– Cuidado com o Golpe do Cadastro Positivo

Aconteceu o ano passado, mas de novo ele ressurgiu. Repost:

bandidos e estelionatários de grande criatividade. Digo isso pois essa aqui é incrível: mal o Cadastro Positivo se fez conhecido, já existe um golpe na praça (com formulário bem vigarista).

Abaixo, extraído de: https://dcomercio.com.br/categoria/leis-e-tributos/cuidado-com-golpe-envolvendo-o-cadastro-positivo

CUIDADO COM O GOLPE DO CADASTRO POSITIVO

*com informações da Receita Federal

A Receita Federal identificou uma nova modalidade de golpe aplicado com uso do nome da Instituição. Trata-se de notificação postal falsa por meio da qual se exige pagamento de um suposto Imposto Verificador de Score Concretizado.

Como é o golpe:

A falsa carta indica que o contribuinte estaria com uma pendência em seu CPF e que, para regularizar a situação, precisaria quitar o chamado Imposto Verificador de Score Concretizado, tributo inexistente.

A mensagem atinge principalmente pessoas interessadas em aumentar a pontuação em “cadastros de bons pagadores”.

Na tentativa de dar ilusão de veracidade ao documento, os golpistas utilizam indevidamente o logotipo da Receita Federal e o nome de um auditor-fiscal, cuja assinatura é falsificada.

Para se proteger:

A Receita Federal informa que não fornece dados bancários para o recolhimento de tributos federais via depósito ou transferência.

O recolhimento de tributos é feito via Documento de Arrecadação de Receitas Federais (Darf).

Via de regra, os golpistas cometem erros que possibilitam identificar que trata-se de um golpe. Fique atento a erros de português, informações confusas ou incorretas e orientações desencontradas. Esses são alguns dos indícios de que a correspondência pode ser falsa.

Em caso de dúvidas, os contribuintes que forem vítimas deste golpe podem comparecer a uma unidade de atendimento da Receita Federal, pessoalmente, ou enviar denúncia à Ouvidoria-Geral do Ministério da Economia, pela internet, no site da Receita.

Os indivíduos que aplicam o golpe – fazendo-se passar por servidores da Receita Federal – poderão responder pelos crimes de estelionato, falsidade ideológica e falsa identidade, podendo responder, ainda, pelos danos causados à imagem da Instituição e do próprio servidor indevidamente envolvido.

Veja abaixo a imagem da notificação postal falsa:

carta-golpe

Imagem extraída do link acima.

– Quem dá mala branca, também dá mala preta?

Elusmar Blaggi, o bilionário que deu 1 milhão de reais para o Internacional pagar a multa de Rodinei e jogar contra o Flamengo, sugestionou que iria “turbinar o São Paulo FC” para que vencesse o Flamengo.

Fica a questão (que sempre surgem casos assim): se o jogador aceita “mala branca”, poderia também aceitar mala preta? Mais do que isso: um clube da magnitude do SPFC, com atletas que custam caro, passaria o risco de ver os seus jogadores aceitando?

Abaixo, quando ocorreu o imbrolho entre Palmeiras e Cruzeiro e que representa muito bem tal situação:

MALA BRANCA E MALA PRETA:

Já ouviram falar de “malas de dinheiro no futebol”? No imaginário popular elas existem aos árbitros que estão “na gaveta”. Mas e quando ela vai para um jogador ou para um time?

Viram a manchete do UOL a respeito da mala branca de R$ 500 mil recebida pelos jogadores do Cruzeiro como incentivo a jogarem com mais determinação contra o Palmeiras?

Os jornalistas Danilo Lavieri, Gustavo Franceschini e Thiago Fernandes postaram nesta 5a feira no UOL Esporte que há “relatos de pessoas ligadas a pelo menos 5 atletas diferentes do time celeste, que confirmam a situação”.

Teria sido quem? O Corinthians, para atrapalhar o rival Palmeiras? O Santos, para brecar um concorrente?

O UOL ouviu os times do Cruzeiro e do Corinthians, e ambos confirmaram que não existiu nenhuma mala branca. A pergunta é: se receberam e agora negam, os atletas que toparam fazer isso foram éticos na sua atividade? Um clube grande como o Cruzeiro, com conquistas de Campeonato Brasileiro, Libertadores da América e recentemente a Copa do Brasil, aceitaria passivamente o fato de que um outro time daria dinheiro a seus atletas serem mais produtivos por interesse na classificação do Brasileirão?

Uma perturbação: será que quem aceita a mala branca, não aceitaria também mala preta?

Por fim: os jogadores do Cruzeiro (se é que receberam 500 mil reais mesmo), se não tivessem aceito a grana não honrariam a camisa do time da Raposa e jogariam com menos vontade? Se eu fosse torcedor cruzeirense, me preocuparia com tal situação…

E você, o que pensa sobre isso: houve ou não mala branca supostamente enviada pelo Corinthians ao Cruzeiro? Lembrando que a publicação do Universo On-Line é assinada por 3 jornalistas.

O mais curioso é: na pindaíba das contas e no sufoco em pagar as dívidas, como um clube ousaria usar tal artifício?

– A ganância e a insegurança maculando a nobre classe dos enfermeiros. Não generalize!

Sempre tive comigo que, algumas atividades, são quase que “imaculadas”. Por exemplo: bombeiros

Quem fala mal deles? Idem a enfermeiros, socorristas e tantos outros. 

Entretanto, estamos vendo algumas reportagens de profissionais da saúde sendo acusados de golpes durante a vacinação contra a Covid-19: doses que não são injetadas, agulhas que não perfuram, aplicações de “mentirinhas”…

Aqui residem alguns males: o medo de algum ente se contaminar, que faz com que a vacina seja desviada para uso de familiares, ao invés da pessoa que está sendo enganada. O outro: o mau-caratismo da venda no mercado negro.

Não usemos isso para difamar uma categoria! Os enfermeiros (e digo isso de TODOS que eu conheço) são gente de bem, vocacionados e profissionais honestos. O que se vê, evidentemente, é a parcela ruim que existe sempre em cada categoria.

Que as atitudes dos maus não seja regra (nem régua) para avaliação do todo!

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– Empresa séria pratica Responsabilidade Social!

Parabéns à Merck, fabricante da Ivermectina, um medicamento vermífugo que, supostamente, seria eficaz contra a Covid-19.

Ao invés de propagandear o fato e ganhar muito dinheiro com a produção e venda do remédio, a Merck divulgou um comunicado dizendo que não há base científica para o uso dele!

O que poderia ser lucro gigantesco, mesmo com dúvidas dos médicos (que ainda receitam o produto), passa a ser uma atitude digna de consciência corporativa. Não engana o consumidor / paciente, mostra responsabilidade em meio à pandemia, e ganha credibilidade como laboratório ético.

Aplaudamos a Merck! Abaixo, o comunicado oficial:

A Merck (NYSE: MRK), conhecida como MSD fora dos Estados Unidos e Canadá, afirma hoje sua posição em relação ao uso de ivermectina durante a pandemia de Covid-19. Os cientistas da empresa continuam a examinar cuidadosamente as descobertas de todos os estudos disponíveis e emergentes de ivermectina para o tratamento de Covid-19 para evidências de eficácia e segurança. É importante observar que, até o momento, nossa análise identificou:

Nenhuma base científica para um efeito terapêutico potencial contra Covid-19 de estudos pré-clínicos;

Nenhuma evidência significativa para atividade clínica ou eficácia clínica em pacientes com doença Covid-19, e;

A preocupante falta de dados de segurança na maioria dos estudos.

Não acreditamos que os dados disponíveis suportem a segurança e eficácia da ivermectina além das doses e populações indicadas nas informações de prescrição aprovadas pela agência reguladora.

– Gaste-se o dinheiro público com responsabilidade.

Uma nação honesta e justa não pode ter corrupção (como foi na época do engodo com os crimes da gestão Lula / Dilma / PT); assim também um país dito “quebrado” (foi o presidente quem disse) não deve gastar dinheiro com luxos, vaidades ou coisas desnecessárias.

Essa opinião do amigo Quartarollo é perfeita. Abaixo:

– Santidade de Político? Faça-me o favor… das lagostas do Judiciário ao leite condensado do Executivo.

Em 2019, o STF gastou mais de 1 milhão de reais em “refeições institucionais” aos ministros. Elas se baseavam em Lagostas e Vinhos Premiados (fonte: https://doutoradevogado.jusbrasil.com.br/noticias/702257470/stf-pode-gastar-1-2-milhao-com-lagostas-e-vinhos-refeicoes-institucionais).

Os ex-presidentes da República vivos, pasmem, ainda custam caro para a União: Sarney, Collor, FHC, Lula e Dilma tem muitas viagens custeadas pelos nossos impostos, além de motoristas e carros. Os gastos de cartão corporativos deles, noticiados vez ou outra, mostravam quantias absurdas com produtos bem acima do preço a nós, mortais (fonte: https://www.feebpr.org.br/noticia/mordomias-a-ex-presidentes-do-brasil-ja-custaram-r-36-milhoes-aos-cofres-publicos).

Agora, vemos os 15 milhões de reais gastos pelo Governo Bolsonaro com leite condensado, saindo a R$ 162,00 / unidade (dados do Portal da Transparência, do próprio Governo). Óbvio, não foi ele quem comprou pra si, mas se refere ao valor para todos os órgãos, custando esse preço médio (o que não muda muita coisa, em termos de absurdo).

Obviamente, fica a impressão de superfaturamento. Mas o que mais assusta: há quem defenda com unhas e dentes esses senhores!

Lula, Dória, Bolsonaro… não me parecem ser políticos imaculados. Aliás, qual político seria santo?

– A imoral mordomia dos cargos comissionados para a Mesa Diretora!

O texto tem 2 anos, mas é bem atual: em breve teremos a eleição do novo presidente da Câmara, e olhe só as mordomias que o deputado eleito recebe ao ser o escolhido. Abaixo:

Dias atrás mostramos o quanto ganha um deputado federal (vide em: https://professorrafaelporcari.com/2019/01/28/salario-e-auxilios-de-um-deputado-federal-no-brasil/). 

Pois bem: e, estando às vésperas da Eleição para a presidência da Câmara, eis quantos assessores comissionados são contratados para os membros da Mesa Diretora (informações da Folha de São Paulo, 28/01/2019)! Fora os seus empregados como deputado eleito, o Presidente do Congresso e os demais membros têm direito ao seguinte número de “assessores extras”:

Presidente: 82 funcionários comissionados a mais.

1o Vice: 43

2o Vice: 31

1o Secretário: 37

2o Secretário: 36

3o Secretário: 35

4o Secretário: 33

1o Suplente: 11

2o Suplente: 11

3o Suplente: 11

4o Suplente: 11

Entendeu o motivo pelo qual o Deputado Rodrigo Maia não quer “largar o osso”e tantos outros políticos sonham com o cargo?

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Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida

– As mudanças abruptas na Arbitragem Paulista e as demissões de árbitros.

Dias atrás, fizemos algumas críticas pontuais e necessárias sobre a equivocada estratégia para revelar árbitros utilizada pela FPF: ela abre inscrições “aos montes” para a Escola de Árbitros todo ano, forma dezenas (ou centenas) de jovens juízes (arrecadando um valor financeiro enorme) e não tem onde colocar todo mundo para apitar ou bandeirar. Diante disso, ainda resolveu “importar / desaposentar árbitros” (leia esse artigo no link em: https://wp.me/p4RTuC-sPf).

Pois bem: agora, o inchadíssimo quadro de quase 500 nomes foi surpreendido com a “renúncia dos serviços prestados” (um nome escolhido “a dedo” para dispensa) de mais de 10% deles.

ACERTA a Federação Paulista, mas simultaneamente ERRA. Explico:

O ACERTO Com 500 árbitros (e os que se formarão), você não consegue dar ritmo de jogo à maioria, nem observá-los a contento. Calculando equipes de arbitragem com VAR na série A1, sem VAR na A2 e na A3, você utilizaria um pouco mais de 100 juízes imaginando que os jogos acontecessem na mesma data e horário (e sabedor que essas competições duram no máximo 3 meses). Portanto, ciente que as categorias de base começam em outras datas e podem usar alunos da Escola de Árbitros (se for uma opção formadora coesa), não faz sentido ter 4 vezes mais árbitros do que você precisa no auge das competições.

O ERRO – Tendo feito os árbitros cursarem módulos de capacitação, obrigando-os a estarem em forma mesmo sem partidas para trabalharem durante a pandemia (somente uma elite é escalada pela CBF, quase todos ficaram sem remuneração mas à disposição), exigindo os exames médicos e certidões de “Nada consta” na Justiça, passando-os por provas físicas e escritas à exaustão… quando a preparação para os campeonatos se aproxima, dispensa-os com uma carta de “renúncia aos serviços” (ops: a FPF obriga os árbitros a fazerem uma carta de próprio punho dizendo que não são empregados da entidade, mas prestadores autônomos de serviços de arbitragem aos clubes, a fim de não caracterizar vínculo empregatício).

Faltou sensibilidade à chefe dos árbitros, Ana Paula de Oliveira, na maneira como conduziu isso. Ou não foi ela quem conduziu tudo isso? Afinal, ela é a presidente da CEAF-SP.

LAMENTO demais o melhor nome que se encontrava como dirigente da Comissão, o competente bandeira que foi da FIFA Emerson Augusto de Carvalho (de Copas do Mundo) ter sido demitido pela FPF. Ele entendia do assunto e sua saída foi injusta pela igual competência que mostrava fora das 4 linhas.

Entendo perfeitamente que a FPF é uma entidade privada e “faz o que quiser”: contrata quem quer, dispensa quem desejar. Mas não nos esqueçamos que ela não pode ter benesses de órgãos públicos (pois ela lucra demais) e que nenhuma autoridade importante questiona esse modo de contratação de árbitros, cobrando-os como seus funcionários mas tratando-os como “à parte dos seus colaboradores”. Vista grossa institucionalizada?

Sem 13o, Férias, FGTS ou multa, os árbitros, cientes disso quando entram, não tem para quem reclamar. Esqueça o Sindicato da Categoria, pois não ter força alguma.

Repito: acerta ao diminuir o quadro, mas erra com a maneira desumana em momento impróprio (se empregados fossem, ao menos os árbitros teriam o valor da rescisão).

No linguajar popular, essa imagem, abaixo, representa bem o significado de dedicação ao trabalho e posterior demissão sem um centavo na mão

Atualizando: foram 51 árbitros de 467, segundo a FPF em: https://www.uol.com.br/esporte/colunas/lei-em-campo/2021/01/20/fpf-dispensa-arbitros-e-retoma-discussao-de-amparo-juridico-a-profissionais.htm?utm_source=twitter&utm_medium=social-media&utm_content=geral&utm_campaign=esporte

– O que um patrão deseja do seu empregado?

Essa deu na Veja de 18/01/2017 (O QUE QUEREM OS EMPREGADORES?, pg 18): Empresários e executivos de grandes empresas foram questionados a fim de um levantamento sobre “desejos e comportamentos favoráveis de empregados candidatos à vagas de emprego”. Assim, os chefes dizem que:

– 57% vasculham perfis dos candidatos nas redes sociais;

– 93% tiram pontos de quem se veste de forma desleixada;

– 37% resistem a empregar um profissional com tatuagens visíveis;

– 66% consideram mais difícil achar força de vontade que boa formação;

– 83% evitam contratar quem já foi internado por abuso de álcool ou drogas.

E aí: há muita lógica / exatidão nessas características desejadas?

– WhatsApp e os dados compartilhados com o Facebook: qual a novidade?

“Bombou” na Web a palavra #Telegram hoje. E por quê?

Porque o WhatsApp anunciou que forçará o usuário a permitir o compartilhamento de dados com o Facebook. Assim, clientes insatisfeitos fizeram subir a Rede Social concorrente Telegram como opção.

Que ninguém nos ouça: será que o Facebook já não usa dados das suas outras redes, como o próprio WhatsApp e o Instagram?

É de se ficar com a pulga atrás da orelha…

– As faixas provocativas no Brasileirão

Foi o “sábado das faixas provocativas” no Brasileirão: em Santos, o Peixe provocando o Palmeiras com indiretas de 2a divisão e no Rio de Janeiro, o Fogão fazendo menção sobre a Tragédia do Ninho do Urubu.

Brincadeiras de rebaixamento seriam para torcedorespenso que não para clubes. E sobre a morte dos garotos flamenguistas, pareceu mais um momento oportunista-político do que empático para com as vítimas.

Eu sei que tem a galera que dirá: “é muito ‘mi-mi-mi’ no futebol”. Mas lembremo-nos: estamos falando sobre futebol profissional (business) e de ações referendadas pelas agremiações. Fosse o futebol varzeano, lúdico, descompromissado, seria outro enfoque!

Recordando ainda que, mesmo sem torcedores nos estádios, a Regra do Jogo continua cobrando o zelo contra faixas que incitem a violência, discriminação de qualquer teor ou mensagens de cunho político.

– Não é jornalismo sério…

Paulo Figueiredo entrou para a Jovem Pan substituindo Rodrigo Constantino no programa “3 em 1”, ao lado de Josias de Souza e Thaís Oyama.

Independente de ideologia ou tendência política, é assustador ver o escrachado lado bolsonarista, sem nenhuma preocupação com a isenção nem com a verdade dos fatos de Paulo. E faz o que mais um fanático gosta de promover: o descrédito à opinião contrária e a busca de minimizar as qualidades alheias.

Assista o que acontece aos 4’55” deste vídeo: o rapaz destrata a moça, e fala que o “jornalismo profissional morreu”! Pior: diz que existe na grande mídia o “Jornalismo Profissional de Esquerda”, mas o que ele faz é praticamente “a mesma coisa, versão Direita”.

Onde está o jornalismo profissional desse cara?

Em: https://www.youtube.com/watch?v=AWbGDEXtFfE (citado a partir de 4’55”)

– A “Terceira Vez” de Rogério Ceni. Mas foi ética a ida ao Flamengo?

Você trabalha em uma empresa e recebe uma proposta de emprego que lhe agrada mais. Dentro dos princípios de profissionalismo, você pode mudar de organização se o contrato / distrato permitir (pagando a multa). Normal.

Mas… e se você der a sua palavra que cumprirá até o período assinado o seu contrato?

Rogério Ceni disse dias atrás ao “Bem, Amigos” da Sportv que ficaria até o final do seu contrato como treinador do Fortaleza. Não cumpriu sua palavra e aceitou a proposta do Flamengo. Isso não foi lá “muito correto”…

Para mim, Rogério tem sido o grande nome dos técnicos brasileiros em atividade. No seu 1o trabalho num dos 12 times grandes do Brasil, o São Paulo, acertou e errou, mas não teve respaldo do presidente Leco. No 2o, no Cruzeiro, foi derrubado pelos atletas. E agora, no 3o?

O Flamengo tem jogadores bem remunerados, estrelas, e que recentemente derrubaram Domènec Torrent. Deixarão Ceni trabalhar como quer? Mais ainda: haverá uma guerra de egos (já que sabidamente há muita gente de personalidade forte por lá)?

Aguardemos.

– Que não se aceite como “normal” a cultura da simulação.

A famosa “Lei de Gerson”, do “jeitinho brasileiro em querer levar vantagem acima de tudo”, é um dos grandes problemas da nossa sociedade. Deturpa ideários de cidadania e cria a falsa impressão que “ser o esperto” é saber transgredir.

No futebol, simular pênaltis é uma das coisas mais simbólicas de tudo o que foi escrito acima. Na Inglaterra, tal ato é vaiado pelos torcedores da própria equipe do simulador.

Neste meio de semana, no Atlético-GO 1×2 Internacional-RS, Janderson tentou cavar um pênalti e lamentou que o VAR descobriu que ele estava fazendo algo errado.

É um “Sincerão”?

Não. É um cara-de-pau.

Compartilho este texto, abaixo, de Rodrigo Mattos, que diz com perfeição o que eu penso sobre esses unfair-play.

Extraído de: https://www.uol.com.br/esporte/futebol/colunas/rodrigo-mattos/2020/11/01/por-que-aceitamos-as-simulacoes-para-enganar-e-pressionar-arbitragem.htm

POR QUE ACEITAMOS COMO NORMAIS SIMULAÇOES PARA ENGANAR A ARBITRAGEM.

Em um lance de ataque do Atlético-GO, pela Copa do Brasil, o atacante Janderson entra na área, toca a bola para se livrar do goleiro do Internacional, Marcelo Lomba, e cai na área. O árbitro Marcelo de Lima Henrique marca pênalti para o time goiano. A revisão do lance no VAR mostra o que o telespectador já sabia: tratava-se de um teatro e não de uma falta. O pênalti é cancelado.

Ao final do jogo, Janderson deu uma entrevista ao “SporTV” em que admitia a simulação na área. “Ali, na hora, eu cavei. Infelizmente, ele olhou no VAR e não deu o pênalti”, disse o jogador. Foi classificado como sincero por alguns jornalistas, boa parte das pessoas riu do episódio.

Bom, no jogo, que é o que interessa, Janderson não foi sincero. Sem meias palavras, tentou enganar o árbitro Marcelo de Lima Henrique que foi salvo da sua incompetência pelo árbitro de vídeo. Sua simulação tinha, portanto, o objetivo de obter uma vantagem indevida no jogo, uma burla às regras.

No futebol inglês, esse tipo de conduta costuma ser criticado de forma dura como antiesportiva. É verdade que, na Copa de 2018, uma parte da mídia inglesa foi hipócrita ao criticar atletas de outras nacionalidades por simulação, especialmente Neymar, enquanto ignoravam as cometidas por seus atletas como Maguire. Mas há pelo menos uma cultura de se valorizar as condutas corretas.

No Brasil, essa discussão do que é certo fica perdida em meio a um vale tudo. Janderson está longe de ser um caso isolado. Jogadores, técnicos e dirigentes estão sempre forçando interpretações e protestando o máximo possível para tentar levar vantagem no campo de jogo.

Basta lembrar a mais recente gritaria contra a CBF por conta de lances do VAR que se espalhou por todos os times que disputam a ponta da tabela. Árbitros foram ofendidos por técnicos aos gritos em campo ou por dirigentes em corredores do vestiário. A confederação esteve reunida com dirigentes de boa parte dos clubes da Série A para dar explicações ou recebeu ofícios de protesto. (Não vou aqui citar clubes porque quase todos fazem e isso se transformaria em uma discussão clubista)

É claro que a arbitragem brasileira está longe da perfeição e comete muitos erros mesmo com VAR. Há, sim, protestos legítimos. Mas boa parte das reclamações é por lances no máximo discutíveis, algumas reações ocorrem quando o árbitro acerta com o uso da tecnologia. Nada que justifique os escândalos habituais. O protesto de hoje tem como objetivo, na realidade, obter uma arbitragem favorável amanhã.

Assim como no caso de Janderson, são cenas, simulações de indignação, para obter uma vantagem. É assim que o futebol brasileiro, dentro e fora de campo, transforma-se em uma grande peça teatral de comédia e o público faz o papel de bobo.

Janderson tenta cavar pênalti durante a partida entre Atlético-GO e Inter - Heber Gomes/AGIF

Imagem: Heber Gomes/AGIF

– Os patrocinadores que foram decisivos para o Santos romper com Robinho, ou o altruísmo de uma causa?

Depois da revelação impactante das conversas de Robinho com seus amigos no caso do “estupro coletivo na Itália” (se você não leu as chocantes transcrições, vide aqui: https://wp.me/p4RTuC-rQs), TODOS os patrocinadores do Santos FC ameaçaram romper seus contratos com o Peixe, caso o atleta continuasse.

Mediante as notas oficiais das empresas nas Redes Sociais, ficou impossível sustentar a contratação. Mas ficará uma dúvida: se não fosse a questão financeira relevante, o Santos, por iniciativa própria, romperia o contrato ou não (em nome da moralidade e respeito às mulheres)?

Fica a pergunta.

– A honestidade na labuta vale a pena!

Admiro demais as pessoas que lutam honestamente não vida. A labuta não incomoda, e sempre têm amparo (merecido) da família, dos amigos e de Deus!

Um curto texto em: https://www.youtube.com/watch?v=e-Vq6VHNGTk

– Atualizando: Barretos e Olímpia suspensos preventivamente como o Paulista, além de 8 atletas. Suspeito de aliciamento tem celular apreendido.

As informações são do GE.com: Paulista, Barretos e Olímpia estão suspensos das competições vindouras da FPF (sobre o Galo, em particular, aqui: https://wp.me/p4RTuC-rJj). Foram suspensos por tempo indeterminado 1 jogador do Paulista (Samuel Sampaio, que cometeu o pênalti considerado suspeito), 2 jogadores do Olímpia e 5 do Barretos. O Linense foi absolvido.

Willian Pereira Rogatto foi chamado para depor e teve o celular apreendido. Ele é investigado por supostamente aliciar Magno Dourado, no jogo contra o Desportivo Brasil, quando o atleta resolveu denunciar. Também é suspeito de ser responsável pelos jogos considerados “possivelmente fraudados”.

Reiterando: os clubes citados podem terminar a última rodada da A3 no final de semana, não são considerados culpados, mas estão preventivamente suspensos até que a Polícia indique que não foram partícipes de manipulação.

– As sementes misteriosas da China seriam Brushing?

O mundo é muito grande e cheio de falcatruas, não? O “da moda” é: o envio de sementes num saquinho vindo da China!

E o que é isso? Possivelmente brushingum golpe para vendedores melhorarem suas notas em sites de vendas pela Internet. Roubam dados, enviam alguma mercadoria para alguém e se auto-avaliam como bons vendedores. Como o produto deve ser leve para o picareta não pagar caro pelo frete, colocam sementes nos envelopes.

Abaixo, melhor detalhado, em: https://jovempan.com.br/noticias/brasil/sementes-da-china-fraude-chamada-brushing-pode-explicar-recebimento-de-pacotes-misteriosos.html

SEMENTES DA CHINA: BRUSHING?

Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento registrou 181 denúncias de pessoas que receberam os pacotes; foram notificados casos em 17 estados brasileiros e no Distrito Federal

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) registrou, até esta quinta-feira, 1º, 181 denúncias de pessoas que receberam pacotes de sementes misteriosas vindas de países asiáticos, como a China, Malásia e Hong Kong. Segundo a pasta, foram notificados casos em 17 estados brasileiros e Distrito Federal. Os primeiros relatos no País foram publicados no início do mês de setembro. No dia 14, a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) emitiu alerta oficial sobre o caso, mas a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) disse que há pessoas que afirmaram terem recebido pacotes suspeitos há mais de um ano. Além do Brasil, países como Canadá, Austrália e Estados Unidos também relataram o recebimento de sementes não solicitadas da China. De acordo com o Mapa, ainda não é possível apontar os riscos envolvidos. O material foi enviado para o Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA) de Goiânia para as análises técnicas. Segundo informações do órgão de defesa agropecuária americano (APHIS-USDA), o caso está sob investigação em conjunto com outras agências de segurança dos Estados Unidos. Até o momento, as evidências apontam para uma ação conhecida como brushing scam.

1. Como funciona a fraude?

De acordo com o especialista em Tecnologia, Inovação e Segurança Digital, Arthur Igreja, o tema surgiu em 2015, quando o Wall Street Journal abordou o assunto pela primeira vez. As grandes plataformas de vendas online, como Alibaba e AliExpress, utilizam a técnica para aumentar o seu ranqueamento, que funciona sob dois parâmetros: avaliação dos clientes (review) e o volume de vendas. Buscando aumentar as vendas, algumas plataformas começaram a enviar produtos para pessoas “fake”, ou eles mesmos comprarem as suas mercadorias. Outra estratégia é enviar um produto adicional, como se fosse um brinde para o cliente, com o objetivo de obter uma melhor avaliação. No entanto, no caso das sementes vindas da China, trata-se, muitas vezes, de consumidores que não pediram produtos. “Isso pode evidenciar um vazamento de dados, pois é possível conseguir endereço, nome completo e e-mail dos consumidores. Assim, estes recebem um pacote e a plataforma valida que foi realizada uma compra. A pessoa não denuncia e nem vai atrás e, como a empresa que enviou o produto tem os dados do remetente, ela cria uma conta no e-commerce e escreve uma avaliação em nome de quem recebeu o produto, mas não o solicitou. Olhando de fora, parece algo muito honesto: existe um pedido, um rastreador e um review que vai ranquear positivamente”, explica Igreja.

2 – Por que estão enviando sementes?

Estados Unidos e Brasil emitiram alertas que poderia se tratar de um ataque de biossegurança, já que as sementes eram geneticamente modificadas. Porém, segundo Arthur Igreja, a explicação é mais simples: sementes são baratas, leves, e quem recebe pode achar que se tratam de um brinde. De acordo com o Mapa, a entrada de sementes no Brasil só pode vir de fornecedores de países com os quais o ministério já tenha estabelecido os requisitos fitossanitários. O ministério, antes de autorizar a importação, realiza análise de risco de pragas para identificar quais poderiam ser introduzidas por aquelas sementes. A partir disso, ficam estabelecidas medidas fitossanitárias a serem cumpridas no país de origem para minimizar o risco de introdução de doenças no Brasil por meio da importação do material. Para evitar o risco fitossanitário, o Mapa atua no controle do e-commerce internacional com equipe dedicada a fiscalizar e impedir a entrada de produtos sem importação autorizada no país.

3 – As empresas podem ser responsabilizadas caso aconteça algo prejudicial?

Arthur Igreja afirma que as empresas e os países podem, sim, ser alvo de investigações. No entanto, segundo ele, até agora não existem punições mais contundentes em andamento para que as empresas se sintam amedrontadas a não fazer isso. O recebimento de produtos não solicitados já aconteceu outras vezes, como em julho de 2019, quando houve relatos de indivíduos recebendo pacotes que nunca pediram da empresa Amazon. Embora o recebimento dos produtos possa não indicar necessariamente um problema maior, eles podem, em alguns casos, indicar uma violação de dados. Por isso, os clientes que acreditam ter sido vítimas de brushing são aconselhados a notificar imediatamente a empresa, bem como alterar sua senha e possivelmente utilizar serviços de monitoramento de crédito. No caso das sementes da China, o Mapa reitera que, caso a pessoa não tenha feito compra on-line ou não reconheça o remetente, não utilize as sementes e leve o pacote para uma das unidades do Ministério em seu estado ou entre em contato por telefone relatando a situação.

4 – Porque os pacotes vêm todos da China?

Grande parte da manufatura global é chinesa. Outro fator importante é que a China, ao lado dos Estados Unidos, tem empresas grandes de tecnologia e portais de venda – como é o caso do Alibaba e AliExpress. Os pacotes, porém, também tem chegado de outros países asiáticos, como Malásia e Japão. A Embaixada da China em Brasília alertou nesta quinta sobre indícios de fraude verificados nos pacotes enviados ao Brasil pelos correios. Etiquetas nas embalagens continham erros, comunicou a embaixada. “Uma verificação preliminar constatou que as etiquetas de endereçamento apresentam indícios de fraude, com erros no código de rastreamento e em outros dados”, afirmou em nota oficial.

por Gabriel Zapella/Arquivo pessoal

– Fofoca é prejudicial. Sempre!

A Fofoca (que vem do Diabo, que nos traz a mentira) é algo pior que a Covid!

Uma interessante fala do Papa Francisco para nossa reflexão,

em: https://www.youtube.com/watch?v=Oiyig0GxUHg

– Magno Dourado, o Jogador que vale Ouro e denunciou quem queria Resultado Manipulado:

Mais um jogo que poderia entrar na lista dos suspeitos de manipulação de resultados, mas com desfecho diferente: Desportivo Brasil de Porto Feliz vs Paulista de Jundiaí, pela A3 do Paulistão. Felizmente, um corajoso atleta resolveu resistir!

Nestes últimos dias, temos falado sobre fraudes em partidas de futebol. Falamos sobre como observar alguns indícios e aproveitamos para abordar Barretos 0x4 Linense na Terceirona de São Paulo, um dos jogos em investigação (vide em: https://wp.me/p4RTuC-rwK). Soube-se nesta última 5a feira que também um jogo envolvendo o Olímpia na mesma divisão estava sendo considerado suspeito (leia o último parágrafo no link de: https://wp.me/p55Mu0-2Ej). Por fim, falamos sobre como se frauda um jogo pela ótica do árbitro (aqui, em: https://wp.me/p4RTuC-1VJ).

E coincidentemente, na semana que relembramos 15 anos do caso “Máfia do Apito” (se você tiver esquecido sobre o episódio, reveja em: https://wp.me/p4RTuC-d0u), uma tentativa de manipulação foi denunciada por um jogador que revelou o assédio: Magno Dourado, atleta do Paulista FC.

Pela Rádio Difusora, o comandante do Time Forte do Esporte Adilson Freddo deu em primeira mão: um jogador do Galo da Japi estava na delegacia registrando um BO com provas contra um apostador, e era o Magno. Imediatamente, Thiago Batista de Olim, do site Esporte Jundiaí, replicou o fato e a notícia se espalhou (justo no dia em que o time jundiaiense entrava em campo em Porto Feliz, a fim de buscar uma vitória para a permanência da A3 contra o Desportivo Brasil). Adilson conseguiu entrevistar o jogador e Thiago registrou a fala deles em: https://is.gd/pkdis9.

Basicamente, um interessado procurou contato com o atleta pelas Redes Sociais até conseguir o telefone. Ofertou R$ 5.000,00, tentou saber se era possível “chegar na diretoria” (é o que deu a entender no relato) e convidou Magno a aliciar outros 6 companheiros, pois, segundo o apostador, com 7 no esquema “o time não anda” (alusão de que é mais fácil conseguir o combinado, uma derrota). 

Porém, algo que o vigarista não contava: de boa índole, Magno Dourado se impressionou e pediu para a esposa gravar a conversa pois não queria participar de esquemas corruptos. Levou o diálogo à diretoria, deu print nas telas das Redes Sociais e foi levado à delegacia.

Por motivos médicos, eu não estava na transmissão da partida desta 6a feira, mas tive a oportunidade de conversar com ele pelo telefone, à tarde, somente para poder lhe dizer: PARABÉNS! O quão o futebol brasileiro precisa de pessoas honestas e resilientes às tentações. Magno Dourado foi sacado do jogo, se assustou, mas fez a coisa certa: não sucumbiu à desonestidade, e por isso deve ser considerado como modelo necessário ao esporte: íntegro e não omisso.

Já imaginaram quantas coisas saberíamos se existissem outros Magnos Dourados por aí? Há de se ter coragem para denunciar e frieza para não cair em tentação.

Ouvi algumas pessoas dizendo: “Mas correr o risco de manchar a carreira ‘só’ por R$ 5.000,00?”. Ora, a maioria absoluta dos jogadores de futebol ganha menos do que isso. Infelizmente, muitos caem no conceito errado de acreditar que “boleiro ganha bem” pela exceção dos salários de “400.000,00 reais pra cima” de parte da elite da bola.

Pense: jogador da A3 é operário do futebol, meio que “cigano”: três meses num time, seis meses no outro, e vai rodando. Ganha em média 3 salários mínimos (é o piso de um atleta profissional) e dificilmente recebe em dia (quando recebe!). Um agrado nesse valor é uma ajuda, para o padrão da divisão, considerável. Portanto, o bandido vai atrás deste tipo de atleta: em posição difícil na tabela, com clube devendo salários e de ambiente de grande vulnerabilidade financeira.

Engana-se, porém, quem pensa que os sites de apostas são responsáveis por essa situação. Pelo contrário! Eles ajudam as autoridades a identificarem jogos suspeitos onde se deseja “quebrar a banca”. Portanto, os vilões da história são os apostadores desonestos.

Por fim: reitero os aplausos a Magno Dourado, sinônimo agora de jogador honesto (quem sabe a lei que pune os crimes contra a fraude de resultados não possa levar o nome de “Lei Magno Dourado”?) e à diretoria do Paulista FC que não bobeou na decisão de ir à Polícia prontamente. Certamente, o mundo da bola reconhecerá o jovem jogador e coisas boas acontecerão a ele.

Ah! Quase esqueci: o Paulista venceu por 3×2, gol nos acréscimos de Tiziu, e sobrevive na divisão. E, no caso dos salários do clube, como a pandemia parou o torneio faltando 4 rodadas, a nova diretoria que assumiu a gestão montou um novo time, acertou um “combo pelos 4 jogos”, pagando antecipadamente metade do valor, combinando com o pagamento do restante ao término do campeonato.

IMPORTANTE: imagino que, com a Polícia sabendo o nome do apostador e dos envolvidos, a prisão deste tipo de gente está em questão de horas. É natural (infelizmente) que elementos ruins queiram assustar Magno Dourado e as pessoas próximas. Mas o atleta não deve temer pois, como tudo está gravado, a intimidação é ainda mais uma prova da picaretagem dos bandidos. Segurança física é óbvia à ele neste momento, além, lógico, que se ocorrer algum tipo de ameaça, estará mais do que evidente ser uma confissão de culpa do assediador.

Foto: Esporte Jundiaí

A entrevista mais recente do atleta ao Globo Esporte pode ser acessada aqui: https://globoesporte.globo.com/sp/tem-esporte/futebol/paulista-serie-a3/noticia/noticias-manipulacao-resultados-serie-a3-paulista-jundiai.ghtml

– Manipulação de resultados no futebol do Paulistão A3 (de novo)? O ambiente da vulnerabilidade é notório.

Antes de falarmos de mais um caso envolvendo fabricação de resultados no futebol do Interior de São Paulo,  considere o seguinte cenário:

Há 10 meses, a Globo mostrava como funcionava o esquema de manipulação de resultados na Série C do Cariocão (a 3a divisão do Rio de Janeiro). Vide no Globo Esporte, em: https://globoesporte.globo.com/programas/esporte-espetacular/noticia/esporte-espetacular-revela-esquema-de-manipulacao-de-resultados-no-futebol-do-rio.ghtml

Há 1 ano, o TJD-SP punia o Batatais por manipulação de resultados na série A3 paulista (a Terceira Divisão), suspendendo o clube por 240 dias e multando-o por R$ 70.000,00. Na apelação, o clube conseguiu redução de pena para 120 dias e em 2020 a decisão mudou para absolvição (acesse o site do TJD da FPF com os dados, em: https://futebolpaulista.com.br/TJD/Tribunal.aspx.

Há 2 anos, deflagrou-se a Operação Cartola no Futebol da Paraíba, envolvendo cartolas, clubes, jogadores, técnicos e árbitros, objetivando ver a combinação de resultados em sites de apostas. Tudo sobre isso no G1, em: https://globoesporte.globo.com/pb/noticia/stjd-denuncia-17-envolvidos-no-esquema-de-manipulacao-de-resultados-no-futebol-da-paraiba.ghtml

Há 30 meses, o União Barbarense era investigado por manipulação de resultados, envolvendo a A3, com o treinador sendo denunciado. Relembre no UOL, em: https://www.uol.com.br/esporte/futebol/ultimas-noticias/2018/03/26/suposto-esquema-de-apostas-e-goleiro-improvisado-ditam-rebaixamento-em-sp.htm

Há 4 anos, a Operação Game Over prendia pessoas envolvidas em manipulação de resultados no futebol paulista, envolvendo A2 e A3. Faziam parte de um esquema que vinha da… Indonésia! A matéria, da Revista Veja, aqui: https://veja.abril.com.br/esporte/envolvidos-em-mafia-de-apostas-serao-denunciados-por-formacao-de-quadrilha/

Há 15 anos, tivemos a Máfia do Apito, impactando diretamente no Campeonato Brasileiro de 2005 (relembre como foi e o que aconteceu com os envolvidos em: https://professorrafaelporcari.com/2015/09/27/serie-mafia-do-apito-espn-brasil/)

De todos os casos, é óbvio que o único que ganhou repercussão nacional foi o de 2005, envolvendo os principais clubes da Série A do Brasileirão. E aí vem a observação: os vigaristas se utilizam das divisões menores, dos clubes regionais e dos atletas em situação de vulnerabilidade financeira para promoverem suas ações criminosas. Se descobertos, repercute muito menos.

Tudo isso foi lembrado para pontuar: MAIS UM CASO envolvendo denúncia de manipulação de resultados no futebol brasileiro, de novo na série A3, agora na partida entre Barretos 0x4 Linense, partida na qual o “Touro” perdeu em casa para o “Elefante” com 2 gols de pênalti, além de um gol contra nos acréscimos, surgido de um lance posterior a uma incrível lambança do jogador que marcou seu auto-gol.

Sobre o que a Polícia disse sobre essa partida, denunciada pela SportRadar, que monitora fraudes em jogos de futebol, no link em: https://globoesporte.globo.com/sp/ribeirao-preto-e-regiao/futebol/campeonato-paulista/noticia/policia-de-sao-paulo-analisa-suspeita-de-manipulacao-em-barretos-x-linense-pela-serie-a3.ghtml

Cá entre nós: se avaliarmos as condições dos clubes da A3 paulista (e de tantos outros lugares do Brasil), não é um local permissível para os bandidos, especialmente no período pós-pandemia? Muitos clubes em situação delicadíssima (se fossem empresas já estariam falidos), treinadores agindo como “empresários de atletas” aos montes, jogadores com meses de salários atrasados, dirigentes com histórico duvidoso de conduta e outros envolvidos em situação precária, como árbitros, fiscais e demais personagens no futebol.

Por fim, sem julgar ninguém, nenhuma instituição ou partida específica, sejamos racionais:

– quando vemos um zagueiro “saindo errado para o jogo” e entregando a bola para o adversário;
– quando um recuo para a própria meta é tão descabido que vira um gol-contra;
– quando a escalação muda repentinamente e atletas sem condições de mostrar um futebol condizente com a divisão são levados a campo;
– quando cartões são facilmente recebidos por atletas sem nenhuma contestação;
– quando a mão na bola é vulgarizada e você fica se questionando como pode o erro ser tão infantil;
– quando um árbitro “caseiro / novato / fraco tecnicamente” é escalado justamente quando o time da casa precisa ganhar;
– quando o melhor atleta dos time é substituído sem justificativa estando em bom momento da partida;
– quando todo mundo se machuca numa partida e as cãibras surgem mesmo com o resultado adverso;
– quando os pênaltis são acontecidos de maneira tão bisonha; e,
– quando qualquer situação sai da normalidade e você se questiona se “é só ruindade ou existe má fé”…

Não existe, em todos esses casos, ao menos um “benefício da dúvida”? Insisto: sem especificar alguma partida, condenar alguém ou levantar algum questionamento particular, mas trazendo ao debate a grande preocupação: as autoridades não precisam estar mais atentas a tudo isso?

Um futebol mais forte, com equipes financeiramente mais preparadas, jogadores com melhores condições e dirigentes mais responsáveis, seria importante para todo mundo e evitariam situações como essas. E encerro com uma reflexão do jornalista Cláudio Carsughi, que nunca me esquecerei, dizendo mais ou menos com essas palavras a respeito sobre “honestidade dos juízes e manipulação das partidas de futebol”:

“Se Deus, na sua imensa sabedoria, não poupou nem a sua Igreja do mal da corrupção, por quê acreditar que no futebol são todos honestos? E por quê ele blindaria uma única categoria, a dos árbitros de futebol”?

Em 2006, o GAECO se reuniu com os árbitros da FPF que estavam na Pré-temporada do ano anterior e que tiveram algum contato com Edilson Pereira de Carvalho e Paulo José Danelon, os protagonistas da Máfia do Apito. Eu era um dos 40 ali presentes, e na fala dos promotores José Reinaldo Carneiro Bastos e Roberto Porto, os criminosos sempre vão para cima de quem eles estudam o perfil e crêem que participariam de esquemas, tomando cuidado em não abordar pessoas que denunciariam tudo. Foi o caso de Paulo César de Oliveira, que, quando levantado o nome de um convite a ele por parte dos bandidos, de pronto foi dito: “NÃO! Esse é honesto!”.

  • Um prazer ser deixado de lado por ser inviolável na sua integridade, não?

Que as autoridades apurem com Justiça o caso de “entrega” (ou não) do jogo citado, bem a investigação de outros jogos.

– O Maior Ficha Limpa do Brasil!

Há algum tempo, Maluf declarou que se encontrassem algum dinheiro dele no exterior, doaria tudo à Santa Casa de Misericórida. Depois, declarou que era o político mais ficha limpa do Brasil!

Mas que cara-de-pau…

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– A capa da Piauí com um Posto Ipiranga “acabado”

Imagine o custo da Rede de Postos Ipiranga para manter sempre o conceito “clean” da sua imagem. E ao ver a capa da Revista Piauí deste mês, falando da “Indústria do Petróleo Pós-Pandemia”, com uma unidade da empresa “arrasada”, penso: duvido que a Ipiranga autorizou o uso da sua marca!

Não dá para falar que está descaracterizado, pois a manifestação de imagem é clara. Aí fico na dúvida: a sensibilidade do editor não lhe mostrou que poderia fazer a mesma matéria (que deve ser boa, o tema é pertinente, embora não tenha comprado a revista para ler) com um apelo de capa não manifestado tão claramente?

ACRÉSCIMO: a Ipiranga se pronunciou oficialmente:

A Ipiranga esclarece que não foi consultada para a publicação da imagem de sua marca, que estampa a capa da edição de setembro dessa revista de circulação nacional. Utilizando a imagem de um Posto Ipiranga, de forma indevida e não autorizada, e sem uma chamada acompanhando a ilustração, a publicação remete aos leitores somente a representação de uma de nossas unidades de forma depreciativa.

Somos uma empresa brasileira, que possui uma história de 80 anos de compromisso com o País, apartidária e que acredita no Brasil. Lamentamos que nossa marca tenha sido usada com um significado distorcido dos princípios que defendemos, agredindo gratuitamente milhares de colaboradores e parceiros de negócios, que ostentam a marca com orgulho e, os milhões de brasileiros que escolhem a qualidade de nossos produtos e serviços, diariamente.

Ressaltamos ainda que temos profundo respeito pela revista e pela imprensa em geral, principalmente, pelo trabalho feito em defesa dos valores fundamentais de liberdade de expressão e transparência em nossa sociedade. Por isso, esperamos que tal uso inadequado seja devidamente corrigido e esclarecido pelos editores.

Capa da revista, divulgação.

– A juíza que censurou a Globo no caso de Flávio Bolsonaro / A revista que exaltou Flávio Dino às vésperas da assinatura.

Não me iludo com políticos e seus militantes radicais. Abaixo, dois exemplos:

Na semana passada, a juíza Cristina Serra Feijó determinou a proibição de uma matéria da Rede Globo revelando documentos comprometedores contra o Senador Flávio Bolsonaro. A justificativa, pasmem, no documento despachado, foi a de “excesso de liberdade de imprensa”. O interessante é que aqueles mais fanatizados politicamente (os extremistas pró-presidente), que detonam o Judiciário diariamente, nada criticaram quanto à esta censura. Só se critica quando convém?

Também na mesma semana, Flávio Dino, governador do Maranhão, viu-se impelido a cancelar assinaturas da Revista Carta Capital, após a péssima repercussão. Em Junho, Dino visitou o dono da revista, Mino Carta. Em Julho, saiu uma matéria elogiosa à ele, desqualificando quem era contrário à sua gestão. Em Agosto, surgiu o contrato sem licitação (pois foi escolhida APENAS essa publicação – dispensando Veja, Isto É, Época, Superinteressante) para abastecer as bibliotecas das escolas maranhenses com a Carta Capital. Em Setembro, com escolas fechadas (sendo desnecessária a compra), cancelou-se tudo (em 2019, a Carta Capital foi exclusiva de seu segmento no Maranhão, ao custo de mais de R$ 600 mil).

Dos liberais-conservadores aos comunistas-progressistas, a relação entre políticos, juizes e imprensa é traumática. Mas lembre-se: confie na imprensa ética e honesta, na Justiça limpa e descomprometida, e, por fim, em Políticos transparentes e não-demagogospois há bons e ruins em todos os setores, como visto nestes casos.

– E os funcionários fantasmas da Alerj?

Não tinha assistido essa reportagem sobre pessoas com cargo de confiança na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro e que não trabalham, recebendo muito dinheiro com os salários altos e benesses condenáveis.

– Persuasão Financeira e o Burro de Ouro do Rei Felipe

Avalie: Você se dobra ao Poder do Dinheiro?

E de um “burro carregado de ouro”?

Uma belíssima reflexão de Heródoto Barbeiro, sobre ‘Felipe, Rei da Macedônia’, compartilhada pelo Prof José Renato Santiago (extraído de: http://www.jrsantiago.com.br/barbeiro.html)

O texto remete: até onde a persuasão financeira modifica nosso comportamento?

O BURRO DE FELIPE

O rei da Macedônia, Felipe, aproveitou-se do enfraquecimento das cidades estado da Grécia, arruinadas por guerras imperialistas de dominação e iniciou um processo de conquista de toda a região. Com um bom exército, se considerava um grego, ainda que para estes, não passava de um bárbaro sem cultura. O fato é que uma a uma as cidades começaram a cair. Umas diante de um exército bem montado, outras simplesmente abriam as portas de suas muralhas para que Felipe entrasse com as suas tropas. Perguntado como conseguia essa façanha de conquistar uma cidade sem nenhum combate, Felipe respondeu que não havia cidade que resistisse a um burro carregado de ouro. O macedônio, se vivesse nos dias atuais provavelmente seria louvado com um exímio praticante da “real politik”. Ou seja acima das ideologias está a corrupção, capaz de fazer homens e mulheres traírem as suas convicções, e no caso em tela, até mesmo trair sua cidade entregando-a ao inimigo. Felipe sabia que com os bolsos cheios de ouro é possível mudar discursos, transformar inimigos em amigos e financiar falcatruas e até mesmo o assassinado dos resistentes.

Dobrar-se ao poder do dinheiro é uma fraqueza de todos os seres humanos e não de apenas alguns que estão no governo, dizem uns . Isto sempre acontece e sempre vai acontecer dirão outros. Quer no passado, quer no presente essa corrupção é paga pela população, uma vez que, parodiando Peter Drucker, não há corrupção grátis. Encher os bolsos faz com que velhos lutadores contra a plutocracia aristocrática se dobrem aos argumentos dos que querem se apropriar das terras, das riquezas ambientais do país e serem indultados pelos danos que já provocaram na natureza. É a aliança dos ex-capitães donatários, os velhos latifundiários travestidos de globalismo, com as transnacionais detentoras das tecnologias de sementes, agro tóxicos e dos preços nos mercados. As duas pontas do sistema se uniram em busca de negócios fantásticos, capazes de gerar recursos para alugar mentes e línguas e contratar as mais refinadas assessorias de burocratas incrustados no governo.

Pessoas, organizações, partidos, associações de toda ordem mudam de programa, de opinião, de convicção. Isto é próprio da evolução da sociedade humana. Alguém já disse só os imbecis não mudam. Porém há alguns princípios éticos e morais que sobrevivem às mudanças da conjuntura. Ser contra a privatização dos serviços públicos, como a telefonia, mudar de idéia, e depois privatizar os principais aeroportos do país, é aceitável, ainda que discutível. Aceitar propina para defender “special interests” é crime até mesmo nos países do centro do sistema. Na periferia é aceito como algo normal, e que não merece nenhum reparo. Tráfico de influência dá cadeia nos países de tradição democrática, no Brasil dá ministério, acesso aos restaurantes de luxo, as convenções nos resorts caríssimos, enfim, abre as portas para fazer parte do stablishment. Há portas e portas para a ascensão social sem que seja necessário sujar as mãos com negociatas ou adesão à interesses anti nacionais. O burro do Felipe está à solta, não há porta de gabinete que ele não tente entrar. Em alguns consegue.

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Imagem extraída da Web, autoria desconhecida.

– Sobre as denúncias contra o Padre Robson do Santuário do Divino Pai Eterno.

Falar em nome de Deus é uma vocação e um serviço. Por isso, sacerdotes, pastores, rabinos ou qualquer outro líder espiritual precisam demonstrar a dedicação e praticar o que pregam (ao menos, se esforçarem para tentarem isso tudo).

Se alguém está à frente de uma instituição religiosa, deve tomar cuidado para ser fiel aos propósitos da sua crença. A tentação do Inimigo existe, e pode deturpar pessoas de boa fé que se perdem no caminho do pastoreio. Além, lógico, da índole de quem não tinha o propósito verdadeiro da assistência espiritual e entrou “nesse ramo” como charlatão. Tudo isso para abordar o difícil e delicado tema do Padre Robson do Santuário do Pai Eterno, de Trindade-GO.

Abaixo, extraído de: https://epoca.globo.com/brasil/investigado-por-corrupcao-padre-celebridade-movimentou-17-bilhao-apos-inicio-da-construcao-de-basilica-em-goias-24601910

INVESTIGADO POR CORRUPÇÃO, PADRE CELEBRIDADE MOVIMENTOU 1,7 BILHÃO

Sustentado por doação de fiéis, projeto da instituição criada por religioso prevê torre de 110 metros de altura e maior sino do mundo, importado da Polônia; obra iniciada em 2011 segue inacabada em terreno no município de Trindade

Criada e presidida pelo padre Robson de Oliveira Pereira, de 46 anos, a Associação Filhos do Pai Eterno (Afipe) movimentou R$ 1,7 bilhão desde o início da construção de uma suntuosa basílica em Trindade, cidade situada a 23 km de Goiânia que se tornou destino de romaria de peregrinos católicos. A pedra fundamental do mega complexo religioso foi lançada em junho de 2011, mas a obra segue inacabada. Neste período, a construção do templo de padre Robson impulsionou as doações à Afipe.

O cálculo dos gastos na obra da basílica é parte da investigação realizada pelo Ministério Público de Goiás (MP) sobre desvio de dinheiro doado por fiéis. Padre Robson é apontado como líder da organização criminosa que utilizava os recursos obtidos em doações para fins pessoais, como compras de fazendas, apartamentos e até mesmo uma casa de praia na Bahia.

O MP chegou ao valor da movimentação financeira após análise de dados obtidos mediante quebras de sigilos fiscal e bancário autorizadas pela Justiça. De acordo com o MP, as doações aumentaram ano a ano, no período entre 2011 a 2018.

O complexo religioso em construção prevê uma nova basílica, com capacidade para 13 mil pessoas e uma cúpula com 90 metros de altura. A atual comporta 2,5 mil fiéis.

O Novo Santuário do Divino Pai Eterno também terá uma torre com 110 metros de altura e 73 sinos, inclusive o maior do mundo, chamado de Vox Patris. Trata-se de uma peça feita de bronze, fabricada na Polônia, que pesa 55 toneladas e mede 4 metros de altura e 4,5 metros de diâmetro.

“Estava-se procurando para o Novo Santuário sinos que teriam tamanho necessário. Foi nos apresentado um projeto de sinos cujo peso seria de dez toneladas e mais leves, mas durante a visita que o padre Robson fez na Polônia foi modificado. Surgiu, então, a ideia do maior sino de balanço do mundo, que tornou-se um enorme desafio para nós. Não apenas tecnológico, mas um desafio enquanto empreendimento em sim”, afirmou Piotr Olszewski, responsável pela fabricação do sino, ao site da Afipe.

O novo Santuário será equipado também com um teatro, um museu, um centro comercial e um estacionamento para 30 mil carros e 4 mil ônibus. Todos os anos, cerca de 4 milhões de pessoas vão à Trindade para conhecer a paróquia liderada por Padre Robson.

Na decisão para os mandados de busca e apreensão concedidos nesta semana, a juíza Placidina Pires, da Vara de Feitos Relativos a Organizações Criminosas e Lavagem de Capitais, afirmou que “as associações religiosas investigadas sabidamente sobrevivem de doações de fiéis e que, portanto, devem prestar contas públicas da destinação dada às suas arrecadações”.

A magistrada também escreve que são graves os fatos investigados de suposto desvio de doações feitas por fiéis do Divino Pai Eterno à Afipe para a construção da Basílica de Trindade e para custeio de outros projetos de cunho social e religiosos da instituição.

Na noite deste sábado, padre Robson publicou um vídeo em suas redes sociais para se manifestar sobre as investigações do MP.

Na gravação, o pároco diz estar com o “coração sereno” e confiante de que vai esclarecer todas as questões levantadas pelos promotores o mais breve possível.

“Sempre estive e continuo à disposição do Ministério Público. Por isso, esse meu pedido de afastamento vai me permitir colaborar com as apurações da melhor forma e com total transparência para que seja confirmado que toda doação que fazemos ao Pai Eterno – terços rezados, o dinheiro doado, tempo, carinho, trabalho empregado na evangelização – foi toda, repito, toda empregada na própria associação Afipe em favor da evangelização”, afirmou.

O advogado Klaus Marques, que representa a Afipe, justificou o uso das doações na compra de imóveis como uma forma de investimento. “A questão toda era: vou manter todos os recursos que eu recebo dos meus fiéis no banco, com taxa selic de 2% ao ano ou vou fazer aplicações em outros mercados e ter rendimentos maiores?”, disse.

O MP investiga crimes de apropriação indébita, organização criminosa, lavagem ou ocultação de bens e dinheiro. Responsável pela defesa de padre Robson, o advogado Pedro Paulo de Medeiros, alega que não há bens no nome do seu cliente, que todas as aquisições da Afipe permanecem como patrimônio da entidade e nega a existência de qualquer crime.

“Nenhum desses crimes aconteceu. E eu parto da premissa inicial: ninguém se apropriou de dinheiro da associação. E se ninguém se apropriou de dinheiro da associação, que continua no patrimônio da associação, nenhum dos outros crimes que são decorrentes desse primeiro existem. Então se não há apropriação indébita, não há qualquer um dos outros crimes”, afirmou Medeiros.

– Moderados dialogam, os Radicais trombam!

Sensacional a reportagem sobre os jovens moderados “esquerdistas e direitistas” do Brasil. Nada de fanáticos e alucinados! E olhe que é uma matéria que tem 3 anos, mas que poderia servir de exemplo para muitos lunáticos hoje.

A nova realidade a surgir é composta por jovens de esquerda, não-radicais, não alienados ao lulopetismo somados com os jovens de direita, democráticos, não radicalizados em diálogo social. Um contraponto aos extremistas atuais.

Ótimo! Esse é o ideal da sociedade brasileira, que deve ter acima de tudo…bom senso. Xô radicalismo, viva a moderação!

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– Flávio Bolsonaro e a fiel imitação à Lula

Durante todo o escândalo do Mensalão, o ex-presidente Lula dizia aos quatro cantos quando algo importante era revelado: “eu não sabia”. Fez-se de bobo até o último instante, das coisas menores às mais relevantes, sempre negando conhecimento dos crimes que estava envolvido.

Agora, é a vez de Flávio Bolsonaro ter a mesma estratégia: sobre a compra de 2 apartamentos em Copacabana, por R$ 638.000,00 em dinheiro vivo, alegou ao Ministério Público que “não se lembrava como tinha pago”.

Cá entre nós: o sujeito que paga uma fortuna dessa em espécie, e não se lembra, ou deve estar muito acostumado a mexer com altas cifras em papel moeda ou simplesmente é maluco. Ou a 3a hipótese: corrupto.

– Placares manipulados no futebol: cuidado! Como se faz?

ARBITRAGEM – Os 4 tipos de árbitros de futebol e uma curiosidade do imaginário popular: como se “frauda” uma partida?

Em: https://www.youtube.com/watch?v=Iy78nLqh2Ok

– O Estudo de correções de genes e o debate ético!

Embriões com genes modificados para curar doenças estão se tornando uma realidade no campo das pesquisas. Só que o mesmo trabalho pode permitir a escolha de crianças que nasçam com características físicas específicas escolhidas pelos pais.

Até onde a ciência irá?

Extraído de: http://istoe.com.br/pesquisadores-corrigem-genes-defeituosos-em-embrioes-humanos-pela-primeira-vez/

CORREÇÃO DE GENES DEFEITUOSOS: A MEDICINA ENTRE A ESPERANÇA E O DEBATE ÉTICO

Genes portadores de uma doença cardíaca hereditária foram modificados -com sucesso- em embriões humanos pela primeira vez graças a uma técnica que gera esperanças e questões éticas.

Esta pesquisa foi publicada na quarta-feira (02/08) na revista Nature. Embora ainda esteja em fase preliminar, abre potencialmente o caminho para grandes avanços no tratamento de doenças genéticas.

No entanto, surgem sérias questões éticas dignas do “Admirável Mundo Novo”, de Aldous Huxley, já que esta técnica poderia, em teoria, ser utilizada para produzir bebês geneticamente modificados com o objetivo de escolher a cor de seus cabelos ou aumentar sua força física.

A pesquisa sobre embriões humanos conta com uma regulação estrita, e não se trata de implantar os utilizados no estudo no útero de uma mulher para iniciar uma gravidez. Por isso, os cientistas não os deixaram se desenvolver mais do que alguns dias.

Este método, que ainda precisa de mais pesquisas, “pode potencialmente servir para prevenir a transmissão de doenças genéticas às futuras gerações”, comentou durante coletiva por telefone uma das autoras do estudo, Paula Amato.

Mas esta perspectiva ainda está distante. “Antes dos testes clínicos, serão necessárias pesquisas suplementares e um debate ético”, afirmou Amato.

– Corrigir um erro –

O estudo foi realizado na Universidade de Saúde e Ciência de Oregon (OHSU), nos Estados Unidos, por cientistas americanos, chineses e sul-coreanos. A ferramenta utilizada é a técnica CRISPR-Cas9, grande achado revelado em 2012.

É baseado em uma enzima que age como uma “tesoura molecular”. Ela pode retirar partes não desejadas do genoma de forma muito precisa para substituí-las por novas partes de DNA.

A equipe de pesquisadores usou esta ferramenta revolucionária para corrigir, em embriões humanos, o gene portador da cardiomiopatia hipertrófica. Esta doença cardíaca hereditária pode provocar a morte súbita, especialmente durante a prática de esporte.

Os pesquisadores realizaram uma fecundação in vitro de ovócitos normais com espermatozoides portadores do gene defeituoso. Simultaneamente com o esperma, os cientistas introduziram as ferramentas de edição genética.

O objetivo: cortar o DNA defeituoso para provocar a sua reparação.

O resultado foi indiscutível. Cerca de 72% dos embriões (42 de 58) foram corrigidos, enquanto esta taxa teria sido de 50% sem as famosas “tesouras genéticas” – de maneira natural os embriões teriam tido uma chance em duas de herdar um gene saudável.

– Precedente na China –

“Estas ferramentas ainda podem melhorar para chegar a uma taxa de sucesso de 90%, ou até de 100%”, previu outro autor do estudo, Shukhrat Mitalipov.

Em 2015, foi realizada uma experiência similar na China, mas com resultados menos conclusivos. O fenômeno de “mosaicismo” (presença simultânea de genes saudáveis e defeituosos no embrião) não foi impedido, o que foi conquistado pelos cientistas no novo estudo.

“A questão mais debatida será a de saber se o princípio de modificar os genes de um embrião in vitro é aceitável”, analisou um especialista independente, o professor Darren Griffin, da Universidade de Kent, citado pelo Science Media Centre.

Agora, segundo ele, “outra questão deve entrar em debate: é moralmente justo não agir se tivermos tecnologia para prevenir estas doenças fatais?”.

Em dezembro de 2015, um grupo internacional de cientistas reunidos pela Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos (NAS, em inglês) em Washington considerou que seria “irresponsável” usar a tecnologia CRISPR para modificar o embrião com fins terapêuticos enquanto os problemas de segurança e de eficácia não tenham sido resolvidos.

Mas em março, a NAS e a Academia Americana de Medicina estimaram que os avanços neste âmbito “abriam possibilidades realistas que mereciam sérias considerações”.

– Relembrando os 3 passos para o protocolo FIFA contra a Discriminação no Futebol!

Desde 15 de julho de 2019, a FIFA ampliou como norma mundial um procedimento em 3 etapas que adotou como “Protocolo contra a Discriminação”. Entenda isso com os exemplos de: Imitar Macaco / Jogar Banana (Racismo), Gritar “Bicha” / “Puto” no Tiro de Meta (Homofobia), Fazer gestos sexistas (ironizar uma atleta / oficial de arbitragem por ser mulher), cantar música que possa fazer alusão a jingles políticos ou gestos (cantos neonazistas) e ou manifestação religiosa preconceituosa (atos anti-semitas).

Se isso acontecer, 3 passos a serem providenciados pela arbitragem:

  1. Interromper o jogo, com o sistema de som e imagens do estádio advertindo a conduta. Se possível, identificar quem iniciou. Reiniciar em seguida.
  2. Interromper o jogo novamente por minutos, com a permissão de que se crie um intervalo e os atletas possam deixar o campo, ir aos vestiários e voltarem com tudo controlado / mais calmo. Somente aí o jogo é reiniciado.
  3. Interromper o jogo, anunciar o motivo que será comunicado pelo árbitro às pessoas responsáveis pela informação aos torcedores e encerrar definidamente a partida.

Claro que tudo isso depende de qual ato e como tem sido feito. Mas é uma forma de advertir em 3 momentos uma torcida que não se comporta bem para o clube não perder os pontos do jogo por conta da conduta discriminatória dos seus aficcionados. 

Reforçando: isso já valia para jogos FIFA desde 2017, mas desde o dia 15 passou a valer mundialmente em qualquer tipo de jogo, de Copa do Mundo até a 4a divisão regional.

Na imagem abaixo, o quadro que relata os 61 casos de discriminação oficialmente contabilizados no futebol brasileiro em 2017:

Resultado de imagem para discriminação ao futebol

– A ética na divulgação dos resultados e os cientistas!

Essa pesquisa realmente preocupa. Veja esta questão que envolve os cientistas: será que todos os experimentos podem ser considerados válidos?

Extraído de: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u413926.shtml

QUASE 10% DOS CIENTISTAS JÁ NOTARAM DESVIOS ÉTICOS EM LABORATÓRIOS

Uma série de entrevistas realizadas com 2.212 cientistas da área biomédica nos Estados Unidos indica que a falta de ética pode ser um problema subestimado no meio.

Segundo o resultado do levantamento, divulgado pela revista “Nature”, 9% dos cientistas disseram já ter testemunhado algum caso de falsificação de resultados, plágio ou invenção de dados. Entre os 267 episódios relatados para a pesquisa, 37% nunca foram denunciados a instâncias superiores para investigação, por medo de represálias ou de comprometer orçamentos coletivos.

Se o levantamento for uma amostra representativa, dizem os autores, mais de 3.000 casos de desvio ético podem estar ocorrendo anualmente nos EUA.

– Desembargador Eduardo Siqueira, de Santos, é o exemplo do menosprezo ao próximo…

Que cena triste! Um desembargador que deu uma carteirada em um Guarda Municipal de Santos e humilhou o oficial, que cumpria o serviço dele corretamente, foi destaque nesse final de semana.

Por quê existe gente que se acha acima do bem e do mal, menosprezando o seu próximo como se fosse cidadão de segunda categoria?

Entenda: https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2020/07/19/guarda-desprezado-por-desembargador-diz-que-sua-filha-chorou-com-video.htm

ENTENDA O CASO

Um homem que se apresentou como “desembargador Eduardo Siqueira” foi flagrado confrontando a GCM de Santos, no litoral paulista. O fato aconteceu durante uma abordagem pelo fato de ele, que estava na praia, se recusar a usar máscara. A reportagem do UOL consultou o TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo), que confirmou o jurista em seus quadros.

O uso do equipamento de proteção contra o coronavírus é obrigatório na cidade por meio do decreto nº 8.944, de 23 de abril de 2020, assinado pelo prefeito Paulo Alexandre Barbosa (PSDB). Descumprir a medida gera multa de R$ 100.

Nas imagens, que circulam em redes sociais, o homem é abordado por um homem da GCM, que pede “por favor” para ele usar máscara. Eduardo é informado sobre o decreto, mas diz que o ato “não é lei” e se recusa.

O guarda, então, desce do carro para aplicar a multa. Eduardo afirmou que já havia recebido uma infração: “Amassei e joguei na cara dele. Você quer que eu jogue na sua também?”, questiona.

TJ-SP se manifesta

O TJ-SP, por meio de nota, informou que vai apurar a conduta do desembargador. “O Tribunal de Justiça de São Paulo informa que, ao tomar conhecimento, determinou imediata instauração de procedimento de apuração dos fatos; requisitou a gravação original e ouvirá, com a máxima brevidade, os guardas civis e o magistrado.”

O caso vem repercutindo desde a manhã de hoje, e o termo “desembargador” já é um dos mais comentados do Twitter no Brasil.

Multa não é inédita para o desembargador

A Prefeitura de Santos se manifestou sobre o ocorrido por meio de uma nota de repúdio e afirmou que não é a primeira vez que o desembargador é multado pela rejeição ao uso de máscara.

“Trata-se de um caso de reincidência: o mesmo cidadão já foi multado em outra data por cometer a mesma infração. O secretário de Segurança de Santos, Sérgio Del Bel, deu total apoio à equipe que fez a abordagem e a multa foi lavrada na tarde deste sábado (18). O cidadão também foi multado por jogar lixo no chão”, informou a prefeitura.

“A Prefeitura de Santos é veementemente contra qualquer ato de abuso de poder e, por meio do comando da GMC, dá total respaldo ao efetivo que atua na proteção do bem público e dos cidadãos de Santos”, completou o órgão municipal.

– Nunca confie em cartola de federação de futebol. Eles podem mentir!

Na sexta-feira, Reinaldo Carneiro Bastos (presidente da Federação Paulista de Futebol) garantiu Copa Paulista e A3 simultâneas, em entrevista à Marília Ruiz.

No sábado, o mesmo dirigente garantiu isso no GloboEsporte.com.

No domingo, reforçou na TV Gazeta a mesma fala (de que as duas competições seriam simultâneas e que todas as equipes da A3 disputariam).

Na segunda-feira, com a ajuda de um interlocutor, Reinaldo respondeu um questionamento meu sobre a confirmação de tudo isso. Escrevi aqui: https://wp.me/p4RTuC-qzG.

Nesta quinta-feira, tudo mudou. A palavra de um homem, apesar de tal importância, muitas vezes não vale p. nenhuma… Olhe aqui sobre a Copa Paulista, divulgada pela FPF, publicada com exclusividade pelo Esporte Jundiaí: https://www.esportejundiai.com/2020/07/copa-paulista-tem-vaga-garantida-apenas.html.