– A Invasão dos Black Blocs Corinthianos

Já deu o que tinha que dar, não é?

As ações das torcidas organizadas de futebol extrapolaram todos os limites. E as autoridades, ao invés de tomarem decisões contundentes, fazem demagogia.

No sábado, torcedores da Gaviões da Fiel, Rua São Jorge, Camisa 12 e Pavilhão 9 invadiram premeditadamente o CT para bater nos atletas, armados de facas, estiletes e pedaços de madeira (segundo as informações da PM). O relato do Dr Joaquim Grava, médico do Corinthians, contando sobre o pavor dos jogadores dentro do vestiário, presos, arrastando os armários para que os bandidos travestidos de torcedores não quebrassem as portas, é assustador (em entrevista ao jornalista Flávio Prado no Programa “JP no Mundo da Bola“).

Pior: alguns dos torcedores presos em Oruro, acusados da morte do garoto boliviano Kevin Spada, estavam lá. Os mesmos defendidos como vítimas pelo presidente Mário Gobbi, e que na festa do título do Campeonato Paulista de 2013 ofereceu a eles a conquista.

O grande e necessário questionamento que se faz é: por quê as autoridades não agem de verdade contra esses marginais, sejam eles de quais times forem?

A resposta é óbvia e repetitiva: política e demagogia. Afinal, bandido também vota. Se um dos líderes dessas Organizadas quiserem, elegem um vereador ou deputado (aliás, prática que já têm feito).

Você duvida que os clubes são responsáveis pela manutenção dessas entidades? O Corinthians deu 700 mil reais para a Gaviões da Fiel organizar o desfile dela no Carnaval. Há jogadores que dão dinheiro para serem aplaudidos pelas Uniformizadas. E quem não assina o famoso “livro de ouro” acaba sendo vaiado. Quer exemplo maior do que o peruano Paolo Guerrero, que fez o gol do título mundial e vem se salvando nas atuações, sendo agredido nessa invasão?

No fundo, a própria cumplicidade dos cartolas os tornam reféns de tudo isso. O Grêmio/RS divulgou em balanço que deu mais de 1 milhão às suas Organizadas. Os caras ganham ingresso, pirateiam a camisa e concorrem diretamente com a venda de souvenirs dos times, e ainda recebem dinheiro deles!

Certo está o presidente Paulo Nobre, do Palmeiras: cortou as regalias das Uniformizadas (que fizeram perder vários mandos por brigas nas arquibancadas) e agora vem sendo perseguido e vaiado por elas. É o custo da independência…

Alguém será preso por culpa do episódio de sábado? Esqueça. Enquanto você lê esse artigo, muitos deles estão rindo e se vangloriando pelas ações de vandalismo, incentivando aos “colegas de outros clubes” a agirem da mesma forma.

Particularmente, creio que, sendo ano de Eleições, nenhum político vai querer tocar nessa ferida, que é uma grande chaga do futebol brasileiro.

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– Greve no Futebol da Espanha

Nessa semana, o Racing Santander iria a campo na Copa do Rei contra o Real Sociedad. Entrou no gramado, e na hora do apito inicial, resolveu abandonar o jogo como protesto pelos salários atrasados.

A torcida entendeu o ocorrido e aplaudiu o time, apoiando a manifestação.

E se fosse aqui?

Hum… Estou para ver alguém com coragem para isso!

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– Incompetência na hora H?

Parece brincadeira, mas simplesmente é falta de competência.

Lembram-se que, no Paulistão daquele jogo em que Tite imortalizou o gesto do “fala muito” (Palmeiras x Corinthians) em que Felipão foi expulso, o árbitro Paulo César de Oliveira foi anunciado pelo Jornal da Tarde antes do sorteio? Deu uma confusão… e na hora do globinho rodar… deu PC!

Ontem, na hora do sorteio da 5a rodada para o Choque-Rei de domingo, antes da bolinha cair… o monitor da FPF já anunciava Luís Flávio de Oliveira! E não é que deu LF?

Hoje, a própria entidade explicou o ocorrido: erro de um funcionário do departamento do departamento de tecnologia.

Ah, tá. Agora estou convencido. Concordo que não é má fé, só incompetência.

A explicação detalhada em: http://www.futebolpaulista.com.br/noticias/Últimas/2014/01/31/Sobre+erro+no+sorteio+de+árbitros+da+5ª+rodada+do+Paulistão+Chevrolet+2014

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem de Paulista x XV de Piracicaba

Philippe Lombard, 43 anos, professor de Educação Física, apitará Paulista x XV de Piracicaba no Jayme Cintra na noite deste domingo. Danilo Ricardo Simon Manis (32, também Professor de Educação Física) e Leandro Feitosa (27, bancário), o ajudarão como assistentes. Sérgio da Rocha Gomes será o quarto-árbitro; Luís Vanderlei Martinucho e Regildênia de Holanda Moura (que já esteve semana passada na mesma função) serão os árbitros adicionais atrás da meta.

O árbitro é rodado e os bandeiras são bons. Philippe tem muito tempo de série A1, frequentemente apita jogos de times grandes – embora, tenha faltado na sua carreira apitar um grande clássico. Isso acontece por falta de oportunidade num inchado quadro de árbitros e por outros problemas, como lesões e/ou licenças. Trabalhamos juntos por diversas vezes e nunca vi uma “lambança” dele. Sabe bem levar a partida, se posicionando corretamente em campo. Esse é o seu forte: por estar em boa distância, consegue discernir bem os lances. A minha única preocupação é: o XV tem se mostrado uma equipe muito rápida, e o condicionamento físico (não só de Philippe Lombard mas de qualquer árbitro) tem que estar excelente. Nos últimos 4 jogos, vimos em 2 os árbitros cansando muito no final de cada tempo.

Danilo Simon também tem o mesmo tanto de tempo de Philippe, e bandeirou (muito bem) a final da última Copa São Paulo. Está em ritmo de competição.

Leandro Feitosa tem o DNA de bandeirinha no sangue, é filho de Francisco Rubens Feitosa (excelente bandeira dos anos 90) e começou cedo na arbitragem. Tranquilo para a partida.

Recordo-me de um jogo na série A1 – Ponte Preta x São Paulo no Moisés Lucarelli, onde fui árbitro-reserva de Philippe e o bandeira coincidentemente era o Danilo. Sábado de Carnaval, a partida se iniciou as 18h30 e o jogo estava empatado em 1×1. Aos 47 minutos do segundo tempo, uma bola foi cruzada e André Dias, zagueiro tricolor que estava no ataque (hoje na Lazio) tentou o cabeceio. A bola passou, bateu na sua mão e foi pro gol. Gol de mão e legal, derrota da Ponte Preta no último minuto! Philippe corajosamente confirmou o tento, em que pese a pressão dos jogadores da Macaca. Resultado: domingo adentro ainda estávamos no vestiário do estádio… imagine a fumaça para podermos ir embora!

Estou convicto de que teremos uma boa arbitragem domingo.

Acompanhe a transmissão ao vivo e exclusiva da Rádio Difusora Jundiaiense / Jovem Pan Sat, AM 810, com a equipe do Time Forte do Esporte, comandada por Adilson Freddo. Narração de Marcelo Tadeu, reportagens de Heitor Freddo e Luiz Antonio de Oliveira (Cobrinha), comentários de Robinson Berró Machado, análise da arbitragem de Rafael Porcari, no plantão esportivo José Roberto Pereira e na técnica Antonio Carlos Caparroz.

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– O Complicadíssimo “Impedimento-ou-Não” de Santos x Corinthians

O mundo do futebol é irônico, e suas ironias, em determinadas situações, chegam até a ser hilárias em alguns momentos.

No ano passado, o excelente árbitro assistente Emerson Augusto de Carvalho bandeirou Santos x Corinthians e cometeu um erro infantil numa jogada de triplo impedimento. Foi crucificado e, mesmo assumindo a falha, seu lance não foi esquecido. Ele é um dos bandeiras escolhidos para a Copa do Mundo de 2014, seu equívoco foi pontual naquela ocasião e depois dele acertou muitos e muitos lances difíceis em outros jogos.

E não é que na mesma Vila Belmiro, num mesmo Santos x Corinthians na noite de ontem, um lance com OUTROS 3 JOGADORES EM IMPEDIMENTO acontece?

Parece incrível que isso ocorra com o mesmo bandeirinha em jogos de mesmos times em tão curto espaço de tempo. Mas aqui há uma diferença: apesar de tamanha coincidência em quase tudo, nesta quarta-feira o lance foi de dificílima dificuldade; tanto que, tenho certeza disso, estará desde já nos vídeos da FIFA para discussão.

Vamos a ele: aos 12m, Arouca recebe o passe de Geovânio, chuta a bola no canto direito do goleiro Walter e faz o gol após desvio de Ralf, sendo que há em posição de impedimento 3 santistas. Lembre-se: estar em posição e impedimento não é infração. Estavam Ativos ou Passivos ali?

Veja o lance: https://www.youtube.com/watch?v=aI9XwndGcwc

Para saber se o árbitro errou ou não, considere:

1) Você só deve marcar impedimento

a) se interferiu na jogada (recebeu sozinho na frente e fez o gol),

b) se interferiu contra um adversário (estava impedido e atrapalhou alguém mesmo se não toca a bola) e

c) se tirou proveito de uma posição de impedimento (recebeu um rebote do goleiro por exemplo).

2) A situação mais próxima acima é se os 3 jogadores que não tocam a bola atrapalharam Walter. Repare que na hora do chute de Arouca (e é nesse momento que se deve avaliar impedimento ou não dos santistas), havia 13 atletas entre a bola e o goleiro (veja na imagem abaixo), sendo que 8 do Corinthians e 5 do Santos. Quais deles estariam atrapalhando o campo de visão do camisa 1 corinthiano (É nítido que ele tenta ver a bola, mas atrapalhado por quem, por companheiro ou adversário)? Se traçarmos uma linha reta do Arouca até o Walter, vemos que o primeiro obstáculo ao goleiro é o próprio companheiro dele, e o último, um santista.

3) Considere a distância do chute: Arouca estava quase na meia lua, a uma distância de mais de 16,5 m do gol. Será que os 3 santistas (a 5,5m) foram fundamentais para atrapalhar o goleiro? Talvez sim, talvez não.

4) O fator preponderante: a bola desvia num jogador do Corinthians (Ralf) durante a sua trajetória. Que culpa têm os 3 jogadores do Santos se ela bateu num companheiro do goleiro adversário e mudou (levemente mas com importância) seu rumo? Por esse último item, eu considero o gol legal. Mas com a ressalva: o lance é espetacular para os bancos das escolas de árbitros. Não discordo de quem entenda como impedimento ativo, pois, afinal, é questão de interpretação.

5) Um detalhe que me chama a atenção é o seguinte: Emerson Augusto está afiado com as Regras e Últimas Orientações da FIFA, pois recebe todas as instruções para o Mundial e está sempre presente nos cursos. E uma delas fala sobre o fato de bolas desviadas que sobram para jogadores que não tinham intenção de participar do lance e a acabam recebendo em posição de impedimento passivo tornarem-se lances legais. Desde julho de 2013, esse desvio passou a ser fator relevante para descaracterizar um impedimento ativo. Será que o bandeira não levou em conta que Alan Santos (que é o 1o santista a frente de Walter e que talvez pudesse interferir contra o corinthiano, pois os outros dois atletas certamente não atrapalham a visão do goleiro) poderia ser o homem que atrapalhasse a defesa, mas que pelo desvio que mudou levemente a trajetória da bola há uma nova situação? E aqui uma situação decorrente da nova orientação, a de “nem tocar na bola”.

Eu acho que sim! E se assim procedeu, acertou.

Imagine o seguinte: e se a bola chutada ao gol sobrasse ao jogador do Santos mais a direita de Walter, por culpa desse desvio? Cairíamos na nova orientação e ele, pasmem, poderia fazer o gol livremente. E argumentos para isso não faltam: ele está saindo da pequena área, buscando fugir do impedimento, a bola não é para ele e por culpa do desvio recebe a bola. Perfeito pra validação! Mas creio que seria difícil explicar ao corinthiano mais apaixonado…

Para o torcedor comum, tais argumentos são tentativas de justificativas. Não entendam assim, mas como discussões inteligentes da Regra de Jogo e suas nuances. Quem acompanha o mundo da arbitragem sabe da dificuldade de tal lance e dos vários detalhes que norteiam uma decisão do árbitro ou do bandeira em frações de segundo.

Aliás, imagine que aqui debatemos por minutos, e a arbitragem teve que decidir em apenas um ou dois segundos…

E aí, o que você achou? Deixe seu comentário:

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– Análise da Arbitragem de Paulista 2 x 3 Ituano

Razoável e suficiente: essa foi a arbitragem de Welton Orlando Wohnrat para o duelo de Galos no Jayme Cintra.

A Partida foi muito faltosa: 49 infrações marcadas, fora as não-marcadas (se considerar que um jogo tem 90 minutos… olha a média!).

Logo com 4 minutos do primeiro tempo, foram 3 faltas seguidas, com 3 ataques do Ituano fazendo o bandeira 2 Claudinei da Silva começar ligado.. E aí vem o “azar de árbitro”: com 5 minutos, Jô sofre um empurrão na frente do assistente Marco Antonio Gonzaga, que olha para o árbitro e um fica esperando o outro marcar, mas ninguém marca. A bola fica na posse do Ituano, que parte para o ataque e sofre uma falta idêntica cometida por Mineiro. Aí o árbitro marcou… e não é que dela surgiu o gol de falta de Anderson Salles (numa falha do goleiro)? No placar: 0 x 1.

Também de uma falta surgiu o gol do Paulista: Josa cometeu a infração e David Batista fez de cabeça: 1 x 1

Aos 21m, o Ituano reclamou pênalti: Paulinho vem dominando, Gian Mariano coloca a perna na frente a fim de parar o adversário (fatalmente faria o pênalti) mas o atacante adianta a bola e cai. Não é nada, segue o jogo. A bola sobra para Marcinho que desperdiça. Acertou o árbitro.

Com 30 minutos, numa cobrança de escanteio, Diego Santos pula e Jean Carlos não sobe. Por força da jogada os dois caem. Não é nada, é malandragem, tentativa de cavar, e como o jogador do Ituano fica estendido no chão, pede o pênalti (um suposto segundo pênalti). Também não foi nada e acertou o árbitro.

No segundo tempo, novamente novo desentrosamento entre árbitro e bandeira 1: novas faltas não marcadas. Uma atuação não costumeira de Marcos Gonzaga, que costuma ser bom mas que hoje esteve abaixo da sua alta média. Por exemplo, aos 62 minutos o jogador jundiaiense Marquinhos dá uma pegada forte em Paulinho na frente dele, nada é marcado; e dois minutos depois, Lusmar acerta de novo Paulinho, que é substituído. Tanto árbitro e assistente nada marcaram.

Até então, os cartões amarelos haviam sido bem aplicados. E eis que aos 71minutos um acerto importante da arbitragem: Rafael Silva dá leve tranco em Jeff Silva que se perde no lance (tudo legal) e marca o gol: Paulista 1 x 2 Ituano.

Mas aos 80 minutos, o zagueiro alemão infantilmente empurra David Batista. Pênalti fácil de se marcar e empate: 2 x 2.

A alegria do Paulista durou pouco: No seu campo de defesa, o atacante David Batista faz falta em Rafael Silva. Nessa, o bandeira marcou e acertou. E para infelicidade do Galo de Jundiaí, Alemão, que houvera cometido o pênalti, fez de cabeça: 2 x 3.

A maior falha no jogo se deu nos minutos finais: Mineiro fez falta por trás em Túlio Renan, que estava na entrada da área. Lance para cartão amarelo, e como ele já tinha, seria Vermelho. O árbitro não deu erroneamente.

Enfim: o árbitro foi razoável, acertou nos lances capitais e errou em alguns não decisivos, sentiu um pouco o forte calor (mas visivelmente se esforçou para estar próximo das jogadas). Nada que influenciasse o placar.

Curiosidade: a bandeira 2, Renata Ruel, que originalmente estava na escala, foi substituída por Claudinei da Silva. Ninguém sabia explicar o porquê… palavra oficial da FPF, perguntada pela equipe do time forte do Esporte da Difusora.

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– Qual é o Critério para a Escolha dos Bandeiras?

Emerson Augusto de Carvalho e Marcelo Van Gassen são ótimos árbitros assistentes. No último jogo do Corinthians (São Bernardo x Corinthians) foram escalados para bandeirar e fizeram seu ofício muito bem.

E hoje teremos Santos x Corinthians, na Vila Belmiro. Não é que eles estão escalados novamente? Será que a Federação Paulista não lembrou que os escalou na rodada passada em jogo do Timão e os repetiu sem querer?

Nada contra a competência deles; afinal, por méritos, ambos irão para a Copa do Mundo 2014. Mas com tanto bandeira, tem que repeti-los em jogo seguido de mesmo time?

Qual o critério da FPF? Ou não tem critério? E olha que para os assistentes não há sorteio, é escala direta.

Digo e repito: é péssimo repetir escala de árbitro em jogo seguido do mesmo time. E no caso do Emerson, ficará a cobrança daquele equívoco do impedimento triplo do ano passado no mesmo clássico e no mesmo local…

Coisas que se poderiam evitar! Aproveitando: torço para que o juizão Paulo César de Oliveira vá bem, pois não goza de simpatia dos santistas, embora seja ótimo árbitro.

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– Pré-Análise da Arbitragem de Paulista x Ituano – Rodada 4 do Paulistão

Welton Orlando Wohnrat, advogado, 38 anos, apitará a partida do clássico regional dos Galo Jundiaiense contra o Galo Ituano.

Desde o ano passado já tivemos oportunidade de escrever alguma coisa do árbitro desta 4a feira: Welton tem feito jogos de maneira discreta, com boa regularidade e agradado com suas atuações (na semana passada, apitou muito bem Comercial x Palmeiras). Não é espalhafatoso e nem tem trejeitos exagerados nas marcações e, sem alarde, tem se firmado bem na Primeira Divisão. Penso que nesse ano deva ter a oportunidade de apitar seu primeiro clássico. Entre os árbitros, é carinhosamente chamado de “Salvinho”, em alusão a semelhança física ao ex-árbitro Sálvio Spínola.

Marco Antonio Gonzaga da Silva é excelente assistente e será o bandeira 1. Seguro e preciso, dispensa qualquer tipo de preocupação. Já tem 44 anos de idade, e na FPF quase 20 temporadas de jogos profissionais. Fora dos gramados, é assistente de enfermagem e trabalha na Secretaria de Esportes de Aparecida-SP

Renata Ruel Xavier de Brito será a assistente 2. Com apenas 8 anos de carreira, já trabalhou em várias partidas profissionais.

O árbitro reserva será Eleandro Pedro da Silva (natural de Guararema-SP); é rodado e não deverá haver problemas. Os árbitros assistentes adicionais (AAA) que ficarão atrás das metas ajudando na partida serão Thiago Duarte Peixoto e Regildênia de Holanda Moura. E sobre a moça, fica a curiosidade: ela pertence ao quadro de árbitras internacionais da FIFA, tem excelente condicionamento físico (corre os mesmos tempos que o quadro masculino) e, particularmente a tenho como melhor árbitra do Brasil, se comparada com as demais. Gostaria de vê-la mais vezes atuando em jogos do Campeonato Paulista da A1 como árbitra principal e que a CBF pavimentasse uma chance maior a ela em suas competições. Na semana passada, apitou Batatais x Red Bull pela A2.

Espero um bom jogo com boa arbitragem.

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Acompanhe a transmissão ao vivo e exclusiva da Rádio Difusora Jundiaiense / Jovem Pan Sat, AM 810, com a equipe do Time Forte do Esporte, comandada por Adilson Freddo. Narração de Marcelo Tadeu, reportagens de Heitor Freddo e Luiz Antonio de Oliveira (Cobrinha); comentários de Rodrigo Alves e Robinson Berró Machado; análise da arbitragem de Rafael Porcari, no plantão esportivo José Roberto Pereira e na técnica Antonio Carlos Caparroz.

– 3 graves erros nos jogos do Trio de Ferro

A arbitragem do Paulistão 2014 começou mal. E olha que as partidas estão fáceis de se apitarem. Nos jogos dos 3 grandes da capital, lances penais polêmicos e errados. Vamos a eles?

1) Corinthians 0 x 1 São BernandoGuilherme dá um verdadeiro “rapa” em Edson Felipe dentro da área, na frente do árbitro José Cláudio Rocha Filho e ele nada deu. O árbitro adicional estava do lado do lance e poderia ajudar, mas nada fez. Pênalti não marcado para o São Bernardo, errou.

2) São Paulo 2 x 1 Oeste – a bola está no alto, cai e bate no braço de Ligger (claramente sem intenção de toque do jogador do Oeste), sobrando para o domínio de Luís Fabiano. Eis que o árbitro Alessandro Darcie apita e os jogadores ficam sem entender (pela imagem da TV, se vê o atacante sãopaulino pronto para reclamar pensando que fora marcada uma falta de ataque). E a marcação era: pênalti! Ora, desde que surgiu a orientação para analisar a subjetiva intenção em lances que não seriam tão involuntários, é só bater na mão e a juizada marca pênalti. No Morumbi, errou de novo.

3) Atlético Sorocaba 1 x 4 PalmeirasChico invade a área pela esquerda, é derrubado pelo zagueiro Henrique e o árbitro Cássio Zancopé não assinala o pênalti. Para azar do time de Sorocaba, Boquita ainda leva amarelo no lance por reclamação.

O detalhe é: são erros em lances simples e que coincidentemente beneficiaram os grandes. Será que a camisa está pesando na reta inicial?

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– O lance do Pênalti de Corinthians 0 x 1 São Bernardo

Um lance que atrapalha todo o trabalho de uma equipe de arbitragem, e, principalmente, pode prejudicar o placar de um jogo. Foi isso que aconteceu aos 30 minutos na partida entre Corinthians x São Bernardo.

Edson Felipe estava dentro da área do Coritnhians com a bola dominada, frente a Paulo André. Eis que chega Guilherme para tentar roubar ela e… “passou o rapa”, como se diria no futebol de rua!

Pênalti, sem dúvida do lance – e não marcado. O problema é que a jogada era possível de marcação pelo árbitro José Cláudio Rocha Filho e na frente do Adicional 1 Raphael Claus. Será que eles não conversaram entre si? Ninguém viu ou ficou com dúvida de dar o tiro penal?

Lance como esse é utilizadíssimo por aqueles que criticam a introdução dos árbitros adicionais, a fim de ilustrar a falta de relevância de juízes atrás do gol. Discordo desse pensamento, mas nesse lance, perderei a briga pelo erro acontecido. Prejuízo para o São Bernardo.

Me custa a entender o seguinte: qual o critério de escalas dos Adicionais? Na partida do Pacaembú, o Adicional 1 é o “quase FIFA” Raphael Claus. Como Adicional 2, Camilo Zarpelão, que nem pertence ao quadro da CBF.

Será que a Comissão de Árbitros acredita que as coisas mais difíceis só acontecem de um lado do campo? Não deveriam ser dois AAAs do mesmo naipe?

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– Análise da Arbitragem de Botafogo 4 x 2 Paulista. Como foi o árbitro?

Boa arbitragem, com grandes lances de acerto, embora tenha se mostrado em alguns momentos “preguiçosa”. Essa é a melhor definição para o que se viu no Estádio Santa Cruz nesse sábado.

O jogo começou com várias faltas de ataque e logo aos 3 minutos um cartão amarelo a Diego Santos, corretamente aplicado pois perdeu a bola e apelou.

Primeiro tempo morno e fácil para o árbitro, sendo que o mais notório foram os escanteios: o Paulista colocou sempre um jogador para atrapalhar o goleiro em todos os tiros de canto, no limite da legalidade. Isso vale, e só num dos lances foi falta. O Adicional Norberto Luciano estava atento a todos eles, colaborando com o árbitro. Aliás, o trabalho de equipe foi muito forte, bom, coeso, sempre entrosado com bandeiras e adicionais, em especial na comunicação e até com lance de vantagem em impedimento.

O curioso foi Marcelo Macedo, atacante botafoguense: fez 2 faltas de ataque se apoiando no zagueiro do Paulista (faltas bem marcadas). Na 3a vez que pulou, não fez a falta e saiu o gol…

Mas no segundo tempo, o jogo voltou mais pegado e com importante erro do árbitro: com 1 minuto de jogo o atacante do Botafogo Marcelo Macedo foi empurrado pelo Diego Santos na entrada da área. Falta perigosa e que era para Cartão Amarelo. Ceretta estava atrás da jogada, ao invés de se posicionar à esquerda da bola (mais ao lado) e não viu. Errou, era para Segundo Amarelo e consequentemente Vermelho.

Porém, se errou nesse lance, acertou em outros 3 importantes. Vamos a eles:

  • 1) 56 minutos, o primeiro gol do Paulista- Jô tenta cavar a falta, não foi nada e o árbitro manda seguir. Na sequência, Gilmak faz falta nele (que cai e reclama de dores), a bola sobra para o atacante do Paulista (Ceretta dá vantagem) que culmina no gol de David Batista. Gilmak corretamente leva cartão amarelo posteriormente. Grande momento da arbitragem.
  • 2) 69 minutos, o segundo gol do Paulista- A bola foi alçada na área, Dinelson teria chance de dominá-la e Henrique o agarra pela gola, atrapalhando-o. Experiente, ganhou o pênalti bem marcado e o zagueiro recebeu Amarelo.
  • 3) 86 minutos, o quarto gol do Botafogo: Daniel Borges recebe a bola cruzada vindo por trás da defesa que pede impedimento. O bandeira 2 acerta em permitir a jogada, e o lateral a cruza para trás e vai para Camilo, sozinho, que marca o gol.

Por fim, fisicamente, o juizão pareceu-me cansado ao final dos dois tempos nesta corrida partida, ficando longe das jogadas. Não deu acréscimos no primeiro tempo e 3 foram poucos no segundo (só num duplo atendimento médico, o jogo ficou 3 minutos parados). Para um árbitro de 30 anos, precisa correr um pouco mais.

Abaixo, os rascunhos do lance-a-lance durante os comentários da transmissão:

Análise da Arbitragem – Rodada 2 –  Corinthians x Paulista (22/01/2014)

Árbitro: Guilherme Ceretta de Lima

Bd1: Miguel Cataneo Ribeiro da Costa

Bd2: Gustavo Rodrigues de Oliveira

AAA1: Marcio Henrique de Góes

AAA2: Norberto Luciano Santos da Silveira

Reserva: Mateus Pulini

BOTAFOGO

1 Gilvani

2 Daniel Borges

3 César Gaúcho

4 Henrique Mattos

6 Augusto Ramos

5 Gilmak

8 Hudson

7 Camilo

10 Wellington Bruno

11 Mike

9 Marcelo Macedo

Reservas

12 Renan

13 Lima

14 Léo

15 William

16 Vitor

17 Giovani

18 Afonso

1o T faltas – 6

2o T faltas – 6

PAULISTA

1 Juliano

2 Raul

4 Gian Mariano

3 Diego Santos

6 Jeff Silva

5 Mineiro

7 Ewerton

8 Lusmar

9 Patrick

10 Dinelson

11 David Batista

Reservas

12 Jaime

13 Henrique

14 Emerson

15 Fabrício

16 Esquerdinha

17 Jô

18 Thiago Cavalcanti

1o T faltas – 6

2o T faltas – 4

PRIMEIRO TEMPO

03 minutos: Cartão Amarelo bem aplicado, Diego Santos perde a bola e mata a jogada com falta.

04 minutos: falta de ataque do Botafogo, marcação correta.

06 minutos: nova falta de ataque do Botafogo, Marcelo Macedo.

08 minutos: Marcelo Macedo faz gol legal.

11 minutos: Mike avançava e Mineiro o desequilibra tocando por trás. Falta na entrada da área. Poderia até dar o cartão amarelo, se entendesse que a posição do local da falta era relevante.

15 minutos: Patrick fica atrapalhando o goleiro na cobrança de escanteio, e o adicional Norberto Luciano chamando a atenção dele.

17 minutos: falta do Botafogo, zagueiro tenta pegar o Dinelson que leva vantagem, observada pelo árbitro.

Observações: mais uma falta de ataque, agora do Paulista.

19 minutos: Wellington Bruno toca a bola e a recebe na frente, passando por trás da defesa e recebe sozinho, em condição legal. Gol do Botafogo.

21 minutos: em novo escanteio, novamente ficou um jogador do Paulista tentando atrapalhar o goleiro. Novamente o árbitro adicional Norberto Luciano alertou o árbitro.

23 minutos: carrinho do Gian Marino para a linha de fundo. Era escanteio e virou tiro de meta. Errou.

24 minutos: zagueiro botafoguense agarra Patrick, falta marcada com a ajuda do bandeira 2. Correto.

26 minutos: impedimento do ataque do Botafogo, bandeira marca e o árbitro dá a vantagem pois a bola sobrou para o goleiro. Ótimo trabalho de equipe (até aqui, o trabalho de equipe tem sido o ponto forte – árbitro pede e tem a participação dos assistentes e adicionais).

28 minutos: Daniel Borges faz falta no atacante do Paulista, cartão amarelo bem aplicado.

30 minutos: 30 escanteio, 3a vez que alguém do Galo tenta atrapalhar o goleiro.

Mais um escanteio, mais uma vez alguém no goleiro. Foi falta de ataque não marcada.

31 minutos: Jô se apoia no adversário e cai. Ceretta entrou na cavada. Não foi falta.

No 6o escanteio, 6a vez alguém no goleiro: agora, Ewerton.

35 minutos: Jô empurra o jogador botafoguense, falta bem marcada.

Ceretta se posiciona bem, mas usa a estratégia de não se aprofundar das jogadas. Está apitando de longe. Não me parece dificuldade física, mas sim precaução para não perder contra-ataque.

40 minutos: goleiro começa a fazer cera…

41 minutos: Gian vai na bola e Mike tenta cavar, não foi falta e o árbitro acertou.

SEGUNDO TEMPO

1 minuto: atacante do Botafogo Marcelo Macedo foi empurrado pelo Diego Santos na entrada da área. Falta perigosa na entrada da área e que era para Amarelo. Ceretta estava atrás da jogada, ao invés da esquerda da bola, mais ao lado, e não viu. Errou, era para Segundo Amarelo e consequentemente Vermelho.

Dos 7 aos 10 não teve jogo, atendimentos médicos diversos.

Aos 11 minutos: Jô tenta cavar a falta, não foi nada e o árbitro manda seguir. Na sequência, Gilmak faz falta nele (que cai e reclama de dores), a bola sobra para o atacante do Paulista (Ceretta dá vantagem) que culmina no gol de David Batista. Gilmak corretamente leva cartão amarelo posteriormente.

20 minutos: Marcelo Macedo dá um carrinho em Jô. Cartão Amarelo clássico. Corrreto.

23 minutos: Augusto Ramos faz falta na entrada da área. Outro cartão correto.

24 minutos: a bola foi alçada na área, Dinelson teria chance de dominá-la e Henrique o agarra pela gola, atrapalhando-o. Experiente, ganhou o pênalti bem marcado e o zagueiro recebe Amarelo.

– Jogo pega fogo e o árbitro entrou no ritmo. Correndo mais e vibrando.

27 minutos: Botafoguense tenta agarrar Jô, que pára imediatamente. Não foi falta, Ceretta errou.

37 minutos: Raul avança, perde a bola mas Ceretta deu a falta. Não foi.

– Acho que o árbitro correu o que podia. Está apitando de longe…

41 minutos: Daniel Borges recebe a bola cruzada vindo por trás da defesa pedindo impedimento. O bandeira 2 acerta em permitir a jogada, e o lateral a cruza para trás e vai para Camilo, sozinho, que marca o gol.

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– A Dificuldade em Entender Impedimento ou Não na Final da Copinha!

Há certos lances que são fáceis para a arbitragem e difíceis para o torcedor leigo. Normalmente se referem a impedimentos, e um deles aconteceu no 1o gol do Santos na Copa São Paulo, nesse sábado.

O atacante do Santos recebe a bola sozinho, avança para a linha de fundo e chuta para o gol. Na grande área, há um companheiro dele que estava sem marcação, ATRÁS da linha da bola no momento do chute. Normal, mas houve quem pediu impedimento.

É o bê-a-bá da regra, mas, confesso, sei que isso é difícil para quem não é árbitro.

E não é que a Globo repetiu a exaustão a jogada e perguntava ao Gaciba, comentarista do jogo, se realmente não havia impedimento,  justamente pelo fato do menino que fez o gol receber a bola quase dentro da meta?

Em suma: apesar dele estar em condição pois estava atrás da linha da bola no momento do chute, o torcedor se assusta por a ter recebido sozinho! É uma espécie de “traição por ilusão de ótica”, mas nada disso: só o árbitro que costuma se atentar a bolas que partem de alguém e a linha dela; o torcedor, por prazer, evidentemente, aguarda quem vai dominá-la.

Coisas do futebol. Fácil e difícil ao mesmo tempo.

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– Salário dos árbitros: Vale o que Paga?

A juizada está feliz: a Federação Paulista de Futebol reajustou a taxa que recebem para apitarem.

Você sabia que um árbitro ganha por jogo?

Pois é: se ele apitar, recebe. Se ficar em casa o mês inteiro (mesmo que tenha treinado 31 dias, ido às enfadonhas reuniões e reciclagens), não recebe nada.

E isso aqui é para discutir: considerem que no Paulistão um árbitro de ponta apite 2 ou 3 jogos por mês. Se for da FIFA, receberá R$ 2.770,00 por partida apitada. Se não for, ganha R$ 2.215,00. Mas o Campeonato Paulista tem somente 3 meses… E aí você tem que pagar INSS, ISS, IRPF, Sindicato dos Árbitros e Cooperativa dos Árbitros!

Se você se machucar, vai para o “INPS”… E o custo dos seus treinos é por conta própria (equipamentos, tênis, pomadas, alimentação específica, etc).

Na A2, que dura pouco, o árbitro apita 2 / mês e olha lá (afinal, tem muita gente no quadro de árbitros) e ganha menos, cerca de R$ 1.050,00. Na A3, R$ 775,00. E na Copa Paulista, R$ 390,00!

Considere que um árbitro mediano (fora do restrito quadro nacional da CBF) apite 4 jogos da A1, 4 da A2 e 4 da A3. Faça uns 5 jogos da série B e fique 1 mês na geladeira (pensa que não tem gancho ou veto?). Apite depois alguns jogos do Sub 20 e Sub 17. Este árbitro arrecadará mais ou menos R$ 22.000,00. Se a alíquota do ISS é de 5%, lembrando que a do IRPF também é alta, que a Cooperativa desconta 6% (Sindicato leva 2 desse percentual). Se bobear, não sobra líquido R$ 1.400,00 mensais (sem subtrair o custo-treino citado) e sem direito a 13o, Férias ou FGTS (claro, a FPF prefere agir assim do que fazer o correto, que seria ter seus árbitros, em número limitado, como profissionais dedicados e pagar seus direitos trabalhistas). E esses árbitros assinam um documento dizendo que recebem dos times mandantes dos jogos como prestadores de serviços e que são autônomos (para fugir do vínculo empregatício).

Avalie: Jogam Corinthians x São Paulo na final da A1 e o jogo está 0 x 0. Aos 48m do 2o tempo, Rogério Ceni divide com Alexandre Pato e um suposto pênalti pode decidir o título. Cada um recebe por mês quase R$ 500 mil, e quem decide se foi falta ou não recebe um pouco mais de “1 Barão”, se colocar na ponta do lápis. Irônico?

A estratégia é muito boa: Cooperativa e Sindicato nunca têm rugas com a FPF, que permite um aumento e todos calam-se felizes.

Isso é… Brasil-sil-sil!

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– Pré Análise da Arbitragem de Botafogo x Paulista

Neste sábado (19h30) jogarão a “Pantera da Mogiana” contra o “Galo da Terra da Uva”. Tradicional jogo de tricolores do Interior de SP, a partida será comandada por um jovem trio de arbitragem: Guilherme Cereta de Lima (30 anos) no apito, com os bandeiras Miguel Cataneo Ribeiro da Costa (32, representante comercial) e Gustavo Rodrigues de Oliveira (27 anos, professor de Educação Física).

No papel, a escala é boa, pois apesar da juventude o trio já trabalha há algum tempo na série A1. Mas em especial ao árbitro, vale algumas considerações:

Natural de Votorantim, Guilherme Ceretta “explodiu” bem cedo para a arbitragem, apitando logo no começo da carreira a A3 e A2. Na A1, tem alguns clássicos na conta, como o histórico jogo São Paulo x Corinthians do 100o gol de Rogério Ceni. Porém, divide a atividade de árbitro de futebol com a de modelo profissional, e isso lhe rende algumas aparições na TV, como no Programa do Jô, onde pôde falar sobre “cantadas recebidas em campo”, além de outros assuntos; ou na Band, onde confessou ao apresentador Felipe Andreolli que se recebesse convite, toparia posar nú.

Claro que isso gera críticas por parte de alguns colegas de arbitragem (sendo a maior parte indevidas, por ciúmes), que jocosamente lhe chamam de “Ana Paula Oliveira de calças”. Discordo totalmente desses maldosos, já que penso que dá para exercer separada e concomitantemente a carreira de modelo com a de árbitro.

Mas vamos ao que interessa: as características do árbitro dentro de campo!

1- Fisicamente, Ceretta sempre foi bem nos testes físicos pela boa altura e magreza. Entretanto, não foi feliz em um deles recentemente; mas nada que seja preocupante. Apesar do gramado do Estádio Santa Cruz ser grande, dará conta do recado.

2- Tecnicamente, o árbitro não costuma cometer erros. Aliás, é um dos seus pontos fortes: dificilmente você vê equívocos graves ou que influenciem no placar.

3- Disciplinarmente, tem sido um problema. Nos últimos jogos que acompanhei, vejo alguns cartões amarelos serem trocados por advertência verbal. E isso é ruim para o jogo: muita conversa e pouca atitude. Em especial, no seu último trabalho como árbitro no domingo (Portuguesa x Corinthians), contemporizou dois cartões amarelos, trocados por bate-papo. Nesta 5a feira, Ceretta foi árbitro adicional na partida Comercial x Palmeiras e, sejamos justos, nem suou o uniforme (pois não precisou).

Pelos seus jogadores e treinadores, a partida deve ser tranquila já que não tem características de “pegada forte” ou histórico de violência. Jogo fácil de apitar (na teoria, é lógico).

E você, o que espera do jogo? Deixe seu comentário:

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Acompanhe a transmissão ao vivo e exclusiva da Rádio Difusora Jundiaiense / Jovem Pan Sat, AM 810, com a equipe do Time Forte do Esporte, comandada por Adilson Freddo. Narração de Rafael Mainini, reportagens de Heitor Freddo e Luiz Antonio de Oliveira (Cobrinha); comentários de Rodrigo Alves e Robinson Berró Machado; análise da arbitragem de Rafael Porcari, no plantão esportivo José Roberto Pereira e na técnica Antonio Carlos Caparroz.

– O que agrega Flávio Guerra numa final de Copa SP?

Prá variar, a Copa São Paulo de Juniores perdeu seu propósito original para a arbitragem, que era o de revelar novos árbitros.

Sempre, a idéia era: “quem consegue chegar numa final de Copinha, fatalmente apitaria a série A1 no mesmo ano.”

Agora, contra qualquer critério, escala-se Flávio Guerra para a final.

O que acrescentará ao futebol paulista um árbitro veterano e rodado apitar tal jogo? Não seria mais produtivo premiar um jovem talento que tenha trabalhado bem durante o torneio (como era antigamente)? Ou não tivemos esse “novato de destaque”?

Lamentável…

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– Análise da Arbitragem de Corinthians 1 x 0 Paulista

Boa arbitragem de Flávio Rodrigues de Souza na partida Corinthians x Paulista. Poucos lances polêmicos e os jogadores – em parte – colaboraram.

Flávio começou o jogo um pouco preso; afinal, foram 5 faltas em 5 minutos. Com 8 minutos jogados, Romarinho já tinha caído duas vezes em campo e reclamado falta (ao todo, caiu 8 vezes em divididas, pediu infração em ambas e somente duas realmente foram).

Tecnicamente, o árbitro foi bem. Patrick pediu pênalti de Paulo André aos 11 minutos após um agarrão. Mas esse tipo de lance não evitaria o prosseguimento da jogada, pois nitidamente não o impedia de disputar a bola. Portanto, não foi pênalti. Já aos 17 minutos, outro lance: a bola bate despretensiosamente na mão de Diego Santos, que até se assusta com ela. Lance normal, acertou o árbitro, em que pese as reclamações de Guerrero (agora, com as novas orientações da Regra, toda “bola na mão” é motivo de pênalti para alguns jogadores).

Disciplinarmente, o árbitro foi razoável na aplicação dos cartões amarelos (os dois primeiros ao Paulista por faltas no 2o tempo foram perfeitos). Porém, Emerson Sheik deu uma entrada muito forte (por ação temerária) em Jeff Silva que pulou para não ser atingido, e ele nada deu. Era para Cartão Amarelo, errou ao relevar.

Aliás, Emerson Sheik entrou no 2o tempo, cometeu uma falta de ataque, praticou o carrinho citado e levou falta de Mineiro por agarrão (desabando e valorizando o lance), provocando um Amarelo. E o próprio Emerson só recebeu Cartão aos 43 minutos do segundo tempo, por atrasar uma cobrança de falta perigosa, a favor do Paulista, não mantendo a distância regulamentar. Que inferno para o árbitro!

Além desse, faltando 15 minutos para acabar, Raul sofreu falta dura de Guilherme e deveria receber o Amarelo. Passou batido.

Enfim: a arbitragem que parecia precavida demais no começo do jogo (não permitiu uma cobrança de falta rápida e perdeu uma vantagem do Paulista – e para reclamação da torcida de Jundiaí, permitiu uma falta rapidamente cobrada pelo Corinthians, logo no início da partida), virou positivamente aos 24 minutos: Mano Meneses reclamava acintosamente com o árbitro e sinalizava que ele só marcava faltas ao Paulista. Mero chororô: naquele instante, o Corinthians havia cometido 6 infrações contra 5 do Paulista. Flávio o advertiu verbalmente, e quando o árbitro se irrita com alguma desculpa desse tipo, o famoso “Migué” do treinador, resolve mostrar serviço. Deste momento em diante o juizão mostrou firmeza, e, claro, dentro das limitações existentes e considerações feitas acima apitou razoavelmente bem a partida.

Fica a curiosidade: e a FPF, que na Súmula On-Line (documento em que os árbitros lançam a escalação dos times), havia a numeração do Paulista com os atletas do Paulistão do ano passado? O goleiro Richard, os jogadores de linha Kasado, Diego Macedo, entre tantos, estavam escalados no documento eletrônico!

Em tempos de briga judicial de Portuguesa x CBF por conta da escalação ou não de atleta punido, já imaginou se algum cartão amarelo do jogo é contabilizado errado para outro atleta por conta da falha do sistema de informação da Federação Paulista?

Ai-ai-ai…

Abaixo, o lance-a-lance (rascunho) da análise:

Análise da Arbitragem – Rodada 2 –  Corinthians x Paulista (22/01/2014)

Árbitro: Flávio Rodrigues de Souza

Bd1: Rogério Pablo Zanardo

Bd2: Alexandre Basílio Vasconcellos

AAA1: Aurélio Sant’Anna Martins

AAA2: Thiago Luís Scarascati

Reserva: Roberto Pinelli.

CORINTHIANS

27 Walter

23 Diego Macedo

4 Gil

13 Paulo André

16 Uendel

5 Ralf

19 Guilherme

17 Rodriguinho

20 Danilo

31 Romarinho

9 Guerrero

Reservas

1 Julio Cesar

28 Felipe

3 Cleber

11 Sheik

10 Douglas

18 Ibson

7 Pato

1o T faltas – 8

2o T faltas – 7

PAULISTA

1 Juliano

2 Raul

4 Gian Mariano

3 Diego Santos

6 Jeff Silva

5 Mineiro

7 Ewerton

8 Lusmar

9 Patrick

10 Dinelson

11 David Batista

Reservas

12 Jaime

13 Henrique

14 Emerson

15 Lucas Pivato

16 Esquerdinha

17 Jô

18 Thiago Cavalcanti

1o T faltas – 5

2o T faltas – 10

PRIMEIRO TEMPO

1 minuto, Guerrero na falta de ataque e Ralf pegando no meio de campo (2 faltas seguidas)

3 minutos: falta para o Paulista, perdeu a vantagem e não deixou bater a falta.

4 minutos: Mineiro em Romarinho, aí permitiu a cobrança rápida.

5 minutos, 5 faltas.

8 minutos: Romarinho cai novamente, força e ele não entra.

9 minutos: Gil em Dinelson faz falta.

11 minutos: Paulo André puxa (sem força suficiente) Patrick que valoriza.

17 minutos: a bola bate totalmente de maneira involuntária em Diego Santos , acertou em seguir.

24 minutos: Flávio Souza adverte Mano Meneses, que reclama (sem motivo) da arbitragem. Uma bronca indevida vai bem para o árbitro “pegar no breu”.

25 minutos: erro de marcação de impedimento (difícil) de Rogério Zanardo, Patrick tinha condições (havia acertado 2 lances).

27 minutos: 4a vez Romarinho divide a bola e cai.

29 minutos: Raul recebe em posição duvidosa e o bandeira Rogério acerta.

Obs: Árbitro começou longe das jogadas (nem aparecia no vídeo e estava nervoso). Entrou no ritmo do jogo aos poucos e foi bem.

36 minutos: rápido contra-ataque e ele estava em cima.

39 minutos: Guerrero é marcado por Jeff Silva e cai na área, reclamando. Nada.

42 minutos: Ewerton desequilibra levemente Romarinho que cai.

Obs2: 8 lances de queda do Romarinho, só o primeiro e o último foram faltas.

SEGUNDO TEMPO

3 minutos: Lusmar toca o seu pé esquerdo no pé direito de Diego Macedo. Falta bem marcada.

7 minutos: 3a fata seguida do Paulista, Ewerton em Diego Macedo na entrada da área. Cartão Amarelo bem aplicado.

8 minutos: 4a falta, agora de Jeff Silva em Romarinho no alto. Muito bem amarelado.

12 minutos: tranco legal do jogador do Paulista, juizão deu falta.

15 minutos, 6a falta coletiva do Paulista.

16 minutos: Sheik “devolve” a falta de Jeff Silva, com entrada forte (que não atingiu) O árbitro não deu a falta, deveria dar pela ação temerária e cartão amarelo.

19 minutos: 2a falta de Emerson…

24 minutos: Sheik sofre falta de Mineiro. Matou o contra-ataque. Amarelo correto. Mas o Emerson valorizou… desabou no contato físico.

31 minutos: falta em Raul, era para Amarelo.

Aos 34, gol. Fácil para a arbitragem, lance sem dúvidas ou polêmicas.

Aos 43m, falta a favor do Paulista no bico da área. Emerson encheu o saco e enfim recebeu o Amarelo.

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– Santos e Santos ao Mesmo Tempo?

Coisas de uma bagunça muito grande, que parece não se organizar jamais: 21/01, em Barueri as 19h00, Santos x Atlético Mineiro pela Copa SP. Mas as 19h30, no Pacaembu, Audax x Santos pelo Paulistão-14.

Pô, não dá para marcar em horários alternativos, já que os dois jogos tem apelo? Ou fazer o jogo de juniores preliminar do Profissional?

E o pior é ver no site da FPF a louvação à administração Marco Polo Del Nero… Tá ótima a administração do futebol, né?

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– O que esperar da Arbitragem de Corinthians x Paulista?

Flávio Rodrigues de Souza apitará Corinthians x Paulista em Americana, nesta quarta-feira. Ele tem 33 anos (10 como árbitro). Sua primeira ‘Pré-temporada’ com a elite foi em 2005, quando surgiu o ranking de árbitros da FPF e fomos colegas de trabalho naquela ocasião. Subiu para a 1a divisão, desceu e retornou.

É jovem, portanto corre bastante. Das partidas que o vi trabalhando, costuma ficar um pouco atrasado nas jogadas, mas por opção de posicionamento em campo (creio eu). Pode fazer isso graças ao bom condicionamento físico, pois em lances rápidos ele recupera o tempo perdido.

Observação: isso não é o adequado, mas é uma estratégia para a sua atuação, cujo risco negativo é o de em uma jogada no seu lado cego (por estar atrás do lance) não ver a frente dos atletas e deixar de marcar algo importante; já a vantagem disso é que em casos de contra-ataque tende a estar próximo do lance.

Seu estilo de arbitragem é o de deixar a partida correr (não tanto quanto Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza na partida passada, entre Paulista x Audax, onde alcançou quase a perfeição nesse quesito). É moderado no rigor e na aplicação de cartões, além de costumeiramente conversar com os jogadores durante a partida (porém, não contemporiza advertências como erroneamente Guilherme Ceretta fez em Portuguesa x Corinthians).

Em 2009, um fato marcou sua carreira: foi agredido pelo treinador Pedro Santilli (que fora auxiliar técnico de Emerson Leão por muito tempo), que o atingiu com um soco na partida entre Comercial x Catanduvense pela série A2, quando do rebaixamento do time de Ribeirão Preto para a série A3.

Flávio vem de boas atuações na Copa São Paulo de Jrs, tendo apitado América 0 x 2 Fluminense e no último domingo Corinthians 1 x 0 Paraná. Portanto, está com ritmo de jogo.

A minha única preocupação é: Flávio tem certa experiência, é bem tranquilo em campo, mas isso será suficiente para lidar com jogadores que dão trabalho em campo com simulações (como Romarinho) ou com provocações (como Emerson Sheik, embora ele esteja na reserva)? Tomara que sim. No restante, o jogo deve ajudar por ser início de campeonato e os ânimos estarem mais contidos.

Rogério Pablo Zanardo será o assistente no 1. Rodada sim, rodada não, estava escalado na série A1 em 2013. E quando folgava na Primeirona, era escalado na A2. Tem 35 anos e é muito preciso nas suas marcações. Trabalha como professor de Educação Física.

Já o bandeira número 2, Alexandre Basilio Vasconcellos (outro professor de Educação Física), apesar de não pertencer ao quadro da CBF, trabalhou em muitos jogos no ano passado. E uma curiosidade:nesta 3a feira está escalado em Corinthians x Fluminense na Copinha, em Limeira, como bandeira 1. Não deveria estar em casa descansando? Não gosto disso: Coringão na 3a e Coringão na 4a? Com tanto bandeira à disposição, a FPF bobeia nessa escala…

Sinceramente, acho que do sexteto de árbitros estaria melhor capacitado para esse jogo o árbitro adicional de meta no. 1, Aurélio Sant’anna Martins, 38 anos, que apitou Mogi Mirim x Comercial no último final de semana. Tem 14 anos de arbitragem nas costas e 8 na 1a divisão (advogado, foi candidato a vice-prefeito de Jacareí).

Já o adicional 2 será Thiago Luis Scarascati, que apitou alguns jogos na série A no ano passado e se especializou nessa função na linha de fundo, pelas inúmeras escalas.

Por fim, Roberto Pinelli será o árbitro reserva e terá provavelmente o trabalho de cuidar apenas da burocracia do jogo, já que Mano Meneses e Giba não costumam dar trabalho à arbitragem.

Eu espero um jogo bem disputado, mas com poucas faltas (baseando-me nos primeiros jogos de ambas equipes e no estilo do árbitro, embora, sabemos, futebol não é ciência exata). E você?

Deixe seu comentário:

Aproveito e convido aos amigos a nos acompanharem em mais uma transmissão do Time Forte do Esporte da Rádio Difusora Jundiaiense / Jovem Pan Sat, com toda a equipe do Adilson Freddo; narração de Marcelo Tadeu junto com Robinson Berró Machado e Rodrigo Alves nos comentários, comigo na análise da arbitragem, reportagens de Heitor Freddo e Luiz Antonio de Oliveira (Cobrinha); Zé Roberto Pereira no plantão esportivo e Antonio Carlos Caparroz na técnica. Não esqueça: AM 810! Desligue o som da TV e se ouça com o que há de melhor do rádio esportivo do Interior de SP.

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– Critérios ou a falta deles?

Começou o Paulistão, e logo na primeira rodada já dá para afirmar: o grande problema da arbitragem foi a não uniformização de critérios.

Uniformizar critérios é algo sonhado desde a década de 90. Missão difícil, já que os estilos individuais de cada árbitro podem sobrepor uma igual decisão a todos, dependendo do lance.

Mas vejam só:

Situação 1– na Vila Belmiro, goleiro e atacante adversário disputam uma bola no alto (goleiro tenta socar e cai pedindo infração) e o árbitro Vinícius Gonçalves marca falta no arqueiro (eu não marcaria). No Pacaembú, lance idêntico e o árbitro Leandro Bizzio mandou seguir (acertadamente), embora Fernando Prass tenha reclamado a falta (sem admitir que sofreu o gol por sair atrasado).

Situação 2- no Canindé, Guilherme Ceretta de Lima no clássico Portuguesa x Corinthians procurou contemporizar um ou outro lance mais forte de disputa de bola, conversando com os atletas até exageradamente (e um pouco longe dos lances). No Jayme Cintra, Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza não ficou proseando com os jogadores e cumpriu a regra em lances parecidos (estando bem perto das jogadas).

Situação 3 – no Marcelo Stefani, muito agarra-agarra na área nas cobranças de bola parada, sem que os árbitros adicionais (AAA) chamassem a atenção (num deles, Rodrigo Caio até tenta puxar o adversário que pede pênalti, embora não tenha tido força suficiente para impedir a disputa de bola). Um dia antes em Jundiaí, por duas oportunidades o Adicional Luciano Monteiro atentamente coibiu esses agarrões chamando a atenção de Jeff Silva do Paulista (sendo que na 2a ficou claro que o árbitro foi ao atleta advertindo-o verbalmente, pelo chamado do AAA).

Situação 4 – ainda em Bragança Paulista, aos 20 minutos Rodrigo Caio deu um tranco um pouco além do permitido no adversário, e o árbitro Cássio Zancopé marcou falta e cartão amarelo (não precisava a advertência). Mas aos 41 minutos, o número 8 do Bragantino fez falta idêntica, igualzinha, sem alguma diferença no próprio Rodrigo Caio, e não foi mostrado o Amarelo. Se preferir outra contradição, segue outro lance:

Situação 5 – Francesco vai para segurar Ademilson, e antes da tentativa de agarrão virar falta o são-paulino pára no lance e ganha a infração, sendo que o árbitro aplica o Amarelo. Mas aos 39 minutos o zagueiro Antonio Carlos estava no ataque, abraça o adversário mantando um contra-ataque só que dessa vez não sai o cartão!

Como se vê, falta uniformização de critérios em partidas diferentes e até no mesmo jogo. Isso é um problema sério (de longo data) e deve ser trabalhado.

Por fim, não pode passar batido: mais uma vez torcedor corinthiano invade o gramado. Poxa, o time está sem mando por culpa dos próprios torcedores, e pode perder mais algumas partidas. Do jeito que vai, por culpa desses idiotas, passará  a Copa do Mundo e o Timão não jogará no Itaquerão…

Observações derradeiras: Grupo A: todos com ZERO ponto. Grupo D: 100% de aproveitamento. Isso diz algo? As vezes não; vide Bragantino 2 x 0 São Paulo: em posse de bola, 22% x 78%! Os números parecem brincar com a lógica…

E aí, algum outro lance a discutir na rodada?

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– Lusa, FPF, CBF e STJD: não há mocinhos…

E a ESPN Brasil noticiou e mostrou um documento da CBF que tenta negociar com a Portuguesa o aceite da série B por R$ 4 milhões.

É ou não é um caso dos mais emblemáticos do futebol brasileiro?

Cadê o presidente da FPF, Marco Polo Del Nero, para defender o seu filiado diante desta indecorosa proposta? Ops: ele é candidato à reeleição da Federação Pualista e hoje será aclamado…

Por quê a Portuguesa não intima o seu diretor Waldir Rocha, que foi a quem o advogado Osvaldo Sestário comunicou a suspensão de Hewérton, e que fez contato com ele por 3 oportunidades, segundo o extrato telefônico, divulgado no último sábado?

Ainda: e o STJD bravo com as decisões da Justiça Comum?

Me parece que todos têm suas culpas no cartório. Que vergonha para o esporte brasileiro!

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– Análise da Arbitragem de Paulista 0 x 0 Audax

Uma arbitragem com dois paradigmas quebrados: assim foi a atuação de Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza na partida Paulista x Audax, neste sábado no Jayme Cintra.

Normalmente se diz que “em jogo fácil não dá para avaliar árbitro”. Mas quem disse isso? É claro que dá! Apesar da partida não ter lances de muita dificuldade, o árbitro foi muito bem e quando exigido correspondeu.

O jogo teve poucas faltas: 8 no 1o tempo e 14 na 2a etapa. A partida fluiu normalmente sem grandes polêmicas, com o árbitro soltando o jogo (deixando correr) e aplicando muito bem a lei da vantagem.

O primeiro lance mais duro ocorreu aos 32 minutos, quando Mineiro atingiu seu adversário. No momento, fiquei em dúvida se o atleta do Paulista FC houvera atingido somente a bola e não o adversário. Mas ao ver o VT, não tive dúvidas: atingiu a bola e o adversário em jogada de “ação temerária”. Cartão Amarelo bem aplicado. Logo na sequência, foi a vez de Diego (Audax) receber a advertência por ter agarrado Jeff Silva quando ele partia para o ataque.

Aos 42 minutos, o fato mais importante: O camisa 4 do Audax, João Paulo, deu um carrinho no meio campista do Paulista com os dois pés. Ele o atingiu com força excessiva, clássica jogada de cartão vermelho. Porém, normalmente os árbitros param a jogada para expulsar em lances assim, só que o árbitro Marcelo Aparecido percebeu a bola sobrar para o Galo e permitiu a armação de um excelente contra-ataque do Paulista, desperdiçado pelo atacante. Vantagem incomum de ser aplicada, e que o árbitro corajosamente permitiu (eis a outra quebra de paradigma). Portanto, nem sempre você deve aplicar imediatamente o Vermelho, caso isso beneficie o infrator.

Marcelo já houvera aplicado uma difícil vantagem aos 23 minutos: quando Dinelson foi puxado, o árbitro mandou seguir, sobrou a bola em vantagem que foi enfiada à Patick, que desperdiçou o gol chutando em cima do goleiro Felipe Alves.

No final do jogo, sobrou ainda um cartão amarelo a Dinelson, que cansado perdeu uma bola e parou a jogada do adversário com falta.

Os bandeiras não tiveram dificuldade, tampouco o árbitro adicional 1. Mas fica a observação: o adicional 2, Luciano Monteiro, por duas vezes chamou a atenção de Jeff Silva nas cobranças de escanteio por agarrar o adversário. E este é o recado: cuidado com agarrões na área, pois se a bola estiver rolando e o adicional atento, ele chama o árbitro que marcará pênalti.

A única observação negativa ao árbitro: com 10 atletas, o Audax aproveitou bem o tempo de paralisações para fazer cera. Tivemos vários atendimentos médicos, inclusive ao goleiro Felipe Alves. Dessa forma, o acréscimo de 3 minutos foi pouco.

Detalhe final: cuidado com o horário! O Paulista entrou atrasado e a partida começou as 17h03. E a multa por minuto atrasado é salgada…

E você, gostou do jogo? Deixe seu comentário:

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O “time forte do esporte” da Rádio Difusora transmitiu com exclusividade!

– Simbolismo Demagogo da FPF

A violência tem sido uma constante nos estádios de futebol, infelizmente. E as ações efetivas não têm sido tomadas.

O que foi feito realmente para resolver o problema?

A FPF anunciou sistema israelense de reconhecimento facial, disse que investiria na segurança e nada fez de verdade. Agora uma medida demagógica: os bandeirinhas usarão bandeira branca para simbolizar o pedido de paz nos estádios. Disse Marco Polo Del Nero:

Sempre que o árbitro assistente participar do jogo, seja em um lance de impedimento, arremesso lateral ou escanteio, entre outros, durante todos os 158 jogos do Paulistão, os torcedores vão se lembrar de que para a paz não existe impedimento.”

Cá entre nós: os trogloditas que promovem arruaça vão se sensibilizar ao ver uma bandeirinha de branco e mudarão o comportamento? Duvido que algum deles se lembre de associar “paz sem impedimento” quando algum centroavante estiver na banheira.

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– Hoje é Dia de ir ao Jayme Cintra

Nesse sábado, teremos Paulista x Audax pela 1a Rodada do Campeonato Paulista da A1- 2014.

Jogo que dá para levar a família, onde haverá segurança a todos e, esperemos, uma boa partida.

Hoje também é minha estreia pela Rádio Difusora, fazendo a análise da arbitragem e comentando sobre os lances polêmicos. E gostaria de compartilhar o seguinte:

Lembro que faz 30 anos e meu pai comprou 3 cativas quando o Paulista fazia a ampliação das numeradas. Pintou meu nome em uma e me disse: “um dia, eu, você e meu neto assistiremos juntos o Galo aqui“.

Quando tinha 18 anos e iniciava na arbitragem, desci das arquibancadas e apitei pela primeira vez no gramado do Jayme Cintra. Era jogo-treino do Paulista, o primeiro de muitos.

Mais tarde, já em partidas oficiais, trabalhei como 4o árbitro em jogos profissionais nesse mesmo gramado (já que não poderia apitar por ser de Jundiaí), em amistosos pela FPF e apitando partidas de clubes que perdiam o mando e vinham jogar aqui.

Quando encerrei a carreira, após mais de 700 partidas trabalhadas e 16 anos de carreira profissional, realizei o sonho de meu pai: ele, eu e minha filha (as 3 gerações) assistimos juntos a um jogo pela primeira vez. E minha pequenina se divertiu com o vovô!

Hoje, estarei onde nunca fui no Jayme Cintra, iniciando um novo ciclo: nas cabinas de transmissão, orgulhosamente pelo “time forte do Esporte” da Difusora, de onde há 30 anos via e ouvia o jovem Adilson Freddo, o folclórico Cassiano da Silva, o já experiente Cobrinha e o imortal Hélio Luiz Lourencini.

Agradeço a oportunidade e convido aos leitores: torçam pelo Paulista, vão ao estádio e escutem pelo radinho a abertura da jornada a partir das 15h com o Palpitão do Zé Roberto Pereira.

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– E a Fórmula Esdrúxula do Paulistão?

O Campeonato Paulista 2014 enfim começou. Já falamos muitas coisas sobre o torneio, mas há algo a se discutir: quem foi o gênio que criou tal fórmula de disputa?

Reparem o seguinte: como as equipes de um mesmo grupo não se enfrentam, podem “zerar” no torneio. Ou seja: os 5 times poderão encerrar a competição com nenhum ponto. É utópico, mas possível.

A ironia é: o clube com zero pontos que tiver sofrido menos gol desse grupo se classifica para as semifinais, já que o melhor de cada chave assegura classificação. Só que os 4 piores do campeonato (não é o pior de cada grupo) são rebaixados. Portanto, o clube campeão pode ter a mesma pontuação do rebaixado! E um clube com 45 pontos pode ficar de fora da fase 2.

Coisa de louco!

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– Pré-Análise da Arbitragem de Paulista FC x Audax

Aparentemente uma partida fácil, mas conceitualmente um jogo chato para a arbitragem: assim será Paulista x Audax, pela estréia do Galo Tricolor no Paulistão 2014.

O Paulista é dirigido por Giba, um treinador que gosta de lançar o time a frente e cujas características das suas bem montadas equipes são: jogar na bola e buscar a disciplina. Sou testemunha nas partidas que trabalhei com o técnico do Tricolor que ele procura manter a educação dos atletas frente aos árbitros, características de treinadores como Nelsinho Baptista ou Vágner Mancini.

o Audax é dirigido por Fernando Diniz, que também arma muito bem suas equipes, mas que usa do anti-jogo disfarçado. Reparem que no meio campo (sempre povoado), os volantes costumam travar o jogo com faltinhas simples, inofensivas, mas que não deixam o adversário avançar. E faz isso muito bem, através do chamado “rodízio de faltas”, que deve ser punido com cartão amarelo. Apitei várias partidas em diversos clubes pelos campeonatos da A2 e A3 onde Diniz era o treinador, e repare: ele reclama muito durante o jogo e sua comissão técnica costuma “pilhar” (tumultuar, gritar ofensivamente, tudo em prol da “motivação”) atrapalhando a arbitragem. É um estilo próximo de Marcelo Veiga e Luís Felipe Scolari, de forte marcação e excesso de infrações.

O que determinará o caminhar do jogo será a escalação do meio campo: se o Audax vier com jogadores mais experientes, que sabem fazer a falta e roubar a bola, o Paulista terá dificuldades com um ferrolho armado e um jogo travado, sofrendo com os contra-ataques dos laterais. Mas se na escalação tivermos atletas jovens, das categorias de base, estes têm mais dificuldade de “saberem fazer a falta”, além de que quanto mais jovem, maior a dificuldade de cadenciar a bola. Assim, há a chance de que o árbitro tenha mais oportunidade de aplicar cartões amarelos e até vermelhos pelas faltas de teor “mais temerárias”, como a própria regra nomeia.

Apitará Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza, experiente árbitro e de muitas partidas pelos Estaduais da A1. O histórico de jogos dele com o Galo é favorável, nunca houve confusão alguma. A propósito, me recordo que em 2007 Marcelo apitou Paulista x Corinthians, expulsando corretamente Marcos Vinícius aos 3 minutos por falta violenta em Nilmar. Neste mesmo jogo, Emerson Leão foi expulso por reclamação e demorou para sair de campo. Tanto que o árbitro deu 5 minutos de acréscimos, e aos 50’ do 2o tempo, quando a partida estava 2 x 2, Gilsinho marcou o 3o tento ao Tricolor Jundiaiense.

Atenção: Marcelo Aparecido não costuma conversar muito, ele aplica vários cartões amarelos; portanto, reclamar com ele não é algo devido. Corre bastante no campo e se posiciona muito bem. Seus bandeiras, Anderson Coelho e Luís Nielsen, são rodados e possuem bom tempo de carreira na A1.

Torçamos para um bom jogo!

Convido aos amigos para prestigiarem minha estréia no Time Forte do Esporte, sob o comando de Adilson Freddo na Rádio Difusora Jovem Pan Sat AM 810, onde trabalharemos nos comentários da arbitragem desse jogo, com a narração de Marcelo Tadeu e as análises técnicas com Robinson Berró Machado, Rodrigo Alves e Heitor Freddo, além da sempre importante cobertura de Luís Antonio Oliveira (o Cobrinha) e plantão esportivo de José Roberto Pereira. Acompanhem!

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– Futebol Esporte Show é o Agradável Programa da Hora do Almoço

Tem sido bacana!

Todas as 6as feiras, e em alguns outros dias excepcionalmente, estamos participando do “Futebol Esporte Show”, um programa de televisão divertido, gostoso de se assistir e dinâmico.

Com a apresentação de Marcel Capretz e a beleza encantadora de Andressa Pavani, junto com os amigos Robson, RodrigoVB, Ádamus Kazu e Juninho Larangeira, transmitido pelo SBT (VTV Campinas / Jundiaí, TV Sorocaba e Litoral Paulista), vale a pena conferir.

Interaja e envie suas dúvidas a nós. Será um prazer respondê-la!

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– Você está por dentro das Novas Orientações da Regra? (texto do Jornal Bom Dia)

Compartilho e republico: minha coluna impressa no Jornal Bom Dia (todas as 3as feiras) sobre as “Novas Orientações das Regras do Jogo” e conhecimento dos clubes.

Aproveito e convido a você a visitar minha página nos Blogs do Diário de São Paulo. Lá, os temas são diários.

Visite: http://www.redebomdia.com.br/blog/lista/109/Rafael+Porcari.

Se desejar, “Pergunte ao Árbitro”: http://pergunteaoarbitro.blog.terra.com.br

NOVA TEMPORADA COM NOVAS REGRAS NO FUTEBOL

Na semana em que se começa o Paulistão, fica no ar a pergunta: todos estão por dentro das mudanças da Regra do Futebol? O que mudou e o que ficou na sugestão?

Michel Platini, atual presidente da UEFA e ex-jogador da Seleção Francesa, semanas atrás, causou polêmica ao defender a mudança da Regra do Cartão Amarelo. Ao invés de suspensão por acúmulo de cartões, ele quer outro mecanismo (mais brando) de punição. Surgiu até mesmo a idéia de um novo tipo de cartão (de cor diferente) por minutos fora do campo. A priori, discordo, pois é muito difícil tal controle e não gosto da sugestão (apesar que o acúmulo de cartões por suspensão não é do meu agrado também; prefiro multa do que punição por ausência).

Alguns mais conservadores podem achar que as Regras do Jogo não mudam. É claro que se renovam! E aí vem a percepção ou não do torcedor: a regra mudou em Julho de 2013 e nada de impactante foi percebido, apesar da profundidade das alterações, embora pouco divulgada. Nos campeonatos que já estavam em curso quando da vigência (como o Brasileirão 2013), elas não poderiam ser aplicadas. Com o início do Paulistão 2014, estarão em evidência!

O que você, leitor, achou do fato do Treinador não poder ter acesso ao rádio ou telefone para conversar com o seu assistente técnico ou qualquer outra pessoa? Ali do banco de reservas, ele recebia informação de tudo, muitas delas privilegiadas de quem assistia o jogo pelo alto, com um ângulo de visão diferente e toda a parafernália eletrônica a seu favor. Isso não pode mais…

E sobre o “impedimento de lance desviado”? Essa alteração vai dar o que falar quando surgir um gol de jogador que, antes do semestre passado era considerado impedido e agora não está mais. Nem os clubes se deram conta disso, pois ninguém treina tal possibilidade. Explico: se um atacante está sozinho, no canto da grande área, voltando de uma posição de impedimento, e receber uma bola que é chutada por um companheiro que vai para o gol e no caminho desvia no zagueiro, antes era impedimento por “tirar vantagem de uma posição de impedimento”. Agora, a orientação é que esse atleta pode jogar normalmente pois ele não se beneficia de uma infração nem tira vantagem, já que o chute originário não era para ele. Mas atenção: se ele estiver “na banheira”, esperando propositalmente o rebote de um goleiro, aí é impedimento, pois ele estava premeditadamente nessa posição a fim de tirar vantagem.

Difícil para o árbitro em frações de segundo avaliar se houve ou não o propósito deliberado de infringir a Regra, não? Se eu sou treinador, invento alguma jogada e deixo um atacante lá na frente para receber uma bola desviada. Quem sabe dá certo? Na cobrança de falta, já imaginaram alguém mais esperto ensaiar cobrança de falta na barreira para “tabelar” com o adversário?

Por fim, e a bola não mão por “subjetiva intenção”? Xi… complicou, não é? É que antes, o árbitro só poderia avaliar se o atleta usou a mão para desviar uma bola pela intenção dele, nunca pela imprudência (lembre-se: nas infrações se avalia IMPRUDÊNCIA, INTENÇÃO ou FORÇA EXCESSIVA, exceto na mão na bola / bola na mão). Na prática, se um lateral cruza a bola na área e ela bate na mão do zagueiro que havia saltado para interceptá-la, você não marcava nada, já que a bola bateu involuntariamente e não é um movimento natural você pular de braços colados no corpo. Ou seja, o zagueiro não tinha intenção de colocar a mão na bola. Agora, você deve analisar: se os braços estão excessivamente abertos, será que o zagueiro não tem desejo, lá no fundo do seu ímpeto, de que a bola bata em sua mão?

E você, o que mudaria na Regra do Jogo?

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– Time Forte Pintando na Área!

A partir desse próximo sábado, prazerosamente estaremos trabalhando com a equipe do “Time Forte do Esporte” pela Rádio Difusora Jovem Pan Sat 810 AM.

Com muita alegria, faremos os comentários e diversas análises das arbitragens do Campeonato Paulista, e em especial nos jogos do Paulista Futebol Clube.

Portanto, já sabe: no dial do seu radinho, na Internet ou via APPs, a sintonia da melhor equipe esportiva do rádio jundiaiense.

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– As votações da FIFA são realmente isentas?

Cristiano Ronaldo justamente foi escolhido como melhor jogador de 2013. Porém, uma grande polêmica surgiu: Al Zarra Fahad, treinador da Seleção do Catar, declarou que votou no português não por vontade própria, mas a mando do presidente da federação local, o califa Hamad Bin Ahmed. Disse:

Eu recebi a ordem do meu presidente para votar em Cristiano Ronaldo para limpar sua imagem, como um agradecimento por trazer a Copa do Mundo para cá

Puxa, já ouvimos falar de tudo sobre a Copa de 2022: compra de votos, corrupção, acordos escusos e agora mais essa? Cada vez mais creio que a FIFA vendeu a sede da Copa por muita grana, o que, sejamos justos, não seria nada incomum imaginar…

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– Qual é o melhor time do Brasil?

Os campeonatos estaduais começarão nessa semana. E, às vésperas, Guerrero e Ganso se derreteram em elogios às suas equipes.

Disse Paolo Guerrero que o Corinthians era o melhor time do Brasil. Paulo Henrique Ganso retrucou dizendo que o Corinthians era, e que o São Paulo é.

Não dá para deixar de ironizar: os dois que se acham os melhores do Brasil não estão na Libertadores e fizeram um Brasileirão pífio. Dizer o quê?

Para muitos, o Cruzeiro, atual Campeão Brasileiro, é o melhor time atualmente. Para mim também, mas lembrando: é o melhor time, mas pior do que os outros campeões anteriores, já que os times brasileiros estão nivelaros por baixo.

E para você, qual é o melhor time do Brasil? Deixe seu comentário.

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– A lista dos árbitros da Copa do Mundo é formada pelos melhores?

Nem sempre os mais competentes são escolhidos. A FIFA divulgou a lista dos trios de arbitragem para a Copa do Mundo, composta por 25 trios fixos além de “16 árbitros de suporte”, como são chamados os “árbitros de espera / ajuda” pela entidade (8 árbitros e 8 bandeiras).

Na relação, veremos árbitros do Taiti, Panamá e Gâmbia. Também teremos bandeiras das Ilhas Fiji, Quirguistão e Burundi.

Se temos 2 ou 3 trios ingleses, alemães, italianos ou de qualquer outra parte do globo mais qualificados, por que se fazer média de 1 trio por país? Somente para prestigiar politicamente federações menores?

Ravsham Irmatov, árbitro do Uzbequistão, fez uma lambança na Copa das Confederações (partida Brasil x Itália), mas estará na Copa do Mundo. Já o uruguaio Roberto Silvera, um dos melhores da América do Sul, ficou fora do Mundial devido ao rigoroso Teste Físico. Será que perdeu a vaga pelo salvadorenho Joel Aguilar, que é ruim de apito mas ótimo como velocista?

Aqui no Brasil, deu a lógica: Sandro Meira Ricci, com Emerson Augusto de Carvalho e Marcelo Van Gassen irão representar a arbitragem brasileira.

Excelente e justa escolha!

Ricci é muito invejado por alguns colegas, talvez pelo fato de ser um árbitro bem estudado e esclarecido. Tem trabalhado com muita regularidade, e em especial apitou a final da Copa do Mundo de Clubes, vencida pelo Bayern. Emerson Carvalho é experiente, um dos melhores bandeiras com quem tive a oportunidade (e o prazer) de trabalhar. Foi muito criticado por um erro na partida Santos x Corinthians (erro que não costuma cometer e que foi pontual), e felizmente tal incidente não apagou os méritos da sua ótima carreira. E Marcelo Van Gassen é jovem e talentoso. Trabalhamos muitas vezes, a primeira há uns 12 anos, numa partida da Copa São Paulo de Futebol Jr (quando a Copinha ainda revelava árbitros). Foi prejudicado, e me recordo claramente, quando o então diretor de futebol do Corinthians Andrés Sanches invadiu o campo e prometeu que ligaria ao mandatário da CA-CBF Armando Marques pedindo punição, por não concordar com um gol anulado que estaria em impedimento, na partida Corinthians x Cianorte-PR pela Copa do Brasil (e que Van Gassen acertou). Mesmo com o acerto, “seu Armandinho” adorava fazer média e suspendeu injustamente Van Gassen.

Boa sorte aos árbitros da Copa, que terá potenciais nomes para apitar a final antes do torneio começar: o chileno Enrique Osses, o holandês Bjorn Kuipers, o japonês Yuichi Nishimura, o espanhol Carlos Vasques e o inglês Howard Webb. E fica o detalhe: Paraguai, Uruguai, França, entre outras nações, não terão árbitros na Copa do Mundo. Em compensação, teremos guatemaltecos, barenitas, quenianos…

A lista está disponível em: http://is.gd/WorldCup14Referee

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– Nova Temporada do Futebol. E as Mudanças das Regras foram percebidas?

Na semana em que se começa o Paulistão, fica no ar a pergunta: todos estão por dentro das mudanças da Regra do Futebol? O que mudou e o que ficou na sugestão?

Michel Platini, atual presidente da UEFA e ex-jogador da Seleção Francesa, semanas atrás, causou polêmica ao defender a mudança da Regra do Cartão Amarelo. Ao invés de suspensão por acúmulo de cartões, ele quer outro mecanismo (mais brando) de punição. Surgiu até mesmo a idéia de um novo tipo de cartão (de cor diferente) por minutos fora do campo. A priori, discordo, pois é muito difícil tal controle e não gosto da sugestão (apesar que o acúmulo de cartões por suspensão não é do meu agrado também; prefiro multa do que punição por ausência).

Alguns mais conservadores podem achar que as Regras do Jogo não mudam. É claro que se renovam! E aí vem a percepção ou não do torcedor: a regra mudou em Julho de 2013 e nada de impactante foi percebido, apesar da profundidade das alterações, embora pouco divulgada. Nos campeonatos que já estavam em curso quando da vigência (como o Brasileirão 2013), elas não poderiam ser aplicadas. Com o início do Paulistão 2014, estarão em evidência!

O que você, leitor, achou do fato do Treinador não poder ter acesso ao rádio ou telefone para conversar com o seu assistente técnico ou qualquer outra pessoa? Ali do banco de reservas, ele recebia informação de tudo, muitas delas privilegiadas de quem assistia o jogo pelo alto, com um ângulo de visão diferente e toda a parafernália eletrônica a seu favor. Isso não pode mais…

E sobre o “impedimento de lance desviado”? Essa alteração vai dar o que falar quando surgir um gol de jogador que, antes do semestre passado era considerado impedido e agora não está mais. Nem os clubes se deram conta disso, pois ninguém treina tal possibilidade. Explico: se um atacante está sozinho, no canto da grande área, voltando de uma posição de impedimento, e receber uma bola que é chutada por um companheiro que vai para o gol e no caminho desvia no zagueiro, antes era impedimento por “tirar vantagem de uma posição de impedimento”. Agora, a orientação é que esse atleta pode jogar normalmente pois ele não se beneficia de uma infração nem tira vantagem, já que o chute originário não era para ele. Mas atenção: se ele estiver “na banheira”, esperando propositalmente o rebote de um goleiro, aí é impedimento, pois ele estava premeditadamente nessa posição a fim de tirar vantagem.

Difícil para o árbitro em frações de segundo avaliar se houve ou não o propósito deliberado de infringir a Regra, não? Se eu sou treinador, invento alguma jogada e deixo um atacante lá na frente para receber uma bola desviada. Quem sabe dá certo? Na cobrança de falta, já imaginaram alguém mais esperto ensaiar cobrança de falta na barreira para “tabelar” com o adversário?

Por fim, e a bola não mão por “subjetiva intenção”? Xi… complicou, não é? É que antes, o árbitro só poderia avaliar se o atleta usou a mão para desviar uma bola pela intenção dele, nunca pela imprudência (lembre-se: nas infrações se avalia IMPRUDÊNCIA, INTENÇÃO ou FORÇA EXCESSIVA, exceto na mão na bola / bola na mão). Na prática, se um lateral cruza a bola na área e ela bate na mão do zagueiro que havia saltado para interceptá-la, você não marcava nada, já que a bola bateu involuntariamente e não é um movimento natural você pular de braços colados no corpo. Ou seja, o zagueiro não tinha intenção de colocar a mão na bola. Agora, você deve analisar: se os braços estão excessivamente abertos, será que o zagueiro não tem desejo, lá no fundo do seu ímpeto, de que a bola bata em sua mão?

E você, o que você mudaria na Regra do Jogo?

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– O Futuro do Brasileirão e a Guerra na Justiça

Que loucura a indefinição do Campeonato Brasileiro de 2013. Será que em Abril de 2014, quando o torneio começa, ainda teremos guerra jurídica?

Tira os pontos, devolve os pontos. Ganha liminar, cassa-se liminar. E por aí provavelmente iremos.

Estou preocupado com o seguinte: tudo leva a crer que teremos um torneio de 24 clubes. José Maria Marin, como político veterano que é, sabe que não pode desagradar a cartolagem em ano de eleição da CBF. Assim, vai fazer uma média com os dirigentes, formar um campeonato inchado de clubes em turno único e dizer que tal medida se faz necessária para reestruturar o futebol, dando a deixa que atenderá o pessoal do Bom Senso FC.

Utopia pensar assim?

Nada disso. Pura realidade!

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– Preconceito Religioso e Sexual em Todos os Envolvidos

Nesta semana, uma série de defesas de pauta politicamente incorretas no mundo do futebol. E creio que ninguém saiu como mocinho da história!

Tudo começou com o jogador alemão Thomas Hitzlsperger, que fez parte da Seleção da Alemanha na Copa de 2006. Ele declarou publicamente ser gay.

O que deveria ser apenas uma questão particular de opção sexual do próprio atleta, virou uma grande polêmica. Alex, zagueiro do Paris Saint-Germain (ex Santos e Chelsea) declarou quanto a isso que:

Deus criou Adão e Eva, e não Adão e Ivo”.

Ora, qualquer um de nós pode defender ou criticar o homossexualismo como conduta pessoal e princípio de vida. Mas, sem dúvida, todos devem respeitar. É uma questão de cidadania, mesmo que você não concorde. Talvez Alex escolheu um péssimo momento para externar suas ideias e não fez as considerações adequadas.

Porém, quem foi defender Hitzsperger? Joe Barton! Lembram dele? O jogador do Queens Park Rangers que um dia polemizou dizendo “Quem era Neymar? Um jogador cai-cai que jogava na Selva” e que também atacou Thiago Silva, dizendo que ele “parece um transexual em campo”.

Barton realmente partiu para a defesa do fim do preconceito sexual, declarando-se claramente a favor do alemão. O problema que o fez praticando preconceito religioso, declarando:

Esta atitude é compreensível quando falamos de um religioso sem cérebro, que ainda acredita em um livro de ficção escrito há mais de dois anos“.

O que podemos dizer? Todos (Alex e Barton) estão errados, defendendo suas bandeiras sem respeitar a dos outros.

Vivemos numa sociedade que carece de cidadania. Se a pessoa se assume homossexual, que seja, sem fazer apologia da sua condição a quem é heterossexual. Se é religioso, que seja, sem fazer proselitismo por aí. E se não quiser ser nada ou não defender coisa alguma, tudo bem, desde que respeite os demais.

Quanta gente pisando na bola nessa semana, não? E uma curiosidade: tudo isso aconteceu exatamente 1 anos depois de Boateng abandonar um jogo do Milan por insultos de torcedores por preconceito racial!

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– Nossas Searas Futebolísticas na Mídia!

Amigos, com alegria compartilho: estarei integrando o “Time Forte do Esporte” da Rádio Difusora Jundiaiense / Jovem Pan Sat, sob o comando do Adilson Freddo, comentando a arbitragem do Paulistão-14, em especial nos jogos do Paulista FC.

No RÁDIO, portanto, não se esqueça: AM 810. Prestigie-nos com a sua audiência! Será um prazer participar dessa equipe campeã, tirando as dúvidas dos lances polêmicos, interpretando as jogadas mais difíceis e levando durante e pós-jogo todos os detalhes da partida.

Aproveite: também acompanhe no JORNAL Bom Dia Jundiaí nossa coluna semanal de Futebol & Arbitragem, sempre escrevendo sobre as discussões do momento.

Na TV, aproveite: às sextas-feiras, nos dê o seu carinho assistindo ao “Futebol Esporte Show” pelo SBT (VTV Campinas / Jundiaí, TV Litoral e Tv Sorocaba), com a apresentação de Marcel Capretz e toda a beleza e competência de Andressa Pavani.

Pela INTERNET, continue acessando o “Blog Pergunte ao Árbitro”, onde discutimos as diversas situações da Regra do Jogo, bem como o “Blog do Professor Rafael Porcari”, onde falamos de contemporaneidades em geral. E não se esqueça: diariamente no blog do Diário de São Paulo / Rede Bom Dia.

Obrigado aos amigos que sempre nos acompanham!

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