– Estamos nos distanciando do Futebol Premium?

Antes, o brasileiro se gabava que na Europa, “todo mundo era cintura dura”. Sim, havia um fundo de verdade, já que o futebol moderno, originário da Inglaterra, foi reinventado no Brasil graças à miscigenação de raças e, sejamos justos, com uma pitada de racismo; afinal, registra-se historicamente que o “dribling game”, termo que deu origem ao drible, surgiu da ginga dos negros que fugiam das faltas não marcadas pelos árbitros da época.

Quando nasci para a vida futebolística (anos 80), os clubes brasileiros mediam forças de igual para igual com os estrangeiros. Me recordo que em 86 se admirava quantos jogadores que jogavam fora do país poderiam ser convocados por Telê Santana… (Hoje, Scolari tem poucas peças dos campeonatos internos para convocar). Quando se falava de futebol europeu, lembrava-se da tragédia da violência dos hooligans e dos chuveirinhos ingleses.

No final dos anos 90, começou o êxodo de brasileiros à Europa. Os times europeus se organizaram melhor, os campeonatos se firmaram como um sucesso e as duras leis contra os torcedores brigões vingaram.

Hoje, ainda persistem alguns mais fanáticos em quererem equiparar nossas equipes com as da Europa. Loucura…

1- Nossos melhores jogadores estão lá fora, nas grandes ligas (vide Barcelona x Atlético de Madrid, recheado de brasileiros);

2- nossos medianos atletas estão no Leste Europeu (na Rússia e Ucrânia, há equipes com mais da metade do elenco formadas por ilustres bazucas desconhecidos), e

3 – nossos veteranos e os de ‘segundo escalão‘ permanecem no Brasileirão.

Vejam a Bundesliga (Alemanha) ou Premier League (Inglaterra): ocupação total das arquibancadas, futebol sem chutão e jogadores selecionáveis até em times pequenos.

Nos apequenamos internamente?

Claro, temos um campeonato nacional extremamente competitivo, com baixo nível técnico e com as promessas em campo cada vez mais comprometidas com transações ao exterior. Clubes falidos e perda de torcedores às equipes de fora.

Estamos nas 4as de final da Liga dos Campeões da Europa, e jogam: Chelsea x PSG, Real Madrid x Borussia Dortmund… e pela Libertadores da América, temos Real Garcilasso x Defensor, Botafogo (em véspera de greve de jogadores) x Unión Espanhola.

Não dá para comparar.

O Flamengo de Zico batia tranquilamente Barcelona, Internazionale ou Liverpool. Idem ao São Paulo de Raí, ganhando amistoso na Espanha ou título mundial no Japão frente ao Barcelona. Também o Palmeiras de Evair fazia frente aos europeus, tanto como o Corinthians bem montado de Tite. O Santos de Pelé? Dispensa comentários…

E hoje, qual time brasileiro venceria um co-irmão europeu de mesma grandeza?

Ou mudamos o futebol brasileiro, com administração profissional dos gestores tentando fortalecer os clubes nacionais, promovendo intercâmbio, capacitação de treinadores e amistosos no exterior, ou encaremos a realidade: os times do Brasil estão se apequenando! E se diga ao mesmo aos hermanos: cadê Boca Juniors, River Plate, Peñarol e Nacional? Deram vez ao Santa Fé, Emelec, Zamora e Strongest no cenário Sulamericano?

E se os grandes estão assim, imagine os pequenos! Veja abaixo as dívidas dos principais clubes brasileiros (apenas uma amostra recente, já que o montante dos times em impostos devidos ao Governo atualmente é de R$ 3,2 bilhões – e há quem queira o Proforte para o perdão das contas):

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– Os Simpsons voltam ao Brasil e Homer será árbitro de futebol!

Para quem gosta de “Os Simpsons”, em homenagem à Copa do Mundo, a FOX preparou um episódio envolvendo uma viagem de Homer ao Brasil, que participará como árbitro da Copa do Mundo e será assediado para que “fabrique resultados”.

Abaixo, sinopse e teaser, extraído de “Canal Nostalgia”:

No episódio que será exibido hoje (30/03), nos EUA, nós veremos a família chegar para a Copa do Mundo no episódio “Você não precisa viver como um árbitro”. Homer será convidado para apitar uma partida de futebol do campeonato e começará a ser assediado por uma máfia sul-americana que quer manipular o resultado do jogo. Já viu, né? Fifa vai amar! Hahaha!

Você pode ver um teaser do episódio no link abaixo.

LINK – Brazilian Deal Breaker from “You Don’t Have To Live Like A Referee” | THE SIMPSONS

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– Treinador ajuda a ganhar Jogo? Árbitro faz time perder? Pitacos do sobe e desce da Primeirona e Segundona

Neste final de semana, muita emoção no Campeonato Paulista, tanto da Série A1 quanto na A2. Aliás, somente nessas fases decisivas o Estadual parece empolgar. Mas vamos lá:

Osvaldo Oliveira e Doriva foram os nomes da rodada. Os treinadores decidiram a favor dos seus clubes, com substituições precisas.

No jogo do Santos, o treinador santista colocou Rildo, que entrou e logo deu o passe para o gol, na primeira jogada. Depois colocou Stephano Yuri e ele fez o gol da classificação no primeiro toque.

No jogo do Palmeiras, o treinador ituano colocou Marcelinho que fez o gol da classificação. E o jogador disse para todos ouvirem: “eu já sabia que iria entrar e decidir“. Confiante ou não?

Uma incrível coincidência poderia estar se concretizando ontem: em 2004 (10 anos atrás), nas semifinais daquele ano, o Santos foi eliminado por um time de azul (São Caetano de Muricy Ramalho) e o Palmeiras perdeu a classificação de um time de origem ferroviária (Paulista de Zetti). Quase a história se repetiu… Em tempo: hoje o São Caetano luta contra a série A3 e o Paulista foi rebaixado para a A2. Como estarão Penapolense e Ituano daqui a 10 anos?

Eurico Miranda, dirigente vascaíno, certo dia disse que “treinador não ganha jogo, mas ajuda a perder“. Será que Osvaldo e Doriva não provaram que o ditado não é bem esse?

Há certos fatores que ajudam a ganhar e perder uma partida que vão desde a questões técnicas até a sorte. Uma noite mal dormida do goleiro pode decidir, bem como um erro de arbitragem. E sobre o árbitro, ficará na “achologia”: e se Antonio Rogério Batista do Prado tivesse expulsado Alemão (ITU) em jogada violenta em Alan Kardec (PAL) que o lesionou? Jogando com 10 o Ituano teria se classificado?

Difícil responder… e nem Cartão Amarelo o árbitro aplicou. Mas que não o crucifique pela limitação pró-Ituano, pois vários pequenos erros de arbitragem ocorreram pró-Palmeiras. Portanto, o jogo exigia melhor condução.

Enfim: o Ituano chega à finalíssima com maior número de pontos conquistados como visitante. Na A2, seu vizinho de município, o simpático e tradicional Capivariano, conquistou o inédito acesso à Primeira Divisão. O outro vizinho, São Bento, quase conseguindo a A1. Mas do Céu a região também vai ao Inferno: Atlético Sorocaba e Paulista de Jundiaí rebaixados…

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– Arrependimento Tardio da Copa do Mundo

Tarso Genro, Governador do RS, classificou como uma “roubada” sediar a Copa do Mundo de 2014!

Até que enfim uma autoridade envolvida com o evento assumiu o erro. Durante o evento “Diálogos sobre a Copa” em Porto Alegre, declarou:

Concordo com os representantes de movimentos sociais que o diálogo deveria ser orientado pelo governo federal. Soubemos das invasões de soberania no País assim que foram acontecendo. A decisão de assumir a Copa nessas condições foi uma roubada, mas é uma oportunidade, apesar de todas as injustiças. Temos que garantir as condições para que esses jogos ocorram aqui

Taí! Mais claro, impossível. Quanto está se gastando para um retorno quase nulo, financiando lucro para a FIFA (que é a dona do evento, os ganhos e os estádios serão dela durante o período da Copa do Mundo) e nada se fez até então.

Aliás, deveria ter sido feito em 2007, quando o país aceitou ser sede do Mundial e o então presidente Lula com o capo da CBF, Ricardo Teixeira, bradavam que a Copa teria investimentos privados…

Agora, nada adianta. Só nos resta fiscalizar!

Ops: para a festa com o Marin, o Governador não pensou assim…

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– A Bolinha Sortuda das Finais do Paulistão

Nesta semana, falamos sobre os árbitros sorteados para as quartas-de-final do Paulistão (em: http://is.gd/4asFinais). E como eles atuaram; e como os próximos atuarão?

Claus foi bem na partida Botafogo x Ituano; Darcie esteve regular no São Paulo x Penapolense (não gostei da volta do pênalti do Ganso, achei que se voltasse daquele jeito, deveria voltar todas as cobranças!); Furlan foi ótimo no Santos x Ponte Preta (partida tranquila) e Guerra somente regular no jogo Palmeiras x Bragantino (deixou Valdívia apitar o jogo, o gringo fez o que quis com ele)!

Na oportunidade, contestamos a afirmação do presidente da CEAF-SP, Coronel Marcos Marinho, de que eram árbitros em ascensão, já que o próprio Guerra na escala era prova de que o discurso era incoerente quanto a questão “renovação”. Falamos ainda sobre alguns nomes que poderiam estar nas semifinais: Antonio Rogério Batista do Prado, Ceretta, Bizzio e talvez Marcelo Rogério, dos mais de 20 árbitros que apitaram e 14 selecionados.

Não é que a bolinha, danada como ela só, sorriu para eles mesmo?

No jogo do Palmeiras x Ituano, apitará o Rogerinho. Respeitosamente, não é árbitro em ascensão. É experiente, mas comum. Ok, o jogo será fácil.

Na partida Santos x Penapolense apitará Marcelo Rogério, que fez excelentes atuações como em Ponte Preta x Corinthians e Paulista x Sorocaba, mas foi infeliz em alguns lances de Palmeiras x Ponte Preta. Justa escala.

Mas… cadê os árbitros em ascensão? Nada contra os nomes, mas acho que não deveria ser feita a declaração.

Se Santos x Palmeiras fizerem a final, ratifico o que digo: Luiz Flávio, Guilherme Ceretta, Marcelo Aparecido Ribeiro e Raphael Claus estarão nos jogos. E Paulo César de Oliveira, caso queira encerrar a carreira com uma final para depois se tornar comentarista, poderá também figurar na escala, digo, sorteio!

Eu colocaria Luiz Flávio de Oliveira e Raphael Claus para as finais, sendo que o perdedor do sorteio do jogo de ida iria para o jogo da volta.

E você, quem escalaria, ops, sortearia?

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– De Jogadores/Árbitros a Treinadores/Instrutores

Mudar o ciclo de uma atividade é difícil. Nem todos conseguem se desapegar da rotina passada e tentam se adaptar às novas realidades da melhor maneira possível.

No futebol, essas mudanças de funções são, em alguns casos, traumáticas e frustrantes. Em outros, de maior glória do que na vida profissional inteira até então!

Veja o caso de ex-jogadores e ex-árbitros. Onde se inserirão no pós-carreira?

Seedorf anunciou há dias a aposentadoria como jogador e virou treinador no Milan. Ótima chance para um iniciante, que, sejamos justos, já esperava a oportunidade e se capacitava paralelamente a isso. Porém, dificilmente vemos ex-atletas começando por cima, e ele é mais uma das exceções, como Falcão e Dunga, que sem nunca terem trabalhado em clubes menores, foram para a Seleção Brasileira.

Grande é o número de atletas que não conseguem nem chegar às categorias de base como treinadores, tendo dificuldade de vingar no profissional. E isso independe da sua categoria como jogador. Será que Muller, Bebeto, Romário, Raí e até mesmo Pelé seriam grandes “professores” na área técnica a beira do gramado? Qualquer resposta seria mero “chute”. Beckenbauer e Cruyff foram magníficos dentro e fora de campo. Mas outros do mesmo nível não. Luxemburgo era reserva de Júnior, mas o primeiro foi muito mais vitorioso como treinador.

Portanto, ter sido craque ou cabeça de bagre com a bola no pé parece não ser tão decisivo para ser “o homem da prancheta”. Muitos conseguirão ensinar apenas os conceitos, outros farão o time jogar de fato. É por isso que existem os comentaristas esportivos, que podem ver o futebol à sua forma, conseguem passar tudo claramente aos torcedores mas que necessariamente não seriam grandes treinadores. E grandes treinadores que teriam uma dificuldade enorme em se fazer entender ao ouvinte.

Me recordo de 4 bons nomes que sugiram graças a uma filosofia (arriscada, mas que foi correta) de lançar treinadores por um clube: o Paulista de Jundiaí, que deu grande oportunidade ao Giba (que nasceu como treinador no Lousano Valinhos, parceiro do Galo Tricolor na época); depois vimos Zetti se sagrando vice-campeão estadual (perdendo do São Caetano de Muricy Ramalho); aí veio Vagner Mancini (que já dirigiu grandes equipes) e Wagner Lopes (sempre na ativa na série A1, atualmente no Botafogo-SP).

Por assumirem a responsabilidade em um clube que não era um dos grandes (de massa, como Corinthians e Flamengo), conseguiram trabalhar com pressão menor. Mas já imaginaram Marcos como treinador do Palmeiras ou Rogério Ceni do São Paulo? Aceitariam o risco de arranhar a imagem construída até hoje? Seriam treinadores de um clube só, como foram enquanto jogadores? E as vaias, para onde iriam? E, claro: a competência estará no mesmo nível?

Para mim, Seedorf é uma grande incógnita como treinador. Mas desejo sucesso, pois com o carisma e competência que tem, pode triunfar.

Entretanto, “ser sem carisma” é a rotina dos árbitros de futebol. No pós-carreira, farão o quê? Serão observadores de jogos das suas federações recebendo ajuda de custo a R$ 50,00, só pelo prazer de lá estarem? Ou conseguirão entrar no seleto clube de membros de comissões de arbitragem e instrutores? Poucas são as vagas como comentarista de arbitragem na mídia, e praticamente nulas as pretensões como “professores de regras” aos jogadores, contratados pelos clubes para melhor capacitar seus atletas.

Aqui, a comparação com os jogadores é idêntica: Dulcídio Wanderley Boschilla e Oscar Roberto Godoi foram excepcionais árbitros, mas seriam bons instrutores, com boa didática e jogo de cintura no trabalho junto aos cartolas das federações? Creio que não. Godói, entretanto, é ótimo no jornalismo esportivo, sendo claro, incisivo e objetivo. Encontrou-se! Enquanto isso, ex-árbitros como Roberto Perassi e Sílvia Regina (o primeiro comum em campo e a segunda competentíssima na categoria “feminino” – talvez a melhor árbitra da história do Brasil, mas razoável tecnicamente em jogos masculinos) são excelentes como instrutores. Sérgio Correa da Silva e Arthur Alves Júnior, também não-excepcionais como árbitros, enveredaram um caminho de sucesso como dirigentes sindicais (ao menos, figuram em vários cargos). Gaciba, Simon e Arnaldo são irrepreensíveis na TV, conseguindo essa transferência de competência agregando a didática.

Portanto, a relação de competência em uma função não necessariamente significa sucesso em outra. Um jogador mediano / árbitro comum pode ou não ser grande treinador / instrutor. E um jogador craque / árbitro excepcional pode ou não ter sucesso, mas com uma diferença: o comparativo com o que fazia antes de mudar a carreira será algo cruel. Será cobrado por tal! Sem contar com aqueles que não vieram necessariamente de dentro das 4 linhas: Carlos Alberto Parreira jogou onde? E é um dos treinadores mais respeitados do mundo. Mais: o Professor Gustavo Caetano Rogério, diretor da Escola de Árbitros da FPF por muitos anos, apitou onde? E foi talvez o maior nome da entidade.

Há os esforçados, como o Cel Marcos Marinho, atual presidente da CEAF-FPF, que assumiu o cargo sendo Major encarregado da luta contra as torcidas organizadas, e que apesar de muito estudar as regras, ainda leva a desconfiança do domínio das mesmas. Teria ele experiência para ensinar posicionamento ou dinâmica de arbitragem aos árbitros?

E pensar que, Armando Marques, velho de guerra, que um dia errou a contagem de pênaltis na decisão entre Santos x Portuguesa numa decisão de título paulista, por anos a fio presidiu a Comissão de Árbitros da CBF e conduziu a arbitragem brasileira ao desrespeito de muitos…

Por fim: o treinador de futebol ou o instrutor de arbitragem deve, independente do seu histórico como ex-jogador ou ex-árbitro, ter uma tríade de virtudes:

  1. – o conhecimento técnico (ter estudado),
  2. – a prática (ter vivenciado as dificuldades) e
  3. – a vocação (o dom entusiasta para exercer a atividade).

Claro, com uma boa oportunidade de sorte para mostrar o seu talento.

E você, o que pensa sobre isso? Grandes craques ou insossos perebas determinam o sucesso no pós-carreira (ou não) em decorrência do que já fizeram?

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– Mobilidade Urbana resolvida com… Feriado?

Parece brincadeira, mas não é!

Lembram-se do discurso de obras para a Copa do Mundo que ficariam como o legado positivo para a sociedade? Pois bem: uma delas seria a melhoria no transporte público, com uma mobilidade urbana nunca antes vista!

Na prática…

Eis que nada foi feito para funcionar de verdade! A vice-prefeita Nádia Campeão declarou que na capital paulista será feirado nos dias 12/06 e 23/06 (respectivamente: Brasil x Croácia e Holanda x Chile), a fim de não tumultuar a vida dos paulistanos com trânsito caótico.

Ué, ao invés de melhorias para o trabalhador continuar sua labuta, resolve-se o problema dando folga às pessoas para que não estejam nas ruas?

É o fim da picada…

Aliás: e quem não gosta de futebol, será afetado pelo Mundial também?

Que prejuízo a Copa do Mundo estará dando para muitas empresas. Pagar o dia de trabalho ao funcionário e ele ficar em casa pois o Governo não pensou no trânsito!

Durma-se com um barulho desses… E a cidade do Rio de Janeiro fará o mesmo nos jogos do Maracanã!

Ops: os feriados serão somente na cidade de São Paulo por culpa do Itaquerão. No restante do estado, dia normal de trabalho.

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– Os valores para as ofensas a seres humanos!

Real Garcilasso foi multado em 20 mil dólares pelas ofensas racistas ao jogador Tinga. Uma multidão nas arquibancadas o ironizou.

Mogi-Mirim foi multado em 50 mil reais pelas ofensas ao jogador Arouca. Alguns poucos torcedores o ofenderam na saída do campo.

As penas são proporcionais ou justas?

Acho que não. Os racistas estão nas ruas e por cinquentão o assunto foi resolvido para as entidades. Aliás, tanto Conmebol e FPF acabaram faturando com essa história, não? Afinal, o dinheiro não vai para nenhum dos ofendidos, tampouco para obras assistenciais (e pago pelos clubes).images.jpg

– Critérios, Concentrações e Projeções dos Árbitros das Finais do Paulistão

E nesta quarta-feira teremos as quartas de final do Campeonato Paulista. Os árbitros foram escalados, e, pelo que se pode observar, já dá para projetar os finalistas.

Avalie (são perspectivas, não afirmações):

  • 1- Para BOTAFOGO X ITUANO, está escalado Raphael Claus. Assim, ele fica blindado de errar em jogo de time grande até a final. O globinho da sorte foi favorável a ele! Os astros conspiraram a favor da FPF, já que não são muitos os árbitros disponíveis (Abade se aposentou, Braguetto abandonou a carreira após ser retirado da finalíssima do ano passado, Seneme virou cartola da Conmebol e Paulo César uma incógnita: vai mesmo para a TV Globo ou já está nela?).
  • 2- Para SÃO PAULO X PENAPOLENSE, nova sorte do globinho: Alessandro Darcie, que certamente não estará na final. Aqui uma curiosidade: o árbitro marcou um incrível pênalti de bola na mão na partida São Paulo 2 x 1 Oeste (Rodada 03), e novamente escalado na rodada 09 no jogo do Tricolor contra o São Bernardo (1×1), errou pela 2a vez (ambos em lances com Luís Fabiano envolvendo mão na bola/bola na mão). Nessa, o universo conspirou para a bolinha cair num 3o jogo do São Paulo… Tomara que não ocorra nenhum lance duvidoso, pois pelo histórico, a chance de erro é grande.
  • 3- Para SANTOS X PONTE PRETA, teremos Vinícius Furlan. Apitou direitinho os jogos escalados, quase fez um clássico de 1a linha mas foi retirado de última hora para não repetir dois jogos seguidos de time grande e merece um jogo importante. E encerrará sua participação no Paulistão nessa fase, pois para a final irão outros nomes – os aspirantes à FIFA ou equivalentes. Deu azar de ser escalado em time grande nas 4as de final.
  • 4- Para PALMEIRAS X BRAGANTINO, apitará Flávio Rodrigues Guerra. Aqui uma surpresa: o Cel Marinho declarou na tarde de segunda-feira que foram escalados “árbitros em ascensão”: Claus e Furlan pertencem a esse rol; Darcie não e Guerra ao contrário! É um árbitro rodado, mas não tem apitado grandes jogos e já vive em meio a críticas.

E nas semifinais e finais?

Sobraram no critério “ascensão” (mas que não se pode levar esse critério muito a sério pelas escalas já analisadas): Leandro Bizzio, Flávio de Souza, Fábio Volpato e Aurélio Santana Martins. Mas acredito que o Cel Marinho optará por nomes mais conhecidos: Antonio Rogério Batista do Prado e Guilherme Ceretta (creio que Marcelo Rogério estará fora, por má vontade da CEAF). Para a decisão, tire 2 nomes desses 3: Luiz Flávio de Oliveira, Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza e Raphael Claus. Claro, inclua-se um 4o nome, Paulo César de Oliveira, caso queira fazer sua despedida dos gramados com uma final.

Ops: e a “Concentração dos Árbitros” é uma boa?

É uma ótima! Desde, claro, que alguém ligue para os patrões dos árbitros explicando que vão matar o dia de serviço, que fiquem assistindo os vídeos estudando os jogadores e que lhes dê suporte emocional.

Discordo de Marco Polo Del Nero exigindo a concentração, como juízes profissionais, se ele próprio se recusa a profissionalizar. Repito: concentração para a partida, preparação psicológica e técnica além de física, devem ser ações PERENES, não só esporádicas. E a isso se requer profissionalização. Fazer média nessa hora é demagogia!
Por fim, Marcos Marinho, presidente da Comissão de Arbitragem, disse que a nota média da arbitragem foi entre 7 e 8 “pois foi muito bem”. Puxa, nas faculdades que leciono/ lecionei, a nota de corte é 7, considerada regular. Para “muito bem” tem que ser de 8 para cima!

Claro, “dar nota” é algo difícil, mas considere: tivemos arbitragens beirando o 10, e outras próximos da repetência… assim, prefiro pontuar jogos e não um campeonato inteiro. Afinal, quem conseguiu assistir a todos os jogos, principalmente àqueles que não valiam quase nada, compridos (o relógio nunca chegava aos 45m…), com público quase irrisório?

Aproveito: e seu palpite para a rodada de hoje?

O meu: Ituano passa com vitória, idem ao Santos e ao São Paulo. Palmeiras vencerá na cobrança de pênaltis, pois o ferrolho de Marcelo Veiga fará o Bragantino segurar o 0x0.

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– Análise da Arbitragem de Paulista 1 x 1 Bragantino. Como foi o árbitro?

Se os bandeiras e adicionais passaram desapercebidos no Jayme Cintra, o árbitro Leonardo Ferreira Lima não. Fraca arbitragem, com um importante erro para cada lado. Vamos falar da atuação de maneira holística?

TECNICAMENTE, o árbitro não foi exigido.

Porém, desapontou pelo número de faltas marcadas / não marcadas. Em especial, seu erro principal contra o Bragantino: a anulação do gol legal de Tássio (BRA) aos 17 minutos do 2o tempo. Após um bate-rebate na área, a bola vem por cima e o goleiro Yan (PAU) a soca, lançando-se sobre o atacante e na sequência sai o gol. O árbitro entende como falta de ataque e anula o tento. Errou, Tássio estava parado, não impedido e nem salta na bola. Prejuízo ao Massa Bruta.

Ainda no item técnico, o árbitro tem uma virtude: a aplicação da Lei da Vantagem. Por 3 oportunidades teve a sensibilidade de deixar de marcar a falta e acertou.

FISICAMENTE, correu pouco.

Entrou no caminho da bola e teve que se esquivar por duas vezes no 1o tempo e uma vez no 2o. Parecia querer acabar o jogo logo, pois caminhou bastante e não agilizava a partida (em que pese o resultado do jogo não exigir rapidez na reposição de bola do visitante, que gostou da demora).

DISCIPLINARMENTE, ruim.

Deixou de dar o segundo cartão amarelo para Mateus (BRA) no primeiro tempo. Imediatamente o treinador Marcelo Veiga o substituiu, aproveitando o vacilo do juizão.

Aos 5m do segundo tempo, Guilherme (BRA) cometeu uma falta muito forte em Felipe Diadema (PAU) e não levou Amarelo. Dois minutos depois, Felipe fez uma falta menos forte e levou cartão. Faltou critério…

O lance capital contra o Paulista: aos 28 minutos, na lateral do campo, Denner (BRA), camisa 15, deu um pontapé em Felipe Diadema (PAU), que protegia a bola. Nada de interpretar como ação temerária, foi conduta violenta mesmo. Tanto que o atleta precisou ser substituído porque não conseguiu voltar ao campo devido a forte lesão e o infrator nem cartão levou…

IMPORTANTE: Nas primeiras escalas (até a partida do Sorocaba), tivemos ótimas atuações da arbitragem. Mas depois disso, viraram da água para o vinho. Menosprezo a um time rebaixado / em vias de?

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– A Fórmula do Paulistão 2014 foi justa?

Pense: os melhores de cada grupo classificaram-se para a fase seguinte do Campeonato Paulista. Os piores na tabela geral foram rebaixados. Justo?

Nos 4 grupos de 5 clubes, os times se enfrentaram sem confrontos na própria chave. Isso quer dizer que os adversários não foram todos iguais. E aí vem um detalhe interessante: o Grupo A (São Paulo, Penapolense, Linense, Comercial e Atlético Sorocaba) somou 85 pontos; porém, o Grupo B (Botafogo, Ituano, Corinthians, Audax e XV de Piracicaba) fez 122 – quase 44% a mais! O Grupo C alcançou 107 pontos e o D atingiu 106. Ou seja: foi mais fácil se classificar por estar no grupo A (que perdeu mais pontos) do que no B (que era mais forte, pelo total de pontos somados).

Mas o que chama a atenção é o seguinte: para a classificação, os dois melhores de cada chave entraram. Se esse critério fosse adotado para o rebaixamento (ou seja, o pior de cada grupo), o Comercial de Ribeirão Preto teria se salvado e o XV de Piracicaba rebaixado!

Fazendo a lógica inversa, se o critério de classificação fosse o mesmo do rebaixamento (por pontos na tabela geral), o Corinthians (7o colocado) teria se classificado e não a Penapolense (13o).

Fica a pergunta – o que foi mais justo: o critério para a classificação ou para o rebaixamento?

Curiosidades:

1- o São Bernardo e o Audax perderam apenas 4 jogos mas ficaram no meio da tabela. A Ponte Preta perdeu 7 partidas e foi goleada em casa na última rodada por 4×0 pelo Mogi Mirim, e se classificou como 6o! Motivo: a Macaca venceu 8 e foi o único time a não empatar. Veja como os empates parecem não ser tão bons resultados…

2- Ribeirão Preto está dividida entre o céu e o inferno. Numa ponta o classificado Botafogo, na outra o rebaixado Comercial! Aliás… Vagner Benazzi, treinador comercialino, plantou 7 pimenteiras no Estádio Palma Travassos antes do jogo contra o Paulista de Jundiaí e venceu o jogo. Mas depois disso… será que faltaram mais mudas?

3 – José Macena, técnico do Oeste de Itápolis, conseguiu um feito histórico: era o supervisor geral de futebol do Paulista FC, e, após rebaixar o time de Jundiaí foi contratado pelo Oeste para ser treinador. Caiu também! Duplo descenso no mesmo torneio.

4- Dos rebaixados, 3 são de cidades com PIBs excepcionais no estado de São Paulo: Jundiaí, Sorocaba e Ribeirão Preto. Somar-se-ão na A2 com Campinas (Guarani), Santo André e São Caetano. Quem disse que cidade rica faz time forte? Lembrando que na A3 temos São José do Rio Preto (América e Rio Preto), São José dos Campos, Bauru (Noroeste), Limeira (Internacional) e Guarulhos (Flamengo). Somadas, são mais ricas que muitos estados brasileiros…

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– E o tal do Macena?

Gostei muito da entrevista do presidente do Paulista FC, Djair Bocanella, ao Danilo Sanches no BOM DIA (domingo, 23/03/2014).

Abriu seu coração, falou das dificuldades, angústias, críticas, liberdade de trabalho aos treinadores e tantas outras coisas. Ressaltou que nunca usou o clube para se beneficiar ou fazer política. Ótimo!

É gente boa. Idem ao Cristiano Mingotti, seu vice. Mas…

Ficará a constatação: o trabalho foi difícil, eles se esforçaram, o time não tinha dinheiro. Porém, de quem foi a infeliz ideia de aceitar José Macena como Supervisor de Futebol e dar a ele tantos poderes no clube? Que histórico ele tinha? O de subir clubes da A3 para a A2? Know how de série A1 é algo que nunca teve!

Questiono: por que ele permaneceu forte no clube por tanto tempo? Isso precisaria ser esclarecido. Robinson Machado Berró, comentarista da Rádio Difusora, sabiamente havia alertado diversas vezes sobre o péssimo trabalho de José Macena no Taubaté, e tudo o que o especialista previu, de fato, aconteceu. Pífia campanha e rebaixamento.

Por qual motivo tal trabalho ruim no Vale do Paraíba credenciava ele para trabalhar no Galo?

Esse talvez tenha sido o grande erro do Paulista, além, claro, da pindaíba que atrapalha qualquer gestor de qualquer negócio. É aí que deve entrar a Criatividade do pessoal do Marketing. E entrou?

Agora, é trabalhar. O centenário Paulista Futebol Clube já passou por muita coisa e vencerá essa fase difícil. Aproveito e desejo boa sorte ao Djair e ao Mingotti no restante do ano. Não os critico pelo trabalho realizado, pois se esforçaram em meio a inúmeros obstáculos. Mas a observação é pontual: Macena foi um erro!

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– A Cartilha que a FIFA divulgou mas refutou!

Na última sexta-feira estávamos há apenas 32 dias para a Copa do Mundo. E a FIFA, no intuito de agradar os torcedores, acabou sem querer dando uma “bola nas costas” no Brasil, como se costuma dizer no jargão do futebol.

A entidade divulgou em seu site (estava disponível em: fifa.com/aboutfifa/organisation/the-fifa-weekly) uma cartilha intitulada “Brasil para Principiantes” sobre o que o estrangeiro que viesse assistir ao Mundial deveria entender e esperar sobre nosso país. Mas no sábado à tarde, retirou as dicas da Internet, provavelmente pela repercussão negativa.

Pois bem, veja se você concorda com os itens que foram publicados. Abaixo:

1. Sim nem sempre significa sim

Os brasileiros são otimistas e nunca começam uma frase com a palavra “não”. Para eles, “sim” significa na realidade ‘talvez”. Quando disserem “Sim, eu te ligo”, é melhor que não espere que o telefone toque nos próximos cinco minutos.

2. Horário flexível

A pontualidade é um conceito muito flexível no Brasil. Quando marcar com alguém, ninguém espera que estará no lugar combinado na hora exata. O normal é contar com uns 15 minutos de atraso.

3. Contato físico

Os brasileiros e as brasileiras não estão familiarizados com o costume da Europa de manter distância como norma de cortesia e conduta. Eles falam com as mãos e não evitam de tocar o interlocutor. Isso pode facilmente se transformar em um beijo se a conversa estiver ocorrendo em uma discoteca, por exemplo.

4. Fazer fila

A paciência na hora de esperar não é uma das principais virtudes dos brasileiros. Por exemplo, não existe uma “fila mecânica” como na Inglaterra. Os brasileiros preferem ser “inteligentes”, sempre se arranjando para chegar na frente.

5. Moderação

Quem se animar a ir a uma churrascaria, deverá praticar jejum de 12 horas e maneirar na hora de comer, já que as melhores carnes chegam na parte final.

6. A lei do mais forte

A regra que dá direito à preferência dos carros no trânsito é simples: o veículo maior passa na frente.

7. Proibido fazer topless

A imagem das mulheres com pouca roupa, tão típica no carnaval, pode ser enganosa e é diferente da realidade. É certo que os biquínis brasileiros têm menos pano que os europeus, mas as brasileiras nunca os tiram na praia, onde fazer topless é proibido e pode resultar em prisão.

8. A língua espanhola não vale

Os turistas que tentarem se comunicar em espanhol terão a sensação de estar falando com as paredes. A língua nacional do país é o “brasileiro”, uma variável do português. Quem falar que Buenos Aires é a capital do Brasil, pode estar seguro de que será deportado imediatamente.

9. Experimentar o ‘açaí’

As frutas da Amazônia fazem maravilhas: previnem as rugas e têm o mesmo efeito de uma bebida energética. Algumas mordidas podem recuperar o jogador de futebol mais cansado.

10. Paciência

No Brasil é muito comum fazer as coisas no último minuto. A recomendação aos turistas é que tenham muita paciência. No final, tudo estará pronto a tempo. Isso pode ser aplicado aos estádios. A filosofia dos brasileiros na vida pode ser resumida com a seguinte frase: “relaxa e aproveita.”.

A última dica foi sensacional, parafraseando a senadora Marta Suplicy quando tentou aconselhar as pessoas irritadas com o caos aéreo nos aeroportos com o infeliz “relaxa e goza”.

Mas, cá entre nós… no fundo, a cartilha, apesar de politicamente incorreta, não tem algumas verdades que doem (apesar de que a autora – a FIFA – não ter muita simpatia para ditar normas éticas)?

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– Análise Pré Jogo da Arbitragem de Paulista x Bragantino

Galo da Terra da Uva versus Massa Bruta. Esse jogo tem importância ou não? Me recordo de uma partida na década de 90 apitada por Marcos Fábio Spironeli, em seu último ano de carreira. Na ocasião, ele expulsou o craque do Paulista da época, Edu Lima, no 1o minuto de jogo! Nem precisa dizer como foi o restante da disputa…

Rivalidade dentro e fora de campo, mas… e para domingo? Um já rebaixado e o outro buscando a classificação para a 2a fase. E a arbitragem, o que esperar para esse clima?

O árbitro será Leonardo Ferreira Lima, os assistentes serão Alex Alexandrino e Rissen Corrêa. Os adicionais Márcio Henrique de Góes e Rodrigo Gomes Paes. O 4o árbitro será André Luís Riquena. Darão conta do recado?

Vamos lá: Leonardo tem 30 anos, é de Ourinhos e figura como árbitro da A1 há quase 10 anos. Porém, não tem um número expressivo de jogos nem clássicos trabalhados. Tem boa experiência, mas confesso que tenho dúvidas se está preparado para a pressão exercida pelo Bragantino (principalmente nos bastidores por Marcos Cheddid, que irrita bastante). Se conseguir ter o jogo em suas mãos nos minutos iniciais, tudo bem. Mas se demorar para transmitir segurança aos atletas, aí teremos problemas.

Alex Alexandrino e Risse Corrêa são bandeiras bem rodados, não terão dificuldades. Márcio Henrique Góes, o adicional 1, é tão experiente quanto o árbitro; mas o adicional 2, Rodrigo Gomes, é bem novato.

Por fim, André Luís Riquena, o homem que tomará conta dos bancos, não deverá ter trabalho com Beto Cavalcante. Mas Marcelo Veiga é “chatinho” à beira do gramado. Aliás, André esteve no Jayme Cintra na estréia do Galo contra o Audax. Talvez ele não imaginasse que voltaria aqui para a despedida do Paulista Futebol Clube da divisão A1…

Boa sorte ao Tricolor Jundiaiense, que ele possa encerrar sua participação na primeira divisão com dignidade, esperando ansiosamente o seu retorno na mesma em 2016!

Acompanhe a transmissão ao vivo e exclusiva da Rádio Difusora Jundiaiense / Jovem Pan Sat, AM 810, com a equipe do Time Forte do Esporte, comandada por Adilson Freddo. Narração de Marcelo Tadeu, reportagens de Heitor Freddo e Luiz Antonio de Oliveira (Cobrinha), comentários de Robinson Berró Machado, análise da arbitragem de Rafael Porcari; no plantão esportivo José Roberto Pereira e na técnica Antonio Carlos Caparroz.

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– Uma Cáca arbitrada que vale até a CBF?

Comentamos em nossa última análise de arbitragem do Campeonato Paulista a má atuação do árbitro Adriano de Assis Miranda no jogo entre Mogi Mirim x Paulista FC. E eis que a FPF premia o juizão: fará parte da elite do estado de São Paulo, composta por 18 nomes para trabalhar na CBF em jogos do Brasileirão nas suas 4 divisões. Lembrando que na relação há a árbitra Regildênia de Holanda Moura, que se aprovada poderá apitar jogos masculinos, além de Paulo César de Oliveira que deverá anunciar a aposentadoria nos próximos dias, segundo o noticiário.

Para mim, surpreendente a lista por dois fatos: alguns bons nomes ficaram de fora, como Marcelo Rogério (justificativa: pelo regulamento da CBF, ele é “velho”, mesmo que outros árbitros da mesma idade do que ele estejam no quadro) e a quantidade pequena de nomes escolhidos. Já tivemos 40 bons árbitros na relação na década de 90, todos com boas condições de aturarem na série A. E desses 18, todos têm condição de apitar um Fla-Flu ou Gre-Nal?

Abaixo a lista:

Adriano de Assis Miranda

Antonio Rogério Batista do Prado

Aurélio Santanna Martins

Flavio Rodrigues Guerra

Flavio Rodrigues de Souza

Guilherme Cereta de Lima

Jose Claudio Rocha Filho

Leandro Bizzio Marinho

Luiz Flavio de Oliveira

Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza

Marcelo Prieto Alfieri

Marcio Henrique de Gois

Paulo Cesar Oliveira

Raphael Claus

Regildenia de Holanda Moura*

Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral

Thiago Duarte Peixoto

Vinicius Furlan

Importante: já que citamos o jogo referido do Estadual envolvendo Mogi Mirim x Paulista, olha que loucura – na partida, criticamos a expulsão do atleta Gabriel Firmino pelo segundo e injusto cartão amarelo por falta simples (está em: http://is.gd/l2pRzU). Mas para surpresa geral, ao ler a súmula, ele foi expulso POR SIMULAÇÃO DE PÊNALTI!

Um verdadeiro “samba do crioulo doido”: o atacante entra na área e faz uma falta simples. Para todos que assistiram o jogo, o Amarelo deveu-se a esse excesso de rigor. Mas não! O árbitro considerou essa jogada lance legal. Na sequência, o zagueiro chuta o atacante, e como o jogo não estava parado, seria pênalti para o Paulista. Aí ele erra de novo: não marca a infração e entende como simulação, mesmo sem ter sido e o expulsa.

Durma-se com um barulho desse: o cara faz essa lambança e no outro dia é indicado à CBF…

Na verdade, a culpa não é do árbitro; é de quem o escalou sem o ter preparado adequadamente nem feito um plano de carreira: a própria Comissão de Árbitros. E, infelizmente, ela pode tudo e ninguém a muda. Pudera, esperar o quê de Marco polo Del Nero, presidente da CBF e futuro mandatário-mor da CBF?

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– A Irresponsabilidade do Comentarista

Há gente que não se manca! Ronaldo Giovanelli, ótimo goleiro que jogou nos anos 90 no Corinthians, esqueceu-se que é comentarista esportivo pela TV Bandeirantes e não torcedor.

Em seu Twitter, após a polêmica do jogo São Paulo 0 x 1 Ituano, escreveu:

Marmelada das meninas pipoqueiras, as meninas entregaram sim. Entregaram para os meninos do Ituano“.

Pra quê tais termos? Para incentivar a violência? Com tantos torcedores briguentos, fomentar provocações é correto? Alguém que tem o microfone à sua disposição não deveria ser mais profissional?

Na TV, segundo ele, “o São Paulo fez isso para evitar o Corinthians num mata-mata“…

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– Problema na Coxa por qual motivo?

E o imperador Adriano parece que nunca aprende…

Irremediável!

O atleta não poderá jogar pelo Atlético Paranaense pela Libertadores por estar com problemas na coxa. Mas ele es concentrou? Está se tratando?

A foto tirada no “Graciosa Country Club” explicou como ele está preocupado com a recuperação, na véspera do jogo, após o veto… Abaixo:

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– Análise da Arbitragem de Mogi Mirim 4 x 4 Paulista (Rodada 14, 18/03/2014)

Começou bem e foi se complicando com o desenrolar do jogo: assim foi a ruim arbitragem de Adriano de Assis Miranda no jogo entre o Sapão da Mogiana e o Galo da Terra da Uva.

Vamos lá:

– DISCIPLINARMENTE, péssimo!

18m, Olberdan (MOG) faz uma falta mais forte e leva Amarelo. Na sequência Ratinho (MOG) leva outro cartão por reclamação deste lance. Poderia não ter dado o cartão mas advertência verbal.

23m, Gabriel Firmino (PAU) leva Amarelo por reincidência de faltas. Mas aos 43m, Elanardo, que já houvera feito 3 faltas, não recebeu por reincidência após obstruir Gabriel Mosquito. Pior: nem marcou a falta!

35m, Gabriel Firmino (PAU) faz falta normal de ataque. E não é que o árbitro deu Amarelo? Errou, e com consequências negativas: como já tinha amarelo, Vermelho. Prejudicou o Paulista.

37m, Ytalo (PAU) faz falta no ataque. Outro Amarelo. Errado de novo.

42m, Gabriel Mosquito (PAU) divide com Elanardo e leva Amarelo. A cada falta, um cartão?

50m, Vitor Xavier (MOG) recebeu amarelo por falta em Mosquito. Correto. Mas o detalhe engraçado: o árbitro sinalizou que era por reincidência, apontando lá, cá, acolá… mas o jogador tinha ACABADO DE ENTRAR NO JOGO! Confundiu, certamente.

57m, enfim Elanardo (MOG) recebeu o Amarelo após falta de Mosquito. Demorou mas saiu. Poderia ter sido antes, e se já houvesse tomado, seria Vermelho.

– TECNICAMENTE, razoável.

Não existiram lances polêmicos, a partida foi fácil! Apenas uma cama de gato e uma-ou-outra falta não marcada.

– FISICAMENTE, bem. Mas de que adianta correr se não resolve em campo? Está com bom condicionamento, só que o futebol não precisa de corredores e sim de árbitros bons.

– CONDUTA DOS ASSISTENTES, ótima.

O bandeira 1 Rogério Zanardo acertou no 1o gol do Mogi Mirim: a bola é chutada, o goleiro Yan sai da pequena área e ela sobra para o atacante do Mogi Mirim, que fica somente com o zagueiro do Paulista entre ele e o gol. Se a bola fosse de cruzamento, seria impedimento. Mas ele recebeu de rebote em mesma linha. Gol legal.

O bandeira 2 Evandro de Melo Lima acertou no 2o gol do Paulista: Gabriel Mosquito faz o gol chutando de longe. Ytalo estava em posição de impedimento mas não atrapalha o adversário. O mesmo bandeira acertou no 2o gol do Mogi Mirim, quando Ratinho estava em impedimento, saiu e na segunda jogada já estava em posição legal.

DETALHE:

Um fato curioso: o árbitro usou uma munhequeira / suadeira no braço direito, com o relógio por cima. Ué, e se precisasse limpar o suor (e só pra isso serve a suadeira) como faz? Se machuca todo?

Abaixo, o lance-a-lance com os rascunhos das anotações:

Mogi Mirim x Paulista

Árbitro: Adriano de Assis Miranda

Bd 1: Rogério Pablo Zanardo

Bd 2: Evandro de Melo Lima

AAA1: Norberto Luciano Santos

AAA2: Sílvio Silveira

4o Árb: Luiz Plínio Rezende

MOGI MIRIM

1 Reynaldo

2 Valdir

3 Wagner Silva

4 Mirita

5 Elanardo

6 Leonardo

19 Everton Heleno

8 Edson Ratinho

9 Fernando Bahiano

13 Olberdam

11 Serginho

Reserva

12 Alex Alves

07 Everton Senna

14 Alvaro

15 Vitor Xavier

16 Michel

17 Magrão

18 Rivaldo Jr

Falta 1o tempo: 5

Falta 2o tempo: 4

TOTAL: 9

PAULISTA

1 Ian

2 Felipe Diadema

3 Malcon

4 Leandro

5 Dodó

6 Gabriel Firmino

7 Ewerton Pereira

8 Ytalo

9 Elton

10 Gabriel Leite Mosquito

11 Erik Mamadeira

Reserva

12 Iago

13 Diego Santos

14 Jhonny

15 Umberto

16 Diego Mendes

17 Tutinha

18 Felipe Santos

Falta 1o tempo: 9

Falta 2o tempo: 4

TOTAL: 13

1o Tempo

10m, árbitro está tranquilo e o jogo ajuda. Houve apenas uma cama de gato cometida pelo atacante do Paulista que passou batida.

15m, Gol do Galo num frango do Goleiro. 16m, Gol do Sapão.

Detalhe do gol do Mogi Mirim: A bola é chutada, o goleiro Yan sai da pequena área e ela sobra para o atacante do Mogi Mirim, que fica somente com o zagueiro do Paulista entre ele e o gol. Se a bola fosse de cruzamento, seria impedimento. Mas ele recebeu de rebote em mesma linha. Gol legal, acertou o atento bandeira Rogério Zanardo.

18m: falta de Olberdan, Amarelo bem marcado. 19m: Ratinho leva Amarelo por reclamação.

20m, jogo bem corrido, faltas bem marcadas. Árbitro bem.

23m, Gabriel Firmino leva cartão Amarelo no meio campo pela reincidência de faltas. Hum…

27m: falta em Dodó, muita reclamação pois se desejava um Amarelo. Eu não aplicaria também.

32m: Gabriel Mosquito faz o gol chutando de longe. Ytalo estava em posição de impedimento mas não atrapalha o adversário. Acertou a arbitragem em validar.

35m: O árbitro estragou sua arbitragem: Gabriel Firmino faz uma falta comum de jogo. Porém, com um absurdo excesso de rigor, aplicou o cartão Amarelo. Como já tinha, levou Vermelho. Errou o árbitro.

37m: Cartão Amarelo para Ytalo. Desnecessário também. A cada falta, um amarelo?

42: Outro Amarelo, agora para Gabriel Mosquito. Árbitro está se escondendo

43m: Elanardo faz nova falta. Nem Amarelo…

6 Amarelos e 1 Vermelho num jogo fácil de apitar.

2o Tempo

1m: Gol do Paulista após boa jogada de Mamadeira.

05m: Vitor Xavier recebe amarelo por falta em Mosquito. Correto. Mas o detalhe engraçado: o árbitro sinalizou que era por reincidência, apontando lá, cá, acolá… mas o jogador tinha ACABADO DE ENTRAR NO JOGO! Confundiu, certamente.

10m: a bola bate na mão do zagueiro Leandro num chute dentro da área. Segue, foi involuntário. Correto.

11m: Gol legal do Mogi, Ratinho estava impedido mas quando há uma segunda jogada está em posição legal.

12m: Elanardo: só agora recebe Amarelo por falta em Mosquito. Arre!

14m gol do Mogi,

18m gol do Paulista,

21m gol do Mogi: 4×4.

29: Jogador do Mogi faz uma falta de ataque idêntica a do lance que resultou na expulsão do Firmino. Agora, com acerto, o árbitro não deu.

32m: Leandro rouba a bola com tranco normal. Correto.

35m: Falta de Vitor Xavier em Gabriel Leite.

42m: Tutinha cava a falta e o juizão entra. Errou…

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– E se a barreira ficasse de mãos dadas?

Quando você pensa que já viu tudo no futebol, aí vem a surpresa! No campeonato turco, neste final de semana, jogaram Karabukspor x Galatasaray. E eis que numa cobrança de falta, os jogadores do time da casa fazem a barreira, há um bate-boca entre os atletas, o árbitro mostra dificuldades em controlar a situação mas depois de algum tempo permite a cobrança.

Surpreendentemente, os atletas da barreira se dão as mãos e formam um cordão de isolamento, muro de contenção ou algo que o valha! Veja o vídeo: http://is.gd/CORDAO

E isso pode?

Talvez pelo ineditismo, o juizão nada marcou. Mas pelo Espírito da Regra, entendo como burla. Explico:

Nas regras do futebol, não existe “barreira”. Há a obrigação de que os jogadores do time que cometeram a infração em manter a distância de 9,15m (ou melhor: 10 jardas). Nada impede de que eles se aglomerem, e até mesmo que um jogador do outro time se misture entre eles.

Porém… você não pode impedir um adversário de disputar a bola limpamente. Quando você abre os braços, aumenta o seu espaço e diminui a possibilidade do outro jogador em disputar a posse. Quer exemplos? O zagueiro Cleber, do Palmeiras (no período da Parmalat)! Ele protegia a bola com o corpo (e era muito forte); mas em muitos casos, quando o centroavante era mais técnico, ele diminuía o espaço abrindo os braços. Isso é falta!

Pense: se você coloca os braços abertos para que o adversário não transpasse a barreira, também é falta!

E aí, o que você acha que aconteceria caso tal situação fosse no Brasil?

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– O pênalti não marcado de CAP x SCCP e a entrega ou não de SPFC x Ituano

Polêmica em Penápolis no jogo do Coringão, durante e depois da peleja! Vamos discutir?

Aos 31 m do segundo tempo, o corinthiano Uendel avança, entra na área, breca a bola e é atingido pelo carrinho do defensor penapolense Jailton. Pênalti claro com indicadores que facilitariam a decisão do árbitro:

1- Com a bola dominada, não há porque o jogador se atirar ou tentar simulação;

2- A bola permanece na mesma trajetória (e no lance em questão, quase parada) pois o zagueiro nem a atinge;

3- Lado aberto dos jogadores na linha de fundo, sem problemas de “lado cego” do árbitro ou visão encoberta por atletas.

Infelizmente, prevíamos uma possível dificuldade técnica do árbitro Vinícius Dias Gonçalves Araújo em jogos com maiores apelos, após sua arbitragem na partida Comercial x Paulista, que comentamos e fizemos a análise em: http://is.gd/COMxPAU

A ironia do futebol é que este lance tem sido, para muitos, o fator preponderante da eliminação do Corinthians. O treinador Mano Menezes reclamou que o Corinthians foi prejudicado por erros de arbitragem. Ora, na partida Corinthians x São Bernardo, o Bernô teve um pênalti tão ou mais claro do que este não marcado. Na oportunidade o técnico corinthiano reclamou? Não (jogo em: http://is.gd/CORxSBE). Erros e acertos da arbitragem muitas vezes se compensam ao longo de uma competição – embora não sejam lembrados pelos reclamantes interessados.

Outra queixa do time do Corinthians é por parte de Romarinho, dizendo que:

[A derrota do] São Paulo não é normal, todo mundo sabe, ainda mais por 1 x 0. Mas isso foi armado, a gente lamenta (…) eles entregaram para o Ituano”.

Teria sido por culpa de São Paulo 0 x 1 Ituano a não classificação do Timão para a segunda fase do Paulistão (com 8 vagas disponíveis, sendo que se classificam 2 por cada uma das 4 chaves que contém apenas 5 times, dando a entender que a fórmula era justamente para nenhum grande ser eliminado)?

O Corinthians perdeu em casa para o São Bernardo por 1 x 0; para o Bragantino também em casa por 2 x 0 e para o São Paulo por 3 x 2. Fora de casa, perdeu para a Ponte Preta e foi goleado pelo Santos. E a culpa não é do próprio Corinthians?

Talvez Romarinho precise rever seus conceitos de disputa e de matemática…

Aliás, sobre “entregar ou não no futebol”, isso tudo é muito chato; há as entregas deliberadas para prejudicar alguém e há o descomprometimento na partida por relaxamento natural de quem já não se interessa por determinado jogo. Infelizmente, já vimos tais situações vividas por grande número de equipes. Claro que, num utópico moralista campeonato ético/desportivo, todos jogariam por vitórias com a força e empenho máximo. Mas não nos esqueçamos que torneios profissionais, acima do esporte, são negócios.

A propósito: o Atlético Sorocaba, o Comercial, o Oeste e a Linense podem estar nas mão do Corinthians no próximo domingo, no Pacaembú, devido a luta pela fuga do rebaixamento. Será que o próprio Romarinho estará motivado e empenhado para a vitória contra o Galo Sorocabano, a fim de não facilitar as coisas para o Atlético? Se não for assim, Comercial, Linense e até o Mogi Mirim poderão reclamar que o Timão entregou?

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– O dia que o Paulista FC se tornou um fora de série…

Eu me lembro que ansiosamente torcia para o Paulista de Jundiaí conseguir o acesso à série A do Brasileirão, anos atrás. Mas naquele sábado que ficou na saudade, o Galo de Jundiaí sofreu pelo “jogo entre compadres” envolvendo Atlético-MG e América-RN, culminando na conquista da 4a vaga da série B do time potiguar.

Depois disso, o Paulista amargou o rebaixamento para a série C até ficar sem série alguma.

E sabe quando foi isso?

Em 27/07/2008, após a partida contra o Cabofriense, e que na hora H não pode jogar e foi substituído pelo Duque de Caxias. Portanto, depois de 3 anos do título da Copa do Brasil 2005 (e há 4 do vice-campeonato Paulista conquistado em 2004, o Galo ficou sem vaga em divisão alguma do Brasileirão. Seis anos depois, amargura a A2 Regional.

Que o Tricolor Jundiaiense reverta isso!

Olha aí a colaboração do amigo Cristiano Assis que estava lá, guardou o ingresso e postou nas redes sociais:

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Mais um para a história…
O dia em que o Galo virou um “fora de série”…Nem A, nem B, nem C e nem D…Eliminado da Série C em um jogo contra o Cabofriense (que foi substituído por um time montado as pressas para o campeonato – Duque de Caxias) em um 0 x 0 que foi junto com essa campanha na A1-2014 um dos momentos mais tristes da história do Galo. Detalhe: o time montado as pressas (Duque de Caxias) conseguiu o acesso para a Série B.

– Desprestígio Paulista na FIFA. Dá-lhe FPF…

Marcelo Damato, jornalista bem informado e que não costuma cometer gafes em sua coluna “De Prima” do Jornal Lance, publicou na última 5a feira uma nota que arrepiou muita gente: Paulo César de Oliveira poderá pendurar o apito!

Que coisa… Depois de Sálvio Spínola Fagundes Filho ter largado a carreira por não poder aspirar muita coisa de acordo com os planos da Comissão de Árbitros brasileira, após Wilson Luís Seneme também abandonar a FIFA (e consequentemente a CBF e a FPF) para assumir um cargo representativo na Conmebol, agora PC poderá deixar a carreira e se tornar comentarista da Rede Globo de Televisão.

Parabéns a ele! Seria um tapa com luva de pelica àqueles que o esnobaram no auge. PC teve dois momentos importantes: o da Copa de 2006, em que tecnicamente empatava com Carlos Eugênio Simon em alto nível de arbitragem, mas não foi escolhido; e em 2010, onde já não rendia a mesma coisa e estava sendo contestado (em alguns jogos justa, e em outros injustamente). Para 2014, foi literalmente escanteiado e não lembrado. A verdade é que Paulo César teve um brilhante começo de carreira, trabalhou com certa irregularidade nas últimas temporadas e foi esquecido pelos cartolas. Abandonar a cartolagem do apito e ir para a Globo é uma oportunidade ímpar.

Fica o detalhe: há quantas décadas São Paulo não ficava sem árbitro da FIFA em seu quadro? Tínhamos 3 efetivos e outros tantos para assumir a honraria (lembrando que Anselmo da Costa, Cleber Wellington Abade, Rodrigo Braguetto e outros não foram por falta de oportunidade e, claro, por politicagem). Agora, não teremos nenhum, caso se concretize.

Desejo boa sorte ao amigo PC. E fico imaginando a CBF só com 8 árbitros da FIFA e a FPF sem nenhum árbitro internacional até 2015. Belo trabalho de Marco Polo Del Nero e do presidente da CEAF Coronel Marinho… O estado de São Paulo regrediu!

Resta a Luiz Flávio de Oliveira, Guilherme Ceretta de Lima e Raphael Claus brigarem pelas duas vagas, lembrando que Claus ainda não é aspirante ao quadro da FIFA, mas aposto que será em breve.

Para mim, no ano que vem, teremos Claus e Luiz Flávio. Mero palpite. E para você?

PC, sem dúvida, abriu os olhos na hora certa…

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem de Mogi Mirim x Paulista

Adriano de Assis Miranda apitará o Sapão da Mogiana contra o Galo da Terra da Uva. E o que esperar do árbitro para esse jogo?

Para o Paulista FC, o jogo pode não valer muita coisa pois já está rebaixado. Mas para o Mogi Mirim, assombrado pelo rebaixamento e pela falta de estádio, é jogo de vida ou morte. Portanto, atenção ao juizão!

Adriano é árbitro de 2006, formado pela gestão do Cel Marinho na Comissão de Árbitros. Como está difícil encontrar nomes revelados na atual administração, ele foi uma aposta tendo apitado algumas partidas na A1 no ano passado. Está ganhando experiência! Apenas regular, poderá ser testado nessa partida caso o Tricolor mostre dificuldades contra o Sapo.

Rogério Pablo Zanardo é bom bandeira, não haverá problemas. Já Evandro de Melo Lima, o assistente 2, se formou em 2008! Um ou outro jogo na A3 e A2 no ano passado e já na A1… Nunca o vi trabalhando, e nessas situações, duas hipóteses: fenômeno na bandeira ou alavancado à força. Como gosto de acreditar na meritocracia, espero uma boa atuação deste jovem.

Os adicionais serão Norberto Luciano e Sílvio Silveira. Ambos já trabalharam em jogos do Paulista e não terão dificuldades.

Luiz Plínio Rezende é estreante na função de quarto-árbitro na A1 e está escalado para esse jogo. Aliás, nas 3 últimas partidas só novatos em jogos do Galo como árbitros reservas! Fica a dica para ele: em Itapira (Estádio Coronel Francisco Vieira), há vários “portõezinhos” no alambrado. Vale a pena conferir se todos estão com cadeados, pois invadir ali é fácil, fácil… Não que acontecerá, mas o zelo é importante.

Boa sorte ao sexteto de arbitragem na próxima 3a feira!

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– O Golpe dos Ingressos para a Copa do Mundo

Esse é um golpe muito bem feito, acho que muitos receberão algo assim e poderão cair! Cuidado…

Recebi esse email da empresa “INGRESSO.com”, que comercializa entradas de teatros, shows e eventos diversos, dizendo que ganhei um par de ingressos para a Copa do Mundo. Estranhei a gentileza, mas ao ver meus dados pessoais (todos corretos, inclusive nome da mãe, endereço, CPF e RG corretíssimos), comecei a pensar se não pudesse ser verdade.

Prudentemente, entrei em contato com a empresa em outro número (não o citado abaixo) e descobri pela atendente que se trata de uma página “fake”, e os dados provavelmente foram roubados da empresa. O número que está abaixo (na mensagem) é dos golpistas e a atendente convence que é verdadeiro.

Se os amigos que acessam esse post puderem compartilhar, agradeço, pois a própria empresa INGRESSO.com se movimentará para divulgar o golpe, pois alguns já cairam nele.

Veja abaixo que há logotipo, telefone, dados diversos… tudo parecendo ser “quente”.

Incrível como os bandidos são perversos e inteligentes. O link é uma página clonada da própria empresa que rouba dados e transforma seu computador em uma janela para os meliantes.

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Caro Rafael.

Nome completo: Rafael Porcari
Data nascimento: XX-XX-XXXX
CPF: XXXXXXXXX RG: XXXX
Nome da Mãe: Maria XXXXXXXXXXX
Sexo: Masculino
Endereco: XXXXXXXXXX ( CEP XXXXXXX Jundiaí)

Meu nome é Camila, sou responsável pela central de relacionamento da Ingresso.com. Nós ficamos bastante felizes por lhe ter como cliente há bastante tempo!

Pensando em todos vocês, fizemos um sorteio com todos nossos clientes e seu cadastro foi um dos ganhadores de um par de ingressos para um jogo do Brasil na Copa do Mundo 2014.

Seu código de cupom é: “FA2375DFDB”, caso queira efetivar a ativação do cupom, preciso por gentileza que preencha o formulário disponível na página no final da mensagem, com os seus dados de cadastro abaixo (exatamente igual) e também escolhendo o local e dia que irá assistir o jogo do Brasil.

Siga o passo-a-passo na página do Ingresso.com a seguir:
http://www.cadastroingresso.com/cupom/passo-a-passo/

Quando finalizar o preenchimento, responda o e-mail para mim com o formulário preenchido anexado.

Muito obrigado em nome da equipe Ingresso.com!

Cordialmente,
Camila Campos Dutra.
(41) 4003-2340

– Prêmio pelo Fracasso?

Gozação? Pegadinha? Brincadeira?

Pois é, leio em destaque do Site Esporte Jundiaí, do jornalista Thiago Baptista de Olim: José Macena será o novo treinador do Oeste de Itápolis!

Depois da péssima passagem em Jundiaí na área administrativa, ajudando a afundar o Paulista Futebol Clube e dando dores de cabeça aos esforçados Cristiano Mingoti e Djair Boccanela, vai tentar salvar o time do interior em dois jogos?

Como é que esses caras conseguem sempre estar em evidência mesmo quando estão em péssima fase…

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– Negócios obscuros do Futebol

Uli Hoeness, presidente do Bayern de Munique, foi preso por sonegação fiscal de mais de € 27 milhões. Cumprirá pena de 3 anos e meio.

Sandro Rossel, presidente do Barcelona, renunciou após o escândalo envolvendo o caso Neymar e evasão de impostos.

Roman Abramovich, magnata russo do Chelsea, já perdeu US$ 2,5 bilhões em operações no futebol desde que assumiu o clube. É acusado de ser mafioso na Europa.

Xie Yalong, diretor da Agência Nacional de Futebol Chinesa, é acusado de receber ¥ 1,7 milhões em propina para favorecer clubes que emergem em seu país.

Valentim Loureiro, presidente da Liga Portuguesa, e Jorge Nuno Pinto, presidente do Porto, há 10 anos foram acusados de arranjos em resultados, culminando com a confissão do árbitro Jacinto Paixão de que recebia serviços de prostitutas para fazer determinados placares. Apesar de tanto tempo, o caso “Apito Dourado” ainda está mal resolvido.

Edilson Pereira de Carvalho e Paulo José Danelon, árbitros, foram acusados de venda de resultados no Campeonato Brasileiro de 2005. As partidas tiveram seus placares anulados, mas nenhum dirigente ou superior deles foram responsabilizados ou presos.

Afinal… com tantos casos suspeitos de práticas ilícitas, por quê poucos são punidos de fato no futebol? É um ambiente onde tudo (ou quase tudo) é permitido?

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– E a Democrática Copa do Brasil 2014 começa!

Quem diria que a mais inclusiva das competições nacionais, a Copa do Brasil, foi criada pelo conhecido nada democrático Eurico Miranda, quando trabalhou na CBF…

A ideia original de um torneio formado apenas pelos campeões estaduais modificou-se para uma competição maior. E nela o interior do país festeja!

A competição sempre traz suas surpresas: o XV de Novembro de Campo Bom/RS (que hoje não tem mais futebol profissional), na época treinado pelo iniciante Mano Menezes, foi 3o colocado numa edição. E o Baraúnas/RN, que eliminou diversos grandes? Sem contar o título dos pequenos Santo André/SP, Paulista/SP e Juventude/RS, com vitórias respectivamente contra os cariocas Flamengo, Fluminense e Botafogo.

Dela floresceram alguns treinadores de peso: desde o já citado Mano até Felipão no Criciúma, passando por Vágner Mancini no Paulista.

O legal da competição é que as cidades pequenas literalmente param quando há rodada: Vilhena/RO está há dias ansiosamente aguardando o Palmeiras/SP. E em todas elas os grandes são recebidos como atrações e com muita alegria. E o bom é que quem faz o jogo como visitante, em que pese as grandes distâncias, tem a possibilidade de eliminar o time pequeno num jogo só.

É esse outro atrativo: a Copa do Brasil é em mata-matas, “matando” a saudade daqueles que defendem o formato.

Só acho que a competição não deveria valer uma vaga direta para a Taça Libertadores da América, mas sim para a Pré-Libertadores ou para um confronto com o último time fora da classificação do torneio pelo Brasileirão. Penso que pelo nível de competitividade, o quarto e quinto colocado do Brasileirão passam por mais dificuldades do que o campeão da Copa do Brasil, pois nela se encontram ao longo do caminho equipes frágeis da série B, C e D (ou até fora delas!). Aliás, o grande detalhe: o único Campeão da Copa do Brasil que só enfrentou times da Primeira Divisão foi o Paulista de Jundiaí! Será que alguém repetirá o fato nessa próxima edição?

Por fim, a pergunta voltada ainda ao mérito da conquista: você acha justo o campeão da Copa do Brasil ter vaga garantida para a Libertadores?

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– Caiu. E agora? Haverá Mea Culpa do Galo?

No auge da carreira, durante os Jogos Olímpicos de Atenas-2004, a ginasta Daiane dos Santos era favorita a uma Medalha de Ouro e falhou em sua apresentação, deixando escapar a tão sonhada premiação, ficando em 5o lugar. Naquela ocasião, a repórter da Rede Globo questionou se os juízes foram rigorosos com sua nota. Ela disse que não, as achou justas pelo que rendeu.

Perguntou de novo se ela não houvera sido melhor do que as concorrentes, e ela respondeu novamente: “não, fui eu quem errei e fui mal”.

Por uma 3a vez a jornalista perguntou se o mau desempenho se devia a uma lesão no joelho, e a atleta pacientemente disse que “o joelho não era desculpa para uma má performance”.

Na insistência da entrevistadora, a atleta assumiu toda a responsabilidade e disse:

Eu fui mal, eu errei, a culpa é minha mesmo. No esporte você ganha e perde, e eu perdi. Não adianta arranjar outro motivo para esconder. Falhei e vou trabalhar.

Tudo isso ilustra muito bem o pós-rebaixamento do nosso querido Paulista FC: Será que ouviremos um mea culpa da diretoria do Galo?

Assim como Daiane, alguém dirá:

“A culpa é nossa, planejamos mal, nossas contratações foram ruins e a queda se deve aos nossos erros na direção do clube?”

Não há outra coisa a não ser reconhecer tal falha. Nem da arbitragem (sempre sobra para os erros dos juízes…) o Paulista pode reclamar. Até a queda, em todos os jogos, sempre boas / regulares atuações, sem prejuízo ao placar.

Agora, além do desgaste na mídia (o vexame em cair por si só já é um fato desagradável e visto por todos), fica o financeiro: receberá por toda a série A2 cerca de 4% do que recebe atualmente. Ou seja, dos R$ 2 milhões da FPF a cota cai para apenas R$ 80 mil para o certame inteiro!

Se o time já tem uma alta soma a pagar para o Condomínio de Credores e ainda acumulados alguns milhões em dívidas, com as futuras receitas minguadas, o que fazer?

É torcer para que as forças vivas (e necessariamente endinheiradas) de Jundiaí assumam o clube. Assim como em 1968 e 1984, são apaixonados cidadãos jundiaienses que deverão lutar em 2015 para que o time suba para a Primeirona. E cito os dois primeiros acessos já que o último, já nesse século, estava na fase da parceria com a Parmalat, que depois se mostrou uma grande fonte de lavagem de dinheiro perante a Justiça.

Cá entre nós: com tantos clubes se tornando “novos ricos” da Europa graças a bilionários apaixonados por futebol (e por outros motivos também), seria tão bom que um príncipe árabe, investidor russo ou mecenas asiático pudesse capitalizar seus investimentos no Galo, não? Mas dinheiro grosso; nada de colocar trocados e querer retirar graúdos.

Claro que o rebaixamento é péssimo, mas aqui vai um pensamento otimista: às vezes, cair é bom para repensar e se reestruturar. Quem sabe esse efeito negativo não seja o condutor de uma nova e melhor fase?

Que o centenário Paulista Futebol Clube renasça das cinzas em 2015; mais forte, organizado e que continue amado pela cidade de Jundiaí.

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– Análise da Arbitragem de Palmeiras 1 x 3 Palmeiras

Boa arbitragem de Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza. Nada polêmico, tampouco relevante e preciso em lances de vantagem. Vamos ao jogo?
Antes da partida, o Palmeiras precisou trocar as meias no vestiário pois eram brancas como a do mandante Paulista. Ninguém viu que as meias seriam da mesma cor? Teria sido equívoco do 4o árbitro ou falha do responsável de quem passou as cores?
5 minutos: jogador do Palmeiras está impedido, recebe a bola e a perde; árbitro dá a vantagem e na sequência surge um contra-ataque. Há uma falta palmeirense mais forte, a bola sobraria para um atleta do Paulista e Marcelo Ribeiro prefere marcar a falta, já que acertadamente entendeu que o jogador estava lesionado mais seriamente. Ótimo senso de diferenciação entre vantagem e posse de bola.
12 minutos: goleiro Ian cobra o tiro de meta e o zagueirão pega dentro da área. Aí não pode e o árbitro + bandeira estavam atentos.
18 minutos: falta temerária de Mendieta no meio campo, merecia Amarelo e o árbitro não deu.
25 minutos: Correto e dificílimo pênalti para o Paulista: Marcelo Oliveira começa a empurrar Gabriel Leite fora da área, mas toca por baixo atingido o pé do adversário dentro da área e é essa infração “de fato”. Muito bem marcado.
36 minutos: zagueiro palmeirense empurra o jogador do Paulista a direita do campo de defesa, atacante fica de pé, a bola ultrapassa a linha de fundo e Fábio Volpato, o AAA daquele lado observou e ajudou o árbitro. Porém, não viu a falta sofrida por estar posicionado a esquerda do gol. Se estivesse a direita (e defendo esse posicionamento), marcaria.
39 minutos: zagueiro Leandro dá um carrinho na bola e o atacante Vinicius chega atrasado e bate joelho com canela. O árbitro bem posicionado não marcou, mesmo com as reclamações exageradas e indevidas do Palmeiras. Grande acerto.
52 minutos: O lateral Victor Higo agarra Patrick Vieira que estava no ataque quase dentro da área, o árbitro manda seguir e claramente o Adicional Fabio Volpato o avisa que foi falta. O árbitro pode rever a sua decisão e assim o fez. E como o agarrão impediu o ataque, cartão amarelo. Já tinha e recebeu o Vermelho. Correto.
55 minutos: Marcelo Oliveira abandona a bola e vai no corpo de Gabriel Leite. Já tinha amarelo, correto vermelho.
67 minutos: palmeirense Miguel pega o atacante do Paulista pelo cangote. Amarelo bem aplicado.
71 minutos: Vinicius entra na área e se joga após o toque do goleiro Ian. Ele dobra as pernas e deveria ter recebido o Amarelo. Acertou tecnicamente o árbitro, mas disciplinarmente errou.
Enfim, Cartões Amarelos e Vermelhos por reclamação e infrações diversas bem aplicados. Boa arbitragem de um árbitro que não se acomodou em campo, correu e vibrou bastante. Destaque negativo para o excesso de reclamações do Palmeiras. Seria pelo fato do time misto sentir dificuldades com o rebaixado Paulista?

– Surrealismo da Copa do Mundo em alta no dia 09

Parece brincadeira, mas não é!

A Arena da Amazônia será inaugurada oficialmente neste próximo domingo (09/03/14), no jogo envolvendo Nacional x Remo. Mas a idéia não era essa: o desejo sempre foi de realizar o clássico manauara Nacional x Rio Negro, de maior rivalidade no estado. Entretanto, o Rio Negro está há meses com o departamento de futebol profissional desativado…

Vai fazer o quê com a Arena depois do Mundial? Se para os jogos locais não serve pelo custo de realização de uma partida num palco desse porte (e pela carência de times), restará transformar o estádio em casa de shows? Ou ainda: buscar empresários para a compra de mando de jogos de equipes populares para serem disputados por lá no Brasileirão, como Flamengo e Corinthians?

Cada dia mais se vê que uma Copa do Mundo no Brasil foi um erro dos mais graves da nossa história, com uma gastança desenfreada como nunca houve.

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– Vergonhosos casos de Racismo que nunca dão em nada

Mais dois casos tristes de racismo: após ter apitado o jogo Veranópolis x Esportivo de Bento Gonçalves, o árbitro gaúcho Márcio Chagas deparou-se com o seu carro atingido por… bananas! Até no escapamento enfiaram uma fruta.

Imagine como o cara recebe tal mensagem simbólica de desprezo à figura humana…

Em Mogi Mirim, no jogo do time da casa contra o Santos, Arouca saia de campo e um pobre de espírito o chamou insistentemente de macaco.

Pense como o cidadão deve se sentir…

Cá entre nós: tudo isso é um problema educacional, de pessoas que não conseguem viver em sociedade. Gente da pior estirpe e que deveria estar na cadeia. Sim, prisão, pois aquele que despreza de tal modo o seu semelhante tem dificuldade de convívio social.

Mas há os oportunistas de plantão. A Federação Paulista de Futebol interditou o estádio Romildo Correia por culpa do acontecimento de Mogi. Ora, a culpa é do clube? Foi o estádio quem xingou o atleta? O concreto é preconceituoso? Pior: Rivaldo, o presidente do time, por acaso é polaco, alemão ou sueco?

Por fim: interditar vai resolver o quê? Punam o torcedor exemplarmente e eduquem o povo.

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– O difícil lance de Palmeiras 1 x 0 Portuguesa

Vida de árbitro é difícil. Veja ontem na partida Palmeiras x Portuguesa o lance ocorrido no 1o minuto do segundo tempo (https://www.youtube.com/watch?v=irBq0vlq-js).

Lance de ataque do Palmeiras, a Lusa tira da área e de supetão a bola bate na mão do jogador da Portuguesa.

Falta ou não?

Para você considerar infração, deve levar em conta se é uma ação deliberada (proposital/intencional), já que é uma das poucas infrações onde o árbitro não deve avaliar imprudência, nem força excessiva. Ainda, o juiz deverá se atentar às seguintes circunstâncias:

O movimento da mão em direção à bola (e não da bola em direção à mão);

A distância entre o adversário e a bola (bola que chega de forma inesperada);

Ser cuidadoso com a avaliação da posição da mão (braço erguido, abaixado ou colado não pressupõe necessariamente uma infração);

Além disso, o árbitro deve avaliar se em determinados lances não houve movimento antinatural dos braços no momento do toque (uma intencionalidade disfarçada de falsa imprudência) ou um risco mal calculado do atleta em que a bola possa bater nos braços, em jogada que se poderia evitar (a nova e polêmica orientação da FIFA).

Para mim, simplesmente a bola bateu na mão e o jogo deveria seguir, como o árbitro havia feito de imediato. Porém, avisado pelo bandeira Carlos Augusto Nogueira, ele voltou atrás e marcou a mão na bola. Foi induzido ao erro… Pior: se considerou mão, deveria ser pênalti, pois a infração aconteceu dentro da área.

Uma pena. Erro do bandeira que “matou” o árbitro. Coisas do futebol.

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– Como fazer mal uma escala: Análise da Arbitragem de Corinthians x São Paulo e Palmeiras x Paulista

Ela se supera! Definitivamente, a Comissão de Árbitros da FPF está em péssima fase.

Cá entre nós: que trabalho difícil eles têm, se o Paulistão da A1 dura só 3 meses? O resto do ano é para torneios menos importantes e formação de árbitros. E no pouco que são exigidos, executam mal sua tarefa.

Vamos lá:

1) Para o Majestoso no Pacaembu, está escalado Luiz Flávio de Oliveira. Ele que apitou bem recentemente Palmeiras x São Paulo. Antes era só Seneme nos clássicos. Agora, só Luiz Flávio? Aliás, é para forçar o nome dele ao quadro da FIFA e assegurar que a FPF não perca a vaga do agora aposentado Seneme para outro estado? Lembrando que o Luís Flávio foi o árbitro sorteado e que minutos antes houvera, por erro do digitador da FPF, sido anunciado como o escolhido para o Choque-Rei (antes da bolinha cair do globinho).

Depois da má atuação no São Paulo x Santos, finalmente os bandeiras Emerson Augusto e Marcelo Van Gassen não estarão escalados num clássico. Não poderia evitar repetição de árbitro em clássicos também? Ou não revelaram árbitros suficientes?

O detalhe é que o árbitro reserva desse jogo será Marcelo Rogério, de impecável atuação no jogo Ponte Preta x Corinthians (onde expulsou Gil e Paulo André) e que apitou a dificílima e nervosa partida entre os desesperados Paulista x Sorocaba na fuga do rebaixamento (sobre a arbitragem desse jogo, clique em: http://is.gd/PAUxSOR). Marcelo Rogério é superior e está em melhor fase técnica e física do que Luiz Flávio. A pergunta é: por que ele não apita tal jogo? Não vale usar a desculpa do sorteio, já que ele é o subterfúgio ideal para se justificar qualquer coisa pelos cartolas. No fundo, os dirigentes da arbitragem amam o sorteio, pois atrás dele se escondem.

2) Para Paulista x Palmeiras, apitará Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza, árbitro que fez um ótimo Campeonato Paulista, em que pese as críticas do jogo São Paulo x Santos, onde foi muito prejudicado pelos bandeiras e ele próprio teve atuação boa em lances difíceis, com erros aceitáveis e acertos polêmicos (sobre esse jogo, a análise da arbitragem também está disponível, ela está em: http://is.gd/SAOxSAN). Marcelo já atuou em jogo do Paulista FC no Jayme Cintra, na partida do Galo Jundiaiense contra o Audax, e foi muito bem (o histórico da atuação desse jogo está em: http://is.gd/PAUxAUD). O que questiono é: se o Palmeiras está liderando o grupo e classificado enquanto o Paulista está na lanterna e rebaixado, por quê não lançar um nome novo? Para quê um árbitro dessa categoria num jogo fácil para se apitar e que vale pouco? Um desrespeito para as promessas. É a prova maior de não saber confeccionar uma escala.

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– Análise da Arbitragem de Oeste 2 x 1 Paulista

Trabalho ruim de Guilherme Ceretta nesta 4a feira . Vamos à análise?

Primeiro Tempo relaxado. Jogo fraco e a atenção da equipe de arbitragem não estava em alta!

Exemplos? Um pênalti marcado sem vibração para o Oeste (não convertido). Um tiro de meta cobrado onde o zagueiro domina a bola dentro da grande área (tem que voltar a cobrança). Um empurrão com braço estendido em cima do Diego Rosa que passou batido. Aliás, nem para reclamar o Paulista se esforçou nesta jornada… Outro pênalti, mas para o Galo, também mal marcado (foi tranco legal e também a cobrança foi desperdiçada).

Dois cartões amarelos na etapa inicial: Adriano Alves (OES) por atingir Gabriel Mosquito no contra-ataque e outro para Jeferson Paulista (OES) pela sola em Diego Rosa. Porém, essa sola “sem querer” é exaustivamente cobrada pela FIFA com punição mais rigorosa. É natural dividir com o pé a essa altura?

De mais importante, tivemos 7 minutos de paralisação para que a ambulância socorresse um torcedor que passou mal na arquibancada. E como sem viatura e médico não tem jogo, deve-se esperar o retorno deles como foi o ocorrido.

Já no Segundo Tempo, de relevante, dois lances: a correta expulsão de Philipe Sampaio com Vermelho Direto por um carrinho infantil e a grande falha no final da partida: a não expulsão de David Batista por pisar propositadamente na cabeça do goleiro no último minuto. Muitos Amarelos ao Paulista e inúmeras faltas não marcadas. Se não bastasse isso… fisicamente péssimo! E três opções poderiam explicar essa situação: ou se poupou, cansou ou esnobou a partida. Ou uma quarta opção: quis se nivelar por baixo como as equipes. A cada falta marcada, meia hora para ser cobrada com a permissão do juizão! Deu a impressão de má vontade para com a partida. Seria “jogo pequeno”?

Não gostei do bom árbitro Ceretta. É competente, jovem, boa pessoa, gente fina e com um potencial enorme! Mas quando a partida não vale muita coisa, não vibra e se acomoda.

Árbitros assistentes, adicionais e quarto-árbitro passaram batidos.

Abaixo, o lance-a-lance da partida com os rascunhos do jogo:

Oeste x Paulista

Árbitro: Guilherme Ceretta de Lima

Bd 1: Alex Alexandrino

Bd 2: Maria Elisa Correia Barbosa

AAA1: Paulo Sérgio dos Santos

AAA2: Norberto Luciano Santos

4o Árb: Sílvio Renato Silveira

OESTE

1 Paes

2 Arnaldo

3 Gustavo Henrique

4 Mauro Viana

5 Adriano Alves

6 Denis

7 Tiago Timbó

8 Waguininho

9 Bruno Nunes

10 Jeferson Paulista

17 Lelê

Reserva

12 Fernando Leal

13 Dezinho

14 Piauí

15 Fernandinho

16 Jean

11 Pablo

18 Dezinho

Falta 1o tempo: 6

Falta 2o tempo: 9

TOTAL

PAULISTA

1 Ian

2 Pacheco

3 Malcon

4 Phillipe Sampaio

5 Dodó

6 Victor Hugo

7 Ewerton Pereira

8 Gabriel Leite

9 David Batista

10 Diego Rosa

11 Jonathan

Reserva

12 Iago

13 Leandro

14 Umberto

15 Felipe Diadema

16 Márcio Pitt

17 Tutinha

18 Erik Mamadeira

Falta 1o tempo: 5

Falta 2o tempo: 5

TOTAL

1o Tempo

2m: falta de ataque em cima de Gabriel Mosquito não marcada. Na frente do Adicional…

6m: falta do atacante do Oeste em cima do zagueiro do Paulista; vantagem bem aplicada.

9m: impedimento bem marcado de Pacheco.

10m: Gol de Lelê.

16m: Tiro de meta do Oeste cobrado, lateral pega a bola dentro da área. Atenção bandeira, adicional e árbitro.

21m: Bola chutada pela defesa do Paulista e pé travado no chão. Para mim não houve toque que o derrubasse. Pênalti mal marcado e desperdiçado.

23m: Ambulância sai do estádio para socorrer um torcedor. Partida paralisada.

30m: recomeça a partida. Na verdade, será 23m, pois o relógio ficou parado.

25m: Cartão Amarelo para Adriano Alves em falta sobre Gabriel Leite. Correto.

26m: Diego Rosa é empurrado e o árbitro não marca.

34m: Amarelo para Jeferson Paulista pela sola na coxa de Diego.

38m: 5 impedidos no ataque do Rubrão, fácil para a bandeira Maria Elisa Correia Barbosa.

39m: Gol de Waguininho. Nem pulou, passou por trás de Pacheco e cabeceou.

42m: falta em Gabriel Leite, bem marcada.

45m: jogador do Paulista Jonathan recebe o tranco, valoriza a queda e o árbitro marca pênalti. Não foi.

2o Tempo

34 segundos e a primeira falta (a favor do Paulista). Cobrada com bastante demora…

3m: falta de Malcon, matando o contra-ataque. Correto.

10m: Atacante do Oeste tromba com zagueiro do Paulista e pede falta. Não foi nada.

14m: falta a favor do Paulista na entrada da área não marcada. Juizão estava longe…

17m: falta a favor do Paulista na entrada da área. Bem marcada.

24m: nova falta, agora para o Oeste. A cada falta, quase 1 minuto para ser cobrado.

Penúltima falta levou 40 segundos para ser cobrada. A última, 1 minuto e dez segundos.

27m: Daivid Batista faz gol de cabeça.

30m: Philipe Sampaio deu um carrinho certeiro no adversário. Vermelho bem aplicado.

34m: Victor Hugo recebe cartão por falta e Daivid Batista na sequência por reclamação.

38mm: Outra falta não marcada ao Paulista e na sequência Diego Rosa atrapalha o adversário e recebe Amarelo.

47m: David batista pisou na cabeça do goleiro adverseario, era para Vermelho.

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– Adidas Sexista?

E a “pisada na bola” das camisas da Adidas em alusão à Copa do Mundo?

Quiseram fazer graça com mulheres bonitas do Brasil e sua relação com o futebol. Assim, lançaram duas camisas: uma com um coração em forma de bumbum e outra com trocadilho sexual.

Já retiraram do mercado… Ninguém achou legal!

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