– Os 3 Lances Capitais para São Paulo 1×1 Palmeiras

Selecionei alguns lances do Choque-Rei deste domingo. Vamos discuti-los?

LANCE 1) 12m – Uma bola é lançada ao atacante são-paulino Rogério. O goleiro Fernando Prass corre para se antecipar, sai da área e toca na bola. A bola ainda cai nos pés do atacante que erra o chute. Aqui, algumas considerações:

– lance muito rápido. Em um primeiro momento, pensei que Prass havia tocado com a mão na bola em cima da linha (portanto, lance legal, pois não importa se o restante do corpo está fora da área). Entretanto, uma imagem da Sportv flagrou o toque de mão fora da grande área. Sendo assim, duas interpretações do árbitro:

  1. Prass atrapalhou a jogada usando as mãos fora da área, impedindo o domínio de um atleta numa situação clara e manifesta de gol. Portanto, falta e cartão vermelho (essa é a minha interpretação também). Erro do árbitro e do bandeira.
  2. Prass tenta atrapalhar a jogada, o árbitro dá a vantagem e o atacante do São Paulo a desperdiça por deficiência técnica. Como ele não evitou um gol (já que o gol foi perdido pelo atacante por “ruindade” dele próprio não sabendo aproveitar uma suposta vantagem), não se deve falar em cartão vermelho. Portanto, tiro de meta e cartão amarelo (não sou partidário dessa interpretação).

LANCE 2) 23m – Rogério faz um gol em posição de impedimento. Marcelo Van Gassen, o bandeira, acertou.

LANCE 3) 47m – Mateus Reis puxou Gabriel de Jesus. Imediatamente o árbitro apitou a falta e “matou” a vantagem palmeirense com Rafael Marques (o chute do atacante ao gol já acontece com o jogo parado). Isso se chama “erro de leitura de jogo e precipitação”. Errou o árbitro.

E você, gostou da arbitragem? Deixe seu comentário:

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– Lances que Mereciam Cartão Vermelho ou não?

Na rodada do último final de semana do futebol mundo afora, 3 lances chamaram a atenção pela violência. Avalie se os atletas deveriam ser expulsos ou não:

1) Carlos Tevez (Boca Juniors) x Ezequiel Ham (Argentinos Jr). Carlitos deu uma entrada violentíssima no adversário, que fraturou a tíbia!

Veja em: http://globoesporte.globo.com/futebol/futebol-internacional/futebol-argentino/noticia/2015/09/tevez-lamenta-fratura-em-adversario-irei-encontra-lo-e-pedir-perdao.html

2) O português e jovem promessa André Silva, atacante do Porto B, sofreu uma fratura exposta! A imagem é forte, está em: http://globoesporte.globo.com/blogs/especial-blog/brasil-mundial-fc/post/revelacao-portuguesa-sofre-fratura-feia-apos-sofrer-entrada-criminosa.html

3)Felipe Melo deu uma cotovelada no seu adversário pelo campeonato italiano. Coisa corriqueira? Em: http://globoesporte.globo.com/futebol/futebol-internacional/futebol-italiano/noticia/2015/09/tecnico-rival-reclama-de-cotovelada-e-felipe-melo-se-defende-jogue-tenis.html

O excesso de jogo brusco grave, a “pilhagem” e tantas outras coisas ruins estão matando o prazer em apitar e assistir futebol.

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– Série “Máfia do Apito” – ESPN BRASIL

Na semana em que o Brasil relembrou os 10 anos da Máfia do Apito, o grave escândalo protagonizado por Edilson Pereira de Carvalho e Paulo José Danelon, a ESPN Brasil produziu uma série de 3 capítulos. Tive a oportunidade de participar do 1o e do 2o episódio.

Você se impressionará ao ver como os árbitros estão hoje, a frase de Danelon de que foi “95% Santo” e a “Aula de Arbitragem” de Edilson, que vive da aposentadoria da mãe.

Abaixo, compartilho:

Ep 1: http://espn.uol.com.br/video/544909_10-anos-da-mafia-do-apito-conheca-a-origem-do-esquema-por-que-arbitro-fifa-se-envolveu-e-como-tudo-foi-descoberto

Ep 2: http://espn.uol.com.br/video/545187_10-anos-da-mafia-do-apito-da-prisao-ao-recurso-que-ainda-aguarda-julgamento-veja-como-estao-os-envolvidos-no-escandalo

Ep 3: http://espn.uol.com.br/video/545549_10-anos-da-mafia-do-apito-banido-do-futebol-edilson-volta-a-apitar-um-jogo-e-reclama-de-levir-em-palestra

Compartilho meu testemunhal no blog, texto em: http://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2015/09/23/10-anos-da-mafia-do-apito-e-os-bastidores-que-vivi/

Abaixo, a sequência de capítulos direto do Site:

 

– Pegaram mesmo Blatter e Platini ou ainda não?

A Polícia Suíça interrogou Blatter e Platini, respectivamente presidentes da FIFA e da UEFA, sobre má gestão das entidades e supostamente corrupção.

Irão para a cadeia?

Seria sensacional para a moralização do futebol!

E se prenderem, quem assume seus lugares? Do jeito que vai, não teremos um presidente solto.

Enquanto isso, Marco Polo Del Nero fica quietinho por aqui…

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– E se Belluzo fosse o Presidente de Osório?

Me recordo que quando Luxemburgo criticou a presidência do Palmeiras por vender Keirrison sem seu consentimento, Luiz Gonzaga Belluzzo, o mandatário palmeirense, o demitiu e disse que no Palmeiras tinha que respeitar a hierarquia.

Agora, o treinador sãopaulino Osório disse claramente que não confia em sua diretoria. Será que Aidar tomará alguma providência?

 

– Neymar não é um jogador. É uma empresa! Sobre o bloqueio de bens do garoto…

Os números impressionam: de 2011 até 2013, Neymar e as empresas de sua família sonegaram R$ 63,6 milhões, referentes a rendimentos – entre eles, do Barcelona.

Ué, quer dizer que recebeu o por fora dos catalães mesmo? Afinal, ele ainda jogava no Santos FC nesse período.

Aliás, quanto será que o menino já faturou? A Receita Federal bloqueou R$ 188,8 milhões dele. Seus advogados dizem que a Justiça não pode bloquear mais do que 30% do patrimônio de ninguém e que Neymar Jr possui “apenas R$ 19 mi” como pessoa física. Porém, os próprios advogados informam que como pessoa jurídica, Neymar tem R$ 242,2 milhões em patrimônio nas empresas, sendo elas a Neymar Sporting, N&N Administradora, N&N Consultoria e N&N Marketing.

Deve-se condenar a sonegação e aplaudir o talento para a bola e para os negócios. Afinal, se ele receber 1 milhão de dólares por mês no Barcelona, quanto não deve receber de outras fontes publicitárias, para alcançar esse montante?

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Neymar não é um jogador de futebol. É uma indústria.

– João Alberto versus Romário: quem está certo?

Repercutiu pouco o depoimento do Deputado Federal João Alberto (PMDB-MA), afilhado político da Família Sarney (lembrando que Fernando Sarney é vice-presidente da CBF), durante os trabalhos da CPI do Futebol.

Disse o Parlamentar em defesa dos atuais cartolas do futebol, na última 4a feira:

Nosso futebol é muito bem organizado, se não fosse, não teríamos tantas conquistas. Não podemos achar que o quarto lugar na Copa do Mundo foi o fim do mundo.

João Alberto foi interrompido pelo Senador Romário (PSB-RJ), que retrucou:

Não sei se, felizmente ou infelizmente, mas discordo totalmente do que Vossa Excelência disse, senador João Alberto. Temos dirigentes ruins e péssimos. O resultado da Copa do Mundo, com todo respeito, não posso concordar que o senhor os considere como bons resultados, depois de levar de 7 a 1 em casa (…) Com todo respeito a Vossa Excelência pelo seu histórico, mas esse senhor (Del Nero) não presta, ele é imoral. Esse senhor para mim é um dos cânceres que temos no futebol, e câncer, assim como a doença, tem de ser extirpado”.

Um dia antes, Romário, em entrevista à Gazzetta Dello Sport, afirmou que Dunga não usa critérios técnicos para convocar a Seleção Brasileira e questionou os interesses do treinador da Seleção, que prometeu processá-lo.

E aí, o que você acha dos dois depoimentos de Romário e a afirmação do Deputado João Alberto? Deixe seu comentário:

– Análise da Arbitragem Pré-Jogo para Paulista x Rio Branco

Rafael Gomes Félix da Silva, Professor de Educação Física, apitará o confronto do Galo contra o Tigre na Copa Paulista. Jovem (32 anos), apitou algumas partidas da A3 e 3 jogos da A2. Esteve no Jayme Cintra como 4o árbitro na derrota do Paulista contra o Guarani neste ano.

Sua principal característica é o ótimo condicionamento físico, estando sempre próximo das jogadas. Não costuma dar muitos cartões e gosta de jogo corrido. Guardada as proporções, lembra (pelo porte físico e estilo) o árbitro da A1 Marcelo Aparecido Ribeiro.

Osvaldo Apipe de Medeiros Filho, Policial Militar, com experiência em série A1 e Leandro Almeida dos Santos, Vigilante Privado, com experiência em A2, serão os bandeiras.

José Guilherme Almeida e Souza, Contabilista, será o 4o árbitro.

Novamente uma crítica: mais uma vez temos um quarteto de arbitragem com pouca experiência no Jayme Cintra. Mas em Penápolis, para Penapolense x Nacional, teremos Thiago Scarascati, revelação da série A1 neste ano.

Qual o critério de escalas, dona FPF?

Gostaria que no próximo jogo do Galo tivéssemos também um árbitro de Primeira Divisão. É pedir muito, Coronel Marinho?

Ficarei esperando.

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– Você daria pênalti em Gabriel de Jesus no Internacional 1×1 Palmeiras?

Esse lance parece fácil, mas não é: o atacante palmeirense Gabriel de Jesus finta o goleiro colorado Alisson que o toca e o camisa 33 cai.

Pênalti?

Sim, pênalti não marcado pelo árbitro Sandro Meira Ricci. Mas aqui o juizão foi iludido pela seguinte situação: Gabriel se mantém em pé, tenta o equilíbrio e não consegue, caindo “desengonçado”. Perceba que ele desaba como se estivesse simulando com a outra perna, o que não retrata a verdade! Ele sofreu a penalidade e tentou a continuidade da jogada.

Portanto: lance difícil para a arbitragem em pênalti não marcado.

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– Figueirense 0x1 Santos e mais uma Anulação Tecnológica?

Há dois meses, na partida entre Chapecoense x Fluminense (vide em: http://wp.me/p55Mu0-u7) um gol foi concedido e, após um súbito arrependimento do bandeira que houvera confirmado o gol, anulou-se o mesmo. Na época, discutiu-se a possibilidade de que a arbitragem tivesse recebido interferência de fora do campo de jogo.

Agora, também no estado de Santa Catarina, terra de Delfim Peixoto, um dos vices de Marco Polo Del Nero na CBF, outro gol é confirmado e estranhamente anulado (supostamente por interferência externa). Vamos à ele?

Em Florianópolis (FIG 0x1 SAN), o atacante Gabriel (em posição de impedimento) recebe a bola após o tiro livre direto cobrado por Lucas Lima e faz o gol.

Quando o jogo estava para ser reiniciado com as equipes posicionando-se, o árbitro Anderson Daronco foi chamado pelo assistente Alessandro da Rocha Matos, e após a conversa, o gol anulado.

Por quê não o fez de imediato?

Qual foi o arrependimento ou remorso posterior ao gol?

Tanto árbitro e bandeira, em um primeiro momento, deram o gol. Será que Alessandro da Rocha Matos não tinha visto a participação ativa de Gabriel, e por acreditar que ele não tica tocado na bola, considerou gol de Lucas Lima?

A desculpa será essa!

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– Curiosidades das Escalas de Arbitragem da Rodada 28 do Brasileirão

Para São Paulo x Palmeiras no Morumbi, teremos a arbitragem de Anderson Daronco. Parece que o gaúcho é a bola da vez, tendo trabalhado nesta temporada em 22 jogos. O “Fortão que tem medo de Aranha”, conforme foi retratado em reportagem da Revista Veja, está indo bem no seu 1o ano como FIFA. Erra pouco (embora as vezes deixa de marcar faltas leves – e isso é uma recomendação da CBF para deixar o jogo correr).

O interessante é: uma hora, o critério é arbitro regional; outra hora, de fora do estado. Vai saber o que se passa…

Tão sortudo quanto ele pode ser Marco Antonio Martins, o presidente da ANAF que irá para seu 19O jogo como observador da CBF. Como é que o presidente da Associação Nacional dos Árbitros brigará com os chefes da Comissão de Árbitros com essa relação? Respeito Marco Antonio, é um cara trabalhador, honesto, mas a incompatibilidade dos cargos é visível.

Em tempo: Flávio Guerra e Rogério Zanardo, envolvidos no lance polêmico de Corinthians 2×0 Santos, estão prestigiados: trabalharão em Náutico-PE x ABC-RN e Grêmio-RS x Avaí-RS, respectivamente.

Coisas do futebol brasileiro…

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– 10 anos da Máfia do Apito e os Bastidores que vivi!

Amanhã, exatos 10 anos que nos trazem à triste lembrança o episódio da Máfia do Apito que escandalizou não só os amantes do futebol, mas toda a sociedade. Na ocasião, muito foi comentado e especulado. As consequências aconteceram, como a anulação de alguns jogos, embora não se tenha observado erros de arbitragem e má intenção nas partidas.

Gostaria de aproveitar esse espaço para contar o que eu, como árbitro participante do grupo de 40 juízes em Pré-temporada no ano do ocorrido com os pivôs Edilson Pereira de Carvalho e Paulo José Danelon, vi, vivi e soube sobre todo o imbróglio. O faço sem nenhum componente explosivo ou polêmico, mas puramente para a curiosidade dos leitores, motivado pela data.

Na sexta-feira do dia 23 de setembro de 2005, dia da prisão do Edilson, eu fui escalado para ser o árbitro-reserva dele no domingo seguinte. Na manhã desse dia, nada se sabia publicamente. Trabalharíamos numa semifinal da série A3, entre Palmeirinha de Porto Ferreira x Santacruzense. Para minha surpresa, na tarde do mesmo dia, Edilson saiu da escala no site da FPF e em seu lugar apareceu Phillipe Lombard.

Quando foi à noite… Muitos se assustaram com a capa da Revista Veja na Internet, e o pouco que se sabia era impressionante.

E os dirigentes da CBF e da FPF?

– Sumiram de imediato!

E aqui havia alguns componentes: Edilson Pereira de Carvalho sabia apitar, mas fisicamente tinha graves problemas no joelho. Enrolava para treinar, preferia ficar no hotel fazendo fisioterapia na Pré-Temporada com a anuência dos cartolas. Sim, parecia ser protegido pela chamada “República do Vale do Paraíba”, nome dado informalmente pelos árbitros ao grupo de pessoas oriundas dessa região do estado e que administrava o Futebol, em especial o presidente da CEAF José Evaristo Manuel, Reinaldo Carneiro Bastos (vice da FPF) e Sérgio Correa da Silva, presidente do Sindicato. Edilson era amigo deles.

Porém, apesar dele ter amizade com eles e alguns privilégios (cobranças menores nos testes físicos, jogos importantes nas escalas e “pouca fiscalização sobre ele” – vide a história da sua documentação irregular para apitar), para mim foi nítido que Edilson traiu a todos os seus amigos! Foi literalmente uma bola nas costas.

E tudo começou com Paulo José Danelon, árbitro de Piracicaba, que nada mais era do que o inverso de Edilson em questões de relacionamento. Edilson era fechado, ruim de conversa, introvertido e mal humorado. Danelon era aberto, piadista, e gostava de ajudar a Comissão de Árbitros realizando palestras para juízes mais jovens e elaborando apresentações sobre Regra.

Ninguém – ninguém mesmo – imaginaria que dois árbitros tão opostos entre si e que nem se conversavam poderiam ter “negócios em comum”.

O problema foi o seguinte: Danelon resolveu arregimentar árbitros para favorecer um grupo de apostadores de jogatinas eletrônicas capitaneados por um tal de Gibão (Nagib Fayad). Combinava-se quem ganharia/perderia a partida e se faria o palpite na jogatina. Edilson topou. O árbitro Romildo Correa houvera sido sondado mas ele próprio alegou estranhar uma visita de sujeitos suspeitos e não entendeu que era uma tentativa de explorá-lo, sendo que nunca mais os viu. Paulo César de Oliveira, segundo as gravações da Polícia, foi descartado com a célebre e honrosa afirmação de Danelon: “Esse não dá, é honesto e se souber vai contar tudo.

Logo após o ocorrido, na sede da FPF, houve uma reunião com os árbitros da Pré-Temporada daquele mesmo ano com o pessoal do Gaeco. O Dr José Reinaldo Carneiro (homônimo do dirigente da FPF), dissertou sobre as investigações. Me recordo quando alguém perguntou se ali estava algum árbitro que pudera ter sido grampeado, e o Dr Reinaldo não titubeou: “todos os senhores aqui presentes poderiam sim ter sido grampeados e investigados durantes o processo. Muitos foram.”.

A prisão de Edilson – e isso pra mim foi clara – só se deu pelo fato da Revista Veja “furar” a Polícia. A Editora Abril já tinha informações de investigações sobre o caso e plantou uma jornalista na vida de Edilson que se passou como “estudiosa das novas profissões”, desejando fazer uma matéria sobre esse assunto e que “ser árbitro de futebol” era uma das atividades profissionais do futuro. Ele acreditou… E Edilson vivia do dinheiro da arbitragem, era técnico de comunicações mas se passou como empresário, pedindo a um amigo para lhe “emprestar” uma fábrica de pelúcias a fim de dizer como conciliava o árduo trabalho e o futebol (na foto da revista, era uma bonequinha Hello Kitty exposta; dias depois, processou-se a empresa pois a dona dos direitos da marca descobriu que era uma firma que pirateava os brinquedos).

Com a iminente publicação, a Polícia teve que prendê-lo. Mas me pareceu que, naquele período em que as prisões de personalidades estavam acontecendo de maneira espetaculosa, aguardava-se uma escala do Edilson em um jogo como Fortaleza x Flamengo as 16h ao vivo pela Globo. Já pensaram em uma prisão com transmissão em tempo real?

Depois disso, Edilson escreveu um livro e cobrava para dar entrevistas depois do escândalo. Foi (e talvez ainda seja) gerente de bar em Jacareí. Danelon virou instrutor de auto-escola e não sei se continua trabalhando nisso.

Conheci e trabalhei com os dois. Particularmente, acho que Danelon deve estar arrependidíssimo. Edilson nem tanto. Mas pensem: perderam os amigos, foram escrachados (eles e seus familiares) e viveram um inferno. Entretanto, chamo a atenção para o seguinte: nenhum dos jogos envolvidos foram, de fato, manipulados. Assistam as partidas! Nenhum deveria ser anulado por ação ilícita dos árbitros, só que foram porque o Sveiter, presidente do STJD na época, estando acuado pelo jornalista Milton Neves em seu programa ao vivo, disse que os anularia pela questão moral.

Me pareceu, sinceramente, que os árbitros acabaram dando um golpe nos apostadores: repararam que nem todas as partidas tiveram os resultados combinados? Nos arquivos gravados, ouviam-se desculpas, como no jogo Juventude x Vasco: “Pô, o Edmundo jogou muito, não dava para fazer nada”. Aliás, nenhuma zebra nas partidas tampouco lances polêmicos. Há quem diga que o próprio Edilson vendia o serviço para um vencedor e apostava em outro, para se garantir com o dinheiro alheio.

Claro, não é defesa deles, mas constatação esportiva: os resultados deveriam ser mantidos pois aparentemente não foram manipulados. Mas isso é outra discussão.

Meu último contato com Paulo José Danelon foi em um jogo como 4o árbitro pela série A1: América x Ponte Preta em São José do Rio Preto, onde, embora já se estava no período “suspeito” e investigado pelas autoridades, tudo ocorreu muito bem. Com Edilson Pereira de Carvalho foi como colega de quarto na sua última pré-temporada. Ele foi um companheiro horrível, de difícil conversa. Me recordo que estávamos assistindo ao sorteio da abertura do Campeonato Paulista de 2005: deu Seneme como árbitro, Ana Paula de Oliveira e Aline Lambert como bandeiras e eu como 4o árbitro, na estréia da súmula eletrônica (Internacional x Palmeiras). Edilson se revoltou por ter sido sorteado para Marília x Corinthians na rodada 2 e se trancou no quarto, abandonando os trabalhos da pré-temporada daquela noite. Não pude compartilhar minha felicidade pela escala que recebi com ele, afinal, ele era “estrela”…

Passado algum tempo, é impossível não pensar e ao mesmo tempo ironizar: Edilson guardava uma imagem de Nossa Senhora Aparecida no bolso do Cartão Amarelo, e a beijava como num ritual de início do jogo. Muitos diziam que no verso havia um bilhete de loteria…

Mas como blindar o surgimento de novos Edilsons e Danelons, não só árbitros mas dirigentes e jogadores?

Marco Polo Del Nero encheu a Federação Paulista de Futebol de gente da Polícia em vários cargos: Comissão de Arbitragem, Corregedoria, Ouvidoria e em outros departamentos técnicos. Mas os cartolas amigos de Edilson, todos continuam militando no meio do futebol, pois, afinal, foram considerados honestos. Só que se as partidas foram anuladas por ética, mesmo tendo sido apitadas honestamente, incoerentemente as coisas caminharam com os dirigentes.

Por fim: encerro com um pensamento do excepcional e experiente jornalista Cláudio Carsughi, ítalo-brasileiro a quem tanto admiro por sua sapiência:

Se Deus, na sua tão grande magnitude não privou nem sua própria Igreja de corrupção, por que o faria a um determinado segmento como o futebol? E em especial aos árbitros?

Disse tudo. Mas confesso que se pudesse conversar novamente com eles (e já houve oportunidade mas não era uma prioridade) pediria a eles para deixar um testemunho do que hoje pensam e sentem sobre tudo o que aconteceu.

Lamento que tudo isso manchou esportivamente o Brasileirão daquele ano. Nada de dizer que foi premeditado ao Corinthians, mas por pura vaidade do STJD (muitos criticam que as decisões na Justiça Desportiva favoreceram o time paulista). A propósito, a fiscalização sobre os árbitros-operários continua feroz desde então, mas sobre os dirigentes, presidentes de sindicatos, membros de comissões e outros cartolas mais graduados é NULA. Por isso é válido afirmar: o sistema é falho. Afinal, se o próprio Ex-Presidente da CBF José Maria Marin embolsou uma medalha de jogador Sub 20 como souvenir na surdina, e desde esse delito soubemos tantas outras coisas muito mais graves, estando ele preso na Suíça, e o atual nem do país pode sair, o que se pode esperar?

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– E se a CBF punisse como a DFB pune?

Na Bundesliga, jogaram Colonia 2×1 Hamburgo há 20 dias. Estando 1×1, o árbitro Deniz Aytkein marcou um pênalti inexistente a favor do Colonia, entendendo que o zagueiro Spahic (HAM) houvera dado um pontapé no atacante Modheste (COL).

Pós-jogo, houve muita reclamação. O treinador do Colonia (o time beneficiado com o erro do árbitro), Peter Stoeger, disse que ele também não marcaria o pênalti, vendo o lance a 50 metros de distância. O treinador do time prejudicado, Bruno Labbadia (HAM), declarou que “o pênalti foi uma piada”.

A Federação Alemã (DFB) ouviu ambas declarações e resolveu multar o treinador do Hamburgo em 5 mil euros.

E aí, justo ou não?

E se fosse aqui no Brasil?

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– A Súmula Mentirosa de Corinthians 2×0 Santos

Falamos em outra publicação sobre a confusão no lance que culminou na expulsão de David Braz no clássico paulista do último domingo, entre Corinthians x Santos. O texto está em: http://wp.me/p55Mu0-yR . Nessa oportunidade, questionamos a bobeada do árbitro (não ter visto o pênalti) e a suposta mentira (de que David Braz foi expulso por ofensas).

Pois bem: a Sportv, emissora que transmitiu o jogo, captou o áudio em que Renato, jogador santista, questiona o bandeira Rogério Pablos Zanardo sobre quem fez o pênalti e ele confirma ser David Braz. Clique em: http://is.gd/yqFnrO e aumente o som!

Dessa forma, ratifico o texto de “suposta mentira” para MENTIRA. Sim, o árbitro Flávio Guerra, que agora declara que não viu o pênalti, citou que expulsou o santista por ofensas mas não relatou que foi informado por seu bandeira que ele era o autor do pênalti (erroneamente). Está claro que a expulsão foi por identificação errada do infrator, e na súmula se escreveu algo para contornar a situação: de que houvera sido por ofensas (que se aconteceram, foram depois do cartão vermelho).

Me recordei imediatamente do fato que encerrou a carreira do árbitro Alfredo dos Santos Loebeling, numa confusão entre Figueirense x Caxias na decisão da série B do Brasileirão 2001, onde a CBF interviu para que ele escrevesse algo diferente do que aconteceu na súmula. O jogo acabou antes do término dos acréscimos por invasão da torcida e Armando Marques, presidente da CA-CBF, orientou para que ele escrevesse que a invasão ocorrera depois dos acréscimos (para que não se mudasse o placar ou anulasse o jogo). Loebeling mentiu (a mando de Armando) na súmula, e imediatamente denunciou o fato, explicando que foi coagido. Mas como tudo isso envolveu Farah, Zveiter e Armando Marques… Loebeling teve a carreira encerrada.

A pergunta é: o quarteto de arbitragem mentiu na súmula de vontade própria (sim, todos eles, pois o documento é assinado por ambos) ou alguém sugeriu o texto?

Ficará a dúvida no ar!

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– E a não-expulsão em Atlético Mineiro x Flamengo?

Victor é uma grande goleiro. O conheço pessoalmente, e sei que é uma pessoa maravilhosa fora de campo. Pegou (e sem rebote) outro pênalti importante.

A questão é: Marcelo Cirino dominou a bola, driblou o goleiro e faria o gol. Situação clara e iminente de gol! Por quê o árbitro Sandro Meira Ricci deu Cartão Amarelo e não Vermelho?

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– Entendendo o lance do pênalti e do cartão vermelho em Corinthians 2×0 Santos.

Uma bobeada, acompanhada de uma suposta mentira – é assim a definição da atuação do árbitro Flávio Guerra no lance mais importante do clássico Corinthians 2×0 Santos nesse domingo.

A BOBEADA – Guerra, que estava fazendo uma arbitragem normal, não vê o pontapé de Zeca em Vagner Love. É nítido que quem marcou foi o bandeira Rogério Pablos Zanardo, que correu à posição usual do assistente em lances de penais (é uma convenção da arbitragem), também comunicando via rádio. Até aqui, tudo é muito claro: bandeira viu e avisou sobre a infração que o árbitro não viu. Correto. Entretanto, o bandeira parece não conseguir identificar o atleta santista que cometeu o pênalti (e se respeita essa dificuldade, pela distância e posicionamento de ambos). Se fosse na Europa, com as experiências de Árbitros Adicionais (AAA) que ficam à direta do goleiro (mas que no Brasil ficaram equivocadamente à esquerda), a situação teria sido resolvida prontamente.

Teria sido escolhido David Braz como culpado e expulso por tal dúvida da arbitragem? Talvez. Ou ela não teve nada a ver com o lance? Talvez também.

O certo é que Zeca deveria ter recebido CARTÃO AMARELO pelo pênalti, e não recebeu. Não seria Cartão Vermelho pois tal lance não se classifica como “situação clara e iminente de gol”, pois há um certo descontrole da bola (não há o amplo domínio do atacante) e o goleiro está fechando o espaço. Se alguém justificou que Zeca “é o último homem”, ironize esse desinformado, pois isso é uma das lendas do futebol (nem existe na Regra).

A SUPOSTA MENTIRA – Guerra citou na súmula que foi ofendido por David Braz logo após o pênalti e o expulsou. Não foi bem assim como se viu… Primeiro ele conversa com o bandeira que tenta identificar alguém. Só após uma “conferência” que se dá o cartão vermelho. Todos viram essas imagens, que não são coerentes com o relato na súmula, que diz:

Expulso com cartão vermelho direto por, após a marcação de um pênalti contra sua equipe, vir em minha direção gesticulando de forma acintosa e ofensiva proferindo as seguintes palavras: “você está louco”, “contra o Corinthians é assim mesmo”, “vai se f…, não foi pênalti”, “você vai ver, vocês vão ser punidos”, sendo que em ato contínuo gesticulou de forma acintosa em direção ao assistente número 1, proferindo as seguintes palavras: “vocês estão loucos, não foi pênalti”. Após ser expulso, ao sair do campo de jogo, e passar em frente à área técnica do Corinthians, desentendeu-se com o técnico do Corinthians, sr. Adenor Leonardo Bachi, sendo contidos por integrantes das duas equipes“.

WERLEY – fora tudo isso, quem deverá ter dor de cabeça será o zagueiro santista Werley, acusado de ofender e agredir com um empurrão pelas costas o quarto árbitro Thiago Duarte Peixoto. Pela lógica do STJD, vai levar 6 meses de suspensão “às brincas” e depois terá pena definitiva de 4 meses com R$ 50.000,00 de multa. Afinal, vide os últimos agressores de árbitros…

Fico com uma curiosidade: se tivéssemos em funcionamento a ideia do árbitro de vídeo, as imagens geradas pela CBF TV (que não teria tantas câmeras quanto Globo ou Bandeirantes) resolveriam o problema de maneira mais rápida? Ou será que os bancos de reservas de ambas equipes se aglomerariam tentando ver o monitor junto ao AV na beira do gramado, trazendo mais tumulto e demora?

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– CBF escala o mesmo árbitro em dois jogos da Rodada 27?

A CBF é um circo. Sem dúvida alguma.

Jaílson Macedo, árbitro baiano, apitou na Rodada 26 em Porto Alegre o jogo entre Internacional 2×1 Corinthians.

Sábado a noite, pela Rodada 27, foi quarto-árbitro em Palmeiras 3×2 Grêmio, aqui em São Paulo. Embarcou para apitar domingo, pela mesma rodada 27, Avaí x São Paulo em Santa Catarina.

Falta árbitro? Como explicar isso?

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– F1 totalmente sem graça!

Hoje tivemos o GP de Cingapura. Que corrida ruim!

Temos bons pilotos: Hamilton, Alonso, Vettel… mas a falta de brasileiros competitivos deixa a F1 chata para nós aqui do Brasil.

Aliás, o Grande Prêmio foi tão fraco que até o Galvão Bueno parece ter perdido a capacidade de dar emoção!

Quando o esporte não ajuda… vejam que a Globo não transmitiu o treino no sábado.

Será que no futuro teremos piloto competitivo para ouvir novamente o Hino Nacional?

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– Clássico às 11h é brincadeira de mau gosto!

Escrevo esse texto sem assistir o clássico entre Corinthians x Santos. Sei que o Coringão jogará de calção branco para “aliviar o calor” e que Dorival Júnior quer que a molecada do Peixe cadencie o jogo para não cansar demais.

Futebol profissional às 11h tem muitas facetas. Eu gostava do horário quando apitava; afinal, tinha condicionamento físico muito bom, me preparava adequadamente e voltava para casa mais cedo. Claro, sei que para os jogadores a rotina é cruel. Para os torcedores, é válido: torna-se “jogo para a família”.

Muitas partidas acontecem às 10h ou às 11h Brasil afora. Mas futebol de primeira linha, não. Gosto da idéia de colocar jogos entre “Grandes x Pequenos” nesse horário, é garantia de estádio cheio de famílias que depois se reuniram para curtir o domingo juntas. Porém, penso que clássico não deveria ser jogado nesse horário (e com esse calor)! Grande x Grande é para horário nobre do futebol, temperatura mais baixa e alta preparação para todos.

E você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

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– Pesares ao filho de Valcke, que deve estar sofrendo aqui no RJ!

Jérôme Valcke é secretário-geral da FIFA desde 2007. Agora, descobriu-se que ele fazia parte de um esquema fraudulento ganhando muito dinheiro com venda de ingressos para a Copa do Mundo de 2014.

Lembram-se que ele queria dar um “chute nos fundilhos” devido ao atraso das obras?

Aliás, essa Copa teve um pouco de tudo no quesito PICARETAGEM: estádios com a desconfiança de superfaturamento, problemas com os ticketes, elefantes brancos construídos, influências políticas e tantas outras coisas.

Como deve estar a cabeça de seu filho, Sebastien Valcke? Contratado pela CBF para ser Diretor Internacional de Marketing dos Amistosos da Seleção Brasileira, vê atualmente seu contratante, José Maria Marin, preso na Suíça; convive com Marco Polo Del Nero, o atual presidente que não pode sair do país sob risco de ser grampeado pelo FBI, e agora o pai, que após ser acusado foi demitido da FIFA.

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– O Delicado Momento do Futebol e da Arbitragem: O que se deve mudar?

Dias atrás comentamos sobre as exigências realizadas pela Comissão Nacional dos Clubes à CBF (vide em: http://wp.me/p55Mu0-yr). Em resposta, a CBF prometeu ser pioneira no mundo e usar imagens de vídeo em jogos (falamos também: http://wp.me/p55Mu0-yt).

O certo é que o assunto cansou. Seria desejo real de melhora ou apenas demagogia clubística? Como o Corinthians é líder, Grêmio e Atlético sugeriram um favorecimento deliberado (que entendo inexistente, escrevemos isso em: http://wp.me/p55Mu0-xV)

Recentemente, o presidente do time gaúcho Romildo Bolzan ofereceu um dossiê de mudanças! Para o bem dos co-irmãos e do futebol em geral ou em benefício a sua própria agremiação?

Daniel Nepomuceno, presidente do Atlético-MG, está neste mesmo pacote de mudanças do futebol e da arbitragem. Mas por quê quando os erros são a favor da sua equipe o entusiasmo diminui?

A questão é muito mais ampla. Como mudar a arbitragem e os campeonatos? É trabalho para muitíssimas discussões, que não podem ser feitas ao calor da competição. Creio que temos alguns pecados importantes da Comissão de Arbitragem (citamos 7 deles em: http://wp.me/p55Mu0-xp).

Tudo se resume em algo muito simples: a maior parte dos nomes que estão no comando das entidades do futebol (CBF, Federações, Arbitragem, Tribunais) são os mesmos há décadas nessa estrutura que é viciada! Criou-se um monstrengo administrativo cuja caixa preta só poderá ser aberta por gente realmente independente (e que quando abrir, “federá ainda mais”).

Tirar Sérgio Correa da CA-CBF não melhorará a arbitragem a curto prazo, já que Marco Polo só colocará gente da sua confiança e com os mesmos vieses de incompetência e subserviência. A médio prazo, teríamos outros nomes de árbitros. A longo prazo, gente melhor preparada. Mas há que existir um pontapé inicial para mudar!

Já para a presidência da CBF, quem deve entrar no lugar do Marco Polo Del Nero? Quem pede o direito ao posto é Delfim Peixoto, o folclórico e polêmico “dono” da Federação Catarinense que há décadas reina por lá. Mas o deputado capixaba Marcus Vicente, outro vice, tem a confiança de Marco Polo para sua substituição, caso realmente se confirme o que se especula: que ele pedirá licença da presidência para se defender de um possível pedido de extradição do FBI.

Em suma: assim como na política, o esporte brasileiro está carente de nomes que tragam esperança!

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– Renê Simões demitido. Rotina de quem é diferente?

Após 9 jogos, Renê Simões não é mais técnico do Figueirense. O carismático treinador que levou a Jamaica a uma Copa do Mundo não consegue emplacar uma sequência de trabalhos. Foi supervisor da base do São Paulo FC, onde encontrou problemas dos mais diversos. No Botafogo, não deram tempo suficiente de trabalho. Agora, em Santa Catarina, outro contratempo com os resultados.

Renê é notoriamente diferenciado. No Figueirense, criou um grupo de WhatsApp onde enviava vídeos dos adversários para os atletas, aconselhamentos extra-campo e discutia assuntos diversos. Jogadores relataram que ele sugeria até “dever-de-casa”, visando atividades educacionais para o crescimento cultural dos seus atletas (aulas de inglês, espanhol, etc.).

Será que o mundo do futebol está preparado para Renês, Osórios, e outros treinadores que buscam a ciência e a tecnologia em suas atividades?

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– Aidar ou Bourgeois?

Rodrigo Capelo, jornalista responsável pelo Blog “Época Esporte Clube”, da Revista Época, revelou que Alexandre Bourgeois, o CEO indicado por Abílio Diniz para comandar o São Paulo FC e demitido por Carlos Miguel Aidar, propôs uma economia imediata de R$ 44 milhões aos cofres do clube.

Como?

Não renovando os contratos de Rogério Ceni, Luís Fabiano e Alexandre Pato. E o valor aumentaria para R$ 75 milhões anuais em corte de gastos até 2017, mantendo 30 jogadores no departamento de futebol.

Seria uma correta atitude ou não?

Deixe seu comentário.

A entrevista completa pode ser acessada em: http://is.gd/AMRflp

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– O Erro de Mamadeira!

Eric Mamadeira é mais um dos muitos humildes e promissores jogadores do futebol brasileiro. E como a maioria deles, tem a mente povoada por sonhos, que as vezes se tornam ilusões quando comparadas à realidade da formação educacional de cada um e oportunidades vislumbradas.

O jovem atacante do Paulista FC quase foi mandado embora do clube por José Macena, o gerente de futebol responsável por implodir o time da Série A1 para a A2 (e que conseguiu duas façanhas: rebaixou o Paulista de Jundiaí no meio do Paulistão 2014, e ao final do certame, fez o mesmo com o Oeste de Itápolis, sendo o único bi-rebaixado em um mesmo torneio no mesmo ano). O executivo-empresário queria mandá-lo embora para o interior do Mato Grosso. Foi impedido por Luiz Antonio de Oliveira, o Cobrinha, veterano repórter da Rádio Difusora que diariamente vive e respira o clube.

Na A2 em 2015, Mamadeira foi o grande destaque do time e, talvez, da competição. Dentro de campo, um diamante a ser lapidado. Fora dele, um garoto de comunidade pobre com um turbilhão de coisas na cabeça, necessitando de muita orientação.

Propostas chegaram ao clube de Jundiaí, sendo que as duas que mais chamaram a atenção: jogar o Brasileirão pelo Paysandu na série B ou pelo Guarani na série C. Aceitou a do vizinho campineiro e quase nada fez! Poucas oportunidades, se tornou “só mais um” no clube bugrino que passa um enrolado momento em sua história.

Na verdade, as raízes do berço em que nasceu o fizeram ficar por perto. Creio que se tivesse ido ao Norte, em um time melhor estruturado e com uma torcida apaixonada, onde seu estilo de jogo encaixaria bem, estaria se tornando ídolo por lá.

Provavelmente Mamadeira voltará para Jundiaí a fim de disputar a A2 2016 (ou quem sabe o restante da Copa Paulista 2015). O certo é: propostas surgirão novamente! Que ele saiba discernir bem o que quer e que não se torne um talento não vingado!

(foto extraída do JJ.com)
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– A Geladeira de Mentirinha…

Ricardo Marques Ribeiro (FIFA/MG) era o segundo árbitro a ir para o “Freezer do Del Nero”, após o erro no FlaFlu quando não viu a mão de Wallace que resultou na jogada de um gol flamenguista. Emerson Sobral, de Ponte Preta x Cruzeiro, foi quem abriu a porta do refrigerador.

Assim como mentira tem perna curta, geladeira de FIFA e discurso demagógico idem. Eis que o árbitro já está novamente escalado: apitará Joinville x Sport na rodada 26.

Aliás, para a Rodada 27, já temos 3 árbitros sorteados: os dos jogos de Sábado (Inter-RS x Figueirense, Palmeiras x Grêmio, Ponte Preta x Fluminense). Por quê os de domingo ainda não?

Respeitosamente, parece que algo valioso está sendo perdido: o crédito da CBF! Não foi escrito pelo próprio Marco Polo que os árbitros estariam sendo punidos?

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– Avaí 2×1 Goiás e os erros contra o rebaixamento

Antes, eu aceitava a história de que em um Campeonato comprido os erros se compensavam ao longo do Brasileirão. Mas confesso: não é bem assim, pois não se erra matematica/sistematicamente igual para todos.

Para evitar a queda para a série B, os times pequenos desesperadamente imploram por boas arbitragens, e elas estão carentes. Vide dias atrás a horrorosa atuação de Emerson Sobral que “transferiu” 3 pontos da Ponte Preta ao Cruzeiro, errando grosseiramente vários lances.

Ontem, nessa mesma briga contra o rebaixamento, no Estádio da Ressacada, vimos outro erro importante: estando 1×1, André Lima (AVA) fez falta no goleiro Renan (GOI) e marcou o gol da vitória para seu time. Fora dois pontos computados ao time catarinense e 1 ponto tirado do goiano. Detalhe: irrecuperáveis no jogo, pois foi aos 46 minutos do 2o tempo!

O árbitro deste jogo foi Bruno Arleu de Araújo, o mesmo que marcou um ridículo pênalti na partida entre Atlético Paranaense x Santos. Depois disso, ainda foi escalado como reserva num Flamengo x Vasco no Maracanã!

Mais um para geladeira? O freezer do Sérgio Correa vai lotar e não teremos árbitros quando chegarmos à rodada 38…

Aliás: “incaível” o chefe da Comissão de Árbitros, hein?

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– Pato deveria voltar à Seleção? Foi ele quem pediu…

Alexandre Pato reencontrou um bom momento em sua carreira com a chegada do estudioso treinador Juan Carlos Osorio. Isso, não se discute.

Porém, no domingo, após a vitória do São Paulo contra o Grêmio em Porto Alegre (2×0), declarou que acredita não tem ninguém melhor do que ele (na sua função) para jogar na Seleção Brasileira, e que espera ser convocado por Dunga.

Com a fraca safra de atacantes brasileiros atuais (ao menos, nos anos 90 tínhamos craques em maior número e melhor qualidade), talvez Pato tenha razão.

E aí, o que você pensa sobre isso: Dunga deve chamar o atacante do SPFC (por merecimento, por falta de opção, pelo nível baixo de outros jogadores, ou por qualquer outro motivo) ou ainda não é o momento de promover a volta do jogador ao Escrete Canarinho?

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– Que fase do Vuaden! A média feita nos pênaltis de Cruzeiro 1×1 Atlético Mineiro

De fato, o árbitro gaúcho da FIFA Leandro Pedro Vuaden não vive um bom momento no Campeonato Brasileiro. Agora, a lambança foi no Mineirão!

Aos 13 minutos, a bola é levantada na área atleticana. O cruzeirense Manuel tenta o cabeceio, mas Leonardo Silva (ATL) pula com o braço esticado para cima (visivelmente com a intenção de tirar proveito). Para quem tem dúvida, enfim vemos um exemplo correto de movimento antinatural do braço! Mas Vuaden não deu pênalti…

Só que aos 91 minutos (sim, 46 do 2o tempo!), Willian (CRU) desce em velocidade e sofre a falta de Jemerson, próxima à entrada da área. Tiro Livre Direto à Raposa contra o Galo. Mas agora Vuaden marca pênalti…

Mais um que será afastado pelo Sérgio Correa por ordem do Marco Polo? Aliás, segunda rodada depois da determinação, segundo FIFA suspenso! Será que na Rodada 38 teremos alguém disponível na praça para apitar?

Façam suas apostas: qual será o árbitro punido no meio de semana?

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– Análise da Arbitragem de Paulista 2×0 São Bento. Muita a coisa a falar (e a ensinar)…

Pontos importantes para dissertar e discutir da Arbitragem na vitória do Galo sobre o Bentão e que valeu a classificação para a fase 2 da Copa Paulista com uma rodada de antecedência. Vamos aos aspectos positivos e negativos pelo quarteto capitaneado por Carlos Fernando Moreira?

DISCIPLINARMENTE, o árbitro esteve muito bem. Não deixou de aplicar nenhum cartão, nem aplicou cartão desnecessariamente. Aliás, o jogo ajudou pelo bom comportamento das equipes, sendo que no 1o tempo, das poucas 12 faltas, 8 eram de atacantes que forçaram a passagem sobre os zagueiros; delas, 4 do centroavante Rafael Gomes (SBE).

TECNICAMENTE, o árbitro não foi exigido. E quando foi, acertou uma boa vantagem após a falta em Serrano (aos 6m do 1o tempo), mas errou aos 33m, quando Brendon sofre a falta, não houve a vantagem concretizada e ao invés de marcar a infração vencida (no popular: a falta atrasada), deixou o jogo seguir. Além desse lance, foi preciso ao não marcar nada na simulação de pênalti de Ronaldo (77m).

FISICAMENTE, se posiciona bem em campo e corre bastante. O único “porém” é que, por algumas oportunidades, deu às costas para a bola. Não pode! O árbitro deve ter visão periférica – olhar o lance e o que acontece nas redondezas. Isso se corrige com a experiência.

POSTURALMENTE, pecou muito! Pela inexperiência errou em algumas coisas, de certo ponto, juvenis! Por exemplo: aos 45’50”, marcou uma falta no campo de defesa para o Paulista. O zagueiro estava sozinho, e cobrou a falta não mais do que 1 metro fora da posição. O árbitro mandou cobrar de novo, no exato ponto onde ocorreu, aos 45’58”. Aos 46’02’ encerrou a partida! Pra quê? A distância para se agilizar a partida na qual aconteceu a cobrança está dentro dos limites de tolerância. Por outras duas vezes, corretamente sinalizou o local das cobranças de laterais, distantes aproximadamente 3 metros do local da saída da bola. Os atletas foram ao local correto, correram com a bola na mão e executaram a cobrança no local originariamente errado. Tudo isso só se conserta com a rodagem de escalas… E que não se esqueça de um trejeito a ser evitado: numa marcação de tiro de meta, no segundo tempo, correu para dentro da área apontando com firmeza o centro do gol! Calma, não era pênalti, embora o gestual foi idêntico (exceto a palma da mão aberta ao invés do dedo que aponta a marca da cal). Boa parte dos torcedores ficou em dúvida do que se marcava.

Entretanto, o árbitro foi muito prejudicado pelos assistentes, com 3 erros, sendo 2 capitais!

O bandeira número 2 Rafael Penate errou um lance claro de impedimento no 1o tempo, numa jogada rápida do ataque do Paulista no lado esquerdo de ataque. Talvez a distância do lance estando contra a iluminação dos refletores tenha o atrapalhado.

Já o bandeira número 1 Luís Cláudio Pereira dos Santos pecou por 2 vezes! A primeira, anulando aos 59 minutos um ataque do Paulista, quando a bola é roubada pelo ataque e tocada para Matheus Sylvestre (PAU) que voltou do ataque a tempo de fugir da posição de impedimento. Seria um ataque promissor. Quando um defensor impede o atacante com falta uma situação clara e iminente de gol, recebe o cartão vermelho. E quando quem impede o atacante em situação similar é o bandeirinha?

O segundo erro do assistente 2, mais grave, ocorreu aos 80 minutos: Augusto (PAU) faz o 3o gol do Paulista e ele marca novamente impedimento. Errou de novo, pois era visível que do outro lado da jogada, próximo ao bandeira, o zagueiro Bruno Santos (SBE) dava condição de jogo.

Enfim: o árbitro pela juventude, tem como corrigir. Mas o bandeira já tem 41 anos e pouco trabalhou em partidas profissionais. É essa a renovação praticada pela FPF? Tomara que esse gol anulado não faça falta na classificação final.

Observação: a audiência maciça da Rádio Difusora dentro do estádio (é a única emissora jundiaiense a transmitir do Jayme Cintra), foi “tolhida” pela Polícia Militar! Não é que a PM obrigou aos torcedores a retirarem as pilhas de seu radinho?

Era Palmeiras x Corinthians sem alambrado aqui em Jundiaí? Havia confronto marcado entre a torcida do Paulista com a do São Bento? O clima era hostil? Nada disso… Custa a crer que se imaginou que os torcedores atirariam pilhas no gramado, já que hoje existe a interdição de estádio para tal fato. O que será que a PM soube de tão grave para tomar atitude tão extrema? Ou simplesmente a atitude foi tomada por algum motivo, digamos, diverso do que de segurança?

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– A Ousadia da CBF em pedir o Pioneirismo da Tecnologia para o Brasileirão 2016.

Num ato de arrojo, a CBF anunciou que em Outubro, durante o Congresso Técnico da International Board em Londres, pedirá à FIFA através de Manuel Serapião Filho (é claro que não será pelo presidente Marco Polo Del Nero, que tem medo de sair do país e ser preso pelo FBI) a permissão para a utilização de imagens de vídeo para lances de dúvida da arbitragem. O projeto a ser apresentado cria a figura do Árbitro de Vídeo (AV), que estará com um monitor de imagens da partida à sua disposição para ajudar o árbitro a corrigir lances supostamente equivocados. E nem precisará parar o jogo e perder tempo, pois o projeto da CBF prevê que eles se comuniquem por rádio para agilizar a decisão, conforme os assistentes e o 4o árbitro já fazem.

Segundo Sérgio Correa da Silva, presidente da CA-CBF, ao site da entidade:

– O AV atuará com base em imagem televisiva simultânea e com possibilidade de imediato replay. A comunicação com os árbitros será feita por ponto eletrônico.

Os seguintes lances deverão ter a interferência imediata do AV:

a)     Dúvida se a bola entrou ou não no gol;

b)     Saídas da bola pela linha de meta, quando na mesma jogada ou contexto for marcado gol ou pênalti;

c)     Definição do local de tiros livres diretos, ocorridos nos limites da grande área, para definir se houve ou não pênalti;

d)     Gols e pênaltis marcados, possibilitados e evitados em razão de erro em lances de faltas claras/indiscutíveis, não vistas ou marcadas de modo claramente equivocado;

e)     Impedimentos por interferência no jogo, caso na mesma jogada haja gol ou pênalti;

f)     Jogo brusco grave ou agressão física (conduta violenta) indiscutíveis não vistos ou mal decididos pela arbitragem;

A idéia é ótima, mas… definirei objetivamente: não passa de “diálogo flácido para acalentar bovino”. Ou seja: conversa mole para boi dormir!

Explico: eu sou defensor do uso de imagens para se legitimar uma partida. Quanto menos erros, melhor! Entretanto, a CBF nunca foi e não é a favor. Tais motivos dessa decisão de ousar se dão pelos seguintes fatores:

1- A Comissão Nacional dos Clubes (CNC) foi pressionar a CBF para a queda de Sérgio Correa nesta semana. Mas é uma “sutil pressão”. Compõe a Comissão o representante do Grêmio, que pediu veto de árbitro gaúcho no Grenal (declarou isso publicamente) e foi atendido (apitou o paraense Dewson Freitas). Os clubes reclamam do Sérgio Correa, mas na hora H, não fazem a devida pressão para a substituição da chefia. É a costumeira reclamação preventiva: aquela que o cartola faz para dar satisfação a seus pares e se garantir para o próximo jogo.

2- Na Copa de 2014, usou-se o sistema eletrônico da linha do gol. A empresa que fornece a tecnologia ofereceu à CBF por um valor muito abaixo do comercializado para deixa-los aqui. A CBF não quis, alegando que teria que implantar em todos os estádios do Brasileirão da Série A e que o custo era inviável. A FIGC (Federação Italiana) os comprou com um desconto considerável.

3- A CBF sabe que a FIFA recusará tal iniciativa. Mas insiste única e exclusivamente na sugestão para dizer que atendeu as solicitações do CNC (vide aqui: http://wp.me/p55Mu0-yr). Ao mesmo tempo, Marco Polo dá sobrevida ao presidente da CA-CBF, Sérgio Correa!

Eu DUVIDO (embora tenha gostado da ideia) que isso será implantado. Só tenho três ressalvas:

1- A cabine do AV será blindada? Imaginem a muvúca que ocorrerá quando algum time se sentir prejudicado e não concordar com a decisão do árbitro de vídeo.

2- A qualidade do sinal será boa? Pensem em um Corinthians x Palmeiras, 1×1 e aos 48m do segundo tempo um lance duvidoso e o AV diz que caiu a Internet ou a transmissão!

3- E se for um daqueles “pênaltis de queimada da Regra 12B”, onde se vê que a bola bateu sem querer na mão mas o árbitro de vídeo atesta para o árbitro central de que é pênalti por movimento antinatural do braço?

Nem com a melhor tecnologia do mundo a arbitragem melhorará se o elemento humano for incompetente ou mal orientado!

E você, o que achou de tudo isso? Interessante é que MPDN não ousou falar em profissionalizar os árbitros…

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– As Sugestões dos Clubes para Mudar a Arbitragem Brasileira

A Comissão Nacional dos Clubes de Futebol do Brasil, representada pelo presidente do Atlético Mineiro, Daniel Nepumoceno, sugeriu à CBF algumas mudanças na condução da arbitragem nacional.

Avalie-as:

1- Ao invés dos árbitros serem escalados – ou melhor – indicados para sorteio por Sérgio Correa, uma comissão formada por pessoas indicadas pelos clubes e/ou profissionais da CBF dividiriam a responsabilidade com o chefão do apito para confeccionar as escalas;

2- Criação de Ranking de Árbitros;

3- Uso da Tecnologia para diminuir os erros;

4- Criação de grupos independentes de avaliadores dos árbitros.

Sobre elas, minha opinião:

1- Sérgio continuará no poder e os cartolas apenas querem direito a vetar nomes que não gostem.

2- Já existe ranking com a criação de categorias de árbitros. Na FPF, existia um fajutíssimo ranking com fórmula mirabolante que nunca funcionou.

3- A tecnologia só pode ser aprovada nas reuniões da International Board.

4- Os árbitros são avaliados com notas boas quando estão de bem com o chefe; mal, quando estão de mal com o chefe. Criar grupos independentes é boa idéia. Mas quem? Torcedores? Representantes de clubes? Ex-árbitros comentaristas da TV?

Ou seja: tudo continuará igual… Tirar Sérgio Correa, como alguns clubes querem, parece ser desejo apenas “da boca pra fora”. E tirando ele, entraria quem?

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– Del Nero é o novo Tancredo. Ao menos, para Walter Feldman!

O secretário-geral da CBF, Walter Feldman, disse na última quarta-feira em evento público em São Paulo que o atual presidente da entidade, Marco Polo Del Nero representa “a transição para o novo modelo de gestão” que estaria sendo implantada na Confederação e em todo o futebol brasileiro, de maior transparência, controle e profissionalismo.

Acreditou?

Não parou por aí. Feldman disse, ao ser questionado que Marco Polo tinha como lema em sua chapa “Continuidade Administrativa” que:

Como não houve uma disputa (para Del Nero assumir a presidência da CBF), passa a ideia da continuidade e de continuísmo. Mas nós temos uma lógica que eu chamo de anticíclica para mostrar que ele pode ser a grande evolução, como foi o Tancredo Neves“.

Profundo… mas irreal! Para eles, “Del Nero é o cara!”.

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– Análise da Arbitragem para Paulista x São Bento, Copa Paulista

Para o importante e decisivo jogo entre o Galo x Bentão, valendo classificação para a segunda fase da Copa Paulista, apitará o professor de Educação Física Carlos Fernando Moreira, sendo apenas o 5o jogo profissional dele nos últimos 3 anos.

Novamente a FPF escala um novato para um clássico regional tão disputado. Para Ituano x São Bento tivemos árbitro de série A1. Por quê só no Jayme Cintra temos gente nova? Assim como o árbitro, os bandeiras Luis Cláudio Pereira dos Santos (41 anos) e Rafael dos Santos Penate (entrando no seu 3o ano de carreira) também são novatos. Idem ao 4o árbitro Paulo Nogueira Pinheiro Junior.

Em jogo de tal importância como esse, não é momento de testar. Ademais, por quê para em jogos de outras rodadas e clubes tivemos árbitros atuantes na 1a divisão?

Torço para uma boa arbitragem do desconhecido quarteto, em que pese, tenho sentido menosprezo nas escalas para o Tricolor Jundiaiense.

Acompanhe a transmissão de Paulista x São Bento pela Rádio Difusora Jundiaiense AM810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Marcelo Tadeu; comentários de Robinson Berró Machado e Heitor Freddo; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Na técnica Antonio Carlos Caparroz e André Luís Lucas. Sábado, às 19h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 18h00, para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte!

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– O dia do Árbitro (que se celebra hoje) é para comemorar?

Hoje é dia do árbitro esportivo. Portanto, data festiva para o juiz de futebol!

Há o que comemorar?

Os árbitros brasileiros têm uma chefia fraca; mal representados pelos sindicatos e associações (que muitas vezes parecem defender mais os interesses das federações estaduais e da confederação do que os dos seus associados), e ainda por cima se tornaram bodes expiatórios da Comissão de Arbitragem da CBF, com o discurso de que as más arbitragens devem a única e exclusivamente a eles, desonerando seus comandantes de responsabilidades.

Paciência. Assim mesmo, feliz dia do árbitro!

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– Análise Pré Jogo da Arbitragem para Santos x São Paulo

Luiz Flávio de Oliveira apitará o clássico SanSão desta quarta-feira na Vila Belmiro. Clima bom para o árbitro?

Mais ou menos. Vamos fazer algumas observações:

Ainda hoje Luiz Flávio é comparado ao seu irmão Paulo César. Esqueça tal coisa, a verossimilhança se dá apenas no aspecto físico e na honestidade. O estilo de arbitrar de LF é diferente de PC. Ele é mais frio, pouco vibrante e menos técnico. Ainda assim, é um grande árbitro (e aqui faço um adendo: na atual neurose da CA-CBF em buscar árbitros altos, fortes e sarados, Luiz não teria chances se começasse hoje…).

Alguns aspectos de dificuldade ao juizão para hoje:

1- O Santos sofreu com erros de incompetência da arbitragem no começo do campeonato, culminando na ridícula e memorável expulsão equivocada de Geuvânio no Santos 1×3 Grêmio (o árbitro autorizou a entrada do jogador que estava fora de campo e depois “desautorizou”, vide em: http://wp.me/p55Mu0-t8). Depois disso, o presidente Modesto Roma Jr foi reclamar a Marco Polo Del Nero, pedindo (como ele próprio declarou) o “escalpo” de Sérgio Correa da Silva e fazendo lobby pelo Cel Marcos Marinho. Nos últimos jogos, coincidentemente, muitos erros a favor do Peixe, como em Santos 5×2 Avaí (o pênalti do tropeção de Lucas Lima), Santos 3×1 Chapecoense (pênalti inexistente em Ricardo Oliveira) e Sport 1×1 Santos (gol em impedimento do Santos e atleta pernambucano não expulso). Portanto, existe uma certa pressão no árbitro a respeito disso.

2- Outra pressão, agora do lado sãopaulino, é pelo fato de Luiz Flávio de Oliveira reencontrar o Tricolor Paulista depois do reclamado e inesquecível lance em Corinthians 3×2 São Paulo – o pioneiro pênalti de queimada de Antonio Carlos, inaugurando a série equivocada de lances marcados equivocadamente de bola na mão em mão na bola, sob a justificativa de que era o cumprimento da nova orientação da FIFA de… 2013! Sobre esse jogo, rememore em: http://wp.me/p4RTuC-3D.

3- Além disso, há a própria pressão do árbitro para sua boa atuação; afinal, Luiz Flávio vem de uma forte cobrança do polêmico pênalti marcado na partida entre Corinthians 4×3 Sport, também por mão na bola/ bola na mão. Em que pese, isso não abalou a confiança da CA-CBF, já que desde a Rodada 08 até a 24, LF só folgou na série A1 nas rodadas 12 e 22, além de ter trabalhado em escalas na série B. Está prestigiadíssimo e a bolinha da sorte abençoada!

Desejo bom trabalho ao Luiz Flávio neste importante e difícil jogo para sua carreira.

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