– Estão ensinando as Regras do Futebol na Copinha?

Para mim, um bom trabalho a ser realizado nas categorias de base dos times de futebol envolve:

– treinar fundamentos,

– ensinar esquemas táticos,

– formar o jogador como cidadão e

– dar ao atleta noções das regras do jogo, pois, afinal, de lá sairá o ganha-pão do jogador profissional.

E se tem visto isso na Copa São Paulo de Juniores?

Alguma coisa sim. Mas é nítido: ninguém está ensinando as Regras. Em algumas partidas, eu vi:

– zagueiro reclamando impedimento de bola lançada em arremesso lateral;

– jogador dando carrinho no adversário e reclamando com gestos ao ser expulso que era “só a 1a falta” e,

– pedidos de atacante para que expulsasse o zagueiro que lhe fez falta por ser “o último homem”.

– Ops: Mão na bola dentro da área? Esquece, para os garotos tudo vira pênalti!

Ontem, no jogo Santos-SP x Capital-DF, um lance inusitado: o jogador do time brasiliense dominou a bola, ergueu-a e a recuou de cabeça ao goleiro. E isso é falta, mas ninguém em campo sabia. Aparentemente, ninguém dos dois times – veja que loucura! Assista o vídeo (link em: http://is.gd/pXN0I3) e repare: os jogadores do Santos e do Capital não entenderam a correta marcação de falta do árbitro, e ficaram ali pedindo explicações.

SAIBA: um goleiro não pode dominar com as mãos uma bola que lhe seja lançada por um companheiro de time, exceto se ela vier de um lance de cabeça. Uma burla (ou se preferir: um engodo ou tentativa de enganar a regra) é o jogador dominar a bola com o pé e levantá-la até a cabeça, recuando-a. Como isso é errado, afinal, é uma situação prevista como infração na Regra do Jogo, marca-se tiro livre indireto e cartão amarelo ao jogador que levantou a bola do pé para a cabeça.

IMPORTANTE: a punição não é para o goleiro por uso indevido das mãos, mas sim ao atleta de linha por infringir a regra. E aqui ressalto: faço coro àqueles que acham um exagero punir o jogador com o cartão amarelo (embora a Regra assim o pede), mas isso é outra discussão.

O pior de tudo é que ao invés de se cobrar o tiro livre, o jogador santista Fernando chutou a bola para fora, pois, segundo ele:

Era o ‘fair play’, ele (o árbitro) pediu que a gente devolvesse a bola, a gente devolveu, está na regra vamos cumprir”.

Ué, o árbitro não deve (e nem pode) pedir isso. E se o Santos precisar de mais um gol na última rodada para se classificar por saldo de gols? Outra coisa: quem disse que o Fair Play está na Regra?

E você, o que achou do lance e de tudo isso? Os clubes estão ensinado regras de futebol aos jogadores em formação na Copinha ou nada disso? Deixe seu comentário:

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– 200 dias e qual era o segredo da FIFA?

Lembram-se de que, às vésperas da Copa das Confederações (e hoje faz exatos 200 dias), o presidente da FIFA Joseph Blatter, deu uma entrevista coletiva sobre a competição e falou sobre a arbitragem do torneio?

Disse ele naquela oportunidade que abriria mão do uso de árbitros adicionais (AAA), mas que:

Durante a Confederation Cup o 4o árbitro, além de suas funções habituais, usará uma tecnologia até agora não discutida e que será testada em sigilo.

Pois é. O torneio acabou, o Brasil venceu e nem a Comissão de Árbitros ou a própria FIFA revelaram o que foi testado secretamente. O uso de equipamento eletrônico para a confirmação da bola que ultrapassa totalmente a linha não era segredo. Então, o que teria estado às mãos do 4o árbitro que ninguém nunca viu e nem sabe?

Na necessidade de se conseguir alguma novidade ou metodologia inovadora em benefício ao futebol, criam-se expectativas até mesmo frustrantes. Eu mudaria algumas coisas para ajudar a arbitragem, e em especial, o uso de imagens para lances duvidosos (em situações específicas a se regulamentar).

E você, o que faria se pudesse ajudar a mudar o futebol?

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– Fuleco Made in China for Brazil???

Quer dizer que os bonequinhos do Fuleco, o mascote brasileiro da Copa do Mundo 2014, são feitos na cidade de Tiangchnag, interior da China, a ínfimo custo devido a mão de obra baratíssima?

E por aqui é vendido como se fosse produzido com todos os impostos e Custo-Brasil?

O que a FIFA deve estar ganhando de dinheiro com a Copa do Mundo é algo extraordinário…

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– Quem tem Padrinho não morre pagão no Futebol

A temporada de contratações está em baixa. Quem é a grande novidade do seu time para 2014?

O Palmeiras não trouxe nenhum craque.

Leandro Damião, desacreditado no Sul, chega ao Santos.

No São Paulo, só veio Luís Ricardo.

E no Corinthians?

A verdade é: os times estão sem dinheiro, não há bons nomes disponíveis na praça e estamos em entressafra de atletas. Antes, os “camisas 10” dos grandes times do Brasil poderiam vestir tranquilamente a Amarelinha da Seleção e dar conta do recado. Hoje, se improvisa o 10 por falta de especialista.

E isso refletirá no Escrete Canarinho neste ano de Copa do Mundo?

Talvez não, pois o time é cada vez mais estrangeiro e pouco identificado com os brasileiros daqui. Mas traz outra preocupação: o aumento de torcedores de clubes estrangeiros! Pudera, os nossos craques estão indo todos pra fora… e olha que se falou muito da suposta “força econômica” para repatriar craques.

O certo é que com bom empresário, qualquer jogador chega ao time grande, infelizmente. Muitos talentos nem explodem no cenário regional por falta de oportunidade, tiradas por esses mercadores de atletas.

Aqui vale o ditado: “Quem tem padrinho, não morre pagão“. Vide William José, que surgiu no Grêmio Prudente (ex-Barueri), foi para o São Paulo, Grêmio, Santos e agora no Real Madrid (tudo bem que é o time B, mas ainda assim é o Real).

E você, o que pensa sobre isso: estamos com poucos jogadores realmente talentosos a disposição no futebol tupiniquim?

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– Eleições na FPF. Os candidatos são bons?

O que você acha do trabalho da Federação Paulista de Futebol?

– Os campeonatos estão rentáveis?

– Os times estão felizes?

– Os árbitros são revelados as dezenas?

– Os estádios paulistas são confortáveis?

– A violência acabou?

Enfim, o trabalho do atual presidente da FPF, Marco Polo Del Nero (e de seu vice, Reinaldo Carneiro Bastos) é louvável?

Se sim, saiba que eles serão novamente candidatos à Reeleição. E serão únicos.

Questiono: não existe oposição por falta de nomes ou por algum receio? O interessante é que, caso Marco Polo não consiga se eleger na CBF, continua garantido no cargo de dirigente da Federação mais rica do Brasil. Ou seja, a “boquinha realmente é boa”.

A eleição será em breve, dia 20 próximo. Alguém duvida da aclamação dos nomes deles? Ah, e Vicente Cândido, o deputado petista da bancada da bola, deverá continuar sendo um dos vices indicados (ainda mais forte).

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– Quanto você pagaria por mês a Ronaldinho Gaúcho?

Se você fosse dirigente do seu clube de futebol e lhe fosse ofertado contratar Ronaldinho Gaúcho, quanto você ofereceria a ele por mês?

Pois bem: o presidente Fikret Orman, mandatário-mor do time do Besiktas (Turquia) ofereceu oficialmente cerca de R$ 1.300.000,00 mensais, mais € 20 mil por jogo que entrar em campo. Alexandre Kalil receberá a proposta para cobrir e assegurar a permanência dele em Minas Gerais no Atlético Mineiro ou não.

Tal valor é alto para os padrões turcos, mas não é só pelo futebol dele, e sim pelo projeto de marketing que o clube quer fazer, já que o Besiktas é a 3a força local e está em ascensão no ganho de novos torcedores, atrás do Fenerbahce e Galatassaray.

Ronaldinho ainda vive das glórias catalãs e pela magia que proporcionou em Barcelona. É inesquecível o jogo em que atuou contra o Real Madrid em pleno Estádio Santiago Bernabéu (vitória de 3 x 0), sendo aplaudido pelos torcedores arqui-rivais de pé no 3o gol, após dominar a bola no meio de campo e fazer fila nos adversários e praticamente entrar com “bola e tudo” na meta. E esse é só um dos grandes jogos que por lá fez. No Milan, já se mostrava desinteressado e pouco fez.

Não dá para esquecer os momentos negativos: o leilão que seu empresário (Assis, o próprio irmão) fez com o Palmeiras, acertando posteriormente com o Grêmio e largando o time na mão com a festa armada para a apresentação e fechando em definitivo com o Flamengo. No Mengão, jogou bem (embora, muito criticado pleas festas e baladas que participava).

Recentemente no Atlético Mineiro atuou muito bem, em especial na Libertadores da América. Só que na semifinal decisiva contra o Raja Casablanca, pelo Mundial de Clubes da FIFA, não apareceu no jogo, embora, sejamos justos, marcou um golaço de falta e que nada ajudou.

Toda vez que ouço no nome do R10 me vem a mente a lembrança de um craque irresponsável. Quem não se recorda dele nos Jogos Olímpicos de Pequim-2008 recebendo a medalha de bronze falando ao celular?

Com a experiência que tem, poderia ajudar muito a Seleção Brasileira. Mas como o treinador Luís Felipe Scolari não leva desaforo para casa, dificilmente o convocará para a Copa do Mundo, principalmente após se atrasar na apresentação para o amistoso em Belo Horizonte contra o Chile em abril do ano passado. E sabe de uma coisa? Está certo Felipão, eu também não o levaria.

Por fim: está na minha memória uma entrevista dada por Ronaldinho Gaúcho à Revista Placar, quando estava no auge no Barcelona, onde o jornalista perguntou sobre como administrava suas finanças. E ele disse:

Não mexo com dinheiro, o meu foco é futebol. E pra ser sincero, nem sei quanto ganho. Minhas roupas são todas de presentes do meu patrocinador, nunca paguei um almoço porque ninguém quer cobrar e nas festas que eu frequento sou convidado. Só pago a gasolina no posto, mas não sei quanto pago pois é débito automático“.

E você, o que acha? Vale contratar Ronaldinho Gaúcho para seu time? E se vale, a que preço?

Deixe seu comentário:

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– A Morte de Eusébio e as Comparações com Cristiano Ronaldo

O que dizer de quem marcou 638 gols em 614 partidas oficiais (mais de 1/jogo em média) ? Esse é Eusébio, a Pantera Negra de Moçambique, maior jogador português de todos os tempos e que faleceu neste domingo.

Carreira irrepreensível. Mas alguns insistem que Cristiano Ronaldo, embora ainda sem completar a sua carreira, ultrapassará Eusébio e será o maior jogador de Portugal de todos os tempos.

Acho que não. Os dois são craques, pelo pouco que vi Eusébio foi melhor mas existe uma grande diferença: Eusébio era muito humilde, contrastando com a arrogância de Cristiano Ronaldo.

E você, o que pensa disso? Deixe seu comentário:

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– A Incrível Demissão do Jogador com Câncer! Insensibilidade total…

Sebástian Ariosa é meio campista do Olímpia do Paraguai, e se sagrou vice-campeão da Libertadores da América, contra o Atlético Mineiro, neste ano. Porém, o jogador foi demitido pelo seu clube após descobrir que tem câncer mediastino (entre o tórax e a coluna vertebral). Ao programa de TV local “Fútbol a Lo Grande”, disse o atleta:

Recebi um telegrama dizendo que o clube rescindiu meu contrato. Fiquei sem trabalho (…) Depois da minha doença, levo outro grande golpe, desta vez do clube (…) É uma rescisão de contrato por justa causa, já que não não posso treinar e obviamente não posso praticar a atividade de futebolista. Eles dizem que a rescisão é pelo fato de eu não poder trabalhar (…) Essa não era a forma de conduzir as coisas. Certamente não era o momento de fazerem isso… Mas, enfim, resolveram fazer assim (…) Ainda me devem três meses de salário.

Fico pensando: tal insensibilidade é costumeira ou não entre os clubes? Sinceramente, não me recordo de tal ato desumano aqui no Brasil. Recordo-me que clubes que descobriram doenças graves de atletas (em especial, as do coração) acolheram e cuidaram deles. É de estarrecer tal procedimento.

Fica a indagação: os jogadores se preparam adequadamente para o pós-carreira, sendo por aposentadoria ou por motivos forçados?

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– Cristiano Ronaldo levará a bola de Ouro ou Não?

Arrogante, mas bom de bola. Assim é o português Cristiano Ronaldo, que concorre ao Bola de Ouro com Messi e Ribery.

A festa do futebol mundial acontecerá nesta segunda-feira, mas foi precedida por uma premiação de um grupo árabe, associado a um pool de agentes de jogadores (Golden Globbe Soccer) nos últimos dias. Nela, Cristiano levou. E indagado sobre o merecimento da honraria, o português sem modéstia disse:

Não sei mereço ou não. Talvez sim, como aconteceu no ano passado ou no ano anterior. Acho que mereço ganhar todos os anos. Gosto de ganhar sempre, mas sei que não depende de mim. Às vezes você ganha, outras, perde

No ano passado, acho que Messi não deveria levar, pois o atacante madrilenho foi melhor. Neste ano, a lógica é dar Cristiano, já que Messi não foi (na minha opinião) melhor que ele. Mas são dois grandes jogadores, famosos, ricos e de grandes clubes. Qualquer resultado vale. Vamos aguardar!

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– No futebol, o grande erro de 2013 foi…

a louvação da Isto É e da TV Bandeirantes aos “mártires corinthianos” detidos na Bolívia. Os dois veículos de comunicação remaram contra a maré e, talvez por ignorância (ou não) defenderam os interesses de comprovados criminosos.

Os Presos de Oruro foram tema de editorial pelo Grupo Bandeirantes (Rádio e TV). No mínimo, constrangedor. Esses torcedores ganharam capa na Revista Isto É como coitadidinhos! Que erro…

Depois das diversas reincidências desses criminosos, causando confusão em estádios Brasil afora, farão um outro editorial de mea culpa? Fico imaginando os chefes dessas redações arrependidos por tal bola fora…

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– Ronaldinho Gaúcho realmente é o Rei da América?

O jornal uruguaio El País realiza tradicionalmente a Eleição de Rei da América e Rei da Europa, a fim de escolher os melhores jogadores de cada continente (o atleta pode ter jogado uma temporada inteira ou apenas alguns jogos nas equipes da Conmebol). Esse ano, o escolhido da América foi Ronaldinho Gaúcho.

Também se escolheu a Seleção da América, e eis que ela foi formada por 5 atleticanos, 1 cruzeirense, 1 santista e 4 não-brasileiros. A lista completa é composta por: Martín Silva (Olímpia/PAR), Marcos Rocha (Atlético Mineiro), Réver (Atlético Mineiro), Paolo Goltz (Lanús), Maxi Rodrígues (Newell’s), Éverton Ribeiro (Cruzeiro), Ronaldinho Gaúcho (Atlético Mineiro), Bernard (Atlético Mineiro), Neymar (Santos) Scocco (Newells’s) e Jô (Atlético Mineiro). Esquema: 3-4-3. Treinador: O argentino José Pekerman (Seleção da Colômbia)

Repare que vários atletas já figuram em outras equipes, mas aqui foram considerados pelo que fizeram nos seus clubes anteriores.

E aí: Gostou da ultra-ofensiva Seleção? E de R10 como Rei da América?

Ironia: o melhor jogador do continente não consta na sua Seleção…

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– Quem foi o melhor árbitro do mundo em 2013?

Em breve saberemos quem será eleito o melhor jogador do mundo: Cristiano Ronaldo, Lionel Messi ou Ribery?

Fazer listas e rankings é algo difícil. Carece-se de critério, bom senso, e eleitores e/ou aconselhantes isentos. Permitir voto pela Internet é algo surreal, pois, respeitosamente, sabe-se que se existir uma boa campanha um azarão ganha pela simpatia num pleito eletrônico.

E se a lista for para a escolha daqueles que tem pouca torcida e muita antipatia?

Pois é: eleger o melhor árbitro de um campeonato estadual tem grau de dificuldade médio. O de um país, a dificuldade aumenta. E do mundo?

Não dá para assistir jogos do planeta inteiro, quiçá um ou outro das principais ligas da Europa. Mas todas as partidas, impossível.

A grosso modo, você pode se basear nas grandes partidas e competições internacionais. E leio num desses blogs especializados do assunto (link enviado pelo árbitro Maicon Maia), o “Football Refereeing”, elegeu os 3 melhores do planeta em 2013: Björn Kuipers , Howard Webb e Sandro Meira Ricci.

Kuipers é o holandês que apitou os principais jogos da Champions League e a final da Liga Europa. Seu ápice foi a final a Copa das Confederações (Brasil x Espanha no Maracanã). Escolha justa.

Webb é o inglês que apitou a final da Copa de 2010 e de tantos outros jogos importantes. Tem muita personalidade e sempre figura entre os melhores.

Ricci é o brasileiro que entrou na lista da FIFA para representar o Brasil na Copa do Mundo em 2014. Quando apitou os principais e mais difíceis jogos do Brasileirão ainda como aspirante a FIFA, foi preterido, dizem, por motivos políticos. No ano seguinte entrou para o quadro internacional. Alguns o criticam por ter sido escolhido como árbitro da Copa por ser justamente “político demais”. Ora, se assim fosse, estaria a mais tempo no quadro da FIFA e de bate-pronto escolhido para o Mundial. A vaga era de Seneme que se lesionou, passou para Vuaden que reprovou no teste físico e ficou pingando para Ricci, que a agarrou. Acho justo. Quem está melhor do que ele hoje para a vaga? Heber Roberto Lopes? A torcida são-paulina não se esquece do fatídico SPFC x Grêmio deste ano. Paulo César? O admiro, mas sua vez já foi. Ricardo Marques Ribeiro, Péricles Bassols, Chicão de Alagoas ou Wilton Sampaio? Esqueça. Sobrou Marcelo de Lima Henrique para dividir a preferência.

Mas o mote é: Ricci é o 3o do mundo?

Nesse ano, não apitou os principais jogos do Brasileirão, mas em compensação esteve nas principais competições internacionais: Eliminatórias, Libertadores, Copa do Mundo Sub 20 e Mundial de Clubes, onde apitou a final da competição. Talvez isso o tenha tornado o mais importante árbitro da América do Sul.

Repito: não é fácil criar rankings, principalmente os de arbitragem. As vezes temos muita má vontade com os nossos árbitros. Carlos Eugênio Simon foi a 3 Copas do Mundo, e ainda assim o criticam. Marsiglia, Wright, Arnaldo e Romualdo fizeram bonito lá fora, mas o reconhecimento é pouco. O “complexo de vira-lata”, tão presente na Seleção Canarinho até a metade do Século XX, persiste no meio do apito. Por quê tantas críticas aos árbitros locais, se eles estão na média mundial?

Quando foi a Nazaré, sua terra natal, Jesus não realizou grandes milagres pela falta de fé do povo. Disse então que “um profeta não é reconhecido pelo seu próprio povo”. Foi daí que se eternizou o dito “Santo de casa não faz milagre”.

Sandro Meira Ricci não é Jesus Cristo para se chamar de santo ou perfeito e fazer milagres em campo. Tampouco para ser crucificado. Assim, que tal olharmos com bons olhos para tal destaque e torcermos para que o árbitro brasileiro apite a decisão do 3o e 4o lugar da Copa de 2014? Claro, não o queremos na final, pois lá estará a Seleção Brasileira contra qualquer outra; afinal, neste ano, Felipão afirmou que “O Brasil será campeão”.

Ou está tudo errado? Previsão de Scolari, escolha do árbitro, ranking e tudo mais?

E você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

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Observação 1: Novamente, não teremos árbitro central paulista na Copa (mas sim bandeira). Veja a relação completa:

1930 – Gilberto de Almeida Rego-RJ (árbitro, com 49 anos)

1934 – nenhum

1938 – nenhum

1950 – Mário Vianna-RJ (árbitro, com 42 anos), Alberto da Gama Malcher e Mário Gardelli (auxiliares)

1954 – Mário Vianna-RJ (árbitro, com 46 anos)

1958 – nenhum

1962 – João Etzel Filho-SP (árbitro, com 46 anos)

1966 – Armando Marques-RJ (árbitro, com 36 anos)

1970 – Ayrton Vieira de Moraes-RJ (árbitro, com 46 anos)

1974 – Armando Marques-RJ (árbitro, com 44 anos)

1978 – Arnaldo Cézar Coelho-RJ (árbitro, com 35 anos)

1982 – Arnaldo Cézar Coelho-RJ (árbitro, com 39 anos)

1986 – Romualdo Arppi Filho-SP (árbitro, com 47 anos)

1990 – José Roberto Wright-RJ (árbitro, com 46 anos)

1994 – Renato Marsiglia-RS (árbitro, com 43 anos) e Paulo Jorge Alves (assistente)

1998 – Márcio Rezende de Freitas-MG (árbitro, com 38 anos) e Arnaldo Pinto (assistente)

2002 – Carlos Eugênio Simon-RS (árbitro, com 37 anos) e Jorge Paulo Gomes (assistente)

2006 – Carlos Eugênio Simon-RS (árbitro, com 41 anos), Aristeu L Tavares e Ednilson Corona (assistentes)

2010 – Carlos Eugênio Simon-RS (árbitro, com 45 anos), Altemir Haussman e Roberto Braatz (assistentes).

2014 – Sandro Meira Ricci-MG (árbitro, com 40 anos), Emerson Augusto Carvalho e Alessandro Rocha Matos (assistentes).

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Observação2: A matéria do texto-base pode ser acessada em: http://footballrefereeing.blogspot.com.br/2013/12/the-3rd-team-referee-of-year-2013-bjorn.html?m=1 (abaixo):

THE 3RD TEAM REFEREE OF THE YEAR 2013: BJÖRN KUIPERS

“From zero to hero” – that was a phrase issued by one member of this blog’s community that perfectly circumscribes the past year 2013 for Dutch referee Björn Kuipers. He is today honoured by The Third Team and its community as the world’s best Referee of the Year 2013.

Many people expected that EURO 2012 might have been a caesure for Kuipers’ referee career. Having been sent home after the group stage as one of four referees, he was somehow punished for his rather weak performances in Ireland – Croatia and Ukraine – France. It was indeed a caesura – but a positive one. In 2012/13, Kuipers outperformed all expectations and rapidly improved his skills on the pitch. Or, to formulate it differently, he finally managed to put his skills onto the pitch visible for everyone.

This culminated in a well-deserved semifinal in UEFA Champions League between Borussia Dortmund and Real Madrid which he handled almost faultlessly. He was then selected to take charge of UEFA Europa League Final 2013 in his home country – in Amsterdam Arena – between SL Benfica and Chelsea FC. The performance of his whole team including assistant referees Van Roekel and Zeinstra as well as the additional assistant referees Van Boekel and Liesveld has been impressive. As a logical consequence, Kuipers furthermore took control over the heated and combatted final at FIFA Confederations Cup between hosts Brazil and World Champions Spain. There is no need to say that this performance was very good as well. In the end, Kuipers has established at the peak of European refereeing which has led us to this award. Congratulations. He is following in the footsteps of Ravshan Irmatov and Cüneyt Çakır, who have been awarded this small prize in 2011 and 2012 respectively.

English Howard Webb has landed on the second place. Certainly, 2013 has been one of the best years of his career and probably the best year after 2010.

Brazilian Sandro Ricci has shown great progress over the last couple of months being somehow pushed into the role to represent the hosting nation Brazil at the next World Cup in 2014. He has coped well with these expectations and this pressure and has proven to be a very good referee at FIFA U-20 World Cup, where he handled four matches, and FIFA Club World Cup, where he took charge of the final between Bayern München and Raja Casablanca (last week).

Djamel Haimoudi of Algeria has been elected as the best African referee of the year, while Nawaf Shukrallah of Bahrain managed to do so as the best Asian official. While Haimoudi handled important matches within his confederation (CAF), such as the AFCON 2013 final in South Africa, and the third place match at Confederations Cup 2013 between Italy and Uruguay, Shukrallah very likely has qualified for next year’s World Cup by multiple achievements: he refereed the World Cup qualifier between Japan and Australia in a very good manner and was able to confirm this positive impression at FIFA U-20 World Cup where he, among others, took charge of a semifinal. In addition, he very well controlled the AFC Champions League Final between Guangzhou Evergrande and FC Seoul.

Mexico’s Roberto García has been elected as the best CONCACAF referee of the year. Certainly, his final appointment and performance at U-20 World Cup (Uruguay – France) were one vital reason for this vote.

This is the complete list. Every voter had sent a top 15. Every place (1 to 15) was linked to a certain amount of points that have been added so that a final list came into existence:

1. Björn Kuipers – Netherlands – 1973 – 370 points

2. Howard Webb – England – 1971 – 273 points

3. Sandro Ricci – Brazil – 1974 – 258 points

4. Jonas Eriksson – Sweden – 1974 – 218 points

5. Nawaf Shukralla – Bahrain – 1976 – 172 points

6. Djamel Haimoudi – Algeria – 1970 – 170 points

7. Roberto García – Mexico – 1974 – 162 points

8. Joel Aguilar – El Salvador – 1975 – 160 points

9. Wilmar Roldán – Colombia – 1980 – 158 points

10. Enrique Osses – Chile – 1974 – 138 points

11. Felix Brych – Germany – 1975 – 122 points

12. Milorad Mažić – Serbia – 1973 – 108 points

13. Svein Oddvar Moen – Norway – 1979 – 84 points

14. Bakary Gassama – Gambia – 1979 – 64 points

15. Benjamin Williams – Australia – 1977 – 57 points

16. Damir Skomina – Slovenia – 1976 – 54 points

17. Pedro Proença – Portugal – 1970 – 43 points

18. Cüneyt Çakır – Turkey – 1976 – 42 points

19. Yuichi Nishimura – Japan – 1972 – 37 points

20. Néstor Pitana – Argentina – 1975 – 31 points

21. Roberto Moreno – Panama – 1969 – 30 points

22. Ravshan Irmatov – Uzbekistan – 1977 – 29 points

23. Nicola Rizzoli – Italy – 1971 – 28 points

24. Abdul Bashir – Singapore – 1968 – 27 points

….. Alireza Faghani – Iran – 1978 – 27 points

26. Néant Alioum – Cameroon – 1982 – 18 points

27. Mark Geiger – USA – 1974 – 14 points

….. Antonio Arias – Paraguay – 1972 – 14 points

29. Craig Thomson – Scotland – 1972 – 13 points

30. Víctor Carrillo – Peru – 1975 – 12 points

….  Marco Rodríguez – Mexico – 1973 – 12 points

32. Courtney Campbell – Jamaica – 1968 – 11 points

33. Viktor Kassai – Hungary – 1975 – 10 points

34. Bouchaib El Ahrach – Morocco – 1972 – 9 points

33. Carlos Vera – Ecuador – 1976 – 8 points

….. Badara Diatta – Senegal – 1969 – 8 points

35. Roberto Silvera – Uruguay – 6 points

36. Daniel Bennett – South Africa – 1976 – 4 points

37. Stéphane Lannoy – France – 1969 – 3 points

….. Peter O’Leary – New Zealand – 1972 – 3 points

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– O que esperar para 2014 no futebol?

O ano de 2013 já disse “Adeus”. E o que podemos falar sobre o Ano Novo, em especial no futebol brasileiro?

Teremos uma temporada agitada dentro e fora de campo. Duvida disso? Veja só:

1– A Política estará em alta devido as eleições na CBF. Há tempos que assistíamos seguidas reeleições de Ricardo Teixeira como presidente. Com sua saída (ou fuga, se preferir), assumiu José Maria Marin que apoiará o atual mandatário da Federação Paulista de Futebol, Marco Polo Del Nero. Contra eles, devemos ter o ex-presidente corinthiano Andrés Sanches, que busca apoio das federações rebeldes.

2– A Copa do Mundo vem aí. Eu acredito que será um Mundial de melhor nível técnico, já que contará com Cristiano Ronaldo, Messi, Ribery, Iniesta, Ozil, Neymar e outros tantos craques. Até 82, tínhamos muitos craques em campo e futebol vistoso. Mas a partir de 90 e 94 passou-se a valorizar a força física, sendo que o pragmatismo tomou conta dos gramados. Agora, a bola volta a agradecer o bom trato. E os favoritos serão os de sempre: Brasil, Alemanha, Argentina, Itália e… Espanha, claro. Inglaterra e Uruguai eu descarto.

3– No Brasileirão, teremos novamente as discussões costumeiras: jogadores poupados para jogos da Libertadores, calendário desgastante e erros de arbitragem (e se preparem, críticos de plantão, pois a Lista de Árbitros da FIFA não teve nenhuma modificação para 2014, nenhum aspirante ascendeu e nem árbitro internacional de baixa competência saiu da relação, sendo que as alterações foram no quadro de bandeiras).

4- O que não faltará novamente em 2014 é a velha história de mala branca e mala preta (ambas são ruins para o futebol). Quando será que isso vai acabar? O cara recebe o salario do seu clube mas, para render mais e buscar a vitória (beneficiando outrem por tabela) fica esperando dinheiro extra? Isso é demonstração de falta de ética e mau profissionalismo. Se o jogador aceita grana para jogar melhor, a chamada mala branca, quem garante que ele não receberia também para fazer corpo mole, a mala preta?

5- Desejo, enfim, não esperar violência nas arquibancadas dos estádios (embora creio que ela continuará), bem como extirpar dos ouvidos as notícias de manipulação de resultados mundo afora (e aqui acho utopia, visto o crescente aumento de casas de apostas). Mas o que mais anseio (e espero, pacientemente) é: Paz no Futebol!

E você, o que espera para o ano futebolístico do seu time, da Seleção Brasileira e do futebol em geral?

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– O que muda no Brasil com 5 estrangeiros por time?

Antes eram só 2; há dez anos, mudou para 3. Agora, serão 5! Esse é o número de atletas estrangeiros permitidos pela CBF para jogarem nas competições oficiais em 2014.

Na Europa, onde nos grandes centros não há limitações, algumas equipes já vivenciaram experiências inusitadas: o londrino Arsenal foi o primeiro clube da Inglaterra a jogar na Premier League sem nenhum inglês em campo. Igualmente o milanês Internazionale foi o pioneiro na Itália em jogar sem nenhum italiano.

E isso significa o quê?

Duas coisas:

1- Nos países ricos economicamente, tal fenômeno leva a um aumento de qualidade nas suas esquadras. Manter Neymar, Messi, Cristiano Ronaldo e tantas outras estrelas é para poucos. Para isso, buscam-se parceiros ideais para os ajudar, independente de quanto custam ou de onde eles vem. Os campeonatos tornam-se sensacionais.

2- No Brasil, vivenciaremos uma invasão de paraguaios, argentinos, uruguaios e outros latino-americanos de qualidade duvidosa, já que os craques desses países não serão importados pelo Flamengo, Corinthians ou Cruzeiro: irão para o Real Madrid, Milan e Manchester City, devido a oferta econômica. E o campeonato não mudará de nível.

Como consequências negativas, teremos jogadores brasileiros perdendo emprego e atletas jovens, das categorias de base, sem oportunidade para subir ao profissional, já que o pé-de-obra peruano, boliviano ou venezuelano é bem barato.

Eu não gostei do aumento de estrangeiros nas equipes. E você?

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fonte: Revista Placar

– Especulações ou Mentiras?

Dia 28 de dezembro foi “Dia da Mentira” na Espanha, França, Portugal e em boa Europa Ocidental. Os jornais de lá costumam brincar com as manchetes nessa data, como “Balotelli jogará no Ghanghzou da China por US$ 3 milhões/mês” ou “David Beckman voltará aos gramados pelo Manchester United”.

No meio destas, surgiram duas que parecem mas não são trotes: Felipão no Barcelona e Lionel Messi no Paris Saint German.

Felipão no Barcelona após a Copa de 2014? Algum gozador jogou tal chute no ar e muitos creram como especulação. Para mim, notícia sem fundamento. Tata Martino está bem na equipe catalã e não creio que esteja ameaçado por problemas de resultado. Luís Felipe Scolari nada tem a ver com o Tik Tak (ou Taka Taka) do Barça, estilo diferente que surgiu em meados dos anos 70 com os holandeses e se tornou uma filosofia do clube.

Já Messi se envolveu numa desavença por salários no clube. Chelsea, PSG e todo clube comandado por magnatas o desejam. Aí já é algo mais aceitável, pois dinheiro nos cofres esses clubes têm. Em especial o PSG, que quer se firmar como potência na Europa.

Cá entre nós? Felipão vai para algum país árabe encerrar a carreira e garantir a aposentadoria, e Messi continuará mais um ano no Barcelona. Eu escrevi só “mais um”, pois penso que se Neymar seguir arrebentando nos jogos, será difícil o argentino conter a vaidade e aceitar a perda do posto de número 1 do time.

E você, o que pensa sobre isso?

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– Questionamentos de Lusa x STJD

A Portuguesa foi rebaixada definitivamente para a série B. Numa apresentação bem melhor do que na primeira oportunidade, o advogado Dr João Zanforlin fez a defesa cobrando um julgamento técnico. Falou sobre o Estatuto do Torcedor e outras tantas coisas. E, na hora dos julgadores falarem, simplesmente ignoraram tudo.

Aliás, independente do voto, o menosprezo ao Estatuto do Torcedor me impressionou. Para que ele serve, se na Justiça Desportiva foi deixado de lado?

Parece que as leis foram criadas para se usar quando deseja, e deixá-lo de lado caso não exista interesse num determinado resultado. Nitidamente os membros do Tribunal foram decididos a votarem contra.

Agora, algumas questões perturbadoras:

– Se a Portuguesa reclama que o advogado carioca que ela contratou não avisou da punição, qual o motivo dela não processá-lo?

– O presidente da FPF Marco Polo Del Nero declarou que “não trabalha sob pressão”, e se omitiu totalmente do caso. Por quê?

Se a Lusa não entrar na Justiça Comum, ficará uma grande indagação: não o fez por fraquejar ou a pedido de alguém, como a CBF, por exemplo?

Tudo o que aconteceu deixa no ar a dúvida: se o beneficiado indireto fosse a Portuguesa e o prejudicado o Fluminense, teria sido 8 x 0 o julgamento? E mais dúvidas sobre o futuro: se conseguir a vaga na Justiça Comum, teremos um Brasileirão inchado, com 21 times (ou 24, se o presidente José Maria Marin fizer politicagem e cancelar o rebaixamento)?

Me recordo do caso Botafogo, Gama e Sandro Hiroshi, que salvou o clube carioca e fez o time candango ganhar a permanência na série A nos tribunais. Tenho medo desse triste episódio se repetir.

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– E o que vai dar na última Rodada do Brasileirão?

Nesta sexta-feira teremos “Lusa x STJD” pela irônica 40a rodada do Campeonato Brasileiro.

Eu acho que o jogo não acaba ainda. Teremos a “41a rodada” onde, infelizmente, acontecerá a anulação do rebaixamento e a criação de um Brasileirão com 24 equipes.

E você, o que acha que acontecerá?

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– O Papai Noel trará o quê para seu time?

Se você pudesse escrever uma carta ao Papai Noel pedindo a ele alguns presentes ao seu time de futebol, o que seria?

  1. Jogadores consagrados ou jovens promessas?
  2. Títulos mesmo jogando mal ou boas apresentações?
  3. Vitórias a qualquer custo ou fair play em campo?
  4. Cartolas velhacos ou dirigentes éticos?
  5. Treinador caro e experiente ou técnico barato e emergente?
  6. Estádio lotado com ingresso acessível ou arena confortável e custosa?
  7. Torcida organizada cantarolando ou sócio-torcedor mais acomodado?
  8. Galáticos com as finanças sacrificadas ou time barato e contas em dia?

Enfim… o futebol ultimamente ficou chato. Falamos de STJD, tapetão, briga entre torcidas, estádios da Copa superfaturados e outras tantas coisas!

Se fôssemos pedir alguns presentes para o futebol, sem dúvida minha lista teria como prioridades:

1) Espírito Esportivo – como as pessoas se esqueceram que acima de tudo o futebol é esporte, vale lembrar que perder também faz parte do jogo.

2) Honestidade – e aqui vale a ética, os bons modos e o desejo de disputar sem manipulações ou trambiques.

3) Paz e Conforto – minha filha de 4 anos diz a todos que torce para o seu “Paulistinha do Coração”, em referência ao Paulista de Jundiaí. Ela já assistiu no Estádio Jayme Cintra o Galo Tricolor pela Copa Paulista, pois o movimento nas arquibancadas é mais calmo. Mas confesso: a levar aos jogos da A1 contra os times rivais é irresponsabilidade que não cometerei por um simples motivo: a violência que cega os fanáticos. Além disso, como um pai pode levar sua filha a um banheiro de estádio? Os chamados banheiros-famílias são ilusão no Brasil, só existem em shoppings e o coitado do pai se vê em maus lençóis.

E você, o que pediria ao Papai Noel para o futebol?

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– Quicar a bola pode? E levar cartão antes do jogo?

As dúvidas curiosas sobre as Regras do Futebol são constantes. Essas vieram pelas redes sociais e são do amigo virtual “+ChuteColocado”. Vamos a elas:

1) Antes do apito inicial, o árbitro pode punir alguém seja com amarelo ou até mesmo com o vermelho?

2) Aproveitando a sessão “tirando dúvidas”: o goleiro não pode agarrar a bola, soltar ela no chão e pegar com as mãos novamente. Mas então por quê a ação dele quicar a bola no chão não é infração?

Vamos lá: antes da partida é possível advertir ou expulsar, pois a autoridade do árbitro começa a valer quando ADENTRA ao campo de jogo até quando ele SAI dele (portanto, antes do apito inicial e depois do apito final). Curiosidade: um atleta expulso antes do começo da partida pode ser substituído por outro (assim, o jogo não começa com um time formado por 10 jogadores) e conta-se como uma das 3 substituições.

Sobre pegar a bola com as mãos e quicar, entende-se que o “quicar” é uma “posse de bola”. Dessa forma, não há punição por bater a bola no chão, já que ela está sob “domínio” do goleiro. Se um atleta adversário tocar na bola que é quicada e que será reposta em jogo pelo goleiro, veja só, deverá ser marcado falta (tiro livre indireto)!

Dúvidas? Pergunte ao árbitro.

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– Brasil na Final do Mundial de Clubes da FIFA

Há 1 mês, escrevemos na nossa coluna no Bom Dia / Diário de São Paulo: o Brasil estaria na final da Copa do Mundo de Clubes da FIFA 2013, no Marrocos. Ou com um clube, ou com um árbitro (vide em: http://is.gd/JKUDP2). E a projeção se confirmou: com a eliminação do Atlético Mineiro, o árbitro Sandro Meira Ricci, juntamente com os bandeiras Emerson Augusto de Carvalho e Marcelo Van Gassen trabalharão na partida entre Bayern x Raja Casablanca.

Boa sorte ao trio que representará o Brasil na competição. Lembrando que Ricci será o árbitro brasileiro na Copa do Mundo de Seleções em 2014.

Tomara que ele não seja o árbitro da finíssima do ano que vem, por motivos lógicos…

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– E o Galo Mineiro fez Feio…

Que vergonha, Atlético! Uma tarde/noite vergonhosa em Marrakesh.

Falamos anteriormente que apesar da menor condição técnica do Raja, ele estava em vantagem por já ter disputado duas partidas, jogar em casa e estar em ritmo de competição. Ainda: não seria impossível o time marroquino ser um “novo Mazembe”, embora, o favorito seria o Galo.

Como nem sempre favorito vence, venceu quem jogou melhor. E algumas observações:

1- Ronaldinho Gaúcho foi uma decepção. Péssima atuação, não chamou a responsabilidade para si, nem mostrou liderança.

2- O número de passes errados foi grotesco. Time bom não pode jogar desse jeito.

3- Nervoso ao extremo, o time mineiro se descontrolou e mostrou irritação entre si. Detalhe para Marcos Rocha, que saiu xingando o seu treinador, desrespeitando seu companheiro que entrava.

4- O time insistiu tanto em linha burra, que Rever falhou em uma delas, na jogada que originou o pênalti.

5- A falta que originou o gol do Atlético não foi. O marroquino disputa a bola e Fernandinho cava. Mas de nada valeu a excelente cobrança de falta.

6- Hoje, vimos mais uma vez como o nível técnico dos times brasileiros está baixo. É a dura realidade: apequenamos diante dos europeus e nos nivelamos a clubes de campeonatos inferiores. O Brasileirão é disputado, mas não tem bom nível técnico.

Parabéns ao Raja Casablanca. Na base da empolgação surpreenderá o Bayern e será o número 1 do mundo? Pela lógica da FIFA, o vencedor desta partida será o Campeão Mundial de 2013.

Aliás, um detalhe: Alecsandro deve ser o único brasileiro eliminado por 2 africanos no Mundial de Clubes: hoje pelo Atlético perdeu para o Raja e há 3 anos pelo Internacional perdeu para o Mazembe.

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– Gestão de Carreira e Equilíbrio Emocional dos Jogadores

Depois do julgamento da Portuguesa no STJD que rebaixou a equipe do Canindé, o inconformismo ainda assola muita gente. Mas sejamos justos: houve um erro, é fato, e o que se busca é como puni-lo. Deste erro surgiu o benefício ao Fluminense de permanecer na série A. Se a pena foi rigorosa ou o cumprimento da lei tinha outro interesse por trás, não importa mais discutir. Mas o que se deve questionar – e muito – é: de onde surgiu o problema? Foi do advogado Sestário ou dos dirigentes lusos? De nenhum deles!

Surgiu de uma grande bobagem: Héverton, depois da partida encerrada contra o Bahia, foi reclamar e ofender o árbitro. Entrou no final do segundo tempo, e após o árbitro Ricardo Marques Ribeiro encerrar a disputa, correu em direção a ele e disse:

P…, c…, você é um m…, está com medo dos da casa? Só isso de acréscimo, c…?”

Infelizmente, há jogadores que pensam que quando se apita o fim de jogo, o campo vira uma terra sem lei. Esquecem-se que o comportamento deve ser o mesmo dos 90 minutos, e que o árbitro pode expulsar ou amarelar qualquer jogador até deixar o gramado. Não teria que ser Héverton advertido pelo seu clube por receber um cartão vermelho depois do encerramento da partida e ter prejudicado sua equipe? Aliás, será que os atletas se preocupam como foi o julgamento deles? Buscam melhorar a conduta?

De um ato reprovável do atleta surgiu o imbróglio que rebaixou a Lusa. Mas isso mostra que os atletas não estão tão preparados para jogos importantes ou até mesmo para uma carreira de sucesso. Há de se ter boa conduta, preparo e equilíbrio emocional. E quando não se tem, “contrata-se” tudo isso.

Como?

Com um gestor de carreiras, um orientador ou em alguns casos, um assistente social. Muitas vezes, esse profissional funciona quase como uma babá, encobrindo polêmicas e outros desencontros. Vide o lateral do Fluminense Wellington Silva, flagrado em uma festa da comemoração do título do rival Flamengo com seu amigo Vágner Love. Ninguém orientou o rapaz que tal festejo poderia ser ruim para o desenvolvimento da sua relação de trabalho nas Laranjeiras?

Rildo, da Ponte Preta, é outro que merece atenção: bom jogador, mas tem como histórico uma covarde agressão pelo Vitória (cenas que rodaram o mundo pela brutalidade, como briga de rua), discussão com seu treinador Jorginho, causando afastamento de jogos e declarações de que gosta de atuar no estilo Várzea. Ora, não era melhor para a carreira dele se comportar como profissional, melhorar sua imagem e valorizar seu potencial?

Jogadores e clubes têm muita culpa nisso: atletas desconhecem regras do jogo, menosprezam aprendizado e aconselhamento psicológico, fazem vista grossa a orientadores educacionais e gestores de carreira. Isso, enquanto estão na ativa. E quando param? Estão preparados para a aposentadoria ainda jovem? Os clubes demonstram ajudar?

Enfim, fica a questão: os clubes devem ou não avaliar o comportamento dos atletas antes de contratar jogadores?

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– Estádios Interditados. De novo…

Todo ano é a mesma coisa. Às vésperas dos estaduais começarem, a FPF interdita diversos estádios por falta de laudos. Se isso é feito por segurança, ótimo. Mas as vistorias não poderiam ser feitas durante a Copa Paulista, a fim de tempo hábil para a preparação das arenas para o Paulistão?

Na virada do ano, como reformar as praças esportivas sendo que boa parte das construtoras já estão em recesso?

Certa vez, trabalhei como quarto árbitro no Jayme Cintra na abertura do Campeonato Paulista de 2006: Paulista FC x EC Santo André, com portões fechados devido a falta de corrimãos nas arquibancadas, num jogo as 20h de uma 4a feira. A partida fica sem clima, escuta-se o lateral do outro lado do campo reclamando com o bandeira, o vazio da galera se torna um incômodo muito grande. Sem falar, claro, no prejuízo financeiro.

Tomara que em janeiro de 2014 esteja tudo em ordem. Não desejo ver o Tricolor Jundiaiense estrear contra o Audax com portões fechados (lembrando que só são 7 jogos em casa…).

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– A Virada de Mesa acontecerá ou não?

Eu fico bem com o pé atrás…

José Maria Marin, experiente político que é, declarou-se triste pela Portuguesa ter sido rebaixada no Tribunal.

Vasco da Gama promete apelar da decisão da última semana e quer permanecer na série A.

O Fluminense nem pensa em jogar a série B. A causa é ganha, segundo os dirigentes e auditores!

O Bom Senso quer reformar o calendário do futebol brasileiro, ameaça aumentar os protestos e quer modificações.

Estamos em ano de eleição na CBF, e a ideia é de agradar ao máximo os descontentes.

Não fica a sensação de que, habilidoso e fazedor de média, com a desculpa de reestruturar o calendário e o campeonato, atendendo aos anseios de todos, o presidente Marin resolva inflar o Brasileirão com 24 clubes dizendo que o Brasileirão de 2014 será uma seletiva para um torneio mais enxuto em 2015?

Tenho medo que essa sensibilidade seja certeira. Olha a virada de mesa aí, gente!

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– A China é o Novo Eldorado do Futebol!

Sempre que se ouve falar de “futebol na China”, vem associado duas lembranças: dólares e manipulação de resultados.

Repararam que, com grande frequência, ouvimos falar de árbitros punidos por esquemas de corrupção? Ou ainda que dirigentes de clubes foram afastados?

Me chama a atenção as cifras estratosféricas pagas a jogadores de condição técnica duvidosa. Qualquer brasileiro que se aventura por lá já chega na base do milhão.

Seria um investimento pesado que o país faz para se desenvolver no futebol, e isso atrai também os criminosos que querem se aproveitar disso, ou nada mais é do que uma grande lavanderia de dinheiro?

Fico sempre com a pulga atrás da orelha…

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– O que esperar de Raja Casablanca x Atlético Mineiro?

Torcerei para que o árbitro Sandro Meira Ricci esteja escalado na decisão do 3o e 4o lugar do Mundial de Clubes do Marrocos, no próximo final de semana. E sabe por quê? Se isso acontecer, é porquê teremos o Atlético Mineiro na final contra o Bayern, já que o árbitro candango da FIFA não poderá apitar um time do mesmo país que a sua confederação em jogo oficial.

Aliás, fica a nota: se o Galo vacilar e o time marroquino se classificar, não tenho dúvidas de que Ricci apitará a decisão. Assim, ou teremos um árbitro ou um time na finalíssima em Marrakesk.

Mas o que esperar de Atlético Mineiro x Raja Casablanca?

Eu aguardo um jogo difícil, e por vários motivos: o Raja joga em casa, conhecendo gramado, clima e outras nuances; a torcida marroquina está empolgada e isso motiva o psicológico dos atletas; o time já jogou duas partidas no Mundial e está em ritmo de competição, enquanto que o Atlético, em final de temporada, só treina até então. E um fator de última hora: a exploração da mídia local de uma declaração do goleiro do Raja de que, em 2000, o “time houvera sido prejudicado pela arbitragem contra o Corinthians”. Bobagem, mas pode ser utilizada como mais um dos famosos “argumentos motivacionais” que treinadores mundo afora usam.

Se o Raja vencer, não será uma zebra tão grande quanto o Mazembe ter superado o Internacional-RS, mas mesmo assim é um resultado improvável.

Gostei da escalação do espanhol Carlos Velasco para apitar o jogo. Não sentirá a pressão e o jogo deve ser fácil para a arbitragem, devido as características das equipes. No “palpiteco”, apostaria Atlético 2 x 1 Raja na prorrogação. Mas é puro chute…

E você, o que espera do jogo desta quarta-feira?

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– Mundial de Clubes da FIFA e distorções do Torneio

E a Copa do Mundo de Clubes da FIFA 2013 já começou. Você assistiu a bonita abertura, com a péssima partida entre Raja Casablanca x Auckland?

Não dá para engolir que clubes como Atlético Mineiro e Bayern tenham que enfrentar outros de categoria bem inferior para garantir a final. Em partida única, um contra-ataque bem encaixado pode definir o jogo e um azarão se classificar para a fase seguinte. E aí vem o questionamento: o campeão será realmente a equipe número 1 do planeta? Por tabela, o vice campeão será o 2o melhor mundial? Se o time chinês que disputa o torneio levar a terceira colocação, será o 3o melhor da Terra, a frente de Barcelona, Milan, Borussia (que não estão classificados)?

Pior que no papel, lá na FIFA, sim. Na bola jogada, a coisa é outra.

Lógico que o calendário não colabora para elaborar um torneio bem feito, mas esse não é um Mundial de Clubes; é sim um torneio “Copa dos Campeões Continentais”, que devido ao peso dado às confederações, não expressa a verdadeira e real força dos continentes. É similar à “Copa das Confederações”, torneio que precede a Copa do Mundo da FIFA.

Dá para imaginar um verdadeiro campeonato mundial de clubes, hoje, sem Real Madrid, Barcelona, PSG, os dois Manchesters, mais alguns europeus, acrescendo dois ou três sulamericanos?

Numa bem pensada Copa do Mundo de Clubes prevaleceriam times da UEFA e alguns da CONMEBOL, sem espaço para africanos, asiáticos e times da Oceania, pois eles entram apenas por política, já que não possuem bom nível técnico.

O problema é: encontrar datas e disposição dos clubes. E posso ser criticado pela opinião que segue, mas aquele modelo da primeira versão da FIFA, com Real Madrid e Manchester United, somados ao Corinthians e Vasco (independente da escolha do representante brasileiro e do sulamericano, contestada na época) era mais equilibrado do que o formato atual (pelo menos, o nível técnico era melhor e tínhamos mais craques em campo).

Quando é que tivemos dois europeus tão representativos no Mundial de Clubes (tanto no Japão ou nos disputados nos Emirados Árabes)? Nunca, somente na edição em que o torneio ocorreu no Brasil, vencido pelo Corinthians

Vale a pena repensar o formato ou discutir um novo modelo, mais competitivo. Neste, permite-se zebras.

É claro que seria utopia, mas imaginaram um torneio aos moldes da Copa do Mundo de Seleções, voltado aos clubes? No início, teríamos vários jogos fracos (como teremos Irã x Bósnia na próxima Copa), mas quando afunilar a competição…

E você, o que pensa do Mundial? Deixe seu comentário:

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– Acostumando com os Atletas Desconhecidos

Me recordo que em 1998, Zagallo foi pressionado para convocar Sony Anderson para a Seleção Brasileira, artilheiro do Campeonato Francês e ilustre desconhecido para os brasileiros. Anderson saiu do XV de Jaú para o Vasco e antes do profissionalismo foi para a França.

Naquela oportunidade, se questionava sobre o fato de um jogador brasileiro que fez carreira no Estrangeiro antes de explodir no Brasil merecer a Amarelinha. Em geral, se esnobava dizendo que “como ele, tínhamos vários”.

Aí surgiu o tal de Alex Afonso, matador do Campeonato Holandês, anônimo no Brasil e convocado por Dunga. Não deu em nada…

Na sequência, de Campina Grande para o mundo, Hulk, goleador português descoberto por Mano Menezes e que até hoje figura na seleção Brasileira. Transferido para o Zenit da Rússia, continua fazendo gols. Mas até ser convocado, era uma grande dúvida.

Recentemente tivemos o episódio “Diego Costa”, que vem fazendo sucesso na Espanha e defenderá a Fúria, alegando que sua vida profissional se deu toda por lá e jogar pela Seleção Espanhola seria mais coerente.

Enfim, teremos que nos acostumar com os jogadores nascidos no Brasil e que surgem às centenas (centenas sim, não às dezenas) no Velho Continente. O menino vai embora cedo do país, acaba atuando nas categorias de bases das equipes européias e quando surge no estrelato, questionamos por qual clube brasileiro jogou, já que ninguém nunca o viu, por pura ignorância nossa e por grande número de atletas exportados ainda na juventude.

É cada vez maior o número de atletas naturalizados nas Seleções, e, creio, um caminho sem volta. É a questão profissional: se jogou a vida inteira por um país, porquê não jogar por sua seleção local? Isso difere dos jogadores “contratados para naturalização”, e lembro do episódio do ex-jogador do Guarani, Aílton, que jogava no Borússia da Alemanha. Sempre esquecido pela Seleção Brasileira e fazendo sucesso na Europa, com 34 anos o centroavante foi convidado a se naturalizar catariano para a disputa das Eliminatórias Asiáticas. A FIFA proibiu, alegando que não existia nenhum vínculo do brasileiro com o Catar para permitir uma convocação.

Hoje, países ricos agem diferente: levam jovens pobres para estudarem e jogar futebol em sua terra, naturalizam-os e depois os convocam para a Seleção Principal. É uma estratégia arriscada, mas funcional (e cara).

Fico pensando: isso só se resolveria se a FIFA obrigasse as Seleções a convocarem jogadores natos do país (ao invés de naturalizados). Mas, cá entre nós, seria injusto.

Desse jeito, acostumemo-nos com os jogadores “surpresas”, desconhecidos da maior parte do público, e que vingam lá fora pelo neocolonialismo futebolístico e financeiro do Século XXI, disputados pelas Seleções de onde nasceu e de onde joga.

Coitados dos treinadores: brigarão por jogadores que ainda não testaram mas que se destacam (como Diego Costa do Atlético de Madri – que já se definiu pela Espanha- ou Fernando do Porto – cortejado por Portugal). Perderemos também alguns craques, como Liédson e Deco. Mas que não nos confundamos ao inventarmos os anônimos, como Fábio Bilica e tantos outros (né Luxemburgo?).

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– Consequências da Briga em Joinville refletirão nas Finanças do Vasco da Gama

Você associaria sua marca a algum produto que trouxesse repulsa?

Normalmente, a maior parte das empresas evita esse tipo de ligação publicitária. Mas vejam: o Vasco da Gama estava numa difícil situação no Campeonato Brasileiro e mesmo assim mantinha um contrato de R$ 7 milhões anuais (período de 4 temporadas) com a Nissan, montadora japonesa que acreditava no canal “Futebol” para divulgar seus carros.

Com o provável rebaixamento do clube à segunda divisão, meses atrás, o diretor de Marketing da Nissan, Murilo Moreno, em um congresso no RJ, foi indagado sobre a queda e declarou sobre isso:

Se cair, melhor ainda. Ano que vem a gente aparecerá sozinho na série B. Vai dar mais mídia do que ficar pelo meio da tabela na série A“.

Ora, é uma estratégia arriscada. Eis que o time não só caiu, mas sua torcida protagonizou cenas de guerra com a do Atlético Paranaense. E fora de campo, o presidente Roberto Dinamite admite usar todas as armas jurídicas para se manter na Primeirona, mesmo vexatoriamente rebaixado.

Agora, a Nissan resolveu sair do Vasco da Gama, por entender que atitudes violentas e antiéticas não contribuem para a associação da sua marca.

Parabéns, Nissan. E se todas fizessem o mesmo?

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– O “Lusagate”: de quem é a culpa?

E sobrará para a Portuguesa a mácula de “azarada”, “prejudicada” ou “amadora”, em relação a escalação do jogador Heverton?

  • 1- Considere AZAR no caso de um jogador não tão importante para a equipe paticipar 12 minutos na partida, nada produzir e ele ser pivô do rebaixamento.
  • 2- Entenda como PREJUÍZO fomentado por alguém que quis usá-la (a Lusa) para conseguir benesses lá na frente, caso você acredite que tudo foi armado.
  • 3- Critique o AMADORISMO se realmente ela não tomou os devidos cuidados para se assegurar de que poderia escalar o jogador em campo.

Nessas considerações acima, encaixa-se tudo o que tem sido falado: erro crasso do time da Lusa, favorecimento ao Fluminense (interessado em fugir do rebaixamento), e outras teorias conspiratórias, como a de que o advogado da Portuguesa (que presta serviço a diversos clubes, com o detalhe de que sua foto com Fred – centroavante do Fluminense – está nas redes socais e cuja remuneração vem da CBF) teria se dado ao serviço de informar errado a diretoria sobre o resultado do julgamento.

Mas há outras três coisas que me incomodam. E incomodam muito! São elas:

  • 1- O árbitro reserva lança e confere os jogadores antes da partida iniciar. O pessoal de TI (Tecnologia da Informação) da CBF é o mesmo que trabalha na FPF, e desenvolveu um mesmo sistema informatizado onde aparece a restrição ao atleta impedido de jogar. Ao menos, é assim que funciona em São Paulo. Eu mesmo, quando trabalhei por inúmeras vezes como quarto-árbitro, pude constatar equipes que fizeram mau controle do número de cartões e aparecia na súmula eletrônica a restrição, quando lançava o jogador como habilitado para o jogo. Será que isso não apareceu antes da partida? Teria existido falha? Não houve o “input” aos dados do atleta de que ele teria que cumprir mais um jogo em seu banco de dados? A CBF não comunica os clubes que os atletas estão com restrições de contrato, cartões ou outras suspensões antes do início da partida? Para mim, isso deveria ser discutido urgentemente!
  • 2- Vejo que a FPF não está lutando arduamente (e nem moderadamente) pelo seu filiado. Ela aceitará passivamente dois paulistas rebaixados? Não está auxiliando o clube? No site da entidade, onde costumeiramente há pronunciamentos publicados do presidente Marco Polo Del Nero, dessa vez não há nada?
  • 3- E se o Fluminense fosse a Portuguesa e a Lusa fosse o Flu? Como seria? Tenho imensa curiosidade nesse exercício de imaginação… Você, caro leitor, não tem o desejo de saber se os ânimos e a rapidez pelo julgamento seriam tão rápidos?

Fica novamente a pergunta: de quem é a culpa do Campeonato Brasileiro de 2013 não ter acabado ainda, já que ele está com “a bola rolando” no STJD?

Se eu fosse a Portuguesa, contrataria o advogado do Cruzeiro para fazer a defesa, já que quando o Cruzeiro foi indiciado por ter escalado o goleiro reserva numa partida do Brasileirão, poderia ter perdido 3 pontos e foi notificado no mesmo artigo do Código Disciplinar: o de ter relacionado para um jogo o atleta em condição irregular. Resultado: R$ 10 mil de multa, sem perda de pontos.

Aliás, não foi o próprio procurador Paulo Schmidt, em 2010, quando Tartá do Fluminense foi escalado irregularmente nas mesmas condições que Heverton, que disse ser imoral mudar o resultado em campo?

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– Neymar, a fama e os mais citados do Facebook

Manifestação, Carnaval e Neymar. O que essas 3 palavras têm em comum?

Elas são a primeira, segunda e terceira palavras, respectivamente, mais digitadas pelos usuários do Facebook em 2013 (até 01 de dezembro).

Manifestação se deve aos movimentos de protesto na rua; Carnaval, pela tradicional festa popular, e Neymar, por ser a principal citação do esporte neste ano, a frente de outras como Campeonato Brasileiro, Copa das Confederações e Copa do Mundo.

De fato, Neymar se tornou o principal nome esportivo brasileiro no mundo. E sua popularidade está levando a ações das mais variadas formas. Por exemplo, na cidade de São Vicente, um traficante de drogas foi preso portando entorpecentes embalados, sendo que elas continham a foto de Neymar. Indagado, o criminoso explicou:

É que cada jogador da embalagem representa a qualidade da droga”.

Você deve ter ficado curioso como eu: se Neymar é “a de ‘primeira qualidade’, qual seria a ‘de segunda qualidade’ ou mais fraca”?

Lembrando sempre: droga é droga e faz mal de qualquer jeito.

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– Tapetão não tinha se extinguido?

Estourou mais uma polêmica no futebol brasileiro: a Portuguesa poderia perder pontos por ter escalado jogador irregular, e sendo julgada pelo STJD, perderia pontos e por tabela salvaria o Fluminense.

Uma história mal contada até agora… O jogador Héverton fora expulso, cumpriu a automática mas na última sexta-feira, foi julgado e levou gancho de duas partidas. A Portuguesa não sabia e escalou o jogador no Domingo.

O problema é: ela foi OFICIALMENTE informada?

Incrivelmente, o advogado que defendeu a Lusa, Osvaldo Sestário Filho, é bancado pela CBF (uma espécie de “advogado de aluguel” para times pequenos remunerado pela entidade). Trabalha a favor do time, mas é custeado por outro?

Será que o advogado não informou nada à Portuguesa, ou se o fez, fez de maneira errada, alegando um jogo apenas?

Também o Vasco luta nos tribunais contra o Atlético Paranaense, alegando que o regulamento manda punir o clube mandante no caso da confusão em Joinville.

Sinceramente, prefiro esperar o desenrolar nos dois casos. Será que o advogado da Portuguesa (remunerado pela CBF) agiu de má fé ou de maneira incompetente? Será que a Lusa foi imprudente ou vítima de uma armação preventiva? Será que o Vasco conseguirá os pontos do confronto de domingo, invalidando a goleada vexatória que levou?

Será, será, será… tantos “serás” me deixam com a pulga atrás da orelha: os times rebaixados em campo poderão ser salvos pelo Tapetão?

E se não fossem Vasco e Fluminense, mas Náutico e Ponte Preta os envolvidos? Tudo isso estaria acontecendo?

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– E o Vídeo sobre a Manipulação do Sorteio da Copa?

Há certas coisas que superam o bom senso: e um vídeo em língua espanhola que “desvenda” uma suposta manipulação no sorteio da Copa do Mundo por parte da FIFA?

Mais uma daquelas bobagens de quem cria situações e teorias conspiratórias contra tudo e contra todos. Se fosse assim, por quê grupos fortes e fracos?

Com as inovações tecnológicas, o pessoal se aperfeiçoa. Lembram da história criada por correntes de e-mails sobre “O Brasil vender a Copa para a França em 98?

Pergunte ao Edmundo ou ao Zagallo sobre isso…

O vídeo está em:

http://www.youtube.com/watch?v=yaJ3qpaAjG0

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– Pitacos de um Trágico Final de Brasileirão

E o Campeonato Brasileiro de 2013, ufa, acabou!

O que você achou do torneio neste ano?

Sem dúvida, se questionado, eu diria: péssimo. E explico os motivos:

1- O campeão Cruzeiro, com rodadas de antecipação, venceu sem ter craques mas com um time bem montado. A disputa pelo título nunca foi empolgante, mesmo antes da confirmação da conquista, já que os clubes ponteiros nunca ameaçaram a Raposa.

2- Nenhum paulista com boa regularidade, com a Libertadores para o estado de São Paulo sendo desejada ainda e unicamente pela pequena Macaca Campineira na Sulamericana.

3- A CBF resolveu não fazer a tradicional festa de encerramento do campeonato, justificando que nesses eventos costumam ocorrer vaias para premiados. Ô espírito esportivo inexistente…

4- Com 20 clubes, o torneio foi longo pelos jogos que nada valiam. Por quê não se pensar em 16 times, fortalecendo ainda mais a Segundona?

5- Dos rebaixados, 2 clubes de efeito “iô-iô” (que no futebol significa “aquele acostumado a subir e descer”) e 2 grandes cariocas. A Ponte Preta errou ao demitir Guto Ferreira e trazer Carpegiani, pagando o preço por isso até agora; o Náutico não quitava salários, demitia e contratava treinadores ao Deus-dará; o Vasco da Gama se tornou uma verdadeira bagunça, com trapalhadas do Dinamite e diretoria; e o Fluminense, campeão do ano passado, desestabilizou o elenco com salários milionários em dia dos contratados pelo patrocinador e salários atrasados com os atletas da casa (e fica a observação: muitos dizem que o Flu pagará a 2a divisão que pulou na Copa João Havelange, o que não é verdade; só pagará quando ascender e abrir mão da vaga na primeirona, jogando 2 anos consecutivos; utopicamente falando, claro).

6- Lembremo-nos que em muitas rodadas os clubes jogaram com equipes mistas, se poupando para outras competições. Não é complicado um time que luta contra o rebaixamento jogar contra determinado time com o elenco completo, e seu adversário direto jogar contra a mesma equipe, mas com jogadores reservas (embora, sejamos justos, cada equipe sabe qual é a sua prioridade ao escalar o time)? Tivemos muito disso no Brasileirão, sem contar com o mandos itinerantes, como Brasília e Campo Grande.

7- Na última rodada, e aqui o pior de tudo, a selvageria correu solta em Joinville, na partida Atlético Paranaense x Vasco. Independente se houve falha na Segurança do evento, o ânimo odioso dos bandidos que lá estavam mostraram o que as torcidas organizadas dos grandes clubes permitem, que nada mais são do que trogloditas travestidos de torcedores, criminosos a fim de brigas e que promovem o culto à violência.

Enfim, um campeonato de nível técnico baixo, marcado por brigas (em 2012, o Brasil foi o país com mais mortes em confrontos de torcedores de futebol no mundo; em 2013, já se registrou 30 mortos) e cuja motivação na última rodada era simplesmente o decesso. E somos o país da próxima Copa!

Tomara que não venham hooligans estrangeiros para ensinarem os nossos. Ou será que eles que aprenderão com os daqui?

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– Qual a Final dos Sonhos para a Copa de 2014?

E o sorteio da Copa do Mundo enfim aconteceu. A chave do Brasil será composta por Croácia, México e Camarões.

Independente de como será o desenrolar da competição (e esquecendo as combinações por culpa do chaveamento), eu gostaria de uma final emblemática, cheia de simbolismo (claro que alguns confrontos não serão possíveis para uma finalíssima, ocorrendo em semis, quartas ou oitavas. Mas façamos de conta que podem, ok? ).

Quer exemplos?

Algo como Brasil x França no Rio de Janeiro na finalíssima como revanche de França 3 x 0 Brasil realizada na decisão de Paris em 2008. Ou Brasil contra o Uruguai para acabar com o Maracanazzo de 50 (embora, sei que se falará demais de um jogo assim antes da decisão e surgirão fantasmas como um Segundo Ghiggia), mas lembrando: não é revanche, pois revanche verdadeira só em Montevidéu sendo Uruguai x Brasil. Claro, e por charme, Brasil x Argentina, para delírio de quem gosta de rivalidade à flor da pele.

Tais jogos são desejo (ou torcida, chame como você quiser), não é previsão, pois temos Espanha, Inglaterra, Itália, Alemanha…

Diante disso, 3 questões:

E para você, qual seria a sua final de Copa do Mundo tão desejada para assistir em 2014?

Aproveitando: quem será o time pequeno que cairá nas graças dos torcedores, como o Taiti foi na Copa das Confederações 2013?

Observação final: teremos jogos como Bósnia x Irã e Argélia x Bélgica. Imagina a grana que gastaram para reformar e construir os estádios para vir a tal da Fifa e sortear um jogo desses! Caberiam na Rua Javari, no Nicolau Alayon, ou em qualquer outro estádio…. Assim: qual jogo você abriria mão de assistir, caso ganhasse o Ingresso?

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