– Destaques da minha coluna no Bom Dia Jundiaí

Compartilho com meus amigos e leitores a minha coluna impressa desta quinta-feira nos jornais da Rede Bom Dia /Diário de São Paulo.

Hoje, dois assuntos em destaque: “Os campeonatos jabuticabas“, sobre os estaduais; além de “10 dicas para jogadores não se ‘darem mal’ com os árbitros no Paulistão. Confira esta coluna e outros assuntos também no Blog do jornal, 

link em: http://www.redebomdia.com.br/blog/109/rafael-porcari/1

– O mundo do futebol e suas voltas; Deivid no Cruzeiro e uma pequena história…

É interessante como as coisas caminham no futebol. Vejo a estréia de Deivid, ex-jogador do Santos, Corinthians, Flamengo e outros times mundo afora, agora como treinador do Cruzeiro/MG. Artilheiro que foi “imortalizado” injustamente por um gol imperdível no final de carreira, ele começa um novo momento no futebol.

O detalhe é: Deivid era centroavante em Santa Catarina, e foi contratado pelo Santos. Antes de estrear na equipe profissional, jogou na equipe Sub20. Curiosamente, eu apitei seu primeiro jogo: Santo André 2×2 Santos (Paulistão Sub 20), no Estádio Bruno José Daniel. Estava 2×0 para o Ramalhão e Deivid, que estava no banco, entrou. Fez os dois gols, e quando iria fazer o terceiro, com a bola entrando, o bandeira assinalou impedimento.

Imaginaram logo na primeira partida sair da reserva e fazer os 3 gols da vitória do Peixe?

Ato contínuo, o atacante reclamou “pra chuchu“, sendo inevitável o cartão amarelo. O meu susto foi a gagueira dele, que eu não tinha compreendido em um primeiro momento. Mais ou menos assim:

“- Cê tá-ta-tá lo-louco proffffessor, vim de-de-de trás!”

Não é bullying, é caso verídico! Relatei só um trechinho, mas e se ele me xinga, o expulso e tenho que relatar em súmula os palavrões proferidos?

Vixi…

Ainda bem que a gagueira foi bem tratada com ótimos profissionais. Pensou treinador gago à beira do campo, gritando e orientando o time?

(Reforço: não é discriminação, apenas uma constatação).

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– Federação Paulista de Futebol (FPF) divulga oficialmente os novos nomes da Comissão de Arbitragem (CEAF-SP).

Normalmente, a Comissão de Árbitros da Federação Paulista de Futebol é formada por um presidente e 3 membros auxiliares. Por hora, Reinaldo Carneiro Bastos resolveu mudar o modelo para o início do Paulistão 2016 (já que até agora não havia confirmação de quem mandaria na nova CEAF) e nomeou como presidente interino Ednilson Corona; para vice-presidente José Henrique de Carvalho e como auxiliar Sílvia Regina de Oliveira.

Corona bandeirou Copa do Mundo, talvez tenha sido o melhor árbitro assistente da FIFA em determinado período. Sobra-lhe experiência dentro do campo. Fora dele, foi secretário de esportes de Ilha Comprida/SP.

Zé Henrique trabalhou como aspirante à FIFA, sendo sempre um árbitro promissor e dedicado. A carreira foi curta devido as lesões físicas. Falta-lhe ainda alguma experiência extra-campo, mas a compensa com a jovialidade. É empresário em Americana/SP.

Sílvia Regina de Oliveira, para mim, uma surpresa, já que estava na Escola de Árbitros da FPF e é remanescente do grupo que assumiu a Federação Paulista com o Coronel Marcos Marinho e Arthur Alves Jr. Foi árbitra da FIFA e é professora de educação física em Santo André/SP.

A lógica diz o seguinte: se o Paulistão começar morno, sem reclamações, esta Comissão interina se efetiva. Mas se os clubes reclamarem, houver pressão ou qualquer outro fator externo, anuncia-se um nome político, de fora do futebol e que agrade os cartolas. É melhor aguardar.

O que espero desta Comissão? Muito trabalho, lógico. Não sei se suportariam a questão de vetos e politicagem (sem contestar aqui a honestidade deles, que é muito grande e torço pelos mesmos). Mas me preocupa a inexperiência no cargo que exercerão. Claro, se queríamos renovar, onde achar esse nome experiente e que seja polido, educado e independente como Corona e José Henrique? Eles ganharão a experiência no andamento dos trabalhos. Quanto à Sílvia, penso que não terá tanta voz ativa, já que está há um bom tempo em setores administrativos da Federação Paulista. Nada contra ela, acho que estará como membro integrante de um processo de transição, mas creio que seria melhor oxigenar o departamento como um todo.

Boa sorte à nova Comissão.

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– Mas e a lei? Sobre o sorteio dos árbitros da Rodada 01 – A2

Ô DONA FEDERAÇÃO…

Estou tentando saber sobre o sorteio dos árbitros da Rodada 01 – A2, a fim de preparar meu material de trabalho para a análise pré-jogo da arbitragem de Paulista x Bragantino, usado nas nossas transmissões pela Difusora AM 810, no Futebol Esporte Show da TV Sorocaba/SBT e para minha coluna no Jornal Bom Dia.

Eis que…

Diferente do que manda a lei (DIVULGAÇÃO PÚBLICA 48 HORAS ANTES), para a partida do dia 30 às 10h, a FPF avisa que o juizão será sorteado dia 28 às 15h.

Bobearam ou alguém é ruim de matemática por lá?

Mas a lei não obriga?

Ora a lei…

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– Árbitros da 1ª Rodada da Liga Sul Minas Rio sorteados com cuidado!

Não é de tom pejorativo: ao contrário, de elogios!

O sorteio de árbitros da Primeira Liga foi “público de verdade”, de maneira transparente, e soube escolher os nomes certos para se evitar maiores dores de cabeça.

Para os 6 jogos iniciais, foram designados:

Erick Giovanni Fernandes (MG) para Avaí x Grêmio,

Arilson Bispo da Anunciação (BA) para América x Figueirense,

Ronan Marques da Rosa (SC) para Internacional x Coritiba,

Célio Amorim (SC) para Fluminense x Atlético Parananese,

Charles Martins Lemos (RS) para Criciúma x Cruzeiro,

Heber Roberto Lopes (SC) para Atlético Mineiro x Flamengo.

O detalhe é o seguinte: árbitros que não vingaram na CBF, como Célio Amorim e Arilson da Anunciação estão escalados; Erick e Charles não são do quadro nacional; Heber e Ronan são os melhores e pertencem ao quadro da Federação Catarinense, do desafeto de Marco Polo, Delfim Peixoto.

Não tenho dúvida: se existir alguma punição da Comissão de Árbitros Nacional (não creio que ocorra), não há muito o que se preocupar: Heber se garante como FIFA e, pela idade, já almeja algum cargo administrativo. Ronan, que é muito bom árbitro, pode aparecer ainda mais no cenário nacional e, caso exista uma reviravolta na presidência da CBF, se dar bem com Delfim Peixoto.

Enfim: a Comissão da “Liga Sul Minas Rio”, formada pelo catarinense Marco Antonio Martins (presidente da ANAF), o ex-bandeira da Copa do Mundo Roberto Braatz e Sálvio Spinola Fagundes Filho, começa de maneira positiva.

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– Grandes gastos para vexames proporcionais!

O Tiajin Quanjian FC, equipe de futebol de um bilionário grupo chinês que fabrica medicamentos para o câncer, gastou fortunas na virada do ano: contratou o veterano treinador Vanderlei Luxemburgo a peso de ouro! Tirou Luís Fabiano do São Paulo e Jadson do Corinthians a salários astronômicos. Recentemente, pagou a milionária recisão de Geuvânio e desfalcou o Santos. Tudo isso para subir da Segunda Divisão da China e em dois anos já ser campeão nacional.

Entretanto…

Com tais investimentos e contratações, algum resultado positivo já era desejado. Só que não…

Em sua passagem na Pré Temporada no Brasil (na costumeira e aprazível Atibaia de Luxemburgo), o time realizou 4 amistosos e perdeu todos: para o XV de Piracicaba por 2×1, Bragantino 4×0, Taubaté 4×2 e Vitória 5×1.

O que dizer: 100% de derrotas é para deixar o mais paciente dos chineses com as orelhas em pé!

Fica a dúvida: o time é muito fraco mesmo com os reforços contratados ou Vanderlei Luxemburgo (que já começava a ser contestado por aqui) perdeu a mão?

Deixe seu comentário:

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– O cargo não desejável de Presidente da Conmebol

Nicolas Leoz, Eugênio Figueiredo, Juan Ángel Napoutos ex-presidentes da Conmebol se deram mal com o FBI, todos envolvidos em corrupção.

Agora a entidade será comandada por Alejandro Dominguez, amigo de todos esses citados.

Dessa forma, não se deve esperar muita coisa positiva… Aliás, qual nome poderia ser positivo para dirigir o Futebol Sulamericano?

Pensando em algum nome brasileiro, até desanimo. Para quem tem um Coronel Nunes à frente…

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– O Nhe-nhe-nhém do Parceiro do Paulista Futebol Clube! Vamos na Fé e na Raça, mas com a pulga atrás da orelha…

A coisa está ficando chata. O investidor que supostamente bancaria o Galo de Jundiaí ainda não assinou o contrato no qual se compromete a pagar o valor de R$ 100 mil mensais.

Treina, usa a camisa, não traz reforço de peso, arranja caso e ainda age como mau pagador?

E faz picuinha dizendo que a cidade não abraçou o treineiro português?

Caso estivesse confortável financeiramente, a diretoria do Paulista deveria dar um chute nos fundilhos desse pessoal. Infelizmente o time não está com essa “bola toda” (dentro e fora de campo), e por isso tem que suportar tais situações.

Resta ao torcedor do Paulista torcer para que a equipe vingue. Então, é necessário torcer também para que Paulo Fernandes tenha competência em montar um razoável esquema de jogo e que os atletas que vieram pelo chamado “Plano B” tenham bom rendimento.

Seria maravilhoso se existisse no futebol brasileiro investidores sérios e dispostos a planejamento de longo prazo. Vide o Desportivo Brasil, time do grupo Traffic e que foi comprado pelo Shandong da China. Hoje, possuem equipe competitiva nas divisões menores e exporta garotos da base para o Oriente.

Pelas minhas andanças no futebol, tenho a clareza de que o grupo que arrendou o Paulista nada mais é do que um clube cigano: usa a camisa e faz negócios (isso é válido, desde que bem combinado/negociado). Cansei de apitar times que no começo do ano treinador e atletas defendiam uma cidade e seis meses depois já estavam em outra. Normal atualmente.

O temor é: qual o legado que deixará o grupo de investidores (que nem ao certo se sabe o nome) ao Galo?

Pior do que a situação estava, espero que não. E enquanto isso, vamos torcer e seja lá o que Deus quiser! Todo mundo, sábado, no Jayme Cintra. 

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– Análise da Arbitragem de Corinthians 2×2 Flamengo e o Gol Anulado

Foi dentro do esperado: o árbitro Rafael Gomes Félix da Silva trabalhou dentro das suas limitações. Deixou o jogo correr e segurou os cartões amarelos. Porém, em alguns momentos a dosagem foi ruim e quase se perdeu.

Destaque para o gol anulado do Flamengo no começo do segundo tempo. imaginaram se estivesse 2×2 e o erro fosse aos 45 minutos da etapa final? Penso que o sol atrapalhou a visão do assistente, que marcou equivocadamente impedimento do atacante flamenguista.

Enfim: razoável arbitragem. Sempre defendo novatos na final da Copa SP para serem revelados, mas a coerência de que estes novatos tenham apitado algumas partidas. Neste caso, pecou-se pela inexperiência de um árbitro que atuou em apenas uma partida (São Paulo 7×0 Tiradentes) e foi cru demais para uma decisão.

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– Em reinício de jogo vale gol contra?

A pergunta de um internauta, diz atrás, foi bacana: “tiro de meta vale gol contra”? E aqui estendemos essa dúvida um pouco mais para uma boa discussão de Regra do Jogo: e de escanteio? E de Tiro de Saída? E de lateral?

Vamos lá:

1) Tiro de saída (que é quando começa o jogo com o apito inicial, ou recomeça a partida após um gol): se um jogador chutar a bola para trás e entrar no seu próprio gol (gol contra), o gol é invalidado, pois ela não entrou em jogo. A bola só entrará em jogo se for tocada para a frente (e neste caso, foi chutada para trás). O Tiro de Saída deverá ser repetidoLembrando que se um cobrador fizer um gol na meta contrária com um chute direto do tiro de saída, o gol é válido.

2) Arremesso lateral: se o cobrador colocar a bola em jogo através de um arremesso lateral e a bola entrar direto no próprio gol, sem toque de ninguém (gol contra), deve ser marcado um escanteio ao adversário. Se entrar no gol da equipe contrária, se marca tiro de meta.

3) Tiro de canto: se for cobrado e entrar no gol adversário diretamente, logicamente é gol. Mas se entrar na própria meta sem tocar em ninguém (gol contra), será marcado um escanteio ao time adversário.

4) Tiro de Meta: lembre-se que a bola só entra em jogo se ela sair da grande área. Vamos a várias situações –

4.1) Se o goleiro (ou qualquer outro jogador) cobrar o tiro de meta e um companheiro ou um adversário a tocarem antes dela sair da grande área, deverá se repetir a cobrança.

4.2) Se o goleiro (ou qualquer outro jogador) cobrar o tiro de meta e fizer um gol na meta contrária, o gol é válido.

4.3) Se o goleiro (ou qualquer outro jogador) cobrar o tiro de meta e fizer um gol na própria meta (gol contra sem ter saído da grande área), o tiro deverá ser repetido.

4.4) Se o goleiro (ou qualquer outro jogador) cobrar o tiro de meta e fizer um gol na própria meta (gol contra tendo saído da grande área – se a bola pega um efeito, por exemplo), deve se marcar tiro de canto ao adversário.

4.5) Se o goleiro cobrar o tiro de meta, ela sair da área e ele voltar a tocar nela dentro da área (caso pegue um efeito e volte), deve se marcar tiro livre indireto (falta em dois lances) para a equipe adversária.

4.5) Se o goleiro cobrar o tiro de meta, ela sair da área e um companheiro a tocar nela dentro da área, segue o jogo (caso pegue um efeito e volte). Se esse companheiro a tocar com as mãos, deve se marcar tiro penal.

4.6) Se um jogador da linha cobrar o tiro de meta, ela sair da área e ele voltar a tocar nela dentro da área (caso pegue um efeito e volte), deve se marcar tiro livre indireto (falta em dois lances) para a equipe adversária. Se tocar com as mãos, pênalti. Se for fora da área, respectivamente tiro livre indireto e tiro livre direto.

A Regra do Jogo é incrível devido a esses detalhes, não?

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– A Pré-Temporada dos Clubes está valendo a pena?

Normalmente os clubes brasileiros engatam uma competição com a outra. Neste ano, não há desculpas… Os atletas tiveram o período de férias respeitado além de muitos dias para a Pré-Temporada.

São Paulo, Palmeiras e Corinthians já fizeram amistosos preparatórios no Exterior. Ótimo! O Santos me parece que ficou um pouco atrás em intercâmbio; entretanto, intensifica os trabalhos caseiros.

A verdade é: quem se preparar bem, sairá na frente. Enquanto isso, leio que na série A2, o Atlético Sorocaba (que um dia fora promissor com o suporte do grupo que investia na equipe), agoniza com o 3o treinador ANTES de começar o campeonato: saiu Tuca Guimarães, que foi contratado para a Segundona; saiu Marcelo Frigério, que durou duas semanas, e agora chega Valter Ferreira, há uma semana do torneio.

Candidato a A3? Talvez.

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– Ronaldinho Gaúcho, afinal, não é de Ferro!

Depois de participar da Flórida Cup, Ronaldinho Gaúcho disse que não se aposentará, mas esperará passar a época do Carnaval para decidir o futuro.

Entendeu: Carnaval primeiro, serviço depois!

Na internet, surge a história de que estaria negociando com o Barcelona; não o seu ex-clube no qual foi eleito três vezes melhor jogador do mundo, mas sim o de Guayaquil, do Equador.

Com pesar, é um ex-craque em alguma atividade…

Toda vez que me lembro do R10, me vem a mente dois episódios:

– Um positivo: o dia que fez os torcedores do arquirrival Real Madrid o aplaudirem de pé em pleno Bernabéu após atuação incrível.

– Um negativo: quando estava no pódio olímpico falando ao celular, sem respeito algum recebendo medalha…

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– Análise Pré-Jogo para a Arbitragem da Final da Copa SP de Futebol Jr 2016: Corinthians x Flamengo

Surpreendente e incoerente: é assim que se pode classificar a escala final da Copa São Paulo deste ano.

Rafael Gomes Félix da Silva, 10 anos de carreira, professor de Educação Física, apitará a decisão entre Corinthians x Flamengo. O que esperar dele?

Já o vi apitando Paulista x Rio Branco pela Copa Paulista em 2015. Boa condição física, não teve dificuldades em levar o jogo a contento – embora a partida não tivesse lances polêmicos e nem trazido dificuldades para a arbitragem. De longe, me lembrou o estilo de Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza (já escrevi sobre isso na análise daquela partida) com a preocupação em deixar o jogo correr. Disciplinarmente razoável, tecnicamente bom.

Entretanto, uma crítica à sua escalação: enquanto o Coronel Marcos Marinho e Arthur Alves Jr escalavam árbitros rodados e veteranos como Flávio Guerra (e aqui neste blog eram criticados por mim, diante da necessidade da Copinha em revelar árbitros também), a Comissão de Arbitragem da FPF em caráter interino (já que ela foi destituída e contratados Ednilson Corona e José Henrique de Carvalho, que ainda não foram oficializados – e nem o presidente da comissão foi escolhido) resolveu ousar demais! Explico:

O ideal e a coerência mandam que árbitros jovens e que tenham realizado boas partidas nas fases iniciais sejam premiados com semifinais e final. Porém, Thiago Duarte Peixoto e Márcio Roberto Soares (ambos de A1 e que já trabalharam em clássicos) apitaram as semifinais. Rafael Gomes só apitou um único jogo na Copinha (São Paulo 7×0 Tiradentes), partida fácil para qualquer iniciante. Ademais, trabalhou como Quarto-Árbitro em outros dois jogos. Para mim, a final deveria ser apitada por um jovem promissor como ele, e que tenha se destacado em maior número de arbitragens na Competição. Ou quer me convencer que uma única partida de goleada o credenciou?

E aí vem a incoerência maior: Danilo Simon e Daniel Ziolli, ótimos bandeiras à beira de jogos da FIFA, serão seus assistentes. Não deveriam ser também dois bandeiras jovens e de destaque na competição?

Thiago Scarascati, bom árbitro que apitou a série A1 em 2015 e trabalhou na finalíssima do mesmo ano, será o quarto-árbitro.

Nada contra o quarteto de arbitragem. É o jogo da vida para o emergente Rafael Gomes Félix, mas acho injusta sua escala pelos motivos acima (bem como dos bandeiras).

Provavelmente, teremos boa atuação do quarteto de árbitros. Esse é o meu desejo e a minha expectativa.

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– Calleri e o contrato de 6 meses. Vale a pena?

Sempre fui da seguinte opinião: vendeu um jogador, entregue-o!

Leio que o São Paulo contratou por 6 meses o argentino Jonathan Calleri. Ótimo atleta, jovem, foi comprado do Boca Júniors por um grupo de empresários e será repassado, provavelmente, à Inter de Milão. Só não foi agora por não ter o passaporte europeu.

Disputar 6 meses sabendo que não ficará no clube, estando só de passagem, é válido?

Não sei… Há o risco de “tirar a perna” para não se lesionar, já que vai para a Europa. A falta da criação de identidade é outra coisa a se pensar.

Contrato tão pequeno? Não sei se vale a pena.

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– O Silêncio Perturbador de quem Arrendou o Paulista FC

Leio com pesar nos principais sites e blogs esportivos que o treinador Paulo Fernandes impôs a “Lei do Silêncio” no Estádio Jayme Cintra como represália às críticas que recebeu da mídia jundiaiense.

Gol contra dele… Faltou inteligência nesse momento.

No momento em que a parceira é discutida se boa ou ruim, a atitude é antipática e só prejudica o próprio time, que se vê na obrigação ainda maior de fazer um papel bonito no Campeonato da A2, a fim de ser “um tapa na cara” de quem criticou o currículo do elenco ou do treinador, a dispensa de jogadores e profissionais da casa e questionou a falta de transparência.

É lógico que a torcida quer levar esse tapa, que significaria sucesso do Galo. Mas não poderia ser de maneira mais agregativa?

Aí vem a situação oposta: e se o time fizer má campanha? Municiaram ainda mais o estado caótico…

Aguardemos! Que os jogadores não sejam mudos em campo, e parabéns ao Alan Bahia que não se fez de rogado e deu entrevista à Rádio Difusora no Show de Bola à equipe do Time Forte do Esporte!

Se briga contra a imprensa ganhasse jogo… Importa é bola na rede.

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– FPF privilegia Torcidas Organizadas para São Paulo x Flamengo

É o samba do crioulo doido! Após dizer que punirá os torcedores envolvidos na confusão do jogo em Mogi das Cruzes pela Copa São Paulo (São Paulo x Rondonópolis), dizendo que investigará o caso, a FPF resolveu cobrar ingressos e aprontou mais uma! Veja só:

– Os ingressos nos lugares mais confortáveis e de setores de melhor visibilidade, custarão R$ 40,00 ao torcedor comum. Os de menor conforto, R$ 30,00. Porém, atrás dos gols e EXCLUSIVOS às torcidas organizadas, R$ 20,00.

Incrível! Ao invés de afugentar os baderneiros, dá privilégios a eles. Torcida Organizada – a mesma da briga passada – assistirá o jogo com desconto!

E viva a impunidade…

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– Os novos nomes da Comissão de Árbitros da FPF

A qualquer momento, a Federação Paulista de Futebol divulgará a nova CEAF-SP, seu departamento que cuida das escalas de árbitros.

Dois nomes já estão confirmados: o ex-bandeira FIFA Ednilson Corona e o ex-aspirante da FIFA José Henrique de Carvalho.

Bons e simpáticos nomes.

Corona esteve em Copa do Mundo, foi em alguns momentos um dos principais nomes da FIFA (talvez o melhor árbitro assistente em determinado ano). Sobra-lhe experiência.

Zé Henrique quase chegou ao quadro internacional da FIFA, com comportamento sempre discreto e polido, respeitado pela grande educação e bons jogos. A carreira foi curta devido as lesões físicas. Falta-lhe alguma experiência extra-campo, mas a compensa com a jovialidade.

E quais os outros nomes?

Há muita especulação, não tanto para o 3o nome que comporá a Comissão de 4 pessoas, mas a do nome que a chefiará.

Ouve-se de tudo! É a boataria que rola solta.

  • Alfredo dos Santos Loebeling poderia ser convidado. É um nome cascudo, necessário ao cargo. A mim ele disse que só aceitaria caso tivesse carta branca de Reinaldo Carneiro Bastos, o presidente da FPF. Tanto eu como ele duvidamos que existiria essa permissão livre…
  • Oscar Roberto Godoi supostamente fora convidado e rejeitou. Também aqui fica no campo do boato. Não sei se foi.
  • Sálvio Spínola Fagundes Filho seria um nome natural. Porém, trabalha como comentarista na ESPN, tem outros compromissos profissionais e estará envolvido na Comissão de Arbitragem da Primeira Liga (Liga Sul Minas Rio), que tem pouca duração no calendário de início de ano. Provavelmente não aceitaria.
  • Dionísio Roberto Domingues foi citado. Seria um erro! Desde a péssima atuação nas atividades que exerceu com Sérgio Correa da Silva na CBF até os problemas particulares que teve no campo amoroso o impedem de dar confiança aos seus subordinados. Há a necessidade de alguém que possa chegar sem críticas. Além disso, outro militar no lugar do ex-militar Cel Marinho não dá!
  • José Aparecido de Oliveira (sim, o ex-árbitro que um dia sofreu uma cusparada de Neto) foi colocado em pauta na Web. Descarto totalmente. A qualquer erro de árbitro, seria lembrado e ironizado com as histórias de “esquema Parmalat” e outras bobagens. Além disso, está fora do meio há algum tempo.
  • Wilson Luís Seneme e Cleber Wellington Abade, ex-árbitros, seriam bons e independentes nomes para a Presidência da CEAF. Têm experiência dentro e fora de campo e isso é importante. Conhecem as Regras do Jogo nas 4 linhas e a força das Regras dos Bastidores nos Encontros de Cartolas. Mas não ouvi seus nomes sendo citados com força.

Particularmente, o que penso?

Com dor no coração, teremos outro burocrata presidindo. Não sei quem, mas imagino que alguém alinhado com a política dos clubes. Não me surpreenderia se fosse chamado novamente José Evaristo Manuel, o ex-presidente do Taubaté e que era o chefe dos árbitros no episódio Máfia do Apito envolvendo Danelon e Edilson. Não nos esqueçamos que ele é amigo pessoal do Reinaldo Carneiro e ambos estavam em cargos importantes quando surgiu o escândalo. Se Reinaldo que era amigo pessoal do Edilson está no comando da FPF, por quê não crer que “Zé Manuel” possa voltar?

Apenas um porém: nem sempre um ótimo árbitro em campo será um excelente dirigente. Vejamos os inúmeros casos de jogadores craques que se tornaram comuns/ruins treinadores ou vice-versa. Não cobremos de Corona e José Henrique a mesma desenvoltura do que tinham enquanto atuavam! E que Reinaldo Carneiro seja mais feliz nas escolhas do que seu ex-parceiro de FPF, Marco Polo Del Nero.

OPS: eu não sou postulante a cargo algum, como um certo blogueiro noticiou, tampouco estou em campanha, por 4 motivos. O primeiro motivo é o desapego de tal vaidade; o segundo é a falta de tempo e não abro mão dos meus compromissos particulares e profissionais; o terceiro é a minha incompetência (sou humilde em admiti-la) e o quarto é por não compactuar com os nomes que dirigem a FPF, por questão de coerência.

Passarinho, de tanto andar com morcego, dirão que um dia dormiu de ponta cabeça (mesmo que não durma)…

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– São Paulo 4×0 Rondonópolis e a invasão de área. Acertou ou não?

Fatos lamentáveis ocorreram pela Copa SP na sede de Mogi das Cruzes, envolvendo torcidas organizadas. Muito já foi debatido sobre o lamentável fato. Mas vamos falar de um lance da arbitragem?

Rodrigo Gomes Paes Domingues foi o árbitro da partida e acertou em 3 lances difíceis dentro da área. Foram duas simulações tricolores e posteriormente um lance legítimo. O árbitro acertou ao não marcar as duas primeiras e também por marcar o pênalti.

Porém, após a cobrança do tiro penal do jogador são-paulino que resultou em gol, o juizão mandou voltar a cobrança, alegando invasão de área.

Certo ou errado?

Vamos lá: pela Sportv, não se vê atleta do São Paulo invadindo a área. Pelo contrário, se vê um atleta do Rondonópolis! A não ser que apareça alguma imagem mostrando alguém na lateral direita do campo avançando para dentro da área e fora do campo da TV, errou o árbitro.

Esquecendo o jogo em si e se atentando ao lance, saiba que durante a cobrança de pênalti,

A- se o batedor fizer o gol e:

  1. – um adversário invadir a área ou o goleiro se adiantar, valida-se o gol;
  2. – um companheiro do batedor se adiantar, se voltará a cobrança;
  3. – se adversário e companheiro invadirem, se voltará a cobrança também.

B- se o batedor não fizer o gol e:

  1. – um adversário invadir a área ou o goleiro se adiantar, se voltará a cobrança;
  2. – um companheiro do batedor se adiantar, segue a partida normalmente (com tiro de meta, escanteio ou o jogo rolando).
  3. – se adversário e companheiro invadirem, se voltará a cobrança também.

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– Por onde andam e o que dirão os apoiadores da “Cervejada do Arthurzinho”, evento com a quase-chancela do Cel Marinho?

Na última semana, caiu o presidente da Comissão de Árbitros da FPF, Coronel Marcos Marinho, por diversos motivos – desde a escala de árbitro suspenso mas que fazia parte do seu círculo de amigos até escândalo envolvendo denúncias de assédio moral e sexual do assessor da sua Comissão, Arthur Alves Júnior. Vide a história destes históricos, já abordada à exaustão, em: http://wp.me/p55Mu0-IR).

Mas não é sobre isso que falaremos. Como “recordar é viver”, vale relembrar o interesse de alguns árbitros e a pressão velada sofrida por outros da CEAF.

Às vésperas da Eleição do Sindicato dos Árbitros de Futebol em 2010, Arthur Alves Júnior, conhecido apenas como “Arthur”, promoveu uma radical mudança de imagem. Passou a se chamar “Arthurzinho” e distribuir sorrisos, coisa incomum. Ele era membro da CEAF-SP (subordinado ao Coronel), tesoureiro da Cooperativa e queria a presidência do Sindicato.

Na campanha eleitoral (era candidato único), vários árbitros (e aqui não importam os nomes) gravaram vídeos de apoio, gerados por um site retirado do ar chamado www.oarthurzinhovemchegando. Alguns deles se deram muito bem na carreira, chegando até mesmo a jogos do Brasileirão da Série A. Outros, mesmo tendo gravado, já demonstraram (ao menos, em depoimento a mim) arrependimento pela vinculação à imagem dele. Nas gravações, defendiam com unhas e dentes a eleição de Arthur e chegavam ao ponto de dizer que “ele houvera mudado a vida de muita gente”.

Estes árbitros, se pudessem voltar no tempo…

Como parte da campanha, foi promovido o evento “Cervejada do Arthurzinho”, onde o mailing de e-mails era usado para convidar árbitros a promoverem a campanha eleitoral através desses encontros de confraternização. Eu próprio recebi alguns desses nojentos eventos (um dos meus motivos de repulsa à relação de dependência do Sindicato e FPF). Felizmente, nunca tive o desprazer em participar, mas cansei de ver as fotos do Cel Marinho junto ao Arthur nesses encontros.

Confesso que fiquei com pena do Coronel Marinho. Estaria ele crente de que tudo isso era normal? Entrou de gaiato nessa furada? Talvez. Mas permitir a mistura das coisas maculou a arbitragem paulista. Quem, de fato, foi revelado como destaque do apito pela última administração? Os grandes árbitros de SP foram todos da geração de Gustavo Caetano Rogério e, pasmem, até pelo José Evaristo Manuel (estes, formados por Roberto Perassi).

Convido aos amigos a lerem os dois textos abaixo. Um deles escrito de maneira brilhante, em 15 de Outubro de 2010, pelo jornalista Wanderley Nogueira (Rádio Jovem Pan e TV Gazeta), em seu antigo blog no Terra e que pode antever muita coisa.

A INDEPENDÊNCIA DOS ÁRBITROS

Por Wanderley Nogueira

(Extraído de: http://wanderleynogueira.blog.terra.com.br/2010/10/15/a-independencia-dos-arbitros/)

Na próxima segunda feira (18) será realizada a eleição do novo presidente do Sindicato dos Árbitros de Futebol de São Paulo. É o maior sindicato de apitadores do Brasil. Existe apenas um candidato: Arthur Alves Junior. Ele integra a Comissão de Árbitros da Federação Paulista de Futebol e é assessor do presidente da Comissão, Coronel Marcos Marinho. Deu para entender? O candidato único à presidência do Sindicato é quem escala os árbitros. É o patrão. Os independentes árbitros paulistas vão eleger como presidente da agremiação existente para defender os interesses comuns da categoria, o patrão.

Para encorpar a entusiasmante candidatura, foram realizadas cervejadas em apoio ao candidato, com a presença dos patrões. O site da campanha tem vídeos de apoio ao futuro presidente e registrando depoimentos favoráveis daqueles que tem os árbitros sob comando. O futuro líder da categoria exerce funções de patrão e vai continuar a exercê-las. É uma candidatura cúmplice dos escaladores de árbitros. Não é exagero dizer que essa é uma candidatura “oficial”. E, claro, nenhum árbitro teve coragem de apresentar uma candidatura de oposição. Jamais apitaria novamente…

Como sabem, existem dois tipos de sindicatos: aquele que defende os trabalhadores e aquele que abraça as teses patronais ou empresariais. Cada um no seu lado. Claro, é possivel conviver com respeito, dignidade e independência. O ideal é um sindicato inteligente e nada radical.

Mas o Sindicato dos Árbitros de São Paulo está conseguindo eleger um “representante” do presidente da FPF para presidir o seu destino. O ideal para os árbitros, imagino, seria um sindicato de resultados. Nada vinculado a correntes perigosas.

A origem do sindicalismo no século XVIII foi a união dos doentes e desempregados. Daqueles que não tinham proteção e segurança. Eram os desrespeitados, humilhados e subservientes. Décadas depois os sindicatos dos empregados e dos patrões foram considerados “ilegais”.

A esperança para os árbitros bem intencionados é que, no futuro, o sindicalismo deles consiga reerguer-se das cinzas, como ocorreu com os sindicatos na Europa no século XIX.”

Na mesma data, o jornalista Fernando Sampaio reproduziu o mesmo texto em seu conceituado blog e acrescentou outras coisas interessantes:

VERGONHA DA ARBITRAGEM PAULISTA

Extraído de: (http://blogjp.jovempan.uol.com.br/fernandosampaio/2010/geral/vergonha-na-arbitragem-paulista/)

Adiciono ao texto do Wanderley algumas informações:

A FPF realiza eventualmente um teste físico chamado COFFES, normalmente na pista de atletismo do estádio de Caieiras ou no Centro Olímpico de São Caetano do Sul. Normalmente, o Coffes é uma corrida de 2.700m em 12 minutos, tiros curtos de 30, 60, 90 metros. Além disso, há a medição de gordura e dobras cutâneas.

Aproveitando que a eleição é dia 18, segunda-feira, a FPF CONVOCOU os árbitros para realizaram o COFFES na sede da FPF. Detalhe: a sede do sindicato faz fundo com a da FPF. Ela está trazendo todos os árbitros, de todos os pontos do estado, para poderem assim votar no Artur. Mas a gozação é o seguinte: o COFFES será realizado no salão nobre da FPF. Dá para acreditar? Como é que vai correr dentro da sede da FPF?

Incrível, só falta ir buscar o árbitro em casa para votar.

Até o fotógrafo da FPF está pedindo voto ao candidato do Marco Polo Del Nero. Leia o e-mail:

“Boa tarde caros amigos Árbitros de Futebol.

Gostaria de dizer a todos que tiveram seu trabalho registrado pela lente da minha câmera que recebo do Arthur muito apoio e incentivo nesse trabalho fotográfico que tenho feito e dedicado a Arbitragem. Por isso gostaria que todos o apoiassem nas eleições a presidência da SAFESP no próximo dia 18/10/2010.

Um grande abraço a todos e sucesso.

Eduardo – ECM PRODUÇÕES”

Só faltou dizer: “Quem não votar, não tem foto”. rsrsrsrs

Diferente do Brasileirão de pontos corridos, 380 jogos em 9 meses de competição, a fórmula do Campeonato Paulista tem uma enorme influência da arbitragem. O formato é dirigido para ter os quatro grandes nas finais. Para tristeza da FPF, isso só aconteceu uma vez. Em 2007, quase deu Bragantino x São Caetano. Foi um corre-corre para evitar o fracasso de mídia e público. Para que isso não aconteça, tabela e escala de arbitragem são dirigidas. Os grandes são sempre favorecidos. É turno único. O Tapetão Paulista é ainda pior que o STJD. Faz vista grossa para os tumultos e bombas nos estádios, gramados, cartões, suspensões e demais casos.

É uma pena. São Paulo está decadente. Os bons árbitros paulistas foram formados numa geração anterior. Há anos a FPF não revela novos bons árbitros. Há exceções é claro. Além disso, vale lembrar que os dois últimos escândalos surgiram na sede da FPF: Edilson e os tais convites da Madonna, estória mal contada pelo Marco Polo para influir no Brasileirão. Foi suspenso. Apesar do escândalo, Marco Polo continua presidente da FPF.

É uma vergonha. A Federação Paulista virou um lixo.

Em meu blog, dois dias antes das eleições e posterior a publicação acima, escrevi o seguinte:

ELEIÇÕES DO SAFESP VEM CHEGANDO. MAS É DEMOCRACIA TER CANDIDATO ÚNICO?

Na próxima segunda-feira, os árbitros de futebol terão uma prova de Democracia (talvez ás avessas). Haverá a eleição no Sindicato dos Árbitros de Futebol do Estado de São Paulo (SAFESP). E poderão prazerosamente escolher o único candidato ao cargo, Arthur Alves Júnior.

Nada contra o Sr Arthur, mas… só ele concorre? Não há na comunidade dos árbitros nenhuma outra opção para representá-los? Os árbitros FIFAs do estado de São Paulo aceitam esse nome em unanimidade? As centenas de outros árbitros do quadro profissional e amador não manifestam nenhum nome alternativo?

Não gosto da criação de currais eleitoreiros e nomes únicos para escolhas ditas democráticas. Arthur assumirá a presidência do Sindicato, é atualmente diretor da Cooperativa, membro da Comissão de Árbitros da FPF e secretário da ANAF. Tal acúmulo de funções não é prejudicial para o bom trabalho das mesmas? Não há outros nomes? Ainda: não são cargos incompatíveis?

O Sindicato é um órgão de negociação com a FPF, e na maioria das vezes, há delicados embates. Porém, o Arthur negociaria consigo mesmo? A Cooperativa, por exemplo, é uma entidade que representa os árbitros. Os árbitros o escolheram e o colocaram lá por iniciativa própria ou fomentados pela própria direção atual?

Custa a crer que os árbitros manifestem o desejo que uma única pessoa os representem em todas as searas e sejam ainda subordinados a ela mesma. Mas… vivemos uma democracia. Ou não?

Assim como Serra virou verde e Dilma tornou-se carola, por que não o Arthur torna-se o mais querido? Boa sorte a ele e aos árbitros que apareceram dando depoimentos no site www.oarthurzinhotachegando.com.br. Façam bom proveito das decisões escolhidas. E festejem a vitória garantida!

Sugestão: cervejada para a comemoração é uma boa pedida.

Não para mim.

Mas bastante gente gosta…

A bom entender, meia palavra basta.

POR FIM: no COFFES citado por Wanderley Nogueira e Fernando Sampaio em seus textos, ninguém correu ou fez atividade física. Os árbitros apenas pesaram em uma balança (para cumprir protocolo) e de lá foram para a votação. Dos 261 eleitores, o placar foi: 260 para Arthur e 1 nulo (que imagino de quem seja). Dessa forma, foi iniciado e findado um capítulo triste da Arbitragem Paulista. Quem escreverá o outro?

Boa sorte ao Coronel Marinho e a Arthur Alves Júnior nos novos rumos profissionais e/ou pessoais.

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– Humilde Nhô Quim bateu o Milionário Tianjin?

Quer dizer que o endinheirado Tianjin Quanjian, treinado pelo vitorioso Vanderlei Luxemburgo e que conta com o atacante Luís Fabiano e o meia Jadson (que ganham fábulas de dinheiro por lá) perdeu em sua partida amistosa para o XV de Piracicaba por 2×1?

Detalhe: o salário máximo de um atleta do time piracicabano é de R$ 15.000,00… Ambas equipes jogaram com seus jogadores titulares.

Competência financeira nem sempre resulta em competência esportiva. Vide a afortunada CBF e a bagunça que se tornou o futebol brasileiro!

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– Demitido o Cel Marcos Marinho, segundo o UOL

Na manhã deste sábado, o UOL Esporte publicou que o Cel Marinho não é mais chefe da Comissão de Arbitragem da Federação Paulista de Futebol.

Justo. Concordo com tal saída. Segundo a publicação, a escalação do seu afilhado de casamento para o jogo da Copa São Paulo de Futebol Jr entre SPFC x Figueirense, Flávio Rodrigues Guerra, mesmo estando suspenso por 100 dias pelo STJD, foi o mote para a decisão de Reinaldo Carneiro Bastos.

A notícia pode ser acessada no link do UOL: http://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas-noticias/2016/01/16/apos-escalar-arbitro-suspenso-coronel-marinho-deixa-comando-da-arbitragem.htm

Minha opinião pessoal: a demissão do Cel Marinho foi a “bola que pingou” na frente de Reinaldo Carneiro, e ele não deixou de chutá-la. Quem foi árbitro tinha conhecimento da relação conturbada entre Marco Polo Del Nero e Reinaldo Carneiro Bastos e sabia que o primeiro depositava toda a sua confiança no Coronel. Tanto que ele acumulou (e acumula) diversos cargos dentro da FPF: Comissão Paz no Esporte, Cadastramento de Torcidas Organizadas, Segurança e Vistoria em Estádios, além da própria CEAF-SP. Já Reinaldo nunca foi muito próximo a Marinho e ao seu assessor direto, Arthur Alves Júnior.

Quando surgiram os escândalos envolvendo denúncias de assédio moral e sexual de Arthur, a situação começou a ficar constrangedora, principalmente com o depoimento de que a árbitra Regildênia de Moura fez por meio da ex-árbitra Sílvia Regina que a denúncia de assédio chegasse ao Cel. Veja em: http://wp.me/p55Mu0-Fg.

Posteriormente, novas denúncias de possível lobby e influência de pessoas próximas ao Sindicato dos Árbitros ajudaram a minar a sustentabilidade no cargo (vide em: http://wp.me/p55Mu0-GB).

Por fim, o estopim foi a errada escala do veterano Flávio Guerra, que apitou mal a partida  e que estava suspenso pelo STJD pela mentira relatada na súmula entre Corinthians x Santos (vide em: http://wp.me/p55Mu0-IG).

E agora?

Duas curtas observações de tendências:

  • a primeira, do natural convite para que Roberto Perassi seja o Presidente da CEAF, já que os árbitros paulistas estão em pré-temporada. Perassi é Diretor da Escola de Árbitros e trabalha em conjunto nas questões didáticas e técnicas com a Comissão. Especula-se (não é informação) de que Oscar Roberto Godoy houvera sido sondado anteriormente e rejeitado. Não sei se é verdade. Sálvio Spinola seria o outro nome, caso Perassi não aceite.
  • a segunda, de que caso a pressão sobre Sérgio Correa da Silva seja grande, Marco Polo Del Nero não hesitaria em levar o Cel Marinho para a CBF (em que pese a questão da competência).

Vamos aguardar!

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– Quais as primeiras impressões do Paulista FC?

Todos nós sabíamos que a diretoria do Paulista FC e do grupo de apoio “Novo Paulista” estavam de mãos atadas. Sem dinheiro, com o clube tendo que decidir se pedia licença de disputar a série A2 ou se jogava a competição com os garotos que fizeram a base na Copa Paulista, sucumbiu a uma oferta de investidores.

Claro, sempre há risco de sucesso ou fracasso, e na avaliação da diretoria, o investimento das pessoas que terceirizaram o time de futebol para a disputa do Campeonato Paulista foi a saída “menos ruim”. Uma tentativa de manter as portas do Jayme Cintra abertas e ter sobrevida por 3 meses.

E agora, como tem sido o início dos trabalhos?

No mínimo, questionável. Há de ser transparente para se obter confiança, e aqui se peca ao não dizer as claras de onde vem o dinheiro, quem são os investidores e outras explicações mais lúcidas. Se os parceiros não se revelam, acabam por permitir especulações, muitas delas ruins.

Sobre o técnico português Paulo Fernandes e sua Comissão Técnica: os jornalistas Heitor Freddo, Thiago Batista de Olim e Robson Moura já mostraram tudo sobre o que precisávamos saber: é de currículo fraco e aparentemente bem inferior ao Beto Cavalcante, o ex-treinador (e que conhece muito bem a A2 e o futebol do interior de SP). De repente, pode ser que Paulo nos surpreenda e monte um ótimo esquema de jogo moderno – e aqui virá o convencimento: no dia 31, com uma vitória contra o Bragantino na estréia do elenco profissional, mostrando que herdou o DNA do conterrâneo consagrado José Mourinho, o “One Special”!

Dispensar jogadores como fez na chegada é, em tese, natural (mesmo que achemos injusto na prática). Afinal, quem paga exige fazer tudo do seu jeito (e se estiver combinado que os investidores têm direito, paciência…).

O que me parece tudo isso?

Penso que o grupo de investidores não terceirizou, mas sim ARRENDOU o Galo. Dessa forma, também me parece o mesmo esquema usual em muitos clubes pequenos: alguém assume a camisa por um tempo, coloca seus diretivos técnicos e os jogadores que possam ter no seu cartel. Assim, a comissão técnica nativa do Paulista e jogadores com vínculo não seriam interessantes para quem coloca a grana para usar o clube como vitrine de negociação para os atletas que empresariam.

Tudo o que colocamos aqui é apenas impressão (ou mais uma das especulações permitidas pela falta de clareza de quem está colocando o dinheiro). Acho que o Paulista acerta em arriscar para sobreviver, mas deve ficar de olho aberto. Mas cá entre nós: nenhum maluco vai jogar dinheiro fora, e nesses tempos de futebol business, o(s) investidor(es) querem ter lucro. No caso do parceiro do nosso Paulista, o prejuízo será grande se, ao invés de agregar valor aos atletas e fazer um bom papel, o time se apresentar mal e desvalorizar a “commodity” chamada jogador de futebol.

Torçamos! Que o time vá bem na partida de estréia contra um rival tradicional, anime os torcedores e faça um bom papel. E tudo isso somente o tempo dirá…

 

– São Paulo 1×0 Figueirense em um Dia Negro do Futebol

Me dá nojo.

Ontem, dia 14, poderia ter sido marcado apenas por mais um dos inúmeros erros de arbitragem de futebol. Só que não…

Justamente na data na qual se celebrava “o Dia do Treinador”, que coincidiu com a descoberta de que o Cel Nunes recebeu quase R$ 250.000,00 de indenização e recebe mensalmente R$ 14.768,00 como “vítima da ditadura” (você não leu errado não, clique em: http://wp.me/p4RTuC-dQR); poucas horas após se revelar que o chefe sindical dos árbitros de SP e ex-membro da FPF, Arthur Alves Júnior, usava o cartão corporativo para pagar festas particulares e casas noturnas de mulheres de fama supostamente duvidosas (vide em: http://wp.me/p55Mu0-Ig), tivemos a partida entre São Paulo 1×0 Figueirense pela Copa São Paulo. E por que chamamos a atenção para tal jogo?

Não pelo erro do pênalti mal marcado: o zagueiro Brendo (FIG) deu um carrinho em Ignácio (SPFC) fora da área e o atacante caiu dentro. O árbitro, equivocadamente, marcou tiro penal.

Passaria batido se o árbitro não fosse Flávio Rodrigues Guerra, que está suspenso por 100 dias pelo STJD, devido a mentira que contou na súmula de Corinthians x Santos quando expulsou por engano David Braz (relembre o caso em: http://wp.me/p55Mu0-z2).

Se já falamos diversas vezes que a Copa São Paulo de Futebol Jr perdeu seu propósito real para jogadores e para a arbitragem (neste caso, o de revelar jovens árbitros – clique em: http://wp.me/p55Mu0-HM), há certas coisas que beiram a falta de bom senso: por quê o Coronel Marcos Marinho vai escalar Guerra em tal competição? Dizer que é para dar ritmo de jogo é “conversa fiada”, já que quantos árbitros ficam sem escalas durante os torneios e voltam a ser escalados sem ritmo.

Não adianta dizer que a Copa São Paulo Jr é competição amadora, pois lembremo-nos que a suspensão de 27 de novembro de 2015 é em dias para jogos oficiais. A Copinha não é um torneio oficial (embora não profissional) da FPF?

Muitas pessoas relembraram o fato do Cel Marinho ser padrinho de casamento de Guerra e supostamente beneficiá-lo em escalas. Discordo. Pra mim não é favorecimento, é incompetência.

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– A Podridão de Bebedeiras e Assédio do líder sindical dos Árbitros denunciada pela Folha de São Paulo

Como justificar?

A Folha de São Paulo conseguiu depoimentos de que Arthur Alves Júnior, ex-braço direito do Cel Marcos Marinho e membro da Comissão de Árbitros da FPF (agora demitido), presidente do Sindicato de Árbitros (SAFESP) e vice da Associação Nacional (ANAF), gastava dinheiro dos árbitros em bebidas e visitas a casas noturnas como “Musas Night Club”. O jornal relata mais casos de assédios sexual e moral, além de outras novidades, como árbitros que estavam trabalhando em jogos e que, curiosamente, estavam ao mesmo tempo aprovando as contas do Sindicato na Barra Funda. As assinaturas eram posteriores…

E tem árbitro e bandeira conhecido nesta lista, hein? Muitos da A1 de SP, alguns que subiram de divisão rapidamente!!!

A pergunta passa a ser: os juízes se venderam ao dirigente para terem sucesso na carreira e mais escalas ou foram obrigados pelo assédio?

E se fizeram por ascensão à carreira, fariam outras coisas para chegarem a jogos maiores/ melhores e terem sequência de sorteios?

Abaixo, extraído de: http://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas-noticias/2016/01/14/cartola-do-apito-e-acusado-de-assedio-sexual-falsificacoes-e-desperdicio.htm

Cartola do apito é acusado de assédio sexual, falsificações e desperdício

  • Divulgação/Safesp
    O presidente do Sindicato dos Árbitros de Futebol do Estado de São Paulo, Arthur Alves Junior

    O presidente do Sindicato dos Árbitros de Futebol do Estado de São Paulo, Arthur Alves Junior

O presidente do Sindicato dos Árbitros de Futebol do Estado de São Paulo, Arthur Alves Junior, é um homem na berlinda. No dia 2 de dezembro do ano passado, ele foi demitido do cargo que ocupava há dez anos na FPF (Federação Paulista de Futebol) após ter sido acusado de assédio moral e sexual pela árbitra Fifa Regildênia de Holanda Moura. A corregedoria da federação analisou a denúncia e acabou por recomendar a demissão de Junior, que nega ter feito qualquer coisa.

De lá para cá, mais mulheres relataram ao UOL Esporte que teriam sofrido assédio sexual por parte do dirigente. Além disso, o próprio vice-presidente do sindicato (Safesp), Leonardo Schiavo Pedalini, afirma que Arthur Alves utiliza o dinheiro da entidade para fins pessoais e que impede a diretoria a ter acesso às contas da entidade. Já um dos membros do Conselho Fiscal do sindicato diz que Arthur o compeliu a assinar o relatório de contas do ano passado sem ter tido acesso às notas correspondentes aos custos anunciados. 

Finalmente, conforme mostra documento a que o UOL Esporte teve acesso, Arthur Alves dirigiu uma assembleia do sindicato no dia 30 de setembro do ano passado e forjou a presença de 59 árbitros e auxiliares que, na realidade, não estavam lá, mas que tiveram suas assinaturas incluídas na ata da assembleia dias ou até semanas após a realização do encontro.

Veja, abaixo, os detalhes de cada uma das denúncias que pesam contra Arthur Alves Junior.

– Fraude em ata de Assembleia Geral

Safasp

Ata de assembleia afirma que 163 associados estiveram presentes, mas 59 deles não estavam e foram “convidados” a assinar posteriormente

No dia 30 de setembro do ano passado, Arthur Alves conduziu uma Assembleia Geral Extraordinária no sindicato dos árbitros. Nela, foi decidido, entre outras coisas, que a entidade iria adquirir um aparelho IPhone 6, “para uso da presidência”. Também foi definida a proposta de dissídio salarial coletivo para categoria que seria levada para negociação com o sindicato patronal, além de ter sido apresentado e aprovado o relatório de atividades da diretoria no ano. 

Conforme consta na ata, 163 árbitros e auxiliares estiveram presentes. Na realidade, porém, apenas 104 pessoas atenderam à reunião. Os 59 profissionais restantes tiveram seus nomes e assinaturas incluídos posteriormente.

A ata da assembleia geral, a que o UOL Esporte teve acesso, é acompanhada de cinco folhas de assinaturas. Os presentes assinam em ordem, cada um na linha abaixo ao anterior. A quarta folha de assinaturas tem início com o árbitro assistente Bruno Salgado Rizo, como mostra a imagem abaixo.

Safesp

Auxiliar de arbitragem Bruno Rizo assina presença em Assembleia realizada em São Paulo no dia 30 de setembro de 2015

Ocorre porém, que, na mesma data e hora (a assembleia teve início às 15h, e assim foi convocada, embora conste o horário de 17h na ata), Rizo estava na Vila Belmiro, em Santos, apitando uma partida amistosa do time da casa contra o Luverdense:

Arte/UOL

Conforme mostra documento da Federação Paulista de Futebol, Bruno Salgado Rizo apitava jogo na Vila Belmiro, em Santos, no mesmo horário da Assembleia Geral do sindicato dos árbitros de SP

Em conversa gravada com o UOL Esporte, o auxiliar de arbitragem admitiu a fraude, mas disse que “não teria por que contar” o motivo de ter feito isso. “Assinei depois, sim. Ele (Arthur Alves Junior) me mostrou a ata e eu assinei.”

Outro auxiliar em condição semelhante é Miguel Cataneo Ribeiro da Costa. Seu nome consta na lista de presença da assembleia, mas no mesmo dia da reunião ele estava atuando em uma partida em São José do Rio Preto, cidade do interior paulista a 454 quilômetros da capital.

Perguntado pela reportagem sobre como isso seria possível, ele disse: “Dessas coisas eu não quero falar. Eu sou do interior, não gosto disso de política.” O repórter insistiu, disse não se tratar de política, apenas de explicar como ele poderia ter estado presente simultaneamente em dois eventos que ocorreram em cidades distantes mais de 400 quilômetros uma da outra. A resposta: “Não vou comentar nada.”

Para o vice-presidente do Safesp, Leonardo Schiavo Pedalini, que rompeu com o presidente da entidade no meio do ano passado, os árbitros foram coagidos a assinar a lista de presença. “Acontece que o Arthur Alves tinha um cargo na comissão de arbitragem da FPF e influenciava nas escalas de árbitros para os jogos oficiais. Então, os árbitros assinaram a ata temendo serem prejudicados na confecção das escalas caso não o fizessem.”

 Em entrevista ao UOL Esporte concedida na última quarta-feira, Arthur Alves Junior não soube explicar o que teria acontecido. “Quem assinou, estava presente”, resumiu-se a dizer. A reportagem insistiu, dizendo que isso não era possível, pois dezenas de árbitros estavam atuando fora da cidade, e alguns deles admitiram que assinaram a ata posteriormente. A resposta: “Se assinaram, estavam presentes.”

– Ocultação de documentos contábeis 

Arthur Alves Junior também é acusado de esconder os documentos referentes à prestação de contas de 2015 do Safesp e de ter feito com que um dos três membros do conselho fiscal da entidade assinasse as contas mesmo sem ter tido acesso às notas fiscais que comprovariam as movimentações financeiras descritas.

Quem admite ter assinado a aprovação de contas sem tê-las visto é o próprio membro do conselho, Márcio Jacob. “Ele me chamou um dia na sala da FPF, onde também trabalhava, e me falou para assinar a aprovação de contas, disse que precisava mandar urgente para o Ministério do Trabalho. Eu disse que não tinha visto as notas referentes aos gastos que constavam ali, mas ele disse que estava tudo certinho. Eu fiquei intimidado, ele já tinha me ajudado bastante, me escalado para muitos jogos naquele ano, senti que não poderia recusar, e acabei assinando.”

Já o vice-presidente Pedalini acusa Arthur Alves de esconder os gastos da entidade porque ali constariam contas particulares do presidente que teriam sido pagas com o cartão corporativo da empresa. “Ele pagava bebidas, jantares e até festas com dinheiro do sindicato. Se tivermos acesso às contas, isso será provado”, afirma o vice-presidente, que já foi à Justiça para que Arthur Alves seja obrigado a apresentar a prestação de contas. A decisão deverá sair no mês que vem.

Ao UOL Esporte, Arthur Alves afirmou que não há qualquer irregularidade nas contas da entidade. Disse também que as notas referentes aos gastos da entidade estão à disposição de quem quiser consultá-las. Perguntado sobre qual teria sido a motivação do vice-presidente Pedalini em notificar judicialmente a presidência do sindicato para que apresentasse as tais notas, ele disse não saber. 

– Farras bancadas pelo sindicato, assédio moral e sexual

Arthur Alves Junior também é acusado de assédio moral e sexual. Sua demissão no final do ano passado se deu em virtude de uma acusação da árbitra Fifa Regildênia de Holanda Moura. Ela disse à corregedoria da Federação Paulista de Futebol que era assediada por Arthur, disse que o presidente do sindicato queria ser seu amante, que montaria uma casa para ela, e disse também que estaria sendo perseguida por Arthur Alves por não ceder a suas propostas.

Procurada pelo UOL Esporte, ela confirmou todas as denúncias que fez à corregedoria, mas que não falaria mais sobre o assunto: “O que eu tinha para dizer, eu já disse.” 

Uma ex-funcionária do sindicato dos árbitros, que pediu para não ter seu nome revelado, disse que também era assediada por Arthur, e que efetivamente chegou a se tornar sua amante e ir com ele a motéis, cujas contas seriam pagas com o cartão corporativo do sindicato. Além disso, ela afirma que recebia pelo tempo que passava com ele no motel como se fossem horas extras de trabalho, pagas pelo sindicato, conforme se pode ouvir no áudio abaixo, que foi primeiramente publicado no site jornalístico Blog do Marçal

O “Gustavo” referido nas falas da ex-funcionária é Gustavo Hirosse, ex-assessora da presidência no sindicato. Ele confirma o que diz a ex-funcionária, e acrescenta:

Ele bebia bebida alcoólica e ele ficava sem condições de dirigir, porque eram diversas coisas que ele bebia, muita cerveja, ele não tinha condições nenhuma de voltar pra casa. Uma das vezes, ele me ligou, eu não estava com ele, eu tive que buscá-lo em uma casa noturna porque ele não tinha condições de retornar para a residência.”  

Eu fazia todos os pagamentos de tudo isso aí, a pedido dele. Ele fornecia a senha, e tudo pago com o cartão corporativo do sindicato, o cartão é do banco Itaú, no cartão tem o nome dele, porém mas é um cartão corporativo, com o nome do sindicato dos árbitros de futebol do Estado de São Paulo. Ele gastava valores consideráveis por noite, R$ 700, R$ 800. Costumava ir de quinta, sexta, alguns finais de semana. Costumava ir muito a boate que fica localizada na região do bairro do Ipiranga, chamada Musas Night Club.

Sob a condição de não ter seu nome publicado, a ex-funcionária explicou o porquê de ter cedido aos desejos do presidente do sindicato. “Eu sabia que meu emprego estava em jogo, que se eu não cedesse, seria mandada embora, e eu dependia desse dinheiro”, disse. Segundo ela, sua demissão ocorreu quando a mulher de Arthur Alves teria descoberto o “romance”. “Ele me demitiu, sem nenhum motivo profissional. Depois, a mulher dele foi no sindicato, gritou com ele, brigou muito.”

UOL Esporte ouviu de mais duas árbitras que também teriam sido assediadas pelo cartola do apito. Ambas, no entanto, preferiram não dar qualquer declaração oficial, afirmando que temem sofrer represálias.

Arthur Alves nega todas as acusações. “Este áudio é uma fraude, uma montagem. Essa moça quer me prejudicar porque foi mandada embora, tanto que está movendo uma ação trabalhista contra o sindicato”, afirmou. Sobre a denúncia da árbitra Fifa Regildênia de Holanda Moura, Arthur Alves disse se tratar de nova invenção, e que ela estaria “querendo aparecer”.

– Qual a história mentirosa e qual a verdadeira?

Benecy Queiroz, dirigente do Cruzeiro/MG há décadas e atualmente no cargo de Supervisor, admitiu que já comprou árbitro para favorecer a Raposa. A história completa está em: http://wp.me/p55Mu0-I7 .

Depois de muita pressão para que se dissesse o nome do árbitro e que o STJD tomasse providências punitivas, Benecy voltou a dar entrevista dizendo que a história era “apenas de um papo descontraído, um ‘causo’, com personagens desconexos”. Ou seja: desmentiu o que disse.

E aí: qual é a história mentirosa: a primeira (da compra do juiz) ou a segunda (a negação)?

Uma coisa é certa: o cartola mentiu!

Deixe seu comentário.

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– Um bom despertar de 5a feira em 5 fotos!

Bom dia!

Começar bem as manhãs é uma prática saudável e gosto de compartilhá-la, a fim de incentivar outras pessoas.

Para manter a forma e ganhar a adrenalina, vale a corrida matutina. Você já correu ou praticou qualquer exercício hoje? 

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Corpo em ordem, mente e alma em evolução. Durante o suador, valem os momentos de reflexão. Hoje, pedindo pela intercessão da Virgem Maria, sob a invocação de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.

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E como se faz necessário não só emagrecer, mas fortalecer, hora de cuidar dos joelhos. Os meniscos agradecem a musculação e a fisioterapia…

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Claro, com disposição a mil, você vira um atleta inveterado. Por isso, a bike não fica parada. Pedalar relaxa legal depois de uma boa corrida!

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Como de costume, deixo sempre uma mensagem bacana de “bom dia” com a paisagem do amanhecer. E estando hoje tudo nublado pelas chuvas, um click certeiro na pétala do nosso pezinho de Primavera Rosa.

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Ótima 5a feira a todos.

– Se fosse jogador, você aceitaria uma proposta da China?

Claro que a resposta à pergunta-título é: DEPENDE. Sim, ela é condicionada a uma série de coisas: valores, empregador, tempo de contrato, condições de trabalho e perspectiva de vida pessoal e profissional.

E se faz necessário criar tais questionamentos para se avaliar as propostas que surgem aos montes para trabalhar no Futebol da China, devido as diversas realidades de cada jogador. Quer um rápido exercício comparativo?

Veja esses 3 diferentes panoramas e perspectivas dos jogadores brasileiros:

1) Erick Mamadeira, desconhecido da grande imprensa da capital, é um jovem jogador do Paulista de Jundiaí. Diferenciado dentro de campo, é questionado fora dele. Pode ser um sucesso se chegar a um time expressivo, pois tem bola para ser craque. Mas pode virar um grande fiasco se não for orientado à exaustão. E se ele recebesse uma proposta vantajosa de dois anos para jogar na China? Deveria ir ou não?

Acho que deveria ir correndo… Garantiria-se financeiramente e ainda teria tempo para voltar a jogar no Brasil.

2) Lucas Lima é o “bola da vez” na Seleção Brasileira. Quando convocado, tem correspondido positivamente. Com boataria de venda futura para a Europa, ainda joga no Santos FC e exerce seu ofício em alto nível. Mas e se oferecessem a ele o mesmo que Jadson (mais de R$ 2 milhões/ mês)?

Teria dúvida em decidir. Abrir mão da vaidade e do sonho da Seleção Brasileira e de uma carreira no Velho Continente para ganhar dinheiro na poluída Shangai ou Pequim?

3) Luís Fabiano, ex-SPFC, aceitou a segunda divisão da China. Vítima de lesões e em final de carreira, faz bem para garantir sua aposentadoria (e o futuro aos filhos e netos). Já imaginaram ele, ganhando bastante dinheiro, treinado por Luxemburgo e em meio a zagueiros chineses?

A grande questão é: PROJETO DE CARREIRA OU REALIZAÇÃO FINANCEIRA?

Sem dúvida alguma, o jogador vai se esconder por lá. E os treinadores brasileiros dos times grandes chineses optam por atacantes e meias ofensivos daqui pois sabem que o baixo nível da zaga de jogadores locais permitirá resultados expressivos em números de gols. Só que ele sumirá da grande mídia. Além da CCTV para o território da China e Hong Kong (a emissora estatal de lá), qual canal transmitirá o Campeonato Chinês no Brasil? Você pagaria para assistir o “Chinesão 2016”?

Aliás, é algo curioso: Felipão foi taxado de ultrapassado, mas é o atual Campeão da Copa da Ásia. Ele está se reciclando como treinador no Guangzhou Evergrande ou apenas “fazendo o feijão-com-arroz”?

O que tenho muito medo em relação a China se resume a MÁFIAS. Não me esqueço dos casos de combinação de resultados, de sites de apostas envolvidos, de atletas que entregavam o jogo e árbitros que manipulavam placares. E tudo isso na primeira década dos anos 2000. O cenário mudou tão rapidamente? Sem falar, claro, da origem do dinheiro.

Se eu fosse boleiro, o contrato deveria ser curto, extremamente rentável, metade dele antecipado e com inúmeras cláusulas de alta exigência protecionista. Um bate-volta honesto, para sentir o que realmente tem por lá e não fugir dos holofotes ou da Seleção.

E você: o que pensa sobre a invasão chinesa no futebol brasileiro?

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– A confissão de que o Cruzeiro comprou um juiz!

Está dando o que falar! Benecy Queiroz, dirigente do Cruzeiro/MG há mais de 40 anos, deu uma entrevista mais do que polêmica: confessou que já comprou árbitro no final da década de 80/início dos anos 90.

Tal declaração ocorreu no programa Meio de Campo, da Rede Minas de TV.

Disse ele:

“Só vou citar um caso específico, não falo o nome, aqui em Minas Gerais. O treinador era Ênio Andrade. E nós, através de indicação de uma pessoa, achamos que compramos um juiz. E o juiz falou: ‘olha, fique tranquilo que o time do adversário não sai do meio-de-campo’. Então, nos 45 primeiros minutos, ele deu muita falta só no meio-de-campo. Então, falei com ele: ‘é, o negócio, acho que vai dar certo’. Só que, por azar nosso, o adversário chutou uma bola do meio-de-campo, o goleiro, eu posso falar o nome, Vitor, no ângulo e gol. E o juiz, então, o que foi que ele fez? Continuou dando falta só no meio. Só no meio. Só no meio. E uma hora, antigamente podia entrar dentro de campo, eu falei: ‘velho, eu paguei você, vê se você dá o pênalti’. Ele falou assim: ‘manda o seu time lá para frente que eu dou o pênalti’. Aí falei com o capitão: ‘olha, manda todo mundo para frente, temos que empatar o jogo’. Aí foi para frente, toda bola ele dava falta contra o Cruzeiro. Eu cheguei à conclusão de que eu empreguei um dinheiro errado.

Eu já ouvi muitas histórias de compra de árbitros que nunca ocorreram na prática. A mais notória publicamente foi a do Ivens Mendes, diretor de árbitros da CBF, que houvera vendido Oscar Roberto de Godoy e tantos outros nomes (episódio em que a Rede Globo conseguiu gravações onde Dualib oferecia “1-0-0” para a campanha de Ivens a deputado federal). O árbitro, porém, nem sabia que estava sendo vendido e apitava corretamente.

Quem vende resultado, vende para os dois times sem o árbitro saber. Para quem ganha, ele diz que o negócio realmente era quente. Para quem perde ou se há empate, diz que o jogo estava “difícil” para fazer o placar.

Se há árbitro que negocia de fato, faz bem feito e de maneira escondida de muita gente. É difícil provar. Mas a questão é: e o dirigente que negocia a compra de um resultado? Existe isso ainda hoje?

No caso específico de Benecy Queiroz, o que se deve fazer? Ele é réu confesso! Ficará assim mesmo ou não? Foi só uma vez?

E agora?

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– Bola de Ouro FIFA e considerações pertinentes

Messi levou a sua 5a Bola de Ouro da FIFA. Normal e esperado. Cristiano Ronaldo e Neymar em 2o e 3o, respectivamente. Talvez a inversão dessas posições seria mais justo.

O inesperado foi o Prêmio Puskas, vencido pelo brasileiro Wendell Lira. O recebeu de maneira humilde e emocionada, encantando a todos. Mas, particularmente, penso que o gol de Messi (que era uma das 3 opções) ou o de Tevez pela Juventus (entre os 10) eram “mais golaços”. Torci para Wendell, mas não achei justo. Será que sem a votação maciça de internautas brasileiros (sim, os votos eram abertos para a população e pela Internet), Wendell conseguiria a honraria?

A Seleção de Futebol da FIFA de 2015 tem 4 brasileiros, 2 deles do 7×1. Ou se preferir, tem 4 atletas do Barcelona. Ela é composta por: Manuel Neuer, Daniel Alves, Thiago Silva, Sergio Ramos e Marcelo; Iniesta, Modric e Pogba; Neymar, Messi e Cristiano Ronaldo.

Timaço, hein? A FIFA deveria fazer uma ação solidária e marcar um jogo amistoso com esses craques contra uma Seleção qualquer, afim de arrecadar fundos para alguma causa nobre (e, por tabela, termos a oportunidade de assistir ao menos por uma vez um trio formado por CR7, Messi e Neymar).

Destaque negativo para Daniel Alves. Ele chegou ridiculamente vestido com um polêmico terno de folhas de maconha, aparentemente, para causar repercussão. Mas durante a cerimônia, apareceu com outra roupa. Certamente alguém pediu para que ele trocasse o figurino…

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– Coloque uma melancia na cabeça, Daniel Alves!

Desejar ser simpático nunca foi o forte do lateral direito Daniel Alves. Sempre ríspido com os jornalistas, na última semana falou alguns palavrões à imprensa e outras bobagens/insultos.

Nesta 2a feira, na premiação do Bola de Ouro da FIFA, apareceu vestindo um terno com alusão à… Maconha!

Pra quê isso?

Atleta de destaque não deveria ter consciência do que representa?

Ao invés de querer escandalizar, deveria ser menos arrogante e jogar bola, que é o que ele sabe fazer no Barcelona.

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– Alexandre Pato está pensando na carreira ou é pura birra?

O atacante Alexandre Pato, com contrato até o final do ano com o Corinthians, teve proposta para jogar na China. No Timão ele recebe 800 mil, e a proposta da China, em Reais, seria jogar na 2a divisão e ganhar R$ 5 milhões por mês.

Sim, CINCO MILHÕES DE REAIS A CADA 30 DIAS DE TRABALHO.

Sedutor… tudo isso para abrir mão do sonho da Europa e da Seleção, por contrato de 3 anos.

Pense bem: são R$ 180 milhões ao final do contrato para jogar bola contra “zagueiros craques” da série B chinesa.

Tirando, claro, o incômodo da adaptação, o dinheiro é respeitável, não?

Mas por quê Pato não quis?

Seria vingança a Andrés Sanches, que um dia disse que ele teria que “jogar até no Bragantino pois tem contrato”, e recusando a oferta ele teria passe livre em breve e o Corinthians não receberia nenhum tostão (e aí Pato poderia aceitar a proposta)? Ou está pensando na carreira, aceitando abrir mão do dinheiro?

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– A Substituição de Goleiro na Copa São Paulo Jr. Poderia ou não?

Assisti a um pedaço do jogo entre São Paulo 2×2 Taboão da Serra pela Copa São Paulo Jr. E uma curiosidade da Regra poderia ter acontecido neste jogo. Vamos lá:

O goleiro da equipe do Taboão por várias vezes pediu atendimento médico, alegando desde câimbras até outras coisas. Porém, como a partida estava empatada e poderia ir para a cobrança de pênaltis (como foi e o placar se encerrou em 5×3), havia o risco do arqueiro não estar bem e ter que sair.

Até quase os 45 minutos do segundo tempo, o Taboão ainda não tinha feito a 3a e última substituição, e acabou a fazendo entre jogadores de linha.

Mas e se o time não tivesse feito a 3a substituição e durante a cobrança de pênaltis o goleiro tivesse se machucado mais seriamente?

Resposta: há alguns anos, alguém da linha deveria ir ao gol. Hoje, se pode substituir um goleiro lesionado mesmo após o apito final e durante a cobrança de um pênalti. Mas lembre-se: isso só vale para lesão de goleiro, desde que as 3 substituições não tenham ocorrido no tempo normal.

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– A Morte anunciada do Paulista FC. Haverá ressurreição?

Por favor, leia a postagem até o fim para que não se faça mal juízo na interpretação. Embora longo, o assunto é pertinente para quem gosta de futebol, e em especial do Paulista FC, o time de futebol centenário da cidade de Jundiaí. Destaco, ainda, o esclarecedor texto do Dr Cláudio Levada ao final deste artigo.

Acontece o seguinte: como todo time de futebol do interior do estado de São Paulo, o Galo da Terra da Uva está financeiramente quebrado. Foi assim ao longo da história, sendo socorrido por parcerias como a Magnata, o Lousano, a Parmalat e o Banco Fator.

Destes atores protagonistas, sempre o Paulista conseguiu bons resultados: a Magnata ajudou o time a não sucumbir e trouxe na época Biro-Biro e Casagrande. O Lousano deu o título da Copa São Paulo e revelou o saudoso técnico Giba. A Parmalat levou o Paulista à série A1 do Estadual, pagou todas as dívidas do time, e abandonou Jundiaí com todas as certidões de “nada consta” e dinheiro em caixa – e de tal experiência surgiram diversos jogadores e títulos, como o Vice-Campeonato Paulista de 2004 com o treinador Zetti (perdendo a final no Pacaembú para o São Caetano de Muricy Ramalho), além da conquista da Copa do Brasil em 2005, capitaneado por Vagner Mancini.

Em 2006, disputou a Libertadores da América e como feito de sua participação venceu o poderoso River Plate. Só que exatos 10 anos depois…

Sem parceiro econômico forte, o time não se sustentou. Acabou o dinheiro e os recursos não vieram. O Galo foi caindo de divisão no Campeonato Brasileiro até deixá-lo de disputar. Em 2014, amargou o rebaixamento para a A2 do Paulistão, com a pior campanha da história do torneio.

E como isso aconteceu?

Muitos (e creio nisso) creditam à péssima parceria com o Banco Fator, que apresentou o projeto “Campus Pelé”, emprestou dinheiro ao Paulista em troca de atletas e… resultou que o Banco acabou ficando (por direito) com os jogadores, com um crédito milionário a receber e com a penhora do estádio. Sim, junto com os membros do Condomínio de Credores – empresas, ex-jogadores e demais credores, o Estádio Jayme Cintra está enrolado judicialmente.

O que me pesa é saber que, apesar dos esforços da comunidade jundiaiense – dos abnegados torcedores às pessoas de boa vontade que implantaram o Projeto de Reconstrução do time chamado “Novo Paulista”, a receita é insuficiente para bancar o clube. Não há como pagar as dívidas milionárias, e por mais que queiramos ser otimistas, é hora de sermos realistas.

Comecemos por sábado: o jornalista Anelso Paixão trouxe em sua coluna do Jornal de Jundiaí o processo de tentativa de dar um sobrevida ao time, com a chegada de um patrocinador que, pela lógica, arrendou o time para não pedir licença da A2 e fechar as portas.

Abaixo, extraído de: http://www.jj.com.br/colunistas-2126-grupo-europeu-vai-‘assumir’-o-paulista

GRUPO EUROPEU VAI ‘ASSUMIR’ O PAULISTA

No final do ano, após uma reunião decisiva do grupo que compõe o Novo Paulista, um dos integrantes comentou: “Se vamos manter as atividades até abril, quem sabe até lá acontece algum milagre e saímos com o clube em uma situação melhor”. Outro diretor, emendou: “Até abril já estaremos rebaixados, não adianta mais milagre. Ou é já, ou nunca mais”.

E não é que, na primeira semana de 2016, o milagre veio. Se vai se tornar mais uma barca furada na história do clube ou não, só o tempo dirá. Mas, neste momento, ou era isso ou fechar as portas. Portanto, a notícia foi recebida como verdadeiro milagre mesmo.

Na quinta-feira (7), a diretoria assinou contrato com um grupo de investidores europeus, que vai manter o departamento de futebol do clube por um ano, podendo ser ampliado por mais dois. Todo o dinheiro investido, cerca de R$ 100 mil por mês, será para contratações e folha de pagamento dos atletas.

As dívidas antigas do clube ficarão sob responsabilidade do próprio Paulista, que também está captando recursos via Projeto Novo Paulista. Uma empresa intermediada pela Prefeitura vai investir R$ 70 mil durante quatro meses e outras duas, fruto do projeto, devem investir em torno de R$ 10 mil cada.

Estes recursos servirão, principalmente, para pagar salários vencidos dos funcionários. No momento, já são quatro meses de atraso. O anúncio oficial de tudo isso vai ocorrer nesta semana.

O grupo europeu colocou com única exigência: a contratação de uma comissão técnica indicada por eles, tendo como treinador o português Paulo Jorge Fernandes Oliveira. Os custos dele e mais dois integrantes da comissão serão também mantidos pelos investidores. O atual técnico do Paulista, Beto Cavalcante, foi convidado para integrar essa comissão. O ex-zagueiro da Seleção Brasileira, Júlio César, será um dos integrantes.

Todos os jogadores serão contratados em consenso entre a comissão técnica e o novo gerente de futebol do Paulista, Moisés Cândido, intermediário com a diretoria do Novo Paulista, que terá a responsabilidade de gerenciar os recursos, pagando salários e acertando detalhes das contratações.

O interesse dos investidores é claro. Vai contratar jogadores na expectativa de negociá-los com o mercado internacional no futuro. Esses empresários têm ótimo trânsito na Europa, especialmente em Portugal, mas buscam também os emergentes mercados da China e dos EUA.

Como nasceu a parceria

No final de 2015, em meio à crise financeira do clube, o ex-presidente Marinho Sacchi entrou em contato com os integrantes do projeto Novo Paulista querendo apresentar o empresário de Campinas, Cassus Clay, irmão do ex-zagueiro da Seleção Brasileira, Júlio César. Cassus tinha contato com empresários europeus que negociavam para investir em um clube da região que disputa a Série A3.

Ao saber da situação do Paulista, Cassus se propôs, devido à amizade com o jundiaiense Marinho Sacchi, a fazer a aproximação do clube com os empresários. Como o tempo é curto para a disputa (começa no dia 31), as coisas andaram rapidamente e, já na primeira semana deste ano, o acordo foi assinado. A validade é de um ano, podendo se estender por mais dois.

Novo líder

Na semana passada escrevi que o Projeto Novo Paulista, que tem data de encerramento para abril, sofria com a falta de um novo líder desde que o empresário Luiz Roberto Raymundo, o Pitico, resolveu se desligar.

Desde então, porém, vem se destacando no grupo a figura do médico Marco Antonio Dias, tradicional apaixonado pelo Paulista e que, desde a saída de Pitico, assumiu o departamento de futebol. Na diretoria do Novo Paulista ele é um dos vice-presidentes.

Foi ele que acompanhou pessoalmente e tratou de todos os detalhes do contrato assinado essa semana com os empresários europeus. Resolveu comprar a briga e acabou sendo decisivo para o sucesso da empreitada.

Por conta de sua ascensão ao departamento de futebol, voltou ao clube um velho conhecido do torcedor: o gerente de futebol Moisés Cândido, que vai substituir Armando Bracali.

Vemos claramente que, sem trocadilhos, o Dr Marco Antonio Dias, boníssima pessoa, conseguiu dar um pouco mais de saúde ao Galo…

Entretanto, muito se tem questionado sobre o desconhecido treinador português Paulo Fernandes. E em brilhante trabalho investigativo, o jornalista da TVE Jundiaí e do site Esporte Jundiaí, Thiago Batista de Olim, esclareceu algumas dúvidas.

Abaixo, extraído de: http://www.esportejundiai.com/2016/01/paulista-contrata-treinador-que-nao.html

PAULISTA CONTRATA TREINADOR QUE NÃO “COMANDOU” O GRÊMIO BARUERI

O Paulista apresenta nesta segunda-feira a partir das 10h da manhã o seu novo treinador: Paulo Fernandes, de 41 anos. No seu currículo como técnico, estão passagens por Barueri e o Nogueirense. Mas segundo informações levantadas pelo Esporte Jundiaí, no site da CBF, do Grêmio Barueri, e da rádio portuguesa Boa Nova FM 100.2, nos dois clubes ele não assinou a súmula como técnico.

No Barueri, Paulo Fernandes chegou na Série D do Brasileirão de 2014. Segundo informações publicadas no site do próprio clube, Fernandes comandou a equipe nas duas primeiras partidas: derrota em casa para o Luziânia por 1 a 0 e depois revés fora de casa para o Goianésia, também por 1 a 0. Na matéria sobre a primeira partida, o site oficial do Barueri informou que “o técnico português Paulo Fernandes ainda não pôde ficar no banco de reservas, por estar resolvendo seu visto de trabalho” e este pode ser o motivo de ele não ter assinado a súmula como comandante do time. Nas duas súmulas dos jogos que Fernandes teria comandando o time e estão publicadas até este domingo, 10 de janeiro de 2016 no site da CBF, quem assinou a súmula como treinador nas duas partidas foi Denilson dos Santos. Inclusive no espaço de auxiliar técnico nos dois jogos apareceu vazio.

(aqui link da matéria no site oficial do Barueri informando a chegada de Paulo Fernandes no Barueri – http://baruerioficial.com.br/b/2014/06/18/presidente-do-barueri-tras-tecnico-de-portugal-para-disputar-a-serie-d/

aqui link do site oficial do clube da Grande São Paulo da matéria sobre a primeira partida do Barueri na Série D do Brasileirão de 2014 – http://baruerioficial.com.br/b/2014/07/28/abelha-nao-consegue-vitoria-na-estreia-da-serie-d/

aqui link da matéria no site oficial do Barueri onde Paulo Fernandes fala sobre a derrota para o Tombense – http://baruerioficial.com.br/b/2014/07/31/paulo-fernandes-lamenta-derrota-mas-quer-confianca-para-enfrentar-o-goianesia/).

(…)

Depois o Barueri informou que Paulo Fernandes deixou o comando da equipe, dando lugar para Eder Silveira, que veio do Atibaia. Fernandes assumiu na época a coordenação técnica do clube (link da matéria no site oficial do Barueri sobre a chegada de Eder Silveira ao clube e Paulo Fernandes agora como coordenador técnico – http://baruerioficial.com.br/b/2014/08/05/gremio-barueri-anuncia-novo-treinador-apos-derrota-para-goianesia/). Do terceiro jogo até o último do Barueri na competição, quem assinou a súmula como técnico foi realmente Eder Silveira, enquanto Denilson dos Santos era o auxiliar técnico. Como coordenador técnico, Paulo Fernandes não precisaria assinar a súmula, pois em jogos da CBF podem ficar no banco além dos jogadores, o técnico, auxiliar-técnico, médico, preparador físico e massagista.

No Nogueirense, clube da 3ª divisão do Campeonato Português, segundo informação trazida pelo jornalista Heitor Freddo, na Rádio Difusora e no seu blog (heitorfreddo.wordpress.com) e que de acordo com  site da rádio portuguesa Boa Nova FM 100.2, o auxiliar Rui Vale sempre esteve no banco de suplentes,  “devido a Paulo Fernandes aguardar pela sua regularização como treinador, o que acabou por não acontecer”.  (link da matéria da rádio portuguesa – http://radioboanova1002.jimdo.com/2015/10/08/s%C3%A9niores-do-nogueirense-com-novo-t%C3%A9cnico-juniores-do-fcoh-voltam-a-participal-nos-campeonatos-distritais/). O site da Federação Portuguesa diferentemente da CBF não publica as súmulas das partidas da 3ª divisão, que lá é chamada de Campeonato de Portugal PRIO atualmente.

Punição – No Nogueirense, Paulo Fernandes esteve trabalhando no clube em quarto partidas: três pela “Terceirona Portuguesa” e uma pela Taça de Portugal: no Campeonato Nacional obteve duas vitórias (1 a 0 contra o Angrense, e 2 a 0 sobre o Sabugal) e perdeu um jogo para o Oliveira Hospital. Esta derrota, em 23 de agosto, a princípio, no jogo foi de 1 a 0, mas depois, em dezembro deste ano, a Federação Portuguesa aumentou a derrota para 3 a 0, pois o Nogueirense escalou jogador de forma irregular, sendo ainda multado em €1.020. Na Taça de Portugal, o Nogueirense com Paulo Fernandes ainda trabalhando, perdeu do Naval por 4 a 2 e foi eliminado. Detalhe final: pelo documento, a Terceira Divisão do Campeonato Português é um campeonato não profissional, ou seja Amador. Isto quem traz é o próprio documento abaixo do Conselho de Disciplina – Secção Não Profissional.

Pois é… Se Paulo Fernandes fará um bom trabalho, ninguém sabe. Foi uma aposta de quem trouxe o dinheiro para o Paulista FC não abandonar o futebol profissional. Se der certo, bestial! Se der errado, uma besta.

A verdade, embora ela seja doída aos apaixonados torcedores do Paulista (e em que pese meu trabalho de comentarista de arbitragem e futebol em geral na Rádio Difusora, no Jornal Bom Dia e na VTV/TV Sorocaba, me incluo aqui como um amante do Galo), é que o Paulista está com prazo de validade. Aceitemos, o clube faliu! E os esforços são para que o time não feche as portas de vez, se mantenha ativo.

Tenho lido críticas de amigos e torcedores quanto ao papel da imprensa. Ora, o jornalista divulga o fato, não pode mentir. Alguns pedem que se evite as notícias ruins para que não assuste os investidores. Mas… sejamos bem sinceros: há alguém que não saiba da pindaíba do Paulista? Os meios de comunicação locais apoiam o time, mas seria irresponsabilidade enganar o torcedor ou fazê-lo de bobo. Mais do que isso: o país está em crise financeira. Qual empresa está disposta a investir no futebol? Se os grandes clubes penam em conseguir um simples patrocínio máster de camisas, como os pequenos, que disputam apenas 3 meses de campeonato e que sobrevivem das verbas da FPF (presas na Justiça no caso do Paulista) podem ter mais sucesso no marketing do que Corinthians, São Paulo, Palmeiras ou Santos? Estes, são clubes nacionais. O Paulista é tradicional, centenário, mas regional. O interesse é diferente.

Enfim: nesta segunda-feira, o respeitadíssimo Dr Cláudio Levada (a quem admiro e respeito deveras), Desembargador do TJ, que é membro do Conselho do Paulista Futebol Clube e também do Novo Paulista, escreveu em sua coluna semanal no Bom Dia Jundiaí a triste e real situação. Objetiva e corajosamente, o Dr Levada escreveu: “O Paulista deve morrer em 2016”.

Abaixo, extraído da Coluna “Formador de Opinião”, pg 15, ed 11/01.2015:

ESTAMOS INDO EMBORA

Não sou homem de meias palavras. Aliás, quem age por meias palavras nem homem é. Então é bom que saibam, com todas as letras, que o Paulista deve morrer neste ano de 2016, salvo se forem tomadas medidas, realmente excepcionais, que o salvem de seu provável fim.

Digo isso como presidente do Conselho de Administração tanto do Novo Paulista, quanto do Paulista Futebol Clube. Em relação ao Novo Paulista, as perspectivas que se avizinhavam com o grupo formado ano e meio atrás, a partir da iniciativa do Pitico, Vanuil, Getúlio, Demarchi, Nardinho, Zanatta, etc, gente de primeira qualidade, e que passou a ser presidido por Márcio Francklin Nogueira, Desembabador como eu, hoje aposentado, essas perspectivas não se concretizaram porque, em primeiro lugar, a situação do país derrocou e, em segundo lugar, faltou competência para todos nós, que acreditamos em um projeto que envolveria toda a cidade mas que foi realizado parcialmente, sem atenção por exemplo ao projeto do sócio torcedor (muitos tiveram que brigar para se tornar sócios, pois chegavam em Jayme Cintra com os portões fechados, com funcionários sem salários e sem motivação alguma para “vestir a camisa” do clube, no que incluo nosso suposto e alegado marketing, bem intencionado mas amador).

Quanto ao Paulista, propriamente, se não houver boa vontade do Judiciário de Jundiaí podemos desde logo fechar o Estádio (já penhorado, várias vezes) no início do ano. O dube está quebrado por obra e graça do Banco Fator, que não bastasse cobra milhões do Paulista (R$10 milhões, para ser exato) pelo favor de nos ter afundado, gerenciando por anos o Paulista até que, agora, nos vemos somente com dívidas e sem valor agregado algum – de um time da A1 do Campeonato Paulista e Série B do Brasileiro, sobrou um time no A2 do Campeonato Paulista e rigorosamente mais nada. Milhões de prejuízo, a serem pleiteados judicialmente, tanto quanto o banqueiro acha que devemos para ele.

Deixo o aviso para a sociedade de minha terra (e friso a boa vontade do prefeito Pedro Bigardi, insuficiente porém para, sozinho, reverter nosso quadro mórbido): o termo final é o Campeonato Paulista da série A2 de 2016. Se nada acontecer de diferente, de muito diferente, será o fim de 106 anos de história. Não me digam, depois, que não avisei, pois avisado está, sem meias palavras.

Pedi no início desta postagem para que os amigos lessem esse longo texto até o fim. Repito: Dr Cláudio Levada disse que o PAULISTA DEVE MORRER, mas colocou a necessidade de algo extraordinário para salvar o time. Agora, é com toda a comunidade de Jundiaí (empresários, torcedores, sociedade em geral): o PAULISTA IRÁ MESMO MORRER?

Sem ressalvas ou broncas de quem discordar dessa publicação, mas a verdade é a seguinte: o Galo é paciente terminal na UTI, depositou suas fichas em um grupo de investidores que luta, primeiramente, para ganhar a confiança da torcida e que tentará salvar o time da A3. Depois disso, é lutar para não fechar. A não ser que algum sheik árabe, magnata russo ou investidor chinês compre o Paulista e o torne como clube-empresa. Mas mecenas como Roman Abramovich não existem em qualquer esquina…

Força Paulista, pois tu és de Jundiaí.

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– Coronel Nunes e a Frase de efeito sobre a continuidade da… Honestidade!

Não é brincadeira não. Em meio a corrupção tão grande que se observa na administração da CBF, o novo presidente da entidade, o Coronel Nunes, declarou que:

Com diálogo aberto e permanente com federações, clubes, treinadores, atletas, árbitros e demais agentes que compõem a estrutura do futebol, esperamos dar sequência acelerada à renovação das práticas do futebol brasileiro no caminho da modernização, transparência e ética corporativa.

É para rir ou para chorar?

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– Andrés Sanches realmente estará “do lado de fora” do Corinthians?

O deputado federal Andrés Sanches disse que se afastará da administração do Corinthians para cuidar mais de outros projetos na Câmara, possivelmente no futebol.

Ouve-se todo tipo de especulação, como, por exemplo, de que Andrés teria um relacionamento atual difícil com Roberto de Andrade, o atual presidente corinthiano (da mesma forma como teve com Mário Gobbi).

Na Folha de São Paulo, a jornalista Camilla Matoso escreveu que Andrés tomou tal decisão para articular sua candidatura à presidência da CBF.

No UOL, o sempre bem informado jornalista Juca Kfouri foi além e escreveu em seu Blog:

Ele [Andrés], que se dizia inimigo de Marco Polo Del Nero mudou sua atitude em relação ao presidente licenciado da entidade. Incentivou que Nero não renunciasse ao cargo e na CPI do Futebol teve um comportamento além do amistoso com o cartola e foi elogiado por ele. Hoje o que se diz na CBF é que Ricardo Teixeira, de quem Sanchez foi diretor de seleções, está por trás da articulação. Se não é verdade é bem provável e certamente a emenda é pior que o soneto.”

Já imaginaram os presidentes do São Paulo ou do Palmeiras pedindo ajuda para a CBF, tendo que se reportar a Andrés Sanches, sem vinculá-lo à imagem do Corinthians?

Mais ainda: será que realmente Andrés se desligará do seu time do coração?

Aliás, mesmo se dizendo já fora, repercute intensamente a fala do deputado à Rádio Globo, ontem a tarde:

Estamos de mãos atadas. Nós queremos vender o Pato. Se o Pato não quiser ser vendido, não será. Mas ele vai sofrer (no Corinthians), hein? O grupo do Corinthians é formidável, recebe todo mundo bem. O que não pode é enrolar um ano para sair de graça.

Será que tal pressão não ocasionará efeito contrário? Ao invés de incentivar a saída do jogador, provocará sua ira e de birra ficará recebendo seu alto salário para ter o passe na mão?

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