– Norma da CBF acaba com diálogo entre repórteres e jogadores durante o jogo.

A CBF, em comum acordo com a Associação dos Cronistas Esportivos do Brasil, divulgou algumas normas para os profissionais da imprensa e que valerão a partir de 09/09/2014. E dentre estas, me chamou a atenção uma: os jornalistas não podem mais fornecer informações aos jogadores e treinadores, em especial sobre lances polêmicos.

Quem fiscalizará isso? Os árbitros?

Não. Segundo a CBF, as Federações Estaduais!

Uma das coisas mais comuns no futebol é o goleiro se virar para trás e perguntar ao repórter quanto tempo falta para acabar o jogo. Ou alguém da TV “soprar” para o 4o árbitro sobre um lance polêmico que ocorra e este “ouvir mesmo sem querer ou poder ouvir”.

Quero ver o jogador perguntar algo para o jornalista e ele responder: “não posso falar, é norma”. Ou o treinador perguntar: “o Arnaldo disse que na hora do gol estava impedido ou não?” E o jornalista dizer: “Eu é quem estou impedido de lhe responder…

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para União Barbarense x Paulista

Para o importante jogo dessa 4a feira pela Copa Paulista apitará Thiago Luís Scarascati, 31 anos. O árbitro estreou na série A1 em 2012, e nos anos seguintes continuou a fazer jogos nessa divisão tanto como Árbitro Adicional ou como Central. Uma aposta da FPF! Mas vale a observação: é um árbitro que deixa o jogo correr e permite bastante o contato físico. Para um time mais leve/ franzino como o do Galo, me preocupa os trancos e quedas dos jogadores jundiaienses.

Seus bandeiras serão Alberto Poleto Masseira (bem experiente na série A1 e jogos importantes) e Gilberto Aparecido Romachelli (apenas o 6o jogo profissional em sua carreira). Para a função de 4o árbitro, trabalhará Jefferson Dutra Girotto.

Espero um jogo corrido pelas características do quarteto de arbitragem e com poucas faltas marcadas. E você?

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– A Boataria sobre o Corte de Maicon é culpa de quem?

A não-transparência da divulgação do desligamento do lateral direito Maicon do grupo da Seleção Brasileira que está nos EUA para uma série de amistosos trouxe consequências desastrosas: uma onda de especulações sem fim na Internet.

Gilmar Rinaldi alegou que o atleta foi cortado por indisciplina. O provável e aceitável motivo é de que o jogador se atrasou para o horário de volta ao hotel na folga de sábado. Se estaria ou não embriagado ainda não se sabe.

Entretanto, como a CBF não foi clara na explicação, histórias diversas surgiram. Algumas possíveis, outras bizarras. E dentre as bizarras, duas difamatórias: uma envolvendo David Luís e a outra Elias.

Maurício Meirelles, humorista do CQC, criou uma versão fantasiosa de que Maicon houvera se masturbado e colocado esperma no Shampoo de David Luís, seu companheiro de Seleção e de vasta cabeleira. Nas redes sociais, isso se propagou e posteriormente o próprio comediante confessou ter inventado a brincadeira.

Porém, na mesma onda de mistério e especulação, o site de humor Olé do Brasil, notadamente uma página de brincadeiras do futebol, criou uma história de que Maicon e Elias foram a uma tradicional boate americana e se embebedaram. Depois de algumas confusões por lá, voltaram para o hotel e acabaram desmaiando de tanta bebida. Supostamente Maicon acordou primeiro e aliciou Elias, mantendo relações sexuais com o corinthiano ainda grogue.

O problema é que quando histórias que permitem gozações entre times rivais se tornam populares, para alguns passa a ser uma verdade instantânea! Muitos creram nisso e, mesmo com os desmentidos, haverá bulling em Elias quando ocorrer jogos do Corinthians com equipes de tradicional rivalidade.

Enfim: o boato se espalhou e o estrago foi feito. Se houvesse mais clareza por parte da CBF (em especial, de Gilmar Rinaldi e Dunga), tudo isso poderia ter sido evitado.

Porém, penso que o corte de Maicon não deveria obrigar o treinador a convocar outro atleta. Fabinho, lateral do Mônaco, está com a Seleção Brasileira Sub 21 no Catar. Foi desligado dela e atravessará o planeta para… ser reserva?

É necessário mesmo?

E você, o que acha de tudo isso? Deixe seu comentário:

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– As Punições Descriteriosas no Futebol Brasileiro

Há muito vemos punições injustas dentro do esporte nacional. Em alguns casos, os auditores do Superior Tribunal de Justiça Desportiva se mostram totalmente alheios à defesa ou acusação dos envolvidos e tomam decisões passionais.

Claro: se o envolvido for um time grande do eixo RJ-SP, a tendência é a de que as penas sejam mais brandas.

Mas veja só: neste final de semana, jogaram Tombense/MG x Operário/MT pela série D do Campeonato Brasileiro. O goleiro mato-grossense Igor (que é negro) reclamou que durante o aquecimento foi chamado de “macaco”. Aos 36 minutos de jogo, quando ele estava para cobrar um tiro de meta, resolveu se virar para a arquibancada e dar um bico na bola contra os torcedores, alegando que a torcida mineira cantava em coro: Aranha, Aranha.

E aí, alguém será punido? O Grêmio/RS foi excluído da Copa do Brasil. O Tombense será excluído da série D, ou como a repercussão foi nula ou quase inexistente, nada acontecerá?

Aliás, mantenho a curiosidade: se Grêmio x Santos fosse pela série A do Brasileirão, o clube gaúcho seria excluído? Eliminar uma equipe que já perdeu em casa por 2 x 0 em um torneio mata-mata é fácil…

Outra dúvida: se racismo é crime por preconceito racial, homofobia também é. Nunca vi um jogo ser paralisado por discriminação sexual! E é fato comum que jogadores sejam ofendidos em campo com palavras pejorativas. Ou vai dizer que nunca se ouviu o coro contra o atleta Richarlysson e tantos outros? Como ele nunca se queixou, a questão morre por aí mesmo. Mas se um jogador se assumir homossexual e ouvir “bicha” das arquibancadas, se parará a partida e o clube será excluído pelo STJD? Estou pagando para ver!

Fico com dó dos árbitros: a eles são atribuídos os adjetivos de ladrão, gaveteiro, viado, corno, fdp e tantos outros xingamentos. Mas aí é outra história: eles não têm torcida para reclamar a favor deles e tais reclamações fazem parte da cultura do futebol.

Pior é a punição (ou falta de) aos clubes e dirigentes que não cumprem as obrigações financeiras. Já viu algum time brasileiro perder ponto ou ser excluído de competição por não pagamento de obrigações trabalhistas ou simplesmente pelo calote nos salários?

O Grêmio Barueri vive uma situação vexatória com jogadores fazendo greve por falta de recebimento. O tradicionalíssimo Guarani de Campinas viu a renúncia do seu 3o presidente após o não pagamento dos salários de Junho na última 5a feira (estamos em Setembro…). Sem falar de Vasco da Gama e Botafogo, com dívidas milionárias mas que se mantém ilesos de qualquer pena.

Não deveríamos ter um Tribunal de Penas onde as condenações fossem aplicadas automaticamente ao invés de julgadas por senhores passionais? Tudo pré-determinado: atrasou pagamento e os jogadores se queixaram, pena X. Houve preconceito de torcida, pena Y. E por aí em diante…

E você: o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

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– Análise da Arbitragem de Paulista 1 x 1 Internacional

Não gostei (mais uma vez) da arbitragem de Alexandre Gonçalves. Nada contra o árbitro, mas a arbitragem foi ruim.

O juiz não comprometeu o resultado final na partida, só que se exigido fosse, no fácil jogo do sábado teria complicado.

Correu bastante no início da partida, mostrando bom fôlego. Tecnicamente ruim, invertendo algumas faltas e marcando outras que não foram.

Disciplinarmente, não deu um amarelo ao atacante do Paulista Neto ao simular descaradamente um pênalti aos 7 minutos; mas advertiu com amarelo o atacante Carlinhos da Internacional após uma trombada com Mayko entendo simulação, aos 29 minutos.

Passou batido: Léo Issepe fez 8 faltas na partida e não levou nem cartão, tampouco advertência verbal.

O lance que passou desconfiança aos jogadores ocorreu aos 10 minutos do segundo tempo: a bola sai pela lateral e o árbitro e o bandeira ficaram “namorando” (no linguajar da arbitragem: olhando um para a cara do outro sem saber o que fazer). Quem pegou primeiro a bola ganhou o arremesso lateral… Na sequência, uma dividida em que o árbitro marcou falta para um time e o bandeira para o outro. Pararam o jogo, ficaram conversando e os jogadores à espera… Aí não dá!

No começo da Copa Paulista, os árbitros eram para ser testados. Conforme a exigência fosse aumentando, juízes mais gabaritados deveriam ser escalados. E hoje, infelizmente, uma arbitragem técnico-disciplinar fraca.

E você, o que achou da partida? Deixe seu comentário:

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– A Exclusão do Grêmio é Louvável ou Demagógica?

O Grêmio foi excluído da Copa do Brasil pelos problemas envolvendo o Racismo. E daí?

Eliminar o clube que perdeu em casa por 2 x 0 de uma competição eliminatória é fácil.

E se o jogo fosse pelo Campeonato Brasileiro? O Grêmio seria excluído do Brasileirão?

Sou defensor que as punições sejam severas e o clube vinculado à sua torcida, mas o valor da multa imposta foi baixo e o time gaúcho ainda economizará com as despesas de viagem à Santos.

Por que não jogar com portões fechados?

Dia 18 de setembro jogarão pelo Campeonato Brasileiro o mesmo Grêmio, contra o mesmo Santos, no mesmo estádio. E muitos dos mesmos racistas deverão estar lá. Ou alguém acredita que todos que tiveram mal comportamento foram identificados?

DUVIDO que se o imbróglio tivesse envolvido Corinthians, Fluminense ou Flamengo, estando eles com possibilidade de avançar na competição, seriam punidos nessa mesma pena.

Em tempo: o Grêmio tem feito esforços para coibir o racismo. O problema é essa parte ignorante da torcida.

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– O Espírito de João Mendonça Falcão ainda vive no Futebol de hoje

O presidente corinthiano Mário Gobbi reclamou que a arbitragem brasileira está contra o Corinthians. Ele sabe de algo premeditado e não pode falar, ou é apenas “chororô”? Petros, segundo o diário Lance (02/09), não jogará para não ser perseguido pela arbitragem.

O jogo de volta da Copa do Brasil envolvendo Santos x Grêmio foi adiado até o julgamento do caso de Racismo pelo STJD. Deveria?

Os treinadores sendo demitidos à exaustão. Bastidores da bola estão fervendo! E o desejo do campeonato ser decidido exclusivamente dentro do campo pelos jogadores e suas habilidades parece que ficou deixado de lado.

Diante de tudo isso, não dá para deixar de lembrar do espírito “esportivo e político” do Dr Falcão, o polêmico cartola das décadas de 60 e 70.

Calma, esse post nada tem a ver com vida pós-morte. Mas falamos de ideários, principalmente no esporte. E, como nunca, a figura de um ex-dirigente esportivo, mesmo pouco lembrado atualmente, é atualíssima: João Mendonça Falcão, ex-deputado e ex-presidente da FPF, era um dos expoentes do futebol jogado e conversado nos escritórios.

Poucos sabem dessa história, mas convivi semanalmente com o “Dr Falcão”. Ganhei chaveirinhos dele na sua última campanha a Deputado Federal pelo PTB no início da década de 80.

Mendonça Falcão se recolhia aqui em Jundiaí, no nosso Bairro Medeiros, em sua aprazível chácara. Hoje, coincidentemente, moro bem em frente a ela, que se transformou no ótimo restaurante campestre Noz Mostarda.

Ele pontualmente chegava na loja de materiais de construção do meu pai às 9:00h, trazido pelos folclóricos motoristas Ivan ou pelo Toco (este, figura carimbada do futebol paulista, corinthiano doente). Lembro-me sempre do Del Rey azul estacionando com toda a pompa de uma autoridade, ou em situações estratégicas, da Brasília bege que ele gostava! Quando o então ex-dirigente entrava no depósito, fazia questão de sentar na cadeira do escritório, encostar sua bengala (já era bem idoso), e ficava lá contando suas histórias. Hoje tenho como certeza que, alijado dos holofotes, ele buscava simplesmente companhia para contar suas experiências (sempre se queixava da família e outros problemas particulares; enfim, um homem solitário no final da vida).

Imagine uma criança fanática por futebol (sem noção do que era a Federação Paulista de Futebol ou a política no esporte), ganhando bolas oficiais do Campeonato Paulista, ouvindo contos e passagens daquele senhor de idade sobre nomes famosos do futebol? Me deliciava com as histórias, mesmo que não as entendesse.

Naquele tempo, não havia telefone no bairro todo, e a linha da Telesp só chegava até a nossa loja. Falcão ia lá, ligava para Deus e o mundo, e ficava até à hora do almoço. Cansei de vê-lo esbravejar com seus pares políticos, sem ter noção do que era importante ou não. E quase toda semana, ele dizia algo que de tanto contar, gravei na mente até as mesmas palavras: “Se o Santos ganhou do Milan, tem que me agradecer para o resto da vida pelo 3a partida…” , em referência ao jogo-desempate do Mundial de 63, onde ele não permitiu o jogo em campo neutro e sim no domínio santista.

Digo tudo isso para lembrar do fato que torna Falcão atual: ele repetia sempre, mais ou menos com essas palavras, que:

Futebol é muito mais do que um jogo jogado no campo, é vencido por gente fora dele”.

Hoje, adulto e tarimbado, entendo perfeitamente o que ele queria dizer. Ex-árbitros daquele período, que tive o grande prazer de conhecer e que hoje são octagenários, diziam que quando o João Mendonça Falcão chamava alguém em sua sala, lá na sede da FPF na Brigadeiro… xi… lá vinha confusão. Muitos deixaram de apitar por não concordar com determinadas ordens.

Cada vez mais a política está presente no futebol. Não há manipulação de resultados oficial, pois seria perceptível àqueles que entendem e militam na área. Mas há entraves dificultosos políticos, que deturpam o espírito esportivo. Me apego ao que o piloto finlandês Kimi Raikkonen declarou um dia:

Na F-1, há muitos fatores mais importantes do que a corrida. É muita política e ninguém diz o que pensa”.

Traga essa frase da F-1 para o mundo futebolístico e compare com a frase de efeito do ex-presidente da FPF, citada acima. Falcão não é atual?

E você, o que pensa disso: há muito mais fatores políticos no futebol do que o próprio jogo? Deixe sua opinião:

(Abaixo: Falcão, Havelange e José Ermírio de Moraes)

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– Dirigentes demitem treinadores. Mas quem demite os dirigentes?

Os treinadores Adilson Batista, Celso Roth, Ricardo Gareca e Oswaldo de Oliveira foram demitidos de seus clubes (Vasco, Grêmio, Palmeiras e Santos).

Em alguns casos (como o de Oswaldo), é um erro. Em outros, é por culpa dos resultados.

Mas esses treinadores foram contratados por alguém. E esse alguém nunca é demitido: o presidente do time!

O Santos não tem dinheiro para contratar jogadores, e quando Oswaldo coloca no banco de reservas um jogador de mais de 40 milhões e corajosamente põe para jogar um garoto melhor do que ele, perde o emprego?

Onde Oswaldo errou?

Se Oswaldo é errado, errou quem o contratou.

Aliás: o próprio Santos não tem um bom patrocínio na camisa, joga para estádio vazio e não viu a cor do dinheiro que o Barcelona deu para Neymar. E a culpa é do Oswaldinho?

Durma-se com tal barulho…

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– R10 faltou no Jogo da Paz?

Ronaldinho Gaúcho é o típico talento desperdiçado. Se potencializado, estaria gravado na história como rival de Pelé na disputa de melhor do mundo (qualidade já mostrou, quando leva sua carreira a sério).

Nessa semana, o Vaticano realizou o “Jogo da Paz pelos Pobres”, com arrecadação destinada aos mais carentes. Zidane, Maradona e outros nomes compareceram. R10, mesmo convidado pelo Papa Francisco, faltou.

O que esse cara quer e pensa da vida? Só se preocupa em festividades e baladas?

Aliás, Assis, seu irmão e empresário, gerencia muito mal sua carreira…

Pisou na bola, Gaúcho!

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– Qual a Grande Contratação que micou no Futebol?

Me recordo que um dia o São Paulo trouxe de helicóptero o grande substituto de Raí: e a festa foi armada para o suposto genial Sierra…

Não vingou!

A peso de ouro o Corinthians também já deu sua bola fora: trouxe o uruguaio Acosta, que jogou por diversas equipes recebendo seus salários do Corinthians (hoje ele joga em Macapá pelo Santos/AP). Também tivemos Adriano Imperador, que praticamente nem jogou pelo Timão mas recebeu em dia. Seu contrato demorou para se encerrar…

Recentemente, o Santos “micou” com Leandro Damião, o reserva mais caro do Brasil. E, nessa segunda-feira, foi a vez do Palmeiras fazer com que sua aposta virasse um mico: demitiu o treinador Ricardo Gareca.

O Verdão deu os jogadores pedidos mas não o tempo de contrato combinando. Claro, no Brasil o que vale são os resultados a curto prazo, que foram péssimos, além dos questionamentos do trabalho em si.

Mas vale a constatação: a paciência que não se teve com Gareca, se tem com Valdívia. A tolerância aos contratados é equivalente aos valores das multas?

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– Campeonato Brasileiro e suas Peculiaridades!

O Brasileirão precisa urgentemente ser revisto no quesito “DATAS”. Vejam só que absurdo: o Cruzeiro, que por sua competência dispara na liderança, será prejudicado pela CBF devido aos amistosos da Seleção Brasileira. Não é admissível que por estar jogando bem a Raposa perca jogadores para a CBF, que ganhará dinheiro e desfalcará o clube. Os jogos do Brasil são em data FIFA, não deveriam ter jogos do Campeonato organizado pela própria CBF.

A propósito, torneio bem mal organizado! Acho justas as queixas de Oswaldo de Oliveira, treinador do Santos FC, após a derrota para o Botafogo FR no Maracanã:

É difícil fazer alguma coisa, jogamos em Porto Alegre na 5a a noite e entramos em campo nesse domingo no Rio de Janeiro, não dá para trabalhar adequadamente”.

Verdade! O time tem que retornar para casa na 6a e reembarcar no dia seguinte. Claro, a lógica é ir direto do RS para o RJ, mas como se vai treinar adequadamente? E se você perguntar para Muricy, Luxemburgo, Marcelo de Oliveira e outros técnicos, a queixa é a mesma: se joga muito no Brasil! O que tem de jogador lesionado… a solução é lógica: não treinar para descansar.

O calendário maltrata: a Sulamericana deveria ser disputada paralela à Libertadores, mas isso não ocorre. A Copa do Brasil também judia com suas datas. Fazer pré-temporada e excursões quando, se ainda existem os Regionais?

Será que, se não se abrir mão das demais competições, a solução será encurtar o Brasileirão? Mudar a fórmula para turno único, voltar o mata-mata  ou reduzir o número de clubes para 16. Algo há de ser feito!

A verdade é que o futebol nacional está chato. Treinadores pilhados (vide Mano, Felipão), arbitragem ruim (o que dizer de Paulo Henrique de Godoy Bezerra, que conseguiu desagradar a todos no Itaquerão) e pavio curto com alguns (Gareca, treinador do Palmeiras, que o diga). E vale o lembrete: pela enésima vez, nenhum paulista venceu na rodada. Está virando rotina?

No sábado, assisti ao espetacular Everton 3 x 6 Chelsea, com dois gols de Diego Costa, o centroavante hispano-brasileiro. Aí entendi porque alguns garotinhos estão usando cada vez mais as camisas de clubes estrangeiros do que os dos nacionais…

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– Substituição de Árbitro em Corinthians x Fluminense

Paulo Henrique de Godoy Bezerra, catarinense, substituirá Sandro Meira Ricci- FIFA que se lesionou para o jogão entre paulistas x cariocas à tarde.

Nesta fase de chiadeira corinthiana, por vias tortas Sandro não se desgastará (em que pese, logicamente, a tristeza pela lesão).

Mano Menezes está pilhando os atletas e a torcida contra a arbitragem. Lamentável. Mano foi absolvido da expulsão da 4a feira retrasada, mas gostaria de saber se continuará impune após os aplausos irônicos feitos à Leandro Bizzio Marinho após a trombada de Guerrero.

O treinador gaúcho sempre deu trabalho à beira do gramado. Se exalta, xinga e pressiona, mas quando vê um microfone, fala com moderação.

Em se tratando de Corinthians x Fluminense, tenho pena de Paulo Henrique…

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– Blatter e o Desafio aos Árbitros. A Idéia vinga ou não?

Joseph Blatter já declarou durante a Copa do Mundo e repetiu o discurso dias atrás: quer testar o “desafio” em jogos de futebol. Como em alguns outros esportes, o treinador ou o capitão da equipe poderia contestar o árbitro da decisão tomada em algum lance polêmico, pedindo para que ele o revesse num monitor. Claro, estudar-se-ia em quais momentos adequados e em número limitado de paralisações.

Será que a Internacional Board, que é a “dona das Regras de Futebol” aceitará a sugestão da FIFA?

E outras entidades, como a UEFA de Platini, que um dia se declarou avesso a qualquer tipo de tecnologia?

Toda a boa tecnologia que ajude ao árbitro a apitar com maior correção e que possibilite legitimar os resultados é benvinda. Gosto e defendo isso. Mas tenho uma curiosidade: como operacionalizar isso?

Muitas vezes, temos 10 câmeras nos estádios e não se consegue com perfeição a imagem ideal para marcar ou “desmarcar” um pênalti. A transmissão para o árbitro seria de uma TV FIFA? A reprodução seria no telão do estádio ou em um aparelho de TV junto ao quarto-árbitro?

Aguardemos.

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– Racismo, de novo? E até quando?

– Há muito tempo, se discute o a prática do racismo nos estádios e não se vê eficácia alguma nas atitudes tomadas para evitá-lo.

– Há pouco tempo tivemos Daniel Alves sendo atingido por chuvas de banana, em mais um episódio de racismo.

– Há menos tempo ainda, Arouca foi ofendido por ato racista em Mogi Mirim.

– Há algumas horas, Aranha, goleiro do Santos, foi chamado de macaco na partida Grêmio x Santos.

– Imaginaram o jogador que está em campo trabalhando e sendo chamado de animal única e exclusivamente pela cor da pele?

– Imaginaram o tipo de educação que esses agressores verbais e morais tiveram para quererem gratuitamente inferiorizarem um ser humano?

– Imaginaram que tipo de prazer essas pessoas devem sentir em ofenderem alguém e sorrirem por tal conduta, com manifestação de vanglória?

– Imaginaram o sentimento da filha, da esposa, do pai ou da mãe do ofendido?

*********

Amigos, nessa quinta-feira novamente vimos o quão baixo e horroroso pode agir o ser humano a um irmão seu. Se ali em Porto Alegre a maioria é de pele branca, que raio de manifestação de supremacia racial foi inserida na mente desses idiotas para acreditarem que são superiores a quem tem pele de outra cor?

Estamos no século XXI. O homem chegou a Lua, criou a Internet e reduziu as distâncias de comunicação, inventou maravilhas que nos trazem comodidade, clonou animais e às vezes quer brincar de Deus. E, nesse mesmo mundo de tamanha inteligência, convive-se com aqueles que não conseguem entender que só existe uma única raça: a raça humana, de pela branca, negra, vermelha ou amarela.

E como resolver isso?

Se os jogadores não tomarem uma providência, a acomodada CBF vai permanecer demagoga alegando ser um problema social e mundial. Defendo uma greve de protesto! Paralisação da próxima rodada para chamar a atenção (e que se jogue o problema de datas prejudicadas por culpa de calendário aos cartolas). Mais: punição severa ao Grêmio! O que de efetivo foi feito quando macabramente louvaram o trágico acidente que vitimou o ex-jogador Fernandão?

Infelizmente, o discurso é de que quem faz isso é a minoria. Mas não é a maioria que defende o estádio de futebol um lugar permitido para extravasar, xingar, onde tudo pode?

De tantos idiotas racistas, as câmeras flagraram uma moça jovem, loira, desinibidamente chamado o jogador de macaco. Nas redes sociais já a identificaram com precedentes de intolerância. Sobrará apenas para essa menina, bonitinha e ordinária?

Mas e os demais?

Ninguém prendará uma gangue de torcedores. Provavelmente nem mesmo a jovem identificada (lembre-se: racismo é crime). E veremos o mesmo filme já visto após tais constrangimentos: clima de comoção, muito discurso e pouca ação duradoura que resolva o problema de verdade.

Por fim, vale a pena ler a declaração do goleiro pós-jogo:

A outra vez que viemos aqui jogar a Copa do Brasil tinha campanha contra racismo, não é à toa. Xingar, pegar no pé é normal. Agora me chamaram de ‘preto fedido, seu preto, cambada de preto’… Estava me segurando. Quando começou o corinho com sons de macaco eu até pedi para o câmera filmar, eu fiquei p… .Quem joga aqui sabe, sermpre tem racista no meio deles. Está dado o recado, agora é ficar esperto para a próxima. Tem leis, mas no futebol sabemos que o torcedor usa de várias maneiras para desestabilizar. Não vou deixar de jogar o meu futebol por manifestação de torcedor. Dói, mas tenho que jogar.

Sem comentários… simplesmente, disse tudo!

O link dos xingamentos está em: http://www.youtube.com/watch?v=XSBlzf_5EfA

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para XV de Piracicaba x Paulista

Ilbert Estevam da Silva apitará o jogo do Nhô Quim contra o Galo. Jovem (tem apenas 31 anos), mas com bastante escalas na segunda e terceira divisão no currículo. Estreou recentemente na série A1 e vem sendo considerado uma aposta da Federação Paulista. Costuma correr bastante e ser disciplinador em campo.

Levando em conta que o XV de Piracicaba reclamou bastante da arbitragem na sua última partida (teve duas expulsões) e o Paulista chiou com razão pelas penalidades não marcadas em Jayme Cintra, o jogo será difícil para o juizão. Um ótimo teste para quem quer deixar de ser promessa e começar a se tornar realidade.

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– A trombada de Guerrero em Bizzio: o que fazer?

Parece que o Corinthians está realmente pilhado com a arbitragem. No jogo em que foi derrotado por 1 a 0 pelo Bragantino na Arena Pantanal, um lance inusitado e que lembrou a infelicidade de Petros golpeando as costas do árbitro Raphael Claus na Vila Belmiro. LEMBROU, não imitou!

Nesta ocasião, Guerrero vê a bola se aproximar e vai disputá-la, mesmo estando em seu caminho o árbitro Leandro Bizzio Marinho. Ao invés de desviar do juizão, o jogador vai de encontro a ele empurrando-o.

Diferente de Petros que desvia da rota para socar as costas do árbitro, ontem Guerrero mantém o seu caminho e tromba para tentar o domínio da bola. NADA DE AGRESSÃO PREMEDITADA, MAS UM TÍPICO LANCE DE FALTA, CASO BIZZIO FOSSE JOGADOR.

O que fazer?

Bizzio percebeu, viu e sentiu. Nada fez a não ser um esboço instintivo de reclamação. Friamente, ali se deve marcar TIRO LIVRE INDIRETO a favor do Bragantino no local do empurrão e advertir o jogador corinthiano COM CARTÃO AMARELO pelo que se chama no futebol de ATITUDE INCONVENIENTE.

Nada de criar polêmica sobre agressão, mas é impossível não associar: a Procuradoria do STJD indiciou Petros, alegando que independia do relato ou não do árbitro na súmula. Fará o mesmo com Guerrero?

O que chamou a atenção foram as imediatas palmas de Mano Menezes após o empurrão. Ele aplaudiu irônica e antidesportivamente o lance. Deverá ser punido?

Curioso é que Guerrero foi expulso no domingo e Mano na quarta-feira passada. Atitudes de unfairplay persistem e lamentavelmente não cessam…

Veja o lance: http://is.gd/GuerrBizzio

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– Esportista que tira a Camisa perde a Conquista?

Você já deve ter reparado em jogadores de futebol que, ao comemorar um gol, tiram a camisa e levam Cartão Amarelo. Alguns criticam essa regra de punir por “descaracterizar o uniforme”, mas ela existe em outras modalidades esportistas.

No último dia 14, o corredor francês Mahiedine Mekhissi-Benabbad estava vencendo a prova dos 3000 metros do Torneio Europeu de Atletismo, disputada na Suíça. Próximo da linha da chegada, empolgado, tirou a camisa e comemorou. A delegação espanhola reclamou de “que estar sem a camisa é irregular” e, após alguns minutos de comemoração, a Medalha de Ouro foi dada ao segundo colocado. O francês Mekhissi-Benabbad ainda tentou justificar dizendo:

Só tirei a camisa para comemorar, não fiz nada de desleal”.

E aqui nem vem o caso de trapacear, mas de cumprir a Regra. No futebol isso é muito questionado.

Descaracterizar o uniforme é algo que infringe a Regra 4 – Equipamento dos Jogadores, e os exemplos vão além de tirar a camisa. Jogar descalço não pode, e se isso valesse em outras épocas, o famoso gol de bicicleta de Leônidas da Silva na Copa de 38 não valeria, pois o atacante chamado de “Diamante Negro” resolveu abdicar das chuteiras que o incomodavam e jogou com o “pé pelado”.

Mas calma lá: fazer um gol descalço ainda vale no futebol profissional, se não for por culpa do jogador. Explico com exemplos:

1) se o jogador está com a bola dominada e lhe sai a chuteira do pé ou a camisa rasga ao meio, ele pode continuar a jogada normalmente e até fazer um gol. Mas depois de soltar a bola que está em seu domínio (tocando-a para um companheiro ou chutando-a para o gol), não pode mais recebê-la(pois o uniforme estes descaracterizado, lembrando que camisa, calção, meia e calçado são obrigatórios).

2) se por qualquer motivo ele descaracteriza o uniforme por conta própria, além de ser marcada a falta por 2 lances (tiro livre indireto), deve receber o cartão amarelo.

Fica a dica: melhor jogar com o uniforme arrumado. E se fizer um gol, não tire a camisa para festejar.O corredor francês que o diga!

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– Dois Chapéus de Assis e Ronaldinho Gaúcho no Palmeiras?

Leio que depois da frustrada tentativa de contratar Ronaldinho Gaúcho no passado, o Palmeiras desistiu do jogador nesta nova empreitada. Segundo o clube, tudo estava certo para a assinatura do contrato e Assis, empresário e irmão do jogador, estressou!

Claro: o estresse deve ter sido um nome elegante para justificar o pedido de mais dinheiro. Sabidamente se conhece “os leilões de última hora” que a dupla Assis + R10 fazem.

Imaginaram se o Ronaldinho Gaúcho fosse um profissional sério, dedicado e com um bom gestor de carreiras? Se não sendo ele já foi gigantesco, caso fosse estaria sendo comparado a Pelé e ainda cogitado para integrar a Seleção Brasileira de Dunga, sem dúvidas do rendimento dele.

E agora: jogará onde?

Talvez não queira trabalhar por uns tempos. Ou não precise!

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– Afinal: Neymar é Craque ou Não? Para Dunga…

Não repercutiu tanto, mas foi polêmica a afirmação de Dunga à Revista Época, na última semana, a respeito de Neymar (ed 846, pg94).

A pergunta do jornalista Luiz Maklouf Carvalho foi objetiva ao treinador da Seleção Brasileira:

“Sem meias palavras, Neymar é craque ou não”?

E Dunga respondeu:

Ele é o melhor jogador brasileiro. Para ter carimbo de craque, tem que ter o carimbo de campeão do mundo nas costas. Mas vamos trabalhar, na Seleção, para ele jogar acima da média que define um craque.”

O próprio Dunga foi campeão do mundo, e pela sua lógica, foi craque. Mas Zico, Messi, Puskas, Di Stéfano, Cruyff e tantos outros gênios da bola não?

Que critério é esse?

E para você: Neymar é craque ou falta o “carimbo”?

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– São Paulo x Santos; Palmeiras x Coritiba; Grêmio x Corinthians. E os árbitros?

Vinícius Furlan apitará o clássico SanSão no Morumbi. O que esperar dele?

Já com alguma experiência em importantes jogos, tem um clássico Santos x Palmeiras na carreira, além da quarta-de-final do Paulistão 2014 entre Santos x Ponte Preta. Corre bastante e é jovem. Costuma ter rigor em campo, e tenho na lembrança uma ótima atuação neste ano no jogo Linense x Paulista (vide a análise em: http://is.gd/P3j3el). A questão é: aguentará bem a pressão em um jogo entre dois times que querem embalar?

Veremos. É árbitro em ascensão e foi bem no jogo Sport x Atlético Paranaense na semana passada.

Mas me preocupo mesmo é no jogo Palmeiras x Coritiba, com os dois times em situação delicada. Apitará o fraco Marcos André Gomes da Penha (ES), que de memória recente apitou um trágico ABC/RN x Palmeiras pela série B (vide em: http://is.gd/Ew99th). Não gostei dessa escala!

E no Sul… para Grêmio x Corinthians apitará Heber Roberto Lopes. Quer dizer que teremos Scolari x Mano? Só não digo que o árbitro não perderá os cabelos pois ele já não os têm…

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– Análise Pré Jogo da Arbitragem para Paulista x Red Bull – Copa Paulista

Neste próximo domingo teremos um importante jogo visando a liderança da Copa Paulista. Para o duelo entre o Galo x Touro, teremos a arbitragem de Maurício Antonio Fioretti, 42 anos, natural de Americana e agente de viagens.

E o que esperar dele?

Maurício é bom árbitro, muito experiente e destoa das outras escalas da Copa Paulista. Na semana passada (e na maior parte das rodadas da competição), eram árbitros novatos em teste. Talvez pela importância do jogo a FPF resolveu sortear um juiz experiente.

Com 16 anos de carreira, a maior parte na A2 e na A3 e com participações na A1, Maurício tem como característica deixar o jogo correr. Não gosta de conversa dentro de campo, sabe usar muito bem as advertências verbais e não titubeia no uso do Vermelho. É avesso a reclamações!

Seu bandeira número 1 será Orlando Massola Jr, que é bem rodado e não deverá ter problemas. Já o bandeira 2 é jovem: Renê Wagner, de apenas 25 anos e debutando em jogos de maior apelo. O 4o árbitro é experiente, Cristiano de Lazzari, sem observações a serem feitas.

Espero uma arbitragem segura para esse domingo!

Em tempo: há 1 ano e meio, Fioretti foi vítima de uma covarde agressão na partida da A3 envolvendo Marília x Independente de Limeira, por parte do zagueiro limeirense Sassá. O árbitro teve que se ausentar do gramado por algum tempo e fazer uso de cinta toráxica para se recuperar, após um golpe com a sola da chuteira no seu peito. Veja a agressão em: http://is.gd/JsHmq4. E a curiosidade: Sassá pegou a mesma pena que Petros (180 dias).

Acompanhe a transmissão de Paulista x Red Bull pela Rádio Difusora Jundiaiense AM810 Jovem Pan Sat, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Marcelo Tadeu; comentários de Robinson Berró Machado e Heitor Freddo; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Na técnica Antonio Carlos Caparroz e André Luís Lucas. Domingo, jornada esportiva a partir das 9h00!

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– Jogadores de Futebol devem aprender com Guilherme Murray

Estão cansados de ver aquele centroavante maroto se apoiando no adversário, caindo na área, cavando o pênalti e ainda assim sendo aplaudido pela malandragem?

Ou aquele atleta que sofre uma simples falta e geme como se tivesse sido atropelado por um trator só para prejudicar o outro?

Pior: o jogador que sofre um tapa involuntário e desmaia como se tivesse recebido um soco!

No país do jeitinho, da maldita Lei de Gerson, há ainda aqueles que devem ser louvados. E um garoto de 12 anos, chamado Guilherme Murray, é a prova disso.

O adolescente é esgrimista e durante o Campeonato Panamericano da sua categoria, sendo disputado no Caribe, estava num desafio pelas Oitavas de Final, com o placar estando em 9 x 9. No derradeiro lance, o árbitro deu um toque a favor do garoto brasileiro, sendo que com esse placar ele se classificaria. Eis que o menino foi ao árbitro e disse que ele estava equivocado, pois o toque foi do adversário e que o ponto não era para ele. Foi desclassificado, mas fez questão de não se beneficiar injustamente.

Parabéns ao garoto. Ele é campeão brasileiro e sulamericano. Mas acima de tudo, um desportista até a ponta da sua espada.

Aprenderam com o esgrimista-mirim, Emerson Sheik, Valdívia, Kleber Gladiador, Luís Fabiano, Edmundo, Fred…?

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– Análise da Arbitragem de Internacional 0 x 1 São Paulo. Como foi o árbitro?

Grazianni Maciel Rocha apitou Internacional/RS x São Paulo/SP. Boa ou má atuação?

Claramente, dois critérios diferentes nos dois tempos do jogo. Vamos lá:

– 1o tempo “a lá FIFA”: quaisquer tentativas de cavar faltinhas não eram marcadas e o jogo correu legal.

– 2o tempo “ a lá açougueiro”: picou o jogo, começou a marcar faltas que não marcava na etapa anterior. O que o fez mudar o critério no vestiário?

Um detalhe pós-jogo: o treinador colorado Abel reclamou que o árbitro deixou o jogo truncado. Mas D`Alessandro (seu jogador) disse que ele deixou de marcar faltas, soltou demais a partida! Vai entender…

3 LANCES IMPORTANTES:

1- 50 minutos: Denilson domina a bola com o ombro dentro da área sãopaulino. O ombro não é mão, nem braço ou antebraço. Então, se pode jogar com o ombro e acertou o árbitro, embora os gaúchos tenham reclamado muito a marcação de tiro penal.

2- 68 minutos: O atacante Pato parte para o ataque, Alex tenta roubar a bola, não consegue roubá-la no tranco. Alex e Pato ficam com braços entrelaçados (ambos esperando um puxão para desabarem). Como a falta não vem, Alex cai. Nada de tropeção, agarrão ou empurrão, mas a falta inexistente é marcada. Para quem deixou o jogo correr 45 minutos inteiros com perfeição, tal lance é patético, daqueles que se pode dizer que o “juizão amarelou”! Ao ver e rever, tenho certeza: se o lance fosse no Morumbi, Grazianni mandaria seguir a jogada (que seria a decisão correta).

3- 78 minutos: Michel Bastos cruza para Alexandre Pato, que chuta ao gol e a bola bate no braço do Juan, que se virava mas “deixando o braço”.

Você tem que avaliar somente a intenção em casos de mão. Portanto, deve-se questionar:

A) a bola bateu e pegou “sem querer na mão”, pois era lance imprevisível, veio rápida e não dava tempo para tirar o braço? Se isso aconteceu, não é pênalti e o árbitro acertou.

B) Mas as novas orientações dizem: “verificar o movimento antinatural do braço e a intenção subjetiva”. Então pergunte: “dava tempo para Juan tirar o braço mas ele faz questão de deixá-lo para que a bola bata nele?”. Se foi isso, era para ser marcado pênalti e o árbitro errou.

Confesso que num primeiro momento, pela posição da câmera, me pareceu sem intenção. Mas ao vê-lo pela segunda vez, entendo que é bem possível que o jogador tenha se “esforçado” em deixar o braço para que a bola batesse nele. De qualquer forma, lance chato para a arbitragem.

Refaço uma pergunta feita anteriormente nesse post, devido a mudança clara de critério do árbitro no segundo tempo: e se o lance de mão fosse no Morumbi? Acho que ele daria pênalti.

Para mim, tivemos um primeiro tempo de arbitragem muito bom e um segundo tempo de juizão caseiro. Nada de má intenção, mas de aceite de pressão.

E você, o que achou do jogo? Deixe seu comentário:

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– Drogas e Ídolos: Um atleta deve dar exemplo pós-carreira? Sobre Ronaldo e Jardel

Ronaldo Nazário era um dos meus ídolos enquanto simplesmente era Ronaldinho. No Barcelona, excepcional. Só quero ter a lembrança dele dentro de campo e da superação das tristes e graves contusões na Internazionale.

Fora de campo, um desastre como exemplo e um exemplo de como ganhar dinheiro (sem contar a ética ou moral, é claro).

Sempre pensei que, para as pessoas mais simplórias, um ídolo acaba se tornando modelo a ser imitado, devido a instrução baixa ou dificuldade de estudar. E eis que leio uma matéria curiosa de Ronaldo na Revista Playboy de Junho. Sobre o uso de drogas, disse ele:

Quando fumei [maconha], quis comer até a mesa (…) Fumei maconha depois da carreira esportiva, quando não tinha compromisso com antidoping. Antes, não. Até porque eu não tinha vontade. Que eu me lembre, não provei outra coisa além de maconha. Só uísque e vodca. [Hoje], só tenho vício do cigarro. Eu fumo um maço por dia. É um vício que eu gostaria de parar (…) Tomei [Viagra] para ver como era. Entope o nariz, sangra, dá dor de cabeça. Eu não curti”.

Normal?

Pra mim, não. Deveria ter ficado quieto! Crianças ainda o idolatram, deveria preservar a sua imagem carismática no gramado. Respeito os defensores de que fora do gramado, o jogador pode fazer o que quiser. Mas penso que a exposição negativa deva ser evitada.

Por coincidência, li uma entrevista de Jardel (o goleador do Grêmio, do Porto, do Sporting) da mesma época, ao Jornal Lance, e que havia guardado para um post sobre tema antidrogas. No material, ele recordou que havia assumido a condição de dependente de cocaína à Rede Globo e que, com muita dificuldade, conseguiu se reabilitar. Entretanto, não resistiu à oferta de um usuário e caiu em desgraça recentemente uma segunda vez. O que marcou na sua fala foi o seguinte:

Comecei com maconha em 1998, na cidade de Fortaleza, em festas com muita bebida. Quem acaba usando cocaína sempre começou na maconha

E aí: eu entendo que o cara que está na mídia tem que preservar ao menos sua imagem, mesmo que não preserve sua saúde, pois pode influenciar negativa ou positivamente aos outros. E você, pensa o quê?

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– A Lógica ilógica do Futebol: Bragantino campeão do Mundo?

Futebol é prazeroso de discussão por alguns fatos: no sábado, a Fiorentina venceu o Real Madrid em amistoso disputado na Polônia. A mesma equipe que perdeu na Copa Euroamericana no Pacaembú para o Palmeiras. E o curioso é que o Palmeiras perdeu para o São Paulo no Brasileirão, sendo que o Tricolor vinha de derrota para o Bragantino pela Copa do Brasil.

Pela lógica, o clube de Bragança Paulista é melhor do que o Real Madrid, não é?

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– Ter atenção no Jogo dentro de Campo ou no Celular?

Cada vez mais vemos pessoas dispersas em eventos com seus tablets ou celulares na mão. Distraem-se e não prestam atenção em nada ao redor.

Diante disso, um protesto inusitado: a torcida do holandês PSV faz campanha para que os torcedores “mais elitizados” abandonem seus aparelhos eletrônicos e fiquem atentos na partida, apoiando o time!

Cá entre nós: hoje é muito comum que as pessoas fiquem fotografando, lendo e-mails, trocando figuras via redes sociais e desperdicem seu tempo estando dentro dos estádios.

Especificamente na Holanda, os torcedores protestam para que o PSV não libere o Wi Fi no Philips Stadium.

Bobagem ou não?

Abaixo, extraído de: http://www.mktesportivo.com/2014/08/torcedores-do-psv-protestam-contra-o-wi-fi-no-philips-stadion/

TORCEDORES DO PSV PROTESTAM CONTRA O WI-FI NO PHILIPS STADION

Enquanto as novas arenas caminham para o natural processo de digitalização, há quem seja contra o uso da mesma durante as partidas. Após o caso do Manchester United, que proibiu o uso de tablests no Old Trafford, agora foi a vez dos próprios torcedores do PSV se voltarem contra a tecnologia.

Durante a goleada por 6×1 do clube holandês sobre o NAC Breda, pela Eridivise, torcedores abriram faixas com os dizeres “Fuck wi-fi, support the team“. Como pode-se ler, o apelo é para que todos os presentes no Phlips Stadion estejam atentos ao jogo, apoiando o PSV, não presos aos celulares e demais dispositivos.

O protesto partiu de dois dos setores mais populares do estádio, o T e o U. Eles ainda acreditam que estas ações tendem a elitizar o estádio, preterindo o público que fica de pé, para os setores mais caros e com cadeiras.

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– Ter Ambulância é Obrigatório Mesmo?

Na partida entre Independente de Limeira 1 x 0 Paulista de Jundiaí pela Copa Paulista, no último sábado, tivemos atraso no início da partida devido a falta de ambulância. E é sobre isso que vamos discutir: se necessita de uma viatura hospitalar para um jogo com 216 torcedores como o de ontem, sendo que há médico dentro de campo para atender prontamente?

Importante lembrar: o Regulamento Geral das Competições da FPF obriga a presença de uma ambulância contendo desfibrilador em jogos amadores e profissionais regidos pela entidade. O “start” para tal cobrança foi a morte do jogador Serginho, do São Caetano, num fatídico jogo no Morumbi.

Pense: no Estádio Agostinho Prada tivemos uma ambulância para um pouco mais de 200 pessoas. No Cícero Pompeu de Toledo se precisa de uma ambulância para 300 vezes esse público (60.000).

Quem está subestimado ou supravalorizado?

Nos grandes eventos, há razão para se ter ambulâncias ou até posto médico. Mas para pequenas situações… Pela lógica, os campeonatos de várzea também deveriam ter ambulâncias.

Exagero ou não?

Já presenciei clubes que alugavam desfibriladores para que o jogo pudesse começar. Também fiquei esperando mais de 40 minutos uma ambulância voltar ao campo de jogo, pois o motorista teve que socorrer um munícipe numa vila próxima ao estádio (e quando a ambulância deixa a praça esportiva, o jogo que estava sendo disputado deve ser paralisado até o retorno da mesma).

Será que esse custo (assim como os da segurança interna ou policiamento) não deveriam ser bancados pela rica FPF?

Não sou contra ambulância em estádio. Sou contra ambulância pública ou ambulância bancada por clubes. E você?

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– Palmeiras 1 x 2 São Paulo e Cruzeiro 3 x 0 Santos: erros que quase mudam o resultado final?

O Palmeiras foi beneficiado com um pênalti inexistente ao seu favor e mesmo assim perdeu do São Paulo. Já o Santos foi prejudicado com a validação do primeiro gol em impedimento a favor do Cruzeiro e acabou derrotado com um placar mais expressivo.

Se tais erros não tivessem acontecidos, os resultados finais de vitória de São Paulo e Cruzeiro seriam outros ou não? Ou seja: o São Paulo ganharia o clássico contra o Palmeiras de maneira mais tranquila e o Cruzeiro teria mais dificuldade em bater o Santos?

Difícil responder. Mas os erros existiram e vamos pontuar as explicações dos lances:

A) Pênalti por uso indevido das mãos na bola por Edson Silva.

Erro primário do árbitro carioca Péricles Bassols Cortez. Na várzea, se resume à regra de “colocar a mão na bola” como: Bola na mão (a bola bateu sem querer na mão) ou Mão na bola (colocou a mão de propósito)?

O torcedor responderá ao assistir pela TV como “bola na mão”. Claro que dentro do campo, influenciado pelo calor da partida, com cansaço, nervosismo, pressão por decidir instantaneamente, o árbitro pode errar. Mas o árbitro tem que estar condicionado para o acerto e o lance era fácil.

Felipe Menezes chuta a bola, que bate no braço de Edson Silva. Lembre-se que a infração de usar a mão na bola só pode ser marcada por intenção do infrator (aqui, não existe a conversa de marcar por imprudência ou força excessiva, que são as outras duas das três condições para assinalar uma falta – exceto em lances de mão).

Se você ainda tiver dúvida do erro, vale ler a Regra do Jogo:

“Uma das faltas punidas com tiro livre direto é: tocar a bola com as mãos intencionalmente (exceto o goleiro dentro de sua área penal).

Tocar a bola com a mão implica na ação deliberada de um jogador fazer contato na bola com as mãos ou com os braços. O árbitro deverá considerar as seguintes circunstâncias:

– O movimento da mão em direção a bola (e não da bola em direção a mão, ou seja, “o jogador tenta tocá-la visivelmente?”);

– A distância entre o adversário e a bola (bola que chega de forma inesperada – “dá tempo do braço desaparecer para que se evite o contato?”);

– A posição da mão não pressupõe necessariamente uma infração (é irrelevante se os braços estão colados ou não no corpo, abertos ou fechados);

– Tocar a bola com um objeto segurado com a mão (roupa, caneleira etc.) constitui uma infração;

– Atingir a bola com um objeto arremessado (chuteira, caneleira etc.) constitui uma infração.”

E a partir do ano passado, há a recomendação de que exista a avaliação se em determinados lances não houve movimento antinatural dos braços no momento do toque (uma intencionalidade disfarçada de falsa imprudência), ou seja, um desejo de que a bola possa bater em seus braços, pulando espalhafatosamente.

Agora que o leitor já sabe de tudo isso, responda: você marcaria pênalti de Edson Silva por intencionalmente agarrar a bola?

Porém, outro erro nesse lance do tiro penal: a cobrança foi irregular, pois há invasão de área!

Se o batedor bate o pênalti e alguém do adversário se adianta (ou o goleiro sai da sua posição ou os jogadores de linha invadem a área), caso o tiro penal não tenha se convertido em gol, volta-se a cobrança. Se a bola entrar, não se volta a cobrar para não beneficiar o infrator. Entretanto, se é companheiro do batedor que invade a área, caso a bola tenha entrado, repete-se a cobrança pela invasão. Repare na imagem que há um jogador palmeirense bem adiantado, além do goleiro Rogério Ceni. E aqui, a Regra é clara: deveria se repetir a cobrança!

Como se vê, o juizão se enrolou até para manter a ordem no jogo…

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B) Primeiro Gol do Cruzeiro com Impedimento por Interferir contra um Adversário

Aos 24m, Everton Ribeiro cobra uma falta para a área santista. Marcelo Moreno raspa de cabeça e a bola vai para Ricardo Goulart, que tenta tocá-la mas não consegue. A bola acaba entrando no gol.

Ricardo Goulart está em posição de impedimento. E estar nessa posição não é infração, desde que não participe ativamente da jogada. É isso que chamamos de impedimento passivo.

Reveja o lance e avalie: um jogador estará passando de impedimento passivo para ativo (e aí sim é infração) se:

– Toca na bola, interferindo na jogada;

– Interfere contra um adversário, atrapalhando-o (não precisa nem tocar na bola);

– Tira vantagem da sua posição (espera um rebote sozinho; exceto se a bola é desviada e ele não estivesse esperando uma sobra de bola, de acordo com as novas orientações da Regra 11).

Dessa forma percebe-se que claramente Ricardo Goulart atrapalhou seu adversário, que era o goleiro Aranha. Repare que ele vai na bola, tenta chutá-la e não consegue, participando ativamente no jogo. Alguns podem argumentar que o goleiro falhou, mas deve-se perguntar: ele esperava a bola morrendo mansamente para a sua defesa após o cabeceio de Moreno ou aguardava um chute de Goulart?

Errou o árbitro gaúcho Leandro Pedro Vuaden e seu assistente por entenderem que o lance foi de impedimento passivo.

O mais curioso é que um grande amigo santista sempre reclamou de que o então árbitro Paulo César de Oliveira dava azar em jogos do Peixe (e o bom PC não conseguia ter química com o Santos mesmo, coisas do futebol). Ao ver quem era o comentarista da TV Globo no jogo… PC! E o pior é que ele errou no comentário, pois validou o gol!

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E você, o que achou da rodada do Brasileirão neste final de semana? Deixe seu comentário:

– Chororô dos que sempre reclamam!

O Corinthians empatou no Itaquerão com o Bahia pelo Campeonato Brasileiro. Não vale dizer que o Timão ganhou 1 ponto com o resultado, mas sim que deixou de ganhar 2, já que o Tricolor Baiano é candidato ao rebaixamento.

No pós-jogo, novamente vimos reclamações contra a arbitragem por parte de Mano Menezes. Ao invés de dizer que Kiesa estava atento e passou pelos seus dois zagueiros que bobearam na marcação, fazendo o gol, preferiu dizer que a arbitragem foi culpada pois o gol foi “levemente impedido”!

Aliás, tal fala soa parecido como “ligeiramente grávida”. Assim como não existe mulher “mais ou menos grávida”, não existe impedimento leve ou pesado.

Custa crer que treinadores como Mano, Luxemburgo ou Scolari dirão um dia: “escalei mal, treinei errado, me equivoquei numa substituição”. A linha de justificativa para maus resultados será sempre essa: culpar a arbitragem!

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– Aconselhamentos e Improbabilidades do Futebol

Há certos fatos no futebol que sinceramente gostaria de saber quem aconselhou os envolvidos. Vamos a eles?

  • Era improvável que o Bragantino eliminasse o São Paulo no Morumbi com vitória. Mas quem aconselhou Muricy a poupar Kaká se ele só ficará 4 meses no time?
  • Era improvável que Sandro Meira Ricci apitasse qualquer faltinha ou esbarrão na final da Libertadores entre San Lorenzo x Nacional. Mas quem o aconselhou a “picar os jogos” nas partidas do Brasileirão?
  • Era improvável que o Palmeiras fosse um chamariz para jogadores internacionais. Mas quem aconselhou o time a ter 8 estrangeiros de nível técnico duvidoso no elenco?
  • Era improvável que o Barcelona procurasse jogadores brasileiros na atual fase. Mas quem aconselhou o clube catalão a oferecer € 18 milhões pelo lateral Douglas do SPFC?
  • Era improvável a construção de um estádio de alto luxo em Itaquera. Mas quem aconselhou o Corinthians a construir uma Arena com banheiros de mármore com custo elevado de manutenção?
  • Era improvável bom comportamento de torcidas organizadas adversárias em clássicos. Mas quem aconselhou a não usar o critério de torcida única?
  • Era improvável que Raphael Claus fizesse um adendo à súmula de Santos 0 x 1 Corinthians. Mas quem aconselhou que ele acrescentasse uma revisão da sua decisão pós-jogo?
  • Era improvável que Internacional, São Paulo e Fluminense fossem eliminados por times de divisões inferiores. Mas quem os aconselhou de que eram tão melhores que os adversários?
  • Era improvável que Tite não fosse o treinador da Seleção Brasileira. Mas quem aconselhou a CBF a escolher Dunga?
  • Era improvável que os times não optassem por ir à Libertadores via Copa do Brasil ou Brasileirão. Mas quem os aconselhou de que a Sulamericana com Boca Juniors, River Plate e tantos clubes de rincões escondidos na América do Sul era o caminho mais fácil?
  • Era improvável que os clubes brasileiros fossem tão inferiores a seus adversários na Libertadores da América. Mas quem os aconselhou a acreditarem que estavam jogando em alto nível?
  • Era improvável que dirigentes contratassem jogadores de fora do país a salários altíssimos. Mas quem os aconselhou de que se endividar era uma saída melhor do que sanar as contas?
  • Era improvável que o futebol brasileiro, seja de clubes ou de seleções masculina/feminina chegasse tão ao fundo do poço. Mas quem o aconselhou que este era o caminho correto?

Ao tentar responder a esta última questão, talvez consiga a resposta de todas as outras: os dirigentes!

Sim, os conselheiros dessas ações no esporte são os cartolas da CBF, das Federações, dos Clubes, da Arbitragem e de tantos outros meios que estão matando um dos maiores patrimônios da cultura brasileira e que nos dava orgulho: o futebol!

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– Palmeiras “Football Club” e a Taça Rio

A FIFA reconheceu o Palmeiras como vencedor da 1a competição de clubes com abrangência mundial, a “Taça Rio”. Mas em seu comunicado, deixou uma gafe e dúvidas.

A entidade errou o nome da Sociedade Esportiva Palmeiras, chamando-a de Palmeiras Football Clube.

Veja:

O Comitê Executivo da Fifa concordou com o pedido feito pela CBF de reconhecer o título de 1951 disputado entre clubes da Europa e da América como a primeira competição de abrangência mundial e que teve o Palmeiras Football Club como o vencedor”. (…) “No que diz respeito ao Mundial de Clubes, no entanto, a primeira edição ocorreu em 2000, e o vencedor foi o Corinthians”.

Quer dizer o seguinte: Campeonato Mundial de Clubes só existe o da FIFA, que se realizou em 2000, interrompeu-se por um período e vem sendo disputado continuamente desde 2005; o Torneio Intercontinental disputado no Japão entre os vencedores da Libertadores da América do Sul e Europa nunca foi Campeonato Mundial de Clubes, mas seus vencedores são reconhecidos como campeões mundiais; além deles, o Palmeiras. Ao menos, é o que a FIFA pensa. Você concorda com ela?

Mas que campeonato foi esse vencido pelo Verdão?

A Taça Rio de 1951 é para os mais antigos um Mundial de Clubes da época. O torneio disputado entre 30 de junho e 22 de julho de 1951,teve como vencedor o Palmeiras.

Foi composto por:

  • – uma chave com sede no RJ, formada pelo Vasco da Gama (campeão carioca de 50), Sporting (campeão português 50/51), Áustria Viena (substituindo o campeão inglês Totteham) e o Nacional (campeão uruguaio de 50).
  • – uma chave com sede em SP, formada por Palmeiras (campeão do Rio-SP de 51), Juventus (campeão italiano 49/50), Estrela vermelha (campeão iugoslavo de 50/51) e Nice (campeão francês 50/51).

Após a fase de grupos, decidiu-se em 2 jogos o título: em SP, Palmeiras 1 x 0 Juventus e no Maracanã empate em 2 x 2 (para 100.933 torcedores, jogo apitado pelo holandês Gabriel Tordjman).

Só que aí temos outra situação a ser discutida: houve ainda a mesma Taça Rio em 52, vencida pelo Fluminense (composta por Fluminense-BRA, Sporting-POR, Grasshopper-SUI, Peñarol-URU, Corinthians-BRA, Áustria Viena-AUS, Libertad-PAR e Saabrücken-ALE). O Tricolor Carioca também deverá ser chamado de campeão mundial, por equivalência. Ou não?

Daqui a pouco aparecerão pedidos para aquela competição ibero americana disputada por anos entre sulamericanos contra espanhóis e portugueses (salvo engano, chamada de “Pequena Taça do Mundo”).

E você: entende que o Palmeiras é campeão mundial de 51? Confesso que gostaria de saber se os clubes que disputavam a competição encaravam o torneio com esse status.

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– Adendos à Súmulas de Futebol: Sobre Raphael Claus e o corinthiano Petros (os Tipos de Anotações e Correções)

Já falamos sobre a dificuldade de apitar futebol e a análise da arbitragem do clássico de domingo entre Santos 0 x 1 Corinthians, em especial o lance polêmico envolvendo o jogador do Corinthians Petros e um suposto tapa no árbitro Raphael Claus (Vide post no Blog do Diário de São Paulo/ Rede Bom Dia, em: http://is.gd/BDsanXcor).

Entretanto, parece que o jogo não acabou. Paulo Schmidt prometeu indiciar Petros por agressão ao árbitro, mesmo não constando na súmula. E aí?

Ok, pode-se (e deve-se) punir situações de unfair-play que fujam do campo de visão do árbitro (portanto, que não estejam relatadas) com o uso de imagens de TV. Mas agora há um fato novo: o árbitro fez um adendo à súmula!

Escreveu o juizão:

Senti uma trombada do número 40, Petros, do Corinthians, nas minhas costas. Nesse momento eu e toda equipe de arbitragem interpretamos o lance como um choque natural. Entretanto esta minha opinião foi alterada após ver a partida no dia seguinte, pela TV, como faço de costume. Quando percebi claramente que atleta de número 40 da equipe do Corinthians corre em minha direção e atinge minhas costas com o braço esquerdo de maneira intencional”.

E isso muda muita coisa. Um adendo à súmula é um acréscimo aos relatos do árbitro na documentação da partida. É um documento oficial do jogo, e, em certo ponto, raro de se produzir. Afinal, quantos adendos você já leu?

Basicamente, costuma-se ter 3 tipos de adendos:

  1. Para punir um jogador: quando o árbitro julga em campo que em um determinado lance foi jogada normal e não pune um atleta (ou não vê a jogada de um ângulo favorável). Se ele mudar de opinião (por ele próprio ver em uma TV ou na conversa em que ele consulta um árbitro assistente pós-confecção dos documentos do jogo), terá 24h do encerramento da partida para acrescentar essa informação extra na súmula através de um adendo. Um exemplo prático: se o árbitro mexicano de Uruguai x Itália na Copa do Mundo quisesse expulsar Suarez por morder Chielinni “depois do jogo” ao ver o lance pela TV, era só fazer um adendo.
  2. Para absolver um jogador: imagine que um jogador foi expulso injustamente e o árbitro se arrependeu. É só fazer um adendo relatando que reviu o lance e o cartão poderá ser fatalmente anulado. Imagine ainda uma briga generalizada em campo, e um determinado jogador que nem estava na confusão é expulso. Se depois da partida o árbitro verificar pela TV que houve a gafe, fará um adendo à súmula confirmando que confundiu o atleta e certamente o prejudicado será absolvido.
  3. Para anular uma partida por lance decidido equivocadamente: situação hipotética e improvável: jogam EC Vila Xurupita x Bandeirante FC. O atacante do Bandeirante está no ataque, dentro da área, e um reserva do Xurupita que está se aquecendo na linha de fundo entra em campo e comete uma falta no adversário. O árbitro o expulsa e marca pênalti, convertido pelo time. Placar final: Xurupita 0 x 1 Bandeirante. Ao chegar em casa, o juizão pega seu livro de regras e… verifica que a decisão correta era dar cartão amarelo ao jogador que entrou no campo sem sua autorização e marcar tiro livre indireto dentro da área (falta de 2 lances). Como ele errou por desconhecimento da regra, fará um adendo à súmula assumindo seu mea culpa e o jogo será anulado por “Erro de Direito”, ou seja, descumprimento da Regra!

Claro que um adendo à súmula não é uma situação do dia-a-dia do futebol, e quando o juizão toma uma decisão como essa, é porque está certo do que aconteceu em campo após não ter observado naquele instante.

Trocando em miúdos: Raphael Claus escreveu em outras palavras que “por estar de costas, não observou o lance e pensou ser um esbarrão; mas ao rever, ficou convicto de que foi agredido e que deveria expulsar Petros”.

Tenho uma imensa curiosidade: como adendos não surgem do nada, teria Claus tomado toda a iniciativa por conta própria ou, talvez, impelido pela sugestão da Comissão de Arbitragem ou outrem?

Calma: não comparei com o caso Alfredo Loebeling e Armando Marques (que vitimou a carreira do árbitro) no episódio Figueirense x Caxias. Foi apenas uma simples lembrança!

Pra mim, Petros deverá ser punido.

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– E o Futuro de Valdívia?

Como a negociação com o Oriente Médio melou, Valdívia está treinando no Palmeiras. E já que a situação do Verdão está crítica, fica a dúvida: o chileno voltará ao time ou ficará trabahando em separado do grupo?

Teria ele clima para voltar a jogar como titular?

Não queria ser o Gareca nessa hora…

O detalhe: na coletiva que deu após seu retorno, declarou que o pai do sheik que o contratou disse que o dinheiro da transação seria para construir escolas e hospitais, por isso que ele não seria pago.

Sábio Papai…

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– Ronaldinho Gaúcho e seus colegas no jogo do Papa!

O Papa Francisco quer realizar um “Jogo de Futebol pela Paz”, com mensagens de apologia à concórdia sendo declaradas publicamente pelos atletas e renda doada a causas humanitárias.

Para isso, o Vaticano convidou: Zidane, Pirlo, Eto’o, Zanetti, Baggio, Messi, Pirlo e Ronaldinho Gaúcho, entre outros, a fim de jogarem em Roma no dia 1o de Setembro.

Com o nível baixo dos jogos do Brasileirão, tal partida serve como colírio para os olhos, além de ajudar os mais necessitados.

Ótima iniciativa! Poderíamos ter muito mais ações como essa, não?

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– Santos 0 x 1 Corinthians é a prova do quão difícil é apitar futebol!

Neste domingo, na Vila Belmiro, dois jogos diferentes em 90 minutos:

– 1 partida de 45 minutos encerrada com 0 x 0, marcada por 7 Cartões (6 Amarelos e 1 Vermelho) e com apenas 38% do tempo de bola rolando (portanto, de futebol de verdade só 17 minutos e outros 28m de enrolação, catimba e reclamações).

– 1 partida de 45 minutos encerrada no 0 x 1 com postura completamente diferente dos jogadores.

Vamos falar da arbitragem?

No segundo tempo, Raphael Claus não teve trabalho. Mas na primeira etapa… o jogo foi difícil pelos jogadores estarem pilhados, nervosos e reclamando de qualquer dividida. Quer um exemplo?

Aos 29 minutos de jogo, Robinho tenta sair da marcação de Guilherme Andrade e acaba sofrendo a falta. Infração comum, mas com aquele “totózinho a mais” do jogador corinthiano. Não é para cartão, mas sim para advertência verbal do árbitro. Porém, Robinho dá aquela olhada de quem não gostou, reclama e… uma avalanche de atletas iniciando um bate-boca. Pra quê?

Claus sabia que não poderia errar e foi bem. Mas num lance do lado cego dele (e de visão aberta para o bandeira no. 1), houve uma falha técnica: Gil faz falta em Cicinho, que persiste na jogada e leva um tapa por trás. O árbitro não marcou. Mas eis que só depois do lance vem o Amarelo. Aqui, mais uma prova de má conduta: Cicinho cai colocando a mão no peito como se tivesse levado um soco. Aí não dá…

Um detalhe didático: aos 45’, Alison foi expulso por receber corretamente o segundo cartão amarelo em falta no corinthiano Elias (e ao sair do gramado, de novo vimos jogador abandonando o campo chorando; tá virando mania…). O jogo ficou muito tempo parado, e quando era para recomeçar a cobrança de falta, o juizão encerrou o 1o tempo. E pode?

Entenda: o árbitro pode encerrar o jogo a qualquer momento depois do tempo regulamentar, exceto quando se marca um pênalti. Nos demais (falta, escanteio, tiro de meta), não precisa esperar a cobrança. O problema é que o jogo ficou parado durante todo o acréscimo, que na prática, não existiu. Portanto, o juiz deveria dar o acréscimo sobre o acréscimo.

Duas observações importantíssimas sobre péssimo exemplo de atleta/ treinador:

1a) Petros tocou para Jadson e a bola bateu no árbitro, que se atrapalhou e trombou com o jogador. Para essa sobra de bola, Petros foi disputá-la, deu um “tranco no árbitro” mas aproveitou e deliberadamente deu um tapa nas costas de Raphael Claus. Usou o braço para atingir mesmo! Nitidamente quis tirar uma “casquinha” e acertar o juizão.

2a) Mano Menezes reclamou demais durante o jogo e se flagrou Seneme (ex-árbitro e agora representante da Conmebol, trabalhando como observador no jogo) pedindo calma e conversando com o treinador. Mas isso não é responsabilidade dele, e sim do 4o árbitro!

Quando acabou o primeiro tempo, Mano foi o primeiro a entrar no campo e reclamar. Ao voltar do intervalo, declarou à Rede Globo:

Os jogadores precisam ter calma e respeitar o árbitro, é difícil apitar”.

Ué, ele reclamou de tudo o que ele próprio fez!

Terminada a partida, outra má conduta: Mano (à vista da câmera) se vira para trás e diz clara e repetidamente aos torcedores santistas:

Pode cuspir, pode cuspir”.

Cadê o controle emocional, professor? Na Vila Belmiro, o time adversário historicamente sofria com cusparadas daquele setor da torcida. Depois fizeram reformas para resolver o problema. Mas se eles persistem, deve-se punir o Santos (pela má conduta) e Mano Menezes (por incitar a violência).

Eu não gostei do jogo. E você?

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