– A Temporada de Ilusões

Ouvi numa rádio que Corinthians, Santos e Flamengo queriam Kaká. Em outra, que Montillo é disputado por Santos e São Paulo e que o Cruzeiro pede R$ 20 mi por 60% do passe. Leio que Dorival Jr foi questionado no Flamengo como montaria um ataque com Robinho e Kaká.

Peraí: será que não tem especulação demais e pouco jogador disponível?

O Flamengo está em frangalhos; como bancaria Kaká e Robinho?

O Santos deu exemplo ao Brasil segurando Neymar. E ficou só nele?

Já o Palmeiras… esquece. Como montar dois times – um para a série B e outro para a Libertadores – se ninguém quer jogar por lá?

Parece que Fluminense e Corinthians realmente são a bola da vez.

– Exigências Documentais para os Árbitros. Justas?

A Federação Paulista de Futebol anunciou uma série de documentos que os candidatos a ingressarem na carreira de árbitro de futebol deverão apresentar, a fim de iniciar seus estudos na Escola de Formação.

Os documentos podem ser acessados em: http://futebolpaulista.com.br/arquivos/competicao/EDITAL_CURSO_DE_ARBITROS_2013.pdf

Ao ler a lista, principalmente no seu capítulo VI, o torcedor pode perceber que o árbitro de futebol não pode ter processos judiciais, nenhum histórico criminal e nem problemas financeiros, dentre outras exigências. Corretamente, deseja-se um elemento acima de qualquer suspeita ética, moral e social.

Porém…

Será que os dirigentes das federações, as pessoas que escalam os árbitros e os representantes das suas associações de classe também deveriam estar submetidos à mesma exigência?

Sem duvidar da idoneidade deles, pois são pessoas conhecidas e de boa reputação. Mas não seria interessante como exemplo para a categoria que todos os “Nada Consta” apresentados pelos árbitros também fossem mostrados pelos seus superiores?

O que você pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

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– A Primeira Vez da Tecnologia no Futebol será Amanhã. Ou não?

A partida entre Auckland City (NZE) X Sanfrecce Hiroshima (JPN) será histórica! Pela primeira vez, um jogo profissional oficialmente terá o recurso eletrônico.

Porém…

Jérome Valcke, secretário-geral da FIFA, explicou que 90 minutos antes de cada jogo o árbitro deverá entrar em campo e testar os sistemas eletrônicos (lembrando que são duas opções: o Wawk-Eye e o GoalfRef – sensor/câmeras na linha ou chip na bola). Se não sentir confiança, ou por opção pessoal desejar apitar o jogo sem tais aparatos tecnológicos, a decisão será dele!

Será que o árbitro da partida (que vem da Argélia!), sr Djamel Haimoudi, abdicará de ser o primeiro a usar a tecnologia?

Extraído de: http://sports.ndtv.com/football/news/item/200265-referee-has-final-word-on-goal-line-technology

REFEREE HAS ‘FINAL WORD’ ON GOAL-LINE TECHNOLOGY

Referees can reject the use of goal-line technology or even overrule it in the Club World Cup, which starts this week in Japan, a senior FIFA official said Wednesday.

Referees can reject the use of goal-line technology or even overrule it in the Club World Cup, which starts this week in Japan, a senior FIFA official said Wednesday.

Two different GLT systems, Hawk-Eye and GoalRef, are to be used in the eight-game competition from Thursday, when continental kings of club football, including Chelsea and Brazil’s Corinthians, will battle for world supremacy.

”The referee has the final word when it’s about the goal-line technology system,” FIFA secretary general Jerome Valcke told a news conference in Tokyo.

In July, the International Football Association Board (IFAB) — custodians of the game’s laws — decided to use goal-line technology at the Club World Cup, next year’s Confederation Cup and the World Cup finals in Brazil in 2014.

Valcke said referees at these competitions will test the system 90 minutes before each game to see if it is working to his satisfaction.

”If he has any doubt and if this doubt cannot be corrected by the provider who is on the site, then he has the right to say, ‘Sorry, guys. I don’t think I can rely on the system’,” he said.

”Again, the referee is the most important person. He’s the one who’s making the final decision and he has to keep this right for the final decision,” Valcke said.

Fans have called for years for the football world to embrace technology aimed at eliminating human error, citing its use in other sports including tennis and cricket.

”It’s a big day because it’s the first time that the technology will be used officially in a game or games. Up to now, it was just experiment.”

Individual associations still have the right to decide whether to they use the technology in their competitions. That means UEFA, for example, could opt not to implement the system.

FIFA, football’s world governing body, has given GLT licences to Britain-based but Sony-owned Hawk-Eye and Germany’s GoalRef, from a shortlist of some 10 different companies.

The Hawk-Eye system uses seven cameras while GoalRef utilises magnetic fields to determine whether a ball has crossed the line. Both systems transmit their findings to devices that can be worn on officials’ wrists.

Both are in the running for installation in stadiums for the Confederations Cup in Brazil next June, but other companies can still apply for the chance to have their technology used, said Valcke.

He said FIFA would have to decide the contractor “by the end of March at the latest”.

The Club World Cup kicks off on Thursday in Yokohama, with New Zealand’s Auckland City FC taking on Japan’s Sanfrecce Hiroshima.

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– Os Mandos de Jogos para o Brasileirão 2013, 2014, 2015…

Surgem especulações que a CBF, tentando evitar a provável ociosidade dos estádios construídos para a Copa do Mundo, faria com que alguns jogos do Brasileirão fossem transferidos para Manaus, Cuiabá, Brasília…

Ora, a CBF já manda em tudo; agora, até nos mandos de campos? Não deveria ouvir as críticas populares quando ganhou a Copa? Estádios em centros que tem futebol de ponta, ok. Mas nos locais onde os clubes jogam a 4a divisão (e as vezes nem jogam), não dá!

Que traria público, concordo. Mas que não seria justo, é verdade! Já imaginaram fazer o São Paulo sair do seu confortável Morumbi e jogar na Arena Pantanal? E o desgaste da viagem, a logística e o prejuízo técnico de não estar no seu próprio campo de jogo? Ou o Santos sair da Vila Belmiro e atravessar o Brasil para otimizar público na Arena da Amazônia?

E você, o que acha da ideia? Para mim, é uma proposta indecente.

Deixe seu comentário:

– E o Vandalismo no Aeroporto?

Caramba! O número de torcedores do Corinthians que foi ao Aeroporto se despedir do time impressionou. Se ganhar, imagine na volta!

Porém, os atos de vandalismo mostram que no meio de torcedores sempre tem bandido. A Polícia não pode prender? Simplesmente se permite o vandalismo e as autoridades entendem que por ser torcida organizada, tudo bem?

Se fossemos um país sério, alguém teria que ser responsabilizado por isso.

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– O Vai-Vem do Mercado de… Árbitros de Futebol!

Parece manchete de jornal esportivo sobre o mercado de transferências de jogadores de futebol. Mas é o retrato de uma situação vivenciada com frequência cada vez maior pelos árbitros: a mudança de locação.

Recentemente, o árbitro FIFA Heber Roberto Lopez trocou a Federação Paranaense pela Federação Catarinense. Em outros tempos, Oscar Roberto Godoi, Márcio Rezende de Freitas e outros tantos migraram de estado.

O que eles ganham com isso e no que as federações podem se beneficiar?

Basicamente, os árbitros trocam de Federação motivados por ofertas financeiras. Um ou outro poderia alegar desconforto em apitar no estado X e maior facilidade em atuar pelo Y, mas, em geral, a troca se dá pelo oferecimento de maiores valores de taxas nos campeonatos estaduais, o acréscimo de salário fixo mensal (já que a atividade não é profissional e a remuneração é por jogo – ou seja, se não entrar em campo no mês, nada recebe) e ainda o pagamento de luvas na contratação. Um outro fator relevante seria o de maior apoio político na carreira, mas esse é superado pela questão financeira.

Já as Federações, ganham… nada! Apenas prestígio e satisfação do ego de seus dirigentes. O que acrescenta um árbitro renomado e formado em outro estado atuando no campeonato local, para a arbitragem? Para o torneio, ele será uma atração. Mas será que isso fará com que os árbitros daquela Federação melhorem tecnicamente?

Na verdade, é um tiro no pé a contratação de árbitros famosos por outros estados. Nos principais jogos regionais, ele estará atuando e um árbitro local não será escalado, enciumando o quadro. Esse árbitro tirará o espaço para revelações; e, ainda, terá remuneração diferente dos seus semelhantes.

Para o árbitro que muda de federação, não há problema algum. Ganhará mais (legalmente), fará seu trabalho com status de estrela e não estará infringindo nenhuma norma. A questão é: não seria mais racional as Federações contratarem PROFESSORES DE ARBITRAGEM, instrutores didáticos e capacitados para fomentar o desenvolvimento da arbitragem local?

Por fim: em 2012, Heber não poderia apitar a final da Copa do Brasil entre Coritiba X Corinthians por ser paranaense. Em 2013, pode por ser catarinense!

A competência e liberação de uma escala não deveria ser rotulada pela origem do árbitro, mas sim pelo seu desempenho.

– Um Brasileirão sem Destaque e sem Renovação no Apito

O Campeonato Brasileiro 2012 acabou, e as considerações sobre o desempenho dos clubes já foram discutidas amplamente pela imprensa. Mas… e o desempenho dos árbitros?

Para a turma do apito, um ano para se esquecer! Jogos mal arbitrados, árbitros encerrando precocemente a carreira por politicagens, falta de respaldo da Comissão de Árbitros e o pior: sem nenhum grande nome revelado!

Quem foi o destaque da arbitragem nesse ano?

Ninguém.

A CBF deu o prêmio de melhor árbitro a Wilton Sampaio. Não foi. Vide a desastrosa atuação do árbitro no primeiro jogo da final da Copa do Brasil (link da análise em: http://www.redebomdia.com.br/blog/detalhe/9624/Analise+da+Arbitragem+de+Palmeiras+X+Coritiba)

Conversando pelas redes sociais com diversos amigos árbitros atuantes e ex-árbitros observadores, ninguém escolheria Wilton. Foram os jornalistas que escolheram?

A frente de Wilton Sampaio, mesmo com os erros normais de um campeonato, temos Seneme, Hebert, Vuaden, Marcelo de Lima Henrique, Sandro Ricci…

Será que o árbitro locado na Federação Goiana levou o prêmio pelo desejo da CA-CBF em promove-lo à FIFA, e assim justificar uma indevida indicação? Vamos aguardar.

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– O Inferno Astral de Rafa Benetiz

O novo treinador do londrino Chelsea, atual campeão europeu, persiste. O time não consegue vencer no Campeonato Inglês, e os torcedores já pedem a cabeça de Benitez, que nunca contou com a simpatia dos aficcionados. Desde sua contratação, muitas críticas ao técnico espanhol.

Tudo se deve quando Rafa Benitez estava em alta no Liverpool, e foi sondado para ser contratado pelo Chelsea (2007). Na ocasião, declarou ao Daily Mirror:

O Chelsea é um grande clube, com fantásticos jogadores; todo treinador gostaria de comandar um time grande como esse. Mas eu nunca aceitaria esse trabalho em respeito ao Liverpool, não importa o quê. Há apenas um clube na Inglaterra e esse é o Liverpool

Suas palavras renderam homenagens dos torcedores da terra dos “The Beatles”, e Benitez se tornou persona non grata aos rivais de Londres.

Agora, contratado pelo Chelsea, disse sobre seu relacionamento com a torcida:

Os torcedores sempre desejam o mesmo que o treinador, ganhar títulos e partidas

O que será que o bilionário russo Roman Abramovich, dono do clube, deve estar pensando sobre isso?

Às vésperas do Mundial de Clubes, onde a equipe europeia provavelmente enfrentará o Corinthians, fica a dúvida: o mau momento reverterá em motivação para que o Chelsea se supere e dê uma satisfação aos críticos, ou tal crise facilita a vida do adversário brasileiro?

– Rodada Esvaziada

Não dá para deixar de comentar: a sensacional rodada de clássicos Brasil afora, devido a combinação de resultados, se tornou um mico!

Feita para evitar malas brancas e pretas, os clássicos regionais inexistiram em muitas rodadas, concentrando-se na derradeira.

Parece que não deu certo… Que mandou o campeonato se decidir antes da hora?

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– Um Magoado Garrincha

Uma entrevista curiosa: a Revista ESPN de Novembro/2012, pg 42-48, trouxe Mané Garrincha nos anos 80, numa matéria perdida!

Já no fim da vida, algumas curiosidades e visíveis insanidades do gênio da bola. Entre elas, sobre Pelé:

Ele foi um jogador bom, tinha sorte. Fazia gol e tinha sorte, mas tinha gente boa do lado dele para dar a bola (…)

Sobre manter contato com Pelé:

Que nada! Ele é um safado, virou estrela agora (devido ao namoro com a Xuxa).

Na publicação, há ainda um hilário passeio do jornalista argentino Carlos Bikic com Garrincha na praia (com Mané dirigindo uma Brasília e se encontrando com Júnior, lateral do Flamengo).

Fico pensando… com o marketing de hoje, visibilidade das mídias e truculência em campo, Garrincha faria sucesso hoje ou não?

Difícil responder…

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– E o Pejorativo Fuleco?

Fuleco foi o nome escolhido do mascote da Copa do Mundo 2014. Porém, protestos Brasil afora contra o nome do tatu-bola.

Motivos? O nome, segundo a FIFA, é combinação das palavras “Futebol e Ecologia”. Entretanto, em alguns lugares do Nordeste a palavra “fuleco” é um adjetivo pejorativo para ânus, sinônimo de “fiofó”, em alguns dicionários.

Também pode servir para representar uma pessoa sem boa postura, desengonçada, ou, popularmente, “fuleca”.

Eu não gosto do nome do bichinho. E duvido que a FIFA mude. Mas as campanhas pela Internet através das Redes Sociais estão se avolumando!

Qual nome você escolheria?

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– Parreira & Felipão são a Solução?

“Novos velhos nomes” assumindo a Seleção: Parreira como Coordenador Técnico e Luís Felipe Scolari como Treinador.

Respeito esses dois campeões mundiais. Mas Parreira deveria ser presidente da CBF e Felipão curtir os netinhos tranquilamente com o dinheiro que já ganhou. Podem até levar a taça da Copa de 2014, mas o risco de fracasso é grande.

Quais os últimos grandes trabalhos de ambos? Não me venha falar de Copa do Brasil, pois o torneio é ilógico…

Muitos (como eu) falaram do Guardiola (outro risco). Mas não vi ninguém falar num nome que está quase saindo do seu clube: José Mourinho!

Como seria ele treinado o Escrete Canarinho?

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– Os amigos da Polícia de Del Nero e o exemplo da FPF

Ontem, o jornalista Ricardo Perrone postou no UOL sobre a rede de policiais amigos do presidente da FPF Marco Polo Del Nero. Seria uma roda de proteção preventiva, caso precisasse? Talvez.

O certo é que no indiciamento que sofreu sobre a venda de dados para usos diversos (uma das acusações seria a de intermediação dessas informações a quadrilhas de extorção e chantagem), não há como deixar de comparar o fato a algumas situações da FPF.

Por exemplo: os Militares/Policiais de diversas áreas comandam o futebol paulista. É para dar credibilidade à gestão de Del Nero?

Alguns:

  • Cel Nilson Monção (Escola de Árbitros);
  • Cel Silas Santana (Ouvidor de Arbitragem);
  • Cel Marcos Marinho (Comissão de Árbitros);
  • Cel Isidro Suíta Martinez (Vice Presidente de Competições);
  • Delegado Dr Bento da Cunha (Corregedoria da Arbitragem).

Será que os civis não tem competência para administrar uma entidade? Tantos coronéis são mera coincidência?

Uma importante observação: está aberto o edital anual para a Escola de Árbitros, onde mais 140 árbitros serão formados, a R$ 600,00 mensais por aluno (receita de R$ 1.000.008,00 anual para a EAFI). Vide no site da entidade a lista de documentos exigidos para se comprovar a idoneidade do futuro árbitro, e questione: não seria interessante que os gestores da Federação Paulista de Futebol também apresentassem os seus papéis semelhantes?

Vale a reflexão. Abaixo, a postagem de Perrone com outros amigos da polícia:

(Extraído de: http://blogdoperrone.blogosfera.uol.com.br/2012/11/novo-delegado-geral-de-sp-e-do-tjd-da-federacao-e-trabalha-com-filha-de-del-nero/)

NOVO DELEGADO GERAL DE SP É DO TJD DA FEDERAÇÃO E TRABALHA COM FILHA DE DEL NERO

O governador Geraldo Alckmin empossou nesta terça Luiz Maurício Blazeck como novo delegado geral de São Paulo. Ele faz parte da legião de policiais que atua na Federação Paulista de Futebol. Integra a 3ª Câmara do Tribunal de Justiça Desportiva.

Blazeck atuava na Academia de Polícia, onde tinha a companhia da policial Carla Priscila Del Nero. Ela é filha de Marco Polo, presidente da federação e vice da CBF. O cartola é investigado pela Polícia Federal por suspeita de compra de informações sigilosas vendidas por policiais. Ele nega ter cometido crime.

Como delegado geral, Blazeck terá contato próximo com o Dipol, departamento de inteligência da Polícia Civil. O chefe do órgão é o presidente do TJD da Federação Paulista, delegado Mauro Marcelo, amigo de José Dirceu, “padrinho” de Vicente Cândido, vice da FPF.

O Dipol é o órgão de apoio da delegacia geral e lida com informações estratégicas e sigilosas.

Na academia, a filha de Del Nero era uma das pessoas de confiança de Blazeck. Por isso, uma eventual transferência dela para a delegacia geral é vista como natural dentro da polícia. Mas o momento não é dos melhores por causa da repercussão do caso envolvendo seu pai na PF. O inconveniente de uma transferência agora já foi tema de reunião na polícia.

– Qual é a do Andrés Sanches?

Na última 2a feira, Andrés Sanches, atual Diretor de Seleções da CBF e ex-presidente do Corinthians, fez questão de demonstrar ser “contra o sistema”, se fazendo de marido traído por não saber que José Maria Marin estaria conversando com Felipão.

Quando da demissão de Mano, foi nítido que Andrés quis posar de bom moço, dizendo que foi voto vencido. Também deixou no ar algo contra Marco Polo Del Nero.

O que ele está planejando?

Andrés queria chefiar um levante contra os clubes rebeldes apoiado por Ricardo Teixeira; antes, na época do Dualib, se agarrou ao poder como pode, e na hora da corda estourar, mudou de lado.

Estaria planejando uma candidatura à CBF? Desejaria ser presidente da FPF? Ou… quem sabe se apegar a algum cargo na Prefeitura de SP, ajudando seu amigo Fernando Haddad na Secretaria de Esportes?

Quem não o conhece, que o compre!

– Giba no Galo? Que bom!

Ôpa! Por absoluta falta de tempo não deu para comentar: Giba é o novo técnico do nosso glorioso Paulista FC de Jundiaí!

Não sei quantas passagens ele já teve por aqui, mas em todas, além de ser bom técnico, mostrou ser ótima pessoa.

Boa sorte ao Giba. Apitei algumas partidas com ele de treinador. É o cara que não engana a torcida jogando a culpa no árbitro. Dá gosto de gente assim no futebol.

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– Fair Play esquecido no jogo Corinthians X Santos?

Quem disse que se deve devolver ao adversário uma bola colocada para fora visando atendimento de atletas lesionados?

Na regra, nada diz. No código informal de conduta dos atletas de futebol durante o jogo, é obrigação.

No sábado a noite, na partida Corinthians X Santos, tanto o Timão quanto o Peixe não praticaram Fair Play na situação citada. Emerson Sheik se lesionou e a bola, que estava em posse do Corinthians, foi colocada para fora visando o atendimento médico. No reinicio, com arremesso lateral, o Santos não devolveu a posse de bola. Posteriormente, após o goleiro Rafael se machucar e necessitar de atendimento médico, o revide: no reinício da jogada, o Corinthians segue com o lance, ao invés da devolução da posse de bola.

O primeiro lance foi em cima de Emerson, jogador que não é bem quisto pelos adversários. Teria sido esse o motivo da não devolução? Lembrando que no segundo lance, quem domina a bola e não devolve é o próprio Emerson.

Na Regra do Jogo, não há nada que obrigue a devolução da posse de bola, quando é colocada para fora pelos atletas. Porém, há a situação em que o árbitro é obrigado a paralisar o lance ao invés de esperar que uma bola seja chutada pelos jogadores. E nessa situação, o reinício é com o bola-ao-chão. Em ambos os casos, devolver ou não a posse vai da boa educação e espírito esportivo dos atletas.

Curiosidade: quando o jogo é reiniciado por Bola ao Chão (Regra 8), a partir de 2012, não se pode mais marcar um gol. Por anos era permitido que, na disputa de bola (após o árbitro deixá-la cair no chão e ela tocar o solo) caso o atleta quisesse dar um chute para o gol e ela entrasse, o gol fosse confirmado. Já imaginaram a confusão caso um atleta dissesse que iria devolver a bola gentilmente e fizesse um gol? Hoje, se isso acontecer, o árbitro deve assinalar tiro-de-meta. Caso seja um chute para o próprio gol, não vale o gol-contra e o lance vira escanteio.

Curiosidade: para o bola-ao-chão, não precisa que os jogadores estejam próximos da bola para disputá-la. Poderão estar desde os 22 jogadores em volta do árbitro, ou ninguém! O jogo só começa a valer quando ela tocar o chão.

E você, o que pensa sobre isso: está faltando espírito esportivo no futebol? Deixe seu comentário:

– Felipe Mello: o Parabéns de uma Irregularidade na Defesa do Pênalti?

Crucificado em 2010 por sua expulsão na partida entre Brasil X Holanda na Copa da África, Felipe Mello virou sinônimo de jogador violento. Hoje, está jogando no Galatassaray da Turquia. Alguns dizem que está atuando muito bem; confesso que não posso confirmar ou não, já que não o vejo por não ter acesso ao campeonato turco.

Porém, nesse final de semana, seu time ficou sem goleiro e durante a partida ele precisou ir ao gol. Num pênalti contra a sua equipe, foi felicitado por defendê-lo.

Entretanto… convido a assistirem ao lance. Pode ser acessado neste link: http://is.gd/XZsLSL

Repararam que Felipe Mello se adianta descaradamente? Aqui, não é a história do “só um passinho”, despercebido ou difícil de marcar. É o avanço que vira vantagem ao defensor. Mesmo o cobrador tendo “cantado” a cobrança, Felipe Mello se beneficiou pela irregularidade.

Vejam outro detalhe: após a defesa, espalmando a bola, Felipe Mello comemora imitando um pitbull! Só que ele se esqueceu que o rebote faz com que a bola continue em jogo, na lateral do campo! Já imaginaram se o outro time consegue chutar para o gol, e pega o goleiro-volante desprevenido?

E você, mandaria repetir a cobrança de pênalti ou não? Deixe seu comentário:

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– A Nova Logo do Neymar!

Neymar, ou melhor, “Neymar JR camisa 11criou a sua marca a ser explorada em diversos produtos. Vejam só:

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Bom de bola e bom de marketing, hein? A marca NJR11 surgiu por orientação de um de seus agentes, o R9?

Está na moda letra e número. Como seria a do Pelé? Será que P10 seria viável, ou não precisaria disso?

– Manifestações Religiosas no Futebol. Pode?

No livro das “Regras do Jogo de Futebol”, há uma observação de que estão vetadas manifestações políticas e religiosas em campo, e que o organizador deverá tomar as providências, caso isso aconteça.

Basicamente, elas ocorriam nas comemorações de gol, cujo momento de atenção ao marcador era maior, e sua imagem atrelada. Na própria Regra 12 (Infrações…), em “Diretrizes aos Árbitros”,  há um alerta para excessos em comemorações de gol e descaracterização do uniforme. Ora, o fato de tirar a camisa e mostrar “I Love Jesus” é fato para cartão amarelo.

É claro que o espírito da regra não é “caçar” pregadores, mas nortear a ordem. Imagine o patrocinador que paga milhões para aparecer em campo, e na hora do gol, o centroavante artilheiro arranca a camisa e ninguém vê sua publicidade?

Considerações a parte, reproduzo 2 textos que ajudam nesse debate, que surgiu logo após a Copa das Confederações de 2009:

O primeiro, uma matéria da BBC falando sobre o fanatismo religioso dos jogadores de futebol brasileiro, onde ele mostra uma grande indignação aos créditos da vitória a Deus.

O segundo, uma matéria informando que a FIFA solicita ao Brasil cautela nessas comemorações, pois a Federação Dinamarquesa não gostou do proselitismo proporcionado pelos brazucas em campo.

Claro, dentro de uma democracia, temos que respeitar a convicção religiosa de todos. Mas o amigo leitor há de concordar com algo indiscutível: se os dois times rezam pela vitória, como Deus atenderá as preces de ambos?

Já lembraria a sabedoria popular de um velho pensamento já batido: “se macumba ganhasse jogo (Macumbaria também é prática religiosa), o Ba-Vi na Bahia sempre terminaria empatado.”

Abaixo, os dois links:

1-(texto em verde) -BBC (campo como templo religioso): TÍTULO: DIVINO FUTEBOL:http://www.bbc.co.uk/blogs/portuguese/2009/06/religiao.shtml

2- (texto em azul) -IG/FIFA (Dinamarca reclama e FIFA pede atenção): TÍTULO : FIFA REPREENDE COMEMORAÇÃO RELIGIOSA DO BRASIL:http://esporte.ig.com.br/futebol/2009/07/01/fifa+repreende+comemoracao+religiosa+do+brasil+na+africa+7068924.html

1- DIVINO FUTEBOL

A conquista da terceira Copa das Confederações 2009 pela Seleção Brasileira foi intensamente comemorada pelos jogadores e comissão técnica. Afinal, o título veio com uma vitória de virada, conquistada com muita determinação por um time que se por um lado não tem o brilhantismo de outras seleções brasileiras, por outro mostra espírito coletivo e grande união.

A vitória do Brasil sobre o esforçado time dos Estados Unidos era esperada e portanto não chegou a surpreender.

Os comentaristas da BBC que acompanharam a final também não estavam preparados para a reza coletiva, com todos ajoelhados, de mãos dadas, num círculo feito em pleno gramado que incluiu até a comissão técnica.

Num lugar como a Grã-Bretanha, onde o povo está acostumado a conviver respeitosamente com diferentes religiões, surpreende o fato de atletas usarem a combinação entre um veículo de grande penetração como a televisão e a enorme capacidade de marketing da seleção brasileira, para divulgar mensagens ligadas a crenças, seitas ou religiões.

Se arriscam a serem confundidos com emissários de pregadores dispostos a aumentar o número de ovelhas de seus rebanhos às custas do escrete canarinho, como emissários evangélicos em missão.

Para os críticos deste tipo de atitude, isso soa oportunismo inadequado e surpreende ver que a Fifa não se opõe a que jogadores se descubram do “manto sagrado” que os consagrou para exibir suas preferências religiosas.

Será que a tolerância da entidade teria sido a mesma se ao final do jogo algum jogador mostrasse uma camiseta dizendo “Eu não acredito em Deus” ? Ou se outro fosse um pouco além e gravasse no peito algo como “Essa vitória foi obtida graças ao esforço dos jogadores sem nenhuma interferência divina ou sobrenatural”?

É comum ver atletas fazendo sinal da cruz ao entrar em campo, beijando anéis, medalhas de santos, cruzes e patuás que trazem pendurados em cordões e apontando aos céus como a agradecer pelo gol marcado. Ninguém tem nada a ver com manifestações individuais. Mas uma manifestação coletiva, explícita e organizada como um ritual religioso pode dar margem a críticas ao ser associada a um bem público, a uma instituição tão democrática como a seleção brasileira.

A religiosidade de cada um seja ela qual for merece respeito, da mesma forma como merece ser respeitada a falta de religiosidade daqueles que assim optaram a seguir a vida.
Se a moda pega, a Fifa corre o risco de ter a Copa do Mundo do ano que vem cheia de manifestações religiosas, com missas, cultos e pregações diversas após cada partida.

O povo merece continuar torcendo pelo futebol de sua seleção, independente da reza, sessão espírita, ponto, ritual de sacrifício, sermão ou pregação.

Afinal, futebol é bola na rede, o resto é conversa.

2- FIFA REPREENDE COMEMORAÇÃO RELIGIOSA DO BRASIL NA ÁFRICA

Queixa é de que a seleção brasileira estaria usando o futebol como palco para a religião; entidade pede moderação aos jogadores

RIO DE JANEIRO – A comemoração do Brasil pelo título da Copa das Confederações, na África do Sul, e o comportamento dos jogadores após a vitória sobre os Estados Unidos causaram polêmica na Europa. A queixa é de que a seleção estaria usando o futebol como palco para a religião.

A Fifa confirmou à Agência Estado que mandou um alerta à CBF pedindo moderação na atitude dos jogadores mais religiosos, mas indicou que por enquanto não puniria os atletas, já que a manifestação ocorreu após o apito final.

Ao final do jogo contra os EUA, os jogadores da seleção brasileira fizeram uma roda no centro do campo e rezaram.A Associação Dinamarquesa de Futebol é uma das que não estão satisfeitas com a Fifa e quer posição mais firme. Pede punições para evitar que isso volte a ocorrer.

Com centenas de jogadores africanos, vários países europeus temem que a falta de uma punição por parte da Fifa abra caminho para extremismos religiosos e que o comportamento dos brasileiros seja repetido por muçulmanos que estão em vários clubes da Europa. Tanto a Fifa quanto os europeus concordam que não querem que o futebol se transforme em um palco para disputas religiosas, um tema sensível em várias partes do mundo. Mas, por enquanto, a Fifa não ousa punir o Brasil.

A religião não tem lugar no futebol“, afirmou Jim Stjerne Hansen, diretor da Associação Dinamarquesa. Para ele, a oração promovida pelos brasileiros em campo foi “exagerada”. “Misturar religião e esporte daquela maneira foi quase criar um evento religioso em si. Da mesma forma que não podemos deixar a política entrar no futebol, a religião também precisa ficar fora“, disse o dirigente ao jornal Politiken, da Dinamarca. À Agência Estado, a entidade confirmou que espera que a Fifa tome “providências” e que busca apoio de outras associações.

As regras da Fifa de fato impedem mensagens políticas ou religiosas em campo. A entidade prevê punições em casos de descumprimento. Por enquanto, a Fifa não tomou nenhuma decisão e insiste que a manifestação religiosa apenas ocorreu após a partida. Essa não é a primeira vez que o tema causa polêmica. Ao fim da Copa do Mundo de 2002, a comemoração do pentacampeonato brasileiro foi repleta de mensagens religiosas.

A Fifa mostrou seu desagrado na época. Mas disse que não teria como impedir a equipe que acabara de se sagrar campeã do mundo de comemorar à sua maneira. A entidade diz que está “monitorando” a situação. E confirma que “alertou a CBF sobre os procedimentos relevantes sobre o assunto”. A Fifa alega que, no caso da final da Copa das Confederações, o ato dos brasileiros de se reunir para rezar ocorreu só após o apito final. E as leis apenas falam da situação em jogo. Após tantas considerações, gostaria da sua argumentação sobre o difícil tema: O que você pensa da mistura “Religião X Futebol”?

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– Guardiola & Marin? Xi…

Fico imaginando… será que Guardiola, caso assumisse a Seleção Brasileira, aceitaria passivamente a ingerência declarada de José Maria Marin?

Claro que não.

Li há algum tempo que Guardiola queria férias de 2 anos pós-Barcelona. Será que os convites de salários milionários, em Euro, que recebeu na Europa com contrato a longo prazo, teriam menos força do que dirigir a Seleção Brasileira?

O próprio Guardiola, certa feita, declarou que não toparia projetos a curto prazo. Na única entrevista sobre sua relação com o Brasil (final do ano), disse que poderia aceitar dirigir a Canarinho para ser cobrado em 2018.

Já pensaram nas suas dificuldades locais? Conhecer o jeito, a cultura, as negociatas daqui?

Gostaria sim de Guardiola como treinador da Seleção, mas acho que ele não está ciente das reais dificuldades, caso aceite.

Particularmente, acho que Tite será o novo treinador. Só assim poderia entender o fato da CBF esperar até Janeiro para escolher o nome.

– Quem Entrará no lugar de Mano Menezes?

Mano Menezes foi demitido. É claro que a decisão já estava tomada há tempos, pois esperaram o momento exato – final de ano, pós-amistosos – para o exonerar.

Agora, quem entrará em seu lugar?

Minhas impressões pessoais:

Felipão: está desatualizado, mas conta com a simpatia da dupla Marin/ Marco Polo. Ajudou o Palmeiras a ganhar a Copa do Brasil e a rebaixar o time para a segunda divisão.

Luxemburgo: ótimo treinador, se estiver só focado no time e não inventar Fábios Bilicas da vida…

Muricy: bom treinador, mas aguentaria o rojão? Excessivamente mal educado, não aceitaria interferência de Marin (coisa que parece natural).

Abelão: nome interessante, mas seria liberado pelo Fluminense? Escolher treinador do Tricolor Carioca já deu problema certa vez.

Tite: dos treinadores brasileiros, o que está em melhor boa fase. Confiaria a Seleção para ele.

Sinceramente, escolheria (se pudesse) Guardiola. Mas dizem que ele próprio não quer ser cobrado para 2014, mas sim para 2018. E no Brasil, só funciona resultado a curto prazo.

E você? Quem escolheria para a Seleção?

Quem será não sei. Mas esperar até Janeiro para decidir, como a CBF disse, parece brincadeira!

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– Mais um Árbitro que Encerra a Carreira Precocemente…

Quando você cita um profissional que seja jovem, e ao mesmo tempo que tenha experiência, você não valoriza seu trabalho?

Pois bem: o excelente árbitro assistente Rafael Ferreira da Silva, de tantos jogos na A1 e sempre em alto nível, encerra a carreira na FPF e CBF.

Motivos? Os mais injustos… Compartilho sua despedida e torço para o xará para os novos desafios que encontrará:

FECHAM-SE AS CORTINAS, TERMINA O JOGO

Meus amigos,Após 13 anos e 392 jogos, comunico o término da minha carreira como árbitro assistente de futebol.

Tomo essa decisão antes do que pretendia porque minhas perspectivas de evolução foram sepultadas pela não inclusão do meu nome no grupo que trabalhará no Campeonato Paulista de 2013, o que, por consequência, implica também na exclusão do quadro da CBF.

Como normalmente acontece, não recebi qualquer explicação pelo fato de ter sido preterido e nada no meu desempenho durante a temporada indicava que isso poderia acontecer.

Aliás, minha carreira sempre se pautou pela busca da excelência, suposto objetivo da Comissão de Arbitragem da FPF, e, sob qualquer prisma de avaliação (técnico, teórico, físico, psicológico ou social), meus resultados e escalas não deixam dúvida sobre isso. Todos os requisitos exigidos de um árbitro assistente, conforme estabelecido no regulamento de arbitragem, foram atendidos com comprometimento e no mais alto nível.

Diante desses fatos, só me resta concluir que suporto a consequência de não me colocar à disposição para atuar em jogos do futebol amador para o Sindicato dos Árbitros do Estado de São Paulo.

Considerando que a sujeição aos interesses do Sindicato tornou-se uma condição de sucesso como árbitro federado, uma tendência que deverá se manter nos próximos anos, não acredito que seja possível a reconquista da posição perdida, mas, supondo que fosse, os sacrifícios impostos pela carreira, não apenas a mim, mas também à minha família, representam um preço muito alto, que não estou disposto a pagar, ainda mais ocupando um espaço que deve ser destinado para as nova gerações de árbitros assistentes.

Portanto, missão cumprida!

Sinto que Deus me reserva uma nova direção na caminhada da vida e talvez abrir mão de trabalhar como árbitro assistente seja um ato necessário para tomar a direção que Ele deseja.

Agradeço a todos que me acompanharam durante essa jornada, curtindo as escalas, assistindo aos jogos e/ou comentando sobre as atuações. Diversas vezes vocês me emocionaram e as palavras/gestos de carinho foram uma fonte de energia extra que me ajudou na busca de fazer o melhor.

Por mais que as pessoas tenham uma visão deturpada, negativa e desconfiada dos árbitros de futebol, acredito que no meu pequeno universo de relacionamentos contribui para oferecer um ponto de vista alternativo, no qual a equipe com menos jogadores em campo é formada por homens e/ou mulheres apaixonados pelo futebol, comprometidos com a missão de legitimar um resultado e quando falham, risco a que todos estamos sujeitos em razão da nossa condição humana, sofrem muito por isso.

Aos agora ex-colegas copiados nessa mensagem desejo muita sorte e sucesso. Infelizmente, mas essa é a realidade, fora do universo da arbitragem perderei contato com a grande maioria e talvez alguns eu não volte a encontrar. Assim faço a questão de registrar que foi uma honra ter vestido o mesmo uniforme que vocês.

Um grande abraço,

Rafael Ferreira da Silva

– 3 Momentos de Péssima Educação no Futebol de Ontem

Há certas coisas que irritam e servem de mau exemplo. Vamos a elas?

1- Superclássico entre os times B de Argentina X Brasil. Na hora do Hino Nacional Brasileiro, o estádio La Bombonera produziu uma forte vaia ensurdecedora. Normal? Não. Pra mim, falta de educação.

2- Já falamos do unfair-play de Luiz Adriano no jogo do Shaktar na Liga dos Campeões. Entretanto, apesar da falha moral (mas legal perante a regra do jogo), a UEFA estuda puni-lo. Ora, errou o jogador pela falta de espírito esportivo e falha da UEFA em legislar sobre algo que não pode: a educação do atleta.

3 – Manchester, Inglaterra: repararam nas caras e bocas de José Mourinho, treinador do Real Madrid quando o quarto-árbitro levanta a placa com 5 minutos de acréscimo (jogo Manchester City X Real Madrid)? Ele se posicionou às costas do mesmo para observar quanto estava marcando na placa, esbravejou, se aproximou ao lado de um torcedor do Manchester City que aplaudia ironicamente, e resolveu aplaudir em conjunto! Se não bastasse, se virou aos torcedores adversários e sinalizava que queria mais aplausos! Hilário, mas mal educado…

Será que o futebol deve ser esse universo a parte, onde a má conduta é aceita? Não vejo isso em outros esportes.

– Uma partida que não acaba: Internacional X Palmeiras

Depois de tanta polêmica envolvendo o gol de mão de Barcos, o uso de tecnologia e/ou informação externa e julgamento da anulação da partida, a pendenga de Internacional X Palmeiras ainda deixa arestas: na próxima sexta-feira 23, o quarto-árbitro Jean Pierre será julgado por não relatar em súmula que informou ao árbitro Francisco Nascimento o lance.

Ué, o procurador Paulo Schmitt, que levou o caso ao STJD, não havia elogiado todos os procedimentos? Aliás, pessoas importantes da arbitragem disseram que o relatório foi “perfeito tecnicamente”… Agora, o quarto-árbitro poderá pegar 120 dias de gancho pelo esquecimento.

Sem comentários.

– Luís Fabiano reclama de Perseguição dos Árbitros. Tem razão ou não?

Nesta semana, o atacante são-paulino Luís Fabiano declarou que:

Os árbitros, quando vêm apitar um jogo do São Paulo, vêm condicionados a me dar cartão amarelo. Isto está claro.”

Ora, sabidamente Luís Fabiano é um dos atacantes que mais recebe advertências no futebol brasileiro. Justa ou injustamente?

Faça um levantamento dos cartões recebidos do jogador. Normalmente, foram por reclamação excessiva, atitude inconveniente e desinteligência. São todos os árbitros que lhe aplicaram cartões que estão errados ou o atleta que precisa ter mais equilíbrio emocional?

É claro que jogadores com histórico polêmico têm maior atenção da arbitragem. Quando o árbitro vai apitar jogos do Kleber Gladiador, deve estar atento às suas cotoveladas frequentes. Em jogos do Santos, atenção a Neymar pelas simulações. Se o atacante for o corinthiano Emerson Sheik, redobre o cuidado. No São Paulo, cuidado com a indisciplina de Luís Fabiano.

Claro que o rótulo criado pelos atletas não pode ser fator decisivo para que o árbitro dê cartões injustos. Mas na dúvida, seu histórico é preponderante para a tomada de decisão.

Luís Fabiano não é perseguido pelos árbitros. Seu comportamento é que se torna inadequado. Se não fosse ótimo jogador, seria punido por seu clube, já que frequentemente fica suspenso pelo elevado número de tolos cartões.

Cafu, Romário, Zico ou Ronaldo davam trabalho para a arbitragem? Claro que não. Só jogavam bola.

E você: concorda ou discorda do sãopaulino? Deixe seu comentário?

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– Champions Emocionante com Brasileiro Pisando na Bola!

E na Champions League, a rodada de 3a feira foi bacana para quem gosta de futebol. Vamos lá?

Na Turquia, o Galatasaray tirou o 100% de aproveitamento do Manchester United com ótima partida do meio campista Felipe Melo. Teria lugar de volta na Seleção? Talvez.

Em Turim, a Juventus deu um baile no atual campeão europeu Chelsea, por 3 X 0. Com a bolinha que vem jogando, talvez o Corinthians não seja campeão em cima do time inglês no Mundial do Japão, pois, se bobear o Chelsea pode até tropeçar na semifinal.

Já na Catalunha, o Barcelona ganhou de 3 X 0 do Spartak. Pra variar, mais gols de Messi.

Na Ucrânia, o Shaktar fez 5 X 2 contra o Nordsjaelland, com destaque negativo ao péssimo comportamento do atacante brasileiro Luiz Adriano. Após o árbitro paralisar o jogo para atendimento de um atleta lesionado, o jogo recomeçou com um bola-ao-chão cobrado por William (ex-Corinthians e destaque do Shaktar) devolvendo a bola ao campo de defesa do adversário. Porém, seu companheiro Luiz Adriano resolveu dominar a bola e marcou um gol! Os dinamarqueses “nordsjaellandenses” ficaram bravos, os jogadores do time ucraniano sem graça, e a própria torcida do Shaktar vaiou seu jogador.

Veja o lance: http://www.youtube.com/watch?v=UrE4K5MDFco

Como desculpa, Luiz Adriano diz que a culpa foi do “seu instinto de artilheiro”. Não convenceu…

O treinador do Shaktar, Mircea Lucescu, envergonhado, mandou os seus comandados abrirem caminho para que o time da Dinamarca marcasse um gol para compensar o erro de Luiz Adriano. Ao menos, ele teve espírito esportivo (ops: nessa partida, 3 gols de Luiz Adriano e 2 de William).

Como é que o jogador não se manca que está completamente errado? É difícil entender…

– Amistoso vale o quê?

Nesta quarta-feira a Seleção Brasileira joga conta a Argentina pelo torneio Nicola Leoz.

Superclássico com time B? Torneio Nicola Leoz? Não dá…

Jogo as 22h, desse jeito, só para quem gosta de futebol (como eu… e meia dúzia de boleiros).

– Corinthians & Caixa: hora de pagar os Favores Eleitorais?

O Corinthians acertou um milionário patrocínio com a Caixa Econômica Federal. Há tempos sem parceiro master na camisa, o banco estatal resolveu colocar sua marca no mais popular time de SP. Porém, o jornalista da Revista Veja, Lauro Jardim, disse em Outubro no seu twitter e escreveu na própria publicação:

Depois da eleição, Lula se incumbirá de uma nova tarefa. Comprometeu-se com diretores do Corinthians a procurar grandes empresários e resolver de uma vez por todas o patrocínio das camisas do clube. Este ano, o clube de maior torcida de São Paulo, campeão brasileiro, da Libertadores e candidato ao título mundial, não conseguiu se acertar com ninguém. Pediu 35 milhões de reais por um ano.

Na mesma linha, o jornalista Ricardo Perrone lembrou na sua coluna no UOL desta terça-feira:

Antes da Caixa, cartolas do clube sondaram o Banco do Brasil, de capital misto, mas  ligado ao Governo. E responsável por fazer a ponte entre o BNDES, outro banco governamental, e a Odebrecht para o financiamento das obras do estádio do Corinthians. Construção que conta com incentivos da prefeitura. Caixa e Banco do Brasil estão sob a batuta do Ministério da Fazenda, comandado por Guido Mantega, com quem dirigentes corintianos se reuniram recentemente. O encontro foi para tentar agilizar a liberação do financiamento do BNDES para o Itaquerão. O dinheiro ainda não saiu. Menos mal que foi fechado o contrato com a Caixa. Com tantas digitais governamentais, a oposição corintiana já não diz que a diretoria depende de Ronaldo. Passou a dependência para o governo, onde o ex-presidente Andrés Sanchez tem boas relações. O atual diretor de seleções da CBF fez campanha para Fernando Haddad e tem trânsito com Lula. Além disso, recebeu José Dirceu e o deputado petista Vicente Cândido no lançamento de seu livro.”

É hora da devolução dos favores ou não? O pior de tudo é que parece novamente descaso com o dinheiro público, metido em negociatas…

– Rebaixamento do Palmeiras. Horas passadas… a Culpa é de quem?

Depois de muita gente estar de cabeça quente com o rebaixamento do Palmeiras, fica a questão: de quem é a culpa? Das organizadas, dos dirigentes, dos jogadores ou dos treinadores?

Avalie: no ano, Felipão teve melhor aproveitamento do que Gilson Kleina. Mas no Brasileirão, Scolari vinha em descendente, alcançando 27,7% de aproveitamento, contra 42,4% Kleina.

Já as torcidas organizadas conseguiram fazer o Palmeiras perder o mando, jogando longe de casa e colhendo prejuízos financeiros, viagens cansativas e logística conturbada. Sem contar que o “gol do rebaixamento” (simbólico, é claro) foi do Vagner Love, aquele que a Mancha Alviverde fez sair do clube por tentativa de agressão.

Tirone e seus dirigentes demoraram para tomar decisões. Kleber Gladiador pintou e bordou sem punições, sem contar as contratações duvidosas, como a de Adalberto Roman. Lembre-se ainda no Sal Grosso comprado para ganhar jogos…

Dos jogadores, vale lembrar do Valdívia. Ou melhor: vale esquecê-lo…

Próximo ao centenário do clube, com estádio novo a ser reinaugurado, as vésperas de um jogo festivo para o Marcos… tudo errado.

Pior: o Roto falando do Esfarrapado. Disse Mustafá Contursi:

Esse rebaixamento não tem comparação com o de 2002, pois naquela época o clube era organizado.”

Sem comentários…

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– Jogadores Juniores que se Tornam Iludidos Arrogantes

Muito ouço falar e ler sobre o jogador do Santos FC, Victor Andrade. Bom de bola, mas iludido pela carreira ascendente.

Não é fácil um garoto com pouca instrução começar a ganhar muito dinheiro, receber elogios da grande imprensa e ver os prazeres mundanos (carrões, mulheres e fama) surgirem tão facilmente. Carece-se de paciência e boa orientação.

Mas será que garotos como ele têm tal aconselhamento? O que se vê hoje é uma quantidade de atletas jovens, que acham que jogam mais do que praticam na realidade, enganados por empresários que querem lucrar com eles.

E você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

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– O Polêmico Cartão Amarelo de Neymar por Suposta Simulação. Merecido ou Não?

Cláudio Francisco Lima e Silva é o retrato perfeito da política da arbitragem da CBF. Sua atuação neste sábado, na partida entre Santos 2 X 0 Figueirense, mostrou todos os desejos, erros e gafes da Comissão de Árbitros. Vamos lá, em 3 tópicos, explicar o ocorrido:

1- Cláudio faz parte do elenco de árbitros com ótimo porte físico desejado pela CA-CBF. Alto, forte, vistoso e que correu muito em campo. Árbitros de média ou baixa estatura, ou que não tenham boa aparência na TV, não tem chances, mesmo que sejam ótimos tecnicamente. Reparem nas escalas: tem árbitro do porte físico dos irmãos Oliveira (Paulo César e Luiz Flávio), por exemplo? Claro que não, pois eles foram os últimos que entraram na elite sem esse conceito de árbitro “alto e forte”. Privilegia-se o físico, a aparência, a panca e o tamanho, mas não a competência.

2- Apesar de estar muito próximo da jogada e se posicionar bem, no lance polêmico da partida – infração em Neymar – o árbitro errou e marcou simulação de falta, aplicando o cartão amarelo e consequentemente tirando o atacante do jogo contra o Corinthians. E aqui vai a atenção: árbitros conhecidos, talentosos e respeitados, estão atentos a lances que possam envolver polêmica, sem desejá-los. Porém, certos árbitros esperam e desejam que existam lances duvidosos, a fim de poder aparecer e se destacar. Que Neymar simulava demasiadamente no começo da carreira (bem menos hoje), é verdade. Entretanto, o juiz da partida deve saber das características dos atletas sem nunca premeditar o defeito, pois pode influenciá-lo negativamente nas suas decisões em campo. Foi o caso de ontem: imagine na cabeça de um árbitro mediano, que busca seu espaço, ganhar minutos na mídia ao advertir Neymar por simulação em plena Vila Belmiro? Ele anseia por esse momento, e quando há dúvida, acaba errando justamente pela pré-disposição em punir (até mesmo inconscientemente).

Na jogada, Neymar sofre infração por ser desequilibrado. O jogador do Figueirense tenta alcançá-lo na corrida, e na velocidade há o toque involuntário que o derruba. Na Regra do Jogo, essa é a clássica situação de imprudência: quando um atleta não quer fazer uma falta, mas acaba cometendo (lembre-se: as infrações são classificadas em imprudentes, que são sem aplicação de cartão; temerárias, que merecem a advertência por amarelo; e de força excessiva, com expulsão pelo cartão vermelho).

O santista tinha o domínio de bola, vinha de uma jogada maravilhosa que, se culminasse em gol, estaria em todo o planeta se repetindo a exaustão (aplicou um chapéu no nascedouro do lance!). O árbitro não avaliou que estando de frente para o gol e nessa situação, seria improvável que ele se jogasse? Não fez a leitura do jogo?

Mesmo que um atleta se desequilibre sozinho, tropece e com sua queda impeça o adversário de prosseguir no lance, deve ser marcada a infração por imprudência. É diferente de uma jogada onde os atletas se machucam por casualidade ou acidente de trabalho, pois, na verdade, ambos foram vítimas do acaso. No lance referido, o jogador do Figueirense corre mais do que pode para alcançar Neymar e não tem tempo de tirar o pé, que bate no santista e o derruba. O atacante não tem culpa da imprudência do zagueiro e deve ter o lance marcado a seu favor.

Confesso que pelas imagens de TV, apesar de Neymar ter caído na grande área, não consegui ver se o toque se deu dentro ou fora dela (que é o local onde se configura o lance faltoso). Se foi fora, é falta. Se em cima da linha ou dentro da área, obviamente pênalti. Em ambos os casos não se deve aplicar o cartão amarelo para o atleta da equipe catarinense, por ser lance imprudente  (não entra a questão do chamado “impedir uma situação clara e manifesta de gol” – para ser ela, a meta deveria estar escancaradamente aberta, e seria vermelho).

3- A CBF quer renovar o quadro com um árbitro que já foi lançado na série A e não se firmou, que não apitou grandes jogos e que vem de um estado sem forte tradição no futebol, como o sergipano Cláudio Lima e Silva?

Dirão que Sidrack Marinho, que foi da FIFA, era do Sergipe. Ora, ele é caso de exceção, não regra cotidiana do futebol.

Para quem não se recorda, em 2010, Cláudio apitou Palmeiras 4 X 1 Avaí, e ao contrário do jogo de sábado, marcou um pênalti que não foi, protagonizando grande confusão posteriormente, custando-lhe uma suspensão do campeonato (e olha que o jogo era fácil…). O lance pode ser visto no YouTube, aos 5 m, nesse link: http://www.youtube.com/watch?v=Ge9KgZL-vws

E você, o que achou do lance? Deixe seu comentário:

– Dois Pênaltis Inexistentes em Dois Dias. Vamos entender?

Na quarta-feira, pênalti inexistente que poderia decidir em favor do Brasil. Na quinta-feira, pênalti inexistente que decidiu contra um time do Brasil. O que dizer dos lances de Brasil X Colômbia e Millonarios X Grêmio?

Nas duas partidas, observamos lances de erros técnicos de árbitros. Interpretaram mal as jogadas e caíram na simulação dos atletas. Vamos lá:

Brasil X Colômbia: aqui, o erro foi motivado pela inexperiência do árbitro americano em partidas envolvendo sulamericanos. Na cultura esportiva dos EUA, há pouco espaço para simulações. Em particular, no futebol, ludibriar o árbitro não é coisa comum por lá. Sendo assim, na jogada em que o atleta colombiano atinge somente a bola, legalmente tirando-a da posse de Daniel Alves, o contato físico entre o colombiano e o brasileiro é inevitável e normal de jogo. Porém, o lateral da Seleção Brasileira simula que o braço do atleta que o atinge na disputa de bola (sem força para derrubá-lo, involuntariamente), o impede de jogar e cai como se fosse empurrado propositalmente na disputa de bola. O árbitro caiu nesse golpe e marcou o pênalti. Erro pela falta de rodagem do apitador e por estar desacostumado com tal situação de unfair play.

Millonarios X Grêmio: Carlos Vera, equatoriano, sempre foi um árbitro comum, sem destaque internacional, embora com boa rodagem. O jogo pela Sulamericana foi de muito contato físico, e erros de marcação de supostas e verdadeiras cotoveladas (para ambas equipes) deixaram de ser anotadas. Porém, o lance decisivo ocorreu no final do jogo: o gremista Werley acompanha seu adversário, chega a colocar o braço no peito do colombiano, e este dobra as duas pernas e cai no chão dentro da área. Clássica simulação, o braço não impediria o jogador de seguir na jogada, não sendo infração; e o árbitro, que estava bem posicionado, marcou pênalti. Errou pela falta de coragem em mandar seguir o lance, situação inadmissível para quem ostenta o escudo FIFA e já tem experiência suficiente me competições internacionais, apesar da deficiência técnica.

E você, o que achou desses lances? Deixe seu comentário:

– Associação dos Árbitros quer R$ 4 milhões para Melhorar a Arbitragem Brasileira

Dinheiro traz competência?

-Talvez.

Capacitação técnica de empregados deve ser feita pelos patrões?

-Provavelmente.

Treinar in loco é condição sine qua non para qualquer profissional?

– Sem dúvida.

Após esses questionamentos, fica a reflexão: a Associação Nacional dos Árbitros de Futebol (ANAF) quer melhorar a qualidade da arbitragem brasileira, solicitando do Governo 4 milhões de reais para formação de árbitros a distância.

Ora, não seria melhor que a CBF, que é quem administra a arbitragem brasileira via Comissão de Árbitros, cuidasse da capacitação dos mesmos? E com treinos presenciais, nunca a distância? E por quê com dinheiro público, se são entidades de direito privado, e que possuem boas receitas?

Eu sou contra tal receita a Associação dos Árbitros e a atribuição dessa responsabilidade a ela. E você?

Extraído de: http://esporte.uol.com.br/futebol/campeonatos/brasileiro/serie-a/ultimas-noticias/2012/11/15/anaf-que-r-4-milhoes-do-governo-federal-para-formar-arbitros.htm

APÓS PRESSÃO POR ERROS, ANAF QUER R$ 4 MILHÕES DO GOVERNO FEDERAL PARA FORMAR ÁRBITROS

por Rodrigo Matos

Sob pressão após erros recentes de arbitragem no Brasileiro-2012, a Anaf  (Associação Nacional dos Árbitros de Futebol) reivindica que o Governo Federal dê R$ 4 milhões para projetos de formação de juízes no Brasil. Uma parte sairia diretamente do caixa do Tesouro Nacional e outra por meio da Lei de Incentivo ao Esporte.

Os pleitos dos árbitros já foram oficializados no Ministério do Esporte, que considera legítimos os pedidos e promete analisá-los. A CBF (Confederação Brasileira de Futebol), que é responsável pela qualidade dos juízes, entende que a iniciativa é louvável.

Um dos projetos é para a viabilização de cursos de formação para árbitros à distância. Seu custo previsto é R$ 2,7 milhões, que, no plano da Anaf, deveriam ser bancado em convênio com o governo.  Uma universidade de Santa Catarina ficaria responsável por centralizar os cursos.

O outro projeto é para aperfeiçoamento de juízes, com um custo de R$ 1,3 milhão. A intenção é que seja colocado em prática por meio da Lei de Incentivo ao Esporte. Sob pressão após erros recentes de arbitragem no Brasileiro-2012, a Anaf  (Associação Nacional dos Árbitros de Futebol) reivindica que o governo federal dê R$ 4 milhões para projetos de formação de juízes no Brasil. Uma parte sairia diretamente do caixa do Tesouro Nacional e outra por meio da Lei de Incentivo ao Esporte.

– Paulo Schmitt e a Infeliz Dica!

Passou batido, mas é de uma barbaridade sem fim!

Paulo Schmitt, durante o julgamento do recurso do Palmeiras pedindo anulação do jogo entre Internacional X Palmeiras, recomendou que a equipe alvi-verde:

Não deveria tentar anular o jogo, mas sim lutar para a validação do gol de Barcos!

Meu Deus! São senhores como ele que militam no futebol? Defende o não julgamento de um erro de direito (ou seja, do que pode recorrer?) e sugere lutar algo que não se pode (erro de fato, cuja decisão é irrevogável).

São situações como essa que entristecem àqueles que amam o futebol…

– Milésimo Mequetrefe

Hoje o Brasil fará seu amistoso número 1000 da história da Seleção, contra a Colômbia, no MetLife Stadium (New Jersey, EUA).

Sinceramente… não deveria ser algo mais pomposo? Em Wembley, diante da Seleção do Resto do Mundo, por exemplo?

Acho que não dá para exigirmos mais do que temos, pela safra ruim e politicagem nefasta que ronda a CBF…