais de 35 anos

CONSIDERAÇÃO 5: Gostaria de, sinceramente, perguntar a cada um desses bons bandeiras que não estarão no Paulistão 2013: será que foram chamados à entidade para receber a informação sobre os motivos da não convocação para a Primeira Divisão, depois de bons serviços prestados? Houve alguma satisfação?

Arrisco-me a dizer que, na maioria, não tiveram qualquer explicação sobre suas ausências. O árbitro é usado, colocado de lado e abandonando. E fica lá, ignorante dos seus erros (se é que eles existiram).

CONSIDERAÇÃO 6: Se acreditarmos que a dispensa em massa da série A1 se deve a renovação, estaremos errados. Cito alguns que permaneceram, mesmo tendo mais de 5 anos de casa: David Botelho, Mauro André, Giuliano Colisse, Junivan Souza, Risser Jurassi, Alexandre Basílio, Claudenir Donizeti, Eduardo Vequi, Marco Motta.

Aqui, não julgo a competência deles (pois são bons), mas a ausência dos companheiros semelhantes a eles. O que apitaram de diferente? Ou a que se submetem?

Dos novatos, temos: Alex Ang, Edson Rodrigues, Everson Luquesi, Gustavo Chacon, João Edilson, Leonardo Pedaline, Marcelo Ferreira e Sérgio Cardoso. Não vale argumentar que são jovens de 18 anos com muito potencial, já que alguns tem mais de 35 anos de idade (se a desculpa for a idade).

CONSIDERAÇÃO 7: O que justifica nomes bem colocados no ranking (somente os próprios árbitros sabem seu ranqueamento, e não sabem dos seus companheiros), despencarem sem ter cometido erros?  Cito: Celso Barbosa (Santos x São Paulo – 2010), Rafael Ferreira (Palmeiras x Corinthians – 2011), Claudson Begiatto (Santos x Corinthians – 2008), Luiz Nilsen (Corinthians x Santos e São Paulo x Santos – 2012) e Carlos Funari (São Paulo x Corinthians – 2011).

CONSIDERAÇÃO 8: Por não serem profissionais, os árbitros se submetem a escalas de toda e qualquer natureza. Por exemplo: campeonatos varzinos, amadores, de clubes, no terrão, etc… Tais torneios servem para jovens iniciantes ou para árbitros amadores, que devem ser escalados pelo Sindicato da Categoria, que funciona (mesmo talvez não devendo ser) como empresa de arbitragem. É constrangedor que um árbitro da série A1, que esteja nessa relação, que trabalhe nesses jogos e divida seu espaço com novatos. Os bandeiras da elite, nas folgas, devem se recuperar e descansar, e não fazer jogo a valor de taxa irrisória, sujeitando-se a lesões e agressões.

CONSIDERAÇÃO 9: Um árbitro dessa relação que se recuse a bandeirar jogos por míseros trocados em periferias da capital, a fim de ficar com a família ou curtir o descanso dos jogos oficiais, sentiria algum constrangimento em abdicar dos jogos?

CONSIDERAÇÃO 10: Não seria importante o Sindicato dos Árbitros defender os seus associados e instigar os critérios da Federação Paulista? Penso que seria importante que esses árbitros, que pagam suas mensalidades e devem ser atendidos, pressionem suas entidades de defesa. Porém, nem Sindicato dos Árbitros ou Cooperativa dos Árbitros se manifestaram. No site do Sindicato, nada do descontentamento. No da Cooperativa, parece que há meses nada é publicado.

CONSIDERAÇÃO 11: Neste difícil momento para os árbitros, não há uma clara incompatibilidade de cargos? Safesp e Coafesp (Sindicato e Cooperativa) são presididos por funcionários da Federação Paulista de Futebol. Se o árbitro recorrer ao presidente do Safesp, sr Arthur Alves Júnior, como ele reclamará a Comissão de Árbitros da FPF, da qual o dirigente faz parte? Ou se escolher o caminho da Cooperativa, solicitando ajuda do presidente Silas Santana, como este fará já que ele é Ouvidor de Árbitros da FPF? Nada em questionar a lisura desses senhores, que são honestos  e conhecidos no meio do futebol, mas sim de discutir: não traz constrangimento?

CONSIDERAÇÃO 12: Por quê a FPF não abre publicamente as notas, punições e premiações aos árbitros? Nada disso aconteceria…

E você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

– 6 minutos são demais!

Alguém quer me convencer que o quarto-árbitro Jean Pierre viu a mão do Barcos e avisou o árbitro, na partida de sábado entre Internacional X Palmeiras?

Mentira deslavada. Pôxa, fui árbitro e assim como eu, todo árbitro sabe que:

  • 1) O quarto árbitro dificilmente veria aquela mão, pois está longe da jogada, a quase 60 metros, e com um pelotão de atletas à frente dele, sendo que a mão foi do lado encoberto!
  • 2) Ninguém percebeu que o quarto árbitro estava de costas, preparando uma substituição? Como ele viu?
  • 3) Quando um lance polêmico como esse acontece e o quarto árbitro percebe, imediatamente avisa o árbitro, grita no microfone, gesticula, abre os braços, faz alguma coisa. Ele levou quase 7 minutos para avisar o juizão!

A CBF só não pode admitir que o árbitro recebeu uma informação do 4o árbitro advinda de interferência externa pois seria erro de direito e a partida teria que ser anulada. Para mim, foi justamente isso o que aconteceu! Porém, como o calendário é apertado, não se tem datas, dá muito trabalho refazer jogo… ficará o “dito pelo não dito”.

Para quem não leu sobre o que a Regra permite nessas situações, o link pode ser acessado em: http://is.gd/goldebarcos .

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– O Polêmico Gol anulado em Inter-RS X Palmeiras

Uma situação que certamente gerará muita reclamação: aos 17 minutos do segundo tempo, estando a partida Internacional 2 X 1 Palmeiras, Hernan Barcos empata o jogo. Porém, o gol fora com um golpe deliberado com a mão; portanto, ilegal.

Entretanto, o árbitro alagoano da FIFA Francisco Carlos Nascimento não observou a infração e confirmou o gol. Seu bandeira mais próximo correu para o meio campo (gesto que indica a legalidade do lance). Mas antes de se reiniciar o jogo, o árbitro mudou de idéia e anulou o gol, marcando infração ao Internacional pelo uso indevido das mão do atacante palmeirense.

Visivelmente, a decisão foi tomada por uma informação recebida. E isso pode?

Depende. O árbitro pode mudar qualquer decisão tomada antes de permitir o reinício da partida, se percebeu algum equívoco no seu ato. Ou seja: se marcou um pênalti e antes do cobrador chutar a bola percebe que houve um engano, pode voltar atrás na sua decisão.

Sendo assim, desde que o Internacional não tenha tocado na bola, ele pode reconsiderar a decisão de validar ou não o gol do Palmeiras. O problema é: a origem da informação!

O árbitro pode receber informação sobre alguma irregularidade de qualquer lance através dos bandeiras, dos adicionais da linha de meta (AAA) e do quarto árbitro, pois eles formam o sexteto de arbitragem. Claro, sem o uso de recursos eletrônicos.

Se o delegado da partida (é o elemento normalmente postado próximo ao 4o árbitro e que representa a CBF, habitualmente caracterizado pelo terno e gravata) passar alguma informação ao árbitro (ou para o quarto árbitro, bandeira ou adicional, que repassaria ao árbitro), o procedimento se torna ilegal. Delegado de jogo não faz parte da equipe da arbitragem.

A crítica quanto ao jogo deste sábado por parte do Palmeiras é que o árbitro houvera sido informado pelo delegado da partida, Gerson Baluta, após ele ter visto a irregularidade numa TV ou sido informado por alguém com imagens.

Ora, aqui nem importa se a informação veio de imagem de TV ou não; importa é que, caso a informação veio do Delegado da Partida, ele é um terceiro que não pode ter tal poder.

Como nada foi provado (até agora), certamente teremos na súmula e demais documentos do jogo que o gol foi anulado com certa demora pois a informação veio do árbitro adicional da linha de meta ou do quarto-árbitro via rádio-comunicador, tornado assim todo o procedimento legal.

Caso exista alguma imagem que prove a interferência do Delegado, ele e o árbitro provavelmente serão suspensos e um bom advogado tentará usar o argumento de “erro de direito” (quando o erro do árbitro surge de uma irregularidade por desconhecimento ou não uso correto da Regra do Jogo), o que resulta em anulação da partida.

A ironia é: se comprovada alguma irregularidade, ela, mesmo indevida, corrigiu uma injustiça da partida. Trocando em miúdos: o Palmeiras reclama da anulação de um gol de mão, reconhecido pelos seus atletas e pela sua equipe técnica como irregular!

É por situações assim que discutir regras de futebol é apaixonante.

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– A Redução de Vagas para o Brasileirão Série D

A CBF reduziu de 40 para 32 vagas o número de clubes da 4a Divisão do Campeonato Brasileiro. Assim, São Paulo ficou sem uma vaga.

A justificativa da entidade é que o torneio fica mais competitivo. O problema não é o elevado número de clubes, mas as equipes selecionadas! Há vagas para todo o Brasil sem a preocupação da condição técnica, e aí que reside a dificuldade. Respeitosamente, como o Acre poderá ter o mesmo número de representantes que Rio de Janeiro ou São Paulo?

Na prática, isso representa que mais uma equipe tradicional do interior de São Paulo terá apenas 3 meses de futebol profissional (Fevereiro, Março e Abril), já que depois do Paulistão, para não fechar as portas, disputa-se o Campeonato Nacional em uma das suas 4 divisões. E quem não tiver vaga, dispensa o elenco e disputa a deficitária Copa Paulista com elenco amador, a fim de que o prejuízo seja menor.

De fato, são heroicos os clubes que remanescem no cenário esportivo e que disputam apenas o Estadual.

– Palmeiras X Fluminense em BH?

Para muitos, uma ideia brilhante: oferecer o Estádio Independência a custo zero para o Palmeiras mandar seu jogo contra o Fluminense. Bom para o Atlético Mineiro, que torce contra o Tricolor Carioca; bom para o Verdão, que terá uma torcida entusiasmada, embora seja de torcedores de ocasião.

Quem sugeriu oportuna cessão do estádio, embora não identificado, certamente é atleticano. Os mineiros estão enfurecidos na segunda colocação do Brasileirão, emburrados com os erros de arbitragem pró-Flu. Claro, torcedor se esquece dos erros pró-ATL…

O detalhe é que a CBF proibiu recentemente que um clube mande seus jogos fora da jurisdição de sua Federação. Para o Palmeiras jogar em MG, deverá justificar junto à FPF e à CBF os motivos de não mandar seus jogos em SP, e aí solicitar uma autorização especial.

Será que, caso solicite a mudança de jogo, a CBF aceitaria? Se o Palmeiras tiver a solicitação negada, os adeptos das diversas teorias conspiratórias dirão que é uma recusa em benefício carioca…

Chororô. A verdade é que time bom ganha em casa, com 10, como visitante e até do árbitro desonesto. E nesses quesitos, com regularidade, Atlético Mineiro e Fluminense são os melhores.

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– SPFC X LDU: A Troca da Experiência pela Juventude

Ontem tivemos uma desastrosa arbitragem no empate sem gols envolvendo São Paulo X LDU-Loja (ECU), pela Sulamericana. O árbitro Julio Quintana abusou do direito de errar e foi protagonista de um lance que marca a carreira de qualquer árbitro: o aceite da pressão e a insegurança no 3o pênalti não marcado (isso mesmo: terceiro).

No começo do jogo (12m), Ademilson recebeu a bola dentro da área e foi atingido pelo zagueiro Vera num lance chamado popularmente de “passar o rodo”. O árbitro nada marcou.

O São Paulo ainda teve um segundo pênalti cometido pelo próprio Vera, onde a infração cometida dentro da área foi marcada fora, transformando pênalti em tiro livre.

Mas o erro mais emblemático ocorreu ao final do primeiro tempo: Vera (novamente ele) tenta proteger uma bola que está para sair pela linha de fundo, Paulo Miranda se aproxima para disputa-la, e o equatoriano abandona a bola barrando o são-paulino com o corpo e soltando o braço no pescoço do adversário. Pênalti. O árbitro corre apontando a marca do cal, os jogadores da LDU o cercam e o pressionam. Quando Rogério Ceni já se aproxima para cobrar… eis que o árbitro informa que o braço estendido não era para a marca do cal, mas para o bico da pequena área, marcando tiro de meta.

Engana que eu gosto…

Nesse lance, a dúvida é: o árbitro deu o pênalti, sentiu a pressão dos equatorianos e voltou atrás? Ou foi aconselhado pelo bandeira que, naquele instante, marcava saída de bola e poderia ter dito algo a ele?

Para não dizer que o árbitro foi tendencioso, vide a falta de Rodolpho em Alcivar, que partia ao ataque e em situação eminente de gol e foi atrapalhado com falta pelo sãopaulino. Nada marcou o árbitro…

Julio Quintana é jovem e faz parte do processo de renovação da arbitragem do Paraguai. Tanto lá como cá, vivemos o mesmo erro: trocar a experiência pela juventude.

A FIFA exige testes físicos, já há algum tempo, exagerados. Não são para árbitros de futebol, mas para equipes de atletismo. Para isso, busca juízes mais jovens, abrindo mão da experiência tão necessária para se apitar jogos de grande importância. São desejados corredores, não apitadores.

Por essa mentalidade da FIFA, as confederações continentais e nacionais começaram com o discurso de renovação, mal feita e viciada por interferências políticas. A arbitragem de ontem é fruto disso: árbitro jovem, bem fisicamente mas sem rodagem. Quando o árbitro está mais velho, que conhece com perfeição os atalhos do campo e está maduro o suficiente para saber todas as manhas e artimanhas, ele tem que parar?

Não precisamos nos espelhar no jogo de ontem, mas no próprio Brasil: a quem você confiaria uma boa arbitragem entre Argentina X Uruguai, Fla-FLU, Grenal ou Corinthians X Palmeiras? Ao rodado Sálvio Spínola, alijado do quadro por ser “velho”, ou ao árbitro que o substituiu na FIFA, o jovem alagoano Francisco Carlos do Nascimento?

A propósito, vai de mal a pior a nova gestão da Comissão de Árbitros da CBF: o Cel Aristeu Leonardo Tavares, que era Ouvidor da Arbitragem e virou presidente da Comissão (que substituiu Sérgio Correa, que era o presidente e foi realocado para o recém criado Departamento dos Árbitros) continua com os mesmos erros da gestão anterior: má escalas, falta de capacitação e de treinamento aos árbitros, além de outros, como a não divulgação das escalas em tempo exigido pela Lei no site da CBF (por 3 oportunidades) ou a escala dupla de árbitros: na 4a, o goiano André Luís Castro apitou Botafogo X Figueirense; nesta 5a, apita Fluminense X Coritiba. Só tem ele para escalar?

Arbitragem: um sério problema onde não se encontra dirigentes capazes e de boa vontade para resolvê-lo.

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– Messi já está para Pelé ou Não?

Seria louco caso discordasse que Lionel Messi é hoje o maior jogador de futebol do planeta. Mas há muita gente querendo compará-lo a Pelé. Lembro-me que a imprensa espanhola já fez isso com Ronaldo Nazário e Ronaldinho Gaúcho, ambos no auge da carreira.

Não dá para dizer que Messi é maior que Pelé, ou ainda que Maradona. Afinal, Messi sempre jogou em grandes esquadras! Toda formação do Barcelona até hoje foi repleta de selecionáveis.

Maradona transformou o pequeno Nápoli em grande time da Europa. O Bayern de Munique era pequeno antes de Beckenbauer. Idem a Cruyff & Ajax. Zidane transformou a modesta Seleção Francesa em campeã mundial. O próprio Santos era time médio em destaque antes de Pelé. Messi começou entre craques e ruma com asas próprias. Mas a frente de Pelé e Maradona, campeões mundiais?

Depois de 2014, com a Copa do Mundo, podemos avaliar melhor. Que Messi é assombroso, claro que é. Mas Pelé e Maradona foram mais.

Certamente, ao final da carreira dele, poderemos ter a verdadeira sensação de qual posto estará Messi.

– Ótimo Acerto da Arbitragem e Vandalismo na Sulamericana

Numa fase em que os árbitros estão sempre sendo criticados, tivemos uma ótima atuação da arbitragem na Copa Sulamericana, mas que ficou esquecida devido a cenas de vandalismo.

Na partida Cerro Porteño (PAR) 2 X 1 Colón (ARG), o árbitro uruguaio Dario Ubriaco expulsou e depois “desexpulsou” corretamente um atleta, e fez isso com acerto!

Na jogada do segundo gol paraguaio, o atacante do Cerro chuta para o gol, e em cima da linha, o atleta argentino evita o gol tirando a bola com as mãos. Incontinente, o árbitro expulsa o jogador e marca pênalti. Porém, o bandeira estava atento e corre para o meio de campo, alertando o árbitro que a bola foi tirada dentro da área de meta.

Sem titubear, o árbitro desmarca o pênalti (isso é possível pois ele não havia recomeçado o lance) e anula o Cartão Vermelho (que era por evitar um gol) e reaplica o Amarelo ao zagueiro (por tentar evitar um gol e não conseguir).

Equipe de arbitragem atenta e entrosada é muito bom para o esporte! Mas se tivéssemos o novo sistema eletrônico a ser utilizado para avisar se uma bola entrou ou não, a decisão seria ainda mais rápida!

O lance pode ser assistido em: http://ht.ly/eJB6X

Infelizmente, a partida foi marcada por muita violência entre torcedores, jogadores e policiais. Se quiser, a assista em: http://www.youtube.com/watch?v=WFcoGzvk4Ck

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– País do Futebol, com estádios vazios?

Será que realmente somos o país do futebol?

Veja só: no ranking das maiores torcidas mundiais (levando-se em consideração média de ingressos por jogo), o Borussia Dortmund tem público maior de 80.000 pagantes por jogo. Real Madrid e Barcelona só não têm mais porque não cabe em seus estádios. Dos 100 com maiores médias de lotação, o brasileiro com maior média é o Santa Cruz (PE) com 36.000 aproximadamente. Dos times da série A, o Coringão é o 65o, com pouco mais de 29.000.

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– Brasileiros na Champions League

Shaktar Donetsk (UCR) 2 X 1 Chelsea (ING): Para os ucranianos, Alex Teixeira e Fernandinho; para os ingleses, Oscar. Melhor em campo: Willian.

Spartak (RUS) 2 x 1 Benfica (POR): Para os russos, Rafael Carioca e Jardel (contra). Para os portugueses, Lima.

A representatividade dos brasileiros nos clubes da Liga dos Campeões da Europa pode ser enganosa: eles são numerosos no Leste Europeu e em Portugal, provavelmente pela mão de obra barata, pelo fato dos magnatas ucranianos e russos invadirem o mundo do futebol e pela questão do custo-benefício.

Mas, e nos grandes? Quais brasileiros são titulares absolutos e indiscutíveis no Manchester United, Real Madrid, Barcelona, Internazionale…?

Em proporção, são raros nos grandes e fartos nos pequenos! Ou vai discordar? É a atual realidade…

– Ídolo não deve ser treinador

Sempre tive a seguinte convicção: jogador brasileiro que é ídolo em seu clube não deve se aventurar como treinador. Na Europa, é diferente pela cultura. Aqui, se o técnico não ganha, torcedores nem se importam com o passado de glórias.

Recentemente tivemos alguns exemplos: Fernandão e Falcão foram vaiados no Internacional. Bobô, nome maior do Bahia, também foi ofendido quando esteve no comando do Tricolor Baiano. Leão no Palmeiras também serve de exemplo.

Será que Rogério Ceni ou Marcos, caso quisessem ser treinadores no São Paulo ou Palmeiras, seriam exceções? Penso que não.

Bem faz Zico, que fez uma carreira fora do Brasil e nem cogita dirigir o Flamengo.

– Feliz Aniversario, Pelé

A primeira vez que matei aula na vida, foi para assistir ao jogo dos 50 anos de Pelé no San Ciro, em Milão! Lá ocorreu um amistoso contra a “Seleção do Resto do Mundo” (o time tinha na ponta-esquerda Rinaldo! Aff…).

Tudo o que vi de Pelé em campo foi através de VT. Imagine o que devo não ter visto… Se jogasse agora, com a qualidade da bola, do material esportivo, dos gramados e com a existência dos cartões amarelos e vermelhos (a maior parte da carreira dele aconteceu antes do advento dos cartões), teria passado de 2000 gols!

Parabéns ao Pelé e ao Edison no seu(s) aniversário(s) (como ele mesmo desassociou sabiamente a figura dos dois). Igual outro Pelé, dificilmente teremos. Maradonas e Messis – também raros – surgirão; mas Pelé…

– Pitacos da Última Rodada do Futebol

-Depois que Ronaldinho Gaúcho foi flagrado nas Olimpíadas-08 conversando no celular recebendo a medalha brasileira, fiquei com o pé atrás com ele. Mas é inegável que está jogando um bolão! Contra o Fluminense, ontem, chamou a responsabilidade para si. Merece voltar à Seleção? Hum… duvidoso. Eu não levaria!

-E o Messi? Marcou 3 gols no jogo La Coruña 4 X 5 Barcelona, e está perto de superar a incrível marca de 75 gols de Pelé em uma temporada (Messi tem 71).

-O Palmeiras sobrevive no campeonato. Depois do último domingo, achei que o time não conseguiria se salvar. Mas, dependendo do espírito de luta da equipe, quem sabe não foge do rebaixamento. Porém, continuo achando que no jogo Fluminense X Palmeiras teremos matematicamente o campeão e o rebaixado.

-Na Alemanha, o Bayern conseguiu a expressiva marca de 8 jogos consecutivos de vitórias no início do campeonato. Tudo bem que o Campeonato Alemão não é lá essas coisas, mas 100% de aproveitamento não dá para desprezar.

-Por fim: Vuaden tem feito ótimas atuações desde que publicamente foi anunciado que é o substituto imediato de Seneme na Copa-14, caso o árbitro paulista não consiga superar a dificuldade física. E já que falamos de arbitragem, parabéns ao São Paulo, que em 3 jogos só tomou 2 cartões amarelos (nos 2 jogos anteriores ao do Flamengo, conseguiu não tomar nenhum cartão!)

– A Injusta Anulação do Gol de R49 em Atlético Mineiro X Fluminense

Neste domingo, Atlético Mineiro e Fluminense fizeram uma bela partida pelo Brasileirão. Jogo emocionante, disputado, com chances para ambos os clubes.

Entretanto…

Aos 21 minutos, Ronaldinho Gaúcho fez um golaço de falta, daqueles que vale ver e rever. Mas não valeu. O árbitro Jailson Macedo anulou por ter visto Leonardo Silva empurrando com suas costas a barreira.

Preciosismo da marcação? Acertou no lance?

Para mim, não. Explico: Leonardo Silva tenta deslocar a barreira e abrir espaço para que seu companheiro cobre a falta. Entretanto, a bola vai por cima dos atletas cariocas, que apesar da tentativa do jogador atleticano, conseguem saltar sem sucesso para desviá-la.

Todo mérito da espetacular cobrança de falta foi por água abaixo pela anulação do lance. A ação de Leonardo Silva nada interferiu na jogada, e, confesso, não dava para marcar nada nem se fosse no meio de campo! Lance legal.

Mas há um detalhe interessante: perceberam que Leonardo Silva começa a se mexer e “supostamente” deslocar a barreira (escrevo “supostamente” por entender que não foi falta) ANTES da cobrança do toque de Ronaldinho? Se o árbitro achou que havia algo de errado, teria que parar o lance, advertir verbalmente o atleta e mandar que o Gaúcho cobrasse novamente, já que o ocorrido aconteceu com a bola sem ter entrado em jogo!

Detalhe sensacional, não?

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– A Ambulância da Vila Belmiro. Quem errou?

Nesta semana, vimos o triste episódio na partida entre Santos X Atlético Mineiro, onde um atleta não conseguia ser socorrido pelo fato da ambulância não poder entrar no campo de jogo.

Ora, uma das exigências mais rigorosas das autoridades se refere às condições de socorro aos atletas, desde o trágico falecimento do jogador Serginho (São Caetano).

Desde aquele fato, a Federação Paulista de Futebol exige que seus filiados (e essa exigência vale para as competições regionais e internacionais) se adequem corretamente para que seus estádios sejam liberados para partidas de futebol. Após a vistoria oficial, a entidade dá o aval ou não.

Basicamente, a recomendação é: deve existir uma ambulância para cada 10 mil torcedores (e ao menos uma ambulância que tenha acesso para entrar e sair do campo de jogo a qualquer momento, pensando nos atletas) e que esteja obrigatoriamente equipada com um desfibrilador.

Para o início das competições, é a própria FPF quem confere as obrigatoriedades. Durante os campeonatos, é a equipe de arbitragem quem tem tal competência (motivo: o árbitro deve fazer a vistoria antes do início do jogo, ao chegar no estádio, 2 horas antes do horário da partida, para caso encontre alguma irregularidade, ter tempo de informar os responsáveis e corrigi-las).

Assim, na prática, o quarto-árbitro confere se há uma ambulância com desfibrilador e se, caso ocorra alguma emergência, possa entrar e sair do gramado (tal procedimento é necessário pois é ele quem fiscaliza se não existe modificação significativa pós vistoria da FPF que impeça os procedimentos adequados tais como construções, novos alambrados, degraus, mudança em portões de acesso). Feito isso, comunica o árbitro, que é quem tomará qualquer decisão de começar ou não uma partida por irregularidades.

No interior do estado de SP, nas divisões de acesso, é comum que os clubes se socorram aos hospitais públicos para obtenção de ambulâncias sem custo e de desfibrilador. Também é extremamente comum que partidas atrasem por falta do veículo e até mesmo deixem de ser realizadas, por diversos motivos (a não disponibilidade do veículo; a necessidade da ambulância para emergência em hospitais do município ou até mesmo a falta de acordo entre Clubes e Secretaria de Saúde).

Outro problema é a decisão sobre o local onde a ambulância permanecerá durante a partida. Muitos estádios não tem espaço para que ela fique dentro do gramado, sendo que em algumas situações, é comum que ela fique próxima a algum portão, do lado de fora, com a chave do mesmo em poder de algum PM que fica de prontidão.

Em jogos da Primeira Divisão, esses problemas normalmente são diminutos pela importância maior do torneio e pela crença de que, se está na elite do futebol, tudo está devidamente adequado e nos conformes.

O que aconteceu na Vila Belmiro foi claro: descuido na aprovação para o início do campeonato, vista grossa da arbitragem ou relaxo na vistoria pré-jogo, além do sentimento de que “nunca acontecerá algo mais grave”.

Lamentável. É necessário acontecer algum incidente para que se dê maior atenção?

– Sal Grosso no Verdão?

Respeito toda e qualquer crença, mas ontem, no jogo entre Palmeiras X Cruzeiro, ficou feio o fato de um funcionário do Verdão (assessor de imprensa Fabio Finelli) jogar sal grosso nas traves para ajudar o time.

Quando um time chega a esse estágio, aí pode parar. Não dá nem para comentar.

– Dia da Independência Corinthiana em Calendário Oficial?

Coisas de quem não tem nada a propor: vereador paulistano Goulart propôs que o dia 04 de julho (data em que o Corinthians venceu sua primeira Libertadores da América) seja comemorado no Calendário Oficial de Eventos do Município como “Dia da Independência Corinthiana.

Caramba… o nobre político não tem mais nada a fazer? Tanta coisa necessária à população da capital paulista e projetos demagógicos como esse são sugeridos?

Se aprovado, muda o quê em benefício da sociedade em geral?

O pior é que o político foi reeleito e ainda recebe por tal desempenho no seu trabalho. Lamentável!

– Multa para Jogadores que simularem na NBA. E no Brasil?

A NBA (Liga Americana de Basquete) quer evitar o unfair play. Dias atrás, resolveu tomar medidas duras contra os jogadores que tentarem enganar os árbitros. Eles serão multados automaticamente em 5 mil dólares, e a reincidência custará 30 mil (o sêxtuplo da multa inicial).

Os atletas estão reclamando. Fica a questão: tentar ludibriar o árbitro faz parte do jogo ou deve ser evitado?

No Brasil, há muitos atletas de futebol que intrinsicamente levam a cultura do ”levar vantagem em tudo”. Para esses, é algo normal. Na Europa, anomalia.

Mas traga isso ao nosso Brasileirão: já imaginaram se a CBF institucionalizasse tal pena? As simulações marcadas pelos árbitros iriam ter chiadeira, já que a pena financeira ainda existiria. Mas e os lances “achados” pela Promotoria e julgados pelo STJD?

Meu Deus, o campeonato viraria um circo e a idéia não vingaria…

– Desgostos de Ceder Jogadores à Seleção

Me recordo de Márcio Santos e Aldair como sensacional dupla de zaga na Seleção de 94. Entraram por acaso, os titulares eram Mozer e Ricardo Gomes. E foram espetaculares! Porém, certo dia, Márcio Santos foi convocado para jogar um amistoso (daqueles bem mequetrefes) e pisou num buraco do gramado, machucando gravemente. Foi devolvido ao Ajax sem condições de jogo, nem com pedidos de desculpas.

Agora, Marcelo voltou lesionado ao Real Madrid. Imagino o que o seu treinador, Mourinho, deve estar xingando. O time tem que emprestar o atleta para jogar contra o Iraque e o Japão, e o devolve machucado.

Voltou entregue numa embalagem para presente, com uma fitinha e um sorriso amarelo?

É muita cara de pau…

Não está na hora de se reformular calendário, escolha e critérios para amistosos da Seleção? Sabidamente, os jogos são comercializados pelo detentor dos direitos. Mas o contrato é inquebrável e inegociável?

– Sustentabilidade do Apito

Piadinha que surgiu durante a semana, depois de mais árbitros suspensos:

A arbitragem brasileira é marcada pela sustentabilidade: toda rodada tem árbitro na reciclagem”.

Pior é que tal gozação faz sentido… Teremos outros nomes nesse domingo?

– O Fator “Arbitragem” no Brasileirão nas últimas rodadas

Nas rodadas derradeiras do Brasileirão, os nervos de jogadores, torcedores e dirigentes estão à flor da pele. Claro: agora, vale rebaixamento, título, classificação para a Libertadores…

Se a ansiedade é grande para os clubes, a preocupação com a arbitragem é na mesma proporção. E, infelizmente, na reta decisiva, os árbitros estão pressionados. Eles darão conta do recado?

Vivemos uma entressafra na arbitragem devido a vários fatores: má gestão da Comissão de Árbitros, falta de bons nomes, impaciência no processo de renovação e politicagem.

Ontem, prova de tudo isso pode ser vista, acumulada em 2 jogos: Fluminense X Ponte Preta e Atlético-MG X Sport, apitados respectivamente por Nielson Dias (PE) e Flávio Guerra (SP).

Os dois times mandantes brigam pelo título. Os dois são fortes politicamente. Os dois reclamam sistematicamente de arbitragem (Alexandre Kalil que o diga; já que, mesmo quando não tem lances errados contra seu time, adora “jogar para a torcida”). Os dois jogaram contra times pequenos e fracos politicamente.

Ora, Guerra, respeitosamente, não é árbitro de 1a divisão. Nielson já deu mostras que tecnicamente é fraco e também não merece a quantidade de jogos que recebeu na série A.

Para quem assistiu as duas partidas (fáceis de se apitar e que os árbitros se complicaram), perceberam os claros erros a favor dos mandantes. Nada de má intenção, mas de má condição técnica. E é isso que me preocupa: esses árbitros foram escalados em condições de suportar pressão? Apitar jogos do Fluminense, Flamengo, Corinthians, Atlético Mineiro, entre outros, precisa-se ter colhão. Não dá para experimentar árbitros com esses times expressivos ou escalar gente de baixa qualidade técnica, principalmente nesse momento do campeonato.

Fico pensando: teríamos que trazer árbitros de fora do país, por falta de contingente capacitado? Enquanto que as federações abrem inúmeros cursos de arbitragem, colocando muita gente para apitar, sem dar sequência de jogos e boas condições de preparação a eles, erra-se em querer conseguir talento pela quantidade de nomes, não pela boa preparação de alguns poucos bons candidatos.

Nos pontos corridos, pelo número de jogos, normalmente os erros se compensam. Mas há exceções, como qualquer regra: times grandes e fortes politicamente, podem ter erros contrários em menor número, por vários motivos; um deles: árbitros mais gabaritados em seus jogos fora de casa / e menos competentes e mais suscetíveis a pressão em casa; a contrapartida será lógica: se alguém é beneficiado, os clubes pequenos e de força política menos expressiva terão o prejuízo.

A questão é: carece-se de inteligência e independência nessa atual fase do campeonato para fazer as escalas.

Exemplo? Nielson Dias tem no ano a péssima atuação na partida Grêmio X Santos (além de outras ruins ao longo do campeonato) e continua prestigiado. Expulsou equivocadamente Neymar e sentiu a pressão do Estádio Olímpico. E ainda assim foi para Fluminense X Ponte Preta. Ora, acho justo a queixa da Ponte Preta, que teve 4 jogadores pendurados recebendo o cartão amarelo para a próxima partida contra o Sport/PE (aqui, vem a observação do presidente da equipe campineira, Márcio Della Volpe, de que o árbitro também é de Pernambuco…), fora o pênalti equivocado.

Em suma: precisa-se de árbitros que não tenham medo de time grande, nem sintam pressão de dirigentes politicamente fortes e que sejam competentes. Traremos árbitros de fora? Para eles, é mais fácil: vem, apita e vai embora, sem se preocupar com veto.

Observação: o Náutico reclamou sistematicamente das arbitragens. Nas últimas rodadas, só tivemos FIFAs apitando jogos dele… vale a pena chiar?

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– Acabou o Brasileirão!

Palmeiras Rebaixado e Fluminense Campeão. Depois da rodada desse final de semana (ainda temos o segundo tempo dos jogos das 18h30), não tenho dúvida de que os classificados para a Libertadores e os rebaixados para a Série B são os atuais 4 ponteiros e os 4 lanterninhas.

Aliás… o Palmeiras terá que reinaugurar o Palestra Itália na Segundona? Que mico!