– Clubes e Treinadores no final do Brasileirão

Três clubes cariocas, três situações curiosas:

Vanderlei Luxemburgo renasceu, após péssimos trabalhos, salvando o Flamengo da Zona do Rebaixamento no Campeonato Brasileiro. Conta-se que o treinador barateou o seu salario para poder voltar a trabalhar num time grande, recebendo atualmente R$ 300 mil reais, mas pedindo seu valor-base (R$ 700.000,00) para renovar.

Vágner Mancini quer continuar no Botafogo, mesmo rebaixando. O treinador, em teoria, recebe R$ 200 mil; repito, em teoria recebe, pois o Fogão lhe deve 5 meses de salário. Ainda assim, Mancini ajuda funcionários pobres do clube doando cestas básicas.

Cristóvão Borges é indesejado por parte da torcida do Fluminense, cuja diretoria não se esforça em lhe dar paz para trabalhar. Especula-se que o nome desejado nas Laranjeiras seja Tite, que é pretendido também por Internacional e Corinthians.

Confesso: estou bem curioso para saber se Abelão, mesmo com tanta pressão, continuará no Internacional; se Luxemburgo renovará e se Cristóvão sairá para dar lugar a Tite. Com tal cenário, quem poderia ser o novo treinador do Corinthians para 2015?

Nomes na praça disponíveis?

Hoje, talvez nenhum. Mas e se o Corinthians se classificar para a Libertadores, como ficará?

Algum nome, sem ser os citados, como sugestão?
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– O Dilema de São Paulo e Cruzeiro

Se você fosse presidente do São Paulo ou do Cruzeiro, qual decisão tomaria?

– Priorizar a conquista da Copa Sulamericana (no caso do Tricolor) / Copa do Brasil (no caso da Raposa)?

– Dedicar-se exclusivamente ao Campeonato Brasileiro?

– Tentar vencer as duas competições?

O Cruzeiro tem gordura para queimar, é favoritíssimo ao título do Brasileirão mas se desgastará em dois confrontos pela Final da Copa do Brasil contra seu arquirrival Atlético Mineiro. Deve priorizar tal decisão e jogar com o time reserva na outra competição, arriscando perder tudo o que conquistou nas últimas rodadas? Ou seria melhor dar atenção integral às duas competições?

O São Paulo na desgastante Copa Sulamericana está na semifinal, e se passar decidirá contra Boca Jrs ou River Plate. Vale o esforço em priorizá-la, ou deve medir todos os esforços para tentar ultrapassar o Cruzeiro nesta reta final do torneio nacional? Ou escalar o que há de melhor nas duas competições?

Seja qual for a decisão, devido as viagens e ao calendário, ambas equipes não renderão o máximo, já que estão cansadas por serem… competentes!

Pois é: a maratona de jogos é o presente que a CBF dá aos clubes.

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– Pênaltis reclamados da noite de Domingo

Dois lances reclamados de pênalti no clássico entre Corinthians 1 x 0 Santos e que nem deveriam ser motivo de discussão, além de outro bem questionado em Belo Horizonte na partida entre Cruzeiro 3 x 1 Criciúma. Vamos comentá-los?

Claro, no calor do jogo o jogador que se sente prejudicado vai chiar de qualquer coisa, mas não deveria. Assim foi no Itaquerão. Diferente do que se viu no Mineirão. Abaixo:

COR x SFC – Lance 1, 4 minutos: Bruno Uvini ajeita uma bola que vem de escanteio e chuta para o gol a “queima roupa”. Guerrero estava a frente do lance, muito próximo, e a bola desvia após bater em seu cotovelo direito, mudando a trajetória dela.

O que se deve marcar?

Nada! Lance normal de jogo, foi “bola na mão” e não a “mão na bola”. Não dá para dizer que houve intenção de colocar a mão e nem que foi movimento antinatural do corinthiano. Acertou o árbitro.

COR x SFC – Lance 2, 11 minutos: Após escanteio, a bola é desviada pela cabeceada de um atacante do Corinthians e bate no antebraço do santista Alisson, que está de lado da jogada e não tem tempo hábil de se desviar. Nenhuma infração, acertou de novo o árbitro Vinícius Furlan.

CRU x CRI – Lance 3, final de jogo: Lucca, do Criciúma, cruza a bola para a grande área, um zagueiro cruzeirense tenta dar o carrinho e não consegue. Na sequência Mayke passa da bola e deixa o braço para que a bola bata nele. Pênalti claro, não marcado pelo árbitro Marcos André da Penha (ES). Aliás, o capixaba constantemente se enrola em pênaltis. Lembram-se do confuso jogo entre ABC x Palmeiras, no ano passado? Para quem não ligou o árbitro à lambança, aqui o link: http://wp.me/p55Mu0-cs

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– Quem deveria inaugurar a Arena do Palestra?

O antigo estádio Palestra Itália, localizado no Parque Antártica, dará enfim lugar a nova arena Allianz Parque.

Não a conheço ainda, mas pelas fotos, é espetacular. Lá teremos o megashow de Paul McCartney, mas que não será o evento inaugural. A abertura história será o jogo entre Palmeiras x Sport!

Respeitosamente, mas… que festa chinfrim! O Corinthians perdeu a oportunidade de inaugurar o Itaquerão com um jogo emblemático e acabou derrapando contra o modesto Figueirense. Não serviu de exemplo?

O Palmeiras não poderia trazer um adversário de maior impacto para um amistoso oficial? Se não há datas, que se aguarde até o final do Brasileirão. Afinal, quantas vezes se faz um jogo inaugural?

Fico pensando: e se a comunidade italiana trouxesse a Azurra como adversária, a fim de um jogo festivo?

Para um marcante Palmeiras x Seleção da Itália, quanto não se pagaria para fazer parte daquele momento estando na arquibancada? Esqueça o resultado dentro de campo, o que importa é a festa. Se perder, perdeu para alguém “possível de perder”. Mas se inaugurar perdendo do Sport… aguente a chacota!

Será que ao custo de R$ 100,00 o ingresso, mais a ajuda de patrocinadores (creio que não faltariam para tal evento), não seria possível bancar os custos e ainda ganhar dinheiro? Afinal, para Palmeiras x Audax no Paulistão a entrada custará, no mínimo, R$ 40,00…

Inauguração tem que ser algo marcante, pois as pessoas aceitam um custo maior a fim de estarem vivendo a história. Por isso é que deveria ter-se estudado bem o que fazer.

Há quanto tempo começou-se a construção. Ninguém pensou nisso?

E você, o que acha da inauguração do Allianz Parque com Palmeiras x Sport? Deixe seu comentário:

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– Competência ou Aparência? O troca-troca de Federações!

Cada vez mais os árbitros de futebol estão em busca de reconhecimento, mesmo que esse não seja o respeito pela atuação. O reconhecimento pelo dinheiro, pela fama, pela vaidade ou simplesmente pelo prazer em apitar são algumas formas de retorno buscadas pelos “homens” de preto.

Aliás, correção devido a mudança de termos no século XXI: “homens e mulheres de preto”! E nem sempre de preto: de amarelo, de rosa, de azul…

O fato é: um dia, Oscar Roberto de Godoy recebeu uma boa proposta financeira e foi para o Paraná, levando seu escudo FIFA “paulista” junto. Teoricamente, o escudo é do árbitro, não do estado. Assim, qual o mal do árbitro reforçar seu caixa honestamente?

Posteriormente, quando Dalmo Bozzano se aposentou e o último escudo catarinense deixou de existir, Delfim Peixoto, eterno presidente da FCF (e hoje, um dos vice de Marco Polo Del Nero para 2015), resolveu “importar árbitros”: trouxe o mineiro Márcio Rezende de Freitas e depois o paranaense Heber Roberto Lopes.

Curioso: quando Heber era do Paraná, não poderia apitar Coritiba x Corinthians. Agora que é catarinense, pode?

Digo isso pois Sandro Meira Ricci, que surgiu como FIFA pelo DF, emigrou recentemente para PE. E, pelo que tudo indica, irá para SC em 2015 com bom salário e luvas.

Nada contra a contratação de árbitros, mas… e o quadro local, como fica? Santa Catarina pode alegar que “importando” juízes da FIFA eleva o nível da competição e eles são atrativos para o seu público. Eduardo José Farah fazia quase o mesmo em São Paulo, contratando árbitros (até estrangeiros) por jogo, não por campeonato e nem por mudança de domicílio.

Se os árbitros da FCF recebem palestras de formação e orientações pertinentes, a fim de se capacitarem, ok. Mas há quanto tempo não vemos legítimos árbitros natos catarinenses na FIFA? Isso intimida o surgimento de novos árbitros e fecha a porta para novas oportunidades.

Não pensemos que para Guarani de Palhoça x Metropolitano apitará Sandro Ricci e para Avaí x Figueirense um novato. É natural que portas se fechem, mesmo com os sorteios de arbitragem.

E na chegada de Ricci, temos a saída de Fernanda Colombo, a bela bandeirinha que se destacou pela inegável beleza (mas com atuação desastrosa em São Paulo x CRB pela Copa do Brasil e em Atlético x Cruzeiro pelo Brasileirão, ambos em maio deste ano).

A moça faz o caminho inverso: vai de SC para PE, mesmo tendo trabalhado pouco – e mal – nas oportunidades que teve, sendo uma aposta da Federação Pernanbucana para a FIFA, bem remunerada como Ricci.

Nada contra a beleza ou a mudança de estado dos árbitros, mas tenho saudade do tempo em que o cara era escalado única e exclusivamente pela competência…
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– Tevez no Corinthians: Demagogia ou Loucura?

No UOL Esportes, hoje, leio que o Corinthians poderá entrar no 3o mês com salários atrasados de diversos atletas. Mas Roberto de Andrade, candidato à Presidência do Corinthians, ao BandSports, disse que tentará contratar Carlitos Tevez.

Parece piada, mas a proposta do dirigente é trocar Alexandre Pato por Tevez (que ganha R$ 1,5 milhão/ mês na Juventus da Itália). Mas quem disse que a Juve quer o atacante brasileiro (hoje emprestado ao São Paulo), principalmente quando Tevez se tornou um dos principais jogadores do Cálcio Italiano?

Demagogia ou loucura? Para mim, mais uma promessa vazia típica de candidato que quer ludibriar o eleitor. 

Em tempo: ao Jornal argentino Clarin, em 12 de Julho do ano passado, Carlitos disse que cumprirá o contrato com a equipe de Turim e, após seu término, voltará ao Boca Júniors para encerrar a carreira. Para ele:

“A Juventus é meu último clube antes de voltar ao Boca, e eu vou me aposentar com esta camiseta, é meu sonho”.

E para você: quais as chances de Tevez trocar a Juventus pelo Corinthians?

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– Paulistão pensando que é Copa do Mundo?

Parece piada, mas é verdade: Marco Polo Del Nero determinou que para o Paulistão 2015 haverá limite máximo de inscrições: 25 jogadores de linha e 3 goleiros, sendo que somente os goleiros podem ser trocados em caso de comprovada lesão.

Parece Copa do Mundo! E é claro que não é… imagine o humor de Muricy Ramalho, sentando à mesa para “convocar” os 28 escolhidos!

É evidente que tal medida é para se evitar a escalação de times mistos ou reservas. Mas o clube não tem o direito de escolher quem ele queira do seu plantel?

Fico imaginando uma equipe grande sendo obrigada a jogar em um domingo 19h contra a Linense em Lins e na 4a feira entrar me campo novamente pela Libertadores em Guayaquil, Cuzco, Bogotá… Mas aí no sábado retorna e joga contra o Audax!

Isso é cercear a renovação dos atletas do futebol paulista. E quem investe nas categorias de base?

Será que vai aparecer um presidente corajoso e inscrever 28 atletas excluindo-se os chamados titulares ou medalhões do seu elenco, peitando a ditadura da FPF e entrando em campo com jogadores profissionais que apenas “compõe o elenco” somados aos atletas sub 20?

Qualquer que seja o(s) time(s) paulista(s) classificado(s) para a Libertadores, valeria pensar: por quê não montar um time Sub23, barato, somente para a disputa do Campeonato Paulista?

E você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

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– E nasceu o Novo Paulista!

Golaço das forças vivas de Jundiaí!

Não sei quem foi(ram) o(s) idealizador(es), mas está(ão) de parabéns o(s) responsável(is) pela criação do grupo de notáveis jundiaienses que tomou a frente do “Novo Paulista”, uma empresa criada a fim de gerir o Paulista FC e tirar o Tricolor do fundo do poço.

Com um projeto de resgate moral a curto prazo e de capacitação técnica da equipe a médio, a proposta é de reestruturar o clube. Com dívidas milionárias do Galo, as pessoas de credibilidade incontestável na cidade (e que são muitos, tanto da velha guarda do Paulista como da nova geração) trabalharão para tirar o time da situação periclitante.

Conseguirão?

Creio que sim. Aos poucos, a sociedade vai tomando ciência de todo o projeto e certamente a proposta ganhará apoio da torcida.

Ao ver a relação dos nomes, não dá para não fazer a observação: e um dia o tal de José Macena reinou em Jayme Cintra… sem comparações!

Abaixo a relação dos envolvidos e o desejo de sucesso a esses homens de boa vontade.

(foto extraída de João Paulo dos Santos via Facebook)

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– Fair Play que deve ser seguido!

O Árbitro Elmo Resende Cunha (GO) se viu em uma situação inusitada na partida entre Cruzeiro x Botafogo. Após um “pé de ferro” entre Júnior César (BOT) e Marcelo Moreno (CRU), a bola foi para o gol e o goleiro Jeferson a agarrou. O toque foi do cruzeirense, mas o árbitro se equivocou e marcou recuo de bola do botafoguense.

Após as reclamações da marcação do tiro livre indireto, eis que Marcelo Moreno avisa o árbitro de que ele próprio foi o responsável pelo toque, não o adversário.

O árbitro desmarcou a infração e reiniciou o jogo com bola ao chão.

Botafoguenses elogiaram a atitude incomum do jogador, como o goleiro Jeferson:

Atitude de homem, de profissional, teve caráter. Isso que o futebol tá precisando. Parabéns ao Marcelo Moreno.”

Marcelo Moreno, humildemente disse:

Acho que é importante para o futebol brasileiro esse gesto. A gente já vê isso na Europa e também podemos fazer isso aqui no Brasil. Independentemente do resultado, acho que eu faria o mesmo. Até porque criaria polêmica se eu fizesse o gol”.

O Cruzeiro está folgado na liderança do Brasileirão, o Botafogo agonizando e o lance aconteceu com o placar favorável à Raposa. Mas… e se fosse o último jogo do campeonato e ambas equipes estivessem empatadas em pontos com o placar em 0 x 0?

Por mais que o atacante boliviano tivesse boa vontade, declarou que “achava” que faria o mesmo.

Faria?

Imagine os mais fanáticos do seu time! E se fosse contra o arquirrival Atlético Mineiro?

Eu aplaudo a attitude de Marcelo Moreno, independente do “achismo”.

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– Santos 1 x 2 Internacional e o erro decisivo

Aos 33 minutos do 2o tempo, um erro do árbitro baiano Jailson Macedo decidiu o jogo entre Santos x Internacional.

A partida estava empatada em 1×1, e um tiro livre indireto dentro da área a favor do Internacional foi fundamental para a vitória dos gaúchos.

O lance foi o seguinte: Mena tentou tocar a bola para trás, procurando Edu Dracena. Tentou, pois errou o chute e a bola passou pelo zagueiro e acabou indo para Aranha, que a segurou com as mãos.

Claro, você pode interpretar da seguinte forma: “o goleiro pegou uma bola recuada; portanto, é infração”. Ledo engano…

Avalie: a bola foi recuada intencionalmente para quem? Se o defensor pega “na orelha da bola” e ela vai forte para o próprio gol, o goleiro não pode defendê-la com as mãos?

Não caiamos na ignorância: o recuo de bola não é proibido; proibido é o uso das mãos após toque deliberado do companheiro de equipe ao goleiro.

Se Mena tivesse a intenção de tocar a bola originariamente para o goleiro, aí sim é infração. E não precisa nem ser o toque direto! Imagine a seguinte situação: Mena vai cobrar o lateral, Dracena a toca de cabeça e Aranha a agarra com as mãos. Isso é falta, pois houve um recuo de bola indireto para o goleiro que usou as mãos, e nesse caso, pouco importou o toque de cabeça de Dracena!

Curioso, não?

Enfim: o gol que levou o Santos à derrota surgiu de uma infração mal marcada.

E aí, o que achou do lance? Deixe seu comentário!

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– Análise da Arbitragem de Corinthians 2 x 2 Coritiba. Muita polêmica em campo!

Arbitragem confusa e lances complicados no jogo realizado no Itaquerão nesse sábado a noite. Foram 5 situações muito discutíveis (e 2 erros efetivos) que irritaram as duas equipes. Vamos entender onde houve erro ou acerto da arbitragem?

1- PÊNALTI DESMARCADO: A bola é cruzada, o atacante Luciano está para recebê-la e o zagueiro Welinton pula para disputá-la, mas o faz por trás atingindo as costas e derrubando o adversário.

Lembremo-nos: futebol tem contato físico, e em disputas de bola, trancos ou divididas, deve-se avaliar se houve condições idênticas de tentar o domínio: ou seja, o atleta do Corinthians iria dominá-la e estava de frente, mas o adversário lhe dá uma carga no alto e por trás, “atropelando-o”. Não há dúvida de que é falta.

Se Welinton pulasse juntamente com Luciano pelo lado e não por trás jogando-o pela frente ou ainda sem a força de deslocá-lo durante o pulo, a disputa seria legal.

Portanto, o árbitro Jean Pierre “Vin Diesel” Gonçalves Lima acertou ao marcar o pênalti, mas errou ao atender o aviso do adicional no. 1 Francisco de Paula Santos Silva Neto de que o lance não houvera sido faltoso, voltando atrás na marcação. Me chamou muito a atenção o recomeço do jogo: se o pênalti foi desmarcado, o reinício é com bola ao chão. Por quê os atletas corinthianos deixaram que os jogadores do Coritiba ficassem de posse da bola e a devolvessem no meio de campo? Se está dentro da área e discordou do lance, coloque meia dúzia de jogadores para ganharem esse bola ao chão e chutem para o gol! Será que desconheciam a Regra ou ninguém pensou nisso, devido ao nervosismo?

2- GOL ANULADO DO CORINTHIANS: o zagueiro Anderson Martins estava no ataque quando a bola foi lançada, um pouco a frente do seu adversário e mesmo assim faz o gol. Anulado corretamente pelo bandeira no. 1 José Javel Siveira, em lance difícil de se marcar.

3- GOL VÁLIDO DO CORITIBA: Mano Menezes reclama de impedimento de Robinho no 1o gol. Não estava. O bandeira no. 2 José Eduardo Calza acertou, pois quando Alex está caminhando com a bola, Robinho está realmente avançado. Mas exatamente no momento do passe (que é onde se avalia o impedimento de quem recebe a bola), o atacante coxa branca dá uma desacelerada e o zagueiro Anderson Martins que corria em velocidade para ajudar a defesa acaba dando condições de jogo ao ficar em mesma linha.

4- FALTA MARCADA E DESMARCADA DE CÁSSIO EM LANCE DE ALEX: lance chato! Alex rouba a bola ainda no meio do campo e atravessa sozinho para a meta do Corinthians. Antes de Alex entrar na área, o goleiro Cássio se joga na bola, impedindo o gol. Jean Pierre entende que a defesa foi feita fora da área com o joelho e manda seguir. O bandeira José Javel entende que foi com as mãos e marca falta. O árbitro (que havia interpretado como lance legal) paralisa o jogo e atende o seu assistente, confirmando a infração. Se foi a defesa com a mão fora da grande área, deveria expulsar o goleiro. Mas vendo e revendo a defesa para mim foi com o joelho, e naquelas lentes de aproximação lateral, dá-se a ilusão de que foi com a mão. Difícil demais para o bandeira. Depois de muito bate-boca, o árbitro desconsiderou a informação do bandeira e promoveu o reinício com bola ao chão. E fica a mesma consideração feita ao lance do 1o tempo: se o Coritiba discordou da não marcação da falta, por que a devolveu gentilmente e não tentou o gol nesse reinício?

Resumindo: o árbitro acertou ao não marcar falta e nem expulsar o goleiro, errou ao atender o bandeira e antes de consumar o erro crasso, corrigiu tudo na desmarcação da falta. Ainda bem!

5- TERCEIRO GOL DO CORITIBA: após a cobrança de escanteio de Alex, Welinton salta mais alto que Anderson Martins e faz o gol de cabeça, mas o árbitro imediatamente apita a falta, alegando carga. Lance muito parecido (mas não igual) com o do primeiro tempo, do mesmo Welinton com Luciano. Diferente de lá onde houve a infração a favor do Corinthians não marcada, aqui, Welinton pula de maneira legal e Anderson Martins se joga (nem pula para disputá-la) ao perceber um contato. Não houve carga ou ilegalidade alguma. Errou o árbitro.

****************

Enfim: lances difíceis na partida, uma pressão incrível de jogadores e comissões técnicas. Mas de prejuízo efetivo, consumado e real, apenas duas situações: o pênalti não marcado ao Corinthians e o gol anulado do Coritiba.

O grande problema do jogo foram as intervenções de assistentes e bandeiras, fazendo com que o árbitro vacilasse em suas marcações. Uma marca-desmarca incomum no futebol…

E você, o que achou do jogo e da arbitragem? Deixe seu comentário:
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– Os Novos Árbitros FIFA 2015. Gostou da Lista Brasileira?

A CBF divulgou a relação dos árbitros do Brasil que comporão a lista internacional da FIFA 2015. Nosso país é um dos poucos que tem o privilégio de ter 10 nomes em tal honraria.

Teoricamente, um Árbitro FIFA é aquele que pode apitar qualquer jogo do planeta pela sua competência, desde os jogos clássicos de clubes importantes locais até uma final de Copa do Mundo. 

Será que, na prática, é assim?

Para o ano que vem, teremos as 4 seguintes alterações:

  1. Sai Francisco Carlos do Nascimento (Alagoas), entra Dewson Fernando Freitas da Silva (Pará).
  2. Sai Marcelo de Lima Henrique (Rio de Janeiro), entra Anderson Daronco (Rio Grande do Sul).
  3. Sai Paulo César de Oliveira (São Paulo), entra Luís Flávio de Oliveira (São Paulo).
  4. Sai Wilson Luiz Seneme (São Paulo), entra Raphael Claus (São Paulo).

Além desses, outros 6 árbitros permanecem na lista: Wilton Pereira Sampaio (Goiás), Ricardo Marques Ribeiro (Minas Gerais), Péricles Bassols Cortez (Rio de Janeiro), Leandro Pedro Vuaden (Rio Grande do Sul), Sandro Meira Ricci (Pernambuco) e Heber Roberto Lopes (Santa Catarina).

Algumas observações:

O estado de São Paulo passou o ano inteiro sem árbitros da FIFA, já que Seneme virou cartola e Paulo César comentarista da Rede Globo. Em seus lugares, entraram outros dois paulistas. A surpresa foi a rápida (e justa) ascensão de Claus em detrimento ao aspirante e “ex bola da vez” Guilherme Ceretta de Lima, que sumiu das escalas, relaxou e o pouco que atuou e não foi bem.

Chicão de Alagoas, que nunca houvera se firmado, havia entrado na vaga de Sálvio Spínola Fagundes. Na época, se alegou que era uma vaga “prometida” ao Nordeste. Agora, seu escudo vai à Região Norte. Vi Dewson apitar em Campinas em um jogo da Ponte Preta na série B. Foi muito mal… Mas inegavelmente está evoluindo. A questão é: vai aprender a apitar futebol e ser um árbitro respeitado já de posse do escudo FIFA? Para mim, tem que rodar o Brasil, apitar grandes partidas e só aí ser indicado.

Anderson Daronco faz aumentar uma vaga gaúcha e diminuir uma vaga carioca. Daronco tem apitado bem, mas tirar Marcelo de Lima Henrique? O árbitro do Rio de Janeiro apitou vários jogos importantes das Eliminatórias da Copa do Mundo e da Libertadores da América. Teria sido apenas pela idade, já que está com 43 anos? Quanto mais experiente está o árbitro, mais é descartado…

Não quero crer que as escolhas foram políticas. O RJ ficará só com Péricles Bassols (lembram da possível candidatura de Rubem Alves e a pendenga entre ele e Marco Polo?). O RS ficará com Vuaden e Daronco (Noveletto iria se candidatar e virou apoiador). SP volta a ter 2 juízes. MG, GO, SE, PE… todos na mesma.

Penso que Marco Polo Del Nero não negociaria escudos FIFA, como supostamente (claro, sem provas) outras administrações em outros tempos fizeram. Afinal, a remuneração mensal de R$ 15.000,00 que a entidade quer pagar aos presidentes de federações estaduais já seria suficiente para evitar pedidos e pressões (e não vale chamar isso de “mensalinho”, é bolsa-auxílio).

Não sei, sinceramente, se merecemos ter 10 árbitros no quadro da FIFA. Penso que o número de aspirantes deveria ser maior do que hoje é e dos árbitros menor.

Hoje, o cara aprende apitar no Maracanã, Morumbi, Mineirão… poucos chegam ao escudo FIFA após vários clássicos nas costas.

E aí, gostou dos nomes? Deixe seu comentário:
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– Emblema da Copa do Mundo Rússia 2018

A WorldCup 18 já tem a sua logo: seria uma versão estilizada “Leste Europeu” da Copa do Mundo Brasil 2014, ou é simplesmente feia?

Pra mim, faltou criatividade! E para você?

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– A Sábia Ação Simpática de Morata

Dias atrás, uma louvável ação de carinho. Veja:

O jogador espanhol Morata (Real Madrid) não é um dos craques tão badalados do seu time, como Cristiano Ronaldo ou Bale. Mas mostrou muita categoria fora das 4 linhas com um gesto plausível: ao visitar garotos que fazem tratamento quimioterápico para o combate ao câncer (e que por isso ficam carecas), ouviu deles que gostavam do seu cabelo arrepiado, mas que não poderiam imitá-lo devido ao triste efeito colateral.

Assim, Morata teve uma ótima ideia: passou a lâmina de barbear na cabeça e ficou careca! E disse:

Alguns meninos com câncer queriam imitar meu penteado; como não podiam, eu imitei o deles“.

Atitude simples e significativa. Parabéns ao atleta do time madrilenho.

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– Palmeiras x Corinthians versus Real Madrid x Barcelona

Acompanhei o clássico espanhol e o derby paulista no último final de semana. Foram dois ótimos jogos e vale a pena escrevermos sobre eles.

Normalmente, aos sábados e domingos de manhã, tenho assistido aos excelentes confrontos do Campeonato Inglês. Mas quando assisto o Brasileirão à tarde… é outra realidade. Muito jogo nacional ruim! Não que os ingleses se superaram, mas sim que os clubes trouxeram estrelas do mundo inteiro e os seus treinadores se reciclaram e acabaram com o tradicional “chuveirinho” na área.

Mas nessa última rodada foi diferente. Guardadas as proporções de nível técnico, Real Madrid x Barcelona e Palmeiras x Corinthians foram igualmente prazerosos e empolgantes.

No Santiago Bernabeu, em um maravilhoso estádio com ótimo gramado, o Barcelona começou começou muito bem, com Neymar marcando aos 4 minutos e o Real Madrid jogando para frente, se impondo. O tom do jogo foi: madrilenhos no abafa e catalães no contra-ataque. Mas o experiente treinador italiano Carlo Ancelotti acabou engolindo o novato treineiro Luís Henrique e não permitiu ao longo do jogo que o Barcelona assustasse.

No Pacaembú, mítico estádio com também excelente gramado, o Palmeiras esqueceu a crise em estar próximo da Zona do Rebaixamento e encarou o Corinthians que entra-e-sai em crise pela pressão em Mano Menezes. Jogo de toma-lá-dá-cá, onde tanto Dorival Júnior quanto Mano Menezes souberam mexer nos seus times.

Algumas observações:

1) Na Espanha, o jovem árbitro Jesus Gil Manzano, de apenas 30 anos, foi mal tecnicamente. Carvajal acertou a boca de Neymar deixando o braço no brasileiro, e o juizão nada fez. No lance seguinte, Neymar desforrou identicamente no adversário e recebeu Cartão Amarelo.

Poucas faltas no jogo (algumas mal marcadas), além de um pênalti não marcado fora do lance, onde um defensor do Barça agarra um atacante Merengue ainda no 1o tempo. Mas o que me chamou a atenção entre inúmeros equívocos irrelevantes de Manzano foi um acerto importante: o pênalti cometido por Piquet! Marcelo estava na jogada e quando tenta tocar a bola para seu companheiro na área, eis que Piquet se joga para tentar o carrinho e vai com o braço aberto, buscando interceptar a bola e o árbitro não vacila para marcar o pênalti. Houve gente falando que é o lance tão discutindo no Brasil de jogador assumindo o risco, movimento anti-natural, blábláblá e outras coisas mais. Esqueça tudo isso, foi mão deliberada mesmo com clara e pura intenção.

2) No Brasil, Flávio Guerra errou menos do que seu colega espanhol, em uma partida muito mais catimbada do que a de lá. Valdívia provoca, simula, pratica milonga o jogo inteiro. E por isso apanha e apanha mesmo! Vai do equilíbrio emocional do adversário em não cair em tentação e dar um pontapé no chileno. O que irrita do Guerra é a falta de vibração e aceitar que em determinados momentos a malandragem reine, como, por exemplo, deixar Valdívia ficar caído no campo por muito tempo ou aceitar as chiadeiras e bate-bocas do jogador passivamente. Nisso, o clássico do Brasil foi mais tedioso do que o da Espanha: as reclamações / comportamento inadequado dos jogadores.

Por fim, deve-se registrar e certamente o leitor que assistiu a partida concordará: Henrique, do Palmeiras, fez o gol do Palmeiras em lance idêntico a uma jogada em que Messi perdeu para o Barcelona.

Não vale cornetar: “Como é grosso esse tal de Messi…”

E você, o que achou dos jogos? Deixe seu comentário:

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– Neymar, o ex Cai-cai!

Neymar está cada vez mais decisivo como jogador, além de ter parado de simular faltas. Mas veja que interessante: há exatamente 2 anos, o grande assunto era: Neymar é “cai-cai” (se joga para cavar faltas) ou apanha muito?

Abaixo, extraído deste mesmo blog:

QUEM TEM RAZÃO: LUXEMBURGO OU RONALDO?

Após a partida contra o Santos no último domingo, Wanderley Luxemburgo esquivou-se de algumas perguntas sobre a arbitragem, mas foi enfático numa das respostas:

O problema é que a arbitragem está protegendo demais Neymar; caiu é falta”.

Na última segunda-feira, Ronaldo comentou sobre o craque santista:

O problema é que os árbitros precisam proteger mais o Neymar; eu apanhei muito que nem ele”.

E aí quem tem razão? Luxemburgo ou Ronaldo? 

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– Parabéns, Rei Pelé, pelos seus 74 anos!

A primeira vez que matei aula na vida, foi para assistir ao jogo dos 50 anos de Pelé no San Ciro, em Milão! Lá ocorreu um amistoso contra a “Seleção do Resto do Mundo” (o time tinha na ponta-esquerda Rinaldo! Aff…).

Tudo o que vi de Pelé em campo foi através de VT. Imagine o que devo não ter visto… Se jogasse agora, com a qualidade da bola, do material esportivo, dos gramados e com a existência dos cartões amarelos e vermelhos (a maior parte da carreira dele aconteceu antes do advento dos cartões), teria passado de 2000 gols!

Parabéns ao Pelé e ao Edison no seu(s) aniversário(s) (como ele mesmo desassociou sabiamente a figura dos dois). Igual outro Pelé, dificilmente teremos. Maradonas e Messis – também raros – surgirão; mas Pelé…

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– Boa e coerente convocação na incoerente Seleção.

Para o amistoso da Seleção Brasileira Principal na próxima data-FIFA, Dunga não convocou os jogadores que atuam no Brasil para não prejudicar os clubes na reta final do Brasileirão. Alexandre Gallo desconvocou os atletas sub21 que também disputam o Campeonato Brasileiro para o amistoso da Seleção Brasileira Olímpica na China.

O que penso?

Errou! Deveria chamar a força máxima, afinal, são amistosos oficiais. E a CBF não deveria marcar jogos do Campeonato Nacional (como o resto do mundo faz) a fim de se respeitar o calendário.

Sobre os atletas, Dunga acertou ao chamar quem estava disponível. A maior parte dos jogadores convocados está jogando bem. Isso não quer dizer que sejam craques, apenas que é a força que se tem no momento. Por exemplo, Luiz Adriano é um bom jogador (não é ótimo) e está no Shaktar numa fase boa. Mas que ele não tenha sido convocado por causa dos 5 gols no BATE, pois tal jogo não pode se parâmetro. Em suma, é um Grafite em boa fase.

Roberto Firmino é um goleador pouco citado aqui. Faz sucesso no pequeno Hoffenheim da Alemanha, embora, sejamos justos, o time joga para ele.

Servirá para o treinador observá-los, apesar que, por culpa da CBF que marca jogos na data-FIFA, não teremos mais uma vez um teste válido.

Já imaginou Kaká, Robinho, Ganso e tantos outros que lutam por uma vaguinha e ficaram de fora por esse critério? Nariz torcido, certamente.

A injustiça foi a não-convocação de Hulk. Só voltará à Seleção se for para o Real Madrid, colocar Cristiano Ronaldo no banco e marcar 3 gols por jogo. Claramente Dunga não o quer, mesmo com o jogador sendo o “dono” do Zenit hoje.

E a Seleção Sub21? Cheia de jogadores do Livorno, Marselle, Almeria, Brugès… e até do desconhecido Avelino!

Saudade dos anos 80.

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– A Injusta Expulsão em Chapecoense 0 x 0 São Paulo

O árbitro carioca Wagner do Nascimento Magalhães estava fazendo uma boa arbitragem no jogo Chapecoense 0 x 0 São Paulo. Porém, errou feio aos 30 minutos do 2o tempo!

Fabinho (CHA) conseguiu avançar num contra-ataque. Próximo à entrada da área, Paulo Miranda (SPFC) que o acompanhava supostamente o tocou levemente.

Confesso que não senti firmeza se houve o contato ou não. Para mim, ao sentir a proximidade do defensor o jogador catarinense se joga. Mas mesmo se houvesse o toque, não deveria expulsar o jogador são-paulino.

Não era situação clara e eminente de gol.

Não era “último homem”.

Não foi lance violento.

Na sobra de bola havia um outro jogador dando cobertura.

Portanto, ali o Cartão Amarelo seria o ideal, CASO TENHA SIDO FALTA.

Muricy Ramalho que terá tantos desfalques para o próximo jogo, pode colocar essa expulsão na conta do árbitro…

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– Cruzeiro 1 x 1 Palmeiras e a brincadeira do gol de queimada! Anulou certo ou errado?

O lance do gol anulado de Egídio que prejudicou o Cruzeiro no Mineirão nesta quarta-feira contra o Palmeiras me fez recordar: na EEPG Irmã Úrsula Gherello, a querida Escola Rural da Caic, nossas regrinhas de infância eram simples como a tomada de decisão do árbitro Péricles Bassols. Ou seja, BATEU NA MÃO, PÁRA O JOGO!

Egídio avançou, entrou na área e chutou. O goleiro Fernando Prass fechou o ângulo, mas eis que quando o cruzeirense chuta, um zagueiro palmeirense dá um carrinho na bola, que sobe e bate no braço do lateral esquerdo do Cruzeiro, entrando no gol.

Gol legal, válido e de mão!

Porém… o juizão anulou o lance.

Como justificar?

Impossível. Equívoco total! Jogada claramente sem intenção, movimento natural do braço, rápido, a queima-roupa e sem colocar nada em risco. E vale ressaltar: não dá para achar qualquer subjetividade na regra, na orientação da FIFA ou na interpretação da CBF que possa invalidar o lance.

Seu Péricles Bassols errou feio…

Quer prova disso? Veja o que a própria CBF escreveu aos árbitros dias atrás:

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– Arbitragens com Critérios Geográficos?

Quando mais se aproxima das finais dos campeonatos (de quaisquer divisões), mais fica difícil escalar árbitros.

Seja pelo número diminuto em decorrência da competência, seja pelos vetados (tenha certeza: clube veta sim!), seja pelos reprovados em teste físico ou ainda… pelo estado em que o juiz nasceu!

Pois é: na série C dias atrás, Guarani x Caxias jogariam com arbitragem de um árbitro carioca. Porém, como o Madureira também era interessado pelo placar, a Comissão de Árbitros mudou a escala.

Imagine no Brasileirão: se escalar paulista em jogo do Cruzeiro, se existir erro, poderão dizer que há interesse da Federação Paulista em ajudar o São Paulo, seu filiado (Raphael Claus que o diga no pênalti não marcado no jogo da Raposa contra o Vitória). Se for mineiro que apite jogo do Tricolor, idem na relação inversa. Ou se for gaúcho no jogo do Atlético Mineiro, conspiração pró-Grêmio e Internacional.

E o que fazer? Imagine na Zona do Rebaixamento, onde o desespero em não cair talvez seja maior do que a vontade de classificar…

O que se vem promovendo – e contesto isso – é a escala de árbitros de estados que não estejam na série A. Vide o número de árbitros e bandeiras de federações cujos principais clubes estão na série B, C ou D.

Quer exemplo? O FIFA “Chicão de Alagoas”, o aspirante mato-grossense Wagner Reway, o paraense Dewson… todos sortudos no globinho da CBF.

Me recordo que, em determinado período, o sergipano Sidrack Marinho era escalado em quase toda a rodada. O rei dos clássicos do eixo Rio – São Paulo!

EU PREFIRO A MERITOCRACIA E A INDEPENDÊNCIA. Quando a cultura do futebol obriga a escolher árbitros de estados fora da briga pelo rebaixamento ou título, me preocupa muito!

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– De novo confronto entre torcidas? O que pensar?

Mais uma morte após brigas de torcidas organizadas de futebol, agora, após emboscada na Rodovia Anchieta na partida que envolveu Palmeiras x Santos no Pacaembu.

Todos sabem que são briguentos.

Todos sabem que usam drogas na maioria.

Todos sabem que estão associados ao bandidismo.

Todos sabem que levam privilégios dos clubes.

Todos sabem que a maioria não trabalha.

Todos sabem que eles afastam os torcedores de bem dos estádios.

Ninguém faz nada para coibir a presença dessas gangues nos arredores das praças esportivas.

Ninguém os impede de entrar no estádio.

Ninguém prende “pra valer” esses caras.

Ninguém faz leis efetivas para acabar com esses grupos.

Ninguém os obriga a comprar ingresso na bilheteria e sentar em lugar marcado.

Ninguém os responsabiliza pelos danos em estádios, nas vidas ceifadas ou no terror urbano promovido.

O que principalmente todos sabem e ninguém responde, é como esses marginais travestidos de torcedores têm tanta benesse e privilégios – maiores do que os torcedores comum. Afinal, são escoltados pela Polícia nas ruas no caminho aos estádios, recebem ingressos gratuitos e estão à margem das leis sem comparados a um torcedor comum.

E o que fazer, José?

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– O Oscar do Chelsea e o Oscar do Brasil

O jogador Oscar foi decisivo na partida do final de semana do Chelsea contra o Crystal Palace, pelo Campeonato Inglês.

Leia que interessante: em 20 de setembro de 2013 (9 meses antes da Copa do Mundo do Brasil), José Mourinho, seu treinador, em entrevista oficial ao site do clube, logo que chegou ao time inglês disse:

Oscar é o meu camisa 10 e se alguém não me disser que ele não foi o melhor jogador da temporada eu terei que discordar”.

Hoje, 20 de outubro de 2014, o mesmo Mourinho disse em coletiva:

“Oscar não é só um camisa 10. As evoluções que ele teve física e mental o permitem ser um jogador fantástico (…) Ele olha para os lados, para trás para frente e analisa o jogo, vendo aonde o time precisa dele para movimentar a bola e criar equilíbrio”.

Sem dúvida, na dificílima e empolgante Premier League, o meia brasileiro está muito bem. Mas e na Seleção Brasileira?

Puxa… com a camisa Canarinho ainda não se tornou um talento louvado pelos torcedores e por parte da crítica. Seria a posição em campo, a qualidade dos companheiros ao seu lado, ou a falta de treino e a fase do Escrete Brasileiro?

Faça a sua reflexão. Aliás… quem são os jogadores aptos para aquela função? Deixe seu comentário:

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– Botafogo do Século XXI virará Ameriquinha?

Que tristeza a atual fase do Botafogo FR. O alvinegro carioca de Heleno de Freitas, Nilton Santos e Mané Garrincha, agoniza!

Sem dinheiro, dispensando atletas e atrasando compromissos, se vê em um mar de trapalhadas que deverá culminar no rebaixamento para a 2a divisão.

Culpa de quem?

Das más gestões, principalmente da atual? Da acomodação em não pagar em dia suas obrigações?

Não sei… Só sei que o Rio de Janeiro já teve no passado o Canto do Rio, São Cristóvão e recentemente o América como “ditos tradicionais” times grandes e médios, e me instiga: daqui a 50 anos, o Botafogo fará parte dessa lista (junto com Juventus e Portuguesa em São Paulo)?
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– O Discurso de Parreira sobre Dunga

Parreira disse que Dunga está no caminho certo como treinador da Seleção Brasileira, pois “está aprendendo a jogar sem bola”.

Ok, concordo com Carlos Alberto Parreira. Mas percebam: depois do título do Mundial de 1994, exceto a sua boa passagem como treinador do Corinthians, qual foi o último grande trabalho de Parreira?
No discurso, Parreira é ótimo! Mas como treinador da Seleção em 2006 e coordenador técnico em 2014, os trabalhos práticos foram ruins.

Gosto dele, e escrevo esta leve crítica com pesar. A primeira vez que tive contato com Parreira foi em 94, logo após o título do Tetracampeonato Mundial, em um evento de Marketing Esportivo realizado pela finada Gazeta Mercantil. Estávamos só nós dois no saguão do hotel, tomei a liberdade de cumprimentá-lo e começamos a conversar. Na hora do início dos trabalhos, quando estava me despedindo dele, me disse: “Jovem, batemos papo até agora e você vai embora? Nada disso, vamos sentar juntos!”.

Uma honra! Mas, hoje, creio que na teoria Parreira se sai melhor do que na prática quanto aos seus ideais de futebol. Aliás, todos têm o seu auge e seu momento de retirada dos holofotes.

Felipão que o diga. Sua volta ao Palmeiras e à Seleção Brasileira forão vexatórias. E se não tivesse voltado, seria eternamente elogiado!

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– Fim dos Adicionais e pressão no Bussaca?

A CBF decretou o fim dos AAA para 2015 (árbitros assistentes adicionais). Segundo Sérgio Correa da Silva, presidente da Comissão de Árbitros, ”o custo-benefício era alto pelos resultados apresentados”.

A experiência durou 3 anos e, mesmo implantada, não era de bom grado pelo que se ouvia nas declarações de gente da CA-CBF.

A ideia dos AAA é boa! Embora, sou sincero: eu os preferia à direita dos goleiros, não à esquerda, tão próximo dos Árbitros Assistentes (os bandeiras). Do outro lado das metas, menos povoado, eles seriam mais úteis.

Claro, os Adicionais trouxeram vantagens e desvantagens: com eles, diminuiu-se o número de “agarra-agarra” dentro da área, facilitou a vida do árbitro em lances próximos a linha de meta e, evidentemente, foram dois olhos a mais para ajudar o juiz central.

O problema maior foi: a competência deles! Muitas vezes o árbitro foi prejudicado por informações e interpretações equivocadas dos AAA. E repare: quando eles eram jovens, faltava confiabilidade. Mas quando eram rodados, os erros também aconteciam. Vide o árbitro FIFA Ricardo Marques Ribeiro, trabalhando como AAA, no gol não confirmado ao Goiás contra o Santos no Pacaembu.

Uma pena que não deu certo no Brasil. Tal medida seria positiva com entrosamento entre as equipes de arbitragens! São 6 elementos reunidos apenas 2 horas antes do jogo; não há plano de trabalho que se tenha sucesso. E como não existe treino para árbitro (treino é o próprio jogo), o futebol é quem acaba perdendo…

Importante: na Folha de São Paulo de Sábado (18/10), na coluna Painel FC, há a informação: o chefe dos árbitros da FIFA, Mássimo Bussaca, está com a corda no pescoço devido aos seus superiores desaprovarem o episódio da confusão da orientação de mão na bola e bola na mão no Brasil. Pode até perder o seu emprego!

Que estrago está se fazendo na arbitragem não só brasileira, mas mundial, não?

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– E se Rio Ferdinand jogasse no Brasil? Sobre a indisciplina e o exemplo!

A Federação Inglesa de Futebol cobra “fair play” (jogo limpo, comportamento adequado) a todos os participantes do seu ambiente de trabalho. Isso se refere a jogadores, árbitros, dirigentes e treinadores. Uma das suas mais belas campanhas foi a “RESPECT”, para que não se ofendesse os árbitros de futebol durante as partidas, e praticou iniciativas de melhora da imagem dos apitadores levando os juízes às escolas, orfanatos e outras entidades e eventos.

Eis que o zagueiro Rio Ferdinand, atualmente no Queens Park Rangers, ao ler no Twitter um comentário de um torcedor de que o QPR precisava contratar um zagueiro, respondeu escrevendo um tuíte com uma “ofensa à mamãe” dele.

O Comitê disciplinar não gostou e o intimou a se defender formalmente em uma semana, pois tal conduta é “inaceitável a um esportista”.

E se fosse aqui?

Cartolas colocam em xeque a credibilidade do Brasileirão publicamente, ofendem os árbitros, levantam e criam teorias conspiratórias e nunca acontece nada.

Só para lembrarmos de alguns casos: o goleiro Felipe, ex-Santos, ao ser chamado de “mão de alface” também no Twitter, respondeu que o salário que o torcedor ganhava no final de mês ele gastava com seus cães em ração…

Aliás, se Dunga fosse treinador na Inglaterra, o “gesto do nariz” contra o massagista argentino não ficaria barato.

Os ingleses estão certos ou exageram na dose? Deixe seu comentário:
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– Análise da Arbitragem de Brasil 4 x 0 Japão e demais pitacos. Como foi o árbitro?

Ufa! Há quanto tempo não vemos seguidamente dois jogos agradáveis da Seleção Brasileira, não?

Mas ainda precisamos ter calma. Dá para melhorar muito mais!

Na partida, além dos 4 gols do Neymar sobre uma Seleção mesclando novatos e veteranos e em reformulação como a japonesa (desfalcada dos seus principais jogadores: Kagawa e Uchida), vale observar algumas coisas da arbitragem:

O árbitro foi Shamsul Maidim, de Cingapura, que apitou pela 1a vez um jogo internacional usando o escudo da FIFA. Fraquinho, mas não comprometeu pelo placar avantajado e pela costumeira disciplina dos jogadores do Japão. Um árbitro estreante de um país de pouca cultura de futebol deveria apitar uma partida de seus vizinhos não tão expressivos como o seu, futebolisticamente falando. Eu o escalaria em um jogo como Malásia x Tailândia, por exemplo, não em confronto que envolvesse uma Seleção famosa. Quando exigido, errou em dois lances:

Pênalti a favor do Japão, após Luiz Gustavo deliberadamente pular e deixar a mão na bola. Estava em cima da linha e o árbitro não marcou.

Bitoque de Neymar em um lance curioso: Neymar cobra a falta, a bola bate na trave e volta para Neymar. Ora, para que ele possa tocar na bola novamente, ela deveria ter sido tocada por um outro adversário ou companheiro, já que a trave é neutra. Deveria ser marcado naquele momento tiro livre indireto a favor do Japão.

Enfim: não dá para crucificar o juizão, pois, pela tradição do seu país, fez mais do que se poderia esperar.

Contra a Argentina, apitou um chinês. Contra o Japão, um cingapuriano. Ambos jogos em gramado ruim. Será que a CBF não poderia exigir algo melhor, no apito e na qualidade da grama? Ô economia burra…
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– Seleção Brasileira ou Manchester United valem mais?

A Adidas venceu a Nike e patrocinará o poderoso Manchester United na Inglaterra. O contrato será de 1,2 bilhão de dólares por 10 anos (ou, se preferir, R$ 300 milhões anuais).

Já a Nike paga R$ 568 milhões por 15 anos à Seleção Brasileira. Ou seja: R$ 37,86 milhões anuais.

Será que, mesmo sendo um clube inglês tão forte e o Escrete canarinho estar em má fase, a diferença de 8 vezes não é surreal?

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– Santos e a Grana do Neymar

Depois de tanto “disse-me-disse”, se descobriu que o pai do Neymar levou milhões de dólares para fechar na surdina com o Barcelona, sem comunicar o Santos e antes mesmo da definição do negócio entre os clubes.

Reclamamos da má fé de muitos empresários e de clubes de futebol. Por parte dos jogadores, isso também acontece, mas com cifras e modo como foi feito, não é tão comum.

Aqui, o dilema ético: quer dizer que Neymar Jr já tinha embolsado uma grana altíssima do Barcelona dias antes de perder por goleada em Tóquio no Mundial de Clubes?

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– Pênaltis em Efervescência! Sobre Brasil 2 x 0 Argentina, Botafogo 1 x 0 Corinthians e Palmeiras 2 x 1 Grêmio

Há dias em que os erros de arbitragens se concentram em um único tipo de jogada: por exemplo, numa quarta só lances de “bola na mão”; em um domingo, só jogadas de expulsões; e, nesse sábado, pontualmente tivemos 3 jogos importantes com 3 pênaltis discutíveis.

Vamos comentá-los, além de algumas análises de outras discussões das partidas?

1) BRASIL 2 X 0 ARGENTINA

Superclássico das Américas jogado sobre gritos de torcedores com sotaque Mandarim? É o mundo dos negócios… Gostaria de ver a antiga Copa Roca jogada no Maracanã ou no Monumental de Nuñes, em data FIFA sem prejudicar os campeonatos nacionais. Aliás, imagino a torcida e a diretoria do Santos por pagar um alto salário ao Robinho e vê-lo entrar em campo aos 50m do 2o tempo…

Sobre o jogo: Péssima arbitragem do chinês Fan Qui. Respeitosamente, mas era um juizão “Xing Ling”. Não acredito que com aquele nível técnico possa ostentar o escudo FIFA. Seria legítima a honraria ou produzida em Pequim mesmo? Custa tão caro trazer um juiz europeu ou sulamericano para apitar tal importante jogo?

Aos 6 minutos de jogo, pênalti claro para a Argentina. Agüero é travado por Miranda, e o árbitro manda seguir. A propósito, a todo instante sinalizava vantagem na jogada (até quando não existia falta), abrindo os braços como se fizesse um aviãozinho.

Entretanto, aos 39 minutos, o árbitro compensou: Danilo disputa a bola com Di Maria, a acerta limpamente colocando-a para escanteio e o árbitro inventa um pênalti. Errou. Na cobrança, um detalhe muitíssimo curioso: Messi bateu, Jeferson espalmou e um argentino pegou o rebote, chutando para fora. Mas o árbitro não deu tiro de meta, ele incrivelmente reiniciou o jogo com um tiro livre indireto!

Falta não houve. Invasão de área tampouco. Não quero crer, mas só posso acreditar que ele marcou IMPEDIMENTO do argentino, que aparece sozinho para o rebote! Ao menos, o gestual foi esse (e nada repercutiu pois os brasileiros comemoravam a defesa do goleiro e os argentinos lamentavam a cobrança). Mr Fan Quin tem que voltar para a escolinha…

A se observar:

  1. a) Dunga ironizando o massagista argentino com um gesto de quem “cheira cocaína”;
  2. b) Messi ignorando a troca de camisas com Kaká num lamentável desprezo; e,
  3. c) Elias xingando o árbitro em português no intervalo de jogo, que respondia com largos sorrisos por nada entender.

Unfair Play total…

2) BOTAFOGO 1 X 0 CORINTHIANS

O Fogão enfrentou o Timão em Manaus, com umidade surreal e gramado ralado. Sem salários pagos, com o presidente internado por culpa de uma crise de labirintite e demissões em massa, teria o time levado o jogo para a Amazônia para a renda não ser confiscada caso o jogo fosse no Maracanã? Talvez sim.

Se no sábado de manhã a arbitragem chinesa foi mal na marcação ou não de pênaltis, a tarde o árbitro goiano André Luís de Castro Freitas acertou na marcação do tiro penal pela mão na bola de Fábio Santos. Nada de “inventar regra” ou “deturpar a orientação” da FIFA: a bola é chutada e o corinthiano pula com os braços de uma forma não convencional – o braço e a mão indo em direção a orelha, meio que desengonçado, sem evitar que a bola bata nele. É esse o perfeito exemplo de movimento antinatural, de intenção disfarçada, que se deve marcar a infração e o pênalti.

Apesar do elogio, fico na dúvida: mérito do árbitro ou do adicional, que estava em boa posição?

A curiosidade desse jogo é que o Corinthians ganha do líder Cruzeiro no Mineirão e perde do lanterna Botafogo com 10 jogadores…

3) PALMEIRAS 2 X 1 GRÊMIO

Nos anos 90, as equipes do Felipão eram recordistas em número de faltas. Lances de matar o jogo, não-violentos mas numerosos. O Grêmio de hoje não foge a risca na quantidade de infrações, mas as faltas estão cada vez mais violentas. Como o Tricolor Gaúcho mete o pé! Pilhado, maldoso e antidesportista: eis o que o time gaúcho mostra em campo pelos jogadores ou dirigentes (e, também, pela sua torcida organizada – vide episódio da morte do Fernandão e do Racismo cometido contra o Aranha).

Aos 9 minutos, a bola é alçada na área e Barcos pula juntamente com Valdívia. O chileno pula e a bola supostamente bate na mão. Vendo e revendo várias vezes, fico na dúvida se bateu na mão ou na cabeça do palmeirense. Mas importante: mesmo se a bola tivesse batido na mão, me pareceu involuntário, diferente do lance de movimento antinatural do jogo do Corinthians. Errou o árbitro Sandro Meira Ricci. E tenho a pulga atrás da orelha: o adicional dele, em frente a jogada, o auxiliou? Não sabemos…

Pior ainda foi a pipocada para a não expulsão de Fellipe Bastos. Como bateu! Árbitro de Copa do Mundo não pode pipocar desse jeito e se acomodar em não expulsar jogador só porque é 1o tempo. Felipão, que não é bobo, sacou o jogador ainda aos 28 minutos para não ficar com 10 jogadores. Segundo grave erro para prejuízo do Palmeiras.

No segundo tempo, Barcos disputa com Cristaldo, vai cometer (ou não) a falta mas o palmeirense se antecipa e se joga. O gremista leva o segundo amarelo e é expulso. Errou de novo, agora, prejudicando o time do Sul.

Nos lances de cartões amarelos em sequência nas faltas em Valdívia, aí sim Ricci acertou. Eram lances para pegar o gringo, tem que receber o cartão. Errados estão os jogadores gremistas em entrar na milonga e darem botinadas.

Por fim, me chamou a atenção que, após o fim de jogo, Valdívia e um diretor do Grêmio estavam em frente ao sexteto de arbitragem falando poucas e boas, ambos reclamando da arbitragem.

O que aconteceu com Sandro Ricci? Depois de um irretocável Mundial está apitando como novato. É péssima fase ou mudança de estilo? Desejo muito a volta aos gramados do Ricci aspirante a FIFA, com a faca entre os dentes e apitando muito.

E você, o que achou dos jogos? Deixe seu comentário:

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– 1 ano depois que o Árbitro Profissionalizou…

Já faz um ano que alguns árbitros, ilusoriamente, comemoraram a profissionalização da categoria.

Mas mudou o quê?

Leia sobre o que escrevemos na oportunidade:

A REGULAMENTAÇÃO DA PROFISSÃO DE ÁRBITRO DE FUTEBOL

Vejo muita gente comemorando a regulamentação da profissão de árbitro de futebol. Mas quem milita no meio sabe que esse projeto sancionado pela presidente Dilma Rousseff é, na verdade, uma hipócrita e demagógica ação que nada mudará no dia-a-dia dos árbitros de futebol, tampouco trará melhorias práticas.

Assustou com minha opinião? Explico a ilusão desse projeto:

1 – Ao árbitro será permitido se associar em cooperativas de trabalho e sindicatos. Mas já não é assim? E, pasmem: se um árbitro não se sindicalizar e/ou cooperar, não apita jogos profissionais nesse país! No Rio de Janeiro, Jorge Rabello, funcionário da FERJ, é o responsável pelo departamento de árbitros da entidade. Porém, é ele quem dirige o Sindicato e a Cooperativa de lá! Em São Paulo, Arthur Alves Júnior é o presidente do Sindicato dos Árbitros e Silas Santana trabalha na Cooperativa, sendo que ambos são funcionários da FPF! Claro que tudo está dentro da lei; e, mesmo sendo legal, poder-se-á contestar: não é imoral? A mim, tal situação desagrada muito, já que entendo como incompatibilidade de cargos. Se o árbitro tiver que brigar com a Comissão de Árbitros de SP ou do RJ, e quiser recorrer ao Sindicato, terá que recorrer à mesma pessoa. Dá para imaginar o Rabello do Sindicato discutindo com o Rabello da Federação Carioca?

Reforço: nada contra essas pessoas, mas entendo ser impossível que se tenha condição de trabalhar antagonicamente em cargos tão distintos, sendo o mesmo dirigente.

2- A Lei reza que o árbitro poderá trabalhar em Ligas e Entidades de prática do Futebol. Ué, cadê a novidade?

Na verdade, se festeja única e exclusivamente o fato de que, no papel, existe uma profissão chamada de “árbitro de futebol”. A lamentar que nada se fez para que o árbitro receba FGTS, tenha direito a 13o e Férias, fruto de registro na Carteira de Trabalho, sendo as Federações e/ou a CBF o(s) patrão(ões).

Aliás, me causa curiosidade: por quê os Sindicatos e Cooperativas que agora podem representar o árbitro (mas que já representavam) não lutam para que as Federações e a Confederação assumam o árbitro como empregado? Que banquem os treinos para melhorar o desempenho em campo e os assumam como funcionários profissionais para que se dediquem integralmente a profissão e não cometam tantos erros.

Reitero: a Lei é demagógica, já que ilude o cidadão comum a pensar que algo vultuoso foi feito; e hipócrita, pois se comemora para disfarçar o que está em situação calamitosa, que é a péssima condição dos árbitros do Brasil, resultando em arbitragens no nível que se vê.

Gozado: para apitar em São Paulo, os árbitros assinam um documento de próprio punho dizendo que são prestadores autônomos de serviços aos clubes, sendo que a FPF é quem os paga, via Sindicato (descontando-se taxa sindical), alegando que o dinheiro é repassado das verbas que o clube receberia a fim de evitar calote.

Isso não é contestado por quê?

Portanto, torcedor comum, não se anime: nada mudará nos jogos que você assistir. E aos árbitros, vale o lembrete: você não ganhou nada com a nova lei.

Invejo a Inglaterra. Lá sim o árbitro é profissional, com contrato de trabalho e tudo mais.

Abaixo, compartilho o texto da lei:

LEI nº 12.867, DE 10 DE OUTUBRO DE 2013

Regula a profissão de árbitro de futebol e dá outras providências.

A PRESIDENTA DA REPÚBLICA

Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º
A profissão de árbitro de futebol é reconhecida e regulada por esta Lei, sem prejuízo das disposições não colidentes contidas na legislação vigente

Art. 2º
O árbitro de futebol exercerá atribuições relacionadas às atividades esportivas disciplinadas pela Lei no 9.615, de 24 de março de 1998, destacando-se aquelas inerentes ao árbitro de partidas de futebol e as de seus auxiliares

Art. 3º
(VETADO)

Art. 4º
É facultado aos árbitros de futebol organizar-se em associações profissionais e sindicatos.

Art. 5º É facultado aos árbitros de futebol prestar serviços às entidades de administração, às ligas e às entidades de prática da modalidade desportiva futebol.

Art. 6º
Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 10 de outubro de 2013;

192º da Independência e 125º da República

DILMA ROUSSEFF

Manuel Dias

Aldo Rebelo

Luís Inácio Lucena Adams

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– Michael Phelps, Jobson, as Drogas e os Esportistas

 O megacampeão da natação Michael Phelps foi flagrado recentemente fumando maconha. Para piorar, perdeu a Carteira de habilitação por dirigir bêbado. Agora, se internou numa clínica de recuperação.

Ao menos, tomou medidas necessárias e percebeu o grande prejuízo que estava ocorrendo em sua carreira. E não só nela, mas na sua vida pessoal!

Veja no campo futebolístico: Mário Jardel perdeu tudo após as drogas; Jobson, atacante, de inúmeras oportunidades, também.

Vemos que o vício é um problema social que atinge todas as camadas. E o mais difícil ainda é quando pessoas sem suporte psicossocial estão fragilizadas e são levadas a essas tentações.

Imagine quantos garotos que enriquecem repentinamente e, de uma hora para outro, estão rodeados por mulheres, carrões, fama e… aproveitadores!

Será que os clubes de futebol estão preparados para evitar o surgimento de novos Jardéis e Jobsons? Promovem estrutura para prevenção?

O certo é: em qualquer ramo, devemos ensinar nossas crianças a fugirem das drogas lícitas e ilícitas. E sem vacilar!
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– E a Lusa já caiu (em vários sentidos)!

A Portuguesa está no fundo do poço. Nem o mais fanático e otimista torcedor acredita na salvação do rebaixamento da Série C.

Cresci aprendendo que a Portuguesa era o menor dos grandes clubes paulistas. Mas era grande!

De conquistas memoráveis como a honraria da conquista da Fita Azul, a comunidade Lusa foi se apequenando. Nos últimos tempos, me recordo de conquistas como o Vice-Campeonato Paulista de 85 e o Vice-Campeonato Brasileiro contra o Grêmio em 96. Depois disso, passou a clube médio e, com dor no coração, admitamos: se tornou um clube pequeno hoje.

Se fosse apenas uma fase, vá lá. Mas é uma constância retrógrada! Falida financeiramente, desgraçada na tábua de classificação e um arremedo politicamente.

Não usemos como causa o rebaixamento da Série A para a B. Isso foi consequência dos desmandos e da bagunça que impera no Canindé, não causa dos males.

A verdade é: hoje, a Lusa está no mesmo patamar que o Juventus nos anos 80, ou seja, o segundo time do coração, o simpático que é fraco, que se torce mas que se sabe que não vencerá.

Imaginemos que Palmeiras e Botafogo, em crise também, não estejam (ainda) sofrendo esse mesmo processo. Mas lembremo-nos que na Europa clubes tradicionalíssimos se apequenaram, como o ex-gigante alemão Nuremberg, o bicampeão da Champions League Notthingam Forest, entre outros.

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– Pé de Obra barato e qualificado?

Nas 10 principais ligas europeias, o Brasil está quebrando o recorde de número de estrangeiros atuando por lá: 281!

Nossos hermanos argentinos seguem na vice-liderança: 133.

Nos 10 campeonatos, só não somos o maior grupo no Inglês, Holandês e Espanhol. Vide abaixo os 3 principais grupos por liga:

PORTUGAL – 100 brasileiros, 12 espanhóis, 10 argentinos.

ITÁLIA – 40 brasileiros, 38 argentinos, 19 franceses.

UCRÂNIA – 27 brasileiros, 3 argentinos, 3 portugueses.

RUSSO – 21 brasileiros, 5 portugueses, 4 argentinos.

TURCO – 19 brasileiros, 16 alemães, 8 argentinos.

FRANÇA – 18 brasileiros, 11 argentinos, 8 portugueses.

ALEMANHA – 16 brasileiros, 13 espanhóis, 6 franceses.

INGLÊS – 35 franceses, 22 argentinos, 13 brasileiros.

ESPANHA – 32 argentinos, 24 brasileiros, 22 portugueses.

HOLANDÊS – 6 alemães, 3 brasileiros e 3 argentinos.

(fonte: Revista Placar, ed out/14, pg 54)

Qual seria o motivo de, apesar do reconhecido ruim momento técnico, sermos tão numerosos? O custo benefício baixo (jogadores medianos com salário pequeno para os padrões europeus) ou a oferta muito grande de jovens atletas brasileiros no mercado europeu, sendo contratações baratas?
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