– Tecnologia X Forma de Estudar!

Uma discussão bacana: até onde os métodos tradicionais de estudo funcionam? Com o advento da tecnologia, estudar pode ser algo diferente. E nesta matéria, abaixo, uma reflexão: não estaríamos próximos do ensino oral, via computadores?

Interessante, extraído de Época Negócios, Caderno inteligência, pg 66-68.

AFINAL, A DECOREBA FUNCIONA?

POR Lelivaldo Marques Filho e Robson Viturino

Há muito os educadores discutem qual seria a melhor forma de aprender: a elaboração dos conceitos ou as técnicas de memorização? Em busca de uma resposta, a edição de janeiro da revista Science indica que, no futuro, é provável que a pedagogia empreenda algumas mudanças nos métodos de aprendizado. Segundo um estudo divulgado na publicação, estudantes estimulados a ler textos, resgatar e reconstruir o conhecimento em intervalos regulares obtêm melhores resultados do que os colegas que recorrem à criação de mapas conceituais – aqueles diagramas em que os “nós” representam conceitos e as conexões entre esses “nós” simbolizam a relação entre os conceitos.

Para confrontar as duas técnicas, os pesquisadores da americana Purdue University realizaram um experimento em que 200 alunos estudaram textos de diferentes disciplinas científicas. Na primeira prova, próxima das seções de estudo, não houve diferença significativa no resultado. No entanto, uma semana depois, quando se mediu o sucesso da retenção no médio prazo, o grupo que se valeu de técnicas de resgate regular da informação colheu resultados 50% melhores do que seus colegas. As avaliações incluíam tanto perguntas literais, cuja informação estava diretamente no texto, quanto questões que requeriam interpretação.

De acordo com os autores do estudo, Jeffrey D. Karpicke e Janell R. Blunt, atualmente há uma tendência entre pedagogos no sentido de encorajar práticas baseadas no “estudo elaborado” em detrimento da velha e boa releitura. Os maiores interessados no assunto estão no mesmo barco. Karpicke e Blunt dizem que os próprios estudantes, antes que vissem o que diz a pesquisa, avaliaram que a primeira técnica seria a mais eficiente para solidificar o aprendizado.

Para os pesquisadores, a prática de resgate das informações sugere uma nova visão de como a mente funciona. “O resgate não é apenas uma leitura do conhecimento estocado na mente – o ato em si de reconstrução do conhecimento aumenta o aprendizado. Esta perspectiva da dinâmica da mente humana pode pavimentar uma via para o desenho de novas atividades educacionais”, afirmaram, no artigo que ganhou as páginas da Science.

 

Máquinas acionadas pela voz e linguagem visual irão
aposentar a palavra escrita, afirmam cientistas


Estendendo o horizonte de discussão, alguns cientistas já estão estudando como seria o aprendizado em um mundo sem textos. O futurólogo William Crossman supõe que, em 2050, a palavra escrita vai ser uma tecnologia obsoleta e, acredite se quiser, cairá em desuso como forma de armazenar conhecimento. A interação com computadores que respondem a comandos de voz e o avanço da iconografia terão chegado a tal ponto que não se ensinará mais os alunos a ler e escrever, diz ele. Todo o conhecimento e as informações do dia a dia virão desses repositórios interativos e inteligentes de informação.

Em seu livro VIVO [Voice-In/Voice-Out]: The Coming Age of Talking Computers (algo como “A nova era dos computadores que falam”), Crossman chega a descrever com detalhes como seria um dia normal na vida de uma família embebida dessa cultura oral. Desde o despertar até o final do dia, as atividades de uma mãe e seus dois filhos em idade escolar são realizadas sem nenhum contato com informação escrita.

É uma alegoria do futuro, como várias que vimos no passado. Algumas se configuram e outras não. Mas vale a pergunta: será mesmo possível aprender com profundidade sem o distanciamento e a introspecção que a leitura exige? Ou essa questão é apenas fruto de nossa tendência de nos apegar ao que já conhecemos?

– Brasil comemora a USP entre as 200 melhores. É para fazer festa?

É motivo para festejar?

Saiu mais um ranking das universidades mundiais (que parecem ter virado moda). E neste último, divulgado ontem, a USP apareceu entre as 200 melhores, na 178º posição, sendo a melhor latino-americana.

Ué, o país do futuro, da Copa de 2014, das Olimpíadas de 2016, da nova potência econômica, e de tantos outros adjetivos que se queira dar, está tão rabeirinha do que as outras e ainda achamos graça?

Amigos, se ela é a melhor da América Latina, é porque as demais do nosso continente estão péssimas. Percebam que estamos sozinhos no meio das outras 199 européias, americanas e asiáticas?

Incrível. Contentamo-nos com pouco. Parabenizo a USP, claro, pois é uma ilha de excelência em meio a tanta coisa que vemos por aí. Mas você não acha discrepante tal relação festiva se compararmos com o que há lá fora?

Fico pensando nas ‘últimas universidades em qualidade’ no Brasil. Como queremos nos chamar de potência se nosso referencial não passa pela Educação?

Triste. Simplesmente é esse o sentimento. Talvez seja por isso que aceitamos com tanta passividade a corrupção, o demando, a imoralidade, e elogiamos contraditoriamente àqueles que querem levar vantagem sobre outrem, o espertalhão, o malandro…

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– Os Novos Parceiros dos Universitários: Igrejas e ONGs

Entrar para a Faculdade é um sonho para muitos brasileiros. E para concretizá-lo, às vezes precisa-se de uma ajuda.

A Folha de São Paulo traz uma matéria interessante: estar ligado a uma ONG ou a alguma Igreja pode ser um bom passo para o ingressante. Abaixo:

Em: http://www1.folha.uol.com.br/saber/980890-faculdades-pagam-ongs-e-igrejas-para-captar-novos-alunos.shtml

FACULDADES USAM ONGS E IGREJAS PARA CAPTAR NOVOS ALUNOS

Surgiu uma nova figura no meio universitário. Associações de moradores, líderes comunitários, ONGs e igrejas agora estão sendo intermediários entre as faculdades privadas e os jovens trabalhadores de menor renda que se tornaram o principal público-alvo de algumas instituições.

De acordo com o texto, as entidades intermediárias são remuneradas de duas formas: pelos alunos –que pagam uma taxa semestral ou anual para ter o nome incluído no cadastro para bolsas de estudo– e pelas faculdades, que chegam a pagar R$ 100 por matriculado.

As faculdades justificam a contratação da rede de intermediários dizendo que isso é mais eficiente e barato do que gastar com publicidade nas mídias convencionais.

Instituições de São Paulo como Uniban –recentemente adquirida pelo grupo Anhanguera–, Universidade de Guarulhos, UniRadial –ligada ao grupo Estácio de Sá–, Faculdade Sumaré e UniSant’Anna são algumas das que aderiram à prática.

– Anhanguera compra Uniban por mais de ½ bilhão

Segundo o Estadão deste domingo (citação aqui neste link), por R$ 510 milhões, a Anhanguera Educacional comprou a Uniban, tornado-se a 2ª maior instituição do mundo. Meta: 1 milhão de alunos.

Uau! Dispensa comentários. Abaixo:

ANHANGUERA COMPRA UNIBAN POR R$ 510 MILHÕES

Com os 55 mil alunos da Uniban, a Anhanguera vai ultrapassar a marca de 400 mil alunos, tornando-se o 2º maior grupo de ensino superior do mundo

Por Karina Ninni e Renato Cruz

A Anhanguera Educacional, maior grupo privado de educação superior da América Latina, fechou na sexta-feira à noite a compra da Uniban, por R$ 510 milhões, segundo fontes de mercado. Trata-se da maior aquisição da história do setor no País. A operação deve ser comunicada ao mercado amanhã.

Com os 55 mil alunos da Uniban, a Anhanguera ultrapassa a marca de 400 mil alunos, tornando-se o segundo maior grupo de ensino superior do mundo, atrás apenas da americana Apollo Group, dona da Universidade de Phoenix. A marca de 400 mil alunos estava prevista para ser alcançada no fim de 2012.

A nova instituição terá cerca de 10 mil professores. Controlada pelo Pátria Investimentos, a Anhanguera está comprando a operação de educação da Uniban por R$ 380 milhões e mais 13 imóveis do grupo por R$ 130 milhões. A Uniban tem 13 câmpus, sendo nove em São Paulo, dois no Paraná e dois em Santa Catarina. Imóveis que pertenciam à Uniban mas não eram usados para fins educacionais não foram incluídos no negócio.

“A compra foi divulgada oficialmente no sábado somente para os diretores, coordenadores de curso e coordenadores de câmpus, mas o boato já corre na instituição há mais de um mês”, afirmou um funcionário da Uniban que não quis se identificar, acrescentando que havia um clima de apreensão entre professores e staff administrativo.

Ciclo- A compra da Uniban encerra o segundo ciclo de aquisições da Anhanguera, que reforçou seu caixa em dezembro de 2010 com uma emissão de R$ 844 milhões em ações. Nos últimos nove meses, a empresa adquiriu instituições de ensino que atendem 100 mil alunos.

O número inclui a aquisição, em abril deste ano, da Faculdade Anchieta e da Faculdade de Tecnologia Anchieta, de São Bernardo, por R$ 74,8 milhões. No ciclo anterior de aquisições, a empresa havia levado dois anos e meio para comprar instituições com 150 mil alunos.

Agora, a prioridade da Anhanguera é consolidar as operações compradas. Os câmpus da Anhanguera, com a última aquisição, passam a ter capacidade para 700 mil alunos. O grupo tem como objetivo alcançar, entre 2014 e 2015, a marca de 1 milhão de alunos, incluindo os atendidos por sistema de educação a distância.

Isso elevaria a participação da empresa no mercado de educação superior brasileiro de 8% para 15% em alunos atendidos. A compra da Uniban faz da Anhanguera líder na Grande São Paulo, com 110 mil alunos.

Mudança- A Uniban adotará os modelos acadêmicos da Anhanguera, será incorporada nos programas de ensino a distância e oferecerá aos alunos mais acesso a financiamento, segundo fontes do mercado.

Apesar de a Anhanguera estar optando pelo crescimento orgânico depois dessa aquisição, o mercado brasileiro de educação superior deve continuar a se consolidar.

O potencial de expansão do mercado é alto, por causa desse movimento de consolidação, das tecnologias de educação a distância e da expansão do crédito estudantil. Nos Estados Unidos, 80% dos alunos universitários têm acesso a crédito, enquanto no Brasil essa fatia ainda está em 5%.

– Suposto Esquema de Favorecimentos na Seleção de Mestrandos e Doutorandos?

Impressionante a máfia que ronda algumas universidades, nos cursos de pós-graduação. Em uma matéria-denúncia da Revista Época (citação abaixo), é deflagrado um esquema suspeito com muita subjetividade nas avaliações de candidatos à Mestrados e Doutorados.

Confesso que é complicado o sistema de eliminação pós-entrevistas; há argumentos que mostram a necessidade de tal; embora existam os contras-argumentos. Aqui, há a brincadeira de Q.I. como “quem indicou”, ao invés de “Quociente de Inteligência”.

Compartilho abaixo, extraído de: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI108447-15223,00.html

DOUTORES COM QI

por Ana Aranha e Marco Bahé

Nas seleções para pós-graduação, o “Quem Indicou” pode valer mais que o mérito acadêmico dos candidatos. É possível acabar com esse favoritismo?

Ninguém duvida do mérito acadêmico dos alunos aprovados nos vestibulares das melhores universidades do país. A disputa pelas vagas é tão concorrida que a aprovação exige meses de estudos e preparação exclusiva. A maior prova disso foi a comoção em torno do vazamento do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que pretende substituir os vestibulares como principal forma de acesso às universidades. Devido ao furto de dois cadernos de questões, o exame foi cancelado e 4 milhões de alunos esperaram dois meses para prestá-lo. Quem conseguir passar pelo filtro do Enem, entrar na universidade e se formar vai ter provavelmente de fazer um esforço diferente se quiser avançar para a pós-graduação. Em vez de virar a noite revisando o conteúdo de matérias para provas, vai ter de bajular um orientador, pedir cartas de recomendação, submeter-se a entrevistas cheias de critérios subjetivos para conseguir entrar num curso de mestrado.

Por princípio, uma seleção para a pós-graduação não pode ser como o vestibular. Exige conhecimentos específicos e capacidades de argumentação e abstração que uma prova de múltipla escolha não é capaz de captar. Por isso, cada curso de pós-graduação tem autonomia para selecionar seus alunos. O problema é que alguns abusam dessa prerrogativa e deixam a decisão na mão dos poucos profissionais que compõem a banca. Com a concentração de poder, começam os problemas. Nos últimos anos, candidatos entraram com ações na Justiça para questionar os métodos de seleção de cursos de pós-graduação das melhores universidades do país. As ações denunciam favorecimento de candidatos próximos a professores e sugerem que, em algumas das mais qualificadas bancas de seleção do país, o famoso Q.I. (“Quem Indicou”) tem um peso maior do que o potencial acadêmico na escolha dos futuros mestres e doutores.

Essa é a suspeita levantada pela candidata ao mestrado em política social na Universidade de Brasília (UnB) Arryanne Vieira Queiroz. Formada em Direito e delegada da Polícia Federal, Arryanne, em novembro, entrou com um mandado de segurança na Justiça Federal e um pedido de ação civil no Ministério Público Federal em que pede a suspensão do processo seletivo na UnB. Seu principal argumento é a falta de transparência. Quando soube que não havia sido aprovada na prova de conhecimentos específicos, Arryanne procurou saber sua nota com o objetivo de pedir a revisão de algumas questões. A UnB respondeu que as notas não seriam divulgadas. “Não faz sentido. Como posso recorrer sem saber se tirei 5 ou 0?”, diz Arryanne. “Não tinha elementos para argumentar. Fiz um recurso no escuro.”

O recurso apresentado por Arryanne foi recusado. Ao final do processo, ela teve outra surpresa. Descobriu que um dos dez candidatos aprovados é genro da coordenadora do programa de pós-graduação, Potyara Pereira. Com essa informação, ela decidiu entrar na Justiça. “Ele pode ter conquistado essa vaga por mérito próprio. Mas, como o processo é obscuro, fica a suspeita. Além de não ter direito a defesa, os candidatos não podem fiscalizar seus concorrentes.” A coordenadora da banca da seleção, Marlene Teixeira Rodrigues, diz que a professora Potyara Pereira não participou da escolha dos alunos para o mestrado em política social da UnB devido a sua relação de parentesco com um dos candidatos. “A professora Potyara pediu para ser mantida distante do processo”, diz Marlene Rodrigues. Ela afirma também que a divulgação das notas só é feita ao final do processo de seleção por causa de uma regra estabelecida no edital do concurso.

Não é a primeira vez que a UnB sofre acusações de favorecimento na seleção para a pós-graduação. Em 2005, o MPF moveu diversas ações contra a universidade devido à falta de clareza e objetivo nos critérios de escolha dos alunos de mestrado e doutorado. Segundo o procurador da República Carlos Henrique Martins, uma das denúncias foi motivada por uma pergunta feita pela banca do mestrado para antropologia. “Um professor queria saber como o candidato iria se manter financeiramente ao longo do curso. É um critério que não tem relação com o mérito acadêmico”, diz Martins.

Em 2005, a UnB firmou um acordo com o MPF e se comprometeu a mudar seus procedimentos. A promessa, aparentemente, foi esquecida. No edital para o mestrado em antropologia, ainda consta a exigência de uma “declaração de tempo e meios financeiros de que (o candidato) dispõe para cursar o mestrado”. José Pimenta, coordenador da pós-graduação do curso, diz que “ninguém vai deixar de entrar devido às condições financeiras”. Por que, então, a seleção ainda faz a pergunta? “Só para ter mais elementos sobre os candidatos”, afirma Pimenta.

Além da UnB, a pós-graduação da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) também foi alvo de ações do MPF. Muitos dos processos de seleção da UFPE não tornavam públicos os critérios que seriam levados em conta pelas bancas. Entre os alunos da universidade, são muitos os relatos de favorecimento acobertados pela falta de transparência. Todos os depoimentos colhidos por ÉPOCA foram feitos sob a condição de anonimato. Os alunos têm medo de sofrer perseguição. A principal queixa é que seria preciso se aproximar de professores influentes para conseguir uma vaga. Segundo alunos do Departamento de Geografia, a pós-graduação seria “dominada” por grupos de professores que decidem, sem prestar contas, quem entra e quem sai. “Eu tive de passar um ano como aluna ouvinte até que um professor me ‘adotasse’. Eles só querem orientar quem já conhecem”, diz uma mestranda. “Se você vier de faculdade privada, então, há muito preconceito. Não é raro alunos tentarem mestrado em outros Estados, pois aqui há famílias dominando o departamento.” Segundo um candidato ao mestrado em Direito, mesmo com nota 8 na prova específica e 9 na de língua estrangeira, ele foi eliminado da disputa depois de dez minutos de entrevista. “Outros candidatos com pontuação muito inferior a minha nas fases anteriores foram aprovados”, diz.

Depois da ação movida pelo MPF, a UFPE elaborou parâmetros para todos os cursos. Passou também a exigir a publicação dos critérios em espaços de acesso público – como a internet. Entre as principais mudanças está o fim da exigência das cartas de recomendação. As cartas davam margem para que alguns candidatos fossem beneficiados só por causa do prestígio de quem os recomendava. As entrevistas também perderam peso. Elas não podem mais classificar nem eliminar candidatos.

Segundo o diretor de Pós-Graduação da UFPE, Fernando Machado, os problemas já tinham sido detectados antes da ação do MPF. “A ação serviu para acelerar um processo que acontecia lentamente”, afirma. “Cerca de 80% do editais lançados neste semestre já seguem os novos parâmetros.” Muitos professores da UFPE criticaram, porém, as mudanças nos processos de seleção. Eles argumentam que o acordo com o MPF feriu a autonomia universitária.

“Sendo uma universidade pública, a UFPE é obrigada a seguir os princípios da impessoalidade, legalidade e publicidade. Assim como o mérito como critério de acesso ao ensino superior”, afirma o procurador da República Antonio Carlos Barreto Campelo.

As medidas tomadas pelo MPF para tornar mais transparentes os processos de seleção para a pós-graduação são importantes para tornar o sistema menos suscetível a injustiças. Mas nem elas são capazes de eliminar totalmente a subjetividade na escolha dos candidatos. “Temos parâmetros claros, mas alguma margem de subjetividade sempre fica”, diz Romualdo Portela de Oliveira, coordenador da pós- -graduação em educação da Universidade de São Paulo (USP). A principal brecha para a subjetividade se abre quando o número de aprovados excede o número de vagas. Como há um número limitado de vagas por orientador, e os candidatos apontam seus orientadores no início do processo, a seleção final pode ficar a cargo do professor que está com excesso de alunos. Nesse caso, um candidato aprovado, com condições de cursar a pós-graduação, pode ficar de fora da seleção só porque o orientador preferiu trabalhar com outros alunos – talvez por uma relação anterior. “É uma discussão controversa”, afirma Portela. “Eticamente, é razoável que orientador e orientado não discutam antes, já que aí se estabelece uma relação privilegiada. Mas também é natural que alguns sejam próximos, devido aos projetos de iniciação científica na graduação.”

O uso da entrevista como um dos critérios de seleção também costuma gerar controvérsias. Há relatos de que concorrentes recebem tratamento desigual. Uma candidata a mestrado na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), que pede que seu nome e curso não sejam identificados, diz que foi prejudicada pelo entrevistador. Em 2006, depois de passar na prova de inglês e na de conhecimentos específicos, ela chegou à entrevista em décimo lugar numa seleção em que havia 20 vagas. “A entrevista começou, e percebi que o entrevistador estava empenhado em prejudicar meu discurso. Ele era agressivo e intimidador, interrompia minha fala para dizer: ‘Não é isso que eu quero saber’.” Segundo ela, havia outros professores na banca, mas só ele falou. “Foi um comportamento acintoso. Ficou claro que ele queria me prejudicar.” Depois da entrevista, a aluna caiu para a 21ª posição e ficou de fora da seleção.

Para tentar evitar favorecimento ou perseguição, a recomendação do Conselho Nacional de Educação (CNE) é que a entrevista não seja eliminatória e sirva apenas para somar pontos na classificação dos concorrentes. Mesmo assim, ela continuaria sendo estratégica, pois a distribuição de bolsas entre os aprovados costuma ser de acordo com a classificação. “O processo deve ter critérios claros e oferecer condições de igualdade”, afirma Paulo Barone, presidente da Câmara de Ensino Superior do CNE. “Mas não dá para exigir objetividade total. Avaliação de mérito é sempre difícil de medir.”

Como a objetividade total é impossível, a Justiça costuma dar razão às universidades nos processos movidos pelos alunos contrariados. Apenas os casos mais gritantes chegam ao CNE, que pode fazer recomendações aos cursos sobre os critérios de seleção. Há alguns anos, algumas universidades federais exigiam que o candidato ao curso de pós-graduação apresentasse uma empresa patrocinadora de seu projeto para conseguir uma vaga no mestrado profissional. Trata-se de uma modalidade de mestrado que está crescendo no país, na qual os alunos desenvolvem projetos voltados para o mercado. Segundo Barone, a exigência de uma “empresa madrinha” fere o princípio de igualdade de condições de acesso. Por esse motivo, as universidades começaram a perder ações na Justiça, e o CNE passou a desaconselhar esse tipo de critério de seleção.

Não há hoje no Brasil um órgão regulador dos processos de seleção da pós-graduação. A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), órgão ligado ao Ministério da Educação, faz o controle da qualidade dos cursos. Mas não dá diretrizes para a seleção nem avalia os processos. “Esses questionamentos só estão acontecendo porque a demanda pela pós teve crescimento chinês”, afirma Jorge Guimarães, presidente da Capes. Ele tem razão. Na última década, as matrículas no mestrado e doutorado dobraram. O aumento da procura é reflexo da crescente escolarização da população e da demanda por mão de obra qualificada do mercado. Com mais gente competindo pelas vagas, porém, as universidades estão diante do desafio de aumentar a transparência da seleção para a pós-graduação para acabar com os feudos acadêmicos em um país que pede mais mérito e qualificação.

– Fazer Faculdade? Aumento em 150% do Salário!

A OCDE (Organização para o Comércio e Desenvolvimento Econômico) divulga um estudo que mostra que, no Brasil, quem faz faculdade tem salário maior em 156% dos que não estudaram. É a maior diferença num universo de 30 países estudados.

Algumas considerações para um importante debate:

1) É claro que fazer um curso superior é necessário. Porém, já estamos no patamar onde o diferencial não é mais “ter faculdade”, mas sim a pós-graduação. Qualquer Lato Sensus ou MBA pode alavancar a carreira do profissional. Faculdade deve ser encarada como início, e não destino final dos estudantes.

2) Tais números são de um Brasil generalizado. Em núcleos mais desenvolvidos, como SP-Capital, SP-Interior, RJ, os números provavelmente devem ser diferentes dos de regiões mais remotas do país. Ter curso superior em grande metrópole é diferente do que em zona retirada.

3) Dependendo da atuação profissional, os valores podem modificar sensivelmente. Áreas do conhecimento que geram mais oportunidade de trabalho obviamente tem diferenças das áreas onde não há oferta.

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FAZER FACULDADE NO BRASIL PODE AUMENTAR O SALÁRIO EM 150%

Por Pedro Peduzzi, Agência Brasil

Investir em uma formação de ensino superior resulta em ganhos futuros. A conclusão faz parte de relatório divulgado hoje (13) pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Segundo o documento, no Brasil, ter curso superior resulta em um aumento de 156% nos rendimentos. É o mais alto índice entre todos os 30 países pesquisados.

O estudo aponta que, nos países analisados, em média, um indivíduo que concluiu a educação superior recebe pelo menos 50% a mais do que uma pessoa com ensino médio concluído.

De acordo com a OCDE, no Brasil, 68,2% dos indivíduos que completaram a universidade ou um programa avançado de pesquisa ganham duas vezes mais que a média de um trabalhador. O estudo aponta, ainda, que 30,1% dos brasileiros entre 15 e 19 anos não estão estudando e que, desses, 16,1% estão empregados, 4,3% estão desempregados e 9,7% não estão na força de trabalho.

A população brasileira de 15 a 29 anos e com mais estudo é a que tem menor probabilidade de estar desempregada. Entre a população dessa faixa etária que está fora do sistema educacional, 6,2% dos graduados da educação superior estão desempregados. Na mesma situação, estão 10,2% dos jovens que concluíram o ensino médio e 5,58% dos que não concluíram esse nível de ensino.

A falta de qualificação de nível médio é, de acordo com o estudo, “um sério impedimento para encontrar emprego”. Jovens que não concluem o ensino médio e que não estão estudando estão 21 pontos percentuais menos propensos a encontrar um emprego.

A OCDE avalia que há um “alto nível de vulnerabilidade” na educação brasileira, principalmente entre os estudantes com 15 anos de idade. Cerca de 50% deles apresenta baixa pontuação em leitura. Entre os países que participaram do estudo, a média é 19%.

Além disso, o risco de obter essa pontuação baixa é uma vez e meia maior para estudantes com desvantagem de origem socioeconômica; 1,3 para os meninos em relação às meninas; e 1,3 para estudantes cujos pais têm baixo nível de escolaridade.

O relatório aponta também que, entre 2000 e 2008, o Brasil foi o país que mais aumentou os gastos por aluno da educação primária até o segundo ciclo da educação secundária (ensino médio), equivalente a uma elevação de 121%.

“O mundo reconhece que o Brasil fez, na última década, o maior esforço de investimento na educação básica entre todos os países avaliados [pela OCDE]”, comemorou o ministro da Educação, Fernando Haddad, após participar da abertura de um congresso internacional sobre educação, ocasião em que comentou o relatório.

No entanto, a OCDE disse também que o total do produto nacional investido pelo Brasil em educação continua abaixo da meta da organização. No Brasil, o percentual do Produto Interno Bruto (PIB) destinado à educação cresceu 1,8 ponto percentual, passando de 3,5%, em 2000, para 5,3%, em 2008. A média da OCDE ficou em 5,9% em 2008. Para Haddad, se o país mantiver “o passo dos investimentos”, conseguirá alcançar o percentual dos países ricos.

– Reforma Ortográfica virará “Revolta Ortográfica”?

O acordo da língua portuguesa, que visava uniformizar a língua nos países que falam o idioma da nossa Pátria-mãe, vingou em partes.

No Brasil, ainda é permitido usar as duas formas – o português que usávamos e as novas regras ortográficas.

Mas se você não consegue aceitar que ‘ideia’ está tão correto quanto ‘idéia’ e que ‘vôo’ será substituído por ‘voo’, uma luz: 2012 é o ano para o Governo terminar a transição, e isso não quer dizer que a terminará!

Portugal está com outro prazo: 2012 será para os órgãos públicos, e a população terá até 2015 para se acostumar. Angola vai votar o aceite em 2013. Guiné Bissau vai além: 2015 será o prazo para aceitar ou não as mudanças. Moçambique nem criou a lei ainda!

Estaríamos naufragando no acordo ortográfico?

E você, o que acha das mudanças na Língua Portuguesa? Deixe seu comentário:

– Como Melhorar o Ensino?

Uma matéria bacana sobre como buscar a melhora na qualidade de ensino: identificação dos bons professores e o desafio de cumprir o planejamento didático/ calendário. Fruta da pesquisa que pode ser acompanhada no site: www.paramelhoraroaprendizado.org.br

Extraído de: http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,EMI254236-16376,00.html

OS CAMINHOS PARA MELHORAR O ENSINO

Por Ricardo Paes de Barros

Uma escola com bons professores e onde o calendário escolar é efetivamente cumprido faz enorme diferença no aprendizado dos alunos. Esta é uma das principais mensagens contidas em quase 200 dos melhores estudos científicos, nacionais e internacionais, recentemente analisados e organizados pelo Instituto Ayrton Senna em parceria com o movimento Todos pela Educação. Ao todo, 25 atributos dos sistemas educacionais, escolas e professores foram considerados, cobrindo cinco áreas: recursos da escola, plano e práticas pedagógicas, gestão da escola, gestão da rede de ensino e condições das famílias.

Esses estudos comprovam que a qualidade da escola e, em particular, do professor importa, e muito, para o aprendizado do aluno. Por exemplo, a diferença entre o aprendizado de um aluno que tem aula com os melhores professores e o de outro que tem aula com os piores corresponde a 68% do aprendizado típico em um ano letivo (ver gráfico). Infelizmente, no entanto, nem a qualidade da escola nem a do professor podem ser inferidas a partir de características básicas comumente observadas. Uma boa escola não é necessariamente aquela com boa infraestrutura, nem um bom professor é necessariamente aquele com pós-graduação. Os atributos de uma boa escola e de um bom professor são muito mais sutis. Identificá-los representa um desafio permanente para pais e gestores escolares.

Um corolário da importância da escola e do professor é a relevância da presença do aluno e do professor em sala de aula, da duração do calendário escolar e do tamanho da turma. Afinal, que eficácia poderia ter uma boa escola fechada, ou um bom professor que não dá aula, ou que tenha que dar aula para uma turma muito grande? Que eficácia poderia ter uma boa escola com bons professores e turmas pequenas, se os alunos não frequentam as aulas? A evidência é irrefutável: sempre que a escola e os professores são bons, quanto maior a interação entre docentes e alunos maior o aprendizado.

Vale ressaltar que destes estudos não emerge um padrão único para a ação que independa do contexto e da forma de implantação. Os caminhos a ser trilhados podem ser diversos e precisam ser adequados à realidade de cada escola e sistema educacional.

A identificação dos determinantes do aprendizado é uma área de pesquisa científica extremamente ativa. O esforço atual deve ser entendido apenas como o início de um longo processo que pretende acompanhar sistematicamente as novas descobertas na medida em que forem se revelando.

Para conhecer detalhes da pesquisa, acesse o site www.paramelhoraroaprendizado.org.br.

Ricardo Paes de Barros, especialista em políticas sociais e subsecretário da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República

– Revolta Ortográfica à Vista?

 

O acordo da língua portuguesa, que visava uniformizar a língua nos países que falam o idioma da nossa Pátria-mãe, vingou em partes.

 

No Brasil, ainda é permitido usar as duas formas – o português que usávamos e as novas regras ortográficas.

 

Mas se você não consegue aceitar que ‘ideia’ está tão correto quanto ‘idéia’ e que ‘vôo’ será substituído por ‘voo’, uma luz: 2012 é o ano para o Governo terminar a transição, e isso não quer dizer que a terminará!

 

Portugal está com outro prazo: 2012 será para os órgãos públicos, e a população terá até 2015 para se acostumar. Angola vai votar o aceite em 2013. Guiné Bissau vai além: 2015 será o prazo para aceitar ou não as mudanças. Moçambique nem criou a lei ainda!

 

Estaríamos naufragando no acordo ortográfico?

 

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– Vereador ofende Professores de Inúteis!

 

Dario Bueno, DEM-Jacareí/SP. Um nome interessante!

 

Prezados eleitores e professores; nas próximas Eleições, lembrem-se desse vereador que escreveu no Facebook uma bobagem e confirmou que foi ele mesmo: “Professores são inúteis e não gostam de dar aula (…) o fracasso na Educação está na falta de vontade dos professores”.

 

Quanto ganha um vereador e quanto ganha um professor?

 

Quantas horas semanais trabalha um vereador e quantas trabalha um professor?

 

Quantos assessores tem um vereador e quantos tem um professor?

 

Em tempo: o nobre parlamentar Dario Bueno é conhecido como “Daniel Burro”.

 

Gostaria do seu comentário: o que acha disso?

 

Extraído de: Terra Educação

 

PROFESSORES SÃO INÚTEIS E NÃO GOSTAM DE DAR AULA

 

Um vereador de Jacareí (SP) causou polêmica na cidade ao escrever uma mensagem no Facebook criticando os professores. Dario Bueno (DEM), conhecido por Dario Burro, afirmou que os professores são inúteis e que não gostam de dar aula. Em entrevista ao Terra nesta quarta-feira, o parlamentar confirmou as críticas e disse que “o fracasso da educação está na falta de vontade dos professores”.

As declarações causaram indignação entre os educadores da cidade. Segundo o diretor estadual do sindicato dos professores, Roberto Mendes, a categoria está revoltada com a posição do parlamentar, que, ao invés de trabalhar para recuperar a educação, faz o contrário. “Ele nega a importância da escola, diz que ela não cumpre o seu papel”, afirma. O sindicato deve entrar com uma representação na comissão de ética da Câmara de Vereadores e com uma ação por injúria.

Dario não teme um processo e afirma que a atitude do sindicato é “repressora”. “Você não pode expressar sua opinião? Eles não aceitam o que eu digo porque eu coloquei o dedo na ferida”, afirma. De acordo com o vereador, a culpa pelo elevado número de analfabetos que ainda existe no País é dos educadores. “Eles deveriam parar de reclamar e trabalhar. Falam do salário, criticam os governantes, dizem que o problema são as famílias desestruturadas, mas na verdade usam isso como motivo para não dar aula”.

O político, que não chegou a concluir a graduação em Letras, trabalhou quatro anos como professor na rede municipal, estadual e particular da cidade, mas afirma que abandonou a profissão após assumir o cargo na Câmara Municipal. “Larguei para poder me dedicar à atividade parlamentar”. Segundo ele, por comodismo, os professores não aceitam um programa pedagógico mais dinâmico e tentam prejudicar o esforço daqueles que são dedicados. “Isso aconteceu comigo”, comenta.

Ele cita o esforço de Paulo Freire para promover a alfabetização como um exemplo positivo e questiona os educadores por não demonstrarem o mesmo esforço. “Cada município destina 25% do seu orçamento para a educação, mas como que com tanto dinheiro têm estudantes que chegam na 7ª série sem saber escrever?”. Ele afirma que, em Jacareí são liberados R$ 75 milhões anuais para promover a educação. “É muito dinheiro, era para termos todo mundo alfabetizado”, conclui.

O diretor do sindicato disse que os professores concordam que a educação está em crise, mas que a escola vive isso por causa da falta de estrutura, de condições de trabalho, pelos baixos salários. “Esse mesmo vereador que critica os professores ajudou a aprovar um reajuste que dobrou seu salário, de R$ 5 mil para quase R$ 10 mil. Ele não percebe a discrepância com um educador que, quando consegue receber o piso nacional, ganha R$ 1.100”, diz Roberto Mendes.  

– A Incrível Falta de Professores na FEA-USP

 

Sobram vagas para professores de Economia na USP?

 

É mais ou menos isso… A redução no quadro docente e a falta de especialistas em algumas áreas tem feito a USP mudar a grade curricular para poder tocar seus cursos.

 

Extraído de OESP, 08/08/2011, pg A15

 

FEA-USP PERDE DOCENTES E REVÊ GRADE DE CURSO

 

Por Carlos Lordelo

 

A Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP vai enxugar a grade do curso de Economia em razão da falta de professores para lecionar matérias optativas eletivas. Das 50 disciplinas à disposição dos alunos, cerca de metade é oferecida com regularidade. Os estudantes precisam cursar entre 9 e 13 para se formar.

O Departamento de Economia da FEA tem hoje 69 professores. Desses, 17 já passaram da idade de se aposentar e 3 estão licenciados. Há duas décadas, estima-se em 120 o número de docentes. À medida que o contingente foi diminuindo, algumas disciplinas praticamente deixaram de existir, pois haviam sido criadas como resultado de pesquisas de professores.

Alunos dizem que matérias como Economia Agrícola, Economia do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais e Economia e Responsabilidade Social não abrem turmas há pelo menos três anos.

A faculdade enfrenta dificuldades para recompor o quadro de professores, entre outros motivos, por causa do aquecimento da economia. Profissionais bem formados estão sendo disputados pelas empresas. Além disso, a FEA sofre concorrência de instituições privadas – como a Fundação Getulio Vargas (FGV) e o Insper – que também atraem professores iniciantes. No ano passado, a USP não conseguiu preencher duas vagas abertas para docentes de Economia.

A reportagem tentou contato com o diretor da FEA, Reinaldo Guerreiro, mas ele está viajando. O chefe do Departamento de Economia, Denisard Alves, e a coordenadora do curso, Vera Fava, não quiseram se manifestar.

Os professores do departamento têm até o dia 2 de setembro para votar as mudanças na grade. As alterações ainda devem ser apreciadas por órgãos colegiados da FEA e da universidade. Se aprovadas, passarão a valer para os ingressantes a partir de 2013.

Duas propostas estão em jogo. A primeira, da coordenadora Vera Fava, prevê a reorganização das eletivas em 10 módulos – matérias de seis créditos-aula e dois créditos-trabalho que seriam ministradas por entre dois e quatro professores. Além das obrigatórias, o aluno cursaria cinco módulos para se formar. Hoje, duas matérias funcionam nesse esquema: Organização Industrial e Antitruste e Avaliação de Políticas Sociais. Créditos-trabalho servem para compensar o aluno pelas atividades extraclasse.

A outra sugestão veio do professor Rodrigo De Losso. A ideia é adicionar dois créditos-trabalho às obrigatórias centrais do curso (Macroeconomia, Microeconomia e Econometria), o que implicaria a redução da carga horária destinada às matérias optativas de 26% da grade para 16%. “Temos muito mais eletivas no currículo do que seria salutar, considerando o número de professores do departamento”, disse o docente ao Estadão.edu.

Pela proposta, a FEA também teria de fazer uma faxina nas optativas de Economia, sendo obrigada a oferecer 15 disciplinas todo ano. Para colar grau, o aluno precisaria pegar oito. “Queremos que nosso aluno seja um exemplo de formação em Economia.” Segundo De Losso, as mudanças vão aumentar a eficiência do departamento. “Hoje é uma confusão, porque tem um monte de disciplinas em que professores ministram aulas para 10, 12 alunos.”

 

Debate: Estudantes ouvidos pela reportagem sob a condição de anonimato fizeram ressalvas às duas propostas, mas dizem preferir a do professor De Losso. Eles acham a ideia dos módulos difícil de ser executada porque exige sintonia entre os docentes que lecionam a mesma disciplina. “Além disso, acabaria com as matérias atuais e passaríamos a ter eletivas totalmente novas”, afirmou uma aluna do 2.º ano.

Por outro lado, disse essa mesma estudante, a limpeza proposta por De Losso facilitaria a vida do aluno na hora de planejar sua formação. “Da forma como é hoje, não dá para saber quais e quando as eletivas serão oferecidas.”

Apesar de não ter feito nenhuma optativa até agora, um calouro acredita que a mudança do currículo vai afetar a “pluralidade” do curso. “A universidade deveria ser um espaço de debate. Quanto menos professores e matérias, menos espaço para a circulação de ideias.”

Outro aluno, do 3.º ano, se diz preocupado porque a faxina na grade poderia deixar de fora disciplinas que são ministradas por docentes aposentáveis, a exemplo de Economia Política Contemporânea e Metodologia da Economia. “As propostas são uma ameaça à diversidade que poderíamos ter em nossa formação. Mas a falta de professores talvez seja uma realidade a que temos de nos adaptar.”

– Volta às Aulas

 

Hoje voltamos às aulas no Ensino Superior (os trabalhos acadêmicos já começaram, mas na parte burocrática).

 

Bem-vindos de volta, queridos alunos! Trabalharemos bastante nesse semestre! Confesso estar com muitas saudades do ritmo de aulas.

 

Aula não é professor falando por todo o tempo, senão vira palestra. Tampouco escrever na lousa e esperar que copiem algo ou não, senão o professor poderia ser substituído por um escritor.

 

AULA, propriamente dita, é quando o professor instiga seus alunos, faz despertar o espírito crítico e os coloca em debate sobre os temas. É o que dá prazer e o que realmente faz sentido.

– Presidenta? Estaríamos “Emburrecendo” a População?

 

Sempre aprendi:

 

O Presidente; A Presidente”.

 

Com o advento Dilma, passou-se a se dizer “a presidenta”.

 

Soa feio, parece errado, mas alguns especialistas alegam que o termo se popularizou; portanto, como a língua evolui, aceita-se o uso.

 

Não parece que estamos “emburrecendo” a Língua Portuguesa? Eu prefiro o modo tradicional.

 

A propósito, estou escrevendo assistindo o sorteio das Eliminatórias da Copa do Mundo. E no evento, até o Blatter disse “a presidenta”!

– Anhanguera compra “Rosa”

 

Motivo de surpresa? Talvez não.

 

O tradicionalíssimo Colégio Rosa vendeu sua unidade e cursos de ensino superior ao grupo Anhanguera. A propósito, ele está dominando o setor educacional! A entidade compra tudo, se lançou na bolsa de valores e é amado e odiado ao mesmo tempo.

 

Será que a boa qualidade de ensino continuará? Tomara. Mas… e você, o que pensa sobre a diminuição da concorrência no setor de ensino? Deixe seu comentário:

– Professores Voluntários que Mudam a Vida das Pessoas!

 

Amigos, compartilho essa belíssima matéria do projeto “Generosidade”, a respeito de professores que oferecem seu tempo no ensino solidário, voluntário e gratuito a quem precisa!

 

Extraído de: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI245336-15228,00-UMA+NOVA+CHANCE+PROFISSIONAL.html

 

UMA NOVA CHANCE PROFISSIONAL

 

Por Luciana Vicária

 

Como um grupo de professores voluntários ensina um ofício a quem precisa. E oferece às empresas os técnicos que elas mais procuram

Em uma pequena sala de aula em Carapicuíba, na Grande São Paulo, o paulistano Jair Leal, de 31 anos, teve seu primeiro contato com instalações de equipamentos de som. Ele foi aluno do curso de autoelétrica oferecido pela Associação Beneficente Cristã em Carapicuíba (ABCCar). “Era a chance de que eu precisava para aprimorar meus conhecimentos e abrir meu próprio negócio”, diz Leal, hoje dono de uma oficina de elétrica. A ABCCar é uma instituição sem fins lucrativos criada com o objetivo de ensinar um ofício a quem não pode pagar por um curso convencional. Ela só existe porque seu idealizador, Paulo Rogério de Oliveira, de 43 anos, colocou em prática algo em que diz acreditar desde pequeno. “O conhecimento deve ser um bem coletivo – e replicável”, afirma.

Baiano de Ibititá, uma cidade com vocação agrícola, Oliveira trabalhou na roça com a família e ajudou os pais a criar seus sete irmãos mais novos. Aos 18 anos deixou sua cidade para estudar processamento de dados e tentar a vida em São Paulo. Abriu uma microempresa de manutenção de informática e passou a dar aulas de computação em casa para reforçar o orçamento. “O problema é que eu não conseguia cobrar do aluno que não me pagava em dia”, diz Oliveira. “Eu pensava nas dificuldades pelas quais passei e perdoava.”

A situação se repetiu tantas vezes que Oliveira decidiu fazer de sua vocação uma causa social. Comprou computadores usados no centro de São Paulo, pegou emprestado uma sala de escritório e passou a ensinar informática a cerca de 20 pessoas da comunidade. Cobrava um valor simbólico (R$ 10 por mês) para arcar com custos como apostilas e energia elétrica. A procura pelo curso cresceu tão rapidamente que Oliveira teve de recrutar novos voluntários. Além de informática, a ABCCar passou a oferecer cursos como contabilidade, recursos humanos, manicure e cabeleireiro. Durante o dia, Oliveira trabalha no serviço funerário da prefeitura de Carapicuíba. No tempo que lhe resta, inclusive nos finais de semana, é professor na instituição.

Nos últimos oito anos, a atividade cresceu. O ABCCar incorporou mais duas salas, emprestadas por igrejas do município, embora a instituição não tenha vínculo oficial com igrejas. Sempre atendendo poucos alunos de cada vez, de turma em turma, o curso já recebeu 12 mil estudantes. Cerca de 10 mil se formaram. São pessoas como Leal, dono da oficina e hoje professor voluntário na ABCCar. Outra aluna, Fernanda dos Santos, começou a estudar como empregada doméstica e hoje é contadora em uma multinacional. O pedreiro João Sampaio abriu um salão de beleza. “Abandonei os tijolos e virei mãos de tesoura”, diz.

Os cursos profissionalizantes de nível médio e superior foram os que mais cresceram no Brasil no último ano, de acordo com o Ministério da Educação. Cerca de 90% dos que se formam já saem empregados, revela a Confederação Nacional da Indústria. “A mão de obra que a ABCCar produz é uma das mais requisitadas do país”, afirma Bruna Dias, gerente de orientação de carreira da Cia. de Talentos, uma das maiores empresas de recrutamento e seleção do país. “São cursos rápidos que encurtam o caminho com o mercado de trabalho, aumentam a renda e as perspectivas de crescimento profissional”, diz.

É por isso que, mesmo sem oferecer um certificado reconhecido pelo Ministério da Educação, os alunos da ABCCar são requisitados pelas empresas. As salas-laboratório ainda são equipadas com material emprestado ou doado. “Muitos deles são antigos e defasados, mas o contato com a prática desperta o interesse dos estudantes”, diz Oliveira. “Quando o aluno se dá conta de que estamos ali por ele, e não para ganhar dinheiro, passa a nos respeitar e aproveita a chance.” A ABCCar nem sempre forma alguém para o mercado. Há quem desista no meio do caminho ou não coloque em prática o que aprendeu. “Mas ninguém passa ileso por lá”, diz Leal, o dono da oficina. O mais importante, segundo Oliveira, é resgatar a autoestima dos alunos. “Tento mostrar que eles podem fazer mais por si próprios, pelo outro e pelo país. Transmitir o conhecimento é apenas uma das funções do voluntário”, afirma.

A luta para pagar as contas é constante. A ONG não tem o título de utilidade pública, um documento importante que a reconhece como organização sem fins lucrativos. Sem o documento, não é possível receber doações formais ou emitir recibos. É por essa razão que não basta contar com a mensalidade dos cursos, entre R$ 10 e R$ 30, para sustentar a instituição. Oliveira rifa eletrodomésticos e realiza feijoadas coletivas numa escola estadual da região. “Quando sobra, pago cursos aos professores ou até ajudo com o combustível”, diz.

– Venda Casada de Educação e Livros?

 

No mundo educacional, os negócios entre escolas e livrarias são cada vez mais constantes. Mas o que chama a atenção é o número mais freqüente de parcerias que “quase promovem a venda casada” entre serviços de ensino e compra de livros.

 

Ilegal não é; mas, enfim, é curioso. Seria antiético? Talvez não…

 

E você, o que acha disso? Deixe seu comentário:

 

Abaixo, a matéria extraída da Folha de São Paulo.

 

LIVRARIAS DÃO DINHEIRO A COLÉGIO POR INDICAÇÃO

 

Por Talita Bedinelli, (FSP, 22/01/2011, pg C1)

 

De olho nas altas quantias gastas pelos pais em materiais, livrariam oferecem benefícios, até em dinheiro, para as escolas em troca da indicação do estabelecimento como local de compras.

(…) A cada compra, uma parcela (5 ou 10%) é dada para a instituição de ensino.

A Saraiva, que tem parceria com 400 escolas, confirma a prática, que não é considerada ilegal por entidades pró-consumidor. Mas diz que a “minoria” dos colégios pede esse bônus em dinheiro. A maioria, segundo a livraria, recebe a porcentagem, por exemplo, em cartão presente, que pode ser usado na compra de produtos.

– Um Professor que é “o Cara”

 

Todo professor quer ser respeitado. Leio na Revista Veja (Ed 13/10/2010, pg 105-106, por Adriana Dias Lopes), uma brilhante matéria do que é ser Mestre ao pé-da-letra.

 

“Na aula magna do 3º ano do curso de Medicina da Universidade de São Paulo, o professor infectologista Paulo Olzon iria teorizar sobre técnicas de diagnóstico. Ao invés disso, chamou os alunos ao pronto-socorro da instituição. Observando cerca de 50 pacientes, apontou uma mulher e disse: “ela tem hipertireodismo. Vão lá e descubram se acertei”.

 

A mulher, assustada, disse que estava bem, que apenas estava no pronto socorro para levar o filho de 5 anos para uma consulta, vítima de virose.

 

Após alguns exames, descobriu-se que realmente o Prof Dr Paulo Olzon estava correto. Ao bater os olhos, já percebeu os sintomas na mulher.”

 

Imaginem os alunos como ficaram orgulhosos do mestre. E é assim que deve se portar um professor, de qualquer área: antever-se, desafiar os alunos e mostrar o que é ter experiência profissional.

– Cola Escolar via Facebook pode dar Cadeia?

 

No Rio de Janeiro, um acontecimento diferente: aluna coloca respostas de tarefas que valiam nota via Internet, e por “cola eletrônica”, teve até suposta ameaça de prisão!

É falta de ética, burrice da estudante ou crime? Ou nada disso? Deixe sua opinião:

 

Extraído de: Folha de São Paulo, 11/06/2011, pg C8, por Denise Menchen

 

ESTUDANTE É SUSPENSA AO POSTAR LIÇÕES NO FACEBOOK

 

A suspensão de uma aluna de 15 anos que criou uma comunidade na rede social Facebook para a troca de informações sobre tarefas e provas da escola pH virou caso de polícia no Rio.

Após Jannah Nebbeling chegar sozinha de táxi em casa dizendo ter sido coagida a apagar a página sob risco de prisão, a mãe dela, Andrea Coelho, registrou queixa. Ela entrou, também, com processo por danos morais contra a escola.

A comunidade, criada em março, era usada por alunos do 1º ano do ensino médio de diversas unidades do pH para a divulgação de respostas de lições que valiam nota.

Jannah diz que o ambiente era “construtivo”, já que muitas vezes as respostas publicadas por um aluno viravam tema de debate. Ela reconhece, porém, que muitos também usavam a rede social só para copiar trabalhos.

“Isso depende de cada um. Eu copiei algumas vezes, com outras palavras, mas, antes do Facebook, eu me reunia com minhas colegas para fazer o dever. A comunidade só facilitou”, diz.

A mãe da garota diz que o problema maior foi ter considerado negligente a atitude da escola ao enviar a aluna sozinha de táxi para casa.

Além disso, Andrea diz que a filha foi constrangida pela diretora na frente de dois professores e coagida a apagar a comunidade, o que ela não conseguiu fazer.

“Eles disseram que, se ela não apagasse a página, eu poderia ser presa por crime cibernético”, conta a mãe.

Educadores ouvidos pela Folha são unânimes em reprovar a reação do colégio.

Para Luli Radfahrer, professor de comunicação digital da USP e colunista da Folha, o Facebook poderia sediar um enorme grupo de estudos voluntário, que melhoraria o desempenho dos alunos.

“O pavor das novas tecnologias apenas revela o quanto a escola é cada dia mais anacrônica”, diz Luca Rischbieter, consultor pedagógico da área de tecnologia educacional da Positivo.

O problema, afirma Nilbo Nogueira, doutor em educação com ênfase em novas tecnologias pela PUC-SP, é o uso inadequado da internet por falta de orientação dos professores.

 

ASSUNTO EDUCACIONAL

 

Em nota, o colégio pH afirmou lamentar que a estudante tenha levado à Justiça um assunto de cunho estritamente educacional.

“A instituição tomou as medidas cabíveis, seguindo sua linha pedagógica, ao constatar que a aluna administrava página em rede social na qual usava o logo da instituição e veiculava material didático do colégio sem autorização e de forma inadequada”, diz a nota.

O colégio diz que ofereceu um funcionário para acompanhá-la até em casa, mas que a oferta foi recusada. O pH é um dos colégios com maior taxa de aprovação em vestibulares.

– MEC corta Vagas para Forçar a Melhora no Ensino

 

Quase 11.000 vagas de Direito no Brasil foram suspensas, sendo mais de 3.000 no Estado de São Paulo. Motivo: QUALIDADE DO ENSINO.

 

Há muita faculdade oferecendo péssimo serviço educacional. A situação é alarmante. Veja dados e faculdades abaixo, extraído de: http://is.gd/3IPcun

 

MEC CORTA 3,2 MIL VAGAS DE DIREITO EM SP

 

Redução atinge cursos que tiveram notas 1 e 2 na avaliação realizada pelo ministério


O Ministério da Educação vai acabar com 10.912 vagas de 136 cursos de graduação em direito de faculdades particulares do país, que obtiveram notas 1 e 2 no CPC (Conceito Preliminar de Curso), calculado a partir dos resultados do Enade (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes) de 2009.


O CPC leva em conta, além do desempenho dos estudantes, o corpo docente, a infraestrutura e os recursos didático-pedagógicos.


As instituições terão 30 dias para apresentar defesa à secretaria. O corte de vagas vale até a eventual renovação de reconhecimento dos cursos, ou seja, caso a instituição consiga melhorar a qualidade do ensino, as vagas podem ser devolvidas.


Em São Paulo


Entre as quase 11 mil vagas que serão reduzidas no país, 3.196 são de cursos de faculdades particulares do Estado de São Paulo, conforme publicado ontem no Diário Oficial da União.


Esse número corresponde a 33% do total de vagas que as 21 instituições do Estado atingidas vinham oferecendo nos vestibulares.


Entre as faculdades com mais vagas cortadas, há nomes bem conhecidos dos estudantes, como UniRadial, FMU e Uniban. As instituições não se manifestaram.


Ao mesmo tempo que houve cortes, o MEC ampliou vagas em cursos com avaliação satisfatória.


OAB apoia


O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, classificou como “muito positiva” a decisão do MEC. “Os cursos de direito, no Brasil, tiveram uma expansão desenfreada nos últimos anos e isso é algo que assusta, porque a qualidade do ensino está cada vez mais deficiente”, afirmou.

– A Concepção de Ética Contemporânea em Turismo

 

Compartilho com os amigos um interessante artigo do Prof Dr Thiago Schulze, a respeito de Ética Contemporânea na área do Turismo!

 

Tal tema nunca foi amplamente abordado, e pela relevância do assunto, sugiro a leitura do bom material. Abaixo, extraído de: http://is.gd/tuWhZl

 

A CONCEPÇÃO DE ÉTICA CONTEMPORÂNEA EM TURISMO

 

Uma reflexão sobre o desenvolvimento do turismo no ES a partir da ética.

Em visita ao Espírito Santo nos dias 7 e 8 de Maio, por ocasião da assembleia de abertura da ACB – Associação Capixaba de Bartenders, tivemos a oportunidade de refletir sobre a ética em A&B (Alimentos & Bebidas), a partir dos estudos desenvolvidos em nossa tese de doutoramento, cujo tema foi “A busca por contribuições e subsídios a um currículo de Turismo no Brasil, fundamentado nos princípios norteadores da ética” (SCHULZE, 2011).

Como foi nossa primeira visita à capital capixaba, não escondemos nossa alegria e satisfação em relação a todo acolhimento caloroso recebido durante a visita, bem como a confirmação de que a região de Vitória, bem como o Espírito Santo como um todo, possui um grande potencial turístico a ser desenvolvido, capaz de oferecer experiências memoráveis àqueles que o visitam.

Por isso, provocamos e convidamos nestas linhas o leitor a pensar sobre a seguinte questão: Que falta faria não pensarmos o desenvolvimento turístico da região de Vitória e do Espírito Santo considerando os preceitos da ética?

Conforme destacamos ao longo da reflexão, nossa concepção de ética contemporânea em turismo, é baseada em 5 elementos: a sustentabilidade, a hospitalidade, a inclusão social, a cidadania e o multiculturalismo.

A seguir, mais provocações:

A partir da Sustentabilidade, em seus níveis ambiental, econômico, sócio-cultural e político, podemos pensar em um turismo no Espírito Santo que valorize seus atrativos naturais preservando-os para as próximas gerações, as manifestações culturais e peculiaridades do capixaba, assim como a geração de emprego e renda para a região, dentro de um ambiente que valorize as parcerias públicas e privadas e enfatize a importância da democracia e da participação dos diferentes sujeitos e organizações que compõe o produto turístico Espírito Santo?

A partir da noção de Hospitalidade, em seus domínios comercial, doméstico e privado, como queremos receber, acolher, alimentar e entreter nossos visitantes em nossas cidades, estabelecimentos e casas, em Vitória e no Espírito Santo?

A partir da concepção de que o desenvolvimento da atividade turística, baseado nos preceitos da ética, é aquele que contempla todos os seres humanos envolvidos com a atividade, portanto um desenvolvimento com Inclusão Social, como estamos cuidando e contemplando a comunidade receptora capixaba neste desenvolvimento?

A partir da concepção de que o desenvolvimento da atividade turística nos moldes éticos também valoriza a ajuda mútua, o bem comum, além de um conjunto de direitos e deveres necessários, ou seja, um desenvolvimento ligado à Cidadania, é qualquer tipo de turismo que nos interessa em Vitória e no Espírito Santo? Ou seja, vale tudo para atrairmos novos turistas?

A partir de uma concepção de que uma atividade mais inclusiva e mais cidadã contempla também o respeito às diferentes manifestações culturais de seus participantes e da localidade onde o turismo é desenvolvido, ou seja, uma atividade ligada aos preceitos do Multiculturalismo, não é essa uma oportunidade a mais de demonstrarmos o valor do capixaba e de toda a sua riqueza histórica, social e cultural?

Entendemos que estes cinco princípios não são únicos, exclusivos e acabados,  mas pode ao menos nos auxiliar a refletir e orientar que tipo de turismo queremos para a região, e quais os seres humanos a serem beneficiados com esse desenvolvimento.

Quando falamos em ética, entendemos que o sujeito mais importante, ou melhor, os sujeitos mais importantes, definitivamente integram a comunidade capixaba, verdadeiros merecedores das belezas naturais, culturais e históricas que aí presenciei nesta breve, mas não última se Deus assim permitir, estada.

A seguir, algumas experiências visuais memoráveis:

Passar um sábado à tarde memorável em uma praia: tem preço?

Vista privilegiada da Ponte Deputado Darcy Castello de Mendonça (apelidada de Terceira Ponte).

Experiência gastronômica memorável em uma danceteria: um martini de pepino.

Referência:

SCHULZE, Thiago Rodrigues. A busca por contribuições e subsídios a um currículo de Turismo no Brasil fundamentado nos princípios norteadores da ética. São Paulo: PUC-SP 2011, tese de doutorado

– Palocci, Cartilha Gay e Barganhas

 

Há pouco, postei algo sobre as ações do Tennessee sobre o ensino sexual nas escolas (em: http://is.gd/CkInYH).

 

Aqui no Brasil, a Cartilha Gay do Ministro Fernando Haddad, que ao invés de ser um instrumento de educação se tornou uma propaganda pela causa homossexual (apologia mesmo), foi barrada pela presidente Dilma, sobre a alegação que extravasava o propósito.

 

Mas não foi nada disso! Em troca de apoio das bancadas religiosas, que eram contra a cartilha, ela vetou a entrega do material pseudo-didático em favor da menor pressão sobre os casos de corrupção de Antonio Palocci.

 

Ou seja, o interesse educacional sempre está em baixa. O “corrupcional”, em alta!

 

Aliás, já que o Ministro Fernando Haddad defende cartilha gay, cartilha que ensina escrever errado (lembra do ‘nós vai pescar?’), por que não uma cartilha para ensinar a ser honesto?

 

Quer comentar? Deixe sua mensagem:

– O Exemplo que vem do Tennessee: Sexualidade, Homofobia e Crianças

 

O Tennessee (EUA) aprovou uma lei estadual curiosa e interessante: lá, fica proibido a discussão de temas sobre homossexualidade até o ensino médio.

Motivo- temas relacionados a sexualidade devem ser explorados pelos pais, e somente quando forem mais crescidos, abordados nas escolas.

 

A justificativa da lei é que muitas vezes está se despertando a precoce sexualidade das crianças, confundindo a cabeça deles antes mesmo de estarem preparados para entender questões sexuais.

 

Concordo!

 

Aqui o MEC divulga cartilhas infantis abordando homofobia, mas beirando a pedofilia (lamentavelmente). Confundem respeito aos gays com demagogia aos mesmos. Pior: constrangem a sociedade…

 

E você: o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

– Uma Bomba na Escola Jundiaiense. Nova Rotina nas Instituições de Ensino Brasileiras?

 

Infelizmente, mesmo após a tragédia de Realengo (RJ), a segurança nas escolas públicas parece esquecida.

 

Em Jundiaí, ontem, uma bomba caseira explodiu na Vila Rio Branco, na Escola Cecília Rolemberg (em: http://is.gd/yTBWdQ).

 

Até quando estaremos sujeitos a essa violência gratuita? É um problema de segurança pública ou de educação familiar? O que leva uma criança levar uma bomba à escola? E como ela entra com uma bomba e ninguém vê?

 

E você pensa sobre isso: está com medo da segurança de seus filhos nas escolas? Deixe seu comentário:

– Amanda Gurgel para Presidência do Brasil!

 

Amigos, dias atrás, no RN, houve uma audiência para tratar de Educação no Brasil.

 

Em 6 minutos, uma humilde professora, Amanda Gurgel, falou o que todos os brasileiros queriam falar sobre o caos educacional no Brasil!

 

Veja esse vídeo, que é um verdadeiro tapa na cara dos políticos dessa nação! Duvido que não concordaremos com ela.

 

Em: http://www.youtube.com/watch?v=yFkt0O7lceA

 

Amanda Gurgel para o Ministério da Educação!

– Uma Nova Carreira para o Professor?

 

O pacote de medidas anunciado pelo governador Geraldo Alckmin para tornar novamente respeitada e valorizada a carreira de Professor do Estado (com remuneração de mais de 40% e alguns benefícios) traz à tona a discussão:

 

– Vai dar certo dessa vez?

 

Há quanto tempo ouvimos esse discurso… Tomara que seja pra valer:

 

O pacote de medidas extraído de: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110512/not_imp718125,0.php

 

ALCKMIN ELEVARÁ SALÁRIO-BASE DE PROFESSOR PARA OS PRÓXIMOS 4 ANOS EM 42,2%

 

Com o primeiro aumento, a partir de 1º de julho, salário dos docentes em início de carreira passará dos atuais R$ 1.665,05 para R$ 1.894,12; remuneração chegará a R$ 2.368,51 quando reajuste for finalizado, em 2014; medida beneficiará toda a categoria

 

POR Mariana Mandelli

 

A gestão Geraldo Alckmin (PSDB) anunciou ontem uma nova política salarial para os funcionários da educação do Estado de São Paulo. A proposta inclui um aumento de 42,2%, em quatro anos, do salário-base do professor – para este ano, os docentes receberão 13,8% a partir de 1.º de julho. Com isso, o piso salarial de início de carreira, de 40 horas semanais, passará de R$ 1.665,05 para R$ 1.894,12.

A ideia do governo é promover, até 2014, aumentos sucessivos: 13,8% neste ano; 10,2% em 2012, com salário de R$ 2.088,27; 6% em 2013, aumentando para R$ 2.213,56 o salário-base; e, por fim, 7% em 2014, atingindo, portanto, R$ 2.368,51.

A proposta, que ainda precisa ser aprovada pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) como lei complementar, atinge todos os professores – ativos, inativos, aposentados e pensionistas.

O valor de 13,8% de aumento inclui a Gratificação Geral (GG), de R$ 92, a última que faltava para o governo incorporar ao salário. Assim, o acréscimo de R$ 229 neste ano é, na verdade, de R$ 137, porque os professores ativos já recebem a GG.

A penúltima, a Gratificação por Atividade de Magistério (GAM), já vem sendo incorporada ao salário desde o ano passado, em um processo que deve acabar em 2012. Foram 5% em 2010, 5% para este ano (já pagos) e mais 5% em 2012. “Não queremos nenhuma gratificação. Estamos encerrando essa questão”, afirmou Alckmin.

Os outros servidores da educação, que não são ligados ao magistério, também receberão aumento, que será variado. A média é, segundo a pasta, de 32% já no primeiro ano para os funcionários das escolas estaduais. Eles terão as mesmas variações anuais dos docentes até 2014.

A gestão Alckmin calcula que, neste ano, a política salarial custará R$ 824 milhões – R$ 684 milhões só com professores. Em 2012, o gasto chegará a R$ 3,7 bilhões. O governo afirma que a verba virá do orçamento estadual.

 

Carreira. Alckmin classificou a medida como um “primeiro movimento de valorização e da qualidade da escola pública no Estado de São Paulo”.

Nas próximas semanas, a Secretaria Estadual de Educação deve anunciar um novo plano de carreira, que manterá o bônus por desempenho e a valorização por mérito. Os dois programas, de acordo com o governo, serão “aperfeiçoados”.

Os sindicatos, que reivindicavam reajuste imediato de 37,64% por perdas salariais desde 1998, consideraram a proposta “corajosa”, mas afirmam que ela não contempla a inflação e outras demandas. A inflação acumulada nos últimos 12 meses é de 6,51% (IPCA). Segundo o secretário de Educação, Herman Voorwald, quando a proposta de carreira for apresentada, as evoluções salariais ficarão mais claras.

“Não estamos trabalhando com a questão de fazer uma correção inflacionária. Não é essa proposta que está em vigor”, disse o secretário. “As evoluções salariais de todos os servidores serão em função da evolução em suas carreiras, que dependem somente deles.”

 

Novos cargos. No mesmo projeto de lei complementar do aumento salarial, o governo vai criar 10 mil cargos de agente de organização escolar. A ideia é deixar os diretores das escolas mais livres para focarem nas questões pedagógicas de suas unidades.

“As tarefas burocráticas, disciplinares e de pátio ficarão com esses agentes”, afirmou o governador. Desses 10 mil, 5.260 serão gerentes de organização – um para cada escola da rede. Para contratá-los, um concurso público deve ser organizado.

 

Rede estadual de ensino

374 mil
docentes serão beneficiados pelo reajuste anunciado pelo governador, sendo 225 mil ativos e 149 mil inativos

 

4,5 milhões
é o número de alunos atendidos pela rede estadual de ensino em todo o Estado de São Paulo

 

1,2 milhão
de alunos estão matriculados em escolas estaduais de ensino fundamental e médio na cidade de São Paulo.

– Livro do MEC que Ensina Errado traz Polêmica à Educação no Brasil

 

E a polêmica do livro adotado pelo MEC (Ministério da Educação e Cultura) que ensina errado a língua portuguesa?

 

Um livro chamado Por uma Vida Melhor, da Coleção “Viver, aprender” defende que o uso errado de expressões em concordância deve ser aceito pelos usos e costumes. Por exemplo: “Os livro são”, “Nós vai”, “nós pega peixe”, além de outros erros.

 

Na abordagem, há a justificativa que o aluno deve entender que existem preconceitos lingüísticos e que o uso corriqueiro deve deixá-lo a vontade.

 

É ou não é um desserviço à Educação do país por parte do MEC? Depois dessa, aceitemos que MEC seja ‘Minestéro da Ducassão e Curtura’

 

E você, o que pensa sobre isso: o MEC está certo ou errado? Deixe seu comentário:

– O que faz Aluno Aprender Mais?

 

Uma recente pesquisa levantou: Mais horas de aula não significam melhor aprendizado nas escolas. O que realmente faz a diferença seria: Professores com Habilidades e Assiduidade!

 

Extraído de Revista Época, Ed 677, pg 18-20

 

MAIS HORAS DE AULA MELHORAM A NOTA?

 

Por Camila Guimarães

 

O tempo em que os alunos brasileiros passam dentro da escola deve aumentar. Na semana passada, o Senado aprovou um projeto de lei que eleva de 800 para 960 horas a carga horária mínima anual dos ensinos fundamental e médio. O texto ainda precisa passar pela Câmara dos Deputados e pela sanção presidencial. Se for aprovado, o Brasil passará a ser um dos países com maior número de horas no ano letivo do mundo a partir de 2013.

A iniciativa é relevante. Várias pesquisas mostram que o tempo que a criança passa na escola tem efeito positivo sobre seu desempenho. No entanto, a carga horária está longe de garantir, por si só, uma melhora na aprendizagem dos alunos. Em países como a Finlândia e a Coreia do Sul, campeões do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), feito pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a carga horária escolar é menor que a brasileira.

Para os alunos aprenderem mais, o uso do tempo dentro da sala de aula também precisa melhorar. Um levantamento feito pela Fundação Lemann, organização que atua para melhorar o ensino público no país, usando dados do Pisa, mostra que mais de um terço dos alunos acha que o professor demora muito para começar a aula. “É preciso olhar a sala de aula para melhorar”, diz Paula Louzano, consultora da Fundação. Há claros sinais de mau uso do tempo. Em uma pesquisa que avaliou, em 2005, a eficiência das aulas de matemática nas redes públicas do Brasil, Chile e de Cuba, o pesquisador da faculdade de Educação de Stanford, Martin Carnoy, descobriu que os alunos brasileiros gastam até oito vezes mais tempo na hora de copiar os problemas da lousa. Uma opção seria receberem parte das questões já impressas.

Há ainda a questão da ausência de professores. Os docentes brasileiros faltam demais, atrapalhando o ritmo das aulas. Há estimativas de que dez dias de falta de um professor podem diminuir em até 5%, em média, a nota do aluno em matemática. No Estado de São Paulo, a média de faltas é de 16 dias por ano (dados de 2008). Manter o aluno na escola é importante, mas ter professor assíduo e com habilidade para usar bem o tempo é ainda melhor.

– CNPQ e CAPES cobram bolsistas!

 

Professores e Servidores Públicos que receberam bolsas para Mestrado e Doutorado, acumulando renda, são alvos da CNPQ e CAPES. Abaixo, extraído de Terra Educação (Clique aqui p/ citaçãoi)

 

CAPES E CNPQ PROÍBE BOLSAS PARA PROFESSORES DE UNIVERSIDADES

 

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) publicaram nota conjunta que proíbe o acúmulo de bolsa de mestrado ou doutorado e salário por professores e servidores das universidades públicas, de faculdades privadas e das escolas que formam a Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica.

Segundo a Capes, a restrição também é válida a quem já tivesse vínculo empregatício antes da solicitação da bolsa. O acúmulo passou a ser permitido a partir da publicação, em julho de 2010, de uma portaria que flexibilizava a concessão de bolsa a estudantes com vínculo empregatício. O benefício segue critérios como a proximidade entre a atividade empregatícia e o projeto de pesquisa, e depende da autorização do orientador do aluno bolsista. O valor da bolsa de mestrado é de R$ 1,2 mil e o valor da bolsa de doutorado é de R$ 1,8 mil.

Ofício da Diretoria de Programas e Bolsas da Capes aos pró-reitores de pós-graduação das universidades federais informa que os bolsistas matriculados em programas de pós-graduação “poderão” receber “complementação financeira” de outras fontes. “Não há, portanto, a previsão de que discentes que possuíam anteriormente vínculo empregatício remunerado estariam aptos ao acúmulo”, diz o documento.

O ofício informa que após o fechamento, este mês, do Sistema de Acompanhamento de Concessões (SAC) a Diretoria de Programas e Bolsas fará levantamento com relação à existência de bolsistas irregularmente cadastrados. “No caso de ocorrências nesse sentido, os eventuais bolsistas terão as bolsas canceladas”.

Segundo o ofício, os alunos que tenham recebido bolsa indevidamente terão de devolver o dinheiro. “Ressaltamos que a ocorrência do indébito caracteriza obrigatoriedade de devolução, a esta agência, dos recursos percebidos irregularmente, devidamente atualizados”, diz o documento.

– Estudar “muito” Garante Emprego?

 

Segundo a Rádio Band News, uma pesquisa do Departamento Intersindical de Estudos de Porto Alegre mostra um dado alarmante: quanto mais você estuda, mais difícil será arranjar emprego!

 

Calma: a lógica é a seguinte: Quanto menor a escolaridade, mais sujeita a pessoa fica ao desemprego. Assim, aceita ganhar salários menores e se sujeitam às atividades profissionais sem exigir muito. Em contrapartida, quanto mais graduada, maior a exigência ao aceite de empregos.

 

Se não estudar, “faz-se qualquer coisa”. Se estudar, não se aceita qualquer emprego. Que dilema, não?

 

É claro que devemos estudar. Sempre, sempre e sempre…  

– Trainees são Submetidos a Reality Shows e Test Drivers?

 

Antes de começar o post, vale um registro: apesar dos termos em inglês, o artigo é em português, ok? Quantos termos estrangeiros num título só… rsrsrs

 

Sempre recomendo aos meus alunos formandos que procurem se tornarem trainees. É uma oportunidade ímpar para a formação de administradores capacitados, gabaritados e bem remunerados.

 

Compartilho uma interessante matéria do Estadão a respeito da seleção desses trainees. Não é que as empresas abusam da criatividade, submetendo os candidatos a verdadeiros Big Brothers da vida?

 

Extraído de: http://economia.estadao.com.br/noticias/sua-carreira,test-drive-e-reality-show-para-trainees,not_56824,0.htm

 

TEST DRIVE E REALITY SHOW PARA TRAINEES

 

Multinacionais recorrem a programas especiais para escolher novos talentos

 

Há seis anos, o gerente de finanças Flávio Flores fez um test drive que mudou sua vida: integrou a primeira turma do Latin American Financial Seminar (LAFS), programa de identificação de talentos promovido pela multinacional Procter&Gamble (P&G).

A comparação é dele. “Como em um test drive, tive a oportunidade de optar por um emprego depois de vivenciá-lo por um tempo”, conta. Durante uma semana, o gerente – então um estudante do último ano de engenharia elétrica – aprendeu sobre os processos e desafios reais da empresa, tendo de propor, ao final, soluções práticas para os problemas apresentados. “Tive de expor minha proposta para os altos executivos da empresa.”

Uma semana após o seminário, Flores foi contratado como estagiário da Procter. Pouco tempo depois, já estava efetivado como gerente. “Desde então, já passei pelo chão de fábrica e hoje estou na matriz.”

Esse tipo de programa é usado por várias empresas como alternativa aos processos comuns de recrutamento de trainees.

Para o diretor de finanças da P&G, Marcelo Mejlachowicz, o LAFS é a melhor maneira de identificação de jovens talentos. “Este processo existe há 20 anos na Europa, mas é recente na América Latina. É um modelo inovador, que possibilita ao estudante experimentar um caso de negócios real.”

Realizado na sede latino-americana da empresa, na Cidade do Panamá, o seminário garante a contratação dos participantes que tiverem melhor desempenho – e possibilita que vislumbrem seu futuro profissional. “Em uma semana, você sabe como vão ser os próximos dez anos de trabalho”, diz Flores.

Competição. Durante os quatro anos de sua graduação em marketing, Renan Tavares estudou muita teoria, mas sentia a falta de pôr a mão na massa. Foi em outro programa de recrutamento que ele teve a oportunidade mostrar serviço, e com bons resultados. “Minha equipe ficou em terceiro lugar em um concurso mundial de marketing”, conta o atual trainee da L’Oréal.

O programa no qual Tavares participou é o Brandstorm, promovido anualmente pela organização francesa. Nele, um desafio é proposto para equipes de universitários que estejam nos dois últimos anos da graduação. “Na edição de 2009, da qual participei, tivemos de desenvolver o conceito de um perfume de uma das marcas da empresa”, conta.

Com a orientação de gerentes da multinacional, elaboraram uma proposta e venceram a final nacional. O passo seguinte foi a grande final, na França, onde arrebanharam o terceiro lugar.

Para Juliana Bonomo, gerente de recrutamento e seleção da L’Oréal, a competição é uma boa oportunidade para que os estudantes se aproximem da empresa – que, por sua vez, observa atentamente para identificar novos talentos. “Utilizamos o jogo como uma forma de recrutamento”, diz. “Ao participar do processo, o estudante pula diversas etapas em nossos processos tradicionais de seleção”, afirma.

Tavares recebeu o primeiro contato dos profissionais de recursos humanos da organização ainda na final regional. “A abordagem definitiva foi na França. Eu já voltei de lá com entrevista marcada e acabei me tornando estagiário.” Hoje, o rapaz é trainee da área de Marketing, e deve ser efetivado como analista já em abril. “Depois que você participa do programa fica difícil não querer trabalhar na empresa”, conta.

Aprendiz. De acordo com o presidente do conselho deliberativo da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH), Felipe Westin, os processos de identificação de talentos baseados em experiências reais são uma versão em carne e osso do programa de TV O Aprendiz, no qual um grupo de pessoas disputa uma vaga. “É como um reality show, uma competição que dá um contexto prático tanto para a empresa quanto para o jovem”, conta.

Westin alerta, porém, para a necessidade de melhorar o planejamento, por parte das empresas, no recrutamento dos participantes dos programas. “Não basta o jovem ter somente um perfil agressivo para foco em resultados. Ele deve ter bom relacionamento, pois ao começar a trabalhar efetivamente vai precisar dessa competência.” O presidente aconselha que os recrutados tenham o apoio de um mentor. “Eles não devem ser jogados às feras”, aconselha.

Claudia Storch participa atualmente da primeira edição do Generation Philips, promovido pela multinacional do ramo de eletroeletrônicos. Durante o processo, ela desenvolveu projetos em três áreas diferentes da companhia – inclusive com uma passagem na Holanda.

“Foi uma excelente maneira de ampliar meu escopo profissional”, conta a paulistana formada em relações internacionais. “Por meio do trabalho em equipe, devemos resolver problemas reais de cada área, propondo soluções para seus gargalos.”

Para a gerente de talentos da empresa, Denise Reis, a ideia do programa é formar os futuros profissionais de maneira desafiadora. “Os jovens sempre apresentam estratégias inovadoras.”

– Professores Exemplificando Maus Casos em Aula?

 

O que podemos dizer: Em Santos, um professor usa exemplos em sala de aula utilizando temas do tráfico de drogas e da criminalidade, aplicando exercícios em sala sobre quantidade de carros furtados e outros elementos da bandidagem. Os pais são contra; os alunos, a favor.

 

Sob a alegação de que o método traz a realidade aos alunos, e a contra-argumentação de que tal método é uma apologia ao crime, fica a matéria abaixo para o espírito crítico:

 

Extraído de: Época, Ed 28/02/2011, por Luiz Maklouf Carvalho

 

TRAFICANTES NA AULA DE MATEMÁTICA

 

Zaroio, Chaveta e Pipoco saem da internet e arrumam problemas para um professor de escola pública de Santos

“Vem armado para a escola?”, “A que facção pertence?”. Essas perguntas estão no cabeçalho de uma prova de matemática ficcional que circula na internet pelo menos desde 2007. É uma sátira bem-humorada – humor negro, bem entendido – tanto à criminalidade do Rio de Janeiro como à política que aboliu a reprovação, o que em tese obrigaria os professores a ser mais criativos, para chamar a atenção dos alunos. Em suas dez perguntas, a prova aborda tráfico e consumo de drogas, prostituição, assassinato por encomenda e roubo de veículos. Exemplo: “Zaroio tem um fuzil AK-47 com carregador de 80 balas. Em cada rajada ele gasta 13 balas. Quantas rajadas poderá disparar?”.

No dia 14, uma segunda-feira, Dara, uma garota santista de 14 anos, viu essas e outras perguntas ser desenhadas na lousa de sua classe pelo tranquilo e circunspecto professor de matemática Lívio Celso Pini. Ele tem 55 anos, três filhos já formados, quatro cursos universitários. “Ele disse que era uma prova para resolver durante a aula e escreveu as perguntas no quadro, sem outra explicação”, disse Samuel Evangelista de Campos Oliveira, de 16 anos, um dos 40 alunos que assistiam à aula. Oliveira contou que as perguntas não lhe provocaram reação maior. “Tudo isso é da nossa realidade, está na internet, no rap, nos videogames. Eu tratei foi de resolver os exercícios.” Achou mais difícil, matematicamente falando, a quinta questão: “Chaveta recebe R$ 500,00 por BMW roubado, R$ 125,00 por carro japonês e R$ 250,00 por 4×4. Como já puxou dois BMW e três 4×4, quantos carros japoneses terá que roubar para receber R$ 2.000?”.

Dara não conseguiu resolver todas as questões. Foi a única da classe a levar o teste para casa. “Esse professor está ficando louco”, disse a mãe da garota, a manicure Fabiana Aparecida de Albuquerque, quando a filha lhe pediu ajuda para responder aos problemas. “Louco e irresponsável”, afirmou seu marido, Jaibe da Silva, padrasto de Dara. Silva é eletricista de carros. Eles moram, com uma pequenina de 5 anos, numa casa simples no bairro de Vila Progresso, um dos mais altos de Santos.

No dia seguinte, Jaibe e Fabiana foram à escola. Reclamaram com a diretora, Madalena Serralva. Ela chamou o professor Pini e pediu que se explicasse. “Ele só disse que não tinha a intenção de criar problema”, diz Fabiana. Não satisfeitos, os dois levaram o caso, e a folha do caderno de Dara, à Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise). Quando o caso veio a público, Pini pediu licença médica da escola. A Secretaria Estadual de Educação, que não quer falar sobre o assunto, o afastou por 120 dias.

Na quarta-feira passada, uma semana depois de tomar o susto, Fabiana ainda estava aborrecida com o professor. “O que ele fez é muito negativo, muito errado”, disse, na porta de sua casa. “Ela vai a uma escola pública para aprender, e recebe uma aula de crime. Tem absurdo maior? Ele faria isso se fosse uma escola particular?”

“O tráfico faz parte da realidade dos alunos. É o método do Paulo Freire”
LUCIANO CASTELÃO, professor de geografia da escola

O titular da Dise é o sisudo delegado Francisco Garrido Fernandes, “uma mistura de índio com espanhol”, como ele próprio se define. Tem 52 anos e 33 de polícia. No ano passado, sua Dise apreendeu, na Baixada Santista, 1,7 tonelada de maconha, 15 quilos de cocaína e 4 quilos de crack. Parte dessa droga foi apreendida nos morros de Santos, inclusive no São Bento, onde fica a escola do professor Pini. “Estou averiguando se o caso se enquadra no Artigo 287 do Código Penal, apologia ao crime”, disse o delegado.

“O tráfico faz parte da realidade dos alunos”, afirmou o professor de geografia Luciano Silva Castelão, da mesma escola. Ele contou que há dois casos recentes de alunos detidos por envolvimento com drogas. “O Lívio só quis trazer para a escola uma discussão crítica sobre a realidade que os alunos já vivem”, disse Castelão. “É o método do Paulo Freire.” Castelão usaria aquelas perguntas para dar uma aula? “Talvez. Mas elas caíram como uma luva na disciplina geografia do crime, que faz parte da grade da Secretaria Estadual de Educação.” Pini conversou a respeito, antes do teste, com ele, com a diretoria ou com qualquer outro docente? “Não”, afirma. “Ninguém sabia que ele ia fazer isso. E nem ele próprio imaginou o tamanho da encrenca. Ficou todo vermelho, com hipertensão, no dia em que os pais da menina vieram aqui. E se desculpou com a turma pelo transtorno.”

Dara depôs na terça-feira. Na quarta-feira, foi a vez do professor Pini. Ele chegou com o advogado Thiago Serralva Huber, de 24 anos, parente da diretora da escola (não quis declarar em que grau). Não quis dar entrevista nem ser fotografado. “Ele tem medo de que esse episódio manche toda uma longa carreira no magistério”, diz o advogado. Pini afirmou ao delegado que passou aquele teste, copiado da internet, com o objetivo de “despertar os alunos para a questão da criminalidade”. Falou, ainda, para a cara impassível do delegado que aquele teste era apenas o início de “uma semana de debates sobre aquelas questões”. A diretora Madalena Serralva, a primeira a depor, disse que em nenhum momento o professor expôs a ela suas intenções pedagógicas. Joyce Silva, de 15 anos, outra colega de Dara, disse que ele não falou sobre debate quando passou as questões no quadro-negro.

Das dez perguntas que estão na internet – o que também não informou aos alunos –, Pini emprestou seis, com pontuais modificações. “Teorias educacionais modernas dizem que se deve aproximar dos alunos o conteúdo da realidade – e isso vale, inclusive, para a matemática”, diz a professora Ângela Soligo, da Universidade de Campinas (Unicamp), doutora em psicologia da educação. “Mas é preciso tomar cuidado, porque os conteúdos não são neutros. Nesse caso, pode ter havido o risco de tornar natural, para os alunos, a realidade criminosa que as perguntas contêm, como se ela fosse válida e aceitável.” Questões dessa complexidade, segundo a professora Soligo, devem passar, antes, por uma discussão na coordenação pedagógica, na direção da escola e até entre os pais. Mas não houve crime, na opinião dela, porque a formulação das perguntas não implica apologia.

No final da manhã da quarta-feira passada, mesmo dia em que o professor Pini iria depor, cerca de 100 alunos da escola alvoroçaram a pracinha em frente, no Morro São Bento, com uma manifestação favorável à volta do professor. Ela foi convocada pelo Twitter do aluno Davidson Welber Rocha, de 17 anos, do 2º ano do ensino médio, e teve apoio da diretora e dos professores. Nas contas do advogado de defesa, “400 alunos” participaram da manifestação. Um dos cartazes dizia: “O professor Lívio nos trouxe a realidade… E a realidade é que perdemos um ótimo professor”. Em outro: “Não se jogam no lixo anos de trabalho por uma aula mal interpretada”. A única a discursar, apelando para não haver tumulto, foi a mãe de um aluno de Pini, Sandra Cristina Ferreira. “Ele é um excelente professor e tem de voltar”, disse.

Dara estava na escola naquele dia, mas voltou para casa antes da manifestação. Sua mãe disse que ela está sendo hostilizada. “Metade da escola não está nem falando com ela.”

– A Pior Fase do Ensino Brasileiro

 

Amigos, compartilho ótimo material do Portal IG a respeito do pior dos níveis de ensino no Brasil: o Ensino Médio.

 

De 9,4 milhões de jovens entre 14 e 17 anos, 1 milhão está fora da escola.

Dos que estudam, 49,8% não concluem o Ensino Médio.

Daquele que concluem, apenas 10% tem desempenho verdadeiramente aceitável.

 

Estarrecedor!

Extraído de: http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/ensino+medio+a+pior+etapa+da+educacao+do+brasil/n1238031482488.html

 

ENSINO MÉDIO: A PIOR FASE DA EDUCAÇÃO DO BRASIL

 

Por Cinthia Rodrigues

 

Há duas avaliações possíveis em relação à educação brasileira em geral. Pode-se ressaltar os problemas apontados nos testes nacionais e a má colocação do País nos principais rankings internacionais ou olhar pelo lado positivo, de que o acesso à escola está perto da universalização e a comparação de índices de qualidade dos últimos anos aponta uma trajetória de melhora. Já sobre o ensino médio, não há opção: os dados de abandono são alarmantes e não há avanço na qualidade na última década. Para entender por que a maioria dos jovens brasileiros entra nesta etapa escolar, mas apenas metade permanece até o fim e uma pequena minoria realmente aprende o que deveria, o iG Educação apresenta esta semana  uma serie de reportagens sobre o fracasso do ensino médio.

O problema é antigo, mas torna-se mais grave e urgente. As tecnologias reduziram os postos de trabalho mecânicos e aumentaram a exigência mínima intelectual para os empregos. A chance de um jovem sem ensino médio ser excluído na sociedade atual é muito maior do que há uma década, por exemplo. “Meus pais só fizeram até a 5ª série, mas eram profissionais bem colocados no mercado. Hoje teriam pouquíssimas e péssimas chances”, resume Wanda Engel, superintendente do Instituto Unibanco, voltado para pesquisas educacionais.

Ao mesmo tempo, a abundância de jovens no País está com tempo contado, segundo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). O Brasil entrou em um momento único na história de cada País em que há mais adultos do que crianças e idosos. Os especialistas chamam o fenômeno de bônus demográfico, pelo benefício que traz para a economia. Para os educadores, isso significa que daqui para frente haverá menos crianças e adolescentes para educar.

“É agora ou nunca”, diz a doutoranda em Educação e presidente do Centro de Estudos e Memória da Juventude, Fabiana Costa. “A fase do ensino médio é crucial para ganhar ou perder a geração. Ali são apresentadas várias experiências aos adolescentes. Ele pode se tornar um ótimo cidadão pelas décadas de vida produtiva que tem pela frente ou cair na marginalidade”, afirma.

 

História desfavorável


O problema do ensino médio é mais grave do que o do fundamental porque até pouco tempo – e para muitos até agora – a etapa não era vista como essencial. A média de escolaridade dos adultos no Brasil ainda é de 7,8 anos e só em 2009 a constituição foi alterada para tornar obrigatórios 14 anos de estudo, somando aos nove do ensino fundamental, dois do infantil e três do médio. O prazo para a universalização dessa obrigatoriedade é 2016.

Por isso, governo, ONGs e acadêmicos ainda concentram os esforços nas crianças. A expectativa era de que os pequenos bem formados fizessem uma escola melhor quando chegassem à adolescência, mas a melhoria no fundamental não tem se refletido no médio.

Para o coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara, a questão envolve dinheiro. Quando o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental (Fundef) foi criado, em 1996, repassava a Estados e municípios verba conforme o número de matrículas só naquela etapa. “O dinheiro não era suficiente para investir em tudo e foi preciso escolher alguma coisa”, diz o especialista.

A correção foi feita em 2007, quando o “F “da sigla foi trocado por um “B”, de Educação Básica, e os repasses de verba passaram a valer também para o ensino médio. “Só que aí, as escolas para este público já estavam sucateadas”, lamenta Cara.

A diferença é percebida pelos estudantes. Douglas Henrique da Silva, de 16 anos, estudava na municipal Guiomar Cabral, em Pirituba, zona oeste de São Paulo, até o ano passado quando se formou no 9º ano. Conta que frequentava a sala de informática uma vez por semana e o laboratório de ciências pelo menos uma vez por mês.

Em 2010, no 1º ano do ensino médio, conseguiu vaga na escola estadual Cândido Gomide, que fica exatamente em frente à anterior. Só pelos muros de uma e outra, qualquer pessoa que passa por ali já pode notar alguma diferença de estrutura, mas os colegas veteranos de Douglas contam que ele vai perceber na prática uma mudança maior.

“Aqui nunca usam os computadores e não tem laboratório de ciências”, afirma Wilton Garrido Medeiros, de 19 anos, que também estranhou a perda de equipamentos quando saiu de uma escola municipal de Guarulhos, onde estudou até 2009. Agora começa o 2º ano na estadual de Pirituba, desanimado: “Lá também tinha mais professor, aqui muitos faltam e ninguém se dedica.”

Até a disponibilidade de indicadores de qualidade do ensino médio é precária. Enquanto todos os alunos do fundamental são avaliados individualmente pela Prova Brasil desde 2005, o ensino médio continua sendo avaliado por amostragem, o que impossibilita a implantação e o acompanhamento de metas por escola e aluno e um bom planejamento do aprendizado.

A amostra, no entanto, é suficiente para produzir o Índice da Educação Básica (Ideb), em que a etapa é a que tem pior conceito das avaliadas pelo Ministério da Educação. Foi assim desde a primeira edição em 2005, quando o ensino médio ficou com nota 3,4; a 8ª série, 3,5; e a 4ª série, 3,8; em uma escala de zero a 10. Se no ensino fundamental ocorreu uma melhora e em 2009 o conceito subiu, respectivamente, para 4 e 4,6, os adolescentes do ensino médio não conseguiram passar de 3,6.

“A etapa falha na escolha do conteúdo, que não é atrativo para o estudante, e também não consegue êxito no ensino do que se propõe a ensinar”, diz Mateus Prado, presidente do Instituto Henfil e colunista do iG que escreverá artigos especialmente para esta série, que durante os próximos dias conduzirá o leitor a conhecer o tamanho do problema e refletir sobre possíveis soluções.

– Coma Alcoólico dos Calouros da UEPG

 

Sempre fui contra o Trote nas Universidades. Mesmo o trote solidário, se obrigado, é ruim e desagradável. Ação voluntária é uma coisa; obrigatória, é outra.

 

Mas os trotes violentos são fruto de uma imbecil cultura criada, que discordo fazer parte do dito “ambiente acolhedor acadêmico”.

 

Felizmente, muitas instituições de ensino conseguiram abolir essa prática, mas idiotas persistem em fazê-la. Desta vez, foi no Paraná e resultou em COMA!

 

Absurdo…

 

Extraído de: http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI4949344-EI8139,00-PR+estudantes+sao+internados+em+coma+alcoolico+em+trote.html

 

PR: 3 ESTUDANTES SÃO INTERNADOS POR COMA ALCOOLICO APÓS TROTE

 

Por Joyce Carvalho

 

A Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), na cidade de Ponta Grossa (a 114 Km de Curitiba), região dos Campos Gerais do Paraná, vai apurar a responsabilidade sobre um trote violento no início das aulas da instituição. Nesta quarta-feira, três estudantes foram internados no Hospital Municipal da cidade em coma alcoólico. Eles já receberam alta e a universidade abriu uma sindicância para apurar os fatos.

O setor de vigilância da UEPG está procurando as imagens das câmeras de monitoramento do campus para identificar os responsáveis pelo trote. Uma lei municipal proíbe a prática do trote em Ponta Grossa e a universidade também tem uma resolução semelhante desde 1996.

Em nota, a instituição afirmou que lamenta “que ainda existem veteranos que insistem em trocar uma recepção civilizada por atos contra a integridade física dos calouros”. A UEPG informou que sempre alerta a comunidade universitária sobre a proibição do trote e sobre a responsabilidade de todos na recepção dos novos estudantes.

– Os Milionários sem Estudos

 

A Época Negócios trouxe uma matéria interessante! Pessoas que conseguiram sucesso financeiro, mesmo sem base educacional. Cuidado, QUE NÃO SIRVA DE EXEMPLO A NÓS! rsrs

 

CONHEÇA OS MILIONÁRIOS QUE ABANDONARAM A ESCOLA

 

por Elisa Campos

 

Gisele Bundchen, Robert De Niro, George Foreman, Jay Z e 50 Cent estão entre os multimilionários que não chegaram a terminar o Ensino Médio.

A educação formal ajuda, sem dúvida, no sucesso profissional. Mas não é isoladamente garantia de uma carreira brilhante. Nessa linha, a revista norte-americana Forbes fez uma seleção de alguns milionários que não chegaram sequer a concluir o Ensino Médio. Mesmo sem terminar os estudos, eles se destacam nos mais diferentes campos como atores, empreendedores e músicos. É interessante, e no mínimo curioso, ver quais carinhas aparecem por aqui.

ABAIXO:

-O roqueiro do mundo dos negócios largou os estudos aos 16 anos para lançar a revista de artes Student. Aos 20, ele fundaria a marca pela qual ficaria conhecido, a Virgin. Atualmente, o império Virgin é composto por mais de 200 empresas em 30 países e Branson tem fortuna estimada em US$ 4 bilhões 

-O boxeador George Foreman, medalhista de ouro nas Olímpiadas de 1968, mostrou-se também um talento para negócios. Além de vender o direito de uso de seu nome para a fabricante de grills Salton, ele lançou linhas de produtos de limpeza e saúde 

-Com um passado também de envolvimento com drogas, Jay Z encontrou no hip hop sua salvação e muitos milhões de dólares. Dez vezes ganhador do Grammy, o americano tem fortuna estimada em U$ 450 milhões

-A modelo brasileira tinha apenas 14 anos quando foi descoberta por um agente em um shopping e parou de estudar. Hoje, Gisele Bündchen ostenta o título de modelo mais bem paga do mundo. A brasileira tem patrimônio de US$ 150 milhões graças a contratos com Versace e Dior, entre outros

-O espanhol Amancio Ortega, dono da marca Zara, iniciou sua carreira ajudando seus pais a vender camisetas. Aos 14 anos, abandonou os estudos. Atualmente, Ortega é o homem mais rico da Espanha, com patrimônio de US$ 25 bilhões

-A atriz britânica Catherine Zeta-Jones deu adeus à escola aos 15 anos para tentar a vida de atriz. No final dos anos 90, ela alcançou a fama com o filme A Máscara do Zorro, em que contracenou com Anthony Hopkins e Antonio Bandeiras

-Uma Thurman largou os estudos aos 16 para seguir a carreira de atriz. O que terá pensado seu pai, professor da Universidade de Columbia e o primeiro ocidental a ser ordenado monge budista?

-Aos 20 anos, o diretor neozelandês Peter Jackson trabalhava na editoria de fotografia de um jornal durante o dia e fazia filmes de terror à noite. O esforço rendeu frutos. A trilogia ‘Senhor dos Anéis’ arrecadou US$ 3 bilhões

-Depois de uma adolescência difícil, na qual foi preso por envolvimento com drogas, o rapper Curtis James Jackson III, o fenômeno conhecido como 50 Cent, reinventou-se. Seu primeiro álbum vendeu mais de 26 milhões de cópias

-Robert De Niro abandonou os estudos aos 17 anos. Além de ter se tornado um dos atores mais conhecidos do mundo, com dois Oscars, ele também atua nos negócios. É proprietário de restaurantes em NY e do estúdio TriBeCa Productions

– Analfabetismo Científico latente nos EUA

O que dizer: Universitários acreditam que as pirâmides foram construídas por ETs?

Esse é um dos muitos exemplos de ignorância dos estudantes americanos… veja outros absurdos abaixo, retratada pela Folha de São Paulo em pesquisa recente:

 

Extraído de: http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/802161-universitarios-acreditam-que-et-fez-piramides-analfabetismo-cientifico-nos-eua-preocupa.shtml

 

ANALFABETISMO CIENTÍFICO PREOCUPA

 

Após ouvir cerca de 10 mil alunos de graduação nos EUA, pesquisadores descobriram que só 35% discordavam da ideia de que ETs teriam visitado civilizações antigas da Terra e ajudado a construir monumentos como as pirâmides do Egito.

Poucos se manifestaram contra outras teses sem base, como o suposto status de ciência da astrologia (não confundir com a astronomia) e a ideia de que existem números da sorte -22% e 40%, respectivamente.

Além disso, mais de 40% disseram que antibióticos matam tanto vírus quanto bactérias –na verdade, só as bactérias são vulneráveis a esse tipo de medicamento.

Para o autor do estudo americano, o astrônomo Chris Impey, os números refletem um problema do país: os alunos de ensino médio não precisam fazer cursos de ciência. A maioria estuda biologia, mas menos de metade tem aulas de química e só um quarto estuda física.

“O ensino médio americano é forte em história, conhecimentos gerais, esportes, computação, mas bastante fraco mesmo em ciências”, diz Renato Sabbatini, biomédico e educador da Unicamp.

“Mas as perguntas que fizeram são hiperelementares, um adolescente minimamente informado que assista televisão saberia responder.”

Preocupante, diz Impey, é que o pior desempenho foi justamente o dos alunos de cursos na área da educação.

Não há números parecidos que indiquem qual a realidade brasileira. Embora aulas de ciência sejam obrigatórias no ensino médio por aqui, a baixa qualidade do ensino não garante muita coisa.

Conspirando contra a compreensão científica no país, diz Sabbatini, há o fato de que cerca de 70% dos brasileiros só conseguem ler textos curtos e tirar informações esparsas deles. “Têm letramento insuficiente. É impossível serem bem informados sobre a ciência moderna.”

Tal analfabetismo, diz Impey, não deixa de ser um problema político: “Esses conhecimentos são importantes para avaliar posições políticas sobre mudança climática ou células-tronco.”