– São Bento 1×1 Corinthians e o Chilique do treinador

Paulo Roberto é um dos bons treinadores do Interior de SP. Estrategista, trabalhador, mas com um defeito incorrigível: polêmico!

A primeira vez que eu apitei um jogo dele foi quando dirigia o Rio Claro. Tive que expulsá-lo pelo mau comportamento. E entre os árbitros da minha e da nova geração é unânime: Paulo é muito chato durante as partidas.

Depois da sua última passagem pelo Guarani e de um problema de saúde, ele havia mudado. Estava mais calmo, quase “low profile” no São Bento. Focado e sem “causar”, está fazendo um grande trabalho no Bentão.

Só que contra o Corinthians…

Reclamou do gol de empate do Corinthians (lance legal, o zagueiro do São Bento vai dividir com o adversário corintiano e pede uma “cama-de-gato” que não ocorreu, já que o corintiano não tenta derrubá-lo mas é ele quem força a queda por não conseguir dominar a bola). Depois disso, pede pênalti inexistente no centroavante Anderson Cavalo. Por fim, após o término da partida, fez papelão peitando o árbitro com dedo em riste.

Pra quê?

Seu time não segurou a pressão do Corinthians. Normal. O bom árbitro Vinícius Dias cumpriu a regra e ainda foi ameaçado. Paulo Roberto tem essa mania de se sentir perseguido, de não reconhecer méritos das outras equipes e sempre criar um factoide de confusão. Tem sido assim sistematicamente, apesar da fase produtiva de calmaria.

Que se emende, pois suas reclamações não procedem. Para chegar a time de elite, não deve fazer tal “circo” nas partidas.

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– Cartão Amarelo para a Cobra, para o Loko ou para ninguém?

Coisas inusitadas do Futebol: em Lins, pelo Paulistão da Série A1, jogavam Linense x Água Santa. Eis que durante o jogo necessitou-se de uma paralisação pois havia uma cobra em campo. O árbitro Leonardo Ferreira Lima pediu para que os jogadores se afastassem e solicitou que funcionários do estádio tomassem providências. Durante a pausa, o jogador Éder Loko deu “uma bicuda” na serpente que voou de dentro do gramado para fora quase atingindo os maqueiros.

Resolvida a questão, o jogo prosseguiu normalmente. Mas aí vale uma questão curiosa: apesar de ter solucionado o problema, Éder Loko desobedeceu a ordem do árbitro e colocou a integridade dos maqueiros em risco. Mereceria um cartão amarelo?

Conheço alguns árbitros que certamente dariam a advertência acompanhada de uma bronca por não cumprir a ordem do juizão. Conheço outros que agradeceriam por agilizar a resolução da pendenga.

Sinceramente?…

Cartão amarelo para a cobra! Quem mandou ela entrar em campo sem autorização?

Olha o momento do chute nela, extraído do UOL.com:

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– Os Salários dos Jogadores de Futebol no Brasil de 1998 a 2015

Uma comparação pertinente sobre quanto recebem os jogadores profissionais em nosso país.

Surpreendente!

No ano 2000, defendi minha dissertação de Mestrado sob o título: “O Novo Processo Administrativo do Futebol Brasileiro Frente a Profissionalização do Gerenciamento dos Clubes”. Dentre alguns aspectos abordados, quis escrever sobre a desigualdade salarial dos atletas. Na época, com a Internet ainda nascendo por aqui, com muito custo consegui junto a CBF os números oficiais de 1998.

E vejam que interessante: segundo a entidade, existiam 14555 atletas profissionais no Brasil. Em 2015, segundo o que a própria CBF divulgou publicamente ontem, o número é de 28203 atletas. Ou seja, em 17 anos o número quase que dobrou.

No meu trabalho, baseado em salário mínimo da época (R$ 130,00), os números mostravam que apenas 4,3% dos jogadores recebiam mais de R$ 2.600,00 (ou seja: 20 SM). Com a inflação do período, os números mudaram bastante. Veja os índices abaixo sobre os salários:

ANO 1998, 14555 JOGADORES PROFISSIONAIS

Até 1 Salário Mínimo: 52,9% dos atletas.

Entre mais de 1 SM até 2 SM: 30,5%.

Entre mais de 2 SM até 5 SM: 7,9%.

Entre mais de 5 SM até 20 SM: 4,5%.

Mais de 20 SM: 4,2%.

ANO 2015, 28203 JOGADORES PROFISSIONAIS

Até R$ 1.000,00: 82,4% dos atletas;

Entre R$ 1.000,01 a R$ 5.000,00: 13,68%;

Entre R$ 5.000,01 a R$ R$ 10.000,00: 1,35%;

Entre R$ 10.000,01 a R$ R$ 50.000,00: 1,77%;

Entre R$ 50.000,01 a R$ 200.000,00: 0,68%;

Entre R$ 200.000,01 a R$ 500.000,00: 0,12%

Acima de R$ 500.000,00: 0,004% (ou, se preferir, oficialmente um único atleta).

E aí: impressionado com tais números ou são valores condizentes com o abismo da distribuição de renda de todos os setores sociais do Brasil?

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para União Barbarense x Paulista

Demétrius Pinto Candançan, 43 anos, professor de Educação Física, 15 anos de arbitragem, apitará o confronto entre Leão da 13 x Galo da Terra da Uva.

Natural de Carapicuíba, Demétrius é árbitro frequente nas escalas da série A2 e A3. Já esteve na A1, mas uma séria contusão o atrapalhou nesse período. Quando voltou, se firmou na divisão de acesso. O árbitro tem bastante experiência, não solta o jogo demasiadamente (apita muitas faltas, e pelas dimensões do estádio de Santa Bárbara do Oeste, creio que serão muitas), mas não aplica muitos cartões em condições normais. Uma curiosidade: Demétrius é bom jogador e seu irmão, André Pinto, foi centroavante na Portuguesa e em diversas equipes brasileiras e no exterior.

Enfim: bom árbitro e boa pessoa.

Eduardo Vequi Marciano, 38 anos, contador e que já esteve diversas vezes no Jayme Cintra com boas atuações (a última foi na abertura do Campeonato, contra o Bragantino) será o assistente 1. Bruno Munhoz, 28 anos, microempresário e apenas há 4 anos bandeirando, será o assistente 2 (somente o 6o jogo nesta divisão na carreira). Rafael Emílo Acerra, 34 anos, 10 anos de FPF, professor de Educação Física e, apesar do tempo de formação, tem poucos jogos no histórico, será o quarto-árbitro.

Desejo boa sorte ao quarteto de arbitragem.

Em tempo: desde o jogo de Paulista x Portuguesa, é notória a mudança do padrão de escalas. Percebe-se que a Nova Comissão de Arbitragem está mudando os rumos ditados pelo Cel Marinho e Arthur Alves Jr, ambos demitidos. Tomara que sejam melhores caminhos, como se tem percebido.

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– O juizão que abandonou o campo na Bundelisga!

Mais um acontecimento atípico no futebol: no Campeonato Alemão, jogaram Bayer Leverkusen 0x1 Borussia Dortmund, com muita reclamação da arbitragem por parte do treinador Roger Schmidit, técnico do Leverkusen.

O curioso é que o árbitro Felix Zwayer tomou uma atitude inusitada! Ele expulsou o treinador que se queixava, mas o mesmo não queria sair de campo. O que fez o juizão? Saiu ele próprio, junto com os bandeiras e o quarto árbitro!

Depois de 13 minutos, com o aceite do treinador em sair de campo, o quarteto voltou a campo e terminou o jogo.

Pode?

Se um jogador discordar de uma decisão do árbitro e impedir a continuidade do jogo, o árbitro deve esperar 5 minutos pelo aceite. Caso isso não ocorra, ele encerra a partida e registra em súmula.

Sair de campo e voltar? Nunca vi.

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– Jogador expulsa Árbitro! Na Turquia…

Hilário. Na partida entre Galatasaray 2×1 Trabzonspor, o gol decisivo surgiu de um pênalti duvidoso. O atacante do Galatasaray perde a bola em uma disputa com o zagueiro do Trabzonspor e cai.

Tranco legal ou empurrão?

O interessante é que o árbitro Deniz Bitnel marca a infração, e o camisa 39 Pedro Cavanda (que cometeu o suposto pênalti) vai reclamar e o empurra. Imediatamente o juizão mostra o Cartão Vermelho e na confusão perde o cartão errando o bolso que o guardava! Eis que o atleta do time prejudicado, Salih Dursun – camisa 24, não bobeia e pega o cartão, expulsando o árbitro (e com boa postura)!

Veja o vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=mCBd-P3LJX4

– SPFC 1×0 Rio Claro: E se a bola bater sem querer é falta?

Cuidado com o que você ouve sobre pênalti de mão na bola da nova regra. Isso não existe!

Digo isso pois na partida entre São Paulo x Rio Claro neste último domingo, a expressão inoportuna apareceu de forma perigosa na TV.

Explico: no primeiro tempo, uma bola foi chutada para o ataque do SPFC. Um jogador do Rio Claro a intercepta com o pé; por ter vindo rápida e com força, ela sobe e bate despretensiosamente em seu braço. Não foi mão intencional! Assim, não foi infração mas lance normal e “segue o jogo”!

Entretanto, ouvi o amigo ex-árbitro Paulo César de Oliveira (que respeito demais) comentando na Rede Globo que seria falta sim pois o braço aberto dá uma vantagem ao jogador. O narrador Cleber Machado ainda argumentou falando sobre a “dificuldade da nova regulamentação” mas de nada adiantou.

Ora, a Regra não mudou. O fator decisivo para se marcar uma mão na bola continua sendo a seguinte avaliação: o atleta teve intenção de tocar a bola com as mãos ou foi sem querer? A FIFA apenas orientou: tome cuidado com o jogador que fizer um movimento antinatural com os braços para ludibriar a arbitragem; ou seja, aquele que usar as mãos intencionalmente disfarçando que foi sem querer (como pular para disputar a bola com os braços esticados para cima, ter tempo para evitar o contato com o braço ou não, entre outras situações).

Dessa forma, uma bola veloz que desvia no pé de um jogador e bate em seu braço sem querer não pode ser considerada movimento antinatural tampouco intencional. Acertou o juizão em campo e errou o árbitro em seu comentário.

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– Análise da Arbitragem de Paulista 2×2 São Caetano

Jogo muito corrido, disputado e faltoso. Foram 7 Amarelos e 2 Vermelhos, com 46 faltas. O 1o tempo foi mais fácil para a arbitragem, o 2o nem tanto.

Márcio Roberto Soares esteve seguro, concentrado, sem ser espalhafatoso. Soube ser discreto. Gostei do que vi, em especial a sua qualidade em aplicar muito bem a lei da vantagem por duas vezes, em ataque do São Caetano.

Os cartões foram todos muito bem aplicados, mas um ficou faltando, abaixo descrito. (vide ao final da postagem).

Três lances polêmicos:

1- Jader (PFC) avança na área, parte para o drible e Sandoval (SCE) tenta lhe roubar a bola. Houve um leve contato físico, sem desequilibrar o atleta que se jogou. O árbitro corretamente aplicou cartão amarelo.

2- Felipe Piovesan (PFC) chuta a bola para o gol e Bruno Recife (SCE) “defende a bola”, a espalmando. Pênalti bem marcado mas faltou o segundo cartão amarelo (que resultaria na expulsão do jogador).

3- No final da partida, no meio do bololô, sobra um braço do atleta do São Caetano na bola. Bateu involuntariamente ou foi movimento antinatural da mão na bola? Lance dificílimo!

O bandeira Claudenir Donizete, embora pareça estar acima do peso, é o “falso gordo”. De todas as vezes que o vi em Jayme Cintra (e foram algumas), sempre trabalhou muito bem! Ajudou o árbitro na marcação de faltas quando precisou e foi bem nos impedimentos.

Abaixo, nossos rascunhos dos cartões durante a partida:

23m – Jader X Sandoval – o atacante vai para o drible, o zagueiro disputa a bola e Jader força a queda. Não houve contato físico SUFICIENTE para a infração, o atleta abdicou da continuidade da jogada. Juizão marcou simulação corretamente e aplicou Cartão Amarelo.

35 minutos – Mamadeira está no contra ataque e é empurrado por Paulo Fernando. Cartão Amarelo bem aplicado.

44m – Brener dá um carrinho em Junior Alves e é advertido por cartão amarelo. Correto.

51m – Neto reclamou acintosamente de uma bola que não saiu na lateral, gesticulando e falando demais com o bandeira 2. Corretamente ele aplicou cartão Amarelo e marcou tiro livre indireto.

53m – Amarelo para Arthur do Paulista, por falta temerária na lateral.

58m – Amarelo para Bruno Recife por falta temerária no ataque do Paulista

70m – Neto, aquele mesmo do Cartão Amarelo por reclamação ao bandeira, matou o contra-ataque de Felipe Piovesan, quando partia sozinho em ataque. Recebeu vermelho.

75 m – Edinho chuta vantagem para Cleber. Não há vantagem, volta o lance e marcou a falta.

77 m -Bruno Recife cai após o chute de Piovesan e desvia a bola usando a mão intencionalmente. Foi pênalti. Faltou Vermelho pois Bruno tinha Amarelo.

78 m- Sandoval empurra o jogador do Paulista , discute com todo mundo, ameaça agredir e é contido pelos seus companheiros. Não teve jeito – vermelho.

85m – Edinho – Amarelo por reclamação.

91m – uma bola que bateu (ou foi rebatida pelo uso antinatural das mãos)? Realmente o lance é duvidoso.

Paulista 2×2 São Caetano (Parcial)

Público: 1020 pagantes

Renda Líquida R$ 6020,00+

Renda Bruta R$ 3766,75 –

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– São Paulo dos anos 90 e da atual década de 10!

Que coisa o Tricolor Paulista, não? Em crise política, esportiva e financeira.

POLITICAMENTE porque Leco, o atual presidente, parece estar sem rumo no clube. Amarrado a alianças, tentando reconduzir a algum caminho pós-Aidar e refém de parceiros como Torcida Organizada e outros desafetos que viraram afetos.

ESPORTIVAMENTE pois o time não se acerta, joga mal com Centurión, acrescentando a sonolência de Ganso e a falta de carisma (e de futebol) de Michel Bastos. Bauza já começa a ser cornetado, sendo que, na verdade, o time é fraco.

FINANCEIRAMENTE um desastre, pois estouram as notícias nos jornais de que o clube deve salários da carteira, direitos de imagem e até pagamento de prêmio pela classificação à Libertadores!

Lembro-me que em 1993, o Estadão trouxe uma matéria mostrando o Laboratório de adaptação de atletas à altitude, preparando o time para jogar na Bolívia (e ganhar seus jogos, como fez). Era exemplo de vanguarda, cientificismo no futebol e modelo de estruturação.

Acho que os torcedores do clube do Morumbi devem estar saudosos desses áureos tempos…

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– Análise Pré-Jogo para a Arbitragem de Palmeiras x Santos

Jogo para gente grande! É assim que a FPF entende o clássico e escalou para arbitrá-lo o quarteto formado por Raphael Claus (um dos dois FIFA’s de SP), Emerson Augusto Carvalho (o bandeira da última Copa do Mundo) e Bruno Salgado Rizzo (que vem se destacando muito bem). O quarto árbitro será Luiz Vanderlei Martinuccio.

No 1o clássico do ano, entre Corinthians x São Paulo, a Comissão de Árbitros optou pelo FIFA Luiz Flávio de Oliveira. Isso indica que, no início da nova gestão da CEAF-SP, vale a prudência.

Claus é jovem e experiente, bom árbitro técnica e disciplinarmente. Não há preocupação (antes da partida iniciar) com a arbitragem.

Ficará a pergunta: nos próximos clássicos se dará oportunidade para árbitros mais jovens ou, devido ao trabalho ser iniciado quase em cima da hora, deixará para 2017 a fase de “testes de novos árbitros em clássicos”, já que o campeonato é curto?

Uma coisa é certa: Luiz Flávio foi poupado (acertadamente) para esse clássico por tudo o que ocorreu no 1o jogo da final da Copa do Brasil.

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem de Paulista x São Caetano. O que esperar do juizão?

Para o confronto entre o Galo da Terra da Uva contra o Azulão do ABC, apitará Márcio Roberto Soares, que venceu o sorteio competindo com Douglas Marques da Flores, o árbitro que foi a “menina dos olhos” da Comissão de Árbitros antiga da FPF mas que não se firmou ainda como bom nome.

Márcio é ótimo juiz, apita bem concentrado, sabe fazer cara feia em campo para advertir jogador e é bom tecnicamente. Apita jogos considerados fáceis na A1 e de grau maior de dificuldade na A2 (é o seu 5o jogo em 6 rodadas desta divisão). Gostei da sua indicação.

Uma curiosidade: fui punido certa vez por Sérgio Correa da Silva, o cartola da CBF que hoje manda na arbitragem nacional, e escalado para um jogo Sub 15 entre Corinthians x Barcelona da Capela do Socorro no CT de Itaquera (onde hoje é a Arena). Placar: 11 x 0, com 5 gols de Lulinha, 5 gols de Dentinho e 1 de Boquita. Márcio estava começando a carreira e foi meu 4o árbitro, na única oportunidade em que trabalhamos juntos.

A punição? Se deveu a um jogo importante na A2 que reservo a não descrever o fato, mas que adianto: cumpri a Regra, fui elogiado, mas… ficará no reservado para alguns amigos.

Os bandeiras serão Claudenir Donizeti da Silva e Leandro Alves de Souza. O quarto-árbitro será Alysson Matias.

Desejo boa sorte à equipe de arbitragem e um grande jogo.

Acompanhe a transmissão de Paulista x São Caetano pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Marcelo Tadeu; comentários de Robinson Berró Machado e Heitor Freddo; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Na técnica Antonio Carlos Caparroz e André Luís Lucas. Sábado, às 19h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 18h00 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte!

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– Análise da Arbitragem de Paulista 2×0 Atlético Sorocaba

Boa arbitragem de Flávio Rodrigues Guerra na noite desta 4a feira.

Sob efeito suspensivo da punição que sofreu pela mentira da Súmula de Corinthians x Santos, havia uma certa desconfiança sobre o ritmo de jogo do árbitro. Entretanto, já no aquecimento se percebia que estava com vontade, disposto, motivado.

Com a faca entre os dentes, entrou vibrante na partida (algo que costuma ser um problema a ele: a falta de vibração). Gostei do que vi. Correu bastante, esteve bem posicionado e não marcou faltas inexistentes. Nos primeiros 8 minutos, foram 8 disputas de bola nas quais os jogadores das duas equipes tentaram cavar faltas sem sucesso. E em nenhuma delas os atletas esboçaram reclamações fortes, pois, afinal, o árbitro tem nome.

Foram apenas 12 faltas no 1o tempo (26 ao todo). Jader fez 3 faltas de ataque e tentou cavar (sem sucesso) outras 3 a seu favor. Na última, foi advertido verbalmente pelo árbitro e, eis que na jogada seguinte ele sofre uma falta real não marcada. Claro, de tanto forçar o árbitro ficou na dúvida.

Os cartões amarelos (Edinho, Valmir e Dinho) foram bem aplicados. Porém, faltou expulsar pelo segundo cartão amarelo Valmir, pois já tinha cartão amarelo, era a 7a falta dele no jogo e agarrou o adversário pelo pescoço, durante o ataque. Teria sido acomodação pelo lance ocorrer aos 46 minutos do 2o tempo?

O jogo não teve exigências maiores, sendo que a péssima pontaria de Eltinho e Cladir, somada à cordialidade dos atletas de Jundiaí, com a onipresença do árbitro, fizeram a partida se tornar fácil.

O bandeira 1 Marco Antonio Andrade Mota Jr equivocou-se em dois laterais difíceis e inverteu um tiro de meta por escanteio (este lance, fácil). Só que nos impedimentos em lances ajustados, foi muito bem.

O bandeira 2 Rafael César Fernandes teve boa participação no gol de Ramalho, aos 14 minutos, em lance difícil de impedimento, acertando a posição legal do jogador. Também esteve bem nas jogadas em sua frente auxiliando o árbitro.

O 4o árbitro Maicon Osvaldo da Silva não teve exigências maiores e passou despercebido.

Destaque negativo para as contas do Paulista Futebol Clube. Afinal…

656 pagantes

Renda Bruta: R$ 8.630,00+

Renda Líquida: R$ 2928,52 –, sendo que a FPF levou 7% da Renda Bruta.

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– O Pênalti não marcado em Erick no River Plate 2×2 Palmeiras

Já houvera dito a amigos: o chileno Julio Bascuñan é um árbitro fraco. Foi suspenso no Chile após decidir com um pênalti fantasma a partida entre Colo Colo 2×1 Huachipato em Outubro. Em Novembro, pelas Eliminatórias da Copa, após apitar Peru 1×0 Paraguai, foi xingado de todos os nomes por amarrar o jogo.

Enfim: aparentando estar acima do peso, na partida entre River Plate (URU) x Palmeiras (SEP), manteve a média, ou seja, apitou todas as faltas e supostas faltinhas. Encostou, era falta. Entretanto, não marcou o pênalti de R. Conceição em Erick.

Concordo que o atacante palmeirense, ex-Goiás, se notabilizou no ano passado em cavar pênaltis no Brasileirão. Porém, na noite de 3a, ele vai driblar o zagueiro e aparentemente vai simular, pois durante o drible ameaça cair. Só que, antes disso, o adversário deixa a perna, há o contato e o desequilíbrio, e só aí ele recolhe a perna. Isso é pênalti.

E por quê o juizão não marcou?

Por experiência, digo: ele “anteviu uma simulação”, e aí foi o erro. Não sei se já conhecia a fama do jogador, mas o “jogo de corpo” de quem vai cavar pode ter ludibriado o fraco árbitro. O certo é que antes de concretizar a tentativa de simulação, há o contato real do zagueiro Conceição que o derruba.

Assim, procedem as reclamações palmeirenses.

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– A Farsa da Chefia dos Árbitros da Conmebol

Dias atrás, aplaudimos a iniciativa do novo presidente da Confederação Sulamericana de Futebol em escolher Wilson Luís Seneme com chefe dos árbitros. TVs, Rádios e Jornais repercutiram a boa iniciativa.

Só que não é bem assim…

De fonte fidedigna, soube que Carlos Alarcón, o nefasto cartola que por muito tempo reinou na Comissão de Árbitros da Conmebol, continua no poder. Alejandro Dominguez, o novo presidente da entidade (da mesma linhagem e amigo dos ex-presidentes presos), que supostamente queria mudar a cara da Confederação, não consegue tirá-lo do poder, mesmo com o anúncio de Seneme.

Após alguns telefonemas e bate-papos com amigos, de todos que pudessem dar alguma informação real sobre a situação, é perceptível por mim que Alarcón, por saber de muita coisa do submundo da Conmebol, “não quer largar o osso”. E é justamente essa a sua força: a de uma chantagem sobre Alejandro Dominguez!

As escalas dessas rodadas iniciais da Libertadores, com muitos árbitros novos, teria sim o dedo de Seneme, que ainda não tem carta branca. Mas para a próxima rodada das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2018, Alarcón é quem escolherá os árbitros.

Faça a analogia do início do 1o mandato da presidente Dilma: eleita governante, ficou à sombra de Lula. Já nesse caso é um pouco mais contundente: Alarcón é o presidente informal, mas que reina de fato.

Sobre o caso Amarilla e tantos outros, sabemos que ele estava envolvido. O que mais fez de tão grave para ter essa força sobre tantos poderosos? Até onde usou de árbitros a serviço de picaretas? Quais são suas reais cartadas?

Enfim: se eu duvidava da lisura de Alejandro Dominguez por ser cria de Nicolas Leoz, não duvido mais. Tenho certeza de que é mais um do bando.

Me pesa ver a arbitragem sendo usada por picaretas. Para passarmos o futebol a limpo de VERDADE, precisamos oxigenar todos os cargos. Que reine a renovação (que teima em não acontecer).

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista x Atlético Sorocaba

Para a Rinha de Galo que ocorrerá em Jayme Cintra envolvendo os Galos de Jundiaí contra o de Sorocaba, apitará Flávio Rodrigues Guerra.

O árbitro de Penápolis, 36 anos, surgiu muito bem no cenário nacional, em um Palmeiras x São Paulo disputado em Ribeirão Preto, quando na oportunidade marcou 3 pênaltis para o Verdão. Depois disso, se firmou como árbitro de elite, embora a qualidade de suas atuações tenham regredido.

Recentemente, envolveu-se em duas polêmicas: a primeira, uma grande confusão na partida entre Corinthians x Santos, mentindo na súmula e sendo punido com 100 dias de suspensão (vide esse episódio em: http://wp.me/p55Mu0-z2). Posteriormente, foi escalado pelo Cel Marinho mesmo estando suspenso numa partida da Copa SP de Futebol Jr, culminando na demissão de todos (aqui: http://wp.me/p55Mu0-IR).

Questionado pelo jornalista Thiago Batista de Olim sobre estar escalado e suspenso, entrei em contato com a Comissão de Árbitros da FPF. O presidente da CEAF-SP, Ednilson Corona, me explicou que Guerra conseguiu um efeito suspensivo no STJD e estava liberado para apitar. José Henrique de Carvalho, vice-presidente da CEAF, já houvera me falado sobre o árduo trabalho de observação de todos os árbitros do quadro, e a inclusão dele, portanto, não seria novidade.

Esta nova comissão de árbitros, mais aberta e de maneira justa, está escalando com uma sequência de jogos todos os membros do quadro, a fim de não cometer injustiça em posicionar alguém acima ou abaixo do que pode apitar. Guerra estava suspenso e fora; agora, apto.

A questão é: à beira do término do seu gancho, por quê o árbitro não esperou findar sua punição? O efeito suspensivo neste momento levará a um novo julgamento, que poderá reduzir ou aumentar a sua pena (que para mim é branda, já que a mentira não pode existir no vocabulário de alguém que deve prezar pela lisura do jogo e legitimação da partida). Parece-me estranha, ou melhor, pouco inteligente tal medida.

Flávio Rodrigues Guerra costuma administrar as partidas, muitas vezes aplicando poucos cartões e deixando a bola rolar. Não vibra com o jogo, apesar da boa condição física. Entretanto, por tudo isso que citamos, creio que o árbitro estará com a faca entre os dentes, querendo mostrar serviço e provar à Nova Comissão de Árbitros da FPF que pode ser aproveitando em grandes jogos, estando redimido após seu erro.

Marco Antonio de Andrade Mota Jr será o bandeira 1 – boa escala, pois é jovem e tem muita experiência. Rafael César Fernandes, o bandeira 2, tem se destacado muito bem. Maicon Osvaldo da Silva será o 4o árbitro.

Desejo boa sorte ao quarteto de arbitragem e uma boa partida de futebol a todos.

Deixo aqui meu agradecimento ao Thiago Olim citado acima; ele que já havia oportunamente citado a equivocada “dupla escala” do árbitro da última semana. Sua matéria no seu site Esporte Jundiaí pode ser acessada em: http://www.esportejundiai.com/2016/02/flavio-guerra-com-efeito-suspensivo-e.html .

Acompanhe a transmissão de Paulista x Atlético Sorocaba pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Marcelo Tadeu; comentários de Robinson Berró Machado e Heitor Freddo; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Na técnica Antonio Carlos Caparroz e André Luís Lucas. Quarta-feira, às 20h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 18h00 dentro do Show de Bola, para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte!

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– Vale tocar a bola para um companheiro na cobrança de um pênalti?

Sim, vale. O lance passou a ser discutido bastante por ter sido protagonizado ontem por Messi e Suarez.

Vamos lá: O tiro penal deve ser cobrado por um jogador identificado (não vale um atleta fingir que vai cobrar e outro chuta). A bola deve ser tocada para a frente (por exemplo, um chute para o gol ou um toque para o companheiro). Todos os atletas devem estar fora da grande área, atrás da linha da bola e a 9,15 m de distância (é por isso que existe a meia lua, para mostrar que os atletas devem estar na distância adequada (recordando: o ponto penal está a 11 m de distância do gol).

Portanto, não importa se a bola foi tocada para alguém, mas sim se ela foi para a frente e se seu companheiro estava na distância adequada na hora do chute. Se o jogador tocar a bola para trás, deve ser marcado um tiro livre indireto em cima do ponto penal à favor da equipe adversária.

Lembrando: vez ou outra, vemos atletas fazendo isso. Cruyff o popularizou. Euller, o “filho do vento” fazia isso no América-MG.

Em tempo: Durante a decisão de um jogo por pênaltis, claro, o chute deve ser direito ao gol.

Veja o lance em: https://www.youtube.com/watch?v=HLgmHCIuZ3I

– Análise da Arbitragem de Corinthians 2×0 São Paulo

Difícil partida para ser arbitrada e que Luiz Flávio de Oliveira levou a contento nesse domingo na Arena de Itaquera.

O primeiro tempo foi extremamente tenso. Jogadores se provocando mutuamente e pouca bola rolando. Mas a firmeza necessária (e que as vezes falha nas arbitragens de LF) se fez presente logo no começo da partida, com advertência verbal a Arana e Centurion.

Tecnicamente, Luiz não precisou ser exigido, mas quando foi, tirou de letra. Por exemplo, aos 11 minutos quando Arana impediu o contra-ataque de Bruno e a bola sobrou para Centurion, e Luiz Flávio deu a vantagem corretamente. Na primeira saída de bola, acertadamente aplicou o cartão amarelo ao infrator.

Disciplinarmente, não vulgarizou os cartões, sabendo discernir as faltas mais viris das violentas. Aliás, manter um único critério disciplinar foi um desafio durante o jogo, tamanha a falta de colaboração dos atletas. E nisso o árbitro foi bem, destacando o cartão amarelo a Hudson por rodízio de faltas.

Fisicamente, Luiz Flávio leva 10! Como ele correu e esteve próximo das jogadas. Mesmo os comentaristas mais críticos não podem repreendê-lo nesse quesito.

Rogério Pablos Zanardo e Alex Ang Ribeiro estiveram muito bem, acertando praticamente tudo! Ótima atuação dos bandeiras, bem como do quarto-árbitro Salim Fende Chavez, que teve muito trabalho com os bancos de reservas.

Um detalhe interessante:

O árbitro chamou a atenção para as faixas de protesto contra CBF, FPF, Rede Globo e até por uma indireta ao Deputado Fernando Capez, supostamente envolvido na máfia da merenda. Antipática ou não, a FIFA proíbe manifestações políticas, religiosas, raciais ou de qualquer natureza (em especial ao organizador do evento). O árbitro cumpriu seu papel ao pedir a retirada, que não aconteceu pois, segundo relato na súmula, a Tenente Letícia evitou a ordem de tirá-las por motivo de tumulto.

Detalhe: há o relato de um arremesso de artefato de fumaça ao gramado. Será que o estádio será interditado?

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– Duas infrações inexistentes na Rodada de Sábado – sobre Palmeiras 1×2 Linense e Novorizontino 3×3 Santos

Não é birra, mas vejo erros em dois jogos com lances polêmicos de dois árbitros que não consigo assistir uma partida sequer em alto nível.

Vamos lá:

1) Palmeiras 1×2 Linense – Aos 35 minutos do 1o tempo, o experiente Alecsandro (SEP) recebe uma bola e vai girar o corpo. Como é um atacante bem rodado, percebe que o Marcão (LIN) vem pronto para tentar lhe roubar a bola e deixa o corpo mole. No contato inevitável, a trombada e a queda. O árbitro José Cláudio da Rocha Filho entende como carga faltosa e marca pênalti. Discordo, faltou malícia ao juizão. Compare com uma “cama de gato”: dois atletas que vão saltar para disputar a bola e um deles fica mais baixo (ou nem salta), derrubando o adversário. Se o árbitro não estiver atento, marca falta do cara que ficou no chão, entendeu que sofreu uma carga – embora a infração seja a contrária: é falta de quem não disputou a bola e forçou a própria queda. Errou!

2) Novorizontino 3×3 Santos – Serginho (SFC) está no ataque, avança e Paulinho (NOV) dá um carrinho certeiro na bola. O atleta do Santos caiu por força da jogada, não por ser tocado (até pelo fato de que, pela virilidade da jogada, se o adversário erra o tempo da bola e o atinge seria falta para cartão vermelho). Foi tudo no limite da legalidade. Entretanto, o árbitro Luiz Vanderlei Martinuccio entende como infração e marca a falta. Errou. Se fosse jogo perigoso (a popular “sola”), seria dois lances. Se entendeu carrinho faltoso (que não foi), deveria dar o cartão. E desta falta saiu o gol santista…

Lembremo-nos: a nova Comissão de Arbitragem está iniciando seu trabalho e observando os árbitros que apitaram no ano passado para avaliá-los. O trabalho dela está se iniciando…

Observação: se o carrinho fosse em direção ao adversário e este pulasse para não ser atingido, é falta e cartão vermelho (o atleta tem o direito de saltar para não se machucar) e a ação do árbitro é a mesma de quem atinge, pois a Regra fala em “atingir” ou “tentar atingir”. Diferente de ontem, quando o jogador atinge exclusivamente a bola, sem levar risco ao jogador.

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– Deixem o Robinho em Paz!

O assunto já cansou: o não aceite da proposta salarial do Santos FC por parte do Robinho.

Jogador de Futebol é um trabalhador, como qualquer outro profissional. Se há uma boa proposta de emprego, ele avalia se vale a pena ou não.

Claro, a queixa maior é de que o atleta tenha feito leilão para conseguir uma proposta mais vantajosa. Ué, isso, até certo ponto, é normal nas negociações. O que seria errado ou anti-ético é ele dizer que aceitava a proposta do Santos e fosse ao Atlético Mineiro.

Pense: quantos jogadores já beijaram a camisa de um time X e por fim atuaram no rival Y? E alguns torcedores mais fanáticos se descabelam por isso…

No mundo real do futebol, dificilmente você verá um jogador que aceita perder dinheiro por time de futebol. A era romântica já acabou! Ou alguém acredita nas “juras de amor” que são feitas por atletas?

O erro do Robinho foi não explicitar que o Santos FC ainda lhe deve dinheiro e fazer teatrinho de que só atuaria pelo Peixe. O discurso demagogo sim pode ser contestado. A escolha de um empregador que pagará mais, não.

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– Atlético Sorocaba 2×3 Votuporanguense e a vergonha do lateral Machão!

Janilson é lateral do time de Votuporanga, o caçula da A2. Mas protagonizou um papelão na última rodada…

Eis que ao final do jogo, discordando da marcação da bandeira Márcia Bezerra Caetano (a moça que era da Rondônia mas foi aceita pela antiga e demitida CEAF-FPF), disse a ela: “Futebol é para homem, não é coisa de mulher”.

Ato contínuo, foi expulso. Mas ainda teve o gosto de dizer para ela: “Vai pra cozinha lavar louça, bandeirinha”.

O jogador que toma um Cartão Vermelho desse jeito merece ser multado ou não?

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foto:UOL.com

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Votuporanguense x Paulista

Para o 5o jogo do Galo no certame da A2, domingo às 10h, apitará José Roberto Marques, 41 anos, piracicabano, personal trainer.

“Betão de Piracicaba” como é conhecido entre os amigos é um cara muito querido no meio da arbitragem. Já apitou a A1 mas não se firmou. Há anos transita entre A2 e A3. Sua carreira se divide em dois momentos: antes e depois de uma denúncia de que fora flagrado com mulheres e bebida alcoólica em excesso às vésperas de um jogo em Batatais, anos atrás. Sempre brincalhão, sabia apitar mas não mostrava concentração. Depois desse episódio, em que um dirigente local esbravejou que o juizão fora fotografado bêbado e com mulheres de “fama duvidosa” (e Betão ficou um bom tempo sem apitar), focou melhor a carreira e hoje está em ótima fase como árbitro, atuando com mais qualidade do que quando chegou à A1.

Suas características: está sempre próximo da jogada, sabe deixar o jogo correr e não aplica muitos cartões, prefere a conversa do que a advertência.

Entretanto, leio no site “Esporte Jundiaí”, do jornalista Thiago Batista de Olim, uma interessante observação: “Betão” será 4o árbitro de Rio Claro x Audax, sábado, às 19h… E aí, dona Federação? Juizão vai com sono para Votuporanga?

Seus bandeiras serão Alexandre Médice Gouveia e Leandro Almeida dos Santos. O quarto árbitro será Silvio Renato Silveira.

Boa sorte ao quarteto de arbitragem!

Em tempo: Betão já saiu da escala de Rio Claro, se dedicará exclusivamente ao jogo de Votuporanga x Paulista. Parabéns à FPF.

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– Análise da Arbitragem de Corinthians 2×1 Capivariano

Nesta 5a feira, CINCO situações difíceis para Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza decidir.

Vamos a elas?

1- PÊNALTI EM MARLONE?

Maycon (SCCP) lança a bola para Marlone (SCCP) que tenta passar por uma sequência de adversários e supostamente é tocado por Maguinho (CAPV), caindo na área. Toque do lateral direito ou simulação?

Nenhuma das duas coisas. Repare que antes dessa situação, na qual Maguinho vai apenas na bola, o capitão do Capivariano (que está na disputa de bola) empurra Marlone fora da área. É um leve empurrão, mas suficiente para desequilibrar quem está driblando e em velocidade. O atleta corinthiano tenta o equilíbrio e cai na área, na hora da disputa com Maguinho. Portanto: falta (fora da área) para o Corinthians que não foi marcada (e se registre: não foi pênalti de Maguinho, pois mesmo se Marlone fosse tocado, a infração anterior deveria ter sido marcada pois não houve vantagem). Errou o árbitro.

2) PRIMEIRO PÊNALTI RECLAMADO PELO CAPIVARIANO:

Willians (SCCP) vai dividir a bola com Marlon (CAPV) e chuta o lombo do adversário. O árbitro estava muito próximo, mas com a visão encoberta pelo corpo do atleta do Corinthians. Foi pênalti, mas ele deu fora. O tiro penal virou tiro livre indireto. Errou de novo.

3) EXPULSÃO DE EDILSON:

O lateral esquerdo do Corinthians xinga o Marcelo Aparecido Ribeiro claramente. Não há o que discutir. Acertou o árbitro.

4) SEGUNDO PÊNALTI RECLAMADO PELO CAPIVARIANO:

A bola é cruzada na área do Corinthians. Ela passa pela zaga pelo alto e vai sobrar para Chico (CAPV). Entretanto, enquanto ela viaja e todos estão atentos na pequena área, o atacante Marlone (SCCP) está ajudando a zaga e empurra com o braço as costas de Chico, cometendo pênalti. Se fosse ombro a ombro, seria tranco legal, mas não foi o caso. Creio que ali houve desatenção do juizão, pois estava preocupado com o bololô na área (que é uma ação costumeira da arbitragem). Errou pela 3a vez.

5) GOL ANULADO DO CAPIVARIANO:

Após a cobrança de escanteio do Capivariano, o zagueiro do Corinthians cabeceia a bola para trás, que sobra para Carlão, em posição de impedimento, que prossegue a jogada e aí sai o gol. Entretanto, lembremo-nos: se uma bola vem da defesa e o atacante está avançado, não há impedimento, pois a bola veio do adversário. Só que ela resvala em Vilson, e esse resvalão faz com que nasça uma nova jogada no mesmo lance. Portanto, o desvio no companheiro do atacante do Capivariano faz com que essa posição de impedimento seja confirmada. Acertou o árbitro Marcelo Aparecido com a excelente participação do bandeira Emerson Augusto de Carvalho.

Foram 5 lances de grande dificuldade, com 3 erros e 2 acertos. Mas uma curiosidade: a bola cabeceada para trás do corinthiano batendo num atleta de Capivari colocou o atacante em impedimento. Ou seja, o desvio foi o fator preponderante. Só que se a situação fosse a inversa, ou seja, o cabeceio fosse do atleta capivariano e desviasse no corinthiano, o desvio não tiraria o impedimento, já que a bola era intencionalmente tocada para Carlão!

E você, o que achou do jogo? Deixe seu comentário:

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Corinthians x São Paulo

Falamos e escrevemos em nossas searas que, por ser o primeiro clássico da nova Comissão de Arbitragem da FPF, dificilmente seria sorteado outro árbitro se não Luiz Flávio de Oliveira ou Raphael Claus – os dois FIFAS paulistas. Deu LF, o irmão do PC.

Boa ou má escala?

Tecnicamente, é bom árbitro, mas existe um grande problema: o questionamento sobre seu último Majestoso apitado, no mesmo Itaquerão em 2014: o 3×2 em que a bola bate despretensiosamente no braço do zagueiro Antonio Carlos (que busca evitar o contato e não consegue) e Luiz Flávio equivocadamente marca pênalti (recorde a análise daquela partida em: http://wp.me/p55Mu0-iJ). Na oportunidade, muita reclamação dos dois times no jogo.

A verdade é: a bolinha do globinho não quis arriscar! Preferiu um árbitro de nome do que um emergente.

E você, gostou da escala?

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– Futebol Esporte Show: contamos com a sua audiência!

E hoje tem Futebol Esporte Show, o programa de esportes que fala sobre os times da região. Nesta sexta-feira, com Marcel Capretz, Orlando Gaeta e Rafael Porcari

Aqui, no SBTVtv e TV Sorocaba

Tudo sobre o Futebol Nacional e Internacional, além dos Campeonatos Paulista da A1 e da A2. 

Prestigie!

– Campinas e Região: 13h00

– Baixada Santista: 13h00

– Sorocaba / Jundiaí e Região: 13h15.

Ficamos felizes com a sua audiência!

– Análise Pré Jogo da Arbitragem de Taubaté X Paulista e outros pitacos.

Já adiantamos na rodada passada a escala de árbitros para Taubaté X Paulista: Leonardo Ferreira Lima, natural de Ourinhos, com mais de 10 de experiência em série A1, apitará a partida desta 4a feira à noite. Árbitro firme, que gosta de controlar o jogo e não distribui cartões à toa. Corre bastante, bom tecnicamente. Dentro de uma situação normal, creio que passará despercebido no jogo. 

Me chama a atenção a repetição da escala do bandeira 1: será Ricardo Pavanelli, que exerceu (sem comprometer) a mesma função no último sábado em Paulista 1×2 Portuguesa. 

Aproveito o espaço e quero dar um pitaco sobre a série A2: no papel (e na bola rolando), Guarani, Bragantino, Taubaté e Portuguesa são favoritos ao acesso. Mas há times muito fracos no torneio! O Galo é um grande do interior, um gigante entre os pequenos, e apesar da crise financeira, não corre o mesmo risco de alguns times da A3, como bem definiu o Heitor Freddo no “Batendo Bola” de hoje na Rádio Difusora: de ser um moribundo como o Guaratinguetá ou um zumbi como o Grêmio Barueri, que vagam na Terceirona. O Paulista é respeitado! Tem camisa. E por isso, vale se perguntar: Por que não sonhar com o acesso? Não é favorito, mas o potencial já foi mostrado. Beto Cavalcante tem peças experientes e alguns jovens com potencial. E diferente do que se previa antes do início da A2, não creio em queda para a A3 pelos motivos citados.   

 

– Análise Pré-Jogo para a Arbitragem de São Paulo x César Vallejo

Na primeira escala confeccionada pela Comissão de Árbitros da Conmebol sobre a chefia do brasileiro Wilson Luís Seneme, vejo muita coerência: árbitros mais experientes para confrontos mais parelhos, e árbitros novatos na FIFA para os jogos considerados “fáceis”. São Paulo x César Vallejo é um desses jogos que se pode testar melhor um juiz (já que, em tese, o Tricolor é muito melhor que o time peruano).

Para este confronto, apitará Christian Ferreyra, do Uruguai, 37 anos de idade, 2 anos e meio apenas na FIFA. Ele trabalha numa importadora e se formou em Gestão Desportiva recentemente. É assumidamente um ex-jogador de futebol que se frustrou na carreira e declaradamente diz que a arbitragem sempre foi o seu plano B.

Dentro de campo?

Uma “metralhadora de cartões”! Numa rápida pesquisa, vejo que sua média é de praticamente 1 cartão vermelho e 7 amarelos por jogo, seja ele brigado ou mais cadenciado. Bom desempenho físico em campo, muito embora dê a impressão de “falso gordo”.

Um fato curioso ocorreu em 2013: após comandar seu primeiro Nacional x Peñarol, as equipes partiram para as reclamações contra Ferreyra. Eis que um policial vai proteger o juizão e leva um nocaute devido a um soco do goleiro Jorge Bava.

Tomara que a lambança ocorrida em Montevidéu seja apenas um jogo para ser esquecido…

Veja o ocorrido em: http://youtu.be/rtsNqw7f2N8

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– O presidente da Conmebol está ou não com a razão?

Alejandro Dominguez, o novo presidente da Conmebol, admitiu em entrevista ao jornal Mercúrio:

Considero que a Conmebol é uma organização que, em sua administração, ficou obsoleta. Ela não representa e não está a altura do futebol da América do Sul”.

Será que esse auto reconhecimento é sincero?

Particularmente, me parece que a CONMEBOL está sim à altura da América do Sul. Afinal, devido aos problemas de corrupção e educação dos governos latinos e da péssima formação do povo, como discordar? O futebol, nesse caso, é um universo bem representativo da sociedadeO retrato é esse mesmo…

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– Ceretta conseguirá apitar na MLS?

Guilherme Ceretta de Lima, árbitro de futebol, surgiu na carreira muito cedo.

Me recordo que ainda recém-formado, o Cel Marcos Marinho o adorava. O privilegia com bons jogos e boas escalas, dando ascensão e visibilidade, indicando-o ainda muito jovem à CBF. Por ter potencial e talento, aproveitou a chance de ouro.

Porém, algumas coisas faltaram ao Ceretta: respeito entre os colegas (sempre foi invejado por outros árbitros e criticado pela falta de simpatia no meio), excesso de intimidade com cartolas, despreocupação da criação de uma imagem independente à Comissão e aos clubes, além, claro, de carisma.

Desafeto de Sérgio Correa, apostou suas fichas na queda do cartola da CBF e a entrada de Marcos Marinho no cargo de presidente da CA. E tudo deu errado! Abandonou a CBF, mas Sérgio seguiu forte no cargo. E o Cel Marinho caiu em SP, onde esperava ser uma espécie de “FIFA sem escudo”.

Com a entrada de Ednilson Corona e uma maior cobrança dos regulamentos de arbitragem, Ceretta resolveu abandonar o Brasil e tentar a sorte nos EUA. Claro, não viverá prioritariamente do futebol por lá, embora queira estar no futebol – como árbitro na Major League Soccer ou como treinador.

Boa sorte ao amigo nos novos desafios.

Em tempo: leio no GloboEsporte.com que Ceretta justifica sua decisão também à impunidade ao caso Dudu, que teve sua punição reduzida pelo STJD. Discordo de tal fala, pois o aspecto político citado acima pesou muito mais do que tal insatisfação do Tribunal Esportivo.

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– Mexeram com o Neymar…

Trocar a pancadaria pela bola no pé! É isso que sempre defendo.

Na minha carreira de árbitro, cansei de ver jogador “cabeça-de-bagre” provocando craque adversário. E o provocado revidava com pancada e acabava sendo expulso.

Com exceção, alguns craques respiravam fundo e respondiam com dribles desconcertantes. E foi exatamente isso que eu vi na semana passada na partida entre Barcelona x Valência.

Neymar levou um safanão de um zagueiro que o mandou para fora de campo. O marcador lhe tirou um sarro, fazendo gesto de que ele “falava muito”.

Pra quê…

Irritado, o atacante brasileiro deu passe de letra, carretilha, chapéu, caneta e outras humilhações. Impressionante!

O vídeo está disponível no blog do Bom Dia no seguinte endereço: https://www.youtube.com/watch?v=AnrBM1hj2pA

Ou, se preferir, clique abaixo: 

– Análise da Arbitragem para Paulista 1×2 Portuguesa e expectativa do Árbitro para Taubaté x Paulista

Não gostei da postura de Adriano de Assis Miranda na partida deste sábado de Carnaval.

Poderia dizer que ele “marcou” Tony (PFC), ao não assinalar a carga sofrida aos 5’, a falta recebida aos 10’, o empurrão aos 12’30” e o toque aos 15’. Zagueiro podia fazer o que quisesse que ele não daria.

Poderia dizer que tecnicamente foi mal ao inverter a falta de Renan (POR) em Alan Bahia (PFC), e dessa falta surgiu o gol lusitano. Ou no pênalti a favor do Paulista, quando Mamadeira adiantou a bola e caiu.

Poderia dizer ainda que não soube advertir verbalmente se impondo, com o atacante Bruno Nunes e o capitão Renan o desafiando.

Poderia dizer que acertou ao dar os cartões amarelos no jogo, mas que errou disciplinarmente ao deixar outros 4 por motivos diversos.

Poderia até dizer que foi alvo de reclamações das duas equipes e desagradou a todos, mas não é isso que queria escrever.

Posso, devo e vou escrever: foi IRRESPONSÁVEL a não paralização da partida no Estádio Jayme Cintra, mediante a torrencial chuva e as descargas elétricas incessantes. Talvez nunca tenha se registrado tantos raios que caíram no Estádio e nas suas redondezas, com queda de iluminação e risco iminente no descampado.

Será que ele não viu os torcedores abrigados na área coberta, fugindo da exposição? Que os 1700 torcedores abandonaram as arquibancadas e se abrigaram debaixo de coberturas, dentro dos bares e outros lugares sem riscos?

O MUNDO pedia a paralisação da partida, onde só se viam e escutavam os numerosos raios e trovões. A emissora de TV que transmitia o jogo saiu do ar várias vezes.

Que falta de bom senso… Não passou pela cabeça do árbitro tal situação?

Coitado do 4o árbitro Douglas Marcucci. E aqui faço questão de registrar o que eu disse durante a transmissão do jogo: Douglas, o reserva, deveria ser o árbitro do jogo invertendo as posições. Tem muito mais experiência e condição técnica do que Adriano de Assis. E deixo o registro: há uma “forçação de barra” para alguns nomes nas escalas. Há de se fazer o árbitro comer muito feijão com arroz para apitar tais jogos. E o mesmo erro da Comissão anterior persiste: o de humilhar árbitros mais rodados como 4o árbitros de outros mais jovens e de menor qualidade técnica.

Douglas tem 43 anos de idade e quase 20 de FPF. Ser árbitro reserva em A2 nessa altura do campeonato é sacanagem.

Para a difícil partida contra o Taubaté, apitará Leonardo Ferreira Lima, experiente e bom árbitro da A1. Deixa o jogo correr, impõe respeito, não afina para cara feia. Enfim uma boa escala.

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– E se realmente os dois maiores do mundo estiverem em Manchester?

Para mim, os 4 maiores treinadores do planeta, pela ordem, são: Guardiola, Mourinho, Luís Enrique e Klopp.

Pep Guardiola estará no Manchester City na temporada 2016/2017. Especula-se (e creio que se concretizará) que José Mourinho irá para o Manchester United.

Alguém duvida que o endinheirado sheik que é dono dos Citizens, se ouvir um pedido do seu treinador, ofertará um poço de petróleo para Lionel Messi aportar no lado azul da cidade?

Em contrapartida, se Mourinho convencer que precisa de um craque midiático e referencial para seu time, e pedir Neymar, não será atendido pelo bilionário americano dono dos Red Devils?

Seria SENSACIONAL! Imagine essa disputa na Premier League, acrescentando o afortunado Chelsea que certamente não desejará ficar para traz? Acrescente o trabalho de Jurguen Klopp, que já está em Liverpool…

Aguardemos!

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– A China avança para o Futebol Europeu. Quanto ofereceria a Neymar, Messi ou Guardiola?

Depois de assombrar os times brasileiros, os poderosos dólares da China sobem a linha do Equador e chegam ao Velho Continente.

Ofereceram R$ 128 milhões para levar Hulk a Pequim (por essa grana, a piadinha é inevitável: dá para comprar o Thor, o Capitão América e se bobear até o Homem de Ferro – mas esse já é o milionário Tony Stark, não precisa de mais dinheiro).

Segunda grande loucura: Giuliano Bertolucci, agente do meia atacante Oscar, confirmou que o Chelsea rejeitou incríveis 75 milhões de euros (mais de 320 milhões de reais) oferecidos pelo Jiangsu Suning.

Terceira ousadia, agora concretizada: Alex Teixeira sai da Ucrânia e vai para o mesmo Jiangsu por 50 milhões de euros.

E se “der a louca” e a China tentar contratar nomes como Mourinho, Guardiola, Cristiano Ronaldo, Messi, Neymar…?

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– Hoje tem Futebol Esporte Show

E hoje tem Futebol Esporte Show, o programa de esportes que fala sobre os times da região. Nesta sexta-feira, com Marcel Capretz, Orlando Gaeta e Rafael Porcari

Aqui, no SBTVtv e TV Sorocaba

Tudo sobre o Futebol Nacional e Internacional, além dos Campeonatos Paulista da A1 e da A2. 

Prestigie!

– Campinas e Região: 13h00

– Baixada Santista: 13h00

– Sorocaba / Jundiaí e Região: 13h15.

Ficamos felizes com a sua audiência!

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista x Portuguesa

Mudou a Comissão de Arbitragem e por conseguinte mudou a metodologia de sorteio dos árbitros. Pelo modelo adotado, sorteia-se o jogo para o árbitro através de colunas. E Thiago Luís Scarascati, árbitro da final da penúltima Copa São Paulo (e que considerei árbitro-revelação no Paulistão da série A1-2015 pelas regulares e firmes atuações), foi a sorteio para Marília x Guarani e Paulista x Portuguesa. Ganhou o jogo do Estádio Bento de Abreu, uma pena…

Dessa forma, ficou o jogo Paulista x Portuguesa e União Barbarense x Independente para Adriano de Assis Miranda. A ele foi sorteado o jogo do Jayme Cintra. Uma pena também…

O árbitro do próximo jogo do Galo apitou em 2014 Mogi Mirim 4×4 Paulista (remarcado para Itapira), debaixo de um dilúvio, partida na qual o técnico Beto Cavalcante confessou aos microfones do Time Forte do Esporte da Rádio Difusora que nunca tinha visto tantos erros. Na ocasião, “assinei embaixo”!

Para conhecer melhor o juizão, convido aos amigos a visitarem a análise da arbitragem daquela referida partida. É de assustar!

Link rápido em: http://wp.me/p55Mu0-f8

O que me conforta é que, pelos critérios da Comissão de Árbitros, MARxGUA e PFCxPOR foram considerados “clássicos” na metodologia de sorteio da arbitragem.

Acompanhe a transmissão de Paulista x Portuguesa pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Marcelo Tadeu; comentários de Robinson Berró Machado e Heitor Freddo; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Na técnica Antonio Carlos Caparroz e André Luís Lucas. Sábado, às 17h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 16h00, para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte!

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– Fraude nas Eleições: um Golpe do Representante dos Árbitros?

Lamentável… Quanto mais mexe, mais fede!

O Uol traz como denúncia: as Eleições do Sindicato dos Árbitros da FPF, vencidas por Arthur Alves Jr, ex -membro da Comissão de Árbitros da FPF, foram FRAUDADAS.

Alguns árbitros supostamente teriam incluído seu nome e assinado como eleitor a presidente posteriormente? Se sim, que se apure quais árbitros foram enganados e quais foram coniventes.

Árbitro que topa participar de golpe pode apitar futebol? Fica a pergunta…

Abaixo, extraído de: http://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas-noticias/2016/02/04/lista-de-votos-para-presidente-de-sindicato-de-arbitros-de-sp-foi-fraudada.htm

PRESIDENTE DO SINDICATO DOS ÁRBITROS DE SP USOU VOTOS FRAUDADOS

A assembleia geral em que o presidente do Sindicato dos Árbitros de Futebol do Estado de São Paulo foi eleito para o cargo, em 12 de outubro de 2014, contou com, pelo menos, 14 votos fraudados, de árbitros ou auxiliares que não estavam presentes na sede da entidade no dia da votação. Seus nomes e assinaturas foram incluídos na lista de presença posteriormente, conforme mostram documentos analisados pela reportagem (veja abaixo). Alguns desses árbitros estavam atuando nos gramados em outras cidades do país na mesma data em que ocorreu a assembleia.

O presidente do sindicato dos árbitros (Safesp) é Arthur Alves Junior. Ele era candidato único, e ainda assim fraudou a lista de presença da assembleia em que foi eleito. Procurado pelo UOL Esporte para explicar o ocorrido, ele preferiu não se pronunciar.

Esta não foi a única vez em que Alves Junior fraudou uma ata de assembleia do sindicato que preside. Conforme revelou o UOL Esporte no dia 14 de janeiro, a ata da assembleia geral da entidade do dia 30 de setembro do ano passado traz a assinatura de 163 árbitros ou auxiliares. Desses, no entanto, 59 não participaram da reunião, e tiveram seus nomes incluídos dias ou até semanas após a assembleia.

No dia 22 de janeiro, em virtude das fraudes nas atas e outras denúncias que pesam sobre o cartola do apito, como uso de verbas do sindicato para benefício próprio (veja mais abaixo), o vice-presidente do Safesp, Leonardo Schiavo Pedalini, enviou um requerimento administrativo à diretoria executiva do sindicato solicitando a suspensão e posterior exclusão de Arthur Alves Silva do quadro social da entidade.

“O atual Presidente da SAFESP, Senhor Arthur Alves, tem sido alvo de série de denúncias gravíssimas, quanto a sua conduta como dirigente, com sucessivos escândalos. (…) A postura do dirigente supracitada, que é de conhecimento de todos, mostra grave violação as normas estatutárias desta entidade”, afirma o documento. 

Agora, caberá à comissão de ética apreciar a denúncia de que seu presidente teria ferido dois aspectos do artigo 6º do estatuto do Safesp:

c) zelar pelo patrimônio e serviços do Sindicato, cuidando de sua correta aplicação;

f) pautar sua conduta profissional conforme os princípios da ética

Caso seja considerado culpado, uma assembleia geral será convocada para votar sua expulsão da entidade. Caso também se comprove que Alves Junior utilizou dinheiro do sindicato para o pagamento de contas pessoais, poderá ser aberta uma queixa-crime contra o dirigente, que então teria que responder pelos seus atos na Justiça criminal. 

A votação para presidente

Consta na ata de eleição do Safesp de 12 de outubro de 2014 que “foram registradas as presenças de 195 votantes, constatando-se um total de 195 assinaturas de associados do sindicato”.

A ata é acompanhada de cinco folhas de assinaturas. Os presentes assinam em ordem, cada um na linha abaixo ao anterior (apenas uma linha – rasurada – não conta com qualquer assinatura).

Na quinta e última folha, a assinatura do árbitro Leandro Bizzio Marinho consta na linha de número 183. No dia da votação, no entanto, ele estava apitando um jogo em Salvador, na Arena Fonte Nova, entre Bahia e Criciúma. Como as assinaturas na lista de presença são colocadas em ordem, isso significa que, obrigatoriamente, todos os 13 árbitros que assinaram a lista depois de Marinho também não o fizeram na assembleia.

Leandro Bizzio Marinho falou com o UOL Esporte e confirmou que estava, sim, apitando um jogo em Salvador no dia da votação do sindicato. Perguntado sobre o que teria ocorrido para que seu nome e assinatura constassem na lista de presença da assembleia, ele disse: “Eu não sei o que ocorreu. Precisaria ver este documento, não sei dizer agora.”

Já o árbitro auxiliar Rogerio Pablos Zanardo, que assinou a lista de votação na posição 186, e que também estava atuando na Fonte Nova, no mesmo jogo de Marinho, tem uma explicação para o ocorrido: “Realmente, eu não estava na assembleia. Mas, um tempo depois, eu fui no sindicato, e o Arthur (Alves Junior) me passou uma série de documentos para assinar. Entre eles, acredito que estava o desta votação, eu devo ter assinado por engano”.

Repare assinatura de Rogerio Pablos Zanardo (nº186) na lista de presença da assembleia em SP; no mesmo dia em que ele estava apitando em Salvador

Arte/UOL

Como se pode constatar no site da Federação Paulista de Futebol, o auxiliar Rogerio Pablos Zanardo atuava em Salvador no dia da eleição do sindicato de árbitros de São Paulo. Ainda assim, seu nome e assinatura constam na lista de presença (linha 186) da assembleia em que Arthur Alves Silva foi eleito presidente do Safesp

Outras denúncias e pedido de afastamento

A fraude em atas de assembleia não é a única denúncia que pesa contra o presidente do Safesp. Conforme o UOL Esporte também revelou no dia 14 de janeiro, o cartola do apito foi demitido do cargo na comissão de arbitragem que ocupava há dez anos na FPF (Federação Paulista de Futebol) após ter sido acusado de assédio moral e sexual pela árbitra Fifa Regildênia de Holanda Moura. A corregedoria da federação analisou a denúncia e acabou por recomendar a demissão de Junior, que nega ter feito qualquer coisa.

Além disso, o próprio vice-presidente do sindicato (Safesp), Leonardo Schiavo Pedalini, afirma haver indícios de que Arthur Alves utilizou o dinheiro da entidade para fins pessoais. Diz também que o presidente da entidade impede a diretoria a ter acesso às contas da entidade. Já um dos membros do Conselho Fiscal do sindicato diz que Arthur o compeliu a assinar o relatório de contas do ano passado sem ter tido acesso às notas correspondentes aos custos anunciados.

Após a publicação da reportagem do dia 14 de janeiro, Arthur Alves Silva – por meio de seu advogado – convidou os repórteres do UOL Esporte para uma visita à sede do sindicato, onde seriam exibidos documentos contábeis que provariam a improcedência das acusações, e também as atas de assembleia sob suspeita de fraude.

Quando a reportagem chegou no local, porém, o presidente do sindicato disse não estar de posse dos documentos contábeis. Afirmou que seu tesoureiro tivera que sair, e ele não sabia onde estavam. Já a lista de presença da assembleia eleitoral foi exibida. Quando, no entanto, os repórteres pediram para fotografar o documento (a fim de confrontar os nomes dos presentes com o calendário oficial de jogos de futebol), Arthur Alves Silva não permitiu, alegando que aquele documento seria apresentado para a Justiça e que, por esse motivo, não deveria ser publicado. Depois deste episódio, Silva não atendeu mais as ligações do portal.

Ocorre que atas de assembleias de sindicatos são documentos públicos, e o UOL Esporte obteve uma cópia junto ao Ministério Público do Estado de São Paulo, que instaurou um inquérito para verificar a lisura do pleito.