– Paulista e Batatais ressurgindo pela garotada?

O Paulista de Jundiaí, depois do age da conquista da Copa do Brasil e da sua participação na Libertadores da América, amargurou as quedas de divisões nos Campeonatos Brasileiro e Paulista. Hoje, na A3, o Galo aposta no ressurgimento com um grupo de trabalho capitaneado pelo treinador Carlinhos Alves. Só que a ressurreição, na prática, tem vindo dos garotos do Sub20: jogando em Jundiaí, no Jayme Cintra, venceu as 7 partidas da Copa São Paulo 2017 com um bonito futebol ofensivo, levando no último jogo quase 15.000 pessoas no estádio (mesmo o jogo sendo às 21h e duas emissoras de TV transmitindo).

O que o Batatais tem a ver com isso?

É que ambos estão com as contas “quebradas”, no vermelho, envolvidos em dívidas trabalhistas. A diferença é que o Fantasma foi um time cigano, jogando a Copinha em Cravinhos e em outras cidades. A garotada da base também tem sido um alento, mesmo com público pífio e o Profissional “invejando” o carinho recebido por parte deles.

Aí, é inevitável questionar: as diretorias de Paulista e Batatais se planejaram com as equipes Sub20 para terem tal desempenho, diferente do pífio rendimento das equipes principais? Foi o acaso, foi uma terceirização ou ainda a aposta em jovens talentos e treinadores na velha história do “não temos nada a perder”?

Parabéns a ambas agremiações, que sofreram com as contas do seus departamentos profissionais em 2016 e começam bem com nas categorias amadoras em 2017. Uma dessas equipes será finalista da atual Copa SP.

bomba.jpg

– A Revolução nas Regras do Futebol que estará sendo debatida na FIFA

Marco van Basten era um dos meus ídolos daquele Milan fantástico dos anos 90. Hoje, ele é consultor técnico da FIFA, incumbido para sugerir e estudar mudanças no Futebol.

Em entrevista à Revista Alemã Sport Bild (reproduzida no Brasil pelo GloboEsporte), ele quer mudar radicalmente a prática do futebol.

Abaixo, 10 medidas (trazidas na entrevista) que van Basten vai propor e assustarão os mais conservadores:

10 SUGESTÕES DE VAN BASTEN PARA MUDAR O FUTEBOL

1. Uma “disputa de pênaltis” diferente
 
 
Se você acompanhou um pouco da MLS nos anos 90 vai lembrar do shootout. Van Basten quer essa novidade no lugar da prorrogação e da antiga disputa de pênaltis. “Cada equipe teria cinco tentativas. O árbitro apita, o jogador tem 25 metros e oito segundos para tentar marcar. Se o goleiro defender, acabou. Seria mais espetacular para os espectadores e mais interessantes para o jogador. Em cobranças de pênalti, tudo é decidido em um segundo. Com esse “mano a mano”, o jogador tem mais possibilidades, pode driblar, chutar ou esperar ver o comportamento do goleiro”, disse.
 
2. Fim do impedimento
 
 
“Eu estou muito curioso para saber como o futebol funcionaria sem o impedimento. Temo que muitos seriam contra. Eu seria a favor, pois o futebol se parece cada vez mais com o handebol, com as equipes colocando muralhas na frente da área. É muito difícil superá-la. Sem o impedimento, haveria mais possibilidades para os atacantes e mais gols. No hóquei sobre grama, o impedimento foi abolido e não causou problemas”.
 
3. Mais substituições
 
 
“Também estamos estudando permitir mais de três substituições por jogo. No mês passado, eu encontrei Pep Guardiola (técnico do Manchester City) e ele me perguntou: “Por que não temos o direito de fazer seis mudanças?””
 
4. Exclusão temporária
 
 
“Uma ideia é substituir o cartão amarelo por uma exclusão temporária de cinco ou dez minutos. Isso assusta os jogadores. É mais difícil com 10 contra 11, muito menos com 8 ou 9”.
 
5. Evitar a cera
 

“Estamos cientes do problema do tempo. Os torcedores querem ver ação, gols e duas lutas. Quanto mais tempo levar a substituição, a cobrança de falta ou o atendimento a uma lesão, maior será o tempo perdido. Temos de ser cuidadosos com isso. Discutimos também fazer os últimos dez minutos do jogo um período de bola rolando. A bola precisa rolar a cada dez minutos”.

 
6. Cinco faltas por jogo
 
 
“Eu tenho uma ideia de que um defensor, como no basquete, só pode fazer cinco faltas – na sexta ele precisa sair do jogo”.
 
7. Impedir pressão no árbitro
 
 
“Seria uma boa ideia se, como no rúgbi, apenas um jogador do time – o capitão – falasse com o juiz”.
 
8. Oito contra oito na base
 
“O futebol professional deve ter 11 contra 11. Mas na base seria perfeito num campo menor. Eles teriam a bola por mais tempo, participariam mais do jogo, se divertiriam mais, pois precisariam correr menos”.
 
9. Reduzir o número de jogos
 

 
10. Substituições mais rápidas
 
“Ainda estamos discutindo isso, o que é uma possibilidade. No entanto, será apenas para competições de base. Mas também devemos pensar no árbitro – ele precisa sempre saber quem está em campo”.
 

bomba.jpg

Marco van Basten, hoje.

– A Promessa da Vitória com o Método Contrário? Felipe Mello dando chance para a arbitragem…

A Sociedade Esportiva Palmeiras foi merecidamente vencedora no Brasileirão. O Alviverde não levou um cartão vermelho sequer na competição!

Agora, leio que Felipe Mello (que faz um ótimo marketing como “pitbull” da bola) declara que “se precisar vai dar ‘porrada’ na Libertadores pelo Verdão”.

Ué? Promoção pessoal do atleta alavancando antimarketing do Fair Play da própria equipe?

Mais do que isso: antes da bola rolar já está querendo se deixar marcado pela arbitragem.

Falta orientação…

bomba.jpg

– Análise da Arbitragem de Paulista 1×0 Chapecoense

O árbitro Salim Fende Chavez, cuja escala foi divulgada pela FPF apenas 3h antes do jogo, apitou em dois ritmos distintos:

um primeiro tempo corrido, fácil, sabendo aplicar muito bem a Lei da Vantagem, correndo e se posicionando corretamente. Advertiu verbalmente e com cartões amarelos acertadamente. Foi ótimo.

no segundo tempo, com o jogo mais difícil, marcou algumas faltas erradas (um equívoco grande, quando aos 28m um atleta da Chape chutou o chão e foi marcado o tiro direto). Apenas razoável e um pouco confuso. O bandeira Evandro Lima, que acertou tudo no 1o tempo, errou 3 laterais fáceis.

Da partida anterior que assisti in loco e dos jogos da TV que acompanhei o árbitro, ele evoluiu muito, apagando a péssima imagem da partida entre Paulista 1×1 Mirassol. Mas insisto que ele precisa manter o ritmo elevado da arbitragem nos dois tempos.

Lembrando alguns números: Faltas: PFC 26×10 AFC, em Amarelos: PFC 2×2 AFC.

30 SEGUNDOS FINAIS E 30 SEGUNDOS DE FESTA! ABAIXO:

– Análise Pré-Jogo para Paulista x Chapecoense!

Ufa! Faltando quase 3 horas para  a partida entre Galo x Chape, saiu a escala de árbitros: Salim Fende Chavez, que foi muito mal na Série A2 apitando Paulista 1×1 Mirassol no Jayme Cintra, não dando um pênalti decisivo em Erick Mamadeira no final do jogo (e apitou o “jogo do rebaixamento” no Bruno José Daniel – Santo André 0x0 Paulista), mas que teve atuação razoável na série A1 do Paulistão e boa atuação na Série C do Brasileirão (Guarani x Guaratinguetá), é o “misterioso árbitro” para hoje.

Por quê tanto mistério, frescura ou desleixo para divulgar a escala? Infelizmente, isso faz com que teorias da conspiração surjam.

Evandro de Melo Lima, o mesmo bandeira de Paulista x São Carlos, será o bandeira 1. Leonardo Augusto Villa o bandeira 2. Rodrigo Pires será o 4o árbitro.

Sobre aquela arbitragem contra o Mirassol, relembre: https://professorrafaelporcari.com/2016/02/28/analise-da-arbitragem-de-paulista-1×1-mirassol/

Acompanhe a transmissão de Paulista x Chapeconese pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Marcelo Tadeu; comentários de Robinson Berró Machado e Heitor Freddo; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Na técnica Antonio Carlos Caparroz e André Luís Lucas. Terça-feira, às 21h00 – mas fique com a melhor informação do Time Forte do Esporte desde às 20h00 com a jornada esportiva!

img_1934

– Como frear a China?

Com os gastos exorbitantes no futebol (em especial pelas equipes chinesas), uma ideia não tão velha ressurge: um teto aos salários com valores estipulados mundialmente.

Em 2014, neste blog, defendemos essa ideia no Brasil, visando a saúde financeira dos clubes, quebrados por pagarem o que não podiam. Abaixo:

PISO E TETO NOS SALÁRIOS DE FUTEBOL

Os clubes de futebol brasileiros estão quebrados financeiramente, isso é fato. Certamente, atletas como Fred ou Valdívia, se fossem contratados hoje, não receberiam tanto dinheiro.

A inflação nos salários vivida recentemente lembrou os anos 90, quando a Parmalat começou a repatriar jogadores com salários a nível europeu. Recentemente, alguns atletas também foram trazidos do Velho Continente a salário alto, mas não no auge da carreira.

Também os treinadores vivem essa alta: será que a majoração que se vê não está fora da realidade?

Talvez. Mas para a saúde financeira dos clubes, não deveriam se unir para a criação de um teto salarial, ao mesmo tempo em que os atletas deveriam lutar por um piso?

É chegada a hora de repensar os custos. Ou não?

bomba.jpg

– E o que mudou no Futebol Paulista?

Há exatamente 1 ano, o Cel Marcos Marinho era demitido da Comissão de Árbitros da FPF pelo então novo presidente, Reinaldo Carneiro Bastos, após escalar Flávio Rodrigues Guerra (que estava suspenso por 100 dias após mentir na súmula de Corinthians x Santos). Pesava a ele ainda as críticas ao seu assessor, Arthur Alves Jr (que era presidente do Sindicato dos Árbitros, em clara incompatibilidade de cargos), demitido dias antes sob acusação de suposto assédio sexual.

Um ano depois…

Cel Marinho é presidente da Comissão de Árbitros da CBF, Arthur Alves Jr continua como presidente do Safesp e Flávio Guerra comenta arbitragem no site Futebol Interior.

Relembre (publicado neste blog, em 16/01/2016):

DEMITIDO O CORONEL MARINHO

Na manhã deste sábado, o UOL Esporte publicou que o Cel Marinho não é mais chefe da Comissão de Arbitragem da Federação Paulista de Futebol.

Justo. Concordo com tal saída. Segundo a publicação, a escalação do seu afilhado de casamento para o jogo da Copa São Paulo de Futebol Jr entre SPFC x Figueirense, Flávio Rodrigues Guerra, mesmo estando suspenso por 100 dias pelo STJD, foi o mote para a decisão de Reinaldo Carneiro Bastos.

A notícia pode ser acessada no link do UOL: http://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas-noticias/2016/01/16/apos-escalar-arbitro-suspenso-coronel-marinho-deixa-comando-da-arbitragem.htm

Minha opinião pessoal: a demissão do Cel Marinho foi a “bola que pingou” na frente de Reinaldo Carneiro, e ele não deixou de chutá-la. Quem foi árbitro tinha conhecimento da relação conturbada entre Marco Polo Del Nero e Reinaldo Carneiro Bastos e sabia que o primeiro depositava toda a sua confiança no Coronel. Tanto que ele acumulou (e acumula) diversos cargos dentro da FPF: Comissão Paz no Esporte, Cadastramento de Torcidas Organizadas, Segurança e Vistoria em Estádios, além da própria CEAF-SP. Já Reinaldo nunca foi muito próximo a Marinho e ao seu assessor direto, Arthur Alves Júnior.

Quando surgiram os escândalos envolvendo denúncias de assédio moral e sexual de Arthur, a situação começou a ficar constrangedora, principalmente com o depoimento de que a árbitra Regildênia de Moura fez por meio da ex-árbitra Sílvia Regina que a denúncia de assédio chegasse ao Cel. Veja em: http://wp.me/p55Mu0-Fg.

Posteriormente, novas denúncias de possível lobby e influência de pessoas próximas ao Sindicato dos Árbitros ajudaram a minar a sustentabilidade no cargo (vide em: http://wp.me/p55Mu0-GB).

Por fim, o estopim foi a errada escala do veterano Flávio Guerra, que apitou mal a partida  e que estava suspenso pelo STJD pela mentira relatada na súmula entre Corinthians x Santos (vide em: http://wp.me/p55Mu0-IG).

E agora?

bomba.jpg

– Análise da Arbitragem de Paulista 2×1 São Carlos

Ótima arbitragem no Jayme Cintra. O árbitro Rafael Gomes Félix da Silva esteve muito bem, em um primeiro tempo eletrizante e limpo, mas num segundo tempo nervoso e difícil.

Fisicamente, correu o campo todo (e olha que a partida foi muito veloz). Em faltas: 18×18. Em cartões amarelos: 5×3. Em gols: 2×1.

Tecnicamente, discerniu as divididas mais viris de faltas ou não-faltas, e coibiu os “encontrões” pelo alto, fazendo ótima leitura da aplicação de vantagens.

Disciplinarmente, mostrou autoridade e advertiu com cartões corretamente os atletas, em especial no entrevero entre Zé Augusto e Moisés. O jogador do Paulista foi empurrado e, se não reage, somente o seu adversário receberia a advertência. Mas como quis reclamar e ficou discutindo, foi advertido (o chamado cartão infantil). Aliás, vários cartões que ambas equipes poderiam evitar.

Destaco o trabalho em equipe: juiz, bandeiras e quarto árbitro mostraram que houve um bom plano de trabalho nos vestiários (houve até vantagem em impedimento).

Gostei bastante do meu xará e espero ver esse mesmo trio sendo escalado em jogos mais importantes (claro, desejando o mesmo bom rendimento).

Um detalhe: a torcida do Paulista evitou um erro cometido em outras praças: gritar BICHA em tiros de meta, o que pode levar à punição da equipe. Em Jundiaí, a torcida gritou “vamo-vamo Galoooo nessas situações. Parabéns! Assista em: http://www.youtube.com/watch?v=u392KBwkJxE

Aproveito e compartilho: os 30 segundos finais e mais um minuto de festa após o apito final.

Aqui, em: http://www.youtube.com/watch?v=LvMELijecXs

– E o gramado do Maraca?

Depois de gastos bilionários para o Panamericano de 2007, para a Copa de 2014 e para a Rio 2016, olha só como está abandonado o Maracanã. Pode?

Abaixo:

bomba.jpg

– São Carlos, o adversário do Galo irá ser julgado por…

… culpa da sua torcida!

Algumas coisas que podem ser evitadas e que são proibidas pelas leis do futebol, devem ser obedecidas.

Pelo fato dos torcedores do São Carlos chamarem o goleiro do Vasco da Gama de “bicha” na última rodada, e também por soltar sinalizadores, o estádio Luís Augusto de Oliveira está sob observação da FPF e o clube foi citado em súmula, com julgamento dentro em breve (isso é informação).

Será que o jogo Paulista x São Carlos não foi para São Carlos como outrora estava programado pela FPF por culpa desse fato(isso aqui é simples indagação, não informação).

Evitemos problemas no Jayme Cintra, amigos.

O relato de tudo isso feito pelo árbitro, abaixo:

“Informo que aos 28 minutos foram soltos na torcida do São Carlos Futebol Ltda sinalizadores em pó coloridos, na cor azul. Informo que não houve necessidade de paralisar a partida pois a fumaça colorida cessou rapidamente.
Informo que aos 54 minutos, após o gol da equipe do São Carlos Futebol Ltda, paralisei a partida por 02 minutos devido a torcida do São Carlos Futebol Ltda acender sinalizadores (fogos de artifício). Solicitei junto ao policiamento a providencia para que este sinalizadores fossem apagados, onde o responsável passou o rádio ao policial que estava no meio da torcida para resolver este problema.

Informo que em todas as reposições de bola feitas pelo atleta de n°. 01, sr. João Pedro Soares Borges, da equipe Club de Regatas Vasco da Gama (RJ), a torcida do São Carlos Futebol Ltda gritava em alto e bom som: ‘BICHA’.”

Enfim, sobre o problema dos gritos homofóbicos, já escrevemos em: http://wp.me/p4RTuC-hDi

bomba.jpg

– Que feio, Água Santa. Tumultuando a Copinha?

Um “mico”: na Copa São Paulo de Futebol Jr, em Diadema, invasão de campo, agressão e árbitro marcando gol desmarcado. E mesmo sem clima, a partida foi até o final!

Veja só que “desagradável”, abaixo,

em: https://refnews.wordpress.com/2017/01/13/arbitragem-e-agredida-em-jogo-da-copinha-sp-junior-em-diadema/

ARBITRAGEM É AGREDIDA EM JOGO DA COPINHA SP JÚNIOR EM DIADEMA

Assistente anulou gol, torcedores partiram para cima e árbitro volta atrás na marcação.

Água Santa e Juventude faziam jogo bonito na tarde desta sexta-feira (13/01) no Inamar, em Diadema, pela 3ª fase da Copinha, mas um episódio com a arbitragem estragou o espetáculo.

Já no fim da partida, o árbitro Camilo Morais Zarpelão anulou um gol do Netuno, que surgiu em cobrança de escanteio. Após a marcação, torcedores e integrantes da diretoria do clube de Diadema invadiram o campo e partiram para cima do bandeirinha, que havia sinalizado impedimento. Na confusão generalizada, o bandeira acabou sendo agredido.

Rapidamente, o árbitro correu em direção ao bandeira e, com policiais já em campo para controlar a situação, chamou a decisão para si e deu o gol para o Água Santa, que empatou por 2 a 2 naquele instante e levou o duelo para os pênaltis. Com escoriações no rosto, o bandeirinha precisou receber atendimento médico. Nos pênaltis, o Juventude se deu melhor e avançou para as oitavas de final.

Durante o confronto, a torcida se revoltou com a anulação de dois gols do Água Santa, nas duas vezes alegando impedimento, e com a expulsão do lateral-esquerdo Felipe no segundo tempo, com vermelho direto, em lance que o árbitro viu agressão do jogador.

bomba.jpg

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista x São Carlos, Rodada 06 da Copa São Paulo

Arbitragem de “campeão” no Jayme Cintra para o jogo das 18h30: o juiz da última final da Copa São Paulo entre Corinthians x Flamengo, Rafael Gomes Félix da Silva, 34 anos, professor de Educação Física e 11 anos de carreira, apitará o confronto entre o Galo x Águia.

Rafael é um bom árbitro, apitou a Série A1 em 2016 e está evoluindo na carreira. Em alguns jogos em que o vi, teve uma irregularidade disciplinar considerável, que foi sendo corrigida. Tecnicamente não costuma falhar e tem ótimo condicionamento físico.

Evandro de Melo Lima, 30 anos de idade e 9 de carreira, com experiência em Série A1, será o bandeira 1. Paulo Márcio Carmo Hergesel, militar, 37 anos de idade e 8 de carreira, com experiência em Série A3, será o bandeira 2. Mário Mattos dos Santos será o quarto árbitro.

Desejo uma boa arbitragem ao quarteto e ótimo jogo para as equipes.

Acompanhe a transmissão de Paulista x São Carlos pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Marcelo Tadeu; comentários de Robinson Berró Machado e Heitor Freddo; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Na técnica Antonio Carlos Caparroz e André Luís Lucas. Sábado, às 18h30 – mas fique com a melhor informação do Time Forte do Esporte desde às 17h00 com a jornada esportiva!

– As boladas no Bumbum durante a Copa São Paulo

Um erro infantil da arbitragem que persiste na Copa São Paulo de Futebol Jrs 2017: o mau posicionamento dos árbitros em cobranças frontais de falta.

Nas escolas de arbitragem, o be-a-bá do apito diz: um árbitro deve se atentar à barreira, à área, ao seu assistente, ao cobrador e sua periferia. Trocando em miúdos: o juizão deve ficar posicionado aberto, normalmente à esquerda da bola e entre o cobrador, possibilitando que ele veja se o cobrador vai cobrar a falta para o gol ou tocá-la de lado, conseguindo enxergar a barreira e o seu bandeira, além, claro, da área e do gol.

O que relato é bem simples. Em um treino o iniciante consegue fazer o posicionamento correto. Entretanto, observei 3 árbitros no Jayme Cintra se posicionando muito mal nesses lances de bola parada. Em uma delas, ficou ridículo: o árbitro deu as costas ao cobrador, ficou com os joelhos flexionados olhando obcecadamente para o gol. Errado, pois não viu a bola ser cobrada (se foi correta ou não) e nem se atentava às periferias do campo.

E não é que pela mesma Copa São Paulo um árbitro foi premiado? Passando pela TV (não consegui identificar qual jogo), vi que o atleta foi cobrar a falta e a bola explodiu no bumbum do árbitro! Claro, ele estava entre a bola e a barreira, com o cobrador às suas costas (no erro constante citado).

Impossível que estejam ensinando errado na Escola de Árbitros Flávio Iazzetti, pois o Roberto Perassi, grande amigo e professor, é do ramo.

Será que alguém da Comissão de Árbitros orientou errado para existirem tantos jogos com o mesmo erro infantil, não costumeiro?

bomba.jpg

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem de Paulista x Red Bull, Rodada 5, Copa São Paulo.

José de Araújo Ribeiro Júnior, 29 anos, Professor de Educação Física, em seu 6o ano de carreira e com apenas 3 jogos profissionais na Série B do Campeonato Paulista, apitará Galo x Toro Loko.

Givanildo Oliveira Felix, 37 anos, Professor de Educação Física, 10 anos de FPF e poucos jogos profissionais, será o bandeira 1.

Fernando Luís Ravanelli, 33 anos, Professor de Educação Física, e no seu 5o ano de carreira, será o bandeira 2.

Clodoaldo Chaves da Silva, 37 anos, Professor de Educação Física, 8 de carreira, será o quarto árbitro.

Para um jogo eliminatório, é uma arbitragem inexperiente, já que eles têm trabalhado com frequência maior em jogos dos campeonatos Sub 15 e Sub 17. Nas demais partidas da Copa SP 2017, verifico que há árbitros com muito mais rodagem em jogos de A3, A2, além de árbitros de A1. Provavelmente, quem escalou o quarteto o fez pelo bom histórico disciplinar de ambas equipes (o que indica que as equipes, na linguagem da arbitragem, “são fáceis para se apitar”).

Desejo um bom jogo para os times e uma boa atuação da equipe de arbitragem.

Acompanhe a transmissão de Paulista x Red Bull pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Marcelo Tadeu; comentários de Robinson Berró Machado e Heitor Freddo; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Na técnica Antonio Carlos Caparroz e André Luís Lucas. Quinta-feira, às 16h00 – mas fique com a melhor informação do Time Forte do Esporte desde às 15h00 com a jornada esportiva !

bomba.jpg

– Análise Técnica, Tática e da Arbitragem do jogo Paulista 1×0 Atlético Goianiense

Tive o prazer de comentar um grande jogo nesta tarde/noite de 3a feira no Estádio Dr Jayme Cintra, com público de aproximadamente 7.000 pessoas. Vamos aos apontamentos mais importantes?

A- ANÁLISE TÉCNICA

O Paulista entrou em campo com o mesmo time das 3 últimas partidas, exceto pela ausência de Bryan e a entrada de Arthur. Com isso, o time trocou a armação de jogadas mais cadenciadas pela velocidade. E este foi o ritmo do jogo: um time bem rápido no ataque, preciso nos desarmes no meio campo e uma defesa bem técnica, sem bico ou chutão. Enquanto o Atlético Goianiense se limitava a defender com os bons zagueiros Rafael e Barbosa, sofrendo com o lateral direito Jair que levou “um baile” do atacante Criciúma. Poucos erros de passe, jogo limpo do Paulista durante os 90 minutos e nenhuma jogada mais violenta. O problema para o Galo foi o capricho na finalização, enquanto que o Dragão não conseguia chutar (apenas dois chutes para o gol: aos 76m e aos 93 m de jogo).

B- ANÁLISE TÁTICA

Os treinadores Umberto Louzer (PFC) e Ariel Mamede (AGO), antes da partida, contaram o que de fato seria a partida: o Paulista buscando o gol durante todo o jogo, entrando o camisa 18 Arthur no lugar do suspenso camisa 10 Bryan, o armador do time ao lado de Moisés. Entretanto, Bryan não é tão veloz quanto Arthur, que costuma jogar como atacante mais enfiado, dando ainda mais sufoco no ataque. Já o Atlético, cujo técnico disse que respeitaria o adversário pela força que estava mostrando e teria cautela, não conseguia sair para o jogo. Mesmo parecendo ser um time retrancado, a verdade é que o time goiano sentiu o “abafa” do time paulista.

Os primeiros 20 minutos foram de uma intensidade impressionante. O Paulista atacava com Matheus Silvestry pelo meio, Criciúma como um verdadeiro “ponta-esquerda das antigas” e Arthur um pouco mais atrás, mas ainda assim bem mais adiantado do que Bryan. Moisés armava o time pela direita, atravessa o meio campo e ajudava no ataque. Tal tática poderia sobrecarregar o meio-campo, que ficaria desprotegido pela vocação ofensiva. Ledo engano, pois Pedro Acorsi (17), ajudado por Vinícius Paulinho (7) foram senhores da posição. Os zagueiros  Brendon Matheus e Maurilio ficaram tranquilos, ainda mais com Zunquinha e Alemão, os laterais que não desceram tanto.

Por volta dos 30 minutos, o Paulista se concentrou demais do lado esquerdo do campo. O time ficou “pendendo”, torto, para desespero de Umberto que via a criação das jogadas mas que percebia o aglomerado de jogadores em uma única zona do gramado. Moisés continuava correndo o campo todo, mas sem a  ajuda de Zunquinha, mais preso, saiu da direita e o jogo, apesar de intenso, ficou ‘travado”. Enquanto isso, o Atlético, assustado, apelava para as faltas para parar o jogo. Foram 3 do lateral Jair, 2 do atacante Valdir (que voltava para tentar buscar a bola) e 1 de Batista, ambas no primeiro tempo, todas em Criciúma.

No segundo tempo, Umberto fez o correto: mexeu o posicionamento do time sem trocar jogadores titulares por substitutos: trouxe Criciúma para a direita, colocou Arthur vindo de trás e Moisés na esquerda. Matheus Sylvestre virou um legítimo camisa 9 centralizado. O time, taticamente bem corrigido, continuou atacando, falhando nas finalizações do centroavante. Sendo assim, Matheus Sylvestre que se movimentou bem mais do que nos últimos 3 jogos, não conseguiu desencantar (apesar de jogar bem). Depois de 10 minutos com essa formação e pelos gols perdidos, Umberto trocou Matheus e Moisés por Victor Hugo e Molter. Dessa forma, o time ficou ainda mais agressivo, com Arthur bem a frente, Criciúma voltando para a esquerda, Molter fazendo a função que era de Arthur no começo da partida (armando e chegando mais a frente) e Victor Hugo mais para a direita. Não restava mais nada ao Atlético senão defender, tentar um contra-ataque e, em alguns momentos, encenar alguma cera. Com o forte calor, Arthur “pregou em campo”, e foi substituído por Vitor Adame, que trouxe mais correria. E foi aí que Umberto “ganhou o jogo: tecnicamente o Paulista era melhor, mas não conseguia passar pelos zagueirões Batista e Rafael; taticamente estava perfeito. Mas o cansaço era perceptível ao adversário. De maneira ousada, faltando 10 minutos para acabar, o técnico tirou Criciúma, que estava fadigado, além do volante Acorsi. De fato, o atacante tinha sido brilhante, mas não aguentou o ritmo frenético, e o ótimo Acorsi passou a ser desnecessário, já que o time dava conta no meio de campo pois fazia um abafa na frente. A torcida vaiou a saída dos dois melhores jogadores da partida para a entrada de Carlinhos e Luciano (injustamente, pelos motivos citados). E as alterações deram certo: o treinador Ariel só havia feito uma substituição em 80 minutos de jogo, e nesse erro dele, em um lance de ataque, com muita correria e disciplina tática, o ataque do Paulista envolveu o Atlético e a bola chegou a Molter, passando por Batista e Rafael (que falharam visivelmente pelo cansaço) que fez o gol da vitória.

Fica a ironia: Umberto foi chamado de burro por alguns; esses mesmos gritaram “desculpas” ao treinador? Claro que não.

C- ANÁLISE DA ARBITRAGEM

A partida não exigiu muito do árbitro Caio César da Costa Mello. No começo do jogo, com a velocidade e a intensidade do Galo, o juizão se perdia no posicionamento, afinal só corria na metade ofensiva do campo. Com o decorrer do jogo melhorou isso. Soube coibir as faltas excessivas do time goiano no 1o tempo (PFC 4×10 AGO em faltas cometidas). No 2o tempo, uma partida de Fair Play (PFC 4×4 AGO em faltas).

Disciplinarmente, acertou aos Cartões Amarelos para João Victor e Barbosa, do AGO (um por disputar a bola com um tapa, outro por jogada de ação temerária) e a Victor Adame, do PFC, por um carrinho que atingiu a bola e o adversário. Faltou apenas advertir Acorsi (PFC) por uma entrada em Valdir (AGO). Tecnicamente, foi correto ao não marcar pênalti em uma bola que bateu despretensiosamente na mão de Batista (AGO) e ao não marcar recuo de bola de Zidane (AGO) para o goleiro Lucas), pois o lance foi acidental.

O bandeira Rodrigo Bernardo marcou vários impedimentos e ajudou o árbitro na marcação de faltas. Foi bem, mas errou um impedimento a favor do Atlético pois não reparou que do outro lado do campo havia um jogador parado, dando condição (talvez atrapalhado pelos refletores). Felipe Moraes, o bandeira 2, trabalhou com bastante atenção e também foi bem. O quarto árbitro João Marcos Giovanelli sofreu com as reclamações insistentes do treinador Ariel Mamede, mas soube coibir seus excessos.

E você, gostou do jogo? Deixe seu comentário:

bomba.jpg

– Análise Pré Jogo para a Arbitragem de Paulista x Atlético Goianiense (Rodada 4 da Copa SP 2017)

Escala pronta para o confronto entre o Galo Jundiaiense versus Dragão Goiano: Caio César da Costa Mello, apitará; os bandeiras serão Rodrigo Meirelles Bernardo e Felipe Camargo Moraes. O quarto árbitro será João Marcos Giovanelli.

Caio, 29 anos, 10 de carreira, busca nesta temporada se consolidar apitando a série A3 (é sua 3a partida na Copa SP em 2017).

Rodrigo, 27 anos e 8 de carreira, idem ao árbitro.

Felipe, 23 anos e 4 de carreira (somente 3 partidas profissionais até hoje) busca mais oportunidades.

João Marcos, 35 anos de idade e 13 de carreira, tomará conta dos bancos e do serviço administrativo.

O trio que estará em campo é bem inexperiente em partidas profissionais. Uma boa chance de mostrarem o que sabem em um jogo de atletas Sub20 e galgarem voos mais altos.

Desejo boa sorte às equipes e uma ótima arbitragem!

Acompanhe a transmissão de Paulista x Atlético Goianiense pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Marcelo Tadeu; comentários de Robinson Berró Machado e Heitor Freddo; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Na técnica Antonio Carlos Caparroz e André Luís Lucas. Terça, às 18h30– mas a jornada esportiva começa a partir das 17h30 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte!

– A Seleção da FIFA é coerente?

A FIFA divulgou sua Seleção ideal no ano: Neuer (Bayern), Dani Alves (Juventus), Piqué (Barcelona), Sergio Ramos (Real Madrid) e Marcelo (Real Madrid); Modric (Real Madrid), Kroos (Real Madrid) e Iniesta (Barcelona); Messi (Barcelona), Suárez (Barcelona) e Cristiano Ronaldo (Real Madrid).

Neymar e Pogba, aparentemente jogadores que entrariam em qualquer lista, estão “no banco”. E curiosamente o Brasil só tem laterais neste time. Mais do que isso: para mim, é incoerente Griezmann não estar na lista e concorrer entre os 3 do mundo. Suárez, seu “adversário de posição”, deveria concorrer ao The Best, pela lógica (ainda mais que o esquema é o 4-3-3).

Gostou da Seleção?

bomba.jpg

– E se o São Paulo FC jogar com o time reserva?

Vampeta, presidente do Audax, trouxe a informação dos dois valores a serem cobrados nos primeiros jogos do seu time no Campeonato Paulista:

– Para Audax x São Paulo em Barueri (o mesmo estádio do 100o gol, no qual será de novo um palco histórico para a estréia do ex-goleiro como treinador), o preço será de R$ 100,00. Claro, a justificativa é aceita: o jogo é um evento e marcará a nova fase da carreira do Rogério.

– Para Audax x Corinthians em Osasco (sede do clube), o preço será de R$ 20,00, pois ocorrerá no aniversário da cidade e o valor baixo se deve a um presente do clube aos munícipes. Justificativa também coerente.

É claro que tal fato provocará discussão, mas fica a imediata pergunta: e se o São Paulo FC quiser promover ele próprio o evento, colocando um time reserva em campo e estreando Rogério Ceni dentro do Morumbi, na rodada seguinte?

A lógica seria a de que o Audax lucraria menos do que deseja e o SPFC aproveitaria a oportunidade para faturar. O problema é: vale jogar com o time da Copa São Paulo de Jrs, por exemplo, e enfraquecer o confronto?

bomba.jpg

– Paremos com gritos homofóbicos: pelo hábito, pela força ou pela multa.

Tempos atrás, a FIFA se preocupou com os atos racistas que eram acompanhados de ações políticas em jogos na Europa, em especial nos países que formavam a Iugoslávia (Sérvia, Croácia, Montenegro, especificamente). Posteriormente, a “moda das ofensas” passou para a Itália (objetivamente: ofensas a negros e saudações fascistas). Mais recentemente, esse fenômeno racista migrou para a Espanha e alguns atos isolados na Argentina e Brasil.

Em todos eles, ocorreram algum tipo de punição: a Lazio (ITA) jogou com portões fechados, o Estrela Vermelha (SER) perdeu mando, o Villareal (ESP) foi multado e o Grêmio (BRA) eliminado na Copa do Brasil.

No conjunto de medidas contra a intolerância, a FIFA solicitou que os árbitros relatem em súmula (e parem o jogo, se for o caso) qualquer manifestação racial, religiosa, política e homofóbica.

Se a torcida jogar bananas em campo (como certa feita aconteceu com Daniel Alves, enquanto atleta do Barcelona), o jogo deve parar pois é racismo explícito. Se o jogador comemorar um gol tirando a camisa com os dizeres Jesus é o Rei ou Alá é Grande, o atleta deve receber cartão amarelo por desconfigurar o uniforme e ser citado para julgamento por apologia religiosa. Se o jogador, após um gol, saudar a torcida com o gesto de Hi Hitler imortalizado pelos nazistas, ele não recebe o cartão mas é citado por manifestação política. E, por fim, se os torcedores fazerem cânticos ou gritos homofóbicos, o árbitro deve relatar nos documentos da partida (se eles forem contínuos, o jogo pode até ser paralisado).

É nesse último item que chamo a atenção: no México, os torcedores gritavam PUTO (que é uma palavra similar a VIADO no coloquial espanhol) quando o goleiro cobrava o tiro de meta. Tal prática, ao mesmo tempo que começou a ser abolida aos poucos lá fora, passou a ser praticada no Brasil pela torcida do Corinthians, especificamente tendo nascida num jogo contra o São Paulo, a cada tiro de meta cobrado por Rogério Ceni (trocando-se o PUTO por BICHA, com um longo tempo no IIIIII até o chute do arqueiro). Palmeirenses, santistas e até os próprios são-paulinos, primeiras vítimas do ato, começaram a imitar.

Nesta cruzada contra a homofobia, a FIFA resolveu reforçar a orientação para que tal prática fosse extinta. Recentemente, a CBF foi punida por 20 mil francos suiços (65 mil dólares) por tais gritos na partida pelas Eliminatórias entre Brasil x Colômbia em Manaus, ocorrida em setembro. Neste mesmo “pacotão de punições” foram multadas equipes e seleções em Honduras, Albânia, Itália, México, Canadá, Argentina, Paraguai e Peru. O Chile, além da multa, perdeu um mando de jogo nas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2018.

Em parceira com a ONG Fare Network, a FIFA, depois destas punições, reforçou o pedido e o monitoramento (replicado pelas Federações / Confederações Nacionais e suas entidades filiadas), para que árbitros, clubes e federações sejam agentes denunciadores de tais situações, sejam essas personagens testemunhas ou vítimas. Ou seja: um árbitro deve relatar se presenciar os gritos, uma equipe pode denunciar se sentir atacada ou um goleiro pode até pedir a punição ao clube cuja torcida praticou a homofobia.

Porém, esses gritos de BICHA foram praticados novamente em jogo da Seleção Brasileira, dessa vez contra a Bolívia em Natal, também pelas Eliminatórias, com punição de  R$ 83 mil. Outros nove países também foram punidos por gritos homofóbicos, além do Irã, por cânticos religiosos do Islã.

Aqui no Brasil, os grandes clubes da Capital têm pedido, através do sistema de som, que os torcedores não pratiquem tal ato. Infelizmente, há aqueles que ainda não sabem das medidas recomendadas e as punições que podem receber.

Então, seja na Copa São Paulo de Futebol Jr ou em Copa do Mundo, os clubes e Seleções podem ser severamente multados ou até perderem o mando caso os torcedores gritem BICHA na arquibancada.

IMPORTANTE – sabemos que na cultura do futebol algumas situações são discutíveis (eu, que fui árbitro de futebol por tanto tempo, sei bem disso). Xingar o juiz de ladrão ou outros impropérios é algo “aceitável e comum” (não levando em conta o politicamente correto e nem que se ofende a pessoa, mas sim uma personagem). Mas se existe um novo momento no futebol, uma mudança de cultura, seja ela forçada por multas e punições ou por clamor social, que cumpra-se!

Torcedor, diante de tudo isso: seja prudente!

EM TEMPO – a FIFA colocou em seu game, o FIFA 17, a opção de “vestir o atleta nas cores do arco-íris”, em alusão à campanha contra homofobia (Stonewall’s Rainbow Laces). E aqui acrescento: não confunda a opção sexual, particular de cada um, com APOLOGIA (sempre condenável).

bomba.jpg

– Quem são os favoritos para a UCL?

A Liga dos Campeões da Europa retorna em breve, repleta de bons jogos. 

E quem levará a Taça?

Para mim, pelo que está jogando, será o Real Madrid, mesmo se ocorrer uma hipotética final contra o excepcional Barcelona

Mas algum gaiato colocou em forma de memes os prognósticos. Muito bacana e acho que os palpites são por aí mesmo. Abaixo:

– Análise da Arbitragem do Paulista 1×0 Joinville

A troca de árbitros para o jogo decisivo do Galo na Copa São Paulo 2017 foi muito boa. Uma excelente atuação (faz tempo que não escrevia isso, não?) do quarteto de arbitragem no Estádio Jayme Cintra.

Escalado posteriormente à divulgação inicial da escala (estava no jogo Paulo Santiago, que foi retirado da partida por ter trabalhado 48 horas antes em jogo do próprio Joinville), Rodrigo Santos mostrou ter vocação como árbitro.

Aos 5 minutos, na falta sofrida por Zunquinha (PFC) e na cometida por Bryan (PFC), soube se impor corretamente, fazendo cara feia e aplicando a advertência verbal. Impediu aglomerados de jogadores fazendo aquele “cerca-árbitro” de reclamações. Coibiu a cera do goleiro Felipe (JOI) no começo da partida e não se intimidou com as simulações de falta de Criciúma (PFC). Acertou ao não marcar pênalti reclamado por Moisés (PFC) e advertir Thierry (JOI) por impedir a saída de bola do goleiro adversário. Aplicou muito bem a lei da vantagem aos 33 minutos, fazendo a leitura perfeita de que surgiria um contra-ataque.

Disciplinar e tecnicamente, uma única ressalva: Arthur (PFC) e Perisike (JOI) dividiram a bola no alto, e ambos bateram cabeça. Equivocadamente o árbitro entendeu lance faltoso de Arthur e lhe aplicou o Cartão Amarelo, sendo o isolado erro relevante a ser citado.

Fisicamente o árbitro também esteve perfeito, EXCETO na postura e colocação em cobrança de faltas. Assim como seu colega da rodada passada, talvez pela falta de experiência, deu as costas ao batedor em cobrança frontal, flexionando os joelhos numa feia posição de “prestar atenção”, “arrebitando o bumbum” obcecado pela barreira e grande área. Isso deve ser corrigido com urgência: olhar a periferia e se posicionar melhor (pois se o cobrador toca ao seu companheiro do lado, o árbitro ficaria ”vendido no lance”), estando atento ao momento da cobrança, se faz necessário.

Também destaco os bandeiras Claudenir Donizete e Edislânio Nunes, sem qualquer ressalva. José Paulo Canale, o quarto-árbitro, foi ativo e ajudou seus companheiros.

Três observações:

– Para a preliminar entre Red Bull x Vitória da Conquista, um grande amigo foi com sua família ao Jayme Cintra. Eles são torcedores do Red Bull e até nos “espaços-família” reservados à equipe do Toro Loko nos estádios dos grandes times Brasil afora estiveram. No Jayme Cintra, a PM proibiu seu acesso às cadeiras cativas por estarem com camisa do clube de origem austríaca! Ora, havia torcedores das 4 equipes da chave além de outros times nas cadeiras, foi um tremendo despreparo e desrespeito à família (de origem estrangeira mas radicada em Jundiaí) que teve que assistir o jogo debaixo de sol escaldante no estádio, naquele momento, vazio.

– Novamente existiram gritos de BICHA quando o goleiro adversário cobrava o tiro de meta. Pra quê? A CBF foi multada em Outubro e em Novembro por tais gritos em jogos da Seleção. Desde então, reforçou-se o pedido para que os clubes orientem seus torcedores para não proferirem em coro tais gritos homofóbicos, além dos racistas e outros de injúria. Os times de São Paulo pedem através de seu sistema de som para que a torcida não pratique tal ato, sendo que a agremiação pode ser multada financeiramente, punida para que jogue com portões fechados e até perder o mando de jogo. Por sorte, os árbitros que aqui vieram não cumpriram a recomendação de relatarem e/ou não observaram as ofensas.

– O próximo jogo será dia 10, 3a feira, às 18h30 contra o Atlético Goianiense no Jayme Cintra. Que a torcida possa comparecer e as crianças e mulheres presentes no estádio se façam em grande número.

paulista-e-joinville

(foto de Thiago Baptista de Olim, site Esporte Jundiaí).

– A torcedorazinha do Paulista FC

Muito legal: a filhota convocando a torcida do Paulista de Jundiaí para ir ao estádio!

Assista, em: https://www.youtube.com/watch?v=FKtM3bCsgBo

– E os milhões que a FIFA prometeu à CBF?

Cerca de R$ 320 milhões de reais (ou 100 milhões de dólares) que a CBF deveria receber, estão parados no cofre da FIFA. Motivo: a não confiabilidade do uso dos recursos!

Em: http://esportes.estadao.com.br/noticias/futebol,fifa-diz-que-condicoes-nao-estao-dadas-para-repassar-dinheiro-para-cbf,10000098501

FIFA DIZ QUE ‘CONDIÇÕES NÃO ESTÃO DADAS’ PARA REPASSAR DINHEIRO PARA CBF

Entidade máxima confirmou que por enquanto não existem planos de liberar os recursos

Por Jamil Chade

A Fifa alertou que “as condições não estão dadas” para que a entidade libere quase US$ 100 milhões (aproximadamente R$ 320 milhões) para a CBF investir no futebol. O fundo que deveria ajudar as regiões mais pobres do País a erguer centros de treinamentos e financiar o futebol feminino havia sido uma promessa da Fifa como parte do legado da Copa do Mundo de 2014.

Ao Estado, porém, a entidade máxima do futebol confirmou que, pelo menos por enquanto, não existem planos de liberar os recursos. Em dezembro, uma delegação da CBF chegou a viajar a Zurique para apresentar à Fifa os projetos sociais que estariam sendo desenvolvidos, além de negociar como garantir acesso aos recursos. Mas não conseguiram convencer os cartolas na Suíça de que existem condições de averiguar como o dinheiro seria destinado. “As condições não estão dadas”, justificou a entidade, por meio de seu departamento de imprensa.

Uma reunião do Conselho da Fifa em Zurique está programada para ocorrer na próxima semana, uma vez mais com representantes da CBF e da Conmebol. Mas não existe nenhum ponto na agenda estabelecido para tratar do dinheiro.

O Estado apurou que existem dois obstáculos para a liberação do dinheiro. O primeiro deles se refere à situação de Marco Polo Del Nero, presidente da CBF e indiciado nos Estados Unidos por corrupção.

A Fifa ainda precisa se defender nos tribunais americanos e, diante dessa situação, advogados aconselharam a entidade a romper relações financeiras com qualquer pessoa implicada na investigação. Repassar US$ 100 milhões para a entidade comandada por Del Nero, portanto, poderia ter consequências negativas para a Fifa no caso que ainda vai levar diversos cartolas aos tribunais em Nova York neste ano. Outro argumento que também pesa é o fato de a CBF ainda não ter concluído suas reformas internas.

Dos US$ 100 milhões inicialmente prometidos, o Estadão.com apurou que apenas cerca de US$ 8 milhões (R$ 26 milhões) chegaram até o Brasil. Em dezembro de 2015, a CBF argumentou à reportagem que a culpa pela demora na liberação dos recursos era da Fifa.

“Segundo a Fifa, tendo em vista os acontecimentos recentes, a entidade está totalmente dedicada na revisão de seus processos de compliance financeiro”, indicou a CBF na ocasião.

Naquele momento, na capital do Tocantins, Palmas, um terreno de 40 mil metros quadrados havia sido comprado. A promessa era de que, até o final de 2015, as obras começariam para criar um centro de treinamento financiado pela Fifa, o que nunca ocorreu.

A federação beneficiada era uma velha aliada da CBF. Seu presidente, Leomar Quintanilha (PMDB-TO), foi um dos políticos que recebeu doações da CBF para sua campanha ao Senado.

Quintanilha, que preside a federação estadual há mais de 20 anos, chegou a ter um inquérito aberto contra ele no STF, com relatórios do Ministério Público apontando que, ao lado do irmão, ele foi suspeito de um montar um esquema de desvio e favorecimento de empreiteiras com recursos de emendas. O esquema, descoberto em 2000, teria a participação de empreiteiras e atingiu 80 obras. Uma das empresas, a Forma, era suspeita de ganhar licitações, sem realizar as obras. Ela, então, contratava outra empreiteira e distribuía os lucros.

bomba.jpg

– Boa sorte ao Rogério Ceni

Tudo depende da boa ou má vontade para se avaliar um trabalho que se inicia. Digo isso pois Rogério Ceni mostrou métodos não usuais em seu primeiro dia como técnico.

O hiato do mundo do futebol de 1 ano, passando de jogador para treinador, não foi vazio. Ele estudou e se preparou. Quando entrou em campo, inovou: atividade de alta intensidade (com modelo da NFL) e já iniciando os treinos com bola.

Se tal radicalização for feita por um desconhecido, alguns chamariam de “Professor Pardal”. Se feita por um estudioso, é chamado de Revolucionário”. Se feita por um veterano, está “fugindo do usual”.

Para os que gostam do futebol-ciência, Ceni começa com o pé direito deixando boa impressão. Para os arraigados à boleirice, é frescura que não dará certo.

Rogério conta com algo de positivo: não cai se perder os primeiros jogos pois tem respeito da diretoria. É por isso que terá tempo para trabalhar e pode mostrar serviço. Tende a frutificar positivamente!

Aliás, é curioso ver: o são-paulino crê piamente no sucesso. Os adversários, no fracasso! É nisso que habita a graça do torcedor – e sem violência física ou verbal!

bomba.jpg

– Cofres abertos do Palmeiras

A notícia é de que o Palmeiras pode estar contratando Camilo, do Botafogo.

Puxa, mais um dos muitos reforços do Verdão para a Libertadores da América (que fica mais forte e desfalca um adversário importante). O que será que fará Eduardo Baptista, o novo treinador? O seu perfil e estilo é bem diferente de Cuca, embora ambos sejam competentes.

Aguardemos!

bomba.jpg

– Trocou o Juizão de Joinville x Paulista

Após alertada de que o mesmo árbitro, Paulo Santiago de Medeiros, que apitou RedBull x Joinville, apitaria 48 horas depois o mesmo Joinville contra o Paulista (vide em: http://wp.me/p55Mu0-1h3) , a Federação Paulista de Futebol trocou a escala: Rodrigo Santos, Professor de Educação Física, 31 anos de idade e 9 anos de carreira, com participação em séries A2 e A3, tendo já apitado Cruzeiro (MG) 2×0 River (PI) na Copa SP 2017, será o novo árbitro. O anterior foi remanejado para ABC (RN) x Atlético (GO) – que se cruzarão possivelmente com Joinville ou Paulista na próxima 3a feira.

O restante do quarteto continuará o mesmo: os bandeiras serão Claudenir Donizeti Gonçalves da Silva (com muita experiência até em série A1, e em todas as vezes que esteve no Jayme Cintra foi muito bem) e Edislandio Nunes Bernardo (mais jovem). José Paulo Canale será o quarto árbitro.

bomba.jpg

– Assim, não, FPF! Sobre análise Pré-Jogo para Paulista x Joinville

Tenho plena certeza que, pelo excessivo número de jogos da competição, essa escala “passou batido”: Paulo Santiago de Medeiros, 32 anos, professor, o mesmo que apitou há pouco a vitória do RedBull sobre o Joinville, apitará Joinville x Paulista pela última rodada da fase de grupos da Copa São Paulo.

Não gostei. Em 48 horas o mesmo árbitro apitará dois jogos seguidos do mesmo time? Aí não dá, sabedor do grande elenco de árbitros pertencentes ao quadro.

Claro, sei que, provavelmente, foi um erro na confecção das escalas. Será que ela vai mudar?

Os bandeiras serão Claudenir Donizeti Gonçalves da Silva (com muita experiência até em série A1, e em todas as vezes que esteve no Jayme Cintra foi muito bem) e Edislandio Nunes Bernardo (mais jovem). José Paulo Canale será o quarto árbitro.

Desejo boa sorte à arbitragem e ótimo jogo aos clubes.

– Análise da Arbitragem de Paulista 1×0 Primeiros Passos de Vitória da Conquista

Procurei ter boa vontade com o árbitro Michel Luciano de Lima, mas foi uma missão inglória.

E por quê?

Vamos lá: logo no começo do jogo houve uma falta não marcada para a equipe do Vitória da Conquista, no meio de campo, na qual fez boa leitura e aplicou a lei da vantagem. Ótimo, pensei que veria uma grande arbitragem! Foram duas vantagens acertadas para o Vitória e duas para o Paulista (ambas em lances de meio campo). Entretanto, aos 80 minutos de jogo, no lance em que poderia se consagrar, um atleta do Paulista sofre a falta no meio de campo mas a bola sobra para seu companheiro atacante disparar para o gol. O árbitro não aplica a vantagem e mata o contra-ataque.

Visivelmente, o time baiano é mais franzino do que o time paulista. Em boa parte das bolas divididas, é natural que o jogador mais fraco caia. Nesses lances, o árbitro entendeu como tranco com força excessiva. Errou, e elevou o número de faltas: PFC 19 x 10 VIT, sendo que o centroavante Matheus Sylvestre cometeu 6 (4 por “tranco” ilegal, marcadas com equívoco).

Com esse critério, o árbitro foi até o final da partida (em um jogo fácil para se apitar). Porém, quando o jogo ficou mais nervoso, o árbitro se atrapalhou e não marcou algumas faltas para ambas equipes.

Uma dificuldade muito grande foi o posicionamento na bola parada. Em quatro faltas frontais, ele marcou a barreira e ficou ao lado e/ou atrás dela, não tendo condição adequada para fiscalizar o batedor e a própria barreira. Na última falta a favor do Vitória (52m), ficou olhando para o gol, de costas ao cobrador de faltas, que tinha um companheiro ao seu lado. Se ele toca a bola ao lado, o jogo teria se reiniciado, a jogada continuaria e ele nada teria visto. Errou feio nesse posicionamento.

Cito 5 situações mais difíceis para a arbitragem (lances polêmicos), que em nossa ótica acertou em 2:

  • 43m: Felipe (VIT) empurra Matheus Brandon (PAU) dentro da área, durante a cobrança de escanteio, fora do lance da bola. O árbitro estava apenas olhando a bola e não observou a indubitável infração, citada na hora da nossa cabine de transmissão. Errou ao não marcar o pênalti.
  • 44m: Roni (VIT) tenta marcar o atacante do Paulista, se adianta a ele e toca a bola para o goleiro Abílio. Foi recuo deliberado (intencional), e provavelmente o árbitro foi iludido crendo que a bola fora tocada pelo jogador atacante. Errou de novo.
  • 52m: O zagueiro Felipe Santana (VIT) divide a bola com Mateus Sylvestre (PAU) dentro da área, sendo que o atacante cai. Não foi pênalti, acertou o árbitro.
  • 79m: Um atacante do Paulista chuta ao gol e a bola bate no peito e no braço do defensor Vinícius (VIT), dentro da área. Não foi mão intencional nem de movimento antinatural. Acertou o árbitro ao não marcar o pênalti para o time de Jundiaí.
  • 93 min: O erro “compensatório”: o jogador do time da casa tem um adversário na sua marcação, sente a aproximação e no contato físico leve e legal ele… cai! Pênalti inexistente marcado a favor do Paulista (e que se converteu no gol do jogo). Errou novamente.

Enfim: quando não exigido, o árbitro se portou bem. Disciplinarmente, melhor ainda. Mas tecnicamente deixou a desejar em muitos lances decisivos.

Os bandeiras Thales José Pinheiro e Ricardo Luis Buzzi foram chamados a trabalhar em impedimentos importantes e acertaram. O quarto-árbitro Paulo Santiago de Medeiros não teve trabalho.

IMPORTANTE: supostamente, no final do jogo, um ou outro torcedor chamou o excelente goleiro baiano Abílio de BICHA, fazendo coro aos torcedores das grandes torcidas da Capital que imitaram no ano passado o hábito das torcidas mexicanas de chamarem os goleiros adversários de PUTO, durante a cobrança de tiros de meta. A FIFA determinou que gritos homofóbicos devem ser relatados pela arbitragem e a equipe cuja torcida gritou deve ser multada e até mesmo punida com perda de mando. Em São Paulo, os clubes solicitam aos torcedores para não gritarem tais ofensas durante os jogos. Tomara que o árbitro não tenha se atentado a essa situação e/ou entendido que foi apenas um ato isolado (a súmula não estava disponível até o encerramento deste texto para saber se foi relatado ou não).

bomba.jpg

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista x Vitória da Conquista (BA), Rodada 02 da Copa São Paulo

Michel Luciano de Lima, 37 anos, Professor de Educação Física, apitará nesta 5a feira no Jayme Cintra. É mais um árbitro buscando espaço, pois não tem trabalhado como árbitro central em jogos profissionais nos últimos anos.

Thales José Pinheiro, 30 anos, Funcionário Público, também com experiência em categorias amadoras e alguns jogos no profissional, será o bandeira 1.

Ricardo Luis Buzzi, 33 anos, militar, apenas 3 temporadas na FPF, será o bandeira 2.

Paulo Santiago de Medeiros, 31 anos, professor e com os mesmos predicados do árbitro principal, será o quarto-árbitro e depois apitará às 16h o jogo entre Red Bull e Joinville.

Desejo um bom jogo às equipes e boa atuação à arbitragem!

Acompanhe a transmissão de Paulista x Vitória da Conquista pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Marcelo Tadeu; comentários de Robinson Berró Machado e Heitor Freddo; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Na técnica Antonio Carlos Caparroz e André Luís Lucas. Quinta-feira, às 14h00 – fique com a melhor informação do Time Forte do Esporte! Lembrando: a jornada esportiva começa às 13h30.

img_1510

– Felipe Mello é “tudo isso”?

Vejo muita gente comemorando a chegada de Felipe Mello no Palmeiras. Com salário milionário e esforços para contratar, o Verdão não tem poupado recursos.

Ora, para mim, Mello é um jogador comum, com razoável poder de marcação e muito violento. Péssimo custo benefício, lembrando ainda que já fez juras de amor ao São Paulo e ao Flamengo. Era reserva na Internazionale de Milão. Na Turquia, ficou marcado pelos cartões vermelhos.

A pergunta é: vale tanto sacrifício por ele?

bomba.jpg

– Análise da Arbitragem de Paulista 1×0 Red Bull

Uma atuação razoável, com altos e baixos do quarteto de arbitragem no Jayme Cintra na abertura da Copa São Paulo

O árbitro Saulo Samuel Muniz Felix não teve dificuldades em sua atuação (partida com 38 faltas, sendo o placar delas: PFC 18×20 RBB, com 6 cartões amarelos para o Galo e 3 cartões para o Toro Loko).

O árbitro permitiu no começo da partida algumas jogadas mais viris, poupando 1 cartão para cada equipe. Depois, sentindo que o jogo poderia pesar, aplicou corretamente as advertências. Apenas um equívoco: o Amarelo a Bryan, quando o árbitro estava muitíssimo próximo do lance (o excesso de proximidade às vezes ilude o juiz), não sendo merecedor da advertência.

Um ponto positivo do árbitro foi a boa sinalização (por exemplo, ao advertir Júlio por reincidência mostrando que ele houvera cometido a 3a falta leve). Também mostrou bom discernimento em jogadas duvidosas ao não marcar pênalti a favor do Paulista pedido por Mateus Silvestre após disputa na área, pois o zagueiro do Red Bull foi preciso na bola (em meu entender, já que o lance foi polêmico). Também gostei dele tecnicamente.

Pecou em não permitir cobranças rápidas de faltas, e após perceber uma certa animosidade dos atletas, resolveu marcar as supostas “faltinhas leves” (na verdade, disputas mais fortes legais não-faltosas), perdendo, em uma delas, uma boa situação de vantagem. Claro, tudo isso se melhorará com sequência de jogos e mais experiência. E um “puxão de orelha” / aconselhamento: permitir que o jogo se agilize mais, pois com os inúmeros atendimentos médicos dentro de campo, quase que o árbitro leva a crer que “estava fazendo cera”.

O árbitro assistente Patrick André Bardauil não foi tão bem. Inverteu um claro escanteio a favor do RedBull transformando em tiro de meta ao Paulista, no 1o tempo. Em lance de ataque do time do Galo, o adversário ergueu o pé em um lance de tiro livre indireto (não atingiu o jogador), o árbitro não havia marcado e o assistente resolve auxiliá-lo; porém, informou errado como tiro livre direto. Também não marcou um impedimento ao Red Bull e outro ao Paulista, ambos que poderiam resultar em gol. No final da partida, uma cena inusitada: um meio campista lhe perguntou as horas, ele não respondeu e estendeu o braço para que ele a visse em seu relógio. Flagrado, foi motivo de crítica em nosso comentário durante a partida (a arbitragem não tem que informar tempo de jogo aos atletas).

João Petrucio Marimônio de Jesus dos Santos, o bandeira 2, sofreu com a linha de impedimento do Red Bull. Os zagueiros Matheus Garrido e Rhayne saíam atrapalhados. Num desses lances, Matheus Silvestre ficou impedido no ataque e não foi sancionado. Depois quando não estava, foi (reitero: em lances rápidos e constantes). Entretanto, no lance capital, acertou: o centroavante do Paulista estava em condição de impedimento mas a bola foi a Criciúma, que vem de trás e faz o gol. Acerto do bandeira.

Já o quarto árbitro Lucas Bovi Baptistella não conseguiu conter os bancos. Numa das situações, uma cena engraçada: Umberto, o treinador do Galo, que se mostrou extremamente ativo e vibrante no jogo, foi orientando a equipe e, empolgado e concentrado, quase ultrapassou o meio de campo. Lucas passou por ele e foi ao banco advertir alguém que pedia o final da partida. A imagem, abaixo, foi curiosa:

15873447_1485635601477097_646601048685892495_n

– Arbitragem para Paulista x Red Bull, Rodada 01 da Copa SP 2017

Para a estreia do Galo Jundiaiense contra o Toro Loko, apitará Saulo Samuel Muniz Felix, 30 anos de idade e 9 de carreira. Os bandeiras serão Patrick André Bardauil (28 anos) e João Petrucio Marimônio de Jesus dos Santos (30 anos). O quarto árbitro será Lucas Bovi Baptistella (28 anos).

Nesta competição, na maior parte dos jogos, os quartetos são escalados para dois jogos da chave na mesma rodada. Em Jayme Cintra, por exemplo, o árbitro de Paulista x Red Bull (14h) será quarto-árbitro de Joinville x Vitória da Conquista (16h), e o quarto árbitro do jogo das 14h apita o das 16h. Os bandeiras se mantém.

Não vejo problema nesse tipo de escala, como nos jogos casados de sub15 e sub 17, além de promover economia. Aliás, os árbitros que estarão em Jundiaí estão acostumados a esse tipo de situação.

Nos jogos dessa competição estão sendo escalados (em sua maioria) árbitros muito jovens, que terão na Copa São Paulo seus jogos mais expressivos. Há também (em pouquíssimos jogos) árbitros veteranos que não vingaram. Por fim, há somente em duas partidas árbitros que já trabalharam em série A1.

Por fim, veremos no torneio uma novidade: 6 substituições por equipe, que poderão ser realizadas em 3 atos (ou seja, só há 3 momentos de substituições durante as partidas por equipe, exceto o intervalo).

Desejo um bom jogo para as equipes e uma boa atuação da equipe de arbitragem.

Acompanhe a transmissão de Paulista x Red Bull pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Marcelo Tadeu; comentários de Robinson Berró Machado e Heitor Freddo; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Na técnica Antonio Carlos Caparroz e André Luís Lucas. Terça-feira, às 14h00 – fique com a melhor informação do Time Forte do Esporte!

bomba.jpg

– Gostaram dos novos árbitros da FIFA?

As especulações se confirmaram: dos 10 árbitros FIFA masculinos brasileiros, 3 foram trocados: Rodolpho Toski (PR), Wagner Magalhães (RJ) e Wagner Reway (MT) entraram para o quadro.

Saíram Heber Roberto Lopes (SC), Péricles Bassols (RJ) e Leandro Vuaden (RS).

Por meritocracia ou agrado aos desafetos políticos?

Dispensa comentários. Toski se envolveu naquele polêmico Corinthians x Fluminense. Reway é muito irregular e não apitou ainda “o jogo” da sua vida. Magalhães passou discretamente, mas há de apitar uma partida expressiva ainda.

Se você acha que o escudo FIFA é causa de negociação entre federações, veja o quadro feminino! Virou moeda de troca…

O que você achou das mudanças?

bomba.jpg

– A fortuna e o amor de Tevez

Carlitos Tevez um dia fez juras de amor ao Corinthians. Depois abandonou o Timão. Fez a mesma coisa com o West Ham, Manchester United e Juventus, voltando às suas origens no Forte Apache (a favela onde nasceu em Buenos Aires). Retornando ao Boca Jrs, passou razoavelmente pelo Bombonera e agora jogará no Shanghai Shenhua.

Seu salário na China?

Cento e dez mil euros por dia!

Cá entre nós, parte 1: é confiável fazer negócio com chinês? Tudo bem que eles têm muito dinheiro, mas dá para desconfiar que seja uma tremenda lavagem de dinheiro…

Cá entre nós, parte 2: o atleta é profissional, joga onde quiser, mas… é complicado dizer que ama o time e abandoná-lo. Melhor não dizer nada!

bomba.jpg

– Eu prefiro o jogo das estrelas!

Em tempo de secura na safra de jogadores brasileiros, um momento de alegria: no amistoso promovido por Zico no Maracanã, teremos: Aldair, Sorín, Neymar, Verón, entre outros (e o próprio Galinho de Quintino, claro).

Um oásis em meio a tanta mulambada ou não?

Saudade do futebol brasileiro do período entre 1958 a 2002. Depois desse período, não evoluímos e “enfeiamos” o jogo.

bomba.jpg