– Eu prefiro o jogo das estrelas!

Em tempo de secura na safra de jogadores brasileiros, um momento de alegria: no amistoso promovido por Zico no Maracanã, teremos: Aldair, Sorín, Neymar, Verón, entre outros (e o próprio Galinho de Quintino, claro).

Um oásis em meio a tanta mulambada ou não?

Saudade do futebol brasileiro do período entre 1958 a 2002. Depois desse período, não evoluímos e “enfeiamos” o jogo.

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– Qual o segredo de Conte?

No campeonato em que muitos falavam do duelo entre o espanhol Guardiola versus o português Mourinho, ou se preferir o City contra o United, é o Chelsea quem faz a diferença, com 12 vitórias seguidas.

O responsável? Talvez seja um: Antonio Conte, o treinador italiano que fez o time jogar e recuperou Diego Costa.

Duvida? É só verificar a campanha. Incontestável!

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– De novo Farfán no Corinthians?

Toda virada de ano escuta-se especulações de jogadores de futebol. Há muita “notícia plantada” por empresários, que desejam de um jeito ou de outro fazerem negócios.

E, invariavelmente, se fala de Jefferson Farfán (hoje com 32 anos), o peruano que teve um início de carreira muito bom na Alemanha, mas que, faz tempo, se tornou um jogador comum. O atacante está machucado no Oriente Médio e supostamente estaria negociando com o Corinthians.

Cá entre nós: não tem ninguém melhor e mais barato do que o Farfán de 2016 (o “bom” era dos anos 2000)?

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– Neilton e a Gestão de Carreira

Está bombando na Internet um suposto (portanto, verídico ou não) tuíte do jogador Neilton, datado de 2011, quando o atleta era do Santos (e hoje contratado pelo São Paulo FC), onde está escrito:

Tô assistindo o jogo do lixo do São Paulo“.

Se trollagem de outrem, morreu o assunto (o atleta é vítima). Se a postagem for dele mesmo, fica a observação: como jovens atletas devem ter cuidado com o que fazem nas redes sociais! Nunca desmerecer um rival se faz necessário.

Lembremo-nos que Gefertton, tempos atrás, foi contrato e dispensado na sequência por se assumir corinthiano e dele se encontrar postagens polêmicas ofendendo torcedores sãopaulinos (um caso um pouco diferente deste).

E o que Neilton deve fazer?

Vir a público, dizer que na imaturidade não sabia da grandeza do SPFC, assumir o erro da juventude ocasionado por um impulso e fazer juras de amor. É o “contragolpe”, em especial, aos mais fanáticos. Claro, dizer também que agora é profissional e dedicado atleta do Tricolor do Morumbi.

Agora, cá entre nós: a solução definitiva será marcar 1 gol por jogo e arrancar aplausos em todas as partidas, pois a paciência dos torcedores será bem pequena…

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ATUALIZANDO: Neilton pediu desculpas. Abaixo (clique na imagem):

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– O Papai Noel trará o quê para seu time?

Se você pudesse escrever uma carta ao Papai Noel pedindo a ele alguns presentes ao seu time de futebol, quais seriam?

  1. Jogadores consagrados ou jovens promessas?
  2. Títulos mesmo jogando mal ou boas apresentações?
  3. Vitórias a qualquer custo ou fair play em campo?
  4. Cartolas velhacos ou dirigentes éticos?
  5. Treinador caro e experiente ou técnico barato e emergente?
  6. Estádio lotado com ingresso acessível ou arena confortável e custosa?
  7. Torcida organizada cantarolando ou sócio-torcedor mais acomodado?
  8. Galáticos com as finanças sacrificadas ou time barato e contas em dia?

Enfim… o futebol ultimamente ficou chato. Falamos de STJD, tapetão, briga entre torcidas, estádios da Copa superfaturados e outras tantas coisas!

Se fôssemos pedir alguns presentes para o futebol, sem dúvida minha lista teria como prioridades:

1) Espírito Esportivo – como as pessoas se esqueceram que acima de tudo o futebol é esporte, vale lembrar que perder também faz parte do jogo.

2) Honestidade – e aqui vale a ética, os bons modos e o desejo de disputar sem manipulações ou trambiques.

3) Paz e Conforto – minha filha de 7 anos diz a todos que torce para o seu “Paulistinha do Coração”, em referência ao Paulista de Jundiaí. Ela já assistiu no Estádio Jayme Cintra o Galo Tricolor pela Copa Paulista, pois o movimento nas arquibancadas é mais calmo. Mas confesso: a levar aos jogos contra times de torcidas organizadas briguentas é irresponsabilidade que não cometerei por um simples motivo: a violência que cega os fanáticos. Além disso, como um pai pode levar sua filha a um banheiro de estádio? Os chamados banheiros-famílias são ilusão no Brasil, só existem em shoppings e o coitado do pai se vê em maus lençóis.

E você, o que pediria ao Papai Noel para o futebol?

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– Vasco ainda paga Romário???

Eu levei um susto: Eurico Miranda, na tarde desta terça-feira, falou sobre a situação financeira do Time da Colina, prometeu uma surpresa bombástica para a torcida vascaína (qual será ela) e até gozou os jornalistas com piadas.

Mas o que me surpreendeu foi: o Vascão AINDA pagava salários a Romário e Mauro Galvão.

Aí é sacanagem. Há quanto tempo esses atletas pararam de jogar e o que as gestões (de Roberto Dinamite e do próprio Eurico Miranda) andaram fazendo com o dinheiro do time?

Se fosse uma empresa, o Vasco estaria falido. E Eurico e Dinamite, como administradores, demitidos e rotulados como gestores fracos. Mas há quem os idolatre…

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– Empresário é empregado ou dono de jogador? Sobre Gabigol!

Os jogadores de futebol, na maioria das vezes por falta de instrução, acabam se levando pelos aconselhamentos dos empresários, sem contestação.

Um empresário é empregado do jogador. Mas você ouve constantemente o atleta dizer que não sei o que meu empresário tem conversado ou o que deseja fazer com meu futuro”.

Ora, empresário deveria ser uma espécie de procurador, um advogado que negociasse contrato, não proprietário do futuro do boleiro”.

Digo isso pois nessa semana Wagner Ribeiro, empresário de estrelas, falou em todas as emissoras de TV sobre Gabriel Barbosa. Na FOX Sports, chegou a dizer que Gabigol estava sendo humilhado na Internazionale!

O cara é vendido por 29 milhões de dólares; o empresário insiste na imagem de “novo Ronaldo Fenômeno”; dois treinadores não conseguem fazer o atacante render dentro de campo e ele vira reserva; recebe em dia e mora em Milão; e ainda se diz que ele é “humilhado”?

Imagine os atletas da A3 do Campeonato Paulista, os jogadores dos times pequenos do Norte/ Nordeste do Brasil, o que passam na carreira e ainda assim são felizes!

Aliás, é interessante a Wagner Ribeiro que o jogador permaneça na equipe italiana ou que seja negociado (recebendo por mais uma mudança de equipe)? Para a maior parte dos empresários, o negócio não é estabilidade ao seu “cliente”, mas sim transacionar seu “produto” a maior quantidade de vezes, ganhando mais dinheiro em todas elas.

E não se condene: se o jogador se considera feliz com a atuação do seu “patrão”, digo, do seu “dono”, assim seja. Mas será que não dá para o atleta se preparar melhor e insistir em ficar mais tempo em um time, ao invés de fechar uma porta sem tanta luta?

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– O Melhor, o Pior e os Outros do ano futebolístico em 2016

O calendário do futebol mundial “termina”, em tese, com a Copa do Mundo de Clubes da FIFA. Não há futebol profissional aqui no Brasil (exceto as peladas solidárias). Claro, na Europa é um pouco diferente e os campeonatos continuam (especialmente na Inglaterra).

No balanço final, alguns apontamentos sobre “melhores e piores” neste ano que está se encerrando:

A decepção: Internacional, rebaixado e mal administrado.

A surpresa: Kashima, o vice-campeão mundial de futebol da FIFA.

A regularidade: Atlético Nacional, que há tempos vem mostrando a evolução tática do futebol colombiano.

A afirmação: Palmeiras, que com investimentos financeiros, estruturais e científicos ganhou o Brasileirão.

O melhor: Zinedine Zidani, que brilha no Real Madrid como técnico da mesma forma como brilhou como jogador.

O pior: Cartolas da CBF, em todas as áreas.

A tristeza: Chapecoense e o acidente.

O “finalmente”: Portugal e seu título na Eurocopa.

O “espetaculoso”: Tite e a guinada da Seleção Brasileira.

O “brochante”: o futebol apresentado por Corinthians e São Paulo.

O “motivante”: ver Messi, Cristiano Ronaldo, Suárez e Neymar em campo.

E o que esperar para 2017?

Difícil afirmar, mas se fosse um desejo, parafrasearia Juca Kfouri: “Viaja, Marco Polo”

Em tempo: melhores árbitros do ano (é importante ressaltar): Daronco e Claus. Que surjam outros no ano que vem.

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– O árbitro zambiano na Final foi decisivo ou não? Ou foi a tecnologia?

Muito se tem criticado a não expulsão de Sérgio Ramos no jogo entre Real Madrid 4×2 Kashima (a partida estava 2×2), e foi decidida na prorrogação.

Foi uma “pipocada” do juizão? Provavelmente. Mas e o árbitro de vídeo, acompanhado de outros árbitros que estavam na cabine de imagens? Não poderiam ter “dado um toque” a ele que era necessário punir disciplinarmente com rigor o atleta merengue? Afinal, essa é uma atribuição do VAR.

A tecnologia de nada adiantará se for feito mau uso dela. Ela ajuda, mas o fator humano é ainda mais importante.

A propósito: que frescura essa idéia de continente neutro na decisão. Qual experiência tem o árbitro Janny Sikazwe, de Zâmbia, para apitar tal jogo?

Nessa eu insisto em criticar o chefe dos árbitros, Massimo Bussaca: quer fazer média política com outros países e esquece-se que uma final, seja do que for, tem que escalar os melhores.

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– Real Madrid 1×2 Kashima Antlers (Parcial) 

Agora 09h40 – Real Madrid 1 x 2 Kashima Antlers na decisão do Mundial de Clubes.
Se vencer será o melhor do mundo?
Falamos sobre isso nesta semana. Compartilho abaixo:

– As questões provocativas que emanam do Mundial de Clubes da FIFA.

Se o Kashima Antlers for vencedor do Mundial de Clubes da FIFA, que está acontecendo no Japão, será o legítimo Clube Campeão do Mundo em 2016. Mas indiscutivelmente não será o mais forte nem o melh…

(Continua em: – As questões provocativas que emanam do Mundial de Clubes da FIFA. )

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– De onde vem tanta grana para oferecer a Lionel Messi?

O time chinês do Hebei Fortune, segundo a imprensa de lá, vai oferecer um contrato para Lionel Messi trocar o Barcelona por R$ 1,75 bilhão por 5 anos!

Se facilitar a conta, isso dá 1 milhão de reais por dia. Uau!!!

Não me conformo com os valores do futebol chinês. É sabido que eles estão investindo pesado por lá, mas tal montante é escandaloso.

Dinheiro honesto, respeitosamente, não é! Como um time de futebol pode oferecer algo assim?

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– Existe ética no Futebol?

Flávio Adauto, diretor do Corinthians, declarou que não ligou para Jair Ventura (técnico do Botafogo). O presidente da Estrela Solitária reclamou que o Timão queria de todas as formas jantar com Jair…

Depois surgiu a história de que Dorival Jr também teria sido assediado. Estando no Santos, que vai à Libertadores, seria uma boa trocar de time? A propósito: onde está a ética entre os dirigentes, dita existente ao não procurar treinadores dos co-irmãos?

Nessa hora, os cartolas corintianos parecem estar bem perdidos… Agora surge o nome de Rueda, técnico do Atlético Nacional, cujo nome o próprio Adauto disse não conhecer.

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– A Lei do “Limite de Temperatura no Futebol” funcionará?

Em 2017, os jogos de futebol às 11h terão que ter “limite de temperatura” em todo o Brasil. A juíza Marcella Alves de Villar, do TRT, atendendo ao pedido do Presidente do Sindicato dos Atletas (Fenapaf), Felipe Augusto Leite, determinou que as partidas terão que ser interrompidas (ou até suspensas em definitivo) se o calor ultrapassar 28oC.

Funcionará?

E aí surge outra pergunta: e nos jogos da tarde, onde a temperatura eventualmente pode ultrapassar esse limite? Paralisa ou suspende também?

Taí um problema a ser resolvido. Somente a parada para a hidratação, comumente vista, e os copinhos de água à beira do gramado, permitidos pela Regra do Jogo (desde que o jogador não saia de campo), parece que não adiantarão…

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– Quem aceitou fazer multa com contrato milionário ao Oswaldinho?

Quer dizer que Oswaldo de Oliveira almoçou na 4a feira com a diretoria do Corinthians e foi demitido na 5a?

A carne estava dura? Não rachou a conta?

Brincadeiras à parte, ele faz bem em não aceitar reduzir a multa contratual. Se ele fosse sair, seria dispensado dela?

Agora, cá entre nós: até para ser ingênuo existem limites. Ou seria razoável achar suspeito o fato do Corinthians assinar um contrato de 2 anos com um treinador “facilmente caível”?

Quanto será que o Corinthians gastou com multas rescisórias de Cristóvão e Oswaldinho?

Enfim, não adianta falar que Oswaldo exigiu contrato longo pois, sabidamente, ele não seria um nome único e imprescindível. Aliás, bem ao contrário!

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– A Estreia do Video Assistent Referee OFICIALMENTE em uma partida de futebol

Os árbitros de vídeo (VAR) foram bem preparados para, pela 1a vez, trabalharem numa competição oficial da FIFA. Eles foram convocados com o critério de terem a mesma competência técnica do árbitro central (caso fossem novatos, a chance de equívocos seria maior).

E o primeiro lance ocorreu em uma situação NÃO COMBINADA originalmente! A FIFA queria o recurso para, em um primeiro momento, 4 situaçõespênaltis ou simulações; dúvida se o lance seria para cartão amarelo ou vermelho; gol mal anulado ou não; dúvida de quem seria o infrator de uma falta (vide essas situações mais detalhadas em: http://wp.me/p55Mu0-Q5). Entretanto, durante os testes, a FIFA achou importante que se permitisse ao VAR comunicar ao árbitro outros lances relevantes da partida, como, por exemplo, agressões fora do campo visual. E foi justamente o que ocorreu no jogo entre Atlético Nacional x Kashima!

Aos 27m, Mosquera (NAC) tromba com Nishi Daigo (KAS). Supostamente durante a trombada, o atacante do time japonês é também calçado (confesso que tenho dúvidas se ocorreu a infração ou não). O detalhe é que o árbitro central Vitor Kassai (húngaro) não viu o lance pois, conforme seu posicionamento em campo, estava com a visão encoberta. O árbitro de vídeo Damir Skomina (esloveno) é quem viu e relatou. Avisado, na primeira paralisação da partida o juiz correu à beira do gramado e assistiu o lance em um monitor junto ao quarto-árbitro (isso também não estaria originalmente disponível, já que a primeira ideia era de que a informação fosse somente por rádio).

Tecnicamente, o sistema de uso da tecnologia funcionou perfeitamente, com os ajustes acrescentados durante as experiências: o árbitro foi informado do lance, e em dúvida da informação consultou a jogada em um monitor à beira do gramado. Simples.

Mas outro grande detalhe não foi somente o uso da tecnologia, mas de conhecimento da regra: no mesmo lance, o atacante Nishi ESTAVA EM IMPEDIMENTO!

Acertou ou errou o árbitro então?

Vamos lá: acertou!

Explico: a bola é cruzada na área e não vai para Nishi. Ele está em impedimento passivo! Se a bola fosse a Nishi e ele estivesse tentando dominá-la, seria impedimento ativo – e essa condição precederia o pênalti. Dessa forma, você não pode marcar o pênalti, mas deve confirmar o impedimento. E dependendo da violência da infração, pode dar a sanção disciplinar (cartão amarelo ou vermelho), mesmo não marcando o pênalti pois o jogo já estava paralisado com o impedimento ativo.

Assim, o pênalti (se realmente houve o toque infracional) foi duplamente bem marcado: pelo uso da tecnologia em um lance fora do campo visual do árbitro e por ser em uma jogada de pouco conhecimento teórico de muita gente. Reitero: se estivesse em impedimento ativo, não seria pênalti; mas em impedimento passivo, é infração fora do lance de bola e falta (como está dentro da área, é pênalti).

Lembrando: se o uso do VAR fosse como anteriormente discutido no começo do ano em Cardiff (as 4 situações citadas), esse pênalti não seria avisado ao árbitro.

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– Hoje #SomosTodosMedellín

O simpático Atlético Nacional de Medellín estréia no Mundial de Clubes do Japão nesta quarta-feira, 08h30, contra o Kashima.

Como não torcer para o clube colombiano que se irmanou na dor dos brasileiros com a tragédia da Chapecoense e abriu até mesmo o direito de ser declarado Campeão da Copa Sul-americana, além das ações solidárias promovidas?

Para mim, seria justo que a equipe já tivesse assegurado ao menos o Prêmio Fair Play da FIFA nas festividades do começo de ano. Mas, certamente, o Brasil torcerá como nunca pelo time da outrora malvista Medellín.

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– São cidadãos ou bandidos?

Viram os dois idiotas supostos “torcedores” do Fluminense, bolinando e agredindo verbalmente torcedores pacíficos (incluindo um idoso) do Internacional?

Ridículo. Alguns tentam justificar tal fato alegando que o “futebol é um universo a parte”. Nada disso, foi ato de bandidos.

Os folgados se chamam: Bruno Vargas Costa e Antonio Neto. Abaixo,

em: https://youtu.be/bx2hFht0PWw

(Em tempo: os caras tiram sarro e ameaçam agredir quem caiu para a Série B. Mas o Flu não caiu até a C?)

– Nada de lamentar o Internacional

O Inter fez por merecer o rebaixamento. Trabalhou muito errado durante o ano, com trapalhadas e declarações infelizes.

Que a nova diretoria arranque a imagem antipática criada pelos atuais cartolas e honrando a grandeza do Colorado, traga de volta à Série A o grande time gaúcho.

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– MT e MS decepcionam na reta final do Brasileirão

Os árbitros expoentes de seus estados, Wagner Reway (MT) e Paulo Volkopff (MS), decepcionaram nesta última rodada do Brasileirão.

Reway apitou razoavelmente Cruzeiro 3×2 Corinthians, sendo que acabou “iludido” por faltas forçadas em alguns lances. Para alguém que já é aspirante à FIFA, não pode cair nessas bobeadas. Repito o que tenho sempre dito: tem bom porte físico, sabe apitar, mas há de melhorar tecnicamente e ganhar regularidade.

Volkopff já tinha ido muito mal no Atlético Paranaense x Internacional, na rodada 24. No Pacaembú, em São Paulo 5×0 Santa Cruz, ao invés de marcar pênalti em Cueva, marcou simulação e aplicou o amarelo (sendo o 2o cartão amarelo do peruano, expulso).

Enfim, que a arbitragem tenha novos ares em 2017mas para melhor!

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– A Triste Realidade dos Jogadores de Futebol no Brasil

Você acha que todo “boleiro” é rico, passeia o mundo e fica em hotel 5 estrelas?

Calma lá, não é bem assim…

Veja essa triste realidade, retratada no Estadão de domingo, em seu Caderno de Esportes:

NO BRASIL, JOGADOR DE FUTEBOL É AMEAÇADO E GANHA MAL

Estudo de entidade ligada aos jogadores constata que a situação dos atletas no País é de má condição de trabalho e instabilidade

Por Jamil Chade

Distante das grandes estrelas, a grande maioria dos jogadores de futebol no Brasil vive uma situação de vulnerabilidade, salários baixos e até ameaças. Isso é o que revela um levantamento recém-concluído da Federação Internacional dos Futebolistas Profissionais (FIFPro). O estudo envolveu entrevistas com quase 14 mil atletas pelo mundo e mostra que, se a indústria do futebol movimenta bilhões e enriquece cartolas, milhares de seus principais atores – os atletas – vivem à sombra desse cenário de riqueza, glamour e luxo.

Para realizar o maior levantamento já realizado em âmbito mundial sobre a real situação dos jogadores de futebol, o sindicato contou com a ajuda especialistas da Universidade de Manchester, na Inglaterra.

O Relatório Global de Emprego da FIFPro convidou os jogadores a responderem a 23 perguntas, abordando temas como salários, contratos, transferências, treinamento, fixação de correspondências, violência, segurança no trabalho, saúde, bem-estar e educação. No caso dos dados referentes ao Brasil, eles foram coletados a partir de uma pesquisa inicial com cerca de 105 jogadores profissionais espalhados por clubes de todo o País.

O levantamento concluiu que, em média, 52% dos atletas nacionais sofreram atrasos no pagamento de seus salários nos últimos dois anos, um índice bastante alto.

No lado B do futebol brasileiro e longe da realidade de astros como Neymar, já independente financeiramente aos 24 anos, a ampla maioria dos jogadores – 83,3% – ganha menos de US$ 1 mil (R$ 3,5 mil) por mês. Muitos deles, segundo a pesquisa, precisam dividir seu tempo entre o futebol e outros empregos que possam ajudar a complementar a renda. Apenas 1,1% dos jogadores profissionais do Brasil recebem um salário maior que R$ 50 mil.

Levando-se em consideração os dados da CPI do Futebol no Senado, encerrada nesta semana sem pedir punição para nenhum dirigente do futebol brasileiro, pode-se concluir que o que José Maria Marin e Ricardo Teixeira, dois ex-presidentes da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), ganharam em salários apenas como presidentes do Comitê Organizador da Copa do Mundo de 2014 (cerca de R$ 11 milhões) seria suficiente para bancar dez clubes durante um ano inteiro.

INCERTEZA

A instabilidade é outra marca dos atletas de futebol no Brasil. Na pesquisa realizada em 54 países e com jogadores que atuam em 87 ligas na Europa, Américas e África, os brasileiros são os que têm em média os contratos mais curtos, de apenas 11 meses. E 47% deles sequer têm uma cópia de seu contrato de trabalho.

A vulnerabilidade ainda é reforçada pela alta taxa de jogadores que afirmam ter sido alvos de algum tipo de ameaça. Segundo a pesquisa, 29% dos que atuam no futebol brasileiro disseram que foram vítimas de ameaças físicas por parte de torcedores e mesmo treinadores.

Os dados nacionais, em muitas ocasiões, são ainda mais dramáticos que a média mundial. Segundo o estudo, mais da metade dos jogadores brasileiros registrou atrasos em seus pagamentos – a taxa internacional é de 40%.  As ameaças contra os brasileiros ainda seriam quase três vezes superiores à média mundial, de apenas 10%.

PREOCUPAÇÃO

O lado B do futebol mundial também preocupa o sindicato. “Não podemos aceitar esta situação’’, comentou o secretário-geral da FIFPro, Theo van Seggelen. Segundo ele, a média de salários no esporte oscila entre US$ 1 mil (R$ 3,5 mil) e US$ 2 mil (R$ 7 mil) por mês. “Nem todos os jogadores têm três carros de cores diferentes. São seres humanos normais, que merecem ser pagos a tempo e hora, porque também têm filhos e contas para pagar’’, alerta Van Seggelen.

Apenas 2% dos jogadores têm vencimentos acima de US$ 750 mil (R$ 2,6 milhões) por ano, patamar considerado como a fronteira entre os atletas da pequena elite mundial do esporte o restante dos milhares de profissionais. “Essa é a realidade de nossa indústria do futebol, que é completamente diferente do que a maioria dos torcedores pensam”, afirmou o secretário-geral da FIFPro.

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– O Internacional OUSOU falsificar documentos para prejudicar o Vitória?

A CBF divulgou uma nota dizendo que enviará denúncia contra o Internacional para o STJD, pois tem provas de que o Internacional falsificou documentos para prejudicar o Vitória, rebaixando-o e permanecendo na 1a divisão.

Gravíssimo para o Colorado, se confirmado! Tão grave quanto será, se for equívoco da Confederação Brasileira de Futebol.

Quero crer que seja apenas um engano. Mas caso seja verdade, a pena tem que ser severíssima!

A nota da CBF aqui: http://www.cbf.com.br/noticias/a-cbf/nota-de-esclarecimento-10?ref=bigfeatured#.WEsUXXfOrow

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– VAR da FIFA é real. VAR da CBF é balela.

O texto é comprido, mas vale a leitura bem atenta para ver o quanto se mente no futebol brasileiro.

Você já deve ter ouvido a lorota de que a CBF utilizaria o recurso de vídeo neste Campeonato Brasileiro e, de conhecimento público, não usou. Pois bem, vamos lá:

Tudo começou em 5 de março deste ano, em Cardiff, quando o lobby feito por Gianni Infantino (o novo presidente da FIFA) obteve êxito e na reunião promovida pela Internacional Board houve a aprovação do uso (em fase de testes nos campeonatos profissionais) de V.A.R. (vídeo árbitros assistentes).

A priori, foram discutidas 4 situações para tal intervenção da tecnologia:

1- Confirmar ou anular um gol discutível (por exemplo: se o atleta usou a mão na bola para fazer um gol e o árbitro possa ter sido enganado e acreditado que foi de cabeça);

2- Confirmar ou anular uma penalidade máxima (por exemplo: o árbitro crê que um atleta tenha sido tocado e na verdade ocorreu uma simulação de infração);

3- Aplicar ou não um cartão vermelho de maneira justa ou injusta (por exemplo: se um árbitro expulsa um atleta por um carrinho violento e na verdade o jogador tenha ido única e exclusivamente na bola);

4- Identificar atletas de maneira correta quando for aplicar uma punição com cartão (por exemplo: um atleta agarra um adversário e deve receber o cartão amarelo, mas o juiz se confunde e não memoriza quem foi o infrator para dar a advertência).

A proposta inicial foi a de que o árbitro de vídeo poderia interpelar o árbitro principal ou o árbitro principal procurar o árbitro de vídeo (via rádio). Porém, a decisão final continuaria (como continua sendo) do árbitro principal, aceitando ou não a informação do vídeo-árbitro.

Com o avanço das discussões e de jogos-testes, definiu-se a necessidade de um monitor à beira do gramado para o árbitro rever os lances e a possibilidade de uso do recurso em outras situações. Na oportunidade, postamos as primeiras decisões nesse texto: http://wp.me/p55Mu0-Q5.

Nesse interim, a CBF fez uma grande divulgação do fato, levando a crer que ela própria quem houvera influenciado a FIFA. Ledo engano…

No dia 08 de março, chamamos a atenção para a propaganda enganosa da CBF: a entidade prometia usar o recurso do Vídeo Árbitro até em Agosto de 2016. Dissemos ser impossível, simplesmente pelo tempo inábil e pelo fato de você não poder mudar a regra de um campeonato profissional no meio da competição. A FIFA não deixaria e a Regra do Jogo ser alterada sem treino e com tamanho despreparo dos cartolas brasileiros envolvidos. Lembre-se dessa postagem em:  http://wp.me/p55Mu0-QM.

Em 13 de abril, quando a Comissão de Árbitros se gabava da iminente utilização, reiteramos que a CBF estava mentindo (registrado em: http://wp.me/p55Mu0-Tt).

Em 02 de junho, falamos sobre o fato da CBF não ter sido autorizada pela FIFA a usar o árbitro de vídeo de maneira oficial, apenas na condição em OFF (claro, o campeonato estava em andamento e não poderíamos mudar a regra em meio a competição). Os testes seriam realizados, mas o VAR não poderia se comunicar com o árbitro principal (relembre esse texto em: http://wp.me/p55Mu0-X5).

Ao longo dos meses, a CBF resolveu divulgar que poderia utilizar o recurso em Setembro, em Outubro ou Novembro, ou ainda na série B de 2017.

Ué, mas não tinha insistido que era em Agosto de 2016?

Pois bem: em Novembro, a FIFA divulgou os árbitros que atuarão no Mundial de Clubes de 2016 no Japão, e que usará o recurso do VAR. O Brasil, país integrante da Conmebol e “precursor” do árbitro de vídeo (que nunca testou de verdade) não teve nenhum representante indicado. Entretanto, o Paraguai representará nosso continente com o árbitro Enrique Cáceres e o vídeo árbitro sulamericano será o uruguaio Andrés Cunha (a relação completa em: http://wp.me/p55Mu0-1bW)

Que feio… não éramos os pioneiros do uso da tecnologia, como a CBF e seus cartolas diziam?

Dia 11 de dezembro o Brasileirão se encerrará, e o árbitro de vídeo não pisou em nenhum gramado brasileiro.

Motivos?

Alguns são óbvios: despreparo da Comissão de Árbitros da CBF, falta de treinamento, inexistência de empresa contratada para a tecnologia e cronograma para implantação em branco.

Outros motivos podem ser descobertos com a publicação relevante do jornal “Lance” da Edição de 08/12/2016, na Coluna “De Prima”: o fato da CBF não concordar com a forma de implantação já realizada pela FIFA!

A CBF quer que o árbitro de vídeo só atue nas 4 situações acima elencadas e mandou uma carta a Zurique pedindo essa restrição. A FIFA (que havia ampliado a permissão do árbitro de vídeo para qualquer lance interpretativo e relevante para legitimar uma decisão do árbitro, durante o ano) nem deu bola ao pedido brasileiro. Outra situação: a CBF quer que o árbitro de vídeo informe da sua cabine o árbitro central via rádio, sem a permissão do próprio árbitro (que é quem toma a decisão final) ver as imagens. A FIFA desprezou tal colocação, permitindo que um monitor esteja próximo ao 4o árbitro para que, em caso de dúvida ou para referendar a informação do VAR, o próprio árbitro possa assistir esse lance à beira do gramado.

Quem está com a razão: a CBF ou a FIFA?

E pensar que a CBF falou, falou, falou e nada fez. Enquanto isso, a FIFA já usará oficialmente no Mundial de Clubes e deve utilizar na Copa da Rússia em 2018.

Sugestão: que tal Marco Polo Del Nero, com a força de representante da presidência da casa, embarcar para a Suíça a fim de discutir essa situação? A propósito, se existir escala nos EUA, poderá fazer visita a José Maria Marin.

Na foto, o exemplo bem sucedido de um dos testes, na partida entre Red Bull NY versus Orlando City (veja o árbitro central tirando suas dúvidas).

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– O título do Grêmio e a ilógica dos treinadores

Costumo brincar que a lógica maior do futebol é que ele é ilógico. Quer exemplos?

Manchester United com Mourinho, Manchester City com Guardiola e o Liverpool com Jürgen Klupp eram os favoritos na Inglaterra. Porém, o Chelsea de Antonio Conte lidera o campeonato nacional e o técnico indicado ao “The Best da FIFA” é Cláudio Ranieri do Leicester.

Aqui no Brasil, pregamos (e com razão) que o treinador tem que estudar e se aprimorar. Mas Renato Gaúcho (que virou Portaluppi) passou dois anos curtindo as praias cariocas, namorando muitas moças, jogando futevôlei e olhando o mar. Contratado pelo Grêmio, surpreendeu a todos ajeitando o time e conquistando a Copa do Brasil. Com o título, ironizou quem sai do país para estudar.

O futebol é incrível por permitir esses detalhes. Mas que não se faça apologia na qual o boleiro relaxado é quem vence como treinador. E não tiremos o mérito do Grêmio, afinal, é Pentacampeão da competição.

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– Tentando entender a liberação dos Estádios pela FPF… Qual é a Regra?

O Estádio Jayme Cintra foi interditado pela Federação Paulista de Futebol, junto com outras 56 praças esportivas, para os campeonatos profissionais promovidos pela entidade.

Entretanto, haverá a partida amistosa beneficente entre os amigos de Nenê x Amigos de Romário (com provável lotação) nesta semana. O mesmo estádio está liberado pela própria FPF para a Copa São Paulo de Futebol Jrs, cuja entrada é gratuita e certeza de grande público.

Parafrasearei a pergunta do amigo jornalista Heitor Freddo: por quê para as pessoas que pagarão o ingresso na A3 o estádio leva risco, e para os demais eventos (com muito maior número de torcedores) inexiste a preocupação?

Incoerência das autoridades que interditam para um tipo de torneio (com menor público) e liberam para os de maior apelo.

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– Demagogia de quem prometeu…

Lembram quem criticamos/ duvidamos das homenagens prometidas pelos clubes à Chapecoense?

Parece que não aconteceram como alardeadas… O Corinthians não usará mais verde e o Palmeiras não mais jogará com a camisa da Chape.

Essa ilustração do Renato Peters é perfeita:

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– A Escala do Jogo que não deveria existir!

Que coisa! Ao invés de cancelar oficialmente o jogo, a CBF resolveu escalar um quarteto de arbitragem para configurar o WO duplo na partida entre Chapecoense x Atlético Mineiro.

O árbitro Rodrigo Alonso Pereira irá ao estádio no horário marcado e confirmado da partida pela CBF, entrará uniformizado em campo, ficará melancolicamente olhando as arquibancadas vazias da Arena Condá, esperará o tempo regulamentar e configurará as ausências já anunciadas das equipes.

Detalhe: a Chapecoense terá que pagar as despesas normais da realização de uma partida de futebol.

Que insensatez… só para promover constrangimento e dar prejuízo ao time.

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– A Caridade à Chapecoense já vai se dissipando?

Arrefeceu-se o entusiasmo da ajuda ao time da Chapecoense. A CBF parece que não deseja blindar a equipe catarinense com o não rebaixamento por 3 anos. Total insensibilidade…

Aliás, a ajuda solidária e desinteressada dura até o momento em que a memória se abala. O consternamento não é perene (mesmo com a gravidade da tragédia), e infelizmente as “cláusulas de apoio” começam a surgir.

Que a Chape aceite imediatamente todas as justas benesses que possa conseguir, pois o que parecia improvável (a insensatez da sociedade) não é observável no mundo do futebol…

A propósito, já faz mais de 1 ano que o presidente Marco Polo Del Nero é procurado pelo FBI e tal fato passou ao largo. Que tal se ele fosse agradecer as sinceras homenagens proporcionadas pelo povo colombiano “in loco”?

Seria tão bom ao mundo do futebol…

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– E se o Futebol inovasse na disputa do título como faz a Fórmula 1?

As decisões do pilotos campões da Fórmula 1 nas temporadas de 2015 e 2016 se deram no paradisíaco Emirado de Abu Dhabi. Mas no ano passado, houve uma novidade da Regra: no último Grande Prêmio, OS PONTOS FORAM DOBRADOS

O propósito foi o de levar emoção até o fim do torneio. E se essa idéia fosse adotada no futebol, imaginaram que curioso?

Todos os jogos da última rodada premiando os vencedores com 6 pontos? Título, Classificação para a Libertadores e Rebaixamento decididos num super desfecho?

Claro que seria complicado e inviável. Afinal, o time grande que jogar em casa contra o pequeno gostará. Mas o clube que for visitante e tiver que encarar “uma pedreira”, certamente chiará.

Já pensaram se a CBF resolve “apimentar” o campeonato com algo assim? Aliás, me recordo quando Eduardo José Farah resolveu incrementar o Paulistão com algumas novidades e criou a Regra do Empate decidido nos pênaltis. Empatou, tiros penais e dois pontos para o vencedor. Mas se o empate fosse 0x0, o perdedor da disputa não levaria nenhum ponto e o vencedor, 1.

Haja calculadora para as contas dos interessados… Aliás, a própria Fórmula 1 fez uma experiência mais radical ainda em 2009: o vencedor não era quem tivesse o maior número de pontos conquistados nas corridas, mas sim o que vencesse mais GPs. Imaginaram um time chegar na última rodada com mais pontos do que outro, e perder o título pelo número de vitórias? Uma coisa é certa: o empate seria a mesma coisa que uma derrota.

Gosta de idéias assim? Deixe seu comentário:
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– O lamentável même ateu do acidente da Chapecoense.

Respeito muito a crença alheia. Todo muito pode ter sua fé seja ela qual for (ou não ter nenhuma). Mas é inadmissível que se faça trollagem religiosa com o trágico acidente da Chapecoense.

Lamentável a publicação da Associação Brasileira de Ateus ironizando os jogadores.

Tanto quanto non sense se torna um fanático religioso, se torna o fanático ateu!

Que desrespeito!

Abaixo a foto, extraída de Veja SP, em: http://vejasp.abril.com.br/materia/atea-polemica-religiao-chapecoense?utm_source=redesabril_vejasp&utm_medium=facebook&utm_campaign=vejasp

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ATEUS SE ENVOLVE EM POLÊMICA SOBRE ACIDENTE AÉREO

Página do grupo postou uma imagem fazendo chacota de tragédia com o time Chapecoense

Por: Veja São Paulo02/12/2016 às 15:02 – Atualizado em 02/12/2016 às 17:16

A ATEA, Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos, se envolveu em uma discussão em sua página do Facebook na tarde de quinta (1º), ao publicar uma foto em que satirizava o acidente aéreo envolvendo a equipe do time Chapecoense, ocorrido no último dia 29.

Uma imagem onde jogadores apareciam rezando no gramado, seguida de um registro do avião destroçado no chão com a frase ‘resposta de Deus‘, deixou alguns internautas, inclusive ateus seguidores da Atea, inconformados.

A postagem recebeu milhares de comentários em que seguidores afirmavam, por exemplo, que ‘era de péssimo gosto lidar com a tragédia e ofender os familiares daquela maneira’. Alguns diziam que, mesmo sendo ateus, achavam que a montagem soava como uma violência religiosa para quem acreditava em Deus. Ao mesmo tempo, havia também quem concordasse com a ação. Horas depois, um pedido de desculpas foi publicado pela associação, mas surgiu uma nova enxurrada de reclamações. “Desrespeito é o que a religião faz com as pessoas“, dizia o recado, que também foi criticado pelos seguidores da página.

“Se desculparam de uma forma bem desonesta. Se a religião se aproveita do momento de dor (o que é errado), a página fez a mesma coisa para tentar usar religião de chacota, o que não deu muito certo pois a chacota foi direcionado aos acontecimentos e não à religião“, comentou um seguidor.

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– Separando time dos cartolas que o gerenciam. E o fair play vai para…

Fernando Carvalho e Victório Píffero, dirigentes do Internacional, mostraram o quão mesquinhas as pessoas podem ser. O nível das bobagens ditas fez com que os torcedores do Brasil confundissem “clube” e “pessoas”.

Pois bem: a própria torcida colorada se manifestou com faixas nesse domingo mostrando a grandeza do clube (abaixo) contra a virada de mesa desejada pelos nefastos diretores.

A propósito, o Atlético Nacional, cuja cidade-sede Medellín era sinônimo de narcotráfico, mudou a cara do país, mostrando a verdadeira face da Colômbia e despertando o espírito solidário no mundo. Aliás, aquele prêmio FAIR PLAY que a FIFA dá para as obras de humanidade no futebol (que em 2004 o Brasil ganhou com o “jogo da paz” no Haiti), já tem dono indiscutivelmente se a entidade for sensível.

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– Fica quieto, Eurico!

Uma das pérolas do futebol: Eurico Miranda, apresentando o novo treinador do Vasco da Gama (o simpático Cristóvão Borges) disse que só ele reunia as características para assumir o time cruz-maltino. Disse ainda que há muita gente da imprensa que fica “babando ovo” para muitos técnicos. Inclusive, chegou a dizer que não vê muita coisa “nesse tal de Guardiola”.

Aí é demais…

Lembro-me que certa vez Eurico disse:

“Técnico não ganha jogo, mas só ajuda a perder”.

Taí. É o #GER7x1BRA fazendo história cada vez mais…

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– Os insensíveis é que deveriam ser punidos!

Marco Polo, Nadur e e Carvalho: os infelizes e insensíveis cartolas!

Em meio à comoção da tragédia da Chapecoense, Marco Polo Del Nero, presidente da CBF, quer que a Chapecoense jogue no dia 11 pelo menos com um time reserva para que se faça “uma grande festa como homenagem! Que insano… Parabéns ao presidente do Atlético Mineiro, Daniel Nepomuceno, que já disse que dará WO se a partida for confirmada.

Alejandro Nadur, presidente do Huracán, foi infeliz ao dizer que o Atlético Nacional era demagogo em ofertar o título à Chape. Meu Deus… sentimento verdadeiro virou pecado?

Inoportunamente, o cartola do Internacional Fernando Carvalho se revoltou contra a alteração a tabela do Campeonato Brasileiro alegando que deveria ser respeitada a tragédia pessoal do time colorado, que é a fuga da série B. Depois fez um pedido de “meia desculpa” que não colou.

Repugnantes, nojentos e desumanos. Nunca declarei torcida contra, mas ficarei feliz se ver Del Nero na cadeia em breve, o presidente do Huracan perdendo tudo e o Internacional rebaixado.

A ganância e a vaidade pessoal mostram o quão mesquinho muitos homens são. Enquanto isso, o solidário Atlético Nacional e o povo de Medellin (tão sofrido) se tornam exemplos de bondade e humanidade ao mundo inteiro.

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– Minha derradeira postagem sobre o acidente da equipe da Chapecoense

Já escrevi algumas postagens sobre o triste episódio da queda do avião da Chapecoense. O mundo do esporte está triste e saturado do assunto. Mas prometo ser o último texto sobre isso, questionando algumas coisas:

  • O avião, de avançada idade, era do próprio piloto e indicado pela Conmebol? Seria ainda um descuido por pane seca? Será que equipes da Champions League, como Chelsea, Bayern, Real, entre outras, voariam em companhias de uma única aeronave? É claro que a Chapecoense é um clube mais humilde, mas fretar um vôo de uma empresa de aluguel boliviana (e que um dia foi venezuelana), cá entre nós, é estranho.
  • Os esforços das autoridades e do povo colombiano são dignos de gente diferenciada (e do bem)! Quanta mobilização e solidariedade. Aliás, o fato do Atlético Nacional desejar que se entregue o título à Chape é exemplo de desportividade na sua essência.
  • Por quê o presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, não viajou para Medellin, já que o vice-presidente (o polêmico Delfim Peixoto) também foi uma das vítimas?
  • Imaginem a dor dos sobreviventes, em especial do goleiro que teve a perna amputada (além do trauma emocional da queda)? Que Deus dê forças a ele e aos outros.
  • A mobilização dos clubes mundo afora é exemplar. Todos consternados, e de louvável os entendimentos de algumas equipes brasileiras em prol da ajuda ao time catarinense: empréstimos gratuitos de jogadores, desejo de não rebaixamento nas próximas temporadas do Brasileirão e uma certa irmandade dos dirigentes adversários. A relação abalada entre presidentes parece ter se diluído com este acidente, proporcionando um envolvimento solidário entre os cartolas de co-irmãos.
  • Alguns preconceitos bobos – como ausência do verde em menções do Corinthians – foram deixados de lado. Ótimo!

Enfim, se pane seca ou não; se bobeada da torre de controle do Aeroporto de Medellín ou apenas mal entendido; seja o que for: nada consolará os familiares das vítimas.

Lamento a morte dos atletas acidentados; do educado, estudioso e diferenciado treinador Caio Jr (com quem tive o prazer de trabalhar em campo e de viver uma situação inusitada com ele e Emerson Leão no TJD da FPF, que não vem ao caso agora); dos jornalistas; do ex-jogador e ex-treinador Mário Sérgio; do preparador físico Luís “Cesinha” Martins (que por muito tempo foi o responsável pelos testes físicos da arbitragem da FPF e nosso profissional nas pré-temporadas do Campeonato Paulista) e, finalmente, aos parentes e amigos dos agora defuntos cidadãos.

#FORÇACHAPE

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– Mário Sérgio iria fazer seu último jogo pela FOX antes de pedir demissão!

É de arrepiar: um relato “pré-viagem” sobre a conversa de Mauro Beting e a esposa do Mário Sérgio antes do embarque para sua “viagem sem volta” com a delegação da Chapecoense.

O depoimento do jornalista, atualmente na Jovem Pan e no Esporte Interativo, sobre o que seria o último jogo do Mário Sérgio, pois pediria demissão da FOX Sports logo após a volta de Medellin.

Extraído do Blog do Paulinho, vídeo em: https://www.youtube.com/watch?v=COrXL_d-vwY&feature=youtu.be

– A tragédia da Chapecoense

Para quem acordou agora, uma tragédia no mundo do esporte. Caiu o avião da Chapecoense, próximo do aeroporto de Medellín, onde jogaria a final da Copa Sul-americana contra o Atlético Nacional.

Às 03h15 de Brasília (00h15 de Bogotá) – o avião sumiu do radar da Torre de Controle do aeroporto.

Às 03h50 – supostamente a queda ocorreu por falta de combustível.

Às 04h20 – primeiras notícias são de que existem sobreviventes, segundo o prefeito de Medellin.

Às 04h30 – muita chuva e o resgate não consegue chegar ao ponto da queda.

Às 04h36 – primeiro comunicado oficial: dos 81 passageiros do avião (que era de uma empresa boliviana), há pelo menos 6 sobreviventes.

Às 04h50 – o transporte de vítimas é feito a pé pelos socorristas devido ao difícil acesso. As ambulâncias não conseguem chegar até a aeronave, tendo um percurso a pé a ser realizado.

Às 05h00 – somente 4 pessoas foram socorridas, devido ao local da queda. Confirmou-se 72 passageiros e 9 tripulantes. Há jogadores da Chape, comissão técnica e dirigentes. Também jornalistas de rádio e TV que participariam da transmissão do jogo, além de outros passageiros.

Às 05h10 – a Rádio Caracol (maior emissora da Colômbia), chega ao acidente e diz que a imagem é “dantesca”.  Confirmado: dois mortos e dois sobreviventes resgatados.

Às 05h15 – uma atleta da Chape foi socorrido com vida. A confirmar a identidade.

Às 06h00 – 3 atletas resgatados com vida. Somente ao longo do dia saberemos ao certo tudo o que aconteceu.

Às 06h40 – Confirma-se que somente veículos 4×4 tracionados conseguem chegar ao local, sendo que as autoridades pedem ajuda de voluntários que tenham tais veículos.

Com os meios de comunicação desse mundo da tecnologia e informação on-line, é incrível como o planeta se tornou rápido. É o conceito real de “aldeia global”.

Ops: a lista de passageiros conta 21 jornalistas no avião, sendo 6 da Fox Sports e 3 da TV Globo. Dentre eles, o ex-jogador Mário Sérgio, Deva Pascovicci e Victorino Chermont.

06h50 – Prefeito de Medellín confirma, nas palavras dele, “ao menos 25 cadáveres”.

Respeitosamente, encerro essa postagem desejando que Deus conforte os familiares das vítimas e ajude os sobreviventes. E falar o quê de uma empresa que permite pane seca em um avião?

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