– O que um patrão deseja do seu empregado?

Essa deu na Veja de 18/01/2017 (O QUE QUEREM OS EMPREGADORES?, pg 18): Empresários e executivos de grandes empresas foram questionados a fim de um levantamento sobre “desejos e comportamentos favoráveis de empregados candidatos à vagas de emprego”. Assim, os chefes dizem que:

– 57% vasculham perfis dos candidatos nas redes sociais;

– 93% tiram pontos de quem se veste de forma desleixada;

– 37% resistem a empregar um profissional com tatuagens visíveis;

– 66% consideram mais difícil achar força de vontade que boa formação;

– 83% evitam contratar quem já foi internado por abuso de álcool ou drogas.

E aí: há muita lógica / exatidão nessas características desejadas?

– WhatsApp e os dados compartilhados com o Facebook: qual a novidade?

“Bombou” na Web a palavra #Telegram hoje. E por quê?

Porque o WhatsApp anunciou que forçará o usuário a permitir o compartilhamento de dados com o Facebook. Assim, clientes insatisfeitos fizeram subir a Rede Social concorrente Telegram como opção.

Que ninguém nos ouça: será que o Facebook já não usa dados das suas outras redes, como o próprio WhatsApp e o Instagram?

É de se ficar com a pulga atrás da orelha…

– As faixas provocativas no Brasileirão

Foi o “sábado das faixas provocativas” no Brasileirão: em Santos, o Peixe provocando o Palmeiras com indiretas de 2a divisão e no Rio de Janeiro, o Fogão fazendo menção sobre a Tragédia do Ninho do Urubu.

Brincadeiras de rebaixamento seriam para torcedorespenso que não para clubes. E sobre a morte dos garotos flamenguistas, pareceu mais um momento oportunista-político do que empático para com as vítimas.

Eu sei que tem a galera que dirá: “é muito ‘mi-mi-mi’ no futebol”. Mas lembremo-nos: estamos falando sobre futebol profissional (business) e de ações referendadas pelas agremiações. Fosse o futebol varzeano, lúdico, descompromissado, seria outro enfoque!

Recordando ainda que, mesmo sem torcedores nos estádios, a Regra do Jogo continua cobrando o zelo contra faixas que incitem a violência, discriminação de qualquer teor ou mensagens de cunho político.

– Não é jornalismo sério…

Paulo Figueiredo entrou para a Jovem Pan substituindo Rodrigo Constantino no programa “3 em 1”, ao lado de Josias de Souza e Thaís Oyama.

Independente de ideologia ou tendência política, é assustador ver o escrachado lado bolsonarista, sem nenhuma preocupação com a isenção nem com a verdade dos fatos de Paulo. E faz o que mais um fanático gosta de promover: o descrédito à opinião contrária e a busca de minimizar as qualidades alheias.

Assista o que acontece aos 4’55” deste vídeo: o rapaz destrata a moça, e fala que o “jornalismo profissional morreu”! Pior: diz que existe na grande mídia o “Jornalismo Profissional de Esquerda”, mas o que ele faz é praticamente “a mesma coisa, versão Direita”.

Onde está o jornalismo profissional desse cara?

Em: https://www.youtube.com/watch?v=AWbGDEXtFfE (citado a partir de 4’55”)

– A “Terceira Vez” de Rogério Ceni. Mas foi ética a ida ao Flamengo?

Você trabalha em uma empresa e recebe uma proposta de emprego que lhe agrada mais. Dentro dos princípios de profissionalismo, você pode mudar de organização se o contrato / distrato permitir (pagando a multa). Normal.

Mas… e se você der a sua palavra que cumprirá até o período assinado o seu contrato?

Rogério Ceni disse dias atrás ao “Bem, Amigos” da Sportv que ficaria até o final do seu contrato como treinador do Fortaleza. Não cumpriu sua palavra e aceitou a proposta do Flamengo. Isso não foi lá “muito correto”…

Para mim, Rogério tem sido o grande nome dos técnicos brasileiros em atividade. No seu 1o trabalho num dos 12 times grandes do Brasil, o São Paulo, acertou e errou, mas não teve respaldo do presidente Leco. No 2o, no Cruzeiro, foi derrubado pelos atletas. E agora, no 3o?

O Flamengo tem jogadores bem remunerados, estrelas, e que recentemente derrubaram Domènec Torrent. Deixarão Ceni trabalhar como quer? Mais ainda: haverá uma guerra de egos (já que sabidamente há muita gente de personalidade forte por lá)?

Aguardemos.

– Que não se aceite como “normal” a cultura da simulação.

A famosa “Lei de Gerson”, do “jeitinho brasileiro em querer levar vantagem acima de tudo”, é um dos grandes problemas da nossa sociedade. Deturpa ideários de cidadania e cria a falsa impressão que “ser o esperto” é saber transgredir.

No futebol, simular pênaltis é uma das coisas mais simbólicas de tudo o que foi escrito acima. Na Inglaterra, tal ato é vaiado pelos torcedores da própria equipe do simulador.

Neste meio de semana, no Atlético-GO 1×2 Internacional-RS, Janderson tentou cavar um pênalti e lamentou que o VAR descobriu que ele estava fazendo algo errado.

É um “Sincerão”?

Não. É um cara-de-pau.

Compartilho este texto, abaixo, de Rodrigo Mattos, que diz com perfeição o que eu penso sobre esses unfair-play.

Extraído de: https://www.uol.com.br/esporte/futebol/colunas/rodrigo-mattos/2020/11/01/por-que-aceitamos-as-simulacoes-para-enganar-e-pressionar-arbitragem.htm

POR QUE ACEITAMOS COMO NORMAIS SIMULAÇOES PARA ENGANAR A ARBITRAGEM.

Em um lance de ataque do Atlético-GO, pela Copa do Brasil, o atacante Janderson entra na área, toca a bola para se livrar do goleiro do Internacional, Marcelo Lomba, e cai na área. O árbitro Marcelo de Lima Henrique marca pênalti para o time goiano. A revisão do lance no VAR mostra o que o telespectador já sabia: tratava-se de um teatro e não de uma falta. O pênalti é cancelado.

Ao final do jogo, Janderson deu uma entrevista ao “SporTV” em que admitia a simulação na área. “Ali, na hora, eu cavei. Infelizmente, ele olhou no VAR e não deu o pênalti”, disse o jogador. Foi classificado como sincero por alguns jornalistas, boa parte das pessoas riu do episódio.

Bom, no jogo, que é o que interessa, Janderson não foi sincero. Sem meias palavras, tentou enganar o árbitro Marcelo de Lima Henrique que foi salvo da sua incompetência pelo árbitro de vídeo. Sua simulação tinha, portanto, o objetivo de obter uma vantagem indevida no jogo, uma burla às regras.

No futebol inglês, esse tipo de conduta costuma ser criticado de forma dura como antiesportiva. É verdade que, na Copa de 2018, uma parte da mídia inglesa foi hipócrita ao criticar atletas de outras nacionalidades por simulação, especialmente Neymar, enquanto ignoravam as cometidas por seus atletas como Maguire. Mas há pelo menos uma cultura de se valorizar as condutas corretas.

No Brasil, essa discussão do que é certo fica perdida em meio a um vale tudo. Janderson está longe de ser um caso isolado. Jogadores, técnicos e dirigentes estão sempre forçando interpretações e protestando o máximo possível para tentar levar vantagem no campo de jogo.

Basta lembrar a mais recente gritaria contra a CBF por conta de lances do VAR que se espalhou por todos os times que disputam a ponta da tabela. Árbitros foram ofendidos por técnicos aos gritos em campo ou por dirigentes em corredores do vestiário. A confederação esteve reunida com dirigentes de boa parte dos clubes da Série A para dar explicações ou recebeu ofícios de protesto. (Não vou aqui citar clubes porque quase todos fazem e isso se transformaria em uma discussão clubista)

É claro que a arbitragem brasileira está longe da perfeição e comete muitos erros mesmo com VAR. Há, sim, protestos legítimos. Mas boa parte das reclamações é por lances no máximo discutíveis, algumas reações ocorrem quando o árbitro acerta com o uso da tecnologia. Nada que justifique os escândalos habituais. O protesto de hoje tem como objetivo, na realidade, obter uma arbitragem favorável amanhã.

Assim como no caso de Janderson, são cenas, simulações de indignação, para obter uma vantagem. É assim que o futebol brasileiro, dentro e fora de campo, transforma-se em uma grande peça teatral de comédia e o público faz o papel de bobo.

Janderson tenta cavar pênalti durante a partida entre Atlético-GO e Inter - Heber Gomes/AGIF

Imagem: Heber Gomes/AGIF

– Os patrocinadores que foram decisivos para o Santos romper com Robinho, ou o altruísmo de uma causa?

Depois da revelação impactante das conversas de Robinho com seus amigos no caso do “estupro coletivo na Itália” (se você não leu as chocantes transcrições, vide aqui: https://wp.me/p4RTuC-rQs), TODOS os patrocinadores do Santos FC ameaçaram romper seus contratos com o Peixe, caso o atleta continuasse.

Mediante as notas oficiais das empresas nas Redes Sociais, ficou impossível sustentar a contratação. Mas ficará uma dúvida: se não fosse a questão financeira relevante, o Santos, por iniciativa própria, romperia o contrato ou não (em nome da moralidade e respeito às mulheres)?

Fica a pergunta.

– A honestidade na labuta vale a pena!

Admiro demais as pessoas que lutam honestamente não vida. A labuta não incomoda, e sempre têm amparo (merecido) da família, dos amigos e de Deus!

Um curto texto em: https://www.youtube.com/watch?v=e-Vq6VHNGTk

– Atualizando: Barretos e Olímpia suspensos preventivamente como o Paulista, além de 8 atletas. Suspeito de aliciamento tem celular apreendido.

As informações são do GE.com: Paulista, Barretos e Olímpia estão suspensos das competições vindouras da FPF (sobre o Galo, em particular, aqui: https://wp.me/p4RTuC-rJj). Foram suspensos por tempo indeterminado 1 jogador do Paulista (Samuel Sampaio, que cometeu o pênalti considerado suspeito), 2 jogadores do Olímpia e 5 do Barretos. O Linense foi absolvido.

Willian Pereira Rogatto foi chamado para depor e teve o celular apreendido. Ele é investigado por supostamente aliciar Magno Dourado, no jogo contra o Desportivo Brasil, quando o atleta resolveu denunciar. Também é suspeito de ser responsável pelos jogos considerados “possivelmente fraudados”.

Reiterando: os clubes citados podem terminar a última rodada da A3 no final de semana, não são considerados culpados, mas estão preventivamente suspensos até que a Polícia indique que não foram partícipes de manipulação.

– As sementes misteriosas da China seriam Brushing?

O mundo é muito grande e cheio de falcatruas, não? O “da moda” é: o envio de sementes num saquinho vindo da China!

E o que é isso? Possivelmente brushingum golpe para vendedores melhorarem suas notas em sites de vendas pela Internet. Roubam dados, enviam alguma mercadoria para alguém e se auto-avaliam como bons vendedores. Como o produto deve ser leve para o picareta não pagar caro pelo frete, colocam sementes nos envelopes.

Abaixo, melhor detalhado, em: https://jovempan.com.br/noticias/brasil/sementes-da-china-fraude-chamada-brushing-pode-explicar-recebimento-de-pacotes-misteriosos.html

SEMENTES DA CHINA: BRUSHING?

Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento registrou 181 denúncias de pessoas que receberam os pacotes; foram notificados casos em 17 estados brasileiros e no Distrito Federal

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) registrou, até esta quinta-feira, 1º, 181 denúncias de pessoas que receberam pacotes de sementes misteriosas vindas de países asiáticos, como a China, Malásia e Hong Kong. Segundo a pasta, foram notificados casos em 17 estados brasileiros e Distrito Federal. Os primeiros relatos no País foram publicados no início do mês de setembro. No dia 14, a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) emitiu alerta oficial sobre o caso, mas a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) disse que há pessoas que afirmaram terem recebido pacotes suspeitos há mais de um ano. Além do Brasil, países como Canadá, Austrália e Estados Unidos também relataram o recebimento de sementes não solicitadas da China. De acordo com o Mapa, ainda não é possível apontar os riscos envolvidos. O material foi enviado para o Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA) de Goiânia para as análises técnicas. Segundo informações do órgão de defesa agropecuária americano (APHIS-USDA), o caso está sob investigação em conjunto com outras agências de segurança dos Estados Unidos. Até o momento, as evidências apontam para uma ação conhecida como brushing scam.

1. Como funciona a fraude?

De acordo com o especialista em Tecnologia, Inovação e Segurança Digital, Arthur Igreja, o tema surgiu em 2015, quando o Wall Street Journal abordou o assunto pela primeira vez. As grandes plataformas de vendas online, como Alibaba e AliExpress, utilizam a técnica para aumentar o seu ranqueamento, que funciona sob dois parâmetros: avaliação dos clientes (review) e o volume de vendas. Buscando aumentar as vendas, algumas plataformas começaram a enviar produtos para pessoas “fake”, ou eles mesmos comprarem as suas mercadorias. Outra estratégia é enviar um produto adicional, como se fosse um brinde para o cliente, com o objetivo de obter uma melhor avaliação. No entanto, no caso das sementes vindas da China, trata-se, muitas vezes, de consumidores que não pediram produtos. “Isso pode evidenciar um vazamento de dados, pois é possível conseguir endereço, nome completo e e-mail dos consumidores. Assim, estes recebem um pacote e a plataforma valida que foi realizada uma compra. A pessoa não denuncia e nem vai atrás e, como a empresa que enviou o produto tem os dados do remetente, ela cria uma conta no e-commerce e escreve uma avaliação em nome de quem recebeu o produto, mas não o solicitou. Olhando de fora, parece algo muito honesto: existe um pedido, um rastreador e um review que vai ranquear positivamente”, explica Igreja.

2 – Por que estão enviando sementes?

Estados Unidos e Brasil emitiram alertas que poderia se tratar de um ataque de biossegurança, já que as sementes eram geneticamente modificadas. Porém, segundo Arthur Igreja, a explicação é mais simples: sementes são baratas, leves, e quem recebe pode achar que se tratam de um brinde. De acordo com o Mapa, a entrada de sementes no Brasil só pode vir de fornecedores de países com os quais o ministério já tenha estabelecido os requisitos fitossanitários. O ministério, antes de autorizar a importação, realiza análise de risco de pragas para identificar quais poderiam ser introduzidas por aquelas sementes. A partir disso, ficam estabelecidas medidas fitossanitárias a serem cumpridas no país de origem para minimizar o risco de introdução de doenças no Brasil por meio da importação do material. Para evitar o risco fitossanitário, o Mapa atua no controle do e-commerce internacional com equipe dedicada a fiscalizar e impedir a entrada de produtos sem importação autorizada no país.

3 – As empresas podem ser responsabilizadas caso aconteça algo prejudicial?

Arthur Igreja afirma que as empresas e os países podem, sim, ser alvo de investigações. No entanto, segundo ele, até agora não existem punições mais contundentes em andamento para que as empresas se sintam amedrontadas a não fazer isso. O recebimento de produtos não solicitados já aconteceu outras vezes, como em julho de 2019, quando houve relatos de indivíduos recebendo pacotes que nunca pediram da empresa Amazon. Embora o recebimento dos produtos possa não indicar necessariamente um problema maior, eles podem, em alguns casos, indicar uma violação de dados. Por isso, os clientes que acreditam ter sido vítimas de brushing são aconselhados a notificar imediatamente a empresa, bem como alterar sua senha e possivelmente utilizar serviços de monitoramento de crédito. No caso das sementes da China, o Mapa reitera que, caso a pessoa não tenha feito compra on-line ou não reconheça o remetente, não utilize as sementes e leve o pacote para uma das unidades do Ministério em seu estado ou entre em contato por telefone relatando a situação.

4 – Porque os pacotes vêm todos da China?

Grande parte da manufatura global é chinesa. Outro fator importante é que a China, ao lado dos Estados Unidos, tem empresas grandes de tecnologia e portais de venda – como é o caso do Alibaba e AliExpress. Os pacotes, porém, também tem chegado de outros países asiáticos, como Malásia e Japão. A Embaixada da China em Brasília alertou nesta quinta sobre indícios de fraude verificados nos pacotes enviados ao Brasil pelos correios. Etiquetas nas embalagens continham erros, comunicou a embaixada. “Uma verificação preliminar constatou que as etiquetas de endereçamento apresentam indícios de fraude, com erros no código de rastreamento e em outros dados”, afirmou em nota oficial.

por Gabriel Zapella/Arquivo pessoal

– Fofoca é prejudicial. Sempre!

A Fofoca (que vem do Diabo, que nos traz a mentira) é algo pior que a Covid!

Uma interessante fala do Papa Francisco para nossa reflexão,

em: https://www.youtube.com/watch?v=Oiyig0GxUHg

– Magno Dourado, o Jogador que vale Ouro e denunciou quem queria Resultado Manipulado:

Mais um jogo que poderia entrar na lista dos suspeitos de manipulação de resultados, mas com desfecho diferente: Desportivo Brasil de Porto Feliz vs Paulista de Jundiaí, pela A3 do Paulistão. Felizmente, um corajoso atleta resolveu resistir!

Nestes últimos dias, temos falado sobre fraudes em partidas de futebol. Falamos sobre como observar alguns indícios e aproveitamos para abordar Barretos 0x4 Linense na Terceirona de São Paulo, um dos jogos em investigação (vide em: https://wp.me/p4RTuC-rwK). Soube-se nesta última 5a feira que também um jogo envolvendo o Olímpia na mesma divisão estava sendo considerado suspeito (leia o último parágrafo no link de: https://wp.me/p55Mu0-2Ej). Por fim, falamos sobre como se frauda um jogo pela ótica do árbitro (aqui, em: https://wp.me/p4RTuC-1VJ).

E coincidentemente, na semana que relembramos 15 anos do caso “Máfia do Apito” (se você tiver esquecido sobre o episódio, reveja em: https://wp.me/p4RTuC-d0u), uma tentativa de manipulação foi denunciada por um jogador que revelou o assédio: Magno Dourado, atleta do Paulista FC.

Pela Rádio Difusora, o comandante do Time Forte do Esporte Adilson Freddo deu em primeira mão: um jogador do Galo da Japi estava na delegacia registrando um BO com provas contra um apostador, e era o Magno. Imediatamente, Thiago Batista de Olim, do site Esporte Jundiaí, replicou o fato e a notícia se espalhou (justo no dia em que o time jundiaiense entrava em campo em Porto Feliz, a fim de buscar uma vitória para a permanência da A3 contra o Desportivo Brasil). Adilson conseguiu entrevistar o jogador e Thiago registrou a fala deles em: https://is.gd/pkdis9.

Basicamente, um interessado procurou contato com o atleta pelas Redes Sociais até conseguir o telefone. Ofertou R$ 5.000,00, tentou saber se era possível “chegar na diretoria” (é o que deu a entender no relato) e convidou Magno a aliciar outros 6 companheiros, pois, segundo o apostador, com 7 no esquema “o time não anda” (alusão de que é mais fácil conseguir o combinado, uma derrota). 

Porém, algo que o vigarista não contava: de boa índole, Magno Dourado se impressionou e pediu para a esposa gravar a conversa pois não queria participar de esquemas corruptos. Levou o diálogo à diretoria, deu print nas telas das Redes Sociais e foi levado à delegacia.

Por motivos médicos, eu não estava na transmissão da partida desta 6a feira, mas tive a oportunidade de conversar com ele pelo telefone, à tarde, somente para poder lhe dizer: PARABÉNS! O quão o futebol brasileiro precisa de pessoas honestas e resilientes às tentações. Magno Dourado foi sacado do jogo, se assustou, mas fez a coisa certa: não sucumbiu à desonestidade, e por isso deve ser considerado como modelo necessário ao esporte: íntegro e não omisso.

Já imaginaram quantas coisas saberíamos se existissem outros Magnos Dourados por aí? Há de se ter coragem para denunciar e frieza para não cair em tentação.

Ouvi algumas pessoas dizendo: “Mas correr o risco de manchar a carreira ‘só’ por R$ 5.000,00?”. Ora, a maioria absoluta dos jogadores de futebol ganha menos do que isso. Infelizmente, muitos caem no conceito errado de acreditar que “boleiro ganha bem” pela exceção dos salários de “400.000,00 reais pra cima” de parte da elite da bola.

Pense: jogador da A3 é operário do futebol, meio que “cigano”: três meses num time, seis meses no outro, e vai rodando. Ganha em média 3 salários mínimos (é o piso de um atleta profissional) e dificilmente recebe em dia (quando recebe!). Um agrado nesse valor é uma ajuda, para o padrão da divisão, considerável. Portanto, o bandido vai atrás deste tipo de atleta: em posição difícil na tabela, com clube devendo salários e de ambiente de grande vulnerabilidade financeira.

Engana-se, porém, quem pensa que os sites de apostas são responsáveis por essa situação. Pelo contrário! Eles ajudam as autoridades a identificarem jogos suspeitos onde se deseja “quebrar a banca”. Portanto, os vilões da história são os apostadores desonestos.

Por fim: reitero os aplausos a Magno Dourado, sinônimo agora de jogador honesto (quem sabe a lei que pune os crimes contra a fraude de resultados não possa levar o nome de “Lei Magno Dourado”?) e à diretoria do Paulista FC que não bobeou na decisão de ir à Polícia prontamente. Certamente, o mundo da bola reconhecerá o jovem jogador e coisas boas acontecerão a ele.

Ah! Quase esqueci: o Paulista venceu por 3×2, gol nos acréscimos de Tiziu, e sobrevive na divisão. E, no caso dos salários do clube, como a pandemia parou o torneio faltando 4 rodadas, a nova diretoria que assumiu a gestão montou um novo time, acertou um “combo pelos 4 jogos”, pagando antecipadamente metade do valor, combinando com o pagamento do restante ao término do campeonato.

IMPORTANTE: imagino que, com a Polícia sabendo o nome do apostador e dos envolvidos, a prisão deste tipo de gente está em questão de horas. É natural (infelizmente) que elementos ruins queiram assustar Magno Dourado e as pessoas próximas. Mas o atleta não deve temer pois, como tudo está gravado, a intimidação é ainda mais uma prova da picaretagem dos bandidos. Segurança física é óbvia à ele neste momento, além, lógico, que se ocorrer algum tipo de ameaça, estará mais do que evidente ser uma confissão de culpa do assediador.

Foto: Esporte Jundiaí

A entrevista mais recente do atleta ao Globo Esporte pode ser acessada aqui: https://globoesporte.globo.com/sp/tem-esporte/futebol/paulista-serie-a3/noticia/noticias-manipulacao-resultados-serie-a3-paulista-jundiai.ghtml

– Manipulação de resultados no futebol do Paulistão A3 (de novo)? O ambiente da vulnerabilidade é notório.

Antes de falarmos de mais um caso envolvendo fabricação de resultados no futebol do Interior de São Paulo,  considere o seguinte cenário:

Há 10 meses, a Globo mostrava como funcionava o esquema de manipulação de resultados na Série C do Cariocão (a 3a divisão do Rio de Janeiro). Vide no Globo Esporte, em: https://globoesporte.globo.com/programas/esporte-espetacular/noticia/esporte-espetacular-revela-esquema-de-manipulacao-de-resultados-no-futebol-do-rio.ghtml

Há 1 ano, o TJD-SP punia o Batatais por manipulação de resultados na série A3 paulista (a Terceira Divisão), suspendendo o clube por 240 dias e multando-o por R$ 70.000,00. Na apelação, o clube conseguiu redução de pena para 120 dias e em 2020 a decisão mudou para absolvição (acesse o site do TJD da FPF com os dados, em: https://futebolpaulista.com.br/TJD/Tribunal.aspx.

Há 2 anos, deflagrou-se a Operação Cartola no Futebol da Paraíba, envolvendo cartolas, clubes, jogadores, técnicos e árbitros, objetivando ver a combinação de resultados em sites de apostas. Tudo sobre isso no G1, em: https://globoesporte.globo.com/pb/noticia/stjd-denuncia-17-envolvidos-no-esquema-de-manipulacao-de-resultados-no-futebol-da-paraiba.ghtml

Há 30 meses, o União Barbarense era investigado por manipulação de resultados, envolvendo a A3, com o treinador sendo denunciado. Relembre no UOL, em: https://www.uol.com.br/esporte/futebol/ultimas-noticias/2018/03/26/suposto-esquema-de-apostas-e-goleiro-improvisado-ditam-rebaixamento-em-sp.htm

Há 4 anos, a Operação Game Over prendia pessoas envolvidas em manipulação de resultados no futebol paulista, envolvendo A2 e A3. Faziam parte de um esquema que vinha da… Indonésia! A matéria, da Revista Veja, aqui: https://veja.abril.com.br/esporte/envolvidos-em-mafia-de-apostas-serao-denunciados-por-formacao-de-quadrilha/

Há 15 anos, tivemos a Máfia do Apito, impactando diretamente no Campeonato Brasileiro de 2005 (relembre como foi e o que aconteceu com os envolvidos em: https://professorrafaelporcari.com/2015/09/27/serie-mafia-do-apito-espn-brasil/)

De todos os casos, é óbvio que o único que ganhou repercussão nacional foi o de 2005, envolvendo os principais clubes da Série A do Brasileirão. E aí vem a observação: os vigaristas se utilizam das divisões menores, dos clubes regionais e dos atletas em situação de vulnerabilidade financeira para promoverem suas ações criminosas. Se descobertos, repercute muito menos.

Tudo isso foi lembrado para pontuar: MAIS UM CASO envolvendo denúncia de manipulação de resultados no futebol brasileiro, de novo na série A3, agora na partida entre Barretos 0x4 Linense, partida na qual o “Touro” perdeu em casa para o “Elefante” com 2 gols de pênalti, além de um gol contra nos acréscimos, surgido de um lance posterior a uma incrível lambança do jogador que marcou seu auto-gol.

Sobre o que a Polícia disse sobre essa partida, denunciada pela SportRadar, que monitora fraudes em jogos de futebol, no link em: https://globoesporte.globo.com/sp/ribeirao-preto-e-regiao/futebol/campeonato-paulista/noticia/policia-de-sao-paulo-analisa-suspeita-de-manipulacao-em-barretos-x-linense-pela-serie-a3.ghtml

Cá entre nós: se avaliarmos as condições dos clubes da A3 paulista (e de tantos outros lugares do Brasil), não é um local permissível para os bandidos, especialmente no período pós-pandemia? Muitos clubes em situação delicadíssima (se fossem empresas já estariam falidos), treinadores agindo como “empresários de atletas” aos montes, jogadores com meses de salários atrasados, dirigentes com histórico duvidoso de conduta e outros envolvidos em situação precária, como árbitros, fiscais e demais personagens no futebol.

Por fim, sem julgar ninguém, nenhuma instituição ou partida específica, sejamos racionais:

– quando vemos um zagueiro “saindo errado para o jogo” e entregando a bola para o adversário;
– quando um recuo para a própria meta é tão descabido que vira um gol-contra;
– quando a escalação muda repentinamente e atletas sem condições de mostrar um futebol condizente com a divisão são levados a campo;
– quando cartões são facilmente recebidos por atletas sem nenhuma contestação;
– quando a mão na bola é vulgarizada e você fica se questionando como pode o erro ser tão infantil;
– quando um árbitro “caseiro / novato / fraco tecnicamente” é escalado justamente quando o time da casa precisa ganhar;
– quando o melhor atleta dos time é substituído sem justificativa estando em bom momento da partida;
– quando todo mundo se machuca numa partida e as cãibras surgem mesmo com o resultado adverso;
– quando os pênaltis são acontecidos de maneira tão bisonha; e,
– quando qualquer situação sai da normalidade e você se questiona se “é só ruindade ou existe má fé”…

Não existe, em todos esses casos, ao menos um “benefício da dúvida”? Insisto: sem especificar alguma partida, condenar alguém ou levantar algum questionamento particular, mas trazendo ao debate a grande preocupação: as autoridades não precisam estar mais atentas a tudo isso?

Um futebol mais forte, com equipes financeiramente mais preparadas, jogadores com melhores condições e dirigentes mais responsáveis, seria importante para todo mundo e evitariam situações como essas. E encerro com uma reflexão do jornalista Cláudio Carsughi, que nunca me esquecerei, dizendo mais ou menos com essas palavras a respeito sobre “honestidade dos juízes e manipulação das partidas de futebol”:

“Se Deus, na sua imensa sabedoria, não poupou nem a sua Igreja do mal da corrupção, por quê acreditar que no futebol são todos honestos? E por quê ele blindaria uma única categoria, a dos árbitros de futebol”?

Em 2006, o GAECO se reuniu com os árbitros da FPF que estavam na Pré-temporada do ano anterior e que tiveram algum contato com Edilson Pereira de Carvalho e Paulo José Danelon, os protagonistas da Máfia do Apito. Eu era um dos 40 ali presentes, e na fala dos promotores José Reinaldo Carneiro Bastos e Roberto Porto, os criminosos sempre vão para cima de quem eles estudam o perfil e crêem que participariam de esquemas, tomando cuidado em não abordar pessoas que denunciariam tudo. Foi o caso de Paulo César de Oliveira, que, quando levantado o nome de um convite a ele por parte dos bandidos, de pronto foi dito: “NÃO! Esse é honesto!”.

  • Um prazer ser deixado de lado por ser inviolável na sua integridade, não?

Que as autoridades apurem com Justiça o caso de “entrega” (ou não) do jogo citado, bem a investigação de outros jogos.

– O Maior Ficha Limpa do Brasil!

Há algum tempo, Maluf declarou que se encontrassem algum dinheiro dele no exterior, doaria tudo à Santa Casa de Misericórida. Depois, declarou que era o político mais ficha limpa do Brasil!

Mas que cara-de-pau…

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– A capa da Piauí com um Posto Ipiranga “acabado”

Imagine o custo da Rede de Postos Ipiranga para manter sempre o conceito “clean” da sua imagem. E ao ver a capa da Revista Piauí deste mês, falando da “Indústria do Petróleo Pós-Pandemia”, com uma unidade da empresa “arrasada”, penso: duvido que a Ipiranga autorizou o uso da sua marca!

Não dá para falar que está descaracterizado, pois a manifestação de imagem é clara. Aí fico na dúvida: a sensibilidade do editor não lhe mostrou que poderia fazer a mesma matéria (que deve ser boa, o tema é pertinente, embora não tenha comprado a revista para ler) com um apelo de capa não manifestado tão claramente?

ACRÉSCIMO: a Ipiranga se pronunciou oficialmente:

A Ipiranga esclarece que não foi consultada para a publicação da imagem de sua marca, que estampa a capa da edição de setembro dessa revista de circulação nacional. Utilizando a imagem de um Posto Ipiranga, de forma indevida e não autorizada, e sem uma chamada acompanhando a ilustração, a publicação remete aos leitores somente a representação de uma de nossas unidades de forma depreciativa.

Somos uma empresa brasileira, que possui uma história de 80 anos de compromisso com o País, apartidária e que acredita no Brasil. Lamentamos que nossa marca tenha sido usada com um significado distorcido dos princípios que defendemos, agredindo gratuitamente milhares de colaboradores e parceiros de negócios, que ostentam a marca com orgulho e, os milhões de brasileiros que escolhem a qualidade de nossos produtos e serviços, diariamente.

Ressaltamos ainda que temos profundo respeito pela revista e pela imprensa em geral, principalmente, pelo trabalho feito em defesa dos valores fundamentais de liberdade de expressão e transparência em nossa sociedade. Por isso, esperamos que tal uso inadequado seja devidamente corrigido e esclarecido pelos editores.

Capa da revista, divulgação.

– A juíza que censurou a Globo no caso de Flávio Bolsonaro / A revista que exaltou Flávio Dino às vésperas da assinatura.

Não me iludo com políticos e seus militantes radicais. Abaixo, dois exemplos:

Na semana passada, a juíza Cristina Serra Feijó determinou a proibição de uma matéria da Rede Globo revelando documentos comprometedores contra o Senador Flávio Bolsonaro. A justificativa, pasmem, no documento despachado, foi a de “excesso de liberdade de imprensa”. O interessante é que aqueles mais fanatizados politicamente (os extremistas pró-presidente), que detonam o Judiciário diariamente, nada criticaram quanto à esta censura. Só se critica quando convém?

Também na mesma semana, Flávio Dino, governador do Maranhão, viu-se impelido a cancelar assinaturas da Revista Carta Capital, após a péssima repercussão. Em Junho, Dino visitou o dono da revista, Mino Carta. Em Julho, saiu uma matéria elogiosa à ele, desqualificando quem era contrário à sua gestão. Em Agosto, surgiu o contrato sem licitação (pois foi escolhida APENAS essa publicação – dispensando Veja, Isto É, Época, Superinteressante) para abastecer as bibliotecas das escolas maranhenses com a Carta Capital. Em Setembro, com escolas fechadas (sendo desnecessária a compra), cancelou-se tudo (em 2019, a Carta Capital foi exclusiva de seu segmento no Maranhão, ao custo de mais de R$ 600 mil).

Dos liberais-conservadores aos comunistas-progressistas, a relação entre políticos, juizes e imprensa é traumática. Mas lembre-se: confie na imprensa ética e honesta, na Justiça limpa e descomprometida, e, por fim, em Políticos transparentes e não-demagogospois há bons e ruins em todos os setores, como visto nestes casos.

– E os funcionários fantasmas da Alerj?

Não tinha assistido essa reportagem sobre pessoas com cargo de confiança na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro e que não trabalham, recebendo muito dinheiro com os salários altos e benesses condenáveis.

– Persuasão Financeira e o Burro de Ouro do Rei Felipe

Avalie: Você se dobra ao Poder do Dinheiro?

E de um “burro carregado de ouro”?

Uma belíssima reflexão de Heródoto Barbeiro, sobre ‘Felipe, Rei da Macedônia’, compartilhada pelo Prof José Renato Santiago (extraído de: http://www.jrsantiago.com.br/barbeiro.html)

O texto remete: até onde a persuasão financeira modifica nosso comportamento?

O BURRO DE FELIPE

O rei da Macedônia, Felipe, aproveitou-se do enfraquecimento das cidades estado da Grécia, arruinadas por guerras imperialistas de dominação e iniciou um processo de conquista de toda a região. Com um bom exército, se considerava um grego, ainda que para estes, não passava de um bárbaro sem cultura. O fato é que uma a uma as cidades começaram a cair. Umas diante de um exército bem montado, outras simplesmente abriam as portas de suas muralhas para que Felipe entrasse com as suas tropas. Perguntado como conseguia essa façanha de conquistar uma cidade sem nenhum combate, Felipe respondeu que não havia cidade que resistisse a um burro carregado de ouro. O macedônio, se vivesse nos dias atuais provavelmente seria louvado com um exímio praticante da “real politik”. Ou seja acima das ideologias está a corrupção, capaz de fazer homens e mulheres traírem as suas convicções, e no caso em tela, até mesmo trair sua cidade entregando-a ao inimigo. Felipe sabia que com os bolsos cheios de ouro é possível mudar discursos, transformar inimigos em amigos e financiar falcatruas e até mesmo o assassinado dos resistentes.

Dobrar-se ao poder do dinheiro é uma fraqueza de todos os seres humanos e não de apenas alguns que estão no governo, dizem uns . Isto sempre acontece e sempre vai acontecer dirão outros. Quer no passado, quer no presente essa corrupção é paga pela população, uma vez que, parodiando Peter Drucker, não há corrupção grátis. Encher os bolsos faz com que velhos lutadores contra a plutocracia aristocrática se dobrem aos argumentos dos que querem se apropriar das terras, das riquezas ambientais do país e serem indultados pelos danos que já provocaram na natureza. É a aliança dos ex-capitães donatários, os velhos latifundiários travestidos de globalismo, com as transnacionais detentoras das tecnologias de sementes, agro tóxicos e dos preços nos mercados. As duas pontas do sistema se uniram em busca de negócios fantásticos, capazes de gerar recursos para alugar mentes e línguas e contratar as mais refinadas assessorias de burocratas incrustados no governo.

Pessoas, organizações, partidos, associações de toda ordem mudam de programa, de opinião, de convicção. Isto é próprio da evolução da sociedade humana. Alguém já disse só os imbecis não mudam. Porém há alguns princípios éticos e morais que sobrevivem às mudanças da conjuntura. Ser contra a privatização dos serviços públicos, como a telefonia, mudar de idéia, e depois privatizar os principais aeroportos do país, é aceitável, ainda que discutível. Aceitar propina para defender “special interests” é crime até mesmo nos países do centro do sistema. Na periferia é aceito como algo normal, e que não merece nenhum reparo. Tráfico de influência dá cadeia nos países de tradição democrática, no Brasil dá ministério, acesso aos restaurantes de luxo, as convenções nos resorts caríssimos, enfim, abre as portas para fazer parte do stablishment. Há portas e portas para a ascensão social sem que seja necessário sujar as mãos com negociatas ou adesão à interesses anti nacionais. O burro do Felipe está à solta, não há porta de gabinete que ele não tente entrar. Em alguns consegue.

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Imagem extraída da Web, autoria desconhecida.

– Sobre as denúncias contra o Padre Robson do Santuário do Divino Pai Eterno.

Falar em nome de Deus é uma vocação e um serviço. Por isso, sacerdotes, pastores, rabinos ou qualquer outro líder espiritual precisam demonstrar a dedicação e praticar o que pregam (ao menos, se esforçarem para tentarem isso tudo).

Se alguém está à frente de uma instituição religiosa, deve tomar cuidado para ser fiel aos propósitos da sua crença. A tentação do Inimigo existe, e pode deturpar pessoas de boa fé que se perdem no caminho do pastoreio. Além, lógico, da índole de quem não tinha o propósito verdadeiro da assistência espiritual e entrou “nesse ramo” como charlatão. Tudo isso para abordar o difícil e delicado tema do Padre Robson do Santuário do Pai Eterno, de Trindade-GO.

Abaixo, extraído de: https://epoca.globo.com/brasil/investigado-por-corrupcao-padre-celebridade-movimentou-17-bilhao-apos-inicio-da-construcao-de-basilica-em-goias-24601910

INVESTIGADO POR CORRUPÇÃO, PADRE CELEBRIDADE MOVIMENTOU 1,7 BILHÃO

Sustentado por doação de fiéis, projeto da instituição criada por religioso prevê torre de 110 metros de altura e maior sino do mundo, importado da Polônia; obra iniciada em 2011 segue inacabada em terreno no município de Trindade

Criada e presidida pelo padre Robson de Oliveira Pereira, de 46 anos, a Associação Filhos do Pai Eterno (Afipe) movimentou R$ 1,7 bilhão desde o início da construção de uma suntuosa basílica em Trindade, cidade situada a 23 km de Goiânia que se tornou destino de romaria de peregrinos católicos. A pedra fundamental do mega complexo religioso foi lançada em junho de 2011, mas a obra segue inacabada. Neste período, a construção do templo de padre Robson impulsionou as doações à Afipe.

O cálculo dos gastos na obra da basílica é parte da investigação realizada pelo Ministério Público de Goiás (MP) sobre desvio de dinheiro doado por fiéis. Padre Robson é apontado como líder da organização criminosa que utilizava os recursos obtidos em doações para fins pessoais, como compras de fazendas, apartamentos e até mesmo uma casa de praia na Bahia.

O MP chegou ao valor da movimentação financeira após análise de dados obtidos mediante quebras de sigilos fiscal e bancário autorizadas pela Justiça. De acordo com o MP, as doações aumentaram ano a ano, no período entre 2011 a 2018.

O complexo religioso em construção prevê uma nova basílica, com capacidade para 13 mil pessoas e uma cúpula com 90 metros de altura. A atual comporta 2,5 mil fiéis.

O Novo Santuário do Divino Pai Eterno também terá uma torre com 110 metros de altura e 73 sinos, inclusive o maior do mundo, chamado de Vox Patris. Trata-se de uma peça feita de bronze, fabricada na Polônia, que pesa 55 toneladas e mede 4 metros de altura e 4,5 metros de diâmetro.

“Estava-se procurando para o Novo Santuário sinos que teriam tamanho necessário. Foi nos apresentado um projeto de sinos cujo peso seria de dez toneladas e mais leves, mas durante a visita que o padre Robson fez na Polônia foi modificado. Surgiu, então, a ideia do maior sino de balanço do mundo, que tornou-se um enorme desafio para nós. Não apenas tecnológico, mas um desafio enquanto empreendimento em sim”, afirmou Piotr Olszewski, responsável pela fabricação do sino, ao site da Afipe.

O novo Santuário será equipado também com um teatro, um museu, um centro comercial e um estacionamento para 30 mil carros e 4 mil ônibus. Todos os anos, cerca de 4 milhões de pessoas vão à Trindade para conhecer a paróquia liderada por Padre Robson.

Na decisão para os mandados de busca e apreensão concedidos nesta semana, a juíza Placidina Pires, da Vara de Feitos Relativos a Organizações Criminosas e Lavagem de Capitais, afirmou que “as associações religiosas investigadas sabidamente sobrevivem de doações de fiéis e que, portanto, devem prestar contas públicas da destinação dada às suas arrecadações”.

A magistrada também escreve que são graves os fatos investigados de suposto desvio de doações feitas por fiéis do Divino Pai Eterno à Afipe para a construção da Basílica de Trindade e para custeio de outros projetos de cunho social e religiosos da instituição.

Na noite deste sábado, padre Robson publicou um vídeo em suas redes sociais para se manifestar sobre as investigações do MP.

Na gravação, o pároco diz estar com o “coração sereno” e confiante de que vai esclarecer todas as questões levantadas pelos promotores o mais breve possível.

“Sempre estive e continuo à disposição do Ministério Público. Por isso, esse meu pedido de afastamento vai me permitir colaborar com as apurações da melhor forma e com total transparência para que seja confirmado que toda doação que fazemos ao Pai Eterno – terços rezados, o dinheiro doado, tempo, carinho, trabalho empregado na evangelização – foi toda, repito, toda empregada na própria associação Afipe em favor da evangelização”, afirmou.

O advogado Klaus Marques, que representa a Afipe, justificou o uso das doações na compra de imóveis como uma forma de investimento. “A questão toda era: vou manter todos os recursos que eu recebo dos meus fiéis no banco, com taxa selic de 2% ao ano ou vou fazer aplicações em outros mercados e ter rendimentos maiores?”, disse.

O MP investiga crimes de apropriação indébita, organização criminosa, lavagem ou ocultação de bens e dinheiro. Responsável pela defesa de padre Robson, o advogado Pedro Paulo de Medeiros, alega que não há bens no nome do seu cliente, que todas as aquisições da Afipe permanecem como patrimônio da entidade e nega a existência de qualquer crime.

“Nenhum desses crimes aconteceu. E eu parto da premissa inicial: ninguém se apropriou de dinheiro da associação. E se ninguém se apropriou de dinheiro da associação, que continua no patrimônio da associação, nenhum dos outros crimes que são decorrentes desse primeiro existem. Então se não há apropriação indébita, não há qualquer um dos outros crimes”, afirmou Medeiros.

– Moderados dialogam, os Radicais trombam!

Sensacional a reportagem sobre os jovens moderados “esquerdistas e direitistas” do Brasil. Nada de fanáticos e alucinados! E olhe que é uma matéria que tem 3 anos, mas que poderia servir de exemplo para muitos lunáticos hoje.

A nova realidade a surgir é composta por jovens de esquerda, não-radicais, não alienados ao lulopetismo somados com os jovens de direita, democráticos, não radicalizados em diálogo social. Um contraponto aos extremistas atuais.

Ótimo! Esse é o ideal da sociedade brasileira, que deve ter acima de tudo…bom senso. Xô radicalismo, viva a moderação!

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– Flávio Bolsonaro e a fiel imitação à Lula

Durante todo o escândalo do Mensalão, o ex-presidente Lula dizia aos quatro cantos quando algo importante era revelado: “eu não sabia”. Fez-se de bobo até o último instante, das coisas menores às mais relevantes, sempre negando conhecimento dos crimes que estava envolvido.

Agora, é a vez de Flávio Bolsonaro ter a mesma estratégia: sobre a compra de 2 apartamentos em Copacabana, por R$ 638.000,00 em dinheiro vivo, alegou ao Ministério Público que “não se lembrava como tinha pago”.

Cá entre nós: o sujeito que paga uma fortuna dessa em espécie, e não se lembra, ou deve estar muito acostumado a mexer com altas cifras em papel moeda ou simplesmente é maluco. Ou a 3a hipótese: corrupto.

– Placares manipulados no futebol: cuidado! Como se faz?

ARBITRAGEM – Os 4 tipos de árbitros de futebol e uma curiosidade do imaginário popular: como se “frauda” uma partida?

Em: https://www.youtube.com/watch?v=Iy78nLqh2Ok

– O Estudo de correções de genes e o debate ético!

Embriões com genes modificados para curar doenças estão se tornando uma realidade no campo das pesquisas. Só que o mesmo trabalho pode permitir a escolha de crianças que nasçam com características físicas específicas escolhidas pelos pais.

Até onde a ciência irá?

Extraído de: http://istoe.com.br/pesquisadores-corrigem-genes-defeituosos-em-embrioes-humanos-pela-primeira-vez/

CORREÇÃO DE GENES DEFEITUOSOS: A MEDICINA ENTRE A ESPERANÇA E O DEBATE ÉTICO

Genes portadores de uma doença cardíaca hereditária foram modificados -com sucesso- em embriões humanos pela primeira vez graças a uma técnica que gera esperanças e questões éticas.

Esta pesquisa foi publicada na quarta-feira (02/08) na revista Nature. Embora ainda esteja em fase preliminar, abre potencialmente o caminho para grandes avanços no tratamento de doenças genéticas.

No entanto, surgem sérias questões éticas dignas do “Admirável Mundo Novo”, de Aldous Huxley, já que esta técnica poderia, em teoria, ser utilizada para produzir bebês geneticamente modificados com o objetivo de escolher a cor de seus cabelos ou aumentar sua força física.

A pesquisa sobre embriões humanos conta com uma regulação estrita, e não se trata de implantar os utilizados no estudo no útero de uma mulher para iniciar uma gravidez. Por isso, os cientistas não os deixaram se desenvolver mais do que alguns dias.

Este método, que ainda precisa de mais pesquisas, “pode potencialmente servir para prevenir a transmissão de doenças genéticas às futuras gerações”, comentou durante coletiva por telefone uma das autoras do estudo, Paula Amato.

Mas esta perspectiva ainda está distante. “Antes dos testes clínicos, serão necessárias pesquisas suplementares e um debate ético”, afirmou Amato.

– Corrigir um erro –

O estudo foi realizado na Universidade de Saúde e Ciência de Oregon (OHSU), nos Estados Unidos, por cientistas americanos, chineses e sul-coreanos. A ferramenta utilizada é a técnica CRISPR-Cas9, grande achado revelado em 2012.

É baseado em uma enzima que age como uma “tesoura molecular”. Ela pode retirar partes não desejadas do genoma de forma muito precisa para substituí-las por novas partes de DNA.

A equipe de pesquisadores usou esta ferramenta revolucionária para corrigir, em embriões humanos, o gene portador da cardiomiopatia hipertrófica. Esta doença cardíaca hereditária pode provocar a morte súbita, especialmente durante a prática de esporte.

Os pesquisadores realizaram uma fecundação in vitro de ovócitos normais com espermatozoides portadores do gene defeituoso. Simultaneamente com o esperma, os cientistas introduziram as ferramentas de edição genética.

O objetivo: cortar o DNA defeituoso para provocar a sua reparação.

O resultado foi indiscutível. Cerca de 72% dos embriões (42 de 58) foram corrigidos, enquanto esta taxa teria sido de 50% sem as famosas “tesouras genéticas” – de maneira natural os embriões teriam tido uma chance em duas de herdar um gene saudável.

– Precedente na China –

“Estas ferramentas ainda podem melhorar para chegar a uma taxa de sucesso de 90%, ou até de 100%”, previu outro autor do estudo, Shukhrat Mitalipov.

Em 2015, foi realizada uma experiência similar na China, mas com resultados menos conclusivos. O fenômeno de “mosaicismo” (presença simultânea de genes saudáveis e defeituosos no embrião) não foi impedido, o que foi conquistado pelos cientistas no novo estudo.

“A questão mais debatida será a de saber se o princípio de modificar os genes de um embrião in vitro é aceitável”, analisou um especialista independente, o professor Darren Griffin, da Universidade de Kent, citado pelo Science Media Centre.

Agora, segundo ele, “outra questão deve entrar em debate: é moralmente justo não agir se tivermos tecnologia para prevenir estas doenças fatais?”.

Em dezembro de 2015, um grupo internacional de cientistas reunidos pela Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos (NAS, em inglês) em Washington considerou que seria “irresponsável” usar a tecnologia CRISPR para modificar o embrião com fins terapêuticos enquanto os problemas de segurança e de eficácia não tenham sido resolvidos.

Mas em março, a NAS e a Academia Americana de Medicina estimaram que os avanços neste âmbito “abriam possibilidades realistas que mereciam sérias considerações”.

– Relembrando os 3 passos para o protocolo FIFA contra a Discriminação no Futebol!

Desde 15 de julho de 2019, a FIFA ampliou como norma mundial um procedimento em 3 etapas que adotou como “Protocolo contra a Discriminação”. Entenda isso com os exemplos de: Imitar Macaco / Jogar Banana (Racismo), Gritar “Bicha” / “Puto” no Tiro de Meta (Homofobia), Fazer gestos sexistas (ironizar uma atleta / oficial de arbitragem por ser mulher), cantar música que possa fazer alusão a jingles políticos ou gestos (cantos neonazistas) e ou manifestação religiosa preconceituosa (atos anti-semitas).

Se isso acontecer, 3 passos a serem providenciados pela arbitragem:

  1. Interromper o jogo, com o sistema de som e imagens do estádio advertindo a conduta. Se possível, identificar quem iniciou. Reiniciar em seguida.
  2. Interromper o jogo novamente por minutos, com a permissão de que se crie um intervalo e os atletas possam deixar o campo, ir aos vestiários e voltarem com tudo controlado / mais calmo. Somente aí o jogo é reiniciado.
  3. Interromper o jogo, anunciar o motivo que será comunicado pelo árbitro às pessoas responsáveis pela informação aos torcedores e encerrar definidamente a partida.

Claro que tudo isso depende de qual ato e como tem sido feito. Mas é uma forma de advertir em 3 momentos uma torcida que não se comporta bem para o clube não perder os pontos do jogo por conta da conduta discriminatória dos seus aficcionados. 

Reforçando: isso já valia para jogos FIFA desde 2017, mas desde o dia 15 passou a valer mundialmente em qualquer tipo de jogo, de Copa do Mundo até a 4a divisão regional.

Na imagem abaixo, o quadro que relata os 61 casos de discriminação oficialmente contabilizados no futebol brasileiro em 2017:

Resultado de imagem para discriminação ao futebol

– A ética na divulgação dos resultados e os cientistas!

Essa pesquisa realmente preocupa. Veja esta questão que envolve os cientistas: será que todos os experimentos podem ser considerados válidos?

Extraído de: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u413926.shtml

QUASE 10% DOS CIENTISTAS JÁ NOTARAM DESVIOS ÉTICOS EM LABORATÓRIOS

Uma série de entrevistas realizadas com 2.212 cientistas da área biomédica nos Estados Unidos indica que a falta de ética pode ser um problema subestimado no meio.

Segundo o resultado do levantamento, divulgado pela revista “Nature”, 9% dos cientistas disseram já ter testemunhado algum caso de falsificação de resultados, plágio ou invenção de dados. Entre os 267 episódios relatados para a pesquisa, 37% nunca foram denunciados a instâncias superiores para investigação, por medo de represálias ou de comprometer orçamentos coletivos.

Se o levantamento for uma amostra representativa, dizem os autores, mais de 3.000 casos de desvio ético podem estar ocorrendo anualmente nos EUA.

– Desembargador Eduardo Siqueira, de Santos, é o exemplo do menosprezo ao próximo…

Que cena triste! Um desembargador que deu uma carteirada em um Guarda Municipal de Santos e humilhou o oficial, que cumpria o serviço dele corretamente, foi destaque nesse final de semana.

Por quê existe gente que se acha acima do bem e do mal, menosprezando o seu próximo como se fosse cidadão de segunda categoria?

Entenda: https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2020/07/19/guarda-desprezado-por-desembargador-diz-que-sua-filha-chorou-com-video.htm

ENTENDA O CASO

Um homem que se apresentou como “desembargador Eduardo Siqueira” foi flagrado confrontando a GCM de Santos, no litoral paulista. O fato aconteceu durante uma abordagem pelo fato de ele, que estava na praia, se recusar a usar máscara. A reportagem do UOL consultou o TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo), que confirmou o jurista em seus quadros.

O uso do equipamento de proteção contra o coronavírus é obrigatório na cidade por meio do decreto nº 8.944, de 23 de abril de 2020, assinado pelo prefeito Paulo Alexandre Barbosa (PSDB). Descumprir a medida gera multa de R$ 100.

Nas imagens, que circulam em redes sociais, o homem é abordado por um homem da GCM, que pede “por favor” para ele usar máscara. Eduardo é informado sobre o decreto, mas diz que o ato “não é lei” e se recusa.

O guarda, então, desce do carro para aplicar a multa. Eduardo afirmou que já havia recebido uma infração: “Amassei e joguei na cara dele. Você quer que eu jogue na sua também?”, questiona.

TJ-SP se manifesta

O TJ-SP, por meio de nota, informou que vai apurar a conduta do desembargador. “O Tribunal de Justiça de São Paulo informa que, ao tomar conhecimento, determinou imediata instauração de procedimento de apuração dos fatos; requisitou a gravação original e ouvirá, com a máxima brevidade, os guardas civis e o magistrado.”

O caso vem repercutindo desde a manhã de hoje, e o termo “desembargador” já é um dos mais comentados do Twitter no Brasil.

Multa não é inédita para o desembargador

A Prefeitura de Santos se manifestou sobre o ocorrido por meio de uma nota de repúdio e afirmou que não é a primeira vez que o desembargador é multado pela rejeição ao uso de máscara.

“Trata-se de um caso de reincidência: o mesmo cidadão já foi multado em outra data por cometer a mesma infração. O secretário de Segurança de Santos, Sérgio Del Bel, deu total apoio à equipe que fez a abordagem e a multa foi lavrada na tarde deste sábado (18). O cidadão também foi multado por jogar lixo no chão”, informou a prefeitura.

“A Prefeitura de Santos é veementemente contra qualquer ato de abuso de poder e, por meio do comando da GMC, dá total respaldo ao efetivo que atua na proteção do bem público e dos cidadãos de Santos”, completou o órgão municipal.

– Nunca confie em cartola de federação de futebol. Eles podem mentir!

Na sexta-feira, Reinaldo Carneiro Bastos (presidente da Federação Paulista de Futebol) garantiu Copa Paulista e A3 simultâneas, em entrevista à Marília Ruiz.

No sábado, o mesmo dirigente garantiu isso no GloboEsporte.com.

No domingo, reforçou na TV Gazeta a mesma fala (de que as duas competições seriam simultâneas e que todas as equipes da A3 disputariam).

Na segunda-feira, com a ajuda de um interlocutor, Reinaldo respondeu um questionamento meu sobre a confirmação de tudo isso. Escrevi aqui: https://wp.me/p4RTuC-qzG.

Nesta quinta-feira, tudo mudou. A palavra de um homem, apesar de tal importância, muitas vezes não vale p. nenhuma… Olhe aqui sobre a Copa Paulista, divulgada pela FPF, publicada com exclusividade pelo Esporte Jundiaí: https://www.esportejundiai.com/2020/07/copa-paulista-tem-vaga-garantida-apenas.html.

– Não se acostume nunca com a corrupção!

ÉTICA – Apesar de muitas pessoas não se indignarem mais com coisas incorretas, lembre-se: nós não podemos achar o ERRADO algo normal!

Em: https://www.youtube.com/watch?v=6QV2mS2BdhQ

– Cobaias do 3o mundo em nome da ciência?

Para Vacinas e Medicamentos chegarem às prateleiras, depois de vários testes laboratoriais, etapas de estudo e testes em animais, chega a vez da pesquisa em pessoas, correto?

Um retrato horrendo: as cobaias são ‘terceirizadas’.

Assustador.

Extraído de: http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI269853-17773,00-TERCEIRIZANDO+COBAIAS.html

TERCEIRIZANDO COBAIAS

Farmacêuticas de países ricos usam cada vez mais nações pobres para testar seus remédios — e são acusadas de experimentos antiéticos

por Felipe Pontes

“Eticamente impossível.” Esse é o nome do relatório divulgado em 12 de setembro pela Comissão de Bioética da Presidência dos Estados Unidos sobre testes científicos conduzidos pelo governo do país que infectaram com sífilis e gonorreia 700 pessoas na Guatemala entre 1946 e 1948. Não foram apenas os abusos do passado que preocuparam os especialistas convocados por Barack Obama para investigar o caso. A comissão admite que é necessário mais transparência e melhor regulação para garantir os direitos de pessoas que participam dos testes de medicamentos. Especialmente os voluntários de países pobres, cada vez mais usados como cobaias por empresas das nações mais ricas.

Susan Reverby, a historiadora responsável por descobrir os arquivos que mostram os experimentos nos quais 83 guatemaltecos morreram, alerta que o perigo da “importação” dos voluntários de estudos continua. “É muito preocupante ver a globalização dos testes clínicos. É mais fácil encontrar pessoas que aceitem participar fora dos Estados Unidos porque elas são ingênuas.” Para ela e outros estudiosos de bioética, testes eticamente questionáveis que expõem a população de nações subdesenvolvidas a grandes riscos continuam ocorrendo.

Não faltam denúncias contra esse tipo de prática. Nos últimos 7 anos, um hospital na Índia testou remédios de multinacionais farmacêuticas em pacientes que dizem não ter sido informados que participavam de um experimento, causando pelo menos 10 mortes. Em 2008, 12 crianças morreram na Argentina após participarem de experimentos para a fabricação de uma vacina contra pneumonia, enquanto os pais, analfabetos, diziam não ter sido avisados sobre o teor da pesquisa. No Brasil, comunidades ribeirinhas do Amapá foram deliberadamente picadas com mosquitos infectados pela malária como parte de um estudo de uma universidade dos EUA, em 2006. Em 1996, 11 crianças nigerianas em estado de saúde precário morreram e outras sofreram danos cerebrais após testarem uma droga contra meningite. A principal diferença entre esses casos e os relatos históricos na Guatemala é que, agora, em vez de governos, os acusados pelos abusos são grandes empresas farmacêuticas.

COBAIA IMPORTADA

As denúncias aparecem num contexto de crescimento do uso de estrangeiros em testes de medicamentos nos Estados Unidos e países europeus. Só em 2008 (último ano com dados compilados), 78% dos pacientes que participavam de pesquisas para drogas aprovadas pela agência americana responsável por fiscalizar remédios (FDA) estavam fora dos EUA. Naquele ano, houve 20 vezes mais testes conduzidos em países estrangeiros que em 1990.

Na Europa, entre 2005 e 2009, 61% dos testes clínicos eram de locais fora do continente. “Tanto o FDA quanto a Emea (agência europeia) inspecionam menos de 1% dos lugares onde são feitos os testes clínicos. As autoridades locais podem não ter os recursos e expertise técnica para cuidar dos problemas”, alerta David Ross, professor de medicina da George Washington University que trabalhou durante 10 anos no FDA analisando remédios.

Essa regulação falha pode estar por trás de uma briga judicial de 13 anos entre a Pfizer e o governo da Nigéria. A farmacêutica testou em 1996 um antibiótico contra meningite em crianças nigerianas com a doença em estado avançado. Durante a experiência, 11 morreram e outras desenvolveram problemas cerebrais. A companhia não obteve o consentimento de todos os participantes por escrito, foi acusada em reportagem do jornal Washington Post de ter falsificado documentos para conseguir a aprovação dos estudos e foi processada pelo governo nigeriano. Em 2009, pagou US$ 75 milhões ao país para arquivar a disputa, sem admitir culpa. A empresa afirmou a Galileu que a droga não matou, pelo contrário, salvou vidas e foi mais efetiva que o tratamento existente na época para a doença. Quanto à falta de autorização dos participantes, diz que “por conta das altas taxas de analfabetismo da Nigéria, nem sempre foi possível obter consentimento por escrito”. Os argumentos não convencem David Ross. “É arriscado experimentar em crianças cronicamente doentes que fazem parte de uma população vulnerável. Um teste desses dificilmente seria aprovado nos EUA.”

A falta de consentimento também foi denunciada em testes clínicos realizados de 2004 a 2011 na cidade de Bhopal, na Índia. O local foi vítima de um dos maiores desastres químicos da história, quando 40 toneladas de gases letais vazaram de uma fábrica de agrotóxicos em 1984, matando 8 mil pessoas e deixando 150 mil com doenças crônicas. O Bhopal Memorial Hospital Research Centre, criado especialmente para tratar os afetados pelo desastre, é acusado por pacientes de receber dinheiro de companhias farmacêuticas como a AstraZeneca para testar remédios nos indivíduos debilitados sem que eles tivessem sido avisados. Dos participantes, pelo menos 10 morreram, de acordo com o jornal indiano IBN. Em documentário sobre o tema lançado em julho pela TV Al Jazeera English, um indiano chamado Ramadhar Shrivastav (em foto na pág. anterior) alega que médicos pediram para que assinasse um documento em inglês e depois lhe entregaram duas garrafas de pílulas de remédios desconhecidos para tomar. “Se gastar meu dinheiro processando o hospital não terei como alimentar meus filhos”, disse à Al Jazeera.

LEI DO MELHOR PREÇO

A razão pela qual as farmacêuticas têm aumentado a terceirização de testes em países onde há menor escolaridade e maior concentração de pobres é financeira. Em 2008, Jean-Pierre Garnier, então executivo da GlaxoSmithKline (GSK), escreveu na revista Harvard Business Review que uma companhia que faz uso de 60 mil pacientes em testes clínicos poderia poupar até US$ 600 milhões por ano ao relocar 50% das suas pesquisas para locais como a Índia e a América Latina. Segundo Garnier, um centro médico de altíssima qualidade na Índia cobraria “apenas” US$ 1,5 mil a US$ 2 mil por paciente em cada teste, enquanto o mesmo sairia por US$ 20 mil num lugar de segunda linha nos EUA.

Há outro grande atrativo nos países pobres: uma burocracia menos rígida, que reduz o tempo de uma pesquisa e aumenta a chance de ela ser aprovada. Bioéticos dizem que um exemplo disso são testes feitos com grávidas portadoras do HIV em Uganda durante a década de 1990, com financiamento do governo americano.

Enquanto um grupo recebeu o antiviral AZT, outro recebeu placebo, mesmo já sabendo que o AZT poderia proteger os recém-nascidos. “Onde existe uma terapia médica que funciona comprovadamente, testes controlados com placebo são antiéticos”, afirma Kevin Schulman, diretor do instituto de pesquisas clínicas da Duke University e autor de dois relatórios sobre ética de pesquisas.

“É muito mais fácil convencer pacientes de países pobres a se submeterem a esse tipo de coisa. Para as farmacêuticas, pessoas de outros países são vistas como materiais crus que podem ser garimpados”, complementa David Ross. A questão vai além do consentimento. “Mesmo que uma pessoa entenda os riscos, ela pode não ter escolha. Muitos não têm dinheiro para pagar o tratamento padrão”, afirma o médico Amar Jesani, fundador do Centro para Estudos em Ética e Direitos da Índia. Assim, diz Jesani, viram cobaias para ter acesso a médicos, por mais que seja por um tempo reduzido (de semanas ou meses) ou por dinheiro.

ÀS CLARAS

Os testes clínicos são essenciais para o desenvolvimento de remédios efetivos e devem continuar. “Mas os países capazes de oferecer um bom atendimento de saúde devem tomar a frente. Não lugares como a Índia, que falhou em oferecer o acesso mínimo de educação e saúde ao seu povo”, diz Jesani.

O Brasil tenta evitar esse problema proibindo que voluntários sejam pagos. “As pessoas participam por altruísmo ou por entender que não existem mais recursos para a sua saúde fora do mundo da pesquisa”, afirma Gyselle Saddi Tannous, coordenadora da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep). Os pesquisadores somente podem pagar as despesas que o voluntário tem nos dias em que ele participa dos testes, como transporte e alimentação.

Mesmo assim, problemas acontecem. Em 2006, foi descoberto que moradores das comunidades ribeirinhas de São Raimundo do Pirativa e São João do Matapim, no Amapá, recebiam até R$ 30 por dia para serem picados por mosquitos com malária em pesquisa elaborada pela Universidade da Flórida, nos Estados Unidos.

O caso foi denunciado no Ministério Público Federal e não houve punição até agora, e o estudo foi interrompido pelo Conep. “E muitos protestaram porque queriam o dinheiro oferecido”, diz Gyselle, sublinhando a importância de leis para proteger candidatos a cobaias em países pobres. Ela afirma haver pressão da indústria internacional para que o Brasil afrouxe suas normas. “É preciso pesar o avanço da ciência, mas não devemos fazer isso à custa de vidas.”

– Acha que é Fake? Então avalie:

Um rápido guia (abaixo) para ser seguido em caso de dúvidas sobre a veracidade de uma notícia:

– O que é isso, Ministro?

Depois das acusações contra o Ministro da Educação, Carlos Decotelli, de que não fez Pós-Doc na Alemanha, em Wüppertal (confirmada pela Universidade local); também que reprovou no Doutorado na Argentina, em Rosário (idem) e de que o Mestrado teve sua dissertação com capítulos plagiados, resta saber: a cola será liberada no Ensino brasileiro?

Claro, faz sentido tal questionamento irônico com essas informações de falsidade do seu Curriculum Lattes. Que vergonha… Parece piada, caso não fosse verdade.

Urgentemente, há de se esclarecer.

– Houston contra Casas de Prostituição com… Bonecas. Todos contra a KinySdollS!

Quando o bicho-homem é mais bicho do que homem, coisas desastrosas acontecem.

Digo isso por conta do fato de uma polêmica expansão de uma franquia canadense que abre lojas que ofertam serviços de “cabines com bonecas infláveis” (a KinySdollS), propagandeando modelos muitas vezes parecidas com, pasmem, crianças!

Houston, nos EUA, abriu guerra contra a rede.

Certamente, um empreendedorismo de gosto duvidoso (ou, se preferir, condenável).

Abaixo, extraído de: https://m.extra.globo.com/noticias/mundo/prefeito-de-houston-decreta-guerra-contra-abertura-de-bordel-com-bonecas-nos-eua-23106686.html?versao=amp

PREFEITURA DE HOUSTON DECLARA GUERRA CONTRA “BORDEL DE BONECAS”

O prefeito da cidade de Houston, nos Estados Unidos, Sylvester Turner vem tentando explorar opções para barrar ou restringir a abertura de um bordel com bonecas. A expectativa é que o empreendimento inicie as atividades neste mês.

“Este não é o tipo de negócio que eu gostaria de ver em Houston e certamente não é o empreendimento que a cidade está buscando atrair”, afirmou o prefeito em um e-mail para a Fox News.

De acordo com seu gabinete, não é correto chamar o local de “bordel” e pontuou que Yuval Gavriel, o fundador da KinySdollS, chama de show.

A empresa abriu sua primeira franquia perto de Toronto, onde oferece meia hora com a boneca sozinho dentro de um quarto, de acordo com o Examiner. Gavriel anunciou que pretende expandir o negócio para mais 10 locais nos Estados Unidos até 2020.

Moradores e ativistas tem expressado e se manifestado contrários a abertura do bordel.

“Há crianças por aqui e é um bairro voltado para a família. Eu moro bem aqui e ter isso nas nossas redondezas é nojento”, afirmou Andrea Paul, uma moradora.

Em junho o Congresso votou pela proibição da “importação ou transporte de robôs e bonecas sexuais que se pareçam com crianças”.

(Acima, um dos modelos oferecidos pela empresa)

– Johnson & Johnson pagará indenização de US$ 2.1 bi pelo talco com elementos cancerígenos.

Lembram dessa história, a de que embalagens de talco para bebês da Johnson & Johnson continham amianto, num fato muito divulgado nos EUA, relacionando a contaminação de mulheres com câncer de ovário por causa dele?

Pois é: a Justiça de lá determinou que a empresa pagasse indenização para as vítimas.

Confira: https://epoca.globo.com/mundo/mulheres-serao-indenizadas-nos-eua-em-11-bilhoes-por-fabricante-de-talco-associado-cancer-24496484

MULHERES SERÃO INDENIZADAS NOS EUA EM R$ 11 BILHÕES POR FABRICANTE DE TALCO

Processo contra gigante Johnson & Johnson envolve 22 mulheres diagnosticadas com tumores no ovário; companhia classifica julgamento como “fundamentalmente falho”

Um tribunal americano condenou a Johnson & Johnson a pagar uma indenização de 2,1 bilhões de dólares (aproximadamente R$ 11 bilhões) em decorrência da acusação de que um talco para bebês produzido pela empresa estaria associado ao desenvolvimento de câncer no ovário. A decisão no estado de Missouri, Estados Unidos, reduziu em mais da metade a indenização de 4,4 bilhões de dólares concedida a 22 mulheres que manifestaram a doença, em decisão de 2018. Segundo o tribunal, alguns casos eram de fora do estado e não deveriam ser incluídos no processo.

O veredito emitido na última terça-feira (24) indica que a gigante especializada na produção de farmacêuticos, utensílios médicos e produtos pessoais de higiene comercializou “produtos que continham amianto para os consumidores”. Segundo o parecer, em função do tamanho da companhia, a corte acredita que a punição também deveria ser em uma grande escala para refletir a gravidade do caso.

“É impossível atribuir valor monetário às queixas físicas, mentais e emocionais sofridas em consequência dos ferimentos causados pelos réus”, afirmou o juiz.

Apesar de ser apresentado como um produto para bebês, o talco se tornou um produto de higiene usado em torno dos órgãos genitais principalmente por muheres americanas.

As conclusões gerais do tribunal de primeira instância na decisão de 2018 contra a Johnson & Johnson foram confirmadas pelo tribunal de apelações do estado de Missouri. Cada mulher (ou sua família) recebeu pelo menos US$ 25 milhões. Segundo o escritório de advocacia responsável pelo caso, 11 das 22 mulheres que participaram do processo já morreram de câncer.

Segundo o jornal americano The Wall Street Journal, um porta-voz da empresa disse que a Johnson & Johnson vai recorrer da decisão na Suprema Corte do Missouri. O grupo alega que seu talco para bebês não continha amianto e não provocava câncer. Apesar disso, no ano passado, a empresa retirou do mercado 33 mil frascos de talco para bebê depois que um órgão regulador federal encontrou traços de amianto em um frasco do produto.

Kim Montagnino, porta-voz da Johnson & Johnson, afirmou ao New York Times que a empresa buscará uma revisão mais aprofundada da decisão da Suprema Corte do Missouri e defendeu seus produtos de talco como seguros.

“Continuamos a acreditar que este foi um julgamento fundamentalmente falho, fundamentado em uma apresentação defeituosa dos fatos. Continuamos confiantes de que nosso talco é seguro, livre de amianto e não causa câncer”, declarou.

A companhia foi alvo de milhares de processos nos últimos anos, acusada de não informar os consumidores sobre o risco de câncer gerado pelo amianto utilizado nos produtos. Esse mineral é muito utilizado na indústria da construção civil, por ser resistente ao calor e ao fogo, mas é proibido em diversos países devido aos riscos para a saúde.

Quando fragmentos microscópicos de fibras de amianto puro são inalados, o material se torna muito perigoso e pode causar doenças como câncer de pulmão, mesotelioma (uma forma de câncer que só ocorre em pessoas expostas ao amianto) e asbestose, doença que provoca falta de ar e outros problemas respiratórios.

A razão pela qual o talco para bebês pode ser contaminado com amianto é que o seu mineral base é frequentemente encontrado e extraído nas proximidades de minas do material tóxico. Alguns estudos já sugeriram que existe um elo entre o uso de talco e o câncer. Mulheres que usam talco registram mais casos de câncer de ovário do que outras. Mas mesmo os pesquisadores por trás desses estudos são céticos sobre seus resultados, já que foram analisados anos depois.

Em maio deste ano, a Johnson & Johnson anunciou a suspensão da venda do talco nos Estados Unidos e Canadá. Nos dois países a empresa enfrentou uma forte queda nas vendas devido à mudança de hábitos e uma grande desconfiança dos consumidores sobre a segurança do produto.

Procurada pela reportagem, a Johnson & Johnson afirmou que acredita que o julgamento nos Estados Unidos foi falho, “baseado em uma apresentação incorreta dos fatos”. O grupo reforçou que os produtos são seguros, sem a presença de amianto e, portanto, não causam câncer. Segundo a empresa, no Brasil não há processos judiciais ligados ao assunto e os talcos comercializados no país são produzidos localmente, sem amianto.

Veja o comunicado na íntegra abaixo:

“Em relação ao recente veredito do julgamento da corte no Missouri, nos Estados Unidos, a Johnson & Johnson continua a acreditar que este foi um julgamento fundamentalmente falho, baseado em uma apresentação incorreta dos fatos, e prosseguirá com pedido de revisão mais aprofundada ao Supremo Tribunal do Missouri. Permanecemos firmemente confiantes na segurança do nosso talco que não contém amianto e não causa câncer. Nós nos solidarizamos profundamente com quem sofre de câncer e, por isso, acreditamos que fatos são tão importantes e precisam ser minuciosamente avaliados nesta questão.

Em relação ao Brasil, informamos que não há processos judiciais associados a este assunto. O produto comercializado no país é produzido localmente e também não contém amianto nem causa câncer.”

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O produto é vendido pela empresa no mundo todo Foto: Justin Sullivan / Getty Images

– Pessoas de sucesso se comportam …

… desta maneira, abaixo. Mas ressalvo: elas também possuem bom caráter!

Quem vence na vida, deve entender que o fez por essas situações relatadas. Porém, é sabido que muitos enriquecem menosprezando o próximo, faltando de ética e praticando coisas condenáveis.

Será que esses, que têm dinheiro mas não tem bom caráter, são de “sucesso”?

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Imagem extraída da Web. Quem conhecer a autoria, favor informar para postar os créditos.

– CrossFit e o Racismo: perdendo parceiros pelo erro!

Cuidado com o que você publica em suas Redes Sociais, pois o mundo vê! E, nessa, uma infelicidade de Greg Glassman, dono da CrossFit: ele postou uma brincadeira de mau gosto misturando Covid-19 com a morte de George Floyd (veja na imagem abaixo). Com isso, perdeu seu grande parceiro, a Reebok.

Entenda o erro da gigante do fitness, em: https://www.maquinadoesporte.com.br/artigo/apos-tuite-racista-de-fundador-reebok-rompe-com-crossfit_40409.html

REEBOK NÃO RENOVARÁ ACORDO COM MARCA QUE VIROU SINÔNIMO DE TREINOS FUNCIONAIS

Por Máquina do Esporte

O futuro da marca CrossFit foi colocado em xeque após uma manifestação racista de seu fundador, o empresário americano Greg Glassman, em sua conta no Twitter. No último sábado (6), Glassman ironizou um post feito pelo Institute for Health Metrics and Evaluation (IHME) sobre racismo.

A postagem do instituto diz que o racismo é uma questão de saúde pública. Glassman respondeu ironicamente ao tuíte com “É FLOYD-19”, querendo dizer que os protestos que ocorrem nos Estados Unidos pela morte brutal de George Floyd por quatro policiais brancos em Minneapolis seriam, atualmente, responsáveis por espalhar ainda mais o coronavírus no país.

Após o tuíte racista de Glassman, diversos donos de boxes de prática de crossfit nos Estados Unidos começaram a retirar a marca criada pelo empresário. O epicentro da crise aconteceu nesta segunda-feira (8), quando a Reebok comunicou que não vai renovar o acordo de licenciamento da marca, que virou sinônimo de treinamento funcional.

“Nossa parceria com a marca CrossFit se encerra no final deste ano. Recentemente, discutimos sobre a renovação desse acordo, mas, diante dos acontecimentos recentes, tomamos a decisão de encerrar nossa parceria com a CrossFit HQ. Devemos isso aos atletas, aos fãs e à comunidade do CrossFit”, disse a Reebok, em comunicado divulgado ainda no domingo (7).

Após isso, Glassman tentou conter o impacto de suas declarações. Em uma curta frase publicada na conta do CrossFit no Twitter, ele afirmou ter “cometido um erro”.

“Eu, CrossFit HQ e a comunidade CrossFit não apoiamos o racismo. Eu cometi um erro com as palavras que escolhi ontem. Meu coração está profundamente triste com a dor que causou. Foi um erro, não racista, mas um erro”, afirmou o executivo.

A tentativa de consertar o “erro” acabou quando um dos afiliados à CrossFit revelou que enviou, antes da crise do final de semana, um e-mail a Glassman pedindo um posicionamento da marca a respeito do racismo envolvendo Floyd.

“Acredito sinceramente que a quarentena teve um impacto negativo na sua saúde mental”, respondeu o executivo.

O estrago está feito. Glassman construiu um império com a marca CrossFit, que passou a ser sinônimo de um treinamento funcional criado por ele em 2000 para adotar um novo estilo de vida.

Desde 2005, a modalidade tem crescido bastante nos Estados Unidos e também no Brasil. Nos EUA, o salto foi de 13 academias filiadas à marca naquele ano para as atuais 13 mil. No Brasil, são mais de 2 mil boxes para a prática do esporte.

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