– As 6 Incoerências do Futebol na Semana Passada

O futebol nos apresentou algumas coisas contraditórias e discutíveis nos últimos dias. Vamos a elas?

1- FELIPÃO E DIEGO COSTA: O treinador da Seleção Brasileira Luís Felipe Scolari ficou irritado com o atacante Diego Costa, do Atlético de Madrid, por ele ter aceito jogar pela Seleção Espanhola. O presidente José Maria Marin, pateticamente, disse que pensava em lutar na FIFA contra a dupla cidadania do jogador! Ora, não é contraditória a reclamação, já que Felipão anos atrás chamou os brasileiros Deco e Pepe para defenderem a Seleção Portuguesa?

2 – TREINADORES DO BRASIL: se você pegar a tabela do Brasileirão, verá que Enderson Moreira, Mancini e Marcelo Oliveira estão no topo da lista. Mas os técnicos mais famosos e com remuneração astronômica estão lutando contra o rebaixamento, como Tite e Luxemburgo. Não é gozado que quem ganha mais (e bem mais) está sendo um altíssimo custo-benefício para as suas equipes?

3 – RACISMO NA EUROPA: Cada vez mais Seleções Européias convocam jogadores nascidos em outros países, e também cada vez mais os torcedores vaiam e ofendem atletas negros. Yayá Toure, marfinense do Manchester City, sugeriu um boicote dos jogadores da África Negra na Copa da Rússia de 2018. O interessante é: quando o negro joga por sua equipe e marca gols, é aplaudido pelo torcedor. Quando joga como adversário, é vítima de preconceito. Paixão sem razão?

4 – PAULISTÃO 2014: O formato desagradou a gregos e troianos. Os grandes continuarão a jogar muito, e os pequenos jogarão menos ainda. Dessa forma, os 4 fortes do estado (Santos, São Paulo, Palmeiras e Corinthians) continuam sem datas para pré-temporada e amistosos internacionais, e os clubes do Interior rumo a falência. Sem contar que numa mesma chave podemos ter clubes com nenhum ponto, e que pelo “saldo de gols menos ruim” classificar um time para a segunda fase. Gênio quem bolou a fórmula!

5 – ÁRBITROS: Em algumas rodadas, os clássicos estaduais são apitados por árbitros do mesmo estado (pois conhecem bem os times); em outras, por juízes de fora (para não desgastar os locais). Os bandeiras são sempre locais; mas se é para promover integração com os de outros estados, por que são domésticos? Por economia, o quarto árbitro também é local. Mas na mesma escala econômica, vem árbitro ou bandeira do outro lado do país. Como entender?

6 – SELEÇÃO SUB 17: Alexandre Gallo, treinador da Canarinho Juvenil, alegou que “caráter e comprometimento” estavam acima de capacidade técnica na seleção dele. Proibiu jogador de usar fone de ouvido, cabelo excêntrico e brincos. Gozado: o Brasil foi eliminado do México no Mundial da categoria. Será que se tivéssemos mais capacidade técnica não classificaríamos? Aliás: Neymar adora brincos, cabelos excêntricos e fone de ouvido… Acho que Gallo precisa rever seus conceitos.

Esses e outros temas estão disponíveis na página de Blogs do Bom Dia Jundiaí / Diário de São Paulo, com mais indagações e debates.

Acesse:

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– Paulistão é Vida e Morte aos Clubes do Interior

A Federação Paulista de Futebol apresentou o Campeonato Estadual de 2014, com 4 grupos de 5 integrantes. Os dois melhores de cada chave se classificam e os 4 piores do torneio caem para a A2. Os clubes não se enfrentam dentro da sua própria chave, só pegam os de fora dela.

Assim, poderemos ter maluquices: uma chave pode ter 4 equipes com pontuação máxima (42) e outra chave com os 4 com nenhum ponto. E se isso acontecer, nas oitavas de final teremos um clube com 42 classificados, e outro sem ponto algum! Ironicamente, os outros 3 com pontuação máxima estariam eliminados…

Gênios os idealizadores, não? Sem contar que o Torneio desagrada gregos e troianos: os clubes grandes que preferem priorizar as datas para Pré-Temporada, Amistosos e Excursões Internacionais não gostaram, já que o número de jogos não foi reduzido a contento. Os clubes pequenos também se prejudicam, pois terão apenas 7 jogos em casa, e se eliminados, encerrarão o ano como aconteceu com muitos (incluindo o nosso Paulista de Jundiaí, que sem disputar o Campeonato Brasileiro, tem que jogar com time misto / Sub 20 a deficitária Copa Paulista).

Será difícil para clubes e para o próprio Estadual sobreviverem. Os times do Interior vivem 3 meses, e depois morrem por 9! Isso é profissionalismo? O ideal, sem dúvida, é otimizar o calendário para que os pequenos joguem mais, numa espécie de campeonato classificatório para enfrentarem, numa fase posterior, os clubes grandes. Dessa forma, eles teriam mais tempo em atividade e os grandes gozariam de mais datas preparatórias.

E você, o que acha da fórmula do Paulistão 2014?

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– Sem Ovos não se Fará Omelete

Gilson Kleina, treinador que herdou o fardo da má campanha de Scolari no Palmeiras, levou o Alviverde para a Primeira Divisão. E poderá ser campeão nos próximos dias! Mas ele deverá ser substituído por alguém “de grife”, como Luxemburgo, Autuori ou Mano Menezes. Ué, vão trocar alguém que deu certo e custa barato por algum demitido de alto custo?

Claudinei Oliveira não permanecerá no Santos e se fala em Tite, Abel Braga ou até mesmo Ricardo Gareca, atual treinador do Velez. Mas quem vai pagar a conta?

O mais gozado é: se contratará por uma fortuna os treinadores, mas os elencos permanecerão os mesmos. E ainda esperam sucesso?

Sem jogador, não há time que competitivo que se forme. Não há prancheta suficiente que se desenhe esquema tático vencedor, sendo que o pé-de-obra é fraco para a execução.

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– Brasil Sub 17 é eliminado pelos Conceitos de Gallo!

A Seleção Brasileira Sub 17, dirigida por  Alexandre Gallo, foi eliminada do Mundial da sua categoria pelo México. Mas o que chama a atenção é que em Julho deste ano o treinador brasileiro declarou que estava impondo algumas regras para a conduta dos atletas convocados, além de diretrizes para chamá-los a compor o elenco.

Sobre os jogadores, o treinador proibiu o uso de:

– brincos em treinos,

– fones de ouvido na concentração,

– uso de cabelos excêntricos.

Sobre os critérios de convocação, por ordem de importância, foram, segundo ele próprio:

1o: Caráter,

2o: Comprometimento,

3o: Capacidade Técnica.

E aí, o que você achou da normatização imposta por Gallo: foi errada?

Será que Neymar deixaria de usar brincos nos treinos, abandonaria os fones e mudaria o penteado? E a Capacidade Técnica dele estaria em 3o plano de importância?

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– Yayá está certíssimo!

Yayá Touré, natural da Costa do Marfim e atleta do Manchester City, levantou o tema estremamente pertinente: o Racismo no Futebol da Rússia!

Contra o CSKA pela Champions League, o atleta negro sofreu gritos ofensivos das mais diversas formas, e até bandeira nazista foi acenada. Ele quer que jogadores de cor negra boicotem o Mundial de 18.

Ora, como a Rússia poderá sediar uma Copa do Mundo com nações das mais diversas raças e culturas, e ainda permite isso nas suas arquibancadas? Demonstrações preconceituosas no futebol já cansaram e, não nos esqueçamos, isso é crime.

O curioso é: e quantos atletas negros jogam na Rússia? Muitos! São os principais jogadores de lá, e que ganham aplausos dos torcedores das suas equipes. Até o Zenit, tradicional equipe xenófoba, começou a mudar seu conceito (com jogadores da sua equipe).

O que fazer? Punir e educar o povo!

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– Os treinadores TOP estão rendendo como tal?

Enderson Moreira, Vagner Mancini, Marcelo Oliveira, Caio Jr, Renato Gaúcho: são esses os treinadores com maior remuneração salarial no Campeonato Brasileiro?

Claro que não. Mas certamente eles têm o melhor custo benefício. E o detalhe: os chamados medalhões como Luxemburgo, Tite, Mano Menezes, Abel Braga, cujos salários são altíssimos, ou estão mal colocados ou foram demitidos.

Será que não estamos valorizando demais determinados técnicos de futebol? Houve uma inversão nos conceitos de quem é bom?

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– Árbitros de Fora ou Árbitros Locais?

Os árbitros continuam sem entender os critérios de escalas do seu chefe, o goiano Antonio Pereira da Silva, presidente da Comissão de Árbitros da CBF.

É muito curioso o critério – ou a falta dele. Em algumas rodadas, os clássicos estaduais são apitados por árbitros do mesmo estado (pois conhecem bem os times); em outras, por juízes de fora (para não desgastar os locais).

Os bandeiras são sempre locais; mas se é para promover integração com os de outros estados, por que são domésticos?

Por economia, o quarto árbitro é local. Mas na mesma escala econômica, vem árbitro ou bandeira do outro lado do país. Cadê a coerência?

Coisas que ninguém explica. Se o árbitro erra numa rodada, é escalado para a seguinte. Mas se vai bem, acaba sendo preservado na próxima. Excesso de confiança num primeiro momento e desconfiança total em outro?

É hora de renovar CBF, CA, FPF… para o bem do nosso futebol e da nossa arbitragem!

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– Scolari e a Incoerência do Patriotismo

Scolari reclamou de Diego Costa ter preferido defender a Seleção Espanhola, recusando a Brasileira. José Maria Marin quer ir à FIFA protestar!

Bobagem, o jogador sergipano trabalha e mora na Espanha, era um ilustre desconhecido por aqui até se destacar, e ganhou fama no Atlético de Madrid.

O curioso é: Scolari, que reclama de Diego servir à Espanha e exalta seleções nacionais com atletas natos, foi defensor de jogadores estrangeiros em outros times. Deco e Pepe estrearam na Seleção Portuguesa por suas mãos!

Veja que discurso bem diferente Felipão tinha há exatos 10 anos (Do Globo Esporte, 20/03/2003 – http://globoesporte.globo.com/ESP/Noticia/Arquivo/0,,AA506621-4274,00.html)

SCOLARI CONVOCA DECO

O treinador da seleção de Portugal, Luiz Felipe Scolari, ignorou as críticas dos astros Figo e Rui Costa e convocou o brasileiro naturalizado português Anderson Luís de Souza, o Deco, para os amistosos do dia 29 de março contra o Brasil e 2 de abril contra a Macedônia. As partidas servem de preparação para a Eurocopa 2004 (…) “- Tenho o direito de escolher A, B ou C, pois cada técnico tem as suas idéias”. (…) Na semana passada, o treinador reafirmou a autoridade e desafiou os insatisfeitos: – Quem não quiser vir, seja homem suficiente para dizer não. Se eu escolher e houver alguém que entenda de forma diferente, tem a possibilidade de não comparecer. Tem a possibilidade de dizer que não quer jogar” – disse o técnico.

E em resposta, Deco declarou sua satisfação (em http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/sport/desporto/deco-diz-se-feliz-ao-jogar-por-portugal):

DECO SE DIZ FELIZ EM JOGAR POR PORTUGAL

Deco afirmou ontem em entrevista ao jornal espanhol ‘Marca’ que está feliz por ter optado pela selecção portuguesa em detrimento da brasileira. “Claro que poderia ter jogado pelo Brasil, mas estava em dívida com Portugal. Fui para lá muito novo e sempre me trataram bem. Tenho orgulho em jogar por Portugal”, afirmou, negando que esta opção tenha estado relacionada com o facto de ter poucas hipóteses de actuar pelo Brasil. Tenho qualidade e sei que mais cedo ou mais tarde chegaria à selecção brasileira. Hoje a jogar no Barcelona, seria convocado”. Recordando o primeiro ano em Portugal, “muito difícil”, Deco explicou que não ficou desiludido por não ter ganho a Bola de Ouro. “O Shevchenko tem mérito. Fiz coisas boas e ele também”.

E você, o que acha disso?

Aliás: o tempo muda muita coisa, como se vê na opinião de Scolari. O próprio Luís Felipe no ano passado, era criticado pelo próximo rebaixamento do Palmeiras (tanto que saiu da equipe). Depois de 8 meses venceu a Copa das Confederações e hoje concorre pela FIFA entre os 10 melhores treinadores do mundo.

O tempo é o senhor da razão, ou não?

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– O Dirigente Revolucionário de Passado Folclórico

Nunca me esquecerei do presidente do Atlético Paranaense, Mário Celso Petraglia, que um dia se envolveu em escândalo com o presidente do Corinthians, na época Alberto Dualib. Ambos negociaram resultados de jogos com o então presidente da Comissão de Árbitros da CBF, Ivens Mendes.

Prática de antigamente, dirigentes corruptos “vendiam” o árbitro sem ele saber. Se desse o placar vendido, o dirigente se gabava de cumprir o prometido. Caso contrário, alegava dificuldades do “encomendado árbitro” fazer o placar na partida.

Ivens ofereceu resultados ao Corinthians (em gravações do Jornal Nacional no ano de 1997), e para evitar complicações, Dualib sugeriu “um, zero, zero” (se recusando a falar abertamente 100 mil por um resultado).

Petraglia foi flagrado em conversas de R$ 25.000,00 para que o árbitro Oscar Roberto de Godoi (que nada sabia) fizesse o placar a seu favor, contra o Vasco da Gama.

Na época, descobriu-se que o dinheiro iria para a campanha eleitoral de Ivens a deputado em Minas Gerais, e perdeu seu cargo na CBF. Tanto Petraglia como Dualib continuaram suas vidas no futebol. O Corinthians não foi punido e o Atlético perdeu 5 pontos no Brasileirão daquele ano.

Recentemente, Petraglia radicalizou e disputou o Campeonato Estadual com um time Sub23, enquanto o time profissional viajou para a Europa, no primeiro trimestre de 2013.

No último dia 08, o dirigente atleticano declarou que o clube cobrará direitos de transmissão das emissoras de rádio, alegando que se as TVs pagam, as rádios também devam pagar.

Mais: Petraglia prometeu, caso não receba o valor desejado, transmitir em própria Web Rádio e Web TV os jogos do time, mas não transmitindo gols sofridos nos compactos de melhores momentos.

E aí, o que você pensa sobre o desejo do presidente Petraglia? Deixe seu comentário:

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– Diego Costa escolheu corretamente a Espanha

O brasileiro Diego Costa poderia defender a Seleção Espanhola por ser atleta com dupla cidadania. E ele tem se destacado no Campeonato Espanhol, jogando pelo Atlético de Madrid. O treinador Vicente Del Bosque o tem como um possível titular, caso escolhesse a Fúria. Felipão o convocou para a Seleção Canarinho, mas claramente seus primeiros nomes são Fred, Hulk e Jô para a posição.

Hoje, o atleta agradeceu a convocação mas rejeitou aceitá-la. Vai servir a Espanha. Scolari criticou, dizendo:

Deu as costas para um sonho de milhões“.

Ora, discordo completamente. Jogar por um país não é servir a Pátria! Os caras são profissionais, o futebol é um negócio e o jogador faz o que quer. Julinho Botelho optou pela Fiorentina do que a Seleção Brasileira, e nem por isso deixou de ser brilhante como jogador.

No Brasil, Diego Costa seria uma boa opção, mas não o provável titular. Na Espanha, onde ele mora, joga, vive, terá mais oportunidade. E mais: sua história futebolística é lá!

E você, o que acha disso? Deixe seu comentário:

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– As Invencionices de Platini

Michel Platini foi brilhante como jogador. E, como presidente da UEFA (e possível candidato à sucessão de Blatter na FIFA), tem mostrado algumas propostas polêmicas. Nas últimas duas semanas, duas idéias:

1- Eurocopa de 2020 com Brasil, Argentina, México e Japão: o propósito é transformar a competição europeia numa verdadeira mini-Copa do Mundo. E, nesta edição, não haveria país-sede e os jogos aconteceriam nas principais cidades do continente (e fora, dele, como Jerusalém ou Tel Aviv, já que Israel manifestou o desejo de sediar alguma partida e, apesar de asiático, é filiado a UEFA).

2 – Copa do Mundo com 40 nações: o dirigente manifestou que acha justo o aumento de vagas, a fim de democratizar mais a participação de países de todo o mundo, assegurando uma vaga direta à Oceania e o fim de repescagens.

Minha impressão particular é que Platini tenta peitar a FIFA com uma competição concorrente, ao mesmo tempo em que tenta angariar votos na próxima eleição da entidade (além da questão econômica), conquistando nações beneficiadas com novas vagas.

E você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

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– Análise da Arbitragem de Internacional x São Paulo

Gols e Pênaltis polêmicos na vitória do Tricolor Paulista. Vamos lá?

1- GOL DO SUPOSTO IMPEDIMENTO DO ALOÍSIO – Um fato inusitado, raro e mal resolvido: o 1o gol do São Paulo na partida. Comentava o jogo via Twitter e na hora cravei impedimento, ao assisti-lo pela modesta tela de 14”. Aliás, parecia incontestável que Aloísio estava a frente e que a bola fora lançada quando ainda tentava voltar. A TV Globo fez a animação da linha de impedimento mostrando a irregularidade. O comentarista Leonardo Gaciba garantiu. E eu, na hora, também.

No intervalo, mudei de TV (com imagem e tela bem melhores), e me surpreendi! A Globo repetiu o lance e pude reparar que o Tira-Teima fez errada a marcação da Linha de Impedimento! Algo incomum para o Padrão Globo, e que me fez rever minha posição: não houve impedimento e o gol foi legal.

Entenda: quando a bola é lançada por Rodrigo Caio, Aloísio está com o tronco bem a frente do tronco do penúltimo defensor. Mas não se avalia impedimento pelo referencial corpóreo, mas pelos membros jogáveis. Dessa forma, na imagem congelada, no instante em que a bola é lançada, Aloísio está com o pé bem avançado, e o zagueiro colorado com a cabeça esticada. E são esses os referenciais: o último membro jogável da defesa (cabeça do atleta do Internacional) está na mesma linha do primeiro membro jogável do seu adversário (pé do atleta do São Paulo)? E a resposta é… sim! Portanto, o gol do Aloísio que, num primeiro momento eu próprio avaliei como irregular, é legal. E reconsidero o que também postei em tuite sobre a posição do bandeira Luís Antonio Muniz Oliveira, outrora criticado por mim: ele estava corretamente situado no lance! Parabéns ao árbitro assistente (veja a imagem congelada ao final do texto).

2- SIMULAÇÃO DE ALOÍSIO – Aos 30 minutos, o jogador do São Paulo corre para tirar a bola do goleiro, que vai limpamente na jogada. Mas antes de Muriel tocá-la, o atacante se joga. E se atira numa atuação tão canastrã que fica fácil aplicar o cartão amarelo por simulação. Acertou o árbitro.

3- PRIMEIRO PÊNALTI SÃOPAULINO – O volante João Afonso comete a chamada infantilidade aos 42 minutos. Com as duas mãos, empurra o jogador Ademilson, na frente do árbitro, num lance bobo. Pênalti indiscutível. Mas não precisa aplicar cartão amarelo ao jogador do Internacional, foi uma falta simples.

4- SEGUNDO PÊNALTI SÃOPAULINO – Aos 52 minutos, após ser vencido na disputa de bola, Jorge Henrique pisa no pé de Ademilson dentro da área. O colorado reclama que foi fora (e, portanto, falta), mas Péricles Bassols acerta e marca dentro. Correto.

5- ATITUDE INCONVENIENTE DE GANSO – Até esse momento (64 minutos de jogo), o árbitro Péricles Bassols estava indo bem. Mas eis que Leandro Damião se machuca e ele para o jogo, reiniciando com Bola ao Chão. Na cobrança, estão Ganso e Otávio na disputa de bola. O colorado sai jogando (Ganso queria a devolução, pois quando se paralisou o lance a bola era de posse do São Paulo) e o atleta tricolor o empurra com as duas mãos fortemente, tentando-o atingir ainda por baixo. Falta claríssima e para cartão amarelo. O árbitro ficou só na conversa, os jogadores se amontoaram e ali ele começou a aparecer (negativamente).

6- PÊNALTI NÃO MARCADO PARA O INTERNACIONAL – Aos 78 minutos, Jorge Henrique sofre falta de Wellington em cima da linha. E como a linha faz parte da grande área, é pênalti. Mas Bassols se equivoca e marca falta (fora da área). Errou. Ninguém garante que na cobrança se converteria o tiro penal, mas… as chances da partida ser empatada faltando 12 minutos para o término eram grandes, não?

E você, o que achou do jogo? Deixe seu comentário:

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Para marcar o impedimento, deve-se ver o momento em que a bola sai na imagem congelada. Mas a linha do Tira-Teima está errada! O referencial é a cabeça do zagueiro do Internacional (não o corpo). Se você a deslocar na referência correta, verá que ela está na mesma linha do pé direito do Aloísio. Portanto, o gol foi LEGAL. O curioso da imagem é: a linha está até mesmo atrás do joelho esquerdo do defensor! Falha grossa do editor do tira-teima…

– Uma Revolta da Arbitragem

Se a moda pega…

Viram o juizão árabe agredindo jogadores no Oriente Médio?

Que coisa! E se fosse aqui?

APÓS MARCAR PÊNALTI, JUIZ AGRIDE JOGADOR E PROVOCA CONFUSÃO EM CAMPEONATO NO KUWAIT

(da ESPN Internacional)

Os jogadores do Al Nasser, do Kuwait, se revoltaram com a arbitragem da partida contra o Al Arabi. Na derrota pelo placar de 4 a 1, alguns atletas do time perderam o controle com o árbitro Saad Al Fadhli após a marcação de um pênalti. Em meio à chuva de cartões vermelhos distribuídos, o responsável pelo apito, pressionado, partiu para a agressão, com um soco e um chute.

Obviamente, os jogadores do Al Nasser se irritaram com a atitude de Al Fadhli. Alguns atletas da equipe que reclamou do pênalti, entretanto, evitaram qualquer agressão ao árbitro. Já na saída de bola, Zabn Al Enazi, camisa 9 do Al Nasser, tentou acertar o juiz por intermédio de um chute. Novo cartão vermelho em um dos jogos mais confusos dos últimos tempos.

Veja o vídeo:

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– Spots da Copa de 2014

E a Copa do Mundo do Brasil já tem seus filmes oficiais. Aqui vão 2:

Spot Nacional:

http://www.youtube.com/watch?v=GD7z95mGsbY

Spot por Oliver Stone:

https://www.youtube.com/watch?v=yNO4KCX4Avw&feature=autoshare

Muito bacanas, embora o tupiniquim esteja cheio de clichês!

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– A Nova Geografia do Futebol Nacional

Observe o significativo detalhe:

Porto Alegre, Curitiba, RJ e Curitiba são as cidades cujos times estão classificados para as semifinais da Copa do Brasil.

Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba e RJ lutam pelo G4 do Brasileirão.

Cadê os clubes paulistas? O Estado de São Paulo abdicou dos torneios nacionais?

E os treinadores de alto custo? Onde estão os resultados? Na ponta estão Mancini, Marcelo Oliveira…, que neste momento superam Tite, Luxemburgo, Muricy.

Justiça seja feita: Muricy e Jorginho Pastor (com São Paulo e Ponte Preta, respectivamente) são a esperança dos clubes filiados a FPF em busca da Libertadores da América, via Copa Sulamericana.

Vivemos uma nova realidade, onde os grandes clubes e grandes técnicos não são (ou não estão) tão grandes?

Por fim: não basta ter camisa e dinheiro; hoje, precisa-se ter competência técnica e administrativa.

Ou não? Deixe seu comentário.

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– Os Contrapontos de Pato Branco no Cenário Paulista

Ironias do destino e do futebol: Alexandre Pato se tornou vilão corinthiano numa noite; e a dúvida sobre os méritos de Rogério Ceni as vésperas do encerramento de sua carreira se desfizeram na mesma jornada.

O garoto está crucificado; o veterano coroado. Ambos da cidade de Pato Branco.

O futebol realmente é incrível e mexe com paixões. Há menos de 1 ano o Corinthians era Campeão Mundial e ousava em contratar o atacante do Milan. Há duas semanas, Rogério Ceni era questionado duramente por perder um Majestoso.

É por isso que o esporte bretão é tão cativante!

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– Ídolo não deve ser Treinador

Sempre tive a seguinte convicção: jogador brasileiro que é ídolo em seu clube não deve se aventurar como treinador. Na Europa, é diferente pela cultura. Aqui, se o técnico não ganha, torcedores nem se importam com o passado de glórias.

Recentemente tivemos alguns exemplos: Fernandão e Falcão foram vaiados no Internacional. Bobô, nome maior do Bahia, também foi ofendido quando esteve no comando do Tricolor Baiano. Leão no Palmeiras também serve de exemplo.

Será que Rogério Ceni ou Marcos, caso quisessem ser treinadores no São Paulo ou Palmeiras, seriam exceções? Penso que não.

Bem faz Zico, que fez uma carreira fora do Brasil e nem cogita dirigir o Flamengo.

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– Feliz Aniversário, Pelé!

A primeira vez que matei aula na vida, foi para assistir ao jogo dos 50 anos de Pelé no San Ciro, em Milão! Lá ocorreu um amistoso contra a “Seleção do Resto do Mundo” (o time tinha na ponta-esquerda Rinaldo! Aff…).

Tudo o que vi de Pelé em campo foi através de VT. Imagine o que devo não ter visto… Se jogasse agora, com a qualidade da bola, do material esportivo, dos gramados e com a existência dos cartões amarelos e vermelhos (a maior parte da carreira dele aconteceu antes do advento dos cartões), teria passado de 2000 gols!

Parabéns ao Pelé e ao Edison no seu(s) aniversário(s) (como ele mesmo desassociou sabiamente a figura dos dois). Igual outro Pelé, dificilmente teremos. Maradonas e Messis – também raros – surgirão; mas Pelé…

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem de Grêmio x Corinthians

O catarinense Paulo Henrique de Godoy Bezerra apitará o decisivo jogo entre Grêmio x Corinthians. Ele  tem 44 anos, há tempos apita jogos da série A – mas em pequena quantidade de escalas. Nunca se destacou. Seria um jogo para homenageá-lo, já que tem muitos anos de carreira e está próxima de encerrá-la?

Seu estilo é “bipolar”: ou solta muito o jogo, ou segura demais; nada de meio-termo. Não descartaria reclamações pós-jogo. Vide a ruim atuação no recente Cruzeiro x Fluminense pelo Campeonato Brasileiro.

Uma curiosidade: nos outros 3 jogos, 3 paulistas apitarão: Seneme (FIFA), Paulo César de Oliveira (FIFA) e Luiz Flávio de Oliveira (asp FIFA). Por quê não um árbitro do mesmo naipe para a partida de Porto Alegre?

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem de Universidad Catolica x São Paulo

Uma no cravo, outra na ferradura”: essa é a situação do árbitro paraguaio Antonio Arias em confrontos do São Paulo, e que está escalado para o jogo de volta do Tricolor Paulista pela Copa Sulamericana.

A última arbitragem em que Arias trabalhou no Brasil foi Atlético Mineiro x São Paulo (Libertadores da América, em maio deste ano), partida em que o presidente atleticano Alexandre Kalil conseguiu vetar árbitros brasileiros através de solicitação à Conmebol. Atuação tranquila, já que o desenrolar do jogo não trouxe lances polêmicos ou violentos.

Mas na sua penúltima atuação, na Argentina… Lembram-se de Tigre x São Paulo, no Bombonera? Foi a final da Sulamericana 2012, e o juizão teve péssima atuação, obrigando que para o jogo do Morumbi (aquele inacabado) fosse escalado o melhor árbitro da América do Sul naquele momento, Enrique Osses, a fim de evitar complicações maiores.

Naquela oportunidade, Antonio Arias sentiu a pressão do estádio do Boca Juniors (mesmo não estando lotado), ignorando faltas claras dos argentinos e apitando todos os lances faltosos duvidosos dos brasileiros. É o que se costuma chamar de “arbitragem caseira. Em particular, deixou Rafael Toloi ser agredido por duas vezes e não puniu Echeverria, Paparatto e Maggiolo, que pelo número e violência das infrações cometidas, mereciam ser expulsos. Nessa mesma partida Luís Fabiano e Donatti foram expulsos (corretamente).

Num jogo que exigiu, o árbitro foi mal. No mais recente, sem ser exigido, apitou o “feijão-com-arroz”. O que esperar para essa 4a feira?

Espero que a partida se desenrole normalmente, pois se for difícil, o árbitro comprometerá técnica e disciplinarmente. Seu mérito é o desempenho físico, que não compensa as outras debilidades.

E você, o que espera do jogo? Deixe seu comentário:

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– Os donos de Estádios e os donos dos Times

Conversar e não por no papel pode ser perigoso. Se no mundo dos negócios já é difícil apalavrar sem colocar os detalhes elucidados, imagine no mundo do Futebol, onde tudo e todos são movidos pelas paixões.

A onda agora é: Os Estádios construídos pelos parceiros. A empresa que administra o Maracanã vira e mexe está em atrito com os clubes cariocas, e a dívida com a Companhia Municipal de Água do RJ já chega a quase 200 mil reais, sendo que existe a possibilidade de corte do serviço.

No Rio Grande do Sul, Grêmio e OAS têm divergido de tudo. Ambos alegam que possuem dinheiro a receber do outro. Mas não existe um contrato que reza o acordo firmado?

Mesma situação com a Arena do Palmeiras: a WTorre diz que o clube mente sobre situações mal resolvidas no negócio, e sem se entenderem, criam uma guerra de declarações.

Talvez pior do que tudo isso sejam os estádios construídos com dinheiro público, onde as verbas envolvidas deveriam ser questionadas pelo sócio que nunca se manifesta: o contribuinte brasileiro!

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– Análise da Arbitragem de Bahia x São Paulo

Lances polêmicos na Fonte Nova, neste domingo. Vamos a eles?

A- GOL ANULADO DE PAULO MIRANDA: aos 7 minutos, após cruzamento, Paulo Miranda ergue a perna e consegue tocá-la fazendo o gol, na saída de Marcelo Lomba que está próximo; após o toque, por casualidade, Paulo Miranda (involuntariamente) pisa no goleiro. Independente desse pisão, o árbitro anula e assinala Tiro Livre Direto (falta por contato físico). E errou. Entenda: o pé alto é quando você levanta a sola em disputa de bola e não há contato físico, estando esta sola próxima de atingir (mas sem tocar) o adversário. Se a distância do pé e do oponente for segura, não é infração estar com a sola erguida.

Em tese, não é falta estar com o pé erguido, mas sim disputar uma bola que leve perigo à integridade física do atleta do outro time. Leve em consideração o seguinte: Paulo Miranda não está pulando com o pé já no alto, mas sim o ergue (isso é importante: o movimento é de baixo para cima) durante a proximidade da bola, diminuindo o risco. Quando a atinge, o goleiro está mergulhando nela, tentando alcançá-la, sem conseguir atingi-la.

Eu não entendo tal lance como “jogo perigoso”; portanto, não é falta. Se o árbitro entendeu que fosse, deveria ter marcado Tiro Livre Indireto (portanto, reiniciado o jogo com falta em dois lances a favor da defesa, e o sinal de que ocorreu a marcação é o braço erguido). Como ele reiniciou com o braço não-erguido, marcou Tiro Livre Direto, o que indica o seguinte: Sandro Meira Ricci entendeu que houve contato físico da sola de Paulo Miranda em Marcelo Lomba (a diferença é: “pé alto” significa uma solada sem nenhum contato físico, reinicia-se com falta em 2 lances; se existir contato físico (um simples encostar que seja), é tiro livre direto.

Assim, você pode interpretar de duas formas: jogada normal (que é minha interpretação) ou até mesmo jogo perigoso (respeito quem interpretou dessa forma). Mas nunca anular reiniciando por tiro livre direto, pois significa que entendeu falta por contato físico.

B- EXPULSÃO DE DENILSON: aos 33 minutos, Willian Barbio está com a bola e Denilson não busca roubá-la, mas parar o adversário. Só que aí ele atinge o atleta do Bahia com as travas da chuteira no tornozelo. Falta para Cartão Vermelho. Entenda: no futebol, há 3 tipos de faltas, que são:

  • 1- POR IMPRUDÊNCIA, quando você não queria fazer a falta mas acaba fazendo;
  • 2 – POR AÇÃO TEMERÁRIA, quando você faz falta sem pensar nas consequências do lance; e
  • 3- POR FORÇA EXCESSIVA, quando você pratica uma ação mais viril e que pode lesionar o adversário.

Alguns entendem que Denilson praticou uma temeridade; eu entendo que foi um excesso; afinal, atingir o adversário com a sola no tornozelo, abandonando a jogada e no meio campo, é para Vermelho Direto. E vai uma dica: há um vídeo de treino para os árbitros FIFA visando a Copa do Mundo de 2014, onde há diversos tipos de sanções para lances faltosos. Neste treinamento, há um lance específico muito parecido (salvo engano, num jogo Dinamarca x Finlândia, arquivo eletrônico postado pelo espanhol Garcia Aranda, ex-responsável pela Comissão de Árbitros-FIFA e que gentilmente postou na Comunidade “Arbitragem de Futebol” na rede social Google+, que ele participa conjuntamente comigo e com outros amigos) onde a orientação da FIFA para essa jogada é: Expulsão. Como Sandro Ricci estará na Copa e certamente assistiu o vídeo, tenho plena convicção de que se recordou dele. Acertou no lance.

C- EXPULSÃO DO MAICON: Lance fácil para a arbitragem. Ironizar o árbitro aplaudindo-o após a marcação de algo que não concorde é punição disciplinar com Cartão Amarelo. Se já tinha, é Segundo Amarelo e Vermelho. Correto o árbitro. Vale ressaltar: esse tipo de situação deveria ser punida pelo clube, já que era uma expulsão evitável. Por tal ato de indisciplina Maicon se auto-suspendeu para a próxima partida. Não cabe uma multa a ele?

Curiosidade: há uma câmera da Rede Globo que flagra Muricy Ramalho na hora em que Maicon comete a indisciplina. A sua reação esbravejando contra seu atleta por tamanho erro é impressionante, em desespero total! Vale a pena conferir o link em globoesporte.com/jogo/brasileirao2013/20-10-2013/bahia-sao-paulo.html (vídeo 9).

D- COMPORTAMENTO DO FERNANDÃO: há dois lances questionáveis:

1- Uma suposta cotovelada de Fernandão: A Regra diz que se o jogador AGREDIR ou TENTAR agredir seu adversário deverá ser expulso. O árbitro tem que ter a certeza de que houve uma tentativa de agressão (atingindo ou não o adversário). Hoje, muitos torcedores (e até jogadores) confundem o TENTAR com IMAGINAR. Certa vez, ouvi de um torcedor o questionamento se deve expulsar jogador que parece querer atingir o adversário. Como “parece”? A Regra fala em ação efetiva de DAR ou TENTAR, nunca na subjetiva interpretação de IMAGINAR agredir.

2- Uma agressão ao árbitro: O jornalista Mauro Beting escreveu que Fernandão atingiu Sandro Ricci com uma peitada. Confesso que não vi esse lance. Se ocorreu, é agressão e Cartão Vermelho, sem qualquer contestação. Funciona assim: jogador reclama ou se comporta mal, adverte-se verbalmente, esperando que melhore sua conduta. Excedeu, aplica-se o Cartão Amarelo. Se não dá para suportá-lo mais, Segundo Amarelo e consequentemente o Vermelho. Qualquer agressão (verbal ou física) é Expulsão.

Em suma: jogo difícil e boa arbitragem de Sandro Meira Ricci, sendo que o gol de Paulo Miranda é o mais discutível por ser pura interpretação: a jogada levava perigo ou não?

E você, quer comentar? Deixe sua mensagem.

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– O Árbitro agora é Profissional. E daí?

Vejo muita gente comemorando a regulamentação da profissão de árbitro de futebol. Mas quem milita no meio sabe que esse projeto sancionado pela presidente Dilma Rousseff é, na verdade, uma hipócrita e demagógica ação que nada mudará no dia-a-dia dos árbitros de futebol, tampouco trará melhorias práticas.

Assustou com minha opinião? Explico a ilusão desse projeto:

1 – Ao árbitro será permitido se associar em cooperativas de trabalho e sindicatos. Mas já não é assim? E, pasmem: se um árbitro não se sindicalizar e/ou cooperar, não apita jogos profissionais nesse país! No Rio de Janeiro, Jorge Rabello, funcionário da FERJ, é o responsável pelo departamento de árbitros da entidade. Porém, é ele quem dirige o Sindicato e a Cooperativa de lá! Em São Paulo, Arthur Alves Júnior é o presidente do Sindicato dos Árbitros e Silas Santana trabalha na Cooperativa, sendo que ambos são funcionários da FPF! Claro que tudo está dentro da lei; e, mesmo sendo legal, poder-se-á contestar: não é imoral? A mim, tal situação desagrada muito, já que entendo como incompatibilidade de cargos. Se o árbitro tiver que brigar com a Comissão de Árbitros de SP ou do RJ, e quiser recorrer ao Sindicato, terá que recorrer à mesma pessoa. Dá para imaginar o Rabello do Sindicato discutindo com o Rabello da Federação Carioca?

Reforço: nada contra essas pessoas, mas entendo ser impossível que se tenha condição de trabalhar antagonicamente em cargos tão distintos, sendo o mesmo dirigente.

2- A Lei reza que o árbitro poderá trabalhar em Ligas e Entidades de prática do Futebol. Ué, cadê a novidade?

Na verdade, se festeja única e exclusivamente o fato de que, no papel, existe uma profissão chamada de “árbitro de futebol”. A lamentar que nada se fez para que o árbitro receba FGTS, tenha direito a 13o e Férias, fruto de registro na Carteira de Trabalho, sendo as Federações e/ou a CBF o(s) patrão(ões).

Aliás, me causa curiosidade: por quê os Sindicatos e Cooperativas que agora podem representar o árbitro (mas que já representavam) não lutam para que as Federações e a Confederação assumam o árbitro como empregado? Que banquem os treinos para melhorar o desempenho em campo e os assumam como funcionários profissionais para que se dediquem integralmente a profissão e não cometam tantos erros.

Reitero: a Lei é demagógica, já que ilude o cidadão comum a pensar que algo vultuoso foi feito; e hipócrita, pois se comemora para disfarçar o que está em situação calamitosa, que é a péssima condição dos árbitros do Brasil, resultando em arbitragens no nível que se vê.

Gozado: para apitar em São Paulo, os árbitros assinam um documento de próprio punho dizendo que são prestadores autônomos de serviços aos clubes, sendo que a FPF é quem os paga, via Sindicato (descontando-se taxa sindical), alegando que o dinheiro é repassado das verbas que o clube receberia a fim de evitar calote.

Isso não é contestado por quê?

Portanto, torcedor comum, não se anime: nada mudará nos jogos que você assistir. E aos árbitros, vale o lembrete: você não ganhou nada com a nova lei.

Invejo a Inglaterra. Lá sim o árbitro é profissional, com contrato de trabalho e tudo mais.

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– Não se está invertendo a tabela do Brasileirão?

Não gosto da idéia de se aproveitar grandes estádios que não são originalmente dos clubes para a mudança de jogos da Tabela do Brasileirão. Sejam os estádios da Copa para que tenham alguma utilização e não sejam criticados pela ociosidade (como o Estádio Mané Garrincha), sejam por interesses econômicos para faturar mais (como Campo Grande).

O certo é que a Portuguesa foi mandante no Mato Grosso do sul contra o Corinthians. Não houve influência no placar, tanto que a Lusa goleou o Timão. Mas só tinha corinthiano no estádio…

Agora, contra o Flamengo, a Portuguesa jogará no Castelão como mandante. Claro que vai ganhar muito mais dinheiro do que se jogasse no Canindé, e é esse o propósito. Mas não dá chance para discutir se isso é correto ou não? Sabidamente, a torcida do Mengão será muito maior e isso permite o questionamento se não é uma inversão de campo.

E aí, o que você acha desse tipo de situação? Deixe seu comentário:

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– Mandos e Desmandos da Perda de Campo

Há certas coisas que trazem à tona grande discussão: uma delas é a punição aos clubes que perdem seus mandos de jogos.

Atualmente, vemos um sem-número de punições a clubes cujas torcidas arranjarem confusões na arquibancada. Justo, pois é necessário que os dirigentes que tanto ajudam suas organizadas sejam responsabilizados por fomentá-las, sejam tais ajudas por ingressos cedidos, dinheiro doado ou passagens arranjadas.

O problema é: impedir o clube de jogar em sua praça é a medida adequada? Veja o seguinte caso: Corinthians x Santos jogarão no estádio Fonte Luminosa, em Araraquara.

Será que os torcedores que há tempos promovem arruaça não viajarão até lá? Apenas se transferiu o jogo de lugar, e, possivelmente, realocaram as brigas no Interior do Estado (levando aos oficiais da PM desses lugares à loucura, já que não estão acostumados com esses baderneiros profissionais).

Veja ainda o caso do Santos FC: se jogasse no Pacaembú, a logística seria mais simples e as despesas menores. Agora, a equipe santista tem que viajar mais longe, gastar mais tempo e mais dinheiro.

Quem de fato foi punido? Até financeiramente o clube pode levar vantagem, pois como o Corinthians não joga clássicos por lá, poderá aumentar o valor das entradas e se dar bem.

Para mim, a punição mais sensata é jogar com portões fechados. Os torcedores que causaram confusão não entrariam, o time seria punido financeiramente e o clube adversário não se sentiria afetado por tal medida.

E para você, qual o tipo de punição mais justa?

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– Neymar Pai sobre Neymar Filho

Li um pedaço do livro “Neymar, Conversa Entre Pai e Filho” (editora Universo dos Livros), de Felipe Pontes. E Neymar, o pai, fala porque Neymar, o filho, não foi para a Europa cedo.

Um atleta não nasce da noite para o dia. Vi que ele tinha gosto pela bola. Foi com o passar do tempo que tive a certeza do seu talento. Quando percebi, não poderia deixá-lo sozinho, porque fui jogador de futebol e sei como é esse meio. Existem pessoas capacitadas, como existem pessoas despreparadas para cuidar e gerenciar a carreira desses meninos e meninas. Eu já tinha experiência e também procurei estudar e me informar para ajudá-lo no que fosse preciso (…) Desde os 11 anos, Juninho já tinha contrato com o clube. Isso vale muito para nós: o reconhecimento que o Santos sempre teve por meu filho. E o dinheiro não vale mais que isso. Tanto que, em março de 2006, ele poderia ter se tornado jogador do Real Madrid. Não quis. Nós não quisemos. Em seis dias na Europa, Juninho e eu não aguentávamos mais. Não conseguíamos comer mais nada. Deixá-lo na Europa, ainda que ganhando bem, era uma violência para uma criança de 13 anos. Não era sua hora ainda. Ele precisava ter vivido tudo o que passou no Santos e no Brasil. Tudo tem seu tempo. E o dele, agora no Barcelona, chegou.

Bem orientado, hein? Vejo muitos jovens de famílias desestruturadas se perdendo precocemente por culpa da falta de orientação. Nota 10 para Neymar pai.

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– De Bestial a Besta em menos de uma Temporada

O ônus da má campanha do Corinthians sobrará para o treinador Tite?

Incrível. Há menos de um ano ele era admirado, endeusado, aplaudido… E, com a apatia e má fase de alguns atletas, passa a ser o culpado.

Tite é o responsável por Romarinho, Pato e Emerson não conseguirem colocar a bola para dentro?

E aí vem outra questão: caso Tite seja demitido, quem, assumiria? Mano Meneses?

Abre o olho, Corinthians. Demitir o treinador nem sempre é a melhor solução.

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– As Surpresas Européias da Copa do Mundo

Ôpa! Mais clubes europeus classificados para a Copa do Mundo do Brasil em 2014. E observo algumas surpresas: Portugal e França não conseguiram a vaga direto e terão que lutar na Repescagem. Pra mim, seria uma decepção ver ambas seleções fora, em especial, Portugal, nosso país-irmão.

Mas há coisas legais: a Bósnia irá participar do seu primeiro mundial de futebol. Em Guerra por 20 anos, finalmente a população vai as ruas em Sarajevo para uma festa.

Sobre os palpites da disputa em si, mantenho pela ordem de favoritos- Brasil, Argentina, Espanha e Alemanha. Um deles será o campeão.

A imagem mais legal até agora foi a festa da classificação da Bélgica, veja esse vídeo: http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=WJk5nO7w0Jw. A Comissão Técnica e os Reservas ansiosos pelo apito final, na partida que garantiu o passaporte para a Copa, esperam se juntar com os titulares. Aos 2’21”, os jogadores belgas extravasam e cantam “a moda deles” a canção Aquarela do Brasil! Muito legal.

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– Chile x Equador será…

Empate!

Daqui a pouco jogarão pelas Eliminatórias da Copa do Mundo, Zona Sulamericana, Chile x Equador.

Curiosidade: se o jogo acabar empatado, ambos estarão classificados para 2014! O motivo é que estão empatados na tabela, e se alguém perder, pode ser ultrapassado pelo Uruguai e ir para a repescagem…

E aí: será um jogo de compadres?

Talvez. Em breve saberemos. Mas isso dá um gancho para uma discussão: tal fato acontece pois o torneio é em pontos corridos. E se fosse play-offs eliminatórios?

Ainda assim prefiro o torneio de pontos corridos. Mas fica a sugestão para uma discussão em breve sobre o tema: o “mata-mata” não seria mais emocionante?

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– As Tabelas Alternativas do Brasileirão

Parece que está virando rotina: desde a implantação dos pontos corridos, quando o Campeonato Brasileiro se aproxima das rodadas finais, aparecem as “Tabelas Alternativas”.

Tradicionalmente, elas são de “classificação com erros de arbitragem corrigidos“. E agora, depois do pênalti desperdiçado por Rogério Ceni contra o Corinthians, aparece uma de “classificação se os pênaltis tivessem sido convertidos“.

Vale para a farra do torcedor curioso. Para o profissional de futebol, claro que não!

Imagine só: todo especialista “mais fanático” tende a reclassificar seu time se ele não tivesse sido prejudicado em jogo contra X ou contra Y. O torcedor apaixonado só se lembra dos lances que ele considera errados (mesmo que não sejam) do seu clube e desconsidera erros a favor dos adversários e favorecimentos à sua própria equipe.

Quer um exemplo desta semana? O Grêmio-RS! Após ser favorecido com erros graves contra o Santos, Portuguesa, Corinthians e São Paulo, jogou contra o Fluminense e alega ter sido prejudicado. A diretoria prometeu um “dossiê do apito” à CBF. Seu dirigente do departamento de futebol, Rui Costa, chegou ao absurdo de declarar publicamente:

Não sei se é coincidência {tantos erros de arbitragem contra nós} ou não. Mas nós vamos começar a pressionar também, nem que tenha que invadir o campo. Vamos defender os interesses do Grêmio“.

Tal afirmação pode dar punição ao clube gaúcho, afinal, está ameaçando claramente a arbitragem para os próximos jogos. E fica a observação: com medo de que “erros a favor” sejam compensados futuramente, já se faz reclamações antecipadas preventivas. Tipicamente pressão de reta final do campeonato. E sejamos justos: os únicos prejuízos ao Grêmio foram contra a própria Lusa, numa partida horrível do árbitro, onde ele venceu com erros contra e a favor, além de um lance isolado do bandeira no jogo contra o Fluminense no sábado passado.

Não existe “Tabela de erros corrigidos”. Quem faz essa tabela considera pênalti em gol. Mas quem garante que a marcação de um pênalti se transforma em gol? A bola pode ser defendida, bater na trave, ir para fora… Há os que exageram: consideram que jogador “mal expulso” é fundamental para a derrota de um clube. Ora, o Santos perdeu Alisson (bem expulso) e goleou o São Paulo com um atleta a menos. Pior: os árbitros riem quando lêem nessas tabelas que um impedimento em contra ataque entra na conta dos erros de arbitragem, como se isso fosse garantia de gol!

Futebol não tem essa lógica de causa e efeito pré-determinados. As variáveis são numerosas. E lha que interessante: se for levado ao pé-da-letra tal metodologia, passe errado na entrada da área para jogador bem posicionado deveria virar gol; escanteio mal marcado como tiro de meta também; falta de ataque idem. Ou seja: toda partida iria ter uma média de gols altíssima (sempre a favor do supostamente prejudicado).

Avalie: quantos erros um árbitro comete nas numerosas decisões que toma? E quantos passes, gols, “frangos” e outros erros 11 atletas de cada time cometem? Assim, vale discutir: qual erro é mais preponderante no futebol: o do árbitro ou o do jogador?

Rogério Ceni que o diga no último domingo. Ele salvou o São Paulo em pelo menos duas bolas importantes e é crucificado por Cássio defender a sua cobrança de pênalti. Quer dizer que se ele tomasse um gol ao invés de realizar uma defesa difícil, mas convertesse o pênalti, as manchetes seriam outras?

Infelizmente, o futebol é ingrato. Ídolos viram vilões em 90 minutos e o árbitro, claro, sempre será o desonesto para alguns.

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– Análise da Arbitragem de São Paulo 0 x 0 Corinthians

Disciplinarmente ótimo, tecnicamente bem, fisicamente regular. Enfim, arbitragem muito boa de Wilson Luís Seneme no Majestoso dessa tarde.

Era o nome correto para apitar o jogo, embora andava sem ritmo, mesmo tendo sido escalado nas últimas rodadas (ficou muito tempo sem atuar por culpa do teste físico FIFA, aguardando o re-teste após reprovação).

Disciplinarmente, só não leva nota 10 pois deixou de dar Cartão Amarelo a Emerson Sheik, e teve duas oportunidades para isso: a primeira aos 16’, quando Emerson adianta a bola para um lado e pula do outro em Rodrigo Caio, tentando simular pênalti. A segunda aos 51’, quando Emerson sofre uma falta de Douglas e na sequência deixa o braço. Sem contar o quanto falou, reclamou, polemizou.

Tecnicamente, Seneme só teve deslizes em uma ou outra falta não marcada no começo de cada tempo de jogo. Isso é a falta de ritmo, típico de quem se ausentou por alguns meses: quando ele entrou na partida prá valer (a partir de 4 a 5 minutos de cada tempo), voltou a mostrar o seu melhor.

Fisicamente, tentou correr bastante, sofreu com os contra-ataques mas sempre esteve bem posicionado devido a sua noção de espaço em campo. Nada de críticas.

O Pênalti aos 88 minutos: ali há contato entre perna e joelho, a meia altura, desequilibrando o adversário. Apesar de Diego Macedo usar as mãos nas costas de Reinaldo, não demonstrou força suficiente para derrubá-lo. Com os pés não há toque. Portanto, a infração foi a meia altura, marcada com correção. Se no meio campo, é falta simples e sem discussão. Na área, é pênalti (para mim, a aplicação do cartão amarelo ao Diego Macedo foi desnecessária, mas respeito a interpretação do árbitro que entendeu como ação temerária, por isso o advertiu).

Observação: um jogo nervoso como este não é fácil. Quero destacar que o começo da partida, com inúmeras faltas e o árbitro mostrando sua autoridade foi decisivo para a arbitragem. Se o juizão não tivesse nome, o jogo descambaria.

Consideração final: Rodrigo Caio jogou no limite do permitido. Fez faltas sem ser violento, usou da virilidade até onde se pode, mas, cuidado: se pegar um árbitro caseiro numa partida fora de casa, será expulso, pois infelizmente há a cultura do “encostou-marcou” ainda em nosso país.

E você, o que achou do jogo? Deixe seu comentário:

Abaixo, lance-a-lance o desenrolar da partida:

O jogo, como se esperava, era chato, nervoso. E Seneme começou bem, apitando uma bola presa do Corinthians aos 15 segundos de jogo.

Aos 35 segundos, Ralph e Douglas foram disputar a bola de maneira forte, leal, mas ambos caíram em campo e os dois times pediram falta. Seneme deixou o lance seguir, e na saída de bola, mostrando autoridade e serenamente, conversou com ambos. Emerson Sheik foi reclamar e o árbitro nem deu ouvidos.

Com 3’30”, Rodrigo Caio vai na bola, a atinge mas acaba também acertando Romarinho. Era falta por imprudência, já que não queria, mas atingiu o adversário. Árbitro não marcou.

Aos 5 minutos, de novo Rodrigo Caio disputa a bola com virilidade, derrubando Danilo, mas de forma leal. Jogada normal.

Aos 5’46”, na linha lateral, Emerson vai propositalmente em Edson Silva após perder a disputa de bola. Era falta, Seneme não marcou. Se fosse um árbitro sem nome, o jogo já estaria perdido, pois os atletas fariam aquela “acareação” nefasta no futebol, tipo: bolinho, rodinha, cara-a-cara.

11’: numa jogada bem marcada do bandeira Celso Barbosa, Ademilson recebe a bola, estando ele e mais 4 jogadores são-paulinos em impedimento. Atacantes devem ficar atentos a isso…

Aos 12m, falta simples em Ralf, bem marcada. Mas mais da metade dos jogadores de cada time ergueu a mão; os do Corinthians, logicamente, pedindo rigor. Os do São Paulo, dizendo ser nada.

Simulação: aos 16’, Emerson Sheik avança na área, toca para o lado e pula em Rodrigo Caio, que a domina limpamente. Sheik cai, visivelmente tentando cavar o pênalti e forçando a barra para complicar a vida do sãopaulino. Seneme nada marcou.

19’: Denilson calça Danilo, falta bem marcada.

Depois disso, o jogo transcorreu tranquilamente. Uma ou outra jogada mais forte, como a (de novo) Rodrigo Caio, novamente leal, em Romarinho aos 30’. Mas nada de anormal. O árbitro impõe respeito.

Aos 34, Maicon faz falta simples em Emerson, Seneme marca corretamente. Mas o gozado é: todo mundo fica com o pé atrás do Sheik, pois os tricolores ficam olhando com canto de olho, ressabiados. Na cobrança dessa falta, o próprio Emerson cabeceia e a bola vai pra fora. E pra variar, Sheik sai batendo boca com Reinaldo. O atacante gosta disso…

36’: Paulo André trava a bola de maneira limpa em disputa com Aloísio, que caiu. Lance normal, acertou o árbitro, marcando escanteio. Na cobrança, Edson Silva empurra Paulo André, o árbitro não vê e o Árbitro Adicional não ajuda. Sorte que em nada resultou o lance.

38’: Romarinho parte para o ataque e Paulo Miranda o agarra. Cartão Amarelo bem aplicado.

Aos 41’ Emerson e Rodrigo Caio disputam uma segunda bola após tiro de meta cobrado por Cássio. Emerson faz carga em Rodrigo Caio e Seneme marca falta. Novamente Sheik sai reclamando.

43’: falta normal de Ralph em Denilson, bem marcada. Nada de cartão. Correto.

Novo impedimento de Ademilson aos 46’, novamente bem marcado. Sempre que vejo esse atleta em campo, percebo muitos impedimentos. Poderia ser melhor orientado sobre isso.

47’: Aloísio faz falta na lateral do meio campo em Sheik. Bem marcado, embora o são-paulino reclame de agressão, que não ocorreu.

58 segundos do segundo tempo: Edson Silva pula para dividir com o goleiro Cássio, e comete falta por atingir sua mão na mão do goleiro. Bem marcado.

50’: Fábio Santos toca por trás na bola, Douglas cai e fica parado no chão, olhando para o bandeira. Não foi nada, acertou o árbitro.

51’: Emerson sofre a falta de Douglas, Seneme marca e Emerson deixa o braço no adversário. Seneme segurou o jogo, não deixou cobrar a falta rápido e advertiu verbalmente Emerson. Errou, deveria ter dado Cartão Amarelo. E logo aos 52’, o mesmo Emerson, em disputa de bola, empurra Rodrigo Caio com a mão no rosto. Seneme erra de novo, ao não marcar a falta.

53’: o jogo está nervoso, Douglas faz falta temerária, Seneme marca e aplica o Amarelo. Correto.

Aos 56’ Rodrigo Caio (na mesma linha que o penúltimo adversário) e Aloísio impedido esperam a bola; ela chega a Aloísio e o bandeira marca bem o impedimento.

65’: Gil empurra Denilson, falta boba, simples, bem marcada. Na cobrança, Paulo Miranda faz falta em Cássio, também bem marcada.

Aos 70’, falta de Denilson em Fábio Santos. O lateral tenta cobrar rápido, e o volante impede. Se ele chutasse a bola em Denilson, fatalmente o atleta tricolor receberia o cartão amarelo.

74’: Nova falta de Douglas, agora em Romarinho. Novamente bem marcada.

Aos 75’: Rodrigo Caio faz falta em Emerson Sheik. Quantas vezes digitei isso nessa partida?

75’: Falta de Emerson em Rodrigo Caio. Toma lá, dá cá…

81: Denilson puxa Ibson, falta bem marcada. Poderia até ter recebido Cartão Amarelo, pelo número e natureza das faltas.

Aos 83, Gil e Welliton disputam a bola. Welliton mata no peito, protege-a até a linha de fundo e por baixo Gil dá um leve toque. Traído por si próprio, o bandeira Danilo Simon marcou lance a favor do Corinthians. Seu único erro na partida.

O lance do jogo: aos 88’, Reinaldo entra na área e Diego Macedo vai intercepta-lo. Coloca as mãos na costas mas sem força suficiente para derrubá-lo. Por baixo (pés), não há lance faltoso. Há sim à meia-altura, contato coxa e joelho que desequilibra. Pênalti difícil para se marcar com acerto de Seneme.

Por fim, ainda houve tempo para um cartão amarelo ao Jadson por agarrar Ibson, aos 92’.

Fica a consideração: erro de árbitro pode decidir jogo. Erro de jogador, talvez mais ainda.

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– Dia da Padroeira do Brasil (e dos Árbitros de Futebol)

Poucos sabem, mas na década de 90, em eleição entre os árbitros de futebol, Nossa Senhora da Conceição Aparecida foi escolhida como padroeira da categoria. Motivo: sendo que a Maria é Mãe de Cristo, necessária seria sua benção e invocação para que fosse eleita também a Mãe dos Árbitros (tão lembrada nos gramados).

Há quase 11 anos, por indicação do Padre Ton Ferreira, o então bispo de Jundiaí, Dom Amaury Castanho (que se tornou conhecido nacionalmente por suas cartas à imprensa defendendo radicalmente os valores cristãos), aprovou e reconheceu oficialmente a Oração do Árbitro de Futebol, que não existia até então, direcionada ao Filho de Deus por invocação de Nossa Senhora Aparecida.

Abaixo, reconhecida pelo Vaticano, a oração aos árbitros de futebol devotos de Maria, neste dia onde ela é lembrada não só por ser padroeira do Brasil, mas também como patrona dos Árbitros de Futebol.

ORAÇÃO DO ÁRBITRO DE FUTEBOL

Senhor Jesus Cristo,

Tu, que conheces o íntimo de cada um de nós, tem piedade de todo o teu povo.

Pedimos tuas bênçãos para todas as pessoas que estão envolvidas na prática esportiva: árbitros e jogadores, torcedores e policiais, gandulas e jornalistas, fiscais e dirigentes das nossas federações.

Nós te amamos, mas sabemos de nossas fraquezas. Humildemente, te suplicamos a proteção, visando não as vitórias ou honrarias humanas, mas a um bom, honesto e seguro trabalho. Acima de tudo, que seja feita a tua santa e bendita vontade.

Tudo isso te pedimos por intercessão de Maria Santíssima, a quem carinhosamente temos por mãe, invocada como Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil e Patrona dos Árbitros de Futebol.

Amém.

COM APROVAÇÃO ECLESIÁSTICA DO SR BISPO DA DIOCESE DE JUNDIAÍ, DOM AMAURY CASTANHO, EM 04/12/2002

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– A Regulamentação da Profissão de Árbitro de Futebol

Vejo muita gente comemorando a regulamentação da profissão de árbitro de futebol. Mas quem milita no meio sabe que esse projeto sancionado pela presidente Dilma Rousseff é, na verdade, uma hipócrita e demagógica ação que nada mudará no dia-a-dia dos árbitros de futebol, tampouco trará melhorias práticas.

Assustou com minha opinião? Explico a ilusão desse projeto:

1 – Ao árbitro será permitido se associar em cooperativas de trabalho e sindicatos. Mas já não é assim? E, pasmem: se um árbitro não se sindicalizar e/ou cooperar, não apita jogos profissionais nesse país! No Rio de Janeiro, Jorge Rabello, funcionário da FERJ, é o responsável pelo departamento de árbitros da entidade. Porém, é ele quem dirige o Sindicato e a Cooperativa de lá! Em São Paulo, Arthur Alves Júnior é o presidente do Sindicato dos Árbitros e Silas Santana trabalha na Cooperativa, sendo que ambos são funcionários da FPF! Claro que tudo está dentro da lei; e, mesmo sendo legal, poder-se-á contestar: não é imoral? A mim, tal situação desagrada muito, já que entendo como incompatibilidade de cargos. Se o árbitro tiver que brigar com a Comissão de Árbitros de SP ou do RJ, e quiser recorrer ao Sindicato, terá que recorrer à mesma pessoa. Dá para imaginar o Rabello do Sindicato discutindo com o Rabello da Federação Carioca?

Reforço: nada contra essas pessoas, mas entendo ser impossível que se tenha condição de trabalhar antagonicamente em cargos tão distintos, sendo o mesmo dirigente.

2- A Lei reza que o árbitro poderá trabalhar em Ligas e Entidades de prática do Futebol. Ué, cadê a novidade?

Na verdade, se festeja única e exclusivamente o fato de que, no papel, existe uma profissão chamada de “árbitro de futebol”. A lamentar que nada se fez para que o árbitro receba FGTS, tenha direito a 13o e Férias, fruto de registro na Carteira de Trabalho, sendo as Federações e/ou a CBF o(s) patrão(ões).

Aliás, me causa curiosidade: por quê os Sindicatos e Cooperativas que agora podem representar o árbitro (mas que já representavam) não lutam para que as Federações e a Confederação assumam o árbitro como empregado? Que banquem os treinos para melhorar o desempenho em campo e os assumam como funcionários profissionais para que se dediquem integralmente a profissão e não cometam tantos erros.

Reitero: a Lei é demagógica, já que ilude o cidadão comum a pensar que algo vultuoso foi feito; e hipócrita, pois se comemora para disfarçar o que está em situação calamitosa, que é a péssima condição dos árbitros do Brasil, resultando em arbitragens no nível que se vê.

Gozado: para apitar em São Paulo, os árbitros assinam um documento de próprio punho dizendo que são prestadores autônomos de serviços aos clubes, sendo que a FPF é quem os paga, via Sindicato (descontando-se taxa sindical), alegando que o dinheiro é repassado das verbas que o clube receberia a fim de evitar calote.

Isso não é contestado por quê?

Portanto, torcedor comum, não se anime: nada mudará nos jogos que você assistir. E aos árbitros, vale o lembrete: você não ganhou nada com a nova lei.

Invejo a Inglaterra. Lá sim o árbitro é profissional, com contrato de trabalho e tudo mais.

Abaixo, compartilho o texto da lei:

LEI nº 12.867, DE 10 DE OUTUBRO DE 2013

Regula a profissão de árbitro de futebol e dá outras providências.

A PRESIDENTA DA REPÚBLICA

Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º
A profissão de árbitro de futebol é reconhecida e regulada por esta Lei, sem prejuízo das disposições não colidentes contidas na legislação vigente

Art. 2º
O árbitro de futebol exercerá atribuições relacionadas às atividades esportivas disciplinadas pela Lei no 9.615, de 24 de março de 1998, destacando-se aquelas inerentes ao árbitro de partidas de futebol e as de seus auxiliares

Art. 3º
(VETADO)

Art. 4º
É facultado aos árbitros de futebol organizar-se em associações profissionais e sindicatos.

Art. 5º É facultado aos árbitros de futebol prestar serviços às entidades de administração, às ligas e às entidades de prática da modalidade desportiva futebol.

Art. 6º
Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 10 de outubro de 2013;

192º da Independência e 125º da República

DILMA ROUSSEFF

Manuel Dias

Aldo Rebelo

Luís Inácio Lucena Adams

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– CBF, na hora do aperto, apela para os bons!

Se você viu Ricardo Marques Ribeiro, Péricles Bassols e outros árbitros de outros estados apitando os clássicos paulistas, deve ter se questionado sobre o critério.

Seria integração?

Seria por serem da FIFA?

Seria para ganharem experiência?

Não seria nada disso. A resposta é: por falta de árbitros e para preservar algum nome para jogo importante.

Há dias, escrevemos no Blog da Rede Bom Dia / Diário de São Paulo de que provavelmente a Comissão de Árbitros estaria preservando nomes para poder sorteá-los no Majestoso. Sugerimos ainda que Wilson Luís Seneme, melhor árbitro brasileiro em atividade (e que não estará na Copa do Mundo por culpa do exigente e exagerado teste físico) poderia ser o escolhido e ganharia o sorteio. E foi (não de maneira forçada, claro, pois o sorteio é público).

Adivinhação?

Claro que não. Simplesmente a lógica: não temos árbitros disponíveis. E aqui fica a observação: São Paulo x Corinthians no Morumbi é tão importante que, se pudesse, o próprio Pereirão (Antonio Pereira da Silva, presidente da CA-CBF e ex-árbitro FIFA) apitaria esse jogo.

Outra consideração: há tempos jaz o número de paulistas para grandes jogos. A FPF não conseguiu renovar a contento, árbitros de outras federações apitaram jogos entre paulistas, e a CBF não teve coragem de testar ninguém.

Fica fácil dizer que revela árbitro escalando em jogo fácil. Mas quando a coisa é importante, o “sorteador” tem medo de renovar.

Parece aquela história do anúncio impossível: “precisa-se de jovens com experiência“. Como ter jovens experientes se eles buscam uma oportunidade e ninguém a dá?

Se ao invés de escalar FIFA em jogos de importância média, escalasse árbitros emergentes, nada disso estaria acontecendo. Aí vem a outra questão: quem são os emergentes?

Sobre Seneme: tem experiência, é respeitadíssimo, mesmo tendo contra si o condicionamento físico. Mas como ele conhece os atalhos do campo, saberá encontrar um posicionamento muito bom para encurtar caminho e estar próximo da jogada. Ótima escolha, digo, sorteio.

Ops: e o que acontece com Sandro Meira Ricci, bom árbitro e que representará o país na Copa? Tão pouco aproveitado nesse ano… Estaria sendo preservado também? Mas o Mundial é só em 2014!

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– O VAR da nossa Vida!

Essa fala em tom de brincadeira, surgida ao acaso, abaixo, faz sentido. Leia:

“Uma lição do futebol moderno que eu ouvi: ‘Quero um VAR para rever minha vida e verificar onde eu errei’. Mas, cá com meus botões: eu devo mudar minhas decisões?”

E aí: mudar ou não o passado? Faria algo diferente?

Difícil dizer alguma coisa…

É muito bom ter momentos assim de vez em quando...

Foto extraída de: https://paralemdoagora.wordpress.com/2013/05/23/solidao-e-solitude/. Crédito: Isaías Costa.