ÉTICA – Apesar de muitas pessoas não se indignarem mais com coisas incorretas, lembre-se: nós não podemos achar o ERRADO algo normal!
Em: https://www.youtube.com/watch?v=6QV2mS2BdhQ
ÉTICA – Apesar de muitas pessoas não se indignarem mais com coisas incorretas, lembre-se: nós não podemos achar o ERRADO algo normal!
Em: https://www.youtube.com/watch?v=6QV2mS2BdhQ
Para Vacinas e Medicamentos chegarem às prateleiras, depois de vários testes laboratoriais, etapas de estudo e testes em animais, chega a vez da pesquisa em pessoas, correto?
Um retrato horrendo: as cobaias são ‘terceirizadas’.
Assustador.
Extraído de: http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI269853-17773,00-TERCEIRIZANDO+COBAIAS.html
TERCEIRIZANDO COBAIAS
Farmacêuticas de países ricos usam cada vez mais nações pobres para testar seus remédios — e são acusadas de experimentos antiéticos
por Felipe Pontes
“Eticamente impossível.” Esse é o nome do relatório divulgado em 12 de setembro pela Comissão de Bioética da Presidência dos Estados Unidos sobre testes científicos conduzidos pelo governo do país que infectaram com sífilis e gonorreia 700 pessoas na Guatemala entre 1946 e 1948. Não foram apenas os abusos do passado que preocuparam os especialistas convocados por Barack Obama para investigar o caso. A comissão admite que é necessário mais transparência e melhor regulação para garantir os direitos de pessoas que participam dos testes de medicamentos. Especialmente os voluntários de países pobres, cada vez mais usados como cobaias por empresas das nações mais ricas.
Susan Reverby, a historiadora responsável por descobrir os arquivos que mostram os experimentos nos quais 83 guatemaltecos morreram, alerta que o perigo da “importação” dos voluntários de estudos continua. “É muito preocupante ver a globalização dos testes clínicos. É mais fácil encontrar pessoas que aceitem participar fora dos Estados Unidos porque elas são ingênuas.” Para ela e outros estudiosos de bioética, testes eticamente questionáveis que expõem a população de nações subdesenvolvidas a grandes riscos continuam ocorrendo.
Não faltam denúncias contra esse tipo de prática. Nos últimos 7 anos, um hospital na Índia testou remédios de multinacionais farmacêuticas em pacientes que dizem não ter sido informados que participavam de um experimento, causando pelo menos 10 mortes. Em 2008, 12 crianças morreram na Argentina após participarem de experimentos para a fabricação de uma vacina contra pneumonia, enquanto os pais, analfabetos, diziam não ter sido avisados sobre o teor da pesquisa. No Brasil, comunidades ribeirinhas do Amapá foram deliberadamente picadas com mosquitos infectados pela malária como parte de um estudo de uma universidade dos EUA, em 2006. Em 1996, 11 crianças nigerianas em estado de saúde precário morreram e outras sofreram danos cerebrais após testarem uma droga contra meningite. A principal diferença entre esses casos e os relatos históricos na Guatemala é que, agora, em vez de governos, os acusados pelos abusos são grandes empresas farmacêuticas.
COBAIA IMPORTADA
As denúncias aparecem num contexto de crescimento do uso de estrangeiros em testes de medicamentos nos Estados Unidos e países europeus. Só em 2008 (último ano com dados compilados), 78% dos pacientes que participavam de pesquisas para drogas aprovadas pela agência americana responsável por fiscalizar remédios (FDA) estavam fora dos EUA. Naquele ano, houve 20 vezes mais testes conduzidos em países estrangeiros que em 1990.
Na Europa, entre 2005 e 2009, 61% dos testes clínicos eram de locais fora do continente. “Tanto o FDA quanto a Emea (agência europeia) inspecionam menos de 1% dos lugares onde são feitos os testes clínicos. As autoridades locais podem não ter os recursos e expertise técnica para cuidar dos problemas”, alerta David Ross, professor de medicina da George Washington University que trabalhou durante 10 anos no FDA analisando remédios.
Essa regulação falha pode estar por trás de uma briga judicial de 13 anos entre a Pfizer e o governo da Nigéria. A farmacêutica testou em 1996 um antibiótico contra meningite em crianças nigerianas com a doença em estado avançado. Durante a experiência, 11 morreram e outras desenvolveram problemas cerebrais. A companhia não obteve o consentimento de todos os participantes por escrito, foi acusada em reportagem do jornal Washington Post de ter falsificado documentos para conseguir a aprovação dos estudos e foi processada pelo governo nigeriano. Em 2009, pagou US$ 75 milhões ao país para arquivar a disputa, sem admitir culpa. A empresa afirmou a Galileu que a droga não matou, pelo contrário, salvou vidas e foi mais efetiva que o tratamento existente na época para a doença. Quanto à falta de autorização dos participantes, diz que “por conta das altas taxas de analfabetismo da Nigéria, nem sempre foi possível obter consentimento por escrito”. Os argumentos não convencem David Ross. “É arriscado experimentar em crianças cronicamente doentes que fazem parte de uma população vulnerável. Um teste desses dificilmente seria aprovado nos EUA.”
A falta de consentimento também foi denunciada em testes clínicos realizados de 2004 a 2011 na cidade de Bhopal, na Índia. O local foi vítima de um dos maiores desastres químicos da história, quando 40 toneladas de gases letais vazaram de uma fábrica de agrotóxicos em 1984, matando 8 mil pessoas e deixando 150 mil com doenças crônicas. O Bhopal Memorial Hospital Research Centre, criado especialmente para tratar os afetados pelo desastre, é acusado por pacientes de receber dinheiro de companhias farmacêuticas como a AstraZeneca para testar remédios nos indivíduos debilitados sem que eles tivessem sido avisados. Dos participantes, pelo menos 10 morreram, de acordo com o jornal indiano IBN. Em documentário sobre o tema lançado em julho pela TV Al Jazeera English, um indiano chamado Ramadhar Shrivastav (em foto na pág. anterior) alega que médicos pediram para que assinasse um documento em inglês e depois lhe entregaram duas garrafas de pílulas de remédios desconhecidos para tomar. “Se gastar meu dinheiro processando o hospital não terei como alimentar meus filhos”, disse à Al Jazeera.
LEI DO MELHOR PREÇO
A razão pela qual as farmacêuticas têm aumentado a terceirização de testes em países onde há menor escolaridade e maior concentração de pobres é financeira. Em 2008, Jean-Pierre Garnier, então executivo da GlaxoSmithKline (GSK), escreveu na revista Harvard Business Review que uma companhia que faz uso de 60 mil pacientes em testes clínicos poderia poupar até US$ 600 milhões por ano ao relocar 50% das suas pesquisas para locais como a Índia e a América Latina. Segundo Garnier, um centro médico de altíssima qualidade na Índia cobraria “apenas” US$ 1,5 mil a US$ 2 mil por paciente em cada teste, enquanto o mesmo sairia por US$ 20 mil num lugar de segunda linha nos EUA.
Há outro grande atrativo nos países pobres: uma burocracia menos rígida, que reduz o tempo de uma pesquisa e aumenta a chance de ela ser aprovada. Bioéticos dizem que um exemplo disso são testes feitos com grávidas portadoras do HIV em Uganda durante a década de 1990, com financiamento do governo americano.
Enquanto um grupo recebeu o antiviral AZT, outro recebeu placebo, mesmo já sabendo que o AZT poderia proteger os recém-nascidos. “Onde existe uma terapia médica que funciona comprovadamente, testes controlados com placebo são antiéticos”, afirma Kevin Schulman, diretor do instituto de pesquisas clínicas da Duke University e autor de dois relatórios sobre ética de pesquisas.
“É muito mais fácil convencer pacientes de países pobres a se submeterem a esse tipo de coisa. Para as farmacêuticas, pessoas de outros países são vistas como materiais crus que podem ser garimpados”, complementa David Ross. A questão vai além do consentimento. “Mesmo que uma pessoa entenda os riscos, ela pode não ter escolha. Muitos não têm dinheiro para pagar o tratamento padrão”, afirma o médico Amar Jesani, fundador do Centro para Estudos em Ética e Direitos da Índia. Assim, diz Jesani, viram cobaias para ter acesso a médicos, por mais que seja por um tempo reduzido (de semanas ou meses) ou por dinheiro.
ÀS CLARAS
Os testes clínicos são essenciais para o desenvolvimento de remédios efetivos e devem continuar. “Mas os países capazes de oferecer um bom atendimento de saúde devem tomar a frente. Não lugares como a Índia, que falhou em oferecer o acesso mínimo de educação e saúde ao seu povo”, diz Jesani.
O Brasil tenta evitar esse problema proibindo que voluntários sejam pagos. “As pessoas participam por altruísmo ou por entender que não existem mais recursos para a sua saúde fora do mundo da pesquisa”, afirma Gyselle Saddi Tannous, coordenadora da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep). Os pesquisadores somente podem pagar as despesas que o voluntário tem nos dias em que ele participa dos testes, como transporte e alimentação.
Mesmo assim, problemas acontecem. Em 2006, foi descoberto que moradores das comunidades ribeirinhas de São Raimundo do Pirativa e São João do Matapim, no Amapá, recebiam até R$ 30 por dia para serem picados por mosquitos com malária em pesquisa elaborada pela Universidade da Flórida, nos Estados Unidos.
O caso foi denunciado no Ministério Público Federal e não houve punição até agora, e o estudo foi interrompido pelo Conep. “E muitos protestaram porque queriam o dinheiro oferecido”, diz Gyselle, sublinhando a importância de leis para proteger candidatos a cobaias em países pobres. Ela afirma haver pressão da indústria internacional para que o Brasil afrouxe suas normas. “É preciso pesar o avanço da ciência, mas não devemos fazer isso à custa de vidas.”
Um rápido guia (abaixo) para ser seguido em caso de dúvidas sobre a veracidade de uma notícia:

Depois das acusações contra o Ministro da Educação, Carlos Decotelli, de que não fez Pós-Doc na Alemanha, em Wüppertal (confirmada pela Universidade local); também que reprovou no Doutorado na Argentina, em Rosário (idem) e de que o Mestrado teve sua dissertação com capítulos plagiados, resta saber: a cola será liberada no Ensino brasileiro?
Claro, faz sentido tal questionamento irônico com essas informações de falsidade do seu Curriculum Lattes. Que vergonha… Parece piada, caso não fosse verdade.
Urgentemente, há de se esclarecer.
Quando o bicho-homem é mais bicho do que homem, coisas desastrosas acontecem.
Digo isso por conta do fato de uma polêmica expansão de uma franquia canadense que abre lojas que ofertam serviços de “cabines com bonecas infláveis” (a KinySdollS), propagandeando modelos muitas vezes parecidas com, pasmem, crianças!
Houston, nos EUA, abriu guerra contra a rede.
Certamente, um empreendedorismo de gosto duvidoso (ou, se preferir, condenável).
Abaixo, extraído de: https://m.extra.globo.com/noticias/mundo/prefeito-de-houston-decreta-guerra-contra-abertura-de-bordel-com-bonecas-nos-eua-23106686.html?versao=amp
PREFEITURA DE HOUSTON DECLARA GUERRA CONTRA “BORDEL DE BONECAS”
O prefeito da cidade de Houston, nos Estados Unidos, Sylvester Turner vem tentando explorar opções para barrar ou restringir a abertura de um bordel com bonecas. A expectativa é que o empreendimento inicie as atividades neste mês.
“Este não é o tipo de negócio que eu gostaria de ver em Houston e certamente não é o empreendimento que a cidade está buscando atrair”, afirmou o prefeito em um e-mail para a Fox News.
De acordo com seu gabinete, não é correto chamar o local de “bordel” e pontuou que Yuval Gavriel, o fundador da KinySdollS, chama de show.
A empresa abriu sua primeira franquia perto de Toronto, onde oferece meia hora com a boneca sozinho dentro de um quarto, de acordo com o Examiner. Gavriel anunciou que pretende expandir o negócio para mais 10 locais nos Estados Unidos até 2020.
Moradores e ativistas tem expressado e se manifestado contrários a abertura do bordel.
“Há crianças por aqui e é um bairro voltado para a família. Eu moro bem aqui e ter isso nas nossas redondezas é nojento”, afirmou Andrea Paul, uma moradora.
Em junho o Congresso votou pela proibição da “importação ou transporte de robôs e bonecas sexuais que se pareçam com crianças”.

(Acima, um dos modelos oferecidos pela empresa)
Lembram dessa história, a de que embalagens de talco para bebês da Johnson & Johnson continham amianto, num fato muito divulgado nos EUA, relacionando a contaminação de mulheres com câncer de ovário por causa dele?
Pois é: a Justiça de lá determinou que a empresa pagasse indenização para as vítimas.
MULHERES SERÃO INDENIZADAS NOS EUA EM R$ 11 BILHÕES POR FABRICANTE DE TALCO
Processo contra gigante Johnson & Johnson envolve 22 mulheres diagnosticadas com tumores no ovário; companhia classifica julgamento como “fundamentalmente falho”
Um tribunal americano condenou a Johnson & Johnson a pagar uma indenização de 2,1 bilhões de dólares (aproximadamente R$ 11 bilhões) em decorrência da acusação de que um talco para bebês produzido pela empresa estaria associado ao desenvolvimento de câncer no ovário. A decisão no estado de Missouri, Estados Unidos, reduziu em mais da metade a indenização de 4,4 bilhões de dólares concedida a 22 mulheres que manifestaram a doença, em decisão de 2018. Segundo o tribunal, alguns casos eram de fora do estado e não deveriam ser incluídos no processo.
O veredito emitido na última terça-feira (24) indica que a gigante especializada na produção de farmacêuticos, utensílios médicos e produtos pessoais de higiene comercializou “produtos que continham amianto para os consumidores”. Segundo o parecer, em função do tamanho da companhia, a corte acredita que a punição também deveria ser em uma grande escala para refletir a gravidade do caso.
“É impossível atribuir valor monetário às queixas físicas, mentais e emocionais sofridas em consequência dos ferimentos causados pelos réus”, afirmou o juiz.
Apesar de ser apresentado como um produto para bebês, o talco se tornou um produto de higiene usado em torno dos órgãos genitais principalmente por muheres americanas.
As conclusões gerais do tribunal de primeira instância na decisão de 2018 contra a Johnson & Johnson foram confirmadas pelo tribunal de apelações do estado de Missouri. Cada mulher (ou sua família) recebeu pelo menos US$ 25 milhões. Segundo o escritório de advocacia responsável pelo caso, 11 das 22 mulheres que participaram do processo já morreram de câncer.
Segundo o jornal americano The Wall Street Journal, um porta-voz da empresa disse que a Johnson & Johnson vai recorrer da decisão na Suprema Corte do Missouri. O grupo alega que seu talco para bebês não continha amianto e não provocava câncer. Apesar disso, no ano passado, a empresa retirou do mercado 33 mil frascos de talco para bebê depois que um órgão regulador federal encontrou traços de amianto em um frasco do produto.
Kim Montagnino, porta-voz da Johnson & Johnson, afirmou ao New York Times que a empresa buscará uma revisão mais aprofundada da decisão da Suprema Corte do Missouri e defendeu seus produtos de talco como seguros.
“Continuamos a acreditar que este foi um julgamento fundamentalmente falho, fundamentado em uma apresentação defeituosa dos fatos. Continuamos confiantes de que nosso talco é seguro, livre de amianto e não causa câncer”, declarou.
A companhia foi alvo de milhares de processos nos últimos anos, acusada de não informar os consumidores sobre o risco de câncer gerado pelo amianto utilizado nos produtos. Esse mineral é muito utilizado na indústria da construção civil, por ser resistente ao calor e ao fogo, mas é proibido em diversos países devido aos riscos para a saúde.
Quando fragmentos microscópicos de fibras de amianto puro são inalados, o material se torna muito perigoso e pode causar doenças como câncer de pulmão, mesotelioma (uma forma de câncer que só ocorre em pessoas expostas ao amianto) e asbestose, doença que provoca falta de ar e outros problemas respiratórios.
A razão pela qual o talco para bebês pode ser contaminado com amianto é que o seu mineral base é frequentemente encontrado e extraído nas proximidades de minas do material tóxico. Alguns estudos já sugeriram que existe um elo entre o uso de talco e o câncer. Mulheres que usam talco registram mais casos de câncer de ovário do que outras. Mas mesmo os pesquisadores por trás desses estudos são céticos sobre seus resultados, já que foram analisados anos depois.
Em maio deste ano, a Johnson & Johnson anunciou a suspensão da venda do talco nos Estados Unidos e Canadá. Nos dois países a empresa enfrentou uma forte queda nas vendas devido à mudança de hábitos e uma grande desconfiança dos consumidores sobre a segurança do produto.
Procurada pela reportagem, a Johnson & Johnson afirmou que acredita que o julgamento nos Estados Unidos foi falho, “baseado em uma apresentação incorreta dos fatos”. O grupo reforçou que os produtos são seguros, sem a presença de amianto e, portanto, não causam câncer. Segundo a empresa, no Brasil não há processos judiciais ligados ao assunto e os talcos comercializados no país são produzidos localmente, sem amianto.
Veja o comunicado na íntegra abaixo:
“Em relação ao recente veredito do julgamento da corte no Missouri, nos Estados Unidos, a Johnson & Johnson continua a acreditar que este foi um julgamento fundamentalmente falho, baseado em uma apresentação incorreta dos fatos, e prosseguirá com pedido de revisão mais aprofundada ao Supremo Tribunal do Missouri. Permanecemos firmemente confiantes na segurança do nosso talco que não contém amianto e não causa câncer. Nós nos solidarizamos profundamente com quem sofre de câncer e, por isso, acreditamos que fatos são tão importantes e precisam ser minuciosamente avaliados nesta questão.
Em relação ao Brasil, informamos que não há processos judiciais associados a este assunto. O produto comercializado no país é produzido localmente e também não contém amianto nem causa câncer.”

O produto é vendido pela empresa no mundo todo Foto: Justin Sullivan / Getty Images
… desta maneira, abaixo. Mas ressalvo: elas também possuem bom caráter!
Quem vence na vida, deve entender que o fez por essas situações relatadas. Porém, é sabido que muitos enriquecem menosprezando o próximo, faltando de ética e praticando coisas condenáveis.
Será que esses, que têm dinheiro mas não tem bom caráter, são de “sucesso”?

Imagem extraída da Web. Quem conhecer a autoria, favor informar para postar os créditos.
Cuidado com o que você publica em suas Redes Sociais, pois o mundo vê! E, nessa, uma infelicidade de Greg Glassman, dono da CrossFit: ele postou uma brincadeira de mau gosto misturando Covid-19 com a morte de George Floyd (veja na imagem abaixo). Com isso, perdeu seu grande parceiro, a Reebok.
Entenda o erro da gigante do fitness, em: https://www.maquinadoesporte.com.br/artigo/apos-tuite-racista-de-fundador-reebok-rompe-com-crossfit_40409.html
REEBOK NÃO RENOVARÁ ACORDO COM MARCA QUE VIROU SINÔNIMO DE TREINOS FUNCIONAIS
Por Máquina do Esporte
O futuro da marca CrossFit foi colocado em xeque após uma manifestação racista de seu fundador, o empresário americano Greg Glassman, em sua conta no Twitter. No último sábado (6), Glassman ironizou um post feito pelo Institute for Health Metrics and Evaluation (IHME) sobre racismo.
A postagem do instituto diz que o racismo é uma questão de saúde pública. Glassman respondeu ironicamente ao tuíte com “É FLOYD-19”, querendo dizer que os protestos que ocorrem nos Estados Unidos pela morte brutal de George Floyd por quatro policiais brancos em Minneapolis seriam, atualmente, responsáveis por espalhar ainda mais o coronavírus no país.
Após o tuíte racista de Glassman, diversos donos de boxes de prática de crossfit nos Estados Unidos começaram a retirar a marca criada pelo empresário. O epicentro da crise aconteceu nesta segunda-feira (8), quando a Reebok comunicou que não vai renovar o acordo de licenciamento da marca, que virou sinônimo de treinamento funcional.
“Nossa parceria com a marca CrossFit se encerra no final deste ano. Recentemente, discutimos sobre a renovação desse acordo, mas, diante dos acontecimentos recentes, tomamos a decisão de encerrar nossa parceria com a CrossFit HQ. Devemos isso aos atletas, aos fãs e à comunidade do CrossFit”, disse a Reebok, em comunicado divulgado ainda no domingo (7).
Após isso, Glassman tentou conter o impacto de suas declarações. Em uma curta frase publicada na conta do CrossFit no Twitter, ele afirmou ter “cometido um erro”.
“Eu, CrossFit HQ e a comunidade CrossFit não apoiamos o racismo. Eu cometi um erro com as palavras que escolhi ontem. Meu coração está profundamente triste com a dor que causou. Foi um erro, não racista, mas um erro”, afirmou o executivo.
A tentativa de consertar o “erro” acabou quando um dos afiliados à CrossFit revelou que enviou, antes da crise do final de semana, um e-mail a Glassman pedindo um posicionamento da marca a respeito do racismo envolvendo Floyd.
“Acredito sinceramente que a quarentena teve um impacto negativo na sua saúde mental”, respondeu o executivo.
O estrago está feito. Glassman construiu um império com a marca CrossFit, que passou a ser sinônimo de um treinamento funcional criado por ele em 2000 para adotar um novo estilo de vida.
Desde 2005, a modalidade tem crescido bastante nos Estados Unidos e também no Brasil. Nos EUA, o salto foi de 13 academias filiadas à marca naquele ano para as atuais 13 mil. No Brasil, são mais de 2 mil boxes para a prática do esporte.

É terrível quando se existe a falta de ética, a má intenção e se promove informação incompleta para ganhar repercussão. Digo isso porquê ontem, na OMS, foi divulgado um estudo chinês (alertado que era um “pequeno estudo”) sugerindo que boa parte dos assintomáticos de Covid-19 não transmitem o Novo Coronavírus.
Pois bem: hoje, a própria OMS disse que NÃO DIVULGOU que assintomáticos não transmitem o Novo Coronavírus, mas mostrou simplesmente esse trabalho citado. Mas como os memes sobre isso bombaram aqui no Brasil?
O problema foi que alguns fanáticos produziram a parte que interessava e reproduziram em nosso país. Parece que começaram a acreditar em estudos chineses desacreditados… vai entender…
OMS NEGA QUE EVIDÈNCIAS CONCLUAM QUE ASSINTOMÁTICOS NÃO REPASSAM VÍRUS
por Jamil Chade
A OMS nega que tenha dado qualquer sinal de que esteja defendendo para a possibilidade de uma abertura mais rápida das economias e que estudos tenham concluído de forma definitiva que pessoas sem sintomas não repassam o covoronavírus. Para a agência de Saúde, não existem dúvidas: pessoas assintomáticas também transmitem o coronavírus. O que não se sabe é qual a proporção dessas pessoas que, de fato, tem a capacidade de contaminar outras.
Ontem, a chefe da unidade de doenças emergentes da OMS, Maria Van Kerkhove, afirmou que algumas pesquisas indicam que pacientes assintomáticos têm poucas chances de transmitir a covid-19. Ela, porém, citou apenas um estudo de pequeno porte. Imediatamente, milícias digitais do governo iniciaram uma campanha para indicar que tal declaração significaria o fim das quarentenas.
Na manhã de terça-feira, o presidente Jair Bolsonaro repetiu os comentários de suas redes sociais, indicando que espera uma “reabertura mais rápida” após a divulgação da Organização Mundial de Saúde (OMS) ontem, de que a disseminação assintomática do coronavírus é “muito rara”. Bolsonaro, como já havia feito no passado, voltou a distorcer a informação da OMS. Para ele, “o pânico começa a se dissipar”. “Quem sabe poderemos voltar à normalidade que tínhamos no começo deste ano”, disse.
Nesta terça-feira, Van Kerkhove negou que haja uma mudança de recomendação da OMS e explicou que a comunidade internacional hoje não sabe dizer qual é a proporção de pessoas transmitindo o vírus.
Segundo ela, o que se sabe é que a maior parte da transmissão vem de pessoas que tem sintomas. Mas existem aqueles quem não desenvolvem sintomas. O problema é que não se sabe qual o tamanho dessa população. Estudos indicam que isso poderia variar de 6% a 41%. “O que sabemos é que algumas pessoas que não têm sintomas podem transmitir o vírus”, insistiu.
Ela admite que a ciência ainda precisa entender melhor tal fenômeno. Mas esclareceu que, ao falar sobre o caso na segunda-feira, ela fazia referência a um número limitado de estudos realizados em situações específicas. “Não era uma política da OMS”, disse a técnica, chamando o caso de um mal-entendido.
De acordo com Maria, alguns modelos estimam que até 40% da transmissão poderia estar ocorrendo por pessoas assintomáticas.
Ela ainda pediu ajuda dos governos para entender ainda quando uma pessoa é mais infecciosa. Um dos estudos aponta que tal momento é quando o paciente desenvolve sintomas, momento em que ele tem mais vírus no corpo. “Estamos só no começo disso tudo”, afirmou.
Michael Ryan, diretor de operações da OMS, também adotou o mesmo tom. “Estamos absolutamente convencidos de que a transmissão por pessoas assintomáticas está ocorrendo, a questão é saber quanto”, afirmou.
“Ambos – sintomáticos e assintomáticos – contribuem para transmissão. A questão é saber qual é a proporção de cada um”, disse Ryan.
Ele da um exemplo: uma pessoa que está num restaurante e bem. Mas de repente começar a se sentir com mal-estar e febre. “É nessa etapa que uma pessoa pode estar transmitindo”, disse. “Temos de admitir: não é um vírus fácil de parar”, afirmou.
Para ele, o que se sabe é que a melhor forma de combater o vírus é a de saber onde ele está para poder suprimir a transmissão. Ou seja, ampliar o número de testes.
Ryan deixou claro que a OMS continua mantendo a mesma recomendação em termos de resposta de distanciamento social e que nada mudou por enquanto. Ele lembra que os números da pandemia continuam aumentando. “Estamos subindo ainda a montanha. Precisamos adotar as medidas, pois sabemos que funcionam”, afirmou.
Para ele, se houver uma operação maior dos governos para identificar os surtos, com amplos testes, existiria a possibilidade de não ter de colocar em confinamento 100% da população. Mas, para isso, a tarefa será a de identificar e testar. “Isso pode ter êxito para parar a doença e ainda ajudar a economia”, defendeu. Nos últimos dias, a OMS vem apontando como as estratégias de confinamento funcionaram no esforço de barrar o vírus.
Bolsonaro, porém, escolheu apenas certos trechos da reunião para usar na defesa de uma abertura mais rápida da economia. Ele não citou a mesma diretora da OMS alertando minutos antes que o combate contra a pandemia estava “longe de terminar” e que o “maior risco” neste momento é a complacência por parte de governos. Nada disso, porém, foi citado pelo presidente brasileiro.
Na mesma coletiva de imprensa, a OMS pediu que o Brasil mantivesse a transparência nos dados e, num recado velado, apelou para que a América do Sul mostrasse liderança política.
A OMS também deixou claro que a situação internacional está piorando, e não melhorando. Entre sábado e domingo, o mundo registrou o maior número de casos em seis meses, com 136 mil novos diagnósticos positivos.
Nada disso foi mencionado por Bolsonaro. “Ontem a OMS também disse que a transmissão de pessoas assintomáticas é praticamente zero. Muitas lições serão tomadas. Isso pode sinalizar a uma abertura mais rápida e do comércio e a extinção de medidas mais rígidas autorizadas pelo STF e por prefeitos e governos estaduais. O governo federal não participou disso. Vai ter muita discussão”, disse Bolsonaro durante a 34ª reunião do Conselho de Ministro.
“Esse pânico que foi pregado lá atrás por parte da grande mídia começa talvez a se dissipar levando em conta o que a OMS falou por parte do contágio dos assintomáticos”, completou o presidente.

Maria van Kerkhove – OMS Imagem: Christopher Black/OMS
A imprensa livre, crítica e correta não faz jornalismo tendencioso (nem a favor, nem contrário). Li, e me entristeci, ao ver o Padre Reginaldo Manzotti junto com algumas emissoras de TV particulares de confissão católica na capa do Estadão, negociando verbas a troco de “mídia positiva” nos órgãos de comunicação que atuam.
Não é essa a posição da Igreja Católica (nem no Brasil, e nem no mundo). A propósito, a CNBB e a Rede Católica de Rádio divulgaram um importante esclarecimento preocupada com tal situação, mostrando que não se pode fazer algo assim, alertando sobre a unidade necessária à Igreja e repudiando tais ações.
Ufa! Que o catolicismo não se renda à politicagem (que é o mau uso da política).
Abaixo, em PDF, o texto. Gostei demais quando se atenta à estranheza do fato e recorda que:
“A Igreja Católica não faz barganhas. Ela estabelece relações institucionais com agentes públicos e os poderes constituídos pautada pelos valores do Evangelho e nos valores democráticos, republicanos, éticos e morais”

Não dá para negar: a campanha política para os candidatos a vereador e prefeito está nas ruas. Ou alguém convence que as postagens nas redes sociais e visitas às comunidades de TODOS eles não é campanha? Pior é gente que nunca veio ao bairro e se lança como “pré-candidato por ele”.
Usar o nome de “Pré-Candidato” com tais ações é declarar que se está em “Pré-Campanha”. E não dá na mesma?
E vai fazer o quê… Se o TSE punir um, terá que punir todos. Aguentemos o blábláblá de sempre.
Em tempo: vote em quem você conhece, que trabalhou para o seu bairro e vive a realidade da sua comunidade. Há bons políticos sim para a reeleição.

Muita gente não quer estar no Facebook. Embora a Rede Social seja quase uma obrigação para alguns, há aqueles – que como eu – pensam seriamente em sair do “Face”.
Pessoas irritantes achando que você está à disposição 24 horas para respondê-las, sabichões, contestadores de plantão e, principalmente, radicais!
Radicais da fé, do futebol e da política. Há gente de todo tipo e que não respeita a opinião alheia. Cansado de ver aqueles que criam animosidades com outros devido a esse tripé, e incomodado com “gifs e correntes” bobocas, sinto-me cada vez mais estimulado para cometer um “Facebookcídio” (embora, a curto prazo, não farei).
Nesta época próxima às Eleições, certamente será “um pé no saco” entrar no Facebook, Twitter, Instagram… aliás, já está sendo! O que aparece de pré-candidatos pedindo votos (gente que nunca vi)!
Compartilho, abaixo, o interessante texto de Eugênio Bucci (jornalista, professor da ESPM e da ECA-USP), escrito para a Revista Época de 11/06/2012), sobre a importância e explicações para se estar fora do Facebook. Repare: se o texto, que é antigo, se torna bem claro aos nossos dias, imagine com o sem número de Fake News que invadem a Timeline hoje!
PORQUE NUNCA ENTREI NO FACEBOOK
– Não, não estou no Facebook
“Quando a gente diz isso numa roda, num jantar ou num ponto de ônibus, a conversa silencia. Olhares incrédulos saltam sobre nossa figura tímida, como luzes de otorrinolaringologistas do futuro, tentando investigar nossas limitações ocultas. Analfabetismo digital? Conservadorismo? Alguém arrisca um”em que planeta você vive?”. Outro sente pena e tenta ser simpático:”Até minha avó está no Face, é tão friendly”. Aí, vem aquela voz categórica, que procura dar o sinal definitivo dos tempos: “Minha filha já nem usa mais e-mail. Com ela, é tudo pelo Facebook”. É assim que os 46,3 milhões de brasileiros que mantêm um perfil pessoal na maior rede social do planeta tratam os outros, os que estão de fora. Fazem ar de espanto. Fazem chiste, Bullying, assédio moral.
E não obstante:
– Não, não estou no Facebook.
E acho que tenho razão. Errados estão os 845 milhões de viventes que, em todas as línguas, em todos os países, puseram lá suas fotografias (tem gente sem camisa!) ao lado de seus depoimentos confessionais. Viventes e morrentes, é bom saber. Há poucas semanas, o escritor Humberto Werneck, em sua coluna dominical no jornal O Estado de S. Paulo, registrou um dado um tanto mórbido. Quando um sujeito morre – isso acontece, o perfil do defunto fica lá, intacto. O perfil do morto não entra em putrefação, nem vai para debaixo da tela. Os outros usuários, estes vivos, mas desavisados, podem “curtir” até cansar. O perfil não se mexe nem sai de cena. Não há coveiros digitais no tempo real. De todo modo, como não frequento isso que Werneck chamou de “cemitério virtual”, não posso saber como é. Apenas presumo que deva ser aflitivo. Também por isso, ali não entro nem morto.
A fonte da minha resistência, contudo, não está nessa situação terrível, não da morte em vida, mas da vida em morte a que a grande rede pode nos sentenciar. Também não está nas fotos de gente sem camisa. A evasão de intimidades em que estamos submersos é a regra totalitária. Até mesmo a fé – algo ainda mais íntimo que o sexo – ganhou estatuto de espetáculo nas telas eletrônicas, e a transcendência do espírito se converteu em explicitude obscena. Entre o lúbrico e o religioso, não é o festival abrasivo nauseante de intimidades que me mantém distante. Não é também a frivolidade.
O que mais me afasta desse tipo de rede social é o comércio. Nada contra as feiras livres, que, em qualquer lugar, em qualquer tempo, concentram as mais autênticas vibrações da cultura (a melhor porta de entrada para o viajante que quer conhecer uma cidade é a feira livre). Agora, o comercio no Facebook é outra história. Ele é ainda mais funéreo que a presença dos clientes mortos que não pagam nem arredam pé. Ali, a mercadoria é o freguês, o que vai ficando cada dia mais evidente, com denúncias crescentes sobre o uso de informações pessoais mercadejadas pelos administradores do site. Ali dentro, as mais exibicionistas intimidades adquirem um sinistro valor de troca para as mais intrincadas estratégias mercadológicas.
Já no tempo do Orkut – no qual também nunca pus os pés, ou os dedos, ou os dígitos – esse fantasma existia. Hoje, no Facebook, o velho fantasma é corpóreo, material, indisfarçável em seu jogo desigual. O usuário alimenta o usurário – com seu próprio trabalho, não remunerado. Clicando “curti” para lá e para cá, o freguês fabrica alegremente o “database marketing” que o vende sem que ele saiba. Estou fora. Muito obrigado.
Desconfio que esse padrão de relacionamento não é leal e não vai tão longe quanto promete. Não se mantiver o mesmo modelo. Mesmo como negócio, o Face dá sinais de ter batido no teto. A empresa menos de um mês e, desde então, as ações despencam. Já perderam mais de 24% de seu valor. Nesse período, o fundador e presidente executivo, Mark Zuckerberg, ficou USS 4,7 bilhões mais pobre. O Facebook precisa mudare, por enquanto, mudará sem minha ajuda, sem meu trabalho gratuito. Seguirei com meu cômodo bordão:
– Não, não tenho Facebook.
Dá para viver sem. Se me acusarem de dinossauro lamuriento, posso me defender. Tenho celular e sei operar controle remoto de televisão. Uso o Google, mas com um pé ressabiado bem atrás. Sabia fazer download de planilha Excel, mas esqueci. A tecnologia nos engolfa, eu bem sei, e não há como ficar de fora. Mas uma coisinha ou outra a gente ainda pode escolher. Um “não” ou outro, a gente ainda pode dizer.
– Não, não estou no Facebook.

As consequências de uma autoridade modificar um fato e transformá-lo em fake news, podem ser gravíssimas. Vejam o que aconteceu no Quênia com Bill Gates, onde uma autoridade local postou um vídeo antigo dando a entender que o empreendedor já sabia do Novo Coronavírus em 2015!
Bill Gates nunca falou do atual Covid-19, mas em termos genéricos – se surgisse uma pandomia – abordando que o mundo não estaria preparado para algo como vivemos hoje.
As proporções do acontecido, em: https://istoe.com.br/teorias-da-conspiracao-sobre-bill-gates-abundam-em-toda-africa/
TEORIAS DA CONSPIRAÇÃO SOBRE BILL GATES SE ESPALHAM NA ÁFRICA
Enquanto o novo coronavírus continua causando estragos em todo mundo, Bill Gates se tornou o novo alvo dos adeptos das teorias conspiratórias, especialmente na África, onde uma publicação nas redes sociais de um político queniano alimentou o fenômeno da desinformação.
Os programas de Gates para uma vacina provocaram todo tipo de especulação no continente, e a disseminação de notícias falsas apenas aumentou durante a pandemia.
Em 15 de março, o governador de Nairóbi, Mike Sonko, postou um vídeo antigo de Bill Gates, no qual ele advertia para as consequências de uma futura pandemia, intitulado: “Bill Gates já falou sobre o coronavírus em 2015”.
Na gravação, feita durante uma conferência TED há cinco anos, o filantropo explicou que o mundo não estava preparado para um surto epidêmico global. Ele não mencionou o coronavírus em momento algum.
O post de Sonko provocou tantas interações entre seus mais de dois milhões de seguidores no Facebook, que se tornou a publicação global mais prolífica sobre Gates desde o início da pandemia de COVID-19, de acordo com a plataforma de rastreamento das redes sociais CrowdTangle.
A postagem foi compartilhada mais de um milhão de vezes e acumulou 38 milhões de visualizações nas mídias sociais.
O caso mostra o importante papel das figuras públicas locais na disseminação de informações falsas, ou enganosas, em diferentes partes do mundo, de acordo com o Digital Forensic Research Lab (DFRLab) do Atlantic Council, que estuda o fenômeno da desinformação em nível global.
“Em geral, (esse tipo de informação) viaja através de (…) comunidades-nicho quando um influenciador, como uma celebridade de destaque, ou mesmo uma fonte de uma grande mídia, as amplifica”, disse Zarine Kharazian, do DFRLab.
“Quando atingem esse nível de disseminação, espalham-se em vários idiomas”, acrescentou.
Os boatos sobre os laços entre Gates e a atual pandemia têm sido alimentados pelos diferentes grupos de teoria da conspiração em todo mundo desde que o vírus surgiu na cidade chinesa de Wuhan, em dezembro de 2019.
Desde janeiro, mais de 683.000 postagens no Facebook – tanto em páginas públicas quanto em grupos – mencionavam Gates, levando a cerca de 53 milhões de curtidas, compartilhamentos e reproduções.
“Uma característica comum das teorias conspiratórias que atravessa fronteiras, idiomas e culturas é a desconfiança das ‘elites todo-poderosas’ e das instituições”, explicou Kharazian.
“O perfil proeminente de Gates, sua franqueza e seu compromisso ativo em trabalhos de saúde pública em nível internacional fizeram dele um alvo de primeira ordem para esse tipo de complô”, acrescentou.
Entre as reivindicações mais difundidas na África está o fato de Bill Gates querer controlar a humanidade com microchips implantados, ou tatuagens digitais.
Os conspiradores também garantem que Gates se beneficiará enormemente de uma possível vacina e que sua fundação patenteou um tratamento anos atrás, antes de liberar o novo coronavírus.
Outros acreditam que ele criou o vírus para controlar a população, uma questão muito sensível na África, onde muitos comentários negativos publicados on-line sugerem que a vacina contra a COVID-19 poderia ser testada na população daquele continente.
Parte dessa reação pode ser explicada pelos abusos médicos por parte de países ocidentais da África, disse Sara Cooper, cientista do Conselho de Pesquisa Médica do Cochrane Center, na África do Sul.
“Nas últimas décadas aconteceram vários incidentes de pesquisas médicas realizadas na África, nos quais foram cometidas graves violações dos direitos humanos”, disse Cooper à AFP.
Uma série de práticas que vão desde experimentos de esterilização forçada na Namíbia, no final do século XIX, quando o país era uma colônia alemã, até testes de drogas organizados por gigantes farmacêuticos em vários países africanos nos anos 1990.
A desconfiança das vacinas ocidentais ficou evidente em uma publicação que viralizou recentemente, alegando que o médico e cientista francês Didier Raoult havia alertado os africanos para não usarem “a vacina Bill Gates”, porque tinha “veneno”.
O serviço de “fact-checking” da AFP desmentiu essa afirmação: Raoult nunca fez esses comentários, e a vacina nem existe.

À Fox Sports na 2a feira, disse o presidente flamenguista Landim:
“Se a minha atividade é segura e está sendo feita seguindo protocolos, a minha pergunta é: por que não? O que estaria de errado na volta do futebol? Simplesmente por que você está tendo uma curva ascendente? A curva é ascendente numa pandemia porque ela está ocorrendo em outras atividades que não estão seguindo esse protocolo que a gente está seguindo. Não vejo isso como um problema.”
Caramba. Puro egoísmo de quem demonstra pensar no seu interesse e não na coletividade. Todos nós precisamos voltar ao trabalho (e à vida normal, assim que possível). Mas justificar com tal arrogância, desprezando seu entorno, é condenável – em especial pelo momento em que todos nós temos que nos dar as mãos.

Se você está afastado de uma empresa, pode assinar por ela?
E se foi banido da gestão dela?
Veja que loucura: alunos formados pelo Curso de Treinadores da CBF em 2019 têm seus diplomas assinados por Marco Polo Del Nero (que nem poderia estar exercendo a presidência durante o período citado, segundo o Blog do Paulinho).
Teria validade perante a FIFA tal certificado, já que foi ela quem o baniu?
DIPLOMAS DOS CURSOS DE TREINADORES DA CBF SÃO ASSINADOS POR MARCO POLO DEL NERO
Em abril de 2019, a CBF elegeu Rogério Caboclo como presidente, para alegria do ‘sistema’ que infelicita a Casa Bandida há algumas décadas.
Sabia-se, desde então, que o ex-mandatário, Marco Polo Del Nero, seguiria, ocultamente, no poder.
Talvez nem tão escondido assim.
A CBF realiza, periodicamente, cursos para treinadores de futebol obrigatórios para autorização do exercício da profissão.
O Blog do Paulinho teve acesso a um dos diplomas, emitido pela ‘CBF Academy’, concedendo ‘Licença C’ a um aluno (com identidade preservada) que concluiu os trâmites após 140 horas de aulas, realizadas entre 30 de agosto e 07 de setembro de 2019.
A assinatura no documento, porém, é a de Marco Polo Del Nero, indicado na condição de ‘presidente’, cinco meses após afastado do cargo.
Em tese, não apenas esse diploma, mas os demais, não possuem valor legal.
Com quase R$ 1 bilhão de faturamento no exercício anterior, a CBF sequer poderá alegar contenção de despesas.
Mais uma lambança a ser resolvida pela incapacidade administrativa da cartolagem nacional.

RECORDANDO: É de 2003, mas merece aplausos em todo tempo: o time europeu perdia por 1×0 até o último lance, quando teve um pênalti assinalado a seu favor (marcado por uma situação inusitada, relatada abaixo). E não é que preferiram perder com elegância do que empatar com os iranianos de uma forma injusta?
Veja só o que aconteceu no link de: https://almanaqueesportivo.wordpress.com/2012/10/30/futebol-pelo-mundo-historias-de-verdadeiro-fair-play-em-gols-e-penaltis/
DINAMARCA X IRÃ – TORNEIO AMISTOSO CARLSBERG CUP 2003
O capitão dinamarquês Morten Wieghorst agiu de maneira admirável em um torneio amistoso de 2003. Quase no final do primeiro tempo de um jogo contra o Irã, válido pela competição amistosa Carlsberg Cup em Copenhague, o defensor iraniano Alireza Nikbakht Vahdi pegou a bola com a mão na grande área após ouvir o apito final do juiz. Porém o apito havia vindo da arquibancada, confundindo o atleta, que acabou tendo uma penalidade contra si marcada pelo árbitro Albert Chiu Sin Chuen, que não tinha outra escolha.
Após consultar o técnico Morten Olsen, Wieghorst propositadamente bateu o pênalti para fora por considerar injusta esta vantagem. Deste lance, não tenho imagens mas pesquisei que a partida encerrou-se em 1×0 para os iranianos. Sobre isto, um dirigente iraniano disse: “Os dinamarqueses não ganharam o jogo. Mas ganharam a nossa admiração”.
Em: https://youtu.be/mKPBIS3_BSo
Infelizmente, pelo que se vê, o Cruzeiro tinha mesmo que cair para a 2a divisão. Afinal, vejam só alguns gastos do cartão corporativo do clube, abaixo, na matéria do GloboEsporte.com:
GASTO COM ENTRETENIMENTO ADULTO NO CARTÃO DO CRUZEIRO
Valor é uma pequena parcela dos R$ 80 mil utilizados com cartões corporativos do Cruzeiro para pagamentos de gastos de “atividades não condizentes” do clube
Na gestão de Wagner Pires de Sá, o Cruzeiro pagou 565 euros, equivalente a R$ 2.642 (na época), para cobrir gastos do dirigente e outros membros da diretoria do clube em uma casa noturna em Portugal.
O gasto com o cartão corporativo do Cruzeiro ocorreu em 13 de maio de 2018, um domingo, pouco mais de cinco meses depois de Wagner Pires de Sá ser empossado como novo presidente do clube mineiro. Ele afirma que foram gastos com alimentação em um encontro de negócios.
Dados obtidos pelo Globoesporte.com mostram que o pagamento foi efetuado na casa noturna “Club de Espetáculos Tamariz”, na cidade do Porto. O estabelecimento está registrado como BónusMelodia Unipessoal LDa, cuja atividade fim é “estabelecimento de bebidas com espaço de dança”.
Fotos do perfil do local em redes sociais mostram a realização de shows, eventos dançantes e festas temáticas.
O valor de pouco mais de R$ 2,5 mil está dentro dos R$ 80.777,18 com cartões corporativos do Cruzeiro, entre 2018 e 2019, apontados pelo relatório da Kroll como “pessoais e não condizentes com as atividades performadas pelo Cruzeiro”.
O ex-presidente do clube mineiro justificou os gastos e disse que o local era um restaurante, utilizado como ponto de reunião para fazer negócios em prol do Cruzeiro.
– Lá em Portugal, assim como no Brasil, tem casa noturna que tem nome fantasia tal, e na atividade da empresa é outro. Foi um restaurante que nós fomos, com um dos maiores empresários do mundo. Fomos jantar. Deve ter sido R$ 500, R$ 600, R$ 1.000. Não é isso. Éramos, num total, três brasileiros, mas uns três portugueses. Estávamos lá (na Europa) tentando vender jogador e trazer o Lucas Silva, que veio até de graça para nós. É restaurante.
Questionado o que havia no local no dia do encontro, Wagner Pires de Sá voltou a reforçar sua posição sobre qual é a atividade fim do restaurante.
– Ele funciona como restaurante. É um dos bons restaurantes que temos lá. Fomos lá jantar, foi uma recepção dada, e depois fomos embora. Quando você entra no restaurante, você não lê o contrato do restaurante, você não vê a atividade dele. Pode ser que à noite tenha música, tenha shows, aí eles colocam lá. Eles colocam tudo que pode ter, mesmo que não façam. Os gastos foram só com comida. Se você fosse ver na Europa, uma mulher (de programa) lá é mil dólares, dois mil dólares. Foi só comida. Só um jantar.
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Casa noturna portuguesa Tamariz presente em gastos com cartões corporativos do Cruzeiro — Foto: Divulgação
Hoje, a tecnologia faz coisas muito ruins e outras muito boas; como, por exemplo, perturbar a cabeça das pessoas com fake news e identificar o “xarope” que inventou a mentira, conseguindo disseminá-la na Web.
Lembram do “caixão com pedras”, sugerindo que eram golpes para dizer que o Covid-19 era mentira?
A mulher que bolou a lorota foi identificada e responderá pelo crime.
Abaixo, extraído de: https://g1.globo.com/mg/minas-gerais/noticia/2020/05/06/policia-civil-ouve-mulher-que-divulgou-video-fake-de-caixao-com-pedras-e-apreende-celular-para-pericia.ghtml
POLÍCIA CIVIL OUVE MULHER QUE DIVULGOU VÍDEO FAKE DE CAIXÃO COM PEDRAS
A mulher que divulgou uma vídeo com informações falsas dizendo que caixões com vítimas da Covid-19 em Belo Horizonte estariam cheios de pedra prestou depoimento nesta quarta-feira (6) e teve o celular apreendido para ser periciado. A informação foi divulgada pela Polícia Civil.
Segundo a polícia, uma equipe de policiais da 4ª Delegacia de Polícia Civil Centro de Belo Horizonte foi até a cidade de Campanha, no Sul de Minas, onde ela mora, para localizar e identificar formalmente Valdete Zanco, a autora do vídeo. Depois de levada à delegacia da cidade para prestar o depoimento, ela ainda fez um vídeo para se retratar. As investigações continuam.
Nesta terça-feira (5), a polícia chegou a fazer uma coletiva de imprensa, na parte da manhã, pedindo ajuda à população para denunciar a identidade da autora do vídeo com fake news. Os delegados responsáveis pelo caso informaram que ela poderia pegar até nove anos de prisão e ainda pagar uma multa pelos crimes de calúnia e difamação contra autoridade pública e pela contravenção penal por provocar tumulto ou pânico.
A Polícia Civil, com a investigação e combate a essas “fake news”, quer alertar que esse tipo de conduta pode trazer repercussões muito graves tanto na esfera criminal quanto na esfera cível. A análise do vídeo nos traz, num primeiro momento, a possibilidade da prática do crime de denunciação caluniosa, difamação de autoridade pública, através de meio em que propagação é maior, e também a contravenção penal de provocação de tumulto ou pânico”, afirmou o delegado Wagner Sales.
Já tinha se apresentado à polícia
Na noite do mesmo dia, o advogado que representa Valdete Zanco, Alexsander Pereira, disse que ela já tinha se apresentado na última segunda-feira (4), à polícia de Jacutinga. Ele também divulgou uma nota em que ela pede “perdão” ao “Município de Belo Horizonte e seu Ilustre Prefeito e a todos quantos foram atingidos negativamente por este equívoco que cometeu”.
Veja a íntegra da nota:
“Venho à público esclarecer a respeito do vídeo gravado pela minha cliente Valdete Zanco e que repercute nas redes sociais. Ela havia visto na rede social denominada Facebook um fato ocorrido no Município de Belo Horizonte/MG, do qual caixões haviam sido desenterrados e localizado em seu interior, pedras e pedaços de madeira. Na data da gravação, no interior da loja onde trabalha, ela recebeu um cliente que coincidentemente fez os mesmos comentários, o que a fez julgar o ocorrido como verdade.
Quero deixar claro que o vídeo foi postado unicamente em um grupo de WhatsApp de família, tanto que início o vídeo chama a atenção de um certo Hernandes, sendo este irmão da minha cliente. Com o vazamento do vídeo do grupo de família, ele chegou a ser compartilhado em um canal de Youtube, colaborando assim pela propagação. Desconhecemos a forma como o vídeo ganhou notoriedade nas redes sociais e nos demais veículos de comunicação.
Valdete reconhece humildemente o erro e pede perdão ao Município de Belo Horizonte e seu Ilustre Prefeito e a todos quantos foram atingidos negativamente por este equívoco que cometeu . Gostaria ainda de frisar que minha cliente já se apresentou na Delegacia de Polícia Civil da cidade de Jacutinga/MG na data de 04/05/2020, onde fora lavrada a ocorrência, e deixado registrado o incidente, contribuindo com a justiça e para que essa seja promovida”.
Inquérito tramita em BH
A reportagem do G1 questionou a Polícia Civil sobre desconhecerem a identidade de uma pessoa que já tinha se apresentado à polícia na véspera, em delegacia do interior. A corporação confirmou que Valdete Zanco compareceu à Delegacia de Polícia Civil em Jacutinga e registrou uma ocorrência confirmando a produção do vídeo e pedindo desculpas ao prefeito e à cidade de Belo Horizonte.
Mas, de acordo com a Polícia Civil, “o registro da ocorrência (em Jacutinga) não pode ser considerado um depoimento formal. O inquérito policial tramita em Belo Horizonte e as investigações prosseguem com o objetivo de colher depoimento da suspeita e apuração total dos fatos”.
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Mulher que divulgou vídeo fake de caixão com pedras, em BH, pede desculpas
Muitas organizações estão aplicando exames para avaliar o caráter dos seus funcionários. Entre eles, o PIR (teste de Potencial de Integridade Resiliente).
Saiba mais extraído de OESP, 14/05/17, Caderno “Carreiras & Empregos” (abaixo):
TESTE DE CARÁTER VIRA ETAPA DE CONTRATAÇÃO
Empresas adotam no processo seletivo avaliação de potencial de resistência de candidato quando colocado diante de dilemas éticos
Por Cris Olivette
Ter competência técnica, experiência internacional, currículo rico e facilidade para trabalhar em equipe, já não são suficientes para conquistar uma vaga de emprego. Isso porque os casos de fraude e corrupção chegaram ao ambiente corporativo e as empresas começam a procurar formas de avaliar a capacidade de resistência dos candidatos, quando são expostos a dilemas éticos.
O gerente nacional de assistência a clientes da Localiza, Jairo Barbosa, ocupa a função há dois meses. Ele só foi contratado depois de realizar um teste que mediu o seu potencial de integridade, que ocorreu na etapa final do processo seletivo.
Ele também participou de treinamento sobre integridade que abordou a Lei Anticorrupção e apresentou o programa de compliance da companhia. “Sempre trabalhei em grandes empresas e esta foi a primeira vez que fui convidado a fazer esse tipo de treinamento e teste.”
Segundo ele, essa abordagem dá ao candidato segurança para ingressar na empresa. “Esse conjunto de procedimentos demonstra a seriedade da companhia que tem políticas transparentes e bem definidas, com posicionamento claro sobre esse tema tão delicado.”
A gerente de RH da Localiza, Adriana Baracho, conta que desde o ano passado esse tipo de teste integra o programa de compliance da companhia. “O comportamento ético é um de nossos pilares e precisávamos de uma ferramenta que nos desse respaldo na hora de contratarmos novos funcionários.”
Adriana afirma que quando o resultado do teste não recomenda a contratação, a equipe de recrutamento faz verificação aprofundada. “Durante um processo seletivo, o teste apontou um indício que foi confirmado posteriormente, quando conferimos as referências.”
Segundo ela, além desse cuidado no processo de contratação, todos os funcionários assinam termo de compromisso afirmando que concordam com a conduta ética da empresa, que é renovado periodicamente.
Adriana diz que quando participa de eventos da área de RH e comenta que realiza esse tipo de teste, todos se interessam. “As empresas ainda não sabem que essas ferramentas existem.”
Gerente de recrutamento e seleção da Brookfield Incorporações, Carolina Caldeira diz que há dois anos a empresa passou a aplicar teste de integridade no processo seletivo.
“Precisávamos medir se quem trazemos para dentro da empresa compartilha nossos princípios éticos. No futuro, também vamos avaliar aqueles que foram contratados anteriormente”, afirma.
Segundo ela, a avaliação é aplicada na seleção para todos os níveis de contratação. “Inclusive para a obra, a partir do cargo de assistente administrativo.”
Carolina conta que já foram registrados dois casos de conduta inadequada na companhia. “Em um dos casos, a pessoa foi contratada quando começávamos a fazer esse tipo de avaliação e ainda não trabalhávamos em parceria com a área de compliance, como ocorre atualmente. Mesmo com o resultado indicando que aquele candidato não era recomendável, seguimos com a contratação. Depois de algum tempo, ficou comprovado que o alerta do teste era procedente”, afirma.
Ela conta que o programa Atitude Compliaence da Brookfiled compõe uma das metas de resultados da companhia. “Ele faz parte de uma das premissas básicas para se chegar a uma remuneração variável”, diz.
Segundo ela, a empresa mantém canal confidencial para denúncia anônima tanto para funcionários quanto para clientes. “Até mesmo os nossos fornecedores têm de passar por processo de homologação antes de serem aceitos.”
NECESSIDADE. O advogado Renato Santos, sócio da S2 Consultoria, explica que a Lei Anticorrupção brasileira determina que as empresa façam o monitoramento dos profissionais e que o processo seletivo seja mais apurado.
Segundo ele, não existe impedimento legal para a aplicação desse tipo de teste. “Inclusive, saiu recentemente uma decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que impede que as empresas façam levantamento de antecedente criminal dos candidatos”, ressalta.
Segundo ele, neste caso, a decisão do TST teve por objetivo impedir que houvesse preconceito em relação ao profissional. “Com essa decisão, as empresas precisam encontrar outras formas para avaliar o caráter do candidato.”
Santos conta que como resultado de sua tese de doutorado, desenvolveu o teste Potencial de Integridade Resiliente (PIR), que tem grau médio de predição de 77%.
“Com a decisão do TST, esse tipo de ferramenta ganha força e importância, pois elas não têm o objetivo de olhar o passado da pessoa ou classificá-la entre ética e não ética”, afirma.
Segundo ele, a proposta do teste é entender como a pessoa tende a lidar com dilemas éticos. A avaliação é feita por meio de simulações, nas quais o candidato escolhe, entre algumas alternativas, o que faria em determinada situação. “Conforme as respostas, é possível observar o nível de resiliência do profissional.”
Como existe a possibilidade de que a pessoa dê respostas politicamente corretas, o teste tem outra etapa. “A análise inclui perguntas abertas, com curto tempo de resposta, tanto dissertativas quanto por meio de gravação de vídeos. Tudo é avaliado pelos recrutadores, que observam a coerência do que foi dito e a linguagem corporal”, afirma.
Há oito anos, a organização internacional de apoio ao empreendedorismo Endeavor, utiliza ferramentas que testam o grau de integridade de empresários que passam pelo processo de seleção de empreendedores.
“É uma etapa obrigatória. Os empresários ficam, então, com a impressão de que estão entrando em uma organização séria e que realmente acredita nesses valores”, diz o diretor de apoio a empreendedores, Guilherme Manzano. Segundo ele, durante a seleção, a equipe da Endeavor mantém conversas francas com os empresários sobre comportamentos antiéticos, apontando o quanto elas afetam o desenvolvimento do negócio.
Manzano afirma que a organização já deixou de aceitar empreendedores por conta do resultado do teste. “Ele materializa evidências que obtemos durante a convivência com os empreendedores que estão sendo selecionados. O resultado obtido por meio do teste é somado às impressões que já haviam sido identificadas. A nossa lógica é evitar riscos”, ressalta.
O diretor afirma que alguns empreendedores que passaram pelo teste gostaram tanto da ferramenta que passaram a adotá-la em suas empresas.
“Todas as companhias deveriam usar algum processo para prevenir problemas de postura ética e moral, porque as consequências acabam com a sua reputação. Além disso, é uma forma de manter a saúde organizacional, cultural, financeira e da imagem no mercado.”
Origem. O advogado e sócio da S2 Consultoria, Renato Santos, que desenvolveu um teste de integridade, diz que desde a década de 1970 os americanos se preocupam com a questão do caráter dos funcionários.
“Eles criaram o polígrafo, que ficou conhecido como a máquina da verdade ou detector de mentiras. Esse teste foi aplicado em larga escala naquele país, em mais de dois milhões de candidatos”, conta.
Ocorre que na década de 1980, o uso do polígrafo foi proibido, por ser muito invasivo. “Surgiram, então, os testes de integridade criados, principalmente, nos Estados Unidos e Israel.”
Santos afirma que no Brasil, testes de integridade ainda são aplicados de maneira muito incipiente, porque as empresas nem sabem que a ferramenta existe.
“Mesmo assim, nos últimos doze meses, tivemos aumento de 35% nas consultas. Entre março de 2015 e abril de 2016, recebemos 1.482 consultas. Nos últimos doze meses, o número chegou a 2.031. Afinal, é muito mais barato predizer o comportamento que reagir a ele.”

Uma das coisas que mais gosto na minha vida é de ser pai! Tenho duas filhas e, se pudéssemos, eu e minha mulher teríamos mais crianças lá em casa (naturais e/ou adotadas). Por isso, li e me assustei: os antinatalistas (as pessoas que são contra ter filhos biológicos) defendem que não é ético engravidar!
Discordo totalmente, mesmo com as sustentações dessa turma. Compartilho, abaixo, extraído de:
‘NÃO É ÉTICO TER FILHOS BIOLÓGICOS’: O QUE PENSA UMA ADEPTA DO ANTINATALISMO
Desde muito jovem, a espanhola Audrey García sabia que não queria ter filhos e, aos 39, se submeteu a uma histerectomia. Para ela e outros natalistas, a superpopulação e a escassez de recursos tornam egoísta a decisão de procriar.
O mundo está cheio de casais dispostos a gastar bastante dinheiro e submeter-se a tratamentos médicos às vezes difíceis para conseguir tornar realidade seu sonho de ter filhos. Há pessoas, no entanto, que pensam justamente o contrário: que trazer novas vidas a um mundo superpovoado e com recursos limitados seria “uma falta de responsabilidade”.
A espanhola Audrey García, de 39 anos, é uma das que dizem ter motivos fortes para escolher não gerar descendentes. Desde adolescente ela pensava em não ter filhos. Aos 20 anos, no entanto, diz que a ideia se confirmou, por achar que “não é ético ter filhos biológicos”.
Os que pensam como ela são conhecidos como antinatalistas – e se inspiram, em geral, nas ideias de David Benatar, diretor do departamento de Filosofia da Universidade da Cidade do Cabo, na África do Sul, um dos expoentes atuais dessa corrente de pensamento.
O antinatalismo, para García, também está associado ao veganismo, pelo qual ela optou antes mesmo de decidir que não queria filhos. Ser antinatalista, na opinião dela, também é ir contra o sistema estabelecido, que “supõe que uma mulher está destinada a ser mãe”. A espanhola submeteu-se a uma cirurgia de histerectomia, mas não descarta, no entanto, a possibilidade de querer ter filhos no futuro. Adotar crianças é uma opção que ela ainda considera.
Aos que dizem que a ideia é “egoísta”, a barceloneta responde que nem todos os que decidem não ter descendentes biológicos o fazem pelos mesmos motivos”
“Não vejo o que há de egoísta em querer dedicar sua vida a outra coisa que não seja ter filhos. O que acho egoísta é tomar, de maneira unilateral, a decisão de trazer alguém a este mundo.”
Outro motivo listado pelos antinatalistas é o fato de que todos os seres humanos experimentam o sofrimento físico, psicológico e emocional. Desde que se tornou ativista, ela diz que lamenta “menos” que seus pais a tenham trazido ao mundo.
“Acho que muitas pessoas já pensaram em suicídio uma vez ou outra. Mas, já que estou aqui, tento ser útil.”
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Segundo a espanhola Audrey García, decisão de ter filhos biológicos pode prejudicar o planeta, especialmente considerando a opção de adotar crianças (Foto: BBC)
Um juiz pediu explicações sobre 256 milhoes de reais aplicados em CDB no nome da falecida dona Marisa Leticia, a 2a esposa de Lula. Pela logica, crê-se em dinheiro fruto de corrupção (uma pequena parte dos absurdos já mostrados até agora, da danosa gestão do PT nos últimos anos com Petrolão e Mensalão).
Por outro lado, os advogados da família de Lula dizem que esse dinheiro não existe, que foi um erro de digitação e que seria Fake News!
Depois de tudo o que se soube dos esquemas de corrupção, difícil crer em tais declarações… vendendo Avon, como demagogicamente um dia Luís Inácio falou, esqueça.
Os detalhes em: https://jovempan.com.br/noticias/brasil/juiz-esclarecimentos-aplicacao-marisa-leticia.html

Na última 6a feira, viralizou a reclamação do vereador Douglas Medeiros na Câmara Municipal de Jundiaí, sobre a necessidade de reajuste salarial à sua categoria. Muita indignação foi registrada nas Redes Sociais.
Porém, no sábado, o prefeito Luiz Fernando Machado anunciou o projeto de redução de salários do Executivo e Legislativo (em decorrência da crise do Covid-19), com percentuais diferentes aos cargos comissionados, tendo dito que isso foi decidido com uma conversa unânime dos vereadores.
Perguntar não ofende: o que Douglas Medeiros poderá justificar depois da fala do prefeito?
*Em tempo: nas Redes Sociais, surgiu a nota de que não foi pedido de aumento, mas queixa dos vencimentos atuais e de que a fala houvera sido distorcida. Respeitosamente, ao assistir a fala do mesmo, entendo que ele se expressou de forma a dar a entender que queria aumento… usou mal as palavras em inoportuno momento.

Seria uma simples trolagem se tivesse sido publicada por algum adolescente. Mas não foi isso que aconteceu…
O Ministro da Educação Abraham Weintraub escreveu um tuíte na “língua do Cebolinha” (acredite, é verdade) ironizando a China com ilustrações da Turma da Mônica (e depois apagou). Se já estava complicada a relação diplomática dos dois países devido ao constrangimento criado por Eduardo Bolsonaro, piorou!
Novamente, houve o pronunciamento da Embaixada da China repudiando a desnecessária publicação. É protocolar, lógico… Mas cá entre nós: estadistas, líderes e inteligentes administradores não deveriam entender as questões diplomáticas, comerciais e sociais que envolvem as nações?
Eu não gosto da China por conta da Ditadura de Pequim (me refiro ao Partido Comunista Chinês, não aos pobres viventes), pois não respeita os Direitos Humanos. Mas daí a crer em Teoria da Conspiração e outras bobagens, ficará para o imaginário de gente menos instruída e iludida.
Lamentável. Se o Governo crê em tudo isso, corte os laços comerciais com os chineses – pois certamente teremos dificuldades em melhorar a cooperação entre ambos.
No mundo dos negócios, não há espaço para fanatismo!

Não repercutiu muito, mas serve de exemplo para que dirigentes de futebol tomem cuidado na hora de falar (ou até mesmo debochar) de alguém.
No mês passado, o polêmico Paulo Carneiro (dirigente do Vitória, que um dia chamou Felipe, então goleiro do Corinthians e que hoje está na Hungria, de “macaco”), falou que aquela famosa dedada de Rodrigo (da Ponte Preta) em Trellez (que jogava no Vitória) e que foi preponderante para o rebaixamento da Macaca Campineira e para a salvação do Leão, havia sido combinada com o atleta e o treinador Vagner Mancini.
É claro que tanto Rodrigo quanto Mancini reclamaram. E como isso acabou? Na Justiça, obviamente.
E se a AAPP também reclamar que foi “combinado” para que ela caísse?
Viram como as palavras precisam ser usadas com cuidado?
Relembrando, extraído de: https://atarde.uol.com.br/esportes/vitoria/noticias/2119706-entrevista-de-paulo-carneiro-sobre-mancini-e-rodrigo-gera-polemica
A POLÊMICA ENTRE PAULO CARNEIRO, RODRIGO E TRELLEZ
O presidente do Vitória, Paulo Carneiro, em entrevista à Rádio Itapoan FM, na última segunda-feira, 17, tratou sobre uma suposta combinação entre o ex-técnico rubro-negro, Vagner Mancini, e o zagueiro Rodrigo, da Ponte Preta, que deu uma ‘dedada’ no atacante do Leão, Tréllez, no duelo entre as equipes e acabou ‘salvando’ o time baiano do rebaixamento à Série B em 2017.
Ainda nesta terça, 18, o próprio mandatário ‘desmentiu’ o que falou e explicou outra versão. “Não teve armação nenhuma. Eu não sou louco de dizer uma coisa dessas. Eu brinquei falando de que acabou sendo uma combinação”, ressaltou PC.
No entanto, a repercussão nada boa sobre o caso, fez com que João Henrique Chiminazzo, advogado de Vagner Mancini e de Rodrigo, emitisse uma nota e prometesse que vai acionar o dirigente na Justiça.
“Venho a público manifestar o sentimento de repúdio de ambos diante das acusações caluniosas e difamatórias proferidas pelo presidente do Esporte Clube Vitória, Sr. Paulo Carneiro”, apontou.
“Postura deselegante que, desprovida de provas, ofende a honra de dois profissionais”, disse trecho da nota divulgada pela assessoria do treinador Mancini.
Para prolongar ainda mais a situação, a Ponte Preta, rebaixada à segunda divisão na época, estuda acionar o STJD e o MP pra uma investigação do caso. Pelo visto este tema ainda vai render muito ‘pano pra manga’.

O Twitter começou a apagar tuítes de contestações às recomendações da comunidade científica a respeito do Novo Coronavírus, além de postagens que levem ao risco de contágio.
Vivemos em um mundo de liberdade de expressão e de necessidade de luta pelo bem comum. Imagino que tal medida da Rede Social, para muitos, será aplaudida em nome do convívio saudável da sociedade. Outros, ao contrário, alegarão que é censura.
Difícil agradar a todos… evidentemente, se questionará até onde uma postagem será má fé, simplesmente ignorância ou debate sendo levantando de maneira inteligente.
Enfim, já imaginaram a loucura que será se outras Redes Sociais agirem da mesma forma (como Facebook, Instagram ou WhatsApp)?
Particularmente, acho interessante que o desserviço de uma influência nociva não seja publicada.

PRECONCEITO vem de PRÉ – CONCEITO, ou seja, conceituar algo anteriormente.
Se você acha que o Coronavírus, meses atrás, era uma bobagem, você tinha preliminarmente um conceito. O pré-conceito de que não era perigoso.
Porém, depois de tudo o que aconteceu (mortes e contágio pandêmico), aquele pré-conceito deixou de ser verdadeiro. Se você o mantém como correto, tornou-se um preconceituoso (aceitou o pré-conceito e não mais o mudou).
Em nosso país, há uma divergência grande entre governadores estaduais e presidente da República em gerir a crise pandêmica, e isso influência a vida do brasileiro.
Assim, independente se os políticos estão preparados para o combate efetivo, se auto-avalie:
Enfim: qual o grande empecilho para o Brasil frente o Covid-19?

Vários amigos que eu tenho, quando os consulto, me respondem conforme suas convicções. Mas a essa pergunta não tem resposta sem viés de muitos e/ou opinião fechada. Confira:
Ambos curiosamente, darão inúmeros argumentos (reais ou não). Parece torcida de futebol: todo mundo reclama que o juiz só erra contra o seu time, nunca se vê reclamação de erro a favor…
E para você? O que pensa sobre as críticas (inúmeras e de todos os lados) feitas contra a Rede Globo (especialmente pelo pessoal mais fanatizado)?

Está repercutindo em todo o Brasil a fala arrogante, egoísta e equivocada do Chef Junior Durski, proprietário da rede gastronômica Madero, a respeito da pandemia e o resguardo necessário para precaver-se. Disse em seu Instagram:
“Oi, pessoal, estou passando aqui para dizer que sou totalmente contrário a esse lockdown (bloqueio, em inglês) que estamos tendo no Brasil. O Brasil não pode parar dessa maneira, o Brasil não aguenta. Tem que ter trabalho, as pessoas têm que produzir, têm que trabalhar. O Brasil não tem essa condição de ficar parado assim. As consequências econômicas que teremos no futuro serão muito maiores do que as pessoas que vão morrer agora com o coronavírus. Sei que temos de chorar e vamos chorar por cada uma das pessoas que vão morrer com o coronavírus. Vamos cuidar, vamos isolar os idosos, as pessoas que tenham algum problema de saúde, como diabetes, vamos! É nossa obrigação fazer isso. Mas não podemos, por conta de cinco ou sete mil pessoas que vão morrer… Sei que isso é grave, sei que é um problema, mas muito mais grave é o que já acontece no Brasil. Em 2018, morreram mais de 57 mil pessoas assassinadas no Brasil. Mais de 6 mil pessoas por desnutrição… isso anotado na certidão de óbito. Quantas morreram que não foi anotado que eram desnutrição e inanição?”.
O empresário, como se percebe, relativizou demais a crise e seus efeitos humanos. Entretanto, a frase marcante de que “não podemos parar por conta de cinco ou sete mil que vão morrer” é péssima, dentro ou fora de qualquer contexto. Parece cego ao real perigo e alheio que somente na Itália, país bem menor do que o nosso, morreram 800 anteontem (num único dia), e que com a má vontade latente de recolhimento aqui no Brasil, os mortos serão em número muito maior (e, se seguirem a lógica de continuidade de rotina com certos cuidados proposta por Durski, morrerão ainda mais)!
Do outro lado, a favor da prudência e do respeito humano, vejo a atitude correta, ética, simpática e responsável das Lojas Cem, um grande varejista sediado em Salto-SP, de propriedade da tradicional família Dalla Vecchia, que fechou todas as suas 278 lojas, não trabalhando nem com e-commerce e, por receber seus boletos na própria loja com os tradicionais carnês, anunciando que o cliente só vai pagar quando tudo voltar ao normal! Veja o comunicado:

Fica então a percepção: quem é o empreendedor mais responsável e que, quando tudo estiver normalizado, merece o respeito do consumidor?
Aqui, notoriamente, são os dois extremos do capitalismo!
Atualização, 18h41: Junior Durski pediu desculpas pelo video, mas criticou novamente o isolamento, em: https://istoe.com.br/dono-do-madero-se-desculpa-e-volta-a-criticar-isolamento-e-bom-para-os-ricos/

Foi há 2 anos, mas é algo atemporal… compartilho:
Há muita picaretagem sendo praticada por comércios desonestos. Uma fraude que aumenta, em especial na Capital Paulista: postos de combustíveis anunciam o preço do Diesel como se fosse da Gasolina, e na hora do pagamento, o consumidor paga o real preço do produto (bem mais caro).
Como enganam?
Com uma faixa que ilude com as cores e a forma de anúncio, cobrando quase R$ 1,00 a mais do motorista!
Entenda o golpe, extraído de:
https://motorshow.com.br/blog-sobre-rodas-gasolina-ou-diesel-o-golpe-dos-postos-aprofunda/
GASOLINA OU DIESEL? O “GOLPE DOS POSTOS” SE APROFUNDA
Por Flávio Silveira
Gasolina ou diesel? Em meados de janeiro, denunciei aqui no blog um novo tipo de “golpe dos postos” que estava sendo aplicado em São Paulo. Alguns estabelecimentos estavam induzindo o consumidor ao “erro” mudando a lógica de algo já consagrado: as grandes faixas nos postos com os preços do etanol, em verde, e da gasolina — sempre em vermelho, certo?
Não. De repente os postos decidiram que em vermelho devem indicar o preço do diesel, e não o da gasolina, como sempre foi. Em um grande centro urbano como São Paulo, onde a esmagadora maioria dos carros roda com gasolina e/ou etanol, não faz sentido.
Aconteceu comigo, aconteceu com leitores: você vê o preço de longe, abastece, confere o valor total na bomba (ou não) e paga. Poucos conferem novamente o valor do litro do combustível na bomba, pois já viram naquela faixa enorme o quanto iam pagar.
“Coincidentemente”, aqui em São Paulo, na mesma semana da minha “denúncia” o Diesel s-10 estava em média 3,79 e o da gasolina na faixa de 3,89, nos postos mais baratos, e 4,10 nos mais caros. No posto que fotografei (e que me enganou), o diesel estava 3,79 e a gasolina, 3,99. Uma diferença pequena.
Mas parece que o consumidor paulistano é bastante distraído e o tal “golpe” deu certo – e muito! Porque decidiram piorá-lo – ou aprimorá-lo, dependendo do ponto de vista. Pra quem não se acostumou com a gasolina cara e apenas manda “completar”, pode passar despercebido. Essa semana fui pego de surpresa por uma versão bem mais grave: na região do aeroporto e em Pinheiros, áreas nobres de São Paulo, quatro postos de combustível usavam a mesma estratégia da faixa com o preço do diesel, mas agora com uma enorme diferença: os valores da gasolina muito maiores que os do diesel.
Em um dos postos, enquanto os grandes números na parte vermelha da faixa, com o valor da gasol– quer dizer, do diesel, marcava 3,79, a gasolina estava por absurdos 4,79 (como só se via nos minúsculos números da bomba). Enquanto isso, um posto poucas centenas de metros adiante estava vendendo o mesmo combustível por R$ 3,89 (R$ 0,90 por litro a menos!). Alguns postos já vendem combustível a mais de R$ 5!
Então, se aqueles primeiros postos que citei praticavam preços de mercado — e apenas o indicavam na faixa de um modo “não convencional”, podendo enganar o consumidor desatento e fazê-lo pagar um pouquinho mais, nesses flagrados agora a diferença é muito maior, com o preço da gasolina totalmente fora da realidade. Uma forma bem mais grave e prejudicial do golpe. Fique atento.

REPARE NA FAIXA QUE O PRODUTO DIVULGADO NÃO É GASOLINA, MAS DIESEL.
Nesses tempos em que tudo é motivo para o mundo bipolar (e politizado de maneira extremista) se manifestar radicalmente, o cuidado no uso das palavras e ações para mostrar sua sensatez é importante.
E, nesse momento, gostaria de abordar um tema bem espinhoso e real: esse cuidado pregado contraditoriamente sendo descuidado pelo mundo do futebol.
Alguns mitos (ou verdades escondidas que não queremos acreditar de tão escabrosas que são):
Ufa! Achei vários motes a serem debatidos (e existem muitos outros, tente pensar em alguns). Mas trazendo para a nossa realidade, a mesma concordância ou não de “Esquerda ou Direita fanatizados” passa a nortear muitas das discussões do futebol, na mesma briga virtual que sê vê nas Redes Sociais. Quer exemplos?
Algumas dessas discussões podem trazer uma resposta bem objetiva aos defensores ou críticas, mas em outras, não necessitaria “meio-termo”?
A FPF tem péssimos atos a serem condenados. Mas a busca da inserção das mulheres no futebol, de maneira mais efetiva, têm sido positiva (embora, ficará a dúvida de outros casos envolvendo sexismo na história da entidade, envolvendo alguns dos seus atores que se promoveram).
Tenho muito medo quando as pessoas que não são do meio do futebol se confundem com a verdade e a pseudo-notícia. Por exemplo, ao acaso: o jornalista A detona a pessoa X pois já trabalhou para B e X é desafeto dela; e vez ou outra dá umas cutucadas no próprio B para parecer isento. Mass que hipocrisia é essa?
Enfim, precisamos (jornalistas, blogueiros, não-jornalistas): ponderação, ética, cuidados para não e engabelar quem lê, deixar claro o que é notícia ou opinião, separar o clubismo, não deixar as emoções contaminarem as palavras, e, principalmente, NÃO MENTIR!
Há muito tempo, conheci um cara que mentia para caramba! E ameaçava quem falava a verdade com processos judiciais (aliás, a frase batida é: Fulano vai tomar um processo… caia fora dele). Na 1a vez que tentou, tomou uma invertida do juiz… e aí teve que pagar as custas de quem ele “reclamava”. Neste exemplo, fica a dica: Mentirinha ou Mentirona, sempre será Mentira!
Outro exemplo nefasto é agente de futebol disfarçado de diretor de clube, dizendo que abriu mão do seu negócio por amor à camisa… E no primeiro pepino que acontece, diz que a culpa é da imprensa (que descobriu a incompatibilidade de funções).
Esses “nunca conte mentira” e “diga sempre a verdade” do tempo do vovô e da vovó ganharam roupagem nova e e se chamam “fake news” e “incompatibilidade de funções e discurso para proveito próprio”.

Coisas de um país onde se apronta de tudo, lamentavelmente: o funcionário entregou um atestado médico alegando estar doente, e foi para a… praia! Se não bastasse, postou fotos em sua rede social.
Cara de pau ou não?
Acabou mal. Abaixo, extraído de: https://www.contabeis.com.br/noticias/42239/trabalhador-que-entregou-atestado-e-postou-foto-na-praia-e-multado/
TRABALHADOR QUE ENTREGOU ATESTADO E POSTOU FOTO NA PRAIA É MULTADO
Operador de máquinas postou fotos na praia em dias em que estava afastado por atestado médico.
Um operador de máquinas de Espírito Santo do Pinhal, na região de Campinas, foi condenado a pagar multa de R$ 500 ao empregador por litigância de má-fé após o desenrolar de um processo judicial que comprovou que ele havia postado fotos na praia em dias em que estava afastado por atestado médico.
Adicional de insalubridade
Segundo o acórdão, o caso teve início quando o funcionário foi à Justiça fazer uma reclamação trabalhista contra a empresa, pedindo adicional de insalubridade e alegando que havia desenvolvido doença ocupacional em decorrência do trabalho na empresa, uma fábrica de vidros temperados.
O empregado foi admitido em junho de 2014 e dispensado em novembro de 2015, sem justa causa. Um mês antes da demissão, apresentou atestado médico de dois dias, com a justificativa de “ruptura espontânea de tendões não especificada”.
Além do adicional de insalubridade, o funcionário pediu à Justiça a manutenção do plano de saúde, reintegração ou indenização do período de estabilidade, indenizações por danos morais e materiais e honorários advocatícios.
Redes sociais
Nos autos do processo, a empresa usou como provas postagens em redes sociais do funcionário que, nos dois dias de afastamento, publicou fotos em uma praia.
“O reclamante alega que, em virtude da doença ocupacional, ‘se tornou praticamente inválido’ e terá que se aposentar por invalidez, de modo que as atitudes não se coadunam com os fatos por ele narrados ou até mesmo com os atestados apresentados à empregadora”, diz na decisão a desembargadora Larissa Carotta Martins da Silva.
Decisão
O juíz de 1º grau negou todos os pedidos do trabalhador e o condenou por litigância de má-fé, com condenação de multa de R$ 500 à empregadora.
O TRT-15 (Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região) negou o recurso apresentado posteriormente pelo funcionário e manteve a decisão do juíz da primeira instância, mantendo a multa.
“O atestado tinha relação com um dos pedidos da ação, que pretendia comprovar uma suposta doença ocupacional. Como a utilização do atestado visava um benefício no processo, a prova se revelou inidônea, então é perfeitamente cabível a indenização por litigância de má-fé”, explica o advogado Marcos Lemos, do Benício Advogados Associados.
Atestado falso
Apresentar atestado médico falso, além de ser considerada falta grave, pode levar a uma demissão com justa causa do funcionário.
“Nesse caso, o trabalhador não terá direito ao saque do FGTS e à multa de 40% sobre o fundo. Seguro-desemprego e saldo de férias ou 13º proporcionais também não serão recebidos”, explica Lemos.
Outro caso semelhante é quando o funcionário apresenta um atestado médico que é verdadeiro, mas que é incompatível com a sua condição real de saúde.
“Se ele disser que tem uma doença limitante, como uma crise renal aguda, e a empresa ver que, no período de afastamento, ele estava jogando futebol, por exemplo, ela poderá acionar um médico do trabalho para uma análise médica presencial. Se houver base médica para a conclusão, caberá justa causa”, afirma o advogado.

No mundo utópico e ideal, não haveria problemas de pessoas de clubes rivais se confraternizarem. Nem mesmo se eles forem notoriamente símbolos polêmicos.
No mundo real, que eles saibam que, ao dar publicidade a essas fotos (como a de André Sanches, presidente do Corinthians, e Dudu, jogador do Palmeiras, na semana passada, abraçados em meio às festas carnavalescas) automaticamente permitem aos fanáticos “combustível” às críticas…
Pessoas importantes ligadas a rivais unidas numa farra, sempre trará muita discussão. Talvez, se fossem flagradas em um evento filantrópico, a repercussão seria outra. Ou não?
Confesso não saber: será que Dudu (o primeiro ídolo com esse nome, o da Academia, o Olegário Toloi de Oliveira), passou por alguma situação como essa? Ou se preservava?…
Há 1 ano, mas poderia ser de hoje a reflexão. Abaixo:
Leio que há um projeto de lei que deseja criminalizar a divulgação de falsas notícias, as “fake news”.
Mas e o coitado que assustado dissemina com boa fé uma mensagem na certeza de estar colaborando com alguém e inocentemente acredita na mentira? Será criminoso também? Como separar o mal intencionado daquele que é vítima do engôdo também?
Deve-se atacar os mandantes da criação, não os replicadores. Muito cuidado com a lei e bastante calma nessa hora, a fim de não se cometer injustiças.

Talvez a categoria que mais tenta usar o artifício de que ficou rico “ganhando na Loteria” é a dos Políticos.
Viram que durante os festejos carnavalescos, um grupo de ex-deputados quase fez a Mega-Sena?
Sortudos… ou não?
SORTE
Quatro ex-deputados federais e um ex-prefeito acertaram cinco números do concurso 2.235 da Mega-Sena, na quarta-feira, e ganharam R$ 312 mil. Eles vão dividir o prêmio entre os oito apostadores do bolão e, tirando os impostos, cada um ficará com R$ 28 mil. Ninguém acertou os seis números do sorteio e o prêmio de R$ 170 milhões acumulou.
As dezenas sorteadas na última quarta-feira foram 14, 18, 30, 35, 55 e 57. No bolão, os ex-parlamentares marcaram o número 52 e a dezena sorteada foi 55. Os sortudos farão nova aposta para o sorteio de sábado, que poderá pagar R$ 190 milhões ao vencedor.
Em setembro do ano passado, um bolão de funcionários da liderança do PT na Câmara dos Deputados ganhou R$ 120 milhões do concurso 2.189 da Mega-Sena. Cada um recebeu R$ 2,4 milhões. Segundo a Caixa, a aposta ganhadora – que não tem o número 13 por partido – era um bolão com 49 cotas. As dezenas sorteadas foram: 04 – 11 -16 – 22 – 29 – 33.

O grande jornalista Wanderley Nogueira divulgou essa mensagem em seu tuíte que retrata com perfeição os ataques sofridos aos sérios profissionais da imprensa:
“Imprensa que incomoda está sob ataque. A malandragem mente, ofende, inventa, esbanja esperteza, tem dinheiro para contratar defensores estrelados e quase sempre leva vantagem na Justiça. Mas, tenho certeza que a opinião pública sabe quem são os vilões. Em todas as áreas.“
Em tempos de Fake News, descréditos e mal intencionados tentando desvirtuar os assuntos, não há colocação melhor do que essa!
