– A campanha de Abstinência Sexual no Carnaval e a “Adolescência Primeiro, Gravidez Depois”.

E o Carnaval começou com muita onda política em cima da festa. Críticas à muitas pessoas de muitas ideologias – aplaudidas e vaiadas. Uma das maiores polêmicas, sem dúvida, é contra o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, comandada por Damares Alves, que defende um olhar para que se evite a vulgarização do sexo e o momento inapropriado, cunhada de Abstinência Sexual, e que divulga a hashtag #TudoTemSeuTempo.

No mundo em que existe a erotização precoce, é importante tal tema. Discordo de quem esteja entendendo a campanha da forma em que foi abordada pela oposição a ela, dando a entender um tipo de censura sexual.

Digo isso pois particularmente me assusto quando vejo pessoas tornando o sexo (ou melhor: o ato sexual) a coisa mais importante e necessária do mundo! Parece-se obrigar a sociedade a transar o quanto antes.

Não estou defendendo que a campanha seja a abstinência da forma como está sendo feita, pura e simplesmente sem explicação, mas da Educação Sexual, se contendo e sem a necessidade de imputar aos adolescentes a descoberta e/ou a necessidade de se transar. Aos adultos, respeite-se a vontade consentida (embora, não queira dizer que se deve fazer apologia ao sexo desenfreado). Às crianças e adolescentes, atenção total!

Neste mundo carnal e mundano que está sobrepondo o espiritual, virtuoso e civilizado (ou tentando), é fato que a afirmação da própria dona Damares (26/01/20, à Folha), abaixo, precisa ser levada a sério. Leia:

“Se vocês me provarem, cientificamente, que o canal de vagina de uma menina de 12 anos está pronto para ser possuído todo dia por um homem, eu paro agora de falar [em abstinência sexual]”.

O argumento é forte e a preocupação se faz necessária. Brinque o Carnaval, mas com cuidado e bem educado quanto aos valores e comportamentos, a fim de que algo ruim não aconteça posteriormente (como uma gravidez indesejada e sem estrutura de se prosseguir a gestação).

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– A Banda do Guri no Parque da Cidade!

Quem gosta de música de qualidade, ambiente familiar e lugar aprazível em meio à natureza, prestigie as crianças e adolescentes do Projeto Guri.

A Banda do Guri vai tocar “em ritmo de Carnaval” no Parque da Cidade. Vale a pena aparecer por lá!

Informações na figura:

– Carlinhos Brown, canções do Olodum e a negação do Catolicismo.

Respeito todas as crenças e descrença. Mas, para quem gosta de Carnaval e professa o Catolicismo, fica um alerta sobre as inspirações das músicas do Olodum / Carlinhos Brown e outros ritmos que podem gerar dúvida à fé católica.

Atenção: não é discriminação por nenhuma parte, é apenas uma observação quanto à origem das canções versus a espiritualidade e vivência na fé. O próprio Carlinhos Brown explica a origem espiritual nesse vídeo (abaixo).

Aos 35’10”, ele fala um pouco sobre os Orixás que inspiram suas canções; aos 39’00’, os motivos pelos quais a Quaresma não é respeitada; aos 41’01”, a explicação sobre Deus não ser uma entidade monoteísta.

Importante: ele não ofende nenhuma crença, mas defende simplesmente a sua. Vale a pena conhecer para, quem quer viver sua fé sem influências de outras, aprender sobre as outras (e evitar coisas que possam contrariar suas crenças durante o carnaval).

Em: https://www.youtube.com/watch?v=N4Onc4PwhNE&list=PLW3mXBgY1SKVDkJrb8qNiaLuZovwcnRTP&index=4&t=0s

– Festejando o Carnaval de maneira santa: é Possível?

Há alguns que dizem: o “Carnaval é coisa do Capeta“. De fato, é. Assim como também pode ser o Futebol, a Política e qualquer outra coisa que se faça de maneira libertina.

Calma, não estou demonizando ou santificando os festejos carnavalescos. Apenas convidando a uma discussão à luz da fé católica.

Jesus, no Evangelho de dias atrás, nos lembrava que “se um olho é causa de pecado, arranca-o”. Perfeito! A mensagem do Salvador é a de que evitemos ocasiões. Imagine um dependente químico em recuperação: se ele mantiver a roda de amigos usuários, os costumes antigos e a frequência de lugares que levam à prática do uso de narcóticos, fatalmente pecará. Igualmente pode ser o Carnaval, dependendo do ambiente e do seu espírito. Questione-se:

  • As pessoas que ali estão te levarão a pecar?
  • O modo de agir dos que lá estão é o mesmo que o seu?
  • Sua consciência do que é “certo” ou “errado” ficará abalada?
  • Alguém ou algo te influenciará negativamente?
  • Ganho ou perco algo estando por lá (no salão, no bloco de rua, no Sambódromo)?

Dito isso, lembremo-nos novamente dos doentes: o próprio Cristo não veio aos sadios, como ele disse, mas aos que precisavam de médico. Não aos santos militantes, mas aos pecadores padecentes! Sua radicalidade ao Evangelho é a pura essência do Amor, em todos os sentidos. Ser radical é ser irreversível e incorruptível ao “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”. Dessa forma, questione-se: festejar uma festa pagã como o Carnaval, estando rodeado por nudez, erotismo, embriaguez e outras situações pecaminosas, me contaminará?

Se você for facilmente influenciável, é claro que sim. Se for razoavelmente volúvel, também. Se for firme nos seus propósitos de cristão, talvez (não podemos nos esquecer que o Inimigo de Deus usa de coisas atraentes e de sedução para corromper os filhos amados do Criador).

Recordamo-nos mais uma vez de Jesus: sentado com marginais, reunido com pessoas má vistas na época, indo às prostitutas e chamando os excluídos. E essa radicalidade por “levar a Boa Nova e viver no amor” não é função de nós, católicos batizados e confirmados na fé com o Sacramentando do Crisma? Ser cristão é “ser novo Cristo”.

Tragamos o advento de Jesus aos dias de hoje: se tudo não ocorresse há 20 séculos mas sim hoje, será que Jesus, se ao invés de nazareno fosse paulistano, não frequentaria a Cracolândia na região da Sé e da Luz? Poderia frequentar as difamadas e degradadas regiões de prostituição homossexual como a Amaral Gurgel e Indianópolis? Estaria ele circulando e evangelizando na região conhecida como “Boca do Lixo”? É claro que sim!

Na mesma comparação temporal, imagine: se nas Bodas de Caná, onde Jesus tomava vinho com seus amigos nesta conhecida passagem bíblica da festa de casamento, não poderia ele no século XXI estar tomando caipirinha numa festa de carnaval? Não confunda a abstemia ou o alcoolismo. Beber um aperitivo não é pecado; o problema é embebedar-se, sair da sobriedade e consequentemente causar confusão, maltratando o corpo (templo do Espírito Santo) e colocando a sociedade em risco (especialmente com acidentes de trânsito).

Em todos esses ambientes: de prostituição, bebida, festejos, em lugares indevidos ou nos devidos, a força do discípulo de Jesus será abalada? Se você for convicto de fé e estiver revestido da armadura de Deus, o Espírito Santo, não. Correrá riscos? Claro, somos de carne e osso (fortalecidos pelo Espírito, logicamente).

Entretanto, e a resposta clara e objetiva sobre “pular ou não Carnaval”?

Impossível ser monossilábico. Vejamos o desfile da Escola de Samba da Vila Maria, em São Paulo: a Arquidiocese de São Paulo conseguiu um feito incrível, beirando o milagre: transformou a “festa da carne” (de alegria e satisfação carnal) em um santuário de conversão (ao menos, durante a passagem da agremiação e para os que se envolveram – de leigos engajados na fé até à pessoas que há anos, ou melhor, décadas, não ouviam uma Palavra Santa). Membros de outras escolas, torcidas e partícipes foram evangelizados, presentes ali ou pelas imagens da TV. E não nos esqueçamos também do aconselhamento aos apóstolos: “quem tem ouvidos, ouça“! Quantos corações foram tocados? Quantas “sementinhas” plantadas?

Ao longo da história da Igreja, pessoas iluminadas conseguiram tornar santos os eventos pagãos. A festa do solstício de verão, ocorrida entre os pagãos há mais de 7000 anos no final de dezembro, foi apropriada para que os cristãos celebrassem nesta data o Natal do Senhor Jesus. Templos de Baal (ou Baalzebu, que aportuguesou-se “Belzebu”, um dos nomes do Diabo), transformaram-se em sinagogas e posteriormente locais de igrejas cristãs. A Páscoa judaica, festa da passagem de Yaweh, virou a abundância da vida e colheita de Salvação com a ressurreição de Jesus e a transformação da data para os seus seguidores em Páscoa cristã. No Sambódromo do Anhembi, onde outrora os cultos afros e outros sincretismos eram quase que exclusividade do local, em aversão ao Catolicismo, tornou-se por algum tempo espaço do amor da Mãe, de Nossa Senhora Aparecida, cujo tema sobre os 300 anos da aparição da sua imagem de Conceição permitiu o conhecimento de muitos ignorantes sobre o surgimento da devoção mais querida de nosso país, tornando-a popularmente com o título de Rainha e Padroeira do Brasil.

Por fim, vale ressaltar: para que o evento ocorresse, toda nudez, menção pejorativa, heresia ou algo que pudesse escandalizar o mais crente dos católicos foi exigido. Bispos da Igreja e demais autoridades eclesiásticas estiveram atentos para que nada fosse profanado. E desta feita, ineditamente, o Carnaval tornou-se festejo cristão de evangelização. Vide as lágrimas dos foliões e da alegria daqueles que levaram a imagem e o tema da Mãe do Nosso Senhor às multidões.

Tudo cabe seguir o modelo de Jesus e dos santos da Igreja. Tornar o pecador em convertido, ir aos que não conhecem ou aos que pecam, fazer algo novo! Sim, foi possível tornar o evento um local familiar.

Quer voltar ao começo da nossa conversa? Rememore o primeiro parágrafo deste artigo: “Há alguns que dizem: o ‘Carnaval é coisa do Capeta’. De fato, é. Assim como também pode ser o Futebol, a Política e qualquer outra coisa que se faça de maneira libertina”.

Se as arquibancadas dos estádios de futebol gritam xingamentos, fedem maconha e exaltam ódio entre os adversários, serei eu um deles? Que eu tenha a firmeza de torcer em paz (o falecido Papa João Paulo II disse: o esporte deve servir para inspirar os valores éticos e cristãos). Se a Política é repleta de corruptos e entrelaçada com os corruptores, não devo crer que como candidato fulano ou ciclano poderia ser um vereador ou um deputado honesto, temente a Deus? Que eu tenha discernimento na hora do voto (disse o Papa Francisco: a Política é o grau mais alto da Caridade – relembre tal frase aqui: http://wp.me/p4RTuC-c0U). Se a Sapucaí é o local de folia, que eu faça do ambiente um local de congraçamento das famílias.

Em suma, um excepcional ensinamento do espanhol São José Maria Escrivá, servo de Deus, que extrapola a questão da falibilidade papal dos dois temas do parágrafo acima e mostra a radicalidade de quem quer ser seguidor de Jesus:

“Tudo o que eu fizer, que eu faça de maneira cristã.”

Se eu for um advogado, um médico, um policial, um comerciante, um professor, um estudante, um filho, um catequista, um aprendiz, um sábio, um ignorante… não importando o que eu seja (até mesmo um carnavalesco), que eu faça de um modo cristão, respeitando o Evangelho, nosso Credo e o Catecismo da Igreja Católica, iluminados pelas Sagradas Escrituras e do Magistério Eclesial, dentro do amor incorruptível.

Encerrando: que as manifestações populares sejam oportunidades de união e confraternização adequadas, nunca eventos pecaminosos ou de pura libertinagem explícita, levando à diversão sadia dentro da cultura dos povos. Isso não é só respeito, ecumenismo, evangelização ou folia, isso é também cidadania!

Repetindo: no Carnaval, se for ao baile, à avenida do samba, ao clube ou até mesmo aos convites mais reservados, “tudo o que eu fizer, que eu faça de maneira cristã”. É assim que blindamos nosso corpo, nossa mente e principalmente nossa alma das investidas de Satanás!

– A Lei que socorre as Mulheres em dias de Menstruação!

Coisas de um mundo moderno e contraditoriamente primitivo: no Nepal, as mulheres costumam ser colocadas em cabanas isoladas de suas famílias nos períodos de menstruação. O costume local diz que é sinal de desgraça e azar para os maridos e seus lares quando o sangramento ocorre.

Preocupado com certos abusos, as autoridades de lá promulgaram uma lei que proíbe tal prática, revoltando nepalêses mais retirados. Uma das justificativas de quem defende a solitária, abaixo:

Se uma mulher menstruada entra na casa, 3 coisas acontecem: um tigre aparece, a casa pega fogo e o chefe da família fica doente

A frase acima é de Funcho, morador do Nepal e reproduzida na Edição da Revista Veja de dias atrás (extraída do original no NYT), explicando os motivos do isolamento de mulheres menstruadas em seu lugarejo.

É esse o mundo do século XXI?

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– O Sucesso do Torresmo de Rolo da Festa da Uva de Jundiaí

A tradicional Festa da Uva que ocorre na cidade de Jundiaí trouxe como novidade o “Torresmo de Rolo”. A Comunidade do Bairro da Varginha utilizou essa receita que está sendo um sucesso.

A preço popular (R$ 20,00 a porção), tal delícia está vendendo mais de uma tonelada por dia (não é por final de semana, mas a cada sábado e domingo).

Vale experimentar! Veja essa matéria bacana da TV TEC de Jundiaí sobre a iguaria tão desejada do evento,

em: https://www.youtube.com/watch?v=SjJrALh3tm4

– O Irã e seus costumes dentro e fora do futebol, segundo Mazola.

Calma, não estamos falando do ítalo-brasileiro Altafini, mas de um Mazola mais recente, formado na base do SPFC (que deve ter recebido o apelido em homenagem ao jogador de futebol tão respeitado nos anos 30 e 40), e que hoje vive no… Irã!

Conheci o atacante quando ele jogava no Paulista FC, e ganhei simpatia por ele ao participar com o jornalista Guilherme Barros no programa esportivo semanal da TVE de Jundiaí. Mostrou-se simples, educado e bem estudado.

Veja que interessante: poucos dias antes do conflito Irã-EUA ter se agravado, Mazola falou ao UOL sobre como as mulheres sofrem por lá (sua esposa é proibida de andar de bicicleta), os horários restritos para que homens frequentem academias (ele não pode mostrar sua tatuagem), o comportamento que casais devem ter ao se encontrarem (a mulher de um amigo não pode nem olhar para o rosto de quem conversa com ele) e o fanatismo dos torcedores locais em estádios de 90.000 pessoas, sempre lotados (exclusivamente com homens).

Para entender melhor esse “mundo diferente” do “Planeta Futebol”, e até mesmo as diferenças culturais entre o povo persa e o ocidental, abaixo, extraído de: https://www.uol.com.br/esporte/futebol/ultimas-noticias/2019/12/28/ex-sao-paulo-conta-que-no-ira-futebol-ainda-e-esporte-dos-homens.htm

EX-SÃO PAULO CONTA QUE NO IRÃ O FUTEBOL AINDA É ESPORTE DOS HOMENS

Por José Edgar de Matos

Engana-se quem celebra a liberação das mulheres nos jogos da seleção do Irã como uma regra. A medida é apenas paliativa e contrasta com a realidade do país persa, localizado na Ásia e conhecido por ser um dos mais restritivos ao comportamento feminino. Este machismo estrutural, enraizado na cultura local, é encarado pela brasileira Vanessa Silva, mulher de Mazola, ex-atacante do São Paulo e atualmente no Tractor.

O casal vive em Tabriz, cidade localizada no noroeste do Irã e com aspectos interioranos. O local apenas reflete a realidade de todo um país, no qual as mulheres ainda não possuem direito de assistirem a partidas de futebol. Vanessa, companheira assídua nos jogos no Japão, China e Coreia do Sul, agora só assiste aos jogos do marido pela televisão.

“É só no jogo da seleção, mas estão brigando para liberar para a liga. Acredito que seja difícil liberar, muito mais difícil, infelizmente. Aqui no estádio dá jogo de 90 mil e 100 mil pessoas, só homens”, relatou Mazola, em conversa com a reportagem do UOL Esporte na qual torce para a permissão do público feminino se estenda para o futebol de clubes.

A revolução de 1979 mudou as leis sobre o comportamento feminino no Irã. Sob a justificativa de afastar a influência ocidental, as mulheres foram privadas de, entre outras situações, comparecerem a jogos de futebol. Qualquer evento masculino passou a ser restrito aos homens. O vestuário, trabalho e até passeios de bicicleta acabaram proibidos para as cidadãs do país.

“Tomara que isso mude logo, mas acho que será difícil. Minha mulher era acostumada a ir ver os jogos no estádio. Aqui, só pela televisão e no hotel”, contou o jogador que passou por São Paulo, Paulista, Guarani, Figueirense, Ceará, CRB e São Bento no Brasil.

As diferenças culturais estão evidentes a todo tempo. Hoje, Mazola se diz adaptado ao futebol do Irã, mas vê a mulher sofrer. O casal vive em um hotel e criou laços com os funcionários. As amizades são restritas, e as mudanças comportamentais dos dois necessárias para respeitar a cultura iraniana.

“Para ela [Vanessa Silva] é muito mais difícil. É muita roupa, por exemplo, que tem que colocar quando você desce para almoçar ou jantar. É calça, é véu, tudo. Ela acabou se enturmando com o pessoal do hotel e com a esposa do peruano que joga com a gente [William Mimbela], isso ajuda. E a gente só fica no hotel porque somos casados também, tudo muito fechado”, disse.

“É diferente para mim não poder andar de bermuda, mostrar a tatuagem…é bem diferente de todos os países que passei. Na academia, por exemplo, as mulheres têm o horário das 9h às 16h; e a gente das 17h até as 23h. Fora que elas têm que cobrir todo o corpo, andar com véu. A cultura é muito diferente, as coisas são muito rígidas”, acrescenta Mazola, citando mais um choque cultural.

Cumprimentar outras mulheres? Nem pensar

Mazola relata que até os diálogos são restritos entre pessoas de sexo diferente. Há uma rotina e um dogma a serem respeitados. A tradição secular não se altera, mesmo com a globalização e o mundo de hoje. Ele não pode, por exemplo, cumprimentar outra mulher.

“O islã é muito respeitado. Acabou o treino e dá a hora da oração, religiosamente colocam o tapetinho e ajoelham. Você, como homem, não pode cumprimentar a mulher na mão, não pode tocar na mão dela. Se está com sua esposa ao lado, ela não deve olhar para o seu amigo. O diálogo é entre eu e ele, só”, relata.

“Nível do campeonato me surpreendeu”

O ex-jogador do São Paulo, apesar das restrições relatadas, especialmente sobre o comportamento das mulheres, aprova a ida para o Irã. A maior atração encontrada por Mazola está inclusive nas arquibancadas lotadas, mesmo sem a presença feminina e da esposa.

“Campeonato é bom; vim para cá e achei que era mediano, mas é bem bom sim. O time é como se fosse um Flamengo e tem uma torcida que nunca vi. Joguei contra eles e deu 100 mil pessoas. É como se jogar no Maracanã, sabe?”, relata.

“Você vê o estádio e pira! São jogos com 90 mil e 100 mil pessoas, o povo é fanático. Jogo em um clube meio de interior, mas a cidade é boa e o clube tem muito a crescer. A estrutura que encontro aqui é boa. Valeu a pena vir, é uma experiência estar em um país novo e conhecer a cultura iraniana”, diz o jogador.

Mazola é famoso nas ruas de Tabriz e agora possui uma visão completamente a da imaginada quando desembarcou. Embora a cultura restritiva à mulher seja de difícil adaptação, a visão sobre o islamismo mudou ao se conviver com pessoas com uma formação tão diferente.

“É só sair de casa. Se você solta um peido, todo mundo sabe [risos]. Todo mundo aqui é apaixonado pelo clube. Se sair, não vai ter paz. Sempre vem gente pedir foto, é muito bacana. Você derruba preconceito e vê que a cultura do islã não é tudo aquilo que pintam. É uma sociedade como a nossas e basta respeitarmos”, conclui.

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Mazola e a mulher Vanessa construíram amizade com os funcionários do hotel onde moram  (Imagem: Arquivo Pessoal).

– Boxing Day é um dia de festa!

Muita gente falando sobre o inglês “Boxing Day“. Afinal, é dia de compras ou de futebol?

Das duas coisas! A tradição dos países do Reino Unido reza que no dia 26 (sempre no dia seguinte ao Natal, exceto quando cai aos finais de semana, quando é postergado para a segunda-feira), o comércio coloca suas sobras de mercadorias em liquidações atrativas, provocando filas nas lojas. Além disso, no mesmo dia (que é feriado), se tem jogos de futebol de TODAS as divisões do campeonato. Assim, é mais do que Black Friday e mais do que evento esportivo, pois, afinal, é um dia de descanso com vida própria!

E aí, funcionaria um “Boxing Day” no Brasil, com lojas cheias e futebol da 4a até a 1a divisão?

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– A Compositora do Rei Roberto Carlos!

Há 1 ano…

Nessa semana morreu Isolda Bordout Fantucci, compositora de várias músicas de sucesso, entre elas, Outra Vez, eternizada na voz de Roberto Carlos.

Ao ler sua biografia, me impressionei com algo inusitado: Isolda escreveu muitas canções, gravadas por Milton Carlos (seu irmão), Nalva Aguiar, Nilton César, Agnaldo Rayol e Antonio Marcos (ícones dos anos 70). Em 1973, Roberto Carlos gravou Amigos, Amigos e em 1977, Outra Vez, que foi um hiper sucesso.

Sabe quando nasceu Isolda? Em 1957! Isso significa que já era “veterana”, com 16 anos, quando o Rei gravou a primeira música dela.

Dessa forma, com 61 anos de muita genialidade, descansou essa genial musicista.

Abaixo, “Outra Vez”: https://www.youtube.com/watch?v=5sztUdtkdH4

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– Dante Mantovani, o presidente terraplanista da Funarte!

E o novo Presidente da Funarte, hein? Dante Mantovani provocou um inferno com suas bobagens proferidas (desculpe o trocadilho com a obra tão famosa, foi impossível não citar o “Inferno de Dante”).

Para não entrar nos absurdos das questões musicais (de que a União Soviética criou os Beatles, a introdução do LSD sendo proposital e o satanismo do rock’n Roll – como se não existisse rock cristão…), leio que ele é terraplanista e ainda debocha de quem pensa o contrário! 

Crendo estar certo, o “novo gênio das artes” chama de “terrabolistas” àqueles que acreditam em um planeta redondo e não uma pizza. Loucura?

A pergunta é: quem indicou esse cidadão para um cargo tão importante?

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– Dia das Bruxas ou Dia do Saci?

Tenho amigos que acreditam em Saci-Pererê. Aliás, são criadores de sacis e possuem até mesmo uma associação (ANCS – Associação Nacional dos Criadores de Saci)! E duvide deles para você ver…

Digo isso pois hoje é o Dia do Saci! A data foi criada em 2005, contrapondo-se à festa do HalloweenÉ uma espécie de resposta do folclore brasileiro a uma inculturação americana.

Entretanto, tanto o Saci como o Halloween tem origens diversas. Uma das estórias conta que o Saci era uma entidade indígena que conhecia as plantas, uma espécie de “deus das ervas”, e misturando-se com a cultura afro, virou negrinho e começou a fumar cachimbo. Depois, nossos escritores o tornaram mais simpático com gorrinho e molecagens! Já o Halloween tem origem Celta e era a festa das vésperas do Dia de Todos os Santos, uma celebração pagã que encontrou um sentido sincrético-religioso.

Dois textos abaixo sobre esse assunto, com as citações abaixo:

DIA DO SACI

O Saci, ou Saci-pererê, é um personagem bastante conhecido da mitologia brasileira, que teve sua origem presumida entre os indígenas da região das Missões, no Sul do país. Inicialmente retratado como um endiabrado, é uma criança indígena, com uma perna e de cor morena, com a diferença de possuir um rabo. Suas histórias se espalharam e chegando à Região Norte do Brasil, a mitologia africana o transformou em um negrinho que perdeu uma perna lutando capoeira, imagem que prevalece nos dias de hoje. Herdou também a cultura africana do pito, uma espécie de cachimbo, e da mitologia européia, herdou o píleo, um gorrinho vermelho.

Considerado uma figura brincalhona, que se diverte com os animais e pessoas, fazendo pequenas travessuras que criam dificuldades domésticas, ou assustando viajantes noturnos com seus assobios. O mito existe pelo menos desde o fim do século XVIII. O saci não tem amigos, vivendo solitário nas matas. Também conhecido como menino de uma só perna.

A função desta “divindade” era o controle, sabedoria, e manuseios de tudo que estava relacionado às plantas medicinais, como guardião das sabedorias e técnicas de preparo e uso de chá, mezinhas, beberagens e outros medicamentos feitos a partir de plantas.

Como suas qualidades eram as da farmacopéia, também era atribuído a ele o domínio das matas onde guardava estas ervas sagradas, e costumava confundir as pessoas que não pediam a ele a autorização para a coleta destas ervas.

O primeiro escritor a se voltar para a figura do Saci-Pererê foi Monteiro Lobato, que realizou uma pesquisa entre os leitores do jornal O Estado de S. Paulo, colhendo depoimentos sobre o nosso “diabinho”. O resultado foi publicado (1918) em forma de livro: ‘O Sacy-Pererê – resultado de um inquérito’; além de publicar ‘O saci’ – obra-prima sobre o folclore brasileiro – Lobato utilizou a figura do simpático diabrete no conto Pedro Pichorra, em que um menininho se vê confrontado com o seu medo ao Saci. Imortalizado nas histórias contadas à beira das fogueiras nas cidades do interior do Brasil, o Saci ganhou um novo e importante aspecto cultural nos livros de Monteiro Lobato e nas histórias em quadrinhos de Ziraldo, criador da ‘Turma do Saci Pererê’, alcançando desta forma, também as crianças da cidade grande. Figura ainda em muitas histórias do Chico Bento, personagem criada por Maurício de Sousa, típico caipira do interior paulista. Com a contribuição destes escritores o mito do Saci sobrevive à invasão das culturas estrangeiras amplamente divulgadas pela mídia. Com a transposição dos textos de Lobato para a Televisão, o Saci deixou o imaginário para ser personificado numa figura de carne e osso.

O Saci é apenas o mais famoso integrante do Dia das Bruxas nacional.

DIA DO HALLOWEEN

Todos os anos, na noite de 31 de outubro, milhões de crianças de toda a América do Norte pintam seus rostos, vestem fantasias e vão de porta em porta coletando doces. Os adultos freqüentemente decoram suas casas com figuras fantasmagóricas, esculpem rostos assustadores em abóboras e põem velas dentro delas para criar lanternas. Infelizmente, em meio a milhões de norte-americanos satisfeitos em suas fantasias, muitos são ademais muçulmanos. Esse artigo ira emitir alguma luz no significado e nas origens da véspera do Dia de Todos os Santos e porque muçulmanos não deveriam participar desta data.

Origens do festival da Véspera do Dia de Todos os Santos

O clássico festival celta (irlandês/escocês/galês), chamado “Samhain”, é considerado por muitos historiadores e eruditos o predecessor da atual Véspera do Dia Todos Santos. Samhain era o dia de Ano Novo dos celtas pagãos. Era também o Dia dos mortos, época em que se acreditava que às almas dos que morreram durante o ano era permitido acessar na “terra dos mortos”. Muitas crenças tradicionais e costumes associados ao Samhain continuam sendo praticados atualmente no dia 31 de outubro.

Os costumes mais notáveis são a prática de deixar oferendas como comida e bebida (hoje doces) para foliões mascarados e fantasiados e, o ato de acenderem fogueiras. Elementos desse festival foram incorporados ao festival cristão de Véspera de Todos os Santos, a noite que precede o Dia de Todos os Santos.

O significado do nome “hallow-even” (Véspera do Dia de Todos os Santos) foi o que nos deu o nome “halloween”. Até recentemente, em algumas partes da Europa acreditava-se em que nessa noite os mortos andavam entre eles e que as bruxas e feiticeiros voavam com eles. Preparando-se para isso, fogueiras eram feitas a fim de repelir esses espíritos maléficos.

No século XIX, brincadeiras de bruxas foram substituídas por travessuras de crianças. O espírito do samhain, uma vez acreditado ser selvagem e poderoso, é agora reconhecido como sendo maligno. Devotos cristãos começaram a rejeitar esse festival. Eles descobriram que os supostos deuses, deusas e outros seres espirituais das religiões pagãs eram trapaças diabólicas. As forças espirituais as quais as pessoas experimentaram duramente o festival eram certamente reais, mas eram manifestações do mal que desencaminhava as pessoas para o culto de falsos ídolos. Conseqüentemente, eles rejeitaram os costumes associados à Véspera do Dia de Todos os Santos, incluindo todas as representações de fantasmas, vampiros e esqueletos humanos – símbolo dos mortos, do diabo e de outras malignas criaturas. É preciso ser notado também que, ate hoje, muitos adoradores de “satã” consideram a noite a noite de 31 de outubro como sendo a mais sagrada e, muitos devotos cristãos hoje continuam se distanciando desse festival pagão.

Texto 1- Extraído de: CLIQUE AQUI

Texto 2 – Extraído de: CLIQUE AQUI

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– Sobre a possível mudança da final da Libertadores: a culpa é de quem?

Claro que a Conmebol tem inúmeros pecados, mas a discussão da mudança ou não da sede da 1a final única da Taça Libertadores da América é uma questão bem mais complexa, onde ela não pode ser responsabilizada unicamente pelo que está acontecendo.

Lembremo-nos: os conflitos no Chile se avolumaram nos últimos dias (apesar das garantias do governo local em realizar o evento – que eu duvido que acontecerá lá). A culpa da crise política chilena não é da Conmebol; porém, ter um “plano B” para a final da Libertadores (desde quando foi concebida a escolha da sede), é dever da entidade.

Parece-me mais lógico que, em sendo a final da Copa Sulamericana no Paraguai, que se aproveite a estrutura da organização para fazer o evento da Libertadores (por sorte, não teremos uma equipe paraguaia na final e isso será possível, mantendo-se a ideia de campo neutro sem favorecimento – já que assim Santiago se tornou pois River x Flamengo chegaram à decisão).

Se lembramos os transtornos de River x Boca no ano passado, o problema educacional com os “barrabrabas” foi determinante. Mas, claro, isso não isenta a Conmebol da nítida incompetência em não conseguir elaborar um evento.

Em resumo: um jogo em Buenos Aires e outro no Rio de Janeiro (que se não fosse por conta do regulamento, seria a solução ideal) agradaria muitos. Entretanto, fica a grande preocupacão: e quem comprou ingressos, reservou hotel e avião para o Chile? Como ficará?

A especulação na Web pergunta: Miami estaria se oferecendo para sediar emergencialmente? Sei lá… só sei que: futebol na América do Sul tem sido fraco dentro e fora de campo, também pela questão cultural! Nosso continente está em crise…

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– “Acho que vi 1 Cientista”, a segunda edição do Concurso Cultural de ótima qualidade para as crianças.

Quando é que as pessoas devem começar a ter contato com o universo científico?

A resposta é lógica: desde crianças!

Sendo assim, para estimular a Educação, Pesquisa e interesse nos Estudos, a Agência Fapesp incentivou através de algumas instituições (abaixo relacionadas na matéria) um concurso cultural para crianças.

Extremante pertinente para aqueles que incentivam os filhos em um ambiente acadêmico e de aprendizado contínuo!

Extraído de: http://agencia.fapesp.br/inscricoes-abertas-para-o-2-concurso-cultural-acho-que-vi-1-cientista/31750/

CONCURSO CULTURAL “ACHO QUE VI 1 CIENTISTA”

Agência FAPESP – Estão abertas as inscrições para o segundo Concurso Cultural “Acho que vi 1 cientista”, criado pelo grupo de divulgação científica Nunca Vi 1 Cientista, com patrocínio do Centro de Pesquisa em Processos Redox em Biomedicina (Redoxoma), um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) financiado pela FAPESP no Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP).

O objetivo da iniciativa é estimular o contato das crianças com o universo científico. Este ano, as crianças devem enviar um vídeo de até um minuto respondendo à pergunta: por que ciência é importante?

Elas vão concorrer em duas categorias, de 5 a 8 anos e de 9 a 12 anos. Os três melhores colocados de cada categoria receberão prêmios.

As inscrições vão até 31 de outubro de 2019 e, para participar, o responsável pela criança deve preencher um formulário de inscrição on-line. Os vencedores serão anunciados no dia 4 de novembro.

Em 2018, na primeira edição do concurso, o canal recebeu 50 vídeos de crianças respondendo à pergunta “O que é ciência para você?”. Os vídeos vencedores podem ser vistos no canal de Youtube do Nunca Vi 1 Cientista.

Mais informações em: https://bit.ly/2B3SIV6.

Este texto foi originalmente publicado por Agência FAPESP de acordo com a licença Creative Commons CC-BY-NC-ND. Leia o original aqui.

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– Nem sempre o Prêmio Nobel vai para alguém merecedor. Não é, Peter?

Peter Handke recebeu o Prêmio Nobel de Literatura na semana passada. Tudo normal, caso ele não fosse uma importante personalidade a negar o genocídio nos Bálcãs, no conflito mais recente da história da Europa.

Como pode faltar sensibilidade ao júri ou a quem escolhe o vencedor de um prêmio?

Extraído de: https://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2019/10/15/por-que-tres-paises-europeus-querem-anular-o-ultimo-nobel-da-literatura.htm

POR QUÊ 3 PAÍSES QUEREM ANULAR O NOBEL DE LITERATURA

Na região de passado recente mais atribulado da Europa, cidadãos e até governos de três países se dizem ofendidos e querem a anulação do prêmio Nobel de Literatura de 2019, concedido ao escritor austríaco Peter Handke.

A nomeação provocou reações na Albânia, na Bósnia e no Kosovo – oficialmente não reconhecido pelo Brasil como país independente. Um dia antes do anúncio do Nobel da Paz, a escolha da Academia Sueca soou nos Bálcãs como um elogio à guerra.

“O fato de uma instituição renomada como a Academia Sueca dedicar seu prêmio mais alto a Handke é repulsivo e insultante para aqueles que sofreram tudo aquilo que o escritor nega que existiu”, disse ao UOL Kemal Pervanic, sobrevivente de um campo de concentração na Bósnia em 1992.

Kemal tinha 24 anos quando, durante a dissolução da Iugoslávia, tropas sérvias invadiram a Bósnia e confinaram populações de origem muçulmana — como a sua família.

O campo de concentração em que Kemal estava preso foi descoberto por jornalistas ingleses após dez semanas. Com o escândalo internacional, 1.200 prisioneiros, incluindo ele e seu irmão, foram liberados, mas tiveram que fugir da Bósnia.
A alguns quilômetros dali, em vilarejos como Srebrenica, os prisioneiros não tiveram a mesma sorte, e mais de 8.000 homens e meninos foram assassinados.

Apesar da extensa documentação e dos julgamentos internacionais, Handke, premiado por sua literatura, diz que não houve campo de concentração, nem genocídio. Ele chegou a dizer que os bósnios muçulmanos haviam fingido tudo para sujar a imagem da Sérvia.

Ao ser anunciado vencedor do Nobel deste ano, Handke, cuja língua materna é o alemão, comemorou em sérvio para TVs de Belgrado.

“Hoje à noite, vamos tomar uma rakija [licor típico da sérvia] e uma taça de vinho branco”, disse Handke.

Fã da Iugoslávia

Handke nasceu na Áustria e tinha mãe eslovena — uma das nacionalidades que compunham o caldeirão multiétnico da antiga Iugoslávia.

Ele cresceu admirando a república socialista e a via como um contraponto à sociedade de consumo capitalista. No início da década de 1990, com o início da desintegração iugoslava, Handke tomou partido de Belgrado, que tentava manter a unidade da federação, e ignorou as denúncias de atrocidades cometidas pelas milícias sérvias.

Em 2006, Handke fez um discurso emotivo e elogioso no funeral de Slobodan Milosevic, acusado de liderar forças sérvias nos crimes de guerra contra a Bósnia, a Croácia e o Kosovo.

“Ele faz apologia a crimes como genocídio e nunca se preocupou em encontrar a verdade conversando com aqueles que sofreram nas mãos dos sérvios”, afirma Kemal, que hoje mora na Inglaterra e mantém um projeto para promover a integração entre etnias na Bósnia.

Pervanic é um dos que tem se manifestado publicamente contra a nomeação de Handke. E as declarações não se limitam à sociedade civil.

Presidentes da Albânia e do Kosovo

Após a divulgação do prêmio, o presidente do Kosovo, país que declarou unilateralmente independência da Sérvia em 2008, foi ao Twitter protestar.

“O genocídio na Bósnia e no Kosovo tiveram um autor. Handke escolheu apoiar e defender esses autores. A decisão do Prêmio Nobel traz imensa dor às incontáveis vítimas”, escreveu Hashim Thaçi.

A população do Kosovo, em grande parte de origem albanesa e muçulmana, também acusa as forças sérvias de crimes de guerra.

Na Albânia, país solidário ao Kosovo pelos laços étnicos, o presidente Edi Rama também demonstrou indignação nas redes sociais.

“Nunca pensei que sentiria vontade de vomitar por um prêmio Nobel”, escreveu.

Nas plataformas de petição online, surgem dezenas de ações coletas de assinatura pedindo que o prêmio seja revogado.

O UOL pediu à Academia que se manifestasse sobre a polêmica, mas não teve resposta.

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– Barbie sem Gênero?

Na loucura do “tudo ser politicamente correto”, alguns exageros que fogem à normalidade: a icônica boneca Barbie é lançada SEM GÊNERO!

Boneca é boneca, não deveria ser usada para defender causas polêmicas… Afinal, devemos entender como um simples brinquedo!

Extraído de: https://www.metrojornal.com.br/estilo-vida/2019/09/28/barbies-sem-genero-mattel.html

MATTEL LANÇA BARBIE SEM GÊNERO

Na luta pela liberdade, sem estereótipos e rótulos pré-estabelecidos, a fabricante de brinquedos Mattel lançou nesta quarta-feira (25) uma nova linha da boneca Barbie sem gênero.

A iniciativa batizada de “Creatable World” (“mundo criável”, na tradução livre) é totalmente “livre de etiquetas” e permite que meninos e meninas personalizem o brinquedo, com diferentes opções de roupas, acessórios e perucas, que incluem penteados longos e curtos.

“Os brinquedos são o reflexo da cultura e, à medida que o mundo continua comemorando o impacto positivo da inclusão, sentimos que era hora de criar uma linha de bonecas sem qualquer rótulo”, explicou Kim Culmone, vice-presidente sênior de design de bonecas da Mattel.

Segundo o executivo, através de pesquisas ao lado de uma “equipe de especialistas, pais, médico e, principalmente, crianças”, foi possível aprender que elas “não querem que seus brinquedos sejam definidos pelos estereótipos de gênero”.

“Por esse motivo, essa linha que permite que as crianças se expressem livremente foi particularmente apreciada por elas”, acrescentou Culmone. A Mattel confia que a coleção “Creatable World” poderá “incentivar todos a pensar mais abertamente sobre os benefícios que as crianças podem tirar ao brincar com bonecas”.

A nova linha consiste em seis kits diferentes em uma variedade de tons de pele. Cada kit inclui uma boneca, uma peruca com cabelos longos e curtos, seis tipos de roupas, três pares de sapatos, um chapéu e um par de óculos de sol.

“Esses elementos extremamente versáteis e realistas dão às crianças a liberdade de criar personagens únicos e personalizá-los como desejarem”, afirmou a fabricante de brinquedos.

As bonecas serão comercializadas nos Estados Unidos a um preço recomendado de US$29,99.

“A Creatable World é onde deixamos os brinquedos serem brinquedos, para que crianças sejam crianças”, explicou a Mattel no Twitter, ressaltando que “no mundo atual, as bonecas devem ser tão ilimitadas quanto as crianças que brincam com elas”. (ANSA)

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– Quem são os ultrajovens?

“Minha época” classifica as pessoas por gerações. Assim, quem nasceu entre 1928 a 1945 é a Geração do Silêncio; de 1946 até 1964, os Baby Boomers; de 1965 até 1980, a Geração X; de 1981 a 1997 os Millennials (ou Geração Y) e, agora, temos os Ultrajovens ou Pós-Millenais, que nasceram de 1998 para cá.

Veja que curioso:

Extraído de: https://epoca.globo.com/sociedade/noticia/2018/05/o-poder-dos-ultrajovens.html

O PODER DOS ULTRAJOVENS

por Nina Finco

A geração que vai romper (e já está rompendo) com tudo o que se quis e se imaginou

“Se, na conjuntura, o poder jovem cambaleia, vem aí, com força total, o poder ultrajovem”, escreveu Carlos Drummond de Andrade no final dos anos 1960, em uma crônica que versava sobre o embate de um pai com a filhinha em torno de uma lasanha. Ele insistia, ela ignorava. Ele repetia, ela se mantinha firme em seu propósito. Ele tergiversava, ela o lembrava do que queria. Ela ganhou por coerência. Ele perdeu por não entender a dinâmica dos tempos. A premissa é mais atual do que nunca. A força do poder ultrajovem é inexorável.

De acordo com pesquisas recentes, se depender da geração que tem por volta dos 20 anos (a mesma idade de ÉPOCA), estão encrencados os hotéis, as lojas de departamentos, as cadeias de restaurantes, a indústria automobilística, o comércio de diamantes, a produção de guardanapos e de canudinhos, os programas de fidelidade de hotéis e de cartões de crédito, os jogos de azar, os bancos, a produção de amaciantes de roupa, o sonho da casa própria, a ideia de casamento estável, os acasos felizes, as viagens de cruzeiro, as emissoras de TV aberta, os políticos de ocasião, os planos de aposentadoria, Paris e até o milk-shake do Bob’s.

Eles resolvem a vida (para o bem e para o mal) pelo celular, sorvem coisas de cor verde (comer virou questão de identidade), têm um pendor para medicamentos identificados com uma tarja preta, passam a noite em claro, não se sabe se estão trabalhando ou relaxando, gostam de empunhar bandeiras universais, mas se preocupam mesmo é com sua persona nas redes sociais, pensam igual a quase todo mundo da mesma geração, comportam-se como adolescentes apesar de terem idade de adultos, tecnologia lhes é tão intrínseco como respirar, ser de esquerda é do jogo, ter o nariz em pé é condição sine qua non, gostam de Insta Stories porque ele dura pouco, arriscam tudo por terem pouco a perder, rechaçam qualquer coisa que contenha plástico, gostam de viajar para lugares onde podem mostrar novidades no Instagram. Eles são o que são ou são o que querem parecer ser?

“Eles se tornam personagens de suas próprias vidas, preocupados com narrativas, contextos, motivações. Estão sempre esperando pelo terceiro ato — que nunca chega”, disse um estudo da Box1824, conduzido pelos pesquisadores Sean Monahan e Sophie Secaf nos Estados Unidos, sobre o que chamaram de GenExit, a geração que opta por experimentar novas possibilidades identitárias, mais livres e menos deterministas, mas não menos disruptivas.

Ainda que esteja cansado depois de um dia longo, o estudante de publicidade Luigi Dalmolin, de 21 anos, só vai para a cama após um banho quente. Por isso, entre uma ensaboada e outra, Dalmolin assiste a vídeos no YouTube ou responde a mensagens no WhatsApp. Graças a uma providencial capinha à prova d’água, ele faz parte de uma minoria — surgida recentemente — que toma banho com o telefone celular dentro do box. Estar com o celular nas mãos o tempo todo como faz Dalmolin, conectado, com os olhos vidrados e os dedos tocando a tela, é um dos principais comportamentos identificadores dos ultrajovens (ou geração Y). São as pessoas nascidas entre 1982 e 2000 (segundo o Census Bureau, agência governamental encarregada pelo censo nos Estados Unidos), ou entre 1981 e 1997 (segundo o instituto de pesquisa americano Pew Research Center). Os jovens apresentam características que os diferenciam das gerações anteriores e refletem mudanças relevantes no mundo.

A principal distinção dos ultrajovens é a necessidade de estar conectado o tempo todo. Smartphones são sua porta de acesso ao mundo; 43% dos jovens são como Dalmolin: não vão ao banheiro sem seus celulares. O aparelho é tão importante que 42% deles afirmam que deixariam de ir à academia se não pudessem levá-lo.

A fixação por smartphones atinge outras faixas etárias, mas, no caso dos ultrajovens, deu origem à “era da distração”. A fartura de dispositivos conectados à internet está reduzindo cada vez mais a capacidade de concentração. No início de maio, Carl Marci, neurocientista e médico especialista em questões ligadas ao consumo e ao comportamento, esteve no Brasil para apresentar o resultado de pesquisas neurológicas realizadas por sua empresa, que faz parte da Nielsen Consumer Neuroscience, um braço da gigante teuto-americana de pesquisa.

Marci encara a tal distração como resultado da falta de tempo ocioso. Os “nativos digitais” não se enfadam, porque estão sob constante estímulo. Se estão na fila do mercado, não precisam “esperar”; é só sacar o celular e responder a uma mensagem ou dar uma conferida nas notificações das redes sociais e pronto: a fila andou rapidinho.

Mas há críticas também. uma delas aqui:

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– Boas Histórias são atemporais: 80 anos de “O Mágico de Oz”.

Dias atrás assisti com minha filha “O Mágico de Oz”, aquele primeiro filme produzido do livro, colorido e com imagem meio “chuviscada”.

Quando a história é boa, torna-se atemporal! E hoje eu soube: não é que esse filme faz 80 anos?

Olha que legal, um achado de quando fez 75 “primaveras”, extraído de: http://operamundi.uol.com.br/conteudo/historia/37413/hoje+na+historia+1939+-+o+magico+de+oz+estreia+nos+cinemas+do+mundo.shtml

75 ANOS DE VIDA

“O Mágico de Oz”, filme estrelado por Judy Garland, tem sua estreia mundial em Wisconsin, Estados Unidos, no dia 12 de agosto de 1939. No longa, os queridos personagens e a história do famoso livro infantil em que se baseou estavam quase todos transportados para a tela.

Dorothy, uma menina camponesa de Kansas que vivia em uma fazenda com seus tios, é levada junto a seu cachorro por um tornado que ataca a região e aterrissa na Terra de Oz. No impacto, Dorothy cai em cima da Bruxa Má do Leste e acaba matando-a. 
[Poster do filme, de 1939]

Após o acidente, Dorothy é vista como uma heroína, mas o que ela quer é voltar para Kansas. Para isso, precisará da ajuda do Poderoso Mágico de Oz que mora na Cidade das Esmeraldas. No caminho, ela é ameaçada pela Bruxa Má do Oeste, que culpa Dorothy pela morte de sua irmã, e encontrará três companheiros: um Espantalho que quer ter um cérebro, um Homem de Lata que anseia por um coração e um Leão covarde que precisa de coragem.

Publicado originalmente em 1900, “O Maravilhoso Mágico de Oz”, do escritor Frank Baum, foi adaptado inúmeras vezes para o palco e a tela, servindo como tema musical antes ainda de 1939. Contudo, foi a adaptação feita na película rodada naquele ano que guindou a obra de Baum a um lugar permanente não somente na história do cinema como também na história da música.

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– As torcedoras do Irã e o direito de frequentarem praças esportivas.

A Copa do Mundo da Rússia, ocorrida há um ano, trouxe novidades comportamentais ao Irã: o entusiasmo pela competição afrouxou as leis locais e trouxe a permissão para que mulheres possam assistir aos jogos de futebol nos estádios. Hoje, em quase todas as modalidades existem torcedores masculinos e femininos nas arquibancadas.

Era comum, pasmem, as iranianas (consideradas as mulheres mais bonitas e corajosas do Oriente Médio) vestirem-se de homem para ir a alguma praça esportiva na modalidade “masculino”, já que a teocracia local condenava a mistura de sexos na torcida. Não seria “adequado” que os trajes esportivos mais agarrados ao corpo fossem vistos por elas; e se praticantes, nem elas que estivessem à mostra para que homens vissem (tal motivo acarretava, por exemplo, que em jogos de voleibol feminino somente mulheres pudessem estar no ginásio torcendo).

Enfim: quantas vezes houve tamanha e desnecessária separação entre as pessoas única e exclusivamente pelo gênero? Mesmo respeitando a cultura e a religião irradiada de Teerã para todo o resto do país, é inadmissível para o mundo moderno hoje que exista tal situação (que ainda ocorre em algumas nações mais radicais).

– O radicalismo dos judeus ortodoxos trazendo alguns problemas sociais

Claro que toda crença deve ser respeitada. Mas alguns inconvenientes da falta de bom senso de uma cultura podem ser danosos.

Dois exemplos envolvendo um mesmo grupo: leio que os judeus ortodoxos ultra-radicais estão com problemas por causa de uma campanha anti-vacina (por isso o crescente número de sarampo nos EUA), já que os fiéis daquela localidade resistem à prevenção por tal método; o outro caso é de evitarem o contato com mulheres em seu dia-a-dia, como, simplesmente, voar sentado do lado delas.

É extremamente curioso e motivo de discussão. As duas matérias que abordam esse assunto, abaixo:

1 – Em: https://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2019/04/09/nova-york-declara-emergencia-devido-a-surto-de-sarampo.ghtml

NOVA YORK DECLARA EMERGÊNCIA DEVIDO A SURTO DE SARAMPO

Cidade exige que moradores não vacinados das áreas afetadas tomem a vacina ou paguem multas.

Um surto de sarampo no Brooklyn, principalmente entre crianças judias ortodoxas, fez com que a cidade de Nova York declarasse uma emergência de saúde pública nesta terça-feira (9), exigindo que moradores não vacinados das áreas afetadas tomem a vacina ou paguem multas.

O maior surto do vírus, antes praticamente erradicado, na cidade desde 1991, está basicamente contido na comunidade judaica ortodoxa do bairro de Williamsburg, com 285 casos confirmados desde outubro, disse o prefeito Bill de Blasio em coletiva de imprensa. O número representa um salto acentuado dos apenas dois casos registrados em todo o ano de 2017.

“Esse é o epicentro de um surto de sarampo que é muito, muito preocupante e que precisa ser enfrentado imediatamente”, disse de Blasio. O prefeito foi acompanhado por autoridades de saúde da cidade que criticaram o que chamaram de “desinformação” espalhada por críticos das vacinas.

O vírus do sarampo é altamente contagioso e pode levar a sérias consequências e à morte. Embora nenhuma morte tenha sido confirmada até agora, 21 pessoas foram hospitalizadas, com cinco na unidade de terapia intensiva, segundo autoridades. Todos os casos confirmados, com exceção de 39, afetaram crianças.

O surto faz parte de um reaparecimento mais amplo do vírus nos Estados Unidos, com 465 casos registrados em 19 Estados até agora neste ano, de acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA.

Em 2000, os Estados Unidos declararam que o sarampo havia sido eliminado do país devido à ampla vacinação, o que significa que não estava mais constantemente presente. Entretanto, as taxas de vacinação têm caído nos últimos anos, de acordo com especialistas em doenças infecciosas.

O surto no Brooklyn tem sido associado a uma criança não vacinada que foi infectada durante visita a Israel, que também está enfrentando uma epidemia da doença, de acordo com o Departamento de Saúde da Cidade de Nova York.

Autoridades disseram que irão impor multas de até mil dólares àqueles que não tomaram a vacina tríplice viral (contra sarampo, caxumba e rubéola) e não podem fornecer outra evidência de imunidade, como já terem tido sarampo.

Essa é a primeira vez na história recente em que a cidade de Nova York ordena vacinações obrigatórias, de acordo com autoridades de saúde.

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2- Em: http://www.virgula.com.br/viagem/cia-aerea-nao-aceita-mais-que-judeus-ortodoxos-se-recusem-a-viajar-ao-lado-de-mulheres/

CIA. AÉREA NÃO ACEITA MAIS QUE JUDEUS ORTODOXOS SE RECUSEM A VIAJAR AO LADO DE MULHERES

A companhia aérea israelense EL AL deu uma boa notícia e fez uma importante mudança em sua política nesta semana. Ela anunciou que não vai mais mudar as mulheres de assento para acomodar judeus ortodoxos que se recusam a viajar ao lado de presenças femininas.

A razão foi uma denúncia de Khen Rotem, um rapper israelense conhecido como Sagol 59. Ele estava em um voo de para Nova York para Tel-Aviv que atrasou mais de uma hora até que os comissários mudassem mulheres de lugar após quatro judeus ortodoxos se negarem a sentar ao lado delas.

Em post no Facebook, o rapper disse que um dos homens se recusava a falar com as atendentes de voo e passou a viagem todo com os olhos fechados para não ter que olhar para as mulheres do voo. A reclamação repercutiu na internet e o CEO da maior empresa de tecnologia local iniciou um movimento de boicote à companhia aérea. “Não fazemos negócios com empresas que discriminam pessoas por raça, gênero ou religião. A NICE não voará mais com a EL AL até que mude suas políticas discriminatórias contra mulheres”, disse Barak Eilam.

Depois disso, a companhia aérea anunciou que, a partir de agora, “passageiro que se recusar a sentar ao lado de qualquer pessoa será imediatamente removido da aeronave”.

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– Índia: e o absurdo Machismo

Esse texto, abaixo, tem 9 anos. Mas não tem como não se impressionar…

Sobre as mulheres na Índia, compartilho:

MACHISMO INDIANO

Muito me assustou uma matéria publicada pela Revista Superinteressante deste mês de Junho/2009. Nela, há uma reportagem a respeito das Castas Indianas (tema que ficou na moda devido a novela da Globo). Mas o que impressiona são os números e hábitos das mulheres locais!

Na Índia, é um fardo para as famílias criar uma menina. Muitos abortos são cometidos, pois ter uma filha é um custo alto: a maioria das mulheres não trabalha, e ao crescer, ela é entregue a um novo e o pai dela deve dar presentes à família do noivo, o que inclui desde pedras preciosas até veículos!

Naquele país, apenas 48% das mulheres são alfabetizadas (e entenda alfabetizada na Índia o fato de apenas escrever o próprio nome.

Lá, abortar uma menina não é um pecado, mas uma “providência” (que absurdo!). Tanto que o governo proibiu que os médicos divulguem o sexo do bebê nas ultrassonografias, a fim de evitar o aborto. Muitos aceitam sacrificar sua filha, para que o primeiro filho seja homem e o pai possa “reencarnar” nele.

Devido a isso, hoje há 9 homens para cada mulher. Casar tem sido difícil, o que faz com que exista  o comércio cada vez maior de “compra de esposas”. Nas vilas pobres, troca-se mulher por búfalos. Amor no casamento? Lá não é assim… Amor se constrói aos poucos, depois de casado.

Quando a mulher fica viúva, ou o seu cunhado a toma por esposa, ou ela faz voto perpétuo de castidade. Ou seja, casamento de mulheres viúvas, não existe!

Em caso de divórcio, a mulher só tem direito as jóias que ganhou. Nada do marido deve pertencer a ela. E, como é perceptível até na novela, a esposa é proibida de citar o nome do esposo. Apenas deve chamá-lo de “Marido”. Em alguns vilarejos, ela só pode fazer as refeições depois do marido, pois é sinal de submissão a ele.

Modos e hábitos diferentes dos nossos. O que mais impressiona é que, para eles, nós somos os diferentes…

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– Guri no Botânico

Já comentamos algumas vezes do sensacional Projeto Guri. E hoje, em Jundiaí, tivemos uma maravilhosa apresentação dos garotos e garotas no Jardim Botânico.

Veja só quanta gente faz parte dessa incrível iniciativa:

Minha filha Marina faz parte da Banda Guri, e faz bonito com seu clarinete. Acho que os sorrisos das vovós dizem tudo… Abaixo:

Enfim: uma palhinha de “Asa Branca”: https://youtu.be/x4DVKJGay9s

Por mais projetos como esses para nossas crianças!

– Responsabilidade Social: o Circo Tihany no Grendacc

Só podemos aplaudir e desejar que outros artistas de todas as áreas façam o mesmo: visitar crianças enfermas (mas idosos e desenganados também)!

Que maravilha essa foto (extraída do Tribuna de Jundiaí): o circo Tihany, que está em nossa cidade, foi fazer a alegria das crianças atendidas pelo Grendacc (para quem não o conhece, é o Hospital Oncológico Infantil referência em Jundiaí, sustentado por voluntários e pessoas de boa vontade).

Possam muitos outros o imitar!

Aqui:

– Projeto Guri de Jundiaí: que maravilha!

Escrevemos dias atrás que o Projeto Guri, uma iniciativa social de desenvolver a cidadania através da música, é um projeto que merece todos os aplausos.

Relembre em: https://wp.me/p4RTuC-nkn

Nesta quarta-feira, os alunos fizeram sua apresentação de fechamento de semestre na Pinacoteca Municipal Diógenes Duarte Paes, e farão outra no Jardim Botânico de Jundiaí (às 10h30).

Algumas canções com o pessoal do clarinete:

Caminho de Luz, em: https://youtu.be/bncUT9I206k

Choral 42, em: https://youtu.be/5-V4gNC2c1Q

Pomp and Circunstanc, em: https://youtu.be/1pPWkzwiToQ

Gravit Falls, em: https://youtu.be/A5IhPV-cXHI

Estão todos de parabéns! Vale a pena investir em Cultura! Olhe aí 

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– Projeto Guri na Rede Globo!

Música e Educação para todos. Viva a Cultura!

Essa introdução é para perguntar: viram a reportagem do Projeto Guri na TV, no Programa “Como Será?“, da Globo?

Compartilho no link em: globoplay.globo.com/v/7657629/

(Entre o minuto 4’22” e 05’08”, está o dueto Marina e Melissa, duas amiguinhas na vida e na música!)

Orgulho de um pai ao ver a filha tocando e escrevendo uma canção

Será compositora?

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– Quanto custou a Virada Cultural?

Pensando cá com meus botões: promover a Cultura sempre é importante, isso é indiscutível. Mas realizar shows musicais em palcos ao ar livre, com shows noturnos e na madrugada, estando frio e chovendo (como foi a Virada Cultural em São Paulo), seria a forma mais adequada?

Será que os munícipes paulistanos (que são os responsáveis pelos impostos que se tornam verba para isso), se pudessem escolher algumas das prioridades, como Educação, Segurança, Saúde e Cultura (outros eventos culturais sem ser música da forma como foi), escolheriam o quê?

Aliás, uma única perturbação: deve ter custado “os olhos da cara” contratar Anitta, Pablo Vittar, Caetano Veloso e outros nomes que fazem shows caríssimos para tal iniciativa. Valeu a pena, ao final das contas?

Da lista oferecida, pensei: o ótimo Palavra Cantada fazendo show infantil às 21h na gelada Capital é meio contra a lógica, não? As mamães devem ter ficado chateadas…

O que mais dói quando vou a São Paulo (e isso acontece em todos os lugares) é ver gente dormindo embaixo dos viadutos. Como entristece tal cena! Talvez esses recursos fossem melhor utilizados se investidos na recuperação social dessas pessoas…

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– Senna, em homenagem na patinação do gelo!

Sensacional!

Viram esse patinador japonês mostrando sua habilidade ao som do “Tema da Vitória”, usando uma roupa que lembra o macacão de Ayrton Senna da Silva?

A homenagem ao piloto brasileiro foi incrível. Vale assistir com áudio ligado.

Aqui: https://www.youtube.com/watch?v=kiYHFp_J0HI&feature=youtu.be

– Manchester City 4×3 Tottenham e Grêmio 0x0 Internacional: sobre os VARs e a nova Regra aos Treinadores!

Quem disse que o VAR iria acabar com a discussão no futebol, hein?

Ele mudou o assunto do simples debate “foi ou não foi” para outros: foi o momento ideal do VAR intervir? / o VAR corrigiu ou errou a marcação? / a demora foi demais na decisão? E outros tantos questionamentos….

Mas, cá entre nós: o árbitro de vídeo torna muitos placares justos. Vide nas semifinais dos Estaduais Brasileiros, quanta coisa foi corrigida. Quero usar dois exemplos antagônicos:

1- Em Manchester, os Citizens venceram os Spurs. O jogo acabou com a vitória do time da casa, mas a classificação para as semifinais da Liga dos Campeões da Europa foi dos visitantes. Seria diferente, se o VAR não entrasse em ação e anulasse o gol de Aguero, que daria o acesso à outra fase da competição; só que somente o olho eletrônico observou o toque de Bernardo Silva, tornado o lance irregular por impedimento. Tivemos lamentos pela eliminação do time de Manchester, mas não reclamação contra a arbitragem. Aliás, que jogaço foi esse na Inglaterra!

2- No Sul do Brasil, ao contrário, Tricolores e Colorados protagonizaram uma versão esportiva da Guerra da Farroupilha. Teve de tudo, menos futebol jogado. Numa reclamação de pênalti marcado pelo VAR, um verdadeiro circo foi armado (eu até acho que o lance foi mal interpretado pelo árbitro de vídeo Thiago Duarte Peixoto – que esteve em jogos polêmicos apitando e trabalhando na função de VAR na FPF, e que será o VAR da final entre Corinthians x São Paulo – onde eu não marcaria o tiro penal). E nessa confusão, a expulsão de Odair Hellman, treinador do Colorado. Com a Regra Nova a ser utilizada a partir do Brasileirão, tal situação protagonizada pelo técnico encerraria a partida se Odair procedesse da mesma forma. Explico:

Com a novidade de Cartões Amarelos e Vermelhos para treinadores, valerá (no meu entendimento, pois não achei tal questão explícita na Regra do Jogo) o mesmo procedimento que acontece aos jogadores: caso uma decisão do árbitro não seja aceita, espera-se 5 minutos e encerra-se o jogo caso não seja cumprida, relatando em súmula o ocorrido. Odair Hellman discordou da sua expulsão e saiu somente com a Polícia tirando-o de campo. Em breve, se isso acontecer, ele receberá o Vermelho e o árbitro esperará o tempo determinado para a sua saída “numa boa”. Igual o que prevê a Regra ao jogador: “se eu expulsei o atleta e ele se recusa a sair, espero 5 minutos e encerro a partida”.

Portanto: aqui no Brasil o VAR sofre com o seu mau uso e sua cultura por parte dos torcedores e jogadores. Lá no Exterior, a coisa está funcionando.

Depois de tudo isso escrito, acrescento: gostei muito do texto de André Kfouri onde compara os equipamentos médicos para uma endoscopia e os instrumentos esportivos usados com tecnologia. Abaixo:

Extraído de: https://blogdojuca.uol.com.br/2019/04/o-var-e-o-lance-interpretativo/

O VAR E O LANCE INTERPRETATIVO

No consultório de um gastroenterologista, o paciente fala sobre a dor que o incomoda:

– Bom dia, doutor. É por aqui (leva a mão ao lado direito do abdome), e começou ontem. Uma dor bem forte. Estou preocupado porque pode ser algo sério, por isso marquei a consulta o quanto antes.

– Claro, claro. Mas não fique ansioso, vamos descobrir o que é. Eu vou te fazer algumas perguntas para avaliar seu estado de saúde, vou te examinar aqui no consultório e provavelmente também vou fazer um pedido de exame.

– Que exame, doutor?

– Uma endoscopia, um exame de imagem. Esse é o protocolo: o exame clínico e o exame de imagem. Assim temos maiores possibilidades de fazer um diagnóstico preciso e indicar um tratamento, se for necessário.
– Mas é necessário mesmo, doutor? Não podemos resolver logo aqui?

– Veja, o exame clínico nos dá algumas respostas. Mas a endoscopia, que é a introdução de um equipamento com uma microcâmera no seu tubo digestivo, nos permite ver tudo o que é necessário para montar um diagnóstico acertado. A combinação dos dois exames é ideal para saber que curso seguir.

– Mas doutor… eu sou um pouco tradicionalista nesse aspecto. Posso ou não posso confiar na sua capacidade de determinar o que tenho? Porque, ao longo dos tempos, as pessoas sempre tiveram esses problemas e não podiam contar com esses exames de imagem. É para isso que médicos servem, o senhor não acha?

– Médicos servem para tratar de pessoas com todos os recursos que estão disponíveis. Quando exames de imagem não existiam, não podíamos ir além do exame clínico, e problemas graves não eram detectados até que fosse tarde demais. A evolução da tecnologia colabora para a nossa atividade, com mecanismos que nos dão mais informações e nos ajudam a tomar decisões. Eu seria um péssimo médico se te mandasse para casa depois de te examinar, sem investigar essa dor de todas as formas que hoje nos auxiliam. Não posso ignorar essa possibilidade.

– Mas isso vai atrapalhar a dinâmica da minha vida. Vou ter de marcar o exame, gastar algumas horas, e esperar dias para ter o resultado… Eu prefiro que o senhor faça o seu melhor aqui no consultório, e aí sigo minha vida.

– O resultado sai no mesmo dia, e existem diversos locais onde o senhor pode realizar o exame. Se for uma úlcera, ou até um tumor, nós só poderemos saber com certeza com a imagem. Eu recomendo insistentemente que você faça o exame.

– Mas quem me garante que o exame vai salvar minha vida, doutor? Se for algo grave, e o senhor não detectar aqui, talvez não haja mais nada a fazer, certo?

– Não é isso. O propósito do exame não é salvar sua vida, mas oferecer a maior quantidade de elementos sobre a sua condição, para aumentar as possibilidades de um diagnóstico correto. É uma questão de informação.

– E os falsos positivos? Não existem? Minha sogra teve um problemão por causa disso, doutor. Fez um monte de outros exames, tomou remédios errados por dois meses, porque um médico avaliou mal uma ressonância magnética. Valeu a pena? Claro que não! Por isso digo que precisamos ter bons médicos, que saibam fazer bem seu trabalho. Os exames não vão resolver todos os problemas.

– Desculpe, o senhor está um pouco confuso. Que situação te deixaria mais confortável em relação a essa dor na barriga: apenas um exame clínico e a receita de uma medicação para dor, ou, além disso, um exame de imagem que mostra tudo o que é necessário saber para determinar o seu quadro?

– Mas o senhor garante que o exame vai solucionar o problema? Não, certo? Eu posso sair daqui, agendar o exame, perder metade do dia, e mesmo assim continuar sentindo dores e precisar ser operado…

– É exatamente por isso. Só com o exame eu poderei te dizer qual é a origem dessa dor.

– E tem outra coisa: em várias regiões do Brasil e do mundo as pessoas não têm acesso a endoscopias, e continuam vivendo do mesmo jeito. Esse é o valor da medicina; poder tratar a todos com a experiência dos profissionais de saúde, que, esses sim, estão em todos os lugares.

– Esse raciocínio não faz sentido. O que temos de fazer é trabalhar para que esses avanços cheguem a cada vez mais pessoas, ao invés de ignorá-los. Não é uma conduta inteligente deixar de utilizar recursos tecnológicos disponíveis, e confiáveis, só porque eles não estão ao alcance de todos…

– Espera aí, o senhor está dizendo que não sou inteligente? O que é isso? Acho melhor eu ir embora… médicos que se prezam não usam exames como muleta. Se o senhor fosse bom, mesmo, saberia me diagnosticar agora. Se for para fazer exames a toda hora, não precisamos mais de médicos. O exame diz o que está acontecendo e pronto. Assim é fácil.

– Não, exames não são feitos a toda hora. Mas em todos os casos em que colaboram de maneira determinante para esclarecer quadros. E exames não dizem “o que está acontecendo”. Quem diz isso é o médico, com base em todas as informações que tem. É assim que se faz um diagnóstico.

– Desculpe doutor, não me convence. Eu sou da época em que o médico dizia o que estava acontecendo e a gente confiava. Se estivesse errado, paciência. Obrigado.

– Lamento. Passar bem.

*Publicado originalmente no blog do jornalista, no “Lance!”

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– O encontro dos homens brancos com uma tribo indígena isolada!

Dá para acreditar que ainda existem tribos indígenas isoladas no Brasil?

Elas existem, e nos últimos dias uma expedição de 30 pessoas (com um preparo especial) conseguiu com sucesso um contato pacífico com eles. Vale a pena ler como foi!

Extraído do Blog de Matheus Leitão, em: https://g1.globo.com/politica/blog/matheus-leitao/post/2019/04/05/expedicao-a-indios-isolados-teve-contato-pacifico-e-emocao-no-reencontro-de-parentes-diz-funai.ghtml

A EXPEDIÇÃO QUE FOI AO ENCONTRO AOS ÍNDIOS ISOLADOS

Expedição a índios isolados teve ‘contato pacífico e emoção no reencontro de parentes’, diz Funai

A maior expedição da Fundação Nacional do Indio (Funai) dos últimos 20 anos para fazer contato com índios isolados resultou, até o momento, em um encontro pacífico e acabou marcada pelo reencontro de parentes indígenas que estavam afastados. Também houve diálogos para evitar conflitos por terras.

Como o blog informou no início de março, a Funai preparou a maior expedição das últimas décadas para entrar em contato com um grupo de índios Korubo, na Terra Indígena (TI) Vale do Javari, no extremo oeste do Amazonas, que permanecia totalmente isolado.

A expedição, que começou a ser organizada no governo anterior, tinha dois objetivos principais: reaproximar parentes que se afastaram em 2015 e, também, evitar novos conflitos entre eles e os Matis, outra etnia indígena da região, pelas terras próximas ao Rio Coari.

Havia o risco de extinção física de uma das etnias, segundo a Funai, no caso de um contato inadvertido, porque existem muitas desavenças entre os dois grupos. Daí, a necessidade da expedição que fez a fundação abrir mão da política de “zero contato” com índios isolados, que vinha sendo adotada desde 1987.

Atualmente, a Funai evita ao máximo o contato com grupos indígenas para preservar a decisão dos índios de se isolar. Depois de aproximadamente 32 dias, o chefe da expedição e coordenador-geral de índios isolados e recém contatados da Funai, Bruno Pereira, conversou com o blog sobre os resultados da missão que, segundo ele, foi um sucesso.

Bruno Pereira lembra que a equipe da expedição era composta por 30 pessoas, entre profissionais de saúde, servidores da Funai, da Secretaria de Saúde Índigena (Sesai) e índios já contatados da região. Além da equipe que trabalhou efetivamente nas matas, a expedição teve o apoio da Polícia Militar, do Exército Brasileiro e da Polícia Federal.

Inicialmente, a equipe de trabalho passou por uma quarentena de 11 dias para se livrar de gripes e evitar a contaminação dos índios com doenças. Depois do período em quarentena, a equipe permaneceu oito dias na mata em busca dos Korubo isolados.

Bruno relata que a equipe usou como intérpretes índios Korubo já contatados, parentes que tinham se perdido do grupo dos Korubo isolados em 2015. Ao chegar nas roças mapeadas pela Funai, a equipe não encontrou imediatamente os índios isolados, que tinham saído em busca de alimento. Ao procurar pelos caminhos abertos pelos indígenas, a equipe conseguiu realizar o encontro.

Segundo a Funai, na manhã do dia 19 de março a equipe encontrou com dois indígenas isolados que caçavam. “Foi um encontro bastante emocionante, pois logo descobrimos que um dos dois Korubo que vieram em nossa direção era irmão consanguíneo de um Korubo que compunha a expedição. Eles não se viam desde 2015. Foi uma situação de bastante emoção e choro entre eles, que acreditavam que seu parente estava morto” conta o coordenador de Índios Isolados.

“Num primeiro momento, eles não estavam com suas armas, suas bordunas, e a gente também não. Nossos intérpretes Korubo são familiares que foram separados, então houve bastante emoção nesse momento, foi um contato bem pacífico e ele foi sendo construído”, explica Bruno Pereira.

De acordo com ele, no dia seguinte chegaram outros 22 indígenas que estavam nas proximidades. Duas famílias, compostas por 10 indígenas, se aproximaram nos três dias seguintes. Ao todo foram contabilizados 34 Korubos. Quatorze deles com idade aproximada entre 20 e 48 anos, sendo oito homens e seis mulheres, duas delas grávidas. O grupo conta, ainda, com 21 crianças e jovens de até 16 anos, sendo nove meninos e 12 meninas. Dessas, três bebês de menos de um ano de idade.

O chefe da expedição relata que não há registros de doenças que tenham sido passadas da equipe para os índios até o momento. Bruno explica que os Korubo estavam com uma malária “suave”, mas que não foi adquirida pelo contato com a equipe. Segundo ele, os índios “podem ter adquirido [a doença] nas visitas aos Matis ou pelos próprios caçadores ilegais que andam próximo ao Rio Coari”.

Questionado sobre o diálogo para evitar confrontos entre os Korubo do Coari e os Matis, Bruno Pereira revela que os índios entenderam que não devem se aproximar da região onde estão os Matis. No entanto, segundo o chefe da expedição, o contato ainda é muito inicial e precisa ser monitorado.

“Houve um entendimento, a gente conseguiu dialogar nesse sentido com eles. Disseram que não iam mais andar para lá e é fundamental entender que os intérpretes nossos são parentes deles, então a coisa pôde fluir um pouco mais. Mas está muito inicial, o processo é estável. São as primeiras informações de campo e a gente ainda tem que monitorar”, explica Bruno.

Bruno Pereira ressalta que a expedição não terminou. A ação vai diminuindo gradualmente até que a situação seja considerada segura e o contato esteja consolidado com os índios. Segundo ele, é preciso estar “alerta” por causa do histórico de conflitos na região.

“Agora ela [a missão] vai reduzindo um pouco conforme vamos ganhando segurança e estabilidade nessa relação. Leva um tempo. Não é algo feito em 10 dias, 15 dias. A gente não vira as costas e vai embora. Voltamos a repetir um monte de informações para eles com o intuito de que a gente não tenha dissabores após o contato”, explica.

Reencontro de parentes Korubo foi celebrado entre os índios — Foto: Bernardo Silva/Funai

Reencontro de parentes Korubo foi celebrado entre os índios — Foto: Bernardo Silva/Funai

– “Como fazer negócios no Brasil” – uma Cartilha Norueguesa

Revista Veja, 12/04/2012 : dicas de executivos noruegueses para negociar no Brasil (como os noruegueses são pioneiros em exploração de petróleo do pré-sal, havia muitos profissionais chegando ao Brasil naquela época):

 “Os brasileiros se baseiam mais na confiança interpessoal do que nas instituições, têm grande apreço pela hierarquia e raramente fazem críticas diretas. Um ‘sim’ pode ser um não’.”

E aí? Concorda ou discorda dessa visão sobre nós, hoje, em 2019?

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– Armar ou desarmar?

Difícil entender ou ser simplório na resposta:

  • Na Nova Zelândia, após o atirador fazer 49 mortos e muitos feriados num covarde atentado em duas mesquitas, o Governo fala em desarmamento da população e dificuldade no acesso ao porte de armas.
  • No Brasil, após o também covarde crime dos jovens de Suzano, vitimando 10 pessoas, o Governo fala em armar a população para se defender e mira facilitar o acesso ao porte de armas.

São países com características culturais bem diferentes e que vivem realidades distintas. Mas frente ao mesmo problema – a violência cometida por pessoas alucinadas quem está com a razão?

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– Que desrespeito, carnavalescos!

Quando eu vi, não entendi. Mas depois que assisti os protestos dos próprios corintianos que professam o Cristianismo, também me impressionei negativamente: um carro alegórico com encenação onde o capeta mata Jesus Cristo.

Precisa disso para dançar o Carnaval? Falta tanta criatividade para um tema mais alegre e menos polêmico?

A única questão é: pra quê?

No meu tempo, folia era diversão, descontração e muitos sorrisos. Não isso que se viu na avenida.

EM TEMPO: alguns dizem que foi retratada a luta de Santo Antão, e não Jesus no desfile. Se foi isso, foi muiiiiiito mal interpretada, pois veja só a história desse grande santo que lutou contra o arianismo : https://professorrafaelporcari.com/2019/01/17/festa-de-santo-antao/

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– 1 hora na mesma música de Carnaval?

Claro que é só para quem gosta: mas ficar quase 1 hora (ou mais de) ouvindo a mesma Música DE CARNAVAL é cansativo, não é?

Na arquibancada do Sambódromo, 60 minutos, para quem não é do ramo como eu, devem ser longas horas…

Para os foliões: bom proveito! E sem mágoas. Mas que não consigo ficar tanto tempo acompanhando os desfiles, ô se não consigo. Faz parte da minha cultura.

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– Meia Dúzia de fatos que mostram a esculhambação do futebol brasileiro!

Perceba:

1- Arbitragens ruins, sem critérios e comandadas por pessoas que orbitam os cargos de confiança há tempos (escolhidas por cartolas suspeitos e condenados pela Justiça) são vistas nos estaduais e nas competições nacionais;

2- Dirigentes de Sindicatos de Árbitros e de Atletas que não conseguem lutar a contento e resolver os anseios da categoria. Em alguns estados, lutando tão equivocadamente que parecem defender os patrões;

3- Clubes brasileiros sendo eliminados de competições internacionais por Mazembes, Rajas, Tolimas e Talleres “da vida”…

4- Seleção Brasileira Sub 20 com jogadores milionários não se classificando em 3 mundiais nas últimas 4 edições de eliminatórias que disputou. 

5- Um verdadeiro circo na decisão da Taça Guanabara no último domingo, dispensando qualquer comentário depois de tanta coisa ridícula. 

6 – E se não bastasse isso, passou despercebido pelo público o fato do Maracanã estar desapercebido dos registros dos pés de famosos, as marcas da “calçada da fama” do icônico estádio (a brincadeira com as palavras é proposital, tamanho o descabido). Mas não é que 73 peças, incluindo as pegadas de Nilton Santos, Romário e Gerson estavam guardadas em diversos “quartinhos”, incluindo um banheiro, no Maracanãzinho? Não foram roubadas, mas foram simplesmente esquecidas! Que desrespeito à memória / cultura do nosso futebol…

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– Perguntar não ofende…

Ouço falar de ensaios nos barracões de escola de samba, “esquentas”, pré-carnavais e outras coisas.

Estamos em Janeiro! Tudo isso é paixão pelo Carnaval ou é tão necessário para os festejos que acontecerão somente em MARÇO?

Cá entre nós: Isso é para quem gosta. Eu que sou “doente do pé”… kkk , mas respeito, obviamente!

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– 15 anos que Leônidas nos deixou…

O dia 24 de janeiro é marcante para o futebol brasileiro (embora esquecido): em 2004, aos 90 anos de idade, o grande Leônidas da Silva, o “Diamante Negro”, falecia em Cotia.

Talvez o primeiro craque marcante do Brasil, ele foi o inventor do “Gol de Bicicleta”. Leônidas foi artilheiro da Copa de 38 e escolhido o melhor jogador daquele Mundial.

Uma triste situação: Leônidas, depois de se aposentar, trabalhou como comentarista esportivo, e em 1974 interrompeu a carreira para cuidar da saúde, pois diagnosticou-se com Mal de Alzheimer. Pasmem: sofreu 30 anos com a doença!

Tomara que as autoridades do futebol se lembrem de tal data hoje e o homenageiem nos jogos desta noite.