– Arbitragem decide Jogo ou decide Campeonato?

Quantos erros de arbitragem nas últimas rodadas do Brasileirão, hein? É perceptível que o quadro de árbitros é pequeno em número de capacitados e volumoso em número de nomes. Ainda assim, aqueles que erram constantemente voltam às escalas. E isso é um problema: todo ano as escolas de árbitros vão inflando os quadros das federações com centenas de formados! Só em SP, quase 100/ano. Onde há partidas para todos atuarem e manterem ritmo? A política em incentivar a quantidade e não primar pela qualidade é nociva. Sobram juízes no Brasil, enquanto que na Europa são raros os candidatos à função. Consequentemente, nem sempre os melhores acabam tendo oportunidades.

Vide os últimos jogos: no clássico paulista Lusa x Santos, o carioca Péricles Bassols. No Flamengo x Vasco da Gama, Ricardo Marques Ribeiro. No Atlético Mineiro x Corinthians, o baiano Jailson Macedo. Todos com erros significativos nas últimas rodadas, e sempre nas escalas. Lembrando ainda da trágica atuação do capixaba Marcos da Penha no ABC x Palmeiras.

E será que tantos equívocos decidirão o Brasileirão?

Para o título, claro que não, afinal o Cruzeiro na série A (e o Palmeiras na série B) só aguardam o fechamento matemático para erguerem o caneco. É como o Sebastian Vettel na Fórmula 1: está no aguardo de qual rodada antecipada comemorar. Mas algo preocupante: e as Zonas de Classificação à Libertadores e Rebaixamento?

Costuma-se dizer que no mata-mata o erro é decisivo, enquanto que nos pontos corridos os erros se compensam ao longo das 38 rodadas. Aliás, sempre comunguei dessa idéia; porém…

Repensando e reavaliando, acho importante algumas considerações. Vamos a elas?

  1. Em um JOGO ISOLADO, a arbitragem pode decidir um resultado: se uma equipe tem um gol validado ilegalmente aos 40 minutos do 2o tempo, fica difícil para o adversário recuperar o prejuízo. Mas se o erro acontece aos 5 minutos do 1o tempo, tem praticamente uma partida inteira para correr atrás. Só que até aí existe a injustiça: se o jogo é entre equipes parelhas, e se o time beneficiado saber se retrancar muito bem, também nessa ocasião existe o prejuízo.
  2. Em uma SÉRIE ELIMINATÓRIA (mata-matas), o erro pode ser ainda mais determinante e provocar uma desnecessária “pressão contínua”. Imagine um time que perde no jogo de ida na casa do adversário com jogador expulso, pênalti inexistente ou gol ilegal? No jogo da volta, em seus domínios, o coitado do árbitro será pressionado por antecedência por culpa do árbitro anterior, a fim de “compensar o erro do seu colega”, e isso é péssimo para o futebol! Sem contar que nesses play-offs, se o erro é contabilizado num segundo jogo, a diluição do prejuízo em erro a favor (sem intenção, obviamente), é inexistente.
  3. Em um CAMPEONATO LONGO (como o Brasileirão), vemos inúmeros equívocos ao longo das rodadas. Quem é prejudicado, reclamará como de costume. Mas os erros se autocompensam (em tese); e há exceções! Nas últimas partidas, veja o caso do Grêmio-RS: foi beneficiado com erros de arbitragem contra o Santos (com arbitragem do Péricles, citado acima), contra a Portuguesa (com arbitragem do Jaílson, também citado), contra o Corinthians (com arbitragem do Ricardo Marques, que assim como os outros dois, também trabalhou na rodada) e contra o São Paulo (com arbitragem do Heber). Só que aí existe algo que passa batido: em algum momento, existiram erros contra o Grêmio. Contra a própria Portuguesa o time teve gol anulado, e certamente em outras partidas.

Podemos concluir portanto que o problema é: em quais momentos, em que sequência e em que gravidade o erro se dá.

Avalie: os erros contra o Grêmio ocorreram numa fase mórbida da equipe, ainda dirigida por Luxemburgo. Os erros a favor ocorreram na fase ascendente, já com Renato Gaúcho, e em sequência de vitórias com o time embalando no torneio.

Se um time nervoso como o São Paulo ou o Vasco da Gama sofrem um erro de arbitragem na fase ruim (mesmo se já existisse erro a favor em outras rodadas), a equipe sente muito mais dentro de campo e o falatório do erro perdura pela semana. Se um time psicologicamente em alta sofre o mesmo erro, a repercussão pode ser a mesma, mas o efeito sentido pelo time no campeonato é diminuto. Ou alguém acha que o Palmeiras deixará de ganhar o título da série B pelos erros do jogo contra o ABC no último sábado, ou do começo do campeonato contra o Sport em Recife?

Tudo em tese: time bom ganha até de péssima arbitragem, que não decide o título de um campeonato se as equipes forem desniveladas. Mas se as equipes forem niveladas, a arbitragem influencia a colocação final, principalmente na Zona de Rebaixamento, já que cada ponto é precioso.

E aí: quer comentar? Deixe sua mensagem:

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(As análises das partidas da última rodada podem ser acessadas no Blog do Rafael Porcari no site do Bom Dia / Diário de São Paulo, em: http://www.redebomdia.com.br/blog/lista/109/Rafael+Porcari,

ou ainda no Blog sobre Regras e Atuações “Pergunte ao Árbitro“, em: http://pergunteaoarbitro.blog.terra.com.br.

Se preferir, visite também o Blog de Contemporaneidades do professor Rafael Porcari, que contém esse e outros assuntos como Administração, Política, Comportamento e Religião em: http://professorrafaelporcari.blog.terra.com.br).

– O pênalti em dois toques de São Paulo x Vitória

Responda rápido: é válido um gol de pênalti em dois toques?

Surpreenda-se com a resposta: sim! Mas não como o de Juan na partida no Morumbi, válida pelo Brasileirão da série A.

Entenda: o tiro penal deve ser sempre cobrado por um jogador identificado (não vale um ameaçar cobrar e outro chutar, como em cobranças de falta ensaiadas) e sempre tocando-a para a frente (não necessariamente para o gol). Euller, o “filho do vento”, que começou a carreira no América-MG, se aprimorou nesse detalhe no final da carreira: nas cobranças de pênalti, um companheiro chutava a bola em diagonal, ele usava a sua velocidade, dominava-a e chutava para o gol. Estratégia arriscada, mas válida, em pênalti convertido por dois toques.

O que não pode é um mesmo jogador tocar seguidamente a bola, e isso vale para qualquer cobrança de tiro (Tiro Inicial e Tiro de Reinício de Jogo; Tiros Livres Direto e Indireto; Tiro de Meta e Tiro de Canto; e, claro, Tiro Penal).

Um jogador só poderá tocar na bola novamente após cobrar um tiro (qualquer que seja) depois de um toque de qualquer outro atleta (companheiro ou adversário). E tocar não significa que seja voluntário, pode ser um toque por domínio claro, leve resvalão ou desvio inesperado. Mas atenção: tocar na trave, na bandeira de escanteio ou em alguém da arbitragem não vale, pois são neutros.

Se um jogador cobrar um tiro livre (ou penal, como Juan) e a bola simplesmente relar nele antes do toque de outro adversário, é marcado um tiro livre indireto para a equipe adversário no local onde aconteceu o “bi-toque”. E um detalhe: se o segundo toque for na mão, é tiro direto.

Agora, pense: quantas vezes você viu tal lance em uma partida profissional? Situação realmente inusitada… Juan cometeu infração, mas passou batido para o juizão.

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– Arbitragem de ABC x Palmeiras e as Deficiências dentro e fora de campo

Uma vergonhosa demonstração de desorganização e ganância. É nisso que se resume a confusão pré-jogo de ABC x Palmeiras, além dos erros da arbitragem.

O estádio estava superlotado nitidamente. E a culpa é de quem?

  1. – De quem vendeu a mais (O ABC vendeu uma carga maior do que a capacidade do estádio)?
  2. – Venderam ingressos por fora? (A velha estratégia de ingressos não contabilizados, fugindo de tributações)?
  3. – Ingressos advindos do fruto da falsificação (também comum no Brasil)?

Infelizmente, vai ser difícil saber quem é (ou são) o(s) culpado(s).

Mas vamos a algumas coisas que foram extremamente falhas ou indevidas:

1- Natal é uma das sedes da Copa do Mundo. A esta altura das obras para a Copa, não seria legal que tal partida fosse para um jogo-teste da Arena das Dunas? Aliás: será que ela ficará pronta a tempo, já que é a obra mais atrasadas de todas?

2- O depoimento de Roberto Fernandes em entrevista a TV Bandeirantes, dizendo que “havia muitos espaços vazios na arquibancada” e se mostrando “preocupado com o que o árbitro iria relatar, pois o ABC não poderia perder o mando de campo e o jogo tinha que acontecer”. Demonstrou nenhuma angústia em ver o sofrimento das pessoas que ali estavam, nitidamente despreocupado em preservar a vida dos torcedores.

3- Numa situação assim pré-jogo, o árbitro só poder começar a partida na seguinte condição: o Comandante do Policiamento entrega por escrito um documento dando garantias para a realização da partida, pois o árbitro não pode (e nem deve) avaliar se há segurança ou não. Se não for dada essa garantia, a partida é adiada e a CBF remarca o jogo.

4- A FIFA mostrou-se correta na filosofia de estádios sem alambrados por motivos de segurança, e o Frasqueirão, estádio do ABC, foi prova disso: em caso de superlotação, evitaria-se que pessoas ficassem espremidas na cerca. O problema é que estádio sem alambrado no Brasil é utopia. Já imaginaram Corinthians x Palmeiras (e na arquibancada Gaviões da Fiel x Mancha Verde) numa decisão de título e acontece um lance duvidoso aos 45 minutos do 2o tempo? Coitado do juizão! Invasão e guerra campal.

5- Aliás, e o Pênalti do ABC? O árbitro capixaba Marcos André da Penha errou na marcação do tiro penal que resultou no 2o gol a favor do time potiguar. O Jogador Timbó do ABC dobra as pernas se antecipando na possibilidade de um toque! Por baixo, não foi nada, pois se joga antes de ser tocado; por cima, não foi empurrado com força suficiente que o derrubasse. Ali, deve-se marcar simulação, tiro livre indireto a favor do Palmeiras e a aplicação do Cartão Amarelo ao atleta.

6- E o Gilmar, camisa 11? Caiu numa disputa de bola, rolou no chão como se tivesse sido atropelado por uma Catterpillar e pediu substituição (tudo isso para evitar um cartão amarelo pela atitude inconveniente). Não deu certo. Recebeu a advertência e depois voltou ao campo (se bem que foi substituído mais tarde).

7 – E o Boaventura agarrando o atacante Caio dentro da grande área nos acréscimos? Pênalti, com abraço total do zagueirão. Se tivéssemos um árbitro adicional ali atrás, poderia ter salvado o árbitro.

8 – No último lance (20 a 30 segundos após o pênalti não marcado para o Palmeiras), outro pênalti, com uma sola do jogador potiguar no palmeirense: Pé alto, sem contato físico, é tiro livre indireto. Mas o jogador do ABC acaba tocando o jogador palmeirense. Portanto, por menor que seja o contato físico num pé alto, se existir contato físico, vira tiro livre direto; e dentro da área, é pênalti.

Cá entre nós: faltou futebol e sobraram situações de unfair-play e bagunça. Uma pena.

E você, o que achou de tudo isso? Deixe seu comentário:

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– Vasco x Inter e um impedimento ativo que não precisa nem de toque!

Você já deve ter ouvido a expressão de “impedimento passivo que se torna ativo“; ou aqueles ditos de que “jogador lança para A mas sobra para B“; ou ainda que “a bola foi para fulano que interferiu em sicrano estando a frente da bola“.

Vamos deixar de teorias e mostrar na prática?

Veja o 3o gol do jogo Vasco 3 x 1 Internacional, válido pelo Brasileirão, na última 5a feira. Ele está disponível em: http://is.gd/VASCOxINTER

Repare o seguinte: Cris chuta a bola para a frente; seu companheiro André, em dificílima posição para o bandeira decidir (porém, estava em posição de impedimento) tenta disputar a bola com um jogador colorado. Num primeiro momento, não se sabe se ele toca ou não na bola, não havendo domínio. Ela acaba sobrando para Willie, que em posição legal faz o gol.

Válido ou não?

A questão é: Se André não tocou na bola (mesmo estando em posição de impedimento), e ela sobra para um companheiro dele, o gol deve ser anulado ou não?

Respondo com algumas outras considerações:

1 – Se André tocasse na bola, o árbitro deveria marcar impedimento por jogo ativo por ter participado diretamente da jogada.

2 – Se André não tocasse na bola, mas estivesse sozinho no lance, a jogada deveria continuar pois ele está em impedimento passivo, já que em nada interferiu até a bola chegar ao seu companheiro.

3 – Se André tocasse ou não na bola, com um adversário disputando-a (como se vê no vídeo), a jogada deve ser paralisada pois ele está em impedimento ativo por interferir contra um adversário. O jogador do Internacional não sabe se André está ou não em posição de impedimento e sua ação de disputar a bola faz com que o zagueiro vá em sua direção. Se o atleta do time gaúcho soubesse que ele não disputaria a bola ou se André estivesse imóvel, demonstrando que abdica do lance pela sua posição, o lance seria válido por impedimento passivo, pois não interfere na jogada, nem no adversário, tampouco se beneficia da posição.

Assim, o 3o gol foi irregular. Mas perceba: o bandeira provavelmente não errou na interpretação de ativo ou passivo, mas se equivocou se estava na mesma linha ou não, já que o lance é rápido.

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– Um Espaço Impresso

Com alegria, compartilho com os amigos que a partir da próxima semana, nossa coluna virtual no espaço da Rede Bom Dia / Diário de São Paulo passará a ser impressa semanalmente, todas as 3as feiras, falando sobre futebol, curiosidades da rodada e arbitragem.

Agradeço aqueles que sempre acessaram nosso espaço no blog, e convido aos amigos para também prestigiarem a coluna publicada no Bom Dia Jundiaí.

Vamos interagir, colocar temas importantes para discussão e tirar dúvidas sobre as Regras do Jogo. Tem algo a perguntar? Pergunte ao Árbitro!

De antemão, obrigado pelo carinho!

Att

Rafael Porcari

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– Pré-Análise da Arbitragem para Santos x São Paulo

Ricardo Marques Ribeiro (FIFA-MG) apitará o SanSão desta noite. Não gostei da escala por vários motivos e vale um questionamento: não temos árbitros paulistas de bom nível para este clássico doméstico? Ou alguém da FIFA de bom nome, mais capacitado?

A chance de reclamações será grande, em decorrência da fragilidade da autoridade do árbitro e seu histórico de fracas atuações (vide sua arbitragem ruim recente em Corinthians x Grêmio); muitos cartões e jogo pegado serão prováveis. Deveriam escalar Wilson Luís Seneme, Sandro Meira Ricci ou Leandro Pedro Vuaden (já que a metodologia do sorteio permite chegar próximo a um árbitro desejado).

Sendo na Vila Belmiro, suportar a pressão é fundamental. E ainda há o fator “última partida”, já que o São Paulo está irritado com o erro de Heber Roberto Lopes (que está em má fase nos últimos meses). Ricardo não tem o perfil ideal p/ a partida, mesmo sendo FIFA. Aliás, ser do quadro internacional hoje não quer dizer muita coisa, infelizmente. Nada de meritocracia para receber o escudo. Avacalhou-se!

Vamos ao estilo: o árbitro costuma soltar o jogo demais; depois tenta segurá-lo marcando tudo (inclusive faltas de ataque inexistentes). É o seu estilo.

Isso mostra a insensibilidade da Comissão de Arbitragem: em jogo importante, tem que ter árbitro respeitado. Tal escala seria pelo motivo de guardar um nome de peso para o próximo Majestoso?

Tomara que Ricardo Marques tenha um dia atípico e realize uma ótima arbitragem nessa noite.

E aí, qual seu palpite para a partida? Deixe seu comentário:

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– Alguém duvida dos Campeões dos Brasileirões neste ano?

Alguém duvida que os dois Palestras (Cruzeiro, o mineiro; e Palmeiras, o paulista) já são campeões das séries A e B respectivamente?

Não dá para discutir. E repare: o G4 parece que também já se define, pois a distância que esses clubes abriram em relação ao 6o colocado (pois o 5o é o Atlético Mineiro, já classificado por ser o atual campeão, não conta) é muito grande!

A propósito: alguém percebeu que o saldo de gols pró do Cruzeiro (30 gols) é o TRIPLO do 2o melhor saldo, do Atlético Paranaense?

É só acompanhar a luta pelo Z4, pois, na parte de cima, tudo definido na minha modesta opinião.

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– Esquisitices da Rodada Futebolística

O que dizer dos paulistas no Campeonato Brasileiro? Nas 4 divisões, em confrontos com equipes de outros estados, apenas a Ponte Preta ganhou do Botafogo no Maracanã (na série A) e o Barueri do Duque de Caxias (série D).

E o Corinthians? Há 9 1/2 meses o time era campeão do mundo, e agora amarga uma tremenda crise…

Ainda: falar o quê da mão na bola do Kleber que o Heber não marcou a favor do São Paulo (veja a análise desse lance em http://www.pergunteaoarbitro.blog.terra.com.br)?

Falando em São Paulo, uma ironia: seria expulsão do jogador do Grêmio e penalidade máxima ao São Paulo. Mas quem garante que seria gol, já que há tempos o Tricolor Paulista anda perdendo pênaltis?

Não podemos nos esquecer das Torcidas Organizadas de Palmeiras e Corinthians: estão fazendo suas equipes perderem tanto mando de jogo, que vale a brincadeira- quando a Arena Palestra e o Itaquerão estiverem às vésperas de serem inaugurados, é capaz dos times estarem ainda com mandos suspensos…

E o STJD? Deu 2 jogos de punição ao Valdívia do Palmeiras por forçar o 3o cartão amarelo, mas apenas 1 jogo ao Elias do Flamengo. Que raio de critério é esse?

Por fim: Felipão está bravo com a FIFA pois ela pode permitir que o brasileiro Diego Costa sirva a Seleção Espanhola. Mas Luís Felipe o convocou para um amistoso e nunca mais o chamou! Reclamar do quê?

Terminando pra valer: e o nosso glorioso Paulista de Jundiaí? Assim como inúmeros times tradicionais do Interior de SP, está parado, sem jogar, com salários atrasados e esperando 2014. Até quando o caixa desses times aguenta? Não dá para viver de verba de 3 meses de Paulistão, nem manter departamento profissional ocioso por tanto tempo! Federação rica e times pobres, a incoerência do futebol…

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– O pênalti não marcado em São Paulo x Grêmio

Bola na Mão ou Mão na Bola?

Ô pergunta chata no futebol… e novamente ela apareceu neste domingo, no Morumbi, na partida São Paulo x Grêmio.

Aos 66 minutos, Reinaldo cobrou uma falta a favor do São Paulo, e a bola bateu na mão de Kleber, que estava na barreira.

Bateu acidentalmente ou bateu porque a mão a interceptou por vontade do gremista?

Vamos lá: para marcar uma falta ou pênalti por uso indevido das mãos na bola, o árbitro deverá levar em consideração as seguintes circunstâncias (extraídas da Regra 12):

– o movimento da mão em direção à bola, e não da bola em direção à mão (intenção ou não de usar a mão para pegar ou parar a bola);

– a distância entre a bola e o adversário (dá tempo da mão “desaparecer” da jogada para que ela não bata, ou seja, retirar ela da interceptação?);

– e a bola que chega de forma inesperada (bateu no susto?).

Não esquecendo que há a nova (e recentíssima) orientação para que o árbitro avalie se em determinados lances não houve movimento antinatural dos braços no momento do toque, numa intencionalidade disfarçada de falsa imprudência, ou ainda um risco mal calculado do atleta em que a bola possa bater nos braços, em jogada que se poderia evitar.

Portanto, esqueça alguns ditos de que é necessário verificar a posição das mãos ou braços: a posição da mão não pressupõe necessariamente uma infração (braço colado, braço aberto, mão em punho ou riste… tudo bobagem e folclore!). Esqueça também ditos populares de que a bola ía para o gol, impediu um cruzamento, entre outras crendices (Importante – é a única infração em que você exclusivamente avalia INTENÇÃO, pois não há a possibilidade de avaliar as outras nuânces da regra, que são a imprudência ou uso de força excessiva).

Por fim: o atleta pode usar a mão para defesa do corpo, se vê que a bola irá machucá-lo; por exemplo, se o jogador percebe que a bola acertará o seu rosto violentamente, ele pode colocar as mãos como proteção; idem para as partes íntimas. Isso não é infração.

Avalie: Kleber usou as mãos para a proteção pessoal crendo que se machucaria, ou foi um movimento deliberado para desviar a bola?

Creio que não há dúvidas: foi pênalti, fácil de se marcar, e que o bom Heber Roberto Lopes errou grosseiramente.

E você, o que achou do lance? Deixe seu comentário:

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– Prestígio na Corda Bamba?

A Conmebol divulgou os árbitros para as duas próximas rodadas das Eliminatórias Sulamericanas para a Copa do Mundo. Dos 8 jogos, teremos 4 com arbitragem brasileira. Veja:

Equador x Uruguai: Sandro Meira Ricci

Colômbia x Chile: Paulo César de Oliveira

Uruguai x Argentina: Marcelo de Lima Henrique

Chile x Equador: Leandro Pedro Vuaden

Ótimas escolhas. E pensando bem… temos Wilson Seneme, Heber Roberto Lopes, Péricles Bassols, Ricardo Marques Ribeiro, Chicão de Alagoas e Wilton Pereira Sampaio. Teriam eles condições de serem escalados?

Sinceramente, além dos 4 que apitarão, só Seneme e Heber fazem jus ao quadro FIFA. Estamos numa entressafra que perdura muito, e acaba sendo prejudicial ao futebol.

Mas atenção: o que mais me preocupa é- a carência é de árbitros ou de dirigentes do apito? Há quanto tempo os nomes são os mesmos? Como vamos renovar, se não há renovação dos renovadores? E isso vai além da arbitragem, vai do futebol como um todo.

Os nomes do futebol de hoje sempre lá estiveram: Marco Polo, Marin, Ricardo Teixeira, Juvenal… E vai me dizer que renovação é Andrés Sanches (que foi diretor do Dualib e depois da CBF)?

Uma nova geração de dirigentes esportivos parece surgir. Luís Álvaro, do Santos FC, era uma luz que parece ter se ofuscado. Paulo Nobre, do Palmeiras, parece ser alguém a se considerar (até agora). Mas e outros nomes? Não há nenhum candidato a Paulo Machado de Carvalho, mas muito a “Joões Havelanges”.

Um país de futebol forte possui uma arbitragem capacitada; pois quanto mais elevado for o nível do seu campeonato local, maior será a capacitação da sua arbitragem. E nessa ciranda de nomes que não se renovam, o prestígio que nossa arbitragem ganhou lá fora anos atrás parece estar na corda bamba.

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– Times da Inglaterra com cadarço contra a homofobia

A ONG Stonewall, que luta pelos direitos dos homossexuais, em conjunto com a casa de apostas Paddy Power, lançaram na semana passada uma campanha anti-homofobia pedindo apoio aos times de futebol da Inglaterra.

A idéia gerou polêmica: a entidade mandou cadarços multicoloridos (as cores do arco-íris representam a causa GLTB), a fim de que os jogadores os usassem em suas chuteiras, divulgando o movimento gay e a luta contra o preconceito homossexual. O material foi doado pela Paddy Power.

Porém, pouquíssimos aderiram: ninguém se disse contra o uso por motivo de discriminação sexual, mas sim por razões comerciais. Clubes alegaram que não poderiam usar os cadarços pois estariam fazendo publicidade gratuita para a casa de apostas; alguns jogadores disseram que os patrocínios pessoais com as empresas de material esportivo os impediriam. E há quem simplesmente recusou a participação sem justificar o motivo. Assim, apenas dois clubes apoiaram a campanha e usaram os cadarços multicoloridos: Arsenal e Everton.

Outros clubes que deixaram a  decisão livre aos seus atletas e não se manifestaram: Chelsea, Aston Villa, Cardiff, Crystal Palace, Hull City, Fulham, Manchester City, Newcastle, Stoke City e West Bromwich.

Times que proibiram expressamente o uso do cadarço: Manchester United, Liverpool, Swansea, Norwich, Southampton, Sunderland, Tottenham e West Ham.

E você, o que pensa sobre isso: ação oportunista (marketing de emboscada) da casa de apostas, má vontade dos clubes ou erro da Stonewall, que escolheu “o esporte errado” para divulgar sua causa?

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– Juve punirá quem sair para o vestiário e não ficar no banco após substituição

Vejam só: o treinador Antonio Conte (da Juventus – ITA) está irritado com o fato de jogadores substituídos ao invés de acompanhar o restante da partida com seus companheiros no banco de reservas, se dirigirem ao vestiário para “adiantar o banho”.

Na última partida, mesmo já tendo avisado aos atletas que tal fato era um “menosprezo aos seus colegas de trabalho e desrespeito ao clube”, Pirlo foi sacado da partida contra o Verona na metade do segundo tempo e foi embora para o vestiário. Conte entendeu que era um ato de rebeldia e criou uma regra própria para os atletas da “La Vecchia Signora”. À Gazzeta dello Sport, declarou:

A regra define que um jogador que deixe o campo, a não ser que esteja lesionado ou seja transportado em maca, terá que se dirigir ao banco e assistir ao resto do jogo com os companheiros. Se não for cumprida, os jogadores terão que pagar uma multa e ficarão afastados do plantel por um mês.

E aí, concorda ou discorda de Antonio Conte? Não permanecer com seus companheiros reservas após ser substituído é ato inconveniente? Merece 1 mês de punição?

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– Há 1 ano Corinthians e Conmebol estavam numa boa relação…

Exatamente há 1 ano, mesmo com Emerson Sheik tendo mordido a mão de um argentino do Boca Jrs na Libertadores, a Conmebol dava o troféu Fair-Play ao Corinthians.

Parece que a relação mudou bastante. Vide o episódio de “Oruro” e a rebeldia de “André Sanches”.

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– Quando a Picaretagem no Futebol leva à Fama!

Parece gozação, mas não é. Lembram do recente episódio em que o massagista Esquerdinha invadiu o campo e salvou um gol do Tupi-MG contra seu time, o Aparecidense, pela série D?

Pois é. O Deputado Federal Sandro Mabel (PMDB-GO) quer que ele se candidate a Deputado Estadual! Olha o que disse o nobre parlamentar, a respeito do convite feito ao “massagista-goleiro”:

Saímos na frente. Vamos lançá-lo com o slogan: ‘Este defende a cidade (de Aparecida de Goiânia)“.

Incrível. É gente desse naipe que mudará o Brasil? O infrator vira herói nesse país…

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– Moral de Oscar, o 10 absoluto?

Chelsea é Oscar e “mais 10 quaisquer”?

Olha o que José Mourinho, seu treinador na Inglaterra, falou sobre o jogador (ex-São Paulo e ex-Internacional):

Não estou pronto para pedir que Oscar ocupe funções defensivas. O Brasil tem os jogadores mais talentosos do mundo para se atuar com a camisa 10, e ele joga na Seleção. Por isso é meu titular”.

Em tempo: Mourinho, quando técnico do Porto, disse que seu camisa 19 na época, o meia Carlos Alberto (ex-Corinthians, ex- Fluminense, ex- Vasco…) era “um dos maiores talentos que já tinha visto; mas que parecia não ter boa cabeça…

Acertou em cheio!

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– Só Cartão Vermelho basta a Felipe Mello?

Há certas situações no futebol que beiram o absurdo pela imprudência e descontrole dos jogadores. Ontem, na Turquia, na partida Besiktas 1 x 2 Galatassaray, o jogador Felipe Mello conseguiu ser o centro das atenções: deu um carrinho criminoso no seu adversário (o também brasileiro Ramon, ex-Vasco e Corinthians), foi expulso e quis arranjar briga em campo, sendo contido pelos seus companheiros. Não contente, se recusava a sair de campo, inflamando a torcida adversária. Após um bom tempo de confusão, ao sair do gramado, começou provocar a torcida do Besiktas mostrando a camisa e gesticulando contra ela.

Conclusão: houve invasão de campo, os jogadores tiveram que correr para o vestiário e a partida não acabou.

Será que só a punição por suspensão automática é válida para Felipe Mello? Veja o lance em: http://www.youtube.com/watch?v=-Z2ynCNuNJg

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– Gobbi tirará a Homenagem?

E depois de 3 ex-detentos de Oruro se envolverem em briga dentro de estádio, outro torcedor corinthiano que esteve preso na Bahia aprontou: agora, disparando tiros contra um policial após fugir de uma blitz.

Gente fina esse pessoal, não?

O pior de tudo é que o Presidente (e delegado de polícia) Mário Gobbi disse, na comemoração do Campeonato Paulista vencido pelo Corinthians, que o título era para esses “injustiçados” apóstolos de Oruro…

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– Esquema de Manipulação de Jogos de Futebol envolveu o Brasil também?

A Europol e a Interpol anunciaram que prenderam membros de uma quadrilha que manipulava resultados de futebol, envolvendo jogadores, árbitros, treinadores e dirigentes.

O problema é: as autoridades de Cingapura, responsáveis pela detenção dos criminosos, anunciou que havia a certeza de manipulação de resultados em jogos na Europa e suspeitas sérias de golpes também no Brasil!

Será?

Não ponho minha mão no fogo.

Abaixo, extraído de: OESP.com (http://is.gd/9ewlaF)

ESQUEMA DE MANIPULAÇÃO DE RESULTADOS PODE TER ATINGIDO O BRASIL

Polícia de Cingapura prendeu 14 pessoas suspeitas de controle de jogos em todo o mundo

Por Jamil Chade

Numa ação que começou na Europa e acabou se espalhando em investigações em todo o mundo, as autoridades de Cingapura anunciaram na última quarta-feira a prisão de 14 pessoas envolvidas com a manipulação de resultados de jogos em diversos campeonatos europeus e com até mesmo suspeitas de envolvimento no Brasil. O grupo controlava um sistema de apostas e compras de resultados, pagando jogadores, árbitros, cartolas e treinadores.

O caso teve início na Europa em janeiro. A Europol anunciou que tinha suspeitas de que 380 jogos pelo Velho Continente tiveram seus resultados manipulados para atender a apostadores, principalmente na Ásia. As partidas ocorreram entre 2008 e 2011 e envolviam até mesmo a Liga dos Campeões da Europa e Eliminatórias para a Copa de 2010.

Mas os indícios apontaram que, pelo mundo, o número de jogos manipulados poderia chegar a 680. O Estado apurou que autoridades policiais da Europa receberam indicações de que a máfia que controlava as propinas teria ido inclusive ao Brasil e que jogos, principalmente em campeonatos regionais, estariam entre os suspeitos.

Se as partidas manipuladas estavam espalhados pelo mundo, a inteligência européia apontava o dedo para o fato de que o controle dessa máfia estava baseada em Cingapura, onde as casas de apostas estavam registradas. Muitas delas existem apenas na Internet.

O cartel se responsabilizava por acertar com jogadores o resultado de uma partida e, ao mesmo tempo, fazia apostas justamente de que aquele placar seria obtido. Segundo as investigações, os lucros eram milionários.

Dos 14 detidos, duas eram mulheres. O líder da máfia, Dan Tan, estaria entre os presos. Conhecido como o “capo”, Dan Tan declarou aos jornais de Cingapura em 2011 que era inocente de todas as acusaçoes que faziam sobre ele. Mas a Interpol o aponta como o responsável pela manipulação de centenas de resultados de eventos esportivos pelo mundo.

Ontem, tanto a Interpol quanto a Europol comemoravam a ação de Cingapura, que havia sofrido duras pressões para que tomasse uma atitude. Apesar de casos conhecidos na Europa desde 2008, os asiáticos se recusavam a agir. Por nao ter acordos de extradição com países europeus, as autoridades de Cingapura alegavam que apenas poderiam fazer prisões sobre crimes cometidos no país asiático.

“As autoridades de Cingapura tomaram um passo importante em atacar o cartel internacional de manipulação de resultados ao prender os principais suspeitos no caso, inclusive seu líder”, declarou Ronald Noble, o secretário-executivo da Interpol.

Por meses a Fifa vem apontando para a ameaça que a manipulação de resultados representa para o futebol e sua credibilidade. A entidade estima que cerca de 50 campeonatos diferentes estão na mira dessas organizações criminosas, e diante de um número cada vez maior de casos, a entidade começou a adotar penas severas. Alguns dos afetados foram jogadores da Tunísia e Estónia, além de expulsões de árbitros da Armênia.

Mas, segundo especialistas, a açao tem pouco resultado e o que ainda falta é uma determinação mais clara das Justiças em prender e processas jogadores e outros envolvidos nos crimes. Em abril, três árbitros libaneses foram impedidos de apitar um jogo da Copa da Ásia, em Cingapura, depois que se descobriu que ele estariam envolvidos num esquema de manipulaçao de resultados.

Horas antes do ponte pé inicial, o árbitro Ali Sabbagh foi detido e hoje cumpre uma pena de seis meses por ter aceito “favores sexuais” em troca de influenciar no resultado do jogo entre Tampines Rovers, de Cingapura, e o time indiano de East Bengal.

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– A Pressão Demasiada aos Árbitros que leva ao Suicídio

O ex- árbitro da Premier League, Mark Halsey, está publicando em capítulos no “The Sun” um livro que fala sobre o stress e o colapso nervoso que a cada rodada vive um árbitro de futebol.

Segundo ele, ‘a falta de apoio emocional e o descaso dos dirigentes são os grandes fatores desencadeadores de tentativas de suicídio‘. Isso ocorre pois os cartolas nada fazem em situações críticas, como a perseguição por erros, a falta de escalas e a depressão dos percalços da carreira.

Lembremo-nos que em 2009, o árbitro da Bundesliga Babak Rafati se suicidou após um quadro de depressão profissional.

(veja as colunas de Halsey em www.thesun.com.uk)

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– As equiparações da Série A e Série B

O futebol brasileiro parece estar nivelado, e por baixo. Vide a seguinte situação: nenhum paulista no G4 do Brasileirão. E não era supostamente o nosso Paulistão o campeonato regional mais forte?

Parece que isso está se desmistificando. Mas vide a pouca distância entre os clubes da Zona da classificação para a Libertadores da América e a do Rebaixamento: o Corinthians é o 6o colocado e dista apenas 6 pontos do São Paulo, que é o 16o . Do Céu ao Inferno o caminho é bem próximo, por ocasião da proximidade dos times.

E na séria B?

Outra desmistificação: dizem que o torneio é duro, difícil, complicado… Mas Corinthians, Palmeiras, Botafogo, Atlético-MG e Vasco da Gama, quando caíram, subiram com rodadas de antecedência! O campeonato é desprestigioso e deficitário, mas difícil, não! Com quantas rodadas de sobra o Palmeiras subirá?

O que não pode é ficar no sobe e desce todo ano. Ou isso será normal aos clubes ditos grandes?

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– A Chatice dos Queixosos do Futebol

Há certas coisas que cansam no futebol. Veja alguns casos recentes:

1- Palmeiras: no sábado, muita confusão, discussão, agressão e desinteligência no jogo contra o América-MG, culminando com uma cusparada de Williams. Onde estão os valores que o esporte deve promover?

2- Luxemburgo: o treinador usa e abusa da tática de desviar o foco dos seus problemas e arranjar confusões. Nesta semana, se disse perseguido pela arbitragem por ter sido expulso contra a Portuguesa. Usou a velha tática de xingar o árbitro e se virar para o lado alegando que era contra seu próprio atleta. Vide a súmula e veja os palavrões dele.

3- Gabriel “Gabigol”: o jovem santista disse estar “cansado das vaias”, alegando que é perseguido desde a base. Com apenas (e recentes 17 anos), já se dá ao luxo de chiadeira?

4- Seedorf: o holandês desabafou sobre a arbitragem do Brasil: “é só cair que os juízes marcam (…) vou cair também”. Infelizmente, em muitos casos isso é verdade: mas a ocorrência é por culpa da debilidade dos árbitros ou da malandragem dos jogadores? Quem é mais culpado?

E aí, o que você pensa sobre essas 4 situações de queixa e unfair play no futebol? Deixe seu comentário:

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– Muricy é a Salvação?

O São Paulo festeja a contratação de Muricy Ramalho e já venceu a primeira partida sob nova direção técnica. Mas há coisas incríveis no futebol: o Santos FC penava com Muricy nos últimos jogos; tanto que demitiu o treinador. E com o mesmo elenco, o treinador novato Claudinei Oliveira já briga pela vaga à Libertadores da América!

Coisas do futebol… não serve para um, mas serve para o outro!

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– Os Melhores Árbitros do Século XXI

A Federação de História e Estatística Mundial do Futebol (IFFHS, localizada em Leipzig, Alemanha) costuma divulgar rankings polêmicos de todas as áreas do futebol. Sejam de clubes mais fortes, técnicos mais importantes e jogadores mais renomados. E, claro, dos árbitros também.

Veja se você concorda com esse ranking: a IFFHS divulgou a lista dos melhores árbitros do Século XXI. Nela, muitos aposentados, pois a relação levou em conta as temporadas de 2001 até 2012. Venceu o alemão Markus Merk, sendo Pierluigi Colina o 8o e Carlos Amarilla o 24o. Neste século, os brasileiros mais bem listados são: Márcio Rezende de Freitas (no. 38), Carlos Eugênio Simon (44) e Sálvio Spínola (49).

E aí, vendo a lista abaixo, diga: concorda com ela ou não?

1.      Markus Merk –  Deutschland 135
2.      Jorge Luis Larrionda –  Uruguay  108
3.      Óscar Julián Ruiz  – Colombia   104
4.      Frank De Bleeckere   –  Belgique   98
Howard Melton Webb   –  England  98
6.      Massimo Busacca – Schweiz   96
Ľuboš Micheľ  –   Slovensko  96
8.      Pierluigi Collina – Italia  94
9.      Roberto Rosetti   – Italia  91
10.    Kim Milton Nielsen  – Danmark 84
11.    Manuel Enrique Mejuto González – España 73
12.    Anders Frisk  – Sverige  70
Graham Poll –  England    70
14.     Héctor Walter Baldassi   – Argentina   68
15.     Urs Meier   –  Schweiz        65
16.     Ravshan Irmatov  – Uzbekistan   63
17.     Horacio Marcelo Elizondo –  Argentina     62
Viktor Kassai   – Magyarország        62
19.     Wolfgang Stark   – Deutschland 60
20.     Valentin Ivanov –  Russia   51
21.     Luis Medina Cantalejo – España    49
22.     Herbert Fandel  – Deutschland 47
23.     Benito Armando Archundia  –  México    44
24.     Carlos Arecio Amarilla –  Paraguay     43
25.     Gilles Veissière – France   37
26.     Terje Hauge – Norge 36
Claus Bo Larsen – Danmark   36
28.     Nicola Rizzoli  – Italia  33
29.     Hugh Dallas Scotland – 31
30.     Vítor Manuel Melo Pereira  – Portugal  28
31.     Carlos Luis Chandia –  Chile  24
32.     Carlos Valesco Carballo  – España    23
Pedro Proença Oliveira Alves Garcia – Portugal- 23
34.     Dr. Felix Brych  –  Deutschland 22
35.     Cüneyt Çakır  – Turkiye    19
Alberto Udiano Mallenco –  España  19
37.     Carlos Alberto Batres   – Guatemala   18
38.     Marcio Rezende de Freitas  – Brasil  17
39.     Martin Atkinson  – England  15
Peter Fröjdfeldt   –  Sverige   15
Yuichi Nishimura   – Japan 15
42.    Dirk Zier Gerardus Jol  – Nederland   14
Michael Riley  – England  14
Carlos Eugenio Simon – Brasil  14
Damir Skomina    –  Slovenija  14
46.    Ali Mohamed Bujsaim  – UAE    13
Wilmar Roldán   – Colombia  13
48.    Saad Kameel Manei  – Kuwait   12
49.    Sálvio Spinola Fagundes Filho  – Brasil  11
Stefano Braschi   – Italia  11
Stéphane Lannoy  –  France   11
52.    Toru Kamikawa  –  Japan 10
53.    Arturo Dauden Ibañez  – España  9
Milorad Mažić  – Srbija 9
Sergio Fabián Pezzotta – Argentina     9
56.    Joel Antonio Aguilar  – El Salvador   8
Gamal Mahmoud Ahmed Ghandour –  Egypt  8
Hellmut Krug  – Deutschland 8
Antonio Jesús López Neto  – España  8
60.    Mark Clattenburg – England  7

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– A Briga dos Horários dos Jogos no Campeonato Espanhol

Se reclamamos que partidas de futebol no Brasil jogadas às 22h são inviáveis para os torcedores, imagine na Espanha, onde o horário dos jogos noturnos passou para as 23h!

Lá, estão discutindo a força dos patrocinadores na confecção de tabelas e horários. Algumas partidas estão sendo disputadas aos domingos ao meio-dia (horário de Madri).

Extraído de: http://sport-wayoflife.blogspot.com.br/2013/08/el-horario-del-futbol-no-respeta-nadie.html?m=1

EL HORARIO DEL FÚTBOL NO RESPETA A NADIE

Por Javier Trullos

El fútbol ha perdido parte de su esencia, dejando de lado a veces su vertiente deportiva para convertirse en un negocio en el que, como en cualquier otro, se busca la rentabilidad económica, para la cual es fundamental el papel de la televisión, a pesar del dispar reparto de los ingresos generados por esta vía.

Buena muestra de ello es el erróneo planteamiento de los horarios de los partidos, condicionados por la necesidad de la televisión de justificar las grandes cantidades invertidas en el que consideraban su producto estrella.

Actualmente hay partidos de fútbol todos los días de la semana y a cualquier hora. Sea la Federación Española o la Liga de Fútbol Profesional la que organice la competición, se sienten legitimados para programar partidos desde el mediodía hasta cerca de la medianoche.

Está claro que ni aficionados ni futbolistas salen beneficiados de un modelo que gira en torno a la TV, sin tener en cuenta nada más que sus propios intereses, aunque en ocasiones sea contraproducente. El partido de ida de la Supercopa de España tuvo una gran audiencia: 4,93 millones de personas y 38,4 % de share, aunque perdiendo audiencia respecto a la última edición disputada a las 22.30 h.

Por desgracia están convirtiendo la anormalidad de algunos horarios, como el de las 23 horas, en normalidad. ¡Qué tiempos aquellos en los que importaba el socio! El desmadre de los horarios del fútbol es una batalla perdida.

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– Grêmio x Lusa com Polêmica em campo!

Nesta noite de sábado, um lance errado da arbitragem e muita confusão em Porto Alegre. Depois de estar perdendo por 2 a 0 e conseguir o empate, aos 36 minutos do 2o tempo a Portuguesa teve um tiro penal marcado contra ela, que gerou muita reclamação. Jaílson Macedo (que é razoável árbitro, tem excelente porte físico, e que surgiu nacionalmente como o substituto de Wagner Tardelli na partida entre São Paulo x Goisás após o “caso Madonna”) estava longe da jogada, e após Rogério (POR) e Kleber Gladiador (GRE) pularem para disputar a bola, entendeu que houve falta no gremista dentro da área.

(Veja os principais lances em: http://www.youtube.com/watch?v=We0cJXPb4fI)

Para mim, não foi nada. Ambos pulam normalmente disputando a bola. Alguns se recordaram do lance polêmico entre Corinthians x Cruzeiro, um pênalti marcado sobre Ronaldo Fenômeno por Sandro Meira Ricci. Não vale a comparação, pois naquele caso havia interpretação dúbia e se revê posteriormente ombro contra peito. Na Arena Grêmio, há a certeza de erro da arbitragem. Apenas uma dúvida: até a tarde de domingo, a súmula não estava disponível no site da CBF; então, não dá para dizer se o árbitro adicional de meta (o AAA) teve influência na marcação ou não.

Pior do que tudo isso, foi a sequência de conflitos: Bruninho reclamou (com razão) de que a bola estava fora do ponto penal na hora da cobrança do pênalti (e estava mesmo!). O árbitro ficou discutindo com o atleta e aplicou o segundo Amarelo e na sequência o Vermelho. Aí desandou tudo… Muito bate-boca, e o árbitro teve que se esconder atrás do escudo dos policiais. Valdomiro também levou cartão vermelho, e reclamou ter sido agredido pela Brigada Militar.

Fica a pergunta: se o lance fosse a favor da Lusa contra o Grêmio, na mesma Arena e tempo de jogo, seria marcado pênalti? Jailson sentiu a pressão ou foi puramente erro de interpretação?

Se no futebol costuma-se dizer que “sempre se erra contra a Portuguesa“, nesta rodada tal lance referenda a tese.

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– Tupi 2 x 2 Aparecidense decidido pelo Massagista!

Tupi-MG 2 x 2 Aparecidense-GO. Seria uma partida normal de classificação para as quartas de final da Série D do Brasileirão. Porém… um massagista decidiu o jogo!

Aos 44 minutos do segundo tempo, o time mineiro está no ataque, chuta para o gol, a bola vai entrando, entrando, entrando… (e se entra mesmo, seria o 3o gol do Tupi que o classificaria para a fase seguinte), mas não se consuma o gol!

Motivo: o massagista Romildo da Silva (do Aparecidense) invadiu o campo e em cima da linha deu um bico na bola, no melhor estilo “zagueirão de fazenda”, impedindo o tento e salvando sua equipe!

É claro que deu confusão. Primeiro, o time do Tupi quis bater no massagista. Depois, foi pressionar o árbitro alegando que a bola já tinha ultrapassado a linha (e não tinha). Por último, aceitou reiniciar o jogo depois de quase meia hora parado.

E o que o árbitro baiano Arilson Bispo da Anunciação (ô juizão “pára-raios”: quando não atua mal, dá azar) poderia fazer? Simplesmente aplicou a regra, corretamente: expulsou o massagista, marcou bola ao chão, já que ele é um agente oficial (ou seja, integrante da Comissão Técnica) e seguiu a partida.

A Regra do Jogo é cruel em alguns momentos, não?

Cabe agora o STJD decidir o que fazer com o invasor. Provavelmente deve ser suspenso por muito tempo ou eliminado do futebol. Quanto ao placar? Só resta lamentar…

Curiosidade: se ao invés de massagista fosse um jogador reserva, seria marcado tiro livre indireto; e ele seria expulso. Mas se não tivesse evitado um gol e feito uma outra falta qualquer, seria retirado de campo, levaria SOMENTE AMARELO e o jogo seria reiniciado também com tiro livre indireto.

Fico imaginando o que a torcida do Tupi estará pensando do massagista…

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– Amistoso da Seleção foi proveitoso?

O Brasil jogou contra a Austrália em Brasília e venceu bem. Mas, cá entre nós: ô joguinho fácil… Se perdesse, a Seleção seria bombardeada. Como ganhou, fez sua obrigação.

Nada de importante sobre a arbitragem. Mas o jogo serviu para os reservas “comerem a bola”. Era a chance de ouro para Bernard, Jô e Maicon, que aproveitaram bem a oportunidade.

Detalhe: estádio vazio numa arena de 1,2 bilhão, cujo gramado é “tão bom” quanto o da minha casa…

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– Você acredita no STJD? Ou na CBF?

Leio que o Corinthians conseguiu efeito suspensivo dos 4 jogos de punição que recebeu pela briga da sua torcida; cumprirá 2.

Leio também que Mendieta, do Palmeiras, levou 4 jogos de suspensão por agressão a um atleta do Payssandu. Recordo-me que Valdívia pegou 2 por simular cartões (mas cumprirá na sua ausência do time, já que está servindo a Seleção Chilena).

Confesso não levar a sério esse tribunal. Quantas vezes não lemos (e vemos) reportagens de auditores que agem como torcedores! Aliás… você já frequentou o TJD “da FPF” ou o STJD “da CBF”? Às vezes é revoltante, às vezes se torna cômico ver as sessões.

E você, crê piamente na seriedade destas instituições?

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– Cássio x Damião: falta ou não?

Na partida entre Internacional x Corinthians disputada nesta 4a feira em Novo Hamburgo, um lance didático à arbitragem. Vamos lá?

Uma bola é alçada na área corinthiana. O atacante colorado Leandro Damião tenta alcançar a bola, mas o goleiro Cássio mergulha e se antecipa para salvar o gol. Após a defesa, ambos se chocam e o arqueiro fica caído no chão, contundido. A bola sobra para Fabrício que chuta para o gol.

Gol ou não?

O árbitro Paulo Henrique Bezerra Godoi / SC confirma o gol, mas resolve consultar o bandeira Carlos Berkenbrock e volta atrás na marcação, anotando falta de ataque a favor do Corinthians.

A anulação do gol foi correta. Mas o motivo, controverso. Entenda: naquele lance, você tem 4 possibilidades de decisão:

1- Lance normal de disputa de bola, onde Damião e Cássio se chocam e por casualidade o goleiro leva a pior. Não é falta! Porém, vale a ressalva: o goleiro tem certas peculiaridades em campo, como, por exemplo, ser o único atleta que se obriga a estar em perfeitas condições físicas adequadas para jogar e cuja presença é indispensável. Se fosse um jogador de linha, o lance deveria prosseguir e o gol validado. Como não se pode jogar sem goleiro, e ele está inapto fisicamente, o jogo deve ser paralisado, o goleiro atendido em campo (não se pode atender o goleiro fora de campo por motivos óbvios) e a partida reiniciada com bola-ao-chão no local onde ela se encontrava no momento do apito do árbitro.

2- Lance faltoso por imprudência, se você entender que Damião deveria evitar a disputa de bola do jeito que ele foi, e que o mesmo não queria atingir o adversário, porém, por má avaliação da sua própria velocidade, o atinge. A partida é reiniciada com tiro livre direto para o Corinthians, sem aplicação de cartão.

3- Lance faltoso por ação temerária, se você entender que Damião correu para a bola ciente de que poderia atingir o adversário. A partida é reiniciada com tiro livre direto e deve ser aplicado o cartão amarelo.

4- Lance faltoso por força excessiva, se você entender que Damião visou propositalmente atingir o goleiro. Falta e Cartão Vermelho.

Cá entre nós: aqui, se permite aceitar a interpretação como situação 1 e 2; as outras (3 e 4), não, pois seriam incorretas pelo que se vê. Particularmente, entendo que a situação 1 (casualidade) é a mais apropriada. Não foi falta, mas como Cássio se machucou, o gol não poderia ser válido pois ele é o goleiro e tem as particularidades explicadas acima.

E você, o que achou? Deixe seu comentário:

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– As Recentes Mudanças nas Regras e Orientações

Desde 01 de Julho algumas novas orientações das Regras do Futebol foram colocadas em prática pela FIFA, bem como recomendações diversas aos árbitros pelas entidades estaduais e CBF. E elas estão surtindo efeito?

Vamos lá:

1- Está proibido que atletas zombem da torcida adversária em comemorações de gol; bem como nos estádios em que não há alambrados separando a torcida e do campo (onde existem as escadas de segurança) ocorram comemorações exaltadas (como a de um jogador que vai comemorar na torcida). Para essas situações: cartão amarelo. Na prática, ainda não vimos tais lances.

2- Há tempos a FIFA autorizou a permanência de até 12 reservas no banco de suplentes, mas somente neste ano o Brasil adotou a medida. Nos estádios da 1a divisão do Brasil, há as adaptações pertinentes pois os espaços eram diminutos. Mas e no interior do Brasil? Convocar 23 atletas para uma partida muitas vezes não tem sido tarefa fácil.

3- Numa circular da FPF de 22/07/13, uma curiosidade: a Comissão de Árbitros sugere cuidados com os acréscimos, pois “5 ou 10 segundos em excesso podem modificar o jogo. Ora, quando se aponta 3 minutos de acréscimos, significa que não se pode acabar a partida antes desse tempo, e que o jogo vai ter NO MÍNIMO 3. Acabar o jogo aos 3’30” é normal. Talvez tal recomendação seja prudente demais.

4- No mesmo documento citado no item acima, está avisado que os árbitros estão PROIBIDOS de pedir a bola para encerrar o jogo. Deve-se apitar o final a partida, simplesmente. Para mim, pura bobagem tal orientação.

5- Qualquer faixa ofensiva (racista, homofóbica, xenófoba ou que cause constrangimento) deve ser retirada pelo policiamento. Se não for possível, a partida deverá ser interrompida. Fica a pergunta: se existir uma faixa escrita: “Fora Marin”, e o torcedor insistir com ela, não tem jogo?

6- Antes dos jogos, os árbitros deverão se reunir com os gandulas, que agora têm um procedimento padrão: devem rolar a bola somente pelo solo aos atletas. Os gandulas estão proibidos de jogar a bola pelo alto ou de colocar ela no local do reinício do jogo.

7- Uma das mais importantes modificações: está proibido rádio ou telefone celular em campo. Acabou a comunicação eletrônica entre treinador fora de campo e assistente técnico no banco de reservas. Se um treinador for expulso, não poderá se comunicar com aparelho; mas… e se for na Rua Javari ou na Comendador Souza, onde os bancos de reservas ficam ao lado dos alambrados? Fernando Diniz, pelo Audax, dirigiu sua equipe aos berros da arquibancada, após ser expulso nesse ano num jogo pelo Paulistão da A2. Recentemente, um assistente técnico do Palmeiras foi expulso pelo árbitro Ricardo Marques Ribeiro na partida contra o Atlético Paranaense em Curitiba, pela Copa do Brasil, por fazer uso do rádio.

8- A mudança da interpretação de mão na bola: lances de atletas que pulem com os braços extremamente abertos e que a bola bata neles não devem ser considerados involuntários. A idéia, segundo uma corrente, é de: quem é descuidado tende a querer interferir na jogada. Sendo assim, não seria um acidente de trabalho ou não-intenção, mas sim uma intenção faltosa disfarçada. O exemplo clássico: Brasil x Inglaterra em Wembley, num pênalti a favor do Brasil no começo do ano, marcado pelo português Pedro Proença. O zagueiro inglês se vira de costas e com os braços abertos num chute de um atacante brasileiro; o juizão marca pênalti pois entende que quem estava com os braços tão abertos o faz propositalmente.

9- O novo entendimento de “impedimento ou não” em lances desviados em adversários: Se um atacante chutasse para o gol e a bola desviasse num adversário, mas sobrasse para seu companheiro que estivesse do outro lado do campo, ele estava impedido por tirar vantagem de uma posição. Agora, bola desviada que sobre para um atleta que não participava originalmente da jogada, mesmo ele estando mais próximo da linha de fundo do que dois adversários e a bola (a definição clássica de impedimento), é lance legal. Mas atenção: aqui, a bola foi desviada e caiu para alguém que não participava do lance, sendo diferente da situação na qual um jogador esteja sozinho e receba uma bola de rebote de goleiro, ou ainda quando lhe é lançada uma bola e ela bate no zagueiro (pois, afinal, a bola era para ele e ele a recebeu mesmo após bater no adversário). Para ambas situações continua sendo impedimento. Continua valendo a máxima: desvio não tira impedimento (com exceção ao lance modificado).

Para quem tem o livro Trívia FIFA (o conjunto de perguntas e respostas oficial e complementar às Regras do Jogo), esse lance era a questão 238, que hoje foi alterado. Há dois anos, tivemos no Campeonato Paulista no jogo Americana x Santos (no Décio Vita) um lance similar.

E aí, há mais de dois meses com tais modificações, você já sentiu muitas diferenças?

Eu penso numa seguinte situação: e se numa cobrança de falta, um jogador ficar adiantado, e um bom cobrador de faltas tentar tabelar com a barreira a fim de que disfarçadamente a bola sobre sozinha por um desvio? Como provar a intenção de lançar a bola através de uma burla da regra ou de uma inocente desviada?

Sobre tais lances, convido a visitarem um manual didático da FIFA, em: http://labhipermedia.net/descargas/Offside_ifab.PC.zip

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– Corinthians 4 x 0 Flamengo com Árbitro Xingado e Pênalti Simulado

Há certas coisas no futebol que parecem ser provocação. Na última 4a feira, na partida Atlético Mineiro x Botafogo, o árbitro Wilton Sampaio cometeu dois equívocos graves: deixou de expulsar um botafoguense por impedir uma situação clara e manifesta de gol e não marcou um pênalti para o Atlético. Após o jogo, o presidente atleticano Alexandre Kalil ofendeu o árbitro com vários adjetivos negativos e criticou duramente a Comissão de Arbitragem (vide em: http://is.gd/WHKfjf). E não é que o árbitro desse jogo foi escalado para Corinthians x Flamengo?

Falta de opção no quadro de árbitros, provocação indireta ao Kalil ou mera incompetência na hora de colocá-lo no sorteio?

No jogo deste domingo, Emerson Sheik estava avançando pelo ataque, e, dentro da área, na aproximação do zagueiro flamenguista, simulou ter sido atingido. Não foi pênalti. Ele adianta a bola e salta antes. Tal lance é diferente de um atleta que vai se lesionar e salta na falta iminente para não se contundir (e nesse caso, é falta ou pênalti, já que não precisa atingir para se marcar). No lance de Sheik, simulação descarada que o árbitro bobeou.

No restante da partida, jogo fácil para a arbitragem e o erro não interferiu na vitória do Corinthians.

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– Kaká e a Ciranda Financeira

Kaká quer sair do Real Madrid. Não deu certo, definitivamente.

O curioso é: saiu do São Paulo por 8 milhões de dólares ao Milan, de lá para o Real Madrid por US$ 60 mi e agora pode voltar ao Milan por… 8 de novo! No ano anterior da sua transferência à Espanha, ganhou o prêmio de melhor do mundo da FIFA.

Esperta essa italianada, não? Pagará barato duas vezes e quando vendeu, ganhou dinheiro!

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– Vicente Cândido ficará numa boa?

Líder do PT paulista e vice-presidente da Federação Paulista de Futebol, além de deputado federal lobbysta pró-CBF, Vicente Cândido foi denunciado há uma semana por oferecer propinas altíssimas na Revista Veja, tentando aliviar a OI Telefonia de uma multa bilionária a ela imposta.

E não vai dar nada? Você ouviu alguma coisa sobre o assunto nesses últimos dias?

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– Gostaria de Entender as Torcidas Organizadas!

Alguém poderia me explicar qual é a graça de se ir a um estádio de futebol somente para brigar?

Os torcedores organizados dos grandes times ficam virados para a arquibancada dos adversários, com seus gritos de guerra e xingamentos, não assistem aos jogos e se deliciam ao brigar dentro e fora das arenas.

Sem falar que: estão nos jogos presencialmente de domingo a domingo em todos os pontos do Brasil. Quem os banca? Como faltam no emprego?

Coisas que eu queria resposta… Que vida ridícula que levam, não?

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– Quarta-feira de Arbitragens Desastradas

Uma rodada ruim para a arbitragem nacional e internacional. Vamos lá?

Começando pela tarde/noite: que péssima atuação do árbitro espanhol Fernadez Borbalán, no jogaço Barcelona x Atlético de Madrid. Coitado, perdeu-se por completo com o nervosismo e a pressão do estádio. O time da capital bateu bastante (talvez por influência do seu treinador, o argentino Simeone?), embora estivesse bem armado em campo e com bons jogadores. Mas durante a partida inteira, atletas de ambas equipes tentavam cavar faltas e reclamavam de tudo para a arbitragem. Tanto que, em muitas faltas reais, não marcou; e em outras não existentes, marcou.

Um destaque negativo para a briga entre brazucas: Filipe Luís, lateral esquerdo do Atlético, disputava uma bola com Daniel Alves, lateral direito do Barça. Daniel deu um tapa na cabeça de Filipe, por trás, que revidou com o braço. O árbitro nada marcou e o lance seguiu, com Filipe agredindo seu compatriota. Porém, só houve expulsão do Filipe Luís pelo último lance.

Minutos depois, dois madrilistas tentam roubar a bola de Daniel Alves. O brasileiro Diego Costa a domina legalmente, Daniel se joga e o outro adversário lhe pisa nas costas. Era para expulsão, mas o árbitro marca falta de Diego Costa no tranco legal e ainda lhe dá amarelo!

Por fim, um lance meio atrapalhado de Miranda sobre Pedro, que resultou em pênalti. Eu não marcaria, pois pelas imagens, vê-se Pedro já desequilibrado quando Miranda tropeça e cai sobe ele.

No Estádio Independência, o goiano recém-chegado à FIFA Wilton Sampaio (olha ele aí de novo…) pecou por duas vezes em lances capitais: no primeiro tempo, na entrada da área, Bolívar parou Fernandinho numa situação clara de gol. Pra mim, lance para Vermelho, mas o árbitro não entendeu que era uma oportunidade de gol e deu Amarelo. O outro lance reclamado foi o pênalti em Jô, no 2o tempo, realmente ocorrido (e com clareza), mas não marcado.

Porém, Alexandre Kalil, presidente do Galo, esbravejou (e muito!) depois da partida, contra tudo e contra todos:

A verdade é que no Rio de Janeiro não precisa pagar salário, botam um engravatado no meio daqueles babacas lá da CBF para ele vir fazer o que fez hoje. Para que pagar salários? Estão com quatro meses de salários atrasados, vão entrar em greve na semana que vem. Esse [árbitro] é um vagabundo, ladrão (…) Esse Tonhão [Antonio Pereira da Silva, presidente da CA] devia pegar o bonezinho e ir embora, porque a arbitragem brasileira piorou depois da saída do Ricardo Teixeira“.

Rever, em contrapartida ao seu presidente, disse:

Se errou, faz parte”.

Já no Serra Dourada, o Goiás venceu o Fluminense com um equívoco no segundo gol: Walter, o atacante goiano que vem fazendo sucesso pelos seus gols e pelo visível porte físico avantajado, deu um verdadeiro “chega-pra-lá” com seu forte corpanzil no adversário, numa claríssima falta. O árbitro Luiz Flávio de Oliveira estava longe da jogada, perdeu o tempo do lance e nada marcou. Walter conseguiu armar o time e a jogada resultou no gol. Porém, o treinador do time carioca Wanderley Luxemburgo reclamou bastante e até deixou no ar um suposto esquema:

Eu tenho uma experiência muito grande e tenho que falar algumas coisas, não é jogar culpa nele. Eu tenho uma pessoa dentro do futebol que é meu inimigo, que é o ex-presidente da Comissão de Arbitragem, o Sérgio Corrêa, já discutimos bastante. Acho que o Paulo César e o Luiz Flávio, que não saem da casa do Sérgio Corrêa, são muito amigos, sempre quando eles apitam me preocupa muito”.

Em Porto Alegre, lance dificílimo mas marcado corretamente pela arbitragem na partida Grêmio x Santos: Maxi Rodriguez ataca, cruza para Werlei que marca o segundo gol dos gaúchos. O detalhe é que no visual parece que há 3 jogadores em impedimento passivo e Werlei num possível impedimento ativo. Só que o detalhe principal: Maxi avançou o suficiente e a bola foi cruzada em mesma linha (ou levemente para trás), validando o lance. Parabéns ao árbitro Felipe Gomes da Silva.

Como não vi Atlético Paranaense x Palmeiras nem Corinthians x Luverdense, nada posso comentar sobre a arbitragem (apenas a curiosa manchete de um site especializado que Kleina pode cair, sendo que até ontem o treinador palmeirense era elogiado…). Mas o gozado é: no Mineirão, se fala sobre favorecimento a carioca. Mas em Goiás, o prejudicado é carioca. E aí???

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