– E quem banca os Torcedores Organizados? Sobre o desabafo de Mário Gobbi.

Nesta segunda-feira, o presidente do Corinthians Mário Gobbi se irritou no programa “Arena Sportv”, ao ouvir críticas sobre a relação entre os clubes e os torcedores organizados.

O dirigente justificou que luta contra os maus torcedores e que não pode “tomar conta de marmanjo”, alegando que é serviço para a Polícia.

Verdade e, ao mesmo tempo, mentira!

Os clubes se omitem em coibir a presença de criminosos em meio aos torcedores organizados. Dizem que repreendem, mas no fundo nada fazem. Lembremo-nos do episódio dos “Apóstolos de Oruro”, onde o Corinthians fez de tudo para ajudarem os bandidos que depois novamente aprontaram em estádios brasileiros.

O certo é que hoje os clubes não conseguem mais controlar essas quadrilhas. Aí sim é que a Polícia tem que entrar em ação.

  • Como eles conseguem ingressos privilegiadamente?
  • Quem os banca em viagens distantes?
  • Quais as pessoas que os livram da Justiça?

Custa a crer que sejam empresários endinheirados que podem “matar” dias úteis de serviço durante a semana para acompanhar o time do coração. Sendo eles desempregados, como conseguem financiamento de recursos para sobreviver e ainda assim “curtir” o futebol?

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– Os vídeos FIFA que tiram a dúvida de Bola na Mão / Mão na Bola

Para aqueles que não puderam estar presentes na reunião técnica da CBF da última quinta-feira, eis a relação de vídeos (são 15 disponíveis) apresentados para se tirar a dúvida sobre bola na mão / mão na bola, produzidos pela FIFA!

Pena que apenas 4 capitães de clubes da Série A estiveram presentes…

Segue no link: http://is.gd/MaoNaBola

Não nos esqueçamos: para se marcar mão na bola, a principal e única prerrogativa é a INTENÇÃO! A Regra não mudou, esqueça as bobagens que você tenha ouvido!

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– Você concorda com a pena de perda de mando dos clubes de futebol?

Cruzeiro e Atlético Mineiro perderam seus mandos de jogo durante a semana por brigas de torcedores. Na última sexta-feira, o Corinthians também.

Esse tipo de punição é ridícula! E explico o motivo:

Qual o público de uma partida hipotética entre Corinthians (na atual fase) contra a Chapecoense, se jogada no Itaquerão, numa 4a feira as 22h?

E se esse jogo fosse na Arena Pantanal ou na Arena da Amazônia, que não costuma ver com frequência uma equipe tão importante como o Timão é? Sem dúvida, dá para ganhar um bom dinheiro com a renda nessas praças. E analise também: o Corinthians (ou qualquer outra grande equipe) reforçaria o caixa, jogaria com o estádio lotado a seu favor, mas seus adversários teriam que atravessar o país, se desgastando mais e tendo que custear as despesas financeiras de hospedagem e locomoção.

Pensando assim, os verdadeiros punidos são… os adversários!

E os torcedores briguentos, bancados na maioria das vezes pelos próprios clubes, provavelmente acompanharão os jogos remanejados.

Cá entre nós: punição é jogar no próprio estádio com portão fechado. Não prejudica a equipe visitante e doerá no bolso do time punido.

E você, o que pensa sobre isso?

Deixe seu comentário:

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– Sobre a Mão na Bola por quem Orienta: entrevista com Sérgio Correa antes da Reunião Técnica

Nesta 5a feira a tarde ocorrerá a tão aguardada reunião entre árbitros e capitães das equipes do Brasileirão da série A para se falar sobre a questão polêmica da interpretação de infrações de mão na bola no Brasil.

Gostaria de participar dela, e apesar do convite feito a mim pela CA-CBF na última 3a feira, compromissos outrora assumidos me impedem de estar no Rio de Janeiro nesta tarde.

Entretanto, em troca de e-mails com o Presidente da Comissão de Árbitros, Sérgio Correa da Silva, discutimos as situações e pendengas que estão ocorrendo na questão da orientação da FIFA quanto a esse item. E, elegantemente e “sem fugir da raia”, respondeu a 4 questões, debatendo sobre seu entendimento e anexando links e emails sobre o caso, incluindo os originais enviados pela FIFA, a quais compartilho. São elas, basicamente:

1- A Orientação e o Texto da Polêmica Diretriz

2- Mão por Intenção virou “Mão por Imprudência” ao assumir o Risco?

3- Prática da Orientação no Brasil e na Europa não estão uniformes?

4- O imbrólhio da resposta de Bussaca (chefe dos árbitros da FIFA) sobre o “absurdo das mãos na bola no Brasil”.

Abaixo, a nossa conversa. Fica o esclarecimento com a Palavra Oficial da CBF, baseada no texto da International Board com a orientação da FIFA, para que se possa discernir tudo o que está acontecendo (e, particularmente, continuo entendendo – NADA MUDOU…):

Segue:

Rafael Porcari (RP) – Obrigado por aceitar responder essas questões visando esclarecer as dúvidas.

Sérgio Correa da Silva (SCS) – Como bem sabe o IFAB redige os textos e a FIFA expede orientações. Ressalto que as respostas não são fruto de entendimento pessoal, ou seja, segundo eu, a Comissão ou Escola Nacional e seus instrutores pensamos, mas o que a FIFA pensa e determina.

RP Pergunta 1– A recomendação de que o árbitro deve verificar “Si la mano está pegada o no al cuerpo“, a mim parece, nada mais é do que ser um simples lembrete de avaliação para que os árbitros observem uma atitude possivelmente premeditada do jogador, sendo uma condicional para a marcação ou não de infração em braços que estejam abertos, MAS NÃO DETERMINANTE. Se os braços estão soltos, o sinal de alerta do árbitro deva ser apenas “ligado”.

SCS – Resposta 1 – A primeira parte de suas indagações e ponderações estão absolutamente dentro da filosofia da FIFA. A segunda, todavia, ou seja, a relativa aos carrinhos, em que pese a correta lógica do seu raciocínio, não se ajusta tão perfeitamente. De fato, pois a FIFA entende que ao dar um carrinho para bloquear a bola, o jogador que o faz com braços abertos, embora tal posição seja natural, assume o risco do toque da bola em sua mão, que, se não for marcado, lhe ocasionará um benefício, um ganho, em consequente prejuízo da equipe adversária.

RPPergunta 2 – Você crê que, em lances onde exista a demonstração clara de reflexo/susto do atleta (e o grande exemplo foi Antonio Carlos no jogo Corinthians x São Paulo e a bola na mão), é evidente que ocorra a involuntariedade e não se pode avaliar o risco?  Disso surge uma lógica: “correr risco de praticar uma infração” pressupõe numa possível falta por imprudência (não quís cometer a infração mas cometeu). Tudo isso não leva a uma grande confusão, já que a mão deliberada na bola é exclusivamente uma infração por intenção?

SCS – Resposta 2 – Mais uma vez seu raciocínio é agudo. Todavia, sem analisar lances e, muito menos, acerto ou erro de decisões, mas baseando-me apenas nas diretrizes da FIFA, entendo que tudo quanto você disse está correto e que, neste particular, a FIFA assim pensa. Todavia, com um alerta: O árbitro deve analisar a possibilidade de o jogador poder evitar o contato da bola com sua mão; o espaço ocupado pela mão, ainda que em movimento de reflexo, e o ganho que tal ação pode dar a sua equipe.

RPPergunta 3 – Como ex-árbitro e por ser admirador de futebol/ arbitragem, vejo que nas principais ligas européias  não ocorreram lances como esses no Brasil. Cito como exemplo uma partida do Barcelona pela Copa da Espanha (semana passada), onde 4 lances duvidosos ocorreram e foram parecidos com lances de pênaltis aqui marcados com essa orientação. Seria ousadia dizer que nós entendemos melhor a orientação da FIFA e os europeus não, ou nossos colegas do Velho Continente tem o facilitador de um comportamento melhor dos atletas e daí o não surgimento de tais lances?

SCS – Resposta 3  – Porcari, é obvio que a diretriz é comum pata todo o mundo. As circunstâncias fáticas e as peculiaridades de cada lance – ainda que muito semelhantes – podem conduzir a decisões aparentemente conflitantes. Isso, todavia, não implica, necessariamente, que houve entendimento da filosofia em uma parte e não eu outra do mundo. Nesse particular, entram os elementos pessoais dos árbitros, uns são mais argutos e sensíveis do que outros. Quanto às reações dos jogadores, ao nível de controvérsia etc., é lógico que todas elas estão diretamente relacionadas com aspectos culturais, profissionais e, até, de foco: o futebol ou a arbitragem? (Mais abaixo envio links para sua análise do que tem ocorrido na Europa.)

RP – Pergunta 4 – Você me disse que o Bussaca respondeu a uma pergunta de maneira genérica e, até certo ponto, com viés (sobre a marcação de pênaltis em lances nos quais a bola bata na mão), sem citar lances específicos. Ela repercutiu muito com a resposta de que isso era um “absurdo”, mas dita sem avaliar as jogadas criticadas. Questionado por você próprio, Bussaca justificou via email que “não tinha entrado em situações específicas de jogo”. Não seria uma boa solução que Mássimo Bussaca viesse ao Brasil, e até como respaldo à CA-CBF, esclarecesse a orientação para que a pressão sobre os árbitros diminuísse?

SCS – Resposta 4 – Na reunião técnica que ocorrerá amanhã [hoje, 02/10] (espero que os que gostam do assunto possam estar presentes), informo que Busacca solicitou e a FIFA será representada pelo mesmo instrutor e membro de sua comissão que esteve em nossos últimos cursos no Brasil – 25/08 a 02/09 (72 árbitros e 8 instrutores), o ex-árbitro Jorge Larrionda. (Oito partidas nas 3 Copas que participou).

No Brasil

http://globotv.globo.com/sportv/copa-2014/v/apos-polemica-presidente-da-comissao-de-arbitragem-reafirma-que-segue-orientacoes-da-fifa/3656390/

http://www.cbf.com.br/cbf-tv/programa/regras-de-futebol-mao-na-bola?page=1#.VCbuWPl5N1Y 

http://globoesporte.globo.com/futebol/noticia/2014/09/ainda-existe-bola-na-mao-que-nao-e-faltosa-diz-diretor-de-arbitragem.html

Na Itália

http://espn.uol.com.br/noticia/442408_juventus-vence-com-penalti-a-brasileira-roma-sofre-e-inter-triunfa-com-golaco-de-hernanes

Campeonato Espanhol

http://espn.uol.com.br/video/441371_espanhol-melhores-momentos-de-deportivo-la-coru-a-2-x-8-real-madrid

Inglaterrra

http://espn.uol.com.br/video/443242_salvio-spinola-analisa-lances-polemicos-de-bola-na-mao-no-campeonato-ingles

UEFA

http://espn.uol.com.br/temporeal/30-09-2014-os-gols-desta-terca-pela-uefa-champions-league

Trecho do e-mail recebido da FIFA

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Además de las consideraciones que hay en la regla se pidió tener en cuenta:

  • si la mano está pegada o no al cuerpo
  • si la mano está en una posición natural o no
  • y si el balón golpea la mano cuando el jugador toma un riesgo al disputar el balón, por ejemplo tirándose al suelo.

Esto se ilustró con unos videos.

 

– O dia em que Pelé parou!

O tempo passa: em 01 de Outubro de 1977, Edson Arantes do Nascimento jogava profissionalmente pela última vez!

Extraído de: https://seuhistory.com/hoje-na-historia/ultima-partida-de-pele-como-jogador-profissional

ÚLTIMA PARTIDA DE PELÉ COMO JOGADOR PROFISSIONAL

O dia 1º de outubro de 1977 marcou a despedida de um dos maiores ídolos futebol mundial. Vestindo a camisa do Cosmos, de Nova York, o rei Pelé decidiu que era hora de dar adeus aos gramados. Depois de uma carreira de glórias pela seleção brasileira e pelo Santos, ele chegou ao time norte-americano aos 35 anos, em 1975, com o objetivo de difundir o esporte no país. Pelo Cosmos, Pelé conquistou o título de campeão norte-americano de 1977. A despedida oficial do Rei foi justamente contra o Santos, em um confronto em Nova York que muitos consideram que só existiram perdedores. O Rei foi um deles, pois não fez seu último gol da carreira pelo Peixe, clube que o projetou para o sucesso. Pelo contrário, Pelé acabou marcando pelo Cosmos na derrota do Santos por 2 a 1. O Cosmos, mesmo vencendo o jogo, perdia seu grande craque e relações públicas. Contudo, o futebol foi o grande derrotado, já que um dos maiores jogadores da história encerrava ali sua vitoriosa carreira.

New York Cosmos’ Pele

Foto: Arquivo NASL

– Ludogorets x Real Madrid e o Desafio ao Árbitro!

Tive 30 minutos de folga nesta quarta a tarde, e resolvi assistir um “pedaço” da Champions League. Liguei a TV e me achei em Sofia, onde o búlgaro Ludogorets surpreendeu o Real Madrid logo aos 6 minutos, com um gol do veterano e desconhecido Marcelinho (ex-Cascavel), um dos inúmeros brasileiros-ciganos que rodam o mundo (aliás, neste clube joga também o ilustre Júnior Caiçara, ex-CSA).

Mais eis que os espanhóis ficaram irritados e partiram com tudo para o ataque, e logo aos 10 minutos um pênalti (bem marcado) a favor do Real. 

E como a arbitragem está em má fase tanto lá como cá…

Cristiano Ronaldo correu, bateu e… ao seu lado, 3 jogadores do time da Bulgária! o goleiro Vladislav Stoyanov defende o chute, com seus colegas búlgaros disputando a sobra do rebote numa TRIPLA e CLARA invasão! Pôxa, deveria voltar a cobrança, conforme manda a Regra. Erro que prejudicou os madrileños. Aliás, nem Árbitro, nem Adicional e tampouco Assistente se atentaram.

Mas e se existisse o “desafio”, ou seja, a oportunidade do treinador Carlo Anceloti pedir a revisão da jogada ao árbitro? O árbitro teria percebido a infração do time búlgaro e não tenho dúvida de que a cobrança seria repetida.

Aos 13 minutos, Cristiano Ronaldo dispara em direção ao gol ao receber em condição legal uma bola “redondíssima” de Chicharito e faz um golaço. Mas o bandeira Alan Nulanic marca impedimento. Errou de novo.

Três minutos depois, Gareth Bale enfia um lançamento preciso a Sérgio Ramos, que domina, entra na área e chuta cruzado. Golaço de novo. De novo anulado… Errado de novo!

E como as lambanças destoaram nesse começo de jogo, aos 23 minutos Chicarito invade a área e força a passagem no zagueiro do Ludogorets, se jogando descaradamente. Não foi nada, mas o árbitro Brad Thompson inventa um pênalti nesse grave erro, convertido dessa feita. E também insisto: e se o treinador Georgi Dermendzhiev pedisse o seu “desafio”? Acredito que o pênalti seria desmarcado e marcada a simulação do atleta do Real Madrid.

Nem sei quanto o jogo acabou, pois assisti apenas a esses lances. Mas sei que a tecnologia é cada vez mais necessária nos dias atuais!

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– Emerson Sheik, o demagôgo!

O STJD puniu apenas com uma advertência Emerson Sheik nesta última segunda-feira, no caso das críticas à CBF enquanto saía de campo por expulsão no jogo entre Botafogo X Bahia

O curioso é que na sua entrevista logo após o julgamento, declarou que estava feliz pois:

Apesar de vocês [da imprensa] criarem essa situação, mostrei qual era a verdade“.

Ué! Foi o câmera da Sportv quem correu até ele? Foi algum jornalista quem editou sua fala? Foi tudo montagem e é culpa da imprensa?

Pior do que isso foi ele ter se tornado destaque nas Redes Sociais durante o julgamento ao ser flagrado jogando um aplicativo tranquilamente em seu celular. Claro, não deveria estar preocupado com punição, afinal, segundo ele, a culpa era da imprensa…

Aliás, Emerson Sheik não levou gancho pelas críticas contra a CBF mas foi presenteado pelas ofensas contra o árbitro do jogo citado com 4 partidas de punição, pelo seguinte relato na súmula: 

O referido atleta havia sido advertido anteriormente por reclamação ao proferir as seguintes palavras a mim: ‘apita essa porra!’. Após ser expulso, o mesmo veio em minha direção e proferiu as seguintes palavras: ‘Safado, sem vergonha, você é um merda, vagabundo. Não apita nada!’. Informo ainda que ao se retirar de campo, o mesmo foi em direção à câmera de TV e proferiu as seguintes palavras: ‘A CBF é uma vergonha, uma vergonha!’.

Gente fina esse Emerson, que um dia foi Márcio e hoje defende a moralidade na CBF. 

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– Os Árbitros Adicionais não deveriam ser Úteis?

Sem dúvida, a implantação dos Árbitros Assistentes Adicionais (os “AAA”, aqueles que ficam atrás dos gols) foi uma ajuda benvinda pelo árbitro central. Afinal, é mais gente para ajudá-lo.

Teoricamente, um AAA inibe os agarrões dentro da área, socorrem o juizão em lances de penais não observados e tiram a dúvida se uma bola entrou ou não. Quem apita, sabe como esse socorro é importante!

Mas na prática…

Nesse domingo, o árbitro da FIFA Ricardo Marques Ribeiro (que apitou São Paulo x Fluminense no Morumbi no sábado) era o AAA de Heber Roberto Lopes na partida Santos x Goiás. O time goiano chuta uma bola no gol, ela passa a meta, bate no chão e surge a dúvida: entrou por inteiro ou não?

Entrou, e ENTROU MESMO. Porém, Ricardo Marques (mal posicionado, mas isso ainda não justifica o erro crasso) avisa o árbitro que não foi gol…

Veja o lance:

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Me lembrou muito o lance de Vasco X Flamengo pelo Campeonato Carioca de 2014, onde a bola entrou 33cm e o adicional, bem posicionado, não confirmou o gol.

Lembre o lance:

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A dúvida é: como é que pode dar uma vacilada dessas, não?

– A FIFA quer que jogador pertença ao Clube. E daí?

A FIFA estuda acabar com os fundos de investimentos que são donos de jogadores de futebol. A idéia é que somente os clubes possam ser detentores dos direitos federativos do atleta contratado.

Na prática, isso acabaria com a situação em que determinado jogador tenha hipoteticamente 20% dos seus direitos pertencentes a um empresário, 30% a um investidor, 40% ao clube ou os outros 10% fatiados entre outros “proprietários”.

Mas isso, claro, é paliativo. Aqui no Brasil, onde grande parte dos clubes não tem os jogadores como atletas pertencentes ao elenco, mas sim “colocados para jogarem” por alguém que tenha direito, tornando-se assim a agremiação como uma boa vitrine comercial para os empresários, a coisa ferverá até uma ideal readequação.

E qual será ela?

Simples: a criação de clubes de fachada! É de conhecido público que grandes negociantes como Eduardo Uram, Família Figger e tantos outros compram equipes e lá registram seus jogadores.

A mudança trará algumas implicações, mas no final da conta, os jogadores mudarão de donos que eram fundos para donos que sejam clubes – ATUANTES OU NÃO em campeonatos!

Continuarão como “atletas em prateleiras”, sendo produtos ofertados como já são”.

Fico com a curiosidade: quem terá o maior elenco do Brasil? Tombense, Deportivo Brasil e tantos outros por aí… Aliás, algo assim aconteceu com o camisa 10 Rodrigo Fabri, quando foi vendido da Portuguesa ao Real Madrid via Uruguai.

Teria sido naquela época um “acordo entre cavalheiros”?

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– Reclamações Preventivas funcionam no Futebol?

Após o jogo entre São Paulo 2 x 2 Flamengo, jogadores como Alecsandro e Muralha choraram as mágoas no Twitter, dizendo que “o apito derrubará o Flamengo para a série B”.

Mas eles não assistiram ou não jogaram contra o Corinthians no Maracanã? Ou tampouco contra o Coritiba pela Copa do Brasil? Não foram jogos com erros pró-Mengão?

Aliás: o Corinthians foi prejudicado contra o Flamengo e depois beneficiado contra o São Paulo, que foi beneficiado contra Flamengo. Saldo zero de reclamações em 15 dias a esses 3 clubes com os erros se compensando.

Por fim: nesta reta final, vale o chororô preventivo, usado como desculpas pela incompetência. Claro que não se pode esconder os erros, mas tal declaração leva a crer em má fé! E Luxemburgo que o diga: quem o ouve e não conhece o treinador, compra o discurso.

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– Profissionalismo e Tecnologia repudiados pelo Chefe de Árbitros da CBF.

É de se lamentar a declaração do Presidente da Comissão de Arbitragem da CBF Sérgio Correa da Silva à Sportv durante a semana, depois do infeliz episódio sobre a orientação equivocada de bola na mão, cuja “orelha foi puxada” pela FIFA.

Em tom de desabafo (e até mesmo de arrogância), falando sobre as condições dos árbitros do Brasil, criticou a Profissionalização, reclamando que se fossem profissionais,

não poderia mandar o sujeito que errar embora”.

Cômodo, não? Vejam alguns árbitros que há ANOS fazem lambanças folclóricas e ainda assim continuam nas escalas (e não são profissionais). Um árbitro profissional, que a grosso modo seria um membro FIFA, de elite e de excelência, caso errasse em um jogo importante, teria demissão sumária? Claro que não. Há alguns que apitam muito bem e nunca chegam a elite, sumindo aos poucos do quadro de árbitros. E há outros que começam a apitar no Maracanã e nunca se firmam, mas a bolinha é incansavelmente sorteada.

Pior é o discurso para a não utilização dos sistemas tecnológicos no futebol. Declarou Sérgio que:

Vai acabar com a discussão e o futebol vai ficar muito chato. Vai tornar o futebol mais justo, mas vai perder a graça.

Meu Deus! Se falamos cada vez mais em legitimar os resultados dentro de campo, e a tecnologia de ponta nos permite isso, por que rumar contra a maré?

Isso é um verdadeiro 7×1 do apito no futebol…

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– Os 10 maiores Salários dos Atacantes Brasileiros

Os clubes de futebol não podem reclamar da situação financeira que passam. Ao menos, é o que se verifica ao ler o Blog do Perrone no UOL, do jornalista Ricardo Perrone.

Veja quanto os artilheiros ganham:

· Fred, Fluminense, 8 gols no Brasileirão, R$ 900 mil

· Alexandre Pato, São Paulo, 8 gols no Brasileirão, R$ 800 mil

· Kléber, Vasco, 4 gols na Série B, R$ 650 mil

· Robinho, Santos, 2 gols no Brasileirão, R$ 620 mil

· Luis Fabiano, São Paulo, 4 gols no Brasileirão, R$ 550 mil

· Emerson Sheik, Botafogo, 6 gols no Brasileirão, R$ 520 mil

· Nilmar, Internacional, pelo menos R$ 500 mil (salário e luvas)

· Leandro Damião, Santos, 3 gols no Brasileirão, R$ 500 mil

· Rafael Moura, Internacional, 5 gols no Brasileirão, R$ 415 mil

· Guerrero, Corinthians, 7 gols no Brasileirão, R$ 300 mil (deve passar a ganhar R$ 500 mil)

Avalie: esses “matadores” valem quanto ganham?

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– Você acredita em Greve de Árbitros por Respeito?

Você acredita em greve dos árbitros de futebol? Já passaram por tanta coisa e nunca nada foi feito…

Agora, a ANAF quer uma mobilização da categoria. Veja o comunicado:

A Associação Nacional dos Árbitros de Futebol (Anaf) ameaça paralisar o Campeonato Brasileiro em protesto contra a falta de respeito ao árbitro. Na opinião da entidade, as críticas e reclamações de jogadores, treinadores e dirigentes visam esconder a crise técnica do futebol brasileiro, transferindo a culpa do mau futebol à arbitragem.A proposta de paralisação defendida pela Anaf será discutida em assembleia-geral, caso não houver uma ação enérgica da CBF e do STJD, punindo com rigor as ofensas. ‘Os árbitros estão indignados e querem parar o campeonato. O nível técnico da competição é baixíssimo e querem jogar a culpa da derrota no árbitro. Isto é um desrespeito à figura do arbitro, que tem o papel de comandar a partida’, afirma o presidente da Anaf, Marco Antônio Martins.

A ANAF deveria protestar, acima deste propósito, também contra os dirigentes da arbitragem da CBF, contra as condições de trabalho ruim, contra o rigoroso teste físico, contra as “geladeiras”, contra as péssimas instruções e contra a não profissionalização. É necessário dar-se o respeito para ter-se o respeito. DUVIDO que aconteça uma greve de árbitros no Brasil sem o aval da CBF.

Repito: não acredito que teremos greve se não tiver permissão da CBF. Há quantos anos você vê as Associações, Sindicatos ou Cooperativas de Árbitros, tanto Nacional quanto Estaduais, sempre de braços dados com a CBF ou Federações Regionais?

É um relacionamento de sinergia plena, não discordante, sem desavenças e níveis nulos em atritos.

Para mim, essa história de greve é “diálogo flácido para acalentar bovino”. Ou, se preferir, conversa mole para boi dormir!

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– Richarlyson falando bobagem da Regra

Nesta quinta feira, o jogador do Vitória Richarlyson, após derrota para o Palmeiras, parafraseou Emerson Sheik e o imitou nas câmeras: criticou a arbitragem de Wilton Sampaio dizendo: “Vergonha, vergonha”.

Ele reclamou do bate boca protagonizado por ambos durante a cobrança de um lateral fora da posição em que a bola saiu. Ricky chiou muito por ter sido dada a reversão e levou Amarelo. Disse:

Vergonha, vergonha. Vergonha o amarelo dele (árbitro). Quando você cobra o lateral para trás, você pode cobrar em qualquer lugar. Eu tinha dois amarelos, foi o meu terceiro“.

Richarlyson deveria é ter VERGONHA ao falar tal bobagem e desconhecer a Regra do Jogo. Quem foi que disse a ele que um Arremesso Lateral não pode ser cobrado metros a frente mas sim metros atrás?

Se ele estudasse mais a Regra, saberia que a reposição de bola deve ocorrer próximo ao local de sua saída, sem essa história de que “mais a frente não pode e mais atrás pode”. A reversão se dá pela cobrança em local não devido ao que a bola saiu.

Ficou feio, garoto. Valeria a pena voltar às câmeras e pedir desculpas pela burrice.

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– A Piada do STJD no recurso gaúcho

Se o Grêmio tivesse vencido o Santos por ½ x 0, estaria vivo na Copa do Brasil e não seria punido pelo Racismo. Ao menos, é a mensagem que o STJD deixa a entender após o julgamento do recurso nessa 6a feira.

Petros havia sido suspenso por 180 dias e teve a pena reduzida para 3 jogos. O Grêmio, excluído da Copa do Brasil, teve a pena reduzida para a perda de 3 pontos. Como o resultado do jogo de ida foi derrota por 0x2, o time está com -3. Mas e se tivesse vencido o jogo de ida? Teríamos o jogo de volta!

Coisas dos togados do RJ!

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– Enfim a FIFA se manifesta nos absurdos casos de bola na mão no Brasil

Fim da polêmica: a Comissão de Árbitros de futebol brasileira, que insistentemente vem defendendo os absurdos pênaltis de mão na bola imputando a culpa na nova orientação da Regra, está ERRADA segundo o discurso da FIFA.

Em entrevista a Jamil Chade do Estadão, o chefe de árbitros da entidade criticou a orientação dada no Brasil. Segundo ele,

Um jogador precisa de sua mão e de seu braço para correr, se equilibrar e saltar. Não se pode jogar sem a mão. O árbitro precisa fazer a leitura correta do lance. Não se pode dar falta a qualquer toque na mão. Isso é um absurdo. O árbitro deve ver se a mão estava no local de forma natural ou não-natural. Tem que ser avaliado se o toque (da mão na bola) foi intencional ou não. Quando um jogador tenta fazer seu corpo maior usando a mão, isso deve ser punido. O juiz não pode só pensar como juiz e aplicar o que está escrito. Precisa se colocar no lugar do jogador para entender o movimento”.

Coitados dos clubes que tiveram prejuízos com essas marcações até então. Pobre futebol brasileiro… está difícil até aula de compreensão de texto.

Em tempo: há pouco, para a Folha de SP, Sérgio Correa declarou que ensinou o correto aos árbitros. O problema é que ELES entenderam errado…

Ah, tá… link em: 
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– A Agonia AlviVerde!

O Palmeiras está agonizando em pleno ano do seu Centenário. Uma pena.

Time grande não pode cair para a 2a divisão. Se cair uma vez, tem que subir no ano seguinte como campeão. Se cair uma segunda vez, é vexame incomensurável. Cair uma 3a vez apequena qualquer gigante e vira “io-iô”.

E o que deu errado?

Tudo! A começar pela Presidência: na Era Mustafá, quando havia dinheiro da Parmalat, o time foi bem. Perdeu a grana e Mustafá levou o time para a Segundona. Já o seu sucessor, o respeitado economista e professor Luiz Gonzaga Beluzzo, ficou apenas no anseio de uma gestão profissional. Trouxe Valdívia e deixou essa herança indesejada. Arnaldo Tirone foi um verdadeiro mico, amargando um segundo rebaixamento.

Paulo Nobre?

Pois é… parecia-me a boa opção. Jovem, com dinheiro e cheio de vontade. Tentou cortar o vínculo umbilical com marginais organizados, trouxe José Carlos Brunoro como gestor (aqui, fico na dúvida se foi acerto ou erro), inovou em salários por produtividade, tentou mudar o parâmetro tático do time trazendo o emergente Gareca…. e tudo deu errado!

Será que o Allianz Park, ao invés de um pomposo amistoso Palmeiras x Seleção da Itália ou até mesmo em um jogo da Seleção Brasileira, será entregue em um jogo como Palmeiras x Luverdense (e digo isso com todo respeito que se deve)?

Parece que para dar certo no futebol o cara não pode deixar de ser malandro, infelizmente!

Em tempo: ouço que em meio a essa grave crise, o escolhido para a entrevista coletiva foi… Nathan, jovem de apenas 19 anos e que estreou recentemente no profissional.

Onde estão as pessoas que devem dar a cara para bater?

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– 9 anos da Máfia do Apito e os Bastidores que vivi!

Há exatos 9 anos temos à triste lembrança o episódio da Máfia do Apito que escandalizou não só os amantes do futebol, mas toda a sociedade. Na ocasião, muito foi comentado e especulado. As consequências aconteceram, como a anulação de alguns jogos, embora não se tenha observado erros de arbitragem e má intenção nas partidas.

Gostaria de aproveitar esse espaço para contar o que eu, como árbitro participante do grupo de 40 juízes em Pré-temporada no ano do ocorrido com os pivôs Edilson Pereira de Carvalho e Paulo José Danelon, viu, viveu e soube sobre todo o imbróglio. Publicamente nunca falei sobre esses bastidores e o faço pela 1a vez (sem nenhum componente explosivo ou polêmico, mas puramente para a curiosidade dos leitores), motivado pela data.

Na sexta-feira do dia 23 de setembro de 2005, dia da prisão do Edilson, eu fui escalado para ser o árbitro-reserva dele no domingo seguinte. Na manhã desse dia, nada se sabia publicamente. Trabalharíamos numa semifinal da série A3, entre Palmeirinha de Porto Ferreira x Santacruzense. Para minha surpresa, na tarde do mesmo dia, Edilson saiu da escala no site da FPF e em seu lugar apareceu Phillipe Lombard.

Quando foi à noite… Muitos se assustaram com a capa da Revista Veja na Internet, e o pouco que se sabia era impressionante.

E os dirigentes da CBF e da FPF?

– Sumiram de imediato!

E aqui havia alguns componentes: Edilson Pereira de Carvalho sabia apitar, mas fisicamente tinha graves problemas no joelho. Enrolava para treinar, preferia ficar no hotel fazendo fisioterapia na Pré-Temporada com a anuência dos cartolas. Sim, parecia ser protegido pela chamada “República do Vale do Paraíba”, nome dado informalmente pelos árbitros ao grupo de pessoas oriundas dessa região do estado e que administrava o Futebol, em especial o presidente da CEAF José Evaristo Manuel, Reinaldo Carneiro Bastos (vice da FPF) e Sérgio Correa da Silva, presidente do Sindicato. Edilson era amigo deles.

Porém, apesar dele ter amizade com eles e alguns privilégios (cobranças menores nos testes físicos, jogos importantes nas escalas e “pouca fiscalização sobre ele” – vide a história da sua documentação irregular para apitar), para mim foi nítido que Edilson traiu a todos os seus amigos! Foi literalmente uma bola nas costas.

E tudo começou com Paulo José Danelon, árbitro de Piracicaba, que nada mais era do que o inverso de Edilson em questões de relacionamento. Edilson era fechado, ruim de conversa, introvertido e mal humorado. Danelon era aberto, piadista, e gostava de ajudar a Comissão de Árbitros realizando palestras para juízes mais jovens e elaborando apresentações sobre Regra.

Ninguém – ninguém mesmo – imaginaria que dois árbitros tão opostos entre si e que nem se conversavam poderiam ter “negócios em comum”.

O problema foi o seguinte: Danelon resolveu arregimentar árbitros para favorecer um grupo de apostadores de jogatinas eletrônicas capitaneados por um tal de Gibão (Nagib Fayad). Combinava-se quem ganharia/perderia a partida e se faria o palpite na jogatina. Edilson topou. O árbitro Romildo Correa houvera sido sondado mas ele próprio alegou estranhar uma visita de sujeitos suspeitos e não entendeu que era uma tentativa de explorá-lo, sendo que nunca mais os viu. Paulo César de Oliveira, segundo as gravações da Polícia, foi descartado com a célebre e honrosa afirmação de Danelon: “Esse não dá, é honesto e se souber vai contar tudo”.

Logo após o ocorrido, na sede da FPF, houve uma reunião com os árbitros da Pré-Temporada daquele mesmo ano com o pessoal do Gaeco. O Dr José Reinaldo Carneiro (homônimo do dirigente da FPF), dissertou sobre as investigações. Me recordo quando alguém perguntou se ali estava algum árbitro que pudera ter sido grampeado, e o Dr Reinaldo não titubeou: “todos os senhores aqui presentes poderiam sim ter sido grampeados e investigados durantes o processo. Muitos foram.”.

A prisão de Edilson – e isso pra mim foi clara – só se deu pelo fato da Revista Veja “furar” a Polícia. A Editora Abril já tinha informações de investigações sobre o caso e plantou uma jornalista na vida de Edilson que se passou como “estudiosa das novas profissões”, desejando fazer uma matéria sobre esse assunto e que “ser árbitro de futebol” era uma das atividades profissionais do futuro. Ele acreditou… E Edilson vivia do dinheiro da arbitragem, era técnico de comunicações mas se passou como empresário, pedindo a um amigo para lhe “emprestar” uma fábrica de pelúcias a fim de dizer como conciliava o árduo trabalho e o futebol (na foto da revista, era uma bonequinha Hello Kitty exposta; dias depois, processou-se a empresa pois a dona dos direitos da marca descobriu que era uma firma que pirateava os brinquedos).

Com a iminente publicação, a Polícia teve que prendê-lo. Mas me pareceu que, naquele período em que as prisões de personalidades estavam acontecendo de maneira espetaculosa, aguardava-se uma escala do Edilson em um jogo como Fortaleza x Flamengo as 16h ao vivo pela Globo. Já pensaram em uma prisão com transmissão em tempo real?

Depois disso, Edilson escreveu um livro e cobrava para dar entrevistas depois do escândalo. Foi (e talvez ainda seja) gerente de bar em Jacareí. Danelon virou instrutor de auto-escola e não sei se continua trabalhando nisso.

Conheci e trabalhei com os dois. Particularmente, acho que Danelon deve estar arrependidíssimo. Edilson nem tanto. Mas pensem: perderam os amigos, foram escrachados (eles e seus familiares) e viveram um inferno. Entretanto, chamo a atenção para o seguinte: nenhum dos jogos envolvidos foram, de fato, manipulados. Assistam as partidas! Nenhum deveria ser anulado por ação ilícita dos árbitros, só que foram porque o Sveiter, presidente do STJD na época, estando acuado pelo jornalista Milton Neves em seu programa ao vivo, disse que os anularia pela questão moral.

Me pareceu, sinceramente, que os árbitros acabaram dando um golpe nos apostadores: repararam que nem todas as partidas tiveram os resultados combinados? Nos arquivos gravados, ouviam-se desculpas, como no jogo Juventude x Vasco: “Pô, o Edmundo jogou muito, não dava para fazer nada”. Aliás, nenhuma zebra nas partidas tampouco lances polêmicos. Há quem diga que o próprio Edilson vendia o serviço para um vencedor e apostava em outro, para se garantir com o dinheiro alheio.

Claro, não é defesa deles, mas constatação esportiva: os resultados deveriam ser mantidos pois aparentemente não foram manipulados. Mas isso é outra discussão.

Meu último contato com Paulo José Danelon foi em um jogo como 4o árbitro pela série A1: América x Ponte Preta em São José do Rio Preto, onde, embora já se estava no período “suspeito” e investigado pelas autoridades, tudo ocorreu muito bem. Com Edilson Pereira de Carvalho foi como colega de quarto na sua última pré-temporada. Ele foi um companheiro horrível, de difícil conversa. Me recordo que estávamos assistindo ao sorteio da abertura do Campeonato Paulista de 2005: deu Seneme como árbitro, Ana Paula de Oliveira e Aline Lambert como bandeiras e eu como 4o árbitro, na estréia da súmula eletrônica (Internacional x Palmeiras). Edilson se revoltou por ter sido sorteado para Marília x Corinthians na rodada 2 e se trancou no quarto, abandonando os trabalhos da pré-temporada daquela noite. Não pude compartilhar minha felicidade pela escala que recebi com ele, afinal, ele era “estrela”…

Passado algum tempo, é impossível não pensar e ao mesmo tempo ironizar: Edilson guardava uma imagem de Nossa Senhora Aparecida no bolso do Cartão Amarelo, e a beijava como num ritual de início do jogo. Muitos diziam que no verso havia um bilhete de loteria…

Mas como blindar o surgimento de novos Edilsons e Danelons, não só árbitros mas dirigentes e jogadores?

Marco Polo Del Nero encheu a Federação Paulista de Futebol de gente da Polícia em vários cargos: Comissão de Arbitragem, Corregedoria, Ouvidoria e em outros departamentos técnicos. Mas os cartolas amigos de Edilson, todos continuam militando no meio do futebol, pois, afinal, foram considerados honestos. Só que se as partidas foram anuladas por ética, mesmo tendo sido apitadas honestamente, incoerentemente as coisas caminharam com os dirigentes.

Por fim: encerro com um pensamento do excepcional e experiente jornalista Cláudio Carsughi, ítalo-brasileiro a quem tanto admiro por sua sapiência:

Se Deus, na sua tão grande magnitude não privou nem sua própria Igreja de corrupção, por que o faria a um determinado segmento como o futebol? E em especial aos árbitros?

Disse tudo. Mas confesso que se pudesse conversar novamente com eles (e já houve oportunidade mas não era uma prioridade) pediria a eles para deixar um testemunho do que hoje pensam e sentem sobre tudo o que aconteceu.

Lamento que tudo isso manchou esportivamente o Brasileirão daquele ano. Nada de dizer que foi premeditado ao Corinthians, mas por pura vaidade do STJD (muitos criticam que as decisões na Justiça Desportiva favoreceram o time paulista). A propósito, a fiscalização sobre os árbitros-operários continua feroz desde então, mas sobre os dirigentes, presidentes de sindicatos, membros de comissões e outros cartolas mais graduados é nula. Por isso é válido afirmar: o sistema é falho. Afinal, se o próprio Presidente da CBF José Maria Marin embolsou uma medalha de jogador Sub 20 como souvenir na surdina, ao invés de pedir, o que se pode esperar?

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– Análise da Arbitragem de Corinthians 3 x 2 São Paulo

Arbitragem regular em um jogo polêmico e com lances difíceis. Vamos discutí-la?

A) GOLS DO SÃO PAULO: foram confirmados graças a ótima atuação do árbitro assistente no. 2 Rogério Pablo Zanardo. Esteve atento e preciso nas marcações ou não de impedimentos (em especial no 1o gol, onde há o cruzamento e a zaga faz uma linha de impedimento; em seguida, outro toque e outra linha; e ele acerta os dois!).

B) PÊNALTIS PARA O CORINTHIANS:

B1) no primeiro, a bola bate no braço de Antonio Carlos que tenta em um movimento natural evitar o toque. Nada deliberado, puro toque acidental. Mas eis que há a maldita interpretação de movimento anti-natural/ intenção subjetiva, explicada equivocadamente aos árbitros pela CBF. Segundo o repórter da Rede Globo Mauro Naves, o árbitro adicional 1 Antonio Rogério Batista do Prado foi responsável por informar ao árbitro a infração que ele não houvera visto.

B2) no segundo, Álvaro Pereira dá uma entrada certeira no atacante do Corinthians. Correta marcação.

C) EXPULSÕES:

C1) Álvaro Pereira foi bem expulso, por evitar uma situação manifesta de gol. Para mim, o Vermelho se deu pela posição do lance e não pela violência.

C2) Fábio Santos dá um carrinho com força excessiva e desnecessário na lateral do campo. É para Vermelho e sem comentários…

Enfim, em alguns momentos vi certa fragilidade de Luís Flávio, em especial às reclamações de Guerrero e Kaká ao longo da partida. Árbitro não pode ficar ouvindo tudo e dizendo passivamente “Chega, vai jogar”. Tem que saber usar bem a advertência verbal e fazer cara feia.

E você, o que achou do jogo? Deixe seu comentário:

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– Análise da Arbitragem de Paulista 2 x 3 Independente

Mais uma atuação ruim de um árbitro inexperiente no Jayme Cintra. Nos dois últimos jogos do Paulista FC, juízes prestes a aposentarem com pouquíssima experiência em partidas profissionais.

A troco de quê investir em tais árbitros? O cara tem quase 45 anos e está saindo ainda do Sub 17?

Hoje, Marcos Philomeno, no importante jogo decisivo entre Paulista x Independente (e que tinha sido erroneamente escalado simultaneamente numa partida sub 13) deu um número recorde de vantagens (8 em 35 minutos), sendo que muitas não necessárias.

Também 3 “pé-altos” foram ignorados. No segundo gol do Paulista, o juizão ficou rendido no meio de campo, em meio ao contra-ataque do Galo. E no segundo gol do Independente, o lance se originou de uma falta inexistente em Josimar.

Nem todos os clubes da Copa Paulista tiveram tantas arbitragens despreparadas e de pouca categoria. Será que a FPF desprezou o Tricolor de Jundiaí pelo ruim histórico de 2014?

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– A chance do Grêmio se redimir foi por vaia abaixo!

Eu era contra o clube como instituição ser punido com severidade por culpa de alguns poucos idiotas racistas. Os verdadeiros criminosos eram uma minoria, pensava eu inocentemente.

Depois de ontem, mudei de opinião.

Ao ver que o Grêmio nada preparou de especial para o jogo de ontem contra o Santos e o reencontro do goleiro Aranha (discriminado racialmente e ofendido como pessoa), creio que o clube deve ser responsabilizado pelos atos de sua torcida sim!

Ao invés da diretoria preparar algo reconciliatório, uma forma de se desculpar e mostrar que é contra o Racismo, nada fez. Que tal somente permitir famílias no estádio? Promover uma campanha anti-racista entre as crianças? Aplaudir a entrada de Aranha? Levar negros históricos que por lá jogaram?

Nada. Nada e nada.

A torcida vaiou e xingou Aranha do aquecimento até o fim. Parecia que ele não era vítima, mas vilão! Nas redes sociais, torcedores mais fanáticos alegavam que ele era, pasmem, “culpado pela desmoralização de uma moça trabalhadora e pela eliminação do Tricolor Gaúcho fora das 4 linhas”.

Revoltante. Não são homens de verdade… Triste e sem comentários.

Alguns, mais idiotas do que os idiotas do jogo anterior, xingavam protegendo a boca para não serem flagrados na leitura labial. Aí não dá.

Que se puna ainda mais. Mas como, se nas observações do jogo na súmula da partida, está redigido: “nada houve de anormal”?

Que chance o Grêmio perdeu em dar a volta por cima…

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– O Processo de Emburrecimento da Regra

Está cansando falar sobre a Mão na Bola e Bola na Mão. E parece que a CBF se esforça em complicar tais lances e tentar nos convencer de que o mundo está errado e ela está certa.

Pois bem: nesta quarta feira, a entidade divulgou um vídeo da CBF TV com a diretora da Escola de Árbitros Ana Paula de Oliveira ilustrando e explicando as alterações da orientação da Regra 12.

Para mim, uma tremenda “forçação de barra”. Chega a ser constrangedor o processo de “emburrecimento” promovido aos árbitros!

Explico de maneira didática: em qualquer infração, se deve avaliar 3 itens: Imprudência, Intenção ou Força Excessiva, exceto no uso indevido das mãos na bola (e entenda “mão” como mão ou braço), pois tal infração só se deve avaliar a INTENÇÃO.

A International Board alterou o Texto da Regra onde se fala em observar a “intenção” pelo termo “Mão Deliberada” e acrescentou nas diretrizes a necessidade de se avaliar o movimento anti-natural dos braços para se marcar a infração.

Ora, dá na mesma avaliar intenção ou mão deliberada, é apenas uma questão redacional! Deliberada, na língua portuguesa, quer dizer “proposital, de maneira intencional”. Mas para a CBF a palavra deve ter outro sentido ainda não compreendido! É incrível como alguns árbitros estão justificando a marcação de lances com a desculpa de que “não se avalia mais a intenção, e sim a mão deliberada”.

Ora bolas, estamos querendo enganar a quem? Intenção e deliberação são sinônimos. “Acidentalmente” é antônimo, e mão acidental não é pênalti.

O problema é a diretriz da regra: quando se usou o termo “anti-natural”, nada mais era do que observar se os braços tomam uma ação incomum numa bola que se aproxima. Por exemplo, uma bola que é chutada onde o reflexo natural é o jogador tentar tirar o braço: se ela vier muito rápida, provavelmente existirá o risco do braço bater nela pela velocidade do chute. Mas se for possível que o jogador desvie o braço e não o fizer, é essa a ação antinatural; assim como também é saltar com os braços esticados para cima da cabeça ou pular numa dividida com as mãos abertas desejando que a bola bata no braço.

Em suma, a FIFA quer que se tenha uma atenção a intenções disfarçadas e aí nascerá uma subjetividade muito grande.

No vídeo da CBF TV, há a explicação de que se deve marcar o pênalti em lances onde o atleta corre o risco de bater o braço na bola, e tal fala nos leva a lembrar da marcação de faltas por imprudência. Se um jogador vai tentar roubar uma bola, não consegue e acaba fazendo a falta sem ter tido intenção, é lance imprudente e deve ser marcada a falta. Mas nas faltas de mão não se pode usar a interpretação da imprudência! É somente a intenção, ou se preferir, a mão deliberada. O pior de tudo é avaliar e exibir no seu site como correto o lance de Fluminense x Palmeiras no Maracanã, usando-o como exemplo de pênalti a ser marcado. Como um atleta irá dar um carrinho legal na bola com os braços grudados ao corpo? A própria regra nos lembra: a posição dos braços (se estão abertos ou grudados ao corpo) não deve ser determinante para avaliar se foi pênalti ou não.

Isso tudo me parece teimosia em defender uma tese equivocada. Só no Brasil essa confusão está acontecendo! Alguém viu pênalti como esses defendidos pela CBF serem anotados na Copa do Mundo (que é o supra sumo do futebol)? Assistam ao Campeonato Inglês, Italiano, Alemão, Espanhol ou Francês: na última rodada, nenhum pênalti como esse foi marcado. E por aqui, só no Maracanã, em 2 jogos, 2 pênaltis errados (FLU x SEP e FLA x COR).

Ô assunto chato… E o gozado é que Sérgio Correa elogia a arbitragem do Brasileirão e no mesmo instante José Maria Marin chuta o balde criticando os erros dos árbitros na coletiva da convocação da Seleção.
Quem está com a razão?

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– Convocações sempre trarão discussão!

Assisti a um pedaço do jogo do Zenit em Portugal pela Champions League. O atacante brasileiro Hulk foi o melhor em campo, jogou muito bem e fez gols. No dia seguinte, quando saiu a convocação de Dunga… Hulk não estava. Será que Tardelli é melhor do que o artilheiro do time russo? Aliás, em 2018, a Copa será lá!

Mas estavam Dodô e Mário Fernandes, que segundo o bem informado “Blog do Paulinho”, jogadores ligados ao empresário Kia Joorabchian, o mesmo iraniano da MSI.

Isso não quer dizer nada. Ou quer dizer muito?

Talvez. Como no futebol as críticas e teorias conspiratórias surgem aos montes (algumas com razão, outras sem) não há dúvidas de que haverá alguma reclamação cruzeirense ou corinthiana pela não convocação de são paulinos e colorados, além, claro do desfalque de seus atletas por 3 rodadas.

Fico pensando: o clube gosta ou não que seu atleta seja convocado? O que deve pensar o Santos, ao ver seu jogador mais caro, Robinho, não trabalhando tanto tempo para ele que é seu empregador e enchendo os cofres da CBF?

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– Vergonha de quem?

Emerson Sheik e Valdívia protagonizaram o debate futebolístico nesta quarta-feira a noite.

O botafoguense havia recebido Cartão Amarelo e depois deu uma “patada” no adversário, recebeu a 2a advertência e foi expulso. Ao sair, procurou uma câmera de TV e disse que “a CBF é uma vergonha”. Tem lá suas razões, mas a hora foi inapropriada. Vergonha não é levar cartão vermelho tão infantilmente, sendo ele um jogador que adora ser taxado de experiente e malandro?

o palmeirense que tanto se ausenta do campo por inúmeras lesões e confusões, pisou no seu adversário e levou Vermelho. Brunoro, dirigente do Palmeiras, creditou a expulsão como erro do árbitro. Ora, não é vergonhoso o Palmeiras ser tanto auto-prejudicado mantendo um jogador tão caro que se tornou motivo de gozação e de prejuízo ao clube? Aliás, tenho curiosidade: quanto custou cada minuto jogado por Valdívia em 2014 aos cofres alviverdes?

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– Pato será o Courtois brasileiro no domingo?

No próximo final de semana teremos o primeiro Majestoso no Itaquerão: Corinthians x São Paulo jogarão pelo Campeonato Brasileiro.

Eis que Alexandre Pato, cujos direitos federativos pertencem ao Corinthians mas que está emprestado ao São Paulo, está impedido de jogar por cláusula contratual. Exceto se o Tricolor Paulista pagar uma altíssima multa ao Timão.

Porém, no último domingo, após boa atuação contra o Cruzeiro, o atacante disse (assim como fez no primeiro turno), que tinha 90% de chances de jogar.

Será que o são-paulino terá a multa paga?

Uma segunda e possível hipótese, não tão alardeada: a recente determinação da UEFA (que poderia ser alegada por aqui, já que a FIFA não se manifestou contrária) de que jogadores emprestados sempre estariam livres para jogar quando enfrentassem a agremiação detentora dos seus direitos.

Está na memória o fato ocorrido em abril deste ano: Thibaut Courtois, goleiro belga pertencente ao Chelsea, foi emprestado ao Atlético de Madrid para a última temporada com a cláusula de que, caso as equipes se enfrentassem em qualquer competição, estaria proibido de ser escalado.

E não é que os Colchoneros enfrentaram os Blues na Liga dos Campeões da Europa nesse ano? Antes dos jogos, a UEFA invalidou tal cláusula e criou uma jurisprudência interessante. E não só Courtois jogou, como o Atlético eliminou o Chelsea e jogou a final da Champions contra o Real Madrid.

O pulo do gato seria esse, ou o São Paulo não ousaria arriscar?

Deixe seu comentário:

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– Resumo das Arbitragens dos 4 Clubes Paulistas nesse final de semana:

Amigos, aqui estão os links sobre as análises das arbitragens (erros e acertos) dos jogos dos times grandes do Estado de São Paulo nesse final de semana:

  1. Sab 18h30) FLUMINENSE 3 X 0 PALMEIRAS- http://www.redebomdia.com.br/blog/detalhe/26731/fluminense-3×0-palmeiras-o-pnalti-da-discrdia
  2. Sab 21h00) SANTOS 2 X 1 CORITIBA- http://www.redebomdia.com.br/blog/detalhe/26732/santos-2×1-coritiba-e-o-gol-bem-anulado
  3. Dom 16h00) FLAMENGO 1 X 0 CORINTHIANS- http://www.redebomdia.com.br/blog/detalhe/26738/flamengo-1×0-corinthians-e-a-bobagem-de-luxemburgo
  4. Dom 16h00) SÃO PAULO 2 X 0 CRUZEIRO- http://www.redebomdia.com.br/blog/detalhe/26739/so-paulo-2×0-cruzeiro-e-a-pipocada-de-vuaden

Lembrando: todas as opiniões em contrário são respeitadas!

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– São Paulo 2 x 0 Cruzeiro e a Pipocada de Vuaden

A arbitragem de Leandro Pedro Vuaden na tarde de domingo no Morumbi lembrou seu início de carreira em alguns momentos: deixava o jogo correr e não marcava “faltinhas bobas”. Em outros lances, voltava ao “caiu, marcou”.

Em geral, foi muito bem tecnicamente, mas um lance me chamou a atenção: a não aplicação do cartão amarelo ao zagueiro Dedé quando cometeu pênalti!

Nem todo lance de pênalti é para cartão amarelo. Mas naquela ocasião, o calço aplicado em Ganso é o clássico lance de advertência por ação temerária. Ele para deliberadamente a jogada, e isso é cartão amarelo seja na lateral do campo, no meio do gramado ou na grande área.

Não quero pensar que a aplicação da advertência (que seria a segunda de Dedé no jogo) e que resultaria no cartão vermelho teve como condicionais:

– as duas recentes reclamações formais do Cruzeiro à Comissão de Arbitragem chiando dos árbitros e publicamente divulgadas pela imprensa;

– o fato de ser ainda no 1o tempo;

– a acomodação pelo fato do jogador já estar amarelado e não querer “prejudicar” o time.

Em consequência disso, Kaká foi advertido com Amarelo por reclamação – e, para tristeza dos sãopaulinos, cartão correto pelo exagero dos protestos. Parecia até que o pênalti não houvera sido marcado!

Ficará na curiosidade do torcedor: e se o Cruzeiro jogasse o segundo tempo com 10 atletas? Teríamos mais gols ou a Raposa se fecharia e não levaria o segundo tento?

A resposta seria puro “achismo”…

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– Flamengo 1 x 0 Corinthians e a Bobagem de Luxemburgo

Vanderlei Luxemburgo é um dos melhores treinadores dos quais tive prazer em trabalhar. Mas para justificar algo a seu favor, apela para tudo, inclusive a bobagens.

Para “validar” o pênalti erroneamente assinalado a seu favor (e defendido por Cássio), declarou que:

Há uma recomendação de que se a bola bater na mão, quando na direção do gol, é para dar pênalti. Foi assim contra o Goiás, mas o árbitro não marcou. A informação que tenho é que os jogadores não abram os braços para mostrar que não querem fazer o pênalti. É difícil, fica parecendo um robô, mas vamos lá.

Meu Deus! De onde ele tirou essa bobagem? Cadê a circular? Quem foi que disse isso?

Pênalti só pode ser marcado se for de forma intencional. E desde 01 de julho de 2013, o árbitro deve avaliar se houve uma intenção disfarçada, ou seja, um movimento anti-natural do braço para atingir a bola.

No geral, avalie: a bola bateu na mão ou foi a mão que bateu na bola? Use o chute de Everton para interpretar:

  • Fagner demonstrou que queria interceptar a bola?
  • O Corinthiano teria no seu íntimo desejo de deixar o braço para que a bola batesse nele, ou seja, foi um movimento anormal do corpo para que a bola nele batesse?
  • O lateral teria tempo de tirar o braço/mão da jogada?

Por fim, lembre-se: braço aberto ou fechado e o fato da bola estar ou não em direção ao gol NÃO SÃO ELEMENTOS DE AVALIAÇÃO para se interpretar uma infração de uso indevido da mão na bola, conforme a regra do jogo explicita.

O árbitro Sandro Meira Ricci errou nesse lance e Luxemburgo incrivelmente tentou mudar a regra para justificar. E perceba que na jogada tanto o adicional quando o bandeira fazem o gestual de marcação de escanteio. Pênalti na conta exclusiva do juizão.

Sobre o gol do Flamengo, outro erro: se a bola vai direto para Wallace após o cruzamento de Léo Moura, gol válido. Mas Eduardo da Silva está em posição de impedimento passivo. Ao tocá-la (e o toque é visível) ele passa a invalidar a jogada pois participa ativamente do jogo estando em impedimento. A única condição para que o gol fosse legal era que o “croata” ficasse imóvel, demonstrando que não queria participar do lance.

O interessante é:

  1. SEM O TOQUE, WALLACE ESTARIA EM CONDIÇÃO LEGAL POIS A BOLA VEIO DE LÉO E EDUARDO ESTARIA EM IMPEDIMENTO PASSIVO, VALIDANDO O GOL.
  2. – COM O TOQUE, NÃO SÓ EDUARDO FICA EM IMPEDIMENTO ATIVO COMO FAZ COM QUE WALLACE TAMBÉM ESTIVESSE EM IMPEDIMENTO, POIS O ZAGUEIRO FLAMENGUISTA PASSA A ESTAR A FRENTE DA LINHA DA BOLA E NÃO TEM DOIS JOGADORES ADVERSÁRIOS ENTRE ELES. IMPEDIMENTO DUPLO!

Ali, crédito da falha para o bandeira. Um erro como esse só se dá por um motivo: falta de atenção do assistente no. 2. Se um jogador estivesse encobrindo sua visão na jogada, ainda assim ele tinha uma segunda oportunidade de acerto desperdiçada…

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– Santos 2 x 1 Coritiba e o Impedimento de Zé Love

Arbitragem atenta é sempre muito bom para o futebol. Prova disso é o lance do gol corretamente anulado de Luccas Claro (COR) aos 31 minutos.

Após a cobrança de escanteio, há um bate-rebate e o atacante do Coritiba chuta a bola marcando o gol. Eis que o bandeira carioca no. 2 Rodrigo Carvalhaes de Miranda marca impedimento de Zé Love (COR), que está entre um zagueiro santista e o goleiro Aranha (SFC).

Zé Love não toca na bola, o chute de Luccas Claro é para o gol e não para ele. Então, por quê a anulação?

Porque o atacante não está interferindo ativamente na jogada por tocar a bola, mas por interferir contra o adversário. Ele está atrapalhando o campo visual do goleiro, e corretamente se marca o impedimento.

Parece-me que o AAA 2, Rodrigo Correa, participa do lance chamando o árbitro Marcelo de Lima Henrique que calma e discretamente anula o gol. Ótimo – marcação precisa e sem ser espalhafatosa.

Ouço a reclamação de um suposto pênalti em Robinho. Procurando o lance na Web, não acho link disponível para análise. Se algum amigo possuir a jogada em mídia para enviar, agradeço!

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– Fluminense 3 x 0 Palmeiras: pênalti da discórdia ou não?

Dando uma fuçada em antigos post na Internet, não me lembro de ter feito alguma análise de arbitragem positiva a Elmo Alves da Cunha. Nada contra o árbitro goiano, mas sim contra o azar (ou incompetência dele).

Há quanto tempo ele apita na série A? Todo ano, sempre um jogo aqui ou acolá. E só jogo bom, mas com atuação ruim.

Nesse sábado, no Maracanã, uma vergonhosa marcação de pênalti por uso indevido das mãos a favor do Fluminense contra o Palmeiras.

Vamos lá: aos 32 minutos, Wagner (FLU) cruza a bola para a grande área e Renato (SEP) dá um carrinho. A bola bate em seu braço despretensiosamente e sai para a linha de fundo.

Os jogadores do Fluzão já se encaminhavam para o escanteio, mas eis que se assustam: um tiro penal a favor do Tricolor Carioca! Até quem se beneficiou ficou constrangido…

Ali, nunca se poderá marcar um pênalti, pois a bola é quem bate no braço/mão, e não a mão/braço que busca atingir a bola.

O pior de tudo é que o Árbitro Adicional no. 2, o também goiano Bruno Rezende Silva, estava na frente da jogada! Até o bandeira no. 2 , seu xará e conterrâneo Bruno Raphael Pires poderia ter ajudado a avisar ao árbitro que não foi infração.

Entenda: para se marcar uma falta ou um pênalti por uso indevido da mão na bola, sempre deve-se avaliar a INTENÇÃO. No futebol, essa é a única infração onde não se pode avaliar IMPRUDÊNCIA ou FORÇA excessiva, as outras condicionais para se marcar uma falta.

O grande problema é a nova orientação da FIFA, válida desde 01 de Julho de 2013, para que os árbitros avaliem se existe uma subjetiva e disfarçada intenção de colocar a mão na bola”, ou se preferir, um “movimento anti-natural dos braços”. Nela, se exige que o árbitro deva avaliar se em determinados lances não houve ação de burla no momento do toque (uma intencionalidade disfarçada de falsa imprudência), ou seja, um desejo de que a bola possa bater em seus braços, pulando espalhafatosamente. Desde então, alguns árbitros se acomodam marcando pênalti alegando essa orientação.

Ledo engano. Quer um exemplo? Se Wagner cruzasse a bola e Renato tivesse tempo hábil de tirar o braço da jogada, mas ao invés disso, deixa-se a bola bater nele, aí sim seria essa “disfarçada intenção”. Caso contrário, “segue o jogo” – no linguajar dos árbitros (e como deveria ter acontecido)!

Por fim, a própria Regra 12 dá as dicas para se marcar uma falta por mão na bola, sendo elas:

Verificar o movimento da mão em direção a bola (e não da bola em direção a mão, ou seja: é a bola que vai bater no braço pela sua velocidade/força ou o braço que busca bater na bola?);

Observar a distância entre o adversário e a bola (bola que chega de forma inesperada não dá para evitar o contato);

Perceber que a posição da mão não pressupõe necessariamente uma infração (estar com o braço aberto/fechado não quer dizer nada);

Lembrar que tocar a bola com um objeto segurado com a mão (roupa, caneleira etc.) constitui uma infração e que atingir a bola com um objeto arremessado (chuteira, caneleira etc.) também.”

Diante de tudo isso, dá para afirmar tranquilamente: errou a arbitragem em marcar pênalti ao Fluminense.

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– Ninguém se conforma com a Decisão do STJD…

Está virando piada a redução do caso Petros... Olha só;

#FUTEBOL EXCLUSIVO: flagrados 3 patet…, digo, 3 julgadores do caso #Petros: vejam a seriedade, atenção e comprometimento do #STJD.

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– Análise da Arbitragem Pré-Jogo de Rio Branco x Paulista

Givaldo Alves dos Santos, 41 anos, que estava licenciado da FPF e que nos últimos dois anos só apitou jogos das categorias Sub11, Sub 13, Sub15 e Sub 17 (trabalhou em apenas 1 jogo do Sub 20 e foi quarto-árbitro em jogos da 4a divisão), estreará como árbitro principal nesse ano em um jogo profissional justamente na partida decisiva entre Rio Branco x Paulista.

Péssima escala da Federação Paulista de Futebol. O jogo é importante já que ainda vale vaga para a segunda fase. Não é partida para se escalar um árbitro que nunca apitou jogo profissional e que só tem 4 anos de carreira até a aposentadoria.

A Copa Paulista é uma competição para revelar e dar a oportunidade a árbitros emergentes. Nos jogos em que nada valem, serve para lançar os árbitros do Sub 20 e da 4a divisão. Nos decisivos e nos clássicos regionais, para prestigiar árbitros da A2 e A3 que brigam pela A1. Ao ver a escolha de Givaldo (com escalas no Sub 11/13/15/17), que pode até ser um árbitro bom, mas não o ideal para este jogo, sinto um certo menosprezo pelas equipes de Americana e Jundiaí. Será que a FPF entende que é um confronto apenas para cumprir tabela? Árbitro do Sub 17 estreando em partida profissional não dá para engolir…

Não o conheço, nunca o vi apitar mas espero que vá bem.

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– O que pensar sobre a Redução da Pena de Petros?

Bola cantada: os auditores do STJD estão carecas de agirem de forma dúbia. Primeiro, aplicam uma pena exemplar, aplaudida por todos. Quando o assunto começa a esfriar… julgam novamente e praticamente fazem um circo para mudar o próprio julgamento.

Como justificar a mudança de uma pena de 180 dias para apenas 3 jogos? Brechas na lei?

Ué, mas em outros casos, como o do rebaixamento da Portuguesa e salvação do Fluminense, não existiam subterfúgios. E em todos os outros casos nunca há! Ou, contraditoriamente, se depender do clube interessado, sempre haverá!

Vergonha. Onde estão as entidades de árbitros que deveriam ser INDEPENDENTES para pressionar tal decisão? Aliás: a culpa cairá sobre o Claus, que estava mal posicionado e deu uma “costada” no cotovelo do Petros…

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– Parabéns ao Árbitro de Futebol

… e também ao de vôlei, basquete, críquete, pólo-aquático… É dia do Árbitro Esportivo!

Orgulho-me de estar incluído nesta lista. Afinal, uma vez árbitro, sempre árbitro!

Feliz 11 de setembro, nosso dia! Que tenhamos o que comemorar e que nessa data nossas mamães sejam poupadas.

– Bom Papo, Charme ou Sorte para o Cartola do Futebol?

Há sujeitos que são galanteadores por Natureza. Alguns esbanjam charme para as garotas. Outros sabem papeá-las muito bem. E, claro, há ainda os que têm muita sorte com as mulheres.

A vida amorosa das pessoas é algo muito particular. Mas me chama a atenção algumas coincidências do amor. Por exemplo: não é que o presidente da FPF, Marco Polo Del Nero, está de namorada nova? Ele desmanchou recentemente seu romance com a ex-aluna da Escola de Árbitros Carolina Galan e engatou uma paixão por Katherine Fontenele, 50 anos mais nova do que ele e capa da Revista Sexy.

Enquanto a Seleção Brasileira vencia nos gramados dos EUA, Del Nero conquistava o coração da moça passeando com ela em NY. Aliás, as fotos de Katherine esbanjando simpatia no Instagram são fantásticas e belas. Broadway, New Jersey, Circuito das Compras… e pensar que o coitado do Maicon foi cortado só porque quis dar uma voltinha na Terra do Tio Sam!

E como para as coisas do coração não há explicação, assim como Carolina Galan ganhou um programa na TV FPF pelo fato de Del Nero descobrir seus dons para o jornalismo (e coincidentemente perder o programa ao final do romance), Katherine Fontanele herdou a vaga da ex-amada e agora é a nova apresentadora da emissora Web da Federação Paulista.

Nós não temos nada a ver com isso, a não ser a admiração pelo bom gosto do futuro presidente da CBF e a inveja de não ter um poder de sedução tão afiado quanto o dele. Afinal, o amor não tem idade. Mas me aguça: qual o segredo de um homem de 73 acertar a flecha do cupido em uma beldade de 23?

Parabéns, presidente. O senhor tem muita sorte!!!

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