Em uma mesma semana de Copa do Mundo, dois lances emblemáticos: Colômbia x Portugal e Egito x Irã viram lances anulados pelo VAR via impedimento por tecnologia por... “uma lasca de unha” (vide as imagens abaixo).
Repare o seguinte: os “bandeirinhas” ultimamente são meros marcadores de arremesso lateral. Até os escanteios e tiros de meta mal marcados podem ser corrigidos (se for com rapidez). Portanto, praticamente todo lance decisivo é marcado pela tecnologia.
Aqui, duas tecnologias: no Brasileirão, pelas linhas (confusas) traçadas pelo pessoal da cabine, e na Copa do Mundo pelo aparato tecnológico de sensores.
Alguém poderia perguntar: e se, na imagem demonstrada, ocorrer uma inconsistência? Um erro do ponto de marcação ou ainda um erro de onde a bola foi lançada? Nesses casos, a cabine pode intervir e o VAR traça manualmente as linhas.
Mas a grande questão é: estamos preparados para lances assim num São Paulo x Corinthians? Num Palmeiras x Flamengo? Aqui, a marcação é matemática, não vai existir a discussão da analogia da mulher “meio grávida”: ou está ou não está.
Sabe qual será o problema? O inconformismo pelo milimétrico posicionamento. Aí surgirão novas ideias, como o impedimento de corpo total.
Enfim: o tão prometido impedimento semi automático no Brasileirão não aconteceu, e quando acontecer, suscitará ainda mais discussões.
Aguardemos!

