– Copa Pública ou Privada? Quem é o pai dos Estádios?

Na última semana, na propaganda oficial do Partido dos Trabalhadores, lembrou-se que o Governo Federal construiu 12 estádios para a Copa do Mundo.

E isso é bom?

Falta dinheiro para escolas, hospitais, infraestrutura… mas para Estádio tem! E o povo bate palmas?

No mesmo dia, anunciou-se que o Maracanã custou 40% a mais. Pode?

Fico “encafifado”: como é que o Governo construiu os Estádios, se o Beira-Rio é do Internacional, a Arena da Baixada é do Atlético Paranaense, o Maracanã e o Mineirão são Estaduais?

Aliás, não era para ser uma Copa do Mundo Privada? Ricardo Teixeira repetiu insistentemente isso quando o país foi escolhido como país-sede.

Eu não queria Copa do Mundo no país, e você?

Voltando a falar da propaganda política: Ninguém do PT pedirá desculpas pelos mensaleiros? No discurso, parece que tudo ocorreu às mil maravilhas…

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– Corinthians X Santos: Despedida do Árbitro Seneme?

Hoje teremos o primeiro jogo da decisão do Campeonato Paulista, entre Corinthians x Santos. Particularmente, penso que o jogo será excessivamente cauteloso, deixando a finalíssima para a Vila Belmiro. Se fosse apostar, iria no 0 x 0.

Mas é sobre outro tópico do clássico que quero destacar: a arbitragem. Dois tópicos sobre ela:

1- Li algumas coisas sobre o fato do bandeira ser Emerson Augusto de Carvalho, o mesmo do “famigerado impedimento triplo” do ano passado, num Santos x Corinthians pelo Brasileirão. Alguns chegaram a torcer o nariz sobre a sua escala. Bobagem. Emerson é o melhor bandeira do Brasil, irá a Copa do Mundo, e certamente naquela tarde foi um jogo a ser esquecido. Dois ou três dias depois do ocorrido, ele trabalhou pela Sulamericana, e teve relevante atuação, acertando lances de grau dificílimo.

Veja o acontecido em: http://professorrafaelporcari.blog.terra.com.br/2012/08/19/lances-traicoeiros-de-impedimento-na-partida-santos-x-corinthians/

2- Wilson Luís Seneme apitará a partida. De amigos em comum, ouvi que o excepcional árbitro poderá encerrar sua carreira hoje. Poderá não quer dizer deverá! O motivo são as contusões que ele sofreu e o absurdo rigor nos testes físicos cobrados pela FIFA.

Seneme vem há tempos com problemas no joelho, e indicado para a Copa do Mundo 2014, não obteve êxito nas avaliações físicas. Está perto de perder o seu escudo FIFA. Assim, se reprovar no teste para o Brasileirão, ficará mais um bom tempo parado. Dessa forma, ele consideraria que tal partida fosse a última da sua carreira.

Tenho grande respeito por Seneme. É ótimo árbitro e sua condição física é mostra fiel do verdadeiro retrato do futebol de hoje: árbitros ruins mas que correm bastante estão no quadro internacional, e talentos perdem espaço. E não que Seneme seja lento, mas sim pelo rigor das provas. A FIFA quer atletas, não árbitros. Eu prefiro o talento do que o velocista…

Espero um jogo sem polêmicas, e você?

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– A Mãe Mais Homenageada no dia das Mamães! Futebol hoje?

Quem é o gênio que concilia uma data tão querida como o Dia das Mães com decisão de Campeonato Estadual?

Claro que estou apenas instigando o debate. Sei que não existem datas disponíveis, mas é insensível que o cara deixe de festejar com a família e vá ao estádio. Se fosse um domingo “comum”, teríamos maior repercussão nas decisões.

É jogo para assistir na TV! Depois do almoço no domingão, o torcedor dorme no sofá e acorda as 16h… isso se o papo entre os parentes e amigos não for melhor do que o jogo, e a partida decisiva ficar esquecida.

Brincadeiras a parte, uma mãe poderá ser lembrada a exaustão caso existam lances polêmicos. Precisa dizer de quem???

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Repare que ela ganhou um tapa-ouvidos… Presente bem adequado!

Mas recordo de algo diferente: em 2012, no clássico Sport x Santa Cruz pela final do Campeonato Pernambucano, uma imensa faixa foi estendida para homenagear a mãe do juiz. Veja:

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Simpática homenagem esquecida pela maioria. Quais as chances de alguém se lembrar de um gesto bacana como esse no Pacaembú?

– O Caso do Torcedor que entrou na Justiça contra o Erro de Arbitragem

Numa partida envolvendo Atlético/MG x Botafogo em 2007, o time carioca venceu o mineiro por 2 x 1, pela Copa do Brasil, e avançou na competição. Porém, o árbitro Carlos Eugênio Simon não marcou um pênalti durante o jogo a favor do Galo (reconhecido por ele próprio posteriormente a interpretação errada do lance).

Assim, o torcedor Custódio Pereira Neto entrou na Justiça pedindo indenização da CBF por danos morais. O STJ rejeitou o pedido, alegando que “falhas de árbitros não representam dano moral, pois fazem parte do jogo”.

O ministro Marco Aurélio Buzzi disse ainda:

Imagine as centenas de milhares de ações que surgiriam caso aceitássemos o pedido. O Judiciário não conseguiria atender a todos”.

Mais interessante foi a declaração do ministro Antonio Carlos Ferreira:

Uma arbitragem normal confere às partidas um tédio profundo” (parafraseando Nelson Rodrigues).

Já pensou se todo torcedor que achar que o seu time foi prejudicado entrasse na Justiça?

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– 7 Árbitros e Bola Cantada!

Não é que na última segunda-feira, em nossa coluna no Portal da Rede Bom Dia / Diário de São Paulo, adiantamos quem seriam os árbitros escalados para as finais do Campeonato Paulista 2013?

Pois é, após a análise da arbitragem de São Paulo x Corinthians, falamos sobre a dificuldade em ter bons nomes para jogos decisivos, e relatamos (veja no 8o parágrafo em: http://is.gd/ZHNlJx), uma relação de árbitros disponíveis para a final (todos de gestões anteriores a do Cel Marinho).

Bola dentro: nenhum árbitro formado pela atual administração da CEAF-SP, pelo 8o ano consecutivo, apitará a decisão do campeonato. Uma pena, pois isso demonstra claramente a dificuldade em se renovar o quadro de árbitros. Nitidamente um problema de competência, pois anualmente temos ao menos 100 árbitros na Escola de Árbitros da FPF. Portanto, (numa inocente conta) nenhum dos 800 que passaram nos bancos da EAFI nesse período chegou ao ápice.

Triste, mas verdadeiro.

Os árbitros escolhidos para sorteio? Paulo César, Seneme, Claus, Ceretta, Luís Flávio, Braguetto e Marcelo Ribeiro. Ótimos nomes.

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– Análise de Detalhes da Arbitragem de São Paulo x Corinthians

No jogo da 3a fase do Paulistão entre São Paulo x Corinthians no Morumbi, tivemos uma arbitragem ruim do bom árbitro Antonio Rogério Batista do Prado. De fato, a temporada não tem sido boa para ele: após lesão durante a Copa São Paulo Jr, o árbitro trabalhou em 4 jogos, sendo seu jogo principal até então o clássico Corinthians x Palmeiras.

Tanto no Derby da 1a fase quanto no Majestoso de ontem, o árbitro cometeu um mesmo erro: contemporizou cartões! No mundo da arbitragem, tal estilo observado se diz pejorativamente que o juiz está “administrando o jogo”, ao invés de cumprir a Regra. Ou seja: mediando, poupando, segurando. Alguns árbitros fazem isso muitas vezes “para não estragar o jogo” (como se isso fosse de responsabilidade dele – evitar expulsões!). Não digo que é o caso de ontem, mas testemunho: em muitas das partidas em que atuei como quarto-árbitro, vi árbitros que, na hora da dúvida, não expulsavam jogadores para não serem vetados futuramente. Quanto menos cartões, avaliam ser melhor, pois evitam que dirigentes reclamem de atletas suspensos por cartões vermelhos.

Nada de má fé ou algo que possa condenar o árbitro, mas sim péssima leitura da partida. Emerson Sheik abusou da catimba, Rafael Tolói deixou de ser expulso (tudo se levarmos em conta o estilo adotado no começo da partida e posteriormente acomodado). E, principalmente, as reclamações de ambas equipes. Expulsões, mesmo, só depois do jogo: Maicon e Carleto receberam o Cartão Vermelho depois da decisão de tiros penais.

Não se pode colocar que o árbitro foi decisivo na última cobrança de pênalti ao mandá-la repetir (ali, Rogério Ceni realmente abusou), mas sim questionar condutas ruins: por qual motivo a partida se encerrou aos 45 minutos do 2o tempo, sem qualquer acréscimo? A propósito: em quantos jogos você não vê os acréscimos? Se deve sempre acrescer o tempo extra pelas substituições ocorridas, paralisações para retirada de atletas lesionados / atendimento médico e perdas diversas. Será que não houve nada disso, por isso nenhum minuto?

Há árbitros de meio-de-campeonato e árbitros de decisões. Já tivemos nos últimos anos Vinícius Furlan, Leandro Bizzio e outros juízes fazendo clássicos, num torneio onde fatalmente os 4 grandes se classificam entre os 8. Se eles vacilarem e forem mal, a equipe “dita prejudicada” tem tempo de se recuperar, já que o campeonato é longo. Na fase decisiva, onde são partidas eliminatórias, há de ser a nata da arbitragem. E que não se culpe o sorteio, pois da forma que se é feito, pode-se escalar com tranquilidade (aliás, um dia Marco Polo Del Nero não disse que ‘Ouro é Ouro e tem que apitar?’).

O problema é: rarearam-se os árbitros. Desde 2005 no cargo, qual árbitro foi revelado pela gestão da presidência da CEAF do Coronel Marcos Marinho, tendo como secretário Arthur Alves Júnior?

Ninguém!

Wilson Seneme e Paulo César de Oliveira (os árbitros paulistas da FIFA) eram frutos da gestão do Prof Gustavo Caetano Rogério (estão guardados paras as finais); Abade e Sálvio (que pararam), idem. Sobraram ainda para as decisões: Braguetto, Marcelo Ribeiro, Claus e Ceretta (frutos de outras gestões).

Enfim: como revelar árbitros, se os dirigentes que lá estão não produzem a contento? Há de se profissionalizar não só a arbitragem, mas a direção dela. Antonio Rogério não vive da arbitragem, assim como a maioria dos árbitros, que durante a semana exercem suas carreiras profissionais paralelas. Já os dirigentes do apito, ao invés de dedicação exclusiva na pasta que respondem, as dividem com outras: o Cel Marinho é presidente da CEAF, membro da Comissão Paz no Esporte e responde pelas questões de segurança dos Estádios. Ou faz uma coisa, ou outra! Arthur Alves Júnior é membro da CEAF, presidente do Sindicato dos Árbitros, tesoureiro da Cooperativa, entre tantas funções.

Nada se diga em relação à honestidade desses senhores, mas vale a reflexão: se se dedicassem a uma única atividade, não seria mais produtivo?

E você, o que achou do jogo? Deixe seu comentário:

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– Escalas da Conmebol: um balcão de negócios políticos? Avaliando e Questionando a Próxima Escala de Atlético Mineiro x São Paulo

Roberto Silveira (URU) apitará Atlético Mineiro x São Paulo, na próxima quarta-feira. O assisti na Vila Belmiro no ano passado em Santos x Velez, pelas quartas-de-final da Libertadores. Boa escolha. O uruguaio detesta falatório em campo e é rigoroso com simulações e indisciplina. Não tem um dos melhores condicionamentos físicos do quadro sulamericano, mas compensa esse problema com ótima colocação em campo. Marca poucas faltas, mas aplica muitos cartões. Possui grande conhecimento de detalhes da regras (recordando: foi ele quem expulsou corretamente Neymar, num jogo em 2011, por comemoração de gol usando máscara).

Mas atenção: leio em diversos portais de que o CAM “furou a Conmebol” com a antecipação da escala, anunciando-a em seu site. Calma, antes da divulgação oficial da Conmebol via página eletrônica, ela o fez a tarde no Twitter.

Embora, sejamos justos: como é indicação e não sorteio, não seria anormal que os clubes já tivessem sido informados publicamente (e consultados) sobre a escala. Sendo assim, não há problema em indicar árbitro que seja escalado com a concordância dos clubes, mas sim quando há a negociação do seu nome ou do seu status de maneira isolada dos demais.

O que seria essa “negociação”?

Explico: em jogos onde não há sorteio público, o nome pode ser diretamente escolhido pela Comissão de Árbitros. Pergunte se (caso possível) as equipes envolvidas nas semifinais do Campeonato Paulista não topariam que o árbitro da finalíssima fosse Wilson Seneme? O medo é: e quando apenas um clube está na negociação? Digo isso pois leio na Folha de São Paulo de sábado (04/05/13 na coluna Painel FC) onde o jornalista Bernardo Itri informa que o gaúcho Vuaden e o paranaense Heber já estavam escalados para os confrontos de ida e volta, e houve sim a mudança de árbitros, a pedido de Alexandre Kalil.

Se de fato ocorreu por pedido do dirigente do Atlético, aí podemos fechar a Conmebol, pois ela se transformou em balcão de negócios! O desrespeito ao São Paulo FC, e maior ainda, contra os árbitros já escalados (conforme informação do jornalista), assusta!

Não questiono a honestidade dos árbitros estrangeiros (Antonio Arias de fraca condição técnica, e Roberto Silveira de ótima), mas sim a questão ética e moral na mudança de critérios, já que os árbitros locais são escalados pela Conmebol em confrontos domésticos (critério já utilizado nessa fase, com o argentino Abal no jogo Newells x Velez).

A indignação maior é: por quê a CBF avalizou essa escala estrangeira? Não deveria ela defender seus árbitros, insistir na competência deles e recomendar à Conmebol os nomes brasileiros para comandar os jogos decisivos?

Aliás: alguém viu Sindicato de Árbitros, Cooperativa de Árbitros ou Associação de Árbitros (repararam quantas organizações de “defesa dos árbitros”) gritando contra esse fato? Por quê elas não se manifestaram?

Seria justo que, no Campeonato Brasileiro, os árbitros se recusassem a apitar jogos do Atlético, que deveria arcar com as despesas dos árbitros estrangeiros em seus partidas também no torneio nacional.

E você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

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– Análise da Arbitragem de São Paulo x Atlético Mineiro. Como foi o árbitro?

Na noite passada, tivemos um bom jogo no Estádio do Morumbi. E como foi a atuação do árbitro paraguaio Arias?

No começo da partida, o árbitro entrou vibrante no jogo. Estava no mesmo ritmo dos jogadores: elétrico. Correu demais, sempre próximo as jogadas. E conversando bastante! A toda falta, por mais leve que fosse, marcava e pedia calma. Durante a partida, foi cansando e relaxando.

Aos 19 minutos, um erro infantil: Tardelli e Lúcio disputam a bola, o atleticano chuta ao gol e desvia no bico da chuteira do são paulino. Escanteio marcado pelo bandeira, mas cuja marcação é desprezada pelo árbitro, que bateu no peito, apontou a marca do tiro de meta e desprestigiou (erroneamente) seu assistente. Erro técnico e ao mesmo tempo, de soberba ao desprezar o trabalho de equipe.

Apesar do ritmo frenético e nervoso do jogo, o comportamento dos atletas frente ao árbitro era razoável. A partida transcorria sem lances polêmicos e o árbitro conduzia regularmente o jogo. Até que, aos 34 minutos, um lance capital de acerto do paraguaio: Lúcio atinge Bernard no corpo, após perder o tempo de bola e receber o Cartão Amarelo. Como já tinha recebido poucos minutos antes o Primeiro Amarelo, expulso pelo Segundo Cartão com acerto. Neste lance, especificamente, não era para Vermelho Direto, pois Lúcio não vai disputar a bola com a chamada “Força Excessiva”, mas sim com o que a Regra chama de “Ação Temerária”: digna de Amarelo.

No segundo tempo, com o Atlético Mineiro na frente do placar e com superioridade numérica de atletas, o árbitro voltou às suas origens: erros bobos e má atuação em lances comuns (mas nada que mudasse o resultado). Aos 75 minutos, Rafael Tolói abandona a bola e vai no corpo de Ronaldinho Gaúcho, matando o ataque mineiro. Não foi aplicado o Cartão Amarelo. Aos 86m, novamente Toloi (agora obstruindo R10 com um paredão), e nem falta marcada em novo contra-ataque. Seriam dois cartões amarelos em Toloi por infração no mesmo adversário.

Mesmo assim, a regular atuação do árbitro não foi determinante, lembrando que o lance mais chamativo – a expulsão de Lúcio por reincidência – foi correta.

Chamo a atenção de dois fatos importantes:

1- notoriamente, o trabalho do ex-árbitro Wagner Tardelli deixou frutos como professor de regras no time de MG. No começo do ano, o Atlético conseguiu um gol por se aproveitar da não-existência de impedimento na cobrança de lateral. Ontem, no final da partida, numa cobrança de falta e antes da bola ser tocada, o time inteiro correu para o meio campo, deixando ao menos 5 jogadores do São Paulo vendidos, impedidos, sem possibilidade de continuar na jogada. Sem dúvida, lance de treino conhecendo detalhes da Regra do Jogo.

2- Cuca substituiu muito bem atletas que tinham cartão amarelo. Pressentiu uma possível compensação do árbitro? Provavelmente. Teve boa percepção.

Uma outra observação: a falta de sorte do São Paulo: Aloísio foi substituído por Ademilson, que foi substituído por Rodolpho, que foi substituído por Douglas.

Por fim: Na 4a feira, Cris, do Grêmio, foi expulso bisonhamente contra o Santa Fé. Ontem, Lúcio. Ambos zagueiros veteranos, rodados, e ditos “xerifes” para passar experiência aos seus times…

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– As Milionárias Capas-de-chuva para a Seca na Copa do Mundo!

É por essas e outras que não queria Copa do Mundo no Brasil. Para o Estádio de Brasília, os policiais que trabalharão nos jogos do Mundial vão receber uma capa de chuva para maior conforto. Detalhe: cada uma custou R$ 315,00, preço superior a um colete a prova de balas (investimento total de R$ 5,35 milhões).

A pergunta é: Se há 5 anos não cai uma gota d’água na região em que se localiza o Estádio Nacional de Brasília (Mané Garrincha), por quê se gastar valor tão alto? O período dos jogos acontecerá no pico da estiagem do Distrito Federal…

É a farra do dinheiro público! Comprar guarda-chuva não é mais barato, já que se quer ser tão prestativo?

Extraído de: http://migre.me/elmII

DISTRITO FEDERAL INVESTIU R$ 315 EM CADA PEÇA DE PROTEÇÃO PARA O MUNDIAL DE 2014

O Governo do DF vai gastar R$ 5,35 milhões com capas de chuva para policiais, visando a Copa do Mundo. Só que os jogos serão em época de seca em Brasília. Não choveu nada nos últimos cinco anos no período. Cada capa vai custar R$ 315,00 – é ‘especial’, dizem autoridades. Total gasto com o produto será 3X maior do que com coletes à prova de bala.

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– São Paulo x Atlético: o que esperar do árbitro deste jogo?

A pressão sobre o árbitro paraguaio Antonio Arias indicado para o jogo São Paulo x Atlético, após pedido do presidente do Atlético Mineiro Alexandre Kalil, certamente comprometerá o desempenho dele. Por dois motivos:

  • 1- O árbitro terá que ter muito cuidado em lances duvidosos para não errar contra o São Paulo, já que críticos alegarão que ele foi escalado por solicitação do Atlético; em contrapartida, se errar a favor do São Paulo, poderá ser criticado por erro proposital para demonstrar que não sentiu a pressão. Se a pressão seria grande para um bom árbitro, torna-se maior para Arias, que não é tido na Conmebol como árbitro de “1a linha”.
  • 2- Antonio Arias é tido como caseiro, e apitará no Morumbi. Na partida contra o Tigre na final da Copa Sulamericana (na Argentina), realmente teve atuação ruim. Muitos times gostam desse tipo de situação, esperando que quando um árbitro que errou num jogo que atuava como visitante, compense quando apite seu jogo como mandante. Se o São Paulo souber tirar proveito da fraqueza da qualidade técnica-disciplinar do árbitro, pode se beneficiar. O pedido do Atlético poderia sair pela culatra…

A longo prazo, a questão será: e quando árbitros de ponta apitarem o Atlético no Brasileirão? A lembrança desse fato pode ressurgir.

Sobre a indicação de Arias, falamos anteriormente em:

CONMEBOL MUDA O CRITÉRIO PARA SPFC X CAM (http://www.redebomdia.com.br/blog/detalhe/19498/Conmebol+muda+o+criterio+para+SPFC+x+CAM)

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– Árbitro Estrangeiro para São Paulo x Atlético: Política falou mais Alto?

(publicado originalmente em 26/04/2013)

Dias atrás, falamos sobre a declaração de Sandro Lima, vice presidente do Fluminense, que pediuarbitragem estrangeira para os jogos da Libertadores da América que envolvessem seu clube contra brasileiros, após atuação ruim do brasileiro Ricardo Marques Ribeiro no jogo contra o Grêmio/RS. Disse ele:

[Os estrangeiros] são árbitros mais calejados e não sentiriam pressão. Na Libertadores, queremos árbitros de fora do Brasil(link em: http://is.gd/l84WYF)

A discussão se tornou: chamar árbitro de fora para evitar que este seja pressionado é exagero ou necessidade? O árbitro brasileiro sente mesmo mais pressão? Isso tem fundamento?

Sim e Não. E explicamos na oportunidade:

  • Sim, pois o árbitro nacional pode já ter se desgastado com a equipe pelos inúmeros jogos dos campeonatos em que apita no próprio país. Os dirigentes já o conhecem com mais intimidade e acabam naturalmente pressionando mais.
  • Não, pois árbitro bom não se deixa influenciar pela pressão. E isso independe da nacionalidade do apitador.

Agora, teremos a arbitragem do paraguaio Antonio Arias para as oitavas de final, envolvendo São Paulo x Atlético Mineiro (o mesmo árbitro da final entre Tigre x São Paulo, quando Luís Fabiano foi expulso no começo do jogo e a arbitragem foi muito ruim).

No ano passado, árbitros brasileiros apitaram os confrontos entre equipes brasileiras em todas as fases possíveis (nos confrontos entre Corinthians x Vasco e  Santos x Corinthians, por exemplo). Neste ano, já pelas oitavas, no confronto entre os argentinos Newell’s Old Boys x Velez, tivemos arbitragem do argentino Diego Abal. Por que o confronto brasileiro das oitavas não tem arbitragem brasileira?

Diz-se à boca pequena que a viagem do presidente do Atlético (Alexandre Kalil) à Conmebol teve a finalidade de pedir arbitragem estrangeira nessas partidas. Se verdade, mostra como a Conmebol aceita pedidos, independente da competência. Segundo o Uol, Alexandre Kalil disse (extraído de http://is.gd/XNAig7):

Fui na Conmebol nesta semana, mas não falei de nenhum nome. Eles (São Paulo) querem o Heber Roberto Lopes e o Leandro Vuaden. Estão pedindo pelo amor de Deus.

Como entender o aceite da Conmebol: força política do Atlético, desprestígio do São Paulo oufraqueza dos árbitros brasileiros (sem força alguma nas suas entidades representativas para reclamarem do ‘boicote’ a eles)?

O certo é: o critério mudou. Entre argentinos, árbitro da casa. Entre brasileiros, estrangeiros.

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– As Medidas da FIFA contra a Manipulação de Resultados

Na última semana, a FIFA puniu jogadores e árbitros no Líbano, por manipulação de resultados. Isso ocorreu meses atrás na Turquia, na China, em Cingapura e em outras localidades.

Preocupada com os frequentes golpes, algumas medidas foram tomadas e divulgadas em seu site (link em: http://is.gd/06uBx9). São elas (extraídas da própria publicação):

“Entre as iniciativas da FIFA para combater o problema [da manipulação] estão:

1- a assinatura de uma declaração de integridade por parte dos árbitros,

2- o monitoramento do mercado de apostas por meio da subsidiária Early Warning System (EWS)

3- a implementação de uma ferramenta de aprendizado à distância sobre o novo Código de Ética da FIFA, e,

4- um mecanismo sigiloso de denúncias.”

E aí, essas ações vão resolver o problema? Cá entre nós: pedir para os árbitros assinarem documento de integridade pode não ser tão eficaz…

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– Chatice, Diversão e Indignação do Final de Semana Futebolístico

Nesta rodada de futebol do sábado/domingo passado, coisas que trazem tédio, que fazem rir e que nos deixam perplexos. Vamos a elas:

  • 1- A Chatice do caso Neymar: num jogo gostoso de se assistir, justo quando o Campeonato Paulista começou a valer, o pós-jogo de Santos x Palmeiras foi: Neymar vai para a Europa ou não? É lógico que um dia ele irá, é o caminho (me parece) irreversível. Mas ao invés do assunto ser a qualidade de jogo do Peixe, as críticas da torcida ao treinador Muricy, a garra palmeirense demonstrada… só Neymar, Neymar, Neymar! É o melhor jogador do Brasil, mas o assunto cansa.
  • 2- A Gozação do Balotelli: o atacante folclórico do Milan declarou que: “se o Real Madrid virar para cima do Borussia e se classificar para a final da Liga dos Campeões, deixarei minha namorada dormir com todos os jogadores por uma noite”. Caramba! A moça virou moeda de aposta? Resta saber se ela topa… Isso sim é tratar mulher como objeto.
  • 3- O Curioso uniforme festivo do São Paulo: ao vivo, não sei se mudarei de opinião, mas… que coisa horrível! Pela TV, não se via escudo, detalhe, logo do patrocinador, nada, nada, nada! Sou a favor de 3os uniformes, mas o de ontem, acho que a fornecedora foi infeliz. Era um Liverpool com a roupa pelo avesso! Aliás, quem é que deixou o Rogério Ceni jogar todo de branco contra um adversário de branco? A regra diz que o goleiro deve usar cores diferentes dos seus companheiros de linha, do adversário e do árbitro. Num lance rápido, o goleiro são paulino dividindo com o atacante penapolense, some-se a referencia para o juizão: meia branca contra meia branca, calção branco contra calção branco… Ô quarto-árbitro, atenção!
  • 4- A Indignação da re-re-re-abertura do Maracanã após enésima reforma. Fazer festa para jogo meia boca de amigos pode; usar para jogo oficial, não pode. Cerimônia sem graça, né? Não deveria ser Seleção Brasileira x Espanha, Argentina, Alemanha…?
  • 5- A “Cortesia” de Emerson Sheik com Chiquinho, da Ponte Preta. Para quem assistiu o jogo, viu que o corinthiano foi maldosamente no adversário. Ato (infelizmente) comum do atacante.
  • 6- A Antidesportividade da possível marcação do jogo Mogi Mirim x Santos para o Pacaembú. Taí uma coisa complicada e incoerente: a vantagem dos melhores classificados é jogar em casa na semifinal. A casa do Mogi Mirim é o seu ótimo estádio. Mas o mando de jogo é da FPF! Ué? Leio que o Sapão, para arrecadar mais, pode pedir para jogar no Pacaembú. Não gosto disso, acho inversão de mando e penso que, numa partida em sua cidade contra o Santos de Neymar & Cia, o preço do ingresso poderia ser majorado pois a arrecadação no estádio Romildo Ferreira alcançaria o valor do Paulo Machado de Carvalho. Ou alguém duvida que o jogo é uma atração para toda a região da Grande Campinas, cujo poder aquisito é indiscutível?

E você, o que pensa sobre essa meia-dúzia de assuntos? Deixe seu comentário:

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– Árbitro abandonado por FPF, Safesp, Coafesp… O que fazer?

De fato, os árbitros de futebol profissionais estão abandonados. Leio que Maurício Fioretti, árbitro da FPF que foi agredido por um atleta do Independente (Limeira) na A3, não teve o apoio necessário para a sua recuperação total.

Quando um árbitro é agredido, a FPF o tira de escala, alegando “preservá-lo”. Assim, fica sem renda e a entidade não se assume como “patroa”, assistindo-o.

A Cooperativa e o Sindicato fizeram o quê? Manifestaram o descontentamento pelo fato e pediram a punição do atleta? E daí?

O que importa é: quem bancou financeiramente o árbitro, cobriu a renda que faltou por estar afastado, custeou os valores pelas lesões e medicamentos?

Tanto dinheiro descontado das taxas dos árbitros e, o verdadeiro retorno de apoio e luta por ele, na prática não acontece.

Curioso: a quanto tempo tanto Cooperativa e Sindicato (duas entidades de defesa do árbitro) não se desentendem com a Federação Paulista por direitos dos árbitros de futebol?

Talvez a relação trabalhista mais harmoniosa desse país seja a de árbitros com suas federações, já que nunca se ouve falar de rugas das suas entidades com os patrões.

Corrigindo: “quase patrões”, pois as entidades consideram o árbitro como ‘prestador autônomo de serviços aos clubes de futebol’, não à elas!

Em tempo: parabenizo a boa matéria publicada no site Apitonacional.com (o qual se faz jus aqui se registrar) que foi quem levantou o caso, na matéria “Árbitro Agredido Sofre com o Descaso”.

Fioretti, grande amigo: boa sorte e paciência.

Abaixo, imagem da EPTV sobre sua cinta no tórax:

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– O Novo Velho Maracanã

Num jogo entre Amigos do Ronaldo e Amigos do Bebeto, foi reinaugurado ontem o estádio do Maracanã, mesmo sem estar pronto. Teria sido o jogo ideal para tal evento?

A grama é provisória, só será utilizada para a Copa das Confederações 2013 e depois trocada para o Mundial de 2014. Outros retoques precisam ser feitos, o acabamento não está pronto e falta até… tomada!

Quanto esse estádio já custou? Para o Pan Americano do Rio 2007, gastaram uma fortuna. Para a Copa do Mundo, fortuna e meia. Ué, de nada serviram as obras de apenas 7 anos atrás?

Os bilionários estádios brasileiros mostram algo que eu não queria ver: o pouco caso com o dinheiro público. Já imaginou se revertêssemos as verbas das arenas para a Saúde e para a Educação? Isso sem contar as quantias de corrupção não contabilizadas…

Eu gosto demais de futebol, mas nunca quis uma Copa do Mundo financiada pelos nossos bolsos. E pensar que teve gente que acreditou que “a Copa seria com investimento da Iniciativa Privada”, segundo Ricardo Teixeira…

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– Diga-me com quem tu andas, Bernardo!

Bernardo, jogador do Vasco, foi emprestado ao Santos e “não vingou”. Dizem que o famoso comportamento extra-campo o prejudicou.

Agora, mesmo lesionado e fora do time, está no noticiário: foi torturado e quase morto a mando de um líder do tráfico de drogas numa favela carioca. O motivo seria o de estar paquerando a namorada do “dono do morro” num baile funk.

O que um jogador, machucado e às vésperas de uma operação, vai fazer num baile funk no miolo da favela?

O mais curioso: Bernardo tem namorada e é pai solteiro de 4 filhos…

Taí um problema social: o cara começa a ganhar dinheiro com futebol e se perde completamente. Os clubes precisam ter assistentes sociais e psicólogos para ajudar essa gente despreparada.

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– Árbitro Estrangeiro para São Paulo x Atlético: Política falou mais Alto?

Dias atrás, falamos sobre a declaração de Sandro Lima, vice presidente do Fluminense, que pediu arbitragem estrangeira para os jogos da Libertadores da América que envolvessem seu clube contra brasileiros, após atuação ruim do brasileiro Ricardo Marques Ribeiro no jogo contra o Grêmio/RS. Disse ele:

[Os estrangeiros] são árbitros mais calejados e não sentiriam pressão. Na Libertadores, queremos árbitros de fora do Brasil(link em: http://is.gd/l84WYF)

A discussão se tornou: chamar árbitro de fora para evitar que este seja pressionado é exagero ou necessidade? O árbitro brasileiro sente mesmo mais pressão? Isso tem fundamento?

Sim e Não. E explicamos na oportunidade:

  • Sim, pois o árbitro nacional pode já ter se desgastado com a equipe pelos inúmeros jogos dos campeonatos em que apita no próprio país. Os dirigentes já o conhecem com mais intimidade e acabam naturalmente pressionando mais.
  • Não, pois árbitro bom não se deixa influenciar pela pressão. E isso independe da nacionalidade do apitador.

Agora, teremos a arbitragem do paraguaio Antonio Arias para as oitavas de final, envolvendo São Paulo x Atlético Mineiro (o mesmo árbitro da final entre Tigre x São Paulo, quando Luís Fabiano foi expulso no começo do jogo e a arbitragem foi muito ruim).

No ano passado, árbitros brasileiros apitaram os confrontos entre equipes brasileiras em todas as fases possíveis (nos confrontos entre Corinthians x Vasco e  Santos x Corinthians, por exemplo). Neste ano, já pelas oitavas, no confronto entre os argentinos Newell’s Old Boys x Velez, tivemos arbitragem do argentino Diego Abal. Por que o confronto brasileiro das oitavas não tem arbitragem brasileira?

Diz-se à boca pequena que a viagem do presidente do Atlético (Alexandre Kalil) à Conmebol teve a finalidade de pedir arbitragem estrangeira nessas partidas. Se verdade, mostra como a Conmebol aceita pedidos, independente da competência. Segundo o Uol, Alexandre Kalil disse (extraído de http://is.gd/XNAig7):

Fui na Conmebol nesta semana, mas não falei de nenhum nome. Eles (São Paulo) querem o Heber Roberto Lopes e o Leandro Vuaden. Estão pedindo pelo amor de Deus.

Como entender o aceite da Conmebol: força política do Atlético, desprestígio do São Paulo ou fraqueza dos árbitros brasileiros (sem força alguma nas suas entidades representativas para reclamarem do ‘boicote’ a eles)?

O certo é: o critério mudou. Entre argentinos, árbitro da casa. Entre brasileiros, estrangeiros.

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– Começa o Paulistão, inclusive para os Árbitros!

Parece que os Estaduais realmente estão em baixa. O Campeonato Paulista, totalmente desestimulante na primeira fase, só agora começa.

Tanto o torneio nada valeu, que muitas equipes o usaram como competição preparatória. Vide, por exemplo, o São Paulo FC: líder da primeira etapa mesmo testando esquemas de jogo e disputando muitas partidas com a equipe reserva.

Mesma coisa para os árbitros: vimos muitos juízes novos nas escalas, outros de competência duvidosa, enquanto que os bons treinavam. Seneme, um dos FIFAs da FPF, apitou Guarani x União Barbarense na última rodada – ambos rebaixados, em jogo que para nada servia.

Nesta fase que começa sábado próximo, teremos Raphael Claus, Wilson Seneme, Marcelo Aparecido Ribeiro e Guilherme Ceretta. Deu a lógica no sorteio! Em bons jogos, bons árbitros. A bolinha do Globo da Sorte não fica a desejar.

Como teremos mais 4 jogos depois desta fase, os que perderam – Paulo César, Luiz Flávio, Braguetto e mais um ou outro poderão dar o ar da graça.

Em suma: estamos quase em maio, e só agora o Paulistão “é pra valer”! Ele foi levado a sério pelos rebaixados e pelos demais clubes do interior. Muitos deles fecharão as portas no segundo semestre.

Boa sorte às equipes e aos árbitros.

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– Análise dos Gols de Bayern 4 x 0 Barcelona

Nesta terça-feira, um fato raro: o Barcelona foi goleado por 4 x 0 pelo Bayern de Munich, com uma (rara) atuação apagada de Messi. Ambas equipes jogam bonito, e o confronto era esperado com ansiedade. A bela partida teve arbitragem de Viktor Kassai (um dia profetizado como “futuro melhor árbitro do mundo” e que apitou a final da Champions League de 2010/2011, vencida pelo próprio Barça contra o ManUnited). Com 37 anos, é um dos nomes fortes para os principais jogos da Copa do Mundo de 2014.

Vamos aos gols?

  • 1o gol: Dani Alves faz o que muitos zagueiros fazem no Brasil (e que não acontece com a mesma frequência na Europa): ao invés de pular com Dante, bobeou e ficou no chão, alegando carga e pedindo a falta. Não, o lance foi legal, pois não há braços do Dante impedindo que saltasse. As mãos do jogador do Bayern não seriam suficientes para impedi-lo. Alguns atletas  usam uma burla: ficam no chão e praticam cama-de-gato. Ali, Dani Alves falhou. Acertou o árbitro.
  • 2o gol: Mario Gomez está com o pé esquerdo buscando a bola no ar. Aquele pé da condição legal, mas o pé direito (que faz o apoio) está em impedimento. Como você deve marcar as “partes jogáveis”, errou o árbitro assistente em não marcar o impedimento (repare que o bandeira ficou torto, de “esgueio”, tentando uma melhor posição).
  • 3o gol: Thomas Muller não faz um “paredão”; faz pior! Ele vai no corpo do Jordi Alba. É falta para cartão amarelo. Errou o árbitro.
  • 4o gol: sem polêmica, tranquilo para arbitragem, embora há um zagueiro catalão pedindo impedimento. Acertou o árbitro.

Se existisse “anulação de gols pós-jogo”, seria 2 x 0. Mas, claro: o 1o gol é discutível – há (principalmente no Brasil) aqueles que entenderam falta de Dante. Repito: em nosso país, tal lance é mais comum para se paralisar do que na Europa…

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– Fim dos Pênaltis em Copas do Mundo?

Há um mês, o presidente da FIFA Joseph Blatter discutiu sobre a possibilidade de acabar com o desempate por Decisão de Pênaltis em Copas do Mundo. E a justificativa dele em não gostar da ideia é de que não seria um resultado decidido por mérito de equipe, mas sim individual. Disse ele:

“O atual sistema de desempate vai contra a essência do futebol, se converte em um duelo de um contra um no que é um esporte de equipe”.

Uma das idéias seria um jogo-extra, como desempate.

E você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

Extraído de: http://is.gd/Ob3ygh

BLATTER QUER FIM DE PÊNALTIS EM FINAL DE COPA E ESTUDA JOGO DE DESEMPATE

Presidente da Fifa com mandato até 2015, o suíço Joseph Blatter não é um fã da disputa de pênaltis, a qual segundo ele vai contra a essência do “futebol”. Em entrevista publicada nesta terça-feira pelo site do jornal espanhol As, o dirigente diz estudar alternativas para acabar com esse sistema em finais de Copa do Mundo. Uma opção seria a realização de um jogo de desempate.

Segundo Blatter, a possibilidade de repetir uma final da Copa do Mundo caso a partida termine empatada “é uma boa ideia”. O suíço, no entanto, admite não saber se esse sistema seria possível, dizendo que o assunto “não é fácil porque a final deve se decidir no dia previsto”.

O presidente da Fifa diz esperar “encontrar uma solução que evite os pênaltis na final do Mundial”. De acordo com o dirigente, o atual sistema de desempate “vai contra a essência do futebol, se converte em um duelo de um contra um no que é um esporte de equipe”. Por outro lado, ele ressalta que “para a televisão os pênaltis são o melhor porque disparam a audiência”.

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– De Ronaldinho Fenômeno a Cartola Nazário

Leio que o Ronaldo pode ser convidado a ser presidente do Comitê Organizador Local da Copa. Boa ou má notícia?

Não sei se é uma falsa impressão minha, mas se aliar a Ricardo Teixeira, Andrés Sanches, políticos de diversas convicções e ainda fomentar a carreira de empresário de atletas tirou o carisma do jogador.

Preferia o magricelo e dentuço Ronaldinho. Já o Nazário é muito sem graça e, me parece, pouco interessado em coisas boas.

E você? O que pensa sobre o atual Ronaldo?

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– E Quando a Barreira Atrapalha o Cobrador de Falta? O Lance de Linense x Corinthians

Existem alguns mitos no futebol que devem ser discutidos. Um deles ocorreu ontem, na partida Linense x Corinthians pelo Campeonato Paulista 2013.

Numa cobrança de falta a favor do Corinthians, a barreira do Linense avançou e a bola bateu num jogador. O árbitro paralisou o jogo, advertiu o atleta com Cartão Amarelo (e como o infrator já houvera recebido Amarelo anteriormente, foi expulso com o Vermelho) e mandou repetir a cobrança. Procedimento correto ou não?

Alguns dizem que quando a barreira avança, deve-se aplicar a Advertência ao jogador que é a base. Já vi gente defendendo “amarelar a barreira inteira”. Mas aí existe o problema: como advertir uma barreira que se adianta antes da cobrança de falta, se a barreira não existe na Regra do Jogo?

A barreira não é um privilégio concedido a quem defende, mas sim um pedido de quem ataca. O jogador que cobrará a falta TEM O DIREITO DE EXIGIR a distância de 9,15m. Alguém, no nascedouro do futebol, descobriu que não existe qualquer restrição para que os atletas defensores se aglomerassem a 9,15m. Assim, nasceu a “barreira no futebol”.

Porém, o mesmo jogador que tem o direito de exigir a barreira, pode abdicar deste direito se desejar bater rapidamente a falta. O que acontece nesse momento é que: se a bola bater num adversário a 2 metros dele, o árbitro não poderá punir o atleta e mandar repetir a cobrança, já que não houve tempo hábil para ele se posicionar a 9,15m.

Na partida de ontem, o Corinthians exigiu a distância para cobrar a falta. Como o Linense não a cumpriu (a barreira só pode distar menos de 9,15m após o toque do cobrador – mas antes desse toque pode se mexer para os lados ou para trás, ou pular ou se agachar), o árbitro corretamente mandou voltar a cobrança e advertiu o atleta em que a bola bateu com o Cartão Amarelo.

Se a barreira avançar antes da hora, mas não atrapalhar a cobrança, não há porque voltar. Se a barreira avançar e a bola bater em alguém identificado, vale o procedimento explicado acima. E a explicação para a advertência com o cartão é: a Regra exige tal punição por não cumprir a distância regulamentar e/ou retardar o reinício do jogo (já que têm-se que repetir a cobrança).

Aqui fica um questionamento: um jogador que avança na barreira recebe o Amarelo, mesma advertência de alguém que atinge o adversário com um pontapé de maneira temerária.

Rigorosa ou não, é a Regra do Jogo. O problema é que muitos atletas a desconhecem.

Curiosidade: muitos goleiros pedem para as suas Defesas não fazerem a barreira, já que ela pode ser uma referência a bons cobradores de falta. Fica a dica!

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– Falta Ética, Inexiste Pudor, ou é tudo um Grande Mal Entendido?

Há certas coisas que impressionam. Leio no Blog do Paulinho uma bombástica matéria sobre a Federação Paulista de Futebol e a relação do seu presidente Marco Polo Del Nero com funcionários da casa – e principalmente da arbitragem.

A matéria traz à tona o envolvimento de uma empresa fornecedora de Tecnologia da Informação, que supostamente seria de Marco Polo, realizando negócios com a Cooperativa dos Árbitros e pessoas relacionadas com a Comissão de Arbitragem – como o Cel Marinho e Arthur Alves Júnior.

Sempre fiz críticas à incompatibilidade de cargos de dirigentes da Cooperativa e do Sindicato, entidades que devem brigar pelos árbitros, hoje sendo funcionários da FPF. Também critico a competência da atual Comissão. Mas confesso que me surpreendi com essa denúncia publicada pelo jornalista Paulinho.

Não existe conselho ético capaz de aceitar tais fatos… A quem os árbitros se socorrerão?

Para quem quiser, a matéria abaixo (o link está em: http://blogdopaulinho.wordpress.com/2013/04/15/del-nero-se-utiliza-de-laranja-para-tomar-dinheiro-de-fpf-cbf-tv-fpf-e-ate-da-arbitragem/)

Del Nero se utiliza de “laranja” para tomar dinheiro de FPF, CBF, TV FPF e até da Arbitragem

charge marin del nero

Dentro de algumas horas teremos a Assembléia de Aprovação de Contas da CBF, em que estarão reunidos todos os presidentes de Federações de futebol do Brasil.

No intuito de ajudá-los em suas decisões, demonstraremos, nas linhas abaixo, mais um capítulo dos subterrâneos métodos de gestão da dupla Del Nero/Marin.

No dia 22 de março de 2011, o presidente da Federação Paulista de Futebol, Marco Polo Del Nero, montou uma empresa de TI (informática), a T2M Tecnologia e Serviços Ltda., para prestar serviços à própria entidade e também a empresas coligadas.

Para não levantar suspeitas, colocou como “laranja” um funcionário da FPF, Fernando Luiz Mendes França, que ocupa o cargo de supervisor de TI, conforme podemos observar no link abaixo:

http://www.futebolpaulista.com.br/noticias/Expediente

A T2M é também responsável, desde a posse de José Maria Marin, por todo o departamento de TI da CBF.

Fernando França, inclusive, criou sistema que possibilita ao presidente da FPF acessar computadores da Confederação até de seu laptop pessoal.

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Mas não são apenas FPF e CBF que contribuem com generosos pagamentos pelos serviços da empresa do dirigente.

Aliás, TODOS os clientes da T2M possuem ligações com a entidade máxima do futebol paulista.

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Desde entidades ligadas à arbitragem, que deveriam, por motivos óbvios, manter independência da Federação e de seu dirigente maior, até a empresa responsável pela TV FPF, que é também a empregadora oficial de sua “namoradinha”, a repórter da emissora.

Aquela que Del Nero pediu para detetives grampearem, em ação flagrada, posteriormente, pela Polícia Federal.

Uma das clientes é a COAFESP (Cooperativa de Trabalho dos Árbitros de Futebol do Estado de São Paulo), que tem dois membros da FPF como gestores.

Silas Santana, presidente, que na Federação ocupa o cargo de Ouvidor de Arbitragem e Artur Alves Junior, que além de membro da Comissão de Arbitragem da FPF, é também Diretor Financeiro da COAFESP, ou seja, responsáveis por pagarem a mensalidade da empresa de Del Nero.

http://www.coafesp.org.br/

Promiscuidade total.

Mas não para por ai, afinal, ter a arbitragem na mão, e vice-versa, pode garantir poderes interessantes e, por que não, lucrativos a quem deles souber fazer utilização.

Razão pela qual o SAFESP (Sindicato dos Árbitros de Futebol do Estado de São Paulo) também é cliente do presidente da Federação.

E, quem é o presidente do SAFESP ?

Artur Alves Junior, membro da Comissão de Arbitragem da FPF e diretor financeiro da COAFESP.

http://www.safesp.org.br/pt/safesp/pg_membros.php

Ah ! Arturzinho é também Secretário Geral da ANAF (Associação Nacional dos Árbitros de Futebol), intimamente ligada ao comando de arbitragem da CBF.

http://www.anaf.com.br/2014/?page_id=2

É ou não uma farra ?

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Por sinal, que ainda não terminamos de contar.

Outro cliente de Marco Polo Del Nero é o desconhecido Clube Tremembé, na Zona Norte de São Paulo, que tem, por “coincidência”, como Diretor de Finanças, ou seja, quem emite o cheque, o presidente da Comissão de Arbitragem da FPF, Coronel Marcos Cabral Marinho de Moura.

http://www.catclube.com.br/pt/cat/diretoria.php

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Para finalizar a “clientela”, temos a GG12 Comunicação Empresarial Ltda., responsável pela TV FPF, e contratante oficial da namorada de Del Nero.

Observe, abaixo, o twitter da empresa fazendo propaganda utilizando-se da parceria com a Federação.

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É essa gente, absolutamente criativa na arte de se locupletar do futebol brasileiro, que pretende dominá-lo por mais alguns anos.

Hoje, os presidentes de todas as Federações de Futebol do país estarão frente a frente com Del Nero, Marin e todos os que lhes proporcionam guarida.

Terão coragem de questionar as evidentes irregularidades publicadas não apenas neste espaço, mas também noutras mídias, ou se venderão pelos cheques assinados por Marin, descritos no Blog do Juca ?

O leitor poderá questionar a todos os representantes do futebol, em seus respectivos estados, antes, durante e depois da reunião, pelos e-mails publicados abaixo.

es.presidencia@cbf.com.brgo.presidencia@cbf.com.br;ma.presidencia@cbf.com.brmg.presidencia@cbf.com.br;ms.presidencia@cbf.com.brmt.presidencia@cbf.com.br;pa.presidencia@cbf.com.brpb.presidencia@cbf.com.br;pe.presidencia@cbf.com.brpi.presidencia@cbf.com.br;pr.presidencia@cbf.com.brrj.presidencia@cbf.com.br;rn.presidencia@cbf.com.brro.presidencia@cbf.com.br;rr.presidencia@cbf.com.brrs.presidencia@cbf.com.br;sc.presidencia@cbf.com.brse.presidencia@cbf.com.br;sp.presidencia@cbf.com.brto.presidencia@cbf.com.br;ac.presidencia@cbf.com.bral.presidencia@cbf.com.br;am.presidencia@cbf.com.brap.presidencia@cbf.com.br;ba.presidencia@cbf.com.brce.presidencia@cbf.com.br;df.presidencia@cbf.com.br

EM TEMPO: Registro da T2M na internet em nome de Fernando França, “laranja” de Marco Polo Del Nero.

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– Os Reembolsos Financeiros aos Ex-Atletas da Seleção

Há décadas, a transformação das condições financeiras dos atletas de futebol vem mudando. Jogar num grande time é sinônimo de fama, sucesso e alto salário. Jogar num pequeno é outra história…

Mas em outros tempos, não se ficava rico no futebol. Pelo que jogavam, quanto ganhariam em salários hoje Pelé, Carlos Alberto, Garrincha, Tostão…?

A geração de 50, 60 e 70 não recebia dinheiro significativo, e tão pouco era possível contribuir para a Previdência Social. O que ocorreu: alguns dos atletas das Seleções de 58, 62 e 70, após o encerramento da carreira, estão pobres e não se aposentaram, pelo não reconhecimento da profissão de atleta de futebol.

Agora, o Governo Federal dará a eles R$ 100 mil, além de uma aposentadoria complementar de R$ 4.100,00. Se o ex-atleta recebe R$ 1 mil, o INSS banca a diferença.

Justo ou não?

Alguns dirão que eles não se prepararam para o encerramento da carreira. Outros dirão que eles foram vítimas do modelo previdenciário e da própria condição de jogador, e que merecem por ter representado o país (e até mesmo como indenização da Previdência Social).

E você: o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário.

(Em tempo: Pelé e Tostão recusaram tal recebimento por alegarem estabilidade financeira).

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– Dívida Impagável do Flamengo. E os demais clubes?

Nesta semana, divulgou-se que o Flamengo realizou uma auditoria que constatou: sua dívida é de R$ 750 milhões de reais!

Como se trabalha desse jeito?

E os demais clubes? O Vasco/RJ está devendo até para o porteiro do clube. O Guarani de Campinas se encontra quase falido e rebaixado. O Paulista de Jundiaí se virou com o chamado “consórcio de credores”.

A que caminho os pequenos clubes vão, se os grandes e tradicionais estão assim?

Aliás… ninguém é responsabilizado por má gestão? E o Governo com as dívidas de impostos a receber?

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– Árbitros Estrangeiros nos Jogos Domésticos da Libertadores da América: Exagero ou Necessidade?

Nesta semana, o vice-presidente do Fluminense, Sandro Lima, ameaçou protestar na Conmebol contra a arbitragem do árbitro mineiro Ricardo Marques Ribeiro e do bandeira tocantinense Fábio Pereira, no jogo realizado contra o Grêmio em Porto Alegre. O Tricolor Carioca se sente prejudicado por um gol mal anulado na partida a seu favor, no confornto que terminou empatado em 0 x 0.

O dirigente declarou que quer árbitros estrangeiros nas próximas partidas em que o Flu jogar contra clubes brasileiros, pois, segundo ele:

Seria o ideal. São árbitros mais calejados, não teriam problema algum de pressão. Na Libertadores queremos árbitros de fora do país (…) É triste, acabou o jogo e a informação que a gente tem é que a diretoria do Grêmio fez uma pressão na arbitragem, o Vanderlei fez pressão na arbitragem, xingou o árbitro, xingou jogador nosso. Nós ficamos chateados, somos profissionais. É lamentável, isso pode fazer falta, pode mudar muita coisa”. (em declaração à Fox Sports)

Sandro reclama sobre a pressão exercida sobre o árbitro. E isso tem fundamento ou não?

Sim e Não.

  • Sim, pois o árbitro nacional pode já ter se desgastado com a equipe pelos inúmeros jogos dos campeonatos em que apita no próprio país. Os dirigentes já o conhecem com mais intimidade e acabam naturalmente pressionando mais.
  • Não, pois árbitro bom não se deixa influenciar pela pressão. E isso independe da nacionalidade do apitador.

O grande problema é que nossos árbitros do quadro FIFA, que estão habilitados para os jogos da Libertadores da América, estão em péssima fase ou foram mal escolhidos. Quer exemplo?

Ricardo Marques Ribeiro, árbitro de Grêmio x Fluminense, questionado ao final da partida, não é considerado “de primeira linha” dentro do próprio país. E foi indicado ao quadro FIFA sem o mérito necessário… Qual grande jogo você lembra dele ter apitado, para fazer jus a tal escudo? Na semana passada, Ricardo Marques apitou Boca Juniors (ARG) x Barcelona (ECU), deixando de marcar nos minutos finais um pênalti claríssimo (que poderia ser decisivo) à equipe equatoriana, lá no Estádio La Bombonera. E não é que foi escalado na semana seguinte para o confronto dos tricolores gaúcho x carioca? Prêmio pela incompetência?

Outro segundo caso: Francisco Carlos Nascimento, o “Chicão de Alagoas”, há quase um ano e meio como FIFA ainda não estreou em jogos envolvendo seleções / clubes estrangeiros. Ué, um árbitro FIFA deve ser capaz de apitar uma final de Copa do Mundo (em teoria), mas não é isso que acontece.

Quer um terceiro exemplo? Num hipotético Palmeiras x São Paulo pela Libertadores, não teríamos árbitro paulista disponível para o jogo! Seneme não consegue passar nos testes físicos, Paulo Cesar é não quisto pelo clube palestrino. Restam os de outros estados, e são poucos: Sandro Ricci, Heber Roberto Lopes e Marcelo de Lima Henrique. Ou alguém acha que Péricles Bassols e Wilton Sampaio (já descartando Chicão e Ricardo Marques- por motivos técnicos – e Vuaden, por motivos físicos) seriam indicados?

Assim, pelas péssimas escolhas da CBF, só temos 3 nomes para apitarem um clássico paulista na competição sulamericana (e nenhum deles de São Paulo). Parece que o Fluminense, no fundo, tem razão!

E você, o que acha disso? Deixe seu comentário:

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– Amistoso da Seleção?

O que foi lembrado do garoto Kevin Spada no impróprio amistoso da Seleção Brasileira contra a Bolívia do último sábado?

Nada. Aliás, a família do menino deve ter ficado constrangida.

Pra ser sincero… será que os bolivianos sabiam desse mote no jogo de sábado? Dá até para desconfiar que não…

Festa para encobrir um assassinato. Que horrível!

Serviu para mostrar que Felipão, enfim, ganhar um jogo. Agrega o quê para a preparação à Copa?

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– Rogério Ceni deveria parar?

Parar de fazer algo que se gosta é difícil. E parar alguém, mais ainda.

Respeito o Rogério Ceni; sem dúvida um ídolo aos são-paulinos, de enormes serviços prestados e títulos conquistados.

Mas… será que a idade não está pesando? Vide últimas atuações e falhas.

Repito: é difícil escolher o momento certo de parar.

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– Esperteza ou Moleza dos Jogadores nas Cobranças de Faltas Rápidas?

Foi há cinco anos, mas o assunto é atual. Vide abaixo:

Na quarta-feira (17), um lance inusitado na partida Porto (POR) X Arsenal (ING): Após um recuo de bola do time inglês ao seu goleiro, o árbitro sueco Martin Hansson (aquele mesmo de França X Irlanda, do gol de mão de Henry – que fase, hein juizão!) assinalou tiro livre indireto a favor dos portugueses. O esperto centroavante pegou a bola, colocou no chão e cobrou rapidamente, fazendo o gol. Naquele momento, o goleiro e a defesa do Arsenal estavam desarrumados e desatentos. O gol foi confirmado.

Veja o lance: http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Futebol/portugues/0,,MUL1495243-9850,0.html

E a pergunta: pode?

Claro que pode, e aí uma curiosidade: Quem é que disse que precisa esperar a barreira? Onde está a barreira na regra? E o apito do árbitro, tem que esperar?

Vamos lá: o time que cobra a falta tem o direito de exigir as 10 jardas de distâncias (9,15m). Nada impede que ele abra mão desse direito. Se o fizer, e a bola atingir o defensor, segue o jogo. Afinal, o adversário não teve tempo de se posicionar a 9,15 metros. Não teve culpa. Não precisa esperar o apito.

Entretanto, se o adversário se posicionar em frente a bola, e impedir propositalmente a cobrança, ficando a menos de 9,15m, e a bola bater nele, repete-se a cobrança e aplica-se o cartão amarelo por não manter a distância regulamentar e/ou retardar o reinício de jogo.

Perceba que são situações diferentes: no primeiro lance, ele não teve tempo de se posicionar. No segundo lance, ele fez questão de não se posicionar.

Mas e quando o time que fez a falta “pede barreira“? Aí outro mito do futebol: o infrator não tem esse direito, ele tem o dever de dar a distância. O que acontece muitas vezes é que os batedores de falta exigem a distância de 9,15m, e as defesas se agrupam como “paredões”, “muralhas” ou, como conhecemos, “barreiras”. As barreiras não existem na regra; é que a própria regra não vê nada de ilegal no fato dos atletas se agruparem a 9,15m.

Outra curiosidade que você não costuma observar: se o atleta quer bater a falta rapidamente, e o adversário fica na sua frente, ele pode tirar grande proveito disso: a regra permite que ele “tabele’ com o adversário, ou seja, posso chutar nesse atleta que está me atrapalhando, a fim de recebê-la de volta e sair eu mesmo jogando! Quantas vezes você viu esse lance em campo? Dizem que Pelé fazia isso, mas com a bola rolando, não em lance de bola parada.

E quando vemos o gesto do árbitro mandando esperar o apito para cobrar a falta?

Normalmente ocorre pela exigência da equipe que cobrará a falta em querer a distância. O árbitro indica que irá contar a barreira, e por estar de costas e o jogo paralisado, precisa indicar aos atletas quando o jogo deve ser reiniciado (ou melhor, a falta cobrada). Alguns batedores de falta exigem a barreira, por ela ser um ponto de referência a eles. Usam e treinam com esse artifício. Vale lembrar que também o árbitro poderá desautorizar a cobrança caso tenha que tomar alguma providência (como o atendimento a um atleta que se lesiona gravemente, por exemplo). O atacante não precisa esperar nem para a aplicação de cartão amarelo a um adversário, caso deseje cobrar rapidamente a falta (o árbitro aplica o cartão na primeira paralisação seguinte).

Tal texto pertence as diretrizes da regra 5, no texto USO DO APITO: “O apito não é necessário para reiniciar o jogo mediante um tiro livre (…) O uso do apito é necessário para reiniciar o jogo mediante um tiro livre após determinar a distância correta de uma barreira“.

Mas o que a zaga deve fazer? Resposta simples: estar atenta! Ou se arrisca em tomar um cartão amarelo de árbitro que cumpra fielmente as regras do jogo, permanecendo em frente a bola e torcendo para que o adversário exija a barreira (se o adversário chutar, toma o amarelo e aí tem que esperar a barreira e o uso do apito mesmo, não pode mais cobrar rapidamente).

Parece severo, mas atende ao Espírito do Jogo, que juntamente com as Regras, norteiam o futebol: nunca beneficiar o infrator!

Assim, vale a pena os atacantes estarem espertos e estudarem a regra. Poderiam marcar mais gols.

Especificamente, no lance do Porto X Arsenal: um amigo me perguntou se vale o gol, já que o árbitro não teve tempo de levantar o braço para indicar tiro livre indireto. Vale sim! É que quando há tiro livre indireto e a bola é chutada direto ao gol, sem o braço do árbitro estar levantado, volta a cobrança (pois, teoricamente, o atleta não foi informado pelo árbitro que era em 2 lances). Se o braço estivesse levantado e a bola entrar no gol diretamente, tiro de meta. (Claro, como o lance foi dentro da área e a bola foi tocada, tudo bem).

Vale a lúcida colocação do atacante do time londrino, Fábregas: “Nós estávamos desatentos…

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– Tonhão na Comissão? Por quanto tempo?

Coisas da CBF: Depois que o Aristeu Tavares caiu da Presidência da Comissão de Árbitros da CBF, o corregedor dos Árbitros, dr Edson Rezende, assumiu como presidente interino.

Agora, José Maria Marin, que houvera prometido resolver a vacância e escolher um nome para o cargo no prazo de 1 mês, inovou! Não no nome, mas no costume: nomeou um “novo interino”: o vice-presidente da CA, Antonio Pereira da Silva, conhecido como “Pereirão” ou “Tonhão”, ex-árbitro FIFA/GO.

Não dá para entender: trocar um interino por outro? Antonio Pereira já estava lá; portanto, não esperemos mudanças na condução da arbitragem brasileira.

Fico pensando: a interinidade pode se tornar efetiva? Talvez. O certo é que provavelmente não teremos nomes de paulistas no comando, já que as federações rebeldes reclamam da forte influência de Marco Polo Del Nero (presidente da FPF) na CBF. Nomes “cantados”, como o do Cel Marcos Marinho ou Sálvio Spinola, de tão lógicos (por serem de pessoas de confiança de Marco Polo), particularmente, penso que estão descartados. O jogo político fala muito alto nessas horas, ao invés da meritocracia (não que os nomes citados tenham mérito para o cargo, apenas pelas condições de barganha e influência que a escolha do chefe possa exigir)

O documento pode ser acessado diretamente no site da CBF, em: http://imagens.cbf.com.br/201304/197578881.pdf .

Boa sorte ao Tonhão.

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– Conmebol inverte Valores

E o secretário-geral da Conmebol, José Luís Meiszner, que declarou que os atos violentos da Polícia de MG foram vergonhosos?

O comportamento do Arsenal (ARG), que é presidido por Julito Grondona (filho do mandatário da AFA, Julio Grondona), não foi lembrado?

Pelas imagens, não se vê policial dando socos ou voadoras nos atletas, mas sim o inverso, o que ocasionou o tumulto.

É por isso que não dá para levar a Conmebol a sério…

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– FPF quer que Clubes avaliem os Estádios dos Adversários?

Ora, ora… Com tanto dinheiro que a FPF tem, sendo que há um especialista em Segurança nos Estádios em seu quadro de funcionários – o Cel Marcos Marinho, que exerce outras funções na casa – o presidente da entidade Marco Polo Del Nero resolve pedir a gentileza para que os clubes da A1, A2 e A3 avaliem as condições das praças esportivas dos adversários!

Quer dizer que se jogarem Guarani x Ponte Preta, é a diretoria da Macaca quem dirá como estão as condições da estrutura do arqui-rival?

Avaliar como é a receptividade ao clube visitante, as condições do vestiário, o estado do gramado, o espaço reservado à torcida adversária, entre outros itens, deve ser de responsabilidade da Federação Paulista de Futebol! A fidedignidade dos relatórios fica comprometida pela paixão dos dirigentes dos clubes que a preencherão, bem como pelo resultado de uma partida. Tal trabalho deve ser feito por gente neutra, observadores que não terão viés em seu julgamento; não por um dos interessados em prejudicar um rival.

E você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

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– Associação de Marcas Bem Própria?

A Seleção Brasileira de Futebol vai ser patrocinada pela Gol Linhas Aéreas. Justo no momento em que o Escrete Canarinho está em péssima fase, a empresa de aviação (que resolveu radicalizar os seus cortes, oferecendo apenas água aos passageiros) acerta o patrocínio.

Combinou: embora o nome lembre “futebol”, a Gol está com a “bola murcha”, tanto quanto a Seleção Brasileira.

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– Selvageria Sulamericana não combina com o Esporte

E novamente um pequeno time de futebol argentino apronta em campo. O Arsenal de Sarandy, após a derrota contra o Atlético Mineiro, resolveu brigar. Após discutir com um policial, um dos jogadores resolveu dar um soco, depois outro bateu por trás: aí, no tumulto generalizado em campo, teve voadora, rabo-de-arraia e outros golpes de MMA.

No vestiário, destruíram tudo, jogando cadeiras sob a imprensa. Alguns foram presos e depois solto após pagamento de fiança.

Detesto violência de torcida e gente fanática do mundo do futebol. Aprecio muito o esporte, mas me enojo com tais cenas. Tudo o que se viu ontem, no estádio Independência, e o que andamos vendo por aí, mostra que infelizmente o futebol está cada vez mais antidesportivo.

Lamentável!

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– E a Seleção do Felipão? Jogo de Solidariedade?

É um desrespeito ao mundo do futebol e a sociedade em geral – a convocação de uma Seleção Brasileira para um suposto jogo de desagravo à Família do menino boliviano morto por membros de uma das torcidas organizadas do Corinthians.

Considere:

1- A família do garoto é de classe média, estudada, e por mais que se faça uma doação em espécie, nada trará Kelvin Spada de volta à vida.

2- Haverá festa, comemoração, sorrisos e alegria num jogo que lembra o ato animalesco de um idiota que matou um inocente?

3- A CBF organizou o evento, convocando jogadores dos clubes e os prejudicando em seus Estaduais. Fazer caridade com os recursos dos outros é fácil, não?

4- Felipão convocou estrelas internacionais (como Pato e R10), jogadores que tem boa atuação no país (como Ralf, Paulinho e Jadson) e ilustres desconhecidos da Sub 20 (como Mateus Caldeira e Leandro). Não levou Fred porque o já conhecia, mas levou Neymar. Ué? Dois pesos e duas medidas?

5- A propósito: por que a CBF está envolvida, se o fato ocorreu com o Corinthians?

Me recusarei a assistir esse ato de violência moral que se tornou tal amistoso.

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