– E o Itaquerão segundo a Revista Exame?

Só agora li a polêmica e bombástica reportagem sobre a construção da Arena Corinthians que saiu nesta semana na Exame (ed 1066, 28/05/14, pg 42 a 54 – isso mesmo, 12 páginas, matéria de Maria Luiza Filgueiras e Thiago Bronzatto, intitulada: “A SAGA DE ITAQUERA”).

Qualquer pessoa sensata deve ter tido duas reações: a primeira, de espanto pelas negociatas escancaradas; a segunda, de revolta pelo mau uso do dinheiro público e facilitações burocráticas!

Alguns dados:

1- O Itaquera Stadium (como está sinalizado nas ruas da capital paulista) será o segundo estádio com custo por assento mais caro da história das Copas.

A- Estádio Mané Garrinha (Copa 2014 no Brasil): R$ 20.538,00 por assento

B- Arena Corinthians (Copa 2014 no Brasil): R$ 17.647,00 por assento

C- Arena Amazônia (Copa 2014 no Brasil): R$ 14.791,00 por assento

D- Maracanã (Copa 2014 no Brasil): R$ 14.171,00 por assento

E- Allianz Arena (Copa 2006 na Alemanha): R$ 13.900,00 por assento

F- Stade de France (Copa 1998 na França): R$ 11.100,00 por assento

G- Soccer City (Copa 2010 na África do Sul: R$ 8.900,00

Como se vê, os estádios brasileiros são os mais caros do mundo e o do Corinthians custou o dobro do principal estádio do último Mundial…

2- Custo Parcial. O dinheiro, até agora, veio de financiamentos por organismos estatais:

A- R$ 420 milhões por Incentivos fiscais da Prefeitura de São Paulo;

B- R$ 400 milhões pelo PróCopa através do BNDES;

C- R$ 350 milhões como Adicional da Caixa Econômica Federal.

Total: 1,17 bilhão de reais.

Em tempo: alguns empréstimos isentam a Odebrecht como fiadora, caso o Corinthians não pague a Caixa, por exemplo.

3- Há 4 processos de investigação por 3 órgãos:

A- Suspeitas de Garantias Irreais: O Ministério Público Federal investiga o clube que deu como garantias terrenos ao BNDES na Zona Leste no valor de R$ 1,2 bi. Porém, foram avaliados 30% a mais do que imóveis prontos.

B- Incentivos Fiscais Suspeitos: O Ministério Público de São Paulo, através do promotor Marcelo Milani, declarou que o impacto das verbas liberadas pelo BNDES é tão alto e estranho que suplanta o Mensalão.

C- Dados Não Revelados: O Tribunal de Contas da União acusa o BNDES de não mostrar com clareza as cláusulas dos empréstimos e esconder as informações verdadeiras sobre a liberação de crédito.

D- Favorecimento: O TCU apura a facilitação de verbas sem capacidade de pagamento comprovada.

4- Pessoas Responsáveis na Construção:

A- Presidente Lula, buscando reforçar seu nome entre os eleitores corinthianos, marcou reuniões entre Andrés Sanches com Emílio e Marcelo Odebrechet em um resort na praia de Comandatuba. Ali acordaram o estádio.

B- Marcelo Odebrecht: lucrar com as obras do Estádio e manter bom relacionamento da sua construtora com o Governo Federal.

C- Andrés Sanches: Usar o estádio como palanque à sua candidatura como Deputado Federal.

D- Gilberto Kassab: o então prefeito queria trazer a abertura da Copa para a cidade de São Paulo a qualquer custo

5- Receitas Ilusórias para pagar os empréstimos do Estádio ao Governo até 2028 e a Odebrechet (em R$):

A- Faturar 120 milhões por ano com bilheteria (o Milan arrecada 79 milhões).

B- Faturar 95 milhões com camarotes (o Maracanã arrecada 10 milhões).

C- Faturar 60 milhões por ano com naming rights (a Arena O2 do Arsenal, em Londres, fatura 22 milhões).

D- Faturar 40 milhões por ano com shows (o Morumbi arrecada 4 milhões; em breve, a Arena do Palmeiras concorrerá com os outros dois estádios).

E- Faturar 30 milhões com cobrança de entradas a turistas por ano em visitas ao Itaquerão (o Museu do Futebol no Pacaembu fatura 2 milhões).

Vai pagar o estádio com essas verbas?

A PERGUNTA/DÚVIDA FINAL: tudo isso remete a uma grande irresponsabilidade do Governo Federal e demais autoridades, que arriscaram um estádio inteiro financiado sem garantias de pagamento (já que quem deve é o Corinthians e a Odebrecht é um “avalista em termos” – sem responsabilidade de quitação em caso de calote (incrível isso!); ou tudo foi planejado justamente para não pagar, sabendo que tal engenharia financeira apenas mascararia os números, enganando a opinião pública e iludindo os cidadãos?

O medo (não só meu, mas de todos) é: o temor de que o Governo tenha arquitetato dar um estádio de 1,2 bilhão de reais a um clube de futebol (seja ele qual for) em troca de populismo e desvios de verbas por corrupção, sendo que há tantas prioridades em nosso país que deveriam ser priorizadas com tal montante.

O que você acha? Deixe sua opinião:

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– Sulamericanos em Absurda Baixa na Comparação com Europeus!

Na Champions League, as semifinais contaram com: Chelsea, Atlético Madrid, Real Madrid e Bayern. Eliminados na fase anterior outros gigantes: Manchester United, PSG e Barcelona.

Na Libertadores, as semifinais contarão com Nacional Paraguaio (não confunda com o tradicional time de Montevidéu, esse é o seu genérico novato de Assunção), Defensor do Uruguai (um pequeno time que tenta se agigantar), Bolivar da Bolívia (incrível que chegue até essa etapa) e San Lorenzo-ARG (para mim, o provável campeão).

River Plate, Boca Juniors, Independiente, Peñarol, Olímpia, Flamengo, Santos, São Paulo, Cruzeiro (e tantos outros gigantes) sucumbiram na classificação dos seus campeonatos para o torneio e/ou foram eliminados quando entraram.

Será que as forças do futebol da América do Sul se enfraqueceram tanto? Comparar os semifinalistas europeus com os daqui é covardia!

E para a “prima pobre” da Libertadores, a Copa Sulamericana? Alguns dos classificados são: Cajamarca do Peru, Antoázegui da Venezuela, Cobresal do Chile e Deportivo Capiatá do Paraguai. Sem contar com o General Díaz, Jorge Wilstermann, Inti Gas, Renterias…

Aí não dá!

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– Motivos para não acreditar na Honestidade dos Gastos da Copa

Você sabia que a Arábia Saudita inaugurou em 01 de maio a “Cidade do Esporte Rei Abdullah”, um complexo esportivo que contém:

· 3 campos de futebol para treino;

· 6 quadras de tênis;

· Estacionamento para 45.000 veículos (isso mesmo: quarenta e cinco mil!);

· 1 estádio de Atletismo;

· 1 ginásio Poliesportivo;

· 1 mesquita para 500 pessoas

· 1 estádio de futebol para 60.000 pessoas.

Tudo com muito luxo e repleto de mimos para as autoridades reais sauditas.

Valor total em reais: 1,11 bilhão.

Aqui no Brasil, só o Estádio Mané Garrincha (Brasília), segundo o Tribunal de Contas do DF, custará quando pronto (somando as obras que ainda faltam no entorno) R$ 1,90 bilhão!

Não nos esqueçamos: são 12 estádios para a Copa do Mundo…

A que preço custará esse evento ao país, não?

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– Nenhum Paulista Apitando no Brasileirão

Sinal dos tempos: nenhum árbitro da FPF irá apitar na próxima rodada do Campeonato Brasileiro da Série A.

Por quê?

Apenas deficiência técnica; Escalas injustas; ou Política de “Integração Nacional” da CBF?

Ou nada disso?

Coisa triste… São Paulo era o exemplo da arbitragem nacional!

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– E Paulo César de Oliveira oficialmente encerrou a carreira!

Já havíamos escrito diversas vezes sobre as baixas dos árbitros FIFA do Estado de São Paulo: Sálvio Spínola, Wilson Seneme e de Paulo César (este último, a confirmar). E o bom árbitro PC deu baixa em seu prontuário na FPF nesta 5a feira e aposentou o apito.

Desde 1996, Paulo foi destaque na arbitragem. Me recordo quando saiu de camburão do Parque Antártica em um jogo do Palmeiras após cumprir a regra e não deixar Djalminha e seus companheiros crescerem para cima dele, um iniciante ainda bem jovem e mirrado. Naquele tempo, a FPF dava respaldo ao árbitro e, ao invés de veto ou geladeira, foi aplaudido pela casa.

PC teve 3 oportunidades para ir a uma Copa do Mundo. Em duas poderia realmente ter ido pelo seu desempenho; em outra a concorrência estava difícil, pois Carlos Eugênio Simon estava em elevadíssima fase.

Me parece que nos últimos tempos ele estava desmotivado. De que adiantava ótimos testes físicos, boas atuações ou comportamento irrepreensível fora de campo? Os jogos importantes estavam se rareando, perdendo espaço para novatos que não se firmavam e que subiam sabe-lá-como.

O trabalho da atual CEAF-SP é fraquíssimo. Prova disso é que, mesmo com a dupla Marin & Marco Polo no poder, não temos mais nenhum árbitro paulista no quadro da FIFA. Isso é incrível!!! Um dia a FPF foi referência no número e na qualidade de juízes de futebol…

Arrisco-me a dizer que o grande pecado de Paulo César de Oliveira nestes últimos anos foi não se meter na política do apito. E digo isso com pesar: ser neutro politicamente e desejar a meritocracia passou a ser defeito!

O folclórico “Zé Boca de Bagre”, amigo do Professor Reinaldo Basile, advogado renomado e jornalista ícone aqui de Jundiaí, diria que “se PC tivesse participado daquelas reuniões marcadas pelas cervejadas de um poderoso dirigente sindical, tudo teria sido diferente”.

Será?

Como não creio na existência desse viés e acredito no árduo trabalho desses dirigentes do apito (com incompetência, mas intenso), quero crer que faltou simplesmente a oportunidade.

Boa sorte na nova vida como comentarista de arbitragem da Rede Globo, PC. Torço por você!

(ops: abaixo, o Copo de Budweiser na mão, recolhido num Flamengo X Coritiba em Brasília, é sim uma imagem mais emblemática do que parece. Coincidente mensagem subliminar?)

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– Brasil perde sua 1a Dama do Futebol

Para as coisas do amor não há explicação. Mesmo com a diferença de aproximados 50 anos de idade entre os enamorados nunca tendo sido um empecilho, Marco Polo Del Nero rompeu o seu noivado e deixará a CBF sem uma Primeira Dama.

Carolina Galan, a ex-noiva, é talvez quem tenha sofrido mais: com o casamento desmarcado, perdeu o noivo e o seu programa na TV FPF, que saiu do ar. Tudo logo após o pleito que elegeu o dirigente paulista ao comando do futebol nacional…

Assim como tudo começou fulminante (o olhar clínico de Marco Polo percebeu a estudante na Escola de Árbitros da FPF e logo viu o tato jornalístico da moça, galgando-a para outras searas e posteriormente se tornando um romance), acabou de maneira inesperada.

Vida que segue… o cargo ficará vago?

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– Pelé está na moda!

Há poucos dias do Mundial de Futebol, Pelé é capa de várias revistas europeias. E fotos históricas!

Extraído de: http://uolesporte.blogosfera.uol.com.br/2014/05/20/revista-francesa-publica-foto-misteriosa-de-pele-na-capa/

FOTOS DE PELÉ

Por Maurício Stycer

Em tempo de Copa do Mundo no Brasil, é natural que o assunto seja tema de capa de inúmeras revistas estrangeiras. Menos óbvio é observar nas bancas a permanência de Pelé como uma das imagens mais representativas do futebol brasileiro no exterior.

Duas revistas europeias recorreram ao “rei” para ilustrar suas edições de junho.

A edição britânica da “Esquire” usa uma conhecida foto do craque, ainda menino, com a camisa da seleção brasileira em 1958. Os elogios maiores da publicação, porém, são para Sócrates, chamado pelo editor Alex Bilmes de “o homem mais cool a já ter pisado em um campo de futebol”. A revista chegou às bancas também com outras cinco capas, dedicadas a Bobby Moore, Cruyff, Maradona, Zidane e Beckenbauer.

Já a francesa “Fisheye”, dedicada ao universo da fotografia, estampa em sua capa uma imagem menos batida, na qual Pelé aparece com a camisa da seleção paulista de futebol. Segundo o diretor de redação, Benoit Baume, a foto foi escolhida para “sacralizar uma época em que o esporte profissional não era dominado pelo dinheiro e os heróis cunhavam sua fama sem a ajuda da comunicação.”

No texto, intitulado “A foto misteriosa do rei Pelé”, o editor revela que teve dificuldades em identificar a situação em que o craque aparece. Segundo ele, a foto foi encontrada nos arquivos do tradicional jornal “L´Équipe”.

A imagem, porém, não tinha legenda. Pesquisando, conta ele, junto a um site especializado em camisas de futebol, a revista foi informada que “se tratava da camisa do Santos usada em 1973-74”. Um erro grosseiro, claro. O escudo que aparece na foto mostra claramente o “FPF”, da Federação Paulista de Futebol, e não o do Santos.

Benoit conta que ficou desconfiado da informação porque 1974 foi o último ano em que Pelé jogou pelo Santos e suas imagens desta época, com 34 anos, não batem com a do jovem que aparece na foto escolhida.

Prosseguindo em sua pesquisa, a revista descobriu que a foto é dos anos 60, mas ficou com um pé atrás, porque a imagem é em cores, um recurso não muito utilizado naquela época. Outro mistério é o local onde foi registrada a imagem.

Trata-se, sim, com certeza de uma imagem da década de 60. Só não tenho certeza do estádio em que Pelé posa para as lentes do fotógrafo.

Em tempo: O texto rendeu algum debate no Twitter e no Facebook. Segundo alguns leitores, tudo indica que a foto foi tirada em dia de jogo da seleção paulista no Brasileiro de 1959. O curioso é que a equipe só entrou em campo para disputar – e vencer – o torneio entre janeiro e fevereiro de 1960. A foto, portanto, seria dos primeiros meses de 60.

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– Itaquerão já em reformas?

Fantástico! A torcida organizada do Corinthians arrebentou o setor destinado a elas no estádio novo. Primeira partida, mais de 70 cadeiras destruídas.

E olha que era inauguração, jogo de uma torcida só…

Fico pensando: e num confronto contra o São Paulo, Palmeiras, Santos…

Talvez isso seja prova maior do quão bandidos muitos desses caras são. Destruir a troco de quê?

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– Fé e Superstição: vale tudo para jogar e ser campeão!

No Brasil, o sincretismo religioso é frequente entre os boleiros. Muitos jogadores entram em campo com verdadeiros ritos ecumênicos: reza-se a católica Ave-Maria; na sequência brada-se gritos de louvor evangélicos, dá-se 3 pulinhos para entrar em campo, benze-se com o Sinal da Cruz e beija-se a trave do lado do gol onde o Pai-de-Santo do time fez sua macumbaria.

Zagallo adorava combinação de palavras de 13 letras por dar sorte a ele. Mas a Copa do Mundo não começara no dia 13 de junho pelo motivo contrário. John Terry, da Inglaterra, jogou mais de 30 partidas pelo English Team com as mesmas caneleiras. Adrian Mutu, da Romênia, admitiu que repetia sempre a mesma cueca em jogos pela sua seleção. Laurent Blanc contou que durante a Copa de 98 beijava a careca do goleiro Bathez em todos os jogos, e que nunca perdeu com esse ritual (em especial, a final contra o Brasil, onde deu 3 beijos).

E quando é para se recuperar a tempo de jogo decisivo?

Diego Costa, do Atlético de Madrid, não ousou discutir: foi à Sérvia encontrar-se com Marijana Kovacevic, médica esotérica que injeta placenta de égua numa sessão espiritual em Belgrado, a fim de se recuperar a tempo da final da Champions League. Seu técnico, Simeone, aprovou o tratamento, já que ele crê piamente no ocultismo e costuma barrar atletas cujo horóscopo do dia não seja tão favorável.

Funcionará?

Talvez. Quem sabe. Será?

Me recordo que o treinador Vagner Benazzi, neste ano, a mando do seu guru Robério de Ogum, plantou 7 pimenteiras em baixo do banco de reservas no seu jogo de estréia pelo Comercial de Ribeirão Preto contra o Paulista de Jundiaí. Ganhou de 3 x 0 e o clube se animou, acabando com a série de derrotas. Mas logo depois a mandinga deixou de funcionar e o time foi rebaixado para a segunda divisão, com salários atrasados e confusão entre o elenco. Acabou a fé ou os cheques devolvidos do pagamento de atletas (relatados pelos jogadores) foram mais preponderantes para a queda?

Você acredita em “forças do Além” no futebol? Deixe seu comentário:

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– A Birra Boba do Diretor Corinthiano e a Cultura do Atraso

Na última quinta-feira, ouvi uma entrevista do repórter Fábio Seródio (Rádio Jovem Pan) com o diretor de futebol do Corinthians, Ronaldo Ximenes. Questionando-o sobre o estádio, referiu-se a Arena Itaquera e imediatamente foi advertido pelo cartola: “É Arena Corinthians!”, disse ele.

Na sequência, disse que o Timão jogaria na Arena Corinthians apenas contra o Figueirense e depois mandaria seus jogos no Estádio do Canindé.

Ué, pelo mesmo critério, não seria Estádio Osvaldo Teixeira Duarte?

Até a FIFA orientou e a Prefeitura sinalizou os acessos como Arena Itaquera (e para desespero dos mais fanáticos, de verde)! Porquê a vaidade?

Arena Itaquera remete ao bairro (ao estádio que está em Itaquera e é referência), assim como Estádio do Morumbi se refere ao Cícero Pompeu de Toledo, Vila Belmiro ao Urbano Caldeira, Maracanã ao Mário Filho e Pacaembú ao Paulo Machado de Carvalho.

Seria vergonha?

Claro que não. É obvio que o Corinthians não deseja que o apelido Itaquerão se popularize (embora já se popularizou) porque quer vender os “naming rights” da Arena e precisa dessa grana. Se não fosse pelo dinheiro, o nome ideal seria Estádio Vicente Matheus, o Itaquerão (ou “Colosso de Itaquera”, como um dia sonhou o folclórico presidente corinthiano falecido).

Ao invés de tal polêmica, o dirigente deveria se preocupar com as obras da praça esportiva. E sobre isso, passou batido o discurso do prefeito do RJ, Eduardo Paes, quando interpelado sobre o atraso nas construções das instalações da Copa do Mundo. O mandatário “tirou uma casquinha” do estádio do Corinthians na última sexta-feira. Disse:

O Brasil tem essa cultura de atraso mesmo, veja o puxadinho da cobertura do estádio de Itaquera que abrirá a Copa, também não vai estar pronto”.

E o pior é que é verdade… a cobertura dos assentos mais caros não ficará pronta a tempo. Mas talvez o mais triste é uma autoridade achar que atraso é “cultura” aceitável e normal.

O que você acha de tudo isso? Itaquerão deve ser evitado (e por tabela, Mineirão, Castelão, Vivaldão, e outros tantos nomes)? E a cultura do atraso pregada pelo prefeito carioca?

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– Treinador Argel foi suspenso mas estava na arquibancada. Pode?

A Portuguesa perdeu do América no Canindé no último sábado e o treinador Argel pediu demissão. Porém, ele estava cumprindo suspensão imposta pelo STJD mas dirigiu o time da arquibancada. Pode?

Na Europa, não. Aqui, há dúvidas.

No Brasil, quando treinador era suspenso, ía a um camarote e acabava, indiretamente, dirigindo o time por rádio ou qualquer outro meio de comunicação. Não podia estar no banco como técnico, mas sua vontade e opinião chegavam ao seu substituto. Porém, a FIFA proibiu a comunicação da comissão técnica com auxiliares ou pessoas de fora a partir do momento que vetou rádios, celulares, e afins.

Na Europa, tivemos um caso interessante em 2011. O francês Arsene Wenger, técnico do inglês Arsenal, foi expulso por mau comportamento na partida entre Arsenal X Barcelona nas Oitavas de Final da Champions League daquele ano (gesticulou contra as marcações do árbitro Massimo Bussaca, acirrando os ânimos dos seus atletas contra o juizão). Julgado, recebeu 2 jogos de suspensão.

No cumprimento da primeira partida de suspensão contra a Udinese, Wenger estava na arquibancada e foi flagrado conversando num telefone celular no mesmo momento em que seu substituto no banco também conversava em outro aparelho. A Comissão Disciplinar da UEFA entendeu que Wenger cometeu duas infrações por esse ato:

1)por estar suspenso, não poderia conversar por rádio, celular, bilhete, recado ou qualquer outra forma com o banco.

2)mesmo se estivesse calado na arquibancada, não poderia estar ali, já que a suspensão implica em estar proibido em estar dentro do estádio.

A defesa do treinador alegou que a punição foi confusa: Wenger imaginava que poderia pagar um ingresso e assistir ao jogo no meio da multidão, anonimamente, e não sabia que comunicadores estavam proibidos. Alegou ainda que conversava ao telefone com sua esposa que estava em casa, não com o treinador substituto.

Mesmo assim, a pena para Arsene Wenger foi aumentada em mais 2 partidas; ou seja, dobrou-se  a punição.

E agora, Argel? Desempregado e punido?

Você entende que o técnico não pode entrar no estádio quando está suspenso do banco, ou não? Deixe seu comentário:

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– O Scolari Argentino!

Barcelona e Atlético decidiram o título do Campeonato Espanhol. Dois treinadores argentinos dirigindo os espanhóis…

Tata Martino sempre foi contestado. Sua carreira não o credenciava para dirigir as estrelas do Barça, ou o ciclo da equipe pós-Guardiola foi mais decisivo do que a competência do treineiro?

Do outro lado, Simeoni mostrou que é, mais do que técnico, um encantador de jogadores! Faz com que o motivacional dos atletas esteja em alta, parece os hipnotizar; não tem esquemas mirabolantes em campo mas sim cria boleiros raçudos correndo o tempo todo; foi um jogador duro nas divididas (batia até na própria sombra) mas suas equipes são leais fazendo inúmeras faltinhas leves para matar o adversário.

Tata perdeu do seu compatriota, mesmo com um elenco mais badalado e tecnicamente melhor (se bem que Neymar e Messi pouco fizeram). Deixou de ganhar o título do Campeonato Espanhol jogando em casa, com 98 mil aficcionados catalães.

Sabem a quem o estilo Simeoni me faz lembrar? Claro, de Luís Felipe Scolari. É só comparar o que faz com suas equipes…

Em tempo: os dois centroavantes dos times madrilenhos – o espano-brasileiro Diego Costa e o português Cristiano Ronaldo – se lesionaram nesse sábado. Estarão em forma para a decisão da Champions League entre Atlético x Real?

Por fim: falamos de tantos nomes do trio Barça-Atleti-Real. Quantos são “espanhóis da gema”?

Será que a geração de ouro da Espanha ficou entre 2008-2010?

Veremos dentro de um mês…

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– Santos e a Doce Ilusão?

O Santos FC ganhou de 4 x 2 do Princesa de Solimões/AM e avançou na Copa do Brasil. Duas interpretações:

O otimista dirá: goleada, tocou bem a bola e Gabigol mostrou que está rendendo bem mais do que Leandro Damião.

O pessimista dirá: no 1o gol o gordo goleiro estava fora da área e se contundiu ao tentar correr; no 2o Cicinho teve tempo para dominar na frente de 3 adversários, o 3o foi gol contra de canela de Clayton He-Man (é mole?) e no 4o o goleiro reserva demorou para pular na bola.

E você, como viu a vitória do Peixe?

Em tempo: Luís Alvaro renunciou como presidente e desandou a criticar quem contratou Leandro Damião: “com a grana dele eu traria Robinho e Diego”.

Por quê não trouxe então?

Sobre a arbitragem: o árbitro potiguar Pablo Ramon não foi exigido. Mas repararam que ele já apitou Santos, Palmeiras e São Paulo? De ilustre desconhecido a árbitro de grandes times?

A coisa é rápida na CBF…

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– Qual a sua Seleção de Prioridades para o Brasil?

Nas brincadeiras que circulam nas redes sociais sobre a Copa do Mundo, há desde gozações bobinhas até questões políticas sérias.

Uma delas me chamou a atenção: 11 pontos prioritários escalados pelo povo! Gostei da Seleção, que compartilho abaixo:

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– Visão Internacional sobre a Copa do Mundo

A respeitada revista alemã Der Spiegel representou muito bem o senso comum que o planeta está tendo do Brasil: uma Copa com riscos de protestos, reclamações sobre corrupção, dinheiro público mal gasto e uma sensação de violência urbana.

Tempos atrás, o brasileiro era conhecido como povo pacífico, cortês e dotado de um país como paradisíaco ponto turístico. Infelizmente isso parece estar mudando…

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– O sucesso da Copa segundo o Político

É para rir ou para chorar?

O Secretário-Geral da Presidência Gilberto Carvalho declarou o que pensa sobre a realização da Copa do Mundo. Veja que curioso:

Tenho certeza que a Copa do Mundo será um sucesso e que a presidente Dilma Rousseff vai colher os frutos da escolha do Brasil em realizar a competição. Nosso erro foi a questão da comunicação. Faltou diálogo para explicar à população sobre o evento”.

Quer dizer que era só explicar para o povo que a Copa seria uma coisa boa? Que simples!

Tão usada é a Rede Nacional de Rádio e TV e esqueceram de exaltar o quão ótimo será o Mundial para a nação…

E tem gente que compra esse discurso...

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– O Novo-Velho Chefe da Arbitragem do Brasil

Pois é… Marco Polo Del Nero nem sentou na cadeira como capitão-mor da CBF e já começou a tomar as suas decisões (mesmo que seja o presidente de fato somente a partir de 2015).

Na última 3a feira, resolveu mudar os Dirigentes da Estrutura da Arbitragem Brasileira. Sérgio Correa da Silva será o novo presidente da Comissão de Árbitros, no lugar de Antonio Pereira da Silva. E Antonio Pereira da Silva será o novo presidente da Escola Nacional de Árbitros, no lugar de Sérgio Correa da Silva.

Agora vai funcionar? Realocar os dois numa inversão de cadeiras é a solução para os males da arbitragem?

Mas há pouco tempo, cedendo a pressão dos times cariocas (como bom político que é), José Maria Marin não havia retirado Sérgio Correa (que já era o presidente da Comissão) e o colocado como Diretor de Árbitros na ENAF? O escolhido presidente é o Novo-Velho cartola, que, como um grande jogo de xadrez, foi movido para mudar tudo. Mas já não esteve por lá?

A novidade: a ex-bandeira Ana Paula da Silva Oliveira será secretaria da Escola Nacional.

O irônico é: quando houve a pendenga entre Botafogo x Figueirense, onde o então presidente do Fogão, Carlos Augusto Montenegro, desferiu ofensas das mais baixas possíveis contra a moça e conseguiu seu afastamento, Sérgio Correa não deu guarida a ela. Agora trabalharão próximos!

Verdade seja dita: após as fotos sensuais à Playboy, a CBF abandonou a moça. Porém, a FPF deu todo o suporte para a sua volta, incentivando escalas mesmo com as sequenciais reprovações nos testes físicos. Na oportunidade, publicamente, Marco Polo disse que “era interessante ter Ana nas escalas pois era uma atração ao Campeonato Paulista”.

Sem dúvida Ana Paula foi competente como árbitra. Mas e como cartola?

E nas voltas que a vida dá, lembro-me que um dia Marco Polo trouxe Sérgio Correa à Comissão de Árbitros de SP. Quando ele foi para a Comissão da CBF, rompimento entre eles (aliás, lembram em que gelada Marco Polo colocou Sérgio Correa no caso “Madonna”, tendo que escalar um novo árbitro na final?). Depois da saída de Ricardo Teixeira e a volta das boas relações CBF-FPF, tudo ficou em paz…

Aliás: o discurso de saída do Sérgio Correa era para tratar da sua doença. Sarou?

Em tempo: com a divulgação das escalas da 5a rodada do Brasileirão, apenas 3 árbitros de São Paulo foram escalados para os 50 jogos: Raphael Claus (4 partidas), Luiz Flávio (1) e Marcelo Aparecido Ribeiro (1). E tal cenário não mudará, pois quem começou com esse critério de “integração nacional” foi o próprio Sérgio.

Triste é ver grandes nomes do apito e da assistência na FIFA encerrando a carreira esquecidos, e os cartolas continuando na mesmice.

E aí, gostou das mudanças no comando do apito? Deixe seu comentário:

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– São Paulo 1 x 1 Corinthians e o pênalti de Livro de Regras!

Há certos questionamentos de torcedores de futebol que adoram trazer à tona o comparativo em determinados lances: “se fosse na Libertadores, ninguém marcava isso”. Ou ainda: “lá na Europa isso não é falta, segue o jogo”.

Tais situações ocorrem principalmente em jogadas de contato físico, onde atletas caem pedindo a marcação de faltas cavadas. Algo parecido aconteceu na partida deste domingo, na Arena Barueri, no clássico Majestoso. Vamos a ele?

– Aos 44 minutos do 1o tempo, o atacante Osvaldo (SPFC) foi lançado em profundidade. Ele dispara tendo como marcador o zagueiro Cleber (SCCP). Ao entrar na grande área e vencê-lo na corrida, se prepara para chutar ao gol e seu calcanhar é tocado pela perna esquerda do corinthiano, desequilibrando-o levemente.

E aí? Pênalti ou não?

Entendamos: o zagueiro realmente o toca e isso seria infração por imprudência (falta simples, sem aplicação de cartão amarelo). E dentro da área, tiro penal. Mas é a interpretação fria, gelada, aquela do árbitro que “apita com o livrinho de regras embaixo do braço”.

Leve em conta o seguinte: Osvaldo, apesar de sofrer o toque e do leve desequilíbrio (em um primeiro momento, parece até que ele tropeçou por estar em velocidade), prefere seguir o lance e chutar ao gol. E assim o fez! Cleber não quer cometer uma falta, mas seu toque é sim uma falta desprezada pelo atacante são-paulino. Dessa forma, Osvaldo preferiu a oportunidade em estar de frente com o gol do que cavar um tiro penal.

Pense: e se Osvaldo cai imediatamente ao toque?

Sem dúvida: pênalti.

E essa é a grande diferença dos jogos daqui com os da maioria da Europa e em alguns da Libertadores da América: a tentativa do jogador continuar a jogada e não buscar a falta!

Compare com a seguinte situação: um jogador está no ataque e seu adversário puxa levemente a camisa. Esse sutil puxão impede ou não que ele consiga prosseguir na jogada? Lá fora, o atleta segue o lance de ataque. Aqui, ele pára, põe as mãos na cintura e pede cartão amarelo. O puxãozinho é diferente de um agarrão que rasga a camisa e atrapalha o jogador!

Por fim: se o atleta não fosse Osvaldo, mas sim Valdívia, Marcelinho Carioca, Robinho ou outros que adoram ficar no chão, imediatamente teriam preferido a queda do que a continuidade da jogada.

O atacante do São Paulo, neste jogo, foi a exceção e o árbitro Raphael Claus interpretou corretamente. Mas tais situações não são costumeiras. E a propósito: na 4a feira, o lateral Luís Ricardo também sofreu uma situação parecida com o CRB, não parou na jogada para reclamar pênalti e continuou na disputa da bola (o árbitro catarinense Ronan Marques da Silva nada marcou); e no sábado anterior, contra o Coritiba, numa jogada idêntica no meio campo, Pabón preferiu continuar correndo do que reclamar (em lance não marcado pelo árbitro sergipano Cláudio de Lima e Silva). Será que sabiamente os atletas do São Paulo estão orientados a permanecer na jogada do que parar no lance e ficar reclamando de faltinhas bobas?

Creio que sim. E você, o que pensa sobre tudo isso? Deixe seu comentário:

Obs: reveja o lance em: http://is.gd/CleberOsvaldo

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– Beleza atrapalhando a Competência?

A moça é muito bonita: Fernanda Colombo Uliana vem despertando vários sentimentos nos boleiros: de suspiros a manifestações odiosas.

Acontece que ela é árbitra assistente do quadro de Santa Catarina. Naquele estado, muitas bandeirinhas têm surgido, embelezando o futebol catarinense. O problema é que a ascensão meteórica de Fernanda é discutida no meio da arbitragem.

Vejamos: com apenas 23 anos, ela trabalhou no jogo entre São Paulo x CRB pela Copa do Brasil. De fato, teve atuação muito ruim… E mesmo tão jovem e inexperiente, foi escalada para um jogo do Campeonato Brasileiro da série A! Pasmem: para Atlético Mineiro x Cruzeiro, clássico envolto de muita rivalidade (onde também foi mal).

Ora, cá entre nós: Fernanda foi recentemente indicada para a relação de aspirantes à FIFA, só tendo 1 jogo na Primeira Divisão. Respeitosamente, mas não é preciso ter rodagem para tal honraria? Qual o histórico dela para trabalhar em clássico nacional com tal pouca idade?

Alguns falarão da sua beleza. Claro, incontestável. Mas não se pode usar isso como questão discriminatória. Seria preconceito?

Nada disso… Beleza e competência não andam de mãos dadas ou por si só brigadas. Vide a conterrânea de Fernanda, Nadine Bastos, bandeira tão bonita quanto ela e que foi muito bem no Brasileirão do ano passado.

O bom árbitro / bandeira é o “competente” e ponto final. O problema é: por que a ela foi dada tão importante oportunidade, mesmo com atuações ruins, e a outros não?

Os críticos fatalmente ligarão suas boas escalas à sua formosura. E na hora das reclamações, ocorrerão os preconceituosos ditos como o do diretor cruzeirense Alexandre Mattos:

Estão tentando promover ela, porque ela é bonitinha, e não é por aí, ela tem de ser boa de serviço, ela tem de ser profissional, competente. O erro dela foi muito anormal de quem está começando uma carreira, aquilo não é normal“.

A contradição começa aqui: começar carreira num Atlético x Cruzeiro?

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– Quando “Pular” pode Valer uma Falta a favor?

Revendo jogos de outras temporadas da Libertadores, um me chamou a atenção: março de 2012, partida realizada no Pacaembu entre Santos X Juan Aurich. Neymar apanhou bastante naquele dia, e criticado após “pular de uma falta”, declarou:

Se não pulo, estaria no hospital.”

É nesse ponto que devemos ter atenção quanto às marcações das faltas: Quando é que o fato do atleta “Pular” invalida ou não uma infração?

A Regra 12 (Infrações e indisciplinas) diz que todo ato faltoso (dar um pontapé, agredir, cuspir) independe se atingiu ou não o atleta. O jogador que DAR ou TENTAR praticar a infração deve ser punido.

Se na disputa de bola, um zagueiro pratica um carrinho e, na iminência de atingir as pernas do seu adversário, este atacante pula para não se machucar, deve-se considerar falta (a mesma marcação de como se tivesse atingido), por essa condição da regra. A Regra do Jogo permite isso, pois, logicamente, se o atleta permanecesse esperando as travas de uma chuteira, fatalmente se lesionaria gravemente.

Portanto, pular para não ser atingido pode; e ainda ganha a falta ao seu favor.

O que não pode:

– Pular depois de perder uma disputa de bola, simulando a infração, tentando ludibriar a arbitragem/torcedores.

– Pular antes da disputa de bola se efetivar, abdicando da tentativa de domínio, deixando de jogar para tentar cavar uma falta.

A primeira situação, a da simulação, é um problema cultural brasileiro, onde os jogadores preferem enganar a arbitragem do que disputar lealmente o jogo, fato que não ocorre em torneios como a europeia Champions League

A segunda situação, a da abdicação do jogo, é outro problema tupiniquim, o de achar que “tudo é falta”, onde “encostou tem que parar o jogo”. Remete até mesmo a uma certa frouxidão, não obervada em torneios como a sulamericana Libertadores da América.

Portanto, pular para se preservar no momento de ser atingido, pode.

Claro, os jogadores agem aqui no Brasil dessa forma, e nas partidas internacionais, mudam de comportamento. É visível. Também os árbitros procedem da mesma forma, diferenciando o comportamento em partidas domésticas e internacionais. Um dia, Leandro Pedro Vuaden ousou mudar esse mesmo comportamento. Parece que não deu certo…

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– E se os Eventos Esportivos mudassem de sede?

Copa nos EUA? Olimpíadas em Tóquio? Cancelamento das Atrações Globais no Brasil?

Em alguns momentos da caminhada rumo ao Mundial de Futebol, a boataria sugeriu entregar a sede da Copa para os EUA, para a Alemanha ou qualquer outro, trazendo a tona a justa desconfiança sobre os atrasos das obras.

Agora, jornais da Europa alegam que o Comitê Olímpico Internacional consultou informalmente a Inglaterra, querendo saber se Londres poderia sediar novamente os Jogos Olímpicos, tamanha a preocupação com o Rio de Janeiro e seu não cumprimento dos prazos.

Me recordo de Atenas! Na época, a Grécia quase faliu para terminar as obras da Olimpíada-04, entregues semi-prontas e com um legado questionado. Na do Rio-16, o atraso tem sido ainda maior.

E o que fazer? Vejamos a Copa do Mundo: Itaquerão levado a teste às pressas e com muitas coisas a fazer (com custo altíssimo numa conta que demorará para fechar). E como testar os equipamentos e praças olímpicos, sem prazo de conclusão e, na hora derradeira, com contratos emergenciais a elevado valor?

O que poderia ser algo para elevar a auto-estima do brasileiro, pode surtir o efeito contrário…

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– Análise da Arbitragem de São Paulo 3 x 0 CRB

Críticas para o trio de arbitragem no jogo de volta da Copa do Brasil. Vamos a elas?

A bela assistente 1 Fernanda Uliana foi muito mal, errando lances fáceis de impedimento. Sobrou na frente, levantava a bandeira… Precipitação total. E olha que a moça foi promovida para o quadro de aspirantes da FIFA na semana passada. É a tal da indicação que traz dúvida da real meritocracia: com apenas 23 anos e sendo muito bonita, sua competência é tanta assim para ser indicada à relação internacional de árbitros?

O assistente 2 Hilton Nunes também errou dois lances de impedimento, estes bem mais difíceis do que o da assistente 1. Foram erros aceitáveis.

Já o árbitro Ronan Marques da Rosa teve boa atuação nos momentos tranqüilos da partida, mas com 3 lances pontuais que destoaram negativamente. E neles, se equivocou por um único motivo: o excesso de proximidade da jogada! O juizão quis estar tão perto dos lances, que não conseguia ter uma boa visão das divididas por estar quase dentro dela!

No começo do jogo, Luís Ricardo é desequilibrado com um leve toque na área, quando seu adversário tenta roubar a bola. Pênalti. Mas o jogador nem reclama e insiste na jogada. Se fosse no meio campo, é falta pelo toque que aconteceu sem aplicação do cartão amarelo. Se existisse um AAA naquela posição (na Copa do Brasil não há esse árbitro adicional), penso que o lance teria sido marcado.

Ainda no primeiro tempo, Luís Fabiano sofre um claro pisão no pé, lance típico para Cartão Amarelo. Mas o árbitro estava tão grudado com os atletas que perde a noção da força da dividida sola-pé praticada pelo atleta do CRB. E esse é o problema: estar tão perto do lance faz você perder a real impressão da profundidade, da força e da intenção da jogada. Errou também.

O lance mais discutível: o pênalti em Ademilson no segundo tempo! Sim, outro erro do árbitro, mas este perdoável. A simulação do sãopaulino é perceptível após vários replays! No “ao vivo”, dentro de campo, é difícil o árbitro perceber o unfair-Play. O goleiro Julio César se joga para tentar pegar a bola e Ademilson estica a perna para ser atingido pelo goleiro, que não o atinge mas dá-se a entender que o acerta pela queda no exato momento de um possível toque que foi inexistente. Artista puro! Porém fica novamente a observação: o árbitro Ronan Marques da Rosa estava perto demais do lance; prova disso que ele apita o pênalti e tromba (sim, repare nesse detalhe) no arqueiro Julio César.

Apesar dessas 3 situações, é claro que a arbitragem não influenciou. O árbitro pareceu tem boas qualidades e, quero crer, foi uma noite para a sua assistente esquecer.

Em tempo: Raphael Claus apitará domingo São Paulo x Corinthians pelo Brasileirão, mas a CBF também o escalou ontem (como 4o árbitro) para São Paulo x CRB pela Copa do Brasil. Não deveria estar em casa descansando do dia de trabalho e se preparando para domingo? Só tinha ele para ser quarto árbitro do jogo do time que ele apita na rodada seguinte?

A Comissão de Árbitros peca com esses detalhes…

Ops: para a rodada 4, completaremos 40 jogos do Brasileirão, sendo que em todas as partidas, apenas 4 escalas com árbitros paulistas – 1 de Luiz Flávio de Oliveira e 3 de Rafael Claus.

Acabou a arbitragem de São Paulo mesmo?

Por estado, estamos ficando para trás na política de escalas. Vide o artigo que escrevemos recentemente: http://professorrafaelporcari.blog.terra.com.br/2014/05/04/arbitros-de-todos-os-estados-o-absurdo-e-valido-ou-nao/

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– Times de São Paulo fora do Mundial e os 2 Representantes Cariocas

Após a convocação da Seleção Brasileira por Luís Felipe Scolari, percebeu-se que nenhum jogador de clube paulista estará vestindo a Amarelinha (embora muitos sejam nascidos em São Paulo). Dos clubes do Rio de Janeiro teremos o goleiro Jeferson (Botafogo) e Fred (Fluminense) – opostos em comportamento.

Se Jeferson é discreto e fala pouco, Fred gosta de aparecer. Amante das baladas noturnas, declarou que “deseja fazer gols em todos os jogos”.

Fará?

Excesso de confiança ou atitude de fanfarrão pelas declarações frequentes de Scolari, que garantem a titularidade a ele?

O problema é: quem é melhor do que Fred em sua posição?

O… ou o… Pois é, a safra é fraca!

Dissemos no nosso comentário na Rádio Difusora, nesta última 3a feira, que não deveríamos ter surpresas na convocação, e que se existisse, seria Henrique como “pagamento de dívida ao Palmeiras”, já que o ex-jogador foi dirigido por Scolari no rebaixamento da série B.

Será? Favor a amigo ou jogador de confiança?

O zagueiro que hoje joga no Nápole fez apenas 12 jogos como titular na Itália, sendo 3 na zaga e o restante como lateral direito. No Barcelona não deu certo.

Curioso é lembrar:

1- Scolari, demitido antes da consumação do rebaixamento alviverde para a série B, voltou a ser o treinador da Seleção e fez sua carreira renascer, ganhando de forma incontestável a Copa das Confederações.

2- Nosso zagueiro reserva caiu com ele para a série B, e nosso centroavante titular, não nos esqueçamos, foi rebaixado para a Segundona pelo Flu, embora, por culpa da Portuguesa, permaneceu na série A pela justa punição à Lusa.

Enfim: boa sorte ao Escrete Canarinho!

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– A Surpresa de Felipão e a Lista Fajuta!

Grande expectativa para a convocação final da Seleção Brasileira, visando o Mundial. Por coerência, acredito que Scolari não trará nenhuma surpresa para a Copa do Mundo, sendo que todos os convocados serão os que têm sido chamados com frequência, os “Membros da Família Felipão”, como feito em 2002.

Nesse ano, não teremos ninguém a contestar. Nenhum nome acima da média para “o povo pedir”, nenhum craque injustiçado ou qualquer outro jogador. O elenco é limitado, sabemos disso.

Ontem, circulou uma suposta lista que vazou na Web, com timbre da CBF e logo da Copa. Nela continha os selecionáveis com assinatura do treinador. Mas constava HULCK (com L) e rubricado como “Felipão”. Scolari assina assim?

Para mim, lista fajuta que algum espertalhão soltou na Internet. E para você?

Logo mais saberemos…

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– Valcke e seu Momento de Sinceridade!

Parece que a FIFA entregou os pontos em relação à organização da Copa do Mundo no Brasil. O secretario geral Jeromè Valcke admitiu na Suiça que a relação com os 3 níveis de Governo (Federal, Estadual e Municipal) foi um inferno, e que as cidades-sedes começarão o Mundial em obras e problemas de infraestrutura.

“Ah vá”? E a novidade, qual é? Todo mundo já imaginava isso…

Pensem, caros leitores, o que deve ter acontecido nos bastidores, naquelas reuniões secretas em restaurantes ou bares escuros, onde tudo pode acontecer?

Será que tivemos muitas negociações escusas? Propinas?

O que não dá para imaginar é o custo final da Copa ao Mundo, pago por nós… Inimaginável, sem sombra de dúvidas.

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– Empreendedores Inusitados da Copa do Mundo

Tem gente que não perde tempo para os negócios de oportunidade esporádica.

O polêmico “empreendedor da noite” Oscar Maroni (jundiaiense do bairro da Ponte São João), de tantos casos e causos no seu folclórico e sedutor clube de relacionamentos “Bahamas” (situado na Avenida dos Bandeirantes, próximo ao Aeroporto de Congonhas), está aproveitando o Mundial de Futebol.

Olhem só a propaganda de seu negócio estampada em outdoors: a imagem diz tudo! A chuteira, a bola, a…

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– RAI e a Copa de 2014

A Itália se prepara para a Copa do Mundo. E a RAI, emissora líder em audiência por lá, fez uma propaganda sobre o Mundial no Brasil.

O esterótipo não falha: Rio de Janeiro, Cristo Redentor e Favelas!

Assista, clique em: https://www.youtube.com/watch?v=hRndR7ey7UA

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– STJD apitando os jogos do Brasileirão no lugar dos árbitros. Bom ou ruim?

Na 1a rodada do Brasileirão, falamos sobre um erro de arbitragem na partida entre Criciúma 1 x 2 Palmeiras, quanto o árbitro André Luís de Castro não marcou um pênalti duplo para a equipe catarinense: o zagueiro Thiago Alves empurrou seu adversário e na sequência dominou deliberadamente a bola com a mão, tudo dentro da grande área. Ironizamos como ‘Pênalti duplo” não marcado.

Pois bem: baseado em imagens, o STJD suspendeu o atleta palmeirense com 1 jogo, ficando de fora da 4a rodada contra o Goiás.

E ações desse tipo são boas ou ruins para o futebol em geral?

– São péssimas!

Explico: quando há uma agressão ou conduta antidesportiva fora do alcance de visão do árbitro (uma troca de socos entre atletas), entendo como exemplar a punição pelo Tribunal, já que se estará primando pelo Fair Play e o juiz da partida não pôde fazer nada por não ter visto. Mas na partida referida, discordo, pois o árbitro estava de frente para o lance e viu a primeira infração (empurrão do zagueiro no atacante) e entendeu como disputa de bola, sendo que quando há o domínio na mão ele decidiu como involuntário (erro duplo de interpretação, chamado de “erro de fato” – que é quando o árbitro se equivoca na decisão por má interpretação da jogada). PARA MIM, O STJD DEVIA PUNIR O ÁRBITRO, E NÃO O ATLETA!

Já imaginaram se o STJD resolver fazer isso (a punição para “erros de fato” não marcados) costumeiramente? O futebol virará uma loucura!

Como o Tribunal pode determinar se o árbitro errou ou acertou e se o lance era passível de Amarelo ou Vermelho? Haverá uma comissão de ex-árbitros para assistirem aos 10 jogos da série A em seus totais 90 minutos, a fim de corrigir decisões equivocadas?

Na prática, impossível. Vejamos se em outros tantos jogos tais lances de pênaltis não marcados e cartões deixados de serem aplicados serão re-julgados pelos membros da Justiça Desportiva. Aliás, os homens de toga possuem competência para apitarem jogos (já que estão decidindo isso por conta própria)?

Fica a dica: em cada uma das 30 partidas já disputadas, temos cartões questionados por não terem sido aplicados e/ou com excessos de rigor (além de infrações não marcadas) em todas as partidas. Quando será o julgamento desses jogos?

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– O Triste Desfecho do Caso Lusa. Qual será?

Cada vez mais o futebol brasileiro se deixa levar pela passionalidade, truculência e golpismos. Vide o caso Lusa: ainda no imbrólho Heverton (quase 6 meses depois do ocorrido), se discute a permanência da Portuguesa na série A, o aceite do clube na série B e ainda o rebaixamento para a série C devido ao jogo abandonando em Joinvile.

Amigos, estamos com as 3 competições em curso. O que pode ser feito?

Agora, com o julgamento próximo, o procurador Paulo Schmitt deixa a entender que o documento que levou o time do Canindé a abandonar o campo, era, popularmente dito, fajuto! Disse ele:

“Não havia uma intimação oficial aos árbitros, ao delegado, à CBF, para que a partida não fosse realizada, não havia oficial de Justica. E pura e simplesmente um dirigente invadiu o campo de jogo, entregou um papel ao delegado e determinou ao técnico, que, de uma forma inusitada, retirou a equipe do campo de jogo. Em análise do que estava acontecendo, o árbitro determinou o retorno da equipe para o jogo e não foi atendido. Esses fatos todos foram avaliados, à luz das justificativas da Portuguesa, de que estaria, entre aspas, cumprindo uma liminar.”

Quer dizer que foi tudo forjado?

Será?

O árbitro não citou a presença de Oficial de Justiça tampouco algum documento, mas sim o abandono de campo. E aí fico realmente com a pulga atrás da orelha: ninguém da Portuguesa pensou em anexar uma cópia do documento da suspensão da partida junto aos documentos da arbitragem?

Custa a crer que em meio a essa situação, tudo ficou esquecido simplesmente. Todos estavam nervosos e enviar a íntegra da decisão judicial ficou em segundo plano? Ou o documento não era “quente”? Aliás, quem tem esse documento exposto publicamente e qual o Nome e o RG de quem, a mando da Justiça Brasileira, o entregou naquela 6a feira da partida?

Quanto mais se desenrola esse caso, mais se mostra enrolado. Incrível!

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– A Ilusão dos Estaduais provada nos outros Torneios

Quem se acha preparado nos Campeonatos Regionais têm quebrado a cara nos jogos Nacionais ou Internacionais.

Vejam:

– o Flamengo ganhou o “Cariocão”, mas foi eliminado vexatoriamente na 1a fase da Libertadores (na chave em que passou time boliviano para a segunda etapa).

– o vice-campeão do RJ, Vasco da Gama, perdeu do Luverdense na série B. O 2o melhor do RJ fraquejou?

– o Ituano ganhou o “Paulistão”, mas… está parado e o time desmanchando.

– o vice-campeão de SP, Santos, está em crise. Ruim desempenho no Brasileirão até agora.

– o São Paulo não estava treinando no Regional para ir bem no Nacional? Pois é… perdeu em Maceió para o vice-campeão alagoano CRB.

– o vice-campeão de MG, Atlético Mineiro está eliminado da Libertadores, juntando-se aos também eliminados Atlético Paranaense, Grêmio e Botafogo.

A verdade é: hoje, Torneio Estadual não é parâmetro para time grande nem os ajuda em muita coisa. Se ganhar, não fez mais do que a obrigação e corre o risco de chegar iludido no Campeonato Brasileiro. Se perder, dá problema. Vide a vida de Enderson Moreira no Grêmio…

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– Árbitros de Todos os Estados: o absurdo é válido ou não?

Em algumas escalas do Campeonato Brasileiro, vemos árbitro de um estado, bandeiras de outro, adicionais de outros ainda, e 4o árbitro local.

Se bobear, teremos sexteto de arbitragem de 6 estados diferentes do Brasil. E pra quê?

Para gastar dinheiro com a passagem aérea?

Ironia a parte, fica a questão: a troco de quê se privilegia tanto árbitro de estado sem tradição no futebol de ponta?

Há 3 possibilidades:

1- Integração Nacional) fazer com que os árbitros troquem experiências miscigenando os estilos regionais.

2- Carência de nomes nos eixos mais fortes do futebol) há um desgaste da imagem de árbitros de SP, RJ, MG e RS, estados mais vencedores do Campeonato Brasileiro e se precisa de árbitros de outros lugares para apitar os confrontos entre eles.

3- Politicagem pura) quando não dá para encaixar um time de estado longínquo no Brasileirão, coloca-se um árbitro de lá para agradar os dirigentes destas federações: MT, TO, SE, PA tem árbitros apitando a principal divisão do futebol brasileiro. Aguentarão o “tranco”? Alguns já são aspirantes à FIFA!

Nada contra os esforçados e bons árbitros dos confins do nosso país. Sou a favor deles, desde que subam paulatinamente, ganhando experiência subindo pelas divisões menores. Nada de “fazer árbitro do dia para a noite”, ensinando-os a apitar no Maracanã ou Morumbi sem ter tido outras experiências. Aí é colocar o árbitro em situação difícil.

Quer exemplos?

No sábado, o sergipano Cláudio Francisco Lima e Silva apitou no Pacaembú a partida São Paulo 2 x 2 Coritiba. Veio de longe e teve péssima atuação, e por sorte não influenciou no resultado. O mesmo árbitro fez uma lambança em 2010, na partida Palmeiras x Avaí e foi seu solitário jogo no Brasileirão daquele ano. Em 2011, após voltar à série A e apitar Bahia x Grêmio, nova má atuação e foi suspenso. Agora em 2014, em seu primeira escala do ano em jogos do Torneio Nacional, desagradou. Ele é da categoria Especial, ou seja, não vai mais para FIFA. Qual o critério para a sua escala?

Não gosto disso. Penso que os melhores devem apitar. Será que não temos árbitros de melhor nível?

Agora, SE ASSUSTE:

A) Em 30 jogos da série A, apenas 3 jogos foram apitados por paulistas – Raphael Claus (2 jogos) e Luís Flávio (1 jogo).

B) Na Rodada 02, nenhum árbitro de São Paulo na série A, mas apitaram árbitros do Pará, Paraíba, Pernambuco, Mato Grosso, Alagoas, Rio de Janeiro, Goiás, Rio Grande do Sul, Ceará e Bahia. Os bandeiras foram do Tocantins, Piauí, Mato Grosso do Sul, Sergipe, Rio Grande do Norte, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Distrito Federal (SP 4).

C) Na 3a rodada, nenhum bandeira de São Paulo atuará na rodada. Vide as escalas, por estado:

ÁRBITROS:

ES – 2

SC – 2

SE – 1

MT – 1

GO – 1

MG – 1

RJ – 1

SP – 1

BANDEIRAS:

ES- 4

SC – 3

GO – 3

SE – 2

MT – 2

MG – 2

RS- 2

RJ – 2

SP – 0

ADICIONAIS:

SC – 4

RJ – 4

ES – 2

DF – 2

PR – 2

AL – 2

MG -2

SP -2

VIDE POR JOGO:

Chapecoense x Corinthians – árbit MT, band1 MT, band2 MT, AAA 1 PR, AAA 2 PR

São Paulo x Coritiba – árbit SE, Band1 SE, band2 SE, AAA1 RJ, AAA2 RJ

Flamengo x Palmeiras – árbit SC, band1 SC, band2 GO, AAA1 MG, AAA2, MG

Santos x Grêmio – árbit MG, band1 MG, band2 MG, AAA1 RJ, AAA2 RJ

Fluminense x Vitória – árbit ES, band1 ES, band2 ES, AAA1 SP, AAA2 SP

Atlético Mineiro x Goiás – árbit RJ, band1 RJ, band2 RJ, AAA1 ES, AAA2 ES

Atlético Paranaense x Cruzeiro – árbit GO, band1 GO, band 2 GO, AAA1 DF, AAA2 DF

Internacional x Sport – árbit ES, band1 ES, band2 ES, AAA1 SC, AAA2 SC

Criciúma x Figueirense – árbit SC, band1 SC, band2 SC, AAA1 SC, AAA2 SC

Bahia x Botafogo – árbit1 SP, band1 RS, band2 RS, AAA1 AL, AAA2 AL

E aí, gosta desse critério típico dos tempos da Arena? Onde o partido do Governo estava mal, mais um time no Nacional!

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– O “acima da média” Ganso no banco?

Na última semana, Paulo Henrique Ganso diz que não via outro meia como ele no futebol brasileiro “acima da média”.

Excesso de confiança, arrogância ou falta de lucidez?

PH Ganso não está jogando nada há muito tempo. Com lampejos de craque, a irregularidade tem sido sua marca.

Mas pense: no Campeonato Brasileiro, em sua posição, qual outro nome melhor do que ele?

Pensou?

Tem que ser rápido na resposta…

Nivelado por baixo, pode até ser que o são-paulino esteja acima da média dentro do Brasileirão. Mas ainda é muito pouco…

Porém, ou por opção tática ou para “baixar a bola” do atleta, Muricy Ramalho colocou Ganso no banco de reservas.

O que será que o treinador pensou ao ouvir a fala do seu jogador, não?

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– Pelé Sensacional!

Há coisas maravilhosas na Internet sobre futebol. E para você que tem dúvida sobre as qualidades do Rei Pelé em campo, vai dirimir todas elas ao assistir o vídeo que segue abaixo: é uma coletânea de dribles do Negão, resultando em belíssimos gols!

São 6 minutos de magia, em lances contra grandes adversários e um repertório sensacional.

“Nasci para o futebol” na década de 80, época onde o craque brasileiro era Zico e o mundial era Maradona. Hoje se discute Messi ou Cristiano Ronaldo, craques indiscutíveis. Mas não melhores que Edson Arantes do Nascimento.

Assista: https://www.youtube.com/watch?v=NNzr8bG-z5I

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– 10 Pitacos Continentais da Rodada

Libertadores da América e Champions League com jogos emocionantes. Na Europa a impressionante derrota do Chelsea para o Atlético de Madrid (não tanto quanto a goleada sofrida pelo Bayern frente ao Real), e por aqui a empolgante classificação do Cruzeiro no Paraguai contra o Cerro Porteño (não tão dramática quanto a eliminação do Grêmio frente ao San Lorenzo.

Várias coisas a discutir:

1 – José Mourinho e Pepe Guardiola eliminados por Simeone e Carlo Ancelotti:

Nada de criar fantasmas sobre os dois primeiros, pois são técnicos tops de linha. A derrota é normal, continuam sendo grandes e valorizados nomes. Só falta questionarem seus esquemas táticos e todo o trabalho feito até então.

2 – Miranda: o ex-são paulino não se encaixaria bem entre os selecionáveis de Scolari?

Faltou dar mais chances a ele ou precisa fazer parte da “família Felipão”?

3 – Oscar:

Logo que voltou ao Chelsea, Mourinho declarou publicamente que baseava o time em “Oscar e mais 10, pois era um jogador especial e que sempre gostou de ver”. Será que mudou o conceito? Ontem o brasileiro foi banco. Aliás, me incomoda um armador da Seleção Brasileira ser reserva em seu clube…

4 – Eto’o e a infração boba:

O jogador camaronês que um dia disse que R10 só era o melhor do mundo pois era engraçado e se chamava Ronaldinho (choramingou que se no Barcelona fosse chamado de “Eto’ozinho” faria maior sucesso e que tinham má vontade contra ele), entrou no segundo tempo. Ainda frio e sem entrar no clima do jogo, foi tentar roubar uma bola no seu campo de defesa e cometeu pênalti infantil em Diego Costa. Com sua fama e experiência, não dava para ser mais prudente?

5 – Diego Costa e o Cartão Amarelo:

a marca do tiro penal deve estar a 11 metros da meta e numa perpendicular partindo do centro dela. Se existe um buraco nela, tem que se jogar a cal ali mesmo. O mais prudente disfarçaria e pintava o ponto penal bem do lado, nunca em cima do buraco. Mas se na hora da cobrança a marca estiver dentro dele… “dançou o cobrador”! Não adianta colocar a bola do lado ou arrumar fazendo marcas (o árbitro é quem deveria conferir isso antes do jogo). Diego Costa levou Cartão Amarelo correto aplicado pelo árbitro Nicola Rizzoli ao tentar arrumar o local da cobrança do tiro penal (a advertência não foi por cera, mas por raspar com o pé o local de cobrança, descaracterizando-o). Coisas da Regra do Jogo…

6 – A final da Liga dos Campeões da Europa será um clássico municipal jogado em Londres:

Mas com protagonistas globais: treinadores italiano e argentino; centroavantes português e brasileiro. A audiência será mundial. E quantos “espanhóis da gema” estarão em campo nos dois times madrilenhos?

7 – Em Marrakesh, no final do ano, quem estará representando os continentes europeu e sulamericano?

Teremos Atlético/BRA x Atlético/ESP, um “confronto homônimo”? Ou um “confronto monetário” entre Cruzeiro x Real? Ou nada disso?

8 – Tão empolgante quanto a Champions, mas tecnicamente bem distante estão os confrontos na Libertadores:

Jogos fracos de times nivelados por baixo. Para mim, Cruzeiro pela superação e San Lorenzo pelo futebol um pouco melhor do que a média dos seus adversários são os favoritos; e eles infelizmente serão azarões no Mundial de Clubes.

9 – E as brincadeiras sobre o San Lorenzo estar bem graças a torcida do Papa Francisco?

Vale tudo para motivar o time, são engraçadinhas e simpáticas tiradas que circulam pelas redes sociais. Porém, as bênçãos do Pontífice são respeitadas mas, sejamos justos, o mérito ao time não pode ficar em segundo plano. E, claro, todos nós sabemos (e logicamente o Papa) que Deus não escolhe time de futebol… O San Lorenzo está jogando muita bola!

10 – Perguntar não ofende:

Quantos jogadores brasileiros que disputam hoje a Libertadores da América compõe a Seleção Brasileira de Scolari?

Enfim: me preocupa o abismo entre a organização dos jogos, qualidade técnica e apelo das partidas como espetáculo na Europa se comparados à América do Sul. A única coisa que importamos de lá, lamentavelmente, foram as manifestações racistas… (lembram-se do episódio Garcilasso x Tinga?). Por quê o restante (das boas coisas) não conseguimos? Falta dinheiro ou competência?

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– São Paulo ou Palmeiras erraram no caso Kardec?

Cada vez mais a pendenga entre os presidentes Paulo Nobre (SEP) e Carlos Miguel Aidar (SPFC) aumenta, devido a transação envolvendo o jogador Alan Kardec.

O Palmeiras se sente prejudicado por ainda ter contrato com o atleta e preferência nas negociações com o Benfica, dono dos direitos do atleta, e critica uma falta de ética do São Paulo ao fazer uma proposta ao jogador e ao clube português. Porém, o Tricolor alega que o pai do jogador já dizia que as negociações com o Verdão estavam encerradas e somente por essa oportunidade de mercado foi atrás dele.

Depois vieram as discussões entre os mandatários, mas aí fica apenas para o caráter folclórico da coisa. Nobre está magoado por perder o atleta e Aidar irritado pelas declarações. Ambos usaram termos fortes e, até certo ponto, jocosos contra o outro.

Futebol hoje é business. Se o atleta está disponível, paciência. Funciona assim mesmo. O São Paulo apenas foi esperto – e mais vantajoso financeiramente – do que o Palmeiras. Por sua vez, ao perder o jogador, Nobre precisa achar uma justificativa à sua torcida. Mas será que, dentro da coerência que tem sido adotada financeiramente no Palestra, não está certo o presidente em não fazer loucuras ou gastar além da sua capacidade financeira?

Sobre a questão ética, não dá para acusar. O mesmo Palmeiras não discutia a contratação de Marcelo Bielsa e divulgou-a publicamente, enquanto Gilson Kleina estava sob contrato aguardando uma posição de desligamento ou continuidade?

Reclamar faz parte do negócio quando frustrado. Mas cá entre nós: R$ 400 mil por mês ao Alan Kardec não é uma supervalorização?

Bom jogador não significa craque.

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