– A Vergonha do Engenhão retratada pelo Legião Urbana

Sem querer, Renato Russo descreveu o que os políticos devem pensar ou desejar sobre o povo, mediante as notícias do Estádio Olímpico João Havelange (Engenhão). Orçado em R$ 90 milhões, custou R$ 380mi. E com 6 anos de construção poderá ficar por um ano fechado, devido aos problemas estruturais! Será reformado com dinheiro do povo…

Desrespeito ou não aos cofres públicos?

Não comentarei nada. Compartilho a letra da canção “Perfeição / o Bêbado e o Equilibrista”, que retrata bem tudo isso:

-Vamos celebrar a estupidez humana

A estupidez de todas as nações

O meu país e sua corja de assassinos

Covardes, estupradores e ladrões

-Vamos celebrar a estupidez do povo

Nossa polícia e televisão

Vamos celebrar o nosso governo

E nosso estado que não é nação

Celebrar a juventude sem escolas

As crianças mortas

Celebrar nossa desunião

-Vamos celebrar Eros e Thanatus

Perséphone e Hades

Vamos celebrar nossa tristeza

Vamos celebrar nossa vaidade

Vamos comemorar como idiotas

A cada fevereiro e feriado

Todos os mortos nas estradas

E os mortos por falta de hospitais

-Vamos celebrar nossa justiça

A ganância e a difamação

Vamos celebrar os preconceitos

E o voto dos analfabetos

Comemorar a água podre

Todos os impostos, queimadas, mentiras e sequestros

Nosso castelo de cartas marcadas

O trabalho escravo e nosso pequeno universo

-Toda a hipocrisia e toda a afetação

Todo o roubo e toda a indiferença

Vamos celebrar epidemias

É a festa da torcida campeã

Vamos celebrar a fome

Não ter a quem ouvir

Não se ter a quem amar

Vamos alimentar o que é maldade

Vamos machucar um coração

Vamos celebrar nossa bandeira

Nosso passado de absurdos gloriosos

Tudo o que é gratuito e feio

Tudo o que é normal

-Vamos cantar juntos o hino nacional

(A lágrima é verdadeira)

-Vamos celebrar nossa saudade

E comemorar a nossa solidão

Vamos festejar a inveja

A intolerância e a incompreensão

-Vamos festejar a violência

E esquecer a nossa gente

Que trabalhou honestamente a vida inteira

E agora não tem mais direito a nada

Vamos celebrar a aberração

De toda nossa falta de bom senso

Nosso descaso por educação

-Vamos celebrar o horror de tudo isso

Com festa, velório e caixão

Está tudo morto e enterrado agora

JÁ aqui também podemos celebrar

A estupidez de quem cantou essa canção

-Venha, meu coração está com pressa

Quando a esperança está dispersa

Só a verdade me liberta

Chega de maldade e ilusão

-Venha, o amor tem sempre a porta aberta

E vem chegando a primavera

Nosso futuro recomeça

Venha, que o que vem é perfeição

Link: http://www.vagalume.com.br/legiao-urbana/perfeicao-o-bebado-e-a-equilibrista-lithium.html#ixzz2PQhTbAPN

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– Entendendo Lances de pé alto com base no Majestoso

Quando ouvimos falar de termos como solada, pé-alto, perna erguida e outros, lembramo-nos de pronto de “lance ilegal no futebol”. Mas será que isso realmente procede?

Vamos lá: tecnicamente, falamos em “jogo perigoso”. Se um atleta disputar a bola com a perna erguida, por exemplo, pode atingir um adversário e lesioná-lo. Se não atingir, o árbitro deve marcar tiro livre indireto, sem aplicação de cartão. Se atingi-lo, deve marcar tiro livre direto (não se pune com cartão, caso entenda que foi uma ação imprudente; aplica-se cartão amarelo, caso entenda-se jogada temerária; expulsa-se com o cartão vermelho, caso entenda força excessiva). Há ainda outra situação: quando dois atletas não se percebem, trombam e caem – aí é acidente de trabalho ou simplesmente  casualidade, não ocorrendo infração.

Mas o grande problema é: como entender se uma perna erguida é ou não jogo perigoso?

Li alguns comentários de torcedores querendo diferenciar uma disputa de bola com o bico da chuteira ou com a sola. Na verdade, o que se deve avaliar, independente de qual parte do pé: o risco de lesão.

Para fazer a avaliação, o árbitro deve considerar alguns fatores:

  • a- A bola está em que altura?
  • b- As pernas do jogadores estão erguidas ou não? Importante: um jogo perigoso pode ocorrer também no chão, com uma disputa de atleta que pratique um carrinho que atinja a bola com as travas, mesmo não atingindo o adversário.
  • c- Há disputa de bola ou o jogador está sozinho, sem levar risco a alguém?
  • d- A que distância os atletas estão para a disputa de bola?

O LANCE DE SÃO PAULO x CORINTHIANS, especificamente:

Na partida de ontem, a bola sobra para Alexandre Pato que está com a perna erguida. Já ter dominado ou não a bola será irrelevante para essa análise, já que a ação praticada na disputa deve ser levada em conta, e não o domínio efetivo. Ato contínuo, Rogério Ceni, que estava na disputa, chuta o pé do atleta corinthiano.

Vamos lá: se a bola estivesse no chão e ambos estivessem a disputando, logicamente pênalti inconteste e as nuances citadas não devem ser levadas em conta. Mas com a bola no alto, vale discutir:

1- Pato levanta a perna numa distância segura para disputa-la, ou, por estar em velocidade, deveria ser mais prudente e tomar cuidado para não levar risco ao goleiro são-paulino?

2- Rogério Ceni tenta atingir a bola e foi imprudente ao chegar atrasado e atingir o adversário, ou só o acerta pois a perna estava ainda levantada?

3- O principal ponto de discussão: Pato está com a perna erguida a uma distância segura ou não de atingir Rogério Ceni? E aqui você tem duas possibilidades, sendo que ambas são coerentes à Regra do Jogo:

3.1- Se você entende que a distância era suficiente para que Pato pudesse dar uma solada, ou toque, ou patada (não importa como) para tentar o domínio (independente se dominou ou não), então Pato não cometeu ilegalidade alguma e o chute de Rogério Ceni foi falta. Sendo na área, pênalti.

3.2- Se você entende que a distância era insuficiente para que Pato tentasse o domínio com segurança, então nesse instante deve-se marcar tiro livre indireto a favor do São Paulo FC, e a partir desse momento o jogo já está paralisado. Se Rogério Ceni o atingir ou não, não se pode marcar infração pois a partida estava parada (ou seria paralisada, caso o árbitro não tenha tempo de apitar o lance) por jogo perigoso. O pé alto precedeu o chute. Tal lance é como “pênalti em impedimento” – se um atleta está em impedimento, recebe a bola e antes do bandeira erguer seu instrumento o atacante sofrer uma falta do zagueiro, deve-se marcar tiro livre indireto contra a equipe do atacante, pois a partida já não valia mais no momento do chute do zagueiro (entretanto, devido a força do chute, o atleta pode receber a punição disciplinar e, curiosamente, até ser expulso com tiro livre a seu favor!)

Como se vê, as duas possibilidades explicadas em 3.1 e 3.2 serão escolhidas única e exclusivamente pela interpretação. O lance é difícil e não há absurdo na decisão ser uma ou outra.

Particularmente, entendi que houve infração de Pato; mas a outra decisão também é respeitável, como pudemos estudar.

O que não pode é relatar o lance como está na súmula do jogo: Segundo o árbitro, Rogério Ceni foi punido por “calçar o adversário”. Aí, não há imagem que mostre tal calço…

Sobre a análise da arbitragem da partida São Paulo 1 x 2 Corinthians, visite o link do Jornal Bom Dia / Diário de São Paulo, em:

http://www.redebomdia.com.br/blog/detalhe/18720/Analise+da+Arbitragem+de+Sao+Paulo+x+Corinthians

Ou no Blog Pergunte ao Árbitro:

http://pergunteaoarbitro.blog.terra.com.br/2013/03/31/empate-em-erros-capitais-na-vitoria-corinthiana/

Ou ainda no Blog de Contemporaneidades do prof Rafael Porcari: http://professorrafaelporcari.blog.terra.com.br/2013/03/31/empate-em-erros-capitais-na-vitoria-corinthiana/

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E no lance acima, o que fazer?

– Empate em Erros Capitais na Vitória Corinthiana

Na tarde deste domingo no Morumbi, lances polêmicos na vitória de 2×1 para o Corinthians e empate em 1×1 nos erros relevantes. Leandro Bizzio Marinho, que vinha fazendo boa campanha no Paulistão, arbitrou um clássico de jogadores calejados e sentiu a partida. Afinal, ter em campo Luís Fabiano, Emerson Sheik e outros atletas rodados e de comportamento difícil dificulta a arbitragem de quem não tem grande rodagem.

Três observações:

  • Observação 1) Lance do gol sãopaulino reclamado pelos corinthianos: de fato, na lateral do campo, Alessandro tenta disputar uma bola mas o adversário vai no corpo dele, impedindo a disputa. Ombro a ombro, vale. Fora isso, qualquer disputa corpo-a-corpo é falta. Oswaldo fica com a bola e sai o gol. Nesse lance, errou o árbitro em não dar a falta no nascedouro do lance.
  • Observação 2) Lance do segundo gol corinthiano, originado por pênalti polêmico: Rafael Toloi recua mal a bola para o goleiro do São Paulo; Ceni e Pato correm para a disputa de bola. O sãopaulino chutando de baixo para o alto e o corinthiano de cima para baixo, ambos para dominá-la. Assim, diga: pênalti de Rogério Ceni ou solada de Alexandre Pato? A jogada é chata, mas a resposta é: jogo perigoso do atacante do Corinthians. Ambos visam a bola, mas o fato de tentar disputá-la com o pé alto é infração por imprudência. É o popular “pé-alto”, que deve ser coibido com a marcação de um tiro livre indireto (falta em dois toques) caso a sola não atinja o adversário (pela imprudência do lance, sem aplicação de cartão), ou tiro livre direto com Cartão Amarelo, caso atinja o adversário, por jogada temerária. Entendo que Rogério Ceni só atingiu o adversário pois Pato disputou a bola de maneira ilegal, levando ambos a possível risco de lesão. Não é acidente de trabalho, é falta, pois se existe chute na sola, é porque havia pé alto, que precede o chute.
  • Observação 3) Bizzio teve grande dificuldade em fazer a leitura do jogo. Há momentos em que não se pode ficar conversando com os atletas e dando satisfação; há outros em que uma cara feia vale mais que um cartão. A má condução disciplinar da partida foi clara: vide o São Paulo ter feito o triplo de faltas e em cartões amarelos o jogo ter acabado 3 x 3. Na parte técnica, ora o jogo corria, ora o jogo parava.

O árbitro pode ser boa gente, ser efetivo nos trabalhos da Cooperativa dos Árbitros de Futebol (Coafesp), já ter apitado bem um clássico, mas… hoje foi mal. Aqui fica uma observação: se entendeu que Rogério Ceni fez pênalti, deveria ter expulsado o goleiro, já que era infração numa situação eminente de gol. Ademais: o jogo ficou parado por reclamações por diversos minutos, mas Pato levou Cartão Amarelo por comemoração excessiva de gol por ter perdidos míseros segundos! Vai entender… conseguiu desagradar as duas equipes.

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– Campeonato Amador ou Semiprofissional de Jundiaí?

Leio na boa matéria do jornalista Gabriel Nunes no Bom Dia Jundiaí deste sábado (Caderno Esportes), que o secretário municipal Cristiano Lopes está preocupado com os “estrangeiros” que jogam o Campeonato de Futebol Amador em Jundiaí!

A pendenga é a seguinte: há muitos atletas que não residem na cidade e disputam o torneio, tirando o espaço dos jogadores natos da Terra da Uva. Se o Amadorzão não é formatado priorizando os jundiaienses, por que a Prefeitura Municipal deveria bancá-lo e não a Liga Jundiaiense de Futebol, que é uma entidade de direito privado e filiada à Federação Paulista de Futebol?

O grande problema do futebol amador em Jundiaí, na realidade, tem sido o alto número de atletas que recebem dinheiro para disputar os jogos.

Na teoria, o futebol de várzea deveria ser um combinado de jogadores não-profissionais que jogam disputando por lazer um campeonato formado por times de bairros ou clubes locais. Na prática, a situação é bem diferente…

Hoje, muitos jogadores são contratos por boas somas para jogarem o torneio. Há altos investimentos, que muitas vezes fazem um clube amador gastar mais do que clubes profissionais da série B do Paulistão. Quiçá essas contas fossem abertas, e saberíamos o quanto os “medalhões” de Jundiaí (ou melhor – que jogam em Jundiaí mas que são de fora da cidade) recebem.

Aí temos o grande problema: se age como estrutura semiprofissional, mas sendo oficialmente amador. Assim, fica difícil provar que clube X ou clube Y paga para atletas jogarem, já que se isso fosse possível, o clube deveria ser excluído. E vemos um segundo problema decorrente deste: o círculo vicioso que faz com que, até nas pequenas equipes, jogadores peçam dinheiro para assinarem contrato, fazendo com que não exista atleta que aceite jogar de graça, pelo puro espírito desportivo ou por colaborar com a comunidade que vive.

Tem o meu apoio a iniciativa do Secretário de Esportes. Tornar o Amador realmente Amador nivelaria a disputa. Ademais: se existe o dinheiro grosso (que é para o pagamento de jogadores), porquê não existiria o dinheiro miúdo (que se refere ao pagamento das taxas de árbitros, por exemplo)?

Dessa forma, fica a questão existencial da Liga Jundiaiense de Futebol, juntamente com os seus clubes: assumem a condição de Entidade Privada, bancando o Campeonato Municipal, ou aceitam as regras da Prefeitura, fazendo com que o Amador seja um torneio de esportistas locais não remunerados.

Não há problema no formato ser semiprofissional ou não, mas sim na questão moral: se os clubes (que formam a Liga) têm dinheiro para investimentos em elenco de atletas de fora, o sagrado imposto pago pelos contribuintes de Jundiaí não poderia ser revertido para tal fim, mas para as necessidades maiores da cidade.

A matéria citada pode ser acessada em:

http://www.redebomdia.com.br/noticia/detalhe/47374/Jundiai+quer+menos+%91gringos%92%2C+clubes+resistem

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– As incoerências dos Testes-Físicos e o árbitro brasileiro da Copa do Mundo

Na última segunda-feira, a CBF promoveu em Jundiaí/SP o teste físico aos árbitros paulistas que trabalharão nos jogos do Campeonato Brasileiro e Copa do Brasil, sob a supervisão da FPF. Nele, duas reprovações de integrantes da FIFA: a árbitra Regildênia de Holanda e o árbitro Wilson Luís Seneme.

Uma pena que o melhor juiz de futebol do quadro de São Paulo esteja em condições físicas inadequadas pelos padrões FIFA para a Copa do Mundo. Indicado para o Mundial 2014, o árbitro paulista reprovou nos testes internacionais e perdeu a chance de representar o estado no Mundial.

Infelizmente, a FIFA está extrapolando nas exigências físicas de seu quadro. Árbitros de péssima categoria estão figurando na relação de oficiais não pela competência técnica, mas pela velocidade nas pistas de atletismo. A entidade quer jovens corredores, baixando a idade deles e abrindo mão da experiência acumulada de grandes apitadores.

No lugar de Seneme, o gaúcho Vuaden foi escolhido e reprovado. Sendo assim, o 3o nome da lista da CBF praticamente selou positivamente sua chance: Sandro Meira Ricci (junto com os assistentes Emerson de Carvalho e Alessandro Matos) figurou na lista oficial da FIFA intitulada “Prováveis Árbitros da Copa do Mundo 14”, divulgada ontem (3a feira). A relação completa pode ser consultada em: http://is.gd/Xeulfx . De stand-by está Heber Roberto Lopes, que se transferiu do Paraná para Santa Catarina.

Ainda sobre os testes físicos realizados na última segunda-feira, vale uma observação: apesar das ótimas condições da Pista de Atletismo do Centro Esportivo Nicolino de Lucca, muitas reprovações por algo evitável: o desgaste de quem apitou no final de semana! Alguns árbitros que trabalharam no sábado e domingo (nos pesados campos e debaixo de chuva), tiveram que se submeter à prova na 2a cedo. Ora, é difícil tal recuperação. Ou a Federação Paulista escalasse árbitros não convocados para o teste físico (permitindo melhor preparação para os selecionados), ou a CBF marcasse o teste para uma terça-feira. Quer um exemplo? A assistente Tatiane Sacilloti, única representante feminina aprovada, bandeirou Paulista x Ponte Preta no estádio Jayme Cintra às 18:30h de domingo, debaixo de muita chuva. A que horas o jogo acabou e que a moça pode ir dormir? Após a exaustiva prova, a assistente precisou de atendimento médico devido ao desgaste.

Entendo que os árbitros deveriam se reunir e cobrar providências sobre isso. Poderiam acionar o Sindicato dos Árbitros para que lutasse por eles junto à Federação Paulista de Futebol. Penso que o presidente da casa, Arthur Alves Filho, que esteve presente no evento, reivindicasse junto à Comissão de Árbitros da FPF (a qual ele também pertence, embora particularmente penso existir incompatibilidade de funções, mas que os árbitros entendem que não há problemas), mudanças nessas marcações de testes e melhor distribuição de escalas às vésperas da prova.

Boa sorte ao Sandro Ricci. Ele vem se preparando bastante, é bom árbitro e tem idade para duas Copas do Mundo. Acho que se conseguir boa apresentação em 2014, terá o caminho aberto para o Mundial da Rússia-18. Faço os mesmos votos aos bandeiras Emerson e Alessandro.

Em tempo: torço para que Seneme se recupere, pois o escudo FIFA-SP que ele ostenta pode estar a um fio, depois da reprovação. Será que São Paulo ficaria apenas com Paulo César como FIFA e outro estado receberia a honraria, ou Luís Flávio/Ceretta/Klaus assumiriam (já que são da Renaf)? De repente, a condição “árbitro FIFA” pode ser utilizada como moeda de troca política nos bastidores da CBF…

Só o tempo dirá!

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foto: esportejundiai.com

– Futebol e suas peças de 4 em 4 anos…

Uruguai e Paraguai correm riscos de ficar fora da Copa do Mundo de 2014. Lembram-se que o Paraguai estava “a mil” há quatro anos atrás, e o Uruguai é o atual Campeão da Copa América?

Quatro anos muda muita coisa e ao mesmo tempo não muda nada. Lembremos também que há 4 anos, a Espanha era hegemônica (e continua), que Grafite era o centroavante da Seleção Brasileira e Júlio Batista o atacante. E que Ganso era um nome pedido pelos torcedores, embora estivesse surgindo no futebol.

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– Adriano Imperador no Palmeiras?

Cá entre nós: faz tempo que o atacante Adriano deixou de ser jogador. E agora anuncia-se que o jogador estaria negociando com o Palmeiras!

Imaginaram um confronto dos torcedores organizados com o jogador cabeça-quente? Vide histórico das amizades e desconfortos…

Será um péssimo negócio, caso se concretize.

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– Madureira x Botafogo: as confusões do árbitro!

No Campeonato Carioca, duas confusões absurdas num mesmo jogo (Madureira x Botafogo). Philip Georg Bennett, o árbitro da partida, foi protagonista delas. Entenda:

Confusão 1:

Aos 31 minutos, o atacante botafoguense Rafael Marques foi derrubado na área pelo zagueiro Fernando, em impedimento. Portanto, o pênalti não deve ser confirmado pois o impedimento precede a falta. Entretanto, o bandeira deu condição legal e o tiro penal confirmado. Só que na hora de cobrar, o árbitro voltou atrás. Há três detalhes nessa situação:

Primeiro: numa imagem mais aberta, observa-se que o árbitro procura o seu assistente Luiz Regazone quando a bola é lançada, e este continua a correr na linha lateral, sem marcar impedimento.

Segundo: o árbitro estava muito longe do lance; o contra-ataque o pega ainda no campo de defesa do Botafogo (vide a posição ruim de Philip -de onde ele marca o pênalti), embora isso não tenha influenciado em nada a não marcação do impedimento, já que a posição do bandeira, que é o que interessa, era ótima.

Terceiro: esse sim o detalhe principal: depois de tanto tempo, com Seedorf pronto para bater, o árbitro volta atrás na marcação do pênalti e “remarca” o lance como impedimento a favor do Madureira. Não há problema do árbitro voltar atrás na sua decisão, desde que o jogo não tenha sido reiniciado. Porém, o estranho foi o fato da partida ficar paralisada por muito tempo! O bandeira não marcou (erroneamente) o impedimento; o adicional da linha de meta do Tricolor Suburbano, que está mais próximo da jogada, não faz nenhuma menção de erro. De onde veio a abrupta mudança de decisão?

Qualquer pessoa do sexteto de arbitragem pode informar o árbitro se há algum equívoco. Porém, tanto tempo depois leva a supor: teria alguém visto pela TV ou recebido informação externa e repassado ao árbitro?

O lance está em: http://is.gd/JJwY4s

Confusão 2:

Seedorf seria substituído nos minutos finais. O árbitro autoriza a substituição e pede que o holandês saia ao lado da linha lateral mais próxima de ambos. O jogador indica que quer sair em direção ao banco de reservas de sua equipe (o que não é ilegal). Philip entende como “cera” e aplica o cartão amarelo. Na sequência, o jogador sai (em velocidade, portanto, sem retardar o jogo) ao banco de reservas, e o árbitro entende isso como “afronta” ao seu pedido (mesmo ele não estando fazendo cera), e lhe aplica o segundo amarelo e consequentemente o Vermelho. Porém, tanto Seedorf quanto o árbitro não perceberam que a substituição era outra! Seedorf sairia, mas Osvaldo Oliveira resolveu trocar Cidinho (que se lesionou e saiu de maca) por André Bahia!

Este outro lance está em: http://is.gd/C9fBCs

Na imagem final, quando o árbitro encerra o jogo, deu pena: visivelmente assustado com o que estava acontecendo…

Até em jogo fácil os Estaduais mostram a má fase. Se não é de jogador, é de árbitro…

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– Paulistão e Suas Periferias

Ontem, tivemos o 5o clássico do Campeonato Paulista, sendo o 4o empate e novamente com público baixo. Aliás, como é comprido esse torneio e como se tornou enfadonho!

Se na A1 a coisa está brava, veja a série A2: o líder da competição é o Audax, com média de 193 torcedores por jogo!

Aí não dá… a única coisa boa do Paulistão é que os jogos estão muito fáceis de apitar (e ainda assim os erros acontecem). Tirando jogadores que são chatos de se arbitrar (Neymar, Luís Fabiano, Emerson Sheik, Valdívia), os atletas estão colaborando.

O que não muda no Estadual é a violência dos torcedores fanáticos. Ontem, tive o desprazer de conferir uma situação condenável: estava com minha família indo à Capital, e parei num restaurante da Rodovia dos Bandeirantes. Próximo a mim, um senhor com a camisa do Corinthians esperava sua esposa e filha encostado no seu próprio carro. Eis que chega uma van de torcedores do Palmeiras, todos vestidos com a camisa da Mancha Verde, e os fanáticos logo começam – gratuitamente – a ofender o cidadão! O coitado estava “na dele”, se manteve calmo, e suportou esses imbecis, colados na sua orelha, ofendendo-o de diversos nomes. E como não esboçava reação, uma moça da organizada ameaçava bater nele!!! Absurdo dos absurdos… Nesse interim, um grupo de ciclistas próximos ali) e que estavam fazendo uma parada) abordaram os torcedores e convenceram-os a parar com a intimidação. O sujeito entrou no carro rapidamente, sua esposa e filha o esperavam mais a frente (com a criança assustada e chorando), os pegou e saiu rápido, como se fosse um bandido!

Lamentável. É esse ambiente que queremos no futebol? O cidadão de paz cai fora dos estádios, infelizmente.

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– Elefantes Brancos em Campo: Santos X Flamengo em Brasília?

Santos x Flamengo abrirão o Brasileirão 2013 no Estádio Nacional de Brasília. Que hipocrisia! Construiram novos estádios que estarão ociosos, e agora os agracia com jogos do Campeonato Brasileiro. E a questão do mando de jogo, respeito às praças e torcidas dos clubes? E a desportividade? E os custos de viagem?

Ridículo. Teremos um torneio itinerante para agradar políticos e não deixar as novas arenas vazias?

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– Lula e o Itaquerão

Taí algo que me enoja. A Odebrecht daria um estádio de graça ao Corinthians? Nem louco diria que sim.

Matéria do jornalista Ricardo Perrone, do UOL. Sem comentários… E viva a República do Pão-e-Circo…

Extraído de: http://blogdoperrone.blogosfera.uol.com.br

AO BANCAR LULA EM CARACAS, ODEBRECHT VIU CHÁVEZ PROMETER PAGAMENTO CAPAZ DE ERGUER DOIS ‘ITAQUERÕES’

Reportagem publicada na edição desta sexta da Folha de S. Paulo revela que três dias após uma viagem de Lula para a Venezuela, em 2011, o presidente Hugo Chávez declarou estar quase resolvida dívida de aproximadamente US$ 1 bilhão (R$ 1,9 bi pela cotação atual) de seu governo com a Odebrecht. A quantia é suficiente para bancar  toda a construção do estádio do Corinthians, avaliada em R$ 1 bilhão, e praticamente erguer outro igual.

Construtora do Itaquerão, a Odebrecht bancou a viagem de Lula a Caracas. Conforme mostra a reportagem, o ex-presidente viajou num jato da empresa.

Não se trata, porém, de uma equação simples. A Venezuela quita a dívida, e a Odebrecht usa o dinheiro no estádio. Claro que a construtora precisava da receita também para outros fins. Mas a operação ajuda a entender a decisão da empresa de atender a um pedido de Lula. Ocupando a presidência da República, ele aconselhou a construtora a encarar a empreitada da casa própria corintiana.

Desde o começo, o projeto era arriscado. Não havia garantias sólidas de que a Odebrecht seria paga nos prazos combinados. Até hoje sem financiamento do BNDES e liberação dos incentivos fiscais da prefeitura, falta dinheiro para tocar o restante da obra.

Olhando superficialmente, pode parecer que a Odebrecht se meteu numa enrascada. Mas o episódio na Venezuela mostra como foi importante abraçar a causa do ilustre corintiano.

Ainda segundo a Folha de S.Paulo, o Instituto Lula diz que nessa e em outras viagens bancadas por construtoras o ex-presidente teve como meta consolidar a imagem e os interesses da nação brasileira.

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– A Suspensão de Luís Fabiano

Luís Fabiano foi suspenso pela Conmebol por 4 jogos devido a ofensas ao árbitro Wilmar Roldán. Ok, talvez seja uma punição exagerada, mas o “Fabuloso” pede para se dar mal. Com a experiência que tem, já deveria saber como evitar cartões e se preservar.

O curioso é que sempre vemos a mesma “lenga-lenga”: sou perserguido, não fiz nada, vou mudar…

Cansou, não?

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– Jundiaí sediará importante evento da CBF

Na manhã da próxima segunda-feira, os árbitros do quadro da Federação Paulista de Futebol que foram indicados para a CBF serão submetidos ao teste físico oficial da entidade para o Brasileirão. Será o chamado FIFA TEST, uma prova específica que testa a resistência dos árbitros.

Para isso, o piso da corrida deve ser da melhor qualidade possível, e a pista do Centro Esportivo Nicolino de Lucca (Bolão) atende a essa necessidade. Por isso, todo o quadro paulista que trabalhará no Campeonato Brasileiro estará em Jundiaí.

Parabéns para a administração passada e a atual por manter tão boa praça esportiva. Os árbitros agradecem.

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foto: esportejundiai.com

– Os Polêmicos Impedimentos de Santos 2 x 1 Mirassol

Interpretar situações de impedimento ativo / passivo não é tarefa fácil. Jogadores, árbitros, jornalistas e torcedores sofrem com a subjetividade da Regra 11. Na partida entre Santos x Mirassol realizada na Vila Belmiro ontem, tivemos uma prova disso. O árbitro Rodrigo Braghetto interpretou dois impedimentos seguidos num ataque santista de maneira controversa, sendo um diferente do seu bandeira Leandro Feitosa. Num deles, saiu o gol que foi confirmado com muita reclamação. Vamos entender o que aconteceu vendo o lance e entendo a Regra do Jogo.

O vídeo pode ser acessado clicando abaixo: http://www.youtube.com/watch?v=thb7rUXwIgs

A arbitragem acertou ou errou?

Antes da resposta, vale entender quando se dá o impedimento e as 3 importantes avaliações para se determinar se ele deve ser consignado ou não (Regra 11 – Impedimento – aqui resumidamente):

“O jogador estará impedido se estiver mais próximo da linha de fundo do que a bola exceto se tiver 2 ou mais atletas entre eles ou em mesma linha- não valendo impedimento para lances de escanteio, arremesso lateral ou tiro de meta (quando lançada por companheiro).

Ele estará em impedimento ativo quando:

1-    Interferir ativamente no lance (tocando-a, por exemplo); no original – “interfering with play” means playing or touching the ball passed or 
touched by a team-mate

2-    Interferir contra um adversário (obstruindo-o, tirando-lhe a atenção, etc); no original – “interfering with an opponent” means preventing an opponent from 
playing or being able to play the ball by clearly obstructing the opponent’s line of vision or movements or making a gesture or movement which, in the opinion of the referee, deceives or distracts an opponent.

3-    Interferir por tirar proveito da sua posição (ex: aproveitando-se de um rebote); no original – “gaining an advantage by being in that position” means playing a ball that rebounds to him off a goalpost or the crossbar having been in an offside position or playing a ball that rebounds to him off an opponent having been in an offside position.

No Primeiro Lance, após um chute fraco do atacante Giva, o santista Pato Rodriguez está em posição de impedimento, e tenta disputar a bola junto ao zagueiro do Mirassol. Ele não domina a bola, nem sequer a toca; portanto, não está em impedimento ativo para a situação 1 (interferir no lance). Tanto o árbitro e o bandeira mandaram a jogada seguir. Porém, repare que o zagueiro do Mirassol não conseguiu ter a posse de bola. Ele a chuta e o rebate cai novamente ao adversário. Se Pato Rodrigues não tivesse tentado a disputa, não seria mais fácil para o defensor para tentar o domínio do lance, ao invés do “chutão”? Portanto, ele está em impedimento para a situação 2 (interferir contra um adversário). Nas diretrizes da Regra 11 há uma ilustração representada pela figura 9 (abaixo):

No Segundo Lance, quando Giva chuta forte para o gol, Pato Rodriguez continua em posição de impedimento. O bandeira levantou seu instrumento entendo que ele está “interferindo contra um adversário”, pois está na trajetória da bola e a frente do campo visual do goleiro. Já o árbitro entende que ele está em impedimento passivo pois abdica da jogada ao abrir as pernas, demonstrando desinteresse em dominar a bola (situação 1 – interferir na jogada). Como vale a decisão do árbitro, pois a autoridade maior do sexteto de arbitragem é a dele, o gol foi consignado e a decisão do bandeira desconsiderada. Errou o árbitro, já que além de estar a frente do goleiro e na trajetória da bola, o fato de abrir as pernas no futebol se configura também num “corta-luz”, ou seja, um drible sem toque, uma jogada que pode enganar o adversário. O goleiro Emerson, por exemplo, poderia entender que a bola batesse no atacante e saísse.

Veja abaixo essas duas situações das diretrizes da Regra 11: a figura 6 exemplifica o impedimento não assinalado, e que segundo a Regra, deveria ser marcado. Já a figura 7 mostra que se Patito estivesse fora da trajetória da bola, aí sim a decisão do árbitro seria correta, pois ele não estaria impedido, apenas em posição de impedimento.

Portanto, dois erros de impedimento nesta jogada.

Aproveitando: a expulsão por retardamento de Felipe Anderson foi correta e infantil. Ele já tinha cartão amarelo, e retarda a cobrança da falta do adversário, recebendo o segundo amarelo e consequentemente o vermelho (esse lance é o be-a-bá da arbitragem para se explicar o que é cartão amarelo por retardamento). E o cartão vermelho pelo carrinho de Patito Rodriguez, na sequência, também é correto, já que não visou a bola. Outro lance infantil, de força excessiva na linha lateral do campo, nos instantes finais…

– A Pipocada de Luciano Bivar

Lembram-se das denúncias do presidente do Sport/PE, Luciano Bivar? Disse que comprou uma vaga na Seleção Brasileira a Leomar (jogador da sua equipe na ocasião), deu inúmeras entrevistas sobre o assunto e foi convocado a depor. Mas no STJD… disse que foi mal interpretado e a culpa é da “distorção da imprensa”!

Ué, e tudo o que ele falou, repetiu e insistiu?

Dizer que os jornalistas foram responsáveis pela confusão parece ser mais fácil…

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– Um Novo País em 2014

O Ministro das Comunicações (Paulo Bernardo) disse que até 2014 teremos a Internet 4G funcionando no Brasil ao menos nos estádios do Mundial.

Antes, o discurso é de que o Brasil teria a cobertura em quase todo o território nacional. Depois, declarou-se que em todas as cidades-sede. Agora, somente nos estádios.

Já repararam que em todos os ditos governamentais, a desculpa é que em 2014 tudo funcionará? O trânsito será melhor, os meios de transportes públicos, a rede hospitalar… enfim, uma nova-infraestrutura.

Na sua vida, o que de fato está mudando? Aliás, as obras deveriam ocorrer independente de uma Copa do Mundo, mas para o bem estar da população.

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– Partida de 2009 encerrada Ontem. Belluzzo 0 x 60 Simon!

Lembram de Fluminense x Palmeiras, pelo Brasileirão em 2009? Na ocasião, Carlos Eugênio Simon, pré-selecionado para a Copa do Mundo, anulou um gol de Obina (na verdade, antes da conclusão do tento ele já houvera apitado a falta do atacante palmeirense) e que rendeu polêmica. O presidente da equipe palmeirense Luiz Gonzaga Belluzzo, renomado economista e diretor da Facamp, o chamou de “vigarista, safado e crápula”, entre outras acusações e insultos.

Simon o processou e ganhou. Segundo Mônica Bérgamo, em sua coluna na Folha de São Paulo de hoje, o ex-presidente palmeirense depositou R$ 60.000,00 como indenização.

Na matéria, a jornalista publicou que:

Belluzzo diz que fez o depósito com dinheiro de sua poupança pessoal e afirma que paga “com prazer o baixo preço da dignidade do senhor Simon”. O desembargador que relatou o caso diz que o juiz é um “conceituado árbitro” de “inequívoco” prestígio nacional e internacional e que sua “honra e boa fama” foram “agravadas de maneira vil”.

Parabéns ao Simon. Já passou da hora de dirigentes falarem o que bem entenderem, ofenderem a honra de pessoas honestas e não dar em nada. Que sirva de exemplo.

A propósito: antes do jogo, me recordo que o repórter da Rádio Jovem Pan Luiz Carlos Quartarollo entrevistou Toninho Cecílio, gerente do Palmeiras, que declarou sobre a escala: “Simon é um ótimo árbitro, de experiência de duas Copas do Mundo, competente e que agrada ao Palmeiras”…

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– Neymar e a Pressão Interna / Externa

A Jóia Santista sente a pressão: os torcedores do Santos questionam quando Neymar não desequilibra; no exterior, o garoto também é colocado em dúvida. Cruyff declarou que “o Barcelona não precisa de Neymar” (na hipótese do jogador se transferir para o time catalão).

Na verdade, por ser gênio, a cobrança aumenta. Não dá para duvidar da condição técnica do garoto, e infelizmente, justamente pela genialidade, as pessoas exigem sempre boas atuações.

Claro que existem questionamentos: Neymar se adaptaria no exterior? Teria que mudar seu estilo? Aconteceria como Robinho, que após um bom início sumiu no futebol?

Parece inevitável: para diminuir a pressão e a cobrança em todos os jogos, o garoto terá que ir a Europa para dividir a responsabilidade de ser decisivo com outros craques.

Eu acho que ele não fica até a Copa de 2014 no Santos. E você?

Pensando bem, é importante que ele saia: crescerá como jogador, como cidadão e como esportista em si; afinal, tomará vaias quando cavar faltas, e não aplausos. Claro, poderá ser um sucesso se mostrar seu repertório de jogadas por lá, se assim sua equipe (seja lá qual for) permitir.

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– Clube Inglês dará Bebida para Aumentar a Torcida

Lembram do Middlesbrough, o pequeno clube inglês que contratou Juninho Paulista do São Paulo FC, após a sua passagem pela Seleção Brasileira contra o English Team?

Pois é: para aumentar o número de associados, o clube fará duas promoções: crianças não pagarão mais ingressos, e adultos ganharão gratuitamente um copo de vinho, cerveja ou refrigerante durante os jogos.

Aqui, as equipes pouco fazem para aumentar o público… Ingressos caros e desconforto são comuns nos gramados tupiniquins.

Extraído de: http://t.co/ZtHX7M0r6v

MIDDLESBROUGH DARÁ BEBIDA PARA INCREMENTAR RECEITAS COM ESTÁDIO

Na segunda divisão inglesa, o Middlesbrough sofreu no início da temporada com a reclamação dos seus torcedores a respeito dos preços praticados no Riverside Stadium, casa do clube.

Visando incrementar suas receitas com novos associados e satisfazer as necessidades dos atuais, o Middlesbrough divulgou duas novas ações.

Independente do acesso a elite inglesa, o sócio que for ao estádio nos jogos da próxima temporada ganhará uma bebida à sua escolha. O cardápio engloba cerveja, vinho, refrigerante e outras bebidas locais.

Outra ação apresentada pelo clube é o espaço Generation Red Family Zone, que estará localizada na parte nordeste do seu estádio. Por lá, idosos e crianças de até 11 anos acompanhadas por um responsável não pagarão ingressos.

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– Nenê artilheiro e de pavio curto!

E o nosso amigo jundiaiense Nenê, ex-Paulista e atualmente jogando no Oriente Médio?

Após recusar uma proposta de transferência do PSG ao Santos FC, foi ao Catar e começou sua temporada no novo clube muito bem, marcando gols e com boas atuações.

Mas, neste último final de semana, perdeu a cabeça. Deu um soco no adversário e acabou expulso. Depois disso, iniciou uma baita confusão. Se via de tudo dentro de campo, com invasão de comissão técnica e de sheiks!

Deselegante e indevido… que pena! Veja o lance: http://is.gd/TZ4Qhh

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– Rodízio de Faltas: o que fazer?

Uma das táticas antidesportivas no futebol usadas atualmente é a prática do “rodízio de faltas”, quando os jogadores se revezam em cometer as ditas “faltinhas” de jogo para que o adversário não avance, anulando craques e deixando o jogo mais feio.

Quer exemplos? Luís Felipe Scolari fazia isso no Palmeiras, colocando diversos atletas para matar as jogadas no meio-de-campo e impedindo o outro time de conseguir jogar. O Bragantino praticava com perfeição, alternando infratores. E hoje, o Botafogo-SP é a bola da vez, pois seu treinador (Marcelo Veiga) é mestre nessa estratégia.

As vítimas do rodízio de faltas são equipes que tocam bem a bola e jogadores diferenciados – no Brasil: Neymar.

O grande problema é coibir tal artifício, já que normalmente são faltas leves (porém numerosas). Os árbitros têm dificuldade em observá-lo pois acaba sendo um método silencioso de unfair play, e com a mudança constante de infrator, dificulta a identificação.

O rodízio de faltas pode ser contra uma equipe ou contra um jogador difícil de se marcar. E como proceder?

– Se um atleta recebe faltas leves de adversários diferentes (as ‘faltinhas de jogo’ que matam jogadas, ora promovidas por zagueiro, volante, etc), o árbitro deve advertir verbalmente o infrator e alertar que está atento ao rodízio de faltas. Se o atleta receber nova falta, de qualquer outro adversário, o infrator deve receber cartão amarelo (mesmo que seja o primeiro lance faltoso dele) pelo motivo da equipe persistir na infração – é como se fosse um cartão pelo número de “faltas coletivas”. E se continuar, Cartão Vermelho.

O rodízio de faltas é um mal para o futebol brasileiro; tolha o jogo bonito, acaba com o tempo de bola rolando e nivela a qualidade dos atletas por baixo, já que a partida “não rende”.

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– MLS contra o Preconceito

Olha que legal: a Major League Soccer está fazendo uma séria campanha contra o preconceito (seja sobre qual forma for – homofobia, sexismo, racismo) nos campos de futebol.

Para quem não viu (extraído do site http://www.mktesportivo.com), aqui vai o vídeo.

Muito bacana! Acesse: http://www.youtube.com/watch?v=aHmTvpmLFKA&list=PL25739F719896C11E

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– E quando o Jogador cobra a Falta, vai na Trave e a bola volta a ele?

Pergunta do internauta Marcus Correia de Lima, taxista de Cubatão:

Se um jogador de futebol de campo cobra uma falta e a bola bate na trave, ele pode tocar na bola antes de outro jogador em campo?

A resposta é: não! A trave, árbitros e mastros de escanteio são considerados neutros dentro de campo. Portanto, se o atleta cobrar um tiro livre, só poderá tocar na bola novamente quando ela tocar num adversário ou companheiro.

Se tocá-la antes disso, o árbitro deverá marcar tiro livre indireto à equipe adversária.

Me recordo de Rio Branco x Corinthians, arbitrado por Cláudio Vinícius Cerdeira. Foi falta para o Corinthians, Marcelinho Carioca cobrou, a bola bateu na trave e o corinthiano pegou de primeira, marcando o gol. A sorte de todos é que no caminho entre a trave e o Marcelinho, a bola resvalou em um adversário, tornando válido o chute do atacante.

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– Flamengo e Dorival: e a Responsabilidade Financeira?

Dorival Júnior foi demitido pelo Flamengo. Especula-se que ganhava absurdos R$ 650 mil / mensais.

Claro que a questão financeira só deve ser de importância a quem paga e a quem recebe, afinal o salário é algo muito pessoal. Mas cá entre nós: não é uma irresponsabilidade pagar tal valor?

O Mengão ofereceu uma redução de 50% do valor do salário para continuar com o treinador. Ele aceitava a minoração de 40%. Dessa forma, o Flamengo o dispensou.

E agora? O time carioca prefere pagar a multa rescisória (que é muito alta e maior do que a diferença do salário negociado) do que permanecer com o Dorival Jr?

Será que está sobrando tanto dinheiro assim na Gávea?

Coisas incompreensíveis em qualquer gestão administrativa…

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– Lúcio e a Falta de Profissionalismo

O ex-capitão da Seleção Brasileira Lúcio pisou na bola. Após ser substituído contra o Arsenal de Sarandi, ironizou seu treinador Ney Franco dizendo que “enquanto estava em campo, o placar era 0 x 0”.

Semana passada, ele deu uma cotovelada em Valdívia

Me recordo que a FIFA, às vésperas do Mundial de 2010, chamou a atenção do atleta pelo fanatismo religioso demonstrado após a conquista da Copa das Confederações da África do Sul.

É irônico: palavras cristãs na bonança e atitudes pagãs na dificuldade. Aí não pode.

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– Cerveja na Arquibancada Ajuda a Melhorar o Público?

Durante a semana, visando aumentar o público nos estádios, a Federação do Estado do Rio de Janeiro liberou a cerveja nas praças esportivas.

Será que o atrativo aumentaria de verdade o número de torcedores?

Agora, a Federação recuou. O Ministério Público e a Vigilância Sanitária fizeram diversos questionamentos e a entidade resolveu voltar atrás.

Ficaremos na dúvida: a medida funcionaria?

Eu prefiro outros métodos: aumentar a segurança, o conforto, a qualidade dos jogos… E você?

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– Harlem Shake, Festas e Beijinhos no Futebol?

Nada contra quem gosta. Mas nesta semana, assistimos a dancinha do Harlem Shake do Corinthians, selinhos entre jogadores do Palmeiras, Neymar participando de 3 festanças e indo direto ao treino, entre outras tantas polêmicas no futebol.

Calma, não vou criticar os atletas. Eles são profissionais e devem saber das suas obrigações e até onde o limite das suas brincadeiras podem ir. E o que fazem fora das 4 linhas só diz respeito a eles. O que quero dizer é: diante dessa diversão, faz sentido torcedor se matar por times de futebol?

Percebem como o fanatismo de algumas pessoas por um clube é pura bobagem? Como qualquer fanatismo de qualquer área, brigar por bola é ingenuidade. Os jogadores são profissionais e não devem satisfação ao torcedor comum. Queira ou não, é a realidade.

Mas preciso acrescentar: será que Sócrates ou Serginho Chulapa participariam de algumas dessas brincadeiras?

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– Paulo Nobre: Um Solitário ou Não?

O presidente do Palmeiras Paulo Nobre declarou que acionará judicialmente os membros da Mancha Verde pela agressão aos jogadores do clube na Argentina.

Parabéns, atitude louvável. Mas a Torcida Organizada já se pronunciou, concordando com o erro mas atacando politicamente o recém eleito presidente.

Tomara que a atitude do palmeirense seja pra valer e que não volte atrás. As torcidas organizadas tumultuam, atrapalham e ainda pirateiam as marcas oficiais (além da intimidação pela violência). E não me venha com o discurso de que há gente boa, de que dá show na arquibancada, etc, pois isso é minoria.

Será que os outros presidentes de Clubes toparão peitar suas torcidas organizadas, ou são reféns delas?

Importante: estamos falando das facções dos grandes clubes. Das de time pequeno, é outro capítulo a discutir…

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– André McDonalds?

Caso para se discutir no futebol e ao mesmo tempo para a Administração de Empresas: o centroavante do Santos FC, André, voltou a marcar gols.

Detalhe: ele emagreceu 8 kgs, e declarou que só está em boa fase e voltou à boa forma física porque parou de frequentar o McDonald’s…

É tudo o que uma grande marca não quer que se diga!

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– Barça Irresistível! Estará na Final do Mundo em 2013?

O Barcelona ganhou de 4 x 0 do Milan nesta 3a feira. E alguns ainda criticavam Lionel Messi e o time catalão…

De fato, é um dos maiores times da história contando com um dos melhores jogadores de todos os tempos. Mas… será que leva a Champions League?

No ano passado, o Chelsea furou a projeção. Já que estamos falando de “futuro”, nesta altura, considerando as equipes da Liga dos Campeões da Europa e da Libertadores da América, poderíamos ter na final do Mundial Interclubes da FIFA 2013:

  • Barcelona x Palmeiras;
  • PSG x Corinthians;
  • Real Madrid x São Paulo;
  • Juventus x Atlético Mineiro;
  • e outros tantos…

Claro, apenas uma brincadeira com algumas das equipes que no momento têm chances de disputar o título de melhor time do mundo. Porém, você teria um palpite para Dezembro/2013?

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– A Falência do Paulistão está próxima?

Vide os números: os dois últimos modorrentos clássicos realizados no Morumbi (0x0 de Santos X Corinthians e São Paulo x Palmeiras), somados, não encheriam o Pacaembu! Já a partida entre Oeste x São Caetano, público de 81 pagantes!

O que acontece?

Os grandes clubes parecem não se interessar pelos Estaduais. Os pequenos sofrem a concorrência de outros lazeres mais baratos e menos violentos. E, claro, não há promoção do realizador do evento, a FPF.

O certo é que não existe mais o charme de outrora. E os esforços não são realizados para que a organização seja observada. Vide nesse final de semana (e da semana passada) fatos que afrontam a desportividade:

  • – No Nicolau Alayon, o treinador Fernando Diniz, suspenso, dirigiu a vitória da sua equipe (Audax) por 3 x 2 contra a Portuguesa. Como não poderia sentar-se no banco de reservas, interditou-se um pedaço da arquibancada atrás do banco e ali ficou. Cadê a FPF para tomar as providências?
  • – Em Campinas, o jogador quebra a perna após sofrer carrinho e o infrator só recebe Amarelo.
  • – Em Marília, na partida Marília x Independente, após o jogo, o atleta Johnny da equipe de Limeira agrediu o árbitro covardemente, chutando-o e conseguindo quebrar os aparelhos eletrônicos da arbitragem!
  • – No Morumbi, Lúcio agride Valdívia após vencida a disputa de bola e lhe arranca sangue.
  • – Cadê as revelações da arbitragem, dos times e das comissões técnicas até então? Rarearam-se?
  • – O presidente da FPF esteve como vice da CBF em Assunción assistindo Libertad x Palmeiras pela Libertadores, negociou junto com Marin um possível amistoso da Seleção Brasileira com a Federação Boliviana, mas não esteve prestigiando jogos nos estádios do Estado de SP; talvez não conheça o caminho…

A TV a cabo tem bons filmes; os clubes boas piscinas; na minha região há ótimas chácaras de veraneio; no Cinema não chove e é bem confortável. Apesar de gostar do futebol, o que me atrairia para ver baixo nível técnico, violência de torcidas, desconforto das arenas e regras não cumpridas, além do costumeiros un-fair play?

Saudades do Brasileirão… pelo menos, os jogos eram melhores!

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– A Fratura resultante do Carrinho em Ponte Preta x São Caetano

Um triste fato nesta rodada do Paulistão: no Moisés Lucarelli, o jogador Ferrugem (Ponte Preta) fraturou a perna após sofrer carrinho de Danielzinho. O infrator acabou recebendo cartão amarelo, e o atingido operado no hospital.

O lance pode ser visto em: http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=hBt1IMQtx1o

Todo carrinho no futebol é perigoso. A Regra não diz que precisa pegar o adversário, mas fala sobre o risco a ele.

Na Regra 12 (infrações), se diz que: “um jogador deverá receber cartão vermelho se for culpado por jogo brusco grave”, e carrinho está envolvido nesse conceito. As diretrizes da Regra acrescentam ainda algumas recomendações, lembrando que a punição ao carrinho independe se atinge ou não o oponente. Ela está assim descrita:

“Todo jogador que se atire contra um adversário na disputa de bola, frontalmente, lateralmente ou por trás, utilizando os pés, com força excessiva ou brutalidade e colocar risco a integridade física do seu adversário, será culpado de jogo brusco grave”.

Danielzinho disse que não foi “na maldade” e que não é “marcador”. Mostrou abatimento. Isso não atenua a punição dentro de campo.

Mas.. e o árbitro?

Luís Vanderlei Martinuccio, que apitou a partida, entendeu como ação temerária e não expulsou o jogador, relatando que Danielzinho calçou o adversário. Errou! Certamente, quando assistiu na TV, repensou o lance. Fico preocupado pois, sendo aos 13 minutos do primeiro tempo, teria o árbitro “pipocado” em expulsar o atleta logo no começo da partida? Calma lá: nada de má intenção, mas de competência na condução do jogo. Carrinho tanto faz se pegou ou não, se na grande área ou no meio campo, se no primeiro ou nonagésimo minuto.

Lembrando: Martinuccio é o mesmo árbitro que errou ao marcar um pênalti no minuto derradeiro a favor da Ponte Preta, no jogo Corinthians x Ponte Preta. O vi in loco na partida Paulista x Mirassol, e foi tão mal quanto o jogo do Pacaembu (análises dessas partidas em: http://is.gd/FWCPlo ).

Será que o atleta infrator poderia ser suspenso por imagens no TJD-FPF? Que punição levará o árbitro? Ou nada ocorrerá?

Zé Boca-de-Bagre, o amigo do grande professor Reinaldo Basile, deve ter dito: “Deixa o árbitro e o Danielzinho na geladeira até o ferrugem voltar a jogar”.

E aí, o que você pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

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– Você crê na Lisura Total no Futebol?

A imprensa registra a polêmica entrevista do presidente do Sport/PE, Luciano Bivar. Ele disse à diversas emissoras que “pagou para o jogador Leomar ser convocado para a Seleção Brasileira“, anos atrás. Porém, eu o ouvi em três ou quatro emissoras diferentes, e ele ora diz que foi pago a alguém da CBF, ora para intermediários.

O treinador naquela oportunidade era Emerson Leão, que já rugiu cobrando esclarecimentos, embora seu nome não tenha sido diretamente citado.

Aqui fica a dúvida: numa das entrevistas (à Jovem Pan), ele defendeu tal ato como lobby, e, segundo ele, sendo lobby não há problemas. E que faria de novo!

Caramba… Lobby não é negociar / pressionar / relacionar-se por defender uma causa que lhe interessa? E se a pessoa da qual se tenta conseguir o favor receber dinheiro ou favorecimento, não passa a ser corrupção?

Se Seleção são os melhores, pagar-se para que um atleta seja convocado não é desonestidade? Se o atleta Leomar não é um dos melhores, mas é chamado estranha e surpreendentemente para defender o Escrete Canarinho, não levanta suspeitas sobre o treinador?

Ainda: quem paga não é tão desonesto quanto quem recebe? Leão teria recebido algo ou “entrou na negociação” sem saber?

Se verdade, o presidente do Sport está no mesmo pé de igualdade de outras pessoas que exploram criminosamente o futebol.

Entretanto, cá entre nós: de vez em quando não nos passa pela cabeça que tais situações são corriqueiras? Jogadores de condição técnica duvidosa, tanto em Clubes como em Seleção, são privilegiados e surgem ‘do nada’ apenas por sorte?

Faça-se valer o mesmo discurso para os árbitros. Será que, assim como os jogadores, isso não poderia ocorrer com os árbitros de futebol? E aqui não entra somente o mérito financeiro, mas sim o político. Determinados nomes seriam privilegiados (mesmo com deficiência técnica) por razões obscuras?

Claro que não estou afirmando que isso acontece. Mas nós, pessoas esclarecidas e que estão envolvidas no meio esportivo, não somos levadas a ao menos discutir sobre esses “causos” suspeitos?

O futebol está se tornando chato. Nesses últimos dias, as notícias foram:

  • – máfias de fabricação de resultados (comprovadas) na Europa;
  • – morte de garoto por membro(s) da torcida organizada do Corinthians;
  • – pronunciamento do treinador Dunga de que alguns jornalistas recebem dinheiro para falar bem de determinados jogadores;
  • – contrapartida do jornalista gaúcho Pedro Ernesto de que treinadores ganham dinheiro com a transação de atletas.
  • – queda do diretor de árbitros da CBF que declarou sobre denúncias de manipulação de árbitros brasileiros (onde nada foi esclarecido);
  • – agressão a jogadores palmeirenses por parte de membros da Mancha Verde, que entraram no estádio argentino financiados pelo próprio Palmeiras;
  • – denúncia de vendas de vagas na Seleção Brasileira.

Some-se a isso os lances que deixam no imaginário do torcedor comum a existência de golpes: mão na bola desnecessária de zagueiro aos 50 minutos do segundo tempo em Bragança Paulista; expulsão estranha no jogo do Manchester United x Real Madrid e na sequência uma virada no placar; árbitro que aplica muitos cartões a um time e quase nada a outro…

Nada disso foi ou é comprovado. E nem pode significar necessariamente corrupção! Mas… não faz você estar descrente do mundo do futebol?

O Luciano Bivar precisa se explicar melhor e dar nomes: a quem pagou, e quanto custou! E assumir a responsabilidade.

Por fim: diante de tudo isso, não está na hora de repensarmos o futebol? Ou melhor: será que a hora já não é tardia?

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– Análise da Arbitragem de São Paulo x Arsenal (Libertadores) e o mau momento da Arbitragem Sulamericana

A arbitragem sulamericana começou mal 2013. Os árbitros que se destacaram no ano passado – o venezuelano Soto, o colombiano Roldán e o peruano Carrillo – estão decepcionando na Libertadores da América.

Nitidamente, a Conmebol resolveu radicalizar na renovação. E com isso, os árbitros brasileiros que estão em baixa perdem mais espaço, outros experientes como o chileno Ósses e o paraguaio Amarilla são deixados de lado (embora escalados), além do mau momento dos argentinos e uruguaios.

Assim, Wilmar Roldán, árbitro da final da última Libertadores, comprometeu sua atuação na noite de ontem em São Paulo X Arsenal (assim como Çakir, árbitro da final da última Champions League, comprometeu anteontem em Manchester X Real Madrid).

Antes do início da partida, uma verdadeira lambança: segundo a regra, os clubes devem ter cores distintas dos uniformes, e tanto Arsenal quanto São Paulo entraram com shorts branco. Ora, cadê o quarto-árbitro para cuidar disso antes de entrarem em campo? O mandante tem o direito de jogar com o uniforme que quiser, e cabe ao visitante trocar de roupa. Porém, o São Paulo teve que trocar o calção – ou por gentileza, ou por ordem da arbitragem. Com isso, atraso no início da partida.

Ainda antes do apito inicial: e o constrangimento dos Hinos Nacionais tocando com menosprezo? Apenas Rogério Ceni perfilado solitariamente no Hino Brasileiro, e durante a execução do argentino, um bate-bola de aquecimento dos Hermanos.

Vamos aos lances de jogo: bola que é cruzada pelo Arsenal e que bate involuntariamente na mão de Cortês. Lance normal, segue o jogo. Mas aqui há a marcação de pênalti! Erro infantil do árbitro, com interpretação totalmente equivocada. Entenda como funciona:

Para marcar uma falta ou pênalti por uso indevido das mãos na bola, o árbitro deverá levar em consideração as seguintes circunstâncias (extraídas da Regra 12):

  • – o movimento da mão em direção à bola, e não da bola em direção à mão (intenção ou não de usar a mão para pegar ou parar a bola);
  • – a distância entre o adversário (dá tempo da mão “desaparecer” da jogada para que ela não bata?);
  • – e a bola que chega de forma inesperada (bateu no susto?).

Portanto, esqueça alguns ditos de que é necessário verificar a posição das mãos ou braços: a posição da mão não pressupõe necessariamente uma infração (braço colado, braço aberto, mão em punho ou riste… tudo bobagem e folclore!). Esqueça também ditos populares de que a bola ía para o gol, impediu um cruzamento, entre outras crendices (Importante – é a única infração em que você exclusivamente avalia INTENÇÃO, pois não há a possibilidade de avaliar as outras nuânces da regra, que são a imprudência ou uso de força excessiva).

Depois disso, avalie: Cortês teve intenção ou não?

Outro lance polêmico foi a não-marcação de um suposto pênalti sobre Luís Fabiano. O atacante sãopaulino entra na área, e ao sentir a mão do adversário, desaba. Ora, futebol é esporte de contato físico, e aparentemente não houve empurrão que desequilibrasse com força suficiente o atleta. Neste lance, acertou o árbitro.

Por fim, Osvaldo, nos últimos instantes da partida, se jogou descaradamente para cavar a penalidade. Cartão amarelo bem aplicado.

Nestes 3 lances importantes e capitais, o árbitro acertou 2 e errou 1. Curiosamente, os dois acertos eram de interpretação de maior dificuldade do que o erro acontecido, que era uma jogada fácil e que acabou sendo determinante no resultado. Além disso, durante a partida, o árbitro se posicionou mal em campo, errou diversos lances bobos e permitiu certo retardamento do Arsenal (principalmente no segundo tempo).

Após o jogo, Luís Fabiano foi reclamar com o árbitro e foi expulso. Depois de receber o vermelho, reclamou de perseguição, racismo e de outras coisas. Ora, tão rodado que é, não deveria usar a sua experiência para evitar infantilidades como as de ontem?

Aqui, tanto Luís Fabiano como Wilmar Roldán mostraram similaridades: os dois são bons em seus ofícios, mas estiveram em uma noite de extrema infelicidade.

Aliás, que sorte o Arsenal da Argentina tem com decisões equivocadas da arbitragem: seu zagueiro quase quebrou a perna criminosamente de Ronaldinho Gaúcho na rodada passada e o atleta nem expulso foi. Ontem, novo erro ao seu favor. Parece que ter camisa não está adiantando mais na Conmebol…

E você, o que achou do jogo? Deixe seu comentário:

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– Simular Faltas é Para Cartão Amarelo, mesmo quando o Jogador é Canastrão?

É. A antidesportividade deve ser coibida. Às vezes, o árbitro falha e não dá cartão para simulação.

Mas veja esse canastrão na Supercopa da Holanda (lance enviado pelo amigo Carlito Góes, via twitter): depois da dividida, o jogador anda e resolve pular para cima a fim de cavar a falta. Juizão nem deu cartão… ficou com dó!

Veja a bizarrice em: http://uolesporte.blogosfera.uol.com.br/2011/07/31/jogador-do-twente-revela-lado-canastrao-ao-tentar-cavar-falta/

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