– Pelé não é mais uma pessoa. É um adjetivo!

O Pelé jamais adoece. Ele é imortal. Virou adjetivo, elogio, qualidade de excelência máxima, como: “Fulano é o ‘Pelé do Marketing”, “Tal cozinheiro é o ‘Pelé’ daquele restaurante”.

O Edson está muito doente. Torçamos para que não sofra muito nesta vida, e possamos lembrar por todas as gerações que ele encarnou Pelé como uma pessoa de verdade.

Força, Rei!

Imagem extraída do Facebook de Flávio Souza. Quem conhecer a autoria, informar para crédito.

– Zidane na Seleção Brasileira: outra especulação…

Aberta a temporada de chutes e “falta de notícias”: falou-se do italiano Carlo Ancelotti como treinador da Seleção Brasileira, depois do português José Mourinho e agora do francês Zinedine Zidane.

Na semana que vem, podemos “chutar” um espanhol e na outra um alemão. Ou quem sabe um holandês!

Falando sério: essa época, para o mundo do futebol, é muito chata…

Imagem extraída de “O Globo”, credito na mesma.

– Vale tudo na temporada de especulações do futebol…

Segundo jornais italianos (fonte: Jovem Pan), José Mendes, empresário de José Mourinho, foi procurado pela CBF para saber do interesse do “Special One” em ser treinador do Escrete Canarinho.

Será?

Acho que é mais uma daquelas chatas especulações de final de ano, e não gostaria de Mourinho na Seleção.

– A miscigenação no futebol global é inevitável:

Ao ver a origem dos jogadores da Seleção da França, percebo que algo que era comum no Brasil – a mistura de raças – passa a acontece com outras equipes, graças à Globalização.

Veja só:

– Rezemos pelo Rei Pelé!

Que pena… o jogo é difícil para Pelé, pois sua doença avançou

Abaixo, o boletim do Hospital Albert Einstein, divulgado hoje.

Imagem

– Cristiano Ronaldo: o jogador exemplar fora de campo.

Pouca gente sabe, mas Cristiano Ronaldo é um católico praticante, engajado em projetos sociais e doador voluntário de sangue, entre outras coisas.

Reproduzida pelo Record, de Portugal, uma entrevista do ‘La Gazzetta dello Sport’, onde ele declarou quando questionado o por quê frequentava igrejas diferentes aos sábados ou domingos que não tinha jogo pelo Campeonato Italiano:

“Vou todas as semanas à igreja. Todas as semanas. Sou católico e vou agradecer a Deus tudo o que me dá. Não peço nada. Graças a Deus tenho tudo. Simplesmente agradeço que proteja a minha família e amigos. Vou a igrejas diferentes todas as semanas porque em Turim posso escolher, há muitas”.
(https://www.record.pt/o-diario-de-cr7/detalhe/cristiano-ronaldo-explica-ida-a-igreja-e-os-rumores-sobre-o-casamento)

Outra sobre o seu nome: Cristiano vem de Cristão. E a explicação vem abaixo, de Goal.com:

Cristiano Ronaldo dos Santos Aveiro, ou só Cristiano Ronaldo. Mas por que o craque português tem este nome? A Goal.com volta às origens do atacante, antes mesmo de ele ser um “miúdo” português para explicar a escolha do nome, hoje tão famoso.
Misturado religião, cinema e política, Dona Maria Dolores dos Santos e Seu José Dinis Aveiro escolheram o nome de seu quarto e último filho.
Por não ter sido uma gravidez planejada, a mãe do jogador, já com 30 anos e três filhos, quis fazer um aborto. Vivendo em um lugar extremamente católico, o médico recusou fazer o procedimento e, quando o método caseiro falhou, Dona Maria Dolores decidiu ter o bebê.
Assim, a tia de CR7, irmã da mãe do craque, só conseguiu destacar que, apesar de todas as tentativas, o menino acabou vindo ao mundo e, para destacar essa vontade superior, sugeriu que o sobrinho se chamasse Cristiano – que significa cristão.
Com o primeiro nome decidido, vamos ao segudo. Apesar de existirem boatos de que Ronaldo veio do grande jogador brasileiro, Ronaldo Fenômeno, não foi este o homenageado por Seu Dinis.
Grande fã dos filmes de Ronald Reagan dos anos 40 e 50, Seu José continuava admirando o então presidente dos Estados Unidos, pelo Partido Republicano. Um símbolo do sonho americano, capaz de se tornar o ator e o homem mais poderoso do planeta depois de ‘só’ atuar em filmes.
Com influência da religião para definir o primeiro nome, o cinema de Hollywood e a política americana para o segundo, junto ao Dos Santos, da sua mãe e Aveiro, do seu pai, foi escolhido o nome que, anos mais tarde, viria a se tornar uma das marcas mais valiosas do futebol mundial.
(https://www.goal.com/br/not%C3%ADcias/por-que-cristiano-ronaldo-se-chama-cristiano-ronaldo-como-seu-nome-foi-decidido/le5kjpe8utge1bo0iy2tjrqga)

Além disso, Cristiano Ronaldo não bebe álcool e não tem tatuagens, pois faz doações de sangue regulares e não quer perder prazos por conta de bebidas ou vaidade (consumo de álcool requer 24 horas de espera e tatuagens alguns meses), Ele já declarou publicamente que faz doações nos prazos possíveis, pois é uma bandeira que carrega.

Também tornou-se embaixador da Save the Children, ONG contra a fome e a pobreza que assolam crianças no mundo inteiro.

Por fim, durante a pandemia de Covid, Cristiano Ronaldo bancou várias unidades hospitalares e mantém anonimamente (e de maneira perene) algumas instituições de saúde.

O mais legal de tudo isso: não se vangloria disso, e nem faz marketing pessoal com suas ações!

Imagem extraída do Instagram pessoal.

– A corte real do futebol, numa capa mexicana.

Que capa desse jornal do México, está perfeita!

O Rei Pelé e os dois príncipes, Maradona e Messi (aliás, aqui são chamados de “três reis):

– As limitações da Seleção precisam ser aceitas!

Dias atrás falamos sobre a Soberba da Seleção Brasileira. Clique aqui: https://professorrafaelporcari.com/2022/12/14/a-soberba-do-torcedor-brasileiro-tem-reflexo-na-selecao/

Hoje leio uma excelente postagem do Ricardo Perrone sobre aceitar nossa inferioridade, e comungo com ele!

Para quem não leu, em: https://www.uol.com.br/esporte/futebol/colunas/perrone/2022/12/20/recuperacao-da-selecao-brasileira-passar-por-reconhecer-sua-inferioridade.htm

RECUPERAÇÃO DA SELEÇÃO BRASILEIRA PASSA POR RECONHECER SUA INFERIORIDADE

No Qatar, o Brasil completou sua quinta Copa do Mundo seguida sem ser campeão. Também chegou a quatro eliminações nas quartas de final em cinco Mundiais. Porém, a maior demonstração da decadência da seleção brasileira foi dada na final entre Argentina e França. O jogaço decisivo comprovou como o futebol apresentado pelo time de Tite estava longe do que foi exibido pelas melhores seleções da Copa. Dá para imaginar que argentinos e franceses não teriam dificuldades para passar pelo Brasil num eventual confronto neste momento.

Só que o problema não é novo. A diferença entre a seleção brasileira e as melhores de cada Copa foi aumentando gradualmente. Está aí o 7 a 1 para a Alemanha em 2014 como prova.

Fica claro que a decadência atual não é um problema pontual. É resultado de uma defasagem que foi engordando com o tempo. Entender que a eliminação no Qatar diante da Croácia, nos pênaltis, foi um acidente, só ajudará a aumentar a distância entre o Brasil e os melhores.

A seleção brasileira caiu nas quartas de final porque não estava bem preparada. Os fatos de a equipe de Tite ter atuado com dois jogadores fora de suas posições originais na laterais e de Neymar não ter chegado a cobrar seu pênalti mostram um pouco desse despreparo.

Acreditar que o Brasil rodou apenas por causa de um lance de desatenção na prorrogação e por falta de sorte nos pênaltis ajuda a mascarar a fragilidade atual da seleção brasileira.

Para se reerguer, o time controlado pela CBF precisa entender que não está mais entre os melhores. Deve encarar seus defeitos e suas limitações. Não pode continuar achando que tem os melhores jogadores do mundo e que com um pouco de sorte o hexa logo virá. Também não deve repetir o erro de avaliar que o desempenho nas Eliminatórias da Copa serve para medir a sua força no cenário mundial.

O técnico que chegar para substituir Tite precisa construir um jogo forte coletivamente e solidário, baseado no entendimento de que o Brasil precisa mais do que astros de times europeus para voltar a levantar a taça do mundo. Até porque, hoje, praticamente todas as seleções têm atletas que atuam em grandes ligas europeias.

Esse não é o primeiro grande jejum de títulos da seleção brasileira. Em 1994, Carlos Alberto Parreira ajudou o Brasil a sair de uma fila de 24 anos apostando no jogo coletivo e valorizando a parte tática. Sim, ele contava com Romário, artilheiro da seleção no Mundial, para desequilibrar. Mas o Brasil era muito mais do que a presença de um craque. Era disciplinado taticamente.

Sem desmerecer o trabalho de Felipão, que foi excelente, a seleção conquistou o penta em 2002 com Ronaldo, Rivaldo, Ronaldinho Gaúcho e o reserva Kaká. Todos, em algum momento da carreira, foram ganhadores da Bola de Ouro.

É difícil imaginar que o novo treinador da seleção brasileira tenha à disposição a mesma quantidade de jogadores de primeira linha que Felipão teve em 2002. Além disso, a quantidade de bons adversários hoje é maior.

Assim, o espírito da seleção brasileira precisa ser outro. Adotar o favoritismo e “colar” a sexta estrela antes da hora, como fez Neymar, não é o caminho. Para se reerguer, o Brasil precisa jogar como quem sabe que não está entre os melhores. Isso significa ter mais aplicação tática, organização, concentração e fome.

Continuar se achando uma das melhores seleções sem ser, manterá a equipe brasileira presa numa bolha desconectada da realidade. Dentro dela, será impossível voltar a brilhar.

– A festa Argentina.

Caramba!

As agências internacionais publicam o “Formigueiro Humano” em Buenos Aires, na festa da torcida Argentina pela conquista da Copa.

Que loucura… e hoje virou feriado, por decreto presidencial.

Veja a foto:

Foto: AFP.

– Motivos para não comparar gênios como Pelé e Messi (ou Maradona, Di Stéfano…).

Tudo “ao seu tempo” e “em seu tempo“, quando falamos de craques do futebol. Comparar gênios é muito difícil, especialmente em épocas e situações diferentes.

Me refiro à fatal pergunta: quem é o melhor jogador da história?

Quando discutíamos Lionel Messi x Cristiano Ronaldo anos atrás, nos baseávamos em “Bolas de Ouro” conquistadas e o que faziam no auge. Hoje, parece uma certa unanimidade que o argentino jogou mais do que o português (mas isso não quer dizer que CR7 seja menor do que Messi, pois é um “atleta nota 10” versus um “atleta nota 10.1”).

Se em época contemporânea é difícil, imagine em tempos separados por longos anos! Pra quê discutir quem foi maior? O que vale é desfrutar o talento desses caras!

Pelé não viveu a globalização e a Internet, seus gols e jogadas espetaculares que restaram em gravações (pois parte foi queimada no famoso incêndio da TV Record) difundiram-se por todo o globo mesmo assim!

Maradona surgiu com as primeiras transmissões de grande monta, com imagens via satélite correndo boa parte do planeta. Mas ainda assim muita coisa não deve ter sido registrada pelas câmeras.

Ronaldo Nazário, Ronaldinho Gaúcho, Zidane, Messi, Cristiano Ronaldo foram “nascendo para o futebol” junto com o nascimento da Internet, e encerraram / encerram suas carreiras com um mundo de fronteiras menores e acesso universal à informação (obviamente, excluindo as ditaduras que ainda restam no planeta). Haaland, Mbappé, Endrick e os demais novos talentos surgem no auge da comunicação e do marketing esportivo, num momento de transformação do futebol, e por quê não, de revolução das regras.

Com quem será que esses novos atletas serão comparados, se forem acima da média? Com o próprio Messi, logicamente, mas também com Maradona e Pelé, ou o tempo os fará serem esquecidos pela cultura ou inculturação das pessoas?

Obviamente, não vi Di Stéfano, Puskas, Leônidas, Garrincha, Pelé, Beckenbauer ou Cruyff (mas sempre gostei de ler sobre história do futebol). Era um esporte de “outra velocidade” e de outros esquemas táticos, conforme assisti em vídeos antigos disponíveis por aí. Minha memória esportiva começa com Zico, Platini, Maradona (e assim por diante).

Enfim: é bobagem (e talvez idiotice) comparar os diversos craques de épocas diferentes. Pense:

– E se no tempo de Pelé, “mesma linha” não fosse impedimento (pois era), quantos gols ele teria a mais na carreira?

– E se existissem os cartões amarelos e vermelhos (pois não existiam), quantas pancadas a menos Pelé teria levado?

– E se a tecnologia das chuteiras confortáveis tivesse nascido naquele tempo, quanto mais correria Pelé?

– E se os gramados fossem “mesas de bilhar”, como se têm hoje em algumas arenas?

– E se tivéssemos o (para muitos horrível) movimento anti-natural da mão na bola, quantos pênaltis a mais Pelé teria cobrado?

– E se existisse o VAR?

Mas quem garante que…

Se Pelé tivesse 20 anos hoje, não estaria tirando selfie, pintado o cabelo de loiro e repleto de tatuagens e brincos?

Tudo ao seu tempo. Não vejo motivo algum para alguém ficar comparando épocas ou costumes.

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Imagem extraída da Web, montagem de autoria desconhecida.

– Em 2022, Messi teve torcida Mundial. Em 2026, Neymar…

Messi teve torcida para levantar a Copa do Mundo de todas as partes do planeta. Jogador extra-série, que não se envolve em polêmicas, querido pelos companheiros e adversários de profissão. Em seu último Mundial, “levantar o caneco” foi um presente dos deuses do futebol.

Em 2026, será a última Copa de Neymar. Teremos a mesma comoção mundial para que um talentoso jogador tenha a alegria de tal conquista?

Confesso: torci para Messi também, embora não estava a fim de ver os argentinos comemorarem (em especial, pelo péssimo comportamento no jogo contra a Holanda). Entretanto, é inegável que o 3×3 mostrou que tanto a Argentina quanto a França poderiam ter conquistado o título. E que jogão! Um presente para quem gosta de futebol – e que nos permitiu ver além de Messi, Mbappé!

Enfim: Viva Lionel Messi e Lionel Scaloni, o treinador que teve coragem de mudar, estudar e crescer durante a competição.

– O bom e bobo goleiro.

O argentino Emiliano Martínez foi o “Goleiro da Copa do Mundo”, além da conquista do Mundial.

Na comemoração… extravazou.

Será que precisava dessa “brincadeira”? Abaixo:

Imagem extraída da Web.

– E como foi o árbitro da final entre Argentina 3×3 França?

Sobre a atuação do árbitro polonês na final da Copa do Mundo, abaixo,

Em: https://youtu.be/SJr2o7UwJpA

– Acabou a Copa. Obrigado pela incrível experiência, Jovem Pan.

Eu só posso agradecer aos amigos da Rádio Jovem Pan pela experiência que ganhei nesse mês de Copa do Mundo. Seja nos estúdios do “Alto da Avenida Paulista” ou pelas diversas formas de interação on-line, ao vivo ou gravado; nos boletins em vídeos, áudios ou nos textos enviados; falando ou escrevendo sobre a arbitragem… pude fazer amigos e me tornar ainda mais fã dos brilhantes jornalistas que conheci e interagi – e que os ouvia e ouço.

Obrigado àqueles que me ajudaram a crescer e aprender um pouco mais, me permitindo dividir a companhia, seja presencial ou à distância: Nilson César, Fausto Favara, José Manuel de Barros e Gabriel Dias; Wanderley Nogueira, Diogo Mesquita, Márcio Reis, Kaíque Lima e Gabriel Sá; Flávio Prado, Bruno Prado, Mauro Betting, Mauro César Pereira, Fábio Piperno e Vampeta; Daniel Lian, Giovanni Chacon, Caíque Silva, Guilherme Silva, Pedro Marques, Tiago Asmar, Livian Weber, Raul Oliveira e a todos os outros que minha memória me furta e eu possa ter esquecido.

Foi MUITO BOM!!! Até a próxima (tomara), se Deus quiser! E se Ele permitir, em 2023 voltaremos para o futebol nacional, com o Time Forte do Esporte de Adilson Freddo na Rádio Difusora, comentando a arbitragem dos jogos do Paulista FC na sua luta para se reerguer, concomitantemente com a Rádio Futebol Total na companhia dos queridos Sérgio, Sílvio e Pietro Loredo, acompanhando as partidas do Red Bull Bragantino no Campeonato Paulista, Brasileiro e Sul-americano.

Na imagem acima, algumas fotos das nossas jornadas esportivas.

Abaixo, alguns comentários de jogos trabalhados (e separei 3 que me foram bem marcantes):

A – https://youtu.be/5jZEE0measg

B – https://youtu.be/JBjpDlk6uvU

C – https://youtu.be/ROpTNHHLQ4I

 

– Dia de Decisão do Mundial de Futebol Catar 2022!

Hoje é dia da final da Copa do Mundo de 2022!

Tudo sobre a arbitragem da decisão entre Argentina x França, no vídeo em: https://youtu.be/0D_syJFZNeo

Ou no texto em: https://professorrafaelporcari.com/2022/12/16/tudo-sobre-a-escolha-da-arbitragem-de-szymon-marciniak-para-argentina-x-franca-final-da-copa-do-mundo-2022/

– Qual o seu momento marcante da Copa do Mundo do Catar 2022?

Assisti muito futebol no último mês. E, confesso, nada foi mais gratificante do que ter tido a experiência de ter trabalhado comentando alguns jogos pela Rádio Jovem Pan. Mais tarde faço meu necessário agradecimento.

Mas eu tive 3 momentos que não esquecerei, que compartilho nos áudios abaixo (3’28”, 0’44″e 0’28″segundos respectivamente.

Compartilho, justamente pelo carinho recebido. E obrigado a todos que torceram por mim!

A – https://youtu.be/5jZEE0measg

B – https://youtu.be/JBjpDlk6uvU

C – https://youtu.be/ROpTNHHLQ4I

 

– Juizão do Catar em Croácia 2×1 Marrocos foi o destaque negativo.

O árbitro Abdulrahman Al-Jassim (Catar), “protegido do príncipe catari”, foi unanimidade em Croácia 2×1 Marrocos, desagradando as duas equipes.

Faltas não marcadas, pênalti ignorado, VAR omisso… tudo errado.

É isso que dá quando se faz média, e não se opta pela meritocracia.

– Fazer parceria com SAF pode ser perigoso, se o parceiro não tiver dinheiro. Veja o Gama…

Cuidado com quem você faz parcerias…

Se você aluga uma casa a alguém, com a promessa de que o inquilino pagará o aluguel em dia e ainda fará melhorias, você fica contente. Mas… se descobrir que as promessas não foram cumpridas, que as garantias (como fiador) não eram honestas, o que fazer? Você entra na Justiça, perde o dinheiro do aluguel, e se bobear, além desse prejuízo tem que reformar a casa e arrumar as avarias. Era melhor que não tivesse alugado… afinal, contrato com gente honesta, não precisa; e contrato com gente que não cumpre, não adianta.

Compare com o mundo do futebol:

Um investidor prometeu milhões ao Gama-DF, que vendeu 90% de sua SAF. Após aportes não cumpridos, o clube entrou na Justiça. Depois de algum tempo, conseguiu reaver a direção do departamento de futebol, tirando-o da SAF, mas ficando com o “pepino”: os jogadores contratados que não receberam e as dívidas feitas, serão pagos por quem, já que o investidor não tinha dinheiro?

Agora, vida nova ao time, reassumindo o clube numa situação pior do que estava.

Sobre a pendenga, na época: https://distritodoesporte.com/apos-falta-de-pagamentos-s-e-gama-comunica-despejo-a-saf-gama-do-ct/

Sobre a extinção da SAF: https://www.correiobraziliense.com.br/esportes/2022/11/5052208-receita-federal-declara-a-extincao-do-cnpj-da-saf-do-gama.html

Sobre o desfecho, em: https://www.ocuriosodofutebol.com.br/2022/12/gama-anuncia-fim-da-saf-e-vilson-tadei.html#.Y5pUnWuVCsI.twitter

 (crédito: Divulgação/Gama)

Foto: Divulgação do Gama.

– Um árbitro estuda as equipes?

Sim! Por mais que ele diga que não sabe nada sobre os times, a fim de não se influenciar, estudar uma partida é importantíssimo.

Por exemplo:

A) Comportamento dos atletas: se eu tenho um lance onde há dúvida se foi pênalti ou não, e os envolvidos são Gamarra e Marcelinho Carioca, o árbitro experiente vai saber: Gamarra dificilmente faz falta, e Marcelinho costumeiramente simula. Portanto, saber o histórico dos jogadores é importante.

B) Esquema de Jogo: “como atuam as equipes” hoje é um fator a mais para a arbitragem: por exemplo: em jogos de toque de bola e muita posse (como o “Dinizismo”), o juiz não se deve prender à diagonal tradicional, mas se preparar para ter uma distância segura e procurar mais espaços para não atrapalhar o andamento da partida, bem como estar pronto para situações como “bola perdida na saída do goleiro” e outras nuances.

C) Jogadas Ensaiadas: Em 2005, o São Paulo cansava de utilizar Aloísio Chulapa como pivô (deitando-se no zagueiro), a fim de conseguir uma falta e Rogério Ceni fazer um gol de bola parada. Saber o que um time faz é deveras útil para o árbitro não ser ludibriado ou para se preparar para uma situação.

Imagem extraída da Web, autoria desconhecida.

– O Fim da Festa Futebolística.

Estão definidas as duas seleções que disputam amanhã a terceira colocação, bem como as duas que no domingo definem campeã e vice da Copa do Mundo de …

Continua em: O FIM DA FESTA FUTEBOLÍSTICA

– A perda de foco pelas Redes Sociais:

Os “extracampos” serão sempre um problema, em qualquer setor de atividade.

A fala do Roberto Carlos é precisa:

– #REPOST: As previsões sobre Neymar se concretizaram ou não?

Há algum tempo…

Quando apareceu à grande mídia, ainda criança, o garotinho Neymar era uma promessa de sucesso. Na juventude, assombrou o Brasil com sua categoria indiscutível. E as previsões eram que: seria o número 1 do mundo; camisa 10 da Seleção Brasileira; quando maduro não cavaria tantas faltas nem simularia como estava fazendo até então; e, por fim, se tornaria um pop star.

Para os olhos dos árbitros, Neymar piorou em alguns momentos (na questão das faltas), melhorou em outros, mas na Copa de 2018 virou meme da Internet.

E nos outros quesitos?

Poderá vir a ser número 1 do mundo ainda (bola ele tem!); camisa 10 da Seleção ele já é; idem a celebridade e, cá entre nós, falta reconquistar a simpatia que muitos perderam para com ele.

Veja, abaixo, essa capa da Revista Placar, às vésperas de Barcelona x Santos no Japão, prevendo que Neymar rivalizaria com Messi sobre o reinado de melhor do mundo.

Em tempo: há uma matéria de que os príncipes catarianos do PSG estariam de olho na Arena Corinthians, ou como citado na matéria, Itaquerão (o nome mais popular).

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– Mundial de Clubes com 32 clubes em 2025. Dará certo?

Diferente das Seleções, que tem confederações / federações e não donos, os clubes de futebol têm proprietários, interesses particulares e visam lucro.

No calendário já apertado da FIFA, não imagino que a UEFA aceite que seus filiados abram mão de mais tempo para outro torneio, a “Nova Copa do Mundo de Clubes da FIFA”, proposta hoje no Catar. Penso que um mês inteiro, como proposto pela entidade maior do futebol, não vingará.

A propósito: os times da Conmebol e de outros continentes, dividindo espaço com os melhores da Europa (que são seleções multinacionais, com os melhores jogadores da América do Sul e África), não terão mais chance de vencer.

A ideia, esportivamente falando, vale. Mas… somente se a FIFA der muito dinheiro para a UEFA, clubes e demais agentes isso funcionará.

FIFA Logo

Extraído de LogoMarca.web

– Tudo sobre a escolha da arbitragem de Szymon Marciniak para Argentina x França (Final da Copa do Mundo 2022).

Para o confronto entre a Albiceleste vs Les Blues, arbitrará o seguinte “time de 11 árbitros”:

Árbitro Central: Szymon Marciniak (Polônia)
Bandeira 1: Pawel Sokolnicki (Polônia)
Bandeira 2: Tomasz Listkiewicz (Polônia)
4º árbitro: Ismail Elfath (EUA)
5º árbitro: Kathryn Nesbitt (EUA)
VAR (árbitro de vídeo): Tomasz Kwiatkowski (Polônia)
AVAR 1 (assistente do árbitro de vídeo): Juan Soto (Venezuela)
AVAR 2 / OVAR (bandeira para impedimento no vídeo): Kyle Atkins (EUA)
AVAR 3 / SVAR (suporte do VAR): Fernando Guerrero (México)
AVAR 4 / SBAVAR (substituto do AVAR): Corey Parker (EUA)
AVAR 5 / SBVAR (substituto do VAR): Bastian Dankert (Alemanha)

Marciniak (41 anos, 1,80 de altura, natural da cidade de Plock) e dedica-se exclusivamente à arbitragem. Trabalhou na Copa da Rússia 2018, apitando Argentina x Islândia e Alemanha x Suécia. Ele tem 20 anos de carreira, sendo 11 no quadro da FIFA. Destaque para a atuação positiva dele em Barcelona 3×3 Internazionale, pela UCL.

No Catar 2022, apitou França 2×1 Dinamarca e Argentina 2×1 Austrália, ambos jogos sem problemas. Por conhecer as duas equipes e ter sido bem discreto (além de competente), foi premiado com a final.

  • Curiosidade 1) Em entrevista ao site português RefereeTip, Marciniak confessou que se tornou árbitro pois era jogador do Wisla Plock, e que ao ser expulso, discutiu com o juiz que o desafiou:

“Não concordei com a decisão do árbitro e disse-lhe com palavras irreproduzíveis… Disse-lhe que era um dos piores árbitros que já tinha visto na minha vida. E ele respondeu: ‘Tudo bem. Se acha que é um trabalho fácil, então tente fazê-lo”, explicou Marciniak, que… aceitou o desafio e entrou na Escola de Arbitragem duas semanas depois.”

  • Curiosidade 2) O bandeira 2 é filho de Michał Listkiewicz, que foi bandeira 2 na final da Copa de 1990, entre Alemanha 1×0 Argentina, na Itália.

Foto extraída da Federação Polonesa de Futebol: https://www.pzpn.pl/federacja/aktualnosci/2022-12-15/szymon-marciniak-poprowadzi-final-mistrzostw-swiata

– Szymon Marciniak apitará a Final da Copa do Catar 2022.

ACERTAMOS!

Conforme falamos no começo da semana, analisando rendimento e política, o polonês Szymon Marciniak apitará a final da Copa!

Tá escrito aqui desde o começo da semana, e como 1a opção: https://professorrafaelporcari.com/2022/12/13/e-o-arbitro-da-final-da-copa-do-mundo-sera-e-as-selecoes/

Deveria ter apostado… rsrs

Amanhã escrevemos um pouco mais sobre ele.

Imagem extraída de: https://twitter.com/realmadrid/status/1462858427223396355?lang=th

– Endrick no Real Madrid: bom para todos, principlamente para a Seleção!

Por muito dinheiro, o óbvio aconteceu: antes da maioridade, o garoto Endrick já foi vendido pelo Palmeiras ao Real Madrid. Seria difícil segurar um jovem tão promissor…

O Verdão receberá muito dinheiro, os Merengues terão uma joia em seu elenco e, principalmente, a Seleção Brasileira ganhará: com a boa cabeça que tem, orientado pelos principais profissionais do mundo, o menino tem tudo para arrebentar.

Será que na Copa de 2026 teremos um trio madrilista com a camisa amarelinha? Me refiro aos jovens Endrick, Rodrigo e Vinícius Jr.

Real Madrid announce Endrick transfer as they agree to sign 16-year-old  from Palmeiras | Transfer Centre News | Sky Sports

Imagem extraída de Sky Sports: https://www.skysports.com/football/news/11095/12768734/real-madrid-announce-endrick-transfer-as-they-agree-to-sign-16-year-old-from-palmeiras

– Argentina x França decidirão a Copa de 2026. Quem é o favorito?

Lionel Scaloni, jovem e estudioso treinador, fez os hermanos engatarem na Copa, após perderem para a Arábia Saudita.

Didier Deschamps, treinador francês, perdeu vários atletas, em especial Karin Benzema. E o time parece nem sentir falta…

Para mim, a Seleção da França é melhor em material humano e em bola jogada. E tem Mbappé, que é espetacular – e por isso possui (claro que é um número simbólico) 51% de favoritismo para a vitória. A Argentina é bem treinada, mas em qualidade individual, perde para o adversário. Entretanto… Messi joga, e ele é de outro mundo (e além do talento, está com a garra de Maradona): por isso, as chances de título dos nossos vizinhos é de 49%.

Quem ganha a Copa para você?

Atualizando: Especula-se Benzema no jogo final. Será? Eu acho que os demais jogadores da França podem não gostar… 

Os jogos entre Argentina e França na história da Copa do Mundo | Goal.com Brasil

Imagem extraída de: https://www.goal.com/br/listas/os-jogos-entre-argentina-e-franca-na-historia-da-copa-do-mundo/bltc3e7ec2da0e354c5

– Não somos os Globetrotters do futebol!

Muitas vezes, a arrogância de alguns de nós (ou de bastante gente) faz com que imaginemos que a Seleção Brasileira seja o Dream Team do Basquetebol dos EUA. Não somos, e falamos sobre isso em: https://professorrafaelporcari.com/2022/12/14/a-soberba-do-torcedor-brasileiro-tem-reflexo-na-selecao/

Algumas considerações sobre essa soberba, em: https://youtu.be/x1D1P6wmlwk

– A primeira pendenga da SAF do Vasco e os conselheiros. Que sirva de exemplo às demais…

Uma SAF deve ser bem discutida, trabalhada com pessoas sérias, formando-se comitês para dirimir as dúvidas e com a máxima transparência possível. Isso serve para todas as novas transações de SAFs.

O Fundo americano 777, de Josh Wander, comprou 70% da SAF do Vasco. E mesmo com muita gente participando do processo, agora os conselheiros têm dúvidas (especialmente por supostas divergências do que foi prometido e do que realmente será investido).

Alerta ligado para todos!

Em: https://www.uol.com.br/esporte/futebol/ultimas-noticias/2022/12/14/conselheiros-do-vasco-cobram-esclarecimentos-sobre-investimentos-da-777.htm

CONSELHEIROS DO VASCO COBRAM ESCLARECIMENTO SOBRE INVESTIMENTOS DA 777

por Alexandre Araújo

Um grupo de conselheiros do Vasco protocolou um documento por explicações sobre a relação entre os investimentos e as promessas feitas pela 777 Partners, empresa que adquiriu 70% das ações da SAF. Eles convocam o presidente Jorge Salgado e o vice Roberto Duque Estrada. Ambos, ao mesmo tempo que têm cargos no clube associativo, integram o conselho administrativo da SAF.

O documento é assinado por 14 conselheiros, dentre eles, Julio Brant. Candidato à presidência no último pleito e um dos líderes da “Sempre Vasco”, ele fez parte da Comissão Especial do Cruz-Maltino que discutiu a proposta da 777. A informação foi publicada, primeiramente, pelo “ge” e confirmada pelo UOL Esporte.

Ainda no material protocolado, o grupo lembra a declaração que Josh Wander, proprietário da 777, deu no início do ano, comparando o orçamento do Cruz-Maltino com o do Flamengo, e de Carlos Osório, 1º vice-presidente, que indicou que o clube teria um time competitivo.

Posteriormente, os conselheiros comparam às falas recentes de Paulo Bracks, diretor esportivo, que adotou um discurso mais “pés no chão” ao comentar o planejamento que será colocado em prática.

Para a próxima temporada, até aqui, o Vasco não anunciou reforços. As únicas novidades foram o técnico Maurício Barbieri e o diretor técnico Abel Braga.

No último dia 3, Sagado publicou em redes sociais, antes de embarcar para o Qatar, onde acompanha a Copa do Mundo, que havia participado da primeira reunião de conselho da SAF e que ela havia sido “muito proveitosa”.

Diante deste cenário, há o pedido para que sejam esclarecidos o orçamento detalhado, plano e projeto para o futebol do Vasco para os anos de 2023, 2024 e 2025, que foram chancelados pelos nossos representantes dentro da SAF Vasco; como esse orçamento e plano estão no contrato e como os conselheiros e os sócios-proprietários da associação poderão acompanhar se estão sendo se estão sendo cumpridos os termos do contrato; e quais os objetivos desportivos para os próximos três anos, chancelados pelo conselho de administração e consequentemente pelos nossos representantes na SAF Vasco.

Vasco e 777 Partners assinam memorando de entendimento para a Vasco SAF –  Vasco da Gama

Josh Wander, Sócio da 777 Partners; Jorge Salgado, Presidente do Vasco da Gama e Juan Arciniegas, Diretor de Esportes, Mídia e Entretenimento da 777 Partners (Foto: Divulgação). Extraída do site do Vasco.

– A soberba do torcedor brasileiro tem reflexo na Seleção?

Claro que depois de uma eliminação de Copa do Mundo, existe uma (contestável) “Caça às Bruxas”. Partindo do torcedor popular, de alguns jornalistas e até mesmo da cartolagem, um “culpado” tem que ser encontrado.

Mas cá entre nós: isso não acontece por quê, de maneira iludida, os brasileiros mais aficcionados acham que a Seleção Brasileira tem obrigação de ganhar cada Mundial que disputa?

Que soberba! Uma só equipe vence a Copa, e há outros bons jogadores, bons treinadores e bons conjuntos (e muitas vezes, os jogadores do nosso selecionado não se dão conta disso). Seja por um time “que encaixa” por um mês ou por um trabalho de longo prazo, alguém vencerá e todos os demais irão mais cedo para casa.

A Seleção Brasileira de Futebol Masculino NÃO É a Seleção Norte-Americana de Basquetebol (o famoso Dream Team), mas muitos pensam que é. O mais perfeito “Escrete Canarinho” (adoro usar esse termo) foi o de 1970, que tinha Pelé, Tostão, Rivelino, Gerson, Carlos Alberto… mas que foi vaiado em 1969 no Maracanã!

Precisamos entender que há outros ótimos adversários. A Argentina tem uma seleção de muitos atletas bons e alguns comuns, mas tem MESSI, que é alguém fora do normal. Não adianta cobrar que Neymar tenha a qualidade de futebol e o mesmo comportamento do argentino. Aliás, Lionel Messi faz a diferença em campo, assim como o treinador Lionel Scaloni fez fora das quatro linhas: sem ser “paparicado”, houve a humildade do técnico hermano em treinar esquemas alternativos e estudar a fundo o rival, mudando seu jeito de jogar conforme o adversário. É difícil para nós, brasileiros, reconhecermos tudo isso?

Quer outra soberba? A história de que somos o país do futebol. Compare:

O Brasil tem 214 milhões de habitantes, e 5 títulos mundiais. A Alemanha tem 83 milhões e 4 títulos. A Itália tem 59 mi e 4 títulos. O Uruguai tem 3,5 milhões e 2 Copas vencidas!

É claro que “quantidade de gente” não significa “quantidade de títulos”, caso contrário, a China e a Índia estariam entre os finalistas por sua população bilionária. Mas para os países com “cultura de futebol”, isso é relevante. Em proporção, nossos rivais fizeram mais do que a gente.

Outro dado enganoso: o de termos participado de todas as Copas (como se fosse mérito e diferencial para ganhar Copa)! Em 1950, muitos países abriram mão da Copa devido à 2ª Guerra, outros acharam que era longe demais e algumas equipes nem se interessaram. Aliás, lembremos que os primeiros mundiais eram por convites. E não nos esqueçamos: em 1962 tivemos o “passito” de Nilton Santos contra a Espanha, na não marcação de um pênalti, além da polêmica da escalação de Garrincha na final (ele houvera sido expulso na semi…). Em 2002, se tivéssemos VAR, o pênalti de Luizão contra a Turquia seria falta fora da área e o gol da Bélgica validado. Mas há quem não tenha a humildade de entender tudo isso.

Na história do futebol, a Hungria de Puskas revolucionou e quebrou a hegemonia inglesa de não perder por décadas em Wembley por inventar o… aquecimento! E por muitos anos aquele time encantou, mas nada ganhou. Em 74 e 78, a maravilhosa Holanda de Cruyff fez outra revolução, e nada ganhou também. Quem vem se destacando, queiramos ou não, é a França, que se juntou aos “grandões históricos”. Tudo isso para dizer: o futebol vai mudando, e as potências são cíclicas. Especialmente com o advento da Globalização! Os grandes clubes europeus, ricos e bem estruturados, MATARAM boa parte dos clubes sulamericanos, que se transformaram de “rivais” para meros “fornecedores de pé-de-obra”. E com isso se tornaram empresas multinacionais, com jogadores de toda parte do mundo, compartilhando conhecimento pelo intercâmbio e disseminando futebol. Isso explica a evolução de equipes outrora subestimadas, e permite resultados “surpreendentes”: o Japão evoluindo, o Marrocos chegando bem mais à frente do que de costume, a Croácia alcançando uma 3ª semifinal em pouco tempo…

Por fim: menos passionalidade! Se o jogo Brasil x Croácia acabasse aos 114m (1×0), ninguém estaria tripudiando Tite e os jogadores como agora (não que estivesse tudo perfeito, mas o superdimensionamento passional assusta). Um gol sofrido mudou tudo. Comentários em cima de placar ou de… trabalho?

Aceitemos: os “bobos do futebol” diminuíram bastante, e se tornará bobo quem não acompanhar a evolução e entender esse fenômeno global.

Foto de 2014, extraída de Extra.com.br, por Marcelo Theobald (Não aprendemos nada com o 7×1?)

– Pitacos e Dúvidas sobre a Seleção Brasileira, depois da eliminação.

Faz tempo que estou a fim de escrever sobre isso: a Seleção Brasileira não aprende com os erros do passado?

Em 1998, perdemos a Copa e a polêmica foi: o acesso das famílias à concentração, as ligações de familiares de Ronaldo Nazário (da mansão que alugou para ela ao vestiário) e a falta de isolamento.

Em 2002, Felipão se fechou com um grupo e ganhou.

Em 2006, perdemos e a culpada foi: a farra de Weggis, que fez o “quarteto-mágico” sucumbir.

Em 2010, perdemos, e a culpa foi do “Dunga, que tentou imitar o Felipão” mas criou uma Seleção antipática (para alguns, arrogantes).

Em 2014, perdemos, e a culpa foi dos métodos de Felipão / falta de profissionais, como psicólogos e afins.

Em 2018, perdemos e o “culpado” foi Neymar e a sua prática do “cai-cai“, dividindo a “culpa” com o próprio Tite.

Em 2022… a culpa foi… do time que desceu ao ataque estando ganhando de 1×0? Da falta de variação tática do Tite? Da soberba em achar que iria ganhar a Copa? 

Talvez um mix de tudo isso. Mas me irrita o seguinte: o ataque da Seleção parecia de um grupo de jogadores infantilizados, imaturos e despreparados. E olhe que todos são jogadores que jogam em time grande e têm experiência internacional…

A questão é: faltou seriedade dos atacantes brasileiros?

Em 2022, tínhamos atacantes que gostavam de “farrear”, mas dentro de campo, eram maduros e buscavam o gol. As fintas aconteciam objetivamente, nada de “pentear a bola” desnecessariamente.

O quem, de fato, aconteceu preponderantemente para a eliminação do Brasil?

Foto: AFP

– E o árbitro da Final da Copa do Mundo será… (e as Seleções)?

Sem especulações, usando a razão: tirando os árbitros das semifinais e seus 4º árbitros (que por motivos óbvios não apitarão a final), sobraram em terra catari apenas 6 árbitros para a final da Copa do Mundo (aqui, não vale contar os 4ºs árbitros, pois eles não apitarão a decisão.

A lista dos árbitros para a final, excluindo os dispensados, é de:

  • Abdulrahman Al-Jassim (Catar)
  • Anthony Taylor (Inglaterra)
  • Danny Makkelie (Holanda)
  • Ismail Elfath (EUA)
  • Szymon Marciniak (Polonia)
  • Wilton Pereira Sampaio (Brasil)

Repare: 3 da UEFA, 1 da Conmebol, 1 da Concacaf e 1 da Ásia. Os europeus realmente foram muito bem no Mundial; mas a FIFA precisa fazer o trâmite político e deixar um da América do Sul na lista (Wilton foi o melhor do continente) e um da América do Norte/Central. Por fim, o catari já “está em casa”.

Qual deles será o escolhido? Depende da proposta da FIFA em agradar alguma confederação. Lembremo-nos quem 2014, o sueco apitaria a final e a AFA conseguiu vetá-lo e em seu lugar entrou o italiano Rossetti.

Por escolha técnica, eu apostaria (em primeiro lugar) no polonês, depois no inglês e no holandês. Se for fazer uma média com os americanos (já que a FIFA andou morrendo de medo deles depois do FIFAgate), apitará Ismail Elfath (desde que o Marrocos não esteja na final, pois ele é marroquino naturalizado americano). Sampaio ou Al-Jassim dependeriam do aceite dos finalistas (o brasileiro, pela sua atuação derradeira; o catari, pela inexperiência, embora tenha sido o árbitro de Flamengo x Liverpool em 2019).

Raphael Claus, que permanece no Catar, poderá ser utilizado como 4º árbitro da decisão de 3º e 4º lugares ou até na final. Apitar, não mais (ficará com os dois jogos da primeira fase no Curriculum, o que já é ótimo).

Quanto às seleções finalistas: eu gostaria demais de ver o Messi como Campeão de uma Copa do Mundo! Mas, confesso, não gostaria de ver os argentinos levantarem a taça… o unfair-play dos mesmos contra a Holanda foi um insulto ao futebol. 

Será que teremos a repetição da final de 2018, com França x Croácia? Ou o jogo dos sonhos da FIFA: Argentina x França? A zebra seria Croácia x Marrocos…

Aguardemos!

Em tempo: no final as contas, as mulheres do apito, infelizmente, foram meras figurantesmuito pouco escalar em apenas 1 jogo a francesa, e não aproveitar a japonesa e a africana como árbitras centrais.

– Pra quê a pressa de procurar um técnico para a Seleção?

Diniz? Mano? Dorival?

Abel Ferreira? Jorge Jesus? Ancelotti?

Sei lá. Só sei que a Seleção Brasileira foi eliminada “ontem” e se quer um treinador para assumir a vaga de Tite “amanhã. Pra quê tal pressa?

Quando se toma uma decisão “com o frescor das emoções”, pode não ser a melhor. Calma!

Parece a situação em que o Flamengo ou o Corinthians estão no meio do campeonato, perdem o treinador e nos próximos dias têm um clássico importante contra o Fluminense ou o Palmeiras, e precisam ter um nome no banco. Não é essa a realidade da CBF!

Espere alguns dias, estude-se os nomes, mantenha a sobriedade. Estamos há muito tempo de qualquer competição oficial.

Arte extraída de CBF.com

– O que vi na arbitragem da Copa até agora?

Não fale dos árbitros brasileiros para os ingleses!

Depois de Raphael Claus apitar Inglaterra 6×2 Irã (foi o jogo onde ele deu nos dois tempos 24 minutos de acréscimos, e em uma partida fácil para se arbitrar, foi questionado pelo English Team por não marcar um pênalti no começo do jogo), os ingleses viram Wilton Pereira Sampaio apitar Inglaterra 1×2 França, com queixas (em: https://wp.me/p55Mu0-39W).

Mas essa foi a toada da Copa, de arbitragens contestadas?

Não! Tivemos até agora um Mundial de bons jogos arbitrados, de um ou outro lance discutível, de poucos erros (e quando eles surgiram, de árbitros onde os países não têm campeonato forte – como os erros dos VARs do Canadá ou da Argélia). Dos países com campeonatos fortes, muito boa arbitragem de Daniel Siebert (ALE), Clemente Turpin (FRA), Daniele Orsato (ITA), Antônio Mateu (ESP), Michael Oliver (ING), além de outros nomes como Szymon Marciniak (POL) e Dany Makellie (HOL). Wilton Sampaio, esquecendo sábado, estava entre esses bons nomes.

Repare que tivemos pouquíssimas expulsões por lances de jogo brusco grave na Copa (os atletas estão colaborando e a arbitragem preventiva funcionando). Depois de um exagero nos tempos de acréscimos, a coisa está voltando à normalidade (a FIFA quer tempo de bola rolando ao máximo). Além disso, reparemos na atenção máxima dos árbitros nos lances de choque de cabeça.

O ponto principal: não vemos o uso desregrado do VAR, nem sua função protagonista, casos comuns no Brasil; tampouco os lances de bola de “queimada” virarem pênaltis. Inúmeros lances de mão involuntária que aqui viram equivocadamente pênalti por movimento antinatural, lá não são marcados. Com um detalhe: comentaristas de arbitragem que concordavam no Brasileirão com os pênaltis errados, mudaram seu discurso também

Especificamente, sobre o Wilton Sampaio: ele vivia com atuações irregulares no Campeonato Brasileiro, e sua convocação para a Copa do Mundo o fez ter confiança! É isso que o fez ir tão bem nos 3 primeiros jogos: transmitia segurança aos atletas (sobre esse novo Wilton, abordamos aqui: https://wp.me/p55Mu0-31M). Entretanto, há 35 dias, não nos esqueçamos do lance relevante de Ituano x Vasco da Gama… (em https://wp.me/p55Mu0-37A). Essa mesma irregularidade foi o que complicou a arbitragem do brasileiro, no último jogo: a demonstração de vacilo no lance de Harry Kane.

Enfim: vida que segue para a arbitragem. Lamento apenas que 3 árbitras (a francesa, a africana e a japonesa) tenham ido à Copa e somente Sthepanie Frappart tenha apitado um único jogo. Todas as outras escaladas foram como coadjuvantes…

Não sei de quem é a autoria dessa foto do jogador inglês fazendo uma careta de susto para o Wilton Pereira Sampaio, mas não foi para tudo isso também:

– O atento bandeira!

Ligue o áudio do vídeo abaixo (pela narração didática) e assista: apenas 20 segundos de inteligência de quem estudou a Regra (e de um pouco de malandragem também).

O árbitro assistente estava esperto:

(enviado pelo ex-árbitro e comentarista de arbitragem Euclydes Zamperetti Fiori)