– Corremos o risco de ver gente com medo de quem já teve Covid-19?

O mundo, muitas vezes, é tóxico. Digo isso pois: e o receio que alguns relatam, informalmente, de conviver com pessoas que se contaminaram pelo Novo Coronavírus (mesmo estando curadas)?

Compartilho em: https://youtu.be/n2tGbAIA35U

 

– Os números errados das previsões de Covid-19: bom ou ruim?

Felizmente, não tivemos 2 milhões de pessoas falecidas pelo Novo Coronavírus; mas infelizmente não ocorreram “somente 3 mil a 5 mortos” como Osmar Terra disse de maneira irresponsável. Nem que a pandemia iria embora rápido (como Jair Bolsonaro falou numa live com 1200 óbitos).

Se com mais de 52.000 falecimentos tivemos essa “quarentena de alguns”, imagine só se não a tivéssemos? Certamente, expostos, mais mortos e colapso hospitalar (é uma questão lógica, não precisa ser especialista em epidemiologia para afirmar isso – mais doentes, mais necessidade de leitos e falta de atendimento).

Além disso, precisamos pensar no futuro: estamos preparando para a Segunda Onda da Doença, que é comum em qualquer pandemia?

Fico imaginando aqueles que diziam (e foram muitos): “o H1N1 matou mais que o Covid19 e não teve toda essa comoção”. Num ano, perto de 800 mortos desta enfermidade no Brasil. Em 4 meses de Novo Coronavírus… quantos mesmo (vide abaixo)?

O triste é ver pessoas apaixonadas por política dizendo que “é torcida para o vírus”. Mas que argumento canalha para politizar a questão e não ser realista! Isso sim é “torcida para o político” , não torcendo para a preservação da vida.

Que Deus continue nos ajudando, pois está difícil.

Covid-19: Brasil registra 1.374 mortes em 24h; total ultrapassa 52 mil

– Você divulgaria os testes dos jogadores de futebol?

Eu, não!

Leio muita gente pedindo para que se divulguem os resultados dos jogadores que apontaram Covid-19 dos clubes grandes. Querem NOMES!

Pra quê?

A quem interessa se Cássio no Corinthians, Anthony no São Paulo, Luxemburgo no Palmeiras ou Sanchez no Santos foram contaminados, caso tivessem sido infectados? Só a eles e a seus familiares. São exames médicos! Se eles querem revelar o que acusou, é problema deles

Nestes tempos em que até causa de preconceito e discriminação os portadores do Novo Coronavírus sofrem (imagine só que absurdo), expor algo da vida privada é errado. Estão corretos os clubes em se divulgar apenas a quantidade de contaminados, e não quem são eles.

Opinião: qual é o maior clube do estado de SP?

– A dor de cada um que perdeu uma pessoa querida durante a pandemia é irreparável!

Com tantas mortes diárias de Covid-19, parece que a importância de cada pessoa morta diminui. Como são muitos óbitos, “vulgarizou-se” o noticiário de que “hoje morreram XXX brasileiros”. É só “mais uma notícia”…

Não pode ser. Isso é muito triste. A empatia deve existir e não pode ser abandonada. Veja só que consideração importante:

Extraído de: https://renatonalini.wordpress.com/2020/06/22/ninguem-e-insubstituivel/

NINGUÉM É INSUBSTITUÍVEL

por Renato Nalini

Todos já ouvimos a afirmação “o cemitério está cheio de pessoas insubstituíveis”. Às vezes, é uma proclamação ditada com ironia e até sarcasmo. Não raro, de pessoas menores, incapazes de se comover com a partida daqueles que realmente fazem falta.

O mundo está administrando as cifras de mortos pela Covid19 como se fosse um ranking. Acompanhar os gráficos, as curvas, a escala e ritmo do aumento de óbitos parece um campeonato. Tétrico, porém instigante: até onde irá? Passaremos os Estados Unidos? Seremos o campeão mundial da desgraça?

Indague-se àquelas famílias que perderam entes queridos levados pela peste. Conformam-se com a circunstância de que outros tantos milhares também morreram e que no mundo não foi muito diferente?

O que restou para a humanidade que não soube zelar pelo ambiente, que persevera no egoísmo e na incapacidade de introjetar a dor alheia, é recuperar um sentimento muito falado, em prosa e verso, mas miseravelmente praticado. O amor.

É piegas falar em amor. Mas essa realidade que move o sol e as demais estrelas é uma experiência constante na vida humana. Quem não amou não viveu. É o amor que sustenta esse trajeto com tantas dificuldades, tantas más surpresas, tantos desencontros. Amor que existiu, sob a forma Eros, e que trouxe aquela sensação de loucura tão própria ao apaixonado. Era sábio o Código de Hamurabi ao vedar o testemunho de apaixonados. Estes perderam a razão.

Mas o amor filia, da amizade verdadeira. Aquela que nos faz sorrir ao lembrar de amigos queridos. Tantos deles já ingressos na porteira da qual não se retorna. E o amor ágape, que se pode experimentar constantemente, pois é o que nos faz amar filhos, netos e outros seres nos quais identificamos a permanência da espécie.

Miseráveis os que não conseguem se comover com as mortes que não são anônimas. Cada ser humano é irrepetível. É uma individualidade singular, heterogênea, que antes de nascer foi sonhado pelos que o conceberam. Alvo de carinho, de atenção e de cuidados, jaz hoje em covas coletivas, frustrando o ritual da despedida, estuprando o luto que é a única maneira até hoje encontrada de superar o sofrimento da separação.

_ José Renato Nalini é Reitor da UNIREGISTRAL, docente da Pós-graduação da UNINOVE e Presidente da ACADEMIA PAULISTA DE LETRAS – 2019-2020.

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– A questão é: e se todos os brasileiros pudessem fazer o teste para Covid-19? O que mudaria?

Uma utopia, sabendo como funciona o país, mas… e se todos os brasileiros fizessem o teste para Covid-19, o que aconteceria?

Certamente, teríamos muita gente PODENDO DISPENSAR AS MÁSCARAS, pois estariam imunizados e não contagiaram mais ninguém. A estas, a volta ao trabalho, aos lazeres e outras atividades estaria PLENAMENTE liberada.

Saber-se-ia quem precisaria realmente estar em resguardo, permitindo que famílias soubessem quem deveriam temporariamente evitar o contato físico, e, o mais importante, aqueles que deveriam ser encaminhadas a um posto médico.

Por fim, o mundo seria “um pouco menos anormal”, menos mortes aconteceriam e a economia estaria melhor. Resta saber: tem-se dinheiro e estrutura para testar todo mundo?

Fica à livre discussão…

Testes rápidos para coronavírus: o que fazer na farmácia - Clinicarx

– Por quê o Covid-19 tem sido tão persistente no Brasil?

Mais de 1 milhão de infectados e 50.000 mortos (no período aproximado de 3 meses) pelo Novo Coronavírus. Virou rotina (e caiu a indignação) o número acima de 1000 mortos diários.

Ao invés do ritmo desacelerar, as mortes assustam e crescem assustadoramente no Interior, depois de se “fixarem na capital”.

De quem é a culpa?

  1. Do Governo Federal subestimar a agressividade da pandemia?
  2. Da incompetência das autoridades públicas estaduais e municipais?
  3. Do desleixo da população?
  4. Do Brasil em geral, por ter sido ingênuo em acreditar que “no calor o vírus não se propagaria”, que era “apenas uma gripezinha” e de desincentivar os cuidados mais rigorosos?

Como o Brasil foi um epicentro tardio, dava para ter aprendido com o Exterior, especialmente com quem sofreu antes. 

Que Deus nos ajude, pois nossos políticos não cuidam de nós.

O Brasil Chora - YouTube

– A pandemia nos fez mais “digitais”, e ao mesmo tempo, mais humanos!

A pandemia adiantou a digitalização de muitas coisas, devido ao fato da reclusão. Quem não tinha hábito de comprar pela internet, o fez pela 1a, 2a, 3a vez… Idem às conferências e reuniões pelas plataformas eletrônicas – que estão ocorrendo desde os compromissos de trabalho ao simples “parabéns à você” à distância.

Forçadamente, alguns anos foram adiantados na evolução do “comportamento e do comércio digital. Mas outro fator deve ser observado: nunca valorizamos tanto o contato humano, o trato físico, o “estar junto”, ou, se preferir, um simples abraço de calor!

Acabe logo, Covid-19. Queremos respirar novamente a liberdade.

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Criador: Picassa. Informação extraída do IPTC Photo Metadata.

– E a indústria do Entretenimento em meio a Pandemia?

Claro que o sacrifício é, em tese, de todos durante a crise do Novo Coronavírus. Uns mais, outros menos. Mas repare: e o Teatro, o Cinema e os Espetáculos? Fazer live de algumas coisas não dá. Quem banca o salário do atendente e/ou pipoqueiro?

Mas aí saia das grandes redes e pense no autônomo: e o casal que vive de música em casamentos / shows em festejos e outros? E aquela pequeno empreendimento de chácara de aluguel para eventos? E a dona do Buffet, os garçons e demais membros envolvidos?

Perguntar não ofende: que ajuda as autoridades dão a esse pessoal profissional, do grande ao pequeno, que vive exclusivamente desse ramo?

Veja como as federações de indústrias estão enfrentando a pandemia ...

 

– O tuíte de Honda, do Botafogo, é significativo:

Acho que o astro japonês do Botafogo Keisuke Honda tem razão nas suas dúvidas, não? Recomeçar o Cariocão agora – e ironicamente ao lado de um Hospital de Campanha?

Veja, abaixo. Só com o “Inglês Básico” você já consegue entender…

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– O descontrole da Pandemia em Jundiaí

Somente ontem, 9 mortes por Covid-19 em Jundiaí e 250 novos casos. Nossa cidade, como muitas outras do Interior, relaxaram no comportamento e na prevenção e começam a pagar um preço muito caro.

É lógico que o equilíbrio entre isolamento social x economia e trabalho é uma utopia, nunca se chegará em consenso. Mas algumas coisas evitáveis, como aglomerações, festas e reuniões sem prevenção ajudariam demais para conter o contágio. Também é sabido que tanto tempo falando sobre o Novo Coronavírus e esperando a pandemia passar deixaram as pessoas cansadas e impacientes (afinal, há quanto tempo se vive esse martírio)?

A questão é: tenhamos paciência, sejamos prudentes, saiamos o mínimo possível e façamos a prevenção adequada. O momento é crítico e deve-se alarmar as pessoas desse perigo. Aqui, aproveito e toco num tema sensível: embora eu respeite quem faça isso, me desagrada postagens do tipo: “Viva, já curamos tantas pessoas” e coloca o número em grande destaquem disfarçando os óbitos e casos confirmados. Tal manipulação de palavras serve como esperança para quem está enfermo, mas acaba fazendo com que o menos esclarecido não dê importância à doença, parecendo que ela se cura com facilidade.

Não adianta dizer que é estratégia para não provocar pânico, pois o momento exige que as pessoas sejam alertadas, mostrando a realidade, e não minimizando pela forma de se expor os números.

Covid-19: Brasil registra 627 mortes em 24h; total é de 43.959

– As sequelas do Covid-19 em tetraplégicos

Por ser algo muito novo, seus efeitos são imprevisíveis: veja o caso das sequelas de Covid-19 na senadora paulista Mara Gabrilli, que se tornou paraplégica há 26 anos após um acidente e que, curada do Novo Coronavírus, sente espasmos, dores musculares fortes, perda de memória recente, mudanças no olfato e no paladar!

O que ainda descobriremos sobre essa maldita doença?

Extraído de: https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2020/06/senadora-relata-sequelas-da-covid-19-e-prolonga-afastamento.shtml

SEQUELAS DE COVID 19

Por Cristina Camargo

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– Teremos Peru neste Natal com amigos e família?

Visitando um sítio com este belo peru, veio a brincadeira – que tem um pouco de verdade: conseguiremos saborear uma ave como esse exemplar, reunidos em grande alegria, sem nos preocupar mais com o Novo Coronavírus em 25 de dezembro?

Tomara que sim…

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– Um circo chamado “Cariocão”!

Que vergonha a forçada de barra para reiniciar o Campeonato Carioca! Comparem: a Espanha, cujo epicentro do Coronavírus foi há dois meses aproximadamente, voltou a ter uma partida profissional na 5a feira. No Rio de Janeiro, que nem no pico de contágio chegou, quer voltar na marra a jogar depois de amanhã!

Se os números fossem frios, a lógica mandaria retornar daqui há 60 dias com as atividades profissionais. Mas considere: sem leitos sobrando, com hospitais de campanha envolvidos em corrupção, tendo as autoridades sanitárias feito tamanha confusão, qual o prazo ideal para se pensar na volta? No mínimo, no final de Agosto.

Analise: alguns clubes do Rio de Janeiro não tem 11 jogadores profissionais inscritos (como acontece também com a segunda e terceira divisão de SP). Como contratar e treinar atletas nesse prazo absurdo?

Aguardemos se concretizará a “volta do futebol ou não”. Impossível que pessoas sérias não tomem providências.

Campeonato Carioca 2020: informações sobre regulamento ...

– Gustavo Cabral, o pesquisador de Oxford, e a pesquisa da vacina para Covid-19

Gustavo Cabral: já ouviu falar dele?

Um baiano que levantava às 3h da manhã, trabalhava num açougue e… dormia na aula de tanto cansaço. Reprovou 3 vezes a 8a série, não desistiu e ingressou na faculdade. Formado, depois de muito esforço, se tornou um renomado pesquisador. É ele um dos integrantes do grupo de trabalho que estuda uma vacina contra o Covid-19 em Oxford.

Ele deu uma entrevista muito interessante falando sobre o Novo Coronavírus, vacina, ensino e pesquisa; também elogiou no Brasil a FAPESP e tratou de outras coisas, como:

“Se há troca de informações para desenvolver vacina entre laboratórios? Esquece. Somente pesquisadores de universidades públicas fazem isso”.

“Malária não tem vacina. Lembram da promessa de uma vacina para o Zika Vírus. Cadê?”

‘Tomar hidroxicloroquina é um perigo! Se você tem um coração que funciona bem, toma isso para ver o que acontece. Ela tem muitos efeitos colaterais.”

“Pedi um reagente em Oxford às 11h e tive ele às 15h. No Brasil, quando fiz a mesma coisa, pedi no meio do mês de Abril e chegou em Maio!”

“Reinfecção do Novo Coronavírus? Se existe? Lembre que o vírus da gripe muda. Os vírus são mutáveis. E se fizer a vacina e o vírus mudar, tem que mudar a vacina.”

Em tom bem descontraído, vale assistir o inteligente, esforçado e espirituoso pesquisador. Um exemplo de persistência na vida!

Está em: https://www.youtube.com/watch?v=a7IK1pgYftc