– Há 4 anos, o que ficou?

Encerrei exatamente há 4 anos minha carreira de árbitro de futebol. Foram mais de 700 partidas trabalhadas, em diversas divisões e funções.

Eu gostaria de estar em atividade?

Claro, creio que não só eu, mas muitos aposentados do apito, que ainda apitam suas partidas em seu íntimo. Vestem o uniforme e se transformam nos gramados que sonham.

Mas, definitivamente, acabou. A saudade de estar em campo é enorme. A disposição em obedecer aos dirigentes é nula.

A distância entre o prazer da arbitragem é abissal em relação às humilhações que se têm que fazer e viver nas comissões de árbitros. Reuniões enfadonhas, falta de meritocracia, sacerdócio que se doa em vão. Contraste absurdo da paixão de apitar uma partida de futebol.

Enfim, vida que segue e família que se curte (coisa que não se consegue enquanto árbitro). Hoje, falo de futebol na TV, no rádio, no jornal e na internet e sou feliz!

Uma singela constatação: se a carreira de árbitro fosse mais justa, mais competentes os nomes seriam.

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– Sou Branco, Sou Humano e Também sou Macaco!

#SomosTodosMacacos

Daniel Alves, jogador do Barcelona, foi hostilizado por racistas membros da torcida do Villareal (time cujo um dos ídolos foi o negro Marcos Senna). Jogaram uma banana para ele. O atleta pegou a fruta e a comeu, ironizando a atitude maldosa daqueles xenófobos.

Se negros, brancos, pardos, indígenas, amarelos são todos filhos de Deus, significa que existe só uma raça: a Raça Humana.

Somos todos um só. Somos todos “gente”. Somos todos humanos. Se os negros merecem bananas, também somos todos macacos.

Ótimo. DÊ UMA BANANA AO RACISMO!

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– A Expulsão de Léo Moura no Corinthians x Flamengo

No futebol varzeano, há um lance chamado pelos boleiros de “passar o rodo”. Dá uma confusão entre os jogadores quando isso ocorre… E neste domingo, Leo Moura “passou o rodo” em Petros no final do 1o tempo. Leandro Pedro Vuaden o expulsou. Correto?

Vamos discutir!

A FIFA recomenda que os carrinhos sejam coibidos no futebol. Carrinho lateral, frontal ou por trás deve ser duramente punido com cartão vermelho. No futebol europeu, onde a força e disputa ríspida de bola acontecem com mais frequência, o carrinho é praticado quase que exclusivamente na bola. No Brasil, sempre vejo carrinhos “mal praticados”, onde o jogador aceita o risco de perder o tempo da bola e atingir o adversário. Leo Moura foi expulso corretamente por esse motivo.

Alguns dirão: “Quando Leo Moura atinge com seu pé direito a canela direita de Petros, o corinthiano já está pulando, no ar, forçando uma falta. E aí?”

Cartão Vermelho do mesmo jeito, pois a regra fala em “atingir ou tentar atingir”. Quem disse que precisa machucar o atleta para expulsar o jogador? Se ele está firme no chão, certamente poderia ter uma lesão grave na perna. O ATLETA PODE PULAR QUANDO PERCEBE QUE SERÁ ATINGIDO, SEJA POR PRUDÊNCIA OU ATO REFLEXO. E tal fato nada muda na decisão do árbitro.

Temos dois lances recentes sobe tais jogadas:

1- Corinthians x Palmeiras no Pacaembu, na primeira partida disputada por Roberto Carlos na sua volta da Europa. Ocorreu uma jogada idêntica onde o lateral esquerdo foi expulso corretamente pelo árbitro Wilson Luís Seneme.

2- São Paulo x Santos no Morumbi em 2012: Luís Fabiano carrega a bola, entra na área e o goleiro Rafael dá um carrinho no são-paulino. O centroavante vai ser atingido, pula e nem é tocado, mas o árbitro marca pênalti. Correto também.

Fica o lembrete aos jogadores: dar ou tentar dar um pontapé / rasteira / chute é passível de cartão, não importa se atingiu ou não. Só se salva o atleta que atingir exclusivamente a bola.

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– Dilma falou sério ao povo do Pará?

A presidente Dilma visitou Belém, e às rádios que a entrevistaram, falou sobre a Copa do Mundo:

Os aeroportos estão prontos, assim como os estádios também. Não haverá problema com a infraestrutura no Mundial”.

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– Ela estava em sã consciência?

– Bebeu algumas típicas e deliciosas cachaças paraenses antes da entrevista?

– Se entupiu do ritmo paraense do momento, o tecnobrega, e depois foi ao encontro dos jornalistas?

– Confundiu-se com a data do dia, achando que era “Primeiro de Abril”?

Ou nada disso: apenas um surto de otimismo?

Será que a chefe do executivo do nosso país não está vendo as obras atrasadas, aeroportos problemáticos, superfaturamentos diversos, clima de insatisfação e tudo a mais que assola o povo? Não vê que para amenizar os problemas da falta de infraestrutura nas cidades-sedes, os prefeitos estão decretando feriados municipais?

Por fim: será que a dona Dilma vive mesmo no Brasil ou tal declaração, sincera e honestamente, foi pura demagogia para trazer aos menos informados uma sensação de tranquilidade?

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– Shandong, o time chinês mais brasileiro do campeonato local

Parece ser o novo eldorado do futebol mundial. E como em todos os lugares do mundo, também na China os brasileiros têm a simpatia dos torcedores.

Conhece o Shandong? Veja as curiosidades do dia-a-dia dos jogadores.

Extraído de:

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/esporte/162441-china-brazuca.shtml

CHINA BRAZUCA

Com 12 brasileiros, como Vagner Love, o time chinês Shandong paga bem, mas cobra muito

Por Marcelo Ninio

“Lo fu”, “Lo fu”, gritam jovens vestidos com a camisa laranja do Shandong Luneng, a nova sensação do futebol chinês. “Lo fu” é como sai na pronúncia local o nome do atacante brasileiro Vagner Love, camisa 10 e principal estrela da equipe.

Torcedor-símbolo do time, o fanático e rechonchudo Wang Da Quan tem estampados na camisa os rostos dos reforços brasileiros.

Com um megafone, repete os nomes na porta do Estádio Olímpico de Jinan, onde o Shandong Luneng se prepara para mais uma partida do campeonato chinês.

O atacante Aloísio, ex-São Paulo, é conhecido como “Ye Niu” (búfalo selvagem, versão chinesa para boi bandido), o técnico Cuca é “Cu Cá” e o volante Júnior Urso, ex-Coritiba, virou “Wu Suo”.

“Adoramos o futebol brasileiro e confiamos no Cu Cá!!”, reverbera Wang entre gritos de kung fu em seu alto-falante particular, montado num patinete elétrico.

Enquanto os torcedores chineses dobram a língua e reinventam os nomes de seus novos ídolos, os brasileiros se desdobram para traduzir os segredos da bola aos chineses. Tarefa árdua, movida a muito dinheiro.

Atraída por salários milionários, uma legião de brasileiros nunca vista na China desembarcou há poucos meses em Shandong.

A província, no sudeste do país, é conhecida por ser a terra natal do filósofo Confúcio e o local de origem da primeira versão do futebol, há mais de 2.000 anos.

Mas o que interessa aos dirigentes do Shandong Luneng é o futuro, e eles têm pressa em ver resultados.

Propriedade de uma estatal de energia elétrica, o time foi o que mais investiu nesta temporada do futebol chinês, mais de R$ 80 milhões.

“Não tem xingamento, nem torcedor querendo nos bater em aeroporto, mas quando há um tropeço sou chamado para uma conversa com o chefão. Não tem essa história de paciência oriental”, diz Cuca.

O treinador compara o investimento feito hoje pela China ao que ocorreu nos anos 1990 no Japão, quando a chegada de Zico e outros brasileiros marcou a ascensão do futebol do país. “Isso também vai acontecer aqui”, afirma o técnico.

Das preleções às broncas na beira do gramado, Cuca e os demais preparadores dependem de um tradutor para tudo. Mas a maior dificuldade é ensinar aos chineses a malandragem brasileira.

“Eles são muito tímidos”, diz Cuca. “E falta malícia. Não sabem ganhar uma falta, só caem quando a porrada é muito forte”.

Há três meses no cargo, Cuca já é alvo de críticas da imprensa local, que questiona se ele vale o salário mensal de R$ 1,5 milhão, considerado o mais alto já pago a um treinador brasileiro.

A expectativa está à altura do investimento. No contrato de Cuca, uma cláusula estipula que o time deve ser campeão mundial interclubes até 2016. Ou seja, fazer o que ele não conseguiu com o Atlético-MG em 2013.

A meta é repetir o sucesso do maior rival, o Guangzhou Evergrande, de Cantão. No ano passado, sob o comando do treinador italiano Marcello Lippi, o time sagrou-se tricampeão chinês e venceu a Liga dos Campeões da Ásia, com atuações decisivas dos brasileiros Muriqui e Elkeson e do argentino Conca.

Vagner Love, o primeiro da nova onda brasileira a chegar a Shandong, no ano passado, conquistou rapidamente o torcedor com seu jeito irreverente e seis gols em dez jogos no fim de 2013.

Love diz não sentir a pressão. “Pode até ter, mas como não entendo o que eles falam, não fico sabendo”, ri Vagner, que foi trazido do CSKA Moscou por R$ 19 milhões, na transação mais cara feita pelo Shandong.

No último sábado, só deu Love na vitória do Shandong fora de casa contra um de seus principais rivais, o Beijing Guoan. Agradecida, a torcida já aprendeu e canta o sucesso de Claudinho e Buchecha: “Só love, só love…”.

LOST IN TRANSLATION

Para implantar sua filosofia na terra de Confúcio, Cuca cercou-se de compatriotas. No total são 12 brasileiros no Shandong, incluindo três jogadores e nove preparadores, além do meia argentino Montillo, que jogou no Santos.

A invasão verde e amarela mudou a cara e os costumes do time. Nos corredores do moderno centro de treinamento, quadros digitais informam em português e chinês a programação do dia.

Um batalhão de dez tradutores foi convocado para ajudar os brasileiros e suas famílias em Jinan, capital da província de Shandong.

“Poucos clubes do Brasil oferecem essas condições”, diz Luiz Alberto Rosan, fisioterapeuta da seleção brasileira desde 1998 e um dos membros da comissão técnica montada por Cuca.

Como todos os outros brasileiros, Rosan vive às voltas com confusões provocadas por enganos na tradução.

Recentemente, examinou um dos jogadores chineses que se recuperava de uma lesão e disse que ele já estava pronto para receber alta. Misteriosamente, o jogador desapareceu.

“O tradutor não sabia o que era alta e disse ao jogador que ele tinha que melhorar de nível. Por isso ele sumiu do time, para voltar em mais alta forma”, relembra Rosan. “Mal-entendidos como esse são comuns”.

FALTA DE LAZER E POLUIÇÃO INCOMODAM

Com humor negro, torcedores do Shandong dizem que a cor laranja do uniforme do time é para facilitar a visão dos jogadores no meio da poluição.

Uma névoa densa cobria o estádio de Jinan quando foi dado o pontapé inicial do jogo entre o Shandong Luneng e o Hangzhou Greentown, no sábado.

Naquele momento, Jinan estava em primeiro lugar no ranking das cidades mais poluídas da China, com índice dez vezes superior ao máximo recomendado pela OMS (Organização Mundial de Saúde).

A poluição não deteve o time laranja, que venceu por 2 a 0, com um golaço de Vagner Love.

Para os brasileiros que desembarcaram em Jinan, a poluição nem é considerada o maior problema. O pior é a falta do que fazer.

Atraídos por salários que multiplicaram por quatro ou cinco o que ganhavam no Brasil, jogadores e preparadores se mudaram de vez já com contrato assinado, sem saber para onde estavam indo.

Alguns vieram com a informação de que Jinan é uma cidade pequena. Ao chegarem, descobriram que na China uma cidade com 6 milhões é considerada pequena.

O ritmo chinês impressionou. “É a primeira vez que vejo uma cidade com mais prédios em construção do que já construídos”, disse Maiara, 25, filha de Cuca.

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– Campeonato Cigano de Futebol!

Olha aí que loucura estão os mandos de jogo do Campeonato Brasileiro:

Rodada 1 –

Atlético Paranaense x Grêmio no Orlando Scarpelli (SC)

Flamengo x Goiás no Mané Garrincha (DF)

Atlético Mineiro x Corinthians no Parque dos Sabiás (Uberlândia/MG)

Rodada 2

Figueirense x Bahia na Arena Barueri (SP)

Nas Arenas da Copa (Cuiabá, Manaus, Dunas) certamente teremos outros jogos. E isso é bom?

Não gosto da idéia. Teremos muitos elefantes brancos sendo usados a força para não virarem micos no futebol.

O Brasileirão virou um torneio itinerante? Parece que sim. E aí podemos até ter influência técnica dentro de campo, afinal, alguns clubes usam o fator casa para terem vantagem competitiva. Em alguns casos, se o clube pequeno levar o jogo contra o grande para alguma arena, pode até parecer inversão de mando!

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– Fica quieto, Sheik

E novamente Emerson Sheik aparece envolvido com polêmicas. Não bastasse seu histórico nada abonador (identidade falsa, carro contrabandeado e outras questões extra-campo), agora o atleta dispara contra seu ex-treinador Mano Menezes.

Entrevistado pela rádio Mix do Rio de Janeiro, disse:

O que eu sinto sobre o Mano? Eu não gosto dele. Não escondo de ninguém que não gosto dele. Entendo que ele é um cara de caráter duvidoso e para mim isso basta”.

Ter respeito às pessoas é importante. Muitos questionam os métodos de trabalho de Mano, as convocações esquisitas dele enquanto treinador da Seleção e o relacionamento íntimo com o seu empresário Carlos Leite (que abastece o Corinthians com atletas do seu casting).

Mas se ele fala sobre caráter (e não julgo o caráter de Mano), me parece aqui mais a história do “roto e do esfarrapado”. É o Emerson que de tantas cotoveladas deu maldosamente em campo? É o dos carrinhos violentos contra desafetos? O da mordida no argentino do Boca Jrs? O do selinho provocativo? O do que chegava atrasado aos treinos de helicóptero?

Agora no Botafogo, deveria se preocupar com seu rendimento em campo e deixar as águas passadas rolarem. Não gosto de mau profissional falando de ex-chefe (seja ele bom ou ruim). Se fosse jogador exemplar, aceitava-se a crítica como mágoa pela reserva incompreendida. Mas no caso dele, não.

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– Bandeirinha da Paz acabou com a violência segundo a FPF

Acredite se quiser: a iniciativa da Federação Paulista de Futebol em trocar as flâmulas amarela e vermelha das bandeiras dos árbitros assistentes no Campeonato Paulista, por outras de cor branca, segundo o presidente Marco Polo Del Nero no site da entidade, “reduziu a praticamente zero a violência” nos estádios durante o Campeonato Paulista!

A campanha chamada “Bandeirinha da Paz” visava que o torcedor, ao ver a cor branca nas bandeiras da arbitragem, lembrasse de PAZ e repensasse o comportamento violento. A FPF publicou que a ação foi um sucesso, sendo que:

Durante três meses de campeonato, exceto por dois conflitos em bairros distantes dos estádios, não houve qualquer registro de briga nas arquibancadas ou nas imediações dos locais das partidas. Além de reduzir a praticamente zero a violência, apenas em uma ocasião as autoridades foram obrigadas a impedir a entrada de uma torcida organizada no estádio em 2014, fato que ocorreu 11 vezes em 2013.”

Eu duvido que algum torcedor mudou o comportamento ao ver a cor da bandeira. E você?

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– Tentando entender a Sulamericana na visão da CBF

Que tipo de prestígio a Copa Sulamericana tem perante a entidade que administra o futebol brasileiro, a CBF?

A idéia original é que a Sulamericana deveria ser uma espécie de 2a divisão da Libertadores, ou seja, ser a antiga Copa Conmebol (assim como a Liga Europa está para a Champions League em nível de importância). Mas ao invés do segundo pelotão dos melhores clubes, aqui no Brasil a indicação dos times é curiosa:

– Para a Sulamericana 2014 (que começa no segundo semestre), entrarão o campeão da Copa do Nordeste mais as equipes eliminadas até a terceira fase da Copa do Brasil-14 (e que estiveram melhores colocadas no Campeonato Brasileiro de 2013).

Achou curioso?

Veja para 2015: a CBF afirmou que tirará uma das vagas dos eliminados da Copa do Brasil e a dará para o Campeão da Copa Verde-14. Isso mesmo! O atual campeão desse torneio (que reúne as equipes do Norte, Centro-Oeste e Espírito Santo) é o Brasília FC (não confunda com o Brasiliense), e só disputará a competição daqui há um ano e meio. Mas o Sport, campeão da Copa Nordeste-2014, jogará nesse ano.

E aí vai a curiosidade: se reclamamos de times que estão na segunda divisão do Brasileirão disputarem a Libertadores (como foi o caso do Santo André, Paulista e Palmeiras, que se classificaram pelo caminho da Copa do Brasil), poderemos ver uma equipe que nem estará em atividade profissional classificada! Em 2014 ou 2015, pelas regras do Campeonato Brasileiro, o Brasília FC pode não disputar a 4a divisão nacional (mas jogará a Sulamericana)!

Coisas da politicagem no futebol…

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– Os Excluídos da Copa do Mundo

Sorte do Futebol que Moçambique era colônia portuguesa e assim o benfiquista Eusébio, o eterno Pantera Negra, conseguiu jogar uma Copa do Mundo (1966). Ou alguém imagina que no cenário de hoje, com tantas equipes fortes, o jogador moçambiquenho conseguiria disputar um Mundial pelo seu país natal?

Pois bem: um dos maiores de todos os tempos, George Weah, o liberiano que jogou por anos no Milan e foi Bola de Ouro da FIFA, viveu esse drama de ser um craque e ficar fora do Mundial pois seu país não conseguiu se classificar. Ibrahimovic ficará de fora agora em 2014 pelo fato da Suécia não ter tido uma boa geração. Gareth Bale, “cracaço” do Real Madrid, talvez seja a maior ausência na Copa do Mundo no Brasil devido a fragilidade de sua nação, o País de Gales. Acrescente outros: Petr Cech, goleiro da República Tcheca que está no Chelsea; Vidic, sérvio do Manchester United, ou ainda o craque da Bundesliga (campeonato alemão) Lewandowski, que infelizmente é polonês.

Não veremos esses jogadores bons de bola por aqui. Mas em compensação, ironicamente teremos Nekounamm (Irã), Spahic (Bósnia), Anastoupolus (Grécia), Bougherra (Argélia) ou Kosmina (Austrália)…

Aí é sacanagem!

Um desafio: que tal escalar a Seleção dos Excluídos de 2014? Garanto que seria um time competitivo, e, por quê não, lutaria pelo título?

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– Mais um árbitro que encerrou a carreira antes do apito final?

Só soube agora: mais um árbitro rodado que pendurou o apito antes dos 45 anos… agora, foi a vez de Robério Pereira Pires!

Já repararam que com a atual Comissão de Árbitros da FPF poucos são os juízes que conseguem chegar motivados até a data limite para se apitar?

E os motivos para o abandono de vários árbitros são sempre os mesmos: desmotivação pela falta de plano de carreira, politicagem, a não existência da meritocracia, escalas em campeonatos caça-níqueis /festivos /ou que a nada levam, excesso de reuniões enfadonhas, cobranças excessivas e aceite de pedidos de “geladeira” por parte dos clubes. Sempre com a omissão da entidade sindical que os deveria defender da Federação, porque, cá entre nós, dos clubes é mais fácil!

Sabe o que é pior? Os nomes que são revelados pela FPF não aparecem! Raramente se vê uma promessa. A última vez que ouvi a expressão “nova safra de árbitros” foi entre 1994 e 1998, quando os professores Gustavo Caetano Rogério formaram uma leva de árbitros que até hoje dava conta do recado, mas resolveram se aposentar (e teriam ainda idade para apitar): entre eles, Paulo César de Oliveira, Wilson Luís Seneme, Sálvio Spínola Fagundes, Rodrigo Braguetto, além de outros que já pararam como Cléber Abade.

Não dá para questionar: São Paulo está sem árbitro FIFA, sem futuro e sem tempo para renovar.

Fica a dúvida: será que o novo presidente Reinaldo Carneiro de Bastos mudará algo em 2015?

Os árbitros anseiam uma nova perspectiva. E boa sorte ao amigo Robério nessa nova fas da vida!

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– Quem estará no banco da Seleção Brasileira em Pequim?

A CBF confirmou: dia 11 de Outubro haverá um jogaço envolvendo Brasil x Argentina com suas equipes principais, numa data FIFA, sem impedimento de liberação de atletas. O jogo será mais uma edição do evento “Superclássico da América” (uma reedição da antiga Copa Rocca) e será disputado no Estádio “Ninho dos Pássaros”, em Pequim (China).

Como se pode observar, a data é pós-Copa do Mundo. E aí vem a pergunta: será que teremos Felipão e Sabella como respectivos treinadores das Seleções Brasileira e Argentina?

Eu penso que não. Felipão vai ganhar dinheiro em algum time comandado por afortunado e garantir a aposentadoria. Para mim, Tite será o nome da vez. Ele pode se dar o luxo de tirar longas férias após sair do Corinthians e foi estudar para se aprimorar e chegar ao cargo de técnico do Escrete Canarinho. E do outro lado, Sabella, que não conta com a simpatia da torcida local, pode dar lugar a Simeone que é, atualmente, o “bola da vez” na Europa.

E para você? Quem deveria assumir o cargo de treinador depois de Felipão?

Deixe seu comentário:

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– Juizada de Bolso Cheio? Mais ou menos…

Dar maior remuneração para qualquer atividade trabalhista é sempre bem visto. Mas há certas boas discussões sobre dinheiro e trabalho que valem a pena. Vejam só uma delas: os árbitros de futebol tiveram aumento de salário.

Um árbitro FIFA (ou ex-FIFA) receberá R$ 3.450,00 por jogo na série A do Campeonato Brasileiro. Se a distância de ida e volta for maior do que 100 km, acrescente um reembolso de R$ 100,00. Se fora do estado, R$ 500,00.

Os aspirantes à FIFA e ex-aspirantes receberão R$ 2.650,00. Os árbitros básicos R$ 2.350,00.

Para os que não gostam dos AAA (os adicionais da linha de fundo), isso será motivo de ira: um AAA FIFA ganhará R$ 1.000,00 / jogo. Os bandeiras receberão sempre a metade do árbitro.

Mas algo que me irrita: um delegado da CBF vai embolsar R$ 500,00. E estes são muito mais escalados do que os árbitros e geralmente são os mesmos. E aqui fica a discussão: um árbitro não é escalado toda rodada (um ou outro é); há aqueles que apitam uma vez por mês e olhe lá! Desconte-se impostos, taxas de sindicato, cooperativa, associação. Lembre-se que o árbitro perde o dia de serviço e banca seus gastos com a preparação física e material de treinos. Se machucar, não vai receber nada. Vale a pena?

Sem contar o seguinte: é o árbitro que recebe R$ 3.450,00 quem decidirá se o zagueiro Lúcio (que recebe por volta de R$ 250.000,00) fez ou não pênalti em Emerson Sheik (que recebe R$ 520.000,00).

Justo ou não?

Mas a maior consideração ao árbitro não seria aumento de salário, mas a profissionalização e independência, livre das cooperativas e sindicatos do modelo atual. Isso ainda é utopia.

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– Os Lances de Arbitragem em SPFC, SFC e SEP

Primeira rodada do Brasileirão, primeiros erros!

É claro que é humanamente impossível assistir aos 10 jogos disputados; ainda mais em feriado como a Páscoa, emendado com outras comemorações. Mas não gostei do que vi em alguns jogos e em lances de falhas pontuais.

Neste domingo, 3 destaques me chamaram a atenção:

  • Lance 1, São Paulo x Botafogo) Jogada dificílima, qualquer coisa que fosse marcada seria duvidosa. No começo da partida, a bola é lançada do meio de campo a Alexandre Pato, que está enfiado entre os zagueiros do Botafogo; o sãopaulino aparece em posição duvidosa e tenta encobrir o goleiro Jeferson. O bandeira Pablo Almeida da Costa/MG demorou para levantar a bandeira, e tanto atacante quanto goleiro continuaram a jogada até o árbitro insistir com o apito. A bola estava entrando no gol, Jeferson tirou quase/ou dentro da meta. Seria polêmico se estivesse valendo… Só que apenas no replay se percebe a condição legal de Pato, pois o calcanhar de Dória dá condição. Esse é o tipo de erro que não dá para condenar o bandeira, é covardia visualizar o detalhe dos centímetros.
  • Lance 2 , Santos x Sport) Outra jogada difícil na rodada foi o gol de Geuvânio. O santista chuta para o gol; se a bola entra direto, gol sem polêmica. Mas Gabriel estava em suposta posição de impedimento. Se estivesse à frente do penúltimo defensor e não tocasse na bola, gol válido, pois ele está em impedimento passivo, não interferindo na jogada nem no adversário. Mas se ele relasse na bola, passaria de passivo para ativo e o gol deveria ser anulado. ENTRETANTO, há um jogador na ponta esquerda da defesa pernambucana que dá condição a Gabriel por estar na mesma linha (provado pelo tira-teima da SporTV). Portanto, independente se o gol foi dado a Geuvânio ou a Gabriel, foi gol legal e acerto do bandeira carioca Silbert Sisquim em situação difícil de se decidir (Detalhe: o árbitro da partida, o baiano Arilson Bispo só aparece de vez em quando nas escalas, e sempre está em meio a lances polêmicos. Que coisa! Lembram-se de uma lambança homérica em Corinthians x Botafogo no Pacaembu?)
  • Lance 3, Criciúma x Palmeiras) Erro duplo e grosseiro da arbitragem. O juiz André Luís de Castro/GO (aliás, o mesmo árbitro que apitou o último jogo do Palmeiras na série A – o do rebaixamento em 2012 e que fez o primeiro jogo no acesso em 2014) deve ter deixado fulo o presidente da Comissão de Árbitros Antonio Pereira da Silva, seu conterrâneo goiano (aliás, será que existe alguma relação de corporativismo pátrio para que tenhamos tantos goianos bandeirando e apitando? Goiás não tem cidade–sede na Copa, mas o que tem de árbitro…). Multipênalti na jogada. Thiago Alves dá uma voadora no peito de Silvinho. Era pênalti e cartão vermelho, e na sequência deliberadamente desvia a bola com a mão (lance para Amarelo). Ele poderia escolher o que marcar e fez vista grossa nos dois lances! Ou excesso de incompetência ou má fé. Fico com a opção “incompetência”, pois creio que todos somos honestos e falíveis (até que se prove o contrário).

Por fim, um detalhe interessante de quem deve ter estudado arbitragem, treinado e colocado em prática: repararam que os 3 gols na partida São Paulo x Botafogo surgiram de lances idênticos? Se não assistiu aos gols, os veja e repare: nos 3 tentos, alguém carregava a bola pelo meio; havia sempre um atacante em impedimento passivo, na banheira, esperando a bola; mas nas 3 ocasiões a bola foi lançada para alguém na ponta direita ou esquerda, em condição legal; e nas 3 vezes, ao invés de chutar para o gol, a bola é lançada para a área, ao atleta que outrora estava em impedimento mas que por culpa desse segundo lance não está mais! E como os zagueiros achavam que esses atletas estavam impedidos, os deixaram sem marcação. Inteligente e curiosíssimo! Treino ou coincidência?

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– Uma Meia Verdade no Futebol Brasileiro!

E as declarações do jogador Rui Cabeção após ser eliminado na Copa do Brasil pelo Mixto-MT?

Falou sobre arbitragem, CBF, sociologia do futebol e outros temas importantes. Mas algo forte dito foi que:

A maioria dos jogadores de futebol jogam 3 meses e ficam desempregados no resto do ano. E estes caras incompetentes que fazem calendários na CBF não estão nem aí”.

Claro, se referiu aos clubes que só jogam os estaduais e ficam de fora das 4 divisões nacionais.

Sim, é verdade que a maioria dos jogadores brasileiros ganha pouco, vive de estaduais que são de curta duração e que a CBF maltrata os clubes. Porém, são muitos os clubes de aluguéis, empresários que nada contribuem e aproveitadores que vivem do futebol esporádico, fazendo com que numerosos clubes falidos insistam em jogar profissionalmente, deixando dívidas e atrapalhando / inchando as tabelas.

Se diz que “os times grandes precisam também dos pequenos para sobreviverem”. Mas quando são minúsculos e em excesso, aí a situação é inversa: essas agremiações sobrevivem explorando a disponibilidade do grande.

Enfim, vale pensar: se o clube pequeno se sustenta e está inserido numa das divisões profissionais do Brasileirão, tudo bem. Mas se vive de apenas 3 meses de estaduais e sempre está devendo, se preocupar com a sua sobrevivência não se transforma em ato de caridade?

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– Os Enrolados Brasileirões da A, B, C e D

Problemas em todas as divisões do Campeonato Brasileiro. E o que será que vai dar?

Olha que loucura: a Portuguesa que tanta confusão se envolveu com o caso Heverton, depois de muito relutar, entrou na Justiça Comum. Ganhou e teve a liminar cassada. O presidente Ilídio Lico não quis recorrer. Porém, o vice jurídico Orlando Cordeiro queria a continuação da sua luta pela causa.

Entretanto, um torcedor que entrou na Justiça Comum conseguiu uma liminar reintegrando a Lusa na série A, e na 6a feira, antes de entrar em campo contra o Joinville em Santa Catarina, ambos discutiram: Ilídio Lico quis que seu time jogasse, e Orlando Cordeiro, contrariado, abandonou seu cargo no clube pois alegava que o clube estava respaldado pela Lei e não deveria subir ao gramado.

Não é que aos 17 minutos um oficial de Justiça parou o jogo e fez cumprir a lei (de acordo com a liminar naquele momento). O time teve que abandonar o campo.

No Sábado de Aleluia, a CBF conseguiu cassar a liminar desse torcedor. O time do Canindé voltou a Segundona e a guerra nos bastidores continua, pois o Icasa também reivindica a vaga do Figueirense na série A.

Quais times compõe a série A e B, hoje, afinal de contas? Serão os mesmos da Rodada 02?

Só quero entender o seguinte: porquê a CBF aceita a decisão da Justiça Comum no caso do imbrólho entre Crac de Catalão/GO e Betim/MG, na briga que envolve a série C e série D? A Justiça Comum vale ou não vale dependendo do interesse?

Repito a mesma questão acima, mudando as letras da divisão: Quais times compõe a série C e D, hoje, afinal de contas?

Agora, cá entre nós: começar campeonato num feriado prolongado como esse? Rodada na 6a feira Santa e no Domingo de Páscoa?

Não há tempo de intervalo dos Estaduais para o Brasileirão de uma única semana?

Tenha dó…

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– Estamos de Cara Nova no Portal Bom Dia / Diário de SP

Amigos, convido para acessarem o RedeBomDia.com . O portal do Jornal Bom Dia mudou e está mais bacana do que nunca. Lá você poderá ler nossa coluna diariamente.

Acesse, http://www.redebomdia.com/esportes

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– Quem são os pares de Marco Polo?

Marco Polo Del Nero será aclamado presidente da CBF. Não que os clubes e federações o desejem, mas sim pelo fato dos conchavos políticos, subserviência e falta de opções assim determinaram.

Veja que curioso: José Maria Marin será seu primeiro-vice (como é o mais velho, assume a cadeira nas ausências de Marco Polo). Os demais serão Fernando Sarney, filho do ex-presidente da República José Sarney pela Região Norte (dispensa apresentações), Marcus Vicente, da Federação do Espírito Santo, representando o Centro-Oeste (não tem time forte na série A, mas tem árbitro aspirante à FIFA), Gustavo Feijó, da Federação Alagoana, representando o Nordeste (sem time forte na Série A , mas com árbitro FIFA) e Delfim Peixoto, da Federação Catarinense, representando a Região Sul (que tem vários times na série A e adquiriu do PR um árbitro FIFA). Ambos não tem estádios da Copa do Mundo em seus feudos.

A percepção de que muitos nomes dos estados que não tem time grande na principal divisão mostra que a força política é que move a relação. Não tem equipe grande, coloca um árbitro em evidência para agradar? Não conseguiu estádio, mas conseguirá cargo? A moeda de troca pode ser de vários valores…

Enfim, o futebol brasileiro tende a continuar o mesmo, infelizmente. E a meritocracia continuará a não existir.

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– Incoerências Futebolísticas da Segunda-Feira

No Rio de Janeiro e em São Paulo, muitas coisas discutíveis aconteceram no mundo do futebol. Vamos à elas?

1- O Vasco da Gama declarou que quer anular o jogo decisivo com o Flamengo, após sofrer um gol em impedimento no último minuto regulamentar. Reclamar, pode. Mas não vai conseguir anulação, afinal, é “erro de fato” (quando há falha de interpretação ou de tomada de decisão, como a de domingo, onde o bandeira mal posicionado não marcou impedimento). O jogo só poderia ser anulado caso fosse erro de direito, ou seja, quando toma uma decisão errada por desconhecimento da regra de jogo.

O gozado é que só agora o Vasco da Gama resolveu reclamar da arbitragem. Antes do jogo, após a polêmica das declaracões da esposa de Marcelo de Lima Henrique (que apitou bem a partida), o time da Colina declarou que confiava na arbitragem. Ora, era naquele momento que ele deveria, por motivos óbvios, pedir outro sexteto de arbitragem. Quando o placar é desfavorável resolver chiar? A propósito, e as declarações do goleiro flamenguista Felipe de que “Ganhar roubado é mais gostoso.”? Ficará sem punição por parte da FERJ?

2 – Em São Paulo, a FPF promoveu sua festa de encerramento do campeonato. Os dois bandeiras da Copa do Mundo são dois paulistas, e não foram premiados por nada. Não seriam eles os melhores, já que estarão no Mundial? Mas os premiados foram Tatiane Sacilotti (justo, falamos em várias análises de arbitragem do ótimo trabalho da moça nas partidas que comentamos) e Carlos Augusto Nogueira. Discordo do Carlão, pois Anderson Moraes Coelho foi melhor do que ele neste ano. O curioso é: foi Carlos Nogueira quem errou e não marcou impedimento no jogo da final de domingo entre Santos x Ituano, aquele mesmo lance que virou o tão discutível pênalti… Prêmio pelo erro?

Aliás, o árbitro premiado foi Luís Flávio de Oliveira, que não trabalhou nas fases finais. Vai entender… Mas a desculpa é boa: culpa do sorteio. E fico pensando: o aspirante à FIFA Luiz Flávio daria pênalti na bola na mão que virou mão na bola, marcado pelo Rodrigo Guarizzo no jogo de ida?

3 – Sobre as homenagens da noite: José Maria Marin ganhou um prêmio por serviços prestados ao futebol. E o vereador Toninho Paiva entregando prêmio a Boleiro? Aí é demais… Cadê os craques do passado, que mereciam as justas homenagens?

4- Destaque para a performance de Cleber Machado e Carolina Galan na condução do evento. Aliás, a apresentadora da TV FPF, ex-aluna da escola de árbitros da FPF e noiva do presidente da FPF, cobrou cachê da FPF para apresentar o evento? Apesar da beleza da moça (indiscutível) a diferença com Cleber Machado como jornalista é grande, não?

E aí, o que achou da segunda-feira pós término dos estaduais? Deixe seu comentário:

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– Análise da Arbitragem de Santos 1 x 0 Ituano – Final do Paulistão

Jogo chato para o árbitro apitar. Raphael Claus foi bem na partida, embora, existam duas situações importantes a discutir.

1- O pênalti pró-Santos! Lance difícil, daqueles que geram discussão. Pegou na bola e quando atinge o atleta do Santos já é jogada vencida (fruto do inevitável contato físico). Mas respeito quem interpretou de outra forma – a de que o atleta pega a bola e o adversário por imprudência, e daí sim é infração. Eu não marcaria, mas entendo que é questão interpretativa e aceito a segunda opção. Sobre o impedimento, realmente estava, mas numa jogada rápida e lance difícil para o bandeira.

Em suma, esse lance foi irregular mas com um grau de dificuldade muito maior do que a mão na bola marcada na semana passada. O desse último domingo é o erro aceitável, diferente da semana passada, que é erro crasso.

2- A catimba do Ituano. A “lá argentinos”, os jogadores do Galo de Itu souberam fazer a cera e gastaram bem o tempo, com a anuência do árbitro. E aqui uma observação: se o pênalti foi aos 45m, o árbitro deu os acréscimos e o jogo ficou paralisado por 2 minutos pelas discussões, por quê não foi acrescido o tempo perdido? Nesse item, pecou Claus.

Considerações diversas: o Ituano é o 1o bicampeão paulista do Interior (embora a primeira conquista tenha sido sem os grandes, que jogaram o Rio-SP e posteriormente o ‘Supercampeonato Estadual do Farah”). Ganhou do São Paulo no Morumbi, do Palmeiras e do Santos no Pacaembu, e desclassificou o Corinthians em sua chave. É um time bem treinado pelo Doriva. Por quê tanta gente “assustada”?

É claro que em ritmo de competição e em pontos corridos, os grandes clubes teriam um desempenho melhor e dificilmente o Ituano seria o vencedor. Mas com as regras do torneio, foi o campeão.

Porém, o Ituano não se tornou melhor time do mundo de uma hora para a outra, nem tem Messi ou Cristiano Ronaldo em seu elenco. É uma equipe ajeitada, que joga pelo coletivo. E que não se iluda! No Brasileirão da A1, onde se posicionaria na tabela?

Aliás, é irônico: o campeão da FPF jogará a 4a Divisão do Campeonato Nacional… Coisas possíveis graças ao Marco Polo Del Nero e suas fórmulas.

Enfim: PARABÉNS AO ITUANO!

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– Conformismo Passivo da Lusa?

E depois de muito relutar, a Portuguesa entrou na Justiça Comum no caso Heverton e o rebaixamento para a Segundona pelo STJD. Mas assim que teve a liminar cassada… desistiu de recorrer!

Pois é! Nesta 6a feira, Ilídio Lico, presidente da Lusa, declarou que o clube vai jogar a série B e não quer mais confusão.

Ué, o clube dissera que não foi comunicado pelo advogado Osvaldo Sestário; depois suspeitou-se de um funcionário da própria agremiação que não informou a suspensão do meia Heverton; e ainda existiu a história das negociações de empréstimos da Lusa com a CBF e FPF durante o imbrolhio?

A Portuguesa não está desistindo muito facilmente de uma luta que demorou para entrar, já que se sentia prejudicada (e com grandes perdas financeiras)?

Esquisito…

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– Ressuscitando a história do Naming Rights do Itaquerão

Quando o então presidente do Corinthians Andrés Sanches anunciou a construção do seu estádio, ele próprio divulgou que os gastos seriam bancados pela venda dos direitos do nome da arena (os “naming rights”).

Simploria, publica e demagogicamente disse que a empreiteira Odebrecht daria um estádio de aproximadamente 300 milhões de reais, e como contrapartida o Corinthians pagaria esse valor permitindo que a construtora usasse o naming rights do estádio por 15 anos, usando-o como Arena Odebrecht ou revendendo o direito do nome para outra empresa por qualquer valor.

Ora, naquele dia da coletiva (foi em 31 de agosto de 2010), os naming rights das principais praças esportivas do mundo eram:

– Emirates Stadium: 90 milhões de dólares por 15 anos (Estádio do Arsenal – Inglaterra)

– Allianz Arena: 90 milhões de euro por 15 anos (Estádio do Bayern e do Munich 1860 – Alemanha – valores divididos entre as equipes)

– American Airlines Center: 195 milhões de dólares por 30 anos

– Gillete Stadium: 90 milhões de dólares por 15 anos.

Quer dizer que o estádio do Corinthians teria o naming rights mais caro do mundo?

Às vésperas da sua inauguração, o estádio não custou R$ 300 milhões, mas já está em R$ 1,09 bilhão. Os naming rights não foram vendidos pelo valor mínimo de 300 milhões, não são os mais caros do mundo e tampouco ficou de posse da Odebrecht.

Pergunta-se: qual o segredo para que um estádio bilionário seja construído e ainda não esteja pago? A Odebrecht tem garantias de pagamento ou será eternamente a proprietária?

Mistério… o mais curioso é que depois de tudo isso, ainda há aqueles que crêem que alguma autoridade vai interditar as obras. Se até agora os políticos só abençoaram a construção, alguém terá peito para barrar às vésperas da Copa do Mundo?

O certo é: o estádio não será pago com os naming rights de jeito algum. Ponto.

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– Flamengo ou Sport Recife?

A pendenga envolvendo quem é o verdadeiro Campeão Brasileiro de 1987 continua. Naquele ano, criou-se o “Clube dos 13” e foi inventada a Copa União. O Brasileirão da CBF ficou esvaziado.

A grande patrocinadora do torneio dos grandes times era a Coca-Cola com a exclusividade de transmissão da Globo. Porém, de lá para cá se discutiu: quem pode ser considerado o legítimo Campeão do Brasil e Vice-Campeão de 87? O Flamengo de Zico + Internacional/RS (pela Copa União) ou o Sport Recife + Guarani/SP (pelo Brasileirão)?

A Justiça determinou que o Sport foi o verdadeiro campeão. Mas não era o melhor time do Brasil. Ou alguém duvida desse Mengão, formado por: Zé Carlos; Jorginho, Edinho, Leandro, Leonardo; Ailton, Andrade, Zinho e Zico; Bebeto e Renato Gaúcho?

Timaço indiscutível!

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– Claus é o finalista!

Pois é: quem acompanha nossos comentários na Rádio Difusora, no Futebol Esporte Show da VTV / SBT e no Jornal Bom Dia / Diário  de SP, soube antes: Raphael Claus era um dos sorteáveis para a finalíssima do Paulistão-14 e não deu outra!

Falávamos desde a fase eliminatória que Claus e Luís Flávio eram os favoritos, junto com Ceretta, Marcelo Ribeiro e Leandro Bizzio (correndo por fora um ou outro nome). Mas estes eram os preferidos: Guilherme Ceretta e Luís Flávio pois são aspirantes à FIFA (e a Federação Paulista não tem mais nenhum árbitro internacional), e Claus por ser o melhor paulista em atividade (provavelmente brigará pelo escudo FIFA em 2015). Devido a má atuação de Rodrigo Guarizzo no primeiro jogo, o “universo não conspiraria para que a bolinha premiasse um árbitro menos qualificado“. Na hora de rodar o globinho da sorte, saiu o melhor!

Claus apita bem grandes confrontos; se destacou em uma semifinal São Paulo x Santos no Morumbi onde fez uma perfeita partida. Porém, reparo que em jogos de meio de tabela ou que nada valem, ele cai de produção; nos jogos em que é exigido, é incontestável. Deixa o lance correr e não gosta de conversa fiada. Nada de faltinha marcada e de parar a jogada nos trancos legais. É um “Vuaden no começo da carreira”.

E a felicidade veio em dobro: já ganhou uma nova escala, no sábado 19/04, abrindo o Brasileirão no jogo Internacional x Vitória, partida marcada no novíssimo Beira-Rio.

Boa sorte ao árbitro de Santa Bárbara do Oeste, eleito o melhor juiz em 2012 e provavelmente será o vencedor do prêmio em 2014! Estendo o desejo de sucesso a toda a sua equipe também.

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– E quem pode dirigir o Barcelona?

O Barcelona foi eliminado pelo Atlético de Madrid pela Liga dos Campeões da Europa. O time catalão já não é mais o mesmo?

Claro que não! Futebol é cíclico. Lembram do domínio do Manchester United de Alex Ferguson? Ou do imbatível Milan dos anos 90? Por aqui tínhamos o Santos de Pelé.

Messi não está jogando nada. Iniesta foi substituído e não gostou. E não é Neymar quem revitalizará o time. Porém, vamos com calma: são todos craques, excelentes jogadores e o próprio Barça apenas diminuiu o ritmo.

Eu questiono uma peça dessa equipe: o técnico Tata Martino! Seria ele o melhor nome? Especularam até mesmo Felipão pós-Copa (o que não acredito). Mas quem poderia ser treinador do time?

A verdade é uma só: o grande sucesso do Barcelona se deu por grande parte a Guardiola, que repete o mesmo trabalho no Bayern de Munique.

Não vejo um grande nome disponível. E você?

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– O Vexame Brasileiro na Libertadores e a Inevitável Derrota no Mundial de Clubes

E o que dizer do Botafogo ser o lanterna da sua chave na Libertadores da América?

E do glorioso Flamengo ser eliminado na primeira fase com derrota no Maracanã com uma chave que tem time boliviano e equatoriano?

E ainda o Atlético Paranaense tomar uma tunga do poderoso “Strongest”, mesmo tendo se reforçado com o artilheiro Adriano que nada fez?

É duro admitir, mas é verdade: o nível técnico do futebol brasileiro está baixo; e o sulamericano, idem. A Libertadores da América tem sido uma competição de jogos horrorosos com times não tradicionais se dando bem. O abismo que se faz entre a Europa e a América do Sul é cada vez maior, e, temo pelo que possa acontecer no Mundial de Clubes do Marrocos.

Será que o Campeão do nosso continente lutará novamente pelo 3o lugar? Ou se estiver na final, “será abatido por quantos gols” pelo Real Madrid, Chelsea, Atlético ou Bayern?

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– Protesto popular na Argentina para Convocação?

Sabella, treinador da Argentina, estará pressionado pela opinião pública local. Não é que os argentinos estão se organizando pelas redes sociais para um megaprotesto contra ele na Praça do Obelisco, tradicional ponto de manifestações?

Motivo: querem a convocação de Tevez, que não tem sido chamado pelo técnico. A verdade é que Carlitos tem a seu favor o carisma da torcida do Boca Júniors, além da antipatia de muitos hermanos por Messi, que é contestado pelos mais rigorosos com o argumento de que “não joga pela Seleção Argentina o que costuma jogar pelo Barcelona“.

E você, faria um protesto em favor a qual jogador da Seleção Brasileira, caso fosse convidado para alguma manifestação?

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– Entrevista de Andrés Sanches sem Padrão FIFA

Ora, ora, ora… eis que o ex-presidente do Corinthians Andrés Sanches provocou a FIFA em entrevista à Revista Isto É desta semana (ed 2315, pg 6-8, por Rodrigo Cardoso).

Sobre as conversas do Timão com a FIFA em relação ao estádio, disse:

O estádio do Corinthians não tem nada de Padrão FIFA. É padrão Corinthians, padrão Zona Leste, padrão Brasil. A FIFA, no começo, exigiu isso e aquilo. Mas, de um ano e meio pra cá, ficou mais acessível, aberta.

E aí: não existe a história de que os gastos extrapolaram por ser “custo do Padrão FIFA”? Se fosse “custo do Padrão ZL” o estádio não seria mais barato?

Por fim, sem esconder o orgulho de suas relações pessoais, Andrés admite ser candidato a Deputado Federal e assume a condição de “homem do povo”, mas de um jeito irônico. Veja:

Eu não queria entrar na vida política, mas venho sendo convidado por associações, por partido, por amigos… Penso se tudo o que falam sobre Política no Brasil é verdade e vou tentar melhorar isso. Sou pré-candidato a deputado federal pelo PT (…) . [Sobre planos e sucesso], a minha maior vitória no futebol foi mostrar que um cidadão sem faculdade, que não fez curso algum naquela universidade… como chama? Heverton?, Hapton, Hepton? Aquela famosa? (referia-se a Harvard). Bom, aquela lá… Mostrei que com dedicação, coragem e ousadia um cara como eu consegue recuperar um time quebrado.

Sensacional e folclórico, não? Marcelo Damato, do Diário Lance, divulgou em sua coluna De Prima que o número separado pelo Partido dos Trabalhadores a Andrés é o 1313, que foi de José Genoíno na eleição anterior.

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– Você queria estar na pele do árbitro da final do Cariocão?

Árbitro de futebol tem que se policiar em tudo. Não basta ser honesto, tem que demonstrar a honestidade.

Marcelo de Lima Henrique pertence às Forças Armadas. Sujeito sério, ótimo árbitro, pertencente ao quadro da FIFA e que está escalado para a decisão do Campeonato Carioca entre Vasco da Gama x Flamengo.

Todavia, o árbitro do “Clássico dos Milhões” está em uma situação difícil. Sua esposa, conversando entre amigos pelo Facebook, brincou com os amigos dela de que “o Vice-Campeonato é certo” ao time da Colina. Vascaína, ela escrevia a uma moça que aparentemente era sua comadre e a outros internautas do seu círculo.

Entretanto… torcedores observaram a discussão e começaram a entrar na conversa, até que um sujeito pergunta quanto ele cobraria para “apitar certinho”, pois estava disposto a cobrir a hipotética (porém inexistente) proposta flamenguista. Ironicamente, a moça respondeu que “não tinha cacife para bancar uma proposta”.

E aí, José?

Situação delicada. Quem lê o bate-papo, percebe que é uma conversa cheia de ironia e provocação, nada de sério (ou alguém pensa que se fosse verdade tal relato estaria publicamente divulgado?).

Porém, pense: foi a esposa do árbitro quem escreveu; ele, Marcelo, que não tem nada a ver com a brincadeira, não redigiu uma linha sequer e que devia estar se preparando para o jogo, entrou involuntariamente numa saia justa. O que fazer?

Se fica na escala, pode ser questionado até por lateral invertido. Se sai da rodada, perde um pouco do seu brilho.

A FERJ o manteve. Você também o manteria?

Boa sorte ao Marcelo de Lima Henrique, que todos sabem, é um sujeito íntegro. O problema é: vai explicar isso ao torcedor fanático… Se o torcedor comum já se preocupa com qual time o juiz torce (e quem é arbitro sabe: não dá para torcer para clube depois que se engata a carreira, você torce para o seu sucesso e acaba deixando de torcer naturalmente para o seu antigo time), imagine aqueles que gostam de uma polêmica, o que dirão?

E tal episódio trará de novo o debate: a participação dos árbitros em redes sociais! Os que são contra, se apoiarão nesse episódio e há quem defenderá que até os seus parentes deverão cair fora delas!

O problema não é estar no Facebook, Google+ ou Twitter; é o mau uso.

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– A Maldita Sina do Vice-Campeão do Paulistão

Nos últimos 25 anos de Campeonato Paulista, em 9 oportunidades a finalíssima não foi disputada entre confrontos diretos que envolvessem os 4 times grandes do estado.

E nessas nove disputas, em 7 os times pequenos se tornaram vice-campeões após perderem o título para um grande (exceção feita a 1990 e 2004, com finais “caipiras”).

Veja que curioso: sabe como estão hoje, em 2014, os 9 vice-campeões do interior? Péssimos!

Abaixo:

1989 – São José – 3a divisão, (rebaixado da 2a p/ a 3a em 2014)

1990 – Novorizontino – 3a divisão, 2a posição na tabela

2001 – Botafogo – 1a divisão

2002 – União São João – 4a divisão

2004 – Paulista – 2a divisão (rebaixado da 1a p/ a 2a em 2014)

2007 – São Caetano – 2a divisão, 15a posição (lutando contra o rebaix à 3a div)

2008 – Ponte Preta – 1a divisão

2010 – Santo André – 2a divisão, 6a posição na tabela

2012 – Guarani – 2a divisão, 12a posição na tabela

Seria uma “maldição” aos clubes pequenos conquistarem a vaga à final? Ou tal fato ilude os times pequenos, os faz acreditar que estão fortes e logo após caem na realidade (e na tabela)?

Interessante refletir sobre esse dado!

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– O Grave Erro do Árbitro em Ituano 1 x 0 Santos. Culpa de quem?

Falamos na última semana que se o jogo fosse Santos x Palmeiras, Rodrigo Guarizzo não teria sido sorteado (texto em: http://is.gd/Azarao). E, de fato, quando exigido, falhou.

O que dizer da bola na mão (e não “mão na bola”) que virou pênalti para o Santos?

Na verdade, o grande problema que tem ocorrido em lances desse tipo é a nova orientação para a interpretação de infrações por uso indevido de mãos na bola. A Regra não mudou, continua-se avaliando a intenção ou não (lembrando que essa é a única falta que não pode ser marcada por imprudência). Agora, deve-se levar em conta se há a “subjetiva intenção”, ou seja, o desejo velado de meter a mão na bola e disfarçar a situação como casualidade (para as outras condições, clique em: http://is.gd/524eGZ).

Na partida de hoje, Guarizzo errou ao marcar mão na bola. Nada de intenção disfarçada, o zagueiro tenta tirar o braço e não consegue a tempo. O contato é inevitável, o membro não sumirá instantaneamente do corpo.

Mas por quê isso têm acontecido frequentemente?

Na pré-temporada, a FPF trabalhou bastante essa situação. Não acredito que foi vendida pela Comissão de Árbitros a ideia de que “bateu na mão” deva ser marcado pênalti, pois, afinal, é uma situação que merecia demissão imediata dos seus integrantes pela gravidade do erro. O Cel Marcos Marinho não é do ramo, dá para entender; seu assessor Arthur Alves Júnior divide o tempo como membro da CEAF-SP, dirigente da Coafesp e presidente da Safesp, e, talvez, não tivesse tido tempo para orientar melhor. Mas não entra na minha cabeça que o Roberto Perassi e a Sílvia Regina, da Escola de Árbitros, não tenham falado sobre esse tipo de lance.

Conversei bastante sobre os trabalhos da Pré-Temporada com alguns árbitros que participaram, e ambos diziam o seguinte: “chegamos a um consenso que em quase todos os lances é para marcar a falta/ pênalti, mas não quer dizer que bateu na mão é infração”. Um deles me disse: “agora, está mais fácil marcar pênalti”.

Discordo. Está muito mais difícil! A subjetividade é traiçoeira no futebol.

Vide o seguinte: marcaram pênaltis em bola na mão vários árbitros medianos / ruins ao longo do Paulistão. Mas Luiz Flávio de Oliveira, Raphael Claus, Marcelo Rogério ou Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza marcaram em lances semelhantes nos seus jogos?

Não. Portanto, se houve de fato a inadmissível orientação errada, os bons têm corrigido o equívoco, pois são mais experientes e capacitados.

Em tempo: a CBF promoveu nos últimos dias um curso de aprimoramento aos seus árbitros, e vários assuntos (como esse) foram tratados. Guarizzo também estava lá! Será que veremos no Brasileirão lances e decisões iguais ao deste domingo, ou no Paulista as jogadas de dúvida são diferentes?

Não posso ser leviano em dizer que, se o lance fosse em favor do Ituano, o pênalti não seria marcado. Aí seria má fé, e não creio nisso, mas sim na incompetência e no equívoco.

E você, marcaria pênalti ou não?

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– Os árbitros contra o Bom Senso FC e outras novidades para o Brasileirão de 2014

Causou muita polêmica a Circular 10/2014, datada de 26/02/14 (mas publicada só agora pelo site da CBF, após trabalhos realizados com os árbitros de futebol que trabalharão no Campeonato Brasileiro). São várias e importantíssimas orientações, que certamente polemizarão:

A- MANIFESTAÇÕES

No item 13 da Circular está destacado que:

Os componentes da arbitragem devem promover esforços no sentido de procurar evitar que possíveis manifestações nos jogos do Campeonato Brasileiro sejam concretizadas quando houver desrespeito às regras, inclusive com alertas e avisos dados pelos 4°s árbitros aos responsáveis pelas equipes quando da ida aos vestiários antes das partidas. Esses avisos devem ser feitos esclarecendo que determinadas atitudes estão previstas nas Regras de Jogo com as devidas advertências e providências que devem ser tomadas pela arbitragem, não sendo iniciativas da CBF ou da Comissão de Arbitragem da CBF e, sim, normas já existentes emanadas pelo IFAB e constantes do Livro de Regras de Futebol em vigor.”

Trocando em miúdos: a CBF usa as orientações internacionais de que não podem existir manifestações políticas, raciais ou religiosas, sejam escritas ou gestuais antes, durante e depois das partidas de futebol. Isso deve ser punido e relatado.

Se um jogador atrasa a partida propositalmente, deve receber Cartão Amarelo por “retardar o início /ou reinício da partida”. Se ele faz algo fora do âmbito esportivo, deve receber a Advertência por conduta antidesportiva. E se os jogadores cruzarem os braços antes do tiro inicial ou se sentarem no gramado por 1 minuto?

Estou para ver um árbitro que seja corajoso de aplicar o Cartão Amarelo aos 22 jogadores! “Duvido e-o-dó”, como diriam os mais antigos.

Claro que um subterfúgio possível a ser utilizado será o de dar a advertência ao capitão de cada equipe, representando a agremiação. Ainda assim, considero uma bobagem.

Parece que a CBF está tentando confrontar o Bom Senso FC, afinal, para quê tal destaque nesse quesito “manifestações durante as partidas”?

Deve-se lembrar: O conceito “Manifestação” é amplo para a FIFA. Quer exemplos?

A1- Antigamente, era muito comum nas equipes de divisões inferiores o “bom político” ceder camisas com seu nome (como se fosse o patrocínio master), claramente para fazer campanha eleitoral. Isso não pode. Também gesto nazista/ facista ou qualquer outra coisa que lembre política.

A2- Recentemente, a FIFA demonstrou grande preocupação com as comemorações da Seleção Brasileira na Copa das Confederações da África do Sul, após a vitória contra os EUA, quando Kaká, Lúcio e demais atletas evangélicos promoveram um mini-culto pós-vitória dentro do campo. A entidade pediu para que se evitasse tais demonstrações de fé. Na época, a Dinamarca fez um protesto formal da atitude dos “atletas de Cristo” pois no esporte, segundo a própria Federação Dinamarquesa, “deve-se respeitar todas as crenças e a descrença, e os brasileiros mostraram fanatismo religioso na ocasião”. A queixa foi aceita e se enfatizou o rigor contra tais manifestações.

Já imaginaram a confusão que dará se um jogador tomar Amarelo depois do jogo por chamar seus companheiros para uma efusiva roda de oração depois da partida (já que se permite o cartão pós-jogo)? O árbitro menos instruído, se bobear, vai dar cartão na hora do Sinal-da-Cruz!

B- RACISMO

Mas, se quer se mostrar ditatorial a CBF quanto ao Bom Senso e laica / apolítica quanto às outras práticas (APOLÍTICA parece ser gozação, não?), mostra-se também preocupada positivamente contra o Racismo. No item 16.4, os árbitros deverão:

Paralisar imediatamente a partida quando identificada a prática de atos ou cânticos discriminatórios, racistas, xenófobos e/ou homofóbicos devendo ser chamado o delegado do jogo e o comandante do policiamento da partida para notificação. Registrar o fato em relatório indicando a origem dos atos”.

Enfim uma bola dentro da CBF…

C- RESERVAS

Há outras coisas não entendíveis pela Comissão de Árbitros. Se há 3 anos já se pode ter 11 reservas no banco de suplentes (no Brasil, só no ano passado isso foi utilizado pois na maior parte dos estádios não havia – acredite – espaço maior no banco de reservas, somente para 7), para esse ano, mesmo com a permissão para mais atletas, o item 12 da Circular diz:

Somente poderão participar do aquecimento 6 (seis) jogadores de cada vez, no local determinado pelo árbitro”.

Pois é, eu não queria ser um dos 4 que assistirão por 90 minutos o jogo como expectadores privilegiados, sem chances de entrar. Tem Arena que custa mais de 1 bilhão de reais e esse local de aquecimento não foi pensado?

D- VESTES DA CABEÇA

Por fim, eis um problema a ser explorado pela CBF: o item 9 com a mudança da Regra 4, que se refere a acessórios na cabeça!

Uma queixa dos povos árabes, e em especial das mulheres, era o não-aceite de véus (hijab) sobre as cabeças. A Seleção Iraniana Feminina já houvera realizado partidas dentro do país com o estádio fechado para que os homens não vissem as atletas com as cabeças descobertas, de acordo com um preceito religioso muçulmano mais radical. Ainda: já recusou a participação em competições internacionais (como nos Jogos Olímpicos de Londres 2012) pois não concordava com a exposição das atletas sem o véu islâmico. Uma comunidade sikh canadense solicitou a intervenção à Federação do Canadá para que a FIFA liberasse o turbante (Sikhismo é uma crença originária da Caxemira, região disputada pela Índia e Paquistão, e que mistura elementos do hinduísmo e islamismo), após uma confusão entre atletas oriundos de uma equipe dessa comunidade em Qebec, pois seus adversários se recusaram a jogar contra eles pelas vestes que usavam na cabeça. Também a Jordânia pressionou a FIFA, já que em 2016 haverá a Copa do Mundo Feminina Sub17 naquele país árabe.

Assim, após testes autorizados por 2 anos, liberou-se véus e turbantes. Jérome Valckè justificou o uso na ocasião: “Nós não podemos fazer discriminação. O que se aplica às mulheres pode ser aplicado aos homens”. Porém, os adereços usados deverão ser adaptados e não terão o mesmo aspecto visual do véu ou do turbante usados no dia a dia, pois deverá ter a mesma cor do uniforme e estar preso na cabeça sem nenhum tipo de alfinete, para evitar qualquer incidente durante o jogo.

Já imaginaram cabecear a bola usando turbante?

A primeira confusão já ocorreu: a França não permitiu o uso dos turbantes pois há uma Lei Federal da Laicidade que proíbe qualquer símbolo religioso em locais públicos. A FFF coibiu severamente não permitindo que atletas muçulmanos usassem o acessório.

A confusão vem aqui: o texto da Regra do Jogo foi mais amplo, dizendo:

Jugadores y jugadoras pueden llevar prendas de vestir que cubran la cabeza”.

Estou louco para ver um jogador mais rebelde entrar com o livrinho de regras debaixo do braço e perguntar ao juizão: “agora vou poder jogador de boné, solidéu/ quipá ou de gorro, né, ‘professor’?”. Aliás: goleiro de boné é normal, afim de proteger do sol. Mas e na linha?

E aí, o que você acha de tudo isso? Para mim, um conjunto de orientações visando minar o Bom Senso FC com outras bem confusas.

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– Sindicato dos Boleiros quer liberar a Maconha. O que você pensa sobre isso?

E o Sindicato Internacional dos Jogadores de Futebol quer que a Maconha não seja mais considerada dopping no esporte. A justificativa é que ela não ajuda a aumentar o desempenho do atleta como outras drogas.

Eu sou contra! Aliás, não me venha com o papo de que é uma droga social. Droga é droga e ponto final, e, no caso do futebol, vai contra o espírito esportivo, que é o de promover a saúde do corpo e o congraçamento dos praticantes.

Alguns alegam que a maconha já está incluída no convívio das pessoas. Para mim, argumento vazio.

Nos EUA, o movimento é muito forte. Mas pense bem: combina a imagem do esportista saudável e de qualquer tipo de droga? Claro que não.

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Extraído de: http://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas-noticias/2014/04/03/jogadores-querem-liberar-maconha-no-futebol.htm

JOGADORES QUEREM LIBERAR A MACONHA NO FUTEBOL

O sindicato internacional de jogadores de futebol tenta há anos que a maconha deixe de ser considerada doping. Agora que a erva tem sido liberada em várias partes do mundo, os jogadores acreditam que a proibição esteja com os dias contados.

“Quando você vê que outras sociedades não penalizam o uso dessa substância sem nenhum efeito ruim no padrão de vida dessas sociedades, é sábio reconsiderar [a proibição]”, afirmou o advogado holandês Wil van Megen, diretor do departamento legal do sindicato, que atende pela sigla FIFPro.

O principal argumento é que a maconha não deveria ser considerada doping porque ela não melhora a performance esportiva do atleta.

Apesar de não incentivarem o uso de maconha ou outras drogas recreativas por esportistas, os sindicalistas defendem que é contraproducente combater uma substância que faz parte da vida de muitos jovens.

“Em muitas sociedades”, continua van Megen, “ela [a maconha] é usada por gente jovem e jogadores de futebol pertencem a essa parte da sociedade. Os regulamentos antidoping estão aí para um esporte justo e não para [fazer] julgamentos morais.”

O sindicato, com sede na Holanda e fundado em 1965, diz congregar a voz de mais de 65 mil jogadores de futebol espalhados pelo mundo.

E foi da Holanda, um dos países mais liberais no que se refere ao consumo de drogas, que eles receberam um importante apoio institucional quando a autoridade antidoping nacional escreveu também pela liberação da erva.

A campanha ganhou força em 2009 quando um jogador georgiano tomou um gancho de dois anos por ter sido pego com maconha no sangue.

A entidade calcula (baseada em relatórios de dopagem da Uefa) que mais da metade dos casos de doping são relacionados ao THC, substância presente na Cannabis sativa, o que foi descrito por van Megen como uma “inundação no sistema”.

“Uma revisão poderia colocar o uso de Cannabis em outra perspectiva e pode, certamente, removê-la da lista da Wada.”

Por sua vez, a Wada (agência mundial antidoping) já começou a afrouxar o cerco à erva.

150 NANOGRAMAS

No meio do ano passado, a agência aumentou o limite tolerável de THC para 150 nanogramas (um nanograma é um bilionésimo de grama, ou seja 0,000000001g) por mililitro de sangue, o que na prática impede que um atleta fume maconha no dia da competição, mas não antes dela.

O limite tolerável foi aumentado em dez vezes, e a agência, que diz estar sempre monitorando novas descobertas sobre substâncias proibidas, não descartou esticá-lo ainda mais. Uma revisão na lista deve ser feita no ano que vem.

Um dos principais argumentos contra a liberação mora na ideia de que o uso de drogas recreativas iria contra o “espírito do esporte”, o que em ouvidos mais modernos soa como uma resistência muito mais moral do que técnica.

Essa resistência parece sofrer sérios golpes quando países como Holanda, EUA e Uruguai começam a produzir legislações mais liberais em relação ao consumo de maconha e figuras importantes do esporte passam a tratar o assunto com mais naturalidade.

Causou rebuliço na imprensa americana a recente declaração do jogador Ryan Clark, do Pittsburgh Steelers, que disse ser um hábito comum na liga de futebol americano o uso de maconha “por várias razões”, incluindo o alívio de stress.

Sua entrevista ao canal de televisão ESPN deve ser vista em um contexto em que o futebol americano se tornou uma das principais arenas de debate sobre a liberação da erva, desde que o último SuperBowl envolveu equipes do Colorado e de Washington, os dois estados que legalizaram a maconha para uso recreativo.

“Maconha: mais segura que o álcool… e o futebol americano”, dizia um outdoor no SuperBowl ao lado da imagem de um homem estatelado no chão segurando uma cerveja e um jogador se contorcendo de dor.

– Libertadores sem Paulistas destacando os Mineiros

Cruzeiro e Atlético Mineiro estão vivos às fases seguintes da Libertadores da América, ambos buscando o bicampeonato.

Cá entre nós: sem os paulistas na competição, quem é torcedor do estado de São Paulo fica meio que alheio do torneio, com a sensação de que ele ainda nem começou… Não parece ser “sem graça”?

Mas duas coisas me chamaram a atenção nos últimos jogos:

1- O Atlético Mineiro se classificou com uma ótima atuação do goleiro Victor, na Colômbia, contra o Independente Santa Fé. E por que ele não está na Seleção ao menos como reserva imediato do Júlio Cesar? Neste jogo, um fato curioso: após a partida, Ronaldinho Gaúcho foi ovacionado de pé pela torcida local e deu uma volta olímpica no estádio!

2 – O Cruzeiro venceu fora de casa e pegará na próxima partida o Real Garcilasso (PER), a equipe cuja torcida chamou Tinga de macaco. Como será a recepção aos peruanos no Mineirão? Se eu fosse dirigente da Raposa, já teria (contra toda e qualquer vaidade anti-atleticana) providenciado um uniforme listrado de preto-e-branco, como gesto simbólico contra o racismo.

E você, o que sugeriria para os torcedores cruzeirenses fazerem neste confronto? Só não vale manifestação violenta! Deixe sua sugestão.

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– Estamos nos distanciando do Futebol Premium?

Antes, o brasileiro se gabava que na Europa, “todo mundo era cintura dura”. Sim, havia um fundo de verdade, já que o futebol moderno, originário da Inglaterra, foi reinventado no Brasil graças à miscigenação de raças e, sejamos justos, com uma pitada de racismo; afinal, registra-se historicamente que o “dribling game”, termo que deu origem ao drible, surgiu da ginga dos negros que fugiam das faltas não marcadas pelos árbitros da época.

Quando nasci para a vida futebolística (anos 80), os clubes brasileiros mediam forças de igual para igual com os estrangeiros. Me recordo que em 86 se admirava quantos jogadores que jogavam fora do país poderiam ser convocados por Telê Santana… (Hoje, Scolari tem poucas peças dos campeonatos internos para convocar). Quando se falava de futebol europeu, lembrava-se da tragédia da violência dos hooligans e dos chuveirinhos ingleses.

No final dos anos 90, começou o êxodo de brasileiros à Europa. Os times europeus se organizaram melhor, os campeonatos se firmaram como um sucesso e as duras leis contra os torcedores brigões vingaram.

Hoje, ainda persistem alguns mais fanáticos em quererem equiparar nossas equipes com as da Europa. Loucura…

1- Nossos melhores jogadores estão lá fora, nas grandes ligas (vide Barcelona x Atlético de Madrid, recheado de brasileiros);

2- nossos medianos atletas estão no Leste Europeu (na Rússia e Ucrânia, há equipes com mais da metade do elenco formadas por ilustres bazucas desconhecidos), e

3 – nossos veteranos e os de ‘segundo escalão‘ permanecem no Brasileirão.

Vejam a Bundesliga (Alemanha) ou Premier League (Inglaterra): ocupação total das arquibancadas, futebol sem chutão e jogadores selecionáveis até em times pequenos.

Nos apequenamos internamente?

Claro, temos um campeonato nacional extremamente competitivo, com baixo nível técnico e com as promessas em campo cada vez mais comprometidas com transações ao exterior. Clubes falidos e perda de torcedores às equipes de fora.

Estamos nas 4as de final da Liga dos Campeões da Europa, e jogam: Chelsea x PSG, Real Madrid x Borussia Dortmund… e pela Libertadores da América, temos Real Garcilasso x Defensor, Botafogo (em véspera de greve de jogadores) x Unión Espanhola.

Não dá para comparar.

O Flamengo de Zico batia tranquilamente Barcelona, Internazionale ou Liverpool. Idem ao São Paulo de Raí, ganhando amistoso na Espanha ou título mundial no Japão frente ao Barcelona. Também o Palmeiras de Evair fazia frente aos europeus, tanto como o Corinthians bem montado de Tite. O Santos de Pelé? Dispensa comentários…

E hoje, qual time brasileiro venceria um co-irmão europeu de mesma grandeza?

Ou mudamos o futebol brasileiro, com administração profissional dos gestores tentando fortalecer os clubes nacionais, promovendo intercâmbio, capacitação de treinadores e amistosos no exterior, ou encaremos a realidade: os times do Brasil estão se apequenando! E se diga ao mesmo aos hermanos: cadê Boca Juniors, River Plate, Peñarol e Nacional? Deram vez ao Santa Fé, Emelec, Zamora e Strongest no cenário Sulamericano?

E se os grandes estão assim, imagine os pequenos! Veja abaixo as dívidas dos principais clubes brasileiros (apenas uma amostra recente, já que o montante dos times em impostos devidos ao Governo atualmente é de R$ 3,2 bilhões – e há quem queira o Proforte para o perdão das contas):

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