– Fique Quieta, dona Gleisi.

Que ideia absurdamente indevida da presidente do PT, Gleisi Hoffmann. Dispensa delongas, e o amigo jornalista Luiz Carlos Quartarollo disse tudo:

– Como discernir infração ou não (em referência a bola que bate inesperadamente no corpo e na mão), como o ocorrido em Universidad Católica x Palmeiras.

Ontem, falamos sobre o erro na marcação do pênalti a favor do Palmeiras no Chile contra a Universidad Católica (Raphael Veiga marcou de pênalti, em lance oriundo de polêmica: a bola bateu acidentalmente na mão de Lanaro, desviada na própria perna, após cruzamento de Deyerson).

A explicação da regra com a circular 22/2021 da CBF traduzida, onde se define o que é “movimento antinatural”, em: https://professorrafaelporcari.com/2021/07/14/nao-foi-penalti-para-o-palmeiras-contra-a-catolica/.

Um lance muito parecido (de bola que vem inesperada, toca no corpo do próprio jogador e sem intenção alguma bate na mão) ocorreu em Palmeiras x Internacional. Abordamos aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2020/09/03/o-penalti-de-palmeiras-1×1-internacional/.

Nestes casos, para facilitar a compreensão se é infração ou não, lembre-se:

1- A regra da mão na bola só fala de intenção e movimento antinatural. Lances de imprudência e movimento natural NÃO SÃO INFRAÇÕES nesse caso.

2- Mãos de apoio do corpo, mão de proteção para não atingir rosto / partes íntimas e mão acidental, não são infrações.

3- O braço aberto ou fechado não significa absolutamente nada, caso a bola bata ali acidentalmente por ser um lance desviado e rápido (o atleta chileno tinha como evitar o contato, após a bola bater em sua perna)?

Por fim: André Matonte, árbitro uruguaio, está no quadro da FIFA pela disponibilidade da vaga no país dele, não pelo mérito. Sabidamente, não tem experiência suficiente em jogos internacionais… aliás, como os nomes principais da arbitragem sul-americana estão descansando devido a Copa América, os “2ªs linhas” entraram em campo.

Com as mudanças constantes (e pouco explicadas) nas Regras, precisamos de atualizações constantes…

– #tbt 2: O Vereador e as Regras do Futebol

Repost deste mesmo blog, de 13/07/2011

José Tarcísio Furtado é um revolucionário. Ele é vereador pelo PTC de Juiz de Fora, e sem noção alguma do exercício das suas funções e da inconstitucionalidade da sua proposta, está tentando legislar em cima da Regra de Jogo de Futebol!

Querendo passar por cima da Internacional Board e FIFA (que são as únicas que podem mudar as regras de jogo), ele quer mudar a questão das expulsões de jogadores, pois entende que o consumidor paga para assistir uma partida com 22 jogadores!

Além do argumento esdrúxulo, declarou que:

Muitas vezes o árbitro é injusto. O jogo começa com 22 jogadores [11 em cada time] e acaba com 19. Uma falta grave tudo bem, o jogador deve ser expulso, mas um segundo cartão amarelo bobo deveria fazer o jogador ser substituído (…) Os árbitros sempre arranjam um jeito de favorecer o Cruzeiro ou o Atlético-MG contra o Tupi. Toda partida inventam de expulsar um jogador. Fica difícil.” (declaração à Folha de São Paulo – citação em: http://is.gd/eOl1Ij)

Entrando no espírito folclórico do vereador, por que ele não propõe a proibição de que atletas machuquem seus adversários para que eles não saiam de campo; número ilimitado de substituições; proibição de atleta se cansarem em campo... Assim, sempre teremos 22 jogadores ao término dos jogos.

Com salário acima de R$ 10.000,00 por mês para jornada de 5 horas semanais, talvez o nobre vereador deva ser mais produtivo… Já ganhou seus minutinhos de notoriedade!

E você, o que pensa sobre isso? O vereador tem boa intenção com a proposta ou é uma grande brincadeira de mau gosto para com os seus eleitores e a população em geral? Deixe seu comentário:

Cartão vermelho para desobediência: polícia entra em campo e ...

 

– Não foi pênalti para o Palmeiras contra a Católica.

Um absurdo pênalti marcado a favor do Palmeiras na Libertadores. A Regra orienta que bolas acidentais que batam na mão em movimento natural não sejam pênaltis. Por exemplo: bater na perna de um jogador e na sequência na mão.

Aliás, a Regra do Jogo, desde 1º de Julho, procurou esclarecer o que é o movimento antinatural. Abaixo: 

“No que tange aos critérios de a mão/braço tornar o corpo de um jogador “ampliado antinaturalmente”, foi confirmado que os árbitros devem continuar a empregar o seu julgamento para decidir sobre a validade da posição da mão/do braço, com relação ao movimento do jogador, em cada situação específica.

Feito esse esclarecimento, será considerada uma infração de toque da bola na mão/braço, se um jogador:

  • Tocar a bola com sua mão/braço deliberadamente. Por exemplo, deslocando a mão/braço em direção à bola;
  • Tocar a bola com sua mão/braço, quando sua mão/braço ampliar seu corpo de forma antinatural. Considera-se que um jogador amplia seu corpo de forma antinatural, quando a posição de sua mão/braço não é consequência do movimento ou quando a posição da mão/braço não pode ser justificada pelo movimento do corpo do jogador para aquela situação específica. Ao colocar a sua mão/braço em tal posição, o jogador assume o risco de sua mão/braço ser tocado pela bola e, portanto, de ser punido; ou
  • Marcar um gol na equipe adversária:
  •     o diretamente do toque da bola em sua mão/braço, mesmo que acidentalmente, inclusive o goleiro; ou
  •     o imediatamente após a bola tocar em sua mão/braço, mesmo que acidentalmente.

Um toque acidental da bola na mão/braço, em que seja marcado um gol por um companheiro de equipe do jogador em quem a bola tocou na mão/braço, assim como a criação de uma oportunidade de gol não constituem mais infração.”

Portanto, errou a arbitragem, já que não teve qualquer intenção em tirar proveito a bola que bateu no braço, nem correu risco algum por ser movimento natural.

Universidad Católica x Palmeiras: assista à transmissão da Jovem Pan ao  vivo | Jovem Pan

– Que lambança o VAR fez no Paraguai em Cerro Porteño x Fluminense!

Que loucura! No Paraguai, o VAR traçou as linhas do impedimento e esqueceu do zagueiro do Fluminense, que dava condições ao Cerro Porteño, pela Libertadores da América.

Não teve como a Conmebol não admitir o erro… incrível a lambança. Abaixo:

Extraído de: https://www.uol.com.br/esporte/futebol/ultimas-noticias/2021/07/14/conmebol-admite-erro-do-var-em-gol-anulado-do-cerro-porteno.htm

CONMEBOL ADMITE ERRO DO VAR EM CERRO X FLUMINENSE

A Conmebol admitiu erro por parte do VAR no gol anulado do Cerro Porteño contra o Fluminense na Libertadores. A entidade divulgou vídeo com o áudio da cabine do VAR no momento da análise e reconheceu o equívoco dos árbitros ao marcarem o impedimento.

“O VAR checou a jogada com um ângulo muito fechado, deixando de levar em conta um defensor que está na parte inferior da tela para a colocação de linhas virtuais. Esse defensor habilitaria todos os atacantes, caracterizando um erro na decisão final”, confirma o vídeo da Conmebol.

Após o jogo, o técnico do Cerro Porteño ainda questionou por que o assistente levantou a bandeira enquanto o lance acontecia e não esperou o fim da jogada, como recomenda o protocolo. Apesar de admitir o erro, a Conmebol garante que a divulgação dos áudios tem objetivo didático e não muda o resultado do jogo.

Fluminense e Cerro Porteño se enfrentaram pelo primeiro jogo das oitavas de final da Libertadores. Os cariocas saíram do Paraguai com a vitória por 2 a 0, com gols de Nenê e Egídio. O time comandado por Roger Machado chega com vantagem no jogo de volta, que acontece na próxima terça-feira (13) no Maracanã.

– Duelo de bebidas? Nada disso: jogão entre equipes muito boas.

A criatividade do brasileiro é algo para ser estudado 😂.

Independente de quem bolou a imagem com as bebidas, taí um jogão para se assistir hoje!

Pra quem torcer em Independiente Del Valle x Red Bull Bragantino?

Ué, logicamente para o Massa Bruta / Toro Loko.

Imagem

– E qual árbitro brasileiro irá para a Copa do Catar?

Depois da Copa América e da Eurocopa, tanto Conmebol e UEFA fazem suas avaliações sobre o trabalho dos árbitros.

Na América do Sul, notou-se a dificuldade de coibir a indisciplina dos atletas locais (que é uma questão cultural). Partidas razoavelmente apitadas, com “aceite” de milonga. Destaque positivo para Raphael Claus, que imagino: poderia ter sido escalado à final caso a Seleção Brasileira fosse eliminada em fases anteriores.

Na Europa, jogos com comportamento melhor dos jogadores e árbitros usando muito melhor o ferramental tecnológico à disposição: ou seja, o uso correto do VAR como auxílio – e não substituição de decisor – à arbitragem. Destaque para as ótimas atuações do alemão Félix Brych (do pênalti dificílimo – mas correto – de Inglaterra x Dinamarca) e Björn Kuipers, o holandês da decisão.

Pós competições continentais, o objetivo é único: escolher definitivamente os árbitros para a Copa do Mundo do Catar em 2022.

No Brasil, o goiano Wilton Sampaio e o paulista Raphael Claus estavam sendo trabalhados há algum tempo – ora se falando que o goiano Sampaio poderia ir como VAR (embora tenha sido criada uma lista de “árbitros especialistas em VAR” internacional), ora como árbitro principal. Até pelas atuações e escalas, parecia-me que Claus seria “bola cantada”, já que estava em melhor fase e sendo melhor preparado.

Entretanto…

A iniciativa da FIFA em criar um “evento inclusivo” mudou tudo: desejando mostrar a diversidade, a meritocracia e até mesmo a força feminina num país machista, escalou a paranaense Edina Alves Batista para o Mundial de Clubes no Catar. E deu certo! Ela, que já estava apitando muito bem no Campeonato Brasileiro, deu conta do recado e foi aclamada por torcedores, jogadores, árbitros e imprensa. Atuou corretamente e atingiu todos os índices físicos exigidos.

Para muitos, a “inclusão” foi uma jogada de marketing. Que seja! A meritocracia valeu mesmo assim. Só que voltando ao Brasil, Edina teve uma superexposição e desencadeou ciúmes e discriminação por sexismo. Muitos homens que deixavam de ser escalados usaram o argumento mesquinho de que “só porquê é mulher”… E a torcida para que ela errasse em campo, por muitos, aconteceu. Vide o episódio complicado envolvendo Internacional x Red Bull Bragantino (para não nos alongarmos, aqui neste link: https://wp.me/p55Mu0-2OK).

Apesar do árbitro Leandro (citado na matéria acima) ser punido e Edina voltado a apitar, ela foi escalada como primeira mulher a apitar na Libertadores da América Masculina, além de ter sido confirmada nos Jogos Olímpicos de Tóquio. Mas suas escalas no Brasil, contraditoriamente, “minguaram”.

No Paulistão, Claus trabalhou nas finais da A1, e Edina na A2. No Brasileirão, escalas normais para Claus antes da ida à Copa América. Para Edina, nenhum clássico nacional, mas jogos “menos apelativos”. Sua última partida foi Cuiabá 2×2 Ceará, onde ela expulsou Pepê (jogador do time mandante) pelo 2o cartão amarelo ainda no 1o tempo CORRETAMENTE. 

A questão é:

  • Se Edina continua com o rendimento físico dentro do exigido, está bem tecnicamente (comprove assistindo os jogos dela) e disciplinarmente está cumprindo a regra sem fazer média, por que está em jogos “tão escondidos”?

Uma impressão particular que tenho: Raphael Claus irá para a Copa do Mundo, representando o Brasil. E Edina Alves irá também, como árbitra convidada pela FIFA – e o que aparecerá de dirigente de arbitragem dizendo que o mérito dela é fruto da “confiança da Comissão de Arbitragem” não tenha dúvida disso.

– Crespo: a empolgação ao treinador diminuiu?

Hernan Crespo chegou ao São Paulo como o atual Campeão da Copa Sulamericana. Em seu primeiro torneio em solo brasileiro, foi Campeão Paulista. Porém, tanto na Libertadores da América quanto no Brasileirão, já existem as primeiras contestações (em que pese os desfalques por contusões e erros de pontaria dos atacantes).

Nas entrevistas, ele é afável, transparente nas suas ações e muito solícito. Porém, críticas às suas escalações e modificações são levantadas, e ele assume a responsabilidade.

Diante de tudo isso, será que não existiu uma empolgação exagerada no início? Ele, antes da sua chegada ao Brasil, tinha 46,38% de aproveitamento.

Vide:

Parma (sub-19): 14 vitórias, 7 empates e 10 derrotas;
Modena: 11 vitórias, 5 empates e 19 derrotas;
Banfield: 4 vitórias, 6 empates e 8 derrotas
Defensa y Justicia: 13 vitórias, 10 empates e 9 derrotas

Para mim (já escrevi em: https://wp.me/p4RTuC-ted) Crespo é ainda uma aposta. Eu, por ora, prefiro o atacante Crespo do que o treinador.

Aguardemos. E lembremos: há um técnico na praça chamado Rogério Ceni, muito respeitado no Morumbi.

– Quando o torcedor fanático só entende o que lhe interessa.

Ser profissional é fundamental para resolver qualquer problema no trabalho. Ser honesto, idem. Transparente, ibidem. E para sair de “saias justas” ou de “situações injustas”, acrescente inteligência e experiência.

Digo isso pois no pós-jogo de Fortaleza 1×0 Corinthians, eu ouvia a Rádio Jovem, onde os jornalistas Wanderley Nogueira, José Manoel de Barros, Bruno Prado, Caíque Silva e Raphael Thebas debatiam a ótima campanha do time cearense, que mesmo sem os recursos financeiros e grandeza histórica de grandões como Flamengo e os seus co-irmãos de projeção nacional, está fazendo uma temporada acima da média. Tudo normal, respeitoso, coerente e elogioso.

Porém…

Um torcedor-ouvinte que tem dificuldade de interpretação ousou reclamar de tudo isso, dando sua versão própria!

Vejam como é difícil falar de maneira clara e ter que aguentar a tristeza do cara deturpar seu pronunciamento, motivado pelo cego fanatismo (um mal do nosso tempo, incluindo outras searas), no vídeo em: https://youtu.be/Ew3fK-EBKnw

Parabéns aos brilhantes profissionais que, com educação, permitiram o desabafo equivocado e responderam serenamente.

– Como perder a autoridade de um jogo de futebol, no Boca Jrs x Atlético Mineiro.

Uma “falta comum de jogo” em Boca Jrs x Atlético Mineiro no 1o tempo, no La Bombonera. O lance foi de um empurrão de Briasco em Nathan Silva, surgindo o gol irregular dos argentinos.

Entretanto…

O árbitro Andrés Rojas, da Colômbia, não viu a irregularidade. Ou foi omisso, e jogou a responsabilidade para a cabine. De lá, foi chamado pelo VAR paraguaio Derli Lopez a fim de conferir o lance.

Depois de 7 (SETE) minutos de paralisação (tinha até jogador acompanhando ele na cabine)… gol corretamente anulado.

Era lance para se marcar falta com a bola rolando. E se teve VAR, não era para ter dúvida nem demorar tanto. Titubeou o juizão, e nesse momento de fraqueza, demonstrou insegurança e “perdeu a mão” na partida. Pior: ao dar 4 minutos de acréscimos apenas, mostrou que não tinha mais autoridade. Uma pena!

Tudo isso mostra o que temos falado: na América do Sul, o VAR virou ferramenta para se re-apitar o jogo e transferir responsabilidade. Lamentável tal mau uso…

Boca Juniors x Atlético-MG: saiba onde assistir ao jogo AO VIVO pela Libertadores

– Ritmo de Jogo ou Condicionamento Físico em dia?

A Libertadores da América 2021 está voltando, depois da paralisação da Copa América. Porém, o Campeonato Brasileiro não ficou paralisado durante esse período, e as equipes brasileiras entraram em campo na mesma frequência frenética.

Sendo assim, o que será mais relevante neste momento: agremiações em atividade e que têm ritmo de jogo, ou clubes que estão descansados e com um melhor preparo físico?

Os resultados nos dirão! E mais: tudo isso vale para a Copa Sulamericana.

O sonho do bicampeonato da América! Veja os potes e possíveis adversários do Atlético na Libertadores 2021 - Bola pra Frente

– Será que era para voltar o pênalti?

Reapareceu na minha timeline: que lance curioso na cobrança de pênalti… Quantas infrações forma cometidas? Abaixo:

Futebol amador sempre nos reserva boas gargalhadas…

Vejam só esse lance do Campeonato de Várzea Paulista/SP: invasão dupla na cobrança de pênalti, tirou a camisa na comemoração do gol, pulou o alambrado e foi se aplaudir no meio da torcida!

Caprichou o artilheiro, hein?

Vídeo: Fala Boleiro

– A (des) importância de um comentarista de arbitragem durante a partida.

Se dentro de campo a cultura apaixonada do torcedor é xingar o juizão, e quando ele sai dos gramados e vai para a TV?

Não muda muito, dependendo do comentário. O mais fanático dirá: “O ‘Arnaldo’ [César Coelho] falou na Globo que foi pênalti mesmo, vai lá na televisão brigar com o cara. Ele apitou final de Copa do Mundo e você quer discutir com ele?” (se for a favor do seu clube). Ou: “O ‘Paulo César’ [Oliveira] não apitava nada dentro de campo e na televisão continua ruim” (se o comentário for desfavorável ao seu interesse).

A verdade é: o torcedor lúcido, que gosta do esporte em si, ou o jornalista estudioso de futebol, sabem quando o cara é bom ou não é. Ex-árbitro “de nome” tem mais credibilidade quando vai para a telinha pois é mais conhecido; se ele trabalhar bem a imagem, ganha carisma e a simpatia do público o torna mais “humanizado”.

Porém, quando o cara troca o apito pelo microfone e quer manter o tom autoritário da análise, com a fala firme em voz professoral-ditatorial, aí a antipatia só aumentará. Pior: e quando faz uma análise de lance duvidoso e não permite ao torcedor ter a dúvida, cravando sua opinião e desmerecendo a do outro?

“Nem ao Céu e nem ao Inferno”, diria o sensato. Se você comenta futebol na TV ou no rádio, mesmo que você saiba muito da teoria (não precisa ter sido um árbitro da FIFA), se faz imprescindível usar um vocabulário mais didático, humilde, acessível às pessoas. E dentro da sua análise, permitir o respeito à opinião de outras pessoas (que não apitaram futebol, mas podem entender de outras nuances mais do que você).

O grande problema dos comentaristas de arbitragem (não estou me isentando, faço sempre o mea culpa e procuro entender o ponto de vista contrário, sem ferir o direito do outro pensar diferente): achar que é a autoridade máxima FORA de campo…

Resumindo com um exemplo: “brigar com a imagem”, onde você sustenta um erro mesmo o torcedor vendo que não era bem aquilo. Pô, voltar atrás é demonstrar inteligência e humildade, não há problema. É ser honesto! Diferente de, a cada ângulo, você não ter competência e dizer: “foi pênalti, pegou a perna do Fulano” e, depois do árbitro em campo mudar a decisão, você se “solidarizar com ele” pois o VAR nada mostrou e criar longas histórias para dizer que não estava errado inicialmente…

A verdade é: precisa-se de comentarista de arbitragem numa transmissão?

SIM, se for para enriquecer a transmissão. Para participar a todo instante, sem ser em momentos de irreverência para cativar o telespectador num jogo meia-boca ou nos lances capitais, não precisa. Para falar que “foi lateral” ou “acertou no impedimento claríssimo”, não acrescenta em nada.

Boa parte das minhas atividades em comentários, quando estou na Rádio Difusora AM 810, por exemplo, é na cabine e sem VT. Aqui, uma confidência: se você ficar nas Redes Sociais durante a transmissão, “dançou”. O jogo é rápido, você poderá errar e ludibriar o torcedoro que não é correto. Me policio demais para tentar não ser “o dono da verdade”, opinar com correção e entender a interpretação diferente da minha, que pode me fazer enxergar o jogo diferente.

Enfim, pensemos: o comentarista de arbitragem não pode ser o PROTAGONISTA do jogo; ele tem certa relevância na transmissão, mas não deve ser “o cara”, respeitando as opiniões em contrário (mesmo que não concorde com elas). Talvez mais importante seja destinado ao ex-árbitro à função de “orientador de equipes”, tendo cargo nas Comissões Técnicas dos clubes, dando aulas de Regras do Jogo às categorias de base e orientando os atletas profissionais a não serem punidos e tirarem proveito dos detalhes da Regra.

E você: o que pensa sobre os comentaristas de arbitragem na televisão ou no rádio?

APROVEITE E VOTE NA ENQUETE ABAIXO (ela contabiliza simultaneamente com a publicada no blog “Pergunte ao Árbitro”, cujo endereço é https://pergunteaoarbitro.wordpress.com, na postagem com o link: https://wp.me/p55Mu0-2SB)

– A sacada genial do Red Bull Carijó!

Que a competência dentro e fora de campo do Red Bull Bragantino estão fazendo a diferença, não resta dúvida. Falamos dias atrás das ações de marketing globais da equipe, bem como às voltadas à cidade de Bragança Paulista-SP, sua sede.

Eis que o pessoal do Marketing teve uma ideia bacana: criou um veículo personalizado para a localidade: o “Red Bull Carijó” (lembrando que “Carijó” foi o apelido da camisa que tanto traz saudade à população bragantina, daquele timaço dos anos 90).

Compartilho o vídeo, abaixo, extraído do site Red Bull Bragantino TV, em: https://www.youtube.com/watch?v=i1gjgeMfA88

O RED BULL CARIJÓ

O Red Bull Carijó chegou! Na última quarta-feira, o Toro Loko e o Massa Bruta sacaram suas carteiras de habilitação 😅 e foram até São Paulo, buscar o carro que em breve estará em todos os rolês por Bragança Paulista e interior do estado, sempre oferecendo atrações diferentes para os nossos fãs. 👀

 

– O precedente da Prefeitura do RJ para a Conmebol foi imprudente!

A permissão das autoridades do Rio de Janeiro para que a Conmebol colocasse 10% da capacidade de público do Maracanã, durante a final da Copa América, foi um tremendo erro. Criou-se uma jurisprudência perigosa!

Se os clubes cariocas pedirem para liberar torcida no Brasileirão, qual a justificativa que a Prefeitura deverá fazer para não ser contraditória?

Lamentavelmente, vimos (oficializado pela Conmebol em nota) uma quantidade grande de exames negativos para Covid-19 falsificados. Absurdo.

Como coibir? Difícil responder.

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