– Ética na Medicina, Dr Ben Hur e os Dilemas Médicos!

Um dos “papas” da Medicina, Dr Ben Hur Ferraz Neto, do Hospital Albert Einstein, falou tempos atrás sobre ética na medicina, a não-cobrança de primeiras consultas, a revelação do real estado de saúde aos pacientes e das dúvidas e medos de um médico na hora do transplante de fígado. Interessantíssimo!

Extraído de: http://veja.abril.com.br/141009/caixa-preta-cirurgia-p-17.shtml

CAIXA PRETA NA CIRURGIA

Um dos maiores nomes do transplante de fígado no Brasil diz que deveria haver monitoramento eletrônico nas salas de cirurgia e que o paciente não deveria pagar a primeira consulta

por Adriana Dias Lopes

Quando um paciente aparece no consultório do cirurgião paulista Ben-Hur Ferraz Neto, de 47 anos, é grande a possibilidade de seu caso ter sido considerado inabordável por outros médicos. Seus pacientes são candidatos a um transplante de fígado ou sofrem de câncer em estágio avançado. Com 22 anos de carreira, e 2 000 operações no currículo, Ferraz Neto, chefe do Programa de Transplantes do Hospital Albert Einstein, em São Paulo, tem propostas revolucionárias, mas de fácil adoção, para melhorar a prática da medicina no Brasil. Todas favorecem o paciente. Só cobrar quando ele aparecer para a consulta de retorno é uma delas. A outra é remunerar os médicos pela qualidade, e não pela quantidade. A mais extraordinária é encarar a sala de cirurgia como o cockpit de um jato comercial e registrar as imagens, sons e dados da operação. Diz ele: “Todos ganhariam com essas informações”.

PERGUNTAS E RESPOSTAS

Quer uma cirurgia 100% segura? Combine com o cirurgião que se o paciente morrer ele também morre. É isso mesmo?
-Essa é uma máxima cínica que os estudantes de medicina gostam de usar uns com os outros, mas ela não é totalmente divorciada da verdade. Como ocorre com qualquer profissional obrigado a um esforço constante de máxima concentração e de intensa demanda técnica, o cirurgião pode ter momentos de menor concentração. Esses momentos são de pouca consequência para o paciente nos grandes hospitais, em que o cirurgião está cercado de equipamentos adequados e de uma equipe de excelência e bem treinada. Mas, em outros cenários, o desenlace pode ser trágico.

Resumindo, não existe cirurgia 100% segura…
-Exatamente, e não só pelas razões acima. Viver não é 100% seguro. Parte de uma cirurgia é fazer o que foi planejado. Mas a outra parte é reagir aos imprevistos. Por definição, é impossível prever o imprevisto. A probabilidade de um médico ser surpreendido durante a cirurgia varia conforme a complexidade do procedimento. Em um transplante de fígado, uma cirurgia grande, o risco de ocorrer um imprevisto é de 5%. No procedimento para extração da vesícula, essa probabilidade cai para 1%. Na imensa maioria das vezes, esses imprevistos produzem situações contornáveis. A probabilidade de morte durante a operação de trasplante de fígado é de apenas 0,5%. Na retirada da vesícula, é de menos de 0,1%.

“Parte de uma cirurgia é fazer o que foi planejado. Mas a outra parte é reagir aos imprevistos. Por definição, é impossível prever o imprevisto”

O que mais contribuiu para o aumento da segurança na sala de cirurgia?
-A evolução nos equipamentos de imagem contribuiu muito para reduzir os riscos. Esses aparelhos dão ao cirurgião uma ideia bastante fiel do que ele encontrará na situação cirúrgica. Mas eles ainda não fornecem todas as informações necessárias e talvez nunca evoluam a ponto de funcionar como um simulador absolutamente confiável do que será a cirurgia real. Para que isso seja possível não bastam imagens. O aparelho teria de reproduzir a vida em tempo real, com a pulsação, o sangue correndo pelas veias do paciente e o movimento dos órgãos.

Como o cirurgião se prepara para enfrentar imprevistos?
-O cirurgião tem de ter duas qualidades básicas. A primeira é ser resoluto, o que permite tomar decisões rapidamente. A segunda é o autocontrole. Os imprevistos testam ao máximo essas duas qualidades. Elas ajudam o médico a mudar o procedimento de acordo com as exigências da situação.

Os erros médicos nascem desses imprevistos?
-O erro médico, infelizmente, não precisa de imprevisto para ocorrer. Esquecer um pedaço de gaze na barriga do paciente parece algo impossível para quem nunca viu uma cirurgia. Mas essa é uma situação que pode acontecer. A gaze absorve o sangue com muita facilidade e se confunde totalmente com outros elementos do campo cirúrgico. Às vezes, um pedaço de gaze escapa aos olhos do cirurgião. Os bons hospitais têm procedimentos que impedem essa ocorrência. Em toda equipe cirúrgica, há uma pessoa designada para fazer o balanço do número de gazes abertas e comparar com o número de gazes descartadas durante a operação. Os números têm de bater exatamente. Quando isso não ocorre, a pessoa dá o alerta e o paciente é submetido a um exame de raio X antes de a operação ser finalizada. Para que o exame acuse o problema, é preciso que a gaze utilizada seja feita de material radiopaco, que possa ser detectado pelos raios X. Uma gaze desse tipo custa mais caro, mas o investimento vale a pena. Um pedaço de gaze esquecido no corpo do paciente pode causar abscessos, infecções e danificar um órgão. Isso é apenas um exemplo de que os erros médicos fazem parte do nosso universo e é preciso sempre estar atento.

O que seria uma medida realmente efetiva para diminuir esses erros em uma sala de cirurgia?
-Para arrepio de muitos de meus colegas, eu defendo a ideia de que os grandes hospitais instalem “caixas-pretas” nas salas de cirurgia. Uma sala de cirurgia tem muitas similaridades com o cockpit de um jato comercial. Ali são tomadas decisões de vida e morte, e é proveitoso para todo mundo que essas decisões estejam devidamente registradas. Isso não ajudaria apenas a elucidar erros médicos. Serviria para criar um banco de informações de imagens, sons e dados de milhares de cirurgias. Esse banco de dados seria de incomensurável valor para os profissionais médicos, para os pesquisadores e estudiosos. Não se trata de vigiar a equipe, criando uma tensão a mais para os profissionais no ato cirúrgico. A ideia é que a ciência, o conhecimento exposto durante a cirurgia fique registrado e possa ser consultado no futuro.

Por que sua ideia de uma caixa-preta na sala de cirurgia assusta os médicos?
-Acredito que toda ideia nova precisa de um tempo de maturação para ser aceita. Mas acredito muito nela. O paciente seria o grande beneficiado por ela, e acho que muitos prefeririam ser operados em um hospital com caixa-preta na sala cirúrgica a passar por uma cirurgia em um outro que não possua esse item adicional de segurança. Toda garantia que possa ser dada ao paciente deve ser dada. O paciente de uma cirurgia está sempre em uma circunstância extremamente vulnerável. Para começo de conversa, ele está sedado, semidespido, longe dos amigos e da família. Não tem testemunhas para acompanhar os procedimentos que vai sofrer. Já o cirurgião vive a circunstância oposta. Ele está no total controle da situação. Ele sabe o que fazer, comanda os procedimentos dos quais depende a vida do paciente. Acho que se submeter a uma cirurgia é a maior demonstração de confiança que um ser humano pode dar. É justo que a pessoa em um momento desses tenha a segurança de saber que tudo está sendo gravado.

Como reconhecer seu limite como médico?
-O limite é sinalizado pela dúvida. O cirurgião precisa ter respeito pela dúvida. Quando ela surge, ele tem a obrigação de parar, pensar e discutir com a equipe sobre a conduta a ser seguida. É um perigo deixar que as dúvidas prosperem no centro operatório. A situação começa a se deteriorar quando um cirurgião não tem a humildade e a maturidade de dizer um “não” ou um “não sei”.

O senhor costuma dizer muitos “não” e “não sei”?
-Pelo menos uma vez por semana. Mas já foi diferente. O único paciente que perdi na mesa de cirurgia morreu por eu não ter dito um “não”. Aprendi naquele caso que às vezes a melhor coisa a fazer pelo paciente é não fazer nada. Isso ocorreu em 1995. Lembro-me nitidamente de cada detalhe. Foi horroroso. Eu havia acabado de chegar da Inglaterra, e esse era o segundo paciente que iria transplantar com minha própria equipe. Meu primeiro transplante tinha sido um sucesso e eu estava muito entusiasmado, naquele estado em que as pessoas nem sonham que algo de errado possa se passar com elas. Pois foi exatamente o que ocorreu. Apareceu em meu consultório um paciente cujo estado era gravíssimo. Portador de cirrose, ele tinha várias tromboses pelo corpo e já havia sido recusado por mais de um médico. Eu decidi aceitar esse paciente. Estava claro que ele morreria em poucos meses se não fosse submetido a um transplante logo. A cirurgia foi feita algumas semanas mais tarde. Retirei o fígado dele depois de seis horas de operação. Havia sido tudo muito trabalhoso, mas, no geral, estava dando certo. De repente, quando fui reconstruir uma das veias do paciente, um pouco antes de ele receber o novo órgão, o vaso começou a sangrar incessantemente. As veias estavam muito frágeis em decorrência da cirrose. Durante quatro horas tentei controlar o sangramento e nada funcionou. Ele morreu em decorrência da hemorragia. Saí da sala pela escada do centro cirúrgico e não consegui chegar ao final. Sentei em um degrau mal contendo a emoção. Foi uma lição definitiva para mim.

“Nós (os médicos brasileiros) deveríamos passar por um controle de qualidade maior. Acho que isso teria de ser fator determinante na remuneração do médico”

A maioria de seus pacientes está em estado grave. O senhor não se angustia de lidar tão assiduamente com o limite entre a vida e a morte?
-Faço tudo o que estiver ao meu alcance para amenizar o sofrimento causado pela doença. Mas não submeto meu paciente a tratamento que não lhe traga real benefício. Não vejo por que submetê-lo aos efeitos colaterais de uma químio quando isso não tem o menor efeito sobre a doença em si. Esse paciente tem de aproveitar o tempo que lhe resta para fazer aquilo de que mais gosta: conviver com a família, viajar…

O que se deve contar ao paciente sobre seu real estado de saúde?
-Essa é uma discussão complexa. Mas, de uma forma ou de outra, tudo deve ser dito. Eu procuro sentir até onde o paciente deseja mesmo saber. Isso nem sempre é dito em palavras por ele. Pode haver enganos. Certa vez, um paciente com pouco mais de 40 anos sentou-se à minha frente de mãos dadas com a mulher e disse: “Bem, agora que o senhor fez todos os exames, quero saber exatamente minha situação. Não se preocupe com minha reação. Sou bem-sucedido profissionalmente, tenho uma situação financeira estável e minha família ficará bem se eu vier a faltar. Além de tudo, sou um sujeito racional. Sei lidar com emoções”. Revelei, então, seu gravíssimo problema e a impossibilidade de submetê-lo a uma intervenção cirúrgica, o que provocou a indagação de quanto tempo lhe restava de vida. Pela experiência, em casos dessa natureza, embora nunca seja possível precisar o tempo de sobrevivência, acenei com um tempo em torno de seis meses. O olhar dele se congelou. Ele apertou o braço da mulher e falou: “Não te disse, querida, que não era nada grave?”. Foi um processo de imediata negação da realidade. Nunca mais esqueci aquele momento.

Os médicos brasileiros são pouco controlados?
-Sem dúvida. Nós deveríamos passar por um controle de qualidade maior. Qualidade implica o resultado do trabalho, mas também o uso responsável dos recursos. O bom resultado é atingido quando o tratamento traz o benefício proposto. Acho, inclusive, que isso teria de ser fator determinante na remuneração do médico. Em qualquer atividade profissional há indicadores de avaliação. Na medicina, raramente eles existem. No caso dos transplantes, a situação começa a mudar. Em São Paulo, criou-se um sistema que permite aos médicos comparar seus resultados on-line, em tempo real, com a média das demais equipes transplantadoras do estado. Eu tenho batalhado para que esses resultados possam ser consultados por qualquer pessoa, e não apenas pelos médicos. Isso ajudaria o paciente a comparar os dados e escolher com mais segurança a quem ele vai entregar o cuidado com sua saúde.

O que mais ajudaria o paciente a escolher melhor?
-Uma medida simples e revolucionária seria os médicos passarem a cobrar apenas a partir da segunda consulta, no retorno. A primeira consulta deveria durar no mínimo uma hora e ser usada somente para que o médico se inteirasse do problema e avaliasse sua capacidade de oferecer ajuda efetiva ao paciente. Feita a explanação, ele só voltaria se estivesse plenamente de acordo com o que ouviu do médico. Essa ideia também desagrada aos médicos, mas eu os convido a repensá-la. A médio prazo, eles perceberiam que dessa forma passariam a contar com um paciente fiel e com total aderência ao tratamento. Todos ganhariam.

– Lições da 2a divisão Sub23: a escolha do treinador e a ética.

Depois da má campanha do Paulista FC na 4a divisão estadual, precisamos pensar nos erros e acertos, tirando aprendizados.

Uma reflexão de um dos erros: a escolha do treinador!

Gostaria de citar um exemplo da semana retrasada, a fim de ilustrar o texto: eu pude participar de uma aula na Faculdade Cásper Líbero, onde falei sobre Ética nas Corporações, no Futebol e na Arbitragem (um funil sobre o tema). Lá, surgiu a seguinte pergunta: “O que você pensa de treinadores de futebol que levam sempre os mesmos jogadores nos clubes onde passam? Seria um desrespeito para quem já está no elenco ou é um problema ético?”.

Ora, sempre foi muito especulado em times grandes que certos treinadores tinham jogadores caros e de confiança. Para alguns, opção técnica. Para outros, combinação de receitas (o jogador pagava um “pedágio”/ parcela de salário para que o técnico, em outra equipe, o levasse junto).

Nas divisões mais humildes e regionais, isso (que é um problema ético e até de desonestidade) não acontece. O que ocorre são outras situações, nas quais o Galo precisa se atentar: o de “treinadores-empresários”. E isso é complicado…

Eles atuam em três frentes:

  • Arrendando a equipe: seja como “figura do empresário que coloca um time usando a camisa do clube”, e seu treinador é agente de confiança. Nos moldes da Kah Sports, em 2019, na campanha do acesso para a A3. Se não existirem conflitos de interesse, ótimo. Se os objetivos de empresários (vender seus atletas e colocar na vitrine), forem diferentes do clube (o Paulista queria o acesso para a A2, e não lutar pra não cair, como ocorreu em 2020), é obvio que não dá certo. Aí, nem é problema ético, é desacordo comercial.
  • Treinador arrendatário: muito comum em divisões inferiores, o técnico se oferece ao clube, coloca seu plantel em campo e assume as responsabilidades. Eticamente, se o clube não externar o ocorrido aos torcedores, estará os enganando e será ruim. Se manifestar claramente que está permitindo tal relacionamento, menos mal.
  • Treinador-empresário camuflado: ocorre quando o técnico é o agente de atletas e assume uma equipe profissional, preferindo escalar seus atletas agenciados ao invés dos jogadores do elenco. Aqui, o problema ético é seríssimo, pois o conflito de interesses se evidencia: como crer que um jogador que é titular realmente faz por merecer a titularidade, ou que é escalado por ser do casting do treineiro? Isso provoca cizânia entre o elenco, além do óbvio conflito ético. Mais do que isso, o elenco racha de vez e o clube é quem fica prejudicado (a não ser que o jogador seja Messi ou Cristiano Ronaldo).

Neste último ano, Baiano, o treinador que subiu do Sub 20 para o profissional (excelente pessoa, grande ex-jogador, inexperiente como técnico e uma aposta para o torneio) foi questionado quanto a algumas escalações e substituições. Normal, é um iniciante e errar é algo comum. Mas ao ler no Jornal de Jundiaí (link abaixo) de que o atacante Adriano, que assinou por 3 meses e jogou meia hora, é da empresa de jogadores de propriedade do Baiano, me assusto e entristeço.

Leia sobre isso em: https://www.jj.com.br/esportes/2021/10/136421-adriano-e-atleta-da-b5-sports.html

Vale uma palavra da diretoria sobre tal episódio… e que tal aprendizado sirva para 2022, onde possamos ter um treinador desimpedido de amarras empresariais, fazendo um trabalho ético, esportivamente falando.

– Quem disse que em Rede Social “Pode Tudo”?

Redes Sociais não são território sem lei. Carece-se de respeito, ética e educação.

Claro que em alguns ambientes, elas são mais flexíveis e permitem a descontração, mas, conforme se observa, a pessoa reflete o que ela é no dia-a-dia quando posta em Rede Social.

Convido a leitura desta postagem sobre Reputação Digital, em: https://professorrafaelporcari.com/2018/11/23/como-anda-a-sua-reputacao-digital/

Se preferir, ao invés da leitura, compartilho em vídeo, uma rápida abordagem do tema, em: https://www.youtube.com/watch?v=1ihS4XUC9XA

– O que se discute na Ética da Arbitragem de Futebol?

Nesta 3a feira, através do convite do jornalista Flávio Prado, falei aos alunos da turma de Pós-Graduação da Cásper Líbero sobre Ética na Arbitragem de Futebol.

Uma noite agradável, com muitos pontos interessantes para discussão. Para quem tiver interesse nesse ótimo assunto, alguns highlights que debatemos no Power Point abaixo (Clique no título):

ÉTICA NA ARBITRAGEM CásperLíbero

– Falando de ética…

Com muita alegria, a convite do amigo, grande jornalista e professor Flávio Prado, hoje estarei falando aos alunos da Cásper Líbero (Pós-Graduação em Jornalismo) sobre a Ética na Arbitragem de Futebol.

Durante a semana, faço a postagem em meu blog dos conteúdos!

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– Vamos falar de Ética na Arbitragem de Futebol?

Finalizei um trabalho que me agrada muitíssimo: a preparação de uma aula sobre Ética na Arbitragem de Futebol, fruto de um convite para lecionar numa turma do curso de Pós-Graduação em Jornalismo da Faculdade Cásper Líbero.

A honra irrecusável foi me concedida pelo amigo Flávio Prado, que é o professor desses pós-graduandos. Agradeço demais a lembrança, e, por ser um assunto que me agrada muito, a preparação de um tema com tal afinidade é por demais prazerosa…

Um pitaco:

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Os highlights estão bem legais e atuais:

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– Os Fingidos da Educação.

Sobre a Educação no Brasil, veja que frase de efeito:

Uns fingem que ensinam. Outros fingem que aprendem. E tudo termina em diploma.”

Eduardo Giannetti

Com dor no coração, tenho que admitir que esse panorama, em alguns locais, é verdadeiro.

– É possível separar representantes da FIFA e ela própria? E da CBF?

Repost de 6 anos:

Joseph Blatter, ex-presidente da FIFA, em entrevista arquivada no dia 26 de agosto de 2015 à inglesa BBC, declarou sobre a corrupção que notabilizou a entidade:

A instituição (FIFA) não é corrupta. Não há corrupção no futebol, mas sim nos indivíduos. São as pessoas que praticam a corrupção.

Mas essas mesmas pessoas não representam a instituição? Não são elas a própria FIFA?  Idem à CBF e Marco Polo Del Nero. Ou não?

Para mim, são indissociáveis. E a você?

– Persuasão Financeira e o Burro de Ouro do Rei Felipe

Avalie: Você se dobra ao Poder do Dinheiro?

E de um “burro carregado de ouro”?

Uma belíssima reflexão de Heródoto Barbeiro, sobre ‘Felipe, Rei da Macedônia’, compartilhada pelo Prof José Renato Santiago (extraído de: http://www.jrsantiago.com.br/barbeiro.html)

O texto remete: até onde a persuasão financeira modifica nosso comportamento?

O BURRO DE FELIPE

O rei da Macedônia, Felipe, aproveitou-se do enfraquecimento das cidades estado da Grécia, arruinadas por guerras imperialistas de dominação e iniciou um processo de conquista de toda a região. Com um bom exército, se considerava um grego, ainda que para estes, não passava de um bárbaro sem cultura. O fato é que uma a uma as cidades começaram a cair. Umas diante de um exército bem montado, outras simplesmente abriam as portas de suas muralhas para que Felipe entrasse com as suas tropas. Perguntado como conseguia essa façanha de conquistar uma cidade sem nenhum combate, Felipe respondeu que não havia cidade que resistisse a um burro carregado de ouro. O macedônio, se vivesse nos dias atuais provavelmente seria louvado com um exímio praticante da “real politik”. Ou seja acima das ideologias está a corrupção, capaz de fazer homens e mulheres traírem as suas convicções, e no caso em tela, até mesmo trair sua cidade entregando-a ao inimigo. Felipe sabia que com os bolsos cheios de ouro é possível mudar discursos, transformar inimigos em amigos e financiar falcatruas e até mesmo o assassinado dos resistentes.

Dobrar-se ao poder do dinheiro é uma fraqueza de todos os seres humanos e não de apenas alguns que estão no governo, dizem uns . Isto sempre acontece e sempre vai acontecer dirão outros. Quer no passado, quer no presente essa corrupção é paga pela população, uma vez que, parodiando Peter Drucker, não há corrupção grátis. Encher os bolsos faz com que velhos lutadores contra a plutocracia aristocrática se dobrem aos argumentos dos que querem se apropriar das terras, das riquezas ambientais do país e serem indultados pelos danos que já provocaram na natureza. É a aliança dos ex-capitães donatários, os velhos latifundiários travestidos de globalismo, com as transnacionais detentoras das tecnologias de sementes, agro tóxicos e dos preços nos mercados. As duas pontas do sistema se uniram em busca de negócios fantásticos, capazes de gerar recursos para alugar mentes e línguas e contratar as mais refinadas assessorias de burocratas incrustados no governo.

Pessoas, organizações, partidos, associações de toda ordem mudam de programa, de opinião, de convicção. Isto é próprio da evolução da sociedade humana. Alguém já disse só os imbecis não mudam. Porém há alguns princípios éticos e morais que sobrevivem às mudanças da conjuntura. Ser contra a privatização dos serviços públicos, como a telefonia, mudar de idéia, e depois privatizar os principais aeroportos do país, é aceitável, ainda que discutível. Aceitar propina para defender “special interests” é crime até mesmo nos países do centro do sistema. Na periferia é aceito como algo normal, e que não merece nenhum reparo. Tráfico de influência dá cadeia nos países de tradição democrática, no Brasil dá ministério, acesso aos restaurantes de luxo, as convenções nos resorts caríssimos, enfim, abre as portas para fazer parte do stablishment. Há portas e portas para a ascensão social sem que seja necessário sujar as mãos com negociatas ou adesão à interesses anti nacionais. O burro do Felipe está à solta, não há porta de gabinete que ele não tente entrar. Em alguns consegue.

– Defenda o que é certo.

Não discuta se o “errado” deve ser permitido. Faça sempre a coisa certa!

Uma reflexão, em: https://www.youtube.com/watch?v=TetxYlwW5gk

– Priorize!

Dê atenção a alguns valores, como os abaixo:

 

Imagem extraída do WhatsApp, autoria desconhecida.

– Combustível batizado é covardia.

Por experiência, canso de saber sobre golpes de Postos de Combustível picaretas. Fui dono de posto por 18 anos, e por trabalhar honestamente, sofria com a concorrência desleal: de 1 litro vendido com 900 ml, passando por várias malandragens, o mercado é difícil.

Agora leio: em Jundiaí, um posto foi interditado por vender gasolina com 49% de álcool anidro!!!

É muita cara de pau… batizou-se com quase 50% o produto!

Abaixo:

– Band-Aid com Empatia!

Uma coisa tão simples… mas tão simpática e correta: band-aid na cor da pele.

Por que ninguém pensou nisso antes?

Veja: 

– CBF: entra um, sai outro, intervém dois, saem todos…

Hoje a CBF é comandada pelo “folclórico” Cel Nunes. Por 17 minutos, foi comandada na segunda-feira pelos interventores Reinaldo Carneiro Bastos e Rodolfo Landim (presidentes da FPF e do Flamengo). Ora as Eleições são anuladas, ora validadas. 

Aliás: o presidente no papel Rogério Caboclo, está afastado pelo Comitê de Ética. O presidente que “manda”, Marco Polo Del Nero, está banido pela FIFA por corrupção.

Todos esses nomes já “cansaram”, não? Qual poderia ser um bom presidente para a entidade?

Quer arriscar alguém como sugestão?

– O problema do assédio sexual em instituições de ensino

Um dos problemas mais delicados ultimamente é o do Assédio Sexual. E isso acontece em diversos setores da sociedade.

Compartilho uma reportagem interessante da Folha de São Paulo (de dias atrás) a respeito de casos que envolveram alunos e professores em faculdades. Vale a pena tomar cuidado!

Abaixo, extraído de: https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2019/02/professores-universitarios-sao-demitidos-apos-denuncias-de-agressao-sexual.shtml

PROFESSORES UNIVERSITÁRIOS SÃO DEMITIDOS APÓS DENÚNCIAS DE AGRESSÃO SEXUAL

Um dos docentes trabalhava na Federal Fluminense e outros dois na Federal de Goiás; eles negam as acusações das alunas

Três professores de universidades federais brasileiras foram demitidos após denúncias de alunas por agressão sexual e longos processos administrativos dentro das instituições.

A Folha conversou com sete alunas que dizem ter sofrido assédio e preferiram não se identificar. Os relatos delas incluem envio de elogios, músicas românticas e pedido de casamento por WhatsApp, convites para jantar, pedidos de encontro na casa do docente, tentativas de beijo e toques íntimos à força e boicote de uma classe inteira a aulas.

Em dois dos casos, as estudantes afirmam que o assédio aconteceu durante viagens para participação em congresso científico. Duas outras alunas acusaram um mesmo professor de estupro.

A primeira das três demissões ocorreu na UFF (Universidade Federal Fluminense) de Campos dos Goytacazes, no Rio. Em abril de 2018, o professor de ciência política José Henrique Organista foi demitido, acusado de assediar 16 alunas.

No segundo caso, o professor de engenharia agronômica Américo José dos Santos Reis foi acusado por quatro estudantes da UFG (Universidade Federal de Goiás), do campus de Goiânia, de praticar assédio sexual contra elas. Três delas afirmam que foram assediadas por ele durante viagens a canaviais. Ele foi demitido em junho de 2018.

Por último, o professor de medicina veterinária Rogério Elias Rabelo foi demitido em julho da UFG, campus de Jataí, após apuração interna da universidade concluir que ele estuprou duas estudantes. Rabelo também foi denunciado no Ministério Público Federal e na Delegacia Especializada da Mulher.

Por meio do advogado Manoel Oliveira, José Henrique Organista nega que tenha cometido os assédios, classifica as denúncias de levianas e afirma que sua demissão da UFF “obedeceu a um critério político-partidário, já que ele jamais se alinhou com a direção do campus da UFF em Campos dos Goytacazes e denunciou fraudes, sobretudo, nas eleições internas”.

Seu advogado cita também sentença judicial que desconsiderou a autoria do crime de assédio sexual. Segundo decisão da juíza, a conduta de Organista, embora “reprovável, inconsequente e inconveniente”, não configuraria assédio sexual, visto que “não houve, em momento algum, ameaças de que as alunas seriam prejudicadas de alguma forma em suas vidas acadêmicas caso não correspondessem à intenções do docente”.

Américo José dos Santos Reis, por meio de seu advogado, negou que tenha assediado sexualmente alunas da UFG e as acusa de estarem perseguindo-o. Segundo o advogado Ezequiel Morais, “as supostas vítimas se conheciam e todas ‘criaram’ motivos para retaliar o referido professor em decorrência da não apresentação, pelas mesmas, de relatórios e de apresentação de trabalhos incompletos”.

Procurado pela reportagem por mais de um mês, Rogério Elias Rabelo não respondeu aos pedidos de entrevista. A UFG também não quis comentar o caso.

Leia abaixo os detalhes dos três casos de demissão após denúncias de assédio e violência sexual em universidades brasileiras.

Estudantes dizem ter sido assediadas por docente da UFF por WhatsApp

No primeiro dia de aula, o professor José Henrique Organista, que ensinava ciência política na UFF (Universidade Federal Fluminense) de Campos dos Goytacazes (RJ), pedia que os alunos anotassem seus emails e telefones numa lista, para, segundo ele, agilizar a comunicação com a classe.

Alunas dele, porém, afirmam que ele usava os contatos para assediá-las.

Após sua primeira aula com Organista, em 2014, a estudante Maria (nome fictício) diz ter recebido uma mensagem do professor no WhatsApp. Ele enviou uma foto da própria aluna no aplicativo com um elogio. A estudante ignorou, mas houve outras mensagens.

Segundo ela, semanas depois surgiram convites para sair e jantar. Maria diz que tentava desviar o assunto e respondia que o professor deveria convidar a classe toda, mas ele dizia que queria se encontrar apenas com ela.

Depois de mais um convite, ela disse ao docente que ele estava extrapolando os limites. Segundo a aluna, Organista pediu desculpas e implorou para que ela não contasse a história a ninguém.

Após uma semana, porém, tudo recomeçou. O professor enviava músicas românticas no email e no WhatsApp de Maria. A aluna reclamava, ele pedia desculpas e, dias depois, voltava a escrever para ela.

Certo dia, diz Maria, ele mandou uma mensagem em que a pedia em casamento. Ela decidiu desabafar com algumas colegas de turma e descobriu que não era a única aluna que Organista assediava.

Rita (nome fictício) diz que também recebeu mensagens após a primeira aula. Em seu status do WhatsApp ela dizia “hoje não”. Organista lhe escreveu dizendo “hoje sim”. A aluna não respondeu.

Rita bloqueou o contato do professor no aplicativo, mas ela afirma que o assédio continuou na universidade. Ela diz que durante as aulas o professor fazia elogios à aluna; nos corredores, abordava-a. A estudante passou a usar roupas largas e a chegar atrasada para não encontrá-lo na porta e até a perder aulas.

No ano seguinte, em 2015, Rita não se matriculou na disciplina ministrada por Organista. O docente voltou a mandar mensagens, de outro número, indagando a razão de sua ausência e disse que, caso ela quisesse fazer a disciplina, ele abonaria suas faltas.

Ana (nome fictício) também afirma que, no mesmo dia em que pediu seu telefone, o professor enviou uma mensagem. Segundo ela, Organista elogiou sua aparência e perguntou se ela tinha namorado.

Ela conta que dias depois ele a chamou para sair. Diante da insistência do professor, Ana, que é lésbica, imaginou que seria melhor deixar clara a sua orientação sexual.

Deu-se o oposto. A partir daí, segundo ela, o professor passou a enviar mensagens de cunho sexual. Organista perguntava quem era a namorada da estudante e pedia para sair com as duas. Também convidava a estudante para visitá-lo em sua casa.

Maria, Rita e Ana afirmam que foram assediadas por José Henrique Organista durante cerca de um ano e meio.

No 2º semestre de 2015, quando a turma teria novamente uma matéria com o docente, as coisas começaram a mudar. Os alunos, tanto meninos como meninas, decidiram não se matricular na disciplina em protesto.

A advogada Semirames Khattar, à época professora substituta na UFF, soube dos relatos e se dispôs a ajudar as vítimas a tomarem as medidas cabíveis. Instruídas por ela, as estudantes fizeram, no início de 2016, uma denúncia formal à ouvidoria da universidade contra Organista.

A denúncia deu início a uma sindicância, finalizada em outubro de 2016, e cujo relatório final concluiu pela necessidade da instauração de um processo administrativo disciplinar para apurar a conduta do docente. Nesse ínterim, Organista entrou com uma ação judicial contra elas por injúria, calúnia e difamação. A ação foi arquivada por falta de provas.

Com o apoio de Khattar, Maria, Rita e Ana ingressaram com uma queixa-crime contra o professor na Polícia Federal. Enquanto isso, na universidade, somente no final de maio de 2017 o processo disciplinar foi aberto. Segundo as estudantes, isso só ocorreu porque a universidade foi intimada pela Polícia Federal.

De fato, embora tenha ignorado por meses a determinação de sua comissão interna, a UFF foi bastante célere após a PF requerer da instituição documentos referentes ao caso –bastaram seis dias para o processo ser instaurado.

Enquanto a apuração se desenrolava, novas vítimas apareceram. Ao final, 16 estudantes relataram ter sido assediadas por José Organista. Em abril de 2018, o docente foi demitido por improbidade administrativa.

As estudantes afirmam não ter recebido qualquer amparo da universidade. Algumas das alunas dizem ter desenvolvido transtornos de ansiedade e de pânico.

O caso mostra as dificuldades das instituições de ensino superior do país de lidar com denúncias de assédio sexual e sua apuração. Segundo Maria, quando ela levou à coordenadora do curso de ciências sociais as razões do boicote à disciplina que seria dada por Organista, a docente lhe pediu que falasse baixo porque outras pessoas poderiam ouvir que ela estava falando mal de um professor.

Desde 2011 José Henrique Organista vinha sendo denunciado por assédio sexual no campus da UFF de Campos dos Goytacazes.

Outro lado: professor nega as acusações e diz que denúncia é leviana

José Henrique Organista, por meio de seu advogado, Manoel Oliveira, nega que tenha cometido os assédios, classifica as denúncias de levianas e afirma que sua demissão da UFF “obedeceu a um critério político-partidário, já que ele jamais se alinhou com a direção do ESR Campos [sigla do campus da UFF em Campos dos Goytacazes] e denunciou fraudes, sobretudo, nas eleições internas”.

Oliveira cita, em defesa de Organista, sentença judicial “que desconsiderou a autoria e materialidade do crime de assédio sexual”.

Em sua decisão, a juíza Giovana Calmon escreve que o “delito de assédio sexual exige que o sujeito ativo seja superior ou tenha ascendência, em relação laborativa, sobre o sujeito passivo, ressaltando-se que este, por sua vez, deve ser o subordinado ou empregado, o que não ocorre no caso”.

Além disso, escreve a juíza, a conduta de Organista, embora “reprovável, inconsequente e inconveniente”, não configuraria assédio sexual, visto que “não houve ameaças de que as alunas seriam prejudicadas de alguma forma em suas vidas acadêmicas caso não correspondessem à intenções do docente”.

Manoel Oliveira também menciona o parecer do chefe da Procuradoria Federal para a UFF, requerendo que a demissão fosse revista. O órgão fundamenta seu parecer na sentença de Calmon.

Por fim, o advogado critica o fato de a portaria de demissão de Organista ter se dado por improbidade administrativa, “o que sequer foi investigado no PAD [Processo Administrativo Disciplinar]”.

A UFF afirma que “os processos administrativos e de sindicância são construídos com base no trabalho de comissões e se firmam como instrumentos legitimados e competentes para apurar irregularidades no exercício público, imputando quando necessário as sanções previstas”.

“Ressaltamos que o PAD, que via de regra é sigiloso, tramitou observando os princípios constitucionais e, nesse sentido, a UFF reafirma seu compromisso com a justiça e com o devido processo legal.”

Alunas acusam professor da Federal de Goiás de assediá-las em canaviais

Como professor de engenharia agronômica da Universidade Federal de Goiás (UFG), Américo José dos Santos Reis visitava com frequência usinas de cana do interior do estado com seus alunos.

Três ex-alunas de pós-graduação afirmam que foram assediadas por ele nessas situações. Denunciado, Reis foi demitido em junho de 2018, após longo processo.

Depois de ter feito estágio com Reis durante a graduação em engenharia agronômica, Joana (nome fictício) entrou em 2010 no mestrado da UFG sob a orientação dele.

Como prestavam assistência a usinas de cana do interior do estado, aluna e professor viajavam juntos com frequência. Segundo ela, certa vez o docente pegou na mão da aluna, segurou-a por alguns instantes e a soltou.

Durante as férias de julho, ele ligou pedindo que fossem juntos para uma usina. Ela achou a conversa estranha, já que Reis enfatizou que havia reservado apenas um quarto para os dois. Joana arranjou uma desculpa e não foi.

No segundo semestre daquele ano, um congresso de melhoramento genético aconteceu fora de Goiânia. Segundo ela, o professor pediu que Joana achasse um quarto para os dois. A aluna não o fez e ficou num quarto com colegas.

No primeiro dia, as estudantes foram para uma boate. Reis, conta Joana, passou a noite ligando para saber onde ela estava. Dias depois, de madrugada, ele bateu na porta do quarto dela, dizendo que precisava de sua ajuda para algumas análises. A estudante pediu para as amigas dizerem que ela estava dormindo.

Na volta, em um ônibus fretado, a aluna pediu para uma colega sentar ao seu lado, mas, afirma, Reis se antecipou e ocupou o assento ao lado.

Segundo ela, quando todos estavam dormindo, ouviu o barulho de uma braguilha sendo aberta. Joana afirma que Reis pegou sua mão e a alisou. Joana a puxou de volta.

Foi também num ônibus, no ano anterior, na volta de um congresso, que outra aluna, Patrícia (nome fictício), diz ter sofrido um dos assédios.

Na volta da parada do ônibus, Reis sentou ao lado da aluna. Depois da partida do veículo, ela conta que o professor pegou a mão dela. Ela a puxou de volta e virou para o lado, fingindo que dormia. Na sequência, diz, o docente colocou a mão no seio dela. Patrícia se desvencilhou de novo. Ele então tentou colocar a mão por baixo de sua roupa, e ela se virou num solavanco.

Meses antes, ela diz que Reis já havia tentado beijá-la à força quando ambos realizavam um experimento em um canavial. Segundo Patrícia, ela correu para o carro; ele chegou logo depois e conversou como se nada tivesse acontecido.

Joana e Patrícia contam que passaram a se esquivar de Reis. Elas também preferiram manter o silêncio, com receio de represálias. Segundo Patrícia, a vontade de terminar o doutorado fez com que tentasse esquecer o assunto.

Reis, porém, era seu orientador. Ela diz que não tinha mais coragem de encontrá-lo sozinha e o professor passou a evitá-la. Mesmo tendo cumprido todas as disciplinas, Joana abandonou o curso e voltou para a sua cidade natal.

Outras duas alunas que relatam terem sido assediadas por Reis, Bárbara e Sandra (nomes fictícios) também concluíram seus cursos, mas afirmam que mudaram seus planos de carreira por causa dos assédios.

Bárbara sonhava em trabalhar com melhoramento de cana, mas diz que desistiu da carreira porque adquiriu medo de andar nos canaviais após ter sido assediada por Reis, no início de 2012.

Segundo ela, em uma viagem, Reis pegou sua mão e a levou em direção ao seu pênis. Ela diz ter tomado um susto e puxado o braço, mas o professor lhe disse que iria apenas fazer uma massagem. Ele então segurou a mão dela sobre o câmbio do automóvel e a acariciou. A estudante conta que não sabia se abria a porta e pulava do carro ou se gritava.

Ao chegarem na usina, onde passariam a noite, o professor correu para a recepção e disse que precisava de mais um quarto. Ele tinha reservado apenas uma acomodação.

Outra aluna de Reis que relata ter sido assediada por ele, Sandra (nome fictício) continuou na profissão, mas recusou um estágio de pós-doutorado porque, diz, tudo o que queria era deixar a UFG.

Em 2011, durante o doutorado, a estudante foi até a sala de Reis tirar uma dúvida de um experimento. O professor quis mostrar no computador como resolver e ela se postou de pé, ao lado dele.

Sandra conta que, como vinha do trabalho de campo, usava um macacão largo, com bolsos para ferramentas. Reis, afirma, enfiou a mão dentro do macacão e começou a descê-la até a cintura da estudante. Ela teve um sobressalto e estava prestes a dar um grito quando ouviu alguém se aproximando. O professor puxou a mão e a aluna saiu correndo.

Sandra ainda teve de fazer uma disciplina ministrada por Reis, após insistência dele.

A estudante recebeu investidas misturadas a retaliações. Nas aulas, o professor ignorava suas perguntas; quando ela estava no computador, Reis se aproximava por trás e encostava no seu pescoço. Ela recebeu a pior nota da turma.

Após abandonar o mestrado e retornar à sua cidade natal, Joana se isolou. Ignorava emails da UFG e ligações de números que conhecia. Em meados de 2012, porém, recebeu um telefonema da coordenadora da pós-graduação.

Ela lhe disse que a universidade recebera um email anônimo que dizia que o sumiço da aluna era decorrente de assédio sexual e perguntou se era verdade. Ela disse que sim.

Uma comissão foi criada dentro do programa de pós-graduação em genética e melhoramento de plantas para apurar o caso, e ela foi chamada para depor.

Mas, segundo a estudante, os membros da comissão pareciam propensos a encerrar o caso. Ela afirma que um dos professores só se referia ao professor como Ameriquinho e repetia que o docente nunca assediaria uma aluna. A estudante diz que não pôde relatar detalhes do assédio.

As alunas foram ouvidas, mas durante cerca de um ano e meio nada aconteceu. A troca de reitor, em 2014, afirmam as estudantes, foi determinante para o processo andar.

Em 2015, as quatro foram novamente convocadas.

Durante o longo processo, Bárbara conta que teve ainda de lidar com comentários nos corredores da universidade. Segundo a estudante, as pessoas diziam que ela deveria esquecer o ocorrido, que aquilo já havia passado e passou a ser conhecida como a menina do assédio.

Outro lado: Docente diz que é inocente e acusa alunas de perseguição

Procurado pela Folha, Américo José dos Santos Reis, por meio de seu advogado, negou que tenha assediado sexualmente alunas da UFG e as acusa de estarem perseguindo-o.

Segundo o advogado Ezequiel Morais, “as supostas vítimas se conheciam e todas ‘criaram’ motivos para retaliar o referido professor em decorrência da não apresentação de relatórios e de apresentação de trabalhos incompletos. Tais fatos poderiam ensejar reprovação das alunas e perda de bolsa de estudo.”

Morais aponta que as representações contra Reis foram feitas todas quase no mesmo dia, “dois anos depois do suposto assédio e pouco tempo antes do encerramento dos cursos e entrega de notas e relatórios, situação que demonstra complô para prejudicar o professor, de forma, repete-se, injusta e arbitrária.”

Além disso, segundo o advogado, as alunas convidaram Reis para “casamento e respectiva festa”. Reis, de fato, foi convidado para o casamento de uma das estudantes. O convite, no entanto, ocorreu antes do assédio, segundo a aluna. Na cerimônia, ocorrida após o assédio, ele não compareceu.

O advogado também critica a maneira como se deu o julgamento do recurso administrativo, em novembro. “Com direito à ‘plateia’, ‘cartazes’, ‘vaias’ etc., a dita (e parcial) sessão de julgamento do recurso administrativo pareceu um seminário onde se discutiram temas como abuso sexual e assédio moral; daí aproveitaram a sessão para julgar o recurso.”

“Frisa-se que o relatório do caso foi lido em conjunto com o voto do relator somente após a sustentação oral do advogado do professor Américo, quando o correto seria que o relatório fosse lido antes da sustentação oral, em clara afronta ao contraditório, à ampla defesa e ao devido processo legal. Isso é um verdadeiro absurdo”, diz Morais.

A UFG afirma que “o processo administrativo disciplinar que resultou na demissão de um servidor correu sob sigilo visando proteger a identidade das vítimas. Em razão de seu caráter sigiloso, a Administração Superior da UFG não se manifestará sobre o assunto”.

O advogado afirma que seu cliente exigirá seus direitos na Justiça Federal com responsabilidade e consciência de ser plenamente inocente.

Professor da Federal de Goiás foi denunciado sob acusação de estupro

No início de 2017, três estudantes de medicina veterinária da Universidade Federal de Goiás em Jataí denunciaram o professor Rogério Elias Rabelo em âmbito administrativo, duas por estupro e uma por assédio sexual.

Rabelo também foi denunciado no Ministério Público Federal e na Delegacia Especializada da Mulher.

O MPF de Rio Verde (GO), em agosto de 2017, denunciou Rabelo por assédio sexual e estupro de vulnerável. Segundo nota da assessoria de comunicação do órgão, “os assédios eram feitos por meio de abordagens presenciais e mensagens no aplicativo WhatsApp com o intuito de obter favorecimento sexual (…).”

Já um dos estupros, prossegue a nota, “teria ocorrido na madrugada de dezembro de 2016, enquanto a aluna dormia, em um apartamento localizado em Goiânia, para onde alguns alunos foram após participação em congresso ocorrido na capital”.

Rabelo também foi indiciado pela delegacia da mulher. As denúncias foram aceitas e hoje ele é réu tanto na Justiça federal como na estadual.

Dentro da UFG, após um processo administrativo que durou 14 meses, Rabelo foi demitido em julho de 2018.

Ao longo da apuração interna, outras mulheres disseram ter sido vítimas do professor.

Outro lado: Em texto, professor afirma que foi acusado sem provas

Rogério Elias Rabelo foi procurado pela reportagem durante mais de um mês por email, mas não respondeu aos pedidos de entrevista.

Um documento intitulado “Manifestação de apoio ao professor Rogério Elias Rabelo”, datado de 16 de julho de 2018 e publicado na internet sem autoria, afirma que “o profissional foi destratado, humilhado, ignorado e rechaçado por seu empregador, que nunca se preocupou em conhecer a bilateralidade dos fatos, jamais prestou apoio e amparo, preferindo ser omissa, cruel e unilateral ao receber, ouvir e orientar somente as partes acusatórias, além de permitir o livre acesso de terceiros a um processo cujo teor requeria zelo e sigilo”.

O texto diz que “o docente foi denunciado por estupro de duas alunas após uma ‘noitada’, em que oito pessoas pernoitaram juntas em uma quitinete” e que em seguida o professor foi acusado de assédio sexual sem qualquer prova.

Afirma ainda que provas apresentadas no processo comprovaram a estreita, íntima e afetuosa relação entre o docente e a principal denunciante e que “não há como justificar o deslize extraconjugal cometido pelo docente, mas que não cabe a esta esfera pública avaliar e penalizar o docente por tal conduta”.

O documento pede que a UFG reanalise o processo e reconsidere a demissão.


Se você, universitário ou universitária, passou por situações como as descritas na reportagem (de professor, orientador ou superior hierarquicamente superior) e quer compartilhar seu relato, por favor escreva para saude@grupofolha.com.br. 

– Quem consegue ter 16 Salários em um ano?

Ouvi, li e me assustei ao comprovar: o BNDES tem cerca de 5000 funcionários concursados e muitos outros como cargo de confiança. Eles tem até 16o salário como remuneração, e alguns, infelizmente, não aparecem para trabalhar.

E depois querem discutir como faz para cobrir o déficit do Governo? Não está na cara que esse, e muitos outros órgãos, são cabidões de emprego?

 

– Não me ufano com políticos…

Se por um lado Bolsonaro não me agrada em competência e diplomacia (e não vejo nenhum candidato honesto e com credibilidade para 2022), me deixando espantado por seus defensores que não conseguem ver defeito algum nele, por outro fico igualmente indignado com os adoradores de Lula.

Como crer que ele, depois de tantos podres revelados, é uma solução?

Esqueça a Lava-Jato, se você usar tal argumento, e justifique: e o Petrolão? Ou o Mensalão?

Resgatando a postagem de 2012, desse mesmo blog:

O CHEFE DO MENSALÃO?

E o ex-presidente Lula, quando questionado se acompanharia o julgamento do Mensalão? Respondeu que:

Tenho coisas mais importantes pra fazer”.

Ora, não podemos esquecer que um dia ele negou tudo e defendeu os mesmos companheiros que serão julgados. E, depois, contraditoriamente, pediu desculpas pelo ocorrido.

Quer se blindar do imbróglio? É claro que sim. Não dá para acreditar que ele nada sabia, se os seus principais partidários – e amigos – estavam envolvidos até o pescoço.

A propósito, o relator do Mensalão, na leitura do processo, acusou: o mentor do Mensalão foi José Dirceu.

Minha restrição: e o Ministro Dias Tófoli? Não deveria deixar de votar, já que sua namorada é advogada de envolvidos, e ele próprio foi advogado de Dirceu e do PT?

Mensalão - Rir pra não chorar (Humor da Era Lula Livro 2) eBook : de  Oliveira, Cláudio: Amazon.com.br: Livros

– E as consequências da revelação da mala preta ao goleiro?

E ficou o “dito pelo não-dito?”

O ex-jogador do São Paulo FC, Richarlyson, revelou no começo dessa semana no Arena SBT que, numa partida em que jogou, houve um goleiro que aceitou mala preta (dinheiro para perder).

O referido foi Jefferson, num Fortaleza x Ponte Preta. Vide aqui: https://www.uol.com.br/esporte/futebol/ultimas-noticias/2021/07/20/richarlyson-mala-preta.amp.htm

Depois da denúncia, fica a questão: o acusado não disse nada?

Hum…

– E você ainda briga por político?

Que picaretagem! Os senhores deputados aumentaram a verba do fundo partidário (ou seja: dinheiro para fazerem campanha políticos) de 2 bilhões de reais para R$ 5,7 bi.

Sabe o que daria para fazer com 1 bilhão?

Um bilhão é “1000x 1 milhão”. E 5,7 vezes isso se torna um dinheiro astronômico!

Enquanto isso, vemos a produção de memes a todo vapor da base bolsonarista e lulista nas Redes Sociais, e muitos re-postando, como se fossem fruto de gente de bem…

Na hora da grana, PSDB, PDT e demais partidos (incluindo os senhores citados acima) se equivalem.

– Seja sempre Honesto!

ÉTICA – Apesar de muitas pessoas não se indignarem mais com coisas incorretas, lembre-se: nós não podemos achar o ERRADO algo normal!

Em: https://www.youtube.com/watch?v=6QV2mS2BdhQ

– Uma decepção chamada Jair Bolsonaro.

Em 2019, eu achava que o Brasil poderia ter um rumo positivo. Torci, mas me decepcionei – em especial com a truculência, má gestão da pandemia e o grande fator de oposição do Governo Bolsonaro: o cidadão Jair Messias!

Alguns bons ministros sustentam a atual gestão, que sofre com as bobagens desnecessárias ditas pelo presidente (como dizer que a vacina do Butantan não funciona, o descrédito no uso de máscaras, a omissão nas denúncias de seus pares ou ainda que “se não tivermos voto impresso, não tem eleição”).

Uma pena que seja assim. Quero uma presidente competente, honesto e que tenha credibilidade, e não vejo nenhum pré-candidato preenchendo essa lacuna.

Compartilho esse texto de 3 anos:

TODOS QUE GOVERNARAM REVOLUCIONARAM O BRASIL?

Um dia, FHC disse que revolucionou o Brasil com o Plano Real.

Outro dia, também Lula alardeou que revolucionou a nação com suas ações administrativas enfatizando em seu discurso dizendonunca antes nesse país”.

Outrora, foi a vez da presidente Dilma Roussef, em entrevista à TV Al Jazeera (dê um Google para achar essa pérola) bater na tecla de que promoveu uma revolução social democrática em sua administração.

Por último, Michel Temer diz que mudou os rumos do país ao assumir a Presidência, revolucionando os caminhos da crise em rumo do crescimento econômico e da geração de emprego.

Ok, todos fizeram algumas coisas, acertando e errando. Mas com esses 4 últimos “revolucionários”, o Brasil continua igual em péssimos índices sociais e de corrupção.

Gozado, onde está essa revolução de fato? Será que ela virá DE VERDADE com Bolsonaro, ou teremos mais do mesmo? Afinal, esperar até 2022 para que um novo comandante tente de novo, vai ser dose. Mas confesso ter receio na competência de Jair, respeitosamente falando.

Se tudo o que se propagandeia é verdade, seriamos o Canadá, a Noruega, o Japão…

Em vídeo, atualizado, em: https://youtu.be/DIELWUioWGI

– O Editorial do Estadão sobre o pecado de Bolsonaro e a pura (e triste) realidade…

Eu lamento demais que a Política esteja trazendo tantas intrigas na sociedade brasileira. Pesa-me ter vivido anos de tanta corrupção sob a gestão de Lula (que, incrivelmente, ainda encontra adoradores e outros que não viveram aquele momento, mas o defendem).

Entretanto, o seu contraponto, o presidente Jair Bolsonaro, encontra igualmente inúmeros adoradores que não conseguem ver (igualmente aos esquerdistas do lulopetismo) mácula alguma. Por exemplo, a questão das “teorias conspiratórias” que ele demonstra ter a todo instante. “Tudo é contra ele”, e ele parece fomentar esse sentimento, nunca admitindo os erros. Vide a insistência com a cloroquina, aglomerações e desincentivo ao uso de máscaras de proteção.

O editorial do Estadão é “didático” quanto ao que me desagrada. Vale a pena ler:

Extraído de: “O Estado de São Paulo”, 14/06/2021, página 2.

EDITORIAL DO ESTADÃO

Ante o risco de insatisfação popular, muito concreto, Bolsonaro recorreu a quase todo o seu repertório de falsidades para que o País mude de assunto

O oitavo Mandamento diz que não se deve dar falso testemunho. No “evangelho” do presidente Jair Bolsonaro, contudo, esse mandamento caducou.

Ao discursar numa igreja evangélica em Anápolis (GO), na quarta-feira passada, Bolsonaro fez um sermão repleto de mentiras, tão evidentes que nem era preciso ser onisciente para perceber.

Bolsonaro voltou a afirmar que houve “fraude” na eleição de 2018, que ele venceu. “Eu fui eleito no primeiro turno. Eu tenho provas materiais, mas o sistema, a fraude existiu sim, me jogou para o segundo turno”, disse Bolsonaro.

A primeira vez em que o presidente alegou ter sido vítima de fraude na eleição foi em março de 2020. Na ocasião, disse que tinha “provas” e que as mostraria “brevemente”. Bolsonaro nunca o fez, porque não existem. Mas isso não tem importância: no “evangelho” bolsonarista, a verdade não é aquilo que encontra correspondência na realidade, e sim aquilo que Bolsonaro enuncia como tal. É questão de fé.

No mesmo sermão, Bolsonaro tornou a acusar governadores e prefeitos de “utilizar politicamente o vírus” da covid-19. Sem qualquer respaldo nos fatos, o presidente disse que as medidas de isolamento social para conter a pandemia se prestam a derrubá-lo: “Vamos fechar tudo, lockdown, toque de recolher, que a gente pela economia tira esse cara daí”. Bolsonaro disse que o querem fora porque “fez com que as estatais não dessem mais prejuízo”, “está começando a arrumar a economia”, “acredita em Deus”, “respeita seus militares” e “acredita na família”.

Em seguida, disse que “gente que estava ao meu lado” fez contas, a partir de um “acórdão do Tribunal de Contas da União”, e chegou à “constatação da supernotificação de casos de covid” por parte de Estados interessados em ter “mais recursos” federais. Segundo Bolsonaro, “se nós retirarmos as possíveis fraudes” da contabilidade de mortos por covid-19, “o nosso Brasil” será “aquele com menor número de mortes por milhão de habitantes por causa da covid”. Ou seja, o presidente está dizendo, em outras palavras, que milhares de médicos em todo o Brasil integram uma máfia dedicada a fraudar atestados de óbito para favorecer os planos de governadores corruptos.

Uma vez eliminada a “fraude”, disse o presidente, ficará claro que o Brasil teve poucas mortes por covid-19 porque adotou o “tratamento precoce”, com cloroquina e ivermectina, cuja ineficácia contra o coronavírus já foi amplamente atestada. Bolsonaro disse que não se investe nesse “tratamento” porque “interessa viver em cima de mortes, para se ganhar mais recursos”.

Para o presidente, é irrelevante se o tal “tratamento precoce” não tem comprovação científica. “Eu pergunto: a vacina tem comprovação científica ou está em estado experimental ainda? Está experimental”, disse Bolsonaro, naquela que talvez seja a mais nociva das tantas mentiras que contou no seu sermão. Ao questionar a segurança da vacina, já atestada pelas autoridades sanitárias regulatórias, Bolsonaro sabota todos os esforços para incentivar os brasileiros a tomar o imunizante.

Mas a epifania bolsonarista em Anápolis, malgrado suas repetidas referências a “milagres” e “Deus”, teve objetivos bem mais mundanos. Conforme a já manjada tática bolsonarista, era preciso inventar variadas polêmicas, em grande quantidade, para tirar a atenção do mais importante: a forte alta da inflação, anunciada no mesmo dia do sermão de Bolsonaro.

Se por um lado a inflação aumentou a arrecadação do governo, pois os tributos são cobrados em cima de preços mais altos, por outro a alta dos preços corrói a renda dos brasileiros, especialmente a dos mais pobres, que já convivem com forte desemprego. Ante o risco de insatisfação popular, muito concreto, Bolsonaro recorreu a quase todo o seu repertório de falsidades para que o País mude de assunto.

Em sua prédica mendaz, foi honesto uma única vez, quando disse que, ao ser eleito, “não sabia o que fazer”. Hoje, contudo, sabe muito bem: mentir dia e noite para ser reeleito. Se vai conseguir ou não, depende da credulidade dos eleitores.

– O verdadeiro Fair Play no Esporte e o Sucesso próprio.

Essa publicação recente foi feita para abordar o desejo de vencer pelos nossos méritos, e não pelas quedas e percalços do próximo. Mas, ao mesmo tempo, ela serve de exemplo para o Fair Play no esporte.

Confesso: não sei quem são os clubes e os atletas envolvidos no vídeo. Mas o que vale é: a mensagem de espírito esportivo e consciência da ética e respeito.

Abaixo, extraído de: https://www.linkedin.com/posts/theunismarinho_activity-6803396296024592384-3y-C

– Os Papas Francisco e João Paulo nos ensinando o verdadeiro Espírito Esportivo!

O Manchester City do treinador Pep Guardiola (talvez o maior treinador de futebol de todos os tempos) perdeu para o Chelsea na Liga dos Campeões. E, num fato incomum, o técnico beijou a medalha de vice (já que a maior parte dos derrotados a despreza).

Sobre isso, em audiência papal com atletas do basquete italiano, citou Francisco:

“Gostaria aqui de destacar a atitude perante a derrota. Me disseram que, um dia destes, não sei onde, teve um vencedor e um que terminou em segundo. E quem terminou em segundo beijou a medalha. Normalmente, quando terminamos em segundo, a gente fica triste, e temos vontade de arremessar a medalha. Ele, no entanto, a beijou. Isso nos ensina que mesmo na derrota pode haver uma vitória: aceitar as derrotas com maturidade, porque isso nos faz crescer. Quando um esportista sabe superar uma derrota assim, com dignidade, humanidade e com um grande coração, é uma verdadeira honra e vitória humana”.

Óbvio que o Papa Francisco, entusiasta do futebol e torcedor do San Lorenzo, sabia a quem se referia. Mas sua fala me lembrou a de outro Papa, esse um ex-atleta e ator, João Paulo II, que disse em audiência aos árbitros italianos na década de 80:

“O esporte deve servir para inspirar os valores éticos e cristãos”.

Para nós refletirmos: o ensinamento de aceitar com maturidade a derrota e ter espírito desportivo, de defender a disciplina e a ética – não só no esporte mas na vida em geral – tem sido difundido pelo futebol?

Papa Francisco: São João Paulo II deu ao mundo 2 grandes mensagens

Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida. Quem tiver conhecimento, informar para os créditos.

– #tbt 3: Dinamarca x Irã mostra a cordialidade que deveria sempre existir no futebol!

É de 2003, mas merece aplausos em todo tempo: o time europeu perdia por 1×0 até o último lance, quando teve um pênalti assinalado a seu favor (marcado por uma situação inusitada, relatada abaixo). E não é que preferiram perder com elegância do que empatar com os iranianos de uma forma injusta?

Veja só o que aconteceu no link de: https://almanaqueesportivo.wordpress.com/2012/10/30/futebol-pelo-mundo-historias-de-verdadeiro-fair-play-em-gols-e-penaltis/

DINAMARCA X IRÃ – TORNEIO AMISTOSO CARLSBERG CUP 2003

O capitão dinamarquês Morten Wieghorst agiu de maneira admirável em um torneio amistoso de 2003. Quase no final do primeiro tempo de um jogo contra o Irã, válido pela competição amistosa Carlsberg Cup em Copenhague, o defensor iraniano Alireza Nikbakht Vahdi pegou a bola com a mão na grande área após ouvir o apito final do juiz. Porém o apito havia vindo da arquibancada, confundindo o atleta, que acabou tendo uma penalidade contra si marcada pelo árbitro Albert Chiu Sin Chuen, que não tinha outra escolha.

Após consultar o técnico Morten Olsen, Wieghorst propositadamente bateu o pênalti para fora por considerar injusta esta vantagem. Deste lance, não tenho imagens mas pesquisei que a partida encerrou-se em 1×0 para os iranianos. Sobre isto, um dirigente iraniano disse: “Os dinamarqueses não ganharam o jogo. Mas ganharam a nossa admiração”.

Em: https://youtu.be/mKPBIS3_BSo

– Como identificar notas falsas?

Na região de Jundiaí, constantes golpes com notas falsas têm sido tentados; alguns frustrados, outros com sucesso.

É difícil identificar uma boa falsificação. Vez ou outra ouvimos notícias de que até mesmo em caixas eletrônicos pessoas recebem notas falsas. Mas vão algumas dicas:

(Extraído de http://www.acescp.com.br/ace2012/index.php/scpc/2012-03-21-22-23-24/76-dicas-sobre-como-reconhecer-notas-falsas.html)

DICAS PARA EVITAR NOTAS FALSAS

Quando você receber uma cédula veja sempre os principais elementos de segurança: a marca d’água, a imagem latente e o registro coincidente.
Cerca de 60% das cédulas falsas não possuem marca d’água. O fato do papel ser aparentemente verdadeiro, porém, não garante que a cédula seja autêntica. 15% das falsificações do Real são obtidas a partir da lavagem de cédulas de menor valor. As demais cédulas falsificadas (aproximadamente 25% do total) utilizam papel parecido, mas não autêntico, com marcas de água diferentes e vários outros detalhes alterados em relação as cédulas verdadeiras.

1. Observe a marca d’água. Cerca de 60% das cédulas falsas retidas pelo Banco Central não apresentam marca d’água.

Segure a cédula contra a luz, olhando para o lado que contém a numeração. Observe na área clara à esquerda, as figuras que representam a República ou a Bandeira Nacional, em tons que variam do claro ao escuro.

As cédulas de R$50,00 e R$100,00 apresentam como marca d’água apenas a figura da República.

As cédulas de R$1,00, R$5,00 e R$10,00 podem apresentar como marca d’água a figura da República ou a Bandeira Nacional.

A cédula de R$2,00 apresenta como marca d’água apenas a figura da tartaruga marinha com o número 2.

A cédula de R$20,00 apresenta como marca d’água apenas a figura do mico-leão-dourado com o número 20.

2. Sinta com os dedos o papel e a impressão.

O papel legítimo é menos liso que o papel comum.
A impressão apresenta relevo na figura da República (efígie), onde está escrito “BANCO CENTRAL DO BRASIL” e nos números do valor da cédula.

3. Observe a estrela do símbolo das Armas Nacionais nos dois lados da cédula.

Olhando a nota contra a luz, o desenho das Armas Nacionais impresso em um lado deve se ajustar exatamente ao mesmo desenho do outro lado.

4. Observe as micro impressões.

Com o auxílio de uma lente, pequenas letras “B” e “C” poderão ser lidas na faixa clara entre a figura da República (efígie) e o registro coincidente (Armas Nacionais) e no interior dos números que representam o valor.

5. Observe a imagem latente.

Observando o lado da cédula que contém a numeração, olhe a partir do canto inferior esquerdo, colocando-a na altura dos olhos, sob luz natural abundante: ficarão visíveis as letras “B” e “C”.

6 . Linhas multidirecionais.

As notas de real também contam com linhas retas, paralelas, extremamente finas e bastante próximas entre si, dando a idéia de que houve uma impressão contínua no local. Apesar de estarem em toda a extensão da cédula, as linhas podem ser vistas mais facilmente na área da marca d’água.

7 . Fibras coloridas.

Ao longo de toda a cédula, podem ser vistos pequenos fios espalhados no papel, nas cores vermelha, azul e verde, em ambos os lados.

8 . Fio de segurança.

Um fio vertical, de cor escura, está embutido no papel da cédula. Ele pode ser facilmente visto contra a luz. Está presente em todas as cédulas, menos nas de R$ 1 e R$ 5, que apresentam, como marca d’água, a figura da Bandeira Nacional.

9 . Fibras sensíveis à luz ultravioleta.

São pequenos fios espalhados no papel, que se tornam visíveis, na cor lilás, quando expostos à luz ultravioleta. São encontrados nos dois lados da cédula.

10 . Microchancelas.

São as duas assinaturas – uma do Ministro da Fazenda, outra do Presidente do Banco Central do Brasil. Sem as assinaturas as cédulas não têm valor legal.

11. Sempre que possível, compare a cédula suspeita com outra que se tenha certeza ser verdadeira.

Resultado de imagem para nota de 3,00

Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida. Quem conhecer o autor, favor avisar para informar o crédito.

– E se o Corinthians perder para o Palmeiras dentro dos seus domínios?

Se o Corinthians perder para o Palmeiras (depois de o tê-lo classificado indiretamente, pois venceu o Novorizontino na última rodada da primeira fase, tirando o time do Interior do páreo e colocando o arquirrival na segunda-fase, já que era interessando em tal resultado), a pressão sobre Vagner Mancini será muito grande.

Vida de treinador é inglória: duas vitórias dão fôlego, mas uma derrota pode fazer um infortúnio muito maior.

Sobre a situação: sou contra “perder para ganhar” no esporte. Jogar desejando perder para “escolher adversário” pode ser complicado. Para mim, é anti-ético e anti-desportivo, pois penso que “time bom ganha de todos e não pode entrar com medo”. Porém, sei também que isso pode ser uma estratégia para muitos treinadores e dirigentes.

Pense: como fica o íntimo dos jogadores, dentro de campo, com tal prática / desejo?

Se o Palmeiras ganhar dentro do estádio corintiano, o final de domingo pode ser, infelizmente, violento…

– Picanha de 1700,00 e “Motocaço”. Dava para evitar, né?

Há coisas totalmente evitáveis e que, para um Presidente da República, poderiam ser fortemente recomendadas para que não tornassem motivo de publicidade: a questão do “Passeio de Moto em Aglomeração” e a “Picanha de R$ 1700,00 do ‘Tchê do Churrasco'” são algumas delas.

Não viu o ocorrido? No vídeo abaixo:

Dilma torrava o cartão corporativo com seus pares (lembram dos caríssimos jantares em Portugal?), Lula não estava nem aí porque nadava em popularidade antes da descoberta do Mensalão e Petrolão, e agora, Bolsonaro dando de costas para as críticas. Lembrando: estamos em tempos pandêmicos.

Isso é Brasil, não?

Veja em: https://www.youtube.com/watch?v=0gpUi03MHE0&t=861s

– A confusão entre os árbitros paulista após o episódio de vaidade na bolha sanitária.

Eu estava torcendo muito para que fosse apenas um boato, mas parece mesmo que não é. Vamos lá:

A vaidade humana sempre será um problema, e dentro da arbitragem de futebol, onde não se pensa no coletivo mas no individual (me refiro a: dirigentes, árbitros e demais membros, isso é um fato notório), a exacerbação de ser protagonista é grande.

Quem escala, não admite que erra. Quem apita, tem nos cartões e apito uma arma poderosa. Quem não é o árbitro central, vê no outro seu adversário. E por aí vai (lógico, isso não é uma regra, pois toda unanimidade é burra).

Digo isso pois é muito grave o que ocorreu no Hotel Panamby, dentro da bolha sanitária em que os árbitros da A1 estão. Tudo começou com um erro de Edina Alves Batista, a árbitra que tão bem surgiu, foi invejada por muitos homens pela sua competência, ganhou respeito, esteve no Mundial de Clubes da FIFA, apitou um Derby e está relacionada para os Jogos Olímpicos de Tóquio (se eles ocorrerem).

Edna apitou Internacional 0x2 Red Bull Bragantino, e não mostrou o cartão Vermelho para expulsar um atleta de Limeira. Eu imaginava que, simplesmente, ela havia dito verbalmente para o jogador expulso que esqueceu o cartão vermelho no vestiário, e sendo o 2o cartão amarelo, deveria se retirar de campo. Porém, os desdobramentos foram muitíssimo maiores do que o imaginado. Veja o relato longo, delicado e conturbado abaixo.

Após a leitura, acrescente essa consideração particular: tomara que a fama e a arrogância não tenham subido à cabeça de Edina Alves, que Ana Paula de Oliveira não faça da arbitragem uma “caixa preta que ninguém sabe o que acontece” e que Leandro não seja mentiroso.

Em tempo: que o Sindicato dos Árbitros (com seus novos representantes) torne pública a providência que tomará e não seja omisso, como tem sido, por exemplo, na não auditoria das contas como prometido em campanha, tornando-se, de verdade “uma nova gestão”.

Compartilho, extraído de: https://www.espn.com.br/futebol/artigo/_/id/8566256/erro-de-edina-batista-mentira-e-acusacao-em-lives-por-que-arbitro-da-elite-em-sp-foi-expulso-de-bolha

ERRO DE EDINA BATISTA, MENTIRA E ACUSAÇÃO EM LIVES: POR QUE ÁRBITRO DA ELITE FOI EXPULSO DA BOLHA.

O árbitro Leandro Carvalho da Silva foi expulso no último domingo (25) do Hotel Panamby, na zona Oeste de São Paulo, no qual está a ‘bolha’ do apito estadual. A ação aconteceu a mando da presidente da Comissão de Arbitragem da Federação Paulista de Futebol, Ana Paula de Oliveira.

Já era noite, após o jantar, quando um membro da comissão bateu a sua porta, o avisou para arrumar as coisas e deixar o local. Afastado, ele foi denunciado à corregedoria da arbitragem paulista.

O motivo, segundo apurou o ESPN.com.br, é o desdobramento de um erro grosseiro cometido por sua colega Edina Alves Batista, uma das principais figuras da arbitragem brasileira no momento. Ela, em Inter de Limeira 0 x 2 Red Bull Bragantino, no último dia 15 de abril, pela quinta rodada do Campeonato Paulista, expulsou o atleta da equipe da casa Matheus Alexandre Anastácio de Souza aos 12 minutos do segundo tempo. No entanto, não mostrou o cartão vermelho após apresentar o segundo amarelo (o primeiro fora aplicado aos 15 minutos da etapa inicial).

Leandro Carvalho da Silva foi o quarto árbitro naquela partida e, ao preencher a súmula, perguntou a Edina qual o motivo de ela não ter seguido o protocolo padrão e mostrado o vermelho. Ela recusou-se a falar. Ele, então, a informou que relataria o que aconteceu, mas a colega o proibiu de fazê-lo. O documento foi entregue sem a história completa. A versão interna da coordenação de arbitragem é a de que Leandro induziu Edina a não relatar o caso, logo, o erro fora dele.

Passados alguns dias, alguém do Red Bull Bragantino que soube do diálogo entre os árbitros procurou Ana Paula de Oliveira e lhe disse “você ficou sabendo que seus árbitros mentiram pra você? Que eles iam relatar que não foi aplicado o [cartão] vermelho e não relataram nada?”

A chefe da arbitragem paulista, então, falou com o time que trabalhou na partida. Edina admitiu o erro [teria o cartão no bolso, mas esqueceu-se de mostrá-lo], e Leandro Carvalho disse que ia relatar a situação na súmula, mas que a colega lhe disse para “não colocar nada”.

Ana Paula tratou do assunto com toda o quadro da arbitragem paulista nas duas últimas lives pós-rodada que costuma fazer para avaliação rotineira de trabalho, ambas nas duas últimas quintas-feiras (dias 22 e 29 de abril). Leandro Carvalho participou da primeira, mas já não estava na derradeira. No entanto, soube de boa parte do que se falou nela.

Em ambas, segundo relatos ouvidos pela reportagem, a chefe do apito paulista atacou e expôs Leandro Carvalho, culpando-o pelo fato de o diálogo entre ele, Edina e demais colegas que participaram da partida em Limeira ter vazado e chegado a alguém de um dos clubes envolvidos.

O árbitro até pediu a palavra na primeira live, a teve, mas não conseguiu falar nem por 30 segundos. Foi interrompido por Ana Paula e depois teve seu áudio cortado. “Mentiroso”, “quis inventar história” e “um mau exemplo para todos seus amigos e colegas” foram algumas das falas da dirigente em direção ao seu comandado.

“Situação de assédio moral clara”, afirmou à reportagem um participante das duas conversas virtuais, sob condição de anonimato.

A reportagem também apurou que chegou a haver uma espécie de movimento entre os árbitros para tentar convencer Ana Paula de Oliveira a voltar atrás em sua decisão, mas sem sucesso.

Para o grupo, não é justa a atitude tomada com Leandro Carvalho, que, segundo pessoas próximas, está arrasado. Edina também está deslocada com todo o ocorrido, quase não conversa com os colegas e quase sempre está de cabeça baixa.

A situação fez com que o clima no hotel entre os profissionais seja péssimo.

O que dizem os envolvidos

Leandro Carvalho da Silva não respondeu às mensagens nem retornou às ligações da reportagem; Edina Alves foi orientada pela FPF a não dar entrevistas.

Ana Paula de Oliveira não atendeu à ligação, mas respondeu às mensagens e disse estar à disposição, no entanto, pediu para que fosse tratada com a assessoria de imprensa a possibilidade de entrevista.

A assessoria da entidade manifestou-se oficialmente sobre o caso com um curto comunicado, que está abaixo, na íntegra: “O árbitro Leandro Carvalho da Silva foi afastado da concentração e do ambiente controlado na última segunda-feira (26) por uma decisão da Comissão de Arbitragem. O caso foi encaminhado à corregedoria da arbitragem.”

O Sindicato dos Árbitros do Estado de São Paulo (Safesp) não se manifestou, mas a reportagem apurou que o órgão já tem um rascunho de um ofício que não pretende tornar público, mas que enviará diretamente ao presidente da FPF, Reinaldo Carneiro Bastos, no qual classifica o ocorrido com Leandro Carvalho como “grave” e faz ao menos duas cobranças.

Todos os envolvidos não estão escalados nesta rodada do final de semana.
Ana Paula de Oliveira (centro) na sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) Glauco Fernandes/Gazeta Press

– Fundo Cristão Criado por Empresas. Cristãs ou Politicamente Corretas?

Essa ideia (abaixo) surgiu há 11 anos. Na época, eu não achava propícia. Hoje, acho muito interessante. Mas… tentei pesquisar e não sei no que resultou. Compartilho o texto da época:

Na Europa, foi criado nesta semana um fundo de investimentos com cunho moral chamado de “Fundo Cristão”, supervisionado até mesmo pelo Vaticano.

Para participar, a empresa não deve produzir / investir em tabaco, pornografia, armas e jogatina, entre outras coisas. Participam a Shell, Vodafone e Nestlé entre outras.

Mas uma ressalva é importante: o fundo parece ser mais um fundo moral do que cristão. Afinal, produzir corretamente não é dever de todos? Se os recursos fossem destinados para a solidariedade, talvez o termo cristão caísse bem. Mas nessas condições, acho impróprio o uso. Ser cristão exacerba tais atos.

Extraído de: http://www.google.com/hostednews/epa/article/ALeqM5gaj50GH_NkFN9pC2iRVTh1vre8aA

PRIMEIRO “FUNDO CRISTÃO” DA BOLSA COMEÇA A OPERAR NA EUROPA

Londres, 27 abr (EFE).- O primeiro índice de bolsa cristão da Europa, que responde à crescente demanda dos investidores por ações “éticas” por causa da crise financeira global, começou nesta segunda-feira sua caminhada.

Do chamado Índice Cristiano Europeu Stoxx fazem parte 533 empresas do Velho Continente que dizem obter suas receitas exclusivamente de fontes compatíveis com os “valores e princípios da religião cristã”, explica o jornal “Financial Times”.

Entre as companhias que integram o índice figuram as petrolíferas BP e Royal Dutch Shell, a farmacêutica GlaxoSmithKline, o multinacional do setor alimentício Nestlé, o banco HSBC e a Vodafone, do setor telefônico.

Apenas grupos que não lucram com pornografia, armas, tabaco, controle de natalidade e jogo podem fazer parte do índice.

Um comitê, no qual, segundo a Stoxx, está representado o Vaticano, coordena as ações, que saem do índice Stoxx Europa 600.

Alguns dos maiores fundos de investimentos do mundo, como Aviva Investors, AXA Investment Managers e Hendrson Global Investor, criaram nos últimos anos fundos éticos em resposta à demanda dos investidores.

Esse tipo de fundos tem objetivos similares aos dos “fundos cristãos” embora não discriminem as empresas que fazem negócios ligados ao controle de natalidade e estão mais centrados em evitar os investimentos em empresas que danificam o meio ambiente.

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– A troca de frascos das vacinas! Pode?

Não é muito estranho, em meio a tantos cuidados com a vacinação, “trocar os frascos de vacina”?

E em dois lugares distintos ocorrer o mesmo erro?

Em Diadema e em Itapira, ambas no Interior de São Paulo, crianças foram vacinadas contra a Covid-19 ao invés de serem imunizadas contra a Gripe Influenza, por conta de troca de frascos.

Muita desatenção ou proposital inversão? Afinal, trocar remédios desta forma é incomum – ainda mais sendo em dois lugares!

No link, em: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2021/04/16/compare-os-frascos-das-vacinas-contra-gripe-e-contra-covid-feitas-pelo-instituto-butantan.ghtml

Compara os frascos das vacinas  — Foto: Amanda Paes/Arte G1

 

 

– A possível doação de vacinas da Sinovac para a Conmebol.

A Sinovac, farmacêutica chinesa fabricante da Coronavac, anunciou que doará 50.000 doses de vacinas para a Confederação Sulamericana de Futebol (Conmebol), a fim de ajudá-la em suas competições e às equipes integrantes dela.

A ideia inicial é de vacinar jogadores, comissões técnicas e dirigentes dos clubes envolvidos em suas competições (Copa Sulamericana e Taça Libertadores da América), além da mesma coisa para torneios entre Seleções (Copa América). Claro, inclua-se funcionários e diretores da entidade, além dos árbitros. Pelo volume, ainda redistribuir aos clubes da 1a divisão e cada país filiado.

Neste momento em que os laboratórios estão priorizando governos (em especial, Pfizer / Moderna, Jansen), a fim de vender doses para a população em geral ser imunizada – mas que se vê alguns outros (como os indianos) abrindo a possibilidade de vender para empresas vacinarem funcionários, a opção doação para o futebol profissional” não soa ruim?

Seria diferente se a rica Conmebol comprasse vacinas e imunizasse por conta própria esse universo de pessoas (que não são prioridade populacional, mas sim para ela mesma). Aceitar doação, por marketing / questão econômica, cairia num dilema ético.

Por fim: no Brasil, pela nova legislação, acho extremamente oportuno que a CBF ou a FPF comprassem e imunizassem seus envolvidos, já que obrigatoriamente elas devem doar 50% do lote ao SUS, a fim da vacinação prioroitária do brasileiro.

Em tempo: a UNIFACISA, uma Universidade da Paraíba, é a primeira instituição privada a se beneficiar da lei: anunciou que comprará 15.000 doses, sendo: 5000 para alunos; 2500 para professores, funcionários e outros; e, por fim, 7500 para a Rede Pública (em: https://www.cnnbrasil.com.br/saude/2021/04/07/universidade-da-paraiba-recebe-autorizacao-para-importar-vacinas-contra-covid-19).

Conmebol chega a acordo com a empresa chinesa Sinovac Biotech para a doação  de 50 mil doses de vacina contra a Covid-19 | TNT Sports

– Os Golpes nas Bombas de Combustíveis

Meses atrás, o Fantástico da Rede Globo trouxe uma matéria sobre a Máfia dos Combustíveis no Rio Grande do Norte. Mas os golpes contra o consumidor são muito mais complexos e frequentes, infelizmente.

Veja essa matéria de 2012 explicando os mecanismos que provocam fraude e enganam o motorista. E vale o lembrete: abasteça no posto em que você confia!

Compartilho em: https://www.youtube.com/watch?v=z3rMkNgdYlw

– Ignorância, Orgulho ou Intolerância: o que é pior para o enfrentamento da expansão do Coronavírus no Brasil?

PRECONCEITO vem de PRÉ – CONCEITO, ou seja, conceituar algo anteriormente. 

Se você acha que o Coronavírus, meses atrás, era uma bobagem, você tinha preliminarmente um conceito. O pré-conceito de que não era perigoso.

Porém, depois de tudo o que aconteceu (mortes e contágio pandêmico), aquele pré-conceito deixou de ser verdadeiro. Se você o mantém como correto, tornou-se um preconceituoso (aceitou o pré-conceito e não mais o mudou).

Em nosso país, há uma divergência grande entre governadores estaduais e presidente da República em gerir a crise pandêmica, e isso influência a vida do brasileiro.

Assim, independente se os políticos estão preparados para o combate efetivo, se auto-avalie:

  • Se você discordar de alguma ideia, respeitando a diferença do próximo, é algo democrático (e isso é bom!) Mas…
  • Se você discordar de alguma ideia, e querer prevalecer unicamente a sua, é intolerância.
  • Se você discordar de alguma ideia por desconhecimento e mantê-la, é ignorância.
  • Se você discordar de alguma ideia por birra, aí é orgulho.

Enfim: qual o grande empecilho para o Brasil frente o Covid-19?

 

– Cassino e Gabigol: Mas e o Flamengo como empresa?

Um time de futebol precisa entender que seus jogadores são “outdoors” ambulantes. Promovem sua marca, são dissociáveis. 

Se o atleta erra, o clube pune e mostra à sociedade que não compactua dos erros. Mas… nem sempre é assim!

Viram Gabigol? Num Cassino (que é proibido), numa sala sem janelas (em plena pandemia), tentando se esconder embaixo da mesa (dispensa comentários) e dando “carteirada” na Polícia (lamentável).

O que fez o Flamengo?

Nada. Alegou que ele está de férias e não tem “nada com isso”…

Não tem mesmo? 

Para grandes e respeitadas empresas, o seu colaborador é a extensão de sua imagem, valores e impressões. Uma pena que o Mengão não pense assim.

A propósito: segundo o noticiário, deputados, cantores e outras personalidades são assíduos frequentadores do local que, mesmo se fosse legalizado, deveria estar fechado por conta da pandemia. Aliás, a desculpa inocente de que o jogador foi “jantar pensando que era um restaurante”, não colou nem um pouco, não?