– A Nova Interpretação de Mão na Bola e Bola na Mão

Uma mudança na orientação de marcação de faltas em jogadas de “Mão na Bola” e “Bola na Mão” será colocada em prática na Copa das Confederações-13, a partir dessa semana. Não será uma mudança na Regra do Jogo, mas Massimo Bussaca, o atual comandante da arbitragem mundial, alega ser uma nova interpretação aos árbitros sobre lances duvidosos dessa natureza.

Hoje, só se deve marcar infração por uso indevido das mãos na bola se for uma ação deliberada (proposital/intencional). É uma das poucas infrações onde o árbitro não deve avaliar imprudência, nem força excessiva (lembrando que em qualquer outra falta deve se considerar ação imprudente, temerária ou brutalidade). A Regra 12 (infrações e Indisciplinas) diz que:

Uma das faltas punidas com tiro livre direto é: tocar a bola com as mãos intencionalmente (exceto o goleiro dentro de sua área penal).

Tocar a bola com a mão implica na ação deliberada de um jogador fazer contato na bola com as mãos ou com os braços. O árbitro deverá considerar as seguintes circunstâncias:

– O movimento da mão em direção a bola (e não da bola em direção a mão);

– A distância entre o adversário e a bola (bola que chega de forma inesperada);

– A posição da mão não pressupõe necessariamente uma infração;

– Tocar a bola com um objeto segurado com a mão (roupa, caneleira etc.) constitui uma infração;

– Atingir a bola com um objeto arremessado (chuteira, caneleira etc.) constitui uma infração.

A novidade é: o árbitro deve avaliar se em determinados lances não houve movimento antinatural dos braços no momento do toque (uma intencionalidade disfarçada de falsa imprudência) ou um risco mal calculado do atleta em que a bola possa bater nos braços, em jogada que se poderia evitar.

Quer um exemplo perfeito para ilustrar? O cruzamento de Bruno Peres interceptado por Paulo André, na final do Paulistão (Santos x Corinthians).

Teoricamente, hoje, não seria pênalti, pois Paulo André não faz um movimento deliberado de tocar as mãos e/ou os braços na bola. Portanto, naquele domingo, acertou o árbitro. Mas se tal lance fosse durante a Copa das Confederações, deveria ser marcado pênalti, pois, afinal, Paulo André assume o risco da bola bater em suas mãos ao se atirar de tal forma imprudente, numa subjetiva intencionalidade (trocando em miúdos: o atleta sabe que pular daquele jeito pode sim bater em seu braço, e ele não se cuida para evitar o contato).

Para muitos, tal orientação ajudará a justificar alguns pênaltis. Para outros, trará mais confusão ainda!

Gostei do comentário do jornalista Maurício Noriega, que sobre tal orientação comentou no Diário de São Paulo de 21/03/2013, em sua coluna:

A regra não mudará, mas a interpretação será diferente. Talvez não descomplique, até complique ainda mais, porque a base de tudo continua sendo subjetiva”.

E você, o que você acha dessa mudança? Deixe seu comentário:

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– Pitacos do Final de Semana Futebolístico

E o final de semana foi de muita movimentação nos gramados e no apito. Vamos a alguns pitacos?

REVANCHE DA SELEÇÃO: Chega a ser hilário, mas leio gente que diz ter se desengasgado com a vitória do Brasil contra a França. Ora, jogamos contra um time que nos últimos 5 jogos tropeçou em 4, passeou por Porto Alegre no dia da partida e nem de longe é o esquadrão de Zidane & Cia. Revanche apenas quando a eliminarmos 2 vezes de Copa do Mundo. Em amistoso, não vale! Aliás… o nosso primeiro gol nasceu de jogada faltosa… Alto lá, ufanistas!

RONALDINHO GAÚCHO: Por mais que Oscar, Neymar ou até mesmo o jovem Lucas sejam promessas, qualquer um deles sente o peso da camisa 10. São ótimos, mas inexperientes. Nenhum deles consegue ser líder em campo. Sendo assim, por quê não Ronaldinho Gaúcho? Ontem, contra o Grêmio, excelente partida do R10, que é experiente e, quer queira ou não, é respeitadíssimo no cenário internacional.

APITO: Já que falamos do Gaúcho, e o jogo Atlético-MG x Grêmio-RS? O árbitro goiano André Luís de Castro conseguiu desagradar os dois treinadores (Cuca e Luxemburgo). Ambos o criticaram veementemente! Aliás, o presidente da Comissão de Árbitros, o ex-árbitro Pereirão (que é de Goiás) está escalando uma quantidade nunca vista de árbitros daquele estado. Apadrinhamento ou sorte no sorteio das escalas?

PALMEIRAS: E as consequências pós-derrota contra o Sport? Na súmula, o árbitro Wagner Reway relatou que expulsou Márcio Araújo depois do jogo por ofensas e carregou sobre o treinador Gilson Kleina. Punições à vista… Não dá para escrever aqui as palavras ditas pelo jogador palmeirense, pois o árbitro relatou “palavrão por palavrão”. Ô boca suja! Se você não viu o erro determinante do juizão na derrota alvi-verde, o explicamos no blog do Bom Dia / Diário de São Paulo (vide http://is.gd/SPOxSEP).

SANTOS: na zona do rebaixamento no Brasileirão? Ok, é cedo ainda para desespero mas… os 3 pontos da rodada 1 valem a mesma coisa que na rodada 38. Podem fazer falta depois.

BOCA JRS: o grande time argentino, mesmo com o campeoníssimo treinador Bianchi, é penúltimo colocado no Campeonato Local, com míseros 14 pontos em 16 jogos. Só não vai cair para a 2a divisão pois lá o rebaixamento é pela média de aproveitamento de dois anos. Aliás, com essa regra, está caindo o Independiente, o clube sulamericano que mais venceu a Libertadores da América.

MONACO: o time monegasco é o novo-rico da Europa. Um bilionário comprou o tradicional clube e já contratou Falcão Garcia, quer Tevez, Daniel Alves e qualquer outro atleta que custe caro.

PAULISTA DE JUNDIAÍ: Voltando aos treinos para a deficitária Copa Paulista, o Galo da Terra da Uva não terá nenhuma receita significativa até o ano que vem, já que nem público a competição costuma levar. Fico pensando se nenhum endinheirado árabe ou russo quer fazer com o Tricolor Jundiaiense o que fizeram com o Monaco, PSG, Anzhi, M City… Já imaginaram? Aliás, ao escrever isso lembrei-me de que quando garoto, a Magnata (uma empresa japonesa) resolveu investir no Paulista, trouxe o Biro-Biro do Corinthians, e a torcida acenava com bandeirinhas do Japão escritas “Banzai”. Durou quanto tempo a euforia, hein?

Aproveite e visite nosso blog na Rede Bom Dia / Diário de São Paulo, com outros assuntos e análises de arbitragem. Em: http://www.redebomdia.com.br/blog/lista/109/Rafael+Porcari

Neste período de Copa das Confederações, estarei escrevendo e comentando no G+ , a Rede Social do Google. Procure sempre pelas hastags #centraldofutebol e #juizporcari . Prestigie!

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– O Erro de Sport 1 x 0 Palmeiras. Culpa de quem?

Nesta 5a rodada do Brasileirão da série B, um erro determinante da arbitragem causou a derrota do Palmeiras frente o Sport, em Recife.

Quando há um erro relevante de arbitragem no primeiro minuto de jogo, permite tempo ao prejudicado para tentar alterar o placar. Mas aos 48 minutos do 2o tempo, aí não dá!

Vamos lá: cobrança de escanteio para o time pernambucano (aliás, confesso até ter dúvidas de que, quando a bola saiu pela linha de fundo, ao invés de escanteio, o lance não teria sido tiro-de-meta), e depois de um rebote, a bola sobra para o atacante Nunes, que a ajeita com o braço para dominá-la e chuta para o gol, marcando o tento da vitória.

Lembre-se: no futebol, o conceito de mão é amplo: entenda-se “uso indevido das mãos na bola” (como diz a Regra), sendo mão, braço e antebraço.

No lance citado, fica nítido que o jogador do Sport domina deliberadamente a bola. Não foi toque involuntário, foi proposital e que resultou num gol ilegal.

Repare o seguinte: o árbitro matogrossense e aspirante à FIFA, Wagner Reway, está muito bem posicionado na jogada, atrás de Nunes. Ele vê o braço direito aberto e buscando a bola; porém, equivocadamente entende como “bola que bate na mão“, e não o inverso. Seu assistente no.1, o bandeira Paulo Cesar Silva Faria, nada pode fazer pois há muita gente na frente dele, em que pese também a distância.

E quem poderia salvar o árbitro de cometer tal erro?

Somente um bom árbitro assistente adicional, chamado de AAA, que existe no Brasileirão da série A, mas que por economia não é escalado na série B. Se existisse o AAA, ele teria visão privilegiada do ocorrido e poderia ajudar o árbitro a invalidar o gol, marcando tiro livre indireto a favor do Palmeiras e aplicando o cartão amarelo ao atleta do Sport-PE.

Fica claro mais uma vez: o AAA (que não existe na Regra, pois seu uso ainda é considerado experimental pela FIFA) faz bem ao futebol e auxilia a arbitragem. Tão claro também é a necessidade de permitir o uso de imagens para correção de erros; já imaginaram se o Palmeiras pudesse pedir para o árbitro rever a sua decisão e ele corresse até uma TV junto ao 4o árbitro, a fim de tirar a dúvida?

Eu sou a favor do uso da tecnologia do futebol, de forma moderada e bem pensada. E você?

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– Estamos comentando na Central do Futebol no Google

Amigos, neste período de festa do futebol, com a Copa das Confederações em nosso país, estaremos debatendo sobre os jogos, escrevendo sobre arbitragem e postando muita coisa na Central do Futebol no Google”.

Será uma ação de promoção de futebol do G+ (Google Plus), onde diversos especialistas escreverão sobre o evento.

Convido você a discutindo conosco. É só procurar pelas hastags #centraldofutebol e #juizporcari .

Participe, procure por esse selo em nossas páginas:

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– Engenhão em 2015?

Puxa, o Estádio João Havelange – a Arena Olímpica construída no bairro carioca de Engenho de Dentro, mas que não servirá nem para as Olimpíadas-16, tampouco para a Copa-14, e que custou uma fortuna, vai ficar fechado até 2015!

Este é o prazo para que se regularize a obra, condenada e interditada por vários problemas estruturais.

A Prefeitura do RJ não assume a culpa. As construtoras também. Idem os engenheiros.

Quem é o responsável, ninguém sabe ninguém viu. Mas a conta, provavelmente, saberemos quem pagará…

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– Brasil x França e a Irracionalidade da Semana

Neste domingo teremos mais um amistoso da Seleção Brasileira, agora contra a França, visando sua preparação para a Copa das Confederações. E durante a semana, novas indicações de que o fator político fala mais alto do que o profissional.

1- Se você jogou na semana passada no Rio de Janeiro e depois terá que ir a Porto Alegre, por que treinar em Goiânia? Claro, sabidamente devido ao agrado ao Governador Perillo, justificando a reforma do CT em Goiás por 4 milhões de reais.

2- Leandro Damião se contundiu, e em seu lugar foi convocado Jô, do Atlético Mineiro. Ótimo jogador, mas será que o bom relacionamento com Alexandre Kalil (o novo queridinho da CBF) não teve influência?

3- Por fim: o jogo será na Arena do Grêmio, estádio que não estará na Copa do Mundo. Não era mais racional jogar em uma das praças da Copa, a fim de usar o amistoso como evento-teste?

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– A Excessiva Patrulha do Politicamente Correto a Neymar

Nos últimos dias, um comercial protagonizado por Neymar está dando o que falar. O jogador é garoto-propaganda da Lupo, e na peça publicitária, garotas vão à busca de cuecas para vê-lo vestindo uma. Porém, quando um rapaz forte pede para ver uma cueca, Neymar “foge de fininho”.

Normal, sem menção alguma a homofobia. Porém, alguns ativistas alegam que é um anúncio preconceito.

Veja o filme e diga: há alguma mensagem homofóbica? Pra mim, nada a criticar.

Em: http://www.youtube.com/watch?v=par3DHnwRhE

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Será que ser heterossexual tornou-se crime? Neymar deveria mudar sua opção para bissexual a fim de agradar a todos?

Deixe sua opnião:

– Os Patrocinadores Desconhecidos do Povão

A Revista Época Negócios trouxe em sua edição 64 (pg 20, na matéria de Rodrigo Capelo) um interessante levantamento da agência Hello Research (HR): o quanto os torcedores brasileiros desconhecem sobre os principais patrocinadores de eventos esportivos.

Por exemplo: 1000 brasileiros de 70 cidades trouxeram os seguintes dados:

– para 10% dos entrevistados, a Petrobrás é patrocinadora da Copa do Mundo de 2014 (mesmo ela não sendo…)

– O banco oficial da Copa do Mundo, parceiro da FIFA, é a Caixa Econômica Federal para 13%; outros 13% disseram ser o Bradesco e 12% o Banco do Brasil. Na verdade, o patrocinador oficial é o Itau (lembrado por 11%).

– a empresa de material esportivo patrocinadora oficial da Copa foi lembrada como sendo a Nike por 18%. Porém, oficialmente, é a Adidas, lembrada por 10%.

– a empresa telefônica oficial, segundo os entrevistados, é a Vivo, com 9%; seguida pela TIM (4%), e Claro (3%). Mas o patrocinador verdadeiro é a OI, com apenas 2% de menção.

– 47% dos entrevistados não conhecem nenhum dos patrocinadores da Copa do Mundo a FIFA, sendo que até a Varig e o BNDES foram citados como patrocinadores.

– uma das poucas lembranças certeiras foi a Coca-Cola, que recebeu 32% das respostas.

É nítido que em alguns casos, há a confusão entre patrocinadores da Seleção Brasileira e da Copa do Mundo. Mas vale a discussão: o quanto as empresas que gastaram fortunas para serem parceiras oficiais devem estar descontentes com tal índice.

E você, conhece os patrocinadores dos principais eventos esportivos que sediaremos, como Copa do Mundo e Olimpíadas?

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– Brasil 2 x 2 Inglaterra: Análise da Arbitragem e Impressões do Jogo

Na reabertura “prá valer” do Maracanã, já que aquele amistoso entre Amigos do Ronaldo versus Amigos do Bebeto de nada valeu, uma festa da torcida numa partida razoável.

O Brasil jogou bem no primeiro tempo, mas no segundo, apagão de Neymar. Sumiu! Valeu pelo começo.

Hulk é esforçado, bom jogador, mas perde muito gol. O problema é que conta com a má vontade da torcida; aí não dá. Lucas é melhor!

Luís Gustavo foi a surpresa da escalação. Ele é reserva do Bayern, não o vejo como selecionável, embora seja razoável. O que me questiona é: Felipão treina um time e escala outro?

Wilmar Roldán estava nitidamente nervoso. Talvez também ansioso, afinal, a responsabilidade era grande. Não comprometeu pois o jogo ajudou. Mas dois erros que cometeu e que um árbitro do nível dele não poderia cometer: no primeiro tempo, Oscar foi calçado quase na linha da grande área. Seria falta para cartão amarelo, não marcada. No segundo tempo, Damião estava no ataque e se jogou descaradamente, sendo que Roldán marcou a falta e provocou a ira dos ingleses. Nos demais lances, foi muito bem (em especial, ótimo trabalho dos bandeiras).

Coisas que irritaram:

A cor da bola da Nike: é muito feia! Tudo bem, prefiro bola branca e chuteira preta, mas creio que a maioria das pessoas não gostou dessa bola abóbora/salmão/multicolor.

O som da Globo: como a emissora sofreu para se fazer audível. Na minha TV, foi difícil entender o Galvão Bueno.

Ronaldo comentando: sei lá… ele tem vínculo comercial com diversos atletas, fica difícil aceitá-lo simpaticamente. Além de que, deu umas “cornetadas” no Felipão, principalmente dando a entender que, pelo que Scolari pedia em 2002 (não esperar rebote), ele não teria feito o gol contra a Alemanha após jogada de Rivaldo. O senti meio que amargurado com o treinador.

E você, gostou do jogo? Deixe seu comentário:

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– A 1a Vez no Maracanã!

Hoje teremos Brasil x Inglaterra no Maracanã, amistoso e ao mesmo tempo, jogo-teste para o COL.

Ouço muitas declarações dos atletas ingleses que é “mágico jogar no lendário Maracanã“.

Ok. Mas para muitos brasileiros da própria Seleção Brasileira, idem. David Luís, Luis Gustavo, Dante já jogaram no Maraca?

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– Os Conselhos do Arnaldo aos Árbitros no Evento FIFA

O amigo internauta “Pedro” me chamou a atenção sobre um fato interessante e compartilho: na última sexta-feira, a FIFA encerrou a semana de trabalho dos árbitros para a Copa das Confederações (e possivelmente para a Copa do Mundo) aqui no Brasil. Num encontro de gerações, Arnaldo Cezar Coelho promoveu um bate-papo com os principais juízes de futebol da atualidade. Explicou as diferenças sobre apitar há 30 anos com as de hoje. E aconselhou:

Arbitrar futebol é pensar com tranquilidade, pensar que os árbitros têm que preservar o bom futebol, o craque e punir com rigor a violência. O mais importante é dar dinâmica ao jogo, deixar jogar, interferir o menos possível. Árbitro não é a figura principal, é coadjuvante da partida”.

E aí: alguma coisa que você queira acrescentar, comentar ou retirar? Concorda ou discorda do Arnaldo?

Em tempo: os árbitros foram expressamente proibidos de darem qualquer entrevista.

Extraído de: http://globoesporte.globo.com/futebol/copa-do-mundo/noticia/2013/05/encerramento-de-seminario-de-arbitros-tem-silencio-imposto-pela-fifa.html

ENCERRAMENTO DE SEMINÁRIO DE ÁRBITROS TEM SILÊNCIO IMPOSTO PELA FIFA

Evento reúne 52 candidatos ao Mundial de 2014, sendo 10 da Copa das Confederações. Entidade veta perguntas sobre competições e tecnologia

por Janir Júnior

Nesta sexta-feira, depois de uma semana intensa de atividades com trabalhos teóricos, testes clínicos e exercícios físicos, chegou ao fim o seminário que contou com a presença de 52 árbitros que são candidatos a estarem na Copa do Mundo do Brasil em 2014. Dez juízes dos que estiveram presentes no Rio já foram escolhidos para dirigir os jogos da Copa das Confederações. No encerramento do evento, o ex-árbitro  e atual chefe de arbitragem da Fifa, Massimo Busacca, e Arnaldo Cezar Coelho falaram sobre o tema e responderam perguntas dos árbitros.

Mas, por determinação da Fifa, não foram permitidos questionamentos sobre qualquer assunto além do seminário, e nem mesmo sobre a tecnologia da linha do gol (GLT, da sigla em inglês Goal-line technology). Quando o assunto foi abordado, uma das assessoras da entidade interrompeu e afirmou que uma coletiva está marcada para o dia 14 de junho para falar sobre o tema e também sobre a Copa das Confederações, primeiro torneio entre seleções a usar a tecnologia. Os estádios do Brasil já estão equipados com o sistema.

Os árbitros também não foram autorizados a concederem entrevistas. De acordo com a Fifa, na tecnologia da linha do gol a informação de que um gol foi ou não marcado deve ser imediata e confirmada dentro de um segundo. O teste na Copa das Confederações servirá para mostrar se a tecnologia poderá ser usada na Copa do Mundo de 2014.

Durante o encerramento do seminário, questionado sobre o que é preciso para um árbitro ter boa atuação em um evento importante como a Copa, Arnaldo Cezar Coelho, que apitou a final da Copa do Mundo de 1982 entre Itália e Alemanha.

– Arbitrar futebol é pensar com tranquilidade, pensar que os árbitros têm que preservar o bom futebol, o craque e punir com rigor a violência. O mais importante é dar dinâmica ao jogo, deixar jogar, interferir o menos possível. Árbitro não é a figura principal, é coadjuvante da partida – afirmou Arnaldo Cezar Coelho.

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– Impressões Ruins de uma Marca…

Neymar é o bola da vez. O garoto está valorizado. Mas é criticado por supostas “cavadas de falta por simulação”.

Como a telefonia móvel do Brasil é péssima, algum gaiato bolou esta brincadeira com o defeito do menino e as empresas de celular:

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Brasileiro é criativo… não concordo muito, mas é engraçado!

– A turma da Adidas versus a turma da Nike na Copa das Confederações

Estamos há duas semanas do início da Copa das Confederações. E, simultaneamente aos preparativos, as duas gigantes do material esportivo lançaram mundialmente seus produtos “top de linha”.

A Adidas convocou Messi e mostrou a Nitrocharge, sua super-chuteira. A Nike chamou Neymar e apresentou a Hypervenon.

A vantagem da Nike é que a Argentina está fora da Confederations Cup; mas a desvantagem é que a Adidas é a patrocinadora oficial da FIFA, com a bola Cafusa sendo a vedete.

Quem vai faturar mais no campo dos negócios?

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– CBF, Bayern e Maracanã: as Confusões Pré-Copa das Confederações

A semana não foi boa para a preparação da Seleção Brasileira visando a Copa das Confederações. Não é que o Bayern não queria liberar os jogadores Dante e Luís Gustavo, devido a final da Copa da Alemanha?

Entendo o clube: o jogo deles vale título, é o Bayern quem arca com o salário, mas… a convocação é para uma competição oficial da FIFA; portanto, a CBF tem razão em reclamar, já que desejava os atletas visando o amistoso do próximo domingo contra a Inglaterra.

E falando nos ingleses… não é que o jogo que será (ou seria) no Maracanã corre risco de não ser realizado? A Justiça suspendeu a partida pois considera o estádio inseguro. As obras no entorno não acabaram e levariam riscos.

Lembrando: estamos há praticamente 15 dias da Copa das Confederações. Há quanto tempo as obras já deveriam estar prontas, não?

Eu acho que ainda teremos jogo. Ou será que o avião com o English Team, que já deve estar chegando, terá que dar “marcha-a-ré”?

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– Bussaca no RJ e a Boataria Fadada à Verdade!

Os árbitros que participarão da Copa das Confederações 2013 aqui no Brasil já estão no Rio de Janeiro treinando. Sem brasileiros apitando o torneio, já que nosso possível árbitro da Copa-14 (Sandro Meira Ricci) está se preparando para o Mundial Sub 20 da Turquia.

No lugar de Ricci, a FIFA chamou para participar da preparação Heber Roberto Lopes. Calma, nada determinante para que o paranaense (agora apitando por Santa Catarina) esteja na Copa de 2014, tampouco que seja escalado para algum jogo da Copa das Confederações 2013. Sua presença se deve ao fato da política da boa vizinhança, além de ser importante ter um árbitro local junto aos demais estrangeiros para ajudar na ambientação ao país. Lembrando que, caso Sandro Meira Ricci sofra algum contratempo até a Copa do Mundo, Heber será seu substituto.

O problema é: o árbitro da Copa seria Seneme, mudou para Vuaden, agora Ricci, talvez seja Heber… estamos tão mal assim no apito hoje, outrora respeitado no exterior?

A resposta é: sim!

Nesta semana, surgiu um boato de que Oscar Ruiz, ex-árbitro FIFA e atualmente instrutor de arbitragem, houvera declarado que:

O quadro FIFA do Brasil é um dos piores do mundo, muitos deveriam sair

Alguns sites de arbitragem repercutiram a suposta afirmação. Como não se declarou “onde, quando e como”, ou seja, ninguém assumiu ser verdade e sim fofoca, descarto que seja uma declaração verídica.

Mas e se fosse verdade? Se realmente Ruiz disse isso, seria mentira?

Pior é que ele teria razão… Há tempos a política ruim de renovação não atendeu à competência e o trabalho das Comissões de Arbitragem foi mal feito. Caímos absurdamente de nível.

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foto: apitodobicudo.blogspot.com

– Os Refundadores da América Surgirão?

Enquanto aguardamos a Copa das Confederações começar, vemos a Libertadores da América chegar às suas semifinais.

Mas o que dizer da principal competição do Hemisfério Sul? Uma lástima em termos de organização, se comparada a Liga dos Campeões da Europa. Durante os jogos, vimos selvageria, má educação, erros crassos de arbitragem e jogos fracos.

Exemplos ruins: a pancadaria de Arsenal x Atlético Mineiro (e no jogo de volta na fase de grupos também)? Ou da morte por sinalizadores de San José x Corinthians? Sem contar a eliminação na fase de quartas-de-final das equipes brasileiras por assustadores erros dos árbitros em Corinthians x Boca Juniors e Olímpia x Fluminense? No mesmo nível está a Copa Sulamericana, a competição menos badalada da Conmebol: lembram-se de São Paulo x Tigre?

Jogadores cobrando escanteios debaixo de escudos policias, gandulas que somem, agressões não punidas em campo, hostilidades mil… Quase igual a Bayern x Borussia, não?

A verdade é: ou os clubes se unam e refundem a Confederação Sulamericana de Futebol (Conmebol), tirando os dirigentes vitalícios que lá se encontram, mudando os vícios e negociatas de hoje, ou aguentem por mais anos todas essas auguras.

Aliás, já que a Conmebol é uma entidade de direito privado, por que os dirigentes dos principais clubes não montam uma Liga Sulamericana? Ou convidem o pessoal da Concacaf e criem a Liga das Américas de Futebol!

O que será feito (se será), não sei. Mas precisa ser feito.

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– Central do Futebol no Google

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– Deputado quer Protesto contra Erros de Arbitragem!

Deu na coluna De Prima, do jornalista Marcelo Damato, no Diário Lance de ontem 28/05: o hoje deputado Fernando Capez (o mesmo que quando promotor se aproximou das torcidas organizadas de futebol) resolveu inovar: no próximo dia 18 de junho (será uma 3a feira), vai realizar um ato público a favor dos torcedores de futebol que se sintam lesados por erros de arbitragem!

A ideia é de que os torcedores são consumidores que não podem ser prejudicados por decisões equivocadas dos juízes de futebol.

Recordando: foi o próprio Fernando Capez que já discursou a favor da devolução do dinheiro aos torcedores pelos erros de Carlos Amarilla (foto) no jogo entre Corinthians e Boca (ARG).

Fica a dúvida: quem vai pagar a conta e quem interpretará se a decisão do árbitro, por exemplo, em marcar ou não um suposto e duvidoso pênalti foi errada ou não?

Se a moda pega… aliás: 2014 está chegando, né?

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– Novo “Rei do Século XXI”. Profecia ou Marketing?

Neymar finalmente concretizou sua transferência ao futebol europeu. E o departamento de marketing do seu novo clube, o Barcelona, caprichou. Via Twitter, deu as boas-vindas ao “Novo Rei do Século XXI”.

Ora, no futebol sabidamente o título de Rei pertence ao Pelé, atleta do século. É evidente que se faz alusão ao fato do jogador ser oriundo do Santos e ser uma promessa valiosa, com possibilidades de ser eleito o melhor do mundo.

Mas fica a instigante questão: no século XXI, o atual “Rei do Futebol” é o argentino Lionel Messi (pelos números e prêmios recebidos). Neymar o desbancará, sendo o título dado pelo clube catalão uma visão profética do sucesso da Jóia Santista, ou apenas uma bela e otimista recepção?

Em tempo: das diversas homenagens recebidas neste final semana, ouvimos rasgados e justos elogios. Mas um me pareceu ufanista e exagerado: ao término de Santos x Flamengo, um narrador citou Neymar como “maior jogador brasileiro depois de Pelé”.

No Santos, pode realmente ser. Mas e dos brasileiros: Neymar já superou Romário, Ronaldo Nazário e Ronaldinho Gaúcho?

Aliás, taí um exercício dificílimo: comparar atletas! Minha memória futebolística remete a Zico. Antes dele, não assisti os craques que conheço. Pelé, só em vídeo (e cada vídeo…). Hoje, a tecnologia e a globalização permitem maiores possibilidades e mais gente vê os craques atuais. Fico perguntando: e se Zizinho, Arthur Friedenreich, Leônidas da Silva e tantos outros tivessem as mesmas mídias que Messi e Cristiano Ronaldo tem hoje? Estendo a Puskas, Di Stefano…

Enfim: Neymar destronará Messi ou não? Como não tenho bola de cristal, não ousarei palpitar.

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– Bye, bye, Neymar

É oficial. O Santos FC venderá Neymar. E tem que fazer isso, pois ele quer ir para a Europa e se não for agora, irá de graça pois estará com o passe livre em 2014.

O clube confirmou que tem duas propostas: a do Real Madrid e a do Barcelona, e que ambas agradam. Fica a cargo do Neymar escolher. Pensou que moral a do menino: dar-se ao luxo de escolher os catalães ou os madrilhenhos?

Eu não tenho dúvida que, pelo andar da carruagem e pelo pronunciamento dos envolvidos, ele irá para o Barça. E é bom que ele vá, pois ganhará maturidade e vai aprender a ficar mais em pé. O meu medo é que perca a genialidade, como aconteceu com Robinho. Aliás, a novela é quase a mesma, não? Wagner Ribeiro o empresário, clubes espanhóis, vende-ou-não-vende…

Boa sorte ao garoto. Perde o Campeonato Brasileiro, pois será uma estrela a menos.

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– Protesto com Sóbria Reivindicação!

Professores da Rede Municipal foram até o prefeito Fernando Haddad e pediram:

Menos Dinheiro para o Itaquerão e mais para a Educação

Perfeito. É justamente o que eu penso. A pessoa que bolou a frase acertou em cheio!

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(foto de José Patrício – Estadão)

– Nem Começou o Brasileirão e a Arbitragem…

Há certas polêmicas que podem ser evitadas. Mas parece que a Comissão de Árbitros da CBF não entende assim, pois na semana de início do Campeonato Brasileiro, antes mesmo dos times entrarem em campo, já temos dois grandes temas levantando confusão.

Vamos a eles?

1- A primeira se refere às escalas das duas rodadas iniciais. Para Corinthians/SP x Botafogo/RJ, o árbitro assistente 2 será Dilbert Pedrosa, do RJ! E para Santos/SP x Flamengo/RJ, o árbitro assistente 1 será Emerson Augusto Carvalho, de SP!

Segundo Sérgio Correa da Silva (sim, ele mesmo que caiu da Comissão de Árbitros mas ressurgiu no Departamento de Árbitros), juízes do mesmo estado dos clubes envolvidos numa partida serão escalados (como experiência) para mostrar que a Comissão acredita na honestidade de todos e dar credibilidade e confiança a eles. O propósito é honroso, mas como explicar o seguinte:

– Divulgadas 20 escalas, apenas duas terão a experiência, envolvendo dois confrontos entre paulistas x cariocas. Mas o Santos terá um bandeira do seu estado em seu jogo, e o Corinthians terá um bandeira do estado do adversário? E ambos são mandantes… Ué, qual o critério e a justificativa dele? Lembrando que bandeira não é escalado por sorteio.

Recordam-se do episódio recente entre Inter/RS x Palmeiras/SP, onde o árbitro “Chicão de Alagoas” anulou um gol de mão do Barcos após um suposto aviso do quarto árbitro gaúcho Jean Pierre “Vin Diesel”? Na ocasião, se questionou muito o fato do quarto árbitro ser do mesmo estado da federação de uma das equipes...

Sendo assim, por que testar agora? Leve em conta o momento delicado da política da CBF. Já pensou se o bandeira carioca erra a favor do Botafogo contra o Corinthians? Xi…

2- A segunda polêmica se refere ao Ranking de Árbitros divulgado pela CBF. Ele pode ser acessado em: http://imagens.cbf.com.br/201305/1901869771.pdf e contém situações interessantes. Por exemplo: nele, Péricles Bassols é melhor do que Wilson Seneme, que é o penúltimo árbitro da relação FIFA. Ou que Ricardo Marques Ribeiro é melhor do que Marcelo de Lima Henrique. Compare, a lista traz:

  • 1) Leandro Vuaden (RS)
  • 2) Heber Roberto Lopes (SC)
  • 3) Sandro Meira Ricci (que figura na lista como árbitro de Brasília-PE !!!)
  • 4) Ricardo Marques Ribeiro (MG)
  • 5) Marcelo de Lima Henrique (RJ)
  • 6) Wilton Sampaio (GO)
  • 7) Paulo César de Oliveira (SP)
  • 8) Péricles Bassols (RJ)
  • 9) Wilson Seneme (SP)
  • 10) Francisco Carlos do Nascimento (AL).

Uma curiosidade: os melhores paulistas na sequência são: Luiz Flávio de Oliveira, Guilherme Ceretta (como Aspirantes FIFA), José Henrique de Carvalho (como Especial – há quanto tempo o bom José Henrique está licenciado) e Raphael Claus.

E aí, você concorda com a experiência da CBF em escalas de árbitros do mesmo estado de um dos clubes e com o ranking divulgado?

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– A Nova Interpretação de Mão na Bola e Bola na Mão

Uma mudança na orientação de marcação de infrações em jogadas de “Mão na Bola” e “Bola na Mão” será colocada em prática na Copa das Confederações-13, a se realizar dentro em breve aqui no Brasil. Não será uma mudança na Regra do Jogo, mas Massimo Bussaca, o atual comandante da arbitragem mundial, alega ser uma nova interpretação aos árbitros sobre lances duvidosos dessa natureza.

Hoje, só se deve marcar infração por uso indevido das mãos na bola se for uma ação deliberada (proposital/intencional). É uma das poucas infrações onde o árbitro não deve avaliar imprudência, nem força excessiva (lembrando que em qualquer outra falta deve se considerar ação imprudente, temerária ou brutalidade). A Regra 12 (infrações e Indisciplinas) diz que:

Uma das faltas punidas com tiro livre direto é: tocar a bola com as mãos intencionalmente (exceto o goleiro dentro de sua área penal).

Tocar a bola com a mão implica na ação deliberada de um jogador fazer contato na bola com as mãos ou com os braços. O árbitro deverá considerar as seguintes circunstâncias:

– O movimento da mão em direção a bola (e não da bola em direção a mão);

– A distância entre o adversário e a bola (bola que chega de forma inesperada);

– A posição da mão não pressupõe necessariamente uma infração;

– Tocar a bola com um objeto segurado com a mão (roupa, caneleira etc.) constitui uma infração;

– Atingir a bola com um objeto arremessado (chuteira, caneleira etc.) constitui uma infração.

A novidade é: o árbitro deve avaliar se em determinados lances não houve movimento antinatural dos braços no momento do toque (uma intencionalidade disfarçada de falsa imprudência) ou um risco mal calculado do atleta em que a bola possa bater nos braços, em jogada que se poderia evitar.

Quer um exemplo perfeito para ilustrar? O cruzamento de Bruno Peres interceptado por Paulo André, no último domingo.

Teoricamente, hoje, não seria pênalti, pois Paulo André não faz um movimento deliberado de tocar as mãos e/ou os braços na bola. Portanto, no último domingo, acertou o árbitro. Mas se tal lance fosse durante a Copa das Confederações, deveria ser marcado pênalti, pois, afinal, Paulo André assume o risco da bola bater em suas mãos ao se atirar de tal forma imprudente, numa subjetiva intencionalidade (trocando em miúdos: o atleta sabe que pular daquele jeito pode sim bater em seu braço, e ele não se cuida para evitar o contato).

Para muitos, tal orientação ajudará a justificar alguns pênaltis. Para outros, trará mais confusão ainda!

Gostei do comentário do jornalista Maurício Noriega, que sobre tal orientação comentou no Diário de São Paulo de 21/03/2013, em sua coluna:

A regra não mudará, mas a interpretação será diferente. Talvez não descomplique, até complique ainda mais, porque a base de tudo continua sendo subjetiva”.

E você, o que você acha dessa mudança? Deixe seu comentário:

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– Homenagens e Premiações da FPF

Ontem foi a festa de encerramento e premiações do Campeonato Paulista 2013. Noite de homenagens políticas (como ao presidente da CBF, José Maria Marin, efusivamente chamado de presidente do COL) e da auto-homenagem de Marco Polo Del Nero.

Cá entre nós, é hilária a situação: “a Federação Paulista de Futebol homenageia o Presidente da Federação Paulista de Futebol Marco Polo Del Nero pelos 10 anos de bons serviços prestados ao Futebol Paulista”.

A seleção do torneio foi: Rafael, Alessandro, Gil, Cléber, Rodrigo Biro; Ralf, Paulinho, Jadson e Danilo; Neymar e Guerrero. DT: Dado Cavalcanti.

Roni (Mogi Mirim) foi eleito o Craque do Interior;

Danilo (Corinthians) levou o troféu Globolinha pelo gol mais bonito;

Neymar o Craque do Campeonato e

Guerrero o Craque da Galera.

Curiosa foi a premiação dos árbitros. Os eleitos foram:

1- Wilson Luís Seneme (com Anderson Coelho e Marcelo Van Gassen)

2- Marcelo Aparecido Ribeiro (com Danilo Simon e Paulo Souza Amaral)

3- Luís Vanderlei Martinucho (com Fausto Viana Moretti e Fabrício Moreti).

Os árbitros assistentes realmente fizeram jus. Seneme em 1o, correto. Marcelo Ribeiro em 2o, tudo bem. Mas Martinucho em 3o?

Quem são os eleitores?

Martinucho fez uma péssima arbitragem em Corinthians x Ponte Preta; no jogo Paulista x Mirassol foi pior ainda; além de um restante de campeonato ruim.

Quer dizer que Martinucho é melhor que Ceretta, Claus, Paulo César, Luís Flávio, Braguetto, Guarizzo?

Curioso: se é tão bom, por que não estava na lista dos 7 escolhidos para as fases de mata-mata do Campeonato Paulista?

Em tempo: não vi pronunciamento ainda da Coafesp, Safesp e Anaf sobre a retirada de Rodrigo Braguetto da finalíssima. Será que darão razão à FPF e não ao árbitro?

E os melhores do Paulistão na sua opinião, quem são? Deixe sua opinião:

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– Análise da Arbitragem de Santos x Corinthians, Final do Paulistão 2013

Qualquer decisão de campeonato entre dois grandes times costuma ser nervosa. Não foi diferente na Vila Belmiro.

Boa arbitragem no 1o tempo e Regular atuação no 2o, com poucos erros no começo da partida, e consideráveis equívocos no transcorrer do jogo. Acertou em alguns lances capitais e errou em outros. Os atletas não queriam colaborar e Ceretta lidou dificultosamente com a situação.

Logo aos 3 minutos, Bruno Peres vai dividir com Emerson. Por baixo, nada foi; por cima, há contato físico sem falta. Emerson, ao sentir o toque, se joga e Ceretta marcou. Errou.

Aos 4 minutos, Fábio Santos mata um contra-ataque santista puxado por Neymar e recebe cartão amarelo. Correto.

Mas muitos atletas não se comportaram bem: por exemplo, aos 17m: Renê Junior vai limpo em Fábio Santos, a mão do santista bate no corinthiano, que ao sentir o contato (não infracionário) desaba, tentando iludir o árbitro. Nada marcou o juiz, corretamente.

A primeira polêmica: aos 22m, Leo cruza a bola e ela bate no braço do zagueiro Gil, involuntariamente. Não foi pênalti, acertou Ceretta.

Um erro importante: aos 23m, Paulo André perde o tempo da bola e acerta a canela de Neymar, na entrada da área. Ceretta se equivoca e manda seguir. Seria falta; erro da arbitragem e na ocasião, “5a falta coletiva em Neymar”.

30m: falta em Alessandro bem marcada, mas com muita reclamação do treinador Tite, que queria Cartão Amarelo. Aliás, muito falatório nesse momento.

Já aos 32m, outro unfair-play: Emerson perde a bola no ataque e se joga. Ameaçou reclamar mas desistiu. A queda foi canastrã, Ceretta nem teve esforço para tomar a decisão de mandar seguir o jogo.

O último lance difícil do 1o tempo ocorreu aos 36m: Santos no ataque, bola cruzada de Bruno Peres e novo lance de bola na mão, agora de Paulo André. O zagueiro do Corinthians se joga e a bola bate no braço. Para mim, não foi intencional e sim imprudente, já que o jogador está no alto, fora do chão, desequilibrado, não manifestando um toque deliberado, sem tempo de recolher o braço devido a rapidez da jogada. Acertou o árbitro, já que nos casos de mão só se pode avaliar a intenção.

Já na volta do intervalo, nova polêmica. Aos 47m, Neymar e Paulo André se desentendem. Bate-boca, nervosismo típico de final. Mas com um detalhe: Neymar iniciou a discussão, após abrir o braço desnecessariamente procurando o adversário, sem atingi-lo. Valia o cartão amarelo, lance costumeiramente chamado de “Atitude Inconveniente”. Errou o árbitro. Ali, ele controlaria melhor os ânimos.

Um lance clássico de Cartão Amarelo: aos 60m, novamente falta em Neymar. Edenilson para o adversário após ele driblar dois adversários. Advertência bem aplicada. Confesso que nesta altura havia perdido a conta de quantas faltas Neymar recebeu até aquele momento.

63m: Edu Dracena “apela” e acerta a perna de Paulinho na entrada da área, quando este estava em boa jogada de ataque. Seria falta com cartão amarelo. Errou. O treinador Tite reclamou muito e foi advertido pelo árbitro.

Acertos foram os cartões amarelos aplicados por retardar o jogo, tanto para Cássio e para Romarinho.

Aos 76m, Renê Junior faz falta em Fábio Júnior, com cartão amarelo aplicado corretamente.

Nos minutos finais, fogos de artifício foram jogados em campo pela torcida do Corinthians e a partida paralisada. Ué, não existe proibição da Gaviões da Fiel entrar em campo, além da norma que impede sinalizadores e fogos por parte da FPF?

No último minuto, Arouca segura Pato, que imediatamente abandona a jogada e ganha a falta. Amarelo para o santista, que foi infantil no lance. Pato poderia prosseguir, mas abdicou de continuar no ataque. O santista pagou o preço por tentar pará-lo de tal forma.

Uma observação final: Ceretta sinalizou 4 minutos. Pelas paralisações do jogo (em especial pelos fogos em campo), eu daria mais. Só que na prática o jogo foi quase aos 52minutos! Curioso… não poderia sinalizar o acréscimo do acréscimo (que é assim que funciona)? Ou será que ele travou o cronômetro durante a confusão e depois reinicou o jogo do minuto parado? Se foi isso, errou de novo.

Em suma: no final da partida, quase o jogo foi maior do que o árbitro… Mas se entenda a dificuldade dele e as circunstâncias da sua escalação.

Me recordei da entrevista que Guilherme Ceretta deu à imprensa quando terminava a vistoria no gramado da Vila Belmiro. Questionado sobre o momento ruim dos árbitros de SP, respondeu:

Ao final da decisão, vocês vão ver o quanto a arbitragem paulista é diferenciada”.

Respeitosamente, não vimos.

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– A Grande Lição do Caso Braguetto! Profissionalizar ou não?

Nas últimas horas falamos muita coisa sobre o imbróglio que envolveu a final entre Santos x Corinthians, FPF e Arbitragem (veja em: http://is.gd/MentiraFPF). Neste domingo, independente de quem será o time vitorioso, já temos um perdedor: o Árbitro de Futebol.

As declarações do ex-árbitro Rodrigo Braguetto retratam a verdade: nenhum juiz de futebol consegue ter uma vida tranquila como a dos dirigentes de grandes clubes, tão pouco financeiramente estável dos consagrados atletas.

Como o árbitro pode abandonar sua casa e fazer treinamentos durante a semana, assistir as palestras de atualização de regras, comparecer a reuniões onde ele é convocado mediante punição caso não compareça, sendo tudo custeado por ele próprio?

Não adianta falar que as taxas de arbitragem compensam. O desgaste familiar, a curta carreira (menor do que a de um jogador), a incerteza de respaldo dos dirigentes da arbitragem, a pouca sequência de escalas, a falta de FGTS, Férias, 13o, entre outros, faz com que ele seja um abnegado.

Durante a semana, treina de madrugada, de noite ou na folga. De repente, é obrigado a matar um dia de serviço da atividade profissional que o mantém para cumprir os testes físicos. É exigido profissionalmente, sendo considerado amador.

A culpa é de 3 elementos que compõe o mundo do futebol:

1- Das Federações, que não querem assumir que os árbitros sejam seus empregados remunerados, pagando-os via cooperativa por jogo apitado, deixando-os sem planejamento financeiro por culpa do número de escalas incerto e obrigando-os a ter uma vida dupla (ora árbitro, ora profissional em outra atividade).

2- Dos Sindicatos e Cooperativas, que nunca fizeram movimentos realmente em defesa dos árbitros e nem defenderam a profissionalização da arbitragem como ela deva ser. Sempre propõe modelos demagogicamente associativos, fazendo com que o árbitro seja ligado a cooperativas ou a eles próprios sindicatos, privilegiando descaradamente as federações. E com a justificativa de que como patrões, as Federações não conseguiriam pagar seus árbitros.

3- Dos Árbitros, que em troca de frequentes escalas, não criticam abertamente a situação que tanto os incomodam: serem cobrados como profissionais e tratados como amadores, sendo obrigados a assinarem documentos em que reconhecem ser “prestadores autônomos de serviços”, vinculando-os, pasmem, aos clubes! O árbitro na verdade é um contratado do time que ele apitará (entenda em: http://is.gd/ArbitroVetado).

Tomara que o burburinho criado pelo caso Braguetto traga a discussão da Profissionalização dos Árbitros, deixando-os independentes das ligas piratas e bicos de final de semana, unindo-os umbilicalmente às responsabilidades trabalhistas das Federações.

E isso significa liberdade das nefastas associações de defesa dos árbitros. Não vi nenhum pronunciamento de defesa do Sindicato dos Árbitros do Estado de São Paulo ou da Cooperativa dos Árbitros de São Paulo, entidades nas quais Braguetto era filiado e que descontavam as taxas do seu trabalho na FPF. Mas seria ilusão esperar que elas o defendam: afinal, a diretoria de ambas é composta por funcionários remunerados da Federação Paulista de Futebol!

Pobre árbitro. Sem defesa e sem independência. Que seu ato incentive e denuncie essa relação indecente.

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– A Confusão e a Mentira do Caso Braguetto na final do Paulistão

Há um ano, o jornalista Daniel Lian entrevistou o árbitro Rodrigo Braguetto, que confirmou ter prestado serviços de arbitragem ao Sport Club Corinthians Paulista (para jogos do seu departamento social). Na oportunidade, Braguetto disse que se fosse vetado em jogos do clube, encerraria a carreira.

O Cel Marinho, procurado na época, não via problemas. A matéria está disponível em: http://professorrafaelporcari.blog.terra.com.br/2012/02/03/o-caso-braguetto-corinthians-arbitro-pode-ou-nao-ter-relacao-comercial-com-clube/

Rodrigo Braguetto é uma pessoa séria. Trabalhou posteriormente a isso em outros jogos do Corinthians (escalado mesmo com a ciência da Comissão de Árbitros). Em especial, a eliminação do próprio Corinthians para a Ponte Preta na quarta-de-final do Paulistão 2012. A empresa de Braguetto também trabalhou para outros clubes (como o Santos e São Paulo), segundo o próprio site da APTO (sua agência de árbitros). Neste ano, Braguetto trabalhou em jogos do Santos.

Para um árbitro de futebol, não basta ser honesto. Tem que se policiar para sempre parecer ser honesto. Ser extremamente ético, no limite mesmo. Ter cuidado com as redes sociais, com vínculos comerciais com quaisquer clubes e até mesmo amizades extra-campo.

Claro que Braguetto não é funcionário da FPF (bem como todo o quadro), mas “prestador de serviço aos clubes mandantes”, como a própria entidade gosta de dizer. Então, seu ganha-pão vem de outras rendas.

Em suma: Rodrigo Braguetto poderia evitar o contrato com clubes profissionais de futebol; ou, se dizer impedido de trabalhar em jogos que os envolvessem. Já tivemos precedentes: o árbitro Anselmo da Costa foi impedido de apitar jogos do Palmeiras pela mesma Comissão de Árbitros por trabalhar no Instituto Wanderley Luxemburgo, enquanto esse era treinador palestrino. Porém, no ano passado, a decisão da CEAF-SP foi diferente no caso Braguetto & Corinthians.

Hoje…

O circo de horrores que se tornou a Federação Paulista aprontou mais uma das suas. A FPF divulgou em seu site que:

O árbitro Rodrigo Braghetto solicitou à Comissão de Arbitragem que fosse dispensado da partida, a fim de evitar qualquer tipo de polêmica que pudesse prejudicar a competição, já que a sua empresa, Apto Esportes, presta serviços ao departamento amador do Sport Club Corinthians Paulista” (link em: http://bit.ly/10yaTKo )

Assim, novo sorteio de árbitros foi realizado e Guilherme Ceretta de Lima apitará a finalíssima.

Porém…

Não é que Rodrigo Braguetto desmentiu a FPF?

Ao Arena Sportv, disse:

“Não pedi para sair. Venho me preparando e concentrado para realizar o grande sonho da minha vida, que seria apitar a final do Paulista. Mas o Coronel Marinho me ligou e disse que era melhor que eu saísse para evitar problemas futuros. Acredito que faria um grande jogo no domingo, mas acho que para o bem do futebol é isso. Estou encerrando a minha carreira como árbitro. O árbitro no Brasil é um abnegado, é sub-humano. Vou ter um filho nesse ano. É muito status, mas profissionalmente não condiz”.

No entanto, a decisão da retirada do nome de Braguetto foi de Marco Polo Del Nero. É o que deu a entender o Cel Marinho ao site Globoesporte.com:

Eu vou consultar o presidente Marco Polo Del Nero, mas pessoalmente não vejo problema algum. A empresa também presta serviço para outros clubes.”

Logo após a consulta, o novo sorteio foi remarcado. Alguma dúvida da interferência do presidente da FPF?

Os erros foram: da FPF em ter feito vistas grossas e incluído Braguetto no sorteio de jogos do Corinthians; e do próprio Braguetto em não entender que, infelizmente, o torcedor não separaria a relação comercial.

Boa sorte ao agora ex-árbitro. Braguetto se formou comigo, trabalhamos juntos e estivemos em 3 pré-temporadas. É honesto e não merecia encerrar a carreira assim. Mas cumpriu o que prometeu: abandonou o apito, caso fosse vetado.

Em tempo: será que Marco Polo retirou Braguetto para evitar novos problemas, como erros de arbitragens involuntários pró ou contra o Corinthians, sugerindo compensação por 4a feira (erros de Amarilla) ou desentendimentos políticos com o time?

Braguetto deveria acionar o Sindicato dos Árbitros. Penso que o presidente do SAFESP, Arthur Alves Júnior, defenda o árbitro pela retirada indevida, já que o site da FPF alegou que ele é quem houvera pedido dispensa (embora não imagino muito sucesso, já que o próprio Arthur Alves Júnior trabalha na Comissão de Árbitros presidida pelo Cel Marcos Marinho).

Guilherme Ceretta será o árbitro da final. Fico em dúvida com o Estatuto do Torcedor: não deveria ser o 4o árbitro – que é o substituto imediato do árbitro, segundo o Regulamento Geral das Competições – a ser o árbitro da final?

Ceretta é ótimo árbitro, mas sofre um certo preconceito de outros por um fato diferente: é modelo, gosta de dar entrevistas e sempre aparece em matérias na TV. Nada que o impeça de realizar boas arbitragens, embora tal comportamento seja visto com maus olhos pela própria FPF. E, para ajudar, nesta semana ele declarou que se convidado, aceitaria posar nu em ensaio fotográfico… (em: http://bit.ly/Z1Jimt).

Xiii… teremos o mesmo blábláblá (dos patrulheiros de plantão, claro) que ocorreu com a competentíssima e belíssima Ana Paula de Oliveira?

Um pitaco final: a Cooperativa e o Sindicato dos Árbitros fornecem apitadores a diversos clubes e associações. Será que se preocuparão em não escalar árbitros da FPF, dando lugar apenas aos não-federados, já que estão tão visados?

(a matéria que trouxe a repercussão do caso originou-se no Blog do Paulinho, e pode ser acessada em: http://blogdopaulinho.net)

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– Compensações e a Multiplicação de Árbitros

Seria coincidência, competência ou conveniência?

Há certas coisas interessantes no futebol. Veja esses 3 casos e na sequência tire suas conclusões sobre o desfecho:

1- Na semana passada, muita discussão sobre o veto dos árbitros brasileiros em jogos domésticos do Atlético Mineiro na Libertadores, com aval da CBF. Por que a CBF não lutou pelos seus juízes? Não seria desprestígio para o seu quadro de árbitros?

2- No começo da semana, divulgou-se a Lista de árbitros para a Copa das Confederações, sem nenhum brasileiro nela. Por que a CBF não lutou contra a FIFA? Não seria outro desprestígio a sua própria Comissão de Árbitros?

3- Neste meio de semana, trágicas arbitragens na Libertadores da América, envolvendo Palmeiras e Corinthians. Em especial, na 4a, uma série de erros contra o time do ex-dirigente Andrés Sanches. Por que a CBF não lutou pelo seu filiado junto a Conmebol? Não seria ainda outro desprestígio?

DESFECHO: Saiu a escala de árbitros para os próximos jogos das Eliminatórias Sulamericanas da Copa do Mundo (em JUNHO). E para surpresa geral, QUASE TODO O QUADRO BRASILEIRO estará apitando (exceto Heber e Seneme)! Observe as próximas escalas dos quartetos do Brasil e como foram as anteriores:

07/06 – Paraguai x Chile: Vuaden (tendo como 4o árbitro Ricardo Marques), com bandeiras Emerson Carvalho e Márcio Santiago;

07/06 – Peru x Equador: Marcelo de Lima Henrique (4o árb Péricles Bassols), com bandeiras Fabrício Vilarinho e Rodrigo Correa;

14/06 – Colômbia x Peru: Sandro Meira Ricci (4o árb Wilton Sampaio), com bandeiras Alessandro Matos e Marcelo Van Gasse;

14/06 – Venezuela x Uruguai: Paulo César Oliveira (4o árb Francisco Nascimento), com bandeiras Altemir Hausmann e Kleber Gil.

e fora das quatro linhas:

07/06 – Bolívia x Venezuela: Hildo Nejar como Comissário da Conmebol;

14/06 – Chile x Bolívia: Antonio Pereira da Silva como Observador da Conmebol.

Puxa, que prestígio! Apenas em 2 jogos das rodadas de junho não teremos nenhum brasileiro apitando ou avaliando: Equador x Argentina e Argentina x Colômbia (Rodada 14 e 13, ambos dos hermanos).

Mais curioso ainda é o fato de que nas rodadas 1, 3, 5, 8, 10 e 11 não tivemos nenhum brasileiro escalado! É mole? Veio tudo de uma vez, repentinamente?

Há 15 dias, não tínhamos árbitros nem representatividade. A coisa virou de 8 a 80 rapidamente! José Maria Marin e Marco Polo Del Nero realmente estão influentes na Conmebol.

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– Maluquices e Demagogias dos Vereadores Paulistanos

DESPERDÍCIO DE TRABALHO 1

Quer dizer que 3 vereadores da cidade de São Paulo (Juscelino Gadelha, David Soares e Antonio Goulart) realizaram uma árdua força-tarefa no Legislativo Municipal e criaram o Dia da Independência Corintiana, incluindo-o ainda no Calendário de Festas Oficiais?

Caramba… esses senhores não têm nada mais importante a fazer?

Que demagogia! Não importa o time, mas gastar tempo e esforço para ganhar voto de torcedores fanáticos (e com dinheiro do povo) é ridículo!

A idéia surgiu para comemorar o título da Libertadores da América, em 04 de Julho, fazendo analogia ao dia da Independência dos EUA…

DESPERDÍCIO DE TRABALHO 2

Quer dizer que o vereador Paulo Batista dos Reis deseja presentear o presidente da FIFA Joseph Blatter com o título de cidadão paulistano, pelos ótimos serviços prestados?

O que ele fez de bom para o município? Que intimidade é essa? Desde quando isso tem importância para a Capital?

CONSTATAÇÃO…

São ações de nobres vereadores como esses que engrandecem o trabalho dos legislativos de cada cidade!

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– Análise da Arbitragem de Corinthians 1 x 1 Boca Juniors

Erros determinantes na decisiva partida da Libertadores da América no Pacaembu. Vamos a eles?

Foram 4 momentos importantes:

LANCE1– 09’: Emerson Sheik e Marin dentro da área, o corinthiano está prestes a dominar a bola e o zagueiro argentino dá um tapa deliberado nela. Pênalti! E aí não tenho dúvida sobre o motivo do árbitro errar: ele estava mal posicionado, fora da diagonal, num lado cego da jogada. Repare que ele vem da direita para o centro do ataque do Corinthians, enquanto deveria estar mais do lado esquerdo. Neste caso, se tivéssemos o árbitro assistente adicional (AAA) posicionado na linha de meta, poderia-se ajudar o árbitro paraguaio Carlos Amarilla. Não foi erro de interpretação, o juizão realmente não deve ter visto a mão. Primeiro erro da arbitragem.

Um erro sempre traz consequências negativas: o zagueiro 29 Marin já tinha recebido amarelo. Se fosse marcado pênalti, segundo amarelo e expulsão. Mas foi Sheik quem recebeu a Advertência por reclamação…

LANCE2– 23’: Emerson lança a Romarinho, que está a aproximadamente 1 metro do penúltimo adversário (portanto, posição legal). Ele ganha do argentino e fica de frente para o gol, chutando para as redes. Porém, o assistente no1 Rodinei Aquino marcou impedimento. Romarinho faz o gol com o goleiro já “desistindo” da defesa, devido ao bandeira ter levantado seu instrumento. Ora, isso é irrelevante, pois fatalmente o gol seria marcado, caso o lance não fosse paralisado, pela “situação clara de gol”. Segundo erro da arbitragem, em lance fácil.

LANCE3– 60’: Sheik cruza, Paolo Guerreiro tenta o gol de cabeça, o goleiro Orion espalma e no rebote Paulinho consegue fazer o gol. Lance anulado. Houve a dúvida se foi marcado impedimento ou falta. Verifique que o bandeira no2 Carlos Cáceres ergueu seu instrumento quando Paulinho vai disputá-la. Portanto, impedimento. Terceiro erro da arbitragem.

Confesso que não consegui ver se o árbitro reiniciou o lance com tiro livre indireto (assim, teria confirmado o impedimento do bandeira, com gesto de braço erguido) ou com tiro livre direto (alegando alguma falta, gesto do braço abaixado). Em particular, Paulinho e Caruzzo se aguarram diversas vezes. Um árbitro caseiro marcaria pênalti; um árbitro fraco marcaria falta de ataque; e um árbitro bom mandaria seguir o lance.

LANCE4– 81’: Sheik está na grande área e o adversário dá um empurrão. Em jogos mais calmos, o erro passaria batido. Mas, novamente faço a observação: se tivéssemos o AAA atrás do gol, novo pênalti seria marcado. Quarto erro do árbitro.

Aliás, que se registre: tanto na 3a feira quanto nesta 4a as arbitragens frustaram a expectativa: Juan Soto era talento em ascensão em Palmeiras x Tijuana, e Carlos Amarilla talento reconhecido em Corinthians x Boca Juniors. Ambos decepcionaram…

Lembrando que no prazo de uma semana, o “trio de ferro paulista” foi eliminado da Libertadores. Má fase dos clubes de São Paulo, somada à má fase da arbitragem.

Uma última observação: para quem gosta de teorias conspiratórias, vale o registro: Amarilla é quase um “brasiguiao”, o árbitro preferido da CBF nos amistosos da Seleção Brasileira na América do Sul. E como há una certa rinha política entre Marco Polo Del Nero e Andrés Sanches… (Ops: eu não creio nisso!).

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– Análise da Arbitragem de Palmeiras 1 x 2 Tijuana

Sabe aquele aluno de escola ginasial de periferia que, em meio as dificuldades, sempre vai bem? Depois consegue ir para o ensino médio um pouco melhor, sente o baque mas se estabelece? Só que aí pega confiança demasiada, relaxa, e na hora do vestibular… acaba indo mal?

Esse foi o árbitro Juan Soto, no jogo de ontem entre Palmeiras x Tijuana. O venezuelano surgiu ainda jovem como bom nome para a arbitragem sulamericana, teve suas primeiras oportunidades em jogos mais fáceis e correspondeu positivamente; em 2012, fez uma temporada excepcional, ganhando experiência em jogos da Conmebol e se destacando. Em 2013, nas partidas da primeira fase da Libertadores, foi muito bem – e destaque para o jogo Libertad 2 x 0 Palmeiras, onde ocorreram reclamações infundadas do time brasileiro, especialmente numa confusão envolvendo Henrique.

(vide a partida citada em: http://pergunteaoarbitro.blog.terra.com.br/2013/03/01/libertad-2-x-0-palmeiras-reclamacoes-justas-ou-nao/)

Na partida do Pacaembu, em jogo decisivo, Soto sentiu a pressão. Equivocou-se em muitos lances! Mas calma: ele não foi determinante para a eliminação do Palmeiras no jogo de ontem (Talvez mais decisivo tenha sido o árbitro uruguaio Martin Vásquez no jogo de ida, onde deixou de marcar um pênalti claro sobre Wesley; ou ainda a falha do goleiro Bruno ou os chutes sem direção de Souza em cobranças de falta).

Soto levou trombada da bola e de jogadores por duas vezes (isso indica má posicionamento em campo); aplicou cartões amarelos sem um critério definido (indica dificuldade na leitura do jogo); atrapalhou-se expulsando um jogador por segundo cartão amarelo sem ter lhe dado o primeiro (indica desconcentração) e marcou um pênalti inexistente de bola na mão ao invés de mão na bola (indica falha técnica).

No somar dos erros relevantes: 1 lance a favor do Palmeiras (pênalti inexistente, pois a bola bate sem intenção no braço/mão do jogador mexicano) e 1 lance contra o Palmeiras (gol anulado por condição de impedimento, sendo que o centroavante estava em posição legal).

Entendamos os erros:

1- No caso do Pênalti a favor do Palmeiras, mão totalmente involuntária. A infração de uso indevido das mãos na bola (como é chamada a falta desse tipo) é avaliada única e exclusivamente por intenção, nunca por imprudência. Há quem entenda que, se um zagueiro saltar de maneira estabanada (imprudente), ele teria no seu íntimo o desejo de que a bola seja desviada de qualquer forma, inclusive pelas mãos, e tal lance deixasse de ser julgado como imprudente mas sim intencional. Pedro Proença, árbitro português no recente amistoso Inglaterra x Brasil em Wembley assim considerou um lance a favor da Seleção Brasileira. Teria Juan Soto agido da mesma forma?

2- Na anulação equivocada do gol do Palmeiras, o lance é bem mais difícil. Kleber (que é o cabeceador da bola) está na mesma linha do seu adversário. Porém, Henrique está um pouco mais adiantado quando a bola é lançada. Durante a trajetória, ambos ficam sozinhos à frente. Entendo que o gol não foi anulado pelo fato do Henrique estar à frente (nessa situação, o bandeira teria interpretado que o palmeirense teria passado de impedimento passivo para ativo, atrapalhando o goleiro), mas sim que o árbitro assistente entendeu que também Kleber estava a frente (afinal, no lance rápido, o bandeira vê dois atletas de verde à frente, e marca no “susto”). Na verdade, Henrique estava em impedimento passivo e Kleber em condição legal. Gol mal anulado.

Enfim, os erros deram empate num jogo de bom árbitro mal escalado. Reprovou no seu teste mais difícil.

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Foto: Ricardo Matsukawa (Terra)

– Por quê o Brasil não terá árbitros na Copa das Confederações?

Árbitros serão avaliados em torneio de 1a e 2a linha nos próximos dias. Brasil ficará fora da elite. Entenda:

Muita gente se surpreendeu quando a FIFA, na última segunda-feira, divulgou a relação dos 10 trios-de-arbitragem para a Copa das Confederações 2013 a ser realizada no Brasil. Na lista, nenhum árbitro brasileiro.

Ora, quais seriam os motivos para a ausência? Um árbitro local em competição internacional ajudaria a Comissão de Árbitros da FIFA: ele ambientaria os demais colegas de outros países, seria mais barato, ajudaria na logística, e, claro, faria a política da boa vizinhança.

A justificativa dos nomes escolhidos (você pode ler a relação dos árbitros e bandeiras no link: http://is.gd/FIFAconf ), segundo o ex-árbitro Mássimo Bussaca (que é o atual chefe da arbitragem da FIFA) é de que:

Nós nos preparamos como um time de futebol, como os jogadores. Damos especial atenção aos seguintes critérios: 1- uniformidade e regularidade, 2- desportividade, 3- proteção dos atletas e 4- abordagem tática.

Será que nenhum dos árbitros brasileiros que pertencem ao quadro da FIFA preenche tais requisitos?

Claro que sim, mas dificilmente estariam figurando na relação pelo seguinte histórico: o árbitro da Copa seria Wilson Seneme, com larga experiência internacional dirigindo Libertadores da América e Eliminatórias da Copa. Como reprovou nos testes físicos, a chance foi para Leandro Vuaden, que também falhou. De última hora, Sandro Ricci foi chamado. E é esse o detalhe: Ricci foi pouco aproveitado em competições internacionais. É como se a FIFA não o conhecesse ainda bem. Depois da indicação, passou a ser mais escalado em jogos da Libertadores da América.

Na Copa das Confederações, principal competição FIFA pré-Mundial, estará a elite, acrescida de alguns árbitros que compõe o quadro por questões políticas. Como a FIFA não escolhe os melhores do mundo (independente se serão 2 ou 3 ingleses, 2 ou 3 alemães), ela seleciona apenas 1 de cada nação. Destaque para Paulo Proença- POR (árbitro da final da Eurocopa 2012), Howard Webb – ING (árbitro da final da Copa do Mundo de 2010) e Nishimura – JAP (árbitro destaque desde 2010). A eles, some-se o ilustre salvadorenho Joel Aguilar e o desconhecido mundialmente Djamel Haimoudi, por exemplo.

Como prêmio de consolação, outros 23 árbitros que trabalharão em 2014 foram convocados para a Copa do Mundo Sub20 (veja a lista no link: http://is.gd/FIFAsub20 ), a ser realizada na Turquia entre Junho e Julho. Lá estarão o onipresente árbitro neozelandês em competições internacionais da FIFA Peter O’Leary, o bom húngaro Viktor Kassai, o regular italiano Nicola Rizzoli, o mediano espanhol Alberto Undiano, o fraco equatoriano (mas sempre prestigiado pela FIFA) Carlos Vera, e a surpresa brasileira Sandro Meira Ricci. E entenda como surpresa pois certamente a FIFA quer lhe dar rodagem internacional, fazê-lo sair do Brasil como têm feito ultimamente nas últimas competições que participou, a fim de que seja um bom representante local na Copa do Mundo.

Em suma: a Copa das Confederações será o evento da elite, e a Copa do Mundo Sub20 dos que são mais novos e precisam ganhar experiência, dos já experientes e respeitados para que treinem com tranquilidade, daqueles que farão na Copa do Mundo o seu torneio de despedida, e, é claro, daqueles que serão ilustres coadjuvantes em 2014, mas que compõe o fator político-geográfico (caso do iraniano Alirezza Faghani e do barenita Nawaf Shukralla).

Tudo isso nos faz observar duas coisas:

1.Na Copa do Mundo, não são os melhores que apitam, mas sim os elementos indicados  de cada federação (que nem sempre representa o melhor daquela nação). É burra a idéia de que apenas um árbitro de cada país deva participar.

2.O Brasil vem fazendo um péssimo trabalho com seus juízes. Temos o maior número de árbitros FIFA do mundo. No limite máximo de 10, somente há o Brasil, Alemanha, Itália e México. Com 9 oficiais na relação internacional: Inglaterra, Argentina e Espanha. Com 8: França, Japão e – pasmem – Uzbequistão). Mas repararam que temos quantidade, mas não qualidade? Vide o caso curioso do árbitro mineiro Ricardo Marques Ribeiro, do carioca Péricles Bassols, do folclórico “Chicão de Alagoas”, e até mesmo do paulista Paulo César de Oliveira: são da FIFA; mas como eles têm sido aproveitados? Quantos jogos para as Eliminatórias da Copa do Mundo eles já apitaram?

Em nome da política, vulgarizamos o status “árbitro FIFA” no Brasil. E estamos trabalhando pessimamente a renovação e a dignidade dos árbitros.

Por fim: como justificar à FIFA que nossos árbitros são bons, se na Conmebol a CBF referendou o desejo de que o confronto entre São Paulo x Atlético tivéssemos árbitros estrangeiros?

Falta mão de obra e falta cartola na arbitragem do Brasil.

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– Analisando os árbitros dos jogos de Palmeiras e Corinthians na Libertadores

A Conmebol divulgou os nomes dos árbitros para os jogos entre Palmeiras x Tijuana e Corinthians x Boca Juniors: Juan Soto e Carlos Amarilla respectivamente. Vamos conhecer suas particularidades?

SEP x Tijuana – O venezuelano Juan Soto é um nome em ascensão na arbitragem sulamericana. Tem ótimo condicionamento e porte físico; costuma ser rigoroso disciplinarmente. Não conversa com atletas durante a partida. Tem apenas 35 anos e ótimo desempenho nos últimos jogos. Porém…

Soto apitou Libertad 2 x 0 Palmeiras. Após o jogo, o zagueiro palmeirense Henrique culpou o árbitro pelo resultado da partida, dizendo em entrevista à Sportv que o árbitro era “bandido” (reclamações infundadas, vide análise do lance reclamado por Henrique em: http://is.gd/75TY7T).

Na UEFA, se o árbitro não ouve tal declaração, mas ela se torna pública numa entrevista à TV, o jogador é punido por tal afirmação. Na Conmebol, nenhuma providência foi tomada.

SCCP x Boca – O paraguaio Carlos Amarilla já é quase um ‘brasiguaio”. Sempre apitando jogos importantes (e costumeiramente convidado para apitar as partidas amistosas da Seleção Brasileira), o árbitro é extremamente sério e duro no trato com os atletas. Não corre muito, mas se posiciona bem. Tem ótima condição técnica e seus jogos costumam transcorrer com bastante serenidade.

Amarilla era um dos principais nomes preparados para a Copa do Mundo de 2010. Porém, não foi ao Mundial pois a FIFA exigia na ocasião que o trio de arbitragem de cada país fosse aprovado nos testes físicos, e se um dos elementos não alcançasse a meta, os 3 voltavam para casa. Como o bandeira paraguaio Emigdio Ruiz reprovou, Amarilla (aprovado com folga), perdeu a chance de estar na África do Sul.

Em tese, ótimos nomes para as duas partidas. Torçamos que na prática realmente sejam.

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– Análise da Arbitragem de Corinthians x Santos, Pacaembu, Final do Paulistão 2013.

Neste domingo, boa arbitragem de Wilson Luís Seneme e ótima participação dos seus bandeiras Emerson Carvalho e Anderson Coelho. Vamos aos detalhes?

Comecemos pelos assistentes: Perfeitos tecnicamente! Anderson, assistente no.2, mais exigido, foi à perfeição aos 36 minutos, num lance dificílimo onde jogadores do Santos voltavam de impedimento e outros dois buscavam a bola. É uma daquelas jogadas em que se deve estar muito atento e concentrado. Para “bandeira do campeonato”, meu voto seria a ele (não só pelo acerto, mas pelo campeonato inteiro). Como não resultou em gol, não teve tanta repercussão.

Vamos ao árbitro: Semene teve “um erro e meio”. Explico:

Uma falha disciplinar foi a não aplicação do cartão amarelo ao Romarinho por simulação, no primeiro tempo. O atacante se joga antes de dividir a bola com Edu Dracena. Seneme acertou ao não dar pênalti, mas bobeou em não dar a advertência.

Uma “possível falha técnica” foi no segundo tempo: Após troca de passes do ataque santista, na entrada da área, Alessandro vai dividir com Felipe Anderson no corpo. De longe, no sofá de casa, você vê o braço do corinthiano aberto, possivelmente empurrando o santista. No calor da partida, poder-se-ia dizer que foi tranco legal, levando em conta que o braço não foi relevante para a queda do atacante do Santos. Ainda assim não se pode ser taxativo na resposta. Lance duvidoso (portanto, se absolva o árbitro de erro crasso). Eu daria tiro penal e aplicação de cartão amarelo, mas respeito quem não marcasse!

Importante: árbitro que tem respeito é outra coisa. Perceberam como não teve conversa desnecessária e tentativa de “testar” o árbitro? Isso facilita a condução da partida.

Sobre o aspecto físico: pela experiência, Seneme se colocou muito bem em campo, não precisando correr desnecessariamente em muitos lances. Seu posicionamento e diagonal foram excelentes, mostrando que árbitro não precisa ser velocista, mas sim ter talento.

Se registre: novamente o Santos atrasou na entrada em campo. O time já era recordista de pagamento de multas por atraso durante o Paulistão, e agora mais alguns trocados para a conta do clube. Por que isso ocorre? Alguma ordem da Comissão Técnica? Relaxo dos atletas? Uma explicação seria boa.

Em tempo: Claus, Braguetto, Marcelo Ribeiro, Ceretta e Luís Flávio: um dos 5 apitará a finalíssima. Paulo César de Oliveira está fora por ter sido sorteado para o jogo Penapolense x Ponte Preta. Questiono: por que não se pode repetir bons nomes no globinho?

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– Dizer que o Árbitro estava Premeditado a Prejudicar sua Equipe pode?

Coisas da Justiça Brasileira: Lembram daquela semifinal do Paulistão, entre Corinthians x Palmeiras, jogo marcado pelo engraçado gesto do “fala muito” do treinador Tite ao seu adversário Luiz Felipe Scolari? A partida foi precedida pelo furo do Jornal da Tarde, que publicou em sua edição que Paulo César de Oliveira seria sorteado para o Derby. E foi!

No jogo, Felipão foi expulso por reclamações. Na ocasião, acabou sendo processado pelo árbitro por afirmar que ele “entrou em campo premeditado a prejudicar” sua equipe.

Nos tribunais, Scolari foi absolvido na semana passada. O juiz Edward Wickfield justificou que as críticas não eram propriamente ditas ao árbitro, mas sim à FPF. E disse mais:

o meio futebolístico é ambiente de forte rivalidade, emoções exaltadas e destemperos verbais. Todavia, desde que não se convertam em violência (física ou verbal) ou crime contra a honra, devem ser toleradas pelos diretamente envolvidos“.

Afirmar que um árbitro atuou premeditamente contra sua equipe não é uma forma de violência verbal e/ou moral?

Assim, PC que pedia R$ 30 mil, além de não receber, pagará R$ 3 mil pelos honorários do advogado de Scolari.

O curioso é: no STJD, a decisão foi outra: Felipão foi suspenso por 6 jogos e condenado a pagar R$ 40 mil de multa.

Afinal, quem está com a razão: a Justiça Comum ou a Justiça Desportiva?

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Extraído de: http://uol.com/bwc2ms (Abaixo:)

PAULO CESAR DE OLIVEIRA PERDE AÇÃO CONTRA SCOLARI E AINDA TEM QUE PAGAR R$ 3.000

Por Vinícius Segalla, do UOL

O árbitro Paulo Cesar de Oliveira perdeu o processo por danos morais que movia na Justiça contra o técnico Luiz Felipe Scolari desde maio de 2011. Oliveira reclamava uma indenização de R$ 30 mil pelo fato do treinador ter dito que o juiz  estava “premeditado” a prejudicar o Palmeiras em partida da semifinal do Campeonato Paulista de 2011 contra o Corinthians, em maio daquele ano.

À época, Felipão era o técnico da equipe alviverde, que foi eliminada em disputa de pênaltis após um empate de 1 a 1. Depois da partida, o técnico declarou que Paulo Cesar estava “premeditado” a prejudicar o seu time, principalmente depois de o “Jornal da Tarde” revelar o nome do árbitro como escolhido para apitar a semifinal antes mesmo do sorteio feito pela Federação Paulista de Futebol.

Por causa das declarações de Scolari, Paulo Cesar de Oliveira resolveu processar o treinador, requerendo sua condenação a indenizá-lo em R$ 30 mil pelos danos morais sofridos e também solicitando uma retratação pública “em entrevista perante órgão de imprensa nacional”.

Na última sexta-feira, porém, o juiz Edward Wickfield publicou sentença negando as demandas de Oliveira, e ainda condenando o árbitro a pagar os honorários advocatícios do defensor de Scolari, estipulados em R$ 3.000 (10% do valor da causa). Cabe recurso.

De acordo com o juiz de direito, o meio futebolístico é “ambiente de forte rivalidade, emoções exaltadas e destemperos verbais. Todavia, desde que não se convertam em violência (física ou verbal) ou crime contra a honra, devem ser toleradas pelos diretamente envolvidos”.

Além disso, segundo a decisão judicial, a crítica feita por Felipão em relação à escolha de Oliveira como árbitro da partida “foi voltada à Federação Paulista de Futebol e de Árbitros e à forte influência que o Corinthians tem nessas entidades”.

Por fim, Edward Wickfield arremata sua sentença com um “puxão de orelha” em Paulo Cesar de Oliveira: “O autor, como experiente e conhecido árbitro de futebol, deve, no exercício de sua atividade, superar sem maiores desconfortos as naturais manifestações contrárias à sua atuação, posto que está em posição rotineira de desagrado de um dos lados, mormente os componentes do inconformado time perdedor e sua torcida”.

DECISÕES DIVERGENTES

Se, na Justiça comum, Scolari não recebeu qualquer punição por suas palavras, o mesmo não aconteceu na Justiça desportiva. Pouco mais de duas semanas após a partida, ocorrida no dia 1º de maio de 2011, o técnico foi punido com seis jogos de suspensão no torneio estadual de 2012 e mais uma multa de R$ 40 mil.

Felipão foi punido por infração aos artigos 258 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que fala em conduta contrária à disciplina ou à ética, e 243-F (ofender alguém em sua honra, por fato relacionado diretamente ao desporto).

O mesmo jogo rendeu punição a outros dois atletas do Palmeiras. O goleiro Deola pegou gancho de duas partidas por usar sua conta no Twitter para disparar críticas ao árbitro. “Parabéns para a Federação Paulista pela honestidade e a imparcialidade demonstrada e representada, hoje, pela figura do senhor Paulo Cesar de Oliveira”, escreveu ironicamente o goleiro na ocasião.

Já o zagueiro Danilo pegou uma partida de suspensão por infração ao artigo 254. Na ocasião, ele cometeu uma falta considerada violenta no atacante Liedson.

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