– Os professores têm sido os profissionais mais exigidos nos últimos meses!

Ser professor é fácil. Ser um bom professor, não.

Nestes tempos de pandemia, os docentes precisam se virar. Tornaram-se “apresentadores-didáticos” gravando aulas por EAD (Ensino a Distância), mostraram toda a sua paciência no Ensino Remoto (Aulas por Vídeo ao Vivo, cobrando interação dos alunos) ou sofrendo para ter jogo de cintura no Ensino Híbrido (dando atenção aos poucos presenciais e simultaneamente às câmeras).

Complicado. Mas vejo pelos professores das minhas crianças: dispostos, carinhosos e vocacionados, mesmo nas dificuldades.

Sempre foi difícil ser mestre em nosso país, mas nestes períodos incomuns, mais ainda!

– Hora de estudar!

Vamos fazer o dever-de-casa?

Ensinar as letrinhas para as crianças é algo muito bom!

Reconhecendo os nomes:

– Ensinar e Empreender.

Nesta semana, terminamos mais um curso de capacitação pelo Sebrae. Lecionei a essa turma de Jundiaí sobre Empreendedorismo, Marketing, Finanças e Formalização do Negócio!

É muito bom ensinar, abrir horizontes e motivar essas pessoas sedentas de oportunidade e saber. Agradeço nestes momentos por ser professor.

– Coisas que uma criança já pode ajudar em casa!

Ensinar os pequeninos com os deveres do Lar é muito importante.

Olha que bacana esse quadro de “tipos de ajuda” por idade!

Abaixo:

– Sobre Professores:

Acho que concordamos com esse pensamento:

O professor mediano conta.

O bom professor explica.

O professor superior demonstra.

O grande professor inspira.”

Por William Arthur Ward

Não dá para discutir. É isso aí mesmo.

homenagem_unesco_professores.jpg

Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.

– Os mais inteligentes estão fugindo do Brasil?

Uma matéria da Revista Veja do ano passado (ed 21/02/18, pg 30), despretensiosamente encontrada no meu revisteiro, traz uma informação importante: pessoas mais estudadas estão indo embora do nosso país para viver no Exterior.

Abaixo esse assunto tão interessante:

QUATRO SINAIS DE QUE O PAÍS VIVE UMA FUGA DE CÉREBROS

  1. Mais emigrantes têm nível superior – levantamento realizado pela consultoria especializada em expatriação JPJ Partners sobre uma base de dados composta de 240 clientes revela que, nos últimos quatro anos, o porcentual de pessoas com formação superior que se mudaram para os Estados Unidos subiu de 83% para 93%.
  2. Mais famílias inteiras se mudaram – Há quatro anos, 41% dos expatriados pesquisados eram casados e, destes, 63% tinham pelo menos um filho. Hoje, o percentual de expatriados casados subiu para 68% e o dos expatriados casados copm um filho ou mais atingiu 83%.
  3. A faixa etária dos expatriados aumentou – Até 2013, 61% dos pesquisados que haviam se mudado para os Estados Unidos tinham até 29 anos. Hoje, a massa migratória majoritária, que chega a 57% do total, tem entre 30 e 49 anos – justamente a fase em que os indivíduos tendem a ter uma carreira mais consolidada e maior poder aquisitivo.
  4. Quem foi não pretende voltar – 92% dos pesquisados dizem não ter planos de voltar a viver no Brasil nos próximos três anos. As principais razões para a saída são, pela ordem: a violência, a instabilidade econômica e a corrupção.

Resultado de imagem para mais inteligentes

Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida

– Ensinar sempre faz bem!

EDUCAÇÃO Ensinar faz sempre bem.

Divida seus conhecimentos com o próximo! Você vai ver como é bom.

Em: https://www.youtube.com/watch?v=uGTIj06FdJY

– As diferentes exigências nos bancos escolares

É apenas uma brincadeira que foi postada na Internet. No fundo, uma grande verdade sobre o ensino de hoje e a falta de respaldo aos professores…

Abaixo (leiam todas as questões):

1- Ensino de matemática em 1950:

Um lenhador vende um carro de lenha por

R$ 100,00. O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda. Qual é o lucro?

2- Ensino de matemática em 1970:

Um lenhador vende um carro de lenha por

R$ 100,00. O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda ou

R$ 80,00. Qual é o lucro?

3- Ensino de matemática em 1980:

Um lenhador vende um carro de lenha por

R$ 100,00. O custo de produção é R$ 80,00. Qual é o lucro?

4 – Ensino de matemática em 1990:

Um lenhador vende um carro de lenha por

R$ 100,00. O custo de produção é R$ 80,00. Escolha a resposta certa, que indica o lucro:

( )R$ 20,00

( )R$ 40,00

( )R$ 60,00

( )R$ 80,00

( )R$ 100,00

5- Ensino de matemática em 2000:

Um lenhador vende um carro de lenha por

R$ 100,00. O custo de produção é R$ 80,00. O lucro é de R$ 20,00. Está certo?

( )SIM

( ) NÃO

6- Ensino de matemática em 2009:

Um lenhador vende um carro de lenha por

R$ 100,00. O custo de produção é R$ 80,00. Se você souber ler, coloque um X no R$ 20,00.

( )R$ 20,00

( )R$ 40,00

( )R$ 60,00

( )R$ 80,00

( )R$ 100,00

7 – Em 2015….:

Um lenhador vende um carro de lenha por

R$ 100,00. O custo de produção é R$ 80,00. Se você souber ler, coloque um X no R$ 20,00.

(Ou marque qualquer coisa, já que não posso te reprovar mesmo)

( )R$ 20,00

( )R$ 40,00

( )R$ 60,00

( )R$ 80,00

( )R$ 100,00

bomba.jpg

Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.

– Aulas ou “Não Aulas”? O Ensino deveria ser atividade essencial.

Quanta polêmica na Justiça para as voltas às aulas… No mundo ideal, as escolas seriam ambientes diferenciados, valorizados pela sociedade, com os professores vacinados urgentemente pelas autoridades, logo após os profissionais da saúde.

Só que…

As instituições de ensino, por conta própria, têm que se virar com os protocolos sanitários. Pobres diretores das escolas…

Enquanto isso, os pais se dividem em enviar as crianças ou não para as aulas. Não é o meu caso, mas essa imagem abaixo diz muita coisa sobre “pai e mãe desesperados” para o reinício:

Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.

– Brasil: onde o professor é desprestigiado!

Ser professor em nosso país é uma árdua missão. E sabe quais os desincentivos?

Abaixo, extraído de: https://g1.globo.com/google/amp/educacao/noticia/2018/11/08/brasil-cai-para-ultimo-lugar-no-ranking-de-status-do-professor.ghtml

BRASIL CAI PARA ÚLTIMO LUGAR NO RANKING DE STATUS DO PROFESSOR

Menos de 1 em cada dez brasileiros acha que professor é respeitado em sala de aula

Por Fabrício Vitorino

Muito trabalho, salários menores do que se imagina, falta de respeito dos alunos e um dos piores sistemas educacionais do mundo. É assim que o brasileiro vê a profissão de professor, o que fez o Brasil cair para a última posição do ranking de prestígio de docentes. A pesquisa, realizada em 35 países, foi divulgada na noite desta quarta-feira (7) pela Varkey Foundation, entidade dedicada à melhoria da educação mundial.

O resultado do Brasil se torna ainda mais alarmante se comparado ao do cenário global, que registrou uma melhora na percepção do status dos professores. Vale lembrar que, na última edição da pesquisa, em 2013, o país ocupava a penúltima posição dentre os 21 pesquisados. A avaliação de 2018, por sua vez, foi realizada em 35 países – acompanhando as avaliações do PISA –, e foram entrevistadas mil pessoas entre 16 e 64 anos.

E se no ranking de prestígio geral o resultado não é bom para o Brasil, nos recortes específicos os dados também são muito desanimadores. Menos de 1 em cada 10 brasileiros (9%) acha que os alunos respeitam seus professores em sala de aula – também o último lugar do ranking. Para efeito de comparação, a China é país com a melhor avaliação: lá, 81% das pessoas acreditam que os docentes são respeitados pelos alunos.

Para Sunny Varkey, fundador da Varkey Foundation, o índice fornece provas de que o status dos professores na sociedade, seu prestígio e a forma como são enxergados, tem influência decisiva no desempenho dos alunos na escola.

Vale lembrar que a Varkey promove anualmente o Global Teacher Prize, o “Nobel da Educação”, que premia os melhores educadores do ano. A última edição, realizada em março, em Dubai, Emirados Árabes, foi vencida pela britânica Andria Zafirakou, e teve o professor brasileiro Diego Mahfouz Faria Lima entre os dez finalistas.

A pesquisa também mostra que há pouca compreensão do trabalho e da remuneração dos professores. Enquanto os entrevistados acreditam que os docentes trabalham, em média, 39,2 horas por semana, os profissionais relatam 47,7 horas dedicadas semanalmente ao ofício de ensinar – quase 20% a mais. Por outro lado, as pessoas estimam que os professores têm salário médio inicial de US$ 15 mil, enquanto, na verdade, a remuneração é de US$ 13 mil, em média. Há ainda a percepção de que os salários não sejam justos: os brasileiros defendem que um docente em início de carreira deva ganhar o equivalente a US$ 20 mil por ano – um aumento de US$ 7 mil.

O levantamento mostra ainda que 88% dos brasileiros consideram a profissão de professor como sendo de “baixo status” – o segundo pior lugar do ranking mundial, perdendo apenas para Israel, onde 90% dos cidadãos pensam da mesma forma. Talvez por isso, apenas 1 em cada cinco brasileiros incentivariam o filho a ser professor, a sétima pior posição global. Em comparação, na Índia, 54% dos pais dizem que encorajariam o filho a ensinar.

Diante do cenário caótico, é natural que os brasileiros classifiquem seu sistema de ensino como ruim – melhor apenas que o egípcio: enquanto o Brasil leva nota 4,2, o país africano é avaliado em 3,8 por seus cidadãos. Nossa vizinha Argentina ganhou nota 5,4 e a Finlândia, líder do ranking, foi avaliada com 8 na escala que vai de zero a dez.

Mas, afinal, o que faz com que os brasileiros tenham essa percepção negativa sobre a educação no país e seus professores? Para Pilar Lacerda, diretora da Fundação SM e ex-secretária de educação básica do Ministério da Educação, a falta de respeito para com os docentes é um sintoma de vários problemas. O primeiro deles é que o modelo da escola é obsoleto.

“Temos um modelo educacional marcado pelo modelo das escolas no início do século 20, com um desenho completamente diferente. As crianças recebiam as informações na escola, e, hoje, recebem milhares de informações fora da escola. Se você tem uma educação que não prioriza a interpretação, a reflexão, não é à toa que tenha uma campanha presidencial feita com Fake News. As crianças recebem essa montanha de informações, do YouTube, WhatsApp… E quando chegam na escola, ela ainda é analógica. Os professores escrevem no quadro e as crianças copiam. É um livro em texto, ainda monodimensional, sendo que as crianças enxergam tudo de forma multidimensional. O professor foi formado para trabalhar dessa maneira tradicional, arcaica, obsoleta. Muitas vezes ele sente que tem que mudar, mas não tem a formação para mudar”, explica Pilar.

A educadora lembra ainda a desigualdade econômica e a violência urbana como fatores que prejudicam o ensino e afetam o professor, tanto no desenvolvimento da sua profissão quanto no cotidiano do trabalho. A educação em áreas vulneráveis será tema de seu painel selecionado para o South by Southwest EDU, festival realizado em março nos EUA que discute novas iniciativas educacionais.

“Muitas vezes o professor para o projeto no meio por conta de alunos assassinados, abandono de bairro por brigas de facções. É um cenário com uma indecente desigualdade socioeconômica. Os professores encontram situações de alunos de 8 a 10 anos em situação de extrema miséria. E quando a gente pensa na educação para todos, temos que pensar em educação para crianças cujos pais e avós não estudaram, que não têm acesso à literatura, cinema, teatro”, lembra.

Um outro fator a ser considerado é a mudança radical que a profissão de professor sofre a partir dos anos 1980 e 1990, após a Constituição de 1988 e a inclusão digital. “Quando você pergunta a essas crianças o que elas querem fazer quando crescerem, grande parte cita profissões que não existiam cinco anos atrás: youtuber, influenciadora digital… Mesmo professores na faixa dos 40 anos sequer sabem como se ganha dinheiro sendo youtuber, influenciadora digital. Isso não faz parte do desenho mental. Temos que ressignificar isso com os alunos, trabalhar com projeto de vida, qual o sonho profissional, aprofundar o diálogo”.

Para Mozart Neves Ramos, diretor de Articulação e Inovação do Instituto Ayrton Senna, a crise na percepção do status dos professores – e consequentes falta de respeito e má remuneração – passa diretamente pela falta de atratividade do magistério no Brasil.

Ainda para Mozart, é necessária uma atuação mais adequada das universidades na formação dos professores. Para ele, os cursos são extremamente teóricos e pouco práticos, o que contribui para que os profissionais estejam pouco conectados com a escola. “Se a universidade não melhorar sua formação, não vamos ter uma qualidade na base para atingirmos a meta do ensino superior. Enquanto o mundo está se preparando para a revolução 4.0, nossos professores estão lidando com problemas do século 19, do século 20. O professor tem que ser um tutor, indutor de qualidade, que promova o trabalho em equipe, ele tem que ser formado em educação integral, coisa que as universidades não fazem.”

Por fim, Mozart lembra dos inúmeros casos de violência contra professores registrados nos últimos anos. Para ele, o problema é maior que apenas o campo da educação. “Essa pesquisa retrata um grave problema do Brasil, não só da educação brasileira. Quando a gente vê essas inúmeras reportagens de violência dos alunos contra professores, isso passa por um ponto central: é dever do estado e da família prover essa educação. O que hoje observamos é que as famílias estão delegando às escolas o seu papel, que é educar seus filhos. E quando falta essa educação familiar, ela se manifesta no ambiente escolar. E quem é a vítima desse processo? O professor”.

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– Encontro de Catequese para o Sacramento do Crisma: Ciência e Fé, ser Ateu e ser Crente, Religião e Ciência.

Já falava o saudoso Papa Peregrino, hoje carinhosamente São João Paulo II, em uma de suas mais belas encíclicas: “fé e razão são duas asas que nos elevam para o céu”!
Por que é tão difícil para alguns aceitar que a Ciência e a Fé são complementares, não rivais?
 
Qual o motivo que faz ateus serem cada vez mais racionais e antiteístas cada vez mais sedentos de “contra-catequizar” sobre Deus?
 
Grandes padres e grandes universidades católicas apoiaram a Ciência e por eles nasceram maravilhosos inventos e significativas descobertas. Isso não se lembra?
 
Enfim: tudo que circunda o infinito do Universo é por acaso, assim como a vida, na qual se crê por céticos cientistas que bilhões de combinações químicas a formaram, ao invés de ser um dom generoso pela Providência do Criador? Ou que esse próprio Deus moldou com sua criação o surgimento da célula vital?
 
Como é difícil falar da Fé e da Razão (de Religião e Ciência) a um mundo cada vez mais racionalista, materialista e descrente de esperança.
 
Abaixo, alguns tópicos criados para discussão com os crismandos da Paróquia São João Bosco, meses atrás, a respeito desses embates de “provar ou não” a existência do Criador:
​Enfim: é tão bom, estudar, aprender, pesquisar, descobrir e revelar a partir da Inteligência que nos é dada pelo Espírito Santo, fonte de Amor do Pai e revelada pelo Filho que em Comunhão estão!​ A figura abaixo com a frase de Einstein é perfeita:
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Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.

– Educação Emocional e os Jovens Esponjas.

Li uma entrevista muito bacana do psicoterapeuta, filósofo e educador australiano Richard Robbins na Revista Época. Ele fala bastante coisa sobre Equilíbrio Emocional, como, por exemplo, da relação dos jovens e seus problemas cotidianos.

Para o professor, os jovens, quando incomodados por dificuldades no cotidiano, precisam de estabilidade emocional para produzirem. E defende que se crie nas universidades uma disciplina voltada para o “Ensino de Emoções” a fim de maiores ganhos econômicos e produtividade na sociedade.

É dele a frase:

Jovens são esponjas que assimilam rapidamente atitudes que se mostram eficazes para eles.”

Interessante. Mas… será que isso vale somente aos jovens?

Certamente, aos jovens de espírito também!

Imagem extraída de: https://blog.psiqueasy.com.br/2018/10/18/como-aproveitar-as-oportunidade-de-aprendizado/

– Sinergia ou Entropia?

Mente aberta (buscando sinergia) ou mente fechada (promovendo entropia)?

É você quem decide o rumo da sua vida.

Refletindo em: https://youtu.be/J1_edvD9QLk

 

– Um Laboratório para Estudantes de Administração de Empresas?

Recebi, tempos atrás, a seguinte pergunta de um ex-aluno, desistente do curso de Administração:

“Professor, por que as universidades não tem laboratórios para a graduação em Administração de Empresas?” (Henrique, via e-mail)

Caro Henrique, os laboratórios de Adm de Empresas são as próprias instituições em que você trabalha.

É impossível graduar-se (em um boa faculdade, lógico), sem estar no mercado. O estágio é essa condição que você pede! Teoricamente, é lá que você pode errar e ganhar experiência pelo erro, pois você exerce a condição de aprendiz dentro da empresa. Entretanto, sabemos que na prática não é assim que funciona. O estagiário é muitas vezes cobrado como um profissional já formado. Além de que, muitas correntes educacionais defendem que o estudante deve realizar seus estudos durante a manhã; as tarefas acadêmicas ao domícilio às tardes; e o descanso merecido à noite. Mas para estes, um questionamento: e a prática da administração, onde fica?

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Imagem extraída da Web, autoria desconhecida. Quem souber, informar para crédito no post.

– Aprendendo.

A alegria de aprender! E a minha, de ensinar.

Pais precisam ter paciência. E, lógico, ânimo. Porque sair do site do Abecedário e ir para a página dos jogos, é um clique só!

❤️ 💻 ✏️ #carinho #educação

– Livros ou tablets na hora de estudar?

EDUCAÇÃOOs costumes tradicionais de leitura se aliando com a tecnologia de ponta para o melhor aprendizado dos alunos?

Claro que esse é o caminho natural da escola. Mas compartilho um texto bacana de um renomado pedagogo espanhol que alerta: “A instituição de ensino deve proteger a infância desse mundo acelerado [da informática], devendo ser um espaço tranquilo [para folhear livros]”.

Entenda em: https://www.youtube.com/watch?v=NrT2-4J1HTc

– A quem interessa o Analfabetismo Funcional de muitos brasileiros?

O Brasil (números oficiais) possui 6,6% da sua população composta por analfabetos acima de 15 anos, ou, se preferir, 11 milhões de brasileiros. É muita gente! A taxa de analfabetismo salta para 13,9% da população no Nordeste.

Mas um número mais assustador ainda pode ser o de analfabetos funcionais. O Indicador Nacional de Alfabetismo Funcional (INAF) mostrou que 30% da população não consegue interpretar textos simples! É quase 1/3 da população e que, sabemos, boa parte está na escola e não consegue melhorar seus conhecimentos.

Aí vem outra observação: o que se tem feito para acabar com esse problema? Nos diversos últimos governos (sabidamente, de ideologias diferentes entre si) não tivemos nenhuma medida drástica / prioritária. Seria, portanto, má gestão da Educação, falta de recursos para investimentos ou, na pior das hipóteses, manter o povo ignorante?

Triste o país que não se preocupa com o ensino.

Analfabetismo Funcional Afeta Ensino Superior

– A escola pública mais antiga de SP é exemplar!

Olhe que bacana: a “Escola Estadual de São Paulo”, localizada no Brás, na Capital, é de 1894. Ela é a mais antiga em atividade e exemplo de multidisciplinaridade e consolidação de culturas diversas.

Quem disse que não é possível ter Ensino Público de boa qualidade?

Veja que interessante, em: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/educacao/noticia/2019/10/01/diario-de-escola-colegio-publico-mais-antigo-do-estado-atrai-alunos-de-todas-as-partes-de-sao-paulo.ghtml (matéria antes da pandemia).

– Estudantes Universitários têm grande queda de desempenho por culpa do celular em sala de aula, diz FGV

Não é um estudo qualquer feito por entidade duvidosa: a Fundação Getúlio Vargas fez um árduo trabalho para mensurar o quanto caem de rendimento os alunos que usam o telefone celular durante as aulas. E o resultado tem muito impacto negativo…

Abaixo, extraído de: https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2018/09/uso-de-celular-em-sala-de-aula-dobra-efeito-negativo-nas-notas-aponta-estudo.shtml?utm_source=twitter&utm_medium=social&utm_campaign=twfolha

USO DE CELULAR EM SALA DE AULA DOBRA EFEITO NEGATIVO NAS NOTAS, APONTA ESTUDO

Pesquisa da FGV mediu impacto da utilização em excesso dos aparelhos

uso excessivo de telefones celulares tem prejudicado o desempenho acadêmico de estudantes universitários brasileiros sem que eles percebam, já que a maioria tende a subestimar o tempo que dedica, diariamente, a seus aparelhos.

Essas conclusões são de uma pesquisa feita com alunos da FGV (Fundação Getulio Vargas) de São Paulo e publicada recentemente pela “Computers & Education”, revista especializada britânica.

A piora na aprendizagem associada à utilização intensa de smartphones leva a uma queda significativa dos alunos em um ranking que a FGV elabora para classificá-los —considerando suas notas, mas também fatores como o grau de dificuldade das provas.

Cada cem minutos diários dedicados ao celular fazem com que um estudante recue 6,3 pontos na escala, que vai de 0 a 100. Segundo os pesquisadores Daniel Darghan Felisoni e Alexandra Strommer Godoi, isso pode ser suficiente para tirá-los da lista dos 5% melhores da turma, impedir que alcancem pontuação para cursar determinadas eletivas ou prejudicá-los em avaliação dos critérios para obtenção e manutenção de bolsa de estudos.

uso de smartphones no horário das aulas é ainda mais nocivo: faz com que a queda de desempenho quase dobre. Ou seja, se os cem minutos forem concentrados no período em que os alunos deveriam prestar atenção nas aulas ou em rotinas da universidade, o recuo no ranking vai para cerca de 12 pontos.

O problema é agravado pelo fato de que o tempo dedicado aos aparelhos é alto e bem maior do que a maioria estima. Em média, os participantes do estudo passaram quase quatro horas por dia (230 minutos) mexendo em seus celulares, 48,5% a mais do que eles disseram imaginar.

Entre os 43 alunos acompanhados, o que ficou mais tempo no celular gastou 6,5 horas diárias no aparelho, e a menor marca foi de 38 minutos.

O resultado surpreendeu Daniel, que estudava o tema para seu trabalho de conclusão da graduação na FGV, e Alexandra, professora que o orientava. “Eu mesma testei o tempo que passava no celular na época e foi o dobro do que imaginava”, diz Alexandra.

Para Daniel, a surpresa maior veio com a mensuração do impacto do celular sobre a aprendizagem dos alunos. A hipótese dele era que, acostumados desde cedo com a tecnologia, os jovens tinham capacidade de realizar tarefas concomitantes sem prejudicar sua capacidade cognitiva.

“Percebia que o uso do celular nos deixava momentaneamente ausentes, mas que o conteúdo perdido poderia ser recuperado em seguida com a volta da atenção”, diz Daniel.

Não foi o que ele e Alexandra descobriram ao analisar os resultados do experimento, que monitorou 43 alunos de administração de empresas por 14 dias consecutivos, em abril de 2016. O grupo aceitou instalar nos seus celulares aplicativos que medem o tempo gasto trocando mensagens, navegando em redes sociais, fazendo pesquisas e ligações.

Um desafio em pesquisas assim é garantir que o efeito que se busca mensurar seja consequência da hipótese levantada e não de outros fatores. Nesse caso, era preciso eliminar o risco de que as diferenças de desempenho fossem causadas por habilidades e conhecimentos acumulados pelos alunos anteriormente.

O impacto dessas aptidões foi, então, descontado com base nos resultados do vestibular e em um questionário utilizado internacionalmente sobre seu autocontrole (capacidade de se organizar, concentrar, realizar tarefas etc). A partir daí, eles estimaram o desempenho esperado dos alunos e os compararam com os resultados que eles, de fato, alcançaram.

Concluíram que o uso do celular é capaz de alterar a rota esperada. Sua utilização por cem minutos diários é suficiente para fazer com que um aluno ou aluna que tenha se classificado em 5º lugar no vestibular atinja na faculdade o desempenho esperado daquele que ficou em 100º.

“Essa queda na pontuação pode ter consequências graves para o estudante, afetando até sua vida profissional, já que as vagas para cursar determinadas disciplinas preparatórias para o mercado de trabalho são preenchidas conforme a posição no ranking da faculdade”, diz Daniel.

“O ideal seria repetir o experimento, expandindo-o para um grupo mais diverso, mas, estaticamente, nossos resultados se mostraram significativos”, afirma Alexandra.

PROIBIÇÃO EM ESCOLAS FRANCESAS DEU NOVO IMPULSO AO DEBATE

O debate sobre celulares na educação tem ganhado fôlego. Em julho, o governo da França proibiu a utilização dos telefones em escolas. No Reino Unido, algumas escolas tomaram a mesma decisão. 

No Brasil, não há uma regra única. Em 2017, o Governo do Estado de São Paulo liberou o uso dentro de sala de aula sob supervisão (leia abaixo).

“Acho importante que o tema seja discutido porque o que notamos é que o efeito da distração é inconsciente e significativo”, diz Alexandra.

Um trabalho recente feito por quatro pesquisadores de universidades norte-americanas e publicado por um periódico da Universidade de Chicago com 800 usuários de smartphones concluiu que a proximidade física do celular reduz tanto a memória quanto a fluidez de ideias, provocando uma espécie de drenagem de recursos do cérebro (“brain drain”, em inglês). 

Segundo os pesquisadores, mesmo quando os participantes conseguiam evitar mexer ou pensar nos seus celulares, a simples presença dos aparelhos diminuía sua atenção. 

Táticas como deixar o aparelho com a tela para baixo ou silenciar as notificações não foram suficientes. A única estratégia eficaz foi a separação física do celular. 

“Não tenho dúvida de que o celular atrapalha os estudos. Tenho notado piora na minha concentração, perda de memória e me sinto mais cansado”. O relato é de Renan Baleeiro Costa, 20, estudante de direito da USP. “Existe o lado positivo. Em um instante, tenho acesso a textos acadêmicos, leis. Mas, quando uso o celular em excesso, me sinto menos produtivo”, completa.

Outro estudo de acadêmicos turcos, recém-publicado na revista “Computers in Human Behavior”, apontou efeitos negativos sobre o desempenho escolar. No artigo, os autores concluem que a tecnologia pode ser positiva para a aprendizagem, mas ressaltam que os alunos não parecem estar usando os recursos disponíveis de forma benéfica à aprendizagem e que devem ser melhor orientados.

– O ano de 2020 foi perdido na Educação do Brasil?

O desafio do ensino fundamental nas escolas públicas brasileiras atualmente é: como aprovar ou reprovar algum aluno, se muitos não conseguiram acompanhar as atividades por questão da não-aula presencial?

Como será 2021? Repõe-se todo o conteúdo? Mas quantos alunos teremos por classes?

Em alguns lugares, o ensino particular tem sido adaptado às novas realidades. E para as crianças menores, mais difícil ainda. Veja,

Extraído de: https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2020/09/escola-no-interior-de-sp-troca-ate-sapatos-para-volta-as-aulas.shtml

ESCOLA DO INTERIOR DE SP TROCA ATÉ SAPATOS PARA VOLTA ÀS AULAS

Bruna Brandino Morbeck, dona da escola infantil Alameda, em Araçatuba, interior de São Paulo, respira mais aliviada com a retomada das atividades escolares em parte dos colégios paulistas a partir desta terça-feira (8).

Depois de permanecer por quase seis meses com as portas fechadas por causa da pandemia e perder 90 alunos, o berçário e escola de ensino infantil passaram por diversas adaptações para receber os alunos.

Antes de entrar todos medem a temperatura, passam por um túnel de desinfecção e pelo tapete sanitizante. Ao chegarem nas salas de aula, os sapatos são trocados por outro que é usado apenas naquele ambiente. Dentro da escola só a presença de alunos e funcionários é autorizada.

Para poder receber os 80 alunos que permaneceram matriculados, foram criadas ainda escalas de revezamento e cada turma ficará apenas meio período —não mais integral como antes da pandemia. Às segundas, quartas e sextas-feiras os bebês de quatro meses a dois anos poderão ir ao berçário, já às terças e quintas-feiras é a vez das crianças de 2 a 5 anos frequentarem o espaço.

“As crianças acima de dois anos estão usando máscaras e as professoras reforçam a importância do uso para a segurança delas. Hoje fomos surpreendidos porque todos usaram e se mostraram conscientes dessa necessidade”, afirma Bruna.

A cada troca de turma, as salas e áreas comuns são limpas, as crianças não têm contato com alunos de outras turmas e para isso os lanches são feitos dentro da própria sala.

Por serem crianças, salas de aulas temáticas foram criadas e cada uma é orientada a escolher um tapete para se sentar durante as atividades. Os tapetes foram colocados à distância de 1,5 metro um do outro.

“Hoje nós tivemos 20 alunos pela manhã e dez à tarde. Oitenta e nove porcento dos pais já manifestaram o interesse de trazer seus filhos de volta à escola. Normalmente são pais que trabalham e não tem com que deixar as crianças, então estamos fazendo de tudo para preservar a saúde deles”, explica a diretora.

A reabertura das escolas para atividades de reforço e acolhimento a partir de hoje foi autorizada pelo governador João Doria, para cidades que estão há mais de 28 dias na fase amarela no plano São Paulo. No entanto, elas só podem funcionar com até 35% dos alunos.

Segundo a Prefeitura de Araçatuba, 50 escolas particulares da cidade já demonstraram interesse em retomar as atividades nos próximos dias, porém o município ainda não contabilizou o número de estabelecimentos de ensino que retornaram às atividades nesta terça.

Assim como Araçatuba, a cidade de Bauru, também no interior de São Paulo, que está na fase amarela desde o dia 10 de agosto e atende às medidas imposta pelo governo estadual estaria apta a ter a retomada das aulas. Mas a prefeitura e o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado de São Paulo (Sieeesp) descartaram o retorno temendo uma explosão de casos de Covid-19 na cidade.

Segundo a prefeitura após testagem em massa de professores e servidores da Secretaria Municipal de Educação 11% deles testaram positivo para a doença, a maioria com o vírus ativo.

As regiões de São José do Rio Preto e Presidente Prudente entraram na fase amarela determinada pelo governo estadual na última sexta-feira apenas e por isso ainda não há previsão de retomar as aulas.

Na rede privada, há escolas que decidiram não retomar as aulas de reforço nesta terça-feira no interior paulista. É o caso do SEB, que só iniciará as atividades de acolhimento, readaptação e revisão de aprendizagem em sua escola de Araçatuba a partir do dia 21, com retorno das aulas presenciais previsto para 19 de outubro.

Segundo o diretor-geral do SEB, Márvio Lima, a decisão de postergar o reinício das atividades tem elo com a parada prevista entre os dias 12 e 17 de outubro (Semana do Saco Cheio). Para não ficar um intervalo muito grande entre a acolhida e o reinício efetivo, a instituição decidiu postergar o retorno da unidade, que atende do ensino infantil ao pré-vestibular.

“Mas daremos a opção [de retorno] para a família. O ensino remoto permanece até terem segurança para retomar integralmente o ensino presencial como era antes da pandemia. A decisão é da família”, disse Lima.

De acordo com ele, o grupo educacional segue o plano São Paulo –que determina a abertura ou não de atividades conforme a evolução da pandemia– e não faz juízo de valor se as aulas devem voltar ou não.

“Quando autorizados estaremos prontos a voltar e aí o pai vai ter a opção de mandar o filho para a escola ou não. Não vamos indicar qual o caminho a ser seguido para nenhuma família. Pode estender [o ensino remoto] até o fim do ano ou até o início do ano que vem. Pode inclusive começar o ano letivo [de 2021] da mesma maneira”, afirmou.

Segundo ele, por causa do plano do governo paulista não há previsão para a retomada dos atendimentos na unidade de Ribeirão Preto, que na última sexta-feira (4) regrediu da fase amarela para a laranja —a segunda mais restritiva— no plano.

“Nós, como escola, não podemos desprezar a ciência muito menos a estatística. Vamos seguir o que está sendo recomendado pelas autoridades. A gente trabalhava em Ribeirão com previsão igual Araçatuba, mas agora temos de aguardar.”

Na rede municipal de ensino de Ribeirão, a prefeitura tinha decidido no final de agosto, ainda antes da regressão à fase laranja, não ter atividades presenciais até 30 de setembro. Além da região de Ribeirão Preto, a região de Franca está na fase laranja do plano São Paulo.

Em Rio Preto, onde o SEB tem ensino médio e pré-vestibular, as aulas presenciais estão previstas para serem retomadas, também de forma gradual, em 19 de outubro. A instituição contratou uma consultoria para certificar seus protocolos de segurança.

Entre as normas a serem seguidas estão o uso de tapetes de sanitização na entrada e a troca dos sapatos ao entrar em sala de aula, necessidade de máscaras reservas e limpeza de mochilas, mãos e uniformes na chegada dos alunos.

– A professora incrível!

‪Ser professor é ter vocação! O carinho desta cartinha da “tia Lívia” para minha Estelinha é algo incrível!‬

Vale a pena ler:‬

– Nada de pijama ou sentar na cama durante a aula!

Springfield é a capital do estado americano de Illinois. Por lá, a prefeitura colocou algumas exigências para os alunos que estão tendo aulas com ensino remoto devido à pandemia: nada de pijama, sentar na cama ou óculos escuros!

A ideia é: fazer com que o estudante tenha o mesmo comportamento que teria em sala de aula, a fim de melhorar o aprendizado. Em tese, relaxado demais, não aprenderia a contento.

Os pais não gostaram da decisão, pois alegam que não possuem um escritório ou cômodo exclusivo para isso, além de que estão em suas próprias casas e o conforto seria algo importante.

E você, o que pensa sobre isso?

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– E os alunos sem conectividade perderão o ano escolar? O que fazer?

EDUCAÇÃO – A dificuldade em aprender quando não se tem conexão / internet!

A triste realidade que assombra boa parte das crianças brasileiras: como como concluir o ano letivo, se “ou o material não chega, ou o aluno não tem como entendê-lo“.

Em: https://youtu.be/Tixy23xed3M

– As pequenas e médias faculdades aguentarão a sede de compra por parte dos grandes grupos?

Dentro em breve, o grupo SER Educacional deve anunciar a aquisição da Laureate. Desta forma: SER, Kroton (Cogna) e Estácio estão se agigantando cada vez mais, dominando o mercado de Ensino Superior Privado.

Abaixo, extraído de: https://www.linkedin.com/pulse/compra-da-estrangeira-laureatte-pelo-grupo-nordestino/

COMPRA DA ESTRANGEIRA LAUREATE PELO NORDESTINO SER EDUCACIONAL RETOMA AQUISIÇÕES POR PEQUENAS E MÉDIAS FACULDADES NO PÓS PANDEMIA

Encontra-se em último estágio de negociação, a aquisição das unidades da norte-americana Laureate no Brasil pelo grupo nordestino SER – que busca uma melhor posição no ranking liderado pela mineira Kroton (rebatizada de Cogna) e a segunda colocada – a de DNA carioca – Estácio de Sá.

Por Luís André Ferreira

Quem é a Laureatte?

A Laureate reúne 80 instituições em 25 países. Aqui no Brasil, ela vinha se expandido na década passada. Ressaltando que foi a primeira estrangeira a entrar majoritariamente no mercado brasileiro, em 2005. De lá para cá, muita coisa mudou.

Hoje contabiliza 875 mil alunos (segundo seu site). São somas das históricas aquisições de 25 Instituições de Ensino Superior no território nacional. Entre elas a carioca IBMR, a Universidade de Salvador, os complexos educacionais paulistas FMU, Anhembi-Morumbi e a Business School.

Quem é o SER Educacional?

A última grande compra do grupo SER tinha sido a Uninorte, em 2019, por quase R$ 195 milhões. Sendo a maior dessa região contribuiu com mais 25 mil alunos para a cartela da empresa nordestina. De origem de um preparatório para Concursos, somou historicamente ao grupo; a Uninassau e as Universidades do Amazonas, de Guarulhos, a Uninabuco, além da compra (em 2017) da Unidade do Instituto Metodista Bennet do Rio de Janeiro, rebatizado como Univeritas, braço da SER com intenção de se expandir pelas regiões sudeste e sul do país.

Novo mapa do Mercado Educacional:

Nessa reengenharia fica cada vez mais concentrado o mercado brasileiro do ensino superior. Mas poderia ter sido pior se o CADE não tivesse impedido a intensão da Kroton em adquirir a Estácio ou a “fusão” desta carioca com o grupo SER.

Casamento desfeito no altar

O casamento já estava marcado e anunciado ao mercado financeiro parecendo aquelas cenas de novela quando durante a cerimônia o padre pede que alguém se pronuncie contra o matrimônio. E foi justamente o órgão regulador quem impediu alegando que a concentração criaria um cenário de desigualdade e desequuilíbrio para as concorrentes.

Sem muito tempo para chorar as mágoas, vendo o pretendente voltar a se transformar em concorrente, a Yduqs – dona da Estácio também foi às compras. Sacou de seu fundo R$ 1,9 bilhão para adquirir a Adtalem Brasil – dona do Wyden, a Damásio Educacional e a grife carioca especializada em ensino de negócios – Ibmec, que teve entre seus fundadores o atual ministro da Economia, Paulo Guedes.

Kroton disputava a Laureatte:

Já a líder (Kroton), também estava no páreo buscando arrematar a Laureatte. Suas últimas aquisições foram 2 edtechs: a AppProva e a Stoodi além do controle da Somos Educação – antigo braço no setor da Editora Abril. Ela já possuía 11 marcas educacionais, entre elas a paulista Anhanguera – esta que por sinal já tinha adquirido quatro anos antes a fluminense Plínio Leite (Unipli), sediada em Niterói.

Em 2019 foram 15 grandes transações de fusões e aquisições neste mercado segundo a Consultoria KPMG.

Crise por Coronavírus facilita compras de pequenas e Médias IES

Apesar da conjuntura este 2020 pode ser considerado um bom ano para comprar pequenas e médias IES colapsadas pelo coronavírus, mas que já vinham sofrendo nos últimos anos pela soma dos fatores: inadimplência, queda no número de alunos, redução dos financiamentos estudantis – problemas agravados pela falta de gestão do governo Bolsonaro na educação.

A situação que já era complicada fica ainda mais nebulosa diante dos ainda não mensurados reais efeitos da epidemia. E justamente esse quadro caótico pode ser considerado um bom momento para os grandes irem às compras e adquirir num preço vantajoso as menores IES que lutam pela sobrevivência nessa conjuntura conturbada. Exatamente como está fazendo agora o grupo SER.  

Charge: Silvio Duarte

– A dificuldade das crianças e a conectividade para o aprendizado!

Puxa, que matéria sensível, espetacular e pertinente da jornalista Nathália Sousa do Jornal de Jundiaí! Ela abordou todas as dificuldades envolvendo as crianças em idade escolar nos tempos de pandemia. E, infelizmente, os problemas da conectividade.

Talvez a sociedade não esteja tão atenta a esse problema, mas muitos alunos da Rede Pública, provavelmente, perderam o aprendizado em 2020…

Abaixo, extraído de: https://www.jj.com.br/jundiai/educacao-remota-nao-existe-para-criancas-sem-acesso-a-internet/

EDUCAÇÃO REMOTA NÃO EXISTE PARA CRIANÇAS SEM ACESSO À INTERNET

Por Nathália Sousa

Com as aulas suspensas em todo o Brasil, por conta da pandemia de coronavírus, teve início o ensino a distância, desde março, tanto na rede pública estadual quanto na municipal de Jundiaí. No entanto, há dificuldades no ensino a distância que afetam majoritariamente as famílias mais pobres. Vão desde o acesso à internet até o desconhecimento de muitos pais dos conteúdos abordados na escola, dificultando assim a ajuda aos filhos, principalmente os menores, neste momento. E, se o ensino a distância pode ser deficitário para algumas pessoas com plenas condições financeiras, a quem tem falta é impossível.

Patrícia de Góes Moraes mora no Jardim Vitória e conta que a rotina das aulas on-line não existe por lá. “As crianças ficam na rua da hora que acordam até a hora de dormir. Minha vizinha tem cinco crianças e não tem internet, eles ficam na rua brincando o dia todo, não dá para segurar em casa. Nenhuma vizinha minha tem internet.”

“Eu tenho internet, porque consegui colocar, mas minha filha entra no site que a escola mandou e só copia o que tem lá, não aprende nada. Eu não consigo ensinar. Se eles falam que não entendem, imagina a gente que não estudou mais”, diz ela sobre os estudos da filha Emanuela, de 12 anos, e a impossibilidade de oferecer uma tutoria, como era realizada na escola.

Patrícia também é mãe de Julia, de 15 anos, e Gabriel, de 4. Gabriel ainda não vai à escola porque não conseguiu vaga. Mas Julia e Emanuela, que estudavam, não têm mais a rotina de aulas. Emanuela, como dito, tem em seus estudos a cópia do conteúdo, sem absorção. Já Julia mora em Cabreúva com o marido e o filho, que teve recentemente. Neste ano ela não chegou a frequentar a escola por conta da gravidez.

Julia explica que a irmã pegou uma apostila na escola em abril e avisariam quando fosse preciso buscar outra, mas, de lá para cá, o aviso ainda não chegou. “Eu precisaria de reforço e ela precisaria também. Ela fala que não entende e não consegue tirar dúvida com a professora”, diz Julia sobre a irmã.

Além da falta de conhecimento para conduzirem sós as aulas on-line, os estudantes também têm o entrave da conexão. Este é o caso na casa de Marinalva Della Coleta, moradora do Vista Alegre e mãe de Kauany, de 15 anos, e Ketylen, de 7. “Não tem internet e não tem computador. Também não consegui ver na TV. Para a pequena eu busco a atividade na escola, de 15 em 15 dias. A mais velha, no começo eu levava na casa do meu tio, no São Camilo, para fazer as atividades, mas é ruim de ir e é muito gasto para pagar a passagem”, conta ela, que também depende dos ônibus para buscar as atividades na escola de Ketylen, no Bairro Corrupira.

Tanto Marinalva quanto o marido estão sem emprego e hoje dependem do auxílio emergencial. “É o que está me salvando e é o que uso para conseguir pagar passagem.”

Kauany não está estudando no momento e diz que será importante ter aulas mais intensivas no retorno presencial. “Eu não vou saber as coisas que os outros estão estudando agora. Elas pedem para acessar a internet para consultar as coisas. As professoras só atendem pela internet, tem que enviar as atividades por e-mail, mas não tem internet. Para mim é melhor estudar mais um ano ou fazer revisão e saber o conteúdo do que passar direto. Espero que esse período sem aula não me atrapalhe mais tarde”, diz ela.

“A mais velha que ajuda a menor. No meu tempo era diferente e tem coisa que a gente não sabe mais. Criança menor precisa pegar mais no pé”, conta Marinalva, acreditando que há necessidade de as filhas terem reforço escolar na volta às aulas. Marinalva também conta que é complicado ensinar algumas disciplinas à Ketylen sem estar on-line. “Inglês dá trabalho, é a mais complicada”, conta, por não conhecer o conteúdo. Uma resposta entre uma risada acusa a maior saudade que Ketylen sente da escola. “Estudar.”

Compartilhando da dificuldade de Marinalva, Katia Aparecida Dias Lopes, que mora no Parque dos Ingás, conta que é complicado ensinar os filhos em casa. “Eu tenho dificuldade porque estudei faz tempo. O inglês mesmo, eu não sei fazer. Não consigo acessar o dicionário de inglês, porque não tenho internet. Tento explicar, mas minha filha não entende as contas, como pode fazer três menos quatro”, diz Katia, que mora com o marido e seis filhos, mas apenas dois frequentam a escola, Kauanne, de 8 anos, e Samuel, de 7. Além deles, Katia também tem a Laurinha, de 2 anos, que precisa de atenção.

Na casa de Katia não há internet, ela usa a rede wi-fi de um vizinho, mas não é sempre que funciona. “Para quem não tem internet, eles mandam as atividades impressas, para quem tem, eles mandam no WhatsApp para a pessoa imprimir em casa.”
“Eu acho que melhoraria se tivesse acesso on-line, para falar com a professora. Ela está no terceiro ano e ele no primeiro, não consigo ensinar os dois juntos”, diz Katia sobre Kauanne e Samuel. Katia acredita que um reforço será muito importante para os filhos. “Eu espero que ofereçam um reforço, acho que vai ser muito importante para eles”, afirma.

OFERTA

Segundo a gestora da Unidade de Gestão de Educação (UGE) de Jundiaí, Vastí Ferrari Marques, há acompanhamento e entrega de tarefas para todos alunos da rede municipal. “No caso dos alunos que não têm acesso à internet ou que têm dúvidas, os professores ofertam suporte presencial. Atendimento individual, com hora marcada e com todas as medidas preventivas”, diz ela.

Sobre as compensações no retorno às aulas presenciais, Vastí diz que haverá reposição aos alunos que precisarem. “Serão repostas as possíveis perdas com uma reposição paralela em todo o ano de 2021, para os alunos que tiverem dificuldade de aprendizagem. Existe a possibilidade de, quando ocorrer o retorno das aulas, o ensino ser híbrido, ou seja, parte na escola e parte em casa. A UGE está trabalhando nesse processo”, conta Vastí sobre uma possível adoção do ensino on-line permanente na rede municipal.

Vastí reconhece que pode haver evasão, mas conta que há um empenho para que o saldo não seja negativo após a quarentena. “Pode ocorrer evasão. Contudo, é importante salientar que a UGE tem implementado o Programa de Busca Ativa, que tem como premissa a organização de uma rede de proteção à criança. As equipes escolares estão sempre atentas e quando ocorre a ausência do aluno sem aviso, as famílias são procuradas e, inclusive, é feita visita na residência.”

Na rede estadual, o subsecretário de articulação regional da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, Henrique Pimentel, afirma que o acesso ao aplicativo do Centro de Mídias da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo (CMSP) fica garantido por todos que têm um celular. “O aplicativo não é tarifado, basta ter o celular para conseguir acessar.” Ele conta ainda que os professores ficam disponíveis no aplicativo para sanar dúvidas referentes às aulas, mas somente no período da aula. Apenas os que lecionam em escolas de período integral têm dedicação exclusiva à turma.

“A recuperação é para todos os estudantes. Mesmo o estudante que acompanha o CMSP está um pouco defasado, mas obviamente alguns alunos precisarão mais que outros. Haverá uma avaliação e uma recuperação das aprendizagens perdidas. Começará em 2020 e vai até 2021”, conta Pimentel. Ele fala também sobre o projeto de 4º ano do ensino médio. “O 4º ano é opcional. Os alunos que estão na reta final do ensino médio e não se sentem preparados podem ter essa opção.” Pimentel conta também que há uma monitoria a fim de que não haja evasão escolar após a pandemia. “Hoje a gente sabe que os alunos que acompanham as aulas pelo aplicativo e pela televisão são 74% dos estudantes no estado de São Paulo. Para os estudantes que têm maior vulnerabilidade ou não tem notas no primeiro bimestre, a gente faz uma monitoria nas diretorias de ensino e nas escolas.” Pimentel explica que é difícil falar de evasão neste momento, pois é na volta às aulas presenciais que haverá uma avaliação da situação.

Desafios da educação especial em casa

Para pais de crianças com deficiência, nesta pandemia, além da monitoria na educação escolar, ainda há uma série de outras atividades que devem ser realizadas em casa. E, se para muitas pessoas já é difícil manter a rotina de exercícios escolares, ensinar terapia ocupacional, fonoaudiologia, entre outros, representa um esforço extra.

Este é o caso de Adriana Andrade Benjamin, mãe do Eduardo, ou Dudu, de 4 anos, que tem Síndrome de Down. “O Eduardo tem sete terapias por semana, todos os dias, então os pais sempre acabam fazendo em casa, mas agora está mais puxado, porque algumas ele fazia lá e agora não tem. Eu recebo o material e passo os exercícios. Faço fotos dele e envio, então me mandam as devolutivas me orientando. São exercícios mais simples, porque na Bem-Te-Vi há aparelhos que não tenho em casa”, conta ela referindo-se ao Centro de Atendimento a Síndrome de Down Bem-Te-Vi.

“Temo pelo déficit. Amigos falaram que os filhos tiveram um retrocesso no tratamento. Por mais que eu tente, não é igual.” Mesmo assim, Adriana consegue observar algo positivo. “Ele sempre teve muitos compromissos e eu percebia ele cansadinho, mas agora ele está podendo ser criança ‘de verdade’, pode brincar mais e eu percebo ele com outra disposição.”
Psicopedagoga do Bem-Te-Vi, Márcia Parreira explica a importância da terapia para crianças com Síndrome de Down. “O processo de aprendizagem da criança com Down é mais lento. Ela não deixa de aprender, mas precisa de cuidados especiais. Eu gravo atividades práticas para as mães e coloco em grupos.” Além dos vídeos, Márcia prepara atividades individuais que os pais retiram no local.

A psicopedagoga conta que o período sem práticas presenciais pode estagnar o desenvolvimento de uma criança. “Acredito que em maior ou menor grau vão ter alguma perda. Certamente as intervenções terapêuticas estão fazendo falta para eles. Estamos nos preparando para o retorno”, diz ela.

Thainá Castillo Salin é mãe do Pedro, de 7 anos. Pedro tem uma síndrome rara, chamada GLH, e autismo e, para ela, o momento é de desafio. “Certamente para todos os casos este momento é um desafio. Para nós, que temos a ajuda desses profissionais, assumo isso sozinha agora. A gente não consegue oferecer tudo, eles precisam de uma rede de apoio”, conta ela sobre a falta dos terapeutas presencialmente para o tratamento de crianças como Pedro.

“Meu filho vem de uma pedagogia diferente, que precisa de presença. A gente precisa buscar recursos em um espaço de tempo curto, mas acaba sendo um aprendizado, mas mostra o quanto a sociedade precisa de adaptações. Eu falo isso porque sei que toca numa ferida para muitos pais que estão nessa situação.” Ainda assim, Thainá conta que o contato maior com o filho foi algo recompensador, pois ela pôde descobrir que Pedro tem habilidades, as quais ela não conhecia.

Com dificuldade na aprendizagem e na fala, Ana Clara, de 9 anos, está fazendo atividades em casa com a mãe, Daiane da Silva, que avalia o momento difícil para o desenvolvimento da filha. “Estão passando atividades mais simples, mas a gente não tem a prática que a professora tem. É um ano sem evolução. Ela já tem dificuldade na escola, e é totalmente diferente.

Coordenadora Educação da Apae de Jundiaí, Tatiana Massaroni Cruz conta que as famílias são muito importantes neste momento. “Estamos vivenciando o fortalecimento dessa parceria.” Ela diz que, embora haja resultados positivos neste momento de terapia domiciliar, a evolução das crianças vai ficar comprometida.

– Gestão Ambiental, na Prática!

Muito boa a iniciativa de algumas escolas em implantarem a disciplina “Gestão Ambiental” em suas grades. Melhor: colocar as teorias na prática!

Compartilho ótimo exemplo publicado nesta semana.

Extraído de: http://www.terra.com.br/istoe/edicoes/2070/geracao-sustentavel-educacao-ambiental-vai-alem-da-sala-de-aula-14371-1.htm

GERAÇÃO SUSTENTÁVEL

Educação ambiental vai além da sala de aula para formar adultos do futuro mais conscientes,

POR Verônica Mambrini

Eles reciclam lixo e transformam restos orgânicos em adubo. Tomam refrigerante de garrafas retornáveis e rejeitam produtos que vêm com muitas embalagens. Plantam árvores desde pequenos e pesquisam na internet o impacto ambiental de suas ações. Ficam escandalizados quando alguém joga lixo no chão ou desperdiça água num banho longo. Se possível, pedalam ou combinam caronas para chegar ao seu destino. Não, não são ativistas ecochatos. Essa é a nova geração que está se formando nas escolas hoje, dos pequenos em idade pré-escolar aos adolescentes questionadores.

A preocupação com ecologia não é propriamente uma novidade, pois há cerca de 20 anos vários colégios já abordavam questões ambientais. Mas o posicionamento hoje é diferente: o aluno se tornou protagonista e não espectador dos problemas que discute em sala de aula. E espera-se que o estudante leve para a vida o que aprendeu. Eduardo Rios Lohmann, 10 anos, do Colégio Pentágono, está envolvido em várias atividades de educação ambiental na escola. Sobra “lição de casa” até para os pais. “Reclamei com minha mãe até ela parar de escovar os dentes com a torneira aberta”, orgulha-se. A mãe, a pedagoga Glória Lohmann, se diverte com a fiscalização. “É uma coisa dele, mas a escola e os programas de tevê aos quais ele assiste reforçam a noção de consciência ambiental”, afirma.

No Pentágono, o professor de ciências Rogério Tadeu Sant’Anna usou uma oficina de reciclagem de lixo eletrônico para conscientizar os alunos. Eles trazem de casa eletrodomésticos que seriam descartados, desmontam as peças e as encaminham para reciclagem. “Eles passam a reconhecer os materiais, o que é reciclável e o que não é, e aproveitamos para discutir o consumismo”, afirma Sant’Anna. Já foram desmontadas mais de três toneladas de aparelhos quebrados e sem possibilidade de conserto.

No interior de São Paulo, em Sorocaba, a palavra de ordem do Colégio Véritas é pedalar para reduzir emissões de carbono, exercer a cidadania e ocupar o espaço público. “O uso da bicicleta é fundamental para o meio ambiente e para a saúde”, afirma Bárbara Figueroa Muñoz, diretora do colégio. A cada pedalada, os alunos calculam quanto de carbono deixaram de emitir. Outra ação é a Recicleta: com peças doadas, eles montam bikes e as entregam para comunidades carentes. O aluno Eduardo de Lima Helaehil, 13 anos, participa do projeto. “É muito divertido e sei que estou ajudando alguém”, diz. Bárbara afirma que, pelo uso diário, a bicicleta promove um aprendizado constante. “A educação tem de gerar transformação.”

Transformar a sociedade mantendo o respeito ao meio ambiente está dentro de toda a grade curricular da Escola Stance Dual, em São Paulo. A questão é tão importante para a escola que a instituição é adepta da Agenda 21, compromissos resultantes da Rio 92 (conferência ambiental mundial que ocorreu no Rio de Janeiro em 1992), e tem coordenadoria própria. “É encarado como um projeto transversal. Está em todas as aulas que comportam os conteúdos socioambientais no currículo”, diz Débora Moreira, coordenadora da Agenda 21 da escola. “A partir do momento em que o aluno é protagonista, estamos formando cidadãos com conhecimento, que entendem as razões e a necessidade de agir.” A Recicloteca da escola, por exemplo, incentiva a transformação de embalagens em brinquedos que serão doados à comunidade.

A aluna Caroline Vecci, 9 anos, participa das campanhas de racionalização do uso da água. Além de mudar sua forma de consumo, ela atua na conscientização de outras pessoas. “Fazemos cartazes e folhetos, ensinando como economizar água. Outra ação importante foi a entrega de marca-páginas e adesivos na rua”, diz a estudante.

Outro recurso com bastante relevância na formação dos adultos de amanhã são as excursões in loco. Morador de Cuiabá, João Vitor de Ceni Diogo, 12 anos, tomou consciência dos impactos do turismo em uma viagem ao Pantanal. “Vale a pena investir em turismo sustentável para que as próximas gerações possam ver o Pantanal como a gente vê hoje”, diz o menino. A vivência direta da realidade é fundamental para tocar os alunos, acredita a professora de João Vitor e responsável pelo projeto, Aparecida de Fátima Trandini, do Colégio Salesiano São Gonçalo. “Damos ferramentas para que eles mantenham viva a riqueza natural”, diz Aparecida. O importante é fazer a educação ambiental ultrapassar os muros da escola.

– A Aula-Piquenique

Dia de Piquenique… virtual! E de estudar também.

Olhe que grande ideia da escola: ensino à distância, devido à pandemia, com a criançada se divertindo e comendo.

A aula de hoje foi, em todos os sentidos, uma delícia!

– A dificuldade de interpretar textos!

O número de analfabetos do Brasil nunca será real, crendo que aquele que “sabe assinar o seu nome” não deve ser contabilizado (como é agora).

Mas um problema tão grande quanto esse é: o de Analfabetos Funcionais! Como é difícil para alguns a interpretação de textos…

Sobre isso, abordamos em: https://youtu.be/SU5cX72Ho14

– Os números do Doutorado no Brasil

Números extraídos da Veja.com:

  • De cada 100.000 habitantes, apenas 8 têm doutorado no Brasil (Reino Unido têm 41 e a Eslovênia 57).
  • A idade média de quem consegue se tornar doutor em nosso país é 37 anos.
  • R$ 13.861,00 é a remuneração média dos doutores no Brasil (6 vezes mais que a média da população).
  • Os doutores em Direito são os que têm melhor remuneração: R$ 19.736,00 é o salário/ médio.

Vale a pena ou não estudar?

– Quem será o novo Ministro da Educação? Aliás, vale analisar as realizações.

Como é difícil escolher um nome que não seja polêmico para a pasta da Educação no Governo Bolsonaro, não?

diversos professores sendo ventilados para o cargo, e me assusto quando vejo matérias mostrando outras características dos candidatos que não sejam suas realizações, dispensando o curriculum dos mesmos e destacando outras coisas. Por exemplo: o jornal Globo lembrou que Anderson Ribeiro Correia, do respeitadíssimo ITA, é sugestão da bancada evangélica. Outrora o Estadão lembrou que o presidente da Capes (cotado na saída de Weintraub) Benedito Guimarães Aguiar Neto, que trabalhou no Mackenzie, era presbiteriano e defensor do Design Inteligente. O UOL aponta, hoje, que Gilberto Gonçalves Garcia (outro grande acadêmico) é frei franciscano e foi reitor da Universidade São Francisco. Já a Revista Veja aponta o educador Carlos Nadalim (que tem uma vasta obra) como alguém que levou um padre para consagrar o MEC à Nossa Senhora de Fátima.

Não está faltando discussão sobre o projeto educacional do país, ao invés da preocupação com a religião do novo Ministro da Educação? Há nomes competentes, outros não. A crença (ou descrença, caso seja ateu) é uma particularidade da pessoa que deve ser respeitada.

Abaixo, os candidatos citados pelo “Gazeta do Povo” com suas realizações (enfim, sem se preocupar com a fé dos mesmos).

Extraído de: https://www.gazetadopovo.com.br/educacao/bolsonaro-analisa-curriculos-para-escolher-novo-ministro-da-educacao-veja-os-cotados/

BOLSONARO ANALISA CURRÍCULOS PARA ESCOLHER O NOVO MINISTRO DA EDUCAÇÃO

1- Anderson Ribeiro Correia

Correia é reitor do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e já foi presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Ele também ocupou os cargos de superintendente de Infraestrutura Aeroportuária da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e de presidente da Sociedade Brasileira de Pesquisa em Transporte Aéreo.

É graduado em Engenharia Civil pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e mestre em Engenharia de Infraestrutura Aeronáutica pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). Ele também fez doutorado em Engenharia de Transportes na University of Calgary, no Canadá.

2 – Gilberto Gonçalves Garcia

Garcia atualmente é reitor da Universidade São Francisco (USF) e professor adjunto do Programa Stricto Sensu em Ciências da Religião da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO). Ele é doutor em Filosofia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro UFRJ (2007). Na mesma instituição, fez mestrado e graduação. De acordo com o currículo Lattes, também foi reitor da FAE Centro Universitário (1998-2007), da Universidade São Francisco (2002-2009) e da Universidade Católica de Brasília (2014-2018).

Ele também exerceu as funções de presidente da Associação Brasileira de Universidades Comunitárias ABRUC (2007-2009), presidente do Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras CRUB (2008-2009), e conselheiro da Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação (2010 a 2018). Ocupou a presidência da Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação (CNE), de 2012 a 2014, e foi presidente do Conselho Nacional de Educação (CNE), de 2014 a 2016.

3 – Ilona Becskeházy

Consultora em educação, Ilona Becskeházy atualmente é secretária de Educação Básica do MEC. Ela é mestre e doutora em política educacional, pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-RJ) e pela Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (FEUSP), respectivamente, e já trabalhou na Fundação Lemann.

No início do governo de Jair Bolsonaro, ela chegou a ser cotada para o cargo de chefia da pasta. No ano passado, participou do grupo de especialistas da 1ª Conferência Nacional de Alfabetização Baseada em Evidências (Conabe), do MEC, por sua experiência e estudos sobre o modelo de ensino de Sobral (CE).

4 – Sergio Sant’ana

Sergio Henrique Cabral Sant’ana é advogado e foi assessor especial do ex-titular da pasta, Abraham Weintraub, no MEC. Ele teria sido indicado por Eduardo Bolsonaro, filho do presidente.

5 – Marcus Vinícius Carvalho Rodrigues

Rodrigues é ex-presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Ele presidiu o instituto entre 22 de janeiro e 26 de março de 2019.

É doutor em Engenharia da Produção pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), mestre em Administração pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), especialista (MBA) em Formação de Executivos pela Universidade dos Correios, e bacharel em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal do Ceará (UFC).

Segundo informações de seu currículo, ele também atuou como executivo, consultor organizacional, palestrante e professor em cursos de MBA, mestrado e doutorado. Além disso, escreveu 11 livros sobre gestão e análise organizacional, qualidade e produtividade.

6 – Stravos Xanthopoylos

Xanthopoylos é ex-diretor da área de cursos on-line da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e atualmente trabalha como consultor na área de educação a distância. Formado em Engenharia de Produção pela Universidade de São Paulo e doutor em Administração de Empresas pela FGV-Eaesp, Xanthopoylos participou da equipe de transição do presidente Jair Bolsonaro, no fim de 2018.

Antes da escolha de Abraham Weintraub, ele chegou a ser cotado para o cargo. Na época, mencionou-se que poderia existir conflito de interesses entre a sua atuação no mercado de educação particular e a adoção de políticas públicas, o que ele negou.

Xanthopoylos também já se posicionou contra cotas, a favor do homeschooling e contra o ensino de “ideologia” nas escolas.

7 – Carlos Nadalim

O secretário de Alfabetização do MEC, Carlos Nadalim, é seguidor do filósofo Olavo de Carvalho, entusiasta do ensino domiciliar – hoomeschooling -, e esteve à frente da formulação da nova Política Nacional de Alfabetização (PNA). O secretário já recebeu, da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, o prêmio Darcy Ribeiro.

Ele é formado em Direito e é mestre em Educação pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). Também tem especializações em História e Teorias da Arte e em Filosofia Moderna e Contemporânea. Já lecionou no ensino básico e no superior e foi coordenador-pedagógico em Londrina.

O projeto mais ambicioso de Nadalim no MEC é o “Programa de Alfabetização Escolar”, cujo objetivo é dar aos professores a formação necessária e adequada para que ensinem as crianças a ler e a escrever por meio de ações mais eficazes – o Brasil tem hoje 11,3 milhões de pessoas que não sabem ler nem escrever. A adesão dos municípios é voluntária. O programa, criado no ano passado e anunciado no fim de janeiro, é calcado em evidências científicas e recebeu a contribuição de pesquisadores em neurociência em outubro do ano passado, com a 1.ª Conferência Nacional de Alfabetização Baseada em Evidências (Conabe), organizada pelo MEC.

8 – Renato Feder

Feder é secretário de Estado da Educação do Paraná. Tem carreira no setor privado e define-se como empreendedor e liberal. É administrador de empresas e mestre em Economia pela Universidade de São Paulo (USP).

Ele tem experiência como docente na Educação de Jovens e Adultos, e passou pela direção de uma escola em São Paulo. Também assessorou a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo. Ele e Alexandre Ostrowiecki são sócios da empresa de tecnologia Multilaser, que atingiu faturamento acima de R$ 2 bilhões em 2017. Confira o perfil completo de Feder.

– Por quê uma criança gosta tanto da sua professora?

Crianças não esquecem seus professores por esse motivo: o carinho para com elas.

A tia Lívia (a professora da minha filha), na aula virtual, se vestiu de… Girassol!

Como não aplaudir a professorinha querida? É gente que faz a diferença.

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– A Educação Infantil tenta sobreviver na Pandemia. Conseguirá?

Dias atrás, abordamos sobre a situação caótica das universidades e seus alunos. Com salários reduzidos e muitos alunos desempregados, as mensalidades acabam não sendo honradas. Com custos a menos em água e luz (que têm sua discussão sobre a grande relevância ou não na composição dos salários dos professores), as faculdades também vivem problemas.

Como explicar ao universitário que os bares estão retomando as atividades, mas que ele, estudante, não pode ir presencialmente na sala de aula?

Mas o mais difícil e tenebroso é o cenário da Educação Infantil. Veja o caos, abaixo:

(Extraído de: https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/bbc/2020/06/30/escolas-de-educacao-infantil-comecam-a-desaparecer.htm)

ESCOLAS DE EDUCAÇÃO INFANTIL COMEÇAM A DESAPERECER

Por Paula Adamo Idoeta e Ligia Guimarães

Na Planeta Azul, porém, elas (as aulas) não irão retornar. Pereira conseguiu renegociar seu aluguel, mas a perda de mais da metade dos alunos e os descontos nas mensalidades dos que permaneceram fizeram a diretora perceber que, quando chegasse setembro, não conseguiria mais pagar suas 12 funcionárias fixas e cinco adicionais.

“Usei o dinheiro que eu tinha guardado para demiti-las. Algumas tinham mais de 30 anos de casa. Queria tudo menos fechar, porque não sei o que vou fazer da minha vida sem o Planeta.”

Escolas de educação infantil (as que abrigam crianças de zero a seis anos) de pequeno ou médio porte como a de Marli Pereira estão entre as que mais despertam a preocupação nas pesquisas conduzidas pelo professor Tadeu da Ponte, do Insper, com instituições de ensino privado.

Desde o início da pandemia e da suspensão das aulas presenciais, ele é coautor de uma pesquisa para acompanhar a situação financeira de 450 a 500 estabelecimentos de ensino privado do Brasil.

Em média, as escolas de todos os segmentos entrevistadas até maio perderam 52% de suas receitas. Na educação infantil, esse índice é ainda maior: 56%.

A Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep) diz temer que 80% das instituições privadas de educação infantil sejam forçadas a fechar as portas em definitivo por causa da evasão causada pela pandemia.

“As [escolas] de educação infantil são as que estão em situação mais precária, por vários pontos”, diz Ponte à BBC News Brasil.

“Primeiro, porque até quatro anos não é obrigatório que as crianças estejam matriculadas em uma escola. Mesmo com crianças de 4 a 6 anos, é pouco verossímil que um juiz mande prender um pai durante a pandemia se seu filho não estiver matriculado. Depois, é uma faixa etária mais difícil de se realizar o ensino online, porque as crianças não têm autonomia sem a mediação dos adultos. E, a essa altura, com três meses de pandemia, os pais já deram um jeito de cuidar das crianças em casa, seja como for. O serviço da educação infantil se tornou muito difícil de usufruir, e em um momento de perda de receita das famílias.”

Ponte afirma ainda que toda a receita com serviços extras prestados pela escola – que incluem horas de recreação a aulas de esportes – foi totalmente eliminada durante a pandemia. E esse dinheiro representava, segundo o pesquisador, quase a metade da receita de muitos desses estabelecimentos voltados às crianças pequenas.

Além disso, diz o professor, “geralmente essas são as escolas de bairro, que são o sonho de uma pedagoga apaixonada por crianças, que começam pequeno e crescem, trabalham duro”, mas muitas vezes sem conseguir fazer um colchão de reservas financeiras que dure muito tempo. “Escolas maiores costumam ter mais recursos e mais capacidade para realocar sua equipe.”

Pais desempregados

No Maranhão, a pedagoga Christiane Teixeira Mendes tem enfrentado a tristeza a cada notícia de aluno que não voltará a sua escola quando a pandemia passar. Ela dirige a escola de educação Infantil Porta de Papel, fundada pela própria pedagoga para as crianças de 2 a 5 anos do bairro de Coroadinho, que reúne favelas e comunidades com população estimada entre 59 mil e 100 mil habitantes na capital São Luís. Nas últimas semanas, a professora diz que tem mandado mensagens para melhorar o ânimo dos alunos.

“A gente já mandou áudio, videozinho falando que vai ficar com saudades. E eles mesmo mandam para a gente também”, diz.

Desde que a pandemia começou, o número de alunos da educação infantil caiu de 30 e poucos para 20 na Porta de Papel, e a pedagoga demitiu três de suas seis funcionárias, entre pedagogas e estudantes de pedagogia.

“Os pais já estão falando com as crianças, e algumas já estão cientes de que não vão voltar neste ano. Tive famílias em que ficaram desempregados o pai e a mãe, e nem conseguiram o auxílio (emergencial do governo), ficaram totalmente desassistidos”. “A maioria dos alunos são filhos dos trabalhadores das feiras da região de Coroadinho, comerciantes, profissionais autônomos. Crianças que tinham mais de um irmão, de famílias grandes, crianças que moravam em uma casa com 11, 12 pessoas”, diz.

Christiane tem liderado as campanhas de arrecadação de doações para a favela, e muitas famílias dos alunos da Associação Núcleo de Educação Comunitária têm contado com a ajuda da professora para se alimentar. Projetos ligados ao G-10 das Favelas (grupo de líderes comunitários e empreendedores de impacto social) são o que tem evitado, inclusive, que a escola feche as portas definitivamente.

“Foi uma comoção”, conta a professora sobre a última semana de maio, quando muitos pais receberam a notícia de que estavam desempregados e comunicaram à escola que não poderiam mais pagar os R$ 80 de mensalidade. “Foi muito triste, porque foi praticamente na mesma semana em que fecharam muitas lojas, restaurantes, hotéis, então muitos pais que trabalhavam nessas áreas já foram comunicados da demissão. E daí vieram só para abraçar a gente, querer um colo”, lamenta.

Sem a rotina e os cuidados da escolinha, muitas das crianças voltarão para a realidade que Christiane justamente tentou combater quando fundou a Porta de Papel; rotina que ela mesmo viveu de perto quando criança que crescia em Coroadinho enquanto a mãe trabalhava.

“Geralmente as crianças ficam trancadas em casa e um vizinho dá uma olhada de vez em quando. Acontecia isso comigo quando eu era criança e minha mãe precisava trabalhar. A gente fica em casa trancadinho e daí sempre tem um vizinho que dá um OK, que dá uma ajuda para perguntar se a gente já almoçou, já lanchou. E tem a situação que é extrema, em que o pai sai para trabalhar e deixa a criança brincando”, lembra.

O cenário de demissões já começa a se concretizar em outros Estados. Em Londrina, no Paraná, o Sindicato dos Professores (Sinpro-Londrina) foi acionado depois que um colégio da cidade anunciou, no dia 15 de junho, a demissão de todos os 20 professores e o encerramento das atividades de educação infantil. Em Belo Horizonte, no começo de junho, nove escolas particulares de educação infantil já comunicaram o encerramento de suas atividades à Secretaria Municipal de Educação, de acordo com o portal G1. De acordo com o Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais (Sinep), a média de cancelamento de contratos no Estado está entre 30% e 40%.

Beatriz Abuchaim, gerente de conhecimento aplicado da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, voltada à primeira infância, destaca que ainda é cedo para avaliar que impacto a suspensão das atividades de educação infantil terá sobre o desenvolvimento das crianças – por tratar-se de uma situação inédita. Mas o que já se sabe é que a ausência das creches e escolinhas será mais sentida pelas crianças que moram em lares com maior vulnerabilidade social, que durante a pandemia podem estar submetidas a situações de insegurança alimentar e outras dificuldades.

“A pandemia trouxe uma situação de fragilização e mais vulnerabilidade a muitas famílias. Muitas crianças recebiam, inclusive, suas principais alimentações do dia das escolas de alimentação infantil”, diz ela.

“O que a gente pode dizer com certeza é que crianças que estão em lares que estejam, recebendo afeto, carinho, atenção, estímulos adequados, essas crianças vão continuar a se desenvolver bem. Ao passo que talvez crianças que estejam em famílias que não possam estimular o seu desenvolvimento talvez tenham algum prejuízo”, diz, citando, por exemplo, a falta de livros e brinquedos, ou um estresse tão grande dos pais em garantir a sobrevivência da família que não possam dar atenção direcionada às crianças. “A gente acaba tendo o aumento dessa desigualdade social no nosso país.”

Empregos ameaçados

Em São Paulo, o sindicato que representa os professores da educação privada no Estado (Sinpro-SP) explica que, embora ainda não haja um quadro claro sobre a quantidade de demissões de professores na crise, é na educação infantil que está a maior parte de pedidos para a suspensão de contratos de trabalho – modalidade prevista na Medida Provisória 936, em vigor desde abril por conta da pandemia e que permite que se suspendam por até 60 dias os contratos trabalhistas, sem que haja pagamento de salário por parte do empregador.

“Pode ser que em muitas escolas o processo de demissão esteja sendo retardado por essa possibilidade de suspensão”, explica Silvia Celeste Bárbara, primeira-secretária do Sinpro-SP.

Mas, caso se concretize o fechamento de uma grande quantidade de turmas ou de escolas, as perspectivas de desemprego são bastante preocupantes, diz Tadeu da Ponte, do Insper.

Considerando-se um universo (segundo o Censo Escolar 2019) de 556 mil professores na educação privada, fazendo uma conta conservadora de fechamento de 20% das turmas dessas escolas, “se 20% dos professores da educação básica privada perderem o emprego, são mais de 100 mil pessoas”, afirma.

Ponte é parte de uma iniciativa chamada União Pelas Escolas, que está elaborando projetos de contingenciamento para o setor de educação privada – uma das ideias em gestação é a de se propor um voucher, semelhante ao auxílio emergencial sendo concedido pelo governo, para garantir que famílias consigam pagar as mensalidades de suas escolas. A proposta, porém, está em discussão para ser formalizada. Outra demanda é pela criação de políticas de crédito do governo voltado às escolas de pequeno e médio porte.

“O risco é que, se a escola fecha, o aluno não tem para onde voltar” quando as aulas presenciais forem retomadas, diz Ponte.

Ao mesmo tempo, em São Paulo, alguns grupos têm defendido a volta do ensino privado antes do ensino público – previsto para iniciar sua reabertura a partir de 8 de setembro, segundo o plano anunciado pelo governador João Doria.

Esses grupos defendem que muitas escolas privadas já têm protocolos de higiene prontos para voltar a receber os alunos, mas críticos afirmam que o retorno do ensino particular antes do público pode aprofundar ainda mais as desigualdades entre os dois setores.

Imprevisibilidade na educação pública

Para a presidente do conselho do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec), Anna Helena Altenfelder, um dos grandes riscos que o fechamento de escolas de educação infantil pode causar é um inchaço das escolas e creches públicas, sem que haja capacidade de financiamento.

Na distribuição dos recursos do Fundeb, fundo estatal de educação básica que financia grande parte da educação pública brasileira, são consideradas as matrículas nas escolas públicas e conveniadas apuradas no último Censo Escolar, que retratam um período anterior à pandemia.

“Então essas crianças não estão contadas. As escolas vão ter que se adaptar a alunos novos que vêm de outra escola. O financiamento agora é uma preocupação séria. A gente fala tanto em colapso no sistema de saúde, mas corremos o corre o risco de ter um colapso no sistema de ensino”.

Visão parecida tem o presidente nacional da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Luiz Miguel Martins Garcia.

“O grande problema que se coloca é a imprevisibilidade. É um aluno que chega e a gente não tem previsão de receber por ele”, diz Garcia, que acrescenta que os alunos podem se matricular na rede pública a qualquer momento do ano. “A rede pública não pode se recusar a fazer matrícula”.

Garcia, no entanto, defende que, especialmente na educação infantil, em que as atividades em sala envolvem engatinhar, dividir brinquedos e comida e ficar no colo das professoras, a volta ocorra provavelmente só no ano que vem, quando as condições sanitárias estiverem mais seguras, de preferência com uma vacina contra o novo coronavírus.

“A educação infantil é feita por meio de brincadeiras e interações, o que praticamente impossibilita (o distanciamento social)”, diz. Há outras questões, alerta o presidente da Undime, sobre as quais as redes começam agora a se debruçar para buscar soluções. “Máscaras em crianças causam o risco de asfixia, as crianças muito pequenas (ficam) o tempo todo um encostando umas nas outras, você não tem carteiras na sala de aula de educação infantil, não tem isolamento”, diz.

“O retorno às aulas na educação infantil é ainda mais complicado (que nas demais etapas de ensino) e vai exigir muita criatividade, discussão, reflexão. Achamos que deve ser a última área a retornar (às aulas presenciais). Se a gente pensar, sobretudo (na faixa etária) de zero a 1 ano, o ideal é voltar só quando houver vacina. Talvez a gente não tenha condição de retorno neste ano”.

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Escola Planeta Azul, em SP, não resistiu à evasão de alunos e precisou fechar as portas em definitivo Imagem: Arquivo Pessoal

– Professores voluntários que mudam a vida das pessoas!

Amigos, compartilho essa belíssima matéria do projeto “Generosidade”, a respeito de professores que oferecem seu tempo no ensino solidário, voluntário e gratuito a quem precisa!

Extraído de: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI245336-15228,00-UMA+NOVA+CHANCE+PROFISSIONAL.html

UMA NOVA CHANCE PROFISSIONAL

Por Luciana Vicária

Como um grupo de professores voluntários ensina um ofício a quem precisa. E oferece às empresas os técnicos que elas mais procuram

Em uma pequena sala de aula em Carapicuíba, na Grande São Paulo, o paulistano Jair Leal, de 31 anos, teve seu primeiro contato com instalações de equipamentos de som. Ele foi aluno do curso de autoelétrica oferecido pela Associação Beneficente Cristã em Carapicuíba (ABCCar). “Era a chance de que eu precisava para aprimorar meus conhecimentos e abrir meu próprio negócio”, diz Leal, hoje dono de uma oficina de elétrica. A ABCCar é uma instituição sem fins lucrativos criada com o objetivo de ensinar um ofício a quem não pode pagar por um curso convencional. Ela só existe porque seu idealizador, Paulo Rogério de Oliveira, de 43 anos, colocou em prática algo em que diz acreditar desde pequeno. “O conhecimento deve ser um bem coletivo – e replicável”, afirma.

Baiano de Ibititá, uma cidade com vocação agrícola, Oliveira trabalhou na roça com a família e ajudou os pais a criar seus sete irmãos mais novos. Aos 18 anos deixou sua cidade para estudar processamento de dados e tentar a vida em São Paulo. Abriu uma microempresa de manutenção de informática e passou a dar aulas de computação em casa para reforçar o orçamento. “O problema é que eu não conseguia cobrar do aluno que não me pagava em dia”, diz Oliveira. “Eu pensava nas dificuldades pelas quais passei e perdoava.”

A situação se repetiu tantas vezes que Oliveira decidiu fazer de sua vocação uma causa social. Comprou computadores usados no centro de São Paulo, pegou emprestado uma sala de escritório e passou a ensinar informática a cerca de 20 pessoas da comunidade. Cobrava um valor simbólico (R$ 10 por mês) para arcar com custos como apostilas e energia elétrica. A procura pelo curso cresceu tão rapidamente que Oliveira teve de recrutar novos voluntários. Além de informática, a ABCCar passou a oferecer cursos como contabilidade, recursos humanos, manicure e cabeleireiro. Durante o dia, Oliveira trabalha no serviço funerário da prefeitura de Carapicuíba. No tempo que lhe resta, inclusive nos finais de semana, é professor na instituição.

Nos últimos oito anos, a atividade cresceu. O ABCCar incorporou mais duas salas, emprestadas por igrejas do município, embora a instituição não tenha vínculo oficial com igrejas. Sempre atendendo poucos alunos de cada vez, de turma em turma, o curso já recebeu 12 mil estudantes. Cerca de 10 mil se formaram. São pessoas como Leal, dono da oficina e hoje professor voluntário na ABCCar. Outra aluna, Fernanda dos Santos, começou a estudar como empregada doméstica e hoje é contadora em uma multinacional. O pedreiro João Sampaio abriu um salão de beleza. “Abandonei os tijolos e virei mãos de tesoura”, diz.

Os cursos profissionalizantes de nível médio e superior foram os que mais cresceram no Brasil no último ano, de acordo com o Ministério da Educação. Cerca de 90% dos que se formam já saem empregados, revela a Confederação Nacional da Indústria. “A mão de obra que a ABCCar produz é uma das mais requisitadas do país”, afirma Bruna Dias, gerente de orientação de carreira da Cia. de Talentos, uma das maiores empresas de recrutamento e seleção do país. “São cursos rápidos que encurtam o caminho com o mercado de trabalho, aumentam a renda e as perspectivas de crescimento profissional”, diz.

É por isso que, mesmo sem oferecer um certificado reconhecido pelo Ministério da Educação, os alunos da ABCCar são requisitados pelas empresas. As salas-laboratório ainda são equipadas com material emprestado ou doado. “Muitos deles são antigos e defasados, mas o contato com a prática desperta o interesse dos estudantes”, diz Oliveira. “Quando o aluno se dá conta de que estamos ali por ele, e não para ganhar dinheiro, passa a nos respeitar e aproveita a chance.” A ABCCar nem sempre forma alguém para o mercado. Há quem desista no meio do caminho ou não coloque em prática o que aprendeu. “Mas ninguém passa ileso por lá”, diz Leal, o dono da oficina. O mais importante, segundo Oliveira, é resgatar a autoestima dos alunos. “Tento mostrar que eles podem fazer mais por si próprios, pelo outro e pelo país. Transmitir o conhecimento é apenas uma das funções do voluntário”, afirma.

A luta para pagar as contas é constante. A ONG não tem o título de utilidade pública, um documento importante que a reconhece como organização sem fins lucrativos. Sem o documento, não é possível receber doações formais ou emitir recibos. É por essa razão que não basta contar com a mensalidade dos cursos, entre R$ 10 e R$ 30, para sustentar a instituição. Oliveira rifa eletrodomésticos e realiza feijoadas coletivas numa escola estadual da região. “Quando sobra, pago cursos aos professores ou até ajudo com o combustível”, diz.

– E quando a Instituição de Ensino Superior demite sem consideração alguma?

Sempre uma demissão é um processo desagradável. Minimizar tal fato é importante por parte do empregador.

Nesta época do ano (de virada de semestre) costuma-se ter alguns desligamentos nas Universidades. COMO fazê-lo” é uma questão a se discutir. Já vi “telegrama de desligamento” às vésperas de confraternização da instituição (em final de ano) redigido sem cerimônia e de maneira bem informal – com total falta de acesso aos coordenadores.  Hoje, ele vem na forma de e-mail com “jeitão de mala direta”. É o chamado “facão”, onde se demite “de baciada”, sendo o professor um mero número.

Ora se demite os mais jovens, sem filhos, pois supostamente o impacto a um solteiro é menor do que o impacto a um casado com crianças. Ora se demite os mais velhos de casa, pois “custam caro à empresa”.

O que não pega nada bem (pois demitir e indenizar é direito e obrigação, como citado acima) é a demissão de muitos profissionais seguida de demonstração de gastança com eventos e promoções. Aí, não dá para configurar mudança de filosofia, redução de custos ou saída de docentes que estavam a desejar, mas sim de desumanidade!

Boa sorte aos professores que perdem o emprego em meio a pandemia (mesmo sabendo que o esforço de muitos colegas, principalmente neste momento de reinvenção, foi gigantesco).

– Tá fácil o ensino virtual para as crianças pequenas?

E na hora da aula virtual… pai, filha, cachorro, bagunça e outros acompanhamentos no estudo.

É difícil. Mas também é muito bom!

Na sua casa, como tem andado o comprimisso de ensino dos seus filhos pequenos?