– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista FC x São José dos Campos FC

Leandro Carvalho da Silva, 36 anos, 15 de carreira e Autônomo, será o árbitro de Paulista x São José dos Campos. Começou há muito tempo como assistente e depois engrenou como árbitro central. Sabe apitar, é experiente e estava sem atuar há algum tempo, curtindo férias e a família. Muito boa praça e reconhecidamente uma boa pessoa no meio da arbitragem, se firmou apitando a A3 e eventualmente a A2. Na A1, tem trabalhado como quarto-árbitro. As suas atuações são irregulares quanto a cartões (ora muitos, ora poucos). Tecnicamente razoável, fisicamente bem.

Thiago Henrique Almeida Alborghetti, 10 anos de carreira, Engenheiro Mecânico, será o bandeira 1. Lídio Néri de Souza Júnior, 5 anos de carreira, Professor de Educação Física, será o bandeira 2 (ambos já trabalharam na A3). Antonio Carlos Santana será o quarto-árbitro.

Desejo boa sorte à arbitragem e grande jogo para as equipes.

Em tempo: esse não é o tradicional Águia do Vale, o antigo São José (aquele é o que se chamava São José EC – hoje  EC São José – vindo do tempo em que se usava uma burla da lei, mudando o nome e deixando as contas para pagar). O São José mais velho era imbatível de se vencer no Estádio Martins Pereira por conta do prestígio político do ex-deputado e ex-prefeito Pedro Yves, amigo pessoal de muito cartola que ainda tem poder na FPF… todos do Vale do Paraíba. O São José mais novo é o caçula da cidade, que se chamava Clube Atlético Joseense e que jogava de amarelo e preto, o “Tigre do Vale”. Mudou o nome em 2014 para estar mais próximo da cidade.

Acompanhe a transmissão de Paulista x São José dos Campos pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Marcelo Tadeu; comentários de Robinson Berró Machado e Heitor Freddo; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Na técnica Antonio Carlos Caparroz e André Luís Lucas. Quarta-feira, às 19h30 – mas fique com a melhor informação do Time Forte do Esporte desde às 18h00 com o Show de Bola!


– De que adianta a punição do Heltton Matheus?

O “gato da Copa SP”, Heltton Matheus, foi punido com R$ 500,00 de multa e 360 dias de suspensão.

Particularmente, creio que o Audax pagará um salário simbólico e ficará com o atleta à espera da sua liberação. Enquanto isso, provavelmente a defesa recorrerá e reduzirá a pena, transformando-a em cesta básica.

É vida que segue. Ninguém devolverá a oportunidade do Paulista em jogar a final contra o Corinthians na edição que se passou. Claro que não se deve imputar a pena de morte ao rapaz, mas o Galo de Jundiaí, sem dúvida, permanecerá eternamente com o prejuízo.

Que tudo isso sirva de lição para que os atletas sejam mais honestos e clubes mais prudentes. Claro, e que as federações sejam mais responsáveis ao aceitarem os registros de atletas.

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– Análise do lance polêmico da arbitragem em Red Bull 2×3 Santos

Rafael Gomes Felix da Silva, árbitro da final da penúltima Copa SP de Futebol Jr, de boas atuações na série A1 de 2016 em jogos de média dificuldade, e de ótima arbitragem na quarta-de-final da Copinha neste ano (Paulista 2×1 São Carlos), foi extremamente criticado (com certa razão) pelos atletas do Red Bull Brasil no Pacaembú, neste domingo.

Antes de falarmos do gol que determinou a vitória do Peixe sobre o Toro Loko, lembremo-nos: o gol de empate do Red Bull, marcado por Nixon, estava em condição de impedimento (embora tenha sido um lance rápido e difícil), mas foi confirmado pelo bom bandeira Danilo Ricardo Simon que se equivocou e não marcou a posição irregular. Aqui, isenção total da participação do árbitro.

Sobre o gol da vitória do Santos nos acréscimos: ocorreram 3 erros da arbitragem, de diversos graus: 1 fácil, 1 médio e 1 difícil.

1) A origem da jogada surgiu de uma simulação de Lucas Lima. O atleta percebe a tentativa do adversário interceptar a bola e se joga. Simulação clara, errou o árbitro ao marcar falta para o Santos, pois era tiro livre indireto ao Red Bull pela tentativa de ludibriar a arbitragem por parte do meia santista, resultando em cartão amarelo. Erro em lance fácil.

2) Quando a bola chega a Kayke, ele busca o domínio da mesma. Se o fez com o ombro, é lance legal; se o fez com o braço, é falta de ataque e tiro livre direto ao Red Bull. Na hora, sem replay, achei que foi com o ombro. Ao assistir mais tarde em uma imagem da Sportv, percebo que foi domínio deliberado com o braço. Portanto, errou o árbitro, em um lance de média dificuldade (e aqui não há justificativa que bateu sem querer ou outra cosia qualquer, foi braço intencional mesmo).

3) O lance do gol confirmado: aqui, a situação é muito difícil. Não vale dizer que o goleiro estava no chão com a bola sobre a risca da área de meta ou usar o argumento de que “a sombra da trave revelou” (como muitos utilizaram após uma foto da sombra do travessão e da bola). O que importa é: quando a bola está indo ao gol, ela passa totalmente sobre a meta pelo ar? No instante em que o goleiro Saulo inicia a defesa, ele a tira de dentro do gol ou ainda estava passando a risca? Lembre-se: o gol deve ser validado somente se a bola passa a meta completamente, por terra ou pelo ar. O travessão e a risca do chão são referenciais, e se ela está no alto, o lance é totalmente para decisão do bandeira, que deve estar na linha do penúltimo homem da defesa ou na da bola, se ela estiver à frente. Repare que o árbitro Rafael Gomes, no momento que Saulo defende e se pede gol, sinaliza com o dedo que não foi. Só que o bandeira Fabrício Porfírio de Moura corre para o meio de campo, sinalizando que entrou por completo.

É importante salientar: o árbitro não estava em uma posição privilegiada para chamar a responsabilidade do lance à ele. Quando o faz, pode cometer um erro (embora tenha acertado preliminarmente ao sinalizar que não entrou). Só que como o assistente 2 (que tem uma posição muito melhor que a dele) não vacilou e confirmou o lance, ambos erraram juntos.

E qual seria a solução para tal lance de difícil decisão?

  1. A) Poderia-se utilizar o VAR (o árbitro de vídeo da FIFA), mas cá entre nós, as próprias imagens da TV não são tão claras para se decidir tão rapidamente.
  2. B) Utilizar-se do AAA (o árbitro assistente adicional), que estando na linha de fundo, talvez ajudasse melhor (lembrando que no RJ erros de AAA estão sendo frequentes).
  3. C) Implantar-se a tecnologia da linha do gol, como realizado na Copa do Mundo de 2014, onde foi bem usada e confirmou um gol dúbio no jogo da França, em Porto Alegre, estreando o sistema com o brasileiro Sandro Meira Ricci. A meu ver, a melhor solução tecnológica.

Enfim, três erros num único lance. Coisas do futebol.

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– As 3 divisões do Paulistão e os circos dos mandos de jogo

Sabiam que os clubes do Campeonato Paulista das 3 divisões estão rodando o Estado por diversos motivos?

O Monte Azul está jogando em Bebedouro por conta de falta de saídas da arquibancada da sua arena;

O Atibaia joga em Indaiatuba por falta de apoio da Prefeitura local.

O Red Bull (que joga em Campinas mas sua base é em Jarinu) joga no Pacaembu contra o Santos para “fazer renda”.

O Mogi Mirim já mandou jogos em Limeira e no Nicolau Alayon.

O Audax Osasco jogou em Barueri também para conseguir melhor rendimento financeiro.

A Catanduvense está mandando os jogos em Rio Preto.

Enfim: o que você pensa em mandos de jogos em outras praças? É um campeonato estadual itinerante: e isso é bom ou ruim?

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– A Lógica ilógica do Futebol.

Estanislaw Ponte Preta dizia que quem fala que o futebol não tem lógica, não entende de futebol ou não sabe o que é lógica.

Eu não concordo muito. Considere:

Na 6a feira, o Santos ganhou de 6×2 da Linense.

No domingo, o Audax ganhou de 4×2 do São Paulo.

Neste sábado (ontem), a Linense ganhou de 2×0 do Audax.

Se o futebol fosse uma lógica matemática, o Santos, na próxima quarta-feira, vencerá o São Paulo por quantos gols de diferença, já que o algoz do Tricolor perdeu para o time goleado pelo Peixe?

É por isso que o futebol é apaixonante…

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– Rio Claro Futebol Clube será o primeiro clube brasileiro a defender torcida gay em suas arquibancadas!

O homossexualismo ainda é um tabu na sociedade. No mundo do futebol, mais ainda. Nas arquibancadas, nem se fale!

Contra o preconceito, o time do Rio Claro resolveu convidar a comunidade LGBT da sua cidade para acompanhar o Azulão em seu estádio, fazendo grande divulgação pelas redes sociais. Em suas postagens, os dizeres:

O Rio Claro FC luta pelo fim de uma vez da homofobia nos estádios de futebol. Encorajamos a todos que se identificam com a causa a comparecerem aos jogos no Estádio Dr. Augusto Schmidt Filho. Aqui você não vai ouvir “bixa” (sic) quando o goleiro cobrar tiro de meta em tom de ‘ofensa’, aqui, somos todos iguais, todos irmãos“.

E aí, você acha que tal medida ajudará a diminuir a discriminação contra os gays ou será apenas uma jogada de marketing sem grande sucesso?

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A propósito, o Rio Claro é pioneiro no Brasil, mas o precursor de tais campanhas no futebol profissional foi o Rayo Vallecano da Espanha. Escrevemos em Julho de 2015 neste blog:

AS CAMISAS POLITCAMENTE CORRETAS DO TIME ESPANHOL

O pequeno Rayo Vallecano, que disputa o Campeonato Espanhol, resolveu inovar e se tornar um clube engajado em motes sociais. Está promovendo novos uniformes “politicamente corretos”.

As duas novas camisas são: a 1a, contra os preconceitos racial e homossexual, trazendo o preto e o arco íris; a 2a, grafite e rosa, trazendo como símbolo o combate ao câncer.

O que você acha dessa ação sócio-política: correta (de responsabilidade social), demagoga (querendo apenas repercussão), ou comercial (simplesmente para vender mais camisas)?

Aprovaria se o seu time fizesse algo assim?

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– Análise Pré-Jogo para a Arbitragem de Monte Azul x Paulista

Um quarteto tipicamente de A3, buscando seu espaço: é essa a escala dos oficiais da arbitragem que trabalharão em Bebedouro no jogo Monte Azul x Paulista.

Jefferson Dutra Giroto, empresário, 30 anos de idade, 8 de carreira, natural de Hortolândia-SP, será o árbitro central. Neste ano, apitou Desportivo Brasil 1 x 0 Catanduvense pela série A3. Não conheço o seu estilo, pois está trabalhando em jogos de maior visibilidade somente agora.

Eduardo Augusto Borges e Alexandre Médice Borges serão os bandeiras. Luís Fábio Abel de Almeida será o quarto árbitro. Todos atuaram / atuam pela A3.

No ano passado, o Galo perdeu em Monte Azul por 2×0. Será que vence esse ano?

À disposição, o VT desta partida, em: https://www.youtube.com/watch?v=0evY3yFRCoM

– Análise da Arbitragem de Paulista 1 x 0 Atibaia, série A3

Gostei muito da atuação do árbitro Rodrigo Batista da Silva (apesar de um importante erro, motivado pelo bandeira). Jovem árbitro, seu primeiro jogo na A3 e 3o em campeonatos profissionais. Tem “panca” e mostrou serviço em jogo difícil de se apitar e chato de se assistir. Aliás, extremamente faltoso!

Boa postura, corre e se posiciona bem em campo com a bola rolando, exceto em alguns momentos da partida, quando poderia estar mais próximo das jogadas diagonais de ataque, mas faz isso (esse distanciamento) por confiar bastante nos bandeiras que são muito qualificados. Porém, a única sugestão no quesito “posicionamento”: se aproximar mais das jogadas na lateral do campo. Já com a bola parada, precisa corrigir o erro de dar as costas para o batedor (isso tem sido constantes com os árbitros mais jovens).

Soube deixar a partida fluir (quando possível) fazendo boa leitura de jogo, como, por exemplo, aos 14 minutos, aplicando muito bem a lei da vantagem após Ingro (PFC) sofrer a falta de Bruno Bertucci (SCA) e a bola sobrar para Brendon (PFC).
O jogo foi repleto de faltas. Com 22’30”, já tínhamos 17 faltas! O primeiro tempo foi, em faltas cometidas, PFC 16×14 SCA, sendo 4 Cartões Amarelos para o Paulista e 1 para o Atibaia (faltou um cartão amarelo para o time visitante por conta do rodízio de faltas). No jogo: 23 x 20). Nos momentos de nervosismo e bate-boca entre os atletas, usou muito bem a advertência verbal, e quando necessário, aplicou o cartão amarelo. Só algo a evitar: o “excesso de conversa” com os jogadores, acontecido em alguns momentos no segundo tempo (muito menos faltoso do que o primeiro tempo, embora truncado).

Tecnicamente, marcou o necessário (vide o número de faltas) e não marcou as faltas “forçadas”, inexistentes e cavadas. ENTRETANTO, quando Jailton (PFC) protegia a bola dentro da área, seu adversário Bruno Leandro (SCA) “tentou o bote” e o atacante se jogou. Da cabine da Difusora entendi que não foi pênalti e o árbitro também não. Porém, foi visível que o bandeira Eduardo Marciano informou a infração ao juiz, que demorou um pouco para marcar. Errou, prejudicando o Atibaia nesse lance (o tiro penal foi cobrado para fora por Radsley).

O árbitro tem grande potencial. Fisicamente, lembrou bastante Flávio Rodrigues de Souza (inclusive no estilo de arbitragem). É necessário trabalhá-lo.

PAULISTA 1X0 ATIBAIA, A3

Público 668 pagantes

Renda Bruta: R$ 8.670,00 +

Renda Líquida: R$ 8.100,09 –

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– A Polêmica de Eurico Miranda e os árbitros gays

E o presidente do Vasco da Gama polemizou: em entrevista à Antônia Fontenelle em seu canal no YouTube, disse que é contra árbitros gays:

“Eu não sou contra o gay. Me manifestei no futebol sobre isso por ser contra árbitro gay. Isso desde lá atrás. Motivo de eu ser contra? Não tenho nada contra o gay. Agora, contra a bicha, a bicha extrovertida e toda cheia de coisa… (…) Eles tendem a favorecer o parceiro ou querer namorar alguém”.

Xi… e se for mulher como árbitra ou bandeirinha? Não há jogador que quer namorar a juíza ou vice-versa? Ou a ética do profissionalismo de Eurico só vale para “paqueras homoafetivas”?

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– Análise Pré-Jogo para a Arbitragem de Paulista x Atibaia, Rodada 3 do Paulistão da A3

Rodrigo Batista da Silva, 26 anos, fará seu primeiro jogo na série A3 apitando Paulista x Atibaia (o bancário tem apenas 26 anos, 5 de carreira e só apitou dois jogos profissionais, sendo os mesmos da Copa Paulista). Confesso não conhecer seu estilo e aguardo o que fará nesta quarta-feira.

Eduardo Vequi Marciano (38 anos), experiente bandeira que já esteve no Jayme Cintra algumas vezes, será o assistente 1 (é bandeira da série A1). Luiz Alexandre Nielsen (43 anos), também experiente e de 1a divisão, será o assistente 2. Alex Lopes Loula será o quarto-árbitro.

Desejo uma boa arbitragem ao quarteto e grande jogo para as equipes.

Acompanhe a transmissão de Paulista x Atibaia pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Marcelo Tadeu; comentários de Robinson Berró Machado e Heitor Freddo; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Na técnica Antonio Carlos Caparroz e André Luís Lucas. Quarta-feira, às 19h30 – mas fique com a melhor informação do Time Forte do Esporte desde às 18h00 com o Show de Bola!

– Como explicar o erro do AAA em Botafogo 2×1 Macaé?

Realmente é difícil segurar nas escalas um árbitro que comete o erro de Leandro Belota, assistente adicional da linha de meta (AAA), no jogo entre Botafogo 2×1 Macaé.

Na sua frente, a bola saiu e ele entendeu que ela permanecia em campo, resultando no gol do Fogão. Aliás, o time da Estrela Solitária não reclamará dessa vez que tudo acontece contra ele, não?

Eu gosto da ideia de AAA na posição que a FERJ coloca. Prefiro dessa forma do que no modelo utilizado no Brasileirão, pois podem ser mais úteis, deixando o outro lado da linha de meta ao bandeira. Mas se não tiver boa qualidade do árbitro escalado, nem com 10 juízes em campo!

Aliás, qual o pior erro: o do jogo entre Botafogo x Macaé ou aquele de Vasco x Flamengo em 2014 (no erro do AAA Rodrigo Castanheira), em situação de bobeada. Compare as imagens:

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– Umberto irá como treinador ou como assistente?

Umberto Louzer, como adiantado por Adilson Freddo na Rádio Difusora após o jogo contra o Nacional, vai dirigir o Galo na A3 nos próximos jogos. A questão é: para a FPF, ele irá como treinador ou como assistente técnico?

Vai como assistente.

Na prática, não muda quase nada por ser o Umberto. Mas se fosse alguém de fora, o Paulista FC teria problemas. Explico: no regulamento, há a norma de que os treinadores de cada clube devem ser registrados na FPF. Se um time demitir seu treinador, só poderá substituir por outro caso acerte a rescisão trabalhista. Dessa forma, somente após Carlinhos Alves assinar o “tudo ok” / recibo / comprovante de que o Paulista FC nada deve a ele, é que se poderá inscrever outro treinador.

Assim, Umberto vai para o jogo como assistente técnico (de acordo com a arbitragem), fazendo a função de treinador, já que ele inexiste no momento (ou melhor, para a FPF ainda existe: é Carlinhos Alves, até que se pague a multa trabalhista).

Digamos que nesta 3a feira o Galo apresentasse Vanderlei Luxemburgo! Imaginaram? Ele não poderia sentar no banco caso não se desse a “baixa na Carteira Profissional” do Carlinhos, pagando seus direitos trabalhistas.

Portanto, o Paulista irá para o jogo com um integrante a menos da Comissão Técnica, já que Umberto, assistente técnico, fará a vez de treinador (mas registrado como assistente) e ninguém poderá ser o assistente do Umberto (já que não é o técnico efetivo). Claro, isso se o quarto-árbitro estiver afinado com as Regras do Jogo e com o regulamento da Competição. Se passar batido, é bobeada da arbitragem.

Sabe o que o Umberto não poderá fazer? Permanecer em pé na área técnica! Por ser registrado como assistente técnico, ele poderá se levantar do banco, passar a instrução, e deverá voltar para o seu lugar (motivo: somente o treinador pode permanecer de pé na área técnica, à beira do gramado). E se supostamente ele for expulso, alguém da Comissão Técnica fará o mesmo procedimento.

Curiosidade: se todos forem expulsos, nenhum jogador poderá fazer a vez de treinador, pois não são membros da Comissão Técnica, eles são atletas inscritos.

De coração, desejo muito boa sorte ao Umberto, que fez uma campanha maravilhosa na Copa São Paulo e é um sujeito trabalhador, competente e do bem (embora, saibamos, tal missão nesse momento seja inglória).

Ops: importante – no último sábado, na cabine do Jayme Cintra, fizemos via telefone uma consulta à FPF sobre o fato da expulsão do treinador Carlinhos Alves resultar ou não no cumprimento da suspensão automática (já que na CBF está no regulamento a obrigatoriedade da suspensão e na FPF não consta no regulamento). Após algumas conversas, descobriu-se que o caso é omisso e ninguém se houvera atentado para isso! Em 2018, deverá ser melhor redigido e a questão dirimida, segundo a própria FPF.

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– E o pênalti em Jô no São Bento 0x1 Corinthians?

Aos 10 minutos do 2o tempo, Jô recebe a bola na meia lua, a protege, entra na área e Pitty supostamente o calça, ao mesmo tempo que ele está com a mão em seu ombro.

Pênalti ou não?

Lance dificílimo.

Vamos lá: na primeira vez, fiquei em dúvida se, estando com o apito na mão, eu marcaria ou não o tiro penal por ter percebido que houve ou não o suposto calço do defensor com seu pé esquerdo no pé direito do atacante. A mão de Pitty não tem força para empurrá-lo ou puxá-lo (não assista em câmera lenta, pois a imagem sem ser em tempo real deturpa a realidade e a dinâmica do jogo).

Assisti uma segunda vez e dirimi a dúvida: Jô usou da sua malandragem e ludibriou o árbitro Raphael Claus (repito: lance difícil). O atacante se projeta ao sentir o contato físico e se joga, caindo de maneira antinatural (perceba que ele simula como se tivesse sido tocado na outra perna). Talvez o árbitro estivesse encoberto e acabou entrando na simulação, “ajudada” pela virilidade do atleta são-bentino em colocar a mão desnecessariamente no ombro. Pênalti inexistente cavado pela experiência.

Em tempo: a paradinha na cobrança do tiro penal é a permitida pela Regra do Jogo. O que não pode é parar na hora do chute.

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– Análise da Arbitragem de Paulista 1×2 Nacional e o Gol Irregular

Em uma partida com 8 cartões amarelos (PFC 4×4 NAC) e 34 faltas (PFC 20×14 NAC, onde o mais faltoso foi Fernando Lopes, camisa 5 do Galo, cometendo 6 faltas), o árbitro Roberto Pinelli teve erros e acertos em sua regular atuação.

Tecnicamente (a exceção do gol que relataremos mais à frente), não comprometeu. Marcou bastante faltas e não foi importunado por lances polêmicos desta natureza.

Disciplinarmente aplicou com correção os cartões, embora tenha confundido a advertência a Rodolfo (PFC), que não cometera falta em Bruninho (NAC). Ingro (PFC) foi em direção ao árbitro e relatou que o infrator fora ele, não o seu companheiro. O bandeira Edson Rodrigues dos Santos confirmou o erro e o cartão foi trocado.

Fisicamente não gostei, pois se manteve um pouco distante das jogadas e seu uniforme, aparentemente maior do que seu número adequado, trazia a impressão de “falsa barriga”. Esteticamente isso prejudica.

O lance polêmico foi o gol de empate do Nacional: Marcão (NAC) cruza a bola, ela vai em direção ao gol no lado direito de ataque. O goleiro Iago (PFC) se joga para tentar a defesa e Bruninho (NAC) vai para dividir e colocar a bola para dentro. Aparentemente, a bola iria entrar no gol sem o toque de Bruninho (a bola não havia passado a meta). O atacante tenta com a sola do pé tocá-la e atinge o goleiro. Mas atenção: isso não é pé alto e nem jogo perigoso, é ação temerária. Entenda:

1) Se Iago fosse defender a bola, estivesse de pé e Bruninho levantasse o pé, seria Tiro Livre Indireto para o Paulista por jogo perigoso. Mas não foi isso o que aconteceu.

2) Se Iago estivesse caindo para a defesa e o jogador viesse com a chuteira levantada (não precisa ser “pé alto”) para disputar a bola, ainda assim seria falta pois o goleiro estava realizando parcialmente a defesa e não pode ser importunado nesse momento, existindo o toque. Seria Tiro Livre Direto por falta no goleiro, sem aplicação de cartão.

3) Se Iago estivesse tentando praticar a defesa, em queda, e o atacante fosse com a sola e se antecipasse, é Tiro Livre Indireto (pela “solada”). Mas não foi bem isso o que aconteceu: na verdade, Bruninho toca com as travas da chuteira o peito de Iago. Isso é falta por ação temerária: Tiro Livre Direto ao Paulista FC e cartão amarelo para o atacante do Nacional AC. Portanto, errou o árbitro, o gol foi irregular.

Em tempo: se o árbitro considerasse que tudo isso aconteceu depois da bola ter ultrapassado a meta, daria o gol para Marcão, não para Bruninho, como foi o ocorrido.

Claro, aqui não julgo se a vitória do time da Capital foi merecida ou não, apenas pontuo a atuação do árbitro.

Abaixo, o peito do goleiro após a dividida:

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Foto: Thiago Batista de Olim, do site “Esporte Jundiaí” (www.esportejundiai.com)

– Se cuida, Sassá!

Senti falta do Sassá no jogo do Botafogo 2×1 Colo-Colo pela Libertadores da América. E eis que soube que ele estava suspenso por indisciplina.

Pudera, bom jogador mas com a “cabeça de vento”… Alienada e desgraçadamente postou essa insensível foto ostentando “algum dinheiro (ainda mais com a crise que se vive). Veja abaixo:

Aliás: a pintura do Engenhão e a festa da torcida mostraram o quão bonito está o Estádio Nilton Santos. Parece que fez bem substituir o nefasto nome de “Estádio João Havelange”.

– O Novo Cartão Amarelo que a IFAB estudará e o papel dos capitães!

Mais mudanças na Regra do Futebol podem acontecer em breve. Daqui 1 mês (03 de março) a Internacional Board (a entidade “dona das regras do jogo”, formada pela FIFA e pelas federações do Reino Unido, os “pais do futebol”), discutirão sobre:

Um cartão amarelo resultar em suspensão temporária de atleta (o amarelo não seria mais apenas uma advertência, mas também uma punição de alguns minutos na qual o atleta ficaria fora do jogo, uma espécie de “castigo momentâneo”).

– A flexibilização do número de substituições (cada país poderia escolher de 3 a 6 substituições numa partida oficial).

– A permissão de que o capitão possa conversar com o árbitro como representante da equipe, uma espécie de porta-voz (hoje, na regra, o capitão é somente o elemento representativo na qual o árbitro sorteia o início de jogo e informa alguma coisa à equipe, não podendo conversar ou reclamar com o juiz).

Durante o encontro, haverá ainda a discussão do conjunto de mudanças proposto por Marco Van Basten, ex-jogador e que hoje faz parte do comitê técnico de mudanças da FIFA. Suas idéias estão em: http://wp.me/p55Mu0-1i8

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista x Nacional, Rodada 2 da Série A3

Roberto Pinelli, 40 anos, 10 de arbitragem (e que trabalhou na última 4a feira como quarto-árbitro em Oeste 2×2 Taubaté) na A2, será o árbitro de Paulista x Nacional.

Gostei da escala. É juiz que tem muitos jogos nesta divisão e algumas partidas na A2. Creio que fará um bom trabalho, pois costuma ter arbitragens discretas.

Edson Rodrigues dos Santos, 39 anos (muitíssimo experiente na FPF) e José Lucas Cândido de Souza, 27 anos (com pouquíssimos jogos trabalhados), serão os assistentes. Renan Carvalho de Faria será o 4o árbitro.

Desejo boa sorte à arbitragem e grande jogos para as equipes.

Acompanhe a transmissão de Paulista x Nacional pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Marcelo Tadeu; comentários de Robinson Berró Machado e Heitor Freddo; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Na técnica Antonio Carlos Caparroz e André Luís Lucas. Sábado, às 16h00 – mas fique com a melhor informação do Time Forte do Esporte desde às 15h00 com a jornada esportiva!

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– Futebol Esporte Show: contamos com a sua audiência!

E hoje tem Futebol Esporte ShowMarcel Capretz comanda e Rafael Porcari comenta.

Aqui, no SBT – Vtv e TvSorocaba

Tudo sobre o Futebol Nacional e Internacional, além dos times da região. 

Prestigie!

Campinas e Região: 12h15 ; Baixada Santista: 12h15 ; Sorocaba / Jundiaí e Região: 13h15.

– As duas cenas marcantes em Estádios no Brasil neste último final de semana

As imagens rodaram o país, mas vale fazer um comentário breve:

1- No Estádio Camilo Mussi, em Itajaí-SC, pelo Campeonato Catarinense, jogaram Almirante Barroso 2×2 Joinville, em um estádio de gramado sintético subdivido com marcações amarelas de 4 campos de futebol society! E isso pode?

Por incrível que pareça, tal prática comum nos anos 70 e 80 nos EUA é proibida se forem linhas brancas; de outra cor, não há problema algum! A regra permite… e importante: a grama deve ser verde (parece lógico, mas e se alguém quisesse fazer de outra cor, a regra nada falava antigamente).

Veja a imagem:

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Imagem extraída da Web, autoria desconhecida. Quem conhecer a autoria, informar para a postagem do crédito.

Já algo que não tem nada a ver com a regra foi a oportunidade encontrada pelos torcedores do Fortaleza. No Estádio Domingão, em Horizonte-CE, pelo Campeonato Cearense, jogaram Horizonte 1×0 Fortaleza. Diante do sol escaldante, eis que surgiu a ideia de aproveitar a sombra da torre dos refletores! Olha só:

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Brasileiro é muito criativo

Imagem extraída da Web, autoria desconhecida. Quem conhecer a autoria, informar para a postagem do crédito.

– O Depoimento do Heltton Matheus à Polícia!

Há pouco, o “Gato de Jundiaí” depôs na Polícia Civil, dizendo que falsificou os documentos no Ceará!

O B.O. e outros detalhes no link: http://m.jovempan.uol.com.br/esportes/futebol/futebol-nacional/copa-sao-paulo/copa-sao-paulo-2017/gato-da-copinha-presta-depoimento-e-sera-julgado-pena-minima-e-de-180-dias.html

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– O insistente erro do cronômetro da Globo nos jogos de futebol

Durante uma partida de futebol, os árbitros devem acrescentar ao final dos dois períodos a perda de tempo com a retirada de atletas lesionados do campo de jogo, com as substituições de atletas e outras paralisações. Dentre elas, o tempo que se para a fim de permitir a hidratação coletiva dos atletas.

Porém, nos dois últimos jogos que assisti pela Globo, eles travaram o cronômetro e voltaram a contagem no reinício pós-hidratação. ERRADO, o relógio do árbitro não para e aos 45 minutos o árbitro informará quantos minutos se acrescentará levando em conta essa pausa.

Dessa forma, quem assistiu pela emissora ficou meio perdido com os acréscimos. E me causa espanto uma TV que tem Arnaldo, Gaciba e Paulo César ainda não ter corrigido esse erro (que aconteceu também no ano passado).

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– 3 opções para responder a venda de David Neres

David Neres, jovem atacante do São Paulo FC, foi vendido por 50 milhões de reais ao Ajax-HOL. O clube paulista ainda ficará com 20% dos direitos federativos dos atletas. Se ele for vendido a outro time, o Tricolor recebe ainda os direitos de clube formador!

Ou o menino é muito mais craque do que imaginamos e foi bem vendido, ou o SPFC “furou” o olho dos holandeses, ou ainda é uma “lavagem de dinheiro” dos compradores e seus agentes. Apenas uma das 3 opções será possível.

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– O Pai do Gato é quem falsificou os documentos do filho?

Quer dizer que o senhor Edejofre, o pai do verdadeiro Brendon Matheus, deu os documentos do filho (que estava preso) a pedido do senhor Nilton, pai do Heltthon Matheus, a fim de inscrever o filho no time do São Gonçalo com os documentos trocados?

A história vai se clareando… Aliás, Edejofre quer que o filho mais novo jogue aqui no Galo da Terra da Uva!

Extraído do jornal “O São Gonçalo” em matéria publicada pelo site “Esporte Jundiaí” (do jornalista Thiago Batista de Olim), abaixo:

PAI DO VERDADEIRO BRENDON MATEUS QUER QUE O OUTRO FILHO JOGUE NO PAULISTA FC

O pai do verdadeiro Brendon Matheus, Edejofre Lima em entrevista ao jornal “O São Gonçalo” deseja que seu filho mais novo, Bruno França, de 16 anos, se torne jogador de futebol. E tem o clube que gostaria que ele atuasse: o Paulista.

“Eu apoio o sonho dele e espero que ele jogue no Paulista, pela estrutura que vi do clube na TV. Se eles quiserem fazer um teste com meu filho, dessa vez, terão uma uma procuração assinada por mim para ele jogar”, disse Edejofre ao jornal da cidade de São Gonçalo.

Bruno é lateral-direito e disputou a Liga Gonçalense de futebol Amador pelo Colina, de Sacramento, em 2016. Ele espera uma chance para iniciar sua carreira como profissional e vendo os jogos da Copinha gostou muito do Paulista.  “Eu acabei vendo os jogos do Paulista na ‘Copinha’ e gostei muito do futebol que eles apresentaram e me deu vontade de jogar lá algum dia”, revelou.

Edejofre Lima é metalúrgico e morador do bairro Jardim Catarina. O caso “Brendon Matheus” mudou a rotina da família no fim de semana passado, quando foi revelado que Heltton Matheus atuou nas categorias sub-20 de Paulista e São Gonçalo com documentos de Brendon Matheus, filho mais velho de Edejofre, que está preso no estado do Rio de Janeiro. Heltton, com 22 anos, não poderia atuar na categoria sub-20 e para isso usou os documentos de Brendon, que atualmente tem 19 anos.

Na entrevista ao jornal “O São Gonçalo”, Edejofre disse que pretende processar o pai de Heltton. “Quero que Nilton (pai de Heltton) me esclareça essa situação. Ele não atende minhas ligações. Tudo começou quando dei os documentos (certidão de nascimento e identidade do Brendon em 2014 para que ele conseguisse inscrevê-lo na base do São Gonçalo FC, clube no qual Heltton jogava. Passou um tempo e como nada foi resolvido, pedi a documentação de volta mas não imaginava que isso tudo iria acontecer”, declarou. O metalúrgico disse quando contou toda a história ao seu filho na penitenciária, o verdadeiro Brendon ficou revoltado: ‘Pai, se o Heltton quer se passar por mim, por que ele não troca de lugar comigo?”. Além de estar preso injustamente, meu filho ainda está com o nome envolvido nesse escândalo”, contou.

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– O “Gato” e os Craques Precoces…

Gostei e comungo exatamente da mesma opinião: compartilho esse ótimo artigo do jornalista Wanderley Nogueira sobre o caso Heltthon “Brendon” Matheus,

Extraído de: http://blogjp.jovempan.uol.com.br/wanderleynogueira/destaques/o-gato-e-os-craques-precoces/

O “GATO” E OS CRAQUES PRECOCES…

O caso Helton (o gato) ex-jogador do Paulista de Jundiaí, continua gerando comentários.
E são opiniões para todas as preferências.
Indignados, torcedores pedem a sua prisão.
Outros defendem a sua eliminação do futebol.
São muitos os que alertam para “que é preciso conhecer a história de vida dele antes de condena-lo”.
É importante saber que os pais de Helton são pessoas simples e trabalhadoras.
O pai, pintor de automóveis e a mãe caixa de supermercado. Tem um meio irmão e dois adotados. Disse que a sua infância foi feliz.
Nada trágico. Portanto, isso só agrava o ato cometido.
É grande o volume de críticas pelo fato da mídia ter aberto espaço para ouvi-lo e entrevista-lo.
A meu ver, o que ele fez foi muito grave.
Será punido pelo TJD da FPF .
Helton vai responder, também, por falsificação na Justiça.
Nas duas esferas de julgamento as penas serão brandas. É a lei.
Grave porque traiu seus companheiros de time, a comissão técnica e a diretoria do Paulista de Jundiaí.
Roubou o sonho de milhares de torcedores.
A cidade de 400 mil habitantes estava entusiasmada com a campanha do Sub20 e sofreu uma dura frustração com a malandragem.
Vampeta resolveu ajuda-lo e ofereceu uma nova chance.
O Grêmio Osasco contratou Helton.
Ele terá a oportunidade de ser ele mesmo jogando futebol.
Aqueles que acreditam na reabilitação das pessoas, devem aplaudir.
E essa não é a primeira vez que Vampeta ajuda jovens.
Quase todos desconhecidos e que se tiverem talento vão prosperar no futebol.
O Audax e o Grêmio Osasco tem como “dono” um homem sério, independente financeiramente e distante de picaretagens.
O fato de aprovar a nova chance ao “gato” não significa , na minha opinião, minimizar o seu ato desonesto.
A turma de Jundiaí é vítima desse episódio.
Depois da queda do avião da Chapecoense, o “fretamento de aeronaves” está sendo contratado com muito mais cuidado. Óbvio.
Com o escândalo provocado pelo “gato” Helton ( nada inédito…) as categorias com limite de idade no futebol, estarão muito mais atentas para aceitar a inscrição dos jovens.
Especialmente os “craques precoces”.
E sobre a deduragem mais uma vez se confirma que não há segredos que o tempo não revele…

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– A FIFA quis criar a polêmica dos Títulos Mundiais de Clubes por interesse próprio.

Uma discussão provocativa ou até mesmo desnecessária, causada intencionalmente pela FIFA: a pedido do jornalista Jamil Chade do jornal “O Estado de São Paulo”, a entidade se manifestou sobre quem são os campeões mundiais de futebol nos torneios entre clubes.

Para ela, são reconhecidamente campeões, de maneira oficial, os vencedores dos torneios organizados em 2000 e de 2005 em diante (até hoje). Os da Copa Rio e os do Torneio Intercontinental Europa – América do Sul, segundo ela, são reconhecidamente vencedores de torneios de dimensão mundial.

Ora, e muda o quê?

NADA, embora ela queira instigar o valor dos torneios, sem desvalorizá-los diretamente. E existe uma lógica na “estratégia” da FIFA, pois ela cita em seu pronunciamento, e o faz de maneira escrita e nominal, que a Copa Rio de 1951 e 1952, além do Intercontinental disputado entre os campeões europeus e sulamericanos (via UEFA pela Champions League e CONMEBOL pela Libertadores da América) são iniciativas de “torneios de dimensões mundiais” nas quais não pode dar sua chancela. E isso é evidente, já que não foi ela quem os organizou!

Mais do que isso: ela acaba ratificando que o Palmeiras (vencedor da Copa Rio 51) é o 1o campeão de dimensão mundial de um torneio entre clubes (no qual ela se recusa a chamar de campeão mundial unicamente por não ter sido de sua promoção), aceita o Fluminense tão campeão mundial quanto o Palmeiras (afinal, ela fala do torneio vencido pelos cariocas em 52) e assume que os jogos intercontinentais da década de 60 até o último do ano 2000, organizados pela Toyota (não cita explicitamente a montadora japonesa já que coreanos da Hyundai, parceiros atuais da FIFA, não ficariam à vontade) são da mesma importância. Por fim, destaca, disfarçadamente, que só pode reconhecer os que ela criou.

Trocando em miúdos: a FIFA admite a existência de torneios mundiais em outros tempos antes do dela, mas se recusa a reconhecê-los, pois, afinal, ela só valida o que ela mesmo criou.

Vaidade e necessidade de valorizar seu torneio. Simples. Afinal, como sugeriria australianos, japoneses, africanos e outros times do mundo para dar caráter global, se não fosse por essa competição? Tanto que ela não consegue dizer aberta e claramente que o Santos de Pelé, o São Paulo de Telê, o Flamengo de Zico ou qualquer time argentino que venceu o Intercontinental não são campeões mundiais de futebol via outros organizadores. Ou alguém um dia conseguiu registrar tal afirmação, ou melhor, negação?

E sabe de quem é a culpa de tudo isso? Dos INGLESES, os “pais” do futebol! Eles relutaram em aceitar a FIFA como instituição “dona do esporte” (na época, repleta de franceses, seus arquirrivais), se filiando em 1906 mas saindo em 1928, se recusando a participar das Copas do Mundo até 1950 (ficaram mais de 20 anos fora da FIFA). Quase montaram uma instituição concorrente, o que não se concretizou. Lembre-se, a FIFA é uma empresa privada, não uma ONG solidária de ciência e cultura esportiva.

Objetivamente: quer dizer que o futebol, em geral, inexistia antes da FIFA? É claro que não, mas pelo seu peso e importância, ela forçosamente quer criar tal situação. Portanto, esqueça tal balela de botequim e reconheça: existem os Campeões Mundiais de Clubes dos torneios oficiais da FIFA e outros Campeões Mundiais de Clubes dos torneios não promovidos por ela (pois ela não tinha interesse comercial de fazê-lo até aquele momento). E nem diga que o fato de não ter todos os continentes nas edições não-FIFA não é algo mundial, pois também na Copa do Mundo de Seleções nem sempre tivemos também todos os 5 continentes (que para ela são 6)!

Abaixo, o “print” do comunicado oficial da FIFA gentilmente publicado por Jamil Chade em seu twitter:

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– A 1a Entrevista do Heltton Brendon Matheus (com vídeo).

O jogador que praticou a alteração de idade, o “gato”, Heltthon Matheus, do Paulista de Jundiaí, e que causou a eliminação do time na final da Copa São Paulo por ter falsificado documentos, deu uma entrevista de 1h30 à Rádio Jovem Pan.

Não vale escrever mais sobre ele (eu cansei do assunto). Mas impressiona a inteligência e história do garoto. Positiva e negativamente.

Claro, se pautou muito sobre a caridade quanto ao jogador. Mas fica a dúvida: ele é punido esportivamente e o Paulista fica “chupando o dedo”, tendo que assumir o ônus esportivo e financeiro sozinho?

Nem ao céu e nem ao inferno: que se seja solidário, mas o cara não é vítima, ele praticou falsidade ideológica.

Compartilho no link em: https://www.youtube.com/watch?v=NjVVz4wTgDY&feature=youtu.be

– Análise Pré Jogo da Arbitragem para Internacional x Paulista, série A3

Júnior César Lossávaro, 39 anos, professor de Educação Física, natural de Murutinga do Sul, 12 anos de carreira, apitará o jogo que abre a Série A3 de 2017 entre o Leão x Galo.

Bom árbitro, discreto em campo, militando há bastante tempo na série A2 e A3, buscando insistentemente seu lugar na A1, é um apitador que vem crescendo. Nesta Rodada 1, juízes querendo subir na carreira foram mesclados com alguns em fim de carreira.

Desejo boa sorte ao árbitro e a seus assistentes William Rodrigues Deodato e Fernando Afonso Gonçalves de Melo, incluindo o quarto árbitro Caio Cesar da Costa Mello.

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– Fim da Copinha. Fim do caso Brendon?

Republico em meu blog as perfeitas palavras do Jornalista Heitor Freddo sobre o caso Brendon Matheus, o “Gato da Copa SP”. Comungo do mesmo pensamento. Abaixo:

O jogo disputado na final de ontem no Pacaembu só aumentou minha convicção: o Paulista seria campeão da Copa São Paulo de Futebol Júnior. O que vimos diante da televisão – já que nos arrancar (continua no link abaixo):

Fonte: Fim da Copinha – fim do caso Brendon?

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– Como se facilita o surgimento de “gatos no futebol”.

Um lúcido relato do jornalista Marcel Rizzo em seu blog traz a dura realidade: como os picaretas se infiltram no futebol e prejudicam até mesmo gente séria. O Paulista de Jundiaí é aqui citado.

Vale a leitura, extraído de: http://marcelrizzo.blogosfera.uol.com.br/2017/01/25/como-o-inchaco-de-torneios-facilita-criacao-de-times-de-aluguel-e-gatos/?cmpid=tw-uolesp

COMO O INCHAÇO DE TORNEIOS FACILITA CRIAÇÃO DE TIMES DE ALUGUEL E ‘GATOS’

“Ô nove, ô nove, toca a bola mais rápido”, gritou o companheiro de time, talvez esquecido do nome de seu camisa nove, a quem provavelmente conheceu alguns dias antes de começar a Copa São Paulo de Juniores, o principal torneio de base do futebol brasileiro.

O fato acima foi relatado ao blog por um jornalista presente em uma partida da primeira fase da competição, entre um time paulista e outro do Nordeste, no início de janeiro, e que terão os nomes omitidos a pedido do repórter.

E escancara algo que se tornou regra em torneios de garotos no Brasil: a terceirização das categorias de base a empresários, que procuram manter seus atletas na vitrine. A Fifa proíbe terceiros terem participação nos direitos dos atletas, mas é algo de difícil monitoramento, principalmente em competições com tantos clubes como a Copa SP.

A Copa São Paulo 2017 teve 120 clubes, um recorde de participantes na história que começou em 1969. Foram 3 mil jogadores inscritos, o que torna praticamente impossível uma checagem com qualidade de todas as documentações.

Alguns anos atrás a Federação Paulista de Futebol, que organiza a Copinha, tentou dificultar a montagem de “times de empresários” colocando no regulamento da competição a data de 20 de setembro como limite para que um atleta esteja vinculado a um clube e possa jogar a Copa São Paulo no ano seguinte.

Para os clubes paulistas, entretanto, essa tática não tem surtido efeito porque muitos antecipam a procura de ajuda para montar suas equipes no fim do primeiro semestre, quando iniciam a disputa do Campeonato Paulista sub-20. Ou seja, o torneio se torna quase uma pré-temporada para os times que jogarão a Copinha. Mas esse não é o único problema.

Há casos também, apurou o blog, de que garotos são inscritos no BID (Boletim Informativo Diário) por time X em setembro, mas só vão se apresentar de fato em janeiro, às vésperas da estreia. Não se estranha, portanto, o relatado acima de jogador não sabendo o nome de seu camisa nove.

O clube que recebe o atleta do empresário ou da empresa, tem para ele uma “taxa de vitrine”. Uma porcentagem a receber caso o garoto seja negociado por se destacar em torneio vestindo sua camisa. Esses valores variam, mas, em média, são de 20% do valor que o empresário tenha da participação do jogador (muitas vezes os direitos econômicos são fatiados entre muitas partes).

A Federação Paulista informou que conversa com alguns clubes, a fim de tentar evitar de fraudes e melhorar a checagem de documentação de atletas.

”Hoje, depois de a Fifa proibir terceiros, o fatiamento diminuiu. Equipes hoje têm 100% de suas revelações, algo improvável anos atrás. Mas a maneira de monitorar se há participação de terceiros é econômica. Qualquer negociação é preciso ter a divulgação dos números, para quem e quando foi pago”, explicou Carlos Eduardo Ambiel, advogado especializado em direito desportivo.

Tradição

O que chama a atenção nesses casos de times montados muitas vezes em cima da hora, sem que os atletas se conheçam, é que não são apenas clubes recém-criados ou sem estrutura, que têm sua base entregue a procuradores.

O Paulista de Jundiaí [a 60 km da capital paulista], por exemplo, é um dos times mais tradicionais do interior paulista, região que por anos e anos revelou atletas de qualidade e conquistou títulos no estado e no país. Fundado em 1909, o Paulista foi campeão da Copa do Brasil, em 2005, batendo na final o Fluminense.

Mas, para jogar a Copa São Paulo de 2017, usou alguns atletas ligados ao ex-atacante do Santos Alberto Luiz de Souza, campeão brasileiro em 2002. Dono da Alberto Sports, ele já havia participado da montagem do time sub-20 de outra tradicional equipe paulista, o Nacional, da capital, em 2016, e levou alguns desses jogadores para Jundiaí.

Brendon Martins Araújo dos Santos foi um deles. No domingo (22), após denúncia do Batatais, foi descoberto que Brendon, na verdade, se chama Heltton Matheus Cardoso Rodrigues, tem 24 anos, idade com a qual não poderia participar da competição — ele usou o documento de Brendon, que como revelou a ESPN está preso acusado de tráfico de drogas.

A diretoria do Paulista e Alberto se disseram enganados pelo jogador, mas não teve jeito. O clube foi excluído da competição, e quem enfrentará o Corinthians na decisão da Copinha, nesta quarta (25), será o Batatais.

A exclusão do Paulista, portanto, foi consequência da terceirização de parte da equipe, com atleta relacionado a pouco tempo, e sem a checagem devida.

”Não acho o termo terceirização correto, porque há um vinculo do atleta com o clube. Temos que entender como é a relação do atleta com o empresário. Muitos só vão para o clube porque o agente manda, e porque há uma relação de confiança de anos. Tem jogador que fica a vida inteira como o mesmo procurador”, disse Ambiel.

O dedo da Fifa

Desde maio de 2015, a Fifa proíbe que terceiros tenham participação nos direitos econômicos de jogadores de futebol. Resumindo: empresa ou empresário não pode receber parte do valor da venda quando um atleta é negociado entre clubes de futebol, a não ser uma comissão pelo negócio.

A entidade mundial entendeu, algum tempo atrás, que o poderio econômico de algumas pessoas estava dominando o esporte, e prejudicando os clubes. Houve, porém, gritaria de times pequenos depois da decisão, reclamando que não teriam dinheiro para montar elencos sem ajuda de intermediários.

A Fifa já investigou e até puniu clubes por fazerem as “transferências-pontes”, que é quando uma equipe existe basicamente para registrar atletas que “pertencem” a terceiros, para de certa forma legitimar uma negociação. Houve também multa a clubes que usaram terceiro em negociação – o Santos foi um deles, com valor a pagar de R$ 280 mil.

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– Sobre a Arbitragem da Final da Copa São Paulo 2017 entre Paulist… ops: Batatais x Corinthians!

Confesso que o rascunho já estava pronto, preenchendo os nomes da equipe de arbitragem para a final da Copinha, faltando preencher Paulista X ??????. Também a logo da Rádio Difusora com os clubes estava “saindo do forno”, convidando os amigos para escutarem a transmissão do Time Forte do Esporte…

O problema não é perder as anotações, mas sim a desclassificação do Paulista – e do jeito que foi. Mas chega de se lamentar. O Galo não pode ter sua imagem arranhada por um Gato e bola pra frente! Perdemos uma possível 9a vitória que seria um bicampeonato, ou simplesmente um grande jogo, um grande trabalho… não importa. O que não perdemos (e não podemos perder) é a dignidade e a força que a torcida jundiaiense mostrou no torneio de júniores. E que se mostre também na A3.

Enfim, bem curto e grosso: para a final da Copa São Paulo 2017 entre Batatais x Corinthians, apita Cléber Luis Paulino, um professor de Educação Física que há muito tempo está na labuta. Gostei, é um árbitro que já tem experiência em A2 e A3 e busca um lugar ao sol.

Boa sorte ao quarteto de arbitragem, grande jogo aos atletas e uma grande indiferença ao hostil cartola interiorano que, com empáfia, falou algumas bobagens sobre o Paulista de Jundiaí (mesmo tomando 5 no lombo). Lutar por seu direito é uma coisa; falar o que ele falou, é outra.

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Ops: aqui apenas uma sugestão para a segunda edição do ótimo livro “O Juramento”, do jornalista Flávio Prado, onde ele brilhantemente reescreve fatos e jogos de futebol com outras possibilidades do que as acontecidas. Aqui um capítulo a mais – como seria a final entre os dois times ilustrados na imagem (junto com o já anunciado lance modificado do jogo da Chapecoense).

– Últimas considerações sobre Heltton “Brendon” Matheus, pós desclassificação do Paulista FC via TJD-FPF

Muita gente já fez seus comentários sobre o lamentável caso do zagueiro Matheus (que se chama Heltton Matheus mas jogava com documentos de um primo dele, presidiário e parecido fisicamente, chamado Brendon Matheus). As minhas observações quanto ao assunto já as fiz à exaustão, no link em: http://wp.me/p55Mu0-1iS.

Nesta derradeira postagem sobre o tema, gostaria de três coisas:

  1. Reiterar que o Paulista foi vítima de um golpe, e pagou por isso com a desclassificação da final da Copa São Paulo 2017. Só quem não vive a intimidade do mundo (e do submundo) do futebol, pode falar que o Galo foi culpado. Quem está nesses meandros sabe o quão difícil é descobrir tal falcatrua, principalmente de um atleta que passou pela FERJ, cuja documentação foi aceita pela FPF, inscrito primeiramente no Nacional e depois no Paulista. Somente com a denúncia de alguém muito próximo a ele que se descobriu isso. Caso contrário, talvez nunca se soubesse. O Paulista foi a 4a entidade esportiva enganada pela troca de identidade, não o 1o a cair no “conto do gato”.
  2. Questionar o seguinte: onde está escondido Matheus (o jogador), o que estaria ele pensando agora e quando o vão deter para pagar pelo seu crime (afinal, é falsidade ideológica e ele é maior de idade)?
  3. Repudiar a declaração do presidente do Batatais de que processará o Paulista por danos morais. Claro que é blábláblá jurídico para se garantir e fazer pressão, mas que é muito cara de pau, ô se é!

Enfim, o prejuízo está feito e que não se macule a imagem do Paulista FC e de sua torcida, que merecem todos os aplausos pelo esforço que fez. Dessa forma, que se desfaça a falsa ideia de que o Galo chegou à final do torneio, em campo, graças a Matheus.

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– E o Galo foi depenado pelo Gato!

O Paulista de Jundiaí, tricolor da Terra da Uva e carinhosamente chamado de Galo da Japi (em referência à magnífica Serra da Japi, cartão postal da cidade), fez jus ao seu mascote e bicou o Toro Loko (Red Bull) por duas vezes na Copa São Paulo. Encarou o Bode Alviverde (Vitória da Conquista), enfrentou sem medo o Tricolor da Manchester Catarinense (Joinville) e, mesmo sendo de porte menor na divisão do Brasileirão, enfrentou sem medo o Dragão (Atlético Goianiense). Encarou ainda a Águia (São Carlos) que queria voar alto e não temeu receber flechadas do Índio Condá (Chapecoense). Por fim, não se assustou com o Fantasma (Batatais), goleando-o e esperando para a finalíssima na cidade grande o Moleque Travesso (Juventus) ou o Mosqueteiro (Corinthians).

Eis que à tarde, durante a espera…

O Galo, tão corajoso e ressurgido no caldeirão de Jayme Cintra diante de milhares de torcedores, não imaginava que seria traído dentro do seu terreiro. Venceu em campo, e perdeu para um Gato camuflado, que o depenou e frustrou uma cidade inteira.

Tudo isso para falar sobre Brendon Matheus, Matheus Lima ou simplesmente Matheus, o jogador que queria ser chamado apenas pelo nome mais simples (Matheus, era assim que pediu às emissoras de rádio) em tempos que os nomes duplos estão em voga e os apelidos desaparecem.

O atleta passara desapercebido até agora por torneios sem visibilidade. O ótimo jogador (ao menos, jogando dentro de campo era acima da média), que saia jogando da zaga ao ataque, bom tecnicamente e com ótimo senso de colocação, que não era faltoso e que tomou infantil e justamente o segundo amarelo e estaria fora da final da Copa São Paulo 2017, realmente se chamava Matheus. Mas não o mesmo Matheus dos documentos!

Segundo a ESPN Brasil, o jogador se chama Heltton Matheus Cardoso Rodrigues, fará 23 anos em 24 de março próximo e disputou a competição Sub20 com os documentos de Brendon Matheus Araújo Lima dos Santos, 19 anos, que está preso no Rio de Janeiro por roubo e tráfico de drogas.

O garoto é empresariado por Alberto, que reside em Jundiaí e é um sujeito sério (o mesmo ex-jogador do Paulista e do Santos, celebrado naquele time de Robinho e Diego, marcado por um golaço de bicicleta contra o Corinthians).  Ao que tudo indica, o jogador de Volta Redonda, que passou por São Gonçalo, passou a usar a falsidade ideológica lá no Rio de Janeiro, vindo para o time do Nacional-SP (que era gerido pelo Alberto, e dessa forma passou a agenciar o rapaz) e da Capital para Jundiaí. Dessa forma, Heltton Matheus enganou a FERJ, FPF, os dois times paulistas, além dos seus treinadores e dirigentes (a propósito, as fotos públicas de Heltton Matheus e as do verdadeiro Brendon Matheus são realmente muito parecidas).

O questionamento é: quantos atletas brasileiros, sem exposição, começam e terminam a carreira como gatos incólumes? Se o Paulista fosse eliminado na 1a fase, poderia estar ainda “enganando” por aí. E não achemos que é só no futebol que se altera identidade.

O fato é: um crime motivado por um agente no começo da carreira, pelo próprio garoto ou por alguém que não sabemos, trouxe inúmeras consequências. Fez-se valer o ditado: “o Diabo é o pai da mentira”. Portanto: vão para o inferno, maquiadores de identidade e estelionatários do esporte.

Os envolvidos na picaretagem enganaram clubes, federações, e com mais tristeza a cidade de Jundiaí e seus torcedores (que sofreram com a trapalhada dos ingressos na semifinal, madrugaram na fila e tomaram chuva), Umberto Louzer (o trabalhador treinador do Galo), Pepe Verdugo (o presidente do time), seus colegas de equipe (imaginem os demais companheiros de time como devem estar) e enfim, a coletividade esportiva em geral. Todos são vítimas de um golpe praticado em terra fluminense. Talvez o próprio Heltton, se pensarmos com benevolência (este, pela ingenuidade e ignorância por aproveitadores e sucumbem ao sonho de se tornar atleta profissional de maneira inadequada). Mas que confesse: quem foi o autor da trapaça?

É importante salientar: o presidente do Batatais, André Toffetti, entrou com denúncia antes do jogo. Claro, não se poderia cancelar a partida do domingo sem investigar algo tão grave (reclamar-se-á que o clube de Batatais poderia ter sido oportunista; mas será que não recebeu a dica às véspera do jogo e não é direito dele fazer isso mesmo?).

Comprovado tudo, que se cumpra conforme a lei: a desclassificação do Paulista do jogo final (o regulamento é claro e as 120 equipes assinaram), que se julgue com justiça o time de Jundiaí (sendo vítima do estelionato da identidade, não se aplique a pena máxima de 5 anos excluído da competição) e que não se macule as pessoas honestas da Terra da Uva, que tanto lutaram para chegar à final e tentar o bicampeonato da Copinha.

Ficam duas observações:

1- Seria Heltton Matheus, que se passou por Brendon Matheus, o único gato da competição? Claro que não. O problema é conseguir informações seguras de outros jogadores e do modo de operação das falcatruas. 

2- O Batatais seria o justo finalista? Red Bull, Atlético Goianiense, São Carlos e Chapecoense que perderam na fase eliminatória (e até mesmo os clubes da fase de grupos) não poderiam enxurissar o torneio? Afinal, o zagueiro jogou (sempre muito bem) TODAS as 8 partidas do Paulista e estaria fora apenas na final (claro que ele não ganhou sozinho, Umberto Louzer usou 24 atletas durante o torneio). Mas os demais não foram prejudicados tanto quanto o time de Batatais?

Encerrando: acompanhamos com entusiasmo a excepcional saga do Paulista através do Time Forte do Esporte da Rádio Difusora AM 810, transmitindo e comentando todos os jogos e aguardando ansiosos a final no dia 25 do Pacaembú. Imaginem como nós estamos também nos sentindo lesados… por educação, devo encerrar o texto aqui antes que escreva uma bobagem impublicável.

E pensar que há exatamente 1 ano, o time profissional do Paulista era vítima do suposto grupo investidor de Mônaco que tanto enganou com o treinador português Paulo Fernandes… meu Deus!!!

Atualizando: Heltton Matheus, o jogador, está sumido e com o celular desligado. Ninguém o encontrou mais em Jundiaí.

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– Análise da Arbitragem de Paulista 5×1 Batatais

Boa arbitragem no Jayme Cintra. O jovem árbitro Lucas Canetto Bellote começou ligado, atento, correndo bastante, entrando na grande área e se posicionando bem. Chamando a atenção dos jogadores à toda hora, e em especial, logo a 1m, uma bronca válida para evitar discussão de atletas.

Tecnicamente, marcou as faltas existentes e deixou de marcas as faltas forçadas/ reclamadas de maneira forçosa. Acertou na marcação do pênalti cometido por Enzo (PAU) e que resultou no gol do Batatais. Um único erro técnico relevante ocorreu aos 2m, quando houve uma falta a favor do time de Jundiaí e o árbitro não observou a clara vantagem e matou o contra-ataque. Um acerto técnico importante foi a correta não marcação do pênalti simulado por Criciúma (PAU).

Disciplinarmente, acertou todos os cartões amarelos, exceto ao não aplicar a Wislen (BAT), que havia cometido um carrinho temerário em Vitor Hugo (PAU) aos 3m (recebeu amarelo nesta ocasião) e aos 40 minutos repetiu uma falta para amarelo no mesmo Vitor Hugo. Deveria receber o 2o amarelo e o Vermelho (em faltas: PAU 15×12 BAT; em cartões amarelos: PAU 3×4 BAT).

A corrigir – o mau posicionamento em cobrança de faltas, como, por exemplo, estar de costas ao batedor e sem ver a barreira (vide aos 7minutos no replay). Repetiu isso aos 12m, em falta a favor do Batatais. Sempre vidrado na área, mas esquecendo da periferia (em locais que não se deve confiar nos bandeiras pela distância do campo de visão). E aos 42m cometeu o mesmo erro pela 3a vez.

No geral, não teve influência no resultado e tem um enorme potencial, mas precisa ser corrigido de erros e vícios. Aqui a missão é do orientador.

Ótimo trabalho e colaboração dos bandeiras para com o árbitro, acertando nos impedimentos e saída de bola praticamente na totalidade da partida.

DETALHE 1 – Um lance para chamar a atenção: Yuri (BAT), camisa 25, ao ver seu adversário 19 Carlinhos (PAU), caído e ofegante, arrancou a sua camisa e o abanou. O árbitro foi muito feliz ao não dar cartão amarelo a ele. Fair Play de todos.

DETALHE 2 – Para a final (contra o Corinthians ou Juventus), o Paulista terá o desfalque do goleiro Enzo (grande revelação do time) e do titularíssimo zagueiro Brendon Matheus Lima (um dos pilares da zaga, ao lado de Maurílio).

DETALHE 3 – Umberto Louzer, treinador do Paulista, era zagueiro do time campeão de 1997, quando a Copa São Paulo foi decidida em 26 de janeiro contra o Corinthians no Canindé (não no dia 25) e o técnico era o já saudoso Giba. Vinte anos depois, com 8 jogos e 8 vitórias, o Galo (que sofreu apenas 2 gols) volta à final.

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista x Batatais, semifinal da Copa São Paulo

Para o decisivo jogo entre o Galo x Fantasma, apitará o novato Lucas Canetto Bellote, 26 anos de idade, piracicabano e apenas no seu 5o ano de arbitragem (trabalhou em 3 jogos da Copinha neste ano). A curiosidade é que em 2015 ele não apitou nenhum jogo profissional, e em 2016 trabalhou apenas na 4a divisão e Copa Paulista. Foi bem nos jogos em que foi escalado neste ano, aplicando poucos cartões (apesar de não ter sido tão exigido – Palmeiras 3×2 Paranoá, São Carlos 0x1 Vasco da Gama e Botafogo 3×0 Atlético Mineiro).

Já para a assistência: Tatiane Sacilotti dos Santos Camargo, 31 anos, assistente FIFA e que esteve na final do Mundial Feminino Sub 17 na Jordânia, será a bandeira número 1. Anderson “Bocão” José de Moraes Coelho, 42 anos, um dos melhores bandeiras do quadro brasileiro (é da elite), será o assistente 2 (aliás, o trio citado é da área de Educação Física). O PM Dermival Benedito Gomes (que apitou muito bem Vitória-BA 0x1 Red Bull-SP no Jayme Cintra) será o 4o árbitro.

Um ponto positivo e outro negativo para a escala:

– O ponto positivo é que mostra a vocação da Copa SP 2017 em revelar juízes promissores. Lucas é um jovem árbitro, de pouca experiência e que tem trabalhado bem. Terá como apoio bandeiras experientíssimos, a fim de servirem de suporte. Correto.

– O ponto negativo é a falta de coerência da Comissão de Árbitros (ou de quem quer que seja que fez essa escala). Por quê em determinadas rodadas se colocou árbitros de série A1 para alguns jogos e ilustres desconhecidos para outras? Onde está o critério? Reforço o que venho dizendo em meus comentários: que se feche um grupo de árbitros novos e que, da 1a até a última rodada, se dê garantias para que apitem e bandeirem a Copa São Paulo inteira – isso faz revelar gente boa!

Desejo boa sorte ao árbitro e um grande jogo para as equipes.

Acompanhe a transmissão de Paulista x Batatais pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Marcelo Tadeu; comentários de Robinson Berró Machado e Heitor Freddo; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Na técnica Antonio Carlos Caparroz e André Luís Lucas. Domingo, às 10h00 – mas fique com a melhor informação do Time Forte do Esporte desde às 09h00 com a jornada esportiva!

– A “CÁCA” na distribuição de ingressos para Paulista x Batatais na Copa SP 2017

Se primeiramente aplaudi a Federação Paulista de Futebol em cobrar ingressos para evitar tumultos, superlotação e outros problemas na partida de Quarta-de-Final entre Corinthians x Flamengo, agora repudio TOTALMENTE a decisão tomada para as entradas da semifinal entre Paulista x Batatais.

Entenda: com ótimo público em todas as partidas, o Jayme Cintra viu na última partida contra a Chapecoense cerca de 15.000 torcedores nas arquibancadas e cerca de 1.000 jundiaienses para fora do estádio, por motivo de fechamento dos portões devido a lotação.

Pois bem: preocupada com esse fator, a Polícia Militar, juntamente com o Paulista Futebol Clube e a FPF, discutiram como evitar esse problema para o jogo de domingo, às 10h, valendo a vaga para a finalíssima no Pacaembu (contra o vencedor de Juventus x Corinthians).

1- A PM definiu que, para controle de acesso e a fim de evitar superlotação, existisse uma carga limitada de ingressos ao invés de entrada livre. Determinou-se, em comum acordo, 11.000 entradas para a torcida de Jundiaí e 900 entradas para a torcida de Batatais (uma capacidade menor que a do estádio, para maior conforto e segurança).

2 – O Paulista solicitou que cada ingresso fosse trocado antecipadamente por 1kg de alimento não perecível, com o intuito de ser doado para entidades assistenciais.

3- A FPF, pasmem, PROIBIU a troca de ingressos por alimento alegando que poderia existir cambistas se aproveitando de tal fato, e ordenou que, às 08h da manhã de domingo, os ingressos sejam distribuídos gratuitamente por ordem de chegada nas bilheterias do Jayme Cintra!

Amigos, se houve tumulto no último jogo, quando a partida marcada às 21h teve os portões abertos às 17h45 (sem a necessidade de compra, troca ou entrega de ingressos, inexistindo filas em cabines), pensem na multidão que se aglomerará no estádio bem antes das 08h, com as poucas bilheterias e a muvuca que estará. Ademais, impossível não crer que haverá gente entrando na fila para ganhar ingressos e os vendendo para quem não conseguir.

Se a venda de ingressos para qualquer partida de futebol no próprio dia do jogo já é algo a ser evitado por conta de confusão, imagine distribuir pouco antes da partida 11.900 bilhetes?

Além disso, a PM avisa que haverá rigorosa revista, proibindo a entrada de guarda-chuva, rádio, garrafa d’água e qualquer objeto que possa ser transformado em arma.

Meu Deus… é o fim da picada! Não há alguém de bom senso na FPF e na PM para mudar esse péssimo planejamento? E justo agora que as mulheres e crianças estão colorindo as arquibancadas do estádio de Jundiaí, tão abandonado nos últimos tempos?

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