– Adidas Sexista?

E a “pisada na bola” das camisas da Adidas em alusão à Copa do Mundo?

Quiseram fazer graça com mulheres bonitas do Brasil e sua relação com o futebol. Assim, lançaram duas camisas: uma com um coração em forma de bumbum e outra com trocadilho sexual.

Já retiraram do mercado… Ninguém achou legal!

Captura-de-Tela-2014-02-25-às-12.42.15-e1393343024868.png

– 100 Dias para a Copa: Perto ou Longe?

A Copa do Mundo está há 100 dias de se dar o pontapé inicial (dia 12 de Junho no Itaquerão). Mas e como as seleções e os preparativos estão?

Na bilheteria, ela é um sucesso, pois deverá quebrar o recorde de entradas vendidas num Mundial, superando 1994 (EUA), de acordo com a procura. Mas os estádios… seja o que Deus quiser!

Nesse meio de semana teremos a última Data-FIFA para os amistosos internacionais. Só que os campeonatos estaduais brasileiros não param… Aliás, nem o Brasileirão pára em Data-FIFA, prova de desrespeito da CBF aos atletas e clubes.

Mas cá entre nós: último amistoso oficial em data reservada há 100 dias não é complicado? Depois, só haverá jogos para testar os jogadores já escolhidos. A Espanha usará uma dupla de brasileiros no ataque para fazer suas experiências: Tiago Alcântara e Diego Costa. Se a Fúria for bicampeã, o que entrará na história é o título conquistado e não o fato de dois estrangeiros atuarem nela.

Já a Seleção Brasileira levará Fernandinho do Manchester City. O jogador declarou que é um prazer ter a oportunidade de conhecer Felipão – e que quer tirar uma foto dele. Para o atleta, será o maior jogo da sua vida. Porém… 1 jogo só para Felipão decidir se o leva ou não?

Fico pensando… Fernandinho tem vontade de fazer um selfie com Felipão (está na moda: tirar uma foto de si próprio e colocar nas redes sociais). E você, com quem do mundo da Copa você faria um selfie?

felipao-ap-300.jpg

– Torcedores de Clubes Nacionais ou de Estrangeiros?

Alguém viu a propaganda argentina em defesa do nacionalismo dos seus torcedores?

Talvez tenha passada desapercebida pelos brasileiros, mas ela retrata um problema em comum com os hermanos: a dos jovens torcerem cada vez mais para os clubes estrangeiros do que os próprios times do seu país.

Camisas do Barcelona e do Chelsea são desejadas para a garotada do que as dos clubes nacionais. E já surgem adolescentes que não torcem para um time brasileiro mas sim pelos internacionais!

A iniciativa é da Cervejaria Quilmes, e poderia ser muito bem usada por qualquer empresa brasileira. Ao final, é lançada a sugestão:

Você é fã do Messi? Então use a camisa da seleção da Argentina.

Só faltou acrescentar: “e não a do Barcelona“. Tal ideia seria igualmente entendida se os nomes Neymar e Brasil substituíssem os protagonistas citados…

Veja o vídeo em: http://www.youtube.com/watch?v=j9zx4TlMU2Q

messi-barcelona-argentina.jpg

– Análise Pré Jogo da Arbitragem de Oeste x Paulista (Rodada 12)

Apitará o importantíssimo jogo entre a Onça Itapolitana e o Galo Jundiaiense Guilherme Ceretta de Lima, auxiliado por Alex Alexandrino e Maria Eliza Correia Barbosa. Seus adicionais serão Paulo Sérgio dos Santos e Norberto Luciano Santos. Sílvio Renato Silveira será o 4o árbitro.

Ceretta trabalhou recentemente na partida entre Botafogo 4 x 2 Paulista (sobre a análise desse confronto, clique em: http://is.gd/OaBtfg), e naquela oportunidade falamos sobre suas qualidades (jovialidade e técnica) e sobre suas debilidades (condição física e postura). Em Ribeirão Preto, apesar de não ter problemas na partida, mostrou uma certa dificuldade com o fôlego, cansando bastante ao término do jogo, bem como demonstrando falta de vibração.

Agora, Ceretta vive um novo momento: Seneme, árbitro da FIFA, aposentou-se e a bola está pingando a ele e a Luiz Flávio de Oliveira (ambos aspirantes à FIFA). Teria ele condições de substituir internacionalmente o famoso juizão? Corre por fora Raphael Claus, que apesar de não ser aspirante à FIFA, pode ser indicado no meio do ano a tal posição (sobre esse assunto, clique em: http://is.gd/novoFIFA). E, nessa disputa, novamente se questiona a atividade de modelo profissionalmente exercida pelo árbitro, na qual os críticos dizem dividir a dedicação. Não faço coro a esses, penso que dá para separar bem as coisas.

Alex Alexandrino é bandeira bem rodado e Maria Eliza Correia Barbosa há tempos não a vejo em uma atuação de gala. Me preocupa o rendimento da moça. Os adicionais não terão problemas (e destaque para Norberto Luciano, que teve ótima atuação apitando XV de Piracicaba 1 x 3 São Paulo).

Atenção deverá ter o 4o árbitro Sílvio Silveira, pois no Estádio dos Amaros é muito difícil de se trabalhar, pelo pouco espaço que há e pela pressão exercida nas arquibancadas.

Boa sorte ao sexteto. Creio que Ceretta está ciente da importância do jogo e deverá estar motivado pela vaga ao quadro da FIFA aberta. É hora do árbitro mostrar serviço!

Acompanhe a transmissão ao vivo e exclusiva da Rádio Difusora Jundiaiense / Jovem Pan Sat, AM 810, com a equipe do Time Forte do Esporte, comandada por Adilson Freddo. Narração de Rafael Mainini, reportagens de Heitor Freddo e Luiz Antonio de Oliveira (Cobrinha), comentários de Robinson Berró Machado, análise da arbitragem de Rafael Porcari; no plantão esportivo José Roberto Pereira e na técnica Antonio Carlos Caparroz.

1655949_729937253713606_1153623149_n.jpg

– Análise da Arbitragem de Rio Claro 2 x 0 Paulista. Como foi o árbitro?

Luís Martinucho se mostrou inseguro, o jogo era fácil e ele não conseguiu concretizar a expectativa de tranquilidade da partida. No último domingo, o jogo era difícil e naquela ocasião o árbitro Marcelo Rogério o tornou fácil. Ironicamente, exatamente o inverso aconteceu nessa jornada.

Vamos à avaliação?

1) FISICAMENTE, ruim.

Apesar de ter bom porte físico, ficou longe demais das jogadas, e apitar de longe torna a partida mais complicada.

2) TECNICAMENTE, regular.

– Primeiro Tempo, 13m: Diego Carlos está correndo e marcando o adversário, agarra a camisa e ele se joga ao sentir o contato. O árbitro marca pênalti. Eu não marcaria e explico: o agarrão seria suficiente para impedir a continuidade da jogada? NÃO! Portanto, um árbitro experiente (ou argentino, ou uruguaio, ou com boa competência) mandaria seguir. Juizão entrou na onda do rioclarense. O problema é: a inocência do zagueiro do Paulista em agarrar o atacante. Isso dá a margem e a possibilidade do árbitro interpretar que houve infração, e foi isso que aconteceu. Errou Martinucho.

– Primeiro Tempo, 19m: Pacheco corre e está em disparada tentando roubar a bola do adversário, espera entrar na área e tenta o tranco. O tranco legal é ombro a ombro, mas ele vai nas costas do jogador do Rio Claro. Pênalti infantil e fácil de marcar. Acertou Martinucho.

– Primeiro Tempo, 34m: Patrick dá uma pegada forte em Gabriel Leite, falta bem marcada. Mas antes, aos 27m e depois, aos 38m, o jogador se joga e o árbitro cai no teatro…

– Segundo Tempo, 8m: Diego Carlos atropela o adversário e recebe o Segundo Amarelo e é Expulso. Não há o quê reclamar.

– Segundo Tempo, 19m: Thiago Cristian (que já tem Amarelo) sai para fora do campo por força da jogada, ergue a meia e depois volta. Os jogadores do Paulista reclamam que voltou sem autorização e o árbitro vai na onda dos atletas jundiaienses e aplica o segundo amarelo e na sequência o Vermelho. Ora, o árbitro não estava atento ou interpretou errado? Ele não saiu para atendimento médico, mas sim por força do lance. É diferente a situação e se equivocou, o atleta poderia ter voltado.

3- DISCIPLINARMENTE, razoável

No primeiro tempo, Diego Costa (PAU) recebeu amarelo pela penalidade que não foi; Renan (RCL) levou por reclamação ao invés de uma advertência verbal. Patrick (RCL) pela falta forte em Gabriel Leite e Ewerton (PAU) pela solada foram advertidos corretamente.

No segundo tempo, com 6 minutos, um lance duvidoso onde Gabriel Leite reclamou de falta com o Adicional, e ali ele abusou das queixas. O árbitro não foi dar a advertência verbal no jogador, prestigiando seu companheiro. Não gostei dessa falta de vibração.

Os cartões dessa etapa foram para: Diego Costa (PAU) – 2o Amarelo e consequentemente o Vermelho (lembrando que o 1o foi o incorreto no lance do pênalti), Thiago Cristian (RCL) levou Amarelo por dupla falta na lateral e depois injustamente o Segundo Amarelo e Vermelho. Philipe Sampaio (PAU) por falta temerária; Nando e Rafael Costa (RCL) amarelos sem necessidade (excesso de rigor do árbitro). No final de jogo, correto para Victor Hugo (PAU).

4- EM SUMA…

Se precisar definir a arbitragem deste sábado, não tenho dúvidas: “fraca e enrolada!”.

Sobre bandeiras, adicionais e quarto-árbitros, nada a relatar de confuso ou excepcional.

Abaixo, o lance-a-lance e os rascunhos das anotações do jogo:

Rio Claro x Paulista

Árbitro: Luiz Vanderlei Martinucho

Bd 1: Mauro André de Freitas

Bd 2: Samuel Augusto Paião

AAA1: Thiago Duarte Peixoto

AAA2: Márcio Roberto Soares

4o Árb: Sálvio Lemos de Vasconcelos Filho

Rio Claro

1 Cleber

2 Carlinhos

3 Renan

4 Marllon

5 Nando Carandina

6 Thiago Cristian

7 Patrik

8 Leo

9 Alex Afonso

10 Rafael Costa

11 André Luiz

RESERVAS

12 Richard

13 Anderson Luís

14 Marcos Vinícius

15 Samuel

16 Rodrigo Celeste

17 Araújo

18 Caio

Faltas 1o tempo: 6

Faltas 2o tempo: 8

Total : 14

Paulista

1 Ian

2 Pacheco

3 Philipe Sampaio

4 Diego Carlos

5 Dodó

6 Victor Hugo

7 Ewerton

8 Crystian

9 David Batista

10 Diego Rosa

11 Bachin

RESERVAS

12 Iago

13 Malcon

14 Márcio

15 Umberto

16 Gabriel

17 Jonathan

18 Tutinha

Faltas 1o tempo: 9

Faltas 2o tempo: 9

Total : 18

1o Tempo

20 segundos e falta do Paulista. Já?

4m: Marlon coloca o braço no rosto de Bachin, falta. Árbitro demorou para marcar…

8m: Bachin faz falta no seu adversário, falta não marcada. Árbitro estava longe de novo e bandeira 1 não ajudou.

13m: A bola é lançada na área, Diego Carlos segura a camisa do adversário. Espertamente, o jogador cai ao sentir o agarrão. Eu não marcaria pênalti, mas o fato de segurar a camisa dá a margem de interpretação para o árbitro marcar.

19m: Outro pênalti: Pacheco tenta o tranco (ombro a ombro) mas atinge as costas e desequilibra o jogador do Rio Claro. Agora sim foi pênalti.

21m: Renan leva cartão por reclamação.

27: Gabriel Leite está no ataque, tenta passar por dois e se joga. Não foi nada.

32m: Impedimento bem marcado por Mauro André de Freitas na cabeçada de Diego Rosa, lance milimétrico.

34m: Patrick deu uma entrada forte em Gabriel, Amarelo bem aplicado.

38m: Gabriel Leite se joga… juizão entra…

42m: Philipe Sampaio agarra Alex Afonso, tropeça e ainda cai com o jogador. Falta corretamente marcada.

46m: Ewerton mete a sola na canela do adversário. Amarelo bem aplicado.

2o Tempo

3m: Diego Carlos empurra o jogador e ainda reclama de falta. Que isso, rapaz?

8m: Diego Carlos atinge Carlinhos, aí não tem jeito. Segundo Amarelo e Vermelho.

13m: Thiago Cristian faz falta dupla, correto Amarelo. O detalhe é que Crystian vai lá e dá uma bronca no árbitro…

19m: Thiago Cristian sai de campo após dividir a jogada. Os jogadores do Paulista reclamam que ele volta sem autorização. O árbitro atende os jogadores e dá o segundo amarelo e consequentemente o Vermelho. Nesse lance, ficou confuso: ele estava sendo atendido lá fora? Se não estava e saiu por força da jogada, errou, pois ele pode voltar. Mas se parou para ser atendido, aí não. OBS::: No replay, revi e entendo que o árbitro errou.

26m: Philipe Sampaio obstrui adversário e recebe Amarelo. Correto.

29m: Nando para Diego Rosa com falta simples. Errou.

30m: Rafael Costa faz outra falta comum. Outro Amarelo. Perdeu-se o controle.

40m: Nova falta de Philipe Sampaio.

44m: Victor Hugo dá um pontapé violento em Rafael Costa. Amarelo correto.

images.jpg

– Torcidas Organizadas Capricham (negativamente) nos Festejos!

O que podemos dizer sobre as torcidas organizadas de futebol dos grandes clubes?

A Gaviões da Fiel promove o Carnaval com o enredo sobre Ronaldo Fenômeno, com dinheiro do atleta e da Nike, supostamente sem o do clube (será?), logo após ter invadido com outras agremiações o CT do Corinthians dias atrás.

A Independente há uma semana teve membros envolvidos no assassinato um membro da santista Torcida Jovem após o clássico do Morumbi.

A TUP perdeu de seu estoque 300 kg de cocaína apreendidos pela Polícia Federal e que seriam consumidos durante o carnaval da uniformizada palmeirense.

Gente… pra quê se precisa dessas torcidas? Denigrem a imagem dos clubes, não fazem falta para a sociedade e ainda atrapalham as escolas de samba tradicionais!!! É Carnaval Macabro…

86568295.jpg

– Futebol Esporte Show: Prestigie!

Tudo pronto para o #FutebolEsporteShow pelo #SBT (Vtv Campinas, TV Sorocaba e TV Litoral).
Começa as 13h, com Marcel Capretz, Andressa Pavani e Rafael Porcari.
Gosta de bastidores?
Olha aqui a preparação – Juninho Larangeira é o homem na foto, e fora do close Rodrigo Vb, Robson e Adamus Kazu.
Prestigie-nos com sua audiência!

1779081_728334867207178_1884527403_n.jpg

– Seneme, Pós-Carreira, Comissões de Arbitragem e o Novo FIFA

Wilson Luís Seneme encerra a carreira de árbitro de futebol. Me lembro da sua formatura em 1998, onde acabara de estrear na série A3 pelos bons jogos apitados (mesmo antes de receber o diploma); e de lá para a FIFA. Não entra na galeria de imortais, como Dulcídio ou Roberto Goicochea, mas será lembrado como um dos grandes nomes do apito.

Seneme ainda tinha um pouco mais de tempo de carreira. Não quis continuar. Suas dificuldades com a saúde do joelho o impediram de ir à Copa do Mundo, pois tecnicamente, seria o nome provável.

Ele optou por aceitar um cargo diretivo na Conmebol, indicado por José Maria Marin (o mesmo que ocupou recentemente Sálvio Spinola Fagundes). Fico me questionando: por quê o presidente da CBF indicaria um árbitro FIFA do seu quadro e o desfalcaria? Se faltam nomes para a Comissão de Árbitros trabalhar, este é um de peso a menos.

E em São Paulo, como fica? Dos 10 árbitros da FIFA que formavam o quadro brasileiro, a FPF tinha Seneme, Sálvio e PC. Quando presidente da CA-CBF, Sérgio Correia (dizem…) encurtou a carreira de Sálvio para privilegiar um escudo FIFA para o NE. Destaquei o “DIZEM” pois Sálvio viria a público declarar algo (talvez em relação a esse boato) e depois nada disse, assumindo o cargo que agora Seneme assumirá.

São Paulo, portanto, hoje só tem 1 FIFA e a CBF deixará (depois de mais de 20 anos) de ter o número máximo de 10 oficiais permitido. Permanecerá com 9 pois pelo fato do convite ter surgido agora e só em Janeiro a entidade permitir mudanças / trocas no quadro, o desfalque é inevitável.

Claro, Seneme passará por uma nova fase da sua vida, pois se para o jogador de futebol a aposentadoria é traumática, para o árbitro idem. Desejo boa sorte ao amigo, e fico na memória com alguns jogos que trabalhamos juntos, e em especial, um difícil e chuvoso Bragantino x Ponte Preta numa quarta à noite, com ânimos exaltados dos “doces torcedores” incentivados pelos “dóceis dirigentes”.

E quem assumirá a vaga deixada?

Guilherme Ceretta e Luiz Flávio são aspirantes à FIFA, mas ambos sofreram recentemente com os testes físicos. Ceretta está perdendo a bola que pinga e Luiz Flávio, confesso, penso que passou do tempo – principalmente com suas contusões durante os jogos.

Sobrou Raphael Claus, que conta contra a sua ascensão o fato de nem ser aspirante à FIFA. Entretanto, é o mais capacitado para a vaga paulista. Farão um “bem bolado” para ele assumir o escudo, sortearão Ceretta ou Luiz Flávio ou São Paulo perderá a vaga?

Pior ainda ficará o Cel Marinho em São Paulo: Seneme era quem resolvia seus problemas de escalas em jogos de grande dificuldade. Capacitados para grandes clássicos sobraram PC (que tem veto do Palmeiras), Claus, Ceretta e…

E…

E ainda…

E também o…

Bom, há o Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza, mas este não tem mais idade para ser FIFA; há o Marcelo Rogério apitando com a faca entre os dentes, mas por má vontade (Ou por politicagem? Ou por incompetência dos cartolas?) não está sendo escalado em grandes jogos. Há o Leandro Bizzio Marinho que é declaradamente admirado pelos membros da CEAF-SP, desde os tempos que ascendeu a categoria Ouro e que era fiscal de contas da Cooperativa; há também o Vinícius Furlan, que um dia gravou um vídeo de apoio político na Campanha do Arthurzinho; mas ambos estão mostrando serviço em campo, com boas atuações.

E aqui se faz necessário falar do mau trabalho da CEAF. Onde estão as promessas? Vide as más escalas: Fausto Viana bandeirou Paulista x Penapolense e na rodada seguinte Penapolense x Santos. E se errasse contra a Penapolense, que clima iria para o jogo seguinte? José Cláudio Rocha Filho teve péssima atuação em Corinthians x São Bernardo e nessa noite apita Corinthians x Comercial. Ninguém se atenta a esses detalhes da escala? Jogarão a culpa no sorteio?

Há quanto tempo o Cel Marinho com Arthur Alves Júnior e seus ajudantes assumiram? Quem foi revelado? Vivemos de árbitros da gestão Gustavo Caetano Rogério e José Manuel Evaristo (fico pasmo que até o Zé Manuel revelou árbitro, com toda a sua truculência).

O grande problema é: a falta de gestão profissional! Misturar cargos de Patrão e Empregado não é bom, mesmo que a pessoa seja honesta. Traz dúvidas para a opinião pública. Além da ojeriza às críticas! Jornalista especializado do assunto não entende nada; árbitro de segunda divisão é fracassado; juiz que bateu na trave e não entrou na FIFA é frustrado – são essas as considerações feitas àqueles que não elogiam!

Há colegas que ironizam estudiosos do assunto se referindo ao “Blog do Tenista” (pejorativamente ao competente Fernando Sampaio, que entende e muito do assunto); também aos ex-árbitros questionando “quem foi fulano de tal ou beltrano de onde?” Ora, o Cel Marinho nunca foi árbitro, mas comanda a entidade! Assim, uma coisa não tem nada a ver com outra e necessita-se de respeito.

Os dirigentes do apito precisam ser mais humildes, abandonar a vaidade e respeitar quem escreve, fala ou disserta sobre o tema arbitragem (claro, aos que o fazem sem passionalidade e/ou interesse diverso).

Felipão era cabeça-de-bagre em campo e jogador de segunda divisão. Mas no curriculum dele consta a conquista de uma Copa do Mundo e muito dinheiro honestamente ganho com o seu trabalho. Por quê para entender de arbitragem e da condução administrativa dela necessita-se ter sido árbitro da FIFA? Pior: quem está no poder e cobra isso, ironicamente, nunca colocou um apito na boca…

Por essa lógica, Flávio Prado, Mauro Betting, PVC e outros tantos consagrados comentaristas deveriam ter sido treinadores de futebol. Pura bobagem… cada um na sua.

No fundo, todos querem o bem da arbitragem. De que forma fazê-lo é o grande mistério!

wilson-seneme-arbitro-brasileiro-que-apitou-argentina-e-paraguai-cumprimenta-lionel-messi-1347066678798_300x300.jpg

– E o Paulista FC jogou a toalha!

Ainda não caiu, mas está por questão de horas. Infelizmente, o Paulista de Jundiaí amargará mais um rebaixamento na sua história. E este, certamente, o mais vergonhoso, cercado de trapalhadas e de atuações pífias. De 30 pontos disputados, somou 2. Nenhuma vitória após jogar 2/3 do campeonato. Dizer o quê?

O vice-presidente Cristiano Mingotti confirmou que mais 8 jogadores foram dispensados. Nos últimos 15 dias saíram muitos atletas e vários funcionários do departamento de futebol. Ontem, concretizou-se a saída futura de José Macena e do treinador Márcio Bitencourt.

Para o jogo com o Rio Claro, provavelmente o time deverá ir a campo com os jogadores que tem vínculo com o Galo (e que podem ser negociados gerando algum dinheiro) além de vários juniores. Já que tem que ganhar todas as partidas restantes e torcer para o tropeço de todos os rivais, a diretoria achou por bem começar a reduzir os gastos e dispensar o pessoal mais caro.

Matematicamente, existe esperança. Utópica, é claro. O problema é que a série ruim de atuações deixou desesperançoso até o mais ufanista torcedor do Tricolor Jundiaiense. No próximo domingo a matemática também morrerá e se confirmará o triste decesso.

A derrota contra o Sorocaba fez com que os dirigentes desistissem. E no sábado de Carnaval, após o apito final do árbitro Luiz Vanderlei Martinuccio no Estádio Schmidtão na Cidade Azul, se antecipará um clima de Quarta-Feira de Cinzas: Jayme Cintra e sua coletividade estarão contidos, recolhidos, pensativos, tristes…

Que esse longo tempo quaresmal que o Galo passará e que durará até Janeiro de 2015 frutifique em uma nova filosofia de trabalho e de vida, a fim de ressuscitar da A2 para a A1 em Abril do futuro ano.

Força Galo! Que sejamos na próxima temporada mais jundiaienses, mais profissionais, mais competentes e mais abraçados pelo município. E para isso, que o Paulista procure desejar abraçar a cidade indo de encontro às forças vivas locais, não adormecendo na Praça Salim Gebram à espera de que o apoio caia em seu colo.

Lembremo-nos: o clube muda de patamar com o rebaixamento, mas ainda vive e há de voltar a ser glorioso.

Como, com quem e quando? Aí só o tempo nos dirá.

paulista_jundiai.jpg

– Entendendo os 8 lances polêmicos de São Paulo x Santos

Duas duplas de treinadores de futebol me chamam a atenção no Paulistão 2014: a primeira é formada pelo chato mas competente Fernando Diniz no Audax e o boa praça e surpreendente Wagner Lopes no Botafogo: ambos pelas boas campanhas. A segunda é por Mano Menezes e Oswaldo de Oliveira: ambos pelas reclamações contra a arbitragem.

Depois que saiu da Seleção Brasileira, Mano chia de tudo com os juízes! Mudou seu comportamento… Mas quem radicalizou foi Oswaldo de Oliveira; sempre calmo, discreto e bom treinador, já foi expulso duas vezes e ontem desabafou contra os árbitros em geral.

Porém, no Sansão desse domingo, após o jogo, Oswaldo reclamou que contestava o pênalti apitado por Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza e depois desmarcado ao perceber que o bandeira Marcelo Van Gassen marcara impedimento de Rildo na jogada. Ele deu a entender nas entrelinhas que estava errado, que isso não era possível e que o goleiro Rogério Ceni havia influenciado a decisão! Caramba, Oswaldinho…

Entenda: todo árbitro tem o direito de repensar a sua decisão e voltar atrás da marcação sempre que perceba um equívoco e que o jogo não tenha sido reiniciado. A Regra do Futebol permite isso. O que não pode é autorizar um reinício de jogo (concretizar a cobrança de uma falta/ pênalti, de arremesso lateral, bola ao chão ou qualquer outra coisa que o valha) e depois querer voltar atrás.

Mas se Oswaldo não tem razão nesse lance específico, junto com Muricy Ramalho teve outros tantos lances para juntos reclamarem. Vamos a eles? São 8:

– 1o Tempo: Jogada 1 – Impedimento de Osvaldo: lance difícil, de TV. Osvaldo é lançado por Maicon e está com o tronco na mesma linha do pé direito do adversário santista. Portanto, condição legal. Errou Marcelo Van Gassen ao marcar impedimento. Creio que foi traído pelo corpo do santista estar mais atrás do corpo do são-paulino. Porém, são as partes jogáveis que determinam a condição ou não, e esse mesmo pé foi determinante para dar condição ao atacante.

– 1o Tempo: Jogada 2 – Impedimento de Luís Fabiano (o 1o dele): lance simples. Há dois sãopaulinos em posição de impedimento dentro da área; o último jogador de linha do Santos é Cicinho que está em cima da risca da grande área, mas o centroavante do São Paulo (que foi quem dominou a bola) estava na meia lua. Errou de novo, aqui era mais fácil.

– 1o Tempo: Jogada 3 – Impedimento de Álvaro Pereira: O jogador recebe na lateral esquerda a bola em boa condição. Havia uma referência para ajudar o bandeira: o corte da grama. Mas repare que Van Gassen está adiantado no seu posicionamento, há 1 metro da linha que deveria fazer. E quando se está em profundidade (repare que Álvaro está há pelo menos 70 metros do bandeira, já que o Morumbi tem 72m de largura) esse 1 metro adiantado na sua linha trai mesmo o assistente. Errou feio.

– 1o Tempo: Jogada 4 – Impedimento de Luís Fabiano (o 2o dele): Apesar das reclamações do são-paulino, esteva à frente do zagueiro santista. Acertou Van Gassen (quarto lance seguido para o mesmo bandeira).

– 1o Tempo: Jogada 5 – Bola salva por Osvaldo (33m): o atacante do São Paulo tenta e consegue salvar uma bola lançada em profundidade e que quase sai por inteira. O bandeira Emerson Augusto se equivoca e marca lateral.

– 2o Tempo: Jogada 6 – Pênalti para o Santos (2m): Paulo Miranda e Leandro Damião disputam a bola e o são-paulino consegue impedir o domínio com o braço. Quando ela cai no ombro tudo bem, mas deliberadamente o zagueiro dá um tapa para ter a posse. Ambos estavam voltados de costas para o árbitro, somente o Adicional poderia ajudá-lo. Errou a arbitragem.

– 2o Tempo: Jogada 7 – Pênalti em Rildo (28m): Rodrigo Caio e Rildo disputam uma bola dentro da área que vem pelo alto, mas repare que enquanto o santista busca o cabeceio e procura a bola olhando para cima, Rodrigo Caio mira o corpo do atleta com um tranco de força desproporcional. Eu marcaria pênalti (e sem cartão amarelo) pois nitidamente largou a disputa de bola para somente deslocar o adversário. Erro do árbitro.

– 2o Tempo: Jogada 8 – Pênalti desmarcado (45m): A zaga santista lança a bola para o ataque; Damião dá um desvio e ela vai para Rildo que avança e sofre pênalti. Porém, Rildo estava em posição de impedimento. Não importa se ele foi atingido, pois o jogo teoricamente é parado nesse instante. Se o árbitro não se atentou imediatamente, pode corrigir a marcação antes do reinício do jogo, que foi o que ele fez. Aqui algo importante: se a bola tivesse ido direto da zaga para Rildo sem o toque de Damião, posição legal; mas como o desvio é uma nova jogada, impedimento bem marcado. E sempre lembrando: se o árbitro entendeu que, mesmo em impedimento a pernada do zagueiro são-paulino foi forte, pode aplicar o cartão amarelo pela a ação temerária e recomeçar a partida com o tiro livre indireto do impedimento (não é que pelo fato do jogo não estiver valendo que se abona um cartão).

O grande problema desse lance é que pelo fato de existir o rádio, Van Gassen fica com a bandeira levantada até Marcelo Aparecido ouvir pelo aparelho o seu chamado. Assim que o árbitro se atenta, o bandeira baixa o instrumento para poderem conversar (vai deixar levantado para quê?). Muitos entenderam essa ação como uma indecisão do bandeira e não é nada disso, é simplesmente por não precisar manter o braço erguido depois do árbitro comunicado. Outro fator que contribui para a confusão é o experiente Rogério Ceni “enchouriçando” a conversa entre árbitro e bandeira. Imagine eles tentando conversar com o Morumbi lotado e o goleiro gritando e gesticulando para todo lado?

Enfim, jogo difícil para a arbitragem. E partidas assim duram mais do que 90 minutos…

São+PauloxSantos_dicasdesantos.jpg

– Análise da Arbitragem de Paulista 2 x 3 Atlético Sorocaba

Dois clubes com muita coisa em comum: origem ferroviária, galo como mascote, limitados tecnicamente, de futebol ruim e sofrível de se assistir e que tentam fugir da A2. A única coisa de bom nível na partida no Jayme Cintra nesse domingo foi a arbitragem de gala da A1.

De todos os jogos do Paulistão em 2014, neste jogo em que o Paulista venceu o primeiro tempo por 2 x 0 mas levou a virada por 2 x 3, Marcelo Rogério conseguiu a perfeição em todos os quesitos. Tínhamos na 1a rodada assistido a uma arbitragem muito boa de Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza em Paulista 0 x 0 Audax; as demais foram boas/ razoáveis e uma ou outra ruim. Mas a de ontem superou todas.

FISICAMENTE, o árbitro esteve próximo de todos os lances sem atrapalhar os jogadores. Nenhum encontrão com atleta, se posicionou perfeitamente na diagonal imaginária e soube sair dela quando necessário. Em especial, aos 87 minutos, em um momento mais nervoso da partida, o zagueiro do Atlético Sorocaba foi se queixar da marcação de uma falta e ao procurar o árbitro para reclamar eis que ele estava no “pé da jogada”. Maior intimidação do que esta não há.

DISCIPLINARMENTE excelente. Acertou em todos os cartões aplicados e em todos reclamados que deixou de dar. Perfeito nas Advertências Verbais e coerente nos Amarelos de João Paulo – SOR (por falta em Jô), Tiago – SOR (idem em Carlão), Mineiro e Márcio Pitt – PAU (ambos por ação temerária). Corretíssimo no de Emerson – PAU (retardamento ainda no 1o tempo) e certeiro no goleiro jundiaiense Juliano no pênalti cometido. Acertou em não aplicar cartão na falta de Ivan, que originou o 2o gol do Paulista.

TECNICAMENTE, discerniu muito bem as entradas mais duras, as simulações e as infrações reais. Usou bem a vantagem num lance de ataque do 2o tempo e abriu mão de uma vantagem não concretizada no final da partida voltando atrás e marcando a falta. Não entrou na onda de “pula-pula” do atacante Jô do Paulista, que por diversas vezes tenta cavar falta e interpreta muita mal.

Acertou ao marcar o pênalti a favor do Sorocaba cometido infantilmente pelo goleiro Juliano, que ao invés de apenas cercá-lo, o derrubou. Naquele lance, um árbitro novato poderia ter expulso o arqueiro por entender que era o “último homem”. Nada disso, para Vermelho tem que ser situação clara de gol e o atacante corta para a esquerda próximo da linha de fundo, perdendo o ângulo e o árbitro interpretando muito bem isso, aplicando o Amarelo. Se corta para a direita, na cara do gol, aí sim o cartão seria de outra cor.

OBSERVAÇÕES DIVERSAS – um bom árbitro não se incomoda e fica ligado nos detalhes. Marcelo indicou o local correto das cobranças de laterais em TODOS os lances. Deu reversão no 2o tempo em Pacheco (há quanto tempo você não vê isso em jogo profissional?). Chamou a atenção dos jogadores no agarra-agarra na grande área, vibrou quando necessário e transmitiu tranquilidade na carência das equipes. Soube lidar com as ceras em campo e colocou os lesionados sem demora para serem atendidos fora do gramado. Demonstrou um grande senso de equipe no trabalho com os bandeiras e demais integrantes do sexteto (aliás, excelente participação de Daniel Luís Marques com 3 difíceis impedimentos – um deles seria pênalti a favor do Paulista em cima de Carlão, se o lance não estivesse parado) e de Patrícia Carla. Ambos ajudaram na marcação de faltas.

Em suma, Marcelo Rogério teve ótima postura, mostrou autoridade (sem confundir com autoritarismo) e qualidades indiscutíveis.

Fico pensando: um árbitro com 42 anos de idade (portanto, maduro e preparado em todos os aspectos emocionais, físicos e técnicos), com quase 20 anos de arbitragem e tendo apitado diversos clássicos ao longo da carreira, que transmite SEGURANÇA – e o principal – que não mostra qualquer tipo de acomodação, menosprezo ou relaxamento num jogo de baixa qualidade, por quê não tem apitado os principais jogos da A1 em 2014?

Nos clássicos deste ano não o vi figurar em nenhuma lista. Se ele foi preterido pela Comissão de Arbitragem devido a idade (e isso é dispensar a experiência) a fim de lançar algum novo nome para grandes jogos, seria entendível. Mas nenhum novato também foi para sorteio!

Incompreensíveis os motivos que levam a CEAF-SP a abrir mão de mão-de-obra altamente qualificada. Até parece que sobram grandes árbitros no quadro da FPF…

Abaixo, o lance-a-lance da partida com os rascunhos dos comentários realizados durante a transmissão da Rádio Difusora Jovem Pan Sat AM 810, onde comentamos o jogo:

Paulista x Sorocaba – Rodada 10

Árbitro: Marcelo Rogério

Bandeira1: Daniel Luís Marques

Bandeira2: Patrícia Carla de Oliveira

AAA1: Vinícius Gonçalves Dias Araújo

AAA2: Regildênia Buarque d eHolanda

4o árbitro: Cristiano de Lazzari

Paulista

1 Juliano

2 Pacheco

3 Diego Santos

4 Emerson

5 Mineiro

6 Victor Hugo

7 Jô

8 Dodó

9 Carlão

10 Diego Rosa

11 Crystian

Faltas 1o tempo: 10

Faltas 2o tempo: 6

Total : 16

Sorocaba

1 Deola

2 Ivan

3 Tiago

4 João Paulo

5 Danilo Santos

6 Mateus

7 Fernando

8 Douglas

9 Michel

10 Marcinho

11 Danilo Alves

Faltas 1o tempo: 10

Faltas 2o tempo: 7

Total : 17

1o Tempo

2m: Danilo Alves faz falta de ataque e bandeira Patrícia Carla ajudou, correto.

3m: João Paulo faz falta em Jô por ação temerária. Bandeira Daniel Marques atento marcou e o árbitro acertadamente deu o Amarelo.

4m: Árbitro chama a atenção no agarra-agarra na área – está atento, tô gostando. Começou bem.

13m: Tiago atropela Carlão. Amarelo correto.

18m: Ivan faz falta em Carlão, que apesar da queda feia não era para Cartão. Certo.

22m: de novo o atacante Danilo reclama com Marcelo, que dá uma bronca e gesticula: “acabou”. É isso aí, jogador não pode fazer o árbitro de bobo.

26m: Jó tenta cavar a falta e Marcelo manda levantar.

29m: Cartão Amarelo para Emerson por retardamento. Time ganhando de 2 x 0… muitos árbitros só mostram o Amarelo aos 47 do 2o tempo ao goleiro adversário em tiro de meta demorado. Árbitro de hoje é cumpridor.

38m: vantagem bem aplicada a favor do Paulista.

2o Tempo

2m: bandeiras começam tão bem quanto o primeiro tempo: ambos marcando faltas e ajudando o árbitro.

11m: pênalti bem marcado, era para Amarelo e não para Vermelho.

14m: dificílimo lance de impedimento, Victor Hugo dava condição e o bandeira Daniel acertou.

19m: Jô se joga na área, árbitro nem dá bola e ele tenta reclamar com a AAA Regildênia. Em vão.

24m: reversão na cobrança de lateral e Pacheco, ergueu o pé.

34m: Victor Hugo comete falta infantil, marcado pelo bandeira. Bom o trabalho de equipe da arbitragem. Coeso e entrosado.

35m: Mineiro mata contra-ataque, Amarelo bem aplicado.

40m: Deixou de aplicar uma vantagem pois dois jogadores se lesionaram. Correto, foi sensível e acertou.

47m: 3 jogadores do Sorocaba em impedimento mas um 4o atleta veio de trás. O assistente Daniel Luís Marques esperou o tempo certo e mandou seguir. Parabéns, importante acerto.

48m: ainda deu tempo para Amarelar Márcio Pitt.

Fim de jogo – um Galo chora, outro Galo respira por aparelhos. E a arbitragem hoje foi de Gala (não deu para evitar o trocadilho). Árbitro transpira confiança e competência, bem como seus ajudantes.

id_35639_Programa-7443.jpg

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem de São Paulo x Santos – Rodada 10 (jogo 96)

Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza apitará o SanSão deste domingo no Morumbi.

Ótima escolha. Marcelo está em seu melhor momento na carreira e, particularmente, penso que é o árbitro com o maior rendimento no Paulistão 2014.

Conversei com ele dias atrás e senti algo que ajuda o bom desempenho: CONFIANÇA. E assim irá para o clássico de hoje. Fisicamente está bem; disciplinarmente também e tecnicamente melhor ainda. O avaliei na Rodada 1 no jogo Paulista x Audax (vide em: http://is.gd/MarceloApdo) e o que me deixou impressionado é que não tem medo de expulsar, seja no primeiro tempo ou por carrinho leve. Que os atletas não joguem com o bumbum no chão.

Emerson Aparecido Augusto e Marcelo Van Gassen serão os bandeiras. Tudo bem, são ótimos, incontestáveis, FIFAs de elite e que irão à Copa do Mundo. Mas… em 100% dos clássicos eles foram escalados. Não há outros? Como renovar assim? Nenhum nome alternativo competente?

Disparadamente são os assistentes mais escalados. Gostaria de que outros nomes também tivessem oportunidade.

Eu espero boa arbitragem e um grande jogo. E você?

images.jpg

– Pré-Análise da Arbitragem de Paulista x Atlético Sorocaba – Rodada 10 (jogo 97)

Para o importante confronto entre o Galo da Terra da Uva e o Galo Sorocabano, apitará Marcelo Rogério, tendo como bandeiras Daniel Luís Marques e Patrícia Carla de Oliveira. Seus adicionais serão Vinícius Gonçalves Dias Araújo e Regildênia Buarque de Holanda. O quarto-árbitro será Cristiano De Lazzari.

Marcelo é rodado, com vários clássicos apitados em sua carreira. Bem condicionado (tem o melhor preparo físico de todo o quadro de árbitros), é filho do ex-diretor da escola de Árbitros da FPF e instrutor FIFA Gustavo Caetano Rogério. Mas aqui um adentro: sempre esteve escalado pelos próprios méritos, sendo até cobrado em excesso pela competência do pai. Rigoroso, não costuma bater boca com jogadores nem fazer média. É o árbitro que todo time quer para apitar seu confronto como visitante.

Daniel Luís Marques começou muito jovem na FPF, ainda menor de idade. Tem muitos jogos no seu histórico, sem problema algum.

Patrícia Carla de Oliveira é prima dos árbitros Paulo César e Luís Flávio de Oliveira. Não tem atuado muito bem ultimamente. Torçamos para uma boa apresentação.

Duas curiosidades com os AAA (árbitros assistentes adicionais): teremos a competente Regildênia pela 3a vez em Jundiaí como Adicional2, e o Adicional1 será o mesmo árbitro que apitou Comercial 3 x 0 Paulista na última 5a feira, Vinícius Gonçalves. Fico pensando: sorte que David Batista não jogará, pois imagino como o árbitro o encararia 3 dias após não expulsá-lo pela cusparada no goleiro ribeirãopretano, cujo vídeo rodou o Brasil.

Por fim, Cristiano De Lazzari estreará como 4o árbitro na série A1. Dará conta de segurar os ânimos (que logicamente estarão aflorados) de Márcio Bittencourt e Roberto Cavalo (treinadores de Paulista x Sorocaba)?

O jogo, teoricamente, é difícil para a arbitragem, devido à situação delicada na tabela de ambas equipes. Façamos nossas preces para uma grande partida.

1723332_724986354208696_153658846_n.jpg

– Exemplo de Rivais Conscientes

Em tempos de necessidade de paz no esporte, fica o exemplo dos clubes de Pernambuco. Na festa de 100 anos do Santa Cruz (dias atrás), o seu arquirrival Sport o homenageou de maneira exemplar.

Veja a imagem:

BfooZ8CCEAAajJU.jpg

– Análise da Arbitragem de Comercial 3 x 0 Paulista

Jogo de um tempo só. É assim que se pode resumir a partida desta 5a feira a noite, já que depois do primeiro tempo de 3 x 0, o segundo virou treino. Comercial x Paulista fizeram um jogo muito fraco, de nível da A2. E o árbitro Vinícius Gonçalves Dias Araújo quando exigido também decepcionou.

Em partida de nível ruim, se vê de tudo. Até um lance raro: no tiro de meta a 1 minuto, o zagueiro Diego Macedo pega a bola antes dela sair da área. Tem que voltar a cobrança, é lance irregular. Seria falha / bobeada ou estratégia pois a saída de bola estava pressionada? Para mim, prenúncio de horrores…

TÁTICA/FISICAMENTE, o árbitro começou mal. Até os 13 minutos, tinha dificuldade em “sair da jogada”, isto é, não atrapalhar o posicionamento da bola e a passagem dos jogadores. Trombou levemente três vezes com os atletas. Depois melhorou.

DISCIPLINARMENTE, errou ao dar cartão amarelo a David Batista por falta normal aos 16m; não deu amarelo que deveria dar na falta sofrida por Diego Rosa. Nos demais foi correto.

TECNICAMENTE, não teve problemas pois o jogo ajudou.

A GRANDE FALHA: Errou feio ao não expulsar aos 87m David Batista, que cuspiu na cara do goleiro Marcelo Henrique.

A DIFICULDADE: aos 2 minutos do 2o tempo, no ataque do Paulista, a bola foi salva na linha do gol. “Na linha”, pois ficou a dúvida: entrou ou não entrou? Aqui o lance era para o bandeira Camilo Zarpelão. Covardia dizer que errou ou acertou pelo grau de dificuldade.

Bandeiras: Vicente Romano Neto e Tatiane Sacilloti não tiveram trabalho. A moça foi mais participativa e acertou quando precisou mostrar serviço.

Pra mim, foi nítido: o jogo não exigiu para a arbitragem, e se exigisse, a temeria. Não gostei do árbitro.

Abaixo, o lance-a-lance da partida e os rascunhos do jogo:

Comercial x Paulista – Rodada 9

Árbitro: Vinícius Gonçalves Dias Araújo

Bandeira1: Vicente Romano Neto

Bandeira2: Tatiane Sacilotti Camargo

AAA1: Flávio Guerra

AAA2: Camilo Zarpelão

4o árbitro: Eduardo Pereira de Araújo

Comercial

1 Marcelo Henrique

21 Marcos Pimentel

34 Edimar

4 Luiz Eduardo

23 Willian Simões

5 Chaves

7 Marcus Vinícius

35 Marcone

40 Mateus

17 Cleber

9 Edson

Reservas

12 João Guilherme

13 Bruno Alves

25 Levi Silva

8 Patrick

20 Leandrinho

87 João Henrique

30 Rodrigo

Faltas 1o tempo: 8

Faltas 2o tempo: 5

Total : 13

Paulista

1 Juliano

2 Pacheco

3 Diego Macedo

4 Emerson

5 Mineiro

6 Márcio Pitt

7 Dodó

8 Umberto

9 David Batista

10 Diego Rosa

11 Jô

Reservas

12 Ian

13 Diego Carlos

14 Christian

15 Lusmar

16 Diego Mendes

17 Carlão

18 Bachin

Faltas 1o tempo: 9

Faltas 2o tempo: 6

Total : 15

1o Tempo

Falta de ataque: Marcone divide no ar e faz falta de ataque em Diego Macedo. Infração leve, mas não marcada.

1m: No tiro de meta, o zagueiro toca na bola antes dela sair da área. Aí não vale, tem que voltar a cobrança. Bobeada ou estratégia pois estava tendo a saída de bola pressionada?

3m: Primeira falta de Luiz Eduardo em Jô. Acertou o árbitro.
5m: Falta de Márcio Pitt no lateral, correto.

7m: árbitro trombou duas vezes com os jogadores. Está mal posicionado, quer estar em cima do lance mas precisa manter distância.

13m: árbitro não consegue passar pelo jogador, o posicionamento tem sido um problema.

16m: David Batista faz falta no seu adversário quando estava no campo de defesa. A bandeira Tatiane Sacilloti e o árbitro deu Amarelo. Eu não daria. Esteticamente a queda pareceu forte, mas foi uma falta comum.

20m: David Batista avança em ataque, marcador chega por trás e rouba a bola. O árbitro não dá e acerta, pois o jogador caiu.

21m: Falta em Diego Rosa no meio campo. Se foi Amarelo em David Batista minutos antes, deveria dar agora.

26m: Jô perde a bola e se joga colocando a mão no rosto simulando um tapa. Não foi nada. Acertou o árbitro, mas faltou Amarelo por simulação.

28m: Gol do Comercial: o jogador de Ribeirão apareceu sozinho, mas ele passou pelo meio dos dois jundiaienses no lançamento. Gol legal e acertou a bandeira Tatiane

31m: Mateus comete uma falta bem forte em Mineiro. Acertou no Amarelo.

36m: lateral do Comercial empurra Jô na frente do bandeira Vicente Romano que não ajuda o árbitro. Falta não marcada.

38m: inocência de Pacheco: está marcando o jogador na lateral, segurando a camisa dele. Pra quê? Adversário caiu e ganhou a falta.

43m: Cartão Amarelo para Jô por reclamação. Por quê não advertência verbal?

Intervalo

– Cartão Amarelo ao David Batista foi desnecessário, o árbitro se impressionou com a queda valorizada aos 16 minutos. Mas 5 minutos depois um jogador comercialino matou o contra-ataque de Diego Rosa e não levou. Se foi rigoroso demais lá, deixou de ser aqui. Aos 31m, Mateus recebeu corretamente Amarelo por falta em Lusmar. Já Aos 44m Jô recebeu a advertência por reclamação. Falta advertência verbal do árbitro, que não vibra. Cartão evitável.

No segundo tempo, Marcos Pimentel recebeu Amarelo por reincidência em Márcio Pitt Correto; Emerson também recebeu o seu corretamente por entrada desnecessária e temerária em Marcus Vinícius e Umberto levou o seu pra casa.

– Acertou o árbitro em não entrar na simulação do Jô aos 26 minutos. O atacante perde a bola e simula ter recebido um tapa, o árbitro pára a jogada posteriormente e verifica que não foi nada. Deveria ter recebido Amarelo.

– Vicente Romano deixou de ajudar o árbitro numa falta não marcada em empurrão em Jô; foi na frente dele aos 36m – bem ao contrário de Tatiane, que esteve atenta.

– Inocência de Pacheco: está marcando o jogador na lateral, segurando a camisa dele. Pra quê? Adversário caiu e ganhou a falta, aos 38 minutos.

2o Tempo

Lance do AAA Camilo Zarpelão, aos 2 minutos – a bola entrou ou não entrou? Lance difícil!!!

18m: Prova do nervosismo: Emerson cai sozinho na proteção da bola, permite o escanteio e ainda reclama do árbitro.

19m: Amarelo correto por reincidência em Márcio Pitt.

Não tem mais jogo, virou treino. Facílimo para a arbitragem.

26m: Vantagem bem aplicada a favor do Paulista.

30m: Falta desnecessária e temerária de Emerson, cartão amarelo bem aplicado.

34m: Amarelo para Humberto correto.

42m: David cuspiu no goleiro e ninguém fez nada. Ridículo.

1797452_724007774306554_645233121_n.jpg

– Racismo no Futebol e Copa do Mundo

Minha coluna impressa do Jornal Bom Dia:
#Racismo no #Futebol e Matriz de Responsabilidade da #WorldCup.
Compartilho em:http://www.redebomdia.com.br/blog/lista/109/Rafael+Porcari

LIBERTE-NOS DO PRECONCEITO
No Equador, na Colômbia ou no Brasil, todos são brancos de olhos azuis? Claro que não.
Nos países bolivarianos predominam indígenas miscigenados com europeus e alguns negros. No Brasil, a mistura das raças é ainda maior. Peles vermelhas com amarelos, negros, brancos ou de qualquer outra raça aqui se encontram e convivem harmoniosamente, representando bem o brasileiro.
Porém, mais um odioso episódio de racismo em plena América do Sul, em partida da Libertadores: no predominantemente indígena Peru, jogaram Real Garcilaso x Cruzeiro/MG. E não é que a torcida local ironizou o brasileiro negro Tinga com gritos, cânticos e performance de macaco?
Preconceituosos raciais que não conseguiram ainda entender: só existe uma raça: a humana. O Racismo é o cúmulo do desprezo humano.
Quer acabar com o Racismo no Futebol? Prenda o torcedor na arquibancada (sejam quantos forem) e eliminem o clube da competição que esteja disputando.
Rigoroso? Sim, afinal, racismo é crime contra a humanidade.
Fico imaginando o quão vazia é a vida e quão baixos são os princípios de quem chama seu semelhante de macaco. Qual a graça em ironizar seu próximo? E tento (mas não consigo) imaginar o sentimento de dor de quem sofre com o preconceito.
Não sei o que é pior: entristecer-se por ver a escória humana que é o racista ou o desprezo sentido pelo negro atingido por essa covarde agressão moral.

E TEM GENTE QUE ACREDITAVA EM UM MUNDIAL PRIVADO…
Quando a FIFA anunciou que o Brasil sedaria a #CopadoMundo em 2014, Ricardo Teixeira bradou que o evento seria privado, sem dinheiro público, a não ser para as obras que beneficiariam a população.
E não é que a grana gasta na maior parte dos estádios veio dos cofres do povo?
Pior: das 41 obras oficiais de infra-estrutura no Programa Oficial da WorldCup14, apresentados pelo Governo #Lula, somente 5 estão concluídas!
Segundo a ONG Contas Abertas (que fiscaliza os gastos do Mundial) originalmente seriam 56 importantes obras prometidas no documento chamado de “Matriz de Responsabilidade” ao custo de R$ 15,6 bilhões.
Eu nunca quis Copa do Mundo no Brasil, pois certamente o dinheiro público gasto para financiar estádios (lembre-se: foi prometido financiamento privado), as garantias dadas à FIFA e o tempo desperdiçado poderiam ser canalizados em investimentos sociais em Saúde e Educação.
O legado será qual? Estádios e Estradas? Não deveriam construir Hospitais e Escolas? Não me venha com o papo de que a mobilidade urbana com obras em aeroportos e metrôs serão os grandes benefícios, já que tais realizações independem de uma Copa do Mundo.
Ah, quanto a Economia, vale calcular: quem lucra mais durante um Mundial: o Governo, a População ou a #FIFA?

#centraldofutebol #juizporcari

1800183_724056034301728_754037344_n.jpg

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem de Comercial x Paulista

O sexteto de arbitragem para o importante jogo entre o Leão da Califórnia Brasileira e o Galo da Terra da Uva será capitaneado por Vinícius Gonçalves Dias Araújo, tendo como bandeiras Vicente Romano Neto e Tatiane Sacilotti Camargo, sendo os adicionais de meta Flávio Rodrigues Guerra e Camilo Moraes Zarpelão. O quarto-árbitro será Eduardo Pereira de Araújo.

E o que esperar deles?

Vinícius é jovem, tem 35 anos, e há pouco tempo começou apitar a série A1. Tem sido extremamente discreto. Você não vê reclamações ou erros de arbitragem chamativos. Seu principal jogo até aqui foi apitar Santos x XV de Piracicaba. No último domingo foi AAA no clássico Corinthians x Palmeiras.

Vicente Romano Neto por anos foi assistente aspirante à FIFA. De baixa estatura mas de gigante experiência, é bem técnico / preciso nas marcações.

Tatiane Sacilotti é muito capacitada. Tenho na mente um lance dificílimo e polêmico que ela acertou (e muitos criticaram e entenderam como erro) na Vila Belmiro num Santos x São Paulo, envolvendo Luís Fabiano x Neto. A considero a melhor assistente paulista hoje.

Flávio Guerra é “velho de guerra” (desculpem-me, o trocadilho foi inevitável) e será o adicional de luxo, já que é bem mais experiente que o árbitro. Camilo Zarpelão é experiente o suficiente para o jogo, bem rodado nas outras divisões. Eduardo Pereira de Araújo, confesso, não o conheço e tenho poucas informações.

Espero que tenhamos uma boa arbitragem para a dificílima partida, já que o jogo promete ser nervoso pela posição das equipes na tabela.

paulista-x-comercial-sp.png

– O Direito Entre Aspas dos Árbitros

Fiquei atônito.

Semprei pensei que “direito conquistado” era “direito prá valer”, independente de questionamentos e autorizações dependentes de alguém. Ao menos, é assim que povos civilizados vivem em países democráticos.

Vamos ao fato espantoso: navegando na Web, vi um link destacado na página pessoal do ex-árbitro assistente (meu xará e amigo) Rafael Ferreira da Silva. Nele, uma ilustração com a chamada: “Safesp orienta a utilização da carteira do associado”.

Para grande surpresa, nada mais era do que uma aviso do presidente do Sindicato dos Árbitros, Arthur Alves Júnior (ou “Arthurzinho”, como gosta de ser chamado), impondo que o árbitro de futebol deve pedir a ele autorização para assistir partidas de futebol em estádios usando o benefício da gratuidade conquistado pela categoria e assegurado outrora pela FPF (e registrado pela mesma).

Pessoas esclarecidas e com boa formação intelectual/ cidadã devem ter caído da cadeira. Faço minhas as palavras do próprio Rafael Ferreira, que é advogado e tem excepcional instrução acadêmica, profissional e social, que disse, ao reparar muitos árbitros ‘curtindo tal aviso no Facebook’:

exceto por uma questão de amizade ou para agradar o atual presidente do Sindicato dos Árbitros do Estado de São Paulo, não vejo porque promover/apoiar algo que representa um retrocesso para a categoria”.

Pois é. Lhes tiram um direito e os árbitros ainda curtem? Lógica não há…

A situação portanto é essa: o árbitro atuante na FPF, CBF ou FIFA tem o direito adquirido de ir assistir a qualquer jogo de futebol, desde que esteja com as mensalidades em dia com o Sindicato (não pense que o árbitro vai ao estádio para torcer, nem que vai em grupo de 20, 30 ou 50 juízes – ele vai para aprender, assistir a arbitragem de alguém que admira, com frequência diminuta, irrelevante perto das carteiradas frequentes por aí).

A partir de agora, o árbitro vai ter que mandar um email ao presidente 48 horas antes pedindo autorização para ir ao jogo e usar seu benefício; espera por email uma resposta e COM LIMITE DE ENTRADAS. Ou seja, se o presidente achar que o árbitro usa muito do seu direito, pode vetar.

Ridículo… Bola nas costas do associado. E o que me surpreende é que tudo isso parece discurso de bilheteiro querendo evitar evasão de renda; atitude de patrão, não de empregado.

Imagino que o presidente da FPF deve ficar feliz ao ver o SAFESP agir em colaboração com a casa. Mas o Safesp não deveria lutar pelo árbitro, e não contra?

Críticas virão. É isso que dá o presidente do Sindicato dos Árbitros ser tesoureiro da Cooperativa, secretário da Associação e ao mesmo tempo ser funcionário da CEAF-FPF: acúmulo de cargos, e, certamente, incompatíveis.

Nada contra a pessoa do sr Arthur. É honesto, trabalhador… mas falando pelo ponto de vista de gestão profissional de uma entidade, tal fato é discutível e crítico.

Fico pensando: ele foi eleito com 260 votos a Zero há 4 anos. Será que hoje se reelegeria?

Não sei por quê, mas meu feeling diz que se elegeria sim.

Abaixo, a reprodução do aviso:

Extraído de: http://www.safesp.org.br/pt/noticias/pg_view_noticias.php?id=545

O Presidente do Sindicato dos Árbitros de Futebol do Estado de São Paulo, Arthur Alves Junior, esclarece aos associados adimplentes que desejarem assistir as partidas organizadas pela Federação Paulista de Futebol, de maneira gratuita deverão seguir os seguintes procedimentos;

1º Enviar e-mail ao presidente (dirarbitros@hotmail.com) com 48 horas de antecedência mencionando a data e a partida que deseja assistir;

2º Aguardar a resposta do presidente através do mesmo e-mail;

3º Caso positivo, comparecer munido da CARTEIRA DE SÓCIO SAFESP/2014, sem acompanhantes, veículos e pelo portão que será determinado no estádio;

Atenção: Teremos um limite de inscrições por partida para atender, as chamadas “CARTEIRADAS”  não existem, temos um direito concedido pelo presidente da Federação Paulista de Futebol, que consta no Regulamento Geral das Competições, porém não nos dá o direito de entrarmos nas partidas ministradas pela CBF, CONMENBOL e/ou FIFA, entrarmos com veiculo, com acompanhantes, escolhermos o local no estádio, utilizando essa carteira.

Contamos com a compreensão dos nossos companheiros.

139238939777.jpg

– Árbitros Assistentes Adicionais: uma luta inglória?

A Rodada dos Estaduais serviu para criar uma polêmica: e os Adicionais (ou AAA, ou juízes de meta, de linha, do que você quiser chamar), servem para algo?

Há defensores deles como ajudantes legítimos dos árbitros de futebol. Porém, existem outros que fazem vista grossa, consideram como gasto desnecessário e jocosamente os tratam como “cones”.

São duas linhas de pensamento claras:

1) A de que eles são uma inovação positiva: mais olhos para cuidar do jogo ajudando o árbitro em lances na grande área (e até mesmo fora dela), tirando o fardo que o bandeira tinha em prestar atenção se uma bola entrou ou não no gol e vigiando os jogadores durante disputas em área (o famoso agarra-agarra entre atletas durante cobranças de bola parada).

2) A de que eles são uma invenção negativa: se intimidam e não chamam o árbitro, se omitem de responsabilidades maiores, assistem ao jogo e nada fazem, e sua não existência não mudaria em nada o jogo. Ainda: um mau AAA poderia atrapalhar o árbitro.

Sou defensor dos Árbitros Assistentes Adicionais, mas confesso que estou me tornando voto vencido. Vide 3 situações:

A) No Maracanã, jogaram Vasco x Flamengo. Na cobrança de falta de Douglas (VAS) aos 11m, a bola bate no Travessão e em seguida no chão (bem dentro do gol). O AAA2 estava muito bem posicionado, e não avisou o árbitro que a bola entrou (as imagens correram o mundo). Porém, 28 minutos depois em uma falta cobrada por Elano (FLA) a bola entra e, dentro do gol (com alguns pouquíssimos centímetros) é tirada pelo goleiro Martin Silva. Nesse lance o AAA1 titubeia mas avisa o árbitro (repare que ele não informa de bate-pronto). Conclusão: em dois lances de muita dificuldade para o árbitro, um erro gravíssimo e um acerto importante. E se façam as seguintes observações:

A1) o próprio juizão não poderia ter confirmado o gol do Vasco (ou o bandeira avisado) devido ao tanto que a bola entrou? E quando não existiam Adicionais e se confirmavam lances assim?

A2) para quem não gosta dos Adicionais, a queixa é clara: ele não poderia ter sido substituído pelos novos sistemas de tecnologia desenvolvidos pela FIFA, onde o sensor da bola ao passar pela meta manda a informação ao árbitro confirmando se a bola entrou ou não?

A3) o azar do árbitro! Caramba, tem jogo que o juiz tem que esquecer… na linguagem da arbitragem: “pára-raios”, tudo acontece em seu jogo!

B) Comentei a partida do Paulistão entre Linense x Paulista de Jundiaí. Durante a transmissão, falamos das enésimas situações de agarra-agarra dentro da área ainda no 1o tempo. O zagueiro Lucas Pivato e o atacante Anselmo se engalfinharam, agarraram, grudaram, se uniram numa única maçaroca em todas as cobranças de escanteio (seja para um time quanto para o outro) e nada se fez! Tudo aos olhos dos AAAs… O Adicional 2 teria apenas avisado ao árbitro no final do jogo que somente depois dos 35 do 2o tempo deu uma advertência verbal? Ninguém poderia se impor, dar uma bronca preventiva e fazer algo para acabar com isso? As imagens eram até engraçadas, pois em todos os lances um impedia o outro de se posicionar ou de disputar a bola. Dança de salão, rosto e corpo coladinhos!

C) Lembram de Corinthians x São Bernardo, no início do Campeonato Paulista? Edson levou “um rapa” do volante corinthiano dentro da área, num pênalti claro e fácil de se marcar; o árbitro José Cláudio da Rocha Filho (bem posicionado) não deu e o AAA Rafael Claus que estava na frente do lance nada fez. Curiosamente, Claus apitou Corinthians x Palmeiras nesse domingo (com os mesmos bandeiras do jogo citado e que estão escalados em todos os clássicos) e teve excelente atuação (em que pese o chororô de Valdívia e as reclamações infundadas de Gilson Kleina).

Eu defendo a ajuda e a importância dos Árbitros Assistentes Adicionais (mesmo sendo minoria no pós-rodada). Mas não como o modelo e as escalas trabalhadas, e sim com duas modificações:

1) Gosto deles posicionados a direita do gol (do lado contrário do bandeira, como foi o primeiro ano de experiência em alguns estados brasileiros e como foi na Liga da Europa), pois é um lugar estrategicamente melhor, não atrapalha o assistente e ajuda o árbitro para aquela ‘despoavada’ região do campo.

2) Prefiro árbitros que encerraram a carreira como árbitros centrais atuando nessa função. Insisto nessa tese: Com 45 anos de idade, apesar do árbitro não estar em plena forma física, ele está no auge da experiência da carreira. Todo o seu know-how/ expertise poderia ser aproveitado na função de AAA (que visivelmente não se corre muito). Imagine o quão importante seria um árbitro novato ser lançado num clássico e tendo como suportes de um lado o AAA1 Cleber Wellington Abade e do outro o AAA2 Sálvio Spínola (com 48, 50, 52 anos)? E o mais importante: sem se preocupar com as escalas seguintes! Vejam só o número de árbitros escalados como AAA e que na rodada posterior são escalados como árbitros centrais de um dos jogos dos times que trabalhou na rodada anterior?

Imagine se na 4a feira o cara é AAA e está escalado no domingo como árbitro principal num dos times (como muito têm ocorrido no Paulistão)? Se ele avisar o árbitro de um lance duvidoso contra o time X, pense como estará a cabeça dele sabendo que na rodada seguinte irá apitar o time X na casa dele (já que o sorteio é feito com uma rodada ainda a ser cumprida e o árbitro sabe em qual jogo estará na próxima semana)? Se o AAA for um árbitro aposentado e uma função específica, a independência e a qualidade da decisão são muito maiores!

E você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

BgoeaWLCQAA8Pif.png-large.png

– Análise da Arbitragem de Linense 1 x 0 Paulista

Boa arbitragem do sexteto de arbitragem na noite deste domingo.

Vinícius Furlan arbitrou muito bem a partida de hoje. Soube discernir as infrações reais, casualidades e simulações.

Tecnicamente: Me preocupei quando inverteu as duas primeiras faltas (1 empurrão e 1 pé alto) – uma para cada time, mas depois engrenou e foi bem. Seu ponto forte foi o acerto das vantagens, o “timing foi perfeito (e foram 4 lances da partida).

Lances de reclamação de David Batista: chiou sem razão de falta no ataque (ele quem fez) e 2 pênaltis (aos 11 cai sozinho e 21 se joga). O árbitro acertou em todas.

Disciplinarmente: Muito bem! Cartão Amarelo bem aplicado para o zagueiro Alex, que não pega Diego Rosa mas leva por ação temerária, além do de Fernandinho por falta desnecessária em Márcio Pitt. No final de jogo, Marcelo também recebeu a advertência, por retardamento. Para o Paulista, acerto no cartão de Lucas Pivato, que fez um paredão contra seu adversário Branquinho.

Fisicamente: sem comentários, correu bastante.

Sobre os Bandeiras: um impedimento difícil de cada lado marcado no primeiro tempo. No segundo tempo, onde tivemos mais lances desse tipo, tudo ok. Em especial, aos 74 minutos quando Anselmo fica imóvel para demonstrar que apesar de estar em posição de impedimento não quer participar do lance, e quando ocorre uma segundo lance, já está em boa condição. Acertou Leonardo Pedalini, assistente 1.

Uma falha: Lucas Pivato e Anselmo se agarraram toda hora. Dentro e fora da área, com bola rolando ou não, unha-e–carne. Faltou chamar a atenção deles desde o primeiro tempo, e os AAAs poderiam ajudar.

Mais um jogo em que o Paulista faz menos faltas que o adversário. Oito rodadas, e o “Fair Play” continua. Ou é falta de pegada?

Abaixo, os rascunhos do “lance-a-lance” da partida:

Linense x Paulista – Rodada 8

Árbitro: Vinícius Furlan

Bandeira1: Leonardo Schiavo Pedalini

Bandeira2: Rafael Tadeu Alves de Souza

AAA1: Márcio Henrique de Gois

AAA2: Carlos Roberto dos Santos Jr

4o árbitro: Rodrigo Pires de Oliveira

Linense

1 Anderson

2 Marcelo A

3 Alex Moraes A

4 Toby

5 Thiago Santos

6 João Paulo

7 Fernandinho A

8 Renan

9 Anselmo

10 Nicão

11 Rodrigo Tiuí

Faltas 1o Tempo: 9

Faltas 2o Tempo: 11

Total : 20

Paulista

1 Juliano

2 Henrique

3 Diego Macedo

4 Lucas Pivato A

5 Mineiro

6 Márcio Pitt

7 Jô

8 Umberto

9 David Batista

10 Diego Rosa

11 Lusmar

Faltas 1o Tempo: 7

Faltas 2o Tempo: 7

Total : 14

1o Tempo

1m: Jô sofre falta e o árbitro demora para marcar, acreditando na vantagem não concretizada. Correto.

3m: O jogador do Paulista veio com o pé alto no adversário, mas ele inverte e dá falta a favor. Errou.

No mesmo minuto, outra falta invertida.

4m: David Batista está no ataque e empurra o zagueiro, falta de ataque bem marcada, embora David tenha reclamado muito.

9m: Falta contra o Paulista, árbitro acerta na vantagem.

11m: pênalti reclamado por David Batista não foi nada, ele pula e cai sozinho. Correta a arbitragem.

17m: Gol de Rodrigo Tiuí, legal. Nada de anormal.

21m: David Batista adianta a bola e se joga. O goleiro Anderson dá uma bronca nele…

22m: Alex Moraes dá um carrinho forte que não atinge Diego Rosa, mas é falta pela ação temerária com a aplicação de Amarelo. Correto.

28m: Goleiro experiente, após chute de Diego Rosa, esfria o jogo no chão, pedindo atendimento médico.

36m: o lateral João Paulo divide com Jô e acaba levando um tapa involuntário. Não é falta, é acidente de trabalho.

44m: falta marcada em Nicão que não foi, estava no lado cego do árbitro.

2o Tempo

Em todos os escanteios, Lucas Pivato e Anselmo se agarram. Já faziam isso no 1o tempo. Cadê os adicionais para chamarem a atenção deles?

20 minutos: ótima vantagem a favor do Paulista. Ponto forte do árbitro.
22m: Muita, muita cera…

24m: de novo Jô se joga… que coisa…

26m: Amarelo bem aplicado para Fernandinho por falta em Márcio Pitt.

29m: ataque do Linense em impedimento com Anselmo, mas a bola sobra para seu companheiro em condição, que chuta mas a bola sobra para Anselmo, já em posição legal. Parabéns ao bandeira Pedalini que interpretou bem a jogada.

33m: Lucas Pivato fez um paredão e consequentemente falta em Branquinho, que acabara de entrar.

47m: Cartão Amarelo para o lateral Marcelo por cera na cobrança de lateral.

paulista bandeira.jpg

– Qual a manchete na Segundona depois do Derby?

Neste domingo teremos o grande Derby PaulistanoCorinthians x Palmeiras.

Fico me questionando: o que os jornais trarão na capa na 2a feira?

Mano ganha fôlego!” ou “Corinthians a procura de um novo treinador!“.

Aguardemos! Jogo duro de arriscar palpite.

timao-x-porco.jpg

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Linense x Paulista – Rodada 8 do Paulistão

No confronto entre o Elefante da Noroeste e o Galo da Terra da Uva, apitará Vinícius Furlan, tendo como bandeiras Leonardo Schiavo Pedalini e Rafael Tadeu Alves de Souza. Os Árbitros adicionais serão Márcio Henrique de Góis e Carlos Roberto dos Santos Jr. O 4o árbitro será Rodrigo Pires de Oliveira.

Vinícius é de Americana, tem 12 anos como árbitro, estreou cedo na A1 e possui boa experiência. Tem 35 anos e corre bastante em campo. Sua característica principal é que gosta de se impor, não aceitando reclamações. Já tem um clássico na carreira – Santos x Palmeiras, onde atuou muito bem. Espero que suporte bem a pressão do Estádio Gilbertão, onde a torcida consegue embalar o time e o frisson dentro de campo é grande.

Leonardo Schiavo é bandeira “das antigas na FPF”. Sempre sorridente e bem atento, costuma ser admirado pelos amigos pela sua tranquilidade na arbitragem. Já o bandeira 2 Rafael Tadeu tem apenas 6 anos de formação e é seu ano de estréia na Primeira Divisão.

Os adicionais são bem rodados e acostumados a atuar na A1. Idem ao 4o árbitro.

Espero boas arbitragens na rodada; em especial ao Raphael Claus no Derby Paulista (incrível como em jogos fáceis Claus costuma atuar apenas razoavelmente e em grandes jogos ele cresce) e Flávio Guerra no São Paulo x Portuguesa (que ele corra bastante e vibre mais do que atualmente está vibrando).

Acompanhe a transmissão ao vivo e exclusiva da Rádio Difusora Jundiaiense / Jovem Pan Sat, AM 810, com a equipe do Time Forte do Esporte, comandada por Adilson Freddo. Narração de Rafael Mainini, reportagens de Heitor Freddo e Luiz Antonio de Oliveira (Cobrinha), comentários de Robinson Berró Machado, análise da arbitragem de Rafael Porcari, no plantão esportivo José Roberto Pereira e na técnica Antonio Carlos Caparroz.

1618690_720114294695902_17970659_n.jpg

– Libertadores de Prisioneiros do Preconceito

No Equador, na Colômbia ou no Brasil, todos são brancos de olhos azuis? Claro que não.

Nos países bolivarianos predominam indígenas miscigenados com europeus e alguns negros. No Brasil, a mistura das raças é ainda maior. Peles vermelhas com amarelos, negros, brancos ou de qualquer outra raça aqui se encontram e convivem harmoniosamente, representando bem o brasileiro.

Porém, mais um odioso episódio de racismo em plena América do Sul, em partida da Libertadores: no predominantemente indígena Peru, jogaram Real Garcilaso x Cruzeiro/MG. E não é que a torcida local ironizou o brasileiro negro Tinga com gritos, cânticos e performance de macaco?

Preconceituosos raciais que não conseguiram ainda entender: só existe uma raça: a humana. O Racismo é o cúmulo do desprezo humano.

Quer acabar com o Racismo no Futebol? Prenda o torcedor na arquibancada (sejam quantos forem) e eliminem o clube da competição que esteja disputando.

Rigoroso? Sim, afinal, racismo é crime contra a humanidade.

Fico imaginando o quão vazia é a vida e quão baixos são os princípios de quem chama seu semelhante de macaco. Qual a graça em ironizar seu próximo? E tento (mas não consigo) imaginar o sentimento de dor de quem sofre com o preconceito.

Não sei o que é pior: entristecer-se por ver a escória humana que é o racista ou o desprezo sentido pelo negro atingido por essa covarde agressão moral.

images.jpg

– Análise da Arbitragem de Paulista 1 x 2 Penapolense. Como foi o árbitro?

Mais uma derrota do Paulista FC no Campeonato Estadual, fazendo com que a ruim perspectiva da série A2 em 2015 esteja se tornando uma dura realidade… Mas o árbitro teve influência no resultado?

Não. A verdade é que o Paulista se perdeu em meio ao nervosismo do ambiente, desequilibrou-se emocionalmente e, evidentemente, tem um elenco de baixa qualidade técnica. Afinal, em 21 pontos disputados só conquistou 2, sendo que todos os 5 gols marcados até agora foram por David Batista.

Vamos à nossa seara: a arbitragem. Aurélio Santanna Martins viveu dois momentos diferentes no jogo: um primeiro tempo seguro, bom tecnicamente e senhor da partida; já no segundo, errou muito técnica e disciplinarmente, mas nada que comprometesse no resultado final.

Logo aos 7 minutos, Jeff Silva recebeu um cartão amarelo evitável. O juizão marcou a falta e usou o spray para demarcar a barreira. Jeff ficou a frente da marcação. O árbitro pediu para ele se manter no local traçado, e o lateral tricolor insistiu em ficar fora. Aurélio chamou a atenção dele uma 2a vez, que olhou e nem se mexeu. Resultado: cartão Amarelo por não manter a distância regulamentar. Custa a crer que um jogador profissional ainda receba tal advertência nos dias de hoje, principalmente quando se há a marcação por spray!

DISCIPLINARMENTE:

Aliás, além do Amarelo a Jeff Silva, em todos os cartões aplicados o árbitro foi bem: o de Emerson no 1o tempo aos 42 minutos e a sua expulsão no 2o tempo aos 22m (2o amarelo por falta forte em Douglas Tanque). Também ao atacante do Paulista David Batista por reclamação e aos jogadores Luís Gustavo, Alexandro e Douglas Tanque (todos no 2o tempo). A registrar: o último cartão do jogo- a expulsão do lateral Raul pela violenta e covarde infração por falta brusco grave (beirando a agressão) em Liel, foi exemplar. Na lateral do campo, aos 47m, pra quê? Total descontrole do atleta jundiaiense.

O problema do árbitro foi a não aplicação de alguns cartões! Certamente 3 Amarelos deixaram de ser aplicados:

  • 1) Jaílton fez uma sequência de faltas, sendo a 3a aos 30 minutos, onde ele foi em direção ao jogador e vacilou na aplicação do cartão, optando pela advertência verbal.
  • 2) Aos 11m do 2o tempo, Jô avançava pelo ataque pela direita, e Luís Gustavo o empurrou. O jogador tenta seguir mas cai dentro da área. Era falta (o empurrão foi fora da área penal e é na origem da infração que se marca) e cartão amarelo para o zagueiro. Porém, nada marcou o árbitro e tampouco o ajudou o bandeira Fausto Viana. O pior de tudo é que aos 35 minutos um lance idêntico entre Jô e Luís Gustavo, agora pelo lado esquerdo. Nessa o árbitro marcou falta e aplicou o Amarelo. IMAGINE: se tivesse dado a falta e o cartão 24 minutos antes, Luís Gustavo deveria ser expulso nessa jogada, pois seria o 2o Amarelo.
  • 3) Liel, camisa 5 da Penapolense, após dividir uma bola, caiu e ficou no chão reclamando de dor e pediu a maca. Demorou para sair do gramado, e eis que quando ultrapassa a linha lateral, todas as suas dores desaparecem e ficou de pé para retornar, saltitando! O 4o árbitro Roney Bustamante poderia ter avisado o árbitro e aplicado o Cartão Amarelo pela simulação.

TECNICAMENTE:

Se no primeiro tempo Aurélio discerniu muito bem faltas cavadas e faltas realizadas (em especial aos 18 minutos quando Alex Créu caiu pedindo falta e a bola sobrou para Dinelson, que tromba com o adversário e se joga reclamando – acertou duplamente o árbitro ao não marcar nada), no segundo tempo ele se perdeu em alguns lances: vide aos 31 minutos quando Raul tenta prender a bola, Biro o chuta no chão e o árbitro dá jogo perigoso a favor da Penapolense; além de uma dividida legal de David Batista contra o goleiro aos 38 minutos, quando foi marcada indevidamente a falta no goleiro. Aliás, foi nesse lance que David recebeu Amarelo por reclamação (em lances com ou sem razão o atacante do Paulista sempre reclama insistentemente gesticulando com a arbitragem, precisa corrigir isso).

O lance mais discutido nesse quesito foi o 1o gol da equipe de Penápolis: Alexandro (ou se preferir Alex Créu) divide com o zagueiro do Paulista que não sobe, vai frouxamente para o lance e cai. Na cabeçada, gol do Penapolense. Reclamou-se de falta, empurrão, tranco com força excessiva… durante a transmissão imediatamente dissemos que o gol era legal e o “chororô se devia à desculpa do jogador do Paulista por ter falhado na jogada”. E foi isso mesmo: gol legal. Mas eis que o presidente do Paulista, Djair Bocanella, entra na cabine da Difusora para reclamar do nosso comentário, insistindo – e bem nervoso – que houvera falta, que a arbitragem era ruim e que o Paulista estava sendo prejudicado (bravo conosco)! Tudo isso durante o jogo… Gozado, pensei imediatamente:

será que foi o narrador Marcelo Tadeu quem permitiu a bola alçada na área; ou o comentarista Robinson Berró que não pulou para dividir com o atacante; o comentarista da arbitragem Rafael Porcari que inventou um braço empurrando; ou ainda o jornalista Adilson Freddo que escalou mal o time?”

Seria culpa da imprensa a má campanha?

No intervalo, mais calmo, o presidente do Galo voltou à cabine para pedir desculpas pois viu o lance pela TV e refez sua opinião, já que acertamos no comentário.

Sobre os bandeiras: muito bom o trabalho do árbitro assistente 2 Eduardo Marciano que em 3 oportunidades não marcou impedimento em David Batista, pois Jaílton lhe dava condições; porém, o assistente 1 Fausto Viana teve algumas dificuldades, em especial em um lance em que o mesmo David Batista recebe a bola com Luís Gustavo lhe dando condições e ele marca impedimento em um importante lance de ataque.

EM SUMA…

Antes das partidas, sempre fazemos a projeção pré-jogo da arbitragem. Ela avalia o árbitro pelo seu desempenho nas últimas partidas. Na temporada 2013 e na parcial de 2014, Aurélio foi muito bem, demonstrando boa regularidade e sendo merecedor do seu primeiro clássico. É claro que a análise pré-jogo nem sempre se concretiza, pois cada jogo é uma história diferente. Nesta 3a feira, o árbitro não demonstrou nada de excepcional, com bons acertos e alguns erros já citados. Mas que não se macule uma caminhada por um único jogo, já que leio críticas não pontuais sobre o mesmo. O árbitro é muito bom, foi bem no primeiro tempo e regular/ruim no segundo. Nada comprometedor.

PÓS-JOGO

A registrar o clima nervoso pós-jogo: Dinelson que houvera sido substituído e ofendeu com gestos obscenos a torcida que se encontrava nas cativas, voltou a responder as vaias após o término da partida. Torcedores conseguiram o acesso às dependências administrativas do Jayme Cintra e cobraram veementemente a diretoria. Clima ruim: da diretoria aos jogadores, passando pela comissão técnica, o Paulista não tem se encontrado.

1743749_717639934943338_825375067_n.jpg

– Você é a favor de uma Greve no Paulistão?

Devido aos incidentes que envolveram as Torcidas Organizadas Corinthianas e o próprio time do Corinthians no penúltimo sábado (além de uma situação parecida com a da Ponte Preta), os jogadores se organizaram para promoverem uma greve no Campeonato Paulista. Porém, ela não saiu.

Mas greve pra quê?

Greve é para discutir a relação empregado e empregador. Se os jogadores do Corinthians estão receosos com a violência da sua própria torcida, por quê envolver outros clubes?

Vou parafrasear o jornalista Thiago Baptista de Olim (site Esporte Jundiaí) que escreveu algo parecido: quer dizer que Paulista de Jundiaí, Rio Claro, São Bernardo ou Audax parariam de jogar em apoio aos jogadores do Corinthians? Mas eles sofreram violência de alguém? Não é um episódio particular do próprio Timão?

Afinal, contra quem ou o quê se protesta?

O Corinthians financia há anos essa gente e até defendeu os torcedores presos de Oruro. E é esse mesmo pessoal que os agride. Ademais, é um problema social maior que envolve a bandidagem, a falta de educação, um grupo de rapazes mal intencionados, não-civilizados e que odeiam o convívio respeitoso. Então, questiono: parar o Paulistão não é atitude pouco eficiente e demagógica?

Resolverá o quê?

Os primeiros a agirem contra sua dependência (afinal, são reféns das Organizadas) são os próprios clubes e também os jogadores, que assinam os “livros de ouro” dessas entidades uniformizadas e até agora nada fizeram.

Em seguida, as autoridades, que não podem permitir a brutalidade desses criminosos só porque o universo deles é o futebol, como se fosse um ambiente permissivo a tudo. Se você agredir um policial na rua, vai pra cadeia. Por quê na arquibancada, num estádio ou no CT isso é permitido?

Por fim: a própria população. Esses bandidos tem pai e mãe? Foram educados por quem? A família ensinou o que a eles?

Particularmente, entendo a greve um ato vazio e ineficaz. Os trogloditas não se importarão e rirão do simbolismo sem ação efetiva que seria a paralisação.

Li uma declaração do Bom Senso F.C. de que “se protesta pela segurança que é da responsabilidade da FPF”. Eu discordo! Ela é dos clubes. Não tem lógica tal argumento.

Na prática, os jogadores do Corinthians deveriam protestar contra a diretoria do seu time. Afinal, o Dr Mário Gobbi e Andrés Sanches (atual e ex-presidente) tem defendido esse pessoal. Aliás, como protestar se esses mesmos atletas adoram desfilar no Carnaval nessas entidades? Pior de tudo é ler nos bastidores que Andrés pediu para que os atletas perdoassem os agressores…

O futebol perdeu e os briguentos conseguiram: Douglas e Pato indo embora do time; Emerson quase saindo; outros querendo ser negociados; e nenhum bandido preso… É a vitória dos brutamontes. Prova disso é o que o líder da Gaviões da Fiel disse em entrevista à Folha de São Paulo na semana passada: “Quem nunca deu um murro na cara de alguém”, em alusão à justificativa de ânimos exaltados de seus filiados, como se fosse normal agredir ao próximo.

Mas não nos esqueçamos: essa mesma gente que agora pede união a negou recentemente. Está fresca na memória dos torcedores da Portuguesa a declaração do ex-diretor de futebol do Corinthians, Roberto de Andrade, sobre se o seu clube se posicionaria a favor da Lusa no imbróglio do caso Heverton x STJD. Ironicamente, disse: “Ema, ema, ema; cada um com seus problemas”.

Esse é o país da impunidade e dos oportunistas de plantão. Fazer greve adiantará o quê? Espera-se sensibilidade de quem agride por causa de bola?

O pior é: o que fazer? A curto prazo, tudo parece difícil.

greve-grave.jpg

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista x Penapolense

Para o confronto do Galo da Terra da Uva contra a Pantera da Noroeste nesta 3a feira, pela 7a rodada do Paulistão 2014, apitará Aurélio Santanna Martins, com os bandeiras Fausto Augusto Viana e Eduardo Marciano. Tiago Duarte Peixoto e Leandro Carvalho da Silva serão os assistentes de meta e o quarto árbitro será Roney Prado Bustamante.

E o que esperar deles?

Aurélio completará 38 anos no próximo mês, tem boa altura, ótima postura em campo, discreto e apita muito bem. Foi o AAA na partida entre Corinthians x Paulista e naquela oportunidade comentamos que ele era o mais qualificado do bom sexteto daquela jornada. É advogado e foi candidato a vice-prefeito da cidade de Jacareí, onde reside. Não me recordo de nenhum lance polêmico ou atuação ruim, mantendo a boa regularidade nas suas atuações. Acredito que nesse ano já é merecedor de ser escalado em algum clássico, graças às suas arbitragens. Projeto que atuará muito bem.

Fausto Augusto Viana é professor e trabalhou em 9 rodadas do Paulistão do ano passado (nenhum jogo envolvendo o Paulista FC) e 4 jogos nesse ano. Tem 30 anos, 8 de arbitragem e pertence ao quadro da CBF.

Eduardo Vequi Marciano é contador, tem 35 anos e é da mesma turma de formandos de Aurélio. Tranquilo em suas marcações, há um bom tempo trabalha na A1.

Na partida, uma curiosidade sobre o quarto árbitro: Roney Bustamante, rodado árbitro, está no último ano de sua carreira. Fico curioso como um árbitro de longa carreira não tem oportunidade de apitar jogos da série A1 no derradeiro campeonato depois de tantos jogos. Não vale questionar a sua competência, pois, afinal, tem 16 anos de FPF. Se fosse ruim já teriam parado com ele certamente!

Quanto a arbitragem, os nomes dos oficias são bons. Nem Paulista e nem Penapolense devem se preocupar com eles.

1743749_717639934943338_825375067_n.jpg

Acompanhe a transmissão ao vivo e exclusiva da Rádio Difusora Jundiaiense / Jovem Pan Sat, AM 810, com a equipe do Time Forte do Esporte, comandada por Adilson Freddo. Narração de Marcelo Tadeu, reportagens de Heitor Freddo e Luiz Antonio de Oliveira (Cobrinha), comentários de Robinson Berró Machado, análise da arbitragem de Rafael Porcari, no plantão esportivo José Roberto Pereira e na técnica Antonio Carlos Caparroz.

– Notícias que abafam para o bem do Corinthians

Qualquer time que leve 4 derrotas consecutivas sofrerá pressão, seja grande ou pequeno. Sendo o Corinthians, o “fuzuê” é maior ainda.

Mas Mano Menezes deu sorte nessa semana. É, sorte! Mesmo dizendo que ficou muito feliz com a evolução do time na derrota para o Bragantino (uma declaração no mínimo “maluca”), alguns fatos ajudaram para que ele não fosse extremamente criticado.

Perceberam que abafaram a crise corinthiana:

– A tramoia das negociações de Neymar,

– A troca de Pato por Jadson,

– A tabela do Brasileirão sem a Portuguesa,

– A desistência da greve dos atletas,

– A campanha de 100% de aproveitamento do Palmeiras

Se elas não tivessem dividido as atenções, a questão pertinente da semana seria: Mano cai ou não?

20140206090813_65203736.jpg

– E tem gente que acreditava em uma Copa do Mundo Privada…

Quando a FIFA anunciou que o Brasil sedaria a Copa do Mundo em 2014, Ricardo Teixeira bradou que o evento seria privado, sem dinheiro público, a não ser para as obras que beneficiariam a população.

E não é que a grana gasta na maior parte dos estádios veio dos cofres do povo?

Pior: das 41 obras oficiais de infra-estrutura no Programa Oficial da WorldCup14, apresentados pelo Governo Lula, somente 5 estão concluídas!

Segundo a ONG Contas Abertas (que fiscaliza os gastos do Mundial) originalmente seriam 56 importantes obras prometidas no documento chamado de “Matriz de Responsabilidade” ao custo de R$ 15,6 bilhões.

Eu nunca quis Copa do Mundo no Brasil, pois certamente o dinheiro público gasto para financiar estádios (lembre-se: foi prometido financiamento privado), as garantias dadas à FIFA e o tempo desperdiçado poderiam ser canalizados em investimentos sociais em Saúde e Educação.

O legado será qual? Estádios e Estradas? Não deveriam construir Hospitais e Escolas? Não me venha com o papo de que a mobilidade urbana com obras em aeroportos e metrôs serão os grandes benefícios, já que tais realizações independem de uma Copa do Mundo.

Ah, quanto a Economia, vale calcular: quem lucra mais durante um Mundial: o Governo, a População ou a FIFA?

999548_536750286362445_501298316_n.jpg

– E qual será a Novidade de Felipão?

Apostem suas fichas: na próxima 3a feira teremos a primeira convocação da Seleção Brasileira, e Luís Felipe Scolari disse em entrevista:

Vocês terão uma ‘surpresinha’ na lista“.

O que seria essa surpresa? Um jogador nunca lembrado (aí seria ‘surpresona’) ou algum nome que retornará (como Kaká)?

Eu boto fé que é “il Bambino di Oro“, como Kaká é chamado no Milan (e que voltou bem àquela esquadra).

Agora, se não for ele, quem seria? Tem alguém merecendo ser chamado ao escrete Canarinho que não tem sido lembrado?

21062013---felipao-faz-careta-durante-a-coletiva-da-selecao-brasileira-1371863333715_1920x1080.jpg

– Análise da Arbitragem de São Paulo 2 x 0 Paulista – Rodada 6 – 06/02/14

Se o jogo na teoria era fácil para se apitar, na prática foi facílimo. O sexteto de arbitragem quase não apareceu na partida. Antonio Rogério Batista do Prado aplicou corretamente os cartões, se posicionou bem (embora houve um lance de trombada com Luís Ricardo) e levou a contento.

Durante os 90 minutos, um único importante erro: o pênalti não marcado a favor do São Paulo, sofrido aos 19 minutos pelo zagueiro Antonio Carlos que estava no ataque. O jogador do Paulista atinge por trás o sãopaulino quando tentava roubar a bola e o árbitro não entendeu assim.

No restante, algumas observações relevantes: o número de faltas sofridas pelo lateral Álvaro Pereira (revezadas pelo atacante jundiaiense Jô e pelo volante Mineiro), além do excesso de reclamações infundadas de Luís Fabiano.

Algo a discutir: nos 6 jogos (e em nenhum dos dois tempos de cada partida) o Paulista fez um menor número de faltas do que o adversário. Portanto, deve-se questionar: excesso de fair-play ou falta de pegada? Seria isso um dos motivos da derrota?

Por fim: e o “calção sangrando” do Wellington? Não se pode relaxar: o jogador do São Paulo jogou 5 minutos com o shorts manchado de sangue (tem que trocá-lo, é regra) e ninguém falou nada?

Abaixo, os comentários do lance-a-lance do jogo:

SPFC 2 x 0 PFC

Árbitro: Antonio Rogério Batista do Prado

Bandeira1: Danilo Ricardo Simon Manis

Bandeira2: Claudemir Donizeti Gonçalves da Silva

AAA1: Marcelo Prieto Alfieri

AAA2: Luciano Monteiro dos Santos

4o árbitro: Antonio Ferreira de Oliveira Júnior

São Paulo Futebol Clube

1 Rogério Ceni

27 Luis Ricardo

4 Antonio Carlos

7 Rodrigo Caio

6 Álvaro Pereira

5 Wellington

18 Maicon

8 PH Ganso

11 Ademilson

17 Osvaldo

9 Luís Fabiano

RESERVAS

12 Denis

23 Douglas

13 Paulo Miranda

16 Reinaldo

5 Denilson

29 Ewandro

35 Gabriel

Faltas 1o Tempo: 12

Faltas 2o Tempo: 7

Total 19

Paulista Futebol Clube

1 Juliano

2 Raul

3 Diego Santos

4 Emerson

5 Mineiro — A

6 Jeff Silva

7 Jô

8 Lusmar — A

9 David Batista

10 Dinelson

11 Esquerdinha — A

RESERVAS

12 Ian

13 Gian Mariano

14 Márcio

15 Humberto

16 Fabrício

17 Carlão

18 Jonathan Brito

Faltas 1o Tempo: 10

Faltas 2o Tempo: 3

Total 13

1o Tempo

Falta aos 20s de Wellington. Já?

Nova falta aos 40s no meio campo.

1’30” falta em Fabuloso > a cada 30 s teremos uma?

2’00” Falta para o Paulista

5m: 3a queda de Luís Fabiano. Nada.

6m: Luís Ricardo tromba com o árbitro.

16m: Luís Fabiano faz falta em Lusmar por cima e por baixo. E ainda reclama!

19m: Na área do Galo de Jundiaí e estando no ataque, o zagueiro Antonio Carlos cai após jogada por trás do adversário. Lance muito difícil. Na bola ou no jogador? Ou nos dois? Pênalti ou não? RESPOSTA: Pênalti, pegou por trás e “carregou” o jogador.

20m: Cartão Amarelo correto para Lusmar por falta em Ganso. Correto.

25m: 3a falta de Jô no mesmo Álvaro Pereira. Atacante voltando para marcar é dose…

29m: Esquerdinha mete a mão na bola no lançamento de Ganso. Cartão Amarelo bem aplicado.

30m: Álvaro Pereira cobra a falta e Antonio Carlos estava na mesma linha de Emerson, passa por trás dele e faz o gol. Legal.

37m: Álvaro Pereira de novo sofre falta. Como apanha, antes de Jô, agora de Mineiro.

46m: Falta de Mineiro em Ademilson, correto Amarelo.

DETALHES DO INTERVALO

– Reclamações do Luís Fabiano

– Faltas de Jô em Álvaro Pereira

Único Lance Polêmico- 19m: Na área do Galo de Jundiaí e estando no ataque, o zagueiro Antonio Carlos cai após jogada por trás do adversário. Lance muito difícil. Na bola ou no jogador? No Jogador… Pênalti não marcado.

– gol surgiu de uma bobagem de Esquerdinha, que colocou a mão na bola. Na falta, Antonio Carlos em mesma linha avança por trás do Emerson e faz o gol.

– 6 faltas recebeu o Álvaro Pereira.

São Paulo 12 x 10 Paulista e 3 A.

2o Tempo

6m: bandeira 2 Claudinei marca muito bem um duplo impedimento do Paulista. Correto.

12m: Jogo facílimo para a arbitragem, conforme esperado.

16m: gol legal, sem nenhum problema – SPFC 2 x 0 PFC. Detalhe: não fizeram falta em Álvaro Pereira, ele correu tranquilamente para cruzar a bola.

32m: David faz o pivô e recebe a falta. Muitos não marcam, mas Antonio Rogério marcou. Correto.

33m: bandeira 2 Claudinei que acertou lance difícil, errou no ataque (igualmente difícil).

42m: pouquíssimas faltas. Jogo dos sonhos para o árbitro.

– Wellington joga os últimos 5 minutos com uniforme bem sujo d exangue. ˜ão pode, tem que trocar.

DETALHES DO FINAL

– falta em Álvaro Pereira, ele correu tranquilamente para cruzar a bola.

– 42m: pouquíssimas faltas. Jogo dos sonhos para o árbitro.

– Wellington joga os últimos 5 minutos com uniforme bem sujo de sangue. Não pode, tem que trocar.

images.jpg

– TelexFree e Fogão com torcida de aluguel?

Hoje teremos rodada da Pré-Libertadores da América. O Maracanã deve estar lotado para Botafogo x Deportivo Quito.

Mas o curioso aconteceu no jogo de ida: Havia 1000 torcedores do Fogão no Equador, bancados pela TelexFree, patrocinadora do time. A empresa que está proibida de atuar no Brasil acusada de pirâmide financeira disfarçada de Multinacional de Telefonia agraciou mil colaboradores do país vizinho com ingressos, camisa e kits promocionais; tudo para que eles torcessem para o time brasileiro.

Já pensou se a moda pega? Time de aluguel eu já tinha ouvido falar. Mas torcida alugada?

1.jpg

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem de São Paulo x Paulista

Antonio Rogério Batista do Prado apitará São Paulo x Paulista no Morumbi na próxima 3a feira. Será auxiliado por Danilo Ricardo Simon Manis (no último domingo, foi bandeira 1 no Jayme Cintra, contra o XV de Piracicaba) e Claudenir Donizeti Gonçalves da Silva (que na última quarta-feira também foi o bandeira 2, no mesmo Jayme Cintra, contra o Ituano).

Mexe o globinho da sorte, Coronel Marinho…

Antonio Ferreira de Oliveira Junior será o quarto-árbitro; Marcelo Pietro Alfieri e Luciano Monteiro dos Santos (que esteve no Jayme Cintra na Rodada 1, contra o Audax) serão os árbitros adicionais).

Eu sinceramente não gostei da escalação do Antonio Rogério (“Pradinho” ou “Rogerinho” para os amigos). Já foi bom, mas suas atuações têm ficado a desejar. Trabalhei com ele em várias partidas onde foi bem, porém sua última temporada não foi boa. No Paulistão de 2013 atuou pessimamente (muito abaixo do que pode apitar) na partida São Paulo x Corinthians (vide análise daquela arbitragem em: http://is.gd/Majestoso2013), onde seu principal erro foi a administração dos cartões no jogo.

Registrado isso, esperamos que em 2014 a borracha tenha sido passada sobre aquele fatídico jogo e os erros se auto-corrigidos. Teoricamente, São Paulo x Paulista é uma partida fácil de se apitar. Sendo o árbitro Professor de Educação Física, espera-se muita disposição no gramado do estádio Cícero Pompeu de Toledo. Se Pradinho irá bem, só depende dele.

Eu torço que sim. É boa gente e pode mostrar que a má fase do 1o semestre de 2013 (onde até se contundiu numa Copa São Paulo) já passou.

t_50879_20120215154700.jpg

Acompanhe a transmissão ao vivo e exclusiva da Rádio Difusora Jundiaiense / Jovem Pan Sat, AM 810, com a equipe do Time Forte do Esporte, comandada por Adilson Freddo. Narração de Marcelo Tadeu, reportagens de Heitor Freddo e Luiz Antonio de Oliveira (Cobrinha), comentários de Robinson Berró Machado, análise da arbitragem de Rafael Porcari, no plantão esportivo José Roberto Pereira e na técnica Antonio Carlos Caparroz.

– E o Giba caiu!

Giba não é mais o técnico do Paulista FC. E com ele aconteceu o que se sucede na maior parte dos clubes com dificuldades na tabela: é mais fácil demitir o treinador do que trocar um plantel de jogadores.

O caso é complicado. Senti o Giba apático, não vibrante nessa passagem; parecia-me desgostoso.

Seria com a qualidade do elenco ou com a diretoria? Ou com nada disso?

Uns alegarão que ele está há quase 3 meses dirigindo o Galo e não deu liga. Outros dirão que não é ele quem erra passe, finaliza mal ou fura na defesa. Portanto, há argumentos contra e a favor.

A questão é: o trabalho iniciado desde o final de 2013 foi jogado fora e um novo treinador revolucionará o time, ou tudo ficará como antes pois a culpa é da qualidade técnica do escrete jundiaiense?

Saberemos na 15a Rodada do Paulistão. Por hora, é adivinhar quem assume o time: temos desde Ferreirão (que estava na Matonense mas tem carisma com a torcida de Jundiaí), Sidney (ex-volante que foi bem no Icasa na série B mas fez água na Ponte Preta) até emergentes que não se deram bem em 2014, como Ivan Baitelo (demitido do Sorocaba) e Guto Ferreira (que foi mandado embora da Portuguesa).

Tite está desempregado. Mas acho difícil aceitar o desafio; afinal, de 15 pontos disputados o Tricolor só fez 2. Ou a questão salarial falaria mais alto?

Claro que o nome do treinador corinthiano é uma singela brincadeira. Mas… e você, quem contrataria?

Giba+-+9jan.JPG.jpg

– Análise da Arbitragem de Paulista 0 x 0 XV de Piracicaba. Como foi o árbitro?

Longe do seu melhor condicionamento físico, Philippe Lombard levou a contento o clássico interiorano no Jayme Cintra na noite deste domingo. Trocou os “sprints” por um ótimo posicionamento e boas decisões técnico-disciplinares. Veterano, encontrou os atalhos do campo para realizar uma boa arbitragem.

Rigoroso (com correção), exigiu a cobrança dos laterais no lugar exato onde a bola saiu em quase todos os lances (por 4 vezes, Jeff Silva cobraria quase 5 metros adiantado; outras tantas vezes fez a mesma coisa com Aelson, do XV de Piracicaba).

Tecnicamente, acertou todos os lances importantes: logo aos 4 minutos o atacante David caiu numa dividida e pediu pênalti. Nada. Aos 6 minutos, o adversário Adilson fez a mesma coisa e Philippe novamente acertou. Aliás, os mais faltosos do jogo foram: David Batista e Cafu, ambos atacantes de suas equipes.

Outros lance importante ocorreu aos 21m, quando Lusmar dividiu uma bola na defesa com Cafu, esse caiu e ficou pedindo a infração que não foi. Mas 3 minutos depois, o camisa 11 do XV de Piracicaba caiu de novo, levantou e simulou ter sido atingido no rosto. De novo não foi nada, e o árbitro acertou em lhe dar a advertência verbal. O detalhe é que o zagueiro do tricolor Diego Santos foi quem roubou a cena nesse lance: intimidou o piracicabano e como um verdadeiro xerife cobrou o árbitro.

Aos 29 minutos, a situação mais delicada: Dinelson chutou ao gol, o zagueiro Leonardo se vira e a bola bate na mão dele. Mas não foi pênalti, excelente leitura do árbitro: o lance foi rápido, não havia condições da mão sumir repentinamente; há de se verificar a distância do chute, a velocidade da bola e o reflexo do atleta; portanto não houve intenção alguma. Assim, as reclamações ficam para um segundo plano, novo acerto do árbitro.

Os dois cartões amarelos ao XV de Piracicaba no primeiro tempo (Pitty impedindo o contra-ataque de Jô aos 30m e Adilson Goiano empurrando o adversário aos 35m) foram bem aplicados, bem como o uso indevido da mão na bola na jogada faltosa do zagueiro Diego Santos do Paulista aos 34m no segundo tempo.

Depois do intervalo, não tivemos lances polêmicos, destacando as tentativas de ludibriar o árbitro: foi o caso do centroavante David aos 31m (importante: não pode toda hora cair e se virar para o juizão reclamando pênalti em todas as jogadas; quando ocorrer um de verdade, o árbitro pode ter dúvida e não marcar) e Bruno, atacante camisa 18 do XV que simulou uma falta, ficou segurando a bola e o árbitro não deu; na sequência fingiu ter sido agredido e caiu, o árbitro lhe deu uma bronca e ele saiu jogando normalmente.

Enfim, técnica e disciplinarmente Philippe Lombard foi bem. O problema foi físico como dito acima; no final de cada tempo ele caiu de rendimento. Mas considere: o forte calor, a pré-temporada extenuante e a troca da velocidade por bom posicionamento.

Os assistentes e adicionais não tiveram trabalho, embora no começo da partida houve uma inversão de lateral do bandeira 2 Leandro Feitosa que fez a torcida lhe pegar no pé; e, no início da segunda etapa, Luiz Martinuccio se omitiu numa bola desviada (na sua frente) que ao invés de marcar escanteio, virou tiro de meta (nesse lance, o bandeira 1 Danilo Simon não tinha visão favorável do desvio tampouco o árbitro).

Enfim, boa arbitragem e que nada comprometeu o jogo.

grupos.png

– Duas Observações do Choque-Rei

Não consegui assistir na íntegra a partida entre Palmeiras x São Paulo, mas duas situações foram destacadas e gostaria de comentar:

1) O “Chute no Vácuo” do Rogério Ceni: Durante a comemoração de Valdívia, o goleiro Rogério Ceni dá um bico próximo do adversário, não acertando nada / ninguém. Ouvi alguns mais puritanos dizendo que era um chute ao acaso, e há quem diga que “errou a passada”. Ao ver o lance, digo: pra mim, Ceni perdeu a paciência e irritado partiu para a tentativa de agressão, dando um famoso “migué”. Não é pênalti, lógico, pois a partida estava parada. Mas o experiente goleiro deveria ser expulso (se levarmos à “ferro e fogo” a Regra do Jogo). Veja o lance: http://esportes.terra.com.br/palmeiras/videos/rogerio-ceni-tenta-agredir-valdivia-apos-gol,7312838.html

2) A substituição do juizão Luís Flávio de Oliveira: para um árbitro pedir a alteração, não é fácil. E faltando pouco tempo para o jogo acabar, Luís Flávio sentiu-se mal e pediu a troca com o Adicional 1 Fábio Volpato. Na súmula, descreveu que foi por Contusão Muscular. Seria o “overtraining” (lesões por excesso de treinos) dos árbitros? De tanta exigência física, a juizado está estourando? Penso que sim, pois hoje a FIFA cobra das Federações árbitros melhores condicionados do que os próprios jogadores.

palmeiras-x-spfc.png