Coronavírus
– 500 mil mortos por COVID e a falta de empatia do ministro.
Não sou daqueles que credita o meio milhão de mortos por Covid como fruto exclusivo do Governo Bolsonaro, pois o problema é muito mais complexo. PORÉM, é inegável que o desincentivo ao uso de máscaras, o descrédito às vacinas e o pouco caso à gravidade da doença colaboraram bastante.
Neste momento de consternação, eis que aparece o Ministro Fábio Farias e, ao invés de mostrar solidariedade com os parentes das vítimas, resolve tentar inverter a situação. Veja o evitável tuíte dele abaixo.
Ora, viver é a ordem natural das coisas. Morrer por uma doença que a prevenção não foi feita a contento, é que se deve repercutir.
Ambos, oposição e situação, politizaram a coisa. Mas tal postagem insensível deveria ser apagada:
– A falta de informação versus a desinformação da Covid 19.
Quanto ao combate do Novo Coronavírus, no começo da pandemia, o problema era a falta de informação sobre a doença e seus cuidados. Isso atrapalhou demais a luta com medicamentos realmente eficazes e procedimentos corretos / necessários.
Hoje, sabe-se muito mais do que no início dela. Alguns comportamentos foram alterados, lugares / coisas onde “se transmite ou não” foram estudados (tempo de vida dele fora do corpo humano em alguns objetos e formas de contágio), além do surgimento de vacinas e protocolos melhores de prevenção e tratamento.
O grande problema passou a ser: a desinformação, como a insistência em atos e pronunciamentos que confundem as pessoas! Falas de gente e entidades não confiáveis, propagação de fake news e outras bobagens.
Lembre-se: prefira dados de procedência honesta, descompromissada com política e/ou autêntica.
– A pandemia nos fez mais “digitais”, e ao mesmo tempo, mais humanos!
A pandemia adiantou a digitalização de muitas coisas, devido ao fato da reclusão. Quem não tinha hábito de comprar pela internet, o fez pela 1a, 2a, 3a vez… Idem às conferências e reuniões pelas plataformas eletrônicas – que estão ocorrendo desde os compromissos de trabalho ao simples “parabéns à você” à distância.
Forçadamente, alguns anos foram adiantados na evolução do “comportamento e do comércio digital“. Mas outro fator deve ser observado: nunca valorizamos tanto o contato humano, o trato físico, o “estar junto”, ou, se preferir, um simples abraço de calor!
Acabe logo, Covid-19. Queremos respirar novamente a liberdade.

Criador: Picassa. Informação extraída do IPTC Photo Metadata.
– Não diga bobagem, presidente Bolsonaro. Faça a sua parte e não atrapalhe a prevenção.
Leio com muito pesar, segundo a CNN, que:
“O presidente Jair Bolsonaro afirmou ter discutido com o Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, o fim da obrigatoriedade do uso de máscaras para quem já foi vacinado contra a Covid-19 e também para quem já a contraiu o vírus.“
– O ineditismo de uma pandemia em meio a globalização!
Tudo o que está escrito nesta postagem redigida há 1 ano, vale para hoje. Abaixo:
Nas festas de final de ano 2019, quem imaginou que 2020 seria um ano tão travado? Aliás, o “ano novo” não começou mesmo, e, pelo jeito, não começará de verdade do jeito que gostaríamos já que estamos em meados de junho.
Quantas pessoas você conhece que passaram por uma pandemia e se recordam como ela foi? As mais idosas vivas (centenárias) eram crianças quando ocorreu a última, a da Gripe Espanhola, que durou de 1918 a 1920 (portanto, há 100 anos).
Repare nesses números: crê-se que a Influenza tenha atingido meio bilhão de pessoas, com 50 milhões de mortos. Mas considere:
– O mundo estava saindo da Primeira Guerra Mundial, então as Economias pegaram o efeito da pandemia já cambaleadas;
– A Globalização era algo muito ínfimo. De tal forma, a doença “não viajava” como ela faz hoje, se concentrando nos centros mais populosos próximos de onde ela ganhava corpo.
– A desinformação era diferente da falta de informação. Explico: hoje, morre-se menos porquê temos mais informação de boa qualidade e as pessoas sabem corretamente como se precaver (caso pesquisem). Naquele tempo, não tínhamos “informação via satélite” e nem sonhávamos com a Internet e por esse motivo, a falta de cuidado e de alertas era maior. Boatos, como os de hoje, existiam também (na versão de Fake News daquele período de época). Porém, pela falta de recursos tecnológicos, era mais difícil desmentir. Hoje, temos informação de boa qualidade duelando contra as mentiras. Naquela época, a pouca informação lutava contra a desinformação (a informação errada, mas não proposital) e a boataria (nossas Fakes News de hoje).
– A Medicina, evidentemente, é muito mais avançada hoje do que há 100 anos – não só pelas drogas descobertas mas também pelo intercâmbio de médicos e troca de pesquisas em tempo real.
Diante de tudo isso, vemos uma questão político e social que nos traz medo e incertezas, com empresas quebrando e simultaneamente ocorrendo revoltas de lados ambíguos da população (contra ou não o isolamento).
O problema do capital de giro e prejuízos do Mercado nunca vai se equilibrar com o dano das mortes. Não existe “preço pela vida”, mas deveria se existir o bom senso de otimizar e se programar para a pausa das atividades. Diante desse impasse (ou melhor, dessa imprudência das autoridades), ninguém conseguiu resolver a contento.
Todos os setores hoje são atingidos. Talvez depois da Segunda Guerra Mundial, tenha sido a primeira catástrofe global que vivemos. Se ela não for, certamente é na questão de acompanhamento e debates on-line.
Por curiosidade: a APEA, que era a “Federação Paulista de Futebol de então”, anunciou a suspensão do Campeonato Paulista de 1918 devido à epidemia de Gripe Espanhola citada anteriormente (e que matou 35 mil brasileiros). Os jogos foram retomados no fim do ano, e o campeonato foi concluído no início de 1919, com o Paulistano-SP campeão. E importante: o presidente Rodrigues Alves foi uma das vítimas.
Se o Brasil parou por quase 1 ano há 102 anos, tendo 35 mil mortos totalizados e com as condições precárias de saneamento básico e saúde da 2ª década do século XX, compare com o número de vítimas atuais em nosso país.
É lógico que temos culpados por tudo isso: o descuidado em impedir a entrada do vírus no país (quando houve as notícias dos primeiros casos da Itália, a Argentina fechou imediatamente a entrada de italianos e voos procedentes de lá). Nosso Presidente da República pouco ajudou nos exemplos de prevenção e debochou por diversas vezes da pandemia (sem contar que não evitou aglomerações); em contrapartida, os Governadores não se esforçaram em tomar cuidado com a compra de respiradores ou na montagem de Hospitais de Campanha a preços honestos, permitindo (consciente ou não) a corrupção. Por último, ninguém preparou as empresas para dias de fechamento: fizeram as pessoas ficarem em casa antes do pico e as liberaram durante esse período mais crítico (deveria ser exatamente o contrário). Fizemos tudo errado (mesmo tendo outras nações que começaram antes com o Novo Coronavírus e que poderiam ter servido de modelo para nós).
Contra o Covid, precisamos sem dúvida de Ciência, de boa Gestão da Saúde Pública, de Cidadania, de Solidariedade e Fé para não enlouquecermos.
Repare nos conselhos contra a Pandemia da Gripe Espanhola há 100 anos:

Por último, acrescente algumas notícias dos jornais da época:


– E a cepa indiana está chegando ao Brasil…
Eu tenho medo dessa cepa indiana do Novo Coronavírus. Ela chegou ao Maranhão e inevitavelmente se espalhará pelo Brasil.
Por mais que se previna e se peça cuidados (com a atenção das autoridades e cumprimento ou não das pessoas), o que precisamos indubitavelmente neste momento é de VACINAS!
Tenhamos paciência, nos protejamos e vacinemos assim que possível.
– Ser testemunho de esperança nesses tempos difíceis de fé “testada”.
Nossa fé está sendo “testada”? Nada disso. Deus não nos dá um fardo maior do que possamos carregar!
Vejo pessoas desesperançosas por conta da Covid-19. Gente que até perdeu a fé!
Calma. Deus não nos abandona, é Ele quem está nos sustentando. E para nos alertar da necessidade de levarmos às pessoas desiludidas que não podemos desistir da nossa crença nem da nossa esperança, compartilho o importante lembrete abaixo (Extraído da publicação do Professor Felipe Aquino em seu Twitter):
“Em defesa da fé, através de todo o mundo, homens e mulheres, meninos de tenra idade e moças na flor da juventude combateram até ao derramamento do sangue. Esta fé expulsou os demônios, afastou as doenças, ressuscitou os mortos.”
(São Leão Magno, papa e doutor da Igreja.)
Não é perfeito tal alerta? O problema é que nosso tempo e nossa ansiedade nos atrapalham. Devemos ser resilientes nesse difícil instante que o planeta vive.

Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.
– A charge triste, embora real.
Duas pessoas influentes (ícones para alguns), que movem paixões de muita gente: Bolsonaro e Lula. Não as classifico como lideranças positivas, mas respeito seus eleitores.

Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida. Quem souber, informar para crédito.
– Aprenderemos a conviver com esse vírus (mesmo na marra)?
A declaração há pouco do Diretor de Emergências da Organização Mundial da Saúde, Michael Ryan, foi direta (reproduzida pela BandNews):
“Pode ser que isso [o fim do coronavírus] nunca aconteça. Pode ser que nunca desapareça, que se torne endêmico, como outros vírus. O HIV nunca desapareceu. É muito difícil fazer uma previsão de quando a situação vai mudar; a grande esperança para eliminar a covid-19 está no desenvolvimento de uma vacina altamente eficaz. A OMS alerta que ainda há um longuíssimo caminho até o fim da pandemia”.
Viveremos no cuidado, na atenção e na prevenção. Assim, tenhamos todas as precauções para que a condição de “Pandemia” deixe de existir e o mal se minimize.
– Enfim, Vacina!
Que alegria! Minha querida esposa Andréia e sua equipe da Universidade São Francisco enfim puderam tomar a vacina contra a Covid-19.
Por serem pesquisadores e estarem justamente trabalhando na validação de diagnósticos desse perigoso vírus (eles têm contato com os enfermos e o próprio coronavírus em amostras) precisavam, para o bem da Ciência, serem vacinados.
Que em breve todos nós possamos também receber essa benção!
– Previna-se!
Há 1 ano, fomos submetidos a essa rotina. E ela continua exatamente a mesma…
Evite sair, se puder.
Se não puder, previna-se!
👏🏻 #Conscientização
– 615 mortos por Covid-19 há 1 ano. Hoje, 5 X mais e nos acostumamos!
Que tristeza. Há 1 ano, chorávamos o absurdo número de mortos pela Covid (que passou de 600). Hoje, 5 vezes maior, “acostumou-se” com a tragédia… Relembrando:
615 MORTOS POR COVID-19. NÃO PODEMOS NOS ACOSTUMAR A ISSO.
Boa lembrança de William Bonner, há pouco, no Jornal Nacional: 205 pessoas morreram na tragédia da Brumadinho, na barragem que se rompeu. Mortes evitáveis. As pessoas se indignaram.
Hoje, em nosso país, 615 pessoas morreram de Covid-19. Mais de 8.500 mortos (por enquanto). E… parece que estamos nos acostumando.
Lamento que muitos estejam usando isso como briga política, deixando até mesmo a população confusa. E fique claro: não são pessoas que morreram de doenças inevitáveis, mas de uma enfermidade que requer atenção, pois pode ser fatal. Lamento ainda mais não ver um só esforço do Presidente da República Jair Bolsonaro em pedir para as pessoas tomarem precauções.
Neste momento, a doença que chegou através dos ricos que vieram de passeios internacionais ou a trabalho por quem tem que viajar, passou para as periferias das capitais e está chegando nas cidades pequenas do Interior. A tendência é o número de vítimas aumentar.
Não creia que são números falsos, forçados. Veja nos cemitérios: não há pessoas que deixaram de morrer de uma doença X ou Y e foram atestadas como Covid-19, são mortes a mais – explicando, de tal forma, o colapso nos velórios e enterros.
Rezemos! Mas façamos a nossa parte, pois o Estado (e digo nas 3 esferas) parece estar perdido.
– Covid-19 no Brasil, exatamente hea 1 ano. O que se pensava?
Há 1 ano, morriam 474 pessoas de Covid por dia e o Brasil enlouquecia. E hoje, com mais de 3000 na média móvel?
Olhe só o panorama da época:
Já são 5017 mortos por Covid-19 no Brasil (474 hoje). Estamos no pico ou ainda não?
Morreram, somente hoje, 474 pessoas vítimas do Novo Coronavírus. A coisa está ruim. O pico chegou?
Aliás, me admiro ao ver tanta gente inteligente “fazendo de conta” que não entende a subjetividade da data. Se as pessoas não se previnem, a chegada do pico e os números mudam. Se conseguem se resguardar e evitar contato, adia o pico e o número de vítimas diminui devido a concentração de pessoas em casa. Mas ficam na bobagem de ironizar que ninguém acerta o pico. Claro que não! É previsão, não é número exato pois depende do comportamento e engajamento das pessoas.
Pior do que isso: negar a gravidade da doença. Cerca de 759 pessoas morreram de dengue no Brasil no último ano (números oficias). Somente hoje, quase 500 em nosso país de Covid-19. E há quem sugira de que “não se deve divulgar tais dados”… deve sim, uma população consciente é necessária. Ou desejamos ser alienados e desprecavidos?
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2021/Q/x/B8DlKjT12NHuoC9jAmYQ/virus-molecula-covid-19-coronavirus-cred-peter-linforth-pixabay.jpg)
Charge extraída da Internet, autoria desconhecida. Quem conhecer, favor informar para crédito na postagem.
– Enterros Fakes sendo publicados na Web. A troco de quê?
A triste lembrança há 1 ano… Repost:
O que leva pessoas a postarem matéria de 2017 sobre “golpe de plano de saúde” como “enterro Fake de Covid-19”?
E a disseminar mentiras como as de Manaus (que está vivendo um drama assustador) para dizer que são enterrados caixões vazios e/ou com pedras e pedaços de madeiras?
Onde chega a insensibilidade humana em postar uma mentira desse tamanho?
Eu sinceramente não entendo. Pra quê?
– Ciência, Fé e Coronavírus
Fé e Razão são “duas asas que nos elevam para o Céu”, disse um dia São João Paulo II. E neste momento tanto delicado da pandemia que o planeta vive, Religião e Ciência estão de mãos dadas dialogando pela humanidade.
Um excelente texto sobre isso, compartilhado em: https://pt.aleteia.org/2020/04/26/onde-ciencia-e-religiao-dialogam-para-enfrentar-o-coronavirus/
ONDE CIÊNCIA E RELIGIÃO DIALOGAM PARA ENFRENTAR O CORONAVÍRUS
O magistério da Igreja sempre defendeu a responsabilidade social, a solidariedade com os mais frágeis e a cooperação internacional
Por Francisco Borba Ribeiro Neto
Num momento de tantas polêmicas sobre quarentenas e drogas alternativas, de busca de solidariedade e esperança, precisamos ter claro como, na perspectiva católica, pode haver um diálogo entre ciência e religião – e como ele nos ilumina na luta contra a Covid-19. A Santa Sé conta com órgãos voltados especificamente para o diálogo com a ciência e a técnica no mundo atual. Em fins de março, três deles lançaram documentos voltados especificicamente à crise atual. As Pontifícias Academias de Ciências e de Ciências Sociais publicaram, em coautoria, Responding to the Pandemic, Lessons for Future Actions and Changing Priorities (em português: “Respondendo à pandemia, lições para ações futuras e mudança de prioridades”) e a Pontifícia Academia para a Vida, Pandemia y Fraternidad Universal (título da versão em espanhol).
As três academias caminham no mesmo sentido, exortando o trabalho dos cientistas e o apoio dos governos à pesquisa (ainda que reconhecendo os limites inerentes ao conhecimento científico); chamando os entes públicos à responsabilidade diante da vida das pessoas, particularmente dos mais pobres e vulneráveis; valorizando a solidariedade entre todos na sociedade e a cooperação internacional. Pode parecer que esses tópicos, assim resumidos, apenas façam coro às posições externalizadas pela maior parte da mídia e da opinião pública. Mas, na verdade, sua implicação é muito maior.
O realismo diante da ciência
O cristianismo sempre procurou se afastar das superstições e ilusões. Por isso, na Antiguidade e na Idade Média, realizou um intenso diálogo com a filosofia, confiante em que a verdade é sempre única, ainda que se manifeste de muitas formas, e todos os que a buscam sinceramente podem se entender. A doutrina católica condena, por isso, tanto a ideologia negacionista, que não quer reconhecer o conhecimento científico quando esse contraria sua visão de mundo, quanto a ideologia cientificista, que espera usar a ciência para validar o comportamento humano e a moral.
Trata-se de uma postura realista em relação à ciência. A investigação baseada no método científico mostrou que não podemos confiar de modo inquestionável em nossa percepção da realidade, pois ela muitas vezes é falha. O exemplo clássico e o de uma vara mergulhada em águas claras: ela parece “se quebrar” na superfície e sofrer um pequeno desvio na parte submersa, por causa de uma ilusão de ótica explicada pela física. A ciência elucida o fenômeno e mostra o erro de nossos sentidos. No mundo atual, não podemos simplesmente negar os dados da ciência porque eles nos desagradam. Mas os cientistas também erram. Um importante filósofo da ciência, Karl Popper, afirma que a ciência nunca pode afirmar com certeza quando uma afirmação é certa, apenas quando é errada. O fato de todas as evidências corroborarem uma hipótese, não significa que amanhã não surgirá uma nova evidência que mostre seu erro. Basta essa única evidência contrária para sabermos que a teoria está errada e deve ser descartada ou revista. O bom cientista está sempre disposto a reconhecer erros em suas teorias e render-se a novas evidências.
Para que um trabalho científico ser aceito, deve passar por uma “revisão por pares”, isso é, outros cientistas que conhecem profundamente o assunto devem fazer uma revisão do estudo, para verificar se a metodologia foi bem aplicada, se os dados não foram falseados e se as conclusões fazem sentido. É esse sistema que faz o conhecimento científico atual tão consistente e confiável, em contraposição às teses negacionistas que se baseiam em percepções subjetivas e individuais da realidade.
A contribuição da sabedoria
Quem acredita de forma cega nas teorias científicas é tão ideológico quanto aquele que nega a ciência. Mas, provavelmente, o maior perigo do cientificismo não é acreditar que a ciência é infalível, mas sim querer usá-la para validar a moral. A ciência nos fala de relações entra causa e efeito, mas não nos informa sobre o sentido das coisas. Nos explica como o coronavírus se dissemina e afeta nosso organismo, permite traçar modelos matemáticos do desenvolvimento da pandemia e fazer previsões sobre seu choque na economia. Mas não nos diz nada sobre o sentido da vida dos que morreram, não nos permite entender por que a esperança não morre em nosso coração ou vislumbrar a beleza que se aninha nos braços da verdade. Uma resposta para essas questões depende da sabedoria, que não vem da ciência, mas da experiência de vida, da filosofia e da religião.
O magistério da Igreja sempre defendeu a responsabilidade social, a solidariedade com os mais frágeis e a cooperação internacional. Para os cristãos, essas não são “descobertas” desse tempo de pandemia, basta lembrar a defesa que o Papa tem feito dos migrantes e refugiados e as encíclicas sociais de seus antecessores. Quando a Igreja defende esses princípios, não está “se rendendo” à mentalidade dominante, mas sim conclamando a todos para aderirem aos princípios que sua sabedoria milenar sempre anunciou.
O diálogo entre a ciência e o cristianismo não pode negar o conhecimento científico em nome de posicionamentos subjetivos e particulares, mas deve iluminar a ciência com a sabedoria que nasce do encontro com Cristo.

– A troca de frascos das vacinas! Pode?
Não é muito estranho, em meio a tantos cuidados com a vacinação, “trocar os frascos de vacina”?
E em dois lugares distintos ocorrer o mesmo erro?
Em Diadema e em Itapira, ambas no Interior de São Paulo, crianças foram vacinadas contra a Covid-19 ao invés de serem imunizadas contra a Gripe Influenza, por conta de troca de frascos.
Muita desatenção ou proposital inversão? Afinal, trocar remédios desta forma é incomum – ainda mais sendo em dois lugares!
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2021/5/B/2ikBjqQ3AhaS64jauyhA/vacinas-diferentes.png)
– Usar máscara é algo tão traumático? Não, né…
A prevenção e a boa vontade em ajudar contra o contágio da Pandemia não custa caro.
Eu acho desconfortável o uso de máscara de proteção. Mas e daí? É necessário e não é sacrificante.
A boa dica abaixo, na figura. Mas o lembrete: USE MÁSCARA!
Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida. Quem puder colaborar e informar para o crédito, agradeço.
– A diferença no trato à pandemia em Bauru e em Araraquara.
Compare os números de Araraquara e Bauru, que tomaram iniciativas bem opostas quanto ao combate da pandemia. Tire suas conclusões:
ARARAQUARA X BAURU: DOIS RETRATOS DO BRASIL COM E SEM LOCKDOWNc
Ao mesmo tempo em que o Brasil enfrenta o momento mais mortal da pandemia sem um plano nacional para conter o avanço do coronavírus, governos locais vêm tomando suas próprias ações para lidar com a covid-19 e suas variantes.
Mas isso nem sempre acontece de forma coordenada.
Enquanto o governo estadual de São Paulo impôs uma série de restrições (veja mais abaixo), dois municípios chamam atenção por posturas opostas contra a pandemia. Bauru e Araraquara estão separadas por cerca de 100 km.
De um lado, o prefeito de Araraquara, Edinho Silva (PT), decretou um rigoroso lockdown em fevereiro, depois de um aumento brusco em números de casos e ocupação de leitos de UTI. O município suspendeu todos os serviços que não têm relação direta com a área da saúde, incluindo transporte público e supermercados — que só podiam funcionar pelo sistema de delivery.
Já em Bauru, a prefeita Suéllen Rosim (Patriota) impôs restrições mais leves. Ela defende a abertura de lojas e tem declarado que lockdown não funciona. No Instagram, Rosim publicou vídeo de uma carreata que, em suas palavras, pedia a “abertura responsável do comércio local”. Em outra publicação em que aparece cantando em uma igreja, em fevereiro, a prefeita disse que “tudo deveria ser considerado essencial em quase um ano de pandemia”.
Em entrevistas, Rosim também criticou restrições impostas pelo governo estadual para tentar reduzir os casos de covid-19 e disse que o lockdown “não funcionaria em Bauru”.
“Araraquara é prova disso”, afirmou ao portal UOL.
Depois do lockdown, no entanto, Araraquara viu queda em casos diários e mortes. Já em Bauru, nas últimas semanas, tanto a média diária de mortes quanto a de casos subiram.
Veja, a seguir, como foi a evolução desses números e como eles podem ser interpretados, segundo especialistas ouvidos pela BBC News Brasil.
Antes, o que é lockdown?
Literalmente, a expressão em inglês significa algo como “fechamento total”.
Não existe definição única para “lockdown”, mas o termo se refere a medidas duras tomadas por governos para restringir radicalmente a circulação de pessoas. Isso inclui o fechamento por longos períodos de escritórios, serviços considerados não-essenciais (fora saúde e segurança, por exemplo) e locais públicos.
Em alguns países, decretos de lockdown incluíram multas e outras penas para quem insistir em sair de casa e desobedecer regras de isolamento.
O objetivo da medida é garantir o distanciamento social – uma defendida por cientistas, governos e pela Organização Mundial da Saúde para reduzir contaminações e mortes pelo coronavírus.
O efeito do lockdown
Araraquara registra média de 11,9 mortes por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias. A taxa de Bauru, no mesmo período, é bem mais alta: 26,4 mortes por 100 mil habitantes, segundo dados de 7 de abril divulgados pelo governo estadual.
É importante notar que esta comparação revela a proporção de mortes nas duas cidades, e não seus números absolutos. Este paralelo permite um retrato mais fiel da realidade nos dois lugares, especialmente porque suas populações são bem distintas: Bauru tem 379 mil habitantes e Araraquara, 238 mil.
Para analisar a evolução dos casos, óbitos e internações em cada um dos municípios neste ano, também vale prestar atenção nos “caminhos” revelados pelos gráficos — eles sobem, caem ou seguem estáveis?
Os dados de casos diários de covid-19 mostram que Araraquara, que apostou em lockdown, teve queda de mais de 50% na média de novos casos diários, passando de quase 140 mortes no fim de fevereiro para pouco mais de 60 em meados de março.
No mesmo período, o número de casos em Bauru subiu, como mostra o gráfico abaixo.
Em março, a quantidade de mortes — que geralmente demora mais a refletir medidas restritivas, devido ao tempo natural que a doença leva para se desenvolver nas pessoas — subiu em Bauru e caiu em Araraquara.
Outro dado essencial para entender a situação da doença e a capacidade de atendimento das cidades é o número de internações.
As informações sobre fevereiro e março mostram alta na média diária de internações em Bauru, que se aproximou de 130 na segunda quinzena de março.
Em Araraquara, a média móvel de internações cresceu no início de fevereiro e, depois, se manteve relativamente estável. A prefeitura diz que os dados gerais de internação não refletem totalmente quedas em casos e óbitos no período porque, depois da desaceleração no ritmo de infecções locais, Araraquara passou a atender maior pacientes de fora do município.
Em entrevista à BBC News Brasil, o prefeito Edinho Silva disse que pacientes de Araraquara ocupam atualmente 36% dos leitos de UTI e 29% dos leitos de enfermaria. Já moradores de outras cidades ocupam, segundo ele, 53% dos leitos de enfermaria e 61% dos leitos de UTI.
Em fevereiro, no pico da contaminação, Silva diz que a maioria dos pacientes internados moravam na cidade.
“Inclusive, (na época) mandamos pacientes para outras regiões do Estado porque todos os nossos leitos estavam ocupados”, diz. “Agora completamos 30 dias sem nenhum paciente aguardando internação nas unidades do município. Para nós, é a principal demonstração de que estamos no caminho certo.”
Silva diz que “o lockdown é a última saída, quando você tem uma curva de contaminação altíssima como essa que enfrentamos no fim de janeiro e começo de fevereiro”. Ele considera o resultado das medidas restritivas “inegável”, apontando a redução de casos e mortes no município.
A BBC News Brasil procurou a prefeita de Bauru para entrevistas, mas sua assessoria de imprensa informou que ela não teria disponibilidade.
Por e-mail, a prefeitura disse que o aumento de casos no município “se deve à presença das novas variantes, o que acontece no país todo”.
A assessoria disse ainda que a prefeita “mantém o mesmo posicionamento sobre o lockdown, diante da realidade econômica e social do país”. A reportagem havia questionado se, diante do atual cenário, a prefeita mantinha a visão de que “lockdown não funciona”.
A nota aponta que a prefeitura considera que “o momento é crítico, como ocorre em praticamente todos os municípios”.
“A perspectiva é que, com o avanço na vacinação e com as medidas de enfrentamento, os casos e óbitos diminuam nas semanas seguintes.”
A prefeitura de Bauru disse ainda que, além das determinações estaduais, “a prefeitura de Bauru limitou a 30% a capacidade de ocupação dos supermercados, com a entrada de apenas uma pessoa de cada família” e proibiu venda de bebidas alcoólicas das 18h às 6h, em todos os dias da semana, além de ter ampliado a fiscalização.
Tanto Bauru quanto Araraquara informaram que seguem o calendário de vacinação do governo estadual e que nesta etapa (em 5 de abril) vacinam pessoas a partir de 68 anos e começam a imunização de profissionais da segurança pública.
Especialistas têm apontado que o Brasil não pode apostar exclusivamente na vacinação, sem outras medidas de controle. O ritmo de imunizações no país é menor que o esperado e, mesmo países com vacinação mais acelerada, como Israel e Reino Unido, fizeram lockdown enquanto imunizavam boa parte de suas populações.
‘Ainda não estamos vivendo o estrago total’
O epidemiologista Davi Rumel, que foi vice-diretor da Anvisa e professor de saúde pública da USP, diz à BBC News Brasil que o lockdown promovido por Araraquara “foi pra valer”, e não um “faz de conta” — termo que ele usa para descrever a situação em cidades que usaram o termo lockdown, mas não pararam ou reduziram as atividades e circulação de fato.
Rumel avalia que os números mostram sucesso, mas alerta que a medida, aplicada apenas uma vez, não é garantia de controle da situação.
“Como a velocidade da taxa de imunização da população não acompanhou esse lockdown, você vai voltar a ter a mesma situação já já”, alerta.
“Araraquara fez muito bem em sair na frente, mas uma vez só não é suficiente. E Bauru corre o risco de querer adiar o lockdown e chegar em uma circunstância em que nem vai adiantar mais porque já é tarde. E aí vai enxugar gelo em situação de alta transmissibilidade”, diz.
“Essa é a diferença entre Bauru e Araraquara. Bauru está indo para o desastre e Araraquara sinalizou a saída, mas só sinalizou”.
A epidemiologista Adélia Marçal dos Santos, especialista na dinâmica de transmissão de doenças infecciosas e professora de Medicina da Universidade Municipal de São Caetano do Sul, diz que “ainda não estamos vivendo o estrago total que vai acontecer com a P1”, em referência à variante descoberta em Manaus.
Ela destaca que é importante comparar a realidade de diferentes cidades não necessariamente no mesmo intervalo de tempo, mas nos mesmos “momentos epidemiológicos”.
Nesta fase da pandemia, isso significaria, segundo ela, avaliar o momento de chegada de variantes a esses locais.
“O tempo que a P1 leva para dobrar sua capacidade de espalhamento é menor que o tempo que as variantes anteriores demoravam. Então ela antecipa e a curva fica mais acentuada, considerando as mesmas circunstâncias”, diz.
O monitoramento das variantes no Brasil, no entanto, fica aquém do que desejariam os pesquisadores. “Seria importantíssimo ter esse monitoramento de variante para ajustar medida da resposta”, ela aponta.
Em Araraquara, a variante P1 foi identificada inicialmente em 12 de 22 amostras coletadas entre 29/01 e 09/02. Mais tarde, ela apareceu em 64 de 139 amostras coletadas entre 15 e 23 de fevereiro, segundo a prefeitura.
Já em Bauru, a prefeitura confirmou no início de março a identificação de três casos da variante P1, junto a 23 casos de outras variantes. Até agora, segundo a prefeitura, só essas amostras foram analisadas, “uma vez que não ocorreram mudanças epidemiológicas significativas”.
Os dois médicos apontam que, além de fazer ciclos de lockdown, é necessário promover um trabalho de conscientização da população e adaptar estabelecimentos comerciais e transporte público à nova realidade, com ampliação das condições de ventilação.
Santos diz que “uma coisa que dificultou muito a contenção da doença no mundo inteiro foi a dificuldade de admitir a transmissão aérea do vírus”.
Ela aponta que, até hoje, governos e empresas tentam conter uma transmissão que acontece pelo ar – e portanto se espalha com facilidade – com barreiras limitadas de transmissão por contato.
“A gente fica apostando o tempo inteiro que ela (a pandemia) vai acabar, mas não vai acabar”, completou Rumel.
Em boletim divulgado em 6 de abril, a Fiocruz aponta que “as medidas de bloqueio (lockdown) constituem um remédio amargo, mas que são absolutamente necessárias em momentos de crise e colapso do sistema de saúde como a que o país vive agora, evitando mais mortes”.
No mesmo texto, a fundação aponta que medidas de bloqueio precisam durar pelo menos 14 dias e, em algumas situações, podem demandar mais tempo, dependendo de quão ampla e rigorosa for a aplicação.
“Estudos internacionais mostram que pode haver uma redução da ordem de 40%, se (as medidas) forem combinadas e aplicadas rigorosamente. Neste contexto, é fundamental que todos os que não realizam atividades diretamente relacionadas aos serviços essenciais fiquem em casa e que o Estado, por meio de medidas emergenciais de auxílio e assistência social, garanta isso.”
A Fiocruz também aponta que o momento de crise exige medidas combinadas e complexas, o que torna fundamental “coerência e convergência dos diferentes poderes do Estado brasileiro (Executivo, Legislativo e Judiciário), bem como dos diferentes níveis de governo (municipais, estaduais e federal) em favor das medidas de bloqueio”.
Falta de coordenação
A falta de um plano nacional de medidas restritivas para combater a covid-19 é visto como um fator que dificulta o cumprimento de regras estaduais e municipais pela população. O presidente Jair Bolsonaro tem criticado repetidamente medidas de lockdown, normalmente sob o argumento de que muitos brasileiros precisam sair para trabalhar e sustentar suas famílias.
O governo federal, no entanto, passou os três primeiros meses de 2021 sem pagar o auxílio emergencial. A retomada acontece em abril.
A cientista política e professora na Universidade de Oxford Andreza Aruska de Souza Santos pesquisa sobre medidas tomadas por prefeituras no Brasil contra a covid em 2020.
À BBC News Brasil, ela diz que “os governos locais ficaram com uma grande responsabilidade” e aponta que eles são os agentes com maior contato direto com a população local.
Ou seja, “estão mais próximos para receber a pressão social”, explica Santos.
Sem comentar especificamente sobre Bauru e Araraquara, a professora diz que, em geral, um fator que dificulta é que “nem todas as prefeituras e cidades têm centros de epidemiologia e pesquisa avançados para acompanhar a situação local com exatidão”.
A influência de outros municípios da mesma região também é apontada por epidemiologistas como um fator que afeta as tentativas de controle dos casos. Isso também ilustra a importância de ações coordenadas: é muito comum, por exemplo, que pessoas trabalhem em uma cidade e vivam em outra, transitando diariamente entre locais com regras diferentes e potencialmente levando consigo o vírus.
As orientações divergentes também podem confundir a população, diz a cientista política.
“É possível que as pessoas se confundam com as regras por lerem jornais regionais, se informarem em programas de TV nacionais, mas terem regras locais a cumprir. Mesmo os pesquisadores têm dificuldade em acompanhar um país continental com milhares de ações distintas sendo tomadas em tempos distintos, com nomes distintos, e duração distintas”, diz.
Fase emergencial
Os dois municípios, assim como as demais cidades do Estado de São Paulo, estão hoje na chamada fase emergencial do plano do governo estadual de combate à pandemia.
Essa fase, que reúne as medidas mais rígidas de restrição de circulação e atividades, está em vigor para todas as cidades do Estado desde 15 de março e terminaria no fim daquele mês, mas foi prorrogada pelo governo estadual até 11 de abril para as mais de 600 cidades do estado.
O objetivo é frear transmissão e mortes, além de reduzir a sobrecarga em hospitais públicos e particulares.
Entre as medidas de restrição previstas pelo governo estadual nessa fase estão o toque de recolher todos os dias, de 20h às 5h, a proibição do acesso a praias e parques, além da abertura das escolas da rede estadual exclusivamente para entrega de materiais e distribuição de merenda a alunos mais pobres.
Pessoas também estão proibidas de retirar pessoalmente produtos em restaurantes e lanchonetes e receberem atendimento presencial em lojas de material de construção. Celebrações religiosas coletivas e atividades esportivas em grupo também estão vetadas até 11 de abril.
– Piora, mas afrouxa?
Incompreensível.
Ontem, o Estado de São Paulo quebrou o recorde de mortos por COVID.
Hoje, o Governo Estadual relaxou algumas medidas e trouxe da Zona Emergencial para a Vermelha.
Entendeu?
A coerência aparenta não existir. Ou os setores específicos beneficiados, que pressionaram pela volta das suas atividades, são os responsáveis por tal medida.
Oficialmente, a justificativa é que se tem maior oferta de leitos…
Te convenceu?
– As ideias alternativas para as empresas agregarem valor durante a crise
Do ano passado, mas serve para hoje:
Sempre as crises trazem transtornos e situações que podem sair do controle. Mas há aquelas empresas que conseguem frutos positivos com suas marcas.
Uma matéria bem bacana sobre isso, abaixo,
Extraído de: https://istoe.com.br/sobrevivencia-dos-negocios-na-selva/
SOBREVIVÊNCIA DOS NEGÓCIOS NA SELVA
Empresários fazem malabarismos não só para equilibrar receitas e gastos, mas também para garantir mais valor às suas marcas e fidelizar seus clientes durante a crise do Covid-19. Ações mais humanas e solidárias, como o movimento #naodemita, que tenta salvar 2 milhões de empregos, servem para trazer mais tranquilidade para os trabalhadores do País e irão fazer muita diferença quando a economia voltar ao normal.
Por Anna França
Passado o primeiro momento de apreensão e até desespero diante da crise provocada pela pandemia e pela interrupção das atividades, muitas empresas começam a arregaçar as mangas para encontrar alternativas a fim de garantir sua sobrevivência e esperar o momento em que consigam novamente equilibrar receitas e gastos. O grande problema é que ninguém sabe quando isso vai acontecer. Com 917 lojas fechadas em todo o País, deixando de faturar R$ 25 milhões só em março, o fundador e CEO da rede de franquias de óculos Chilli Beans, Caito Maia, chegou a perder o sono pensando em como manter seu negócio. Mesmo com toda sua experiência, ele, que importa 100% dos produtos que vende, entrou em pânico quando o dólar bateu em R$ 5. Ainda por cima precisou adiar os planos para sua convenção de franqueados, que tradicionalmente é feita em um navio a um custo R$ 8 milhões.
“Não vou mentir. Foi difícil dormir com essa situação”, desabafa. Mas, ao mesmo tempo, a alternativa de oferecer descontos na venda online lhe pareceu simplista demais, especialmente num momento em que as pessoas querem garantir a própria sobrevivência. Nesse momento ele resolveu proteger as cerca de 6 mil pessoas ligadas à operação e decidiu abraçar causas voltadas para a área social, como usar seus canais para estimular a doação de sangue, que caiu vertiginosamente. “Decidi não gastar energia com o que não podia mudar e fui atrás do que estava ao meu alcance, de forma positiva”, conta. Com a campanha “Todo mundo é vermelho por dentro, doe sangue”, Maia espera agregar mais valor à marca e fidelizar seus clientes. O empresário aposta que, quando a economia voltar a rodar, atitudes como essas ajudarão as empresas diante dos olhos dos consumidores. Ações mais humanas como as de Maia começam a pipocar entre o empresariado. Nesta semana, mais de 4 mil empresas como Natura, Itaú, Magazine Luiza e C&A assinaram um manifesto em que se comprometem a não cortar funcionários até o final de maio. Apesar do abaixo-assinado não ter valor jurídico, a expectativa dos organizadores do movimento #naodemita é salvar até 2 milhões de empregos, com ações como férias coletivas e home office. O Sebrae e o Banco do Povo também se uniram para ajudar pequenos empresários com dicas de como obter crédito para capital de giro e manutenção de folha de pagamento, além de formas de renegociar dívidas.
Uma pesquisa feita pela consultoria Kantar mostra que as pessoas esperam justamente que as marcas se mostrem prestativas no combate ao coronavírus. O estudo global “Covid-19 Barometer”, realizado em 30 países, incluindo o Brasil, ouviu 25 mil consumidores e indicou que 77% esperam que as marcas compartilhem o que têm feito de útil neste momento. Para 75%, porém, seria um erro explorar a crise para promover seu nome. Para o consultor da IN especializado em gestão de marcas, Fábio Milnitzky, o único jeito de se atravessar uma crise dessas proporções é seguindo alguns passos importantes. “É preciso ser claro na comunicação, de forma direta e transparente”, diz. “Equilíbrio e serenidade são essenciais nessas horas e o chefe precisa aparecer, nem que seja em videoconferências, porque um rosto fala mais que mil palavras”, explica.
O momento ainda é de intranqüilidade tanto para empresários como empregados. Os shopping centers, por exemplo, começam a agonizar com seus 577 centros fechados por todo país. O setor, que faturou R$ 190 bilhões em 2019, já estima um prejuízo de R$ 15 bilhões com 30 dias de lojas fechadas. “Se isso se prolongar pode piorar ainda mais porque muitos lojistas não vão aguentar”, afirma o presidente da Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop), Nabil Sahyoun. Muitos empreendimentos, segundo ele, já estão negociando tanto alugueis como as taxas de condomínio, segurança e limpeza. Mas sem movimento será difícil manter até os funcionários. O que a entidade defende é que haja um planejamento para volta das atividades, nem que seja gradual, a partir de maio. “Já temos até protocolos prontos para voltar de forma gradativa, com todo o cuidado aos consumidores, incluindo controle de entrada no número de pessoas nos empreendimentos”, afirma.
BOAS PRÁTICAS NA CRISE
>> Não se isole, o líder precisa compartilhar até as decisões duras
>> Fale, repita e fale de novo sobre os problemas. Trabalhe com ciclos curtos de comunicação para ajudar na compreensão, conforme a situação vai mudando
>> Não tenha receio de dizer “não sei”, especialmente numa situação inédita como essa pandemia
>> Ouça seus funcionários e exponha suas convicções, aumentando a empatia de ambas as partes
>> Trabalhe intensamente toda a comunicação, tanto interna como externa, para obter engajamento
>> Invista no desenvolvimento da equipe
>> Cuide da sua saúde e da equipe. Fale sobre os impactos do isolamento na saúde e nas emoções e dê dicas aos seus colaboradores
>> Crie um comitê de oportunidades, para ver o que pode agregar valor à marca. Seja criativo: Uber e AirBnb surgiram após
a crise de 2008
>> Seja positivo, não deixe o pessimismo tomar conta de seus pensamentos, ações e decisões
Fonte: IN Consultoria
– O Consumo on-line ficará como herança destes tempos de Pandemia, comercialmente falando?
Com toda essa confusão envolvendo o Novo Coronavírus e o fechamento do Comércio, evidentemente que as empresas precisaram se reinventar!
Sabidamente, as pessoas estão com dificuldade econômica e precisam trabalhar – pois as empresas também quebram. Entretanto, diante do dilema financeiro-sanitário, não pode-se esquecer de que a Saúde vem em primeiro lugar (virá o bordão de que teremos “mais falidos do que falecidos”, uma infeliz invenção social). Delivery, Home Office e outras modalidades bem usadas nesse momento deixarão de ser alternativas para se consolidarem como costume.
O equilíbrio entre Trabalho e Bem-Estar é difícil, mas há de existir o quanto logo, para que as organizações não quebrem. Por isso, se faz relevante o apoio do Governo (ninguém quer que se #FiqueEmCasa eternamente, nem que se deixe de trabalhar).
Não confundamos relaxar a prevenção pela preocupação econômica, isso precisa ficar claro. Precisamos nos resguardar para o quanto antes sairmos da Quarentena e retomar a vida, que será, logicamente, diferente.
– #tbt 3: Está cansado de ficar em casa?
Há exatamente 1 ano, nossa preocupação era… ainda a quarentena!
Quem está “passado” com a quarentena, reclama sobre o tédio em estar na sua residência fechado. Muitos aproveitam para colocar os afazeres em dia, outros ficam trabalhando via Home Office na mesma carga horária, mas, em alguns casos, outras pessoas se queixam da falta de tempo para descanso pelo acúmulo de atividades.
Li alguém que escreveu: “Não sei mais o que fazer em casa”! Às vezes, penso: quem dera eu pudesse ter esse problema… mas, na verdade, as coisas vêm se acumulando por diversas outras situações, não restando folga alguma.
E na sua realidade, o que te incomoda?
– Luiz Adriano confirma a pesquisa da USP / FAPESP: não há protocolo que resista à irresponsabilidade.
O atacante Luiz Adriano, do Palmeiras, testou positivo para Covid-19. Ao invés de ficar em casa em quarentena, levou a mãe ao mercado, foi ao shopping, atropelou uma pessoa e a socorreu!
Quantas outras pessoas ficaram expostas ao contágio por conta da irresponsabilidade dele?
Dias atrás, falamos sobre a volta ou não dos campeonatos profissionais de futebol, e abordamos uma pesquisa que mostrava a alta taxa de contágio entre os atletas brasileiros (12% no futebol de SP, contra 0,6% da Alemanha e 0,07% da Inglaterra). Ela está acessível aqui: https://wp.me/p4RTuC-tYy. Naquela oportunidade, a conclusão foi: os protocolos brasileiros são falhos por conta da indisciplina dos jogadores em se cuidarem!
Parece que o palmeirense (que foi punido pela sua equipe) comprova o trabalho científico, não?
Não é apenas questão educacional, é de cidadania não expor seu contágio ao próximo, levando risco de infectá-lo.
– 3864 mortes por Covid nas últimas 24 horas: o desafio de viver em meio a pandemia e sobreviver na crise financeira.
Texto de ontem, com roupagem (infelizmente) atualizada para hoje. Que tristeza… dia após dia, mais mortes!
Já faz mais de um ano que estamos vivendo em meio a este inferno pandêmico. Cansa. Cansou. Já deu. Mas…
Mas precisamos resistir!
A VIDA é a coisa mais importante que existe para nós. Em muitos casos, não a nossa própria existência, mas as vidas de nossos filhos, cônjuges e pais. E como ela / elas pode (m) ser mantida(s)?
Precisamos ter saúde. E, infelizmente, estamos perdendo dia-a-dia a condição saudável e vendo nossos amigos partirem. E aqui amplio a reflexão: perdemos muitos amigos pela Covid, vitimados por essa cruel doença que é desdenhada por muitos insensatos. E estamos perdendo outros tantos amigos para a depressão, pelo desespero, por angústia de não ter mais a saúde da mente e, em muitos casos, a saúde financeira. Afinal, não se pode desconsiderar a quebradeira e a falência comercial, o desemprego e a falta de recursos de muitos que acabam resultando na falta de comida.
Já não é mais redução de custos, mas falta de condição de sobrevivência. Aí vem a amargura, a discórdia e a revolta.
Todos nós estamos sofrendo. E neste triste recorde de mortos hoje (desta matança inenarrável), precisamos nos preservar. Não saiamos à toa de casa, façamos somente o necessário. E se não tiver jeito, usemos as máscaras, álcool gel e todas as medidas preventivas quando estivermos ausentes do lar. Mas mais do que isso: COBREMOS as autoridades para que sustente os empregos e dêem o auxílio necessário.
Nos EUA, Trump mandou cheques às pessoas físicas e jurídicas. Na Inglaterra, o lockdowm foi compensado por reembolso do Governo. Aqui há dificuldades para se entender a necessidade de conciliação – e isso deturpou as relações das pessoas, vivendo o radicalismo do #FiqueEmCasa sem qualquer discussão e/ ou #Negacionismo estúpido e inconsequente.
Por ora, nos cuidemos e tentemos ajudar a salvar vidas. Mas tenhamos empatia por todos.
Obs: aqui, lembremos de puxar a orelha dos irresponsáveis que saem para as festas clandestinas e não se cuidam, tornando-se multiplicadores de contágio.
Acréscimo: no último domingo, uma interessante homilia do Papa Francisco onde ele alerta sobre o desespero das pessoas com as vidas perdidas e a crise econômica, fazendo com que o “Inimigo de Deus se aproprie da desesperança para gerar discórdia entre as pessoas”. A quem interessar, aqui: https://professorrafaelporcari.com/2021/03/29/o-papa-o-maligno-e-a-pandemia/).
– O desabafo do Prefeito de Mongaguá.
Um triste momento, extremamente impactante: o choro do prefeito de Mongaguá, Marcio Melo Gomes, que perdeu o pai e o irmão para a Covid.
Pressionado pelos comerciantes locais para não fechar a cidade, ele, que foi criado no Comércio, explicou os motivos do lockdown proposto de uma forma espontânea. É de se emocionar…
– 3780 mortes por Covid nas últimas 24 horas: o desafio de viver em meio a pandemia e sobreviver na crise financeira.
Já faz mais de um ano que estamos vivendo em meio a este inferno pandêmico. Cansa. Cansou. Já deu. Mas…
Mas precisamos resistir!
A VIDA é a coisa mais importante que existe para nós. Em muitos casos, não a nossa própria existência, mas as vidas de nossos filhos, cônjuges e pais. E como ela / elas pode (m) ser mantida(s)?
Precisamos ter saúde. E, infelizmente, estamos perdendo dia-a-dia a condição saudável e vendo nossos amigos partirem. E aqui amplio a reflexão: perdemos muitos amigos pela Covid, vitimados por essa cruel doença que é desdenhada por muitos insensatos. E estamos perdendo outros tantos amigos para a depressão, pelo desespero, por angústia de não ter mais a saúde da mente e, em muitos casos, a saúde financeira. Afinal, não se pode desconsiderar a quebradeira e a falência comercial, o desemprego e a falta de recursos de muitos que acabam resultando na falta de comida.
Já não é mais redução de custos, mas falta de condição de sobrevivência. Aí vem a amargura, a discórdia e a revolta.
Todos nós estamos sofrendo. E neste triste recorde de mortos hoje (desta matança inenarrável), precisamos nos preservar. Não saiamos à toa de casa, façamos somente o necessário. E se não tiver jeito, usemos as máscaras, álcool gel e todas as medidas preventivas quando estivermos ausentes do lar. Mas mais do que isso: COBREMOS as autoridades para que sustente os empregos e dêem o auxílio necessário.
Nos EUA, Trump mandou cheques às pessoas físicas e jurídicas. Na Inglaterra, o lockdowm foi compensado por reembolso do Governo. Aqui há dificuldades para se entender a necessidade de conciliação – e isso deturpou as relações das pessoas, vivendo o radicalismo do #FiqueEmCasa sem qualquer discussão e/ ou #Negacionismo estúpido e inconsequente.
Por ora, nos cuidemos e tentemos ajudar a salvar vidas. Mas tenhamos empatia por todos.
Obs: aqui, lembremos de puxar a orelha dos irresponsáveis que saem para as festas clandestinas e não se cuidam, tornando-se multiplicadores de contágio.
Acréscimo: no último domingo, uma interessante homilia do Papa Francisco onde ele alerta sobre o desespero das pessoas com as vidas perdidas e a crise econômica, fazendo com que o “Inimigo de Deus se aproprie da desesperança para gerar discórdia entre as pessoas”. A quem interessar, aqui: https://professorrafaelporcari.com/2021/03/29/o-papa-o-maligno-e-a-pandemia/).
——-MORTES POR COVID NO MUNDO HOJE——
1º Brasil – 3.780
2º EUA – 563
3º Itália – 529
4º Polônia – 461
5º Rússia – 409
6º Índia – 355
7º França – 348
8º Ucrânia – 286
9º Hungria – 274 1
0º Alemanha – 234
11º México – 203
Ou então: Brasil – 3.780 versus 10 países seguintes – 3.662

– Parabéns, Ministro da Saúde Dr Marcelo Queiroga! Mas o Presidente aprovou o discurso?
Que ótima surpresa!
O novo Ministro da Saúde Marcelo Queiroga, em live ontem (sábado), pediu para as pessoas:
- não viajarem no feriado, reforçando a necessidade de ficarem em casa;
- usarem máscaras pois elas são importantes; e,
- em hipótese alguma se aglomerarem, mantendo distanciamento social.
Bem diferente do que o discurso (e os atos praticados) do Presidente Jair Bolsonaro, ao longo dos últimos 12 meses.
Tomara que não leve um puxão de orelha dele. É ótimo ver um cara técnico no comando.
– Brasil: 3650 mortes por Covid nas últimas 24 horas.
Perdemos a capacidade de nos indignarmos. Quando víamos 1000 mortos por dia na Itália, nos espantávamos. Agora, um ano depois, quando a Segunda Onda está a todo vapor, vemos 3650 falecimentos num dia no Brasil e “aceitamos”.
Meu Deus… O que fazer para mudar isso?
Lamento muito que, somente agora, algumas pessoas que negavam a gravidade da coisa e soltavam bobagens como “morre-se mais disso do que de aquilo”, tenham mudado de opinião por conta da perda de ente(s) querido(s). E são muitos os casos assim em nosso país.
O pior é que, a cada medida de restrição e pedido para se isolar (ao menos, emergencialmente), a chiadeira é grande, voltando o debate Economia vs Saúde.
É lógico que as empresas estão quebrando e o desemprego disparou. Mas, por hora, todos nós estamos perdendo (eu que o diga em minhas atividades acadêmicas e esportivas…). Porém, as finanças são recuperáveis, mas a vida perdida, não.
Aqui não discutirei com negacionista. A gravidade é séria, e as paixões políticas deturpam o debate. Vamos nos previnir.
– Como deve ser um líder para gerir uma crise?
Abaixo, tal tuíte serve para política, futebol, religião… para a própria empresa ou até em sua casa:
Foi publicado pelo Padre Joãozinho, SCJ, e que expressa o que penso:
“Líder é uma pessoa com VISÃO que gera COESÃO em vista da AÇÃO. Numa hora de pandemia a população precisa mais de líderes que gerem coesão social para criar ações e comportamentos eficazes. Fechar os olhos e dividir as pessoas é uma atitude de anti-líderança que não se sustenta!”
Perfeito, não?
– Controle Emocional em época de Quarentena!
Gostei e vale compartilhar:

– Quem disse que fechar a cidade emergencialmente não funciona? Média móvel de 103 para 47, contágio de 316 para 6.
Estou morando em Bragança Paulista há 4 meses. Aqui, o prefeito Jesus Chedid tomou medidas impopulares: fechou a cidade, mandou multar quem passeava a pé no Lago do Taboão, disse que quem estivesse lá deveria “levar varada de marmelo” e o comércio surtou.
Entretanto…
O número de casos (oficialmente) é de 215 mortes por Covid, sendo 70 somente em março (fonte: Dados abertos do Governo do Estado de São Paulo)! Na última 6a feira, estavam 111 pessoas internadas na cidade (lotação), 20 fora do município e outras 20 esperando leitos.
Com a medida, implantada desde 08 de março quando a média móvel atingiu 103 casos, despencou o índice para 47 (21/03/2021, fonte: Dados abertos do Governo do Estado de São Paulo).
Eu sei que todos nós não aguentamos mais a pandemia. Todos sentimos as dificuldades financeiras e sanitárias dessa crise e queremos trabalhar (afinal, empresas quebraram e pessoas ficaram desempregadas). Mas diante dos hospitais superlotados e vendo numericamente a redução de mortes e do número de contágios, não dá para negar a matemática pois os números não mentem (se analisados corretamente). Nos dados, outro número impressionante: em 03/03/2021, contabilizou-se 316 novos casos, contra 6 em 21/03/2021.
O problema continua sendo a agressividade e a letalidade desta nova cepa… (já que o tempo de internação é maior e há muita gente há semanas internada).
O sacrifício é de todos. São vidas e há de se pensar no coletivo.
– Maju Coutinho com o infeliz “O choro é livre” teve a mesma conotação de Bolsonaro e o “E daí”.
Lembram quando o presidente Jair Bolsonaro, durante uma pergunta sobre as mortes elevadas por COVID 19, soltou um insensível “e daí” (no contexto, tentou mostrar que não era o responsável), revoltando parentes de vítimas e pessoas engajadas no combate ao Novo Coronavírus?
Foi de uma falta incrível de empatia… desrespeitou a dor das pessoas.
Agora, é a vez da jornalista Maria Julia Coutinho que, na mesma proporção de infelicidade, soltou um “o choro é livre” em referência às pessoas que reclamam das dificuldades financeiras e impossibilidade de trabalhar nesta época difícil da pandemia, recusando-se a ficarem em casa.
Igualmente, uma falta muito grande de empatia pelas pessoas que estão falindo e se desesperando por recursos financeiros.
Um erro não justifica o outro, e ambos erraram. As dores de cada indivíduo devem ser respeitadas. Nada apaga a dor de quem perdeu um ente querido, e igualmente deve se respeitar a agonia de quem vê a vida ruir e nada poder fazer, chegando a faltar mantimentos em seu lar.
O grande problema é: parece-se que é 8 ou 80, e sentir a dor de um lado torna-se proibitivo no sentido de consolar o outro. Entendo perfeitamente o desespero de todos neste momento tão conturbado e sofrido. As mortes estão em um número assustador, algo se deve fazer para freiá-las. Entretanto, deve-se pensar no auxílio / socorro de quem está perdendo empresas, emprego, desempregando e passando necessidades alimentícias reais.
Negar qualquer um desses sofrimentos é ser radical. Socorra-se a todos, no que for possível – mas nunca desrespeite-se a dor alheia (seja qual for).






