– Cresce Unschooling no Brasil.

Falamos sobre esse assunto tempos atrás. Mas com tanta gente em casa, precisando lidar com as crianças fora da sala de aula presencial, o tema volta à tona. Abaixo:

Nos EUA, os pais podem tirar os filhos da escola e ensiná-los em casa. Isso se chama Homeschooling. Aqui em nosso país, existe o Unschooling, que é algo bem diferente e polêmico.

Conheça (extraído de Folha de São Paulo, Caderno Cotidiano, Pg B8, 12/02/2017)

FAMÍLIAS ADEPTAS DA ‘DESESCOLARIZAÇÃO’ TIRAM FILHOS DO COLÉGIO EM SÃO PAULO

Por Ângela Pinho

Elas estão em bairros paulistanos como Aclimação ou Vila Madalena. Em cidades do interior como Joanópolis e Piracaia, ou do litoral, como Ubatuba. São filhos de artista, médica, economista, cabeleireiro, entre outras profissões. Em 2017, não vão tirar férias, matar aula, repetir ou passar de ano.

Mais de cinco séculos após o surgimento de escolas nos moldes atuais, pais de classe média e alta optam por tirar os filhos do colégio ou nem sequer matriculá-los.

São adeptos da chamada “desescolarização”, ou “unschooling”. Diferente do que ocorre na educação domiciliar, ou “homeschooling”, essas famílias não ensinam em casa a grade curricular. A ideia é, justamente, fugir de objetivos e regras da vida da escola.

As duas práticas costumam ser rejeitadas quando questionadas nos tribunais, por causa de artigo do Estatuto da Criança e do Adolescente que diz: “os pais ou responsável têm a obrigação de matricular seus filhos ou pupilos na rede regular de ensino”.

A interpretação jurídica do tema, porém, está sob análise do STF (Supremo Tribunal Federal), que julga ação sobre o ensino domiciliar e suspendeu a tramitação de processos em 2016.

PRECURSORA

A “desescolarização” não era um assunto para a educadora Ana Thomaz, 49, quando, nove anos atrás, seu filho, aos 13, pediu para sair do colégio. “Ele disse que sentia ter algo dentro dele que ele queria fazer, mas não tinha tempo”, diz ela. Um ano depois, Ana aceitou o pedido.

Na época, era a única entre seus conhecidos. Hoje, isso está longe de ser verdade. Na última quarta (8), mais de uma dezena de pais que tiraram ou pensam em tirar os filhos do colégio pegaram 7 km de estrada de terra para um encontro no sítio onde ela vive, em Piracaia (a 88 km de SP).

Ali, além de Ana, moram seu marido, suas duas meninas caçulas (o mais velho virou mágico e foi viajar) e outra família com dois filhos. Com idades de 5 a 10 anos, as quatro crianças nunca foram a uma escola. Aprenderam sozinhas a ler e escrever.

Com exceção de alguns compromissos fixos, como uma refeição no fim da tarde, não têm rotina pré estabelecida. A expectativa é desenvolver o potencial de criação e o que ela chama de “auto-responsabilidade”. Algo como um contraponto à atitude de esperar que outro pessoa –um professor ou chefe– determine a sua atuação. Isso, diz, vale para adultos e crianças.

NA CIDADE

Para ela, sair da escola é consequência da busca por outro modo de vida. Talvez por isso, quando o filme “Capitão Fantástico”, em cartaz, foi lançado, amigos lhe escreveram. A história mostra um pai que educa os filhos em uma floresta nos EUA. Ela rejeita a comparação com o personagem. “Ele é um escravo na luta contra o sistema. Não acho que meus filhos são melhores do que os que vão à escola. Não sou ativista”.

A realidade das famílias que praticam a “desescolarização” em São Paulo também é diferente da que mostra o filme. Exemplo é um grupo de crianças que se encontra semanalmente na Aclimação, na capital. Ele reúne 10 meninos e meninas de 3 a 16 anos, filhos de profissionais como médica, cabeleireiro, empresária e massagista.

Formada pela Faculdade de Educação da USP, Bia Conde faz uma espécie de tutoria para os “unschoolers”. Chegou a viver a experiência como mãe. Conta que tirou as filhas da escola quando tinham 4 e 6 anos, mas matriculou-as novamente sob risco de perder a guarda, após seu ex-marido entrar com uma ação.

No grupo que atende, ela dá orientações a partir dos interesses das crianças. Observa dimensões emocionais e intelectuais, diz, mas não segue um currículo escolar.

Uma das mães que a procurou é a médica Maria (nome fictício), que não quer ser identificada por medo das consequências judiciais. “Sempre fui boa aluna e gostava disso. Por isso, para mim, foi uma grande novidade quando vi que meus filhos não gostavam de ir à escola”, diz.

Quando ofereceu a eles a possibilidade de sair do colégio, o mais velho, adolescente, recusou. Está agora na faculdade. O mais novo, então com 8 anos, aceitou.

Faz aulas de música, programação e, a seu pedido, português e matemática com professor particular. Se quiser seguir o exemplo do irmão, precisará de um diploma de ensino médio. Para isso, ou terá de fazer supletivo, ou estudar para obter certificado.

Até o ano passado, uma nota mínima no Enem servia como certificação para maiores de 18 anos. Mas, para este ano, o governo vai retirar essa função do exame e criar uma prova específica para isso.

Se o conteúdo curricular até pode ser aprendido depois, a experiência de socialização da escola é única, dizem educadores contrários ao “unschooling”. “A grande vantagem da escola é a possibilidade de sair da família”, diz o filósofo e ex-ministro da Educação Renato Janine Ribeiro.

O convívio, porém, pode levar a conclusão diferente. A artista Leila Garcia, 53, tirou o filho da escola, em São Paulo, após episódios de bullying. “Não acho que a escola socialize. É um grupo de crianças juntadas aleatoriamente. Você sofre e no dia seguinte tem que estar de novo com o agressor.” Hoje, ela vive com o garoto, de 12 anos, em Ubatuba.

Os dois seguem uma programação de estudos, na qual ele escolhe o que vai aprender. Seu caso ilustra um consenso entre adeptos da “desescolarização” e críticos à prática: a necessidade de adulto por perto e de um ambiente que possibilite o desenvolvimento das crianças.

“Para recusar a escola e seguir no meu modo de criação, eu tenho que trabalhar menos e ganhar menos”, diz Leila. “Não é o mundo da fantasia.”

JUSTIÇA

Desde novembro do ano passado, todas as ações judiciais sobre educação domiciliar no país estão suspensas por determinação do ministro Luís Roberto Barroso, do STF (Supremo Tribunal Federal).

A medida é válida até o julgamento de um processo na corte, do qual ele é relator. A ação opõe o município de Canelas (RS) a pais que querem ensinar os filhos em casa.

Embora não trate do “unschooling”, a decisão pode dar uma sinalização jurídica para a prática. Os ministros do STF irão decidir se a educação pelas famílias pode ser tida como meio lícito para garantir o direito à educação. Diz o artigo 205 da Constituição: “a educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade”.

Muitos dos pais que optam por tirar os filhos da escola dizem que a decisão tem mais a ver com a opção por um modo de vida diferente do que com a discordância em relação ao modelo tradicional de ensino.

“Minhas escolhas sempre tiveram o pressuposto da liberdade e, de repente, minha filha entrou em uma cadeia de comportamento em massa”, diz Dúnia La Luna, que prefere ser identificada pelo nome artístico, ao explicar por que desmatriculou a filha, com quem vive em Joanópolis, interior de SP.

De fato, o ensino formal molda uma socialização que ultrapassa a instituição escolar, diz a professora Carlota Boto, da Faculdade de Educação da USP. “Por exemplo, a ideia de colocar as pessoas em fila é um procedimento do qual a escola se vale e que organiza outras instâncias da vida social.”

“A escola se coloca como o anteparo entre a família e a vida social”, afirma. “Trata-se de uma instituição de transição entre a vida privada familiar e o mundo público.”

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– Como identificar crianças superdotadas?

Veja que interessante: o Conselho Brasileiro de Superdotação dá algumas dicas para observar se uma criança é superdotada de inteligência ou não.

Você sabia que o Brasil perde talentos por não identificar tais crianças?

QUEM É ELE?

A identificação do superdotado requer diferentes avaliações. Ele pode se destacar em uma ou várias áreas:

1) Acadêmica – Tira boas notas em algumas matérias na escola (não necessariamente em todas), tem facilidade com as abstrações, compreensão rápida, facilidade em memorizar.

2) Criativa – É curioso, imaginativo, gosta de brincar com ideia, tem resposta bem-humoradas e diferentes do usual.

3) Liderança – É cooperativo, gosta de liderar os que estão a seu redor, é sociável e prefere não estar só.

4) Artística – É habilidoso em expressar sentimentos, pensamentos e humores através da arte, dança, teatro e música.

5) Psicomotora – É talentoso em esportes e atividades que requeiram o uso do corpo ou parte dele. Tem boa coordenação psicomotora.

6) Motivação – Torna-se totalmente envolvido pela atividade do seu interesse, resiste à interrupção, facilmente se chateia com atividades de rotina, se esforça para atingir a perfeição e necessita de pequena motivação externa para completar um trabalho percebido como estimulante.

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– O novo modelo de concessão de bolsas de ensino da CAPES

Passou batido pelo excesso de notícias dos últimos dias, mas a CAPES iniciou o novo processo de distribuição de bolsas de ensino para Mestrado e Doutorado, baseando-se no IDHM da cidade onde o curso é ofertado e no desempenho do candidato.

Compartilho abaixo, extraído de: https://educacao.uol.com.br/noticias/2020/03/06/capes-inicia-hoje-novo-modelo-de-concessao-de-bolsas-de-pos-graduacao.htm

CAPES INICIA NOVO MODELO DE CONCESSÃO DE BOLSAS

A Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) inicia hoje o novo modelo de concessão de bolsas de pós-graduação para mais de 350 instituições de ensino superior públicas e privadas do país. A distribuição será com base no desempenho acadêmico e no Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) da cidade onde o curso é ofertado.

A relação das bolsas de mestrado e doutorado será divulgada no site da autarquia. Elas estarão disponíveis para serem distribuídas pelos cursos aos estudantes em março. Essa é a primeira vez que a Capes define regras unificadas para a concessão do benefício. Serão redistribuídas 84,1 mil bolsas.

Não se tratam de novas bolsas, mas de bolsas existentes que serão redistribuídas de forma gradual de acordo com os critérios estabelecidos pela Capes. Os estudantes que já têm bolsas de estudo não serão atingidos. As regras valem apenas para as vagas que estão desocupadas ou cuja previsão de conclusão de pesquisa seja este ano.

Cursos que perderem bolsas pelo novo cálculo, mas que estiverem com as bolsas ocupadas, permanecem com as bolsas até a conclusão das pesquisas, mas não poderão ofertar o benefício a novos estudantes.

Atualmente, as universidades e os programas de pós-graduação têm uma determinada quantidade de bolsas de estudos. Se um bolsista conclui a pesquisa, a bolsa é repassada para um novo bolsista do mesmo programa.

Agora, as bolsas não permanecerão, necessariamente, no mesmo programa. Um curso de mestrado ou doutorado poderá perder ou ganhar bolsas de acordo com os critérios estabelecidos. Haverá uma transição para que os cursos não sejam prejudicados. Eles poderão perder, no máximo, 10% das bolsas ou ganhar até 30% das bolsas atuais.

Segundo a Capes, o modelo foi pensado para corrigir distorções. “O modelo revê, por exemplo, a distribuição de bolsas de estudos para cursos que possuem a mesma nota, estão na mesma área de conhecimento e localização geográfica, mas contam com quantitativos de bolsas muito diferentes. Também entram nesse contexto cursos de excelência com número de bolsas inferior ao de cursos com nota mínima permitida”, informou a autarquia.

Os critérios valem até fevereiro de 2021 e poderão ser revistos após esse período. As regras valem para o Programa de Demanda Social (DS), o Programa de Excelência Acadêmica (Proex), o Programa de Suporte à Pós-Graduação de Instituições de Ensino Particulares (Prosup) e o Programa de Suporte à Pós-Graduação de Instituições Comunitárias de Ensino Superior (Prosuc).

Atualmente, os bolsistas de mestrado recebem, por mês, R$ 1,5 mil e os de doutorado, R$ 2,2 mil.

*Colaborou Mariana Tokarnia, repórter da Agência Brasil.

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– Crescendo, aprendendo e vencendo desafios!

Na vida, precisamos ser como as crianças: tentar, tentar e tentar… e depois tentar de novo!

Errar faz parte do crescimento, pois ajuda a aprender o que não se deve fazer para ter fracasso, corrigindo-nos para o sucesso. Com as orientações de mestres (no caso dos pequenos: os pais; dos alunos: os professores; dos empregados: os líderes), devemos sempre ouvir a voz dos que já conseguiram ou ao menos tentaram!

Riding a scooter in the square. Isn’t being a child overcoming challenges? / Passeando de patinete na pracinha. Ser criança não é vencer desafios?

– A Professora de Química e o seu Doutorando em área de guerra (literalmente).

E não é mentira a história que impressiona, entre uma professora protagonista com um “roteiro de filme para formar seu aluno”, que surgiu nos últimos dias. E que aconteceu há 5 anos, sem que ninguém soubesse!

Charlotta Turner, Professora de Química Analítica da Universitária de Lund, na Suécia, soube que seu aluno que orientava no Doutorado, Firas Mohsin Jumaah, não poderia concluir o curso já que por ser iraquiano, foi passar uns dias em seu país-natal e acabou cercado por uma célula do grupo terrorista Estado Islâmico, que dominou a região e impediu a saída de moradores.

Não é que a docente contratou, acredite, um grupo de mercenários que o retirou de lá, e trouxe a família dele para tranquilizá-lo?

Disse a professora:

“Fiquei chateada com a situação do Firas porque ele era meu aluno e era minha a responsabilidade por ele entregar a tese”.

Tal empenho da professora impressiona. Mas contratar mercenário para trazer o aluno de volta, nunca vi!

Abaixo, extraído do noticiário sueco, em: https://www.thelocal.se/20181213/lund-professor-freed-student-from-islamic-state-warzone

LUND PROFESSOR FREED STUDENT FROM ISLAMIC WAR ZONE

Charlotta Turner, professor in Analytical Chemistry, received a text message from her student Firas Jumaah in 2014 telling her to to assume he would not finish his thesis if he had not returned within a week.

He and his family were, he told her, hiding out in a disused bleach factory, with the sounds of gunshots from Isis warriors roaming the town reverberating around them. Jumaah, who is from Iraq, is a member of the ethno-religious group Yazidi hated by Isis.

“I had no hope then at all,” Jumaah told Lund’s University Magazine LUM. “I was desperate. I just wanted to tell my supervisor what was happening. I had no idea that a professor would be able to do anything for us.”
Jumaah had voluntarily entered the war zone after his wife had rung him to say that Isis fighters had taken over the next-door village, killing all the men and taking the women into slavery.

“My wife was totally panicking. Everyone was shocked at how IS were behaving,” he said. “I took the first plane there to be with them. What sort of life would I have if anything had happened to them there?”

But Turner was not willing to leave her student to die without trying to do something.

“What was happening was completely unacceptable,” she told LUM. “I got so angry that IS was pushing itself into our world, exposing my doctoral student and his family to this, and disrupting the research.”

She contacted the university’s then security chief Per Gustafson.

“It was almost as if he’d been waiting for this kind of mission,” Turner said. “Per Gustafson said that we had a transport and security deal which stretched over the whole world.”

Over a few days of intense activity, Gustafson hired a security company which then arranged the rescue operation.

A few days later two Landcruisers carrying four heavily-armed mercenaries roared into the area where Jumaah was hiding, and sped him away to Erbil Airport together with his wife and two small children.

“I have never felt so privileged, so VIP,” Jumaah told LUM. “But at the same time I felt like a coward as I left my mother and sisters behind me.”

uckily the rest of his family survived Isis occupation, while Jumaah back in Sweden completed his PhD and now works for a pharmaceuticals company in Malmö. The family has almost finished paying the university back for the rescue operation.

“It was a unique event. As far as I know no other university has ever been involved in anything like it,” Gustafson said.

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Firas Jumaah and his former PHD supervisor Charlotta Turner. Photo: Kennet Ruona

– Como identificar um ótimo professor?

O artigo de Gustavo Ioscpe na Revista Veja (Ed 13/02/2013) é uma das boas coisas que mentes brilhantes criam. Independente se você for professor ou aluno, tenho certeza que gostará:

COMO IDENTIFICAR UM BOM PROFESSOR

Vou fazer uma pergunta fácil: você teve algum Professor especial, que fez diferença na sua vida? Se você passou mais de dez anos estudando, aposto que não apenas a resposta foi positiva, como imediatamente lhe veio à mente aquele(a) Professor(a). Agora, uma pergunta mais difícil: você poderia descrever as qualidades desse Professor especial, de forma que seus atributos pudessem ser copiados por todos os outros Professores em atividade?

Uma série de estudos demonstra que um bom Professor exerce influência substancial sobre seus Alunos, não apenas durante o período Escolar mas por toda a vida. Boa Educação melhora a saúde, diminui a criminalidade e aumenta o salário. Eric Hanushek, pesquisador de Stanford, calcula que um Professor que esteja entre os 25% do topo da categoria e que tenha uma turma de trinta Alunos gera, a cada ano, um aumento na massa salarial desses Alunos de quase 500 000 dólares ao longo da vida deles. O problema é que, mesmo que todos saibam intuitivamente quem é um bom Professor, ainda não conseguimos explicar e decompor o seu comportamento de forma que seja possível identificar os
bons profissionais, promovê-los e reproduzir a sua atuação. Os estudos estatísticos, que se valem de dados facilmente quantificáveis, nos trazem alguns bons indícios — por exemplo, a experiência do Professor só importa nos dois a cinco primeiros anos de carreira; Professores que faltam às aulas têm Alunos que aprendem menos; Professores que obtiveram notas melhores em testes padronizados, estudaram em universidades mais competitivas e têm mais habilidade verbal exercem impacto positivo sobre o aprendizado dos Alunos; quanto mais sindicalizados os Professores, mais eles faltam e mais insatisfeitos estão com a carreira; e Professores com expectativas mais altas para seus Alunos também obtêm resultados superiores. Essas são todas variáveis “de fora”; estudos mais recentes começam a entrar na Escola e na sala de aula e tentam explicar os componentes de um bom Professor.

Um estudo lançado em janeiro representa um grande passo à frente (esse e todos os outros estudos citados aqui estão em http://www.twitter.com/gios-chpe). Patrocinado pela fundação Bill & Melinda Gates, ele conseguiu criar um “mapa da mina” para a identificação de bons Professores, depois de acompanhar milhares de Professores e Alunos em sete distritos Escolares americanos (incluindo Nova York, Dallas e Denver) ao longo de três anos. Normalmente, só cito neste espaço estudos publicados em revistas acadêmicas ou simpósios, que são revisados e criticados por outros acadêmicos, porque é pequena a probabilidade de uma fundação privada reconhecer em um relatório que, “depois de três anos de esforços e milhões de dólares gastos, não encontramos nada de relevante”. Nesse caso, porém, creio que a exceção é justificada, não apenas por se tratar de uma fundação séria, que chamou pesquisadores renomados para o trabalho, mas também por seu design inovador.

Em 2009-2010, o estudo tentou criar instrumentos que identificassem Professores competentes. Chegou a um menu de três itens: observação de Professores em sala de aula, questionários preenchidos pelos Alunos e ganhos dos Alunos em testes padronizados, ou seja, quanto os Alunos daquele determinado Professor ganhavam em aprendizado de um ano a outro nesses testes (equivalentes ao nosso Enem ou Prova Brasil). Fez-se um trabalho cuidadoso para estabelecer quem deveria observar os Professores, quantas vezes e olhando para quais dimensões; como inquirir os Alunos; e no quesito valor agregado, teve-se a precaução de controlar uma série de variáveis dos Alunos (status social, situação familiar etc.) para que se pudesse isolar a qualidade do Professor, não do Aluno.

Mesmo com todos esses cuidados, ainda há muito que não sabemos nem controlamos que pode interferir nos resultados. Pode ser que os melhores Alunos procurem os melhores Professores, ou que os melhores Professores escolham dar aulas para turmas ou séries melhores, e aí o que pareceria o impacto do Professor seria uma complexa interação entre Professores e Alunos que inviabilizaria qualquer análise. (Seria como examinar a eficácia de um médico julgando apenas a taxa de cura dos seus pacientes. Se os casos mais complicados procuram os melhores médicos, ou se os melhores médicos procuram os pacientes mais intratáveis, é provável que os melhores médicos e os piores tenham pacientes com expectativa de vida similar, apesar de terem competências radicalmente distintas.) A fundação então conseguiu fazer o que se faz nas ciências exatas para isolar o efeito de uma variável: no ano seguinte, distribuiu os Professores aleatoriamente. A turma a que cada um ensinaria foi totalmente determinada por sorteio. Mais de 1 000 Professores, atendendo mais de 60 000 Alunos, participaram. E os resultados são fascinantes.

Em primeiro lugar, a performance esperada dos Professores ficou muito próxima da performance real (ambas medidas pelo aprendizado de seus Alunos). Ou seja, os Professores identificados como bons através das observações de seus pares, questionários de Alunos e valor agregado em anos anteriores continuaram, grosso modo, sendo bons Professores ensinando a turmas aleatoriamente escolhidas.

Em segundo lugar, foi possível sofisticar o modelo. Testaram-se quatro variações das ferramentas de avaliação dos Professores, e notou-se que uma das melhores combinações era aquela que dava peso igual (33% a cada um) aos três componentes (performance em teste, observação e questionário de Alunos). Quando alguns Professores reclamam que é reducionismo avaliá-los somente pela performance de seus Alunos em testes, aparentemente têm razão: é melhor adicionar essas duas outras variáveis. Também se testaram vários modelos diferentes de observação Docente, desde aquele em que o Professor é avaliado por seu diretor até versões mais complexas. Os modelos mais confiáveis se mostraram aqueles em que o Professor foi avaliado por pelo menos quatro observadores, em aulas diferentes, sendo dois deles pessoas da administração da Escola (é importante que seja mais de uma para evitar a influência de conflitos/preferências pessoais) e dois, outros Professores, treinados para a tarefa.

Nenhum estudo é definitivo, muito menos um feito por uma fundação, e nada garante que os mesmos achados serão encontrados no Brasil, ainda que normalmente o que apareça nos Estados Unidos também se verifique aqui. Mas, ante o modelo atual, obviamente fracassado, em que o Professor é contratado por concurso no início da carreira e depois fica esquecido em sua sala de aula, fazendo o que bem entender e sendo promovido por nível de estudo e experiência, o horizonte descortinado por essa pesquisa é bem mais promissor. Precisamos encontrar e premiar os bons Professores. E ter ferramentas objetivas e mensuráveis para tirar os maus profissionais da sala de aula. Sem isso, dificilmente sairemos dessa pasmaceira.

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– Escola sem Partido, sem Religião e sem Apologia a Gênero

O respeito à fé, às convicções políticas e à sexualidade deve ser sempre preservado. Muitas vezes nos deparamos com assuntos polêmicos, que podem fazer proselitismo ou determinar preconceito contra uma crença religiosa (ou descrença).

Nos dias atuais, o radicalismo a favor ou contra alguma religião, partido político ou causas sociais (como LGBTQ+) acaba entrando no noticiário por seus manifestantes e defensores – em algumas ocasiões, de maneira ofensiva.

Procurar a neutralidade e preservar o direito ao exercício da cidadania (sem fazer apologia ou repulsa) é fundamental. E, apesar de muitas críticas que se possa fazer em alguns setores do Governo, ao ler sobre a criação de um canal de denúncias para que se tenha a possibilidade de reclamar de conteúdos inapropriados (que critiquem a fé desde o cristianismo até as de raízes africanas; de promoção de campanha partidária / política de Esquerda ou Direita; ou ainda de erotização precoce ao invés de educação sexual) penso ser uma acerto muito grande!

A questão não é censurar (censura nunca deve ser feita), mas a necessidade de mostrar a pluralidade de ideias e manifestações (não de um lado apenas, para que não seja um ensino doutrinário) é indiscutível.

Compartilho, extraído de: https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2019/11/damares-anuncia-canal-de-denuncias-para-questoes-contra-moral-religiao-e-etica-nas-escolas.shtml

DAMARES ANUNCIA CANAL DE DENÚNCIAS PARA QUESTÕES CONTRA MORAL, RELIGIÃO E ÉTICA NAS ESCOLAS

Segundo a ministra, canal está sendo formatado em parceria com o MEC e será anunciado em breve

A ministra Damares Alves (Direitos Humanos) disse nesta terça-feira (19) que um canal de denúncias está sendo formatado em parceria com o MEC (Ministério da educação) para receber queixas de conteúdos que possam ser considerados inadequados nas escolas.

“O que nós queremos é tão somente o cumprimento da lei”, afirmou ela a jornalistas, fazendo referência a Convenção Americana de Direitos Humanos, o Pacto de San José da Costa Rica, do qual o Brasil é signatário.

“Lá está dizendo que a escola não pode ensinar nada que atente contra a moral, a religião e a ética da família. A família precisa ser ouvida.”

Segundo Damares, o canal será anunciado em breve e será conduzido pelo Ministério da Educação. Questionada sobre o papel da sua pasta, ela disse que será o de conversar com as famílias, sem entrar em detalhes de como isso será feito.

Ela também não explicou em que formato funcionará o canal —se pela internet, via telefone ou outra forma— e não citou previsão para a implementação, mas disse que deve ocorrer ainda este ano. O MEC não retornou o contato da reportagem para comentar sobre o tema.

A ministra havia falado sobre o canal de denúncias na segunda-feira, ao compartilhar, no Twitter, uma reportagem do site Metrópoles sobre o caso de um professor de Brasília que teria ensinado sobre sexo anal e oral a alunos do sexto ano e pedido uma redação a respeito do tema.

“Tudo o que nós queremos: bom senso. Foi um episódio de um educador, esse rapaz pode estar doente, perturbado, não está bem orientado, foi um episódio isolado. O que nós queremos é que episódios como esse não aconteçam mais”, disse em Belo Horizonte.

Segundo Damares, o objetivo é trabalhar uma parceria entre escola e família, onde cada um esteja ciente de seu “dever e papel”. Ela garantiu que o objetivo não é punir educadores e que não será instaurada “uma guerra contra a escola”.

“Não existe aqui nenhum governo radical, opressor, que vai proibir falar desses temas, obedecendo o material didático certo, a idade certa e a forma certa de falar”, explicou.

A ministra defendeu que é importante falar de educação sexual nas escolas para “empoderar a criança”.

Damares citou sua própria história de abuso, ocorrida quando tinha 6 anos. Ela conta que não sabia que poderia denunciar o que aconteceu e que, se tivesse sido orientada, estaria empoderada para se proteger.

Em setembro, o ministro da educação, Abraham Weintraub, enviou ofício para as secretarias de educação do país com orientações sobre respeito a crenças religiosas, pluralismo de ideias e sobre o veto de propagandas partidárias em sala de aula. Temas que remetem ao que é preconizado pelo movimento Escola sem Partido.

Na época, Weintraub disse que colocaria os canais de comunicação do MEC à disposição para receber denúncias de casos que fossem considerados extremos.

Em Belo Horizonte, Damares também disse que não estava previsto, mas que irá sugerir que o canal de denúncias seja incluído no Pacto pela Infância —pacto de programas sociais— articulado com outros ministérios.

Ela antecipou outro programa do governo que será anunciado nos próximos dias. O “Creche para todos”, diz ela, tem como meta colocar em dois anos todas as crianças do país, na faixa de 0 a 4 anos, em creches. Os detalhes também serão tratados pelo MEC.

A agenda da ministra na capital mineira incluiu participação em audiências públicas e o recebimento do título de cidadã honorária do estado pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

Respondendo à pergunta se irá para o novo partido do presidente Jair Bolsonaro, Damares disse que não foi convidada ainda e que irá pensar.

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– ENEM exige caneta preta. Por quê não caneta azul?

Com tamanha tecnologia que temos no século XXI, por quê o ENEM não aceita canetas de outras cores escuras (pois é compreensível que não seja uma cor clara, visando a facilitação da leitura eletrônica dos gabaritos) do que a preta?

Aliás, a pergunta correta seria: por quê não ser ainda uma prova digitalizada?

Coisas que dificilmente serão respondidas e que nos parece tão óbvias de serem feitas…

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– “Acho que vi 1 Cientista”, a segunda edição do Concurso Cultural de ótima qualidade para as crianças.

Quando é que as pessoas devem começar a ter contato com o universo científico?

A resposta é lógica: desde crianças!

Sendo assim, para estimular a Educação, Pesquisa e interesse nos Estudos, a Agência Fapesp incentivou através de algumas instituições (abaixo relacionadas na matéria) um concurso cultural para crianças.

Extremante pertinente para aqueles que incentivam os filhos em um ambiente acadêmico e de aprendizado contínuo!

Extraído de: http://agencia.fapesp.br/inscricoes-abertas-para-o-2-concurso-cultural-acho-que-vi-1-cientista/31750/

CONCURSO CULTURAL “ACHO QUE VI 1 CIENTISTA”

Agência FAPESP – Estão abertas as inscrições para o segundo Concurso Cultural “Acho que vi 1 cientista”, criado pelo grupo de divulgação científica Nunca Vi 1 Cientista, com patrocínio do Centro de Pesquisa em Processos Redox em Biomedicina (Redoxoma), um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) financiado pela FAPESP no Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP).

O objetivo da iniciativa é estimular o contato das crianças com o universo científico. Este ano, as crianças devem enviar um vídeo de até um minuto respondendo à pergunta: por que ciência é importante?

Elas vão concorrer em duas categorias, de 5 a 8 anos e de 9 a 12 anos. Os três melhores colocados de cada categoria receberão prêmios.

As inscrições vão até 31 de outubro de 2019 e, para participar, o responsável pela criança deve preencher um formulário de inscrição on-line. Os vencedores serão anunciados no dia 4 de novembro.

Em 2018, na primeira edição do concurso, o canal recebeu 50 vídeos de crianças respondendo à pergunta “O que é ciência para você?”. Os vídeos vencedores podem ser vistos no canal de Youtube do Nunca Vi 1 Cientista.

Mais informações em: https://bit.ly/2B3SIV6.

Este texto foi originalmente publicado por Agência FAPESP de acordo com a licença Creative Commons CC-BY-NC-ND. Leia o original aqui.

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– Onde estão os ótimos estudantes?

Compartilho bacana matéria sobre a carência de estudantes quem segundo o autor, estariam em extinção!

Extraído de: http://www.cartacapital.com.br/revista/794/procuram-se-estudantes-7060.html

PROCURAM-SE ESTUDANTES

Além do mico-leão-dourado e do lobo-guará, outro mamífero tropical parece caminhar para a extinção

por Thomaz Wood Jr.

Diz-se que uma espécie encontra-se ameaçada quando a população decresce a ponto de situá-la em condição de extinção. Tal processo é fruto da exploração econômica e do desenvolvimento material, e atinge aves e mamíferos em todo o planeta. Nos trópicos, esse pode ser o caso dos estudantes. Curiosamente, enquanto a população de alunos aumenta, a de estudantes parece diminuir. Paradoxo? Parece, mas talvez não seja.

Aluno é aquele que atende regularmente a um curso, de qualquer nível, duração ou especialidade, com a suposta finalidade de adquirir conhecimento ou ter direito a um título. Já o estudante é um ser autônomo, que busca uma nova competência e pretende exercê-la, para o seu benefício e da sociedade. O aluno recebe. O estudante busca. Quando o sistema funciona, todos os alunos tendem a se tornar estudantes. Quando o sistema falha, eles se divorciam. É o que parece ocorrer entre nós: enquanto o número de alunos nos ensinos fundamental, médio e superior cresce, assombram-nos sinais do desaparecimento de estudantes entre as massas discentes.

Alguns grupos de estudantes sobrevivem, aqui e acolá, preservados em escolas movidas por nobres ideais e boas práticas, verdadeiros santuários ecológicos. Sabe-se da existência de tais grupos nos mais diversos recantos do planeta: na Coreia do Sul, na Finlândia e até mesmo no Piauí. Entretanto, no mais das vezes, o que se veem são alunos, a agir como espectadores passivos de um processo no qual deveriam atuar como protagonistas, como agentes do aprendizado e do próprio destino.

Alunos entram e saem da sala de aula em bandos malemolentes, sentam-se nas carteiras escolares como no sofá de suas casas, diante da tevê, a aguardar que o show tenha início. Após 20 minutos, se tanto, vêm o tédio e o sono. Incapazes de se concentrar, eles espreguiçam e bocejam. Então, recorrem ao iPhone, à internet e às mídias sociais. Mergulhados nos fragmentos comunicativos do penico digital, lambuzam-se de interrogações, exclamações e interjeições. Ali o mundo gira e o tempo voa. Saem de cena deduções matemáticas, descobertas científicas, fatos históricos e o que mais o plantonista da lousa estiver recitando. Ocupam seu lugar o resultado do futebol, o programa de quinta-feira e a praia do fim de semana.

As razões para o aumento do número de alunos são conhecidas: a expansão dos ensinos fundamental, médio e superior, ocorrida aos trancos e barrancos, nas últimas décadas. A qualidade caminhando trôpega, na sombra da quantidade. Já o processo de extinção dos estudantes suscita muitas especulações e poucas certezas. Colegas professores, frustrados e desanimados, apontam para o espírito da época: para eles, o desaparecimento dos estudantes seria o fruto amargo de uma sociedade doente, que festeja o consumismo e o prazer raso e imediato, que despreza o conhecimento e celebra a ignorância, e que prefere a imagem à substância.

Especialistas de índole crítica advogam que os estudantes estão em extinção porque a própria escola tornou-se anacrônica, tentando ainda domesticar um público do século XXI com métodos e conteúdos do século XIX. Múltiplos grupos de interesse, em ação na educação e cercanias, garantem a fossilização, resistindo a mudanças, por ideologia de outra era ou pura preguiça. Aqui e acolá, disfarçam o conservadorismo com aulas-shows, tablets e pedagogia pop. Mudam para que tudo fique como está.

Outros observadores apontam um fenômeno que pode ser causa-raiz do processo de extinção dos estudantes: trata-se da dificuldade que os jovens de hoje enfrentam para amadurecer e desenvolver-se intelectualmente. A permissividade criou uma geração mimada, infantilizada e egocêntrica, incapaz de sair da própria pele e de transcender o próprio umbigo. São crianças eternas, a tomarem o mundo ao redor como extensão delas próprias, que não conseguem perceber o outro, mergulhar em outros sistemas de pensamento e articular novas ideias. Repetem clichês. Tomam como argumentos o que copiam e colam de entradas da Wikipédia e do que mais encontram nas primeiras linhas do Google. E criticam seus mestres, incapazes de diverti-los e de fazê-los se sentir bem com eles próprios. Aprender cansa. Pensar dói.

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– Kroton se transformará em Cogna

Uma mudança para administrar melhor: a Kroton se reinventará e se transformará numa nova holding de 4 empresas.

Somente em 2018, o grupo faturou R$ 5,5 bi!

Extraído de: https://exame.abril.com.br/negocios/kroton-passa-a-se-chamar-cogna-e-divide-grupo-em-quatro-marcas/

KROTON PASSA A SE CHAMAR COGNA E DIVIDE GRUPO EM QUATRO EMPRESAS

Líder em educação privada no Brasil, Kroton foi dividida em quatro novas empresas e ampliará oferta de serviços B2B para escolas e universidades

A Kroton, maior grupo de educação privada do Brasil, vai mudar de nome e de formato da operação. A empresa anunciou em evento nesta segunda-feira 7 que vai dividir a empresa em quatro braços e, para administrá-los, criou a holding Cogna Educação — que vem de “cognição”.

Até então, o grupo inteiro era batizado de Kroton e a empresa era dividida em dois braços, o de educação superior e o de educação básica. Agora, as quatro divisões serão cada qual uma nova empresa.

As empresas serão a Kroton, que segue com o mesmo nome e foco em cursos de ensino superior; a Saber, que inclui cursos de línguas e as escolas de ensino básico das quais a Kroton é dona; a Vasta Educação, que vai oferecer serviços de gestão para as escolas e material didático, incluindo eventual participação em licitações públicas; e a Platos, criada para oferecer serviços de gestão para o ensino superior. O grupo terá ainda um braço de investimento em startups, a Cogna Venture.

O atual presidente da Kroton, Rodrigo Galindo, será o presidente da holding Cogna. Roberto Valério, que era presidente de ensino superior, passará a ser o presidente da marca Kroton.

A mudança, que começa a valer de fato a partir do dia 1º de janeiro de 2020, faz a Kroton ampliar seu espectro de serviços para empresas, o chamado B2B (business to business, ou negócio para negócio). A empresa, que ficou famosa com faculdades privadas como a Anhanguera e se beneficiou de políticas públicas de acesso ao ensino superior, como o financiamento estudantil governamental do programa Fies, até então tinha serviços majoritariamente voltados aos estudantes.

Com a mudança, a Kroton, agora Cogna Educação, ganhará também uma nova sede, na avenida Paulista. Seu código na bolsa também passará a ser COGN3, em vez do anterior, KROT3, a partir do dia 11 de outubro.

A Kroton faturou 5,5 bilhões de reais em 2018 e teve lucro de 1,9 bilhão de reais no ano. No segundo trimestre deste ano, último com números divulgados, a queda de mais de 40% em seu lucro decepcionou os investidores e fez as ações caírem na casa dos 7% após os resultados.

Para além das novas marcas, a empresa vive um momento de reestruturação, com diminuição dos recursos do Fies, queda nos lucros oriundos do ensino superior e redução de mais de 4% no número de alunos.

Segundo informou o presidente Rodrigo Galindo, a mudança na operação vinha sendo desenhada desde 2017. Boa parte dos serviços oferecidos pelas novas empresas já eram ofertados pela Kroton enquanto grupo unificado — como o Kroton Learning System, modelo acadêmico para faculdades. Mas a divisão em empresas pode tornar as marcas mais atrativas a investimentos e intensifica o movimento de diversificação do portfólio.

Sala de aula da Kroton: código da empresa na bolsa mudará para COGN3 (Germano Lüders/EXAME)

– Carteira do Estudante sem custo!

Ufa, e não é que enfim alguém vai bater de frente com a UNE?

Ela nunca me representou e nunca a vi defender meus interesses enquanto estudante. E para a emissão das carteirinhas estudantis, tinha certos privilégios.

Agora, o Governo Federal permite que sejam emitidas de maneira digital esses documentos. Claro que se usará o artifício de se dizer que com isso “Bolsonaro quer enfraquecer a força estudantil”.

Ué, mas a força era financeira? Uma carteirinha gratuita não é algo bom? Se o movimento é unido e coeso, apartidário, não se deve ter preocupação.

A preocupação que eu tenho seria que uma entidade ligada ao Esquerdismo fosse substituída por uma inversa, ao Direitismo absoluto. Não é isso que acontece, felizmente.

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– Voltando ao berço. Obrigado, Uninove!

Eu tinha 22 anos de idade e recebi um convite: lecionar em Faculdade de Administração!

Apesar da falta de experiência em salas de aula, de saber que eu teria alunos até mesmo mais velhos do que eu, contei com:

1. O histórico de ter trabalhado cedo e aprendido muita coisa, apesar da juventude;

2. A ótima coleção de livros e anotações das minhas aulas enquanto aluno (Internet estava nascendo ainda);

3. O carinho da minha diretora  (Prof.a Raquel Pereira) que confiou a mim tantas disciplinas, mesmo tão jovem (o que não é tão corriqueiro para a função), e da Prof.a Silaine Toro, que audaciosamente arriscou me indicar à instituição; e,

4. A fé em Deus e o apoio da família!

Passado tanto tempo, sendo feliz profissionalmente dentro das classes e universidades que pude lecionar, tanto na Capital quanto no Interior, 20 anos depois – mais maduro, com outras e inúmeras experiências, num contexto social bem diferente e globalizado – não é que nas voltas que a vida dá, o “caminho das pedras” me levou onde tudo se iniciou?

Obrigado pelo aceite, Uninove! Retornar à casa onde comecei é um prazer imenso e a satisfação torna-se incomensurável.

Juntos novamente seremos 10!

– As mulheres são maioria nos cursos de Doutorado e Mestrado!

Sexo Frágil? Nada disso. As mulheres ganham espaço em todos os campos da sociedade (como deveria ser normal), mas um número é interessante: segundo a CAPES, elas são quase 20% a mais nos cursos de mestrado e doutorado.

Extraído de: https://www.capes.gov.br/pt/sala-de-imprensa/noticias/8787-mulheres-permanecem-como-maioria-na-pos-graduacao-brasileira

MULHERES SÃO MAIORIA

Os dados da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) sobre o Sistema Nacional de Pós-Graduação apontam que as mulheres são maioria nessa modalidade da educação brasileira. Os números mais recentes, de 2016, indicam 165.564 mulheres matriculadas e tituladas em cursos de mestrado e doutorado, enquanto os homens somam 138.462, uma diferença de aproximadamente 19%.

Apenas na modalidade de mestrado acadêmico, as mulheres somaram aproximadamente 12 mil matrículas a mais que os homens e cerca de 6 mil títulos a mais foram concedidos a mulheres naquele ano. A modalidade de doutorado também traz realidade semelhante, com um total de 57.380 mulheres matriculadas e 11.190 tituladas, ao passo que os homens somaram 50.260 matrículas e 9.415 títulos em 2016.

Ainda que o crescimento da participação feminina seja uma realidade, existe uma série de desafios para uma plena igualdade de gêneros, inclusive na ciência e na pós-graduação. Áreas do conhecimento tradicionalmente masculinas, como Engenharias, Computação e Ciências Exatas e da Terra continuam com a presença maciça de homens, ainda que a perspectiva apresentada com os números dos últimos 15 anos seja de maior igualdade nessa relação.

Além disso, apesar de hoje as brasileiras serem maioria da população, viverem mais, acumularem mais anos de estudo e terem aumentado ano a ano a responsabilidade por manter os domicílios do país, ainda ganham menos que os homens brasileiros e são vítimas de violência doméstica. Se for considerado o último relatório da Organização Mundial da Saúde, o Brasil ocupa a 7ª posição entre as nações mais violentas para as mulheres, de um total de 83 países.

O relatório Global da Defasagem de Gênero 2016, do Fórum Econômico Mundial, também sugere que a igualdade econômica entre sexos, no ritmo atual, pode demorar 170 anos e alerta para uma drástica freada nos avanços nos últimos anos também em razão dos desequilíbrios crônicos nos salários e na participação no mercado de trabalho.

Sexo

DOUTORADO

MESTRADO

MESTRADO PROFISSIONAL

MATRICULADO

TITULADO

MATRICULADO

TITULADO

MATRICULADO

TITULADO

FEMININO

57.380

11.190

69.211

27.662

15.811

5.290

MASCULINO

50.260

9.415

57.238

21.393

16.935

5.328

Total Geral

107.640

20.605

126.449

49.055

32.746

10.618

*Fonte: Plataforma Sucupira (CAPES/MEC)

(Brasília – CCS/CAPES)
A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura “CCS/CAPES”

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– Curso de Inglês Gratuito da UNESP!

Veja só que bacana: a conceituada UNESP está oferecendo um curso de inglês SEM CUSTO e ON LINE!

Para quem gosta de estudar e precisa aperfeiçoar a língua estrangeira, uma ótima notícia.

Abaixo, extraído de: https://estagioonline.com/noticias/unesp-oferece-curso-de-ingles-online-e-gratuito?ref=linkedin

UNESP OFERECE CURSO DE INGLÊS ONLINE E GRATUITO

A Universidade Estadual Paulista – UNESP, é uma universidade pública brasileira, com atuação no ensino, na pesquisa e na extensão de serviços à comunidade.

Considerada como uma das maiores universidades do Brasil, disponibilizou uma série de cursos online gratuitos para que qualquer pessoa possa estudar de onde estiver. Dentre eles está o curso de Escrita em Língua Inglesa, que é totalmente realizado através do Ensino a Distância – EAD, e que pode contribuir bastante na formação ou atualização profissional para as mais diversas carreiras existentes no mercado.

EMENTA DO CURSO UNESP

Gêneros do discurso e as situações sociais de uso da língua inglesa. Escrita em língua estrangeira. Aspectos linguísticos do texto escrito. Escrita como processo; criatividade e estratégias envolvidas na produção de textos escritos em língua inglesa.

Os estudantes, têm a opção de mandar um e-mail para o professor que propôs a disciplina para tirar eventuais dúvidas. Enquanto o aluno está online, ele consegue ver quais outras pessoas estão acessando a plataforma naquele momento e é possível trocar mensagens com elas. Quando o aluno se sente apto, ele pode fazer exercícios de múltipla escolha sobre o conteúdo abordado e receber o resultado na hora.

CERTIFICAÇÃO

O curso não fornece certificado do idioma inglês, sendo uma oportunidade para dar um UP nos conhecimentos em uma Universidade reconhecida. Escrevemos uma matéria mostrando como obter certificado de inglês a partir de testes gratuitos online, dá uma conferida:  Neste link

COMO SE INSCREVER

Para se inscrever no curso de inglês, basta fazer o cadastro pelo site Unesp aberta, informando os dados. Depois de receber uma mensagem de confirmação, o interessado pode participar de qualquer curso disponível. As inscrições podem ocorrer a qualquer momento. O cadastro pode ser feito aqui, em:

https://unespaberta.ead.unesp.br/index.php/cursos/item/287-eli

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– Números interessantes sobre Doutorado no Brasil

Números extraídos da Veja.com:

  • De cada 100.000 habitantes, apenas 8 têm doutorado no Brasil (Reino Unido têm 41 e a Eslovênia 57).
  • idade média de quem consegue se tornar doutor em nosso país é 37 anos.
  • R$ 13.861,00 é a remuneração média dos doutores no Brasil (6 vezes mais que a média da população).
  • Os doutores em Direito são os que têm melhor remuneração: R$ 19.736,00 é o salário/ médio.

Vale a pena ou não estudar?

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– A Escolaridade do Trabalhador Brasileiro!

Segundo números do IBGE, publicados pelo Linkedin:

Cerca de 35% dos trabalhadores brasileiros não têm ensino fundamental, segundo dados referentes ao primeiro trimestre divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No Nordeste, a porcentagem de pessoas com mais de 14 anos de idade que ainda não tem o diploma é de quase 38%, enquanto a porcentagem ultrapassa 44% na região Norte. A taxa é mais baixa no Sudeste (29,2%), seguida por Centro-Oeste (33,5%) e Sul (34%).

Preocupante demais, não? Estudo e trabalham se casam perfeitamente, e o desequilíbrio (ou a falta) entre eles acarretas prejuízos demais à nação.

Outros dados no link em:

https://g1.globo.com/google/amp/educacao/noticia/2019/05/16/35percent-dos-brasileiros-com-mais-de-14-anos-nao-completaram-o-ensino-fundamental-aponta-ibge.ghtml

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– Generalizar é burrice: sobre o corte de verbas do MEC!

Fico pasmo como o radicalismo (de esquerda e de direita) impera nesse país, calando as pessoas sensatas e prejudicando a nação.

Digo isso após a declaração do Ministro da Educação, Abraham Weintraub, de que iria “acabar com a balbúrdia” nas universidades. Claro, é necessário colocar ordem nas instituições e não permitir que universidade seja local de descalabro social.

Entretanto, há um grande problema: a generalização! Se existe problemas em uma sala de aula, por exemplo, não se pode punir todos os alunos, porque há os bons estudantes que querem adquirir e replicar o conhecimento – e que dividem espaço com os baderneiros que existam. Da mesma forma, em uma faculdade não existe 100% de alunos bons e 100% de alunos ruins. Punir, simplesmente, como se todos fossem anarquistas, está errado.

Compartilho a triste constatação de que o corte de verbas chamado pelo nome disfarçado de “contingenciamento”, reduz importantes áreas de pesquisas, afetando mestrandos e doutorandos sérios que lutam para o desenvolvimento da pesquisa e ciência do país – e que muitos não estão nem aí para os fanatismos políticos das diversas ideologias que contaminam o Brasil.

Extraído de: https://istoe.com.br/bloqueio-do-mec-atinge-mestrado-e-doutorado/

BLOQUEIO DO MEC ATINGE MESTRADO E DOUTORADO

Os reflexos do contingenciamento de R$ 7,4 bilhões do Ministério da Educação já começam a ser sentidos nos cursos de mestrado e doutorado. A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) vai congelar neste semestre bolsas que estão ociosas e reduzir aquelas que são concedidas em instituições mal avaliadas. Associações das áreas de ciência e educação devem começar hoje a se mobilizar para reverter bloqueios no Congresso.

Além do aperto na oferta de bolsas, a Capes vai encerrar o programa Idiomas Sem Fronteiras, que havia sido criado na esteira do Ciência sem Fronteiras. A coordenação não informou quantas bolsas serão atingidas com as medidas, mas a conta é reduzir inicialmente R$ 150 milhões dos R$ 3,4 bi destinados para a atividade.

Será preservado neste primeiro momento o pagamento de bolsas para formação de professores de educação básica. Atualmente, são 107.260 bolsistas. Nos registros da Capes, havia em fevereiro deste ano 92.253 bolsistas na pós-graduação. Os auxílios repassados estão há anos sem reajuste. Para mestrado, o valor mensal é de R$ 1,5 mil; para doutorado, é de R$ 2,2 mil.

Diante dos cortes, pesquisadores vão iniciar uma movimentação no Congresso, com o objetivo de tentar blindar a área e obter, por meio de emendas parlamentares, recursos para o setor. Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, Academia Brasileira de Ciência e Associação Nacional de Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) pretendem a partir de hoje fazer um trabalho de convencimento entre parlamentares, para mostrar o risco que envolve a redução de investimentos em pesquisas no País. “A ciência está com a corda no pescoço”, resumiu o presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Ildeu Castro Moreira.

Apreensão

Os cortes na Capes eram esperados com apreensão por pesquisadores. Helena Nader, do Conselho da Capes, afirmou que, na última reunião do grupo, em abril, integrantes já haviam sido informados de que era certa a redução de investimentos. “Os prejuízos a médio e longo prazo são incalculáveis. Mais do que isso, vêm na contramão do que ocorre em outros países”, completou a pesquisadora. Ela citou como exemplo a África do Sul. “Um país que há pouco tempo lutava contra o apartheid investe de forma expressiva na educação e na ciência”. “Estamos diante não da estagnação, mas do retrocesso.”

A pesquisadora diz haver um consenso de que investimentos em bolsas pós-doutorado são indispensáveis para impulsionar a economia do País e melhorar a balança comercial. “Escolas de agricultura, como Embrapa, são essenciais para o agronegócio.” Outro exemplo citado por ela foi a Embraer. “Ela nasceu do Instituto Tecnológico da Aeronáutica. Outra mostra de que a pesquisa não é um custo, mas um investimento.”

Castro Moreira observa que os cortes ocorrem em um momento em que a produção científica vivia uma boa fase. “Todas as instituições publicando, com bons trabalhos, com referência”, completou. “Os cortes não se resumem à Capes. Também foram registrados em agências como CNPq e Finep. No CNPq, os recursos para pagamento de bolsas são suficientes somente até setembro.”

“Nessa situação, começa a haver canibalismo nas pesquisas”, explica Moreira. Diante de recursos minguados, pesquisadores começam a pagar do próprio bolso alguns insumos. “E recursos que eram de uma pesquisa eventualmente são deslocados para outra, já em andamento. Tudo para não parar as atividades.” A interrupção de uma pesquisa pode representar perda de parte dos recursos até então investidos. “Em muitas análises, o tempo é essencial.”

Linear

Em nota, o MEC informou que todos os órgãos e instituições da pasta serão atingidos pelo contingenciamento do governo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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– Estou assustado com o novo Ministro da Educação. Que rumo é esse?

Há aqueles que são vocacionados em disciplinas Humanas. Outros em Exatas. Outros na Saúde. Portanto, se a pessoa tiver a condição de estudar e trabalhar no que tem aptidão, os profissionais resultantes dessa graduação farão bem para o país. Em especial na diversidade de profissões dos novos tempos.

Leio que o novo Ministro da Educação, o economista Abraham Weintraub, foi indicado por Olavo de Carvalho (não se esqueça: ele é um ex-astrólogo; que foi esotérico e depois muçulmano; se converteu para o Cristianismo em determinado período e se intitulou filósofo – mesmo tendo estudado até a 6a série – e que nas entrevistas se autoproclama o maior escritor brasileiro contemporâneo). Já é um ponto a se questionar…

O problema maior é: o presidente Jair Bolsonaro, em seu tuíte, declarou que:

“O Ministro da Educação @abrahamWeinT estuda descentralizar investimento em faculdades de filosofia e sociologia (humanas). Alunos já matriculados não serão afetados. O objetivo é focar em áreas que gerem retorno imediato ao contribuinte, como: veterinária, engenharia e medicina.”

Eu respeito todas as profissões. Todas são necessárias! Mas imagine o susto que um aluno de Humanas deve ter ao ler essa mensagem!

Não consigo entender para onde esse país vai… em tese, de maneira irônica, teremos menos Professores de História para resgatar nossa identidade, comparar com o presente e olhar o futuro; em compensação, muito mais veterinários para cuidar dos nossos animais.

Pobres estudantes… terão que escolher o que o suposto “Olavete” acha mais importante, não o que é mais necessário à nação.

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– Quem pesquisa mais no Brasil? As Universidades Privadas ou Públicas?

Eu pensei que era um equívoco, mas não: o presidente Jair Bolsonaro disse que as universidades brasileiras pesquisam pouco, e quem faz pesquisa, normalmente, são as privadas!

Ledo engano!

Um terço das pesquisas do país são das públicas Unicamp, Usp e Unesp. Aliás, a Universidade Estadual de Campinas tem os pesquisadores mais produtivos do Brasil.

Compartilho o artigo completo no link em (abaixo, figura da parte da publicação): https://www1.folha.uol.com.br/amp/opiniao/2019/04/sim-as-universidades-publicas-fazem-pesquisas.shtml

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– Compra de Cupons de descontos “versão faculdades”?

Os sites de compra coletiva / descontos, como Peixe Urbano e Groupon, inspiraram outros empreendedores. A moda agora é: a venda ociosa de vagas em Universidades!

Veja só, extraído de: http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2017/08/1911057-sites-ganham-dinheiro-com-a-venda-de-vagas-ociosas-em-universidades.shtml

SITES GANHAM DINHEIRO COM A VENDA DE VAGAS OCIOSAS EM UNIVERSIDADES

por Ana Luiz Tieghi

Com o financiamento público educacional em baixa –o Fies (Fundo de Financiamento Estudantil) atendeu 192,5 mil novos alunos em 2016, contra 731,7 mil em 2014 –, negócios que ajudam os estudantes a encaixarem as mensalidades no orçamento estão ganhando mercado.

Os sites Quero Bolsa, Neora e Educa Mais Brasil são alguns deles. As plataformas trabalham de forma parecida: fazem parcerias com instituições de ensino e oferecem descontos que chegam a 70% do valor da mensalidade. As universidades ganham ao preencher vagas ociosas. Em troca, as universidades abrem mão do valor da matrícula (leia abaixo).

O diretor-executivo da Quero Educação, dona do Quero Bolsa, Bernardo de Pádua, compara a empresa com um site de busca de passagens aéreas. “O aluno diz o quanto pode pagar e se prefere alguma instituição.”

A start-up, que surgiu em 2011, já atendeu mais de 200 mil estudantes e, segundo Pádua, espera crescer 50 vezes, chegar aos milhões de alunos e estar na bolsa de valores.

Queremos estar no nível de Airbnb e Dropbox“, afirma.

Já a paulistana Neora quer se distanciar da imagem de site de descontos. A empresa também oferece testes vocacionais gratuitos e faz orientação financeira.

“Percebemos que colocar o aluno na faculdade não era suficiente”, diz o sócio-diretor Marcus Zillo. Segundo ele, ao verem o desconto, muitos estudantes não pensam se podem assumir as mensalidades a longo prazo ou se aquele é o curso ideal.

Com mais de 500 mil estudantes atendidos desde 2008, a empresa agora desenvolve uma ferramenta que combina vagas de trabalho e candidatos. O software vai avaliar o currículo de um candidato e o perfil da vaga.

O desenvolvimento de novas tecnologias também é um dos objetivos da Educa Mais Brasil, que atua desde 2003 e tem sede em Lauro de Freitas (BA). A empresa relançou em março seu software Creduc, que organiza o parcelamento de mensalidades para universidades privadas.

“O aluno paga parte das parcelas enquanto estuda e parte depois”, diz a diretora comercial Andreia Torres.

Segundo ela, o objetivo da Educa Mais Brasil é atender quem não pensava que poderia cursar uma faculdade. “Para ter o desconto, o aluno precisa estar fora do ensino superior há seis meses.”

O faturamento das plataformas varia de R$ 10 milhões, na Neora, a R$ 70 milhões ao ano, caso da Educa Mais Brasil.

Formada em filosofia, Ingrid Pereira, 21, é professora temporária da rede pública estadual, em São Bernardo do Campo (Grande São Paulo). Ela também faz pós-graduação a distância em educação especial inclusiva e conseguiu 30% de desconto com o Quero Bolsa. A mensalidade sai por R$ 181. “Não estaria estudando sem isso.”

Mas sua experiência não foi 100% positiva. Depois de efetuar o pagamento da matrícula para o site, a universidade disse que a bolsa não tinha sido repassada para eles.

O problema foi resolvido quando Pereira fez uma queixa no Reclame Aqui, site em que consumidores relatam dificuldades com prestadores de serviço. “Mesmo assim, recomendo esses sites, os descontos são muito bons.”

Segundo o Quero Bolsa, a matrícula de Pereira já estava validada, e ela recebeu as orientações necessárias para acessá-la após a reclamação.

*

UMA MÃO LAVA A OUTRA
Como funcionam as empresas que oferecem descontos para ingresso em instituições de ensino

-Empresas fazem parcerias com essas instituições, que oferecem desconto para as vagas que não são preenchidas
-As universidades se beneficiam com uma maior ocupação das vagas
-As empresas lucram ao receber uma taxa paga pelo estudante, no mesmo valor da matrícula, isenta pela universidade. Não há gasto extra para o aluno

*

CONCORRÊNCIA ACIRRADA
Diferenças entre as plataformas de bolsas e os programas públicos

EMPRESAS

Quero bolsa
Oferece descontos parciais para graduação e pós-graduação, mediante uma taxa paga no início do curso, no valor de uma mensalidade

Neora
Tem bolsas parciais para graduação, pós-graduação, cursos técnicos, idiomas e cursos livres. O aluno paga uma taxa no início do curso, no valor da mensalidade

Educa Mais Brasil
Oferece bolsas parciais para educação básica, graduação, pós, cursos técnicos, pré-vestibular, idiomas e preparatório para concursos, mediante pagamento de uma taxa na matrícula e a cada início de semestre

PROGRAMAS PÚBLICOS

Fies
Financiamento para estudantes cursarem graduação e pós-graduação em universidades privadas. A União paga as mensalidades enquanto o aluno estuda e, após um ano e meio de formado, o estudante começa a pagar o valor financiado. A partir de 2018, ele deve começar a pagar quando conseguir emprego formal. É preciso tirar mais que 450 pontos no Enem

Prouni
Programa de bolsas de estudo para graduação em universidades privadas, que vão de 50% a 100% do valor da mensalidade. É preciso ter cursado o ensino médio na rede pública (ou ter sido bolsista em escola particular) e tirar mais que 450 pontos no Enem. Para bolsas integrais, a renda familiar deve ser de até um salário mínimo e meio por pessoa

*

2,2 milhões
é o número de vagas ociosas na rede privada, só para os cursos de graduação
Fonte: Sinopse Estatística da Educação Superior 2015, do Inep

  Danilo Verpa/Folhapress  
A professora Ingrid Pereira, 21, em sua casa em São Bernardo do Campo
A professora Ingrid Pereira, 21, em sua casa em São Bernardo do Campo
 

– A letra cursiva está com os dias contados?

Com o advento do computador, muitas crianças deixam de escrever a tradicional “letra de mão”. A letra cursiva está fora de moda, e isso preocupa – e muito – os professores.

Extraído de: http://www.terra.com.br/istoe/edicoes/2074/uma-realidade-nas-escolas-eu-nao-sei-escrever-em-letra-146035-1.htm

EU NÃO SEI ESCREVER LETRA CURSIVA

Por Camila Rabelo

A letra ilegível era uma marca registrada dos médicos e suas receitas indecifráveis. Hoje, rompeu as fronteiras da profissão e se tornou quase uma tendência na sociedade da pressa. A ilegibilidade é uma das consequências da substituição do caderno pelo computador e da pouca ênfase que se dá ao ensino da letra cursiva nas escolas. Em outros tempos, os cadernos de caligrafia moldavam a escrita dos alunos. Até hoje, representam um importante rito de passagem para crianças recém-alfabetizadas que conseguem ultrapassar a barreira da letra de forma e se capacitam na cursiva – aos 6 anos, elas já se dividem em grupos dos que dominam o mundo da “letra corrida” e daqueles que ainda continuam nas “letras separadas”. Mas o entusiasmo é arrefecido com o passar dos anos. Elas precisam fazer pouco uso da técnica, pois até as provas são de múltipla escolha – basta marcar um X nas alternativas propostas e ir para casa sem gastar a caneta. Fora de uso, a letra perdeu a uniformidade e a nova grafia mescla traços cursivos com letras maiúsculas, comprometendo até mesmo os sinais de acentuação, como o til (~), que virou um traço (-). Nem sempre a legibilidade é mantida. E dá-lhe garranchos incompreensíveis.

O impacto da disgrafia – a escrita incompreensível – na vida das pessoas vai além do senso estético. Quem sofre deste distúrbio pode ser tachado de desleixado ou problemático. E não ser compreendido na sociedade da informação é um fardo que poucos podem carregar. A solução? Recorrer aos textos digitais do e-mail e mensagens instantâneas, como MSN e SMS. “A tecnologia pode ser a aliada e a vilã da história”, afirma Marco Arruda, neurologista da infância e da adolescência e diretor do Instituto Glia de Cognição e Desenvolvimento. O excesso de informação, a falta de tempo e o conforto da internet contribuem para a deformidade da letra, que se torna dispensável e, quando utilizada, apressada e incompreensível. “Escrevo muito rápido. Não dá tempo de enfeitar”, afirma Lucas Dias Oliveira, 12 anos, que foi reprovado no ano passado porque os professores não conseguiram corrigir a sua prova. “Não entendi nada”, assinou a professora na avaliação. “Ele é extremamente inteligente e rápido.

Tem uma velocidade incrível no teclado”, afirma a sua avó, Marialva Dias.

“Mas a letra é um garrancho.” Os esforços de Marialva, que comprou dezenas de cadernos de caligrafia e livros para o neto, não foram suficientes para que o menino deixasse o computador e melhorasse a grafia. “Ele é agoniado, ansioso e necessita de acompanhamento psicológico para melhorar a letra”, afirma.

Janice Cabral Falcão, psicóloga e presidente da Sociedade Brasileira de Psicomotricidade, acredita que os cadernos de caligrafia não resolvem o problema. Para ela, a falta de espaço para brincar e a vida sedentária comprometem o tônus muscular das crianças, que ficam sem coordenação motora e destreza para lidar com o lápis.

“Elas precisam participar das atividades domésticas que exijam alguma habilidade manual”, afirma. Para o neurologista Marco Arruda, a escrita está mais relacionada com as funções do cérebro do que com a tonicidade dos músculos e ele alerta que a escrita ilegível pode ser um sinal de enfermidade ou transtorno psicológico, como dislexia, déficit de atenção e hiperatividade.

“É preciso treinamento da letra com sessões de reabilitação”, afirma. O neurologista lembra que brincadeiras fora de moda com bolas de gude e palitinhos, além das aulas de caligrafia, favoreciam o desenvolvimento psicomotor da criança, que não tem os mesmos estímulos nos jogos eletrônicos de hoje.

Não são apenas as crianças as vítimas da disgrafia. A pesquisadora Luciana Moherdaui, 38 anos, especialista em novas mídias e interfaces digitais, trocou os cadernos pelo computador desde que saiu da faculdade. “A minha letra era legível, mas, depois que passei a usar diariamente a rede, perdi a capacidade de escrever”, afirma Luciana, que explica ter o raciocínio igual ao Word – ‘escreve, erra, apaga e refaz’ – impossível no texto à mão. Quando vai a uma palestra em que não pode levar o seu laptop, a pesquisadora também não leva o bloco de anotações. “Decoro tudo”, diz. “Não entendo a minha letra.” Como especialista no tema, Luciana acredita que o futuro do aprendizado caminha em direção às novas tecnologias. “A tendência é que os meninos troquem os cadernos pelos mininotebooks.” Apesar da alternativa da tecnologia, ter letra legível (e bonita) ainda é importante. “Já zerei provas no vestibular porque estavam incompreensíveis”, afirma José Ruy Lozano, corretor de redações dos principais processos seletivos de São Paulo e professor de redação do ensino médio do Colégio Santo Américo. Vale lembrar que as redações de vestibular também podem ser escritas em letras de forma. Mas a cursiva ainda conta pontos, por exemplo, em processos de seleção de emprego.

O ato de escrever teve os seus altos e baixos na história. Sócrates e Platão (séc. V a.C.) eram contra a escrita e defendiam a oralidade. Na Idade Média, ela ganhou visibilidade e subiu ao altar com os monges copistas, que registravam a cultura e as descobertas históricas em pergaminhos, para imortalizá-las ao longo dos séculos.

“Ela passou a ser a escrita própria dos textos cristãos, em oposição aos caracteres romanos dos textos pagãos”, afirma o grafólogo Paulo Sérgio de Camargo, autor do livro “Sua Escrita, Sua Personalidade” (Editora Ágora).

A caligrafia – palavra que tem origem no nome kallos (belo) e grafos (grafia) – surgiu como arte quando o imperador Carlos Magno (742-814) decidiu unificar os textos e documentos da Europa Central com a escrita cursiva, conhecida como ‘letra carolina’, mais rápida que a tipografada. Segundo os grafólogos, a cursiva é um sinônimo de elegância e uniformidade, mas também rigidez e padrão. Por ironia, ela está sendo gradativamente substituída pelo mesmo motivo que a originou – a necessidade de rapidez.

“As escolas não se preocupam mais com a letra”, afirma o neurologista Arruda. “Os cadernos de caligrafia caíram em desuso.” Resta saber se as belas letras trabalhadas em rococós se tornarão um raro tesouro, que sobrevive apenas nos convites de formatura ou casamento.

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– A Maior Potência Educacional do Mundo: China

Realmente impressiona o salto educacional da China. Você sabia que nas avaliações internacionais os chineses tiram o 1º lugar em todas as áreas da Ciência?

O rigor das escolas chega a ser assustador, com 10 horas de estudos que incluem sábados e domingos. Abaixo, compartilho:

LIÇÃO CHINESA

por Guilherme Pavarin, Galileu, pg 55

Como, Em 35 anos, a China saiu dos escombros para se tornar a maior potência de educação do mundo

Tire 10. Não menos que isso. Estude mais de dez horas ao dia. Inclusive aos sábados e domingos. Toque piano ou violino. Ou os dois. Mas nem pense em tocar violão. Pratique duas, três horas diárias com os instrumentos. Tenha um inglês impecável. Seja fluente em francês e em outro idioma. Faça esportes. Não questione. Cante o hino do país todos os dias. Não assista TV. Não viaje, nem durma na casa de amigos. Nada de grupos de teatro. E leia, leia muito. Se essa rotina lhe parece exagerada, insuportável, saiba que, na China, ela é mais do que comum. E não é tão desumana quanto parece para nós, ocidentais. Os chineses não só se acostumaram com essa vida voltada para a educação rígida desde a infância, como sentem orgulho de formarem os alunos mais aplicados. Hoje, apenas 35 anos depois da sua abertura econômica, período em que passou a investir no setor educacional, a China tem o ensino mais eficaz do mundo.
Os resultados do principal exame de avaliação de aprendizado mundial, o Pisa (Programme for International Student Assessment), anunciados em dezembro passado, comprovam isso. Com folga, os chineses conquistaram o primeiro lugar em todas as categorias: ciências, leitura e matemática.
Neste último quesito, a supremacia do país chegou a 600 pontos, a maior pontuação de todas as provas, e 48 pontos acima sobre o segundo colocado, Cingapura. Também representou 113 pontos acima dos Estados Unidos (17º no ranking geral) e 214 a mais que o Brasil (53º). “Os alunos sofrem uma pressão muito grande na China, é uma obsessão coletiva pela melhor educação do mundo”, diz a professora brasileira Tarsila Borges, que leciona língua portuguesa há quatro anos na Universidade de Pequim. Segundo ela, a principal diferença não está na estrutura, mas na mentalidade. Tanto é que o governo chinês investe apenas 3,4% do Produto Interno Bruto (PIB) na educação — menos do que os 4,7% do PIB que o Brasil investiu em 2010 e do que os 6% recomendados pela Unesco. “Se você se esforçar, tudo consegue. É esse o raciocínio.”
Essa filosofia causou grande polêmica em janeiro, nos Estados Unidos, quando a professora de direito da escola de direito de Yale e filha de chineses, Amy Chua, publicou no The Wall Street Journal um artigo que explicava “por que as mães chinesas são superiores”. O texto, primeiro capítulo de seu livro Battle Hymn of the Tiger Mother (O Hino de Batalha das Mães Tigres, sem edição brasileira), dizia que o pulso firme das mulheres chinesas tornava seus filhos mais competentes. Por isso Amy conta com naturalidade o dia em que rejeitou um cartão de aniversário de uma das suas filhas por não estar bom o suficiente. A garota, então com seis anos, teve que refazer. Absurdo? Para Amy, é parte de um endurecimento da personalidade. A excessiva preocupação dos pais ocidentais com a psicologia das crianças, diz ela, é que atrapalha a formação de caráter.
Como era de se esperar, o artigo repercutiu pelo mundo afora e serviu para trazer à tona uma discussão: seria essa severidade o segredo para uma educação de qualidade em tão pouco tempo? Galileu desbravou as características das salas e dos lares da China para tentar responder.  E mostra como funciona a dura rotina educacional naquele país.

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– Parabéns Folha de São Paulo! Olhem para isso, professores.

Um marketing do bem, que agrada a muitos e ainda reforça sua marca: a Folha de São Paulo está dando 1 ano de assinatura digital grátis aos professores da Rede Pública de Ensino.

Tenho inúmeras restrições à linha da Folha, confesso preferir o Estadão. Mas uma jogada como essa é sensacional.

Agora, fica a questão: quantas empresas querem fazer publicidade ajudando a categorias relevantes? Poucas! E tal atitude, tão bacana, deveria ser incentivada (afinal, todos saem ganhando com o retorno final).

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– Você se comporta no Exterior como o Ministro da Educação exemplificou? Ou pensa como ele sobre as consequências do ensino superior atual?

Que coisa! Li hoje a tão polêmica entrevista do Ministro da Educação Ricardo Vélez Rodríguez, o colombiano naturalizado brasileiro, e que somente não repercutiu mais devido aos assuntos tristes que rondaram o Brasil nesses últimos dias.

Vamos lá: 

  • Ricardo Vélez concordou com a opinião do presidente Jair Bolsonaro de que havia um problema de Marxismo no MEC, denunciando que em 30 anos nunca conseguiu uma bolsa por causa do aparelhamento da instituição montado pelo PT. Se verdade, é para lamentar que a Educação era vivida por ideologistas radicais e as queixas procederiam.
  • Disse que a Universidade “Não chega a todos em país algum, pois é a elite intelectual que chega a ela. Não deve ser destinada a elite econômica e sociológica, mas aos mais inteligentes. Mas que a universidade prepara para o desemprego, pois o ensino a ser valorizado é o fundamental”. Ôpa, não concordo que somente a elite deve chegar, mas que existam vagas suficientes para quem quiser e alcançar a chance de estudar. FORMAR-SE é outra coisa. Nunca o estudo gerará desemprego.
  • Ele é a favor da “Escola Sem Partido”, pois “a idealização nas escolas é um abuso e uma invasão de militância. E doutrinas ideológicas devem ser ensinadas pelos professores nas escolas, mas não induzidas para que o aluno siga uma ou outra, a gosto do docente”. Nessa, enfim concordo com ele. Todos os lados devem ser mostrados para o discente e discutidos os prós e contras, nunca privilegiar que ele seja de Esquerda ou de Direita.
  • Sobre respeitar as leis e ter disciplina, aqui levei um susto: ele exemplificou sobre adolescentes que viajam no mundo, e emendou que: “O brasileiro viajando no Exterior é um canibal. Rouba coisas dos hotéis, rouba o assento salva-vidas do avião: ele acha que sai de casa e pode carregar tudo. Esse é o tipo de coisa que tem de ser revertido na escola”.

Encerro aqui. Difícil concordar com o que o Ministro pensa sobre os brasileiros, não?

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– Estudar a Regra, o Jogo, a Tática, a Evolução Física… tudo balela?

Existem muitos preconceitos sem sentidos no futebol. Um deles é: “estudar demais faz mal ao esportista e tira seu dom natural de mostrar a capacidade de improvisação e surpresa. Ao atleta, elimina o drible. Ao treinador, só quer saber da tática. Ao árbitro, só apita com o livro na mão”.

Você é um dos que crê nisso?

Eu, claro que não. Sou defensor da Ciência no Futebol para aperfeiçoar ainda mais a prática esportiva. Teorizar, investigar, testar e executar (logicamente sem fazer nada bionicamente, pois existe humanidade no esporte).

Mas apesar dessas considerações humildes e breves que fiz na introdução, convido aos amigos a assistirem o vídeo do Professor “Rincón Baiano”, que divide opiniões de muitos apaixonados pelo esporte bretão na Internet. Abaixo (depois dele, está a minha opinião pessoal desta gravação):

Dói quando quem pesquisa e defende a ciência é obrigado a ouvir um discurso demagógico como esse. Estudar a tática, aplicar novos conceitos e fazer o jogo evoluir NÃO É retrocesso.

Quem disse que o drible é proibido? Aliás, acho que o Messi, melhor do mundo várias vezes, daria risada se assistisse essa pérola do “professô”. Ou o Guardiola, que, pela lógica do Rincón Baiano, como se intitula, deve ser um treinador cabeça-de-bagre, mais um dos “Professores Pardais” da vida.

Enfim, o rapaz do vídeo confundiu os conceitos: defender o futebol-arte é uma coisa; respeitar a tática para dela tirar vantagem da técnica é outra; e jogador jovem não sendo mais revelado na várzea é outra coisa ainda a ser discutida (aí é assunto para outra postagem: do rapadão ao society; do campinho de rua à quadra do condomínio; das peneiras com olheiros aos empresários influentes).

Finalizando: quando vemos o simpático (e bocudo, por que não?) Professor Rincón Baiano falando com sua ingênua propriedade de conhecimento sobre como resolver os problemas do futebol brasileiro, percebe-se a autossuficiência do boleiro em não reconhecer que estamos cada vez mais nos distanciando dos centros avançados do futebol. Estagnamos, enquanto outros evoluíram. Não tem nada a ver em “brotar talentos” ou falar de “drible e ginga”. Tem a ver com modernizar o futebol como um todo, dentro e fora de campo.

Que se fez confusão de “alhos com bugalhos”, não há dúvida. Mas chega a ser engraçado, sejamos sinceros, se não fosse triste realidade se estudarmos a sério.

Atualizando: Resposta da respeitadíssima Universidade do Futebol:

– Conselhos para escrever bem!

Muito bom: Steven Pinker, autor do best seller “A loja do estilo- o guia da pessoa pensante para escrever no século XXI” dá 6 boas dicas para escrever:

1) seja coloquial e visual (imagine que o leitor é tão capaz quanto você, mas não sabe tudo o que você sabe);

2) não confie apenas em si para avaliar a clareza (parece contraditório com a dica anterior, mas pense que nem todos são como você);

3) não esconda o principal (não tente ser inteligente demais, procure ser claro no assunto a ser tratado);

4) não é preciso seguir as regras de correção, mas é bom tentar (licenças criativas são boas, mas avalie quando se deve quebrá-las);

5) leia, leia, leia (simples: leia muito!);

6) revise sempre (releia quantas vezes for necessário para que o leitor tenha tranquilidade de entender).

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– Os países com maior qualidade em Educação!

Recebi de alguns amigos esta relação sobre o “Ranking da Educação” que compartilho, divulgada na última 3a feira, mas não consegui ter certeza se era Fake News ou não

Das pessoas que me enviaram, todas garantem ser verídica. Está, inclusive, no twitter do empresário Luciano Hang, famoso empreendedor das Lojas Havan (nas minhas pesquisas, aparece inclusive essa arte bem feita, abaixo).

A Suíça tem a melhor qualidade de ensino no mundo, seguida por Cingapura, Finlândia, Holanda e EUA. O Brasil amarga a 119a posição, atrás das paupérrimas Namíbia e Etiópia.

Independente da veracidade (creio que é real), fica a constatação latente: nosso Ensino Publico tem sido deixado de lado há um bom tempo…

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– Educação Infantil Politicamente Correta

Crianças devem desde cedo aprenderem a ser politicamente corretas? Abaixo, uma matéria onde educadores condenam o atirei o pau no gato” por ser violento”, entre outras cantigas e estórinhas.

Extraído de: http://txt.jt.com.br/editorias/2010/03/15/ger-1.94.4.20100315.20.1.xml

ATÉ O LOBO MAU FICOU CERTINHO

Escolas tentam atenuar histórias infantis com final trágico; especialistas criticam.

por Monica Pestana

Se o Lobo Mau da Chapeuzinho Vermelho não quisesse devorar a vovozinha e a criança não atirasse o pau no gato, esses clássicos da educação infantil e das brincadeiras ainda continuariam os mesmos? Com o objetivo de educar crianças com o pensamento ‘politicamente correto’, escolas e educadores têm optado por apresentar histórias modificadas, afastando as crianças de temas violentos e promovendo a conscientização.“Atirei o pau no gato”, por exemplo, virou “Não atirei o pau no gato”. O Saci Pererê ficou sem o cachimbo e o Lobo Mau, em vez de ser morto pelo caçador, acaba fugindo pela floresta.
Observando essa tendência, o escritor, contador de histórias e pesquisador Ilan Brenmam estudou o tema em sua tese de doutorado na Universidade de São Paulo (USP). Autor de livros infantis que buscam retratar a vida com bastante verdade, como Até as Princesas Soltam Pum, Brenmam questiona se essa iniciativa adotada por algumas escolas, de ocultar o lado não tão certinho das histórias, ajuda a reduzir a violência na vida real. Embora tenha usado colégios de São Paulo como fonte para sua pesquisa, o escritor prefere não divulgar o nome deles.
“É uma visão organizacionista”, acredita, citando o filósofo suíço Jean-Jacques Rousseau (1712-1778), para quem o homem nasce bom, mas a sociedade o corrompe. “A criança é um ser complexo e ela não é contemplada quando uma história clássica é mudada”, completa.
Brenman avalia ainda que as crianças anseiam por enredos verdadeiros e lembra que quando deixa que elas escolham que tipo de história será contada, as de terror são as mais pedidas. “Será que elas são psicopatas ou querem o terror para lidar com questões subjetivas, como o terror interno?”, questiona.
Há quem tente buscar a ponderação, usando duas formas de contar uma trama famosa. No Colégio Augusto Laranja, por exemplo, educadores infantis apresentam o texto original e uma versão modificada. “Trabalhamos as duas e depois provemos uma investigação filosófica para que as crianças reflitam sobre a conduta dos personagens”, afirma a coordenadora de educação infantil da escola, Silvia Stefano Leite.

Os colégios Magno e Mágico de Oz são outro exemplo. Segundo a diretora das duas unidades, Cláudia Tricate, a canção infantil pode ser usada ora como música simplesmente ou como um momento de reflexão, em que a letra pode ser discutida. “Mostramos várias versões da mesma história. A idade precisa ser avaliada e ponderada na hora de escolha”, explica.

Entre os pais, a questão de se mostrar histórias com final trágico ou que não se encaixam aos padrões atuais de proteção aos animais ou de direitos humanos, por exemplo, divide opiniões. “Tenho a impressão de que eles ficam meio perdidos, escutam o que a mídia fala e o que a escola fala, mas não sabem ao certo o que fazer”, diz Brenman, que, em suas palestras costuma perguntar a professores se eles matavam formigas ou queimavam bichinhos quando eram pequenos. “Hoje, se uma criança mata uma formiga, vai para o psicólogo.”

Mãe de um menino de 3 anos, a fisioterapeuta Carla Oseliero Trevizoli, de 37, acha a preocupação das escolas um tanto exagerada. “Os desenhos me preocupam mais, me parecem mais violentos. Em relação às cantigas, acho que meu filho nem presta atenção e nem fica pensando em atirar o pau no gato.”

Já a terapeuta ocupacional Débora Gleides Craveiro Crajonas, de 47 anos, mãe de duas meninas, de 7 e 15 anos, e um menino de 4, procura oferecer opções mais lights para as crianças. “Já há tanta violência no mundo que eu acho melhor não reforçá-las.”

O mundo é cor de rosa?

A contadora de histórias Kiara Terra, de 31 anos, questiona a ideia de que a criança tem de ficar em um mundo protegido e higienizado, como escolas construídas de forma a preservá-la de tombos e que, portanto, a impede de saber lidar com uma queda, por exemplo. “Como qualquer ser humano, as crianças estão em contato com a realidade, com conflitos e cheias de perguntas difíceis.”

O caráter simbólico das canções e das histórias, segundo Kiara, pode estar sendo esquecido. “É uma visão da funcionalidade, muito científica para algo simbólico, não se trata de uma questão de laboratório”, diz.

A diretora do berçário Espaço da Vila, Ana Paola Yazbik, que atende crianças de 0 a 3 anos, é outra educadora contrária à alteração das cantigas e histórias, embora tenha vetado uma de cunho racista. “Existe uma atual valorização do mundo de Barney (desenho do canal Discovery Kids no qual um dinossauro roxo ama todo mundo), mas nem sempre todas as situações da vida infantil são amáveis.”

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– A polêmica sobre a existência ou não de Ph.D no Brasil

Um polêmico artigo do Professor Cláudio de Moura Castro em sua coluna na Revista Veja, (ed 2513, pg 75). Ele fala que o título de pós-doutor é pura invencionice brasileira!

Imagine terminar seu doutorado, se esforçar em busca da honraria de um Ph.D (philosophy doctor). e…

Leia e tire as suas próprias conclusões do texto do autor: exagero com ar de arrogância ou realidade que põe o dedo na ferida?

CRIAÇÕES BRASILEIRAS

No campo da educação, os inventos brasileiros são poucos. Mas pipocou um novo. Já havia percebido, e avivou-me a memória um blog de Simon Schwartzman: inventamos o pós-doutor! Em todas as sociedades, em algumas mais do que em outras, há palavras mágicas que se acoplam ao nome de certas pessoas. No Império, alguns eram premiados com o título de barão, conde ou visconde. Mais adiante, o título de coronel era oficialmente atribuído a potentados locais — ou usurpado com impunidade. No Vaticano, sempre houve o comércio de ungir comendadores, a bom dinheiro.
Quando um título universitário era uma prenda rara, ser “doutor” separava os escolhidos da plebe. Os anéis, um para cada profissão, identificavam os seus envaidecidos portadores. Durante o curso, antes da assinatura de cartas, convinha apor a expressão ”saudações universitárias”. Até hoje, há prisão especial para os sacrificados que conseguiram vencer a barreira do diploma.
Mas inflou-se o número de diplomados. E, pela lei da oferta e da procura, “doutor” deixou de ser grande coisa. Providencialmente, aparecem os cursos de mestrado, criando um degrau acima para diferenciar do povaréu os seus detentores. Mas a palavra tem fragilidades. Qualquer mestre-escola é chamado de mestre. E havia mestres-ferradores, instalando ferraduras em muares.

Vivas, aparece um novo título, o Ph.D.! É o verdadeiro doutor, com tese defendida diante da namorada, da mulher ou até dos netos. Recupera-se assim a superioridade, nos píncaros nobiliárquicos da vida acadêmica. É até possível comprar baratinho um desses diplomas, em países vizinhos. Mas não é fácil escapar incólume, pois o território é bem defendido pelas autoridades do MEC. Até aqui, nada de novo, pois quase todos querem ser um pouquinho mais do que o próximo.

Tampouco há algo de errado nisso, que, aliás, só faz enriquecer intelectualmente o proprietário. E, como atesta quem vos escreve, obter um doutorado em uma universidade de primeira linha é um processo longo, penoso e merecedor de algum reconhecimento.

Mas acontece que os Ph.Ds. se autorreproduzem. Mais se formam, mais professores disponíveis para os programas de doutoramento que pipocam por aí. A cada ano, produzimos 17000 doutores. Essa inflação é ótima para o país, mas uma catástrofe para os previamente glorificados por tal diploma.

Era preciso providenciar um novo patamar de status. Entra em cena a criatividade brasileira: cria-se o pós-doutor. Mas acontece que o tal pós-doutor é um título vazio ou inexistente, pois não há cursos de pós-doutoramento. Na prática, autointitulam-se pós-doutores aqueles que passaram alguns meses em uma universidade no exterior.

Dado o isolamento acadêmico do Brasil, nada mais bem-vindo do que arejar nossos professores com um período no exterior. Mas, como há milhares de universidades, das esplêndidas às vergonhosas, só Deus sabe por onde andaram e o que realizaram os pós-doutores. Um ano trabalhando em um estudo conjunto com um pesquisador de boa cepa é um uso irreprochável dos recursos do patrocinador. Mas acontece que não há nenhum filtro para conseguir uma salinha em alguma universidade e lá passar um tempo. Alguns são convidados para ministrar seminários ou cursos. Há os que fazem pesquisa e interagem com colegas. Alguns assistem a aulas como ouvintes, não é má ideia. Outros passeiam pelo campus ou fazem turismo. Ninguém fica sabendo o que aconteceu. Inexiste o prêmio de ser aceito por boas universidades, pois, como elas não oferecem notas, diplomas nem mesmo certificados, aceitam alegremente quem aparece. Afinal, não há desempenho, bom ou ruim, para comprometer a instituição. Quase qualquer um pode ser visiting scholar, mesmo em universidades de primeira linha. É uma alternativa para autoridades destronadas. Pode ser uma esplêndida ideia passar um ano em uma boa universidade estrangeira. Documentando que o tempo foi bem aplicado, contribui para o currículo. Mas o título de pós-doutor é pura invencionice brasileira. Simplesmente, não existe.

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– Não confunda Educação Sexual com a Ideologia de Gênero

Gosto muito de ouvir a discussão (mesmo detestando o teor do assunto) para tentar entender quais argumentos força-se à compreensão: a turma que defende a Ideologia de Gênero e a que defende como uma forma de Educação Sexual.

Ora, aqui não estamos falando em defesa da homofobia, preconceito ou coisa que o valha. Falamos de respeito indistinto ao cidadão, seja ele LGBTQ+ ou não, sem a apologia de qualquer prática sexual e erotização precoce.

Educação Sexual é prevenção à Saúde, uma forma de mostrar para as crianças a caminho da adolescência a respeito da existência dos órgãos sexuais, funcionalidades e cuidados. Um limiar delicado entre a inocência da infância e ao aprendizado das malícias da adolescência e juventude.

Pesa-me ver que muitos utilizam o argumento da Ideologia do Gênero (onde defende-se a escolha do sexo a querer se seguir) como algo travestido da tão necessária e correta Educação Sexual. São coisas distintas!

É constrangedor (e ouso dizer: um crime moral contra a Educação proporcionada pelos pais às suas crianças) querer forçar ao pobre garoto ingênuo ou a pura menina inocente a “escolher o sexo” ou a se “identificar com algo diferente do que nasceu”. Nasce-se homem ou mulher e o caminho natural da maioria é escolher o sexo oposto para se relacionar, casar e procriar. Sabido é que uma outra parcela acaba preferindo o mesmo sexo, e na nossa sociedade há de se respeitar. Mas insistir com o propósito de que se “escolhe ser homem ou mulher”, fazendo disso uma bandeira imposta nas escolas através de tal equivocada bandeira, é pregar que as crianças, precocemente, desejem o sexo que bem lhe convier ou que sejam influenciadas a escolher. Isso não é Educação Sexual, é Doutrinação / Influência / Apologia, que nada têm a ver com o amadurecimento do indivíduo como pessoa.

Aliás, repararam como tal assunto tornou-se uma bandeira política? A sala de aula não é lugar de tal coisa, nem de partidarismos de qualquer linha (aproveitando a deixa da militância partidária). É lugar de politização (mostrando todos os lados), permitindo o debate sadio e o desenvolvimento do espírito crítico, sem rotular os alunos de esquerdistas, direitistas, feministas ou até mesmo, criando a alcunha disfarçada da heterofobistas. Parece que um homem desejar casar com uma mulher e ter tal comportamento se tornou um pecado!.

Por fim, repetindo o que já foi dito mas com outras palavras que há coisas distintas numa instituição de ensino: cuidado com o Proselitismo a ser evitado versus a Educação Cidadã que deve ser fomentada, pois a escola não deve ser um lugar onde se dê mais importância ao prazer do gosto sexual do que o respeito aos seus semelhantes, aos valores cidadãos e corretos de uma sociedade que carece de mais ética e honestidade.

Sinto pena ao reparar que o sexo, para muita gente influente, passou a ser a coisa mais importante do mundo do que a solidariedade e o socorro para outras causas sociais.

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– R$ 19.000,00 para a licença PRO na CBF Academy, com aulas do Professor Eutrópio!

A “Licença PRO” é uma exigência para se trabalhar como treinador de futebol na Europa e em muitos lugares do mundo. Vários técnicos brasileiros viajam para a Itália ou Portugal afim de obtê-la.

Recentemente, a CBF (através da “CBF Academy”) passou a realizar o curso no Rio de Janeiro. Entre os professores estão Carlos Alberto Parreira, Sebastião Lazaroni, Fábio Mahseredjian, Rogério Micale e Vinícius Eutrópio.

Os alunos? Tite, Mano Menezes, Dunga, Vagner Mancini, Jair Ventura, Zé Ricardo, Tiago Larghi, Maurício Barbieri, Renato Gaúcho (apesar das suas faltas), entre outros.

Curioso: me recordo da sequência absurda de derrotas que Eutrópio conseguiu no seu trabalho na Ponte Preta, quase levando o time campineiro ao rebaixamento no Campeonato Paulista. Respeitosamente, o que ele poderia ensinar a Tite, Campeão Mundial de Clubes ou a Renato Gaúcho, campeão da Libertadores como jogador e treinador?

Por R$ 19.000,00 “por cabeça”, está sendo muito produtivo para a CBF o curso…

Abertura do Curso de Licença PRO na Granja Comary - CBF Academy

 

– Como os bolsistas, pesquisadores e estudantes vivem no Brasil

Pensa que é fácil receber bolsa de estudo no Brasil? E ser cientista? Ou professor?

Extraído de: http://Superinteressante/posts/bolsista-não-é-nada-no-brasil-hoje-não-tem-férias-não-tem-13º-salário-e-não-pode/10157394823922580/

BOLSISTAS DE CIÊNCIA NO BRASIL: QUEM SÃO E COMO SOBREVIVEM?

“Bolsista não é nada no Brasil, hoje. Não tem férias, não tem 13º salário e não pode contar o período de pós-graduação no momento de se aposentar.”

Por Bruno Vaiano e Fernanda Almerón*

Era o fim da tarde da última quinta (2) e eu entrei no perfil de Facebook de Franciela Soares para adicioná-la. Antes de enviar o convite de amizade, passei os olhos nos posts compartilhados recentemente. Encontrei uma notícia da BBCque bombou em julho: “Depois de pós-doutorado na Inglaterra, biólogo vira figurante e tenta bico de modelo nu para se sustentar no Brasil”.

Na chamada, Rodrigo Rios, o protagonista da matéria, comenta: “Uma subutilização de tanto investimento, dinheiro público, tempo e dedicação para formar um cientista que vai para outra atividade porque não tem inserção no mercado. É horrível pensar que todo esse investimento não serviu para nada.”

Soares entende melhor do que ninguém a situação do rapaz: a gaúcha também é cientista, e está no terceiro ano do doutorado em química na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). “As pessoas acham que nós só estudamos, não entendem que é o nosso trabalho”, disse. “Bolsista não é nada no Brasil, hoje. Não tem férias, não tem 13º salário, não recebe adicional de insalubridade (no caso de químicos, como eu) e não pode contar o período de pós-graduação no momento de se aposentar.”

Eu estava conversando com Soares por causa de uma notícia do dia anterior que, naquele horário, já estava começando a aparecer em todos os jornais do Brasil: “Bolsas de estudos podem ser interrompidas em 2019, diz Capes. Entre alunos de mestrado, doutorado e pós-doutorado, 93 mil podem ser atingidos”

O resumo da ópera é o seguinte: Temer tem até 14 de agosto para sancionar o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2019. Em bom português, ele vai bater o carimbo em um papel que define quanto dinheiro será dedicado a cada uma das despesas do governo em 2019. Uma dessas despesas é a Capes – cuja sigla, caso você já tenha se perguntado, significa Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior. A Capes é uma de vários órgãos públicos que pagam bolsas mensais a estudantes de pós-graduação brasileiros.

Falando desse jeito, não fica muito claro o que está em jogo. Dá a impressão de que essas pessoas são só alunos comuns, que trabalham meio período. Então eu vou tomar a liberdade de ajustar o título da notícia: 93 mil cientistas brasileiros, com o currículo do tamanho de uma nota fiscal de compra do mês, correm o risco de ficar sem salário [atualização: após repercussão na imprensa, o presidente Michel Temer e o MEC já prometeram que os cortes não ocorrerão].

Um salário que já não era dos maiores: R$ 1,5 mil durante o mestrado, R$ 2,2 durante o doutorado. Os dois valores estão há 5 anos sem nenhum reajuste (nenhum mesmo, nem inflação). Em janeiro de 1995, a bolsa de mestrado era de exatamente R$ 724,52. De acordo com os cálculos do economista André Coutinho Augustin, disponíveis na Galileu, se ela tivesse sido reajustada de acordo com a inflação, estaria em R$ 3.276,74 em 2016.

O que essas pessoas fazem por tão pouco? Bem, eu vou deixar Soares explicar por mim: “eu trabalho com a síntese de compostos bioativos e candidatos a fármacos para o tratamento da doença de Alzheimer.” Sim, tem gente no Brasil do século 21 correndo atrás de remédios para Alzheimer por pouco mais de dois salários mínimos, sem direito a nenhum dos benefícios de um trabalhador com carteira assinada. E não é pouca gente: em 2014, o Brasil formou 50,2 mil mestres e 16,7 mil doutores, um aumento de 400% em relação a 1996. De lá até aqui, o grosso desses diplomas vem cada vez menos do tradicional eixo Rio-São Paulo: o investimento em instituições federais descentralizou e democratizou a pesquisa nacional.

A ciência é ciumenta

A remuneração é tão baixa que, a partir de 2010, estudantes de pós-graduação da Capes e do CNPq foram autorizados a ter uma fonte de renda paralela à bolsa. Mas ela precisa se enquadrar em critérios muito específicos: o emprego tem que ser na área de pesquisa do aluno, o salário não pode ser mais alto que a bolsa, e o orientador da pesquisa precisa autorizar a carteira assinada (veja a nota sobre acúmulo de bolsa e vínculo empregatício –  Portaria Conjunta CAPES-CNPq n° 01/2010).

Pouquíssimos pesquisadores conseguem empregos que se enquadram nessas exigências. E os que conseguem dificilmente teriam tempo de exercer a atividade paralela: a vida no laboratório é em período integral. Na prática, o regime é de dedicação exclusiva.  “Eu acho que, se as instituições de fomento não dão conta, a solução imediata seria adotar um regime de não-exclusividade”, explica a geóloga Renata Schaan, “Mas a carga horária é pesada, é difícil conciliar. E aí as pessoas acabariam passando mais tempo na pós-graduação por não conseguirem dedicar a atenção necessária à pesquisa.”

Em março de 2016, Schaan passou em segundo lugar no mestrado do Museu Nacional, operado pelo Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Ela foi trabalhar com a preservação do patrimônio geopaleontológico – uma palavra comprida para dizer que ela cuidou de meteoritos como este aqui, que pesa mais que um elefante africano e você pode ver de pertinho se visitar a instituição.

A pesquisadora se mudou para a capital fluminense com um bebê de 2 anos e desde o começo contou com a ajuda dos pais para se sustentar – a bolsa paga pela agência de fomento estadual, a Faperj, não era muito maior que a bolsa federal de R$ 1,5 mil. Tentou inscrever o filho na creche da faculdade, mas havia apenas uma vaga e centenas de crianças concorriam ao sorteio. Como o período de inscrição em creches públicas já havia passado, o jeito foi matriculá-lo em uma particular – que, por si só, já consumia uma fatia considerável da bolsa.

Se houvesse bolsa, é claro: ela não caiu em abril. Nem em maio. Nem em junho. A Faperj não conseguiu arcar com o compromisso. Só em novembro, após quase um ano de trabalho sem remuneração, a Capes interviu e passou a pagar Schaan com dinheiro federal. Mas ela nunca foi ressarcida pelos meses anteriores. “Hoje já ocorrem muitos atrasos por falta de verba”, diz a geóloga. E não é só a vida pessoal dos pesquisadores que é afetada: “equipamentos estragam e levam meses para serem consertados. Falta material e falta verba para atividades de campo, que são muito frequentes na minha área”.

Depressão pós-paper

Se você abre o site da SUPER todos os dias – obrigado pela audiência –, você já percebeu que nossas notícias mais curtinhas tem uma estrutura simples: nós pegamos um artigo científico que relata uma descoberta e traduzimos ele em bom português, sem linguagem técnica: “fulano, da universidade tal, publicou um artigo na revista Nature que diz tal coisa”.

Para quem vê de fora, fica fácil ignorar a importância da palavra “publicar”. Se você é um cientista e fez uma descoberta, o único jeito de divulgá-la é emplacar um texto sobre ela em uma revista especializada. Essa tradição se tornou uma lei tácita: as universidades usam o número de artigos publicados e número de citações que esses artigos recebem como principal critério para avaliar o desempenho de seus alunos e funcionários.

Por exemplo: hoje, para um cientista brasileiro da área de Farmácia receber a classificação máxima (1A) do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, o CNPq, ele precisa ter publicado 70 artigos científicos nos últimos dez anos. Em outras palavras, fazer um avanço científico a cada dois meses.

Nem precisa dizer que a meta é utópica. Trata-se de algo que não acontece. A solução é “picar” as descobertas, para cada experimento render o maior número possível de papers. Só que esses papers diluídos perdem relevância, é claro. Quantidade não é igual a qualidade. Um estudo feito por Sidney Redner, da Universidade de Boston, revelou que, dos 353  mil estudos publicados entre 1893 e 2003 no periódico Physical Review, apenas 2 mil (0,56%) tiveram mais de cem citações. Oitenta e quatro mil (24%) foram citados só uma vez. Você pode entender melhor essa história nesta reportagem da SUPER, publicada em dezembro do ano passado.

“No programa do qual eu faço parte são exigidos dois artigos científicos”, explica Franciele Soares. “Eles são o mínimo para poder defender a tese e receber o diploma de doutorado. Sem artigo, não há de defesa.” Na prática, porém, quem se contentar só com os dois artigos obrigatórios fica para a titia. Em um concurso recente, um candidato a bolsa de pós-doutorado que emplacou seis artigos ficou apenas com o sexto lugar. O primeiro tinha dez.

“Se você não publica, acaba sendo passado para trás”, resume a química. “No ritmo que a coisa anda, a quantidade de alunos de pós com depressão e com ansiedade, tomando remédios fortíssimos para conseguir sair de casa, só tende a aumentar. Sei de grupos aqui na UFRGS em que todos os alunos tiveram ou tem algum problema de depressão ou ansiedade.”

Futuro?

Depois que um pesquisador termina o doutorado (e, de preferência, faz alguns pós-doutorados, inclusive no exterior), ele pode tentar prestar concurso para um dos únicos cargos públicos que garante estabilidade e um salário razoável para um cientista: o de professor universitário – que, vale lembrar, também é pesquisador.

Mas não é tão simples assim. Por exemplo: segundo a própria USP, a maior universidade do país, o número de professores efetivos trabalhando lá caiu de 6137 em 2014 para 5796 no começo deste ano – uma redução de 341 professores, ou 5,9% do total. Mas mesmo as universidades e outros órgãos públicos que contratam mais professores do que perdem não são, nem de longe, suficientes para absorver toda a mão de obra qualificada. E o setor privado normalmente não está disposto a contratar alguém com doutorado, mas sem experiência CLT.

“Como você vai ter experiência profissional se nem um estágio você pode fazer?”, questiona o biólogo Marcos Dums. Ele deixou um emprego efetivo no Paraná para fazer mestrado em taxonomia – a ciência que identifica, descreve e classifica os seres vivos. Hoje vive em Porto Alegre, e a bolsa não é suficiente para as despesas. “Os créditos que precisamos cumprir poderiam ser distribuídos em horários flexíveis, e as empresas também poderiam ser mais flexíveis.”

Resumo da ópera? Após 10 ou 15 anos vivendo de bolsa e se dedicando à ciência, quem termina o doutorado não está em uma posição melhor do que um recém-graduado no mercado de trabalho. Pelo contrário: o tempo passado na universidade pode ser um tiro no pé, visto com maus olhos nos processos seletivos. Desse jeito, fica difícil convencer alguém a abraçar a carreira acadêmica – e pessoas inteligentes e cheias de potencial, que poderiam mudar a ciência do país, acabam trocando o laboratório pelo escritório.

“Tanto a sociedade quanto o governo têm que parar de nos tratar como estudantes, como se essa bolsa fosse um benefício”, afirma a bióloga Fernanda Almerón. Ela faz mestrado em biologia animal na UFRGS, e ajudou a SUPER a coletar os depoimentos incluídos nesta reportagem – além de incontáveis outras histórias que não couberam aqui. “Na verdade, nós fazemos um trabalho árduo para o país e sim, devemos ser tratados como trabalhadores”.

Almerón ainda está no começo da carreira, mas já foi autora de uma descoberta importantíssima: a carne vendida sob a alcunha de “cação” nos supermercados brasileiros na verdade provém de mais de 20 espécies diferentes de raias, tubarões e outros peixes – das quais 40% estão em extinção (veja a matéria completa). No futuro, a descoberta pode contribuir com uma regulação mais eficiente da pesca no País, que beneficie tanto os consumidores quanto a fauna marinha. De fato, praticamente toda medida anunciada pelo governo se baseia ou pelo menos é justificada por pesquisas feitas por economistas, sociólogos, pedagogos, psicólogos etc. – muitos dos quais, por ironia, dependem de bolsas. O Brasil precisa da ciência. Se não, será para sempre o país do presente.

*Fernanda faz mestrado em biologia animal na UFRGS e colaborou com a SUPER na apuração da reportagem.

– Brasil possui ⅓ das melhores universidades da América Latina! A número 1 é a…

Segundo o Times Higher Education, que anualmente divulga o ranking das melhores universidades do mundo, na América Latina a melhor de todas é a Unicamp.

Compartilho, extraído de: https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2018/07/unicamp-e-a-melhor-universidade-da-america-latina-diz-ranking-ingles.shtml

UNICAMP É A MELHOR UNIVERSIDADE DA AMÉRICA LATINA, DIZ RANKING INGLÊS

Brasil lidera ranking com um terço das universidades da lista latina

Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) é a melhor instituição de ensino superior da América Latina, segundo nova publicação do conceituado ranking britânico Times Higher Education.

A universidade já aparecia em primeiro lugar no ranking do ano passado, uma posição à frente da USP (Universidade de São Paulo). O Brasil domina a lista latina, com 43 das 129 universidades listadas.

Seis universidades brasileiras estão no top 10, e a maior parte delas subiram de posição em relação ao ano anterior. Além de Unicamp e USP, entre as melhores aparecem Unifesp (Universidade Federal de SP), que saltou do 7º para o 4º lugar; PUC-Rio, hoje no 7º lugar, antes no 9º; UFMG (Universidade Federal de MG), que saiu do 11º lugar para o 9º; e UFRGS (Federal do RS), hoje no 10º lugar, que antes não aparecia no ranking.

Apesar da superioridade no ranking geral, o país falha em pontos específicos, segundo análise da publicação. É o caso da internacionalização das universidades. Enquanto Equador e Chile marcam 71,6 e 66,4 nesse indicador (em uma nota de 0 a 100), a nota do Brasil é 28,4.

A Times Higher Education afirma, porém, que “uma série de universidades notáveis da América Latina não aparecem no ranking porque não enviaram dados”.

Dez universidades mais bem colocadas no ranking

Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)
Universidade de São Paulo (USP)
Pontifícia Universidade Católica do Chile (Chile)
Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)
Instituto Tecnológico e de Estudos Superiores de Monterrey (México)
Universidade do Chile (Chile)
Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ)
Universidade de Los Andes (Colômbia)
Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)

Essas universidades também aparecem bem listadas no RUF (Ranking Universitário Folha), ainda que em posições diferentes. A classificação produzida pela Folha tem UFRJ (Federal do RJ), Unicamp, USP, UFMG, UFRGS, UFSC (Federal de SC), Unesp (Estadual Paulista), UFPR (Federal do Paraná), UnB (Brasília) e Ufscar (Federal de São Carlos) na lista das melhores.

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– Consequências do bullying nas notas das crianças

Um alerta para os pais: como o bullying está cada vez mais frequente nas escolas e como isso reflete no rendimento dos pequenos.

Extraído de Revista Veja, ed 2516, pg 84-85.

ALERTA: O BULLYING PROVOCA NOTA BAIXA

Estudo realizado ao longo de 25 anos comprova que agressões sofridas na escola prejudicam o rendimento acadêmico das vítimas

Por Filipe Vilicic, Talissa Monteiro

O bullying já foi apontado como causa de depressão, ansiedade, obesidade e sentimento de solidão em crianças. Ainda que o termo, cunhado nos anos 70 pelo psicólogo sueco Dan Olweus, descreva qualquer ataque que use a força ou a coerção para intimidar e ameaçar alguém, ele é frequentemente associado aos “valentões” que humilham meninos e meninas na escola. Gagueira, uso de óculos com lentes grossas, características físicas ou mesmo (ironia que a inveja pode explicar) um desempenho escolar acima da média costumam motivar as agressões — verbais em 77% das situações, físicas no restante. Estudos realizados pela Associação Americana de Medicina chegaram a revelar que o trauma pode ser tão grave que as vítimas têm até três vezes mais risco de pensar em suicídio. Uma nova pesquisa, da Associação Americana de Psicologia, divulgada na última semana, descobriu outro efeito preocupante do bullying: as vítimas tendem a se sair pior em provas escolares e a odiar experiências acadêmicas. A conclusão veio de um estudo conduzido ao longo de 25 anos por psicólogos da Universidade do Estado do Arizona.

Desde 1992 os cientistas têm seguido a vida de 190 meninos e 193 meninas, do jardim de infância ao ingresso em um curso superior ou ao abandono dos estudos. A cada ano, os participantes respondiam a questionários e realizavam entrevistas, por meio das quais os pesquisadores conseguiam detectar experiências de abusos verbais e físicos. A frequência do bullying era, então, medida em uma escala que ia de 1 (quando a prática “quase nunca” ocorria) a 5 (“sempre”). Cerca de metade das crianças nesse ranking ficou nos níveis mais baixos de incidência. Contudo, o trabalho identificou que 20% dos alunos estudados em algum momento se viram vítimas de ataques crônicos e severos. Ao final, chegou-se a um resultado alarmante: um em cada quatro jovens que foram alvo de bullying apresentou desempenho acadêmico decrescente e se revelou menos engajado nasatividades escolares. Pelos relatos das crianças aos pesquisadores, evidenciou-se a relação direta entre os ataques e a desmotivação com o aprendizado.

Disse a VEJA a psicóloga americana Becky Kochenderfer-Ladd, a principal autora do estudo: “Já tínhamos indícios da ligação entre o bullying e a perda de motivação acadêmica. Faltava, porém, um acompanhamento prolongado da vida desses jovens.”  Segundo os psicólogos por trás da
pesquisa, ao contrário do que aponta o senso comum, o problema é recorrente entre os que estão na idade de frequentar o que no Brasil se chama ensino fundamental, e não no ensino médio. A porcentagem de casos severos caiu de 20% em crianças para 7% entre adolescentes. “Isso nos traz esperança, pois indica que alguns conseguem enfrentar e vencer esse mal ao longo da vida”, afirmou o psicólogo americano Gary Ladd, também autor da pesquisa.
Sim, a maldade, direcionada ao próximo — em geral alguém “diferente” do agressor e da maioria —, existe desde sempre, em todos os lugares.

Mas a internet serviu tanto para escancarar a questão como para fazer surgir uma modalidade nova e de enorme potencial: o cyberbullying.

Em 2011, por exemplo, um vídeo postado no YouTube deixou clara a dimensão que o assunto havia tomado.

Nele, o estudante australiano Casey Heynes, então com 15 anos, aparecia sendo atacado pelos colegas de colégio por causa de sua obesidade. Naquele dia, ele resolveu reagir e agrediu os que o atacavam. Desde então, o vídeo foi visto quase 30 milhões de vezes e o caso se transformou em símbolo do problema. A história de Heynes, apesar de ter sido exposta na rede, ainda se enquadra na categoria mais comum de bullying: aquele cometido no colégio. Mesmo na era digital, é duas vezes maior o risco de uma criança ser agredida na escola do que na Web – por exemplo, por comentários maldosos no Facebook.

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