– O Fair Play financeiro só foi violado pelo Manchester City?

Os clubes bilionários que gastam muito dinheiro (e que são acusados por alguns de lavar dinheiro, como Chelsea e PSG – mas às vezes creditados simplesmente ao prazer dos seus donos em ter um time de futebol), que abram o olho: o Manchester City, punido pela exclusão de 2 anos das competições internacionais e ainda multado, pode até ter um desmanche do seu elenco.

Ficará uma grande pergunta: balanços falsificados e dinheiro “esquentado” só acontecem na Europa?

Abaixo, um resumo bem bacana e didático do Fair Play Financeiro, 

Extraído de: https://www.bonde.com.br/esportes/futebol/entenda-o-fair-play-financeiro-que-baniu-city-da-uefa-champions-league-512461.html

ENTENDA O FAIR PLAY FINANCEIRO QUE BANIU O CITY DA UERFA CHAMPIONS LEAGUE

O Manchester City (ING) foi banido pelas próximas duas temporadas da Champions League (e qualquer outra competição europeia) por quebrar as regras do fair play financeiro da Uefa. Entenda o que é o fair play financeiro e quais as suas determinações sobre as finanças das equipes.

  • Qual a definição de fair play financeiro?
    – Segundo a Uefa, “o fair play financeiro busca melhorar a saúde financeira global do futebol europeu de clubes”.
  • Os clubes podem ter balanço negativo?
    – Sim, desde que esse valor seja de até 5 milhões de euros (R$ 23 milhões) durante o período de avaliação (de três anos) -até 2018, o limite era de 30 milhões de euros (R$ 139 milhões em valores atuais)- e o clube dê garantias de que poderá ser coberto por contribuição ou pagamento por parte do dono. Investimentos em estádios, centros de treinamento, nas categorias de base e futebol feminino não entram na conta do fair play financeiro, justamente para que os clubes estimulem esses setores.
  • Os donos podem injetar dinheiro nos clubes?
    – Sim. Sob os regulamentos atualizados da Uefa, qualquer entidade pode, sozinha ou em conjunto com outras entidades ligadas a um mesmo dono ou governo, ser responsável pela injeção de valores que representem até 30% das receitas totais do clube. Porém, se o proprietário de uma empresa investe no clube por meio de contratos de patrocínio, a Uefa pode abrir investigação para averiguar possíveis irregularidades. No caso do City, a entidade puniu o clube por apresentar receitas adulteradas.
  • Os clubes são banidos automaticamente dos torneios caso não respeitem o fair play financeiro?
    – Não. A Uefa estabelece uma série de sanções a serem aplicadas para os clubes que não cumprem com o plano de austeridade, entre elas advertências, multas, dedução de pontos, retenção das receitas dos torneios organizados pela entidade, restrição ao número de inscritos nesses torneios, desqualificação das competições ou exclusão de disputas futuras e retirada de um título ou prêmio. No caso do City, o clube inglês já havia sido punido pela Uefa em 2014, juntamente com o Paris Saint-Germain (FRA), mas de forma mais branda.
  • Algum clube já foi proibido antes de disputar torneios da Uefa em situação similar?
    – Sim. De acordo com a entidade, desde que o fair play financeiro foi implementado em 2011, seis times que haviam garantido classificação para torneios europeus foram impedidos de participar das competições da Uefa por não pagarem salário dos atletas ou valores de transferências a outros clubes. Houve ainda o caso do Milan, excluído da Liga Europa 2019/20 por não cumprir os requisitos de “break-even”, termo que determina o equilíbrio financeiro (ganhos e prejuízos iguais).
  • Os clubes podem recorrer das punições por violação do fair play financeiro?
    – Sim. Qualquer decisão do investigador chefe do Comitê Financeiro de Controle dos Clubes pode ser revista pela Câmara Adjudicatória do órgão. No caso de a Câmara Adjudicatória estabelecer a punição com medidas disciplinares, os clubes podem recorrer ao CAS (Corte Arbitral do Esporte).

– Paulo Guedes: o “poeta que deveria ficar calado”… Sobre “as empregadas na Disney”, um descuido horroroso!

De novo o Ministro da Economia Paulo Guedes falando em público de maneira infeliz, com comparações indevidas e fazendo mau uso dos exemplos sociais?

Disse ele na abertura do Seminário “Ano Legislativo”, evento da Revista Voto:

“Não tem negócio de câmbio a R$ 1,80. Vamos exportar menos, substituição de importações, turismo, todo mundo indo para a Disneylândia, empregada doméstica indo para Disneylândia, uma festa danada. Pera aí. Pera aí, pera aí. Vai passear ali em Foz do Iguaçu, vai passear ali no Nordeste, está cheio de praia bonita. Vai para Cachoeiro do Itapemirim, vai conhecer onde o Roberto Carlos nasceu, vai passear o Brasil, vai conhecer o Brasil. Entendeu? Está cheio de coisa bonita para ver. Antes que falem: ‘O ministro diz que a empregada doméstica está indo para a Disneylândia’. Não. O ministro diz que o câmbio estava tão barato que todo mundo estava indo para a Disneylândia, até as classes mais baixas (…) Todo mundo tem que ir para a Disneylândia conhecer 1 dia, mas não 3, 4 vezes por ano. Porque com dólar a R$ 1,80 tinha gente indo 4 vezes por ano. Vai 3 vezes para Foz do Iguaçu, Chapada Diamantina, conhece 1 pouquinho do Brasil, vai ver a selva amazônica. E na 4ª vez, você vai para a Disneylândia, em vez de ir 4 vezes ao ano.”

Caramba, um economista (e que se diz liberal), tão experiente e sem sensibilidade para falar em público. O medo é que, cada vez que ele abre a boca para um discurso, o chamado “Posto Ipiranga” explica a Economia de maneira politicamente incorreta. E os seus críticos, logicamente, fazem a festa (e com razão)!

Como escrevemos na outra postagem da infeliz generalização de “parasitas” aos servidores públicos (vide em: https://wp.me/p4RTuC-oLw), Guedes é tão inteligente e tão burro ao mesmo tempo…

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– O Coronavírus e a crise próxima aos fabricantes de celulares.

O coronavírus, além dos prejuízos à saúde, está trazendo muitos danos à indústria, em especial ao Brasil.

A matéria do Estadão, abaixo, mostra isso bem claramente, destacando os fabricantes de celulares que importam componentes da China!

Extraído de: https://economia.estadao.com.br/noticias/geral,coronavirus-ja-ameaca-producao-de-fabricas-no-brasil,70003189460

CORONAVÍRUS JÁ AMEAÇA PRODUÇÃO DE CELULARES NO BRASIL

Coronavírus já ameaça produção de fábricas no Brasil. Pelo menos 11 fabricantes de eletroeletrônicos estudam paralisações em suas linhas nas próximas semanas por causa da falla de matéria-prima importada do país asiático.

A crise do coronavírus na China já ameaça a produção de fábricas no Brasil, pelo risco de faltar matéria-prima importada do país asiático. Até o momento, 11 fabricantes de eletroeletrônicos estudam paralisações em sua produção nas próximas semanas, como reflexo da falta de componentes, materiais e insumos chineses.

O levantamento é da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) e também aponta que, até a última quarta-feira, de 50 empresas do setor, 26 relataram algum problema no recebimento de itens importados. A percepção é ainda mais forte entre fabricantes de produtos de tecnologia de informação, como celulares e computadores.

Mesmo os fabricantes que ainda não sentiram a falta de importados dizem que, se o abastecimento de componentes e insumos não se normalizar nos próximos 20 dias, será muito difícil conseguir manter o ritmo de atividade das fábricas nos próximos meses.

No último dia 31 de janeiro, o sindicato dos metalúrgicos de Jaguariúna (SP) recebeu um aviso de férias coletivas para os funcionários da Flextronics, responsável pela produção de celulares da Motorola. Segundo a entidade, a paralisação deve afetar 80% da fábrica.

A empresa justifica a paralisação pela grave crise de saúde que acomete a China, e por contar com os insumos importados do país para a fabricação de seus produtos no Brasil.

“Além do mais, é importante a eventual cessação temporária das atividades, a fim de evitar que as autoridades daquele país concluam se existe ou não a possibilidade de transmissão do vírus por meio das importações”, segue a empresa.

No ano passado, 42% das importações de componentes elétricos e eletrônicos vieram da China, um total de US$ 7,5 bilhões. Ao se considerar os demais países asiáticos, essa proporção de compra de mercadorias chega a 80%, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/Mdic).

Segundo o presidente executivo da Abinee, Humberto Barbato, a preocupação é grande com a possível parada do setor e a situação está sendo monitorada pelas empresas.

Em outros setores que usam eletrônicos importados em seus produtos, o impacto também já é percebido. Na fabricante gaúcha de sapatos Bibi, o impacto das importações da China travou a produção de uma linha de calçados infantis que usa um par de lâmpadas de LED, que acendem quando a criança pisa no chão.

Sem poder contar com o produto chinês, a empresa passou a priorizar uma outra linha de produtos. “O fornecedor nos disse que eles tiveram de adiar em uma semana a volta do feriado do Ano-Novo Chinês, no fim de janeiro. Nosso estoque desse componente não estava zerado, mas, com isso, a produção deve demorar quase um mês para voltar. Em algumas regiões do País há mais problemas com o envio de importados do que em outras”, disse a presidente da Bibi, Andrea Kohlrausch.

Ela conta que executivos da companhia, que também vende calçados prontos para a China, faria uma viagem este mês ao país, mas adiou a visita.

Além dos eletroeletrônicos, o setor químico, o de máquinas e equipamentos e o têxtil estão entre os segmentos que mais importaram produtos do país asiático no ano passado, ainda segundo a Secex/Mdic. Procuradas, as associações responsáveis disseram ao Estado que estão acompanhando os desdobramentos da crise sanitária na China, mas que o coronavírus ainda não afetou as empresas desses setores.

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– Parasita de maneira generalizada não, Paulo Guedes. Respeite o bom servidor.

Que pisada na bola do Ministro da Economia Paulo Guedes, não?

Falar que os servidores públicos são como “parasitas matando o hospedeiro” é de uma falta de sensibilidade incrível. Poderia falar de déficit ou dos maus funcionários que denigrem a imagem dos bons servidores, de outra forma qualquer. Mas da maneira generalista e pejorativa que fez, não pode.

Como um cara tão inteligente, e que está sim fazendo um bom trabalho, diz um negócio desse? Impressionante… Não pode tamanha estúpida fala em qual contexto seja.

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– Inovar e Copiar

Inovar e Copiar andam conjuntamente. Quer exemplos? Abaixo, extraído de Época Negócios, pg 50, por Álvaro Oppermann e Karla Spotorno:

Na corrida entre INOVADORES e COPIADORES, a vantagem é quase sempre de segundos. De acordo com um estudo recente, 97,8% do valor criado pelas inovações fica com os imitadores. É o que Peter Durcker chamava de ‘imitação criativa’.

Inventor do bife de hambúrguer, o dinamarquês Louis Lassen, não enriqueceu com sua descoberta, feita em 1900. Hoje em dia, a simpática lanchonete Louis’Lunch, fundada por ele em 1895 em New Haven, no estado de Connecticut, nos EUA, é tocada pelo seu tataraneto, Jeff, como um pequeno negócio familiar. Quem ficou rico foi Edgar Waldo Ingram, fundador da rede White Castle, em 1921 [que copiou a idéia e montou lanchonetes limpíssimas].”

E o que o Mc Donald’s faz hoje?

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– O impacto do Coronavírus na Economia e na Administração de Empresas

Todos nós estamos vendo – e nos assustando – com a velocidade que o coronavírus está se espalhando da China para as vizinhanças. Sobre as causas para a saúde, clique em: https://wp.me/p4RTuC-oDO.

Mas há outros implicações a serem discutidas: como ficarão as relações comerciais? Veja: o McDonald’s fechou 300 restaurantes de uma só vez, e pretende fechar outros à medida que a a ameaça se espalhe por outras regiões. A gigante Imax fechou 70 mil salas de cinema! Honda e Nissan estão fretando aviões para retirar funcionários.

Na construção civil, onde o país é considerado um “canteiro de obras”, há máquinas espalhadas por todos os lados sem quem as conduza. No esporte, os estádios estão vazios e os jogadores assustados, evitando convívio entre eles próprios. Por fim: como ficarão os navios chineses que chegarão ao Porto de Santos, por exemplo? Haverá – se não o preconceito da origemum certo temor de recebê-los, mesmo com todos os cuidados sanitários exigidos / protocolares?

É o medo do coronavírus impactando o dia-a-dia de todos.

McDonald"s  - Reprodução

– Dinheiro ou Criatividade para Inovar?

O texto é antigo, mas o mote é sempre atual: para inovar, o que é necessário? Abaixo, um repost deste mesmo blog:

Sempre questione a relação Competência Financeira X Competência Intelectual/Administrativa. Nem sempre ter dinheiro significa ter sucesso.

Veja só: o conhecidíssimo Clemente Nóbrega, em seu enésimo excepcional artigo, escreveu a respeito dos investimentos minguados no Brasil em INOVAÇÃO. E desafia: se investirmos mais dinheiro, teremos mais inovação?

Ele duvida. Responde que nem sempre dinheiro se transforma em bons resultados.

Extraído de: http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,EMI177094-16644,00-O+FATOR+DECISIVO.html

O FATOR DECISIVO

O Brasil investe pouco em inovação – cerca de 1% do PIB. Será que mais uns bilhõezinhos melhorariam nossa performance? Duvido.

por Clemente Nóbrega

Em um artigo publicado em 2007, mostrei a correlação entre incompetência para inovar e instituições fracas – não há inovação sem que na sociedade haja confiança institucionalizada. Pesquisas mostram que não melhoramos nisso, mas temos outros pecados também. Fala-se que o país investe pouco em inovação – cerca de 1% do PIB (países ricos, duas ou três vezes mais). Será que mais uns bilhõezinhos melhorariam nossa performance? Duvido. Eu não aumentaria investimentos, rearranjaria recursos que já estão no sistema. Veja só. No mundo da gestão (de qualquer coisa, privada ou pública), só o que legitima é resultado – output, não input. Sucesso não é medido pelo que entra no sistema, mas pelo que sai dele. Não número de policiais nas ruas, mas redução de crimes. Não campanhas de vacinação, mas diminuição de doenças. Claro que inputs são aproximações – proxys, como dizem, para resultados esperados, mas um gestor que se limita a proxys não é um gestor, é um burocrata.

A Apple – empresa mais inovadora do mundo – investe bem menos em inovação do que a média das empresas de tecnologia, mas obtém muito mais resultado. É mais produtiva em inovar. Numa empresa, os dirigentes estabelecem diretrizes (metas a atingir e meios para que sejam alcançadas). Ex: “Queremos que, dentro de cinco anos, 20% de nossas receitas estejam sendo geradas por produtos que não existem hoje”. Os recursos que vão ser alocados para que a diretriz seja cumprida dependem da meta a alcançar, não é simples? O que as empresas inovadoras têm são processos gerenciados em função de metas de output de inovação. Assim: “Se tudo continuar sendo feito como vem sendo feito, cresceremos ‘x%’ ano que vem. Mas se quisermos inovar, então, em cima de ‘x%’, colocaremos, digamos, mais um ou dois pontos percentuais, que têm de vir de inovações. Ficando no ‘papai &mamãe’, cresceríamos 20%, mas a meta é 22%. Esses 2% além do ‘esperado’ são inovação na veia. O investimento para chegar lá será um percentual desse ‘extra’ que espero obter (um percentual aplicado aos 2%). Os 2% de inovação terão de ser desdobrados por todas as áreas produtivas da empresa. Cada uma dará sua contribuição para o todo. Não sabem como fazer? Treine-os, há método para isso. A unidade bateu sua meta de inovação? Prêmios, bônus, fanfarras. Não bateu? Bem, o que acontece com um vendedor que não vende? Com um financeiro que não planeja o fluxo de caixa? Não há mistério. É gestão pelas diretrizes. Tem meta, prazo, responsabilização e plano de ação. A cada período tudo se repete – um delta além do ‘papai & mamãe’, incorporando os ganhos do período anterior”.

A Apple investe bem menos em inovação do que
 a média, mas obtém muito mais resultado

Órgãos fomentadores de inovação devem parar de se medir pelo dinheiro que injetam no sistema, como se isso garantisse resultado. Sem gestão, não garante. O input que conta é conhecimento, mais que dinheiro. Atenção: o investimento em inovação (como percentual do resultado) tem de diminuir com o tempo, mas riqueza nova tem de ser criada continuamente. Possível, mas só com gestão da inovação.

* Clemente Nobrega é físico, escritor, consultor de empresas e autor do blog Ideias e Inovação no site de Época NEGÓCIOS

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– O novo teto salarial dos atletas de futebol na China e a permissão do aumento do limite de estrangeiros nos clubes.

E entrou em vigor uma nova regulamentação no Campeonato Chinês, determinada pelo Governo Local.

Desde 1o de janeiro, as equipes podem aumentar o número de jogadores estrangeiros: será de 6 no elenco (ao invés de 3), sendo que 4 poderão ser titulares e 2 reservas em cada partida (ao contrário do México, que quer diminuir os estrangeiros para fomentar talentos locais, visando mais opções para a Seleção Mexicana).

Os salários serão regulados também: por ordem governamental, o máximo por temporada a um estrangeiro será (já convertido para reais) de R$ 13,5 milhões anuais, contra R$ 5,8 milhões de um chinês, que poderá ter a bonificação de 20% caso seja convocado para a Seleção da China.

Por fim, haverá um limite no orçamento anual dos times: será de 1,1 bilhão de yuans (US$ 160 milhões), sendo que o gasto com a folha de pagamento poderá atingir até 60% desse orçamento.

Novos tempos no futebol da China com essa mudança? Mas resta um “Calcanhar de Aquiles”: as constantes notícias de manipulação de resultados. O que será feito com a arbitragem chinesa?

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– O número de bilionários no mundo e a incrível desigualdade

Às vésperas do Fórum Mundial de Economia que ocorre em Davos, na Suíça, uma ONG divulgou o número exato de bilionários no mundo: eles totalizam 2.153 pessoas, e possuem mais riqueza do que a soma de 60% da população mundial.

Um número tão alarmante quanto esse é que, segundo o jornalista brasileiro Jamil Chade em seu twitter, desses mesmos dados se observa que os 22 homens mais ricos do mundo possuem mais dinheiro do que a soma de TODAS as mulheres do continente africano.

E o que fazer? A culpa é da sociedade? Do capitalismo selvagem e do comunismo ditatorial? Repare que citei os extremos de regime, não as versões moderadas…

Abaixo, extraído de: http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2020-01/bilionarios-do-mundo-tem-mais-riqueza-do-que-46-bilhoes-de-pessoas

BILIONÁRIOS DO MUNDO TÊM MAIS RIQUEZA DO QUE 4,6 BILHÕES DE PESSOAS

Por Fernando Fraga

Os 2.153 bilionários do mundo detêm mais riqueza do que 4,6 bilhões de pessoas, que correspondem a cerca de 60% da população mundial. Os dados constam do novo relatório da organização não governamental Oxfam, Tempo de Cuidar – O trabalho de cuidado mal remunerado e não pago e a crise global da desigualdade, lançado nesse domingo (19), às vésperas do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça.

O estudo aponta que a desigualdade global está em níveis recordes e o número de bilionários dobrou na última década. Segundo o levantamento, o 1% mais rico do mundo detém mais que o dobro da riqueza de 6,9 bilhões de pessoas.

O relatório chama a atenção para o fato de que essa grande desigualdade está baseada em boa medida em um sistema que não valoriza o trabalho de mulheres e meninas, principalmente das que estão na base da pirâmide econômica. De acordo com a organização, no mundo, os homens detêm 50% a mais de riqueza do que as mulheres.

“Além de chamar a atenção para essa desigualdade extrema que não está sendo solucionada, resolvemos dar visibilidade a um tema que não tem visibilidade e que contribuiu para esse acúmulo de riqueza, que é o fato de o cuidado não ser remunerado ou ser mal remunerado”, disse a diretora executiva da Oxfam Brasil, Katia Maia.

“Milhões de mulheres e meninas passam boa parte de suas vidas fazendo trabalho doméstico e de cuidado, sem remuneração e sem acesso a serviços públicos que possam ajudá-las nessas tarefas tão importantes”, completou.

Segundo cálculos da Oxfam, o valor monetário global do trabalho de cuidado não remunerado prestado por mulheres a partir dos 15 anos é de US$ 10,8 trilhões por ano, três vezes maior que o estimado para o setor de tecnologia do mundo.

Katia destacou a forte contribuição da questão de gênero na desigualdade mundial. “Se você juntar os 22 homens mais ricos do mundo, eles têm a mesma riqueza que todas as mulheres que vivem na África, que é em torno de 650 milhões”.

Segundo a Oxfam, as mulheres fazem mais de 75% de todo trabalho de cuidado não remunerado do mundo. Frequentemente, diz a organização, elas trabalham menos horas em seus empregos ou têm que abandoná-los por causa da carga horária com o cuidado de crianças, idosos e pessoas com doenças e deficiências físicas e mentais bem como o trabalho doméstico diário.

Alerta

A organização alerta que o problema deve se agravar na próxima década à medida que a população mundial aumenta e envelhece. Estima-se que 2,3 bilhões de pessoas, entre idosos e crianças, vão precisar de cuidado em 2030, um aumento de 200 milhões desde 2015.

De acordo com a pesquisa, no Brasil, em 2050, serão cerca de 77 milhões de pessoas que vão depender de cuidado, o que representa pouco mais de um terço da população estimada entre idosos e crianças, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“O mundo enfrenta uma crise de prestação de cuidados devido aos impactos do envelhecimento da população, a cortes em serviços públicos e sistemas de proteção social e aos efeitos das mudanças climáticas – ameaçando piorar a situação e aumentar o ônus que recai sobre trabalhadoras de cuidado”, diz o documento.

O relatório também aponta que governos vêm cobrando alíquotas fiscais baixas dos mais ricos e de grandes corporações, “abandonando a opção de levantar os recursos necessários para reduzir a pobreza e as desigualdades”.

De acordo com o estudo, se o 1% mais rico do mundo pagasse uma taxa extra de 0,5% sobre sua riqueza nos próximos 10 anos, seria possível criar 117 milhões de empregos em educação, saúde e de cuidado para idosos.

“Em vez de ampliar programas sociais e gastos para investir na prestação de cuidado e combater a desigualdade, os países estão aumentando a tributação de pessoas em situação de pobreza, reduzindo gastos públicos e privatizando a educação e a saúde, muitas vezes seguindo o conselho de instituições financeiras como o Fundo Monetário Internacional (FMI)”, diz o documento.

Recomendações

A Oxfam recomenda que os governos devam investir em sistemas nacionais de prestação de cuidados para solucionar a questão da responsabilidade desproporcional pelo trabalho de cuidado realizado por mulheres e meninas.

Outra recomendação é valorizar o cuidado em políticas e práticas empresariais. “As empresas devem reconhecer o valor do trabalho de cuidado e promover o bem-estar de trabalhadores e trabalhadoras. Além disso, devem apoiar a redistribuição do cuidado oferecendo benefícios e serviços como creches e vales-creche e garantir salários dignos para prestadores de cuidado”, afirma o documento.

PProtestos, Moscou, Eleições. REUTERS/Shamil Zhumatov

– Bill Gates queria que o Brasil acabesse com a Miséria do mundo?

Repost deste blog, de 2012, quando o Brasil estava forte (aparentemente, onde nem se desconfiava da corrupção que travaria o país)!

Ter grande repercussão na mídia e estar na moda pode trazer falsas impressões.

É sabido que o Brasil é manchete no exterior pelo desenvolvimento que vivemos e situação econômica favorável em relação aos parceiros europeus neste momento. Mas, às vezes, esquecem que temos inúmeros problemas  a resolver antes de sermos protagonistas mundiais.

O bilionário Bill Gates, da Microsoft, disse que:

O Brasil precisa deixar de gastar apenas dezenas de milhões de dólares em ajuda a outros países e passar a gastar centenas de milhões: isso não é uma enorme porcentagem do PIB brasileiro”.

Nós devemos ajudar os países pobres. E quem nos ajuda?

Falsa ilusão… Bill não sabe da corrupção existente, da alta carga dos impostos, das enchentes no Sudeste e estiagem no Sul, da miséria no Nordeste, dos sem-terra de Pinheirinho…

Ou sabe?

Discurso bonito, mas demagógico!

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– Aplicar em ações carece de paciência e coragem.

A poupança é um dos investimentos mais seguros existentes, embora remunere muito mal. Aplicar em ações é uma boa, desde que você escolha a empresa certa e não tenha pressa em recuperar a aplicação.

Veja que interessante: a Spinelli Corretora de Valores (reproduzido pela Veja) divulgou as aplicações mais rentáveis desde o Plano Real. Se você aplicou R$ 100,00 na poupança, hoje você tem R$ 688,00. Mas se você usou o mesmo valor e comprou ações da Petrobras, terá R$ 5.902,00.

Porém, imbatível foi a aposta na Ambev! Abaixo:

O VALOR DA PACIÊNCIA

Aplicar a longo prazo em ações pode ser uma das mais rentáveis estratégias de investimento, proporcionando sinas consideráveis àqueles que podem esperar. Um exemplo: quem colocou 100 reais na Ambev no início do Plano Real hoje tem 11.555,00 reais.

 

– Lula & Construtoras e Bolsonaro & Igrejas: a César o que é de César!

Lamento ver tanta demagogia há tempos no país. As benesses de Lula para as construtoras, com altos valores em corrupção e troca de favores (vide o dinheiro perdido para Cuba, Venezuela e nações “amigas”), se faz no mesmo grau de indignação com Bolsonaro e o desejo de “bancar” as igrejas e conquistar admiradores pelo populismo.

No episódio mais recente, me incomoda saber que qualquer denominação religiosa (se eu quiser montar meu templo e viver nele, já me encaixei no propósito), teria as contas básicas e impostos pagos com dinheiro público.

Lembremo-nos que Nosso Senhor Jesus Cristo, quando perguntado se era justo pagar os impostos, pegou um denário (a moeda da época) e mostrou a face do imperador nela. E disse: “A César o que é de César, a Deus o que é de Deus”.

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– Os aproveitadores do Bolsa-Família deixam o Programa Assistencial

Como tem malandro que se aproveita de verbas assistenciais. Num pente fino nas pessoas beneficiadas pelo Programa Bolsa Família, descobriu-se desde pessoas que possuem 3 carros (como no RJ) até um picareta que recebe mais de R$ 27.000,00 de salário (no DF).

Isso é tirar de quem precisa e na cara-de-pau se apropriar!

Extraído de: https://veja.abril.com.br/blog/radar/governo-tirou-13-milhao-de-beneficiarios-irregulares-do-bolsa-familia/

GOVERNO TIROU 1,3 MI DE BENEFICIÁRIOS DO BOLSA FAMÍLIA

Dados do Ministério da Cidadania, comandado por Osmar Terra, mostram que o governo cancelou em 2019 os benefícios de 1,3 milhão de beneficiários do Bolsa Família por irregularidades.

A retirada dessa turma, que recebia irregularmente o dinheiro que deveria ser destinado a famílias em situação precária, gerou uma economia de 1,4 bilhão de reais aos cofres do governo.

Os dados foram atualizados no fim de novembro. Mas os números globais não devem sofrer mudanças significativas.

 

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– Salário Mínimo e Auxílio Reclusão

Perguntar não ofende: quer dizer que um salário mínimo brasileiro é o mesmo valor do auxílio-reclusão (o salário dos preços)?

Mais do que isso: o valor do auxílio-reclusão aumenta de acordo com o número de filhos.

Que país é esse onde um pai de família humilde e honesto recebe um pouco mais de R$ 1.000,00 e um assaltante pode estar na cadeia ganhando mais dinheiro do que ele às custas do Governo (e sem trabalhar)?

Não dá para entender…

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– O Revide dos EUA com a morte do Chefe da Guarda do Irã

Após a invasão promovida por uma milícia pró-iraniana à embaixada dos EUA no Iraque, os americanos revidaram com um ataque aéreo que matou a autoridade máxima da Guarda Iraniana (o Exército de lá), Qasem Soleimani, que estava no aeroporto de Bagdá.

Soleimani é o promotor das arruaças que visam distanciar o Iraque dos EUA e aproximar o país do Irã. Mas aqui o sentido das ações militares por parte dos americanos não é necessariamente de vingança militar, mas outros: política e financeira.

Financeira pois sabemos da importância econômica do petróleo (que já subiu de preço depois da confusão). Política pois há o pedido de impeachment do presidente Donald Trump, e sempre que os americanos passam por uma crise, promover uma guerra muda a sensibilidade do eleitor.

Aguardemos. São dois peso-pesados armamentistas brigando…

– A Globalização e o Pão

Alberto Fernandez, presidente da Argentina, resolveu tomar sérias medidas protecionistas em seu país. Uma delas impactará diretamente no dia-a-dia do brasileiro: a alta dos preços dos produtos agrícolas, em especial, do trigo!

Como o Brasil é o grande importador do produto, tão importante para a fabricação do pão, preparemos nossos bolsos…

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– Ninguém perdeu pontos por atraso nos salários do futebol no Brasil ainda?

Vez ou outra lemos que jogadores acionaram o Sindicato da sua categoria por atraso nos salários. Também é notória a queixa de muitos atletas a respeito de, neste mesmo Brasileirão, estarem sem receber.

Fico me questionando: e toda a legislação? E ninguém é punido?

Em São Paulo, por duas oportunidades os clubes quase perderam pontos por salários atrasados nos campeonatos da FPF, mas tal atitude não se confirmou.

Coisas que não creio ver tão cedo: time perder pontos por má conduta / discriminação, falta de pagamento ou mau comportamento de pessoas ligadas a ele (com exceção do caso do goleiro Aranha / Santos FC e a torcedora do Grêmio).

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– Cadê todo mundo?

Inegavelmente, a crise econômica e financeira continua. Shoppings ainda não estão cheios (mesmo com o 13o já sendo depositado). Quantas lojas fechadas e/ou vazias! E estamos no final do ano…

Presentes de Natal? Que nada. Parece-me que teremos o Natal das lembrancinhas.

Coloque no papel os valores dos presentes que você gostaria de dar e a quem iria ganhar; refaça esse planejamento pensando: o que posso comprar e a quem realmente preciso presentear. A diferença é enorme!

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– O Empreendedor que compra tudo!

Patrice Etlin é um dos executivos que mais tem se destacado nos últimos anos, pois está comprando todos os bons negócios de vários setores no Brasil.

  • Se dá lucro, ele adquire para ganhar mais.
  • Se dá prejuízo, ele compra para salvar e lucrar.

Vejam só quantas empresas ele investiu recentemente (e quanto dinheiro entrou nas aquisições),

em: https://bit.ly/2RqiBVt

O DONO DO MERCADO

Ele já investiu R$ 19 bilhões para comprar empresas como Walmart, Viena, Frango Assado, Dudalina, Le Lis Blanc, o laboratório Fleury e as lojas Samsung. Tamanho arrojo garante a Patrice Etlin posição privilegiada no varejo brasileiro

O número 3.311 da Avenida Brigadeiro Faria Lima, em um dos metros quadrados mais cobiçados da capital paulista, tem se tornado o principal centro de operações do varejo brasileiro nos últimos anos. O 9o andar abriga o escritório do fundo americano de private equity Advent International na América Latina, de onde o sócio Patrice Etlin define suas estratégias de compra de participações em empresas. Em 21 anos de operação, ele já investiu R$ 19 bilhões, sendo que a maior fatia dessa fortuna, cerca de 35% do total, foi para companhias do setor de varejo, como a recente aquisição de 80% do capital do Walmart no Brasil, por R$ 2 bilhões. “Estamos intensificando nossos investimentos no varejo porque temos grande afinidade com o ramo e, além disso, criamos uma sólida expertise setorial”, diz Etlin, que apesar do nome herdado de sua família francesa se considera 100% brasileiro.

Entre as empresas sob o guarda-chuva de Etlin, além do Walmart, estão o grupo IMC (controlador das bandeiras Frango Assado e Viena), a companhia de moda Restoque (dona das marcas Dudalina, Le Lis Blanc e John John), a rede gaúcha de materiais de construção Quero-Quero, com mais de 250 lojas, o grupo de autopeças Fortbras e mais de 100 unidades das lojas Samsung no Brasil. “A crise gerou oportunidades de aquisição e, especificamente no varejo de alimentos, que sofreu com o achatamento das margens e com a deflação, surgiram boas opções de compra”, garante o executivo. Depois de assumir uma posição de destaque no varejo, ele também orquestrou a aquisição de fatias na Estácio, a segunda maior empresa de ensino superior do Brasil, na corretora de valores Easynvest, na rede de medicina diagnóstica Fleury e no programa de fidelidade Life Miles.

Com um estilo de gestão peculiar, que se resume em partir para o ataque enquanto a maioria se esconde com medo da crise, Etlin constrói uma reputação de protagonista do varejo nacional. Aos 55 anos, quando não está em seu escritório, ele diz investir seu tempo à família, com sua esposa e três filhos, e à prática de seu esporte favorito: pesca submarina. “O segredo, na vida e nos negócios, é saber se isolar dos barulhos que estão à nossa volta”, afirma o corintiano Etlin, relembrando que a decisão de comprar o Walmart se deu em plena greve dos caminhoneiros, no fim de maio. “Sem interferência de tudo aquilo que desconcentra, podemos ter mais foco na empresa e atenção aos detalhes”.

A filosofia de Etlin, por razões óbvias, garantiu ao fundo Advent um período de bonança nos anos de crise e recessão da economia brasileira. Ao seguir na contramão da manada, Etlin adquiriu e recuperou “empresas machucadas”, especialmente porque se cercou de profissionais de alta reputação e experiência em seus respectivos setores. Um deles é Luiz Fazzio, homem de confiança de Etlin e que passou da cadeira de presidente da Tok&Stok para o comando do Walmart. “Com o time certo e no tempo certo, vamos seguir em frente com a estratégia de consolidação de nossos investimentos no varejo, certos de que é um dos setores com maior potencial de expansão nos próximos anos”.

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“O segredo, na vida e nos negócios, é saber se isolar dos barulhos que estão à nossa volta” – Patrice Etlin: período de bonança mesmo na recessão se deve à estratégia ousada de adquirir e recuperar “empresas machucadas”, como a rede Walmart

– O propósito das feiras livres mudou?

Sou assíduo frequentador de feiras livres, em especial, nas barracas de pastéis… rsrs

Brincadeiras à parte, quando se fala em “Feira”, não deveria remeter à ideia de produtos de boa qualidade e preço baixo?

O propósito das feiras é permitir que o produtor venda seus produtos à baixo custo. Entretanto, veja o preço das verduras e legumes: apesar de ótima qualidade, estão bem mais caros que os de supermercados.

Aliás, algumas feiras tem mercadorias contrabandeadas, como sapatos e eletrônicos. Já viram isso?

Que voltem as feiras livres no seu sentido mais real.

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– O que está acontecendo no Chile?

Que loucura o que acontece no Chile! Antes no Equador, mais atrás na Venezuela, também na Bolívia nos últimos dias… Estamos vivendo um fenômeno político como o acontecido anos atrás que ficou conhecido como “Primavera árabe”, numa versão latina?

Tudo isso nos traz a necessidade de rediscussão sobre o que é democracia, e é impossível não relembrar as manifestações populares que começaram com os R$ 0,20 em São Paulo e tomaram o Brasil por diversas bandeiras.

Sobre o ocorrido, compartilho em: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2019/10/20/entenda-a-onda-de-protestos-no-chile.ghtml

ENTENDA A ONDA DE PROTESTOS NO CHILE

Quase 10 mil integrantes das Forças Armadas foram mobilizados para atuar contra os protestos

A capital chilena viveu o terceiro dia de distúrbios no domingo (20) com confrontos violentos entre manifestantes e forças de policiais. Os protestos pela suspensão do aumento nas passagens de metrô seguiram mesmo após o presidente Sebastián Piñera anunciar no sábado (19) sua revogação.

Na noite de sábado (19), manifestantes atacaram vidraças de prédios, destruíram semáforos, queimaram ônibus e invadiram e incendiaram um supermercado. O balanço oficial divulgado nesta segunda-feira (21) aponta 11 mortes nos protestos.

Entenda em cinco pontos os distúrbios no Chile:

  1. Governo anunciou um aumento de 30 pesos na tarifa do metrô, equivalente a 20 centavos de real
  2. Violência aumentou nos protestos a partir de sexta (18);
  3. Chile decreta no sábado “Estado de Emergência” e Exército vai às ruas pela 1ª vez desde a ditadura;
  4. Presidente chileno suspendeu o aumento na tarifa do metrô, mas os protestos prosseguiram;
  5. Metrô de Santiago foi fechado e o aeroporto da capital chilena teve voos suspensos.

Sobe para 11 o número de mortos nos protestos no Chile, segundo imprensa local

1. Aumento da tarifa do metrô

O preço da passagem do metrô de Santiago nos horários de pico subiu para 830 pesos – equivalente a R$ 4,80 –, aumento de 3,75%. Não havia aumento nessa proporção desde 2010. O reajuste não afetou o valor das passagens para estudantes e idosos, mas se soma ao aumento geral de 20 pesos nas tarifas decretadas em janeiro passado.

Foi proposta uma política de preços variáveis para o transporte –a ideia era cobrar mais durante o horário de pico, o que não foi bem recebido.

Em setembro, se anunciou que as contas de luz iriam subir em até 10%. A justificativa pela alta é que houve uma alta do dólar em relação à moeda chilena.

Resultado: manifestantes foram em massa para as estações de metrô e forçaram a entrada sem pagar, vandalizaram as estações e enfrentaram a polícia. A situação forçou o metrô de Santiago, que transporta diariamente quase 3 milhões de pessoas, a fechar todas as estações na sexta-feira (18), o que levou ao colapso do sistema de transporte da cidade.

2. Escalada da violência

Os protestos, que começaram há cerca de 15 dias, tornaram-se violentos a partir de sexta. Houve confrontos entre manifestantes e policiais. Houve registro de incêndios que deixaram mortos em um supermercado e uma fábrica. O balanço oficial indica que 11 pessoas morreram e 1.462 foram detidas no país.

Manifestantes provocaram danos em 78 estações e trens. A empresa estatal que administra o serviço do metrô avalia que o prejuízo deve chegar a mais de 300 milhões de dólares.

3. Estado de emergência e toque de recolher

O aumento da violência nos protestos fez o governo enviar tropas do Exército às ruas de partes de Santiago. Foi a primeira vez que isso ocorreu desde 1990, quando o Chile voltou à democracia após a ditadura de Augusto Pinochet.

Mais 9.500 integrantes das Forças Armadas foram mobilizados para atuar contra os protestos para controlar pontos estratégicos como centrais de abastecimento e estações de metrô, que são alguns dos alvos mais visados pelos manifestantes.

O governo do país andino decretou estado de emergência por 15 dias na capital e na região metropolitana.

O general Javier Iturriaga decretou toque de recolher duas noites consecutivas, no sábado e no domingo. A medida atingiu a região metropolitana de Santiago, Valparaíso (centro), Coquimbo, Biobío e Antofagasta, entre outras regiões.

4. Suspensão na alta da tarifa

Os protestos contra o aumento nas passagens de metrô seguiram mesmo após o presidente Sebastián Piñera anunciar no sábado (19) a suspensão do aumento de 30 pesos (R$ 0,17), que foi o estopim dos protestos.

“Escutei com humildade a voz de meus compatriotas e não terei medo de seguir escutando esta voz. Vamos suspender o aumento nas passagens do metrô”, disse o presidente em uma transmissão.

No entanto, a medida não acalmou os manifestantes, que continuaram nas ruas com gritos de “basta de abusos” e com o lema “Chile acordou”.

As manifestações não têm um líder definido nem uma lista precisa de demandas. Até o momento aparece como uma crítica generalizada a um sistema econômico neoliberal que, por trás do êxito aparente dos índices macroeconômicos, esconde um profundo descontentamento social.

No Chile, o acesso à saúde e à educação é praticamente privado, a desigualdade social é elevada, os valores das pensões estão reduzidos e os preços dos serviços básicos estão em alta, de acordo com a France Presse.

Manifestante acende uma barricada durante protesto contra o aumento da tarifa do metrô em Santiago do Chile — Foto: Edgard Garrido/Reuters

 

– Quanto cabe de Combustível no Tanque do seu Carro?

Já aconteceu de você estar com o combustível do seu veículo acabando, e na sequência abastecer e perceber que a quantidade de litros no visor da bomba é maior do que a capacidade do tanque do seu veículo?

Se o posto for suspeito, pode ser golpe da galonagem (quando 1 litro tem menos de 1000 ml). Mas se o estabelecimento for idôneo, não se desespere: a capacidade informada no manual do veículo corresponde a cerca de 90% do volume máximo do tanque, e é atingida no momento do desarme da bomba.

Extraído de: Revista Combustível e Conveniência, ed Outubro 2012, pg 34-35, por Gabriela Serto

DIFERENÇA DE CAPACIDADE

O que fazer quando o consumidor reclama que a bomba marcou mais litros do que a capacidade do tanque indicada no manual do veículo? Saiba como orientar seu frentista e evitar suspeitas infundadas sobre seu estabelecimento.

O motorista para no posto e pede para o frentista encher o tanque. Finalizando o abastecimento, o cliente reclama que a bomba marca uma quantidade de litros superior à indicada como capacidade máxima no manual do veículo. Diferentemente do que se poderia imaginar, isso é possível de acontecer e, infelizmente, é uma prática que já está sendo observada pelos órgãos de defesa do consumidor, embora não tenha nada a ver com o fantasma da bomba baixa (quando a bomba marca uma quantidade de litros superior à de fato vendida).

Na verdade, essa situação tem sido registrada devido ao hábito de alguns frentistas, às vezes por má orientação, de forçar o abastecimento após ocorrido o desarme. Mas o que acontece de fato no tanque?

A capacidade do tanque de combustível informada pela montadora no manual do veículo corresponde a cerca de 90% da sua capacidade máxima. Esse volume, chamado de capacidade nominal é atingido no momento em que ocorre o “desarme” do bico da mangueira da bomba de combustíveis. Se o frentista for além nesse momento, haverá divergência entre o marcado na bomba e o informado no manual.

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– E os indígenas venceram no Equador!

O presidente equatoriano Lenin Moreno tomou medidas severas na Economia do país, pelo motivo de um acordo firmado com o FMI. Aliás, lembremo-me dos anos 80, quando o Fundo Monetário Internacional bancava empréstimos ao Brasil e tornávamos reféns da entidade.

No nosso co-irmão, uma das queixas foi o fim do subsídio dos preços do petróleo, levando a um aumento de 123% no valor da gasolina. E, diante disso, o movimento indígena saiu às ruas, parou a capital, Quito, e ameaçou a ordem nacional.

Não é que deu certo? O Governo recuou na medida e os preços retomaram ao patamar antigo.

Embora tudo isso tenha ocorrido, ficará a dúvida: o Equador, que parecia estar num momento próspero na vida social (mas economicamente preocupante) fará o quê para estabilizar as contas?

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– Já é época de Natal em Jundiaí?

O comércio parece que endoideceu ou está ávido pelos clientes como nunca. Passeando nos Shoppings de Jundiaí, me assustei com eles todos decorados para o… NATAL!

Gente, estamos há mais de 2 meses de 25 de dezembro…

Se deve a concorrência ou é antecipação de promoção natalina? Caramba…

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– Prêmio Nobel de Economia recebeu Honraria por Lógica?

Estamos na época da entrega dos “Prêmios Nobéis” nas suas diversas áreas.  Há 7 anos, fiz uma postagem do vencedor em Economia, e hoje a achei. Olhe que curioso:

LÓGICA?

Loyd Shapley e Alvin Roth foram os ganhadores do Prêmio Nobel de Economia deste ano. A obra deles foi mostrar que uma empresa consegue ter melhor produtividade quando os interesses econômicos das organizações vão de encontro aos interesses particulares dos seus funcionários.

Respeitosamente, mas… Precisa ser cientista econômico para chegar a essa conclusão?

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– Apoiou ou negou a entrada na OCDE?

O Brasil negociou a entrada para a OCDE diretamente com os EUA, desde a posse do presidente Jair Bolsonaro. A entidade (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico ou Econômico) é formada por 36 países, que tem como finalidade discutir as relações comerciais internacionais e políticas econômicas. É um orgão importantíssimo!

No começo do ano, ficou certo que o nosso país abriria mão de algumas coisas para que fosse um dos novos integrantes da OCDE, através do apoio explícito e indicação dos americanos. Porém, ontem, a relevante agência de notícias Bloomberg informou que os EUA estavam apoiando Argentina e Romênia para o organismo, pois haviam negociado antes essa indicação.

O mundo parece ter caído sobre as costas do presidente brasileiro. A repercussão foi péssima. Fomos passados para trás?

Há pouco, por twitter, o presidente Donald Trump disse que a notícia era Fake News.

Será? Mudou de ideia ou era uma informação inverídica? Em quem confiar?

Saberemos somente se o Brasil entrará ou na OCDE quando as coisas se consumarem. Tomara que estejamos fazendo parte da entidade, para o bem da nossa política externa e econômica.

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– O que incomoda o dono do Plano de Saúde?

Tempos atrás, falamos sobre a venda bilionária da Amil (plano de saúde) a um grupo norte-americano (disponível no link: http://is.gd/AMILVENDIDA). Agora, leio uma importante declaração do seu ex-proprietário, Edson de Godoy Bueno, sobre o que os novos proprietários enfrentariam:

Está cheio de aposentados hipocondríacos que não têm o que fazer e vão ao centro médico tomar café e passar por consulta”.

Trocando em miúdos: o problema são os velhinhos que vão ao médico e geram custos ao dono do plano de saúde, e que as vezes nada têm?

Duvido que, caso ainda fosse dono da Amil, diria algo assim. Mas… será que lá no fundo, não há uma pequena parcela de idosos que abusam de “achar” que estão doentes?

Plano de saúde é um dos grandes negócios do Brasil. Nós pagamos caro por um serviço que muitas vezes não atende a real necessidade.

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– Cuidado com as Pirâmides Financeiras

Ouvi na Rádio Cidade AM 730 a fala da consultora Carla Maltoni sobre os cuidados com as Pirâmides Financeiras!

No áudio que compartilho abaixo, é contado como se “cria a confiança entre as partes”, a ilusão de que se ganha dinheiro fácil até o momento que a coisa explode!

Parece tão comum para muitos, um golpe velho para outros, mas há uma moçada que ainda acredita em “dinheiro fácil”.

Compartilho no link em: https://soundcloud.com/radio-cidade-jundiai/boletim-financeiro-cuidados-com-as-piramides-financeiras-com-carla-maltoni

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– Abasteçam seus veículos, pois o atentado na Arábia Saudita fará o preço do petróleo disparar!

Um atentado terrorista promovido por drones incendiou a mais importante refinaria de petróleo do mundo, na Arábia Saudita. A estatal Saudi Aramco, maior petrolífera do planeta, anunciou o corte de metade da produção por causa desse ataque.

Com isso, 6% da produção mundial do “ouro negro” deixa de ser produzida. O príncipe Salman, um dos diretores da empresa, acusa rebeldes do Iêmen do ocorrido (O governo do Iêmen é apoiado pelos sauditas; a oposição pelo Irã, ocasionando uma guerra civil no pequeno país).

O certo é: a gasolina e o óleo diesel vão subir! Por isso, abasteçam seus veículos.

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– Vai levar os tijolos do Coringão, dona Caixa?

Eu sei que dívida com banco é algo complicado. Sei também que compromissos assumidos devem ser cumpridos. Mas a questão é: será que a CEF realmente conseguirá executar ½ bi que o Corinthians deve à instituição, por conta da construção do Estádio? Os imóveis do clube são vendáveis? Tem fiador? Vai levar os tijolos embora?

Complicado… A propósito, alguém esperava que os clubes de futebol, que costumeiramente atrasam salários e impostos, honrariam os compromissos bancários?

Aliás: Andrés Sanches, o atual presidente, disse à época que apenas com os Naming Rights pagaria a obra… 

Abaixo, extraído de: https://globoesporte.globo.com/futebol/times/corinthians/noticia/caixa-executa-divida-de-quase-r-500-milhoes-do-corinthians-pela-arena-veja-detalhes.ghtml

CAIXA NOTIFICA CORINTHIANS DE QUE EXECUTARÁ DÍVIDA DE 500 MILHÕES

Timão vê “gesto intempestivo” e diz que banco “trocou rota da negociação pela do confronto”

A Caixa Econômica Federal notificou extrajudicialmente o Corinthians de que executará a dívida de quase R$ 500 milhões relativa ao financiamento da obra da Arena, em Itaquera.

Tanto o clube como a Caixa confirmam a informação, que foi publicada inicialmente pelo “O Globo”.

O banco estatal emprestou R$ 400 milhões para a construção do estádio. R$ 175 milhões já foram pagos. Porém, por conta de juros e correções, o valor da dívida atualmente é de R$ 487 milhões.

Em nota oficial, o Timão tratou a decisão da Caixa como um “gesto intempestivo” e comunicou que “se a Caixa escolheu trocar a rota da negociação pela do confronto, não cabe ao clube outro recurso senão defender na Justiça seus direitos.”

Há meses o Corinthians vinha negociando o financiamento com o banco estatal. Paralelamente, o clube costurou um acordo para o pagamento da dívida que tem com a Odebrecht. O Timão não acredita que a execução da Caixa afete no acordo com a construtora.

– Não há nenhum beneficio ou “perseguição”. Mas se a Caixa não recebe e não tem renegociação, ocorre a cobrança de garantias. A execução é natural – afirmou Pedro Guimarães, presidente da Caixa, ao “O Globo”.

Segundo especialistas, a primeira alternativa da Caixa será executar as garantias financeiras. Uma das principais é o Equity Support Agreement (ESA), assinado pela Odebrecht. Trata-se de um documento no qual a construtora se dispõe a cobrir os valores exigidos numa eventual execução com recursos próprios. Vale lembrar que a Odebrecht está em processo de recuperação judicial.

Outra garantia oferecida para que o Corinthians conseguisse o financiamento junto ao BNDES, tendo a Caixa como intermediária, foi parte do terreno do Parque São Jorge. Porém, a execução de imóveis é mais demorada e gera um custo muito elevado, bem maior do que em outros processos de execução.

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– As principais startups brasileiras

E quem são as jovens empresas do Brasil que alcançam potencialmente a marca de 1 bilhão de dólares?

Sobre esse fenômeno de novos e bons negócios do empreendedorismo tupiniquim, abaixo (citação ao final da matéria):

CLUBE DOS UNICÓRNIOS: AS STARTUPS BRASILEIRAS AVALIADAS EM US$ 1 bilhão

Brasil já tem oito empresas neste seleto grupo — a última a entrar foi a Loggi. Elas fazem uma revolução não só na tecnologia, mas na maneira de trabalhar.

Por Daniel Bergamasco, Larissa Quintino

No fim do expediente de quarta-feira 5 de junho, petiscos e bebidas foram servidos no andar térreo do prédio na região da Avenida Paulista onde está sediada a startup Loggi, uma plataforma que conecta 25 000 motociclistas para entregas em 36 cidades brasileiras. Enquanto um DJ tocava músicas pop, profissionais garantiam suas selfies dentro de uma piscina de bolinhas em meio a dezenas de balões coloridos. A data havia sido um marco na companhia: fundada em 2013, a Loggi anunciou que, após uma injeção de recursos de investidores liderados pelo japonês SoftBank, se tornara um unicórnio — como é chamada a startup (jovem empresa independente de tecnologia) que atinge valor de mercado de ao menos 1 bilhão de dólares. Para celebrar, a imagem da criatura mitológica se repetia por todo lado, em bonecos infláveis ou em tiaras com chifre usadas pelos funcionários.

Desde que o Instagram deixou o mundo de queixo caído ao ser vendido por exato 1 bilhão de dólares ao Facebook, em 2012, as empresas de tecnologia que atingem essa cifra mítica são comparadas aos cavalos encantados por terem se tornado lendas na selva de empreendedores. Até janeiro de 2018, quando a 99 foi arrematada pela chinesa Didi Chuxing, o Brasil não tinha ouvido falar de representante nesse seleto clube. Hoje, o momento é de efervescência — das mais de 300 representantes de start­ups bilionárias de que se tem notícia no mundo, oito pintaram aqui desde então. E centenas são candidatas a repetir tal cavalgada. Apenas no ano passado, o país atraiu 1,3 bilhão de dólares em investimentos, distribuídos entre 259 startups, 55% mais que no ano anterior (veja o quadro).

Mas e a crise? Bem, para essas organizações, ela por vezes mais ajuda que atrapalha, ao usarem tecnologia para a redução de custos e assim se diferenciarem da concorrência. A cearense Arco Educação, a única não paulista no grupo, é bom exemplo. Criada a partir de um conjunto de escolas de Fortaleza, a empresa oferece hoje um sistema educacional presente em 1 400 escolas brasileiras com fortes componentes de ensino a distância, como videoaulas e livros digitais. O material didático digital sai até 40% mais barato que o físico. Quanto maior o número de alunos que assistem às lições, mais a vantagem aumenta. O grande impulso para a expansão tecnológica foi a entrada, em 2014, do fundo americano General Atlantic, que detém hoje um quinto do negócio. Em setembro, a Arco captou 780 milhões de reais na bolsa eletrônica Nasdaq, pela venda de 25% de suas ações. Com o bolso cheio, comprou em maio o Sistema Positivo por 1,65 bilhão de reais.

Não à toa, a euforia é o que se respira dentro dos escritórios. A estética animada e lúdica (às vezes infantilizada, para os olhares de alguns) é a regra. Geladeiras com cervejas de graça e salas de “descompressão” com tapetes de ioga repetem-se em vários deles, mas existem particularidades. Na Loggi, há um urso de pelúcia de 1,50 metro de altura (apelidado de Loggão) e um boneco sparring no qual os mais estressados podem desferir golpes de boxe. Uma vez por semana, o CEO Fabien Mendez liga seu notebook em uma área comum e os empregados são bem-vindos para falar sobre qualquer tema.

Na sede do iFood, em Osasco, funcionários locomovem-se de patinete de um canto a outro (não é só modinha hipster; o prédio, todo térreo, tem 13 000 metros quadrados) e há vídeos no circuito interno (às vezes, ao vivo) para dividir com todos as novidades. “Tentamos fazer com que a comunicação flua como se ainda estivéssemos em uma garagem”, diz o CEO Carlos Moyses, cofundador de uma das empresas que originaram o iFood. Ex­-entregador de pizza na Austrália, ele passa dez dias por ano na China para se conectar com as inovações.

Para além da originalidade no visual, é na ação que esses negócios buscam transformar o ambiente de trabalho. Tome-se como exemplo a desenvolvedora de aplicativos Movile. Se em companhias tradicionais é incomum que uma mulher seja contratada durante a gravidez, ali sete gestantes ganharam seu crachá nos últimos doze meses. Quando voltam da licença­-maternidade, elas são recebidas com foto de seu bebê em porta-retratos e um resumo das decisões importantes tomadas em sua ausência. No Nubank não existem alas específicas dentro do escritório — um engenheiro de software pode sentar­-se ao lado de alguém de recursos humanos; cada um posiciona seu notebook onde quiser. Além disso, é possível levar o cachorro para o expediente e trabalhar na varanda para deixar o pet à vontade (vez ou outra algum bichinho se perde nos nove andares e a turma sai em seu resgate).

Há alguns clichês inescapáveis no discurso dessas empresas: dizer que precisam identificar as “dores” da sociedade (problemas a ser resolvidos) e anunciar uma “missão” mais charmosa que o simples lucro. A “missão” da Gympass, criadora de um passe que permite frequentar milhares de academias, é “combater o sedentarismo”. Isso é levado a cabo dentro do prédio na Vila Olímpia, e acontecem reuniões que começam com todos suando a camisa de forma literal, em um treino. As reuniões mensais mostram um ranking de empregados que usam com mais frequência o próprio serviço – o CEO da operação brasileira, Leandro Caldeira, costuma aparecer entre os primeiros. Ele acorda diariamente antes das 6 horas e já testou de ciclismo a escalada indoor. Dica de ouro para o participante dos processos seletivos da firma, presente em catorze países (dos Estados Unidos a San Marino): se ganhar um passe livre de um mês do RH, não deixe o brinde de lado (os recrutadores poderão monitorar o uso). Uma regra curiosa da alta gerência é não falar do trabalho de um terceiro se ele não estiver presente.

Estar em uma firma diferentona, claro, não é para todo mundo. “O discurso cheio de propósito, as coisinhas gostosas na geladeira, tudo é usado para fazer com que as pessoas tenham longas jornadas, muitas vezes no fim de semana”, diz um ex-funcionário da 99, que descreve um ambiente (excitante ou extenuante, você decide) de constantes mudanças. Conta ter tido meia dúzia de chefes em um ano. “No ambiente em que se arrisca mais e se corrige o erro rápido, é necessário preparar­-se para alterar as metas do dia para a noite.” A reportagem ouviu relatos parecidos de trabalhadores dos outros unicórnios. Um engenheiro demitido da Stone por não bater as metas ainda assim recomenda o lugar, pelo acesso fácil à chefia para dar ideias.

De acordo com a consultoria Michael Page, os salários em startups são até 20% maiores que a média de mercado. Interessado? A headhunter Juliana Fiuza, especialista em inovação na Follow Recruitment, indica o caminho: “Essas empresas buscam o perfil criativo, flexível e intraempreendedor”. O último termo designa funcionários que vão além das suas obrigações e agem com cabeça de dono, criando oportunidades.

Os rostos jovens vistos ao redor do escritório não são uma impressão. Na 99, apenas 6% dos trabalhadores têm mais de 40 anos. Nas outras companhias, não é muito diferente. “Isso está relacionado ao uso de tecnologias recentes e de redes sociais, mas há espaço para pessoas mais velhas, especialmente no nível de gerência”, diz Cristina Junqueira, do Nubank, a única mulher entre os fundadores do clube do bilhão (40% de seu time é do sexo feminino; 30% do total é LGBT).

A Movile é uma das mais admiradas pelo dinamismo. Seus oito negócios principais são chamados ali dentro de transatlânticos, maiores e complexos, enquanto os projetos iniciais recebem o apelido de jet skis. “Se o profissional tem uma ideia, vai lá, implanta e apresenta os dados. O jet ski pode tombar quando vem uma onda, depois a pessoa se levanta e corrige a rota”, explica o cofundador Eduardo Henrique Lins, que hoje comanda de Miami a Wavy, braço do grupo de inteligência artificial para a comunicação das empresas com seus clientes. O aplicativo PlayKids, de vídeos e jogos para crianças, presente em 187 países, é um desses barquinhos que cresceram. Nasceu após o naufrágio de vinte tentativas para emplacar uma plataforma segmentada de vídeos, de música sertaneja a comédia stand-up.

No Brasil, existem cerca de 12 800 startups. Mas, para entrar na elite dos unicórnios, o empreendedor tem de chamar a atenção de investidores em diversas etapas — as contrapartidas vão de sociedade a participação no conselho. Num universo em que mesmo empresas bem estabelecidas podem valer uma fortuna sem dar lucro (veja a entrevista), o potencial é que aguça os apostadores. Lembra-se do exemplo do Instagram, vendido por 1 bilhão de dólares? Seis anos depois, a rede social valia 100 vezes essa cifra. “Olho mais para o sonho e o compromisso do fundador do que para o negócio”, diz Hernan Kazah, que fundou o Mercado Livre em 1999 e hoje investe em novas ideias. “Há muitas replicações com mérito do que é feito no exterior, mas estamos de olho em cases de inovação de abrangência mundial, como foram a Embraer e a Natura”, diz Bruno Rondani, da aceleradora 100 Open Startups.

No Vale do Silício brasileiro, quem quer ser patrão deve ficar de olho em Brasília. Anunciada em 1º de maio pelo presidente Jair Bolsonaro, a medida provisória da liberdade econômica, apelidada de “MP das startups”, prevê incentivos a jovens empresas, como dispensa de alvará na fase inicial. A proposta do governo precisa ser aprovada pelo Congresso até o fim de agosto para virar lei. Para Caio Ramalho, coordenador do MBA de private equity e venture capital da Fundação Getulio Vargas, os incentivos são bem-­vindos, mas a prioridade deve ser facilitar o fechamento caso a empreitada não dê certo. “Um ambiente saudável de startups existe onde empresas possam nascer e morrer, pois a falha em um negócio pode ser uma lição para o que vem.” Enquanto o oceano burocrático seguir atrapalhando o ciclo de nascimento e morte dos pôneis brasileiros, o país terá menos unicórnios.

Com reportagem de André Siqueira

Publicado em VEJA de 10 de julho de 2019, edição nº 2642

Funcionários da Loggi comemoram o fato da empresa ter se tornado uma unicórnio (Antônio Milena/VEJA)

– O Imbróglio da sucessão no comando da Marabraz

Quer coisa pior do que briga em família para comandar os negócios? E mais ainda quando o dinheiro que entra é muito bom?

Parece roteiro de filme policial, mas é a história das confusões envolvendo a popular loja de móveis Marabraz!

Abaixo, extraído de: https://veja.abril.com.br/brasil/a-cigarra-e-as-formigas-a-confusao-familiar-das-lojas-marabraz/

A CIGARRA E AS FORMIGAS: A CONFUSÃO FAMILIAR DAS LOJAS MARABRAZ

Batalha pelo patrimônio põe um irmão e seus filhos contra o resto do clã. Eles pedem uma fatia do negócio depois de terem saído, como na fábula famosa

Por Fernanda Thedim

“Lojas Marabraz: preço menor ninguém faz.” O refrão martelado há décadas em comerciais da maior rede de lojas de móveis do Brasil, no trinado inconfundível da dupla sertaneja Zezé Di Camargo & Luciano, é pura alegria. Já as relações entre os donos do negócio, a família Fares, estão longe disso. Uma batalha judicial pelo patrimônio opõe um irmão, Fábio, afastado da empresa, contra os três que a comandam — Jamel, Nasser e Adiel. Agora, uma nova geração — Abdul e Ali, filhos do primogênito, Fábio — resolveu também entrar na briga. Do enredo, que inclui fraudes, boletins de ocorrência, documentação suspeita, traição amorosa, divórcio, aids e até tiros, extrai-­se a comparação com uma conhecida fábula atribuída ao grego Esopo, o pai de todas as fábulas: aquela em que, chegado o inverno, a leviana cigarra bate à porta da sensata formiga achando-se no direito de ter uma parte das reservas acumuladas durante o verão.

O patrimônio em jogo é considerável: a rede varejista, com sede em São Paulo, possui 132 lojas e, segundo estimativas de mercado, fatura 1 bilhão de reais e lucra 60 milhões por ano. No capítulo mais recente do imbróglio familiar, Abdul e Ali brigam na Justiça desde o fim de abril por 10% do valor da marca Marabraz — uma fortuna na casa dos 50 milhões de reais. Em processos que correm na 17ª Vara Cível de São Paulo, eles alegam que os tios Jamel, Nasser e Adiel recorreram a “falsificação de assinaturas e manipulação de documento” tanto para afastá-los de sua parte no negócio quanto para dilapidar sua herança, nesse caso usando uma procuração vencida da avó, Hajar Fares — por sinal, os netos reclamam de não poder ter acesso a ela.

Abdul (que, como em toda família muçulmana, tem primos homônimos) já passou por três situações em que atiraram nele. Nos boletins de ocorrência, elas aparecem como tentativas de assalto; ele as interpreta como atentados. Para a Marabraz, “essa é mais uma história fantasiosa” da dupla. A verdade é que Abdul e Ali estão fora de tudo o que se refere à companhia desde que o pai abdicou de sua parte. Sobre a procuração da avó, o documento apresentado por eles foi submetido a perícia encomendada pela Marabraz e tem indícios de falsificação. E, de acordo com a parte da família que continua na empresa, é dona Hajar que não quer ver os netos, que a decepcionaram, de acordo com o grupo.

A história da saída de Fábio dos negócios é um capítulo à parte na fábula. No processo que move contra os irmãos desde 2017, que corre em segredo de Justiça, o primogênito do clã assume que a situação chegou aonde chegou depois que ele cometeu uma série de fraudes. A primeira foi ter simulado sua saída da empresa, em concordância com os irmãos, para não ser obrigado a dividir o patrimônio ao se divorciar, em 1995, de Suhaila Ali Abbas, com quem era casado em regime de comunhão de bens. Suhaila pediu a separação ao descobrir que Fábio é portador de HIV. Segundo o filho Abdul, o pai adquiriu o vírus durante relação extraconjugal com uma ex-funcionária da empresa e escondeu sua condição por dez anos. O processo do divórcio arrastou-se até 2000 — depois de ser despejada da mansão em que vivia com os filhos na Serra da Cantareira, Zona Norte de São Paulo, Suhaila saiu do divórcio com 3 milhões de reais e dois imóveis.

Pois bem — passado tudo isso, o casal reatou, dessa vez com pacto pré-­nupcial e separação de bens. “Por causa da doença do Fábio, combinamos que não haveria mais relação sexual. Era uma convivência pautada pelo companheirismo. Mas não deu certo de novo”, revela Suhaila — e lá foram eles para um segundo processo de divórcio. Nesse momento, registros na Junta Comercial paulista mostram que Fábio saiu, pela segunda vez, da sociedade do Grupo Marabraz. E foi aí que o caldo entornou. Fábio alega que foi, essa também, uma simulação acordada com os irmãos para proteger o patrimônio familiar. A Marabraz refuta e mostra recibos de que pagou, real a real, pelos 25% dele na empresa, em parcelas ao longo de dez anos que totalizam 44 750 000 reais. “Ele dizia que estava cansado e queria sair. Estipulou um valor e recebeu exatamente o previsto”, diz.

A Marabraz é categórica: “Com a saída do Fábio do quadro societário, em 2005, ele deixou automaticamente de ser dono da marca. Essa é a história verdadeira”. Cigarramente, nem ele nem os filhos se conformam de não usufruir a receita que o Grupo Marabraz, formigamente, acumulou de 2005 para cá. A primeira liminar referente ao processo movido pelos netos Fares é favorável a eles. Segundo a juíza Luciana Laquimia, há “claríssimos contornos de que a atuação empresarial do grupo, por décadas, sempre esteve assertivamente vocacionada ao esvaziamento e à dilapidação patrimoniais”. A Marabraz entrou com recurso, que ainda não foi julgado. Para a empresa, mais do que reconhecimento de direitos, Fábio e filhos querem mesmo é alcançar algum acordo financeiro — que ela não está disposta a fechar. Por enquanto, o desfecho é igual ao da fábula. Cantou? Agora dance.

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– Quando dói no bolso, há o recuo, né Trump?

O presidente dos EUA Donald Trump acusou o Irã de metralhar e derrubar um drone do exército americano que sobrevoava águas internacionais propositalmente. Todos sabem as rugas entre as duas nações, especialmente após Teerã abandonar o tratado de não proliferação de armas nucleares que havia com Washington.  

Pois bem: após tal pronunciamento, o preço do barril de petróleo disparou no mercado internacional! Depois desta alta, Trump mudou o discursou e disse “entender que o Irã derrubou o drone por engano”.

Então tá…

Ô mundo movido à base de dinheiro, poder, interesses e ocasiões!

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– A Previdência não pode ser encarada como algo para manter padrão de vida!

Eu e meus primos começamos a trabalhar muito cedo, incentivados pelos nossos pais e tios. Aos 12 anos, já tínhamos carteira assinada e cumpríamos rigorosamente os horários e obrigações (e nunca isso fez mal).

Nas regras da época, nós poderíamos nos aposentar com 47 anos de idade, e com a média salarial dos últimos 3 anos pagos ao antigo INPS sobre o teto de 10 salários mínimos.

Isso mudou! Não poderei mais aposentar nessa idade e nem contribuir com o valor citado. Ainda bem que não quero parar de trabalhar…

Porém, algo importante: os valores recebidos por um aposentado não podem ser encarados como continuação de renda de quando trabalhava, mas um valor para sustento das necessidades básicas.

Sabemos que a Previdência Social está quebradae isso é culpa de TODOS os últimos ex-presidentes, pois Fernando Henrique Cardoso e Lula defenderam a Reforma da mesma de maneira parecida, e na hora de tentar aprová-las, tiveram medo da repercussão e jogaram a bomba para frente, arrebentando ainda mais com as finanças. Aliás, vide os discursos antigos no Google: tanto o tucano quanto o petista sabiam da realidade trágica e queriam fazer as mudanças – sem no fundo abrir mão dos privilégios e da popularidade da época.

Mas em consonância com o entendimento do que é “aposentadoria”, ouvi a fala de alguém que está trabalhando nesse processo, Bruno Bianco, que disse:

“A aposentadoria não é para manter o padrão de vida, mas é para sustentar a pessoa.”

Bruno Bianco Leal é secretário especial adjunto de Previdência e Trabalho; funcionário público de carreira e que trabalhou nos Governos FHC, Lula, Dilma, Temer e agora no atual de Bolsonaro. Ele próprio confirmou que tanto PSDB e PT, enquanto Governo, tentaram e trabalharam pelas propostas atuais, barradas pelos privilégios “inegociáveis” de deputados e senadores.

Enfim: no mundo inteiro, a pessoa trabalha e faz uma poupança para a velhice, e a aposentadoria é para o sustento básico. Aqui no Brasil, sabemos que não é bem assim… O problema é que, do jeito que está, não se terá dinheiro nem para pagar o básico.

Dessa forma, cortar regalias que permitem surgir aposentadorias como as de R$ 68.000,00 de FHC, de R$ 66.500,00 de Lula ou de R$ 72.000,00 de Temer (valores arredondados) é fundamental! Um político deve se submeter às mesmas regras que a população.

O problema em si é: na ânsia de não perder suas benesses, vários grupos disseminam fake news de que “ninguém vai mais aposentar” ou outras bobagens de que a Nova Previdência vai prejudicar o pobre. Nada disso! Procure informações corretas e não em panfletos de radicais contrários – e nem de radicais favoráveis. Procure com pessoas sensatas, racionais e equilibradas.

A propósito, com a mudança do perfil populacional (mais cidadãos velhos do que novos no futuro, como ocorre em muitos locais na Europa), minha própria geração corre o risco de receber calote por conta de menor número de pagadores frente ao maior de beneficiários. Dessa forma, é necessário sim aprovar as Reformas da Previdência, sem fazer demagogia.

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– A recuperação judicial da Odebrecht

Sem a ajuda “por debaixo do pano”, e com todas as revelações de falcatruas praticadas pela Odebrecht, comprando com propinas o apoio de vários políticos de todas as ideologias e siglas, a empresa pediu a “concordata” (lembram desse termo) de quase 100 bilhões de reais!

Trabalhar honestamente sempre é difícil, mas não se corre o risco dessa vergonha…

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